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Iniciação à Pesquisa Científica

Material sobre iniciação à pesquisa científica (2023) que reúne informações institucionais, créditos editoriais e perfis dos autores, descrevendo formações, áreas de atuação e vínculos acadêmicos vinculados à Universidade São Francisco.

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INICIAÇÃO À PESQUISA 
CIENTÍFICA
INICIAÇÃO À PESQUISA CIENTÍFICA
2023
Guilherme Siqueira Arinelli
Mayra Moreira da Costa
Debora Meyhofer Ferreira
Andrea Helena Ferreira Braga
Rodrigo Gouvêa Taketani
PRESIDENTE 
Frei Thiago Alexandre Hayakawa, OFM
DIRETOR GERAL 
Jorge Apóstolos Siarcos 
REITOR 
Frei Gilberto Gonçalves Garcia, OFM 
VICE-REITOR 
Frei Thiago Alexandre Hayakawa, OFM
PRÓ-REITOR DE ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO 
Adriel de Moura Cabral 
PRÓ-REITOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO 
Dilnei Giseli Lorenzi 
COORDENADOR DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - NEAD 
Franklin Portela Correia
CENTRO DE INOVAÇÃO E SOLUÇÕES EDUCACIONAIS - CISE
Franklin Portela Correia
PROJETO GRÁFICO
Centro de Inovação e Soluções Educacionais - CISE
CAPA
Centro de Inovação e Soluções Educacionais - CISE
DIAGRAMADORA
Andréa Ercília Calegari
© 2023 Universidade São Francisco
Avenida São Francisco de Assis, 218
CEP 12916-900 – Bragança Paulista/SP
CASA NOSSA SENHORA DA PAZ – AÇÃO SOCIAL FRANCISCANA, PROVÍNCIA 
FRANCISCANA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DO BRASIL – 
ORDEM DOS FRADES MENORES
GUILHERME SIQUEIRA ARINELLI
Doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Bolsista 
CNPq), com estágio doutoral (Bolsista CAPES) no Departamento de Psicologia, Gra-
duate Center, da City University of New York (CUNY, EUA). Psicólogo (2014) e Mestre 
em Psicologia (2017), pela PUC-Campinas. Membro da International Society for Cultu-
ral-Historical Activity Research (ISCAR), desde 2019, e responsável técnico pelo site da 
seção brasileira da sociedade. Membro do grupo de pesquisa Processos de Constitui-
ção do Sujeito em Práticas Educativas (PROSPED), da PUC-Campinas, desde 2012. 
Atua na área da Psicologia Escolar e Educacional com interesse em desenvolvimento 
humano, processos educativos e orientação profissional. Adota como aporte teórico-
-metodológico para as pesquisas e análises realizadas a Psicologia Histórico-Cultural, 
sobretudo os conceitos desenvolvidos por Lev S. Vigotski.
MAYRA MOREIRA DA COSTA
É licenciada em filosofia pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), mestre em 
Lógica e Filosofia da Ciência pelo Programa de Pós - Graduação em Filosofia da Uni-
versidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e doutoranda em Lógica, Ciência, Mente e 
Linguagem pelo Programa de Pós - Graduação em Filosofia da Universidade Federal 
de Minas Gerais (UFMG). Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Lógica 
e Filosofia da Ciência, atuando principalmente nos seguintes temas: Introdução à Filo-
sofia Analítica, Introdução à Lógica, Lógicas Modais, Metafísica da Causalidade, Me-
tafísica do Tempo, Filosofia da Física, Modelos Causais Quânticos, Inferência Causal 
Estatística e Fundamentos da Bioeconomia.
DEBORA MEYHOFER FERREIRA
Possui graduação em Engenharia Eletricista - modalidade eletrônica pela Universidade 
São Francisco - Itatiba (1999) e mestrado em Engenharia Elétrica pela Universidade Es-
tadual de Campinas (2007) na área de telecomunicações. A licenciatura em matemática 
foi concluida em 2012, assim como a Especialização em Docência no Ensino Superior. 
Atualmente é professora da Universidade São Francisco nos cursos de Engenharia 
Elétrica e Computação. Faz doutorado em Educação na Universidade São Francisco 
na área de formação de professores - engenheiros e participa do grupo de pesquisa 
HIFOPEM (Historia de Formação de Professores que Ensinam MAtemática).
OS AUTORES
ANDREA HELENA FERREIRA BRAGA
Possui graduação em Bacharelado em Química Tecnológica pela Universidade Esta-
dual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002), mestrado em Alimentos e Nutrição pela 
Universidade Estadual de Campinas (2006) e doutorado em Alimentos e Nutrição pela 
Universidade Estadual de Campinas (2013). Durante a pós-graduação (2004-2010) mi-
nistrei aulas práticas de Controle de Qualidade no Programa de Estágio Docente da 
UNICAMP para o curso de Engenharia de Alimentos. Faz parte do corpo docente da 
Universidade São Francisco (USF) é professora de Química e Ciência dos Materiais, 
Química Inorgânica Fundamental e de Globalização e Desenvolvimento Sustentável 
para os cursos de Engenharia da Computação, Engenharia Química, Engenharia Me-
cânica, Engenharia de Produção e Engenharia Elétrica (desde agosto de 2014 até o 
momento). Atualmente tem um projeto de pesquisa em andamento com embalagens 
biodegradáveis a base polímeros naturais com apoio da USF.
RODRIGO GOUVÊA TAKETANI
Possui graduação em Microbiologia e Imunologia pela UFRJ (2001), mestrado em Ci-
ências (Microbiologia) pela UFRJ (2004) e Doutorado em Microbiologia também pela 
UFRJ com estágio sanduiche na University of Groningen (Países baixos) (2007). Tra-
balhou como Pós-Doutor no Centro de Energia Nuclear na Agricultura - USP e na EM-
BRAPA Meio Ambiente onde atuou como Jovem Pesquisador (FAPESP). Atualmente, 
atua como pós-doutorando em Rothamsted Research (Reino Unido). Tem experiência 
na área de Ecologia Microbiana com enfase no uso de ferramentas moleculares para 
avaliação da diversidade microbiana e diversidade funcional incluindo métodos aplican-
do sequenciamento em larga escala.
SUMÁRIO
UNIDADE 01: SONHANDO COM UMA VIAGEM INESQUECÍVEL: O 
PLANEJAMENTO .....................................................................................................8
1. Iniciação à Pesquisa Científica: Interdisciplinaridade e Competências Relacionadas 
 .....................................................................................................................................9
2. Conceito, Aplicabilidade, Evolução, Classificação e Divisão da Ciência ............13
3. Importância da Leitura .........................................................................................19
4. Técnicas para a Leitura e Redação Científica.....................................................26
UNIDADE 02: PESQUISANDO, DEFININDO E ORGANIZANDO A VIAGEM .....40
1. Tipos de Fichas: de Citação, de Resumo, Bibliográficas, de Esboço e Críticas ou 
Analíticas .................................................................................................................41
2. Método Científico e suas Etapas .........................................................................45
3. Ferramentas para Auxiliar na Organização da Pesquisa Científica (5 Porquês, 
5W2H, Canvas, Fluxograma Das Etapas Metodológicas) ......................................52
UNIDADE 03: ROTEIRO, BAGAGENS E RESTRIÇÕES PARA A VIAGEM ........66
1. Etapas de uma Pesquisa Científica: Identificação do Tema, Formulação do Proble-
ma de Estudo, Hipóteses e Objetivos .....................................................................66
2. Uso das Palavras-Chave Pertinentes ao Tema no Processo de Pesquisa Bibliográfica 
 .......................................................................................................................................... 74
3. Apresentação das Normativas que Regem a Escrita do Trabalho Científico ......82
UNIDADE 04: A VIAGEM: OS RECURSOS, O SEGURO E O REGISTRO. UMA 
TRILHA PERCORRIDA ............................................................................................104
1. Análise de Dados Qualitativos e Quantitativos ....................................................105
2. Conceitos de Plágio e Autoplágio ........................................................................113
3. Formas de Apresentação de Trabalhos Científicos em Diferentes Eventos .......119
4. Divulgação e Valorização da Ciência ..................................................................127
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
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UNIDADE 1
SONHANDO COM UMA 
VIAGEM INESQUECÍVEL: O 
PLANEJAMENTO
INTRODUÇÃO
Trazemos, de nossa história de estudos, diferentes vivências educacionais; porém, uma 
coisa é certa: quase 100% de nossa experiência vem do ensino presencial. Significa 
que, durante muito tempo, entendemos que a educação apenas era possível dentro do 
modelo que coloca professor e alunos em um mesmoespaço e tempo (sala de aula), 
a partir do que um conteúdo era ensinado. Mas isto não tem nada de novo, já que há 
séculos assim se dá.
A pergunta que fazemos, então, é: se o contexto mudou e diferentes tecnologias foram 
desenvolvidas, por que continuar a realizar a educação do mesmo modo? A Universi-
dade São Francisco – USF entende que, além de importante, a mudança é necessária. 
Mas, já que se trata de uma proposta diferenciada, é importante entender de que modo 
é possível alcançar sucesso nos estudos por meio dela.
Iniciação à Pesquisa Científica é um dos componentes que constituem o Núcleo de 
Formação Geral – juntamente com Estudo do Ser Humano Contemporâneo, Ética 
e Cidadania, Direitos Humanos e Empreendedorismo Social –, que são oferecidos 
integralmente a distância. Estes componentes serão trabalhados de forma interdisciplinar: 
os conteúdos de cada um servirão para construir um entendimento de mundo e uma 
maneira de problematizar a realidade. Eles, conjuntamente, oferecerão novas chaves 
para que você possa reinterpretar a realidade.
Esta Unidade 1 tem o objetivo de apresentar alguns elementos importantes para que 
você bem entenda de que modo os componentes curriculares do Núcleo de Formação 
Geral estão estruturados, a fim de oferecer uma experiência significativa de aprendiza-
gem, contribuindo, assim, para sua formação profissional.
Depois disso, partiremos para uma breve introdução à história da ciência, tendo em 
vista sua distinção, importância, evolução e aplicabilidade. Em seguida, atravessare-
mos o conceito, a importância e a natureza do conhecimento, por uma diferen-
ciação entre: conhecimento por contato, conhecimento por descrição, conhecimento 
prático, conhecimento popular, conhecimento científico e conhecimento acadêmico. Por 
fim, partiremos para uma breve apresentação da teoria tradicional do conhecimento, 
atentando para o critério de justificação, característico do empreendimento científico.
Ao longo desta unidade, também abordaremos a leitura especializada de textos cien-
tíficos. Buscaremos salientar a importância da leitura para a investigação científica e 
o fato de que podemos usar regras básicas de leitura para facilitar a aprendizagem e 
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a melhoria da escrita, aprimorando, desse modo, nossa vida acadêmica e profissional. 
Apresentaremos as etapas da leitura científica, evidenciando a necessidade de in-
terpretação adequada de resultados, argumentos e teses de textos científicos, bem 
como sua análise crítica em oposição à leitura passiva ou decorada. Abordaremos, 
além disso, o chamado método cartesiano de pesquisa, tendo em vista a ordenação 
eficaz da nossa trajetória de investigação. Esses passos são alicerces fundamentais da 
pesquisa científica rigorosa.
Por fim, apresentaremos os diferentes instrumentos de divulgação científica (relató-
rios, artigos científicos, teses, dissertações e monografias) e a estrutura básica comum 
a todos os trabalhos acadêmicos. Também ofereceremos uma breve introdução a mé-
todos, técnicas e regras fundamentais de análise e escrita de textos científicos.
1. INICIAÇÃO À PESQUISA CIENTÍFICA: INTERDISCIPLINARI-
DADE E COMPETÊNCIAS RELACIONADAS 
O componente curricular de Iniciação à Pesquisa Científica é de extrema relevância 
para a vida acadêmica; os conteúdos apresentados servirão de base para todo o curso 
de graduação e para a sua atuação profissional futura. Podemos comparar todo o 
processo de uma Pesquisa Científica a uma viagem inesquecível, ao final da qual você 
será capaz de compreender as suas principais etapas e como aplicá-las, reconhecer 
a importância do conhecimento científico para o desenvolvimento social e tecnológico, 
aprimorar a arte da leitura, da análise e interpretação de textos, elaborar trabalhos 
acadêmicos de acordo com as normas técnicas vigentes e apresentar trabalhos nas 
formas escrita e oral.
Estes propósitos estão configurados através dos conteúdos e mecanismos de compreen-
são propostos, mostrando como a produção científica pode se tornar uma tarefa prazero-
sa. Dedicamo-nos a explicitar um entendimento do que seja pesquisa e seus elementos 
essenciais, esforçando-nos por encaminhar você para a produção, elaboração e trans-
missão de novos conhecimentos embasados na capacidade de descoberta e criação.
Assim, você é convidada(o) a se aventurar nesta viagem fantástica, acreditando no futu-
ro, na ciência, no conhecimento, na pesquisa e, sobretudo, na interdisciplinaridade. Mas 
como a Iniciação à Pesquisa Científica pode contribuir com esse desafio, considerando 
os outros componentes do Núcleo de Formação Geral?
Em primeiro lugar, é importante considerar que a interdisciplinaridade é uma uma pos-
tura inovadora na modalidade da pesquisa científica. É pela interdisciplinaridade que 
se busca superar o pensamento fragmentado e dar abertura para a riqueza e complex-
idade das relações que compõem todas as subjetividades. A partir da vivência prática 
combinada a uma postura crítica e reflexiva, torna-se possível construir novos significa-
dos às fundamentações epistemológicas, ontológicas e existenciais em busca de uma 
autonomia emancipatória e libertadora.
Devemos considerar também a importância da Iniciação Científica na graduação relacio-
nada às contribuições no processo interdisciplinar, uma vez que ela estimula a curiosidade 
sobre diversos temas, o desenvolvimento intelectual e o senso investigativo da realidade, 
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
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Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=lYvoCDRCfOw
SAIBA MAIS
permite conhecer novas possibilidades de se inserir no mercado de trabalho, possibilita 
uma formação integral e com mais qualidade, capacita para uma futura vida acadêmica e 
profissional, e oportuniza contato com diferentes pesquisadores, entre outros.
Enfim, no Núcleo de Formação Geral, o componente Iniciação à Pesquisa Científica, por 
meio da realização de pesquisa e produção científicas, traz o conhecimento interdiscipli-
nar, por meio do qual você poderá identificar evolução e engrandecimento em sua forma-
ção ética, moral, social e profissional, com benefícios para si e para toda a sociedade.
O desenvolvimento de competências
A USF adota, como diretriz pedagógica, a educação por competências. Mas, você 
sabe o que é a competência, ou quando alguém pode se entender competente?
A competência trata da maneira como lidamos com as situações que nos aparecem na vida 
cotidiana. Neste sentido, é competente aquela pessoa que consegue dar conta das exigên-
cias que as diferentes situações impõem.
Mas, é possível aprender sobre todas as situações que a vida – profissional ou não – vai nos 
apresentar? Claro que não; não há um curso sequer que possa dar conta disso.
Quando se fala em desenvolver competências, mais do que uma prática, o que se objetiva 
é ensinar um modo de compreender as situações. A pergunta que deve ser feita não é “Eu 
aprendi a fazer isso?”, mas sim “Que tipo de raciocínio eu aprendi, a partir deste caso, e que 
vai me possibilitar resolver outros (mesmo que não sejam iguais)?”
Figura 01. O desenvolvimento de competências
Fonte: Elaborado pelo autor / Imagens: Pixabay.com
Desenvolver competências é desenvolver a habilidade de resgatar esquemas mentais que 
possam ser encaixados em diferentes situações. O célebre autor que grandemente tratou da 
temática das competências é Philippe Perrenoud (1944-).
Para conhecer mais, assista ao vídeo Pensadores na Educação: Perrenoud e o desenvol-
vimento de competências:
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Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/10/ciencia/1476119828_530014.html
IMPORTANTE
SAIBA MAIS
Conheça as competências que devem ser desenvolvidas por meio dos estudos que o 
componente Iniciação à Pesquisa Científica trará:
01. Compreender a importância da pesquisa e investigação científicas, vinculandoaprendizagem, consumo crítico e elaboração de trabalhos científicos.
02. Identificar a responsabilidade social do pesquisador, articulando cotidiano e ciência.
03. Desenvolver espírito investigativo, criatividade e iniciativa, discriminando proce-
dimentos didáticos e metodológicos para a pesquisa científica.
04. Transferir conhecimentos da vida e da experiência científica para o ambiente de 
trabalho, revelando-se profissional competente, ético e responsável.
Releia as competências apresentadas acima. Não se trata de um ideal construído de forma 
aleatória, mas de uma proposta de formação que indica aquilo em que a USF acredita, for-
mando você como profissional. São competências possíveis, mas que apenas podem ser 
desenvolvidas se você se aplicar aos estudos e atividades propostos.
Diferentes objetos de aprendizagem para diferentes formas de aprender
O desenvolvimento de competências pode se dar de diferentes modos, de acordo com o 
objetivo que se tem. Cada componente curricular, em cada unidade, tem objetivos especí-
ficos pensados a partir das competências estabelecidas para o profissional que está sen-
do formado – você! –, não importando a área de conhecimento. Mas, antes dos objetivos 
de cada componente, temos de pensar as competências necessárias para bem cursar 
um componente oferecido a distância, já que ele é diferente dos tradicionais, presenciais.
E você, sabe como você aprende?
Possivelmente, você já ouviu dizer que uma pessoa aprende mais ouvindo, enquanto outra o 
faz escrevendo, e ainda outra, lendo e anotando.
Leia ao artigo:
Os quatro estilos de aprendizagem − ou por que alguns leem os manuais e outros não
O conhecimento - teoria e prática
A competência pode ser entendida como um conjunto de elementos que, no todo, tratam 
de um saber prático; trata-se de três elementos: conhecimento, habilidade e atitude. 
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
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Dificilmente conseguimos dizer que um profissional é competente sem ter estes elementos 
como base sólida. A partir deste entendimento é que este componente curricular é 
entendido e proposto com significativa importância para sua formação profissional. A USF 
entende que ser profissional deve ser mais que ser um fazedor técnico.
SAIBA MAIS
SAIBA MAIS
Avalie suas competências, verificando:
01. Conhecimento – você tem os conhecimentos necessários, que possibilitarão uma vivên-
cia profissional humana e responsável consigo, com o outro e com a sociedade?
02. Habilidade – você sabe se utilizar dos conhecimentos para realizar uma prática que seja 
eficiente, fazendo bem feito aquilo que se espera de um(a) bom(a) profissional?
03. Atitude – a partir do conteúdo assimilado e da boa prática desenvolvida, você se motiva 
a agir de modo eficaz, buscando a melhor em cada situação?
Ao longo das unidades, as temáticas apresentadas têm sempre o objetivo de possibili-
tar uma prática profissional, carregada de sentido e que possa responder aos anseios 
da sociedade, sem deixar de lado a realização pessoal. Neste sentido, pense sobre as 
competências deste componente – indicadas acima –, e procure verificar se você já as 
tem desenvolvidas. Inicie o curso deste componente, já tendo em mente suas compe-
tências e entendendo que elas devem ser metas a se alcançar. No final do semestre, 
você terá oportunidade de se avaliar, verificando quanto aprendeu e desenvolveu, e o 
que ainda restará como necessidade.
Objetivos do desenvolvimento sustentável no Brasil
No ano de 2015, pensando a necessidade de ações que pudessem melhorar a vida 
no planeta como um todo, líderes mundiais se reuniram na ONU e estabeleceram a 
chamada Agenda 2030 – tratou-se de um plano para erradicar a pobreza e promover o 
desenvolvimento da vida humana e do planeta.
Conheça mais sobre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, pesquisando em:
Disponível em: https://brasil.un.org/sites/default/files/2020-09/agenda2030-pt-br.pdf
Da Agenda 2030, foram pensados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a partir 
dos quais são delineadas áreas mais específicas para atuação das nações. São 17 
ODS:
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SAIBA MAIS
Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
Veja que os ODS abarcam diferentes áreas e problemas que a humanidade enfrenta 
como um todo. E, considerando-se que a USF objetiva oferecer uma formação integral, 
entendemos a importância de que a formação seja ampla e geral, ligada aos problemas e 
situações diversas que você como profissional vai enfrentar. Neste sentido, ao longo do 
 semestre, os ODS serão trazidos nas problematizações dos componentes curriculares.
Fonte: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
Conheça mais sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil, pesquisando 
em:
Aproveite as oportunidades que forem ofertadas para o desenvolvimento deste compo-
nente: textos, fóruns, vídeos etc. Tudo é desenvolvido para seu melhor aproveitamento 
e sucesso na formação profissional!
2. CONCEITO, APLICABILIDADE, EVOLUÇÃO, CLASSIFICAÇÃO 
E DIVISÃO DA CIÊNCIA
Sonhar é muito bom. Principalmente quando sonhamos com uma viagem. Assim pensa-
vam Júlia, João e Pedro. Porém, ainda que todos tivessem o propósito de viajarem jun-
tos, não sonhavam com um mesmo destino. Cada um sonhava com um país diferente 
do outro. Pedro estava imaginando o quanto seria divertido caminhar pelos mercados da 
Turquia, enquanto Júlia pensava a maravilha que seria conhecer as pirâmides do Egito. 
João, por sua vez, quase podia sentir o gosto das iguarias culinárias que eles provariam 
na França. Como decidir? Pensaram em um sorteio, mas rapidamente concluíram que 
não seria uma boa opção, pois alguns acabariam não se sentindo tão felizes quanto os 
https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
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outros. Além disso, nenhum deles conhecia bem nenhum desses países, e, certamente, 
haveria ainda outros países extremamente fascinantes ainda não cogitados.
Conceito, aplicabilidade, evolução, classificação e divisão da ciência
Esses serão os temas centrais do início da nossa trajetória pelo instigante caminho da 
investigação científica. Veremos, que assim como uma bem fundamentada tomada de 
decisão em equipe, o conhecimento científico, diferentemente de fé, mera opinião, te-
ses mal fundamentadas, ou teorias pseudo-científicas, envolve a prática da justificação 
rigorosa e a aplicação de métodos específicos de análise, interpretação e divulgação 
de resultados.
A ciência na história do conhecimento humano
Viajar resulta na descoberta de coisas novas e na ampliação de horizontes. Assim como 
em uma viagem, a trajetória científica da humanidade resultou não só na descoberta 
de novos mundos, como também, na invenção de novas tecnologias e, acima de tudo, 
possibilitou o aprimoramento de nossas crenças sobre o universo, através do uso da 
justificação rigorosa e estruturação de métodos adequados de pesquisa.
Os resultados da ciência atingem hoje patamares inimagináveis para os seres humanos de 
milênios, séculos, e até mesmo de décadas ou anos atrás. Testemunhamos, atual- men-
te uma evolução vertiginosa de avanços tecnológicos, que são apenas possíveis dada a 
evolução da ciência humana em si. Desde o início da história humana, a ciência, ainda 
que muitas vezes reduzida à technè, ou incluída em meio a crenças religiosas ou rituais, 
permitiu-nos um maior conhecimento da realidade a nossa volta e de nós mesmos, além da 
possibilidade de maior criação, intervenção, reprodução, e manipulação da natureza.
Atualmente, conseguimos distinguir claramente práticas científicas, de práticas não 
científicas ou pseudocientíficas. Ciência, filosofia, e religião, por exemplo, são conside-
rados campos separados, e até mesmo opostos por algumas pessoas. Essa clara dis-
tinção, no entanto, não existia no passado. A ciência atual atingiu sua emancipação, não 
se tratando apenas uma parte a ser adequada a um conjuntode crenças tradicionais ou 
filosóficas. Além disso, sua classificação tornou-se cada vez mais distintamente demar-
cada, ao serem estabelecidos critérios para o desenvolvimento de estudos científicos 
bem fundamentados e para a determinação de quais práticas seriam incorretas, ainda 
que estas últimas possam se auto classificar muitas vezes como pesquisas científicas.
A área que estuda e visa oferecer respostas para questões como a de determinar o 
que é ciência, além de outras questões relacionadas aos fundamentos das ciências e 
problemas filosóficos resultantes delas, é chamada de filosofia da ciência.
Conceito, importância e a natureza do conhecimento
Denomina-se conhecimento popular, o conjunto de conhecimentos que adquirimos 
informalmente, muitas vezes de forma oral, passados de geração em geração. Embora 
não seja formalmente estabelecido, e o ser humano tenha ao longo da história acredita- 
do em muitas falsidades por simples crendice, o conhecimento popular pode ser muito 
rico e tem nos ajudado a sobreviver como espécie desde sempre. Em muitos casos, o 
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conhecimento popular pode ser um bom guia sobre um determinado assunto, como, por 
exemplo, sobre a cultura de uma determinada comunidade ou sobre como fazer uma 
determinada atividade, um quitute, uma arte, uma caminhada, ou se uma planta en-
contrada encontrada em um local específico e em determinada quantidade pode matar 
quando ingerida, se podemos confiar em pessoas com determinados comportamentos, 
o que é essencial de se levar em uma viagem, quais épocas do ano são boas para pes-
car ou plantar, entre tantos outros exemplos.
O conhecimento científico, diferentemente do conhecimento popular, é caracterizado 
pela fundamentação em práticas científicas solidamente estabelecidas. Muitas vezes 
pode vir a corroborar uma crença popular, mas também pode refutar. A principal diferen-
ça entre os dois tipos de conhecimento está no método de obtenção, processamento, 
aquisição e divulgação de crenças. Enquanto o conhecimento popular não apresenta 
regras procedimentais bem definidas, uma das essências do conhecimento científico é 
a determinação de meios adequados de verificação e validação de hipóteses.
Ao conjunto de conhecimentos gerados através e a partir de instituições acadêmicas de 
diversas áreas chamamos conhecimento acadêmico. A filosofia, por exemplo, com ex-
ceção de alguns trabalhos filosóficos mais técnicos ou fundamentais das ciências, não 
é considerada uma ciência em sentido estrito. Assim como as artes, o serviço social, o 
jornalismo, a história, a gastronomia, entre outras áreas do conhecimento. No entanto, to-
das elas são áreas inclusas no domínio do conhecimento acadêmico e, por isso, seguem 
regras semelhantes aos das áreas consideradas como ciências no sentido mais estrito.
Por isso, em sentido lato (amplo), também podem ser classificadas como “ciências”. Por 
exemplo, história e filosofia são consideradas ciências humanas e ambas estabelecem 
critérios de rigor dentro de seus campos: os filósofos estudam princípios de lógica e argu-
mentação, os historiadores seguem métodos de obtenção fidedigna de dados. Todas as 
áreas acadêmicas, portanto, praticam a chamada investigação científica nesse sentido.
CONHECIMENTO
POPULAR
CONHECIMENTO
CIENTÍFICO
CONHECIMENTO 
ACADÊMICO
- Informal. 
- Passado de geração em 
geração.
- Formal.
- Possui regras procedimentais
bem definidas.
- Formal.
- Possui regras procedimentais 
bem definidas
- É realizado no âmbito de 
intiruições acadêmicas.
Fonte: Canvas
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
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Conhecimento por contato, conhecimento proposicional e conhecimento 
prático
Quando dizemos que conhecemos algo, podemos nos referir a diversos aspectos. Al-
guém pode dizer, por exemplo, que conhece a Índia. Isso pode significar que essa pes-
soa já foi à Índia, ou que ela conhece com detalhes fatos e tradições sobre a Índia, ou, 
ainda, que ela sabe como viver na Índia.
Ao primeiro tipo de conhecimento chamamos de conhecimento por contato. Ele se 
relaciona à ciência imediata de algo ou alguém, obtida através de experiência direta 
com os nossos sentidos físicos. Você conhece, por exemplo, as cidades que já visitou e 
desconhece aquelas para as quais nunca viajou.
O segundo tipo de conhecimento chamamos de conhecimento proposicional ou des-
critivo. Ele diz respeito ao conhecimento de proposições, isto é, ao conhecimento de 
ideias expressas por frases passíveis de valor de verdade. Por exemplo, a frase “a 
Índia é um país do continente asiático” expressa uma proposição verdadeira, enquanto 
a frase “a Índia é um país do continente americano” expressa uma proposição falsa. 
Se eu sei que a Índia é um país pertencente ao continente asiático, então eu tenho um 
conhecimento proposicional sobre a Índia.
Já o terceiro tipo, o conhecimento prático, caracteriza-se pelo saber fazer algo, isto é, 
relaciona-se às aptidões práticas de um sujeito em realizar uma determinada atividade. 
Por exemplo: preparar uma receita, andar de bicicleta, dirigir um carro, suturar um corte, 
negociar, tocar um instrumento musical, dançar, etc.
CONHECIMENTO
POR CONTATO
CONHECIMENTO
DESCRITIVO
CONHECIMENTO 
PRÁTICO
- Eu conheço Paris. - Eu sei que Paris está localizada 
na França.
- Eu sei andar de bicicleta.
Fonte: Canvas
Definição de conhecimento
Suponhamos que alguém diga para você que a Índia é um país do continente ameri-
cano. Você sabe que ela realmente acredita nisso, pois não teria motivos para mentir. 
Você verifica então em um mapa a localização continental real da Índia. Você diria 
que ela apresenta conhecimento sobre a Índia, no que diz respeito à sua localização 
geográfica? Muito provavelmente não. Para saber, não basta crer, essa crença precisa 
também ser verdadeira.
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Digamos agora que você pergunte para uma terceira pessoa em qual continente a Índia 
está localizada. Essa pessoa acredita que pode obter respostas sobre a realidade jogando 
dados. Ela lança um dado e conclui pelo resultado que a Índia está situada no continente 
asiático. Você diria que ela tem conhecimento sobre a localização da Índia depois disso? 
Provavelmente também não, afinal ela só acertou por sorte. Não diríamos que ela apre-
senta conhecimento notório de onde fica a Índia. Para saber, não basta ter uma crença 
verdadeira, ela também precisa ser justificada. E justificada aqui, significa bem justificada. 
Se ela concluísse que a Índia fica na Ásia, mas baseada em falsidades ou por meio de um 
raciocínio inválido, diríamos que ela não está justificada, pois não ofereceu boas razões 
para a conclusão, mesmo que essa conclusão consista em uma crença verdadeira.
Dessa forma, só diríamos que alguém realmente tem conhecimento sobre a localização geográ-
fica da Índia, se ela nos oferecesse uma justificação para sua crença verdadeira, por exemplo, 
apresentando um mapa fiável, um livro de geografia, uma pesquisa em um site cientificamente 
fundamentado, dentre outros meios de comprovação confiáveis. Isto é, ela teria razões para 
acreditar que a Índia é localizada na Ásia, e é um fato que a Índia é um país asiático.
O conhecimento proposicional, deste modo, consiste em sustentar uma crença 
verdadeira justificada. Chegamos, assim, à chamada teoria tradicional do conhe-
cimento, também conhecida como teoria clássica, tripartida ou platônica, por ter sua 
origem atribuída a Platão em seu diálogo intitulado “Teeteto”.
Depois de muito tempo, em 1963, foi oferecido um desafio de peso a teoria clássica do 
conhecimento, conhecido como problema de Gettier. Edmund Gettier em seu curto e cé- 
lebre artigo “É a crença verdadeira justificada conhecimento?” oferece dois contra-exem-
plos à definição tradicional de conhecimento, onde poderíamos ter crenças verdadeira 
justificadas, e ainda assim não as consideraríamoscomo casos de conhecimento, mos-
trando, desse modo, que a definição clássica pode talvez ser demasiadamente ampla.
De qualquer forma, o aprofundamento nessas discussões acerca da definição, natureza 
e problemas sobre o conhecimento humano fazem parte de uma área de investigação 
filosófica conhecida por epistemologia ou teoria do conhecimento. O epistemólogo ou te-
órico do conhecimento é o pesquisador que investiga e discute essas questões. Há ainda 
outros problemas e discussões acerca da definição e natureza do conhecimento que não 
teríamos como abordar aqui, dada sua amplitude. A epistemologia é uma das principais 
áreas da filosofia, de forma que grande parte das filósofas e filósofos, ao longo da história 
e atualmente, dedicaram-se aos seus problemas. No entanto, para o pesquisador não es-
pecializado, em geral, é suficiente levar em consideração ao menos a teoria tradicional do 
conhecimento, exceto quando suas pesquisas estiverem relacionadas a essas questões 
epistemológicas mais fundamentais, ficando a critério de quem se interessar pelo tema 
um mergulho mais profundo pelo oceano da teoria do conhecimento.
SAIBA MAIS
Disponível em: http://www.criticanarede.com/html/epi_gettier.html. 
O célebre artigo de Gettier, com tradução para o português de Célia Teixeira, pode ser aces-
sado neste link:
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
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GLOSSÁRIO
Epistemologia: Palavra de origem grega. ἐπιστήμη, epistéme: conhecimento. λόγος, lógos: 
discurso, estudo. Equivalente à chamada teoria do conhecimento, consiste em estudos acer-
ca do conhecimento em sentido amplo, desde a sua natureza, passando pelos seus tipos, 
definição, problemas, e relações com outras disciplinas. É considerada uma das áreas fun-
damentais da filosofia. 
Figura 02. Diagrama de Euler-Venn representando a teoria 
tradicional do conhecimento
Figura 03. Diagrama de Euler-Venn representando o contexto do 
problema de Gettier para a teoria tradicional do conhecimento.
Fonte: Elaborado pela autora.
Crenças 
verdadeiras
Crenças 
justificadasConhecimento
Crenças 
verdadeiras
Crenças verdadeiras 
justificadas que não são 
conhecimento
Crenças 
justificadasConhecimento
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3. IMPORTÂNCIA DA LEITURA
Depois de refletirem mais um pouco, Júlia, João e Pedro concluíram que era cedo demais 
para decidir. A melhor opção seria obter mais conhecimento sobre os países cogitados e 
outros possíveis destinos, compartilhar essas informações obtidas uns com os outros, dis-
cutir os prós e os contras de cada opção, e, somente depois disso, chegar a um veredito.
Os viajantes reuniram-se para decidir… Por onde começar a busca pelo destino ines-
quecível? Qual ferramenta usar? Como descobrir o que é importante? Enquanto Pedro 
e Júlia continuavam pensando, João fazia uma busca rápida na internet: “Vejam! Neste 
vídeo há várias informações sobre a Índia! Vamos assistir!”. Pedro e Júlia sentaram-se 
ao lado de João e todos começam a assistir ao vídeo. No entanto, não conseguiram 
entender coisa alguma: as pessoas no vídeo falavam outro idioma!
Regras básicas para facilitar a aprendizagem
A leitura especializada de textos científicos exige que sigamos certas regras, distinguin-
do-se de outros tipos de leituras, como a leitura de romances, poesias, cartas, entre 
outros. Embora estes tipos possam, em alguns casos, ser objetos de uma investigação 
científica e, por isso, não é raro que venham receber o mesmo tratamento que daría-
mos aos textos escritos com propósitos exclusivamente científicos ou acadêmicos, na 
maioria dos casos, a leitura desses tipos de obras literárias não exigirão o mesmo tipo 
de esforço ou técnicas necessárias na leitura científica.
Muitas vezes, a leitura especializada demandará familiaridade e conhecimento de pres-
supostos ou domínio de ferramentas, de acordo com cada área de investigação. Por 
exemplo: princípios de estatística clássica, conhecimento de termos e nomenclaturas ca-
nônicas, familiaridade com certos ingredientes, literatura e estilo de texto, conhecimento 
de lógica proposicional, princípios de cálculo, disciplinas técnicas específicas, introduções 
às noções básicas, noções de cartografia, leitura de um determinado idioma, etc.
SUGESTÃO DE LEITURA
Se a leitura for difícil, não desanime, siga essas regrinhas básicas que visam facilitar a leitura 
e o entendimento da obra:
- Sublinhe as informações importantes (um marca-texto também ajuda!).
- Utilize linhas verticais nas margens quando os parágrafos forem muito extensos ou quando 
quiser ressaltar afirmações já sublinhadas.
- Utilize asteriscos e/ou outros sinais na margem quando desejar colocar uma informação em 
evidência.
- Enumere afirmações ou proposições que apresentem uma ordem sequencial; anote suas 
dúvidas na própria obra.
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
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O método cartesiano
O método de Descartes é um ótimo guia para 
pesquisadores iniciantes: partimos do simples ao 
complexo, ao invés de avançar etapas e tentarmos 
entender textos mais difíceis e complexos, sem o 
arcabouço necessário para isso. Não raramente, 
precisaremos também reler um texto mais de uma 
vez, para de fato compreendê-lo. Assim como em 
um percurso de viagem, não podemos pular etapas 
do caminho, e precisamos ter paciência e perseve-
rança para chegarmos ao nosso destino da melhor 
forma possível. Há muitas tarefas que precisamos 
fazer antes das outras, sem perder de vista onde 
queremos chegar.
René Descartes foi um filósofo do século XVII mui- 
to importante para o desenvolvimento da ciência 
moderna. A adoção contemporânea do método car-
tesiano, exatamente como apresentado por ele na 
sua época (1637), seria um tanto defasada. Desde 
a publicação de seu método, muitas discussões, 
especialmente críticas contra o racionalismo advindas da vertente empirista, foram le-
vantadas. Não obstante, sua relevância para a metodologia científica, com as devidas 
adaptações, faz-se ainda presente e pode ser particularmente útil para nos auxiliar na 
organização das nossas leituras especializadas, especialmente a terceira parte: orde-
nar os objetos dos mais simples de se conhecer aos mais complexos. As outras partes, 
que também serão muito úteis a qualquer pesquisador são as seguintes: aceitar como 
verdadeiro somente o que for evidente (primeira parte); dividir as dificuldades em par-
celas (segunda parte); e fazer revisões completas (quarta parte).
Descrição: retrato de Rená Descartes (1596-
1650), por Frans Hals Fonte:Wikimedia 
Commons
Figura 04. Retrato de René Descartes 
(1596-1650) por Frans Hals
Figura 05. Gráfico sobre o método de Descartes
3
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4
1 Aceitar como 
verdadeiro 
somente o que 
eu conhecer 
de forma 
evidente
O método de Descartes
4 Fazer 
revisões 
completas
2 Dividir as 
dificuldades 
em parcelas
3 Ordenar os 
pensamentos dos 
objetos mais 
simples de conhecer 
aos mais 
complexos
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É importante salientar que partir do mais simples ao mais complexo não significa partir 
do que exige menos esforço. Muitas vezes, para o desenvolvimento pleno de habilidades 
básicas, precisaremos nos empenhar com afinco, constância, paciência e dedicação, 
entendendo que adquirir esses pré-requisitos leva tempo.
Quais conteúdos básicos você precisará dominar agora? Isso dependerá muito da sua 
área de pesquisa e tema específico a ser investigado. Durante a graduação, nos di-
ferentes cursos, grande parte dos componentes curriculares já estão organizados de 
acordo com essa ordem na grade curricular. Além disso, durante a pesquisa e revisão 
bibliográfica, o estudante fica ciente de quais são as línguas mais importantes para 
acesso ao conteúdo de seu tema de pesquisa, quando necessário, ou outras habilida-
des que possam vir a ser demandadas.
Se Pedro, João e Júlia decidem ir à Grécia, não faz sentido para elesaprenderem hindi ou 
mandarim, dado que o objetivo deles é entender o básico do idioma do país de destino.
EXEMPLO
Níveis de leitura
Na obra Como ler livros: o guia clássico da leitura inteligente (1972), escrito por Morti-
mer Adler e Charles Van Doren, encontramos um ótimo guia para o direcionamento da 
leitura acadêmica especializada. Ainda que limitado à ótica clássica ocidental e euro-
centrada, se tivermos em mente essas considerações e com as devidas atualizações, o 
trabalho de Adler e Doren pode auxiliar sobremaneira o processo de leitura especializa-
da, principalmente através da distinção entre níveis de leitura.
São eles: o nível de leitura elementar, o nível de leitura inspecional, o nível de leitu-
ra analítica, e o nível de leitura sintópica. Eles são cumulativos, isso significa que o 
último nível englobará todos os antecedentes, sem anulá-los.
Figura 06. Quatro passos para os níveis de leitura
PASSO 1. LEITURA ELEMENTAR
O que a frase diz?
PASSO 2. LEITURA INSPECIONAL
Qual o tipo e gênero da obra?
Sobre qual assunto se trata?
Qual á a sua estrutura?
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
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PASSO 3. LEITURA ANALÍTICA
O que está sendo defendido na obra?
Qual é a estutura completa dessa 
defesa?
PASSO 4. LEITURA SINTÓPICA
Quais relações e interações podem 
resultar dessa obra?
Leitura Elementar
Também chamada de leitura básica ou inicial, a leitura elementar consiste no primeiro 
nível de leitura dos indivíduos. Corresponde, desse modo, à alfabetização e capacidade 
de decodificar símbolos através da formação e compreensão primária do significado de 
palavras e frases. A pergunta-chave deste nível é: o que diz a frase?
Consiste em uma fase de leitura mais instrumental e menos ativa. Embora devamos 
considerar os trabalhos de grandes educadores, como Paulo Freire, demonstrando que 
mesmo o processo de alfabetização não precisa ser passivo e alienado da realidade. 
Mesmo assim, nesta fase, os leitores iniciantes ainda não dominam outras habilidades 
que proporcionarão uma maior capacidade crítica. Todos os leitores, do iniciante ao 
mais experiente, precisam dominar este nível elementar de leitura.
EXEMPLO
Mesmo leitores experientes podem vir a se encontrar somente no nível elementar de leitura, 
quando, por exemplo, estiverem aprendendo um novo idioma. 
Leitura Inspecional
A leitura inspecional, também, chamada de pré-leitura, consiste em folhear a obra (ou 
passar as páginas de um texto digitalizado) de forma sistemática, observando a parte mais 
superficial do livro (ou de outros tipos de obras) em um curto período de tempo. Tratar-se-á 
de um primeiro contato interessado com a obra e não apenas um folhear mecânico, desinte-
ressado. Lemos as informações básicas, os sumários, resumos, prefácios, etc. Nesta fase, 
podemos ter de dedicar ainda algum tempo substancial para a aquisição de informações 
adicionais, como o contexto histórico da obra ou demais dados que possam ser relevantes 
para esse primeiro contato. Além disso, também realizamos uma leitura rápida, sem apro-
fundamento, afim de ter uma visão geral da obra. Podemos aplicar técnicas de leitura dinâ-
mica, mas mesmo aqueles que não têm domínio de tais técnicas, não terão dificuldades em 
realizar esta fase. Ela não consiste em ler apenas algumas partes selecionadas, mas antes 
em uma familiarização geral e superficial com toda obra, em um curto período de tempo.
Este nível envolverá mais de uma pergunta-chave, entre elas: qual o tipo e gênero da obra? 
Sobre qual assunto trata? Quais são as informações básicas? Qual é a sua estrutura?
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SAIBA MAIS
Leitura Analítica
Ao contrário da leitura inspecional, a leitura analítica, consiste na melhor leitura pos-
sível em um período ilimitado de tempo. Este tempo, poderá variar, dependendo da 
obra, do contexto, e do arcabouço do leitor, mas nunca se limitará a uma leitura rápida e 
superficial. Nesta etapa, será demandada a capacidade interpretativa adequada e revi-
sões elaboradas por parte do leitor. Trata-se de uma atividade complexa, na qual o leitor 
precisará se utilizar de técnicas rigorosas de avaliação argumentativa e assimilação de 
conteúdo. Aqui, a leitura ativa e nossa capacidade crítica serão essenciais. Buscamos, 
desse modo, entender a obra de forma completa e adequada, consistindo assim, numa 
leitura efetiva e aprofundada.
Leitura Sintópica
A leitura sintópica, também chamada de leitura de controle, consiste no nível de leitura 
mais complexo de todos. Aqui vamos além da obra em causa e a relacionamos a outras 
obras. Por isso, ela nos exige a leitura de vários livros e diferentes tipos de textos cien-
tíficos ou acadêmicos. Essa relação não consiste na mera comparação, mas no desen-
volvimento de uma análise mais completa, que irá além daquelas contidas nas próprias 
obras lidas. É também nesse nível que nossa capacidade de leitura ativa e crítica pode 
alcançar sua plenitude. Ela permite uma ampliação de perspectiva, na medida em que 
consideramos distintos trabalhos, argumentos e teses, muitas vezes contrárias, seme-
lhantes, complementares, ou distintas em determinados aspectos. Consideramos ainda 
como pertencente a esta fase a discussão com pares, que torna nossa pesquisa ainda 
mais dinâmica e qualificada, através da troca de argumentos, informações e aprendiza-
gens. Grupos de estudos e de discussão podem fazer toda a diferença neste nível e na 
pesquisa dos estudantes em geral.
No canal do youtube Três Vias – Estudos Clássicos, encontramos uma resenha completa 
da obra Como ler livros: o guia clássico da leitura inteligente (1972) de Adler e Van Doren.
Confira a playlist de vídeos no seguinte endereço:
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Q6FihxE27Rw&list=PLeWztMx2J49Hee-
ceDQLQ1oc0OUcJzHnVt&ab_channel=Tr%C3%AAsVias-EstudosCl%C3%A1ssicos
Método SQ3R
O método SQ3R (também chamado de técnica SQ3R), foi criado pelo psicólogo edu-
cacional Francis Pleasant Robinson, em 1946. Ele consiste em um método de estudo e 
leitura, que, assim como os apresentados anteriormente, é divido em fases ou etapas, au-
xiliando, desse modo, os estudantes na obtenção de um melhor aproveitamento durante 
seu processo de pesquisa. A sigla SQ3R vem das seguintes palavras da língua inglesa:
https://www.youtube.com/watch?v=Q6FihxE27Rw&list=PLeWztMx2J49HeeceDQLQ1oc0OUcJzHnVt&ab_channel=Tr%C3%AAsVias-EstudosCl%C3%A1ssicos
https://www.youtube.com/watch?v=Q6FihxE27Rw&list=PLeWztMx2J49HeeceDQLQ1oc0OUcJzHnVt&ab_channel=Tr%C3%AAsVias-EstudosCl%C3%A1ssicos
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
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S: Survey (levantamento)
Q: Question (pergunta)
3 R: Read (leitura), Recite (repetição), Review (revisão)
Vejamos com mais detalhes cada uma dessas fases.
Levantamento (Survey)
Na fase de pesquisa, você vai fazer uma análise de todo o material que precisa estudar. 
A ideia é ter uma visão geral do conteúdo. Essa etapa não deve tomar muito do seu 
tempo, não é esse o objetivo. Aqui você não se aprofundará em ponto algum. Mas, 
compreenderá melhor a estrutura do texto, como ele foi formulado e está dividido. Faça 
um panorama dos elementos estruturais e essenciais do texto, como:
 ` Títulos;
 ` Capítulos;
 ` Exercícios;
 ` Figuras;
 ` Legendas;
 ` Gráficos;
 ` Termos destacados;
 ` Primeiro e último parágrafos.
Pergunta (Question)
Nesta fase, o elemento central é o questionamento. Formule perguntas relevantes tanto 
para o seu entendimento do texto, como para a compreensão da sua importância, das 
suas relações, contexto e demais características pertinentes:
 ` Qual a principal ideia do texto?
 ` O que eu já sei sobre o assunto?
 ` Quais conceitos são importantes?
 ` Que relações podem ser feitas?
 ` Eu concordo com isso?
 ` O que? Como? Quando? Quem? Onde?
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Leitura (Read)
Aqui, ao contrário da primeira etapa do método,a leitura precisa ser atenta e será 
mais demorada. Faça uma análise robusta e completa. Atente-se aos detalhes. Essa é 
uma fase de aprofundamento.
 ` Grife palavras-chave;
 ` Procure as respostas das questões pensadas na fase anterior;
 ` Elabore novas perguntas;
 ` Responda os exercícios;
 ` Releia as legendas e estude gráficos e tabelas;
 ` Preste atenção em palavras em itálico, negrito ou sublinhadas;
 ` Leia mais de uma vez as partes mais complexas.
Repetição (Recite)
Você pode sim ler os trechos mais importantes em voz alta, fazendo comentários ou 
elaborando perguntas e respostas com suas próprias palavras. Utilizamos, assim, o 
chamado aprendizado quádruplo: ver, escrever, falar e ouvir. Crie nesta fase:
 ` Mapas mentais;
 ` Resumos;
 ` Flash cards;
 ` Quadros comparativos;
 ` Fluxogramas.
Revisão (Review)
A etapa final do Método SQ3R é a de revisão. Nela você vai rever o que foi feito até 
agora. Você não vai ler todo o livro ou apostila novamente, mas, sim, o material criado 
a partir das fases anteriores. Reveja os grifos, os mapas mentais, os resumos, etc. Aqui 
também é hora de testar seus conhecimentos e a efetividade do método na sua preparação:
 ` O conteúdo está claro para mim?
 ` Consigo identificar os pontos-chave do assunto?
 ` Consigo responder às perguntas que formulei?
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
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Figura 07. Método SQ3R segundo Francis Robinson
S
R
R
Q
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EXAMINAR
S
Survey
LER
R
Read
REVISAR
R
Review
PERGUNTAR
Q
Question
RECITAR
R
Recite
4. TÉCNICAS PARA A LEITURA E REDAÇÃO CIENTÍFICA
Júlia, João e Pedro perceberam que para entender certos conteúdos são necessários 
pré-requisitos. Não podemos pular etapas, mesmo que isso implique em um maior es-
forço e dedicação. Além disso, concluíram que há diferentes tipos de conteúdo e que 
eles deviam ser discutidos, relacionados e ponderados em conjunto.
Cada um procurou informações sobre a viagem e possível destino de forma diferente. 
Um consultou vídeos em uma plataforma de transmissão, enquanto outro consultou 
livros e opiniões de amigos, e outro achava que as melhores fontes de pesquisa sobre 
viagens seriam blogs e redes sociais. Começaram a falar todos ao mesmo tempo, e, 
então, se deram conta de que deveriam organizar e planejar entre eles como seria essa 
pesquisa, ao invés de simplesmente pesquisarem de forma aleatória, buscando en-
tender as diferenças entre os tipos de instrumento de obtenção de informação e como 
essas informações poderiam ser aproveitadas por eles. 
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Instrumentos de divulgação científica: artigos científicos, teses, 
dissertações e monografias
Há diversos tipos de trabalhos acadêmicos e publicações científicas. Abaixo listamos 
os principais, tendo sobretudo como base a norma 14724 da Associação Brasileira de 
Normas Técnicas (ABNT) (2001):
Relatório de Iniciação científica: documento que apresenta o resultado de uma pes-
quisa desenvolvida durante um curso de graduação no ensino superior. Deve ser feita 
sob a orientação de um(a) professor(a) qualificado(a).
Monografia: apresenta o resultado de estudo desenvolvido durante a graduação, como 
efeito e em conformidade com os conteúdos ministrados no curso. É feita sob coorde-
nação de um(a) orientador(a) e exigida, em muitos cursos, como requisito obrigatório 
para a obtenção da colação de grau.
Dissertação: apresenta os resultados de um trabalho desenvolvido em nível de pós-
-graduação. Esse resultado pode ser de caráter experimental ou expositivo. Deve evi-
denciar conhecimento de literatura sobre um tema delimitado, capacidade de sistema-
tização, interpretação e análise. É feita sob a coordenação de um(a) orientador(a) que 
deve possuir título de doutor(a), sendo um requisito obrigatório para a obtenção do título 
de mestre.
Tese: apresenta os resultados de um trabalho desenvolvido em nível de pós-gradua-
ção. Esses resultados podem ser de caráter experimental ou expositivo. Deve consistir 
em uma investigação original e oferecer uma contribuição relevante para a área de 
estudo em que se enquadra, além de evidenciar conhecimento de literatura sobre o 
tema delimitado, capacidade de sistematização, interpretação e análise. É feita sob a 
coordenação de um(a) orientador(a) doutor(a) e é requisito obrigatório para a obtenção 
do título de doutor.
Artigos científicos: Confere a ampliação da divulgação dos resultados de pesquisa à 
esfera pública. São publicados como partes componentes de um periódico acadêmico 
nacional ou internacional ou de um compêndio. Uma boa revista seleciona seus artigos 
publicados através de pareceres duplamente anônimos oferecidos por pares qualifica-
dos na área.
Estrutura de um trabalho científico
De acordo com a ABNT (2011), um trabalho acadêmico, que vise ser apresentado a 
uma banca institucional examinadora, como uma monografia, dissertação, tese entre 
outros, deve ser estruturado em uma parte externa e uma parte interna. A parte inter- 
na, por sua vez, é dividida em elementos pré-textuais, elementos textuais e elementos 
pós-textuais. Há elementos obrigatórios para qualquer produção, enquanto outros são 
opcionais. Vejamos uma breve descrição de cada um deles:
 ` Elemento obrigatório da parte externa:
Capa: deve conter nome do autor, título, subtítulo (quando houver), número do volume 
(quando houver mais de um), local (da instituição), ano da entrega.
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
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 ` Elemento opcional da parte externa:
Lombada: parte da capa, reúne as margens internas das folhas.
 ` Elementos pré-textuais obrigatórios:
Folha de rosto: deve conter nome do autor, título, subtítulo (quando houver), número do vo-
lume (quando houver mais de um), tipo de trabalho (tese, dissertação, monografia, ou outros), 
objetivo (relatório ou grau pretendido), nome da instituição, área de concentração, nome do(a) 
orientador(a) e coorientador (quando houver), local, ano de entrega e dados de catalogação.
Folha de aprovação: deve conter nome do autor, título, subtítulo (quando houver), número 
do volume (quando houver mais de um), tipo de trabalho (tese, dissertação, monografia, ou 
outros), objetivo (relatório ou grau pretendido), nome da instituição, área de concentração 
e data de aprovação. Deve conter ainda os nomes, titulação e respectivas assinaturas dos 
membros da banca examinadora.
Resumo na língua vernácula: apresentação clara e concisa dos principais pontos do traba-
lho, oferecendo uma visão geral do seu conteúdo.
Resumo em língua estrangeira: versão do resumo em idioma estrangeiro.
Sumário: lista enumerada das partes textuais e pós-textuais do trabalho (introdução, con-
clusão, capítulos, seções, subseções, referências, entre os outros elementos que o compu-
serem), seguindo a paginação e a ordem de apresentação.
 ` Elementos pré-textuais opcionais:
Errata: lista de erros contidos no trabalho após impressão e respectivas correções.
Dedicatória: breve homenagem ou dedicação do trabalho, direcionada a uma pessoa, grupo 
de pessoas, entre outros.
Agradecimentos: texto contendo os agradecimentos do autor àqueles que contribuíram 
com a elaboração do trabalho de forma relevante.
Epígrafe: citação com indicação de autoria.
Listas de ilustrações: lista ordenada de ilustrações, com respectivos nomes, títulos e nú-
meros das páginas em se encontram no trabalho.
Lista de tabelas: lista ordenada de tabelas, com respectivos nomes e números das páginas 
em que se encontram no trabalho.
Lista de abreviatura e siglas: lista em ordem alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas 
no trabalho, com as respectivas palavras correspondentes.
Lista de símbolos: lista ordenada de símbolos e respectivos significados.
 ` Elementos textuais obrigatórios:
Introdução: apresenta os objetivos e razões da pesquisa ou estudo realizado, introduzindo 
os pontos centrais que serão abordados.
Desenvolvimento: apresenta o detalhamentodo estudo realizado. É dividido em capítulos, 
seções e subseções.
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Conclusão: apresenta as conclusões da pesquisa.
 ` Elemento pós-textual obrigatório:
Referências: lista ordenada das fontes utilizadas como referência no trabalho, contendo 
suas identificações individuais de acordo com as normas da ABNT.
 ` Elementos pós-textuais opcionais:
Glossário: lista de palavras ou expressões de uso técnico com significado restrito e suas 
respectivas definições.
Apêndice: texto complementar elaborado pelo autor.
Anexo: texto complementar não elaborado pelo autor.
Índice: lista de palavras, frases ou expressões, que remete às informações contidas no trabalho.
Interpretação e análise de argumentos
Independentemente da área, tipo de pesquisa, ou tipo de instrumento de divulgação, 
todo texto acadêmico ou científico envolve justificação adequada. Assim, tanto para 
compreendermos, quanto para escrevermos textos científicos, precisamos dominar a 
análise argumentativa. Desse modo, seremos capazes de interpretar e avaliar se um 
argumento a favor de uma determinada tese é válido, sólido e cogente, ou seja, além 
de válido e sólido suas premissas são mais plausíveis que a conclusão. Além disso, 
seremos capazes de construir argumentos com essas mesmas qualidades, já que po-
demos aplicar as mesmas técnicas e princípios à nossa própria escrita científica.
Há diferentes tipos de argumentos, mas podemos definir qualquer um deles como um 
conjunto de proposições em que se pretende justificar uma delas, a conclusão, com 
base na outra ou nas outras, as premissas. Uma proposição, por sua vez, pode ser 
definida como a ideia passível de valor de verdade (isto é, que pode ser ou verdadeira 
ou falsa) expressa por uma frase com sentido. Frases que não são nem verdadeiras 
nem falsas, como frases interrogativas, imperativas, sem sentido, entre outros casos, 
não expressam proposições.
Exemplos:
Quadro 01. Exemplos de frases que expressam ou não expressam proposições
FRASES EXPRESSAM PROPOSIÇÕES?
Duendes existem. Expressa proposição.
Deus existe? Não expressa proposição.
Deus existe. Expressa proposição.
Açaí, guardiã, zum de besouro, um ímã. Não expressa proposição.
O amor não é uma ilusão. Expressa proposição.
Siga em frente. Não expressa proposição.
O amor é uma ilusão. Expressa proposição.
Fonte: Elaborada pela autora
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
1
Interpretação de argumentos
Após identificarmos o argumento que pretendemos analisar, sua interpretação envolverá 
três etapas básicas: 1) identificação do problema; 2) identificação de premissas e con-
clusão; 3) estruturação do argumento na forma canônica. Vejamos cada uma delas.
01. Na etapa de identificação do problema devemos identificar o problema sobre 
o qual o argumento em causa se coloca como uma posição justificada. Identifica-
mos, desse modo, a questão problema, cuja conclusão do argumento visa respon-
der e as premissas justificar.
EXEMPLO
GLOSSÁRIO
EXEMPLO
Em filosofia da religião e teologia, tanto os argumentos a favor da existência do Deus teísta, 
quanto os argumentos contrários à existência do Deus teísta pretendem responder a questão 
de saber se Deus existe.
02. Na etapa de identificação de premissas e conclusão, identificamos qual a 
proposição que o argumento visa defender, a conclusão, e quais são as proposi-
ções usadas para justificá-la, as premissas. Nesta fase, é de suma importância 
que o investigador adote princípios da boa interpretação argumentativa, como o 
princípio de caridade argumentativa, segundo o qual devemos oferecer a melhor 
interpretação possível e adequada do argumento em análise, não cometendo, con-
trariamente, a falácia do espantalho, onde ataca-se o argumento de um opositor 
através do uso de uma interpretação inadequada e piorada (mais facilmente refutá-
vel) dele. Grande parte dos argumentos têm premissas implícitas, sendo uma parte 
muito importante da análise identificá-las.
Falácias: argumentos que parecem ser cogentes, mas não são. Um argumento falacioso 
pode, desse modo: a) parecer ser um argumento válido, mas não ser; b) parecer ter premis-
sas verdadeiras, mas não ter; ou c) parecer ter premissas mais plausíveis que a conclusão, 
mas não ter. 
03. Na etapa de estruturação do argumento em sua forma canônica, reescrevemos 
o argumento de forma ordenada, com premissas numeradas e separadas em linhas, 
seguidas pelo indicador de conclusão (logo) e pela conclusão. Nesta fase, é impor-
tante acrescentarmos as premissas implícitas e excluirmos os chamados ruídos: pa-
lavras, sentenças, ou expressões logicamente irrelevantes para o argumento.
Um dia, Júlia e Pedro discutiam sobre a existência de sentido na vida, e Júlia apresentou o 
seguinte argumento:
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“Eu não acho que há um sentido na nossa vida, por mais que eu tente, às vezes, e não estou 
dizendo que não vale a pena viver. Eu amo a vida! Mas se há sentido na vida, como pode 
haver tanto absurdo no mundo?”
A estruturação do argumento de Júlia na forma canônica seria o seguinte:
Premissa 1: Se há sentido na vida, então não haveria absurdos no mundo.
Premissa 2: Há absurdos no mundo.
Logo,
Conclusão: Não há um sentido na vida.
Análise Argumentativa
A análise lógica de argumentos consiste em três fases cumulativas: análise de valida- 
de, análise de solidez e análise de cogência.
Um argumento válido é um argumento em que é impossível ou improvável (a depender 
do tipo de argumento) que suas premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa.
Existem diversos tipos de argumentos, como os argumentos dedutivos formais, dedu-
tivos informais, abdutivos, indutivos, causais etc. Cabe aos investigadores identificar o 
tipo de argumento e regras válidas de acordo com o sistema lógico, matemático, técni-
co, entre outros que forem relevantes, de acordo com a sua área de pesquisa, problema 
investigado e estrutura geral do argumento. No entanto, podemos definir um argumento 
de forma generalizada em que a conclusão se segue das premissas, ainda que em al-
guns casos garantam apenas uma conclusão muito provável, mas não totalmente certa, 
como ocorre nos casos de argumentos dedutivos.
Um argumento ser válido é uma condição necessária para que ele seja um bom argu-
mento, mas não suficiente. O seguinte argumento, por exemplo, é válido:
Premissa 1: Se dermorgorgons existem, estamos perdidos.
Premissa 2: Dermorgorgons existem. Logo,
Conclusão: Estamos perdidos.
Não basta um argumento ser válido para ser um bom argumento, ele também precisa 
ser sólido. Um argumento sólido é um argumento válido com todas as premissas 
verdadeiras. Na fase de análise de solidez, questionamos a verdade das premissas de 
um argumento. Isso cabe tanto para os argumentos que estão sendo desenvolvidos por 
nós, quanto para os argumentos elaborados por outros sob a nossa análise. Há evidên-
cias ou justificativas suficientes para garantia da verdade das premissas? Houve uma 
coleta de dados rigorosa? Há de fato conexão causal entre os eventos ou apenas uma 
correlação probabilística? Foram usados instrumentos de medição adequados?
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
1
Assim, podemos sempre questionar a verdade das premissas dos argumentos contidos 
em um texto, considerando-as como conclusões de outros argumentos sustentados por 
premissas adicionais. Somente axiomas ou postulados não necessitam de premissas 
adicionais para se sustentarem, já que não exigem demonstração, mas não podemos 
considerar o que quisermos como axiomas. Além disso, seria impossível, em grande 
parte dos trabalhos, oferecer justificativas para todas as premissas pressupostas. Por 
isso, geralmente podemos parar naquelas que são amplamente aceitas, pouco questio-
náveis ou inquestionáveis, como no caso dos axiomas, de evidência fatual suficiente ou 
na aplicaçãode uma regra de acordo com um determinado sistema lógico ou matemá-
tico. A própria investigação sobre o quão questionável ou importante é uma premissa 
consiste em uma parte crucial da investigação científica.
Axiomas: também chamados de postulados, axiomas são proposições que não exigem demon-
stração, isto é, são postuladas como verdadeiras, ou, ao menos, inquestionáveis no contexto 
de uma determinada teoria. Por exemplo, os axiomas da geometria euclidiana são distintos dos 
axiomas das geometrias não euclidianas, mas em todos os casos são inquestionáveis dentro 
do sistema teórico que compõe. A partir dos axiomas de uma determinada teoria, derivamos os 
seus teoremas. Algumas vezes, os axiomas de um sistema teórico não são explícitos ou con-
sensuais, existindo trabalhos cujo objetivo é definí-los e fazê-los claros ou explícitos. 
GLOSSÁRIO
EXEMPLO
Esta etapa da análise permite, portanto, a construção de uma argumentação sólida, for- 
temente fundamentada, bem como uma análise da solidez dos argumentos defendidos 
nas obras pesquisadas.
A última etapa da análise de um argumento consiste na determinação da cogência do 
argumento. Um argumento cogente é um argumento sólido com premissas mais plau-
síveis que a conclusão. Se as premissas de um argumento não são mais plausíveis do 
que a sua conclusão, ele acaba por ter o efeito inverso ou nulo. Um bom argumento, além 
de válido e de ter premissas verdadeiras, também deve ter premissas que apoiem efeti-
vamente a conclusão. Se usamos premissas pouco plausíveis em relação à conclusão, 
podemos levar as pessoas a discordarem de uma proposição que elas estariam até mais 
aptas a concordar antes da nossa argumentação. O objetivo da nossa argumentação é 
oferecer boas razões para concordarem com uma determinada ideia, e não o oposto.
Considere o seguinte argumento oferecido por Júlia contrário à existência de Deus:
Premissa 1: Se Deus existisse, então não haveria mal no mundo.
Premissa 2: Há mal no mundo.
Logo,
Conclusão: Deus não existe.
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Pedro não concorda com Júlia, mas não pode dizer que o argumento de Júlia é inválido, pois é im-
possível as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa. Tampouco pode argumentar que as 
premissas são menos plausíveis que a conclusão. Na verdade, para ele, elas parecem muito mais 
palusíveis do que a conclusão. Resta, neste caso, oferecer argumentos a favor de teses contrárias 
às premissas do argumento de Júlia, questionando, desse modo, a solidez do argumento. Ele 
poderá portanto, oferecer tanto um argumento defendendo que a existência de Deus é compatível 
com a existência de mal no mundo, ou um argumento a favor de que não há de fato mal no mundo.
A estratégia que foi adotada por Pedro, também usada por muitos defensores da existência de 
Deus, foi atacar a primeira premissa do argumento de Júlia. Assim, ele tentou mostrar a ela que 
ainda que Deus exista, pode haver mal no mundo. Esse mal, de acordo com Pedro, não é devido 
a Deus e sim às escolhas humanas. Deus, sendo sumamente bom, concedeu o livre-arbítrio ao 
ser humano, que muitas vezes opta por praticar o mal. 
A análise adequada de argumentos é um componente essencial da investigação científi-
ca, através dela somos aptos a construir objeções, críticas, adaptações, corroborações, e 
avaliações de resultados de forma rigorosa e fundamentada, de acordo com cada tipo de 
pesquisa. Outros princípios da boa análise e escrita argumentativas, além das já citadas, 
são a clareza, coesão e concisão. Um fator crucial da publicação científica é que ela seja 
transmissível. Além disso, a análise deve ser eticamente guiada e intelectualmente ho-
nesta. Devemos visar o oferecimento de argumentos cogentes e evitar o uso de falácias.
Parte externa
Capa
Folha de rosto
Errata
Folha de aprovação
Dedicatória
Agradecimentos
Epígrafe
Resumo na língua vernácula
Resumo em língua estrangeira
Lista de ilustrações
Lista de abreviaturas e siglas
Lista de tabelas
Lista de símbolos
Sumário
Introdução
Desenvolvimento
Conclusão
Referências
Glossário
Apêndice
Anexo
Índice
Lombada
Elementos 
pré-textuais
Elementos 
pós-textuais
Elementos 
textuais
Obrigatório Opcional
Parte interna
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
1
Estrutura do trabalho acadêmico. Esquema modificado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA 
DE NORMAS TÉCNICAS (2011), p. 5.
CONCLUSÃO
Júlia, Pedro e João decidiram trabalhar em equipe, dividindo o trabalho de investigação 
entre eles. Enquanto Júlia pesquisava sobre os possíveis destinos nas redes sociais, 
Pedro verificava vídeos em plataformas de transmissão, e João, por sua vez, preferiu 
consultar amigos e agências de viagens pessoalmente. Decidiram também que, depois 
de suas pesquisas individuais, se reuniriam novamente para analisar os argumentos 
desenvolvidos por eles com base nos materiais e fontes consultadas.
Nesta unidade, vimos que a ciência e a evolução do conhecimento humano sempre 
estiveram conectadas. Verificamos também que um dos principais aspectos do conhe-
cimento científico diz respeito à justificação de nossas crenças e à possibilidade de 
revisão destas, através de metodologias específicas. Além disso, exploramos breve-
mente os diversos tipos de conhecimento e suas relações. 
Apresentamos alguns métodos gerais de investigação científica e leitura, nomea-
damente, a primeira parte do método cartesiano e o guia clássico de Adler e Do-
ren, atentando para a necessidade de uma interpretação contemporânea e atualizada. 
Também chamamos a atenção para a distinção entre a leitura passiva e leitura ativa. 
Além da apresentação de diferentes tipos de textos acadêmicos e científicos, tam-
bém apresentamos a estrutura de um trabalho científico, de acordo com as nor-
mas técnicas vigentes, e as regras básicas da interpretação rigorosa: reconstrução 
textual (identificação do problema, teses e argumentos), estruturação argumentativa na 
forma canônica, exclusão de ruído, análise de validade, solidez e cogência, princípio de 
caridade argumentativa, honestidade intelectual e não uso de argumentos falaciosos. 
LINKS:
ITEM 2. Conceito, aplicabilidade, evolução, classificação e divisão da ciência
No site Crítica na Rede, os estudantes podem encontrar um vasto material de qualidade 
sobre filosofia da ciência e epistemologia, além de outros textos muito interessantes e úteis:
http://www.criticanarede.com
ITEM 3. Importância da leitura
No site do Instituto Pró-livro temos acesso aos dados das pesquisas Retratos da Leitura, com 
indicadores dos hábitos de leitura dos brasileiros desde 2001:
https://www.prolivro.org.br/
Além deste e outros projetos, o Instituto também oferece, através da Plataforma Pró-Livro, 
um mapeamento de ações de fomento à leitura realizadas em território nacional:
http://plataforma.prolivro.org.br/sobre-plataforma.php
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No seguinte link temos acesso ao clássico e excelente Guia de falácias, de Stephen Downes:
https://criticanarede.com/falacias.html
ITEM 4. Técnicas para a leitura e a redação científica
FILME OU DOCUMENTÁRIOS:
ITEM 2. Conceito, aplicabilidade, evolução, classificação e divisão da ciência
COSMOS de Carl Sagan. Ed. Comemorativa de 25 anos. Vol. 1. Coleção Superinteressante 
vídeo. Direção: Adrian Malone. Produção: Gregory Andorfer & Rob McCain. Intérprete: Carl 
Sagan. [S.1]: Abril, 2005. 1DVD (178 min), son., color.
Na série “Cosmos” de Carl Sagan, somos apresentados ao fabuloso universo da pesquisa 
científica, desde a antiguidade até finais do século XX. Em sua nave espacial, Sagan, um dos 
maiores divulgadores científicos que já existiu, nos leva por uma jornada pelo cosmos, mos- 
trando como a evolução do conhecimento científico humano nos proporcionou uma maior 
compreensão de nós mesmos e do universo ao nosso redor, possibilitando a elaboração de 
teorias, invenções e descobertas impressionantes.ITEM 3. Importância da leitura
CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de Clermont-Tonnerre 
e Arthur Cohn. Intérprete: Fernanda Montenegro, Marilia Pera, Vinicius de Oliveira, Sônia 
Lira, Othon Bastos, Matheus Nachtergaele et al. Roteiro: Marcos Bernstein, João Emanuel 
Carneiro e Walter Salles Júnior. [S. l.]: Le Studio Canal; Riofilme; MACT Productions, 1998. 5 
rolos de filme (106 min), son., color., 35 mm.
Neste premiadíssimo longa-metragem, acompanhamos a história do encontro entre Josué, 
um menino de 9 anos, e Dora, uma professora aposentada que ganha dinheiro escrevendo 
cartas para analfabetos na Estação Central do Brasil, localizada na cidade do Rio de Janeiro. 
O filme mostra a importância do acesso à leitura e à escrita, e como esse direito básico está 
ainda ausente para a camada mais pobre da população brasileira, além de abordar outros 
temas de grande relevância social com devido cuidado e de forma artisticamente impecável.
CURIOSIDADE
O ator que interpretou Josué no filme Central do Brasil, Vinícius de Oliveira, conheceu o dire-
tor Walter Salles enquanto trabalhava como engraxate e oferecia seus serviços a ele, na fila 
de uma lanchonete. Walter Salles, então, o convidou para participar da seleção de elenco do 
filme e Vinícius foi o escolhido entre 1.500 candidatos. Desde então, ele matém uma carreira 
sólida como ator, participando de diversos filmes e produções televisivas.
ITEM 4. Técnicas para a leitura e a redação científica
DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA. Título original: “Twelve Angry Men”. Direção: Sidney 
Lumet. Produção/Distribuição: Fox/MGM. Elenco: Henry Fonda, Lee J. Cobb, Ed Begley, E.G. 
https://criticanarede.com/falacias.html
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Sonhando com uma viagem inesquecível: O Planejamento
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Marshall, JackWarden, Martin Balsam, John Fiedler, Jack Klugman, Edward Binns, Joseph 
Sweeney, George Voskovec, Robert Webber. EUA. 1957. Drama. DVD. 96 min.
O clássico Doze Homens e uma Sentença é um ótimo filme para exemplificar a importância 
da justificação e análise argumentativa. O filme conta a história de um julgamento em um 
tribunal de Nova Iorque, onde a maioria dos jurados não está disposta a ponderar rigoro- 
samente sobre suas crenças, com exceção de um deles. Teve três indicações ao Oscar e 
ganhou um Leão de Ouro no Festival de Berlim. Há uma versão mais recente (1997) dirigida 
por William Friedkin.
TEXTO COMPLEMENTAR (LIVRO OU ARTIGO):
ITEM 2. Conceito, aplicabilidade, evolução, classificação e divisão da ciência
O’BRIEN, D. Introdução à Teoria do Conhecimento. Tradução de Pedro Serras Pereira. Revi-
são científica de Aires Almeida. Lisboa: Gradiva, Junho de 2013.
Esta é uma excelente introdução à teoria do conhecimento. Ela é indicada aos estudantes 
de nível superior, mas também será uma leitura gratificante para o público em geral. Através 
do uso de exemplos do cotidiano, em especial do cinema, O’Brein apresenta uma das áreas 
mais vastas da filosofia de forma leve e interessante, ainda que rigorosa.
ITEM 3. Importância da leitura
FREIRE, P. A Importância do ato de ler: em três artigos que se completam (1981). São Paulo: 
Cortez Editora, 2021.
Neste livro temos acesso a uma parte do pensamento, filosofia e prática de um dos principais 
educadores do mundo. Paulo Freire salienta, nesta obra, a importância da leitura nas nossas 
vidas, mostrando como a leitura crítica, ativa e dinâmica concede-nos maior liberdade e ca- 
pacidade de criação frente à realidade.
ITEM 4. Técnicas para a leitura e a redação científica
WESTON, A. A arte de argumentar. 2 ª edição. Tradução: Desidério Murcho. Lisboa: Gradiva, 
2021.
Esta é uma ótima obra para o aprendizado da arte da argumentação. Seu estudo e leitura é 
recomendada aos estudantes de todas as áreas de conhecimento. Com ela, aprendemos a 
analisar, elaborar e redigir textos argumentativos de forma rigorosa e completa. O livro abran- 
ge distintos tipos de argumentos, cobrindo diversos casos e particularidades que possam 
surgir ao longo de uma investigação científica.
CASOS DE APLICAÇÃO:
ITEM 2. Conceito, aplicabilidade, evolução, classificação e divisão da ciência
Com o advento da internet e o uso massificado de redes sociais para envio e obtenção de in-
formações, as chamadas fake news, que estiveram de um modo ou de outro sempre presentes 
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na cultura humana, tomaram proporções alarmantes e catastróficas. Afim de diminuir o efeito 
da disseminação de crenças sem fundamento, principalmente em tempos de epidemia, foram 
criados diversos recursos para checagem de notícias, tanto por parte de pesquisadores dentro 
da academia, com a criação de programas de computador, entre outros recursos de pesquisa 
e verificação, como por orgãos governamentais (como, por exemplo o site do governo do Esta-
do de São Paulo: https://www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/sem-fake-news/), e também por 
agências de notícias (como podemos encontrar, por exemplo, no site de notícias “g1”: https://
g1.globo.com/fato-ou-fake/). Esses mecanismos representam ótimos exemplos da importân-
cia da fundamentação científica e da verificação de fatos para a construção de um corpo de 
crenças não somente sólido, mas também salutar para a população humana, garantido, além 
disso a soberania política dos cidadãos.
ITEM 3. Importância da leitura
Fonte: Adaptado de FAILLA, Z. (org.). Retratos da leitura no Brasil 5. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 
p. 222, 2021.
> O que gosta de fazer em seu tempo livre
Base: Amosta Leitor (4.270) / Não leitor (3.806)
P.08) Quais das atividades que eu vou ler o(a) sr. (a.) realiza no seu tempo livre? O(a) sr.(a.)------------
sempre, às vezes ou nunca?
(% de sempre) Leitor x Não leitor
2019 LEITOR NÃO LEITOR
Assiste a televisào 66 68
Usa a Internet 75 56
Escuta música ou rádio 65 55
Usa WhatsApp 68 55
Assiste a vídeos ou filmes em casa 60 41
Escreve 60 31
Reúne-se com amigos ou familia ou sai com amigos 49 40
Usa Facebook,Twttter ou Instagram 50 38
Lê jornais, revistas ou noticias 33 15
Pratica esportes 30 20
Lê livros em papel ou Ilvros digitais 40 7
Passeia em parques e praças 25 17
Desenha, pinta,faz artesanato ou trabalhos manuais 22 11
Joga games ou videogames 19 12
Vai a bares, restaurantes ou shows 13 14
Vai a cinema, teatro,concertos, museus ou exposições 8 3
Não faz nada, descansa ou dorme 17 18
MÉDIA DE ATIVIDADES POR ENTREVISTADO 7,0 5,0
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Este gráfico evidencia como o hábito de leitura está correlacionado a um leque mais amplo 
de diferentes atividades praticadas em tempo livre pelos entrevistados do projeto Retratos da 
Leitura, mostrando como a leitura tem implicações diretas na qualidade de vida das pessoas 
e como a falta dela limita as possibilidades de ações dos indivíduos. 
ITEM 4. Técnicas para a leitura e a redação científica
No seguinte recorte de reportagem, encontramos um exemplo claro do uso de uma falácia 
chamada argumentum ad hominem ofensivo, através da qual ataca-se a pessoa de forma 
ofensiva, desviando, desse modo, o foco da discussão. É considerada uma falácia da rele-
vância, dado que a higiene bucal do jornalista é totalmente irrelevante no contexto argumen-
tativo. Ainda assim, essa falácia pode ter efeito e convencer muitas pessoas.
Fonte: WEINTRAUB ataca Marco Antonio Villa: “Boca de esgoto”. Isto é, São Paulo, 23 de jan. de 2020. Disponível 
em: <https://istoe.com.br/weintraub-ataca-marco-antonio-villa-boca-de-esgoto/>. Acesso em: 13 de abr. de 2022.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, publicou nesta quinta-feira (23) dois vídeos atacando 
o jornalista Marco Antonio Villa, comentarista da jovemPan e colunista de ISTOÉ. Na gravação, o 
ministro não cita diretamente o nome de Villa, mas o acusa de espalhar mentiras e o chama de "boca 
de esgoto". Weintraub diz que o alvo de suas críticas foi demitido e recontratado da jovemPan, como 
ocorreu com Villa noano passado, e cita uma frase dita por Villa após seu afastamento da rádio. 
"O que você pode esperar de uma pessoa que ninguém quer sentar perto dela, todo mundo quer 
distância. Será que é só essa coisa carregada ou tem a fama de mau hálito também? Se for mau hálito, 
eu não vou lá enquanto ele estiver", afirma o ministro. 
"Mas para as próximas pessoas que quiserem passar pelo suplício de uma entrevista, assim tenta 
usar um 'produtinho' aí, que talvez melhore. Não sei se vai ser o suficiente, ô boca de esgoto", 
sugeriu Weintraub mostrando a embalagem de um enxaguante bucal. "Se não conseguir, aqui ó, água 
sanitária", conclui. 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARDER, M., DOREN, C. Como ler livros: o guia clássico da leitura inteligente (1972). Tradução de
Edward Wolff e Pedro Sette-Câmara. São Paulo: Editora É Realizações, p. 39, 2010.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. ABNT NBR 14724: informação e
documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.
DESCARTES, R. Discurso sobre o método (1637). Tradução de Monica Stahel. São Paulo: Martins Fontes, 
2001.
GETTIER, E. É a Crença Verdadeira Justificada Conhecimento? In Crítica, 2005. Tradução de Célia Tei- 
xeira. Disponível em: http://www.criticanarede.com/html/epi_gettier.html. Acesso em: 19 fev. 2022.
O’BRIEN, D. Introdução à Teoria do Conhecimento. Tradução de Pedro Serras Pereira. Lisboa: Gradiva, 
Junho de 2013.
PLATÃO. Teeteto – ou sobre o conhecimento. Belém: Universidade Federal do Pará, 1988
http://www.criticanarede.com/html/epi_gettier.html
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Pesquisando, Definindo e Organizando a Viagem
2
UNIDADE 2
PESQUISANDO, DEFININDO E 
ORGANIZANDO A VIAGEM
INTRODUÇÃO
Mochilão! Não, cidades históricas! De jeito nenhum, retiro espiritual é o ideal! Essa con-
versa já vinha acontecendo há alguns dias entre os integrantes da viagem de maneira 
calorosa e com cada um defendendo seu ponto de vista.
Júlia desde pequena tinha o apelido de Dora Aventureira1. Sempre disposta a viver algo 
novo e diferente, gostava de explorar, conhecer a natureza e de preferência gastando 
pouco; dinheiro na sua família era um item que nunca sobrava. Por isso, ela insistia na 
história do mochilão, palavra aproveitada do termo “backpacking” (backpack é mochila 
em inglês) e que significa uma forma barata de viajar, sem roteiro rígido, levando apenas 
o essencial, mas conhecendo diferentes lugares, culturas, paisagens e pessoas.
João era totalmente contra! Pensando em unir o “útil ao agradável” ele queria um 
roteiro mais gastronômico que pudesse auxiliá-lo com informações, aromas e sabo-
res para o seu curso. Ele considerava “organização” parte de seu nome e se imaginava 
conhecendo a história de um lugar, sua cultura e qual seria a culinária local. Se fosse 
possível inclusive, queria aproveitar e fazer uma ambientação regional e passar alguns 
dias cozinhando em algum restaurante típico.
Pedro era o tranquilo da equipe, acostumado a apaziguar os ânimos dos amigos nas 
diferenças de opinião. Mas, dessa vez, tinha resolvido não abrir mão de sua oportunida-
de de finalmente fazer um retiro espiritual e experimentar dias de muita calmaria e paz 
interior! Ficava sonhando com cachoeiras, ou talvez florestas, quem sabe, montanhas. 
Com certeza, indiferente da opção, um lugar com muito silêncio, muita calma e dias 
tranquilos que colaborassem com um tempo de meditação, relaxamento, reconheci-
mento interior e sobretudo, para recarregar as energias!
Apesar das diferenças de opinião, os três estavam ficando preocupados: o tempo para 
as férias se abreviava cada vez mais! Precisavam decidir, mas, começar por onde?
Júlia finalmente deu uma sugestão que foi aceita por todos: que tal cada um fazer o fi-
chamento das pesquisas sobre o roteiro desejado, acrescentando talvez um resumo ou 
uma resenha conforme as aulas de Iniciação à Pesquisa Científica? Com certeza isso 
ajudaria muito nas decisões!
1 Desenho educativo (ensina palavras em inglês / espanhol) da Nickelodeon sobre uma menina alegre e 
simpática que vive muitas aventuras.
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Para facilitar a organização dos amigos, vamos entender um pouco mais sobre essa 
proposta da Júlia. Como estas técnicas podem nos ajudar? Pesquisa científica: por 
onde começar? Por que usar ferramentas para organizar a pesquisa científica? Ao 
longo da Unidade 2 iremos discorrer sobre redação científica: a prática de fichamentos, 
resumos e resenhas.
1. TIPOS DE FICHAS: DE CITAÇÃO, DE RESUMO, 
BIBLIOGRÁFICAS, DE ESBOÇO E CRÍTICAS OU ANALÍTICAS
Tipos de Fichamento
Segundo o dicionário Michaelis, fichamento é o “[...] ato ou de fichar; conjunto de dados 
importantes sobre alguma coisa”. O fichamento é uma prática que nos auxilia a manter 
um registro de tudo aquilo que é lido, assim como algum insight sobre isso, e de forma 
simples e organizada.
Essa técnica é muito usada, em especial, para a melhor organização acadêmica, de 
projetos e trabalhos científicos, ajudando os pesquisadores a organizarem suas ideias 
de forma mais clara e coerente com o que estão buscando (MEDEIROS, 2019).
Existem várias formas de se realizar um fichamento e onde realizá-lo. Em geral, ele 
pode ser feito manualmente em fichas e blocos de anotações, ou até mesmo de manei-
ra online, podendo ser feito em Word, ou outros softwares específicos para isso como 
o Zotero (PAIVA, 2019).
A estrutura do fichamento pode ter várias abordagens, mas costuma ser bem simples: 
Título (em geral do que foi estudado), a referência bibliográfica (para que se saiba de 
onde veio a informação, para futuras referências ou caso seja preciso voltar nela para 
mais detalhes), e algum detalhe do conteúdo que você considere importante.
Apesar do título e as referências terem sempre a mesma estrutura, o mesmo não ocorre 
com o conteúdo, já que esse é o que define o tipo de fichamento que será realizado. Os 
tipos de fichamento que existem e que estudaremos a seguir são: de resumo, bibliográ-
ficas, de esboço, e críticas ou analíticas.
Figura 01. Resumos
Fo
nt
e:
 1
23
R
F. Fichamento de resumo: também denominado de fi-
chamento de conteúdo, traz conteúdo do texto em si, 
como pontos importantes e daquilo que o autor pen-
sa sobre o assunto, porém costuma ser menor e mais 
simples que o fichamento de texto (MEDEIROS, 2019). 
Para elaborar esse fichamento é importante, ao ler o 
texto, já ir anotando os pontos principais e ir pensan-
do numa organização da ficha para que as ideias já 
fiquem claras.
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Fichamento bibliográfico: conhecido 
como ficha de catalogação bibliográfica, o 
que, como o próprio nome diz, mantém or-
ganizadas e catalogadas as referências que 
são usadas para um trabalho acadêmico. 
Para fazer esse tipo de fichamento é neces-
sário verificar as fontes que serão usadas, 
anotando todas as informações bibliográfi-
cas, junto a palavras-chaves sobre o texto, 
e anotações pessoais que te levam a saber 
qual a temática do texto (MEDEIROS, 2019).
Figura 02. Catalogando
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Fichamento de esboço: ou de sumário, pode ser definido também na categoria de conte-
údo, é aquele que traz informações sobre o texto que foi lido (PAIVA, 2019). Parece com o 
fichamento de resumo, por trazer pontos do texto, assim como suas informações importantes 
e pontos principais, porém é normalmente mais detalhado.
Figura 03. Análise crítica
Fichamento de crítica: esse sai um pou-
co do padrão dos anteriores, por ir além de 
apenas anotar o que foi lido, ou partes do 
texto, ou referências bibliográficas, trazendo 
também pontos de observação do próprio 
leitor. Importante ressaltar que é uma crítica, 
ou seja, é algo que avalia minuciosamente 
o texto, seja uma crítica da ideia, do tema, 
do autor ou da maneira como ele escreveu 
(MEDEIROS, 2019).
Figura 04. Análise
Fichamentoanalítico: muito parecido com o crítico 
tendo como diferença ser um pouco mais amplo que 
o crítico, por conter uma análise do texto que foi lido, 
trazendo as críticas e pontos positivos, junto a uma 
análise desse texto. Também pode ter referências bi-
bliográficas de outros autores e outros textos também 
que estão ligados ao tema em questão (ARCANJO; 
MARIANO, 2013). Apesar de todos os tipos de ficha-
mento serem importantes e muito utilizados nas pes-
quisas acadêmicas, é um dos mais usados, por ser 
uma grande ajuda e apoio aos pesquisadores ao se 
organizar e para escrever seu texto/tese, ajudando 
também a realizar todas as conexões das suas biblio-
grafias com suas pesquisas.
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As fichas são importantes, simples e rápidas de fazer, e trazem um grande benefício para as 
pesquisas, sejam elas maiores ou menores. Outras duas práticas muito utilizadas no mundo 
de pesquisas acadêmicas são os resumos e as resenhas. Você com certeza já deve ter 
ouvido falar deles, e talvez até feito algum deles. Vamos conhecer o que os difere?
Resumo e resenha: definição, objetivos, estrutura, orientações para a escrita e 
classificação
Ambos são mencionados na norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas 
(ABNT) NBR 6028 (2021), cujo título é “Informação e documentação — Resumo, re-
senha e recensão — Apresentação”, que explica de maneira oficial e completa o que 
são, quais características de cada um, e como usá-los de forma que eles ajudem nas 
pesquisas.
A ABNT (2021, p. 6) define resumo como “[...] apresentação concisa dos pontos rele-
vantes de um documento”, e menciona ainda a divisão entre resumo indicativo e re-
sumo informativo, apesar de outras literaturas apresentarem outros tipos de resumo, 
incluindo a resenha crítica nisso.
Resumo indicativo: é aquele que indica os pontos principais do texto lido, sem detalhes, 
apenas menções, dados e informações que que sejam consideradas relevantes para pos-
teriormente serem mais exploradas (ABNT, 2021).
Resumo informativo: traz informações sobre o texto, resumindo-o de forma completa, 
desde introdução, discussão (pode ser metodologia, resultados e a discussão em si), e con-
clusão, não se fazendo necessário a leitura do texto original para compreender principais 
pontos (ABNT, 2021).
Além disso, o resumo deve conter exclusivamente parte do que foi lido, de forma sucinta, 
sendo composto de frases que formam um parágrafo, sem necessidade de tópicos, sen-
do opcional a referência, mas indicativa as palavras-chaves, ajudando o leitor a saber do 
que se trata (DINIZ; SILVA, 2008). Nesse resumo devem aparecer informações sobre os 
objetivos, a metodologia e a conclusão do trabalho. Dependendo do tamanho permitido, 
pode ser expandido com detalhes da contextualização e referência bibliográfica.
Para documentos técnicos e científicos, a norma recomenda que se use o resumo infor-
mativo. Apesar disso, podemos encontrar os diversos tipos de resumos em diferentes 
formatos e tipos: resumos de textos, de livros, de artigos, ou até mesmo aquele que vem 
em artigos, antes da introdução.
A norma NBR 6028 também deixa de forma bem clara o que seria uma resenha e qual 
seu objetivo dentro de uma pesquisa científica: “[...] análise de conteúdo de um docu-
mento, objeto, fato ou evento” (ABNT, 2021, p. 5).
Algumas outras instruções são trazidas na ABNT (2021), que auxiliam o pesquisador a for-
mar uma resenha que o ajude mais tarde na elaboração de seu texto. As resenhas devem 
sempre trazer ideia do assunto do texto, junto a uma análise feita pelo próprio leitor desse.
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Pesquisando, Definindo e Organizando a Viagem
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Além disso, ela deve ser formada de frases não longas, sem enumeração de tópicos, 
formando parágrafos e um texto concreto. A resenha é mais minuciosa e detalhista em 
relação aos outros tipos de pesquisas que foram vistas anteriormente, podendo trazer 
crítica ao conteúdo ou estrutura do texto (como coesão e coerência) (ARCANJO; MA-
RIANO, 2013).
É importante pontuar que nesse gênero, é como se houvesse uma relação e conversa 
crítica entre o autor do texto e o leitor, algo que deve ser pensado quando se escreve 
um texto, onde de um lado existe o apontamento a crítica e o outro lado tenta respondê-
la (antes mesmo da crítica surgir).
A resenha possui um papel muito importante na pesquisa acadêmica, visto que essa 
tem o objetivo de criar um senso crítico no aluno, desenvolvendo nesse uma maior com- 
preensão sobre o assunto e cada vez mais um olhar crítico para o que está à sua volta.
Você sabe a diferença entre resumo e resenha?
Resumos e resenhas são dois gêneros muito usados em pesquisas, ainda que muitas 
vezes os usemos de forma intuitiva, sem saber muito bem sua estrutura formal ou quais 
seus nomes.
Apesar de serem gêneros semelhantes por falarem de um texto, são gêneros diferentes 
entre si. Veja o Quadro 1 para entender melhor (DINIZ; SILVA, 2008):
Quadro 01. Diferença entre resenha crítica e resumo
RESENHA CRÍTICA RESUMO
Traz um pedaço de resumo do texto, mas 
especialmente as observações do leitor, junto a 
seu julgamento de valor e tudo mais que esse 
considere necessário para sua crítica, como 
por exemplo comparações com outras obras de 
temas semelhantes.
Traz um “mini” resumo de todas as partes do 
texto, fazendo com que aquele que não leu o 
texto o compreenda, sem no entanto, expressar 
uma opinião pessoal.
Fonte: elaborado pelo autor.
Considerações
João foi o primeiro a terminar seu fichamento, sobre roteiros gastronômicos pelo mun-
do. Criou fichamentos de resumo para os que eram sobre cozinha mediterrânea e cozi-
nha italiana, pensando em ganhar seus amigos pelo estômago: Júlia nunca negaria um 
roteiro com muitas massas envolvidas, nem Pedro dispensaria uma viagem com pratos 
mediterrâneos leves e naturais.
Fichamento de resumo foi a opção da Júlia: ela já conhecia a biografia de vários mochi-
leiros e queria algo resumido para não deixar os amigos entediados. Focou nas possi-
bilidades de diversidade gastronômica para ganhar o amigo João e em cidades menos 
urbanas para não desanimar o Pedro.
Pedro com toda sua tranquilidade, resolveu apenas esperar para ver o que os 
amigos escreveriam. Depois de ler ambos os fichamentos, fez uma resenha sobre as 
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informações obtidas de cada texto e percebeu que a empatia com os colegas permeava 
todo trabalho, ou seja, apesar das diferenças iniciais havia o desejo por algo comum.
Juntos, chegaram a um acordo: a viagem inesquecível que buscavam deveria ter um 
pouco de cada um. Mas, para onde?
Tipos de Fichamento
Fichamento de 
Resumo
Pontos 
importantes do 
texto escritos 
de forma 
resumida
Catálogo de 
referências 
para um 
trabalho
Parece com 
fichamento de 
resumo, sendo 
porém mais 
detalhado
Além de 
anotações 
básicas coloca 
críticas a 
respeito do 
texto
Parece com 
fichamento 
crítico, sendo 
mais amplo e 
outros textos 
vinculados
Fichamento 
Bibliográfico
Fichamento de 
Esboço
Fichamento de 
Crítica
Fichamento 
Analítico
2. MÉTODO CIENTÍFICO E SUAS ETAPAS
Para onde viajar? Essa pergunta estava incomodando os amigos, Júlia, Pedro e João, 
há alguns dias! Teoricamente, já tinham conhecido os roteiros mais inimagináveis possí-
veis! Começaram revendo alguns filmes clássicos e “visitaram” esses roteiros na teoria.
A pedido de Júlia, tinham caminhado pelos campos verdejantes e montanhas austríacas 
assistindo ao filme “A Noviça Rebelde”. Quem sabe um mochilão da Áustria para a Ale-
manha ou ainda da Suíça para a França? Em outro momento, tinham passeado pelas 
ruas londrinas, ora em cenários como os de “Sherlock Holmes, o discurso do Rei” ora em 
cenários mais pacatos como Notting Hill e o filme que leva o seu nome, a pedido de João. 
Ele já se imaginava tendo a oportunidade de visitar a Inglaterra e suas possibilidadesgas-
tronômicas de altíssima qualidade e variedade, um centro de referência para a culinária. E 
até a Nova Zelândia entrou nos passeios teóricos ao relembrarem os cenários de “Senhor 
dos Anéis”. Claro que Pedro tinha um interesse especial nesse país: um roteiro calmo e 
tranquilo, quem sabe nos parques nacionais da Nova Zelândia, em cidades rodeadas por 
montanhas ou ainda nas praias douradas desse país da Oceania?
Mas os dias estavam passando e apesar de assistir a tantos filmes com os amigos ter 
sido muito divertido, eles precisavam decidir: qual o destino dessa viagem inesquecível?
Uma coisa os amigos já tinham certeza: os conceitos de pesquisa e investigação cientí-
fica já tinham ajudado em outros momentos e poderia ajudá-los novamente! A situação 
“problema” já estava definida. Qual método científico seria adequado para resolver esse 
problema? Quais as etapas deveriam seguir para chegar a uma solução?
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Pesquisando, Definindo e Organizando a Viagem
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Métodos de pesquisa: contribuições em diferentes áreas de estudo
Segundo o dicionário Michaelis, método é o “[...] emprego de procedimentos ou meios 
para a realização de algo, seguindo algum planejamento; rumo; processo lógico e orde-
nado de pesquisa ou de aquisição de conhecimento”. Ou seja, é o passo a passo para 
chegar a algum lugar. No mesmo dicionário existe a definição da palavra “científico”, 
que é “relativo à ciência; aplicado à ciência”. Ciência, para irmos mais fundo na defini-
ção da palavra, é o “conhecimento sistematizado como campo de estudo”. É tudo aquilo 
ligado ao observar, definir e relatar, indiferentemente do que se está estudando.
Assim, ao juntar as duas palavras, cria-se algo muito poderoso, e que tem influencia-
do boa parte de estudos e pesquisas por todo o mundo: um passo a passo para que a 
pessoa que o está usando chegue a alguma conclusão sobre determinado assunto. O 
método científico se tornou muito importante, especialmente nos últimos tempos. Com a 
disseminação de cada vez mais fake news, é importante seguir um roteiro científico, uma 
série de etapas, para descobrir se o que é afirmado é verdadeiro ou falso, por exemplo 
(BERTAGI, 2020). O método também vem para ajudar o pesquisador a fincar, a estabele-
cer os resultados a partir de uma teoria já anteriormente pensada e planejada. Por isso, os 
métodos científicos são usados amplamente no campo das pesquisas e universidades.
Apesar de diferentes referenciais apresentarem pequenas diferenças na explicação e 
ordem das etapas, nos nomes de cada etapa e detalhamento do método científico po-
demos generalizá-lo em cinco etapas: faça uma pergunta, faça uma revisão bibliográfi-
ca, formule uma hipótese e suposta(s) resposta(s), realize um experimento e resultados 
(aceitar ou rejeitar a hipótese) (JACOBSEN, 2016).
01. A primeira etapa é o questionamento, já que a base para ciências é ter dúvida e buscar 
sua solução.
02. Logo que o pesquisador já tem a pergunta, ele parte para as pesquisas sobre o assunto, 
procurando saber o que na literatura falam sobre o tema, qual a posição sobre este tema 
e qual a base teórica dele.
03. A partir dessa pesquisa, começam-se as formulações das hipóteses. As hipóteses são 
suposições realizadas a partir das pesquisas sobre o tema.
04. A partir das hipóteses chega-se a etapa prática de realizar experimento, seja ele algo 
“mão-na-massa” ou algo de teorias aplicadas (considerando a teoria aplicada em outras 
ideias), por exemplo. Nessa etapa é muito importante que esteja bem detalhado esse 
experimento, para que caso dê certo, seja possível replicá-lo.
05. Com o experimento, é possível chegar a uma conclusão: confirmar ou recusar a hipótese 
realizada. Lembrando-se sempre que é muito importante que tudo isso seja registrado 
na pesquisa mais tarde. Mesmo que a hipótese não seja aceita, os registros mostram o 
caminho tomado para que se chegue até a hipótese certa.
Caso a hipótese seja aceita, o método chegará ao fim. Se for rejeitada, é necessário 
que se volte na etapa de formulação de hipótese escolhendo uma outra a partir da que 
não deu certo. E testá-la novamente, registrando se essa foi aceita ou não. Se recusada 
novamente, o ciclo volta para a etapa de formulação novamente.
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Figura 05. Etapas do método científico
? Pergunta
Revisão Bibliográfica
Hipótese
Experimento
Resultados
Fonte: Própria (ícones do rtf)
Diferenças entre método e técnica: tipos de pesquisa e seus estágios
Existem várias formas de classificar os tipos de pesquisa: quanto à natureza da pes-
quisa, à sua abordagem, aos seus objetivos, quanto aos seus métodos e por último, 
quanto aos seus procedimentos. Essa última maneira indica os passos, as etapas, e 
procedimentos para se realizar todo o processo, desde início da pesquisa e elaboração 
da hipótese, até a solução final dessa e são dependentes do estilo da pesquisa. São os 
métodos de pesquisa que auxiliam nas coletas de dados para que seja possível confir-
mar uma determinada hipótese que esteja certa, sobre o determinado assunto que se 
esteja pesquisando e relacionado com a pergunta a qual busca-se responder.
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Pesquisando, Definindo e Organizando a Viagem
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Classificação quanto à natureza
A classificação pela natureza é um dos tipos de classificação menos falados e comen-
tados, mas que também é muito importante quando se está realizando uma pesquisa, 
especialmente para entender qual a natureza dessa e saber qual o melhor caminho 
escolher. Existem duas subdivisões nessa classificação.
A primeira é a “pesquisa básica”, que busca criar novos conhecimentos que sejam, de 
alguma forma, úteis para todo o avanço científico. Apesar disso, essa não possui uma 
aplicação prática prevista e imediata, sendo algo focado mais na teoria (SILVEIRA; 
CÓRDOVA, 2009). Um exemplo de pesquisa básica é o estudo de novos materiais, 
mas que no momento da pesquisa ainda não possuem uma aplicação pré-determinada.
Já a segunda subdivisão é a “pesquisa aplicada” que, ao contrário do outro tipo, essa 
busca mais a praticidade da aplicação e sua solução. Por isso, pode-se falar que essa 
envolve interesses mais locais, enquanto a primeira envolve interesses universais (SIL-
VEIRA; CÓRDOVA, 2009). Um exemplo de pesquisa aplicada é o estudo desenvolvi- 
mento de vacinas para problemas específicos.
Classificação quanto à abordagem
A classificação mais conhecida e usada é a de abordagem, que divide as pesquisas em 
dois grandes grupos: quantitativa ou qualitativa.
A quantitativa indica aquela que em geral é mais concreta, no sentido de usar pontos 
que podem ser medidos e refeitos se necessário. Um exemplo de pesquisa quantitativa 
poderia ser as que relacionam as quantidades de contaminados e mortos com Covid-19. 
Já a qualitativa é algo mais subjetivo, que envolve mais observação e entendimento do 
contexto. Nesse caso, aproveitando a situação-exemplo anterior, a pesquisa seria feita 
tentando compreender o sentimento de perda e medo que envolveram as pessoas na 
pandemia do Covid-19.
Ultimamente, tem surgido a modalidade quali-quanti que tenta aproveitar um pouco de 
cada tipo, porém ainda é uma área não muito explorada.
Classificação quanto aos objetivos
Quanto ao objetivo existem três classificações: exploratória, descritiva e explicativa.
A exploratória é aquela que busca mais gerar a teoria do que verificar uma possível 
hipótese sendo, em geral, orientada para os dados (GASQUE, 2007).
A descritiva é a que busca a realidade dos atuais fatos sobre o tema, ou seja, ele ape-
nas traz qual é a realidade, o que muitas vezes é criticado por não trazer junto uma 
análise e checagem dos fatos (SILVEIRA; CÓRDOVA, 2009).
Já a explicativa é a que procura entender e identificar o que contribui para aquilo que 
acontece. Assim, podemos dizer que ela busca a consequência para uma causa. Dessa 
forma, ela muitas vezes é usada como continuação da descritiva, indo de forma mais 
profunda na análise(SILVEIRA; CÓRDOVA, 2009).
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Pesquisa Bibliográfica
Busca realizar o levantamento de referências que já foram 
analisadas anteriormente por outros pesquisadores. Muito 
importante esse tipo de pesquisa especialmente com as 
investigações e refutações de certos pensamentos e po-
sições sobre determinado problema (SILVEIRA; CÓRDO-
VA, 2009). Por ser uma pesquisa de caráter mais textual 
e entendimento de algo, ao contrário de analisar dados 
e números, é considerado uma pesquisa com abordagem 
qualitativa. Deve-se apenas tomar cuidado com os tipos 
de fontes de pesquisa utilizado.
Classificação quanto aos métodos
Nesse caso, cinco são as possibilidades: método indutivo (a partir de informações específicas, 
procura-se generalizações); método dedutivo (a partir de generalizações procura-se informa-
ções específicas); método hipotético-dedutivo (ao contrário do dedutivo que procura confirma-
ções, esse procura evidências para serem derrubadas); método dialético (considera o contexto 
social dos fatos) e o método fenomenológico (foca a descrição direta da experiência).
Classificação quanto aos procedimentos
Essa é a classificação mais completa e detalhada, especialmente por ser essa que aca-
ba por ditar o passo a passo do seu projeto e pesquisa, dizendo para onde você deve ir 
e o que deve fazer. Existem mais de 10 subdivisões nesse grupo, das quais apresenta-
remos as mais comumente utilizadas:
Figura 06. Pesquisa Experimental
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F Pesquisa Experimental
Como o próprio nome diz, ela é 
aquela que realiza experimentos, 
tentando entender o que pode in-
fluenciar o seu objeto de estudo, 
assim como a forma melhor de 
controlá-lo e observar seus possí-
veis efeitos. Essas costumam ser 
realizadas em laboratórios (arti-
ficial) ou campo (real), onde são 
criadas as condições de experimentação. Para isso, é necessário que haja uma detalhada 
metodologia de como realizar esses, evitando assim que algo saia do controle ao mesmo 
tempo que garanta o resultado final (SILVEIRA; CÓRDOVA, 2009).
Figura 07. Pesquisa Bibliográfica
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Pesquisa-Ação
Apesar de cada vez mais usada, especial-
mente por pesquisadores que concordam 
com estilo mais participativo e ativo na pes-
quisa, ao mesmo tempo ainda pode gerar 
discussão no mundo das pesquisas (SIL-
VEIRA; CÓRDOVA, 2009). Nesse mode-
lo, existe uma programação planejada do 
orientador, que participa de forma ativa da 
situação, trazendo também seus conheci-
mentos para essa, podendo partir de uma 
Pesquisa de Estudo de Caso
Esse tipo de pesquisa é muito usado 
para pesquisas que tem o objetivo 
exploratório (busca maior familiarida-
de com o problema). Nesse subtipo, 
muito usado no campo das políticas 
sociais e médicas, é feito um estudo 
de um caso em específico que pode 
levar em conta um indivíduo, grupo 
pequeno, instituição ou programa, 
sendo que pode ter suas considera-
ções ampliadas posteriormente para 
toda uma população. Esse estudo pode acontecer através da observação, de outras fontes 
e entrevistas (SILVEIRA; CÓRDOVA, 2009). Visa entender o que está acontecendo, mas 
com uma visão daqueles que estão dentro e fazem parte, de forma ativa, indireta ou não. 
O objetivo do pesquisador é observar e perceber tudo que acontece no “mundo” do caso, e 
relatar dessa forma, sem colocar sua opinião sobre o assunto (SILVEIRA; CÓRDOVA, 2009).
Pesquisa de Levantamento
É aquela da qual muitas vezes nós 
mesmos, como “expectadores” já 
participamos! É quando se reali-
za uma pesquisa, podendo ser de 
uma amostra ou de toda uma po-
pulação,como acontece com o cen-
so (SILVEIRA; CÓRDOVA, 2009). 
Além de ser considerada como 
quantitativa, pela quantidade de 
dados gerados e que serão analisa-
dos, algo interessante e muito posi-
tivo sobre esta é que ela representa uma realidade bem vívida, trazendo uma imagem mais 
real, tanto de metodologia quanto de resultados (SILVEIRA; CÓRDOVA, 2009).
Figura 08. Pesquisa de levantamento
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Figura 10. Pesquisa ação
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Figura 09. Pesquisa estudo de caso
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ESTUDO 
DE CASO TreinamentoExperiência
Aprendizado
Conhecimento
Habilidades
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simples observação apenas, contendo alguns relatos, ou com participação direta também, o 
que leva a ser esse de uma abordagem qualitativa (SILVEIRA; CÓRDOVA, 2009).
Assim, indiferente da forma escolhida, é necessário que haja um planejamento da pes-
quisa antes dessa começar, que pode ser dividido em três etapas: a etapa decisória, 
de escolha do tema e problema; a etapa construtiva, com o plano de ação quanto 
a execução desta; e a etapa redacional, de análise dos dados e escrita do relatório 
(PRODANOV; FREITAS, 2013).
Considerações
Método e técnica pode ser algo um pouco confuso e muitas vezes até usamos como no 
mesmo sentido, mas eles são diferentes. Podemos dizer que método é o caminho para 
que se chegue no final do túnel, enquanto a técnica indica o passo a passo de como 
agir, composta por regras, normas para se alcançar o objetivo (PRODANOV; FREITAS, 
2013). João, Pedro e Júlia aprenderam isso na prática!
Eles tinham uma pergunta: qual destino proporcionaria uma viagem inesquecível? A partir 
dessa pergunta fizeram uma revisão bibliográfica preliminar de diversos destinos que inclu-
íssem ao mesmo tempo um pouco de aventura a pedido da Júlia, roteiros gastronômicos a 
pedido de João e também oportunidades de calma e busca de paz interior como o Pedro 
almejava. Nesse ponto três países surgiram como hipóteses: Índia, Peru e Espanha.
Figura 11. Índia, Espanha e Peru
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Na parte experimental resolveram trabalhar com a pesquisa bibliográfica focando 
nas características de cada país e nos relatos de viagens feitos por outros viajantes. 
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Organizaram os dados em fichas e agruparam informações por temas como tempo 
utilizado pelos viajantes, valores gastos, pontos fortes e fracos visando os objetivos 
pessoais de cada um, clima e outros.
Finalmente chegou o momento do resultado! Dentro dos critérios estabelecidos por eles 
na comparação bibliográfica, foi definido então, como destino para esta viagem marcan-
te, a Índia! Vamos acompanhar esta aventura?
Para reforçar os temas apresentados:
Pesquisa 
básica
Pesquisa 
aplicada
Experimental
Procedimento
Métodos de 
Pesquisa
Bibliográfica
Levantamento
Estudo de 
Caso
Pesquisa- 
ação
Natureza
Métodos
Dialético
FenomenológicoHipotético- 
dedutivo
Dedutivo
Indutivo
Descritiva
Exploratória
Explicativa
AbordagemQuantitativa
Quali-Quanti
Quanlitativa
Objetivos
3. FERRAMENTAS PARA AUXILIAR NA ORGANIZAÇÃO 
DA PESQUISA CIENTÍFICA (5 PORQUÊS, 5W2H, CANVAS, 
FLUXOGRAMA DAS ETAPAS METODOLÓGICAS)
Por que usar ferramentas para organizar a pesquisa científica?
Parecia um sonho para Júlia, Pedro e João finalmente terem um destino “real”! Na ver- 
dade, eles brincavam entre si que agora o sonho deles tinha um nome: Í-N-D-I-A!
Assim, o próximo passo seriam as definições específicas sobre os dias que passariam 
nesse país tão desconhecido para eles, mas que em breve poderiam explorar da manei-
ra que quisessem. Mas espera um pouco: como fazer tanta coisa em tão pouco tempo? 
Precisaria ter dias de aventura para Júlia, conhecimento gastronômico para João e um 
refrigério na alma como o Pedro queria. Para fazer tudo isso em tão pouco, eles sabiam 
que teriam que se organizar e muito para dar certo. Qual o melhor caminho para isso?
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Depois de perceberem como o conhecimento sobre os textos científicos, as subdivi-
sões e tipos destes tinham ajudado a definir o destino, eles sabiam que precisariam 
de algumas ferramentas diferentes para concluiro projeto com êxito. Afinal, segundo 
o dicionário Michaelis, uma das muitas definições de ferramenta é “meio para alcançar 
um objetivo”. Esse termo tem sido utilizado de maneira bem prática nos nossos dias, 
como por exemplo o uso da ferramenta martelo para fixar um prego, ou um pincel que 
nos auxilia a pintar. Mas, no mundo acadêmico também existem inúmeras ferramentas 
que auxiliam em todo o processo da pesquisa acadêmica. Essa pode ser importante de 
forma geral no projeto, auxiliando o pesquisador a se organizar melhor, ou em algumas 
etapas especificamente, como por exemplo, descobrir a causa do problema.
Nesse ponto, os amigos tinham a certeza de que nada era melhor que uma ferramenta 
específica que os ajudassem a centralizar e organizar as informações, que fosse de 
fácil acesso para todos e consequentemente auxiliasse na melhora da comunicação e 
alinhamento do time. Mas qual?
3.1 OS 5 PORQUÊS
Os 5 porquês (VIEIRA et al., 2019) é um método conhecido e usado, primordialmente, 
para identificar as principais causas de um problema, ou seja, as causas raízes que o es-
tão gerando. Por ser uma ferramenta simples e eficiente, desde que foi criada, vem sendo 
cada vez mais usada, em todas as áreas de pesquisa e que envolvem um problema. De-
vido a sua simplicidade, é recomendada para algo mais dinâmico e que precisa de uma 
rápida resposta. Em análises mais complexas, essa ferramenta deve ser utilizada em 
combinação com outras, como por exemplo o diagrama de Ishikawa (espinha de peixe).
A ferramenta dos 5 porquês consiste em se perguntar cinco vezes “por quê”, o que aju-
da a realizar uma investigação da causa do problema e porque ele vem acontecendo. 
Ou seja, se perguntar “Por quê? Por quê? Por quê? Por quê? Por quê?”, da forma que 
mostra a Figura 12.
Figura 12. 5 Why
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Assim, se chegará não apenas nas causas que têm gerado o problema, mas na causa 
raiz, que deve ser tratada para que o problema não aconteça novamente no futuro.
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3.2. 5W2H
O método 5W2H é muito conhecido por ser um método de qualidade, em especial, 
muito usado em fábricas que exigem um maior controle de qualidade, assim como em 
processos de melhorias contínuas dentro de um ambiente.
A técnica também é uma ferramenta que permite, de forma prática, desenvolver um 
negócio, de forma prática, tática e operacional. É uma ferramenta simples e indicada 
para qualquer um que necessite implementar um plano de ação (NAKAGAWA, [s.d.]).
O método carrega esse nome por estar ligado a sete perguntas que devem ser res-
pondidas em cada parte do processo ou do plano de ação. Podemos ver os 5W2H na 
Figura 13, que mostra que essa organização é como uma construção cíclica, cheia de 
decisões a serem realizadas; ela agrupa as principais ideias de um projeto, porém deve 
ser sempre reavaliada ao longo do processo. As perguntas que dão nome ao método, 
vem do inglês e são: What, Why, Who, Where, When, How e How Much.
Figura 13. 5W2H
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e:
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R
F.
 ` O quê?
 ` Por quê?
 ` Quem?
 ` Quanto
 ` Como?
 ` Quando?
 ` Onde?
O primeiro “W” é o What, que significa “o que”, e é onde se responde o que será feito, qual a 
atividade, qual a atividade que começa tudo. O segundo “W” é o Why, o porquê, qual a razão 
para se desejar resolver um problema ou ainda atingir uma meta (LISBÔA; GODOY, 2012).
O terceiro “W” é o Who, onde se anota quais os responsáveis da ação, lembrando que de-
vem ser escolhidas pessoas chaves para as etapas. Outro “W” é Where, onde se coloca 
onde será conduzida toda a operação que está sendo proposta (LISBÔA; GODOY, 2012).
Como último “W”, e em parceria com todos os outros vem o When, que trata da questão 
temporal de quando isso será feito e resolvido. Cada literatura lista uma ordem certa de 
cada “W”, não existindo assim uma maneira correta, mas sendo sempre esse iniciado 
com o What (LISBÔA; GODOY, 2012).
Depois vem os “H”, How e How Much, ou seja, como e quanto vai custar, dois pontos 
muito importantes e totalmente necessários para a aprovação e execução da atividade 
em si. Ou seja, sem essas duas respostas, o projeto não conseguirá ser dimensionado 
de forma concreta e nem concluído de forma completa (LISBÔA; GODOY, 2012).
Esse método é muito usado para planos de ação em geral, assim como ser usado ao se 
criar um plano de ação para se realizar uma pesquisa, com um cronograma, envolvendo 
prazos, pessoas e recursos a serem utilizados e gerenciados.
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3.3. CANVAS DE PROJETO
Uma das ferramentas que existem é o Canvas, também conhecido como Project Model Can-
vas, é muito usado especialmente para empreendedores quando estão planejando e proje-
tando uma nova ideia (HONG; FAUVEL, 2013). Cuidado para não confundir com o Project 
Business Model! Apesar de ser usado muito por empreendedores, ele também é muito co-
mum na pesquisa, especialmente aquelas que envolvem um plano de negócios, um modelo 
de negócio que ainda vai sair do papel, ou aquele que será analisado ou alterado.
O modelo do Canvas de Projeto nada mais é do que um papel, com diversas “caixas” 
a serem preenchidas. A palavra canvas em inglês significa tela trazendo a ideia de ter 
um papel em branco e construir algo em cima disso, na tentativa de organizar o que se 
tem pensado sobre determinado projeto, incluindo os recursos. Ele inclui diversas in- 
formações que se encontram também nos 5 porquês, porém de uma forma mais visual.
Na Figura 14 podemos ver a ideia dessa “tela” a ser preenchida, trazendo pontos liga- 
dos ao problema e agrupados: Por quê? (justificativa, objetivos SMART e benefícios), 
O quê? (produtos e requisitos), Quem? (Stakeholders e equipe), Como? (premissas, 
grupos de entrega e restrições), Quando? Quanto? (riscos, linha do tempo e custo). O 
modelo normalmente preenchido em reunião de equipe por post-it pode ser também 
preenchido por ferramenta digital.
No vídeo “Por que os seus problemas sempre voltam? [TÉCNICA DOS 5 PORQUÊS]” você 
pode verificar como essa técnica é aplicada em um problema de desgaste que aconteceu no 
memorial de Lincoln, do distrito de Columbia. Disponível em: 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=KDxeme6AO5I. Acesso em: 
maio/2022.
SAIBA MAIS
https://www.youtube.com/watch?v=KDxeme6AO5I
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Pesquisando, Definindo e Organizando a Viagem
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Figura 14. Canvas de Projeto
JUSTIFICATIVAS
Passado
& Fatores externos
Futuro
PRODUTO STAKEHOLDERS 
EXTERNOS
EQUIPE GRUPO DE 
ENTREGAS
PREMISSAS RISCOS
LINHA DO TEMPO
CUSTOS
RESTRIÇÕES
REQUISITOSOBJ SMART
BENEFÍCIOS
Fonte: Project Builder. Guia Definitivo do Projec Model Canvas. 2021.
Assim, essa é uma ferramenta muito importante para compreender todos os tempos: 
passado, presente e futuro. Você olha para o passado, entendendo o que estava acon-
tecendo, o presente vendo o que se tem hoje e todas as alterações que aconteceram, 
porém, já pensando no futuro e em como resolver o problema.
3.4 TRELLO
O Trello® é uma ferramenta online, podendo ser acessada também por aplicativo e lis-
tada aqui para mostrar como a gestão de atividades pode ser feita de maneira simples 
e organizada, permitindo seu acesso a qualquer momento, em qualquer ambiente e por 
todos os membros da sua equipe. Existem outros softwares online que fazem coisas 
parecidas a do Trello®, como por exemplo o Asana®.
De forma bem simplificada, no Trello® você pode desenvolver seu próprio quadro de 
gestão de algo (projeto, vida pessoal, alguma área específica, dentre outros), ou pode 
usar um modelo já pronto, como o apresentado na Figura 15, dentre todos os modelos 
pré-disponíveis pelo próprio Trello®.
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Figura 15. Trello
Depois de criar um quadro de projeto, você deverá elaborar as listas do que fazer no 
projeto. No caso de usar um dos modelos, é preciso já ter pré-determinado uma ideia das 
atividades metodológicasque serão realizadas. No exemplo da imagem 15, existem 6 
listas determinadas para esse quadro (projeto). O mais comum a ser usado em pesquisas 
é partir de três listas: a fazer, fazendo e concluído. Dentro de cada lista, acrescentam-se 
então cartões onde se coloca os detalhes de cada atividade como prazos, responsáveis, 
arquivos e conversas. Ao mudar a situação do cartão, basta arrastá-lo para o lado.
Além disso, em geral são criados alguns outros campos, mais ligados ao Brainstorming, 
no sentido de que eles sempre estão abertos para serem preenchidos sempre que neces-
sário, normalmente ligado a recursos e a dúvidas que vão surgindo no meio do caminho.
Dessa forma, o Trello® (ou qualquer outro software de gestão do projeto) tem sido cada 
vez mais usado, especialmente para otimizar equipes e etapas de projetos, sendo pos-
sível controlar aquilo que está acontecendo no momento e o que ainda deve ser feito no 
curto ou longo prazo, otimizando a execução desse projeto e garantindo que o projeto 
será entregue no prazo estipulado.
Considerações
Se para as aulas da faculdade e os projetos de cada componente curricular essas fer-
ramentas eram úteis, com certeza poderiam ser para a viagem de Júlia, Pedro e João.
Pensando assim, eles se organizaram para poder usá-las da melhor maneira possível, 
afinal, essas ferramentas são usadas tanto nas universidades, quanto em empresas, e 
projetos pessoais ajudando equipes a andarem mais alinhadas em relação a objetivos 
e atividades para alcançá-los.
Nem sempre é necessário usar todas as ferramentas. Dependendo do projeto, uma ou 
outra já se mostra o suficiente. Porém, João, Pedro e Júlia acharam que seria uma boa 
ideia usar o projeto “viagem inesquecível” para praticar o que estavam aprendendo.
SAIBA MAIS
Fonte: Captura de tela de trello.com. Acesso em: 6 abr. 2022. 
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Pesquisando, Definindo e Organizando a Viagem
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Eles começaram com os 5 porquês e apesar da discussão inicial gerada, eles puderam 
chegar à causa raiz da viagem: não era o destino em si, nem roteiro, nem a economia, 
era simplesmente porque juntos era melhor! Entender isso abriu os olhos de cada um de 
que os diferentes objetivos da viagem não poderiam mais desfocá-los dessa causa raiz.
Na sequência, ficaram em dúvida: utilizar a ferramenta 5W2H ou o canvas de projeto? 
Ao retomarem as anotações de aula perceberam que existem ferramentas que são si-
milares, como nesse caso e eles poderiam então optar por uma ou por outra. Mas para 
treinar fizeram os dois, enquanto Júlia colocava os dados no Trello®.
Um desafio para a equipe foi a parte do cronograma (grupo de entregas + timeline, no 
Trello®). Nesse momento eles perceberam que as ferramentas de projeto eram real- 
mente necessárias para que a viagem se tornasse inesquecível. Eram muitas ativida-
des diferentes, em cidades e horários diferentes. Com certeza, sem metodologia de 
planejamento e uma ferramenta colaborativa para organizar, não seria possível atingir 
o objetivo proposto.
Além de estarem mais prontos e seguros para a viagem, o que os amigos gostaram é 
que depois de praticar tanto com a viagem, poderia chegar o dia da avaliação de pes-
quisa científica que a nota da prova ia ser a mesma da viagem: 10!
Para reforçar os temas apresentados:
ONDE?
OBJETIVO, 
META
MOTIVO, 
BENEFÍCIO
RESPONSÁVEL, 
EQUIPE
CUSTO, 
QUANTIDADE
ATIVIDADES, 
PROCESSO
DATA, 
CRONOGRAMA
LOCAL, 
DEPARTAMENTO
O QUÊ
PORQUE
QUEM
QUANTO
QUANDO
COMO
Fonte: elaborada pelo autor.
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CONCLUSÃO
Ao longo da Unidade 2 discorremos sobre a redação científica, envolvendo leitura e 
escrita. No início, abordamos a técnica de fichamento que tem a finalidade de melhorar 
a organização de referências acadêmicas, de projetos e trabalhos científicos, ajudando 
os pesquisadores a organizarem suas ideias de forma mais clara e coerente com o que 
estão buscando. Compreendemos que os fichamentos podem ser feitos manualmente, 
em fichas e blocos de anotações, ou até mesmo de maneira online, em Word ou outros 
softwares específicos para isso.
Em seguida, de modo complementar, aprendemos mais sobre resumos e resenhas. 
Nos resumos, vimos que devem conter exclusivamente parte do que foi lido, com indi-
cativa das palavras-chaves que ajudam o leitor a saber do que se trata de forma sucin-
ta, são compostos de frases que formam um parágrafo, sem necessidade de tópicos, 
sendo opcional o uso de referências. As resenhas, por outro lado, devem sempre trazer 
ideia do assunto do texto, junto a uma análise feita pelo próprio leitor. Por isso, ambas 
podem auxiliar o pesquisador mais tarde na elaboração de seu texto.
No item sobre métodos e suas etapas, compreendemos a importância de se conhecer 
a estrutura geral de uma pesquisa, caracterizada por: pergunta, revisão bibliográfica, 
hipótese, experimento e resultados. Além disso, percebemos que o mundo da pesquisa 
científica e da produção acadêmica pode ser bastante complexo, mas que a classifi-
cação nos ajuda a planejar qual o melhor caminho para a nossa proposta. Sobre as 
classificações, conhecemos um pouco sobre a organização das pesquisas de acordo 
com a sua natureza (básica ou aplicada), abordagem (qualitativa, quantitativa ou quan-
titativa-qualitativa), objetivos (exploratória, descritiva ou explicativa), método (dedutivo, 
indutivo, hipotético-dedutivo, dialético ou fenomenológico) e procedimentos (pesquisa 
experimental, bibliográfica, de levantamento, estudo de caso e pesquisa-ação).
Por fim, conhecemos quatro ferramentas para auxiliar na organização da pesquisa cientí-
fica. Nos “5 porquês” somos capazes de chegar aos motivos que nos levam a desen-
volver uma pesquisa científica. Já no 5W2H, junto com o Canvas de Projeto, é possível 
organizar todas as informações importantes para a realização do plano de pesquisa para, 
enfim, monitorar o seu desenvolvimento pela utilização de ferramentas como o Trello.
Link
ITEM 1. TIPOS DE FICHAS: DE CITAÇÃO, DE RESUMO, BIBLIOGRÁFICAS, DE 
ESBOÇO, E CRÍTICAS OU ANALÍTICAS
Zotero é um software gerenciador de referências para dados bibliográficos e materiais rela- 
cionados a pesquisa e pode ser encontrado em: https://www.zotero.org/
ITEM 2. MÉTODO CIENTÍFICO E SUAS ETAPAS
Existem muitas maneiras de organizar uma pesquisa, porém a ideia de criar um fluxograma 
é sempre muito útil, principalmente durante o planejamento, seja da pesquisa como um todo 
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Pesquisando, Definindo e Organizando a Viagem
2
Filme ou Documentários:
ou da parte experimental. Das diversas opções dadas, que tal experimentar o site: https://
app.diagrams.net/ (conhecido também como draw.io).
ITEM 3. FERRAMENTAS PARA AUXILIAR NA ORGANIZAÇÃO DA 
PESQUISA CIENTÍFICA (5 PORQUÊS, 5W2H, CANVAS, FLUXOGRAMA 
DAS ETAPAS METODOLÓGICAS)
Existem diversas ferramentas de projeto das quais o Trello® é apenas uma delas. Que tal 
experimentar outras? Você pode testar o https://www.notion.so/pt-br. Basta se cadastrar gra- 
tuitamente no primeiro acesso e verificar quais as vantagens e desvantagens em relação ao 
Trello® ou outra ferramenta de gestão de projeto.
ITEM 1. TIPOS DE FICHAS: DE CITAÇÃO, DE RESUMO, 
BIBLIOGRÁFICAS, DE ESBOÇO, E CRÍTICAS OU ANALÍTICAS
O óleo de Lorenzo (1993)
Apesar de não se tratar especificamente sobre fichamento, resumos e resenhas, no filme, Lo-
renzo tem uma doença adrenoleucodistrofia (ALD) e prognóstico de vida de 2 anos. No entanto, 
seus pais, contrariando indicações médicas e até comportamento de grupos para por- tadores 
da doença, decidem investigar e pesquisar sozinhos possibilidades para ajudar o filho. A busca 
científica os leva à vitória de ver o filho chegar aos 30 anos de idade (na vida real).
ITEM 2. MÉTODO CIENTÍFICO E SUAS ETAPAS
O filme sugerido é “O Enigma da Pirâmide” (de título original “Young Sherlock Holmes) pro- 
duzido por Steven Spielberg. O personagem principal, que dá o nome ao filme em inglês, é 
conhecido por utilizar na resoluçãodos seus mistérios o método científico e a lógica dedutiva. 
Você é capaz de identificar isso no filme?
ITEM 3. FERRAMENTAS PARA AUXILIAR NA ORGANIZAÇÃO DA 
PESQUISA CIENTÍFICA (5 PORQUÊS, 5W2H, CANVAS, FLUXOGRAMA 
DAS ETAPAS METODOLÓGICAS)
O filme sugerido é “O vôo da fênix” (de título original “Flight of The Phoenix”). Nesse filme, 
depois de uma pane geral que fez o avião posar com 11 tripulantes no deserto da Mongólia, 
surge a ideia de construir outro avião com os destroços. Você deve imaginar que o planeja- 
mento das ações, trabalho em equipe, e gerenciamento de conflitos vão ser fundamentais 
para a execução (e com certeza seria mais simples como uma das ferramentas estudadas!).
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Texto Complementar:
Aprenda mais sobre ferramentas de gestão de projeto, com destaque para o Trello, baseado 
na metodologia Kanban
https://nppg.org.br/revistas/boletimdogerenciamento/article/view/35/59
ITEM 1. TIPOS DE FICHAS: DE CITAÇÃO, DE RESUMO, 
BIBLIOGRÁFICAS, DE ESBOÇO, E CRÍTICAS OU ANALÍTICAS
Como fazer FICHAMENTO de RESUMO ou FICHAMENTO DE CONTEÚDO / Exemplo PRÁ-
TICO com modelo no WORD https://www.youtube.com/watch?v=SDBz-5Z8s28
ITEM 2. MÉTODO CIENTÍFICO E SUAS ETAPAS
Nesse texto existe uma discussão mais profunda sobre algumas características de pesquisa 
e quais os critérios para cada uma delas.
https://www.academia.edu/16134758/COMO_CLASSIFICAR_AS_PESQUISAS_1
ITEM 3. FERRAMENTAS PARA AUXILIAR NA ORGANIZAÇÃO DA 
PESQUISA CIENTÍFICA (5 PORQUÊS, 5W2H, CANVAS, FLUXOGRAMA 
DAS ETAPAS METODOLÓGICAS)
CASOS DE APLICAÇÃO:
ITEM 1. TIPOS DE FICHAS: DE CITAÇÃO, DE RESUMO, 
BIBLIOGRÁFICAS, DE ESBOÇO, E CRÍTICAS OU ANALÍTICAS
RESUMO (exemplo de resumo em trabalho de conclusão de curso): Esse trabalho se propõe 
não apenas a entender teoricamente o funcionamento da tecnologia LoRa®, mas também 
em comparar o desempenho de funcionamento de um link ponto a ponto na prática com o 
resultado de simulação do mesmo cenário. O simulador utilizado é o NS-3 (Network Simula- 
tor 3) e o hardware utilizado é o ESP32 da Heltec, comparando em parâmetros como relação 
sinal ruído, alcance e perda de pacote.
ITEM 2. MÉTODO CIENTÍFICO E SUAS ETAPAS
Ao observar o texto disponível no link a seguir, é possível identificar diversos tipos de pesqui- 
sa, uma vez que ele faz uma pesquisa bibliográfica em periódicos da área de Saúde Coletiva 
e uma das categorias agrupadas está relacionada com a metodologia utilizada. 
Site: https://periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/68478/41256
https://nppg.org.br/revistas/boletimdogerenciamento/article/view/35/59
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Pesquisando, Definindo e Organizando a Viagem
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ITEM 3. FERRAMENTAS PARA AUXILIAR NA ORGANIZAÇÃO DA 
PESQUISA CIENTÍFICA (5 PORQUÊS, 5W2H, CANVAS, FLUXOGRAMA 
DAS ETAPAS METODOLÓGICAS)
Ao observar o texto disponível no link a seguir, é possível identificar a aplicação do método 
5W2H em diferentes áreas de pesquisa. 
https://svr-net20.unilasalle.edu.br/bitstream/11690/1541/1/%C3%82NGELO%20HENRI-
QUE%20LOUZADA.pdf
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
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graduação. In: SEMINÁRIO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES E ENSINO DE LÍNGUA INGLESA,, 2013, 
São Cristóvão. Anais [...]. São Cristóvão: LINC/UFS, 2013. Disponível em: https://oasisbr.ibict.br/vufind/
Record/UFS-2_1a236aa15cd470001cb3f9908471d0f8 Acesso em: 15 fev. 2022
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Resumo, resenha e recensão - Apresentação: Rio de Janeiro: ABNT, 2021. 7p
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ganizar-e-Documentar-a-Leitura. Acesso em: 15 fev. 2022
FICHAMENTO. Michaelis, Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em: https://michaelis.uol.
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MEDEIROS, J. B. Redação científica: prática de fichamentos, resumos, resenhas. 13. ed. São Paulo: 
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PAIVA, F. J. de O. A prática retórica de escrita de fichamentos como ferramenta de incentivo à pesquisa e ao 
planejamento textual de outros gêneros acadêmicos. Multidebates, Palmas, vol. 3, n. 1, p. 9-23, 2019. Dis-
ponível em: https://www.researchgate.net/publication/334045491_a_pratica_retorica_de_escrita_ de_ficha-
mentos_como_ferramenta_de_incentivo_a_pesquisa_e_ao_planejamento_textual_de_outros_ generos_ac-
ademicos_the_rhetorical_practice_of_writing_of_book_reports_as_tool_f. Acesso em: 15 fev. 2022
BERTAGI, L. T. O ensino de ciências frente à disseminação de fake news. Monografia (Especialização em 
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CIENTÍFICO. Michaelis, Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em: https://michaelis.uol.com.
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GASQUE, K. C. G. D. Teoria fundamentada: nova perspectiva à pesquisa exploratória. In: MUELLER, Suzana 
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JACOBSEN, P. S. Como funciona o método científico? UFRGS, 2016. Disponível em: https://www.ufrgs.br/
bibliotecacentral/como-funciona-o-metodo-cientifico/. Acesso em: 22 fev. 2022
MÉTODO. Michaelis, Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/
moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/m%C3%A9todo/. Acesso em 22 fev. 2022.
http://www.researchgate.net/publication/334045491_a_pratica_retorica_de_escrita_
http://www.ufrgs.br/
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SILVEIRA, D. T.; CÓRDOVA, F. P. A pesquisa científica. Métodos de pesquisa. Porto Alegre: Editora da 
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FERRAMENTA. Michaelis, Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em: https://michaelis.uol. 
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VIEIRA, A. F.; SOARES, M. H. C.; SILVA, M. B.; AMORIM, N. S. Estudo analítico sobre a aplicação das ferra-
mentas 5s e 5 porquês: uma revisão literária. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. 
2., 2019, Dourados. Anais [...]. Dourados: SINEP, 2019.EDUCANDO PARA A PAZ
https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%252520Sebrae/Anexos/5W2H.pdf
https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%252520Sebrae/Anexos/5W2H.pdf
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Roteiro, bagagens e restrições para a viagem
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UNIDADE 3
ROTEIRO, BAGAGENS E 
RESTRIÇÕES PARA A VIAGEM
INTRODUÇÃO
Pedro, Júlia e João estavam empolgados com a viagem que iriam realizar juntos, pois 
depois de tanta leitura, pesquisas, buscas e mais buscas nas redes sociais, o destino 
escolhido foi a Índia, e agora, o próximopasso será a definição do roteiro.
Os jovens viajantes deveriam selecionar o melhor roteiro que atendesse o interesse dos 
três. Então, para isso, eles fizeram novamente um levantamento de informações sobre 
as atrações, principais cidades, monumentos, palácios, templos, opções gastronômi-
cas, entre outros locais que deveriam ser visitadas na Índia. 
A grande variedade de atrações e em localidades distantes foi um agravante para de-
finição do roteiro, já que a Índia é o sétimo país de maior área geográfica do mundo. 
Para contornar esta problemática, os viajantes adotaram a mesma estratégia que foi 
apreendida no componente curricular de Iniciação Científica, quando aprenderam sobre 
as etapas para o desenvolvimento de um projeto de pesquisa são: definição do tema, 
formulação do problema, levantamento de hipótese e definição do objetivo. Estas eta-
pas foram contextualizadas para a definição de um roteiro inesquecível. 
Ao longo da Unidade 3, acompanharemos a organização e o planejamento de Júlia, 
Pedro e João para a construção do melhor roteiro para a viagem. Para isso, os três 
amigos deverão compreender as etapas de uma pesquisa científica, o uso das pala-
vras-chave no processo de revisão bibliográfica e as normativas que regem a escrita do 
trabalho científico. Como diz o ditado: “a viagem começa quando escolhemos o desti-
no”. E aí, vamos continuar nessa jornada? 
1. ETAPAS DE UMA PESQUISA CIENTÍFICA: IDENTIFICAÇÃO 
DO TEMA, FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DE ESTUDO, 
HIPÓTESES E OBJETIVOS
1ª Etapa: Definir a modalidade do roteiro ou o “tema da viagem”
Um roteiro de viagem é definido de acordo com a modalidade escolhida e pode ser 
caracterizado como gastronômico, cultural, monumental, arquitetônico, histórico, entre 
outros. Nesta primeira etapa, todas as modalidades foram avaliadas, pois um roteiro 
apenas gastronômico com certeza iria agradar mais João; arquitetônico e monumen-
tal, agradaria mais a preferência de Júlia ou uma modalidade mais cultural, seria um 
roteiro perfeito para Pedro. Contudo, o grupo definiu que o roteiro escolhido deveria ser 
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traçado para atender o interesse de todos, então, o tema da viagem foi definido como 
clássica, ou seja, a rota escolhida deveria conter todas as modalidades selecionadas 
pelo grupo (arquitetônica/monumental, gastronômica e cultural).
2ª Etapa: Identificando os problemas nas rotas
O levantamento de informações sobre os principais pontos turísticos e sua localização foi 
crucial para definir um roteiro viável e que contemplasse os pontos turísticos de interesse 
do grupo. Júlia montou um esquema localizando as cidades e identificando as atrações 
de interesse, acrescentou as distâncias e o tempo de viagem entre elas (Figura 01).
Figura 01. Esquema de um mapa contendo as principais atrações e suas respectivas localizações
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Taj Mahal – Agra
A distância de Varanase para 
Agra é de aproximadamente, 
220Km (10h de carro) 
Cidade Rosa e muitos 
restaurantes – Jaipur
A distância de Agra até Jai-
pur é de aproximadamente 
250 km (4h de carro). 
Rio Gangues – Varanasi
A distância de Delhi até 
Varanasi é de aproximada-
mente 864 km (13h de carro).
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Roteiro, bagagens e restrições para a viagem
3
O grupo deveria avaliar todas as informações e realizar um levantamento dos proble-
mas encontrados na seleção do roteiro, como:
 ` a seleção das cidades mais interessantes a serem visitadas;
 ` a sequência em que as cidades ou atrações serão visitadas;
 ` o tempo de cada percurso;
 ` a distância entre as atrações ou cidades;
 ` o custo com o transporte e hospedagem;
 ` o custo com as refeições não custeadas na hospedagem;
 ` o tipo de transporte que seria adotado entre as cidades;
 ` a escolha de pontos de parada para pernoitar;
 ` entre outros.
3ª Etapa: Levantamento de hipóteses para o melhor roteiro
Todos os problemas mencionados anteriormente foram considerados na elaboração de 
várias hipóteses de uma possível rota dentro da Índia.
4ª Etapa: Objetivos da viagem
Com as hipóteses em mãos, os alunos selecionaram o percurso que atendesse o obje-
tivo do grupo, o de ser uma viagem inesquecível. Dentro deste objetivo geral, os alunos 
traçaram objetivos específicos que auxiliaram na escolha do melhor roteiro, entre eles 
pode-se destacar:
 ` visitar o maior número de atrações selecionadas pelo grupo dentro do prazo 
estipulado para a viagem;
 ` custo adequado ao orçamento disponível para a viagem;
 ` vivenciar ao máximo a cultura da Índia.
Para definir o roteiro de viagem, os estudantes apoiaram a sua escolha através do de-
senvolvimento das quatro etapas observadas acima, mas para que as etapas fossem 
elaboradas corretamente, várias consultas foram realizadas no material de Iniciação 
Científica.
Etapas de uma pesquisa científica
A pesquisa científica deve ser norteada pelo levantamento de informações sobre o pro-
jeto de pesquisa, através da leitura de livros, artigos científicos, trabalhos de conclusão 
de curso ou monografias, dissertações e teses, entre outros. Este começo apresenta 
alto grau de importância para o desenvolvimento de um projeto científico, como já dizia 
Aristóteles: “Um bom começo é a metade”.
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 ` Identificação do tema
Após o estudo de todas as informações coletadas sobre a pesquisa, o aluno contém 
o conhecimento científico e aliando isso com a afetividade por algum assunto definirá 
o tema do seu projeto. O tema é o assunto que deseja estudar, pesquisar, provar ou 
desenvolver.
Figura 02. Identificação do tema
Fonte: adaptada de 123RF.
De acordo com Lakatos (2021, p. 116), a escolha do tema deve estar atrelada aos cinco 
fatores descritos abaixo:
 ` Afetividade pelo assunto: o estudante gosta do assunto a ser tratado na pesquisa;
 ` Tempo adequado: tempo disponível está adequado para realizar todas as etapas da pes-
quisa até sua entrega final;
 ` Tema relevante: está relacionado com a importância do tema escolhido, ou seja, ele é 
relevante para a comunidade e para o aluno;
 ` Conteúdo de base: o conteúdo teórico e os dados existentes são o suficiente para servir 
de base para o desenvolvimento da pesquisa;
 ` Conhecimento teórico do aluno sobre o tema: o aluno não precisa dominar o tema, mas 
precisa estar familiarizado com o conteúdo teórico envolvido na pesquisa.
Estes fatores e outros são lapidadores do tema, ou seja, o objeto de estudo passa por 
um processo de delimitação para que no final o assunto geral da pesquisa seja escolhi-
do com precisão.
 ` Formulação do problema de estudo
O problema irá direcionar o olhar do aluno para um assunto mais específico dentro do 
tema, e, com isso, conseguirá aprofundar seu conhecimento sobre o assunto e desen-
volver todas as etapas do projeto de pesquisa.
O problema é desenvolvido através da elaboração de uma pergunta, cuja resposta é 
o objetivo do projeto de pesquisa. Então, um problema claro, objetivo, viável, coerente 
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Roteiro, bagagens e restrições para a viagem
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com o tema e que tenha relevância em termos científicos (meio científico) ou práticos 
(bairro, cidade, estado ou país) é de suma importância para alicerçar todas as outras 
etapas do projeto de pesquisa.
O problema é uma questão a ser investigada e várias respostas (hipóteses) podem ser elabo-
radas na tentativa de propor uma solução (objetivo) para o problema da pesquisa científica.
IMPORTANTE
GLOSSÁRIO
Um problema de pesquisa pode ser levantado para suprir uma lacuna teórica, ou uma 
inquietação em relação a uma situação (motivação) ou ainda, na tentativa de solucionar 
algum problema observado no cotidiano. Para um tema, pode-se realizar o levanta-
mento de vários problemas, mas a escolha só será válida cientificamente se estiver de 
acordo com os seguintes pressupostos:
 ` apresenta relevância pessoal, social e científica;
 ` o estudanteapresente habilidade, afinidades e interesses;
 ` apresenta pelo menos duas variáveis;
 ` as consequências do problema geram dados empíricos, ou seja, que os dados possam 
ser resolvidos por meio de processos científicos (Exemplo: evidenciados por experiências 
sensoriais ou procedimentos experimentais).
Variáveis: é um conceito que contém ou apresenta valores, tais como: quantidades, qualida-
des, características, magnitudes, traços, entre outras (LAKATOS, 2021 p. 117).
Figura 03. Identificação do problema
Fonte: adaptada de 123RF.
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 ` Levantamento de hipóteses
São respostas que podem ser prováveis, provisórias ou supostas, mas todas se direcio-
nam na tentativa de solucionar o problema da pesquisa científica.
O Brainstorming é uma técnica que auxilia na criação de várias hipóteses e tem como 
intuito solucionar o problema da pesquisa. Esta técnica funciona da seguinte forma, 
todas as pessoas envolvidas na pesquisa lançam ideias, possíveis respostas (hipóte-
ses) de como solucionar um problema e neste processo todas elas são anotadas e com-
piladas. Após este processo as hipóteses são avaliadas de acordo com sua viabilidade, 
relevância e clareza, para que evolua para uma solução final.
GLOSSÁRIO
Brainstorming: Técnica geral de coleta de dados e criatividade, que pode ser aplicada para 
identificar riscos, ideias ou soluções para problemas usando um grupo de membros da equi-
pe ou especialistas no assunto (XAVIER, 2018 p. 246).
 ` Definição dos objetivos
Figura 04. Identificação dos objetivos
O objetivo é o ponto aonde se pretende chegar, ou seja, é o resultado a ser atingido ao
resolver o problema proposto no projeto de pesquisa científica.
O objetivo pode ser formulado no projeto de pesquisa de forma geral e/ou específica:
a. Objetivo Geral: é uma visão mais ampla do alvo que se pretende alcançar.
Fonte: adaptada de 123RF.
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Roteiro, bagagens e restrições para a viagem
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b. Objetivo Específico: é uma fragmentação da visão ampla do objetivo geral em metas mais 
específicas (secundárias) do projeto de pesquisa, sendo que todas estas são formuladas 
na direção de viabilizar o alcance do objetivo geral. Os objetivos específicos podem ser 
elaborados com diferentes visões cognitivas, como pode ser observado a seguir.
Quadro 01. Relaciona as visões cognitivas com seus verbos no infinitivo (auxiliam na escrita do objetivo 
específico)
VISÃO COGNITIVA VERBO NO INFINITIVO
Exploratória Conhecer, identificar, levantar e descobrir
Descritiva Descrever, sistematizar, caracterizar, traçar e 
determinar
Explicativa ou interpretativa Comparar, analisar, verificar, explicar e relacionar
Fonte: elaborada pela autora.
Os objetivos específicos podem apresentar uma visão cognitiva descritiva com o ato de 
descrever, sistematizar, caracterizar, traçar e determinar, já o objetivo desenvolvido com 
uma visão cognitiva exploratória aplica-se o conhecer, identificar, levantar e descobrir, 
enquanto para uma visão cognitiva explicativa e interpretativa as metas são formuladas 
com uma visão de comparar, analisar e relacionar.
Considerações
Após aplicarem as etapas de uma pesquisa científica em cada tomada de decisão, os 
estudantes conseguiram escolher o melhor roteiro de viagem.
Quadro 02. Comparando as etapas utilizadas na elaboração de um roteiro de viagem com a de um projeto 
de pesquisa científica
ETAPAS PROJETO DE VIAGEM: VIAGEM 
PARA A ÍNDIA
PROJETO DE PESQUISA: EX. EMBALAGENS 
BIODEGRADÁVEIS.
1
Tema da Viagem: Modalidade do Roteiro 
da Viagem (cultural, gastronômica, entre 
outras) dentro do país escolhido para a 
viagem.
Ex. Tema escolhido para a viagem: 
gastronômica, arquitetônica e cultural.
Tema do Projeto: Definir um tema geral dentro 
projeto de pesquisa escolhido. 
Ex. Tema: Embalagens biodegradáveis aplicados 
em pão de forma.
2
Problema: País com grande dimensão 
geográfica e que possui várias atrações 
interessantes.
(Ex. Tempo de cada rota, custo de 
cada rota, tipo de transporte e ponto de 
paradas).
Problema: Quais são os problemas que podem ser 
estudados no seu projeto?
Ex. O pão de forma apresenta crescimento de 
bolor (alta umidade na massa).
O pão de forma perde umidade muito rápido 
(textura dura/rígida com o tempo).
3
Hipóteses: Levantando hipótese de 
roteiros
Hipótese: Pensar em possíveis soluções para os 
problemas levantados no seu projeto. 
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Fonte: elaborada pela autora.
Figura 05. Etapas de uma pesquisa científica
Tema
Problema
Objetivo
Hipóteses
Assunto amplo (O que pesquisar?)
Assunto específico (O que fazer?)
Formulação de soluções para o 
problema (Brainstorm)
Seleção de uma hipótese (solução do 
projeto - Para que fazer?)
3
Ex. Traçando vários roteiros, levando em 
consideração alguns questionamentos: 
quantos dias em cada cidade? Que tipo 
de transporte ser utilizado, onde se 
hospedar, onde comer?
Ex. Estudar tipos de materiais que produzissem 
uma embalagem biodegradável com alta barreira 
a vapor de água (controle de umidade).
Estudar a adição de agentes antifúngicos na 
embalagem biodegradável e seu efeito no shelf life 
do pão de forma.
4
Objetivo: Proporcionar o maior número 
de experiências durante a estadia no 
país selecionado, a viagem deve ser 
agradável, atrativa e estar dentro do 
prazo e custo estipulado.
Objetivo: Selecionar a melhor solução para o 
problema encontrado no tema do seu projeto.
Ex. Estudar a adição de agentes fúngicos (cravo e 
canela) em bioembalagens a base de pectina para 
pão de forma e avaliar shelf life do produto.
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2. USO DAS PALAVRAS-CHAVE PERTINENTES AO TEMA NO 
PROCESSO DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
Com o roteiro da viagem em mãos, uma preocupação em relação à diferença cultural foi 
levantada por João e, ele sugeriu que o grupo coletasse informações teóricas para que 
conhecesse melhor o destino da viagem. Pedro completou, dizendo que as informações 
em relação ao tipo de religião, às comidas típicas, à cultura, aos idiomas e aos fatos his-
tóricos mais importantes da Índia deveriam estar presentes neste levantamento. Além de 
uma pesquisa ampla sobre a Índia, outra mais específica deveria ser preparada levando 
em consideração as peculiaridades de cada cidade que consta na rota da viagem. Júlia 
sugeriu que, nas buscas, as condutas aceitáveis e não aceitáveis pelos indianos deve-
riam ter destaque, para poupar que o grupo vivenciasse alguma situação constrangedora.
João lembrou do conteúdo abordado sobre revisão bibliográfica e elaborou algumas 
perguntas que serviriam de base para o levantamento das informações sobre o destino:
 ` Como vamos fazer o levantamento de referências sobre a Índia?
 ` Quais serão as ferramentas de pesquisa?
 ` Quais serão os conteúdos pesquisados?
 ` Quais serão as palavras-chave utilizadas nas ferramentas de busca?
Alguns amigos que estavam com eles durante esta conversa acharam um exagero do 
grupo, mas Júlia alertou que o levantamento teórico sobre o destino possibilita um melhor 
planejamento da viagem, reduz possíveis erros de conduta, otimiza toda a logística e a or-
ganização, além de proporcionar um melhor aproveitamento do tempo durante a viagem.
Escrita da revisão bibliográfica
Revisão é a releitura minuciosa de um texto, de acordo com o dicionário Michaelis. Este 
significado se encaixa perfeitamente na atitude do aluno ao iniciar a construção de sua 
revisão bibliográfica que deverá estar alicerçada nos três pilares descritos a seguir.
Figura 06. Sequência lógica para a construção de uma revisão bibliográfica
LEVANTAMENTO teórico de trabalhos publicados na 
literatura
LEITURA minuciosa dos trabalhos
SELEÇÃO criteriosa dos trabalhos de acordo com o tema 
proposto no projeto de pesquisa
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Ao completar os passos de levantamento, leitura e seleção dos trabalhos publicados, o 
estudante conseguirá sustentar a base teórica do seu projeto de pesquisa e conhecerá 
quais os limites e as lacunas teóricas que estão presentes no seu tema de pesquisa. En-
tão, o tempo gasto em ferramentas de busca ou em bibliotecas por trabalhos publicados 
podem poupar até meses de trabalho no laboratório ou em outro campo de pesquisa.
A revisão bibliográfica também pode ser chamada de referencial teórico, embasamento 
teórico, fundamentação teórica e abordagem teórica, sendo construída a partir de uma 
compilação de pesquisas e de discussões de outros autores mostrando os pontos de 
vista convergentes e divergentes relacionados ao tema do projeto a ser desenvolvido. 
De acordo com Matias-Pereira (2016), a revisão da literatura é uma fundamentação 
teórica que será adotada para tratar do tema e do problema da pesquisa.
Importância da revisão bibliográfica
A revisão é importante por que possibilita (MATIAS-PEREIRA, 2016):
 ` O conhecimento do estado atual do tema e, com isso, pode-se evitar a duplicidade de 
projetos de pesquisa;
 ` A verificação da existência de alguma lacuna teórica sobre o tema que ainda não foi des-
vendado;
 ` A elaboração de um melhor planejamento para o projeto de pesquisa, com redução de er-
ros, execução de experimentos desnecessários, economia de insumos e até a otimização 
de processos;
 ` A verificação de opiniões similares e diferentes a respeito do tema;
 ` A orientação da pesquisa no sentido de confirmar se algumas respostas obtidas estão cor-
retas ou não, melhorando assim, a confiabilidade e a exatidão dos resultados alcançados.
Como fazer a revisão bibliográfica?
A construção da revisão bibliográfica é realizada através de uma rede de conexões en-
tre vários estudos publicados na literatura. Vamos seguir um passo a passo para facilitar 
esta construção.
Figura 07. Etapas a serem seguidas para atingir o objetivo
Fonte: 123RF
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Roteiro, bagagens e restrições para a viagem
3
1º Passo: Definir o tema, problema, hipótese e os objetivos.
Ao conhecer o tema e o problema do projeto de pesquisa, o levantamento bibliográfico é 
realizado de forma mais assertiva e direcionada para a construção da revisão bibliográfica.
Levantamento bibliográfico: é ato de busca por materiais de referência em bases de dados 
nacionais ou internacionais, periódicos, bibliotecas virtuais ou físicas.
RELEMBRE
2º Passo: Planejar a escrita da Revisão Bibliográfica
Nesta etapa, a leitura de “livros clássicos”, como Anatomia de Gray´s (livro clássico para 
os cursos de biológicas), Geometria Analítica de Simmons (livro clássico para os cursos 
de exatas), entre outros, é o ponto de partida no sentido de rever conteúdos teóricos 
importantes para o desenvolvimento do projeto de pesquisa (CERVO; BERVIAN; SIL-
VA, 2007). O conteúdo destes livros é utilizado como o norteador do arranjo estrutural 
da revisão bibliográfica.
O autor define uma linha de raciocínio que será seguido para a construção da revisão 
bibliográfica, podendo partir de um assunto mais amplo e ir afunilando para informações 
mais específicas dentro do tema do projeto. Esse planejamento da escrita da revisão 
é importante para direcionar o levantamento bibliográfico. Santos (2016), afirma que o 
segredo de uma boa revisão bibliográfica é a organização e o planejamento.
3º Passo: Selecionar as palavras-chave
A palavra-chave é uma ferramenta muito utilizada para agilizar os mecanismos de bus-
cas nas bases de dados. O próprio autor elabora as palavras-chave para serem ane-
xadas no seu trabalho científico (artigo científico, trabalho de conclusão de curso ou 
monografia, dissertação, tese ou resumo para congressos científicos), a seleção das 
palavras-chave deve ser formulada com um enfoque mais amplo e também mais espe-
cífico do trabalho científico. Ao atender estes requisitos, o artigo científico contendo as 
palavras-chave corretas será mais visualizado e, consequentemente, mais citado em 
outros trabalhos de pesquisas. Quanto maior for o número de citações que um artigo 
possui em outras publicações, maior será sua relevância no mundo acadêmico.
As palavras-chave não são só relevantes para alavancar uma publicação, mas também 
para encontrar publicações importantes na construção de uma revisão bibliográfica. Em 
geral, as primeiras palavras-chave são selecionadas de forma ampla de acordo com o 
tema do projeto, após algumas buscas, são encontradas publicações importantes na 
área de interesse e elas fornecem outras palavras-chave que são testadas nas próxi-
mas buscas, tornando mais específico o levantamento bibliográfico.
4º Passo: Pesquisar em fontes confiáveis
Nas últimas décadas, o crescente avanço na tecnologia da informação e na comuni-
cação proporcionou que um maior número de obras científicas ficasse disponível para 
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acesso via internet, através da utilização de ferramentas de pesquisa como as Base de 
Dados e os Portais de Periódicos.
Figura 08. Definições de bases de dados e portal de periódicos
Base de Dados
Portal de 
Periódicos
É uma interface que interliga várias revistas e é na 
base de dados que inserirmos as palavras-chave 
para encontrar os artigos dentro de suas respectivas 
revistas científicas ou periódicos. Exemplo. SciELO
É o hospedeiro de várias bases de dados, então ao 
inserir uma palavra-chave, o portal reúne o resultado 
de materiais de todas suas bases de dados. Exem-
plo. O Portal de Periódico da Capes, que é conside-
rado um dos maiores acervos do mundo.
Fonte: elaborada pela autora.
O levantamento se inicia com a escolha de uma fonte confiável de pesquisa e dentro das 
plataformas pode-se realizar buscas simples ou avançadas. A diferença entre os dois tipos, 
é que na simples, insere-se apenas uma palavra-chave, já na avançada ocorre a inserção 
da palavra-chave juntamente com outras informações pertinentes para a busca, como: au-
tores, tipo de material, idioma, ano de publicação, órgão financiador, título, entre outros.
Lembre-se de evitar sites onde os dados inseridos não são confiáveis e não tem validação 
científica, como: blogs, trabalhos feitos, Wikipedia, Brainly, entre outros.
IMPORTANTE
Quadro 03. Endereços eletrônicos que são considerados fontes confiáveis de pesquisa em várias áreas 
de atuação
SITE ENDEREÇO (URL) DESCRIÇÃO
Base de Dados http://www.esalq.usp.br/biblioteca Ciência Agrária
Base PERIE http://www.eco.unicamp.br Artigos científicos, monografias, 
pesquisas em Economia
Biblioteca Pública na 
Internet http://www.ipl.org EUA – Enciclopédia, dicionário 
e atlas
US National Science 
Foundation http://xxx.lanl.gov EUA – Física, matemática e 
computação
Catálogo de Revistas 
Científicas http://www.scielo.br Abrange várias áreas
http://www.esalq.usp.br/biblioteca
http://www.eco.unicamp.br
http://www.ipl.org
http://xxx.lanl.gov
http://www.scielo.br
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SITE ENDEREÇO (URL) DESCRIÇÃO
Informações em Ciência 
e Tecnologia http://www.ibict.br Abrange várias áreas
Portal de Periódicos http://www.periodicos.capes.gov.br Abrange várias áreas
Google Acadêmico http://scholar.google.com.br Abrange várias áreas
Science Research http://scienceresearch.com Abrange várias áreas
Fonte: adaptado de Andrade (2012, p. 31).
Várias publicações (livros, artigos científicos, dissertações, teses, manuais, normas téc-
nicas, revisões, trabalhos em congressos, entre outras) são levantadas nesta etapa, 
algumas com uma abordagem mais ampla e outras mais específicas, dependendo da 
palavra-chave que foi inserida e do tipo de busca que foi realizada.
5º Passo: Organizar as referências
A organização das publicações se inicia com a leitura e, em seguida, são elaboradas 
fichas contendo a referência e as principais informações da publicação.
Osfichamentos facilitam no contato com todas as obras que foram levantadas e na or-
ganização da sequência com que as publicações serão citadas na revisão bibliográfica.
O que é fichamento?
Não é um resumo da publicação, é uma ficha contendo tópicos das partes mais importantes 
da obra e dos dados da sua referência bibliográfica.
RELEMBRE
6º Passo: Selecionar as publicações
Após o fichamento das referências, as fichas que serão selecionadas são:
a. Fichas com conteúdo úteis para o desenvolvimento da revisão bibliográfica;
b. Fichas contendo assuntos gerais e específicos do tema do projeto. Estas serão cataloga-
das para identificar em qual parte da escrita deverão ser inseridas.
Exemplo de como catalogar:
 ` Ficha de Revisão Geral: esta ficha será usada no início da revisão bibliográfica (contém 
assunto mais amplo dentro do tema do projeto);
 ` Ficha do Subtítulo 1 da Revisão: será inserida em um subtítulo dentro da revisão (ficha 
contendo assuntos mais específicos).
Nesta etapa outras fichas também já podem ser catalogadas para outra parte do texto 
do trabalho científico, como:
 ` Ficha da Metodologia;
http://www.ibict.br
http://www.periodicos.capes.gov.br
http://scholar.google.com.br
http://scienceresearch.com
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 ` Ficha dos Resultados e Discussão;
 ` Ficha da argumentação;
 ` Filha da Conclusão.
c. Fichas de autores diferentes que comentam os mesmos tópicos devem ser agrupadas e 
selecionadas.
Outros critérios para a seleção de publicações para a construção da revisão:
 ` Os artigos científicos podem ser selecionados de acordo com sua relevância na área aca-
dêmica, uma forma de medir a relevância é pelo número de vezes que um artigo é citado 
em outros trabalhos.
 ` Durante o levantamento bibliográfico selecionar as publicações de autores e periódicos 
que são referência na área.
 ` Selecionar artigos científicos atuais com até cinco anos da data de publicação (ANDRA-
DE, 2012).
7º Passo: Escrever a Revisão Bibliográfica
A revisão bibliográfica deve ser escrita de forma clara e objetiva em concordância com 
as normas da ABNT.
Durante a construção da parte escrita da revisão bibliográfica, o autor deverá inserir as 
publicações no corpo do texto da revisão, primeiramente entre um parágrafo e outro deve 
haver um fluxo harmônico entre as ideias de cada publicação juntamente com as ideias 
do próprio autor. Cuidado para não escrever um fragmento isolado de uma publicação no 
meio do texto sem que ele esteja interligado com a ideia do parágrafo anterior ou posterior.
No exemplo abaixo, ao observar a frase verifica-se que o autor incluiu uma referência 
via citação indireta e realiza uma conexão entre duas frases, sendo uma anteriormente 
e outra posteriormente a citação.
Exemplo: De acordo com Lopes; Peçanha e Castro (2020, p. 2):
A construção civil é considerada uma das principais atividades econômicas 
de um país, sendo responsável por um grande consumo de energia e ex- 
tração de recursos naturais. O principal insumo deste setor é o concreto de 
cimento Portland, sendo considerado o material de construção mais consu-
mido em escala mundial, e em relação aos materiais de consumo, é visto 
como o segundo mais desfrutado, ficando apenas atrás da água [1]. Sua pre-
ferência em relação a outros materiais de construção justifica-se por ser um 
material de fácil moldagem, que possibilita a execução em diversas formas 
e tamanhos, além de apresentar boa resistência mecânica após endurecido 
(similar a rochas naturais) e ser economicamente atrativo.
IMPORTANTE
Citação Indireta: o autor escreve com suas palavras a ideia encontrada na publicação de 
outro autor e insere a referência no texto.
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Roteiro, bagagens e restrições para a viagem
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Citação Direta: o autor faz uma cópia fiel e insere a referência no texto.
É permitido agrupar ideias semelhantes de autores diferentes, referenciados nas 
citações 12, 13 e 14, como pode ser visualizado no exemplo abaixo (citação direta do 
artigo de LOPES; PEÇANHA; CASTRO, 2020).
Exemplo: De acordo com Lopes; Peçanha e Castro (2020, p. 12-14):
Dentre os vários fatores que afetam o empacotamento – morfologia, porosi-
dade, densidade das partículas, efeito de parede, técnica de compactação 
– o estado de dispersão das partículas é o que influi diretamente na trabalha-
bilidade e demais propriedades do concreto no estado fresco.
Durante a elaboração da revisão bibliográfica pode-se alinhar publicações com ideias 
divergentes, convergentes e complementares entre os autores, com o intuito de validar 
o tema, o problema ou a hipótese do projeto de pesquisa.
No artigo escrito por Geremias et al. (2017), os autores constroem a frase agrupando 
publicações com ideias similares (citações 1, 5 e 6) e utilizam outra ideia da publicação 
6 para complementar a informação exposta no parágrafo anterior.
Exemplo: De acordo com Geremias et al. (2017, p.1864)
Entretanto, persistindo o estressor, a reserva de energia do organismo se 
esgota, prejudicando o sistema imunológico, afetando as concentrações de 
insulina e a pressão sanguínea, aumentando o risco de diabetes mellitus e 
hipertensão arterial sistêmica, além de doenças ateroscleróticas. Todas es-
sas consequências são devidas à alta exposição ao glicocorticóide, que em 
situações de estresse tem seus níveis aumentados.
Considerações
João, Júlia e Pedro recordaram todos os conceitos aprendidos na aula de Revisão 
Bibliográfica e resolveram aplicá-los na construção de sua revisão, cuja pesquisa será 
focada em conhecer melhor o destino da viagem. Para levantar informações sobre a 
Índia, eles utilizaram como ferramentas de busca o Google, vídeos, revistas e livros.
João focou o seu levantamento bibliográfico utilizando palavras-chave vinculadas à 
gastronomia indiana, como: comidas condimentadas, restaurante indiano, restaurante 
em Jaipur, etiqueta nas refeições indianas, entre outras.
Pedro direcionou suas buscas na parte mística, espiritual e nos tratamentos medicinais 
do povo indiano, e ele selecionou em suas pesquisas as seguintes palavras-chave: er-
vas medicinais indianas, medicina ayurveda, tantra e yoga, entre outras.
As buscas de Júlia foram realizadas levando-se em consideração informações sobre a 
arquitetura, fatos históricos da Índia, população indiana, sistema de castas e os cuida-
dos que uma mulher deve ter na Índia. Ela utilizou as seguintes palavras-chave para 
sua busca: monumentos históricos na Índia, população indiana, sistema de castas, mu-
lheres na Índia, atrações na Índia, entre outras.
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Como resultados de todas as informações levantadas, o grupo elaborou um fluxograma 
ressaltando os principais tópicos pesquisados e cada um expôs as informações que 
foram coletadas.
Figura 09. Fluxograma contendo os temas que foram pesquisados pelo grupo
Fonte: elaborada pela autora.
Conhecendo a 
Índia
Comer 
com a mão 
direita 
Comida
Restaurantes
Ervas 
Medicinais 
(Medicina 
ayurveda)
YOGA
(Rishikesh – 
Capital Mundial)
TantraTaj Mahal
Palácio dos 
Ventos
Índia é o 
país mais 
perigoso 
para 
mulheres
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Figura 10. Etapas para elaboração de revisão bibliográfica
Fonte: Canva.
3. APRESENTAÇÃO DAS NORMATIVAS QUE REGEM A ESCRITA 
DO TRABALHO CIENTÍFICO
O destino já foi escolhido, o roteiro está pronto e as principais atrações e curiosidades 
sobre a Índia já foram pesquisadas. Agora, Pedro, Júlia e João se depararam com a 
parte burocrática da viagem, passaportes, dinheiro, vistos e outros comprovantes que 
serão necessários para entrar, permanecer e sair do país.
Figura 11. Dinheiro indiano (rupia), visto e passaporte
Fonte: 123RF.
O conhecimento das regras para a entrada, permanência e para a saída de cada país 
é de extrema importância para o sucesso da viagem. Os documentos necessários para 
cumprir as regras é que irãomuitas vezes ditar os próximos passos do passeio, como a 
compra da passagem, a data de embarque, entre outros.
O significado de regra é o que regula, disciplina ou rege; norma, preceito, rédeas, 
ou ainda, é a fórmula que indica o modo correto de falar, pensar ou agir, de acordo 
Etapa 1
Etapa 2 Etapa 3
Etapa 5
Etapa 7
Etapa 6
Etapa 4
Definir o tema, 
problema, hipóteses 
e objetivos do 
projeto
Planejar a escrita da 
revisão bibliográfica
Organizar as 
referências 
(ler e fazer os 
fichamentos)
Escrita da 
Revisão 
 Bibliográfica
Selecionar as 
Publicações
Pesquisar fontes 
confiáveis
Selecionar as 
palavras chave
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com dicionário MICHAELIS. As regras são aplicadas em diversas áreas, como para 
organizar a documentação necessária para permitir a entrada em um país, para definir 
as condutas do motorista no trânsito e também para escrever de forma correta um tra-
balho acadêmico.
Como Pedro, Júlia e João estavam conhecendo as regras e normas para a escrita do trabalho 
acadêmico resolveram aplicá-las no levantamento das regras para sua viagem para a Índia.
Regras e normas técnicas para a escrita científica
Antes de começarmos a falar sobre normas, vamos entender um pouquinho o signifi-
cado das siglas. NBR significa norma técnica brasileira, todas as normas técnicas no 
Brasil são criadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Criada em 
1940, a ABNT é um órgão privado sem fins lucrativos que desenvolve normas e regras 
para a elaboração de documentos, procedimentos, processos aplicados a empresas, 
entre outras, que servem de suporte para o desenvolvimento tecnológico do país. Exis-
tem várias normas aplicadas na elaboração de documentos, observe a tabela abaixo.
Quadro 04. Resumo das normas aplicadas na elaboração de documentos
NORMAS DESCRIÇÃO
ABNT NBR 12225:2004 Lombada
ABNT NBR 6024:2003 Numeração progressiva das seções de um documento escrito, apresentação
ABNT NBR 6027: 2003 Sumário
ABNT NBR 6028: 2003 Resumo
ABNT NBR 6034: 2004 Índice
ABNT NBR 14724: 2011 Elaboração de trabalhos acadêmicos
ABNT NBR 6023: 2018 Elaboração de referências bibliográficas
ABNT NBR 10520: 2002 Informação, documentação e citações em documentos
Fonte: elaborada pela autora.
As últimas três normas citadas na tabela são as mais utilizadas por docentes e alunos 
na elaboração de trabalhos acadêmicos.
Regras para padronizar a elaboração dos trabalhos acadêmicos
A norma da NBR 14724 (ABNT, 2011) foi criada para padronizar a elaboração dos tra-
balhos acadêmicos (trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses 
de doutorado) que serão apresentados a uma banca examinadora. A NBR 14724 orga-
niza o trabalho acadêmico em parte externa (capa e tombo) e na parte interna.
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Roteiro, bagagens e restrições para a viagem
3
Figura 12. Divisões da parte interna dos trabalhos acadêmicos, adaptado pela ABNT NBR 14724 (2011)
Pré-textuais Capa ou Folha de Rosto (obrigatório)
Errata (opcional)
Dedicatória (opcional)
Agradecimentos (opcional)
Resumo na língua vernácula (obrigatório)
Resumo na língua estrangeira (obrigatório)
Lista de ilustrações (opcional)
Lista de tabelas (opcional)
Listas de abreviaturas (opcional)
Listas de símbolos (opcional)
Sumário (obrigatório)
Textuais
Pós-textuais
Introdução
Desenvolvimento
Conclusão
Referência
Glossário
Apêndice
Anexo
Fonte: elaborada pela autora.
Regras importantes para formulação da parte interna do texto acadêmico:
DIGITAÇÃO: 
FORMATAÇÃO:
Letras na cor preta (somente as imagens podem ser inseridas em outras cores), utilizando 
a fonte Arial (tamanho 10) ou Times New Roman (tamanho 12). Para as notas de rodapé, 
paginação, citação direta com mais de 3 linhas, legendas, fontes da ilustração e citação de 
dados internacionais de catalogação na publicação, o tamanho da fonte tem que ser menor 
do que escrito no texto acadêmico corrido.
Parágrafo deve apresentar um distanciamento de 1,25 cm na primeira linha, um espaçamen-
to entre as linhas escritas de 1,5, no anverso da folha (parte da frente) uma margem inferior e 
direita de 2 cm e uma margem superior e esquerda de 3 cm, já para o verso, a margem direita 
e superior é de 3 cm e esquerda e inferior de 2 cm.
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A parte pré-textual deve iniciar sempre no anverso (exceto os dados internacionais de 
catalogação na publicação), já os elementos textuais e pós-textuais podem ser escritos 
no anverso e no verso da folha.
Um trabalho acadêmico pode ser impresso em A4 (21 cm x 29,7 cm) em folha branca 
ou reciclada.
Regras para elaboração de citações
O que é uma citação? De acordo com o dicionário MICHAELIS (2022) é o ato ou efeito 
de citar ou um texto ou opinião citada, já para a ABNT (2002, p. 1) é uma menção de 
informação retirada de outra fonte.
Não tem problema um pesquisador, um estudante ou um professor copiar ou inserir 
uma ideia com as suas palavras ou um texto fiel de outra pessoa, desde que, este seja 
citado da maneira correta.
 ` Estrutura da citação
A citação de referências em trabalhos acadêmicos é realizada utilizando o Sistema Au-
tor-Data ou o Sistema Numérico – estas duas estruturas de citação são padronizadas 
pela norma da ABNT NBR 10520 (2002).
A estrutura da citação pelo Sistema Autor-Data altera com a quantidade de autores 
presentes na citação. Portanto, referências contendo de um (1) até três (3) autores 
coloca-se todos os autores na citação, enquanto acima de três é inserido apenas o 
primeiro autor na citação e acrescenta et al. (que quer dizer “e outros”), como pode ser 
observado abaixo:
Figura 13. Estrutura da citação no Sistema Autor-Data
Fonte: elaborada pela autora.
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Roteiro, bagagens e restrições para a viagem
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Quadro 05. Forma de estrutura de citação com diferentes números de autores (ABNT, 2002)
Nº DE AUTORES NO TEXTO ENTRE PARÊNTESES
1 Rodrigues (2009) (RODRIGUES, 2009)
2 Churchill e Peter (2000) (CHURCHILL; PETER,2000).
3 Segundo Matsuura, Da Costa e Fole-
gatti (2004)
(MATSUURA; DA COSTA; FOLEGAT-
TI, 2004)
Maior ou igual a 4 Segundo Rinaldi et al. (2007) (RINALDI et al., 2009)*
Autor Entidade Associação Brasileira de Normas 
Técnicas (2004, p. 19) (ABNT, 2004, p.19)
Sem autoria** (2010)** (PROFESSORES...., 2010)**
*et al. na citação no texto é escrito sem itálico. ** Referência completa: PROFESSORES terão exame para 
ingressar na carreira. Diário do Vale. Volta Redonda, v. 18, n. 5877, 27 de maio 2010. Caderno Educação, 
p. 41. Disponível em: https://www.diariodoaco.com.br/noticia/0028577-professores-terao-exame-para-ingres- 
sar-na-carreira. Acesso em: 20 mar. 2022. Fonte: Elaborada pela autora.
Uma publicação contendo quatro (4) autores ou mais pode ser referenciada apresen-
tando o nome de todos os autores na descrição.
Figura 14. Exemplo de referência bibliográfica de uma publicação contendo 4 autores (citando todos 
os autores)
SAIBA MAIS
Exemplo: RINALDI, Roberto; GARCIA, Camila; SCHU-
CHARDDT, Ulf. Síntese de biodiesel: uma proposta 
contextualizada de experimento para laboratório de quí-
mica em geral. Química Nova [online]. 2007, v. 30, n. 5, 
p. 1374-1380. Disponível em:<https://doi.org/10.1580/
S0100-40422007000500054>. Acesso em: 23 mar 2022.
Fonte: Elaborada pela autora.
Ou referenciando somente o primeiro autor e identifica os demais com a sigla et al. 
escrito em itálico (abreviatura de expressão latina “et alii”, que significa “e outros”), po-
de-se usar também a expressão “e col.” (significa “e colaboradores”).
https://www.diariodoaco.com.br/noticia/0028577-professores-terao-exame-para-ingressar-na-carreira
https://www.diariodoaco.com.br/noticia/0028577-professores-terao-exame-para-ingressar-na-carreira
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Fonte: Elaborada pela autora.
Figura 15. Exemplo de referência bibliográfica de uma publicaçãocontendo 4 autores
SAIBA MAIS
Exemplo: RINALDI, Roberto et al. Síntese de biodie-
sel: uma proposta contextualizada de experimento para 
laboratório de química em geral. Química Nova [online]. 
2007, v. 30, n. 5, p. 1374-1380. Disponível em:<https://
doi.org/10.1580/S0100-40422007000500054>. Acesso 
em: 23 mar 2022.
O Sistema Numérico é outra estrutura de citação, onde a citação é identificada com um 
número que pode ser colocado em sobrescrito (¹) ou na forma normal (1), o número 
é definido pela ordem com que a citação é inserida no corpo do texto acadêmico. O 
sistema numérico não pode ser utilizado no texto acadêmico se existir outro tipo de 
informação na nota de rodapé.
Exemplo:
Exemplo do Sistema Numérico (ABNT, 2018):
De acordo com as novas tendências da jurisprudência brasileira, é facultado ao magis-
trado decidir sobre a matéria.
Todos os índices coletados para a região escolhida foram analisados minuciosamente. 
 ` Tipos de citação
Uma referência pode ser incluída em trabalho científico de três formas:
Citação Direta: é uma transcrição fiel do material consultado, ou seja, é uma cópia na 
íntegra da publicação de uma determinada fonte.
Se a citação direta for composta de até 3 linhas, inclui a citação entre aspas e acrescen-
ta a citação no sistema escolhido (Autor-Data ou Numérico).
Exemplo: “A coleta de sangue periférico foi realizada por venopunção do seio venoso 
cervical ou veia jugular, precedido de limpeza e antissepsia adequadas com álcool io- 
dado.” (FONSECA et al., 2015, p. 386).
Exemplo: No trabalho de Fonseca et al. (2015, p. 386), pode-se observar que “A coleta 
de sangue periférico foi realizada por venopunção do seio venoso cervical ou veia jugu-
lar, precedido de limpeza e antissepsia adequadas com álcool iodado.”
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Roteiro, bagagens e restrições para a viagem
3
Agora, se a citação direta for mais extensa (maior do que 4 linhas) deve ser inserida no 
corpo de texto com um recuo de 4 cm, fonte menor e com espaçamento simples.
Exemplo:
As uvas receberam tratamento com coberturas de gelatina e amidos de di-
ferentes fontes, com a finalidade de avaliar a eficiência de tais coberturas 
como barreira à perda de água, reduzindo consequentemente a perda de 
massa das frutas durante o armazenamento sob refrigeração (FAKHOURI 
et al., 2006, p. 372).
Citação Indireta: é a transcrição das ideias de outra publicação, ou seja, a ideia é de 
outro documento, mas o texto é desenvolvido com as próprias palavras.
Figura 16. Exemplo de uma citação indireta de uma publicação no próprio texto, referenciando de duas 
formas
SAIBA MAIS
Exemplo 1: O mesmo efeito foi observado nos filmes de 
amido de arroz e gelatina (FAKHOURI et al., 2006).
Exemplo 2: Segundo Fakhouri et al. (2006), os filmes de 
gelatina e amido de arroz estenderam por mais 10 dias 
a vida útil das uvas Crimson em relação às uvas sem a 
cobertura com o filme.
Fonte: Elaborado pela autora.
Citação de citação: é a citação de uma publicação de forma direta ou indireta no qual 
não se teve acesso ao texto original, só se teve acesso através de outra publicação 
que a citou no corpo do texto. Ao realizar uma citação de uma outra citação utilizar a 
expressão apud que significa citado por.
O texto foi lido e está presente no artigo de Fakhouri et al. (2006), mas a ideia transcrita 
é uma citação de Debeaufort, Quezada-Gallo e Voilley (1998). Então, o modelo de acor-
do com a ABNT de citação de citação no texto pode ser visualizado a seguir.
Figura 17. Exemplo de uma citação de citação de uma publicação
SAIBA MAIS
Uso de filmes e coberturas comestíveis em produtos ali-
mentícios é uma técnica utilizada desde os séculos XII 
e XIII na China, para retardar a desidratação e melhorar 
a aparência das mesmas (DEBEAUFORD; QUEZADA-
-GALLO; VOILLEY, 1998 apud FAKHOURI et al., 2006).
Fonte: Elaborado pela autora.
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Formas de apresentação de referências bibliográficas
A norma NBR 6023 (ABNT, 2018) detalha todas as regras sobre os elementos de refe-
rência, que apresenta as convenções de transcrição e apresentação de um documento 
ou de uma obra original. Esta norma também orienta a forma correta de realizar uma 
compilação de referências utilizadas para a produção de um texto acadêmico.
A norma define o que são elementos de referência e também faz distinção entre ele-
mentos essenciais e complementares (ANDRADE, 2012), como mostrado a seguir.
Figura 18. Composição completa dos elementos de referência
Elementos Essenciais 
(obrigatórios)
Elementos de Referência 
(Completa)
Elementos Complementares 
(opcionais)
Fonte: elaborada pela autora.
Os elementos de referência essenciais possuem informações necessárias para a iden-
tificação do documento original citado no texto acadêmico, mas estas informações 
podem variar de acordo com o tipo do documento que foi consultado (monografias, 
periódicos, dissertações, teses, patentes, artigos de jornal, legislação, entre outros). A 
ABNT/NBR 6023 regulamenta a forma como as referências devem ser elaboradas no 
trabalho acadêmico.
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Elaboração da 
Referência 
Bibliográfica
LIVRO (1 autor): 
SOBRENOME, Nome Abreviado. 
Título (em negrito): subtítulo (se houver). 
Edição (se houver). Local de publicação: 
Editora, data de publicação da obra.
TESE, DISSERTAÇÃO OU 
TCC:
SOBRENOME, nome. Título 
(em negrito): subtítulo. Ano 
de apresentação. Número de 
folhas ou volumes. (Categoria 
e área de concentração) - Ins-
tituição, Local, ano da defesa.
ARTIGOS ELETRÔNICOS 
COM AUTOR: 
SOBRENOME, Nome do 
site, (em negrito) ano. Dos-
ponível em: <URL>. Acesso 
em: dia, mês e ano.
ARTIGOS ELETRÔNICOS SEM 
AUTOR: 
TÍTULO da matéria, Nome do site 
(em negrito), ano. Disponível em: 
<URL>. Acesso em: dia, mês e ano.
PERIÓDICOS ELETRÔNICOS: 
SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo do arti-
go. Título do periódico (em negrito), local, volume, 
fascículo, página inicial e final, mês e ano. Ende-
reço eletrônico e data de acesso. 
PERIÓDICO IMPRESSOS: adota a mesmo es-
quenta sem o endereço eletrônico.
LIVRO (3 ou mais autores): 
SOBRENOME, P. et al.* Título em negrito. 
Cidade da publicação: Editora, ano. 
* é permitido usar et al. ou citar o nome 
de todos od autores.
Figura 19. Esquema de montagem da referência bibliográfica para várias fontes
Fonte: elaborada pela autora.
O quadro abaixo apresenta uma compilação das principais regras de elementos de 
referência para vários tipos de monografias.
Quadro 06. Informação que compõe uma referência de monografia - elementos essenciais e 
complementares (ABNT, 2018)
TIPO DE 
DOCUMENTO ELEMENTOS ESSENCIAIS ELEMENTOS COMPLEMENTARES
Monografia* Informações essenciais: Autor, títu-
lo, subtítulo (se houver), edição (se 
houver), local, editora e data da pu-
blicação.
Exemplo: 
LUCK, Heloisa. Liderança em ges-
tão escolar. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 
2010.
Informações complementares: páginas 
consultadas e o sistema internacional de 
identificação de livros (ISBN).
Exemplo: 
LUCK, Heloisa. Liderança em gestão es-
colar. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 2010. 165p., 
18 cm. (Cadernos de gestão, v.4). Biografia: 
p.149-155. ISBN 978-85-3263-62-01.
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TIPO DE 
DOCUMENTO ELEMENTOS ESSENCIAIS ELEMENTOS COMPLEMENTARES
Monografia ** Informações essenciais: Autor, tí-
tulo, subtítulo (se houver), ano de 
depósito, tipo de trabalho (tese, dis-
sertação, entre outros), grau (espe-
cialização, mestrado, entre outros), 
curso, vinculação acadêmica e data 
da defesa.
Exemplo: RODRIGUES, Ana Lúcia 
Aquilas. Impacto de um programa 
de exercícios no local de trabalho 
sobre o nível de atividade e o es-
tágio de prontidão para a mudança 
de comportamento. 2009. Disserta-
ção (Mestrado em Fisiopatologia Ex-
perimental) – Faculdade de Medicina, 
Universidade de São Paulo, 2009.
Informações complementares: nome do 
orientador.Exemplo: RODRIGUES, Ana Lúcia Aqui-
las. Impacto de um programa de exercí-
cios no local de trabalho sobre o nível 
de atividade e o estágio de prontidão 
para a mudança de comportamento. 
Orientador: Mario Ferreira Junior. 2009. 
Dissertação (Mestrado em Fisiopatologia 
Experimental) – Faculdade de Medicina, 
Universidade de São Paulo, 2009.
Monografia 
eletrônica***
Informações essenciais: mesmos 
elementos citados na monografia* e 
monografia** e acrescentar (endere-
ço eletrônico, precedido da expres-
são Disponível em: e a data de aces-
so, precedido da expressão Acesso 
em:
Exemplo: ALENCAR, Girlaine Souza 
da Silva. Código de conduta: uma 
potencialidade para o desenvolvi-
mento sustentável da floricultura 
do Agropolo Cariri/CE. 2013. 160 
f. Tese - (Doutorado em Geociência 
e Ciências Exatas) - Universidade 
Estadual Paulista Júlio de Mesquita 
Filho, Instituto de Geociências e Ci-
ências Exatas de Rio Claro, 2013. 
Disponível em: <http://hdl.handle.
net/11449/104453>. Acesso em 20 
de março de 2022.
Informações complementares: 
Número DOI (Identificador do objeto digi-
tal), horário, data da publicação 
Exemplo:
ALENCAR, Girlaine Souza da Silva. Có-
digo de conduta: uma potencialidade 
para o desenvolvimento sustentável 
da floricultura do Agropolo Cariri/CE. 
16 de abril de 2013. 160 f. Tese - (Dou-
torado em Geociência e Ciências Exa-
tas) - Universidade Estadual Paulista 
Júlio de Mesquita Filho, Instituto de Geo-
ciências e Ciências Exatas de Rio Claro, 
2013. Disponível em: <http://hdl.handle.
net/11449/104453>. Acesso: 20 de março 
de 2022.
*Manual, guia, catálogo, enciclopédia, dicionário, entre outros. **Tese, dissertação, trabalho de 
conclusão de curso. ***Documentos online. 
Na compilação dos elementos de referência, os artigos e matérias de publicação perió-
dica, podem ser visualizadas no quadro a seguir.
Quadro 07. Informação que compõe a referência de outros tipos de documentos (ABNT, 2018)
Fonte: elaborada pela autora.
TIPO DE DOCUMENTO ELEMENTOS ESSENCIAIS
Artigos, seção e/ou matéria de 
publicação periódica*.
Informações essenciais: autor, título do artigo ou da matéria, subtítulo (se 
houver), título do periódico, subtítulo (se houver), local da publicação, 
numeração e/ou edição, tomo (se houver, página inicial e final ou período 
da publicação).
http://hdl.handle.net/11449/104453
http://hdl.handle.net/11449/104453
http://hdl.handle.net/11449/104453
http://hdl.handle.net/11449/104453
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TIPO DE DOCUMENTO ELEMENTOS ESSENCIAIS
Exemplo: TEICH, D. H. A solução veio dos emergentes. Exame, São Pau-
lo, ano 43, n. 9, ed. 943, p. 66-67, 20 de maio de 2009.
Artigos, seção e/ou matéria de 
publicação periódica em meio 
eletrônico*.
Informações essenciais: mesmo padrão indicado na linha anterior, acres-
cido do DOI (se houver), endereço eletrônico, precedido da expressão 
Disponível em: e a data de acesso, precedido da expressão (Acesso em:)
Exemplo: MATSUURA, F. C. A. U.; DA COSTA, J. I. P.; FOLEGATTI, 
M. L. S. Marketing de banana: preferências do consumidor quanto aos 
atributos de qualidade dos frutos. Revista Brasileira de Fruticultura 
[online]. 2004, v. 26, n. 1. Disponível em:<https://doi.org/10.1590/S0100-
29452004000100014>. Acesso: 20 março 2022, p. 48-52.
Artigo e/ou matéria de jornal*. Informações essenciais: autor, título, subtítulo (se houver), subtítulo do 
jornal, local da publicação, numeração do ano e/ou volume, número (se 
houver), data de publicação, seção, caderno ou parte do jornal e a pagi-
nação correspondentes.
Exemplo: OTTA, L. A. Parcela do tesouro nos empréstimos do BNDES 
cresce 566% em oito anos. O Estado de São Paulo, ano 131, n .42656, 
1 ago. 2010. Economia & Negócios, p. B1.
Artigo e/ou matéria de jornal 
em meio eletrônico*.
Informações essenciais: mesmo padrão indicado na linha anterior, acres-
cido do DOI (se houver), endereço eletrônico, precedido da expressão 
Disponível em: e a data de acesso, precedido da expressão Acesso em:
Exemplo: VERÍSSIMO, L. F. Um gosto pela ironia. Zero Hora, Porto Ale-
gre, ano 47, n. 16414, p. 2, 12 ago.2010. Disponível em: https://cultura.
estadao.com.br/noticias/geral,um-gosto-pela-ironia-imp-,593820. Acesso 
em: 20 mar. 2022.
*Publicações periódicas, artigo, comunicação, editorial, entrevista, reportagem, resenha e outros. 
Fonte: elaborada pela autora.
Quando a autoria de algum documento ou publicação é desconhecida, inicia-se a refe-
rência com o título da obra com a primeira palavra em letra maiúscula e segue a mesma 
ordem mencionada nos elementos de referência nas tabelas anteriores, não se pode 
mencionar na referência que o autor é desconhecido.
Exemplo: PROFESSORES terão exame para ingressar na carreira. Diário do Vale. Vol-
ta Redonda, v. 18, n. 5877, 27 de maio de 2010. Caderno Educação, p. 41. Disponível 
em: https://www.diariodoaco.com.br/noticia/0028577-professores-terao-exame-para-in- 
gressar-na-carreira. Acesso em: 20 mar. 2022.
Agora, todas estas referências serão organizadas em um tópico denominado de refe-
rências bibliográficas, no final do texto acadêmico ou em uma nota de rodapé, de acor-
do com os seguintes critérios (ABNT, 2018):
 ` As referências serão organizadas pelo sistema alfabético (elementos de referência em 
ordem alfabética) ou pelo numérico (ordem de citação no texto).
 ` Elaborada com espaço simples, alinhadas à margem esquerda do texto e separadas entre 
si por uma linha em branco de espaço simples. Se for utilizado a nota de rodapé, a refe-
rência deve ser alinhada à margem esquerda do texto.
https://doi.org/10.1590/S0100-29452004000100014
https://doi.org/10.1590/S0100-29452004000100014
https://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,um-gosto-pela-ironia-imp-,593820
https://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,um-gosto-pela-ironia-imp-,593820
https://www.diariodoaco.com.br/noticia/0028577-professores-terao-exame-para-ingressar-na-carreira
https://www.diariodoaco.com.br/noticia/0028577-professores-terao-exame-para-ingressar-na-carreira
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Exemplos do Sistema Alfabético (ABNT, 2018):
CARVALHO, G. F. Consumo de frutas: um estudo exploratório, 1998. 229f. Dissertação 
(Mestrado em Ciências) Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São 
Paulo, Piracicaba, 1998.
CHURCHILL, G. A.; PETER, J. P. Marketing: criando valor para o cliente. São Paulo: Saraiva, 
2000. 626p. 
CODEVASF. Exportações de frutas brasileiras. Brasília: Codevasf, 1989. 352p.
GONÇALVES, J. R. A. O consumidor de frutas frescas da cidade de Lavras-MG, 1998. 
122f. Dissertação (Mestrado em Administração Rural), Universidade Federal de Lavras, La-
vras, 1998.
Exemplos do Sistema Numérico (ABNT, 2018):
De acordo com as novas tendências da jurisprudência brasileira, é facultado ao magistrado 
decidir sobre a matéria.
Todos os índices coletados para a região escolhida foram analisados minuciosamente. Na 
lista de referências no rodapé:
Considerações
Pedro, Júlia e João lembraram que nas aulas de Iniciação à Pesquisa Científica, o 
conhecimento das regras para a elaboração de um trabalho acadêmico é de suma 
importância, pois previne possíveis erros na formulação de citações e de referências 
bibliográficas, otimiza o tempo e, com isso, pode-se evitar problemas na aprovação de 
seu trabalho. E esta mesma conduta observada em uma das aulas foi aplicada nesta 
importante etapa da viagem. Logo, eles começaram a colocar em prática e fizeram todo 
o levantamento das possíveis restrições existentes na viagem para a Índia; seguem 
abaixo algumas restrições e regras importantes:
 ` Tem que ter o comprovante internacional de vacinação para a febre amarela (a vacina é 
disponibilizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) gratuitamente e uma única dose e a 
pessoa já fica imune para a vida toda). Já o comprovante internacional de vacinação é 
realizado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)/SUS e todo o trâmite 
demora5 dias úteis;
 ` Vacina recomendada contra a raiva (é disponibilizada pelo SUS gratuitamente e em três 
doses e há a necessidade de esperar 7 dias entre uma dose e outra);
 ` Vacina recomendada contra a poliomielite (é disponibilizada pelo SUS gratuitamente e em 
uma dose);
 ` É recomendado que as mulheres levem véus e roupas largas (que não marquem o 
contorno do corpo) para evitar o assédio e para a liberação de sua entrada em lugares 
sagrados pelos indianos;
 ` Tirar o passaporte na Polícia Federal (tempo para ficar pronto 6 a 10 dias úteis);
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Roteiro, bagagens e restrições para a viagem
3
 ` Visto para a Índia de turismo por 30 dias via eletrônica (4 a 5 dias úteis).
João, Júlia e Pedro fizeram todos os levantamentos das regras e dos documentos ne-
cessários para visitar o país, sendo que o próximo passo é fazer um cronograma com 
prazos, datas e valores para que todas as etapas sejam cumpridas e realizem a viagem 
com tranquilidade e segurança.
Fonte: elaborada pela autora.
CONCLUSÃO
No decorrer da Unidade 3, abordamos temas importantes para a elaboração e realização 
de uma pesquisa científica. Conforme observado, para obter resultados fidedignos e 
consistentes, é preciso que sejamos capazes de seguir algumas etapas sem perder de 
vista a ética e a qualidade dos processos. 
No primeiro item da unidade, compreendemos que a identificação do tema, a formu-
lação do problema de estudo, o levantamento de hipóteses e a definição dos objetivos 
são os primeiros passos para a realização de uma pesquisa. Esses elementos atraves-
sam questionamentos, como: O que pesquisar? O que fazer com o problema identifi-
cado? Quais são as possíveis explicações para o fenômeno observado? Para que vou 
desenvolver essa pesquisa?
Uma vez organizadas essas informações, seguimos para o segundo item da unidade 
onde aprendemos sobre a escrita, a importância e o processo de elaboração de uma 
revisão bibliográfica. Para isso, compreendemos e seleção e o uso das palavras-chave 
que fossem pertinentes ao tema escolhido no processo de pesquisa. Vimos que a re-
visão bibliográfica tem a finalidade localizar a nossa pesquisa no universo de produções 
científicas, além de mapear quais trabalhos podem contribuir com o nosso. É, portanto, 
uma etapa importante ao pesquisador para a construção de um trabalho de qualidade.
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Por fim, abordamos as normativas que regem a escrita do trabalho científico. Conforme 
apresentado ao longo da unidade, os trabalhos derivados de pesquisas científicas devem 
seguir padrões que facilitam a sua compreensão e compartilhamento com toda a co-
munidade. No nosso país, temos a Associação Brasileiras de Normas Técnicas [ABNT], 
entidade privada e sem fins lucrativos, que, dentre outras atividades, dispõe sobre as 
normas e formatações para escrita científica. Nesse item, aprendemos o que são ele-
mentos pré-textuais, textuais e pós-textuais que compõem um trabalho acadêmico, além 
de compreendermos a importância das citações e referências em produções científicas.
LINKS
ITEM 1. ETAPAS DE UMA PESQUISA CIENTÍFICA: IDENTIFICAÇÃO DO 
TEMA, FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DE ESTUDO, HIPÓTESES E 
OBJETIVOS
Um podcast sobre perguntas e respostas sobre a Elaboração de um Projeto de Pesquisa 
com enfoque em tema, problema, hipótese e objetivos. A professora Danielle Malta Lima foi 
convidada para responder às perguntas, sendo que ela é líder de um grupo de pesquisa no 
diretório do CNPQ e é formada em Ciências Médicas.
https://open.spotify.com/episode/6b3uwxvx5ZtQPlQHpHDphf?si=WMtpbbZqSg6To1YzlEVI- 
CA&utm_source=whatsapp
Outra opção de episódio de podcast, retrata o tema: “Como formular um problema de pes-
quisa”, com o prof. André Lisboa. Conheça o que é um problema de pesquisa e quais as 
regras para sua formulação. Dicas para desenvolver seu problema de pesquisa: a. Formular 
o problema como uma pergunta; b. O problema precisa ser empírico; c. O problema precisa 
ser solucionável; d. O problema precisa ser verificável.
https://open.spotify.com/episode/2AlUgbv3kdj1zRbcwKPVzp
OBJETIVOS FILME OU DOCUMENTÁRIOS
ITEM 2. USO DAS PALAVRAS-CHAVE PERTINENTES AO TEMA NO PROCESSO 
DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
Sugestão: A última carta de amor (disponível no Netflix, último acesso em 05 de março de 
2022).
O romance é conhecido a partir das buscas incessantes de uma repórter (Ellie Haworth) 
realizando o levantaamento das cartas de amor trocadas entre a Sra Stirling e o escritor Sr. 
Boot em uma relação ilícita que ocorreu em 1965.
ITEM 3. APRESENTAÇÃO DAS NORMATIVAS QUE REGEM A ESCRITA DO TRA-
BALHO CIENTÍFICO 
Corrente do bem. Direção: Mimi Leder. Produção: Peter Abrams. Estados Unidos: Warner 
Bros., 23 mar 2001. Canal da HBO MAX. (123 min.)
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O filme retrata o trabalho de um professor Eugene Simonet (Kevin Spacey), ele propõe um 
trabalho desafiador para seus alunos, com o seguinte tema: criar algo que possa mudar o 
mundo. Um de seus alunos, Trevor McKinney (Haley Joel Osment) cria um jogo e dá o nome 
de Corrente do Bem (Pay it Forward). Este jogo contém regras em que a cada favor que 
uma pessoa recebe, ela retribui a outras três pessoas e isto foi passado por muitas pessoas 
mudando vidas e destinos.
TEXTO COMPLEMENTAR (LIVRO OU ARTIGO)
ITEM 1. ETAPAS DE UMA PESQUISA CIENTÍFICA: IDENTIFICAÇÃO DO TEMA, 
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DE ESTUDO, HIPÓTESES E OBJETIVOS
Resumo do Capítulo 4 do Livro Metodologia do Trabalho Científico:
Nada se faz ao acaso nas pesquisas científicas. Desde a escolha do tema, fixação dos obje-
tivos, estabelecimento do problema, determinação da metodologia, coleta de dados, análise 
e interpretação dos dados coletados, elaboração do relatório final, tudo deve ser previsto no 
projeto de pesquisa, que deve responder às clássicas questões: O que pesquisar? Por que 
pesquisar? Para quê? Para quem? Onde? Como? Com quê? Quando? Quanto vai custar?
LAKATOS, Eva M. Metodologia do Trabalho Científico. [Rio de Janeiro, RJ]: Grupo 
GEN, 2021. 9788597026559. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/
books/9788597026559/. Acesso em: 12 fev 2022.
ITEM 2. USO DAS PALAVRAS-CHAVE PERTINENTES AO TEMA NO PROCESSO 
DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
Link: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522478392/pageid/41
Realizar a Leitura do Capítulo 3 do Livro de Introdução à Metodologia do trabalho científico: 
elaboração de trabalhos de graduação, segue a referência abaixo:
ANDRADE, Maria Margarida D. Introdução à metodologia do trabalho científico: elabora-
ção de trabalhos na graduação, 10ª edição. São Paulo: Grupo GEN, 2012. 9788522478392. 
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788522478392/. Acesso 
em: 05 mar. 2022.
Resumo do Livro: Neste Livro Maria Margarida Andrade traz noções preliminares e intro-
dutórias para que o aluno possa começar a escrever um trabalho científico, também traz 
procedimentos metodológicos bem simplificadas para ajudá-lo na elaboração de trabalhos 
dos cursos universitários.
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ITEM 3. APRESENTAÇÃO DAS NORMATIVAS QUE REGEM A ESCRITA DO TRA-
BALHO CIENTÍFICO
Capítulo 4 do livro - Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos 
na graduação, neste Livro Maria Margarida Andrade aborda todas as regras e normas da 
ABNT para a elaboração de um trabalho acadêmico. O livro complementa com perfeição o 
material escrito que está sendo disponibilizado nesta unidade.
ANDRADE, Maria Margarida D. Introdução à metodologia do trabalho científico: elabo-
ração de trabalhos na graduação, 10ª edição. [Editora Atlas - São Paulo]: Grupo GEN, 
2012. 9788522478392. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/
books/9788522478392/. Acesso em: 24 mar. 2022.
CASOS DE APLICAÇÃO 
ITEM 1. ETAPAS DE UMA PESQUISA CIENTÍFICA: IDENTIFICAÇÃO DO TEMA, 
FORMULAÇÃODO PROBLEMA DE ESTUDO, HIPÓTESES E OBJETIVOS
Leia o texto abaixo:
Lixo e efeito estufa: o que eles têm em comum?
Nunca produzimos tanto lixo como agora. Cada brasileiro gera, em média, 387 quilos de re- 
síduos por ano, quantidade similar à de países mais desenvolvidos como Croácia e Hungria. 
No entanto, apenas 58% desse lixo é destinado corretamente.
Esses dados foram divulgados em uma análise feita em 2016 pela Associação Brasileira de Em-
presas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), comparando os números do relatório 
internacional Global Waste Management Outlook, lançado pelo Programa das Nações Unidas para 
o Ambiente (Pnuma). O resultado é alarmante, já que o nosso lixo vai parar em lixões e aterros 
sanitários, ao invés de ser reciclado. Mas o que o lixo e os aterros têm a ver com o efeito estufa?
Quando dispostos em aterros sanitários, os resíduos sólidos emitem gases de efeito estufa, 
principalmente metano. A geração desse gás ocorre porque a matéria orgânica presente nos 
resíduos, em situação de ausência de oxigênio, favorece a ação de bactérias metanogêni-
cas, que a decompõem, produzindo o metano.
Para minimizar a sua geração, e consequentemente amenizar as mudanças climáticas, é 
importante a conscientização da população, que pode contribuir, por meio de práticas mais 
sustentáveis, reduzindo, reutilizando ou reciclando os resíduos gerados”, explicou o secretá-
rio de Meio Ambiente da Serra (Semma), Marcos Machado.
Artigo publicado no portal do G1 (link: https://g1.globo.com/espirito-santo/especial-publicita- 
rio/prefeitura-da-serra/serra-sustentavel/noticia/2017/05/lixo-e-efeito-estufa-o-que-eles-tem-
-em-comum.html) Acesso em: 19 de fevereiro de 2022.
Com base no texto acima, o aluno deverá propor três hipóteses viáveis com o intuito de re-
solver o seguinte problema:
“Como reduzir a emissão de gás metano em lixões e aterros sanitários?”
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ITEM 2. USO DAS PALAVRAS-CHAVE PERTINENTES AOTEMA NO PROCESSO DE 
PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
ITEM 3. APRESENTAÇÃO DAS NORMATIVAS QUE REGEM A ESCRITA DO 
QUESTÃO 2
Exclusão digital é um conceito que diz respeito às extensas camadas sociais que ficaram à 
margem do fenómeno da sociedade da informação e da extensão das redes digitais. O pro-
blema da exclusão digital se apresenta como um dos maiores desafios dos dias de hoje. com 
implicações diretas e indiretas sobre os mais variados aspectos da sociedade contemporânea. 
Nessa nova sociedade, o conhecimento é essencial para aumentar a produtividade e a com-
petição global. É fundamental para a invenção. para a inovação e para a geração de riqueza. 
As tecnologias de informação e comunicação (TICs) proveem uma fundação para a cons-
trução e aplicação do conhecimento nos setores públicos e privados. É nesse contexto que 
se aplica o termo exclusão digital. referente à falta de acesso às vantagens e aos benefícios 
trazidos por essas novas tecnologias. por motivos sociais, econômicos, políticos ou culturais. 
TRABALHO CIENTÍFICO
Três tipos referências foram selecionados, conforme abaixo:
1ª) Artigo científico em periódicos eletrônicos.
Título: Analfabetismo e níveis de letramento no Brasil: o que dizem os censos? 
link: https://www.scielo.br/j/es/a/r9WxgNdxFvRLXYfbxCLyF5G/?format=pdf&lang=pt
2º) Publicação Eletrônica.
Título: Uma lenta caminhada
Link: https://novaescola.org.br/conteudo/2777/uma-lenta-caminhada?gclid=CjwKCAjwrfCRB
hAXEiwAnkmKmTRLWnKIVrbsPUUjbIFqGWwzLau_2g6NEmRXDnqGKlhlA3Lmrd9JORoC
mhEQAvD_BwE
3ª) Livro 
Título: Alfabetização e Letramento 1, segue abaixo as informações do Livro:
https://www.scielo.br/j/es/a/r9WxgNdxFvRLXYfbxCLyF5G/?format=pdf&lang=pt
https://novaescola.org.br/conteudo/2777/uma-lenta-caminhada?gclid=CjwKCAjwrfCRBhAXEiwAnkmKmTRLWnKIVrbsPUUjbIFqGWwzLau_2g6NEmRXDnqGKlhlA3Lmrd9JORoCmhEQAvD_BwE
https://novaescola.org.br/conteudo/2777/uma-lenta-caminhada?gclid=CjwKCAjwrfCRBhAXEiwAnkmKmTRLWnKIVrbsPUUjbIFqGWwzLau_2g6NEmRXDnqGKlhlA3Lmrd9JORoCmhEQAvD_BwE
https://novaescola.org.br/conteudo/2777/uma-lenta-caminhada?gclid=CjwKCAjwrfCRBhAXEiwAnkmKmTRLWnKIVrbsPUUjbIFqGWwzLau_2g6NEmRXDnqGKlhlA3Lmrd9JORoCmhEQAvD_BwE
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Esquematizar como as referências deverão ser inseridas na referência bibliográfica, 
seguindo as normas da ABNT.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ITEM 1. ETAPAS DE UMA PESQUISA CIENTÍFICA: IDENTIFICAÇÃO DO TEMA, FORMULAÇÃO DO 
PROBLEMA DE ESTUDO, HIPÓTESES E OBJETIVOS
LAKATOS, E. M. Metodologia do Trabalho Científico. Barueri: Grupo GEN, 2021. Disponível em: https:// 
integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597026559/. Acesso em: 12 fev. 2022.
XAVIER, C. M. da S. Gerenciamento de projetos: como definir e controlar o escopo do projeto. São Pau-
lo: Editora Saraiva, 2018. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788553131204/. 
Acesso em: 12 fev. 2022.
ITEM 2. USO DAS PALAVRAS-CHAVE PERTINENTES AO TEMA NO PROCESSO DE PESQUISA BIBLI-
OGRÁFICA
ANDRADE, M. M. D. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos na 
graduação, 10ª edição. São Paulo: Grupo GEN, 2012. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com. 
br/#/books/9788522478392/. Acesso em: 03 mar. 2022.
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A.; SILVA, R. Metodologia Científica, 6ed. São Paulo: Pearson Prentice Halt, 
2007.
GEREMIAS, L. M.; EVANGELISTA, L. F.; SILVA, R. C. da; FURTADO, D. S.; SILVEIRA-MONTEIRO, C. A.; 
FREITAS, C. F. Prevalência do diabetes mellitus associado ao estresse ocupacional em trabalhadores bancá-
rios, Minas Gerais, Brasil. Revista Cuidarte, Bucaramanga, vol. 8, n. 3, p. 1863-1874, dez. 2017. Disponível 
em: http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2216-09732017000301863&lng= en&nrm=i-
so. Accesso em: 4 mar. 2022.
LOPES, H. M. T.; PEÇANHA, A. C. C.; CASTRO, A. L de. Considerações sobre a eficiência de misturas de 
concreto de cimento Portland com base no conceito de empacotamento de partículas. Matéria, Rio de Janeiro, 
vol. 25, n. 1, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1517-707620200001.0874. Acesso em: 4 mar. 2022.
MATIAS-PEREIRA, J. Manual de Metodologia da Pesquisa Científica. São Paulo: Grupo GEN, 2016. Dis-
ponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597008821/. Acesso em: 01 mar. 2022.
REVISÃO. Michaelis, Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/ 
moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/revis%C3%A3o/. Acesso em: 1 mar. 2022.
SANTOS, I. E. Manual de Métodos e Técnicas de Pesquisa Científica. 12 ed., Niterói: Editora Impetus, 
2016.
ITEM 3. APRESENTAÇÃO DAS NORMATIVAS QUE REGEM A ESCRITA DO TRABALHO CIENTÍFICO
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. ABNT NBR 14724: informação e 
documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. ABNT NBR 10520: referência, informação e 
documentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2216-09732017000301863&lng
https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/revis%2525C3%2525A3o/
https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/revis%2525C3%2525A3o/
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Roteiro, bagagens e restrições para a viagem
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. ABNT NBR 6023: informação e 
documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.
ANDRADE, M. M. de. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos na 
graduação, 10ª edição. São Paulo: Grupo GEN, 2012.
BOLETIM ESTATÍSTICO [DA] REDE FERROVIÁRIA FEDERAL. Rio de Janeiro, 1965. p. 20.
CITAÇÃO. Michaelis, Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/
moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/cita%C3%A7%C3%A3o/.Acesso: em 24 mar 2022.
CRETELLA JÚNIOR, J. Do impeachment no direito brasileiro. [São Paulo]: R. dos Tribunais, 1992. p. 107.
DEBEAUFORT, F.; QUEZADA-GALLO, J. A.; VOILLEY A. Edible films and coatings: tomorrow’s packagings: 
a review. Critical Reviews Food Science., [s. l.], vol. 38, n. 4, p. 299-313, 1998.
FURTADO, R.; DE LUCA, S. J. Técnicas de cultivo de arroz irrigado: relação com a qualidade de água, pro-
tozoários e diversidade fitoplanctônica. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, [s. l.],vol. 
7, n. 1, p. 165-172, 2003. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1415-43662003000100027. Acesso em:
23 mar 2022.
FAKHOURI, F. M.; FONTES, L. C. B.; GONÇALVES, P. V. M.; MILANEZ, C. R.; STEEL, C. J.; COLLA-
RES-QUEIROZ, F. P. Filmes e coberturas comestíveis compostas à base de amidos nativos e gelatina na 
conservação e aceitação sensorial de uvas. Ciência Tecnologia Alimentos, Campinas, vol. 27, n.2, p. 369-
375, abr.-jun. 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cta/a/yBBLqDqXVWhZsBcHL6nFFhn/?format=pd-
f&lang=pt. Acesso em: 23 mar 2022.
https://www.scielo.br/j/cta/a/yBBLqDqXVWhZsBcHL6nFFhn/?format=pdf&lang=pt
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
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UNIDADE 4
A VIAGEM: OS RECURSOS, O 
SEGURO E O REGISTRO. UMA 
TRILHA PERCORRIDA
INTRODUÇÃO
Na pesquisa, assim como em nossa viagem, parte do planejamento tem natureza mais 
prática que conceitual. Esse é o momento em que definimos o como e o quando reali-
zar uma determinada atividade. Essa organização e seleção é ligada à hipótese cons-
truída. Esse é o momento de definir o roteiro da viagem e o que levar para cada local. 
Não adianta levar uma câmera fotográfica para o museu que não permite fotos ou es-
quecer a roupa de banho para passear na praia.
O modo como se irá avaliar o experimento vai depender do objeto de estudo e do que 
se deseja comparar. O resultado pode ser concreto como o peso ou glicemia de um 
indivíduo ou intangível como sua opinião sobre a qualidade de determinado produto. 
Da mesma maneira, como a definição de um passeio pode ser feita com base no preço 
concreto ou na opinião dos viajantes (caro vs. barato) que vai depender das experiên-
cias e opiniões dos envolvidos. Muitas vezes na ciência existe a opção de lançar mão 
das duas opções, mas isso depende da área da ciência e do objetivo.
A maneira de se apresentar o resultado deve ser feita de modo a resumir as avaliações 
para guiar quem está lendo (vendo ou ouvindo) às conclusões finais. Um pesquisador 
não vai relatar todas as medidas obtidas, pois estas podem somar um volume de infor-
mações enorme. Nesse momento usa-se artifícios para resumir os dados e é necessá-
rio apresentá-los de maneira clara e concisa. Igualmente, ao menu de um restaurante 
que contém informações básicas sobre os pratos ofertados, para que o cliente possa 
entender e escolher apropriadamente sua refeição. Assim, não é necessário expor to-
dos os detalhes de preparo de cada prato.
A organização das etapas que serão realizadas leva à otimização do tempo e ao enca-
deamento lógico dos resultados obtidos em cada etapa. Da mesma forma que ao visitar 
uma cidade procura-se conhecer lugares próximos no mesmo dia e passar próximo ao 
restaurante que se quer almoçar ao meio-dia. Na pesquisa, o encadeamento de etapas 
é relevante, pois muitas vezes o resultado de uma, influencia as subsequentes. Talvez, 
nossos viajantes optem por deixar de passar naquela famosa gelateria depois de um 
inesperado almoço especialmente reforçado.
Na Unidade 04 iremos discorrer sobre a escrita, interpretação e análise dos resultados 
científicos. Como devemos fazer isso? Por que é preciso estar atento para não incorrer 
no plágio? Como deve ser realizada a divulgação dos trabalhos científicos? A partir 
dessas e de outras questões atravessaremos os itens da presente unidade onde 
abordaremos diferentes temas, a saber: a escrita e a análise dos dados qualitativos 
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e quantitativos, diferenças entre apêndice e anexo, cronograma de pesquisa, plágio 
e autoplágio, formas de apresentação de trabalhos científicos em diferentes eventos, 
publicação de artigo científico e, por fim, divulgação e valorização da ciência.
Ao longo da quarta - e última - unidade, chegaremos ao final do planejamento da via-
gem. Por isso, é preciso que Pedro, Júlia e João realizem os preparativos finais com 
todo cuidado, reunindo os recursos necessários, os seguros e os registros dessa incrível 
jornada. Ao final, tal qual no desenvolvimento de uma pesquisa científica, nossos via-
jantes terão vivenciado uma experiência que transformará a maneira como eles enxer-
gam o mundo e a si mesmos. E você, está de malas prontas para essa transformação?
1. ANÁLISE DE DADOS QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS
A natureza de um determinado dado avaliado em um experimento pode ser agrupado 
em duas classes: dados quantitativos e qualitativos. Dados quantitativos são comu-
mente obtidos a partir de medições com equipamentos desde rudimentares como uma 
régua ou no topo da tecnologia humana como o telescópio espacial James Webb e tem 
natureza numérica (AZEVEDO, 2018). Já os qualitativos possuem natureza textual e 
são normalmente relacionados com características, percepção e opinião sobre algo.
Quadro 01. Lista de softwares para construção de gráficos e tabelas
SOFTWARE QUALITATIVOS QUANTITATIVOS
Dados Textuais Numéricos
Apresentação Em categorias Gráficos e Tabelas
Análise Contraste entre grupos Comparação direta e por estatística
Fonte: elaborado pelo autor.
Dados qualitativos
Análises qualitativas são realizadas em pesquisas, onde o objeto é humano, pois este 
é o único capaz de pôr em palavras sua percepção de um determinado assunto. Esse 
dado é obtido por entrevistas ou questionários onde o entrevistado elabora verbalmente 
sua opinião ou percepção sobre um assunto. A principal vantagem dessa abordagem é 
que necessita de menos conhecimento anterior sobre a amplitude de opções ou ideias 
ao redor do assunto, pois o entrevistado tem liberdade de responder e não fica preso a 
uma série de opções definidas anteriormente pelo pesquisador (MARTINS; THEÓPHI-
LO, 2016). Um caso muito comum disto é a pesquisa de opinião sobre produtos, como 
alimentos, por exemplo. Neste, o entrevistado experimenta o produto e emite sua opi-
nião sobre as características deste ao pesquisador.
Essa contraposição se apresenta aos nossos viajantes, quando Júlia questiona os co-
legas “Em que tipo de restaurante vocês preferem jantar?” ao invés de “Vocês preferem 
ir a um restaurante italiano, japonês ou indiano?”. Contudo, ao apresentar a primeira 
questão, caberá a Júlia avaliar as respostas de todos para onde ir baseado em respos-
tas que irão variar em conteúdo objetivo e subjetivo. O pesquisador - ou, nesse caso, 
a Júlia - tem que se distanciar de suas pré-concepções e conhecimento para avaliar as 
respostas. A perda de objetividade pode levar o pesquisador a filtrar dados que reforçam 
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
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e comprovam sua hipótese. Por exemplo, Júlia ao ouvir dos colegas que prefeririam um 
restaurante vegetariano, imaginou que a opção da culinária indiana seria adequada, 
porém a culinária indiana tem característica apimentada o que dificilmente agradará a 
todos, porém como Júlia aprecia o condimento acabou ignorando este aspecto diante 
ao restante do grupo (VIEIRA; HOSSNE, 2021).
Uma das maneiras de se analisar dados qualitativos é categorizando as respostas, ou 
seja, agrupar as respostas baseadas em aspectos comuns a elas de maneira empírica. 
As categorias podem ser criadas a priori ou baseadas nos dados obtidos. Categorias a 
priori são construídas baseados em dados obtidos anteriormente e facilitama compara-
ção dos dados alcançados com outros estudos que aplicaram a mesma categorização. 
Enquanto o agrupamento construído a partir do dado obtido tem potencial de expor 
novos padrões (MARTINS; THEÓPHILO, 2016).
Quando Júlia pergunta para pessoas que já viajaram para o mesmo lugar sobre os res-
taurantes, ela pode categorizar essas opiniões baseadas em sistemas já usados anterior-
mente, como por exemplo em sites de dicas de viagem, que atribuem a nacionalidade, 
valor médio dos pratos e localização como as informações mais relevantes, possibilitando 
assim comparar essas informações obtidas com as informações estabelecidas a priori 
pelos sites de viagem. Ainda nesse caso, outra opção seria Júlia simplesmente criar uma 
nova forma de categorização que talvez amplie a quantidade de informações sobre os 
restaurantes, mas que seja mais difícil comparar com outras fontes de informação. A de-
cisão sobre qual tipo de categorização será utilizada deve ser feita de forma a responder 
da melhor forma possível ao objetivo final (MARTINS; THEÓPHILO, 2016).
Para saber mais sobre os dados qualitativos, assista o vídeo intitulado: “O que são dados 
qualitativos? - Pesquisa na Prática”. Estes dados, como textos, imagens, vídeos e áudios, 
são os dados utilizados na pesquisa qualitativa. Esses não são estruturados e precisam 
de algum tipo de técnica específica para serem analisados pelos pesquisadores, como por 
exemplo, análise de conteúdo, análise de discurso, análise textual discursiva, entre outros.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=fi8v6v7P8GY
SAIBA MAIS
Dados quantitativos
Dados quantitativos se referem aos resultados de análises que podem ser expressas 
numericamente com uma unidade comum a todos da mesma série (ex. metros, segun-
dos, %, etc.). Esses dados podem ser obtidos por medidas com equipamentos ou por 
questionários com repostas objetivas (AZEVEDO, 2018). A maior vantagem de uma 
avaliação quantitativa é observação direta das diferenças entre os grupos de amostras. 
Por exemplo, Júlia poderia escolher entre dois restaurantes apenas observando o preço 
médio dos pratos.
Além disso, dados dessa natureza permitem pouca subjetividade e cabe apenas ao 
pesquisador avaliar o resultado frente a sua hipótese e a literatura cientifica. Ao avaliar 
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resultados numéricos, o pesquisador pode, e deve, se utilizar de ferramentas estatísti-
cas para demonstrar que as diferenças observadas são robustas e não obra do acaso. 
No exemplo acima, Júlia apenas olhou o preço médio dos pratos e não observou que 
alguns dos restaurantes mesmo com valores médios um pouco acima dos demais pos-
suíam maior variação dos preços, obtendo, então, opções de pratos bem mais baratos 
do que os com menor preço médio (AZEVEDO, 2018). O uso de dados numéricos pos-
sibilita avaliações dos dados que vão além de simples médias. Ferramentas estatísticas 
permitem uma avaliação avançada dos dados numéricos e suas variações.
Sendo assim, a análise dos dados quantitativos se diferencia por serem observações 
não subjetivas, baseadas em medidas precisas. Enquanto os dados qualitativos são 
baseados em opiniões e experiências dos entrevistados que representam como um 
grupo de indivíduos percebe um determinado objeto de estudo. Podemos exemplificar 
a contraposição entre os dois tipos de análises com a altura de João. Com 1,80m, ele 
pode ser considerado alto no Laos considerado o país de menor estatura do mundo 
(1,59m) enquanto nos Países Baixos, o país de maior estatura média (1,83m), João 
será considerado dentro do padrão. Assim, embora quantitativamente a altura do João 
seja a mesma em todos os países a percepção dos outros da sua altura irá variar (RO-
DRIGUEZ-MARTINEZ et al., 2020).
CURIOSIDADE
PARA REFLETIR
Durante a obtenção e análise de dados da pesquisa, o pesquisador deve evitar generalizações 
e especulações que ultrapassem seu universo amostral. Casos, anedóticos baseados em 
experiências pessoais ou com desenho amostral enviesado leva a distorções dos resulta-
dos. Um exemplo claro disso foi a disseminação de “tratamento precoce” com fármacos sem 
eficácia durante a epidemia de COVID-19 nos anos 2020, onde testes sem desenho experi-
mental adequado foram divulgados como significativos e casos anedóticos reforçaram essa 
ideia na população com apoio de alguns profissionais da área da saúde.
Apresentação de dados qualitativos e quantitativos
Assim como em uma viagem, em pesquisa uma imagem pode expressar mais do que 
mil palavras. É inviável que o pesquisador apresente ao público seus dados na íntegra. 
Horas passadas produzindo dados geram longas tabelas, vídeos, e toda coleção de 
dados que são resumidos para serem apresentados. Como o formato dos dados quan-
titativos e qualitativos são diferentes, a maneira como podemos apresentá-los também 
é diferente (VIEIRA; HOSSNE, 2021).
FAIR data
O conceito de FAIR (findability, accessibility, interoperability and reusability - localizabilida-
de, acessibilidade, interoperabilidade e reuso) data surgiu em 2016 em um artigo científico. 
Esse conceito prega que os dados científicos devem estar acessíveis a todos de maneira 
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
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que possam ser encontrados e que possam ser reutilizados. Isso exige que o dado esteja 
disponível em uma base de dados e que os métodos utilizados estejam descritos de maneira 
que possam ser reproduzidos. Ele é centrado não em buscas manuais, mas por buscas au-
tomatizadas por máquinas. Contudo, atualmente, ele está se expandindo e vários periódicos 
científicos têm exigido o depósito de dados brutos em bases de dados científicos abertos.
Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/FAIR_data. Acesso em: 13 fev. 2022.
A apresentação de dados qualitativos traz o desafio de traduzir as respostas e discursos 
dos indivíduos entrevistados em uma forma clara e concisa, retirando conclusões que 
representem o universo de respostas (MARTINS; THEÓPHILO, 2016).
Conforme apresentado anteriormente, a categorização de respostas é uma importante 
forma de apresentar o universo de dados. O agrupamento de dezenas de respostas 
pode formar apenas alguns grupos que sumarizam o pensamento daquela amostra, 
por isso é importante explicar as características de cada uma das categorias e como 
ela foi montada de maneira objetiva e clara. A transcrição de parte das entrevistas pode 
exemplificar, auxiliar na explicação do universo de dados e funcionar como instrumento 
argumentativo (MARTINS; THEÓPHILO, 2016).
Sobre a apresentação de dados quantitativos, imagine que ao fim de um experimento 
um pesquisador tenha avaliado o peso de 50 camundongos, ou a resistência de 40 blo-
cos de concreto ou ainda quantos dos 200 entrevistados tomam banho antes de dormir 
ou ao acordar. Esse universo de dados numéricos pode ser apresentado de maneira a 
simplificar sua análise, compreensão e comparação (AZEVEDO, 2018).
A principal ferramenta que se utiliza para resumir um universo de dados numéricos (de 
uma mesma medida, ex. área – m²) é a média. A média é definida como o somatório 
da medida de todas as leituras dividido pelo número de leituras, ou seja, se João, Júlia 
e Pedro tem altura de 1,80m, 1,71m e 1,65m respectivamente, sua média é 1,72 - isto 
é: (1,80m + 1,71m + 1,65m) / 3 = 1,72m. Com a medida média de um grupo de dados 
pode-se comparar dois ou mais grupos de dados com mais facilidade e visualizar ten-
dências quando o universo de dados é muito grande.
Para saber mais sobre o uso de dados numéricos assista o vídeo: “Como calcular uma Média 
Aritmética”. A média é usada para sumarizar um universo de dados numéricos em um único 
número. Assim, a média representa o total de dados amostrados tornando mais fácil compre-
ender a medida tomada.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=VpJNRL7bops
SAIBA MAIS
Uma maneira de se apresentarsão as tabelas (ex. Tabela 1) onde o pesquisador con-
segue apresentar diferentes dados e resultados (no exemplo: peso, comprimento e lon-
gevidade) de diferentes universos de dados (no exemplo: dietas). Uma tabela facilita 
https://en.wikipedia.org/wiki/FAIR_data,%252520Acesso
http://www.youtube.com/watch?v=VpJNRL7bops
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a visualização das diversas medidas tomadas em um determinado experimento e a 
observação de tendências gerais dos resultados (VIEIRA; HOSSNE, 2021).
Tabela 01. Efeito de dietas na saúde de camundongos (dados fictícios)
PESO (G) COMPRIMENTO (CM) LONGEVIDADE (MESES)
Dieta convencional 43 8,2 18,8
Dieta proposta 40 8,5 20,1
Fonte: elaborada pelo autor.
Outra maneira de expor dados é na forma de gráficos, pois apresentam de forma visual 
o conjunto de dados (SANTOS; PARRAS FILHO, 2012). Esse tipo de visualização ajuda 
a demonstrar tendências que muitas vezes são difíceis de observar apenas pelos valores 
ou quando estes são muito altos - exemplo: bilhões - ou baixos - exemplo: 0,001. Essas 
escalas são difíceis de serem visualizadas mentalmente até para mentes treinadas. Para 
isso, atualmente, utilizamos softwares e aplicativos que permitem a construção de gráficos.
No entanto, dados de medidas diferentes e escalas diferentes (ex. Tabela 01) são com-
plexas de serem inseridas em um só gráfico, pois exigem múltiplos eixos (um para cada 
medida). Portanto, a escolha entre gráficos e tabelas depende da natureza do dado, 
mas é muitas vezes puramente estilística e da preferência do autor.
SAIBA MAIS
Para saber mais sobre o uso de gráficos assista o vídeo: “Produção, leitura e interpretação 
de gráficos: principais tipos de gráficos”. Os gráficos auxiliam a apresentar de maneira visual 
dados numéricos de modo a facilitar a observação e compreensão do fenômeno medido.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=u5DZHzMr9ks
Figura 01. Diferentes tipos de gráficos mostrando a comparação entre diferentes dados
http://www.youtube.com/watch?v=u5DZHzMr9ks
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
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Fonte: 123RF.
Quadro 02. Lista de softwares para construção de gráficos e tabelas
SOFTWARE WEBSITE
LibreOffice https://pt-br.libreoffice.org
GoogleDocs https://docs.google.com
Microsoft Excel https://office.live.com
Fonte: elaborada pelo autor.
Diferenças entre Apêndice e Anexo
Muitas vezes ao preparar um manuscrito algumas informações para auxiliar a argumen-
tação devem ser deixadas de fora do corpo do texto. Esse texto é dividido pela ABNT (As-
sociação Brasileira de Normas Técnicas) em apêndices e anexos. Ambos são elementos 
pós-textuais não obrigatórios, sendo assim, fica a encargo dos autores sua utilização.
Os apêndices são textos elaborados pelos autores do trabalho e devem ser inse-
ridos logo após as referências bibliográficas; devem ter suas páginas numeradas, para 
que também constem no sumário do documento. Um exemplo de apêndice são os for-
mulários de entrevistas e seus transcritos, extensas tabelas ou figuras muito grandes. 
Os apêndices são adicionados após as referências e ordenados segundo mencionados 
no texto, indicados por letras (ex.: Apêndice A, Apêndice B, etc.).
Já os anexos são textos que não são de autoria dos autores e são adicionados ao 
documento após os apêndices, se houver algum. Alguns exemplos de anexos são: ma-
pas, estatutos, leis e imagens. Contudo, como os anexos não são de autoria do autor, 
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este deve tomar cuidado para não anexar algo protegido por copyright. Eles são adi-
cionados após os apêndices, e também devem possuir páginas numeradas, para que 
constem no sumário do trabalho, ordenados segundo são mencionados no texto e, caso 
sejam mais de um, indicados por letras (ex.: Anexo A, Anexo B e etc.).
Vale ressaltar que a diferenciação entre anexo e apêndice apresentada aqui trata-se 
apenas para publicações que seguem a ABNT. Outras publicações podem ter outras 
definições para os textos que suplementam o texto principal.
Cronograma de Pesquisa
A organização do tempo é uma etapa importantíssima para o andamento otimizado do tra-
balho - e da viagem. A organização deve sempre demonstrar as etapas da pesquisa com o 
encadeamento lógico e o tempo que cada uma leva. Ao montar o cronograma de execução 
ficará claro para o pesquisador a exequibilidade do projeto e que adaptações precisam ser 
realizadas para que o trabalho seja executado em tempo hábil (AZEVEDO, 2018).
A primeira etapa da construção de um cronograma é a definição das etapas do estudo. 
Considerando os dados levantados na bibliografia e no plano metodológico, o autor 
deve definir também o encadeamento das etapas de maneira lógica. O pesquisador 
deve considerar se uma etapa depende de outra e a disponibilidade de recursos, mate-
rial e pessoas para realizá-las.
Tendo definido as etapas e a ordem delas, o pesquisador deve alocar o tempo para cada 
uma das etapas. Para alocação de tempo, o autor deve levar em consideração em que con-
siste cada etapa e avaliar de maneira objetiva e clara o tempo necessário para executá-la.
Em seguida, de posse destes dados o pesquisador irá elaborar o cronograma na forma 
de uma tabela ou um gráfico de Gantt, onde a ordem e o encadeamento das etapas 
são apresentados de maneira gráfica. Depois de construído o cronograma, cabe ao 
pesquisador revisá-lo para avaliar sua exequibilidade e realizar os ajustes necessários.
Quadro 03. Cronograma de trabalho
ATIVIDADES MÊS 1 MÊS 2 MÊS 3 MÊS 4 MÊS 5
Pesquisa bibliográfica
Levantamento de dados
Análise de dados
Preparo do TCC
Fonte: elaborada pelo autor.
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
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Figura 02. Gráfico de Gantt representando o cronograma de pesquisa
Fonte: 123RF.
Para saber mais sobre a construção de um cronograma assista o vídeo: “Projeto de pesquisa 
- cronograma”. O cronograma é usado para mostrar quanto tempo cada etapa de um projeto 
levará desde o levantamento bibliográfico até a obtenção dos resultados.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cYaE2q-NSME
SAIBA MAIS
A maneira como organizamos a pesquisa, assim como em uma viagem, está direta-
mente ligada com o sucesso e a tranquilidade da jornada. Organizar o tempo que cada 
etapa leva e o encadeamento, assim como a maneira de obter os resultados, analisá-
-los e apresentá-los é fundamental para chegar ao nosso destino, o importante trabalho 
científico apresentado e disponível para sociedade.
http://www.youtube.com/watch?v=cYaE2q-NSME
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Figura 03. Encadeamento do processo de escrita dos resultados científicos
Hipótese científica
Cronograma de 
execução
Dados quantitativos Dados qualitativos
Análise de dados
Apresentação dos 
dados
Análise de dados
Apresentação dos 
dados
Hipótese científica
2. CONCEITOS DE PLÁGIO E AUTOPLÁGIO
No nosso dia a dia a tecnologia nos fornece ferramentas que facilitam e agilizam o 
trabalho. Uma das mais utilizadas no nosso cotidiano são os atalhos de teclado para 
copiar (CTRL + C) e colar (CTRL + V). Uma ferramenta que nos permite copiar ou mo-
ver texto/imagens/objetos entre documentos. Essa facilidade é tentadora quando pre-
cisamos gerar um novo documento em um prazo curto e existe abundância de material 
disponível para copiar/colar. Contudo, de maneira geral, todo material está protegido 
pelo direito de propriedade intelectual que proíbe a reprodução total e parcial daquele 
material sem autorização, o que pode levar a grandes prejuízos quando detectados, 
pois, além de possíveis prejuízos financeiros, o plágio é crime segundo o código penal1.
Esses atalhos se parecem muito com atalhos que usamos para ganhar tempo em via-
gens. Entretanto, em viagens, um atalho pode pôr muito a perder caso passe por lugares 
perigosos. Asolução parece muito simples, não copie, crie seu próprio texto, mas infeliz-
mente a literatura cientifica e a internet estão repletas de exemplos de plágio e carreiras 
exemplares acabam por causa dele. Faça um rápido exercício, busque algo na internet e 
Fonte: elaborada pelo autor.
1Crime de Violação aos Direitos Autorais no Art. 184 – Código Penal. Pena – detenção, de 3 (três) meses a 
1 (um) ano, ou multa.
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
4
leia os vinte primeiros links que aparecem, você vai notar como os textos se repetem. Isso 
acontece em textos menos profissionais como de blogs, mas também em textos jornalís-
ticos. Muitas vezes o plágio ocorre de maneira inconsciente, pois o plagiador produz uma 
obra extremamente similar a uma de suas referências. Para nos protegermos destes tipos 
de lapsos existem ferramentas online que avaliam e detectam o plágio no texto.
O caso mais famoso de plágio acadêmico no Brasil, envolvendo docente da Universidade 
de São Paulo, exemplifica o como a cadeia de eventos que pode ocorrer em caso de plágio.
Disponível em: https://portal.aprendiz.uol.com.br/content/usp-demite-professor-por-plagio-
em-pesquisa. Acesso em : 05 jan. 2023.
CURIOSIDADE
SAIBA MAIS
Figura 04. Copiar e colar
O plágio ocorre quando uma obra é copiada, na íntegra ou parcialmente, sem a devida 
apresentação do autor ou citação. Contudo, o plágio também acontece quando o autor 
do plágio é também o autor da obra, sendo denominado de autoplágio, o que parece 
estranho, mas fará sentido mais para frente (SILVA et al., 2018).
É importante frisar que copiar um fragmento de texto na íntegra, com as mesmas palavras 
e colocar referência no final não é correto segundo as normas de produção de texto. Nes-
se caso, usa-se a citação direta, ou seja, o trecho copiado é inserido entre aspas para 
frisar que é cópia exata da obra original. Contudo, citações diretas devem ser evitadas, 
pois afetam a originalidade do texto e podem atrapalhar sua coerência e coesão. Deve-se 
utilizá-las apenas quando a estrutura de construção do texto original é imprescindível para 
compreensão como por exemplo leis e textos literários (MARCONI, 2021).
Fonte: 123RF.
A propriedade intelectual é protegida nacionalmente e internacionalmente por órgãos e acor-
dos entre países. O registro no Brasil é feito no Instituto Nacional de Propriedade Industrial 
(INPI). Entenda melhor esse conceito e como essa proteção funciona.
Disponível em: https://abpi.org.br/blog/o-que-e-propriedade-intelectual/. Acesso em: 05 jan. 
2023.
https://portal.aprendiz.uol.com.br/content/usp-demite-professor-por-plagio-em-pesquisa
https://portal.aprendiz.uol.com.br/content/usp-demite-professor-por-plagio-em-pesquisa
https://abpi.org.br/blog/o-que-e-propriedade-intelectual/
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Plágio
Quando pensamos em publicações para públicos em diferentes mídias, sempre deve-
mos levar em consideração a originalidade da informação que irá ser publicada da mes-
ma maneira que a publicação de um roteiro de viagens com fotos e textos que foram 
produzidos por uma determinada fonte não podem ser copiados e publicados como se 
fossem de outra pessoa. Nas publicações científicas precisamos garantir que os textos 
e resultados obtidos também tenham originalidade (SILVA et al., 2018).
SAIBA MAIS
Figura 05. Plágio versus propriedade intelectual
Além dos aspectos legais já mencionados, há outras razões para que isso seja um 
aspecto importante. Quando o autor quer passar uma informação, quanto mais original 
a informação mais garantimos haver veracidade e autenticidade desta. Para compreen-
der essa ideia é preciso imaginar uma história a qual é contada de um indivíduo para o 
outro sucessivamente - como na brincadeira de criança denominada “telefone sem fio”. 
À medida que a informação é passada, ela é alterada, e chega ao final totalmente dis-
torcida pelas diversas passagens entre diferentes indivíduos. Assim, quando construí-
mos um texto original, citando e referenciando corretamente, estamos dando ao leitor 
confiança naquilo que apresentamos.
Autoplágio
O autoplágio acontece quando o autor reaproveita uma obra sua anterior em outra situ-
ação. Qual é o problema, então? O autor da obra original não está sendo lesado. Além 
da questão da originalidade do texto mencionada acima, o que ocorre nesses casos é 
que normalmente, ao publicar uma obra, o autor cede o direito autoral para a editora 
que publicou a obra. Assim, o autor da obra perde o direito de fazer o que quiser com a 
obra. O autoplágio em casos em que os direitos não foram cedidos não é ilegal, contu-
do, não é bem-visto, pois transparece preguiça e desleixo (SILVA et al., 2018).
Fonte: 123RF.
Além da produção cientifica e artística protegida por propriedade intelectual, hoje existem di-
versas maneiras de gerar conteúdo protegendo o direito de citação e ao mesmo tempo liberar 
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
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o uso do material. Isso se faz através do uso de licenciamento do material pelas normas do 
“Creative Commons”. Entenda melhor essa ideia no link abaixo.
Disponível em: https://br.creativecommons.net. Acesso em: 05 jan. 2023.
Principais tipos de plágio e exemplos
O plágio pode ser dividido em diferentes tipos de acordo com o modo como foi realizado 
e o quanto da obra foi copiada (SILVA et al., 2018).
 ` Plágio integral: Quando a obra é copiada na integra, sem modificações, ou seja, 
o plagiador apresenta como sua a obra de outra pessoa.
Exemplo: um estudante desta instituição pode pegar o Trabalho de Conclusão de Cur-
so (TCC) de outra faculdade e entregar como seu, apenas colocando seu nome.
 ` Plágio parcial: Apenas partes da obra são reproduzidas sem a devida citação. 
Nesse tipo, a obra final normalmente é uma colcha de retalhos entre diversos 
documentos e partes produzidas pelo plagiador.
Exemplo: Para montar um trabalho sobre a cochonilha (inseto parasita de plantas e 
praga na agricultura) para a faculdade, o aluno encontra algumas referências bibliográ-
ficas interessantes e mistura partes de cada uma para formar o trabalho final.
 ` Plágio direto: Nesse tipo, uma parte inteira de uma obra é copiada. O plagiador 
copia o original sem alterações tornando o plágio bastante óbvio.
Exemplo: A aluna copia uma figura sobre o processo de endurecimento de concreto em 
seu TCC e não cita a fonte original.
 ` Plagio indireto: Ocorre quando o plagiador adapta e altera o texto original (tor-
nando o plágio difícil de detectar e provar), mas esquece ou omite propositalmen-
te a citação original. Esse tipo de plágio pode acontecer acidentalmente caso se 
esqueça de acrescentar a fonte em um texto.
Exemplo: O aluno adapta o texto encontrado em um livro de modo não igual, mas não 
cita o texto original.
Ferramentas de detecção de plágio acadêmico
Ao produzir uma obra intelectual, muitas vezes, reproduzimos inconscientemente parte das 
referências utilizadas. Nesse momento incutimos no plágio parcial mesmo que sem querer. 
Por isso, para evitar esse tipo de problema, foram criadas ferramentas de detecção de pla-
gio. Esse tipo de ferramenta é comumente utilizada por docentes, pesquisadores e editoras 
para detectar o plágio antes que a obra seja publicada (ou a nota seja dada).
Quadro 04. Lista de ferramentas de detecção de plágio
FERRAMENTA URL
Plagius https://www.plagius.com/br
https://br.creativecommons.net
http://www.plagius.com/br
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FERRAMENTA URL
Plagium https://www.plagium.com/pt/
Farejador de Plágios http://www.farejadordeplagios.com.br/
Plagiarisma http://plagiarisma.net/pt/
Copyspider (http://www.copyspider.com.br/)
Plag https://www.plag.pt
Fonte: elaborada pelo autor.
Dicas para evitar o plágio
Iremos então visualizar algumas situações onde observamos o plágio. Vamos imaginar 
a seguinte fraseencontrada em um guia: “Os restaurantes da orla de Copacabana são 
bastante turísticos e portanto tem preço alto”. O plágio direto seria apenas a cópia do 
fragmento. No indireto o texto é modificado, mas não deixa claro a fonte, por exemplo, 
“Os restaurantes em frente a praia de Copacabana são frequentados por turistas e, 
portanto, são caros”.
Ao construir o texto o autor deve buscar um produto próprio. O texto das referências 
deve ser reformulado ou resumido sem repetir a forma como o original foi escrito, sem-
pre citando a fonte. Por exemplo, o autor poderia reformular a frase acima da seguinte 
maneira “Devido a frequência de turistas, os restaurantes em frente a praia de Copa- 
cabana apresentam preços acima da média da cidade (FULANO et al. 2012)”. Dessa 
maneira, o plágio é evitado e a referência é devidamente citada.
No entanto, a reformulação de frases ainda pode ser considerada plágio caso se refor-
mule uma parte extensa do original. Assim, um elemento chave para que a originalidade 
do texto seja mantida é compreender as regras de citação e segui-las à risca.
Outro caso de plagio é quando o autor copia um texto onde o autor original cita a litera-
tura anterior. Por exemplo, o autor pode encontrar um texto de Beltrano et al., (2010), 
onde ele vai retirar o seguinte fragmento em cópia direta: “Os restaurantes da orla de 
Copacabana são bastante turísticos e, portanto, tem preço alto (FULANO et al., 1900)”. 
Ou, ainda, na forma adaptada: “Devido a frequência de turistas, os restaurantes em 
frente a praia de Copacabana apresentam preços acima da média da cidade (FULANO 
et al., 1900)”. Nesse caso, o autor pode incorrer no plágio por não ter acesso à referên-
cia original, por esta ser de difícil acesso - nesse caso antiga - ou em língua estrangeira. 
Para evitar tal equívoco, o autor pode fazer a adaptação do texto e referenciar a citação 
utilizando o apud (que significa citador por), dessa maneira, a citação ficaria: “Devido a 
frequência de turistas, os restaurantes em frente a praia de Copacabana apresentam 
preços acima da média da cidade (FULANO et al., 1900 apud BELTRANO et al., 2010)”.
O uso de apud deve ser evitado e utilizado apenas em casos de referências muito difíceis de 
acessar, pois o autor da citação - de onde retira-se o trecho copiado - pode ter cometido um erro 
IMPORTANTE
http://www.plagium.com/pt/
http://www.farejadordeplagios.com.br/
http://plagiarisma.net/pt/
http://www.copyspider.com.br/)
http://www.plag.pt/
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
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ao referenciar o autor original, equívoco que será replicado pelo novo autor. Por isso, sempre 
dê preferência por citar os autores de fontes originais às quais você teve acesso direto.
Portanto, ao elaborar um texto, o autor deve buscar diversas fontes com informações 
complementares ou contrastantes. Quando o autor passeia em seu texto por várias ci-
tações indiretas em pequenos fragmentos, as chances de plágio (mesmo que subcons-
ciente) são baixas, pois para que o texto tenha fluidez entre as ideias, o autor precisa 
fazer uma construção com frases originais.
Para evitar plágios em alguns casos específicos, existem soluções fáceis e práticas. Pozzebon 
e Pereira (2017) apresentam nas páginas 42 e 43 situações de plágio e opções de solução 
para cada caso.
Disponível em: https://periodicos.puc-campinas.edu.br/serieacademica/article/view/5705
SAIBA MAIS
Considerações
A produção de intelectual é uma construção complexa e com muitas etapas. A etapa 
final desta é a sua apresentação. Nesse momento, os autores mostram para os demais 
seu produto que deve ser original no conceito e execução. Contudo, caso o autor copie, 
por erro ou malícia uma outra obra, ele realiza um plágio, mesmo que sua obra seja 
original no conceito. Portanto, o cuidado e atenção para manter a originalidade do tra-
balho tem não só uma razão legal e de justiça intelectual, mas também a sustentação 
da qualidade da obra gerada.
Dentro do ambiente universitário, parte do problema, vem de falhas no treinamento de 
redação dos autores (POZZEBON; PEREIRA, 2017). Assim, a parceria entre alunos e 
professores durante a construção dos textos ajuda a prevenir o plágio e melhora a habi-
lidade dos alunos de construir textos acadêmicos seguindo as normas.
Figura 06. Mapa mental
Como evitar o 
plágio/autoplágio?
Propriedade intelectual 
Autorização de reprodução
Citação direta
Utilizar aspas e indicar 
autor, ano e página da 
obra original -> copiar e 
colar o trecho sem realizar 
alterações
Citação indireta 
Indicar autor e ano da 
obra original -> parafra-
sear o trecho com as pró-
prias palavras mantendo a 
ideia central do texto
Fonte: elaborada pelo autor.
https://periodicos.puc-campinas.edu.br/serieacademica/article/view/5705
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3. FORMAS DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS 
EM DIFERENTES EVENTOS
O objetivo da pesquisa científica é avançar o conhecimento e promover o desenvolvi-
mento tecnológico. Para isso, é importante que os achados de uma pesquisa alcancem 
a comunidade. Se uma pesquisa fica limitada aos autores e as pessoas imediatamente 
ligadas a eles, ela fica fadada a ser perdida e provavelmente repetida. A divulgação de 
um trabalho científico passa por diversas etapas e muitas vezes é longa e trabalhosa. 
Contudo, é nesse momento que o pesquisador colhe o reconhecimento de seu esforço 
e promove a mudança e melhoria no mundo.
A publicação dos resultados é bastante similar a contar sobre sua viagem aos amigos 
ao retornar. Invariavelmente, alguém vai se empolgar e planejar ir ao mesmo lugar, pe-
dir dicas de roteiros, preços, hospedagem etc. Esse efeito influenciador não é o objetivo 
da viagem, mas um subproduto que na ciência ele está diretamente ligado ao ato de 
produzir conhecimento.
Um dos aspectos da divulgação cientifica que diferencia de diversos aspectos de nossa 
vida é a transparência. Na ciência e sua divulgação, há a necessidade de apresentação 
da maneira como ela foi planejada, realizada e analisada para que a comunidade possa 
reproduzir, verificar e continuar. Portanto, a exposição dos resultados tem uma linguagem 
e formalismo tradicional que permite a transparência e ampara a qualidade da ciência 
publicada. Além disso, a escrita científica exige um balaço entre a neutralidade e a argu-
mentação tênue onde o autor deve convencer o público da importância do trabalho e ao 
mesmo tempo se ater ao escopo de seus resultados. Especulações que vão além dos 
resultados obtidos são normalmente mal-recebidos, pois não tem amparo nos dados.
SAIBA MAIS
Para saber mais detalhes sobre as normas de apresentação e formatação de trabalho 
científico segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), visite o site abaixo.
Disponível em: https://www.normasabnt.org/trabalho-cientifico/. Acesso em: 05 jan. 2023.
Uma pesquisa normalmente leva tempo, a obtenção dos resultados pode levar meses 
ou anos. Contudo, durante esse tempo o pesquisador obtém dados parciais ou prelimi-
nares que frequentemente já são interessantes à comunidade cientifica. Os pesquisa-
dores nesses casos normalmente optam por apresentar esses dados em eventos cientí-
ficos como congressos ou simpósios. Nesses eventos, os autores poderão interagir com 
potenciais colaboradores, além de trocar informações com colegas que podem muitas 
vezes contribuir com novas ideias e visões. Podemos colocar essas apresentações 
como se fossem as postagens ao longo da viagem em redes sociais, pois a viagem 
ainda não está completa, no entanto a capacidade de engajar com o público é grande.
Para isso, os pesquisadores normalmente precisam enviar para a comissão científica 
do evento um resumo do trabalho. O tamanho (número de palavras ou caracteres) des-
te varia entre os eventos científicos, mas a forma contém:
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 ` Título;
 ` Nome dos autores;
 ` Filiação dos autores (instituições às quais os autores estão ligados);
 ` Corpo do texto contendo: Introdução, metodologia, resultados e discussão e conclusão. 
Normalmente sem subdivisões.
Figura 07. Formatos de trabalhos em eventos científicos
Fonte: elaborada pelo autor.
Quando aprovado, o trabalho enviado será apresentado na forma de pôster ou oral. 
A forma de pôster é a mais comum e permite a apresentação dos resultados em uma 
forma visual com ênfase em fotos, figuras e tabelas e pouco texto e uma discussão 
oral com os demais participantes do evento. O design de um bom pôster deve levar em 
consideração que ele será apresentado em pé, com o apresentador em frente a ele.
Portanto, as fontes e figuras devem ter tamanho apropriado para a leitura a uma distân-
cia de 1,5 a 2 metros. É interessante que o título esteja em bom destaque para atrair 
o público e que a metodologia seja apresentada na forma de esquema ou fluxograma 
para simplificar como foi realizado o estudo. Muitos eventos selecionam trabalhos de 
maior interesse para serem apresentados na forma oral como palestras curtas.
As apresentações orais em congressos são a maneira mais formal de se apresentar o 
trabalho. Nesse caso, deve-se respeitar o tempo e a maneira de se apresentar. Nor-
malmente, esse tipo apresentação em eventos leva por volta de 10 minutos, portanto a 
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forma de apresentação deve ser sucinta e objetiva. Nesses casos, utiliza-se, aproxima-
damente, de 2 a 3 minutos apresentando o problema e o restante do tempo expondo 
os resultados, discussão e conclusão do trabalho. Devido ao tempo curto, geralmente 
a metodologia é mencionada brevemente enquanto os resultados são apresentados 
com maior destaque. A organização do evento informa se haverá disponibilidade de fer-
ramentas audiovisuais como projetores e os formatos de arquivo que serão aceitos. O 
rigor ao tempo é importante, pois demonstra o cumprimento das instruções e o respeito 
à organização do evento, ao público e aos demais participantes.
O formato de pôster é menos formal, pois a apresentação se dá em pé durante a pausa 
entre as palestras. Contudo, o pôster deve ser construído respeitando a área definida 
pela organização do evento. Ambos os formatos de apresentação normalmente repe-
tem todas as informações apresentadas no resumo (título, nome dos autores, filiação 
dos autores, introdução, metodologia, resultados e discussão). Adicionalmente, costu-
ma-se colocar um breve agradecimento às agências de fomento daquela pesquisa (in-
cluindo bolsas de pesquisa dos autores) e pessoas que auxiliaram o trabalho de alguma 
maneira, mas não constam da lista de autores.
Outro detalhe das apresentações em eventos que se parece muito com as postagens 
em redes sociais é que ambas permitem pouco detalhamento da pesquisa em geral. 
Conforme mencionado anteriormente, os eventos limitam o tempo para apresentações 
orais e o espaço para pôsteres, assim como as redes sociais limitam caracteres e tama-
nho de fotos e vídeos. Isso exige e torna tudo muito resumido e dinâmico, com ênfase 
nos resultados gerais, deixando de lado a explanação de detalhes de metodologia e 
com a apresentação do problema.
Figura 08. Apresentação oral em congressos
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Figura 09. Exemplo de pôster em congressos
Fonte: Oliveira et al. (2014).
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Elementos de um artigo científico e o processo de publicação
O artigo científico é o passo final de uma pesquisa. Ele é o momento em que o resulta-
do é divulgado para o mundo e passa pelo escrutínio da comunidade científica. Esse é 
o momento que o pesquisador deixa sua marca no mundo. Para isso, ao contrário de 
uma obra literária, os autores devem escrever os artigos seguindo uma série de regras 
e passar pelo processo de revisão por pares.
A construção do artigo se parece muito com o processo da realização da pesquisa e pra-
ticamente conta a história dela. Se inicia a história contando o cenário onde a pesquisa 
se enquadra, depois expõe-se como ela foi realizada (métodos e desenho experimental), 
em seguida se apresentam os resultados obtidos e por fim a discussão elaborada pelos 
autores. Essa construção é muito semelhante como se contaria uma ida a um local turís-
tico como um famoso museu. Os viajantes iniciariam o relato contando sobre o museu, 
que ele é o principal museu de arte do país, que possui importantes pintores neoclássicos 
(cenário). Em seguida contariam que o acesso melhor é de metrô, que a entrada apre-
senta desconto para estudantes (metodologia). Contariam sobre as pinturas de Debret, 
Canova, Ingres entre outras que eles viram (resultados). O relato poderia ser finalizado 
com a comparação com outros artistas, outras escolas de arte e ainda outros museus 
(discussão). Portanto, a escrita cientifica não se diferencia tanto da forma como construí-
mos textos em geral. Entretanto, a atenção às referências e à reprodutibilidade autoral faz 
com que o texto científico tenha peculiaridades que exigem uma atenção especial.
Para saber mais detalhes sobre as normas de apresentação e formatação de trabalho cientí-
fico para uma revista cientifica, visite o site da revista ensaios USF.
Disponível em: http://ensaios.usf.edu.br/ensaios/about/submissions
SAIBA MAIS
O artigo científico é subdividido em uma serie de partes que já mencionamos an-
teriormente. São elas: título, nome dos autores, filiação dos autores, resumo, 
introdução, metodologia, resultados, discussão e referências. Diferente dos pôsteres 
e apresentações, o nível de detalhe é maior e importante para a compreensão e 
reprodutibilidade. Alguns detalhes da formatação de um artigo dependem do periódico 
científico (revista) onde o artigo está sendo submetido, mas a maioria das caracterís-
ticas se repetem. Outro detalhe importante é que o artigo deve ser escrito de maneira 
impessoal, na terceira pessoa, evitando construções como “eu fiz (avaliei, medi, obtive 
etc.)”. A seguir apresentaremos as partes de um artigo científico explicando os detalhes 
de cada um e apresentaremos algumas estratégias para sua construção.
Figura 10. Principais elementos de um trabalho científico (artigo científico)
Título
Resumo
 ` Claro e conciso 
 ` Apresenta o tema e resultado observado
 ` Apresenta sucintamente o trabalho e resultados gerais
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Fonte: Elaborada pelo autor
Introdução
Materiais e Métodos
Resultados
Discussão
Conclusão
Referências
 ` Apresenta o problema abordado
 ` Revisão bibliográfica 
 ` Descreve em detalhes a metodologia utilizada
 ` Deve permitir a reprodução do trabalho
 ` Apresenta os dados obtidos em forma de figuras e tabelas 
 ` Explora os dados de forma textual sem discutir os dados
 ` Avalia e compara os resultados obtidos frente a literatura
 ` Avalia o impacto dos resultados no panorama cientifico
 ` Apresenta de forma pontual as conclusões do trabalho
 ` Apresenta os trabalhos citados ao longo do texto
 ` Deve seguir as regras da revista cientifica 
 ` Folha de rosto
A folha de rosto é a primeira página do artigo. Nela se coloca título, nome dos autores, filia-
ção dos autores, endereço de contato e e-mail do autor correspondente e palavras-chave.
O título deve refletir o conteúdo do artigo, de preferência já trazer o resultado principal 
observado. Isso ajuda o leitor a escolher que artigo irá ler entre dezenas e aguça a 
curiosidade deste. Por exemplo, nossos viajantes poderiam colocar o seguinte título no 
artigo deles “Diferença na frequência de lixeiras explica sujeira em metrôs de Paris e 
São Paulo” ao invés de “Avaliação do uso de lixeiras nos metrôs de Paris e São Paulo”.O nome dos autores segue a ordem de quem realizou a maior parte do trabalho (inclu-
ído a escrita) para quem menos contribuiu para ele. A exceção é o último autor que é 
sempre o coordenador da pesquisa. Esse grau de importância nem sempre é claro, mas 
cabe aos autores chegar a ela em comum acordo.
As palavras-chave (normalmente de três a cinco) devem ser representativas do conteú-
do do artigo e não constar no título. Sua função é para catalogação do trabalho e pode 
ajudar os leitores a encontrar o artigo nas plataformas digitais.
 ` Resumo
O resumo de um artigo é bastante similar ao enviado a um evento. Ele deve conter 
introdução, metodologia, resultados, discussão e conclusão, normalmente sem subdi-
visões e em um parágrafo único. Seu tamanho em palavras ou caracteres varia entre 
as diferentes revistas e se permite ou não subdivisões. Citações em resumos não são 
recomendadas ou até proibidas dependendo da regra da revista. Em casos raros, al-
gumas revistas exigem que além do resumo na língua do restante do artigo (na maioria 
dos casos ingleses) se escreva o resumo na língua do país que publica a revista.
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 ` Introdução
A introdução de um artigo expõe o cenário no qual aquela pesquisa se enquadra de 
modo a deixar claro o porquê de se ter realizado aquela pesquisa e sua importância. 
É importante que a introdução traga toda essa informação de maneira concisa e bem 
referenciada contextualizando o tema de pesquisa estudado. Contudo, é interessante 
que parte das referências fiquem reservadas para a discussão para evitar repetição e 
deixar a discussão mais interessante por trazer alguma novidade.
 ` Materiais e métodos
Nessa parte do artigo, os autores devem apresentar o desenho experimental e a meto-
dologia de modo a permitir ao público reproduzir aquela pesquisa. A descrição dos mé-
todos deve ser clara e concisa respondendo a seguinte pergunta: “como foi realizado o 
estudo?”. Todos os métodos devem trazer as devidas referências, análises estatísticas 
utilizadas, versões de softwares e base de dados (ou data de acesso).
 ` Resultados
Os resultados devem ser apresentados em uma ordem lógica que auxilie os autores 
na discussão. O texto deve indicar ao leitor as partes mais importantes dos resultados, 
auxiliando a compreensão sobre a conclusão dos autores. Tabelas e figuras devem ser 
citadas no momento em que os resultados são apresentados pela primeira vez. Além 
disso, as legendas destas devem explicar a figura de maneira independente do texto do 
artigo, ou seja, toda informação para entender a figura ou tabela deve estar na legenda. 
Deste modo, o leitor ao analisar a figura e a legenda é capaz de entender o resultado 
sem para isso ter que voltar ao texto.
 ` Discussão
Na discussão, os resultados obtidos são analisados frente à literatura cientifica. Nes-
se momento os autores comparam seus resultados com os da literatura e os avaliam 
perante o panorama geral da área. Os autores relembram parte do que foi exposto na 
introdução e adicionam detalhes mais pertinentes aos resultados. Aqui, os autores po-
dem com muito cuidado indicar limitações do trabalho e apontar sobre possibilidades de 
pesquisas futuras. Embora algumas revistas cientificas tenham uma sessão específica 
para a conclusão, é comum finalizar a discussão com um parágrafo que resuma e sin-
tetize o que foi apresentado anteriormente.
 ` Referências
Nessa sessão, os autores inserem a lista de referências citadas ao longo do texto res-
peitando o formato da revista.
Processo de publicação
O processo de publicação é estruturado de maneira a dar maior sustentação ao resul-
tado apresentado. O trabalho é avaliado por um editor e, normalmente, dois revisores. 
Esse procedimento é chamado de revisão por pares (peer review em inglês). O objetivo 
é encontrar as falhas do trabalho, o que permite aos autores corrigi-las.
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Eles devem avaliar se o desenho experimental está adequado, se os métodos estão 
corretos, se as análises dos dados correspondem ao que foi apresentado e se as con-
clusões do trabalho estão embasadas nos dados e na literatura cientifica. Os revisores 
também avaliam o texto do artigo quanto à formatação e correção gramatical. Assim, os 
revisores, além de dar suporte científico ao trabalho, ajudam os autores a apresentar 
uma forma mais polida do artigo.
A revisão por pares funciona da seguinte forma: 
01. O artigo é recebido pelo editor que identifica dois revisores para avaliar o artigo 
e envia para eles. 
02. Os dois revisores avaliam o trabalho e escrevem um parecer do artigo apontan-
do as qualidades e defeitos do trabalho (apresentando as possíveis correções). 
Adicionalmente, os revisores indicam ao editor se ele deve aceitar o artigo como 
está, solicitar correções menores ou maiores (mais complexas) ou negar. 
03. Com os pareceres em mãos, o editor vai optar por aceitar, negar ou pedir cor-
reções aos autores. 
04. O processo de correção pode passar por várias etapas e o editor e revisores po-
dem negar o artigo caso as correções não sejam a contento. Portanto, a revisão 
por pares é muitas vezes longa, lenta e incerta.
Para saber mais sobre como funciona o processo de revisão por pares (peer review) veja o 
vídeo: “Processo de revisão por pares (peer review) - Pesquisa na Prática 95”. Nesse 
vídeo, as etapas do processo e o que está sendo avaliado é explicado em detalhes.
Disponível em: https://youtu.be/NNuF_NxNmjc. Acesso em: 05 jan. 2023.
SAIBA MAIS
CURIOSIDADE
Preprints
Hoje, como a velocidade da ciência muitas vezes supera em muito a velocidade da revisão 
por pares, diversos autores optam por publicar seus achados como preprint (pré-impressão) 
antes do fim da revisão (que levaria a impressão do artigo). O preprint não passa por revisão 
por pares, o leitor deve ter a visão crítica sobre a qualidade técnica do artigo e usar aquela 
fonte com cuidado. A leitura e uso desse tipo de publicação é principalmente voltada ao públi-
co com conhecimento técnico na área. Portanto, para os leitores menos técnicos o preprint é 
perigoso, pois pode apresentar erros graves que levam a falsas interpretações.
Disponível em: https://youtu.be/UZAx-CHeJis. Acesso em: 05 jan. 2023.
https://youtu.be/NNuF_NxNmjc
https://youtu.be/UZAx-CHeJis
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Considerações
A apresentação de um trabalho científico é um importante momento para seus autores 
e comunidade. Seja em um bate papo informal em frente a um pôster, seja a publicação 
de um artigo em um importante periódico nacional ou internacional. Esse processo foi 
construído para dar transparência e amparo a qualidade do que é apresentado. Assim, 
cada etapa e regra é extremamente importante e deve ser respeitada.
Figura 11. Organização para divulgação científica
Dados 
preliminares
Evento 
científico
Poster Apresentação Artigo Preprint
Revisão por 
pares
Dados finais
4. DIVULGAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CIÊNCIA
Como ter acesso ao conhecimento? Como ter acesso à ciência? A divulgação científica 
tem um papel importante para que a população adquira conhecimento sobre ciência e 
conheça o quanto ela está presente em seu entorno. Sabe-se que todos os avanços 
da humanidade em diferentes áreas são direta ou indiretamente resultados da ciência, 
nenhum avanço existiria se não fossem as pesquisas científicas e a tecnologia.
É importante ressaltar que existem diferentes níveis de divulgação científica, mas todos 
com um único objetivo, que é o de educar, informar, aproximar a sociedade e cativar o 
público com as descobertas científicas. Nos dias de hoje, a ciência e tecnologia estão 
cada vez mais presentes em nossa cultura, uma vez que se perceba a influência de 
um novo modelo de sociedade, pois o conhecimento científico era privilégio de poucos 
e atualmente está sendo cada vez mais popularizadocomo instrumento de melhor 
qualidade de vida às pessoas, capacidade de refletir e questionar sobre os importantes 
Fonte: elaborada pelo autor.
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impactos da ciência e tecnologia no cotidiano e o direito de se tornar um componente 
social ativo para alcançar o pleno exercício da cidadania.
Neste contexto, a divulgação científica se faz importante e necessária para os que pro-
duzem o conhecimento, ou seja, a comunidade científica, e o cidadão comum, visando 
a própria compreensão e valorização da ciência, pois suas potencialidades destacam-
-na como instrumento reflexivo sobre as relações entre ciência, tecnologia e socieda-
de. Responsabiliza-se por democratizar os saberes e valores destes três elementos 
citados, promover uma alfabetização científica/tecnológica sobre o aspecto crítico, di-
fundir e revisar conceitos como os de comunicação pública da ciência, ciência cidadã 
e educação científica, além de fomentar a inserção política dos cidadãos nas tomadas 
de decisão. Hoje, a divulgação científica adquire uma importância ímpar na construção 
de uma sociedade democrática considerando o espaço de estruturação de diálogos e 
conhecimentos que tornam as lutas socialmente possíveis, responsáveis e éticas e que 
recoloca a ciência e a tecnologia a seu favor.
Embora necessária, importante e desejável, o esforço de divulgar os avanços da ciên-
cia e tecnologia, principalmente as pesquisas em andamento, não é considerada fácil, 
pois torna-se mais que uma necessidade e sim um dever social desafiador que poderia 
ser incentivado pelas universidades e governo. Segundo Lima (1999), uma educação 
científica deve preparar o cidadão a fim de assimilar informações confiáveis e de quali-
dade, aperfeiçoando o senso crítico e por conseguinte, dando solidez a uma sociedade 
verdadeiramente democrática.
Formas de divulgação científica
Conforme estudado anteriormente, existem diferentes formas de divulgação científica, 
tais como periódicos nacionais e internacionais de diferentes áreas de conhecimento, 
repositórios digitais (monografias, dissertação e tese) e anais de eventos científicos 
com a publicação em formato de resumo simples ou expandido. Com a internet e o 
acesso cada vez mais amplo às redes sociais, a divulgação científica tem se expandido 
através de novas formas digitais: lives educacionais, Youtube e podcasts.
Resumo
Dentre as formas de comunicação científica, a escrita é uma das principais e de extre-
ma importância para a aprendizagem e formação profissional. A redação de resumos 
para apresentação em eventos científicos se destaca na graduação, pois são nesses 
eventos que o estudante de iniciação científica (IC) desenvolvem as habilidades neces-
sárias para escrever bem.
Os resumos podem variar quanto à forma de apresentação, tamanho e tipo de estudo 
que se pretende reportar. O resumo de um artigo científico é muito semelhante ao en-
viado a um evento. Este deve conter introdução (contextualização), objetivo, metodolo-
gia, resultados e conclusão, normalmente sem subdivisões e em um parágrafo único.
Os critérios para publicação em periódicos científicos são encontrados na seção “Nor-
mas para Publicação”. Em congressos científicos, devem acompanhar o material de 
divulgação digital ou impresso, onde constam com regras estabelecidas pela comissão 
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científica. Segundo Lima e Gomes (1994), deve ser notável que, independentemente 
de como é apresentado, que tipo de estudo apresenta ou do tamanho que tenha, o 
resumo, por si só, deve dar ao leitor uma visão global da investigação de modo que ele 
compreenda de uma forma sucinta os pontos centrais do estudo e identifique as diver-
sas etapas realizadas.
No que que se refere à elaboração de resumo, Ferreira (2014, p. 427) menciona as 
seguintes premissas como elementos fundamentais:
(1) indicação da relevância ou pertinência do tema; (2) questão de pesqui-
sa; (3) método usado e contexto empírico, (4) principais resultados; e (5) 
contribuição ou implicação. No entanto, embora seja relevante indicar qual 
a corrente teórica que usa no artigo, não é boa ideia usar referências em 
um resumo, exceto em situações nas quais se vai utilizar especificamente 
um trabalho como base para o seu. Esta situação é frequente em críticas de 
trabalhos anteriores para aplicações, principalmente, empíricas de modelos 
e conceitos existentes, mas deve-se evitar incluir referências em todas as 
outras situações.
Na figura a seguir são apresentadas as orientações para a escrita de um bom resumo 
estruturado a ser publicado em anais de eventos científicos.
Figura 12. Orientações para a escrita de um resumo a ser publicado em anais de eventos científicos
Fonte: Elaborado pela autora
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
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Atividade prática: “hands on”
Com base nas orientações citadas previamente e todo o estudo das unidades anterio-
res, que tal praticar o que aprendeu no componente curricular de Iniciação Científica 
elaborando um resumo simples estruturado como os publicados em anais de eventos 
científicos? Considerando também que como estudante de graduação, você poderá dar 
os primeiros passos colocando em prática como realizar uma pesquisa bibliográfica em 
fontes confiáveis, escolher um tema de pesquisa amplo que tenha interesse e curiosidade 
para definição do título do seu estudo, melhorar a sua escrita cientifica seguindo os pas-
sos de como elaborar um bom resumo, e também quem sabe você desperte o interesse 
de realizar uma iniciação científica na Universidade São Francisco sob supervisão de um 
professor-orientador com experiência no seu tema de pesquisa selecionado, ou até mes-
mo possa ser futuramente um projeto de extensão universitária que vise o envolvimento 
da comunidade interna e externa, além do desenvolvimento nas áreas referentes aos 17 
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU abrangendo as dimensões social, 
econômica e ambiental do desenvolvimento sustentável. Ainda, pode abrir a sua mente 
para já ir pensando no seu futuro trabalho de graduação ou trabalho de conclusão de cur-
so. Então, vamos conhecer as orientações para a realização desta atividade importante!
Figura 13. Hands on
Fonte: 123RF.
Quadro 05. Orientações para a elaboração do resumo
 ` Siga todas as dicas apresentadas na Figura 2 para a realização do seu resumo;
 ` O resumo deve seguir o modelo apresentado;
 ` Não exceder 400 palavras, no máximo 2.500 caracteres com espaço, incluindo o 
título e informações dos autores;
 ` Não incluir gráficos, figuras, quadros, fotos, tabelas ou referências bibliográficas;
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 ` Após o resumo, colocar 3 palavras-chave separadas por ponto final, sendo que 
estas palavras devem estar relacionadas ao seu estudo e diferentes do título;
 ` Apresentar após as palavras-chave pelo menos 4 referências bibliográficas pa-
dronizadas segundo a NBR6023 e em ordem alfabética, sendo que uma destas 
deve constar nos anais dos congressos de Iniciação científica ou nas revistas da 
USF ou Ebooks.
Fonte: elaborado pela autora.
TÍTULO DO TRABALHO
Nome do Autor 1; Nome do Autor 2; Nome do Orientador 3
1 Estudante de Iniciação Científica (ou do Curso de xxx); 2 Professor xxxxx; 
3 Professor
xxxx
RESUMO
Introdução: O resumo deve seguir este modelo. Não exceder 400 palavras, no máximo 
2.500 caracteres com espaço, incluindo o título e informações dos autores. Usar a fonte 
“Arial”, tamanho 12, espaço simples e justificado. Título em letras maiúsculas, negrito e 
centralizado. Autores, sem negrito, nome e sobrenome completos e sem abreviações. 
Fazer a apresentação dos autores com identificação numérica em sobrescrito conforme 
exemplo. Sublinhar o nome de quem irá apresentar o trabalho. Todos os autores de-
vem estar descritos com o nomecompleto, evitando-se as abreviações. As instituições 
envolvidas devem aparecer após os autores. Objetivo(s): Apresentar o(s) objetivo(s) 
da pesquisa. Metodologia: Descrever sucintamente a metodologia utilizada. Opcional-
mente este tópico poderá ser descrito como Material e Métodos ou Desenvolvimento. 
Não é necessário detalhar todos os procedimentos, mas dar uma ideia de como a pes-
quisa foi ou será executada. Pesquisas com seres humanos ou animais devem indicar 
o nº da aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição (CAAE). Resultados: 
Apresentar os resultados mais relevantes. Caso o trabalho não tenha sido finalizado, ou 
seja, em andamento, também é possível apresentar os resultados parciais. Além disso, 
se o estudo está em andamento e não há resultados parciais, colocar como resultados 
esperados (o que é esperado ocorrer de acordo com os objetivos apresentados). Con-
clusão (ou Considerações Finais). Apresentar as principais conclusões da pesquisa e, 
caso esta não tenha sido finalizada, justificar que a mesma se encontra em andamento. 
A revisão ortográfica e o conteúdo do resumo são de responsabilidade dos autores. 
Não serão aceitos gráficos, figuras, quadros, fotos, tabelas ou referências bibliográficas. 
Opcionalmente o resumo poderá ser indicativo, ou seja, apresentar apenas os pontos 
principais do texto, neste caso, destinado para trabalhos que exigem confidencialidade 
dos dados. Deletar as informações deste texto e inserir o conteúdo da pesquisa.
Palavras-chave: Palavra_chave1. Palavra_chave2. Palavra_chave3.
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
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Referências Bibliográficas:
Referência Bibliográfica 1
Referência Bibliográfica 2
Referência Bibliográfica 3
Referência Bibliográfica 4
Sobre as diferentes pesquisas realizadas na Universidade São Francisco, acesse os links dos 
anais dos congressos de Iniciação científica nos diferentes anos, além das revistas científicas 
(Revista Psico-USF, Revista Horizontes, Ensaios USF e Ensaios Pioneiros USF) e Ebooks:
https://www.usf.edu.br/pesquisa/index.vm?menu=1#conteudoInternas
https://www.usf.edu.br/pesquisa/188514010,1/revistas+cientificas+e+ebooks.html Acesso 
em: 19 jul. 2022.
SAIBA MAIS
Dessa forma, chegamos à conclusão de nossa elaboração. No entanto, é importante 
destacar que nenhuma das ideais desenvolvidas através do resumo são imutáveis. Elas 
podem ser repensadas e modificadas ao longo de suas trajetórias. Muitos saberes, 
trocas e experiências ainda comporão a vida de vocês e eles podem vir a fazer parte 
de elaborações futuras. Lembrem-se, nós precisamos caminhar em direção aos nossos 
sonhos e projetos, necessitamos ser curiosos e buscar respostas e todo o caminhar e 
processo investigativo é composto de aprendizados e experiências. Como pontuou a 
escritora norte-americana Nara Roberts, “Se você não for atrás do que deseja, nunca o 
terá. Se você não perguntar, a resposta será sempre não. Se você não der um passo à 
frente, estará sempre no mesmo lugar”.
A todos vocês, muito sucesso e novas conquistas, e que suas caminhadas pessoais e 
profissionais sejam desafiadoras, transformadoras e inesquecíveis como uma viagem 
dos sonhos!
CONCLUSÃO
Chegamos ao final de nosso curso após passarmos por distintas reflexões, análises 
e orientações que tiveram como temáticas norteadoras a metodologia científica em 
suas mais distintas perspectivas. O componente curricular de Iniciação à Pesquisa 
Científica é de extrema relevância para a vida acadêmica; os conteúdos apresentados 
serviram de base para todo o curso de graduação e para a sua atuação profissional 
futura. Podemos comparar todo o processo de uma Pesquisa Científica a uma viagem 
inesquecível, ao final da qual espera-se que o estudante seja capaz de compreender as 
suas principais etapas e como aplicá-las, reconhecer a importância do conhecimento 
científico para o desenvolvimento social e tecnológico, aprimorar a arte da leitura e 
escrita, da análise e interpretação de textos, elaborar trabalhos acadêmicos de acordo 
com as normas técnicas vigentes e apresentar suas pesquisas nas formas escrita e 
http://www.usf.edu.br/pesquisa/index.vm?menu=1&conteudoInternas
http://www.usf.edu.br/pesquisa/188514010,1/revistas+cientificas+e+ebooks.htm%2523-
http://www.usf.edu.br/pesquisa/188514010,1/revistas+cientificas+e+ebooks.htm%23-
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oral. Estes propósitos estão configurados através dos conteúdos e mecanismos de 
compreensão propostos, mostrando como a produção científica pode se tornar uma 
tarefa prazerosa e enriquecedora.
Assim, você foi convidada(o) a se aventurar nesta viagem fantástica com os nossos per-
sonagens também acadêmicos: Júlia, João e Pedro; acreditando no futuro, na ciência, 
no conhecimento e na pesquisa. Mas como podemos comparar todas as etapas da Pes-
quisa Científica estudadas com o planejamento e a concretização de uma viagem dos 
sonhos? Toda viagem nos possibilita voltar com uma bagagem de experiências muito 
maior, que guardamos para o resto da vida. Porém, planejar uma viagem inesquecível é 
uma tarefa trabalhosa, pois são muitos detalhes e etapas para pensar: desde a escolha 
do destino perfeito, do roteiro de viagem, os custos envolvidos, restrições e até os itens 
que não podem ficar de fora da mala. Portanto, podemos comparar um guia completo 
com todas as etapas e dicas para viajar com tranquilidade ao processo de uma Pesqui-
sa Científica. Neste contexto, iremos recapitular a trilha da Pesquisa científica e suas 
etapas estudadas no decorrer das unidades anteriores.
A primeira unidade nos apresentou algumas perspectivas relacionadas a processos 
interdisciplinares com outras abordagens (Estudo do Ser Humano Contemporâneo, Ini-
ciação à Pesquisa Científica, Direitos Humanos e Empreendedorismo) e o desenvolvi-
mento de competências e habilidades fundamentais para os processos de construção 
cidadã e profissional. Portanto, conectar experiências com tais abordagens e, partindo 
dessas conexões, projetar o desenvolvimento de novas competências educacionais 
que serão colocadas em práticas se apresentaram como propostas norteadoras tanto 
para o processo de ensino aprendizado quanto de vivências relacionadas com a Inicia-
ção à Pesquisa Científica. Neste sentido, considerando uma formação integral e ampla, 
essas perspectivas se relacionam diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento 
Sustentável no Brasil, apresentados pela Agenda 2030 em conexão com as diretrizes 
da Organização das Nações Unidas (ONU).
Ainda nessa unidade, foi abordado alguns aspectos relacionados à ciência, conhecimento 
e justificativa. Esses foram os temas centrais do início da trajetória pelo instigante caminho 
da investigação científica. Foi mostrado que assim como uma bem fundamentada tomada 
de decisão em grupo, o conhecimento científico, diferentemente de fé, mera opinião, teses 
mal fundamentadas, ou teorias pseudocientíficas, envolve a prática da justificação rigorosa 
e a aplicação de métodos específicos de análise, interpretação e divulgação de resultados.
Ao final da Unidade 1, buscou-se apresentar a importância da leitura especializada de tex-
tos para a investigação científica, a distinção entre a leitura passiva e ativa, além do fato de 
que podemos utilizar regras básicas de leitura para facilitar a aprendizagem e a melhoria da 
escrita, aprimorando, desse modo, nossa vida acadêmica e profissional. Júlia, João e Pedro 
perceberam que para entender certos conteúdos são necessárias algumas condições ou 
etapas a serem seguidas. Por isso, eles concluíram que há diferentes tipos de conteúdo 
e que eles deviam ser discutidos, relacionados e ponderados em conjunto, tais como a 
primeira parte do método cartesiano, a técnica SQ3R, e o guia clássico de Adler e Doren, 
atentando para a necessidade de uma interpretação contemporânea e atualizada. 
Diante de tais aspectos, a segunda Unidade deu prosseguimento à temática,apre-
sentando diferentes tipos de textos acadêmicos e científicos e a estrutura básica de um 
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
4
trabalho acadêmico de acordo com as normas técnicas vigentes, além de uma breve 
introdução a métodos, técnicas e regras fundamentais de análise e escrita de textos 
científicos. Dando continuidade, os nossos estudantes sonhadores e com gostos di-
ferentes precisavam decidir finalmente o destino final para as suas férias, sendo que 
Júlia teve uma ideia brilhante para auxiliar neste processo de pesquisa: as técnicas de 
fichamentos, resumos e resenhas poderiam ser instrumentos válidos e auxiliadores que 
acabaram contribuindo finalmente para as suas decisões! 
O último tópico abordado na segunda unidade deu um prosseguimento interessante ao abor-
dar o método científico e suas etapas (questionamento; revisão bibliográfica; hipóteses; expe-
rimento e resultados). Realizando uma correlação com a viagem: qual destino proporcionaria 
as férias mais incríveis da vida? A partir dessa pergunta, os viajantes fizeram uma revisão 
bibliográfica preliminar de diversos destinos que incluíssem ao mesmo tempo um pouco de 
aventura a pedido de Júlia, roteiros gastronômicos a pedido de João e também oportunidades 
de calma e busca de paz interior como Pedro almejava. Nesse ponto, três países surgiram 
como hipóteses: Índia, Peru e Espanha. Na parte experimental realizaram uma pesquisa bi-
bliográfica focando nas características de cada país e nos relatos de viagens feitos por outros 
viajantes. Organizaram os dados em fichas e agruparam informações por temas como tempo 
utilizado pelos viajantes, valores gastos, pontos positivos e negativos visando os objetivos 
pessoais de cada um, clima, temperos locais, cultura encantadora e rica, etc. Dentro dos 
critérios estabelecidos por eles na comparação bibliográfica, foi definido então, como destino 
para esta viagem marcante, a Índia! No entanto, na atualidade, não basta apenas definir o 
destino, mas sim organizar todas as etapas para obter o êxito no final. Qual o melhor caminho 
para isso? Na área acadêmica, o uso de algumas ferramentas diferentes auxiliam em todo o 
processo da pesquisa, tais como: os 5 porquês, 5W2H, Canvas e Trello. Esses instrumentos 
podem ser importantes de forma geral no projeto, auxiliando o pesquisador a se organizar 
melhor, ou em algumas etapas especificamente, como por exemplo, descobrir a causa do 
problema. Esta concepção é expandida no final da Unidade 2, quando a grande variedade 
de atrações e em localidades distantes na Índia foi um agravante para definição do roteiro de 
viagem. Para contornar esta problemática, os viajantes adotaram as mesmas etapas des-
critas para o desenvolvimento de um projeto de pesquisa: definição do tema, formulação do 
problema, levantamento de hipótese e definição do objetivo.
Assim, a terceira unidade se propôs a apresentar algumas restrições de viagem re-
lacionadas ao conhecimento das regras para a entrada, permanência e para a saída 
de cada país para o sucesso da viagem. Os documentos necessários para cumprir as 
regras é que irão muitas vezes ditar os próximos passos do passeio, como a compra da 
passagem, a data de embarque, entre outros. Pedro, Júlia e João lembraram que nas 
aulas de Iniciação à Pesquisa Científica, o conhecimento das normativas vigentes para 
a elaboração de um trabalho acadêmico é de suma importância, pois previne possíveis 
erros na formulação de citações e de referências bibliográficas, otimiza o tempo e, com 
isso, pode-se evitar problemas na aprovação de seu trabalho. 
Partindo dos elementos estudados até aquele o momento, colocou-se em reflexão 
a importância do levantamento teórico sobre o destino possibilitando um melhor 
planejamento da viagem, redução de possíveis erros de conduta, otimização de toda a 
logística e a organização, além de proporcionar um melhor aproveitamento do tempo 
durante a viagem. O mesmo ocorre durante a elaboração de um projeto de pesquisa. 
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Ao completar os passos de levantamento, leitura e seleção dos trabalhos publicados 
em fontes confiáveis, o estudante conseguirá sustentar a base teórica do seu projeto e 
identificar as deficiências teóricas que estão presentes no seu tema de pesquisa. 
Posteriormente, foi estudado também como organizamos a pesquisa, assim como em uma 
viagem, está diretamente ligada com o sucesso e a tranquilidade da jornada. Organizar o 
tempo que cada etapa leva e o encadeamento, assim como a maneira de obter os resulta-
dos, analisá-los e apresentá-los é fundamental para chegar ao nosso destino, o importante 
trabalho científico apresentado e disponível para sociedade. Correlacionado estes aspectos 
abordados, a quarta unidade trouxe a importância da análise e interpretação de dados qua-
litativos e quantitativos, diferenças entre apêndice e anexo, além da elaboração de um crono-
grama de pesquisa considerando as etapas do estudo, material e pessoas para realizá-las.
Na sequência, assim como em uma viagem é importante termos um seguro, é imprescindí-
vel evitarmos praticar o plágio acadêmico, sendo que para nos protegermos destes tipos de 
lapsos existem diversas ferramentas online que avaliam e detectam o plágio no texto. Deste 
modo, o cuidado e atenção para manter a originalidade do trabalho tem não só uma razão 
legal e de justiça intelectual, mas também a sustentação da qualidade da obra gerada.
Por fim, a Unidade 4 também trouxe à tona a importância da divulgação do trabalho 
científico que pode ser apresentado na forma de pôster ou oral em eventos científicos 
seguindo algumas orientações de template e tempo, além da publicação sob forma de 
artigo científico em periódico nacional ou internacional. Esse processo foi construído 
para dar transparência e amparo à qualidade do que é apresentado. Assim, cada etapa 
e regra é extremamente importante e deve ser respeitada.
Figura 14. Trilha da Pesquisa Científica
1
2
Interdisciplin
aridade
Sonhando c
om uma via
gem 
inesquecív
el
 ` Estudo do ser humano 
contemporâneo
 ` Iniciação à pesquisa científica
 ` Direitos Humanos
 ` Empreendedorismo
 ` Ciência e conhecimento
Recapitulando a trilha da Pesquisa Científica e suas etapas estudadas, 
em comparação a uma viagem inesquecível
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
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3Planejamento da viagem
 ` Leitura de trabalho cientí-fico
4 Conhecen
do as po
ssibilid
ades 
de viage
m
 ` Instrumento de divulgação 
científica e estrutura dos 
trabalhos
5
6
Pesquisan
do os dif
erentes 
destinos
Definindo o destino da viagem
 ` Fichamentos, resumos e 
resenhas
 ` Pesquisa científica: 
Por onde começar?
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7
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Conhecendo
 melhor o 
 
destino
Selecionando o 
roteiro da 
viagem
Organizando 
a viagem
 ` Revisão Bibliográfica
 ` Etapas de uma 
pesquisa científica
 ` Por que usar ferramentas 
para organizar a pesquisa 
científica?
10 Restrições de 
viagem
 ` Normas técnicas de escri-
ta científica: o que são e 
como aplicá-las?
11 Recursos 
e tempo
 ` Análise e interpretação dos 
resultados obtidos 
 ` Diferenças entre Apêndice e 
Anexo
 ` Cronograma de pesquisa
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
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13 Registran
do a viag
em
 ` Divulgação de trabalhos 
científicos
12 Seguro de viagem
 ` Conceitos de plágio e autoplágio
 ` Principais tipos de plágio e exemplos
14
Trilha da Pesquisa 
científica e “Hands on”
 ` Recapitulando a trilha da pesquisa científica
 ` Atividade prática (resumo)
Fonte: Elaborado pela autora, imagens 123RF
 ` Ferramentas de 
detecção de plágio acadêmico
LINKS
ITEM 1. ANÁLISE DE DADOS QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS
Média aritmética - https://www.youtube.com/watch?v=VpJNRL7bops 
Cronograma - https://www.youtube.com/watch?v=cYaE2q-NSMEDados qualitativos: https://www.youtube.com/watch?v=fi8v6v7P8GY
Gráficos: https://www.youtube.com/watch?v=u5DZHzMr9ks
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FILMES OU DOCUMENTÁRIOS ITEM 1. ANÁLISE DE DADOS 
QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS
O Óleo de Lorenzo” (1992)
Lorenzo era um garoto que vivia uma vida normal. No entanto, aos 6 anos, ele começou a ter 
problemas mentais e foi diagnosticado com ADL (Adrenoleucodistrofia), um distúrbio raro que 
causa a degeneração do cérebro. Como os médicos não conseguiram encontrar um medica-
mento que ajudasse Lorenzo, seus pais começaram a pesquisar e procurar um medicamento 
que pudesse impedir a progressão da doença.
Este filme mostra como ocorre o processo de pesquisa científica. A ciência não é neutra e 
altruísta, é movida por interesses grupais, individuais, políticos e/ou econômicos. O conhe-
cimento científico não se baseia em um grande número de observações e generalizações 
feitas sobre objetos com a chamada aparência neutra, mas nas questões de pesquisa a 
serem resolvidas.
O ÓLEO de Lorenzo. Direção de George Miller. Los Angeles: Universal Pictures 1992 DVD 
(135 min.)
ITEM 2. CONCEITOS DE PLÁGIO E AUTOPLÁGIO
AS PALAVRAS. Direção Brian Klugman, Lee Sternthal Produção Animus Films, Benaroya 
Pictures, Serena Films, Waterfall Media, Estados Unidos CBS FIlms 2012 DVD.
As palavras contam a história de um autor que encontra um manuscrito em uma antiga mala. 
Ao perceber a qualidade do texto ele copia o texto para seu computador e o publica como 
seu. Mais tarde, famoso devido ao livro ele descobre a verdade por trás do manuscrito ao 
conhecer um estranho senhor.
ITEM 3. FORMAS DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS EM 
DIFERENTES EVENTOS
NÃO OLHE PARA CIMA. Direção Adam McKay Produção Hyperobject Industries, Estados 
Unidos NETFLIX 2021. O filme conta a história de um grupo de cientistas que descobrem que 
um asteroide irá colidir com a Terra e se deparam com o submundo das pessoas que negam 
a ciência. Ao longo do filme em momentos os personagens mencionam a falta de revisão por 
pares dos resultados ou que o trabalho ainda não foi publicado.
TEXTO COMPLEMENTAR (LIVRO OU ARTIGO) ITEM 1. ANÁLISE DE DADOS 
QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS
SANTOS, J.A.; FILHO, D.P. METODOLOGIA CIENTÍFICA. São Paulo: Cengage Learning 
Brasil, 2012. 9788522112661. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/
books/9788522112661/. Acesso em: 19 Feb 2022
Capítulo 6: A estatística e o trabalho científico. SANTOS, J.A.; FILHO, D.P. METODOLOGIA 
CIENTÍFICA.
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
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Nesse capítulo o autor demonstra e analisa as mais comuns formas de análise estatística. 
Entre elas a distribuição de frequências, medidas de frequência e as medidas de dispersão. 
Essas técnicas são importantes para a análise de dados quantitativos.
ITEM 2. CONCEITOS DE PLÁGIO E AUTOPLÁGIO
Silva, Ricardo G, Silveira, SS, Filho AMC, Sousa-Neto MD. Capítulo 17 Plágio. In: Estrela,-
Carlos. Metodologia Científica 3ª Edição. São Paulo: Editora Artes Médicas 2018.
Esse capítulo trabalha os tipos de plágio em textos científicos, as razões por que devemos 
evitá-lo.
ITEM 3. FORMAS DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS EM 
DIFERENTES EVENTOS
5 Trabalhos acadêmicos: estrutura e apresentação gráfica. In: LAKATOS, Eva M. Metodo-
lo- gia do Trabalho Científico. São Paulo: Grupo GEN, 2021. 9788597026559. Disponível 
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597026559/. Acesso em: 13 mar. 
2022.
Esse capítulo apresenta de forma detalhada a formatação de trabalhos científicos seguindo 
a norma da ABNT.
CASOS DE APLICAÇÃO ITEM 1. ANÁLISE DE DADOS QUALITATIVOS E 
QUANTITATIVOS
Dados Quantitativos - IBGE
As informações estatísticas e geográficas fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE) são uma fonte importante para a compreensão da realidade do país. Por 
meio do estudo de coleta de dados quantitativos, o IBGE descreve as condições sociais, de-
mográficas, econômicas e de vida do Brasil, descrevendo sua evolução ao longo do tempo. 
As pesquisas do IBGE abrangem vários temas e áreas de interesse. Por exemplo, informa-
ções sobre mercado de trabalho, saúde, educação, meio ambiente, orçamentos familiares, 
negócios, indústria, serviços, agricultura, índices de preços e crescimento econômico.
Disponível em: http://www.ibge.gov.br
ITEM 2. CONCEITOS DE PLÁGIO E AUTOPLÁGIO
Em nosso dia a dia como profissionais, iremos nos deparar com situações em que precisa- 
mos gerar um texto, imagem, projeto etc. Na maioria das vezes, esse produto não será apre- 
sentado além do nosso grupo de trabalho ou aplicado fora do mesmo. Esse tipo de situação 
passa uma aura de proteção a qual propicia o plágio.
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Contudo, devemos sempre nos atentar que ao criar nossas obras originais, sem cópias, es- 
tamos dando suporte a qualidade da obra e ainda do autor (nós mesmos). Portanto, mesmo 
em situações em que o plágio pode nunca ser detectado devemos prezar pela originalidade 
como forma de atestar a qualidade daquilo que estamos apresentando.
ITEM 3. FORMAS DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS EM 
DIFERENTES EVENTOS
A escrita de artigos científicos auxilia a produção de textos técnicos, pois nos ensina a for- 
matar a sustentar de forma robusta a argumentação baseada em uma extensa revisão biblio-
gráfica e dados obtidos. Dessa maneira, o aluno se torna capaz de produzir textos ricos em 
informação e concisos em seu dia a dia de trabalho.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ITEM 1. ANÁLISE DE DADOS QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS
AZEVEDO, C. B. Metodologia científica ao alcance de todos 4a ed. Barueri: Editora Manole, 2018. Di-
sponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555762174/. Acesso em: 19 fev. 2022.
MARTINS, G. D. A.; THEÓPHILO, C. R. Metodologia da Investigação Científica para Ciências Sociais 
Aplicadas, 3ª edição. São Paulo: Grupo GEN, 2016. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com. 
br/#/books/9788597009088/. Acesso em: 19 fev. 2022.
RODRIGUEZ-MARTINEZ, A. et al. Height and body-mass index trajectories of school-aged children and ad-
olescents from 1985 to 2019 in 200 countries and territories: a pooled analysis of 2181 population- based 
studies with 65 million participants. The Lancet, vol. 396, n. 10261, p. 1511-1524, 2020.
SANTOS, J. A.; PARRAS FILHO, D. Metodologia científica. São Paulo: Cengage Learning Brasil, 2012. 
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788522112661/. Acesso em: 19 fev. 2022.
VIEIRA, S.; HOSSNE, W. S. Metodologia Científica para a Área de Saúde. São Paulo: Grupo GEN, 2021. 
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158658/. Acesso em: 19 fev. 2022.
ITEM 2. CONCEITOS DE PLÁGIO E AUTOPLÁGIO
MARCONI, M. de A. Metodologia do trabalho científico: projetos de pesquisa, pesquisa bibliográfica, teses 
de doutorado, dissertações de mestrado, trabalhos de conclusão de curso. - 9. ed. - São Paulo: Atlas, 2021.
POZZEBON, P. M. G.; PEREIRA, C. A. Os desafios do plágio. Série Acadêmica, [S.l.], vol. 35, n. jul./dez., 
2017. Disponível em: https://periodicos.puc-campinas.edu.br/serieacademica/article/view/5705. Acesso em: 
13 jun. 2022.
SILVA, R. G.; SILVEIRA, S. S.; CRUZ FILHO, A. M.; SOUSA-NETO, M. D. Plágio. ESTRELA, C. Metodologia 
Científica: Ciência, Ensino, Pesquisa. 3ª Edição. São Paulo: Editora Artes Médicas, 2018.
ITEM 3. FORMAS DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS EM DIFERENTES EVENTOS
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A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
4
ITEM 4. DIVULGAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CIÊNCIA
FERREIRA, M. P. Como estruturar e escrever um artigo em Administração. Revista Ciências Administrati-
vas, [S.I.], vol. 20, n. 2, 2014. Disponível em: https://periodicos.unifor.br/rca/article/view/3490. Acesso em: 05 
jan. 2023.
LIMA,J. R.P.; GOMES, P. S. C. Sugestões para elaboração de resumo de trabalho científico. Revista Paulis-
ta de Educação Física, São Paulo, vol. 8, n.1, p.69-81, 1994.
LIMA, J.C.V. Divulgação científica e sociedade. ed.45. Pesquisa Fapesp, São Paulo, 1999. Disponível em: 
https://revistapesquisa.fapesp.br/divulgacao-cientifica-e-sociedade/. Acesso em: 14 jul. 2022.
https://periodicos.unifor.br/rca/article/view/3490
https://revistapesquisa.fapesp.br/divulgacao-cientifica-e-sociedade/
	SONHANDO COM UMA VIAGEM INESQUECÍVEL: O PLANEJAMENTO
	1. INICIAÇÃO À PESQUISA CIENTÍFICA: INTERDISCIPLINARIDADE E COMPETÊNCIAS RELACIONADAS 
	2. CONCEITO, APLICABILIDADE, EVOLUÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E DIVISÃO DA CIÊNCIA
	3. IMPORTÂNCIA DA LEITURA
	4. TÉCNICAS PARA A LEITURA E REDAÇÃO CIENTÍFICA
	PESQUISANDO, DEFININDO E ORGANIZANDO A VIAGEM
	1. TIPOS DE FICHAS: DE CITAÇÃO, DE RESUMO, BIBLIOGRÁFICAS, DE ESBOÇO E CRÍTICAS OU ANALÍTICAS
	2. MÉTODO CIENTÍFICO E SUAS ETAPAS
	3. FERRAMENTAS PARA AUXILIAR NA ORGANIZAÇÃO DA PESQUISA CIENTÍFICA (5 PORQUÊS, 5W2H, CANVAS, FLUXOGRAMA DAS ETAPAS METODOLÓGICAS)
	Roteiro, bagagens e restrições para a viagem
	1. ETAPAS DE UMA PESQUISA CIENTÍFICA: IDENTIFICAÇÃO DO TEMA, FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DE ESTUDO, HIPÓTESES E OBJETIVOS
	2. USO DAS PALAVRAS-CHAVE PERTINENTES AO TEMA NO PROCESSO DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
	3. APRESENTAÇÃO DAS NORMATIVAS QUE REGEM A ESCRITA DO TRABALHO CIENTÍFICO
	A viagem: os recursos, o seguro e o registro. Uma trilha percorrida
	1. ANÁLISE DE DADOS QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS
	2. CONCEITOS DE PLÁGIO E AUTOPLÁGIO
	3. FORMAS DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS EM DIFERENTES EVENTOS
	4. DIVULGAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CIÊNCIA
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