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Técnicas de Estudo e Gêneros Acadêmicos

Unidade sobre técnicas de estudo, gêneros acadêmicos e apresentação gráfica. Contém objetivos; tópicos sobre leitura e redação técnico‑científica; gêneros (resumo, resenha, fichamento, paper, artigo); estrutura e normas do artigo; etapas, tipos e modalidades de pesquisa.

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e
UNIDADE 1.  
Técnicas de estudo, artigo científico, gêneros 
acadêmicos e apresentação gráfica
OBJETIVOS DA UNIDADE 
• Conhecer os diversos tipos de trabalhos científicos;
• Compreender as características dos gêneros acadêmicos;
• Conhecer os elementos que compõem a comunicação científica;
• Compreender os elementos que fazem parte da apresentação gráfica de um artigo 
científico;
• Entender a organização dos elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais.
TÓPICOS DE ESTUDO 
Técnicas de estudo
–
-
Leitura científica e redação científica
–
// Estilo da redação técnico-científica
// Parágrafo no texto técnico-científico
Textos científicos: leitura, compreensão de contextos e compreensão de intertextos
–
-
Trabalhos científicos
–
-
Gêneros acadêmicos
–
// Resumo
// Resenha
// Esquema
// Fichamento
// Paper
// Artigo científico
Ensaio científico
–
// Apresentação gráfica
Normas metodológicas e elementos da estrutura do artigo científico
–
// Elementos pré-textuais
// Elementos textuais
// Elementos pós-textuais
// Apresentação de ilustrações e tabelas
Lição 3 de 9
Técnicas de estudo
O desenvolvimento de um trabalho técnico-científico exige uma postura diferenciada no que se 
refere às suas etapas e ela deve ter início desde as primeiras decisões. 
A partir da escolha do objeto de estudo, da questão da pesquisa de seu interesse, você 
deve organizar um plano de atividades, pois faz-se necessária a máxima organização 
para que tenha sucesso ao final de todo seu empenho. 
Gilberto Andrade Martins, no livro Manual para elaboração de monografias e 
dissertações, de 2002, propõe um roteiro inicial de pesquisa, visto que a organização dos
passos a serem dados é de extrema importância, e, levando-se em conta as características
individuais de cada trabalho, podemos observar a síntese dos itens desse roteiro como 
um procedimento de abertura:
• 1
Escolha do tema-problema;
• 2
Identificação das limitações sobre o que será abordado;
• 3
Formulação de objetivos;
• 4
Levantamento bibliográfico;
• 5
Leitura do material selecionado com registros;
• 6
Análise e interpretação dos dados coletados;
• 7
Elaboração de conclusões;
• 8
Elaboração de introdução;
• 9
Registro de bibliografias e anexos;
• 10
Revisão geral;
• 11
Digitação;
• 12
Entrega e/ou apresentação. 
No entanto, outras preocupações devem ficar em evidência, entre elas, temos as técnicas
de estudo e você pode lembrar-se de ações como grifar trechos lidos, fazer releituras, 
fazer uso de mnemônicos, elaborar resumos etc.; entretanto, não se trata disso neste 
momento. 
Obviamente, as formas mencionadas são bastante usadas pelos estudantes eporém,
é preciso evidenciar que existem diferentes formas de pesquisa que geram
Obviamente, as formas mencionadas são bastante usadas pelos estudantes em geral,
porém, é preciso evidenciar que existem diferentes formas de pesquisa que geram
diferentes tipologias de estudos, pois estamos tratando da elaboração de um texto
técnico-científico e, de acordo com o seu objeto de interesse, podem ser combinadas
duas ou mais modalidades, não recaindo sobre um único indicativo. diferentes
tipologias de estudos, pois estamos tratando da elaboração de um texto técnico-
científico e, de acordo com o seu objeto de interesse, podem ser combinadas duas ou
mais modalidades, não recaindo sobre um único indicativo. 
Temos quatro gêneros de técnicas de estudo, intercomunicados, são eles:
PESQUISA TEÓRICA – AQUELA QUE SE DEDICA AO ESTUDO DE TEÓRIAS.
PESQUISA METODOLÓGICA – AQUELA QUE SEDEDICA AOS MODOS DE 
FAZE-SE CIẼNCIA.
PESQUISA EMPÍRICA – AQUELA QUE SE DEDICA A CODIFICAR O QUE É 
POSSÍVEL SER MEDIDO DENTRO DA REALIDADE SOCIAL.
PESQUISA PRÁTICA – AQUELA VOLTADA PARA A INTERVENÇÃO NA 
REALIDADE SOCIAL.
Assim, levando em consideração que você deverá observar o objeto de estudo de seu 
trabalho, a seguir, serão evidenciadas algumas modalidades de pesquisa geradas a partir 
dos gêneros mencionados, para que seja possível decidir quais os procedimentos mais 
adequados a esse estudo:
Análise de conteúdo
Com a ocorrência de análise de conteúdos escritos em jornais e revistas e que são usados
como fontes de informações; 
Bibliográfico
Estudo das contribuições científicas sobre determinado assunto;
Censo
Levantamento de informações de todos os integrantes do universo pesquisado; 
Clínico
Baseado em técnicas de entrevistas, da história de vida, do aconselhamento, de 
psicodiagnósticos;
Comparativo
Trata-se de um procedimento científico que examina casos, fenômenos ou coisas por 
analogia, descobrindo aspectos em comum, regularidades e princípios;
Crítico-dialético
Apoia-se na dinâmica da realidade e na relação teoria e prática; suas propostas são 
críticas e com o objetivo de desvendar conflitos de interesses; 
De campo
Corresponde à coleta direta de informações em locais nos quais acontecem os 
fenômenos em estudo;
Dedutivo
Apresenta um conjunto de proposições particulares contidas e verdades universais, 
partindo de uma premissa de valor universal para uma particularidade, justifica-se pela 
verdade, pela coerência e não contradição;
Descritivo
Tem como objetivo a descrição das características de determinado fenômeno ou 
população; 
Documental
Reúne, classifica e distribui documentos de todo gênero das atividades humanas;
Empírico-analítica
Faz utilização de técnicas de coleta, analisando dados quantitativos para validação de 
provas científicas;
Entrevista
Ocorre um processo de interação social, baseada em interlocutores que assumem papéis, 
respectivamente de entrevistador e de entrevistado; pode ocorrer em profundidade, em 
grupo ou de forma não diretiva; 
Estatístico
Leva em conta a obtenção, organização, análise e apresentação de dados numéricos;
Estudo de caso
Refere-se ao estudo de interações ambientais de uma unidade social, num recorte 
temporal; 
Experimental
É aquele que tenta descobrir relações causais; 
Fenomenológico
Consiste em uma visão intelectual do objeto, com base e intuição, propondo uma 
reflexão contínua sobre a importância dos processos adotados;
Fenomenológico-hermenêutica
Faz utilização de técnicas não quantitativas, trabalhando com estudos teóricos e análise 
de documentos e textos, apresentando propostas críticas, busca processos lógicos de 
interpretação;
Histórica
Reconstruindo o passado de forma sistemática, faz-se a verificação de evidências e 
delineação de conclusões; 
Indutivo
Parte do particular para a generalização como produto de um trabalho de coleta de dados
particulares;
Laboratório
Realizado em recinto fechado, exige instrumentação, objetivos, manipulação de 
instrumentos;
Levantamento
Caracterizado pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento deseja-se 
conhecer;
Método redutivo
Observam o que, através da ciência, é permitido conhecer, descobrir, descrever e 
predizer em relação a fenômenos de ocorrência real;
Observacional
Trata-se de procedimentos empíricos, ou seja, baseados na experiência;
Pesquisa de avaliação
Trata-se de um tipo especial de pesquisa aplicada, elaborada para avaliar programas de 
melhoramentos dentro da sociedade;
Semiótico
Estuda os sinais e seus significados, dando relevância à importância e precisão dos 
símbolos. 
Outros procedimentos ainda poderiam ser elencados, tais como correlacional,
desenvolvimentista, projetivo, psicodrama, sociodrama, história de vida, história oral,
etnográfico, estudo de mercado, exploratório etc.; entretanto, a enumeração feita engloba
a maioria utilizada. 
Assim, as modalidades de estudo podem ocorrer de forma simultânea durante a
realização de suas pesquisas, sua escolha quanto às técnicas adequadas dependerá do
objeto de estudo e dos objetivos que desejará alcançar.
Lição 4 de 9
Leitura científica e redação científica
A preparação para a elaboração de um texto técnico-científico exige a leitura de
diversos outros textos, alguns apresentando maior ou menor grau de dificuldade.mencionados simultaneamente e, nesse caso, devem ser separadas ponto e vírgula, em 
ordem alfabética.
Exemplo:
A função de Struve H1(z) mostrou-se a ferramenta mais 
eficiente para modelar o alcance da frequência auditiva 
de baixa intensidade no cálculo da impedância acústica. 
(AARTS; JANSSEN, 2003; BOISVERT; VAN BUREN, 
2002; KEEFE; LING; BULEN, 1992; KRUCKLER et 
al., 2000; WITTMANN; YAGHJIAN, 1991).
VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS SISTEMAS
DE CITAÇÃO
Os sistemas de citação mencionados são muito importantes e devem ser utilizados. No 
entanto, é importante conhecer as vantagens e desvantagens contidas nesses sistemas, 
conforme especificado no Quadro 1.
Seção 4 de 5
Abreviação de títulos: NBR 6032/1989 da ABNT
A NBR 6032/1989 (Figura 10), por sua vez, é uma norma técnica que se refere aos 
padrões que devem ser adotados para a abreviação de títulos de periódicos e publicações 
seriadas, como definido no próprio nome da regra.
A ideia deste documento é unificar o entendimento para a correta aplicação de 
abreviaturas, de modo a facilitar as citações, referências e legendas bibliográficas dos 
documentos acima citados.
Nos tópicos a seguir, vamos entender quais são as regras contidas na NBR 6032.
REGRAS DE ABREVIAÇÃO
Para se abreviar palavras, uma das maneiras que mais se utiliza é a supressão da parte 
final da palavra, substituindo-a por um ponto. Conforme exemplos a seguir:
Palavra: abreviatura
Abreviação: abrev.
Palavra: filosofia
Abreviação: fil.
Palavra: impressão
Abreviação: impr.
No entanto, algumas regras precisam ser seguidas para a correta abreviação das palavras.
São elas:
• Palavras com menos de cinco letras não devem possuir abreviações, exceto as 
palavras mencionadas na NBR 6032. Observe o Quadro 2:
Obs.: Por coincidência, as duas palavras citadas como exemplo possuem a mesma 
abreviação.
• Em algumas palavras, pode-se utilizar a contração em uma abreviatura (ex: bel. 
para bacharel ou ltda. para limitada);
• As palavras que terminam com os sufixos “grafia”, “nomia” e “logia”, podem ser 
abreviadas até as letras iniciais dos sufixos. São elas: gr para grafia, n para nomia 
e l para logia. Observe o exemplo a seguir
• Palavra: Radiografia
Abreviação: Radiogr.
• Palavra: Astronomia
Abreviação: Astron.
• Palavra: Geologia
Abreviação: Geol.
REGRAS DE ABREVIAÇÃO DE TÍTULOS
Quanto aos títulos, se forem formados por apenas uma palavra, seja ela simples ou 
composta, precedida ou não de artigo, não devem ser abreviados. Veja alguns exemplos 
de títulos que não podem ser abreviados (com e sem artigo):
• O princípio;
• O pica-pau;
• Oceanos;
• Guarda-chuva;
• A Constituição.
Além disso, vejamos outras regras muito importantes para a correta aplicação de 
abreviações em títulos:
*A palavra que inicia o título sempre deve ter a primeira letra maiúscula;
• Ao abreviar um título, deve-se manter a ordem das palavras do mesmo modo 
como estão no título original;
• Artigos, preposições e conjunções devem ser suprimidos nas abreviações, exceto 
quando não estão no início do título e quando são importantes para o 
entendimento do título;
• Se o título do periódico científico for composto por uma sigla, ela deve ser 
mantida e abreviam-se as outras palavras do título.
No Quadro 3 você verá uma lista com diversas abreviaturas contidas na NBR 
6032/1989:
// Quadro 3. Lista de abreviaturas da NBR 6032/1989
NOMES DE PESSOAS
Se o título do periódico científico possuir o nome de uma pessoa, esse nome não poderá 
ser abreviado, ou seja, podem ser abreviadas somente as outras palavras que compõem o 
título. Veja um exemplo fictício de título de periódico com abreviaturas:
Título: Memórias de João Cabral de Melo Neto
Abreviação: Mem. João Cabral de Melo Neto
Seção 5 de 5
O perigo do plágio
As normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) são essenciais no 
apoio à confecção de materiais científicos, visto que, além de gerar padrões, 
proporcionam credibilidade aos materiais produzidos.
Com isso, podemos afirmar que a não utilização de suas regras e diretrizes pode, por 
vezes, desprestigiar ou invalidar os documentos.
Ao contrário do que muita gente pensa, não é errado utilizar a ideia de um outro autor 
em sua própria obra. Na verdade, as pesquisas científicas se baseiam em um compilado 
de ideias de outros autores somados aos seus pensamentos.
No entanto, um cuidado que todo pesquisador deve ter, principalmente quando falamos 
em citações de autores, por exemplo, é o de sempre referenciar o autor pesquisado, visto 
que a transcrição de sua obra, sem as devidas referências, caracteriza-se como plágio, ou 
seja, apropriação indevida de uma obra intelectual, o que, inclusive, é crime.
Ou seja, a cópia (transcrição) de parte de uma obra em sua pesquisa acadêmica pode ser 
feita, mas sempre com a indicação dos autores.
EXPLICANDO
Obra intelectual é tudo aquilo que é criado, produzido ou inventado por uma 
pessoa ou grupo de pessoas. Geralmente atribuímos o conceito de obra 
intelectual para livros e pesquisas científicas.
ÉTICA
A ética, em uma definição geral, pode ser classificada e interpretada como um conjunto 
de valores de uma pessoa em sua individualidade, ou de valores de um grupo que vive 
em sociedade. Com isto em mente, podemos dizer que o ato de plágio, além de 
configurar-se como crime, pode ser interpretado como falta de ética ou um desvio de 
caráter. Pithan e Vidal (2017) afirmam que:
A questão ética deve ser levada em conta quando tratamos do tema “plágio” no ambiente acadêmico. Na 
elaboração de monografias, dissertações e teses, os acadêmicos têm a oportunidade de exercitar técnicas 
de elaboração de investigação científica. Entretanto, a dimensão ética, notadamente na publicação dos 
resultados da pesquisa, deve estar presente para garantirmos o que se tem denominado como “integridade 
científica” ou “integridade na pesquisa” (PITHAN; VIDAL, 2017).
A melhor maneira de se evitar plágios sobre o objeto de pesquisa é ter domínio total 
sobre o assunto. Como então, pode-se adquirir o domínio técnico sobre o tema 
pesquisado?
Ao utilizar um grande número de fontes de pesquisa, alinhadas com a sua dedicação e 
muito estudo, certamente o resultado será relevante e satisfatório, pois assim você terá 
repertório suficiente para obter um material acadêmico totalmente autêntico e livre de 
plágios. 
Portanto, tenha em mente que, em qualquer área de atuação, seja ela acadêmica ou não, a
ética deve ser um pilar de sustentação e, com isso, deve prevalecer em todas as 
situações, pois seus valores norteiam o padrão comportamental humano.
SINTETIZANDO
Querido(a) aluno(a), com a sensação de dever cumprido, concluímos mais uma etapa de 
formação do seu conhecimento. Especificamente nessa unidade, você pôde conhecer de 
maneira bem detalhada as principais regras descritas pela Associação Brasileira de 
Normas Técnicas (ABNT) para a produção de materiais acadêmicos.
Entendemos como funciona o processo para a inserção de citações de autores em 
pesquisas e materiais acadêmicos em geral, tais como monografias, teses de mestrado ou
trabalhos de conclusão de curso (TCC).
Além disso, mais adiante, vimos como devem ser adicionadas as abreviaturas em títulos 
de periódicos científicos, observando as especificidades da NBR 6032/1989.
Por conseguinte, mais ao final desta unidade, abordamos um assunto de grande 
importância: o plágio. Com isso, insistimos no cuidado que o pesquisador deve ter na 
formulação de documentos científicos, afim de evitar cópias ilegais.
Por fim, continue se dedicando à compreensão de como devem ser formulados os 
materiais acadêmicos, de modo a produzi-los de com excelência, se valendo do apoio 
das normas técnicas.
Unidade 4 - Modalidades e técnicas da pesquisa científica
Nesta unidade você verá:
// pesquisa científica
// modalidade de pesquisa
// técnicas
// pesquisa em impresso e on-line (Bireme, Lilacs, SciELO e Google Acadêmico)
Lição 1 de 5
Objetivos
UNIDADE 4.  
Modalidades e técnicas da pesquisa científicaOBJETIVOS DA UNIDADE 
• Conhecer os conceitos, interesses e motivações da pesquisa científica;
• Compreender os aspectos fundamentais para a delimitação do tema de uma 
pesquisa científica;
• Conhecer o campo de aplicação científica;
• Identificar modalidades, métodos e técnicas de pesquisa;
• Analisar e interpretar dados, bem como apresentar resultados.
TÓPICOS DE ESTUDO 
Pesquisa científica
–
// Delimitação do tema
// Campo da aplicação científica
// A entrada no campo
Modalidade de pesquisa
–
// Métodos
Técnicas
–
// Coleta de dados
// Análise e interpretação de dados
// Apresentação dos resultados
Pesquisa em impresso e on-line (Bireme, Lilacs, SciELO e Google Acadêmico)
–
// Bireme e Lilacs
// SciELO
// Google Acadêmico
Lição 2 de 5
Pesquisa científica
A pesquisa científica é uma atividade desenvolvida pelos investigadores com o intuito de entender melhor
o mundo à sua volta e propiciar novas descobertas, impactando em aprimoramento da qualidade da vida 
intelectual e refletindo nos modelos de desenvolvimento econômico e social.
As atividades de pesquisa requerem do investigador o planejamento, o conhecimento e a 
adequação às normas científicas. 
O estudo e a pesquisa estão presentes em toda a vida do acadêmico e, por isso, é tão 
importante que o estudante compreenda algumas questões a eles relacionadas. O 
desenvolvimento de estudos científicos se torna uma experiência prática e teórica do 
pesquisador e da comunidade científica em que se insere, pois, assim, é possível refletir 
sobre acontecimentos ocorridos na sociedade da qual faz parte.
EXPLICANDO 
A pesquisa tem por objetivo a produção de novos conhecimentos por meio da 
utilização de procedimentos científicos. Contribui para o trato dos problemas e 
processos do dia a dia nas mais diversas atividades humanas, no ambiente de 
trabalho, nas ações comunitárias, no processo de formação e outros.
Diversos autores já publicaram suas percepções e conceitos sobre pesquisa e muitos 
salientam que é um processo de perguntas e investigação sistemática e metódica, e que 
amplia o conhecimento humano. Sendo assim, é necessário compreender que a ciência, 
desenvolvida por meio da pesquisa, é um conjunto de procedimentos 
sistemáticos baseados nos raciocínios lógico e analítico, com o objetivo de encontrar 
soluções para os problemas propostos, mediante o emprego de métodos científicos e 
definição de tipos de pesquisa. 
O conhecimento se torna uma premissa para o desenvolvimento do ser humano e a 
pesquisa como a consolidação da ciência.
Existe a possibilidade de o aluno pesquisador desenvolver estudos científicos para 
construir e gerar novos conhecimentos, mas, principalmente, para contribuir com a 
evolução de informações em uma determinada área de atuação profissional.
O pesquisador utiliza conhecimentos teóricos e práticos. Para que isso ocorra, é 
necessário ter habilidades para a utilização de técnicas de análise, entender os métodos 
científicos e os procedimentos com o objetivo de encontrar respostas para as perguntas 
formuladas.
Jill Collis e Roger Hussey ressaltam em sua obra Pesquisa em administração: um guia 
prático para alunos de graduação e pós-graduação, de 2005, que o objetivo da pesquisa
pode ser:
O aluno pesquisador necessita de métodos e procedimentos precisos, planejamento 
eficaz, critérios e instrumentos adequados que passem confiança e credibilidade tanto 
aos envolvidos no processo quanto no resultado do trabalho.
O método da pesquisa e outras questões relacionadas ao seu estudo serão de acordo com 
o tipo de trabalho que desenvolve, já que os resultados das investigações podem ser 
encontrados sob a forma de trabalhos técnico-científicos, publicados em revistas 
científicas, em eventos e em instituições de Ensino Superior. 
É necessário compreender que a pesquisa consolida a ciência de determinada área, 
divulgando, por meio de trabalhos técnico-científicos nos cursos de graduação e pós-
graduação, os conhecimentos práticos e teóricos descobertos pelos pesquisadores por 
meio do uso de métodos científicos que impulsionam o crescimento humano.
O pesquisador deve se preocupar, então, em estabelecer um planejamento e execução da 
pesquisa, pois essas duas características fazem parte de um procedimento sistematizado 
que compreende etapas que podem ser definidas como:
1, definição do tema
2, determinação de objetivos
3, Formulação do problema
4, Justificativa
5, Fundamentação teórica
6, Metodologia
7, coleta de dados
8, Análise e discussão dos resultados
9, conclusão dos resultados
10, redação e apresentação da pesquisa
Inicialmente, o investigador deve se preocupar com as três primeiras etapas (tema, 
problema e objetivos), que são fundamentais para começar a pesquisa e compõem o 
projeto de trabalho que será abordado mais adiante. As demais etapas também serão 
comentadas ao longo desta disciplina.
Portanto, para o desenvolvimento adequado do estudo científico, são necessários o 
planejamento cuidadoso e a investigação, de acordo com as normas da metodologia 
científica, tanto aquela referente à forma quanto a referente ao conteúdo. 
// Interesses e motivações de pesquisa
Como dito anteriormente, a pesquisa foca no estudo e na descoberta de novos 
conhecimentos e assuntos que são importantes para o avanço da humanidade. Entretanto,
a temática a ser estudada deve ser também importante para o pesquisador para que ele 
tenha real interesse em seu desenvolvimento e que se sinta motivado a ler, analisar, 
testar, relatar e publicar seus estudos. Quanto mais interesse o pesquisador tiver em 
determinado assunto e quanto mais ele quiser saber sobre algo, mais prazeroso será seu 
desenvolvimento.
A produção do artigo é uma etapa importante na vida acadêmica, portanto, o estudante 
não deve encará-la como uma obrigação. Para que a escrita não se transforme num fardo,
basta analisar com atenção alguns fatores antes de começar. É fundamental lembrar que 
a escolha deve fazer com que se sinta realizado ao escrever sobre o assunto.
Quando o autor da pesquisa não se motiva com o assunto e não se sente instigado 
em estudar o tema, possivelmente mais ninguém terá interesse. É preciso encarar 
este momento como uma oportunidade de estudar e aprender mais sobre um tema 
que é relevante para o pesquisador e para a sociedade.
É possível selecionar um assunto a partir da análise de alguns aspectos:
Relevância do assunto: Cervo e Bervian apresentam, em Metodologia científica (2002, 
p. 74), que “o assunto de uma pesquisa é qualquer tema que necessita melhores 
definições, melhor precisão e clareza do que já existe sobre o mesmo”.
Deve-se pensar em uma justificativa para a realização do trabalho dentro daquele tema 
escolhido. Para isso, é preciso questionar se o tema é importante, se é um novo método 
ou uma nova forma criada em algum mercado, se apresentará soluções mais específicas 
e que tem relevância para uma determinada comunidade. É necessário apresentar ao 
leitor as contribuições práticas e teóricas geradas por meio das formas sugeridas e 
também apresentar argumentos que convençam o leitor sobre a importância do seu tema 
de pesquisa.
O assunto pesquisado deve ser atual, pois dificilmente alguém terá interesse em ler, 
estudar, analisar e discutir sobre algo ultrapassado e que não irá ajudar na 
construção do conhecimento. Por isso, o pesquisador deve se manter sempre 
atualizado sobre o que está sendo estudado em sua área profissional e de pesquisa.]
Existem alguns questionamentos importantes para se pensar durante a escolha do 
tema como pode ser observado na Tabela 2.
Inclinações e possibilidades da pesquisa: as possibilidades de pesquisa podem ser 
consideradas quando se tem envolvimento com o tema. Isso porque o grau de 
dificuldade para discuti-lo se torna menor e, assim, o pesquisador conseguirá 
elaborar algumas etapas do trabalho com mais rapidez. Ele deve estar ciente de que
se escolher um tema com o qual não tem vínculo anterior algum, mesmo sendo 
desafiadore enriquecedor, pode proporcionar frustração, em virtude do tempo e 
dos prazos que devem ser cumpridos.
É importante refletir sobre o conteúdo apresentado nas disciplinas cursadas, seja na 
graduação ou pós-graduação. Possivelmente, o pesquisador encontrará algum assunto 
interessante a ser discutido e que pode se transformar em um artigo.
Pode-se buscar, também, um tema em seu ambiente profissional, pois, muitas vezes, 
dessa realidade é possível extrair um tópico interessante de estudo. No dia a dia é 
possível, por exemplo, perceber que alguns alunos da turma X têm dificuldades de 
aprendizagem. Então, se pode pesquisar a dificuldade de aprendizagem de um 
determinado grupo de alunos, verificando os aspectos familiares, emocionais ou outros.
Outro exemplo: o pesquisador percebe que, em um determinado setor da empresa 
na qual atua, muitos funcionários desistem do emprego e pedem demissão. Então, 
ele pode pesquisar sobre as causas da alta rotatividade de funcionários no setor Y 
da empresa B.
Lembre-se de que, quando se propõe a produzir conhecimento, deve-se fazê-lo com 
dedicação, rigor científico, seriedade e comprometimento. Aliás, a leitura de 
publicações da área de estudo em questão (revistas, livros, dissertações, teses) pode 
despertar a curiosidade em aprofundar algum tema.
A escolha do tema da pesquisa geralmente é um momento de angústia para o 
pesquisador. Este deve considerar alguns critérios:
*Conhecimento prévio de autores, temas, assuntos, matérias;
• Disponibilidade de tempo e de recursos para a pesquisa;
• Existência de bibliografia disponível sobre o assunto;
• Possibilidade de orientação e supervisão adequada dentro do assunto;
• Relevância e fecundidade do assunto.
A definição do tema deverá ser guiada não apenas por razões intelectuais, mas por 
questões como a instituição, o nível de conhecimento e a perspectiva profissional
DELIMITAÇÃO DO TEMA
Após a escolha do assunto a ser pesquisado, uma das tarefas iniciais na elaboração 
do artigo deve ser a delimitação do tema. Nesse processo, é preciso levar em conta 
alguns fatores. Caso o pesquisador não lhes dê atenção, correrá o risco de descobrir,
no meio do caminho, que a escolha foi equivocada.
Para a realização dessa etapa, não existem regras fixas. Porém, alguns encaminhamentos 
podem guiar o pesquisador nesse momento:
1 Identificar as publicações mais recentes sobre o tema;
• 2
Verificar os temas mais importantes para não ficar com muitos temas, mas focar 
em um subtítulo;
• 3
Conversar com orientadores para concentrar-se nas informações mais relevantes.
Há outras técnicas que podem ajudar no processo de delimitação, entretanto, elas podem 
não funcionar para alguns assuntos. A primeira é a divisão do assunto em suas partes 
constitutivas; a segunda é a definição da compreensão dos termos, que implica a 
enumeração dos elementos constitutivos ou explicativos que os conceitos envolvem. 
Fixar circunstâncias de tempo (quadro histórico, cronológico) e de espaço (quadro 
geográfico) também contribui para indicar os limites do assunto. Por exemplo, o tema de
qualidade total é muito amplo e deve ser delimitado. A ideia da delimitação é segmentar 
o tema, como se fosse passá-lo em por funil.
EXEMPLIFICANDO
Exemplos de delimitação do tema qualidade total:
•  Aplicabilidade da qualidade total nas empresas têxteis de Brusque;
•  Implantação da qualidade total nas empresas metalúrgicas de São Bernardo 
do Campo;
• Análise da implantação da qualidade total na hotelaria de Salvador.
Ao se especificarem as informações (onde, em que região, cidade, estado?), em que nível
(no ensino fundamental, médio ou superior?) e qual o enfoque (estatístico, filosófico, 
histórico, psicológico, sociológico?), indicam-se as circunstâncias para pesquisa e 
discussão. Ou seja, definem-se a extensão e a profundidade do artigo.
CAMPO DA APLICAÇÃO CIENTÍFICA
Agora chegou a hora da investigação. O trabalho de campo se apresenta como uma 
possibilidade de conseguirmos não só uma aproximação com aquilo que desejamos 
conhecer e estudar, mas também de criar um conhecimento, partindo da realidade 
presente no campo. O cientista, em sua tarefa de descobrir e criar, necessita, em um 
primeiro momento, questionar. Esse questionamento é que nos permite ultrapassar a 
simples descoberta para, por meio da criatividade, produzir conhecimentos. Quando 
definimos bem o campo de interesse é possível partir para um rico diálogo com a 
realidade. Assim, o trabalho de campo deve estar ligado a uma vontade e a uma 
identificação com o tema a ser estudado, permitindo uma melhor realização da pesquisa 
proposta.
A relação do pesquisador com os sujeitos a serem estudados também é de extrema 
importância. Isso não significa que as diferentes formas de investigação não sejam 
fundamentais e necessárias. Para muitos pesquisadores, o trabalho de campo fica 
circunscrito ao levantamento e à discussão da produção bibliográfica existente sobre o 
tema de seu interesse. Esse esforço de criar conhecimento não desenvolve o que 
originalmente consideramos como um trabalho de campo propriamente dito.
Essa forma de investigar, além de ser indispensável para a pesquisa básica, nos permite 
articular conceitos e sistematizar a produção de uma determinada área de conhecimento. 
Ela visa criar novas questões num processo de incorporação. Além dessas considerações,
podemos dizer que a pesquisa bibliográfica coloca frente a frente os desejos do 
pesquisador e os autores envolvidos em seu horizonte de interesse. 
Esse esforço em discutir ideias e pressupostos tem como lugar privilegiado de 
levantamento as bibliotecas, os centros especializados e arquivos. Nesse caso, trata-se de
um confronto de natureza teórica que não ocorre diretamente entre pesquisador e atores 
sociais que estão vivenciando uma realidade peculiar dentro de um contexto sócio-
histórico. 
Após essas observações, é hora de nos aproximarmos mais da ideia de campo que 
pretendemos explicitar. Pode-se definir campo de pesquisa como o recorte que o 
pesquisador faz em termos de espaço, representando uma realidade empírica a ser 
estudada a partir das concepções teóricas que fundamentam o objeto da investigação.
A título de exemplo, podemos citar o seguinte recorte: o estudo da percepção das 
condições de vida dos moradores de uma comunidade. Para esse estudo, a comunidade 
corresponde a um campo empiricamente determinado. Além do recorte espacial, ao tratar
de pesquisa social, o lugar primordial é o ocupado pelas pessoas e grupos convivendo 
numa dinâmica de interação social. Essas pessoas e grupos são sujeitos de uma 
determinada história a ser investigada, sendo necessária uma construção teórica para 
transformá-los em objetos de estudo. Partindo da construção teórica do objeto de estudo, 
o campo torna-se um palco de manifestações de intersubjetividades e interações entre 
pesquisador e grupos estudados, propiciando a criação de novos conhecimentos.
Definido o objeto com uma devida fundamentação teórica, construídos os instrumentos 
de pesquisa, e delimitado o espaço a ser investigado, faz-se necessário concebermos a 
fase exploratória do campo para que possamos entrar no trabalho propriamente dito. 
Seguindo esses passos, devemos observar alguns cuidados relativos à entrada no 
trabalho de campo.
A ENTRADA NO CAMPO
Vários são os obstáculos que podem dificultar ou até mesmo inviabilizar essa etapa da 
pesquisa. Portanto, cabem algumas considerações:
Buscar aproximação com as pessoas da área selecionada para o estudo
–
Essa aproximação pode ser facilitada por meio do conhecimento de moradores ou 
daqueles que mantêm sólidos laços de intercâmbio com os sujeitos a serem estudados. 
De preferência, deve ser uma aproximação gradual, possibilitando que cada dia de 
trabalho possa ser refletido e avaliado com base nos objetivos preestabelecidos. É 
fundamental consolidarmos uma relação de respeito efetivo pelas pessoas e pelas suas 
manifestações no interior da comunidade pesquisada.
Apresentarproposta de estudo aos grupos envolvidos
–
É importante estabelecer uma situação de troca. Os grupos devem ser esclarecidos sobre 
aquilo que pretendemos investigar e sobre as possíveis repercussões favoráveis advindas 
do processo investigativo. É preciso termos em mente que a busca das informações que 
pretendemos obter está inserida num jogo cooperativo em que cada momento é uma 
conquista baseada no diálogo e que foge à obrigatoriedade. Ou seja, os grupos 
envolvidos não são obrigados a uma colaboração sob pressão, até porque isso 
caracterizaria um processo de coerção, que inviabilizaria a efetiva interação.
Dar atenção à postura em relação ao problema a ser estudado
–
Às vezes, o pesquisador entra em campo considerando que tudo o que vai encontrar 
serve para confirmar o que ele considera já saber, ao invés de compreender o campo 
como possibilidade de novas revelações. Esse comportamento pode dificultar o diálogo 
com os elementos envolvidos no estudo, além de poder gerar constrangimentos entre 
pesquisador e grupos envolvidos, e poder implicar no surgimento de falsos depoimentos.
Ter cuidado teórico-metodológico com a temática a ser explorada
–
A atividade de pesquisa não se restringe ao uso de técnicas refinadas para obtenção de 
dados. Assim, a teoria informa o significado dinâmico daquilo que ocorre e que 
buscamos captar no espaço em estudo. Para conseguirmos um bom trabalho de campo, 
há necessidade de se ter uma programação bem definida de suas fases exploratórias e de 
trabalho de campo propriamente dito. É no processo desse trabalho que são criados e 
fortalecidos os laços de amizade, bem como os compromissos firmados entre o 
investigador e a população investigada, propiciando o retorno dos resultados alcançados 
para essa população e a viabilidade de futuras pesquisas.
Lição 3 de 5
Modalidade de pesquisa
A pesquisa é uma atividade direcionada para a elucidação de problemas por meio da 
utilização de procedimentos científicos. 
Dessa forma, ao desenvolver uma pesquisa, é necessária a compreensão das modalidades
da pesquisa, bem como das formas de coleta e análise de dados.
Um documento científico se inicia com uma introdução, seguida pelo 
desenvolvimento (delimitação do tema, a definição dos objetivos de estudo, 
procedimentos metodológicos, fundamentação teórica, análise e interpretação das 
informações coletadas), considerações finais e referências.
Assim, é comum que o aluno pesquisador questione: quais as características do meu 
estudo? Que tipo de pesquisa pretendo desenvolver? Qual a necessidade de aplicação de 
questionários ou entrevistas para esse tema? Como devo coletar e apresentar os dados? É
necessário fundamentar meu trabalho com literaturas?
A elaboração de pesquisas pode ser uma experiência prática, para que busquem refletir, 
sistematizar e testar os conhecimentos teóricos e instrumentais aprendidos durante o 
ensino formal e de pesquisa.
Portanto, a pesquisa propõe uma reflexão de fatos e dados, estimulando o estudante a 
analisar e julgar, quando oportuno, de forma ética e profissional, ampliando seus 
conhecimentos. Seu espírito crítico e ético lhe possibilitará que se destaque na procura 
de soluções para os problemas da sociedade em que vive e aceite suas responsabilidades 
sociais. Muitos autores já publicaram suas percepções e conceitos sobre pesquisa e 
vários salientam que é um processo de perguntas e investigação, é sistemática e metódica
e aumenta o conhecimento humano.
CITANDO 
“A pesquisa parte [...] de uma dúvida ou problema e, com o uso do método 
científico, busca uma reposta ou solução” (CERVO; BERVIAN, 2002, p. 63).
Assim, o pesquisador utilizará seus conhecimentos teóricos e práticos. Para tal, é 
necessário que tenha habilidades para a utilização de técnicas de análise, que entenda os 
métodos científicos e os procedimentos para que possa atingir o objetivo de encontrar 
respostas para as perguntas formuladas no estudo. É importante lembrar que a pesquisa 
científica é uma atividade que se volta ao esclarecimento de situações-problema ou 
novas descobertas. Dessa forma, é indispensável que se use processos científicos que, 
por sua vez, são bem diversos, dependendo do campo de conhecimento.
O artigo científico também deve apresentar os caminhos e formas utilizados no estudo. 
Assim, é importante citar as modalidades ou tipos da pesquisa e características do 
trabalho. As pesquisas podem ser classificadas quanto:
* Às bases lógicas da investigação (métodos dedutivo, indutivo, hipotético-
dedutivo, dialético ou fenomenológico);
• À natureza da pesquisa (básica ou aplicada);
• À abordagem do problema (qualitativa, quantitativa ou ambas combinadas);
• À realização dos objetivos (descritiva, exploratória ou explicativa);
• Ao propósito da pesquisa (aplicada, avaliação de resultados, avaliação formativa, 
proposição de planos ou pesquisa-diagnóstico);
• Aos procedimentos técnicos (bibliográfico, documental, levantamento, estudo de
caso, participante, pesquisa ação, experimental e ex-post-facto)
Do ponto de vista das bases lógicas da investigação, pode ser:
Método Indutivo
Parte do pressuposto que o conhecimento deve ser construído com base na experiência, sem levar 
em conta princípios preexistentes. Desse ponto de vista, criamos generalizações quando fazemos 
observações e experimentos concretos. Ao contrario do dedutivo, o método indutivo parte do 
específico para o geral, tirando conclusões abrangentes com base em casos particulares. Como o 
conteúdo das premissas, não se pode dizer que a verdade das premissas garante a verdade da 
conclusão. 
 
Do ponto de vista da sua natureza, pode ser:
Pesquisa básica
Objetiva produzir conhecimentos novos, úteis para o avanço da ciência, sem aplicação 
prática prevista. Envolve verdades e interesses universais. Assim, o pesquisador busca 
satisfazer uma necessidade intelectual pelo conhecimento, e sua meta é o saber.
Do ponto de vista da forma de abordagem do problema, pode ser:
Lição 4 de 5
Técnicas 
Mas é possível definir da seguinte maneira: enquanto o método é constituído de 
procedimentos gerais, extensivos às diversas áreas do conhecimento, a técnica abrange 
procedimentos mais específicos, em determinada área do conhecimento. Vários são 
os itens fundamentais nas técnicas de pesquisa. A seguir, vamos conhecer alguns deles.
Lição 5 de 5
Pesquisa em impresso e on-line (Bireme, Lilacs, SciELO e Google acadêmico)
	UNIDADE 1.   Técnicas de estudo, artigo científico, gêneros acadêmicos e apresentação gráfica
	OBJETIVOS DA UNIDADE
	TÓPICOS DE ESTUDO 
	ESTILO DA REDAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA
	RESUMO
	RESENHA
	ESQUEMA
	FICHAMENTO
	PAPER
	// O paper é
	// O paper não é
	ARTIGO CIENTÍFICO
	Pré-textuais
	Textuais
	Pós-textuais
	ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
	ELEMENTOS TEXTUAIS
	// Introdução
	// Desenvolvimento
	// Considerações finais
	ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
	// Referências
	// Apêndice (opcional)
	// Anexo (opcional)
	APRESENTAÇÃO DE ILUSTRAÇÕES E TABELAS
	// Formato de apresentação de elementos do texto:
	SINTETIZANDO
	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
	UNIDADE 3.   Estruturas, abreviações e ética das citações bibliográficas
	OBJETIVOS DA UNIDADE
	TÓPICOS DE ESTUDO 
	SISTEMAS DE CHAMADAS
	1
	2
	CITAÇÃO DIRETA
	// Citação direta curta
	1
	2
	// Citações direta longa
	1
	2
	// Citação direta: omissão
	1
	2
	// Citação direta: destaque
	1
	2
	CITAÇÃO INDIRETA
	1
	2
	// Citação de informação verbal
	1
	2
	CITAÇÃO DE CITAÇÃO
	1
	2
	// Indicação dos autores na citação
	// Citação de trabalhos de um autor:
	// Ou
	// Citação de trabalhos de dois autores:
	// Ou
	// Citação de trabalhos de três autores: 
	// Ou
	// Citação de trabalhos de mais de três autores:
	// Citação de trabalhos de mais de três autores:
	// Ou
	VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS SISTEMAS DE CITAÇÃO
	REGRAS DE ABREVIAÇÃO
	REGRAS DE ABREVIAÇÃO DE TÍTULOS
	// Quadro 3. Lista de abreviaturas da NBR 6032/1989
	NOMES DE PESSOAS
	ÉTICA
	SINTETIZANDO
	Unidade 4 - Modalidades e técnicas da pesquisa científica
	UNIDADE 4.   Modalidadese técnicas da pesquisa científica
	OBJETIVOS DA UNIDADE
	TÓPICOS DE ESTUDO 
	// Interesses e motivações de pesquisa
	DELIMITAÇÃO DO TEMA
	CAMPO DA APLICAÇÃO CIENTÍFICA
	A ENTRADA NO CAMPO
	Pesquisa básicaMarshall McLuhan, na obra Os meios de comunicação com extensão do homem, de 
1964, classificou como de informação fria ou de informação quente ao referir-se aos 
meios de comunicação, mas conseguimos transpor essa classificação para quaisquer 
tipos de textos escritos, pois as noções de quente e frio relacionam-se à concentração de 
informações, respectivamente, com baixo grau de tensão e complexidade e com alto 
grau. 
Evidentemente, essas concentrações exigem menos ou mais do leitor e de seu repertório. 
Estando nessa situação, procure realizar uma leitura global que lhe permita uma ideia 
geral do texto e de como está estruturado. 
Em seguida, preocupe-se em destacar ideias, fazendo anotações, tentando observá-las de 
forma mais crítica, verificando, de modo mais reflexivo, como aparecem os argumentos 
que dão base às mesmas, ou seja, como o autor defende os seus pontos de vista. Assim, 
evite fazer anotações logo de início, seja paciente e permita-se a releitura para maior 
assimilação do que é apresentado. 
A redação científica deve ter elaboração que se caracterize pela objetividade, visto que 
aquilo que se pretende destacar é o conteúdo das afirmações que são feitas, ou seja, o 
que é enunciado deve ter destaque e não o enunciador; isso quer dizer que a 
subjetividade deve ser deixada de lado, neutralizando a presença desse enunciador. 
O texto de caráter científico deve apresentar um discurso  de persuasão e, nesse caso, 
torna-se mais convincente quando elaborado de modo a criar efeitos de sentido de 
objetividade, sem a presença de verbos e pronomes que indiquem a primeira pessoa do 
singular, explorando verbos que indicam a certeza e o valor conotativo das palavras, 
além de fazer uso da língua padrão na sua expressão formal. 
ESTILO DA REDAÇÃO TÉCNICO-
CIENTÍFICA
O texto técnico-científico caracteriza-se por abordar temática referente à ciência, na 
qual se usa o instrumental teórico com o propósito de possibilitar a discussão científica 
na área para qual o texto se remete.
É importante notar que o estilo de redação usado em artigos científicos não segue as 
mesmas características dos artigos jornalísticos ou até mesmo dos textos literários e 
publicitários.
A linguagem da discussão científica tem suas próprias características por empregar a 
linguagem técnica em seu nível padrão, respeitando as regras gramaticais e com estilo 
próprio, de acordo com a especificidade de cada área. 
Sobre o estilo de redação na comunicação científica:
[...] um artigo científico exige que o autor expresse o que sabe sobre o tema, utilize a 
língua vernácula de maneira precisa e exponha as ideias de maneira simples e com 
palavras que não sejam rebuscadas. Deve-se usar linguagem padrão (por exemplo: 
homem) e não a expressão coloquial (por exemplo: camarada) e nunca gíria (por 
exemplo: cara, careta). Atenção especial ao uso, ou não, do jargão (termos técnicos), pois 
influencia a compreensão do leitor do periódico em que irá publicar (SECAF, 2004, p. 
47).
Alguns aspectos devem ser observados na redação técnico-científica, como ensina Israel 
Azevedo, no livro O prazer da produção científica (1998), seu texto terá de perseguir os 
princípios básicos de qualquer comunicação, como clareza, concisão, correção, 
encadeamento, consistência, contundência, precisão, originalidade e fidelidade, entre 
outros compromissos.
Após essas definições teóricas, é importante priorizar algumas características na hora de 
produzir o seu artigo:
a) Coerência
–
Via de regra, em cada etapa do artigo científico se imprime uma sequência que deve ser
repetida. Por exemplo, a sequência de ideias que foi anunciada no resumo deve estar
detalhada na introdução e seguir o mesmo ordenamento no desenvolvimento. Nas
considerações finais, deve-se evidenciar os aspectos essenciais do artigo, na ordem em
que foram apresentados no desenvolvimento. Isso quer dizer que, entre as etapas do
texto, não pode ocorrer contradição de ideias, elas devem estar organizadas de tal forma
que não ocorram trechos que apresentem falta de sentido diante de algo que já foi
mencionado, por isso, a releitura do texto deve ser constante.  
b) Objetividade
–
Os assuntos em pauta, na linguagem científica, devem ser abordados de maneira simples,
evitando expressões evasivas, com significados dúbios e palavras de difícil
compreensão. Na redação técnico-científica, deve-se perseguir com afinco a
objetividade, como reforça Antônio Gil, em Métodos e técnicas em pesquisa social, de
2002, o texto deve ser escrito em linguagem direta, evitando-se que a sequência seja
desviada com considerações irrelevantes. A argumentação deve apoiar-se em dados e
provas e não em considerações e opiniões pessoais.
c) Concisão:
–
Procure dizer o máximo com o menor número de palavras. Novamente de acordo com
Azevedo (1998, p. 113), a concisão se obtém com o exercício de reescrever. A cada vez
que se faz isso, descobre-se uma repetição de ideias ou de palavras, nota-se vocabulário
supérfluo, encontra-se uma maneira de dizer a mesma coisa com menos palavras.
d) Clareza 
–
O texto científico deve primar pela redação clara, não deixando margem às diferentes
interpretações. É fundamental que se evitem comentários irrelevantes e redundantes. 
Um bom teste para a clareza de seu texto é solicitar sua leitura por outra pessoa. Se ela
fizer alguma pergunta, não responda. Tome o texto e o reescreva. Depois, repita o teste
(AZEVEDO, 1998, p. 112).
e) Precisão
–
Toda palavra utilizada deve traduzir exatamente a ideia a ser tratada. Um vocabulário
preciso é aquele que evita linguagem rebuscada, prolixa e atinge seu propósito. Deve-se
utilizar uma nomenclatura aceita no meio científico de cada área.
f) Imparcialidade:
–
O trabalho científico deve evitar ideias preconcebidas. Todo posicionamento adotado em
um texto deve amparar-se em fatos e dados evidenciados pela pesquisa. O autor deve
primar por manter seu posicionamento e suas escolhas de pesquisa sem assumir uma
postura unilateral.
g) Encadeamento:
–
O texto deve ter uma sequência lógica e fluida para não prejudicar o entendimento do
público. indica > público, indicando como deve ser uma boa redação técnico-científica: 
[...] encadeie as frases, os parágrafos, os tópicos e os capítulos entre si. Procure tornar
cada frase um desenvolvimento do que veio antes, numa sequência lógica, tanto para
explicar, quanto para demonstrar, detalhar, restringir ou negar. Cada parágrafo deve estar
em harmonia e em tranquila transição com o anterior e com o posterior. O mesmo vale
para tópicos e capítulos (AZEVEDO, 1998, p. 119).
h) Impessoalidade:
–
O texto deve ser impessoal, por isso é conveniente que seja redigido na terceira pessoa e
que se evitem afirmações como: “a minha pesquisa”, “o meu estudo”, “o meu artigo”. O
que se postula é que se use “esta pesquisa”, “este estudo”, “este artigo”.
EXPL
Mnemônico, 
segundo 
Houaiss 
(2004, p. 
500), é 
relativo à 
memória, 
aquilo que ajuda a reter na memória; relaciona-se a técnicas para desenvolver a 
PARÁGRAFO NO TEXTO TÉCNICO-
CIENTÍFICO
// Como devo iniciar a escrita? Como se deve iniciar um 
parágrafo? 
De acordo com Victoria Secaf, no livro Artigo cientifico: do desafio à conquista,
publicado em 2004: o parágrafo tem por finalidade expressar etapas do raciocínio
e, portanto, conter uma única ideia; não se trata de divisões estáticas e sim que o
parágrafo seguinte tenha uma relação com anterior.
Cada parágrafo tem um objetivo a ser cumprido e cada qual com etapas de raciocínio. E
cada raciocínio existente no parágrafo deve ter sequência lógica. Ou seja, não pode ser
disposto de qualquer maneira, pois se isso ocorrer, pode levar o leitor a não compreender
seu raciocínio ou, até mesmo, levá-lo a se perder no raciocínio exposto. 
O parágrafo é uma parte do texto que tem por finalidade expressar as etapas do
raciocínio. Por isso, a sequência dos parágrafos, seu tamanho e sua complexidade
dependem da próprianatureza do raciocínio.
Enfim, pode-se dizer que o parágrafo tem estrutura semelhante à de um texto composto
por vários parágrafos. Ou seja, é composto por introdução, desenvolvimento e
conclusão. Cada parágrafo contém uma argumentação completa, levando a uma
conclusão. Após concluir esse argumento, mude de parágrafo. 
Lição 5 de 9
Textos científicos: leitura, compreensão de contextos e compreensão de intertextos
A leitura de um texto compreende mais do que a mera decodificação do código vigente, 
isto é, não basta que o leitor consiga identificar letras, palavras, frases e períodos; ler 
significa conseguir apreender e compreender o seu conteúdo, ou seja, ocorrem processos
cognitivos que permitem que esse leitor apodere-se das ideias registradas por outros. 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais, utilizados para a tomada de decisões sobre os 
caminhos da educação em nosso país, declaram que:
[...] a leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do 
significado do texto, a partir dos seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, 
sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, do
sistema de escrita etc (2001, p. 53).
Assim, precisamos entender que nenhum texto é isolado em si mesmo e também não 
representa uma manifestação da individualidade do seu produtor:
De uma forma ou de outra, constrói-se um texto para, através dele, marcar uma posição 
ou participar de um debate de escala mais ampla que está sendo travado na sociedade. Até
mesmo uma simples notícia jornalística, sob a aparência de neutralidade, tem sempre 
alguma intenção por trás (FIORIN; PLATÃO, 2005, p. 13). 
Isso quer dizer que uma boa leitura não pode estar baseada em observação de fragmentos
de um texto, pois determina-se cada parte do mesmo pelo contexto em que se encaixa. 
Ainda, aquele que produz o texto tem em mente que encontrará um leitor capaz de entender as suas 
partes e relacioná-las ao todo, assim como relacionar esse texto à sua situação de produção, ou seja, 
ao seu contexto. 
Entendem-se por contexto as circunstâncias que podem ser relativas aos fatos, a recortes
num período histórico, a conjunturas específicas etc.; o produtor do texto pressupõe que 
a leitura conseguirá atingir as informações que estão por trás dele.
Também, em muitos momentos, o leitor tem que lidar com a intertextualidade, isto é, a 
relação entre textos, ocorrendo citações explícitas ou implícitas, exigindo que seu 
universo cultural e o conjunto de informações que carrega permitam-lhe o 
reconhecimento dessas relações. É, portanto, do repertório do leitor, do seu acúmulo de 
conhecimentos, que depende a sua percepção das relações intertextuais e das referências 
que são feitas de um texto para outro. 
Faz-se necessário, desse modo, que ampliemos nossa capacidade de leitura, buscando 
não só a sua prática constante, mas também a aquisição de conhecimentos diversos, para 
que ampliemos nossa compreensão dos diversos contextos e das relações intertextuais. 
Evidentemente, durante a realização de um trabalho de caráter técnico-científico, 
ressalta-se essa necessidade.  
Lição 6 de 9
Trabalhos científicos
Na vida acadêmica, o estudante depara-se com diversos tipos de trabalhos científicos, 
dentre eles: trabalhos de graduação, trabalho de conclusão de curso, monografia, 
dissertação e tese. Cada um deles apresenta peculiaridades, como a sistemática, a 
investigação ou a fundamentação. Contudo, mesmo que cada trabalho seja elaborado 
com finalidades específicas, é possível visualizar neles um padrão que compreende – de 
modo geral – introdução, desenvolvimento e conclusão. A seguir, conheceremos algumas
características específicas dos trabalhos científicos.
Trabalhos de graduação
–
No decorrer da sua graduação, é bem provável que o estudante tenha elaborado trabalhos
para disciplinas diversas. Eles não necessariamente tinham como pretensão atingir o 
cunho científico dos trabalhos de excelência da área em que estudou, mas oportunizar o 
desenvolvimento de um raciocínio aos moldes das pretensões científicas. É possível 
mencionar que os trabalhos de graduação também têm como propósito permitir uma 
revisão bibliográfica ou literária de um determinado assunto ou assimilar conteúdo 
específico de uma área científica.”
Trabalhos de conclusão de curso
–
O trabalho de conclusão de curso (TCC) é tido como uma monografia sobre um assunto 
específico. Este trabalho possibilita a investigação sobre determinados temas ou 
fenômenos por meio da análise, reflexão e produção textual, bem como, muitas vezes, da
defesa oral da pesquisa perante uma banca examinadora. 
Na monografia de graduação, é suficiente a revisão bibliográfica, ou revisão de 
literatura. É mais um trabalho de assimilação de conteúdo, de confecção de fichamentos 
e, sobretudo, de reflexão. É uma pesquisa bibliográfica, o que não exclui a capacidade 
investigativa de conclusões ou afirmações de autores consultados.
Monografia
–
Como se pode verificar literalmente, monografia é um trabalho intelectual concentrado 
em um único assunto. A monografia, exigida para a obtenção do título de especialista em
alguns cursos de pós-graduação lato sensu, é semelhante ao TCC, apresentado em cursos
de graduação. Por isso, alguns pensadores, acreditam que não há razão para falar em três
níveis: monografia, dissertação e tese. Todos são trabalhos monográficos, dissertativos, 
mas com características distintas. 
A diferença entre eles está no grau acadêmico:   o graduando faz a monografia, enquanto
quem busca o mestrado faz a dissertação e o doutorando desenvolve a tese. Apesar da 
diferenciação, o texto não deixa de ser monografia, cada qual com a sua peculiaridade.
Dissertação
–
A dissertação, que ultimamente se destina aos trabalhos de cursos de pós-graduação 
stricto sensu (mestrado), busca principalmente a reflexão acerca de um determinado 
tema ou problema, o que ocorre pela exposição das ideias de maneira ordenada e 
fundamentada. Dessa forma, como resultado de um trabalho de pesquisa, a dissertação 
deve ser um estudo mais completo possível em relação ao tema escolhido. 
De acordo com a NBR 14724 (2011, p. 2), dissertação é um documento que representa o 
resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico 
retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua extensão, com o objetivo de 
reunir, analisar e interpretar informações. Deve evidenciar o conhecimento de literatura 
existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do candidato.
Tese
–
A tese, a exemplo da dissertação dirigida para o mestrado, cumpre o papel do trabalho de
conclusão de pós-graduação stricto sensu (doutorado). Caracteriza-se como um avanço 
significativo na área do conhecimento em estudo. De acordo com a NBR 14724 (2011, 
p. 4), tese é um documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou 
exposição de um estudo científico de tema único e bem delimitado. Deve ser elaborado 
com base em investigação original, constituindo-se em real contribuição para a 
especialidade em questão. 
A tese tem a finalidade de abordar algo novo em um determinado campo do 
conhecimento, de forma a promover uma descoberta ou dar uma real contribuição para a 
ciência. Para Odilia Fachin, na obra Fundamentos de metodologias, publicada em 2003, 
a tese é entendida como um trabalho científico habitualmente exigido nos cursos de pós-
graduação e que deve ser defendido oralmente em público. A tese deve apresentar um 
estudo original que traga uma contribuição para a sociedade científica, com rigor na 
argumentação, apresentação de provas das afirmações e profundidade das ideias.
Lição 7 de 9
Gêneros acadêmicos
Quando pensamos nos trabalhos referentes à 
Metodologia da Pesquisa Científica, outra subdivisão de 
grande importante é a que define os 
gêneros acadêmicos.
São os tipos de trabalhos de curta duração, que servem para o aluno desenvolver seu 
conhecimento sobre determinadoassunto durante o curso e reforçar seu aprendizado. 
A seguir, você conhecerá as peculiaridades dos gêneros mais utilizados tanto durante a 
graduação como na pós.
RESUMO
O resumo é a apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto. Seu objetivo é 
fornecer elementos capazes de permitir ao leitor decidir sobre a necessidade de consulta 
ao texto original e/ou transmitir informações de caráter complementar.
É a condensação de um texto, colocando em destaque os elementos de maior interesse e 
importância. Sua finalidade é difundir as informações contidas em livros, artigos ou 
outros documentos e auxiliar o estudante nos seus estudos teóricos, assim como ajudar o 
profissional a relembrar o assunto e praticar da melhor forma possível. 
Uma modalidade específica desse tipo de trabalho é o resumo crítico. Ele é uma 
redação técnica que avalia de forma sintética a importância de uma obra científica ou 
literária. O que difere o resumo do resumo crítico é sua estrutura, que apresenta a crítica 
como quarta etapa, logo após introdução, desenvolvimento e conclusão.
RESENHA
A resenha é uma descrição que faculta o exame e o julgamento de um trabalho (teatro, 
cinema, obra literária, experiência científica, tarefa manual etc.). A apresentação do 
conteúdo deve ser elaborada de maneira impessoal, sem demonstração satírica ou 
cômica, contendo posicionamentos de ordem técnica diante do objeto de análise, 
seguidos de um resumo do conteúdo e possível demonstração de sua importância. 
Em geral, a resenha crítica é elaborada por um cientista que, além do conhecimento 
sobre o assunto, tem capacidade de juízo crítico. Mas, naturalmente, como no caso desta 
disciplina, também pode ser realizada por estudantes, como um exercício de 
compreensão e crítica. A resenha visa apresentar uma síntese das ideias fundamentais da 
obra.
Dicas de como fazer uma resenha:
• 1
Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais;
• 2
Apresente a obra: situe o leitor, descrevendo em poucas linhas o conteúdo do 
texto;
• 3
Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco 
narrativo;
• 4
Descreva o conteúdo: aqui sim, utilize de três a cinco parágrafos para resumir 
claramente o texto;
• 5
Analise de forma crítica: nessa parte, e apenas nessa parte, você opina. Argumente
baseando-se em teorias de outros autores e faça comparações. Dê asas ao seu 
senso crítico;
• 6
Recomende a obra: você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora analise o 
público que se interessará pela obra;
• 7
Identifique o autor: fale brevemente da vida e de algumas outras obras do escritor 
ou pesquisador;
• 8
Assine e identifique-se: no último parágrafo você escreve seu nome e resume seu 
currículo.
ESQUEMA
Os esquemas são enunciados de palavras-chave em torno das quais é possível organizar 
grandes quantidades de conhecimento. Representam uma enorme economia de palavras 
e oferecem a vantagem de destacar e visualizar o essencial do assunto em análise, 
podendo ainda ser facilmente reformulados.
Sua utilização nos ajuda a compreender e recordar os acontecimentos, a estabelecer 
relações entre eles ou entre diversos fatores e a entender a influência que esses 
acontecimentos ou fatores exercem uns sobre os outros. 
Há vários tipos de esquemas, entre eles: 
LINEARES – QUANDO ORGANIZAM A INFORMAÇÃO NA HORIZONAL E 
VERTICAL. 
CIRCULARES – QUE ORGANIZAM A INFORMAÇÃO EM CÍRCULO.
PIRAMIDAIS – CASO A INFORMAÇÃO DISPÕE-SE EM FORMA HIERARQUICA,
DE PIRÂMIDE.
SISTEMATICOS – QUANDO A INFORMAÇÃO SE ORGANIZA EM FORMA DE 
QUADRO, REPRESENTANDOS AS RELAÇÕES DE INTERDEPÊNDENCIA DE 
UM FENÔMENO. 
Para fazer um esquema, a primeira meta deve ser identificar as ideias-chave do texto e 
ordená-las, escolhendo para isso o modelo mais adequado para a situação. Use setas para
estabelecer relações entre os conceitos.
Exemplo: esquema para uma história em quadrinhos.
• Pense em alguma história e registre-a no bloco de anotações como se fosse um 
roteiro;
• Crie os diálogos entres os personagens da história;
• Em um papel, desenhe as cenas da história. Desenhe balões e escreva com o lápis 
dentro deles as falas de cada personagem;
• Se for necessário, faça esclarecimentos sobre a cena no rodapé da folha;
• Cole as cópias do seu rosto no espaço reservado;
• Faça o acabamento com carvão preto e trabalhe os detalhes com nuances de cinza.
FICHAMENTO
O fichamento é um valioso recurso de estudo que os pesquisadores lançam mão para a 
realização de uma obra didática, científica ou de outra natureza. É um recurso de 
memória, imprescindível, sobretudo na elaboração de monografias. É usado, também, 
em seminários e em aulas expositivas. 
A prática contínua do fichamento contribui para que o estudante aprimore pontos de 
vista e julgamentos, percebendo que é possível reverter um pequeno trabalho inicial em 
ganho de tempo futuro, quando for preciso escrever sobre determinado assunto. Os 
fichamentos podem ser os seguintes: de citação, de resumo, de esboço e de indicação 
bibliográfica, entre outros. 
O mais utilizado nas avaliações na universidade é o fichamento de citação, que obedece 
cinco normas: 
1
Toda citação deve vir entre aspas;   
• 2
Após a citação, deve constar o número da página de onde foi extraída a citação; 
• 3
A transcrição tem de ser textual;       
• 4
A supressão de uma ou mais palavras deve ser indicada, utilizando-se, no local da 
omissão, três pontos, precedidos e seguidos por espaços, no início ou no final do 
texto e, entre parênteses, no meio;             
• 5
A supressão de um ou mais parágrafos deve ser assinalada, utilizando-se uma 
linha completada por pontos.
PAPER
É um pequeno texto elaborado sobre um tema pré-determinado, resultado de estudos ou 
de pesquisas científicas, no qual o aluno irá desenvolver análises e argumentações, com 
objetividade e clareza, orientando-se em fatos ou opiniões de especialistas. O objetivo do
paper é estimular o aluno no aprofundamento de um assunto, já exercitando a elaboração
de trabalhos sob uma linguagem acadêmico-científica. Espera-se o desenvolvimento de 
um ponto de vista acerca de um tema, uma tomada de posição definida e a expressão dos
pensamentos de forma original. Deve ser escrito em terceira pessoa.
Os propósitos de um paper são quase sempre os de formar um problema, adequar 
hipóteses, cotejar dados, prover uma metodologia própria e, finalmente, concluir.
// O paper é
• uma síntese de suas descobertas sobre um tema e seu julgamento, avaliação, 
interpretação sobre essas descobertas;
• um trabalho que deve apresentar originalidade quanto às ideias;
• um trabalho que deve reconhecer as fontes que foram utilizadas, que mostra que o 
pesquisador é parte da comunidade acadêmica.
// O paper não é
• um resumo de um artigo ou livro (ou outra fonte);
• ideias de outras pessoas, repetidas não criticamente;
• um conjunto de citações;
• opinião pessoal não evidenciada, não demonstrada;
• cópia do trabalho de outra pessoa.
ARTIGO CIENTÍFICO
O objetivo principal do artigo científico é levar ao conhecimento do público interessado
alguma ideia nova ou abordagem diferente sobre determinado tema já estudado, sobre a 
existência de aspectos ainda não explorados em alguma pesquisa ou a necessidade de 
esclarecer uma questão ainda não resolvida. 
A principal característica do artigo científico é que suas afirmações devem estar 
baseadas em evidências, sejam elas oriundas de pesquisa de campo ou comprovadas por 
argumentos que sustentem as conclusões expostas no artigo e que passaram pelo crivo da
comunidade científica. O autor pode expressar seu parecer, desde que demonstre ao 
leitor qual o processo lógico que o levou a chegar à aquela conclusão.
Algumas falhas mais comuns na investigação científica são:
• falta de clareza dos propósitos;
• falta de originalidade do material;
• má organização no material expositivo;
• repetição de palavras, conceitos e informações;
• desatualização bibliográfica;
• excessivadependência das fontes;
• incorreção ou incoerência no sistema de referenciação das fontes;
• inadequação na definição dos termos.
Os artigos podem se apresentar de duas formas, conforme a ABNT (sigla de Associação 
Brasileira de Normas Técnicas, um órgão privado e sem fins lucrativos que se destina 
a padronizar as técnicas de produção feitas no país).
ARTIGO ORIGINAL
Apresenta temas ou abordagens próprias. Via de regra, estes artigos relatam 
resultados de pesquisa, bem como desenvolvem e analisam dados não publicados.
ARTIGO DE REVISÃO 
Tem como propósito resumir, analisar e discutir informações já publicadas que, 
geralmente, resultam de revisão de trabalhos já publicados, revisões bibliográficas.
Lição 8 de 9
Ensaio científico
No seu dia a dia, quando procura artigos científicos do 
seu interesse ou da área de sua atuação, você deve ter 
percebido que eles podem, na sua apresentação, 
formatação e organização, ter pequenas diferenças entre 
si.
Diante disso, você poderá pensar de que forma se deve organizar o artigo científico. Por 
isso, veremos como elaborar um artigo científico para sua pesquisa ou conclusão de 
curso, respeitando as normas de organização, formatação e características do texto 
técnico-científico, as quais estão em 
consonância com a ABNT. 
XPLICANDO
O argumento é um tipo de enunciado 
que fundamenta o ponto de vista e 
aumenta o poder de persuasão do te o efeito de objetivdo 
texAPRESENTAÇÃO GRÁFICA
Para a apresentação gráfica do artigo científico, é necessário se atentar às seguintes 
indicações: to. Os
Papel: folha branca de tamanho A4 (21 cm x 29,7 cm);
• Margens: esquerda e superior de 3 cm; direita e inferior de 2 cm;
• Espaçamento entrelinhas: 1,5;
• Parágrafo: de 1,25 cm (geralmente 1 tab), com uma linha em branco entre um 
parágrafo e outro;
• Formato do texto: justificado;
• Tipo e tamanho da fonte: Times New Roman, tamanho 12.
Importante:
Nas citações longas, notas de rodapé, número de página 
e fontes de ilustrações e tabelas use Times New Roman, 
de tamanho 10.
• Título: tamanho 18 e negrito;
• Subtítulo: tamanho 16 e negrito;
•
Paginação: as páginas são numeradas com algarismos arábicos, colocados no canto 
superior direito da página, a 2 cm da borda superior:
• A primeira folha, que apresenta a identificação do artigo, não é paginada, embora seja 
contada;
• A paginação é iniciada na segunda folha e segue até o final do trabalho, inclusive nos 
elementos pós-textuais opcionais (apêndices e anexos).
• Extensão do artigo: de 8 a 12 páginas. Veja a proporção dos elementos do artigo 
sugerida no Quadro 1;
• Títulos e subtítulos internos: os títulos de primeiro nível devem ser colocados 
em letras maiúsculas e em negrito (por exemplo: 3 ADMINISTRAÇÃO); 
subtítulos de segundo nível devem iniciar com a primeira letra maiúscula e seguir 
com letras minúsculas em negrito (por exemplo: 3.1 Administração científica); e
subtítulos de terceiro nível, em letras minúsculas e apenas a primeira letra do 
título maiúscula (salvo nomes próprios) e sem negrito (por exemplo 3.1.1 
Histórico da administração científica). A numeração de títulos e subtítulos deve 
ser alinhada à margem esquerda;
• Itálico: utiliza-se para grafar as palavras em língua estrangeira, como checkin, 
resumen e workaholic, por exemplo.
A seguir, apresentaremos um exemplo da organização, 
formato e apresentação do artigo científico:
TÍTULO DO ARTIGO
Subtítulo
Nome do Autor
Nome do Coautor
Resumo
Palavras-chave:
TITLE
Subtitle
Abstract
Keywords:
1 INTRODUÇÃO
2 ESTRATÉGIAS PARA IDENTIFICAR O PAPEL DO CANDIDATO
2.1 Entrevista
2.2 Testes
2.2.1 Avaliação da entrevista
2.2.2 Avaliação dos testes
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS
Lição 9 de 9
Normas metodológicas e elementos da estrutura do artigo
O modelo de apresentação do artigo científico seguirá, por razões de normatização, 
a estrutura de artigos científicos apresentada nesta unidade, que está em 
consonância com a NBR 6022 (2003), sendo imprescindível o uso e o cumprimento 
das normas estabelecidas a seguir.
Pré-textuais
• Título;
• Subtítulo (opcional);
• Autores;
• Resumo;
• Palavras-chave.
Textuais
• Introdução;
• Desenvolvimento;
• Considerações finais.
Pós-textuais
• Referências (obrigatório);
• Apêndice(s) (opcional(is) e não recomendado(s);
• Anexo(s) opcional(is) e não recomendado(s.
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
Os elementos pré-textuais são compostos por informações essenciais, conforme 
explicação e modelo a seguir. 
Título do trabalho
–
Letra 18, centralizado, maiúsculas e negrito.
Subtítulo, se houver
–
Letra 16, centralizado, negrito, maiúsculas e minúsculas. Após o subtítulo, deixar duas 
linhas de tamanho 12 em branco.
Estudante
–
Nome do estudante, com letra 12, centralizado, negrito, maiúsculas e minúsculas, com 
nota de rodapé indicando a titulação e o e-mail.
Coautor
–
Nome do orientador, com letra 12, centralizado, negrito, maiúsculas e minúsculas, com 
nota de rodapé indicando a titulação (especialista, mestre, doutor) e o e-mail; (deixar 
duas linhas de tamanho 12 em branco).
Resumo
–
A palavra "resumo"  deve ser em letra 12, negrito, alinhado à esquerda. Após a palavra 
“resumo”, deixar uma linha de tamanho 12 em branco. Esse item deve ter apenas um 
parágrafo de, no máximo, 250 palavras (aproximadamente 15 linhas), sem recuo na 
primeira linha. Use espacejamento simples, justificado, tamanho 12.
Palavras-chave
–
É preciso escolher de três a seis palavras ou termos mais importantes do conteúdo, 
frequentemente já expressos no resumo. São separados entre si, finalizados por ponto e 
iniciados com letra maiúscula. A expressão “Palavras-chave” deve ser em fonte 12, 
negrito, alinhada à esquerda. Por exemplo: 
 
Palavras-chave: Conhecimento. Ciência. Metodologia Científica.
Atenção: Após as palavras-chave, deixar duas linhas de tamanho 12 em branco.
Título e subtítulo do trabalho em inglês
–
Utilizar as mesmas regras de formatação do texto em português. Após, deixar duas linhas
em branco em fonte tamanho 12.
Abstract (resumo em inglês)
–
Escrever “Abstract” em fonte Times New Roman, tamanho 12, negrito, alinhado à 
esquerda. Deixar uma linha em branco. O abstract deve ter a mesma formatação do 
resumo em português. Deixar 1 linha em branco.
Keywords
–
Palavras-chave em inglês. Devem ter a mesma formatação do resumo em português. 
Deixar uma linha em branco.
ELEMENTOS TEXTUAIS
A introdução, o desenvolvimento e as considerações 
finais fazem parte dos elementos textuais. Então, leia 
atentamente o que se postula sobre cada qual.
// Introdução
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas, a introdução é a parte inicial do 
texto, na qual devem constar a delimitação do assunto tratado, objetivos da pesquisa e 
outros elementos necessários para situar o tema do trabalho.
A introdução deve anunciar a ideia central do trabalho, delimitando o ponto de vista 
enfocado em relação ao assunto e à extensão. Deve situar o problema ou o tema 
abordado, no tempo e no espaço, enfocar a relevância do assunto e apresentar o objetivo 
central do artigo.
[...] na introdução não se deve repetir ou parafrasear o resumo, nem antecipar conclusões 
e recomendações, mas é um convite para a leitura do texto integral. Assim, esta parte é 
importante para que o leitor penetre na problemática abordada, familiarizando-se com os 
termos e o conteúdo da pesquisa (MARTINS, 2002, p. 221).
A finalidade da introdução é situar o leitor no tema, definindo conceitos, 
apresentando os objetivos do artigo e as linhas de pensamento relevantes para o estudo 
do assunto e as possíveis controvérsias, explicitando qual dessas linhas o autor seguirá e 
a justificativa para sua escolha. Também é aconselhável que o autor, nos últimos 
parágrafos da introdução, apresente a estrutura do artigo. 
A introdução é a apresentação inicial do trabalho, a qual possibilita uma visão global do 
assunto tratado (contextualização), com definição clara, concisa e objetiva do tema. E a 
delimitação precisadas fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado, ao 
problema e aos objetivos a serem estudados.
// Desenvolvimento
O desenvolvimento é a parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e 
pormenorizada do assunto. Divide-se em seções e subseções, que variam em função da 
abordagem do tema e do método. Não existe exatamente uma norma rígida que 
oriente esta seção do artigo.
O texto, no desenvolvimento, poderá conter ideias de 
autores, dados da pesquisa (caso for pesquisa de campo, 
colocar gráficos e tabelas auxiliares) e interpretações.
O desenvolvimento do assunto é a parte mais importante e extensa do texto em que é 
exigido raciocínio lógico e clareza. Seu objetivo é proporcionar uma exposição clara da 
ideia principal, fundamentando-as de modo racional com os resultados da investigação 
(MARTINS, 2002, p. 221).
O desenvolvimento do trabalho é a parte principal, mais extensa e consistente. São 
apresentados os conceitos, teorias, citações das autoridades do assunto que você está 
abordando, principais ideias sobre o tema focalizado, além de aspectos metodológicos, 
resultados e interpretação do estudo.
// Considerações finais
A conclusão é a parte final do texto, na qual se apresentam conclusões correspondentes 
aos objetivos ou hipóteses. As considerações finais devem limitar-se a uma síntese da 
argumentação desenvolvida no corpo do trabalho e dos resultados obtidos. É importante 
lembrar que elas devem estar fundamentadas nos resultados obtidos na pesquisa:
[...] deve ser breve, clara, objetiva, apresentar visão analítica do corpo do trabalho, inter-
relacionando-o e levando em conta o problema inicial do estudo. É redigida tendo em 
vista os resultados obtidos. É decorrente dos dados obtidos ou fatos observados, portanto 
não se deve introduzir novos argumentos, apenas demonstrar o que foi encontrado no 
decorrer do estudo (FACHIN, 2003, p. 165).
Nesta parte do trabalho, podem ser discutidas recomendações e sugestões para o 
prosseguimento no estudo do assunto. 
Portanto, neste item, não se deve trazer nada de novo. Ainda, sugere-se que não se utilizem citações 
nesta seção.
 As considerações finais devem apresentar deduções lógicas correspondentes aos propósitos 
previamente estabelecidos do trabalho, apontando o alcance e o significado de suas contribuições. 
Também podem indicar questões dignas de novos estudos, além de sugestões para outros trabalhos.
tipos de argumentos mais 
usados na redação 
técnico-científica são os 
argumentos de autoridade,
aqueles apoiados na 
consensualidade, os de 
comprovação pela 
experiência ou pela 
observação e de fund
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
Agora, vamos falar um pouco sobre os elementos pós-textuais:
DICA
Sugere-se que os elementos pós-textuais – apêndices e anexos – não sejam incluídos no artigo.
// Referências
As referências são definidas como um conjunto padronizado de elementos descritivos, 
retirados de um documento, que permite sua identificação individual.
As referências fazem parte do todo, em virtude de que o corpo do artigo está sustentado 
em informações pesquisadas também nas autoridades do assunto em questão, os quais 
foram citados no corpo do trabalho. E, dessa forma, as referências permitirão que o leitor
tenha acesso às obras, aos documentos e aos artigos científicos que foram citados no 
interior do trabalho.
// Apêndice (opcional)
Texto ou documento elaborado pelo autor que visa complementar o trabalho. Os 
apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas, seguidas de travessão e 
respectivo título.
// Anexo (opcional)
Texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho, que complementa, comprova 
ou ilustra o seu conteúdo. Os anexos são identificados por letras maiúsculas 
consecutivas, seguidas de travessão e respectivo título. Por exemplo: ANEXO B – 
Estrutura organizacional da Empresa Alfa.
go
científico:amentaçã
o lógica, entre
outros encontrados
durante a
realização das
pesquisas
(FIORIN;
PLATÃO, 2005).
APRESENTAÇÃO DE ILUSTRAÇÕES E
TABELAS
Ao elaborar um artigo, o estudante não fará necessariamente somente o uso da
argumentação para um enfoque contrário ao já postulado sobre o assunto ou para
oferecer soluções para assuntos controversos à sua área de estudo. Também não
usará somente citações de autoridades do assunto para embasar o que tende a
defender ou refutar.
No decorrer do artigo, o aluno pode usar outros elementos para ilustrar ou, até mesmo, 
dar mais credibilidade às ideias que tenciona defender. Para isso, poderá fazer o uso de 
ilustrações, tabelas e até mesmo gráficos. Sendo assim, veja a seguir como esses itens 
devem aparecer no artigo científico.
// Formato de apresentação de elementos do texto:
Ilustrações (desenhos, fotografias, organogramas, quadros e
outros)
–
As ilustrações devem ser centralizadas, com legenda numerada partindo de 1. O título da
ilustração deve ser precedido pela palavra que a identifique (exemplo: Figura) e pelo seu
respectivo número. A posição do título é centralizada e a seguir da ilustração.
A fonte ou nota explicativa deve estar centralizada e abaixo da figura, em fonte Times 
New Roman, tamanho 10.
Tabelas
–
A legenda da tabela deve ser precedida pela palavra “Tabela” e pelo seu respectivo 
número. A posição do título é centralizada e acima da tabela. A fonte fica no final da 
tabela, também centralizada, tamanho 10, espaçamento simples entrelinhas e seguindo os
padrões estabelecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Gráficos
–
Os gráficos apresentam dados numéricos em forma gráfica para melhor visualização. O 
mesmo procedimento de títulos deve ser adotado para os gráficos, ou seja, usar a palavra
“Gráfico”, seu respectivo número e seu título.  A posição do título é centralizada e acima
do gráfico. A fonte fica no final do gráfico, também centralizada, tamanho 10 e 
espaçamento simples entrelinhas.
Notas de rodapé
–
As notas de rodapé devem ter o propósito de servir como apoio explicativo e devem ficar
sempre no pé da página. A nota deverá estar separada do resto do texto por uma linha. As
notas, a exemplo das figuras, também devem ser numeradas partindo de 1. Sugere-se 
utilizar o recurso de notas do próprio Word para inserir notas de rodapé no texto 
(comando: inserir notas). O próprio Word administrará a numeração. A posição do texto 
da nota no pé da página deve ser alinhada à esquerda.
Palavras estrangeiras
–
Sempre que possível, evite o estrangeirismo. Se for inevitável, use termos em língua 
estrangeira, estes deverão ser escritos usando o modo itálico. 
Agora é a hora de sintetizar tudo o que
aprendemos nessa unidade. Vamos lá?! 
SINTETIZANDO
Muitas são as dificuldades mencionados pelos estudantes diante das exigências 
estabelecidas para a elaboração de textos técnico-científicos. As normas que regem a 
elaboração e a apresentação dessas produções exigem rigor em sua observação, por isso 
os critérios precisam ser compreendidos e a obediência às normas deve prevalecer. 
Sendo assim, iniciamos esta unidade abordando as principais técnicas de estudo, 
expondo detalhes sobre como é feita a leitura e a redação científica para que não reste 
dúvidas quanto aos termos. Na sequência, nos voltamos para os textos científicos, com 
enfoque na leitura e compreensão dos mesmos.
Nos tópicos seguintes, abordamos os gêneros de trabalho acadêmico – resumo, resenha, 
esquema, fichamento, paper e artigo científico – explorando detalhes sobre cada um 
deles, com informações necessárias para diferenciá-los e produzi-los. 
Um dos pontos principais do conteúdo desta unidade também é apresentação gráfica, na 
qual expomos os detalhes de formatação exigidos conforme a norma ABNT, algo 
primordial em qualquer conteúdo acadêmico.
Por fim, focamos nas normas metodológicas e elementos estruturais de um artigo 
científico, algo que também denota muita atenção e faz parte das exigências técnicas. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
7- INSTITUCIONAL ABNT E SEBRAE.WMV. Postadopor Abntweb. (09min. 18s.). 
son. color. port. Disponível em: . 
Acesso em: 19 dez. 2019. 
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documentação – Citações em documentos – Apresentação. Rio de Janeiro, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: trabalhos 
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documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação.  Rio de
Janeiro, 2003. 
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BARROS, A. J. S.; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de metodologia científica: um 
guia para a iniciação científica. São Paulo: Makron Books, 2000.
BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n. 196, de 10 
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envolvendo seres humanos. Brasília, Diário Oficial da União, 16 out. 1996.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. 3. ed. Brasília: MEC, 2001.
https://www.youtube.com/watch?v=pUqhFwYmnuA
CERVO, A. L. BERVIAN, P. A. Metodologia científica. São Paulo: Prentice Hall, 
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CHIZZOTTI, A. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 5. ed. São Paulo: Cortez, 
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COLLIS, J. HUSSEY, R. Pesquisa em administração: um guia prático para alunos de 
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DENCKER, A. F. M. Métodos e técnicas de pesquisa em turismo. São Paulo: Futura, 
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FACHIN, O.  Fundamentos da metodologia. São Paulo: Saraiva, 2003.
FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: 
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GIL, A. C. Métodos e técnicas em pesquisa social. São Paulo: Atlas, 2006.
HOUAISS, A.  Houaiss da língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004.
LABES, E. M. Questionário: do planejamento à aplicação na pesquisa. Chapecó: 
Grifos, 1998.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: 
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MALHOTRA, N. K. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. Porto Alegre: 
Bookman, 2001.
MARTINS, G. A. Manual para Elaboração de Monografias e Dissertações. São 
Paulo: Atlas, 2002. 
MCLUHAN, M. Os meios de comunicação com extensão do homem. São Paulo: 
Cultrix, 1964.  
OLIVEIRA, S. L. Metodologia científica aplicada ao direito. São Paulo: Pioneira 
Thomson Learning, 2002.
SECAF, V. Artigo científico: do desafio à conquista. São Paulo: Martinari, 2004.
SILVA, R. Modalidades e etapas da pesquisa e do trabalho científico. São José: USJ, 
2008.
TRIOLA, M. F. Introdução à estatística. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e 
Científicos Editora, 1999.
memória por meio de processos de combinação e associação de ideias. Isso quer
dizer que a elaboração de esquemas, mapas mentais, símbolos ou frases de 
Seção 1 de 5
Objetivos
UNIDADE 3.  
Estruturas, abreviações e ética das citações 
bibliográficas
Wheslley Rimar Bezerra
OBJETIVOS DA UNIDADE 
Conhecer as regras da Agência Brasileira de Normas Técnicas (ABNT);
• Entender como utilizar de maneira correta citações a partir das regras da ABNT;
• Compreender como utilizar as abreviaturas a partir das regras da ABNT em 
periódicos científicos.
TÓPICOS DE ESTUDO 
Citações bibliográficas: NBR 10520/2002 da ABNT
–
// Sistemas de chamadas
Estrutura de citações
–
// Citação direta
// Citação indireta
// Citação de citação
// Vantagens e desvantagens dos sistemas de citação
Abreviação de títulos: NBR 6032/1989 da ABNT
–
// Regras de abreviação
// Regras de abreviação de títulos
// Nomes de pessoas
O perigo do plágio
–
// Ética
Seção 2 de 5
Citações bibliográficas: NBR 10520/2002 da ABNT
Ao escrever um artigo científico, além de se ter uma série de requisitos a serem 
respeitados, o aluno não irá construir o seu texto baseado somente em suas 
ideias e experiências particulares.
m como o uso de palavras que permitam essa rápida associação e assimilação 
Ele precisará, obrigatoriamente, fazer menção ao que outros autores reconhecidos pela 
comunidade científica da sua área retratam sobre o assunto que está pesquisando para 
elaborar o trabalho. 
Nesta hora, algumas dúvidas podem surgir: de que maneira posso citar outros autores no 
decorrer do meu artigo? Como se fazem as citações desses autores? Aqui você terá 
acesso a definição de citação, aos contextos nos quais ela terá serventia, os tipos de 
citação, e como fazê-la ao elaborar um artigo.
Você encontrará também, sistemas de chamada, além das formas de citação e indicação 
de autores na citação conforme as regras estabelecidas pela Agência Brasileira de 
Normas Técnicas, a ABNT.
EXPLICANDO
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define citação como a 
menção de uma informação extraída de outra fonte. Contudo, outros autores 
também possuem diferentes definições sobre as citações.em parte da 
Para Colzani (2001 apud SILVA; URBANESKI, 2009, p. 85) “citação é uma inserção, 
num texto, de informações colhidas de outra fonte, para esclarecimento do tema em 
discussão, para sustentar, para refutar ou apenas para ilustrar o que se disse”.
Já para Barros e Lehfeld (2000, p. 107), “as citações ou transcrições de documentos 
bibliográficos servem para fortalecer e apoiar a tese do pesquisador ou para documentar 
sua interpretação”.
Pode-se afirmar que são motivos pelos quais se utilizam citações:
• Permitir ao leitor ir ao texto original do autor citado;
• Possibilitar a identificação do legítimo “autor” das ideias apresentadas no 
trabalho;
• Dar credibilidade e autoridade ao texto;
• Reforçar e fundamentar o texto em outros autores que discutem o assunto em 
questão;
• Corroborar com as ideias expostas no trabalho.
A citação, como já mencionado, é a transcrição de ideias alheias. Santos (2007, p. 121-
122) ensina que:
Textos técnicos e científicos devem lançar mão de citações por dois bons motivos. O 
primeiro é que, normalmente, citam-se autores de outros textos já publicados. Isto é, 
autores cujas ideias já foram publicamente expostas, submetidas ao juízo e 
reconhecimento da comunidade de leitores e da comunidade científica. Se as ideias 
permanecem (e da forma como permanecem), seu autor merece menção, como 
conhecedor do assunto exposto, como autoridade científica. Segundo, ao se referenciar 
certo autor, fazem-se, a um só tempo, um ato de justiça intelectual (atribuir-se a ideia a 
seu “dono”) e um ato de honestidade científico-acadêmica (o autor que cita e referencia 
reconhece que a ideia não é sua).
As citações são de extrema importância para o artigo científico. Mas elas não substituem
a redação do trabalho.
Os problemas mais comuns quanto à citação são:
• Escassez de citações, atribuindo-se ao autor pensamentos que são de outrem;
• Excesso de citações, o que faz do trabalho uma enorme colcha de retalhos;
• Documentação inadequada (por inexistência, insuficiência ou incorreção) das 
fontes empregadas;
• Presença no texto de informações que poderiam ir para as notas, o que permitiria 
deixar a redação mais limpa;
• Falta de diálogo com as fontes, usadas, às vezes, apenas para abonar o 
pensamento do autor, sem discussão;
• Inadequada transição entre o texto do autor e o texto citado, o que dificulta a 
identificação de quem está falando (AZEVEDO, 1998, p. 120).
SISTEMAS DE CHAMADAS
As citações no texto devem ser feitas de maneira uniforme e de acordo com o estilo do 
pesquisador ou critério adotado pela revista em que o artigo pleiteará a publicação. 
Contudo, as citações devem seguir as prescrições da NBR 10520, de 2002 (Figura 1).
:mnemônica.
Ao elaborar o artigo, quanto ao sistema de chamada, a indicação das fontes citadas pode 
ocorrerde duas formas: através do sistema numérico ou do sistema autor-data.
SISTEMA NÚMERICO 
No sistema numérico, a numeração é única e consecutiva, em algarismos arábicos. Nesse
sistema, não deve ser iniciada uma nova numeração a cada nova página do trabalho. A 
fonte é indicada de forma completa em nota de rodapé e apresentada de acordo com as 
normas de referência bibliográfica.
Caso seja necessário o uso do sistema numérico, é importante ressaltar que as notas de 
referências contidas nas notas de rodapé devem constar na lista de referências. Quando 
se usa nota de rodapé, não se usa o sistema numérico.
SISTEMA AUTOR-DATA
Nesse sistema, o leitor pode identificar a fonte completa da citação na lista de 
referências, organizada em ordem alfabética, no final do trabalho. 
 
O formato da citação no sistema autor-data é feito pelo sobrenome do autor ou pela 
instituição responsável ou, ainda, pelo título de entrada (caso a autoria não esteja 
declarada), seguido pela data de publicação do documento e página da citação, separados
por vírgula.
De acordo com a NBR 10520 (2002), se o sobrenome do autor, a instituição, o 
responsável ou o título estiver incluído no texto, a informação deve ser apresentada com 
letras maiúsculas e minúsculas.
Exemplos:
1
Para Teixeira (1998, p. 35), “a ideia de que a mente funciona como um computador 
digital e que este último pode servir de modelo ou metáfora para conceber a mente 
humana iniciou a partir da década de 40”.
2
“A ideia de que a mente funciona como um computador digital e que este último pode 
servir de modelo ou metáfora para conceber a mente humana iniciou a partir da década 
de 40” (TEIXEIRA, 1998, p. 35).
Quando o nome do autor citado estiver entre parênteses, deve ser escrito com todas as 
letras em maiúscula, conforme o exemplo 2.
No caso de uso das citações com dois ou mais documentos de um mesmo autor que 
foram publicados no mesmo ano, estes devem ser diferenciados pelo acréscimo de letras 
minúsculas do alfabeto após o ano, conforme exemplo a seguir:
(SILVA, 2008a)
(SILVA, 2008b)
(SILVA, 2008c)
Caso haja dois autores com o mesmo sobrenome e mesma data de publicação, 
acrescentam-se as iniciais de seu prenome, conforme exemplo a seguir:
(SILVA, M., 2004)
(SILVA, C., 2004)
Seção 3 de 5
Estrutura de citações
Há alguns modelos distintos de citações que podem ser utilizados pelos alunos durante 
seus projetos. Nesta parte do estudo, você conhecerá os mais utilizados. 
CITAÇÃO DIRETA
A citação direta, de acordo com a NBR 10520 (2002, p. 2), é a “Transcrição literal da 
parte da obra do autor consultado”. Ou seja, nesse tipo de citação deve-se respeitar 
redação, ortografia, sinais gráficos e pontuação do texto original, fazendo uma cópia fiel 
do autor consultado.
// Citação direta curta
A citação curta é de até três linhas e deve ser inserida entre aspas, no interior do 
parágrafo, conforme exemplificado na Figura 2.
Exemplos:
1
No parágrafo: Sobrenome do autor ou dos autores (data, n. da página).
De acordo com Sabadell (2000, p. 31), “o objeto da ciência jurídica é examinar como 
funciona o ordenamento jurídico. Como diz Kelsen, o direito é um conjunto de normas 
em vigor [...]”.
2
No final da citação (SOBRENOME DO AUTOR OU AUTORES, data, n. da página).
“O objeto da ciência jurídica é examinar como funciona o ordenamento jurídico. Como 
diz Kelsen, o direito é um conjunto de normas em vigor [...]” (SABADELL, 2003, p. 
31).
// Citações direta longa
As citações diretas com mais de três linhas devem aparecer em parágrafo distinto, com 
recuo de 4 centímetros da margem esquerda, espaçamento simples, sem aspas e em fonte
10, conforme detalhado na Figura 3.
Exemplos:
1
Para Goldman (2001, p. 58):
Objetivo fundamental da educação, isto é, dos sistemas escolares, em todos os níveis, é o
de prover os estudantes com conhecimento e desenvolver habilidades intelectuais que 
elevem as suas habilidades de aquisição de conhecimento. Isto, de qualquer modo, é a 
imagem tradicional, e eu não conheço nenhuma boa razão para abandoná-la.
2
Objetivo fundamental da educação, isto é, dos sistemas escolares, em todos os níveis, é o
de prover os estudantes com conhecimento e desenvolver habilidades intelectuais que 
elevem as suas habilidades de aquisição de conhecimento. 
Isto, de qualquer modo, é a imagem tradicional, e eu não conheço nenhuma boa razão 
para abandoná-la (GOLDMAN, 2001, p. 58).
// Citação direta: omissão
A omissão é um recurso utilizado quando não é necessário citar integralmente o texto de 
um autor. Porém, deve-se ter o cuidado para não alterar o sentido do texto original. No 
texto, a omissão é indicada por reticências entre colchetes [...]. As omissões podem 
aparecer no início, no fim e no meio de uma citação.
Exemplos:
1
De acordo com Reale (1990, p. 554), “os fenomenólogos pretendem descrever os modos 
típicos como as coisas e os fatos se apresentam à consciência [...] A fenomenologia não é
a ciência dos fatos e sim, ciências das essências”.
2
“Os fenomenólogos pretendem descrever os modos típicos como as coisas e os fatos se 
apresentam à consciência [...] A fenomenologia não é a ciência dos fatos e sim, ciências 
das essências.” (REALE, 1990, p. 554).
// Citação direta: destaque
Quando existe a necessidade de enfatizar alguma palavra, expressão ou frase em uma 
citação direta, pode-se grifá-la. Mas, ao fazer isso, é preciso usar o recurso tipográfico 
negrito na parte do texto a ser destacada e a expressão: grifo nosso.
Essa expressão deve vir entre parênteses, após a indicação da página em que foi retirada 
a citação. Quando já existe destaque no texto original, mantém-se este destaque 
indicando sua existência pela expressão grifo do autor ou grifo dos autores entre 
parênteses.
Exemplos:
1
Hoje, equipados com novas ferramentas e novos conceitos, essas disciplinas, com um 
novo quadro de pensadores, denominados cientistas cognitivos, investigam muitas das 
questões que já preocupavam os gregos há aproximadamente 2500 anos, conforme 
Gardner (1995, p. 18, grifo nosso):
Assim como seus antigos colegas, os cientistas cognitivos de hoje perguntam o que 
significa conhecer algo e ter crenças precisas, ou ser ignorante ou estar errado. Eles 
procuram entender o que é conhecido - os objetos e sujeitos do mundo externo - e as 
pessoas que conhece [sic] - seu aparelho perceptivo, mecanismo de aprendizagem, 
memória e racionalidade. Eles investigam as fontes do conhecimento: de onde vem, 
como é armazenado e recuperado, como ele pode ser perdido?
2
Hoje, equipados com novas ferramentas e novos conceitos, essas disciplinas, com um 
novo quadro de pensadores, denominados cientistas cognitivos, investigam muitas das 
questões que já preocupavam os gregos há aproximadamente 2500 anos.
Assim como seus antigos colegas, os cientistas cognitivos de hoje perguntam o que 
significa conhecer algo e ter crenças precisas, ou ser ignorante ou estar errado. Eles 
procuram entender o que é conhecido - os objetos e sujeitos do mundo externo - e as 
pessoas que conhece [sic] / em bold - seu aparelho perceptivo, mecanismo de 
aprendizagem, memória e racionalidade. Eles investigam as fontes do conhecimento: de
onde vem, como é armazenado e recuperado, como ele pode ser perdido? 
(GARDNER, 1995, p. 18, grifo nosso).
CITAÇÃO INDIRETA
A citação indireta é a interpretação das ideias de um ou mais autores do texto em 
questão. Porém, deve ser mantido o sentido original do texto. A citação indireta não é a 
transcrição literal das palavras do autor; não deve estar entre aspas ou em parágrafo 
distinto. No entanto, devem ser indicado(s) o(s) autor(es) e o ano da obra, conforme 
Figura 4.
Exemplos:
1
No parágrafo: Sobrenome do autor (data)
Uma das preocupações atuais com o avanço das Ciências Cognitivas é, de acordo com 
Teixeira (2004), que a própria ideia de mente seja dissolvida ou, ainda, reduzida à 
atividade cerebral.
2
Ao final do parágrafo: (SOBRENOME DO AUTOR, data)
Uma das preocupações atuais com oavanço das Ciências Cognitivas é que a própria 
ideia de mente seja dissolvida ou, ainda, reduzida à atividade cerebral. (TEIXEIRA, 
2004).
// Citação de informação verbal
Outro tipo de citação é proveniente de informações verbais de palestras, debates, jornais 
de TV ou documentários, por exemplo. Ao fazer uso dessa forma de citação, deve-se 
indicar, entre parênteses, a expressão “informação verbal” no final da citação, 
mencionando os dados disponíveis em nota de rodapé. Cite, pelo menos, o autor da frase
(cargo ou atividade), local (cidade) e data (dia, mês e ano).
Exemplo:
1
As empresas que queiram manter-se no mercado deverão investir também na 
qualificação humana. (Informação verbal).
Na nota de rodapé:
_______________
2
1. Paulo Mattos de Azevedo, Diretor Presidente da XXX, em palestra proferida para 
empresários do setor metalúrgico, no dia 24 de abril de 2008.
Importante: as informações que forem passadas por meio de entrevista só serão 
utilizadas se o pesquisador tiver uma autorização do entrevistado para citar seu nome em
nota de rodapé e nas referências; caso contrário, o pesquisador indica em rodapé uma 
informação genérica para o leitor.
CITAÇÃO DE CITAÇÃO
Nesse caso, é a citação de parte de um texto encontrado em um determinado autor, 
referente a outro autor, ao qual não se teve acesso. Utiliza-se apenas quando não houver 
possibilidade de acesso ao documento original. Essa citação é indicada pela expressão 
apud, que significa “citado por”.
No texto, a citação da citação deve seguir a seguinte ordem: autor do documento não 
consultado, seguido da expressão latina apud (citado por), em formato normal (sem 
itálico), e o autor da obra consultada, conforme observável no exemplo da Figura 5.
Exemplos:
1
Para o movimento iluminista, a luz da razão possibilitaria esclarecer as pessoas, ou seja, 
reeducá-las, longe das ideias medievais, das trevas, do preconceito e das superstições. 
Neste sentido, para Kant (1784 apud REALE; ANTISERI, 1990, p. 669): 
O iluminismo é a saída do homem do estado de menoridade que ele deve imputar a si 
mesmo. Menoridade é a incapacidade de valer-se de seu próprio intelecto sem a guia de 
outro. 
Essa menoridade é imputável a si mesmo se sua causa não depende de falta de 
inteligência, mas sim de falta de decisão e coragem de fazer usos de seu próprio intelecto 
sem ser guiado por outro. Sapere aude! Tem a coragem de servir-te de tua própria 
inteligência! Esse é o lema do iluminismo. 
Perceba que o autor está citando Kant, no entanto, como não houve acesso à obra 
original, o filósofo está sendo citado a partir da referência a ele realizada por Reale e 
Antiseri.
2
Para o movimento iluminista, a luz da razão possibilitaria esclarecer as pessoas, ou seja, 
reeducá-las, longe das ideias medievais, das trevas, do preconceito e das superstições. 
Nesse sentido:
O iluminismo é a saída do homem do estado de menoridade que ele deve imputar a si 
mesmo. Menoridade é a incapacidade de valer-se de seu próprio intelecto sem a guia de 
outro. Essa menoridade é imputável a si mesmo se sua causa não depende de falta de 
inteligência, mas sim de falta de decisão e coragem de fazer usos de seu próprio intelecto 
sem ser guiado por outro. Sapere aude! Tem a coragem de servir-te de tua própria 
inteligência! Esse é o lema do iluminismo (KANT, 1784 apud REALE; ANTISERI, 1990,
p. 669).
Na citação de citação, a referência se inicia pelo nome do autor não consultado. Desta 
forma, a ordem das informações é: referência do autor não consultado, seguido da 
expressão apud e referência do autor consultado.
// Indicação dos autores na citação
Com se não bastassem as diversas variedades de citações, também é importante ter 
atenção às diferentes maneiras de citação para trabalhos com número variado de autores:
// Citação de trabalhos de um autor:
Para Mclnerny (2004, p. 20), “a expressão ‘prestar’ atenção é muito eficaz. Faz-nos 
lembrar que atenção tem um ‘custo’. Atenção requer uma reação ativa e enérgica a cada 
situação, às pessoas e aos elementos que dela fazem parte”.
// Ou
“A expressão ‘prestar’ atenção é muito eficaz. Faz-nos lembrar que atenção tem um 
‘custo’. Atenção requer uma reação ativa e enérgica a cada situação, às pessoas e aos 
elementos que dela fazem parte” (McINERNY, 2004, p. 20).
// Citação de trabalhos de dois autores:
Assim, conforme Warat e Pêpe (1996, p. 50), “Kelsen imagina que o objeto de um saber 
jurídico não pode ser mais do que o conjunto das normas positivas de um Estado, 
aprendidas do ponto de vista de suas formas”.
// Ou
“Kelsen imagina que o objeto de um saber jurídico não pode ser mais do que o conjunto 
das normas positivas de um Estado, aprendidas do ponto de vista de suas formas” 
(WARAT; PÊPE,1996, p. 50).
Veja outro exemplo na Figura 6.
// Citação de trabalhos de três autores: 
Assim, ao refletirem sobre quais condutas devem ser aceitas nos negócios, algumas 
discussões de cunho ético têm se feito presentes principalmente segundo Arruda, 
Whitake e Ramos (2003, p. 53) com “o ensino de Ética em faculdades de Administração 
e Negócios tomou impulso nas décadas de 60 e 70, principalmente nos Estados Unidos, 
quando alguns filósofos vieram trazer sua contribuição”.
// Ou
Assim, ao refletirem sobre quais condutas devem ser aceitas nos negócios, algumas 
discussões de cunho ético têm se feito presentes principalmente com “o ensino de Ética 
em faculdades de Administração e Negócios tomou impulso nas décadas de 60 e 70, 
principalmente nos Estados Unidos, quando alguns filósofos vieram trazer sua 
contribuição” (ARRUDA; WHITAKE; RAMOS, 2003, p. 53).
Confira outros exemplos na Figura 7.
// Citação de trabalhos de mais de três autores:
Nesse caso as variações são maiores. O correto é citar apenas o sobrenome do primeiro 
autor, seguido da expressão latina et al.
Wittmann et al. (2006, p. 19) afirmam que “a pós-graduação é uma prática social 
decisiva no processo da (des)alienação das pessoas”.
// Citação de trabalhos de mais de três autores:
Nesse caso as variações são maiores. O correto é citar apenas o sobrenome do primeiro 
autor, seguido da expressão latina et al.
Wittmann et al. (2006, p. 19) afirmam que “a pós-graduação é uma prática social 
decisiva no processo da (des)alienação das pessoas”.
// Ou
“A pós-graduação é uma prática social decisiva no processo da (des)alienação das 
pessoas” (WITTMANN et al., 2006, p. 19).
Veja outros exemplos na Figura 8.
Quando houver coincidência de sobrenomes de autores, acrescentam-se as iniciais de 
seus prenomes. No caso de persistência de coincidência, colocam-se os prenomes por 
extenso, até que a coincidência seja desfeita, como podemos ver a seguir:
Struve, O Struve, Otto Struve, Otto W.
• Struve, O Struve, Otto Struve, Otto H.
• Struve, F Struve, Friedrich Struve, Friedrich G.
• Struve, F Struve, Friedrich Struve, Friedrich A.
Veja mais exemplos na Figura 9.
As citações indiretas de diversos documentos da mesma autoria, publicados em anos 
diferentes e mencionados simultaneamente, possuem as suas datas separadas por vírgula.
Exemplo:
De acordo com Struve (1996, 2002), uma crença e uma 
atividade religiosa/ espiritual ativa têm um efeito 
curativo significativo pela mudança de atitudes 
específicas e alterações de comportamento, baseados 
principalmente em uma convicção espiritual.
Você pode, ainda, deparar-se com citações de diversos documentos de um mesmo autor, 
publicados em um mesmo ano, as quais são diferenciadas pelo acréscimo de letras 
minúsculas, em ordem alfabética, após a data e sem espaçamento, conforme a lista de 
referências.
Exemplo:
Estudos epidemiológicos analisando as possíveis rotas de
transmissão de hepatite aguda verificaram que a 
transmissão por via sexual é a principal rota de 
contaminação, mostrando-se, inclusive, muito mais 
comum que o uso de droga intravenosa. (STRUVE et al.,
1992, 1995a, 1995b, 1996a, 1996b, 1996c).
Você poderá encontrar citações indiretas de diversos documentos de vários autores,

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