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Lição 01 / 1 
Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD
Universidade Vila Velha UVV-ES
Índice
1.Introdução
2.Desenvolvimento de Empreendedorismo
3.Definição de Empreendedorismo
4.Empreendedor versus Inventor
5.O Papel do Empreendedorismo no Desenvolvimento Econômico
6.Ética e Responsabilidade Social dos Empreendedores
7.O Futuro do Empreendedorismo
8. Conclusão
9.Notas complementares
10. Referências
Empreendedorismo
Lição 01
Introdução ao estudo do
empreendedorismo
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1. Introdução
Reflita sobre isso:
Alexandre Costa, fundador da Cacau Show. A tradição empreendedora
de sua família os levou a comprar e revender chocolates de um
fornecedor. Com 14 anos, ele vendia de porta a porta, mas em um
determinado feriado de Páscoa não recebeu o produto encomendado. A
situação traumatizou sua mãe, que nunca mais quis tocar um negócio de
chocolate. Aos 17, insistiu em recomeçar e criou a Cacau Show. “O que
deu errado para vocês talvez não dê para mim agora”, assegurou.
https://endeavor.org.br/7-cases-inspiradores-de-sucesso/
Complemente seus estudos visitando o site da Endeavor para conhecer casos de
sucesso como esse da Cacau Show.
Nos últimos anos muito se fala sobre empreendedorismo, de startup, do sucesso de
alguns empreendedores e seus empreendimentos, e da necessidade premente de
empreender para a realização pessoal e para o desenvolvimento econômico de uma
nação. Contudo, percebe-se que a compreensão dos termos nem sempre é um
consenso. Na verdade, até hoje não há uma definição concisa e universalmente
aceita. Certamente o estudo do tema promove o desenvolvimento de habilidades do
indivíduo, aumentando suas chances de sucesso.
Pesquisas indicam que pessoas que estudam
empreendedorismo têm 3 a 4 vezes mais chances de iniciar
seu próprio negócio e ganharão de 20 a 30% mais do que os
estudantes de outras áreas (HISRICH; PETERS; SHEPHERD,
2009).
Esse módulo propõe compreender o conceito de empreendedorismo e seu
desenvolvimento histórico, assim como sua importância no contexto econômico e
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perspectivas para o futuro.
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2.Desenvolvimento de
Empreendedorismo
Foi a palavra de origem francesa entrepreneur, que traduzida literalmente significa
“aquele que está entre” ou "intermediário" que deu origem ao termo Empreendedor [1]
(Aquele que assume riscos e inicia algo novo), em português.
Segundo Hisrich (2009, p. 27), o desenvolvimento da teoria
do empreendedorismo é paralelo, em grande parte, ao
próprio desenvolvimento do termo.
Empreendedores no decorrer da história
Marco Polo (século XII) é exemplo de primeiro uso da definição de empreendedor
como “intermediário”, quando tentou estabelecer rotas comerciais para o Extremo
Oriente, assumindo riscos a fim de obter remuneração pelos seus esforços, além da
remuneração dos que o financiavam.
Na Idade Média, o termo empreendedor foi usado para descrever tanto o
participante quanto um administrador de grandes projetos de produção, sendo que
o risco do projeto era do provedor dos recursos [2] , geralmente o governo do país.
No século XVII surge como empreendedor a pessoa que firmava contrato com o
governo para fornecer produto ou serviço com preços pré-fixados, o que retorna a
ligação do risco, quando quando todos os lucros ou perdas resultantes eram do
empreendedor [3] .
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A diferenciação entre a pessoa com capital e aquela que precisava de capital se
destacou no século XVIII, ou seja, o empreendedor foi diferenciado do fornecedor
de capital – investidor de risco. Uma das causas para tal diferenciação foi a
industrialização. Um investidor de risco é um administrador profissional de dinheiro
que faz investimentos de risco a partir de um montante de capital próprio para obter
uma alta taxa de retorno sobre os investimentos [4] .
No final do século XIX e início do século XX percebe-se que a distinção entre
empreendedor e gerente de uma organização não existe [5] , o que ainda acontece em
algumas situações até hoje. Essa perspectiva econômica – o empreendedor como
aquele que lança mão de sua engenhosidade para planejar, organizar, dirigir a
empresa, pagar os empregados e os outros custos, mas a serviço do capitalista –
ganha nova dimensão em meados do século XX quando se estabelece a noção de
empreendedor como inovador (Alguém que desenvolve algo único). O empreendedor,
então, tem a função de reformar ou revolucionar o padrão de produção[6] .
Está claro que a capacidade de inovar e assumir riscos, que está presente em todas
as civilizações, deve fazer parte do perfil do empreendedor.
Mas quem é um empreendedor?
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3.Definição de
Empreendedorismo
Como foi dito anteriormente, não existe uma definição resumida e amplamente aceita
até o momento sobre o que é empreendedorismo. Mas é preciso delinear uma
definição para os nossos estudos, a fim de alinhar o entendimento sobre o assunto.
Há um consenso, em quase todas as definições de empreendedorismo, de que se trata
de um tipo de comportamento que abrange: tomar iniciativa, organizar e reorganizar
mecanismos sociais e econômicos a fim de transformar recursos e situações para
proveito prático, e aceitar o risco ou o fracasso. Outro aspecto relevante é a criação
de algo novo, que diferencie de outros esforços.
Assim, fundamentado em Hisrich (2009), como empreendedorismo entenderemos
como:
Processo de criar algo novo com valor, dedicando o tempo e
o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros,
psíquicos e sociais correspondentes e recebendo as
consequentes recompensas da satisfação e da independência
financeira e pessoal.
Vale destacar que a criação de algo novo e de valor significa ter valor para o
empreendedor e para o público para qual é desenvolvido. O valor pode ser percebido
na forma de lucro monetário, mas também existe a possibilidade do retorno social e
ambiental, que são objetivos cada vez mais explorados.
Além disso, toda inovação implica em mudança. E para promover a mudança, o
empreendedor deverá assumir os riscos inerentes ao negócio. Cabe então ao
indivíduo avaliá-lo, a fim de conhecer os reais impactos em caso de fracasso em seu
empreendimento, e então tomar a decisão de fazê-lo.
Nesse sentido, podemos identificar que há diferenças entre inventar e empreender,
e devemos analisar esta relação.
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4.Empreendedor versus
Inventor
O empreendedor, por natureza, busca a inovação, o que causa certa confusão quanto a
sua relação com um inventor.
"[...] um inventor, o indivíduo que cria algo pela primeira
vez, é alguém altamente motivado por seu próprio trabalho e
por suas ideias pessoais". Hisrich (2009, p. 30).
Criar versus empreender
Há uma tendência de o inventor ser um indivíduo criativo, de boa educação formal, com
experiências familiar, educacional e ocupacional que contribuem para o
desenvolvimento criativo e livre pensamento, apresenta a capacidade de
transformar problemas complexos em simples. Ainda, possui um alto nível de
autoconfiança, está disposto a assumir riscos e possui a capacidade de tolerar a
ambiguidade e a incerteza.
É pouco provável que um inventor veja os benefícios monetários como uma medida de
sucesso, pois valoriza o ser realizador e mede as realizações pelo número de
invenções desenvolvidas e pelo número de patentes obtidas.
Assim, percebemos uma diferença importante entre o empreendedor e o inventor. O
empreendedor apaixona-se pela organização (o novo empreendimento) e faz quase
tudo para garantir sua sobrevivência e crescimento, enquanto o inventor apaixona-se
pela invenção e só relutantemente a modificará para torná-lamais viável
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comercialmente. O desenvolvimento de um novo empreendimento com base no trabalho
de um inventor com frequência exige conhecimento de um empreendedor e uma
abordagem de equipe, uma vez que muitos inventores não conseguem se concentrar
em apenas uma invenção o tempo suficiente para comercializá-la. [7]
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5.O Papel do
Empreendedorismo no
Desenvolvimento Econômico
Há uma relação muito próxima da atividade empreendedora com o
desenvolvimento econômico dos países, ressaltado pelo aumento de produção e de
renda per capita. Mais do que isso, envolve iniciar e construir mudanças na estrutura
do negócio e da sociedade.
[...] Uma teoria do crescimento econômico coloca a
inovação como fator mais importante, não só no
desenvolvimento de novos produtos (ou serviços) para o
mercado, como também no estímulo ao interesse em investir
nos novos empreendimentos que estão sendo criados. Esse
novo investimento funciona na demanda e na oferta, ou seja,
em ambos os lados da equação de crescimento; o novo
capital criado expande a capacidade de crescimento (lado da
oferta), e os novos gastos resultantes utilizam a nova
capacidade e a produção (lado da demanda). (HISRICH,
2009, p.36)
A última crise econômica evidenciou esta relação no Brasil, que manteve a
capacidade empreendedora nacional, ajudando a minimizar os efeitos da crise no país
e a retomada do crescimento.
A figura abaixo apresenta o comportamento da motivação empreendedora, inclusive
durante a crise que assolou o mundo nos anos de 2008 e 2009, em que a curva de
oportunidade se manteve crescente mesmo com a desaceleração da produção real, a
curva de necessidade inverte sua direção em 2009, quando a crise atinge seu ponto
mais grave no período analisado.
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Produto interno bruto e motivação para empreender 
Fonte: IBGE e GEM, 2009 apud IBQP, 2009.
A participação do empreendedorismo em economias em diferentes estágios de
desenvolvimento se diferencia pelos tipos de oportunidades proporcionadas. O Brasil
é considerado pelo Global Enterpreneuship Monitor (GEM) – instituto que realiza
pesquisas sobre empreendedorismo no mundo desde 2001 – em suas pesquisas como
efficiency-driven, que significa ser orientada pela eficiência operacional, ou ganho de
produtividade. Esse tipo de economia, segundo IBQP (2009), estimula o surgimento de
pequenas e micro empresas da indústria de transformação que atuam em baixa
escala.
Pequenos negócios na economia brasileira 
Fonte: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/mt/noticias/Micro-e-pequenas-empresas-geram-27%25-do-
PIB-do-Brasil
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Ainda podemos identificar três grandes movimentos
empreendedores importantes para do desenvolvimento
econômico de uma nação: O governo como inovador (ativo
na comercialização de tecnologia); Intra-
empreendedorismo [8] ou empreendedorismo corporativo; e
Empreendedorismo (individual) (HISRICH, 2009).
O primeiro caracteriza-se principalmente pelo investimento em pesquisa,
normalmente desvinculada de interesses econômicos, mas que ao final, pode haver
transferência tecnológica, proporcionando a criação e comercialização de novos
produtos.
O segundo depende fundamentalmente de uma estrutura organizacional que incentive
a produção de projetos dentro da própria empresa, premiando aqueles que alcançam o
sucesso em seus empreendimentos. Tanto o governo como inovador quanto o
empreendedorismo corporativo apresentam uma limitação importante quanto às
barreiras burocráticas que podem surgir quando da apresentação ou realização de
projetos de novos empreendimentos.
Já o empreendedorismo – como criação de uma nova organização – é o método
mais eficiente para ligar ciência e mercado, criando novas empresas, novo empregos e
levando novos produtos e serviços ao mercado.
Dado o impacto na economia global e no nível de emprego em uma área, é de
admirar que o empreendedorismo ainda não tenha se tornado mais central no
desenvolvimento econômico.
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6.Ética e Responsabilidade
Social dos Empreendedores
Espera-se que o empreendedor enfrente grandes dificuldades na busca de seus
objetivos. Assumir riscos e investir seu capital em um empreendimento implica na
busca energética pelo sucesso, e mesclado ao estresse do cotidiano do negócio e
outras dificuldades, há a possibilidade de que o empreendedor estabeleça um equilíbrio
entre exigências éticas, prudência econômica e responsabilidade social, um equilíbrio
que difere do ponto em que um administrador comum estabelece sua posição moral.
Ética e responsabilidade social dos empreendedores
Pelo empreendimento se tratar de uma coisa relativamente nova, são poucos os
modelos que podem orientar o surgimento de um código de ética interno, cabendo
ao empreendedor lançar mão de seus sistemas de valores pessoais, muito mais do
que outros profissionais, como gerentes, que têm as Leis e códigos profissionais de
ética como parâmetro.
Alguns acreditam que a palavra ética derive do termo grego êthos, que significa
“costume e uso”, mas a origem no termo é mais propriamente identificado no termo
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swëdhêthos, em que os conceitos de moralidade individual e hábitos
comportamentais são relacionados e identificados como a qualidade essencial da
existência
Ética, então, refere-se ao “estudo do que é certo e bom para os seres
humanos”, enquanto ética de negócios relaciona-se com a busca das
práticas empresariais à luz dos valores humanos.
Sob esse ponto de vista, é fundamental determinar “para o benefício de quem e à
custa de quem a empresa deve ser administrada?”. Assim, podemos assegurar que os
recursos sejam distribuídos de modo justo entre a empresa e os seus
stakeholders. Se a distribuição não for justa, um stakeholder estará sendo explorado
pela empresa.
Empresas que exploram determinado stakeholder [9] podem estar criando oportunidade,
que o empreendedor pode aproveitar para desempenhar um papel na distribuição
mais justa dos recursos. Em uma situação em que os preços praticados não refletem
o valor dos recursos de um stakeholder, um empreendedor pode identificar a
discrepância e entrar no mercado para lucrar.
[...] o processo empreendedor funciona como um mecanismo
para garantir um sistema justo e eficiente para a
redistribuição dos recursos de um stakeholder “vitimado”
para uma utilização onde haja um equilíbrio entre o valor
fornecido e o valor recebido. (HISRICH, 2009 p. 39-40).
Mesmo que haja evidências de que alguns utilizam o processo empreendedor para
explorar outras pessoas visando o lucro, é importante entender que o processo
empreendedor pode ser um meio significativo de ajudar os stakeholders explorados e,
ao mesmo tempo, estabelecer um negócio viável.
Então, o processo empreendedor deve ser visto como uma ferramenta que, usada de
modo eficiente, permite obter efeitos favoráveis para as pessoas (e para o
empreendedor), ao invés do detrimento de outros.
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7.O Futuro do
Empreendedorismo
Percebemos que o assunto empreendedorismo vem se apresentando cada vez com
mais frequência nas pautas de discussões empresariais e acadêmicas. As
instituições de ensino vêm oferecendo cursos na área, tanto como formação específica
como complemento para os mais diversos cursos de graduação e pós-graduação.
Esse movimento – de formação de empreendedores – está presente no mundo todo.
Podemos concluir que as sociedades já perceberam a importância do estudo nesta
área do conhecimento.
Contudo, ainda são poucas as instituições que estãoenvolvidas no verdadeiro
processo de criação de empresas, em que universidade, corpo docente e/ou
estudantes compartilham as vendas e os lucros do novo empreendimento.
Dentre as mudanças significativas referentes às que vêm ocorrendo em relação ao
empreendedorismo, vale destacar:
Empreendedorismo – mudanças significativas
Assim, estamos presenciando uma mudança de comportamento estimulada por
todos os lados, da empresa à família, da escola à igreja. Devemos nos atentar para tal
mudança e perceber nela quais são as oportunidades que estão surgindo, e quais
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que podemos aproveitar para nosso futuro profissional.
A pedra foi lançada!
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8. Conclusão
Vimos que o conceito de empreendedorismo evoluiu ao longo do tempo,
acompanhando as mudanças decorrentes dos diferentes momentos econômicos,
passando a contemplar aspectos individuais, além da inovação, da expectativa de
recompensas, da função de esforço e tempo dedicados, e o assumir os riscos
inerentes do negócio.
O processo empreendedor contempla etapas sequenciais, que podem,
eventualmente, ser realizadas simultaneamente. As etapas são:
Processo Empreendedor
Empreender consiste: no abandono da atual carreira ou estilo de vida, na decisão de
que um empreendimento é desejável, e na decisão de que fatores externos e
internos tornam possível a criação do novo empreendimento.
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O estudo do empreendedorismo é importante para o aumento da renda nacional, além
de servir como ligação entre inovação e mercado. O governo tem grande importância
nesse processo, mas ainda carece de amadurecimento e redução das barreiras
burocráticas. O intra-empreendedorismo tem se destacado como fonte de novas idéias
para manutenção da permanência de grandes empresas no mercado. O
empreendedor deve perceber o seu papel na sociedade, que vai além da realização
pessoal, sendo que equilíbrio entre os stakeholders deve ser observado.
O empreendedorismo, como área do conhecimento, ainda tem muito a ser
desenvolvido, e o momento mostra que há uma ampla abordagem do tema pelas
instituições de ensino, pelas empresas privadas e órgãos públicos, pelas iniciativas do
terceiro setor e pela mídia. E o estudo do tema é fundamental para o desenvolvimento
da sociedade e crescimento da nação.
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9.Notas complementares
1.
Ilustração sobre as viagens de Marco Polo
Como intermediário, Marco Polo assinava um contrato com uma pessoa de recursos (o
precursor do atual capitalista de risco) para vender suas mercadorias. Um contrato
comum na época oferecia um empréstimo para o comerciante aventureiro a uma taxa
de 22,5%, incluindo seguro. Enquanto o capitalista corria riscos passivamente, o
comerciante aventureiro assumia o papel ativo no negócio, suportando todos os riscos
físicos e emocionais. Quando o comerciante aventureiro era bem-sucedido nas vendas
das mercadorias e completava a viagem, os lucros eram divididos, cabendo ao
capitalista a maior parte (até 75%), enquanto o comerciante aventureiro ficava com os
25% restantes.
(HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2009, p. 27-28)
2.
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As catedrais européias: Recursos do país gerenciados pelos clérigos
Um típico empreendedor da idade Média era o clérigo – pessoa encarregada de obras
arquitetônicas, como castelos e fortificações, prédios públicos, abadias e catedrais. Em
tais projetos, esses indivíduos não corriam riscos: simplesmente administrava o projeto
usando recursos fornecidos, geralmente pelo governo do país.
(HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2009, p. 28)
3.
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John Law em gravura da época, retratando a situação que ficou conhecida como A bolha de Mississipi
Um empreendedor deste período foi John Law, francês que conseguiu permissão para
estabelecer um banco real. O banco evoluiu para uma franquia exclusiva, formando uma
empresa comercial no Novo Mundo – a Mississippi Company. Infelizmente, esse
monopólio sobre o comércio francês levou à ruína de Law quando este tentou elevar o
valor das ações da empresa para mais do que o valor de seu patrimônio, levando a
mesma ao colapso.
Richard Cantillon, notável economista e escritor nos anos 1700, compreendeu o erro de
Law. Cantillon desenvolveu uma das primeiras teorias do empreendedor e é
considerado por alguns o criador do termo. Ele viu o empreendedor como alguém que
corria riscos, observando que os comerciantes, fazendeiros, artesãos e outros
proprietários individuais "compram a um preço certo e vendem a um preço incerto,
portanto operam com risco".
(HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2009, p. 28)
4.
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O desenvolvimento de novas tecnologias refletiam a necessidade de agilizar produções e processos.
Muitas das invenções desenvolvidas durante esse período eram reações às mudanças
no mundo, como foi o caso das invenções de Eli Whitney e Thomas Edison. Tanto
Whitney quanto Edison estavam desenvolvendo novas tecnologias e eram incapazes de
financiar suas invenções. Enquanto Whitney financiava seu descaroçador de algodão
com recursos da coroa britânica, Edison levantava capital de fontes particulares para
desenvolver e fazer experimentos nos campos da eletricidade e da química. Os dois
eram usuários de capital (empreendedores), e não fornecedores (investidores de risco).
(HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2009, p. 28)
5.
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Andrew Carnegie e o império do aço americano
Andrew Carnegie é um dos melhores exemplos dessa definição. Carnegie não
inventou nada, mas adaptou e desenvolveu uma nova tecnologia na criação de produtos
para alcançar a vitalidade econômica. Carnegie, que descendia de uma família
escocesa pobre, fez da indústria americana do aço uma das maravilhas do mundo
industrial, essencial por intermédio de sua incansável busca por competitividade, em
vez de inventividade ou criatividade.
(HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2009, p. 29)
6.
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Exemplo de empreendedores que criaram padrões que fizeram o mercado ajustar-se aos seus processos
A novidade pode ser desde um novo produto e um novo sistema de distribuição até um
método para desenvolver uma nova estrutura organizacional. Edward Harriman, que
reorganizou a ferrovia Ontario and Southern através da Northern Pacific Trust, e John
Pierpont Morgan, que desenvolveu seu grande banco reorganizando e financiando as
indústrias americanas, são exemplos de empreendedores inovadores. Tais inovações
organizacionais são frequentemente tão difíceis de desenvolver com sucesso quanto as
inovações tecnológicas mais tradicionais (transistores, computadores, laser),
geralmente associadas à condição de empreendedor.
7.
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A genialidade de uma invenção não termina na invenção em si mas na criação de produtos e serviços derivados
No início do século XX, o inventor Nikola Tesla patenteou, dentre várias outras
invenções, a corrente alternada, que veio a se tornar padrão mundial. Contudo, pouco
ganhou com essa invenção, que foi explorada pelo empresário George Westinghouse,
que com esta iniciativa, teve altos lucros prestando serviços para o governo americano.
As invenções de Tesla ainda hoje nos surpreendem pela genialidade e antecipação de
seu tempo, como o motor de indução, lâmpada fluorescente e as patentes que
permitiram a invenção do rádio. Morreu em um quarto de hotel onde moroupor dez
anos sem acumular riquezas.
8.
A inovação dentro de uma empresa por se tornar um empreendimento em si
Intra-empreendedorismo: Empreendedorismo dentro de uma estrutura empresarial
existente
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9.
A inovação dentro de uma empresa por se tornar um empreendimento em si
Stakeholders: Os interessados na empresa, inclusive funcionários, clientes,
fornecedores e a própria sociedade.
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10. Referências
DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando
idéias em negócios. 3 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
HISRICH, Robert D. PETERS, Michael P. SHEPHERD, Dean A.
Empreendedorismo. 7 ed. Porto Alegre: Bookman, 2009.
IBQP – Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade.
Empreendedorismo no Brasil: 2009. Curitiba: IBQP, 2009.
SCHWAB, K. Global Competitiveness Report 2009-2010. Genebra: World
Economic Forum, 2009. Disponível em:
//www.weforum.org/pdf/GCR09/GCR20092010 fullreport.pdf
Portal SEEBRAE, Micro e pequenas empressas geram 27% do PIB do
Brasil.Dispinível em:
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/mt/noticias/Micro-e-
pequenas-empresas-geram-27%25-do-PIB-do-Brasil .
Portal Endeavour, 7 cases inpiradores de sucesso. Disponível em:
https://endeavor.org.br/7-cases-inspiradores-de-sucesso/

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