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AULA 5 – JUS POSTULANDI 1. O QUE É O JUS POSTULANDI? Jus Postulandi significa, de forma simples, o direito de a própria parte ir à Justiça do Trabalho sem precisar de advogado, em determinadas situações. Na Justiça do Trabalho, tanto o empregado quanto o empregador podem, em regra, reclamar pessoalmente e acompanhar o processo. Isso está previsto no art. 791 da CLT: Empregados e empregadores podem reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar suas reclamações até o final. Exemplo: Imagine que João, empregado de uma empresa, não recebeu suas verbas rescisórias. Ele pode procurar a Justiça do Trabalho e apresentar sua reclamação sem contratar advogado, exercendo o Jus Postulandi. Mas atenção: esse direito não é ilimitado. Existem situações em que a presença de advogado é necessária. 2. O QUE DIZ O ARTIGO 791 DA CLT? O artigo 791 estabelece a possibilidade de empregados e empregadores atuarem pessoalmente na Justiça do Trabalho. § 1º – Representação Nos dissídios individuais, empregado e empregador também podem ser representados por: Sindicato; Advogado; Solicitador; Provisionado inscrito na OAB. Ou seja, a parte não é obrigada a atuar pessoalmente. Ela pode ser representada. § 2º – Dissídios coletivos Nos dissídios coletivos, é facultativa a assistência por advogado. § 3º – Procuração em ata O advogado pode receber poderes para representar a parte por meio de um registro simples na ata da audiência, desde que: O advogado peça; / A parte representada concorde. Portanto, não necessariamente é preciso apresentar uma procuração escrita naquele momento, pois a representação pode ser registrada na própria ata. 1. ️ O JUS POSTULANDI TEM LIMITES Esse é um dos pontos mais importantes da aula. O Jus Postulandi não permite que a parte atue pessoalmente em qualquer situação dentro da Justiça do Trabalho. A Súmula 425 do TST estabelece que o Jus Postulandi fica limitado: Pode: Varas do Trabalho / Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) Não pode: Ação rescisória; / Ação cautelar; / Mandado de segurança; / Recursos de competência do TST. Quando o processo chega às situações indicadas acima, não basta a parte atuar sozinha. 2. REPRESENTAÇÃO DO EMPREGADOR Quem pode representar o empregador na audiência? O fundamento é o art. 843, § 1º, da CLT. O empregador pode ser representado por: GERENTE : O empregador pode mandar um gerente para representá-lo. PREPOSTO : Também pode enviar um preposto. O preposto precisa: Ter conhecimento dos fatos discutidos no processo; Prestar declarações em nome do empregador. E existe uma informação muito importante ( O preposto NÃO precisa ser empregado da empresa). Isso está no art. 843, § 3º, da CLT. Exemplo: Uma empresa é chamada para uma audiência trabalhista. O dono não pode comparecer. Ele pode enviar um preposto que conheça os fatos, mesmo que essa pessoa não seja empregada da empresa. 3. REPRESENTAÇÃO DO EMPREGADO Para o empregado, existe uma situação específica prevista no art. 843, § 2º, da CLT. Se o empregado não puder comparecer pessoalmente por: Doença; ou outro motivo poderoso, E isso estiver devidamente comprovado, ele poderá ser representado por: Outro empregado da mesma profissão OU Sindicato. Exemplo: Maria é empregada e tem uma audiência marcada, mas está doente e não consegue comparecer. Comprovada a situação, ela poderá ser representada por outro empregado da mesma profissão ou pelo sindicato. 4. PROCURAÇÃO DO ADVOGADO – SÚMULA 383 DO TST Esse ponto pode parecer complicado, mas é simples. A regra é: O advogado precisa ter procuração para atuar no processo. A Súmula 383 do TST estabelece que, em regra, é inadmissível o recurso apresentado por advogado que não tenha procuração nos autos até o momento da interposição do recurso. Ou seja, se o advogado vai apresentar um recurso, normalmente ele precisa estar regularmente constituído antes ou no momento em que apresenta o recurso. 5. EXCEÇÃO: MANDATO TÁCITO Existe uma exceção: o mandato tácito. É quando, pelas circunstâncias do processo, fica demonstrado que o advogado está atuando em nome da parte, mesmo sem uma procuração escrita formal juntada aos autos. Então: Regra: procuração. / Exceção: pode haver mandato tácito. 6. ART. 104 DO CPC – OUTRA SITUAÇÃO EXCEPCIONAL Existe ainda uma possibilidade excepcional prevista no art. 104 do CPC. Em determinadas situações, o advogado pode atuar sem apresentar imediatamente a procuração. Nesse caso, ele poderá apresentar a procuração posteriormente, no prazo de 5 dias. Esse prazo pode ser prorrogado por mais 5 dias, desde que haja despacho do juiz. Art. 104 CPC → 5 dias + possibilidade de mais 5 dias.