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Fundamentos da Terapia do Esquema: 
técnicas cognitivo-comportamentais 
inovadoras
Profa. Ma. Beatriz de Oliveira Meneguelo Lobo
Mestra em Psicologia/Cognição Humana (PUCRS)
Especialista em Terapias Cognitivo-Comportamentais
Formação em Terapia do Esquema
Pesquisadora Lapicc/USP
beatrizlobo.m@gmail.com
Objetivos do módulo:
Compreender o modelo teórico da Terapia 
do Esquema (TE) e suas bases teóricas, bem 
como conhecer e praticar as estratégias 
comportamentais, cognitivas e vivenciais da 
TE, a relação terapêutica e a aplicabilidade 
clínica da TE.
Objetivos específicos
Compreender as bases teóricas e históricas da 
Terapia do Esquema
Conhecer o modelo teórico da Terapia do Esquema
Praticar estratégias cognitivas, comportamentais e 
vivenciais na Terapia do Esquema
Discutir a relação terapêutica enquanto alicerce da 
Terapia do Esquema
Conteúdo 
Programático
Unidade 1: BASES TEÓRICAS E HISTÓRICAS DA 
TERAPIA DO ESQUEMA
Unidade 2: O MODELO TEÓRICO DA TERAPIA 
DO ESQUEMA
Unidade 3: TÉCNICAS COGNITIVAS, 
COMPORTAMENTAIS E VIVENCIAIS NA TERAPIA 
DO ESQUEMA
Unidade 4: RELAÇÃO TERAPÊUTICA, 
INTERAÇÃO ESQUEMÁTICA E ESTILOS DE 
ENFRENTAMENTO DO TERAPEUTA DO 
ESQUEMA
Conteúdo 
Programático
Unidade 1: BASES TEÓRICAS E HISTÓRICAS DA TERAPIA DO 
ESQUEMA
1.1. A história do apego no desenvolvimento da espécie humana
1.2. A Teoria do Apego de John Bolwby: os sistemas de apego, 
os tipos de apego e a relação com a Terapia do Esquema
1.3. Neurociência afetiva e neurobiologia dos esquemas 
1.4. Terapia do Esquema enquanto abordagem integrativa: 
influências das abordagens cognitivas e comportamentais, 
rogerianas, psicodinâmicas e da Gestalt-Terapia.
Conteúdo 
Programático
Unidade 2: O MODELO TEÓRICO DA TERAPIA DO ESQUEMA 
2.1. O Modelo Teórico da TE
2.2. Origens e características dos EIDs
2.3. Domínios de esquemas
2.4. Processos esquemáticos e estilos de enfrentamento
2.5. Modos esquemáticos
2.6. Modelos empíricos atuais de organização de esquemas
Conteúdo 
Programático
Unidade 3: TÉCNICAS COGNITIVAS, COMPORTAMENTAIS E 
VIVENCIAIS NA TERAPIA DO ESQUEMA 
3.1. As estratégias cognitivas na TE
3.2. As estratégias comportamentais na TE
3.3. As imagens mentais na avaliação e conceitualização de 
caso
3.4. Trabalho com cadeiras
3.5. Trabalho com modos esquemáticos
Conteúdo 
Programático
Unidade 4: RELAÇÃO TERAPÊUTICA, INTERAÇÃO 
ESQUEMÁTICA E ESTILOS DE ENFRENTAMENTO DO 
TERAPEUTA DO ESQUEMA
4.1. A relação terapêutica enquanto alicerce da TE
4.2.A relação terapêutica durante a avaliação e 
conceitualização de caso
4.3. A relação terapêutica, a confrontação empática e a 
reparentalização limitada 
4.4. Química Esquemática: os esquemas e estilos de 
enfrentamento do terapeuta do esquema.
Avaliação
1. Estudo de Caso em grupo Grupo 6,0
2. Atividade prévia Individual 3,0
3. Participação em aula e frequência em todos 
os períodos do módulo
Individual 1,0
Acordos/contrato de aula
1
Conteúdo 
Programático
Unidade 1:
Unidade 2:
Unidade 3:
Unidade 4:
Acordos/contrato de aula
● Horários e intervalos
● Início e fim das aulas
● Perguntas/casos/discussões
● A cada 50-60 min pequeno intervalo 
● 30 min intervalo em cada turno
Conteúdo 
Programático
Unidade 1:
Unidade 2:
Unidade 3:
Unidade 4:
Acordos/contrato de aula
● Participe!
● Vamos interagir pelo zoom?
● Ative sua câmera!
● Mantenha seu microfone desligado. Ligue-o quando desejar se 
manifestar em aula.
● Chat - para todos ou direcionados
● Salas simultâneas: para atividades em grupo, com tempo 
determinado (“guardião do tempo”) e responsável por ativar a 
gravação
Conteúdo 
Programático
Unidade 1:
Unidade 2:
Unidade 3:
Unidade 4:
Unidade 1:
BASES TEÓRICAS E 
HISTÓRICAS DA TERAPIA DO 
ESQUEMA
Conteúdo 
Programático:
1.1. A história do apego no desenvolvimento da espécie humana
1.2. A Teoria do Apego de John Bolwby: os sistemas de apego, os 
tipos de apego e a relação com a Terapia do Esquema
1.3. Neurociência afetiva e neurobiologia dos esquemas 
1.4. Terapia do Esquema enquanto abordagem integrativa: 
influências das abordagens cognitivas e comportamentais, 
rogerianas, psicodinâmicas e da Gestalt-Terapia.
“A história, apesar de sua dor 
lancinante, não pode deixar de ser 
vivida, mas, se confrontada com 
coragem, não precisa ser vivida 
novamente.”
Maya Angelou, On the Pusle of Morning
A Terapia do Esquema
• TE: Uma proposta de terapia integradora e inovadora, desenvolvida por 
Jeffrey Young e colaboradores, que amplia os tratamentos e conceitos 
cognitivo-comportamentais tradicionais
• Integra escolas teóricas como a Teoria do Apego, das Relações Objetais, 
Psicanálise, Gestalt, Construtivismo em um modelo conceitual de 
tratamento rico e unificador.
• Tem por objetivo ampliar os limites da terapia cognitiva tradicional no 
manejo de casos caracterológicos, transtornos crônicos arraigados e de 
difícil tratamento. 
A Terapia do Esquema
Jeffrey Young: Fundador da TE
Fundador do Centro de Terapia Cognitiva de Nova Iorque
Fundador do Schema Therapy Institute
 http://www.schematherapy.com 
Professor no departamento de psiquiatria da
Columbia University (NY)
http://www.schematherapy.com
Da TCC à TE
• Jeffrey Young desenvolveu a TE para tratar pacientes com problemas 
caracterológicos crônicos, que tinham pouca resposta à TCC tradicional: os 
“insucessos de tratamento” (foi aluno de doutorado de Aaron Beck)
• Ampliação da TCC: Ênfase maior na investigação das origens infantis e adolescentes 
dos problemas emocionais e psicológicos, às técnicas emotivas, à relação 
terapêutica, e aos estilos desadaptativos de enfrentamento.
• A TE auxilia terapeutas e pacientes a compreender os problemas crônicos e difusos 
e organizá-los de maneira compreensível
• Modelo da TE identifica a trajetória dos esquemas desde a infância até o presente, 
com ênfase nos relacionamentos interpessoais do paciente
Questão Norteadora
Qual é a importância da relação terapêutica, da confrontação empática e da 
reparação parental limitada no trabalho com pessoas com transtornos da 
personalidade, traços caracterológicos e problemas refratários?
Atividade prévia
• De que forma a Terapia do Esquema pode contribuir para a construção do modo 
adulto saudável?
Os EIDs são desenvolvidos a partir do temperamento das práticas
educacionais nocivas de pais, cuidadores, irmãos ou amigos que falham em 
atender às necessidades emocionais essenciais
Necessidades 
emocionais 4
3
5
1
vínculos 
seguros 
espontaneidade 
e lazer
Limites realistas e 
autocontrole
liberdade de expressão 
de emoções e validação 
das necessidades
2
autonomia, 
competência e sentido 
de identidade
Modelo de necessidades emocionais básicas
• Critérios para algo ser considerado uma necessidade básica:
1. Preencher ou não a necessidade faz diferença no bem estar emocional, físico, 
na família, na comunidade
2. Cada necessidade é única, e não deriva de outra necessidade
3. A necessidade deve ser universal
4. Deve ser consistente e apoiadao no que se sabe sobre a evolução humana
• Exemplo: necessidade de pertencimento
• Flanagan (2010) – baseado na etologia
• Conexão – autonomia
• Estabiliodade – mudança
• Desejabilidade e auto-compreensão
• Deci e Rayan (2000) – motivação intrínseca
• Autonomia, competência e relatedness (parentesco)
EID Necessidade básica Esquema adaptativo Capacidade de:
Abandono/
instabilidade
Figura de apego emocional 
previsível e estável
Apego seguro Relacionamentos com pessoas 
estáveis e disponíveis
Desconfiança/abuso Honestidade, confiança, lealdade, 
ausência de abuso
Confiança Básica Confiar nas intenções alheias, 
equilibrar o benefício da dúvida 
com a cautela
Privação emocional Afeto caloroso, empatia, 
proteção,orientação, compartilhar 
experiências
Realização emocional Relações íntimas que incluem ao 
compartilhar de necessidades 
privadas, sentimentos e 
pensamentos, amor e afeto
Inibição emocional Um outro que seja brincalhão e 
espontâneo, que encoraja a 
expressão emocionale conversa 
sobre sentimentos
Abertura emocional, ser 
espontâneo
Expressar e conversar livremente 
sobre emoções, ser espontâneo 
quando adequado
Defeito/vergonha Aceitação e amor incondicional, 
elogios sem críticas e rejeição. 
Encoraja a exposição de dúvidas 
sobre si mesmo, sem escondê-las
Auto aceitação, confiança de 
que pode ser amado
Ter auto-aceitação e compassivo 
consigo e genuíno e verdadeiro 
com outros
EID Necessidade básica Esquema adaptativo Capacidade de:
Isolamento 
social/alienação
Inclusão e aceitação pela 
comunidade com valores e 
interesses comuns
Pertencimento social Buscar e se conectar com grupos 
com valores semelhantes e 
capacidade de encontrar essas 
semelhanças
Fracasso Apoio e orientação em desenvolver 
maestria e competência
Sucesso Conquistar objetivos significativos
Vulnerabilidade a dano 
ou doença
Reasseguramento que equilibre 
preocupação com senso de que se 
pode lidar com a situação, sem 
superproteção ou excesso de 
preocupação
Segurança e saúde básicas Sentimento realista de saúde e 
segurança, resiliência física. 
Resposta tranquila a sintomas 
físicos. Ser confiante e proativo 
quanto a riscos e saúde
Dependência/
incompetência
Desafio, apoio e orientação para 
aprender a lidar com a vida e seus 
problemas, sem ajuda excessiva
Auto confiança e 
competência saudáveis
Lidar com tarefas e decisões 
diárias sem depender de outros, 
buscar ajuda quando necessário
Emaranhamento Promoção e aceitação de uma 
identidade própria e de uma 
direção na vida, respeito às 
fronteiras pessoais
Fronteiras saudáveis e self 
desenvolvido
Ter sua própria direção, 
convicções, crenças, interesses, 
sentimentos. Limites entre o eu e 
o outro
EID Necessidade básica Esquema adaptativo Capacidade de:
Subjugação Liberdade para expressar 
necessidades, sentimentos, opiniões, 
sem medo de punição/rejeição
Assertividade Ser assertivo, expressar 
necessidades, sentimentos e 
desejos em uma relação, mesmo 
que não exista consenso
Auto sacrifício Equilíbrio entre a importância das 
necessidades de cada pessoa. Não uso 
da culpa como controle
Auto-cuidado saudável Tratar suas necessidades como taõ 
importantes quanto a do outro. 
Equilibrar as necessidades
Padrões 
inflexíveis/excesso de 
crítica
Orientação no estabelecimento de 
padrões não polarizados, equilibrar 
performance com outras 
necessidades, perdoar erros e 
imperfeições
Padrões e expectativas 
realistas
Ser flexível e adaptar padrões às 
habilidades e circunstâncias, 
perdoar falhas e imperfeições
Grandiosidade e arrogo Orientação e estabelecimento 
empático de limites, aprender a 
consequência de suas ações, 
empatizar com direitos e necessidades 
alheias
Consideração empática, 
respeito ao outro
Considerar a perspectiva alheia, 
ter consideração e respeito com 
as necessidades e sentimentos 
alheios, perceber os outros como 
pessoas de valor igual ao seu
Auto disciplina e auto 
controle insuficientes
Orientação e firmeza empática em 
adiar gratificações a curto prazo. 
Limites na expressão emocional 
descontrolada, impulsiva, inadequada
Auto aceitação, confiança 
de que pode ser amado
Adiar gratificação imediata a favor 
de metas a longo prazo
DESCONEXÃO E REJEIÇÃO
Conexão e aceitação
AUTONOMIA E DESEMPENHO 
PREJUDICADOS
Autonomia e competência 
adequados
ESFORÇOS EXTREMOS
Esforços equilibrados
LIMITES PREJUDICADOS
Limites adequados
ABANDONO
Apego seguro
VULNERABILIDADE A DANO E 
DOENÇA
Segurança e saúde básicas
AUTOSSACRIFÍCIO
Auto cuidado e interesse em si 
saudável
GRANDIOSIDADE
Empatia e respeito ao outro
DESCONFIANÇA/ABUSO
Confiança básica
DEPENDÊNCIA/
INCOMPETÊNCIA
Auto confiança e competência
PADRÕES INFLEXÍVEIS
Expectativas e padrões 
realistas
AUTO CONTROLE 
INSUFICIENTE
Disciplina e limites realistas
DFEITO/VERGONHA
Auto aceitação
EMARANHAMENTO
Limites saudáveis, self 
desenvolvido
PRIVAÇÃO EMOCIONAL
Realização emocional
SUBJUGAÇÃO
Assertividade, auto expressão
ISOLAMENTO SOCIAL
Pertencimento social
FRACASSO
Sucesso
INIBIÇÃO EMOCIONAL
Abertura emocional, 
espontaneidade
DOMÍNIO 
ESQUEMÁTICO TAREFA EVOLUTIVA EIDs ASSOCIADOS
1º
ACEITAÇÃO E 
PERTENCIMENTO
Abandono, privação emocional, 
defeito/vergonha, abuso/desconfiança, 
isolamento social/alienação, indesejabilidade 
social
2º
SENSO DE AUTONOMIA E 
COMPETÊNCIA 
ADEQUADO
Fracasso, vulnerabilidade, 
dependência/incompetência, emaranhamento
3º
LIMITES REALISTAS Autocontrole e autodisciplina insuficiente, 
grandiosidade/merecimento
4º
RESPEITO AOS SEUS 
DESEJOS E ASPIRAÇÕES
Subjugação, autossacrifício e busca de 
aprovação/reconhecimento
5º
EXPRESSÃO EMOCIONAL 
LEGÍTIMA
Inibição emocional, padrões 
inflexíveis/hipercriticidade, 
negativismo/pessimismo, caráter punitivo
A. Beck e J. Young
Beck: psicanalista – desenvolveu a Terapia Cognitiva
1970-80: duas correntes principais – psicodinâmica e as 
TCCs
Young foi treinado na década de 70 – formação ampla
Fez seu pós doutorado com Beck
E os pacientes que precisam mais de 20 sessões?
E os pacientes mais complicados?
1984 – Manuscrito: CT for personality disorders and difficult 
patients
1990 – Primeira publicação sobre Terapia do Esquema
2003 – Manual de Terapia do Esquema
Aspectos Históricos
• No final da década de 1990 a TE já tinha uma identidade, com um 
modelo próprio para a formulação de caso e planejamento de 
intervenções.
1. Identificação dos Esquemas Inicias Desadaptativos
2. Compreensão dos Modos de Enfrentamento Disfuncionais
3. A compreensão dos fatores de desenvolvimento que levaram à 
formação deles 
4. Como esses se manifestam em termos de modos
5. Como esses padrões afetam a vida do paciente em várias esferas
6. O impacto no relacionamento com o terapeuta
• O termo Terapia do Esquema foi utilizado pela primeira vez em 
2000
A TE na era da integração
• Reconhecimento da importância e validade das técnicas vivenciais:
1. Reconhecimento das limitações de técnicas mais restritas
2. Teoria e pesquisa da ciência cognitiva
3. Estudos científicos reconhecem a efetividade desses métodos
• Influência inquestionável da TE:
1. Integração profunda de insights em um modelo coerente e conceitualmente enxuto
2. Ênfase na reparação parental limitada tem apelo intuitivo para muitos terapeutas
3. Influência pessoal da abordagem clínica de Young e sua disponibilidade como treinador
4. Pesquisas apoiam a eficácia da TE
Temperamento
Temperamento
Todos EIDs (exceto grandiosidade e auto sacrifício) se associam com dimensões 
de afeto negativo e neuroticismo no temperamento
Afeto negativo e neuroticismo – associados a maiores necessidades
Estudos com macacos: 
temperamento normal + pais inadequados = características neuróticas
temperamento neurótico + mãe normal = apego menos seguro, nível mais baixo 
na hierarquia, mais assustados, menos exploradores
Macaco com temperamento neurótico + pais excepcionalmente competentes = 
desenvolvimento MELHOR que macacos com temperamento normal criados por 
pais normais
Wainer et al., 2016
Necessidades, temperamento e genética
Neuroticismo = tendência a experimentar estados emocionais negativos e a 
avaliar situações como estressantes
Sistema serotonérgico – envolvido no funcionamento emocional
Alelo curto (s) do 5-HTTLPR (comprimento da região polimórfica do transportador de 
serotonina) associado com MENOS transportador de 5-HTT do que o alelo longo (L)
Quem tem o alelo curto parece se beneficiar mais de uma boa infância que os 
com alelo longo
Esse achado parece apoiar a visão de suprir as necessidade básicas em pacientes 
com afeto negativo marcado
5-HTTLPR – alelo curto - Sensibilidade
História da Humanidade e História do Apego
-Neanderthal
- 150 e 35 mil anos
-Pouca organização social para manter a sobrevivência das 
crianças
-Homo Sapiens
-500 e 100 mil anos
-Crânio arredondado e alto, queixo, dentes e mandíbulas 
pequenas.
-Bípedes, cérebro grande, recém-nascido imaturo;
-Destreza manual, linguagem;
- Investimento parental intenso, capacidadede 
estabelecer vínculos, cultura, modo de vida caçador-coletor.
A evolução dos cuidados maternos e das 
necessidades nos hominídeos
Caminhar ereto → pelve mais estreita e rígida → canal de parto mais estreito 
Mãos livres → habilidades → novos habitats → estruturas de grupo mais complexas → 
Maior inteligência e cérebros maiores → nascimento em fase cada vez mais imatura → 
mais vulneráveis e com maiores necessidades por mais tempo 
Bebês precisam expressar essas necessidades de forma eficiente → choro, sorriso 
social e sustentar o olhar (2 a 3 meses de vida) → sentimentos de amor aumentam → 
conversa com o bebê → internalização de um outro que acalma e de um outro que dá 
prazer
Essa “dança”, específica da nossa espécie pode ter sido a forma da seleção natural 
transformar um bebê cheio de necessidades (um fardo) em um objeto de prazer e 
desejo
Expansão cerebral e Imaturidade
-Aumento do tamanho e peso (de 450 gramas para 
1.350 gramas) do cérebro e maior especialização. 
Em que contexto isto é vantajoso?
-O cérebro do bebê Chimpanzé tem 40.5% do 
tamanho total, o do humano 23%.
-Bebê humano nasce prematuro? Bipedalismo e o 
efeito na pelve feminina e consequente 
necessidade de cuidados parentais.
🡪 Investimento Parental
A evolução dos cuidados maternos e das 
necessidades nos hominídeos
Ambiente: caçadores-coletores, o ápice do impacto evolutivo no corpo e cérebro
Pais caçadores-coletores:
Amamentação frequente
Coleito
Desfralde tardio
Desmame tardio
Resposta imediata ao choro → menos choro
Foco tardio na independência (cerca de 6 anos)
Fatores que contribuem para o desenvolvimento dos padrões de apego
Sensibilidade do 
cuidador
Estresse familiar 
(testemunho de 
violência)
Psicopatologia cuidador 
primário (depressão; 
TPB)
Temperamento Bebê
Vínculo & 
Apego
Apego
ESTUDOS DE HARRY FREDERICK HARLOW (1958)
Harlow demonstrou por meio do seu experimento da 
mãe de arame/mãe felpuda que os bebês queriam ficar 
perto de suas mães não somente porque elas eram suas 
fontes de alimento, desmistificando o mito do amor 
materno como dispensador de alimento como 
pensavam os behavioristas da época.
Apego
• O comportamento de apego é uma classe especial de comportamento, 
com dinâmica distinta do comportamento alimentar ou sexual;
• É uma conduta universal;
• O sistema de apego é desenvolvido em mamíferos porque os seus 
jovens são imaturos.
VANTAGEM: Podemos aprender a se adaptar ao meio.
DESVANTAGEM: Sermos emocionalmente vulneráveis.
O Sistema de apego é ativado para poder manter o contato após o nascimento 
por meio de comportamentos de protesto como chorar, buscar, bater… quando 
a mãe se separa. (Rygaard, P.N. 2008)
Apego
Os comportamntos de apego se referem a um conjunto de 
condutas inatas exibidas pelo bebê, que promove a 
manutenção ou o estabelecimento da proximidade com 
sua principal figura provedora de cuidados, a mãe, na 
maioria das vezes. O repertório comportamental do 
comportamento de apego inclui chorar, estabelecer contato 
visual, agarrar-se, aconchegar-se e sorrir (Bowlby, 1990).
Apego
O APEGO PRESUME…
• A capacidade de discriminar e responder de 
modo diferenciado ao objeto de apego (i.e. o 
efeito da base segura);
• A preferência pela figura do apego (e.g., 
proximidade, busca e manutenção da 
proximidade);
• A resposta sa separação ou reunião da figura de 
apego que é diferente das respostas a outros 
indivíduos.
Teoria do Apego
John Bowlby 1907-1990 Mary Ainsworth 1913-1999
Teoria do Apego
•Descrições originais de Bowlby – baseadas no 
behaviorismo, na situação estranha e na base 
segura
•Humanos nascem com um sistema 
psicobiológico inato – o sistema 
comportamental de apego busca de 
proximidade com outros significativos (figuras 
de apego)
Mary Ainsworth 1913-1999 
https://www.youtube.com/watch?v=QTsewNrHUHU
Teoria do Apego
• Apego = vínculo emocional da criança com seus pais, fornece 
segurança emocional
• Status de segurança, ansiedade ou medo de uma criança é 
relacionado à acessibilidade e capacidade de resposta da sua 
principal figura de apego
• Conjunto de características e comportamentos pré- 
programados para manter a criança perto da mãe
• Também tem um componente aprendido
• Comportamento de apego também é observado em 
adolescentes e adultos
• Função biológica do apego = PROTEÇÃO
Teoria do apego - Vínculo
• Recém-nascidos formam vínculos se há alguém para interagir com 
eles, até mesmo se maltratados
• A presença do vínculo é diferenciada pela sua qualidade
• Vínculo gera o MODELO INTERNO DE FUNCIONAMENTO para 
relacionamentos sociais - 
Teoria do Apego
• Grandes diferenças individuais no funcionamento desse 
sistema
• Figuras de apego disponíveis, sensíveis e responsivas → 
apego estável, segurança, representações do self e 
outros positiva
• Figuras de apego não confiáveis e apoiadoras → 
 modelos negativos do self e outros causam
 maior chance de problemas emocionais 
Tipos de apego
• Percepção e avaliação da disponibilidade materna
• Diferentes comportamentos mostram as diferentes 
expectativas → modelos de figuras parentais
Apego seguro
Apego 
inseguro/ansioso/ambivalente
Apego evitativo
Apego desorganizado
Bases biológicas da teoria do apego
• Os cuidados maternos bem adaptados parecem ter mecanismos 
motivacionais ligados à recompensa, organização temporal, 
hormônios de afiliação
• Cuidados maternos ansiosos parecem mediados por mecanismos 
relacionados ao estresse e maior desorganização neuronal
Bases biológicas da teoria do apego
• Padrão de cuidados maternos iniciam uma cascata de processos 
epigenéticos que moldam a expressão dos genes, organizam o 
sistema da ocitocina e determina a capacidade de lidar com o 
estresse ao longo da vida
• Os cuidados maternos ótimos envolvem a coordenação 
sincronizada entre o comportamento materno e a prontidão social 
da criança.
• O grau de sincronia interativa está associado a medidas de níveis de 
ocitocina tanto nos pais como na criança
Bases biológicas da teoria do apego
• Apego humano = apectos biológicos e comportamentais + capacidade de 
refletir o estado do bebê, diferenciar sus sinalizações com base em 
experiências passadas e planejamento do curso de ação
• Em resposta ao estímulo infantil 3 áreas são ativadas
• Rede límbica motivacional – inclui o núcleo acumbens e a amígdala
• Rede atencional orientada à integração da percepção e da ação
• Córtex pré frontal medial e áreas de modulação emocional
Neurobiologia do Apego
• Período crítico de desenvolvimento: desde a fase intra-uterina 
até os primeiros meses de vida
• Estruturas envolvidas:
• Hipotálamo
• Hipocampo
• Circuito de recompensa
• Amígdala
• Córtex PF
• Hormônios envolvidos
• Eixo HHA (eixo hipotálamo-pituitária-adrenal) – cortisol, 
CRH (hormônio liberador de corticotrofina)
• Oxictocina
Teoria do Apego na prática da TE
A
P
E
G
O
 IN
S
E
G
U
R
O EIDs 1º domínio
Fitzgerald, 2014
Ansiedade social e eIDs do 1º domínio
Calvete, Ore e Hankin, 2014
Maior ativação de EIDs
Simard, Moss e Pascuzzo, 2011
Inseguro/ansioso: temperamentos afetivos negativos, 
TPB, TP histriônica, esquiva, traços dependentes
McDonald et al, 2013

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