Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Necessidades nutricionais da nutriz
Professor(a) autor(a)/conteudista
Eliana Regina Louzada
Ana Cristina Faria
Gabriela Chamusca
Professor(a) revisor(a)
Marília Alonso Mota Goularte 
É vedada, terminantemente, a cópia do material didático sob qualquer 
forma, o seu fornecimento para fotocópia ou gravação, para alunos 
ou terceiros, bem como o seu fornecimento para divulgação em locais 
públicos, telessalas ou qualquer outra forma de divulgação pública, sob 
pena de responsabilização civil e criminal.
Sumário
Necessidades nutricionais da nutriz .............................................................4
Objetivo ........................................................................................................... 4
1. Necessidades nutricionais da nutriz ........................................................... 4
1.1 Necessidades energéticas ..................................................................... 5
1.2 Necessidades de macronutrientes ......................................................... 6
1.3 Necessidades de vitaminas e minerais .................................................. 7
2. Prescrição dietética da nutriz .................................................................... 12
2.1 Alimentação da mãe e as cólicas nos lactentes .................................. 12
2.2 Alimentação da mãe e o sabor do leite materno .................................. 13
2.3 Práticas alimentares maternas ............................................................ 14
2.4 Alimentos funcionais ........................................................................... 14
2.5 Probióticos ........................................................................................... 16
2.6 Nutriz vegetariana ................................................................................ 16
3. Exercício físico na nutriz ........................................................................... 16
Recapitulando ............................................................................................... 17
Glossário ....................................................................................................... 17
Referências bibliográficas ............................................................................. 18
Bibliografia clássica ................................................................................... 18
Bibliografia geral ........................................................................................ 19
4/19
Necessidades nutricionais da nutriz
Objetivo
Prezado aluno, nesta Unidade vamos abordar todos os itens relacionados com as necessidades nutricio-
nais da nutriz. Além disso, iremos estudar como estimar as necessidades nutricionais nesta fase.
Estude todo o conteúdo, assista às videoaulas e faça todos os exercícios propostos para esta Unidade. 
Bom estudo!
Vídeo: Introdução às necessidades nutricionais da nutriz
https://player.vimeo.com/video/859829430
1. Necessidades nutricionais da nutriz
Durante o puerpério, as necessidades nutricionais da nutriz estão aumentadas, em comparação ao estado pré-
-gestacional. A finalidade desse aumento é suprir as necessidades do bebê quando ocorre a amamentação. 
Dessa forma, as necessidades nutricionais da nutriz permanecem aumentadas durante todo este período, 
principalmente se ela estiver amamentando e tiver obtido o aumento de peso desejável durante a gestação.
É importante lembrar que o nutricionista deve se basear nas recomendações descritas para cada faixa 
etária e estágio da vida dos documentos da Dietary Reference Intakes (DRIS). Essa referência constitui a 
revisão mais atual dos valores de recomendação de nutrientes e energia adotados pelos Estados Unidos 
e Canadá (Padovani et al., 2006).
DICA
Para analisar necessidades nutricionais da nutriz, é importante entender alguns conceitos (Padovani, 2006):
- EAR (Estimated Average Requirement): Estimativas Médias dos Requerimentos que devem satisfa-
zer as necessidades de 50% das pessoas.
- RDA (Recommended Dietary Allowances): o nível de ingestão diária de um nutriente, considerado 
suficiente para atender aos requisitos de 97,5% de indivíduos saudáveis em cada etapa da vida e 
sexo em grupo, geralmente cerca de 20% maior do que o EAR.
- AI (Adequate Intake): usado quando os valores de EAR ou de RDA não podem ser determinados.
- UL (Tolerable Upper Intake Levels): nível de ingestão máximo tolerável.
https://player.vimeo.com/video/859829430
5/19
1.1 Necessidades energéticas
Vídeo: Necessidades nutricionais da nutriz
https://player.vimeo.com/video/859830292
Durante a lactação, a produção de leite é influenciada de acordo com a duração, a intensidade da ama-
mentação e o estado nutricional da nutriz. A taxa de metabolismo basal da nutriz é semelhante ao da 
não nutriz. No entanto, a nutriz que está amamentando apresenta uma necessidade nutricional diferente 
da que não está amamentando.
Atualmente, a recomendação do cálculo para a estimativa das necessidades nutricionais da nutriz é 
baseada na fórmula da Necessidade Estimada de Energia (EER) (Vitolo, 2014):
EER pré-gestacional =
354 – (6,91 × idade) + PA × (9,36 × peso Kg+726 × altura cm)
*PA = coeficiente de atividade física.
Para as mulheres que estão amamentando, além do fator atividade, devem ser acrescidas 500 quiloca-
lorias (kcal) para o primeiro semestre e 400 kcal para o segundo semestre.
Os dados utilizados de peso e estatura para obtenção dos resultados da estimativa calórica da nutriz 
são referentes ao período pré-gestacional. Para as mulheres com diagnóstico de eutrofia ou sobre-
peso/obesidade, será considerada uma redução de 170 calorias ao dia no primeiro semestre. Dessa 
forma, irá promover a redução de peso necessária sem prejudicar a produção e a qualidade do leite 
materno. Haverá o acréscimo de 500 kcal para a produção do leite materno – 170 kcal para redução de 
peso, totalizando acréscimo do valor da EER de 330 kcal para o primeiro semestre. Para as mulheres 
com diagnóstico nutricional de baixo peso, não será utilizado esta redução, será utilizado o acréscimo 
de 500 kcal/dia. Para o segundo semestre, é considerado independente do diagnóstico nutricional o 
acréscimo de 400 kcal (Vitolo, 2014).
https://player.vimeo.com/video/859830292
6/19
Tabela – Coeficiente de atividade física para acrescentar na estimativa calórica
Atividades do dia a dia 
para todos os níveis
Nível de atividade 
física: 1,4
Inativo
Nível de atividade 
física: 1,6
Baixo ativo
Nível de atividade 
física: 1,75
Ativo
Nível de atividade 
física: 2,05
Muito ativo
- 30 minutos 
caminhando 
+ 90 minutos 
de atividades 
domésticas leves a 
moderadas (aspirar, 
varrer a casa etc.)
Apenas 
atividade do dia 
a dia
Atividades 
diárias + 
60-80 minutos 
andando
Atividades diárias 
+ 30–50 minutos 
caminhando 
+ 45 minutos 
ciclismo moderado 
+ 40 minutos de 
jogo de tênis em 
dupla 
45 minutos 
de ciclismo 
moderado 
+ 25 minutos 
de corrida 
+ 60 minutos de 
jogo de tênis 
em dupla
Fonte: Adaptado de National Academy of Sciences (2023).
1.2 Necessidades de macronutrientes
O grupo de profissionais responsáveis por descrever os valores das DRIS está revisando as recomenda-
ções dos macronutrientes; no entanto, ainda não foi publicado. Diante disso, é recomendado utilizar os 
valores de referência das publicações mais recentes conforme descrito nesta Unidade.
1.2.1 A necessidade de proteína durante a lactação
A necessidade de proteína de acordo com IOM/DRI (2001) é:
 • EAR = 1,05 g/kg/dia;
 • RDA 1,3 g/kg/dia ou 71 g/dia;
 • UL = não definido.
1.2.2 Períodos da necessidade proteica
A quantidade de proteína para nutriz, de acordo com a World Health Organization (2007), diferencia-se 
em dois períodos:
 • 1º semestre: cota adicional 19 g/dia;
 • 2º semestre: cota adicional 12,5 g/dia.
Pode-se calcular 1,1g/kg/dia. O total de energia proveniente da proteína representa em torno de 10 a 35% 
do valor energético total.
1.2.3 Necessidade de carboidratoO total de energia proveniente dos carboidratos representa em torno de 45 a 65% do valor energético total.
7/19
1.2.4 Necessidade de lipídios
O total de energia proveniente dos lipídios, na dieta da lactante, representa de 20 a 35% do valor energé-
tico total.
Ômega 3
Os lipídios são moléculas hidrofóbicas responsáveis por importantes processos celulares. A classe de 
lipídios muito importante para esses processos são os ácidos graxos, destacando o ômega 3 e o ômega 
6. Os ácidos graxos ômega 3 mais importantes são o DRI, o ácido eicosapentaenoico (EPA), ácido doco-
saexaenoico (DHA), por sua vez, estes não são produzidos pelo organismo humano, necessitando da 
sua ingestão ou suplementação. O período da lactação pode indicar uma associação de baixo consumo 
de DHA com o prejuízo para o desenvolvimento do bebê, sintomas neurológicos, dificuldade de acuidade 
visual, lesões na pele etc. Nesse sentido, parece ser adequado suplementar as nutrizes que não apre-
sentam uma adequada ingestão de DHA. No entanto, não há uma recomendação mundial dessa suple-
mentação, mas a Sociedade Brasileira de Nutrologia publicou em 2014 o consenso Brasileiro e orienta 
que as lactantes brasileiras devem suplementar 200 mg de DHA/dia independentemente do tipo de dieta 
(Almeida, 2014).
1.3 Necessidades de vitaminas e minerais
Vídeo: Necessidades de vitaminas e minerais
https://player.vimeo.com/video/859830770
Durante a lactação é mais comum ocorrer deficiências maternas de magnésio, vitamina B6, folato, cálcio 
e zinco. Já as vitaminas lipossolúveis A, D e K, as vitaminas lipossolúveis C, B1, B6, B12 e folatos são 
secretados no leite materno; dessa forma, em caso de deficiência da mãe, seu conteúdo é reduzido. No 
entanto, essas deficiências são ajustadas com a suplementação. Vale ressaltar que os níveis de cálcio, 
fósforo e magnésio no leite materno são independentes dos níveis séricos e da dieta da mãe – apenas 
em situações especiais é que podem ocorrer deficiências (Jouanne; Oddoux; Noel, 2021).
1.3.1 Vitamina A
A vitamina A é essencial para diversos processos metabólicos: ciclo visual, diferenciação celular, cresci-
mento, sistema antioxidante e imunológico. Os recém-nascidos apresentam baixa produção da proteína 
ligante de retinol, que é a responsável pela mobilização hepática da vitamina. As concentrações séricas 
de vitamina A no recém-nascido são menores do que as da mãe.
https://player.vimeo.com/video/859830770
8/19
O colostro, na fase inicial da lactação, é rico em vitamina A. Após esse período, o teor dessa vitamina no 
leite materno é diminuído, podendo comprometer a reserva hepática do bebê, o que pode interferir no 
estado de saúde dele. A formação das reservas fetais de vitamina A ocorre durante o último trimestre 
de gestação e após o nascimento.
A deficiência de vitamina A (DVA) está associada com diarreias, infecções respiratórias e sarampo. 
No Brasil, a DVA ainda está presente em várias localidades, com índices preocupantes em gestantes 
e recém-nascidos. A vitamina A necessita de vários meses de ingestão adequada para construir suas 
reservas. A transferência de vitamina A da mãe para o filho é maior durante os seis meses de lactação, 
quando comparada ao período de gestação, sendo que a concentração de vitamina A no leite materno é 
suficiente para suprir as necessidades diárias do bebê (Ramalho; Flores, Saunders, 2002).
Isso também ocorre nas nutrizes que apresentam desnutrição moderada, pois o colostro e o leite 
materno, na fase inicial da lactação, são ricos em vitamina A. No entanto, após as primeiras semanas de 
aleitamento, o teor de vitamina A no leite materno é diminuído, e esse quadro pode interferir nos esto-
ques dessa vitamina no bebê, podendo prejudicar o sistema imunológico (Almeida et al., 2019).
Suplementação de vitamina A para a mãe durante os seis primeiros meses após o parto
A vitamina A deve ser suplementada com maior segurança para as mães que amamentam, pois reduz a 
fertilidade. Além disso, é indicada para as nutrizes que residem em locais de maior risco de DVA. Dessa 
forma, a OMS orienta a suplementação de 10.000 UI por dia para essa população.
Para as mães que não amamentam seus filhos, a administração de suplementação de vitamina A em doses 
maciças é indicada durante os 28 primeiros dias, ou nas quatro primeiras semanas, ou em um mês após o 
parto, pois isso não representa nenhum risco nem para mãe nem para o bebê. Depois de seis semanas, a 
mãe que não amamenta não deve receber mais de 10.000 UI por dia (Organização Mundial da Saúde, 2013).
1.3.2 Vitamina D
Nas últimas décadas, a vitamina D tem sido muito estudada na literatura médica. Os estudos já com-
provaram a relação da vitamina D com eventos fisiológicos do sistema musculoesquelético, cardiovas-
cular, endócrino e imunológico. Dessa forma, a alteração dos níveis séricos desta vitamina desencadeia 
o desequilíbrio da homeostasia destes sistemas, podendo levar ao desencadeamento de doenças. Na 
nutriz, a vitamina D passa para o leite materno, porém, apenas pequenas quantidades de seus metabó-
licos ativos podem ser encontradas no leite, já que as concentrações séricas desta vitamina diminuem 
na mulher após a gravidez.
Estudos clínicos recentes destacam a relação entre a deficiência de vitamina D em mulheres e a depres-
são pós-parto. No entanto, ainda não foram descritos resultados seguros de suplementação e diminui-
ção do risco de depressão pós-parto.
Vaziri et al. (2016) realizou um estudo randomizado com 169 mulheres, no qual foram administrados 
2.000 UI de vitamina D3 no grupo ativo a partir de 26-28 semanas de gestação até o parto. Observou-se 
um aumento dos níveis de 25(OH)D no grupo ativo ao final do terceiro trimestre, e menores escores de 
depressão no final do terceiro trimestre e na quarta e oitava semana pós-parto.
9/19
SAIBA MAIS
Um estudo de metanálise intitulado Deficiência de vitamina D e depressão pré-natal e pós-parto: uma 
revisão sistemática - PubMed (nih.gov), publicado em 2018, avaliou estudos longitudinais, com o total 
de 8.470 participantes. Os resultados encontraram uma associação da baixa dosagem de vitamina D 
com depressão pós-parto. As participantes que estavam com níveis de 25 (OH)D abaixo de 20 ng/ml 
apresentaram maior associação de risco para depressão pós-parto (OR de 3,67, IC 95%: 1,72-7,85). 
Entretanto, os autores não encontraram associação para sintomas depressivos durante a gestação.
Link para acesso ao artigo completo: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29649128/
Para a suplementação de vitamina D, não há consenso, porém atualmente é recomendado suplementar 
1.000 UI por dia de vitamina D para manutenção dos níveis de 30 a 60 ng/ml (Almeida et al., 2019).
1.3.3 Vitamina E
A vitamina E apresenta a função de proteger as células contra danos causados por radicais livres – por 
isso, é classificada como antioxidante. São essenciais nos estágios iniciais da vida, ao proteger contra 
a toxicidade do oxigênio. A deficiência do tocoferol pode causar anemia hemolítica e afetar o desenvol-
vimento do sistema nervoso, principalmente em prematuros (Almeida et al., 2019).
1.3.4 Vitamina C
A quantidade de vitamina C no leite materno tende a diminuir no decorrer da amamentação, em especial 
quando ela permanecer por mais de seis meses (Almeida et al., 2019).
1.3.5 Ferro e vitamina B12
Atualmente, as pesquisas descrevem o aumento da prevalência de anemia na população brasileira, des-
tacando as crianças, gestantes e nutrizes como o maior grupo de risco. Nesse sentido, o Ministério da 
Saúde desenvolveu o Programa Nacional de Suplementação de ferro com o objetivo de orientar a suple-
mentação de forma profilática. No quadro, está descrita a conduta e a periodicidade da suplementação 
do sulfato ferroso para profilaxia. É importante ressaltar que a conduta independe de a mulher estar 
amamentando ou não.
Quadro – Suplementação de sulfato ferroso
Público Conduta Periodicidade
Mulheres no pós-parto 
e pós-aborto
40 mg de ferro elementar
Diariamente,até o terceiro mês 
pós-parto e até o terceiro mês pós-aborto
Fonte: Adaptado de Brasil (2013).
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29649128/
10/19
Para o tratamento de anemia, a recomendação é 120 mg de ferro elementar/dia por três meses (World 
Health Organization, 2001).
A vitamina B12 é a maior das vitaminas do complexo B, com um peso molecular superior a 1.000 gra-
mas por Mol (g/mol). Para a nutriz, esta vitamina sofre influência direta da alimentação, nesse sentido 
a nutriz vegetariana apresenta maior risco de deficiência e deve ser avaliada para uma possível suple-
mentação. A deficiência desta vitamina está relacionada com danos neurológicos irreversíveis e anor-
malidades em bebês.
No leite materno, estima-se que seja encontrado 0,4 micrograma (μg) por dia de vitamina B12 nas mulhe-
res com estado nutricional adequado. Nesse sentido, é necessária a quantidade de 0,4 μg por dia de vita-
mina B12 durante a lactação, além da necessidade normal do adulto. Recomenda-se a suplementação 
de 2,4 µc a 2,8µc para lactantes (Almeida et al., 2019).
1.3.6 Zinco
O zinco é um mineral que participa da reprodução, do crescimento, do desenvolvimento, da reparação 
dos tecidos corporais e da manutenção do sistema imunológico.
O zinco participa de mais de 300 enzimas, e essas enzimas são cofatores no metabolismo de carboidra-
tos, gorduras e proteínas (IOM, 2001). A concentração de zinco no leite materno é dificilmente afetada 
por uma baixa ingestão desse nutriente pela nutriz.
A nutriz apresenta um aumento aproximado de 30% na absorção de zinco da alimentação, que propor-
ciona a quantidade adequada de zinco no leite (Ferrer et al., 2001).
1.3.7 Cálcio
A necessidade de cálcio na nutriz deve ser avaliada pelo consumo alimentar, e deve-se tentar atingir a 
recomendação diária. Se não for possível, a suplementação de cálcio deverá ser realizada, conforme 
a tabela a seguir.
Tabela – Recomendação de ingestão de cálcio e vitamina D
Lactantes – Faixa etária Cálcio Vitamina D
14 a 18 anos 1.300 mg 600 UI
19 a 30 anos 1000 mg 600 UI
31 a 50 anos 1.000 mg 600 UI
Fonte: Adaptado de IOM (2010).
11/19
1.3.8 Iodo
O iodo no leite materno é sensível às concentrações desse mineral na nutriz. Os recém-nascidos, quando 
deficientes desse mineral, podem desenvolver hipotireoidismo e hipertirotropinemia, bem como apre-
sentar desenvolvimento neuropsicológico prejudicado, além de bócio caracterizado pelo aumento da 
glândula da tireoide na mãe e no bebê (Hanson et al., 2015).
Tabela – Recomendações de micronutrientes para lactantes
Micronutrientes Recomendação Justificativas para o aleitamento materno
Cálcio 1000 mg/dia Manutenção e produção de leite materno
Magnésio 390 mg/dia
Relaxante muscular
Prevenção da constipação
Zinco 19 mg/dia Participação na cicatrização pós-parto
Vitamina C 130 mg/dia Estimulação das funções imunológicas
Vitamina D 10 μg/dia = 400 UIum/dia
Importante contribuição para a obtenção de 
leite de boa qualidade
Vitamina A
10.000 UI/dia ou no máximo 
25.000 UI/semana ou ingestão única 
de 200.000 UI
Apenas em populações deficientes, o mais 
rapidamente possível após o parto, mas 
não mais de 8 semanas após
Ferro 60 mg/dia
Prevenção da anemia 
materna por 3 meses após o período de 
pós-parto
Vitamina B9 400 μg/dia
Ômega 3
100 mg/dia de DHA durante o 1º ano 
de vida do recém-nascido
Desenvolvimento do cérebro recém-nascido
Fonte: Jouanne, Oddoux e Noel (2021).
1.3.9 Necessidade hídrica
A lactação aumenta a necessidade hídrica na nutriz. Assim, uma hidratação adequada deve ser em 
torno de três litros de água por dia – essa quantidade deve ser apenas de água potável, não conside-
rando os sucos.
12/19
2. Prescrição dietética da nutriz
Vídeo: Prescrição dietética da nutriz
https://player.vimeo.com/video/859831239
A alimentação da nutriz é de suma importância para a mãe retornar ao seu peso usual com qualidade, 
reduzir o risco de deficiências nutricionais e produzir leite materno com melhor qualidade nutricional.
O profissional nutricionista, quando for elaborar o plano alimentar da nutriz, deve levar em consideração 
suas necessidades nutricionais e promover uma ingestão adequada de carboidratos, evitando carboi-
dratos simples. Além disso, a ingestão proteica deve ser orientada com o objetivo de manter adequada 
construção muscular e diminuir o risco de anemia.
Alguns estudos descrevem relação da qualidade da alimentação da lactante com o desenvolvimento 
nutricional do bebê, apresentando uma relação direta com a programação metabólica. Dessa forma, é de 
suma importância uma alimentação equilibrada com alimentos saudáveis (Koponen et al., 2021).
2.1 Alimentação da mãe e as cólicas nos lactentes
A cólica é uma condição transitória, que surge na segunda semana de vida. Ela não interfere no cresci-
mento e não apresenta efeitos adversos em longo prazo.
As mudanças alimentares na lactante não são aconselhadas, exceto se o alimento em questão apre-
senta ligação direta com o surgimento de cólicas no lactente. Algumas situações podem contribuir para 
minimizar o choro e a cólica no lactente, como o esvaziamento completo das mamas a cada mamada, 
ou seja, o bebê deve sugar o leite adequadamente.
Há algumas causas sugeridas para o surgimento das cólicas do bebê:
 • excesso de gases provocado pela deglutição durante a mamada;
 • imaturidade do trato gastrointestinal;
 • hipermotilidade intestinal;
 • alguns bebês só sugam o leite no início da mamada – esse leite inicial tende à fermentação 
devido ao açúcar do próprio leite.
A origem da cólica do lactente é multifatorial, incluindo aspectos ligados ao próprio bebê, à mãe e ao 
ambiente, e não há comprovações de que a alimentação da mãe faça parte da sua etiologia. As cólicas 
podem ser uma resposta adaptativa do sistema digestório do lactente, em conjunto com o meio externo.
https://player.vimeo.com/video/859831239
13/19
Para identificar os alimentos que podem causar cólicas no lactente, é necessário observar os alimentos 
ingeridos pela mãe e utilizar a manobra de exclusão de alimentos de maneira gradativa, após uma aná-
lise de condições orgânicas do bebê. Os alimentos mais descritos na literatura que devem ser excluídos 
da dieta da mãe são: leite de vaca, amendoim e oleaginosas, soja, ovo, chocolate, morango, manga e 
abacaxi, crucíferas, leguminosas, frutos do mar. É importante ressaltar que a exclusão desses alimentos 
não deve ser realizada de forma rotineira – o nutricionista necessita de uma avaliação detalhada para 
excluir tal alimento com segurança.
Além disso, a cólica pode estar relacionada com alergia à proteína do leite de vaca, sendo necessária 
uma avaliação médica minuciosa e, se isto for confirmado, é indicada a dieta de exclusão.
Alguns sinais para detectar se o bebê apresenta cólica, após a exclusão de problemas fisiológicos; 
observa-se:
 • choro por mais de três horas por dia;
 • choro por mais de três dias por semana;
 • choro por mais de três semanas em um lactente bem alimentado e saudável em outros aspectos.
O indicado para minimizar a cólica no bebê é que a nutriz tenha uma alimentação variada e evite exces-
sos. A cólica geralmente se intensifica ao longo do 3º e do 4º mês de vida do bebê (Harb et al., 2016).
2.2 Alimentação da mãe e o sabor do leite materno
A alimentação da mãe interfere no sabor do leite. Por exemplo: a banana destaca-se até uma hora após 
a ingestão pela lactante. As frutas não cítricas apresentam menor influência no sabor do leite materno 
se comparadas às frutas cítricas. Assim, as variações de sabores do leite materno podem contribuir 
para a aceitação do bebê a novos sabores quando iniciada a introdução alimentar. Alguns minutos são 
suficientes para que o sabor dos alimentos consumidos pela lactante seja transferido para o leite.
SAIBA MAIS
Mães que consomem uma variedade de alimentos saudáveis durante a gravidez e a lactação propor-
cionam aos seus bebês a oportunidade de aprender a gostar desses sabores. Dessa forma, promove 
uma aceitaçãomelhor dos variados alimentos na introdução alimentar. Em contraste, os bebês ali-
mentados com fórmula aprendem a preferir seu perfil de sabor invariante dessa forma se não for esti-
mulado uma variedade de sabores, estes bebês tendem a aceitar menos sabores não encontrados na 
fórmula. Essas experiências sensoriais no início da vida podem estabelecer preferências e padrões 
alimentares que promovem hábitos alimentares ao longo da vida (Forestell, 2017).
14/19
2.3 Práticas alimentares maternas
Durante a amamentação, é importante realizar as orientações gerais descritas abaixo:
 • A ingestão de 4 a 2 litros de água, não considerando outros líquidos.
 • A ingestão de álcool não é recomendada durante a amamentação, uma vez que ocorre mudança 
no odor do leite materno e o teor de álcool presente no leite pode interferir no poder de sucção, 
diminuindo os reflexos fisiológicos do bebê.
 • A ingestão de cafeína não é contraindicada, porém deve ser controlada, uma vez que pode pro-
vocar desconfortos no bebê, como insônia e irritabilidade. A quantidade segura está em torno de 
três xícaras de café, ou seja, 150 ml por dia.
 • A ingestão de peixe três vezes por semana garante os níveis de ácidos graxos ômega 3 no leite 
materno, proporcionando substratos para o desenvolvimento do sistema nervoso central e da 
retina do lactente.
 • Realizar uma alimentação variada, colorida, com baixa ingestão de carboidratos complexos, ade-
quada ingestão de alimentos ricos em proteína e alto consumo de vegetais, frutas e legumes. 
Dessa forma, a nutriz produz um leite de melhor qualidade e evita deficiências nutricionais.
2.4 Alimentos funcionais
Vídeo: Alimentos funcionais
https://player.vimeo.com/video/859831736
Os alimentos funcionais são definidos como alimentos ou ingredientes que produzem efeitos benéficos 
à saúde, além de suas funções nutricionais básicas. Além disso, oferecem vários benefícios à saúde, 
podendo desempenhar um papel benéfico na redução de doenças crônicas como câncer, diabetes e obe-
sidade. Esses alimentos são encontrados em uma dieta equilibrada; no entanto, devem ser consumidos 
na quantidade adequada para potencializar seus efeitos.
No quadro a seguir, estão descritos alguns dos compostos funcionais mais estudados na literatura que 
apresentam relação com a nutriz.
https://player.vimeo.com/video/859831736
15/19
Quadro – Compostos funcionais
Composto Ação Alimentos e onde são encontrados
Ácidos graxos 
ômega 3
Redução do LDL – colesterol; ação 
anti-inflamatória; é indispensável para o 
desenvolvimento do cérebro e da retina 
de recém-nascidos.
Peixes marinhos como sardinha, 
salmão, atum, anchova, arenque 
etc.
Ácido a-linolênico
Estimula o sistema imunológico e tem 
ação anti-inflamatória.
Óleos de linhaça, colza, soja; 
nozes e amêndoas.
Catequinas
Reduzem a incidência de certos tipos de 
câncer, reduzem o colesterol e estimulam 
o sistema imunológico.
Chá verde, framboesas, mirtilo, 
uva roxa.
Luteína e zeaxantina
Antioxidantes; protegem contra a 
degeneração muscular.
Folhas verdes (luteína). Pequi e 
milho (zeaxantina).
Indóis e isotiocianatos
Indutores de enzimas protetoras contra o 
câncer, principalmente de mama.
Couve-flor, repolho, brócolis, couve 
de bruxelas, rabanete, mostarda.
Flavonoides
Atividade anticâncer, vasodilatadora, anti-
inflamatória e antioxidante.
Soja, frutas cítricas, tomate, 
pimentão, alcachofra, cereja.
Fibras solúveis e 
insolúveis
Reduz risco de câncer de cólon, melhora 
o funcionamento intestinal. As fibras 
solúveis podem ajudar no controle da 
glicemia e no tratamento da obesidade, 
pois dão maior saciedade.
Cereais integrais como aveia, 
centeio, cevada, farelo de trigo 
etc.; leguminosas como soja, 
feijão, ervilha etc.; hortaliças com 
talos e frutas com casca.
Prebióticos – 
frutooligossacarídeos, 
inulina
Ativam a microflora intestinal, 
favorecendo o bom funcionamento do 
intestino.
Extraídos de vegetais como raiz 
de chicória e batata yacon.
Sulfetos alílicos 
(alilsulfetos)
Reduzem colesterol e pressão sanguínea, 
melhoram o sistema imunológico e 
reduzem o risco de câncer gástrico.
Alho e cebola.
Lignanas Inibição de tumores hormônio-dependentes. Linhaça, noz-moscada.
Tanino Antioxidante, antisséptico, vasoconstritor.
Maçã, sorgo, manjericão, 
manjerona, sálvia, uva, caju, soja.
Estanóis e esteróis 
vegetais
Reduzem risco de doenças 
cardiovasculares.
Extraídos de óleos vegetais como 
soja e de madeiras.
Probióticos – 
Bifidobactérias e 
Lactobacilos
Favorecem as funções gastrintestinais, 
reduzindo o risco de constipação e câncer 
de cólon
Leites fermentados, iogurtes 
e outros produtos lácteos 
fermentados.
Triptofano
Aminoácido precursor da serotonina, 
apresenta função na regulação do sono e 
sensação de bem-estar.
Peixe, ovo, oleaginosas, 
leguminosas, arroz integral.
Fonte: Adaptado de Brasil (2009). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/220_alimentos_funcionais.html.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/220_alimentos_funcionais.html
16/19
2.5 Probióticos
Os probióticos são microrganismos vivos benéficos à saúde que agem favorecendo o equilíbrio da micro-
biota intestinal. Dessa forma, apresentam diversas funções, como (Epifanio, 2012):
 • significativa redução dos níveis de colesterol total com diminuição do LDL;
 • melhora da digestão de proteínas;
 • aumento da absorção de vitaminas e minerais;
 • promoção da digestão da lactose em indivíduos com intolerância;
 • estimulação do sistema imunológico;
 • alívio da constipação; efeitos anti-hipertensivos.
Estudos científicos atuais destacam a importância de uma adequada microbiota intestinal da lactante 
para a melhor saúde da mãe e do filho. Além disso, alguns estudos apontam uma relação positiva entre 
suplementação de probióticos durante a gestação e amamentação e redução de alergias do bebê (Souza 
et al., 2010).
2.6 Nutriz vegetariana
A dieta vegetariana consiste em não se alimentar de nenhum tipo de carne e seus derivados. Os adeptos 
dessas dietas apresentam denominações diferentes, conforme as restrições alimentares:
 • Vegetariano estrito: não consome nenhum tipo de carne, ovo, mel, laticínios e produtos que 
incluam derivados animais.
 • Lactovegetariano: não consome nenhum tipo de carne nem ovos, mas consome laticínios;
 • Ovovegetariano: não consome nenhum tipo de carne ou laticínios, mas consome ovo.
 • Vegano: é vegetariano estrito, porém evita qualquer produto que apresente exploração animal.
Para a nutriz vegetariana, é comum apresentar deficiência de algumas vitaminas e minerais. Quando não 
há adequada quantidade de cálcio na nutriz para produzir o leite materno, essa substância é extraída do 
esqueleto da mulher, proporcionando deficiências e aumentando a chance de osteoporose. Além disso, 
a vitamina B12, quando não consumida na quantidade recomendada, apresenta deficiências também no 
leite materno. Dessa forma, o nutricionista deve atentar-se às recomendações de adequada ingestão de 
cálcio e fonte segura de vitamina B12 (ou uso de suplementação) (Slywitch, 2018).
3. Exercício físico na nutriz
A prescrição de exercício físico no período do puerpério é permitida após a liberação médica. Durante 
o período de lactação, a mãe apresenta um dispêndio energético em torno de 700 calorias por dia ape-
nas com a amamentação. Assim, uma adequação da ingestão alimentar e do gasto energético deve 
ser observada.
17/19
O exercício físico mal orientado, somado a uma ingestão alimentar inadequada, pode prejudicar a produ-
ção do leite materno. A ingestão de líquidos é outra preocupação, tendo em vista a recomendação que 
a lactante ingira em torno de três litros de água por dia – com a adição da prática de exercícios físicos 
regulares, é necessário um aumento de 20% no aporte diário de líquidos.
A nutriz que pratica exercício físico de maneira intensa pode apresentar mudança no sabor do leite, 
devido à presença de ácido láctico. A liberação para a prática de atividade física e exercíciofísico geral-
mente acontece em 15 dias para mulheres que fizeram parto normal, para atividades orientadas e com 
características de intensidade leve a média. Algumas atividades sugeridas orientadas por um educador 
físico são atividades com peso, corrida leve, caminhada, abdominal (que deve ser realizado com cautela, 
a depender da cicatrização, em caso de cesárea), alongamento e pilates, se não houver complicações 
no parto.
Entre 40 e 60 dias após o parto cesáreo, dependendo da recuperação de cada paciente, podem-se voltar 
a realizar atividades como corrida, musculação, pilates e ioga.
Tanto no parto normal como na cesárea, não devem ser iniciadas a prática de esportes aquáticos, tais 
como natação e hidroginástica, antes da liberação do obstetra, que deverá ocorrer em torno de 30 a 45 
dias após o parto, quando o colo uterino já estiver cicatrizado, evitando-se o risco de infecções. Após o 
período de repouso, é indicada a combinação de exercício físico com características aeróbias e anaeró-
bias (Brasil, 2021).
Recapitulando
As nutrizes apresentam necessidades nutricionais específicas referentes a macro e micronutrientes. 
Além disso, para estimar a necessidade energética, é fundamental considerar o gasto energético com 
a amamentação.
O profissional nutricionista tem papel importante em orientar a nutrição adequada, com foco em suprir 
necessidades nutricionais, produção de leite materno e avaliar quando há necessidade de suplementação.
 Consulte materiais complementares na sua plataforma de aula.
Glossário
Suplementação
Ação ou efeito de suplementar, de complementar, de suprir o que está em falta. Fonte: Dicionário Online de 
Português – Dicio. Suplementação. Disponível em: https://www.dicio.com.br/suplementacao/.
https://www.dicio.com.br/suplementacao/
18/19
Referências bibliográficas
Bibliografia clássica
ALMEIDA, C. A. N. et al. I Consenso da Associação Brasileira de Nutrologia sobre recomendações de DHA durante 
gestação, lactação e infância. International Journal of Nutrology, 2019. Disponível em: http://abran.org.br/new/
wp-content/uploads/2019/08/ALEM_DA_NUTRICAO.pdf. Acesso em: 11 maio 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Básica Coordenação-Geral 
da Política de Alimentação e Nutrição. Programa nacional de suplementação de ferro: manual de condutas gerais/
Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
manual_suplementacao_ferro_condutas_gerais.pdf. Acesso em: 11 maio 2023.
DIAS, M. C. G. et al. Projeto Diretrizes Triagem e Avaliação do Estado Nutricional. Associação Médica Brasileira 
e Conselho Federal de Medicina. Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral/Associação Brasileira de 
Nutrologia. 2011. Disponível em https://amb.org.br/files/_BibliotecaAntiga/triagem_e_avaliacao_do_estado_nutricional.pdf. 
Acesso em: 11 maio 2023.
EPIFANIO, M. Prebióticos e probióticos nas fórmulas infantis: o que temos de evidência? Boletim Científico de 
Pediatria, v. 1, 2012. Disponível em: https://www.sprs.com.br/sprs2013/bancoimg/131210152040bcped_12_01_03.pdf. 
Acesso em: 12 maio 2023.
FERRER, R. P. A. et al. Zinc levels in term and preterm milk. Arch Latinoam Nutr, v. 51, p. 33-6, 2001. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/bL67SRL75WjNkHzkTvsywht/?lang=pt&format=pdf. Acesso em 11 maio 2023.
FORESTELL, C. A. Flavor Perception and Preference Development in Human Infants. Annals of Nutrition and 
Metabolism, v. 70, p. 17-25. 2017. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28903110/. Acesso em: 11 maio 
2023.
HANSON, M. W. et al. The International Federation of Gynecology and Obstetrics (FIGO) recommendations on 
adolescent, preconception, and maternal nutrition: “Think Nutrition First. International Journal of Gynecology & 
Obstetrics, 2015. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433230/. Acesso em: 11 maio 2023.
HARB, T. et al. Infant Colic—What works: A Systematic Review of Interventions for Breast-fed Infants. JPGN, v. 62, 
2016. Disponível em https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26655941/. Acesso em: 12 maio 2023.
IOM. Institute of Medicine. Dietary reference intakes for energy, carbohydrate, fiber, fat, fatty acids, cholesterol, 
protein and amino acids. Washington, D. C.: National Academy Press, 2002. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.
nih.gov/26655941/. Acesso em: 11 maio 2023.
IOM. Iron: Dietary reference intakes for vitamin A, vitamin K, arsenic, boron, chromium, copper, iodine, iron, 
manganese, molybdenum, nickel, silicon, vanadium, and zinc. National Academic Press, Washington (DC), p. 290-393, 
2001. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK222310/. Acesso em: 11 maio 2023.
OLSON, J. A. Recommended dietary intake (RDI) of vitamin in humans. The American Journal of Clinical Nutrition, 
v. 45, p. 704-16, 1987. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/3565297/. Acesso em: 11 maio 2023.
ORGANISATION MONDIALE DE LA SANTÉ. Supplémentation en vitamine: Utilisation des supplements dans le 
traitement et la prévention de la carence en vitamine A et de la xérophthalmie. Genéve, 1998.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE – OMS. Diretriz: Suplementação de vitamina A em mulheres no pós-parto. 2013. 
Disponível em: https://apps.who.int/iris/bitstream/10665/44623/31/9789248501777_por.pdf. Acesso em: 11 maio 2023.
http://abran.org.br/new/wp-content/uploads/2019/08/ALEM_DA_NUTRICAO.pdf
http://abran.org.br/new/wp-content/uploads/2019/08/ALEM_DA_NUTRICAO.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_suplementacao_ferro_condutas_gerais.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_suplementacao_ferro_condutas_gerais.pdf
https://amb.org.br/files/_BibliotecaAntiga/triagem_e_avaliacao_do_estado_nutricional.pdf
https://www.sprs.com.br/sprs2013/bancoimg/131210152040bcped_12_01_03.pdf
https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/bL67SRL75WjNkHzkTvsywht/?lang=pt&format=pdf
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28903110/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433230/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26655941/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26655941/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26655941/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK222310/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/3565297/
https://apps.who.int/iris/bitstream/10665/44623/31/9789248501777_por.pdf
19/19
PADOVANI, R. M. et al. Dietary reference intakes: aplicabilidade das tabelas em estudos nutricionais. 
Revista de Nutrição, Campinas, v. 19, n. 6, p. 741-760, dez. 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rn/a/
YPLSxWFtJFR8bbGvBgGzdcM/abstract/?lang=pt. Acesso em: 11 maio 2023.
QUINN, T. J.; CAREY, G. B. Does exercise intensity or diet influence lactic accumulation in breast milk? Medicine 
and Science in Sports & Exercise, v. 31, n. 1, p. 105-10, 1999. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9927017/. 
Acesso em: 11 maio 2023.
RAMALHO, R. A.; FLORES, H.; SAUNDERS, C. Hipovitaminose A: um problema de Saúde Pública no Brasil. Revista 
Panamericana de Salud Pública, v. 12, p. 117-22, 2002. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/rpsp/2002.
v12n2/117-122/. Acesso em: 11 maio 2023.
SOUZA, F. S. et al. Prebióticos, probióticos e simbióticos na prevenção e tratamento das doenças alérgicas. Revista 
Paulista de Pediatria, v. 28, n. 1, p. 86-97, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rpp/a/9khJ3qMb8VbyFPDycvHDK
6b/?lang=pt. Acesso em: 11 maio 2023.
VAZIRI, F. et al. A randomized controlled trial of vitamin D supplementation on perinatal depression: in Iranian 
pregnant mothers. BMC Pregnancy and Childbirth, v. 16, n. 239, 2016.
VITOLO, M. R. Nutrição da gestação ao envelhecimento. Rio de Janeiro: Rubio, 2014.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Obesity: Preventing and Managing the Global Epidemic. Report of a WHO 
Consultation on Obesity. Geneva, p. 107-58, 1997. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/42330. Acesso 
em: 11 maio 2023.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. The clinical use of blood in medicine, obstetrics, pediatrics, surgery & anaesthesia,trauma & burns. Geneva, 2001. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/42397. Acesso em: 11 maio 2023.
Bibliografia geral
BRASIL. Ministério da Saúde. Alimentos funcionais. Biblioteca virtual em saúde. Dez. 2009. Disponível em: 
Alimentos funcionais | Biblioteca Virtual em Saúde MS (saude.gov.br). Acesso em: 4 abr. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia da atividade física para a população brasileira. 2021. Disponível em: https://
bvsms.saude.gov.br/ministerio-da-saude-disponibiliza-guia-de-atividade-fisica-para-a-populacao-brasileira/. Acesso em: 11 
maio 2023.
JOUANNE, M.; ODDOUX, S.; NOEL, A. Nutrient Requirements during Pregnancy and Lactation. Nutrients. 2021. 
Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7926714/. Acesso em: 11 maio 2023.
KOPONEN, K. K. et al. Associations of healthy food choices with gut microbiota profiles. The American Journal 
of Clinical Nutrition, v. 114, n. 2, ago. 2021, p. 605-616. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/
PMC8326043/. Acesso em: 11 maio 2023.
SLYWITCH, E. Tudo o que você precisa saber sobre: nutrição vegetariana [E-book]. São Paulo: Sociedade Vegetariana 
Brasileira. 2018.
https://www.scielo.br/j/rn/a/YPLSxWFtJFR8bbGvBgGzdcM/abstract/?lang=pt
https://www.scielo.br/j/rn/a/YPLSxWFtJFR8bbGvBgGzdcM/abstract/?lang=pt
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9927017/
https://www.scielosp.org/article/rpsp/2002.v12n2/117-122/
https://www.scielosp.org/article/rpsp/2002.v12n2/117-122/
https://www.scielo.br/j/rpp/a/9khJ3qMb8VbyFPDycvHDK6b/?lang=pt
https://www.scielo.br/j/rpp/a/9khJ3qMb8VbyFPDycvHDK6b/?lang=pt
https://apps.who.int/iris/handle/10665/42330
https://apps.who.int/iris/handle/10665/42397
https://bvsms.saude.gov.br/ministerio-da-saude-disponibiliza-guia-de-atividade-fisica-para-a-populacao-brasileira/
https://bvsms.saude.gov.br/ministerio-da-saude-disponibiliza-guia-de-atividade-fisica-para-a-populacao-brasileira/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7926714/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8326043/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8326043/
	Necessidades nutricionais da nutriz
	Objetivo
	1. Necessidades nutricionais da nutriz
	1.1 Necessidades energéticas
	1.2 Necessidades de macronutrientes
	1.3 Necessidades de vitaminas e minerais
	2. Prescrição dietética da nutriz
	2.1 Alimentação da mãe e as cólicas nos lactentes
	2.2 Alimentação da mãe e o sabor do leite materno
	2.3 Práticas alimentares maternas
	2.4 Alimentos funcionais
	2.5 Probióticos
	2.6 Nutriz vegetariana
	3. Exercício físico na nutriz
	Recapitulando
	Glossário
	Referências bibliográficas
	Bibliografia clássica
	Bibliografia geral
	_heading=h.1egqt2p
	_heading=h.3ygebqi
	_heading=h.2dlolyb
	_heading=h.sqyw64
	_heading=h.3cqmetx
	_heading=h.1rvwp1q
	_heading=h.4bvk7pj
	_heading=h.2r0uhxc
	_heading=h.3q5sasy
	_heading=h.25b2l0r
	_heading=h.kgcv8k
	_heading=h.34g0dwd
	_heading=h.1jlao46
	_heading=h.43ky6rz
	_heading=h.2iq8gzs
	_heading=h.xvir7l
	_heading=h.3hv69ve
	_heading=h.1x0gk37
	_heading=h.4h042r0
	_heading=h.2w5ecyt
	_heading=h.1baon6m
	_heading=h.3vac5uf
	_heading=h.2afmg28
	_heading=h.pkwqa1
	_heading=h.39kk8xu
	_heading=h.1opuj5n
	_heading=h.2nusc19
	_heading=h.1302m92
	_heading=h.3mzq4wv
	_heading=h.2250f4o
	_heading=h.haapch
	_heading=h.319y80a
	_heading=h.1gf8i83
	_heading=h.40ew0vw

Mais conteúdos dessa disciplina