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O papel da ciência no mundo contemporâneo Objetivos: 1. Analisar a importância da ciência no desenvolvimento da humanidade e sua relação entre os povos. 2. Identificar a ciência como elemento essencial para a dominação econômica, cultural e bélica entre as nações. 3. Constatar a relação histórica entre a evolução da ciência e a relação entre as nações, em seu desenvolvimento ao longo das décadas. 4. Analisar a evolução da ciência desde os primórdios da humanidade ao longo da história e sua importância como base dos conhecimentos científicos atuais. QUESTÕES NORTEADORAS A importância da ciência nas recentes transformações sociais e a necessidade na sequência dos projetos científicos em curso e o incentivo/financiamento a novas descobertas. A falta de recursos, as crises econômicas e sua influência no desenvolvimento de projetos científicos de extrema importância para o desenvolvimento e progresso da sociedade. A importância da tecno-ciência como elemento diferenciador e definidor no relacionamento entre nações. Introdução A ciência é, sem dúvida alguma, a grande responsável pelo desenvolvimento e progresso da humanidade. Foi por meio do desenvolvimento científico, ao longo dos anos, que conseguimos desenvolver tecnologia de produção e armazenamento de alimentos, transportes, comunicação, construção, enfim, tudo aquilo que o ser humano necessita para sobreviver foi construído e profundamente transformado devido ao desenvolvimento da ciência. O papel da ciência no mundo contemporâneo Como se definir e identificar, então, o papel da ciência no mundo contemporâneo? Questão fácil de ser respondida, uma vez que em praticamente todas as áreas do conhecimento e das atividades humanas no mundo contemporâneo existe a presença e a influência da atividade científica. Ao mesmo tempo, questão complexa de se responder de forma sintetizada tendo em vista a dimensão das transformações que são decorrentes das atividades tecnológicas promovidas pelos cientistas. O que seria dos transportes, das comunicações, sem a evolução tecnológica atual? Estaríamos ainda nos transportando em carruagens e nos comunicando por meio de pombos-correios? É obvio que a evolução, o progresso da humanidade e toda a configuração que existe no mundo atual devem muito à ciência e aos cientistas. Os países que dominam o conhecimento científico, não por acaso, são aqueles que dominam o planeta. Os países que não investiram no desenvolvimento de tecnologias, vivem em situação de dependência em relação àqueles que, ao contrário, investiram fortemente em tecnologias e despenderam grande parte de seus orçamentos em educação e atividades de pesquisa. Essa relação entre desenvolvimento tecnológico e desenvolvimento econômico é facilmente constatada no planeta ao se verificar os índices que demonstram a qualidade de vida das populações em seus respectivos países. Alguns países (entre eles o Brasil) demoraram para desenvolver seu parque industrial, demoraram para estruturar seu ensino superior e suas universidades, assim como para investir e destinar esforços no sentido de desenvolver suas tecnologias e seu conhecimento científico. A maior fonte de riquezas atualmente é o conhecimento. Países como a Coréia do Sul, Cingapura, Taiwan, representam um percentual insignificante da população mundial; mas, detêm tecnologias de ponta e exportam produtos de alto valor agregado, tendo, em consequência, um PIB (Produto Interno Bruto, que é e soma de todas as riquezas de um país) elevado. Estes países são o maior exemplo de que, um forte investimento em tecnologias e em educação da população certamente resultará no aumento das riquezas do país e proporcionará seu desenvolvimento. A ciência e seu desenvolvimento no mundo contemporâneo é, portanto, fundamental para a qualidade de vida das pessoas e para o progresso de um país; seu papel é de suma importância para que se possa almejar a melhoria nas condições de vida da população e a realização de uma das diretrizes do Estado moderno, que é a busca pelo bem comum. Os primeiros cientistas surgiram, não por coincidência, juntamente com os grandes impérios da humanidade. Todo grande império tem um ciclo histórico, inicia-se com sua formação, seguem-se sua expansão e seu auge, que permanece por um determinado período, logo após inicia-se sua decadência, culminando com sua queda e extinção (extinção como império, permanecendo a estrutura remanescente, normalmente uma nova estrutura de Estado, dominada por povos invasores). O primeiro grande império conhecido foi o egípcio, que se destacava pelas técnicas em cultivar a terra e produzir alimentos às margens do rio Nilo, expandindo-se e dominando extensas áreas territoriais. Este povo legou inúmeras contribuições científicas para a humanidade, como, por exemplo, as técnicas de cultivo de alimentos, as técnicas de construção, observadas em suas pirâmides e demais obras faraônicas (termo originário do faraó, que era o líder supremo deste povo), as técnicas de conservação dos corpos (embalsamento), já se tem notícia, nessa época, de realização de cirurgias no cérebro (denominada trepanação), enfim estas são as principais contribuições deixadas pelos egípcios, em seu período de grande império, aos povos que os sucederam ao longo da história. Há inúmeros cientistas egípcios como Ptolomeu, na matemática, por exemplo. Logo depois surge o império grego, cujo destaque fica para a atuação dos grandes filósofos e os cientistas gregos influenciaram fortemente a civilização ocidental; sua importância foi tão grande que até nos dias atuais nos deparamos com conceitos de Aristóteles, Platão, Sócrates, entre outros. Os conceitos de empirismo[1], de sofisma[2], de silogismo[3], que influenciam até nos dias atuais as ciências foram criados e desenvolvidos nesta época tão importante para a história da humanidade. A própria noção de democracia cujos conceito e prática influenciaram o desenvolvimento do Estado moderno e sua estruturação jurídica Constitucional atual foram lá criados. Foi na Grécia antiga que surgiram os primeiros cientistas (ao menos aqueles que deixaram obras escritas), momento em que se começou a separar o conhecimento decorrente das crenças (a mitologia) e se buscar um conhecimento baseado na experimentação. Todos estes fatos influenciaram profundamente o mundo ocidental, tanto que é comum a identificação do império grego como o berço da civilização ocidental. Posteriormente, surgiu o império romano, outra grande civilização antiga organizada, na qual houve inúmeros desenvolvimentos científicos que influenciaram os nossos dias. A república, o direito romano (serviu de base para a estruturação jurídica dos países da Europa continental até os dias atuais), a interferência do Estado na resolução dos conflitos com a atuação dos pretores (que eram funcionários do império e atuavam na pacificação dos conflitos sociais, foram os precursores dos juízes) foram, entre outras, inovações científicas trazidas por este império. Na sequência da evolução histórica encontramos o período medieval, após a queda do império romano. Este período não apresentou significantes desenvolvimentos científicos uma vez que sua principal característica, foi o retorno do ser humano à vida predominantemente no meio rural, organizada em feudos, que eram grandes propriedades dominadas pelos chamados senhores feudais. O desenvolvimento científico ficou por conta das pessoas ligadas à igreja católica, grande influenciadora da humanidade nesta época. São Tomaz de Aquino e Santo Agostinho foram os principais pensadores neste período, muito longo e pobre de desenvolvimento na história da humanidade, tanto que muitos historiadores denominaram esta época de Idade das Trevas. Não podemos nos esquecer da contribuição dos impérios orientais, que contribuíram com o desenvolvimento científico da humanidade com descobertas como a pólvora, a bússola, entre tantas outras importantes tecnologiaspesquisa acadêmica. Por outro lado, adverte para a necessidade de tomar apontamentos úteis ao pesquisador, no sentido de ter em mãos, via esquemas ou resumos, todo o resultado de suas leituras para otimizar o tempo e melhorar a qualidade do seu trabalho. Ler produtivamente exige habilidade e prática de leitura além de bom domínio do vocabulário técnico da área objeto de estudo. Elaborar esquemas e resumos requer entendimento do que é principal e acessório no texto lido além de capacidade de síntese e representação. Ressalta, ainda, a questão de como realizar pesquisas na internet, Mãos à obra. Tipos de Pesquisa Objetivos: 1. Compreender os diferentes tipos de pesquisa existente. 2. Entender as diferentes formas de se realizar uma pesquisa qualitativa. . É o pesquisador um agente neutro no processo de pesquisa? 2. Como trabalhar os dados de forma que a pesquisa seja válida? A pesquisa científica é essencial para a construção de conhecimento. A sua importância reside na formação acadêmica de quem se propõe realizá-la. Quando se deseja conhecer ou aprender algo, pode- se realizá-la por meio de livros, aulas expositivas, laboratórios, entre outros. A pesquisa científica também é uma forma de se conhecer um objeto. A sociedade contemporânea necessita da pesquisa para desenvolver novos produtos e serviços. O conhecimento também precisa da pesquisa para possuir status de ciência. Atualmente, há vários tipos de pesquisa. Quanto à forma de abordagem, temos a pesquisa qualitativa ou quantitativa. Segundo Oliveira (2001, p. 115), o quantitativo, conforme o próprio termo indica, significa quantificar opiniões, dados, nas formas de coleta de informações, assim como também com o emprego de recursos e técnicas estatísticas como percentagem, média, desvio padrão... (Esta abordagem, portanto, necessita de uma precisão dos resultados para evitar distorções de análise e interpretações, e é usada em pesquisas para saber a intenção de votos em candidatos ao Legislativo e Executivo. Se a população está propensa a votar no candidato X ou Y, entre outras possibilidades. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) faz uso desta abordagem porque precisa de números precisos para quantificar habitantes de uma cidade, Estado, País, como também o número de homens e mulheres, grau de instrução, raça. O que difere uma abordagem quantitativa da qualitativa, é que a segunda não emprega dados estatísticos como centro do processo de análise de um problema. As pesquisas que se utilizam da abordagem qualitativa possuem a facilidade de poder descrever a complexidade de uma determinada hipótese ou problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos experimentados por grupos sociais, apresentar contribuições no processo de mudança, criação ou formação de opiniões de determinado grupo e permitir, em maior grau de profundidade, a interpretação das particularidades dos comportamentos ou atitudes dos indivíduos. (OLIVEIRA, 2001, p. 117) Essa abordagem é muito utilizada em Ciências Sociais, em especial, nos estudos na área de educação. Muitos pesquisadores utilizam a metodologia qualitativa para se aproximar do objeto estudado e dos indivíduos envolvidos na pesquisa. O pesquisador se debruça sobre uma série de dados fornecidos pelos indivíduos analisando e interpretando as atitudes de um indivíduo ou grupo e/ou outras variáveis, conforme os propósitos da pesquisa. Quanto aos procedimentos técnicos, a pesquisa pode ser etnográfica, participante, estudo de caso, pesquisa-ação, bibliográfica. Segundo Severino (2007, p. 119), A pesquisa etnográfica visa compreender, na sua cotidianidade, os processos do dia a dia em suas diversas modalidades. Trata-se de um mergulho no microssocial, olhado com uma lente de aumento. () O pesquisador, neste caso, precisa adentrar no universo, no cotidiano da pesquisa. Se ele escolhe estudar a participação dos pais na escola, por exemplo, deverá buscar ver no dia a dia da instituição, como ela ocorre. Não pode ir apenas um dia para colher dados. Há a necessidade de um período de tempo para se fazer as observações. A pesquisa participante é aquela em que pesquisador e pesquisado ficam numa relação mais próxima. O distanciamento entre eles, tão comum no positivismo(1), adquire outro caráter. Como aponta Severino (2007, p. 20), a pesquisa participante é aquela em que o pesquisador, para realizar a observação dos fenômenos, compartilha a vivência dos sujeitos pesquisados, participando, de forma sistemática e permanente, ao longo do tempo da pesquisa, das suas atividades. O pesquisador coloca-se numa postura de identificação com os pesquisados. Passa a interagir com eles em todas as situações, acompanhando todas as ações praticadas pelos sujeitos. Observando as manifestações dos sujeitos e as situações vividas, vai registrando descritivamente todos os elementos observados bem como as análises e considerações que fizer ao longo dessa participação. () Essa interação entre pesquisador e pesquisado é um componente expressivo neste modelo de procedimento. Na pesquisa-ação, o pesquisador visa a entender e analisar a situação, mas com sentido de uma intervenção na realidade para modificá-la. O conhecimento produzido e disponível é articulado intencionalmente para que a situação pesquisada seja alterada. Como o pesquisador faz a análise e o diagnóstico de uma situação, ele propõe aos sujeitos envolvidos na pesquisa, mudanças para que a realidade inicial seja modificada. Segundo Franco (2005, p. 485), a pesquisa-ação pode ser colaborativa na qual o pesquisador faz parte, mas não decide nos rumos da pesquisa sozinho. Pesquisa-ação crítica, na qual os sujeitos veem que a transformação se dá por meio de um processo cujas decisões são coletivas e sustentadas por reflexões críticas, visando à emancipação de todos os integrantes do grupo. E pesquisa-ação estratégica, nela, a transformação é previamente planejada, sem a participação dos sujeitos, e apenas o pesquisador acompanha os efeitos e resultados. Na pesquisa bibliográfica, o pesquisador utiliza-se dos registros em livros, dissertações, artigos, teses, revistas acadêmicas etc., produzidos por outros especialistas e estudiosos acerca de um tema visando a fazer um estudo a partir dos dados obtidos. Ele não se preocupa em realizar uma pesquisa de campo, como na pesquisa-ação. No estudo de caso, o pesquisador escolhe um que seja representativo para sua pesquisa. Podemos tomar como exemplo, uma escola pública localizada numa periferia de um centro urbano, na qual, os alunos obtêm excelentes notas no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). O pesquisador estuda esta escola como um caso particular que pode vir (ou não) a ser generalizado. Ele vai coletar dados, analisá-los e sistematizá-los, para que outras escolas, na mesma situação possam utilizar a escola pesquisada como uma forma possível de qualidade. Quanto à natureza, a pesquisa pode ser exploratória ou explicativa. Severino (2007, p. 123) faz a seguinte distinção: A pesquisa exploratória busca apenas levantar informações sobre um determinado objeto, delimitando assim um campo de trabalho, mapeando as condições de manifestação desse objeto. Na verdade, ela é uma preparação para a pesquisa explicativa. () Pode ser considerado um estado da arte (2) na qual o pesquisador faz um levantamento dos estudos realizados num determinado período. Ou seja, se se decidiu estudar a questão da participação da família na escola, deverá fazer um levantamento das pesquisas realizadas num determinado período, que pode ser dos últimos dez ou cinco anos. Geralmente, essa busca é feita em bancos de teses de instituições de pesquisa como a CAPES. Essa pesquisa é importante para que o pesquisador possa decidir em que ponto sua pesquisa é relevante, e pode acrescentar aos estudos já realizados na academia. A partir das informaçõesobtidas na pesquisa exploratória, pode-se realizar a pesquisa explicativa que é aquela que, além de registrar e analisar os fenômenos estudados, busca identificar suas causas, seja através da aplicação do método experimental/ matemático, seja através da interpretação possibilitada pelos métodos qualitativos. ( SEVERINO, 2007, p. 123) O uso da pesquisa deve ter a perspectiva de levar o Homem a conhecer melhor a sociedade, a natureza e a ele mesmo. Caso contrário, estará condenado a armadilhas que o tornem alienado e opressor. (1) Defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. Corrente filosófica surgiu na França no século XIX. Seus principais idealizadores são Comte e Mill. (2) Quando o pesquisador precisa documentar o que já foi produzido no campo em estudo. É necessário para explicar o que o trabalho a ser desenvolvido pode contribuir ao estado de conhecimento atual. Projeto de Pesquisa: tema , hipótese, problematização, objetivos gerais e específicos Objetivos: 1. Estabelecer a diferença entre os diversos elementos necessários ao planejamento e desenvolvimento da pesquisa. 2. Propor, no processo de estruturação de uma pesquisa, o tema, o problema, a hipótese e os objetivos que, apresentados de forma integrada, a identifiquem. QUESTÕES NORTEADORAS Qual a relação entre os elementos iniciais que constituem a base metodológica para o planejamento da pesquisa? Por que se diz que, sem problema, não há pesquisa? Qual é o papel da hipótese no planejamento da pesquisa? Como os objetivos direcionam as decisões a respeito do tipo de pesquisa e dos seus procedimentos? Introdução Antes mesmo da elaboração do projeto de pesquisa, existe uma fase inicial, preparatória, em que o pesquisador precisa: escolher um tema para o estudo e delimitá-lo; assegurar-se de que existe um problema proposto e que ele é mesmo uma questão de pesquisa; definir o marco teórico a partir de uma revisão da literatura pertinente e disponível; construir hipóteses e propor o objetivo geral. As fases subsequentes à fase preparatória dizem respeito à elaboração do plano; à execução do que foi planejado; e, por fim, à construção do relatório e sua apresentação conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Nesta aula, toda a atenção está voltada a esta fase preparatória que, como as demais, é de extrema importância na trajetória do pesquisador. O tema e sua delimitação Um tema de pesquisa não é escolhido de qualquer jeito. Esta é uma decisão que exige um cuidado especial. Köche (1997) alerta que um tema de pesquisa deve ser escolhido com base em três considerações: o interesse do pesquisador compatibilidade do tema ao nível de conhecimento do pesquisador a disponibilidade de fontes de consulta Segundo o autor, para decidir a respeito de um tema, o pesquisador precisa considerar, em primeiro lugar, o que realmente é importante e válido para ele próprio, ou seja, o que é de seu próprio interesse. Em seguida, ele precisa analisar o seu grau de envolvimento com o tema e o quanto já o domina, já o conhece, para assegurar-se do quanto pode aprofundá-lo. Por fim, o pesquisador necessita estar seguro da existência, ou não, de fontes que possam sustentar as suas pretensões de estudo dentro do referido tema. O que já existe a respeito, que outros estudos associam-se a ele. O tema de pesquisa após uma primeira decisão, não será um tema genérico como ?avaliação da aprendizagem?, por exemplo. Ele precisa ser delimitado, ou seja, dentro desta área, o que vai ser realmente pesquisado? Com isto, o pesquisador estabelece os limites ou os recortes para o seu estudo. Ele indica, desta forma, o alcance da sua pesquisa. A delimitação do tema exige tomar decisão a respeito do que realmente pesquisar, valendo considerar a relevância que tem para o próprio pesquisador e também para a comunidade, sem esquecer a sua finalidade, a estimativa do custo e de quanto tempo se necessita para concluí-la. (DIEHL; TATIM, 2004) Assim, o tema avaliação da aprendizagem, apresentado acima poderia, delimitado, ser: A avaliação formativa no processo de aprendizagem, em língua portuguesa, nos três primeiros anos do ensino fundamental I. No exemplo dado, nota-se claramente o que constitui o objeto de estudo de interesse do pesquisador. Pode-se perceber que assim, ao mesmo tempo em que o pesquisador define o seu tema e sua delimitação, ele já dispõe possivelmente, do título do seu projeto e também de seu relatório de pesquisa. O projeto de pesquisa e a elaboração do relatório são assuntos que merecem uma atenção especial e serão tratados em aulas próximas. O problema de pesquisa A formulação do problema é o passo fundamental para o planejamento e a estruturação de uma pesquisa. Sem o problema que define exatamente o que se tem de buscar em termos de resposta para a sua solução, não haverá pesquisa. Gil, (2002, p. 24) diz que ?um problema é de natureza científica quando envolve variáveis [?]?. Por outro lado, uma variável é um termo que representa um conjunto de classes ou categorias. Segundo Richardson (1999, p. 117) as variáveis ?são aspectos observáveis de um fenômeno?, ou realidade, e, ?devem apresentar variações ou diferenças em relação ao mesmo (fenômeno) ou a outros fenômenos?. Um problema de pesquisa está bem delimitado quando, através de perguntas pertinentes, especifica com clareza as diversas dúvidas. O problema é a dificuldade sem solução que deve ser respondida, expresso em forma de enunciado interrogativo que contém no mínimo a relação entre duas variáveis. Se não manifestar essa relação é sinal que ele ainda não está suficientemente claro para a investigação. ( KÖCHE, 1997, p. 130) Em termos gerais as variáveis são qualitativas quando representam categorias descritivas e, são quantitativas, quando representam categorias numéricas, escalares. Por exemplo: sexo é uma variável qualitativa que comporta as categorias masculino e feminino. Já salário é uma variável quantitativa, abrangendo uma grande gama de variações, em escala numérica. Voltando ao problema de pesquisa e às variáveis que ele deve evidenciar para o estudo, Gil, (2002, p. 27- 29) afirma que o problema deve ser formulado como uma pergunta deve ser claro e preciso deve ser empírico deve ser suscetível de solução deve ser delimitado a uma dimensão viável Seguindo essas indicações pode-se analisar um problema relacionado ao tema proposto anteriormente, e formulado como segue: Como a avaliação formativa contribui para a aprendizagem em língua portuguesa, nos primeiros anos do fundamental I? (1) Pode-se verificar que se trata de uma questão, uma pergunta. Que a pergunta está clara e objetiva porque especifica o tipo de avaliação e o campo de aprendizagem, além do período a que se volta o estudo. Trata de uma situação real, existente, passível, portanto, de observação. Com as características já apresentadas, trata-se de uma pergunta passível de obter resposta, portanto pode ser solucionada e é tecnicamente viável, considerando a existência do campo de pesquisa. As variáveis apresentadas no problema ora analisado são avaliação formativa e aprendizagem em língua portuguesa. Estas variáveis são qualitativas, descritivas, não se traduzem numericamente. A variável avaliação formativa aparece como variável independente e aprendizagem em língua portuguesa, como variável dependente. Ou seja, a segunda decorre da primeira. As variáveis a serem estudadas devem ser descritas em termos conceituais e operacionais, tornando claro o que significam teoricamente e como se traduzem, na prática, para observação imediata. A delimitação do problema, que compreende a sua definição e enunciado, não se executa em um momento específico e isolado dos outros. Ela é decorrente e vai se efetuando à medida que se desenvolve a revisão da literatura, a construção do marco de referência teórica, e se estende até o términoda elaboração do projeto. Até esse momento ocorrem delimitações progressivas e provisórias, pois o aumento do acervo cultural informativo proporcionado pela revisão de literatura, as condições operacionais ou circunstanciais da pesquisa poderão levar à sua reformulação ou correção. Na prática, à medida que progride a investigação, o problema torna-se mais claro, podendo até mesmo ser reformulado progressivamente. (KÖCHE, 1997, p. 131) Nota-se que a formulação e as decisões a respeito do problema e dos outros elementos, que constituem a fase inicial da pesquisa, estão entrelaçados, são interdependentes e podem sofrer modificações na medida em que avançam os estudos e o conhecimento do tema proposto. Formulação de hipóteses Formulação de hipóteses Apresentado um problema, passível de solução, já se tem a base para iniciar uma pesquisa. Se o problema pode ser solucionado, qual seria a solução? Qual a possível resposta à pergunta formulada? Gil, (2002, p. 31) afirma que ?a hipótese é a proposição testável que pode vir a ser a solução do problema.? Desta forma, as hipóteses, serão apresentadas em conformidade com o problema proposto para a pesquisa. E, agora, como pode o pesquisador imaginar, por hipótese, qual a solução do problema de pesquisa antes de o estudo ter sido realizado? Gil, (2002, p. 35-36) diz que a construção de hipóteses pode partir dos seguintes pontos: ?observação [?] resultados de outras pesquisas [?] teorias[?] intuição?. Por outro lado, o referido autor (p. 36-38) aponta como características de uma hipótese, útil ao trabalho do pesquisador, as qualidades seguintes: ser conceitualmente clara; ser específica ter referências empíricas; ser parcimoniosa; estar relacionada com as técnicas disponíveis; estar relacionada com uma teoria. Assim, partindo-se da observação do que ocorre na realidade, ou dos resultados encontrados em relatórios de pesquisa, ou ainda, mais relevante, da análise das teorias relacionadas ao objeto de estudo, ou mesmo de intuições do pesquisador mais experiente; pode-se propor hipóteses testáveis e de valor básico para a condução da pesquisa e análise dos seus resultados. Para se ter garantia da formulação de uma boa hipótese de pesquisa (2) os conceitos enunciados afirmativamente, devem ser claros e, de preferência, definidos em termos operacionais. Por outro lado, precisam dizer respeito ao que se quer realmente verificar e que seus conceitos integrem a realidade em que se desenvolve o estudo; uma boa hipótese precisa ainda ser simples, modesta e, para ser testada, necessita dispor de técnicas tanto para a coleta de dados, quanto para a análise dos resultados obtidos, sem esquecer uma teoria consistente que lhe dê respaldo. […] as hipóteses são afirmações que devem ser testadas empiricamente. O teste significa submeter a hipótese a confirmação ou rejeição. Por exemplo, para testar a hipótese a renda mensal média dos operários de Belo Horizonte é de três salários mínimos, pode-se escolher uma amostra representativa dos operários de BH, trabalhar com dados estatísticos do Censo ou da Secretaria do Trabalho de Minas Gerais. […] Se a análise dos dados indica que a renda média está próxima dos três salários mínimos, confirma-se a hipótese. Se a renda média é muito mais alta ou mais baixa, a hipótese é rejeitada. (RICHARDSON, 1999, p. 110) Analisando o exemplo dado pelo autor, pode-se encontrar neste enunciado, os elementos anteriormente apresentados e discutidos no sentido de que se trata de um instrumento de trabalho do pesquisador, constituindo uma ?proposição declarativa, que relaciona entre si as variáveis que dizem respeito a um determinado fenômeno ou problema. É a solução provisória proposta como sugestão no processo de investigação [?]? conforme Köche (1997, p. 108) (3) . Em continuidade aos exemplos a respeito do tema avaliação da aprendizagem, apresentados anteriormente, a hipótese poderia ser: A avaliação formativa, pelos seus elementos de retroalimentação e intervenção, aumenta as médias obtidas pelos alunos em língua portuguesa nos primeiros anos do Fundamental I. A indicação dos objetivos Continuando o esforço de organização e parametrização do estudo a ser realizado, cabe agora ao pesquisador definir os objetivos do seu trabalho. São dois os momentos para a fixação dos objetivos. Um primeiro momento diz respeito ao objetivo geral, e o segundo, trata dos objetivos específicos. Richardson (1999) diz que enquanto o objetivo geral define o que se quer alcançar de uma forma ampla, geral, os objetivos específicos definem passo a passo o que deve ser realizado para se atingir o objetivo geral. O autor ainda sugere que, pela lógica da pesquisa, o primeiro específico seja exploratório, e o segundo seja descritivo. Dependendo da profundidade do estudo, um terceiro objetivo deve ser explicativo. Para ele, no entanto, todos os objetivos devem ser claros, devem apresentar uma só ideia e devem referir- se estritamente ao trabalho que será realizado. Vale ressaltar que um objetivo trata de uma ação futura, portanto deve ser redigido começando com um verbo no infinitivo e, gramaticalmente, conter só um sujeito e um complemento. Diehl (2004, p. 97) entendem que o objetivo geral ?determina o que se pretende realizar para obter resposta ao problema proposto, de um ponto de vista geral?. Para estes autores, os objetivos específicos indicam especificidades a serem estudadas e que devem ser apresentadas no final do trabalho. Para completar os exemplos referentes ao tema avaliação da aprendizagem, pede-se indicar como objetivo geral ?Analisar a relação entre a prática da avaliação formativa e os resultados da aprendizagem em língua portuguesa, no primeiro ciclo do fundamental I?. O desmembramento deste objetivo poderia resultar nos seguintes objetivos específicos: Identificar os elementos constituintes da avaliação formativa e seu potencial na promoção da aprendizagem. Comparar os resultados de aprendizagem, em língua portuguesa, de alunos que participam de avaliação formativa no decorrer dos primeiros anos do fundamental I. Constatar a relação existente entre o processo de avaliação formativa e o aumento da aprendizagem em língua portuguesa na primeira fase do fundamental I. Com este conjunto de decisões a respeito do trabalho a ser realizado, já se pode delinear o projeto de pesquisa. Pode-se observar que o problema, a hipótese e os objetivos dão claras orientações a respeito do referencial teórico que será necessário ao estudo, ao tipo de pesquisa que deve ser realizado e quais os procedimentos metodológicos capazes de fornecer os dados para a concretização do estudo. (1) Outras formulações possíveis para o problema: Qual a contribuição da avaliação formativa para a aprendizagem em língua portuguesa, nos primeiros anos do fundamental I? Qual a relação entre aprendizagem em língua portuguesa, e a prática de avaliação formativa, nos primeiros anos do fundamental I? (2) ?As hipóteses formuladas com base em marco referencial que o pesquisador elabora denominam-se hipóteses de pesquisa ou hipóteses de trabalho. Geralmente, o pesquisador acredita que suas hipóteses são verdadeiras, à medida que derivam de uma teoria adequada.? (RICHARDSON, 1999, p. 110). (Grifo dos autores deste texto) (3) O problema é um enunciado interrogativo enquanto que a hipótese é um enunciado afirmativo. As hipóteses, através das definições de suas variáveis, contêm uma especificidade maior do que a existente no enunciado do problema. (KÖCHE, 1997, p. 108). CONTINUE ESTUDANDO: Analise o conjunto das decisões tomadas a respeito do estudo em avaliação da aprendizagem e que se encontram destacadas a seguir: Tema - Avaliação da aprendizagem Tema delimitado - A avaliação formativa no processo de aprendizagem, em língua portuguesa, nos três primeiros anos do ensino fundamental I. Problema - Como a avaliação formativa contribui para a aprendizagem emlíngua portuguesa, nos primeiros anos do fundamental I? Hipótese ? A avaliação formativa, pelos seus elementos de retroalimentação e intervenção, aumenta as médias obtidas pelos alunos em língua portuguesa nos primeiros anos do Fundamental I Objetivo geral - Analisar a relação entre a prática da avaliação formativa e os resultados da aprendizagem em língua portuguesa, no primeiro ciclo do fundamental I. Objetivos específicos - Identificar os elementos constituintes da avaliação formativa e seu potencial na promoção da aprendizagem. Comparar os resultados de aprendizagem, em língua portuguesa, de alunos que participam de avaliação formativa, no decorrer dos primeiros anos do fundamental I aos de um grupo controle, não submetido a um processo de avaliação formativa. Constatar a relação existente entre o processo de avaliação formativa e o aumento da aprendizagem em língua portuguesa, na primeira fase do fundamental I. 1) Analise a forma, a pertinência e a relação que existe entre os diversos elementos apresentados. 2) Verifique se os objetivos específicos são necessários e suficientes para a obtenção da resposta ao problema que se propõe 3) Tente seguir este caminho lógico, com base no estudo realizado. Siga passo a passo. Quando definir o tema, leia um pouco a respeito. Isto ajudará a tomar as decisões seguintes. Projeto de Pesquisa: referencial teórico, metodologia, referências, apresentação do projeto Objetivos: 1. Analisar o processo de elaboração e apresentação do projeto de pesquisa. 2. Relacionar a qualidade do projeto da pesquisa ao desenvolvimento dos seus processos de coleta e análise de dados. 3. Utilizar as normas da ABNT, na apresentação do projeto de pesquisa. Por que se faz necessário o projeto de pesquisa? Qual a relação entre as decisões iniciais a respeito do problema e dos objetivos e a indicação do tipo de pesquisa e ser realizado? Qual a relação entre o tipo de pesquisa e os procedimentos metodológicos que lhe são necessários? Quais as partes que constituem o projeto de pesquisa? Introdução Na aula anterior foram percorridos os passos que levam à definição do tema, do problema e dos objetivos. Esses elementos se apresentam como condições, sem as quais, torna-se impossível qualquer tentativa honesta para se chegar à sistematização do conhecimento. Algumas decisões ainda são necessárias e, sem dúvida, são decorrentes destas anteriores, daí a sua importância e a sua colocação em primeiro plano. Nesta aula, estão em destaque o tipo de pesquisa e seus procedimentos metodológicos, bem como o levantamento da literatura que dá suporte para todo o projeto que se está delineando. Em complemento serão analisados os componentes do projeto de pesquisa formalizado e pronto para ser apresentado, conforme as normas da ABNT. Tentando uma classificação para a sua pesquisa Seguindo o caminho trilhado até o momento, pode-se dizer que a natureza do problema proposto para a pesquisa, pelas variáveis nele contidas, pode indicar uma pesquisa quantitativa, se a coleta de dados e o tratamento das informações obtidas demandarem quantificações e análises estatísticas ou, qualitativa quando exigirem a descrição, interpretação e/ou classificação de fenômenos da realidade social. (DIEHL; TATIM, 2004) Tomando por base o objetivo geral, também já determinado, pode-se conceber uma pesquisa exploratória ou uma pesquisa descritiva. A pesquisa exploratória tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses. Na maioria dos casos, envolve o levantamento bibliográfico, a realização de entrevistas com pessoas que possuem experiência prática com o problema pesquisado e a análise de exemplos que estimulem a compreensão. (DIEHL; TATIM, 2004, p.54) Para os autores, a pesquisa descritiva tem como objetivo caracterizar uma determinada população ou ainda estabelecer relações entre variáveis, sendo assim realizada num nível mais aprofundado de conhecimento, exigindo aplicação de técnicas de coleta de dados por meio de questionários e observações sistemáticas. Algumas pesquisas descritivas vão além da simples identificação da existência de relações entre variáveis, e pretendem determinar a natureza dessa relação. Neste caso tem-se uma pesquisa descritiva que se aproxima da explicativa. Há, porém, pesquisas que, embora definidas como descritivas com base em seus objetivos, acabam servindo mais para proporcionar uma nova visão do problema, o que as aproxima das pesquisas exploratórias. ( GIL, 2002, p. 42) Esta visão apresentada pelo autor, dá uma certa flexibilidade ao pesquisador iniciante, no que diz respeito à classificação de sua pesquisa, no momento de delineá-la, em termos mais amplos. O autor apresenta ainda uma classificação com relação aos procedimentos técnicos de coleta de dados cujas fontes podem ser bibliográficas, impressas (fontes secundárias) ou podem ser pessoas (fontes primárias). No primeiro caso estão a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental e, no segundo, o levantamento, o estudo de caso e o estudo de campo, entre outros. Note-se que a pesquisa bibliográfica é necessária em qualquer pesquisa, mesmo àquelas que buscam dados em fontes primárias, uma vez que provém dela o referencial teórico que embasa não só os limites e as finalidades do estudo, mas, sobretudo, fornece elementos às suas conclusões. No que diz respeito à distinção entre o levantamento e o estudo de campo o autor diz que o levantamento se caracteriza […] pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Basicamente, procede- se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes aos dados coletados. […] De modo geral pode-se dizer que o levantamento tem maior alcance e o estudo de campo, maior profundidade. […] O levantamento procura ser representativo de universo definido e oferecer resultados caracterizados pela estatística. Já o estudo de campo procura muito mais o aprofundamento das questões propostas do que a distribuição das características da população segundo determinadas variáveis. (GIL, 2002, p. 50-52) Feita a distinção entre o levantamento e o estudo de campo, o autor ainda apresenta as características do estudo de caso, indicando que ?consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento, tarefa praticamente impossível mediante outros delineamentos já considerados?. (GIL, 2002, p. 54) O referido autor considera que este estudo é apropriado para investigações exploratórias, mas, citando Yin, (2001) (1) aponta que sua indicação é adequada para estudos em que há pouca possibilidade de distinção entre o objeto de estudo e o contexto social de que faz parte. Como se pode observar, classificar um estudo é uma tarefa que exige um conhecimento amplo não só do objeto sob investigação, mas dos processos de busca da informação pertinente, necessária e suficiente para concluir o estudo. Isto exige do pesquisador iniciante uma certa paciência e determinado esforço para, aos poucos, perceber esse emaranhado, principalmente, contando com uma orientação segura dos autores e dos professores que orientam estes estudos acadêmicos. Em busca de instrumentos para a coleta de dados Em grande parte, o sucesso de um trabalho de pesquisa se deve à qualidade dos instrumentos utilizados para coletar os dados da realidade para que sejam submetidos à análise, interpretação, comparação ou outras estratégias que se fizerem necessárias à conclusão do estudo, consistindo em atingir os objetivos propostos e responder à questão que se constituiu em problema de pesquisa. Neste ponto, com base em Richardson (1999), apresentam-se algumas considerações a respeito dos instrumentos mais utilizados. O questionário aparececomo um instrumento bastante utilizado, permitindo descrever as características de um grupo social com relação a escolaridade, preferências, idade, sexo, por exemplo. Para o autor o questionário é uma entrevista estruturada, unilateral. A entrevista é um instrumento de comunicação bilateral que exige a interação entre as pessoas, dá-se em situação face a face, podendo ser mais flexível, sem a formatação rígida da entrevista estruturada. Trata-se aqui da entrevista em profundidade, que exige do pesquisador muita habilidade e conhecimento da ?área de conhecimento?, do ?objeto de estudo?. A análise de conteúdo que pode ser entendida como análise do discurso por um lado e análise documental por outro é importante instrumento de coleta de dados para a pesquisa social. Para Richardson (1999, p. 222) ?[?] o estudo dos símbolos e das características da comunicação é básico para compreender o homem, sua história, seu pensamento, sua arte e suas instituições?. O autor continua, em relação à análise documental e de conteúdo, a afirmar que, nas sociedades contemporâneas, o registro escrito dos fatos sociais de ocorrência diária realiza-se por meios diversos como jornais, revistas etc. Também o homem utiliza a escrita para registrar em diários, memórias, autobiografias, romances, obras científicas e técnicas, desde suas experiências mais íntimas até os conhecimentos científicos mais sofisticados. […] Os documentos e as estatísticas não são as únicas fontes que podem fornecer informações referentes a fenômenos sociais. Existe uma variedade de outros elementos que possuem um valor documental para as Ciências Sociais: objetos, elementos iconográficos, documentos fotográficos, cinematográficos, fonográficos, […] reúne e expressa, muitas vezes de maneira dispersa e fragmentária, as manifestações da vida social em seu conjunto e em cada um dos seus setores. (RICHARDSON 1999, p. 228) Com essas ideias do autor, considerando que cada pesquisa, demanda um estudo para a sistematização do referencial teórico, há de se supor que a pesquisa bibliográfica, mesmo quando subsidiária de outro tipo de pesquisa, exige uma compreensão e uma decodificação da linguagem, numa análise que permita compreender o que está escrito, contextualizando-o e buscando o significado que apresentam, sem esquecer também de perscrutar o que não está escrito e porque não foi evidenciado. Elaborando o projeto de pesquisa para apresentação formal A esta altura, o pesquisador já tem definidos todos os elementos da sua pesquisa: o problema, os objetivos, o tipo de pesquisa, as fontes de informação, os instrumentos de coleta de dados, o local de realização, a abrangência e a profundidade das análises, o que espera como resultados. Está tudo pronto para começar a pesquisa propriamente dita, seu desenvolvimento, sua concretização. Poder-se-ia dizer que com os seus rabiscos e anotações, o pesquisador poderia, tranquilamente, começar o seu trabalho e obter sucesso. Entretanto, algumas vezes, o projeto de pesquisa precisa ser submetido a aprovação do orientador, ou de algum órgão financiador ou, ainda, de alguma instituição em processos de seleção para cursos avançados de pós-graduação. Neste caso, cumpre elaborar cuidadosamente o projeto para ser apresentado, conforme as normas instituídas. É desta formalização que se trata neste momento. Salvo alguma recomendação específica, o projeto de pesquisa deve ser apresentado conforme a norma brasileira (NBR 15.287:2011) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Esta norma obedece, por sua vez, a um conjunto de normas anteriores como a 6023 que trata das referências, a 6024 que trata da numeração progressiva das seções de um documento, a 6027 que diz respeito ao sumário, a 6034 que indica como apresentar o índice e a 10.520 que trata das citações, entre outras. Não é para afligir-se com tanta norma, aos poucos isso parece natural e a norma está aí para ser consultada sempre que houver dúvida. A norma 15.287 (2011, p.2) diz que um projeto é a ?descrição da estrutura de um empreendimento a ser realizado?. Ora se é para ainda ser realizado, é uma descrição de alguma coisa que vai acontecer no futuro. É previsão, não constatação. Esta apresentação precisa ter pela ordem, conforme a norma em pauta, capa, folha de rosto, listas, sumário. Em seguida a esses elementos vem o fundamental que diz respeito aos elementos textuais do projeto de pesquisa. O texto deve ser constituído de uma parte introdutória, na qual devem ser expostos o tema do projeto, o problema a ser abordado, a(s) hipótese(s), quando couber(em), bem como o(s) objetivo(s) a ser(em) atingido(s) e a(s) justificativa(s). É necessário que sejam indicados o referencial teórico que o embase, a metodologia a ser utilizada, assim como os recursos e o cronograma necessários à sua consecução. (NBR 15287: 2011, p. 5) O texto deve ser finalizado, obrigatoriamente, com as referências e pode ainda conter glossário e apêndice. Saindo agora do rigorosamente normatizado, o que conta é mesmo a capacidade de o pesquisador colocar por escrito, quase artisticamente, tudo o que foi decidido antes. Köche (1997) diz que uma pesquisa se completa em quatro etapas: a primeira, preparatória, da qual já falamos na aula anterior. A segunda, a da elaboração do projeto de pesquisa, que é o objeto desta aula. A terceira, que consiste na execução do plano elaborado. A quarta e última etapa consiste na construção do relatório de pesquisa para divulgação dos resultados. Concentrado na segunda etapa, o autor diz que o projeto de pesquisa é um plano escrito, no qual aparecem os seguintes itens (KÖCHE, 1997, p. 134): “tema, problema (o que é investigado?) e justificativa (por que é investigado?); objetivos (para quê e para quem é investigado?); quadro de referência teórica (fundamentado em qual conhecimento?); hipóteses, variáveis e respectivas definições empíricas (que soluções ou explicações são sugeridas?); metodologia (como, com o quê ou com quem, onde?), especificando o design, a população, a amostra, os instrumentos e o plano de coleta, tabulação e análise dos dados; descrição do plano piloto; orçamento (com quanto – que recursos financeiros são necessários?) e cronograma (quando – quanto tempo destinado a cada etapa?); referências bibliográficas (que fontes foram consultadas?); anexos: modelo dos instrumentos. A listagem apresentada pelo autor é bastante completa e, todas essas informações, quando requeridas, deverão constar do projeto de pesquisa. Mas, o projeto de pesquisa, diferente do relatório final, não deve ser extenso. Deve conter essas informações de maneira sucinta e, segundo Gil (2002), abrange as seguintes partes: a introdução, a metodologia, o cronograma de execução, os recursos necessários e o custo do projeto. Observe-se que há acordo entre essa sugestão e a orientação da NBR 15.287, anteriormente indicada. Gil (2002) enfatizando que a ordem sugerida não precisa ser rigidamente seguida, propõe que a introdução seja composta pela justificativa, pela definição e delimitação do problema, pela revisão da literatura, pelos objetivos e/ou hipóteses. Para o autor, não é obrigatório que todas as pesquisas apresentem hipótese. Uma pesquisa exploratória, por exemplo, muitas vezes exige apenas objetivos. Continuando suas sugestões, o autor informa que a metodologia deve precisar o tipo de pesquisa, a população investigada, as técnicas de coleta de dados e os procedimentos de análise dos dados coletados. No que se refere ao estilo do texto, Gil, (2002) lista como qualidades imprescindíveis, a impessoalidade, a objetividade, a clareza, a precisão, a coerência, a concisão e a simplicidade. Estes elementos são característicos de uma boa redação de texto, em qualquer circunstância da vida do pesquisador. Com toda essa quantidade de informações, é normal que o pesquisador iniciante tenha muitas dúvidas ao escrever o seu projeto. É necessário mantera calma e consultar sempre as instruções da instituição para a qual será apresentado o plano de pesquisa. Muitas vezes, a distribuição dentro dos tópicos ou partes do plano, aparece em ordens diferentes, outras vezes, o que faria parte de um tópico, aparece como um outro tópico. O que importa realmente, é que o conjunto de decisões tomadas apareça de forma sistematizada, coerente e bem escrita, além de atender às expectativas da NBR e também da instituição solicitante do projeto. Como todo texto, o projeto de pesquisa precisa ser completo, encadeado, ter coesão e coerência em cada ideia, em cada parágrafo, em cada uma de suas partes e no seu conjunto. Trabalho de artesão, de artista das letras. (1) YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2.ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. Relatório de Pesquisa Objetivos: 1. Analisar a composição do relatório de pesquisa em face do cumprimento de seu papel na comunicação dos resultados pelo pesquisador. 2. Situar as diferentes partes do relatório de pesquisa de modo a constituir um conjunto detalhado de informações relevantes. QUESTÕES NORTEADORAS Por que elaborar um relatório após a conclusão de uma pesquisa? Como escrever um relatório de pesquisa de modo que as partes se interconectem para a obtenção de uma comunicação clara e objetiva? Qual a relação entre o projeto de pesquisa e o relatório final e/ou monografia a ser apresentada? Introdução Esta aula trata da elaboração do relatório de pesquisa, enquanto etapa fundamental para que o pesquisador torne público os resultados do seu trabalho. Nele, além de descrever o processo de construção da pesquisa, o autor faz uma reflexão a respeito dos resultados obtidos e apresenta argumentos para as suas conclusões. Um relatório de pesquisa obedece a um esquema lógico de apresentação, abrangendo introdução, desenvolvimento e conclusão, como partes principais do trabalho. Trata-se da apresentação do texto, propriamente dito. As demais partes são chamadas de pré-textuais e pós-textuais, por se posicionarem antes e depois do texto central. Tratando-se de comunicação escrita, faz-se necessário um cuidado especial com a linguagem, cabendo ao autor debruçar-se na sua construção. Um relatório de pesquisa assume um estilo monográfico e, no mundo acadêmico, assume as formas de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Graduação ou Especialização, Dissertação de Mestrado ou Tese de Doutorado. A linguagem do relatório O relatório precisa ser escrito com linguagem simples e sempre orientado aos seus principais leitores. A linguagem simples não significa linguagem descuidada, pelo contrário, ela precisa ser correta e de certa maneira agradável, elegante. Gil (1999), indica algumas qualidades inerentes a uma linguagem acadêmica: Impessoalidade: referindo-se à redação na terceira pessoa. Objetividade: sugerindo uma linguagem direta e uma argumentação com base em dados relevantes e não em opiniões. Clareza: alertando para o uso de um vocabulário adequado em termos de economia e significado das palavras. Precisão: referindo-se à nomenclatura técnica, às expressões exatas, ao uso de adjetivos e advérbios que não distorçam a percepção da realidade. Coerência ? tratando-se da organização lógica e ordenada dos títulos e subtítulos. Concisão ? sugerindo frases completas, períodos curtos, parágrafos bem delimitados. Estes pontos são exatamente os requeridos para uma boa redação. Nada excepcional, apenas o esperado para a elaboração de um discurso: logicidade, clareza, palavras bem escolhidas. Salomon, (2001, p. 356), referindo-se à linguagem científica, diz que são necessários a ela, confirmando o que foi apresentado anteriormente, o que segue. a) correção gramatical: convém sempre solicitar a contribuição de um conhecedor da língua e da gramática para nos auxiliar; b) exposição clara, concisa, objetiva, condizente com a redação científica; c) cuidado para evitar períodos extensos; d) preocupação em redigir com um estilo capaz de equilibrar a simplicidade com o movimento, evitando o colóquio excessivamente familiar e vulgar, a ironia causticante, os recursos retóricos; e) linguagem direta; f) precisão e rigor com o vocabulário técnico, sem cair no hermetismo. Analisando as propostas dos autores vê-se claramente que elas são complementares, sobrepondo-se em alguns momentos. A respeito da introdução, do desenvolvimento e da conclusão Segundo Köche (1997, p.144), ?o objetivo principal da introdução é situar o leitor no contexto da pesquisa. [...]Ela tem um caráter didático de apresentar o que foi investigado, levando-se em conta o leitor a que se destina e a finalidade do trabalho?. Para o autor, numa introdução cabem informações a respeito do problema, dos objetivos, da justificativa, das definições, da metodologia, do marco teórico das hipóteses, das dificuldades ou limitações do estudo. Cabe aqui uma observação: esse conjunto de informações foi detalhado no projeto de pesquisa, quando o pesquisador tomou decisões a respeito do que pesquisar, por que pesquisar e como realizar a pesquisa. No projeto, também aparece um esboço do marco teórico. Disto depreende-se que o pesquisador que cuidou de elaborar um bom projeto, encontrará nele os elementos para a introdução do seu relatório de pesquisa. Faltam alguns dados referentes a dificuldades e limitações, o que indica que a introdução, mesmo aparecendo no primeiro momento do relatório, só pode ser concluída após as análises e conclusões, ou seja no final. Gil (1999), entende que nesta parte introdutória merecem atenção especial o problema da pesquisa e a metodologia utilizada. Para isto não basta proceder ao enunciado do problema. É necessário que este esteja inserido num contexto mais amplo que aponte as razões que determinaram sua investigação. […] Exige também que se considere a relevância teórica e prática do problema, bem como a designação das hipóteses de trabalho ou dos objetivos específicos do problema. ( GIL, 1999, p. 188) Com relação à metodologia, o autor aponta a necessidade de informar a natureza e o tipo de pesquisa, quais as técnicas de coleta de dados, quais os informantes, quando e onde foi realizada a pesquisa, como foram operacionalizadas as variáveis e quais as técnicas de análise de resultados. Bem, a parte substancial do relatório se constitui no desenvolvimento. ?De modo mais geral é a mais extensa e pode ser subdividida [...]Esta parte, que também é designada como corpo ou desenvolvimento, envolve, de modo geral, a descrição, a análise e a interpretação dos dados?. (GIL, 1999, p. 189). O autor considera que a interpretação dos dados seja a parte fundamental do relatório uma vez que ela apresenta o significado mais profundo dos resultados a partir da relação que estabelece com outros conhecimentos já divulgados. Após isto, é a vez da conclusão. Para esta parte, concorrem todos os passos anteriormente desenvolvidos. ?Sua finalidade básica é ressaltar o alcance e as consequências dos resultados obtidos, bem como indicar o que pode ser feito para torná-los mais significativos. [?] As conclusões derivam naturalmente da interpretação dos dados.? (GIL, 1999, p. 190) A respeito dos elementos pré-textuais e pós textuais Terminada a parte substancial do relatório, cuidam-se dos elementos pré-textuais. Eles incluem a folha de rosto, a folha de aprovação, dedicatória, agradecimentos, resumo, sumário e listas de tabelas, figuras, gráficos, siglas. Para a elaboração desta parte do relatório, cumpre observar as normas da ABNT ou indicações da própria instituição para a qual se prepara o relatório. Os elementos pós textuais incluem as referências, apêndices e anexos. Também aqui, vale seguir normas da ABNT ou manuais de orientação institucionais. Considerações finais Nesta aula o foco da apresentação foi a elaboração do relatório de pesquisa. Ficou clara a importância da linguagem como forma de comunicação e divulgação dosresultados. Evidenciou-se, ainda, o valor do projeto de pesquisa como norteador de todo o estudo e, também, como fonte reserva dos elementos necessários à construção da introdução do relatório. Por outro lado, chamou-se a atenção para a reflexão e a interpretação dos dados como fatores determinantes das análises que permitem chegar às conclusões, além de permitir verificar o que faltou para se chegar a melhores resultados dando vez às sugestões, inclusive, de novos problemas... geradores de novas pesquisas. Artigo Científico Objetivos: 1. Analisar as propriedades do artigo científico para a divulgação de resultados de pesquisa. 2. Discutir as fases de construção do artigo científico. Qual a importância do artigo científico para a divulgação do conhecimento? Como se prepara um artigo para publicação? Introdução O artigo é considerado uma comunicação escrita, é elaborado como trabalho acadêmico. Normalmente, o artigo científico é produzido para ser publicado em revista especializada, apresentando resultados completos ou parciais sobre determinada área de conhecimento. Nos cursos de graduação há uma grande preocupação em desenvolver o hábito da pesquisa. Neste caso o artigo científico é um elemento muito requisitado pelos professores. É uma atividade que faz parte da rotina da produção acadêmica. O artigo é solicitado em alguns cursos de especialização, como trabalho de conclusão de curso. Importância do artigo científico O artigo é muito importante porque apresenta informações e resultados de pesquisa, que devem ser colocados com clareza e de forma concisa. São escritos para publicação em periódicos científicos, mas, atualmente, estão sendo produzidos também em cursos de graduação para, além de desenvolver a pesquisa nesse nível de ensino, colocar o aluno ou pesquisador iniciante em contato com os teóricos que escrevem sobre o tema em questão. O artigo científico publicado em periódico bem avaliado, tem muito valor acadêmico, o que pode favorecer o ingresso do aluno no curso de mestrado e doutorado. É considerada uma publicação de alto nível, portanto, essa produção de pesquisa caminha junto com a formação do graduando, bem como o auxilia no crescimento e amadurecimento intelectual. A avaliação do artigo é feita de acordo com o conjunto de procedimentos denominado Qualis, estabelecido pela CAPES (1) que criou uma estratificação da produção científica nos programas de pós-graduação (mestrado e doutorado). Esse processo foi elaborado para atender às necessidades específicas do sistema de avaliação e toma por base as informações fornecidas por meio de aplicativos de Coleta de Dados. O resultado disso é uma classificação dos periódicos utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da produção. A classificação da qualidade dessa produção é realizada de forma indireta. Dessa forma, o Qualis determina o nível de qualidade dos artigos e de outros tipos de periódicos a partir da análise da qualidade dos instrumentos de divulgação, isto é, periódicos científicos. A classificação de periódicos é realizada pelas áreas de avaliação e passa por um processo anual de atualização. Esses instrumentos de divulgação são enquadrados em estratos indicativos de qualidade em ordem decrescente, que os classifica: A1 o maior conceito; A2; A3; A4; A5 e finalmente C que tem peso zero . Qualquer artigo no nível A é considerado um trabalho muito bom. É importante lembrar que um graduando só consegue publicar num periódico como esse, em parceria de um professor doutor. A importância de publicar artigos em periódicos com essa classificação, determina inclusive o nível dos programas de pós-graduação. Por esse motivo, o aluno da graduação é estimulado a elaborar pesquisas e produzir artigos. Essa produção é importante para seu crescimento acadêmico, para o sucesso do próprio curso e, no caso de aluno de pós-graduação, determina o avanço dentro do programa. Como se escreve um artigo O artigo segue a norma-padrão da ABNT (2), mas o número de laudas mínimo e máximo e alguma outra especificidade são determinados pela revista a que se destina ou pelo professor ou curso que o solicita como trabalho acadêmico. A estrutura de um artigo científico é composta por três partes importantes: A primeira parte é denominada pré-textual (com o título, nome do autor, resumo do texto em língua vernácula e numa língua estrangeira (quando exigido) e as palavras-chaves também em dois idiomas). O artigo não tem capa, nem folha de rosto ou sumário. Na primeira página já inicia com o título e os resumos em dois idiomas. O título do artigo deve ser digitado junto a margem superior da primeira página, centralizado em caixa alta (tudo maiúsculo) e negritado, para colocar em evidência a ideia central do texto. Os subtítulos devem ser alinhados à esquerda, em negrito com a primeira letra em maiúsculo. Para Marconi e Lakatos (2005, p 261-264) a estrutura do artigo fica assim: a. Pré-textuais: - título e subtítulo (se houver) - nome do autor(es) - resumo em língua vernácula - palavras chave na língua vernácula - resumo na língua estrangeira - palavras chave em língua estrangeira b. Textuais: - introdução - desenvolvimento (o corpo, parte central do artigo, fundamentação teórica) - conclusões ou considerações finais c. Pós-textuais: - referências - apêndice ou anexo (opcional) O nome do autor (ou dos autores) deve ser digitado completo, sem abreviar na primeira linha, abaixo do título em fonte 10, sem negrito, com alinhamento à direita e com asterisco indicando nota de rodapé para apresentar o autor, titulação, função e instituição em que atua, conforme exemplo de nome de três autores do lado direito da página: José Valdir de Souza* Osmarina Guimarães de Limas** Elizeu Vieira Moreira*** O primeiro item que aparece na parte pré-textual do artigo é o resumo e esse deve ser apresentado de acordo com a NBR 6028 (2003). A função desse elemento pré-textual é apresentar uma descrição do que está sendo abordado no artigo. Deve ter entre 100 e 250 palavras, especificando os objetivos, o método utilizado, os resultados e as conclusões mais importantes. Deve ser apresentado em fonte 10 com espaçamento simples, em parágrafo único, com caráter discursivo e afirmativo. O uso do verbo de forma ativa na terceira pessoa do singular é recomendado. Na primeira frase deve ficar clara a ideia central do artigo e, na sequência, informa-se sua categoria de tratamento, revisão bibliográfica, estudo de caso ou outras categorias. Após o resumo aparecem as palavras-chave. Devem ser entre três e cinco palavras, separadas por ponto. Essas palavras são importantes porque é por meio delas que o trabalho é identificado numa busca sobre o tema abordado no artigo. O abstract é a versão em inglês do resumo, mas pode ser em outro idioma, como o espanhol, o francês ou outros, que forem aceitos pelo professor, revista ou instituição a que se destina o artigo. O artigo propriamente dito começa com a introdução, a apresentação do tema, dos objetivos e de outros componentes do artigo. O tema deve ser bem especificado para possibilitar uma visão geral do leitor sobre o assunto abordado. É importante ficar claro o assunto, o objeto de estudo, a justificativa acerca da escolha do tema. O problema da pesquisa, a hipótese de estudo, bem como o objetivo e a escolha do método precisam ser identificados pelo leitor. Esses componentes têm que ficar claros, assim, como os demais componentes do artigo. De posse dos resultados, é preciso apresentar, no artigo, as conclusões A parte textual do artigo inicia, assim, com a introdução que deve instigar o interesse de quem o lê . Trata- se de uma panorâmica geral sobre o texto, por isso a introdução é a última parte do trabalho a ser feita (isso não só no artigo, mas em todo trabalho acadêmico). O corpo (ou o desenvolvimento do artigo científico) consiste em uma única partesubdividida em subtítulos. Essa divisão pode ser organizada em: Fundamentação Teórica, Metodologia, Resultados, Referências, mas não precisa ser necessariamente dessa maneira. Podem ser simplesmente títulos e subtítulos, encerrando com as conclusões. Podem ser utilizados, na parte central do artigo, quadros e tabelas, desde que devidamente contextualizados e explorados por quem está elaborando o artigo. Nos quadros devem constar dados descritivos fechando todas as células, enquanto na tabela aparecem somente dados numéricos, sua estrutura é com delimitação na parte superior e inferior (por traços horizontais), conforme exemplos apresentados a seguir: Tabela 1: Produção de carne de frango no Brasil ? Série Histórica (1989-2001) O uso de quadros e tabelas é definido pelas normas da ABNT, especificando melhor o seu uso conforme a NBR 6023. Além desses dois instrumentos, podem ser utilizados, também, figuras, gráficos, fotos e outras ilustrações para enriquecer o texto. No caso do artigo, dependendo do número de páginas, não é recomendando colocar muitas ilustrações. O artigo é uma produção acadêmica considerada pequena se comparada com trabalhos de monografia, dissertações e teses que, reconhecidamente, são trabalhos bem mais extensos. A nota de rodapé é um instrumento importante para auxiliar no trabalho. Trata-se de uma anotação colocada ao ?pé? (final da página) do artigo, livro, documento, adicionando comentários esclarecedores. De acordo com a NBR 10520 (ABNT, 2002, p. 2), a nota de rodapé traz indicações, observações ou aditamentos ao texto feitos pelo autor, tradutor ou editor, podendo também aparecer na margem esquerda ou direita da mancha gráfica. Neste texto aparecem algumas notas de rodapé que podem dar uma ideia de sua utilização, servindo de exemplo. Tem o objetivo de esclarecer ou tecer considerações que não devem ser incluídas no texto, para não interromper a sequência lógica da leitura. Devem ser reduzidas ao mínimo e situar-se em local tão próximo quanto possível, do texto. Então o artigo ficaria com o título, o resumo em dois idiomas, a introdução, o desenvolvimento, que entre seus subtítulos deve conter a fundamentação teórica e as conclusões ou considerações finais. O importante é ter um corpo de trabalho bem definido os títulos e subtítulos e as considerações finais, terminando com as referências bibliográficas. As citações diretas e longas com mais de três linhas devem constituir um parágrafo independente, recuando 4,0 cm da margem esquerda, fonte 10 e espaçamento simples entre linhas. As citações diretas e indiretas curtas são inseridas no texto com indicação de autor e ano, conforme exemplo a seguir dos três tipos de citação, lembrando que a citação indireta é o pensamento do autor com as palavras de quem está escrevendo o artigo. Exemplo de citação direta longa: Andrade (2011, p. 14) afirma que: As diretrizes para a formação de professores partiram de um projeto político educacional maior, com orientações advindas do Banco Mundial, com ênfase na educação por resultados alicerçados sobre razões custo-benefício. Pareceu ser esta a figura dominante dentro da reforma educacional brasileira que se definiu mediante a lógica do poder constituído e procurou adequar a formação de professores às demandas do mercado globalizado. No texto legal está subjacente a concepção de que o professor é um tecnólogo reprodutor de conhecimentos acumulados pela humanidade, e a formação deve centrar-se no desenvolvimento para o exercício técnico profissional. Exemplo de citação direta curta: ?A inclusão social e o possível papel da escola nessa empreitada dependem do vínculo com o projeto maior de inclusão social? (MATOS, 2010, p. 189). Exemplo de citação indireta: A afirmação de Mill (2007), explica bem o que ocorria nesse momento com relação ao novo momento educacional e todas as mudanças que geraram naquele período. Na citação longa o nome do autor (ou autores) pode aparecer no final entre parênteses se não for citado como no exemplo apresentado. A metodologia utilizada precisa explicitar a forma como a pesquisa foi realizada com relação ao tema abordado, para que sejam identificadas as etapas e limitações da pesquisa. Pode ser colocada na introdução ou ser um subtítulo no corpo do artigo, conforme exemplificado anteriormente. Na apresentação dos resultados deve haver objetividade. Esses devem ser colocados de forma direta, sucinta e clara, destacando sua significância e relevância, com uso de figuras e tabelas dependendo do tempo e espaço em que o tema está contextualizado. Devem ser explorados os resultados encontrados na investigação. Na parte final do artigo (final da parte textual), é preciso apresentar as conclusões (ou considerações finais) com as possíveis respostas ao problema investigado, aos objetivos e hipóteses propostas na introdução. O fechamento do estudo que pode trazer algumas recomendações e sugestões com novas perspectivas, para novas pesquisas. É preciso cuidado para não mencionar conclusões não relacionadas ao objetivo do trabalho. O artigo deve contribuir para o avanço do tema que foi pesquisado, incluindo problemas para futuras pesquisas. As Referências Bibliográficas e a parte pós-textual devem ser apresentadas com base na NBR 6023 (2003). Os elementos essenciais de uma referência são: autor(es), título, edição atual, local, editora e data de publicação, como apresentado no exemplo a seguir: CAMPBELL, Joseph. O Poder do Mito. 20.ed. São Paulo: Palas Athena, 2002. Essa lista de referências deve aparecer ordenada alfabeticamente, alinhada somente à margem esquerda do texto, em espaço simples e separadas entre si por dois espaços simples. Para mais informações sobre a elaboração das referências, consultar a NBR 6023. Ver, também, o último tópico dessa disciplina, acerca das Normas da ABNT. Portanto, o artigo científico faz parte da produção acadêmica e relata as pesquisas feitas por intermédio dos periódicos, os alunos devem procurar parceria com os professores para publicarem seus artigos em periódicos credenciados pela CAPES. Ao mesmo tempo, esse tipo de produção é fundamental porque, diferentemente de outras atividades como o TCC ou uma monografia, acompanha o aluno na graduação, na pós-graduação e, além disso, na vida profissional, quando se espera que se torne um pesquisador de fato, sempre há necessidade de se escrever artigos científicos. (1) CAPES ? Coordenação e Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. (2) A ABNT é a Associação Brasileira de Normas Técnicas que normatiza os trabalhos científicos, a sigla NBR e o número que aparece ao lado são as referências relacionadas ao componente do artigo e de outras produções acadêmicas, por exemplo sobre as referências e assim por diante. [14:42, 20/09/2022] +55 11 94965-7912: Artigo Científico Objetivos: 1. Analisar as propriedades do artigo científico para a divulgação de resultados de pesquisa. 2. Discutir as fases de construção do artigo científico. Qual a importância do artigo científico para a divulgação do conhecimento? Como se prepara um artigo para publicação? Introdução O artigo é considerado uma comunicação escrita, é elaborado como trabalho acadêmico. Normalmente, o artigo científico é produzido para ser publicado em revista especializada, apresentando resultados completos ou parciais sobre determinada área de conhecimento. Nos cursos de graduação há uma grande preocupação em desenvolver o hábito da pesquisa. Neste caso o artigo científico é um elemento muito requisitado pelos professores. É uma atividade que faz parte da rotina da produção acadêmica. O artigo é solicitado em alguns cursos de especialização, como trabalho de conclusão de curso. Importância do artigo científico O artigo é muito importante porque apresenta informações e resultados de pesquisa, que devem ser colocados com clareza e de forma concisa. São escritos para publicação em periódicoscientíficos, mas, atualmente, estão sendo produzidos também em cursos de graduação para, além de desenvolver a pesquisa nesse nível de ensino, colocar o aluno ou pesquisador iniciante em contato com os teóricos que escrevem sobre o tema em questão. O artigo científico publicado em periódico bem avaliado, tem muito valor acadêmico, o que pode favorecer o ingresso do aluno no curso de mestrado e doutorado. É considerada uma publicação de alto nível, portanto, essa produção de pesquisa caminha junto com a formação do graduando, bem como o auxilia no crescimento e amadurecimento intelectual. A avaliação do artigo é feita de acordo com o conjunto de procedimentos denominado Qualis, estabelecido pela CAPES (1) que criou uma estratificação da produção científica nos programas de pós-graduação (mestrado e doutorado). Esse processo foi elaborado para atender às necessidades específicas do sistema de avaliação e toma por base as informações fornecidas por meio de aplicativos de Coleta de Dados. O resultado disso é uma classificação dos periódicos utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da produção. A classificação da qualidade dessa produção é realizada de forma indireta. Dessa forma, o Qualis determina o nível de qualidade dos artigos e de outros tipos de periódicos a partir da análise da qualidade dos instrumentos de divulgação, isto é, periódicos científicos. A classificação de periódicos é realizada pelas áreas de avaliação e passa por um processo anual de atualização. Esses instrumentos de divulgação são enquadrados em estratos indicativos de qualidade em ordem decrescente, que os classifica: A1 o maior conceito; A2; A3; A4; A5 e finalmente C que tem peso zero . Qualquer artigo no nível A é considerado um trabalho muito bom. É importante lembrar que um graduando só consegue publicar num periódico como esse, em parceria de um professor doutor. A importância de publicar artigos em periódicos com essa classificação, determina inclusive o nível dos programas de pós-graduação. Por esse motivo, o aluno da graduação é estimulado a elaborar pesquisas e produzir artigos. Essa produção é importante para seu crescimento acadêmico, para o sucesso do próprio curso e, no caso de aluno de pós-graduação, determina o avanço dentro do programa. Como se escreve um artigo O artigo segue a norma-padrão da ABNT (2), mas o número de laudas mínimo e máximo e alguma outra especificidade são determinados pela revista a que se destina ou pelo professor ou curso que o solicita como trabalho acadêmico. A estrutura de um artigo científico é composta por três partes importantes: A primeira parte é denominada pré-textual (com o título, nome do autor, resumo do texto em língua vernácula e numa língua estrangeira (quando exigido) e as palavras-chaves também em dois idiomas). O artigo não tem capa, nem folha de rosto ou sumário. Na primeira página já inicia com o título e os resumos em dois idiomas. O título do artigo deve ser digitado junto a margem superior da primeira página, centralizado em caixa alta (tudo maiúsculo) e negritado, para colocar em evidência a ideia central do texto. Os subtítulos devem ser alinhados à esquerda, em negrito com a primeira letra em maiúsculo. Para Marconi e Lakatos (2005, p 261-264) a estrutura do artigo fica assim: a. Pré-textuais: - título e subtítulo (se houver) - nome do autor(es) - resumo em língua vernácula - palavras chave na língua vernácula - resumo na língua estrangeira - palavras chave em língua estrangeira b. Textuais: - introdução - desenvolvimento (o corpo, parte central do artigo, fundamentação teórica) - conclusões ou considerações finais c. Pós-textuais: - referências - apêndice ou anexo (opcional) O nome do autor (ou dos autores) deve ser digitado completo, sem abreviar na primeira linha, abaixo do título em fonte 10, sem negrito, com alinhamento à direita e com asterisco indicando nota de rodapé para apresentar o autor, titulação, função e instituição em que atua, conforme exemplo de nome de três autores do lado direito da página: José Valdir de Souza* Osmarina Guimarães de Limas** Elizeu Vieira Moreira*** O primeiro item que aparece na parte pré-textual do artigo é o resumo e esse deve ser apresentado de acordo com a NBR 6028 (2003). A função desse elemento pré-textual é apresentar uma descrição do que está sendo abordado no artigo. Deve ter entre 100 e 250 palavras, especificando os objetivos, o método utilizado, os resultados e as conclusões mais importantes. Deve ser apresentado em fonte 10 com espaçamento simples, em parágrafo único, com caráter discursivo e afirmativo. O uso do verbo de forma ativa na terceira pessoa do singular é recomendado. Na primeira frase deve ficar clara a ideia central do artigo e, na sequência, informa-se sua categoria de tratamento, revisão bibliográfica, estudo de caso ou outras categorias. Após o resumo aparecem as palavras-chave. Devem ser entre três e cinco palavras, separadas por ponto. Essas palavras são importantes porque é por meio delas que o trabalho é identificado numa busca sobre o tema abordado no artigo. O abstract é a versão em inglês do resumo, mas pode ser em outro idioma, como o espanhol, o francês ou outros, que forem aceitos pelo professor, revista ou instituição a que se destina o artigo. O artigo propriamente dito começa com a introdução, a apresentação do tema, dos objetivos e de outros componentes do artigo. O tema deve ser bem especificado para possibilitar uma visão geral do leitor sobre o assunto abordado. É importante ficar claro o assunto, o objeto de estudo, a justificativa acerca da escolha do tema. O problema da pesquisa, a hipótese de estudo, bem como o objetivo e a escolha do método precisam ser identificados pelo leitor. Esses componentes têm que ficar claros, assim, como os demais componentes do artigo. De posse dos resultados, é preciso apresentar, no artigo, as conclusões A parte textual do artigo inicia, assim, com a introdução que deve instigar o interesse de quem o lê . Trata- se de uma panorâmica geral sobre o texto, por isso a introdução é a última parte do trabalho a ser feita (isso não só no artigo, mas em todo trabalho acadêmico). O corpo (ou o desenvolvimento do artigo científico) consiste em uma única parte subdividida em subtítulos. Essa divisão pode ser organizada em: Fundamentação Teórica, Metodologia, Resultados, Referências, mas não precisa ser necessariamente dessa maneira. Podem ser simplesmente títulos e subtítulos, encerrando com as conclusões. Podem ser utilizados, na parte central do artigo, quadros e tabelas, desde que devidamente contextualizados e explorados por quem está elaborando o artigo. Nos quadros devem constar dados descritivos fechando todas as células, enquanto na tabela aparecem somente dados numéricos, sua estrutura é com delimitação na parte superior e inferior (por traços horizontais), conforme exemplos apresentados a seguir: Tabela 1: Produção de carne de frango no Brasil ? Série Histórica (1989-2001) O uso de quadros e tabelas é definido pelas normas da ABNT, especificando melhor o seu uso conforme a NBR 6023. Além desses dois instrumentos, podem ser utilizados, também, figuras, gráficos, fotos e outras ilustrações para enriquecer o texto. No caso do artigo, dependendo do número de páginas, não é recomendando colocar muitas ilustrações. O artigo é uma produção acadêmica considerada pequena se comparada com trabalhos de monografia, dissertações e teses que, reconhecidamente, são trabalhos bem mais extensos. A nota de rodapé é um instrumento importante para auxiliar no trabalho. Trata-se de uma anotação colocada ao ?pé? (final da página) do artigo, livro, documento, adicionando comentários esclarecedores. De acordo com a NBR 10520 (ABNT, 2002, p. 2), a nota de rodapé traz indicações, observações ou aditamentos ao texto feitos pelo autor, tradutor ou editor, podendo também aparecerna margem esquerda ou direita da mancha gráfica. Neste texto aparecem algumas notas de rodapé que podem dar uma ideia de sua utilização, servindo de exemplo. Tem o objetivo de esclarecer ou tecer considerações que não devem ser incluídas no texto, para não interromper a sequência lógica da leitura. Devem ser reduzidas ao mínimo e situar-se em local tão próximo quanto possível, do texto. Então o artigo ficaria com o título, o resumo em dois idiomas, a introdução, o desenvolvimento, que entre seus subtítulos deve conter a fundamentação teórica e as conclusões ou considerações finais. O importante é ter um corpo de trabalho bem definido os títulos e subtítulos e as considerações finais, terminando com as referências bibliográficas. As citações diretas e longas com mais de três linhas devem constituir um parágrafo independente, recuando 4,0 cm da margem esquerda, fonte 10 e espaçamento simples entre linhas. As citações diretas e indiretas curtas são inseridas no texto com indicação de autor e ano, conforme exemplo a seguir dos três tipos de citação, lembrando que a citação indireta é o pensamento do autor com as palavras de quem está escrevendo o artigo. Exemplo de citação direta longa: Andrade (2011, p. 14) afirma que: As diretrizes para a formação de professores partiram de um projeto político educacional maior, com orientações advindas do Banco Mundial, com ênfase na educação por resultados alicerçados sobre razões custo-benefício. Pareceu ser esta a figura dominante dentro da reforma educacional brasileira que se definiu mediante a lógica do poder constituído e procurou adequar a formação de professores às demandas do mercado globalizado. No texto legal está subjacente a concepção de que o professor é um tecnólogo reprodutor de conhecimentos acumulados pela humanidade, e a formação deve centrar-se no desenvolvimento para o exercício técnico profissional. Exemplo de citação direta curta: ?A inclusão social e o possível papel da escola nessa empreitada dependem do vínculo com o projeto maior de inclusão social? (MATOS, 2010, p. 189). Exemplo de citação indireta: A afirmação de Mill (2007), explica bem o que ocorria nesse momento com relação ao novo momento educacional e todas as mudanças que geraram naquele período. Na citação longa o nome do autor (ou autores) pode aparecer no final entre parênteses se não for citado como no exemplo apresentado. A metodologia utilizada precisa explicitar a forma como a pesquisa foi realizada com relação ao tema abordado, para que sejam identificadas as etapas e limitações da pesquisa. Pode ser colocada na introdução ou ser um subtítulo no corpo do artigo, conforme exemplificado anteriormente. Na apresentação dos resultados deve haver objetividade. Esses devem ser colocados de forma direta, sucinta e clara, destacando sua significância e relevância, com uso de figuras e tabelas dependendo do tempo e espaço em que o tema está contextualizado. Devem ser explorados os resultados encontrados na investigação. Na parte final do artigo (final da parte textual), é preciso apresentar as conclusões (ou considerações finais) com as possíveis respostas ao problema investigado, aos objetivos e hipóteses propostas na introdução. O fechamento do estudo que pode trazer algumas recomendações e sugestões com novas perspectivas, para novas pesquisas. É preciso cuidado para não mencionar conclusões não relacionadas ao objetivo do trabalho. O artigo deve contribuir para o avanço do tema que foi pesquisado, incluindo problemas para futuras pesquisas. As Referências Bibliográficas e a parte pós-textual devem ser apresentadas com base na NBR 6023 (2003). Os elementos essenciais de uma referência são: autor(es), título, edição atual, local, editora e data de publicação, como apresentado no exemplo a seguir: CAMPBELL, Joseph. O Poder do Mito. 20.ed. São Paulo: Palas Athena, 2002. Essa lista de referências deve aparecer ordenada alfabeticamente, alinhada somente à margem esquerda do texto, em espaço simples e separadas entre si por dois espaços simples. Para mais informações sobre a elaboração das referências, consultar a NBR 6023. Ver, também, o último tópico dessa disciplina, acerca das Normas da ABNT. Portanto, o artigo científico faz parte da produção acadêmica e relata as pesquisas feitas por intermédio dos periódicos, os alunos devem procurar parceria com os professores para publicarem seus artigos em periódicos credenciados pela CAPES. Ao mesmo tempo, esse tipo de produção é fundamental porque, diferentemente de outras atividades como o TCC ou uma monografia, acompanha o aluno na graduação, na pós-graduação e, além disso, na vida profissional, quando se espera que se torne um pesquisador de fato, sempre há necessidade de se escrever artigos científicos. (1) CAPES ? Coordenação e Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. (2) A ABNT é a Associação Brasileira de Normas Técnicas que normatiza os trabalhos científicos, a sigla NBR e o número que aparece ao lado são as referências relacionadas ao componente do artigo e de outras produções acadêmicas, por exemplo sobre as referências e assim por diante. [14:42, 20/09/2022] +55 11 94965-7912: Apresentações da pesquisa: possibilidades Objetivos: 1. Estabelecer a diferença entre os diversos eventos que possibilitam, ao pesquisador, a apresentação de resultados do seu trabalho. 2. Discutir o potencial que os eventos acadêmicos científicos têm para a formação contínua do pesquisador. QUESTÕES NORTEADORAS Quais os pontos que aproximam o Congresso e a Conferência, enquanto eventos acadêmicos? Quais as possibilidades de escolha, propiciadas ao pesquisador, para apresentação dos seus trabalhos? Como se organiza uma comunicação oral? Como se prepara um pôster para apresentação em eventos acadêmicos? Introdução Uma boa formação requer, além de uma sólida instrução, o desenvolvimento e participação em atividades de cunho científico. Essas atividades, além de complementarem os conhecimentos adquiridos na sala de aula preparam tanto para o prosseguimento na vida acadêmica como para a atuação no mercado de trabalho, pois nelas os estudantes apresentam argumentos, debatem ideias, expõem pontos de vista e desenvolvem competências de organização e gestão. Como parte da formação universitária, é preciso conhecer e participar de eventos de caráter acadêmico- científico e, para isso, é necessário que conhecer a finalidade e organização desses eventos, assim como normas e regras relativas à preparação e apresentação dos trabalhos. Os eventos acadêmico-científicos como partes integrantes da formação inicial e continuada Uma das primeiras exigências com a qual os estudantes se deparam em relação aos eventos de caráter acadêmico-científico é a elaboração, submissão e apresentação de um trabalho, geralmente sob a forma de um pôster ou comunicação oral. Nesse texto, vamos tratar também dessa formulação, buscando assim atingir o preparo para essa exigência. Os eventos podem ser presenciais ? que exigem a participação física -, tipo: Congressos, Colóquios, Conferências, Encontros, Reuniões, Seminários, Simpósios, Jornadas; ou a distância ? realizados com interação pela internet ou por outra forma de mídia on-line, por exemplo: videoconferência, webaula, webconferência. Severino (2007), em seu livro Metodologia do trabalho científico, apresenta algumas características peculiares que deram origem a designação dos eventos, delimitando um pouco os seus significados de acordo com as práticas mais comuns meio acadêmico. Nesse sentido Corrêa, Vasconcelos e Sousa (2009), também contribuem com sua obra intitulada: Iniciação à metodologia científica: participação em eventos e elaboração de textos científicos. Para Severino (2007, p. 240), Congresso é ?uma reunião, um encontro para fins de discussão e debate de ideias, promovido em geral por entidades e associações de especialistas das várias áreas, interessados emoriundas destas civilizações. Logo em seguida tivemos a formação dos primeiros Estados Nacionais (Portugal foi o primeiro país a se tornar Estado Nacional, na época um reinado) e as grandes navegações, com predominância dos portugueses e espanhóis como grandes potências naquela época. Foram os primeiros a lançarem-se nas aventuras do descobrimento de novas terras, expandindo seu império com a dominação dessas novas terras (Américas, Oceania e sul da África) que ficaram sob seus domínios como colônias. O desenvolvimento científico foi muito pungente e marcante neste período, com o início do rompimento da predominância da igreja católica (começa a surgir e se expandir outra religião: o protestantismo) e o surgimento de grandes pensadores e inúmeras descobertas científicas que transformaram profundamente a humanidade. Além de Portugal, outros países também se aventuraram nestas navegações como Inglaterra, França e Holanda. As navegações foram fundamentais para que o planeta começasse a ganhar a configuração atual, iniciando-se a descoberta de novas terras e chegando-se à conclusão de que o planeta terra é redondo, iniciando-se, neste momento, a chamada globalização, com a comprovação de que o planeta é redondo (na verdade tem formato elíptico) e a integralização de todas as regiões do mundo por meio do desenvolvimento dos transportes (na época o marítimo). Nos séculos que se seguem, as navegações foram perdendo a importância comercial que mantinham inicialmente e começou a surgir a chamada revolução industrial, com a Inglaterra sendo vanguardista nesta empreitada e começando a dominar o mundo com o desenvolvimento desta atividade. A Revolução Industrial foi decorrente do descobrimento da máquina a vapor advindo do desenvolvimento das ciências experimentais e da nova concepção de homem fundamentada na ascensão da burguesia[4] e da nova visão dos homens acerca do trabalho manual e, em consequência, em relação ao desenvolvimento de tecnologias que facilitassem a execução do trabalho. Assim, à uma ciência contemplativa que dominava até então passa-se a opor uma ciência aliada à técnica, cujo objetivo é encontrar formas de tornar mais fácil o modo de vida dessa nova classe social, em outras palavras, uma ciência ativa. Essa nova forma de fazer ciência tem por base a experimentação. Surge, então, o método científico. Resumidamente, entende-se por método científico o processo de observar a natureza a partir de problemas específicos, levantar hipóteses acerca dos fenômenos observados, colocá-las à prova por meio da experimentação, confirmando ou refutando as hipóteses levantadas. E, ainda, a partir da concepção de ciência ativa, utilizar os conhecimentos adquiridos para transformar o mundo, criando melhores condições de existência para a humanidade. O predomínio inglês e europeu permaneceu por vários anos, sendo que, com o advento das guerras mundiais, a Europa foi devastada e começou a surgir uma nova potência mundial, os Estados Unidos da América. Ao falarmos nas guerras mundiais (primeira e segunda, já no século vinte), podemos constatar que nelas houve a presença de várias armas decorrentes de longa evolução científica, como os aviões, os submarinos, os mísseis (que, na época eram aviões não tripulados), e, no final, as armas nucleares. A maior potência econômica e bélica atual é os Estados Unidos da América, sendo que, não por acaso, se trata do país do mundo que mais investe em desenvolvimento científico (suas universidades são as líderes mundiais em descobertas científicas e recebem imensuráveis recursos financeiros para seu desenvolvimento), daí a íntima relação entre desenvolvimento científico e desenvolvimento econômico e militar. Ao longo da história, portanto, se verifica claramente a presença da ciência como fator primordial na evolução da humanidade, sendo que, toda essa evolução resulta na configuração contemporânea da civilização humana (nossos celulares, computadores, a internet, etc.). Atualmente, com as novas tecnologias, percebemos que muito ainda está por vir e existem muitas preocupações com relação ao futuro, principalmente com as relações entre as pessoas (que estão cada vez mais individualistas) e com o meio ambiente, prejudicado pela ação do homem na sua ânsia por desenvolver tecnologias de forma desmedida e muitas vezes inconsequente. [1] Empírico (lat. empiricus, do gr. empeirikós: médico que confia apenas na experiência) 1. Qualificativo daquele que procede da experiência imediata ou passada, sem estar preocupado com uma doutrina lógica. Por extensão, qualifica aquele que procede por experiências sucessivas. 2. Designa tudo aquilo que constitui o campo do conhecimento antes de toda intervenção racional e de toda sistematização lógica. Fonte: Hilton Japiassú, Danilo Marcondes. Dicionário Básico de Filosofia - terceira edição revista e ampliada. Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 2001, p 14. [2] Sofisma (in. Sopbism; fr. Sopbisme- ai. Sophisma; it. Sofisma). 1. O mesmo que falácia (v.). 2. Raciocínio caviloso ou que leva a conclusões paradoxais ou desagradáveis. Neste sentido, esse termo tem uso muito vasto, e até os paradoxos (v.) e os argumentos duplos podem ser chamados de S. - Sofística (in. Sophistics; fr. Sophistique, ai. Sophistik, it. Sofistica). 1. Aristóteles chamou de S. "a sabedoria (sapientia) aparente, mas não real" (El. soph., 1, 165 a 21), e esse passou a indicar a habilidade de aduzir argumentos capciosos ou enganosos. 2. Em sentido histórico, a S. é a corrente filosófica preconizada pelos sofistas, mestres de retórica e cultura geral que exerceram forte influência sobre o clima intelectual grego entre os sécs. V e IV a.C. A S. não é uma escola filosófica, mas uma orientação genérica que os S. acataram devido às exigências de sua profissão. Seus fundamentos podem ser assim resumidos: 1° O interesse filosófico concentra-se no homem e em seus problemas, o que os sofistas tiveram em comum com Sócrates. 2º O conhecimento reduz-se à opinião e o bem, à utilidade. Conseqüentemente, reconhece-se da relatividade da verdade e dos valores morais, que mudariam segundo o lugar e o tempo. 3º Frística: habilidade em refutar e sustentar ao mesmo tempo teses contraditórias. 4º Oposição entre natureza e lei; na natureza, prevalece o direito do mais forte. Nem todos os sofistas defendem essas teses: os grandes sofistas da época de Sócrates (Protágoras e Górgias) sustentaram principalmente as duas primeiras. As outras foram apanágio da segunda geração de sofistas (cf. UNTERSTEIXER, 1 sofisti, 1949). Fonte: ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia - 5ª Ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p. 917. [3] Silogismo (lat. syllogismmts, do gr. svllogismós) Método de dedução de uma conclusão a partir de duas premissas, por implicação lógica. Para Aristóteles, considerado o primeiro formulador da teoria do silogismo, "o silogismo é um argumento em que, estabelecidas certas coisas, resulta necessariamente delas, por serem o que são, outra coisa distinta do anteriormente estabelecido" (Primeiros analíticos, I, 24). Ex.: "Todos os homens são mortais, todos os gregos são homens, logo, todos os gregos são mortais". A conclusão se obtém assim por um processo de combinação dos elementos contidos nas premissas através do termo médio (no exemplo, "homens"), que permite relacionar os outros termos (no exemplo, "gregos" e "mortais") aí contidos, formando uma nova proposição. Segundo as regras do silogismo válido, não é possível que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão seja falsa. Aristóteles classifica todos os tipos possíveis de silogismos válidos em três figuras ou esquemas: Na 1ª figura, o termo médio é sujeito na premissa maior (a que contém o termo de menor extensão); na 2ª, o termo médio é predicado em ambas as premissas; na 3ª, o termo médio é sujeito em ambas as premissas. Atribui-se ao filósofo e médico Cláudio Galeno (c.130-c.200) uma 4ª figura, em que o termo médioacompanhar disseminar e debater as teses que expressam a evolução do conhecimento dessas áreas?. Já o Colóquio, é atividade com participação de especialistas ou pessoas com visões diferenciadas, seja pela área de estudo, seja pela atuação profissional ou social. Não há exposição preliminar, mas respostas dos especialistas às questões abordadas pelo público participante, com a intervenção de um coordenador. (CORRÊA; VASCONCELOS; SOUZA, 2009, p. 13) A Conferência, segundo Severino (2007), se aproxima muito do significado de Congresso, mas apresenta um enfoque mais amplo do que o congresso e parte de várias entidades de uma determinada área. Exemplo, Conferência Nacional da Educação – CONAE, evento integrado por representantes das secretarias do Ministério da Educação, da Câmara e do Senado, do Conselho Nacional de Educação, das entidades dos dirigentes estaduais, municipais e federais da educação e de todas as entidades que atuam direta ou indiretamente na área da educação. O Encontro “designa um evento de menor porte que um Congresso e mais abrangente do que uma simples reunião. Também se destina ao debate aberto de temas predeterminados, sob diversas formas de sessão”. (SEVERINO, 2007, 241). A Reunião, em princípio, “deveria designar um evento mais restrito; no entanto, às vezes é tomada como Encontro ou Congresso”. (SEVERINO, 2007, 241). Para Corrêa; Vasconcelos e Souza (2009, p. 13), o Seminário é “a apresentação, por uma ou mais pessoas, de tema ou assunto para o qual foram previamente convidados a estudar. Pode-se utilizar exposição oral, quadro-negro, slides, cartazes, filmes, etc. O Simpósio é, em geral, “uma reunião destinada a especialistas, versando sobre um único tema que vem sendo pesquisado por estudiosos em diferentes instituições. O debate sempre é presi-dido por um coordenador”. (CORRÊA; VASCONCELOS; SOUZA, 2009, p. 13). Severino (2007, p. 241) define a Jornada como um encontro que faz referência a certo tempo, em termos de dias. Corrêa; Vasconcelos e Souza (2009, p. 13), ressaltam que videoconferência, webaula, webconferência são: eventos a distância que permitem o contato visual e sonoro, em tempo real, entre pessoas que estão em lugares diferentes, dando a sensação de que os interlocutores encontram-se no mesmo local. Permitem não só a comunicação entre grupos, mas também a comunicação pessoa-a-pessoa. Ao se participar de um evento, na maioria das vezes é possível escolher que tipo de atuação s desenvolver. Pode-se ser simplesmente ouvintes – com pouca interação com os educadores e especialistas de referência, ou participantes, expondo ao público um trabalho completo e/ou um resumo, tanto na forma de pôster como de comunicação oral. As apresentações por meio de pôsteres são realizadas via banners, cartazes, com textos bem objetivos e, geralmente, com fotos, tabelas, figuras, elaborados a partir de alguma experiência do pesquisador. Para isto são reservados espaço e tempo para a fixação dos pôsteres que “ficam expostos ao público participante, seus autores colocando-se à disposição para fornecer eventuais esclarecimentos que forem solicitados pelos observadores”. (SEVERINO, 2007, p. 242). A produção do pôster, geralmente, segue os seguintes critérios: O tamanho, em geral, é de 60 a 90 cm de largura e 90 a 120 cm de altura. Os dados são impressos (plotagem) em papel, lona, plástico, acrílico, etc. Se não for possível a plotagem, os textos, gráficos e figuras ou fotos podem ser impressos em papel comum, recortados e colados em base de suporte (papel craft ou cartolina, por exemplo). Alternativamente, o pôster produzido em meio eletrônico pode ser apresentado como projeção de um único slide. O projeto gráfico é de responsabilidade do autor; as letras devem ser lidas à distância de 1 m. (CORRÊA; VASCONCELOS; SOUZA, 2009, p. 28) Segundo os autores, a estrutura do pôster inclui tópicos tais como: Título, Autor(es), Introdução, Objetivos, Resultados/Conclusões, Informações adicionais, Referências bibliográficas, Contato e Apoio. Além destes, acrescenta-se, ainda a metodologia. As Comunicações Orais são apresentações feitas por meio da exposição oral e projeção de slides. De forma abreviada e sintética os pesquisadores apresentam os resultados de pesquisas que vêm desenvolvendo, em tempo geralmente não superior a 15 minutos. “A comunicação relata estudos, resultados de pesquisa, experiências, de iniciativa pessoal. Trata-se de uma exposição mais sucinta, uma vez que, em geral, pouco tempo lhe é reservado nos encontros”. (SEVERINO, 2007, p. 241). De acordo com Severino (2007), os trabalhos enviados para participação em eventos científicos, em geral, devem ter um resumo de, aproximadamente, 200 a 300 palavras. Para apresen-tação de um trabalho em evento, é preciso que se obtenha informações sobre datas, condi-ções de participação e tipos de trabalhos admitidos, pois cada encontro tem suas especificidades, sendo estas divulgadas previamente pelas comissões organizadoras. Em geral, os resumos e trabalhos científicos apresentados nos eventos acadêmicos seguem as normas gerais da elaboração de artigos científicos definidas pela Associação Brasileira de Normas e Técnicas – ABNT. Nesse sentido, Severino (2007) salienta que: [...] o Resumo deve começar informando qual a natureza do trabalho, indicar o objeto tratado, os objetivos visados, as referências teóricas de apoio, os procedimentos metodológicos adotados e as conclusões/resultados a que se chegou o texto. Qual o perfil do Resumo? O texto do Resumo deve ser composto de um único parágrafo, com uma extensão entre 200 e 250 palavras, ou seja, de 1400 a 1700 caracteres, computando-se todos os seus elementos. Limitando-se a expor objetivamente o conteúdo do texto, não deve conter opiniões ou observações avaliativas, nem conter desdobramentos explicativos. Inicia-se com a referenciação bibliográfica do documento e se encerra com a indicação dos cinco unitermos temáticos mais significativo do texto. A formatação do texto (indicação da fonte, do tipo de letra, seu tamanho, espaço interlinear, margens etc.) fica a critério dos organizadores e na dependência do tipo de publicação em que os Resumos serão divulgados. Ou seja, o resumo deve ser objetivo e conciso, contendo título, autoria e um breve texto que contenha: introdução, objetivos, método, resul-tados e conclusão. Siglas e abreviações não devem ser usadas. Não é permitida a utilização de gráfico ou tabela. Alguns eventos admitem até 2.400 carac-teres (com espaços), ou seja, em torno de 350 palavras – “resumo expandido” (CORRÊA; VASCONCELOS; SOUZA, 2009, p. 23). Estas orientações didáticas estão sujeitas a alterações, pois os eventos têm autonomia para organizar suas próprias normas para participação dos sujeitos interessados e publicação dos trabalhos aprovados. São inúmeras as oportunidades que se tem de participação em congressos e outros eventos, e elas não devem ser perdidas, pois são de muita importância o crescimento acadêmico e profis-sional. Portanto, deve-se procurar desenvolver as competências que habilitam a essa participação, compreendendo que ela proporcionará a oportunidade do estudante ser informado sobre descobertas que levam a novos conhecimentos, manter novos contatos, discutir com especialistas renomados e, assim, tornar-se mais rico culturalmente. [14:42, 20/09/2022] +55 11 94965-7912: Apresentações da pesquisa: possibilidades Objetivos: 1. Estabelecer a diferença entre os diversos eventos que possibilitam, ao pesquisador, a apresentação de resultados do seu trabalho. 2. Discutir o potencial que os eventos acadêmicos científicos têm para a formação contínua do pesquisador. QUESTÕES NORTEADORAS Quais os pontos que aproximam o Congresso e a Conferência, enquanto eventos acadêmicos? Quais as possibilidades de escolha, propiciadas ao pesquisador, para apresentação dos seus trabalhos? Como se organiza uma comunicação oral?Como se prepara um pôster para apresentação em eventos acadêmicos? Introdução Uma boa formação requer, além de uma sólida instrução, o desenvolvimento e participação em atividades de cunho científico. Essas atividades, além… [14:43, 20/09/2022] +55 11 94965-7912: Normas da ABNT Objetivos: 1. Relacionar as normas da ABNT necessárias à elaboração de trabalhos acadêmicos. 2. Utilizar as normas da ABNT na apresentação de resultados de pesquisa em diversas situações acadêmicas. QUESTÕES NORTEADORAS Por que utilizar as normas da ABNT? As normas da ABNT sofrem atualizações? Como utilizar as normas da ABNT? Introdução A normalização é um processo que estabelece e aplica regras a fim de abordar ordenadamente uma atividade específica e a qualidade editorial das publicações. Está relacionada com a utilização de normas técnicas específicas e, portanto, a ausência da padronização estabelecida compromete a qualidade de um trabalho. Este texto foi elaborado com o objetivo de oferecer aos alunos de graduação, informações e subsídios técnicos para a normalização e padronização, tanto da forma quanto do conteúdo, de Relatórios Acadêmicos (Trabalho de Conclusão de Curso - TCC, Monografia, Dissertação, Tese e artigo científico). Com este texto, pretende-se dar suporte técnico para a normalização desses trabalhos. Para a apresentação de trabalhos acadêmicos, foram seguidas as principais Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Este texto, portanto, busca minimizar dúvidas quanto ao processo de normalização, indispensável para uma boa formação acadêmica. A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, fundada em 1940, é atualmente responsável pela normalização técnica no Brasil, fomentando o setor tecnológico nacional. Os trabalhos acadêmicos são também classificados como relatório de pesquisa, que podem ser: Trabalho de Conclusão de Curso - TCC - é o resultado final de estudos de Curso de Graduação. Monografia - É um relatório de pesquisa que aborda um único tema, resultado de Especialização. Dissertação - É um estudo teórico de natureza reflexiva, que consiste na ordenação de ideias sobre um determinado tema. A característica básica da dissertação é o cunho reflexivo-teórico. Dissertar é debater, discutir, questionar. Constitui requisito obrigatório à obtenção do grau acadêmico de mestre e deve ser defendida publicamente. Tese - Resultado de estudo de um tema único e sua característica principal é a originalidade. Constitui requisito obrigatório à obtenção do grau acadêmico de doutor e/ou pós-doutor e deve ser defendida publicamente. Artigo Científico - Qualquer trabalho acadêmico pode ser transformado em artigo científico, respeitando as normas editoriais do periódico científico escolhido. Segundo a Norma (NBR 14724, 2011, p. 3) ?a estrutura de tese, dissertação ou de um trabalho acadêmico compreende: elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais?. Elementos pré-textuais obrigatórios: capa, folha de rosto, resumo em língua vernácula (português), palavras-chave, resumo em língua estrangeira (inglês e/ou espanhol), keywords e/ou palavras- chaves, folha de aprovação e sumário. Elementos pré-textuais opcionais: lombada, errata, folha de aprovação (só para TCC), dedicatória, agradecimento, epígrafe, lista de ilustrações, lista de tabelas, lista de abreviaturas e siglas e lista de símbolos. Elementos textuais: introdução, desenvolvimento e conclusão. Elementos pós-textuais obrigatórios: referências ou bibliografia. Elementos pós-textuais opcionais: glossário, apêndice(s), anexo(s) e índice(s). ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS Capa - São impressas as informações que identificam o trabalho. Lombada - Local de impressão das informações de autoria, título do trabalho e volume, se houver. Para possibilitar a leitura quando o trabalho estiver deitado, a lombada deve ser escrita de cima para baixo, em ordem de autor, título e volume, se houver. Folha de Rosto - Apresenta os elementos essenciais à identificação do trabalho. Errata - Opcional, deve ser utilizada em último caso, quando o pesquisador já não consegue mais alterar os dados do trabalho, sendo apresentada, obrigatoriamente, solta do trabalho. Dedicatória - Opcional, não há necessidade de estar escrito o título ?Dedicatória?. Não existe nenhuma indicação normativa da localização e do posicionamento do texto, contudo a posição inferior direita é bastante utilizada e se transformou em convenção para os trabalhos acadêmicos. Agradecimento - Opcional, porém com indicação da seção, o que o diferencia da dedicatória, elemento onde o autor se utiliza para apresentar os agradecimentos à Instituição, orientador, pessoas próximas que contribuíram de forma direta com o trabalho e instituições parceiras, em caso de projetos e relatórios de estágio. É apresentado depois da dedicatória. Recomenda-se restringir os agradecimentos ao mínimo necessário e devem ser dirigidos às pessoas que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento do trabalho. Epígrafe - Elemento opcional. Epígrafe e pensamentos têm o mesmo significado. Poderão ser utilizadas epígrafes já consagradas pelo tempo, como também ditados populares, provérbios, trechos de música, poema, entre outros. O autor apresenta uma citação, seguida de indicação de autoria, relacionada com a matéria tratada no corpo do trabalho. Resumo na Língua Vernácula (português) - O resumo indicado para relatórios acadêmicos é o Resumo Informativo, que deve ser composto de uma sequência corrente de frases concisas e não de uma enumeração de tópicos. No resumo não se pode utilizar siglas, abreviaturas, quadros ou figuras. Deve ser escrito no pretérito, porque o Resumo se refere ao trabalho já realizado, e os verbos conjugados na voz ativa. Na apresentação do resumo recomenda-se uso de parágrafo único. Antes do resumo deve ser colocada a referência completa do trabalho, segundo as Normas da ABNT, com letra tamanho 12 e espacejamento 1,0. Palavras-chave, unitermos e/ou descritores - As palavras-chave, unitermos e/ou descritores representam o conteúdo do trabalho, apresentados em um mínimo de três (3) e máximo de cinco (5) palavras ou termos, redigidos na mesma língua do resumo. Abstract e/ou Resumen - O resumo tem que ser também apresentado em língua estrangeira que deve ser, obrigatoriamente em inglês (Abstract), e opcionalmente em espanhol (Resumen) e/ou em francês (Rèsumé), dependendo da exigência de cada Instituição de Ensino Superior. O resumo deve ser seguido das palavras-chave (keywords e/ou palavras- chaves). O Abstract deverá ser colocado após o Resumo, formatado na mesma página. Lista de Ilustrações e Tabelas - Elementos opcionais, que devem ser elaboradas de acordo com a posição no texto, criando uma ordem de apresentação. É recomendado elaborar essas listas somente quando houver mais de 5 elementos. As listas de figuras referem-se a: desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outras ilustrações e as listas de tabelas. No rodapé das figuras, tabelas, quadros, gráficos ou mapas, deve ser apresentada a origem das informações, em fonte tamanho 10 (Ex: FONTE: IBGE, 2012, p. 25). Lista de Abreviaturas e Siglas - Opcional, deve apresentar em ordem alfabética as abreviaturas e siglas utilizadas no texto, acompanhada de seu significado e de palavras ou expressões escritas por extenso. Elaborar uma lista específica para cada uma, somente quando houver mais de 5 elementos. Sumário - Um sumário é obrigatório a todo trabalho e sua apresentação deve obedecer ao disposto na NBR6027 (2003). O sumário é um elemento pré-textual obrigatório e é definido como sendo a enumeração das principais divisões, seções e outras partes do trabalho, na ordem em que aparecem no texto e com indicação da página inicial. Utilizam-se algarismos arábicos para a numeração. No caso de um relatórioser encadernado em volumes, em cada um deve constar o sumário completo do trabalho acompanhado do número da página correspondente. ELEMENTOS TEXTUAIS Introdução - Introdução é a apresentação do assunto a ser tratado por meio de uma definição objetiva do tema e finalidade da pesquisa, justificando a escolha do assunto, bem como as relações existentes com outros trabalhos (ABNT, 2002). Alguns elementos são essenciais na composição de uma introdução. São eles: apresentação resumida do assunto a ser abordado; exposição das razões que levaram o pesquisador a escrever sobre o assunto; formulação do problema; indicação da bibliografia referente ao tema, mostrando o que se pretende; apresentação da finalidade do estudo; e, enunciação dos objetivos. A redação deve ser direta e clara, de forma que sua apresentação possa ser entendida por todas as pessoas que a lerem. Desenvolvimento - É a ?parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto tratado?. Deve ser subdividido em ?seções e subseções, que variam em função da abordagem do tema e método?- NBR 6024 (ABNT, 2003, p.5) e que possibilitem os detalhamentos necessários (descrição de métodos, teorias, procedimentos experimentais, resultados e as discussões). Todas as ilustrações ou quadros essenciais à compreensão do texto devem ser incluídos nessa parte, de acordo com a NBR 14724 (ABNT, 2011). Revisão de literatura ou bibliográfica - Reúne, analisa e discute informações relevantes já publicadas na área. Portanto não é uma simples transcrição de pequenos textos, mas uma discussão sobre as ideias, fundamentos, problemas, sugestões dos vários autores pertinentes e selecionados, demonstrando que os trabalhos foram efetivamente examinados e criticados. Metodologia - É o capítulo em que se descrevem todos os passos para o desenvolvimento do trabalho. Descrição breve, porém completa e clara das técnicas e processos empregados, bem como o delineamento experimental, se for o caso. Deve-se apresentar uma descrição detalhada permitindo a replicação da pesquisa, sem necessidade de contato com o seu autor. Para isso é importante descrever: tipo da pesquisa - apresentar definição de autor(es); local - descrever, sem identificar o local; população e/ou amostra - caracterizar a população e detalhar a forma de seleção da amostra; método de coleta de dados - esclarecer de que forma os dados foram coletados e por quem; instrumentos utilizados - especificar a autoria do instrumento e descrevê-lo; período da coleta; análise dos dados coletados - descrever os recursos utilizados para a análise dos dados (testes estatísticos, programas como o SPSS ou EPIINFO, entre outros); e, aspectos éticos, se necessário - se a pesquisa envolve seres humanos relatar o encaminhamento do projeto para análise e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados - Este capítulo pode ser apresentado junto com a discussão ou separadamente, dependendo da natureza dos dados e dos resultados. Os resultados obtidos devem ser apresentados, em ordem cronológica, estejam ou não de acordo com o ponto de vista do pesquisador, devem ser discutidos, ou seja, justificados com base em artigos citados na revisão bibliográfica. Discussão - Discutir significa realizar uma reflexão acerca da interpretação teórica e do significado dos resultados. Deve ser objetiva e conduzir às principais conclusões. Neste capítulo, o autor tem maior liberdade de expressão, o que coloca em evidência a sua formação intelectual. Ele relaciona causas e efeitos, explicando por que ocorreram os resultados; elucida contradições, teorias e princípios relativos ao trabalho; indica a aplicabilidade dos dados obtidos e suas limitações (AZEVEDO, 2004). Conclusão - As conclusões e descobertas do autor devem ser apresentadas de maneira lógica, clara e concisa, fundamentada nos resultados. Deve-se reafirmar de maneira sintética a ideia principal e os pormenores importantes do corpo do trabalho, respondendo às indagações levantadas e aos objetivos do trabalho, entretanto não deve haver justificativa dos resultados (ABNT, 2002) e nem citação de autores. ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS Referências - Elaboração ?Referência é conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite a sua identificação individual? - NBR 6023 (2002, p. 2). Regras Gerais de Apresentação alinhamento à margem esquerda; espaço simples (1,0) entre linhas; espaço 1,5 entre as referências; destaque para o título da publicação; não escrever a palavra editora; nunca grifar o subtítulo; subtítulo minúsculo, salvo se for nome próprio; 1ª edição não é citada; série entre parênteses; local de publicação desconhecido utilizar [S.l.]; editora desconhecida utilizar [s.n.]; e, local de publicação e editora desconhecidos utilizar [S.l.: s.n.]. separar os autores sempre por ponto e vírgula [;]; colocar até 3 autores; e, além de 3 autores colocar o primeiro e a expressão latina et al., que é a abreviatura de et alii (e outros). Abreviaturas S.l.- Sine loco (expressão em latim, sem local de publicação); s.n. - sine nomine (expressão latina, sem editora); Org. - organizador; Ed. - Editor; ed. - edição; n. - número; p. - página; f. - folha; v. - volume; e, il. - ilustrado. Referência de LIVROS - Ordem dos elementos Autor(es). Título do livro (negritado): subtítulo (se houver) separado do título por (:) em letra minúscula. Edição (somente a partir da segunda). Local: Editora, data de publicação. Número total de páginas do livro. se faltar um desses elementos passar para o seguinte. Referência de Capítulo de livro com Autor(es) - Ordem dos elementos Autor(es) do capítulo. Título do capítulo. In: Autor(es) do livro. Título do Livro (negritado): subtítulo (se houver). Edição. Local: data de publicação. Número do capítulo e página inicial e final do capítulo. Referência de Livro no Todo em Meio Eletrônico ?Não se recomenda referenciar material eletrônico de curta duração nas redes? - NBR 6023 (2002, p.4). Para consultas online é essencial colocar o endereço eletrônico entre os sinais , precedido da expressão Disponível em: a data de acesso ao documento precedida da expressão Acesso em: dia, mês, ano. Referência de PERIÓDICOS Publicação periódica como um todo - Ordem dos elementos Título. Local de publicação: Editora. Data de início e encerramento da publicação (se houver). Periodicidade. ISSN (se houver- opcional). Artigo em revista - Ordem dos elementos Autor(es). Título do artigo ou matéria. Título da publicação, (negritado), Local de publicação, numeração correspondente ao ano ou volume e/ou fascículo do número, página inicial e final do artigo, mês e ano de publicação. ARTIGOS EM MEIO ELETRÔNICO - Ordem dos elementos Autor(es). Título do artigo. Nome da revista (negritado), Local de publicação, volume e/ou número, mês e ano de publicação. Disponível em: . Acesso em: dia, mês, ano. Artigo ou matéria em jornal Autor(es). Título do artigo. Título do jornal (negritado), local de publicação, seção, caderno ou parte do jornal, paginação correspondente e, quando não houver seção, caderno ou parte, a paginação do artigo ou matéria precede a data. Artigo ou matéria em jornal em meio eletrônico Autor(es). Título do artigo. Título do jornal (negritado), local de publicação, dia, mês e ano. Disponível em: . Acesso em: dia, mês, ano. Autor Entidade As obras de responsabilidade de entidade (órgãos governamentais, empresas, associações, congressos, seminários, entre outros) têm entrada, de modo geral, pelo seu nome, por extenso. Em caso de duplicidade de nomes, deve-se acrescentar no final a unidade geográfica que identifica a jurisdição, entre parênteses. Trabalhos de pesquisa - TCC, Monografia, Dissertações e Teses Ordem dos elementos Autor(es). Título do trabalho (em negrito). Ano. Quantidade de folhas. Tipo de documento: TCC, Monografia, Dissertação,Tese (Grau) - Vinculação acadêmica, local, e data. RESENHA - Ordem dos elementos Autor(es). Título. Cidade: editora, data. Autor(es) da resenha. Título da resenha. Título do material resenhado (em negrito),cidade, volume, número, página, ano. ENTREVISTA GRAVADA - Elementos Essenciais Nome do entrevistado. Título: subtítulo (se houver). Nome do(s) entrevistador(es). Local: Editora (se houver), data. Notas. DOCUMENTO SONORO - Inclui disco, CD, cassete, rolo, entre outros. Elementos essenciais Compositor(es) intérprete(s) da parte. Título (em negrito). Local: Gravadora (ou equivalente). Data e especificação do material. Quando necessário acrescentar elementos complementares à referência para melhor identificar o documento. Glossário - Opcional, elaborado alfabeticamente devendo apresentar palavras e termos pouco conhecidos, de uso restrito, acompanhados de seu significado e que tenham pertinência ao tema. Deve ser organizado em ordem alfabética. Apêndice - Opcional, no qual se apresentam os textos ou documentos desenvolvidos pelo autor com a finalidade de complementar sua argumentação. Usam-se letras maiúsculas consecutivas (Apêndice A, B, C...), travessão e os respectivos títulos para identificar cada apêndice. Anexo - Opcional, onde se apresentam os documentos não elaborados pelo autor, para complementar, fundamentar, ilustrar o trabalho, indicado da mesma forma que o Apêndice. Índice - Opcional, devendo ser elaborado de acordo com a NBR 6034, apresentando as palavras ou expressões em ordem alfabética e as páginas do texto em que estas se encontram. CITAÇÕES Citação no Texto - Segundo a Norma NBR 10520 ?citação é a menção no texto de uma informação extraída de outra fonte? (ABNT, 2002, p. 1). Citação direta - Transcrição exata de palavras ou trechos de um documento. As citações diretas curtas, de até três linhas são transcritas entre aspas, no texto. As citações diretas longas, com mais de três linhas devem ser destacadas com recuo de 4 cm de margem esquerda, com letra menor que o texto, recomenda-se fonte tamanho 10, espaçamento 1,0 e não se colocam as aspas. Obrigatória a colocação da página da fonte de onde se extraiu a citação. Citação indireta -Transcrição não literal das palavras de um autor. É a expressão da ideia contida na fonte citada com palavras próprias do autor do trabalho. Não se coloca página e nem aspas, somente o ano. Citação de citação - uso do ?apud? (citado por) Menção de um documento ao qual não se teve acesso direto, deve ser feita apenas quando o documento original não pode realmente ser consultado. As três formas estão corretas, porém deve-se padronizar. Evitar o uso do ?apud? porque empobrece o trabalho e dá a impressão, para quem lê, de que o autor não teve empenho em buscar a fonte primária. Expressões latinas - Utilizam-se expressões latinas abreviadas ou não para citações do mesmo autor e/ou da mesma obra. Devem ser usadas na mesma página ou folha onde aparece a citação a que se referem. As únicas expressões latinas usadas no texto, no caso do Sistema Autor-Data são: apud - expressão em latim (citado por) et al. ou et alii = e outros FORMATAÇÃO Os trabalhos impressos devem ser apresentados em papel branco, formato A4, digitados na cor preta, com exceção das ilustrações. Recomenda-se, para digitação, a utilização de fonte legível (Arial, Times New Roman ou Verdana), tamanho 12 para o texto e tamanho 10 para citações de mais de três linhas, notas de rodapé, paginação e legendas e fonte das ilustrações e tabelas. No caso de citação direta com mais de três linhas, observar o recuo de 4 cm da margem esquerda. Numeração de Elementos e das Páginas Elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais são contados sequencialmente, com exceção da capa, a partir da folha de rosto, mas só são enumerados a partir da primeira folha da parte textual (Introdução), em algarismos arábicos, a 2 cm da borda direita superior. Havendo mais de um volume deve ser mantida uma única sequência de numeração das folhas do primeiro ao último volume. No caso de anexos ou apêndices, as folhas devem ser numeradas de forma contínua de modo a dar seguimento à paginação do texto. Margem - As folhas devem apresentar margem superior e esquerda de 3 cm, direita e inferior de 2 cm. Parágrafo - Recomenda-se recuo de 1,5 cm ou um TAB. Espacejamento - Todo o texto deve ser digitado em espaço 1,5, inclusive entre os parágrafos. Nota de Rodapé - Notas de rodapé devem ser utilizadas para: tradução de expressões em outra língua, explicações, indicações ou observações do autor. Título sem Indicação Numérica As partes que não possuem indicação numérica, pré e pós textuais, devem ficar centralizadas, respeitando a NBR 6024 (ABNT, 2003). Seções sem indicação numéricas: errata, agradecimentos, lista de ilustrações, lista de abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumos, sumário, referências, glossário, apêndice(s), anexo(s) e índice. ?O indicativo numérico de uma seção precede seu título, alinhado à esquerda, separado por um espaço de caractere? - NBR 14724 (ABNT, 2011, p. 8). Elementos sem Título e sem Indicativo Numérico - Fazem parte desses elementos a folha de aprovação, dedicatória e epígrafe. São elementos que compõem o texto, mas não são indicados nem com números nem com títulos. Identificação dos TCCs e Monografias - Graduação - de acordo com a orientação da coordenação de cada curso.é predicado na premissa maior e sujeito na menor. No exemplo acima, temos um silogismo categórico, em que as premissas são asserções, isto é, proposições que afirmam ou negam algo. Podemos ter também silogismos modais, cujas premissas são proposições que envolvem modalidade, e silogismos hipotéticos, cujas premissas incluem proposições hipotéticas. Fonte: Hilton Japiassú, Danilo Marcondes. Dicionário Básico de Filosofia - terceira edição revista e ampliada. Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 2001, p. 18. [4] A burguesia foi uma nova classe de trabalhadores livres que surgiu no final do feudalismo. Eram, essencialmente mercadores que se agrupavam em cidades (burgos) e vendiam o fruto de seu trabalho. Conhecimento, senso comum e conhecimento científico Objetivos: 1. Entender o conceito de conhecimento. 2. Estabelecer a distinção entre conhecimento do senso comum e conhecimento científico. 3. Reconhecer a importância do conhecimento para a ciência. QUESTÕES NORTEADORAS O que entendemos por conhecimento do senso comum? E, conhecimento científico? O que distingue o conhecimento científico do de senso comum? Qual é a importância do conhecimento para a ciência? Introdução A pesquisa compreende um processo que envolve o conhecimento, ou seja, a compreensão da realidade a partir de dados, informações, estabelecimento de um maior número de relações possíveis entre o que já se sabe e o que se almeja saber/compreender melhor (sobre algo novo, sobre algo de que se sabia alguma coisa, sobre algo que se deseja maior aprofundamento, sobre algo que pode vir a ser desconstruído e/ou reconstruído, elaborado ou reelaborado). Assim, para o desenvolvimento de um projeto de pesquisa há a necessidade de uma reflexão anterior no que diz respeito especificamente à questão do conhecimento. Nesta aula, toda a atenção está voltada para a compreensão acerca do conhecimento do senso comum e do científico, temas esses que nos são de extrema relevância. Conhecimento O homem, diante de situações adversas, da desordem, do caos, busca estabelecer as semelhanças, as diferenças, as relações de causa e efeito, as correlações e tudo o que lhe permitir tentar colocar uma ordem e/ou (re)estabelecer uma certa ordem. Colocar uma certa ordem no caos pressupõe que o homem precise agir sobre o mundo, transformar o mundo. Nesse sentido, Aranha e Martins (1993, p. 21), definem o conhecimento como ?o pensamento que resulta da relação que se estabelece entre o sujeito que conhece? (nesse caso, o homem) ?e o objeto a ser conhecido? (o mundo, a realidade). Para as autoras (1993, p. 21), ainda, O conhecimento pode designar o ato de conhecer, enquanto relação que se estabelece entre a consciência que conhece e o mundo conhecido. Mas o conhecimento também se refere ao produto, ao resultado do conteúdo desse ato, ou seja, ao saber adquirido e acumulado pelo homem. () Para compreender a realidade, construir um conhecimento que nos permita compreender o mundo, nosso ponto de partida são os conhecimentos já acumulados pela humanidade em uma determinada cultura (com que passamos a ter contato desde o nascimento e pela/na qual estamos inseridos). Dessa forma, considera-se que o conhecimento vai sendo ?tecido na trama da existência humana?- trata- se da ?razão histórica?- segundo Aranha (1993, p. 21). Por razão histórica compreende-se uma forma de racionalidade possível para o conhecimento da realidade num dado momento, a partir da capacidade do homem de reconhecer diferenças e semelhanças, de perceber as propriedades dos objetos que o cercam, de estabelecer relações, como foi indicado inicialmente, entre o sujeito que conhece e objeto a ser conhecido. Há, no entanto, várias formas de se conhecer (de construir o conhecimento, de alcançar a compreensão da realidade). Entre os diversos modos de conhecer temos o mito, o senso comum, a ciência (o conhecimento científico), a arte e a filosofia. Segundo Lakatos e Marconi (2011), os tipos de conhecimento, são: conhecimento popular, filosófico, religioso, científico. Interessa-nos nessa disciplina, particularmente, discutir o conhecimento do senso comum (popular) e o conhecimento científico. O conhecimento do senso comum (ou, popular) Carvalho (2012, p. 22-23), esclarece que o ?pensamento popular concebe o conhecimento como derivando exclusivamente da observação por um processo indutivo.? O conhecimento, nessa perspectiva, é elaborado a partir dos sentidos (visão, audição, tato etc.), formulando a partir desses sentidos, proposições que poderiam ser confirmadas por qualquer observador que, da mesma forma, utilizasse os seus sentidos. Nessa perspectiva, entenderia esse conhecimento como verdadeiro. A autora elenca exemplos desse conhecimento, sendo: ?uma barra de ferro quando parcialmente submersa em água aparece como torta; metal, quando aquecido, se dilata; os músculos, quando não utilizados, se atrofiam?. Essas observações são consideradas proposições observacionais de acordo com Chamers (1978) apud Carvalho (2012, p. 23), fazendo parte dessa classe de proposições denominadas ?singulares? não podendo ser consideradas, dessa forma, uma explicação científica. Outra forma de conhecimento reconhecida (mas não como conhecimento científico) é a intuição. Para Aranha e Martins (1993, p. 22), a intuição pode ser considerada, de modo geral, como segue: Intuição sensível: é o conhecimento imediato que nos é dado pelos órgãos dos sentidos (sentimos que faz calor; vemos que a blusa é vermelha, ouvimos o som do violino). Intuição inventiva: é a do sábio, do artista, do cientista, quando repentinamente descobrem uma nova hipótese, um tema original. Também na vida diária, enfrentamos situações que exigem soluções criativas, verdadeiras invenções súbitas. Intuição intelectual: é a que se esforça por captar diretamente a essência do objeto. Por exemplo, a descoberta de Descartes do cogito (eu pensante) enquanto primeira verdade indubitável. () Ainda, segundo Aranha e Martins (1993, p. 22), a intuição pode ser considerada ?como ponto de partida do conhecimento, a possibilidade da invenção, da descoberta, dos grandes saltos do saber humano?. Para falar do conhecimento do senso comum (ou popular), Trujillo (1974) apud Lakatos e Marconi (2011, p. 18-19), indica como características desse tipo de conhecimento, o que segue: Valorativo - o conhecimento popular ou do senso comum é valorativo, pois opera com base nos estados de ânimo, na emoção, do sujeito que conhece. Isso significa dizer que os valores do sujeito estão presentes no objeto a ser conhecido. Reflexivo - é um conhecimento reflexivo, mas essa reflexão se limita à familiaridade do sujeito com o objeto a ser conhecido. Assim, não é passível de formulações gerais, como o conhecimento científico. Assistemático - é organizado com base nas experiências particulares dos sujeitos que se relacionam com o objeto de conhecimento. Assim, não há uma sistematização de ideias que poderiam ser aplicadas em formulações gerais e/ou explicações dos fenômenos observados, restringindo, assim, sua comunicação e alcance. Verificável - o conhecimento popular ou do senso comum é verificável, mas essa verificação se limita ao observável no dia-a-dia e num âmbito mais restrito, (de uma dada região, grupo social, situações mais específicas) não pode ser aplicado em contextos mais amplos e/ou geral. Falível e inexato - é falível e inexato uma vez que são observados em fenômenos situados e mais próximos (percebidos no dia a dia). Centram-se, ainda, nas aparências e no que se ouviu falar sobre determinado fenômeno, por exemplo toma por base relatos, opiniões... Diante do exposto, Aranha (1993, p. 127) destaca que é importante reconhecer que o conhecimento do senso comum (popular ou também chamado de espontâneo) é o conhecimento de todas as pessoas, pessoas comuns (não especialistas). Mesmo o especialista ou cientista mais rigoroso utiliza o conhecimento do sensocomum, ?quando está fora da sua especialidade?. Dessa forma, é preciso reconhecer suas características, suas especificidades, suas limitações... mas, ainda assim, é preciso reconhecê-lo como uma "forma de conhecimento universal". O conhecimento científico O conhecimento científico é considerado uma conquista recente da humanidade, tendo surgido no século XVII, com a revolução copernicana. A Ciência e a Filosofia ainda estavam integradas e só vieram a constituir campos próprios de conhecimento, na Idade Moderna. A ciência moderna veio a se constituir a partir da delimitação de objeto próprio de investigação e com a criação de um método. Segundo Aranha e Martins (1993, p. 129), a utilização de métodos rigorosos permite que a ciência atinja um tipo de conhecimento sistemático, preciso e objetivo segundo o qual são descobertas relações universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever acontecimentos e também agir sobre a natureza de forma mais segura. () Com um campo de estudo delimitado e método específico, cada ciência se torna, então, uma ciência particular. São particulares na medida em que cada uma possui foco em campos distintos e/ou específicos na busca pela compreensão da realidade. Para Lakatos e Marconi (2011, p. 4-25), componentes das ciências, são: objetivo ou finalidade (?preocupação em distinguir? as ?leis gerais que regem determinadas situações?) função (aperfeiçoamento da ?relação do homem com seu mundo? por ?meio do crescente acervo de conhecimentos?) objetos materiais (o que se almeja ?estudar, analisar, interpretar ou verificar, de modo geral?) e formais (o ?enfoque especial, em face das diversas ciências que possuem o mesmo objeto material?) Historicamente, verifica-se não haver um consenso entre diferentes autores acerca de uma classificação das ciências. Entre as diversas classificações, Lakatos (2011, p. 24-27) destaca a classificação que toma por base os estudos de Bunge, apresentada a seguir: Ciências formais: Lógica Matemática Ciências factuais: Naturais (Física, Química, Biologia e outras) Sociais (Antropologia, Direito, Economia, Política, Psicologia Social, Sociologia) Ainda segundo Mario Brunge, citado por Lakatos e Marconi (2011, p. 28-42), o conhecimento científico (no âmbito das ciências factuais) possui características que, resumidamente, se seguem: o conhecimento científico é racional; o conhecimento científico é objetivo; o conhecimento científico é factual; o conhecimento científico é transcendente aos fatos; o conhecimento científico é analítico; o conhecimento científico é claro e preciso; o conhecimento científico é comunicável; o conhecimento científico é verificável; o conhecimento científico é dependente de investigação metódica; o conhecimento científico é sistemático; o conhecimento científico é acumulativo; o conhecimento científico é falível; o conhecimento científico é geral; o conhecimento científico é explicativo; o conhecimento científico é preditivo; o conhecimento científico é aberto; o conhecimento científico é útil. Se por um lado há ciências que se tornam mais rigorosas por sua natureza mais exata, se assim podemos dizer; por outro, temos as ciências humanas nas quais se verifica um componente qualitativo que não pode ser reduzido ao quantitativo (além de resistir a certas formas de experimentação). Assim, o conhecimento científico deve ser considerado nos diferentes aspectos e com as características indicadas anteriormente, bem como em toda a sua complexidade. A importância da disciplina Metodologia da Pesquisa nos estudos acadêmicos Objetivos: 1. Analisar o processo de pesquisa em busca da construção de conhecimentos e seu papel na formação dos alunos e professores. 2. Analisar a separação entre ensino e pesquisa como forma de manter a supremacia da classe dos produtores do conhecimento em detrimento dos que o consomem ou o ensinam. PERFIL Manual do AVA SAIR A importância da disciplina Metodologia da Pesquisa nos estudos acadêmicos Objetivos: 1. Analisar o processo de pesquisa em busca da construção de conhecimentos e seu papel na formação dos alunos e professores. 2. Analisar a separação entre ensino e pesquisa como forma de manter a supremacia da classe dos produtores do conhecimento em detrimento dos que o consomem ou o ensinam. NESTE TÓPICO NESTE TÓPICO Introdução O pesquisador e a pesquisa Referências Marcar tópico QUESTÕES NORTEADORAS Por que a pesquisa é necessária a uma aprendizagem significativa que proporcione autonomia ao aluno? Em que sentido o domínio da metodologia de pesquisa integra o processo de ensino que considera fundamental o aprender a aprender? Qual o lugar da pesquisa nos documentos oficiais? O que significa ser criativo e ousado no campo da pesquisa educacional? Introdução Já se estabeleceu a diferença entre senso comum e conhecimento científico. Tem-se claro que a construção do conhecimento científico requer procedimentos que permitam encontrar respostas, radicalmente, aproximadas da verdade e que apresentem argumentos consistentes que as fundamentem. Não se trata de opinião a respeito da realidade, mas de evidências que comprovem o que se diz a respeito da realidade. Para tanto, faz-se necessária a metodologia, ou seja, o procedimento capaz de assegurar a trajetória de busca e o encontro desta realidade. Aliás, aprende-se em Filosofia que a busca de conhecer-se e de conhecer o que está em torno, requer um caminho simples traduzido pelos conceitos de indagação e reflexão filosóficas. O que? Como? Para quê? O que eu penso? Por que estou pensando assim? São estas algumas questões básicas para se chegar à verdade, com isto, fica claro que a pesquisa, em busca da construção ou reconstrução do conhecimento, requer um questionamento que inicia, acompanha, finaliza e dá sustentação ao caminho trilhado pelo pesquisador. A letra de Coisas que eu sei, apresentada a seguir, de alguma forma lembra o caminho e a satisfação do pesquisador em busca do saber. Mas, quem é esse pesquisador? Coisas Que Eu Sei Danni Carlos Eu quero ficar perto De tudo que acho certo Até o dia em que eu Mudar de opinião A minha experiência Meu pacto com a ciência Meu conhecimento É minha distração [...] Coisas que eu sei Eu adivinho Sem ninguém ter me contado [...] Coisas que eu sei São coisas que antes Eu somente não sabia Coisas que eu sei As noites ficam claras No raiar do dia Coisas que eu sei São coisas que antes Eu somente não sabia Agora eu sei Agora eu sei Agora eu sei Ah! Ah! Agora eu sei Ah! Ah! Agora eu sei Ah! Ah! Agora eu sei Ah! Ah! Eu sei! O pesquisador e a pesquisa Neste ponto cabe falar um pouco do pesquisador. Quem é esta figura? Até pouco tempo atrás, o pesquisador aparecia como alguém estranho, ensimesmado, fora do tempo, ou alguém com poderes especiais, encastelado na academia ou centros de pesquisa, distante dos demais pensantes não produtores de conhecimento, mas simples consumidores do conhecimento produzido. Isto dividia o mundo da educação e das instituições escolares em dois grupos de profissionais: os pesquisadores, com bastante prestígio e os docentes, situados num nível de menor visibilidade. Tempos novos vieram e a tecnologia da informação, talvez tenha influenciado na mudança, as teorias atuais de aprendizagem, sem dúvida, também o fizeram. As informações pululam inesgotavelmente, e estão disponíveis a todos os que se dispuserem a compreendê-las, criticá-las e reconstruí-las. Assim, todos podem se tornar pesquisadores. Não é sem razão que, nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, se explicita como princípio, a garantia a todos os estudantes de um ensino ministrado com base na ?liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber?. (MEC, SEB, DICEI, 2013, p.17) Nesse mesmo contexto, o referido documento orienta que, no ensino básico,desde a educação infantil até o ensino médio, a escola deve conseguir, ensinar a compreender o que é ciência, qual a sua história e a quem ela se destina; viver situações práticas a partir das quais seja possível perceber que não há uma única visão de mundo, portanto, um fenômeno, um problema, uma experiência podem ser descritos e analisados segundo diferentes perspectivas e correntes de pensamento, que variam no tempo, no espaço, na intencionalidade. ((MEC, SEB, DICEI, 2013, p.33)) Não há dúvida, portanto, que o professor do ensino básico, desde a educação infantil, está comprometido com as questões da construção do conhecimento, para as quais concorrem os processos de pesquisa e sua metodologia. Assim, aluno pesquisador pressupõe professor pesquisador. Com esta preocupação é que se evidencia, como um dos princípios da formação do magistério da educação básica, “a articulação entre a teoria e a prática no processo de formação docente, fundada no domínio dos conhecimentos científicos e didáticos, contemplando a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”. (BRASIL Resolução CNE/MEC nº 2, de 01/07/2015, p.4) Neste sentido, o documento em pauta diz que a formação inicial e continuada desses profissionais deve permitir a eles, “a pesquisa, a análise e a aplicação dos resultados de investigações de interesse da área educacional e específica”. (BRASIL. Resolução CNE/MEC nº 2, de 01/07/2015, p. 7) complementando que eles devem estar aptos a […] identificar questões e problemas socioculturais e educacionais, com postura investigativa, integrativa e propositiva em face de realidades complexas, a fim de contribuir para a superação de exclusões sociais, étnico-raciais, econômicas, culturais, religiosas, políticas, de gênero, sexuais e outras; […] realizar pesquisas que proporcionem conhecimento sobre os estudantes e sua realidade sociocultural, sobre processos de ensinar e de aprender, em diferentes meios ambiental-ecológicos, sobre propostas curriculares e sobre organização do trabalho educativo e práticas pedagógicas, entre outros; utilizar instrumentos de pesquisa adequados para a construção de conhecimentos pedagógicos e científicos, objetivando a reflexão sobre a própria prática e a discussão e disseminação desses conhecimentos. (BRASIL. Resolução. CNE/MEC nº 2, de 01/07/2015 I, p.8) () Disto tudo se depreende a necessidade da pesquisa para estudar, aprender e ensinar, tornando-se imprescindível dominar a sua metodologia, justificando o seu valor para estudantes e profissionais das diversas áreas do conhecimento, não importado o nível ou a modalidade em que estejam atuando. Se esta é a proposição, o profissional deve ser um pesquisador. Nóvoa, (2015) soberanamente, tenta mostrar ao pesquisador moderno a necessidade de superar os limites tradicionais dos procedimentos engessados de fazer ciência e de ser construtor do conhecimento. O autor aconselha ao pesquisador iniciante o que se apresenta a seguir: Conhece-te a ti mesmo ? o autor fala da importância de cada um saber de si próprio, encontrar o que o retrata e, quanto ao caminho, escolher o menos percorrido. Conhece bem as regras de tua ciência, mas não deixes de arriscar e de transgredir ? aqui, o autor discute a necessidade de conhecer bem a ciência, as regras, as metodologias, sem deixar de assumir riscos, de ver de outra forma, de transgredir, de criar. Conhece para além dos limites da tua ciência ? o autor diz que é preciso ler, ler muito, gostar de ler e de pensar e que é preciso interligar diversos conhecimentos. Conhece em ligação com os outros ? o autor discute que sem debate, sem partilha, não há ciência, daí a necessidade do trabalho coletivo, colaborativo, cooperativo. Conhece com a tua escrita, pois é isso que te distingue como investigador ? neste conselho, o autor indica a pertinência de o investigador gostar de escrever porque é na escrita que o investigador encontra sua identidade, sua forma de expressão pessoal. Conhece para além das evidências ? aqui o autor analisa como os estudos em educação e os próprios pedagogos são depreciados exigindo do pesquisador encontrar um equilíbrio que permita lidar com essa realidade, o que vale, também, para pesquisadores das diversas áreas do conhecimento. Conhece com a responsabilidade da ação ? o autor chama a atenção para a reflexão a respeito da prática, pela qual o pesquisador se responsabiliza, alertando que os critérios científicos, nem sempre são suficientes para orientar as práticas e as políticas das diversas áreas. Conhece com os olhos no país ? alerta o autor que o compromisso do pesquisador é com a sua área de atuação e também com o país, em suas peculiaridades, em seu momento histórico, portanto em defesa da ciência e do próprio país. Conhece com liberdade e pela liberdade ? Alerta agora, para que não se perca o espírito crítico, a liberdade, a autonomia, sendo para isto necessário pensar, criar, escrever, divulgar. Os pontos apresentados por António Nóvoa servem para uma reflexão no sentido de o pesquisador situar- se como integrante de uma sociedade multifacetada, atuando numa área complexa, precisando criar e recriar o conhecimento, sem abrir mão de sua liberdade intelectual e de responsabilizar-se por suas práticas. Nesta aula, a intenção foi apresentar a necessidade que se tem, como aluno e como docente, de conhecer a metodologia de pesquisa, tendo em vista que ela é fundamental para a construção, renovação e inovação do conhecimento, sendo imprescindível às práticas de estudo e de ensino. Foram apontados pelos Parâmetros Curriculares que os alunos, desde a educação infantil, têm direito a um estudo e um ensino baseados em pesquisa. Por outro lado, a resolução que trata da formação inicial e continuada de professores, salienta o valor da pesquisa, tanto para a construção do seu perfil de egresso, quanto da sua atuação como docente pesquisador. Por fim, foram apresentados os conselhos de Nóvoa aos jovens pesquisadores, no sentido do compromisso com a ciência, com suas práticas e com o próprio projeto de país. Com tudo isto, fica patente que o domínio da metodologia de pesquisa se faz necessário a uma atuação mais efetiva do profissional do magistério, tanto na fase de estudo, na formação inicial ou continuada, quanto na fase de ensino efetivo, buscando o conhecimento e a aprendizagem significativa. CONTINUE ESTUDANDO Releia o texto cuidadosamente, anote todos os conceitos que são novos para você. Procure o significado de cada um deles para complementar as suas anotações. Talvez você nem tenha percebido, mas já está pesquisando! PARA REFLETIR: Será mesmo, muito importante para o aluno, dominar a metodologia de pesquisa? Justifique. Qual a relação entre a autonomia intelectual do aluno e o estudo baseado em pesquisa? Por que o domínio da leitura e da escrita são fundamentais ao estudo e ao ensino que têm em vista a ação de pesquisar como principal estratégia de construção do conhecimento? Em busca do referencial: lendo os textos científicos Objetivos: 1. Utilizar fontes bibliográficas mediante leitura interpretativa e analítica. 2. Aplicar técnicas de leitura para elaboração de resumos e fichamentos. 3. Selecionar informações relevantes para a construção do marco teórico. PERFIL Manual do AVA SAIR Em busca do referencial: lendo os textos científicos Objetivos: 1. Utilizar fontes bibliográficas mediante leitura interpretativa e analítica. 2. Aplicar técnicas de leitura para elaboração de resumos e fichamentos. 3. Selecionar informações relevantes para a construção do marco teórico. NESTE TÓPICO Introdução Fontes bibliográficas - leituras Apontamentos necessários Pesquisa na internet Referências Marcar tópico QUESTÕES NORTEADORAS Por que as fontes escritas são fundamentais na pesquisa? Como otimizar a consulta à bibliografia selecionada para a pesquisa? Para que servem o resumo e o fichamento? Introdução Nesta aula,vamos falar de consulta a fontes escritas para subsidiar o processo de pesquisa. Não importa o tipo de pesquisa, sempre há necessidade de um estudo prévio a respeito do que já está publicado com relação ao tema que se tem em vista pesquisar. É este estudo da bibliografia disponível que dá condições para melhor delimitar o tema, propor o problema, selecionar as variáveis e, principalmente, sistematizar o referencial teórico em que se baseará o estudo. Isto tudo requer do pesquisador uma leitura atenta do material à disposição, para interpretá-lo, analisá-lo e organizá-lo de uma forma sistematizada para fundamentar as decisões tomadas ao longo do processo de pesquisa e para dar suporte às discussões, considerações finais e ou conclusões do estudo. Quando se diz leitura atenta, o foco é uma leitura profunda, buscando coerência e pontos comuns entre os diversos autores ao explanarem suas teorias. Desta feita, precisa-se ter uma atenção especial aos apontamentos que serão utilizados, sob a forma de resumos, esquemas, fichas, ou outro qualquer formato ao qual o pesquisador possa recorrer para fazer fluir o seu trabalho. Assim, a preocupação no momento é com as técnicas de leituras e de construção desses apontamentos necessários ao estudo e ao trabalho do pesquisador. Fontes bibliográficas - leituras As fontes escritas constituem o conjunto de livros de leitura corrente, obras de referência, periódicos científicos, dissertações e teses, anais de encontros científicos, periódicos de indexação e resumo, entre outros. Essas fontes estão à disposição em bibliotecas, em bases de dados, em sistemas de busca, na internet e também nas livrarias físicas ou virtuais. Obtido o material, já previamente selecionado, chegou a hora da leitura acurada do mesmo. E, atenção, dicionário ao lado! Gil (2002, p. 77) distingue quatro tipos de leitura: a exploratória, a seletiva, a analítica e a interpretativa. Com relação à leitura do material, o autor diz que ela serve para identificar as informações e os dados constantes do material impresso; estabelecer relações entre as informações e os dados obtidos com o problema proposto; analisar a consistência das informações e dados apresentados pelos autores. () Para atender a essas finalidades, torna-se claro que as leituras ocorrem em diferentes níveis, conforme se avança na compreensão do que está escrito e daquilo que o pesquisador necessita a cada momento do seu trabalho. Andrade (2005, p. 17) falando da importância da leitura afirma que “aprender a ler não é uma tarefa tão simples, pois exige uma postura crítica, sistemática, uma disciplina intelectual por parte do leitor, e esses requisitos básicos só podem ser adquiridos por meio da prática.” Com relação ao valor da leitura e do seu papel preponderante para o pesquisador, a autora cita Paulo Freire. Refiro-me a que a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele. De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo, mas por uma certa forma de 'escrevê-lo' ou de 'reescrevê-lo', quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática consciente. (FREIRE, 1984, p. 22. apud. ANDRADE, 2005, p.17-18) Depreende-se daí que a leitura de um texto deve propiciar, ao leitor, um entendimento tal que o torne coautor a fim de transformar e ressignificar o texto. Isto exige diálogo com o autor (ANDRADE, 2005, p. 18). Voltando aos quatro tipos de leitura propostos por Gil, (2002), pode-se dizer que a leitura exploratória é uma leitura inicial para que se possa decidir o que realmente interessa ao pesquisador. Trata-se, segundo o autor, de uma leitura geral visando perscrutar o seu conteúdo e a sua pertinência ao estudo que se tem em vista. Segue-se a isto, uma leitura seletiva, um pouco mais profunda em que se tenta fazer uma primeira escolha do referencial teórico. Diz-se uma primeira escolha porque nada impede que se volte a um material preliminarmente deixado de lado ou descartado. A partir deste ponto interessa realizar uma leitura analítica que requer: - leitura integral da obra ou texto selecionado, para se ter uma visão do todo [...]identificação das ideias-chaves [...]hierarquização das ideias [...]sintetização das ideias. ( Gil, 2002, p. 79 ) (destaque no original). Após a análise, com os destaques acima apresentados, passa-se a uma leitura interpretativa em que o leitor se coloca na ação, estabelecendo relações com o que já conhece, dando um significado particular ao texto mediante seu problema de pesquisa e seus objetivos. Apontamentos necessários Tomar apontamentos torna-se tão necessário ao pesquisador quanto à própria leitura. Trata-se de uma questão de organização e de administração do conjunto das informações obtidas com as diversas leituras. Com este simples cuidado, o pesquisador tem nas mãos, sempre que precisar, tudo o que é importante para ser utilizado nos diversos momentos da pesquisa e na análise de seus resultados, incluindo a elaboração do trabalho final. Andrade (2005, p. 25-26) ressalta o esquema e o resumo, entre esses apontamentos, e destaca a técnica de sublinhar como uma base indispensável a esse empreendimento, salientando o seu valor para o realce das ideias importantes para o estudo ou, ainda, para sua utilização em citações. A autora recomenda alguns procedimentos: leitura integral do texto, para tomada de contato; esclarecimento de dúvidas de vocabulário, termos técnicos e outras; releitura do texto, para identificar as ideias principais; ler e sublinhar, em cada parágrafo, as palavras que contêm a ideia núcleo e os detalhes mais importantes; assinalar com uma linha vertical, à margem do texto, os tópicos mais importantes; assinalar, à margem do texto, com um ponto de interrogação os casos de discordâncias, as passagens obscuras, os argumentos discutíveis; ler o que foi sublinhado, para verificar se há sentido; reconstruir o texto, em forma de esquema ou de resumo, tomando as palavras sublinhadas como base. () Essas recomendações da autora, parecem facilitar o trabalho do leitor. Sem dúvida, cada um encontrará o seu jeito próprio de sinalizar o que se mostrou importante na leitura para a construção do esquema ou do resumo A autora, citando Salomon (1977), afirma que um esquema se torna útil quando apresenta: Flexibilidade: o esquema é que deve adaptar-se à realidade e não esta ao esquema. Fidelidade ao original: esquematizar não é deturpar, mas sintetizar. Estrutura lógica do assunto: organiza-se pelo esquema a relação da ideia importante e seu desenvolvimento. Adequação ao assunto estudado: mesmo que funcionalidade. Utilidade de emprego: o esquema tem por objetivo auxiliar a captação do conjunto e servir para comunicar algo. Cunho pessoal: o esquema traduz atitudes e modo de agir de cada um, varia de pessoa para pessoa. (SALOMON, 1977, p. 88 apud ANDRADE, 2005, p. 28 (destaque no original)) Vê-se que o esquema traduz as características do leitor e que o importante é que ele seja funcional e útil ao trabalho do pesquisador. Uma alternativa ao esquema, que parece muito versátil, seria o mapa conceitual. Em qualquer situação, não se pode esquecer a informação completa da referência, seja no esquema, no resumo ou outro tipo de anotação, inclusive com a indicação de páginas, para o caso de citações. Andrade (2005) faz referência ao resumo indicando, entre outros, os seguintes tipos: resumo descritivo, resumo analítico e resumo crítico. A autora diz que o resumo descritivo por ser curto, entre 15 e 20 linhas, contém tópicos com indicação breve dos conteúdos, não dispensando volta ao texto original para completo entendimento. Por sua vez, o resumo analítico, mais detalhado, mesmo não permitindo opiniões pessoais do seu autor, pode dispensar a releitura do texto original. Quando se trata do resumo crítico, são mantidas as ideiasfundamentais do texto, possibilitando opiniões e comentários do autor do resumo e dispensando releitura do original. O resumo crítico difere da resenha porque não compara autores e obras entre si, nem apresenta julgamento de valor a respeito da obra. Pesquisa na internet Hoje a internet caracteriza-se por ser uma fonte muito utilizada por pesquisadores, entretanto como podemos tê-la como uma fonte confiável? Alguns cuidados devem ser tomados pelo pesquisador já que diariamente são disponibilizados na rede cerca de 10 a 20 milhões de novos documentos, mas não podemos deixar de destacar que o armazenamento digital tem inúmeros avanços em relação ao armazenamento de documentos impressos, a começar pelo espaço necessário à preservação de tais documentos e a consequente deterioração dos mesmos quando não adequadamente preservados. Os documentos impressos, arquivados, por exemplo, em bibliotecas exigem, ainda, que o pesquisador se desloque até onde se encontra a fonte de pesquisa, acarretando um acréscimo de tempo para a execução do trabalho. Segundo McKinley (1998, p 3 e 4) apud Machado (2005), em meados da década de noventa, 5,46 bilhões de documentos eram produzidos todos os anos e 59% deles eram acessados manualmente. No armazenamento por papel ou microfilmagem, além dos usuários terem que compreender o esquema de indexação, os arquivos precisam ser devolvidos na forma apropriada do gabinete. Ademais da necessidade de deslocamento físico ao local onde estão os arquivos, o fato da procura ser manual, um documento erroneamente colocado pode ser considerado como "desaparecido". Estima-se que 7,5% dos documentos em papel se perdem totalmente. () Além disso, os atuais mecanismos de busca permitem o acesso imediato a um grande número de informações. A partir de uma palavra ou frase o pesquisador tem acesso a um imenso banco de dados, algo inimaginável em relação à busca por índice remissivo em livros ou em antigas fichas catalográficas de bibliotecas. Os mecanismos de busca em documentos digitais também permitem indexar e localizar informações que não foram consideradas relevantes no momento da classificação ou arquivamento. Com os mecanismos de buscas modernos, qualquer documento digital pode ser desenterrado e explorado em seus detalhes ((McKinley, 1998, apud Machado, 2005)) Para se efetuar uma pesquisa eficiente na internet, faz-se necessário que o usuário domine as ferramentas de navegação. Para fins desta aula, presumiremos que os alunos possuem esta competência. Caso não a possuam devem procurar desenvolvê-la. Isto posto, passemos às estratégias de pesquisa. Fundamentalmente há duas formas de se iniciar as pesquisas: A primeira é fazê-la a partir de sites que se sabe serem hospedeiros de documentos importantes acerca do tema a ser pesquisado: por exemplo, o site do MEC (Ministério da Educação e Cultura) se estivermos interessados em temas educacionais, ou o site da FAU-ONU (Fundação para a Alimentação da Organização das Nações Unidas) se nosso foco for a fome no mundo e assim por diante. Tudo dependerá do nível de conhecimento do pesquisador em relação ao tema a ser pesquisado. Nesses sites oficiais, além dos documentos vigentes, pode-se encontrar a série histórica de documentos relacionados ao tema, o que permitirá ao pesquisador a contextualização de suas questões. Entretanto, se o conhecimento do pesquisador em relação ao tema for superficial, ele poderá utilizar a segunda forma de acesso aos assuntos de seu interesse, qual seja, a busca por meio de sites de busca, como o Google, por exemplo. Nesses sites há uma barra na qual o usuário deve digitar aquilo que lhe interessa buscar. Recomenda-se iniciar por buscas mais gerais, ir se apossando do conhecimento a partir da leitura dos documentos resultantes da pesquisa e, a partir daí, ir refinando a busca em direção a temas mais específicos. Uma forma de tornar a pesquisa mais específica em sites de busca como Google, AltaVista, Infoseek, Excite e Yahoo é digitar aquilo que se quer encontrar entre aspas. Assim, se o interesse é compreender a Reforma agrária no Brasil, essa frase deverá ser digitada entre aspas na barra de busca: “Reforma agrária no Brasil”, caso contrário, o site trará todos os documentos que tratem dos temas “reforma’, agrária” e “Brasil” separadamente. Exemplo de funcionamento do site de busca Google: PERFIL Manual do AVA SAIR Em busca do referencial: lendo os textos científicos Objetivos: 1. Utilizar fontes bibliográficas mediante leitura interpretativa e analítica. 2. Aplicar técnicas de leitura para elaboração de resumos e fichamentos. 3. Selecionar informações relevantes para a construção do marco teórico. NESTE TÓPICO NESTE TÓPICO Introdução Fontes bibliográficas - leituras Apontamentos necessários Pesquisa na internet Referências Marcar tópico QUESTÕES NORTEADORAS Por que as fontes escritas são fundamentais na pesquisa? Como otimizar a consulta à bibliografia selecionada para a pesquisa? Para que servem o resumo e o fichamento? Introdução Nesta aula, vamos falar de consulta a fontes escritas para subsidiar o processo de pesquisa. Não importa o tipo de pesquisa, sempre há necessidade de um estudo prévio a respeito do que já está publicado com relação ao tema que se tem em vista pesquisar. É este estudo da bibliografia disponível que dá condições para melhor delimitar o tema, propor o problema, selecionar as variáveis e, principalmente, sistematizar o referencial teórico em que se baseará o estudo. Isto tudo requer do pesquisador uma leitura atenta do material à disposição, para interpretá-lo, analisá-lo e organizá-lo de uma forma sistematizada para fundamentar as decisões tomadas ao longo do processo de pesquisa e para dar suporte às discussões, considerações finais e ou conclusões do estudo. Quando se diz leitura atenta, o foco é uma leitura profunda, buscando coerência e pontos comuns entre os diversos autores ao explanarem suas teorias. Desta feita, precisa-se ter uma atenção especial aos apontamentos que serão utilizados, sob a forma de resumos, esquemas, fichas, ou outro qualquer formato ao qual o pesquisador possa recorrer para fazer fluir o seu trabalho. Assim, a preocupação no momento é com as técnicas de leituras e de construção desses apontamentos necessários ao estudo e ao trabalho do pesquisador. Fontes bibliográficas - leituras As fontes escritas constituem o conjunto de livros de leitura corrente, obras de referência, periódicos científicos, dissertações e teses, anais de encontros científicos, periódicos de indexação e resumo, entre outros. Essas fontes estão à disposição em bibliotecas, em bases de dados, em sistemas de busca, na internet e também nas livrarias físicas ou virtuais. Obtido o material, já previamente selecionado, chegou a hora da leitura acurada do mesmo. E, atenção, dicionário ao lado! Gil (2002, p. 77) distingue quatro tipos de leitura: a exploratória, a seletiva, a analítica e a interpretativa. Com relação à leitura do material, o autor diz que ela serve para identificar as informações e os dados constantes do material impresso; estabelecer relações entre as informações e os dados obtidos com o problema proposto; analisar a consistência das informações e dados apresentados pelos autores. () Para atender a essas finalidades, torna-se claro que as leituras ocorrem em diferentes níveis, conforme se avança na compreensão do que está escrito e daquilo que o pesquisador necessita a cada momento do seu trabalho. Andrade (2005, p. 17) falando da importância da leitura afirma que “aprender a ler não é uma tarefa tão simples, pois exige uma postura crítica, sistemática, uma disciplina intelectual por parte do leitor, e esses requisitos básicos só podem ser adquiridos por meio da prática.” Com relação ao valor da leitura e do seu papel preponderante para o pesquisador, a autora cita Paulo Freire. Refiro-me a que a leiturado mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele. De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo, mas por uma certa forma de 'escrevê-lo' ou de 'reescrevê-lo', quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática consciente. (FREIRE, 1984, p. 22. apud. ANDRADE, 2005, p.17-18) Depreende-se daí que a leitura de um texto deve propiciar, ao leitor, um entendimento tal que o torne coautor a fim de transformar e ressignificar o texto. Isto exige diálogo com o autor (ANDRADE, 2005, p. 18). Voltando aos quatro tipos de leitura propostos por Gil, (2002), pode-se dizer que a leitura exploratória é uma leitura inicial para que se possa decidir o que realmente interessa ao pesquisador. Trata-se, segundo o autor, de uma leitura geral visando perscrutar o seu conteúdo e a sua pertinência ao estudo que se tem em vista. Segue-se a isto, uma leitura seletiva, um pouco mais profunda em que se tenta fazer uma primeira escolha do referencial teórico. Diz-se uma primeira escolha porque nada impede que se volte a um material preliminarmente deixado de lado ou descartado. A partir deste ponto interessa realizar uma leitura analítica que requer: - leitura integral da obra ou texto selecionado, para se ter uma visão do todo [...]identificação das ideias-chaves [...]hierarquização das ideias [...]sintetização das ideias. ( Gil, 2002, p. 79 ) (destaque no original). Após a análise, com os destaques acima apresentados, passa-se a uma leitura interpretativa em que o leitor se coloca na ação, estabelecendo relações com o que já conhece, dando um significado particular ao texto mediante seu problema de pesquisa e seus objetivos. Apontamentos necessários Tomar apontamentos torna-se tão necessário ao pesquisador quanto à própria leitura. Trata-se de uma questão de organização e de administração do conjunto das informações obtidas com as diversas leituras. Com este simples cuidado, o pesquisador tem nas mãos, sempre que precisar, tudo o que é importante para ser utilizado nos diversos momentos da pesquisa e na análise de seus resultados, incluindo a elaboração do trabalho final. Andrade (2005, p. 25-26) ressalta o esquema e o resumo, entre esses apontamentos, e destaca a técnica de sublinhar como uma base indispensável a esse empreendimento, salientando o seu valor para o realce das ideias importantes para o estudo ou, ainda, para sua utilização em citações. A autora recomenda alguns procedimentos: leitura integral do texto, para tomada de contato; esclarecimento de dúvidas de vocabulário, termos técnicos e outras; releitura do texto, para identificar as ideias principais; ler e sublinhar, em cada parágrafo, as palavras que contêm a ideia núcleo e os detalhes mais importantes; assinalar com uma linha vertical, à margem do texto, os tópicos mais importantes; assinalar, à margem do texto, com um ponto de interrogação os casos de discordâncias, as passagens obscuras, os argumentos discutíveis; ler o que foi sublinhado, para verificar se há sentido; reconstruir o texto, em forma de esquema ou de resumo, tomando as palavras sublinhadas como base. ()Essas recomendações da autora, parecem facilitar o trabalho do leitor. Sem dúvida, cada um encontrará o seu jeito próprio de sinalizar o que se mostrou importante na leitura para a construção do esquema ou do resumo A autora, citando Salomon (1977), afirma que um esquema se torna útil quando apresenta: Flexibilidade: o esquema é que deve adaptar-se à realidade e não esta ao esquema. Fidelidade ao original: esquematizar não é deturpar, mas sintetizar. Estrutura lógica do assunto: organiza-se pelo esquema a relação da ideia importante e seu desenvolvimento. Adequação ao assunto estudado: mesmo que funcionalidade. Utilidade de emprego: o esquema tem por objetivo auxiliar a captação do conjunto e servir para comunicar algo. Cunho pessoal: o esquema traduz atitudes e modo de agir de cada um, varia de pessoa para pessoa. (SALOMON, 1977, p. 88 apud ANDRADE, 2005, p. 28 (destaque no original)) Vê-se que o esquema traduz as características do leitor e que o importante é que ele seja funcional e útil ao trabalho do pesquisador. Uma alternativa ao esquema, que parece muito versátil, seria o mapa conceitual. Em qualquer situação, não se pode esquecer a informação completa da referência, seja no esquema, no resumo ou outro tipo de anotação, inclusive com a indicação de páginas, para o caso de citações. Andrade (2005) faz referência ao resumo indicando, entre outros, os seguintes tipos: resumo descritivo, resumo analítico e resumo crítico. A autora diz que o resumo descritivo por ser curto, entre 15 e 20 linhas, contém tópicos com indicação breve dos conteúdos, não dispensando volta ao texto original para completo entendimento. Por sua vez, o resumo analítico, mais detalhado, mesmo não permitindo opiniões pessoais do seu autor, pode dispensar a releitura do texto original. Quando se trata do resumo crítico, são mantidas as ideias fundamentais do texto, possibilitando opiniões e comentários do autor do resumo e dispensando releitura do original. O resumo crítico difere da resenha porque não compara autores e obras entre si, nem apresenta julgamento de valor a respeito da obra. Pesquisa na internet Hoje a internet caracteriza-se por ser uma fonte muito utilizada por pesquisadores, entretanto como podemos tê-la como uma fonte confiável? Alguns cuidados devem ser tomados pelo pesquisador já que diariamente são disponibilizados na rede cerca de 10 a 20 milhões de novos documentos, mas não podemos deixar de destacar que o armazenamento digital tem inúmeros avanços em relação ao armazenamento de documentos impressos, a começar pelo espaço necessário à preservação de tais documentos e a consequente deterioração dos mesmos quando não adequadamente preservados. Os documentos impressos, arquivados, por exemplo, em bibliotecas exigem, ainda, que o pesquisador se desloque até onde se encontra a fonte de pesquisa, acarretando um acréscimo de tempo para a execução do trabalho. Segundo McKinley (1998, p 3 e 4) apud Machado (2005), em meados da década de noventa, 5,46 bilhões de documentos eram produzidos todos os anos e 59% deles eram acessados manualmente. No armazenamento por papel ou microfilmagem, além dos usuários terem que compreender o esquema de indexação, os arquivos precisam ser devolvidos na forma apropriada do gabinete. Ademais da necessidade de deslocamento físico ao local onde estão os arquivos, o fato da procura ser manual, um documento erroneamente colocado pode ser considerado como "desaparecido". Estima-se que 7,5% dos documentos em papel se perdem totalmente. ()Além disso, os atuais mecanismos de busca permitem o acesso imediato a um grande número de informações. A partir de uma palavra ou frase o pesquisador tem acesso a um imenso banco de dados, algo inimaginável em relação à busca por índice remissivo em livros ou em antigas fichas catalográficas de bibliotecas. Os mecanismos de busca em documentos digitais também permitem indexar e localizar informações que não foram consideradas relevantes no momento da classificação ou arquivamento. Com os mecanismos de buscas modernos, qualquer documento digital pode ser desenterrado e explorado em seus detalhes ((McKinley, 1998, apud Machado, 2005)) Para se efetuar uma pesquisa eficiente na internet, faz-se necessário que o usuário domine as ferramentas de navegação. Para fins desta aula, presumiremos que os alunos possuem esta competência. Caso não a possuam devem procurar desenvolvê-la. Isto posto, passemos às estratégias de pesquisa. Fundamentalmente há duas formas de se iniciar as pesquisas: A primeira é fazê-la a partir de sites que se sabe serem hospedeiros de documentos importantes acerca do tema a ser pesquisado: por exemplo, o site do MEC (Ministério da Educaçãoe Cultura) se estivermos interessados em temas educacionais, ou o site da FAU-ONU (Fundação para a Alimentação da Organização das Nações Unidas) se nosso foco for a fome no mundo e assim por diante. Tudo dependerá do nível de conhecimento do pesquisador em relação ao tema a ser pesquisado. Nesses sites oficiais, além dos documentos vigentes, pode-se encontrar a série histórica de documentos relacionados ao tema, o que permitirá ao pesquisador a contextualização de suas questões. Entretanto, se o conhecimento do pesquisador em relação ao tema for superficial, ele poderá utilizar a segunda forma de acesso aos assuntos de seu interesse, qual seja, a busca por meio de sites de busca, como o Google, por exemplo. Nesses sites há uma barra na qual o usuário deve digitar aquilo que lhe interessa buscar. Recomenda-se iniciar por buscas mais gerais, ir se apossando do conhecimento a partir da leitura dos documentos resultantes da pesquisa e, a partir daí, ir refinando a busca em direção a temas mais específicos. Uma forma de tornar a pesquisa mais específica em sites de busca como Google, AltaVista, Infoseek, Excite e Yahoo é digitar aquilo que se quer encontrar entre aspas. Assim, se o interesse é compreender a Reforma agrária no Brasil, essa frase deverá ser digitada entre aspas na barra de busca: “Reforma agrária no Brasil”, caso contrário, o site trará todos os documentos que tratem dos temas “reforma’, agrária” e “Brasil” separadamente. Exemplo de funcionamento do site de busca Google: A imagem mostra o procedimento de busca de uma fonte ou material de pesquisa pelo site do Google a partir da digitação de um termo (ou palavra-chave) na barra de navegação de modo a desencadear a busca do conteúdo, que depois mostrará os resultados possíveis, ao interessado. Busca no Google Fonte: http://www.forum-global.de/curso/textos/pesquisar_na_internet.htm . Fonte: Google Guide, 2004. Tradução de Jorge Machado (2005) Para fins de busca, devemos ainda citar os portais acadêmicos. Há os de livre acesso e os de acesso restrito, mediante pagamento. Os de livre acesso atendem ao princípio de criação da internet, qual seja, livre partilhamento de informações. De acordo com Machado (2005) os mais conhecidos são: ICAAP.org - Consórcio Internacional para o Avanço das Publicações Acadêmicas (www.icaap.org). Portal que defende o acesso livre a publicações acadêmicas. Oferece uma ampla lista de publicações "livres". Dispõe também, sem custos, espaço e serviço de hospedagem para as publicações acadêmicas que queiram aderir. The Public Library of Science - PLoS (www.plos.org). É uma iniciativa sem fins lucrativos que visa a prover a comunidade científica de acesso livre e integral a publicações científicas de alta qualidade, sem restrições de uso e distribuição. Citeseer. (http://citeseer.org/) Disponibiliza papers e artigos, principalmente da área de Computação e Matemática. Tem estatística de acesso e aceita comentários e avaliações sobre os textos. ArXiv (http://www.arxiv.org/) Repositório de papers das áreas Física, Matemática, Ciência da Computação e Biologia Quantitativa. Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe (Red ALyC) -http://redalyc.uaemex.mx/). Projeto de acadêmicos da UNAM (México) que visa a constituir um portal de livre e irrestrito acesso a revistas científicas latino-americanas. DiVA - Digital Scientific Archive ou Digitala Vetenskapliga Arkivet no sueco (www.diva-portal.se). Desenvolvido na Universidade de Uppsala, com adesões de outras universidades. É um repositório de documentos científicos de livre acesso. Em operação plena desde 2003. SciELO - Scientific Eletronic Library Online (www.scielo.br). Base de Dados Nacional da Área da Saúde. Possui versões em inglês e espanhol. O acesso é livre, mas não faz parte do movimento internacional Open Access. Não há garantias que o acesso permanecerá livre. Projeto Gutenberg (www.promo.net/pg). Amplo projeto que disponibiliza livros de domínio público. Atena - Antigo diretório que reúne textos sobre Filosofia, clássicos, História, Economia e Literatura em geral. http://un2sg1.unige.ch/www/athena/html/athome.html Information Access (www.informationaccess.org). Oferece acesso a publicações diversas, principalmente na área de medicina e tecnologia. Open Archives Initiative (www.openarchives.org) Disponibiliza documentos Desenvolve e promove standards de inter-operatividade com objetivo de facilitar e eficiência da disseminação de conteúdo. A iniciativa The Open Archives tem suas raízes no esforço de promover o acesso a arquivos digitais para aumentar a disponibilidade de comunicação acadêmica. Public Library of Science (Biblioteca Pública de Ciência) http://www.publiclibraryofscience.org/ Os portais de acesso restrito (contrariando a lógica da internet), só podem ser acessados a partir de pagamento ou de terminais restritos, que, em última análise, estão em instituições que se responsabilizam pelo pagamento. Reúnem publicações acadêmicas ligadas, em sua maioria, a grandes editoras privadas europeias e norte-americanas. Dentre muitos podemos citar, como Machado (2005), o Portal de Periódicos do Capes (www.periodicos.capes.br) que é um portal pago pelo e reúne publicações de editoras comerciais europeias e norte-americanas. Seu acesso é restrito apenas a alguns computadores de universidades de um conjunto de instituições. E, ainda, os seguintes portais que reúnem base de dados: Isi Web of Knowledge: Web of Science; Journal Citation Reports; Portal da Pesquisa - DotLib: Eletronic Reference Library - ERL (mais de 30 bases de dados das diversas áreas do conhecimento); Cambridge Scientific Abstracts: Technology Collection, Engineering Collection, Eletronics Collection, Social Sciences Collections (Sociological Abstracts e outros). Ao usar documentos extraídos da internet, o pesquisador deve atentar a duas coisas importantes: a primeira em relação à fidedignidade do material utilizado e a segunda em dar o devido crédito à fonte. Em relação ao primeiro item salientamos que o cuidado com a fidedignidade deve ser o mesmo em relação aos demais materiais utilizados na pesquisa, ou seja, verificar sua idoneidade e, em relação ao segundo, deve-se seguir as normas técnicas estabelecidas pela Norma ISO 690-2 que estabelece referências comuns para a citação bibliográfica de documentos em formato eletrônico, de forma que as informações fornecidas possam ser recuperadas. De forma geral, a citação deve ser feita como segue: Se tratar-se de textos eletrônicos monográficos: Responsável principal. Título [tipo de suporte]. Edição. Lugar de publicação: editor, data de publicação, data de atualização/revisão. Descrição física*. (Coleção). Notas. Disponibilidade e acesso** [Data de consulta]*. Número normalizado (ISSN). Se tratar-se de contribuições em textos eletrônicos, bases de dados e programas: Responsável principal. "Título (da contribuição)" [tipo de suporte]. (In:) Responsável principal (do documento fonte). Título (do documento fonte). Edição. Lugar da publicação: editor, data de publicação, data de atualização/revisão. Numeração e/ou localização da contribuição no documento fonte. Notas*. Disponibilidade e acesso*. [Data de consulta]. Número normalizado. Para artigos e outras contribuições em publicações seriadas eletrônicas: Responsável (s). "Título" [tipo de suporte]. Título (da publicação seriada). Edição. Localização. Notas*. Disponibilidade e acesso** [Data de consulta]*. Número normalizado. Para boletins de notícias, listas de discussão e mensagens: Título [tipo de suporte]. Responsável*. Lugar de publicação: editor, data de publicação. Notas*. Disponibilidade e acesso*. [Data de consulta]*. Sendo que, nos quatro casos, um asterisco () assinala os elementos opcionais e dois (*), os obrigatórios. Esta aula mostra a importância de uma boa leitura como um passo indispensável à concepção e realização de uma