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GenéticaHumana Estudos para prova Reflexões importantes sobre genética: a) Existem células procariontes e eucariontes. As procariontes são simples, sem núcleo organizado e organelas membranosas, exemplo: bactérias. Enquanto as eucariontes têm núcleo definido, onde o DNA é armazenado, e organelas membranosas como mitocôndrias e cloroplastos, são exemplos as células vegetais e animais. b) O gene é a unidade fundamental da hereditariedade. Isso porque o gene é um segmento de DNA que contém instruções para a produção de proteínas ou RNA, transmitindo características entre as gerações. c) Os genes podem se apresentar como formas múltiplas - os alelos. Alelo é uma variação de um gene que ocupa o mesmo locus (posição) em cromossomos homólogos. Exemplo: no gene que determina a cor dos olhos pode haver alelos para os olhos azuis ou castanhos. → são cromossomos homólogos aqueles pares que possuem o mesmo tamanho, forma e sequência de genes, mas que podem ter alelos diferentes para genes. São aqueles em que um tem origem do X e outro do Y. Sendo os 46 cromossomos humanos, 23 pares homólogos. d) A informação genética está codificada na estrutura molecular do DNA (princípio transformante). O DNA é formado por uma sequência de nucleotídeos (A, T, C, G), que armazenam a informação genética. Enquanto o princípio transformante se refere à descoberta de que o DNA é o material hereditário, capaz de transformar células. e) Portanto (d), os genes estão localizados nos cromossomos. Os genes estão organizados ao longo dos cromossomos, que são estruturas formadas por DNA e proteínas, encontrados no núcleo das células eucariontes. f) Dos genes aos fenótipos: DNA→ RNA→ Polipeptídeo. A expressão genética ocorre em três etapas: 1. DNA - contém o código genético; 2. RNA - transcrição do DNA em uma molécula mensageira; 3. Polipeptídeo/proteína - tradução do RNA para formar proteínas que determinam características observáveis. g) Algumas características e seus respectivos fenótipos são afetados por múltiplos fatores = genes com diferentes alelos. Fenótipo diz respeito às características observáveis, como altura ou cor dos olhos e é influenciado pela combinação de alelos e também por fatores externos como ambiente e estilo de vida. h) Evolução e Mudança Genética. A evolução ocorre devido a mutações genéticas, recombinação de genes e seleção natural, levando a mudanças no material genético de uma população ao longo do tempo. Glossário: Locus = local no gene e no genoma. Característica = traço inerente de uma ou mais espécie. Sub Fenótipos = diferentes expressões de um mesmo fenótipo. Gene = unidade fundamental da hereditariedade. Alelo = diferentes formas de um mesmo gene. Condição letal = morte embrionária. Variação genética não herdada = se estabeleceu após o desenvolvimento da vida. Ou seja, nem todas características genéticas são herdadas. Traços congênitos = quando já nasce com a variação genética. ⇉ Quantos genes determinam UMA característica? - Para muitas características, a quantidade de genes real é desconhecida, mas existem genes principais, como por exemplo para coloração dos olhos são: herc2, oca2 e slc24a5. Outro exemplo podem ser as neoplasias, que têm os genes oca2 e herc2 como principais, mas há evidências que pelo menos 16 genes diferentes façam parte da expressão dessa característica. ⇉ Onde os genes estão localizados? - No locus gênico, presente no cromossomo, região a qual é geralmente identificada com uma notação abreviada que indica qual cromossomo, a posição de uma determinada banda no braço p (se ele for curto) ou no braço q (se ele for longo), a região, a banda e a sub banda do mesmo, caso exista. Exemplo: Loccus do gene fmrp 1 = Crom.Xq28.2 Genoma Humano O genoma é composto por 46 cromossomos, organizados em 23 pares, sendo eles 22 pares de cromossomos autossômicos (de 1 a 22) e 1 par de cromossomos sexuais, sendo X e Y. Ele contém 3,2 bilhões de nucleotídeos, entre 25 a 30 mil genes. O maior dos cromossomos é o n° 1, ele tem o maior número de genes ~ 3.168, e o cromossomo Y, é o menor com ~84 genes. * O cromossomo X está ligado às características do desenvolvimento cognitivo. Cariótipo Humano É o conjunto completo de cromossomos presentes em uma célula humana, organizado de forma padronizada. Ele mostra a quantidade, forma e estrutura dos cromossomos, sendo fundamental para estudar a genética e identificar anomalias cromossômicas. Cariótipo x Cariograma O cariótipo é uma descrição genética do indivíduo, indicando o número e tipo de cromossomos presentes nas células (como cromossomos autossômicos e sexuais). Enquanto o cariograma é uma representação fotográfica ou diagrama dos cromossomos de uma célula organizada de acordo com características como tamanho, forma e número. Ele ajuda a observar e analisar os cromossomos de forma mais clara e pode ser utilizado para identificar anomalias cromossômicas, como a síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21). Resumidamente: o cariótipo é a informação sobre o número e tipo de cromossomos, enquanto o cariograma é a imagem dessa organização. → Cromatina: é uma estrutura que compõem os cromossomos, constituída de DNA + histonas (ptn). Essa pode se apresentar em diferentes níveis de compactação. Ao observar o cariograma, pode-se identificar esses níveis de compactação da cromatina: Heterocromatina: alto nível de compactação, possível observar nas regiões mais escuras. (área geralmente inativa na transcrição gênica). Eucromatina: baixo nível de compactação da cromatina, regiões mais claras. (área geralmente ativa na transição gênica). “Genes são como torneiras, são expressos de acordo com a quantidade que é aberta.” → Cabe ressaltar que, o nível de compactação da cromatina é uma estratégia organizacional do DNA que permite funcionalidade (como regulação gênica) e eficiência (como durante a divisão celular). Exemplo: Os genes do cortisol são expressos em diversas partes do corpo (neurônios, fígado, pâncreas, etc), mas geralmente são inibidos, isso devido aos níveis de condensação da cromatina e ocorre a heterocromatina. Existe também o ideograma que é uma versão simplificada e estilizada do cariótipo, útil para facilitar a visualização e o estudo dos cromossomos sem a complexidade de imagens fotográficas. ⇉ Os fatores ambientais também influenciam a característica? A resposta para a pergunta é sim, mas o que essa imagem está me mostrando? - A ideia principal é mostrar que tanto a herança genética quanto o ambiente contribuem em graus variados para o desenvolvimento de certas condições. Para entender isso é preciso: 1° observar o eixo horizontal, ele está dividido em um gradiente contínuo, que vai de totalmente determinado pela herança genética (esquerda) a fortemente influenciado pelo ambiente (direita). E também ilustra a interação gene-ambiente em condições ou doenças específicas. 2° observar as categorias, em que: A é quase totalmente determinada pela genética, B possui influência genética significativa, C é o resultado de uma combinação equilibrada entre genética e ambiente, D tem maior influência ambiental mas ainda está associada a fatores genéticos e E são quase inteiramente causadas por fatores ambientais. No fim, o gráfico demonstra que as características humanas e as doenças não podem ser classificadas como puramente genéticas ou puramente ambientais. Em vez disso, elas se distribuem em um espectro de influências, variando conforme a condição. Estrutura, organização e classificação dos cromossomos Classificação dos cromossomos quanto à localização do centrômero e tamanho dos braços: - metacêntrico: possui centrômero ao centro do cromossomo, braços p e q com tamanhos aproximados. Ex: cromossomo 1 dos humanos. - Submetacêntrico: possui centrômero deslocado do centro, mais próximo de uma extremidade, braços com tamanhos diferentes, sendo o braço q (longo) maior que o p (curto). Ex: cromossomo 4 em humanos. - Acrocêntricos: possui centrômero muito próximo das extremidades do cromossomo, braço p extremamente pequenoou quase inexistente. Ex: cromossomo 13 em humanos. - Telocêntrico: possui centrômero localizado na extremidade do cromossomo, apenas o braço q está presente, não é encontrado em humanos. DNA O DNA é uma molécula altamente organizada, composta por dois filamentos antiparalelos ligados por pares de bases complementares. Essa estrutura em dupla hélice permite: 1. Armazenar a informação genética. 2. Replicar-se de forma precisa. 3. Interagir com proteínas para controle da expressão gênica. As bases nitrogenadas são: adenina (A) e guanina (G), bases puricas, e timina (T) e citosina (C), bases pirimídicas. Histonas: são proteínas básicas que desempenham um papel crucial na organização e compactação do DNA dentro do núcleo das células eucarióticas. Elas formam a base estrutural dos nucleossomos, que são a unidade fundamental da cromatina. Função: - Compactar o DNA para que ele caiba no núcleo, de forma ordenada, evitando que ele se enrede ou seja danificado; - controle da expressão gênica. Modificações químicas em suas "caudas" (como acetilação, metilação e fosforilação) podem ativar ou reprimir genes. Tipos: H1: Está fora do nucleossomo e atua como "grampeador", mantendo a estrutura do DNA em torno do nucleossomo estável. H2A, H2B, H3 e H4: Formam o "núcleo" do nucleossomo, ao redor do qual o DNA se enrola. Importância: - Protegem o DNA; - Regulam o acesso das enzimas que participam da replicação, transcrição e reparo do DNA. - Modulam a compactação do DNA entre eucromatina (menos compactada, ativa) e heterocromatina (altamente compactada, inativa). Síndrome: É uma condição clínica caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas que ocorrem simultaneamente e têm uma causa comum. No caso das síndromes genéticas ou cromossômicas, as alterações no material genético (genes ou cromossomos) afetam múltiplas características do corpo, resultando em manifestações específicas em diversos sistemas ou órgãos. Exemplo: Síndrome de Edwards (ou trissomia 18) é causada por uma alteração cromossômica: a presença de uma cópia extra do cromossomo 18 (ou seja, em vez de dois, a pessoa possui três cromossomos 18). Essa alteração cromossômica afeta o desenvolvimento do organismo, resultando em várias características clínicas. Causa: erro na segregação na anáfase. Consequência: aumento do número de cópias dos genes do cromossomo 18. Genoma Nuclear x Genoma Mitocondrial: Genes Repeatoma: refere-se ao conjunto de sequências repetitivas presentes no genoma de um organismo. Essas sequências são caracterizadas pela repetição de trechos de DNA e podem estar distribuídas em diferentes regiões do genoma. Em humanos, cerca de 50% do genoma é composto por essas sequências repetitivas. Estrutura e organização de um gene nuclear O que a imagem acima me diz? 1. 5’ Região flanqueadora: Localização: Região a montante (antes) do gene propriamente dito. Função: Contém sequências reguladoras, como a região promotora. Região promotora: Inclui elementos como a TATA box e outras sequências (GC e CAT box), que servem como ponto de ligação para fatores de transcrição e para a RNA polimerase, iniciando a transcrição do DNA para RNA. 2. Éxons e Íntrons: Éxons: ● São sequências codificantes do gene. ● Após o processamento do RNA, os éxons permanecem no mRNA final, que será traduzido em proteínas. Íntrons: ● São sequências não codificantes que estão entre os éxons. ● São removidos durante o processo de splicing (processamento do RNA) 3. Códon iniciador da transcrição e tradução: Códon iniciador da transcrição: ● Marca o ponto onde a RNA polimerase começa a sintetizar o RNA. Códon iniciador da tradução: ● Normalmente é o códon AUG, que codifica a metionina, o primeiro aminoácido da cadeia polipeptídica. 4. Códon finalizador da transcrição e tradução: Códon finalizador da transcrição: ● Determina o ponto onde a síntese do RNA termina. Códon finalizador da tradução: ● Determina o fim da tradução. São códons de parada, como UAA, UAG ou UGA. 5. 3’ Região flanqueadora Localização: Região após o último éxon. Função: Contém o sinal para poliadenilação, essencial para a formação da cauda poli-A do mRNA, que confere estabilidade ao RNA mensageiro e facilita sua exportação para o citoplasma. Resumidamente, a imagem reflete o fluxo de informações genéticas, desde a regulação inicial no DNA até a produção de proteínas. Ela enfatiza a importância das regiões reguladoras e do processamento pós-transcrição, essenciais para a funcionalidade do gene. Organização do genoma e as sequências regulatórias - cis elementos O que essa imagem me diz? Silenciadores: regiões que diminuem ou imedem a transcrição genes. Reforçadores: regiõs que aumentam a eficiência da transcrição. Promotores: Sequências que iniciam a transcrição de genes. Resumidamente, o esquema destaca dois genes (Gene 1 e Gene 2) separados por silenciadores e reforçadores, evidenciando que a transcrição é regulada tanto por elementos proximais (como os promotores) quanto por elementos localizados a uma certa distância (silenciadores e reforçadores). O gene: Regiões importantes descritas em uma sequência de nucleotídeos: TATA box: Uma sequência promotora que indica onde a transcrição do gene deve começar. 5' UTR (Untranslated Region): Região não traduzida que está antes do início do códon (ATG). Exons: Segmentos codificadores do gene, que são traduzidos em proteínas. Na imagem, são identificados os Exons 1, 2, 3 e 4. Introns: Sequências não codificadoras localizadas entre os exons. Estes são removidos durante o processo de splicing no RNA. Sítio de início de transcrição: Ponto onde a transcrição do RNA mensageiro começa. Códon de início e de parada: Indicam, respectivamente, onde a tradução da proteína começa e termina. 3' UTR: Região não traduzida no final do gene, contendo sequências importantes para regulação, como o sítio de poliadenilação (poli(A)). Sequência consenso poli(A) e sítio de clivagem 3’: São necessários para estabilizar o RNA mensageiro e determinar seu término.