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QUESTÕES SOBRE ACESSO VENOSO CENTRAL 1. O acesso venoso central (AVC) é indicado em diversas situações clínicas, incluindo a administração de medicamentos irritantes ou vesicantes. Por que o uso do AVC é preferido nesses casos em comparação ao acesso venoso periférico? a) Porque permite infusões em grandes volumes diretamente na circulação arterial. b) Porque reduz o risco de extravasamento e lesões teciduais locais. c) Porque é mais fácil de inserir do que um cateter periférico. d) Porque diminui o risco de infecções hospitalares. 2. Durante a inserção de um cateter venoso central, o local de escolha é crucial para evitar complicações. Quais fatores influenciam a escolha do sítio de inserção, como a veia jugular interna ou a veia subclávia? a) A presença de comorbidades, experiência do profissional e disponibilidade de ultrassom. b) A facilidade de acesso à veia radial. c) O tamanho da cânula utilizada para o procedimento. d) A idade do paciente, sendo a subclávia reservada apenas para idosos. 3. A técnica de Seldinger é amplamente utilizada para a inserção de cateter venoso central. Quais são os passos principais dessa técnica e qual é o objetivo do fio-guia? a) A técnica consiste em identificar a veia por palpação, introduzir diretamente o cateter e fixá-lo. O fio-guia é opcional. b) Após puncionar a veia, o fio-guia é inserido para guiar a colocação do cateter e minimizar traumas. c) O fio-guia é utilizado para selar a veia antes da inserção do cateter, prevenindo tromboses. d) A técnica envolve o uso de raios X para localizar a veia antes da punção. 4. O uso de ultrassom na inserção de cateteres venosos centrais tem se tornado uma prática padrão. Quais são os principais benefícios dessa tecnologia no procedimento? a) Permite a identificação precisa de estruturas vasculares e reduz complicações como punções acidentais de artérias. b) Aumenta o tempo do procedimento, mas melhora o conforto do paciente. c) Diminui a necessidade de monitoramento pós-procedimento. d) É útil apenas para pacientes pediátricos ou com obesidade grave. 5. Quais são as complicações mecânicas mais comuns associadas à inserção de um cateter venoso central? a) Trombose arterial, extravasamento e necrose tecidual. b) Pneumotórax, punção arterial e hematoma local. c) Hipertensão arterial, insuficiência renal e embolia pulmonar. d) Hemólise, sepse e choque hipovolêmico. 6. O pneumotórax é uma complicação potencial durante a inserção de cateter venoso central, especialmente na veia subclávia. Qual a melhor estratégia para reduzir o risco dessa complicação? a) Realizar o procedimento em decúbito dorsal elevado. b) Utilizar sempre a veia jugular interna como via de acesso. c) Empregar ultrassonografia em tempo real para guiar a punção. d) Aplicar pressão manual na área de inserção após a punção. 7. Após a inserção do cateter venoso central, é essencial confirmar sua posição correta. Qual é o método mais utilizado para essa confirmação? a) Palpação do trajeto venoso no pescoço. b) Radiografia de tórax para verificar a ponta do cateter na veia cava superior. c) Monitoramento da saturação de oxigênio. d) Inspeção direta da veia durante o procedimento. 8. O risco de infecção é uma das principais preocupações associadas ao uso prolongado de cateter venoso central. Quais são as medidas preventivas mais eficazes para reduzir esse risco? a) Trocar o cateter diariamente independentemente de sinais de infecção. b) Realizar cuidados rigorosos com antisséptico no curativo e substituir regularmente o curativo estéril. c) Manter o cateter sempre descoberto para facilitar a inspeção do local de inserção. d) Administrar antibióticos profiláticos contínuos durante o uso do cateter. 9. Os cateteres de longa permanência, como o Port-a-Cath, têm indicações específicas. Para quais situações clínicas esse tipo de dispositivo é mais frequentemente utilizado? a) Infusões de curto prazo em pacientes internados. b) Administração de quimioterapia em pacientes oncológicos. c) Hemodiálise em pacientes com insuficiência renal crônica. d) Terapia intensiva para suporte ventilatório. 10. Durante a remoção de um cateter venoso central, quais cuidados devem ser tomados para evitar complicações, como embolia gasosa? a) Remover o cateter rapidamente sem necessidade de monitoramento adicional. b) Realizar a remoção com o paciente em posição supina e pedindo que prenda a respiração durante o procedimento. c) Aplicar pressão sobre o local de inserção antes de remover o cateter. d) Aspirar o lúmen do cateter antes de removê-lo para evitar infecção. 11. O uso de cateter venoso central é contraindicado em quais situações clínicas? a) Pacientes em estado crítico com necessidade de acesso venoso rápido. b) Pacientes com sepse generalizada e ausência de outros acessos viáveis. c) Pacientes com trombose venosa profunda no local de inserção escolhido. d) Pacientes pediátricos sem acesso periférico disponível. 12. Qual das alternativas abaixo é um sinal de que um cateter venoso central está mal posicionado? a) Ausência de retorno venoso ao aspirar o cateter. b) Dor no local de inserção sem outros sinais de infecção. c) Febre sem causa aparente após 24 horas do procedimento. d) Presença de sangramento local controlado após o procedimento. 13. A manutenção de um cateter venoso central exige atenção constante para evitar complicações. Qual é o intervalo recomendado para troca dos equipos de infusão contínua? a) A cada 24 horas, independentemente do tipo de solução. b) A cada 48 horas ou se estiverem contaminados. c) A cada 72 a 96 horas, dependendo da solução em uso. d) Somente quando houver sinais de infecção ou falha no dispositivo. Gabarito 1. b 2. a 3. b 4. a 5. b 6. c 7. b 8. b 9. b 10. b 11. c 12. a 13. c