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Isaac Tomaz

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Faculdade Independente do Nordeste - FAINOR Curso de Psicologia
Trabalho de Conclusão de Curso
O impacto da imagem da pessoa com deficiência física no desenvolvimento da sexualidade: uma revisão integrativa da literatura
Vitória da Conquista - BA
2025
2
ISAAC TOMAZ OLIVEIRA
O impacto da imagem da pessoa com deficiência física no desenvolvimento da sexualidade: uma revisão integrativa da literatura
Monografia apresentada como requisito para conclusão do curso de Psicologia da Faculdade Independente do Nordeste - FAINOR.
Orientador (a): Prof. (a) Carine Oliveira Aragão Silva
Vitória da Conquista - BA
2025
Ficha catalográfica elaborada pela biblioteca da Instituição com os dados fornecidos pelo (a) autor(a)
ISAAC TOMAZ OLIVEIRA
O impacto da imagem da pessoa com deficiência física no desenvolvimento da sexualidade: uma revisão integrativa da literatura
Monografia apresentada como requisito para conclusão do curso de Psicologia da Faculdade Independente do Nordeste - FAINOR.
Vitória da Conquista - BA, 06 de junho de 2025.
Banca Examinadora
_______________________________________________
Prof.(a) Carine Oliveira Aragão Silva
Orientadora
_______________________________________________
Prof.(a) Me. Zâmia Aline Barros Ferreira
Examinadora
_______________________________________________
Prof.(a) Me. Thalita Fernandes Santos
Examinadora
Dedico este trabalho ao meu pai, que, embora não esteja mais fisicamente presente, permanece vivo em minha memória e em meu coração. Seu apoio, seus ensinamentos e, acima de tudo, seu sonho de ver este momento acontecer foram uma fonte constante de inspiração ao longo desta jornada. Cada conquista, cada esforço e cada passo dado rumo à realização deste estudo foram impulsionados pela sua lembrança e pelo desejo de honrar seu legado. Que esta vitória seja também sua, onde quer que esteja.
Com amor e saudade.
Agradecimentos
Chegar até aqui não foi uma jornada solitária, e por isso, quero expressar minha profunda gratidão. Primeiramente, a mim mesmo, por não desistir, por enfrentar os desafios com determinação e por acreditar que este momento seria possível. À minha orientadora, que, com paciência e sabedoria, me guiou neste processo, oferecendo conhecimento, suporte e incentivo para que este trabalho pudesse alcançar seu potencial máximo. Sua orientação foi essencial para cada etapa deste projeto. E, por fim, a todos aqueles que estiveram presentes comigo nessa caminhada — amigos, familiares e colegas — que, de alguma forma, contribuíram com palavras de encorajamento, apoio emocional e inspiração. Cada gesto, cada conselho e cada demonstração de confiança foram fundamentais para que eu pudesse seguir adiante e concluir esta importante etapa da minha vida.
RESUMO
A sexualidade é um aspecto essencial da identidade humana, mas pessoas com deficiência física enfrentam obstáculos que dificultam sua vivência plena, devido a fatores biológicos, psicológicos e socioculturais. Este estudo, por meio de uma revisão integrativa da literatura, investigou como a imagem corporal influencia a construção da identidade sexual dessa população. A pesquisa analisou cinco estudos selecionados em bases científicas, que apontaram barreiras barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência no campo da sexualidade manifestam-se de diversas formas, incluindo a falta de acesso a uma educação sexual inclusiva e a serviços de saúde adequados; a dificuldade no exercício pleno dos direitos sexuais e reprodutivos; a imposição de estereótipos e percepções sociais que deslegitimam suas experiências; os obstáculos à vivência da sexualidade e das relações afetivas; a representação limitada ou distorcida nos meios de comunicação e nos padrões corporais normativos; e, por fim, as barreiras estruturais e culturais sustentadas por um modelo biomédico da deficiência que ainda prevalece em muitas esferas sociais. Conclui-se que a educação sexual é fundamental para o empoderamento, e que é necessário investir em políticas públicas, representatividade e acesso a informações para garantir o direito à sexualidade de forma digna e respeitosa.
PALAVRAS-CHAVE: Sexualidade; Pessoas com deficiência; Autoimagem
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
FIGURAS
Figura 01 - Fluxograma da seleção de artigos para Revisão Integrativa de Literatura.......................13
Figura 02 - Elementos da Revisão Integrativa – Primeira Fase................................................................14
Figura 03 - Categorias de Análise da Revisão Integrativa de Literatura.......................................................16
QUADROS
Quadro 1 – Descrição de estudos para a Revisão Integrativa de Literatura – Segunda Fase.................14
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
BVS – Biblioteca Virtual em Saúde
DeCS/MeSH – Portal Descritores em Ciências da Saúde/Medical Subject Headings IST – Infecções Sexualmente Transmissíveis
LILACS – Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde PCD – Pessoas com Deficiência
PePsic – Portal de Periódicos Eletrônicos de Psicologia TRS – Teoria da Representações Sociais
SUMÁRIO
1. Introdução 11
2. Metodologia 12
3. Resultados e Discussão 15
3.1 Educação sexual e saúde 16
 
3.2 Direitos sexuais e reprodutivos 17
3.3 Estereótipos e percepções sociais 19
3.4 Manifestações e vivências da sexualidade 20
 
3.5 Mídia, corpo e representações 21
3.6 Modelo social da deficiência e sexualidade 22
Conclusão 22
 
Referências 25
1. Introdução
A sexualidade desempenha um papel fundamental na busca pelo prazer e, quando vivida de maneira saudável, contribui para o fortalecimento da autoestima e para a construção de uma identidade sexual equilibrada. No caso de pessoas com deficiência física, diversos fatores podem limitar sua plena expressão sexual, estando presentes em três dimensões essenciais da experiência humana: a biológica, a psicológica e a sociocultural. O caminho percorrido pelas pessoas com deficiência é caracterizado por desafios, enfrentamento de preconceitos e a constante luta pela garantia de seus direitos de cidadania, considerando as particularidades culturais de cada sociedade (Fonseca; Moreira, 2023)
A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Brasil, 2015) define deficiência como a perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, que acarreta dificuldades na participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas. Essa definição ressalta a importância de compreender os desafios enfrentados por essa população em diferentes aspectos da vida, incluindo a sexualidade.
No que se refere à imagem corporal, Maia (2006, p.219) afirma que “seu processo de elaboração passa por três momentos: 1) a percepção do próprio corpo e do corpo do outro; 2) aspectos afetivos e eróticos;e 3) os modelos socioculturais relacionados ao corpo ideal”. A literatura científica aponta que o corpo é um elemento central nas interações sociais e na construção da identidade, sendo visto como um capital cultural e social (Goldenberg, 2007).
Estudos demonstram como as percepções do corpo impactam as cognições e os comportamentos individuais (Justo & Camargo, 2013), sendo frequentemente associadas a padrões estéticos e expectativas sociais. Pesquisas como as de Camargo et al. (2011) indicam que a representação social do corpo está ligada à saúde, estética e movimento, reforçando ideais que podem gerar preocupações constantes com a aparência e influenciar a autoimagem das pessoas com deficiência.
Diante desse cenário, esta revisão integrativa tem como objetivo explorar as vivências da sexualidade entre pessoas com deficiência física, analisando o impacto da imagem corporal e das representações sociais na construção da identidade sexual dessa população. Para isso, serão investigados estudos que abordam a intersecção entre deficiência, corpo e sexualidade, buscando compreender os desafios, estereótipos e oportunidades de inclusão enfrentados por essas pessoas.
2. Metodologia
Esta pesquisa consiste em uma revisão integrativa da literatura, metodologia descrita por Souza et al. (2010) como uma forma de síntese do conhecimento, na qual resultados de estudos relevantes sobre um tema específico são reunidos e analisados. Essa abordagem permite uma compreensão mais ampla do assunto, incorporando a aplicabilidade dos achados na prática e promovendo uma visão aprofundada ao integrar informações provenientes de diversas fontes.
Para o desenvolvimento desta revisão integrativa de literatura sobre o impacto da imagem da pessoa com deficiência física, seguiu-se as etapas propostas por Souza et al (2010): 1) elaboração da pergunta norteadora; 2) busca ou amostragem na literatura, por meio da definição dos descritores e dos critérios de inclusão e exclusão; 3) coleta de dados; 4) análise crítica dos estudos incluídos; 5) discussão dos resultados e apresentação da revisão integrativa para a síntese do conhecimento acerca do tema em estudo.
A partir dessa perspectiva, definiu-se a seguinte pergunta norteadora “Qual o impacto da imagem da pessoa com deficiência física no desenvolvimento da sexualidade?” e para o levantamento dos artigos na literatura, foi realizada uma busca na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), considerando que o portal reúne diversas bases de dados relevantes para a área da saúde. Além disso, foram consultadas publicações disponíveis no Portal de Periódicos Eletrônicos de Psicologia (PePsic), que concentra produções acadêmicas específicas do campo da Psicologia.
Para o alcance da etapa 2, foi acessado o Portal Descritores em Ciências da Saúde/Medical Subject Headings (DeCS/MeSH), desenvolvido pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (LILACS). Esse portal fornece a terminologia padronizada utilizada para a classificação e organização das fontes de informação da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Além disso, consultou-se o índice de assuntos do Portal de Periódicos Eletrônicos de Psicologia (PePsic), permitindo a seleção dos descritores cadastrados para a pesquisa: Sexualidade, Pessoas com Deficiência, Deficiência Física, Autoimagem
Para a construção das estratégias de busca, foi utilizado o operador booleano AND para a combinação adequada dos principais termos da pesquisa. Esse operador desempenha um papel essencial na recuperação de informações em bases de dados acadêmicas, pois restringe os resultados, recuperando apenas artigos que contenham todos os termos especificados. Dessa forma, a pesquisa se torna mais precisa, reduzindo a quantidade de dados irrelevantes e favorecendo a obtenção de estudos mais alinhados aos objetivos propostos (Latorraca et al., 2019).
Os critérios de inclusão para a seleção dos artigos foram: a) artigos completos em língua portuguesa; b) estudos publicados nos últimos 10 anos nas bases de dados escolhidas; c) estudos qualitativos que abordam a sexualidade da pessoa com deficiência física. Os critérios de exclusão foram: a) artigos que não estavam alinhados ao objetivo do estudo ou que estavam duplicados; b) que abordam outras temáticas, mesmo no âmbito da sexualidade; c) que não dispõem do texto completo disponível gratuitamente; d) artigos que abordam outras deficiências, que não a deficiência física.
Na busca realizada na base de dados BVS, utilizando a seguinte estratégia: ("sexualidade”) AND (pessoas com deficiência) AND (autoimagem), foram obtidos inicialmente 344 resultados. Com a aplicação de filtros alinhados aos critérios de elegibilidade restaram 79 artigos. Na base de dados PePsic foi utilizada a seguinte estratégia: “(sexualidade) AND (deficiência física)”, obtendo-se apenas 01 resultado. Foram selecionados, portanto, 80 artigos para a etapa de leitura de títulos e resumos.
A aplicação desses procedimentos resultou nos dados apresentados na Figura 1. Percebe-se que, dos 345 trabalhos inicialmente identificados, a triagem levou à seleção de somente 5 estudos para a etapa de leitura integral do texto.
Figura 1 – Fluxograma da seleção de artigos para Revisão Integrativa de Literatura 
Fonte: Elaboração própria
A avaliação dos estudos ocorreu em duas fases. Na primeira, os artigos foram lidos na íntegra e categorizados segundo a área de pesquisa, ano de publicação, objetivo da pesquisa e a natureza do estudo (figura 2).
Figura 2 – Elementos da Revisão Integrativa – Primeira Fase
 Fonte: Elaboração própria
Dos cinco artigos analisados, quatro estão disponíveis na base de dados Biblioteca Virtual em Saúde, com publicações entre 2015 e 2025, enquanto um deles está na base de dados Periódicos Eletrônicos de Psicologia, publicado em 2021, como é possível observar no quadro 1.
Quadro 1 – Descrição de estudos para a Revisão Integrativa de Literatura – Segunda Fase
	
	Plataforma
	Título
	Natureza do estudo
	Ano de publicação
	Autores
	
1
	
BVS
	A
(im)possibilida de	de	ser mulher e mãe com deficiência: uma		revisão integrativa
	
Revisão integrativa
	
2023
	
Amanda Nicácio Vieira; Maria Itayra Padilha; Roberta Costa
	
2
	
PePsic
	Sexualidade das	pessoas com deficiência física:		uma
	
Pesquisa qualitativa
	
2021
	
Alana Nagai Lins de Carvalho; Joilson
	
	
	análise	à	luz das teorias das representações sociais
	
	
	Pereira da Silva
	
3
	
BVS
	Sexualidade das	pessoas com deficiência: uma		revisão sistemática
	
Revisão Sistemática
	
2018
	Alana Nagai Lins de Carvalho; Joilson Pereira da Silva
	
4
	
BVS
	A sexualidade da pessoa com deficiência nas capas	 da Revista Sentidos: inclusão	ou perpetuação dos estigmas?
	
Pesquisa qualitativa
	
2018
	
Karla Garcia Luiz; Adriano Henrique Nuernberg
	
5
	
BVS
	
Pessoas com deficiência e a vivência a
respeito da sexualidade
	
Estudo descritivo
	
2015
	Máximo Lucas Costa Silva; Andressa Ferreira de Oliveira; Gláucia Alexandre Formozo
 Fonte: Elaboração própria
Na segunda fase, serão apresentados os artigos encontrados de maneira sintetizada, destacando seus principais pontos e contribuições. Essa organização busca evidenciar as abordagens exploradas nos estudos analisados, proporcionando uma compreensão mais clara dos resultados e discussões subsequentes.
3. Resultados e Discussão
De acordo com o levantamento, as áreas dos artigos selecionados se dividem em psicologia (n=3) e enfermagem (n=2), com prevalência à área da psicologia. No que diz respeito ao ano de publicação, ocorreu nos anos de 2015 (n=1), 2018 (n=2), 2021 (n=1) e 2023 (n=1).
Quanto à natureza dos estudos, foi possível identificar abordagens distintas, cada uma contribuindo para a compreensão da sexualidade das pessoas com deficiência. As principais classificações incluem: Revisões integrativas (n=1); Pesquisas qualitativas (n=2); Revisões sistemáticas (n=1); Estudo descritivo (n=1).
Quanto aos objetivos das pesquisas foram identificados os seguintes aspectos principais:compreender a percepção social sobre a sexualidade das pessoas com deficiência; analisar os desafios enfrentados na vivência da sexualidade; examinar a representação midiática da sexualidade; estudar políticas públicas e direitos sexuais e reprodutivos; explorar a educação sexual como ferramenta de empoderamento.
Diante desses objetivos, os artigos analisados oferecem uma visão abrangente sobre a sexualidade das pessoas com deficiência, explorando desde aspectos sociais e midiáticos até questões relacionadas a direitos e educação. Ao integrar essas perspectivas, a literatura científica evidencia os desafios enfrentados por essa população, bem como as possibilidades de transformação por meio de políticas inclusivas e do fortalecimento da autonomia individual.
Para a discussão quanto ao conteúdo dos estudos, foram inicialmente identificadas as principais temáticas em comum. Em seguida, após releituras do material, foram definidas seis categorias para análise, conforme elencados na figura 4:
Figura 3: Categorias de Análise da Revisão Integrativa de Literatura
 Fonte: Elaboração própria
3.1 Educação sexual e saúde
A educação sexual voltada para pessoas com deficiência constitui um componente fundamental para a promoção da saúde integral e a efetivação dos direitos humanos. No entanto, essa área ainda enfrenta inúmeros desafios, entre eles a carência de estratégias pedagógicas acessíveis e a limitada formação de profissionais capacitados, fatores que perpetuam a desinformação e a exclusão dessa população nos espaços educativos e sociais.
Conforme apontam Vieira et al. (2023), a vivência da sexualidade por pessoas com deficiência é atravessada por estigmas sociais que restringem sua autonomia e expressão. Aspectos como a maternidade e a identidade feminina são especialmente afetados por essas percepções, o que evidencia a urgência de políticas públicas que reconheçam e atendam às especificidades dessa população. De forma complementar, Carvalho e Silva (2021), ao utilizarem a Teoria das Representações Sociais, demonstram como construções culturais influenciam a compreensão e a experiência da sexualidade de pessoas com deficiência física, muitas vezes reforçando imagens de dessexualização ou hipersexualização.
A exclusão no campo da educação sexual é também evidenciada na revisão sistemática de Carvalho e Silva (2018), que identifica a ausência de conteúdos acessíveis como um entrave à construção da autonomia e à vivência plena da sexualidade. Tal lacuna reforça práticas capacitistas, frequentemente associadas à infantilização e à negação da capacidade das pessoas com deficiência de exercerem seus direitos sexuais e reprodutivos. Em ambientes escolares e familiares, observa-se uma resistência em abordar o tema, geralmente motivada por uma cultura de superproteção ou por tabus relacionados ao corpo e à sexualidade da pessoa com deficiência.
A maneira como a mídia representa a sexualidade dessa população também exerce papel significativo. A pesquisa de Luiz e Nuernberg (2018) destaca que essas representações podem tanto reforçar estigmas quanto promover a inclusão, dependendo da abordagem adotada. Já o estudo de Silva, Oliveira e Formozo (2015) ressalta a importância de práticas educativas sensíveis às especificidades das pessoas com deficiência, que contemplem suas vivências e promovam o respeito à diversidade corporal e subjetiva.
Assim, promover uma educação sexual acessível e inclusiva para pessoas com deficiência implica mais do que fornecer informações, trata-se de um processo de reconhecimento de sujeitos de direitos, de valorização da autonomia e de enfrentamento ao capacitismo estrutural. Essa tarefa exige o envolvimento intersetorial de políticas públicas, a formação continuada de profissionais da educação e da saúde, ações comunitárias articuladas e, sobretudo, a escuta ativa das próprias pessoas com deficiência como protagonistas de suas experiências e demandas.
3.2 Direitos sexuais e reprodutivos
Os direitos sexuais e reprodutivos das pessoas com deficiência continuam sendo sistematicamente violados, apesar de seu reconhecimento legal. A construção social que associa a deficiência à dependência e incapacidade impõe barreiras significativas ao exercício desses direitos, dificultando o acesso à informação, aos serviços de saúde sexual e reprodutiva e à vivência plena da maternidade ou paternidade. Vieira et al. (2023) destacam que mulheres com deficiência enfrentam barreiras estruturais e simbólicas que restringem sua autonomia reprodutiva, sendo frequentemente desencorajadas por familiares e profissionais de saúde a engravidar, o que reforça estereótipos negativos sobre suas capacidades maternas. Esse fenômeno, conhecido como capacitismo obstétrico, é marcado pela negação de cuidados adequados, pela desconsideração da autonomia da gestante e pela estigmatização dentro dos serviços de saúde.
A falta de políticas públicas específicas para essa população agrava ainda mais a situação, comprometendo o direito à informação e ao planejamento familiar. Carvalho e Silva (2018) enfatizam que a ausência de uma educação sexual acessível perpetua práticas capacitistas que infantilizam as pessoas com deficiência e limitam o exercício consciente de sua sexualidade. A falta de materiais didáticos adaptados e a escassez de profissionais capacitados resultam em um cenário de exclusão e vulnerabilidade. Além disso, a interseccionalidade entre deficiência, gênero e classe social amplifica essas desigualdades, dificultando ainda mais o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva.
A necessidade de uma abordagem intersetorial que promova uma transformação cultural é reforçada por Carvalho e Silva (2021), que analisam a sexualidade das pessoas com deficiência por meio da Teoria das Representações Sociais. Os autores argumentam que os preconceitos e a falta de informações adequadas geram exclusões sutis, que impedem as pessoas com deficiência de vivenciar sua sexualidade de maneira plena e segura. Luiz e Nuernberg (2018) também abordam o impacto da mídia, destacando como as representações da sexualidade das pessoas com deficiência podem reforçar estigmas ou, quando abordadas de forma inclusiva, promover a inclusão. A maneira como a sociedade enxerga a sexualidade dessa população afeta diretamente suas oportunidades de exercer seus direitos fundamentais.
Diante desse contexto, torna-se fundamental adotar o conceito de justiça reprodutiva, que propõe uma análise interseccional dos direitos reprodutivos, reconhecendo as múltiplas opressões que limitam as escolhas e oportunidades das pessoas com deficiência. Para garantir a efetivação desses direitos, é imprescindível investir na capacitação de profissionais da saúde, na criação de programas educativos inclusivos e no fortalecimento de redes de apoio. Mais do que mudanças legislativas, é necessário promover uma transformação cultural, assegurando o protagonismo das próprias pessoas com deficiência na formulação de políticas públicas, para que possam vivenciar sua sexualidade e maternidade sem restrições ou preconceitos.
3.3 Estereótipos e percepções sociais
A sexualidade das pessoas com deficiência continua sendo marcada por estigmas e estereótipos que impactam diretamente suas experiências e vivências. Um dos principais estigmas é a associação entre deficiência e assexualidade, o que frequentemente resulta na infantilização e na negação da sexualidade dessas pessoas como parte integral de sua identidade. Segundo Carvalho e Silva (2021), as representações sociais historicamente construídas reforçam a ideia de que pessoas com deficiência não possuem desejos sexuais ou não têm autonomia para vivenciá-los plenamente. Essa percepção, além de errônea, contribui para a exclusão social e a falta de políticas públicas voltadas para a educação sexual inclusiva.
Outro aspecto recorrente nas pesquisas sobre o tema é a visão de que pessoas com deficiência são dependentes ou incapazes de tomar decisões autônomas sobre seus corpos e afetos. Vieira et al. (2023) discutemcomo essas barreiras são ainda mais intensas no caso das mulheres com deficiência, que enfrentam desafios estruturais e simbólicos na construção de sua identidade sexual e reprodutiva. A pesquisa revela que muitos profissionais de saúde e familiares desencorajam essas mulheres a exercerem plenamente sua maternidade e seus direitos sexuais, reforçando estereótipos de incapacidade.
A mídia desempenha um papel central na perpetuação desses estigmas, frequentemente representando pessoas com deficiência como exemplos de superação ou como objetos de compaixão, mas raramente como sujeitos de desejo e autonomia sexual. Luiz e Nuernberg (2018) analisam capas da revista Sentidos, demonstrando como a abordagem midiática pode tanto reforçar estereótipos quanto contribuir para a inclusão. A representação simbólica construída em torno da sexualidade das pessoas com deficiência influencia diretamente suas oportunidades de explorar relacionamentos e reivindicar seus direitos.
A desconstrução desses estereótipos exige ações que valorizem a diversidade sexual e corporal, incluindo a formação de profissionais de saúde e educação para um atendimento mais inclusivo e a ampliação do debate público sobre o tema. Silva, Oliveira e Formozo (2015) destacam que a escuta ativa das pessoas com deficiência sobre suas próprias experiências é essencial para transformar essas percepções e garantir que sua sexualidade seja reconhecida como um direito inalienável, e não como uma condição excepcional ou problemática.
Portanto, superar estigmas e promover uma vivência plena da sexualidade para pessoas com deficiência exige ações concretas que envolvam políticas públicas, comunicação responsável e o protagonismo da própria comunidade na definição de caminhos mais inclusivos e justos.
3.4 Manifestações e vivências da sexualidade
As manifestações da sexualidade em pessoas com deficiência são diversas e refletem tanto as subjetividades individuais quanto às condições sociais e estruturais nas quais estão inseridas. Essas vivências, muitas vezes, são atravessadas por barreiras físicas, sociais e psicológicas, como a superproteção familiar, a falta de privacidade, o preconceito e a escassez de espaços seguros para o desenvolvimento de vínculos afetivos e sexuais (Silva et al., 2015; Carvalho & Silva, 2021). Tais barreiras impactam diretamente a experiência sexual, frequentemente limitando o exercício da autonomia e do consentimento, elementos essenciais para uma vivência sexual saudável.
A ausência de uma abordagem interseccional e inclusiva nas políticas públicas e nas práticas educativas também é um fator crucial para a construção de uma vivência sexual satisfatória. Quando a deficiência é vista como um obstáculo à sexualidade, tende-se a desconsiderar que o desejo, o afeto e a expressão sexual são aspectos naturais e universais da existência humana. Essa perspectiva capacitista não apenas marginaliza as necessidades sexuais das pessoas com deficiência, mas também reforça a ideia de que sua sexualidade é algo secundário ou até mesmo inexistente. Carvalho e Silva (2021) destacam que as representações sociais construídas ao longo do tempo, que associam a deficiência à assexualidade ou à dependência, são fundamentais para a manutenção desse estigma, resultando na exclusão dessa população das discussões sobre sexualidade e direitos reprodutivos.
Porém, estudos indicam que, quando há acesso à informação e apoio institucional adequado, pessoas com deficiência podem desenvolver estratégias de empoderamento que reconfiguram suas experiências sexuais e afetivas de forma positiva. Pereira et al. (2020) afirmam que a oferta de uma educação sexual inclusiva e a criação de espaços de acolhimento permitem que as pessoas com deficiência se sintam mais seguras para explorar suas relações afetivas e sexuais. Nesse sentido, a educação sexual deve ir além da simples transmissão de informações, devendo ser pensada de maneira interseccional, reconhecendo as especificidades de cada pessoa, como suas necessidades sensoriais, cognitivas e motoras.
Além disso, a falta de privacidade, uma consequência da superproteção por parte de familiares ou cuidadores, é uma das maiores dificuldades enfrentadas por muitas pessoas com deficiência na vivência de sua sexualidade. Essa ausência de espaços pessoais para o desenvolvimento de vínculos afetivos compromete o direito de explorar a própria sexualidade de forma autônoma. Silva et al. (2015) afirmam que o apoio de redes de cuidado, tanto familiares quanto profissionais, deve ser repensado, com uma maior ênfase no respeito à autodeterminação e na promoção da autonomia sexual. Isso envolve o treinamento de profissionais de saúde e educação para a importância de um atendimento inclusivo, que não infantilize ou marginalize as pessoas com deficiência em relação à sua sexualidade.
Portanto, é essencial que as vivências sexuais de pessoas com deficiência sejam reconhecidas como legítimas e tratadas com respeito, em um processo que valorize a autodeterminação sexual e o consentimento. A criação de espaços seguros, a educação inclusiva e a conscientização sobre os direitos sexuais dessa população são passos fundamentais para garantir que suas experiências sexuais sejam positivas e livres de discriminação. Dessa forma, a superação das barreiras sociais e culturais imposta pela deficiência será possível, permitindo que as pessoas com deficiência possam vivenciar sua sexualidade de forma plena e autônoma.
3.5 Mídia, corpo e representações
A representação das pessoas com deficiência na mídia desempenha um papel crucial na construção de imaginários sociais sobre seus corpos e sua sexualidade. Ao longo da história, a mídia tem reforçado padrões estéticos normativos, muitas vezes apagando ou estigmatizando os corpos com deficiência por meio de uma lógica corponormativa que define quais corpos são considerados desejáveis, funcionais ou dignos de afeto (Rocha e Silva, 2019). Nesse cenário, as imagens midiáticas geralmente colocam as pessoas com deficiência em dois polos extremos: como símbolos de superação ou como objetos de piedade. Ambas as representações despojam essas pessoas da agência sobre seus corpos e sua sexualidade, tornando suas experiências invisíveis ou inaceitáveis dentro da narrativa dominante.
No estudo de Luiz e Nuernberg (2018), que analisa capas de uma revista, é evidenciado que a fotografia, nesse contexto, pode ser tanto uma ferramenta de subversão desses discursos quanto um meio de reforçá-los, dependendo de como os corpos são retratados – como sujeitos ativos, com desejos e afetos, ou como seres passivos e desprovidos de sexualidade. Nos últimos anos, o crescimento da representatividade crítica e a produção de conteúdo por pessoas com deficiência nas mídias sociais têm se mostrado uma poderosa forma de romper com os estigmas estabelecidos, promovendo a visibilidade da diversidade corporal e afetivo-sexual. Ribeiro e Barbosa (2022) destacam que a ampliação da presença dessas pessoas nas plataformas digitais têm contribuído significativamente para a construção de novas narrativas que desafiam os padrões convencionais.
Por isso, é fundamental a criação de políticas culturais e educacionais que fomentem uma mídia inclusiva, capaz de representar de maneira plural e respeitosa as subjetividades e corporeidades das pessoas com deficiência, rompendo com a lógica da exclusão e da invisibilidade.
3.6 Modelo social da deficiência e sexualidade
O modelo social da deficiência desloca o foco da limitação individual para as barreiras sociais, culturais e institucionais que impedem a plena participação das pessoas com deficiência na sociedade. No campo da sexualidade, esse modelo denuncia como estruturas capacitistas atuam para negar ou restringir os direitos sexuais dessa população, frequentemente invisibilizando suas demandas ou infantilizando suas experiências (Vieira et al., 2023). O paradigma biomédico, que predominava anteriormente, tratava a deficiência como uma patologia a ser corrigida, ignorando questões de identidade,autonomia e desejo sexual. Em contrapartida, o modelo social propõe o reconhecimento das pessoas com deficiência como sujeitos de direitos e desejos, cujas vivências sexuais devem ser respeitadas e promovidas por meio de políticas inclusivas, acesso à informação e a eliminação de barreiras simbólicas e materiais.
A sexualidade, dentro desse contexto, deixa de ser um tabu e se transforma em um campo legítimo de atuação do Estado e da sociedade civil, com foco na promoção da justiça sexual e reprodutiva (Carvalho; Silva, 2021). Para consolidar esse modelo, é imprescindível o fortalecimento da participação ativa das pessoas com deficiência na formulação de políticas públicas, além de um engajamento interdisciplinar que promova a inclusão em todos os setores da sociedade.
Estudos como o de Carvalho e Silva (2018) demonstram como a falta de políticas de educação sexual inclusiva contribui para a perpetuação de estigmas e limitações relacionadas à sexualidade das pessoas com deficiência, criando um cenário em que essas pessoas são privadas de um direito fundamental: a autonomia sobre seus corpos e desejos. Nesse sentido, o fortalecimento de políticas públicas deve ser acompanhado por ações que busquem, não apenas a eliminação de barreiras físicas, mas também a superação de barreiras sociais e culturais que dificultam o reconhecimento e o exercício pleno da sexualidade de pessoas com deficiência.
4. Conclusão
A análise da sexualidade de pessoas com deficiência, a partir das categorias temáticas discutidas ao longo deste trabalho, permite compreender como esse campo é marcado por disputas simbólicas, desigualdades estruturais e processos históricos de exclusão. Ao mesmo tempo, evidencia-se que a sexualidade, longe de ser um aspecto secundário ou desviante da experiência humana, constitui um elemento central da subjetividade, da dignidade e da cidadania. Para pessoas com deficiência, no entanto, essa dimensão tem sido historicamente silenciada ou tratada como tabu, sob a influência de um imaginário social fortemente marcado pelo capacitismo, pela normatividade corporal e pela patologização das diferenças.
A ausência ou precariedade da educação sexual inclusiva revela o quanto a sociedade ainda não reconhece plenamente as pessoas com deficiência como sujeitos de direitos sexuais e reprodutivos. O acesso limitado à informação, à linguagem acessível e à formação crítica compromete o desenvolvimento da autonomia, do autocuidado e da consciência corporal. Soma-se a isso a formação deficitária de educadores e profissionais da saúde, que muitas vezes não estão preparados para lidar com a diversidade de corpos, reproduzindo práticas excludentes e infantilizadoras, que se configuram formas de violência simbólica e institucional. Como apontam os estudos revisados, a negligência no campo educativo alimenta o ciclo de invisibilidade, insegurança e vulnerabilidade, sobretudo para mulheres com deficiência, que enfrentam camadas adicionais de opressão.
A perpetuação de estereótipos sociais, contribui para marginalizar as experiências afetivas e sexuais dessas pessoas. Tais estigmas, ao serem naturalizados, limitam as possibilidades de construção de identidades sexuais diversas e plurais. O poder dessas representações, amplificado pela mídia, reforça imaginários de inadequação e inferioridade, tornando os corpos com deficiência alvos de olhares piedosos, fetichistas ou desumanizadores. Apesar dessas barreiras, a categoria das manifestações e vivências da sexualidade aponta para formas concretas de resistência, ressignificação e protagonismo. Quando têm acesso à informação, à privacidade, ao apoio institucional e ao reconhecimento social, as pessoas com deficiência constroem formas próprias de viver o afeto, o desejo, a intimidade e a erotização de seus corpos. 
Por fim, o modelo social da deficiência, ao deslocar o foco da deficiência como patologia individual para as barreiras sociais que produzem a exclusão, oferece um paradigma potente para pensar a sexualidade de forma emancipatória. Esse modelo convida à superação de perspectivas biomédicas e paternalistas, propondo a centralidade da autonomia, da acessibilidade e da justiça sexual e reprodutiva. Dessa forma, o enfrentamento das desigualdades no campo da sexualidade, requer uma abordagem interseccional e intersetorial, que articule educação, saúde, cultura, mídia e justiça social. É preciso reconhecer que o direito à sexualidade é um direito humano inalienável, e que sua negação representa uma forma de opressão estrutural. A transformação necessária passa, sobretudo, pelo reconhecimento das pessoas com deficiência como sujeitos plenos de direitos, desejos, vozes e escolhas.
Em suma, cabe ressaltar que esta revisão integrativa permitiu refletir sobre a sexualidade da pessoa com deficiência, mas teve como principal limitação o pequeno número de estudos encontrados, com apenas cinco artigos incluídos na análise. Isso pode indicar que ainda há pouca produção científica sobre esse tema ou que os critérios usados para a busca foram muito restritos. Para melhorar pesquisas futuras, é possível ampliar os termos utilizados, realizar a busca bases de dados adicionais e considerar produções científicas em outros idiomas. Sugere-se ainda, o desenvolvimento de pesquisas de campo, sob a perspectiva das próprias pessoas com deficiência, suas famílias e/ou profissionais da rede de atenção, para melhor compreensão das vivências, barreiras e potencialidades a respeito da expressão da sexualidade, considerando as diversas dimensões que atravessam essa experiência.
REFERÊNCIAS
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