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DIREITO PENAL
PARTE GERAL
(VIDE DEcRETO-LEI Nº 2.848/1940)
TEORIA DA PENA
Prof.ª Dª Tâmisa Rúbia S. do N. Silva
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art2.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art2.
1 . cONcEITuANDO...
Mas, afinal, o que é “pena”?
• Pena é espécie, assim como as medidas de segurança. 
• Espécie do gênero “Sanção Penal”
SANÇÃO PENAL
MEDIDAS DE 
SEGURANÇA
PENA
SANÇÃO PENAL é a resposta do 
Estado, no exercício do poder de 
punir, e após o devido processo 
legal, ao responsável pela prática 
de um crime ou uma 
contravenção penal, para 
retribuir o mal praticado e 
evitar a prática de novos 
delitos. 
Imputáveis e semi-
imputáveis sem 
periculosidade
Inimputávies e semi-
imputáveis COM 
periculosidade
Arts. 26 – 
28 CP
Sistema de dupla ou tripla via – 
pena/medida de segurança ou 
reparação de dano (art. 74, p. 
único L. 9.099/95
** PENA, portanto, é uma sanção 
penal imposta pelo Estado a quem 
viola uma de suas normas definidas 
como crime ou contravenção penal 
(infração penal), com a finalidade de 
castigar o responsável, readaptá-lo 
à sociedade e, através de uma 
intimidação direcionada à 
sociedade, evitar a prática de novos 
crimes e contravenções penais.
** Pode consistir em privação de 
liberdade, restrição de direitos ou 
ainda numa sanção pecuniária 
(multa).
A história da origem da pena e 
suas finalidades se confunde com 
a história da humanidade e, em 
sentido de pena como resposta 
do Estado, com a própria 
constituição deste.
Evolução histórica das ideias penais
 DIREITO PENAL PRIMITIVO 
VINGANÇA DIVINA
VINGANÇA PRIVADA
VINGANÇA PÚBLICA
1) VINGANÇA DIVINA
** A perspectiva de regulação das condutas humanas no contexto primitivo 
da vingança divina era mantida por uma visão mágica ou religiosa do homem. 
Nesta perspectiva, estavam presentes nas diversas modalidades da sanção as 
figuras dos totens e tabus, tendo ela[a sanção] um caráter expiatório 
(purgação das impurezas da violação e pelo desagrado aos deuses).
** Os totens eram seres ligados à flora ou a fauna e 
eram considerados como ancestrais ou símbolo de 
uma coletividade. Eram cultuados como divindades e 
influenciavam diretamente em suas vidas, tendo em 
vista que todos os fenômenos [inclusive naturais] para 
os quais não se tinha explicação, eram atribuídos à 
ação dessas divindades. Sua existência regulava a 
unidade do grupo primitivo uma vez que estabeleciam 
os tabus, que eram as proibições aos profanos de “se 
relacionarem com pessoas, objetos ou lugares 
determinados, ou dele se aproximarem em razão do 
caráter sagrado dessas pessoas, objetos e lugares e 
cuja violação acarretava ao culpado ou ao grupo o 
castigo da divindade” (DOTTI). Ex.: Tabu do incesto 
(primeiro interdito).
TABU = PROIBIÇÃO  LEVAVA À PUNIÇÃO DIVINA
O Caminho Para El Dorado - É Duro Ser Um Deus - Bing video
Túlio e Miguel São Confundidos Com Deuses Antigos Em El 
Dorado | O Caminho Para El Dorado (2000) DUB - Bing video
** A punição de caráter expiatório poderia ser a expulsão do ofensor do 
grupo (desterro), o sacrifício da vida do ofensor, ou a perda da paz 
(retirada da proteção do clã)  eliminar da comunidade a pessoa que se 
tornou inimiga dela em razão de sua ação e evitar as reações vingativas 
das divindades em relação ao grupo social ou adquirir seu perdão. 
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2) VINGANÇA PRIVADA
**Surge a partir da complexidade dos grupos sociais. A infração passava agora a ser 
não uma ofensa aos deuses ou à vítima diretamente [ainda que levasse ela em 
consideração], mas ao grupo social, ao clã ao qual a vítima pertencia. 
** Império da vingança de sangue [ainda que existissem nesta época formas de 
resolução compensatória];
** Em razão da ofensa de um indivíduo, a reação recairia sobre ele e sobre todo o 
grupo social, gerando guerras violentas que ocasionava a eliminação das tribos e 
clãs.
O rapto de Helena de Tróia, esposa 
do rei troiano Menelau, pelo 
príncipe Paris, da Grécia, dando 
origem à guerra entre gregos e 
troianos, que teria durado cerca de 
10 anos. 
** Existia a desproporção entre o delito praticado e a reação social;
** Lei de Talião (talis = tal qual)  buscando evitar que os grupos sociais fossem dizimados mediante 
tamanha brutalidade, procurou estabelecer a proporcionalidade entre a conduta praticada e a reação 
social.
Ela representou a primeira expressão do princípio da proporção e a primeira tentativa de humanizar a 
sanção penal. 
** Foi acolhida pelo Código de Hamurabi (Babilônia), pelo Antigo Testamento e na Lei das XII Tábuas 
romana;
** Contribuiu para adoção do sistema de composição, forma de conciliação entre a vítima e ofensor. 
Código de Hamurabi
conjunto de leis escritas 
que vigoraram no 
Império Babilônico entre 
1792 e 1750 a.C, sob o 
governo de Hamurabi.
Art. 209 “Se alguém bate em uma 
mulher livre e faz ela abortar, deverá 
pagar dez siclos (antiga moeda 
hebraica) pelo feto”.
Art. 210 “ Se essa mulher morre, então 
deverá matar o filho dele”.
Antigo Testamento
Lei das XII Tábuas Romanas
 ”[...]Leis confeccionadas e inscritas em tábuas de 
carvalho”.
Primeiro registro escrito das normas da civilização 
romana. 
“ Se alguém difama outrem com 
palavras ou cânticos, que seja 
fustigado”;
“ Se alguém profere um falso 
testemunho, que seja precipitado da 
rocha Tarpeia”;
“ Se alguém matou o pai ou a mãe, 
que se lhe envolva a cabeça e seja 
colocado em um saco costurado e 
lançado ao rio”.
Um paralelo atual...
Estatuto do Primeiro Comando da Capital — 
PCC 1533 – Primeiro Comando da Capital ☯
Facção PCC 1533 (faccaopcc1533primeiroc☯
omandodacapital.org)
https://faccaopcc1533primeirocomandodacapital.org/regimentos/estatuto_do_primeiro_comando_da_capital_faccao_pcc_1533/https://faccaopcc1533primeirocomandodacapital.org/regimentos/estatuto_do_primeiro_comando_da_capital_faccao_pcc_1533/
https://faccaopcc1533primeirocomandodacapital.org/regimentos/estatuto_do_primeiro_comando_da_capital_faccao_pcc_1533/
https://faccaopcc1533primeirocomandodacapital.org/regimentos/estatuto_do_primeiro_comando_da_capital_faccao_pcc_1533/
3) VINGANÇA PÚBLICA
** Avocação por parte do Estado do poder-dever de punir;
** Pena assume caráter público, pois a ofensa seria primeiramente direcionada contra o 
Estado e não às partes, aos clãs, famílias. 
** Neste primeiro momento, as penas ainda carregavam um caráter fortemente cruel e 
desumano, sendo aplicada pelo soberano de forma arbitrária.
 DIREITO PENAL ANTIGO: GREGO E ROMANO
Grego
** Nos primórdios sofreu forte influência religiosa, em função do governo dos deuses 
(governava-se em nome de Zeus);
** Na medida em que pensava-se as ideias de liberdade, de justiça, da relação do ser 
com a cidade (o ser humano só existiria em função de sua relação com a polis), os 
gregos, principalmente os atenienses passaram a desenvolver formas mais 
humanizadas de pena, por exemplo, a possibilidade de absolvição do culpado, 
evitando sua morte, quando isso fosse capaz de prejudicar os inocentes que 
dependiam dele para sobreviver. Neste caso, o pensamento estava voltado para o 
grupo social e não para o sujeito que cometeu o ato ofensivo. 
** Em razão de suas discussões sobre política, liberdade e a relação com a polis, os 
gregos contribuíram também com as reflexões sobre o fundamento do direito de 
punir. 
Romano
** O Direito Romano exerceu e exerce forte influência nos sistemas jurídicos atuais. No que se refere às 
transformações em matéria penal, o Direito Romano vivenciou fases:
- Em um momento inicial, existiam leis penais não compiladas, com caráter sancionador;
- O poder dos magistrados (coercitivo) era discricionário e fortemente influenciado pelo caráter religioso. 
Limitava-se, apenas, pelo poder de apelação (provocatio ad populum) do cidadão romano (categoria na 
qual não estavam inseridos os escravos, as mulheres, os estrangeiros);
- Os reis também possuíam poder sobre a vida e a morte dos cidadãos e o ofensor era considerado 
execrável, sujeito à vingança dos deuses e de qualquer pessoa.
- Em um segundo momento, com a elaboração da Lei das XII Tábuas, a vingança privada passou a ser 
disciplinada e, como visto, em certo grau, proporcionalizada. A lei trouxe também o marco da passagem 
da “lei dos deuses” para a “lei dos homens”, uma vez que presecrevia “O que os sufrágios do povo 
ordenaram em último lugar, essa é a lei”. 
- O foco do Direito Penal romano não foi, de início, garantir os direitos fundamentais do cidadão, só 
ganhando maior atenção a partir do advento da religião cristã, em função de passar a considerar os 
homens como imagem e semelhança de Deus.
** Em Roma surge a fundamental distinção entre DIREITO PÚBLICO E DIREITO PRIVADO e 
também CRIMES PÚBLICOS E CRIMES PRIVADOS. 
** Crimes públicos  traição, conspiração política contra o Estado e assassinato. Quando esses 
crimes aconteciam, a relação estabelecida era entre o ofensor e o Estado, cabendo ao 
magistrando impor sua sanção, passando ele a ser considerado inimigo do Estado. O julgamento 
era realizado pelos tribunais especiais e a pena aplicada era a pena capital. 
** Os demais crimes eram considerados privados  estes eram de competência da parte violada, 
mas era possível a interferência do magistrado em uma espécie de conciliação para regular o 
exercício do direito de punir privado. 
** As penas compreendiam morte, condenação ao trabalho escravo, exílio, penas corporais, 
multa, prisão.
** Ao final da república romana, foram publicadas as leges corneliae e juliae, que instituíam um rol 
de tipos penais e podem ser consideradas como as primeiras manifestações de um princípio da 
reserva legal – elaboração de lei para regulação de determinados assuntos.
** O Direito penal romano ainda trabalhou questões como inimputabilidade, nexo causal, dolo, 
culpa, concurso de pessoas, legítima defesa, dosagem de pena, caso fortuito etc. 
4) DIREITO PENAL NA IDADE MÉDIA
** Direito Penal germânico
- Direito consuetudinário – não escrito;
- Sua infração podia assumir um caráter público ou privado  quando público, a 
punição assumia a forma de perda da paz, que era o abandono da proteção 
jurídica, podendo o ofensor ser perseguido e morto por qualquer pessoa. Quando 
privado, o ofensor era entre à vítima ou aos seus familiares para que esses 
exercessem a vingança privada (pena de morte, mutilação, exílio).
- Com as influencias do Direito romano e do Cristianismo, passou a adotar um 
perfil mais compositivo (sistema de composição pecuniária) e proporcional, que 
paulatinamente substituía a vingança privada (prevalecia a responsabilidade 
penal objetiva). 
- Preço da paz: uma espécie de fiança em troca da liberdade, cujo valor variava de 
acordo com a ofensa, o gênero do ofensor, a idade, a categoria do ofendido. 
- Sistema de provas: ordálias ou juízos de deus -> “submeter o(a) acusado(a) a um 
desafio para que ele(a), assim, provasse sua inocência, pois acreditava-se na 
intervenção divina durante a provação proposta, ou seja: se o(a) acusado(a) fosse 
inocente, Deus intercederia como em um milagre e a pessoa não sofreria as 
consequências do desafio imposto pela ordália”.
Michel Fou
cault - Vigi
ar e Punir (
pdf)(rev
) (usp.br)
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/121335/mod_resource/content/1/Foucault_Vigiar%20e%20punir%20I%20e%20II.pdf
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/121335/mod_resource/content/1/Foucault_Vigiar%20e%20punir%20I%20e%20II.pdf
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/121335/mod_resource/content/1/Foucault_Vigiar%20e%20punir%20I%20e%20II.pdf
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/121335/mod_resource/content/1/Foucault_Vigiar%20e%20punir%20I%20e%20II.pdf
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/121335/mod_resource/content/1/Foucault_Vigiar%20e%20punir%20I%20e%20II.pdf
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/121335/mod_resource/content/1/Foucault_Vigiar%20e%20punir%20I%20e%20II.pdf
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/121335/mod_resource/content/1/Foucault_Vigiar%20e%20punir%20I%20e%20II.pdf
— Provação pelo fogo:
O acusado deveria andar de três a nove passos segurando um ferro em 
brasa. Suas mãos eram enfaixadas e as pessoas esperavam três dias. Ao 
retirar as ataduras, se a ferida estivesse sarando, a pessoa era 
considerada inocente. Se a ferida apresentasse inflamação ou pouco 
avanço na recuperação dos ferimentos, a pessoa era considerada 
culpada.
— Provação pela água quente:
Bem parecida com a provação pelo fogo, esta ordália consistia em fazer 
a pessoa acusada mergulhar a mão em um caldeirão de água fervente. 
Mesmo raciocínio da cura indicando culpa ou inocência.
— Provação pelo duelo:
Já explicada na imagem acima. O duelo certamente ajudou a romantizar 
a prática e era usado para resolver também questões duvidosas de 
propriedade ou qualquer outra situação que deveria ser provada a 
alguém.
— Provação pela água gelada:
A pessoa ficava imersa, provavelmente só com a cabeça para fora de um 
lago com águas congelantes durante um certo tempo. Se saísse dali sem 
estar sofrendo muito com o frio, estava livre da acusação. Isso quando a 
pessoa não morria tentando provar a inocência! Uma variação da ordália 
fazia a pessoa ser amarrada e jogada em qualquer rio ou lago. Se ela 
boiasse, era culpada, já que segundo os acusadores, a água não 
receberia um corpo impuro, sujo com um crime. Esta ordália foi muito 
utilizada para culpar possíveis bruxas.
** Direito Penal Canônico
- Ordenamento jurídico da Igreja Católica Apostólica Romana;
- Inicialmente se dirigia exclusivamente aos seus membros, com caráter disciplinar, mas a 
medida em que o Estado enfraquecia e a Igreja ganhava poder, passou a ser aplicado aos 
religiosos e leigos quando os fatos praticados tivessem relação com areligião. 
- Utilizou-se do procedimento da inquisição, utilizou tortura e penas cruéis, 
- Pena tinha caráter curativo, expiador, dirigido à punição, mas também ao 
arrependimento (correção). 
- Predominava o elemento subjetivo;
- Jurisdição: em razão da pessoa e em razão da matéria
- Em razão da pessoa  julgamento por parte do Tribunal da Igreja, 
independente do crime praticado.
- Em razão da matéria: 
a) Delitos eclesiásticos: eram os que ofendiam o direito divino; eram 
julgados pelos tribunais eclesiásticos e a sanção eram penitencias. 
b) Delicta mera secularia: ofendiam a ordem jurídica laica, julgados pelo 
tribunal do Estado e tinham penas comuns;
c) Delicta mixta: ofendiam a ordem religiosa e laica, julgados pelo 
tribunal que tomasse primeiro conhecimento dele.
- Contribuiu para o surgimento da ideia de prisão moderna, em razão da ideia de 
reforma do criminoso. Cárcere como instrumento penitenciário, de castigo, foi 
desenvolvido pelo Direito Canônico, para purgar o pecado pela dor.
- Ausência de defesa, livre arbítrio do Estado e da Igreja, penas cruéis. 
- Confusão entre Estado e Igreja. 
5) DIREITO PENAL IDADE MODERNA
** Forte influência do iluminismo (humanização das penas) – século XVIII
** Reação às penas cruéis impostas pelos Estados absolutistas
** Cesare Bonesana, Marques de Beccaria – 1764 – Dos Delitos e das Penas – 
movimento da Escola Clássica do Direito Penal;
** Influenciado pela perspectiva contratualista de Rousseau, passa a compreender o 
criminoso como um violador do pacto social, sendo considerado adversário da 
sociedade;
** Crime passa a ser objeto jurídico.
** Pena perde caráter religioso, devendo ser sempre legalmente prevista para atuar 
como resposta previamente conhecida para que todos saibam o caminho que querem 
ou não trilhar, considerando que o ser humano era um ser livre e racional que praticava 
o delito se quisesse. Pena com caráter retributivo e preventivo (para que não voltasse a 
cometer crimes e servisse de exemplo para sociedade).
** Pena deveria ser proporcional ao delito praticado;
** Os magistrados só poderiam aplicar a lei que estivesse previamente e claramente 
prevista – princípio da legalidade. 
** Pena pública. 
HISTÓRIA DO DIREITO PENAL NO BRASIL
PERÍODO COLONIAL IMPÉRIO
PERÍODO REPUBLICANO
1) PERÍODO COLONIAL
- Antes do “descobrimento”  existem registros da existência da vingança privada nas 
comunidades primitivas do Brasil;
- As regras eram consuetudinárias (tabus), transmitidos oralmente para os membros 
dos grupos;
- As penas eram em sua maioria corporais;
- Encontrava-se manifestações de penas de natureza compensatória e a exclusão do 
grupo. 
- Após o “descobrimento” (1500 d.c)  Direito português passa a vigorar no Brasil através das 
chamadas Ordenações;
A) Ordenações Afonsinas (primeiro código completo da Europa, tratava sobre todas as 
matérias de interesse de regulação do Estado): 
• Vigorou entre 1446- 1514 (D. Afonso V, Rei 
de Portugal)
• Penas cruéis e predomínio da 
arbitrariedade dos juízes na fixação das 
penas
• Prisão com caráter preventivo (para 
julgamento ou para obriga-lo ao 
pagamento de pena pecuniária)
Livro 5, Indice (uc.pt)
http://www.ci.uc.pt/ihti/proj/afonsinas/l5ind.htm
http://www.ci.uc.pt/ihti/proj/afonsinas/l5ind.htm
http://www.ci.uc.pt/ihti/proj/afonsinas/l5ind.htm
B) Ordenações Manuelinas  semelhante às Ordenações Afonsinas, com penas, em regra 
cruéis, diferenciadas de acordo com a pessoa que cometer o crime. No Brasil, eram 
aplicadas pelos Capitães Donatários. 
www1.ci.uc.pt/ihti/proj/manuelinas/l5ind.htm
http://www1.ci.uc.pt/ihti/proj/manuelinas/l5ind.htm
C) Ordenações Filipinas  vigoraram de 1603 – 1830, tendo sido ordenadas pelo Rei 
Filipe II;
- Continham penas cruéis, desproporcionais, livre arbítrio dos julgadores, ausência 
dos princípios de legalidade e da defesa, da personalidade da pena; predominava 
a desigualdade de classe;
- A matéria penal era regulada no Livro V;
- Além da pena de morte, também predominava o açoite, amputação de membros, 
confisco de bens, condenação às galés (usavam calceta no pé – “argola de ferro 
que, fixada no tornozelo do prisioneiro, ligava-se à sua cintura por meio de 
corrente de ferro ou ao pé de outro prisioneiro” – e eram obrigados a trabalhos 
públicos e a fixação de moradia em local determinado na sentença. 
www1.ci.uc.pt/ihti/proj/filipinas/l5ind.htm
http://www1.ci.uc.pt/ihti/proj/filipinas/l5ind.htm
2) CÓDIGO CRIMINAL DO IMPÉRIO
• Foi sancionado em 16 de dezembro de 1830 pelo imperador Dom Pedro I, nominado 
de Código Criminal do Império do Brazil.
• Representou o primeiro código autônomo da América Latina e o primeiro do Brasil pós 
independência;
• Foi elaborado a partir da determinação da Constituição de 1824 (código criminal fundado 
nas sólidas bases da justiça e equidade);
• Trouxe um Direito Penal mais humanizado;
• A Constituição, no art. 179, estabelecia que: ficam abolidos os açoites, as torturas.
3) CORRECIONALISMO PENAL
• Surge na Alemanha, em 1839, com a obra Comentatio na poena malum esse debeat, 
de Karl David August Röeder;
• Contexto do ideário humanista das reivindicações modernas;
• Questionou as teorias absolutistas da pena – pena teria a finalidade de corrigir a injusta 
e perversa vontade do criminoso;
• Não seria uma pena fixa, mas indeterminada e passível de cessação da execução 
quando se tornasse prescindível;
• Caráter de prevenção especial – busca-se emendar os delinquentes. 
• Sustenta essa escola uma perspectiva do delinquente enquanto um ser incapaz para o 
Direito e o direito de reprimir os delitos deve ser utilizado pela sociedade com fim 
TERAPEUTICO – reprimir curando – torna-lo pessoa “do bem”.
• Aplicação de meios RESSOCIALIZADORES adequados a corrigir suas falhas de 
personalidade. 
4) TECNICISMO JURÍDICO-PENAL
• Surge na Itália, 1910, com Arturo Rocco. 
• Método de estudo do Direito Penal é o positivo, apenas a exegese das leis vigentes;
• Retira do Direito Penal todas as preocupações causais-explicativas, ficando estas a cargo da 
filosofia, antropologia, sociologia, etc.
• Conteúdo dogmático do Direito Penal – uso de método técnico –jurídico para sua 
compreensão – objetivando o estudo da norma em vigor. 
• Perspectiva semelhante aos clássicos quanto ao conceito de crime, a ideia de 
responsabilidade moral, pena retributiva e expiatória. 
5) DEFESA SOCIAL
• Teve como influencia a revolta positivista. Século XX;
• Conhecida como “movimento da defesa social”, preocupou-se unicamente com a proteção da 
sociedade contra o crime;
• Principal orientação do Direito Penal é o combate da periculosidade, lutando contra a 
criminalidade.
• Fim último da justiça penal seria garantir a proteção da pessoa, da vida, do patriminio – 
substituição a noção de responsabilidade moral para periculosidade do agente.
• Aplicação dos institutos das medidas de segurança e das penas indeterminadas;
• Segregação dos delinquentes perigosos para submete-los a uma doutrina de rigor 
• Principais influencias: Franz Von Liszt. Van Hamel e Adolphe Prins;
PODEMOS FALAR DE PRINCÍPIOS 
CONSTITUCIONAIS APLICADOS À PENA?
MAS...QUAL É (OU QUAIS SÃO) O (FIM 
(FINS) DA PENA?
POR QUE DISCUTÍ-LO (S)?
Legitimação do poder de 
punir do Estado; 
fundamentação, justificação, 
função da intervenção 
estatal.
A pena, como resposta 
do Estado a uma 
infração penal, é 
natural?
TEORIA ABSOLUTA
* A pena tem finalidade exclusivamente retributiva, ou seja, de compensar o mal causado pelo crime, 
sendo apenas uma forma de castigo, uma reação à prática de uma infração penal (nítido caráter 
expiatório).
• Pena = Retribuição estatal justa ao mal injusto do crime
• Esgota-se em si mesma, não depende de NENHUMA FINALIDADE PRÁTICA; está 
completamente desvinculada de qualquer efeito social futuro.
• É, em última instância, a reafirmação do Direito negado pela prática do crime
TEORIA RELATIVA
• De acordo com essas teorias, a pena se fundamenta exclusivamentena necessidade de evitar a 
prática futura de delitos, traduzindo assim apenas a função de prevenção (torna-se irrelevante a 
imposição do castigo em si), que pode ser: 
• a) Prevenção geral: Dirige-se a toda a sociedade e aos possíveis e potenciais delinquentes, visando 
assim evitar a futura prática de crimes. Divide-se em:
a.1. Negativa: prevenção por intimidação, faz que potenciais criminosos não queiram cometer 
crimes, traduzindo um conceito de exemplaridade (“o crime não compensa”). Idealizada por 
Feurbach.  Atual direito penal do terror – castigo duro para ser exemplar.
Sobre fazer 
justiça.
Sobre proteger 
a sociedade
FINALIDADES
a.2) Positiva: visa a demonstração da inviolabilidade do direito (Claus Roxin) ou ainda busca a 
fidelidade e o respeito às normas, e a afirmação da estabilidade do direito, cuja violação tem 
como consequência a sanção penal. Busca-se romper com a ideia de que existe uma “lei particular”; 
impõe que a lei geral está em vigor.
b) Prevenção especial: Atua diretamente na pessoa do delinquente pela aplicação e execução da pena, 
visando evitar que este volte a cometer crimes. Essa prevenção especial pode ser:
b.1) Negativa: neutralização do indivíduo através do cárcere. Por tirar o indivíduo da sociedade, 
impossibilita que ele pratique novos crimes (pena privativa de liberdade) – objetiva evitar a reincidência.
b.2) Positiva: visa a ressocialização, ou seja, fazer que o condenado não volte a cometer novos 
crimes.
TEORIA MISTA OU UNIFICADORA
*Posição adotada em nosso Código Penal;
• Unificam as teorias absolutas e relativas; portanto, conciliam a retribuição com os fins de 
prevenção geral e especial. 
•  Art. 59 do CP  de acordo com as 3 etapas pelas quais passa uma pena, podemos perceber 
claramente o que representa cada uma dessas funções da pena: a) Prevenção geral negativa: na 
cominação abstrata da pena no tipo. b) Prevenção geral positiva e retribuição: na aplicação da pena 
concreta através da dosimetria. c) Prevenção especial positiva e negativa: na etapa de execução, 
cumprimento das penas.
OBS.: Teoria agnóstica/ teoria negativa  não acredita nas finalidades da pena e no poder punitivo 
do Estado, defendendo que a única finalidade da pena é a neutralização do condenado. 
FUNDAMENTOS DA PENA
1) RETRIBUIÇÃO  pena proporcional e correspondente à infração penal cometida; pena é o 
mal proporcional transmitido que equivale ao mal produzido pelo crime.
2) REPARAÇÃO  confere algum tipo de recompensa à vítima do delito; recompõem o mal 
social causado pelo crime;
3) DENÚNCIA  é a reprovação social à prática do crime ou contravenção penal 
(necessidade reside na prevenção geral por meio da intimidação coletiva)
4) INCAPACITAÇÃO  retira-se o condenado do convívio social como forma de proteção à 
sociedade;
5) REABILITAÇÃO  deve-se recuperar-se o penalmente condenado. Funciona como meio 
educativo;
6) DISSUASÃO  busca convencer as pessoas em geral e também o condenado, de que o 
crime é algo desvantajoso e inadequado. Pena deve impedir o condenado a tornar-se 
nocivo à sociedade e como instrumento para afastar os demais indivíduos de práticas 
ilícitas. 
Objetivo que se 
busca com a sua 
aplicação.
COMINAÇÃO DAS PENAS
Previsão em 
abstrato
As penas podem ser cominadas:
1) Isoladamente: cominação de uma única pena, prevista com exclusividade pelo preceito 
secundário do tipo penal incriminador. Ex.: Art. 121, com pena de reclusão.
2) Cumulativamente: o tipo penal prevê, em conjunto, duas ou mais espécies de pena. Ex. art. 
157 (roubo) – pena de reclusão e multa.
3) Paralelamente: cominam-se, paralelamente, duas modalidades DA MESMA PENA. Ex.: art. 
235 (modalidade privilegiada da bigamia), S 1º - penas de reclusão ou detenção
4) Alternativamente: a lei coloca à disposição do magistrado a aplicação única de duas espécies 
de pena – há duas opções, mas o julgador só pode aplicar uma delas. Ex.: art. 140 (injúria)– 
pode ser uma pena de detenção OU de multa.
CLASSIFICAÇÃO DAS PENAS
1) QUANTO AO BEM JURÍDICO DO CONDENADO ATINGIDO PELA PENA:
a) Privativa de liberdade  retira-se do condenado sua liberdade de locomoção, privando-0 de sua 
liberdade, mas, apenas de forma temporária, uma vez que NÃO se admite privação perpétua de 
liberdade (art. 5º, XLVII, b, CF), mas somente de natureza temporária, pelo prazo máximo de 40 
anos para crimes (art. 75 CP, e 5 anos para contravenções penais (art. 10 LCP);
b) Restritiva de direitos  limita um ou mais direitos do condenado, em substituição à pena privativa 
de liberdade. Prevista no art. 43 do CP e em leis extravagantes. 
c) Multa  incide sobre o patrimônio do condenado.
d) Restritiva de liberdade  restringe o direito de locomoção do condenado SEM priva-lo de sua 
liberdade através da prisão. Vedado o banimento, por força do art. 5º, XLVII, d da CF. Mas, é possível 
instituir pena restritiva de liberdade, por lei, em função do art. 5, XLVI, a da CF – ex.: proibição de 
condenado por crime sexual de se aproximar da casa da vítima
e) Pena corporal  viola a integridade física do condenado – mutilação, açoite, morte. São vedadas 
pelo art. 5º, XLVII, e CF. Autoriza-se excepcionalmente a pena de morte por força do art. 5º, XLVII, a 
CF, em caso de guerra declarada contra agressão estrangeira, nas hipóteses do Decreto-lei 
1.001/1969 – Código Penal Militar. 
QUANTO AO CRITÉRIO CONSTITUCIONAL
** Art. 5º, XLVI e XLVII CF
Permitidas (rol exemplificativo) – pois também se admitem, dentre outras, as penas 
de privação de liberdade ou restrição de liberdade, perda de bens, prestação social 
alternativa, suspensão ou interdição de direito.
Proibidas: pena de morte, salvo em caso de guerra declarada, de caráter perpétuo, de 
trabalhos forçados, de banimento e cruéis. 
QUANTO AO 
CRITÉRIO ADOTADO 
PELO CÓDIGO 
PENAL
DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE
Conceito: pena que retira do condenado o seu direito de locomoção, em razão de 
prisão por tempo determinado. 
Espécies: 
- Reclusão
- Detenção
- Prisão Simples
Para Crimes (art. 33, 
caput)
Para contravenções 
penais (LCP art 5º, I)
- Modalidades de pena privativa de liberdade 
Funcionam de acordo com sua maior ou menor gravidade, são elas: 
a) Reclusão: prevista para crimes mais graves. Admite os três regimes de cumprimento de 
pena, quais sejam, o fechado, semiaberto ou aberto; 
b) b) Detenção: prevista para crimes menos graves. Não admite o regime fechado, mas 
somente o regime semiaberto e o regime aberto.
OBS.: A única hipótese em que se admite uma detenção cumprida em regime fechado ocorre 
quando há a transferência do condenado que estava em regime semiaberto ou aberto para 
regime fechado, diante do descumprimento das regras dos regimes menos rigorosos. 
(regressão de regime). 
**Em um concurso material (art. 69 CP), cumpre-se primeiro a reclusão e depois a detenção, já 
que somente a reclusão admite que o agente inicie o cumprimento da pena em regime 
fechado.
REGIMES PENITENCIÁRIOS  É o meio pelo qual se efetiva o cumprimento da pena 
privativa de liberdade
Nosso ordenamento, por meio do 
Código Penal e da Lei de Execução 
Penal, adotou o sistema 
penitenciário progressivo (modelo 
inglês), em que o detento deve 
passar por regimes 
progressivamente menos severos 
de cumprimento da pena (art. 112 
da LEP - Pacote Anticrime ).
OBS.: Presídio (presos 
ainda sem condenação) 
Penitenciária (presos 
com pena transitada em 
julgado)
 FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA PRIVATIVA DE 
LIBERDADE (como eu sei se é regime fechado, semi-aberto ou aberto no início do 
cumprimento da pena?)
Base legal: art. 33, SS 2º e 3º
Fatores: reincidência, quantidade de pena e circunstâncias judicias. 
STJ: gravidade abstrata do crime, por si só, não pode levar a fixação de regime inicial 
fechado. 
Quem fixa: juiz (art. 59, III)
- Quando existe concurso de crimes – considera-se o total das penas impostas
a) somadas (concurso material e concurso formal imperfeito)
b) exasperadas de determinadopercentual (concurso formal perfeito e crime 
continuado)
OBS.: Se durante a execução surgirem novas condenações transitadas em julgado, o 
juízo de execução deve somar o restante da pena objeto da execução com as novas 
penas, estabelecendo, em seguida, o regime de cumprimento para o total das penas. 
 REGIME INICIAL DE CRIMES HEDIONDOS OU EQUIPARADOS
Base legal: Art. 1º Lei 8.072/90 + art. 5º XLIII CF (equiparados a hediondo) 
+art 2º da Lei dos Crimes hediondos
-Regime inicialmente fechado por força da Lei, mas o artigo foi declarado 
inconstitucional pelo STF (apenas para tráfico de drogas e terrorismo, pois, 
para o crime de tortura, considera constitucional o art. 1º, S 7º);
-Art. 2º, S 8º 12.850/2013 – Lei do Crime organizado – alterada pelo pacote 
anticrime – cumprimento em estabelecimento penal de segurança máxima 
 logo, criou uma nova hipótese de regime inicialmente fechado
 Tráfico de drogas privilegiado e Lei dos Crimes Hediondos
Tráfico de drogas privilegiado (incide uma causa de diminuição de pena) – art. 33, 
S 4º Lei 11.343/2006 - diminuição de pena de 1/6 a 2/3 se estiverem presentes os 
requisitos cumulativos. 
** STF  Decidiu que tráfico de drogas privilegiado não se submete à Lei dos 
Crimes Hediondos
** Pacote Anticrime altera a redação do art. 112, S 5º da Lei 7.210/1984 (Lei de 
Execução Penal) para dizer que para fins de progressão de regime prisional, o 
tráfico de drogas privilegiado NÃO É CONSIDERADO HEDIONDO OU 
EQUIPARADO.
 Limite máximo de cumprimento de Pena Privativa de liberdade 
**O limite máximo de cumprimento de pena admitido em nosso ordenamento era de 30 anos (art. 
75 do CP), porém o PACOTE ANTICRIME alterou este limite máximo, que passou a ser de 40 anos. 
** ATENÇÃO! Caso haja outra condenação por fato posterior far-se-á nova unificação, desprezando 
o tempo já cumprido, para efeito de um novo limite máximo de 40 anos. Por exemplo: Imaginem 
um condenado a 60 anos de reclusão. Evidente a pena será unificada em 40 anos. Mas se ele, após 
cumprir 10 anos, cometer outro crime e for condenado a mais 25 anos? Deve-se somar o saldo 
restante (30 anos) com a nova pena (25 anos) e unificar o valor total (55 anos) para um novo limite 
de 40 anos, que serão aplicados e cumpridos por ele, independentemente dos outros 10 anos que já 
haviam sido cumpridos.
 Competência para execução da pena privativa de liberadade
+ Súmula 192 STJ
Compete ao Juizo das Execuções Penais do estado. 
Contra as decisões do juízo das execuções penais cabe recurso de agravo, normalmente sem 
efeito suspensivo – Art. 197 Lei 7.210/1984 + Súmula 700 STF (prazo de 5 dias)
OBS.: Vide Resolução 280/2019 CNJ 
1) PENA DE RECLUSÃO:
 Deve ser cumprida inicialmente em REGIME FECHADO, 
SEMIABERTO OU ABERTO
 CRITÉRIOS PARA ESSA FIXAÇÃO: ART. 33, s 2º,a, b e c :
a) O reincidente inicia o cumprimento da pena privativa de 
liberdade no REGIME FECHADO, independentemente da 
quantidade de pena aplicado. SALVO – SÚMULA 269 STJ  
admissibilidade de adoção do regime semiaberto aos 
reincidentes condenados com pena igual ou inferior a 4 anos 
se favoráveis as circunstânicas judiciais (vide art. 59 CP).
b) O primário, cuja pena seja superior a 8 anos, deverá começar a 
cumprí-la no REGIME FECHADO. 
c) O primário, cuja pena seja superior a 4 anos e não exceda 8 
anos, poderá, desde o princípio, cumprí-la em REGIME 
SEMIABERTO;
d) O primário, cuja pena seja igual ou inferior a 4 anos, poderá 
desde o início, cumprí-la em REGIME ABERTO.
ATENÇÃO: é possível que 
o juiz aplique ao 
condenado primário um 
regime inicial mais 
rigoroso do que o 
permitido exclusivamente 
pela quantidade de pena 
aplicada, DESDE QUE as 
circunstâncias judiciais do 
art. 59 CP lhes sejam 
desfavoráveis (emprego 
de arma de fogo, 
concurso de agentes, etc). 
– art. 33, S 3°
MAS... Vide Súmula 718 
e 719 STF
** Não pode ser com 
base apenas na opinião 
do juiz sobre a gravidade 
dos fatos; necessita de 
motivação idônea. 
2) PENA DE DETENÇÃO
 Cumprida inicialmente nos REGIMES SEMIABERTO OU ABERTO. Não é cumprida 
inicialmemte no regime fechado, salvo regressão de regime.
 Critérios para fixação:
a) O condenado reincidente inicia o cumprimento da pena privativa de liberdade no 
regime semiaberto, seja qual for a quantidade de pena aplicada;
b) O primário, cuja pena seja superior a 4 anos, deve cumprí-la em regime semiaberto;
c) O primário cuja pena seja igual ou inferior a 4 anos, deve cumprí-la em regime aberto
OBS.: STF decidiu que não existe direito subjetivo ao cumprimento de pena em regime 
aberto. 
3) PRISÃO SIMPLES
- Cabível apenas para contravenções penais;
- Cumprida sem rigor penitenciário, em regime semiaberto ou aberto
- Em estabelecimenDeve-se somar o saldo restante (30 anos) com a nova pena (25 anos) e 
unificar o valor total (55 anos) para um novo limite de 40 anos, que serão aplicados e cumpridos 
por ele, independentemente dos outros 10 anos que já haviam sido cumpridos.to especial ou 
em seção especial de prisão comum;
- Separado dos condenados à pena de reclusão ou detenção (LCP art. 6º, caput e S 1°)
PRINCIPAIS DIFERENÇAS RECLUSÃO E DETENÇÃO
** Regime de cumprimento;
** Em caso de aplica~ção cumulativa de penas, cumpre-se primeiro a de reclusão e 
depois a de detenção;
** Efeitos da condenação:
- Reclusão: incapacidade para exercício do poder familiar; da tutela ou da curatela 
nos crimes dolosos cometidos contra outrem igualmente titular dos mesmos 
poderes. 
** Reclusao: em caso de medida de segurança, enseja internação; para detenção, o juiz 
poderá aplicar o tratamento ambulatorial. 
PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL
1) Sistemas:
- Filadelfia: preso fica isolado na sua cela, sem sair dela, salvo para passeios em pátios 
fechados (iniciado em meados do século XIX nos EUA) – isolamento total; silencio 
absoluto, trabalho dentro das próprias celas;
- Auburn (sistema de Nova York): o condenado, em silencio, trabalha com outros presos 
durante o dia e se submete a isolamento durante a noite. Isolamento noturno; trabalho 
coletivo de dia, mas em silêncio total; rígida disciplina – punições severas pra quem 
quebrasse as regras.
- Ingles ou progressivo: baseia-se no isolamento do condenado no início do cumprimento 
da pena, mas, depois é autorizado o trabalho na companhia de outros presos. Na última 
etapa é colocado em liberdade condicional. 
Modelo adotado pelo Código Penal Brasileiro e pela Lei de Execução Penal – art. 33, S 2º 
+ art. 112, caput LEP
** Não foi integralmente acolhido, nossa legislação lhe impôs limitações.
a) Trabalho – regime fechado: art. 34, SS 1º e 2º - trabalho diurno e isolamento noturno
b) Se cumpridos os requisitos, passa para regime semiaberto  art. 35, S 1º CP + art. 92 
caput LEP – trabalho durante período diurno
c) Se cumprido os requisitos, segue para regime aberto (art. 36, caput e S 1°)
Integra o princípio da 
individualização das penas – 
cumprimento da finalidade de 
prevenção especial
REQUISITOS OBJETIVOS (ART. 112 caput e 
incisos) E SUBJETIVOS (S 1º) PARA BENEFÍCIO 
DE PROGRESSÃO DE REGIME
§ 1º Em todos os casos, o apenado só terá direito à progressão de regime 
se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do 
estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) (Vigência)
Requisito subjetivo
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art4
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art20
ATENÇÃO! FORAM 
ALTERADOS PELO 
PACOTE 
ANTICRIME( 13.964/
2019)
Crimes comuns (primário 
ou reincidente – 1/6)
C. Hediondos antes de 
29.03.07 (primário ou 
reincidente – 1/6)
C. Hediondos praticados a 
partir de 29.03.07 
(primário) – 2/5
C. Hediondos praticados a 
partir de 29.03.07 
(reincidente) – 3/5
Mulher gestante ou mãe 
responsável por pessoa 
ou crianças com 
deficiência – 1/8
OBS: Para a segunda progressão, calcula-se o percentual cabível do 
RESTANTE DE PENA (desconsidera-se0 que já foi cumprido).
O termo inicial para a segunda progresso é a data em que o condenado 
efetivamente preencheu os requisitos do art. 112, e não a data em que ele 
ingressou no regime anterior. 
OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES SOBRE PROGRESSÃO DE REGIME
1) CONDENAÇÕES SUPERIORES A 40 ANOS
 Nas condenações superiores a 40 anos, o percentual de cumprimento de pena deve ser calculado 
sobre o total da pena IMPOSTA (Súmula 715 STF). 
2) PROGRESSÃO ESPECIAL: MULHER GRÁVIDA OU QUE FOR MÃE OU RESPONSÁVEL POR 
CRIANÇAS OU PESSOAS COM DEFICIÊNCIA – 112, S 3º LEP- tem requisitos objetivos e 
subjetivos
*Art. 2º, caput do ECA (8.069/90)– criança: pessoa com áté 12 anos de idade incompletos;
*Art, 2º caput do Estatuto da pessoa com Deficiênci (Lei. 13.146/2015): considera-se pessoa com 
deficiência “aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental intelectual ou 
sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e 
efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”. 
 A gravidez deve ser provada por exame pericial (ultrassonografia ou meio equivalente) e, pela 
omissão da lei, pode ser ela ocorrida antes ou mesmo depois do início do cumprimento de pena;
 Estado de filiação e idade da criança deve ser comprovada pela certidão de nascimento da 
criança; 
 Deficiência da criança ou da pessoa pela qual a mulher é responsável deve ser comprovada por 
laudo médico ou outro documento idônio, como sentença de interdição civil. 
 Abrange situação de guarda, tutela, curatela e situações informais de cuidado. 
§ 3º No caso de mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com 
deficiência, os requisitos para progressão de regime são, cumulativamente: 
(Incluído pela Lei nº 13.769, de 2018)
I - não ter cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa; 
(Incluído pela Lei nº 13.769, de 2018)
II - não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente; 
(Incluído pela Lei nº 13.769, de 2018)
III - ter cumprido ao menos 1/8 (um oitavo) da pena no regime anterior; 
(Incluído pela Lei nº 13.769, de 2018)
IV - ser primária e ter bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do 
estabelecimento; (Incluído pela Lei nº 13.769, de 2018)
V - não ter integrado organização criminosa. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13769.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13769.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13769.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13769.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13769.htm#art3
a) Requisitos objetivos:
I - não ter cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa; 
(Incluído pela Lei nº 13.769, de 2018)
II - não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente; 
(Incluído pela Lei nº 13.769, de 2018)
III - ter cumprido ao menos 1/8 (um oitavo) da pena no regime anterior;
b) Requisitos subjetivos 
IV - ser primária e ter bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do 
estabelecimento; (Incluído pela Lei nº 13.769, de 2018)
V - não ter integrado organização criminosa. 
(Neste último caso, independe de quando a pessoa integrou organização criminosa (não tem limite 
temporal) E o conceito de organização criminosa é aquele do art. 1º, S 1º da Lei 12.850/2013 Lei das 
Organizações Criminosas) – STJ (HC 522.651/SP) – vedação de interpretação extensiva para 
considerar qualquer tipo de sociedade criminosa. 
Esse valor só é 
reverência para os 
crimes cometidos 
sem violência ou 
grave ameaça à 
pessoa.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13769.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13769.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13769.htm#art3
** Benefício será revogado se ela praticar novo crime doloso ou falta grave (art. 112, S 4º LEP). Essa 
revogação depende de decisão judicial, com direito a ampla defesa e pode resultar na regressão de 
regime (art. 118, I, LEP)
Art. 50 LEP. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que:
I - incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina;
II - fugir;
III - possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem;
IV - provocar acidente de trabalho;
V - descumprir, no regime aberto, as condições impostas;
VI - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo 39, desta Lei.
VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a 
comunicação com outros presos ou com o ambiente externo. (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007)
VIII - recusar submeter-se ao procedimento de identificação do perfil genético. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se, no que couber, ao preso provisório.
II - obediência ao servidor e respeito a qualquer pessoa com 
quem deva relacionar-se;
V - execução do trabalho, das tarefas e das ordens recebidas;
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11466.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art4
3) PROIBIÇÃO DA PROGRESSÃO “POR SALTOS” 
- Proíbe-se a passagem direta do regime fechado para o aberto.
- Vide súmula 491 STJ – proibição da progressão per saltum.
4) REGRESSÃO DE REGIME
É possível que o condenado passe de um regime prisional mais brando para um mais severo, de 
acordo com o que dispõe o art. 118, I, II e S 1º da LEP.
a) Prática de fato definido como crime doloso ou falta grave 
- Falta grave – art. 50 da LEP
- Instauração de procedimento administrativo pelo diretor do estabelecimento, resguardado o 
direito do preso de ser ouvido e de ter direito de defesa por um advogado (Súmula 533 STJ). – 
Não aplicação da Súmula Vinculante número 5 neste caso – que afasta a obrigatoriedade de 
defesa técnica do processo administrativo disciplinar) - STF
- No caso do crime doloso, basta a prática e não a condenação definitiva. (Súmula 526 STJ). 
b) Sofrer condenação por crime anterior, cuja pena, somada ao restante da pena em execução, 
torne incabível o regime 
c) O condenado será transferido do regime aberto se, além das hipóteses referidas nos incisos 
anteriores, frustrar os fins da execução ou não pagar, podendo, a multa cumulativamente imposta 
– apenas para as penas em regime aberto. 
- Faltar senso de autodisciplina e responsabilidade (art. 36, CP)
OBS.: Regressão por salto
Passagem direta de um regime menos gravoso para o mais gravoso (aberto – fechado) é autorizado
Art. 118 LEP
	DIREITO PENAL PARTE GERAL (Vide Decreto-lei nº 2.848/1940) TE
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	DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE
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