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- é um dos mais sérios problemas de saúde bucal, visto que 
estamos propensos a sofrer um trauma em qualquer fase da 
vida 
- acomete principalmente os dentes anteriores superiores, 
principalmente os incisivos centrais superiores 
- acomete a estética e o emocional do paciente, não só dele, 
como também do responsável/parente/familiar 
- o dentista tem que estar calmo, afim de resolver o problema 
do trauma e tentar acalmar a parte emocional de ambos 
- geralmente, quando alguém sofre um trauma, normalmente 
não atinge apenas um dente 
- ás vezes o mesmo dente pode sofre mais de um tipo de trauma 
PREVALÊNCIA 
 de 7 à 14 anos 
 principalmente em meninos 
 como as meninas estão cada vez mais inseridas em esportes 
radicais, a quantidade de traumatismos vem aumentando em 
meninas 
CAUSAS 
- quedas 
- acidentes automobilísticos 
- acidentes de trabalho 
- agressão físicas 
- esportes 
- violência infantil 
FATORES PREDISPONENTES 
- overjet acentuado: pessoas mais “dentucinhas” 
 
- a falta de selamento labial: o lábio consegue amortecer a 
pancada em casos de queda, quando não tem esse selamento, 
a força atinge diretamente no dente, sem ter o lábio pra 
absorver um pouco da pancada 
 
PREVENÇÃO DE TRAUMAS 
- tratamento ortodôntico em casos de maloclusão 
- equipamento de segurança, como: capacetes, protetores 
bucais para esportes ou para crianças propensas à queda, 
cintos de segurança 
- orientação para as crianças e adolescentes 
OBS: o protetor bucal que seja, de preferência, exclusivo para 
o paciente, e não universal, já que cada pessoa tem sua arcada 
e ela precisa ser bem adaptada. Sendo de EVA com espessura 
de 6mm. Em casos de crianças, sempre confeccionar sempre que 
necessário já que a dentição sempre está mudando 
- o trauma deve ser sempre considerado um emergência até 
que se prove o contrário 
- em casos de riscos de vida, encaminha-se para um médico e 
a dentição fica em segundo plano 
ATENDIMENTO IMEDIATO 
 O que fazer? 
- fazer uma breve anamnese: história médica, idade, problemas 
de saúde, vacinas, como aconteceu, quando foi e onde foi que 
ocorreu o acidente, e se já sofreu um trauma anterior pois se 
já sofreu, as chances de reparo naquele dente são menores) 
- fazer exame geral do paciente: observar o paciente como um 
todo, seus sinais e sintomas ao caminhar até o sentar na 
cadeira, para verificar se tem algum problema, observar 
assimetria de deslocamento e limitação de movimento, 
observar se tem algum dente perdido, fazer palpação pra ver 
se tem crepitação ou mobilidade, observar se ficou raiz 
residual, ver condição pulpar, fazer teste de percussão de 
necessário e se possível, fazer exames radiográficos em várias 
angulações (mésioradial, ortoradial e distoradial) ou 
tomografias computadorizadas de cone beam 
OBS: ter cuidado nas radiografias pois é um documento legal, 
você pode ser chamado pra depor em casos de agressão e elas 
precisam estar em bom estado e terem sido bem processadas 
 de acordo com a OMS, os traumas na Odontopediatria são 
divididos em dois: 
- lesões de tecido duro do dente: trincas de esmalte, fraturas 
de esmalte, fratura de esmalte e dentina com ou sem exposição 
pulpar, fratura coronoradicular com ou sem exposição pulpar, 
fraturas radiculares 
- lesões de tecidos de suporte: concussão, subluxação, intrusão, 
extrução, luxação lateral e avulsão 
LESÕES DE TECIDO DURO 
 quando vamos decidir o plano de tratamento, devemos levar 
em consideração vários fatores: 
- a extensão do trauma 
- a idade do paciente 
- a oclusão de dente vizinhos 
- o grau de erupção daquele dente 
- as condições emocionais 
- as exigências estéticas do paciente 
- as condições econômicas 
- a sua experiência profissional 
 Trincas de esmalte 
 
- fratura incompleta mas não chega perder estrutura 
- só enxergamos se um feixe de luz estiver paralelo ao dente 
(transluminação), podemos usar o fotopolimerizador para 
observá-la. Em alguns casos, conseguimos visualizar sem 
precisar de transluminação, a olho nu ou com luz natural 
- vai secar a região para visualizar 
- tratamento: colocar resina flow apenas em cima da trinca, 
afim de evitar infecções 
- não requer acompanhamento, se caso só tiver a trinca 
 Fratura de esmalte 
- 
- tratamento: alisamento de superfície, se tiver incomodando o 
paciente, regularizando as margens. Dependendo do caso, pode 
restaurar com resina podendo não fixar direito por ser uma 
região de muita oclusão, colagem de fragmento (muito raro 
pois o pedaço normalmente é muito pequeno) 
- acompanhamento: clínico radiográfico de 6 a 8 semanas e 
após 1 ano 
 Fratura de esmalte em dentina sem exposição pulpar 
 
- a dentina vai ficar exposta 
- pode ter sintomatologia dolorosa, principalmente pela 
movimentação dos fluidos dentinários 
- tratamento: colagem de fragmento, se for uma emergência 
vai restaurar com ionômero de vidro naquele momento e depois 
uma restauração definitiva com resina. Se for muito profunda, 
mais ou menos 0,5mm de distância da polpa mas sem chegar a 
expor, vai ser necessário fazer uma proteção pulpar, realizando 
um capeamento direto e depois uma restauração 
- proservação: 6 a 8 semanas e após 1 ano 
 Fratura de esmalte em dentina com exposição pulpar 
 
- acompanhamento: de 6 a 8 semanas, 3 meses, 6 meses, 1 ano 
- o que fazer: vai depender do tempo que a polpa ficou exposta, 
a idade do paciente, o tamanho da exposição 
- SEMPRE optar pelo procedimento mais conservador, porque 
se der errado, passa pra próxima opção de tratamento 
1- se for um dente permanente jovem, aposte no capeamento 
pulpar 
2- se não der certo ou o paciente chegou com o dente 
contaminado aposte na pulpotomia parcial, ou seja, curetagem 
superficial (2mm) na exposição e logo após, fazer um 
capeamento pulpar direto 
3- se não der certo, tenta a pulpotomia radical, removendo a 
polpa coronária apenas, fazer a pulpotomia, trantando-se de 
um dente jovem, pode ser que o dente esteja com rizogênese 
incompleta, tendo maiores chances de recuperação mas 
podendo mesmo assim dar errado e ele necrosar. Sendo o mais 
correto esperar o desenvolvimento radicular do elemento 
4- em último caso, biopulpectomia 
- em casos que a fratura seja muito grande e necessitar de um 
retentor intraradicular, um pino ou uma coroa, vai precisar 
fazer o processo endodôntico 
- se o paciente trouxer o fragmento, depois que realizar um 
capeamento, pode tentar colocar ele com o fotopolimerizador 
(se ele estiver bem adaptado por vestibular e por lingual), ou 
faz uma restauração com ionômero para não ficar exposto e o 
paciente não sentir dor, ou seja, uma restauração provisória, 
aguarda pra ver se o paciente ainda sente dor, se regredir vai 
baixar um pouco a provisória e restaurar com resina 
- em casos de necrose, tratamento endodôntico 
- em casos muito extensos: extração 
- quanto maior a gravidade, maior o tempo do 
acompanhamento 
 Fratura radicular 
- é raro 
- pode envolver fraturas de processo alveolar 
- quando a fratura for na vertical, é extração 
- mas quando for na horizontal ou obliquo tem chances de 
recuperação 
- pode ser no terço apical, médio ou cervical 
- pode ter sensibilidade a percussão 
- o grau de mobilidade vai depender de onde foi a fratura (no 
terço médio e no terço cervical a mobilidade é maior do que no 
terço apical 
- teste de cavidade: dano transitório pulpar, teste dá negativo 
e depois de um tempo mostra sua vitalidade e as vezes dá vital 
e depois necrosa 
OBS: não se deve indicar uma endodontia apenas com o teste 
de cavidade em situações de trauma 
- proservação: exame radiográfico (quanto mais tempo passar, 
mais você vai visualizar a distância entre os fragmentos) e 
tomografia computadorizada 
- tratamento: se o paciente chegar no consultório em até duas 
semanasdá pra reposicionar e tentar fazer a contenção 
- se ele necrosar e apresentar sinais e sintomas além dos testes 
de cavidade e confirmar de certeza 
- complicações pós fratura: necrose pulpar, obliteração pulpar, 
reabsorção radicular e perda óssea marginal 
OBS: em casos de trauma, principalmente em dentes que ainda 
estão rizogênese, só vai ser feito a endodontia no fragmento 
coronário, e no terço apical, se ele estiver necrosado, uma 
extração só daquela região 
OBS: se a fratura cervical for acima da crista óssea e com o 
fragmento com mobilidade vai ser melhor remover esse 
fragmento, fazer a endodontia e colocar o retentor e uma 
coroa 
- acompanhamento: até 5 anos. Se colocar contenção flexível 
a proservação é de 4 semanas e se for fratura cementária vai 
tirar a contenção em 4 meses 
 a fratura ela tem 3 tipos de reparo: 
- se fizer a contenção mais rápido possível e o trauma foi mais 
leve: vai ter reparo do tecido mineralizado e o dente vai 
permanecer vital 
- se o trauma foi mais severo e/ou o paciente demorou a fazer 
a contenção: vai enxergar o fragmento separado mas eles vão 
estar unidos por tecido conjuntivo 
- se o paciente demorar mais ainda e vir contaminar ou 
necrosar a polpa: o terceiro tipo de reparo é o tecido de 
granulação. Mas se tem tecido infectado, vai fazer endodontia 
e remover o terço apical (se necessário) 
LESÕES DE TECIDO DE SUPORTE 
 
 Concussão 
- é um dente traumatizado, que aparentemente não tem nada, 
mas o paciente após o trauma tem sensibilidade ao toque e a 
percussão 
- não aparece alterações radiográficas 
- acompanhamento: 4 meses, até 1 ano 
- é o mais leve dos traumas de tecido de suporte 
 Subluxação 
 muito parecida com a concussão mas com dois detalhes 
diferentes: tem sangramento sulcular (exsudato inflamatório 
derivado dos tecidos periodontais) e uma pequena mobilidade, 
bem leve 
- vai ter sensibilidade 
- pode ter dano pulpar transitório 
- sem alterações radiográficos 
- não necessita de tratamento, apenas de acompanhamento 
- se o paciente se queixar de muita dor, fazer um alivio na 
oclusão fazendo um desgaste + dieta pastosa e liquida durante 
2 semanas + contenção 
- controle com avaliação clínica e radiográfica 
- proservação: 2 semanas, 3 meses e 1 ano 
OBS: contenção ou ferulização deve ser feita na extensão 
correta (dentes traumatizados e mais dois dentes saudáveis de 
cada lado) não deve ser lesiva à gengiva ou aos lábios, deve 
permitir higienização, não pode interferir na oclusão e a ter a 
estética adequada. Ter cuidado com saliva e sangramento. 
Para remover, utilizar brocas, retirando a resina e evitando o 
dente. 
 Luxação extrusiva 
 é o deslocamento parcial do dente para fora do alvéolo e 
mantido apenas por fibras gengivais intactas 
- extremamente frouxo (com mobilidade), fora de alinhamento, 
sensibilidade ao toque, fratura alveolar rara, há um aumento 
no espaço periodontal (apical e lateralmente) 
- é necessário fazer um exame radiográfico em várias 
angulações: oclusal 
- tratamento: reposicionamento dental, contenção flexível por 
duas semanas, tratamento endodôntico se vier necrosar 
- proservação: 5 anos 
 Luxação lateral 
 deslocamento vestibular, lingual ou lateral do dente e fonas 
de ruptura de fibras periodontais 
- vai ter um desalinhamento dos dentes, vão ficar sem 
mobilidade (som metálico), fratura óssea alveolar, aumento do 
espaço do ligamento periodontal, sem respostas aos testes 
pulpares, radiografias periapicais 
- fazer radiografias anguladas/oclusal 
- tratamento: reposicionamento dental (digitalmente, sob 
anestesia local), contenção flexível por 4 semanas. Se tiver 
fratura óssea, prolongar mais 1 mês 
- necrose pulpar em ápices completos: MIC após 2 semanas 
OBS: pode ocorrer revascularização pulpar espontânea em 
dentes com rizogênese incompleta 
- acompanhamento clínico e radiográfico semelhante a 
extrusão 
 Intrusão 
 deslocamento axial do dente para o interior do alvéolo, 
danificando as estruturas de suporte 
- desalinhamento oclusal, coroa clínica reduzida 
- som metálico à percussão 
- ausência de mobilidade 
- não responde aos testes pulpares 
- características radiográficas: redução do espaço periodontal, 
dente intruído no processo alveolar, grau de formação 
radicular, periapicais anguladas e oclusal 
- tratamento (rizogênese incompleta): 
 reerupção espontânea – qualquer grau 
 movimentação ortodôntica – 4 semanas 
 monitorar a condição pulpar, orientações aos pais e 
paciente 
- proservação clínica e radiográfica: 2-4-8-12 semanas/6 
meses/1 ano/ anual até 5 anos 
- tratamento (rizogênese completa): 
 Intrusão 3mm: reerupção espontânea – aguardar 8 
semanas, se não voltar, extrusão ortodôntica para evitar 
anquilose 
 Intrusão 3-7mm: extrusão cirúrgica ou ortodôntica 
 Intrusão > 7mm: extrusão cirúrgica 
- necrose em 96% dos casos – MIC 15 dias após o trauma 
 Avulsão 
 deslocamento total do dente do interior de um alvéolo com 
ruptura de todas as fibras periodontais 
- padrão de cura complexo 
- vai depender do grau de desenvolvimento radicular, então 
mesmo se ele estiver com rizogênese incompleta, as chances 
dele não necrosar mesmo rompendo os feixes dos vasos 
nervosos, é alta, dele ficar vital, e se for ápice completo um 
dente mais maduro, a chance de anastomose é baixa, então 
devemos fazer a MIC, duas semanas depois do acidente para 
evitar a reabsorção radicular 
- reimplante imediato é o ideal mas também pode ter 
complicações, pode ter necrose, reabsorção inflamatória, 
anquiloses, reabsorção por substituição 
- período extra alveolar (evitar tocar nas raízes para não 
perder os restos de tecido do ligamento periodontal) 
- meio de estocagem (leite, água, soro, saliva) 
- condição do dente e do alvéolo