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1 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO AULAS PRÁTICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso: Fisioterapia Disciplina: Fisioterapia Traumatológica Funcional 
Aluno: Kátia Cilene Santos Vasconcellos 
RA: 2223703 
Polo: Brasília DF – Asa Sul 
Data: 28/09, 14/10, 09/11 e 30/11/2024. 
 
 
2 
 
Sumário 
 
 
 
1. Introdução ................................................................... 3 
2. Aula 1- Fraturas ...........................................................4 
2.1 Aula 2 - Coluna Vertebral e Quadril ............................12 
2.2 Aula 3 - joelho, tornozelo e pé ....................................16 
2.3 Aula 4 - Ombro, cotovelo, punho e mão .....................19 
3. Conclusão ...................................................................26 
4. Figuras e ilustrações ...................................................27 
5. Referências bibliográficas ...........................................29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
1. Introdução 
 
A fisioterapia traumatológica funcional é uma área da fisioterapia voltada 
para a reabilitação de lesões traumáticas, como fraturas, luxações, entorses e 
lesões musculares, com o objetivo de restaurar a função corporal e melhorar a 
qualidade de vida do paciente.(Rafael I. Barbosa, 2021). 
Com isso em mente, foi abordado os temas como: Fraturas, coluna 
vertebral e quadril, joelho, tornozelo, pé e por último ombro, cotovelo, punho e 
mão. 
A professora nos apresentou alguns casos de pacientes e suas 
respectivas lesões, e nós tínhamos que fazer o diagnóstico clínico de cada uma 
delas, mesmo que essa responsabilidade seja do médico. Em cada situação 
tínhamos que descrever a conduta, objetivos, testes específicos para cada lesão. 
 Para começa o estudo falamos sobre fraturas, o que é como ocorrem. 
Falamos sobre trauma direto, indireto e doenças pré-existente. Na fratura 
fechada ocorre a ruptura de vasos e nervos e na aberta ocorre ruptura de vasos, 
nervos, musculo e pele. Foi abordado um caso prático de fratura da fíbula onde 
nos alunos tivemos que descrever tratamentos e protocolos terapêuticos, além 
de apresentar exercícios específicos para o caso. Após isso, foram abordados 
casos relacionados à coluna vertebral onde foi explicado sobre a espondilólise e 
espondilolistese, bem como para problemas no quadril como a necrose da 
cabeça do fêmur. A professora solicitou que os alunos realizassem medição de 
ângulos articulares, realizamos o passo com apoio triplo, exercícios para 
descompressão da articulação do quadril e fortalecimento dos músculos. Foram 
discutidos casos relacionados ao tornozelo fascite plantar com esporão de 
calcâneo e joelho como a doença de Osgood-Schlatter´S Disease, onde tivemos 
que desenvolver o diagnóstico, causa com incidência na imagem e executar 
exercícios específicos como: testes de força, isometria cadeia fechada, exercício 
cama elástica com e sem impacto. 
Este relatório tem como objetivo descrever tópicos e procedimentos 
realizados em sala sob a supervisão da professora Gracielle Vieira. 
 
 
 
 
4 
 
2. Aula 1 – Fraturas 
 
É qualquer ruptura, ou perda, na continuidade de um osso. A palavra 
“fratura” abrange um amplo espectro de possíveis lesões, de uma fratura femoral 
multifragmentária, exposta, a uma fratura por estresse sem desvio de um 
metatarso. As fraturas são descritas em termos com várias características: 
● etiologia – a causa da fratura 
● morfologia – o padrão da fratura 
● gravidade – o grau de cominuição ou envolvimento de partes moles ou 
de uma articulação 
● localização – que parte do osso ou segmento é afetada 
● desvio – como os fragmentos ósseos desviaram-se um em relação ao 
outro. (White, Timothy O. Trauma Ortopédico , 2017). 
Fraturas traumáticas 
As lesões são causadas por trauma direto ou indireto; são o efeito de uma 
força anormal aplicada a um osso normal. Ex.: Anderson Silva. 
Fraturas patológicas 
As fraturas patológicas ocorrem dentro de um osso anormal ou doente e, 
com frequência, são causadas por trauma de baixa energia; são o efeito de uma 
força normal sobre um osso anormal. A patologia pode ser localizada 
isoladamente (p. ex., um depósito tumoral) ou generalizada (p. ex., osteoporose 
e osteomalácia). . (White, Timothy O. Trauma Ortopédico , 2017). 
Fraturas por insuficiência 
Estas são o tipo mais comum de fratura patológica, mas com frequência 
consideradas em separado devido à sua prevalência. Geralmente, ocorrem 
como resultado da osteoporose, uma doença óssea progressiva caracterizada 
por diminuição na densidade mineral óssea (DMO) e deterioração na 
microarquitetura óssea. Os locais mais comuns de fraturas osteoporóticas são 
quadril, punho, úmero proximal e coluna vertebral. A osteomalácia, por outro 
lado, é o enfraquecimento do osso causado por defeito de mineralização da 
matriz. A causa mais comum é a deficiência de vitamina D, muitas vezes 
resultante do abuso de álcool ou de doença renal. (White, Timothy O., 2017). 
Fraturas por fadiga (ou estresse) 
Estas fraturas são o resultado da aplicação cíclica de forças normais ao 
osso normal, com frequência excessiva. Muitas vezes, ocorrem após uma 
5 
 
mudança no nível ou na intensidade da atividade. São exemplos clássicos o 
segundo metatarso de soldados do exército (a “fratura da marcha”) e o de 
corredores de longa distância novatos. (White, Timothy O. Trauma Ortopédico , 
2017). 
Segundo o estado da pele as fraturas podem ser: 
• Fraturas fechadas: são um tipo de fratura que não causam rompimento 
da pele apesar do osso quebrado, o que ainda assim é suficiente para causar 
sintomas como inchaço e dor intensos no local. 
 • Fraturas expostas ou abertas: As fraturas abertas ou expostas são 
aquelas em que há ferimentos na pele devido à fratura fazendo com que o local 
em que ocorreu fique exposto. Geralmente, existe um maior risco de infecções 
nesse tipo de fratura e, por isso, o uso de antibióticos pode ser indicado. Veja o 
que fazer em caso de fraturas expostas. (Kulkarni, G.,S. 2016). 
 
 
 Fonte: https://traumatologiaeortopedia.com.br/fratura-fechada/ 
 Figura: 1 – Fratura aberta e fechada 
 
As fraturas podem ser classificadas com relação a sua localização em: 
simples, quando há apenas um traço, sendo uma lesão única que realiza a 
transfixação de todo o osso. Caso sejam observados dois traços de fratura 
formando uma cunha, considera-se a fratura como em cunha. Por fim, quando 
se observam múltiplos traços de fratura, com o osso fraturado em vários 
seguimentos, podemos classificar esse tipo de fratura como cominutiva. 
Com relação à linha de fratura temos: 
 . Transversa: o osso fratura transversalmente em relação ao eixo. 
 . Longitudinal: ao longo do eixo do osso. 
 . Oblíqua: a fratura cresce na diagonal, pode ser classificada como 
exposta e desviada. 
 . Espiralada: uma fratura em que um dos segmentos do osso roda 
 . Cominutiva: caracterizada pela quebra do osso em mais de dois 
fragmentos, acontece principalmente devido a situações de alto impacto, como 
https://traumatologiaeortopedia.com.br/fratura-fechada/
6 
 
acidentes de carro, com arma de fogo ou quedas graves. (Adams, J. C.; 
Hamblen, D. L. 1994). 
 
 
 Fonte: https://sanarmed.com/resumo-sobre-fraturas-sanarflix/ 
 Figura 2 – Tipos de fratura. 
 
 
Outras classificações para as fraturas: 
 
Fraturas por avulsão : Estas fraturas são causadas por tração de uma 
inserção capsular, ligamentar ou tendíneas. Podem resultar de contração 
muscular explosiva (p. ex., uma avulsão anterior da espinha ilíaca inferior 
causada pelo músculo reto femoral ao chutar, um movimento articular violento(p. ex., avulsão da base do quinto metatarso na inserção do músculo fibular curto 
durante a inversão do tornozelo) ou luxação articular (p. ex., uma luxação da 
articulação interfalangiana da mão). (White, Timothy O. Trauma Ortopédico, 
2017). 
 Fraturas impactadas : Estas fraturas são causadas quando o osso falha 
em compressão. Isso normalmente ocorre em uma articulação (p. ex., o platô 
tibial no curso de uma lesão em valgo do joelho), ou no úmero ou no colo femoral 
(p. ex., fraturas impactadas em valgo; ou no calcâneo (após uma queda da 
própria altura). Uma variante comum é a fratura por compressão em cunha da 
coluna vertebral. (White, Timothy O. McRae, 2017). 
Fratura Compressiva (toracolombar): ocorre normalmente nas 
vértebras; ocorre quando a parte em forma de bloco de um osso individual da 
coluna (vértebra) fica comprimida devido a um trauma. (White, Timothy O 
McRae, 2017). 
 
TIPOS DE CONSOLIDAÇÃO E FASES DA CICATRIZAÇÃO ÓSSEA 
 
https://sanarmed.com/resumo-sobre-fraturas-sanarflix/
7 
 
A consolidação primária (ou consolidação por contato) pode ocorrer 
apenas como resultado da fixação absoluta, obtida por meio de implantes 
cirúrgicos (placas e parafusos). (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia 
traumato-ortopédica, 2021). 
 
 
 Fonte: https://pt.slideshare.net/slideshow/biomecnica-das-fraturas. 
 Figura 3 - Consolidação Primária 
 
A consolidação secundária (ou consolidação através de calo ósseo) se 
diferencia da consoli­da­ção primária principalmente pela formação de calo 
ósseo. Esse calo é resultado de uma cascata de eventos fisiológicos por meio 
dos quais o osso irá se cicatrizar e se regenerar. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. 
Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 
 
 
 Fonte: https://pt.slideshare.net/slideshow/generalidades-de-las-fracturas 
 Figura 4 - Consolidação Secundária 
 
 
Caso Clínico 1: 
Um rapaz de 38 anos, arquiteto, relata que quando estava visitando uma 
obra se descuidou ao pisar em um buraco, sentiu dor abrupta ao virar o pé e 
caiu. Foi direcionado ao pronto-socorro. Analise a imagem a seguir e descreva 
quais os sinais apresentados na região de tornozelo e pé do paciente. 
Resposta: Edema agudo. 
https://pt.slideshare.net/slideshow/biomecnica-das-fraturas
8 
 
Ao passar com o ortopedista de plantão relatou que após a queda 
observou o pé com coloração roxa, estava com muita dor e com impossibilidade 
de apoiar o pé no chão. Foi solicitada a avaliação radiográfica. 
Resposta: Incidência Anteroposterior (AP), e Médio Lateral. 
 
Ao observar as imagens, o ortopedista decide que o tratamento é 
cirúrgico. Logo após o procedimento é realizado novo exame de radiografia. 
Analise a imagem e descreva qual a incidência das radiografias e qual o tipo de 
fixação utilizado. 
Resposta: Incidência: Anteroposterior (AP), Médio Lateral e Placa 
Compressiva. 
 
Após 15 dias do procedimento cirúrgico o paciente foi encaminhado ao 
fisioterapeuta para início do processo de reabilitação. 
Resposta: 1) Presença de edema e hematoma em perna e tornozelo – 
lateral e dorso do pé. 
2) Presença de sutura na lateral dá perna. 
 
1. Com base no caso clínico apresentado, trace objetivo e conduta de 
tratamento para esse paciente nessa fase inicial do tratamento (15 dias de pós-
operatório até a 6ª semana), o ortopedista não permitiu a descarga de peso no 
membro operado e não pode realizar movimentos de inversão e eversão do pé. 
O paciente relata dor e limitação de movimentos de flexão plantar e dorsiflexão. 
Resposta: Objetivos (1ª a 6ª semana) 
1) Reduzir/Abolir a dor local 
2) Reduzir/Abolir o edema 
3) Ganhar mobilidade de flexão plantar e dorsiflexão 
4) Realizar treino de marcha com dispositivo auxiliar 
5) Realizar ativação neuromuscular de dorsiflexores e flexores 
plantares. 
 
2. Conduta Terapêutica (1ª a 6ª semana) 
1) Laser infravermelho (1J a 3J – Fluência 10 a 75J/cm²) sobre a lesão 
suturada – Distância 1,5cm entre os pontos) 
9 
 
2) Mobilização passiva e ativa em dorsiflexão e flexão plantar com 
tens (F: 150Hz; LP: 150us; intensidade: máxima tolerada – tempo: 20minutos. 
3) Isometria conforme tolerância do paciente com carga leve a 
moderada para flexão plantar e dorsiflexão em diferentes angulações. 
4) Treino de marcha com muleta de três pontos 
5) PRICE (15-20 minutos) 
6) US de baixa intensidade (LIPOS). 
- Trabalhar articulações proximais à área fraturada. 
 
3. Após a 6ª semana o ortopedista observou que o calo ósseo mole 
está formado e permitiu a descarga de peso parcial com imobilizador tipo 
“aircast” e a introdução de movimentação de inversão e eversão do pé sem 
carga. O que muda na sua conduta nessa fase?? Ela durará 6 semanas a partir 
desse momento. O paciente relata que ainda sente falta de sensibilidade na 
região da cicatriz. Na palpação ainda existe uma pequena aderência do tecido 
subcutâneo. 
1) Treino de descarga de peso (iniciar com 10-20% e progredir para 
50% conforme tolerância do paciente). 
2) Mobilização passiva e ativa (CCA) em inversão e eversão do pé. 
3) Progredir com exercícios isotônicos para dorsiflexão e flexão plantar 
(CCF). 
4) Treino isométrico e isotônico dos intrínsecos do pé 
5) Treino isométrico conforme tolerância do paciente (CM leve a 
moderada) para inversão e versão em diferentes angulações. 
6) Treino de marcha com muleta de 2 pontos. 
7) Mobilização facial de perna/pé. 
 
 
Exercício realizado em sala dia 03/09/2024. 
MAT. 45 anos, caiu de uma escada de 5 metros de altura ao tentar trocar 
uma lâmpada na escola que trabalhava. Na radiografia foi observada uma perda 
de altura do corpo vertebral de L2 de 20%. Classifique conforme: 
Anatomia óssea: coluna lombar 
Exterior: fechada 
Localização: fratura corpo vertebral 
10 
 
Extensão: fratura incompleta 
Configuração: fratura de compressão 
A classificação completa séria: Fratura compressiva fechada, localizada 
no corpo vertebral L2, incompleta com perda de altura 20%. 
 
No decorrer da aula vimos sobre ativação de glúteo, quadríceps e 
poplíteo. Resposta a carga, treino de frenagem anterior e resistência pélvica e 
poplítea manual. Fortalecimento em cadeia cinética fechada, flexores do 
tornozelo com apoio bi podal e unipodal e extensores do tornozelo com apoio 
unipodal. Formamos grupos e colocamos em prática o que foi explicado em sala. 
Executamos o exercício passivo, passivo assistido, foi utilizado a faixa mini band, 
com 20 repetições no dorso flexão e extensão de pé. Por fim a professora 
explicou como usar a muleta na marcha de pontos. 
 
 
 Fonte: Arquivo pessoal 
 Figura 5 – Ativação do glúteo, quadríceps e poplíteo. 
 Figura 6 – Fortalecimento em cadeia cinética fechada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
2.1 - Aula 2 - Coluna Vertebral e Quadril 
 
A coluna vertebral é considerada o eixo do corpo humano e possui 
conexões com os membros superiores e inferiores através das cinturas 
escapular e pélvica. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-
ortopédica, 2021). 
A estabilidade da coluna vertebral é fornecida por um conjunto de 
elementos passivos e ativos. Entre os elementos passivos, há um complexo 
ligamentar robusto e o disco intervertebral, que mantém um afastamento entre 
os corpos vertebrais e proporciona a redução do impacto entre as vértebras. Os 
elementos ativos são compostos pelas diversas camadas de músculos. ).(Rafael 
I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 
Espondilólise é um defeito, unilateral ou bilateral, do pars articularis 
(istmo) da vértebra. A espondilóliseafeta 3 a 6% da população e é mais comum 
na primeira e segunda décadas de vida. Ocorre com mais frequência na 
população atlética, afetando duas vezes mais homens do que mulheres. A 
espondilólise é assintomática, porém o paciente pode apresentar sintomas 
como: dor de início insidioso (ou talvez repentino, após atividade física intensa). 
Esse trauma repetitivo em hiperextensão da coluna ou da combinação de 
movimentos de extensão e rotação gera uma carga mecânica repetitiva entre as 
vértebras superior e inferior, o que pode gerar uma fratura por estresse. A 
maioria das espondilolisteses (80-95%) ocorre na vértebra L5 e não apresenta 
repercussões clínicas relevantes. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; 
Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 
 
Tratamento Conservador ou Cirúrgico 
 
Pacientes que apresentam déficits neurológicos (perda de força, 
sensibilidade e/ou reflexos) severos ou progressivos, urgências ortopédicas 
(fraturas, síndrome da cauda equina) ou patologias graves (câncer) devem ser 
encaminhados para tratamento cirúrgico. Entre as técnicas cirúrgicas existentes, 
a descompressão espinal pode ser considerada para pacientes com dor radicular 
que não apresentaram melhora na dor ou na função com tratamentos 
conservadores e quando os sintomas são compatíveis com os achados dos 
exames de imagem (hérnia de disco ou estenose espinal). Tanto a discectomia 
12 
 
quanto a laminectomia podem ser consideradas como segunda linha de 
tratamento. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-
ortopédica, 2021). 
A articulação do quadril, ou articulação coxofemoral, está localizada entre 
o acetábulo e a cabeça do fêmur. A função primária da articulação do quadril é 
suportar o peso da cabeça, dos braços e do tronco tanto na postura ereta estática 
quanto nas posturas dinâmicas, como durante a caminhada, a corrida etc. As 
lesões e doenças do quadril são relativamente comuns. Pessoas jovens, 
principalmente atletas, estão propensas a desenvolver algumas lesões no 
quadril, como a síndrome do impacto femoroacetabular. Em contrapartida, o 
quadril de pessoas mais idosas está vulnerável a doenças degenerativas, bem 
como às fraturas. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-
ortopédica, 2021). 
 
Caso Clínico 2: 
Paciente do sexo feminino, 64 anos, do lar, com queixa de dor em coluna 
lombar e irradiação para membro inferior esquerdo após queda. Relata 
dificuldade para fase de impulsão da marcha. Não pratica atividade física e 
possui um neto de 3 anos do qual toma conta. 
Descreva como seria a sua avaliação funcional dessa paciente: 
- Escala de dor: Usamos a escala visual analógica (EVA), que vai de 0 
(sem dor) e 10( dor máxima imaginável) 
- Avaliação da mobilidade articular: Usamos o goniômetro para medir a 
amplitude de movimento passivo e ativo nas articulações afetadas. 
- Teste de força muscular: 0 a 5, onde 0 indica ausência de contração e 5 
forças máxima. 
- Flexibilidade: Teste de alongamento dos isquiotibiais (com a perna 
estendida) e Teste de Thomas para flexores de quadril. 
- Análise da marcha: observa-se o padrão de caminhada da paciente, 
procurando por irregularidades ou compensações nos movimentos dos membros 
inferiores e superiores. 
- Testes Neurológicos: Testes de reflexos profundos (como reflexo 
patelar, e Aquileu), de sensibilidade (tátil, térmica, dolorosa e proprioceptiva), 
teste de Romberg para o equilíbrio e teste de Babinski (como teste dedo-nariz). 
 
13 
 
 Quais os testes específicos que seriam realizados? 
- Teste de Lasègue: para avaliar a irritação do nervo ciático e possíveis 
sinais de hérnia de disco lombar. 
- Teste de Schober: Para avaliar a mobilidade da coluna lombar 
especialmente em casos de doença como espondilite anquilosante. 
- Teste de Slump: Avaliar a presença de compressão neural 
especialmente de dor lombar e ciatalgia. 
- Teste de força dos músculos do core: Avaliar os músculos abdominais, 
lombares, glúteos e o assoalho pélvico. 
- Avaliação do equilíbrio: Teste de Romberg, teste de alcance funcional e 
teste de apoio unipodal. 
 
Qual o motivo para a dificuldade da fase de impulsão da marcha? 
- Retratação dos isquiotibiais 
- Espondilolistese e dor lombar 
- Degeneração discal 
 
Quais seus objetivos e condutas específicos para essa paciente? 
- Reduzir a dor lombar, irradiada para o membro inferior. 
- Melhorar a mobilidade lombar e dos membros inferiores. 
- Fortalecer a musculatura de core e membros inferiores, promovendo 
estabilidade lombar. 
- Reeducar a marcha, minimizando compensações e prevenindo quedas. 
 
Quais as orientações que seriam dadas a essa paciente para as AVDs? 
- Evitar carregar peso excessivo. 
- Cuidado ao sentar-se e levantar. 
- Uso de sapatos confortáveis e antiderrapantes. 
- Incentivo a pausas e atividades de baixo impacto. 
Foi realizado em sala a goniometria dos movimentos da coluna, onde uma 
aluna foi a paciente e ao outra a fisioterapeuta. Foi falado sobre teste de lasègue, 
teste de Milgram, Stork test, manobra de Valsalva e como cada um e realizado. 
Na função dos músculos abdominais vimos o grau de cada um e como realizar 
os movimentos para podemos avaliar nosso paciente, realizamos em sala os 
14 
 
movimentos. A professora explicou sobre os graus de função muscular dos 
extensores, resistência do core. Foi uma aula dinâmica de muito aprendizado. 
 
 
 Fonte: Arquivo pessoal 
 Figura 7 – Goniometria movimento da coluna. 
 Figura 8 – StorkTeste. 
 
 
Caso clínico 3: 
Paciente de 19 anos, bailarina, com queixa de dor em quadril esquerdo 
há 3 meses, sem histórico de trauma direto. Não melhora com medicamento 
analgésico. Ao exame clínico apresenta rigidez articular, atrofia muscular, 
limitação de ADM (extensão/abdução/rotação interna) e deformidade 
(flexão/adução/rotação externa). 
Qual a provável causa dessa lesão? 
A causa provável da NAV neste caso pode estar relacionada ao micro 
trauma repetitivo e ao estresse na articulação do quadril devido a atividade física 
intensa. 
 
Quais objetivos e condutas para essa paciente? 
- Alívio da dor. 
- Preservação e melhora da amplitude (ADM) do quadril. 
- Evitar intervenção cirúrgica mais invasiva, como prótese de quadril. 
 
Condutas: 
- Repouso e redução de atividades físicas. 
- Uso de analgésicos e anti-inflamatórios. 
- Fisioterapia. 
 
 
15 
 
2.2 - Aula 3 - Joelho, tornozelo e pé 
 
O joelho é formado pelos côndilos do fêmur e da tíbia, entre a superfície 
posterior da patela e a superfície patelar do fêmur, sendo acoplados por 
ligamentos, cápsula articular, meniscos e músculos que realizam a sua 
estabilização. Qualquer dano aos componentes que integram essa complexa 
estrutura pode levar ao desequilíbrio de sua biomecânica e funcionalidade, com 
possível deterioração das demais estruturas articulares. Os traumas de joelho 
podem levar a muitas consequências, principalmente na marcha, e podem 
requerer um tempo longo do processo de reabilitação. A experiência e a 
habilidade do fisioterapeuta são fundamentais para o sucesso do tratamento. 
(Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 
Lesões no tornozelo são frequentemente observadas na prática clínica. A 
incidência de fratura no tornozelo é de 71 por 100.000 pessoas em um ano. Em 
homens, o pico de incidência ocorre entre os mais jovens (15-29 anos), ao passo 
que, nas mulheres, a incidência atinge o pico acima dos 50 anos. As fraturas 
deslocadas e/ou instáveis geralmente requerem cirurgia para restaurar e manter 
a congruência ósseo-ligamentar, sendo utilizadas técnicas de redução aberta e 
fixação interna. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-
ortopédica, 2021). 
Fraturas graves de calcâneo podem causar deslocamento de todoo osso 
e suas superfícies articulares, sendo a articulação subtalar (ou talocalcânea) a 
mais afetada. Os resultados do tratamento conservador não são tão 
promissores. Tendo-se em vista que pode ficar com a junção incongruente, 
calcâneo deformado, perder o alinhamento tornozelo-calcanhar, assim como ter 
dor local e osteoartrite na articulação subtalar, a função do paciente é seriamente 
comprometida. Além disso, a recuperação é prolongada, podendo se estender 
por 2 anos e exigir o uso de muletas por um longo prazo. (Rafael I. Barbosa; 
Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 
As fraturas de tálus representam 0,5% das fraturas totais e são um desafio 
para o fisioterapeuta, pois apresentam altas taxas de necrose avascular e união 
óssea prejudicada, além de estarem associadas a fraturas adicionais dos 
metatarsos, calcâneo e maléolo. Com frequência, essas fraturas resultam em 
lesões osteocondrais do domo do tálus. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; 
Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 
16 
 
Caso Clínico 4: 
Um adolescente de 16 anos, praticante de ginástica olímpica, relata dor 
em região anterior do joelho direito, que piora quando sobe e desce escadas. A 
dor iniciou há 3 semanas e aumentou progressivamente. Atualmente não 
consegue voltar aos treinos. 
Após avaliação médica com ortopedista foi solicitado exame de 
radiografia do joelho. Analise a imagem a seguir e responda: 
 - Qual a incidência da imagem? são frequentemente solicitadas para 
avaliar melhor a tuberosidade tibial e confirmar a presença de fragmentação ou 
irregularidade. 
- Qual o provável diagnóstico? Com base nos sintomas diagnostico 
provável é a doença de Osgood-Schlatter. 
- Qual a provável causa? Estresse repetitivo na inserção do tendão 
patelar, na tuberosidade tibial, geralmente por sobrecarga durante atividades de 
impacto e força excessiva, comum em esportes como a ginastica. 
 
1. Como deve ser feita a reabilitação desse adolescente? Cite 
objetivos e condutas. 
Objetivos: 
- Aliviar a dor e a inflamação na tuberosidade tibial. 
- Restaurar a flexibilidade e fortalecer os músculos ao redor do joelho. 
- Melhorar o controle e a propriocepção para permitir um retorno seguro 
aos treinos. 
Condutas: 
- Controle da dor e inflamação. 
- Alongamento. 
Fortalecimento muscular: 
- Cadeia Cinética Aberta (CCA), extensão do joelho com caneleira. 
- Cadeia Cinética Fechada (CCF), Agachamentos leves e leg press com 
carga reduzida. 
- Pliometria, exercícios devem ser induzidos apenas após a dor estar 
controle da e o fortalecimento adequado. 
- Propriocepção, Exercícios de equilíbrio em superfícies instáveis e com 
uso de plataformas, para melhorar o controle neuromuscular. 
Caso Clínico 5: 
17 
 
Paciente de 54 anos com queixa de dor em pé direito principalmente pela 
manhã ao colocar o pé no chão. Possui marcha claudicante por algum tempo, 
até “esquentar”, segundo seu relato. Foi encaminhada ao fisioterapeuta após 
consulta com ortopedista para o tratamento conservador. Observe as imagens a 
seguir e descreva qual o exame, incidência e alterações apresentadas. 
1. Qual o provável diagnóstico? 
Fascite plantar com esporão calcâneo. 
 
 2. Trace objetivos e condutas para o caso? 
Objetivos: 
- Reduzir a dor e a inflamação na região plantar do pé. 
- Melhorar a flexibilidade e o alongamento da fáscia plantar e da 
musculatura envolvida. 
- Fortalecer a musculatura do pé e tornozelo para proporcionar maior 
suporte à fáscia plantar. 
- Corrigir padrões de marcha e postura para reduzir o estresse na área 
afetada. 
 
Condutas: 
- Controle de dor e inflamação: aplicação de gelo na região plantar após 
atividades ou sessões de fisioterapia. 
- Alongamento: 
. Fáscia plantar, com o uso de uma faixa elástica para tracionar os dedos 
em direção ao corpo. 
. Músculos gastrocnêmicos e sóleo, alongamento dos músculos da 
panturrilha para reduzir a tensão na fáscia plantar. 
- Fortalecimento muscular. 
- Correção de marcha e postura. 
- Mobilizações articulares e alongamento passivo. 
 
 
 
 
 
 
18 
 
2.3 - Aula 4 - Ombro, cotovelo, punho e mão 
 
 A articulação do ombro é a mais móvel do corpo humano. Desse modo, 
quando ocorre uma fratura na extremidade proximal do úmero, a funcionalidade 
de todo o membro superior fica comprometida. Trata-se de um conjunto de três 
articulações verdadeiras (esternoclavicular, acromioclavicular e glenoumeral), 
uma articulação funcional (escapulotorácica), 26 músculos e muitos ligamentos, 
que, juntos, têm a função de constituir a parte proximal da cadeia articular do 
membro superior. Do ponto de vista biomecânico, essas estruturas precisam 
trabalhar de maneira coordenada durante os movimentos do braço, motivo pelo 
qual a reabilitação do complexo é, ao mesmo tempo, desafiadora e instigante. 
(Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 
O manguito rotador (MR) tem papel fundamental na biomecânica do 
ombro e é causa frequente de dor. O desfiladeiro do tendão supraespinhal (SE) 
tem algumas referências anatômicas importantes para definir o seu contorno e 
diâmetro. O formato e espessura do acrômio e a articulação acrômio-clavicular 
devem ser estudados radiograficamente e classificados. 
A radiologia deve ser realizada e na incidência de “out Let view” a 
classificação mostrará um dos três tipos de forma do acrômio: 
 • Tipo I – acrômio plano, em que a borda inferior do acrômio diverge do 
contorno da cabeça umeral; 
 • Tipo II – acrômio curvo, em que acrômio e cabeça umeral apresentam 
paralelismo; 
 • Tipo III – acrômio ganchoso, que apresenta forma convergente em 
relação à cabeça umeral. 
 
 
 Fonte: https://drasimonetortato.com.br/sindrome-do-impacto-do-ombro/ 
 Figura 9 – Síndrome do Impacto do Ombro. 
https://drasimonetortato.com.br/sindrome-do-impacto-do-ombro/
19 
 
Caso Clínico 6: 
Paciente do sexo feminino, 45 anos, empregada doméstica há 15 anos, 
procurou serviço médico relatando dor no ombro direito durante a atividade 
laboral. Notou que o sintoma álgico piora ao tentar realizar atividades como: 
estender roupa no varal ou pentear o cabelo, além de dificuldade para vestir-se. 
Relata hábitos de vida saudáveis, nega emagrecimento ou perda de peso. 
Aspectos observados na avaliação: protusão e elevação do ombro direito, 
aumento da cifose torácica, grau 3 de força muscular para o músculo 
supraespinhal, grau 4 de força muscular para flexores de ombro, músculo 
subescapular e serrátil anterior. Amplitude de movimento ativa: 30º para rotação 
lateral de ombro, 90º para abdução de ombro. Dor a palpação da Bursa 
Subacromial. 
1- Perguntas importantes na anamnese: 
. Quando a dor começou? Houve algum evento específico que a 
desencadeou? A dor e constante ou surge apenas a noite? Ela piora a noite ou 
em repouso? Quais são os trabalhos mais difíceis de realizar no trabalho por 
causa da dor? A dor irradia para o braço ou pescoço? Faz uso de analgésico ou 
antiflamatórios? 
2- Quais os testes específicos que podem ser realizados? 
. Teste de Jobe: testar o comprometimento do supra espinhoso em casos 
de tendinopatia. 
. Teste de Hawkins: Testar comprometimento dos rotadores internos do 
manguito. 
. Teste de Dawbarn: Confirmar bursite. 
. Teste de Apley: rotação interna e externa. 
3- Qual o melhor exame para confirmar o diagnóstico? 
O exame mais indicado para confirmar o diagnóstico é a ressonância 
magnética (RM) do ombro. Esse exame fornece detalhes sobre os tecidos moles, 
como os tendões, músculos e a Bursa subacromial, permitindo identificar lesões, 
inflamações ou alterações degenerativas. 
4- Qual o provável diagnóstico? 
O quadro sugere uma possível síndrome do impacto do ombro (síndrome 
do impacto subacromial), que pode incluir uma tendinopatia ou lesão parcial do 
manguitorotador, especialmente do tendão supraespinhal, dado o grau de força 
reduzido e a dor ao movimento e palpação da bursa subacromial. A postura e o 
20 
 
trabalho repetitivo podem estar contribuindo para a sobrecarga do ombro, 
levando a dor e a limitação funcional relatada pela paciente. 
5- Descreva objetivos e condutas específicas para esse caso: 
Objetivos: 
. Reduzir a dor no ombro e melhorar o conforto da paciente durante as 
atividades. 
. Restaurar a mobilidade e amplitude de movimento do ombro. 
. Fortalecer a musculatura do ombro, especialmente o manguito rotador e 
músculos estabilizadores escapulares. 
. Melhorar a postura, reduzindo a profusão e elevação do ombro e a cifose 
torácica. 
 
Condutas Terapêuticas: 
. Controle da dor e inflamação. 
a- Crioterapia (gelo): Aplicar gelo no ombro por 15 - 20 minutos, de 3 
a 4 vezes ao dia, para reduzir a dor e o processo inflamatório. 
b- Terapia com Tens: pode ser utilizada para alívio da dor. 
 
 . Exercícios de mobilização e alongamento. 
a- Alongamentos ativos e passivos assistidos para o ombro, visando 
aumentar a amplitude de movimento, especialmente em rotação lateral e 
abdução. 
b- Mobilizações articulares. 
 
. Fortalecimento muscular: 
a- Exercícios específicos para o manguito rotador: iniciar com 
resistência leve e progredir conforme a tolerância e a força aumentem. 
b- Fortalecimento dos músculos escapulares: (serrátil anterior, 
trapézio e romboides) 
c- Exercícios isométricos no início, progredindo para isotônicos com 
elásticos ou pesos leves. 
 
. Reeducação postural. 
. Treinamento funcional e retorno gradual às atividades. 
 
21 
 
A articulação do cotovelo compreende três subarti­culações: umerorradial, 
umeroulnar e radioulnar proximal, as quais permitem a realização de flexão, 
extensão, pronação e supinação do cotovelo. As lesões na articulação do 
cotovelo são acompanhadas de dor e limitação de amplitude de movimento 
(ADM), o que resulta em limitação funcional das atividades diárias. (Rafael I. 
Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 
O complexo do punho é formado pelas articulações radio cárpica, 
localizada entre a extremidade distal do rádio e os ossos do carpo, e 
mediocárpica, situada entre as fileiras proximal e distal do carpo. Essas 
articulações são extremamente móveis, e as fraturas mais comuns desse 
complexo são a fratura distal do rádio e a fratura do escafoide. (Rafael I. Barbosa; 
Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 
A fratura do escafoide é a mais comum entre as fraturas dos ossos do 
carpo e ocorre mais comumente em homens jovens durante eventos esportivos 
ou após queda sobre a mão estendida. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; 
Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 
A fratura distal do rádio é definida como aquela que ocorre em até 3 cm 
da articulação radiocárpica. As fraturas distais de rádio podem ser descritas 
como fraturas de Colles, Smith, Barton ou Hutchinson, dependendo das 
características da lesão. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia 
traumato-ortopédica, 2021). 
 
Fratura de Colles: o pulso é fraturado quando as pessoas caem sobre 
uma mão estendida com o pulso fletido para trás. O osso maior do antebraço 
(rádio) é fraturado próximo ao pulso, e a extremidade fraturada do rádio é 
deslocada para cima, na direção da parte de trás da mão. (Rafael I. Barbosa; 
Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 
Fratura de Smith: o pulso é fraturado quando as pessoas caem com a 
mão fletida para frente. A extremidade fraturada do rádio é deslocada para baixo, 
em direção ao lado palmar do pulso. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; 
Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 
 
22 
 
 
 Fonte: https://www.docsity.com/es/docs/fractura-de-colles-y-smith/ 
 Figura 10 – Fratura de Colles e Smith 
 
A mão pode assumir inúmeras posturas, as quais permitem diferentes 
tipos de manipulação e preensão. A musculatura da mão permite o desempenho 
tanto de tarefas que exijam força como de tarefas que exijam precisão. (Rafael 
I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 
 
Caso clínico 7: 
Paciente do sexo feminino, 51 anos de idade, com diagnóstico clínico de 
fratura de punho devido à queda sobre a mão com o punho em extensão. Houve 
fratura, a qual foi definida pelo exame clínico e por investigação de exame de 
imagem. A conduta médica utilizada foi o tratamento conservador com 
imobilização do antebraço para a consolidação óssea. Analise a imagem a 
seguir. A foto foi realizada antes da imobilização. 
 Descreva a inspeção do segmento afetado. Deformidade visível em 
punho – DORSO DE GARFO, presença de edema. 
Após 2 meses, a paciente foi liberada para o tratamento fisioterapêutico, 
ela apresentava dor, diminuição da ADM nos movimentos de flexão, extensão, 
pronação, supinação, desvio radial e ulnar no antebraço direito. Inspeção: foi 
observada deformidade em garfo no punho comprometido. 
. Teste de Phalen negativo. 
. Teste de Tinel: negativo. 
. Goniometria ativa: pronação 60º e supinação 45º 
. Teste de força de preensão: 10 kgf 
 
Analise as imagens a seguir. Informe qual o exame e a incidência da 
imagem. Localize o foco de fratura. Quantas fraturas existem na imagem? Quais 
ossos foram acometidos? 
Resposta: Radiografia em PA e Perfil. 
Foco de Fratura: Rádio distal e processo estiloide da ulna. 
https://www.docsity.com/es/docs/fractura-de-colles-y-smith/
23 
 
Após a retirada do gesso, quais as alterações esperadas no segmento 
imobilizado? 
 De acordo com o caso clínico apresentado, descreva com detalhes 
objetivo e conduta para essa paciente. 
Atrofia muscular: A falta de uso durante o período de imobilização leva à 
diminuição do tônus e do volume muscular, especialmente nos músculos do 
antebraço e mão. 
 2. Rigidez articular: O tempo de imobilização causa 
enrijecimento das articulações, levando a uma redução da amplitude de 
movimento (ADM) nos movimentos de flexão, extensão, pronação, supinação, e 
desvios radial e ulnar. 
 3. Diminuição da ADM: Devido à rigidez e à falta de mobilidade 
durante a imobilização, a paciente pode apresentar limitações nos movimentos 
articulares como relatado. 
 4. Dor: A dor pode estar presente devido ao próprio processo 
de cicatrização e pela readaptação ao movimento após a retirada do gesso. 
 5. Edema e possível deformidade: É comum observar edema 
e, em alguns casos, uma deformidade característica em “garfo” (deformidade de 
Colles) devido à fratura. 
Objetivo: 
- Promover analgesia 
- Ganhar ADM (flexão, extensão, desvio ulnar, desvio radial, pronação, 
supinação) 
- Ganhar força muscular (flexores, extensores de punho, pronadores e 
supinadores de antebraço). 
 
Conduta: 
 1. Exercícios de Mobilidade Articular: Iniciar com movimentos 
passivos e evoluir para movimentos ativos assistidos, focando em restaurar a 
ADM nos movimentos de flexão, extensão, pronação, supinação, e desvios radial 
e ulnar. Movimentos leves, sem causar dor, devem ser priorizados. 
 2. Fortalecimento Muscular: Após o ganho de mobilidade, 
iniciar fortalecimento progressivo dos músculos do antebraço e punho, utilizando 
faixas elásticas de baixa resistência e pesos leves, conforme a tolerância. 
24 
 
 3. Controle Motor e Propriocepção: Exercícios de 
propriocepção, como uso de bolas de diferentes texturas, são importantes para 
o restabelecimento da função articular e melhora do controle motor do punho e 
mão. 
 4. Alongamentos: Alongamentos suaves dos músculos 
flexores e extensores do antebraço podem ajudar na restauração do 
comprimento muscular e no alívio da rigidez. 
 5. Recursos Terapêuticos para Alívio da Dor: Modalidades 
como ultrassom, TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea), ou 
aplicação de calorpodem ser utilizadas para ajudar a reduzir a dor e facilitar a 
mobilidade. 
 6. Monitoramento da Deformidade e Função: Avaliar 
periodicamente a deformidade em “garfo” para verificação de progressos e 
garantir a melhora da função do punho. 
 
 
 
 Fonte: Marques, 2003; Palmer & Epler, 2000. 
 Figura 11 – Goniometria 
 
Nos testes provocativos temos o teste de Phalen e o Teste de Tinel. 
Para realizar o Teste de Phalen, o paciente é solicitado a manter os 
punhos em flexão, pressionando o dorso das mãos uma contra a outra por um 
período de 30 a 60 segundos. Este movimento aumenta a pressão dentro do 
túnel do carpo, comprimindo o nervo mediano. Durante o teste, o paciente deve 
relatar quaisquer sensações de formigamento, dormência ou dor, que indicam 
um resultado positivo. 
25 
 
 
 Fonte: https://enfermagemilustrada.com/manobra-de-phalen/ 
 Figura 12 – Teste de Phalen 
 
O Teste de Tinel é um teste utilizado durante o exame físico para detectar 
a irritação dos nervos. É frequentemente utilizado no diagnóstico de neuropatias 
compressivas, como a Síndrome do Túnel do Carpo (STC), e outras condições 
que envolvem a compressão ou lesão dos nervos periféricos. (Percussão sobre 
o túnel). 
 
 
 Fonte: https://enfermagemilustrada.com/sinal-de-tinel/ 
 Figura 13 – Teste de Tinel 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://enfermagemilustrada.com/manobra-de-phalen/
https://enfermagemilustrada.com/sinal-de-tinel/
26 
 
3 - Conclusão 
 
Esse ramo da fisioterapia utiliza técnicas especificas para promover a 
recuperação dos tecidos lesionados, aliviar a dor, recuperar a mobilidade e 
prevenir futuras lesões. Com uma abordagem individualizada, o fisioterapeuta 
avalia as necessidades especificas de cada paciente, desenvolvendo um plano 
de tratamento que integra exercícios funcionais, fortalecimento muscular e 
estratégias de reeducação postural, visando a recuperação eficiente e segura. 
Durante a aula prática a professora realizou alguns exercícios comigo como: Ao 
comando dela realizei exercícios estabilizadores quadril, em decúbito ventral, 
realizei a ponte com os pés apoiados na maca forçando uma adução, em seguida 
para dificultar foi colocado um faixa mini band acima do joelho, realizando 
afastamento dos joelhos para fora contra a resistência da faixa elástica, neste 
exercício não tive dificuldade em realizar. Em seguida ao comando da professora 
realizei elevação pélvica mantendo a tenção na isometria e depois no isotônico 
(subindo e descendo), para dificultar um pouco foi colocado faixa elástica onde 
realizei a elevação pélvica com um pé apoiado e a outra perna estendida, sem 
dificuldade ao realizar. Com a bola suíça realizamos elevação pélvica com as 
pernas esticadas e com os pés apoiados e joelhos a 90º, tive grande dificuldade 
em realizar ambos, devido a fraqueza de posterior de coxa. 
Em grupos realizamos mobilização de quadril – flexão e extensão, 
realizamos em decúbito dorsal rotação lateral com a bola suíça. Por fim realizei 
treino de agachamento com halter nas mãos e faixa elástica na altura dos 
joelhos, para fortalecimento de glúteo, coxa e o core, aprimorando a estabilidade 
dos joelhos onde tive dificuldades novamente. 
Exercício em cadeia cinética aberta e extensão de joelho com tornozeleira 
para trabalhar o quadríceps e não sobrecarregar a articulação, já em cadeia 
cinética fechada foi realizado agachamento, inicialmente com carga reduzida 
para ativar quadríceps e isquiotibiais. 
As aulas práticas foram excelentes, pois tiramos dúvidas e descobrimos 
que podemos ajustar os exercícios aos nossos pacientes sem que isso venha 
prejudicar a sua evolução no tratamento. Com certeza usarei o que foi aprendido 
e realizado durante as aulas no meu estágio. 
 
 
27 
 
 4. FIGURAS E ILUSTRAÇÕES 
 
Figura 1 
 https://traumatologiaeortopedia.com.br/fratura-fechada/ 
 
Figura 2 
 https://sanarmed.com/resumo-sobre-fraturas-sanarflix/ 
 
Figura 3 
 https://pt.slideshare.net/slideshow/biomecnica-das-fraturas. 
 
Figura 4 
 https://pt.slideshare.net/slideshow/generalidades-de-las-fracturas 
 
Figura 5 
 Arquivo pessoal 
 
Figura 6 
 Arquivo pessoal 
 
Figura 7 
 Arquivo pessoal 
 
Figura 8 
Arquivo pessoal 
 
Figura 9 
 https://drasimonetortato.com.br/sindrome-do-impacto-do-ombro/ 
 
Figura 10 
 https://www.docsity.com/es/docs/fractura-de-colles-y-smith/ 
 
Figura 11 
 Marques, 2003; Palmer & Epler, 2000. 
 
https://traumatologiaeortopedia.com.br/fratura-fechada/
https://sanarmed.com/resumo-sobre-fraturas-sanarflix/
https://pt.slideshare.net/slideshow/biomecnica-das-fraturas
https://drasimonetortato.com.br/sindrome-do-impacto-do-ombro/
https://www.docsity.com/es/docs/fractura-de-colles-y-smith/
28 
 
Figura 12 
 https://enfermagemilustrada.com/manobra-de-phalen/ 
 
Figura 13 
https://enfermagemilustrada.com/sinal-de-tinel/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://enfermagemilustrada.com/manobra-de-phalen/
https://enfermagemilustrada.com/sinal-de-tinel/
29 
 
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
ADAMS, J. C.; Hamblen, D. L. Manual de fraturas. 10. ed. São Paulo: 
Artes Médicas, 1994. 
HANSEN, J. T. Netter’s clinical anatomy. 4. ed. Amsterdã: Elsevier, 2019. 
KULKARNI, G. S. et al. Textbook of ORTHOPEDICS AND TRAUMA. 3.ed. 
New Delhi, India: Jaypee Brothers Medical Publishers (P) Ltd, 2016. 758-768. 
 RAFAEL I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica; 
Artmed, Porto Alegre 2021. 
WHITE, Timothy O. McRae Trauma Ortopédico - Gerenciando Fraturas 
de Emergência . Disponível em: Minha Biblioteca, (3ª edição). Grupo GEN, 2017.

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