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Autora: Prof. Camila Correia dos Santos Corassari
Colaboradores: Prof. Carlos Moussalli
 Prof. Luiz Henrique Cruz de Mello
Radiologia Odontológica
Professora conteudista: Camila Correia dos Santos Corassari 
Doutora na área de Clínica Odontológica, mestre em Diagnóstico Bucal e graduada em Odontologia – pela 
Universidade Paulista (UNIP). Especialista em Ortodontia na Funorte. É professora titular de Ortodontia na Universidade 
Paulista.
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
C788r Corassari, Camila Correia dos Santos.
Radiologia Odontológica / Camila Correia dos Santos Corassari. 
– São Paulo: Editora Sol, 2023.
116 p., il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ISSN 1517-9230.
1. Radiografia. 2. Anomalia. 3. Ressonância. I. Título.
CDU 615.849
U518.41 – 23
Profa. Sandra Miessa
Reitora
Profa. Dra. Marilia Ancona Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Profa. Dra. Marina Ancona Lopez Soligo
Vice-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Claudia Meucci Andreatini
Vice-Reitora de Administração e Finanças
Prof. Dr. Paschoal Laercio Armonia
Vice-Reitor de Extensão
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora das Unidades Universitárias
Profa. Silvia Gomes Miessa
Vice-Reitora de Recursos Humanos e de Pessoal
Profa. Laura Ancona Lee
Vice-Reitora de Relações Internacionais
Prof. Marcus Vinícius Mathias
Vice-Reitor de Assuntos da Comunidade Universitária
UNIP EaD
Profa. Elisabete Brihy
Profa. M. Isabel Cristina Satie Yoshida Tonetto
Prof. M. Ivan Daliberto Frugoli
Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
 Material Didático
 Comissão editorial: 
 Profa. Dra. Christiane Mazur Doi
 Profa. Dra. Ronilda Ribeiro
 Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista
 Profa. M. Deise Alcantara Carreiro
 Profa. Ana Paula Tôrres de Novaes Menezes
 Projeto gráfico:
 Prof. Alexandre Ponzetto
Revisão:
 Kleber Souza
 Louise de Lemos
Sumário
Radiologia Odontológica
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................7
Unidade I
1 HISTÓRICO – FÍSICA DAS RADIAÇÕES .......................................................................................................9
1.1 Tubos, ampolas e aparelhos de raios X ........................................................................................ 11
2 ESTUDO DA ANATOMIA DENTÁRIA E ASPECTOS RADIOGRÁFICOS 
DAS PERIAPICOPATIAS ...................................................................................................................................... 15
2.1 Conduta em relação à solicitação de exame da imaginologia odontológica .............. 24
2.2 Aspectos radiográficos das periacopatias .................................................................................. 27
2.2.1 Perda óssea e reabsorção ..................................................................................................................... 27
2.2.2 Abrasão ....................................................................................................................................................... 28
2.2.3 Bruxismo ..................................................................................................................................................... 28
2.2.4 Amelogênese imperfeita ...................................................................................................................... 30
2.2.5 Pérola de esmalte.................................................................................................................................... 31
2.2.6 Reabsorção difusa .................................................................................................................................. 31
2.2.7 Reabsorção interna ................................................................................................................................ 31
2.3 Gengivite e periodontite ................................................................................................................... 33
2.4 Cárie ........................................................................................................................................................... 33
Unidade II
3 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRABUCAIS E EXTRABUCAIS .......................................................... 39
3.1 Filmes, acessórios, EPIs e processamento radiográfico ......................................................... 39
3.2 Radiografias periapicais ..................................................................................................................... 46
3.3 Radiografias interproximais ............................................................................................................. 49
3.4 Radiografias oclusais .......................................................................................................................... 51
3.5 Técnicas radiográficas extrabucais ................................................................................................ 54
3.6 Panorâmica ............................................................................................................................................. 54
3.7 Telerradiografia frontal ...................................................................................................................... 58
3.8 Telerradiografia em norma lateral (perfil) .................................................................................. 59
4 MÉTODOS RADIOGRÁFICOS DE LOCALIZAÇÃO ................................................................................... 60
4.1 Método de Clark ................................................................................................................................... 60
4.2 Método de Miller-Winter .................................................................................................................. 61
4.3 Modificação de Donovan (Método de Miller-Winter) ........................................................... 62
4.4 Método de Parma ................................................................................................................................. 63
4.5 Método de Le Master .......................................................................................................................... 64
Unidade III
5 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS PARA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR ........................... 70
5.1 Boca aberta e boca fechada............................................................................................................. 71
6 ANOMALIAS DENTÁRIAS DE DESENVOLVIMENTO ............................................................................. 72
6.1 Aspectos radiográficos das alterações e lesões do órgão dentário, 
do periodonto e das periapicopatias ................................................................................................... 73
6.2 Classificação: alterações dimensionais ........................................................................................ 73
6.2.1 Microdontia ............................................................................................................................................... 73
6.2.2 Macrodontia.............................................................................................................................................. 73
6.3 Alterações morfológicas ....................................................................................................................74
6.3.1 Geminação ................................................................................................................................................. 74
6.3.2 Fusão ............................................................................................................................................................ 75
6.3.3 Molar em amora ...................................................................................................................................... 76
6.3.4 Dens in dente ........................................................................................................................................... 76
6.3.5 Taurodontia ............................................................................................................................................... 78
6.3.6 Raízes fusionadas ................................................................................................................................... 79
6.3.7 Raiz supranumerária ............................................................................................................................. 80
6.3.8 Dilaceração ................................................................................................................................................ 80
6.4 Alterações quantitativas .................................................................................................................... 81
6.4.1 Dente supranumerário .......................................................................................................................... 82
6.5 Amelogênese imperfeita ................................................................................................................... 82
6.6 Transposição ........................................................................................................................................... 83
Unidade IV
7 ESTUDO RADIOGRÁFICO DAS FRATURAS E DOS CORPOS ESTRANHOS .................................... 89
7.1 Estudo radiográfico dos corpos estranhos ................................................................................. 95
8 RADIOGRAFIA DIGITAL COM SISTEMAS CR POR SCANNER E DR ................................................ 97
8.1 Processamento de imagens .............................................................................................................. 99
8.2 Radiografia digital direta ................................................................................................................100
8.3 Tomografia computadorizada, equipamentos multitarefas e tomografia 
cone beam ....................................................................................................................................................101
8.3.1 Características do tomógrafo de cone beam ............................................................................102
8.4 Ressonância magnética nuclear para cabeça e pescoço. Scanner 
para prototipagem no planejamento de ortodontia e documentação ...............................104
7
APRESENTAÇÃO
Caro aluno,
A profissão de tecnólogo em radiologia necessita de conhecimentos voltados à radiologia 
odontológica, em que além da área de atuação e aplicação ser composta de serviços que atuam com 
radiação, também são necessários conhecimentos dos elementos dentários, permitindo uma atuação 
exemplar, que respeite o cliente e permita uma técnica radiográfica voltada à proteção radiológica e 
cujos os métodos de localização sejam aplicados.
Ao longo deste livro-texto, abordaremos as técnicas radiográficas e a interpretação de imagens. 
Habilidades de interpretação das doenças e de diagnóstico também serão adquiridas no processo de 
aprendizagem, por serem de fundamental importância na área da radiologia odontológica. Assim, 
ofereceremos um conteúdo que permitirá a você interpretar as técnicas de radiologia odontológica, 
abrangendo desde o conhecimento de dentes, ossos e estruturas da face até doenças e fraturas, com 
procedimentos de posicionamento e revelação de radiografias intra e extraorais. Neste livro-texto, 
portanto, serão abordados os seguintes assuntos: anatomia dentária, técnicas extra e intrabucais, além 
das técnicas de localização.
Por fim, gostaríamos de lembrá-lo que como tecnólogo em radiologia seu campo de atividade é 
bastante extenso: além dos hospitais gerais, você poderá atuar em centros de especialidades, clínicas, 
laboratórios e nos centros de treinamento e aplicação.
Bom estudo!
INTRODUÇÃO
A radiologia odontológica tem como base construir conhecimentos para compreender os 
mecanismos de formação de imagem, aplicar especialidades, identificar os principais protocolos, 
permitir o conhecimento sobre os princípios de controle de qualidade nos procedimentos e aprender o 
funcionamento dos aparelhos e sistemas. Esta disciplina visa a aplicação de conhecimentos específicos 
das técnicas odontológicas nas unidades de radiodiagnóstico e os equipamentos associados, permitindo 
que você esteja capacitado para realizar técnicas extra e intrabucais em radiologia. Este livro-texto é 
dividido didaticamente em quatro unidades.
Na unidade I, abordaremos:
• Histórico, física das radiações, tubos, ampolas e aparelhos de raio X.
• Estudo da anatomia dentária e aspectos radiográficos das periapicopatias.
8
Na unidade II, abordaremos:
• Técnicas radiográficas intrabucais e técnicas radiográficas extrabucais.
• Métodos radiográficos de localização.
Na unidade III, abordaremos:
• Técnicas radiográficas para articulação temporomandibular.
• Anomalias dentárias de desenvolvimento.
Na unidade IV, abordaremos:
• Radiografia digital com sistemas CR por scanner e DR.
• Ressonância magnética nuclear para cabeça e pescoço.
O presente material é escrito em linguagem simples e direta, com figuras que auxiliarão na 
compreensão do texto. Além disso, os itens Observação e Lembrete são oportunidades para que você 
solucione eventuais dúvidas; já os Saiba Mais podem fazê-lo ampliar seus conhecimentos. Há, ainda, 
exemplos que permitem a fixação dos assuntos abordados.
9
RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
Unidade I
Nesta primeira unidade, estudaremos o histórico da física das radiações e a grande descoberta dos 
raio X, tais como os seus principais componentes.
1 HISTÓRICO – FÍSICA DAS RADIAÇÕES
Wilhelm Conrad Roëntgen (1845-1923), em 8 de novembro de 1895 no seu laboratório em 
Würzburg, trabalhando com os raios catódicos, deu início à descoberta dos raios X. Roëntgen, ao 
estudar sobre a fluorescência do platino cianeto de bário, resolveu cobri-lo com um papel preto para 
permitir a visualização de seus experimentos na placa e percebeu que os raios catódicos sensibilizavam 
filmes fotográficos. Ele testou essa experiência em vários materiais metálicos, como peso de balança, 
espingarda e outros objetos e verificou que era possível sua visualização negativa.
Após os testes, Roëntgen, no dia 22 de dezembro de 1895, conseguiu realizar a primeira radiografia. 
Neste dia, ele pôs a mão esquerda de sua cônjuge, Anna Bertha Ludwig, no chassi com filme fotográfico, 
fazendo incidir a radiação oriunda do tubo por cerca de 15 minutos.
Ao revelar o filme, lá estavam, para confirmação de suas observações, a figura da mão de sua esposa 
e seus ossos dentro das partes moles menos densas (Francisco et al., 2005).
Figura 1 – Wilhelm Conrad Roëntgen
Disponível em: https://tinyurl.com/5aur5wsy. Acesso em: 11 ago. 2023.
10
Unidade I
Obstrução dos raios
Tubo de Crookes
Placa de platinocianeto 
de bário
Fonte de alta-tensão 
(bobina de Kirchhoff)
Figura 2 – Físico alemão Wilhelm Conrad Roëntgen estudava a condutividade dos gases
Após 14 dias da descoberta de raios X, o Dr. Otto Walkhoff fez a primeira radiografia dental, na 
Alemanha, por aproximadamente 25 minutos. O primeiro aparelho de raios X dental com o tubo imerso 
em óleo foi desenvolvido por Coolidge, da General Electric (GE), em 1918 (Francisco et al., 2005).
 Observação
A primeira radiografialevou aproximadamente 25 minutos; hoje 
podemos fazer exames radiográficos que demoram menos de 1 minuto.
Figura 3 – Radiografia da mão da esposa de Roëntgen
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 4).
11
RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
1.1 Tubos, ampolas e aparelhos de raios X
Para entender a formação dos raios X (RX), precisamos lembrar de alguns conceitos:
• Número atômico: número de prótons ou cargas positivas= Z.
• Massa atômica: número total de prótons e nêutrons= A.
• Número de prótons: constante relação com o número de elétrons nas camadas orbitais= 
equilíbrio elétrico.
A radiação eletromagnética é classificada de acordo com a frequência da onda, que, em ordem 
decrescente de duração, inclui:
• ondas de rádios;
• micro-ondas;
• radiação infravermelha;
• luz visível;
• radiação ultravioleta;
• raios X;
• radiação gama.
A radiação das ondas eletromagnéticas é classificada em duas categorias: radiação ionizante e não 
ionizante. Essa classificação se dá de acordo com a frequência da onda e, no espectro eletromagnético, 
frequências superiores à da luz visível são categorizadas como ionizantes e abaixo da luz visível são 
classificadas como não ionizantes (Francisco et al., 2005; Fenyo-Pereira, 2013).
Conforme a ilustração a seguir, podemos verificar quais equipamentos apresentam radiação ionizante e 
radiação não ionizante.
12
Unidade I
Radiação não ionizante
Frequência (Hz)
Radiação ionizante
γ
0 102 104 105 108 1010 1012 1014 1016 1018 1020 1022
Figura 4 – Radiação ionizante e não ionizante
Os raios x são considerados radiação ionizante e eletromagnéticas com comprimento de onda maior 
que o da luz visível, tendo capacidade de ionizar partículas ou átomos. A transferência de energia de 
um ponto a outro ocorre sem nenhum meio que contenha massa.
Os elétrons com alta energia cinética provenientes do filamento colidem com um alvo (ânodo) 
e perdem energia. Eles deverão ser acelerados e ganhar energia cinética, o que ocorre em razão 
da diferença de potencial (tensão) aplicada ao polo de um tubo de raios X (Francisco et al., 2005; 
Fenyo-Pereira, 2013).
Os tubos de raios X funcionam de tal maneira que muitos elétrons são produzidos pelo cátodo e 
acelerados para bombardear o ânodo com alta energia cinética. Assim, eles podem ser considerados 
conversores de energia, uma vez que a energia elétrica recebida é convertida em raios X e calor.
Os tubos são projetados para ter alta eficiência na produção de raios X, além de serem capazes de 
dissipar o calor o mais rápido possível (Francisco et al., 2005; Fenyo-Pereira, 2013).
O cátodo é considerado o eletrodo negativo do tubo, sendo formado por um pequeno fio em 
espiral (ou filamento) que possui ponto de fusão e eficiência de emissão termoiônica altos, já que 
é constituído pela combinação de tungstênio e tório. Esse filamento fica dentro de uma cavidade 
denominada copo focalizador.
Quando a corrente elétrica passa pelo filamento, esse é aquecido, passando a emitir elétrons (emissão 
termiônica). Quanto maior for a corrente elétrica, maior será a emissão de elétrons que bombardeiam o 
alvo, aumentando a produção de raios X.
13
RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
O copo focalizador, que abriga o filamento, é responsável por direcionar a corrente de elétrons para 
uma área bem definida do alvo (ânodo). Essa área é denominada ponto focal (Francisco et al., 2005; 
Fenyo-Pereira, 2013).
Já o ânodo é o polo positivo do tubo, que deve ser constituído de um material de boa condutividade 
térmica, alto ponto de fusão e alto número atômico. Os tubos de raios X podem ter o ânodo estacionário 
ou giratório. No caso do ânodo estacionário, ele é feito de tungstênio, que tem o ponto de fusão alto, 
sendo resistente ao intenso calor produzido no alvo pelo bombardeamento de elétrons. Além disso, ele 
possui um número atômico alto, sendo útil para o fornecimento de átomos para a colisão com os 
elétrons provenientes do filamento, o que leva a uma alta eficiência na produção de raios X (Francisco 
et al., 2005; Fenyo-Pereira, 2013).
 Lembrete
Cátodo é o eletrodo negativo do tubo e ânodo o polo positivo.
Ânodo
Raios X
Janela
Cátodo
Filamento
Feixe de elétrons
Alvo
Vidro
Vácuo
Figura 5 – Esquema da ampola dos aparelhos de RX
Fonte: Silva (2016, p. 108).
14
Unidade I
Figura 6 – Ampola de RX
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 10).
Óleo
Vácuo
Janela
Vidro Ânodo
Alvo
Haste de cobre
Cátodo
Transformador de 
baixa tensão
Transformador de 
alta tensão
Filamento
Figura 7 – Esquema do aparelho de RX
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 11).
As propriedades do RX são:
• Letra X usada para abreviação.
• Invisibilidade.
• Propagação em linha reta.
• Distinção dos raios catódicos por não sofrerem desvios por um campo eletromagnético.
15
RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
• Velocidade da luz no vácuo (300.000 km/s).
• Sensibilidade nas chapas fotográficas.
• Penetração em corpos opacos.
• Produção de ionização nos sistemas biológicos.
• Geração de fluorescência.
 Lembrete
A propagação do raio X não faz curvas, ou seja, se dá em linha reta.
 Saiba mais
Para ler um artigo sobre a história da radiologia, acesse:
FRANCISCO, F. C. et al. Radiologia: 110 anos de história. Revista Imagem, 
v. 27, n. 4, p. 281-286, 2005. Disponível em: https://encr.pw/yCVJ1. Acesso 
em: 4 jul. 2023.
Caso queira ler mais a respeito de radiação ionizante, leia:
ANDRADE, D. X.; ASSIS, P. E. G. 2.63 – Radiação eletromagnética e o 
corpo humano. In: ANDRADE, D. X.; ASSIS, P. E. G. Sólitons e fenômenos 
não lineares. 2016. Disponível em: https://l1nk.dev/uZtz9. Acesso em: 
4 jul. 2023.
2 ESTUDO DA ANATOMIA DENTÁRIA E ASPECTOS RADIOGRÁFICOS 
DAS PERIAPICOPATIAS
Para realizar um bom exame intra ou extrabucal, é necessário aprendermos coisas sobre a formação 
dentária, tais como suas características individuais, o que facilitará a execução do exame radiológico. 
Para isso, veremos, a seguir, algumas características da anatomia dentária.
Primeiramente falaremos acerca do dente, que é composto de coroa e raiz, sendo a coroa a sua parte 
mais externa e a raiz a parte inserida no osso alveolar. O local onde o dente se insere no osso chamamos 
de alvéolo e, em cima do osso, temos a gengiva (Fenyo-Pereira, 2013).
16
Unidade I
1
2
3
6
3
4
5
Figura 8 – Anatomia interna do dente, sendo 1, o esmalte; 2, o cemento; 
3, a polpa; 4, a lâmina dura; 5, o espaço pericementário e 6, o trabeculado ósseo
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 112).
O esmalte é o tecido mais mineralizado do dente e a camada mais superficial. Na radiografia, 
aparecerá como uma imagem radiopaca; já a dentina, a segunda camada do dente, é a maior parte dos 
tecidos duros, sendo menos radiopaca que o esmalte. O cemento é a porção que recobre as raízes, não 
sendo possível diferenciá-lo radiograficamente da dentina. A polpa é o local onde estão vasos e nervos, 
ou seja, os tecidos moles. Na radiografia, aparecerá como uma imagem radiolúcida e se estenderá pelas 
raízes dos dentes, onde é também chamada de canal radicular.
17
RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
O ápice é a ponta da raiz do dente, enquanto o osso alveolar é o osso ao redor dele, sendo esponjoso 
na maxila e compacto na mandíbula.
1
2
3
3
4
5
Figura 9 – Aspecto radiográfico da anatomia interna do dente, sendo 1, 
o esmalte; 2, o cemento; 3, a polpa; 4, a lâmina dura e 5, o espaço pericementário
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 112).
18
Unidade I
Trabeculado ósseo
Canal da mandíbula
Base da mandíbula
Figura 10 – Anatomia interna dos dentes na mandíbula
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 126).
Cada dente tem uma função ou tarefa específica. Vejamos cada uma delas na sequência 
(Fenyo-Pereira, 2013):
• Incisivos: dentes frontais afiados em forma de cinzel (quatro superiores, quatro inferiores) para 
cortar os alimentos.
• Caninos: dentes com pontas agudas que rasgam os alimentos.
• Pré-molares: dente com duas pontas na superfície para esmagar e moer os alimentos.
• Molares: dentes para triturar os alimentos, possuem várias cúspidesna superfície de mordida. 
 Lembrete
O esmalte é a primeira camada do dente, sendo mais mineralizado que 
a dentina, sua segunda camada. Isto é, o esmalte aparece na radiografia 
mais radiopaco do que a dentina.
19
RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
 Observação
Os alvéolos são os locais onde se alojam os dentes. Seu formato 
corresponde ao de cada dente e a quantidade de raiz que ele apresenta.
Figura 11 – Os alvéolos do maxilar
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 130).
A figura anterior mostra os alvéolos (cavidades ósseas onde se inserem as raízes) da arcada 
superior (maxilar). Quando o dente possui uma única raiz, ela se insere nos alvéolos denominados 
uniloculares; quando o dente tem duas raízes, elas se inserem nos bilacunares e se tiver três raízes, 
se inserem nos trilacunares.
Na radiografia intraoral, é possível visualizar alguns acidentes anatômicos, como as fossas nasais. 
Elas podem ser observadas em radiografias periapicais dos dentes incisivos superiores, particularmente 
quando utilizada angulação vertical excessiva, como nas áreas radiolúcidas acima dos ápices radiculares 
dos dentes, delimitadas inferiormente por linhas radiopacas que se estendem bilateralmente a partir da 
espinha nasal anterior (Watanabe; Arita, 2019).
20
Unidade I
 
Sutura intermaxilar
Espinha nasal anterior
Fossa nasal
Septo nasal
Figura 12 – Região de incisivos centrais superiores
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 113).
11
22
44
44
55 33
Figura 13 – Radiografia periapical da região de incisivos centrais superiores. Sendo 1, forame incisivo; 
2, espinha nasal anterior; 3, septo nasal; 4, assoalho da cavidade nasal e 5, concha nasal
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 114).
21
RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
Os acidentes anatômicos da maxila que podem ser observados em radiografias periapicais de incisivos 
laterais e caninos são o seio maxilar, o “Y” invertido de Ennis, a fosseta mirtiforme e o assolho da fossa 
nasal (Watanabe; Arita, 2019).
Os septos do seio são linhas radiopacas no interior do seio maxilar que normalmente assumem a 
posição vertical mas podem ocorrer na horizontal, variando em número, tamanho e espessura, dividindo 
os seios maxilares em partes mais profundas e radiolúcidas, chamadas de divertículos sinusais, conforme 
ilustra a figura a seguir (Watanabe; Arita, 2019).
 Saiba mais
A fim de ter um conhecimento mais aprofundado acerca de radiação 
eletromagnética, acesse:
SANTOS, M. A. S. Radiação Eletromagnética. Brasil Escola, [s.d.]. Disponível 
em: https://acesse.one/bKs3o. Acesso em: 4 jul. 2023.
Para saber mais sobre a formação de RX, leia:
SILVA, O. E. Esquema ilustrativo de um tubo de raios-X. Elétrons [...]. In: 
SILVA, O. E. Estudo do Exchange Bias em filmes finos de NiFe/FeMn (Bicamadas) 
e NiFe/IrMn (Multicamadas). Dissertação (Mestrado em Física) – Universidade 
Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2016.
 
Canal nutrício
Seio maxilar
Figura 14 – Seio maxilar
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 117).
22
Unidade I
Na mandíbula, temos a protuberância mentoniana, conforme demonstra a figura a seguir. Já na 
radiografia, essas figuras irão aparecer mais radiopacas (Watanabe; Arita, 2019; Menezes, 2023).
 
Protuberância mentual
Base da mandíbula
Figura 15 – Protuberância mentoniana
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 123).
Outra estrutura visualizada na mandíbula é o nervo alveolar inferior, que aparece no RX como uma 
imagem radiolúcida, conforme figura a seguir (Watanabe; Arita, 2019).
22
11
44
33
Figura 16 – Imagem radiolúcida do canal mandibular abaixo dos molares número 3
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 124).
23
RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
Algumas estruturas ósseas e dentárias aparecem na radiografia mais radiopacas e outras radiolúcidas.
 
Trabeculado ósseo
Canal da mandíbula
Base da mandíbula
Figura 17 – Vista interna do canal mandibular
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 126).
 Lembrete
Estruturas radiopacas aparecem mais brancas, por sua vez, as radiolúcidas 
surgem mais escuras nas imagens radiográficas.
Quadro 1 – Estruturas radiopacas e radiolúcidas 
que aparecem nas imagens radiográficas
Estruturas radiopacas Estruturas radiolúcidas
Esmalte
Dentina
Lâmina dura
Crista alveolar
Osso alveolar
Septo nasal
Concha nasal inferior
Espinha nasal anterior
Sutura intermaxilar
Y invertido de Ennis
Septo do seio maxilar
Tuberosidade maxilar
Osso zigomático e arco zigomático
Processo hamular
Sínfise
Tubérculo geniano
Polpa
Ligamento periodontal
Fossa nasal
Forame nasopalatino
Fossas nasais
Fosseta mirtiforme
Seio maxilar
Divertículo sinusal
Forame lingual
Fossa mentoniana
Forame mentoniano
Fóvea da glândula submandibular
Canal mandibular
Canais nutrientes
Adaptado de: Freitas, Rosa e Souza (2004).
24
Unidade I
2.1 Conduta em relação à solicitação de exame da imaginologia 
odontológica
Ao solicitar um exame de imagem radiológica, o profissional deverá especificar qual o dente (nome 
e número) ou a região para a realização do exame. Para isso, é usada uma numeração universal dos 
elementos dentários. A fim de facilitar essa numeração, os dentes são divididos em quadrantes, conforme 
a imagem a seguir:
Figura 18 – Divisão dos dentes em quadrantes
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 48).
Podemos dividir, assim, a boca em quatro quadrantes numerados a partir do superior direito em 
sentido horário. Portanto, temos (Madeira; Rizzolo, 2016):
• Quadrante 1: superior direito.
• Quadrante 2: superior esquerdo.
• Quadrante 3: inferior esquerdo.
• Quadrante 4: inferior direito.
 Lembrete
Os quadrantes são numerados no sentido horário.
Ao dividirmos os dentes em quadrantes, teremos 4 quadrantes com 8 dentes de cada lado, então 
ao indicarmos o dente número 1, não saberíamos se seria o esquerdo ou direito, superior ou inferior. 
Por isso, ao numerar, colocamos a numeração do quadrante ao qual ele pertence primeiro, e em seguida 
a posição dele no arco, ou seja, o dente 11 corresponde ao primeiro dente que está no quadrante 
superior do lado direito, o dente 12 equivale ao segundo dente que está localizado no quadrante 1 do 
lado direito e assim por diante. Logo o dente 31 representa o primeiro dente no quadrante inferior lado 
esquerdo e o dente 41 o primeiro dente constante no quadrante inferior lado direito.
25
RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
Na dentição adulta, temos o total de 32 dentes. Ao dividi-los em quadrantes, são 4 com 8 dentes em 
cada, sendo o quadrante 1 o superior à direita, onde estão os dentes 11 até o 18 (Madeira; Rizzolo, 2016).
O quadrante 2 é o superior à esquerda, onde estão os dentes 21 até o 28. O quadrante 3 é o 
quadrante inferior à esquerda, onde constam os dentes 31 ao 38. Por fim, o quadrante 4 é o inferior à 
direita, onde estão os dentes 41 até o 48.
Cada dente, além do número, possui um nome. O número é classificado de acordo com a posição que 
o dente ocupa no quadrante, ou seja, os que terminam com o número 1 são os incisivos centrais, os 
que terminam com 2 são os incisivos laterais, os que terminam com 3 são os caninos, os que terminam 
com 4 são os primeiros pré-molares, os que terminam com 5 são os segundos pré-molares, os que terminam 
com 6 são os primeiros molares, os que terminam com 7 são os segundos molares, e por fim, aqueles que 
terminam com 8 são os terceiros molares ou popularmente conhecidos como dentes do siso.
Então para enumeração dos dentes, podemos considerar o número do dente e o quadrante que ele 
se encontra. Assim teremos a seguinte numeração:
Superiores localizados no lado direito
• 11: incisivo central superior direito.
• 12: incisivo lateral superior direito.
• 13: canino superior direito.
• 14: primeiro pré-molar superior direito.
• 15: segundo pré-molar superior direito.
• 16: primeiro molar superior direito.
• 17: segundo molar superior direito.
• 18: terceiro molar superior direito (siso).
Superiores localizados no lado esquerdo
• 21: incisivo central superioresquerdo.
• 22: incisivo lateral superior esquerdo.
• 23: canino superior esquerdo.
• 24: primeiro pré-molar superior esquerdo.
• 25: segundo pré-molar superior esquerdo.
26
Unidade I
• 26: primeiro molar superior esquerdo.
• 27: segundo molar superior esquerdo.
• 28: terceiro molar superior esquerdo (siso).
Inferiores localizados no lado esquerdo
• 31: incisivo central inferior esquerdo.
• 32: incisivo lateral inferior esquerdo.
• 33: canino superior inferior esquerdo.
• 34: primeiro pré-molar inferior esquerdo.
• 35: segundo pré-molar inferior esquerdo.
• 36: primeiro molar inferior esquerdo.
• 37: segundo molar inferior esquerdo.
• 38: terceiro molar inferior esquerdo (siso).
Inferiores localizados no lado direito
• 41: incisivo central inferior direito.
• 42: incisivo lateral inferior direito.
• 43: canino superior inferior direito.
• 44: primeiro pré-molar inferior direito.
• 45: segundo pré-molar inferior direito.
• 46: primeiro molar inferior direito.
• 47: segundo molar inferior direito.
• 48: terceiro molar inferior direito (siso).
27
RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
Figura 19 – Numeração da dentição permanente
Fonte: Sousa e Mourão (2014, p. 514).
Os dentes anteriores correspondem aos dentes caninos (incisivo central, incisivo lateral e canino), 
tanto superiores quanto inferiores, e os dentes posteriores são aqueles que vão desde o pré-molar ao 
molar (primeiro pré-molar, segundo pré-molar, primeiro molar, segundo molar e terceiro molar).
Os dentes anteriores superiores têm apenas uma raiz; o primeiro pré-molar possui uma raiz e o 
segundo duas; já os molares, primeiro, segundo e terceiro têm três raízes. Quanto aos inferiores, todos 
os anteriores e pré-molares possuem apenas uma raiz, enquanto os molares inferiores têm duas.
2.2 Aspectos radiográficos das periacopatias
Alguns aspectos podem ser visualizados nos exames radiológicos. São eles: lesões de cárie no esmalte 
e lesões ósseas, bem como qualquer outro tipo de alteração da anatomia do dente ou tecido ósseo. 
Vejamos a seguir os tipos de lesões periodontais.
2.2.1 Perda óssea e reabsorção
De acordo com Fenyo-Pereira (2013), a perda da crista óssea alveolar é uma condição na qual o 
osso que suporta os dentes é destruído, levando à mobilidade e perda dentária. Na radiografia, isso 
pode ser identificado pela diminuição da densidade óssea na região próxima aos dentes, conforme a 
figura a seguir:
28
Unidade I
Figura 20 – Perda óssea na região de incisivos superiores
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 150).
2.2.2 Abrasão
A abrasão dentária é uma condição na qual o esmalte do dente é desgastado devido ao uso excessivo 
de técnicas de escovação agressivas ou abrasivos dentários. Na radiografia, isso pode ser identificado 
pela diminuição da espessura do esmalte dentário (Francisco, 2005; Fenyo-Pereira, 2013).
2.2.3 Bruxismo
O bruxismo é uma condição na qual a pessoa range ou aperta os dentes involuntariamente, em geral 
durante o sono. Isso pode levar à abrasão dentária, desgaste dos dentes e até mesmo fraturas dentárias. 
Na radiografia, não há uma imagem específica para o bruxismo, mas seus efeitos podem ser observados na 
diminuição da espessura do esmalte e reabsorção óssea dentária, conforme a figura a seguir.
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RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
Figura 21 – Desgaste nas incisais dos dentes, efeito do bruxismo
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 167).
Figura 22 – Desgaste nas incisais do canino, efeito do bruxismo
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 167).
30
Unidade I
2.2.4 Amelogênese imperfeita
A amelogênese imperfeita é uma condição na qual a matriz do esmalte dentário não é produzida 
corretamente, o que leva a uma aparência anormal (amarelada) dos dentes, pois não há presença do 
esmalte. Na radiografia, isso pode ser identificado por uma diminuição da espessura do esmalte dentário, 
o que pode afetar a formação da raiz dentária, conforme a figura a seguir.
A B
Figura 23 – Amelogênese imperfeita em todos os dentes posteriores A e B
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 190).
C D
Figura 24 – Amelogênese imperfeita em todos os dentes anteriores C e D
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 190).
31
RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
2.2.5 Pérola de esmalte
A pérola de esmalte é uma pequena anomalia em forma de bolha que ocorre no esmalte dentário. 
Na radiografia, isso pode ser identificado como um ponto claro na superfície dos dentes, geralmente na 
região da furca, conforme a figura a seguir (Castro-Silva; Azevedo; Otero, 2013).
Figura 25 – Pérola de esmalte no dente e o aspecto radiopaco na radiografia
Fonte: Castro-Silva, Azevedo e Otero (2013, p. 225).
2.2.6 Reabsorção difusa
A reabsorção difusa é uma condição na qual o osso dos dentes é destruído de forma difusa, sem 
um padrão claramente definido. Na radiografia, isso pode ser identificado pela diminuição geral da 
densidade óssea.
2.2.7 Reabsorção interna
A reabsorção interna é uma condição na qual o tecido da polpa dental é destruído, geralmente 
devido trauma ou infecção. Na radiografia, isso pode ser identificado pela expansão da câmara pulpar 
dentária e diminuição da densidade óssea na região do ápice dentário, conforme a figura a seguir.
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Unidade I
Figura 26 – Reabsorção interna dente 31
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 159).
Figura 27 – Reabsorção interna dente 13
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 159).
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RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
2.3 Gengivite e periodontite
A gengivite é uma inflamação da gengiva causada pelo acúmulo de placa bacteriana na margem 
gengival. Seus sintomas incluem vermelhidão, inchaço e sangramento. Por se tratar de uma lesão no 
tecido mole, não é possível visualizá-la no RX.
Já a periodontite é uma inflamação que ocorre quando a gengivite não é tratada e se espalha para 
o osso e o tecido conjuntivo que suportam os dentes. Isso pode levar à perda óssea e, eventualmente, à 
perda dentária. Na radiografia, ela pode ser identificada pela perda da crista óssea alveolar, que aparece 
como diminuição da densidade óssea na região dos dentes, como demonstra a figura a seguir.
Figura 28 – Periodontite
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 169).
2.4 Cárie
A cárie é uma doença infectocontagiosa e multifatorial, ou seja, para a sua instalação são necessários 
vários fatores, causando deterioração do dente. Podemos dizer que essa deterioração é fortemente 
influenciada pelo estilo de vida do indivíduo, isto é, o que come ou como cuida dos dentes, a presença de 
flúor na água ingerida e no creme dental de uso. A hereditariedade também tem um papel importante 
na predisposição da deterioração dos dentes.
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Unidade I
Cárie Dieta
Dente suscetível
Microrganismos
Figura 29 – Cárie como doença multifatorial, diagrama de Keyes
A cárie dentária é a destruição dos tecidos calcificados do dente (chamados de esmalte, dentina 
e cemento) através do ataque dos ácidos produzidos por bactérias presentes na boca. Essa produção é 
maior com o consumo de açúcar e em casos em que há falta de higiene bucal. Na imagem radiográfica 
ela aparece como uma imagem radiolúcida na coroa do dente (Colgate, [s.d.]).
Figura 30 – Imagem radiolúcida da cárie no dente 47
Fonte: Fenyo-Pereira (2013, p. 166).
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RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
 Resumo
Nesta unidade, vimos que após a descoberta dos feixes de RX por 
Roëntgen tornou-se possível realizar radiografias do corpo e, principalmente, 
das regiões intra e extrabucais.
Vimos a diferença entre radiação não ionizante e ionizante, e que os 
raios X se classificam nesse segundo grupo. Nos tubos de raios X os elétrons 
são produzidos pelo cátodo e acelerados para bombardear o ânodo com alta 
energia cinética. Assim, eles podem ser considerados conversores de energia, 
uma vez que a energia elétrica recebida é convertida em raios X e calor.
Em sequência, estudamos a respeito da anatomia dentária, vendo as 
características do dente e suas funções. A dentição adulta é composta de 
32 dentes que podem ser divididos em quatro quadrantes, sendo a sua 
contagem realizada no sentido horário. Seus gruposincluem incisivos 
centrais, incisivos laterais, caninos, pré-molares e molares. Foi apontada a 
necessidade de saber o nome e o número dos dentes para a solicitação dos 
exames intrabucais.
Observamos que há estruturas que aparecem nas radiografias de forma 
mais radiopaca ou mais radiolúcida e que os exames radiológicos permitem 
identificar lesões de cárie no esmalte e lesões ósseas, além de alterações da 
anatomia do dente ou no tecido ósseo. Em sequência, estudamos algumas 
dessas condições.
36
Unidade I
 Exercícios
Questão 1. Leia o texto a seguir.
A imagiologia médica baseada no uso de radiação x revela-se de enorme importância para a Medicina 
Dentária, na medida em que permite ao clínico identificar estruturas e alterações das estruturas 
relacionadas com patologias de tecidos dentários duros, que não são visíveis diretamente ao exame 
clínico macroscópico, devido à sua localização. Assim, a imagiologia médica é considerada um dos 
principais meios complementares de diagnóstico utilizados na prática clínica. O recurso à tecnologia 
com radiação x constitui o meio com o qual o Médico Dentista está mais familiarizado em termos de 
análise e interpretação de imagem, sendo aplicado em diferentes áreas, como a Cirurgia, a Endodontia, 
a Periodontia e a Dentística, entre outras. Segundo a Comissão Europeia, foram efetuadas, no ano 
de 2001, em Portugal, cerca de 986.000 exames radiológicos dentários. Por esse motivo, a exposição 
desmedida da radiação x na área médica e, especificamente, na Medicina Dentária constitui um tema 
de interesse para os investigadores quanto ao potencial risco físico inerente, quer para o paciente, quer 
para a equipa de Medicina Dentária.
Adaptado de: FERREIRA, C. A. S. Radiação-x no Diagnóstico em Medicina Dentária: Risco, Avaliação e Proteção. 2016. 
Tese (Doutorado) – Universidade Fernando Pessoa, Porto, 2016.
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, pode-se afirmar que os potenciais riscos físicos do 
uso da radiação X são decorrentes:
A) De sua característica não ionizante, que causa profundas alterações no material genético das 
células expostas a essa radiação por longos períodos.
B) Das altas temperaturas atingidas pelos raios dessa radiação, que podem facilmente queimar o 
material biológico.
C) Da combinação dessa radiação com o CO2 presente no ar, o que gera gases prejudiciais à saúde.
D) Do fato de essa ser uma radiação ionizante do tipo micro-ondas e agir sobre as moléculas de água 
das células.
E) De sua natureza eletromagnética ionizante, que oferece grande perigo aos materiais biológicos.
Resposta correta: alternativa E.
37
RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
Análise das alternativas
A) Alternativa incorreta.
Justificativa: a radiação X é ionizante.
B) Alternativa incorreta.
Justificativa: energia eletromagnética dessa natureza não apresenta altas temperaturas.
C) Alternativa incorreta.
Justificativa: não há evidências de que essa radiação X se combine com o CO2 e gere gases prejudiciais.
D) Alternativa incorreta.
Justificativa: micro-ondas são radiações eletromagnéticas não ionizantes, diferentemente da radiação X, 
que é ionizante.
E) Alternativa correta.
Justificativa: é justamente a característica ionizante da radiação X que torna essa radiação 
eletromagnética capaz de afetar seriamente o material biológico caso seja aplicada em quantidade 
grande e/ou em período prolongado.
38
Unidade I
Questão 2. Leia o caso relatado a seguir.
Paciente de 33 anos de idade, leucoderma, não tabagista, sem doença sistêmica de base, mas 
com histórico de doença psíquica (esquizofrenia). O paciente compareceu à clínica escola do INAPÓS, 
com queixa principal de “dor nos dentes do fundo”. No exame clínico, os achados principais foram: 
ausência dos dentes 26, 36, 16, 46, 47 e contato prematuro na coroa protética do dente 27. Já no 
exame radiográfico, foi possível observar extensa perda óssea vertical na face mesial do dente 27, o que 
indicava o elemento para realizar a exodontia, e assim foi realizado. Em seguida, foi confeccionada uma 
prótese parcial removível.
Adaptado de: BENTO, L. C. et al. Tratamento de perda óssea traumática extensa no dente 27: 
relato de caso clínico. Research, Society and Development, v. 11, n. 6, 2022. 
A respeito dos dentes ausentes no paciente, podemos concluir que:
A) Todos correspondem ao 1º quadrante.
B) Eles pertenciam a todos os quatro quadrantes.
C) Eram dentes correspondentes apenas ao 1º e ao 2º quadrantes.
D) Nenhum dos dentes mencionados é do 4º quadrante.
E) Eram dentes correspondentes apenas ao arco mandibular inferior.
Resposta correta: alternativa B.
Análise da questão
De acordo com a padronização estabelecida para identificação do posicionamento dos dentes, 
devemos adotar o procedimento de colocarmos primeiro a numeração do quadrante ao qual o dente 
pertence e, em seguida, a posição do dente no arco.
Logo, na dentição adulta, temos o total de 32 dentes em 4 quadrantes (1 e 2 superiores; 3 e 4 inferiores), 
sendo 8 dentes em cada.
No quadrante 1 (superior à direita), temos os dentes 11 até o 18.
No quadrante 2 (superior à esquerda), temos os dentes de 21 até o 28.
No quadrante 3 (inferior da esquerda), temos os dentes 31 ao 38.
No quadrante 4 (inferior à direita), temos os dentes 41 até o 48.
Assim, pela numeração dos dentes ausentes no paciente fornecida, percebemos que eles 
correspondem a dentes dos quatro quadrantes.

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