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Professora 
 Michele Aragão Fernandes 
 
EMPREENDEDORISMO 
1 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO IV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EMPREENDEDORISMO 
2 
 
MÓDULO IV - O Empreendedorismo das Startups 
 
Objetivos de Aprendizagem 
● Analisar o cenário de crescimento e perspectivas das Startups; 
● Estruturar um plano de negócios. 
 
AULA 1 - Perspectivas acerca das Startups. 
Neste módulo da disciplina, você compreenderá o modelo de negócio das 
startups, o surgimento e aspecto histórico, assim como suas perspectivas de 
crescimento no Brasil. 
 
O Cenário das Startups 
O termo startup já bastante comum e usado há décadas nos Estados 
Unidos, mesmo antes do período que ficou conhecido como bolha da internet, 
fenômeno ocorrido entre os anos de 1996 e 2001. Se traduzirmos literalmente o 
termo para o português chegaríamos as expressões como partida, arranque, 
lançamento ou inicialização, ou seja, iniciar negócios altamente criativo e 
inovadores. 
A origem do termo startup no contexto dos negócios é incerta, mas remete a 
um artigo publicado na Revista Forbes em 1976. O texto abordava o 
desenvolvimento do setor de processamento de dados, caracterizando as 
startups como empresas de rápido crescimento no campo da tecnologia 
(RIES, 2012). 
 
No Brasil, nessa mesma época, o termo passou a ser usado com frequência 
e atribuído a um grupo de pessoas que tinham uma ideia diferente com grande 
potencial de convertê-la em dinheiro. O conceito mais basilar do termo reside na 
concepção de criar uma empresa e colocá-la em operação. 
Para Yuri Gitahy, especialista em startup, numa entrevista concedida a 
revista Exame em fevereiro de 2016 esclarece o termo, além disso, aponta outros 
conceitos desenvolvidos por investidores que o define como qualquer empresa em 
sua fase inicial, assim, pode ser considerada como tal, outros conceituam o termo 
startup como uma empresa a qual os custos de manutenção são muito baixos. 
Segundo Gitahy, outra nomenclatura mais recente parece definir melhor o 
termo e comunicar de forma mais eficaz não somente o significado da palavra, mas 
https://www.forbes.com/
3 
 
também estabelecer um conceito mais apropriado e que satisfaça os especialistas e 
investidores. 
Para ele, “uma startup constitui-se num grupo de pessoas que procuram um 
modelo de negócios repetível e escalável que atuam em condições de extrema 
incerteza”. Essa incerteza configura-se como um cenário o qual não há como 
garantir se uma ideia ou um plano de negócios já formalizado irá dar certo ou não. 
 
– Ser repetível significa ser capaz de entregar o mesmo produto novamente em 
escala potencialmente ilimitada, sem muitas customizações ou adaptações para 
cada cliente. Isso pode ser feito tanto ao vender a mesma unidade do produto várias 
vezes, ou tendo-os sempre disponíveis, independente da demanda. 
 
– Ser escalável é a chave de uma startup: significa crescer cada vez mais, sem que 
isso influencie no modelo de negócios. Crescer em receita, mas com custos 
crescendo bem mais lentamente. Isso fará com que a margem seja cada vez maior, 
acumulando lucros e gerando cada vez mais riqueza. 
 
O ambiente de incertezas se perpetua no caminho das startups, por isso há 
um forte apelo e a palavra de ordem é investimento. É necessário injetar um capital 
de risco até que se encontre o modelo ideal e que gere receitas. Mesmo após o 
primeiro investimento do capital e a constatação da geração e crescimento das 
receitas, muito provavelmente haverá necessidade de um novo investimento até que 
essa empresa atinja o nível de empresa sustentável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Conheça os 12 (doze) livros essenciais para quem almeja ter uma startup 
 
1. 10 Mil Startups: guia prático para começar e crescer um novo negócio 
baseado em tecnologia no Brasil, Felipe Matos – Editora Mariposa. 
2. Criatividade S/A: superando as forças invisíveis que ficam no caminho da 
verdadeira inspiração, Ed Catmull – Editora Rocco. 
3. De zero a um: o que aprender sobre empreendedorismo com o Vale do 
Silício, Peter Thiel – Editora Objetiva. 
4. Elon Musk: como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando 
nosso futuro, Ashlee Vance – Editora Intrínseca. 
5. Gestão do amanhã: tudo que você precisa saber sobre gestão, inovação e 
liderança para vencer na 4ª revolução industrial, Sandro Magaldi e José 
Salibi Neto – Editora Gente. 
6. Inovação em modelos de negócios: business model generation, Alexander 
Osterwalder e Yves Pigneur – Editora Alta Books 
7. O poder do hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios, 
Charles Duhigo – Editora Objetiva. 
8. Os inovadores, Walter Isaacson – Editora Companhia das Letras. 
9. O lado difícil das situações difíceis: como construir um negócio quando não 
existem respostas prontas, Ben Horowitz, Editora Martins Fontes. 
10. Originais: como os inconformistas mudam o mundo, Adam Grant – Editora 
Sextante. 
11. Pense simples: você só precisa dar o primeiro passo para ter um negócio ágil 
e inovador, Gustavo Caetano – Editora Gente. 
12. A startup enxuta: como os empreendedores atuais utilizam a inovação 
contínua para criar empresas extremamente bem-sucedidas, Eric Ries – 
Editora Leya. 
Fonte: Revista Exame (2018) 
Disponível em: https://bit.ly/2qzcVzL 
 
Embora startups estejam em grande escala ligadas a negócios na internet, 
não é isso que as caracterizam. O fato das mesmas fazerem uso ou se 
Saiba Mais 
 
 
5 
 
desenvolverem em maior quantidade nessa plataforma é devido ao fato de ser mais 
barato criar um negócio nesse ambiente, além de sua expansão ser mais fácil e 
rápida. 
O modelo inovador das startups provoca modificações significativas na 
economia do futuro. Apresentam-se como a grande aposta do mercado formando 
sistemas interligados e com interações no mundo todo. 
Conforme supracitado, algumas características são bem peculiares as 
startups e que as diferem de outras empresas convencionais as quais já estamos 
acostumados. É importante destacar que nem toda empresa pode ser considerada 
uma startup e que esta por sua vez nem sempre assim permanecerá. 
Conceitualmente uma startup está firmada numa proposta de negócio que 
ainda não foi testada no mercado, não tendo garantia nenhuma que irá sobreviver 
nesse universo competitivo. Em contrapartida, uma empresa inovadora que já tenha 
se consolidado no seu modelo de negócios não pode mais ser chamada de startup. 
 
 
 
 
Unicórnio - O termo unicórnio se refere às startups que alcançam o valor de mercado de US$ 1 
bilhão, que já somam 270 empresas no mundo. 
 
 
Compreenda como funciona a implantação de uma startup 
 
Não existe, na verdade, um único modelo de implantação e funcionamento 
para uma startup, mas a base para sua operação vem a ser a mesma para qualquer 
tipo de startup. Sendo assim, o ponto de partida para uma startup surge perante 
uma ideia inovadora estimulada por um problema que ainda não foi devidamente 
solucionado pelo mercado. 
Os autores (OSTERWALDER; PIGNEUR, 2011) apresentam em sua obra 
literária, o modelo Business Model Canvas, que possibilita orientar os futuros 
empreendedores a transformarem suas ideias em aplicabilidade, modelo este muito 
aplicado para estruturar um negócio. Logo, o processo do modelo percorre pelas 
seguintes etapas: segmentação de clientes, proposta de valor, escolha de canais, 
Glossário 
6 
 
estratégias de relacionamento, fontes de receita, atividades-chave e parcerias-
chave. 
Já (RIES, 2012) desenvolveu um modelo conhecido como “startup enxuta”, 
que possui como metodologia a transposição das fases do ciclo “construir, medir e 
aprender”. A startup enxuta ou também conhecida como lean startup transforma as 
ideias em Produtos Mínimos Viáveis (MVP), que representam o menor produto 
possível que percorre o ciclo de feedback (retroalimentação)com o menor esforço e 
tempo possível. 
O intuito do modelo da startup enxuta consiste na criação do negócio junto 
ao cliente, ouvindo suas necessidades para oferecer o melhor produto possível sem 
desperdiçar nenhum recurso. Dessa forma, o desenvolvimento da startup ocorre em 
um ciclo de construção, mensuração de resultados e aprendizagem. A primeira fase 
consiste em transformar a ideia em produto, em seguida, analisar a reação dos 
clientes e, por fim, a empresa adequa seus esforços com o mercado. 
Logo, acredita-se que os modelos organizacionais das startups se 
diferenciam dos demais modelos para as empresas tradicionais. No entanto, o 
modelo de crescimento dessas empresas se baseia na aprendizagem associada a 
experimentação contínua. Além disso, as startups oferecem uma estrutura de equipe 
reduzida, e normalmente, não há espaços físicos formais. Sendo assim, as startups 
exigem um modelo estrutural muito mais flexível, dinâmico e que estimule a 
criatividade. 
 
As características de uma startup 
 
Como você percebeu as startups possuem uma estrutura de negócio mais 
flexível e dinâmica em relação aos modelos de negócios de empresas tradicionais. 
Dessa forma, há algumas peculiaridades exclusivas das startups, podemos 
destacar as mais comuns, veja no Quadro 1 a seguir: 
 
 
 
 
 
7 
 
Quadro 1 – Características das startups. 
Inovação 
 
 
A inovação é o próprio DNA da startup, pois sua missão é 
encontrar soluções que ninguém havia pensado antes. Assim, 
toda startup tem como característica o diferencial competitivo no 
mercado, a partir de um modelo de negócio e produto/serviço 
inovador. 
 
 
Escalabilidade 
 
 
Um negócio escalável é aquele que pode crescer em um ritmo 
muito acelerado sem alterar o modelo proposto. Logo, a receita 
da empresa aumenta exponencialmente, mas os custos 
continuam praticamente os mesmos. 
 
 
Repetição 
 
 
A startup permite o ato da ação repetida. Entrega os mesmos 
produtos e serviços de modo reprodutivo, sem a necessidade de 
customizar em excesso. Além disso, o próprio modelo de 
negócio pode ser reproduzido e aplicado em outros segmentos. 
 
Potencial 
superior 
 
 
O potencial de atingir grandes mercados com uma estrutura 
enxuta é um dos principais traços das startups. Com um capital 
inicial muito baixo, a empresa pode chegar a alcançar milhões 
de consumidores. 
 
 
Flexibilidade 
 
 
Em um cenário de incertezas, a startup precisa ser muito flexível 
para acompanhar as mudanças e lidar com os períodos de altos 
e baixos. A própria rotina dos colaboradores é muito dinâmica, 
pois a flexibilidade de horários e projetos é essencial para extrair 
o melhor de cada profissional. 
 
 
Trabalho em 
equipe 
 
 
Como as startups costumam ser pequenas, as equipes 
precisam ser muito unidas e trabalhar em absoluta sinergia. 
Normalmente, são profissionais de alto nível e multidisciplinares, 
que conseguem integrar todas as áreas da empresa e construir 
uma equipe sólida. 
 
Fonte: Ries (2012), com adaptações. 
 
Importância do empreendedorismo nas startups 
 
Abordar sobre as startups não tem como não associar ao 
empreendedorismo, pois trata-se de uma ideia inovadora que para ser concretizada 
8 
 
precisa de um plano de negócio. No entanto, sabemos que empreender busca 
solucionar problemas, agregar valores e transformar ideias em negócios lucrativos, a 
partir de oportunidades e insuficiências do mercado. 
De acordo com a pesquisa do (GEM, 2017) existem quase 50 milhões de 
empreendedores no Brasil, com participação cada vez maior dos jovens de 18 a 34 
anos. Desses, 62 mil empreendedores estão associados aos modelos de startups, 
de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Startups - ABStartups 
publicada na Agência Brasil. 
Desta forma, não é surpresa que 72% das startups são lideradas por jovens 
empreendedores, e que estão dispostos a superar as adversidades do mercado 
brasileiro em busca do sucesso. 
 
 
 
O Brasil entrou para o ranking das startups de sucesso em 2018, com seus seis 
primeiros unicórnios listados pela CB Insights. Conheça os unicórnios brasileiros 
de destaque: 
 
99 
A antiga 99Taxi, agora chamada apenas de 99, começou como um aplicativo para 
serviços de táxi e evoluiu para um dos maiores apps de mobilidade urbana do país. 
A empresa foi a primeira startup brasileira a ganhar o título de unicórnio em janeiro 
de 2018 e atribui seu sucesso às tarifas competitivas e lucro maior para o 
motorista. 
 
Nubank 
O Nubank representa um novo conceito em serviços financeiros, muito mais 
rápidos e menos burocráticos. A empresa se tornou oficialmente um unicórnio em 
março de 2018, firmando sua posição de banco digital com mais clientes do país. 
 
PagSeguro 
A empresa de pagamentos PagSeguro se diferencia por ter começado como um 
braço dos maiores grupos de mídia do país, mas sua posição de startup 
Saiba Mais 
 
9 
 
permanece entre os analistas de negócios. O título de unicórnio veio em 2017, e 
em 2018 a empresa foi responsável pela maior abertura de capital de uma 
empresa brasileira na estreia da bolsa de Nova Iorque, com impressionantes US$ 
2,6 bilhões. 
 
Fonte: CB Insights (2018). 
Disponível em: https://bit.ly/2WRKklk 
 
 
Conheça os diversos tipos existentes de startups: 
 
● Lifestyle: criadas por quem deseja trabalhar com o que ama de verdade; 
● PME: possuem objetivos menos ambiciosos, como os pequenos negócios; 
● Escaláveis: já nascem com o propósito de se tornarem gigantes; 
● Startups à Venda: projetadas para atrair compradores após atingir 
resultados; 
● Sociais: querem fazer a diferença na sociedade e construir um mundo 
melhor; 
● Corporativas: são empresas tradicionais que se apropriam do modelo 
startup. 
 
Podemos também ressaltar que há tipos específicos, mais direcionados de 
modelos de startups galgando espaço no mercado, como as FinTechs, startups de 
soluções tecnológicas para finanças e HR Techs, soluções tecnológicas para 
Recursos Humanos, acrescentam (OSTERWALDER; PIGNEUR, 2011). 
 
Curiosidade – Estudo de Caso 
 
 O fundador da 99, apresenta alguns conselhos para vencer nos negócios 
 
Em seis anos, o empreendedor Paulo Veras surpreendeu todo o ambiente 
de negócios brasileiros. Junto aos fundadores Ariel Lambrecht e Renato Freitas, 
criou a primeira startup nacional avaliada em um bilhão de dólares – o aplicativo de 
mobilidade urbana 99, vendido para a gigante chinesa DiDi Chuxing no começo do 
ano. 
https://exame.abril.com.br/noticias-sobre/empreendedores
https://exame.abril.com.br/noticias-sobre/startups
https://exame.abril.com.br/negocios/rival-da-uber-compra-a-99-1-unicornio-brasileiro/
https://exame.abril.com.br/negocios/rival-da-uber-compra-a-99-1-unicornio-brasileiro/
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“Foi uma história bastante intensa. Acertamos algumas coisas e erramos 
muitas outras, descobrindo que a melhor forma de aprender a empreender é 
fazendo”, afirmou Veras no lançamento do programa de aceleração BoostLAB, 
idealizado pelo BTG Pactual feito em parceria com a ACE. 
No evento, o fundador da 99 elencou cinco acontecimentos que impactaram 
a trajetória da 99 e que servem de lição para os futuros e atuais empreendedores, 
conheça as dicas do empreendedor: 
✔ Conquiste um território de cada vez 
✔ O que você quer não existe? Crie 
✔ Prefira decidir rápido a decidir certo 
✔ Tenha os melhores funcionários (sem cair no clichê) 
✔ Coloque na balança capital próprio e investimentos 
Fonte: Revista Exame, março (2018), com adaptações. 
Por: Mariana Fonseca 
Disponível em: https://bit.ly/36K4It9 
 
 
 
 
1. O que é uma startup? 
2. Qual o objetivo de uma startup? 
3. Qual a importância das startups para o empreendedorismo? 
4. O que significa unicórnios na liguagem das startups? 
5. Quais os possíveis estilos (tipos) de startups? 
 
 
 
 
Nesta aula foi possível compreender os conceitos, perspectivas e modelos 
de negócios das startups, assim como,sua importância para o empreendedorismo. 
Os possíveis tipos de startups no mercado com seus objetivos e peculiaridades. E o 
ranking das startups Brasileiras que já conquistaram seu primeiro unicórnio. 
Vamos praticar 
Resumo 
https://exame.abril.com.br/pme/btg-pactual-cria-programa-para-startups-de-alto-crescimento/
https://exame.abril.com.br/pme/btg-pactual-cria-programa-para-startups-de-alto-crescimento/
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REFERÊNCIAS 
 
GEM BRASIL, 2017. Global Entrepreneurship Monitor Empreendedorismo no Brasil: 
2017. Coord.: GREGO, Simara Maria de Souza Silveira. Curitiba: IBQP, 2017. 
Disponível em: 
. Acessado em: 10.07.2019. 
 
REVISTA EXAME. MAR, 2018. Disponível em: . Acessado em: 31/07/2019. 
 
RIES, Eric. A startup enxuta: como os empreendedores atuais utilizam a inovação 
contínua para criar empresas extremamente bem-sucedidas. São Paulo: Lua de 
Papel, 2012. 
 
OSTERWALDER, Alexander; PIGNEUR, Yves. Inovação em modelos de 
negócios: um manual para visionários, inovadores e revolucionários. Rio de Janeiro: 
Alta Books, 2011. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://m.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/Relat%C3%B3rio%20Executivo%20BRASIL_web.pdf
https://m.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/Relat%C3%B3rio%20Executivo%20BRASIL_web.pdf
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MÓDULO IV - O Empreendedorismo das Startups 
 
Objetivos de Aprendizagem 
● Estruturar um plano de negócios. 
 
AULA 2 – Um plano de negócio 
 
O plano de negócio consiste na formalização de um documento, o qual 
descreve por escrito todos os objetivos do negócio em si, e quais os passos 
necessários que devem ser alinhados para que esses objetivos propostos sejam 
alcançados, com o intuito de diminuir os riscos e as incertezas. Desta forma, um 
plano de negócio possibilita identificar e restringir seus erros ainda em fase de 
projeto, ao invés de cometê-los na prática (PAVANI, 1997 apud SEBRAE, 2013). 
 
Normalmente, um plano de negócio é desenvolvido quando o empreendedor 
está em busca de novos sócios e injetar investimentos no negócio, pois se trata de 
um requisito básico das instituições bancárias a exigência deste espelho estrutural 
do empreendimento. O plano consiste numa representação ampla do negócio em 
diversos aspectos essenciais para a viabilidade do negócio. 
 
No entanto, o plano de negócio fala pelo empreendedor e precisa seguir 
alguns critérios para sua elaboração. Logo, quanto mais claro e conciso as 
informações expostas neste plano, melhor para a compreensão e demonstrará 
organização e preparo estrutural no negócio. O plano precisa conter todas as 
características de um negócio de forma teórica o que ocorrerá na prática com o 
intuito de possibilitar algumas adaptações viáveis ainda no papel. 
 
A estrutura de um plano de negócio contempla num conjunto de informações, 
análises, resumos e vários outros planos específicos que, juntos, formam a 
13 
 
roteirização de um complexo processo de apresentar uma boa ideia em forma de 
negócio viável e rentável (SEBRAE, 2013). 
 
Estrutura de um plano de negócio 
 
 Os aspectos essenciais para a estruturação de um plano de negócio são 
exposto no Quadro 1, a seguir: 
 
Quadro 1 – Etapas de um plano de negócio. 
Etapas Descrição 
Sumário Executivo 
Consiste no resumo do plano de negócio. Consiste de um sumário 
contendo pontos importantes, como: principais pontos do plano de 
negócio, dados dos empreendedores, experiências profissionais e 
atribuições, dados do empreendimento, missão da empresa, setores 
de atividades, forma jurídica, enquadramento tributário, capital social 
e fonte de recursos. 
Análise de Mercado 
É uma etapa muito importante do negócio, identificar o seu cliente e 
concorrente. Por meio de estudo do clientes, dos concorrentes, dos 
fornecedores. 
Plano de Marketing 
Principais itens fabricados e vendidos. Descrição dos produtos e 
serviços, preço, estratégias promocionais, estrutura de 
comercialização, localização do negócio. 
Plano Operacional Consiste no Layout do estabelecimento, capacidade produtiva e 
comercial, processos operacionais, necessidade de pessoal. 
Plano Financeiro 
Compete ao investimento total: estimativa de investimentos fixos, 
capital de giro e investimentos pré-operacionais, estimativa do 
faturamento mensal da empresa, estimativa do custo unitário de 
matéria-prima, estimativa de custos de comercialização, estimativa 
dos custos com mão de obra, estimativa do custo com depreciação, 
lucratividade e rentabilidade. 
Planejamento Estratégico 
cenários, análise SWOT, missão, valores, objetivos, metas. 
 
Fonte: SEBRAE (2013); Cecconello & Ajzental (2007) com adaptações. 
 
Para o desenvolvimento de um plano de negócio não há necessidade de ser 
implantada essa sequência das etapas, dependerá do objetivo do plano e da 
exigência de quem o solicitou. Por exemplo, se o intuito do plano for captar recursos 
financeiros junto a uma instituição financeira, a etapa do plano financeiro deverá ser 
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bastante minuciosa a fim de atender às exigências específicas. Mas, se o objetivo da 
estruturação do plano busca o lançamento da empresa ao mercado, a etapa de 
maior ênfase, consiste no plano operacional que deve ser mais detalhado. 
 
Logo, compreenda que o desenvolvimento de um plano de negócio há suas 
especificidades e objetivos a alcançar, dessa forma, o plano com suas etapas não 
se trata de um instrumento generalista e sim, uma importante ferramenta estrutural 
com objetivos específicos a conquistar. Sejam eles, injeção de recursos financeiros, 
captação de novos sócios, abrir capital com sociedade estrangeira, entre outros, 
acrescenta (BIZZOTTO, 2008). 
 
Compreenda a diferença: 
 
Modelo de negócio – O modelo de negócio ou também conhecido como CANVAS é um instrumento 
que ajuda a iniciar um empreendimento. Desenvolvido por Alex Osterwalder que propôs facilitar o 
entendimento por completo de um negócio. O modelo do CANVAS, consiste em apresentar: 
segmento de clientes, proposta de valor, canais de distribuição, relacionamento com clientes, fontes 
de receita, recursos principais, atividade chave, principais parcerias e custos. 
 
Plano de negócio - Um plano de negócio é um guia para o empreendedor que consiste de um 
documento onde se descreve o negócio, analisando inicialmente o mercado e através deste espelho 
estrutura as ações estratégicas que irão realizar no futuro. É um instrumento que descreve as ideias 
e permite analisar viabilidade ou não do negócio com o objetivo de captar recursos. 
Fonte: SEBRAE (2013) com adaptações. 
 
 
 
Assista nossa indicação: 
 
Vídeo – Modelo de Negócio x Plano de Negócio 
Por: Querlen Amback 
Disponível em: https://bit.ly/2CkLJHE 
 
 
 
Saiba Mais 
 
https://conceito.de/plano
https://conceito.de/futuro
15 
 
Estrutura do Modelo de Negócio – CANVAS 
 
 A estruturação de um modelo de negócio ou canvas é mais sucinto e consiste 
num guia de negócio que apresenta o segmento de clientes, a proposta de valor, os 
canais de distribuição, o relacionamento com clientes, as fontes de receita, os 
recursos principais, as atividades chave, as principais parcerias e os custos. 
O modelo é organizado num quadro com blocos, como demonstra a Figura 1 
abaixo, logo, a modelagem do canvas permite a visualização das funções de uma 
empresa, que permite ao empreendedor análise das ações por cada função e 
viabilizar o negócio com o intuito de captar mais clientes e aprimorar os resultados 
(OSTERWALDER; PIGNEUR, 2011). 
Figura 1 – Estrutura de um Modelo de negócios (CANVAS). 
Fonte: Osterwalder; Pigneur (2011) com adaptações. 
Disponível em: https://bit.ly/34ET9ls 
 
Ao montar a estrutura do modelo de negócio, em blocos, é possível obter uma 
visualização ampla e correlacionada dos processos daempresa, o modelo é 
16 
 
inovador e apresenta uma proposta de valor para o empreendimento. Logo, para 
compreendê-lo se faz necessário atender alguns questionamentos do tipo: 
 
● O que vou fazer? 
● Para quem vou fazer? 
● Como vou fazer? 
● Quanto vou gastar? 
 
 
 
Curiosidade – Estudo de Caso 
 
Plano de Negócios Massalatas 
 
Diante da observação da rotina cotidiana dos catadores de latinhas, 
amassando as latas com as próprias mãos, correndo o risco de se machucarem ou 
se infectarem, promoveu inspiração para o empreendedor Bruno Gasparini que 
desenvolveu um novo equipamento portátil que amassaria de forma rápida e prática 
as latinhas, aumentando de forma significativa a qualidade de vida dos catadores. 
 
Bruno procurou a Fluxo Consultoria, empresa Júnior do Curso de Engenharia 
da UFRJ, pois precisava de um documento formal que atestasse que sua ideia era 
viável e rentável para conquistar investidores. Neste caso, a consultoria propôs um 
estudo completo do mercado no qual o cliente estava se inserindo, além de analisar 
fatores internos e externos ao seu negócio, com a Análise SWOT. Contemplando 
também com o serviço prestado, elaborar um plano de gestão, a fim de estruturar e 
definir as bases da empresa, um plano de Marketing, para definir as estratégias as 
quais a empresa se utilizaria no que tange à atração de clientes, promoção da 
empresa e demais tarefas do Marketing, e um plano financeiro, visando 
principalmente o modo como a empresa lucraria. 
 
O cliente aprovou o projeto que lhe foi proposto e iniciaram-se o 
desenvolvimento do Plano de Negócios juntamente com um Sumário Executivo e 
consultoria em pesquisa de mercado para que o projeto fosse proposto a 
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investidores. Bruno ficou satisfeito com o material que lhe foi entregue e ficamos 
felizes por estarmos desenvolvendo algo que mudará para melhor a vida dos 
catadores de latinha. 
 
Fonte: Fluxo Consultoria – UFRJ (2019) com adaptações. 
Disponível em: https://bit.ly/36K596L 
 
 
 
 
 
 
1. O que é um plano de negócio? 
2. Qual o objetivo de um plano de negócio? 
3. Quais as etapas essenciais para o desenvolvimento de um plano de negócio? 
4. Qual a diferença de um plano de negócio para um modelo de negócio? 
5. Quais os aspectos que fazem parte da estrutura de um CANVAS ? 
 
 
 
 
 Nesta aula foi possível compreender os conceitos sobre plano de negócio, 
suas etapas e descrições, o intuito de desenvolver um plano de negócio e sua 
diferença para um modelo de negócio. Assim como, conhecer a estruturação de um 
CANVAS e seu objetivo para o sucesso do negócio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vamos praticar? 
Resumo 
18 
 
REFERÊNCIAS 
 
OSTERWALDER, Alexander; PIGNEUR, Yves. Inovação em modelos de 
negócios: um manual para visionários, inovadores e revolucionários. Rio de Janeiro: 
Alta Books, 2011. 
BIZZOTTO, Carlos Eduardo Negrão. Plano de negócios para empreendimentos 
inovadores. São Paulo: Atlas, 2008. 
CECCONELLO, Antônio Renato; AJZENTAL, Alberto. A construção do plano de 
negócio. São Paulo: Saraiva, 2007. 
SEBRAE/NA. Como elaborar um plano de negócios. Série como elaborar. 2013.

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