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Penas e medidas alternativas: horário: 18:40 - 21:20 Dia da semana: segunda-feira Assuntos pendentes: 1. evolução histórica do Direito Penal 2. evolução doutrinária do Direito Penal 3. teoria geral da pena 4. aplicação das penas 5. dosimetria Aula 1 - Conceito analítico de crime · Antijuridicidade Obrigações e responsabilidade civil: horário: 18:40 - 21:20 Dia da semana: terça-feira Assuntos pendentes: https://drive.google.com/open?id=1k3-9J0PpAQUOOlcbjt5VR3M-eOH4iHd_ Direito Constitucional: horário: 20:05 - 22:35 Dia da semana: quarta-feira Assuntos pendentes: Processo de conhecimento cível: horário: 20:05 - 22:35 Dia da semana: sexta-feira Assuntos pendentes: Antropologia e Cultura brasileira: horário: 11:00 - 11:50 Dia da semana: sábado Assuntos pendentes: --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Aula dia 13/04/2020 Fixação do regime prisional III- Crimes hediondos: fixação do regime prisional, está de acordo com a lei de execução penal; por exemplo: estupro tentado (art. 213 c/c art. 14, II, CP) - tentativa de estupro 1ª fase: 6 anos 2ª fase: 6 anos 3ª fase: 6 - ⅔ anos há hipótese de subtração de redução de ⅔ do tempo da pena, teremos no final uma pena de 2 anos em regime fechado, mas o STF afirma que o art. 2º é inconstitucional, ou seja, a pessoa que foi condenada por crime hediondo pode comprir pena no regime aberto ou fechado; Nesse caso, leva-se em conta o art. 33, § 2º . Pena de reclusão: art. 33, Código penal. A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. Critérios: a) reincidência: caso seja reincidente, o regime inicial será o fechado, pouco importando a quantidade de pena; está presente no art. 63 do Código Penal; A reincidência acontece quando a pessoa comete outro crime quando comete outro crime após o julgamento do primeiro crime?; - Por exemplo: 1. o condenado à pena superior a 8 anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado; 2. o condenado não reincidente, cuja pena superior a 4 anos e não exceda a 8, poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto; 3. o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 anos, poderá desde o início, cumpri-la em regime aberto; Atenção à Súmula 269 do STJ (exceção) : é admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais. b) primário: deve ser analisada a quantidade de pena aplicada; caso ele for condenado a mais de 8 anos vai para o fechado; caso for condenado de 4 a 8 anos fica no semi aberto; c) circunstâncias judiciais: servem para fixação da pena base, e fixação do regime prisional. Por exemplo: for condenado a 1 ano, o juiz analisará se as circunstâncias judiciais eram favoráveis, de outro lado, se as circunstâncias judiciais não fossem favoráveis, levando o condenado a ir a um regime prisional mais gravoso. Isto está presente nas súmulas 718 e 719. Segundo essas súmulas, o magistrado deve analisar as circunstâncias judiciais. Elas repercutem na pena base e na fixação do regime prisional; Pergunta: na sentença, ao condenar o réu a uma pena de reclusão de 7 anos,o juiz pode fixar o regime inicial fechado? Resposta: se, desde que as circunstâncias judiciais forem desfavoráveis, estando presente na súmula 718, STF. Para as penas de detenção, o art. 33, do Código Penal: a pena de detenção, será cumprida em regime semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado. · não se admite o regime fechado para início de cumprimento da pena de detenção; · O regime fechado pode ser aplicado na hipótese de regressão de regime prisional; Critérios: a) reincidência: caso seja reincidente, o regime inicial será o semiaberto, pouco importando a quantidade de pena; O reincidente já começa no semiaberto; b) primário: deve ser analisada a quantidade de pena, se a pena for superior a 4 anos vai para o semiaberto, até 4 anos vai para o aberto. c) circunstâncias judiciais: se elas forem desfavoráveis, o regime será mais severo; Pergunta: na sentença, ao condenar o réu a uma pena de detenção de 1 ano, o juiz pode fixar o regime inicial semiaberto? Sim, desde que as circunstância judiciais forem desfavoráveis. Devem, também, se observadas as súmulas 718 e 719, ambas do STF; Questões importantes: · pena-base no mínimo legal e regime mais grave; · Pergunta: na sentença, ao condenar o réu pelo crime de roubo simple, e aplicando a pena no mínimo legal, o juiz pode fixar o regime inicial mais gravoso, justificando sua condenação por ser o roubo um crime grave e alegando que o agente tem sua personalidade voltada para o crime? Resposta: cálculo 1ª fase: 4 anos; 2ª fase: 4 anos; 3ª fase: 4 anos - regime de pena/semiaberto. O juiz nesse caso, tem balizar de acordo com as súmulas 718 e 719 do STF; · Pergunta: na sentença. ao condenar o réu pelo crime de roubo majorado com emprego da arma de fogo , o juiz pode fixar o regime inicial mais gravoso, justificando sua condenação por ser o roubo um crime grave e alegando que o agente tem sua personalidade voltada para o crime? Cálculo: 1ª fase: 4 anos; 2ª fase: 4 anos; 3ª fase: 4 + ⅔ resulta em 6 anos e 8 meses (regime de pena semiaberto) · Súmula 440, STJ: fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado o estabelecimento de regime prisional mais gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta Nova progressão de regime · O Brasil adota um sistema progressivo; · Só há progressão de regime em caso de pena privativa de liberdade; · Não se admite a progressão por saltos · A progressão de regime deve ser determinada pelo juiz - dado pelo magistrado(a) · Antes, o crime comum o indivíduo cumpria ⅙ da pena no regime anterior e crimes hediondos e equiparados cumpria ⅖ (se primário) ou ⅗ (se reincidente), hodiernamente, vai de 16% até 70% da progressão da pena; isto está presente no art. 11 do CP. · Data base: · Súmula 534, STJ · Requisito objetivo: hodiernamente, com a vigência da lei n. 13.964/19 os prazos se modificaram , Reincidência 1. Introdução: a. é uma agravante genérica que consta no art. 61, I, Código Penal b. analisa na fase de dosimetria da pena (2ª fase) obs: Finalidade da pena: retribuição, ou seja, punir pelo crime praticado, e prevenção geral, isto é, ela visa intimidar as pessoas para que não voltem a delinquir, a partir desse caráter preventivo, puxa-se a possibilidade da pena de ressocializar o indivíduo para que não cometa mais crimes; c. A reincidência demonstra que a finalidade não cumpriu seu objetivo; d. Fundamento: como a pena anterior não atingiu suas finalidades,a nova pena pena deve ser aumentada; e. Direito penal do autor? o Estado vai rotular determinadas categorias de pessoas que vem praticado o crime. f. Bis in idem: a reincidência não é bis in idem , pois se o indivíduo pratica outro crime ele será julgado pelo crime cometido e não duas vezes pelo mesmo crime. g. O STF declarou constitucionalidade de reincidência como agravante da pena; Já o MPF , afirmou que o sistema penal brasileiro, utiliza a reincidência para que haja uma censura mais grave aquele que tendo respondido por um crime anterior, persiste na atividade criminosa; h. Se a pessoa praticou novo crime, ela se classifica como reincidente o que agrava a pena do segundo crime 2. Conceito: verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior (art. 63, Código Penal); a. é uma agravante genérica, prevista no art. 63 3. Requisitos: a. prática de um crime, cometido no Brasil ou no estrangeiro b. Condenação definitiva por esse crime c. prática de novo crime 4. Exemplos: a. crime 1 veio uma condenação definitiva e logo após ele cometeu o crime 2 - no crime 2 ele é reincidente b. Cometeu o crime 1 e depois crime 2; ele é condenado definitivamente pelo crime 1, que gera maus antecedentes, e depois ele é condenado pelo crime 2 definitivamente, mas na condenação do crime 2 ele não é reincidente, pois entre a primeira e segunda condenação não houve outro crime e esse segundo crime foi cometido antes da condenação pelo crime 1. c. Cometeu crime 1, crime 2, crime 3 e crime 4, e aí veio a condenação pelo crime 1, os outros crimes não o tornam reincidente, pois a reincidência só ocorre após uma condenação após a condenação de um crime; d. A pessoa comete 4 crimes, a condenação incide sobre o crime 1, e na condenação incidida pelo crime 2, ele não é reincidente, pois a condenação pelo crime 1 só ocorreu após o cometimento dos outros crimes. e. O indivíduo comete 3 crimes, e é julgado pelo crime 1. Ao cometer o crime 4, ele é reincidente. 5. Prova da reincidência: a. 1ª corrente: certidão de objeto e pé, que informa a vida pregressa da pessoa; b. 2ª corrente: folha de antecedentes criminais, é através dela que comprova-se a reincidência; Aula dia 27/04/2020 Pena de multa: 2 etapas - sistema bifásico: primeiro analisa a circunstâncias judiciais, atenuantes e agravantes e a condição econômica do sentenciado. Além disso, permite a individualização da pena de multa. Por exemplo: a pessoa primária e rica e a pessoa reincidente e pobre. Nesse exemplo, o primeiro é possível que haja reclusão, de um a quatro anos, e multa, o juiz pode fixar 100 dias - multa e na segunda fase (art. 49, CP), fixou em 3 salários - mínimos (art. 49, § 1º, CP). No segundo caso, a 1ª fase o juiz pode fixar uma multa de 120 dias-multa, e, na 2ª fase 1/30 do salário mínimo (art. 49, § 1º, CP) · Método de cálculo: art. 60, CP 1º fase: número de dias-multa 2ª fase: valor dos dias-multa: calcula a situação econômica do réu. · Multa ineficaz: art. 60, CP: na fixação de pena de multa o juiz deve atender, principalmente, à situação econômica do réu. - A pena máxima nem sempre é suficiente elevada para que a pessoa sinta “dentro do próprio bolso” a punição. § 1º: a pena de multa pode ser aumentada até o triplo, se o juiz considerar que, em virtude da situação econômica do réu, é ineficaz, embora aplicada no máximo. · Por exemplo: milionário > na 1ª fase é fixada 100 dias - multa e na 2ª fase 5 salários-mínimos. Calculando, teremos R$ 5.225,00 x 100 dias-multa = 522, 500 reais x 3 = 1.567.500,00 reais. obs: aumenta-se a pena de multa de acordo com a capacidade econômica do réu. · Pergunta: o aumento até o triplo é o máximo permitido pela legislação penal brasileira? Pelo CP sim, mas pela legislação penal brasileira não, no que diz respeito a lei de drogas (olhar art. 43). · Por exemplo: líder de uma organização criminosa voltada para o tráfico de drogas > art. 36, Lei 11.343/06 a pena é de reclusão de 8 a 20 anos, e pagamento de R$ 1.500 a R$ 4.000,00 dias multa. O cálculo é da seguinte forma: 1ª fase é de 4.000 dias-multa e a 2ª fase é de 5 salários mínimos, então 5x1.045,00 = 5.225,00, com esse resultada multiplaca-se pelos dias- -multa, 5.225,00 x 10 = que pode ser aumentada até 10x · Multa excessiva: quando uma pessoa não tem condições de pagar, entra o art. 76 § 1º da Lei 9.099/95: nas hipóteses de ser a pena de multa a única aplicável, o Juiz poderá reduzi-la até a metade, não sendo aplicável apenas para o crime de calúnia. · Pagamento voluntário da pena de multa: art. 50, Código Penal. A multa deve ser paga dentro de 10 dias depois de transitada em julgado a sentença. A requerimento do condenado e conforme as circunstâncias, o juiz pode permitir que o pagamento se realize em parcelas mensais. obs: não se computam as frações de reais (centavos), conforme dispõe o art. 11 do Código Penal. · o parcelamento da multa é tratado no art. 169, Lei 7.210/84. · Proporcionalidade e razoabilidade são levados em questão quando há parcelamento voluntário de multa. · início de pagamento da multa: o valor deve ser previamente liquidado. Após a sua liquidação, o condenado é intimado para pagar, trata-se disso no art. 164, lei 7.210/84. · limite de pagamento: o juiz poderá determinar que a cobrança da multa se efetue mediante desconto no vencimento ou salário do condenado. · Execução da pena de multa: tratado na Lei 13.964/19 art. 51, CP. · execução e competência · competência para cobrança: vara de execuções penais · legitimidade: exclusivamente do MP · rito processual: é o mesmo da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84) · A súmula 521, STJ está superada. Limite das penas 1. Introdução: de acordo com a Lei 13.964/2019 a. art. 75, CP b. art. 10, Lei de Contravenções Penais 2. Fundamentos a. proibição de pena de caráter perpétuo (art. 5º, XLVII, b, CF); b. dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, CF); c. ressocialização como finalidade da pena ; i. Fundamentos da mudança legislativa (Lei 13.964/2019) 1. aumento da expectativa de vida 2. gravidade e o número de crimes praticados por uma pessoa 3. art. 75, CP : o tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 40 anos 4. Súmula 715, STF: a pena unificada para atender ao limite de trinta anos de cumprimento, determinado pelo art. 75 do Código Penal, não é considerada para a concessão de outros benefícios, como o livramento condicional ou o regime mais favorável de execução. - A súmula continua válida 3. Unificação das penas: a. art. 75, § 1º, CP. · Por exemplo: a pessoa comete 3 crimes e é sentenciado a uma pena de 30 anos. A unificação é a soma da condenação da primeira sentença as outras que foram determinadas por causa dos outros crimes; b. competência: art. 86, Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84). Compete ao juiz de execução. c. nova condenação: art. 75, § 2º, Código Penal: sobrevindo condenação por fato posterior ao início do cumprimento da pena, far-se-á nova unificação, para esse fim, o período da pena já cumprido. i. por exemplo: ii. por exemplo: Penas restritivas de direito 1. Introdução: a. a expressão “penas alternativas” representa o gênero, que tem como uma de suas espécies as penas restritivas de direito. b. as penas alternativas são alternativas à prisão, que deve ser usada como “ultima ratio” c. alto custo da prisão 2. Espécies a. art. 43, Código Penal b. rol taxativo c. previa o recolhimento domiciliar 3. Natureza jurídica: a. pena (art. 5º, XLVI, CF) - quer dizer que se a pessoa for condenada por um crime b. Características: substitutividade e autonomia, ou seja, ela é substituída e autônoma; i. substitutividade: significa que as penas restritivas de direitos não são previstas diretamente no tipo penal ii. para realizar a substituição, o juiz verifica se estão presentes os requisitos do art. 44 do Código Penal iii. critério para substituição Avaliação questões subjetivas e objetivas 8 objetivas e 2 subjetivas - 6 pontos para as objetivas e 4 subjetivas feita pelo blackboard Penas restritivas de Direito Características: a) substitutividade i) significa que as penas restritivas de direitos não são previstas diretamente no tipo penal ii) para realizar a substituição, o juiz verifica se estão presentes os requisitos do art. 44 do Código Penal iii) Critérios para substituição: art. 44 iv) exceção: usuário de drogas (lei 11.343/2006) - art. 28, Lei de Drogas - que fala sobre penas alternativas à prisão. b) autonomia i) no código penal, efetuada a substituição da pena privada de liberdade por restritiva de direito, o juiz não poderá cumulá-las ii) exceção: código de trânsito brasileiro c) duração: i) art. 55, Código Penal ii) regra: a pena restritiva de direitos têm a mesma duração da pena privativa de liberdade. As penas de prestação pecuniária e perda de bens e valores possuem natureza patrimonial. Portanto, essas penas não possuem prazo de duração. d) requisitos: i) objetivos: 1) natureza do crime: o crime deve ser cometido sem violência ou grave ameaça (art. 44, I, CP) 2) a violência imprópria: ocorre quando o agente diminui a capacidade de resistência da vítima, por exemplo, roubo praticado com uso de soníferos, e violência imprópria: 3) em crime culposo praticado com violência à pessoa, por exemplo, homicídio culposo, a posição majoritária é possível a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. 4) Em infrações penais de menor potencial ofensivo é possível aplicar a posição majoritária; 5) Crimes hediondos: em determinados crimes é possível que seja feito a substituição da pena privativa de liberdade; 6) quantidade de pena aplicada: para crimes dolosos até 4 anos, para crimes culposos qualquer que seja a pena aplicada ii) subjetivos: 1) não reincidente em crime doloso 2) p/ o reincidente em crime culposo, cabe substituição 3) p/ reincidente em crime doloso 4) princípio da suficiência: iii) os requisitos são cumulativos e) Lei Maria da Penha: a lei não proibiu todas as penas restritivas de direitos; f) Penas restritivas de direitos e crimes militares g) Regras de substituição: i) se a condenação é igual ou inferior a 1 ano, a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos ii) condenação superior a 1 ano: a pena pode ser substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos, por exemplo, prestação de serviços à comunidade e pena de multa. Aplicação de 2 penas restritivas de direitos: compatíveis entre si cumprimento simultâneo/ incompatíveis entre si: cumprimento sucessivo h) Reconversão obrigatória da pena restritiva de direitos em privativa de liberdade: i) pena privativa de liberdade de 1 ano: a conversão é em pena restritiva de direitos e o total da pena resulta em 1 ano. i) Incidente da execução pena: art. 181, Lei 7.210/84 i) descumprimento: prestação pecuniária e perda de bens e valores 1) possuem natureza patrimonial 2) critério proporcional 3) por exemplo: pena privativa de liberdade de 1 ano (a) conversão em prestação pecuniária à vítima de 10.000 reais (b) condenado cumpriu 1º pagamento (c) aí, ocorre a reconversão em pena privativa de liberdade de 6 meses j) Reconversão facultativa da pena restritivas de direitos em privativa de liberdade: i) por exemplo: duas condenações definitivas 1) 1ª condenação: pena restritiva de direitos (prestação de serviços à comunidade) 2) 2ª condenação: privativa de liberdade Observações sobre texto “Penas e medidas alternativas” Regimes: · Os regimes podem ser: · fechados: para penas maiores de 8 anos a ser cumprida em penitenciárias de segurança máxima e média; · aberto: para não reincidentes com pena igual ou inferior a 4 anos a ser cumprida em casas de albergado em que o apenado deve se recolher durante a noite; · semiaberto: para não reincidentes cuja pena maior seja maior de 4 anos e não exceda 8 anos a ser cumpridas em colônias agrícolas ou industriais; Cálculo da pena: método trifásico · Fases da dosimetria: · 1ª fase: pena-base, sendo consideradas as circunstâncias judiciais previstas no art. 59, CP. · 2ª fase: pena-provisória/ intermediária/ intermédia, consideradas as circunstâncias agravantes (art. 61 e 62, CP) e as circunstâncias atenuantes (art. 65 e 66, CP) · 3ª fase: pena-definitiva, considerada as causas de aumento e diminuição previstas na parte geral e especial · Efeitos da condenação: efeitos extraspenais, decorrem da sentença penal e se somam a sanção principal; Aplicação p/ penas restritivas de Direitos: 1) Crimes dolosos sem violência ou grave ameaça com pena igual ou inferior a quatro anos; 2) Crimes culposos, qualquer que seja a pena aplicada; 3) Crimes dolosos com violência ou grave ameaça cuja pena seja inferior a 1 ano; As penas restritivas de Direito (art. 43, CP) 1) Prestação pecuniária: quantia fixada pelo juiz a ser paga em dinheiro à vítima, seus dependentes, entidades públicas ou privadas de destinação social; 2) perda de bens e valores: é a perda em favor do Fundo Penitenciário do crime; 3) prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas; 4) interdição temporária de direitos 5) limitação de fim de semana Abolicionismo penal A proposta defende a extinção do modelo penal de resolução de conflitos e a sua substituição por métodos conciliatórios, preventivos e, havendo necessidade da intervenção estatal, que seja feita a partir de outros ramos do direitos, que não o Direito Penal. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Estudo para avaliação: 1. História do Direito Penal: a. Direito penal na Grécia antiga: i. nessa época, a pena, que tinha um fundamento de vingança privada e divina, passou a ter uma base moral e civil sem deixar que o fundamento religioso estivesse interligado na aplicação da punição; ii. foi na Grécia, que, as relações jurídicas passaram progressivamente a regular a relação entre os cidadãos, ocupando o espaço antes reservado ao diálogo; iii. foi na Grécia que nasceu o “Código de Drácon”, passando a ser a constituição da época e é ele que atribuiu a fama de severo e perverso à Drácon, pois as leis tinham um caráter muito violento e reflete um período bárbaro da história e tradição grega; b. Escola clássica: i. na escola clássica, a pena teria a finalidade de coagir fisicamente e psicologicamente o indivíduo a fim de evitar que um novo crime seja cometido; c. Período científico: i. Tanto o delito, quanto o fato jurídico deveria também obedecer a correlação determinista, já que por trás do crime há explicações racionais que o determinavam d. Escola positivista: i. Cesare Lombroso foi quem se destacou nesse período através do estudo do delinquente e a explicação causal do delito: fenômeno biológico e método experimental; ii. Além disso, Cesare Lombroso defendia a existência de um criminoso nato, caracterizado por determinados estigmas somato-psíquicos e cujo destino indeclinável era delinquir, sempre que determinadas condições ambientais se apresentassem de forma favorável; --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Estudo da Unidade - I avaliação Evolução histórica do Direito Penal: Introdução: nos tempos primitivos o castigo estava relacionado a vingança, e, portanto, eram aplicados penas cruéis e desumanas. A vingança penal penal era dividida em fases: 1ª fase: vingança divina : as sociedades dessa época acreditava que os fenômenos naturais eram prêmios ou castigo das divindades. Eram dotadas de satisfação divina e as penas eram cruéis, desumana e degradantes. 2ª fase: vingança privada: já nessa época, a vingança não tinha relação com as divindades. Uma vez que o crime era cometido, a reação partia da própria vítima ou de pessoas ligada ao seu grupo social. É nessa fase de vingança privada que surge o Código de Hamurabi, com a regra do Talião, e então a pena passou a ser aplicada com a intenção de se igualar a ofensa. 3ª fase: vingança pública: nessa época, tinha uma maior organização societária e fortalecimento do Estado. A aplicação da pena passou a ser pública devido a legitimidade da intervenção estatal nos conflitos sociais com a aplicação da pena pública, pois a mesma tinha a função principal de proteger o Estado. Mas não descarta sanções cruéis e violentas, podendo atingir os descendentes. Direito penal na Grécia Antiga: Idade Antiga Na Grécia, começaram a surgir as noções do direito de punir e a finalidade da pena. O direito de punir, faria com que o Estado aplicasse penas quando houvesse necessidade e a finalidade da pena, por sua vez, era a intimidação, para que existisse um efeito social, ou seja, a pena serviria para intimidar o autor e a sociedade, visando a correção de rumos de comportamentos do delinquente e dos demais indivíduos. Direito Penal em Roma A partir de Roma, os delitos foram divididos em delitos públicos e privados. Sendo o primeiro punidos com pena pública e o segundo punido com penas privadas, como por exemplo, levando apenas os interesses particulares. Direito Penal Germânico Os crimes públicos o Estado era responsável pela punição e os crimes privados a pena era aplicada pelo ofendido. Havia a aplicação da Lei do Talião, sendo assim, o agressor deve ser punido em igual medida do sofrimento causado. Direito penal na Idade Média A fixação de penas e a figura do criminoso sofreram grande influência do direito canônico, da teologia e da teocracia, com o surgimento do Cristianismo. A pena era considerada expiação e quem cometeu o delito pecou diante de Deus. A forma de inquérito, era comandada pelos bispos, e, por meio de questionamentos a determinadas pessoas, chegavam a conclusão de ter ou não ocorrido o crime e de quem o teria praticado, com a possibilidade de ter uma confissão do acusado. Idade moderna, período humanitário O Direito Penal e a concepção do crime e do delinquente sofre influências do iluminismo e do pensamento humanitário. A pena, então, tem uma finalidade comum para a sociedade que é impedir que o autor continue a delinquir e os outros cidadãos também não cometa crimes. Surge a prisão preventiva, combate à tortura e publicidade nas acusações. Escolas penais Escola clássica: 1. Considera que o crime é uma infração do Direito; 2. Reconhece que o ser humano tem o livre arbítrio, ou seja ele nasce livre e escolhe o seu caminho; 3. A pena, nesse caso, é retributiva; 4. Aplica o método dedutivo, já que o Direito é uma ciência; Escola Positiva: 1. Considera o crime um fenômeno natural e social que vêm de causas biológicas, físicas e sociais; 2. Determinismo e periculosidade 3. A pena tem a finalidade de defesa social e tutela jurídica; Comment by Andressa Maria: defender, amparar ou proteger alguém/algo mais frágil. 4. Aplica o método indutivo por já saber quais as características do criminoso. Funcionalismo: 1. Claus Roxin foi um autor de destaque nessa corrente. De acordo com seus pensamentos a pena tem função preventiva. Além disso, o autor defende que a segurança jurídica, a racionalização e a uniformidade da jurisprudência servem para estabelecer uma ordem jurídica que garanta uma justiça social; 2. Outro autor de destaque é o Gunther Jakobs, que defende que o Direito Penal serve principalmente para garantir o cumprimento da norma e manter a sociedade confiante no sistema. Além disso, faz parte do pensamento de Jakobs que todos os elementos do crime devem ser interpretados de acordo com a finalidade da pena. e, também, qualquer conduta que viole a norma deve ser punida. História do Direito Penal brasileiro: Período Colonial: 1. Primeiro, foram vigentes as ordenações Afonsinas, de caráter religioso, influenciada pelo Direito Romano 2. Em 1514, as Ordenações Afonsinas deram lugar as Ordenações Manuelinas. 3. E as ordenações Manuelinas deram lugar as Ordenações Filipinas que eram fundamentadas em preceitos religiosos. O Direito era confundido com moral e religião e as penas eram cruéis e desumanas. Período Império 1. O Código Penal da época era mais protetivo e humanitário, por isso, ocorreu a proibição da pena de morte, prisão de caráter perpétuo e a instalação do regime penitenciário de caráter constitucional de acordo com a Constituição de 1891; 2. Ocorreu a individualização da pena; 3. Tipificação de crimes contra o Estado. Período Atual 1. O Código Penal atual entrou em vigor no ano de 1942, e teve sua parte geral reformulada pel Lei 7.209/84; 2. A execução da Lei Penal se tornou mais humana. Aplicação da Pena A aplicação da pena é uma atividade exclusiva do Poder Judiciário, que consiste em determinar o tempo de sentença em desfavor de quem se envolve na prática de uma infração legal. Um dos sistemas aplicados é o sistema trifásico, dividido em 3 fases: · 1ª fase: pena-base · envolve cálculo · art. 59, CP: o juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como o comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para a reprovação e prevenção do crime. · Culpabilidade do agente: trata-se de analisar a reprovabilidade da conduta do crime; · Antecedentes do agente: analisar sua vida antes do crime; Obs: súmula 444. STJ, que determina que inquéritos policiais em andamentos ou já arquivados não são maus antecedentes; · Conduta social do agente: é como o réu se apresenta perante a sociedade, e, estas provas são obtidas pelo juiz no interrogatório, na prova testemunhal ou através da elaboração do laudo pelo setor técnico feito por um assistente social ou psicólogo; · Personalidade do agente: é uma análise do caráter do réu, sendo assim, verifica-se sua tendência a práticas criminosas; · Motivos do crime: os motivos do crime podem ser classificados em sociais e antissociais. · Circunstâncias do crime: são as condições, o local, a relação com a vítima, instrumentos utilizados. · Consequências do crime: são os efeitos que a infração penal causou. · Comportamento da vítima: o comportamento da vítima só se aplica quando se tratar de circunstância favorável ao réu. · obs: a fixação da pena base sempre vai exigir fundamentação, de acordo com o art. 93, IX, CF. · 2ª fase: análise das circunstâncias atenuantes e agravantes · nessa fase é o que entra o habeas corpus, analisa-se a os maus antecedentes, folha de antecedentes criminais, condenações criminais com mais de 5 anos, consideração de maus antecedentes. · Além disso, nessa fase há a aplicação da Súmula 443 do STJ · Os atenuantes estão previstas nos artigos 65 e 66 do CP; · 3ª fase: causas de aumento e diminuição -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Penas restritivas de direito b) Ordem de pagamento 1º vítima ou seus dependentes 2º entidade pública 3º entidade privada com destinação social caráter unilateral e impositivo c) Indenização civil antecipada e despenalização: d) forma de pagamento: art. 45, § 2º, Código Penal. Por exemplo: pagamento da prestação pecuniária em prestação de serviços e) fiscalização: realizada pelo Ministério Público f) distinção: prestação pecuniária e reparação do dano. É mais vantajosa para a vítima. g) distinção: prestação pecuniária e multa Perdas de bens e valores a) conceito: art. 45, § 3º, Código Penal. É uma sanção penal que recai sobre o patrimônio lícito do condenado, tendo como valor o montante do prejuízo causado ou do provento obtido pelo agente ou por terceiro. Aplicável para crimes que tenham reflexos patrimoniais (prejuízo à vítima ou proveito do crime). Por exemplo: réu possui uma reserva financeira no valor de R$ 50 mil (patrimônio lícito) e adquiriu R$ 80 MIL como proveito do crime de estelionato. i) Princípio da personalidade da pena? Por exemplo: pena privativa de liberdade que foi convertida em restritivas de direitos (perda de bens e valores), no valor de R$ 30 mil. Antes do pagamento, o condenado morre. b) Distinção: perda de bens e valores e confisco Prestação de serviço à comunidade: CP, art. 46 a) Conceito: é uma espécie de pena restritiva de direitos que consiste na atribuição de tarefas gratuitas ao condenado, em entidades assistenciais, hospitais, escolas, orfanatos e outros estabelecimentos congêneres, em programas comunitários ou estatais. i) Existem alguma pena restritiva de direitos prevista no Código Penal mais grave? b) forma de atribuição: CP, art. 46, § 3º, 1ª parte i) na sentença penal condenatória, o juiz definirá a pena de prestação de serviço à comunidade; ii) o juízo de execução, por seu turno, definirá o local onde serão prestados os serviços. Por exemplo: réu condenado no Rio de Janeiro, porém o cumprimento da pena em Porto Alegre. Outro exemplo: réu médico condenado por estelionato. Terceiro exemplo: réu cozinheiro condenado por extorsão iii) Não é admitida a atribuição de atividade cruel, ociosa ou humilhante; iv) O Brasil é um Estado laico, não adotando nenhuma religião oficial. Por exemplo: réu católico condenado por calúnia. c) Modo de cumprimento: CP, art. 46, §§ 3º e 4º. i) Exemplo 1: pena privativa de liberdade de 1 ano. Conversão em prestação de serviço à comunidade (12 meses) ii) exceção: usuário de drogas d) Execução da prestação de serviços à comunidade: LEP, art. 28 e 30; i) as tarefas não são remuneradas, e não geram vínculo empregatício; ii) art. 149, Lei 7.210/84 e) Prestação de serviços à comunidade e trabalhos forçados: i) a pena de prestação de serviços à comunidade não é considerada como de trabalhos forçados, vedada pela Constituição Federal (art. 5º, XLVII, c) ii) Fundamentos: 1) na pena privativa de liberdade o trabalho do preso é obrigatório; 2) prestação de serviços à comunidade é um benefício ao condenado; Interdição temporária de Direitos: CP, art. 47 e art. 56; Por exemplo: médico que praticou um crime no exercício de sua profissão Limitação de final de semana: CP, art. 48 e art. 93, LEP CONCURSOS DE CRIMES 1. Conceito: a. é o instituto pelo qual o agente, mediante uma ou mais condutas, pratica dois ou mais crimes; 2. Espécies: a. concurso material (art. 69, CP) - exceção b. concurso formal (art. 70, CP) - regra c. crime continuado (art. 71, CP) - exceção 3. Sistema de aplicação da pena: a. cúmulo material: soma das penas i. opera-se a soma das penas de todos os crimes praticados pelo agente; b. exasperação: aplicação de uma pena i. de todos os crimes praticados pelo réu, o juiz aplica somente uma pena aumentada de determinado percentual ii. adotado: 1. concurso formal próprio (ou perfeito) 2. crime continuado CONCURSO DE CRIMES a) conceito: é a espécie de concurso de crimes prevista no art. 70 do Código Penal que se verifica quando o agente, mediante b) Espécies: i) homogêneo: é aquele em que os crimes são idênticos; ii) heterogêneo: aquele em que os crimes são diversos; iii) perfeito ou próprio: é aquele em que não há desígnios autônomos, ou seja, a pluralidade de crimes não emana em dolos autônomos. Pode ocorrer um crime doloso e demais crimes culposos. Nesse caso aplica-se o critério da exasperação, aplicando a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de ⅙ até ½ iv) imperfeito ou impróprio: a pluralidade de resultados emana de desígnios autônomos, ou seja, existe dolo do agente em todos os crimes. Adota-se o critério do cúmulo material c) Concurso material benéfico ou favorável: i) aplicável: concurso formal próprio ou perfeito ii) crime continuado 1) em ambos os casos adota-se o critério da exasperação 6. Crime continuado ou continuidade delitiva a) conceito: é a espécie de concurso de crimes prevista no art. 71 do Código Penal que se verifica quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas, condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subsequentes ser havidos como continuação do primeiro. i) fórmula: pluralidade de condutas + pluralidade de crimes b) origem histórica: i) Itália, séc. XIV ii) Lei Carolina = pena de morte para o ladrão famosos que cometesse o terceiro furto c) natureza jurídica i) teoria da ficção jurídica (Francesco Carrara) ii) a teoria da ficção jurídica foi adotada eplo CP no crime continuado, sendo válida para fins d) requisitos: i) pluralidade de condutas: ii) pluralidade de crimes da mesma espécie: 1) são aqueles que apresentam características comuns, pouco importando se eles estão ou não previsto no mesmo dispositivo legal; 2) aqueles que estão previstos no mesmo tipo penal e apresentam a mesma estrutura jurídica, ou seja, ofendem os mesmos bens jurídicos; - corrente majoritária iii) conexão temporal: são as condições de tempo, não definidas pelo Código Penal; iv) conexão espacial: são as condições de local mencionadas no Código Penal; v) conexão modal: é a maneira de execução mencionada pelo Código Penal: 1) Os crimes devem ter um modo de execução semelhante, mas não necessariamente idênticos vi) conexão ocasional: o código penal autoriza o magistrada a exigir mais condições semelhantes ao caso concreto. A conexão ocasional significa que o crime posterior foi praticado em razão da facilidade ocasionada pelo crime anterior; e) Espécies de crime continuado e dosimetria da pena: i) simples: ii) qualificado: penas diversas, a pena mais grave aumenta de ⅙ a ⅔ ; iii) específico: 7. Concurso de crimes de competência do juizado especial: · competência dos juizados especiais criminais; · concurso material: · concurso formal e crime continuado: CONCURSO DE PESSOAS · Previsão legal: Art. 29, Código Penal · Requisitos: · Pluralidade de agentes culpáveis: · os agentes podem praticar condutas principais ou conduta principal e acessória; · No concurso de pessoas · Relevância causal das condutas · Vínculo subjetivo Unidade de infração penal para todos os agentes existência de fato punível · Autoria · Teoria objetivo-formal