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Filosofia e Percepção

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No que se refere ao problema do corpo, a filosofia cartesiana apresenta-se como contraponto ao entendimento expresso no texto por
a) apresentar uma visão dualista.
a) apresentar uma visão dualista.
b) confirmar uma tese naturalista.
c) demonstrar uma premissa realista.
d) sustentar um argumento idealista.
e) defender uma posição intencionalista.

De acordo com essa passagem e com o ensaio de que foi retirada, é correto afirmar que cabe ao pintor:
a) reproduzir os objetos tais como realmente são.
a) reproduzir os objetos tais como realmente são.
b) refletir na pintura seu estado psicológico.
c) usar arbitrariamente as cores com as quais compõe os objetos.
d) representar os objetos segundo regras estabelecidas de composição.
e) reproduzir os objetos tal como os vê.

Com base nos esclarecimentos acima, considere as afirmacoes a seguir e assinale a alternativa CORRETA
a) São corretas as afirmações I e IV.
I. É possível, para Husserl, obtermos evidência apodíctica apenas de intuições empíricas.
II. Sempre coincidem o conteúdo significacional de uma intenção e as intuições.
III. A intenção preenche a intuição: intuímos algo e, em seguida, a consciência se permite intencionar um objeto.
IV. Intencionalidade é uma característica eventual da consciência, irrompendo quando imaginamos algum objeto.
a) São corretas as afirmações I e IV.
b) Apenas IV é correta.
c) Apenas I é correta.
d) Todas são incorretas.
e) Apenas III é correta.

Qual sentença, se tomada como verdadeira, reforça a posição exprimida pelo filósofo no trecho?
a) A racionalidade é uma potência espiritual que se impõe sobre as circunstâncias históricas.
a) A racionalidade é uma potência espiritual que se impõe sobre as circunstâncias históricas.
b) O equilíbrio vital e econômico é uma força irracional que se contrapõe aos espíritos racionais.
c) Nos países favorecidos, as pessoas são naturalmente mais racionais.
d) A racionalidade das relações sociais depende da estabilidade de circunstâncias históricas.
e) Os espíritos racionais são responsáveis pelo equilíbrio vital e econômico dos países favorecidos.

Assinale a alternativa que indica o principal tema enfocado por Heidegger e por Wittgentsein em suas obras, respectivamente
a) a justiça e as artes.
a) a justiça e as artes.
b) a política e a metafísica.
c) o ser e a linguagem.
d) o poder e o ódio.
e) o cinema e a ciência.

Com base nisso, o primeiro parágrafo da obra mencionada aduz os três grandes preconceitos por meio dos quais a filosofia ter-se-ia dispensado de investigar o ser.
a) A forma “o que é x?” corresponde a investigações sobre entes; a obra principal de Heidegger pergunta o que é o ser.
a) A forma “o que é x?” corresponde a investigações sobre entes; a obra principal de Heidegger pergunta o que é o ser.
b) A obra principal de Martin Heidegger é um tratado filosófico que compreende a filosofia que o precede como metafísica, e esta, como investigação sobre o ente, em detrimento do ser.
c) A metafísica dispensou-se de investigar o ser alegando sua máxima universalidade, indefinibilidade e evidência; Heidegger responde a esses preconceitos a partir da diferença entre ente e ser.
d) A pergunta pelo ser difere de toda pergunta por ente; os entes têm determinações, características, sejam “reais” ou não, e cabe perguntar o que são. Mas, quanto ao ser, esse modo de perguntar é um equívoco.
e) A diferença entre ser e ente implica que a filosofia, a qual pergunta pelo ser dos entes e não pelo ser ele mesmo, toca a questão do ser constantemente, sem enfrentá-la explicitamente.

Os textos mostram-se alinhados a um entendimento acerca da ideia de conhecimento, numa perspectiva que ampara a
a) anterioridade da razão no domínio cognitivo.
a) anterioridade da razão no domínio cognitivo.
b) confirmação da existência de saberes inatos.
c) valorização do corpo na apreensão da realidade.
d) verificabilidade de proposições no campo da lógica.
e) possibilidade de contemplação de verdades atemporais.

Com base nas indicações precedentes, assinale a alternativa CORRETA.
a) Ao se adotar a perspectiva substancialista, fundada em certas leituras da filosofia aristotélica, as teses de Ser e tempo sobre a tonalidade afetiva complementam perfeitamente a tarefa de uma definição, a qual, segundo Aristóteles, deve ser compreensiva, interpretativa e caracterizada pela tonalidade afetiva análoga.
a) Ao se adotar a perspectiva substancialista, fundada em certas leituras da filosofia aristotélica, as teses de Ser e tempo sobre a tonalidade afetiva complementam perfeitamente a tarefa de uma definição, a qual, segundo Aristóteles, deve ser compreensiva, interpretativa e caracterizada pela tonalidade afetiva análoga.
b) Compreensão é sempre interpretativa, e, além disso, atravessada e unificada por uma tonalidade afetiva. Essa tese de Ser e tempo oferece um ponto de partida para a comparação com Aristóteles e, com base nela, Heidegger afirma que as definições são todas poéticas.
c) Segundo Heidegger, o erro aristotélico reside em ignorar os sentimentos e optar somente pela racionalidade. Com isso, a definição se tornaria impossível, pois toda definição depende de uma sensação. Noutras palavras, a tonalidade afetiva ganhou lugar no discurso filosófico definicional, a partir de Ser e tempo.
d) A tonalidade afetiva, proposta por Heidegger em Ser e tempo, implica a primazia do sentir sobre o pensar. Por isso, a fenomenologia heideggeriana supera o racionalismo aristotélico.
e) Para Aristóteles, o decisivo é indicar a forma substancial (essência) de um ente, a fim de alcançar a sua definição – assim ocorre o conhecimento metafísico. Em outras palavras, devemos saber e dizer “o que é” uma sala, uma xícara, um ser humano, para assim iniciar um discurso de conhecimento. Em Heidegger, por outro lado, a definição alcança somente o ente abstraído do contexto de compreensão e tonalidade afetiva, em que apareceu. Tal conhecimento abstrativo é, para Heidegger, por isso, precário e derivado: definir uma sala de aula é um procedimento tardio em relação à “experiência” em que a unidade de seu aparecimento articula compreensão, interpretação e tonalidade afetiva.

O texto apresenta um entendimento acerca dos elementos constitutivos da atividade do filósofo, que se caracteriza por
a) reunir os antagonismos das opiniões ao método dialético.
a) reunir os antagonismos das opiniões ao método dialético.
b) ajustar a clareza do conhecimento ao inatismo das ideias.
c) associar a certeza do intelecto à imutabilidade da verdade.
d) conciliar o rigor da investigação à inquietude do questionamento.
e) compatibilizar as estruturas do pensamento aos princípios fundamentais.

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Questões resolvidas

No que se refere ao problema do corpo, a filosofia cartesiana apresenta-se como contraponto ao entendimento expresso no texto por
a) apresentar uma visão dualista.
a) apresentar uma visão dualista.
b) confirmar uma tese naturalista.
c) demonstrar uma premissa realista.
d) sustentar um argumento idealista.
e) defender uma posição intencionalista.

De acordo com essa passagem e com o ensaio de que foi retirada, é correto afirmar que cabe ao pintor:
a) reproduzir os objetos tais como realmente são.
a) reproduzir os objetos tais como realmente são.
b) refletir na pintura seu estado psicológico.
c) usar arbitrariamente as cores com as quais compõe os objetos.
d) representar os objetos segundo regras estabelecidas de composição.
e) reproduzir os objetos tal como os vê.

Com base nos esclarecimentos acima, considere as afirmacoes a seguir e assinale a alternativa CORRETA
a) São corretas as afirmações I e IV.
I. É possível, para Husserl, obtermos evidência apodíctica apenas de intuições empíricas.
II. Sempre coincidem o conteúdo significacional de uma intenção e as intuições.
III. A intenção preenche a intuição: intuímos algo e, em seguida, a consciência se permite intencionar um objeto.
IV. Intencionalidade é uma característica eventual da consciência, irrompendo quando imaginamos algum objeto.
a) São corretas as afirmações I e IV.
b) Apenas IV é correta.
c) Apenas I é correta.
d) Todas são incorretas.
e) Apenas III é correta.

Qual sentença, se tomada como verdadeira, reforça a posição exprimida pelo filósofo no trecho?
a) A racionalidade é uma potência espiritual que se impõe sobre as circunstâncias históricas.
a) A racionalidade é uma potência espiritual que se impõe sobre as circunstâncias históricas.
b) O equilíbrio vital e econômico é uma força irracional que se contrapõe aos espíritos racionais.
c) Nos países favorecidos, as pessoas são naturalmente mais racionais.
d) A racionalidade das relações sociais depende da estabilidade de circunstâncias históricas.
e) Os espíritos racionais são responsáveis pelo equilíbrio vital e econômico dos países favorecidos.

Assinale a alternativa que indica o principal tema enfocado por Heidegger e por Wittgentsein em suas obras, respectivamente
a) a justiça e as artes.
a) a justiça e as artes.
b) a política e a metafísica.
c) o ser e a linguagem.
d) o poder e o ódio.
e) o cinema e a ciência.

Com base nisso, o primeiro parágrafo da obra mencionada aduz os três grandes preconceitos por meio dos quais a filosofia ter-se-ia dispensado de investigar o ser.
a) A forma “o que é x?” corresponde a investigações sobre entes; a obra principal de Heidegger pergunta o que é o ser.
a) A forma “o que é x?” corresponde a investigações sobre entes; a obra principal de Heidegger pergunta o que é o ser.
b) A obra principal de Martin Heidegger é um tratado filosófico que compreende a filosofia que o precede como metafísica, e esta, como investigação sobre o ente, em detrimento do ser.
c) A metafísica dispensou-se de investigar o ser alegando sua máxima universalidade, indefinibilidade e evidência; Heidegger responde a esses preconceitos a partir da diferença entre ente e ser.
d) A pergunta pelo ser difere de toda pergunta por ente; os entes têm determinações, características, sejam “reais” ou não, e cabe perguntar o que são. Mas, quanto ao ser, esse modo de perguntar é um equívoco.
e) A diferença entre ser e ente implica que a filosofia, a qual pergunta pelo ser dos entes e não pelo ser ele mesmo, toca a questão do ser constantemente, sem enfrentá-la explicitamente.

Os textos mostram-se alinhados a um entendimento acerca da ideia de conhecimento, numa perspectiva que ampara a
a) anterioridade da razão no domínio cognitivo.
a) anterioridade da razão no domínio cognitivo.
b) confirmação da existência de saberes inatos.
c) valorização do corpo na apreensão da realidade.
d) verificabilidade de proposições no campo da lógica.
e) possibilidade de contemplação de verdades atemporais.

Com base nas indicações precedentes, assinale a alternativa CORRETA.
a) Ao se adotar a perspectiva substancialista, fundada em certas leituras da filosofia aristotélica, as teses de Ser e tempo sobre a tonalidade afetiva complementam perfeitamente a tarefa de uma definição, a qual, segundo Aristóteles, deve ser compreensiva, interpretativa e caracterizada pela tonalidade afetiva análoga.
a) Ao se adotar a perspectiva substancialista, fundada em certas leituras da filosofia aristotélica, as teses de Ser e tempo sobre a tonalidade afetiva complementam perfeitamente a tarefa de uma definição, a qual, segundo Aristóteles, deve ser compreensiva, interpretativa e caracterizada pela tonalidade afetiva análoga.
b) Compreensão é sempre interpretativa, e, além disso, atravessada e unificada por uma tonalidade afetiva. Essa tese de Ser e tempo oferece um ponto de partida para a comparação com Aristóteles e, com base nela, Heidegger afirma que as definições são todas poéticas.
c) Segundo Heidegger, o erro aristotélico reside em ignorar os sentimentos e optar somente pela racionalidade. Com isso, a definição se tornaria impossível, pois toda definição depende de uma sensação. Noutras palavras, a tonalidade afetiva ganhou lugar no discurso filosófico definicional, a partir de Ser e tempo.
d) A tonalidade afetiva, proposta por Heidegger em Ser e tempo, implica a primazia do sentir sobre o pensar. Por isso, a fenomenologia heideggeriana supera o racionalismo aristotélico.
e) Para Aristóteles, o decisivo é indicar a forma substancial (essência) de um ente, a fim de alcançar a sua definição – assim ocorre o conhecimento metafísico. Em outras palavras, devemos saber e dizer “o que é” uma sala, uma xícara, um ser humano, para assim iniciar um discurso de conhecimento. Em Heidegger, por outro lado, a definição alcança somente o ente abstraído do contexto de compreensão e tonalidade afetiva, em que apareceu. Tal conhecimento abstrativo é, para Heidegger, por isso, precário e derivado: definir uma sala de aula é um procedimento tardio em relação à “experiência” em que a unidade de seu aparecimento articula compreensão, interpretação e tonalidade afetiva.

O texto apresenta um entendimento acerca dos elementos constitutivos da atividade do filósofo, que se caracteriza por
a) reunir os antagonismos das opiniões ao método dialético.
a) reunir os antagonismos das opiniões ao método dialético.
b) ajustar a clareza do conhecimento ao inatismo das ideias.
c) associar a certeza do intelecto à imutabilidade da verdade.
d) conciliar o rigor da investigação à inquietude do questionamento.
e) compatibilizar as estruturas do pensamento aos princípios fundamentais.

Prévia do material em texto

Super Professor 
1. (Enem 2023) Eu poderia concluir que a raiva é um pensamento, que estar com raiva é pensar que alguém é detestável, e que esse pensamento, como todos os outros – assim como Descartes o mostrou –, não poderia residir em nenhum fragmento de matéria. A raiva seria, portanto, espírito. Porém, quando me volto para minha própria experiência da raiva, devo confessar que ela não estava fora do meu corpo, mas inexplicavelmente nele.
MERLEAU-PONTY, M. Quinta conversa: o homem visto de fora.na parte São Paulo: Martins Fontes. 1948 (adaptado).
No que se refere ao problema do corpo, a filosofia cartesiana apresenta-se como contraponto ao entendimento expresso no texto por 
a) apresentar uma visão dualista. 
b) confirmar uma tese naturalista. 
c) demonstrar uma premissa realista. 
d) sustentar um argumento idealista. 
e) defender uma posição intencionalista. 
 
2. (Ufpr 2023) Pintar um rosto como “objeto” não é despojá-lo do que “traz pensado”. “Acho que o pintor o interpreta”, diz Cézanne, “o pintor não é imbecil”. Mas esta interpretação não deve ser pensada separadamente da visão. “[Ao] pintar todos os pequenos azuis e todos os pequenos marrons, [ele faz] olhar como ele olha ... Ao diabo se duvidarem como, casando um verde matizado com um vermelho, entristece-se uma boca ou faz-se sorrir uma face”.
(MERLEAU-PONTY, Maurice. A dúvida de Cézanne. São Paulo: Abril Cultural, 1975. p. 118. Coleção Os Pensadores.)
De acordo com essa passagem e com o ensaio de que foi retirada, é correto afirmar que cabe ao pintor: 
a) reproduzir os objetos tais como realmente são. 
b) refletir na pintura seu estado psicológico. 
c) usar arbitrariamente as cores com as quais compõe os objetos. 
d) representar os objetos segundo regras estabelecidas de composição. 
e) reproduzir os objetos tal como os vê. 
 
3. (Unioeste 2022) Edmund Husserl é conhecido como fundador da Fenomenologia. A raiz do pensamento husserliano reside na meditação sobre o modo de ser da consciência, cuja marca principal, para o autor, é a intencionalidade. Esta pode ser assim resumida: toda consciência é consciência de algo, tem algo sob atenção. Logo, não é aqui determinante que de fato haja algo perante nós: a consciência preenche-se de conteúdo significacional, isto é, intenciona algo, “pensamos em algo”. Dentro de uma sala de aula, imaginamos um campo aberto – o campo aberto é o conteúdo significacional, o objeto intencionado. Quando, porém, por exemplo, deixamos a sala de aula e vemo-nos em meio ao campo aberto, diz-se haver a intuição (visão direta) do objeto. A intuição preenche a intenção – o antes intencionado é, agora, diretamente intuído. Por fim, a consciência da intuição é nomeada “evidência”. Evidência apodítica seria aquela em que se verificasse perfeita coincidência entre intencionado e intuído – o que não é possível para nós.
Com base nos esclarecimentos acima, considere as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA
I. É possível, para Husserl, obtermos evidência apodíctica apenas de intuições empíricas.
II. Sempre coincidem o conteúdo significacional de uma intenção e as intuições.
III. A intenção preenche a intuição: intuímos algo e, em seguida, a consciência se permite intencionar um objeto.
IV. Intencionalidade é uma característica eventual da consciência, irrompendo quando imaginamos algum objeto. 
a) São corretas as afirmações I e IV. 
b) Apenas IV é correta. 
c) Apenas I é correta. 
d) Todas são incorretas. 
e) Apenas III é correta. 
 
4. (Fuvest 2022) No texto do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty é estabelecida uma conexão entre as relações sociais e a racionalidade dos indivíduos:
A sociedade humana não é uma comunidade de espíritos racionais, só se pode compreendê-la assim nos países favorecidos, em que o equilíbrio vital e econômico foi obtido localmente e por certo tempo.
Maurice Merleau-Ponty, Fenomenologia da percepção, p.89.
Qual sentença, se tomada como verdadeira, reforça a posição exprimida pelo filósofo no trecho? 
a) A racionalidade é uma potência espiritual que se impõe sobre as circunstâncias históricas. 
b) O equilíbrio vital e econômico é uma força irracional que se contrapõe aos espíritos racionais. 
c) Nos países favorecidos, as pessoas são naturalmente mais racionais. 
d) A racionalidade das relações sociais depende da estabilidade de circunstâncias históricas. 
e) Os espíritos racionais são responsáveis pelo equilíbrio vital e econômico dos países favorecidos. 
 
5. (Unisc 2021) Martin Heidegger e Ludwig Wittgenstein são dois importantes filósofos do século XX. Suas ideias influenciaram fortemente os filósofos pós-modernos, entre eles Jacques Derrida, Michel Foucault, Jean François Lyotard e Richard Rorty. Assinale a alternativa que indica o principal tema enfocado por Heidegger e por Wittgentsein em suas obras, respectivamente 
a) a justiça e as artes. 
b) a política e a metafísica. 
c) o ser e a linguagem. 
d) o poder e o ódio. 
e) o cinema e a ciência. 
 
6. (Unioeste 2021) Segundo Martin Heidegger, “metafísica” é o cerne do filosofar, marcado pelo esquecimento do ser. Tendo privilegiado o ente (conjunto de todos os seres), procurando-lhe a região suprema, toda a filosofia foi destinada a ignorar a pergunta explícita pelo ser. “Qual é o sentido de ‘ser’?”, pergunta a obra principal de Heidegger, Ser e tempo. Essa pergunta é diferente da pergunta “O que é ser?”, cujo formato levaria a confundir ser com ente. De um ente podemos dizer o que é, dar-lhe definição, encontrar suas características; mas ser não tem características, é indefinível, não se reporta a nenhum gênero – e, mesmo assim, seu significado parece óbvio. Todos sabemos o que ser significa, mas ninguém pode dizer algo a respeito.
Com base nisso, o primeiro parágrafo da obra mencionada aduz os três grandes preconceitos por meio dos quais a filosofia ter-se-ia dispensado de investigar o ser. São eles: ser é maximamente universal, e por isso não podemos conhecê-lo (já que conhecer algo seria dizer a que gênero pertence e qual a diferença que o especifica); ser é indefinível; ser é evidente por si mesmo em todo comportamento humano. Em contrapartida, o pensador alemão afirma: da máxima universalidade só descobrimos que ser não é ente; da indefinibilidade somente descobrimos que o discurso sobre ser não é o da definição, não é a linguagem a que estamos habituados no senso comum ou nas ciências, uma vez que estas tratam dos entes; da evidência do significado de ser em todo comportamento descobrimos a tarefa de dar fundamento a essa evidência, já que sabemos sem nada poder dizer, isto é, sabemos sem saber.
Partindo do enunciado e de seus conhecimentos, assinale a alternativa INCORRETA. 
a) A forma “o que é x?” corresponde a investigações sobre entes; a obra principal de Heidegger pergunta o que é o ser. 
b) A obra principal de Martin Heidegger é um tratado filosófico que compreende a filosofia que o precede como metafísica, e esta, como investigação sobre o ente, em detrimento do ser. 
c) A metafísica dispensou-se de investigar o ser alegando sua máxima universalidade, indefinibilidade e evidência; Heidegger responde a esses preconceitos a partir da diferença entre ente e ser. 
d) A pergunta pelo ser difere de toda pergunta por ente; os entes têm determinações, características, sejam “reais” ou não, e cabe perguntar o que são. Mas, quanto ao ser, esse modo de perguntar é um equívoco. 
e) A diferença entre ser e ente implica que a filosofia, a qual pergunta pelo ser dos entes e não pelo ser ele mesmo, toca a questão do ser constantemente, sem enfrentá-la explicitamente. 
 
7. (Enem 2020) TEXTO I
Os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
PESSOA, F. O guardador de rebanhos – IX. In: GALHOZ. M. A. (Org.). Obras poéticas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1999 (fragmento).
TEXTO II
Tudo aquilo que sei do mundo, mesmo por ciência, eu o sei a partir de uma visão minha ou deuma experiência do mundo sem a qual os símbolos da ciência não poderiam dizer nada.
MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1999 (adaptado).
Os textos mostram-se alinhados a um entendimento acerca da ideia de conhecimento, numa perspectiva que ampara a 
a) anterioridade da razão no domínio cognitivo. 
b) confirmação da existência de saberes inatos. 
c) valorização do corpo na apreensão da realidade. 
d) verificabilidade de proposições no campo da lógica. 
e) possibilidade de contemplação de verdades atemporais. 
 
8. (Unioeste 2019) O filósofo alemão Martin Heidegger publicou, em 1927, sua obra Ser e tempo, que rapidamente ganhou notoriedade e ocupa posição central nos debates de várias correntes e temas filosóficos. Entre as inovações da obra, está a elevação da tonalidade afetiva ao centro da possibilidade de compreensão do mundo. Compreendemos algo sempre situado em algum contexto: primeiro dá-se algo como sala de aula, ou como sala de visitas, ou como sala de jogos, e somente por abstração imaginaríamos uma ‘pura sala’, a ‘sala em si mesma’. Toda compreensão é, assim, interpretativa (algo aparece sempre como algo, x aparece como sala de aula, etc.). Mas, além disso, toda compreensão é atravessada por tonalidade afetiva. Nunca se está apenas puramente em uma sala de aula; está-se ali de algum modo, tocado por uma tonalidade de afeto: tédio, ansiedade, cansaço, alegria, expectativa... A tonalidade mostra, abre, unifica a sala de aula, que, sem isso, seria um ajuntamento de partes. O ‘como aparece’ antecede o ‘o que aparece’: os entes não são essências determinadas, eles dependem do modo de aparecimento, que inclui interpretação e tonalidade afetiva.
Essa ontologia diverge frontalmente da metafísica da substância, ligada a certa leitura do aristotelismo. Segundo essa metafísica, o conhecimento verdadeiro e ‘primeiro’ dos entes implica visualizar sua substância ou essência, o que se faz e se expressa na definição, que diz o que é x.
Com base nas indicações precedentes, assinale a alternativa CORRETA. 
a) Ao se adotar a perspectiva substancialista, fundada em certas leituras da filosofia aristotélica, as teses de Ser e tempo sobre a tonalidade afetiva complementam perfeitamente a tarefa de uma definição, a qual, segundo Aristóteles, deve ser compreensiva, interpretativa e caracterizada pela tonalidade afetiva análoga.
 
b) Compreensão é sempre interpretativa, e, além disso, atravessada e unificada por uma tonalidade afetiva. Essa tese de Ser e tempo oferece um ponto de partida para a comparação com Aristóteles e, com base nela, Heidegger afirma que as definições são todas poéticas. 
c) Segundo Heidegger, o erro aristotélico reside em ignorar os sentimentos e optar somente pela racionalidade. Com isso, a definição se tornaria impossível, pois toda definição depende de uma sensação. Noutras palavras, a tonalidade afetiva ganhou lugar no discurso filosófico definicional, a partir de Ser e tempo. 
d) A tonalidade afetiva, proposta por Heidegger em Ser e tempo, implica a primazia do sentir sobre o pensar. Por isso, a fenomenologia heideggeriana supera o racionalismo aristotélico. 
e) Para Aristóteles, o decisivo é indicar a forma substancial (essência) de um ente, a fim de alcançar a sua definição – assim ocorre o conhecimento metafísico. Em outras palavras, devemos saber e dizer “o que é” uma sala, uma xícara, um ser humano, para assim iniciar um discurso de conhecimento. Em Heidegger, por outro lado, a definição alcança somente o ente abstraído do contexto de compreensão e tonalidade afetiva, em que apareceu. Tal conhecimento abstrativo é, para Heidegger, por isso, precário e derivado: definir uma sala de aula é um procedimento tardio em relação à “experiência” em que a unidade de seu aparecimento articula compreensão, interpretação e tonalidade afetiva. 
 
9. (Enem 2018) O filósofo reconhece-se pela posse inseparável do gosto da evidência e do sentido da ambiguidade. Quando se limita a suportar a ambiguidade, esta se chama equívoco. Sempre aconteceu que, mesmo aqueles que pretenderam construir uma filosofia absolutamente positiva, só conseguiram ser filósofos na medida em que, simultaneamente, se recusaram o direito de se instalar no saber absoluto. O que caracteriza o filósofo é o movimento que leva incessantemente do saber à ignorância, da ignorância ao saber, e um certo repouso neste movimento. 
MERLEAU-PONTY. M. Elogio da filosofia. Lisboa: Guimarães, 1998 (adaptado). 
O texto apresenta um entendimento acerca dos elementos constitutivos da atividade do filósofo, que se caracteriza por 
a) reunir os antagonismos das opiniões ao método dialético. 
b) ajustar a clareza do conhecimento ao inatismo das ideias. 
c) associar a certeza do intelecto à imutabilidade da verdade. 
d) conciliar o rigor da investigação à inquietude do questionamento. 
e) compatibilizar as estruturas do pensamento aos princípios fundamentais. 
 
10. (Unimontes 2012) A fenomenologia surgiu no final do século XIX, com Franz Brentano, cujas principais ideias foram desenvolvidas por Edmund Husserl (1859-1958). No que se refere à fenomenologia, marque a alternativa incorreta. 
a) Na fenomenologia, o postulado básico é a noção de intencionalidade. 
b) A fenomenologia pretende superar a dicotomia razão-experiência. 
c) Para a fenomenologia, toda consciência é intencional. 
d) Na fenomenologia, o conceito de fenômeno refere-se ao que se esconde. 
 
Gabarito: 
Resposta da questão 1:
 [A]
O texto destaca a experiência da raiva e como ela parece estar inexplicavelmente no corpo, o que não se alinha com a visão dualista de Descartes, que separa mente e corpo. Portanto, o contraponto ao entendimento expresso no texto é: [A] apresentar uma visão dualista.
Agora, vamos analisar os erros nas alternativas incorretas:
[B] Incorreta. A tese naturalista não é especificamente abordada no texto. 
[C] Incorreta. A premissa realista não é diretamente discutida no contexto do texto. 
[D] Incorreta. A argumentação de Descartes é dualista, não idealista.
[E] Incorreta. O texto não se relaciona diretamente com a posição intencionalista. 
Resposta da questão 2:
 [E]
A alternativa correta é a [E], pois, de acordo com a passagem utilizada, ao pintor cabe reproduzir os objetos tal como os vê. O filósofo faz isso ao defender que a interpretação não deve ser separada da visão e, de certa forma, reafirma, ao dizer que pintar um rosto como objeto não é despojá-lo do que traz pensado. Dessa forma, a alternativa que responde corretamente o que é proposto no enunciado, é a alternativa [E]. 
Resposta da questão 3:
 [D]
A alternativa correta é a [D], pois, todas as afirmações de [I] a [IV] estão incorretas. Todas as afirmações apresentam inconsistências em relação ao projeto filosófico de Husserl, por essa razão, a alternativa que aponta o erro em todas as alternativas disponibilizadas, é a alternativa [D]. 
Resposta da questão 4:
 [D]
No trecho apresentado pelo enunciado, o filósofo Merleau-Ponty estabelece uma conexão entre a racionalidade dos indivíduos e as circunstâncias sociais e históricas, da realidade em que tais indivíduos vivem. De acordo com ele, as sociedades humanas dependem de circunstâncias estáveis, quanto ao equilíbrio vital e econômico, para poder alcançar a racionalidade. Assim, a racionalidade não é tomada pelo autor como natural à humanidade ou a certos grupos humanos, nem como uma força desligada de circunstâncias concretas. 
Resposta da questão 5:
 [C]
A fenomenologia de Heidegger dedicou-se primordialmente a um ramo da filosofia denominado de ontologia, o que quer dizer que sua preocupação examinava as questões do ser e da existência. Embora outras filosofias e filósofos tenham se questionado sobre o “Ser”, o questionamento de Heidegger não tinha como objetivo uma definição abstrata, mas a análise concreta do “ser”. Entre as suas perguntas essenciais estavam: “o que é ser?” e “o que significa dizer que algo existe?”. 
O filósofo Ludwig Wittgenstein,por sua vez, se volta para a linguagem, mas não como faz a gramática. Wittgenstein se preocupa em examinar as relações e os limites entre a linguagem e maneira como percebemos o mundo. 
Resposta da questão 6:
 [A]
O enunciado deixa claro que a obra principal de Heidgger procura não perguntar ‘o que é ser?’, no seu lugar tenta explorar ‘qual o sentido de ser?’, o filósofo se abstém da primeira elaboração por entender que essa pergunta conduz a respostas que confundem ser e ente, isto é, tomam o ser como uma manifestação física, dotada de características e passível de definição. O ser, que é o seu interesse fundamental, não é, portanto, uma manifestação física, mas ainda assim é evidente a todos, que conhecem o seu sentido, ainda que não possuam caminhos para explicitá-lo. 
Resposta da questão 7:
 [C]
Ambos os textos destacam as sensações empíricas, obtidas através dos sentidos e das experiências sensíveis, como elementos centrais para a percepção do real e, por consequência, para a obtenção do conhecimento acerca da realidade. Com efeito, o aluno deve associar essa forma de obtenção de dados da realidade ao entendimento da ideia de conhecimento que os textos apresentam, que está bastante fundamentada na importância do corpo, através dos sentidos, nos processos de apreensão da realidade. 
Resposta da questão 8:
 [E]
O pensamento de Heidegger difere do de Aristóteles pois para Heidegger primeiro passamos pela experiência com a substância para posteriormente defini-la, ou seja, primeiro o sujeito vivencia a experiência com a sala de aula (exemplo apresentado na questão) para só depois definir aquele espaço – que ele teve contato prévio – como sendo uma sala de aula. No caso de Aristóteles, quando desenvolveu a teoria das quatro causas, definiu a busca da causa formal (entre as outras) como fundamental para a identificação da substância com a qual se tem contato, isso faz o pensamento aristotélico ser classificado como teleológico, diferente do de Heidegger. 
Resposta da questão 9:
 [D]
O texto apresenta uma concepção da atividade filosófica que se caracteriza por uma postura permanentemente crítica em relação à qualquer conhecimento e pela fundamentação racional da investigação intelectual. Assim, a prática filosófica abrangeria a dúvida constante, ou seja, o questionamento de qualquer saber que se pretenda absoluto, em conjunto com a investigação racional da realidade. 
Resposta da questão 10:
 [D]
A fenomenologia se constitui em uma abordagem que pensa o processo de conhecimento a partir da intencionalidade do sujeito, procurando superar a dicotomia entre razão e experiência. De forma simples, pode-se dizer que ela pensa o processo de conhecimento que, em uma relação entre sujeito cognoscente e objeto conhecido, faz com que algo apareça ao sujeito como sendo uma coisa dotada de sentido. 
Resumo das questões selecionadas nesta atividade
Data de elaboração:	13/11/2024 às 11:46
Nome do arquivo:	2º ANO FILOSOFIA PROVA 4º UNID 2024
Legenda:
Q/Prova = número da questão na prova
Q/DB = número da questão no banco de dados do SuperPro®
Q/prova	Q/DB	Grau/Dif.	Matéria	Fonte	Tipo
 
1	239737	Média	Filosofia	Enem/2023	Múltipla escolha
 
2	217017	Elevada	Filosofia	Ufpr/2023	Múltipla escolha
 
3	211471	Média	Filosofia	Unioeste/2022	Múltipla escolha
 
4	204600	Baixa	Filosofia	Fuvest/2022	Múltipla escolha
 
5	200779	Baixa	Filosofia	Unisc/2021	Múltipla escolha
 
6	201519	Baixa	Filosofia	Unioeste/2021	Múltipla escolha
 
7	196997	Média	Filosofia	Enem/2020	Múltipla escolha
 
8	189269	Elevada	Filosofia	Unioeste/2019	Múltipla escolha
 
9	181806	Média	Filosofia	Enem/2018	Múltipla escolha
 
10	109842	Baixa	Filosofia	Unimontes/2012	Múltipla escolha
 
Estatísticas - Questões do Enem
Q/prova	Q/DB	Cor/prova	Ano	Acerto
 
1	239737	azul	2023	31% 
7	196997	azul	2020	38% 
9	181806	azul	2018	29% 
 
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