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QUESTÕES DE FILOSOFIA Filosofia Medieval 1. Agostinho de Hipona acreditava que a verdade é encontrada principalmente: A) Na razão humana. B) Na experiência sensível. C) Na revelação divina. D) Na observação da natureza. E) No estudo das leis do Estado. 2. A principal contribuição de Tomás de Aquino à filosofia medieval foi: A) A defesa do racionalismo absoluto e da separação entre fé e razão. B) A conciliação entre fé cristã e filosofia aristotélica. C) A negação de qualquer relação entre filosofia e teologia. D) A rejeição de toda forma de pensamento filosófico. E) A construção de uma filosofia voltada exclusivamente para o conhecimento prático. 3. O conceito de "bem supremo", em Santo Agostinho, está associado a: A) A felicidade material alcançada pelo prazer. B) O conhecimento absoluto de todas as verdades universais. C) A comunhão com Deus e a busca pela salvação. D) O domínio do Estado sobre os indivíduos. E) A eliminação da pobreza e das desigualdades sociais. 4. Qual a principal característica da filosofia medieval? A) A busca pelo conhecimento a partir da razão pura e da experiência sensorial. B) A tentativa de integrar a fé cristã com a filosofia grega e romana. C) A negação de qualquer influência religiosa na filosofia. D) Aceitar tudo o que os sentidos percebem como verdadeiro. E) Desenvolver uma filosofia política baseada na experiência empírica. 5. Para Santo Agostinho, a relação entre fé e razão era: A) A razão deveria ser subordinada à fé, pois a fé é a fonte do verdadeiro conhecimento. B) A razão deveria ser independente da fé, pois a razão sozinha é capaz de encontrar a verdade. C) A fé e a razão eram incompatíveis e não deveriam ser usadas simultaneamente. D) A razão deveria se guiar exclusivamente pelas ciências naturais. E) A fé e a razão eram vistas como áreas separadas e sem interação. 6. O conceito de "hylomorfismo", presente na filosofia de Tomás de Aquino, refere-se à ideia de que: A) A alma é a substância eterna e imortal que define o ser humano. B) O ser humano é composto por uma união de forma (alma) e matéria (corpo). C) A matéria não tem qualquer relação com o mundo espiritual. D) O corpo e a alma são entidades separadas que não interagem. E) O corpo é superior à alma, pois é o princípio da ação. 7. A filosofia de Boécio, em sua obra "A Consolação da Filosofia", apresenta a ideia de que: A) A verdadeira felicidade não depende dos bens materiais, mas sim da virtude. B) O sofrimento é irrelevante para o processo de conhecimento. C) O prazer físico é a maior fonte de felicidade humana. D) A filosofia deve estar separada da religião. E) A vida terrena é mais importante que a vida após a morte. 8. A distinção entre "justiça" e "amor" na filosofia medieval cristã é fundamental porque: A) A justiça é uma virtude terrena, enquanto o amor é um impulso divino. B) Ambas são idênticas, pois ambas visam o bem comum. C) A justiça é mais importante que o amor, pois é um princípio racional. D) O amor deve ser sempre subordinado à justiça. E) A justiça é uma virtude inferior ao amor divino. 9. A principal influência de Aristóteles sobre a filosofia medieval foi: A) A consideração do mundo físico e da natureza como o centro da filosofia. B) A ideia de que a razão humana pode alcançar todo o conhecimento necessário para a salvação. C) A aplicação do empirismo à análise das doutrinas religiosas. D) A defesa de uma filosofia puramente teológica, separando-a das questões materiais. E) A introdução de uma filosofia política voltada para a justiça e a moralidade. 10. No pensamento de Santo Agostinho, a cidade de Deus é representada como: A) Um lugar de perfeição e harmonia espiritual, onde os fiéis são guiados pela graça divina. B) Um modelo de sociedade política fundamentada na razão humana. C) O governo dos reis como intermediários entre Deus e os homens. D) Um lugar onde a vida terrena é totalmente desprezada. E) Uma reflexão filosófica que nega toda a existência terrena. 11. O conceito de "liberdade de arbítrio", defendido por Santo Agostinho, significa que: A) Os seres humanos são livres para agir de acordo com sua própria vontade, sem interferência divina. B) A liberdade humana está restrita à escolha entre o bem e o mal, mas dentro de um plano divino. C) O ser humano não tem controle sobre suas escolhas, sendo guiado apenas pela vontade divina. D) A liberdade é uma ilusão, e todos os atos humanos são predestinados. E) A verdadeira liberdade é alcançada apenas através da filosofia. 12. Em relação ao conceito de "justiça", Tomás de Aquino defendia que: A) A justiça é uma virtude exclusivamente divina, que não pode ser compreendida pela razão humana. B) A justiça é uma virtude moral, que exige o equilíbrio entre os direitos de cada indivíduo e o bem comum. C) A justiça está acima de todas as virtudes e deve ser praticada independentemente das circunstâncias sociais. D) A justiça não tem relação com a moralidade, sendo apenas uma questão de conveniência política. E) A verdadeira justiça é aquela que pune todos os infratores de forma implacável. 13. A teologia de Tomás de Aquino pode ser caracterizada como: A) Uma tentativa de unir as ideias de Aristóteles com a doutrina cristã, particularmente a questão da criação divina. B) Uma defesa radical do gnosticismo, negando o corpo humano como criação divina. C) A visão de um mundo sem necessidade de intervenção divina, onde a razão humana é suficiente. D) Uma teoria que defende a separação absoluta entre a teologia e a filosofia. E) Uma visão puramente racionalista, onde a fé não tem nenhum papel no processo de conhecimento. 14. O conceito de "virtude" na filosofia medieval cristã é fundamentalmente associado a: A) A moralidade, que deve ser seguida independentemente da razão ou da fé. B) A luta pela perfeição através do conhecimento científico e racional. C) A prática de boas ações que se alinham com os princípios da fé cristã. D) A busca pela felicidade através do prazer físico e material. E) O domínio das forças naturais e espirituais para alcançar o poder. 15. Para Tomás de Aquino, a razão e a fé não são contrárias, mas devem: A) Ser vistas como fontes de conhecimento separadas e independentes. B) Ser subordinadas exclusivamente à religião e à autoridade eclesiástica. C) Ser reconciliadas, pois ambas têm o mesmo objetivo de compreender a verdade. D) Ser vistas como opostas, com a razão sendo a principal forma de alcançar a verdade. E) Ser totalmente rejeitadas em favor da prática de virtude cristã. 16. A obra "A Cidade de Deus", de Santo Agostinho, propõe: A) A separação completa entre a fé e o Estado, sem qualquer interferência religiosa. B) A ideia de uma cidade terrena governada pela razão humana, em contraste com a cidade celestial governada por Deus. C) A defesa do império romano como a expressão máxima da justiça divina. D) A celebração da vida política e militar como formas de alcançar a salvação. E) A crítica a todas as formas de governo, favorecendo uma anarquia religiosa. 17. No pensamento medieval, a razão é vista como: A) Um dom dado por Deus para compreender a verdade, mas sempre subordinada à fé. B) A capacidade humana de resolver todos os problemas sem a ajuda da fé religiosa. C) Um obstáculo para o verdadeiro conhecimento, que deve ser substituído pela fé. D) Uma habilidade independente que não tem qualquer relação com a salvação. E) A principal fonte de conhecimento absoluto sobre a natureza divina. 18. A principal questão filosófica debatida entre Santo Agostinho e Pelágio foi: A) A existência de um Deus transcendente e criador do universo. B) A capacidade humana de escolher o bem e a liberdade de ação sem a graça divina. C) A defesa de uma vida ascética e monástica para a salvação eterna. D) O entendimento da natureza da alma e sua relação com o corpo. E) O papel da razão humana em relação à revelação divina. 19. A filosofia de Duns Scotus foi marcada pela defesa do: A) Racionalismo puro, sem qualquer dependência da fé. B) Importância da liberdade humana, com ênfase na escolha racional.C) Controvérsia sobre a universalidade dos conceitos e a distinção entre essência e existência. D) Negação da razão como meio de conhecer a verdade. E) Defesa do empirismo como único caminho para o conhecimento verdadeiro. 20. O conceito de "cogito, ergo sum", de René Descartes, significa: A) "Penso, logo sou", ou seja, o ato de duvidar é a prova irrefutável da existência do eu pensante. B) "Penso, logo não sou", sugerindo que a dúvida elimina a existência humana. C) "Penso, logo sou ignorante", referindo-se à falibilidade humana. D) "Penso, logo posso controlar o mundo", destacando o poder da mente humana. E) "Penso, logo sou divino", indicando a conexão direta entre o pensamento e Deus.