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EXECUÇÃO TRABALHISTA 
 
 É, na verdade, o prosseguimento da prestação jurisdicional, iniciada com a fase 
conhecimento, para, sem solução de continuidade, chegar a uma constrição do reclamado a 
cumprir a obrigação a que fora condenado. (876/892, CLT). 
 
 A ação não termina com a sentença e o reclamante não precisa intentar uma nova demanda 
para obter finalmente a satisfação do pedido. 
 
 A execução no processo trabalhista sempre é precedida da liquidação e esta pode ser 
efetuada ex offício pelo juiz, que, ao proferir a sentença chamada “liquidação” e na qual fixa o 
valor definitivo da condenação, com acréscimo dos juros e correção monetária, determina 
imediatamente a citação do executado para pagar ou oferecer bens à penhora, em 48 horas, sendo 
esta decisão irrecorrível. 
 
O processo da execução na justiça trabalhista é disciplinado pela CLT (arts. 876/892), Lei 
de Execuções Fiscais 6.830/80, Lei 5.584/70 e subsidiariamente pelo NCPC (778/869), desde 
que compatíveis com os preceitos consolidados, ou seja, omissa. 
 
Prescrição Intercorrente 
O presente instituto é visualizado no direito do trabalho em casos que houver decisão 
mandando arquivar os autos e sobre essa decisão tiver recaído o prazo prescricional de 2 (dois) 
anos, artigo 11 – A da CLT, será cabível ao juiz em momento posterior declarar a prescrição 
intercorrente aplicável na Justiça do Trabalho. 
Já com relação a execução fiscal temos o seguinte entendimento, “A Súmula n.314 do 
STJ aponta no sentido de que em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-
se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da prescrição quinquenal intercorrente’’, 
nesse ponto pode-se perceber uma pequena distinção no instituto por ser aplicável aos casos 
específicos de execução fiscal. 
Embargos à arrematação e a adjudicação 
O instituto de embargos à arrematação e a adjudicação serão cabíveis somente quando 
houver alguma espécie de nulidade da execução, novação, transação, prescrição ou mesmo o 
pagamento, tal previsão é encontrada no art. 903 do Novo Código de Processo Civil. A fórmula 
adotada pelo novo CPC com relação às diversas hipóteses de desfazimento da arrematação é 
mais adequada e mais técnica que a do CPC atual, distinguindo os casos de invalidade da 
arrematação dos que ela deve ser considerada ineficaz e, ainda, das hipóteses em que ela deve 
ser resolvida (incisos I, II e III do § 1º, respectivamente). Com relação ao inciso III do § 1º, aliás, 
cabe evidenciar que a caução lá referida só pode ser a relativa ao pagamento em prestação do 
valor da arrematação (art. 895, § 1º) e, neste sentido, harmoniza-se com a previsão do § 5º do 
art. 895 ou quando o magistrado decidir com base na ressalva que abre o caput do art. 892. Há 
inovação substancial no dispositivo quando disciplina a forma de arguição dos motivos listados 
no § 1º. Abandonando os atuais (e pouquíssimos usados) ‘embargos à arrematação’ ou 
‘embargos de segunda fase’ do art. 746 do CPC atual, o novo CPC autoriza que a arguição seja 
feita no próprio processo em até diz dias do aperfeiçoamento da arrematação, após esse prazo 
será expedida a respectiva carta ou ordem de entrega ou mandado de imissão na posse (§§ 2º e 
3º). Expedida a carta de arrematação ou a ordem de entrega do bem, a arguição poderá ser feita 
por ‘ação autônoma’, em que o arrematante será citado como litisconsorte passivo necessário 
(§ 4º). (…) O § 6º do art. 903, contextualizando o § 3º do art. 746 do CPC atual, expressamente 
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qualifica como ato atentatório à dignidade da justiça a criação de incidente infundado para 
levar o arrematante a desistir de seu ato, impondo àquele que o criar o pagamento de multa em 
favor do exequente (e não, como no CPC atual, a quem desistiu da aquisição) em montante não 
superior a vinte por cento do valor do bem, sem prejuízo da sua responsabilidade por perdas e 
danos.”. (Bueno, Cassio Scarpinella – Novo Código de Processo Civil anotado/Cassio 
Scarpinella Bueno. São Paulo: Saraiva, 2015. p. 550-551). 
Na ocorrência de embargos protelatórios e assim achar o juiz, o mesmo poderá fixar uma multa, 
a qual não pode exceder 20% do valor da execução, ou seja, deverá efetuar o pagamento desse 
montante a parte de que agiu desistindo da obtenção. 
Com relação ao instituto que deve ser usado contra esses embargos, há na doutrina duas posições 
que merecem destaque e ser apresentada, a primeira delas e que é minoritária, entende pelo 
cabimento do agravo de petição e se sustenta na idéia da ampliação da idéia central, contida no 
art. 897 da Consolidação das Leis do Trabalho. 
Já a corrente majoritária “admite a oposição dos embargos à adjudicação contra a sentença 
homologatória respectiva”, e nesse sentido temos o posicionamento do Tribunal Superior do 
Trabalho. 
Nesse instituto temos a figura de forma imprescindível do arrematante na qualidade de 
litisconsorte necessário, já que o que este requer em juízo faz parte de atividade de extrema 
relevância do órgão jurisdicional, no tocante ao recurso cabível temos o agravo de petição, nos 
termos do art. 897 alínea “a” da CLT, e por fim com base no art.903 § 2º do NCPC, temos a 
determinação do prazo para a interposição do recurso que é de 10 (dez) dias, prazo que deve ter 
inicio com a assinatura dos autos, ressalvados os casos de não assinatura da carta que é 
correspondente. 
 
NOTA: Os Embargos de Terceiros estão regulados pelos arts. 674/681 do NCPC. 
 
 
 
TÍTULO EXECUTÓRIO 
 
 O Título executivo é condição necessária e suficiente para que possa promover-se a 
execução. O prazo para apresentação de cálculos é de 8 dias. 
 Agravo de petição é o recurso cabível na fase de execução (art. 897, “a” da CLT). 
 
 
 
TÍTULOS EXEQÜÍVEIS 
 
➢ Sentença transitada em julgado; 
➢ O termo ou a ata da conciliação; 
➢ Não pagamento de custas processuais; 
➢ Termo de Conciliação da Lei 9.958/00 (das comissões de conciliação prévia – art. 625-A/H 
Facultativo) é um título executivo extrajudicial. Se o efeito é meramente devolutivo, a sentença 
será, desde logo, exequível na pendência dos recursos provisoriamente e até a garantia do juízo 
(art. 899, CLT).

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