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1 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO AULAS PRÁTICAS Curso: Fisioterapia Disciplina: Fisioterapia Traumatológica Funcional Aluno: Kátia Cilene Santos Vasconcellos RA: 2223703 Polo: Brasília DF – Asa Sul Data: 28/09, 14/10, 09/11 e 30/11/2024. 2 Sumário 1. Introdução ................................................................... 3 2. Aula 1- Fraturas ...........................................................4 2.1 Aula 2 - Coluna Vertebral e Quadril ............................12 2.2 Aula 3 - joelho, tornozelo e pé ....................................16 2.3 Aula 4 - Ombro, cotovelo, punho e mão .....................19 3. Conclusão ...................................................................26 4. Figuras e ilustrações ...................................................27 5. Referências bibliográficas ...........................................29 3 1. Introdução A fisioterapia traumatológica funcional é uma área da fisioterapia voltada para a reabilitação de lesões traumáticas, como fraturas, luxações, entorses e lesões musculares, com o objetivo de restaurar a função corporal e melhorar a qualidade de vida do paciente.(Rafael I. Barbosa, 2021). Com isso em mente, foi abordado os temas como: Fraturas, coluna vertebral e quadril, joelho, tornozelo, pé e por último ombro, cotovelo, punho e mão. A professora nos apresentou alguns casos de pacientes e suas respectivas lesões, e nós tínhamos que fazer o diagnóstico clínico de cada uma delas, mesmo que essa responsabilidade seja do médico. Em cada situação tínhamos que descrever a conduta, objetivos, testes específicos para cada lesão. Para começa o estudo falamos sobre fraturas, o que é como ocorrem. Falamos sobre trauma direto, indireto e doenças pré-existente. Na fratura fechada ocorre a ruptura de vasos e nervos e na aberta ocorre ruptura de vasos, nervos, musculo e pele. Foi abordado um caso prático de fratura da fíbula onde nos alunos tivemos que descrever tratamentos e protocolos terapêuticos, além de apresentar exercícios específicos para o caso. Após isso, foram abordados casos relacionados à coluna vertebral onde foi explicado sobre a espondilólise e espondilolistese, bem como para problemas no quadril como a necrose da cabeça do fêmur. A professora solicitou que os alunos realizassem medição de ângulos articulares, realizamos o passo com apoio triplo, exercícios para descompressão da articulação do quadril e fortalecimento dos músculos. Foram discutidos casos relacionados ao tornozelo fascite plantar com esporão de calcâneo e joelho como a doença de Osgood-Schlatter´S Disease, onde tivemos que desenvolver o diagnóstico, causa com incidência na imagem e executar exercícios específicos como: testes de força, isometria cadeia fechada, exercício cama elástica com e sem impacto. Este relatório tem como objetivo descrever tópicos e procedimentos realizados em sala sob a supervisão da professora Gracielle Vieira. 4 2. Aula 1 – Fraturas É qualquer ruptura, ou perda, na continuidade de um osso. A palavra “fratura” abrange um amplo espectro de possíveis lesões, de uma fratura femoral multifragmentária, exposta, a uma fratura por estresse sem desvio de um metatarso. As fraturas são descritas em termos com várias características: ● etiologia – a causa da fratura ● morfologia – o padrão da fratura ● gravidade – o grau de cominuição ou envolvimento de partes moles ou de uma articulação ● localização – que parte do osso ou segmento é afetada ● desvio – como os fragmentos ósseos desviaram-se um em relação ao outro. (White, Timothy O. Trauma Ortopédico , 2017). Fraturas traumáticas As lesões são causadas por trauma direto ou indireto; são o efeito de uma força anormal aplicada a um osso normal. Ex.: Anderson Silva. Fraturas patológicas As fraturas patológicas ocorrem dentro de um osso anormal ou doente e, com frequência, são causadas por trauma de baixa energia; são o efeito de uma força normal sobre um osso anormal. A patologia pode ser localizada isoladamente (p. ex., um depósito tumoral) ou generalizada (p. ex., osteoporose e osteomalácia). . (White, Timothy O. Trauma Ortopédico , 2017). Fraturas por insuficiência Estas são o tipo mais comum de fratura patológica, mas com frequência consideradas em separado devido à sua prevalência. Geralmente, ocorrem como resultado da osteoporose, uma doença óssea progressiva caracterizada por diminuição na densidade mineral óssea (DMO) e deterioração na microarquitetura óssea. Os locais mais comuns de fraturas osteoporóticas são quadril, punho, úmero proximal e coluna vertebral. A osteomalácia, por outro lado, é o enfraquecimento do osso causado por defeito de mineralização da matriz. A causa mais comum é a deficiência de vitamina D, muitas vezes resultante do abuso de álcool ou de doença renal. (White, Timothy O., 2017). Fraturas por fadiga (ou estresse) Estas fraturas são o resultado da aplicação cíclica de forças normais ao osso normal, com frequência excessiva. Muitas vezes, ocorrem após uma 5 mudança no nível ou na intensidade da atividade. São exemplos clássicos o segundo metatarso de soldados do exército (a “fratura da marcha”) e o de corredores de longa distância novatos. (White, Timothy O. Trauma Ortopédico , 2017). Segundo o estado da pele as fraturas podem ser: • Fraturas fechadas: são um tipo de fratura que não causam rompimento da pele apesar do osso quebrado, o que ainda assim é suficiente para causar sintomas como inchaço e dor intensos no local. • Fraturas expostas ou abertas: As fraturas abertas ou expostas são aquelas em que há ferimentos na pele devido à fratura fazendo com que o local em que ocorreu fique exposto. Geralmente, existe um maior risco de infecções nesse tipo de fratura e, por isso, o uso de antibióticos pode ser indicado. Veja o que fazer em caso de fraturas expostas. (Kulkarni, G.,S. 2016). Fonte: https://traumatologiaeortopedia.com.br/fratura-fechada/ Figura: 1 – Fratura aberta e fechada As fraturas podem ser classificadas com relação a sua localização em: simples, quando há apenas um traço, sendo uma lesão única que realiza a transfixação de todo o osso. Caso sejam observados dois traços de fratura formando uma cunha, considera-se a fratura como em cunha. Por fim, quando se observam múltiplos traços de fratura, com o osso fraturado em vários seguimentos, podemos classificar esse tipo de fratura como cominutiva. Com relação à linha de fratura temos: . Transversa: o osso fratura transversalmente em relação ao eixo. . Longitudinal: ao longo do eixo do osso. . Oblíqua: a fratura cresce na diagonal, pode ser classificada como exposta e desviada. . Espiralada: uma fratura em que um dos segmentos do osso roda . Cominutiva: caracterizada pela quebra do osso em mais de dois fragmentos, acontece principalmente devido a situações de alto impacto, como https://traumatologiaeortopedia.com.br/fratura-fechada/ 6 acidentes de carro, com arma de fogo ou quedas graves. (Adams, J. C.; Hamblen, D. L. 1994). Fonte: https://sanarmed.com/resumo-sobre-fraturas-sanarflix/ Figura 2 – Tipos de fratura. Outras classificações para as fraturas: Fraturas por avulsão : Estas fraturas são causadas por tração de uma inserção capsular, ligamentar ou tendíneas. Podem resultar de contração muscular explosiva (p. ex., uma avulsão anterior da espinha ilíaca inferior causada pelo músculo reto femoral ao chutar, um movimento articular violento(p. ex., avulsão da base do quinto metatarso na inserção do músculo fibular curto durante a inversão do tornozelo) ou luxação articular (p. ex., uma luxação da articulação interfalangiana da mão). (White, Timothy O. Trauma Ortopédico, 2017). Fraturas impactadas : Estas fraturas são causadas quando o osso falha em compressão. Isso normalmente ocorre em uma articulação (p. ex., o platô tibial no curso de uma lesão em valgo do joelho), ou no úmero ou no colo femoral (p. ex., fraturas impactadas em valgo; ou no calcâneo (após uma queda da própria altura). Uma variante comum é a fratura por compressão em cunha da coluna vertebral. (White, Timothy O. McRae, 2017). Fratura Compressiva (toracolombar): ocorre normalmente nas vértebras; ocorre quando a parte em forma de bloco de um osso individual da coluna (vértebra) fica comprimida devido a um trauma. (White, Timothy O McRae, 2017). TIPOS DE CONSOLIDAÇÃO E FASES DA CICATRIZAÇÃO ÓSSEA https://sanarmed.com/resumo-sobre-fraturas-sanarflix/ 7 A consolidação primária (ou consolidação por contato) pode ocorrer apenas como resultado da fixação absoluta, obtida por meio de implantes cirúrgicos (placas e parafusos). (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). Fonte: https://pt.slideshare.net/slideshow/biomecnica-das-fraturas. Figura 3 - Consolidação Primária A consolidação secundária (ou consolidação através de calo ósseo) se diferencia da consolidação primária principalmente pela formação de calo ósseo. Esse calo é resultado de uma cascata de eventos fisiológicos por meio dos quais o osso irá se cicatrizar e se regenerar. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). Fonte: https://pt.slideshare.net/slideshow/generalidades-de-las-fracturas Figura 4 - Consolidação Secundária Caso Clínico 1: Um rapaz de 38 anos, arquiteto, relata que quando estava visitando uma obra se descuidou ao pisar em um buraco, sentiu dor abrupta ao virar o pé e caiu. Foi direcionado ao pronto-socorro. Analise a imagem a seguir e descreva quais os sinais apresentados na região de tornozelo e pé do paciente. Resposta: Edema agudo. https://pt.slideshare.net/slideshow/biomecnica-das-fraturas 8 Ao passar com o ortopedista de plantão relatou que após a queda observou o pé com coloração roxa, estava com muita dor e com impossibilidade de apoiar o pé no chão. Foi solicitada a avaliação radiográfica. Resposta: Incidência Anteroposterior (AP), e Médio Lateral. Ao observar as imagens, o ortopedista decide que o tratamento é cirúrgico. Logo após o procedimento é realizado novo exame de radiografia. Analise a imagem e descreva qual a incidência das radiografias e qual o tipo de fixação utilizado. Resposta: Incidência: Anteroposterior (AP), Médio Lateral e Placa Compressiva. Após 15 dias do procedimento cirúrgico o paciente foi encaminhado ao fisioterapeuta para início do processo de reabilitação. Resposta: 1) Presença de edema e hematoma em perna e tornozelo – lateral e dorso do pé. 2) Presença de sutura na lateral dá perna. 1. Com base no caso clínico apresentado, trace objetivo e conduta de tratamento para esse paciente nessa fase inicial do tratamento (15 dias de pós- operatório até a 6ª semana), o ortopedista não permitiu a descarga de peso no membro operado e não pode realizar movimentos de inversão e eversão do pé. O paciente relata dor e limitação de movimentos de flexão plantar e dorsiflexão. Resposta: Objetivos (1ª a 6ª semana) 1) Reduzir/Abolir a dor local 2) Reduzir/Abolir o edema 3) Ganhar mobilidade de flexão plantar e dorsiflexão 4) Realizar treino de marcha com dispositivo auxiliar 5) Realizar ativação neuromuscular de dorsiflexores e flexores plantares. 2. Conduta Terapêutica (1ª a 6ª semana) 1) Laser infravermelho (1J a 3J – Fluência 10 a 75J/cm²) sobre a lesão suturada – Distância 1,5cm entre os pontos) 9 2) Mobilização passiva e ativa em dorsiflexão e flexão plantar com tens (F: 150Hz; LP: 150us; intensidade: máxima tolerada – tempo: 20minutos. 3) Isometria conforme tolerância do paciente com carga leve a moderada para flexão plantar e dorsiflexão em diferentes angulações. 4) Treino de marcha com muleta de três pontos 5) PRICE (15-20 minutos) 6) US de baixa intensidade (LIPOS). - Trabalhar articulações proximais à área fraturada. 3. Após a 6ª semana o ortopedista observou que o calo ósseo mole está formado e permitiu a descarga de peso parcial com imobilizador tipo “aircast” e a introdução de movimentação de inversão e eversão do pé sem carga. O que muda na sua conduta nessa fase?? Ela durará 6 semanas a partir desse momento. O paciente relata que ainda sente falta de sensibilidade na região da cicatriz. Na palpação ainda existe uma pequena aderência do tecido subcutâneo. 1) Treino de descarga de peso (iniciar com 10-20% e progredir para 50% conforme tolerância do paciente). 2) Mobilização passiva e ativa (CCA) em inversão e eversão do pé. 3) Progredir com exercícios isotônicos para dorsiflexão e flexão plantar (CCF). 4) Treino isométrico e isotônico dos intrínsecos do pé 5) Treino isométrico conforme tolerância do paciente (CM leve a moderada) para inversão e versão em diferentes angulações. 6) Treino de marcha com muleta de 2 pontos. 7) Mobilização facial de perna/pé. Exercício realizado em sala dia 03/09/2024. MAT. 45 anos, caiu de uma escada de 5 metros de altura ao tentar trocar uma lâmpada na escola que trabalhava. Na radiografia foi observada uma perda de altura do corpo vertebral de L2 de 20%. Classifique conforme: Anatomia óssea: coluna lombar Exterior: fechada Localização: fratura corpo vertebral 10 Extensão: fratura incompleta Configuração: fratura de compressão A classificação completa séria: Fratura compressiva fechada, localizada no corpo vertebral L2, incompleta com perda de altura 20%. No decorrer da aula vimos sobre ativação de glúteo, quadríceps e poplíteo. Resposta a carga, treino de frenagem anterior e resistência pélvica e poplítea manual. Fortalecimento em cadeia cinética fechada, flexores do tornozelo com apoio bi podal e unipodal e extensores do tornozelo com apoio unipodal. Formamos grupos e colocamos em prática o que foi explicado em sala. Executamos o exercício passivo, passivo assistido, foi utilizado a faixa mini band, com 20 repetições no dorso flexão e extensão de pé. Por fim a professora explicou como usar a muleta na marcha de pontos. Fonte: Arquivo pessoal Figura 5 – Ativação do glúteo, quadríceps e poplíteo. Figura 6 – Fortalecimento em cadeia cinética fechada. 11 2.1 - Aula 2 - Coluna Vertebral e Quadril A coluna vertebral é considerada o eixo do corpo humano e possui conexões com os membros superiores e inferiores através das cinturas escapular e pélvica. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato- ortopédica, 2021). A estabilidade da coluna vertebral é fornecida por um conjunto de elementos passivos e ativos. Entre os elementos passivos, há um complexo ligamentar robusto e o disco intervertebral, que mantém um afastamento entre os corpos vertebrais e proporciona a redução do impacto entre as vértebras. Os elementos ativos são compostos pelas diversas camadas de músculos. ).(Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). Espondilólise é um defeito, unilateral ou bilateral, do pars articularis (istmo) da vértebra. A espondilóliseafeta 3 a 6% da população e é mais comum na primeira e segunda décadas de vida. Ocorre com mais frequência na população atlética, afetando duas vezes mais homens do que mulheres. A espondilólise é assintomática, porém o paciente pode apresentar sintomas como: dor de início insidioso (ou talvez repentino, após atividade física intensa). Esse trauma repetitivo em hiperextensão da coluna ou da combinação de movimentos de extensão e rotação gera uma carga mecânica repetitiva entre as vértebras superior e inferior, o que pode gerar uma fratura por estresse. A maioria das espondilolisteses (80-95%) ocorre na vértebra L5 e não apresenta repercussões clínicas relevantes. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). Tratamento Conservador ou Cirúrgico Pacientes que apresentam déficits neurológicos (perda de força, sensibilidade e/ou reflexos) severos ou progressivos, urgências ortopédicas (fraturas, síndrome da cauda equina) ou patologias graves (câncer) devem ser encaminhados para tratamento cirúrgico. Entre as técnicas cirúrgicas existentes, a descompressão espinal pode ser considerada para pacientes com dor radicular que não apresentaram melhora na dor ou na função com tratamentos conservadores e quando os sintomas são compatíveis com os achados dos exames de imagem (hérnia de disco ou estenose espinal). Tanto a discectomia 12 quanto a laminectomia podem ser consideradas como segunda linha de tratamento. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato- ortopédica, 2021). A articulação do quadril, ou articulação coxofemoral, está localizada entre o acetábulo e a cabeça do fêmur. A função primária da articulação do quadril é suportar o peso da cabeça, dos braços e do tronco tanto na postura ereta estática quanto nas posturas dinâmicas, como durante a caminhada, a corrida etc. As lesões e doenças do quadril são relativamente comuns. Pessoas jovens, principalmente atletas, estão propensas a desenvolver algumas lesões no quadril, como a síndrome do impacto femoroacetabular. Em contrapartida, o quadril de pessoas mais idosas está vulnerável a doenças degenerativas, bem como às fraturas. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato- ortopédica, 2021). Caso Clínico 2: Paciente do sexo feminino, 64 anos, do lar, com queixa de dor em coluna lombar e irradiação para membro inferior esquerdo após queda. Relata dificuldade para fase de impulsão da marcha. Não pratica atividade física e possui um neto de 3 anos do qual toma conta. Descreva como seria a sua avaliação funcional dessa paciente: - Escala de dor: Usamos a escala visual analógica (EVA), que vai de 0 (sem dor) e 10( dor máxima imaginável) - Avaliação da mobilidade articular: Usamos o goniômetro para medir a amplitude de movimento passivo e ativo nas articulações afetadas. - Teste de força muscular: 0 a 5, onde 0 indica ausência de contração e 5 forças máxima. - Flexibilidade: Teste de alongamento dos isquiotibiais (com a perna estendida) e Teste de Thomas para flexores de quadril. - Análise da marcha: observa-se o padrão de caminhada da paciente, procurando por irregularidades ou compensações nos movimentos dos membros inferiores e superiores. - Testes Neurológicos: Testes de reflexos profundos (como reflexo patelar, e Aquileu), de sensibilidade (tátil, térmica, dolorosa e proprioceptiva), teste de Romberg para o equilíbrio e teste de Babinski (como teste dedo-nariz). 13 Quais os testes específicos que seriam realizados? - Teste de Lasègue: para avaliar a irritação do nervo ciático e possíveis sinais de hérnia de disco lombar. - Teste de Schober: Para avaliar a mobilidade da coluna lombar especialmente em casos de doença como espondilite anquilosante. - Teste de Slump: Avaliar a presença de compressão neural especialmente de dor lombar e ciatalgia. - Teste de força dos músculos do core: Avaliar os músculos abdominais, lombares, glúteos e o assoalho pélvico. - Avaliação do equilíbrio: Teste de Romberg, teste de alcance funcional e teste de apoio unipodal. Qual o motivo para a dificuldade da fase de impulsão da marcha? - Retratação dos isquiotibiais - Espondilolistese e dor lombar - Degeneração discal Quais seus objetivos e condutas específicos para essa paciente? - Reduzir a dor lombar, irradiada para o membro inferior. - Melhorar a mobilidade lombar e dos membros inferiores. - Fortalecer a musculatura de core e membros inferiores, promovendo estabilidade lombar. - Reeducar a marcha, minimizando compensações e prevenindo quedas. Quais as orientações que seriam dadas a essa paciente para as AVDs? - Evitar carregar peso excessivo. - Cuidado ao sentar-se e levantar. - Uso de sapatos confortáveis e antiderrapantes. - Incentivo a pausas e atividades de baixo impacto. Foi realizado em sala a goniometria dos movimentos da coluna, onde uma aluna foi a paciente e ao outra a fisioterapeuta. Foi falado sobre teste de lasègue, teste de Milgram, Stork test, manobra de Valsalva e como cada um e realizado. Na função dos músculos abdominais vimos o grau de cada um e como realizar os movimentos para podemos avaliar nosso paciente, realizamos em sala os 14 movimentos. A professora explicou sobre os graus de função muscular dos extensores, resistência do core. Foi uma aula dinâmica de muito aprendizado. Fonte: Arquivo pessoal Figura 7 – Goniometria movimento da coluna. Figura 8 – StorkTeste. Caso clínico 3: Paciente de 19 anos, bailarina, com queixa de dor em quadril esquerdo há 3 meses, sem histórico de trauma direto. Não melhora com medicamento analgésico. Ao exame clínico apresenta rigidez articular, atrofia muscular, limitação de ADM (extensão/abdução/rotação interna) e deformidade (flexão/adução/rotação externa). Qual a provável causa dessa lesão? A causa provável da NAV neste caso pode estar relacionada ao micro trauma repetitivo e ao estresse na articulação do quadril devido a atividade física intensa. Quais objetivos e condutas para essa paciente? - Alívio da dor. - Preservação e melhora da amplitude (ADM) do quadril. - Evitar intervenção cirúrgica mais invasiva, como prótese de quadril. Condutas: - Repouso e redução de atividades físicas. - Uso de analgésicos e anti-inflamatórios. - Fisioterapia. 15 2.2 - Aula 3 - Joelho, tornozelo e pé O joelho é formado pelos côndilos do fêmur e da tíbia, entre a superfície posterior da patela e a superfície patelar do fêmur, sendo acoplados por ligamentos, cápsula articular, meniscos e músculos que realizam a sua estabilização. Qualquer dano aos componentes que integram essa complexa estrutura pode levar ao desequilíbrio de sua biomecânica e funcionalidade, com possível deterioração das demais estruturas articulares. Os traumas de joelho podem levar a muitas consequências, principalmente na marcha, e podem requerer um tempo longo do processo de reabilitação. A experiência e a habilidade do fisioterapeuta são fundamentais para o sucesso do tratamento. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). Lesões no tornozelo são frequentemente observadas na prática clínica. A incidência de fratura no tornozelo é de 71 por 100.000 pessoas em um ano. Em homens, o pico de incidência ocorre entre os mais jovens (15-29 anos), ao passo que, nas mulheres, a incidência atinge o pico acima dos 50 anos. As fraturas deslocadas e/ou instáveis geralmente requerem cirurgia para restaurar e manter a congruência ósseo-ligamentar, sendo utilizadas técnicas de redução aberta e fixação interna. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato- ortopédica, 2021). Fraturas graves de calcâneo podem causar deslocamento de todoo osso e suas superfícies articulares, sendo a articulação subtalar (ou talocalcânea) a mais afetada. Os resultados do tratamento conservador não são tão promissores. Tendo-se em vista que pode ficar com a junção incongruente, calcâneo deformado, perder o alinhamento tornozelo-calcanhar, assim como ter dor local e osteoartrite na articulação subtalar, a função do paciente é seriamente comprometida. Além disso, a recuperação é prolongada, podendo se estender por 2 anos e exigir o uso de muletas por um longo prazo. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). As fraturas de tálus representam 0,5% das fraturas totais e são um desafio para o fisioterapeuta, pois apresentam altas taxas de necrose avascular e união óssea prejudicada, além de estarem associadas a fraturas adicionais dos metatarsos, calcâneo e maléolo. Com frequência, essas fraturas resultam em lesões osteocondrais do domo do tálus. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 16 Caso Clínico 4: Um adolescente de 16 anos, praticante de ginástica olímpica, relata dor em região anterior do joelho direito, que piora quando sobe e desce escadas. A dor iniciou há 3 semanas e aumentou progressivamente. Atualmente não consegue voltar aos treinos. Após avaliação médica com ortopedista foi solicitado exame de radiografia do joelho. Analise a imagem a seguir e responda: - Qual a incidência da imagem? são frequentemente solicitadas para avaliar melhor a tuberosidade tibial e confirmar a presença de fragmentação ou irregularidade. - Qual o provável diagnóstico? Com base nos sintomas diagnostico provável é a doença de Osgood-Schlatter. - Qual a provável causa? Estresse repetitivo na inserção do tendão patelar, na tuberosidade tibial, geralmente por sobrecarga durante atividades de impacto e força excessiva, comum em esportes como a ginastica. 1. Como deve ser feita a reabilitação desse adolescente? Cite objetivos e condutas. Objetivos: - Aliviar a dor e a inflamação na tuberosidade tibial. - Restaurar a flexibilidade e fortalecer os músculos ao redor do joelho. - Melhorar o controle e a propriocepção para permitir um retorno seguro aos treinos. Condutas: - Controle da dor e inflamação. - Alongamento. Fortalecimento muscular: - Cadeia Cinética Aberta (CCA), extensão do joelho com caneleira. - Cadeia Cinética Fechada (CCF), Agachamentos leves e leg press com carga reduzida. - Pliometria, exercícios devem ser induzidos apenas após a dor estar controle da e o fortalecimento adequado. - Propriocepção, Exercícios de equilíbrio em superfícies instáveis e com uso de plataformas, para melhorar o controle neuromuscular. Caso Clínico 5: 17 Paciente de 54 anos com queixa de dor em pé direito principalmente pela manhã ao colocar o pé no chão. Possui marcha claudicante por algum tempo, até “esquentar”, segundo seu relato. Foi encaminhada ao fisioterapeuta após consulta com ortopedista para o tratamento conservador. Observe as imagens a seguir e descreva qual o exame, incidência e alterações apresentadas. 1. Qual o provável diagnóstico? Fascite plantar com esporão calcâneo. 2. Trace objetivos e condutas para o caso? Objetivos: - Reduzir a dor e a inflamação na região plantar do pé. - Melhorar a flexibilidade e o alongamento da fáscia plantar e da musculatura envolvida. - Fortalecer a musculatura do pé e tornozelo para proporcionar maior suporte à fáscia plantar. - Corrigir padrões de marcha e postura para reduzir o estresse na área afetada. Condutas: - Controle de dor e inflamação: aplicação de gelo na região plantar após atividades ou sessões de fisioterapia. - Alongamento: . Fáscia plantar, com o uso de uma faixa elástica para tracionar os dedos em direção ao corpo. . Músculos gastrocnêmicos e sóleo, alongamento dos músculos da panturrilha para reduzir a tensão na fáscia plantar. - Fortalecimento muscular. - Correção de marcha e postura. - Mobilizações articulares e alongamento passivo. 18 2.3 - Aula 4 - Ombro, cotovelo, punho e mão A articulação do ombro é a mais móvel do corpo humano. Desse modo, quando ocorre uma fratura na extremidade proximal do úmero, a funcionalidade de todo o membro superior fica comprometida. Trata-se de um conjunto de três articulações verdadeiras (esternoclavicular, acromioclavicular e glenoumeral), uma articulação funcional (escapulotorácica), 26 músculos e muitos ligamentos, que, juntos, têm a função de constituir a parte proximal da cadeia articular do membro superior. Do ponto de vista biomecânico, essas estruturas precisam trabalhar de maneira coordenada durante os movimentos do braço, motivo pelo qual a reabilitação do complexo é, ao mesmo tempo, desafiadora e instigante. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). O manguito rotador (MR) tem papel fundamental na biomecânica do ombro e é causa frequente de dor. O desfiladeiro do tendão supraespinhal (SE) tem algumas referências anatômicas importantes para definir o seu contorno e diâmetro. O formato e espessura do acrômio e a articulação acrômio-clavicular devem ser estudados radiograficamente e classificados. A radiologia deve ser realizada e na incidência de “out Let view” a classificação mostrará um dos três tipos de forma do acrômio: • Tipo I – acrômio plano, em que a borda inferior do acrômio diverge do contorno da cabeça umeral; • Tipo II – acrômio curvo, em que acrômio e cabeça umeral apresentam paralelismo; • Tipo III – acrômio ganchoso, que apresenta forma convergente em relação à cabeça umeral. Fonte: https://drasimonetortato.com.br/sindrome-do-impacto-do-ombro/ Figura 9 – Síndrome do Impacto do Ombro. https://drasimonetortato.com.br/sindrome-do-impacto-do-ombro/ 19 Caso Clínico 6: Paciente do sexo feminino, 45 anos, empregada doméstica há 15 anos, procurou serviço médico relatando dor no ombro direito durante a atividade laboral. Notou que o sintoma álgico piora ao tentar realizar atividades como: estender roupa no varal ou pentear o cabelo, além de dificuldade para vestir-se. Relata hábitos de vida saudáveis, nega emagrecimento ou perda de peso. Aspectos observados na avaliação: protusão e elevação do ombro direito, aumento da cifose torácica, grau 3 de força muscular para o músculo supraespinhal, grau 4 de força muscular para flexores de ombro, músculo subescapular e serrátil anterior. Amplitude de movimento ativa: 30º para rotação lateral de ombro, 90º para abdução de ombro. Dor a palpação da Bursa Subacromial. 1- Perguntas importantes na anamnese: . Quando a dor começou? Houve algum evento específico que a desencadeou? A dor e constante ou surge apenas a noite? Ela piora a noite ou em repouso? Quais são os trabalhos mais difíceis de realizar no trabalho por causa da dor? A dor irradia para o braço ou pescoço? Faz uso de analgésico ou antiflamatórios? 2- Quais os testes específicos que podem ser realizados? . Teste de Jobe: testar o comprometimento do supra espinhoso em casos de tendinopatia. . Teste de Hawkins: Testar comprometimento dos rotadores internos do manguito. . Teste de Dawbarn: Confirmar bursite. . Teste de Apley: rotação interna e externa. 3- Qual o melhor exame para confirmar o diagnóstico? O exame mais indicado para confirmar o diagnóstico é a ressonância magnética (RM) do ombro. Esse exame fornece detalhes sobre os tecidos moles, como os tendões, músculos e a Bursa subacromial, permitindo identificar lesões, inflamações ou alterações degenerativas. 4- Qual o provável diagnóstico? O quadro sugere uma possível síndrome do impacto do ombro (síndrome do impacto subacromial), que pode incluir uma tendinopatia ou lesão parcial do manguitorotador, especialmente do tendão supraespinhal, dado o grau de força reduzido e a dor ao movimento e palpação da bursa subacromial. A postura e o 20 trabalho repetitivo podem estar contribuindo para a sobrecarga do ombro, levando a dor e a limitação funcional relatada pela paciente. 5- Descreva objetivos e condutas específicas para esse caso: Objetivos: . Reduzir a dor no ombro e melhorar o conforto da paciente durante as atividades. . Restaurar a mobilidade e amplitude de movimento do ombro. . Fortalecer a musculatura do ombro, especialmente o manguito rotador e músculos estabilizadores escapulares. . Melhorar a postura, reduzindo a profusão e elevação do ombro e a cifose torácica. Condutas Terapêuticas: . Controle da dor e inflamação. a- Crioterapia (gelo): Aplicar gelo no ombro por 15 - 20 minutos, de 3 a 4 vezes ao dia, para reduzir a dor e o processo inflamatório. b- Terapia com Tens: pode ser utilizada para alívio da dor. . Exercícios de mobilização e alongamento. a- Alongamentos ativos e passivos assistidos para o ombro, visando aumentar a amplitude de movimento, especialmente em rotação lateral e abdução. b- Mobilizações articulares. . Fortalecimento muscular: a- Exercícios específicos para o manguito rotador: iniciar com resistência leve e progredir conforme a tolerância e a força aumentem. b- Fortalecimento dos músculos escapulares: (serrátil anterior, trapézio e romboides) c- Exercícios isométricos no início, progredindo para isotônicos com elásticos ou pesos leves. . Reeducação postural. . Treinamento funcional e retorno gradual às atividades. 21 A articulação do cotovelo compreende três subarticulações: umerorradial, umeroulnar e radioulnar proximal, as quais permitem a realização de flexão, extensão, pronação e supinação do cotovelo. As lesões na articulação do cotovelo são acompanhadas de dor e limitação de amplitude de movimento (ADM), o que resulta em limitação funcional das atividades diárias. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). O complexo do punho é formado pelas articulações radio cárpica, localizada entre a extremidade distal do rádio e os ossos do carpo, e mediocárpica, situada entre as fileiras proximal e distal do carpo. Essas articulações são extremamente móveis, e as fraturas mais comuns desse complexo são a fratura distal do rádio e a fratura do escafoide. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). A fratura do escafoide é a mais comum entre as fraturas dos ossos do carpo e ocorre mais comumente em homens jovens durante eventos esportivos ou após queda sobre a mão estendida. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). A fratura distal do rádio é definida como aquela que ocorre em até 3 cm da articulação radiocárpica. As fraturas distais de rádio podem ser descritas como fraturas de Colles, Smith, Barton ou Hutchinson, dependendo das características da lesão. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). Fratura de Colles: o pulso é fraturado quando as pessoas caem sobre uma mão estendida com o pulso fletido para trás. O osso maior do antebraço (rádio) é fraturado próximo ao pulso, e a extremidade fraturada do rádio é deslocada para cima, na direção da parte de trás da mão. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). Fratura de Smith: o pulso é fraturado quando as pessoas caem com a mão fletida para frente. A extremidade fraturada do rádio é deslocada para baixo, em direção ao lado palmar do pulso. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). 22 Fonte: https://www.docsity.com/es/docs/fractura-de-colles-y-smith/ Figura 10 – Fratura de Colles e Smith A mão pode assumir inúmeras posturas, as quais permitem diferentes tipos de manipulação e preensão. A musculatura da mão permite o desempenho tanto de tarefas que exijam força como de tarefas que exijam precisão. (Rafael I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica, 2021). Caso clínico 7: Paciente do sexo feminino, 51 anos de idade, com diagnóstico clínico de fratura de punho devido à queda sobre a mão com o punho em extensão. Houve fratura, a qual foi definida pelo exame clínico e por investigação de exame de imagem. A conduta médica utilizada foi o tratamento conservador com imobilização do antebraço para a consolidação óssea. Analise a imagem a seguir. A foto foi realizada antes da imobilização. Descreva a inspeção do segmento afetado. Deformidade visível em punho – DORSO DE GARFO, presença de edema. Após 2 meses, a paciente foi liberada para o tratamento fisioterapêutico, ela apresentava dor, diminuição da ADM nos movimentos de flexão, extensão, pronação, supinação, desvio radial e ulnar no antebraço direito. Inspeção: foi observada deformidade em garfo no punho comprometido. . Teste de Phalen negativo. . Teste de Tinel: negativo. . Goniometria ativa: pronação 60º e supinação 45º . Teste de força de preensão: 10 kgf Analise as imagens a seguir. Informe qual o exame e a incidência da imagem. Localize o foco de fratura. Quantas fraturas existem na imagem? Quais ossos foram acometidos? Resposta: Radiografia em PA e Perfil. Foco de Fratura: Rádio distal e processo estiloide da ulna. https://www.docsity.com/es/docs/fractura-de-colles-y-smith/ 23 Após a retirada do gesso, quais as alterações esperadas no segmento imobilizado? De acordo com o caso clínico apresentado, descreva com detalhes objetivo e conduta para essa paciente. Atrofia muscular: A falta de uso durante o período de imobilização leva à diminuição do tônus e do volume muscular, especialmente nos músculos do antebraço e mão. 2. Rigidez articular: O tempo de imobilização causa enrijecimento das articulações, levando a uma redução da amplitude de movimento (ADM) nos movimentos de flexão, extensão, pronação, supinação, e desvios radial e ulnar. 3. Diminuição da ADM: Devido à rigidez e à falta de mobilidade durante a imobilização, a paciente pode apresentar limitações nos movimentos articulares como relatado. 4. Dor: A dor pode estar presente devido ao próprio processo de cicatrização e pela readaptação ao movimento após a retirada do gesso. 5. Edema e possível deformidade: É comum observar edema e, em alguns casos, uma deformidade característica em “garfo” (deformidade de Colles) devido à fratura. Objetivo: - Promover analgesia - Ganhar ADM (flexão, extensão, desvio ulnar, desvio radial, pronação, supinação) - Ganhar força muscular (flexores, extensores de punho, pronadores e supinadores de antebraço). Conduta: 1. Exercícios de Mobilidade Articular: Iniciar com movimentos passivos e evoluir para movimentos ativos assistidos, focando em restaurar a ADM nos movimentos de flexão, extensão, pronação, supinação, e desvios radial e ulnar. Movimentos leves, sem causar dor, devem ser priorizados. 2. Fortalecimento Muscular: Após o ganho de mobilidade, iniciar fortalecimento progressivo dos músculos do antebraço e punho, utilizando faixas elásticas de baixa resistência e pesos leves, conforme a tolerância. 24 3. Controle Motor e Propriocepção: Exercícios de propriocepção, como uso de bolas de diferentes texturas, são importantes para o restabelecimento da função articular e melhora do controle motor do punho e mão. 4. Alongamentos: Alongamentos suaves dos músculos flexores e extensores do antebraço podem ajudar na restauração do comprimento muscular e no alívio da rigidez. 5. Recursos Terapêuticos para Alívio da Dor: Modalidades como ultrassom, TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea), ou aplicação de calorpodem ser utilizadas para ajudar a reduzir a dor e facilitar a mobilidade. 6. Monitoramento da Deformidade e Função: Avaliar periodicamente a deformidade em “garfo” para verificação de progressos e garantir a melhora da função do punho. Fonte: Marques, 2003; Palmer & Epler, 2000. Figura 11 – Goniometria Nos testes provocativos temos o teste de Phalen e o Teste de Tinel. Para realizar o Teste de Phalen, o paciente é solicitado a manter os punhos em flexão, pressionando o dorso das mãos uma contra a outra por um período de 30 a 60 segundos. Este movimento aumenta a pressão dentro do túnel do carpo, comprimindo o nervo mediano. Durante o teste, o paciente deve relatar quaisquer sensações de formigamento, dormência ou dor, que indicam um resultado positivo. 25 Fonte: https://enfermagemilustrada.com/manobra-de-phalen/ Figura 12 – Teste de Phalen O Teste de Tinel é um teste utilizado durante o exame físico para detectar a irritação dos nervos. É frequentemente utilizado no diagnóstico de neuropatias compressivas, como a Síndrome do Túnel do Carpo (STC), e outras condições que envolvem a compressão ou lesão dos nervos periféricos. (Percussão sobre o túnel). Fonte: https://enfermagemilustrada.com/sinal-de-tinel/ Figura 13 – Teste de Tinel https://enfermagemilustrada.com/manobra-de-phalen/ https://enfermagemilustrada.com/sinal-de-tinel/ 26 3 - Conclusão Esse ramo da fisioterapia utiliza técnicas especificas para promover a recuperação dos tecidos lesionados, aliviar a dor, recuperar a mobilidade e prevenir futuras lesões. Com uma abordagem individualizada, o fisioterapeuta avalia as necessidades especificas de cada paciente, desenvolvendo um plano de tratamento que integra exercícios funcionais, fortalecimento muscular e estratégias de reeducação postural, visando a recuperação eficiente e segura. Durante a aula prática a professora realizou alguns exercícios comigo como: Ao comando dela realizei exercícios estabilizadores quadril, em decúbito ventral, realizei a ponte com os pés apoiados na maca forçando uma adução, em seguida para dificultar foi colocado um faixa mini band acima do joelho, realizando afastamento dos joelhos para fora contra a resistência da faixa elástica, neste exercício não tive dificuldade em realizar. Em seguida ao comando da professora realizei elevação pélvica mantendo a tenção na isometria e depois no isotônico (subindo e descendo), para dificultar um pouco foi colocado faixa elástica onde realizei a elevação pélvica com um pé apoiado e a outra perna estendida, sem dificuldade ao realizar. Com a bola suíça realizamos elevação pélvica com as pernas esticadas e com os pés apoiados e joelhos a 90º, tive grande dificuldade em realizar ambos, devido a fraqueza de posterior de coxa. Em grupos realizamos mobilização de quadril – flexão e extensão, realizamos em decúbito dorsal rotação lateral com a bola suíça. Por fim realizei treino de agachamento com halter nas mãos e faixa elástica na altura dos joelhos, para fortalecimento de glúteo, coxa e o core, aprimorando a estabilidade dos joelhos onde tive dificuldades novamente. Exercício em cadeia cinética aberta e extensão de joelho com tornozeleira para trabalhar o quadríceps e não sobrecarregar a articulação, já em cadeia cinética fechada foi realizado agachamento, inicialmente com carga reduzida para ativar quadríceps e isquiotibiais. As aulas práticas foram excelentes, pois tiramos dúvidas e descobrimos que podemos ajustar os exercícios aos nossos pacientes sem que isso venha prejudicar a sua evolução no tratamento. Com certeza usarei o que foi aprendido e realizado durante as aulas no meu estágio. 27 4. FIGURAS E ILUSTRAÇÕES Figura 1 https://traumatologiaeortopedia.com.br/fratura-fechada/ Figura 2 https://sanarmed.com/resumo-sobre-fraturas-sanarflix/ Figura 3 https://pt.slideshare.net/slideshow/biomecnica-das-fraturas. Figura 4 https://pt.slideshare.net/slideshow/generalidades-de-las-fracturas Figura 5 Arquivo pessoal Figura 6 Arquivo pessoal Figura 7 Arquivo pessoal Figura 8 Arquivo pessoal Figura 9 https://drasimonetortato.com.br/sindrome-do-impacto-do-ombro/ Figura 10 https://www.docsity.com/es/docs/fractura-de-colles-y-smith/ Figura 11 Marques, 2003; Palmer & Epler, 2000. https://traumatologiaeortopedia.com.br/fratura-fechada/ https://sanarmed.com/resumo-sobre-fraturas-sanarflix/ https://pt.slideshare.net/slideshow/biomecnica-das-fraturas https://drasimonetortato.com.br/sindrome-do-impacto-do-ombro/ https://www.docsity.com/es/docs/fractura-de-colles-y-smith/ 28 Figura 12 https://enfermagemilustrada.com/manobra-de-phalen/ Figura 13 https://enfermagemilustrada.com/sinal-de-tinel/ https://enfermagemilustrada.com/manobra-de-phalen/ https://enfermagemilustrada.com/sinal-de-tinel/ 29 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADAMS, J. C.; Hamblen, D. L. Manual de fraturas. 10. ed. São Paulo: Artes Médicas, 1994. HANSEN, J. T. Netter’s clinical anatomy. 4. ed. Amsterdã: Elsevier, 2019. KULKARNI, G. S. et al. Textbook of ORTHOPEDICS AND TRAUMA. 3.ed. New Delhi, India: Jaypee Brothers Medical Publishers (P) Ltd, 2016. 758-768. RAFAEL I. Barbosa; Marcelo F. Silva; Fisioterapia traumato-ortopédica; Artmed, Porto Alegre 2021. WHITE, Timothy O. McRae Trauma Ortopédico - Gerenciando Fraturas de Emergência . Disponível em: Minha Biblioteca, (3ª edição). Grupo GEN, 2017.