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Antagonistas e agonistas muscarínicos:
- Agonistas muscarínicos são substâncias que ativam os receptores muscarínicos
no sistema nervoso. Esses receptores são encontrados em várias partes do corpo,
como no coração e no sistema digestivo. Quando um agonista se liga a esses
receptores, ele imita a ação da acetilcolina (uma substância química natural que o
corpo produz), estimulando os efeitos que ela provocaria. Isso pode levar, por
exemplo, a um aumento na salivação ou na motilidade intestinal.
- Antagonistas muscarínicos, por outro lado, são substâncias que bloqueiam esses
receptores. Eles impedem a acetilcolina de se ligar aos receptores muscarínicos e,
assim, inibem os efeitos que normalmente seriam ativados por essa substância. Isso
pode levar a efeitos opostos, como a diminuição da salivação ou a redução da
motilidade intestinal.
Então, resumindo:
● Agonistas muscarínicos: Ativam os receptores muscarínicos, imitando a
acetilcolina.
● Antagonistas muscarínicos: Bloqueiam os receptores muscarínicos, impedindo a
ação da acetilcolina.
Base da farmacologia do sistema SNA:
A farmacologia do sistema nervoso autônomo (SNA) envolve o estudo de como as drogas
afetam os nervos que controlam funções involuntárias do corpo, como a frequência
cardíaca, a digestão e a respiração.
1. Sistema Simpático
Função: Prepara o corpo para situações de "luta ou fuga". Aumenta a frequência cardíaca,
dilata as vias aéreas, e reduz a atividade digestiva.
Neurotransmissores principais:
● Noradrenalina (norepinefrina): Atua principalmente nos receptores adrenérgicos.
Drogas relacionadas:
● Agonistas adrenérgicos: Imitam a noradrenalina, estimulando os receptores
adrenérgicos. Por exemplo, a adrenalina (epinefrina) pode ser usada em
emergências para aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial.
● Antagonistas adrenérgicos: Bloqueiam os receptores adrenérgicos. Por exemplo,
os beta-bloqueadores são usados para tratar hipertensão e problemas cardíacos,
reduzindo a frequência cardíaca e a pressão arterial.
2. Sistema Parassimpático
Função: Promove o estado de "repouso e digestão". Diminui a frequência cardíaca,
estimula a digestão e promove a recuperação e conservação de energia.
Neurotransmissor principal:
● Acetilcolina: Atua principalmente nos receptores muscarínicos e nicotínicos.
Drogas relacionadas:
● Agonistas muscarínicos: Imita a acetilcolina, estimulando os receptores
muscarínicos. São usados para tratar condições como a xerostomia (boca seca) ou
para melhorar a motilidade intestinal.
● Antagonistas muscarínicos (ou anticolinérgicos): Bloqueiam os receptores
muscarínicos, inibindo a ação da acetilcolina. São usados para tratar doenças como
a Doença de Parkinson e asma, além de ajudar a reduzir a secreção de sucos
gástricos.
3. Receptores e Seus Efeitos
● Receptores adrenérgicos: São divididos em alfa e beta (α1, α2, β1, β2, etc.), e
cada tipo tem diferentes efeitos em várias partes do corpo. Por exemplo, os
receptores β1 no coração aumentam a frequência cardíaca, enquanto os β2 nos
brônquios causam dilatação das vias aéreas.
● Receptores muscarínicos: São encontrados no sistema parassimpático e são
divididos em vários subtipos (M1, M2, M3, etc.). Por exemplo, M2 reduz a frequência
cardíaca, e M3 causa contração dos músculos lisos, como nos intestinos.
4. Considerações Clínicas
● Efeitos colaterais e interações: Drogas que afetam o SNA podem ter efeitos
colaterais significativos, como secura na boca, constipação, ou alterações na
pressão arterial. A interação entre diferentes tipos de drogas e seus efeitos no
sistema nervoso autônomo deve ser cuidadosamente monitorada.
Colina-acetiltransferase:
CoA colina-acetiltransferase (ChAT) é uma enzima que catalisa a síntese de acetilcolina
(ACh), um neurotransmissor fundamental para a comunicação entre os neurônios no
sistema nervoso.
Como Funciona?
1. Produção de Acetilcolina:
○ Substratos: A ChAT usa dois principais substratos: colina e acetil-CoA.
○ Reação: A enzima catalisa a reação onde acetil-CoA doa um grupo acetil à
colina. O produto dessa reação é a acetilcolina (ACh) e coenzima A.
2. Armazenamento e Liberação:
○ Armazenamento: A acetilcolina produzida é então armazenada em
vesículas sinápticas nas terminações nervosas.
○ Liberação: Quando um impulso nervoso chega à terminação do neurônio, a
acetilcolina é liberada na fenda sináptica (o espaço entre neurônios), onde
pode se ligar aos receptores colinérgicos do neurônio adjacente, transmitindo
o sinal nervoso.
3. Degradação: Após a liberação e ação, a acetilcolina é rapidamente decomposta
pela enzima acetilcolinesterase em colina e acetato. A colina é então reciclada para
a síntese de mais acetilcolina.
Importância da ChAT:
● Função Neural: A ChAT é crucial para a produção de acetilcolina, e a acetilcolina é
essencial para várias funções neurológicas, incluindo a contração muscular, o
controle de funções autonômicas (como a frequência cardíaca), e processos
cognitivos como a memória e a aprendizagem.
● Diagnóstico e Pesquisa: A atividade da ChAT pode ser usada como marcador para
estudar doenças neuromusculares e neurodegenerativas, como a Doença de
Alzheimer, onde a função colinérgica está comprometida.
Receptores muscarínicos:
Excitatórios: M1, M3, M5 e Gq
Inibitórios: M2 e M4
Medicamentos Agonistas Muscarínicos: Usados para tratar condições como a
xerostomia (boca seca) ou a disfunção do trato urinário.
Medicamentos Antagonistas Muscarínicos (Anticolinérgicos): Usados para tratar
doenças como a Doença de Parkinson, asma e síndrome do intestino irritável, onde a
inibição dos efeitos parassimpáticos pode ser benéfica.
- Localização:
Coração: M2 M3
Respiratório: M2 M3
Glândulas: M1 M3
SNC: M1 M5
Pâncreas: M2 M3
Estômago: M2 M3
Intestino: M2 M3
Músculo liso: M2 M3
Conceitos:
1. Parassimpaticomimético
Conceito: Os agentes parassimpaticomiméticos são substâncias que imitam ou aumentam
a ação do sistema nervoso parassimpático. Eles atuam estimulando os receptores
muscarínicos, que são ativados pela acetilcolina, um neurotransmissor do sistema
parassimpático.
Exemplos e Efeitos:
● Agonistas Muscarínicos: Medicamentos que estimulam os receptores
muscarínicos, levando a efeitos como aumento da secreção glandular, contração
dos músculos lisos (como os brônquios e intestinos), e redução da frequência
cardíaca.
● Exemplo de Agente: Pilocarpina, que é usada para tratar a xerostomia (boca seca)
e glaucoma.
2. Parassimpaticolítico
Conceito: Os agentes parassimpaticolíticos são substâncias que inibem ou bloqueiam a
ação do sistema nervoso parassimpático. Eles antagonizam os efeitos da acetilcolina nos
receptores muscarínicos.
Exemplos e Efeitos:
● Antagonistas Muscarínicos: Medicamentos que bloqueiam os receptores
muscarínicos, resultando em efeitos como diminuição da secreção glandular,
relaxamento dos músculos lisos (como dilatação das vias aéreas), e aumento da
frequência cardíaca.
● Exemplo de Agente: Atropina, que é usada para tratar bradicardia (frequência
cardíaca baixa) e como dilatador das pupilas durante exames oculares.
3. Anticolinérgico
Conceito: Os anticolinérgicos são substâncias que bloqueiam a ação da acetilcolina nos
receptores colinérgicos (muscarínicos e/ou nicotínicos). Eles podem ser usados para inibir a
atividade do sistema nervoso parassimpático ou afetar a transmissão neuromuscular.
Exemplos e Efeitos:
● Antagonistas Muscarínicos: São os anticolinérgicos que bloqueiam os receptores
muscarínicos, levando a efeitos como redução da secreção de fluidos e relaxamento
dos músculos lisos.
● Exemplo de Agente: Escopolamina, usada para tratar enjoo e como pré-medicação
antes de procedimentos cirúrgicos.
4. Anticolinesterásico
Conceito: Os anticolinesterásicos são substâncias que inibem a enzima acetilcolinesterase,
que é responsável pela degradação da acetilcolina na fenda sináptica. Ao inibir essa
enzima, a acetilcolina se acumula e tem um efeito prolongado nos receptores colinérgicos.
Exemplos e Efeitos:
● Inibidores da Acetilcolinesterase:Aumentam a quantidade de acetilcolina
disponível, intensificando a transmissão neuromuscular e os efeitos parassimpáticos.
● Exemplo de Agente: Neostigmina, usada para tratar miastenia grave e também
para reverter os efeitos de bloqueadores neuromusculares após a anestesia.
Resumo dos Conceitos:
● Parassimpaticomimético: Agentes que imitam ou aumentam a ação do sistema
parassimpático.
● Parassimpaticolítico: Agentes que bloqueiam ou inibem a ação do sistema
parassimpático.
● Anticolinérgico: Substâncias que bloqueiam a ação da acetilcolina nos receptores
colinérgicos.
● Anticolinesterásico: Substâncias que inibem a acetilcolinesterase, aumentando a
quantidade de acetilcolina disponível.
Agonistas muscarínicos de ação direta:
1. Receptores Muscarínicos M1:
● Sistema Nervoso Central: Estimula a função cognitiva e a memória.
● Glandulas Gástricas: Aumenta a secreção de ácido gástrico.
2. Receptores Muscarínicos M2:
● Coração: Reduz a frequência cardíaca (efeito bradicardizante) e a contratilidade do
coração.
3. Receptores Muscarínicos M3:
● Glandulas Exócrinas: Aumenta a secreção de saliva, suor e lágrimas.
● Músculos Lisos: Causa a contração dos músculos lisos, resultando em aumento da
motilidade gastrointestinal e broncoconstrição.
● Trato Urinário: Facilita a contração da bexiga.
4. Receptores Muscarínicos M4 e M5:
● Sistema Nervoso Central: Regula a liberação de neurotransmissores e pode
influenciar a coordenação motora e a função cognitiva.
Arecolina: potencial carcinogênico
Betanecol: tratamento de retenção urinária, era utilizado no cárdia
Carbacol: tratamento de glaucoma e miose cirúrgica
Metacolina: diagnóstico da hiperatividade brônquica
Pilocarpina: tratamento de xerostomia pós rádio e glaucoma
Cevimelina: tratamento síndrome de sjogren
Muscarina: é tóxica e pode causar sintomas como salivação excessiva, lacrimejamento,
sudorese, e bradicardia.
Efeitos Colaterais Potenciais
● Aumento excessivo da secreção: Pode causar sudorese excessiva, salivação e
lacrimação.
● Bradicardia: Redução excessiva da frequência cardíaca.
● Broncoconstrição: Contração dos músculos brônquicos, o que pode ser
problemático em pacientes com asma ou DPOC.
Agonista colinérgicos ação indireta:
Em vez de estimular diretamente os receptores colinérgicos, esses medicamentos agem
inibindo a enzima acetilcolinesterase, que é responsável por decompor a acetilcolina na
fenda sináptica. Quando a acetilcolinesterase é inibida, a acetilcolina permanece por mais
tempo na fenda sináptica e continua a ativar os receptores colinérgicos. Isso leva a um
aumento na atividade colinérgica.
Fisostigmina: glaucoma
Neostigmina: atonia vesical, miastenia gravis
Piridostigmina: miastenia gravis
Edrofônio: diagnóstico de miastenia gravis
Donepezila: alzheimer
Galantamina: alzheimer
Ecotiofato: glaucoma
Carbaril: ectoparasitas
Organofosforados: ectoparasitas
Efeitos dos agonistas muscarínicos:
Sistema Cardiovascular:
● Diminuição da Frequência Cardíaca: Agonistas muscarínicos podem reduzir a
frequência cardíaca (bradicardia) ao atuar no nó sinoatrial do coração.
● Vasodilatação: Eles podem também causar dilatação dos vasos sanguíneos,
resultando em uma possível redução da pressão arterial.
Sistema Respiratório:
● Broncoconstrição: Podem causar constrição dos brônquios, o que pode ser útil no
tratamento de condições como a asma, mas também pode provocar sintomas de
chiado e dificuldade para respirar.
Sistema Digestivo:
● Aumento da Motilidade Intestinal: Estimulam a motilidade do trato gastrointestinal,
o que pode ajudar a aliviar a constipação.
● Aumento da secreção gástrica e salivar: Podem aumentar a produção de sucos
gástricos e saliva, o que pode ser benéfico em casos de xerostomia (boca seca).
Sistema Urinário:
● Aumento da Contração da Bexiga: Estimulam a contração da bexiga, ajudando a
promover a micção, o que pode ser útil no tratamento de retenção urinária.
Olhos:
● Miose (Constrição da Pupila): Causam a contração da pupila, que pode ajudar a
melhorar a visão em situações de pressão ocular elevada, como no tratamento do
glaucoma.
Glândulas Exócrinas:
● Aumento da secreção: Aumentam a secreção das glândulas sudoríparas, lacrimais
e salivares.
Efeitos Gerais:
● Contração da Musculatura Lisa: Além dos efeitos acima, podem induzir contração
da musculatura lisa em vários órgãos.
Resumo: Urinário, respiratório, tgi, olhos, coração e glândulas.
Antagonistas Muscarínicos:
- Alcalóides naturais: atropina e escopolamina
- Derivados semissintéticos: homatropina, nitrato de metilatropina, brometo
metilscopelamina
- Derivados sintéticos: pirenzepina, ipratrópio, tiotrópio e tolterodina
- Glicopirrolato, propantelina, tropicamida
Uso dos antagonistas muscarínicos:
SNP:
Urinário (incontinência urinária-Tolterodina/ oxibutinina/fesoterodina-Bloqueio do m.
detrusor);
Respiratório (DPOC- ipratrópio e tiotrópio – Diminui contração e secreção de muco);
TGI (Evitar movimentos durante a cirurgia- Pirenzepina /Atropina- Bloqueio do peristaltismo/
HCl;
Olhos (Na Cirurgia- Homatropina e tropicamida-midríase e cicloplegia);
Coração (Infarto/Intoxicações-Atropina- bloqueio do freio cardíaco);
Glândulas (Sialorréia- Atropina)
SNC – (Cinetose-escopolamina)
Efeitos adversos dos antagonistas:
SNP:
Urinário – retenção urinário;
Respiratório –Broncodilatação e diminuição da secreção;
TGI- Comprometimento digestivo (Atonia e Acloridria (dienona*));
Olhos- Midríase (fotofobia e visão turva);
Coração- Taquicardia ou Bradicardia como efeito paradoxal;
Glândulas- Diminuição da secreção- Xerostomia/Anidrose ou hiperidrose (aumento da
temperatura da pele);
SNC – (sono/amnésia/euforia)
Bloqueadores das junções neuromusculares:
São medicamentos que interferem na transmissão do impulso nervoso para os músculos
esqueléticos, resultando em paralisia temporária. Eles são usados principalmente durante
procedimentos cirúrgicos para facilitar a intubação endotraqueal e manter a imobilidade do
paciente, além de em alguns tratamentos de condições neuromusculares.
1. Bloqueadores Despolarizantes
● Exemplo: Succinilcolina
● Mecanismo: Mimetizam a acetilcolina e causam uma despolarização sustentada da
fibra muscular, levando à paralisia.
● Uso: Indução rápida e breve de paralisia, como na intubação. Efeitos colaterais
podem incluir dor muscular pós-operatória e, raramente, hipertermia maligna.
2. Bloqueadores Não Despolarizantes
● Exemplos: Atracúrio, Cisatracúrio, Rocurônio, Vecurônio
● Mecanismo: Competem com a acetilcolina pelos receptores na placa motora,
bloqueando a transmissão do impulso nervoso.
● Uso: Paralisia muscular prolongada e controlada durante procedimentos cirúrgicos.
Efeitos e Usos:
● Facilitação da intubação endotraqueal e imobilidade durante a cirurgia.
● Controle da ventilação mecânica.
● Tratamento de espasmos musculares em condições específicas.
Efeitos Colaterais e Considerações:
● Reações alérgicas, hipertermia maligna (especialmente com succinilcolina), e
paralisia prolongada podem ocorrer, especialmente em pacientes com problemas
hepáticos ou renais.
Galamina São indicados nas manipulações cirúrgicas, principalmente ortopédicas
Atracúrio
Pancurônio
Tubocurarina
Vecurônio
Rocurônio
Succinilcolina
Agonistas e antagonistas adrenérgicos:
Os agonistas adrenérgicos são substâncias que imitam ou aumentam o efeito da adrenalina
e da noradrenalina. Eles se ligam aos receptores adrenérgicos e ativam as respostas
normalmente desencadeadas por esses neurotransmissores.
Os antagonistas adrenérgicos, também conhecidos como bloqueadores adrenérgicos,
inibem a ação dos neurotransmissores adrenérgicos ao se ligarem aos receptores
adrenérgicos sem ativá-los, bloqueando assim seus efeitos. Eles são usados no tratamento
de diversas condições, incluindo hipertensão e problemas cardíacos.
Catecolaminas:
- Sistema nervoso simpático
- Resposta ao estresse
Adrenalina (ou Epinefrina): Principal hormônio produzido pela medula adrenal. É liberada
em resposta a estressores eatua em vários órgãos e tecidos para preparar o corpo para
uma reação rápida, aumentando a frequência cardíaca, a pressão arterial, a glicose no
sangue, e promovendo a broncodilatação.
Noradrenalina (ou Norepinefrina): Produzida principalmente nas terminações nervosas
simpáticas e também pela medula adrenal. Age como neurotransmissor e hormônio,
aumentando a pressão arterial e a frequência cardíaca, e influenciando a liberação de
glicose a partir do fígado. Está envolvida na regulação do humor e da atenção.
Dopamina: Embora muitas vezes considerada um neurotransmissor por si só, a dopamina
também pode ser classificada como uma catecolamina. Ela é essencial para várias funções
neurológicas e é envolvida na regulação do movimento, da recompensa e do prazer. Além
disso, atua em várias áreas do cérebro e está associada a transtornos como Parkinson e
esquizofrenia.
Síntese e Metabolismo
As catecolaminas são sintetizadas a partir do aminoácido tirosina através das seguintes
etapas:
1. Tirosina→ Dopa (através da tirosina hidroxilase)
2. Dopa→ Dopamina (através da dopamina descarboxilase)
3. Dopamina→ Noradrenalina (através da dopamina β-hidroxilase)
4. Noradrenalina→ Adrenalina (através da feniletanolamina N-metiltransferase,
principalmente na medula adrenal)
Após a liberação, as catecolaminas são metabolizadas principalmente por duas enzimas:
● Monoamina oxidase (MAO): Enzima que degrada catecolaminas no citoplasma das
células nervosas.
● Catecol-O-metiltransferase (COMT): Enzima que degrada catecolaminas no
plasma e tecidos periféricos.
Os principais metabólitos finais das catecolaminas são o ácido vanilmandélico (VMA) e o
ácido homovanílico (HVA).
Funções e Efeitos
1. Adrenalina:
○ Efeitos: Aumenta a frequência cardíaca, força de contração cardíaca,
pressão arterial, e a glicose no sangue. Promove broncodilatação e mobiliza
reservas de energia.
○ Aplicações Clínicas: Utilizada em situações de emergência, como choque
anafilático e parada cardíaca. Também é usada em algumas condições como
asma e doença obstrutiva crônica.
2. Noradrenalina:
○ Efeitos: Aumenta a pressão arterial, a frequência cardíaca, e a força de
contração cardíaca. Contribui para a regulação da vigília e do estado de
alerta.
○ Aplicações Clínicas: Usada no tratamento de choque hipovolêmico e outras
condições que requerem aumento da pressão arterial.
3. Dopamina:
○ Efeitos: Regula o movimento, a motivação e o prazer. Está envolvida na
modulação da função cardiovascular e renal.
○ Aplicações Clínicas: Usada no tratamento da insuficiência cardíaca e
choque, além de ter importância no manejo de doenças neurológicas, como
Parkinson e transtornos psiquiátricos.
Ação direta ou indireta: pra substância chegar no pré ganglionar, ela precisa de um
transportador (que sempre vai iniciar com a letra V, vmat/vglut)
Receptores adrenérgicos:
Classificação baseia-se nas potências relativas de vários agonistas adrenérgicos para
desencadear efeitos excitatórios e inibitórios nos diferentes tecidos
- Alfa:
a1 (A,B,D) = Gq
a2 (A, B, C) = Gi
- Beta:
B1
B2
B3
Gs
Localização receptores adrenérgicos:
Coração: B1 B2
Bronquíolos B2 (R)
F. da Bexiga: B1 (R)
T. e Esfíncter da bexiga: a (C)
Músculo liso TGI: B1 a (C)
Esfíncteres: a (C)
Secreções TGI
Músculo radial da pupila a (C)
Receptores Alfa-1 (α1): Vasoconstrição, aumento da pressão arterial, contração da pupila
e dos esfíncteres.
Receptores Alfa-2 (α2): Inibição da liberação de neurotransmissores, redução da pressão
arterial e controle da motilidade gastrointestinal.
Receptores Beta-1 (β1): Aumento da frequência e força cardíaca, regulação da função
renal.
Receptores Beta-2 (β2): Broncodilatação, vasodilatação muscular, relaxamento uterino, e
aumento da glicose no sangue.
Receptores Beta-3 (β3): Lipólise e relaxamento da bexiga urinária.
Controle Simpático no Coração:
O controle simpático vai ser influenciado pela adrenalina nos receptores
No B2 com a adrenalina se ligando nele, vai ocasionar a baixar frequência cardíaca e
consequentemente a pressão abaixa
E a adrenalina se ligando ao a1 e b1 vai ter o aumento da frequência cardíaca e pressão
Então os receptores b1 estimula e os B2 inibe a adrenalina, causando o aumento ou
não da frequência cardíaca
O inotropismo e o cronotropismo representam força de contração e a frequência cardíaca,
respectivamente, e é o fator que altera o desempenho do coração em relação aos valores
previstos.
Controle Simpático nos Vasos:
Quando a adrenalina diminui (B2) ocorre a vasodilatação e consequentemente a pressão
diminui, já quando a adrenalina aumenta (a1), ocorre a vasoconstrição e a pressão
aumenta.
Vasos dos músculos possuem B2
Conceitos:
Simpatomiméticos: Estimulam os receptores adrenérgicos, imitando ou aumentando os
efeitos do sistema simpático. Exemplos incluem agonistas α e β.
Simpatolíticos: Inibem a atividade do sistema simpático ao bloquear os receptores
adrenérgicos. Exemplos incluem antagonistas α e β.
Antiadrenérgicos: Englobam qualquer substância que modula a atividade dos receptores
adrenérgicos, incluindo simpatolíticos e outros tipos de medicamentos que afetam a ação
das catecolaminas.
Agonistas alfa adrenérgicos:
Fenilefrina: Utilizada como descongestionante nasal e para aumentar a pressão arterial em
choque.
Efedrina: broncodilatador, descongestionante nasal e vasopressor
Fenilpropanolamina: incontinência urinária em cães
Xilazina - pré anestésico
Medetomidina: sedativo
Agonistas beta adrenérgicos:
Dobutamina B1: Empregada no tratamento de insuficiência cardíaca aguda para melhorar a
contratilidade cardíaca.
Terbutalina B2: tratamento de doenças pulmonares que causam broncoespasmos como
asma brônquica, bronquite crônica ou enfisema
Albuterol: relaxa os músculos pulmonares facilitando a entrada de ar
Clembuterol B2: doenças respiratórias com espasmos bronquiais
Salbutamol B2: Usado no tratamento de asma e outras condições respiratórias para dilatar
as vias aéreas.
Antagonistas alfa-adrenérgicos:
Fenoxibenzamina: usado para tratar feocromocitoma.
Fentolamina: usado para crises hipertensivas e feocromocitomas.
Prazosina: usado para hipertensão e hiperplasia prostática benigna.
Yohimbina: usado para disfunção erétil e aumento da pressão arterial.
Tolazina: vasodilatação.
Atipamezol: usado em veterinária para reverter a sedação.
Antagonistas beta adrenérgicos:
Propranolol: pressão alta, arritmia e enxaqueca
Atenolol: arritmia, hipertensão, infarto do miocárdio
Metoprolol: tratar hipertensão, angina e insuficiência cardíaca.
Timolol: reduzir o aumento da pressão ocular no tratamento de glaucoma
Farmacologia do sistema nervoso central
Agonistas e antagonistas do SNC
Os agonistas do SNC são substâncias que ativam ou imitam a ação dos
neurotransmissores ao se ligarem aos seus receptores específicos. Eles podem aumentar a
atividade neuronal, melhorar sintomas de certas condições ou replicar os efeitos de
neurotransmissores naturais.
Os antagonistas do SNC bloqueiam ou inibem a ação dos neurotransmissores ao se ligarem
aos seus receptores específicos, reduzindo a atividade neuronal ou modulando a resposta a
neurotransmissores.
Funcionalidade do SNC:
1.Vigília/sono;
2.Apetite;
3.Sede;
4.Reflexo de Vômito;
5.Termorregulação;
6.Motor (Relaxar/Convulsão);
7.Cognitivo (percepção, a atenção, associação, memória, raciocínio, juízo, imaginação,
pensamento e linguagem.);
8.Sensibilidade (nociceptiva; mecânica; química);
9.Sentimentos;
10.Reflexos vitais (respiratório/cardíaco/Vascular/Digestivo etc);
Sistema nervoso central:
Cerebro (telencéfalo e diencéfalo)
Tronco encefálico (mesencéfalo, ponte e bulbo)
Cerebelo
Transmissão neural:
Neurotransmissores: substância que estimula o receptor a funcionar
Neuromoduladores: facilita potencializar o receptor, ele não liga
Neurotróficos: estimula o crescimento e ramifica várias sinapses
Dopamina: relacionada a prazer, motivação e controle motor. Desregulações podem causar
doenças como Parkinson e esquizofrenia.
Histamina: regula resposta inflamatória, sono e apetite, alémde influenciar a função
cognitiva. Sono/vigília
Acetilcolina: essencial para memória, aprendizado e controle motor. Atua na comunicação
entre neurônios e músculos.
Glutamato (EXCITATÓRIO): principal neurotransmissor excitatório, crucial para aprendizado
e memória. Níveis elevados podem ser tóxicos. Esclerose múltipla
Aspartato (EXCITATÓRIO): neurotransmissor excitatório, similar ao glutamato, envolvido em
funções cognitivas, participa do aprendizado
Epinefrina (adrenalina): participa da resposta ao estresse e regula ritmo cardíaco e pressão
arterial. Luta e fuga.
Norepinefrina (noradrenalina): influencia atenção, foco e humor, além de estar relacionada à
resposta ao estresse. TDAH
Serotonina: regula humor, sono e apetite. Desequilíbrios estão associados a depressão e
ansiedade.
Glicina (INIBITÓRIO): neurotransmissor inibitório importante para modulação de movimento
e controle da dor.
GABA (INIBITÓRIO): principal neurotransmissor inibitório do cérebro, regula excitabilidade
neuronal e está envolvido no controle da ansiedade e sono.
Excitação e Inibição Neural:
Potencial de repouso: O neurônio está em uma condição estável e equilibrada, esperando
para receber um sinal para gerar um potencial de ação.
Potencial excitatório pós sináptico (PEPS): Ele faz com que o neurônio esteja mais próximo
de gerar um sinal, pois fica mais sensível.
Potencial inibitório pós sináptico (PIPS): Ele faz com que o neurônio esteja mais distante de
gerar um sinal.
Sinalização:
Limiar de excitação: No neurônio, é a quantidade mínima de estímulo necessária para gerar
um potencial de ação. Se o estímulo é abaixo do limiar, nada acontece; se é igual ou maior,
o sinal é gerado.
Despolarização: fica positiva pois tem a entrada do sódio e do potássio
Hiperpolarização: fica mais negativo pq tem mais cloro dentro da célula
Bomba sódio potássio: Esta bomba ativa transporta três íons de sódio (Na⁺) para fora da
célula e dois íons de potássio (K⁺) para dentro, ajudando a manter o potencial de repouso.
Ácido gama-aminobutírico (gaba):
Função do GABA
● Inibição Neuronal: O GABA é o principal neurotransmissor inibitório no sistema
nervoso central. Sua função principal é reduzir a excitabilidade dos neurônios,
ajudando a regular a atividade elétrica no cérebro e evitando a sobreexcitação que
pode levar a distúrbios neurológicos.
● Regulação do Tônus Nervoso: Contribui para o equilíbrio entre excitação e
inibição, essencial para a função cerebral saudável.
Mecanismo de Ação
● Receptores: O GABA atua principalmente através de dois tipos de receptores:
○ GABA-A: Receptor ionotrópico que, quando ativado, permite a entrada de
íons cloreto (Cl⁻) na célula, resultando em hiperpolarização e redução da
atividade neuronal.
○ GABA-B: Receptor metabotrópico que ativa mecanismos de segundo
mensageiro para reduzir a liberação de neurotransmissores e diminuir a
excitabilidade neuronal.
Importância do GABA
● Controle da Ansiedade: Níveis normais de GABA ajudam a manter a calma e
reduzir a ansiedade. Disfunções no sistema GABAérgico estão associadas a
transtornos de ansiedade.
● Regulação do Sono: Contribui para a indução e manutenção do sono, influenciando
a qualidade do sono.
● Prevenção de Convulsões: Ajuda a prevenir convulsões e a controlar a atividade
elétrica excessiva no cérebro. Desequilíbrios no sistema GABAérgico podem levar a
epilepsia e outras condições convulsivas.
● Função Cognitiva: O GABA também desempenha um papel na modulação da
memória e da aprendizagem, ajudando a ajustar a excitabilidade neuronal
necessária para processos cognitivos.
Desequilíbrios e Distúrbios Associados
● Epilepsia: Deficiências no GABA podem levar a um aumento na excitabilidade
neuronal, resultando em convulsões e epilepsia.
● Transtornos de Ansiedade: Níveis baixos de GABA estão frequentemente
associados a transtornos de ansiedade e estresse.
● Transtornos do Sono: Desequilíbrios no sistema GABAérgico podem contribuir
para distúrbios do sono, como insônia.
Farmacologia e Tratamentos
● Medicamentos: Benzodiazepínicos e barbitúricos são exemplos de medicamentos
que atuam aumentando a atividade do GABA, ajudando a tratar a ansiedade, insônia
e outras condições relacionadas à disfunção GABAérgica.
● Intervenções: Algumas terapias e tratamentos visam restaurar o equilíbrio do GABA
no cérebro para tratar distúrbios neurológicos e psiquiátricos.
Metabolismo gabaérgico:
O metabolismo gabaérgico envolve a síntese do GABA a partir do glutamato, sua
liberação e ação nos neurônios pós-sinápticos, recaptura para cessar a sinalização e
degradação para reciclar os componentes. Este processo é crucial para a regulação
da excitabilidade neuronal e para o equilíbrio entre excitação e inibição no sistema
nervoso. Disfunções no metabolismo do GABA podem levar a vários distúrbios
neurológicos e psiquiátricos.
- Barbitúricos: efeitos sedativos, hipnóticos (indutores do sono),
anticonvulsivantes e anestésicos. EX: Fenobarbital, secobarbital,
pentobarbital. Auxilia no tratamento de epilepsia, sedação pré-operatória,
indução do sono e anestesia. Risco de overdose.
- Benzodiazepínicos: efeitos ansiolíticos, sedativos, anticonvulsivantes e
relaxantes musculares. EX: Diazepam, lorazepam, alprazolam, clonazepam.
Auxilia no tratamento de ansiedade, insônia, espasmos musculares, e
algumas condições convulsivas.
- Imidazopiridinas: Proporcionam efeitos sedativos e indutores do sono, com
menos efeitos ansiolíticos e relaxantes musculares em comparação com
benzodiazepínicos. EX: Zolpidem, zopiclona, eszopiclona. Auxilia no
tratamento de insônia e distúrbios do sono.
Farmacologia Gabaérgica:
Agonistas moduladores:
Benzodiazepínicos: diazepam, clonazepam, lorazepam, alprazolam, midazolam
Barbitúricos: tiopental, fenobarbital, tiamilal, secobarbital
Imidazopiridinas: zolpidem, zopiclona e zaleplona, alpidem, saripidem
Flumazenil: reversão da sedação, é antagonista dos benzodiazepínicos e imidazopiridinas
Baclofeno: é agonista do receptor GABAb, clinicamente combate a rigidez muscular mas
pode causar sonolência
● Indicação: ansiolíticos, hipnóticos, amnésia e crise de abstinência
● Complicações:: depressão cardiorespiratória e dependência
Metabolismo Glicinérgico:
O metabolismo glicenérgico envolve a síntese da glicina a partir de precursores como a
serina, sua função como neurotransmissor inibitório e precursor de outras biomoléculas, e a
recaptura e degradação para manter o equilíbrio metabólico. A glicina desempenha um
papel crucial na neurotransmissão e na biossíntese de compostos essenciais, e seu
metabolismo é regulado por enzimas e processos bioquímicos que garantem a homeostase
e a função normal do sistema nervoso e outros sistemas corporais.
- GlyR: principal neurotransmissor inibitório da medula e tronco; semelhantes a
receptor GABA; ligante necessário para o NMDA
- Glicina:
● Distúrbios Neurológicos: A glicina é estudada por seu potencial em tratar
distúrbios neurológicos e psiquiátricos, como esquizofrenia e distúrbios do
sono.
● Suplementação: É usada como suplemento dietético para melhorar a função
cognitiva e promover o relaxamento.
- Glutamato: É o principal neurotransmissor excitatório no cérebro, essencial para a
plasticidade sináptica, aprendizagem, memória e regulação do tônus nervoso.
● Receptores: Age sobre receptores glutamatérgicos, como NMDA, AMPA, e
kainato, que são importantes para a transmissão rápida e eficiente de sinais
nervosos.
● Disturbios neurológicos: epilepsia, alzheimer e esquizofrenia
● Suplementação e dieta: conhecido como glutamato monossódico (MSG),
para intensificar o sabor dos alimentos.
Norepinefrina e Epinefrina: dopamina
Tirosina -> Dopa -> Dopamina
Entacapona e Tolcapona inibem a COMT
Selegilina e Rasagilina inibem a MAOb
- Dopaminérgicos: D1 - ativa ADC - d1 e d2
- D2 - inibe ADC - d2, d4 e d4
Dopamina:
- Controle motor
- Sistema límbico (comportmento)
- PIH (D2)
- Centro do vômito (D2)
- Antagonista de receptores D2: Fenotiazinas (metoclopramida, clorpromazina,
levomepromazina)e butirofenonas (haloperidol, droperidol e domperidona)
- Agonistas de receptores D2: bromocriptina, cabergolina, pramipexol, ropinirol,
rotigotina e pergolida.
Adrenérgicos:
tirosina -> dopa -> dopamina -> norepinefrina -> epinefrina
possui comt e MaoA
Metabotrópicos: alfa: a1 e a2
beta: b1, b2 e b3.
Noradrenalina:
- Regulação do ciclo sono/vigilia
- Comportamento
- Cognição
- Processamento sensitivo
- Menos fome, menos dor, mais vigília e mais euforia
- Anfetaminas: aumentam a liberação de aminas biogênicas (catecolaminas,
serotonina e particularmente dopamina). Em menor graus, interferem na receptação
desses neurotransmissores.
- Ecstasy ou MDMA:
● maior efeito que a afetamina
● inibe a recaptação de aminas biogenicas
● inibe mao
● agonista 5-ht2
● liberação de óxido nítrico
● excitotoxicidade de glutamato
● degeneração por metabólitos
● menos fome, mais vigilia, mais euforia, mais alucinação e mais agitação.
- Cocaina:
● inibe recaptação de catecolaminas
● bloqueia canais de sódio snp
● menos fome, mais vigilia, mais euforia, mais alucinação e mais agitação.
Ação direta e indireta: imipramina, amitriptilina, nortriptilina (NE), clomipramina, sertralina e
fluoxetina, fluvoxamina (5-ht), sibutramina 9NE e 5-ht)
Efeitos adversos em nível periférico: xerostomia, constipação intestinal, palpitações e
dificuldades visuais.
Síntese de Serotonina:
triptofano -> 5-hidroxitriptofano -> 5-hidroxitriptamina
- possui COT e MAOb
- Agonistas de receptores 5-HT1B e 5-HT1D (sumatriptana, naratriptana,
zolmitriptana, rizatriptana e eletriptana)
- Agonista: buspirona, clozapina, quetiapina, olanzapina, aripiprazol, sulpirida,
amissulpirida
Serotonina:
- comportamentais
- vigília/sono
- temperatura e vasoconstrição
- anorexígeno e diminuir libido
- vômito
- dor
Colinérgicos
Ionotrópicos -> nicotínicos: N1 N2
Metabotrópicos -> muscarínico: M3 M4 M5
Acetilcolina:
- controle motor
- reatividade
- aprendizagem e memória
Metabolismo Histaminérgico:
Síntese no complexo de Golgi, a histamina é transportada para o interior de grânulos
citoplasmáticos, onde é armazenada em associação iônica com resíduos de
glicosaminoglicanos, heparina e proteases, formando um complexo inativo
Histidina (negativo) -> HDC -> Histamina (positivo)
Histamina:
- Mediador inflamatório (quimiotática para eosinófilos e neutrófilos)
- Sono/vigilia
- Secreção de HCl
- Bronquioconstrição
- Dor e prurido
- Rinorreia
- Broncoespasmo
- Vasodilatação
- Contração da musculatura lisa intestinal
Histaminérgicos:
Metabotrópicas: H1 H2 H3 H4
Anti-histamínicos antagonistas de receptores HI: prometazina, hidroxizina, loratadina e
fexofenadina, os dois últimos atravessam menos a BHE.
Opióides sintéticos:
Morfina
Alfentanil
Fentanil
Sufentanil
Codeína
Tramadol
Meperidina
Antagonistas opióides:
Naloxona
Naltrexona
Quiz dos slides:
1- Como o SNC subdivide suas funções?
Cerebro (telencéfalo, diencéfalo), tronco encefálico (mesencéfalo, ponte e bulbo) e
cerebelo.
2- Qual a importância da barreira hematoencefálica/ hematoliquórica para os estudos
farmacológicos?
Barreira hematoencefálica: Crucial para proteger o SNC e regular o ambiente neural.
Desafios incluem a dificuldade de medicamentos atravessam a BHE, exigindo estratégias
especiais para o desenvolvimento de terapias eficazes para doenças neurológicas.
Barreira Hematoliquórica: Importante para a proteção e regulação do líquido cerebrospinal.
Estudos sobre como a barreira afeta a distribuição de fármacos no LCR são essenciais para
o desenvolvimento de tratamentos que visam diretamente o SNC e o LCR.
3- Qual a relação do processo de comunicação interneuronal com a farmacologia?
Essencialmente, a farmacologia atua na modulação da comunicação entre neurônios para
tratar diversas condições neurológicas e psiquiátricas.
Neurotransmissores e medicamentos: medicamentos podem mimetizar ou bloquear
neurotransmissores. Por exemplo, os antidepressivos muitas vezes aumentam a
disponibilidade de neurotransmissores como a serotonina no cérebro.
Receptores: Medicamentos podem se ligar aos receptores dos neurotransmissores e
modificar a comunicação entre neurônios. Antipsicóticos, por exemplo, agem bloqueando
certos receptores para controlar sintomas de esquizofrenia.
Modulação das sinapses: Alguns medicamentos alteram a forma como os
neurotransmissores são liberados ou reabsorvidos na sinapse, influenciando a eficiência da
comunicação neuronal.
4- Explique as diferenças entre:
a) Os tipos de sinapses:
- A sinapse química usa os neurotransmissores para transmitir sinais para uma fenda
sináptica. A transmissão é lenta, unidirecional e permite respostas variadas e
complexas, como a sinapse de glutamato e GABA. Já as sinapses elétricas usam
canais de gap para transmitir sinais elétricos diretamente entre neurônios. A
transmissão é rápida, bidirecional e sincroniza rapidamente a atividade entre
neurônios. É a mais comum em situações que exigem coordenação rápida, como
reflexos ou ritmos cerebrais.
b) Neurotransmissores, neuromoduladores e neurotróficos
- Neurotransmissores: substância que estimula o receptor a funcionar
- Neuromoduladores: facilita potencializar o receptor, ele não liga
- Neurotróficos: estimula o crescimento e ramifica várias sinapses
5- Como o metabolismo e ação dos neurotransmissores se relacionam com os processos
farmacológicos?
Os neurotransmissores, são substâncias químicas que permitem a comunicação entre
neurônios. O seu metabolismo envolve sua produção, liberação, ação e destruição, e os
medicamentos podem afetar essas etapas.
A sua ação são medicamentos que podem limitar ou bloquear neurotransmissores,
influenciando como o cérebro responde.
As interações e desenvolvimento servem para saber como os neurotransmissores
funcionam ajuda a criar medicamentos eficazes e a personalizar tratamentos para diferentes
pessoas.
6- Quais as formas de ação dos neurotransmissores?
Excitação e inibição, modulação, receptores, recaptação e degradação.

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