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Ciência Política e do Estado Aula 6 Prof. Vagner PATINI Professor: Vagner PATINI Martins Mestre em Ciência Sociais (política) - PUC/SP Pós-graduado em Direito Sindical – ESA/SP Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho – ESA/SP Graduado pela FMU Diretor da Comissão de Direito Sindical da OAB – Jabaquara Membro da Comissão de Direito Sindical da – Seccional SP Advogado atuante na área Trabalhista e Sindical Agenda do encontro: • ROTEIRO DE ESTUDOS ü ESTADO - Origens, teorias, formação, tipos históricos. - Conceito. ü ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO ESTADO - população, povo, território, soberania e fim comum. • DÚVIDAS. Estado Introdução “O Estado é uma criação humana que estrutura um sistema orgânico, de natureza política e jurídica, da sociedade. Ele detém incontáveis direitos e deveres na órbita das relações exteriores, pactuados mediante tratados, convenções, acordos ou convalidados pelos costumes e é o ponto em torno do qual se desenvolve a sociedade internacional.” Malheiro, Emerson Penha. (Método OAB). Direito Internacional e Direitos Humano. 2 – ed. rev. – Rio de Janeiro: Forence; São Paulo: Método, 2016. pg. 172. Um Estado é uma entidade política que possui soberania sobre um território definido e uma população permanente. Ele tem o poder de estabelecer leis internas e participar de relações internacionais. Os elementos essenciais de um Estado incluem um território delimitado, um governo que mantém a ordem e exerce autoridade, e a capacidade de entrar em relações com outros Estados. A soberania do Estado é reconhecida tanto internamente, pelos seus cidadãos, quanto externamente, pelos outros Estados. A origem histórica do Estado é complexa e multifacetada, ligada ao surgimento das primeiras civilizações. Os primeiros Estados são geralmente reconhecidos nas civilizações do Crescente Fértil, como a Mesopotâmia e o Egito Antigo, por volta de 3000 a.C. Essas sociedades desenvolveram estruturas governamentais centralizadas em resposta às necessidades de administração agrícola, defesa e manutenção da ordem social. Com o tempo, a concepção de Estado evoluiu, especialmente após o Tratado de Westfália em 1648, que moldou o moderno sistema internacional de Estados soberanos. O Tratado de Westfália, firmado em 1648, marcou o fim da Guerra dos Trinta Anos na Europa. É considerado um dos marcos fundamentais na formação do sistema de Estados-nação, estabelecendo princípios como a soberania dos Estados e a não-interferência em assuntos internos de outros Estados. Este tratado também reconheceu a igualdade formal entre os Estados e ajudou a configurar a ordem geopolítica da Europa moderna, alterando alianças, fronteiras e influências religiosas, particularmente reforçando a paz entre nações católicas e protestantes. A origem dos Estados na Ásia, Oriente Médio e África é marcada por histórias distintas: Ásia: Muitos dos Estados modernos da Ásia têm origens em antigas civilizações e impérios, como a China e a Índia, que tiveram sistemas políticos centralizados milhares de anos atrás. Impérios como o Persa e o Mongol também desempenharam papéis significativos na formação das fronteiras e estruturas estatais. •China: As primeiras dinastias chinesas remontam ao redor de 2070 a.C. com a Dinastia Xia. •Índia: Civilização do Vale do Indo por volta de 3300 a.C. e mais tarde, o Império Maurya em 322 a.C. Oriente Médio: A região viu o surgimento de alguns dos primeiros Estados conhecidos na história, como os antigos Estados-cidade da Mesopotâmia. A formação de Estados nesta região foi profundamente influenciada pelas civilizações suméria, acádia, babilônica e assíria. •Mesopotâmia: Estados-cidade como Ur e Uruk por volta de 3500 a.C. •Império Persa: Fundado por volta de 550 a.C. África: Antes da colonização, a África tinha uma grande diversidade de reinos e impérios, como o Egito Antigo, o Reino de Kush, o Império de Mali e o Reino do Zimbábue. Muitos desses reinos possuíam estruturas estatais complexas antes da chegada dos europeus. •Egito Antigo: Por volta de 3100 a.C. com a unificação dos reinos do Alto e Baixo Egito. •Império de Mali: Surgiu no século XIII, alcançando seu auge no século XIV. A formação de um Estado geralmente envolve quatro elementos essenciais: população, território, governo e soberania. A população refere-se ao conjunto de pessoas que residem no Estado e estão sob sua jurisdição. O território é a área geográfica definida sobre a qual o Estado exerce controle. O governo é o sistema ou conjunto de órgãos que administra e implementa as políticas do Estado. Por fim, a soberania é a autoridade suprema e independente do Estado para governar-se sem interferência externa. A formação efetiva de um Estado pode ocorrer de diversas maneiras, incluindo unificação de territórios, secessão de partes de um Estado já existente, descolonização e reconhecimento internacional. A história dos Estados pode ser vista em diversos tipos históricos ao longo dos séculos. Aqui estão alguns dos mais significativos: Estados Cidade: Predominantes na antiguidade, como as cidades-estado de Atenas e Esparta na Grécia Antiga, caracterizados por serem centros políticos e culturais independentes. Impérios: Estendiam seu domínio sobre vastos territórios, muitas vezes multiétnicos e multiculturais. Exemplos incluem o Império Romano e o Império Persa. Estados Feudais: Comuns na Europa Medieval, caracterizados por uma hierarquia de lealdades entre senhores e vassalos sob a autoridade de um monarca. Estados-Nação: Surgiram na Europa moderna após o Tratado de Westfália em 1648, baseados na soberania dentro de territórios bem definidos com populações que possuíam uma identidade nacional comum. Estados Constitucionais: Formados após as revoluções liberais, caracterizam-se pela limitação dos poderes do governo através de uma constituição, como as repúblicas e as monarquias constitucionais. Estados Socialistas: Emergiram no século XX, baseados em princípios de propriedade estatal dos meios de produção e planejamento econômico central, como visto na União Soviética. Elementos constitutivos Povo – comunidade de indivíduos, nacionais, com vínculo político jurídico. Difere de população, que inclui estrangeiros, e tem aspecto apenas estatístico. Território – área geográfica sobre a qual exerce soberania, incluindo o espaço aéreo e marítimo. Pouco importa o tamanho. Não se incluem embaixadas, aeronaves e embarcações militares; Governo soberano – poder político soberano em relação às demais instituições. Há dois aspectos: soberania interna é a característica da superioridade do poder do Estado frente aos demais núcleos de poder existentes. Já a externa é a independência é o relacionamento com os demais Estados, a celebração de tratados, o direito de legação e o de declarar guerra. Surgimento e extinção Ocupação e posse: Este era um meio antigo de surgimento de Estados, em que um território era ocupado e mantido por um grupo ou nação. No entanto, esse método não é mais aceito pelo direito internacional, que reconhece a inviolabilidade dos territórios existentes. Desmembramento: O desmembramento ocorre quando um Estado se divide em dois ou mais novos Estados. Um exemplo contemporâneo disso é a separação do Sudão em Sudão e Sudão do Sul, em 2011. Dissolução total: A dissolução total ocorre quando um Estado deixa de existir completamente, geralmente como resultado de um colapso político ou social. Exemplos disso incluem o Império Austro-Húngaro após a Primeira Guerra Mundial e a União Soviética após o fim da Guerra Fria. Fusão com outro Estado: A fusão ocorre quando dois ou mais Estados decidem se unir para formar um novo Estado. Um exemplo disso é a reunificação da Alemanha Oriental e Ocidental em 1990. Anexação: A anexação ocorre quando um Estado incorpora um território que anteriormente pertencia a outro Estado. Um exemplo recente disso é a anexaçãoda Crimeia pela Rússia em 2014, após um referendo controverso. Dissolução total: A dissolução total ocorre quando um Estado deixa de existir completamente, geralmente como resultado de um colapso político ou social. Exemplos disso incluem o Império Austro-Húngaro após a Primeira Guerra Mundial e a União Soviética após o fim da Guerra Fria. Fusão com outro Estado: A fusão ocorre quando dois ou mais Estados decidem se unir para formar um novo Estado. Um exemplo disso é a reunificação da Alemanha Oriental e Ocidental em 1990. Anexação: A anexação ocorre quando um Estado incorpora um território que anteriormente pertencia a outro Estado. Um exemplo recente disso é a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, após um referendo controverso. Na ciência política, o fim comum de todos os estados é garantir o bem-estar de seus cidadãos e manter a ordem social. Este objetivo é alcançado através da administração de leis, proteção dos direitos civis e fornecimento de serviços públicos essenciais, como saúde, educação e segurança. Além disso, os estados buscam preservar a soberania, garantir a segurança nacional contra ameaças externas e internas e promover o desenvolvimento econômico para melhorar a qualidade de vida de sua população. Reconhecimento de Estado e Governo O reconhecimento de Estado é um ato unilateral, político e discricionário, através do qual um Estado reconhece outro ente como um novo Estado soberano. Suas características incluem ser unilateral, discricionário, irrevogável, meramente declaratório, podendo ser expresso ou tácito, incondicionado e individual. Existem casos de Estados com pouco ou nenhum reconhecimento, como a República Turca do Norte do Chipre, Sealand e Somalilândia (Atlas de Países que não existem). Já o reconhecimento de governo ocorre em situações de ruptura institucional ou política. Assim como o reconhecimento de Estado, possui características de ser unilateral, discricionário, irrevogável, meramente declaratório, podendo ser individual ou coletivo. A doutrina de Tobar estabelece que o reconhecimento de um governo só ocorre se o mesmo contar com efetiva aprovação popular, enquanto a doutrina de Estrada indica a impossibilidade desse reconhecimento, pois configuraria uma intromissão indevida em interesses internos. A Cláusula Democrática, presente no Protocolo de Ushuaia (Dec. 4210/2002), é um exemplo de mecanismo que promove a democracia nos países do Mercosul. A Doutrina Tobar é um princípio do direito internacional público relacionado ao reconhecimento de governos. Ela foi estabelecida em 1907 pelo diplomata equatoriano Carlos R. Tobar, em meio a uma crise política na América Central. De acordo com a Doutrina Tobar, um governo deve ser reconhecido como legítimo apenas se contar com a aprovação efetiva da população do país em questão. Isso significa que o reconhecimento de um governo não deve ser baseado apenas em critérios formais ou legais, mas também na legitimidade percebida pelo povo governado. A Doutrina Estrada é um princípio da política externa mexicana formulado pelo diplomata e político mexicano Genaro Estrada em 1930. Ela estabelece a não intervenção nos assuntos internos de outros países como um princípio fundamental das relações internacionais. De acordo com essa doutrina, os Estados devem se abster de intervir nos assuntos internos de outros Estados, respeitando sua soberania e independência. A Doutrina Estrada foi adotada pelo México como um princípio orientador de sua política externa e tem sido um dos pilares das relações internacionais latino- americanas, especialmente no que diz respeito à não intervenção em assuntos de outros países. Direitos e Deveres dos Estados Direitos dos Estados: •Direito à existência, defesa e conservação de sua soberania e integridade territorial. •Direito à autodeterminação, que inclui o direito de determinar livremente seu status político e de buscar, desenvolver e manter seu próprio modelo político, econômico, social e cultural. •Direito à igualdade soberana, o que significa que todos os Estados são iguais em direito e possuem igualdade de direitos e deveres. •Direito à auto-organização e administração interna, que abrange a capacidade dos Estados de determinar suas próprias leis, instituições e políticas internas. •Direito a não sofrer intervenção em seus assuntos internos por outros Estados. •Direito ao exercício de poder soberano sobre seu território, povo e recursos naturais. Direitos e Deveres dos Estados Deveres dos Estados: •Dever de respeitar os direitos de outros Estados, o que inclui o respeito à soberania e integridade territorial de outros Estados. •Dever de não intervir nos assuntos internos de outros Estados. •Dever de buscar a solução pacífica de controvérsias internacionais, o que implica o uso de meios pacíficos, como negociação, mediação e arbitragem, para resolver disputas. •Dever de cooperar internacionalmente para promover o desenvolvimento econômico, social e cultural e para alcançar objetivos comuns da comunidade internacional, como a paz e a segurança internacionais. Constituição Federal do Brasil de 1988 Estabelece a organização do Estado no Art. 1º, definindo o Brasil como uma República Federativa composta pela União indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal. Ela define o país como um Estado Democrático de Direito e enuncia seus fundamentos no Art. 1º, incluindo a soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, e o pluralismo político. Essas disposições visam assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos. Constituição Federal do Brasil de 1988 Estabelece a organização do Estado no Art. 1º, definindo o Brasil como uma República Federativa composta pela União indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal. Ela define o país como um Estado Democrático de Direito e enuncia seus fundamentos no Art. 1º, incluindo a soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, e o pluralismo político. Essas disposições visam assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos. Constituição Federal do Brasil de 1988 O povo é o titular do poder soberano do Estado, que é exercido por representantes eleitos ou diretamente, conforme estabelecido pela Constituição. Os artigos que tratam especificamente do povo incluem o Artigo 1º, parágrafo único, que afirma que "todo o poder emana do povo", e o Artigo 14, que detalha os mecanismos de participação direta do povo no governo, como o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular. Esses artigos estabelecem a base democrática na qual o Estado brasileiro é fundamentado. Constituição Federal do Brasil de 1988 Define o território brasileiro nos Artigos 20 e 21. O Artigo 20 estabelece que são bens da União as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, e os recursos naturais, incluindo a plataforma continental e a zona econômica exclusiva. O Artigo 21 detalha as competências da União sobre o território nacional, incluindo a administração e exploração de recursos naturais, a manutenção da ordem e a defesa do território nacional. Constituição Federal do Brasil de 1988 A Constituição Federal do Brasil de 1988 estabelece a soberania como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, conforme o Artigo 1º, que cita: "A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democráticode Direito e tem como fundamentos: I - a soberania". Esse conceito é reiterado pelo preâmbulo da Constituição, que afirma a decisão do povo brasileiro de constituir um estado democrático destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos. Constituição Federal do Brasil de 1988 O objetivo do Estado brasileiro, é promover o bem-estar de seu povo através de quatro objetivos fundamentais, detalhados no artigo 3º: 1.Construir uma sociedade livre, justa e solidária. 2.Assegurar o desenvolvimento nacional. 3.Erradicar a pobreza e a marginalização, e reduzir as desigualdades sociais e regionais. 4.Promover o bem de todos, sem qualquer forma de discriminação. Esses princípios orientam as ações do governo e refletem o compromisso do Brasil em melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos, buscando equidade e justiça social. Equidade é um princípio que busca oferecer condições justas e personalizadas para que todos tenham as mesmas oportunidades de acesso a recursos e direitos. Difere da igualdade por adaptar as circunstâncias para equilibrar desigualdades específicas entre grupos ou indivíduos. Por exemplo, na educação, equidade pode significar fornecer recursos adicionais para alunos de regiões desfavorecidas para garantir que eles tenham as mesmas oportunidades de sucesso que alunos de áreas mais ricas. Justiça social é um conceito mais amplo, que visa a distribuição equitativa de riqueza, oportunidades e privilégios dentro de uma sociedade. Envolvendo a implementação de políticas e práticas que garantam igual participação econômica, política e social, promove um ambiente onde todas as pessoas são tratadas sem discriminação e têm suas necessidades básicas atendidas. Nacionalidade Nacionalidade: A nacionalidade é o vínculo jurídico-político que une uma pessoa natural a um Estado. Diferencia-se da cidadania, que envolve direitos políticos, como o direito de voto. Não deve ser confundida com naturalidade, que é o local de nascimento do indivíduo e é imutável. Aquisição da Nacionalidade: Cada Estado é responsável por determinar as regras para a aquisição da nacionalidade. Jus Soli x Jus Sanguinis: Jus soli é o direito de solo, em que a nacionalidade é determinada pelo local de nascimento. Jus sanguinis é o direito de sangue, em que a nacionalidade é determinada pela descendência. Polipatridia e Apatridia: Polipátridas são pessoas com duas ou mais nacionalidades, enquanto apátridas são pessoas sem nacionalidade, o que é protegido internacionalmente como um direito humano. Nacionalidade Brasileira: O Brasil adota primariamente o jus soli, mas também aceita o jus sanguinis em várias circunstâncias. Brasileiros natos incluem aqueles nascidos no Brasil ou em território brasileiro, mesmo que de pais estrangeiros, desde que estes últimos não estejam a serviço de seu país de origem. Também são brasileiros natos os nascidos no exterior, desde que um dos pais seja brasileiro e esteja a serviço do Brasil, ou que sejam registrados em repartição brasileira competente e optem pela nacionalidade após a maioridade. O Brasil reconhece a possibilidade de pluralidade de nacionalidades e, no critério do jus sanguinis, somente considera até o 1º grau de parentesco (pai ou mãe). Estar a serviço do Brasil significa estar oficialmente designado para o cargo ou função, como chefes de delegação ou oficiais de missão de paz. Brasileiro Naturalizado: A nacionalidade brasileira por naturalização ocorre por aquisição derivada ou secundária, ou seja, a pessoa era estrangeira e adquire a nacionalidade brasileira. Para estrangeiros originários de países de língua portuguesa, é necessário estabelecer residência no Brasil por pelo menos 1 ano ininterrupto e ter idoneidade moral. Para os demais estrangeiros, é necessário residir no Brasil por pelo menos 15 anos ininterruptos e não ter condenação penal, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). Cargos Privativos de Brasileiros Natos: Alguns cargos no Brasil são privativos de brasileiros natos, como Presidente da República, Vice-Presidente da República, Presidente da Câmara dos Deputados, Presidente do Senado Federal, Ministro do Supremo Tribunal Federal, Membro da Carreira Diplomática, Oficial das Forças Armadas e Ministro de Estado de Defesa. Perda da Nacionalidade: Tanto o brasileiro nato quanto o naturalizado podem perder a nacionalidade. A perda ocorre por sentença judicial quando a pessoa praticar atos nocivos aos interesses nacionais, como tráfico, terrorismo ou contrabando, ou quando adquirir voluntariamente outra nacionalidade. Não perde a nacionalidade se adquirir outra nacionalidade por imposição do Estado estrangeiro ou por reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. A Constituição brasileira permite a requisição da nacionalidade brasileira para aqueles que a perderam, desde que sejam brasileiros natos ou naturalizados, exceto em caso de perda por sentença judicial. DÚVIDAS Prof.: Vagner PATINI vagner.martins@fmu.br vagner@patini .adv.br https://www.instagran.com/vagnerpatini/ OBRIGADO. mailto:vagner.martins@fmu.br mailto:vagner@patini.adv.br