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Página 3 Origens das ideias sobre a Hereditariedade Base Cromossômica da Hereditaridade Genes Cromossomos Cromossomos Homólogos Cromossomos Simples Cromossomos Duplos Células Haploides Página 4 Células Diploides Alelos Fenótipo x Genótipo Página 5 Espécie Humana Cariótipo Célula Haploide Célula Diploide Replicação do DNA Transcrição DNA RNA Página 6 Tradução Código Genético Expressão Gênica Herança Genética Um pouco da História da Genética @NUTRICOMFANY – ESTEFANY MIRANDA Embora a curiosidade pelo entendimento dos processos que resultam na transmissão da herança biológica remonte a cerca de 400 a.C., pode-se dizer que a ciência da Genética começou em 1865, com o trabalho de Gregor Mendel, um monge austríaco que formulou as leis fundamentais da herança. No entanto, seu trabalho só foi descoberto pela comunidade científica em 1900, e a partir daí o esforço e a criatividade de muitos pesquisadores, associados a um modelo de metodologia científica, permitiram grandes avanços na compreensão dos eventos pelos quais os fatores de Mendel, que hoje chamamos de genes, expressam sua informação. Passamos das obscuras unidades que Mendel chamava de “fatores” para a identificação do DNA como a base química da herança. Em um cromossomo, cada segmento de DNA capaz de transcrever sua mensagem em uma molécula de RNA chama-se gene; logo, o cromossomo é uma sequência linear de genes. O termo “gene” foi empregado pela primeira vez em 1909, por Wilhem Johannsen, para identificar as “unidades de herança”. Loco ou locus (do latim "lugar", no plural loci) é o local fixo num cromossomo onde está localizado determinado gene. Os genes de uma espécie estão presentes em todas as células nucleadas de um indivíduo, e não apenas naquelas em que se manifestam. Na espécie humana, por exemplo, o gene que controla a cor dos olhos está nas células da pele, nas musculares, nos neurônios e em outras do corpo, não apenas nas células dos olhos. Em uma planta de milho, o gene que condiciona a cor das sementes existe em células das raízes, do caule, das folhas e em outras células, além de também estar nas das sementes. Estrutura que contém uma longa molécula de DNA associada a proteínas histonas, visível ao microscópio óptico em células metafásicas. Nas células da maioria das espécies, encontram- se pares de cromossomos – chamados cromossomos homólogos – que apresentam mesma forma, tamanho e posição de centrômeros. Em um par de cromossomos homólogos, dois loci ou locos (espaço físico ocupado pelo gene no cromossomo (endereço) correspondentes relacionam-se com a mesma característica. São cromossomos semelhantes na forma e no tamanho Apresentam genes em posições equivalentes Presentes aos pares em células diploides (2n) Cromossomos simples As origens das ideias sobre hereditariedade Base Cromossômica da Hereditariedade Genes Cromossomos Homólogos Cromossomos @NUTRICOMFANY – ESTEFANY MIRANDA Cromossomos Duplo Células Haplóides (C e D): não possuem cromossomos homólogos Células Diplóides (A e B): possuem cromossomos homólogos São formas alternativas de um gene, que atuam sobre a mesma característica, ocupando loci correspondentes, em cromossomos homólogos. Os alelos atuam sobre a mesma característica, mas não são obrigatoriamente iguais. O alelo dominante é aquele que pode se manifestar tanto em dose dupla como em dose simples, e o alelo recessivo só se expressa em dose dupla. O alelo que determina vagens infladas é dominante sobre aquele que condiciona vagens constritas (alelo recessivo). Habitualmente, os alelos são representados por uma letra que corresponde, em geral, à inicial do fenótipo recessivo. No caso citado, escolhe-se a letra C, inicial de constrita. A letra maiúscula indica o alelo dominante, a letra minúscula indica o alelo recessivo. C – alelo dominante (condiciona vagens infladas) c – alelo recessivo (condiciona vagens constritas) A relação de dominância pode ser expressa por C > c. Quando um indivíduo possui dois alelos iguais (CC ou cc), ele é homozigoto; o indivíduo de genótipo CC é homozigoto dominante, enquanto o de genótipo cc é homozigoto recessivo. O genótipo Cc corresponde ao indivíduo heterozigoto. O genótipo é a constituição genética de um organismo, ou seja, o conjunto de alelos herdado dos genitores. O fenótipo é a expressão de características (internas ou externas) geneticamente determinadas de um ser vivo. Determinadas características, como tipo sanguíneo, dependem exclusivamente do genótipo. A maioria, entretanto, sofre também influência de fatores ambientais. A cor da pele, por exemplo, é determinada geneticamente, mas pode ser modificada pela exposição à luz solar, que é um fator ambiental. Portanto, o fenótipo de um indivíduo depende do genótipo e também, Alelos Genótipo x Fenótipo @NUTRICOMFANY – ESTEFANY MIRANDA frequentemente, da influência de fatores ambientais. O cariótipo de um indivíduo é a análise do seu conjunto cromossômico que permitem a marcação dos cromossomos com corantes específicos, separando-os por formato e tamanho. Os corantes utilizados são capazes de evidenciar um padrão de regiões que são específicas de cada cromossomo. O padrão de regiões observado para cada cromossomo é quase que invariável dentro de indivíduos de uma mesma espécie. Tal padrão é, portanto de extrema importância na citogenética para a identificação de alterações na estrutura cromossômica que possam ter relevância para genética médica. O cariótipo é feito com cromossomos metafásicos. Através de técnicas de coloração, cada par de cromossomos pode ser reconhecido e diferenciado dos outros pares de cromossomos de uma célula. Para delimitar os conceitos e explorar a introdução à genética, é imprescindível levantar definições para compreensão. As células haploides (n) são as células com capacidades reprodutivas (gametas). Sua característica é apresentarem metade do número de cromossomos que possuem as células somáticas. As células diplóides (2n) são as consideradas somáticas do organismo. Elas se caracterizam, portanto, por apresentarem um número 2n de cromossomos existentes em sua composição. Espécie Humana Cariótipo Células Haploides e Diploides Célula Haploide Célula Diploide @NUTRICOMFANY – ESTEFANY MIRANDA A replicação ou duplicação do DNA é um processo semiconservativo, pois cada uma das moléculas recém- formadas é igual à molécula que a originou e forma uma nova fita, complementar ao DNA que serviu de molde. A replicação do DNA ocorre na intérfase da divisão celular. Processo de síntese de RNA a partir de uma fita molde de DNA. O processo é realizado por um complexo enzimático cuja enzima chave é a RNA polimerase, composta de várias subunidades. A RNA polimerase nos procariotos é única, enquanto nos eucariotos são três (I, II e III) RNA polimerases são grandes enzimas com múltiplas subunidades, mesmo em organismos simples como bactérias. Os RNAs formados durante a transcrição podem ser de três tipos: o mRNA (mensageiro) o tRNA (transporte ou transferência) o rRNA(ribossomal) É composto de uma base nitrogenada, uma molécula de açúcar desoxirribose e uma molécula de fosfato. Existem dois tipos de bases: as purinas (adenina e guanina) e as pirimidinas (citosina e timina). Uma dupla hélice é estabelecida pela formação de pontes de hidrogênio entre as bases complementares de cada filamento de DNA. Essas pontes são formadas entre a adenina (A) e a timina (T) e entre a guanina (G) e a citosina (C).A seqüência de basesde uma molécula de DNA é extremamente variada, e ainda não está completamente conhecida no homem. A seqüência das bases determina uma mensagem que é chamada de código genético, cuja determinação faz parte de um Projeto Internacional chamado de Projeto do Genoma Humano. O termo genoma define a totalidade das mensagens codificadas numa molécula de DNA. Formado de um único filamento de polinucleotídeos e é semelhante ao DNA, o açúcar é a ribose e uma das bases, a timina, é substituída pelo uracila (U) a qual é complementar a adenina (A). O DNA serve de modelo para a síntese do RNA, um processo chamado de transcrição. Temos o RNA mensageiro (mRNA), o RNA transportador (tRNA) e o RNA ribossômico (rRNA). Replicação do DNA DNA @NUTRICOMFANY – ESTEFANY MIRANDA RNA Transcrição @NUTRICOMFANY – ESTEFANY MIRANDA A tradução envolve "decodificar" um RNA mensageiro (mRNA) e usar sua informação para produzir uma cadeia de aminoácidos que vai gerar um peptídeo, um polipeptídeo ou uma proteína. Em um mRNA, as instruções para a produção de um polipeptídeo vêm em grupos de três nucleotídeos chamados códons. Existem 61 códons diferentes para a produção de aminoácidos. Três códons de "parada" ou STOP códons sinalizam que o polipeptídeo deve ser terminado. Um códon AUG é um sinal de "início" para começar a tradução (também especifica o aminoácido metionina). Essas relações entre os códons do mRNA e os aminoácidos são conhecidas como código genético. O código genético é a relação entre a sequência de bases nucleotídicas e a sequência correspondente de aminoácidos na proteína. Um códon é formado de três bases nucleotídicas. O termo expressão gênica refere-se ao processo durante o qual a informação codificada por um determinado gene é decodificada e dá origem a uma proteína (polipeptídeo). Teoricamente, a regulação em qualquer uma das etapas desse processo (transcrição- tradução) pode levar a uma expressão gênica diferencial que vai atender as necessidades de cada tecido, órgão ou sistema (respiratório, cardíaco, nervoso etc). Na herança ligada ao sexo há a determinação do gênero biológico do indivíduo a ser gerado. Enquanto as mulheres apresentam um par de cromossomos X (XX), os homens possuem apenas um X, acompanhado de um Y (XY). O gameta masculino será o determinante para o gênero biológico dos filhos. Isso se deve ao fato de os cromossomos X apresentarem maior quantidade que o Y, com este não apresentando alelos. Dessa maneira, há a determinação de uma herança ligada ao sexo por meio de correspondentes cromossômicos, no caso em X. 1976 - Criada a primeira companhia de Engenharia genética, a Genetch, que produziu a primeira proteína humana em uma bactéria geneticamente modificada e, em 1982, comercializa a primeira droga produzida pela Engenharia Genética, a insulina humana. 1983 – É mapeado nos EUA o primeiro gene relacionado a uma doença, um marcador para a doença de Huntington encontrado no cromossomo 4. O estudo permitiu o desenvolvimento de um teste diagnóstico. 1985 – O britânico Alec Jeffrey publica artigo que descreve a técnica de identificação que ficou conhecida como “impressão digital” por DNA, que permitiu a elucidação mais precisa de crimes e testes de paternidade. Um pouco do histórico da Genética Herança Genética Tradução Código Genético Expressão Gênica @NUTRICOMFANY – ESTEFANY MIRANDA 1986 – Plantas de tabaco geneticamente modificadas para se tornarem resistentes a herbicidas são testadas em campo pela primeira vez, nos EUA e França. 1990 – A terapia genética é utilizada pela primeira vez, com sucesso, em uma menina de quatro anos com um tipo de deficiência no sistema imunológico chamado ADA. 1994 – Liberação do tomate Favr Savr, o primeiro alimento geneticamente modificado cuja venda é aprovada pela FDA (agência de fármacos e alimentos dos EUA). 1996 – Nascimento da ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado a partir de uma célula de um animal adulto pelo Instituto Roslin (Escócia) e pela empresa PPL Therapeutics. Dolly morreu de envelhecimento precoce em fevereiro de 2003. 2000 – Pesquisadores do consórcio público Projeto Genoma Humano e da empresa privada norte-americana Celera anunciam o rascunho do genoma humano, que seria publicado em fevereiro de 2001. No Brasil, pesquisadores anunciam o sequenciamento do genoma da bactéria Xylella fastidiosa, a causadora da doença do amarelinho em cítricos. @NUTRICOMFANY – ESTEFANY MIRANDA