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Potencial Elétrico Introdução Na aula passada vimos que o campo elétrico produzido por uma distribuição de cargas que tenha alta simetria pode ser obtido de maneira simples usando-se a Lei de Gauss, que relaciona o fluxo do campo elétrico através de uma superfície fechada com a carga líquida contida nessa distribuição. Φ𝐸 = 𝐸 ∙ 𝑑 𝐴 = 𝑄𝑒𝑛𝑣 𝜀0S Introdução Na aula passada vimos que o campo elétrico produzido por uma distribuição de cargas que tenha alta simetria pode ser obtido de maneira simples usando-se a Lei de Gauss, que relaciona o fluxo do campo elétrico através de uma superfície fechada com a carga líquida contida nessa distribuição. Φ𝐸 = 𝐸 ∙ 𝑑 𝐴 = 𝑄𝑒𝑛𝑣 𝜀0S Além disso, vimos também que a força elétrica entre duas cargas estáticas é expressa pela Lei de Coulomb. Uma característica importante que não foi abordada ainda é se a força elétrica é conservativa. Em caso afirmativo, é possível, dentre uma série de propriedades relevantes, definir uma energia potencial associada à força elétrica. Introdução Mas o que o fato de uma força ser conservativa tem a ver com o potencial elétrico? https://pixabay.com https://pikist.com Forças Conservativas Forças Conservativas Uma força é dita conservativa se o trabalho realizado por ela sobre um corpo que se desloca entre dois pontos do espaço é independente da trajetória percorrida por este corpo. Em outras palavras, a força conservativa depende apenas das posições inicial e final do corpo em questão Forças Conservativas Uma força é dita conservativa se o trabalho realizado por ela sobre um corpo que se desloca entre dois pontos do espaço é independente da trajetória percorrida por este corpo. Em outras palavras, a força conservativa depende apenas das posições inicial e final do corpo em questão Como exemplos de forças conservativas, podem ser citadas a força gravitacional, a força elástica e quaisquer outras forças unidimensionais que sejam dependentes apenas da posição. É necessário, portanto, verificar se a força elétrica é conservativa ou não. Mas antes, relembremos alguns conceitos vistos em Mecânica. Forças Conservativas Essa verificação é possível de duas formas: a primeira, com um viés matemático, é calcular o rotacional da força elétrica. Se a força elétrica for, de fato, conservativa, 𝛻 × 𝐹 = 0. Deixarei esta missão para você, estudante. Forças Conservativas Essa verificação é possível de duas formas: a primeira, com um viés matemático, é calcular o rotacional da força elétrica. Se a força elétrica for, de fato, conservativa, 𝛻 × 𝐹 = 0. Deixarei esta missão para você, estudante. A segunda forma, mais interessante para o nosso curso, uma vez que aborda o tema com um ponto de vista mais físico, é calcular o trabalho realizado pela força elétrica para levar uma carga, em equilíbrio, de um ponto inicial para um ponto final devido a interação com uma segunda carga. a b q Forças Conservativas O trabalho realizado por uma força 𝐹 qualquer que atua sobre uma partícula para leva- la do ponto a para o ponto b é dado por: a b q 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝐹 ∙ 𝑑 𝑟 (1) 𝐹 Forças Conservativas O trabalho realizado por uma força 𝐹 qualquer que atua sobre uma partícula para leva- la do ponto a para o ponto b é dado por: 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝐹 ∙ 𝑑 𝑟 = 𝑎 𝑏 𝐹 𝑑𝑟 𝑐𝑜𝑠𝜙 (2) onde d 𝑙 é o infinitésimo de deslocamento, cujo vetor é tangente à trajetória e forma um ângulo 𝜙 com o vetor 𝐹. a b q 𝐹 d 𝑟 ϕ Forças Conservativas Se a força 𝐹 for constante, a equação (2) é reduzida a: 𝑊 = 𝐹 ∙ Δ 𝑟𝑎𝑏 = 𝐹 ∙ ( 𝑟𝑏 − 𝑟𝑎) (3) onde 𝑟𝑎 e 𝑟𝑏 são os vetores de posição dos pontos a e b medidos a partir da origem do eixo de coordenadas. a b q 𝐹 d 𝑟 ϕ Forças Conservativas - Teorema Trabalho-Energia Seja um conjunto de forças 𝐹1, 𝐹2, 𝐹3, … que atuam sobre uma partícula produzindo sobre ela uma força resultante 𝐹𝑅. Pela Segunda Lei de Newton temos: 𝐹𝑅 = 𝑚 𝑎 (4) Forças Conservativas - Teorema Trabalho-Energia Seja um conjunto de forças 𝐹1, 𝐹2, 𝐹3, … que atuam sobre uma partícula produzindo sobre ela uma força resultante 𝐹𝑅. Pela Segunda Lei de Newton temos: 𝐹𝑅 = 𝑚 𝑎 (4) Substituindo (4) em (2): 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝑚 𝑎 ∙ 𝑑 𝑟 (5) Forças Conservativas - Teorema Trabalho-Energia Seja um conjunto de forças 𝐹1, 𝐹2, 𝐹3, … que atuam sobre uma partícula produzindo sobre ela uma força resultante 𝐹𝑅. Pela Segunda Lei de Newton temos: 𝐹𝑅 = 𝑚 𝑎 (4) Substituindo (4) em (2): 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝑚 𝑎 ∙ 𝑑 𝑟 (5) Lembrando que 𝑎 = 𝑑v 𝑑𝑡 e substituindo em (5): 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝑚 𝑑v 𝑑𝑡 ∙ 𝑑 𝑟 (6) Forças Conservativas - Teorema Trabalho-Energia A equação (6) pode ser reescrita como: (7)𝑊 = 𝑎 𝑏 𝑚 𝑑v ∙ 𝑑 𝑟 𝑑𝑡 Forças Conservativas - Teorema Trabalho-Energia A equação (6) pode ser reescrita como: (7) 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝑚 𝑑v ∙ v (8) 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝑚 𝑑v ∙ 𝑑 𝑟 𝑑𝑡 Forças Conservativas - Teorema Trabalho-Energia A equação (6) pode ser reescrita como: (7) 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝑚 𝑑v ∙ v (8) Obviamente, v e dv são paralelos e apontam no mesmo sentido. Logo, a equação (8) é reescrita da seguinte maneira: 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝑚 𝑑v ∙ 𝑑 𝑟 𝑑𝑡 Forças Conservativas - Teorema Trabalho-Energia A equação (6) pode ser reescrita como: (7) 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝑚 𝑑v ∙ v (8) Obviamente, v e dv são paralelos e apontam no mesmo sentido. Logo, a equação (8) é reescrita da seguinte maneira: 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝑚v 𝑑v (9) 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝑚 𝑑v ∙ 𝑑 𝑟 𝑑𝑡 Forças Conservativas - Teorema Trabalho-Energia Resolvendo a equação (9): (10)𝑊 = m v𝑏 2 2 − v𝑎 2 2 Forças Conservativas - Teorema Trabalho-Energia Resolvendo a equação (9): (10)𝑊 = m v𝑏 2 2 − v𝑎 2 2 𝐾𝑏 𝐾𝑎 Forças Conservativas - Teorema Trabalho-Energia Resolvendo a equação (9): (10)𝑊 = m v𝑏 2 2 − v𝑎 2 2 𝐾𝑏 𝐾𝑎 𝑊 = Δ𝐾 onde 𝐾𝑏 e 𝐾𝑎 são as energias cinéticas da partícula nas posições a e b. Portanto, para forças conservativas, o trabalho realizados por elas sobre uma partícula é igual à variação da energia cinética que ela sofre. (11) Forças Conservativas - Teorema Trabalho-Energia Podemos fazer um estudo similar para mostrar a relação entre o trabalho realizado por forças conservativas e a energia potencial. Por simplicidade, vamos estudar o caso da força gravitacional (lembrando que o resultado obtido aqui servirá para qualquer tipo de força conservativa). Forças Conservativas - Teorema Trabalho-Energia Podemos fazer um estudo similar para mostrar a relação entre o trabalho realizado por forças conservativas e a energia potencial. Por simplicidade, vamos estudar o caso da força gravitacional (lembrando que o resultado obtido aqui servirá para qualquer tipo de força conservativa). Vamos supor o caso onde um corpo, de massa m, é lançado pra cima e depois recolhido no mesmo ponto de partida. Para entendermos o que acontece neste caso, vamos dividir essa situação em duas partes: quando o corpo sobe e quando o corpo desce. A Energia Potencial Elétrica A Energia Potencial Elétrica - Teorema Trabalho-Energia Podemos fazer um estudo similar para mostrar a relação entre o trabalho realizado por forças conservativas e a energia potencial. Por simplicidade, vamos estudar o caso da força gravitacional (lembrando que o resultado obtido aqui servirá para qualquer tipo de força conservativa). Vamos supor o caso onde um corpo, de massa m, é lançado pra cima e depois recolhido no mesmo ponto de partida. Para entendermos o que acontece neste caso, vamos dividir essa situação em duas partes: quando o corpo sobe e quando o corpo desce. a b v Quando o corpo inicia o movimento de subida, ele possui, no posição inicial do movimento (ponto a) máxima velocidade, consequentemente, máxima energia cinética. A energia mecânica de um corpo em um determinado ponto do espaço é dada por: 𝐸𝑀 = 𝐾 + 𝑈 (12) - Teorema Trabalho-Energia Como no ponto inicial a energia cinética é máxima,a energia potencial neste ponto é nula. Conforme a partícula ganha altura, sua velocidade diminui. Sendo assim, a variação da energia cinética é negativa, o que, pela equação (11), nos diz que o trabalho realizado pela força gravitacional sobre o corpo é negativo. Em compensação, o corpo ganha energia potencial. a b v P A Energia Potencial Elétrica - Teorema Trabalho-Energia Como no ponto inicial a energia cinética é máxima, a energia potencial neste ponto é nula. Conforme a partícula ganha altura, sua velocidade diminui. Sendo assim, a variação da energia cinética é negativa, o que, pela equação (11), nos diz que o trabalho realizado pela força gravitacional sobre o corpo é negativo. Em compensação, o corpo ganha energia potencial. No momento em que atinge a altura máxima, a velocidade do corpo é nula e, consequentemente, a energia cinética do corpo é nula. E, de acordo com a equação (12), a energia potencial é máxima. Em outras palavras, enquanto a variação de energia cinética é negativa, a variação da energia potencial é positiva. Quando o corpo inicia a descida, o balanço de energia se inverte. Portanto, matematicamente temos: 𝑊 = +Δ𝐾 = −Δ𝑈 (13) a b v P a b P A Energia Potencial Elétrica Voltemos ao caso da força elétrica. Primeiramente, vamos verificar se ela é ou não conservativa. Da Lei de Coulomb temos: 𝐹 = 1 4𝜋𝜀0 𝑄𝑞 𝑟2 𝑟 (14) A Energia Potencial Elétrica Voltemos ao caso da força elétrica. Primeiramente, vamos verificar se ela é ou não conservativa. Da Lei de Coulomb temos: 𝐹 = 1 4𝜋𝜀0 𝑄𝑞 𝑟2 𝑟 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝐹 ∙ 𝑑 𝑟 (14) Substituindo em (1) temos: 𝑊 = 𝑎 𝑏 1 4𝜋𝜀0 𝑄𝑞 𝑟2 𝑟 ∙ 𝑑𝑟 𝑟 A Energia Potencial Elétrica Voltemos ao caso da força elétrica. Primeiramente, vamos verificar se ela é ou não conservativa. Da Lei de Coulomb temos: 𝐹 = 1 4𝜋𝜀0 𝑄𝑞 𝑟2 𝑟 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝐹 ∙ 𝑑 𝑟 (14) Substituindo em (1) temos: 𝑊 = 𝑎 𝑏 1 4𝜋𝜀0 𝑄𝑞 𝑟2 𝑟 ∙ 𝑑𝑟 𝑟 𝑊 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 𝑎 𝑏 1 𝑟2 𝑑𝑟 A Energia Potencial Elétrica Voltemos ao caso da força elétrica. Primeiramente, vamos verificar se ela é ou não conservativa. Da Lei de Coulomb temos: A Energia Potencial Elétrica 𝐹 = 1 4𝜋𝜀0 𝑄𝑞 𝑟2 𝑟 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝐹 ∙ 𝑑 𝑟 (14) Substituindo em (1) temos: 𝑊 = 𝑎 𝑏 1 4𝜋𝜀0 𝑄𝑞 𝑟2 𝑟 ∙ 𝑑𝑟 𝑟 𝑊 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 𝑎 𝑏 1 𝑟2 𝑑𝑟 𝑊 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 − 1 𝑟𝑏 − 1 𝑟𝑎 Voltemos ao caso da força elétrica. Primeiramente, vamos verificar se ela é ou não conservativa. Da Lei de Coulomb temos: A Energia Potencial Elétrica 𝐹 = 1 4𝜋𝜀0 𝑄𝑞 𝑟2 𝑟 𝑊 = 𝑎 𝑏 𝐹 ∙ 𝑑 𝑟 (14) Substituindo em (1) temos: 𝑊 = 𝑎 𝑏 1 4𝜋𝜀0 𝑄𝑞 𝑟2 𝑟 ∙ 𝑑𝑟 𝑟 𝑊 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 𝑎 𝑏 1 𝑟2 𝑑𝑟 𝑊 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 − 1 𝑟𝑏 − 1 𝑟𝑎 Como o trabalho realizado pela força elétrica só depende das posições final e inicial da partícula, ela é conservativa! (15) Ótimo! Como a força elétrica é conservativa, podemos definir uma energia potencial elétrica. Comparando as equações (13) e (15) temos: A Energia Potencial Elétrica −Δ𝑈 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 − 1 𝑟𝑏 − 1 𝑟𝑎 Ótimo! Como a força elétrica é conservativa, podemos definir uma energia potencial elétrica. Comparando as equações (13) e (15) temos: A Energia Potencial Elétrica A equação (16) dá a variação da energia potencial elétrica quando a distância de separação entre as cargas passa de 𝑟𝑎 para 𝑟𝑏. −Δ𝑈 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 − 1 𝑟𝑏 − 1 𝑟𝑎 (16)Δ𝑈 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 1 𝑟𝑏 − 1 𝑟𝑎 Ótimo! Como a força elétrica é conservativa, podemos definir uma energia potencial elétrica. Comparando as equações (13) e (15) temos: A Energia Potencial Elétrica A equação (16) dá a variação da energia potencial elétrica quando a distância de separação entre as cargas passa de 𝑟𝑎 para 𝑟𝑏. −Δ𝑈 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 − 1 𝑟𝑏 − 1 𝑟𝑎 Em geral, é conveniente definir um valor de referência para 𝑟𝑎, de modo a se estabelecer a variação da energia potencial em relação a este ponto. Para o caso de um sistema de cargas pontuais, adota-se que 𝑟𝑎 → ∞ e a energia potencial elétrica nesse ponto 𝑈(𝑟𝑎 → ∞) = 0. Com isso, a energia potencial elétrica de um sistema de duas cargas pontuais (uma delas na origem do sistema de coordenadas) separadas por uma distância 𝑟 é: (16)Δ𝑈 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 1 𝑟𝑏 − 1 𝑟𝑎 (17)𝑈 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 1 𝑟 Se nenhuma das cargas estiver na origem do sistema de coordenadas: A Energia Potencial Elétrica (18)𝑈 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 1 | 𝑟 − 𝑟′| onde 𝑟 e 𝑟′ são as posições das cargas Q e q em relação à origem do sistema de coordenadas: Se nenhuma das cargas estiver na origem do sistema de coordenadas: A Energia Potencial Elétrica (18)𝑈 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 1 | 𝑟 − 𝑟′| onde 𝑟 e 𝑟′ são as posições das cargas Q e q em relação à origem do sistema de coordenadas: No caso em que o sistema seja composto por mais do que duas cargas: (19)𝑈 = 𝑞 4𝜋𝜀0 𝑖=1 𝑁 𝑄𝑖 | 𝑟 − 𝑟′| Se nenhuma das cargas estiver na origem do sistema de coordenadas: A Energia Potencial Elétrica (18)𝑈 = 𝑄𝑞 4𝜋𝜀0 1 | 𝑟 − 𝑟′| onde 𝑟 e 𝑟′ são as posições das cargas Q e q em relação à origem do sistema de coordenadas: No caso em que o sistema seja composto por mais do que duas cargas: (19)𝑈 = 𝑞 4𝜋𝜀0 𝑖=1 𝑁 𝑄𝑖 | 𝑟 − 𝑟′| Unidade de U no S.I.: 𝑈 = 𝐽 (joule). A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas a) Calcule o trabalho realizado por uma força externa para trazer lentamente uma carga –q do infinito até o vértice do triângulo mostrado na figura ao lado; q q a a a b) Qual é a energia potencial desse sistema de três cargas quando a carga –q está sobre o vértice do triângulo? A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas a) Calcule o trabalho realizado por uma força externa para trazer lentamente uma carga –q do infinito até o vértice do triângulo mostrado na figura ao lado; q q a a a Trazer a carga lentamente significa que não haverá nenhuma adição de energia cinética à carga durante o deslocamento. Em outras palavras, a variação de energia cinética da carga para sair do infinito e chegar no vértice do triângulo é nula ∆𝐾 = 0 . A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas a) Calcule o trabalho realizado por uma força externa para trazer lentamente uma carga –q do infinito até o vértice do triângulo mostrado na figura ao lado; q q a a a Trazer a carga lentamente significa que não haverá nenhuma adição de energia cinética à carga durante o deslocamento. Em outras palavras, a variação de energia cinética da carga para sair do infinito e chegar no vértice do triângulo é nula ∆𝐾 = 0 . A equação (11) nos disse que: 𝑊 = Δ𝐾 (11) Forças Conservativas Ex 1) Triângulo de cargas a) Calcule o trabalho realizado por uma força externa para trazer lentamente uma carga –q do infinito até o vértice do triângulo mostrado na figura ao lado; q q a a a Trazer a carga lentamente significa que não haverá nenhuma adição de energia cinética à carga durante o deslocamento. Em outras palavras, a variação de energia cinética da carga para sair do infinito e chegar no vértice do triângulo é nula ∆𝐾 = 0 . A equação (11) nos disse que: 𝑊 = Δ𝐾 (11) Logo, para este caso: 𝑊𝑡𝑜𝑡 = Δ𝐾 = 0 A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas a) Calcule o trabalho realizado por uma força externa para trazer lentamente uma carga –q do infinito até o vértice do triângulo mostrado na figura ao lado; q q a a a Notemos que nesta situação duas são as forças que atuam sobre a carga –q: a força elétrica, devido às duas cargas +q nos vértices do triângulo e a força externa que atua no sentido oposto, anulando a aceleração que a partícula ganharia. Sendo assim, o trabalho total pode ser reescrito como a soma dos trabalhos que cada uma dessas forças realiza individualmente 𝑊𝑡𝑜𝑡 = 𝑊𝑒𝑙 +𝑊𝑒𝑥𝑡 = 0 𝐹𝑒𝑙 𝐹𝑒𝑥𝑡 A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas a) Calcule o trabalho realizadopor uma força externa para trazer lentamente uma carga –q do infinito até o vértice do triângulo mostrado na figura ao lado; q q a a a Notemos que nesta situação duas são as forças que atuam sobre a carga –q: a força elétrica, devido às duas cargas +q nos vértices do triângulo e a força externa que atua no sentido oposto, anulando a aceleração que a partícula ganharia. Sendo assim, o trabalho total pode ser reescrito como a soma dos trabalhos que cada uma dessas forças realiza individualmente 𝑊𝑡𝑜𝑡 = 𝑊𝑒𝑙 +𝑊𝑒𝑥𝑡 = 0 𝐹𝑒𝑙 𝐹𝑒𝑥𝑡 𝑊𝑒𝑥𝑡 = −𝑊𝑒𝑙 A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas a) Calcule o trabalho realizado por uma força externa para trazer lentamente uma carga –q do infinito até o vértice do triângulo mostrado na figura ao lado; q q a a a Notemos que nesta situação duas são as forças que atuam sobre a carga –q: a força elétrica, devido às duas cargas +q nos vértices do triângulo e a força externa que atua no sentido oposto, anulando a aceleração que a partícula ganharia. Sendo assim, o trabalho total pode ser reescrito como a soma dos trabalhos que cada uma dessas forças realiza individualmente 𝑊𝑡𝑜𝑡 = 𝑊𝑒𝑙 +𝑊𝑒𝑥𝑡 = 0 𝐹𝑒𝑙 𝐹𝑒𝑥𝑡 𝑊𝑒𝑥𝑡 = −𝑊𝑒𝑙 A equação (11) nos disse que: 𝑊 = −Δ𝑈 (13) A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas a) Calcule o trabalho realizado por uma força externa para trazer lentamente uma carga –q do infinito até o vértice do triângulo mostrado na figura ao lado; q q a a a Notemos que nesta situação duas são as forças que atuam sobre a carga –q: a força elétrica, devido às duas cargas +q nos vértices do triângulo e a força externa que atua no sentido oposto, anulando a aceleração que a partícula ganharia. Sendo assim, o trabalho total pode ser reescrito como a soma dos trabalhos que cada uma dessas forças realiza individualmente 𝑊𝑡𝑜𝑡 = 𝑊𝑒𝑙 +𝑊𝑒𝑥𝑡 = 0 𝐹𝑒𝑙 𝐹𝑒𝑥𝑡 𝑊𝑒𝑥𝑡 = −𝑊𝑒𝑙 A equação (13) nos disse que: 𝑊𝑒𝑙 = −Δ𝑈 (13) Portanto: 𝑊𝑒𝑥𝑡 = −Δ𝑈 A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas a) Calcule o trabalho realizado por uma força externa para trazer lentamente uma carga –q do infinito até o vértice do triângulo mostrado na figura ao lado; q q a a a Notemos que nesta situação duas são as forças que atuam sobre a carga –q: a força elétrica, devido às duas cargas +q nos vértices do triângulo e a força externa que atua no sentido oposto, anulando a aceleração que a partícula ganharia. Sendo assim, o trabalho total pode ser reescrito como a soma dos trabalhos que cada uma dessas forças realiza individualmente 𝑊𝑡𝑜𝑡 = 𝑊𝑒𝑙 +𝑊𝑒𝑥𝑡 = 0 𝐹𝑒𝑙 𝐹𝑒𝑥𝑡 𝑊𝑒𝑥𝑡 = −𝑊𝑒𝑙 A equação (13) nos disse que: 𝑊𝑒𝑙 = −Δ𝑈 (13) Portanto: 𝑊𝑒𝑥𝑡 = Δ𝑈 𝑊𝑒𝑥𝑡 = 𝑈𝑃 − 𝑈∞ P A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas a) Calcule o trabalho realizado por uma força externa para trazer lentamente uma carga –q do infinito até o vértice do triângulo mostrado na figura ao lado; q q a a a Como visto, 𝑈∞ = 0. Quando a carga –q chega ao ponto P, ela fica situada a mesma distância a de cada uma das cargas q. Pela equação (19) temos: 𝐹𝑒𝑙 𝐹𝑒𝑥𝑡 P 𝑈 = −𝑞 4𝜋𝜀0 𝑞 𝑎 + 𝑞 𝑎 A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas a) Calcule o trabalho realizado por uma força externa para trazer lentamente uma carga –q do infinito até o vértice do triângulo mostrado na figura ao lado; q q a a a Como visto, 𝑈∞ = 0. Quando a carga –q chega ao ponto P, ela fica situada a mesma distância a de cada uma das cargas q. Pela equação (19) temos: 𝑊𝑡𝑜𝑡 = 𝑊𝑒𝑙 +𝑊𝑒𝑥𝑡 = 0 𝐹𝑒𝑙 𝐹𝑒𝑥𝑡 𝑊𝑒𝑥𝑡 = −𝑊𝑒𝑙 A equação (13) nos disse que: 𝑊𝑒𝑙 = −Δ𝑈 (13) Portanto: 𝑊𝑒𝑥𝑡 = Δ𝑈 𝑊𝑒𝑥𝑡 = 𝑈𝑃 − 𝑈∞ P 𝑈 = −𝑞 4𝜋𝜀0 𝑞 𝑎 + 𝑞 𝑎 𝑈 = −𝑞2 4𝜋𝜀0𝑎 A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas a) Calcule o trabalho realizado por uma força externa para trazer lentamente uma carga –q do infinito até o vértice do triângulo mostrado na figura ao lado; q q a a a Como visto, 𝑈∞ = 0. Quando a carga –q chega ao ponto P, ela fica situada a mesma distância a de cada uma das cargas q. Pela equação (19) temos: 𝐹𝑒𝑙 𝐹𝑒𝑥𝑡 Portanto: 𝑊𝑒𝑥𝑡 = Δ𝑈 = −𝑞2 4𝜋𝜀0𝑎 P 𝑈𝑃 = −𝑞 4𝜋𝜀0 𝑞 𝑎 + 𝑞 𝑎 𝑈𝑃 = −𝑞2 4𝜋𝜀0𝑎 A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas A energia potencial total do sistema é dada por: 𝑈𝑡𝑜𝑡 = 𝑈13 + 𝑈23 + 𝑈12 b) Qual é a energia potencial desse sistema de três cargas quando a carga –q está sobre o vértice do triângulo? q q a a a 𝐹𝑒𝑙 𝐹𝑒𝑥𝑡 1 3 2 A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas A energia potencial total do sistema é dada pela equação (19): b) Qual é a energia potencial desse sistema de três cargas quando a carga –q está sobre o vértice do triângulo? q q a a a 𝐹𝑒𝑙 𝐹𝑒𝑥𝑡 1 3 2 𝑈𝑡𝑜𝑡 = 𝑞(−𝑞) 4𝜋𝜀0𝑎 + 𝑞(−𝑞) 4𝜋𝜀0𝑎 𝑞𝑞 4𝜋𝜀0𝑎 𝑈𝑡𝑜𝑡 = 𝑈13 + 𝑈23 + 𝑈12 A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas A energia potencial total do sistema é dada pela equação (19): b) Qual é a energia potencial desse sistema de três cargas quando a carga –q está sobre o vértice do triângulo? q q a a a 𝐹𝑒𝑙 𝐹𝑒𝑥𝑡 1 3 2 𝑈𝑡𝑜𝑡 = 𝑞(−𝑞) 4𝜋𝜀0𝑎 + 𝑞(−𝑞) 4𝜋𝜀0𝑎 𝑞𝑞 4𝜋𝜀0𝑎 𝑈𝑡𝑜𝑡 = 𝑈13 + 𝑈23 + 𝑈12 𝑈𝑡𝑜𝑡 = −𝑞2 4𝜋𝜀0𝑎 A Energia Potencial Elétrica Ex 1) Triângulo de cargas A energia potencial total do sistema é dada pela equação (19): b) Qual é a energia potencial desse sistema de três cargas quando a carga –q está sobre o vértice do triângulo? q q a a a 𝐹𝑒𝑙 𝐹𝑒𝑥𝑡 1 3 2 𝑈𝑡𝑜𝑡 = 𝑞(−𝑞) 4𝜋𝜀0𝑎 + 𝑞(−𝑞) 4𝜋𝜀0𝑎 𝑞𝑞 4𝜋𝜀0𝑎 𝑈𝑡𝑜𝑡 = 𝑈13 + 𝑈23 + 𝑈12 𝑈𝑡𝑜𝑡 = −𝑞2 4𝜋𝜀0𝑎 Obs: O termo 𝑈12 não entrou nos cálculos do item anterior pois, uma vez que as posições das cargas 1 e 2 não variaram durante o deslocamento da carga 3 do infinito até o vértice do triângulo, a VARIAÇÃO da energia potencial ∆𝑈12 = 0. O Potencial Elétrico Podemos definir o potencial elétrico 𝑉 de maneira análoga à de campo elétrico. Vamos considerar, então, uma distrubuição de cargas aleatória e uma carga de teste 𝑞0, conforme mostrado na figura abaixo. O Potencial Elétrico distribuição de cargas 𝑞0 Podemos definir o potencial elétrico 𝑉 de maneira análoga à de campo elétrico. Vamos considerar, então, uma distrubuição de cargas aleatória e uma carga de teste 𝑞0, conforme mostrado na figura abaixo. O Potencial Elétrico distribuição de cargas 𝑞0 Como vimos há pouco, a energia potencial U associada à interação entre a distribuição de cargas e a carga de testes deve ser proporcional a 𝑞0. Podemos reescrever a equação (17) como: 𝑈 = 𝑞𝑉 (20) Podemos definir o potencial elétrico 𝑉 de maneira análoga à de campo elétrico. Vamos considerar, então, uma distrubuição de cargas aleatória e uma carga de teste 𝑞0, conforme mostrado na figura abaixo. O Potencial Elétrico distribuição de cargas 𝑞0 Como vimos há pouco, a energia potencial U associada à interação entre a distribuição de cargas e a carga de testes deve ser proporcional a 𝑞0. Podemos reescrever a equação (17) como: 𝑈 = 𝑞0𝑉 (20) Definimos, então, o potencial elétrico V como sendo a energia potencial elétrica por unidade de carga. 𝑉 = 𝑈 𝑞0 (21) onde, no S.I.: 𝑉 = 𝐽 𝐶 = 𝑉 joule por coulomb = volts Podemos definir o potencial elétrico 𝑉 de maneira análoga à de campo elétrico. Vamos considerar, então, uma distrubuição de cargas aleatória e uma carga de teste 𝑞0, conforme mostrado na figura abaixo. O Potencial Elétrico distribuição de cargas 𝑞0 Note que o potencial elétrico V é uma propriedade da distribuição de cargas e é independente do valor da carga de teste. A partir da equação (21), podemos escrever o trabalho realizado pela força elétrica para mover uma carga de prova de um ponto a para um ponto b em função do potencial elétrico: 𝑊𝑎𝑏 = −∆𝑈𝑎𝑏 = − 𝑈𝑏 − 𝑈𝑎 = 𝑈𝑎 −𝑈𝑏 (22) Podemos definir o potencial elétrico 𝑉 de maneira análoga à de campo elétrico. Vamos considerar, então, uma distrubuição de cargas aleatória e uma carga de teste 𝑞0, conforme mostrado na figura abaixo. O Potencial Elétrico distribuição de cargas 𝑞0 Note que o potencial elétrico V é uma propriedade da distribuição de cargas e é independente do valor da carga de teste. A partir da equação (21), podemos escrever o trabalho realizado pela força elétrica para mover uma carga de prova de um ponto a para um ponto b em função do potencial elétrico: 𝑊𝑎𝑏 = −∆𝑈𝑎𝑏 = − 𝑈𝑏 − 𝑈𝑎 = 𝑈𝑎 − 𝑈𝑏 (22) 𝑊𝑎𝑏 = 𝑞0𝑉𝑎 − 𝑞0𝑉𝑏 = 𝑞0 𝑉𝑎 − 𝑉𝑏 (23) Podemos definir o potencial elétrico 𝑉 de maneira análoga à de campo elétrico. Vamos considerar, então, uma distrubuição de cargas aleatória e uma carga de teste 𝑞0, conforme mostrado na figura abaixo. O Potencial Elétrico distribuição de cargas 𝑞0 Note que o potencial elétrico V é uma propriedade da distribuição de cargas e é independente do valor da carga de teste. A partir da equação (21), podemos escrever o trabalho realizado pela força elétrica para mover uma carga de prova de um ponto a para um ponto b em função do potencial elétrico: 𝑊𝑎𝑏 = −∆𝑈𝑎𝑏 = − 𝑈𝑏 − 𝑈𝑎 = 𝑈𝑎 − 𝑈𝑏 (22) 𝑊𝑎𝑏 = 𝑞0𝑉𝑎 − 𝑞0𝑉𝑏 = 𝑞0 𝑉𝑎 − 𝑉𝑏 (23) 𝑊𝑎𝑏 = 𝑞0𝑉𝑎𝑏 (24) Podemos definir o potencial elétrico 𝑉 de maneira análoga à de campo elétrico. Vamos considerar, então, uma distribuição de cargas aleatória e uma carga de teste 𝑞0, conforme mostrado na figura abaixo. O Potencial Elétrico distribuição de cargas 𝑞0 Note que o potencial elétrico V é uma propriedade da distribuição de cargas e é independente do valor da carga de teste. A partir da equação (21), podemos escrever o trabalho realizado pela força elétrica para mover uma carga de prova de um ponto a para um ponto b em função do potencial elétrico: 𝑊𝑎𝑏 = −∆𝑈𝑎𝑏 = − 𝑈𝑏 − 𝑈𝑎 = 𝑈𝑎 − 𝑈𝑏 (22) 𝑊𝑎𝑏 = 𝑞0𝑉𝑎 − 𝑞0𝑉𝑏 = 𝑞0 𝑉𝑎 − 𝑉𝑏 (23) 𝑊𝑎𝑏 = 𝑞0𝑉𝑎𝑏 (24) Logo, o potencial elétrico entre os pontos a e b, 𝑉𝑎𝑏 pode ser entendido como o trabalho realizado pela força elétrica para mover uma carga de prova de um ponto a para um ponto b por unidade de carga. 𝑉𝑎𝑏 = 𝑊𝑎𝑏 𝑞0 (25) Distribuições Contínuas de cargas Distribuições Contínuas de cargas Se a distribuição das cargas for contínua (barra carregada, anel carregado, disco carregado, esfera carregada, etc), tal qual foi feito para o cálculo do campo elétrico, deve-se dividir a distribuição de cargas em elementos infinitesimais de carga 𝑑𝑞 (conforme figura abaixo) e integrar sobre todos os elementos. Distribuições Contínuas de cargas Se a distribuição das cargas for contínua (barra carregada, anel carregado, disco carregado, esfera carregada, etc), tal qual foi feito para o cálculo do campo elétrico, deve-se dividir a distribuição de cargas em elementos infinitesimais de carga 𝑑𝑞 (conforme figura abaixo) e integrar sobre todos os elementos. distribuição de cargas 𝑃 𝑑𝑞 𝑟 Distribuições Contínuas de cargas Se a distribuição das cargas for contínua (barra carregada, anel carregado, disco carregado, esfera carregada, etc), tal qual foi feito para o cálculo do campo elétrico, deve-se dividir a distribuição de cargas em elementos infinitesimais de carga 𝑑𝑞 (conforme figura abaixo) e integrar sobre todos os elementos. distribuição de cargas 𝑃 𝑑𝑞 𝑟 O infinitésimo de potencial 𝑑𝑉 é calculado como: 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 (26) Distribuições Contínuas de cargas Se a distribuição das cargas for contínua (barra carregada, anel carregado, disco carregado, esfera carregada, etc), tal qual foi feito para o cálculo do campo elétrico, deve-se dividir a distribuição de cargas em elementos infinitesimais de carga 𝑑𝑞 (conforme figura abaixo) e integrar sobre todos os elementos. distribuição de cargas 𝑃 𝑑𝑞 𝑟 O infinitésimo de potencial 𝑑𝑉 é calculado como: 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 (26) Como mencionado, o potencial total gerado pela distribuição de cargas no ponto P é dado pela integral sobre todos os elementos 𝑑𝑉: 𝑉 = 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 (27) Distribuições Contínuas de cargas Assim como no caso do cálculo do campo elétrico, deve-se expressar o elemento de carga em função de um elemento de linha (𝑑𝑟), de área (𝑑𝐴) ou de volume (𝑑V), dependendo de como é a geometria da distribuição de cargas. distribuição de cargas 𝑃 𝑑𝑞 𝑟 𝑑𝑞 = 𝜆 𝑑𝑟 (28) onde 𝜆, 𝜎 e 𝜌 são, respectivamente, as densidades linear, superficial e volumar de carga. (30) 𝑑𝑞 = 𝜎 𝑑𝐴 𝑑𝑞 = 𝜌 𝑑V (29) Distribuições Contínuas de cargas Assim como no caso do cálculo do campo elétrico, deve-se expressar o elemento de carga em função de um elemento de linha (𝑑𝑟), de área (𝑑𝐴) ou de volume (𝑑V), dependendo de como é a geometria da distribuição de cargas. distribuição de cargas 𝑃 𝑑𝑞 𝑟 Duas observações importantes: a) ao contrário de força elétrica e campo elétrico, o potencial V é uma grandeza escalar. Obviamente isto facilita muito a resolução das integrais. 𝑑𝑞 = 𝜆 𝑑𝑟 (28) onde 𝜆, 𝜎 e 𝜌 são, respectivamente, as densidades linear, superficial e volumar de carga. (30) 𝑑𝑞 = 𝜎 𝑑𝐴 𝑑𝑞 = 𝜌 𝑑V (29) Distribuições Contínuas de cargas Assim como no caso do cálculo do campo elétrico, deve-se expressar o elemento de carga em função de um elemento de linha (𝑑𝑟), de área (𝑑𝐴) ou de volume (𝑑V), dependendo de como é a geometria da distribuição de cargas. distribuição de cargas 𝑃 𝑑𝑞 𝑟 b) A adoção de 𝑈 ∞ = 0 e, consequentemente, V ∞ = 0, é recomendável apenas para distribuições finitas de cargas. Para distribuições infinitas de cargas, usualmente se calcula o potencial a partir do campo elétrico gerado por ela, como veremos a seguir. 𝑑𝑞 = 𝜆 𝑑𝑟 (28) onde 𝜆, 𝜎 e 𝜌 são, respectivamente, as densidades linear, superficial e volumar de carga. (30) 𝑑𝑞 = 𝜎 𝑑𝐴 𝑑𝑞 = 𝜌 𝑑V (29) Calculando o Potencial a partir do Campo Elétrico Calculando o Potencial a partir do Campo Elétrico Considere uma distribuição de cargas arbitrária que produza um campo elétrico 𝐸. Este campo elétrico é responsável por fazer uma carga de prova 𝑞0 se mover do ponto a para o ponto b, conforme mostra a figura abaixo. distribuição de cargas 𝑑𝑞 a b 𝑞0 Calculando o Potencial a partir do Campo Elétrico Considere uma distribuição de cargas positivas arbitrária que produza um campo elétrico 𝐸. Este campo elétrico é responsável por fazer uma carga de prova positiva 𝑞0 se mover do ponto a para o ponto b, conforme mostra a figura abaixo. distribuição de cargas 𝑑𝑞 a b 𝑞0 Como a distribuição de cargas e a carga de prova têm mesmo sinal, surge uma força de repulsão entre elas. 𝐹 Calculando o Potencial a partir do Campo Elétrico Considere uma distribuição de cargas positivas arbitrária que produza um campo elétrico 𝐸. Este campo elétrico é responsável por fazer uma carga de prova positiva 𝑞0 se mover do ponto a para o ponto b, conforme mostra a figura abaixo. distribuição de cargas 𝑑𝑞 a b 𝑞0 Como a distribuição de cargas e a carga de prova têm mesmo sinal, surge uma força de repulsão entre elas. 𝐹 Nessas condições, o trabalho realizado por 𝐹 sobre 𝑞0 no deslocamento de a para b é dado pela equação (1): 𝑊𝑎𝑏 = 𝑎 𝑏 𝐹 ∙ 𝑑 𝑟 (1) 𝑑 𝑟 Calculando o Potencial a partir do Campo Elétrico Considere uma distribuição de cargas positivas arbitrária que produza um campo elétrico 𝐸. Este campo elétrico é responsável por fazer uma carga de prova positiva 𝑞0 se mover do ponto a para o ponto b, conforme mostra a figura abaixo. distribuição de cargas 𝑑𝑞 a b 𝑞0 𝐹 Dividindo a equação (31) por 𝑞0: 𝑊𝑎𝑏 = 𝑎 𝑏 𝐹 ∙ 𝑑 𝑟 = 𝑎 𝑏 𝑞0𝐸 ∙ 𝑑 𝑟 (31) 𝑑 𝑟 𝑊𝑎𝑏 𝑞0 = 𝑎 𝑏 𝐸 ∙ 𝑑 𝑟 Calculando o Potencial a partir do Campo Elétrico Considere uma distribuição de cargas positivas arbitrária que produza um campo elétrico 𝐸.Este campo elétrico é responsável por fazer uma carga de prova positiva 𝑞0 se mover do ponto a para o ponto b, conforme mostra a figura abaixo. distribuição de cargas 𝑑𝑞 a b 𝑞0 Substituindo as equações (23) e (25) na equação (32): 𝐹 Dividindo a equação (31) por 𝑞0: 𝑊𝑎𝑏 = 𝑎 𝑏 𝐹 ∙ 𝑑 𝑟 = 𝑎 𝑏 𝑞0𝐸 ∙ 𝑑 𝑟 (31) 𝑑 𝑟 𝑊𝑎𝑏 𝑞0 = 𝑎 𝑏 𝐸 ∙ 𝑑 𝑟 (32) 𝑉𝑎 − 𝑉𝑏 = 𝑎 𝑏 𝐸 ∙ 𝑑 𝑟 = − 𝑏 𝑎 𝐸 ∙ 𝑑 𝑟 (33) Calculando o Potencial a partir do Campo Elétrico Considere uma distribuição de cargas positivas arbitrária que produza um campo elétrico 𝐸. Este campo elétrico é responsável por fazer uma carga de prova positiva 𝑞0 se mover do ponto a para o ponto b, conforme mostra a figura abaixo. distribuição de cargas 𝑑𝑞 a b 𝑞0 A equação (33) é útil quando o campo elétrico é simples de ser calculado (tipicamente pela Lei de Gauss). Além disso, para distribuições finitas, em geral adota-se 𝑉𝑏 = 0 em 𝑏 → ∞. Por fim, em um caminho fechado, ou seja, a=b, 𝑉𝑎 = 𝑉𝑏 e 𝐸 ∙ 𝑑 𝑟 = 0. 𝐹 𝑑 𝑟 𝑉𝑎 − 𝑉𝑏 = 𝑎 𝑏 𝐸 ∙ 𝑑 𝑟 = − 𝑏 𝑎 𝐸 ∙ 𝑑 𝑟 (33) Calculando o Potencial a partir do Campo Elétrico Considere uma distribuição de cargas positivas arbitrária que produza um campo elétrico 𝐸. Este campo elétrico é responsável por fazer uma carga de prova positiva 𝑞0 se mover do ponto a para o ponto b, conforme mostra a figura abaixo. distribuição de cargas 𝑑𝑞 a b 𝑞0 𝐹 𝑑 𝑟 Da mesma forma que o potencial pode ser calculado a partir do campo elétrico, o campo elétrico pode ser obtido através do potencial da seguinte maneira: 𝐸 = −𝛻𝑉 (34) onde 𝛻𝑉 é o gradiente do potencial em todas as direções do espaço. Superfícies Equipotenciais Superfícies Equipotenciais Como o nome sugere, superfícies equipotenciais são aquelas onde o potencial V tem valor constante. 𝑉 𝑥, 𝑦, 𝑧 = 𝑐𝑡𝑒 (35) Superfícies Equipotenciais Como o nome sugere, superfícies equipotenciais são aquelas onde o potencial V tem valor constante. 𝑉 𝑥, 𝑦, 𝑧 = 𝑐𝑡𝑒 (35) Como os potenciais de dois pontos sobre a mesma superfície equipotencial são iguais, a diferença de potencial entre eles é nula. Como vimos, em uma situação como essa o campo elétrico não realiza trabalho sobre a carga que se move entre esses dois pontos. A figura abaixo resume o que ocorre em uma superfície equipotencial. OBS: As linhas de campo elétrico são perpendiculares às superfícies equipotenciais. Superfícies Equipotenciais A figura mostra quatro diferentes superfícies equipotenciais, com potenciais 𝑉1, 𝑉2, 𝑉3 e 𝑉4. Nessa região, foram desenhadas quatro diferentes trajetórias (I, II, III e IV) que uma partícula pode percorrer. Vejamos o que acontece com o trabalho realizado sobre a partícula em cada um dos deslocamentos apontados. No caminho I, vemos que a partícula se movimentou entre dois pontos de mesmo potencial 𝑉1 . Como vimos, nesta situação o trabalho realizado sobre a partícula para se mover entre os pontos destacados é NULO. Superfícies Equipotenciais A figura mostra quatro diferentes superfícies equipotenciais, com potenciais 𝑉1, 𝑉2, 𝑉3 e 𝑉4. Nessa região, foram desenhadas quatro diferentes trajetórias (I, II, III e IV) que uma partícula pode percorrer. Vejamos o que acontece com o trabalho realizado sobre a partícula em cada um dos deslocamentos apontados. No caminho II, vemos que a partícula se movimentou partindo de um ponto de potencial 𝑉3, passou pela região de potencial 𝑉4 e finalizou seu deslocamento em um outro ponto de potencial 𝑉3. Novamente, o trabalho realizado sobre a partícula para se mover entre os pontos destacados é NULO. Devemos lembrar aqui que o trabalho realizado por forças conservativas INDEPENDE do caminho escolhido para mover uma partícula de um ponto a outro. O que vale é o ponto inicial e o ponto final do deslocamento. Superfícies Equipotenciais A figura mostra quatro diferentes superfícies equipotenciais, com potenciais 𝑉1, 𝑉2, 𝑉3 e 𝑉4. Nessa região, foram desenhadas quatro diferentes trajetórias (I, II, III e IV) que uma partícula pode percorrer. Vejamos o que acontece com o trabalho realizado sobre a partícula em cada um dos deslocamentos apontados. No caminho III, vemos que a partícula se movimentou partindo de um ponto de potencial 𝑉1, e finalizou seu deslocamento em um outro ponto de potencial 𝑉2. O trabalho realizado sobre a partícula para se mover entre os pontos destacados é 𝑉12 = 𝑉1 − 𝑉2. Superfícies Equipotenciais A figura mostra quatro diferentes superfícies equipotenciais, com potenciais 𝑉1, 𝑉2, 𝑉3 e 𝑉4. Nessa região, foram desenhadas quatro diferentes trajetórias (I, II, III e IV) que uma partícula pode percorrer. Vejamos o que acontece com o trabalho realizado sobre a partícula em cada um dos deslocamentos apontados. No caminho IV, vemos que a partícula se movimentou partindo de um ponto de potencial 𝑉1, foi até a região de potencial 𝑉3 e finalizou seu deslocamento em um ponto na região de potencial 𝑉2. Como o trabalho realizado sobre a partícula não depende da trajetória que ela percorre entre os pontos inicial e final do movimento, o trabalho realizado sobre a partícula para se mover entre os pontos destacados é também 𝑉12 = 𝑉1 − 𝑉2. Portanto, 𝑉𝐼𝐼𝐼 = 𝑉𝐼𝑉. Superfícies Equipotenciais A figura mostra quatro diferentes superfícies equipotenciais, com potenciais 𝑉1, 𝑉2, 𝑉3 e 𝑉4. Nessa região, foram desenhadas quatro diferentes trajetórias (I, II, III e IV) que uma partícula pode percorrer. Vejamos o que acontece com o trabalho realizado sobre a partícula em cada um dos deslocamentos apontados. No caminho IV, vemos que a partícula se movimentou partindo de um ponto de potencial 𝑉1, foi até a região de potencial 𝑉3 e finalizou seu deslocamento em um ponto na região de potencial 𝑉2. Como o trabalho realizado sobre a partícula não depende da trajetória que ela percorre entre os pontos inicial e final do movimento, o trabalho realizado sobre a partícula para se mover entre os pontos destacados é também 𝑉12 = 𝑉1 − 𝑉2. Portanto, 𝑉𝐼𝐼𝐼 = 𝑉𝐼𝑉. Superfícies Equipotenciais A partir das equipotenciais, é possível determinar a intensidade do campo elétrico. Tipicamente, desenha-se equipotenciais separadas por uma diferença de potencial ∆𝑉 constante. 𝑉1 𝑉2 d Superfícies Equipotenciais A partir das equipotenciais, é possível determinar a intensidade do campo elétrico. Tipicamente, desenha-se equipotenciais separadas por uma diferença de potencial ∆𝑉 constante. A figura ao lado mostra duas equipotenciais de valores 𝑉1 e 𝑉2 separadas por uma pequena distância d. Levando em conta todos os pontos abordados até aqui, podemos dizer que o campo elétrico é:𝑉1 𝑉2 d |𝐸| = | − 𝛻𝑉| ≈ ∆𝑉 𝑑 (36) Superfícies Equipotenciais A partir das equipotenciais, é possível determinar a intensidade do campo elétrico. Tipicamente, desenha-se equipotenciais separadas por uma diferença de potencial ∆𝑉 constante. A figura ao lado mostra duas equipotenciais de valores 𝑉1 e 𝑉2 separadas por uma pequena distância d. Levando em conta todos os pontos abordados até aqui, podemos dizer que o campo elétrico é:𝑉1 𝑉2 d |𝐸| = | − 𝛻𝑉| ≈ ∆𝑉 𝑑 (36) Como ∆𝑉 é constante, podemos concluir que quanto menor a separação entre duas equipotenciais sucessivas, mais intenso será o campo elétrico 𝐸. Superfícies Equipotenciais https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Superf%C3%ADcies_equipotenciai s_e_linhas_de_campo_de_um_dip%C3%B3lo_el%C3%A9trico..png Dipolo elétrico https://es.m.wikipedia.org/wiki/Archivo:Equipotenciales.PNG Carga Pontual positiva Placas paralelas https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Field_lines_equ ipotentials_parallel_plates.svg Carga pontual negativa https://commons.wikimedia.org/wiki/File :Electric_field_point_lines_equipotentials .svg Exemplos O interesse aqui é encontrar uma expressão para o potencial produzido pelo dipolo em um ponto P do espaço. Ex. 1) Potencial gerado por um dipolo elétricoExemplos O interesse aqui é encontrar uma expressão para o potencial produzido pelo dipolo em um ponto P do espaço. Ex. 1) Potencial gerado por um dipolo elétrico Exemplos Como são duas cargas pontuais, basta somarmos os potenciais gerados por cada uma delas no ponto P. O interesse aqui é encontrar uma expressão para o potencial produzido pelo dipolo em um ponto P do espaço. Ex. 1) Potencial gerado por um dipolo elétrico Exemplos Como são duas cargas pontuais, basta somarmos os potenciais gerados por cada uma delas no ponto P. 𝑉 = 𝑖=1 2 𝑉𝑖 = 𝑉(+) + 𝑉(−) = 1 4𝜋𝜀0 𝑞 𝑟(+) + (−𝑞) 𝑟(−) O interesse aqui é encontrar uma expressão para o potencial produzido pelo dipolo em um ponto P do espaço. Ex. 1) Potencial gerado por um dipolo elétrico Exemplos Como são duas cargas pontuais, basta somarmos os potenciais gerados por cada uma delas no ponto P. 𝑉 = 𝑖=1 2 𝑉𝑖 = 𝑉(+) + 𝑉(−) = 1 4𝜋𝜀0 𝑞 𝑟(+) + (−𝑞) 𝑟(−) 𝑉 = 𝑞 4𝜋𝜀0 𝑟 − − 𝑟(+) 𝑟(+)𝑟(−) O interesse aqui é encontrar uma expressão para o potencial produzido pelo dipolo em um ponto P do espaço. Ex. 1) Potencial gerado por um dipolo elétrico Exemplos Como são duas cargas pontuais, basta somarmos os potenciais gerados por cada uma delas no ponto P. 𝑉 = 𝑖=1 2 𝑉𝑖 = 𝑉(+) + 𝑉(−) = 1 4𝜋𝜀0 𝑞 𝑟(+) + (−𝑞) 𝑟(−) 𝑉 = 𝑞 4𝜋𝜀0 𝑟 − − 𝑟(+) 𝑟(+)𝑟(−) Para pontos distantes do dipolo, 𝑟 >> 𝑑 𝑟(+) − 𝑟(−) ≅ 𝑑𝑐𝑜𝑠𝜃 e 𝑟(+)𝑟(−) ≅ 𝑟 2 O interesse aqui é encontrar uma expressão para o potencial produzido pelo dipolo em um ponto P do espaço. Ex. 1) Potencial gerado por um dipolo elétrico Exemplos Como são duas cargas pontuais, basta somarmos os potenciais gerados por cada uma delas no ponto P. 𝑉 = 𝑖=1 2 𝑉𝑖 = 𝑉(+) + 𝑉(−) = 1 4𝜋𝜀0 𝑞 𝑟(+) + (−𝑞) 𝑟(−) = 𝑞 4𝜋𝜀0 𝑟 − − 𝑟(+) 𝑟(+)𝑟(−) Para pontos distantes do dipolo, 𝑟 >> 𝑑 𝑟(+) − 𝑟(−) ≅ 𝑑𝑐𝑜𝑠𝜃 e 𝑟(+)𝑟(−) ≅ 𝑟 2 𝑉 = 𝑞 4𝜋𝜀0 𝑑𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑟2 𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑝𝑐𝑜𝑠 𝜃 𝑟2 Exemplo Ex2) Uma barra de comprimento L tem carga positiva uniforme por unidade de comprimento λ e carga total q. Calcule o potencial em um ponto P. x L P 𝑥 𝑑𝑥 𝑑 𝜆 = 𝑞 𝐿 = 𝑑𝑞 𝑑𝑥 𝑑𝑞 = 𝜆 ∙ 𝑑𝑥r Exemplo Ex2) Uma barra de comprimento L tem carga positiva uniforme por unidade de comprimento λ e carga total q. Calcule o potencial em um ponto P. x L P 𝑥 𝑑𝑥 𝑑 𝜆 = 𝑞 𝐿 = 𝑑𝑞 𝑑𝑥 𝑑𝑞 = 𝜆 ∙ 𝑑𝑥r 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 Pela equação (26) temos: Exemplo Ex2) Uma barra de comprimento L tem carga positiva uniforme por unidade de comprimento λ e carga total q. Calcule o potencial em um ponto P. x L P 𝑥 𝑑𝑥 𝑑 𝜆 = 𝑞 𝐿 = 𝑑𝑞 𝑑𝑥 𝑑𝑞 = 𝜆 ∙ 𝑑𝑥r 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜆 𝑑𝑥 𝑟 Pela equação (26) temos: Exemplo Ex2) Uma barra de comprimento L tem carga positiva uniforme por unidade de comprimento λ e carga total q. Calcule o potencial em um ponto P. x L P 𝑥 𝑑𝑥 𝑑 𝜆 = 𝑞 𝐿 = 𝑑𝑞 𝑑𝑥 𝑑𝑞 = 𝜆 ∙ 𝑑𝑥r 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜆 𝑑𝑥 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜆 𝑑𝑥 𝑑2 + 𝑥2 Pela equação (26) temos: Exemplo Ex 2) Uma barra de comprimento L tem carga positiva uniforme por unidade de comprimento λ e carga total q. Calcule o potencial em um ponto P. x L P 𝑥 𝑑𝑥 𝑑 𝜆 = 𝑞 𝐿 = 𝑑𝑞 𝑑𝑥 𝑑𝑞 = 𝜆 ∙ 𝑑𝑥r 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜆 𝑑𝑥 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜆 𝑑𝑥 𝑑2 + 𝑥2 Pela equação (26) temos: 𝑉 = 𝜆 4𝜋𝜀0 0 𝐿 𝑑𝑥 𝑑2 + 𝑥2 Exemplo Ex2) Uma barra de comprimento L tem carga positiva uniforme por unidade de comprimento λ e carga total q. Calcule o potencial em um ponto P. x L P 𝑥 𝑑𝑥 𝑑 𝜆 = 𝑞 𝐿 = 𝑑𝑞 𝑑𝑥 𝑑𝑞 = 𝜆 ∙ 𝑑𝑥r 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜆 𝑑𝑥 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜆 𝑑𝑥 𝑑2 + 𝑥2 Pela equação (26) temos: 𝑉 = 𝜆 4𝜋𝜀0 0 𝐿 𝑑𝑥 𝑑2 + 𝑥2 𝑉 = 𝜆 4𝜋𝜀0 𝑙𝑛 𝐿 + 𝐿2 + 𝑑2 𝑑 Ex. 3) Casca Esférica Exemplos Vamos começar a calcular os potenciais gerados por algumas distribuições de carga de interesse, além das cargas pontuais, já tratadas nesta aula. Para começar a casca esférica carregada. 𝑞 + + + + R Ex. 3) Casca Esférica Exemplos Vamos começar a calcular os potenciais gerados por algumas distribuições de carga de interesse, além das cargas pontuais, já tratadas nesta aula. Para começar a casca esférica carregada. 𝑞 + + + + R Na aula passada foi mostrado que para esse tipo de distribuição de cargas os campos elétricos dentro e fora da casca são: 𝐸 r+ + + + + + + + + + + + + + z P 𝜃 R 𝑑𝑞 r 𝑧 Ex. 5) Anel carregado Exemplos Calcular o potencial elétrico em um ponto P distante z do eixo central de um anel carregado. + + + + + + + + + + + + + + z P 𝜃 R 𝑑𝑞 r 𝑧 Calcular o potencial elétrico em um ponto P distante z do eixo central de um anel carregado. Na segunda aula, vimos que o campo elétrico gerado por este tipo de distribuição e medido no ponto P é: 𝐸 = 𝑞𝑧 4𝜋𝜀0 𝑧 2 + 𝑅2 3 2 𝑧 Ex. 5) Anel carregado Exemplos + + + + + + + + + + + + + + z P 𝜃 R 𝑑𝑞 r 𝑧 Calcular o potencial elétrico em um ponto P distante z do eixo central de um anel carregado. Na segunda aula, vimos que o campo elétrico gerado por este tipo de distribuição e medido no ponto P é: 𝐸 = 𝑞𝑧 4𝜋𝜀0 𝑧 2 + 𝑅2 3 2 𝑧 Aplicando este campo na equação (33) temos: 𝑉𝑃 − 𝑉∞ = 𝑃 ∞ 𝐸 ∙ 𝑑 𝑟 = 𝑃 ∞ 𝑞𝑧 4𝜋𝜀0 𝑧 2 + 𝑅2 3 2 𝑧 ∙ 𝑑𝑧 𝑧 Ex. 5) Anel carregado Exemplos + + + + + + + + + + + + + + z P 𝜃 R 𝑑𝑞 r 𝑧 Calcular o potencial elétrico em um ponto P distante z do eixo central de um anel carregado. Na segunda aula, vimos que o campo elétrico gerado por este tipo de distribuição e medido no ponto P é: 𝐸 = 𝑞𝑧 4𝜋𝜀0 𝑧 2 + 𝑅2 3 2 𝑧 Aplicando este campo na equação (33) temos: 𝑉𝑃 − 𝑉∞ = 𝑃 ∞ 𝐸 ∙ 𝑑 𝑟 = 𝑃 ∞ 𝑞𝑧 4𝜋𝜀0 𝑧 2 + 𝑅2 3 2 𝑧 ∙ 𝑑𝑧 𝑧 Ex. 5) Anel carregado Exemplos + + + + + + + + + + + + + + z P 𝜃 R 𝑑𝑞 r 𝑧 Calcular o potencial elétrico em um ponto P distante z do eixo central de um anel carregado. 𝑉𝑃 − 𝑉∞ = 𝑃 ∞ 𝐸 ∙ 𝑑 𝑟 = 𝑃 ∞ 𝑞𝑧 4𝜋𝜀0 𝑧 2 + 𝑅2 3 2 𝑧 ∙ 𝑑𝑧 𝑧 𝑉𝑃 − 𝑉∞ = 𝑞 4𝜋𝜀0 𝑟 ∞ 𝑧 𝑑𝑧 𝑧2 + 𝑅2 3 2 Ex. 5) Anel carregado Exemplos + + + + + + + + + + + + + + z P 𝜃 R 𝑑𝑞 r 𝑧 Calcular o potencial elétrico em um ponto P distante z do eixo central de um anel carregado. 𝑉𝑃 − 𝑉∞ = 𝑃 ∞ 𝐸 ∙ 𝑑 𝑟 = 𝑃 ∞ 𝑞𝑧 4𝜋𝜀0 𝑧 2 + 𝑅2 3 2 𝑧 ∙ 𝑑𝑧 𝑧 𝑉𝑃 − 𝑉∞ = 𝑞 4𝜋𝜀0 𝑃 ∞ 𝑧 𝑑𝑧 𝑧2 + 𝑅2 3 2 Resolvendo esta integral, adotando que o potencial no infinito é nulo: 𝑉𝑃 = 𝑞 4𝜋𝜀0 𝑧 2 + 𝑎2 Ex. 5) Anel carregado Exemplos Agora, vamos tentar descobrir o potencial elétrico gerado por um disco maciço, de raio R, com densidade superficial de carga constante 𝜎, no mesmo ponto P do exemplo anterior. 𝑑𝐴 − 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑠𝑢𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑑𝑜 𝑎𝑛𝑒𝑙 𝜎 = 𝑑𝑞 𝑑𝐴 ⇒ 𝑑𝑞 = 𝜎 𝑑𝐴 = 𝜎(𝑟𝑑𝑟𝑑𝜃) z P R dR’ R’ Ex. 6) Anel carregado Exemplos 𝜃 r 𝑧 Agora, vamos tentar descobrir o potencial elétrico gerado por um disco maciço, de raio R, com densidade superficial de carga constante 𝜎, no mesmo ponto P do exemplo anterior. 𝑑𝐴 − 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑠𝑢𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑑𝑜 𝑎𝑛𝑒𝑙 z P R dR’ R’ Ex. 6) Anel carregado Exemplos 𝜃 r 𝑧 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 Pela equação (26) temos: 𝜎 = 𝑑𝑞 𝑑𝐴 ⇒ 𝑑𝑞 = 𝜎 𝑑𝐴 = 𝜎(𝑟𝑑𝑟𝑑𝜃) Agora, vamos tentar descobrir o potencial elétrico gerado por um disco maciço, de raio R, com densidade superficial de carga constante 𝜎, no mesmo ponto P do exemplo anterior. 𝑑𝐴 − 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑠𝑢𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑑𝑜 𝑎𝑛𝑒𝑙 z P R dR’ R’ Ex. 6) Anel carregado Exemplos 𝜃 r 𝑧 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) 𝑟 Pela equação (26) temos: 𝜎 = 𝑑𝑞 𝑑𝐴 ⇒ 𝑑𝑞 = 𝜎 𝑑𝐴 = 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) Agora, vamos tentar descobrir o potencial elétrico gerado por um disco maciço, de raio R, com densidade superficial de carga constante 𝜎, no mesmo ponto P do exemplo anterior. 𝑑𝐴 − 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑠𝑢𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑑𝑜 𝑎𝑛𝑒𝑙 z P R dR’ R’ Ex. 6) Anel carregado Exemplos 𝜃 r 𝑧 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) 𝑅′2 + 𝑧2 Pela equação (26) temos: 𝜎 = 𝑑𝑞 𝑑𝐴 ⇒ 𝑑𝑞 = 𝜎 𝑑𝐴 = 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) Agora, vamos tentar descobrir o potencial elétrico gerado por um disco maciço, de raio R, com densidade superficial de carga constante 𝜎, no mesmo ponto P do exemplo anterior. 𝑑𝐴 − 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑠𝑢𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑑𝑜 𝑎𝑛𝑒𝑙 z P R dR’ R’ Ex. 6) Anel carregado Exemplos 𝜃 r 𝑧 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) 𝑅′2 + 𝑧2 Pela equação (26) temos: 𝜎 = 𝑑𝑞 𝑑𝐴 ⇒ 𝑑𝑞 = 𝜎 𝑑𝐴 = 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) 𝑉 = 𝜎 4𝜋𝜀0 0 2𝜋 𝑑𝜃 0 𝑅 (𝑅′𝑑𝑅′) 𝑅′2 + 𝑧2 Agora, vamos tentar descobrir o potencial elétrico gerado por um disco maciço, de raio R, com densidade superficial de carga constante 𝜎, no mesmo ponto P do exemplo anterior. 𝑑𝐴 − 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑠𝑢𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑑𝑜 𝑎𝑛𝑒𝑙 z P R dR’ R’ Ex. 6) Anel carregado Exemplos 𝜃 r 𝑧 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) 𝑅′2 + 𝑧2 Pela equação (26) temos: 𝜎 = 𝑑𝑞 𝑑𝐴 ⇒ 𝑑𝑞 = 𝜎 𝑑𝐴 = 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) 𝑉 = 𝜎 4𝜋𝜀0 0 2𝜋 𝑑𝜃 0 𝑅 (𝑅′𝑑𝑅′) 𝑅′2 + 𝑧2 2𝜋 Agora, vamos tentar descobrir o potencial elétrico gerado por um disco maciço, de raio R, com densidade superficial de carga constante 𝜎, no mesmo ponto P do exemplo anterior. 𝑑𝐴 − 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑠𝑢𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑑𝑜 𝑎𝑛𝑒𝑙 z P R dR’ R’ Ex. 7) Anel carregado Exemplos 𝜃 r 𝑧 𝑑𝑉 = 1 4𝜋𝜀0 𝑑𝑞 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) 𝑟 = 1 4𝜋𝜀0 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) 𝑅′2 + 𝑧2 Pela equação (26) temos: 𝜎 = 𝑑𝑞 𝑑𝐴 ⇒ 𝑑𝑞 = 𝜎 𝑑𝐴 = 𝜎(𝑅′𝑑𝑅′𝑑𝜃) 𝑉 = 𝜎 4𝜋𝜀0 0 2𝜋 𝑑𝜃 0 𝑅 (𝑅′𝑑𝑅′) 𝑅′2 + 𝑧2 2𝜋 𝑉 = 𝜎 2𝜀0 𝑅2 + 𝑧2 − 𝑧 Centelhamento de um condutor carregado • Em vértices e arestas a densidade de cargas superficiais (e o campo elétrico) pode atingir valores elevados. • O ar pode se tornar ionizado, produzindo centelhas elétricas • Procure abrigo em uma casca condutora, onde o campo elétrico é nulo. Condutor em campo elétrico externo – blindagem eletrostática https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Prof._Giovane_Irribarem_de_Me llo_dentro_da_Gaiola_de_Faraday.JPG https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Faraday_cage.jpg Condutor em campo elétrico externo – blindagem eletrostática • Os elétrons livres do condutor se distribuem na sua superfície de forma que o campo elétrico no interior do objeto é nulo e o campo elétrico é perpendicular à superfície. • O potencial é constante no interior do condutor Gerador de Van de Graaf • Consegue acumular uma grande quantidade de cargas e gerar potenciais elevados Base isolante: evita que a carga escape para a Terra https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Van_de_graaf_generator.svg A carga é transmitida para a superfície externa do condutor A correia é carregada por meio de descargas entre uma placa e uma ponteira metálica Diferença de potencial ~ 104 V 1. Condutor esférico oco positivamente carregado. 2. Eletrodo conectado à esfera, uma escova muito próxima ao eletrodo e à correia (sem encostar). 3. Rolamento superior 4. Lado positivamente carregado da correia 5. Lado negativamente carregado da correia 6. Rolamento inferior (metal) 7. Eletrodo inferior (terra) 8. Dispositivo esférico com carga negativa, utilizado para descarregar a esfera principal 9. Faísca prodzida pela diferença de potencial Gerador de Van de Graaf Gerador carregado O cabelo adquire carga elétrica e os fios se repelem A pessoa deve estar isolada da Terra Se uma grande quantidade de carga atravessar o corpo, a corrente elétrica pode ser fatal Ao tocar a esfera condutora, o corpo humano adquire um alto potencial elétrico Acelerador de Van de Graaf: dispositivo que usa um campo elétrico intenso para acelerar íons e partículas carregadas https://www.flickr.com/photos/departmentofenergy/23897761873 Próxima aula: Capacitores e Dielétricos