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Conteudista: Prof.ª M.ª Rossana Soares de Almeida Revisão Textual: Esp. Laís Otero Fugaitti Objetivo da Unidade: Compreender as práticas adequadas de manipulação, distribuição e transporte de medicamentos. ˨ Material Teórico ˨ Material Complementar ˨ Referências Boas Práticas de Manipulação e Boas Práticas de Distribuição e Transporte Introdução A manipulação de medicamentos é um processo minucioso, portanto, precisa ser feito por um profissional que tenha conhecimento técnico e atenção contínua. Todo o processo deve ser realizado em um ambiente limpo, higiênico, ergonômico e favorável à prática da manipulação de medicamentos. Todas as questões e registros burocráticos, Procedimento Operacional Padrão (POP) e outras legalidades devem ser seguidos. A manipulação de medicamentos segue um protocolo de cuidados, principalmente internos, com normatização que oriente às boas práticas. As normas de boas práticas regulamentam e direcionam todo o processo, na busca de garantir padrões que atinjam parâmetros de qualidade, para que o medicamento seja manipulado de forma segura e eficaz. A manipulação precisa ser feita em ambiente considerado seguro, apropriado e habilitado, satisfazendo todas as necessidades da tarefa. As normas para manipulação de medicamentos buscam também o alcance de um procedimento com etapas padronizadas, visando reduzir os riscos que possam afetar a qualidade do produto. Vários requisitos devem ser seguidos à risca para o alcance dos objetivos do processo: definição e sistematização nítida dos procedimentos de manipulação; preenchimento adequado de formulários, fichas e folhas de processos; as etapas éticas da manipulação serão submetidas à avaliação sistematicamente; um registro de reclamação será implantado, além da investigação da circunstância recebida; a infraestrutura do laboratório deverá se adequar às normas vigentes, contar com materiais de embalagem, armazenamento e transporte, equipamentos, utensílios e instalações próprias, além de possuir profissionais qualificados e treinados pelo programa de treinamento que o próprio laboratório deve dispor. 1 / 3 ˨ Material Teórico A estrutura física do laboratório utilizado para manipulação de medicamentos deve seguir as boas práticas em manipulação, que preconizam os seguintes critérios: Banheiros masculino e feminino; Vestiário em que a troca da roupa pelo uniforme e calçados próprios para o trabalho seja possível, além de um armário para que os pertences dos profissionais possam ficar reservados; Sala de paramentação, na qual serão feitas a colocação de equipamentos de proteção individual e a lavagem com sabonete antisséptico dos antebraços e das mãos, bem como a secagem destes de maneira antisséptica; Sala de armazenamento, na qual serão guardados o material de embalagem e a matéria-prima, sendo conservados em ambiente seco e limpo, e em temperatura de acordo com o material armazenado, fato que deve ser documentado e monitorado constantemente; Sala de controle de qualidade; Sala de pesagem de matérias-primas, mantendo o cuidado quanto às diferentes classes de medicamentos, o que altera os valores; Área reservada para quarentena, que é o lugar no qual são conservados momentaneamente materiais de embalagem ou matéria-prima, antes que sejam aprovados pelo controle de qualidade; Local reservado para armazenar produtos para devolução, reprovados ou vencidos, estando estes apropriadamente reconhecidos e isolados dos demais produtos, para que não possam ser usados; Salas de manipulação, que comportam laboratório de sólidos, semissólidos e líquidos, e antecâmara ou cabines particulares para manipulação de citostáticos, antibióticos e hormônios; Sala para lavagem de materiais de embalagem e utensílios; Boas Práticas de Farmácia com Manipulação O número de novas unidades de farmácias com manipulação vem crescendo exorbitantemente. Tabela 1 – Panorama das farmácias no Brasil segundo o Conselho Federal de Farmácia (CFF), dados de 2020 com atualização em 2021 Descrição Número Total Registrado Farmacêuticos inscritos nos Conselhos Regionais de Farmácia 234.301 Farmácias e drogarias comerciais 89.879 Farmácias com manipulação e homeopatia* 8.506 Farmácias hospitalares 6.771 Farmácia pública 10.841 Área de dispensação, que serve como armazenamento de medicamentos terminados que estão à espera da dispensação e fornecimento de assistência; Depósito de material de limpeza; Área separada para guardar resíduos, em que serão mantidos temporariamente os resíduos resultantes do laboratório, e que preferencialmente possibilite a divisão por classe de resíduo; Sala para a prática administrativa. Descrição Número Total Registrado Laboratórios de análises clínicas 9.697 Indústrias farmacêuticas 454 Distribuidoras de medicamentos 4.648 Importadoras de medicamentos 74 *Já estão incluídos no total de farmácias e drogaria comerciais. Fonte: Adaptada de CFF, 2021 - ARAUJO, 2019 “A gente tem visto crescimento constante neste mercado (Figuras 1 e 2), mesmo em período de crise. Há avanço importante de laboratórios nacionais e públicos. E avanço consistente de mercado de genéricos e biológicos”, avaliou na época Leandro Safatle, então secretário-executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMed), órgão ligado à Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], segundo a Agência Senado.” Figura 1 – Crescimento do varejo no Brasil segundo a Agência Senado Fonte: Adaptada de ARAUJO, 2019 Figura 2 – Crescimento do mercado farmacêutico no mundo, segundo a Agência Senado Fonte: Adaptada de ARAUJO, 2019 Diante dos dados mensurados anteriormente, faz-se necessário avaliar ainda mais a competência e qualidade dos produtos que estão sendo confeccionados em todos esses novos ambientes. As boas práticas tendem a caminhar com essa leva de novas instituições em direção à qualificação e à produção de ponta, sem contar ainda com a preocupação da destinação final de todos esses produtos que podem ser comercializados e não consumidos (Figura 3). Figura 3 – O descarte incorreto dos medicamentos, segundo a Agência Senado Fonte: Adaptada de ARAUJO, 2019 Definições De acordo com a segunda edição do Formulário nacional da farmacopeia brasileira (BRASIL, 2012), a Resolução CFF 467, de 28 de novembro de 2007 (CFF, 2007), e a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 67, de 8 de outubro de 2007 (BRASIL, 2007), ou outra que vier a substituí-la: “Processo magistral: conjunto de operações e procedimentos realizados em condições de qualidade e rastreabilidade de todo o processo que transforma insumos em produtos magistrais, para dispensação direta ao usuário ou a seu responsável, com orientações para seu uso seguro e racional.” De acordo com a RDC 67/2007: - CFF, 2017 - CFF, 2017 “Preparação: procedimento farmacotécnico para obtenção do produto manipulado, compreendendo a avaliação farmacêutica da prescrição, a manipulação, fracionamento de substâncias ou produtos industrializados, envase, rotulagem e conservação das preparações. Preparação magistral: é aquela preparada na farmácia, a partir de uma prescrição de profissional habilitado, destinada a um paciente individualizado, e que estabeleça em detalhes sua composição, forma farmacêutica, posologia e modo de usar. Preparação oficinal: é aquela preparada na farmácia, cuja fórmula esteja inscrita no Formulário Nacional ou em Formulários Internacionais reconhecidos pela ANVISA.” Figura 4 – Manipulação de medicamentos Fonte: Getty Images Sobre a Documentação Um medicamento, quando manipulado, deve garantir ao paciente total segurança sobre o produto que está sendo adquirido. A produção de medicamentos com qualidade, segurança e eficácia depende de alguns critérios que precisam ser seguidos. A farmácia com manipulação deve se orientar pelo Manual de Boas Práticas de Manipulação em Farmácias, acompanhado dos POPs, documentos que seguem uma legislação vigente e que vão se adequar à metodologia seguida pelo estabelecimento. Fatores humanos, técnicos, administrativos e de maquinário vão influenciar diretamente a qualidade dessa linha de produção, portanto, precisam estar sob controle. O objetivo é que os desvios da qualidade e seus problemas sejam prevenidos, reduzidos e eliminados. As boas práticas estabelecem uma série de roteiros para as diferentes etapas do processo, desde atendimento ao cliente, aquisição de matérias-primas e embalagens, avaliação farmacêutica do receituário, manipulação, controle da qualidade e dispensação do medicamento até manutenção da estrutura física, equipamentos, setor administrativo e equipe técnica (CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO PARANÁ – CRF-PR, 2017). Alguns documentos são essenciais para que o processo de manipulação tenha qualidade: Manuais de Boas Práticas São os guias que determinam as políticas da farmácia relacionadas a questões éticas, técnicas e operacionais. Os manuais de boas práticas atendem a diversas metodologias, e não só à manipulação de medicamentos. O principal guia e aquele que é requerido pela legislação vigente é o Manual de Boas Práticas de Manipulação em Farmácia (BPMF), um documento que determina todos os critérios e encargos relacionados aos diversos procedimentos da farmácia, para a garantia da qualidade dos produtos e serviços. Esse manual define os parâmetros gerais de trabalho e da qualidade do estabelecimento. Quando a farmácia tiver autorização/licença para proceder à prestação de serviços, deverá dispor de Manual de Boas Práticas Farmacêuticas. As atribuições e responsabilidades individuais devem estar descritas nesse manual e ser compreensíveis a todos os funcionários (CFF, 2017). Manuais de boas práticas;1 POP;2 Registros de receitas;3 Relatórios de autoinspeção;4 Registros de reclamações de usuários.5 POP Descrição pormenorizada de técnicas e operações a serem utilizadas na farmácia, visando proteger e garantir a preservação da qualidade das preparações manipuladas e a segurança dos manipuladores (CFF, 2017). Todos os equipamentos e metodologias adotados na farmácia têm um POP a ser seguido. Registros de Receitas Os registros devem ser efetuados no livro de receituário geral, de maneira informatizada ou não, devendo conter, no mínimo, os seguintes dados: Número de ordem do livro de receituário geral; Nome e endereço do paciente ou a localização do leito hospitalar para os casos de internação; Nome do prescritor e número de registro no respectivo conselho de classe; Descrição da formulação contendo todos os componentes e concentrações; Data do aviamento; Outros dados para a garantia da rastreabilidade também deverão ser registrados. Sobre o livro de registros, informatizado ou não, ele também deve ser utilizado quando a receita tiver insumos com controle especial ou antimicrobianos, conforme legislação vigente. Para facilitar o rastreio da receita/notificação, o número do registro no livro de receituário geral pode substituir os dados do paciente e da fórmula. Para a informatização, é obrigatória a autorização expressa da Vigilância Sanitária (Visa) local. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE De acordo com a RDC 22/2014: Leitura Vigilância Sanitária e Medicamentos Sujeitos a Controle Especial “Art. 35. A escrituração de medicamentos e insumos farmacêuticos sujeitos a esta Resolução substitui a escrituração realizada por meio de livro de registro ou sistema informatizado previamente autorizado pela autoridade sanitária competente, estabelecidos na Portaria SVS/MS [Secretaria de Vigilância Sanitária/Ministério da Saúde] nº 344, de 1998, e na Portaria SVS/MS nº 6, de 29 de janeiro de 1999, ou as que vierem substituí-las. § 1º Fica excepcionalmente admitida a adoção de rotinas não informatizadas pelo SNGPC [Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados], mediante manutenção do livro de registro, em municípios desprovidos de acesso à internet, condicionada à autorização pela autoridade sanitária local.” http://www.ccs.saude.gov.br/visa/publicacoes/arquivos/Med_controle_especial_BA.pdf De acordo com a RDC 20/2011 (antibióticos): Autoinspeção A autoinspeção é o instrumento de avalição de conformidade documental e operacional da farmácia. Deve ser executada no mínimo anualmente, tendo como base o roteiro de inspeção definido na RDC 67/2007 (CFF, 2017). - BRASIL, 2014 - CFF, 2017 “Art. 13. A Anvisa publicará, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da publicação desta Resolução, o cronograma para o credenciamento e escrituração da movimentação de compra e venda dos medicamentos objeto desta Resolução no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), conforme estabelecido na Resolução RDC nº 27/2007 ou na que vier a substituí-la. Parágrafo único. Em localidades ou regiões desprovidas de internet, a vigilância sanitária local poderá autorizar o controle da escrituração desses medicamentos em Livro de Registro Específico para Antimicrobianos ou por meio de sistema informatizado, previamente avaliado e aprovado, devendo obedecer ao prazo máximo sete (7) dias para escrituração, a contar da data da dispensação.” Documentos Específicos A farmácia com manipulação deve dispor de vários documentos para garantir as boas práticas de manipulação; a documentação é parte integrante do processo magistral, pois tem dupla finalidade: a de orientar cada procedimento e a de possibilitar a comprovação de todos os atos executados. Dessa forma, permite a rastreabilidade dos processos com o intuito de aprimoramento contínuo. Quanto à documentação geral: Contrato social; CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica); Alvará de funcionamento; Licença sanitária; AFE (Autorização de Funcionamento); AE (Autorização Especial); Licença do Corpo de Bombeiros; Certidão de regularidade profissional do CRF-PR; Projeto arquitetônico aprovado; Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO)/Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais (PPRA)/Atestado de Saúde Ocupacional (ASO); Manual de Boas Práticas; Registro de funcionários; Ainda sobre a documentação técnica: Deve ser afixada em local visível ao público, lista com números atualizados de telefone do Conselho Regional de Farmácia, dos Órgãos Estadual e Municipal de Vigilância Sanitária e Órgãos de defesa do consumidor; Deve ser afixada em local visível ao público, uma placa contendo o nome, foto, número e inscrição no Conselho Regional de Farmácia do Paraná – CRF-PR do responsável Técnico Farmacêutico, dos Farmacêuticos substitutos e assistentes, bem como seu horário de trabalho. A dimensão da placa deve seguir a legislação vigente (CRF-PR, 2017, p. 11-12). Procedimentos Operacionais Padrão (POP) escritos e atualizados (no mínimo revisão anual) para todas as atividades desenvolvidas no estabelecimento, inclusive para atividades de limpeza e sanitização dos ambientes, mobiliários e equipamentos; Fluxogramas (de receituário, entrada de funcionários, etc.); Ficha de pesagem ou ordem de produção com local para a assinatura do responsável de cada etapa; Registro geral de fórmulas (manual ou informatizado – desde que aprovado pela Vigilância Sanitária – Visa local); Balancetes: BSPO [Balanço de Substâncias Psicoativas e Outras Sujeitas a Controle Especial] e relação mensal de notificação de receita A e B2; SNGPC: Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados em dia; Auditoria para verificação do cumprimento de BPM, auto inspeção, com relatórios das ações corretivas e preventivas aplicadas (quando aplicáveis); Sobre a documentação para garantia de qualidade: Qualificação de fornecedores; Manual de descarte de resíduos (Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS); Contrato com o prestador de serviços de controle da qualidade (análises externas); Registros e documentos de garantia da qualidade (CRF-PR, 2017, p. 12-13). Certificados de capacitação do farmacêutico (cursos de atualização contínua); Registro de treinamento de funcionários; Registro de fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) atualizado e devidamente assinado; Registro de calibração de equipamentos (no mínimo anual ou em função da frequência de uso do equipamento); Validade e manuseio do(s) extintor(es) de incêndio; Limpeza da caixa d’água, desinsetização, desratização e conservação predial; Registro de verificações diárias (equipamentos, temperatura e umidade); Registro de análises do monitoramento do processo magistral (água, matéria- prima, produto semi-acabado e acabado, embalagens, utensílios, ar ambiente etc.) obedecendo no mínimo à Resolução de Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no. 67/2007; Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Sobre a Legislação Aplicada Quanto à legislação aplicada: Programa formal de manutenção de equipamentos com procedimentos escritos com base nas especificações dos manuais dos fabricantes (CRF-PR, 2017, p. 13-14). Leitura Orientações sobre Elaboração de Manual de Boas Práticas e POPs “Legislação Federal Decreto 57477/1965 – Dispõe sobre manipulação, receituário, industrialização e venda de produtos utilizados em homeopatia e dá outras providências. Portaria 17/1966 – Baixa instruções sobre instalação e o funcionamento de farmácia homeopática. http://www.crfsp.org.br/orienta%C3%A7%C3%A3o-farmac%C3%AAutica/641-fiscalizacao-parceira/farm%C3%A1cia/8363-fiscalizacao-parceira-7.html Lei 5991/1973 – Dispõe sobre o Controle Sanitário do Comércio de Drogas, Medicamentos, Insumos Farmacêuticos e Correlatos, e dá outras Providências. Lei 11343/2006 – Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas – Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras providências. Lei 13021/2014 – Dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas. Normas da Anvisa Portaria 344/1998 – Aprova o Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. Portaria 6/1999 – Aprova a Instrução Normativa da Portaria SVS/MS n.º 344 de 12 de maio de 1998 que instituiu o Regulamento Técnico das substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. Resolução RDC 186/2004 – Dispõe sobre a notificação de drogas ou insumos farmacêuticos com desvios de qualidade comprovados pelas empresas fabricantes de medicamentos, importadoras, fracionadoras, distribuidoras e farmácias. Resolução RDC 306/2004 – Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Resolução RDC 204/2006 – Determina a todos os estabelecimentos que exerçam as atividades de importar, exportar, distribuir, expedir, armazenar, fracionar e embalar insumos farmacêuticos o cumprimento das diretrizes estabelecidas no Regulamento Técnico de Boas Práticas de Distribuição e Fracionamento de Insumos Farmacêuticos. Resolução RDC 67/2007 – Dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para uso humano em farmácias (Alterada por: RDC 87/2008 e RDC 21/2009). Resolução RDC 37/2009 – Trata da admissibilidade de Farmacopeias estrangeiras. Resolução RDC 44/2009 – Dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências. Resolução RDC 20/2011 – Dispõe sobre o controle de medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos, de uso sob prescrição, isoladas ou em associação. Resolução RDC 22/2014 – Dispõe sobre o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados – SNGPC, revoga a Resolução de Diretoria Colegiada nº 27, de 30 de março de 2007, e dá outras providências. […] Resoluções do Conselho Federal de Farmácia Resolução 357/2001 – Aprova o regulamento técnico das Boas Práticas de Farmácia. Resolução 440/2005 – Dá nova redação à Resolução nº 335/98 do Conselho Federal de Farmácia, que dispõe sobre as prerrogativas para o exercício da responsabilidade técnica em homeopatia. - CRF, 2017 Resolução 467/2007 – Define, regulamenta e estabelece as atribuições e competências do farmacêutico na manipulação de medicamentos e de outros produtos farmacêuticos. Resolução 576/2013 – Dá nova redação ao artigo 1º da Resolução/CFF nº 440/05, que dispõe sobre as prerrogativas para o exercício da responsabilidade técnica em homeopatia. Resolução 586/2013 – Regula a prescrição farmacêutica e dá outras providências. Resolução 625/2016 – Determina a aplicação dos cálculos de correções em insumos utilizados nas preparações farmacêuticas dentro da competência e âmbito do farmacêutico e dá outras providências. Outras Normas Portaria 485/2005 do Ministério do Trabalho e Emprego – NR32: Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde. Instrução Normativa 25/2012 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Estabelece os procedimentos para a comercialização das substâncias sujeitas a controle especial, quando destinadas ao uso veterinário, relacionadas no Anexo I desta Instrução Normativa, e dos produtos de uso veterinário que as contenham. Instrução Normativa 41/2014 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Altera a Instrução Normativa 11/2005 (manipulação de produtos veterinários).” Processos de Manipulação Para que o processo tenha início, é necessária a confirmação de todas as condições e requisitos necessários. Avaliação Farmacêutica da Prescrição O profissional farmacêutico deve avaliar a prescrição de acordo com a lei vigente, no item 5.18.4 da RDC 67/2007. As incompatibilidades e interações de quaisquer tipos devem ser consideradas, os cálculos de equivalência, o teor de umidade, as conversões de unidades, todos são fatores que devem ser aplicados. O farmacêutico é responsável também pela averiguação e pelo contato com o prescritor, para eventuais correções. Controle e Conferência A conferência final das preparações magistrais/oficinais deve ser supervisionada pelo farmacêutico. Além da inspeção visual, deve ser feita a conferência de todas as etapas do processo de manipulação, da clareza e exatidão das informações do rótulo, das quantidades das embalagens, da integridade, do prazo de validade, da conformidade com a prescrição e a Pesagem: cada laboratório deve possuir uma balança ou central de pesagem, devendo adotar metodologias para evitar a contaminação cruzada; Laboratórios: devem seguir a legislação vigente, adequando-se ao espaço e à facilitação da limpeza do ambiente após qualquer tipo de procedimento. O fluxo de pessoas, materiais e documentos também deve seguir as normas e legislações vigentes; Monitoramento: as preparações magistrais precisam ser analisadas observando, entre outros parâmetros, o teor e a uniformidade de conteúdo do princípio ativo, o peso médio para cápsulas e o pH para soluções. Os resultados de todas as análises devem ser registrados e arquivados no estabelecimento. verificação dos dados dos prescritores habilitados, do paciente/usuário e da farmácia, bem como das etiquetas orientativas postas na embalagem (CFF, 2017). Dispensação O farmacêutico tem o dever de conscientizar cada paciente para o Uso Correto e Racional de Medicamentos (URM) manipulados ou mesmo industrializados. As receitas devem ser carimbadas com a identificação do estabelecimento, a data da dispensação e o número de registro da manipulação, de forma a comprovar o aviamento. O farmacêutico também é responsável pelas orientações sobre as condições ideais de armazenamento e de descarte ambiental adequado. O medicamento magistral deve ser acompanhado da bula magistral nos moldes da legislação vigente, conforme Resolução da Secretaria de Saúde (Sesa) 62/2013 (CRF- PR, 2017). Equipamentos de Medição A RDC Anvisa 67/2007 determina a necessidade de planejar ações para a manutenção preventiva dos equipamentos, por meio da elaboração de um programa formal, sendo necessária a criação de procedimentos operacionais para a utilização e o acompanhamento do desempenho deles (CFF, 2017). A farmácia de manipulação deve possuir instrumentos e equipamentos que contemplem suas funções. Esses equipamentos compatíveis com sua finalidade devem estar sempre calibrados (com verificação diária), verificados e em perfeita condição de uso. Tais procedimentos precisam ter um programa de manutenção, que deve considerar a capacidade instalada dos equipamentos e a demanda e a capacidade de produção da farmácia. A verificação dos instrumentos utilizados deve ser rastreável e com registro na Rede Brasileira de Calibração (RBC). Para calibrações dos instrumentos de medição, a farmácia deve definir a contratação dos serviços de calibração e o cronograma para a realização destes. É imprescindível documentar a rastreabilidade metrológica de todos os equipamentos e dos padrões utilizados na calibração de dado equipamento (mencionados no certificado de calibração) pelo laboratório contratado, o qual deverá ser autorizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia/Instituto de Pesos e Medidas (Inmetro/Ipem) e certificado pela RBC. Estrutura da Farmácia As adequações em termos de áreas e revestimentos devem seguir a legislação vigente; as áreas devem ser compatíveis com as operações, com tamanho apropriado e revestimento de teto, parede e pisos em material liso, lavável e resistente aos agentes sanitizantes. Portanto, devem existir sala(s) de manipulação para as preparações de sólidos, semissólidos e líquidos, e cabines especiais para preparações de hormônios, antibióticos e citostáticos, produtos homeopáticos e outras classes definidas na RDC 67/2007, e sua atualização dada pela RDC 21, de 20 de maio de 2009 (CFF, 2017). Projeto de Lei da Senadora Rose de Freitas, do Partido Social Liberal (PLS), 98/2017 Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Panorama das Farmácias no Brasil – CFF Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Leitura https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=5223135&ts=1559268486824&disposition=inline https://www.cff.org.br/pagina.php?id=801&menu=801&titulo=Dados+2018 Mercado Farmacêutico em 2017 – Anvisa Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE O número de farmácias cresce vantajosamente a cada ano no país. Basta circular pelas ruas para perceber o boom no número de lojas que são abertas todos os dias. Parece haver um estabelecimento a cada esquina. A Organização Mundial de Saúde (OMS), sugere uma para farmácia para cada 8 mil habitantes, o que já é superado e muito nas cidades brasileiras, dentre as mais populosas existe uma unidade para cada 2,5 mil habitantes. As razões para tamanho crescimento são apontadas pela indústria do segmento, e envolvem diversas transformações que vem acontecendo no país e na situação financeira da população. O Brasil está envelhecendo, o sistema público de saúde não consegue atender toda a demanda em um território tão grande, já as farmácias têm plenas condições de agirem como zeladoras do bem-estar populacional, especialmente pela proximidade com o cidadão. Além disso, o avanço da classe média, a maior expectativa de vida da população e a facilidade de acesso a tratamentos médicos são alguns dos fatores que fizeram disparar o faturamento das cerca 76 mil farmácias em funcionamento no Brasil. Em 2017: R$ 106,7 bilhões. Diante desses números, fica fácil Em Síntese Overdose de farmácias: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/medicamentos/cmed/anuario-estatistico-do-mercado-farmaceutico-2017.pdf entender o que motivou grandes redes farmacêuticas a se espalharem pelo Brasil. No Brasil, esse fenômeno se deu a partir de meados desta década. Se o número de farmácias avança, leva com ele também a demanda para o mercado e formação de mais profissionais farmacêuticos. A Figura abaixo descreve o avanço significativo do faturamento farmacêutico no Brasil. Figura 5 – Setor farmacêutico no Brasil – Evolução do faturamento Fonte: Adaptada de IMS Health Mais um recorde para o varejo farmacêutico brasileiro. No ano de 2021, até junho, o setor acumulou R$ 143,5 bilhões de faturamento com a venda de 6,7 bilhões de unidades. É um crescimento de 14% frente ao período anterior e de 24% em dois anos. Figura 6 – Crescimento do mercado farmacêutico no Brasil, segundo a Febrafar Fonte: Adaptada de Febrafar Diante dos dados mensurados, faz-se necessário avaliar ainda mais a competência e a qualidade dos produtos que estão sendo confeccionados em todos esses novos ambientes que surgem a cada ano. Além disso, os responsáveis por todo o processo farmacêutico traquejado em cada uma dessas novas unidades deve ser proposto e acompanhado por profissionais que estejam qualificadas e que possuam compromisso com todo o processo. As boas práticas tendem a caminhar com essa leva de novas instituições em direção à qualificação e à produção de ponta, sem contar ainda com a preocupação da destinação final de todos esses produtos que podem ser comercializados e não consumidos. Um medicamento, quando manipulado, deve garantir ao paciente total segurança sobre o produto que está sendo adquirido. Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Vídeos Conheça os Diversos Cuidados na Logística para o Transporte de Medicamentos Uma descrição sobre a necessidade do cuidado no transporte de medicamentos e insumos para magistrais. 2 / 3 ˨ Material Complementar Conheça os diversos cuidados na Logística para o Transporte de … https://www.youtube.com/watch?v=YNv40yPvD-4 Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte de Medicamentos O webinar a seguir, realizado em 19 de abril 2021, teve como objetivo a capacitação de inspetores do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e foi aberto para participação da indústria e do público externo. RDC 430 de 2020 Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte No vídeo a seguir, são abordados os artigos da seção VII do Capítulo III e a obrigação de as empresas de transporte monitorarem as condições relacionadas às especificações de temperatura, acondicionamento, armazenagem e umidade do medicamento, bem como de aplicar sistemas passivos ou ativos e fornecer ao contratante todos os dados das condições de transporte. Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte de Me… RDC 430 d 2020 B P á i d Di ib i ã A https://www.youtube.com/watch?v=rd7I_Aaqe3E https://www.youtube.com/watch?v=0Uijjpve4qA Legislação Sanitária sobre Boas Práticas de Distribuição, Armazenamento e Transporte de Medicamentos As boas práticas de distribuição, armazenamento e transporte de medicamentos estão com todos os holofotes voltados para si no mercado farmacêutico, isso há pelo menos seis anos. Mas, na realidade, o controle sanitário dos medicamentos na logística é abordado desde 1973, com a Lei 5.991/1973 – claro, de uma forma totalmente embrionária. RDC 430 de 2020 Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e … Legislação sanitária sobre Boas Práticas de Distribuição, Armazen… https://www.youtube.com/watch?v=0Uijjpve4qA https://www.youtube.com/watch?v=mTbScL0FQQY Notificação de Receita: Regras para Dispensação – Portaria 344/98 Você vai aprender de maneira fácil tudo sobre as receitas coloridas. Atribuições do Farmacêutico na Farmácia: Você Sabe quais são? Um debate sobre quais são as atribuições do farmacêutico na farmácia. Noti�cação de receita: Regras para dispensação | Portaria 344/98 … ATRIBUIÇÕES DO FARMACÊUTICO NA FARMÁCIA: você sabe qua… https://www.youtube.com/watch?v=JuF2JhY6p3o https://www.youtube.com/watch?v=yMJAQrdtwgE ARAUJO, A. L. Senado volta a discutir fracionamento de remédios. Agência Senado, Brasília, 2019. Disponível em: . Acesso em: 27/07/2022. 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