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Lição 03 / 1 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES Índice 1.Introdução 2.Empreendedorismo e o Desenvolvimento Econômico e Social 3.Empregabilidade 4.Intra-Empreendedorismo ou Empreendedorismo Corporativo 5.Conclusão 6.Notas Complementares 7. Referências Empreendedorismo Lição 03 Empreendedorismo e Empregabilidade Lição 03 / 2 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES 1. Introdução Assista o vídeo abaixo e reflita: Fonte: Canal Globo News Ainda é possível encontrar pessoas que desconhecem o significado de empreendedorismo. Mas fato é que esse tema vem sendo discutido nos últimos anos com mais intensidade e já é considerado como fundamental para o desenvolvimento econômico e social do país. A idéia não é buscar um consenso, nem o que é certo ou errado, mas compreender que o empreendedorismo se faz quase que de forma individual, adequando-se a cada nova situação. Empreendedorismo também não é um modismo ou coisa de momento. Veio para ficar e está sendo implantado na forma de disciplina em escolas, colégios e universidades, aumentando de forma decisiva o número de empresas e de postos de trabalho. Pode ser entendido como negócio próprio ou a atividade proativa do funcionário que trabalha em busca da melhor solução dentro da empresa como funcionário. Neste módulo será discutido o empreendedorismo e seus impactos na economia, na sociedade e a questão do empreendedorismo dentro da organização. Lição 03 / 3 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES 2.Empreendedorismo e o Desenvolvimento Econômico e Social O desenvolvimento econômico, principalmente nos países em desenvolvimento sofre impacto significativo das novas empresas, que, ao ter sucesso, criam empregos, expandem segmentos de mercado, aumentam a produção de bens e serviços e dinamizam a economia das comunidades onde operam. Um grande número de microempresas se converte em pequenas e médias empresas (PMEs) em um período de três anos, como demonstra um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento em parceria com a USP (Universidade de São Paulo), feito em 2002. Ainda, verifica-se que existe uma relação positiva entre o número de novas empresas e o crescimento econômico e entre a geração de empregos para jovens e a modernização da estrutura empresarial. Este estudo apresenta novos elementos sobre a capacidade de empresários gerarem empregos e de contribuírem para o dinamismo da economia interna e analisou três fases críticas do processo de criação de novas empresas: Fases Processos motivacionais e de tomada de decisões, busca por oportunidades, mobilização de recursos e principais problemas ou “Características” Gestação Esta fase é relativamente longa, indo do momento em que o empreendedor tem a idéia, identifica o nicho de mercado e concebe a empresa até o momento de fazer planos concretos para colocar a idéia em prática. Constituição Compreende o momento que o empreendedor decide criar a empresa até quando reúne todos os meios para inaugurá-la. Desenvolvimento Cobre o período dos três primeiros anos de inicial funcionamento, críticos para a sobrevivência da empresa. Lição 03 / 4 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES Fig. 1 - 3 primeiras fases do ciclo de vida de um empreendimento e sua linha ascendente A pesquisa ainda produziu mais informações, listadas a seguir por fases. a) Fase de Gestação da Empresa Compreende desde o momento em que o indivíduo sente o desejo de abrir uma nova empresa até àquele em que identifica a oportunidade de negócio, decorrem em média de quatro a cinco anos. As motivações que geram novos empreendimentos incluem tanto objetivos estritamente econômicos como de desenvolvimento pessoal. A realização pessoal é a principal motivação para criar um novo negócio, sendo o aumento da renda um objetivo econômico. A segunda motivação não-econômica de maior importância é a de contribuir para a sociedade. O apoio familiar é um dos principais fatores que contribui para a motivação dos novos empresários. A maioria deles foi apoiada por seu núcleo familiar e grupo social mais próximo. Somente 10% dos empresários entrevistados encontraram alguma oposição por parte de suas famílias quando demonstraram a intenção de abrir um negócio. A experiência profissional é a fonte de mobilização e de geração de capacidade empresarial mais importante para os empresários. A educação universitária, ainda que proporcione conhecimento tecnológico aos empresários em potencial, tem papel limitado na motivação e no desenvolvimento da capacidade empresarial. O principal nicho de mercado para abertura de novos empreendimentos encontra-se na venda de produtos ou serviços para outras companhias, particularmente para as PMEs. Um número significativo de novos empreendimentos fornece bens e serviços tecnológicos, incluindo software, telemática e serviços relacionados à internet. As redes são um dos dois fatores mais vitais para o desenvolvimento de novas empresas. Mais de 70% dos empresários informaram que a chave para identificar as oportunidades de negócios é a interação com as pessoas e a experiência profissional prévia. Em geral, as empresas mais dinâmicas possuem um número maior de contatos pessoais e comerciais (por exemplo, com executivos de grandes, médias e pequenas Lição 03 / 5 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES empresas) e os utilizam com maior freqüência do que as menos dinâmicas. b) Fase de constituição da empresa A decisão do empreendedor de abrir um novo negócio é fortemente influenciada por motivações econômicas e não-econômicas [1] similares às da fase de gestação. A disponibilidade de financiamento, ainda que seja um fator importante na decisão de lançar uma empresa, não tem tanta relevância quanto os fatores motivacionais descritos anteriormente. Isso se deve porque, mesmo que o financiamento externo seja escasso, os empreendedores encontram alternativas e mecanismos criativos para desenvolverem seus projetos. Outra característica importante é a habilidade para alavancar recursos financeiros. Ela é essencial para o negócio ter uma boa garantia de sucesso. A experiência profissional anterior e as redes de contato ajudam a abrir as portas aos recursos necessários para iniciar as operações de uma nova empresa. De acordo com a pesquisa, mais de 80% dos empreendedores disseram que a experiência em trabalhos anteriores lhes ajudou a obter tecnologia e outros recursos não-financeiros, incluindo informações, matérias-primas, equipamentos e instalações. Veja outros resultados: O uso de redes de contatos pessoais, como meio para chegar às fontes de recursos, é mais freqüente em áreas locais com alta presença de PMEs do que nas áreas metropolitanas pesquisadas. Nas cidades com maior concentração de pequenas e médias empresas, os vínculos interempresariais e sociais tendem a ser mais fortes. O acesso aos recursos financeiros é uma verdadeira “prova de fogo” para a constituição e desenvolvimento inicial das empresas. A poupança pessoal dos novos empresários é a principal fonte de recursos financeiros para o lançamento do seu empreendimento. 70% dos empreendedores lançam seus negócios com recursos financeiros próprios, enquanto outros 20% utilizam recursos de amigos e de parentes. As fontes de financiamentos externos, como empréstimos bancários e investidores privados informais, não estão tão disponíveis na América Latina, se comparadas com as de outros locais como, por exemplo, o Leste Asiático, sendo a falta de financiamento um dos maiores obstáculos para os empreendedores. Nesta fase utiliza-se mais fontes alternativas de financiamento e mecanismos que possam reduzir ao mínimo a necessidade de tomar empréstimos de terceiros. Entre esses mecanismos estão: 1. créditos de fornecedores; Lição 03 / 6 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES 2. adiantamentos de clientes; 3. atraso no pagamentodo pessoal; 4. serviços públicos e impostos; 5. compra de equipamentos de segunda-mão. c) Fase de desenvolvimento inicial da empresa Nesta fase, referente aos três primeiros anos do empreendimento, as empresas enfrentam grande competição. A estratégia empresarial dominante consiste em penetrar em um nicho de mercado com demanda crescente, com concorrentes que são outras PMEs, e oferecer produtos diferenciados, com base na qualidade e no serviço. Geralmente, os empreendimentos mais dinâmicos não competem através da fixação de preços mais baixos que os de seus concorrentes. As firmas menos dinâmicas, no entanto, participam de mercados onde existe menor presença de grandes concorrentes. Os novos empresários têm acesso a uma escala maior de fontes de financiamento e as empresas começam a obtê-los de seus fornecedores. A capacidade de resolver problemas é fundamental na fase de desenvolvimento inicial das empresas. Elas compartilham do mesmo tipo de problemas nesse momento: encontrar clientes, contratar trabalhadores qualificados e ter um fluxo de caixa equilibrado. Os empreendedores brasileiros têm maiores dificuldades para financiarem o fluxo de caixa e identificarem fornecedores apropriados e selecionarem pessoas qualificadas para gerenciar. Nesta fase, as redes de contatos possuem, novamente, um papel fundamental, pois servem de canal de comunicação entre os novos empresários, no diálogo sobre como resolverem seus problemas comuns. O relacionamento comercial se torna mais importante do que o social, pois nesta fase do processo, os novos empresários necessitam de conhecimentos mais específicos para solução de seus problemas, o que amigos e parentes em geral não dispõem. De acordo com a pesquisa, 85% dos empreendedores declararam que as instituições formais existentes – governo, associações comerciais, universidades, agências de pesquisa, etc. – não foram capazes de proporcionar um assessoramento adequado para resolver os problemas que surgiram no desenvolvimento inicial de seus negócios. Principais resultados da pesquisa: Lição 03 / 7 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES Empreendedores. São predominantemente do sexo masculino, com graduação universitária ou pós-graduados, idade média de 40 anos, abriram suas empresas quando tinham entre 30 e 35 anos e usaram recursos próprios para financiar o empreendimento. Experiência profissional. Os empreendedores tiraram da própria experiência profissional a motivação, idéia, habilidade empresarial e os contatos profissionais para embasar a criação de seus empreendimentos. Redes. As empresas fazem maior uso de suas redes de contatos sociais com clientes, fornecedores e profissionais. Trabalho em equipe. A maioria das empresas é fundada por uma equipe de novos empresários com qualificações complementares. Ganhar dinheiro não é o único objetivo. As motivações dos empreendedores incluem o desejo de realização pessoal, contribuição à sociedade e, ainda, o aumento da renda. Instrução. Uma proporção preocupante dos empreendedores dizem que a instrução formal não tem um papel decisivo e não estimula a criação de novos empreendimentos, embora reconheçam que os estudos universitários fornecem o conhecimento técnico necessário para tal. Competição e diferenciais. As empresas mais bem estruturadas têm estratégias de negócio similares: entram em nichos de mercado com demanda crescente; seus competidores são outras PMEs; e seus produtos são diferenciados pela qualidade e serviço. Lição 03 / 8 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES Capital. Na fase de gestação, o capital vem, geralmente, da poupança pessoal do empreendedor, de seus amigos e parentes. Durante a fase inicial de desenvolvimento, a tendência é utilizar fontes externas de financiamentos, tais como empréstimos de bancos e instituições financeiras. Entraves e gargalos. A economia latino-americana é menos atrativa para novos empreendimentos que a do Leste Asiático, em razão da escassez do financiamento, da burocracia intensa e dos impostos e custos gerados pelos governos serem elevados. No Leste Asiático, os financiamentos são mais fáceis e a terceirização é uma opção bastante utilizada. Lição 03 / 9 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES 3.Empregabilidade O mercado tem passado por mudanças, demandando a adaptação das organizações e das pessoas que nelas trabalham, sendo que, atualmente, se valoriza certos tipos de comportamento que antes eram considerados subvertidos e indesejados. Então, passa-se a cobrar das pessoas agilidade, flexibilidade, versatilidade, proatividade, acompanhamento e promoção de mudanças, inovação, empreendedorismo. Os profissionais com essas características têm elevado o valor do seu trabalho e da sua empregabilidade. Empregabilidade é mais do que a capacidade de o indivíduo conseguir novas oportunidades de emprego, manter-se empregado e conseguir promoções. É definida como “as ações empreendidas pelas pessoas para desenvolver habilidades e buscar conhecimentos favoráveis, com vistas a conseguir uma colocação no mercado de trabalho, seja ele formal ou informal”. Percebemos que a empregabilidade pressupõe a iniciativa do indivíduo, que deve buscar desenvolver suas habilidades a fim de continuar atrativo para o mercado de trabalho. Fig. 2 - Adaptabilidade, inovação e proatividade são pontos fortes em empregabilidade Lição 03 / 10 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES 4. Intra-Empreendedorismo ou Empreendedorismo Corporativo Como foi comentado no primeiro módulo, uma das formas de expressão do empreendedorismo é através dos membros da organização, o que depende fundamentalmente de uma estrutura organizacional que incentive a produção de projetos dentro da própria empresa, premiando de alguma maneira aqueles que alcançam o sucesso em seus empreendimentos. Indivíduos que acreditam em seus próprios talentos com freqüência desejam criar algo seu querem assumir responsabilidades e têm uma grande necessidade de se expressarem individualmente; conseqüentemente, exigem mais liberdade na empresa em que atuam. Quando essa liberdade não é acessível, a frustração pode fazer com que o indivíduo se torne menos produtivo ou, até mesmo, deixe a organização, para atingir a auto- realização em outro lugar. O intra-empreendedorismo é um meio de estimular aqueles indivíduos que acham que algo pode ser feito de modo diferente e melhor e, com isso, manter os indivíduos na organização. Ele é formado por quatro elementos-chave: novo empreendimento, espírito de inovação, auto-renovação e pró-atividade. Novo empreendimento Refere-se à criação de um novo negócio dentro de uma organização já existente. Essa atividade empreendedora consiste na criação de algo novo de valor, redefinindo os atuais produtos ou serviços da empresa, desenvolvendo novos mercados ou gerando unidades ou até mesmo outras empresas. Espírito de inovação Refere-se à inovação de produtos ou serviços com ênfase no desenvolvimento e na inovação tecnológica. Inclui desenvolvimento de novos produtos, aperfeiçoamento de produtos e novos métodos e procedimentos de produção. Auto-renovação Reflete a transformação de organizações por meio da renovação das principais idéias sobre as quais foram construídas. Tem conotações de mudança estratégica e organizacional e inclui uma redefinição do conceito de empresa, reorganização e introdução de mudanças por todo o sistema para aumentar a inovação. Lição 03 / 11 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES Pró-atividade Inclui iniciativa e aceitação de riscos, bem como agressividade e ousadia competitivas que se expressam especialmente nas orientações e atividades da alta administração. Uma organização pró-ativa está inclinada a assumir riscos na condução de experimentos; também toma iniciativa e é arrojada e agressiva na busca de oportunidades. As organizações com um espíritoproativo tentam liderar e não seguir os concorrentes nas principais áreas de negócio, como o lançamento de novos produtos ou serviços, as tecnologias de operação e as técnicas administrativas. A cultura empresarial tradicional difere significativamente da cultura intra- empreendedora. As diretrizes de uma cultura tradicional são: Aderir às instruções recebidas; Não cometer erros; Não fracassar; Não tomar iniciativas e esperar por instruções; Ficar no seu lugar; Proteger a retaguarda. Esse ambiente restritivo, evidentemente, não favorece a criatividade, a flexibilidade, a independência ou a aceitação de riscos, que são os princípios-chave dos intra- empreendedores. As metas de uma cultura intra-empreendedora são bem diferentes: Desenvolver perspectivas. Objetivos e planos de ação. Ser recompensado pelas ações empreendidas. Sugerir. Tentar e experimentar. Criar e desenvolver em qualquer área e assumir responsabilidade. Há também diferenças nos valores e normas compartilhados das duas culturas. Lição 03 / 12 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES A empresa tradicional é de natureza hierárquica, com procedimentos, sistemas de relatórios, linhas de autoridade e de responsabilidade, instruções e mecanismos de controle estabelecidos. Esses sustentam a cultura corporativa atual e não estimulam a criação de novos empreendimentos. A cultura de uma empresa intra-empreendedora está em franco contraste com esse modelo. Em vez de uma estrutura hierárquica, uma atmosfera intra-empreendedora possui uma estrutura organizacional plana, com várias redes, equipes, patrocinadores e mentores. Relações profissionais próprias ajudam a estabelecer uma atmosfera de confiança e discussão, que facilita a realização de visões e objetivos. As tarefas são vistas como eventos prazerosos, e não como deveres, com os participantes de bom grado dedicando número de horas necessárias à conclusão do trabalho. Ao invés de construir barreiras para proteger lugares, as pessoas fazem sugestões dentro de sua área e entre áreas e divisões funcionais, resultando em uma fertilização cruzada de idéias. Como seria de se esperar, essas duas culturas produzem tipos diferentes de indivíduos e estilos administrativos. Uma comparação entre gerentes tradicionais empreendedores e intra-empreendedores revela várias diferenças, por exemplo, enquanto gerentes tradicionais, são motivados principalmente pela promoção e compensações corporativas típicas; os empreendedores e intra-empreendedores lutam pela independência e pela possibilidade de criar. Os intra-empreendedores também esperam, naturalmente, que seu desempenho seja adequadamente recompensado. Podem-se ressaltar algumas características importantes para a empresa que quer estabelecer um espírito intra-empreendedor. A primeira delas é que é preciso proporcionar um ambiente que permita erros e fracassos no desenvolvimento de produtos inovadores. A segunda é a pessoa que vai estabelecer um novo empreendimento nessas condições também deve ser um líder visionário – uma pessoa que sonha grandes sonhos e supera todos os obstáculos para sua concretização vendendo seu sonho para outros. Embora haja muitas definições de liderança a que melhor descreve a que é necessária para o intra-empreendedorismo é: Lição 03 / 13 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES Um líder é como um jardineiro. “Quando você quer o tomate, pega uma semente, coloca em solo fértil e rega cuidadosamente. Você não fabrica tomates; você os cultiva.” Outra boa definição é que “a liderança é a habilidade de sonhar coisas grandes e transmiti-las de um modo que as pessoas aceitem participar do sonho. A terceira característica exigida é que o intra-empreendedor seja flexível e crie oportunidades administrativas. Um intra-empreendedor não é estático, ao contrário, mostra-se aberto e até mesmo incentiva mudanças. Ao desafiar as crenças e pressupostos da corporação, o intra-empreendedor tem a oportunidade de criar algo novo na estrutura organizacional. O intra-empreendedor deve possuir uma quarta característica: habilidade de incentivar o trabalho em equipe e usar uma abordagem multidisciplinar. Toda formação de uma nova empresa requer uma ampla gama de habilidades para negócios, como engenharia, produção, marketing e finanças. Ao formar um novo empreendimento, o recrutamento dessas habilidades geralmente exige que se atravesse a estrutura departamental e os sistemas de informações existentes. Para minimizar o efeito negativo de qualquer ruptura causada, o intra-empreendedor deve ser bom diplomata. Por último, mas não menos importante, está a persistência. No decorrer do estabelecimento de qualquer novo empreendimento, a frustração e os obstáculos vão ocorrer. Somente através da persistência do intra-empreendedor um novo empreendimento será criado e terá sucesso na comercialização. Lição 03 / 14 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES 5.Conclusão Esta semana percebemos como o empreendedorismo é fundamental para o desenvolvimento econômico e social de um país. Conhecemos uma pesquisa que demonstra o perfil do empreendedor brasileiro, destacando a importância das redes de contatos dos empreendedores. Ainda, conclui que ganhar dinheiro não é o único objetivo - as motivações dos empreendedores incluem o desejo de realização pessoal, contribuição à sociedade e, ainda, o aumento da renda. As características identificadas nos empreendedores são valorizadas pelas empresas e constituem qualificações que ajudam na empregabilidade do indivíduo, ou seja, capacita o indivíduo a conseguir novas oportunidades de emprego, manter-se empregado e conseguir promoções. Finalmente foi analisado o fenômeno do intra-empreendedorismo, como um meio de promover inovações para empresa, permitindo que ela se renove, crie novos produtos e/ou serviços e mantenha a competitividade do negócio. Assim, percebemos que o empreendedorismo se destaca como uma forma de manter o desenvolvimento econômico e social, mas também é fundamental para que as empresas busquem vantagens competitivas e sobrevivam no mercado. Lição 03 / 15 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES 6.Notas Complementares 1. As motivações pessoais mais importantes são a auto-realização, o desafio de enfrentar mudanças contínuas e o de contribuir para a sociedade. Lição 03 / 16 Coordenadoria de Ensino a Distância - CEaD Universidade Vila Velha UVV-ES 7. Referências DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando idéias em negócios. 3 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. HERMANN, Ingo Louis. Empreendedorismo. 2 ed. Palhoça: Unisul, 2008. HISRICH, Robert D. PETERS, Michael P. SHEPHERD, Dean A. Empreendedorismo. 7 ed. Porto Alegre: Bookman, 2009. IBQP – Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade. Empreendedorismo no Brasil: 2009. Curitiba: IBQP, 2009. SCHWAB, K. Global Competitiveness Report 2009-2010. Genebra: World Economic Forum, 2009. Disponível em