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<p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Unidade 1</p><p>Panorama do empreendedorismo e oportunidade empreendedora</p><p>Aula 1</p><p>Empreendedorismo: conceitos e contexto no Brasil e no mundo</p><p>Introdução</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante, seja bem-vindo à primeira aula da disciplina Empreendedorismo e Inovação. Aqui,</p><p>você aprenderá que existem muitas de�nições para o termo empreendedorismo, mas todas tratam</p><p>essencialmente da habilidade de identi�car problemas reais da sociedade e desenvolver soluções</p><p>para esses problemas, por meio do investimento de recursos �nanceiros e não �nanceiros. Além de</p><p>ter contato com as principais de�nições, você compreenderá em detalhes a origem de cada uma</p><p>delas e como a prática do empreendedorismo no mundo in�uenciou as características do universo</p><p>empreendedor no Brasil. Após o estudo desta aula, você estará munido dos fundamentos</p><p>importantes para que possa estimular a sua motivação em encontrar boas oportunidades para</p><p>empreender com um novo negócio ou na empresa em que atua.</p><p>Panorama do empreendedorismo</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Há 20 anos, o termo empreendedorismo, certamente, não seria encontrado nos principais dicionários</p><p>brasileiros. Porém, não signi�ca que na história de evolução econômica do mundo não existam</p><p>pessoas ultrapassando barreiras estruturais, comerciais e culturais para desenvolver soluções para</p><p>os grandes paradigmas da sociedade. A diferença é que, por muitos anos, no nosso país, essas</p><p>pessoas eram associadas a agentes de mudanças ou, até mesmo, desestruturadoras sociais.</p><p>Contudo, o crescimento populacional desencadeou o crescimento dos grandes centros urbanos e</p><p>evidenciou problemas ainda mais ameaçadores para a continuidade da sociedade, como o dé�cit de</p><p>moradias e a escassez da matriz energética, exigindo o desenvolvimento de soluções rápidas. Por</p><p>outro lado, a humanidade evoluiu, e o comportamento de consumo das pessoas passou a demandar</p><p>grandes transformações e experiências inovadoras ainda não atendidas com os negócios existentes.</p><p>É então que o termo empreendedorismo ganha espaço nos dicionários brasileiros, com base nos</p><p>estudos dos precursores do tema, como Joseph A. Schumpeter, Peter Drucker e Richard Cantillon, e</p><p>difundidos por Fernando Dolabela e José Dornelas.</p><p>Inicialmente, na Idade Média, empreendedorismo era um termo designado às pessoas que</p><p>gerenciavam grandes projetos de produção, por meio da utilização dos recursos disponíveis que</p><p>eram oferecidos pelo governante. Como não se tratava de recursos do próprio empreendedor, que se</p><p>limitava a gerenciar os projetos, este não assumia riscos �nanceiros.</p><p>Posteriormente, no século XVII, uma importante mudança no uso da palavra foi dada por Richard</p><p>Cantillon, economista franco-irlandês, que diferenciou o empreendedor do capitalista, sendo o</p><p>primeiro aquele que assume riscos, e o segundo, o que fornece o capital, com per�l conservador.</p><p>Durante todo esse século e no seguinte, vários economistas europeus se dedicaram ao</p><p>aprofundamento das de�nições de empreendedor e capitalista e, em todos os estudos, a de�nição</p><p>que traz a busca por riscos, reunindo capital e trabalho disponível, já aproxima as duas personas, a</p><p>do capitalista e a do empreendedor, para uma única. O resultado desta aproximação fez com que, no</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>período compreendido entre o �nal do século XIX e o início do século XX, o termo</p><p>empreendedorismo passasse a ser classi�cado como a prática de toda e qualquer pessoa que</p><p>gerencia ou administra uma empresa, paga os empregados, planeja e executa as ações, visando a</p><p>resultados superiores, corroborando com o capitalismo (DORNELAS, 2001).</p><p>Porém, faltava o componente da inovação para solucionar problemas e criar oportunidades para</p><p>chegarmos à de�nição atual de empreendedorismo. Então, em 1911, o economista e cientista</p><p>político austríaco Joseph Schumpeter publicou uma obra intitulada Teoria do Desenvolvimento</p><p>Econômico, na qual a de�nição atual de empreendedorismo passa a vigorar. Segundo Schumpeter</p><p>(1985), o empreendedorismo é praticado por uma pessoa que realiza novas combinações dos meios</p><p>produtivos, gerando desenvolvimento econômico, por meio da introdução de um novo bem ou</p><p>método de produção, ou ainda da abertura de um novo mercado ou da conquista de uma nova fonte</p><p>de oferta de matérias-primas ou bens semimanufaturados, entre outras possibilidades de inovação.</p><p>E é nessa de�nição que nos ancoramos no Brasil.</p><p>Desde a década de 1980, cursos de graduação e especialização começaram a oferecer disciplinas</p><p>associadas ao empreendedorismo, como “Novos Negócios” e “Criação de Empresas”, pela Fundação</p><p>Getúlio Vargas (FGV) e pela Universidade de São Paulo (USP), respectivamente. Mais recentemente,</p><p>nos anos 1990, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) protagonizou a</p><p>formação de grupos de estudo na área. Mas, Fernando Dolabela, consultor e palestrante, foi o</p><p>pioneiro na difusão do movimento empreendedor nacionalmente, por meio do contato com</p><p>especialistas mundiais. A partir de então, diversos órgãos e universidades passaram a se dedicar</p><p>não só ao ensino mas também à formação de empreendedores nacionais.</p><p>Números do empreendedorismo</p><p>Como já dito anteriormente, é o estudo de Joseph Schumpeter sobre empreendedorismo que</p><p>ancorou a disseminação desse movimento no Brasil e, portanto, é nele que aprofundaremos o nosso</p><p>conteúdo.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>No livro Capitalismo, Socialismo e Democracia, escrito por Schumpeter, em 1942, o termo destruição</p><p>criativa foi de�nido por ele como mola propulsora para a promoção do empreendedorismo: a criação</p><p>de novos produtos, meios de produção mais e�cientes e empresas mais e�cazes em seus mercados,</p><p>impulsionando sobremaneira o capitalismo e a competitividade. A destruição criativa favorece a</p><p>inovação e proporciona mais opções para as pessoas consumirem e terem no que empreender,</p><p>porém deixa as pessoas e as empresas que atuavam em determinada área antes da inovação</p><p>temporariamente fora do mercado, chegando, algumas vezes, a não integrarem novamente a ele.</p><p>A observação da história permite a constatação de diferentes exemplos de destruição criativa que</p><p>promoveram o empreendedorismo, como a substituição dos cavalos pelos trens e, depois, pelos</p><p>carros, como meio de transporte. Essa substituição é relacionada ao tamanho do mercado que a</p><p>inovação atingiu. É fato que até hoje existem pessoas se deslocando com trens e, até mesmo,</p><p>cavalos, mas não é a grande parte da população.</p><p>Outro exemplo foi a criação do celular, que gradativamente substituiu o uso do telefone �xo e, ainda,</p><p>foi substituído pelos smartphones, uma versão bem mais completa e com mais funcionalidades, que</p><p>transformou completamente a relação de uso dos consumidores com o produto.</p><p>Figura 1 | A evolução dos aparelhos de telefonia. Fonte: Pixabay.</p><p>Considerando que a destruição criativa está diretamente conectada à prática do empreendedorismo,</p><p>uma pesquisa anual do nível nacional da atividade empreendedora começou a ser praticada em</p><p>1999, com a participação de 10 países, mas, em 2019, já contou com mais de 100 países</p><p>participantes. A pesquisa se chama Global Entrepreneurship Monitor (GEM) e envolve a exploração</p><p>do papel do empreendedorismo no crescimento econômico nacional e revela a riqueza das</p><p>características associadas à atividade empreendedora.</p><p>A versão de 2019 da pesquisa GEM diz que a taxa de potenciais empreendedores no Brasil foi de</p><p>30,2%, ou seja, 3 de cada 10 brasileiros não empreendedores pretendem abrir um negócio próprio</p><p>nos próximos três anos. Essa foi a segunda maior taxa entre os países estudados, estando atrás</p><p>apenas da Índia (33,3%), Todos os outros países, incluindo China e EUA, polos mundiais de inovação</p><p>e tecnologia, �caram com a média inferior a 22%, sendo a Alemanha a detentora da menor taxa</p><p>(9,1%), conforme</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 2 | Proposta de preenchimento do Canvas. Fonte: elaborada pela autora.</p><p>Com o Canvas preenchido, vale dizer que é apenas a primeira versão dele e, certamente, após a</p><p>realização da pesquisa de mercado, novos insights poderão surgir e premissas iniciais poderão ser</p><p>invalidadas.</p><p>Você poderá propor ao Paulo que realize uma pesquisa de mercado para avaliar os hábitos de</p><p>consumo do segmento-alvo de clientes do novo negócio. Conforme exposto na Aula 4, é preciso</p><p>conhecer as preferências e os gostos dos consumidores que serão clientes do banco digital que o</p><p>Paulo pretender fundar. Algumas perguntas que podem ser feitas:</p><p>1. Quais são as formas de pagamento preferidas deles?</p><p>2. Com qual frequência fazem compras?</p><p>3. O que é importante na hora de escolher entre ter uma conta em um banco ou outro?</p><p>Por �m, em posse de todas essas informações, você pode orientar ao Paulo que utilize o Canvas</p><p>novamente para apresentar a estratégia do negócio para possíveis investidores, sócios e</p><p>colaboradores que colaborarão com a construção da empresa, transformando a ideia em um</p><p>negócio de sucesso.</p><p>Resumo visual</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 1 | Síntese dos conteúdos abordados durante os estudos. Fonte: elaborada pela autora.</p><p>Referências</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>BICUDO, L. Business Model Canvas: o que é e como aplicar em sua empresa. G4 Educação, 2023.</p><p>Disponível em: https://g4educacao.com/portal/business-model-canvas-o-que-e. Acesso em: 18 fev.</p><p>2023.</p><p>COSTA, B. Pesquisa inédita FDC traz preferências dos meios de pagamento no Brasil. BRINKS, 2022.</p><p>Disponível em: https://br.brinks.com/-/brink-s-se-une-%C3%A0-funda%C3%A7%C3%A3o-dom-cabral-</p><p>em-pesquisa-que-traz-h%C3%A1bitos-e-prefer%C3%AAncias-dos-brasileiros-em-</p><p>rela%C3%A7%C3%A3o-aos-meios-de-pagamento. Acesso em: 18 mar. 2023.</p><p>CHRISTENSEN, C.; GREGERSEN, H.; DYER, J. DNA do Inovador: dominando as 5 habilidades dos</p><p>inovadores de ruptura. Rio de Janeiro, RJ: Alta Books, 2018.</p><p>DORNELAS, J. C. de A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro, RJ:</p><p>Elsevier, 2008.</p><p>DORNELAS, J. C. de A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro, RJ:</p><p>Elsevier, 2012.</p><p>PORTER, M. E. A vantagem competitiva das nações. Rio de Janeiro, RJ: Campus, 1992.</p><p>RAEBURN, A. Processo de desenvolvimento de produtos: os 6 estágios (com exemplos). Asana,</p><p>2022. Disponível em: https://asana.com/pt/resources/product-development-process?</p><p>gclid=Cj0KCQiA54KfBhCKARIsAJzSrdpfnf8a-</p><p>AnmhAfSuhw9kKYKfHyZbupljPYyQdCNRXKJywCtHPjIBgYaAqsHEALw_wcB&gclsrc=aw.ds. Acesso</p><p>em: 18 fev. 2023.</p><p>,</p><p>Unidade 2</p><p>Perspectiva lean, plano de negócios e metodologias de gestão</p><p>https://g4educacao.com/portal/business-model-canvas-o-que-e</p><p>https://br.brinks.com/-/brink-s-se-une-%C3%A0-funda%C3%A7%C3%A3o-dom-cabral-em-pesquisa-que-traz-h%C3%A1bitos-e-prefer%C3%AAncias-dos-brasileiros-em-rela%C3%A7%C3%A3o-aos-meios-de-pagamento.</p><p>https://br.brinks.com/-/brink-s-se-une-%C3%A0-funda%C3%A7%C3%A3o-dom-cabral-em-pesquisa-que-traz-h%C3%A1bitos-e-prefer%C3%AAncias-dos-brasileiros-em-rela%C3%A7%C3%A3o-aos-meios-de-pagamento.</p><p>https://br.brinks.com/-/brink-s-se-une-%C3%A0-funda%C3%A7%C3%A3o-dom-cabral-em-pesquisa-que-traz-h%C3%A1bitos-e-prefer%C3%AAncias-dos-brasileiros-em-rela%C3%A7%C3%A3o-aos-meios-de-pagamento.</p><p>https://asana.com/pt/resources/product-development-process?gclid=Cj0KCQiA54KfBhCKARIsAJzSrdpfnf8a-AnmhAfSuhw9kKYKfHyZbupljPYyQdCNRXKJywCtHPjIBgYaAqsHEALw_wcB&gclsrc=aw.ds</p><p>https://asana.com/pt/resources/product-development-process?gclid=Cj0KCQiA54KfBhCKARIsAJzSrdpfnf8a-AnmhAfSuhw9kKYKfHyZbupljPYyQdCNRXKJywCtHPjIBgYaAqsHEALw_wcB&gclsrc=aw.ds</p><p>https://asana.com/pt/resources/product-development-process?gclid=Cj0KCQiA54KfBhCKARIsAJzSrdpfnf8a-AnmhAfSuhw9kKYKfHyZbupljPYyQdCNRXKJywCtHPjIBgYaAqsHEALw_wcB&gclsrc=aw.ds</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Aula 1</p><p>Perspectiva lean no empreendedorismo</p><p>Introdução</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante! Na Unidade 1, você aprendeu que, para começar uma nova empresa ou vender um</p><p>novo produto, tradicionalmente, se faz um Plano de Negócios, de�nindo métodos de captação de</p><p>recursos e, por �m, montando a equipe e gerindo o negócio em operação.</p><p>Nesta aula, você aprenderá que, ao longo de todo esse processo, pode existir muito desperdício de</p><p>tempo, custo ou recursos em geral e, pensando em solucionar esses desa�os, os empreendedores</p><p>utilizam uma metodologia chamada Lean Startup, que os ajuda a desenvolver produtos ou serviços</p><p>novos e que sejam realmente desejados pelos clientes, aumentando as chances de a empresa ser</p><p>bem-sucedida.</p><p>Você verá que o Canvas, abordado lá na Aula 4, é uma ferramenta muito utilizada no Lean Startup</p><p>também, mas aprenderá alguns novos conceitos, como MVP, pivotar um negócio e agilidade na</p><p>interação com clientes, para minimizar erros e desperdícios.</p><p>Bons estudos!</p><p>Conheça a Lean Startup</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Antes de estudarmos o conceito e as premissas da Lean Startup, precisamos conhecer a origem do</p><p>termo por meio de um resumo da história do seu fundador, Eric Ries, que desenvolveu a abordagem a</p><p>partir da própria experiência como fundador de startups que falharam pelo mesmo motivo: má</p><p>compreensão da necessidade dos clientes e muitos recursos – tempo e dinheiro – gastos para o</p><p>lançamento da primeira versão do produto. E, aqui, temos uma palavra importante para o nosso</p><p>estudo a partir de agora: startup. Dentre várias de�nições possíveis, utilizaremos a que diz que uma</p><p>startup é uma empresa jovem com um modelo de negócios repetível e escalável, que opera em um</p><p>cenário de incertezas e desenvolve soluções. Não se limita apenas a negócios digitais, mas</p><p>necessita de inovação para não ser considerada uma empresa de modelo tradicional (BICUDO,</p><p>2023).</p><p>Somado à experiência pessoal, Ries utilizou as premissas da Lean Manufacturing, que baseava o</p><p>famoso Sistema de Produção Toyota na década de 1950 e seguia a premissa da minimização do</p><p>desperdício e da maximização das atividades que geram valor para o cliente. Com isso, em 2008,</p><p>Ries lançou para o mercado as premissas da Lean Startup, o que facilitou muito a jornada de</p><p>crescimento de uma startup, por meio do desenvolvimento ágil de produtos e do envolvimento do</p><p>cliente durante o próprio processo de desenvolvimento. Essas premissas são (RIES, 2019):</p><p>1. Mínimo Produto Viável: versão de um novo produto que permite à equipe coletar a quantidade</p><p>máxima de aprendizagem validada sobre clientes com o mínimo esforço.</p><p>2. Implantação Contínua: o trabalho da equipe é atualizado frequentemente para o cliente �nal, a</p><p>�m de obter feedbacks imediatos sobre a experiência.</p><p>3. Teste A/B: observar as mudanças no comportamento dos clientes a partir da sua experiência</p><p>com versões distintas do produto, no caso, a versão A e a versão B.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>4. Métricas Acionáveis: estabelecimento de medidas que oferecem informação necessária para</p><p>que a startup possa tomar decisões sobre o rumo do negócio.</p><p>5. Pivotar: habilidade de corrigir a rota estruturada previamente para testar uma nova hipótese</p><p>fundamental sobre o produto, a estratégia ou o motor de crescimento.</p><p>Com essa contextualização, vamos à de�nição da Lean Startup: abordagem para a criação e a</p><p>implantação de novos negócios e produtos que privilegia a experimentação rápida, o aprendizado</p><p>ativo e os ciclos curtos. Esta abordagem incentiva os empreendedores a serem ágeis e focados,</p><p>ajustando o produto rapidamente, conforme necessário, e com base nos dados que obtém dos</p><p>feedbacks dos clientes ao longo do processo (RIES, 2019).</p><p>A abordagem Lean Startup pode ser muito útil para qualquer tipo de negócio. Apesar de não existir</p><p>uma única fórmula de sucesso para uma empresa que lançará um produto,</p><p>as premissas da Lean</p><p>Startup ajudam a ter agilidade para testar uma ideia com o segmento de clientes-alvo de forma mais</p><p>rápida e econômica.</p><p>Todo pro�ssional que se prepara para atuar com a Lean Startup, certamente, está atrativo para o</p><p>mercado de trabalho, já que as empresas veem nessa abordagem um diferencial que impactará o</p><p>crescimento da organização.</p><p>Princípios direcionadores da Lean Startup</p><p>Além das premissas básicas da Lean Startup, Ries (2019) se aprofundou na explicação da</p><p>abordagem e criou cinco princípios direcionadores dela:</p><p>1. Empreendedores estão em todo lugar: empreender vai além das startups e pode ser adotado</p><p>por todo tipo de empresa, desde que esteja orientada para a inovação em produtos ou serviços,</p><p>em condição de incerteza.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>2. Empreender signi�ca gerir: startups são empresas como outras quaisquer e precisam olhar</p><p>para além dos produtos, com uma gestão que permita reações rápidas a mudanças.</p><p>3. Aprendizado validado: startups precisam ganhar dinheiro e �delizar os clientes, porém devem</p><p>ter como principal propósito a construção de negócios sustentáveis e, por isso, o aprendizado</p><p>precisa ser validado através de experimentos constantes que permitam ao time de fundadores</p><p>validar a sua visão do negócio.</p><p>4. Construir-Medir-Aprender: a atividade fundamental de uma startup é transformar ideias em</p><p>produtos para solucionar demandas reais das sociedades. Por isso, a coleta de feedback dos</p><p>clientes-alvo é importante. Com esses dados, a startup decidirá se segue ou não com o plano</p><p>original. Esse ciclo não só acelera o desenvolvimento do produto como traz assertividade,</p><p>gerando, em contrapartida, redução dos custos. A Figura 1 representa o ciclo proposto.</p><p>Figura 1 | Ciclo Construir-Medir-Aprender. Fonte: adaptada de Ries (2019).</p><p>5. Contabilidade de inovação: o empreendedor não pode perder o foco no progresso. Por isso,</p><p>de�nir metas e priorizar o trabalho, de modo a melhorar os resultados e se manter informado sobre a</p><p>evolução da organização, é essencial para a construção de um negócio sustentável.</p><p>Vamos nos aprofundar mais no princípio 4, pois é importante que você compreenda o que está por</p><p>trás das etapas de construção do produto e medição dos resultados.</p><p>Como você pôde observar na Figura 1, a startup inicia o processo de construção de um produto a</p><p>partir do campo das ideias. Em seguida, é preciso medir o desempenho das funcionalidades desse</p><p>produto. Segundo Ries (2019), a melhor forma de medir esse desempenho é colocando o produto</p><p>sob condições reais. Portanto, devem ser criados produtos simples e que sirvam de objeto para</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>estes testes: produto mínimo viável, também chamado de MVP (traduzido do inglês, Minimum Viable</p><p>Product).</p><p>O objetivo de um MVP é ser o validador que permita à startup se estruturar e ganhar tração para o</p><p>desenvolvimento posterior do produto (RIES, 2019). Com o MVP em andamento, é hora de a startup</p><p>acompanhar se as hipóteses previstas estão corretas ou se será preciso alterar a rota</p><p>preestabelecida, ou seja, pivotar o produto ou o modelo de negócios. Observa-se, em geral, que o</p><p>tempo de vida de uma startup está relacionado tanto ao número de pivôs que ela suporta realizar</p><p>como com a quantidade de ciclos construir-medir-aprender que ela consegue rodar.</p><p>É possível pivotar um empreendimento alterando seu modelo de monetização, seu motor de</p><p>crescimento, sua plataforma de tecnologia, seu canal de distribuição, ou ainda, realizando um zoom-</p><p>in, zoom-out, ou ajuste na necessidade do consumidor do negócio. Essas três últimas formas,</p><p>inclusive, são as principais maneiras de se pivotar um negócio (RIES, 2019). Elas propõem o</p><p>seguinte:</p><p>Zoom-in: foco em um grupo especí�co de clientes-alvo, diminuindo a amplitude de per�s, mas</p><p>aprofundando na coleta de insights do grupo escolhido.</p><p>Zoom-out: oposto ao zoom-in. Aqui, a startup identi�ca que seu público-alvo é pequeno e</p><p>decide expandir seu foco de estudo.</p><p>Necessidade do consumidor: propõe uma mudança no foco do problema a ser solucionado.</p><p>Esse tipo de pivô, usualmente, acontece após os pivôs anteriores, como resultado da análise da</p><p>interação da startup com seu cliente-alvo, quando surge o entendimento de que o problema</p><p>original atacado não era tão doloroso quanto um novo problema descoberto.</p><p>A história do Dropbox com a aposta no MVP</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Antes de contar a experiência de Drew Houston, CEO do Dropbox, com a aplicação do MVP, vale</p><p>de�nir a proposta de valor da startup: desenvolver uma ferramenta que compartilha arquivos com</p><p>grande facilidade. Uma aplicação é instalada e uma pasta do Dropbox aparece na área de trabalho</p><p>do computador. Com isso, todo documento que é arrastado para dentro da pasta é enviado</p><p>diretamente para o serviço do Dropbox e instantaneamente replicado para todos os dispositivos e</p><p>computadores associados àquela conta.</p><p>Agora, vamos à história do MVP do Dropbox, que, por ser referência, tem um capítulo inteiro</p><p>dedicado a ela no livro Lean Startup, de Eric Ries.</p><p>A ideia do Dropbox surgiu porque Drew observou que, apesar da grande oferta de serviços de</p><p>armazenamento de documentos na “nuvem”, muitos tinham problemas estruturais que diminuíam a</p><p>usabilidade. Por isso, ele queria criar algo bem similar, mas simples de usar, e que não tivesse todos</p><p>os bugs dos outros, além de armazenar os arquivos com segurança (RIES, 2019).</p><p>Ao mesmo tempo em que a equipe de engenheiros se dedicava ao desenvolvimento do produto,</p><p>Drew e os outros fundadores resolveram coletar feedback dos seus clientes-alvo sobre o que era</p><p>realmente importante para eles, ou ainda, quais eram os principais problemas no uso das outras</p><p>ferramentas. Em outras palavras, eles queriam testar se essa ferramenta realmente tinha valor para</p><p>os usuários por meio da aplicação de uma pesquisa de mercado. As principais perguntas foram:</p><p>“Você já tentou utilizar esses outros produtos?” e “Eles funcionaram perfeitamente para você?”.</p><p>Boa parte das respostas era sempre “não”. No entanto, Drew acreditava que se o software</p><p>“simplesmente funcionasse como mágica”, os consumidores seriam adeptos do Dropbox. Mas, o</p><p>desa�o era demonstrar a ferramenta funcionando perfeitamente na forma de um protótipo que</p><p>precisava superar os problemas técnicos das outras ferramentas, transmitindo con�abilidade.</p><p>Então, a solução encontrada por Drew foi fazer um vídeo narrado por ele próprio demonstrando</p><p>exatamente como o Dropbox funcionaria. Enquanto ele descrevia os tipos de arquivo que podiam ser</p><p>sincronizados, o espectador assistia o mouse manipulando a ferramenta. Com o vídeo enviado para</p><p>várias comunidades de tecnologia, rapidamente o número de interessados que se inscreveram para</p><p>experimentar a ferramenta cresceu de 5.000 para 75.000.</p><p>O vídeo foi uma forma de demonstrar o produto mínimo viável do Dropbox e validou a suposição de</p><p>Drew, que assumiu que os consumidores queriam o produto que estava desenvolvendo, mas não</p><p>porque eles simplesmente falaram que queriam ou porque já utilizavam outra ferramenta parecida,</p><p>mas porque eles realmente se inscreveram para obter o produto do Dropbox.</p><p>Após o período de operação do MVP, Drew levantou 250 milhões de dólares em rodadas de</p><p>investimento para colocar o Dropbox de pé. Anos depois, o Dropbox alcançou 700 milhões de</p><p>usuários, mas sofreu com a chegada de grandes concorrentes, como o Google Drive, que não ocupa</p><p>espaço de armazenamento do computador, pois é 100% na “nuvem” e, por isso, é muito mais rápido e</p><p>conveniente.</p><p>Videoaula: Perspectiva lean no empreendedorismo</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Neste vídeo, você conhecerá as bases da metodologia Lean Startup e como implementá-la. Ficará</p><p>fácil perceber que, apesar de ter sido criada para o universo de startups de tecnologia,</p><p>pode ser</p><p>aplicada a empresas de qualquer porte como uma importante ferramenta para melhorar os</p><p>resultados, a�nal, a principal diferença entre essa metodologia e aquelas tradicionais de</p><p>implementação de novos negócios está na interação constante com o cliente ao longo do</p><p>desenvolvimento do Plano de Negócios e do produto.</p><p>Saiba mais</p><p>Para conhecer a fundo a metodologia Lean Startup, é mandatório estudar o livro de Eric Ries utilizado</p><p>como referência nessa aula. No link a seguir, você pode saber mais sobre a história narrada no livro:</p><p>https://g4educacao.com/portal/lean-startup</p><p>Referências</p><p>https://g4educacao.com/portal/lean-startup</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>BICUDO, L. O que é uma startup? StartSe, 2023. Disponível em: https://www.startse.com/artigos/o-</p><p>que-e-uma-startup/. Acesso em: 28 fev. 2023.</p><p>RIBAS, T. Lean Startup: o que é e como aplicar o método no seu negócio? Thomaz Ribas, 2021.</p><p>Disponível em: https://thomazribas.com/inovacao/lean-startup#. Acesso em: 1º mar. 2023.</p><p>RIES, E. A startup enxuta: como usar a inovação contínua para criar negócios radicalmente bem-</p><p>sucedidos. Rio de Janeiro, RJ: Sextante, 2019.</p><p>Aula 2</p><p>Plano de negócios: planejamento e �nanciamento</p><p>Introdução</p><p>https://www.startse.com/artigos/o-que-e-uma-startup/</p><p>https://www.startse.com/artigos/o-que-e-uma-startup/</p><p>https://thomazribas.com/inovacao/lean-startup</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Olá, estudante! Anteriormente, você aprendeu as quatro principais etapas do processo</p><p>empreendedor. Aprofundamos o conhecimento acerca da primeira etapa, conhecendo métodos e</p><p>ferramentas que auxiliam na geração de boas ideias e na avaliação do potencial de essas ideias se</p><p>transformarem em negócios.</p><p>Neste momento você se aprofundará nas duas etapas seguintes. Primeiramente, entenderá a</p><p>importância do planejamento antes de implantar qualquer negócio. Não é su�ciente apenas</p><p>identi�car e avaliar uma ideia. Imagine que você deseja comprar um carro. O seu objetivo �nal é que</p><p>dê tudo certo, não é? Portanto, é importante um criterioso planejamento; não basta desejar que as</p><p>coisas aconteçam com êxito, é preciso de�nir cada uma das ações e monitorá-las para obter</p><p>sucesso.</p><p>Por �m, você também conhecerá algumas análises e ferramentas �nanceiras que podem ajudar a</p><p>captar recursos para o negócio e que determinarão o seu fracasso ou sucesso. Vamos em frente?</p><p>O Plano de negócios</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Um plano de negócio é um documento que descreve por escrito os objetivos de um negócio e as</p><p>etapas que devem ser seguidas para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e</p><p>as incertezas que levam a erros na condução da empresa (ROSA, 2007).</p><p>Em outras palavras, o plano de negócio cumpre o papel de um documento descritivo das metas e</p><p>objetivos de uma empresa (FIA, 2022). Os principais benefícios de elaborar o plano de negócio antes</p><p>de a empresa estar em operação, segundo (FIA, 2022), são:</p><p>Toda empresa necessita de dinheiro para nascer, sobreviver e prosperar, seja capital próprio ou</p><p>de terceiros. O planejamento servirá como referência em casos de captação de recursos.</p><p>O plano representa a primeira oportunidade que o empreendedor terá para testar de fato o</p><p>potencial da sua ideia e avaliar as reais chances de sucesso. Ou seja, funciona como um</p><p>validador de negócios, servindo para direcionar as decisões futuras do negócio.</p><p>Por �m, o plano de negócio é uma ferramenta de apoio à gestão dinâmica na fase de operação.</p><p>Isto é, com o tempo, pode ser ajustado de acordo os novos desa�os que surgirão na condução</p><p>da empresa.</p><p>Sabendo da importância da elaboração de um plano de negócio para o sucesso do processo</p><p>empreendedor, vamos conhecer os dez elementos que o compõem. Não existe uma única receita</p><p>para elaborá-lo, mas alguns tópicos são comuns e podemos levá-los em consideração como o</p><p>mínimo necessário para um plano de negócio consistente. Segundo (FIA, 2022), são eles:</p><p>1. Sumário executivo: similar ao índice de um livro, é nele que se encontram todos os tópicos que</p><p>serão abordados posteriormente. Vale uma dica: mesmo sendo o primeiro entre os diversos</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>tópicos de um plano de negócio o sumário, por resumir todo o resto, deve ser elaborado por</p><p>último.</p><p>2. Análise de mercado: como já vimos anteriormente, é um mapa do que já existe no mercado. Os</p><p>clientes, fornecedores e parceiros são identi�cados, e os dados do segmento de mercado são</p><p>capturados e analisados para prever cenários de facilidade ou di�culdade de escala.</p><p>3. Plano de marketing: é focado em de�nição de oferta de valor, segmento de clientes, canais de</p><p>distribuição, recursos, relacionamento, receitas e custos e atividades-chave. Esses termos</p><p>lembram algo? São itens do Business Model Canvas! Em seguida, é hora de avançar para o</p><p>detalhamento da parte de custos, traçando os investimentos a serem feitos em marketing e</p><p>estimar receita e despesas gerais.</p><p>4. Plano operacional: é por meio dele que a empresa vai organizar todos os processos produtivos</p><p>até a chegada dos produtos/serviços às mãos dos clientes. Pode incluir também o processo de</p><p>desenvolvimento de produtos, que já foi estudado anteriormente.</p><p>5. Plano �nanceiro: o investimento de qualquer empresa é composto pelos investimentos �xos,</p><p>capital de giro e investimentos pré-operacionais (MASSENSINI, 2011). Além disso, faz-se uma</p><p>estimativa de alguns indicadores �nanceiros principais para o sucesso de um negócio, entre</p><p>eles, o faturamento mensal, os custos de comercialização e de pessoal, e o cálculo do ponto de</p><p>equilíbrio a ser perseguido para que a empresa não entre no vale da morte.</p><p>�. Construção de cenários: brainstorming das possíveis situações adversas que podem atingir o</p><p>negócio, seja em um contexto otimista ou pessimista.</p><p>7. Avaliação estratégica: também chamada de análise SWOT (Strenghts, Weaknesses,</p><p>Opportunities and Threats), é importante para analisar as forças e fraquezas do negócio, bem</p><p>como as ameaças e oportunidades.</p><p>�. Revisão do plano de negócio: é o último tópico do plano de negócio para constar a opinião</p><p>acerca da viabilidade ou não do negócio a partir do que foi registrado nos tópicos anteriores.</p><p>Adiante estudaremos mais profundamente como elaborar um plano de negócios dando foco</p><p>principalmente no tópico 5, o do plano �nanceiro.</p><p>Principais aspectos do plano �nanceiro</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>O plano de negócio tem como objetivo principal ajudar os empreendedores a tomarem melhores</p><p>decisões a respeito do rumo da empresa. Dentre os oito principais tópicos a serem elaborados, o</p><p>plano �nanceiro é o que se relaciona com todos os aspectos de um ambiente de negócios, pois</p><p>de�ne os indicadores �nanceiros que determinarão o status da rentabilidade e do retorno sobre o</p><p>investimento que será feito, ou seja, que medirão a performance da empresa.</p><p>Vamos dividir a explicação acerca dos indicadores que compõem o plano �nanceiro em duas partes:</p><p>os indicadores da fase de pré-operação (investimentos �xos, capital de giro e investimentos pré-</p><p>operacionais) e os indicadores da fase de operação (margem bruta, margem EBITDA, margem</p><p>líquida, custos �xos e custos variáveis, margem de contribuição, ponto de equilíbrio, retorno sobre o</p><p>patrimônio líquido e retorno sobre investimento).</p><p>Parte 1 – Indicadores da fase de pré-operação</p><p>Investimentos �xos: correspondem a toda parte de infraestrutura necessária para que o</p><p>negócio opere (TORRES, 2022). Podemos citar os equipamentos, utensílios e veículos, entre</p><p>outros.</p><p>Capital de giro: corresponde ao valor estimado para que a empresa funcione com base no mês</p><p>a mês de operação (TORRES, 2022). É preciso considerar todas as despesas �xas e móveis</p><p>mensais, como salário dos funcionários, contas de água, luz e internet, impostos e despesas</p><p>com fornecedores, por exemplo (TORRES, 2022).</p><p>Investimentos pré-operacionais: correspondem à mensuração de quanto custa as ações para</p><p>que a empresa comece a funcionar (TORRES, 2022). Valores referentes a treinamento de</p><p>funcionários, marketing</p><p>para divulgação da marca e legalização da empresa, entre outros, são</p><p>considerados (TORRES, 2022).</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Muitas vezes, o empreendedor precisa levantar capital de terceiros para ter os investimentos pré-</p><p>operacionais e, para ir à fonte certa, é necessário conhecer as possibilidades.</p><p>As instituições governamentais e não governamentais, bancos e incubadoras que disponibilizam</p><p>recursos �nanceiros para a concretização do negócio são opções constantemente buscadas.</p><p>Alguns dos principais �nanciadores no país são o Banco do Brasil, Banco de Desenvolvimento</p><p>Sustentável (BNDES), Caixa Econômica Federal (CEF) e o Centro de Apoio aos Pequenos</p><p>Empreendimentos (CEAPE).</p><p>Outra opção muito acessada por empreendedores com negócios de tecnologia são os investidores-</p><p>anjo. Segundo Torres (2023), investidor-anjo é uma pessoa física que utiliza os próprios recursos</p><p>para investir no negócio de outros empreendedores. Em geral, são empresários e executivos que já</p><p>atuaram, ou ainda atuam, no segmento em questão, e que têm vasta experiência pro�ssional, além</p><p>de uma rede de relacionamentos estratégicos.</p><p>Por �m, o �nanciamento conseguido por meio de familiares e amigos também é um meio muito</p><p>buscado; portanto, o plano de negócio bem constituído se faz muito importante para gerar</p><p>con�abilidade nas fontes �nanciadoras.</p><p>Parte 2 – Indicadores da fase de operação</p><p>A Figura 1 traz as de�nições dos principais indicadores que são acompanhados na fase de operação</p><p>do negócio:</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 1 | Indicadores da fase de operação. Fonte: adaptada de FIA (2021, [s. p.]).</p><p>Na hora de abrir o próprio negócio, os indicadores �nanceiros são importantes para auxiliar na</p><p>tomada de decisão, pois medirão a performance da operação, permitindo uma análise capaz de</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>projetar o desempenho futuro. Do contrário, o negócio pode fracassar sem que o empreendedor</p><p>tenha tempo hábil para corrigir a rota.</p><p>Modelo padrão de um plano �nanceiro</p><p>Existem diversas formas de desenvolver um plano �nanceiro coerente e que garanta a mensuração</p><p>de todos os indicadores da fase de pré-operação.</p><p>Vamos conhecer um modelo muito utilizado por empreendedores, considerando para o nosso estudo</p><p>um negócio �ctício que se baseia na literatura de Rosa (2007), que diz que um plano �nanceiro</p><p>deverá conter os itens e tabelas:</p><p>1. O Quadro 1 a seguir pode ser utilizado para o cálculo da estimativa dos investimentos �xos,</p><p>nesse caso considerando os itens:</p><p>a. Máquinas e Equipamentos</p><p>b. Móveis e Utensílios Gerais</p><p>c. Veículos</p><p>Quadro 1 | Exemplo para mensuração dos investimentos �xos</p><p>Bloco 1</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Bloco 2</p><p>Descrição</p><p>Quantidade</p><p>1</p><p>Computadores</p><p>10</p><p>X</p><p>2</p><p>X</p><p>3</p><p>X</p><p>4</p><p>X</p><p>5</p><p>X</p><p>Total</p><p>Valor Unitário</p><p>(R$)</p><p>Total</p><p>(R$)</p><p>2.900,00</p><p>=</p><p>29.000,00</p><p>=</p><p>=</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Fonte: adaptado de Rosa (2007).</p><p>1. Os Quadros 2 e 3 a seguir podem ser utilizadas para o cálculo da estimativa do capital de giro</p><p>em dias, nesse caso considerando os itens:</p><p>a. Estimativa do estoque inicial: pode ser utilizado o Quadro 1;</p><p>b. Caixa mínimo: contas a receber;</p><p>c. Caixa mínimo: cálculo de prazo médio de compras, ou seja, prazo médio de�nido pelos</p><p>fornecedores para o pagamento dos produtos e serviços adquiridos (ROSA, 2007).</p><p>Quadro 2 | Exemplo para mensuração do caixa mínimo</p><p>Bloco 1</p><p>=</p><p>=</p><p>Total</p><p>R$</p><p>Prazo médio de vendas</p><p>%</p><p>1</p><p>À vista</p><p>50</p><p>X</p><p>2</p><p>A prazo</p><p>50</p><p>X</p><p>3</p><p>A prazo</p><p>X</p><p>4</p><p>A prazo</p><p>X</p><p>5</p><p>À vista</p><p>X</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Bloco 2</p><p>Fonte: adaptado de Rosa (2007).</p><p>d. Cálculo de necessidade média de estoque: quantidade de itens em estoque dividido por um</p><p>período, que pode ser dia, semana ou mês. É representado pela fórmula: Estoque médio = (estoque</p><p>inicial do período + estoque �nal do período) / período escolhido.</p><p>e. Cálculo de necessidade líquida de capital de giro em dias, conforme o Quadro 3 a seguir:</p><p>Quadro 3 | Exemplo para cálculo do capital de giro em dias</p><p>Total</p><p>Número de dias</p><p>Média ponderada em dias</p><p>0</p><p>=</p><p>0</p><p>20</p><p>=</p><p>10</p><p>=</p><p>=</p><p>=</p><p>Total</p><p>R$</p><p>Recursos da empresa fora do seu caixa</p><p>Número de dias</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Fonte: adaptado de Rosa (2007).</p><p>3. Os investimentos pré-operacionais são os mais variados possíveis e dependem do tipo do</p><p>negócio, mas vamos exempli�car conforme o Quadro 4:</p><p>Quadro 4 | Exemplo para cálculo dos investimentos pré-operacionais</p><p>1. Contas a receber: prazo médio de vendas</p><p>2. Estoques: necessidade média de estoques</p><p>Subtotal A (1 + 2)</p><p>Recursos de terceiros no caixa da empresa</p><p>Número de dias</p><p>3. Fornecedores</p><p>Subtotal B (3)</p><p>Necessidade líquida de capital de giro em dias</p><p>Número de dias</p><p>Subtotal A – Subtotal B</p><p>Investimentos pré-operacionais</p><p>R$</p><p>Despesas de Legalização</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Fonte: adaptado de Rosa (2007).</p><p>4. Por �m, o investimento total é demonstrado por meio dos valores totais calculados para a</p><p>estimativa dos investimentos �xos, do capital de giro e dos investimentos pré-operacionais,</p><p>conforme exempli�cado no Quadro 5 a seguir:</p><p>Quadro 5 | Exemplo para cálculo do investimento total</p><p>Reformas de Infraestrutura</p><p>Campanhas de Marketing</p><p>Treinamento de Pessoal</p><p>…</p><p>Outras Despesas</p><p>Total</p><p>Descrição dos investimentos</p><p>R$</p><p>Investimentos Fixos (Quadro 1)</p><p>Capital de Giro (Quadro 3)</p><p>Investimentos Pré-Operacionais (Quadro 4)</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Fonte: adaptado de Rosa (2007).</p><p>Com o cálculo do investimento total realizado é hora de preparar a estimativa de faturamento mensal</p><p>da empresa, que passa por prever a quantidade (ou estimativa) do produto ou serviço que será</p><p>vendido ao longo do mês e multiplicar pelo valor unitário dele.</p><p>Mas, para uma empresa produzir, existem, também, os custos de aquisição de matéria-prima e com</p><p>serviços terceirizados. Esse cálculo envolve somar todos esses custos no mês para cada produto ou</p><p>serviço ofertado ao mercado. Existem ainda os custos de comercialização do produto e com o</p><p>departamento pessoal, e é preciso considerar a depreciação dos ativos físicos no tempo (máquinas,</p><p>equipamentos e veículos, entre outros). Por �m, não podemos deixar de lado a estimativa de custos</p><p>�xos operacionais mensais (itens como aluguel, condomínio, IPTU, água, energia elétrica, telefone,</p><p>combustível e material de escritório) (MASSENSINI, 2011).</p><p>Com todos esses valores estimados, é hora de estruturar o DRE (Demonstrativo de Resultados) para</p><p>conhecer o resultado operacional previsto. Um formato bem conhecido está exposto no Quadro 6:</p><p>Quadro 6 | Exemplo para DRE</p><p>Total – Quadro 1 + Quadro 3 + Quadro 4</p><p>Descrição</p><p>R$</p><p>(+) Receita total com vendas</p><p>– Subtotal A</p><p>Custos variáveis totais:</p><p>(-) custos com materiais diretos e/ou</p><p>vendidos</p><p>(-) Impostos sobre vendas</p><p>(-) Gastos com vendas</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Fonte: adaptado de Rosa (2007).</p><p>O DRE é o instrumento mais utilizado para visualização dos prováveis investidores na jornada de</p><p>levantar capital para o empreendimento. Muitos empreendedores que não têm o domínio da</p><p>disciplina �nanceira recorrem a ajudas de terceiros, como escritórios de �nanças ou consultores</p><p>especializados no assunto.</p><p>Videoaula: Plano de negócios: planejamento e �nanciamento</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante! Neste vídeo você terá a oportunidade de estudar mais a fundo a segunda e a terceira</p><p>fases do processo empreendedor – estruturação do plano de negócios e do plano �nanceiro –, com</p><p>a determinação dos principais indicadores de performance e das fontes �nanciadoras da empresa.</p><p>O conteúdo estará focado na importância da elaboração do planejamento, pois é o que ajudará o</p><p>empreendedor a determinar o rumo do negócio, e é a forma mais segura de apresentar esse negócio</p><p>na hora de levantar capital com terceiros.</p><p>Saiba mais</p><p>Subtotal B – Custos variáveis totais</p><p>(+) Margem de contribuição (Subtotal A –</p><p>Subtotal B = Subtotal C)</p><p>(-) Custos �xos totais (Subtotal D)</p><p>Resultado operacional líquido (Subtotal C –</p><p>Subtotal D = Total E)</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>O Sebrae oferece um e-book gratuito com conteúdo e ferramentas necessárias para você elaborar</p><p>um plano de negócio. Faça o download no site indicado a seguir. Disponível em: https://www.sebrae-</p><p>sc.com.br/ebook/plano-de-negocio. Acesso em: 28 maio 2023.</p><p>Referências</p><p>https://www.sebrae-sc.com.br/ebook/plano-de-negocio</p><p>https://www.sebrae-sc.com.br/ebook/plano-de-negocio</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>FIA BUSINESS SCHOOL. Indicadores �nanceiros: o que são, os principais e como analisar. 2022. FIA,</p><p>15 jun. 2021. Disponível em: https://�a.com.br/blog/indicadores-�nanceiros/. Acesso em: 21 mar.</p><p>2023.</p><p>MASSENSINI, A. R. Curso Técnico de Administração: Empreendedorismo. Cuiabá: UFMT, 2011.</p><p>Disponível em:</p><p>http://proedu.rnp.br/bitstream/handle/123456789/577/Empreendedorismo_Completo.pdf?</p><p>sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 3 abr. 2023.</p><p>ROSA, C. A. Como elaborar um plano de negócio. Brasília/DF: Sebrae, 2007. Disponível em:</p><p>https://static.efetividade.net/img/NT000361B2-250164.pdf. Acesso em: 20 mar. 2023.</p><p>TORRES, V. Investimento inicial de uma empresa – O que é? Como calcular. Contabilizei.blog, 11 out.</p><p>2022. Disponível em: https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/investimento-inicial-de-</p><p>uma-empresa. Acesso em: 20 mar. 2023.</p><p>TORRES, V. Como conseguir um investidor anjo para sua empresa em 2023. Contabilizei.blog, 8 mar.</p><p>2023. Disponível em: https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-conseguir-</p><p>investidor-anjo/. Acesso em: 20 mar. 2023.</p><p>Aula 3</p><p>Metodologias de Gestão</p><p>Introdução</p><p>Olá, estudante! Nesta aula, você aprenderá os conceitos básicos de gestão de projetos que são</p><p>importantes para todo tipo de empreendedor, do pequeno ao grande, que deseja tirar do papel uma</p><p>https://fia.com.br/blog/indicadores-financeiros/</p><p>http://proedu.rnp.br/bitstream/handle/123456789/577/Empreendedorismo_Completo.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>http://proedu.rnp.br/bitstream/handle/123456789/577/Empreendedorismo_Completo.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>https://static.efetividade.net/img/NT000361B2-250164.pdf</p><p>https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/investimento-inicial-de-uma-empresa</p><p>https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/investimento-inicial-de-uma-empresa</p><p>https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-conseguir-investidor-anjo/</p><p>https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-conseguir-investidor-anjo/</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>ideia inovadora, revisar um portfólio de produtos ou implementar um novo negócio, garantindo para a</p><p>empresa um diferencial competitivo no mercado.</p><p>Além disso, você conhecerá os fundamentos de duas linhas de metodologias de gestão de projetos:</p><p>a tradicional, criada pelo PMI (Project Management Institute), que é uma instituição internacional</p><p>sem �ns lucrativos que associa pro�ssionais de gestão de projetos, emite certi�cações e promove</p><p>eventos para reunir os pro�ssionais do setor, e as metodologias ágeis, consideradas um divisor de</p><p>águas para o mercado corporativo, por conta da sua abordagem revolucionária e centralizada nas</p><p>necessidades do cliente.</p><p>Bom estudo!</p><p>Conhecendo as metodologias de gestão de projetos</p><p>Você já ouviu falar que estamos “vivendo em um mundo BANI”? Você sabe o signi�cado dessa sigla?</p><p>Em inglês, Brittle, Anxious, Nonlinear, Incomprehensible; em português, frágil, ansioso, não linear e</p><p>incompreensível. Isso tem a ver com mudanças aceleradas na sociedade atual que di�cultam a</p><p>tomada de decisões nos negócios. Consequentemente, forma-se um ambiente competitivo que exige</p><p>um novo posicionamento das empresas perante os clientes. É nesse contexto que o gerenciamento</p><p>de projetos tem encontrado espaço nas empresas.</p><p>A de�nição proposta pelo PMI na publicação do Guia PMBOK (em português, “Guia do Conjunto de</p><p>Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos”) diz que “um projeto é todo e qualquer esforço</p><p>temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo” (PMI, 2008).</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>O sucesso de um projeto é consequência da conclusão da entrega do produto, serviço ou resultado</p><p>solicitado pelo cliente dentro do escopo, no prazo e com o orçamento e recursos determinados.</p><p>Algumas diretrizes que ajudam um projeto a chegar ao sucesso são (ENAP, 2014):</p><p>Comunicação e�ciente com colaboradores e clientes envolvidos;</p><p>Liderança alinhada com o gerente do projeto;</p><p>Simplicidade dos processos e alinhamento com a cultura organizacional;</p><p>Sistematização da metodologia e domínio das ferramentas necessárias.</p><p>Um projeto é composto por cinco processos importantes para sua conclusão, conforme mostra a</p><p>Figura 1 (PMI, 2017):</p><p>Figura 1 | Processos de um projeto. Fonte: adaptada de PMI (2017).</p><p>Nesse contexto, gerenciamento de projetos é a “aplicação de conhecimento, habilidades,</p><p>ferramentas e técnicas a uma grande gama de atividades com o objetivo de atender aos requisitos</p><p>de um determinado projeto” (PMI, 2008).</p><p>O gerenciamento de projetos é importante para que as empresas entreguem valor para os clientes</p><p>por meio da padronização de tarefas cotidianas e da redução ou eliminação daquelas que são</p><p>dispensáveis. O processo de gerenciamento é dividido em nove áreas de�nidas pelo Guia PMBOK</p><p>(PMI, 2017):</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 2 | Áreas de gerenciamento de projetos. Fonte: adaptada de PMI (2017).</p><p>Como você pôde perceber, a metodologia tradicional segue etapas sequenciais e bem-de�nidas em</p><p>ações com prazo, orçamento e entrega esperada. O foco está no resultado �nal, quando o produto ou</p><p>serviço estiver 100% concluído. Há pouquíssimo espaço para mudanças ao longo do</p><p>desenvolvimento do projeto o que, em um mundo BANI, é algo complexo.</p><p>É então que surgem as metodologias ágeis, focadas na entrega de valor ao cliente, em que as</p><p>melhorias são mais facilmente aceitas ao longo do desenvolvimento do projeto, a partir dos</p><p>constantes feedbacks dos clientes, apesar de manterem a preocupação com custo, qualidade e</p><p>prazos. Existem algumas metodologias ágeis, como scrum, lean, kanban, extreme programming e</p><p>design sprint, mas vamos nos aprofundar na primeira.</p><p>O scrum, palavra originada a partir de uma das jogadas mais famosas de rugby, em que os jogadores</p><p>recomeçam uma jogada estando todos juntos e se empurrando com o objetivo de</p><p>retomar a posse</p><p>de bola (IEEP, 2020), foca a transparência, redução do tamanho das etapas e determinação de um</p><p>�uxo de trabalho que permite a entrega mais rápida de resultados com times mais ágeis (CRONAPP,</p><p>2019). Priorizando a criatividade e a maximização dos resultados, o scrum segue seis princípios:</p><p>controle empírico do processo, auto-organização, colaboração, priorização com base em geração de</p><p>valor, time-boxing (controle de prazos) e desenvolvimento iterativo (LERCHE-JENSEN, 2019).</p><p>A escolha da metodologia depende do tipo de projeto a ser implementado. Quando as necessidades</p><p>do cliente serão ouvidas ao longo do projeto e, por isso, podem mudar, é preciso �exibilizar as</p><p>mudanças, assim, a metodologia ágil é mais viável. A metodologia tradicional se torna uma boa</p><p>opção em projetos que precisam ser planejados detalhadamente no início e que têm poucas</p><p>interferências externas, por isso, têm poucas chances de mudanças.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Processos e princípios das metodologias de gestão de projetos</p><p>Como já vimos, na metodologia tradicional de gerenciamento de projetos, cinco processos são</p><p>necessários para a sua conclusão.</p><p>A inicialização é o processo em que o projeto deve ser autorizado e de�nido. As necessidades de</p><p>infraestrutura física e de pessoas e o levantamento dos indicadores �nanceiros são realizados, e é</p><p>feito o estudo de viabilidade técnica e �nanceira do projeto. A Figura 3 mostra as atividades típicas</p><p>desse processo (CANDIDO, 2012):</p><p>Figura 3 | Atividades da etapa de inicialização. Fonte: adaptada de Candido (2012).</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>No processo de planejamento o projeto é re�nado e detalhado em ações com prazo, orçamento e</p><p>entregas esperadas. É elaborado o primeiro documento de registro de informações, o plano de</p><p>gerenciamento de projetos. A Figura 4 mostra as atividades típicas desse processo (CANDIDO,</p><p>2012):</p><p>Figura 4 | Atividades da etapa de planejamento. Fonte: adaptada de Candido (2012).</p><p>O próximo processo é o de execução que é quando de fato a equipe do projeto se integra com os</p><p>recursos físicos para implementar o projeto. A Figura 5 mostra as atividades típicas desse processo</p><p>(CANDIDO, 2012):</p><p>Figura 5 | Atividades da etapa de execução. Fonte: adaptada de Candido (2012).</p><p>O processo de monitoramento faz a medição e o controle dos processos de execução para detectar</p><p>falhas em pouco tempo, garantindo a qualidade do projeto e a conformidade com o escopo de�nido</p><p>pelo cliente. A Figura 6 mostra as atividades típicas desse processo (CANDIDO, 2012):</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 6 | Atividades da etapa de monitoramento. Fonte: adaptada de Candido (2012),</p><p>O último processo compreende o encerramento do projeto, e o próprio nome já traduz o seu</p><p>signi�cado: entrega do produto ou serviço validado pelo cliente, encerramento dos contratos</p><p>vigentes e avaliação de aprendizados e melhores práticas com a equipe.</p><p>Os métodos ágeis se diferenciam do tradicional método de gerenciamento de projetos, pois são</p><p>baseados em princípios e não em processos complexos e cheios de etapas.</p><p>O scrum ajuda times pequenos a evoluir o desenvolvimento do projeto de forma dinâmica e produtiva</p><p>e os seus princípios traduzem bem isso:</p><p>1. O controle empírico do processo é o princípio central e foca a praticidade das ações planejadas</p><p>a partir da observação. Além disso, inserido neste princípio estão os três pilares do scrum:</p><p>comunicação, inspeção e adaptação (LERCHE-JENSEN, 2019).</p><p>2. Auto-organização ou autoliderança de todos os colaboradores do time scrum para organizarem</p><p>sua agenda de acordo com as atividades de�nidas pelo product owner, que é responsável por</p><p>garantir uma comunicação clara dos requisitos de funcionalidade do produto ou serviço ao</p><p>time e pelo scrum master, que tem o papel de ajudar a equipe a manter o compromisso dado</p><p>do product owner, como um facilitador e treinador do time scrum (LERCHE-JENSEN, 2019).</p><p>3. A colaboração entre as pessoas é importante no contexto de auto-organização para que o foco</p><p>na entrega coletiva não seja despriorizado. Em vez de processos, o scrum é baseado em</p><p>eventos com objetivo e duração de�nidos para garantir a regularidade de contato entre o time.</p><p>A Figura 7 descreve os principais eventos do scrum:</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 7 | Principais eventos do scrum. Fonte: adaptada de Lerche-Jensen (2019).</p><p>4. A priorização na geração de valor comprova o foco do scrum com entregas de relevância e</p><p>orientadas à de�nição do escopo pelo cliente.</p><p>5. O time-boxing, ou controle de prazos é usado para ajudar a gerenciar efetivamente o</p><p>planejamento e a execução do projeto (LERCHE-JENSEN, 2019).</p><p>6. O desenvolvimento iterativo reforça o comprometimento do scrum com o princípio 4,</p><p>garantindo um melhor gerenciamento das mudanças a partir da de�nição dos eventos e prazos já</p><p>explicados acima.</p><p>Um bom resumo da estrutura de objetivos, eventos e pessoas está demonstrado na Figura 8 a</p><p>seguir:</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 8 | Resumo do scrum. Fonte: adaptada de Lerche-Jensen (2019).</p><p>Apesar de ter uma estrutura simples, o fundamento de sistematização da metodologia e domínio das</p><p>ferramentas que é fundamental no método tradicional de gerenciamento de projetos também vale</p><p>por aqui ou para a aplicação de qualquer outra metodologia. Pense que a sua equipe é igual à equipe</p><p>de qualquer empresa e, por isso, precisa estudar e estar capacitada para implementar o método</p><p>selecionado.</p><p>Artefatos do scrum na prática</p><p>A aplicação da metodologia tradicional de gerenciamento de projetos, criada pelo PMI, costuma ter</p><p>seu sucesso avaliado com base na observação dos resultados do projeto. Estes resultados podem</p><p>ser listados nos âmbitos do sucesso e do fracasso, conforme Quadro 1 a seguir (CANDIDO, 2012):</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Quadro 1 | Evidências de sucesso ou fracasso de um projeto</p><p>Fonte: adaptado de Candido (2012).</p><p>Por outro lado, um time scrum faz uso de artefatos (ou ferramentas) para dar transparência às</p><p>informações ao longo do desenvolvimento do projeto, bem como documentar aprendizados e boas</p><p>práticas. Vamos apresentar os três principais artefatos com exemplos reais utilizados em diversos</p><p>negócios:</p><p>1. Lista de requisitos do produto;</p><p>2. Lista de requisitos do sprint;</p><p>3. Incrementos.</p><p>A estruturação da lista de requisito do produto é responsabilidade do product owner e deve ser</p><p>entregue à equipe de desenvolvimento do projeto ainda na etapa de planejamento do sprint. É um</p><p>documento que descreve os recursos, funções e especi�cações de um produto que está sendo</p><p>desenvolvido. Normalmente, inclui uma lista de recursos necessários para que o produto atenda à</p><p>�nalidade pretendida, bem como quaisquer recursos adicionais desejados, mas não essenciais.</p><p>Com a lista em mãos, a equipe trabalhará na priorização das entregas e, após a revisão de cada</p><p>sprint, fará a proposição para os clientes das melhorias nos requisitos. Com o feedback dos clientes,</p><p>Sucesso</p><p>Fracasso</p><p>O orçamento foi cumprido integralmente.</p><p>O projeto excedeu o previsto.</p><p>Os prazos foram cumpridos na totalidade.</p><p>Os prazos não foram cumpridos na totalidade.</p><p>Os conhecimentos de gerenciamento de</p><p>projetos foram aplicados corretamente.</p><p>Os conhecimentos de gerenciamento de</p><p>projetos não foram aplicados corretamente.</p><p>Todas as expectativas do cliente foram</p><p>atendidas pelo projeto.</p><p>As expectativas do cliente não foram atendidas</p><p>pelo projeto.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>a nova lista de requisitos do produto é a que será válida para o próximo sprint. As atividades comuns</p><p>durante o re�namento da lista de requisitos são (LERCHE-JENSEN, 2019):</p><p>Perguntar mais informações ao product owner;</p><p>Rever os feedbacks de maior prioridade no topo da lista de requisitos do produto;</p><p>Deletar os feedbacks que não são mais necessários;</p><p>Escrever novos feedbacks de usuários;</p><p>Reavaliar a</p><p>prioridade relativa aos feedbacks;</p><p>Re�nar os feedbacks para preparar sprints futuros;</p><p>Compreender a mudança na visão da arquitetura do produto à medida que a lista de requisitos</p><p>surge.</p><p>Um exemplo básico da lista de requisitos do produto é demonstrado no Quadro 2:</p><p>Quadro 2 | Exemplo de lista de requisitos do produto</p><p>Grau de importância do atributo do produto segundo o cliente (0</p><p>– 10)</p><p>Requisito do cliente</p><p>equivalente</p><p>Atributo</p><p>Peso</p><p>Segurança do produto</p><p>10</p><p>Ser seguro e ter isolamento</p><p>térmico</p><p>Peso do produto</p><p>6</p><p>Ter baixo peso</p><p>Volume ocupado pelo produto</p><p>5</p><p>Ter dimensões reduzidas</p><p>Instalação do produto</p><p>8</p><p>Ser de fácil instalação</p><p>Manutenção do produto</p><p>10</p><p>Ser de fácil desmontagem e ter</p><p>baixo custo de manutenção</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Fonte: adaptado de Forcellini e Giacomin (2016).</p><p>O próximo artefato é a lista de requisitos do sprint, um documento que descreve os recursos ou</p><p>feedbacks de usuários que precisam ser concluídos durante um sprint. A lista de requisitos</p><p>normalmente é criada durante a reunião de planejamento do sprint pelo product owner, que trabalha</p><p>com a equipe de desenvolvimento para determinar as tarefas de maior prioridade que precisam ser</p><p>concluídas no próximo sprint. Essas tarefas geralmente são divididas em partes menores e mais</p><p>gerenciáveis, chamadas de "itens do sprint backlog", que podem ser atribuídas a membros da</p><p>equipe.</p><p>A lista de requisitos do sprint é um documento dinâmico que é atualizado ao longo do sprint</p><p>conforme as tarefas são concluídas ou novas tarefas são adicionadas. Ele serve como um guia para</p><p>a equipe de desenvolvimento, ajudando-os a manter o foco nas tarefas mais importantes para o</p><p>sprint atual e garantindo que o projeto permaneça no caminho certo para atingir seus objetivos</p><p>gerais.</p><p>Um exemplo básico da lista de requisitos do sprint é demonstrado na Figura 9:</p><p>Figura 9 | Exemplo de lista de requisitos do sprint. Fonte: Adaptado de Lerche-Jensen (2019).</p><p>Por �m, é hora de falarmos a respeito de incrementos, que é o produto funcional que foi</p><p>exaustivamente testado e atende a todos os critérios de aceitação de�nidos pelo product owner. É</p><p>um aspecto chave do scrum e é essencial para entregar valor ao cliente. Ele permite que o product</p><p>owner inspecione e adapte o produto com base no feedback recebido das partes interessadas e</p><p>fornece uma medida clara do progresso em relação aos objetivos do projeto. Cada incremento se</p><p>baseia no anterior, permitindo que o produto evolua e melhore com o tempo.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Atualmente, várias empresas utilizam o scrum como metodologia de gerenciamento de projetos, e</p><p>têm um histórico bem robusto de uso dos artefatos. Uma delas é o Google, que utilizou o scrum para</p><p>o desenvolvimento do Google Ads, principal serviço de publicidade da Google que atualmente é uma</p><p>das principais fontes de receita da empresa.</p><p>Videoaula: Metodologias de Gestão</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante! Neste vídeo você aprenderá as principais diferenças entre a metodologia tradicional</p><p>de gerenciamento de projetos e o Scrum, um dos métodos ágeis mais utilizados na atualidade, que</p><p>surgiu para acelerar o desenvolvimento de softwares, mas que atualmente é aplicado em projetos de</p><p>todas as áreas de uma empresa. Além disso, você conhecerá os processos e pilares que baseiam as</p><p>duas metodologias, para que possa tomar a melhor decisão quando tiver que desenvolver um novo</p><p>produto ou serviço.</p><p>Saiba mais</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Existem diversas ferramentas disponíveis para gestão de projetos, e algumas são disponibilizadas</p><p>gratuitamente. No link a seguir, você pode experimentar uma delas: https://monday.com/lang/pt/.</p><p>Referências</p><p>CANDIDO, R. et al. Gerenciamento de Projetos. Curitiba: Aymará, 2012. Disponível em:</p><p>https://core.ac.uk/download/pdf/150136027.pdf. Acesso em: 2 abr. 2023.</p><p>CRONAPP. Quando devo utilizar Scrum ou Kanban? Cronapp Blog, 24 jan. 2019. Disponível em:</p><p>https://blog.cronapp.io/quando-devo-utilizar-scrum-ou-kanban/. Acesso em: 9 abr. 2023.</p><p>ESCOLA NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (ENAP). Gerência de Projetos - Teoria e Prática.</p><p>Módulo 1: Introdução ao Gerenciamento de Projetos. Brasília/DF: ENAP, 2014. Disponível em:</p><p>https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/1092/1/GerenciaDeProjeos_modulo_1_�nal_.pdf. Aceso</p><p>em: 2 abr. 2023.</p><p>FORCELLINI, F. A.; GIACOMIN, M. L. Estudo exploratório do processo de implantação do método QFD</p><p>no Processo de Desenvolvimento de Produtos de empresas. Revista Espacios, Santa Catarina, v. 37,</p><p>n. 17, fev./mar. 2016. Disponível em:</p><p>https://www.revistaespacios.com/a16v37n17/16371701.html#referenc. Acesso em: 11 abr. 2023.</p><p>IEEP. Quem é Jeff Sutherland? Conheça o “pai” do Scrum e sua trajetória. Blog IEEP, 18 jun. 2020.</p><p>Disponível em: https://www.ieepeducacao.com.br/jeff-sutherland/. Acesso em: 23 abr. 2023.</p><p>LERCHE-JENSEN, S. Fundamentos Internacionais do Scrum Master. Scrum.as, 19 maio 2019.</p><p>Disponível em: https://www.scrum.as/academy.php?</p><p>show=5&chapter=10&name=3.5%20Princ%C3%ADpios%20do%20Scrum. Acesso em: 10 abr. 2023.</p><p>PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE (PMI). Um guia do conhecimento em gerenciamento de</p><p>projetos (Guia PMBOK). 4. ed. Atlanta: Project Management Institute, 2008.</p><p>PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE (PMI). Um guia do conhecimento em gerenciamento de</p><p>projetos (Guia PMBOK). 7. ed. Atlanta: Project Management Institute, 2021.</p><p>https://monday.com/lang/pt/</p><p>https://monday.com/lang/pt/</p><p>https://monday.com/lang/pt/</p><p>https://core.ac.uk/download/pdf/150136027.pdf</p><p>https://blog.cronapp.io/quando-devo-utilizar-scrum-ou-kanban/</p><p>https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/1092/1/GerenciaDeProjeos_modulo_1_final_.pdf</p><p>https://www.revistaespacios.com/a16v37n17/16371701.html#referenc</p><p>https://www.ieepeducacao.com.br/jeff-sutherland/</p><p>https://www.scrum.as/academy.php?show=5&chapter=10&name=3.5%20Princ%C3%ADpios%20do%20Scrum</p><p>https://www.scrum.as/academy.php?show=5&chapter=10&name=3.5%20Princ%C3%ADpios%20do%20Scrum</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Aula 4</p><p>Empreendedorismo: desa�os e alguns possíveis caminhos</p><p>Introdução</p><p>Olá, estudante! Uma vez que aprendemos os principais fundamentos, metodologias e ferramentas da</p><p>jornada empreendedora, vamos re�etir a respeito dos seus desa�os, que levam muitas empresas no</p><p>Brasil a fechar as portas com menos de um ano de operação. Os empreendimentos com base</p><p>tecnológica, também chamados de startups, são criados em cenários de extrema incerteza e, por</p><p>isso, têm o desa�o de ultrapassar o “vale da morte”, fase entre a abertura do negócio para o mercado</p><p>e o momento em que a empresa começa de fato a dar lucro. Em outras palavras, podemos dizer que</p><p>o vale da morte representa o desa�o de escala da startup, etapa entre a validação de uma ideia com</p><p>os segmentos de clientes-alvo e o seu sucesso.</p><p>Boa re�exão!</p><p>Contextualizando os desa�os do empreendedorismo</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>O empreendedorismo apresenta uma in�nidade de desa�os que os aspirantes dessa jornada</p><p>necessariamente enfrentarão. Desde o desenvolvimento de uma ideia de negócio viável até a</p><p>obtenção de �nanciamento, gerenciamento do �uxo de caixa, contratação e retenção de funcionários</p><p>e permanência à frente dos concorrentes, os empreendedores enfrentam um cenário complexo.</p><p>Equilibrar riscos, adaptar-se às mudanças do mercado, fazer um marketing e�caz e manter a</p><p>motivação em meio a contratempos são obstáculos comuns. Além disso, ameaças externas como o</p><p>aspecto regulatório do país onde se deseja empreender e a busca do equilíbrio ideal entre vida</p><p>pro�ssional e pessoal podem representar desa�os contínuos.</p><p>No universo das startups, empresas recém-estabelecidas que suprem uma</p><p>lacuna do mercado e são</p><p>orientadas para a tecnologia com alto potencial de escala, muito se fala acerca do vale da morte,</p><p>período desa�ador para a startup entre o momento que ela começa a sua operação até o momento</p><p>em que ela passa a ser rentável �nanceiramente (FROIS, 2022).</p><p>Explicando: no início de vida da startup, o primeiro aporte de investimento normalmente vem de um</p><p>investidor-anjo ou de amigos e familiares que emprestam o dinheiro em troca de uma fatia da</p><p>empresa ou retornos futuros. Com esse dinheiro, a startup parte para testar o produto e modelo de</p><p>negócio no mercado, ou seja, ela ainda não está faturando, apenas esgotando as reservas para</p><p>provar suas hipóteses.</p><p>Se esse tempo de teste for muito longo, pode deixar a startup sem recursos �nanceiros disponíveis e</p><p>ela vai à falência, não sobrevivendo ao vale da morte. Caso contrário, se ela consegue evoluir para a</p><p>etapa de comercialização, a empresa chega a um mínimo na sua curva de ganhos e perdas e com o</p><p>sucesso na escala do negócio, os ganhos crescem e a empresa supera o negativo, alcançando o</p><p>break even, momento em que a receita ultrapassa os custos e a startup começa a operar no positivo.</p><p>O vale da morte tem seu �nal marcado com o break even. (FROIS, 2022).</p><p>A Figura 1 ilustra as etapas do vale da morte:</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 1 | Etapas do vale da morte. Fonte: adaptada de Frois (2022).</p><p>Quando o vale da morte é vencido signi�ca que a startup já tem um modelo otimizado que entrega</p><p>um valor real para o mercado. Com isso, os problemas a serem resolvidos passam a ser outros,</p><p>desde criar uma cultura interna, contratar talentos até criar processos padronizados. A startup está</p><p>em transformação para uma grande empresa (FROIS, 2022).</p><p>Nesse momento, inicia-se a busca por mais recursos �nanceiros e a startup entra na jornada de</p><p>venture capital, angariando �nanciamento de fundos de investimento, por exemplo. É então quando</p><p>ocorre a série A, primeiro grande investimento usado para acelerar o crescimento da startup, o</p><p>momento da escala do negócio. Com o crescimento e o foco em dominar o mercado rapidamente, a</p><p>startup participa de outras rodadas maiores (série B e C, entre outras) que complementam o primeiro</p><p>grande investimento, auxiliando, assim, na concretização dos seus objetivos (FROIS, 2022).</p><p>Ao re�etir, podemos dizer que ultrapassar o vale da morte representa um desa�o também para</p><p>negócios tradicionais, a�nal, todo empreendedor necessita superar as barreiras da escassez de</p><p>recursos �nanceiros no início da operação para começar a ter um negócio rentável e pensar em</p><p>estabilidade �nanceira e, futuramente, em expansão.</p><p>Principais desa�os e dicas de como superá-los</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>A jornada empreendedora pode ser uma experiência empolgante e grati�cante, mas também vem</p><p>com sua cota de desa�os. Independentemente do per�l de quem empreende, esses desa�os</p><p>costumam ser os mesmos, o que é uma boa constatação, pois saber que o empreendedor ao lado</p><p>também sofre com os mesmos desa�os pode estimular a troca de boas práticas e facilitar o trabalho</p><p>de apoio das instituições de fomento ao empreendedorismo, como o SEBRAE (ENDEAVOR, 2022).</p><p>Para facilitar o caminho de quem está começando a empreender, a Endeavor desenvolveu um</p><p>estudo, realizado com apoio da Neoway e coleta de dados do Datafolha, que mostra quais são os</p><p>desa�os mais doloridos de diferentes per�s de empreendedores (ENDEAVOR, 2022). Realizado em</p><p>2016 com mais de mil empreendedores entrevistados, o estudo é considerado atemporal e revela os</p><p>cinco principais desa�os descritos a s seguir, não necessariamente em ordem de maior importância</p><p>(ENDEAVOR, 2016):</p><p>Incerteza �nanceira: como já vimos, iniciar e administrar um negócio requer capital, e muitos</p><p>empreendedores enfrentam desa�os para obter �nanciamento, com isso, têm di�culdades para</p><p>administrar o �uxo de caixa, obter empréstimos, encontrar investidores ou lidar com</p><p>contratempos �nanceiros.</p><p>Competição de mercado: os empreendedores geralmente enfrentam uma concorrência</p><p>acirrada de empresas estabelecidas, portanto, pode ser um desa�o diferenciar seus produtos</p><p>ou serviços e ganhar participação de mercado.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Gestão de pessoas: construir e gerenciar uma equipe pode ser outro grande desa�o para os</p><p>empreendedores. Contratar e reter os melhores talentos, fomentar uma cultura de trabalho</p><p>positiva, administrar con�itos e garantir que a equipe esteja alinhada com a visão do negócio</p><p>são tarefas exigentes.</p><p>Burocracia (jurídico e regulação): os empreendedores precisam navegar no complexo cenário</p><p>de requisitos regulatórios e legais, incluindo licenças, autorizações, impostos, propriedade</p><p>intelectual e outras questões legais. Isso pode ser demorado e requerer assistência jurídica.</p><p>Flexibilidade para mudar: o ambiente de negócios está em constante evolução, e os</p><p>empreendedores precisam se adaptar às mudanças nas tendências do mercado, tecnologias e</p><p>comportamentos do consumidor. Ser �exível e aberto a mudanças pode ser desa�ador,</p><p>principalmente para quem está apegado às ideias originais do negócio.</p><p>Superar esses desa�os requer perseverança, resiliência, adaptabilidade e buscar apoio quando</p><p>necessário, mas é essa superação que diferencia os negócios que sobrevivem ou não ao vale da</p><p>morte e, com base nas lições aprendidas em ambos os cenários, listamos, em seguida as principais</p><p>estratégia adotadas por quem sobreviveu (FRANCO, 2023):</p><p>Buscar por investimentos e parcerias estratégicas que garantam capital e apoiem o</p><p>crescimento do negócio;</p><p>Focar o desenvolvimento do MVP (do inglês Minimum Viable Product) e de um modelo de</p><p>negócios sólido e escalável;</p><p>Reduzir custos e controlar os gastos para prolongar a sobrevivência da empresa;</p><p>Manter o foco no cliente para criar um produto ou serviço que atenda às necessidades do</p><p>mercado;</p><p>Investir em marketing e monitoramento e análise constante de resultados para aumentar a</p><p>visibilidade no mercado e corrigir a rota quando preciso.</p><p>Com acesso a esse tipo de conhecimento e por meio de uma rede de contatos quali�cada, além da</p><p>compreensão de que nenhum empreendedor é imune aos desa�os supracitados, é mais provável que</p><p>o negócio, seja uma startup ou não, persevere e tenha uma boa história para contar sobre a vitória</p><p>perante o vale da morte.</p><p>Exemplos de startups que não sobreviveram ao vale da morte</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>O número de startups que �cam pelo meio do caminho no vale da morte é bem grande e, segundo</p><p>dados da Associação Brasileira de Startups, cerca de 70% das startups fecham antes de completar</p><p>20 meses de funcionamento, e outras 50% não apresentam resultados (GALVÃO; BORTOLETO;</p><p>GOUVEIA, 2023).</p><p>A seguir, vamos conhecer três casos de startups que chegaram a decolar, atraíram investimentos de</p><p>peso, mas, ainda assim, não sustentaram o voo:</p><p>O primeiro exemplo é o da Tripda, que em meados de 2015 �cou conhecida como a maior plataforma</p><p>de caronas do Brasil, em um modelo muito semelhante à conhecida e ativa BlaBlaCar. Basicamente,</p><p>a startup brasileira criou um app que conectava motoristas com pessoas que desejam pegar uma</p><p>carona para realizar a sua viagem. O início da jornada parecia promissor e a startup recebeu um</p><p>aporte de U$$ 11 milhões de um fundo internacional, com o objetivo de utilizar o dinheiro aportado</p><p>para expansão geográ�ca, mirando países como Estados Unidos, Índia e Colômbia. Além disso,</p><p>alcançou mais de 50 mil usuários muito rapidamente. Contudo, o vale da morte para a Tripda teve</p><p>como principal desa�o a busca por novos investidores e, com uma gestão �nanceira complexa,</p><p>acabou queimando 100% do dinheiro em caixa disponível e as atividades da empresa encerraram de</p><p>vez em 2016. Lembre-se de que a incerteza �nanceira é um dos principais desa�os enfrentados</p><p>pelos empreendedores, segundo o estudo da Endeavor.</p><p>Outro exemplo curioso é o da Katerra, startup americana fundada pelo ex-CEO da Tesla em 2015 com</p><p>foco na oferta de soluções pré-fabricadas para o mercado de construção civil,</p><p>entregando desde a</p><p>matéria-prima até os projetos para incorporadoras. Rapidamente a startup levantou cheques altos de</p><p>investimento junto a grandes players globais. Dinheiro de�nitivamente não seria um problema para a</p><p>Katerra, porém, a chegada da pandemia de covid-19 em 2020 foi a grande vilã da startup. Os</p><p>fundadores não conseguiram encontrar uma saída para ajustar o modelo de negócios e, com isso,</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>fecharam as portas. Vale lembrar também que ter �exibilidade para mudanças inesperadas, tanto no</p><p>comportamento dos fundadores como num modelo de negócios que permita essas mudanças, é</p><p>outro desa�o encontrado no estudo da Endeavor.</p><p>Por �m, vamos conhecer o caso da Hash, �ntech de banking-as-a-service e máquinas de pagamento,</p><p>muito conhecida até 2021. Financiadores e investidores para a operação também não foi um desa�o</p><p>para a startup, mas houve erros graves na gestão dos recursos, como gastos excessivos em projetos</p><p>que não deram resultado e festas caras para os funcionários. Resultado: demissões em massa e</p><p>encerramento de contratos grandes.</p><p>Apesar dos desa�os, o empreendedorismo também pode ser grati�cante, oferecendo oportunidades</p><p>de crescimento pessoal e pro�ssional, inovação e sucesso �nanceiro. Superar esses desa�os só</p><p>requer resiliência, planejamento estratégico e disposição para aprender com os fracassos.</p><p>Videoaula: Empreendedorismo: desa�os e alguns possíveis caminhos</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante! Neste vídeo você verá os principais desa�os da jornada empreendedora e quais são</p><p>as estratégias dos empreendedores para alcançar o sucesso do negócio e evitar o “vale da morte”,</p><p>termo usado principalmente na jornada das startups, mas que pode ser associado a todo tipo de</p><p>empreendimento que precisa superar a fase entre a abertura da empresa e o momento em que ela</p><p>começa a dar lucro.</p><p>Saiba mais</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Você pode acessar a pesquisa “Desa�os dos Empreendedores Brasileiros”, realizada pela Endeavor</p><p>com apoio da Neoway e coleta de dados do Datafolha, no link:</p><p>https://endeavor.org.br/ambiente/pesquisa-desa�os-dos-empreendedores-brasileiros-2016/. Apesar</p><p>de ter sido realizada em 2016, o conteúdo é atemporal.</p><p>Referências</p><p>https://endeavor.org.br/ambiente/pesquisa-desafios-dos-empreendedores-brasileiros-2016/</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>ENDEAVOR BRASIL. Desa�os dos Empreendedores Brasileiros. Endeavor, 2016. E-book. Disponível</p><p>em: https://d335luupugsy2.cloudfront.net/cms%2F�les%2F6588%2F1468617878pesquisa-102.pdf.</p><p>Acesso em: 17 abr. 2023.</p><p>ENDEAVOR BRASIL. Os 5 maiores desa�os dos empreendedores. Endeavor, 24 ago. 2022. Disponível</p><p>em: https://endeavor.org.br/ambiente/5-desa�os-empreendedores-pesquisa/. Acesso em: 17 abr.</p><p>2023.</p><p>FRANCO, D. 5 Estratégias para vencer o “Vale da Morte” das Startups. Sai do Papel Academy, 2023.</p><p>Disponível em: https://saidopapel.com.br/2023/04/17/5-estrategias-para-vencer-o-vale-da-morte-</p><p>das-startups/. Acesso em: 22 abr. 2023.</p><p>FROIS, F. O que é o Vale da Morte para as Startups? 2022. Disponível em:</p><p>https://eunastartup.com/vale-da-morte-startups/. Acesso em: 22 abr. 2023.</p><p>GALVÃO, R. R.; BORTOLETO, E.; GOUVEIA, L. Foz Ventures: O veículo de investimento que vai além do</p><p>lucro. LinkedIn, 2023. Disponível em: https://pt.linkedin.com/pulse/foz-ventures-o-ve%C3%ADculo-de-</p><p>investimentos-que-vai-al%C3%A9m-do-galv%C3%A3o. Acesso em: 25 abr. 2023.</p><p>SEBRAE. O longo caminho de uma jornada empreendedora. Sebrae, 3 fev. 2023. Disponível em:</p><p>https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-longo-caminho-de-uma-jornada-</p><p>empreendedora,9c5bf770be705810VgnVCM100000d701210aRCRD. Acesso em: 17 abr. 2023.</p><p>SOUZA, L. Final infeliz: con�ra 6 startups que não deram certo. Terra, Dinheiro em dia, 31 out. 2022.</p><p>Disponível em: https://www.terra.com.br/economia/dinheiro-em-dia/meu-negocio/�nal-infeliz-</p><p>con�ra-6-startups-que-nao-deram-certo,4b801f78cc6beaf685b94c29920c6e9eftfwiz2x.html. Acesso</p><p>em: 25 abr. 2023.</p><p>Aula 5</p><p>Revisão da Unidade</p><p>Metodologias e indicadores que apoiam a jornada empreendedora</p><p>https://d335luupugsy2.cloudfront.net/cms%2Ffiles%2F6588%2F1468617878pesquisa-102.pdf</p><p>https://d335luupugsy2.cloudfront.net/cms%2Ffiles%2F6588%2F1468617878pesquisa-102.pdf</p><p>https://endeavor.org.br/ambiente/5-desafios-empreendedores-pesquisa/</p><p>https://saidopapel.com.br/2023/04/17/5-estrategias-para-vencer-o-vale-da-morte-das-startups/</p><p>https://saidopapel.com.br/2023/04/17/5-estrategias-para-vencer-o-vale-da-morte-das-startups/</p><p>https://eunastartup.com/vale-da-morte-startups/</p><p>https://pt.linkedin.com/pulse/foz-ventures-o-ve%C3%ADculo-de-investimentos-que-vai-al%C3%A9m-do-galv%C3%A3o</p><p>https://pt.linkedin.com/pulse/foz-ventures-o-ve%C3%ADculo-de-investimentos-que-vai-al%C3%A9m-do-galv%C3%A3o</p><p>https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-longo-caminho-de-uma-jornada-empreendedora,9c5bf770be705810VgnVCM100000d701210aRCRD</p><p>https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-longo-caminho-de-uma-jornada-empreendedora,9c5bf770be705810VgnVCM100000d701210aRCRD</p><p>https://www.terra.com.br/economia/dinheiro-em-dia/meu-negocio/final-infeliz-confira-6-startups-que-nao-deram-certo,4b801f78cc6beaf685b94c29920c6e9eftfwiz2x.html</p><p>https://www.terra.com.br/economia/dinheiro-em-dia/meu-negocio/final-infeliz-confira-6-startups-que-nao-deram-certo,4b801f78cc6beaf685b94c29920c6e9eftfwiz2x.html</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Durante os estudos, você aprendeu que a lean startup é uma metodologia que pode ajudar muito o</p><p>empreendedor a desenvolver e lançar novos produtos no mercado (Endeavor, 2015).</p><p>O principal princípio da lean startup é o ciclo construir – medir – aprender. Em resumo, o primeiro</p><p>passo é identi�car um nicho de mercado e construir uma solução na forma de MVP, outro conceito</p><p>aprendido durante as aulas, que trata de uma versão inicial de um novo negócio, usada para validar o</p><p>empreendimento com o cliente antes de ele estar pronto, minimizando os riscos de prejuízo</p><p>(D’Angelo, 2019). Então, mensurar os resultados do produto ou serviço oferecido, com base nas</p><p>opiniões dos clientes. Por �m, é preciso aprender com os erros e construir algo melhor. (Kuviatkoski,</p><p>2022).</p><p>Você também aprendeu que a etapa de construção um plano de negócios coerente traz uma maior</p><p>previsibilidade dos resultados, principalmente quando se trata do plano �nanceiro. Os indicadores</p><p>das fases de pré-operação (investimentos �xos, capital de giro e investimentos pré-operacionais) e</p><p>os indicadores da fase de operação (margem bruta, margem EBITDA, margem líquida, custos �xos e</p><p>custos variáveis, margem de contribuição, ponto de equilíbrio, retorno sobre o patrimônio líquido e</p><p>retorno sobre investimento) determinam a performance da empresa e são fundamentais para</p><p>aperfeiçoar a tomada de decisão pelos gestores.</p><p>Na terceira aula, falamos das principais características da metodologia tradicional de gestão de</p><p>projetos e como ela se diferencia dos métodos ágeis. Em resumo, vimos que não existe certo e</p><p>errado na hora de eleger uma metodologia, mas o importante é seguir as etapas propostas em cada</p><p>caso, seja no método tradicional ou no scrum, por exemplo. Assim todas as pessoas da equipe</p><p>saberão suas responsabilidades, prazos envolvidos e, o mais importante, acessarão de forma rápida</p><p>todas as informações do projeto, facilitando a identi�cação de erros e correção antes que gerem</p><p>prejuízos maiores. Por �m, toda metodologia tem a premissa do registro de informações que serão</p><p>importantes no futuro, seja para resgatar algum dado do projeto ou para orientar novas equipes</p><p>sobre o histórico passado.</p><p>Por �m, você viu que a jornada empreendedora é desa�adora em diversos aspectos, e um dos</p><p>principais obstáculos é a incerteza do sucesso diante dos desa�os enfrentados pelos</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>empreendedores como a falta de recursos,</p><p>sejam �nanceiros ou humanos, necessidade constante</p><p>de evolução e adaptação, com o objetivo de acompanhar as mudanças no mercado e nas</p><p>preferências do consumidor.</p><p>E é aí que entra a importância de aplicar corretamente os métodos ágeis – a �m de mapear erros de</p><p>forma antecipada e corrigi-los rapidamente –, bem como a importância de um plano de negócios</p><p>robusto, que dê visibilidade à saúde �nanceira da empresa no curto e longo prazo. É o que</p><p>chamamos de estratégia para ultrapassar o vale da morte do empreendedorismo.</p><p>Videoaula: Revisão da Unidade</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Neste vídeo você verá que o vale da morte é o momento crítico em que a empresa sofre com a falta</p><p>de recursos �nanceiros para continuar crescendo. Para evitar essa situação, é fundamental dominar</p><p>os pilares da lean startup e as técnicas de gestão de projetos ágeis, além de estruturar um plano de</p><p>negócios bem elaborado.</p><p>Estudo de caso</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você é uma pessoa com o desejo de causar um</p><p>impacto positivo no meio ambiente; quer ser dono de um negócio próprio e protagonizar mudanças</p><p>signi�cativas no padrão de consumo da sociedade, ajudando na preservação do planeta e na</p><p>melhoria da qualidade de vida das pessoas.</p><p>Você identi�cou uma lacuna no mercado de produtos de limpeza doméstica ecológicos – que são</p><p>acessíveis e e�cazes –, porém há uma grande limitação de portfólio e poucos players grandes no</p><p>mercado. Na contramão desse cenário, há uma demanda crescente por alternativas sustentáveis aos</p><p>produtos tradicionais de limpeza pessoal e limpeza doméstica.</p><p>Para tangibilizar o potencial desse mercado, basta olharmos o estudo “The Future of Sustainable</p><p>Cleaning Products to 2026” publicado pela empresa Smithers, que constatou que o mercado de</p><p>produtos sustentáveis de limpeza somou, em 2021, US$ 72,9 bilhões em valor no varejo, com uma</p><p>taxa de crescimento de 8,5% ao ano Além disso, o estudo ainda prevê que as vendas desses</p><p>produtos chegarão a US$ 109,7 bilhões em 2026, um desempenho muito acima do que o previsto</p><p>para o mercado geral de limpeza (HOUSEHOLD INNOVATION, 2021).</p><p>Analisando o comportamento de consumo no nosso país, outro dado muito promissor foi revelado</p><p>no estudo global Vida Saudável e Sustentável 2022, divulgado pelo Instituto Akatu, ONG que atua na</p><p>mobilização da sociedade para o consumo consciente, em parceria com a consultoria global</p><p>GlobeSca. Esse estudo diz que os brasileiros estão entre os mais conscientes do mundo a respeito</p><p>de seus efeitos no meio ambiente (eCycle, 2023).</p><p>Seu sonho, portanto, é criar uma empresa que ofereça uma variedade de produtos de limpeza</p><p>doméstica ecológicos, que incluam soluções de limpeza, detergentes para a roupa e itens de higiene</p><p>pessoal que se diferenciem dos concorrentes, oferecendo alternativas de alta qualidade, e�cazes e</p><p>acessíveis e que também sejam ecologicamente corretas.</p><p>Iniciar uma nova empresa pode ser uma experiência empolgante e recompensadora, mas requer</p><p>planejamento e execução cuidadosos, e para transformar seu sonho de empreendedorismo em</p><p>realidade, você sabe que precisa ter informações mais concretas desse mercado e aprender a criar</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>uma empresa de verdade. Você já listou uma série de dúvidas que certamente precisam ser</p><p>respondidas antes de iniciar as atividades de sua empresa:</p><p>1. O seu negócio tem potencial de escala, ou seja, atende de fato a uma dor do mercado e, por</p><p>isso, ganhará consumidores de forma crescente no tempo?</p><p>2. Existem concorrentes consolidados em alguma região do país que oferecerão di�culdades para</p><p>que você os vença?</p><p>3. Quais são os custos envolvidos para abrir a empresa?</p><p>4. Quais estruturas logística e de pagamentos podem ser disponibilizadas para os clientes?</p><p>5. Qual preço cobrar pelos produtos?</p><p>�. Como projetar a receita futura?</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Você já aprendeu que existem organizações de apoio e fomento ao empreendedorismo que</p><p>suportam pessoas com o desejo de empreender a de fato conseguirem prosperar com a nova</p><p>empresa.</p><p>As incubadoras de empresas são um desses tipos de organizações, pois são ambientes planejados</p><p>que servem para desenvolver os projetos que podem virar negócios. Por isso, as incubadoras</p><p>oferecem apoios gerencial e técnico com serviços de recepção, internet, telefone, salas de reunião,</p><p>ou seja, a estrutura necessária para desenvolver o negócio e um serviço de assessoria voltado às</p><p>áreas de gestão e planejamento, contabilidade, jurídica, gestão �nanceira, apuração, controle de</p><p>custo e exportação (ABSTARTUPS, 2022).</p><p>As incubadoras têm interesse por empreendedores que ainda não constituíram uma empresa e o</p><p>serviço é cobrado de diversas formas, desde uma mensalidade baixa durante o período de apoio até</p><p>um serviço gratuito com a contrapartida de um percentual do faturamento quando a empresa estiver</p><p>em operação.</p><p>Conhecendo e analisando o contexto citado e as ferramentas que estudamos durante essa unidade,</p><p>que demandas você, no papel de empreendedor, fará à incubadora de negócios para ajudar a</p><p>responder às seis perguntas listadas? Que outras preocupações, não listadas nas perguntas, você</p><p>entende que a incubadora poderia auxiliar a responder, de modo a aumentar a probabilidade de</p><p>sucesso do novo negócio?</p><p>Videoaula: Estudo de caso</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante! É esperado que você solicite à incubadora contratada um serviço de estruturação de</p><p>plano de negócios contendo alguns dos principais capítulos para que você consiga ter respostas</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>concretas às suas perguntas. Você precisa descrever para a incubadora não só que gostaria de</p><p>elaborar um plano de negócios, mas também quais capítulos esperar que ela desenvolve e o</p><p>signi�cado de cada capítulo.</p><p>Como vimos anteriormente, um plano de negócios é um documento que descreve por escrito os</p><p>objetivos de um negócio e quais etapas devem ser seguidas para que esses objetivos sejam</p><p>alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas que levam a erros na condução da empresa (Rosa,</p><p>2007).</p><p>Normalmente, um plano de negócios completo chega a ter oito capítulos, mas, nesse caso, como se</p><p>trata de uma primeira análise para que você decida se vai seguir em frente ou não, o plano de</p><p>negócios elaborado pela incubadora deve minimamente conter os capítulos:</p><p>Pesquisa de mercado;</p><p>Proposta de valor;</p><p>Estratégia de marketing;</p><p>Plano comercial;</p><p>Plano �nanceiro.</p><p>Explicando melhor o tipo de entrega que a incubadora deverá fazer, uma das primeiras etapas na</p><p>criação do plano de negócios pode ser a realização de uma pesquisa de mercado. Isso envolve a</p><p>coleta de dados acerca do comportamento do consumidor, as tendências do mercado e o cenário</p><p>competitivo. Você precisa entender as necessidades e preferências de seu público-alvo e identi�car</p><p>quaisquer lacunas no mercado você pode preencher. Além disso, você também precisa analisar os</p><p>pontos fortes e fracos de seus concorrentes e identi�car oportunidades para diferenciar seus</p><p>produtos dos deles.</p><p>Depois de reunir essas informações, é hora de começar a desenvolver a proposta de valor, que</p><p>diferencia seus produtos dos de seus concorrentes. Deve ser uma declaração clara e convincente</p><p>que comunique os benefícios de seus produtos ao seu público-alvo. Por exemplo, a proposta de valor</p><p>pode ser que seus produtos não sejam apenas ecologicamente corretos, mas também acessíveis e</p><p>e�cazes.</p><p>Com a proposta de valor em vigor, desenvolve-se a estratégia de marketing. Isso deve incluir um</p><p>plano para promover os produtos por meio de vários canais, como mídia social, e-mail marketing e</p><p>publicidade. É preciso também</p><p>a Tabela 1:</p><p>Economias selecionadas Taxas</p><p>Brasil 30,2</p><p>África Do Sul 11,9</p><p>Alemanha 9,1</p><p>Austrália 13,0</p><p>China 21,4</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Estados Unidos 13,7</p><p>Índia 33,3</p><p>México 16,3</p><p>Tabela 1 | Taxas, em porcentagem, de potenciais empreendedores. Fonte: GEM (2019 apud</p><p>ONOZATO et al., 2020, p. 36).</p><p>Vale ressaltar que, na pesquisa realizada em 2004, o Brasil tinha 24% de potenciais empreendedores.</p><p>Então, você pode estar se perguntando os motivos pelos quais essa taxa cresceu a ponto de superar</p><p>a de países desenvolvidos economicamente. O fato é que, até a década de 1990, era bem improvável</p><p>que um estudante trocasse um bom emprego com carteira assinada e garantias em uma empresa</p><p>consolidada para abrir um negócio próprio, ou seja, empreender. As próprias escolas combatiam</p><p>essa hipótese, direcionando os estudantes para o setor privado ou até mesmo para concurso</p><p>público, em busca de estabilidade. Com a mudança dessa concepção, no início dos anos 1990, por</p><p>meio da atuação de instituições, como Sebrae, já exposto no bloco anterior, o Brasil avançou de vez</p><p>na educação empreendedora, favorecendo o crescimento do número. Somado a isso, veio a Lei Geral</p><p>das Microempresas, que facilitou a criação da �gura do empreendedor individual, categorizando-o</p><p>em micro e pequeno empreendedor.</p><p>Mas, a�nal, o que é empreender na prática? Na sequência, estudaremos alguns exemplos práticos.</p><p>Casos de sucesso de empreendedorismo</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>A essa altura do conteúdo, você já sabe muito bem qual a relação entre destruição criativa e</p><p>empreendedorismo, de�nida por Schumpeter, não é mesmo? Mas, se ainda precisa de um reforço,</p><p>aqui vai: é a �gura da pessoa empreendedora que é responsável pelo processo de destruição criativa</p><p>e, com isso, pode criar: novos produtos, novos métodos produtivos e até mesmo novos mercados,</p><p>trazendo e�ciência e melhor custo-benefício nos produtos e serviços oferecidos (SCHUMPETER,</p><p>1985). Vamos conhecer alguns exemplos?</p><p>Quando falamos da criação de novos produtos, o iPod é um excelente exemplo. O player portátil, que</p><p>já foi o mais comprado no mundo, foi criado por Tony Fadell, que teve a ideia de criar seu próprio</p><p>MP3 player e, com isso, a Apple o contratou junto a uma equipe de especialistas em</p><p>desenvolvimento de produtos, para lançar o tão conhecido iPod.</p><p>Um exemplo de empreender em prol de um novo método de produção é o famoso método Toyota de</p><p>produção, que surgiu com o propósito de tornar a linha de montagem de carros mais enxuta e ágil.</p><p>Conhecido por Toyotismo, foi desenvolvido por Taiichi Ohno, entre 1947 e 1975, e gerou como</p><p>resultados: diminuição do desperdício, zero estoque, melhoria do tempo de espera, eliminação de</p><p>gargalos de transporte, entre outros.</p><p>E, por �m, um exemplo de empreendedorismo que proporcionou a criação de novos mercados é o</p><p>caso da fundação da China in Box no Brasil. Em 1990, Robinson Shiba, empreendedor paranaense</p><p>formado em Odontologia, observou que o único serviço de entregas existentes no ramo de</p><p>alimentação no Brasil era o de pizzas. Além disso, no nosso país, a comida chinesa não era muito</p><p>popular, por conta da falta de cuidado de muitos restaurantes com higiene e limpeza. Foi então que</p><p>Shiba abandonou a carreira de dentista e inaugurou, em 1992, a primeira loja em São Paulo com</p><p>cozinhas cercadas de vidro, para que as pessoas no atendimento pudessem acompanhar ao vivo o</p><p>preparo da comida. Mais do que isso, o modelo de entrega que ele desenvolveu foi totalmente</p><p>inovador para a época: a comida ia em caixinhas individuais, o que garantia a qualidade da entrega.</p><p>Resultado: hoje, o China in Box é o maior delivery de comida chinesa do nosso país. Conta com mais</p><p>de 170 restaurantes, fatura muitos milhões de reais por ano e emprega mais de 4.500 colaboradores.</p><p>Os três exemplos expostos têm em comum o fato de que as inovações foram propostas por</p><p>empreendedores que, por se incomodarem com os produtos existentes ou com o nível de serviço</p><p>insu�ciente, colocaram em prática a destruição criativa em prol da evolução. E, mais do que isso, se</p><p>tornaram diretamente responsáveis pela prosperidade �nanceira das empresas envolvidas, seja no</p><p>caso do Robinson Shiba, que criou e geriu a própria empresa, ou no caso do Tony Fadell e do Taiichi</p><p>Ohno, que incorporaram as suas inovações empreendedoras nas estruturas de grandes empresas</p><p>tradicionais, que também é uma possibilidade para empreender.</p><p>Videoaula: Empreendedorismo: conceitos e contexto no Brasil e no mundo</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Olá, estudante! Neste vídeo, você verá como o termo empreendedorismo tem diversas de�nições, e</p><p>todas foram estudadas por vários economistas ao redor do mundo, tendo conexão direta com os</p><p>avanços econômico e cultural da sociedade. Além disso, você poderá comparar o potencial</p><p>empreendedor do Brasil em relação a outros países considerados bem mais desenvolvidos</p><p>economicamente, assim como entenderá como o movimento do empreendedorismo se difundiu no</p><p>nosso país na década de 1990.</p><p>Saiba mais</p><p>Para conferir os relatórios produzidos pelo programa de pesquisa Global Entrepreneurship Monitor</p><p>(GEM), basta clicar e acessar.</p><p>O portal on-line do Sebrae é ótimo para aprofundamento nos assuntos relacionados ao</p><p>empreendedorismo, especialmente no Brasil.</p><p>Referências</p><p>https://ibqp.org.br/gem/download/?_ga=2.213981535.933837250.1672238150-740340423.1672238150</p><p>https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>CRUZ, C. F. Os motivos que di�cultam a ação empreendedora conforme o ciclo de vida das</p><p>organizações. Um estudo de caso: Pramp’s lanchonete. 2005, 125 f. Dissertação (Mestrado em</p><p>Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2005.</p><p>DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro, RJ:</p><p>Elsevier, 2001.</p><p>JULIANO, M. de C. Empreendedorismo. Londrina, PR: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016.</p><p>ONOZATO, E. et al. Global Entrepreneurship Monitor Empreendedorismo no Brasil: 2019. Curitiba, PR:</p><p>IBQP, 2020. Disponível em: https://ibqp.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Empreendedorismo-no-</p><p>Brasil-GEM-2019.pdf. Acesso em: 29 dez. 2022.</p><p>SCHUMPETER, J. A Teoria do Desenvolvimento Econômico. Rio de Janeiro, RJ: Nova Cultural, 1985.</p><p>SCHUMPETER, J. Capitalismo, socialismo e democracia. São Paulo: Unesp, 2017.</p><p>Aula 2</p><p>O panorama do empreendedorismo e suas aplicações no século XXI</p><p>Introdução</p><p>https://ibqp.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Empreendedorismo-no-Brasil-GEM-2019.pdf</p><p>https://ibqp.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Empreendedorismo-no-Brasil-GEM-2019.pdf</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Olá, estudante! Como você já aprendeu na Aula 1, a história do empreendedorismo não é recente.</p><p>Todavia, apenas no século XXI, com a consolidação da globalização, é que os estudos sobre o</p><p>empreendedorismo foram difundidos no mundo dos negócios, conectando a prática de empreender</p><p>à origem dos novos negócios. Como consequência do aprofundamento no tema, foi possível avaliar</p><p>os impactos do empreendedorismo no sistema produtivo, determinar a sua relevância para a</p><p>manutenção da competitividade econômica e mensurar a importância na geração de empregos e de</p><p>renda e na abertura de mercados.</p><p>Nesta aula, além de compreender mais a fundo esse cenário, você conhecerá os principais tipos de</p><p>empreendedorismo e descobrirá que, mesmo trabalhando em uma empresa que não é fundada por</p><p>você, é possível colocar em prática os comportamentos de uma pessoa empreendedora e gerar</p><p>ideias, produtos e – por que não? – novos negócios para a empresa em que você atua.</p><p>Empreendedorismo e desenvolvimento econômico</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Segundo Fontenele, Moura e Leocadio (2011), o empreendedorismo é relacionado a alguns</p><p>fenômenos, tais como o crescimento e o</p><p>considerar estratégias de preços, canais de distribuição e previsão de</p><p>vendas, o que chamamos de plano comercial.</p><p>Por �m, é hora do plano �nanceiro que descreva os custos iniciais, receita projetada e projeções de</p><p>�uxo de caixa. Isso ajudará a determinar a quantidade de �nanciamento necessária para fazer seu</p><p>negócio decolar e garantir que você tenha um modelo de negócios sustentável.</p><p>Com esses cinco capítulos desenvolvidos, você pode considerar como e�caz a entrega da</p><p>incubadora e, então, analisar se seguirá em frente ou não com a transformação da sua ideia em um</p><p>negócio real.</p><p>Resumo Visual</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 1 | Síntese dos conteúdos abordados durante os estudos.</p><p>Referências</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE STARTUPS (ABSTARTUPS). Incubadora de empresas: o que é e para</p><p>que serve? ABSTARTUPS, 2022. Disponível em: https://abstartups.com.br/incubadora-de-empresas-</p><p>o-que-e-e-para-que-serve/. Acesso em: 3 mar. 2023.</p><p>D’ANGELO, P. O que é MVP e como tirar seu produto minimamente viável do papel. Opinion Box, 23</p><p>out. 2019. Disponível em: https://blog.opinionbox.com/o-que-e-mvp/. Acesso em: 3 mar 2023.</p><p>ECYCLE. Marca de produtos de limpeza e autocuidado ecológicos quer estar em 20% das casas do</p><p>país até 2030. eCycle, 30 maio 2023. Disponível em: https://www.ecycle.com.br/marca-de-produtos-</p><p>de-limpeza-e-autocuidado-ecologicos-quer-estar-em-20-das-casas-do-pais-ate-2030/. Acesso em: 1</p><p>jun. 2023.</p><p>ENDEAVOR. O lean startup te ajuda a validar seu modelo de negócio. Endeavor Brasil, 7 out. 2015.</p><p>Disponível em: https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/lean-startup/. Acesso em: 3 mar. 2023.</p><p>HOUSEHOLD INNOVATION. Verde em alta na limpeza: a tecnologia por trás dos produtos</p><p>sustentáveis. Household Innovation, 29 jul. 2021. Disponível em:</p><p>https://householdinnovation.com.br/verde-em-alta-na-limpeza-a-tecnologia-por-tras-dos-produtos-</p><p>sustentaveis/. Acesso em: 4 mar. 2023.</p><p>KUVIATKOSKI, C. Lean Startup: o que é e como aplicar ao seu negócio. Ideia no Ar, 14 jan. 2022.</p><p>Disponível em: https://www.ideianoar.com.br/lean-startup/. Acesso em: 3 mar. 2023.</p><p>RIES, E. A startup enxuta: Como usar a inovação contínua para criar negócios radicalmente bem-</p><p>sucedidos. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.</p><p>ROSA, C. A. Como elaborar um plano de negócio. Brasília: Sebrae, 2007. Disponível em:</p><p>https://static.efetividade.net/img/NT000361B2-250164.pdf. Acesso em: 20 mar. 2023.</p><p>,</p><p>Unidade 3</p><p>Fundamentos e aspectos iniciais da inovação e processos de inovação</p><p>https://abstartups.com.br/incubadora-de-empresas-o-que-e-e-para-que-serve/</p><p>https://abstartups.com.br/incubadora-de-empresas-o-que-e-e-para-que-serve/</p><p>https://blog.opinionbox.com/o-que-e-mvp/</p><p>https://www.ecycle.com.br/marca-de-produtos-de-limpeza-e-autocuidado-ecologicos-quer-estar-em-20-das-casas-do-pais-ate-2030/</p><p>https://www.ecycle.com.br/marca-de-produtos-de-limpeza-e-autocuidado-ecologicos-quer-estar-em-20-das-casas-do-pais-ate-2030/</p><p>https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/lean-startup/</p><p>https://householdinnovation.com.br/verde-em-alta-na-limpeza-a-tecnologia-por-tras-dos-produtos-sustentaveis/</p><p>https://householdinnovation.com.br/verde-em-alta-na-limpeza-a-tecnologia-por-tras-dos-produtos-sustentaveis/</p><p>https://www.ideianoar.com.br/lean-startup/</p><p>https://static.efetividade.net/img/NT000361B2-250164.pdf</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Aula 1</p><p>Inovação e seus principais tipos de aplicação</p><p>Introdução</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante! Na Unidade 3 introduziremos o conceito e principais aspectos da inovação, palavra</p><p>que ganhou protagonismo na agenda das organizações de todos os tamanhos e segmentos e que é</p><p>extremamente importante de ser compreendida no âmbito do empreendedorismo, por ser a alavanca</p><p>de diferenciação da empresa no mercado. Com o ritmo intenso de surgimento de produtos e</p><p>serviços, é necessário que as empresas sejam capazes de implementar uma cultura adequada para</p><p>que os colaboradores se adaptem a essas inovações e consigam, inclusive, se antecipar ao que virá</p><p>de novidade.</p><p>Nesta aula você verá que a prática da inovação está atrelada não apenas à capacidade dos</p><p>colaboradores e lideranças executarem essa agenda, mas também da capacidade de conseguirem</p><p>conectar stakeholders externos, como clientes e parceiros, para colaborarem junto com as</p><p>capacidades internas. Além disso, aprenderá que inovar vai além de criar produtos, existindo 10 tipos</p><p>possíveis de inovação.</p><p>Bom estudo!</p><p>Mapeando os tipos de inovação</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Quando falamos de inovação, normalmente relacionamos a palavra com o surgimento de produtos e</p><p>serviços que revolucionaram a sociedade, como o avião, o computador e as vacinas, entre outros.</p><p>Mas a palavra inovação, que tem origem no latim innovare, signi�ca "renovação", "invenção" ou</p><p>"criação de algo novo" e pode ser utilizada para qualquer mudança que gere uma nova percepção de</p><p>valor. O termo era frequentemente usado na Idade Média para referir-se a mudanças signi�cativas</p><p>nas leis, costumes ou cultura em geral. Com o passar dos anos, o signi�cado de inovação foi</p><p>ampliado para incluir a criação de novos produtos, serviços ou processos dentro de uma empresa.</p><p>Atualmente, a inovação é vista como uma peça-chave para o sucesso no mundo empresarial.</p><p>Essa concepção de que a inovação é parte essencial da atividade econômica foi criada por Joseph</p><p>Schumpeter, economista e cientista político austríaco. Na visão dele, a atitude inovadora é o grande</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>motor do crescimento econômico e a empresa é o centro em que essa inovação acontece, e pode</p><p>ser de�nida como (Costa et al., 2022):</p><p>Introdução de um novo bem ou nova qualidade a esse bem;</p><p>Introdução de um novo método de produção ou nova forma de manejar comercialmente uma</p><p>mercadoria;</p><p>Abertura de mercado;</p><p>Adoção de uma nova matéria-prima;</p><p>Estabelecimento de uma nova empresa no segmento, quebrando um monopólio.</p><p>Repare que as possibilidades descritas cobrem não apenas o produto novo em si, mas também</p><p>novas formas e meios de se fazer algo (Costa et al., 2022). Além de de�nir o espectro da inovação,</p><p>Schumpeter foi o primeiro estudioso a falar do empreendedorismo, traduzindo a palavra como a ideia</p><p>de alocar recursos escassos da economia de forma e�ciente, a partir de um empreendimento novo</p><p>(Costa et al., 2022). Com isso, a habilidade de inovar para a diferenciação de mercado se tornou</p><p>essencial para empreendedores.</p><p>Com o avanço dos estudos sobre a inovação, o conceito passou a explorar os atores que fazem</p><p>parte da sua execução e criou-se a diferenciação entre inovação fechada e aberta que traz,</p><p>basicamente, a expansão dos limites da empresa, incorporando ideias, recursos e feedbacks do</p><p>ambiente externo à organização. A maior diferença da inovação fechada para a aberta é que na</p><p>primeira, todo o processo de ideias, elaboração e desenvolvimento do produto ou serviço é feito</p><p>exclusivamente com colaboradores e recursos internos (Liga Ventures, 2022).</p><p>O modelo de inovação aberta foi proposto por Henry Chesbrough, considerado o pai do termo, no seu</p><p>livro Inovação Aberta: Como criar e lucrar com a tecnologia. A partir dos estudos de Chesbrough,</p><p>de�niu-se três modalidades de aplicação da inovação aberta, explicadas no Quadro 1 (Alves, 2023):</p><p>Quadro 1 | Modalidades de inovação aberta</p><p>Modalidade</p><p>Signi�cado</p><p>Inbound</p><p>A empresa busca conhecimento ou tecnologia</p><p>em uma fonte externa especializada.</p><p>Outbound</p><p>A empresa desenvolve uma solução inovadora e</p><p>a transfere para outra empresa por meio de</p><p>parceria.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Fonte: adaptado de Alves (2023).</p><p>Vimos que desde os primórdios dos estudos acerca da inovação, na literatura</p><p>de Schumpeter, inovar</p><p>signi�ca ir muito além de novas soluções apenas, certo? Pois bem, já nos tempos atuais, Larry</p><p>Keeley, CEO e cofundador de uma das empresas mais reconhecidas em estratégia de inovação e</p><p>incorporada na Deloitte, desenvolveu o método 10 TI (10 tipos de inovação), para tangibilizar o que</p><p>Schumpeter mencionou anteriormente: é possível inovar para além de criar produtos e serviços. O</p><p>Quadro 2 apresenta os 10 TI (Keeley, 2015):</p><p>Quadro 2 | 10 Tipos de Inovação</p><p>Fonte: adaptada de Keeley (2015)</p><p>Um ponto importante é que cada empresa de�ne sua estratégia de inovação com base nas</p><p>competências, mercado de atuação e objetivos a serem atingidos, não existindo uma hierarquia entre</p><p>os tipos ou uma ordem especí�ca a ser seguida.</p><p>Características de cada tipo de inovação</p><p>Coupled Combinação dos modelos anteriores, quando</p><p>uma empresa consegue fornecer informações</p><p>para o desenvolvimento de uma solução e se</p><p>bene�cia de novas ideias e informações</p><p>externas.</p><p>Con�guração</p><p>Oferta</p><p>Experiência</p><p>Modelo de lucratividade</p><p>Desempenho do produto</p><p>Serviço</p><p>Rede</p><p>Sistema de produto</p><p>Canal</p><p>Estrutura</p><p>-</p><p>Marca</p><p>Processo</p><p>-</p><p>Envolvimento do cliente</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>É normal imaginar que inovação aberta seja o oposto da inovação fechada, mas os dois tipos são</p><p>complementares. Empresas podem praticar a inovação fechada no processo produtivo para garantir</p><p>o segredo industrial ou registrar patentes, enquanto praticam a inovação aberta para compartilhar</p><p>conhecimento de mercado e desenvolvimento de tecnologias com outras organizações.</p><p>Para facilitar o entendimento das diferenças de cada tipo de inovação, veja o Quadro 3 (Liga</p><p>Ventures, 2022):</p><p>Quadro 3 | Diferenças entre inovação aberta e inovação fechada</p><p>Inovação fechada</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Fonte: adaptado de Liga Ventures (2022).</p><p>Com a inovação aberta, há mais agilidade e e�ciência na incorporação de tecnologias e ideias além</p><p>de aumentar a possibilidade de utilizar recursos que a empresa, por vezes, não tem internamente</p><p>(Liga Ventures, 2022).</p><p>Um exemplo da inovação aberta praticada de fora para dentro ou inbound é o da LEGO, líder mundial</p><p>em brinquedos, que incentiva seus consumidores a darem ideias para possíveis novas coleções e os</p><p>premia a partir de uma votação aberta que elege as mais desejadas. Essa aposta no</p><p>desenvolvimento de novas coleções a partir das ideias dadas pelos próprios usuários torna mais</p><p>provável o sucesso das vendas dos futuros lançamentos.</p><p>Já na inovação de dentro para fora ou outbound, podemos citar o exemplo da 3M, que tem um</p><p>consultor que avalia desa�os e cenários do cliente para desenvolver a melhor embalagem para o</p><p>produto e com o melhor custo-benefício para a ambos (Sydle, 2022).</p><p>A mistura entre outbound e inbound, ou inovação coupled, ocorre quando duas empresas que têm a</p><p>mesma di�culdade resolvem, por exemplo, criar ou investir juntas em uma terceira marca que vende</p><p>o produto ou serviço para as duas, mas também para as outras empresas da cadeia. A Vector é um</p><p>bom exemplo: criada pela Bunge e Target, buscou resolver o problema de digitalização do processo</p><p>de contratação de frete rodoviário e outros serviços (Bunge, [s. d.]).</p><p>Os três casos citados também se relacionam com o método de Keeley: o caso da LEGO exempli�ca</p><p>um tipo de inovação a partir do envolvimento do cliente. No caso da 3M, a melhor embalagem</p><p>possível vai diferenciar o produto vendido, o que con�gura uma inovação de desempenho do</p><p>produto. Já a Vector pode ser considerada um novo canal de integração entre caminhoneiros e</p><p>embarcadores.</p><p>Vamos nos aprofundar nas características de cada um dos 10 tipos de inovação propostos por</p><p>Keeley? (FIUZA, 2023)</p><p>1. Modelo de lucratividade: forma como a empresa lucra a partir das inovações.</p><p>2. Rede: como uma empresa pode criar parcerias que geram valor.</p><p>Inovação aberta</p><p>Integração com os recursos internos e</p><p>externos.</p><p>Falta de integração com os recursos externos.</p><p>O custo para o desenvolvimento é reduzido, por</p><p>não precisar criar o sistema todo internamente.</p><p>Necessidade de criação de várias equipes,</p><p>aumentando o custo de desenvolvimento.</p><p>Processo muito mais ágil, por envolver recursos</p><p>externos.</p><p>Lentidão no processo de inovação.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>3. Estrutura: ações que podem gerar valor relacionadas aos ativos (pessoas e infraestrutura</p><p>física) da empresa, como a descentralização da hierarquia para fomentar um ambiente propício</p><p>à criação de ideias.</p><p>4. Processo: como aperfeiçoar os processos internos para entregar o produto ou serviço �nal da</p><p>melhor forma.</p><p>5. Desempenho do produto: inovações que vão impactar o valor ou qualidades do produto</p><p>ofertado e que o diferenciarão da concorrência.</p><p>�. Sistema de produto: forma de criar uma complementaridade em seus produtos com serviços.</p><p>7. Serviço: inovações direcionadas a garantia, aumento da utilidade ou desempenho do produto</p><p>ou serviço.</p><p>�. Canal: forma como o produto ou serviço será entregue ao consumidor.</p><p>9. Marca: forma como o cliente percebe a empresa.</p><p>10. Envolvimento do cliente: inovações relacionadas à forma como a empresa interage com os</p><p>consumidores assertivamente no seu processo de implementação da inovação.</p><p>Percebeu como a inovação pode ser implementada a partir de diversas classi�cações? Ao conhecer</p><p>os tipos de inovação, a empresa pode de�nir o seu próprio �uxo de inovação, e quanto mais</p><p>variedade houver nos tipos, mais forte será sua vantagem competitiva.</p><p>Casos reais de inovação aberta</p><p>Agora você já sabe que a inovação aberta é uma maneira das empresas criarem e capturem valor por</p><p>meio da cocriação entre os colaboradores internos e parceiros externos, como clientes e startups.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Existem diversos casos de sucesso de empresas de segmentos distintos que adotam a inovação</p><p>aberta de maneira estratégica e revolucionam o mercado que atuam.</p><p>Vamos agora conhecer dois desses casos: FirstBuild, um dos projetos de inovação aberta da GE e</p><p>que pode ser considerado um caso de inovação inbound, e SmartThings, uma das empresas</p><p>adquiridas pela Samsung e que pode ser considerado um caso de inovação coupled (Martins, 2020):</p><p>A GE, empresa global de tecnologia e inovação que desenvolve soluções para as áreas de saúde,</p><p>energia e aviação, investe em um ecossistema de parceiros para resolver grandes problemas e</p><p>garantir que as ideias geradas por terceiros sejam implementadas e se transformem em produtos</p><p>para a GE.</p><p>Uma das iniciativas mais bem-sucedidas na unidade de negócio de saúde da GE foi a comunidade de</p><p>cocriação FirstBuild, que permite que engenheiros e designers tomem decisões para o</p><p>desenvolvimento de produtos, desde o início de seu ciclo de vida. A empresa investiu em uma</p><p>plataforma aberta para facilitar a colaboração entre pesquisadores independentes e seus times de</p><p>P&D (inovação aberta em sua essência!), que desenvolvem novas aplicações de diagnóstico e</p><p>tratamento por ultrassom. O setor de energia também é alvo da GE, que usa uma plataforma de</p><p>coleta de ideias para realizar a colaboração em projetos de produção de energia limpa e acessível</p><p>usando nanotecnologia (Martins, 2020). Ambos os casos protagonizados pela GE também podem</p><p>ser classi�cados como inovações de rede, considerando o modelo de Keeley, pois demonstram</p><p>como uma empresa pode gerar mais valor valendo-se de parcerias.</p><p>Já a Samsung, multinacional sul-coreana de eletrônicos, criou a iniciativa Next em 1994 para</p><p>desenvolver um ecossistema de inovação que provocasse grandes transformações nos setores de</p><p>softwares e serviços. Preste atenção no ano: era 1994 e os conceitos da inovação já eram colocados</p><p>em prática! O grande objetivo da iniciativa é colocar os colaboradores da empresa para trabalhar lado</p><p>a lado com startups que ajudam a escalar novos produtos digitais</p><p>e transformar ideias em negócios</p><p>prósperos, solucionando grandes problemas globais. O projeto atua em países por todo o globo e a</p><p>relação com as startups pode se dar por aportes �nanceiros de venture capital, parcerias, aceleração</p><p>e/ou aquisição (Martins, 2020).</p><p>Um case de sucesso da Next é a compra da empresa SmartThings, de soluções com internet das</p><p>coisas (IoT). Com a aquisição, a Samsung pôde integrar a tecnologia em seus produtos sem ter que</p><p>gastar tempo e dinheiro em P&D para chegar no mesmo nível de maturidade (Martins, 2020). O</p><p>exemplo da Samsung também poderia ser classi�cado utilizando o modelo de Keeley, mas agora</p><p>como inovação do tipo sistemas de produto, pois a nova tecnologia complementa produtos que já</p><p>são produzidos pela multinacional sul-coreana. Vemos na prática uma das vantagens da inovação</p><p>aberta: velocidade de desenvolvimento das ideias e custo reduzido para colocá-las em prática, já que</p><p>estruturas externas já desenvolvidas são integradas ao projeto inicial.</p><p>Muitas vezes a inovação é encarada como algo muito disruptivo e exclusivo para as empresas</p><p>modernas ou que têm muito dinheiro para investir na sua implementação, mas vimos dois casos de</p><p>empresas centenárias que souberam aplicar bem o conceito de inovação aberta, aproveitando-se da</p><p>colaboração com parceiros externos para inovar de forma mais rápida e e�ciente.</p><p>Videoaula: Inovação e seus principais tipos de aplicação</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Neste vídeo você aprenderá os principais tipos de inovação que uma empresa pode adotar, além de</p><p>conferir exemplos reais de cada um, implementados em negócios com características diversas, mas</p><p>que souberam traduzir bem os conceitos em implementação com resultados positivos para a</p><p>empresa. Além disso, verá as vantagens de incentivar a cultura de inovação aberta, mas também</p><p>perceberá que a inovação fechada não é vilã e tem sua aplicabilidade garantida em contextos</p><p>especí�cos.</p><p>Saiba mais</p><p>Você pode compreender melhor a proposta do livro Dez tipos de inovação: a disciplina de criação de</p><p>avanços de ruptura, escrito por Larry Keeley, por meio deste artigo publicado pela DVS, editora da</p><p>obra: https://blog.dvseditora.com.br/dez-tipos-de-inovacao-modelo-simples-e-pratico-para-um-</p><p>resultado-vencedor/.</p><p>Referências</p><p>https://blog.dvseditora.com.br/dez-tipos-de-inovacao-modelo-simples-e-pratico-para-um-resultado-vencedor/</p><p>https://blog.dvseditora.com.br/dez-tipos-de-inovacao-modelo-simples-e-pratico-para-um-resultado-vencedor/</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>ALVES, S. O que é inovação aberta e quais seus benefícios e desa�os para as empresas. 2023. Época</p><p>Negócios, 6 mar. 2023. Disponível em:</p><p>https://epocanegocios.globo.com/empresas/noticia/2023/03/o-que-e-inovacao-aberta-e-quais-seus-</p><p>bene�cios-e-desa�os-para-as-empresas.ghtml. Acesso em: 1 maio 2023.</p><p>BUNGE. Bunge e Target criam a empresa de logística Vector. Bunge [s. d.]. Disponível em:</p><p>https://www.bunge.com.br/Imprensa/Noticia.aspx?id=1323. Acesso em: 1 maio 2023.</p><p>COSTA, A. et al. Administração: Conceitos, Teoria e Prática Aplicados à Realidade Brasileira. São</p><p>Paulo: Atlas, 2022.</p><p>FIUZA, T. Os 10 tipos de inovação, de Larry Keeley. Vinder Estratégias para Inovação, 3 abr. 2023.</p><p>Disponível em: https://gestaodainovacao.blog.br/os-10-tipos-de-inovacao-de-larry-keeley/. Acesso</p><p>em: 1 maio 2023.</p><p>KEELEY, L. et al. Dez tipos de inovação: a disciplina de criação de avanços de ruptura. São Paulo:</p><p>DVS, 2015.</p><p>LIGA VENTURES. Inovação aberta: o que é e como ela pode melhorar os processos da sua empresa.</p><p>Liga Ventures, 12 set. 2022. Disponível em: https://insights.liga.ventures/inovacao/inovacao-aberta/.</p><p>Acesso em: 1 maio 2023.</p><p>MARTINS, W. Con�ra dez cases de sucesso de inovação aberta. Senno, 17 nov. 2020. Disponível em:</p><p>https://senno.ai/cases-inovacao-aberta/. Acesso em: 1 maio 2023.</p><p>SYDLE. Inovação aberta: qual o conceito? Entenda os tipos e benefícios. Sydle, 15 fev. 2022.</p><p>Disponível em: https://www.sydle.com/br/blog/inovacao-aberta-612e3442f797755bfcc90dbb.</p><p>Acesso em: 1 maio 2023.</p><p>Aula 2</p><p>Gestão da inovação: benefícios e impactos na estratégia organizacional</p><p>https://epocanegocios.globo.com/empresas/noticia/2023/03/o-que-e-inovacao-aberta-e-quais-seus-beneficios-e-desafios-para-as-empresas.ghtml</p><p>https://epocanegocios.globo.com/empresas/noticia/2023/03/o-que-e-inovacao-aberta-e-quais-seus-beneficios-e-desafios-para-as-empresas.ghtml</p><p>https://gestaodainovacao.blog.br/os-10-tipos-de-inovacao-de-larry-keeley/</p><p>https://insights.liga.ventures/inovacao/inovacao-aberta/</p><p>https://senno.ai/cases-inovacao-aberta/</p><p>https://www.sydle.com/br/blog/inovacao-aberta-612e3442f797755bfcc90dbb</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Introdução</p><p>Olá, estudante! Como já vimos, inovar vai muito além de criar produtos e serviços, e envolve</p><p>desenvolver novos modelos de negócios, novos processos organizacionais e até mesmo novas</p><p>formas de falar com o consumidor. Com isso, os riscos de erros e perdas ao longo do processo de</p><p>inovação existem e precisam ser considerados pelas corporações para que ações preventivas e</p><p>corretivas sejam mapeadas e executadas no tempo certo.</p><p>É neste cenário que entra o conteúdo desta aula: você verá a importância de sistematizar a inovação</p><p>por meio de um �uxo de administração das iniciativas e de um modelo de gestão que vai garantir a</p><p>conexão da agenda de inovação com a estratégia da corporação, além de trazer visibilidade a tudo</p><p>que está acontecendo e uma cultura de monitoramento de resultados importante para que essa</p><p>agenda obtenha os recursos e incentivos necessários para garantir a perpetuidade do negócio.</p><p>Bons estudos!</p><p>Sistematizando a inovação nas empresas</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>O investimento em iniciativas que promovem a inovação nas empresas vem sendo cada vez mais</p><p>discutido devido às diversas transformações que os setores da economia sofreram nos últimos</p><p>anos. Não só startups, mas grandes empresas tradicionais também estão percebendo a importância</p><p>de incorporar a inovação no negócio por meio de mudanças estruturais, relacionamento com</p><p>clientes, fornecedores e dos próprios colaboradores (Donato, 2023).</p><p>Para atingir os resultados esperados, é fundamental que as empresas criem uma cultura de</p><p>inovação, estimulando a criatividade e o trabalho colaborativo. Além disso, é importante investir em</p><p>ferramentas e recursos que possam facilitar o processo de geração, seleção e desenvolvimento de</p><p>inovações. Por isso, a inovação precisa ser vista como um processo contínuo e dinâmico.</p><p>Esse processo é dividido em quatro etapas:</p><p>1. Geração de ideias: é a fase inicial do processo, em que são geradas e coletadas ideias que</p><p>podem ser aplicadas em um determinado produto, serviço ou processo. Essas ideias podem</p><p>surgir de várias fontes, como funcionários, clientes, concorrentes, fornecedores etc.</p><p>2. Desenvolvimento: as ideias são analisadas e selecionadas para serem desenvolvidas em</p><p>protótipos. É importante que essa fase conte com equipes interdisciplinares, que possam</p><p>avaliar a viabilidade técnica, �nanceira e comercial da ideia.</p><p>3. Implementação: após a validação dos protótipos, a ideia é implementada em um produto,</p><p>serviço ou processo real. Esse processo exige um planejamento cuidadoso e</p><p>acompanhamento constante para garantir que a inovação esteja alinhada com as expectativas</p><p>do mercado e dos clientes.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>4. Avaliação: após a implementação, é importante avaliar os resultados da inovação e fazer</p><p>correções, se necessário. Essa etapa é fundamental para garantir que a inovação continue a</p><p>gerar valor para a organização e seus clientes.</p><p>Vale destacar que o processo de inovação não é linear, pode envolver várias interações entre as</p><p>etapas e envolvimento de diferentes áreas da empresa. O que vai permitir que todas essas ideias e</p><p>processos</p><p>inovadores sejam aplicáveis em uma organização é a gestão da inovação, uma prática</p><p>voltada para o estímulo e a implementação de um incentivo ao desenvolvimento de novas ideias</p><p>(Ferreira, 2019).</p><p>Outro aspecto crucial na gestão da inovação é a capacidade de identi�car e analisar as tendências</p><p>do mercado e as necessidades dos clientes, para que as ideias e soluções desenvolvidas estejam</p><p>alinhadas com as demandas do mercado e possam gerar impactos positivos.</p><p>Por �m, a gestão da inovação também exige uma abordagem estratégica, com um planejamento</p><p>cuidadoso dos recursos necessários, como investimentos em pesquisas, tecnologia, pessoal e</p><p>capacitação, e a de�nição de métricas para medir os resultados e o impacto da inovação. Assim, é</p><p>possível se destacar em um mercado competitivo e conquistar a �delidade dos clientes, garantindo o</p><p>sucesso a longo prazo.</p><p>Com o objetivo de fornecer orientações para a gestão de inovação em uma organização,</p><p>independentemente de seu tamanho, setor ou localização, foi criada a ISO 56002. Vale primeiro</p><p>aprender o que a sigla signi�ca: fundada em 1947, a ISO – Organização Internacional de</p><p>Padronização, é uma instituição sem �ns lucrativos sediada na Suíça. Ancorada nos princípios da</p><p>isonomia, a organização tem mais de 22 mil normas técnicas, sendo mais de 180 normas de sistema</p><p>de gestão que visam ao estabelecimento de padrões mundiais para a gestão de negócios (Cardoso,</p><p>[s. d.]).</p><p>No caso da ISO 56002, ela trata das diretrizes para implementar o sistema de gestão da inovação e é</p><p>a única certi�cável via atestado de conformidade, por propor a estruturação dos processos para</p><p>inovar com foco na geração de resultados.</p><p>Como implementar um bom processo de gestão da inovação</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Como vimos, o processo de inovação é formado por quatro etapas sequenciais: geração de ideias,</p><p>desenvolvimento, implementação e avaliação, que vão assegurar que o time de inovação tenha</p><p>ideias e as implemente de forma bem-sucedida (Distrito, 2020).</p><p>Para implementar o processo de inovação corretamente, é preciso ter um bom sistema para</p><p>organizar este processo, e o mais indicado é a gestão ágil, abordada anteriormente, por conseguir</p><p>identi�car os riscos e falhas que são inerentes a todo processo de inovação e que, quando não</p><p>corrigidos rapidamente, provocam um alto custo para a empresa (Pimenta, 2022).</p><p>Mas apenas a sistematização do processo de inovação não é su�ciente para que de fato a inovação</p><p>aconteça, a�nal, é na criatividade humana que ela tem sua origem. Ao longo dos anos, similaridades</p><p>nos contextos culturais e processuais das empresas que implementaram com sucesso o processo</p><p>de inovação foram estudadas. Vamos conhecer oito características dessas empresas (Frankenthal,</p><p>2017):</p><p>1. Iniciativas de inovação alinhadas com os objetivos estratégicos: é preciso entender os</p><p>objetivos estratégicos do negócio e de�nir os processos que precisam ser inovados.</p><p>2. Focar a inovação: a gestão da inovação precisa direcionar esforços para a convergência entre</p><p>tecnologias, comportamentos e os objetivos do negócio, para gerar bons resultados.</p><p>3. Ambiente favorável para a inovação: a liderança precisa incentivar a agenda de inovação,</p><p>compreendendo profundamente os seus fundamentos, destinando verba su�ciente para</p><p>investir e garantindo que a cultura de inovação esteja incorporada no DNA da empresa.</p><p>4. Pessoas treinadas para a inovação: treinamentos, workshops e encontros criativos,</p><p>preferencialmente fora do ambiente organizacional, são essenciais para que as pessoas se</p><p>sintam seguras para inovar.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>5. Realizar parcerias inovadoras: para inovar, é fundamental fazer parcerias com instituições que</p><p>já dominam as metodologias e conhecem os mecanismos de �nanciamento de inovação</p><p>disponíveis no Brasil, como as universidades federais, as incubadoras de startups e as</p><p>consultorias.</p><p>�. Processos estruturados: o processo precisa ser bem estruturado, bem gerenciado e produtivo</p><p>para toda a organização. Os recursos humanos, �nanceiros e tecnológicos devem ser</p><p>combinados para resultar em uma relação ganha-ganha para todos os envolvidos.</p><p>7. Reconhecimento dos esforços de inovação: mecanismos de reconhecimento dos esforços de</p><p>inovação dos colaboradores (desde uma matéria em newsletter da empresa, destacando os</p><p>feitos do colaborador, até remunerações proporcionais aos ganhos gerados pela sua</p><p>participação no processo de inovação).</p><p>�. Análise dos resultados da inovação: medir os resultados e veri�car se realmente os processos</p><p>envolvidos se tornaram mais e�cientes. Quando a inovação é no produto ou serviço, pesquisas</p><p>de satisfação mostram se ele está agradando os clientes e trazendo lucro para a empresa.</p><p>Mesmo com muita informação disponível acerca da importância da gestão da inovação nas</p><p>empresas, é muito comum vê-las gerarem ótimas ideias, mas que nunca saem do papel. Daí entra a</p><p>importância da certi�cação ISO 56002, que a partir do apoio de uma consultoria experiente, apoia as</p><p>empresas na execução correta dos processos de inovação. Depois de implementar todos os itens</p><p>normativos, a empresa passa por uma auditoria de certi�cação por meio de um organismo</p><p>certi�cador e, se aprovada, recebe o atestado de conformidade (Cardoso, [s. d.]).</p><p>A ISO 56002 se baseia em oito pilares, demonstrados no Quadro 1 junto com os benefícios dessa</p><p>certi�cação:</p><p>Quadro 1 | Pilares e Benefícios da ISO 56002</p><p>Pilares Signi�cado Benefícios</p><p>Direção estratégica</p><p>Implementação de uma política de</p><p>inovação e criação de indicadores de</p><p>acompanhamento de resultados.</p><p>Maior capacidade de gerenciar</p><p>incertezas;</p><p>Abordagem por</p><p>processos</p><p>De�nição de cada processo interno e</p><p>as responsabilidades de todos os</p><p>colaboradores envolvidos.</p><p>Aumento do crescimento,</p><p>receita, rentabilidade e</p><p>competitividade;</p><p>Realização de valor</p><p>Resultados mensuráveis, seja no</p><p>aumento dos lucros ou na redução de</p><p>gastos.</p><p>Redução de custos e</p><p>desperdícios e aumento da</p><p>produtividade e e�ciência de</p><p>recursos;</p><p>Liderança futurista</p><p>Líderes que promovem o</p><p>engajamento dos colaboradores e</p><p>tornam os resultados possíveis.</p><p>Maior sustentabilidade e</p><p>resiliência;</p><p>Cultura colaborativa Organização preparada para</p><p>mudanças, superando as</p><p>Maior satisfação de usuários,</p><p>clientes, cidadãos e outras</p><p>partes interessadas;</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>adversidades e aproveitando as</p><p>oportunidades.</p><p>Adaptabilidade e</p><p>resiliência</p><p>Persistência apesar das di�culdades</p><p>e capacidade de enxergar os</p><p>problemas como oportunidades de</p><p>inovação.</p><p>Renovação sustentada do</p><p>portfólio de ofertas;</p><p>Gestão de incertezas</p><p>As empresas devem utilizar as</p><p>incertezas para criar um plano de</p><p>contenção de ameaças.</p><p>Pessoas engajadas e</p><p>capacitadas na organização;</p><p>Gestão de insights</p><p>Funil com cinco fases: identi�cação</p><p>da hipótese, criação de conceitos,</p><p>validação, desenvolvimento e</p><p>implementação.</p><p>Maior capacidade de atrair</p><p>parceiros, colaboradores e</p><p>�nanciamento.</p><p>Fonte: adaptada de Grandes Obras (2022).</p><p>Já sabemos que a inovação depende totalmente da atuação humana, a�nal, apenas metodologia</p><p>não é su�ciente para aplicá-la. Estabelecer um ambiente favorável é necessário, e a ISO 56002 ajuda</p><p>a organizá-lo nas empresas.</p><p>Passo a passo para obter a certi�cação da ISO 56002</p><p>A certi�cação da ISO 56002 demanda que as empresas passem por algumas etapas que compõem</p><p>o processo de implementação dessa metodologia. As principais etapas são (ISO de Inovação,</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>2023):</p><p>1. Assessment: tem como propósito identi�car o nível de preparo em questão de estrutura e</p><p>cultura da companhia em termos de inovação, com o objetivo de se ter uma melhor clareza do</p><p>que é preciso adotar para atingir os objetivos traçados. Em poucas palavras, consiste no</p><p>diagnóstico da maturidade inovadora do negócio.</p><p>2. Criação de um comitê de inovação: conjunto de pro�ssionais que serão responsáveis por</p><p>conduzir a implementação da ISO 56002. O comitê deverá garantir a criação e o funcionamento</p><p>do sistema de inovação de forma permanente. Não</p><p>existe uma recomendação acerca da</p><p>quantidade máxima ou mínima de membros, apenas a de�nição clara de quem irá compô-lo e</p><p>as responsabilidades que cada membro terá ao fazer parte dele.</p><p>3. Estabelecimento de uma metodologia de implementação: quando as duas etapas anteriores</p><p>estão bem de�nidas e comunicadas para a liderança da organização, chega a hora de</p><p>estabelecer um plano de ação a implementação. A metodologia deve ser elaborada com base</p><p>na criação de uma governança de inovação, priorizando estratégias disruptivas que atendam às</p><p>demandas do público-alvo e gerem resultados reais ao negócio; caso contrário, iniciar esse</p><p>processo de forma desordenada e sem planejamento prejudicará o impulsionamento do</p><p>negócio e sua reputação no mercado.</p><p>4. Realização de uma auditoria interna: com a implementação da metodologia 100% realizada, um</p><p>terceiro avaliará todos os esforços e planos colocados em prática, identi�cando as falhas que</p><p>ainda possam existir e pontos de melhoria a serem corrigidos. Essa fase deve ser encarada</p><p>como um momento de oportunidade para aperfeiçoar ainda mais os serviços e produtos para</p><p>atingir conquistas ainda maiores para o crescimento da empresa.</p><p>5. Auditoria de certi�cação: é nessa etapa que a empresa pode conquistar a certi�cação da ISO</p><p>56002. A avaliação é feita por um órgão certi�cador, que veri�ca todos os itens normativos e</p><p>a�rma se a empresa está em conformidade com a metodologia.</p><p>Tanto no momento de obter a certi�cação da ISO 56002 como para implementar um simples projeto</p><p>de inovação, é importante contar com o apoio de consultores experientes no ramo. Assim, eles</p><p>conseguirão ser mais assertivos ao identi�car os melhores caminhos a serem seguidos, assim como</p><p>darão o apoio necessário para enfrentar qualquer imprevisto que surja ao longo do caminho da</p><p>implementação (ISO da Inovação, 2023).</p><p>É possível encontrar empresas brasileiras já foram certi�cadas na ISO 56002. A primeira a obter a</p><p>certi�cação foi a MZF4, indústria de transformação do ramo de nylon. Na mesma época, a CSI</p><p>Locações, empresa de locação de equipamentos também conquistou o atestado de conformidade e,</p><p>em seguida, a PALAS implementou esse modelo de gestão em seus processos (Cardoso, [s. d.]). A</p><p>Atento, do ramo de call center, a Stefanini, uma das maiores empresas de tecnologia do Brasil, e a</p><p>Messes Gases também obtiveram a certi�cação posteriormente (Cardoso, [s. d.]).</p><p>Videoaula: Gestão da inovação: benefícios e impactos na estratégia</p><p>organizacional</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante! Neste vídeo, você entenderá como funciona a gestão da inovação nas corporações e</p><p>quais benefícios ela pode trazer para minimizar erros e perdas ao longo do processo.</p><p>Apresentaremos também os modelos de sistemas de gestão para inovação mais aderentes ao</p><p>contexto atual de centralidade nas demandas do cliente e que levaram à criação da ISO 56002, que</p><p>tem o objetivo de facilitar as diretrizes para implementação de um sistema de gestão que traz</p><p>padrões mundiais adotados por mais de 100 empresas.</p><p>Saiba mais</p><p>Existem diversas ferramentas com a função de auxiliar uma empresa na governança do processo de</p><p>gestão da inovação, criando �uxos automáticos de aprovação de ideias, baseados em critérios</p><p>prede�nidos e todo um aparato de metodologias para transformar as ideias em inovação. Para</p><p>conhecer uma dessas ferramentas, acesse: https://aevo.com.br/produtos/.</p><p>Referências</p><p>https://aevo.com.br/produtos/</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>CARDOSO, M. ISO 56002: o que é a ISO de inovação? Templum, [s. d.] . Disponível em:</p><p>https://certi�cacaoiso.com.br/iso-56002-o-que-e-a-iso-de-inovacao/. Acesso em: 5 maio 2023.</p><p>DISTRITO. Como construir um processo de inovação na sua empresa. Distrito, 25 ago. 020.</p><p>Disponível em: https://distrito.me/blog/como-construir-um-processo-de-inovacao-na-sua-empresa/.</p><p>Acesso em: 9 maio 2023.</p><p>DONATO, L. Inovação organizacional. Aevo, 30 jun. 2023. Disponível em:</p><p>https://blog.aevo.com.br/inovacao-organizacional/#por-que-investir-na-inovao-organizacional.</p><p>Acesso em: 4 maio 2023.</p><p>FERREIRA, K. Gestão da Inovação: o que é, quais os benefícios e como aplicar na empresa. Rock</p><p>Content, 26 fev. 2019. Disponível em: https://rockcontent.com/br/blog/gestao-da-inovacao/. Acesso</p><p>em: 5 maio 2023.</p><p>FRANKENTHAL, R. Con�ra 8 dicas práticas para a gestão da inovação nas organizações.</p><p>MindMiners, 24 fev. 2017. Disponível em: https://mindminers.com/blog/gestao-inovacao-</p><p>organizacoes/. Acesso em: 9 maio 2023.</p><p>GRANDES OBRAS. 8 pilares para implantar a ISO 56002 na construção civil. Grandes Obras, 4 abril</p><p>2022. Disponível em: https://grandesobras.com.br/8-pilares-para-implantar-a-iso-56002-na-</p><p>construcao-civil. Acesso em: 10 maio 2023.</p><p>ISO DE INOVAÇÃO. ISO 56002: como obter essa certi�cação? ISO de inovação, 2023. Disponível em:</p><p>https://isodeinovacao.com.br/2023/03/28/iso-56002-como-obter-certi�cacao/#3. Acesso em: 14</p><p>maio 2023.</p><p>PIMENTA, M. Como fazer o processo de gestão da inovação? 2022. Disponível em:</p><p>https://marcelo.pimenta.com.br/como-fazer-o-processo-de-gestao-da-inovacao/. Acesso em: 9 maio</p><p>2023.</p><p>https://certificacaoiso.com.br/iso-56002-o-que-e-a-iso-de-inovacao/</p><p>https://distrito.me/blog/como-construir-um-processo-de-inovacao-na-sua-empresa/</p><p>https://blog.aevo.com.br/inovacao-organizacional/#por-que-investir-na-inovao-organizacional</p><p>https://rockcontent.com/br/blog/gestao-da-inovacao/</p><p>https://mindminers.com/blog/gestao-inovacao-organizacoes/</p><p>https://mindminers.com/blog/gestao-inovacao-organizacoes/</p><p>https://grandesobras.com.br/8-pilares-para-implantar-a-iso-56002-na-construcao-civil</p><p>https://grandesobras.com.br/8-pilares-para-implantar-a-iso-56002-na-construcao-civil</p><p>https://isodeinovacao.com.br/2023/03/28/iso-56002-como-obter-certificacao/#3</p><p>https://marcelo.pimenta.com.br/como-fazer-o-processo-de-gestao-da-inovacao/</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Aula 3</p><p>Da invenção à inovação: criando produtos e serviços</p><p>Introdução</p><p>Olá, estudante! Nesta aula você vai compreender os fundamentos do design thinking e a sua relação</p><p>com a resolução de problemas complexos.</p><p>Você verá que sempre que falamos em design thinking, nos referimos a uma abordagem ou um</p><p>modelo mental e não a uma metodologia, pois apesar de existirem etapas formais a serem seguidas,</p><p>nunca sabemos qual o resultado exato do �nal do projeto, podendo começá-lo e refazê-lo quantas</p><p>vezes for preciso.</p><p>Por �m, você estudará o modelo mais comum utilizado para a implementação do design thinking – o</p><p>duplo diamante – e quais são os indicadores acompanhados para medir o sucesso da</p><p>implementação de um projeto de inovação a partir dessa abordagem.</p><p>Vamos começar?</p><p>Design thinking: da implementação à veri�cação dos resultados</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>O termo design thinking foi criado por David Kelley, fundador da empresa IDEO, em 2008. No entanto,</p><p>as raízes do design thinking remontam ao trabalho do designer e �lósofo alemão Herbert Simon na</p><p>década de 1960, que explorou a ideia de solução de problemas por design e a aplicou em empresas</p><p>e governos.</p><p>O design é a capacidade de equilibrar um projeto mediante três pilares, garantindo as melhores</p><p>soluções: viabilidade, praticabilidade e desejabilidade (Sebrae, 2022).</p><p>A viabilidade tem a ver com uma solução capaz de gerar um modelo de negócio sustentável</p><p>�nanceiramente. Praticabilidade considera a viabilidade técnica do projeto em curto prazo. Porém, o</p><p>diferencial do pensamento de design está na desejabilidade, que signi�ca que todo o trabalho é</p><p>orientado pelos desejos das pessoas envolvidas, considerando clientes, colaboradores e usuários</p><p>(Sebrae, 2022). Quando se colocam esses três pilares em perspectiva, é possível enxergar de onde</p><p>sai a inovação, conforme demonstra a Figura 1:</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 1 | Pilares do design.</p><p>Fonte: adaptada de Sebrae (2022).</p><p>Com isso, o design thinking, ou pensamento de design, pode ser de�nido como uma abstração do</p><p>modelo mental utilizado há anos pelos designers para dar vida a ideias (Brown, 2017). É um</p><p>processo iterativo e empático que envolve quatro fases: imersão, ideação, prototipação e teste. Com</p><p>a aplicação do design thinking, é possível identi�car oportunidades de melhoria, gerar ideias</p><p>inovadoras e validar soluções que atendam às demandas do público-alvo. Por isso, é uma</p><p>abordagem humanizada que pode ser aplicada em diversos contextos, desde a criação de produtos e</p><p>serviços até a descoberta de desa�os complexos em áreas como saúde, educação e meio</p><p>ambiente.</p><p>Depois, quando esses desa�os se tornam bem conhecidos, o design thinking possibilita a sequência</p><p>do processo de desenvolvimento de uma solução adequada ao contexto e ao público que vive o</p><p>desa�o (Echos, 2020). Esse processo de descoberta do desa�o e desenvolvimento da solução é</p><p>chamado de duplo diamante, uma metodologia derivada do design thinking e que tem fases muito</p><p>parecidas entre si, tanto que em geral é considerada uma metodologia só.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 2 | Duplo diamante. Fonte: adaptada de Lugão (2022).</p><p>Como você pôde perceber na �gura, cada diamante inicia-se com um pensamento divergente,</p><p>gerando muitas ideias e possibilidades, para depois aplicar o pensamento convergente, reduzindo a</p><p>quantidade de ideias na mesa e re�nando as remanescentes (Lugão, 2022).</p><p>E como podemos medir os resultados do design thinking?</p><p>Um grupo de pesquisadores do Instituto Hasso Plattner de design thinking entrevistou mais de 400</p><p>pro�ssionais de design thinking em grandes empresas com �ns lucrativos (Piovan, 2022). Primeiro,</p><p>foram identi�cados os três principais impulsionadores que levam as empresas a buscar o design</p><p>thinking:</p><p>Para entender melhor os clientes ou usuários �nais;</p><p>Para proteger o negócio contra concorrência;</p><p>Para desenvolver equipes mais inovadores.</p><p>A partir daí, as métricas foram classi�cadas em:</p><p>Métricas orientadas para execução;</p><p>Métricas orientadas para a criatividade.</p><p>É importante ressaltar que as organizações devem analisar e testar uma combinação de métricas</p><p>que façam sentido para seu objetivo estratégico e contexto especí�cos (Piovan, 2022). Embora haja</p><p>muitas maneiras de projetar o ROI (retorno do investimento) da implementação do design thinking, o</p><p>importante é começar e não esquecer da premissa de centralidade nas pessoas.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Principais etapas e métricas de avaliação de resultados</p><p>Como já sabemos, as quatro etapas do design thinking são imersão, ideação, prototipação e teste.</p><p>A imersão é o processo de compreender as necessidades e pontos de vista dos usuários, assim</p><p>como suas emoções e experiências. Essa etapa é importante para desenvolver soluções mais</p><p>humanas e e�cazes, garantindo o princípio de centralidade nas pessoas que o design thinking</p><p>propõe. É nela também que se identi�ca o problema corretamente para que o processo seja mais</p><p>e�ciente.</p><p>A ideação é a etapa em que as ideias são geradas, sem restrição alguma. O objetivo é propor o maior</p><p>número de soluções possíveis e selecionar as mais promissoras.</p><p>A prototipação é a fase de construir modelos para testar as ideias. É importante que sejam criados</p><p>modelos simples e econômicos, com o objetivo principal de avaliar o funcionamento da solução.</p><p>Finalmente, o teste é a fase de avaliar o protótipo em busca de feedback dos usuários. Com base nas</p><p>informações coletadas, são feitas adaptações e, se necessário, iniciado o ciclo novamente.</p><p>É importante que cada etapa seja feita de forma iterativa, garantindo que a solução seja aprimorada</p><p>continuamente até atender às necessidades dos usuários.</p><p>Já para o duplo diamante podemos explicar as suas quatro etapas de forma resumida a partir dos</p><p>dois diamantes.</p><p>O primeiro diamante traz as fases de entendimento e observação. É a hora da investigação e coleta</p><p>de informações do problema que precisa ser resolvido ou oportunidade a ser aproveitada e, por isso,</p><p>a equipe de design deve entender o contexto do usuário, identi�car suas necessidades e</p><p>expectativas e gerar insights. Ainda no primeiro diamante, a equipe do projeto delimita o escopo do</p><p>projeto e estabelece um brie�ng que deve orientar todo o processo de design.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>O segundo diamante traz as fases de desenvolvimento e teste, em que a equipe busca possibilidades</p><p>e respostas para o desa�o de�nido no primeiro diamante e, por �m, testa e valida com o público-alvo</p><p>da solução.</p><p>Percebe a semelhança com a descrição das etapas do design thinking?</p><p>Dada a semelhança entre os dois �uxos, podemos considerar as métricas, ou KPIs (do inglês, Key</p><p>Performance Indicator, ou indicadores-chave de desempenho em português) de análise, que vão</p><p>variar de acordo com a fase do processo que está sendo avaliada. Alguns possíveis KPIs que</p><p>constam no Instituto Hasso Plattner de design thinking incluem (Piovan, 2022):</p><p>Métricas orientadas para execução:</p><p>Resultados do treinamento: número de pessoas treinadas dentro da organização, número de</p><p>projetos nos quais o design thinking é aplicado;</p><p>Resultados do projeto: número de ideias geradas, conceitos testados, novos produtos</p><p>lançados, ROI por projeto, aumento de vendas ou custo reduzido;</p><p>Índice de satisfação do cliente: NPS, resposta a projetos e campanhas especí�cos, métricas de</p><p>usabilidade.</p><p>Métricas voltadas para a criatividade:</p><p>Empatia: número de dias sem interagir com um cliente;</p><p>Capacidade de inovação: novidade de ideias, valor de novas ideias e número de iterações de</p><p>protótipo.</p><p>Ferramentas úteis no design thinking</p><p>Como uma metodologia inovadora e prática, o design thinking utiliza várias ferramentas que podem</p><p>ser aplicadas para simpli�car ou enriquecer os resultados obtidos (Totvs, 2022).</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Vamos conhecer algumas delas a seguir.</p><p>Mapa de empatia</p><p>O mapa de empatia é uma ferramenta usada para entender a mentalidade e as emoções do público-</p><p>alvo de um produto ou serviço. Ele consiste em um diagrama em que são representados os</p><p>pensamentos, sentimentos, desejos e necessidades dos clientes, sendo essencial para desenvolver</p><p>uma estratégia de marketing mais e�caz e relevante.</p><p>A Figura 3 traz um bom exemplo para o mapa de empatia:</p><p>Figura 3 | Mapa de empatia. Fonte: adaptada de Custódio (2021).</p><p>Brainstorming</p><p>É uma técnica criativa de grupo que visa gerar ideias e soluções para um determinado problema ou</p><p>objetivo, e consiste em um processo colaborativo, sem julgamentos, que incentiva a livre expressão</p><p>de pensamentos, ideias e experiências. É considerado uma metodologia e�ciente para estimular a</p><p>inovação e a criatividade, resultando em ideias mais diversas e originais.</p><p>Gami�cação</p><p>É concebida como o uso de mecânicas de jogos digitais (videogames, daí seu nome) em contextos</p><p>do mundo real, ou seja, que não envolvem um jogo (Deterding et al. 2011). A gami�cação pode ser</p><p>uma ferramenta incrível para trazer uma abordagem mais criativa por encorajar a resolução criativa</p><p>de problemas e fornecer feedbacks para inspirar uma maior exploração. Desa�os frequentemente</p><p>surgem durante o processo, e serão enfrentados com foco em alcançar o objetivo para receber uma</p><p>recompensa, permitindo aos participantes persistirem mesmo quando confrontados com problemas</p><p>difíceis (Totvs, 2022).</p><p>Desk research</p><p>Em português, pesquisa documental, também chamada de pesquisa secundária ou revisão da</p><p>literatura, refere-se ao processo de coleta e análise de dados e informações existentes de várias</p><p>fontes, como livros, relatórios, trabalhos acadêmicos, bancos de dados on-line e outros materiais</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>publicados. Esse tipo de pesquisa é normalmente conduzido para obter uma melhor compreensão</p><p>do assunto e para identi�car as principais tendências, padrões e insights que podem informar a</p><p>tomada de decisões e o desenvolvimento da estratégia. Portanto, é um componente crítico</p><p>da</p><p>maioria dos projetos de pesquisa e é frequentemente usada para complementar os métodos de</p><p>pesquisa primária, como pesquisas, entrevistas e grupos focais.</p><p>Em sua essência, o desk research permite que os designers ganhem rapidamente uma melhor noção</p><p>de seus usuários ou clientes-alvo para determinar suas necessidades com antecedência (Totvs,</p><p>2022).</p><p>MVP</p><p>Já abordado anteriormente, MVP é a versão de um novo produto que permite à equipe coletar a</p><p>quantidade máxima de aprendizagem validada a respeito de clientes com o mínimo esforço (Ries,</p><p>2019). A criação de um produto mínimo viável é essencial no design thinking e pode fornecer</p><p>insights cruciais de como melhorar um produto ou serviço (Totvs, 2022).</p><p>Cocriação</p><p>A cocriação é um processo colaborativo em que diferentes pessoas ou grupos trabalham juntos para</p><p>criar soluções inovadoras e personalizadas. Envolve, portanto, o compartilhamento de ideias entre os</p><p>participantes, com o objetivo de alcançar resultados melhores e mais e�cazes para todos, e é a</p><p>melhor forma de envolver os clientes, permitindo que eles se sintam parte do processo de</p><p>desenvolvimento e de criação de produtos ou serviços.</p><p>Videoaula: Da invenção à inovação: criando produtos e serviços</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Neste vídeo você verá os conceitos, etapas e valores que dão forma ao design thinking, uma</p><p>abordagem atemporal que coloca o ser humano no centro e considera cenários complexos.</p><p>Você re�etirá a respeito de casos reais de inovações que surgiram a partir do uso correto do design</p><p>thinking e que foram bem-sucedidos por colocar os interesses do cliente no centro, ajudando a</p><p>resolver problemas complexos do seu dia a dia e no trabalho.</p><p>Saiba mais</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Para complementar os seus estudos sobre design thinking, indicamos um dos principais livros desta</p><p>área – “Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o �m das velhas ideias” escrito</p><p>por Tim Brown.</p><p>BROWN, T. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o �m das velhas ideias. Rio de</p><p>Janeiro: Alta Books, 2020.</p><p>Referências</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>BROWN, T. Design thinking. São Paulo: Alta Books, 2017.</p><p>ECHOS SCHOOL. Conheça o Duplo Diamante e aprofunde seu conhecimento em DT. Escola de</p><p>Design thinking, 30 out. 2020. Disponível em:</p><p>https://escoladesignthinking.echos.cc/blog/2020/10/duplo-diamante/. Acesso em: 22 jun. 2023.</p><p>DETERDING, S.; DIXON, D.; KHALED, R.; NACKE, L. From Game Design Elements to Gamefulness:</p><p>De�ning “Gami�cation”. MindTrek’11, September 28-30, 2011, Tampere, Finland. Disponível em:</p><p>https://www.researchgate.net/publication/230854710_From_Game_Design_Elements_to_Gamefulne</p><p>ss_De�ning_Gami�cation. Acesso em: 26 jul. 2023.</p><p>LUGÃO, P. Double Diamond: o que é e como usar na prática. PM3, 13 ago. 2022. Disponível em:</p><p>https://www.cursospm3.com.br/blog/ferramentas-para-usar-em-cada-fase-do-double-diamond/.</p><p>Acesso em: 18 maio 2023.</p><p>PIOVAN, P. Como mensurar o ROI do Design thinking em três passos. 2022. Disponível em:</p><p>https://www.ensaio.cc/post/roi-do-design-thinking. Acesso em: 18 maio 2023.</p><p>RIES, E. A startup enxuta: Como usar a inovação contínua para criar negócios radicalmente bem-</p><p>sucedidos. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.</p><p>SEBRAE. Entenda o conceito de design thinking e como aplicá-lo aos negócios. Sebrae, 7 fev. 2022.</p><p>Disponível em: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/design-thinking-inovacao-</p><p>pela-criacao-de-valor-para-o-cliente,c06e9889ce11a410VgnVCM1000003b74010aRCRD. Acesso em:</p><p>18 maio 2023.</p><p>TOTVS. Design thinking: guia de�nitivo. Totvs, 30 dez. 2022. Disponível em:</p><p>https://www.totvs.com/blog/inovacoes/design-thinking/. Acesso em: 18 maio 2023.</p><p>Aula 4</p><p>Inovação na Prática e a Gestão do Conhecimento</p><p>https://escoladesignthinking.echos.cc/blog/2020/10/duplo-diamante/</p><p>https://www.researchgate.net/publication/230854710_From_Game_Design_Elements_to_Gamefulness_Defining_Gamification</p><p>https://www.researchgate.net/publication/230854710_From_Game_Design_Elements_to_Gamefulness_Defining_Gamification</p><p>https://www.cursospm3.com.br/blog/ferramentas-para-usar-em-cada-fase-do-double-diamond/</p><p>https://www.ensaio.cc/post/roi-do-design-thinking</p><p>https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/design-thinking-inovacao-pela-criacao-de-valor-para-o-cliente,c06e9889ce11a410VgnVCM1000003b74010aRCRD</p><p>https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/design-thinking-inovacao-pela-criacao-de-valor-para-o-cliente,c06e9889ce11a410VgnVCM1000003b74010aRCRD</p><p>https://www.totvs.com/blog/inovacoes/design-thinking/</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Introdução</p><p>Olá, estudante!</p><p>Nesta aula você verá a importância de um sistema de gestão do conhecimento da inovação no</p><p>ambiente empresarial e sua conexão com a gestão do conhecimento.</p><p>Gestão do conhecimento é a formalização e acesso à experiência, conhecimento e expertise (Silva,</p><p>2019). Ela só existe quando a inovação de fato é colocada em prática. Nesse sentido, também</p><p>daremos algumas dicas de como implementá-la com base em casos de sucesso conhecidos, e</p><p>veremos quais são as melhores estratégias para analisar se o mercado está preparado para essas</p><p>inovações.</p><p>Bom estudo!</p><p>Gestão do conhecimento e sua in�uência na correta execução da inovação</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>A melhor forma de explicarmos a de�nição de gestão de conhecimento é re�etindo acerca da rotina</p><p>de uma empresa. Imagine que dia após dia muitas informações passam por todas as áreas e</p><p>pessoas. Essas informações são produzidas por quem participa das atividades dentro e fora da</p><p>empresa, incluindo os clientes. Portanto, quando organizadas e analisadas corretamente, pode-se</p><p>aprender bastante a respeito do andamento dos negócios e obter respostas para o crescimento</p><p>deles (Humantech, 2016).</p><p>O grande desa�o está em conseguir manejar todas essas informações ou, em outras palavras, todos</p><p>esses dados, a �m de extrair insights e trazer um diferencial competitivo para o negócio. É aí que a</p><p>gestão do conhecimento entra, para administrar e direcionar o conhecimento na organização, para</p><p>que as pessoas certas tenham contato com esses dados e �uxo de tarefas na hora certa.</p><p>Portanto, a gestão do conhecimento é o conjunto de práticas e processos organizacionais que visam</p><p>otimizar a gestão e compartilhamento do conhecimento propriamente dito dentro de uma empresa.</p><p>Ela envolve desde a identi�cação e criação do conhecimento até a sua organização, armazenamento,</p><p>disseminação e utilização pelos colaboradores.</p><p>Quando correlacionamos a importância da gestão do conhecimento para a exitosa execução das</p><p>inovações, o seu principal papel é permitir que as empresas criem, gerenciem e compartilhem o</p><p>conhecimento de forma e�caz e e�ciente, contribuindo para a geração de novas ideias e soluções,</p><p>bem como para a melhoria contínua dos processos e produtos da empresa. Assim, �ca mais fácil</p><p>inovar com uma gestão do conhecimento estruturada, pois, por meio dessa estrutura a empresa</p><p>torna-se mais ágil, �exível, adaptável às mudanças do mercado, e consequentemente aumenta sua</p><p>capacidade de inovação e competitividade.</p><p>Já falamos em aulas anteriores dessas constantes mudanças do mercado como consequência da</p><p>evolução do comportamento do consumidor, que está cada vez mais conectado com as tendências e</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>transformações na experiência com as marcas. Por isso, ainda não basta ter um bom sistema de</p><p>gestão de conhecimento e uma agenda de inovação priorizada sem o correto entendimento acerca</p><p>do preparo do mercado para receber as inovações e, mais do que isso, sustentá-las por um longo</p><p>prazo.</p><p>Temos que levar em conta que investir em um novo produto é uma decisão difícil para qualquer</p><p>empresa ou empreendedor, não é mesmo? Para oferecer algo de valor real para os consumidores é</p><p>preciso muita segurança – e claro,</p><p>informação (D’Angelo, 2019). Assim, a gestão do conhecimento</p><p>assume o seu lugar de protagonista na nossa aula. A�nal, como ter a informação correta para</p><p>auxiliar a tomada de decisão a respeito do lançamento de um novo produto ou serviço, ou ainda</p><p>acerca da mudança de um modelo de negócio?</p><p>A seguir veremos dicas de como usar a gestão do conhecimento em prol da inovação e quais são as</p><p>etapas necessárias para lançar uma inovação e sustentá-la no mercado.</p><p>O melhor caminho para inovar com sucesso</p><p>Processos, pessoas e tecnologia são os três pilares em que a gestão do conhecimento se baseia.</p><p>Podemos entender processos como as ferramentas de processamento, auditorias, mapas, avaliação</p><p>de conhecimento e planos de melhoria que ajudam no processo de gestão e permitem que as</p><p>pessoas acessem as informações que precisam em qualquer momento (Kiane, 2018). As pessoas</p><p>são as responsáveis por executar os processos para que a gestão do conhecimento se torne um</p><p>atributo cultural da empresa. Por �m, a tecnologia surge como meio para conectar as pessoas e os</p><p>dados para geração de oportunidades.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Com esses três pilares bem compreendidos na empresa, tem-se o cenário ideal para que a inovação</p><p>seja executada. Algumas recomendações são (Endeavor, 2017):</p><p>1. Escuta ativa – do bate papo no almoço às reuniões formais, os colaboradores sempre têm</p><p>algum conhecimento signi�cativo para a gestão e podem sugerir ideias de negócio, e novos</p><p>produtos, por exemplo. Por isso, escutar ativamente para capturar essas oportunidades de</p><p>inovação é essencial.</p><p>2. Priorização de temas para aprendizado em prol da inovação – quando se trata de uma startup,</p><p>é preciso acionar as antenas para tudo o que disser respeito a desenvolvimento de produto e</p><p>entendimento do mercado de atuação, por exemplo. Se a empresa já é consolidada, pode</p><p>procurar o conhecimento crítico em questões de transformação digital, e assim por diante.</p><p>3. Engajamento de colaboradores e parceiros – o estímulo para a troca entre as pessoas, um</p><p>ambiente culturalmente aberto às contribuições de todos torna mais fácil o engajamento das</p><p>equipes no sentido de praticar a inovação e compartilhar o conhecimento, além de gerenciá-lo.</p><p>4. Distância de modismos – alinhamento da prática da inovação com os objetivos de negócio é</p><p>mandatório. Portanto, a implementação de práticas de gestão do conhecimento que</p><p>documentem as inovações de sucesso garante que aquilo que funcionou para a organização</p><p>sirva de aprendizado no futuro.</p><p>5. Reconhecimento das equipes – di�cilmente toda a organização adotará práticas de gestão do</p><p>conhecimento ao mesmo tempo. A demonstração de reconhecimento àqueles que se</p><p>anteciparem estimula naqueles que ainda não adquiriram estes hábitos a embarcarem nessa</p><p>jornada.</p><p>Precisamos lembrar que essas recomendações são importantes para orientar a cultura e o</p><p>comportamento dos colaboradores da organização. Porém, elas não são su�cientes. Para a</p><p>inovação ser bem-sucedida é preciso que o mercado a aceite. Uma organização pode executar</p><p>perfeitamente as cinco recomendações, mas pode falhar se não souber preparar o mercado para o</p><p>lançamento e sustentação de um novo produto ou serviço.</p><p>É preciso entender o público-alvo e o que ele espera do produto ou serviço, quais são as suas</p><p>necessidades e desejos, bem como as tendências do mercado. Além disso, uma estratégia de</p><p>marketing sólida é fundamental para preparar o mercado para esse lançamento.</p><p>O pré-lançamento, antes do lançamento o�cial, gera uma curiosidade em torno do produto ou</p><p>serviço, e pode ser feito por meio de campanhas de marketing nas redes sociais, vídeos teaser,</p><p>eventos privados para clientes selecionados, entre outras estratégias, nunca deixando de lado uma</p><p>comunicação clara e e�caz para sustentar o sucesso após o lançamento.</p><p>Por �m, monitore os resultados constantemente para avaliar o sucesso do produto ou serviço no</p><p>mercado com métricas relevantes e a possibilidade de fazer ajustes na estratégia de marketing</p><p>sempre que necessário para garantir sua sustentação.</p><p>Casos de sucesso: gestão do conhecimento bem implementada</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Agora que já sabemos que a gestão do conhecimento auxilia no aprimoramento das organizações,</p><p>tornando-as mais competitivas e aumentando as chances de o mercado aceitar as inovações</p><p>propostas por elas, vamos conhecer exemplos práticos que deram certo em per�s bem diferentes de</p><p>organizações.</p><p>O primeiro caso de sucesso é o do Banco do Brasil. Em um evento de capacitação de colaboradores,</p><p>a liderança, por meio da prática da escuta ativa, descobriu que os funcionários consideravam a hora</p><p>do café a mais importante para disseminação de conhecimento nas agências. Com isso, foi criado</p><p>um evento de treinamento em que se reproduziu uma cópia desse ambiente para troca de</p><p>experiências e conhecimentos gerados pelos funcionários da empresa. Com o tempo, a ação se</p><p>tornou uma ferramenta de comunicação interna e compartilhamento de informações e, assim,</p><p>passou a ser utilizada a nível nacional. Como resultado, foi possível implementar, em uma agência do</p><p>Norte, por exemplo, práticas inovadoras que renderam bons frutos em uma agência da região Sul</p><p>(Doyle, 2019).</p><p>A Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) também é um caso de sucesso no</p><p>compartilhamento de problemas e temas em discussão no cotidiano organizacional. As conhecidas</p><p>“Comunidades de Prática” são usadas para reunir, guardar, disponibilizar e incentivar o</p><p>compartilhamento de conhecimento pelos colaboradores, e atendem desde entusiastas do</p><p>agronegócio até pesquisadores da própria empresa que produzem conteúdo dos mais variados</p><p>temas, colocando em prática a dica de envolver parceiros externos no engajamento com</p><p>colaboradores para a troca de experiências e geração de ideias (Doyle, 2019).</p><p>Se pararmos para analisar a expansão do mercado de atuação da Amazon, que começou vendendo</p><p>livros e atualmente vende diversos produtos, podemos dizer que é um caso de gestão do</p><p>conhecimento aplicada com sucesso, na medida em que a empresa soube utilizar o que funcionou</p><p>na venda de livros para expandir seu mercado de atuação (Qualitor, 2023).</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>A implantação do modelo de gestão de conhecimento não só deu certo na Petrobras, como a fez ser</p><p>classi�cada como empresa referência em gestão de conhecimento na administração pública federal.</p><p>A estatal passou a trabalhar para gerar valor para os seus negócios e vem aplicando a dica de</p><p>aprender a gerenciar os erros e utilizar os aprendizados em situações futuras, o que promove o</p><p>aprimoramento constante dos processos. Além disso, o programa “Mentor Petrobras” incentiva o</p><p>compartilhamento de conhecimento pelos funcionários mais antigos com os mais novos e, com</p><p>isso, foi possível identi�car os conhecimentos que a equipe dominava, capturá-los, avaliá-los e</p><p>compartilhá-los, transformando-os em processos e ampliando a gama de mercadorias lançadas com</p><p>sucesso para o mercado (Qualitor, 2023).</p><p>Os resultados da aplicação de um modelo de gestão de conhecimento não vêm em curto prazo, mas</p><p>quando surgem, impactam positivamente o ambiente organizacional, principalmente as relações</p><p>interpessoais, quali�cação de pessoal e satisfação pro�ssional, além de preservar a memória da</p><p>empresa (Doyle, 2019).</p><p>Videoaula: Inovação na Prática e a Gestão do Conhecimento</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Neste vídeo você entenderá a relação da gestão do conhecimento com o sucesso da execução da</p><p>inovação em qualquer organização, seja uma startup ou uma empresa consolidada. Além disso, você</p><p>aprenderá como estruturar a gestão do conhecimento com base nos seus três pilares: processos,</p><p>pessoas e tecnologia, e verá qual o melhor caminho para garantir que o mercado vai aceitar as</p><p>inovações propostas pela sua empresa.</p><p>Saiba mais</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Para ter acesso a uma leitura completa para promover a gestão do conhecimento dentro da sua</p><p>organização você pode acessar o artigo Gestão do Conhecimento nas Organizações escrito por</p><p>Faimara do Rocio Strauhs.</p><p>STRAHUS, Faimara do Rocio. Gestão do Conhecimento nas Organizações / Faimara do Rocio Strauhs</p><p>... [et al.]. — Curitiba: Aymará Educação, 2012. — (Série UTFinova). Disponível em:</p><p>https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/2064/1/gestaoconhecimentoorganizacoes.pdf.</p><p>Acesso em: 22 ago. 2023.</p><p>Referências</p><p>https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/2064/1/gestaoconhecimentoorganizacoes.pdf</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>D’ANGELO, P. Lançamento de produto: checklist para lançar um produto no mercado. Opinion Box, 20</p><p>abr. 2019. Disponível em: https://blog.opinionbox.com/lancamento-de-produto-passo-a-passo-</p><p>completo/. Acesso em: 19 maio 2023.</p><p>DOYLE, D. Exemplos de gestão do conhecimento: 5 cases de sucesso para se inspirar. Site Ware, 12</p><p>set. 2019. Disponível em: https://www.siteware.com.br/comunicacao/exemplo-gestao-</p><p>conhecimento/. Acesso em: 19 maio 2023.</p><p>ENDEAVOR. Transforme informação em diferencial com a gestão do conhecimento. Endeavor Brasil,</p><p>25 ago. 2017. Disponível em: https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/gestao-do-conhecimento/.</p><p>Acesso em: 19 maio 2023.</p><p>HUMANTECH. Entenda a relação entre gestão do conhecimento e inovação. Humantech, 28 out.</p><p>2016. Disponível em: https://www.oconhecimento.com.br/entenda-a-relacao-entre-gestao-do-</p><p>conhecimento-e-inovacao/. Acesso em: 19 maio 2023.</p><p>KIANE, R. Gestão do conhecimento: conceito e objetivo. Via, 12 nov. 2018. Disponível em:</p><p>https://via.ufsc.br/gestao-do-conhecimento-conceito-e-objetivo/?lang=en. Acesso em: 19 maio</p><p>2023.</p><p>QUALITOR. 3 exemplos de gestão do conhecimento aplicados nas empresas. Qualitor, 7 fev. 2023.</p><p>Disponível em: https://blog.qualitor.com.br/3-exemplos-de-gestao-do-conhecimento-aplicados-nas-</p><p>empresas/. Acesso em: 19 maio 2023.</p><p>SILVA, L. Gestão do conhecimento e inovação. Via, 25 mar. 2019. Disponível em:</p><p>https://via.ufsc.br/gestao-do-conhecimento-na-inovacao/. Acesso em: 19 maio 2023.</p><p>Aula 5</p><p>Revisão da Unidade</p><p>https://blog.opinionbox.com/lancamento-de-produto-passo-a-passo-completo/</p><p>https://blog.opinionbox.com/lancamento-de-produto-passo-a-passo-completo/</p><p>https://www.siteware.com.br/comunicacao/exemplo-gestao-conhecimento/</p><p>https://www.siteware.com.br/comunicacao/exemplo-gestao-conhecimento/</p><p>https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/gestao-do-conhecimento/</p><p>https://www.oconhecimento.com.br/entenda-a-relacao-entre-gestao-do-conhecimento-e-inovacao/</p><p>https://www.oconhecimento.com.br/entenda-a-relacao-entre-gestao-do-conhecimento-e-inovacao/</p><p>https://via.ufsc.br/gestao-do-conhecimento-conceito-e-objetivo/?lang=en</p><p>https://blog.qualitor.com.br/3-exemplos-de-gestao-do-conhecimento-aplicados-nas-empresas/</p><p>https://blog.qualitor.com.br/3-exemplos-de-gestao-do-conhecimento-aplicados-nas-empresas/</p><p>https://via.ufsc.br/gestao-do-conhecimento-na-inovacao/</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>A inovação no contexto organizacional contemporâneo</p><p>Durante os estudos, você aprendeu que a inovação pode ser de�nida como a aplicação de novas</p><p>ideias, processos ou tecnologias para a criação de valor para os clientes, empresas ou sociedade em</p><p>geral, e tem se tornado uma palavra cada vez mais presente nas discussões que tratam de</p><p>desenvolvimento e competitividade nos negócios.</p><p>Além de entender o que é inovação no contexto corporativo, é crucial reconhecer suas múltiplas</p><p>facetas e usos possíveis.</p><p>Primeiramente, você aprendeu que o conceito de inovação teve a sua primeira evolução quando se</p><p>criou a diferenciação entre inovação fechada e aberta. Segundo Henry Chesbrough, pai do termo, a</p><p>inovação aberta se baseia na ideia de que o processo de inovação não se limita à empresa, mas que</p><p>ela pode e deve usar ideias e apoio de especialistas de fora do negócio (Sebrae, 2023). Além disso,</p><p>Chesbrough também classi�cou três tipos de inovação aberta: inbound, outbound e coupled, que</p><p>basicamente de�nem como a empresa adquire inovações de fora para dentro ou transfere essas</p><p>inovações de dentro para fora.</p><p>Os estudos acerca da inovação não pararam por aí. Larry Keeley apresentou ao mundo os 10 tipos de</p><p>inovação para comprovar a hipótese de que é possível inovar para além de criar produtos ou serviços</p><p>(Carvalho, 2023).</p><p>Diante de todas essas possibilidades de inovação, imediatamente entramos na discussão a respeito</p><p>de como fazer a gestão do �uxo de iniciativas a �m de acompanhar o andamento delas, prever riscos</p><p>e corrigir rotas.</p><p>Segundo a Gartner, uma empresa de pesquisa e consultoria de TI, a gestão da inovação é uma</p><p>disciplina de negócios com o objetivo de acelerar um processo ou cultura de inovação sustentável</p><p>dentro de uma organização e se traduz em quatro etapas: geração de ideias, desenvolvimento,</p><p>implementação e avaliação (Pimenta, 2022).</p><p>Para ajudar nas duas primeiras etapas desse processo, você aprendeu na Aula 11 que existe uma</p><p>abordagem oriunda do design que cria as condições necessárias para maximizar a geração de</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>insights e a aplicação prática deles, chamada de design thinking (Woebcken, 2019).</p><p>No �nal dos estudos, você também viu que de nada adianta ter um processo de gestão da inovação</p><p>aprovado e executado por toda a organização se os resultados não forem medidos e, por isso,</p><p>existem as métricas orientadas para execução, que especi�cam o volume de atividades de inovação</p><p>e o impacto no resultado da organização e as métricas orientadas para a criatividade, que impactam</p><p>diretamente o desenvolvimento pro�ssional dos colaboradores. Além disso, você viu que é preciso</p><p>garantir o registro das informações das iniciativas a �m de orientar equipes futuras e garantir a</p><p>retenção do conhecimento na organização.</p><p>Videoaula: Revisão da Unidade</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Neste vídeo você verá como a prática da inovação no contexto organizacional tem assumido papel</p><p>de protagonista nas agendas de lideranças de empresas de todos os tamanhos e segmentos. Você</p><p>verá que, ao longo de anos, estudiosos conseguiram classi�car os diversos tipos de inovação e</p><p>como implementá-los com metodologias e ferramentas que garantirão a transparência de</p><p>informações e a possibilidade de identi�car erros no processo e corrigi-los em tempo, sempre</p><p>medindo os resultados.</p><p>Estudo de caso</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Olá, estudante! Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você trabalha em uma empresa</p><p>tradicional com mais de 50 anos de existência no ramo alimentício. Nos últimos tempos, a empresa</p><p>enfrentou uma série de desa�os no mercado, com a chegada de novos concorrentes que têm uma</p><p>abordagem mais inovadora e moderna, conquistando uma fatia signi�cativa do mercado.</p><p>Um dos seus principais desa�os é a resistência à mudança de funcionários antigos, acostumados</p><p>com a maneira tradicional de fazer as coisas. Muitos funcionários resistem a novas ideias e se</p><p>sentem confortáveis com o status quo. A liderança também hesita em investir em novas tecnologias</p><p>e processos devido aos altos custos e riscos potenciais.</p><p>Outro desa�o da empresa é a falta de uma cultura de inovação, pois sempre focou e�ciência e</p><p>produtividade, e há pouca ênfase em criatividade e experimentação. Os funcionários não são</p><p>incentivados a compartilhar ideias ou assumir riscos, e existe o medo do fracasso.</p><p>Na apresentação de resultados do ano passado, observou-se que as vendas caíram muito e, com</p><p>isso, houve prejuízo �nanceiro pela primeira vez na história da empresa.</p><p>A CEO entendeu que a empresa precisa urgentemente inovar para permanecer competitiva no setor</p><p>e, diante desse cenário, se fez a seguinte pergunta: O que pode ser feito para que a nossa empresa</p><p>possa inovar e trazer melhores</p><p>resultados?</p><p>Então, ela decidiu escolher o diretor de recursos humanos da empresa para ser o embaixador do</p><p>tema e responsável por propor um mapa de ações de como introduzir a prática de inovação no dia a</p><p>dia dos times. Com três meses de trabalho ele apresentou uma proposta baseada em duas ações</p><p>principais.</p><p>Uma ação seria investir em capacitação e treinamento dos funcionários, promovendo cursos e</p><p>palestras para que possam entender a importância da inovação e como aplicá-la em seu trabalho.</p><p>Outra ação é a contratação de pessoas com experiência em inovação para que compartilhem suas</p><p>ideias e mostrem novas ferramentas e metodologias para a equipe, ajudando a desenvolver novos</p><p>produtos e estratégias de negócio.</p><p>Porém, a CEO se sentiu incomodada em tomar essa decisão com base na análise de apenas uma</p><p>pessoa e, inclusive, na ideia de que essas duas ações seriam su�cientes, e sugeriu uma agenda de</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>discussão com outras lideranças e colabores em geral.</p><p>Com isso, o diretor de recursos humanos pede a sua ajuda para atender ao pedido da CEO, pois ele</p><p>não sabe como fazer para envolver todas essas pessoas e incentivá-las a gerar ideias.</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>O incômodo da CEO é legítimo, a�nal se a inovação pode ser utilizada como vantagem competitiva</p><p>pelas empresas, a diversidade no ambiente de trabalho será a mola propulsora da geração de ideias</p><p>mais inovadoras – a�nal, pessoas diferentes trazem perspectivas diversas baseadas na sua história</p><p>e contexto de vida.</p><p>De acordo com o estudo “Getting to Equal 2019: Creating a Culture that Drives Innovation” publicado</p><p>pela consultoria Accenture, colaboradores de companhias que priorizam o pilar de diversidade e</p><p>inclusão enxergam menos barreiras para inovar e, com isso, são seis vezes mais criativos do que os</p><p>concorrentes (Ferreira, 2020).</p><p>Conhecendo e analisando o contexto citado e o conteúdo que estudamos durante esta unidade,</p><p>como você, no papel de colaborador da empresa responsável por executar a demanda da CEO e do</p><p>diretor de recursos humanos, poderia fazer para endereçar esse problema de negócio e ajudar a</p><p>empresa a permanecer competitiva, continuando a crescer e prosperar no mercado? Descreva em</p><p>detalhes o seu plano para deixar claro de que forma ele atenderá ao desa�o proposto.</p><p>Videoaula: Estudo de caso</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante! Um dos caminhos para endereçar o desa�o que você tem nas mãos é aplicar o</p><p>design thinking, a�nal, essa metodologia é baseada em ideias coletivas e busca entender melhor as</p><p>necessidades dos usuários para gerar soluções mais criativas e inovadoras.</p><p>Vale ressaltar que a ação proposta pelo diretor de recursos humanos é válida, pois será preciso</p><p>investir em capacitação e treinamento dos funcionários, promovendo cursos e palestras para que</p><p>entendam a importância da inovação e como aplicá-la em seu trabalho, até para que tenham</p><p>condições de participar da dinâmica que será proposta.</p><p>Portanto, em paralelo, você pode propor um plano de trabalho da seguinte forma:</p><p>1. De�nição do objetivo: o primeiro passo é de�nir o problema que se pretende resolver ou</p><p>oportunidade que se deseja aproveitar. Uma vez de�nido, é preciso comunicá-lo para toda a</p><p>equipe envolvida.</p><p>2. Coletar feedbacks dos clientes: em seguida, será preciso reunir insights dos clientes para</p><p>entender suas necessidades e preferências, e a empresa pode realizar pesquisas, grupos focais</p><p>e entrevistas com clientes para reunir essas percepções. Essa etapa corresponde à primeira</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>metade do Diamante 1, que prioriza a compreensão do problema ou oportunidade existente,</p><p>para então seguir com a etapa de ideação.</p><p>3. Ideação: com os insights priorizados, você reunirá uma equipe multifuncional de pro�ssionais</p><p>de diversas hierarquias e áreas da organização para debater ideias. Você pode propor técnicas</p><p>como brainstorming e mapeamento mental para gerar ideias, sem se preocupar com o</p><p>julgamento ou validação neste momento.</p><p>4. Prototipação: a quarta etapa envolve transformar as ideias em protótipos tangíveis. Isso</p><p>envolve a criação de versões simpli�cadas do produto ou serviço, que possam ser testados e</p><p>aprimorados a partir do feedback dos usuários.</p><p>5. Teste de protótipos: depois de desenvolver vários protótipos, você pode propor a fase de testes</p><p>dos protótipos com os clientes para obter feedback e re�nar os produtos. Para isso, será</p><p>preciso também desenvolver uma estratégia de marketing para promover os novos produtos e</p><p>atrair novos clientes. Será importante também manter uma mentalidade aberta e �exível para</p><p>fazer ajustes e melhorias ao longo do processo. Note que aqui já estamos no Diamante 2,</p><p>desenvolvendo e testando soluções para o problema inicialmente delimitado.</p><p>Implementar um plano de design thinking para a geração de ideias de novos produtos e serviços</p><p>requer comprometimento, trabalho em equipe e disposição para experimentar.</p><p>Ao seguir os passos descritos, certamente os resultados serão uma série de ideias mais criativas,</p><p>e�cazes e inovadoras, que atendam às necessidades e desejos do público-alvo e enderecem o</p><p>desa�o proposto pela CEO e pelo diretor de recursos humanos da empresa.</p><p>Resumo Visual</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Referências</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>CARVALHO, L. F. Tipos de inovação: conceitos, características e aplicações. Aevo, 10 maio 2023.</p><p>Disponível em: https://blog.aevo.com.br/tipos-de-inovacao/. Acesso em: 13 maio 2023.</p><p>FERREIRA, L. A importância da diversidade para a inovação. Troposlab, 16 mar. 2020. Disponível em:</p><p>https://troposlab.com/a-importancia-da-diversidade-para-a-inovacao/. Acesso em: 13 maio 2023.</p><p>PIMENTA, M. Como fazer o processo de gestão da inovação? 2022. Disponível em:</p><p>https://marcelo.pimenta.com.br/como-fazer-o-processo-de-gestao-da-inovacao/. Acesso em: 9 maio</p><p>2023.</p><p>SEBRAE. Inovação aberta ou fechada? Sebrae, 6 abr. 2023. Disponível em:</p><p>https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/inovacao-aberta-ou-</p><p>fechada,3c3138a26b657810VgnVCM1000001b00320aRCRD. Acesso em: 13 maio 2023.</p><p>WOEBCKEN, C. Design Thinking: uma forma inovadora de pensar e resolver problemas. Rock Content,</p><p>25 abr. 2019. Disponível em: https://rockcontent.com/br/blog/design-thinking/. Acesso em: 13 maio</p><p>2023.</p><p>,</p><p>Unidade 4</p><p>Tópicos avançados em inovação e estratégia</p><p>Aula 1</p><p>Geração de Valor</p><p>https://blog.aevo.com.br/tipos-de-inovacao/</p><p>https://troposlab.com/a-importancia-da-diversidade-para-a-inovacao/</p><p>https://marcelo.pimenta.com.br/como-fazer-o-processo-de-gestao-da-inovacao/</p><p>https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/inovacao-aberta-ou-fechada,3c3138a26b657810VgnVCM1000001b00320aRCRD</p><p>https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/inovacao-aberta-ou-fechada,3c3138a26b657810VgnVCM1000001b00320aRCRD</p><p>https://rockcontent.com/br/blog/design-thinking/</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Introdução</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante! A essa altura do nosso curso, você já sabe que na economia moderna, a inovação é</p><p>um elemento-chave para o sucesso empresarial. Portanto, para que uma empresa possa inovar e</p><p>criar produtos ou serviços de maior valor agregado, é necessário entender tanto a dinâmica da</p><p>cadeia de valor quanto as características das redes de inovação do mercado de atuação.</p><p>A cadeia de valor da inovação é um modelo que visa analisar todas as etapas do processo de</p><p>inovação e seus impactos para a empresa. Nesta aula, você verá em detalhes todos os componentes</p><p>da cadeia de valor da inovação e como eles se correlacionam para formar um ciclo e�ciente e</p><p>lucrativo. Além disso, vamos analisar como as redes de inovação funcionam,</p><p>desenvolvimento econômico dos países, e isso tem sido</p><p>um campo de estudo interdisciplinar e complexo.</p><p>Porém, existem diferenças nos impactos gerados pelo empreendedorismo no crescimento</p><p>econômico de um país, sendo estes: em países desenvolvidos, o empreendedorismo está atrelado à</p><p>inovação, impactando de modo mais forte o PIB da economia, e é chamado de empreendedorismo</p><p>de oportunidade. Já nos países menos desenvolvidos, o impacto do empreendedorismo no</p><p>crescimento econômico é pouco sentido, estando associado ao desemprego e a uma saída para</p><p>geração de renda, sendo chamado de empreendedorismo de necessidade.</p><p>No empreendedorismo de oportunidade, o empreendedor é visionário e sabe o que deseja</p><p>conquistar, por isso, cria a empresa com base no planejamento prévio e persegue a geração de</p><p>lucros, empregos e riqueza (DORNELAS, 2012). Isso justi�ca a forte ligação com o desenvolvimento</p><p>econômico de um país. Já no empreendedorismo de necessidade, as empresas são criadas</p><p>informalmente, sem um planejamento coerente, e muitas não ultrapassam os primeiros anos de</p><p>existência, não tendo correlação com o desenvolvimento econômico e piorando as estatísticas de</p><p>criação e mortalidade de negócios (DORNELAS, 2012).</p><p>Seja pela oportunidade ou pela necessidade, o empreendedorismo pode assumir diversos formatos</p><p>no século XXI. Segundo Vergatti, Carvalho e David (2022), são eles:</p><p>Empreendedorismo individual: empreendedores que optam por trabalhar sozinhos. Foi</p><p>impulsionado pelo avanço governamental, a partir da criação do Microempreendedor Individual</p><p>(MEI) e do Empreendedor Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI). É uma ótima</p><p>alternativa para quem deseja ser pro�ssional liberal, porém com regularização jurídica.</p><p>Empreendedorismo informal: é o tipo de empreendedorismo para negócios que não são</p><p>registrados o�cialmente, por isso não tem proteção nem benefícios do estado. Não é</p><p>recomendado, justamente por não resguardar o empreendedor de forma alguma.</p><p>Empreendedorismo de franquias: é a oportunidade de ter um negócio já conhecido pelo público</p><p>e consolidado no mercado. Com isso, utiliza-se a marca e a comercialização dos produtos ou</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>serviços previamente estruturados, possuindo regras bem especí�cas e engessadas, além de</p><p>um compromisso com a remuneração da franqueadora.</p><p>Empreendedorismo social: são os exemplos das Organizações Não Governamentais (ONGs),</p><p>que se propõem a gerar benefícios para a sociedade e, neste caso, não visam ao lucro.</p><p>Empreendedorismo público: é um tipo de empreendedorismo que tem como objetivo a atuação</p><p>no setor governamental, gerando soluções para levar e�ciência e transparência para o setor</p><p>público. Nesse caso, existe o viés do lucro, já que as empresas são contratadas pelos órgãos</p><p>públicos e, por isso, têm a garantia de recebimento pelos serviços prestados.</p><p>Empreendedorismo ambiental: também chamado de empreendedorismo verde, tem o foco na</p><p>preservação ambiental, criando tecnologias e processos sustentáveis que garantam a</p><p>perpetuidade do meio ambiente.</p><p>Empreendedorismo digital: também chamado de empreendedorismo tecnológico, é o que mais</p><p>utiliza a disciplina da inovação para desenvolver tecnologias que melhorem a jornada de</p><p>vendas, a experiência do cliente e o uso dos dados, por exemplo.</p><p>Empreendedorismo corporativo: é praticado por pessoas que já atuam em uma empresa, criam</p><p>e lideram iniciativas a partir de novas oportunidades dentro da própria empresa. É conhecido</p><p>também por intraempreendedorismo.</p><p>Mas, será que existem diferenças no comportamento de um empreendedor para um</p><p>intraempreendor? O empreendedor arrisca o seu empreendimento e o capital. O intraempreendedor</p><p>arrisca a sua carreira e o emprego, porém o fato é que o risco é inerente para ambos. O Quadro 1, a</p><p>seguir, traz algumas das principais características da personalidade deles.</p><p>Empreendedor Intraempreendedor</p><p>Não se preocupa com status.</p><p>Não se preocupa com tradições</p><p>organizacionais.</p><p>Possui visão de futuro e lidera. Incentiva os outros e inspira apoio.</p><p>Atua nos limites das leis de estado. Atua nos limites das políticas organizacionais.</p><p>Encoraja a colaboração. Encoraja discussões abertas.</p><p>Persuasivo e negociador. Paciente e diplomático.</p><p>Quadro 1 | Características da personalidade. Fonte: adaptado de Pila et al. (2019, p. 16).</p><p>Note que, por mais que o empreendedor atue no desenvolvimento de uma nova empresa enquanto o</p><p>intraempreendor atua nas fronteiras internas de uma empresa já existente, as suas características se</p><p>aproximam em vários pontos. A�nal, uma boa de�nição de liderança não poderia ser incentivar os</p><p>outros inspirando apoio? Atuar nos limites da lei de estado ou nos limites das políticas</p><p>organizacionais muda apenas o contexto, mas traz a mesma ousadia em ir além dos limites</p><p>impostos originalmente. E, qual o objetivo de encorajar discussões abertas senão para incentivar a</p><p>colaboração nas de�nições a serem tomadas?</p><p>Orientações do empreendedorismo e suas habilidades</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>A visão de futuro, a criatividade e a ousadia dos empreendedores promovem a substituição de um</p><p>produto mais caro ou um serviço menos e�ciente por novos produtos e serviços melhores. Com isso,</p><p>muitas vantagens são geradas para a sociedade e, por isso, o empreendedorismo é considerado o</p><p>principal fator de desenvolvimento econômico, que re�ete no tamanho da riqueza de uma nação.</p><p>Dornelas (2001) traz algumas das grandes inovações deixadas pelo empreendedorismo pelos</p><p>países, conforme o Quadro 2.</p><p>Ano da Inovação Nome da Inovação</p><p>1923 Televisão</p><p>1928 Penicilina</p><p>1937 Nylon</p><p>1943 Computador</p><p>1958 Laser</p><p>1993 Clonagem de embriões humanos</p><p>Quadro 2 | Inovações do século XX. Fonte: adaptado de Dornelas (2001).</p><p>Como você pôde notar, todos os exemplos tratam de inovações em produtos ou serviços orientados</p><p>a negócios ou consumidores. Porém, a pesquisa GEM, de 2019, traz dados que mostram que os</p><p>países variam consideravelmente a composição de suas atividades ao longo dos anos e do</p><p>desenvolvimento econômico, e isso impacta a distribuição dos novos negócios, direcionando para</p><p>uma mudança na economia, com novos setores emergindo e crescendo (ONOZATO et al., 2020).</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>No Brasil, ainda segundo a pesquisa, o setor de serviços orientados para negócios respondeu por</p><p>7,6% dos negócios liderados por empreendedores em estágio inicial, enquanto os países ricos</p><p>(Alemanha, Austrália e Estados Unidos, por exemplo) responderam por mais de 25% de seus</p><p>empreendedores iniciais atuando na mesma atividade. A baixa participação brasileira é semelhante à</p><p>de outras economias em desenvolvimento, como África do Sul, China, Índia e México.</p><p>Já no setor de serviços orientados ao consumidor, a pesquisa traz que a maior proporção de</p><p>empreendedores iniciais aparece nos países de economia em desenvolvimento, com o México</p><p>liderando com 77,3%, seguido de China (74%), Índia (69,7%) e Brasil (68,7%).</p><p>Esses dados fazem total sentido quando correlacionados ao baixo custo exigido para muitos dos</p><p>serviços orientados ao consumidor, diminuindo as barreiras de entrada. No entanto, estes</p><p>empreendimentos se deparam com muitos competidores, têm pouca margem de lucro e uma</p><p>rotatividade de funcionários alta, tanto pela baixa pro�ssionalização como pela falta de atratividade</p><p>salarial para retenção dos bons pro�ssionais. Bons exemplos de empresas desse tipo são as geridas</p><p>por empreendedores individuais ou informais, como: lanchonetes, lojas de costura, salões de beleza</p><p>etc.</p><p>Já para os serviços orientados para negócios, o cenário é outro, pois exigem mais tecnologias ou</p><p>conhecimentos intensivos, di�cultando a réplica e proporcionando uma prosperidade �nanceira</p><p>maior para os empreendedores, e é aqui que o empreendedorismo digital encontra espaço. Dados do</p><p>Mapeamento do Ecossistema Brasileiro de Startups, elaborado em 2022 pela Associação Brasileira</p><p>de Startups (ABS), mostram que 82% das startups no Brasil têm soluções direcionadas para o B2B –</p><p>para empresas – e para o B2B2C – quando a empresa vende diretamente</p><p>quais são seus</p><p>principais benefícios e desa�os, e como as empresas podem se inserir e se bene�ciar desse</p><p>ecossistema de inovação.</p><p>Bom estudo!</p><p>Potencializando a geração de valor da inovação</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>A inovação é um processo fundamental para a sobrevivência de qualquer negócio, e a cadeia de</p><p>valor é uma forma de identi�car e gerenciar todos os elos que fazem parte deste processo, como</p><p>pesquisa e desenvolvimento, design, produção, marketing e distribuição.</p><p>A de�nição de cadeia de valor foi publicada pelos autores Hansen e Birkinshaw em um artigo da</p><p>Harvard Business Review (HBR) em 2007, e diz que é uma metodologia que busca transformar ideias</p><p>em projetos sólidos e resultados visíveis, levando em conta as especi�cidades de cada negócio onde</p><p>vier a ser aplicada (Nonato, 2023). Explicando melhor, a cadeia de valor da inovação permite que as</p><p>empresas identi�quem oportunidades de melhoria e crescimento, além de possibilitar a criação de</p><p>produtos e serviços que atendam às necessidades dos clientes e gerações de valor para a empresa.</p><p>Segundo Ferreira (2020), Hansen e Birkinshaw de�niram um framework para as empresas poderem</p><p>identi�car os seus obstáculos e direcionar esforços na resolução dos problemas, e foi então que o</p><p>chamaram de cadeia de valor da inovação. Cinco longos projetos de pesquisa foram feitos na última</p><p>década com mais de 130 executivos de 30 multinacionais entrevistados junto a 4 mil colaboradores</p><p>em cargos não executivos em 15 multinacionais e, com isso, a cadeia de valor da inovação foi</p><p>de�nida em três fases de forma sequencial: geração, conversão e difusão das ideias. Dentro dessas</p><p>fases, existem seis tarefas críticas, que são:</p><p>1. Busca interna;</p><p>2. Busca entre unidades;</p><p>3. Busca externa;</p><p>4. Seleção;</p><p>5. Desenvolvimento;</p><p>�. Propagação da ideia para toda a empresa.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Perceba como as duas primeiras tarefas críticas priorizam a geração de ideias com quem está</p><p>dentro da empresa, por considerar que essas pessoas conhecem a realidade mais de perto, mas as</p><p>propostas vindas da busca externa não devem ser ignoradas, pois partem de um olhar diferenciado e</p><p>podem oferecer um signi�cado valioso à cadeia de valor da inovação.</p><p>Essa busca externa é feita com a cooperação das redes de inovação e tem se mostrado uma</p><p>importante ferramenta para o desenvolvimento de novos produtos, processos e tecnologias em</p><p>diversos setores da economia. Por meio da colaboração entre empresas, universidades, instituições</p><p>de pesquisa, startups, governo e outros atores, essas redes promovem a troca de conhecimentos e</p><p>experiências, o acesso a recursos e informações, e a realização de projetos conjuntos.</p><p>Outras motivações para a formação das redes de inovação estão relacionadas com a redução da</p><p>incerteza e da complexidade inerentes ao processo de inovação. As redes podem apresentar uma</p><p>resposta para reduzir a incerteza e grau de irreversibilidade do processo de inovação, reduzindo os</p><p>investimentos individuais e os riscos da empresa no desenvolvimento de um novo produto, processo</p><p>ou tecnologia, aumentando a �exibilidade e reversibilidade dos comprometimentos e reduzindo a</p><p>assimetria de informações sobre o mercado (Caulliraux et al., 2007).</p><p>Ao tomar proveito da cadeia de valor da inovação, as empresas conseguem investir em novas ideias</p><p>e tecnologias para se manterem relevantes no mercado, criando um ambiente propício ao</p><p>desenvolvimento de projetos inovadores que visam resolver problemas e atender às necessidades</p><p>dos clientes de maneira e�ciente e e�caz. Além disso, valorizam a colaboração entre suas equipes,</p><p>estimulando a criatividade e a troca de conhecimentos para que os projetos alcancem resultados</p><p>excepcionais.</p><p>Detalhamento a cadeia de valor da inovação e suas implicações</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>A correta aplicação da cadeia de valor da inovação é crucial para o sucesso das empresas por ajudá-</p><p>las a identi�car e avaliar os elementos críticos envolvidos em cada etapa do processo de criação de</p><p>valor, desde a identi�cação de oportunidades até o lançamento de um produto ou serviço.</p><p>As três principais etapas da cadeia de valor da inovação, de�nidas por Hansen e Birkinshaw em seu</p><p>artigo, são (Ferreira, 2020):</p><p>1. Geração de Ideias: esta é a etapa inicial da cadeia de valor da inovação, em que ocorre a</p><p>pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos, tecnologias ou serviços. Esta fase é</p><p>caracterizada pelo alto risco e alto investimento, pois envolve a exploração de novas ideias e</p><p>tecnologias que podem não ter um mercado estabelecido ou serem viáveis. Nesta fase, é</p><p>importante investir em recursos humanos e tecnológicos, pesquisa de mercado, prototipagem</p><p>e testes.</p><p>2. Conversão de ideias: após a fase de pesquisa e desenvolvimento, a etapa de produção e</p><p>conversa começa. Nesta fase, é importante que as empresas otimizem seus processos de</p><p>produção e reduzam custos para garantir a e�ciência da cadeia de valor. É necessário também</p><p>investir em canais de distribuição e�cazes para alcançar o público-alvo e comercializar o</p><p>produto ou serviço inovador.</p><p>3. Difusão de ideias: na fase �nal da cadeia de valor da inovação, ocorre o marketing e a venda do</p><p>produto ou serviço inovador. É importante investir em estratégias de marketing e�cazes que</p><p>ajudem a construir uma imagem de marca forte e se destaquem no mercado. A venda também</p><p>deve ser realizada de forma e�ciente, focando canais de venda que atendem aos requisitos do</p><p>público-alvo e capazes de converter as vendas em receita.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>No Quadro 1 a seguir você verá as perguntas-chave e indicadores utilizados para acompanhar a</p><p>performance da implementação da cadeia de valor da inovação:</p><p>Quadro 1 | Perguntas-chave e indicadores da cadeia de valor da inovação</p><p>Bloco 1</p><p>Bloco 2</p><p>Geração de ideias</p><p>In-house</p><p>Criação dentro de uma</p><p>unidade</p><p>Polinização cruzada</p><p>Colaboração entre as</p><p>unidades</p><p>Externa</p><p>Colaboração com</p><p>atores externos da</p><p>�rma</p><p>Perguntas chave</p><p>As pessoas da área</p><p>geram ideias com</p><p>autonomia?</p><p>Nós geramos boas</p><p>ideias a partir da</p><p>colaboração entre</p><p>áreas?</p><p>Nós temos bons</p><p>contatos fora da</p><p>empresa?</p><p>Principais indicativos</p><p>de performance</p><p>Número de boas ideias</p><p>geradas dentro da</p><p>área</p><p>Número de boas ideias</p><p>geradas a partir da</p><p>conexão entre áreas</p><p>Número de boas ideias</p><p>geradas fora da</p><p>empresa</p><p>Conversão</p><p>Difusão</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Fonte: adaptada de Ferreira (2020).</p><p>Transformar ideias em produtos ou serviços no mercado não é simples, ainda mais quando são</p><p>ideias inovadoras (Ferreira, 2020). Portanto, é preciso que a cadeia de valor da inovação dentro da</p><p>corporação seja mapeada e acompanhada de forma contínua e para todas as áreas, para que seja</p><p>possível identi�car os pontos fortes e fracos da cadeia (Ferreira, 2020).</p><p>Ao identi�car os pontos fracos da cadeia, muitas lideranças de inovação não conseguem encontrar</p><p>as respostas que precisam para superá-los dentro da própria organização. É nesse contexto que a</p><p>formação de redes de inovação é incentivada, sendo um mecanismo para a difusão da inovação por</p><p>meio da colaboração e interação e uma nova forma de organização para a geração do conhecimento</p><p>(Teixeira; Ramos, 2018).</p><p>Ainda segundo Teixeira e Ramos (2018), citando estudiosos do tema, as redes de inovação têm três</p><p>implicações importantes:</p><p>Estabelecem um dispositivo de coordenação que facilita e apoia a aprendizagem entre</p><p>empresas;</p><p>Possibilitam o aproveitamento de sinergias necessárias para o domínio de soluções</p><p>tecnológicas de natureza diversi�cada e complexa;</p><p>Criam um ambiente colaborativo que permite explorar a sinergia resultante da união de</p><p>diversas habilidades tecnológicas em uma estrutura organizacional (ou entre diversas</p><p>organizações).</p><p>Os projetos implementados em empresas inovadoras têm características</p><p>distintas dos demais</p><p>exatamente por serem pautados no correto aproveitamento da cadeia de valor da inovação com a</p><p>união dos conhecimentos internos e da estrutura proporcionada pelas redes de inovação. Além</p><p>disso, essas empresas estão sempre buscando aprimoramento e adaptação constante às</p><p>mudanças, o que torna os projetos implementados em suas rotinas mais �exíveis e ágeis.</p><p>Casos de sucesso de redes de inovação</p><p>Seleção</p><p>Triagem e �nanciamento</p><p>inicial</p><p>Desenvolvimento</p><p>Movimento da ideia ao</p><p>primeiro resultado</p><p>Disseminação</p><p>Disseminação por toda a</p><p>empresa</p><p>Nós somos bons em priorizar</p><p>novas ideias?</p><p>Nós somos bons em</p><p>transformar ideias em</p><p>negócios e melhores práticas?</p><p>Nós somos bons em difundir</p><p>as ideias desenvolvidas?</p><p>% de todas as ideias geradas</p><p>que foram selecionadas e</p><p>�nanciadas</p><p>% de todas as ideias</p><p>�nanciadas que geraram</p><p>resultado de negócio</p><p>% de penetração em mercados</p><p>e clientes novos ou número de</p><p>meses para a penetração-alvo</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Como já vimos, as redes de inovação são formadas por empresas, instituições de pesquisa e outras</p><p>organizações com o objetivo de criar ideias e soluções para problemas especí�cos. É por causa</p><p>delas que, ao encontrar uma barreira na primeira etapa da cadeia de valor da inovação, a de geração</p><p>de ideias, a organização consegue buscar boas ideias com o ecossistema externo. Algumas dessas</p><p>redes têm tido casos de sucesso notáveis na contribuição para a inovação global e vamos citar</p><p>alguns casos a seguir.</p><p>A InnoCentive, por exemplo, é uma rede global de inovação que conecta empresas com problemas</p><p>especí�cos a uma comunidade on-line de solucionadores de problemas. Eles usam o conhecimento</p><p>da rede para identi�car soluções inovadoras e oferecem recompensas para aqueles que resolvem os</p><p>desa�os com sucesso. Os desa�os postados na InnoCentive variam de problemas cientí�cos e</p><p>técnicos a questões comerciais e sociais e são postados por uma variedade de clientes, desde</p><p>pequenas startups até grandes corporações, agências governamentais e organizações não</p><p>governamentais (ONG). A plataforma da InnoCentive tem sido usada para encontrar soluções para</p><p>problemas em vários setores, incluindo saúde, energia, meio ambiente e tecnologia.</p><p>Sob a ótica do empreendedorismo, outra rede de inovação bem-sucedida é o Centro Incubador de</p><p>Empresas Tecnológicas (CIET), uma organização que oferece suporte e serviços a empresas</p><p>emergentes e startups do setor de tecnologia. Dentre as ofertas aparecem os espaços físicos de</p><p>trabalho, consultoria empresarial, serviços de gestão e �nanciamento e conexão com redes de</p><p>investidores e mentores. O principal objetivo do CIET é ajudar as startups a se tornarem negócios</p><p>sólidos e lucrativos, fornecendo-lhes as ferramentas e o suporte necessários para o sucesso e</p><p>estimular a inovação e o desenvolvimento de novas tecnologias, o que contribui para o crescimento</p><p>econômico e o fortalecimento da competitividade do país. Além disso, o CIET costuma estar</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>ativamente envolvido na comunidade de empreendedores e startups, organizando eventos e</p><p>programas de treinamento para incentivar a troca de ideias e a colaboração entre empresas.</p><p>Por último, podemos citar o Amcham Lab, plataforma que contribui para encontrar as soluções de</p><p>inovação para cada momento da estratégia de um negócio, ajudando as empresas tradicionais a se</p><p>conectarem e acelerarem seus negócios (AMCHAM, 2022). O laboratório conta com lideranças</p><p>preparadas e inseridas na cultura e mentalidade do mundo da inovação, ao mesmo tempo que</p><p>conecta startups com grandes corporações, dado que elas têm os recursos que as startups</p><p>precisam para crescer, sejam �nanceiros ou não, e os compartilham (AMCHAM, 2022).</p><p>Esses são apenas alguns exemplos de redes de inovação bem-sucedidas, e mostram que essas</p><p>organizações têm grande impacto na criação de soluções inovadoras que podem realmente mudar o</p><p>mundo. Por meio dessas redes, é possível acessar novas ideias, conhecimento e parcerias</p><p>estratégicas, fatores essenciais para o desenvolvimento de novos produtos e serviços e,</p><p>consequentemente, para o crescimento sustentável das empresas.</p><p>Videoaula: Geração de Valor</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Neste vídeo, apresentamos a importância das redes de inovação e como a cadeia de valor de</p><p>inovação pode ser utilizada para tornar o processo de inovação mais e�ciente.</p><p>Você entenderá como as empresas podem se conectar em rede para compartilhar recursos e</p><p>conhecimentos, bem como a importância da colaboração em todas as etapas da cadeia de valor.</p><p>Vamos em frente!</p><p>Saiba mais</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Para se aprofundar no estudo que trata de redes de cooperação em inovação, vale a leitura completa</p><p>do e-book Redes: alinhamento conceitual: https://via.ufsc.br/wp-content/uploads/2018/05/e-book-</p><p>Redes.pdf.</p><p>Referências</p><p>https://via.ufsc.br/wp-content/uploads/2018/05/e-book-Redes.pdf</p><p>https://via.ufsc.br/wp-content/uploads/2018/05/e-book-Redes.pdf</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>AMCHAM BRASIL. O que são redes de inovação e quais seus benefícios? Veja! Amcham, 2022.</p><p>Disponível em: https://www.amcham.com.br/noticias/o-que-sao-redes-de-inovacao-e-quais-seus-</p><p>bene�cios-veja. Acesso em: 23 maio 2023.</p><p>CAULLIRAUX, H. et al. Redes de inovação: construção e gestão da cooperação pró-inovação. Revista</p><p>de Administração, São Paulo, v. 42, n. 3, jul./ago./set. 2007. Disponível em:</p><p>https://escola.mpu.mp.br/servicos-academicos/atividades-academicas/inovaescola/curadoria/4-</p><p>ciclo-de-debates/o_futuro_nao_e_mais_como_era_antigamente/redes-de-inovacao-construcao-e-</p><p>gestao-da-cooperacao-pro-inovacao.pdf. Acesso em: 22 maio 2023.</p><p>FERREIRA, L. O que é a cadeia de valor da inovação e como identi�cá-la. Troposlab, 1 dez. 2020.</p><p>Disponível em: https://troposlab.com/o-que-e-cadeia-valor-inovacao/. Acesso em: 22 maio 2023.</p><p>NONATO, L. 5 fases da cadeia de valor da inovação que você precisa conhecer. Aevo, 14 jul. 2023.</p><p>Disponível em: https://blog.aevo.com.br/cadeia-de-valor-da-inovacao/. Acesso em: 2 ago. 2023.</p><p>TEIXEIRA, C.; RAMOS, D. (org.). Redes: alinhamento conceitual. Florianópolis: Perse, 2018. E-book.</p><p>Disponível em: https://via.ufsc.br/wp-content/uploads/2018/05/e-book-Redes.pdf. Acesso em: 22</p><p>mai. 2023.</p><p>Aula 2</p><p>Ecossistemas de Inovação</p><p>Introdução</p><p>Nesta aula você aprenderá sobre os ecossistemas de inovação e a importância dos atores</p><p>envolvidos neles, como empresas, universidades, governos e a comunidade empreendedora.</p><p>Também será abordada a relevância das fontes locais de tecnologia na geração de inovação e a</p><p>https://www.amcham.com.br/noticias/o-que-sao-redes-de-inovacao-e-quais-seus-beneficios-veja</p><p>https://www.amcham.com.br/noticias/o-que-sao-redes-de-inovacao-e-quais-seus-beneficios-veja</p><p>https://escola.mpu.mp.br/servicos-academicos/atividades-academicas/inovaescola/curadoria/4-ciclo-de-debates/o_futuro_nao_e_mais_como_era_antigamente/redes-de-inovacao-construcao-e-gestao-da-cooperacao-pro-inovacao.pdf</p><p>https://escola.mpu.mp.br/servicos-academicos/atividades-academicas/inovaescola/curadoria/4-ciclo-de-debates/o_futuro_nao_e_mais_como_era_antigamente/redes-de-inovacao-construcao-e-gestao-da-cooperacao-pro-inovacao.pdf</p><p>https://escola.mpu.mp.br/servicos-academicos/atividades-academicas/inovaescola/curadoria/4-ciclo-de-debates/o_futuro_nao_e_mais_como_era_antigamente/redes-de-inovacao-construcao-e-gestao-da-cooperacao-pro-inovacao.pdf</p><p>https://troposlab.com/o-que-e-cadeia-valor-inovacao/</p><p>https://blog.aevo.com.br/cadeia-de-valor-da-inovacao/</p><p>https://via.ufsc.br/wp-content/uploads/2018/05/e-book-Redes.pdf</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>relação entre tecnologia e competitividade internacional, mostrando o papel das empresas que</p><p>investem em pesquisa e desenvolvimento e da proteção dos</p><p>direitos de propriedade intelectual como</p><p>fatores decisivos para a competitividade.</p><p>Assim, a aula servirá como uma introdução importante para a compreensão do papel dos</p><p>ecossistemas de inovação na promoção do desenvolvimento econômico sustentável de um país.</p><p>Bons estudos!</p><p>Conceituando os ecossistemas de inovação</p><p>A palavra ecossistema tem sua origem na descrição de uma comunidade de microrganismos vivos</p><p>que interagem com os elementos não vivos da natureza, como o ar, a terra, o sol e a água, em prol de</p><p>crescimento e prosperidade.</p><p>No mundo corporativo, quando empresas, universidades, empreendedores e governo se unem para</p><p>criar um ambiente colaborativo e inovador, em que todos trabalham para desenvolver ideias, crescer</p><p>juntos e compartilhar resultados em comum, o nome disso também é ecossistema de inovação</p><p>(Georgiane, 2019). Eles são importantes para fomentar a pesquisa e o desenvolvimento de novas</p><p>tecnologias, além de promover a competitividade e a progressão econômica de uma região, e</p><p>oferecem recursos, �nanciamentos, mentorias, aceleradoras, eventos e infraestrutura de trabalho</p><p>compartilhado que permitem que ideias cresçam, se expandam e se transformem em negócios bem-</p><p>sucedidos.</p><p>O valor de um ecossistema de inovação está no acesso ao �uxo de informações para os diversos</p><p>atores desse ecossistema, que estão representados na Figura 1 a seguir:</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 1 | Os cinco atores de um ecossistema de inovação. Fonte: adaptada de Mendonça (2022).</p><p>Além do �uxo de informações, para que um ecossistema de fato promova o desenvolvimento da</p><p>economia da região que atua, principalmente quando os empreendedores fazem parte desse</p><p>ecossistema, é importante também o fomento ao desenvolvimento local de tecnologia. Com o</p><p>desenvolvimento tecnológico, é possível planejar, adequar ou implementar novas tecnologias e</p><p>inovações nas empresas, que terão novos processos e produtos ou serviços que atendam de forma</p><p>personalizada às demandas do mercado consumidor.</p><p>No Brasil, algumas agências de fomento cientí�co são importantes por �nanciarem recursos para</p><p>pesquisadores na aquisição de equipamentos e materiais de consumo que vão contribuir na</p><p>produção de pesquisas (Rocha, 2023). Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientí�co e</p><p>Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Coordenação de</p><p>Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)</p><p>estão entre os exemplos que podemos mencionar.</p><p>O progresso tecnológico é uma dimensão-chave do desempenho dos países na economia</p><p>internacional, tanto do ponto de vista do crescimento econômico como do comportamento</p><p>exportador (Pereira; Porcile; Furtado, 2011). As empresas que investem em tecnologia e</p><p>desenvolvem produtos avançados têm mais chances de conquistar novos mercados e aumentar sua</p><p>participação no mercado global. Além disso, a tecnologia é crucial para a e�ciência dos processos</p><p>produtivos, o que resulta em melhores produtos a preços mais competitivos. Países que incentivam</p><p>a inovação tecnológica e a formação de mão de obra quali�cada estão mais bem preparados para</p><p>enfrentar a concorrência internacional e as mudanças no mercado global.</p><p>Dados reais corroboram esse cenário e evidenciam a relevância do tema no mundo corporativo. Uma</p><p>pesquisa com 83 empresas brasileiras feita pela International Data Corporation (IDC Brasil) indica</p><p>que 39,8% buscam investir em tecnologia para aumentar a produtividade da organização, 34,9% para</p><p>aprimorar produtos e serviços e 33,7% para tirar maior proveito de dados como fonte de receita</p><p>(Braun, 2023).</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>As características dos ecossistemas de inovação</p><p>E qual o papel desempenhado por cada um dos atores de um ecossistema de inovação? Vamos</p><p>estudar esse tema mais a fundo.</p><p>Começando pelo governo, em ecossistemas bem-sucedidos, ele atua como um facilitador na sua</p><p>área de in�uência para gerar concordâncias a respeito de legislações e regulamentações favoráveis</p><p>à inovação e ao empreendedorismo. Além disso, cabe a ele prover recursos �nanceiros para as</p><p>etapas de maior risco ou que ainda não estejam maduras o su�ciente para atrair o setor privado e</p><p>articular atores em torno de objetivos e políticas comuns, �nanciando bases de dados e estudos</p><p>para apoiar a tomada de decisão de investidores (Mendonça, 2022).</p><p>Partindo para o setor privado vêm as corporações, que têm a demanda pelas soluções para os</p><p>problemas existentes na sociedade. Por terem poder de compra, elas exercem papéis de</p><p>direcionadoras dos esforços de pesquisa e desenvolvimento, de �nanciadoras em prol da inovação</p><p>de outros elos da cadeia, e de consolidadoras das demandas do mercado (Mendonça, 2022).</p><p>Em um ecossistema vibrante, as universidades desempenham papéis essenciais como formar</p><p>pessoas quali�cadas para os demais atores, transferir para o mercado tecnologias geradas em seus</p><p>laboratórios e acelerar o processo de criação e desenvolvimento de startups (Mendonça, 2022).</p><p>Os atores que oferecem capital de risco são os investidores. Eles têm o papel de mapear e viabilizar</p><p>tendências, dado que analisam diversas propostas de investimento e têm uma visão privilegiada</p><p>acerca de mudanças setoriais disruptivas. Portanto, são fundamentais para conectar boas ideias e</p><p>tecnologias com o capital necessário para transformá-las em negócios inovadores bem-sucedidos</p><p>(Mendonça, 2022).</p><p>Por �m, mas talvez o mais importante ator, vem o papel do empreendedor. É o elemento que conecta</p><p>toda a oferta de valor que os outros atores têm a oferecer para um ecossistema, articula demandas</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>comuns entre eles, passa a experiência de quem está fazendo na prática e, claro, continua</p><p>empreendendo e inovando, gerando emprego, renda e desenvolvimento econômico e social para o</p><p>país (Mendonça, 2022).</p><p>Um bom exemplo de ecossistema de inovação são os parques tecnológicos. Eles podem ser de dois</p><p>tipos: o industrial, voltado para a produção de tecnologia, e o cientí�co, focado na pesquisa e</p><p>desenvolvimento.</p><p>Alguns dos principais desa�os dos parques tecnológicos brasileiros para o futuro são (Carioni,</p><p>2020):</p><p>Dependência de investimentos públicos para viabilização da infraestrutura (asfaltamento,</p><p>energia elétrica, internet, telefonia e saneamento básico);</p><p>Maior aproximação entre comunidade cientí�ca e mercado;</p><p>Mais iniciativas de incentivo à cultura de inovação, pesquisa e desenvolvimento nas empresas</p><p>locais.</p><p>Investimento para enfrentar esses desa�os é importante para manter a competitividade nacional no</p><p>campo do desenvolvimento tecnológico, a�nal, dados do IMD (International Institute for</p><p>Management Development), escola de negócios da Suíça, revelam que o Brasil caiu para a 52ª</p><p>posição do ranking de competitividade digital, quando comparado com 2021, ano em que ocupou a</p><p>51ª posição da lista (Causin, 2022).</p><p>Os estágios de maturidade de um ecossistema de inovação</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>A �m de cultivar um ecossistema de inovação próspero, é essencial implementar determinadas</p><p>práticas e recursos que encorajam o seu crescimento. É por meio desse conjunto de ações que</p><p>podemos avaliar a maturidade de um ecossistema de inovação, que normalmente é avaliado com</p><p>base em cinco categorias (Pickert, 2021):</p><p>1. Dinheiro: �nanciamento e despesas com desenvolvimento de tecnologia (P&D);</p><p>2. Pessoas: capital humano combinado com a mentalidade certa;</p><p>3. Governo: ambiente político e governamental favorável ao empreendedor;</p><p>4. Know-how: experiência e conhecimento;</p><p>5. Rede de contatos: rede de apoio para o crescimento.</p><p>O primeiro estágio de maturidade é a fase de criação do ecossistema e, por isso, após estabelecer</p><p>os objetivos e uma visão a longo prazo, a liderança foca as categorias 1 e 2, partindo para captar</p><p>�nanciadores dispostos a dedicar dinheiro para a realização das iniciativas de inovação e</p><p>desenvolvimento tecnológico, e formalizar a participação das pessoas que farão parte do</p><p>ecossistema, que normalmente</p><p>são as corporações e centros de pesquisa.</p><p>O segundo estágio é o desenvolvimento da infraestrutura, no qual são criados espaços físicos e</p><p>virtuais para que os atores de inovação possam trabalhar. Além disso, são estabelecidos programas</p><p>de �nanciamento e recursos para apoiar as startups, bem como é formalizada a participação do</p><p>governo (categoria 3) para tornar possível as inovações desenvolvidas por meio dos incentivos e</p><p>legislações</p><p>O terceiro estágio é a consolidação do ecossistema, em que ele começa a amadurecer e a produzir</p><p>resultados concretos, conseguindo transmitir conhecimento para além das fronteiras do</p><p>ecossistema (categoria 4). Empresas começam a gerar lucro e retornos elevados sobre o</p><p>investimento são esperados, favorecendo o efeito de rede (categoria 5), que nada mais é do que a</p><p>atração de novos atores interessados em fase parte do ecossistema.</p><p>O quarto e último estágio é o de expansão global, no qual o ecossistema de inovação é reconhecido</p><p>mundialmente por seus avanços e é uma referência para outras comunidades, com todas as</p><p>categorias muito bem implementadas.</p><p>Quando mais atividades de apoio são implementadas no ecossistema, mais atores tem a</p><p>possibilidade de conseguir oportunidades para atingir todo o seu potencial (Pickert, 2021).</p><p>Segundo Teixeira, Trzeciak e Varvakis (2017), estudiosos enfatizam que a saúde de um ecossistema</p><p>é importante, e apresentam as seguintes variáveis para mensurá-la:</p><p>Produtividade: a efetividade da produção é a capacidade da rede em converter tecnologia e</p><p>outros recursos de inovação em diminuição de despesas e lançamento de produtos diversos.</p><p>Para avaliar esse aspecto, o ROI (retorno sobre o investimento) é uma medida recomendada.</p><p>Robustez: diz respeito à capacidade de manter-se estável diante de mudanças radicais,</p><p>incluindo mudanças inesperadas de tecnologias ou outras perturbações signi�cativas. Essa</p><p>variável pode ser mensurada pela taxa dos atores que sobrevivem no ecossistema ao longo do</p><p>tempo ou em uma comparação com outros ecossistemas.</p><p>Criação de nichos: relaciona-se à habilidade de absorver e incentivar a criação de novos</p><p>negócios. Uma métrica robusta para mensurar essa variável é a taxa de criação de novas</p><p>funções signi�cativas para a inovação.</p><p>Entende-se que os ecossistemas de inovação estão cada vez mais relevantes, possibilitando a</p><p>interação entre diversos setores e áreas, impulsionando o desenvolvimento tecnológico e</p><p>conhecimento em determinada região geográ�ca. Essa interação colabora para criação de</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>plataformas, prospecção de tecnologias, alianças estratégicas entre os envolvidos, bem como outras</p><p>ações que visam à convergência de investimentos para o avanço de produtos, serviços e tecnologias</p><p>que fortalecem o potencial econômico da localidade (Teixeira; Trzeciak; Varvakis, 2017).</p><p>Videoaula: Ecossistemas de Inovação</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>No vídeo desta aula, vamos discutir os ecossistemas de inovação e como a tecnologia é vital para a</p><p>competitividade nacional.</p><p>Nos dias de hoje, a inovação é um fator-chave para o desenvolvimento econômico de um país, então</p><p>também veremos como o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias pode gerar um</p><p>ambiente favorável para negócios e avanços signi�cativos nas áreas de saúde, infraestrutura e</p><p>educação, entre outras.</p><p>Acompanhe!</p><p>Saiba mais</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Para aprofundar os conhecimentos a respeito de ecossistema de inovação, vale estudar esse</p><p>material produzido pela Via Revista: http://centrosdeinovacao.sc.gov.br/wp-</p><p>content/uploads/2020/01/11.Ecossistema-de-inovacao-Alinhamento-Conceitual.pdf.</p><p>Referências</p><p>BRAUN, D. Investimento em tecnologia no Brasil supera US$ 75 bilhões em 2022, projeta IDC. Valor, 2</p><p>fev. 2023. Disponível em: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2023/02/02/investimento-em-</p><p>tecnologia-no-brasil-supera-us-75-bilhes-em-2022-projeta-idc.ghtml. Acesso em: 23 maio 2023.</p><p>CARIONI, L. O que é um parque tecnológico? Certi Insights, 21 maio 2020. Disponível em:</p><p>https://certi.org.br/blog/parque-tecnologico/. Acesso em: 25 maio 2023.</p><p>CAUSIN, J. Brasil perde uma posição em Anuário de Competitividade Digital e segue entre os 15</p><p>piores do mundo. Época Negócios, 22 set. 2022. Disponível em:</p><p>https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2022/09/brasil-perde-uma-posicao-em-</p><p>anuario-de-competitividade-digital-e-segue-entre-os-15-piores-do-mundo.html. Acesso em: 23 maio</p><p>2023.</p><p>GEORGIANE, B. Ecossistemas de inovação: como criar ambientes voltados ao aprendizado. Rock</p><p>Content, 26 jan. 2019. Disponível em: https://rockcontent.com/br/blog/ecossistema-de-inovacao/.</p><p>Acesso em: 23 maio 2023.</p><p>MENDONÇA, H. Quem é quem na formação dos ecossistemas de inovação. MIT Technology Review</p><p>Brasil, 4 fev. 2022. Disponível em: https://mittechreview.com.br/quem-e-quem-na-formacao-dos-</p><p>ecossistemas-de-inovacao/. Acesso em: 23 maio 2023.</p><p>PEREIRA, W.; PORCILE, G.; FURTADO, J. Competitividade internacional e tecnologia: uma análise da</p><p>estrutura das exportações brasileiras. Economia e Sociedade, v. 20, n. 3, p. 501–531, dez. 2011.</p><p>PICKERT, Lorena. Ecossistema de Inovação: o que é e como fazer parte? 2021. Disponível em:</p><p>https://blog.aaainovacao.com.br/ecossistema-inovacao/. Acesso em: 30 maio 2023.</p><p>http://centrosdeinovacao.sc.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/11.Ecossistema-de-inovacao-Alinhamento-Conceitual.pdf</p><p>http://centrosdeinovacao.sc.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/11.Ecossistema-de-inovacao-Alinhamento-Conceitual.pdf</p><p>https://valor.globo.com/empresas/noticia/2023/02/02/investimento-em-tecnologia-no-brasil-supera-us-75-bilhes-em-2022-projeta-idc.ghtml</p><p>https://valor.globo.com/empresas/noticia/2023/02/02/investimento-em-tecnologia-no-brasil-supera-us-75-bilhes-em-2022-projeta-idc.ghtml</p><p>https://certi.org.br/blog/parque-tecnologico/</p><p>https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2022/09/brasil-perde-uma-posicao-em-anuario-de-competitividade-digital-e-segue-entre-os-15-piores-do-mundo.html</p><p>https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2022/09/brasil-perde-uma-posicao-em-anuario-de-competitividade-digital-e-segue-entre-os-15-piores-do-mundo.html</p><p>https://rockcontent.com/br/blog/ecossistema-de-inovacao/</p><p>https://mittechreview.com.br/quem-e-quem-na-formacao-dos-ecossistemas-de-inovacao/</p><p>https://mittechreview.com.br/quem-e-quem-na-formacao-dos-ecossistemas-de-inovacao/</p><p>https://blog.aaainovacao.com.br/ecossistema-inovacao/</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>ROCHA, J. Você conhece as principais agências de fomento cientí�co do país? UESB, 10 abr. 2023.</p><p>Disponível em: http://www.uesb.br/noticias/voce-conhece-as-principais-agencias-de-fomento-</p><p>cienti�co-do-pais/. Acesso em: 24 maio 2023.</p><p>TEIXEIRA, C.; TRZECIAK, D.; VARVAKIS, G. (org.). Ecossistema de Inovação: alinhamento conceitual.</p><p>E-Book. Florianópolis: Perse, 2017. Disponível em: http://centrosdeinovacao.sc.gov.br/wp-</p><p>content/uploads/2020/01/11.Ecossistema-de-inovacao-Alinhamento-Conceitual.pdf. Acesso em: 30</p><p>maio 2023.</p><p>Aula 3</p><p>Aspectos legais, �scais e tributários de incentivo à inovação</p><p>Introdução</p><p>Olá, estudante! Para incentivar as empresas a investirem em novas tecnologias, os governos</p><p>oferecem benefícios �scais e tributários à inovação. Esses incentivos podem ser concedidos de</p><p>formas diversas, desde a redução de impostos até a isenção de taxas, dependendo do país e da</p><p>legislação local. No entanto, é fundamental que os empresários e gestores estejam atentos aos</p><p>aspectos legais relacionados aos incentivos �scais e tributários à inovação, a �m de evitar</p><p>problemas com a Receita Federal e outros órgãos �scalizadores.</p><p>Nesta aula serão abordados os principais tipos de incentivos �scais e tributários à inovação</p><p>existentes, assim como os aspectos legais envolvidos em sua aplicação. Será uma oportunidade</p><p>para você entender como as empresas podem</p><p>obter vantagens �nanceiras ao investirem em</p><p>inovação, sem comprometer a conformidade com a legislação.</p><p>Bons estudos!</p><p>http://www.uesb.br/noticias/voce-conhece-as-principais-agencias-de-fomento-cientifico-do-pais/</p><p>http://www.uesb.br/noticias/voce-conhece-as-principais-agencias-de-fomento-cientifico-do-pais/</p><p>http://centrosdeinovacao.sc.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/11.Ecossistema-de-inovacao-Alinhamento-Conceitual.pdf</p><p>http://centrosdeinovacao.sc.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/11.Ecossistema-de-inovacao-Alinhamento-Conceitual.pdf</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>A importância dos incentivos e leis governamentais para a prática da inovação</p><p>Os incentivos �scais e tributários à inovação são medidas governamentais que visam estimular as</p><p>empresas a investir em pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços. Esses incentivos podem</p><p>ser concedidos por meio de benefícios �scais ou tributários, como a redução de impostos e a</p><p>isenção de tributos. O objetivo é fomentar a economia do país e fortalecer a competitividade das</p><p>empresas no mercado global.</p><p>Como uma iniciativa governamental, este tipo de benefício está alicerçado na constituição brasileira,</p><p>que a�rma em seu artigo 218: “o Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento cientí�co, a</p><p>pesquisa, a capacitação cientí�ca e tecnológica e a inovação” (BRASIL, 1988, [s. p.]). Como veremos</p><p>posteriormente, tendo a constituição como base, diversas legislações foram desenvolvidas com o</p><p>objetivo de estimular a inovação, valendo-se da proposição de incentivos �scais e tributários (Laks,</p><p>2016).</p><p>Além disso, a inovação é vista como uma importante ferramenta para o desenvolvimento</p><p>sustentável, permitindo a criação de soluções mais e�cientes e sustentáveis. Portanto, os incentivos</p><p>�scais e tributários à inovação são fundamentais para incentivar as empresas a investirem em</p><p>desenvolvimento tecnológico e na criação de novos produtos e serviços.</p><p>Os incentivos �scais e tributários, bem como a prática legal da inovação, são fundamentais para</p><p>impulsionar o desenvolvimento econômico e social dos países. Eles têm como objetivo estimular a</p><p>criatividade e o empreendedorismo, além de promover a sustentabilidade e a competitividade nos</p><p>mercados nacional e internacional.</p><p>Incentivar �scal e tributariamente as empresas, permite que aquelas que investem em pesquisa,</p><p>desenvolvimento e inovação, reduzam seus custos com impostos e tributos, colhendo benefícios</p><p>�nanceiros antes ausentes, e permitindo que esses montantes sejam reinvestidos em inovação, se</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>assim for desejado, gerando um ciclo virtuoso. Já a prática legal da inovação oferece proteção aos</p><p>direitos de propriedade intelectual, como patentes, marcas e copyrights, incentivando os</p><p>investimentos em novas tecnologias e processos.</p><p>Dessa forma, os incentivos �scais, tributários e a prática legal da inovação contribuem para o</p><p>aumento da produtividade, da competitividade e do crescimento econômico dos países. Além disso,</p><p>eles contribuem para a geração de oportunidades de emprego, ajudam a melhorar a qualidade de</p><p>vida da população e incrementam a capacidade de exportação de bens e serviços.</p><p>Os governos, por sua vez, têm um papel fundamental na promoção desses estímulos, criando</p><p>políticas públicas e programas de incentivo que atendam às necessidades e desa�os de cada setor.</p><p>É importante que exista um ambiente regulatório favorável e que as políticas públicas sejam</p><p>respeitadas, para que haja um fomento à inovação que garanta um crescimento sustentável não só</p><p>para as empresas, mas para todo o país.</p><p>Por �m, incentivos �scais, tributários e a prática legal da inovação são essenciais para a construção</p><p>de uma sociedade mais justa e próspera, em que as empresas tenham a segurança necessária para</p><p>investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação, transformando ideias em soluções concretas</p><p>para os desa�os do mundo atual.</p><p>Incentivos e leis para a prática da inovação</p><p>Como vimos na seção anterior, o Brasil tem um sistema de incentivo tributário à inovação que visa</p><p>estimular o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) pelas empresas. Esses incentivos</p><p>são regulamentados pela Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005) e consistem em:</p><p>Dedução no imposto de renda: as empresas que realizam projetos de P&D podem deduzir do</p><p>imposto devido até 34% dos gastos com as atividades de pesquisa. Esse percentual pode</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>variar de acordo com o tipo de projeto e a modalidade de execução.</p><p>Desoneração da folha de pagamento: as empresas que atuam em setores considerados</p><p>estratégicos para o desenvolvimento tecnológico podem optar pela desoneração da folha de</p><p>pagamento. Nesse caso, as empresas deixam de pagar a contribuição previdenciária patronal</p><p>de 20% sobre a folha de pagamento e passam a contribuir com uma alíquota sobre a receita</p><p>bruta.</p><p>Depreciação acelerada: as empresas que realizam investimentos em ativos consumíveis</p><p>utilizados em P&D, como equipamentos e materiais de laboratório, podem fazer a depreciação</p><p>acelerada desses bens. Isso signi�ca que a empresa pode deduzir, em um curto período, uma</p><p>parte maior dos gastos incorridos com esses ativos.</p><p>Além desses incentivos previstos na Lei do Bem, há outras iniciativas de fomento à inovação no</p><p>Brasil, como o Programa de Apoio à Inovação Tecnológica nas Empresas (PAITE) e o Programa</p><p>Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE) da Fapesp. Esses programas oferecem</p><p>�nanciamento para projetos de P&D em diversas áreas, além de suporte técnico para as empresas</p><p>desenvolverem seus projetos de forma mais e�ciente.</p><p>Já com relação às leis que regem a execução correta da prática da inovação, podemos mencionar as</p><p>principais:</p><p>A Lei de Propriedade Industrial, de 1996, estabelece as regras para o registro de patentes,</p><p>marcas e desenhos industriais no país. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é o</p><p>órgão responsável por administrar esses registros e proteger a propriedade intelectual no Brasil</p><p>(Giordano, [s. d.]).</p><p>A Lei de Inovação, de 2004, cria incentivos para a pesquisa, desenvolvimento e inovação nas</p><p>empresas, universidades e institutos do país. Essa lei também estabelece a criação de fundos</p><p>de investimento em empresas inovadoras e facilita a transferência de tecnologia entre as</p><p>empresas e as instituições de pesquisa (Semadesc, [s. d.]).</p><p>O Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, de 2016, estabelece regras para a</p><p>colaboração entre as instituições de pesquisa e as empresas e visa estimular a inovação</p><p>tecnológica no país (Sebrae, 2022).</p><p>Em resumo, a inovação no Brasil é protegida e incentivada por diversas leis e regulamentos, que</p><p>visam estimular a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias e o registro e proteção da</p><p>propriedade intelectual.</p><p>Principais incentivos �scais e tributários brasileiros</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>O Brasil tem pelo menos cinco incentivos �scais e tributários que contribuem para incentivar</p><p>pesquisa, desenvolvimento e inovação:</p><p>1. Lei do Bem (Lei nº 11.196/05): lei federal que objetiva fomentar a inovação e a pesquisa</p><p>cientí�ca e tecnológica no ambiente produtivo brasileiro. É uma ferramenta valiosa para</p><p>empresas presentes no regime de lucro real, já que permite a dedução de impostos e</p><p>contribuições sobre a receita bruta quando há investimentos em pesquisa, desenvolvimento e</p><p>inovação (PD&I) (InforChannel, 2023).</p><p>2. Rota 2030: fundamentado na Lei nº 13.755/18, o programa busca fomentar os investimentos</p><p>em PD&I com relação à produção de novas tecnologias, e�ciência energética e automatização</p><p>do processo de manufatura do setor automotivo, impactando a qualidade dos veículos e das</p><p>autopeças (InforChannel, 2023). Ele possibilitou a redução de IPI na comercialização de</p><p>veículos novos que se enquadrem nos requisitos do programa, bem como a redução de até</p><p>15% do IRPJ e CSLL sobre os valores investidos em PD&I (InforChannel, 2023).</p><p>3. Lei de Informática: criada pela Lei nº 8.248/91 e atualizada pela Lei nº 13.969/19, essa</p><p>legislação incentiva especi�camente</p><p>o setor de tecnologias da informação e comunicação</p><p>(TIC), concedendo créditos �nanceiros às fabricantes de eletroeletrônicos que investem no</p><p>desenvolvimento de tecnologias e inovação tecnológica para o setor. Essa lei substitui a</p><p>redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) por créditos tributários sobre</p><p>Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), levando em</p><p>consideração o total que a empresa investir em P&D trimestralmente (InforChannel, 2023).</p><p>4. Ex-tarifário: simpli�cação do termo “exceção tarifária” o ex-tarifário é fundamentado na Lei nº</p><p>3.244/57, e se materializa na concessão de isenção do imposto de importação para itens que</p><p>não tenham similares nacionais e que sejam destinados aos projetos de PD&I (InforChannel,</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>2023). O artigo quarto da lei a�rma que “Quando não houver produção nacional de matéria-</p><p>prima e de qualquer produto de base, ou a produção nacional desses bens for insu�ciente para</p><p>atender ao consumo interno, poderá ser concedida isenção ou redução do imposto para a</p><p>importação” (Brasil, 1957). Assim, é aplicável a máquinas, equipamentos, aparelhos e</p><p>instrumentos, bem como a partes e peças de reposição, acessórios, matérias-primas e</p><p>produtos intermediários sem similar nacional, permitindo atingir uma redução do imposto que</p><p>chega até a zero (InforChannel, 2023).</p><p>5. Lei de Informática da Zona Franca de Manaus: consolidada pela Lei nº 8.387/91, essa lei, que já</p><p>tem mais de 30 anos, reduz ou mesmo isenta o IPI na comercialização dos itens de TIC para</p><p>empresas que investem em PD&I na região da Zona Franca de Manaus (InforChannel, 2023). O</p><p>Polo Industrial de Manaus, como a Zona Franca também é conhecida, é lar de uma grande linha</p><p>produtiva, abrangendo indústrias de ponta à produção de eletrodomésticos, veículos, produtos</p><p>de informática e outros (InforChannel, 2023).</p><p>Videoaula: Aspectos legais, �scais e tributários de incentivo à inovação</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Neste vídeo vamos falar de incentivos �scais e aspectos legais relacionados à inovação.</p><p>Em um cenário cada vez mais competitivo, é crucial que empresas promovam a inovação como</p><p>forma de se manterem relevantes no mercado, mas, muitas vezes, a falta de recursos �nanceiros e</p><p>as complexas regulamentações são obstáculos para o desenvolvimento de projetos inovadores. Por</p><p>isso, conhecer os incentivos �scais e as leis que regem a inovação no Brasil é fundamental para que</p><p>as empresas façam uso dessas vantagens e invistam em seus negócios.</p><p>Vamos lá!</p><p>Saiba mais</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Para saber mais a respeito do principal instrumento de fomento à inovação em empresas do Brasil,</p><p>acesse:</p><p>https://antigo.mctic.gov.br/mctic/export/sites/institucional/tecnologia/Lei_do_bem/Noticia/Arquivo/</p><p>Guia-da-lei-do-Bem-ANPEI-2017.pdf.</p><p>Referências</p><p>https://antigo.mctic.gov.br/mctic/export/sites/institucional/tecnologia/Lei_do_bem/Noticia/Arquivo/Guia-da-lei-do-Bem-ANPEI-2017.pdf</p><p>https://antigo.mctic.gov.br/mctic/export/sites/institucional/tecnologia/Lei_do_bem/Noticia/Arquivo/Guia-da-lei-do-Bem-ANPEI-2017.pdf</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>BRASIL. Constituição da República Federativa do brasil de 1988. Brasília, DF. Disponível em:</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 28 jun. 2023.</p><p>BRASIL. Lei nº 3.244, de 14 de agosto de 1957. Dispõe sobre a reforma da tarifa das alfândegas, e dá</p><p>outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l3244.htm. Acesso em</p><p>23 jun. 2023.</p><p>GIORDANO, D. Lei de Propriedade Industrial: tudo o que você precisa saber. Consolide Blog, [s. d.].</p><p>Disponível em: https://www.consolidesuamarca.com.br/blog/lei-de-propriedade-industrial. Acesso</p><p>em: 30 maio 2023.</p><p>INFORCHANNEL. Conheça incentivos tributários que bene�ciam investimentos em inovação.</p><p>InforChannel, 2 maio 2023. Disponível em: https://inforchannel.com.br/2023/05/02/conheca-</p><p>incentivos-tributarios-que-bene�ciam-investimentos-em-inovacao/. Acesso em: 25 maio 2023.</p><p>LAKS, L. R. Extra�scalidade e Incentivos à Inovação Tecnológica. Revista do Direito Público, Londrina,</p><p>v. 11, n. 2, p. 230-259, ago. 2016. DOI: 10.5433/1980-511X.2016v11n2p230. ISSN: 1980-511X.</p><p>Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/direitopub/article/view/24340. Acesso em:</p><p>28 jun. 2023.</p><p>SEBRAE. O Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação. Sebrae, 13 out. 2022. Disponível em:</p><p>https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-novo-marco-legal-de-ciencia-tecnologia-e-</p><p>inovacao,8603f03e7f484610VgnVCM1000004c00210aRCRD. Acesso em: 30 maio 2023.</p><p>SEMADESC. O que é a Lei da Inovação? Semadesc, [s. d.]. Disponível em:</p><p>https://www.semadesc.ms.gov.br/o-que-e-a-lei-da-inovacao. Acesso em: 30 maio 2023.</p><p>Aula 4</p><p>Sistema de Fomento ao Empreendedorismo</p><p>Introdução</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l3244.htm</p><p>https://www.consolidesuamarca.com.br/blog/lei-de-propriedade-industrial</p><p>https://inforchannel.com.br/2023/05/02/conheca-incentivos-tributarios-que-beneficiam-investimentos-em-inovacao/</p><p>https://inforchannel.com.br/2023/05/02/conheca-incentivos-tributarios-que-beneficiam-investimentos-em-inovacao/</p><p>https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/direitopub/article/view/24340</p><p>https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-novo-marco-legal-de-ciencia-tecnologia-e-inovacao,8603f03e7f484610VgnVCM1000004c00210aRCRD</p><p>https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-novo-marco-legal-de-ciencia-tecnologia-e-inovacao,8603f03e7f484610VgnVCM1000004c00210aRCRD</p><p>https://www.semadesc.ms.gov.br/o-que-e-a-lei-da-inovacao</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Olá, estudante! Nesta aula, você verá que para os empreendedores escalarem seus negócios é</p><p>fundamental que tenham acesso à capital �nanceiro desde o início dessa jornada. E é justamente</p><p>nesse início, também conhecido como período do vale da morte, já abordado em aulas anteriores,</p><p>que o maior risco de operação do negócio está em jogo e, portanto, esse capital é chamado de</p><p>capital de risco e tem diversas fontes em potencial, derivadas de programas de fomento como redes</p><p>de investimento-anjo, incubadoras, aceleradoras e hubs de apoio ao crescimento de startups.</p><p>Você aprenderá também que, além do capital �nanceiro, muitos empreendedores precisam de</p><p>acesso à infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento tecnológico para testarem a tecnologia em</p><p>um ambiente controlado, além da conexão com pesquisadores, cientistas e professores, o que</p><p>chamamos de smart money, pois o capital investido não é �nanceiro, mas sim na forma de estrutura</p><p>física e conhecimento.</p><p>Bom aprendizado!</p><p>O fomento ao empreendedorismo e sua rede de suporte</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>A promoção de startups inovadoras e voltadas para a tecnologia é fundamental para o progresso</p><p>socioeconômico de uma nação no longo prazo, já que a inovação é um componente crucial para o</p><p>sucesso de indústrias e mercados altamente tecnológicos.</p><p>É essencial encontrar maneiras de obter o investimento necessário para impulsionar o crescimento</p><p>de empresas que operam em um ambiente de avanços cientí�cos rápidos e surgimento de</p><p>tecnologias inovadoras, mas é aí que está o maior desa�o: atrair investimentos em</p><p>empreendimentos e projetos com altos graus de risco e incerteza (BNDES, 2017).</p><p>Antes, vamos entender melhor a expressão “capital de risco”. Ela é utilizada para fazer referência a</p><p>aportes de capital para aquisição de participações em empresas não listadas em bolsa de valores,</p><p>ou seja, que ainda não tenham realizado oferta pública de ações. A participação nessas empresas</p><p>pode se dar de forma direta ou por meio de fundos de investimento (BNDES, 2017).</p><p>Com o acesso a esse tipo de capital, além de receber os recursos �nanceiros necessários, essas</p><p>empresas ainda contam com um investidor que aporta também conhecimento nas áreas comercial,</p><p>�nanceira e jurídica, e auxilia na gestão, de�nição de estratégias e na montagem da equipe da</p><p>empresa, além de utilizar sua rede de relacionamento para agregar valor ao negócio, o que</p><p>chamamos também de smart money (Mesel, 2016).</p><p>Em um cenário de obtenção de capital de risco, imagine que a startup está pronta para começar a</p><p>alocar os recursos no desenvolvimento do produto e de uma estratégia de marketing e acesso ao</p><p>mercado, mas sozinha encontra di�culdades para garantir as melhores práticas já trabalhadas no</p><p>mercado e conquistar os primeiros clientes. Por isso existem os programas de fomento para</p><p>empreendedores, com a �nalidade de apoiar o desenvolvimento de negócios inovadores de base</p><p>tecnológica.</p><p>Aceleradoras, hubs de empreendedorismo e polos tecnológicos são os principais atores que</p><p>promovem esses programas, mas, além deles, o ecossistema também está repleto de atividades que</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>ajudam a fomentar o empreendedorismo, com iniciativas idealizadas pelo governo ou fundações,</p><p>que oferecem programas que contam com a participação de empreendedores experientes, mentores</p><p>e até recursos �nanceiros destinados a apoiar os novos negócios (Abstartups, [s. d.]).</p><p>Por �m, é importante falarmos da relação entre empresas de base tecnológica (ou startups) com as</p><p>universidades, que é fundamental para o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções para o</p><p>mercado. As universidades contam com recursos humanos altamente quali�cados, laboratórios e</p><p>centros de pesquisa, além de parcerias com outras instituições e empresas, e por meio dessas</p><p>parcerias e trocas de conhecimentos, ambas as partes podem crescer e expandir suas capacidades</p><p>de inovação e produção de pesquisas cientí�cas.</p><p>Tipos de aporte de capital e os principais atores</p><p>Quando se fala em capital de risco é possível a�rmar que existem cinco modalidades que estão</p><p>ligadas com o estágio de desenvolvimento que a empresa se encontra e que provêm das redes de</p><p>fomento ao empreendedorismo. São elas (Labone, [s. d.]):</p><p>FFF: founders, friends and family são as palavras em inglês que denominam a sigla FFF, que</p><p>signi�ca fundadores, amigos e família. Este é um tipo de investimento que não ultrapassa R$</p><p>50 mil e di�cilmente conseguirá atrair o capital de algum investidor externo, já que o negócio</p><p>ainda se encontra muito no início.</p><p>Seed capital: em português, a palavra seed signi�ca semente. É o investimento inicial feito em</p><p>uma empresa, com o objetivo de �nanciar as atividades iniciais, como pesquisa e</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>desenvolvimento de novos produtos ou serviços. É geralmente uma quantia relativamente</p><p>pequena, e o investidor geralmente assume um alto risco.</p><p>Venture capital: aqui a empresa não está mais na fase inicial e já tem um faturamento mínimo.</p><p>Como seu potencial de crescimento é alto e é possível observar seu faturamento, os riscos de</p><p>investimento são mais elevados e, por isso, é preciso que o investidor tenha uma</p><p>compensação, o que eleva a taxa de retorno nesse tipo de investimento quando comparada ao</p><p>investimento anterior.</p><p>Private equity: é uma forma de investimento em empresas que não são listadas em bolsa de</p><p>valores, geralmente em empresas de pequeno ou médio porte. Os investidores fornecem</p><p>capital para a empresa investida em troca de uma participação acionária, com o objetivo de</p><p>melhorar o desempenho operacional da empresa e, eventualmente, vender a participação com</p><p>lucro. Os investimentos são geralmente mais arriscados do que outros tipos de investimentos,</p><p>pois têm menor liquidez e exigem um período mais longo para gerar retornos.</p><p>Investimento anjo: outro investimento que também pode ocorrer enquanto a empresa ainda se</p><p>encontra na fase de planejamento é o investimento anjo. Como vimos anteriormente,</p><p>investidor-anjo é uma pessoa física – em geral, empresários e executivos que já atuaram ou</p><p>ainda atuam no segmento em questão – que investe seus próprios recursos no negócio de</p><p>outros empreendedores (Torres, 2023).</p><p>As incubadoras, aceleradoras e universidades também podem ser consideradas agentes que</p><p>aportam capital de risco, mas de uma forma um pouco diferente.</p><p>As incubadoras são instituições dedicadas ao suporte inicial para empresas nascentes e inovadoras,</p><p>e oferecem recursos materiais e intelectuais aos empreendedores para que eles possam transformar</p><p>ideias em negócios sustentáveis. Em geral, não têm �ns lucrativos e são mantidas por universidades</p><p>(BNDES, 2023).</p><p>Já as aceleradoras investem em empresas iniciantes e fornecem recursos �nanceiros,</p><p>conhecimentos e redes de relacionamento para acelerar seu crescimento, geralmente em troca de</p><p>participação societária.</p><p>Por �m, algumas maneiras pelas quais as universidades podem apoiar o desenvolvimento dessas</p><p>empresas incluem:</p><p>Pesquisa e desenvolvimento: universidades podem oferecer serviços de pesquisa e</p><p>desenvolvimento para as empresas, permitindo que elas tenham acesso a recursos técnicos e</p><p>cientí�cos especializados.</p><p>Transferência de tecnologia: as universidades podem transferir tecnologias patenteadas ou</p><p>desenvolvidas internamente para as empresas, ajudando a acelerar o desenvolvimento de</p><p>novos produtos e serviços.</p><p>Colaborações com empresas: as universidades podem colaborar com empresas em projetos</p><p>conjuntos, como pesquisas aplicadas e desenvolvimento de produtos, criando oportunidades</p><p>de inovação e negócios.</p><p>Programas de educação empreendedora: atuam fornecendo aos estudantes as habilidades e</p><p>conhecimentos necessários para criar e administrar uma empresa de base tecnológica.</p><p>Ao desempenharem esses papéis, incubadoras, aceleradoras e universidades contribuem para o</p><p>desenvolvimento de empresas de base tecnológica, gerando novas oportunidades de emprego e</p><p>crescimento econômico.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Etapas e processos do capital de risco</p><p>Como já vimos, o capital de risco é uma forma de investimento que busca �nanciar empresas em</p><p>seu estágio inicial, que apresentam um grande potencial de crescimento e retorno �nanceiro. O</p><p>objetivo do investidor de capital de risco é investir em empresas cujas boas ideias possam ser</p><p>transformadas em negócios lucrativos, e cujos executivos possam executar a estratégia necessária</p><p>para o sucesso.</p><p>As etapas de execução de um investimento como capital de risco podem ser resumidas em quatro</p><p>fases principais:</p><p>1. Seleção de empresas: os investidores de capital de risco analisam diversos projetos de</p><p>empresas em busca das que tenham um potencial de crescimento signi�cativo e um plano de</p><p>negócios viável. Eles avaliam a equipe de gerenciamento, o mercado e a tecnologia envolvida</p><p>para determinar se o investimento é promissor.</p><p>2. Negociação de investimento: após a seleção inicial das empresas, o investidor de capital de</p><p>risco negocia os termos do investimento com a empresa, incluindo a quantidade de capital a</p><p>ser investida e a participação acionária do investidor. Geralmente, o investidor de capital de</p><p>risco também solicita que a empresa forneça informações �nanceiras detalhadas e ajuda no</p><p>desenvolvimento do negócio em várias formas.</p><p>3. Apoio na expansão do negócio: depois de investir na empresa, o investidor de capital de risco</p><p>oferece orientação gerencial, consultoria, recursos adicionais e informações de rede valiosas</p><p>ao negócio. Ele também trabalha em estreita colaboração com a equipe da empresa para</p><p>desenvolver a estratégia de crescimento de negócios, incluindo aprimorar sua tecnologia,</p><p>aprimorar o marketing e gerenciar riscos �nanceiros, entre outras ações.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>4. Saída do investimento: quando a empresa tem sucesso em suas operações, os fundadores</p><p>podem optar por uma IPO (oferta pública inicial de ações) ou por solicitarem investimentos</p><p>adicionais. Em muitos casos, o investidor de capital de risco também pode vender sua</p><p>participação na empresa para outro investidor ou por meio de uma transação direta com os</p><p>proprietários ou executivos da</p><p>empresa. O objetivo do investidor é maximizar o retorno do</p><p>investimento.</p><p>Vale �nalizarmos essa aula trazendo dados do cenário de capital de risco no Brasil. O relatório</p><p>Venture Pulse Report – Global Trends, da KPMG, constata que US$ 163,9 milhões em capital de risco</p><p>foram injetados no ecossistema de inovação brasileiro entre janeiro de março de 2023, o que</p><p>representa uma queda de 30% no período em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o</p><p>ano de 2022, o recuo foi ainda maior, de 91,8%. Entre janeiro e março de 2022, quando a indústria de</p><p>capital de risco estava em alta, o país recebeu US$ 2 bilhões em fundos (Investimentos…, 2023).</p><p>Mas a queda desses números tem justi�cativas muito claras, principalmente quando levamos em</p><p>conta o “inverno tech”, nos anos da pandemia de covid-19, que provocou uma queda acentuada nos</p><p>investimentos e uma desaceleração no ritmo de crescimento das startups.</p><p>Neste momento, mais do que buscar empresas em crescimento acelerado, os investidores estão</p><p>procurando por oportunidades com grande potencial de retorno, mas que também sustentem</p><p>modelos de negócios minimamente maduros e saudáveis, portanto, métricas de rentabilidade</p><p>(geração de caixa e custos pagos em dia) têm sido bem valorizadas (Organismo Investimentos,</p><p>2023).</p><p>Dessa forma, as startups lucrativas e bem estruturadas são atraentes para investidores em busca de</p><p>retornos consistentes.</p><p>Videoaula: Sistema de Fomento ao Empreendedorismo</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Neste vídeo, você encontrará um conteúdo valioso que trata do mercado de capital de risco, que</p><p>poderá ajudá-lo a empreender com mais segurança e sucesso, ou a fazer melhores investimentos em</p><p>startups. Além disso, conhecerá os principais atores da rede de fomento ao empreendedorismo e</p><p>como cada um deles aporta dinheiro e conhecimento para apoiar o crescimento de empresas com</p><p>base tecnológica.</p><p>Aproveite e assista agora mesmo!</p><p>Saiba mais</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Para conhecer mais do cenário de capital de risco no Brasil, acesse o link a seguir e se aprofunde no</p><p>resumo do livro Private Equity e Venture Capital no Brasil: https://blog.abrapp.org.br/blog/livro-</p><p>private-equity-e-venture-capital-no-brasil-de-fabio-giambiagi-e-arlete-nese/.</p><p>Referências</p><p>https://blog.abrapp.org.br/blog/livro-private-equity-e-venture-capital-no-brasil-de-fabio-giambiagi-e-arlete-nese/</p><p>https://blog.abrapp.org.br/blog/livro-private-equity-e-venture-capital-no-brasil-de-fabio-giambiagi-e-arlete-nese/</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>ABSTARTUPS. Programas de fomento para empreendedores �carem de olho. Abstartups, [s. d.].</p><p>Disponível em: https://abstartups.com.br/7-programas-de-fomento-para-empreendedores-�carem-</p><p>de-olho. Acesso em: 30 maio 2023.</p><p>BNDES. A importância do capital de risco para inovação. BNDES, 3 abr. 2017. Disponível em:</p><p>https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/conhecimento/noticias/noticia/capital-de-risco.</p><p>Acesso em: 29 maio 2023.</p><p>INVESTIMENTO de fundos de venture capital no Brasil despenca 91%, aponta KPMG. Época</p><p>Negócios, 5 jun. 2023. Disponível em:</p><p>https://epocanegocios.globo.com/startups/noticia/2023/06/investimento-de-fundos-de-venture-</p><p>capital-no-brasil-despenca-91percent-aponta-kpmg.ghtml. Acesso em: 18 jun. 2023.</p><p>LABONE CONSULTORIA. Capital de Risco: o que é, como funciona e tipos. Labone, [s. d.]. Disponível</p><p>em: https://www.laboneconsultoria.com.br/o-que-e-capital-de-risco/. Acesso em: 29 maio 2023.</p><p>MESEL, H. A importância do capital de risco no �nanciamento de empresas brasileiras de tecnologia.</p><p>LinkedIn, 4 set. 2016. Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/import%C3%A2ncia-do-capital-</p><p>de-risco-�nanciamento-empresas-haim-mesel/?originalSubdomain=pt. Acesso em: 30 maio 2023.</p><p>ORGANISMO INVESTIMENTOS. Qual o cenário do venture capital em 2023 no Brasil? Organismo</p><p>Investimentos, 2023. Disponível em: https://organismobrasil.com.br/qual-o-cenario-do-venture-</p><p>capital-em-2023-no-brasil/. Acesso em: 18 jun. 2023.</p><p>TORRES, V. Como conseguir um investidor anjo para sua empresa em 2023. Contabilizei.blog, 8 mar.</p><p>2023. Disponível em: https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-conseguir-</p><p>investidor-anjo/. Acesso em: 20 mar. 2023.</p><p>Aula 5</p><p>Revisão da Unidade</p><p>Panorama ideal para o desenvolvimento da inovação</p><p>https://abstartups.com.br/7-programas-de-fomento-para-empreendedores-ficarem-de-olho</p><p>https://abstartups.com.br/7-programas-de-fomento-para-empreendedores-ficarem-de-olho</p><p>https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/conhecimento/noticias/noticia/capital-de-risco</p><p>https://epocanegocios.globo.com/startups/noticia/2023/06/investimento-de-fundos-de-venture-capital-no-brasil-despenca-91percent-aponta-kpmg.ghtml</p><p>https://epocanegocios.globo.com/startups/noticia/2023/06/investimento-de-fundos-de-venture-capital-no-brasil-despenca-91percent-aponta-kpmg.ghtml</p><p>https://www.laboneconsultoria.com.br/o-que-e-capital-de-risco/</p><p>https://www.linkedin.com/pulse/import%C3%A2ncia-do-capital-de-risco-financiamento-empresas-haim-mesel/?originalSubdomain=pt</p><p>https://www.linkedin.com/pulse/import%C3%A2ncia-do-capital-de-risco-financiamento-empresas-haim-mesel/?originalSubdomain=pt</p><p>https://organismobrasil.com.br/qual-o-cenario-do-venture-capital-em-2023-no-brasil/</p><p>https://organismobrasil.com.br/qual-o-cenario-do-venture-capital-em-2023-no-brasil/</p><p>https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-conseguir-investidor-anjo/</p><p>https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-conseguir-investidor-anjo/</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Durante os estudos, você aprendeu que uma empresa com alta capacidade de geração de boas</p><p>ideias e desenvolvimento de produtos pode desperdiçar todo o investimento e dedicação caso a sua</p><p>capacidade de aceleração da ideia não consiga transformá-la em produto para o mercado, trazendo</p><p>retorno para a empresa (Ferreira, 2020).</p><p>Portanto, a cadeia de valor da inovação é o processo pelo qual uma empresa consegue transformar</p><p>uma ideia inovadora em uma oportunidade real de negócio. Ela é composta por várias etapas, desde</p><p>a pesquisa e desenvolvimento até a comercialização e pós-venda.</p><p>No entanto, o sucesso da cadeia de valor da inovação não depende apenas da correta execução de</p><p>suas etapas, mas também da colaboração entre diferentes empresas e atores, incluindo</p><p>empreendedores, fornecedores, consultores, investidores, universidades e clientes. Em outras</p><p>palavras, estamos falando dos ecossistemas de inovação, que criam, desenvolvem e enriquecem as</p><p>ideias inovadoras por meio da colaboração, da aprendizagem e da troca de informações entre</p><p>diferentes setores e disciplinas, criando um ambiente propício para a inovação.</p><p>O sucesso de um ecossistema de inovação se fundamenta em três pilares essenciais: a</p><p>transferência de conhecimento, também conhecida como educação, o posicionamento de marca e o</p><p>acesso a capital. A ausência destes elementos di�culta o estabelecimento de um ecossistema</p><p>inovador e competitivo, mas é importante destacar que a e�cácia deles depende da atuação efetiva</p><p>dos atores envolvidos neste contexto, que devem atuar de forma a colaborar e extrair valor do</p><p>ecossistema, tendo papéis bem de�nidos para alcançar este objetivo.</p><p>Ao decorrer dos estudos, você também conheceu os principais incentivos �scais e tributários e os</p><p>aspectos legais à inovação que foram criados tanto para potencializar o fomento ao</p><p>desenvolvimento cientí�co e tecnológico como para reger a execução correta da prática da inovação,</p><p>promovendo a sustentabilidade e a competitividade nos mercados nacional e internacional.</p><p>No Brasil, esses incentivos são regulamentados pela Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005), um apoio</p><p>�nanceiro indireto em que o governo federal renuncia à parte da arrecadação de impostos das</p><p>empresas que comprovem ter investido em inovação tecnológica (Embrapa, [s. d.]). Já as discussões</p><p>legais passam</p><p>por três principais leis: Lei de Propriedade Intelectual, Lei de Inovação e o Marco Legal</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>da Ciência, Tecnologia e Inovação, que de�nem o cenário acerca do fomento a atividades de ciência,</p><p>tecnologia e inovação no nosso país.</p><p>Por �m, encerramos o nosso conteúdo reforçando a importância do capital de risco e das redes de</p><p>fomento à inovação para a aceleração do desenvolvimento das empresas de base tecnológica. Você</p><p>aprendeu que existem diversos tipos de capital de risco e que as principais diferenças estão no tipo</p><p>de investidor e no momento de crescimento em que a startup se encontra, o que está diretamente</p><p>conectado com o tamanho do risco envolvido no aporte feito.</p><p>Videoaula: Revisão da Unidade</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Neste vídeo você verá que, ao investirem em uma cadeia de valor de inovação forte e em</p><p>ecossistemas de inovação colaborativos, as empresas podem aumentar sua competitividade, tornar-</p><p>se líderes em seu setor e criar valor para seus clientes. Além disso, você verá que existe uma série de</p><p>incentivos �scais e tributários para potencializar esses investimentos, protegidos por leis para</p><p>garantir a correta aplicação das atividades de inovação no país.</p><p>Estudo de caso</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Para contextualizar sua aprendizagem, imagine uma cidade com uma economia em di�culdade que</p><p>busca fomentar a inovação e atrair novos negócios. Com a crise �nanceira que assola o país, muitas</p><p>empresas locais estão fechando as portas, e o número de demissões só aumenta. Atualmente, a</p><p>cidade conta com algumas empresas estabelecidas que resistem bravamente à crise, mas há</p><p>poucas oportunidades para startups e empreendedores que queiram criar negócios na região.</p><p>Um dos principais desa�os da cidade é a falta de infraestrutura para dar suporte à inovação, a�nal,</p><p>existem poucos espaços de trabalho compartilhado, incubadoras ou aceleradoras para apoiar</p><p>startups e empreendedores, e isso di�culta o surgimento de novos negócios e a atração de</p><p>investimentos.</p><p>A falta de acesso ao capital também é um desa�o, pois existem poucas empresas de capital de risco</p><p>ou investidores-anjo na área, e os bancos locais hesitam em emprestar para startups e pequenas</p><p>empresas. Isso torna difícil para os empreendedores garantir o �nanciamento de que precisam para</p><p>expandir seus negócios.</p><p>Outro problema identi�cado foi a falta de articulação entre os poucos empreendedores existentes e a</p><p>prefeitura. Apesar do apoio inicial, a gestão municipal não consegue avançar na criação de políticas</p><p>públicas voltadas para o desenvolvimento da inovação, e isso gerou frustrações entre os</p><p>empreendedores, que esperavam uma maior colaboração do poder público.</p><p>O prefeito da cidade decidiu assumir um papel de liderança diante desse desa�o e trabalhar para</p><p>identi�car mais problemas e oportunidades, avaliar possíveis soluções e implementar iniciativas que</p><p>possam ajudar a cidade a atrair novos negócios, estimular a inovação e criar um ambiente favorável</p><p>ao empreendedorismo. Para isso, vai se reunir com um conjunto de especialistas e líderes da</p><p>comunidade que tenham per�l visionário e comprometido, capazes de mobilizar recursos</p><p>diretamente envolvidos na resolução do desa�o da cidade, para encontrar soluções inovadoras e</p><p>criativas para os problemas da cidade e ajudar a promover a sua transformação econômica.</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>A inovação tem se tornado cada vez mais importante para o crescimento das cidades no Brasil,</p><p>impulsionando o desenvolvimento econômico e social. Com novas tecnologias, ideias e soluções</p><p>criativas, é possível melhorar a competitividade das cidades e aumentar a qualidade de vida dos</p><p>seus habitantes, além de gerar novos empregos e oportunidades de negócios. Portanto, ajuda a</p><p>impulsionar o crescimento econômico ao estimular a produção de bens e serviços criativos,</p><p>contribuindo para o aumento da produtividade e, consequentemente, para a expansão dos setores</p><p>produtivos.</p><p>No Brasil, ainda há muitas cidades que enfrentam o desa�o parecido com o descrito nessa situação-</p><p>problema e precisam de investimento, mas, em contrapartida, de acordo com o relatório do</p><p>Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), publicado em 2022, no ano de 2019 o Brasil</p><p>investiu cerca de 89,5 bilhões de reais no setor de ciência e tecnologia, o que corresponde a apenas</p><p>1,21% do PIB. Para efeito de comparação, países como Alemanha e Estados Unidos investiram mais</p><p>de 3% (Dino, 2022).</p><p>Você faz parte do grupo de especialistas e líderes comunitários que o prefeito vai consultar em</p><p>busca de sugestões que visem estimular o ambiente de inovação da cidade, contribuindo, entre</p><p>outros fatores, para o aquecimento da sua economia. Conhecendo e analisando o contexto citado e</p><p>o conteúdo que estudamos durante essa unidade, quais sugestões você ofereceria para que a cidade</p><p>consiga fomentar a inovação e atrair novos negócios? Busque estruturar minimamente como cada</p><p>uma das suas sugestões poderia ser implementada na cidade, descrevendo, por exemplo, os atores</p><p>envolvidos, o papel de cada um na implementação da sugestão, e o tempo estimado para execução,</p><p>entre outros fatores que você entender serem relevantes para avaliação da sua proposta.</p><p>Videoaula: Estudo de caso</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Um dos caminhos para solucionar esse desa�o é propor o desenvolvimento de um ecossistema de</p><p>inovação para apoiar o crescimento de novos negócios e atrair talentos para a cidade.</p><p>O primeiro passo é investir em infraestrutura para apoiar a inovação com a construção de espaços</p><p>de coworking, incubadoras e aceleradoras para apoiar startups e empreendedores. A cidade também</p><p>pode fazer parceria com universidades e instituições de pesquisa locais para criar centros de</p><p>inovação que reúnam empreendedores e pesquisadores.</p><p>Também é possível atrair empresas de capital de risco e investidores-anjos para a área por meio de</p><p>incentivos �scais e outros benefícios promovidos pela prefeitura aos investidores que investem em</p><p>negócios locais.</p><p>Outra abordagem é desenvolver programas e iniciativas de apoio ao empreendedorismo, oferecendo</p><p>programas de treinamento e orientação para ajudar os empreendedores a desenvolver as habilidades</p><p>necessárias para o sucesso.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Além dessas três abordagens, ainda é possível propor as seguintes estratégias para ajudar a cidade</p><p>a desenvolver um ecossistema de inovação:</p><p>1. Promover a colaboração entre startups e empresas estabelecidas: a cidade pode criar</p><p>programas e iniciativas que reúnam startups e empresas estabelecidas para colaborar e</p><p>compartilhar recursos. Isso pode ajudar as startups a obterem acesso a conhecimentos,</p><p>recursos e redes, enquanto as empresas estabelecidas podem se bene�ciar de novas ideias e</p><p>inovações.</p><p>2. Incentivar a diversidade e a inclusão: a cidade pode trabalhar para criar um ecossistema de</p><p>inovação diversi�cado e inclusivo que receba empreendedores de todas as origens. Isso pode</p><p>ser feito oferecendo programas de treinamento e orientação especi�camente para grupos sub-</p><p>representados, criando oportunidades de networking e promovendo uma cultura de inclusão.</p><p>3. Desenvolver um canal de talentos forte: a cidade pode trabalhar com universidades e</p><p>faculdades locais para desenvolver programas que preparem os alunos para carreiras em</p><p>inovação e empreendedorismo. Isso pode incluir estágios, programas de orientação e serviços</p><p>de colocação pro�ssional.</p><p>4. Incentivar o engajamento da população em geral: a cidade pode criar oportunidades para que</p><p>os empreendedores se envolvam com a comunidade e entendam os desa�os sociais e</p><p>ambientais.</p><p>Isso pode incluir a realização de desa�os de inovação e outras iniciativas que</p><p>incentivam o engajamento cívico e a responsabilidade social.</p><p>5. Fomentar uma cultura de inovação: a cidade pode trabalhar para criar uma cultura de inovação</p><p>promovendo e fomentando o empreendedorismo e a inovação por meio de eventos, prêmios e</p><p>outras iniciativas. Isso pode ajudar a criar um senso de comunidade e inspirar outras pessoas a</p><p>se envolverem no ecossistema de inovação.</p><p>Ao implementar essas estratégias, a cidade pode criar um ecossistema de inovação vibrante e</p><p>inclusivo que atrai talentos, promove a colaboração e alimenta o crescimento econômico.</p><p>Resumo Visual</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 1 | Conceitos importantes do conteúdo estudado.</p><p>Referências</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>CARVALHO, L. F. Tipos de inovação: conceitos, características e aplicações. Aevo, 10 maio 2023.</p><p>Disponível em: https://blog.aevo.com.br/tipos-de-inovacao/. Acesso em: 13 maio 2023.</p><p>DINO. Brasil investe, em média, 1% do PIB em ciência e tecnologia. Valor Econômico, 26 set. 2022.</p><p>Disponível em: https://valor.globo.com/patrocinado/dino/noticia/2022/09/26/brasil-investe-em-</p><p>media-1-do-pib-em-ciencia-e-tecnologia.ghtml. Acesso em: 18 jun. 2023.</p><p>EMBRAPA. Lei do Bem. Embrapa, [s. d.]. Disponível em: https://www.embrapa.br/lei-do-bem. Acesso</p><p>em: 18 jun. 2023.</p><p>FERREIRA, L. O que é a cadeia de valor da inovação e como identi�cá-la. Troposlab, 1 dez. 2020.</p><p>Disponível em: https://troposlab.com/o-que-e-cadeia-valor-inovacao/. Acesso em: 22 maio 2023.</p><p>https://blog.aevo.com.br/tipos-de-inovacao/</p><p>https://valor.globo.com/patrocinado/dino/noticia/2022/09/26/brasil-investe-em-media-1-do-pib-em-ciencia-e-tecnologia.ghtml</p><p>https://valor.globo.com/patrocinado/dino/noticia/2022/09/26/brasil-investe-em-media-1-do-pib-em-ciencia-e-tecnologia.ghtml</p><p>https://www.embrapa.br/lei-do-bem</p><p>https://troposlab.com/o-que-e-cadeia-valor-inovacao/</p><p>ao consumidor, mas a</p><p>venda é intermediada por outro negócio (distribuidor, varejista ou atacadista). O empreendedorismo</p><p>corporativo, ou intraempreendedorismo, também tem forte orientação para negócios, uma vez que</p><p>está ligado à geração de ideias ligadas à atividade principal da empresa.</p><p>O fato é que, independentemente do setor de orientação, o empreendedorismo é muito mais do que</p><p>uma porta de saída para o desemprego e, por isso, exige o desenvolvimento de habilidades, para que</p><p>os empreendedores tenham condições de prosperar, seja criando uma empresa ou</p><p>intraempreendendo na organização em que trabalha. O arquétipo do intraempreendor, desenvolvido</p><p>pela Ace Cortex e adaptado pela AAA Inovação, duas organizações in�uentes do ecossistema de</p><p>empreendedorismo, traduz as principais habilidades, com foco nos intraempreendedores, conforme</p><p>mostra a Figura 1.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 1 | Habilidades de um intraempreendedor. Fonte: adaptada de Pickert (2022).</p><p>As habilidades expostas na Figura 1 agrupam os intraempreendedores nos per�s de articulação,</p><p>exploração e realização. Mas, ressalto que um per�l não é excludente ao outro, pelo contrário, quanto</p><p>mais desenvolvidas forem todas as habilidades, maiores serão as chances de sucesso no</p><p>desenvolvimento do empreendimento. Além disso, você parou para pensar que esse arquétipo pode</p><p>facilmente ser de�nido para o empreendedor? Já vimos, na seção anterior, que, por mais que o</p><p>contexto no qual o intraempreendedor e o empreendedor se desa�am é diferente, a personalidade de</p><p>ambos se expressa com similaridades.</p><p>Leis do sucesso para empreendedores</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Você já ouviu falar em Andrew Carnegie ou Napoleon Hill? Eles foram os responsáveis pela produção</p><p>do mais importante livro motivacional da atualidade, intitulado A Lei do Sucesso.</p><p>A história de criação do livro é curiosa. No início do século XX, Napoleon Hill, um ambicioso jornalista</p><p>estadunidense, entrevistou Andrew Carnegie, que era o homem mais rico do mundo. Durante a</p><p>conversa, Andrew sugeriu que Hill averiguasse as razões pelas quais algumas pessoas alcançam o</p><p>sucesso na vida e outras não. Durante os 20 anos seguintes, Hill se debruçou em mais de cem</p><p>entrevistas, de empresários, como Henry Ford, a empreendedores, como Thomas Edison, inventor da</p><p>lâmpada elétrica, e Graham Bell, que popularizou o telefone. O objetivo era encontrar pontos comuns</p><p>na personalidade e trajetória deles, além de evidenciar o que os distinguia. A síntese disso tudo</p><p>resultou no livro, que teve sua primeira edição publicada em 1928, com várias publicações</p><p>atualizadas desde então, e que contém 16 leis que todas as pessoas de grande sucesso seguem,</p><p>especialmente as que empreendem.</p><p>Farei um resumo das leis a seguir, para que você possa começar a re�etir sobre elas, mas</p><p>recomendo fortemente a leitura da obra completa, dado que a maioria das leis pode ser observada</p><p>para concretização dos diferentes formatos de empreendedorismo abordados anteriormente, bem</p><p>como se relacionam com as características comportamentais dos empreendedores e</p><p>intraempreendedores que estudamos (PORTER, 1992):</p><p>1. Aliança de mentes: união de pessoas com o mesmo per�l de pensamento favorece o alcance</p><p>dos objetivos.</p><p>2. De�nição de propósito: de�nição do objetivo de vida é o ponto de partida de toda realização.</p><p>3. Con�ança em si mesmo: importante para quem deseja alcançar algo grande, a�nal ninguém</p><p>con�ará em você se nem você acredita no seu potencial.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>4. Hábito de economizar: é o mesmo que ter disciplina �nanceira, ou seja, não gastar mais do que</p><p>ganha e economizar para reinvestir no negócio e, com isso, crescer.</p><p>5. Iniciativa e liderança: ter o controle dos seus passos, além de se responsabilizar pelas</p><p>consequências deles e estabelecer prioridades claras para conquistar o sucesso.</p><p>�. Imaginação: talvez, seja a característica mais empreendedora, já que se refere à capacidade de</p><p>pensar em soluções inovadoras.</p><p>7. Entusiasmo: Hill detectou que grande parte dos maiores empreendedores do mundo era</p><p>apaixonada por seus objetivos, o que despertava neles grande entusiasmo para seguir, ainda</p><p>que em condições desfavoráveis para tal.</p><p>�. Autocontrole: controlar pensamentos e sentimentos negativos e sabotadores.</p><p>9. Fazer mais do que a obrigação: não aceitar o resultado e o desempenho medianos, sempre</p><p>perseguir o sucesso, indo além do que as outras pessoas fariam.</p><p>10. Personalidade atraente: ser agradável e empático com as pessoas ao redor, em outras</p><p>palavras, cuidar para ter uma boa imagem social, a�nal networking estratégico é importante.</p><p>11. Foco: devido ao excesso de informações todos os dias, é fácil perder a concentração nas</p><p>metas prioritárias e desviar do caminho de sucesso.</p><p>12. Concentração: ter a mente treinada para pensar com exatidão e direcionar as energias para</p><p>concluir os objetivos.</p><p>13. Cooperação: estabelecer parcerias com pessoas e empresas que ajudarão a alcançar os</p><p>resultados almejados, gerando benefícios para todos os envolvidos.</p><p>14. Aprender com o fracasso: os erros ajudam a encontrar a melhor solução, portanto é importante</p><p>dedicar tempo para analisá-los, como fonte de aprendizagem.</p><p>15. Tolerância: é importante aceitar que a jornada não será fácil, os erros fazem parte e os desa�os</p><p>precisam ser superados em conjunto com o time e os parceiros do negócio.</p><p>1�. Fazer aos outros o que faria consigo: é apresentada como a “regra de ouro” e é tão simples</p><p>quanto dizer que é preciso tratar as pessoas da mesma forma que gostaria de ser tratado de</p><p>volta.</p><p>Videoaula: O panorama do empreendedorismo e suas aplicações no século XXI</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante! Neste vídeo, você conhecerá as motivações principais das pessoas que decidem</p><p>empreender, seja por oportunidade ou necessidade, bem como as principais aplicações do</p><p>empreendedorismo no século XXI. Aprenderá que os países desenvolvidos possuem uma inclinação</p><p>maior para o empreendedorismo orientado para negócios, enquanto nos países em desenvolvimento</p><p>essa inclinação é direcionada para o empreendedorismo orientado para serviços. Por último,</p><p>compreenderá que, independentemente das motivações, aplicações e inclinações, existem</p><p>habilidades e leis comuns aos per�s das pessoas que empreendem.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Saiba mais</p><p>Para acessar os principais dados sobre o per�l das startups, pessoas fundadoras, investimentos,</p><p>diversidade e empregabilidade das startups do Brasil, produzidos pela ABS.</p><p>Referências</p><p>https://abstartups.com.br/mapeamento-de-comunidades/</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro, RJ:</p><p>Elsevier, 2001.</p><p>DORNELAS, J. C. de A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro, RJ:</p><p>Elsevier, 2012.</p><p>FONTENELE, R. E. S.; MOURA, H. J. de; LEOCADIO, A. L. Capital humano, empreendedorismo e</p><p>desenvolvimento: evidências empíricas nos municípios do Ceará. Revista de Administração</p><p>Mackenzie, São Paulo, v. 12, n. 5, set./out. 2011. Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/ram/a/tYH4gQyTTj94w4YXjyq6Tdc/?lang=pt. Acesso em: 4 jan. 2023.</p><p>ONOZATO, E. et al. Global Entrepreneurship Monitor Empreendedorismo no Brasil: 2019. Curitiba, PR:</p><p>IBQP, 2020. Disponível em: https://ibqp.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Empreendedorismo-no-</p><p>Brasil-GEM-2019.pdf. Acesso em: 29 dez. 2022.</p><p>PICKERT, L. Intraempreendedorismo: o que é e como empresas adoraram a prática? AAA Inovação,</p><p>2022. Disponível em: https://blog.aaainovacao.com.br/intraempreendedorismo/. Acesso em: 6 jan.</p><p>2023.</p><p>PILA, A. O. et al. Apostila do Aluno Empreendedorismo na Escola. Lavras, MG: UFLA, 2019. Disponível</p><p>em:</p><p>http://repositorio.u�a.br/bitstream/1/40285/1/APOSTILA_Empreendedorismo%20na%20escola%20-</p><p>%20apostila%20do%20aluno.pdf. Acesso em:</p><p>6 jan. 2023.</p><p>PORTER, M. E. A vantagem competitiva das nações. Rio de Janeiro, RJ: Campus, 1992.</p><p>SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. Saiba quais são os principais</p><p>tipo de empreendedorismo no Brasil. Recife, PE: SEBRAE/PE, 2022. Disponível em:</p><p>https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/63cdc73f5ebc00b12</p><p>907b8c6c8093a4c/$File/30745.pdf. Acesso em: 6 jan. 2023.</p><p>VERGATTI, D.; CARVALHO, J.; DAVID, M. Mapeamento do Ecossistema Brasileiro de Startups. São</p><p>Paulo, SP: Associação Brasileira de Startup, 2022. Disponível em: https://abstartups.com.br/wp-</p><p>content/uploads/2022/12/Mapeamento-de-Startups-Brasil-1.pdf. Acesso em: 6 jan. 2023.</p><p>https://www.scielo.br/j/ram/a/tYH4gQyTTj94w4YXjyq6Tdc/?lang=pt</p><p>https://ibqp.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Empreendedorismo-no-Brasil-GEM-2019.pdf</p><p>https://ibqp.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Empreendedorismo-no-Brasil-GEM-2019.pdf</p><p>https://blog.aaainovacao.com.br/intraempreendedorismo/</p><p>http://repositorio.ufla.br/bitstream/1/40285/1/APOSTILA_Empreendedorismo%20na%20escola%20-%20apostila%20do%20aluno.pdf</p><p>http://repositorio.ufla.br/bitstream/1/40285/1/APOSTILA_Empreendedorismo%20na%20escola%20-%20apostila%20do%20aluno.pdf</p><p>https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/63cdc73f5ebc00b12907b8c6c8093a4c/$File/30745.pdf</p><p>https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/63cdc73f5ebc00b12907b8c6c8093a4c/$File/30745.pdf</p><p>https://abstartups.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Mapeamento-de-Startups-Brasil-1.pdf</p><p>https://abstartups.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Mapeamento-de-Startups-Brasil-1.pdf</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Aula 3</p><p>Reconhecendo e desenvolvendo oportunidades empreendedoras</p><p>Introdução</p><p>Olá, estudante! Nesta aula, você verá que a criatividade é uma habilidade que nasce com todo ser</p><p>humano, mas só é percebida de fato quando é exercitada ao longo da vida com a prática de imaginar</p><p>algo diferente. E falar sobre criatividade tem tudo a ver com o estudo do empreendedorismo, já que,</p><p>ao empreender, a imaginação se transforma em ação, ou seja, a ideia é concretizada em um novo</p><p>negócio. A boa notícia é que existem dicas para que você possa desenvolver a sua capacidade</p><p>criativa e transformar as boas ideias em negócios de sucesso, por meio do processo empreendedor,</p><p>sobre o qual você também aprenderá ao seguir em frente na leitura do conteúdo.</p><p>A importância da criatividade para o processo empreendedor</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>A criatividade é uma habilidade universal, presente não apenas no ser humano, mas em todas as</p><p>espécies animais. Pode ser de�nida como a capacidade que um ser vivo tem de criar ou inventar</p><p>novas situações ou novos objetos com algum tipo de utilidade, portanto pode ser chamada também</p><p>de insight (JULIANO, 2016). Logo nos primeiros anos de vida, as crianças têm um alto potencial</p><p>criativo, pois estão sempre descobrindo coisas novas e, por isso, estimulam a capacidade de pensar</p><p>fora da caixa e são incentivadas, principalmente na escola, a trabalharem com criatividade nas aulas</p><p>de Artes e Música, por exemplo. Mas, ao longo da vida, conforme crescemos, o nosso potencial</p><p>criativo diminui, pois somos convencionados a seguir padrões sociais previamente estabelecidos,</p><p>como o estilo de roupa que devemos vestir para ir a um jantar de negócios ou a um velório, bem</p><p>como a metodologia convencional das instituições de ensino básico, com a aplicação de provas que</p><p>testam apenas a capacidade de memorização do conteúdo, porém pouco abordam a capacidade</p><p>criativa do aluno de propor novas ideias para um tema especí�co.</p><p>Por outro lado, o empreendedorismo está diretamente ligado à capacidade criativa, dado que é por</p><p>meio dela que se torna possível desenvolver ideias que possibilitarão ao empreendedor se</p><p>diferenciar dos seus competidores., para se manter criativo, é preciso ter o hábito de sair da zona de</p><p>conforto, permitindo-se receber novos estímulos e explorando novas realidades frequentemente. No</p><p>empreendedorismo de necessidade, que você já estudou na aula anterior, o foco criativo é deixado</p><p>um pouco de lado, já que a maior parte dos negócios são informais ou remetem aos setor de</p><p>serviços básicos, como lanchonetes, salões de beleza, entre outros. Por outro lado, no</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>empreendedorismo de oportunidade, a etapa de criação da ideia ou identi�cação da oportunidade é</p><p>muito importante para garantir o sucesso do negócio, apesar de não ser su�ciente por si só, a�nal, é</p><p>preciso transformar a ideia ou oportunidade em ação, por meio do processo empreendedor.</p><p>O processo empreendedor abrange todas as funções, atividades e ações relacionadas ao</p><p>desenvolvimento de novos empreendimentos (DORNELAS, 2008). Segundo Timmons (1994), ele</p><p>compreende três etapas fundamentais: identi�cação da oportunidade, formação da equipe</p><p>empreendedora e aquisição de recursos. Pode também ser explicado de acordo com Dornelas</p><p>(2008), que o divide em quatro principais etapas:</p><p>1. Identi�cação e avaliação da oportunidade.</p><p>2. Desenvolvimento do Plano de Negócios.</p><p>3. Determinação dos recursos necessários.</p><p>4. Gestão da empresa.</p><p>Essas etapas podem ser vistas em detalhes na Figura 1.</p><p>Figura 1 | Etapas do processo empreendedor. Fonte: adaptada de Dornelas (2008).</p><p>Você pôde observar que as etapas foram apresentadas de forma sequencial, porém a execução pode</p><p>ou não ser implementada de forma simultânea, sem a necessidade de que uma etapa esteja</p><p>�nalizada para que a outra se inicie.</p><p>Outra observação importante é que a identi�cação da oportunidade é responsável por desencadear</p><p>todas as etapas seguintes do processo empreendedor. Ela pode ser feita de forma espontânea,</p><p>quando a pessoa decide empreender por já ter identi�cado uma boa oportunidade, mas o fato é que</p><p>ter insights realmente interessantes pode ser desa�ador. Para isso, é possível utilizar métodos e</p><p>ferramentas especí�cos para desenvolvimento de ideias, como o método dos 6 chapéus e o método</p><p>do 5W1H.</p><p>Na próxima seção, você conhecerá mais detalhes das etapas do processo empreendedor, como</p><p>também se aprofundará nos dois métodos mencionados, os quais, certamente, te ajudarão a ter</p><p>insights poderosos.</p><p>Desenvolvendo a criatividade para executar o processo empreendedor</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Você já sabe que a criatividade é uma habilidade universal presente em todos nós, mas em níveis</p><p>diferentes. Entre 25% e 40% da capacidade criativa vem da genética, e o restante de um roteiro</p><p>básico a ser seguido para quem quer desenvolvê-la (CHRISTENSEN; GREGERSEN; DYER, 2018).</p><p>O roteiro prevê cinco habilidades capazes de diferenciar pessoas mais e menos criativas</p><p>(CHRISTENSEN; GREGERSEN; DYER , 2018):</p><p>1. Capacidade de associação: processamento sequencial de informações, atribuindo lógica e</p><p>coerência a elas e relacionando pontos que parecem isolados.</p><p>2. Hábito de questionar: desa�ando o status quo e não deixando passar dúvida alguma.</p><p>3. Prática da observação: é o combustível certo para o desenvolvimento de ideias. Pessoas</p><p>criativas têm per�l detalhista e sempre observam o contexto ao seu redor.</p><p>4. Ampla rede de contatos: testar ideias com uma ampla e diversa rede de contatos,</p><p>preferencialmente com pessoas que não concordam com suas ideias.</p><p>5. Experimentação: testar ideias de forma sensorial e intelectual em lugares novos e com</p><p>pessoas diferentes.</p><p>Com estas habilidades treinadas, é possível recorrer aos métodos de desenvolvimento de ideias,</p><p>para detalhar a oportunidade e registrar o que foi pensado pelo empreendedor e os contatos</p><p>envolvidos. Os métodos mais conhecidos são os métodos dos 6 chapéus e o 5W1H.</p><p>No primeiro caso, a premissa é que todos os pontos de vista são importantes para resolução de um</p><p>problema (AEVO, 2020). Ao utilizar um chapéu, a depender da cor escolhida, é preciso analisar o</p><p>problema sob uma perspectiva diferente, conforme a Figura 2.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 2 | Método dos 6 chapéus. Fonte: adaptada de AEVO (2020).</p><p>Já o Método do 5W1H consiste em</p><p>fazer perguntas abertas na etapa de geração de ideias. São elas:</p><p>Who? (Quem?): pro�ssionais e equipes envolvidas.</p><p>What? (O quê?): o que será desenvolvido.</p><p>Where? (Onde?): local de implementação da ideia.</p><p>When? (Quando?): programação ou cronograma.</p><p>Why? (Por quê?): motivos existentes para o desenvolvimento da ideia.</p><p>How? (Como?): métodos e ferramentas que serão utilizados.</p><p>Agora, certamente, a primeira etapa do processo empreendedor estará cumprida e você conseguirá</p><p>identi�car uma boa oportunidade de negócio. A partir da análise de mercado e da percepção dos</p><p>riscos versus o potencial de retorno, será possível de�nir sobre a continuidade ou não do projeto.</p><p>Para os casos em que é viável continuá-lo, será chegada a hora da segunda etapa do processo</p><p>empreendedor: elaborar o Plano de Negócios. Essa etapa envolve a compreensão de conceitos que</p><p>precisam ser resumidamente explicados em um documento que reúne o propósito da empresa, a</p><p>estratégia de negócio, a análise do mercado e o per�l dos competidores, as fontes de receitas e</p><p>perpetuidade �nanceira, a estrutura operacional e de time, entre outros (DORNELAS, 2008).</p><p>Com o Plano de Negócios elaborado, a determinação da estrutura de captação de recursos estará</p><p>feita, e passaremos à terceira etapa do processo empreendedor: captá-los de fato.</p><p>As opções para obtenção de recursos mais tradicionais são os �nanciamentos bancários, o uso de</p><p>recursos próprios ou de familiares e amigos. Além disso, dada a globalização econômica e dos</p><p>mercados e da estabilização econômica ocorrida no Brasil nos anos 2000, passamos a ser</p><p>considerados um celeiro de oportunidades para investidores estrangeiros, atraindo mais capital</p><p>disponível para os empreendedores poderem acessar. Adicionalmente, a participação de</p><p>investidores quali�cados traz também o capital intelectual, já que eles costumam acompanhar de</p><p>perto o desenvolvimento do novo negócio, aportando conhecimento de mercado, estratégia,</p><p>�nanças, entre outros.</p><p>Por �m, a última etapa do processo empreendedor compreende a gestão da empresa. É importante</p><p>que o empreendedor utilize suas habilidades para recrutar uma equipe boa e que o ajude a</p><p>conquistar os objetivos estabelecidos, identi�cando os obstáculos ao longo da operação e</p><p>estabelecendo prioridades de gestão (DORNELAS, 2008).</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Aplicando o 5W1H em contextos diversos</p><p>Para utilizar o 5W1H, você precisa realizar os questionamentos de acordo com os objetivos</p><p>determinados pela empresa. A seguir, você verá como aplicar o 5W1H por meio de um exemplo</p><p>prático e real: o objetivo da empresa é desenvolver um protetor solar facial adequado para pessoas</p><p>que têm pele oleosa.</p><p>Who? (Quem?): áreas da empresa produtora de dermocosméticos e que lideram o processo de</p><p>desenvolvimento e lançamento de um novo produto: P&D, Marketing e Vendas.</p><p>What? (O quê?): desenvolver um protetor solar facial com textura gel-creme para peles oleosas.</p><p>Where? (Onde?): protótipo do produto pode ser desenvolvido no laboratório de testes da</p><p>empresa, mas a produção em escala deve ser feita em uma fábrica de um parceiro terceirizado</p><p>especializado no setor. O mercado-alvo é o nacional, grandes cidades, em um primeiro</p><p>momento.</p><p>When? (Quando?): período de teste deve durar, em média, de três a seis meses, e a fabricação</p><p>em escala para o primeiro lote terá duração média de 45 dias de produção mais 20 dias de</p><p>distribuição para as principais redes farmacêuticas.</p><p>Why? (Por quê?): foi identi�cado que os protetores solares faciais são fabricados com textura</p><p>de creme puramente, o que torna a experiência de uso bem desagradável para pessoas que</p><p>têm a pele oleosa, uma vez que, com o suor, o creme começa a escorrer pela pele do rosto,</p><p>deixando a pele mais oleosa e sem a proteção necessária. Por outro lado, aposta-se que uma</p><p>textura gel-creme pode resolver esse problema.</p><p>Esse método também é aplicável para a tomada de decisões na sua vida pessoal, como na hora de</p><p>planejar uma viagem ou de adquirir um produto ou serviço. Simularemos a aplicação do 5W1H para</p><p>um planejamento de viagem:</p><p>Who? (Quem?): pessoas que querem viajar.</p><p>What? (O quê?): planejamento de uma viagem internacional.</p><p>Where? (Onde?): destino da viagem, exemplo: Japão.</p><p>When? (Quando?): período para que a viagem aconteça, exemplo: em até 18 meses, no</p><p>máximo.</p><p>Why? (Por quê?): realização de um sonho pessoal de conhecer o Japão.</p><p>How? (Como?): economizando dinheiro todo mês para dar a entrada na aquisição do pacote da</p><p>viagem à vista e �nanciar o saldo restante em até 10 vezes.</p><p>Existem muitos desa�os e barreiras ao gerir uma empresa, mas uma boa execução do processo</p><p>empreendedor, muitas vezes, é a diferença entre a empresa que tem prosperidade �nanceira e aquela</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>que caminha para a falência.</p><p>Mais do que ter boas ideias, é importante conseguir estruturar o que deve ser priorizado e, então,</p><p>garantir a execução e avaliação dos resultados ao longo do ciclo de execução, para corrigir falhas</p><p>com agilidade. Com o 5W1H, você tem uma ferramenta simples, mas que é muito importante nesse</p><p>processo. Ela, certamente, pode te ajudar a abrir espaço para as mudanças que sua empresa</p><p>precisa.</p><p>Videoaula: Reconhecendo e desenvolvendo oportunidades empreendedoras</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante! Neste vídeo, verá uma série de dicas e métodos disponíveis para te ajudar a melhorar</p><p>a sua criatividade e a habilidade de gerar boas ideias e como tudo isso tem papel importante no</p><p>sucesso da implementação do processo empreendedor: um processo formado por quatro etapas, as</p><p>quais devem ser seguidas por quem deseja prosperar no empreendedorismo.</p><p>Saiba mais</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Para conhecer em detalhes o processo da criatividade e a relação com o empreendedorismo, vale a</p><p>leitura do artigo cientí�co disponível na base Scielo, intitulado: O papel da criatividade na mediação</p><p>do relacionamento entre a paixão empreendedora e a prontidão empreendedora, do autor Héctor</p><p>Montiel Campos.</p><p>Referências</p><p>AEVO. Métodos para geração de ideias: 6 chapéus, Brainwriting e 5W+1H! Aevo, 2020. Disponível em:</p><p>https://blog.aevo.com.br/metodos-geracao-de-ideias-6-chapeus-brainwriting-5w1h/. Acesso em: 23</p><p>jan. 2023.</p><p>CHRISTENSEN, C.; GREGERSEN, H.; DYER, J. DNA do Inovador: dominando as 5 habilidades dos</p><p>inovadores de ruptura. Rio de Janeiro, RJ: Alta Books, 2018.</p><p>DORNELAS, J. C. de A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro, RJ:</p><p>Elsevier, 2008.</p><p>JULIANO, M. de C. Empreendedorismo. Londrina, PR: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016.</p><p>TIMMONS, J. A. New Venture Creation: entrepreneurship for 21st Century. Chicago: Irvin, 1994.</p><p>Disponível em: http://bvpinst.edu.in/download/2020-</p><p>21/New%20Venture%20Creation_%20Entrepreneurship%20for%20the%2021st%20Century.pdf.</p><p>Acesso em: 6 fev. 2023.</p><p>Aula 4</p><p>Análise de mercado: em busca da geração de vantagem competitiva</p><p>https://www.scielo.br/j/rbgn/a/VGkmSJ4xgSnj8zLY5GG4x8d/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/rbgn/a/VGkmSJ4xgSnj8zLY5GG4x8d/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://blog.aevo.com.br/metodos-geracao-de-ideias-6-chapeus-brainwriting-5w1h/</p><p>http://bvpinst.edu.in/download/2020-21/New%20Venture%20Creation_%20Entrepreneurship%20for%20the%2021st%20Century.pdf</p><p>http://bvpinst.edu.in/download/2020-21/New%20Venture%20Creation_%20Entrepreneurship%20for%20the%2021st%20Century.pdf</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Introdução</p><p>Olá, estudante! Agora que já aprofundamos os conceitos e contextos da prática do</p><p>empreendedorismo, é hora de você aprender a estruturar a análise de mercado de uma empresa ou</p><p>projeto intraempreendedor. Você verá que uma análise robusta pode ser comparada a um mapa de</p><p>todo o processo necessário para a concretização do empreendimento. Aqui, abordaremos três</p><p>principais aspectos: pesquisa de mercado, análise do setor</p><p>por meio da de�nição do público-alvo e</p><p>análise dos competidores, o que podemos chamar também de Business Model Canvas. Por �m,</p><p>veremos como fazer um planejamento e�ciente para o desenvolvimento do produto ou serviço que</p><p>será ofertado ao público-alvo.</p><p>Conhecimentos importantes para uma boa análise de mercado</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Antes de abrir um novo negócio, é importante avaliar a viabilidade da sua implementação. Isso pode</p><p>ser feito por meio de perguntas, como: qual meu público-alvo, ou seja, para quem o produto ou</p><p>serviço será vendido? Em que região isso será feito? Em que setor meu novo empreendimento se</p><p>encaixará? Como meus competidores se posicionam nesse setor? Em outras palavras, isso signi�ca</p><p>pesquisar o mercado no qual o seu empreendimento operará. É óbvio que o simples fato de essas</p><p>perguntas serem respondidas não garantirá a prosperidade �nanceira do negócio, mas, certamente,</p><p>auxiliará na minimização dos riscos.</p><p>A pesquisa de mercado reúne informações importantes para melhorar a assertividade das ações</p><p>tomadas em relação a um novo empreendimento. Essas informações são coletadas a partir de dois</p><p>tipos possíveis de fontes: a primária, quando a pesquisa de mercado é conduzida pelos próprios</p><p>empreendedores que estarão à frente do negócio, e a secundária, quando se consultam dados</p><p>analisados e publicados por um pro�ssional ou empresa especializada no tema.</p><p>Muitos benefícios são comuns à prática da pesquisa de mercado, como:</p><p>Determinar a viabilidade técnica do novo negócio.</p><p>Testar a aptidão do mercado por novos produtos ou serviços.</p><p>Descobrir informações importantes sobre a concorrência.</p><p>Otimizar os processos internos com base numa melhor relação custo versus</p><p>A ferramenta mais utilizada para registro das informações coletadas por quem opta pela realização</p><p>da pesquisa de mercado a partir da fonte primária é o Business Model Canvas. Antes de falarmos</p><p>mais sobre ela, acho interessante mencionar o seu criador: Alexander Osterwalder, autor suíço,</p><p>palestrante e consultor, conhecido por seu trabalho em modelo de negócios e por ter desenvolvido o</p><p>Business Model Canvas.</p><p>A palavra canvas signi�ca tela e, por isso, essa ferramenta é um quadro em que se descreve o tipo</p><p>do negócio e todos os pontos necessários para o seu funcionamento. Por ser visual, o</p><p>preenchimento estimula a cocriação entre pessoas que estão colaborando na realização da pesquisa</p><p>de mercado. O Business Model Canvas é formado por nove blocos, conforme a Figura 1.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 1 | Business Model Canvas. Fonte: adaptada de Bicudo (2023).</p><p>Os nove blocos do diagrama estabelecem as premissas básicas para transformar uma ideia em um</p><p>negócio sustentável. Essa proposta traz clareza para a gestão, auxiliando no entendimento de</p><p>oportunidades e nos desa�os existentes, mas precisamos levar em consideração algumas</p><p>desvantagens da ferramenta, como o fato de ser um recurso visual utilizado após a pesquisa de</p><p>mercado, mas por si só não é su�ciente para realizá-la.</p><p>Na próxima seção, conheceremos algumas das melhores pesquisas de mercado e os seus tipos,</p><p>porém, antes, precisamos compreender um ponto importante na análise de mercado: como fazer um</p><p>planejamento e�ciente para o desenvolvimento do produto (ou serviço).</p><p>A busca pela inovação e pelo desenvolvimento de negócios que se diferenciem da concorrência pela</p><p>entrega de uma experiência e�ciente e com um bom custo-benefício para os clientes é o que traduz a</p><p>importância do processo de desenvolvimento de produtos. Segundo Rozenfeld et al. (2012),</p><p>desenvolver produtos signi�ca buscar as informações necessárias para estabelecer as</p><p>especi�cações de projeto de produto e de produção para atender às necessidades do mercado. Por</p><p>isso, o processo de desenvolvimento de produtos é um plano de seis estágios, que auxilia a divisão</p><p>de tarefas e a colaboração entre as áreas envolvidas, conforme de�ne a Figura 2.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 2 | Os seis estágios do processo de desenvolvimento de produto. Fonte: adaptada de Raeburn (2022).</p><p>O processo apresentado na Figura 2, quando bem aplicado, auxilia a ganhar velocidade para evoluir</p><p>em cada etapa com as tarefas pré-de�nidas. Os seis estágios, apesar de descritos em ordem,</p><p>acompanharão a equipe por todo o processo de desenvolvimento do produto.</p><p>Pesquisas de mercado e seu uso no Business Model Canvas</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Em uma era de competição acirrada, a velocidade e a assertividade na tomada de decisões de�nirão</p><p>a continuidade da empresa. Baseado em dados quali�cados e informação coerente é possível tomar</p><p>decisões inteligentes. Sem conhecer o mercado, seus consumidores e a concorrência, �ca difícil</p><p>fazer boas escolhas. A depender do tipo de informação buscado e do per�l das pessoas que serão</p><p>entrevistadas, é necessário aplicar um tipo de pesquisa de mercado especí�co. Conheceremos</p><p>alguns dos principais tipos de pesquisa (SCHERMANN, 2022):</p><p>Pesquisa de satisfação do cliente: estabeleça uma escala e peça para os clientes darem notas</p><p>para diferentes aspectos de uma empresa. Normalmente, escalas de 1 a 5 são utilizadas, em</p><p>que 1 é nada satisfeito e 5 é totalmente satisfeito.</p><p>Pesquisa de hábitos de consumo: é preciso conhecer as preferências e os gostos dos</p><p>consumidores que serão seus clientes. Quais as formas de pagamento preferidas? Com qual</p><p>frequência compram o produto? O que é importante na hora de escolher entre uma marca ou</p><p>outra?</p><p>Pesquisa de força de marca: fornece dados para auxiliar o trabalho de branding ou para medir</p><p>os resultados das ações, quando a empresa já está em operação. É preciso de�nir os valores e</p><p>conceitos que estão associados à imagem da empresa.</p><p>Pesquisa de teste de campanha: avaliar a campanha antes de colocá-la no ar é interessante</p><p>para evitar desgastes da imagem e desperdício de tempo e dinheiro. É viável testar a campanha</p><p>inteira, algumas peças ou apenas o conceito dela.</p><p>Observe que os quatro tipos de pesquisa reúnem informações complementares e importantes para a</p><p>estruturação do Business Model Canvas de um negócio, a�nal os nove blocos têm os signi�cados</p><p>explicados a seguir.</p><p>Figura 3 | Business Model Canvas: signi�cado dos nove blocos. Fonte: adaptada de Bicudo (2023).</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>É dentro do bloco de atividades-chave que o processo de desenvolvimento do produto deve ser</p><p>detalhado. Conforme vimos anteriormente, ele é composto por seis principais etapas, que signi�cam</p><p>(RAEBURN, 2022):</p><p>1. Geração de ideias: é preciso imaginar conceitos de produto baseados, não exaustivamente, nas</p><p>necessidades dos clientes, em uma faixa de preço compatível com o mercado e com possíveis</p><p>campanhas de sucesso para as ideias, ou seja, em informações coletadas nos diversos tipos</p><p>de pesquisa de mercado existentes e mencionados anteriormente.</p><p>2. De�nição de produto: o conceito e o escopo do produto são de�nidos. A análise comercial do</p><p>negócio é realizada, e são de�nidos a proposta de valor da empresa, quais métricas serão</p><p>acompanhadas para medir o sucesso ou não da operação e a estratégia de marketing.</p><p>3. Prototipação: a equipe pesquisará e documentará exaustivamente o produto, criando um plano</p><p>de negócios detalhado e construindo o protótipo. O resultado dessa fase é um MVP (produto</p><p>viável mínimo), que é um produto que tem os recursos estritamente necessários para que</p><p>funcione ao ser lançado.</p><p>4. Design inicial: o design deve considerar o segmento de cliente a ser atingido e complementar</p><p>as funções principais do seu produto.</p><p>5. Validação e teste: essa etapa garante que cada parte do produto esteja funcionando conforme</p><p>o previsto antes da etapa de comercialização. Existem alguns tipos de validação e teste, mas</p><p>os mais comuns são os que testam o conceito do produto, a sua usabilidade e a força da</p><p>marca.</p><p>Comercialização: é a hora do lançamento do produto e, após essa etapa, é preciso mensurar o</p><p>sucesso com as métricas iniciais de sucesso de�nidas no passo 2.</p><p>Business Model Canvas – Easy Taxi</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo</p><p>e Inovação</p><p>Você, provavelmente, já ouviu falar no Easy Taxi, primeiro aplicativo para dispositivos móveis</p><p>desenvolvido para facilitar a solicitação de táxis nas grandes cidades. A ideia original surgiu em 2011</p><p>baseada na ine�ciência do transporte de táxi nas grandes cidades. Mas, provavelmente, você nunca</p><p>viu o Business Model Canvas original do Easy Taxi, então vamos estudá-lo.</p><p>Iniciando pelo segmento de clientes: usuários de táxi com smartphones ativos e taxistas não</p><p>cooperados. Os fundadores pensaram que as empresas de táxis seriam grandes clientes, já que</p><p>sofriam com a falta de responsabilidade dos taxistas. Essa hipótese foi invalidada logo no início,</p><p>quando foi à rua, por conta do excesso de proteção e medo da concorrência. Com isso, a de�nição</p><p>de cliente mudou: era o taxista, não as cooperativas. A Easy Taxi foi uma empresa que deu certo,</p><p>mas é bastante provável que essa mudança de público-alvo tenha custado a ela tempo e dinheiro.</p><p>Será que uma pesquisa de mercado realizada previamente ao lançamento do serviço seria capaz de</p><p>ter minimizado as chances dessa surpresa ocorrer?</p><p>Focando nossa atenção no Business Model Canvas do Easy Taxi, especi�camente no campo de</p><p>proposta de valor, descrevemos o diferencial competitivo do serviço: conseguir táxi certo com 1</p><p>clique, permitir acompanhamento da rota em tempo real e pagar via celular. Além disso, aos taxistas</p><p>que obtivessem notas boas, o aplicativo permitiria um número maior de corridas, aumentando a sua</p><p>renda mensal, e daria preferência a conectá-los com passageiros bem avaliados, trazendo maior</p><p>segurança.</p><p>O próximo bloco a ser preenchido é o de canais que os clientes recebem o serviço e �cam sabendo</p><p>as novidades. No nosso exemplo, os clientes �cam sabendo da existência do aplicativo por meio da</p><p>divulgação feita em mídia impressa, rádio e televisão, além das mídias sociais. Para acessá-lo, fazem</p><p>o download nas lojas de aplicativo para Android e iOS.</p><p>Como foi de�nido o tipo de relacionamento com o cliente do Easy Taxi? Como esse cliente poderá se</p><p>comunicar com a empresa para ajudar na evolução dela? Por meio das redes sociais e dos canais</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>digitais (site, e-mail marketing) e por uma central de atendimento por telefone.</p><p>As receitas são obtidas por meio das taxas cobradas dos taxistas, das taxas cobradas de empresas</p><p>que solicitam táxis para pagamento através de voucher e da oferta de espaço publicitário para</p><p>empresas anunciantes.</p><p>Três recursos-chave foram de�nidos inicialmente:</p><p>Base de dados dos taxistas aptos e informações dos usuários.</p><p>Equipe de TI para desenvolver o aplicativo e todas as suas funcionalidades.</p><p>Smartphone com GPS ativo e plano de dados.</p><p>No bloco de atividades-chave, ressaltamos a captação dos taxistas e cadastros dos veículos,</p><p>abordagem e treinamento dos usuários para a correta utilização do aplicativo e o estabelecimento de</p><p>parcerias com empresas (contratos para pagamento com voucher corporativo) e com órgãos</p><p>governamentais, com a �nalidade de regularização do negócio e incentivos.</p><p>Em parcerias-chave, entram todas as atividades que não estão no portfólio do negócio principal e</p><p>devem ser terceirizadas, como: cobrança das corridas efetuadas por meio de um sistema de</p><p>pagamento digital. O mesmo com: aquisição dos celulares, planos de voz e dados, legalização com a</p><p>prefeitura, entre outros.</p><p>Por �m, a estrutura de custos é formada por todo produto ou serviço imprescindível à operação do</p><p>negócio: servidor on-line para a operação, plano de dados do taxista, custo de pessoal, gastos com</p><p>marketing para aquisição de taxistas e usuários, entre outros.</p><p>Você pode visualizar o Business Model Canvas do Easy Taxi, adaptado da versão original fornecida</p><p>pelo fundador Tallis Gomes, preenchido na Figura 4.</p><p>Figura 4 | Business Model Canvas Easy Taxi. Fonte: adaptada de Bicudo (2023).</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Após anos de operação, essas de�nições foram se modi�cando, de acordo com os feedbacks dos</p><p>clientes, estabelecimento de novas parcerias e novos investimentos que aceleram o crescimento da</p><p>empresa, levando-a a ocupar um espaço grande nesse mercado de compartilhamento de táxis,</p><p>alcançando mais de 400 cidades, em 35 países de quatro continentes.</p><p>Videoaula: Análise de mercado: em busca da geração de vantagem competitiva</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante! Neste vídeo, você conhecerá algumas das mais importantes ferramentas para</p><p>realizar uma pesquisa de mercado de acordo com o objetivo da sua empresa: conhecer melhor o</p><p>cliente a partir dos hábitos de consumo, entender a estratégia da concorrência ou dimensionar o</p><p>mercado existente, por exemplo. Além disso, conhecerá o Business Model Canvas, uma ferramenta</p><p>interessante para registrar os insights da sua pesquisa de mercado e que contém os principais</p><p>aspectos para o seu negócio parar de pé.</p><p>Saiba mais</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>O Sebrae possui uma ferramenta on-line, em que você pode criar o seu canvas virtual, compartilhar</p><p>com a rede cadastrada para receber feedbacks e contribuir com a validação de canvas de outros</p><p>empreendedores.</p><p>Referências</p><p>BICUDO, L. Business Model Canvas: o que é e como aplicar em sua empresa. G4 Educação, 2023.</p><p>Disponível em: https://g4educacao.com/portal/business-model-canvas-o-que-e. Acesso em: 6 fev.</p><p>2023.</p><p>RAEBURN, A. Processo de desenvolvimento de produtos: os 6 estágios (com exemplos). Asana,</p><p>2022. Disponível em: https://asana.com/pt/resources/product-development-process?</p><p>gclid=Cj0KCQiA54KfBhCKARIsAJzSrdpfnf8a-</p><p>AnmhAfSuhw9kKYKfHyZbupljPYyQdCNRXKJywCtHPjIBgYaAqsHEALw_wcB&gclsrc=aw.ds. Acesso</p><p>em: 6 fev. 2023.</p><p>ROZENFELD, H. et al. Gestão de desenvolvimento de produtos: uma referência para a melhoria do</p><p>processo. São Paulo, SP: Saraiva Uni, 2012.</p><p>SCHERMANN, D. Pesquisa de Mercado: o que é, como fazer e questionários de pesquisa. Opinion</p><p>Box, 2022. Disponível em: https://blog.opinionbox.com/pesquisa-de-mercado/. Acesso em: 9 fev.</p><p>2023.</p><p>Aula 5</p><p>Revisão da unidade</p><p>https://canvas-apps.pr.sebrae.com.br/#/?checkedSAS=true</p><p>https://g4educacao.com/portal/business-model-canvas-o-que-e</p><p>https://asana.com/pt/resources/product-development-process?gclid=Cj0KCQiA54KfBhCKARIsAJzSrdpfnf8a-AnmhAfSuhw9kKYKfHyZbupljPYyQdCNRXKJywCtHPjIBgYaAqsHEALw_wcB&gclsrc=aw.ds</p><p>https://asana.com/pt/resources/product-development-process?gclid=Cj0KCQiA54KfBhCKARIsAJzSrdpfnf8a-AnmhAfSuhw9kKYKfHyZbupljPYyQdCNRXKJywCtHPjIBgYaAqsHEALw_wcB&gclsrc=aw.ds</p><p>https://asana.com/pt/resources/product-development-process?gclid=Cj0KCQiA54KfBhCKARIsAJzSrdpfnf8a-AnmhAfSuhw9kKYKfHyZbupljPYyQdCNRXKJywCtHPjIBgYaAqsHEALw_wcB&gclsrc=aw.ds</p><p>https://blog.opinionbox.com/pesquisa-de-mercado/%20</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Empreendedorismo e gestão de negócios</p><p>Olá, estudante! Na Unidade 1, você viuque o termo empreendedorismo foi estudado por �lósofos e</p><p>economistas de vários países do mundo e, em geral, todos relacionam o termo ao processo de criar</p><p>negócios que resolvem problemas reais da sociedade. A diferença na prática do empreendedorismo</p><p>se deve, principalmente, à realidade econômica do país, já que, nos países desenvolvidos, os</p><p>empreendedores são, em geral, visionários e planejados, criam empresas bem estruturadas e</p><p>empreendem por oportunidade. Já nos países em desenvolvimento, a prática do empreendedorismo</p><p>se conecta à necessidade de geração de renda familiar e, muitas vezes, as pessoas não têm</p><p>instrução su�ciente para desenvolver um plano de negócios robusto, atuando prioritariamente em</p><p>serviços orientados aos consumidores, que exigem baixo custo de entrada e pouco nível de</p><p>pro�ssionalização (DORNELAS, 2012).</p><p>Nesta unidade, fpresentadas também ferramentas importantes para você desenvolver a sua</p><p>capacidade empreendedora, desde métodos de geração de ideias, passando por como melhorar a</p><p>sua habilidade criativa até as 16 leis de Porter, as quais</p><p>todas as pessoas de grande sucesso</p><p>seguem, especialmente as que empreendem (PORTER, 1992). Você notará que a criatividade está</p><p>relacionada com a primeira etapa do processo empreendedor, a de identi�cação de oportunidade.</p><p>Sem vencer essa etapa, é impossível evoluir para as outras três: desenvolvimento do plano de</p><p>negócios, determinação dos recursos necessários e gestão da empresa (DORNELAS, 2008).</p><p>O Plano de Negócios é fundamental para avaliar a viabilidade da implementação da empresa. Para</p><p>elaborá-lo, é preciso conduzir uma pesquisa de mercado, com o objetivo de conhecer o per�l do</p><p>consumidor, bem como de�nir algumas premissas: qual o per�l dos seus competidores? Como</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>otimizar os processos internos para gerar uma melhor relação de custo em relação ao potencial de</p><p>receita?</p><p>Com as respostas em mãos, é possível consolidá-las no Business Model Canvas, uma ferramenta</p><p>para descrever o tipo do negócio e os nove pontos necessários para o seu funcionamento: segmento</p><p>de clientes, proposta de valor, canais, relacionamento, fontes de receita, recursos-chave, atividades-</p><p>chave, parcerias-chave e estrutura de custos (BICUDO, 2023).</p><p>Agora, depois de treinar a sua criatividade e seguir as etapas do processo empreendedor, você verá</p><p>que uma ideia está pronta para se transformar numa empresa. No entanto, a primeira venda do</p><p>produto é que, de fato, con�gura a atividade, então eu te pergunto: você já parou para pensar nas</p><p>etapas necessárias para o desenvolvimento de um produto?</p><p>Na última aula da Unidade 1, você aprendeu que existem seis etapas para levar o seu produto da</p><p>ideia até a primeira venda (RAEBURN, 2022): geração de ideias (e aqui, mais uma vez, é exigido o seu</p><p>potencial criativo), de�nição do conceito e escopo do produto, prototipação, design inicial, validação</p><p>e teste e, por �m, comercialização.</p><p>Videoaula: Revisão da unidade</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Neste vídeo, você aprenderá os fundamentos, os processos e as ferramentas importantes para</p><p>colocar uma ideia de pé e empreender nos mais diversos tipos de empreendedorismo existentes. Por</p><p>�m, você sairá daqui sabendo os conceitos mais importantes para um empreendedor que gerencia o</p><p>seu negócio com sucesso: processo empreendedor, métodos de geração de ideias, Business Model</p><p>Canvas, pesquisa de mercado e processo de desenvolvimento de produto.</p><p>Estudo de caso</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Olá, estudante! Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você atua como consultor</p><p>empresarial, apoiando pessoas que têm boas ideias e desejam transformá-las em um negócio</p><p>próprio, ou seja, querem empreender, mas não sabem como estruturar um Plano de Negócios bem-</p><p>feito.</p><p>Uma dessas pessoas é o Paulo Jorge, nascido em Olinda, em Pernambuco. Filho de uma</p><p>empreendedora, formada em Letras, e de um executivo, Paulo via em seus pais modelos de sucesso,</p><p>tanto em seus trabalhos quanto como pessoas capazes de ajudar a melhorar o mundo. Logo veio a</p><p>vontade de impactar a sociedade por meio do seu trabalho: empreender era o que Paulo realmente</p><p>queria. E essa vontade re�etiu em todas as suas escolhas seguintes, inclusive, na decisão de cursar</p><p>Economia, como forma entender mais a fundo os universos das �nanças e da gestão de negócios.</p><p>Ainda na faculdade, Paulo começou a trabalhar na sua primeira instituição �nanceira.</p><p>Durante seus três anos num banco tradicional, Paulo acompanhou o processo de crescimento da</p><p>empresa – que estava liderando o lançamento de produtos digitais, como contas e cartões, bem</p><p>como adquirindo outras instituições �nanceiras maiores para ampliar o seu portfólio.</p><p>Participando ativamente dessas mudanças, ele percebeu que ali estava o futuro: a tecnologia,</p><p>certamente, faria parte do dia a dia das pessoas, desde o transporte público até a gestão �nanceira.</p><p>Por outro lado, ele percebeu que nem todas as pessoas tinham acesso aos bancos, sejam digitais ou</p><p>tradicionais. Mais do que isso, habitantes de cidades do interior ainda utilizavam dinheiro vivo em</p><p>suas transações, mesmo com acesso a um banco. Era uma escolha própria, um problema cultural e</p><p>de falta de educação tecnológica.</p><p>Para tangibilizar melhor esse cenário, basta olharmos os números: de acordo com a BRINKS e a</p><p>Fundação Dom Cabral, estima-se que 53,4% dos brasileiros preferem o dinheiro como forma de</p><p>pagamento e 38,5% não possuem conta em banco. Entre as mulheres, o percentual de não</p><p>bancarizadas (43,4%) é maior do que entre os homens (33,2%) (COSTA, 2022).</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Considerando o oportuno cenário que caracteriza a população brasileira em relação ao seu nível de</p><p>desbancarização, Paulo percebeu a parte que faltava para começar um negócio que bene�ciaria</p><p>milhões de pessoas e ajudaria no desenvolvimento econômico do país: inclusão digital de pessoas</p><p>menos favorecidas �nanceiramente e criação de um banco digital com produtos e taxas adequados</p><p>ao per�l de pessoas desbancarizadas, que não conseguem abrir uma conta em um banco grande,</p><p>seja digital ou não.</p><p>Vale ressaltar que a bancarização, ou seja, a inclusão de pessoas no sistema �nanceiro, gera mais</p><p>qualidade de vida para os cidadãos e promove o desenvolvimento econômico do comércio, já que</p><p>facilita o aumento no poder de consumo e a melhor gestão da organização �nanceira.</p><p>Paulo decidiu procurar a sua empresa, para que você o ajude a transformar essa ideia em um</p><p>negócio sustentável. Conhecendo e analisando o contexto citado anteriormente e as ferramentas</p><p>que estudamos durante essa unidade, como você, no papel de consultor, poderia ajudar Paulo a</p><p>estruturar a sua ideia e seguir em frente para a implementação desse negócio?</p><p>Videoaula: Resolução do estudo de caso</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador</p><p>ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir</p><p>mesmo sem conexão à internet.</p><p>Olá, estudante! Você verá que demonstrarei um entre os possíveis caminhos que podem ser</p><p>utilizados para que você tenha sucesso ao apoiar Paulo.</p><p>Antes de começar a coletar as informações que são pertinentes para a de�nição do Plano de</p><p>Negócios, é interessante você mencionar a importância de conhecer mais a fundo as características</p><p>pessoais do Paulo.</p><p>Conforme demonstrado na Aula 3, segundo Christensen, Gregersen e Dyer (2018), existem cinco</p><p>habilidades importantes para uma pessoa evoluir o seu potencial de criatividade e, por isso, é</p><p>necessário entender o per�l do empreendedor, para ter mais segurança sobre o potencial inovador</p><p>daquela ideia. Diante das informações compartilhadas, você poderá destacar que Paulo possui duas</p><p>habilidades bem desenvolvidas: desa�ar o status quo com a prática de questionar padrões, já que ele</p><p>partiu da re�exão de que os bancos tradicionais não são inclusivos para pessoas menos favorecidas</p><p>socialmente, e observar o contexto ao seu redor, à medida que acompanhou de perto o crescimento</p><p>do banco, participando ativamente dos projetos.</p><p>A partir da análise das características individuais do Paulo, você poderá citar o uso da primeira</p><p>ferramenta para que a ideia dele �que realmente poderosa: 5W1H. Uma proposta de preenchimento</p><p>dos campos da ferramenta pode ser vista na Figura 1.</p><p>Disciplina</p><p>Empreendedorismo e Inovação</p><p>Figura 1 | Exemplo de preenchimento da ferramenta 5W1H. Fonte: elaborada pela autora.</p><p>Vale ressaltar que as respostas registradas partem do pressuposto das informações encontradas no</p><p>texto e da simulação de interação com o próprio Paulo para coletar os insights que ele teve.</p><p>Uma vez que todas as seis perguntas tenham encontrado respostas objetivas e de fácil</p><p>compreensão, você deve seguir com a estruturação do modelo de negócio da ideia do Paulo,</p><p>utilizando a próxima ferramenta: Canvas.</p><p>Mais uma vez, proporei uma sugestão de preenchimento, conforme a Figura 2.</p>