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GESTÃO DE SUPRIMENTO E LOGÍSTICA
UNIDADE 1
Aula 1
Logística: O processo de planejar, implementar e controlar eficientemente o custo
correto, o fluxo e armazenamento de matérias-primas, estoques durante a produção
e produtos acabados, e as informações relativas a essas atividades, desde o ponto
de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender os requisitos do
cliente.
Logística vem do francês:
● “Loger”: alojar, ou seja, disponibilizar, abastecer, suprir,
● “-ística”: estudo
● Logística = estudo de técnicas e conhecimentos humanos sobre
abastecimento.
Contexto histórico
● Século XX
● Evolução das organizações desde a Revolução Industrial
● Início da utilização da linha de produção (Fordismo - Henry Ford)
● Integração vertical: estratégia da organização produzir ou tentar produzir
internamente tudo que fosse preciso.
● Com a 2ª Guerra Mundial, torna-se uma preocupação central
○ Muita coisa é alterada: os recursos e insumos tornam-se escassos; é
necessário abastecer a frente de batalha com rações, vestuários
específicos ao cenário das batalhas, munições, armamentos, em
quantidades e momentos exatos sob a pena de derrota.
● No final da guerra, os países precisam se reerguer
● As organizações passam a se preocupar com sua atividade central, deixando
as demais atividades necessárias para outras organizações, possuidoras de
outras competências, para elas centrais.
● A competição passou a ser entre cadeias de empresas que rapidamente
receberam o nome de supply chain ou cadeia de suprimentos.
CONCEITOS BÁSICOS DA LOGÍSTICA INTEGRADA
VISÕES ESTRATÉGICAS DA REDE DE OPERAÇÕES PRODUTIVAS
● Produto: é a saída do processo, que pode ser um bem ou serviço.
Normalmente é a combinação dos dois.
RECURSOS A SEREM TRANSFORMADOS
Aqueles que sofrerão algum tipo de alteração em suas propriedades para se
tornarem os produtos daquela operação. São divididos entre:
● Matérias-primas: normalmente sofrem alterações físicas e são submetidas
às chamadas operações de manufatura. Ex.: transformação de tecido em
vestuários.
● Consumidores: o próprio consumidor sofre algum tipo de alteração, física,
psíquica, fisiológica etc. Ex.: cirurgias médicas, intervenções odontológicas,
cabeleireiros e congêneres etc.
● Informações: dados sofrem algum tipo de transformação gerando um novo
produto. Ex.: um escritório de contabilidade que transforma informações
comerciais e legais em balanços ou demonstrativos contábeis.
RECURSOS TRANSFORMADORES
São aqueles que atuarão sobre os recursos a serem transformados para torná-los
um produto. São divididos em dois grupos:
● Pessoas: todos aqueles indivíduos que são integrantes do processo de
transformação: operários braçais, operadores de máquinas, médicos,
cirurgiões, cabelereiros etc.
● Instalações: todo o aparato físico usado para a operação de transformação:
máquinas diversas; equipamentos médicos; prédios e galpões; insumos tais
como vapor, eletricidade e seus geradores etc.
○ Utiliza-se para nomear esses recursos o termo em inglês facilities.
CADEIA PRODUTIVA
● Cadeia produtiva é o processo de transformação de matérias-primas em
produtos acabados
● Fornecedores de primeira camada: fornecem diretamente matéria-prima e
componentes à empresa;
● Fornecedores de segunda camada: fornecem peças, componentes ou
matérias-primas para os fornecedores do primeiro nível
Aula 2
GERENCIAMENTO DE CADEIA DE SUPRIMENTOS
SUPPLY CHAIN MANAGEMENT
Definição
SCM é a integração dos processos de negócios desde o usuário final até os
fornecedores originais (primários) que providenciam produtos, serviços e
informações que adicionam valor para os clientes e stakeholders.
Stakeholders: partes interessadas (fornecedores, clientes, acionistas
Extensões da rede de operações
● Uma rede de operações produtivas pode se tornar extremamente extensa,
principalmente do lado do fornecimento. Sempre teremos um fornecedor do
fornecedor.
● Do lado da demanda a extensão também pode ser grande, mas, em tese,
termina no consumidor final.
Slack, Chambers e Johnston (2002) elencam três razões para que seja administrada
toda a rede da qual uma operação faça parte:
● ajuda a empresa a compreender como pode competir mais efetivamente;
● ajuda a identificar ligação entre nós especialmente significativos na rede;
● ajuda a empresa a focalizar uma perspectiva de longo prazo na rede.
Decisões de longo prazo
Essas decisões são tomadas com muito pouca frequência e dificilmente podem ser
revistas e alteradas sem grandes custos e consequências.
Podemos dividir essas decisões em três grandes grupos:
● Qual é a configuração da rede e qual é a parte da rede que ficará de posse
da empresa?
● Onde as diversas operações serão alocadas?
● Quais são as capacidades das operações?
Configuração da rede
● Integração vertical é o grau e a extensão da posse que uma empresa tem da
cadeia de suprimentos da qual faz parte.
● É uma decisão entre adquirir ou produzir um determinado bem ou serviço.
● Cem anos atrás as empresas preferiam, sempre que possível, uma alta
integração vertical, ou seja, produzir internamente (dentro de operações de
sua propriedade) tudo o que fosse possível. Atualmente a tendência se
inverteu. A maioria das organizações preferem uma baixa integração vertical,
mantendo em seu poder as operações da sua atividade principal e
comprando ou terceirizando as demais.
Vantagem da verticalização: menores custos
Desvantagem da verticalização: se houver queda das demandas, pode haver
desperdício
Localização das operações
● A definição do local tem forte impacto sobre os custos logísticos e sobre o
acesso aos insumos e mercados.
● Essas decisões vão procurar um balanceamento o melhor possível entre três
dimensões:
○ custos que se alteram com a localização;
○ qualidade do serviço que a empresa pode prestar pela proximidade
com seus clientes;
○ e a receita potencial da operação.
Capacidade das operações
● Vários aspectos são envolvidos, mas aqui o que mais nos interessa é o
conceito de balanceamento, ou seja, o dimensionamento correto e
correlacionado das etapas produtivas, de modo que o fluxo de produto seja o
mais regular possível evitando-se gargalos ou não suprimento de
operações.
Aula 3
Gestão da cadeia de suprimentos
Taylor (2005) define a cadeia de suprimentos como sendo, basicamente, um
conjunto de instalações conectadas por rotas de transporte. Exemplo:
o gerenciamento da cadeia de suprimento divide-se em campos de gerenciamento,
Gestão da cadeia de suprimentos
Gestão da interconexão das empresas que se relacionam por meio de ligações a
montante e a jusante entre os diferentes processos, que produzem valor na forma
de produtos e serviços para o consumidor final.
Gestão de materiais
atividades de compras, gestão de estoque e de lojas, planejamento e controle da
produção e distribuição física.
- Gestão de compras: lida com os mercados de suprimentos
- Gestão da distribuição física: atividades de suprimento imediato aos
consumidores
Logística
Atividades relacionadas à movimentação e armazenagem de materiais desde a
fonte de matérias-primas até a disponibilização do produto final ao cliente. Alguns
autores dividem a logística em três grandes grupos:
- Logística inbound: atividades logísticas que ocorrem até os insumos
chegarem à operação. É a logística de abastecimento.
- Logística industrial: atividades logísticas internas às operações.
- Logística outbund: atividades que ocorrem após a operação, até o cliente. É
a logística de entrega ou fornecimento.
Operadores logísticos
Operador logístico: o prestador de serviço logístico com reconhecida competência
em atividades logísticas, na execução de todos os processos a ela pertinentes, no
todo ou em parte.
De acordo com a Associação Brasileira de Movimentação e Logística (ABML), para
uma empresa que presta serviços logísticos ser considerada um operador logístico,
ela deve fornecer:
● controle de estoques
● armazenagem
● gestão de transportes
Os operadores logísticos podem ser divididos em>
● OL baseados em ativos fixos: oferecemestruturas físicas (armazéns,
veículos; equipamentos diversos) aos seus clientes.
● OL baseados na gestão das informações: oferecem know-how de
gerenciamento.
Fatores que contribuem para a utilização de operadores logísticos
Produtos com menores ciclos de vida
A inovação tecnológica contínua e o lançamento constante de novos produtos
conduzem a uma redução no ciclo de vidas dos produtos
Globalização
Há um número muito maior de fornecedores e clientes; distâncias muito maiores a
se transpor; aumento dos locais de armazenagem e distribuição além de aspectos
culturais e legais peculiares.
Proliferação de produtos e suas opções
Disponibilizar o produto certo, no momento certo, no local correto, implicando num
aumento de custos e complexidades.
Segmentação de mercados e clientes
Necessidade da utilização de múltiplos canais de distribuição para um mesmo
produto e definição de diferentes padrões de serviço para cada segmento.
Exigência pela excelência de serviço
Clientes institucionais exigem cada vez mais consistências e velocidades de
entregas. Consumidores finais demandam cada vez mais variedades de compras,
como utilização da internet, telefone etc., e o recebimento do produto desejado em
local e momento ajustado.
Vantagens competitivas
● Reduções dos investimentos em ativos físicos
● Foco na atividade-fim da empresa
● Flexibilidade das operações
Cuidados a serem tomados
● Perda de contato com o mercado
● Visões competitivas diferentes
● Não cumprimento de metas
● Dependência estrutural do operador logístico
Terceirização e outsourcing
● Diversos autores consideram o termo terceirização como tradução do termo
em inglês outsourcing
● Outros diferenciam os dois termos, considerando:
○ Outsourcing: parceria estratégica entre uma organização e seu
fornecedor de produtos ou serviços
○ Terceirização: repasse de atividades de apoio para terceiros.
Terceirização
● Mais transitório e com menores exigências contratuais.
● Trata-se de uma relação do tipo B2B (business to business ou empresa para
empresa) e não mais uma relação regulada pela CLT.
● Ex.: atividades de limpeza e zeladoria, manutenções gerais, segurança,
fornecimento de refeições
● Vantagem: redução de custos frequentemente produzidos por valores de mão
de obra inferiores e busca pelo downsizing característico da virada de século.
Outsourcing
● Mais duradouro e com contratos mais rigorosos
● Ex.: operadores logísticos
● Vantagem: por ser especializada consegue oferecer serviços de melhor
qualidade a custos, eventualmente, menores.
Vantagem e desvantagens da terceirização e outsourcing
Aula 4
Logística reversa
● Estabelecido pelo retorno na cadeia produtiva de produtos que foram usados
ou retornaram após a venda.
● É o fluxo reverso estabelecido do consumidor final na direção a montante da
cadeia. O produto após uso ou venda flui, totalmente ou em parte, do
consumidor na direção do fabricante.
● Logística reversa é, portanto, o planejamento, a implementação e o controle
de modo eficiente e eficaz do retorno ou recuperação de produtos; da
redução do consumo de matérias-primas; da reciclagem e reúso de materiais;
da coleta e deposição de resíduos e reparar ou refazer produtos.
Pós-uso
Exemplo: pneus; pilhas e baterias; lâmpadas; óleos; produtos eletroeletrônicos;
embalagens, tais como plásticos e celofanes; caixas de papelão; papel-alumínio,
garrafa PET etc
Pós-venda
São aqueles que de alguma forma não atenderam às expectativas dos clientes
(produtos defeituosos, pedidos incorretos, arrependimento de compra etc.).
Objetivos da Logística Reversa
● Proteção ao meio ambiente.
● Benefícios econômicos para todos os envolvidos, incluindo a sociedade.
● Atendimento de exigências legais.
Serviço ao cliente
A qualidade do serviço percebido pelo cliente é decorrente da comparação entre as
expectativas do cliente e o desempenho do fornecedor do serviço, em aspectos tais
como:
● facilidade de efetuar as transações;
● disponibilidade de produtos;
● prazo de entrega;
● confiabilidade no cumprimento dos prazos;
● sistemas de informação;
● resolução de falhas;
● desempenho da entrega física e flexibilidade.
Esses fatores estão ligados aos aspectos logísticos, iniciados no momento em que o
cliente coloca o pedido até o momento em que toma posse das mercadorias
adquiridas e considera a transação concluída.
Tipos de clientes
● Consumidor final: usuário do produto. Ex.: leite condensado.
● Cliente institucional: usuário do produto, porém utiliza o produto para
fabricar outro produto ao consumidor final. Ex.: um restaurante que compra
leite condensado para fabricar um pudim e vender.
● Clientes intermediários: empresas dentro da cadeia de suprimentos. Ex.:
atacadistas
● Clientes internos: exemplo - setor de envasamento é cliente do setor de
produção do leite.
Segmentação de mercado e serviços logísticos associados
Conceitos de marketing
Os princípios do marketing voltado ao cliente nos ensinam que a estratégia de
negócios deve ser focada no cliente.
Bowersox (2014) afirma que o conceito de marketing se apoia em quatro ideias
fundamentais:
● As necessidades e os requisitos dos clientes são mais importantes que
produtos ou serviços.
● Clientes diferentes têm necessidades e requisitos distintos.
● Bens e serviços só se tornam significativos quando disponíveis e
posicionados a partir da perspectiva do cliente, que é o foco da estratégia
logística.
● Volume é menos importante que lucro.
As necessidades e os requisitos dos clientes são mais importantes que
produtos ou serviços.
- É necessário entender as oportunidades de mercado descobrindo a melhor
combinação possível entre produtos e serviços.
- Ex.: não tem sentido oferecer ao mercado um produto com seis opções de
cores diferentes se o mercado deseja apenas três.
Clientes diferentes têm necessidades e requisitos distintos.
- Os mercados são compostos de vários segmentos, cada um deles com
necessidades e requisitos próprios. Normalmente se usa quatro bases de
segmentação, conforme a figura a seguir:
Bens e serviços só se tornam significativos quando disponíveis e
posicionados a partir da perspectiva do cliente, que é o foco da estratégia
logística.
- É necessário que os clientes devam poder obter de modo imediato os
produtos desejados.
- Bowersox (2014) considera que quatro utilidades econômicas agregam valor:
forma, propriedade, tempo e lugar.
Volume é menos importante que lucro
- Isso porque as operações só são interessantes ao longo do tempo para uma
empresa se retornarem uma margem de lucro interessante. O sucesso para a
empresa é o nível de lucratividade com que opera e não o volume negociado.
Marketing de relacionamento
● Nesse tipo de marketing está implícito que é tão importante conseguir novos
clientes como manter a fidelidade dos existentes e se possível obter maiores
parcelas das suas compras.
Micromarketing ou marketing one-to-one
● Nessa estratégia, a empresa fornecedora customiza sua logística aos
desejos e necessidades individuais de cada cliente.
Análise de custo versus nível de serviço
Três níveis de comprometimento da operação logística com o cliente são
possíveis:
● serviço ao cliente;
● satisfação do cliente;
● sucesso do cliente.
Serviço ao cliente
● O papel da logística no desempenho do conceito de marketing, ou seja,
serviço ao cliente é o que a logística pode e deve oferecer à empresa
para atender os objetivos mercadológicos.
● Objetivo: Atender as necessidades mínimas do cliente, evitando
insatisfação.
Satisfação do cliente
● Atender as expectativas do cliente e ir além do esperado.
● Objetivo: Criar uma experiência positiva para o cliente, indo além do
esperado.
Sucesso do cliente
● Ajuda o cliente a alcançar seus próprios objetivos com os produtos ou
serviços adquiridos.
● Objetivo: Garantir que o cliente tenha sucesso com o que foi adquirido,
criando um vínculo de confiança.
ADMINISTRAÇÃO DE TRANSPORTES
Logística e administração de transportes
A visão estratégica das organizações mudou e passou a exigir contribuições
relacionadasa:
● Aumento de sinergia e integração: a área passa a priorizar o
aumento da competitividade organizacional, com o aumento da
agregação de valor, redução de custos, e redução dos prazos de
entrega.
● Diminuição de custos de mão de obra: prevalece a otimização dos
funcionários e diminui a necessidade de quantidade
● Economia de frete: devido à integração de entrada e saída de
materiais os recursos passam a ser compartilhados dentro de uma
estratégia única
● Padronização de procedimentos: ganha-se em tempo e custos,
através da padronização e otimização dos procedimentos.
Modais de transportes
Modal rodoviário
● Características: Usa caminhões e veículos para transporte terrestre.
● Vantagens: Flexibilidade de rotas, entrega porta a porta.
● Desvantagens: Maior custo por quilômetro, limitações de carga.
● Indicado para: Distâncias curtas e médias, produtos perecíveis e de
alto valor.
Vantagens Desvantagens
Baixo valor relativo dos fretes Estradas em mau estado de
conservação, quando não estão
pavimentadas
Mão de obra com custo reduzido Alto consumo de combustível
Segurança das cargas Custos variáveis de médios para
altos
Regulação e controle
Baixo custo fixo
Modal ferroviário
● Características: Utiliza trens para transporte em trilhos.
● Vantagens: Custo menor para grandes volumes, eficiente em longas
distâncias.
● Desvantagens: Menor flexibilidade, depende de terminais ferroviários.
● Indicado para: Cargas pesadas e volumosas, como minério e grãos.
Vantagens Desvantagens
Custos variáveis baixos Custos fixos elevados
Capacidade de grandes volumes de
carga.
Alto investimento inicial para
implantação.
Grandes vantagens para transportes
em grandes distâncias.
A velocidade média do transporte é
lenta
Eficiência energética acentuada,
comparada com a maioria dos
modais
Pouca flexibilidade
Custo geral de transporte baixo. Pouca capilaridade e pequena
integração entre os estados e
municípios
Manutenção ao longo do tempo com
custo relativamente baixo.
Segurança alta (acidentes, furtos ou
roubos)
Ecologicamente correta (pouco
poluente)
Modal aquaviário
● Características: Realizado por navios ou embarcações em rios, mares
e oceanos.
● Vantagens: Baixo custo por tonelada, ideal para transporte
internacional.
● Desvantagens: Lento, dependente de portos e condições climáticas.
● Indicado para: Cargas grandes e de baixo valor agregado, como
petróleo e commodities.
Vantagens Desvantagens
Custos fixos moderados Limitação para certos tipos de
operações
Baixos custos variáveis Velocidade média baixa para os
transportes
Apropriado para transporte em
grandes distâncias, de forma
econômica
Necessidade de transporte integrado
com outro modal (ferroviário ou
rodoviário), se localização do
terminal/porto não for acessível.
Baixas tarifas de fretes
Na logística global é o transporte
mais eficiente
Modal aeroviário
● Características: Usa aviões para transporte.
● Vantagens: Velocidade e eficiência para longas distâncias.
● Desvantagens: Custo elevado e limitação de peso e volume.
● Indicado para: Produtos urgentes, de alto valor ou perecíveis.
Vantagens Desvantagens
Alto desempenho em velocidade Custo fixo e variado elevados
Muita segurança com as cargas Baixa capacidade de transporte
(espaço)
Dificuldades para integração com
outros modais de transporte
Modal dutoviário
● Características: Transporte por tubos ou dutos, geralmente para
líquidos ou gases.
● Vantagens: Custo baixo para volumes constantes, operação
automatizada.
● Desvantagens: Altos custos de instalação, limitado a determinados
produtos.
● Indicado para: Petróleo, gás natural, água, produtos químicos.
Vantagens Desvantagens
Baixo custo operacional Altos custos fixos
Transporte de líquidos e semifluidos
em grandes quantidades, de forma
econômica
Custos com os direitos de acesso
Sem necessidade de operacionalizar
a logística reversa
Limitações (transporta 1 produto por
instalação/operação)
Intermodal e multimodal
● Características: Combina dois ou mais modais em uma operação
logística.
● Vantagens: Aproveita os pontos fortes de cada modal.
● Desvantagens: Exige maior coordenação e pode aumentar o tempo
total.
● Indicado para: Logística complexa e otimização de custos.
ARMAZENAGEM E LOCALIZAÇÃO
Sistemas de distribuição
Transit point
● Definição: Modelo onde as mercadorias são enviadas para um ponto
intermediário (centro de distribuição) e depois redirecionadas para os
destinos finais.
● Com o desenvolvimento da logística moderna, foi formalizado como uma
prática comum em cadeias de suprimento para reduzir custos e melhorar a
eficiência no transporte
● Objetivo: Otimizar o transporte, consolidando ou fracionando cargas.
● Vantagem: Reduz custos de frete e melhora a eficiência logística.
Exemplo: A Whirlpool envia geladeiras de sua fábrica em Joinville para um centro
logístico em São Paulo antes de chegar às lojas locais.
Cross docking
● Definição: Sistema onde os produtos chegam ao centro logístico, são
imediatamente redirecionados para entrega, sem armazenamento.
● Surgiu como uma solução para minimizar custos de armazenamento e
agilizar a entrega, atendendo à necessidade de reposição rápida em lojas.
● Objetivo: Minimizar o tempo de estocagem.
● Vantagem: Reduz custos de inventário e acelera a distribuição.
Exemplo: O Carrefour recebe sucos e alimentos embalados de diferentes
fornecedores em um centro logístico e os despacha no mesmo dia para suas filiais.
Merge in transit
● Definição: Combina componentes de diferentes fornecedores ou origens
durante o transporte, formando o produto final antes da entrega ao cliente.
● Desenvolvido como parte de estratégias de logística just-in-time (JIT).
● Objetivo: Otimizar o fluxo e consolidar cargas de maneira sincronizada.
● Vantagem: Reduz estoque e acelera a montagem para o cliente final.
Exemplo: A Dell recebe componentes de vários fabricantes e consolida os pedidos
no trajeto, entregando o produto final diretamente ao cliente.
Milk run
● Definição: Rota planejada onde um veículo coleta cargas de diferentes
fornecedores ou entrega a vários clientes em uma viagem única.
● Origem: Baseado no conceito japonês de produção enxuta (Lean
Manufacturing), também popularizado pela Toyota.
● Contexto: O termo vem da ideia de rotas regulares de coleta, semelhante à
entrega de leite em zonas rurais, onde um caminhão passava por várias
fazendas para recolher o leite.
● Objetivo: Maximizar a eficiência do transporte.
● Vantagem: Reduz custos logísticos, evita viagens vazias e melhora o uso da
frota.
Exemplo: A Toyota utiliza o Milk Run para buscar peças de fornecedores próximos à
sua planta em Sorocaba, economizando viagens e otimizando o transporte.
Localização das instalações
● A localização de uma planta fabril, ou de qualquer dependência de uma
operação, demanda grandes investimentos, trabalho e dispêndio de tempo.
● Assim, as decisões sobre a localização são tão importantes como complexas.
● Envolvem aspectos mercadológicos, econômicos e logísticos, relativos à
proximidade com os fornecedores de insumos, o espaço necessário para as
instalações, disponibilidade de mão de obra, vias de escoamento da
produção e proximidade com os mercados e clientes-alvo do negócio.

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