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Necessidades nutricionais da nutriz Professor(a) autor(a)/conteudista Eliana Regina Louzada Ana Cristina Faria Gabriela Chamusca Professor(a) revisor(a) Marília Alonso Mota Goularte É vedada, terminantemente, a cópia do material didático sob qualquer forma, o seu fornecimento para fotocópia ou gravação, para alunos ou terceiros, bem como o seu fornecimento para divulgação em locais públicos, telessalas ou qualquer outra forma de divulgação pública, sob pena de responsabilização civil e criminal. Sumário Necessidades nutricionais da nutriz .............................................................4 Objetivo ........................................................................................................... 4 1. Necessidades nutricionais da nutriz ........................................................... 4 1.1 Necessidades energéticas ..................................................................... 5 1.2 Necessidades de macronutrientes ......................................................... 6 1.3 Necessidades de vitaminas e minerais .................................................. 7 2. Prescrição dietética da nutriz .................................................................... 12 2.1 Alimentação da mãe e as cólicas nos lactentes .................................. 12 2.2 Alimentação da mãe e o sabor do leite materno .................................. 13 2.3 Práticas alimentares maternas ............................................................ 14 2.4 Alimentos funcionais ........................................................................... 14 2.5 Probióticos ........................................................................................... 16 2.6 Nutriz vegetariana ................................................................................ 16 3. Exercício físico na nutriz ........................................................................... 16 Recapitulando ............................................................................................... 17 Glossário ....................................................................................................... 17 Referências bibliográficas ............................................................................. 18 Bibliografia clássica ................................................................................... 18 Bibliografia geral ........................................................................................ 19 4/19 Necessidades nutricionais da nutriz Objetivo Prezado aluno, nesta Unidade vamos abordar todos os itens relacionados com as necessidades nutricio- nais da nutriz. Além disso, iremos estudar como estimar as necessidades nutricionais nesta fase. Estude todo o conteúdo, assista às videoaulas e faça todos os exercícios propostos para esta Unidade. Bom estudo! Vídeo: Introdução às necessidades nutricionais da nutriz https://player.vimeo.com/video/859829430 1. Necessidades nutricionais da nutriz Durante o puerpério, as necessidades nutricionais da nutriz estão aumentadas, em comparação ao estado pré- -gestacional. A finalidade desse aumento é suprir as necessidades do bebê quando ocorre a amamentação. Dessa forma, as necessidades nutricionais da nutriz permanecem aumentadas durante todo este período, principalmente se ela estiver amamentando e tiver obtido o aumento de peso desejável durante a gestação. É importante lembrar que o nutricionista deve se basear nas recomendações descritas para cada faixa etária e estágio da vida dos documentos da Dietary Reference Intakes (DRIS). Essa referência constitui a revisão mais atual dos valores de recomendação de nutrientes e energia adotados pelos Estados Unidos e Canadá (Padovani et al., 2006). DICA Para analisar necessidades nutricionais da nutriz, é importante entender alguns conceitos (Padovani, 2006): - EAR (Estimated Average Requirement): Estimativas Médias dos Requerimentos que devem satisfa- zer as necessidades de 50% das pessoas. - RDA (Recommended Dietary Allowances): o nível de ingestão diária de um nutriente, considerado suficiente para atender aos requisitos de 97,5% de indivíduos saudáveis em cada etapa da vida e sexo em grupo, geralmente cerca de 20% maior do que o EAR. - AI (Adequate Intake): usado quando os valores de EAR ou de RDA não podem ser determinados. - UL (Tolerable Upper Intake Levels): nível de ingestão máximo tolerável. https://player.vimeo.com/video/859829430 5/19 1.1 Necessidades energéticas Vídeo: Necessidades nutricionais da nutriz https://player.vimeo.com/video/859830292 Durante a lactação, a produção de leite é influenciada de acordo com a duração, a intensidade da ama- mentação e o estado nutricional da nutriz. A taxa de metabolismo basal da nutriz é semelhante ao da não nutriz. No entanto, a nutriz que está amamentando apresenta uma necessidade nutricional diferente da que não está amamentando. Atualmente, a recomendação do cálculo para a estimativa das necessidades nutricionais da nutriz é baseada na fórmula da Necessidade Estimada de Energia (EER) (Vitolo, 2014): EER pré-gestacional = 354 – (6,91 × idade) + PA × (9,36 × peso Kg+726 × altura cm) *PA = coeficiente de atividade física. Para as mulheres que estão amamentando, além do fator atividade, devem ser acrescidas 500 quiloca- lorias (kcal) para o primeiro semestre e 400 kcal para o segundo semestre. Os dados utilizados de peso e estatura para obtenção dos resultados da estimativa calórica da nutriz são referentes ao período pré-gestacional. Para as mulheres com diagnóstico de eutrofia ou sobre- peso/obesidade, será considerada uma redução de 170 calorias ao dia no primeiro semestre. Dessa forma, irá promover a redução de peso necessária sem prejudicar a produção e a qualidade do leite materno. Haverá o acréscimo de 500 kcal para a produção do leite materno – 170 kcal para redução de peso, totalizando acréscimo do valor da EER de 330 kcal para o primeiro semestre. Para as mulheres com diagnóstico nutricional de baixo peso, não será utilizado esta redução, será utilizado o acréscimo de 500 kcal/dia. Para o segundo semestre, é considerado independente do diagnóstico nutricional o acréscimo de 400 kcal (Vitolo, 2014). https://player.vimeo.com/video/859830292 6/19 Tabela – Coeficiente de atividade física para acrescentar na estimativa calórica Atividades do dia a dia para todos os níveis Nível de atividade física: 1,4 Inativo Nível de atividade física: 1,6 Baixo ativo Nível de atividade física: 1,75 Ativo Nível de atividade física: 2,05 Muito ativo - 30 minutos caminhando + 90 minutos de atividades domésticas leves a moderadas (aspirar, varrer a casa etc.) Apenas atividade do dia a dia Atividades diárias + 60-80 minutos andando Atividades diárias + 30–50 minutos caminhando + 45 minutos ciclismo moderado + 40 minutos de jogo de tênis em dupla 45 minutos de ciclismo moderado + 25 minutos de corrida + 60 minutos de jogo de tênis em dupla Fonte: Adaptado de National Academy of Sciences (2023). 1.2 Necessidades de macronutrientes O grupo de profissionais responsáveis por descrever os valores das DRIS está revisando as recomenda- ções dos macronutrientes; no entanto, ainda não foi publicado. Diante disso, é recomendado utilizar os valores de referência das publicações mais recentes conforme descrito nesta Unidade. 1.2.1 A necessidade de proteína durante a lactação A necessidade de proteína de acordo com IOM/DRI (2001) é: • EAR = 1,05 g/kg/dia; • RDA 1,3 g/kg/dia ou 71 g/dia; • UL = não definido. 1.2.2 Períodos da necessidade proteica A quantidade de proteína para nutriz, de acordo com a World Health Organization (2007), diferencia-se em dois períodos: • 1º semestre: cota adicional 19 g/dia; • 2º semestre: cota adicional 12,5 g/dia. Pode-se calcular 1,1g/kg/dia. O total de energia proveniente da proteína representa em torno de 10 a 35% do valor energético total. 1.2.3 Necessidade de carboidratoO total de energia proveniente dos carboidratos representa em torno de 45 a 65% do valor energético total. 7/19 1.2.4 Necessidade de lipídios O total de energia proveniente dos lipídios, na dieta da lactante, representa de 20 a 35% do valor energé- tico total. Ômega 3 Os lipídios são moléculas hidrofóbicas responsáveis por importantes processos celulares. A classe de lipídios muito importante para esses processos são os ácidos graxos, destacando o ômega 3 e o ômega 6. Os ácidos graxos ômega 3 mais importantes são o DRI, o ácido eicosapentaenoico (EPA), ácido doco- saexaenoico (DHA), por sua vez, estes não são produzidos pelo organismo humano, necessitando da sua ingestão ou suplementação. O período da lactação pode indicar uma associação de baixo consumo de DHA com o prejuízo para o desenvolvimento do bebê, sintomas neurológicos, dificuldade de acuidade visual, lesões na pele etc. Nesse sentido, parece ser adequado suplementar as nutrizes que não apre- sentam uma adequada ingestão de DHA. No entanto, não há uma recomendação mundial dessa suple- mentação, mas a Sociedade Brasileira de Nutrologia publicou em 2014 o consenso Brasileiro e orienta que as lactantes brasileiras devem suplementar 200 mg de DHA/dia independentemente do tipo de dieta (Almeida, 2014). 1.3 Necessidades de vitaminas e minerais Vídeo: Necessidades de vitaminas e minerais https://player.vimeo.com/video/859830770 Durante a lactação é mais comum ocorrer deficiências maternas de magnésio, vitamina B6, folato, cálcio e zinco. Já as vitaminas lipossolúveis A, D e K, as vitaminas lipossolúveis C, B1, B6, B12 e folatos são secretados no leite materno; dessa forma, em caso de deficiência da mãe, seu conteúdo é reduzido. No entanto, essas deficiências são ajustadas com a suplementação. Vale ressaltar que os níveis de cálcio, fósforo e magnésio no leite materno são independentes dos níveis séricos e da dieta da mãe – apenas em situações especiais é que podem ocorrer deficiências (Jouanne; Oddoux; Noel, 2021). 1.3.1 Vitamina A A vitamina A é essencial para diversos processos metabólicos: ciclo visual, diferenciação celular, cresci- mento, sistema antioxidante e imunológico. Os recém-nascidos apresentam baixa produção da proteína ligante de retinol, que é a responsável pela mobilização hepática da vitamina. As concentrações séricas de vitamina A no recém-nascido são menores do que as da mãe. https://player.vimeo.com/video/859830770 8/19 O colostro, na fase inicial da lactação, é rico em vitamina A. Após esse período, o teor dessa vitamina no leite materno é diminuído, podendo comprometer a reserva hepática do bebê, o que pode interferir no estado de saúde dele. A formação das reservas fetais de vitamina A ocorre durante o último trimestre de gestação e após o nascimento. A deficiência de vitamina A (DVA) está associada com diarreias, infecções respiratórias e sarampo. No Brasil, a DVA ainda está presente em várias localidades, com índices preocupantes em gestantes e recém-nascidos. A vitamina A necessita de vários meses de ingestão adequada para construir suas reservas. A transferência de vitamina A da mãe para o filho é maior durante os seis meses de lactação, quando comparada ao período de gestação, sendo que a concentração de vitamina A no leite materno é suficiente para suprir as necessidades diárias do bebê (Ramalho; Flores, Saunders, 2002). Isso também ocorre nas nutrizes que apresentam desnutrição moderada, pois o colostro e o leite materno, na fase inicial da lactação, são ricos em vitamina A. No entanto, após as primeiras semanas de aleitamento, o teor de vitamina A no leite materno é diminuído, e esse quadro pode interferir nos esto- ques dessa vitamina no bebê, podendo prejudicar o sistema imunológico (Almeida et al., 2019). Suplementação de vitamina A para a mãe durante os seis primeiros meses após o parto A vitamina A deve ser suplementada com maior segurança para as mães que amamentam, pois reduz a fertilidade. Além disso, é indicada para as nutrizes que residem em locais de maior risco de DVA. Dessa forma, a OMS orienta a suplementação de 10.000 UI por dia para essa população. Para as mães que não amamentam seus filhos, a administração de suplementação de vitamina A em doses maciças é indicada durante os 28 primeiros dias, ou nas quatro primeiras semanas, ou em um mês após o parto, pois isso não representa nenhum risco nem para mãe nem para o bebê. Depois de seis semanas, a mãe que não amamenta não deve receber mais de 10.000 UI por dia (Organização Mundial da Saúde, 2013). 1.3.2 Vitamina D Nas últimas décadas, a vitamina D tem sido muito estudada na literatura médica. Os estudos já com- provaram a relação da vitamina D com eventos fisiológicos do sistema musculoesquelético, cardiovas- cular, endócrino e imunológico. Dessa forma, a alteração dos níveis séricos desta vitamina desencadeia o desequilíbrio da homeostasia destes sistemas, podendo levar ao desencadeamento de doenças. Na nutriz, a vitamina D passa para o leite materno, porém, apenas pequenas quantidades de seus metabó- licos ativos podem ser encontradas no leite, já que as concentrações séricas desta vitamina diminuem na mulher após a gravidez. Estudos clínicos recentes destacam a relação entre a deficiência de vitamina D em mulheres e a depres- são pós-parto. No entanto, ainda não foram descritos resultados seguros de suplementação e diminui- ção do risco de depressão pós-parto. Vaziri et al. (2016) realizou um estudo randomizado com 169 mulheres, no qual foram administrados 2.000 UI de vitamina D3 no grupo ativo a partir de 26-28 semanas de gestação até o parto. Observou-se um aumento dos níveis de 25(OH)D no grupo ativo ao final do terceiro trimestre, e menores escores de depressão no final do terceiro trimestre e na quarta e oitava semana pós-parto. 9/19 SAIBA MAIS Um estudo de metanálise intitulado Deficiência de vitamina D e depressão pré-natal e pós-parto: uma revisão sistemática - PubMed (nih.gov), publicado em 2018, avaliou estudos longitudinais, com o total de 8.470 participantes. Os resultados encontraram uma associação da baixa dosagem de vitamina D com depressão pós-parto. As participantes que estavam com níveis de 25 (OH)D abaixo de 20 ng/ml apresentaram maior associação de risco para depressão pós-parto (OR de 3,67, IC 95%: 1,72-7,85). Entretanto, os autores não encontraram associação para sintomas depressivos durante a gestação. Link para acesso ao artigo completo: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29649128/ Para a suplementação de vitamina D, não há consenso, porém atualmente é recomendado suplementar 1.000 UI por dia de vitamina D para manutenção dos níveis de 30 a 60 ng/ml (Almeida et al., 2019). 1.3.3 Vitamina E A vitamina E apresenta a função de proteger as células contra danos causados por radicais livres – por isso, é classificada como antioxidante. São essenciais nos estágios iniciais da vida, ao proteger contra a toxicidade do oxigênio. A deficiência do tocoferol pode causar anemia hemolítica e afetar o desenvol- vimento do sistema nervoso, principalmente em prematuros (Almeida et al., 2019). 1.3.4 Vitamina C A quantidade de vitamina C no leite materno tende a diminuir no decorrer da amamentação, em especial quando ela permanecer por mais de seis meses (Almeida et al., 2019). 1.3.5 Ferro e vitamina B12 Atualmente, as pesquisas descrevem o aumento da prevalência de anemia na população brasileira, des- tacando as crianças, gestantes e nutrizes como o maior grupo de risco. Nesse sentido, o Ministério da Saúde desenvolveu o Programa Nacional de Suplementação de ferro com o objetivo de orientar a suple- mentação de forma profilática. No quadro, está descrita a conduta e a periodicidade da suplementação do sulfato ferroso para profilaxia. É importante ressaltar que a conduta independe de a mulher estar amamentando ou não. Quadro – Suplementação de sulfato ferroso Público Conduta Periodicidade Mulheres no pós-parto e pós-aborto 40 mg de ferro elementar Diariamente,até o terceiro mês pós-parto e até o terceiro mês pós-aborto Fonte: Adaptado de Brasil (2013). https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29649128/ 10/19 Para o tratamento de anemia, a recomendação é 120 mg de ferro elementar/dia por três meses (World Health Organization, 2001). A vitamina B12 é a maior das vitaminas do complexo B, com um peso molecular superior a 1.000 gra- mas por Mol (g/mol). Para a nutriz, esta vitamina sofre influência direta da alimentação, nesse sentido a nutriz vegetariana apresenta maior risco de deficiência e deve ser avaliada para uma possível suple- mentação. A deficiência desta vitamina está relacionada com danos neurológicos irreversíveis e anor- malidades em bebês. No leite materno, estima-se que seja encontrado 0,4 micrograma (μg) por dia de vitamina B12 nas mulhe- res com estado nutricional adequado. Nesse sentido, é necessária a quantidade de 0,4 μg por dia de vita- mina B12 durante a lactação, além da necessidade normal do adulto. Recomenda-se a suplementação de 2,4 µc a 2,8µc para lactantes (Almeida et al., 2019). 1.3.6 Zinco O zinco é um mineral que participa da reprodução, do crescimento, do desenvolvimento, da reparação dos tecidos corporais e da manutenção do sistema imunológico. O zinco participa de mais de 300 enzimas, e essas enzimas são cofatores no metabolismo de carboidra- tos, gorduras e proteínas (IOM, 2001). A concentração de zinco no leite materno é dificilmente afetada por uma baixa ingestão desse nutriente pela nutriz. A nutriz apresenta um aumento aproximado de 30% na absorção de zinco da alimentação, que propor- ciona a quantidade adequada de zinco no leite (Ferrer et al., 2001). 1.3.7 Cálcio A necessidade de cálcio na nutriz deve ser avaliada pelo consumo alimentar, e deve-se tentar atingir a recomendação diária. Se não for possível, a suplementação de cálcio deverá ser realizada, conforme a tabela a seguir. Tabela – Recomendação de ingestão de cálcio e vitamina D Lactantes – Faixa etária Cálcio Vitamina D 14 a 18 anos 1.300 mg 600 UI 19 a 30 anos 1000 mg 600 UI 31 a 50 anos 1.000 mg 600 UI Fonte: Adaptado de IOM (2010). 11/19 1.3.8 Iodo O iodo no leite materno é sensível às concentrações desse mineral na nutriz. Os recém-nascidos, quando deficientes desse mineral, podem desenvolver hipotireoidismo e hipertirotropinemia, bem como apre- sentar desenvolvimento neuropsicológico prejudicado, além de bócio caracterizado pelo aumento da glândula da tireoide na mãe e no bebê (Hanson et al., 2015). Tabela – Recomendações de micronutrientes para lactantes Micronutrientes Recomendação Justificativas para o aleitamento materno Cálcio 1000 mg/dia Manutenção e produção de leite materno Magnésio 390 mg/dia Relaxante muscular Prevenção da constipação Zinco 19 mg/dia Participação na cicatrização pós-parto Vitamina C 130 mg/dia Estimulação das funções imunológicas Vitamina D 10 μg/dia = 400 UIum/dia Importante contribuição para a obtenção de leite de boa qualidade Vitamina A 10.000 UI/dia ou no máximo 25.000 UI/semana ou ingestão única de 200.000 UI Apenas em populações deficientes, o mais rapidamente possível após o parto, mas não mais de 8 semanas após Ferro 60 mg/dia Prevenção da anemia materna por 3 meses após o período de pós-parto Vitamina B9 400 μg/dia Ômega 3 100 mg/dia de DHA durante o 1º ano de vida do recém-nascido Desenvolvimento do cérebro recém-nascido Fonte: Jouanne, Oddoux e Noel (2021). 1.3.9 Necessidade hídrica A lactação aumenta a necessidade hídrica na nutriz. Assim, uma hidratação adequada deve ser em torno de três litros de água por dia – essa quantidade deve ser apenas de água potável, não conside- rando os sucos. 12/19 2. Prescrição dietética da nutriz Vídeo: Prescrição dietética da nutriz https://player.vimeo.com/video/859831239 A alimentação da nutriz é de suma importância para a mãe retornar ao seu peso usual com qualidade, reduzir o risco de deficiências nutricionais e produzir leite materno com melhor qualidade nutricional. O profissional nutricionista, quando for elaborar o plano alimentar da nutriz, deve levar em consideração suas necessidades nutricionais e promover uma ingestão adequada de carboidratos, evitando carboi- dratos simples. Além disso, a ingestão proteica deve ser orientada com o objetivo de manter adequada construção muscular e diminuir o risco de anemia. Alguns estudos descrevem relação da qualidade da alimentação da lactante com o desenvolvimento nutricional do bebê, apresentando uma relação direta com a programação metabólica. Dessa forma, é de suma importância uma alimentação equilibrada com alimentos saudáveis (Koponen et al., 2021). 2.1 Alimentação da mãe e as cólicas nos lactentes A cólica é uma condição transitória, que surge na segunda semana de vida. Ela não interfere no cresci- mento e não apresenta efeitos adversos em longo prazo. As mudanças alimentares na lactante não são aconselhadas, exceto se o alimento em questão apre- senta ligação direta com o surgimento de cólicas no lactente. Algumas situações podem contribuir para minimizar o choro e a cólica no lactente, como o esvaziamento completo das mamas a cada mamada, ou seja, o bebê deve sugar o leite adequadamente. Há algumas causas sugeridas para o surgimento das cólicas do bebê: • excesso de gases provocado pela deglutição durante a mamada; • imaturidade do trato gastrointestinal; • hipermotilidade intestinal; • alguns bebês só sugam o leite no início da mamada – esse leite inicial tende à fermentação devido ao açúcar do próprio leite. A origem da cólica do lactente é multifatorial, incluindo aspectos ligados ao próprio bebê, à mãe e ao ambiente, e não há comprovações de que a alimentação da mãe faça parte da sua etiologia. As cólicas podem ser uma resposta adaptativa do sistema digestório do lactente, em conjunto com o meio externo. https://player.vimeo.com/video/859831239 13/19 Para identificar os alimentos que podem causar cólicas no lactente, é necessário observar os alimentos ingeridos pela mãe e utilizar a manobra de exclusão de alimentos de maneira gradativa, após uma aná- lise de condições orgânicas do bebê. Os alimentos mais descritos na literatura que devem ser excluídos da dieta da mãe são: leite de vaca, amendoim e oleaginosas, soja, ovo, chocolate, morango, manga e abacaxi, crucíferas, leguminosas, frutos do mar. É importante ressaltar que a exclusão desses alimentos não deve ser realizada de forma rotineira – o nutricionista necessita de uma avaliação detalhada para excluir tal alimento com segurança. Além disso, a cólica pode estar relacionada com alergia à proteína do leite de vaca, sendo necessária uma avaliação médica minuciosa e, se isto for confirmado, é indicada a dieta de exclusão. Alguns sinais para detectar se o bebê apresenta cólica, após a exclusão de problemas fisiológicos; observa-se: • choro por mais de três horas por dia; • choro por mais de três dias por semana; • choro por mais de três semanas em um lactente bem alimentado e saudável em outros aspectos. O indicado para minimizar a cólica no bebê é que a nutriz tenha uma alimentação variada e evite exces- sos. A cólica geralmente se intensifica ao longo do 3º e do 4º mês de vida do bebê (Harb et al., 2016). 2.2 Alimentação da mãe e o sabor do leite materno A alimentação da mãe interfere no sabor do leite. Por exemplo: a banana destaca-se até uma hora após a ingestão pela lactante. As frutas não cítricas apresentam menor influência no sabor do leite materno se comparadas às frutas cítricas. Assim, as variações de sabores do leite materno podem contribuir para a aceitação do bebê a novos sabores quando iniciada a introdução alimentar. Alguns minutos são suficientes para que o sabor dos alimentos consumidos pela lactante seja transferido para o leite. SAIBA MAIS Mães que consomem uma variedade de alimentos saudáveis durante a gravidez e a lactação propor- cionam aos seus bebês a oportunidade de aprender a gostar desses sabores. Dessa forma, promove uma aceitaçãomelhor dos variados alimentos na introdução alimentar. Em contraste, os bebês ali- mentados com fórmula aprendem a preferir seu perfil de sabor invariante dessa forma se não for esti- mulado uma variedade de sabores, estes bebês tendem a aceitar menos sabores não encontrados na fórmula. Essas experiências sensoriais no início da vida podem estabelecer preferências e padrões alimentares que promovem hábitos alimentares ao longo da vida (Forestell, 2017). 14/19 2.3 Práticas alimentares maternas Durante a amamentação, é importante realizar as orientações gerais descritas abaixo: • A ingestão de 4 a 2 litros de água, não considerando outros líquidos. • A ingestão de álcool não é recomendada durante a amamentação, uma vez que ocorre mudança no odor do leite materno e o teor de álcool presente no leite pode interferir no poder de sucção, diminuindo os reflexos fisiológicos do bebê. • A ingestão de cafeína não é contraindicada, porém deve ser controlada, uma vez que pode pro- vocar desconfortos no bebê, como insônia e irritabilidade. A quantidade segura está em torno de três xícaras de café, ou seja, 150 ml por dia. • A ingestão de peixe três vezes por semana garante os níveis de ácidos graxos ômega 3 no leite materno, proporcionando substratos para o desenvolvimento do sistema nervoso central e da retina do lactente. • Realizar uma alimentação variada, colorida, com baixa ingestão de carboidratos complexos, ade- quada ingestão de alimentos ricos em proteína e alto consumo de vegetais, frutas e legumes. Dessa forma, a nutriz produz um leite de melhor qualidade e evita deficiências nutricionais. 2.4 Alimentos funcionais Vídeo: Alimentos funcionais https://player.vimeo.com/video/859831736 Os alimentos funcionais são definidos como alimentos ou ingredientes que produzem efeitos benéficos à saúde, além de suas funções nutricionais básicas. Além disso, oferecem vários benefícios à saúde, podendo desempenhar um papel benéfico na redução de doenças crônicas como câncer, diabetes e obe- sidade. Esses alimentos são encontrados em uma dieta equilibrada; no entanto, devem ser consumidos na quantidade adequada para potencializar seus efeitos. No quadro a seguir, estão descritos alguns dos compostos funcionais mais estudados na literatura que apresentam relação com a nutriz. https://player.vimeo.com/video/859831736 15/19 Quadro – Compostos funcionais Composto Ação Alimentos e onde são encontrados Ácidos graxos ômega 3 Redução do LDL – colesterol; ação anti-inflamatória; é indispensável para o desenvolvimento do cérebro e da retina de recém-nascidos. Peixes marinhos como sardinha, salmão, atum, anchova, arenque etc. Ácido a-linolênico Estimula o sistema imunológico e tem ação anti-inflamatória. Óleos de linhaça, colza, soja; nozes e amêndoas. Catequinas Reduzem a incidência de certos tipos de câncer, reduzem o colesterol e estimulam o sistema imunológico. Chá verde, framboesas, mirtilo, uva roxa. Luteína e zeaxantina Antioxidantes; protegem contra a degeneração muscular. Folhas verdes (luteína). Pequi e milho (zeaxantina). Indóis e isotiocianatos Indutores de enzimas protetoras contra o câncer, principalmente de mama. Couve-flor, repolho, brócolis, couve de bruxelas, rabanete, mostarda. Flavonoides Atividade anticâncer, vasodilatadora, anti- inflamatória e antioxidante. Soja, frutas cítricas, tomate, pimentão, alcachofra, cereja. Fibras solúveis e insolúveis Reduz risco de câncer de cólon, melhora o funcionamento intestinal. As fibras solúveis podem ajudar no controle da glicemia e no tratamento da obesidade, pois dão maior saciedade. Cereais integrais como aveia, centeio, cevada, farelo de trigo etc.; leguminosas como soja, feijão, ervilha etc.; hortaliças com talos e frutas com casca. Prebióticos – frutooligossacarídeos, inulina Ativam a microflora intestinal, favorecendo o bom funcionamento do intestino. Extraídos de vegetais como raiz de chicória e batata yacon. Sulfetos alílicos (alilsulfetos) Reduzem colesterol e pressão sanguínea, melhoram o sistema imunológico e reduzem o risco de câncer gástrico. Alho e cebola. Lignanas Inibição de tumores hormônio-dependentes. Linhaça, noz-moscada. Tanino Antioxidante, antisséptico, vasoconstritor. Maçã, sorgo, manjericão, manjerona, sálvia, uva, caju, soja. Estanóis e esteróis vegetais Reduzem risco de doenças cardiovasculares. Extraídos de óleos vegetais como soja e de madeiras. Probióticos – Bifidobactérias e Lactobacilos Favorecem as funções gastrintestinais, reduzindo o risco de constipação e câncer de cólon Leites fermentados, iogurtes e outros produtos lácteos fermentados. Triptofano Aminoácido precursor da serotonina, apresenta função na regulação do sono e sensação de bem-estar. Peixe, ovo, oleaginosas, leguminosas, arroz integral. Fonte: Adaptado de Brasil (2009). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/220_alimentos_funcionais.html. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/220_alimentos_funcionais.html 16/19 2.5 Probióticos Os probióticos são microrganismos vivos benéficos à saúde que agem favorecendo o equilíbrio da micro- biota intestinal. Dessa forma, apresentam diversas funções, como (Epifanio, 2012): • significativa redução dos níveis de colesterol total com diminuição do LDL; • melhora da digestão de proteínas; • aumento da absorção de vitaminas e minerais; • promoção da digestão da lactose em indivíduos com intolerância; • estimulação do sistema imunológico; • alívio da constipação; efeitos anti-hipertensivos. Estudos científicos atuais destacam a importância de uma adequada microbiota intestinal da lactante para a melhor saúde da mãe e do filho. Além disso, alguns estudos apontam uma relação positiva entre suplementação de probióticos durante a gestação e amamentação e redução de alergias do bebê (Souza et al., 2010). 2.6 Nutriz vegetariana A dieta vegetariana consiste em não se alimentar de nenhum tipo de carne e seus derivados. Os adeptos dessas dietas apresentam denominações diferentes, conforme as restrições alimentares: • Vegetariano estrito: não consome nenhum tipo de carne, ovo, mel, laticínios e produtos que incluam derivados animais. • Lactovegetariano: não consome nenhum tipo de carne nem ovos, mas consome laticínios; • Ovovegetariano: não consome nenhum tipo de carne ou laticínios, mas consome ovo. • Vegano: é vegetariano estrito, porém evita qualquer produto que apresente exploração animal. Para a nutriz vegetariana, é comum apresentar deficiência de algumas vitaminas e minerais. Quando não há adequada quantidade de cálcio na nutriz para produzir o leite materno, essa substância é extraída do esqueleto da mulher, proporcionando deficiências e aumentando a chance de osteoporose. Além disso, a vitamina B12, quando não consumida na quantidade recomendada, apresenta deficiências também no leite materno. Dessa forma, o nutricionista deve atentar-se às recomendações de adequada ingestão de cálcio e fonte segura de vitamina B12 (ou uso de suplementação) (Slywitch, 2018). 3. Exercício físico na nutriz A prescrição de exercício físico no período do puerpério é permitida após a liberação médica. Durante o período de lactação, a mãe apresenta um dispêndio energético em torno de 700 calorias por dia ape- nas com a amamentação. Assim, uma adequação da ingestão alimentar e do gasto energético deve ser observada. 17/19 O exercício físico mal orientado, somado a uma ingestão alimentar inadequada, pode prejudicar a produ- ção do leite materno. A ingestão de líquidos é outra preocupação, tendo em vista a recomendação que a lactante ingira em torno de três litros de água por dia – com a adição da prática de exercícios físicos regulares, é necessário um aumento de 20% no aporte diário de líquidos. A nutriz que pratica exercício físico de maneira intensa pode apresentar mudança no sabor do leite, devido à presença de ácido láctico. A liberação para a prática de atividade física e exercíciofísico geral- mente acontece em 15 dias para mulheres que fizeram parto normal, para atividades orientadas e com características de intensidade leve a média. Algumas atividades sugeridas orientadas por um educador físico são atividades com peso, corrida leve, caminhada, abdominal (que deve ser realizado com cautela, a depender da cicatrização, em caso de cesárea), alongamento e pilates, se não houver complicações no parto. Entre 40 e 60 dias após o parto cesáreo, dependendo da recuperação de cada paciente, podem-se voltar a realizar atividades como corrida, musculação, pilates e ioga. Tanto no parto normal como na cesárea, não devem ser iniciadas a prática de esportes aquáticos, tais como natação e hidroginástica, antes da liberação do obstetra, que deverá ocorrer em torno de 30 a 45 dias após o parto, quando o colo uterino já estiver cicatrizado, evitando-se o risco de infecções. Após o período de repouso, é indicada a combinação de exercício físico com características aeróbias e anaeró- bias (Brasil, 2021). Recapitulando As nutrizes apresentam necessidades nutricionais específicas referentes a macro e micronutrientes. Além disso, para estimar a necessidade energética, é fundamental considerar o gasto energético com a amamentação. O profissional nutricionista tem papel importante em orientar a nutrição adequada, com foco em suprir necessidades nutricionais, produção de leite materno e avaliar quando há necessidade de suplementação. Consulte materiais complementares na sua plataforma de aula. Glossário Suplementação Ação ou efeito de suplementar, de complementar, de suprir o que está em falta. Fonte: Dicionário Online de Português – Dicio. Suplementação. Disponível em: https://www.dicio.com.br/suplementacao/. https://www.dicio.com.br/suplementacao/ 18/19 Referências bibliográficas Bibliografia clássica ALMEIDA, C. A. N. et al. I Consenso da Associação Brasileira de Nutrologia sobre recomendações de DHA durante gestação, lactação e infância. International Journal of Nutrology, 2019. Disponível em: http://abran.org.br/new/ wp-content/uploads/2019/08/ALEM_DA_NUTRICAO.pdf. Acesso em: 11 maio 2023. BRASIL. Ministério da Saúde. 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Necessidades nutricionais da nutriz 1.1 Necessidades energéticas 1.2 Necessidades de macronutrientes 1.3 Necessidades de vitaminas e minerais 2. Prescrição dietética da nutriz 2.1 Alimentação da mãe e as cólicas nos lactentes 2.2 Alimentação da mãe e o sabor do leite materno 2.3 Práticas alimentares maternas 2.4 Alimentos funcionais 2.5 Probióticos 2.6 Nutriz vegetariana 3. Exercício físico na nutriz Recapitulando Glossário Referências bibliográficas Bibliografia clássica Bibliografia geral _heading=h.1egqt2p _heading=h.3ygebqi _heading=h.2dlolyb _heading=h.sqyw64 _heading=h.3cqmetx _heading=h.1rvwp1q _heading=h.4bvk7pj _heading=h.2r0uhxc _heading=h.3q5sasy _heading=h.25b2l0r _heading=h.kgcv8k _heading=h.34g0dwd _heading=h.1jlao46 _heading=h.43ky6rz _heading=h.2iq8gzs _heading=h.xvir7l _heading=h.3hv69ve _heading=h.1x0gk37 _heading=h.4h042r0 _heading=h.2w5ecyt _heading=h.1baon6m _heading=h.3vac5uf _heading=h.2afmg28 _heading=h.pkwqa1 _heading=h.39kk8xu _heading=h.1opuj5n _heading=h.2nusc19 _heading=h.1302m92 _heading=h.3mzq4wv _heading=h.2250f4o _heading=h.haapch _heading=h.319y80a _heading=h.1gf8i83 _heading=h.40ew0vw