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720595545-6-ANO-GRAMATICA

Gramática para 6º ano (Ensino Fundamental II) que apresenta linguagem, língua e sociedade; fonemas, letras, alfabeto e sílabas; textos e gêneros; conotação/denotação; classes gramaticais (substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo); estudo das orações; atividades e desafios.

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Prévia do material em texto

6ºANO
Gramática
Ensino Fundamental II
Lécio Cordeiro
EDUCAÇÃO É A BASE
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
RESOLUÇÃO N° 2, DE 22
DE DEZEMBRO DE 2017
Livro editado
conforme a:
Museu Casa Guimarães Rosa, 
Cordisburgo, Minas Gerais.
FC_Gramática_6A_01.indd 1 24/03/2021 09:34:19
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Fizeram-se todos os esforços para localizar os detentores dos direitos das fotos, das ilustrações e dos textos contidos neste livro. 
A Editora pede desculpas se houve alguma omissão e, em edições futuras, terá prazer em incluir quaisquer créditos faltantes.
Impresso no Brasil 
ISBN aluno 978-65-87971-03-2
ISBN professor 978-65-87971-07-0
Gramática
6o ano
Ensino Fundamental II
EDITOR
Lécio Cordeiro
REVISÃO DE TEXTO
Consultexto
REVISÃO TÉCNICA
Marcelo Bernardo
PROJETO GRÁFICO
Totalle Edições Ltda.
EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
Allegro Digital
COORDENAÇÃO EDITORIAL
FC_Gramática_6A_01.indd 2 24/03/2021 09:34:20
É muito comum ouvirmos comentários de que a nossa língua é muito difícil. Você já ouviu alguém 
dizer isso? Normalmente essa opinião é seguida de comparações com outras línguas. Quem pensa que 
o português é uma língua difícil comumente acredita que o inglês, por exemplo, é uma língua fácil, 
que o alemão é feio, que o chinês é extremamente confuso. Mas será mesmo? A realidade mostra que 
esses posicionamentos sobre as línguas são equivocados.
Na maioria das vezes, essas opiniões negativas surgem da confusão que se faz entre o que é a 
língua e o que é a gramática. Por uma série de motivos, é comum as pessoas entenderem que ambas são a 
mesma coisa, mas, na verdade, não são. A gramática é apenas um dos componentes da língua. Apesar dis-
so, na nossa sociedade, a gramática é muito valorizada. Por isso, existem hoje, nas livrarias, inúmeros livros 
de gramática. Mas você já percebeu que todos eles abordam o assunto sempre da mesma forma? Regras e 
mais regras para se decorar, frases sem sentido e sem contexto adequado para ilustrar o estudo, construções 
linguísticas que nunca usaremos na vida, nenhuma relação entre a gramática e as outras disciplinas…
Foi pensando nisso que tivemos a ideia de escrever uma gramática diferente. Nosso objetivo foi 
preparar um livro que realmente ensinasse o conteúdo gramatical como ele é: interessante, vivo, real, 
repleto de possibilidades! Esperamos que você goste e que passe a ver a gramática de forma diferente.
Bom estudo!
Lécio Cordeiro
Apresentação
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Sumário
Capítulo 1 – Linguagem, língua e sociedade
1. A comunicação
2. A capacidade de simbolizar
3. A linguagem
4. O que são a língua e a gramática?
5. Língua falada e língua escrita
6. A língua e suas mudanças
7. O preconceito linguístico
Atividades
Desafio
Questões de escrita
Fonema e letra
Classificação dos fonemas
O alfabeto
Capítulo 2 – Ato de fala, frase e contexto
1. Ato de fala
2. Frase e contexto
3. Classificação tradicional das frases
4. Interjeição
5. Condição discursiva
Atividades 
Desafio
Questões de escrita
Estudo da sílaba
Capítulo 3 – Estudo dos textos
1. O que é um texto?
2. Sequências e gêneros textuais
Atividades
Desafio
Questões de escrita
Encontros de vogais e semivogais
Desencontro de vogais: hiato
Capítulo 4 – Conotação e denotação
1. Conotação e denotação
2. Linguagem figurada
Atividades
Desafio
Questões de escrita
Dígrafo
5
5
6
8
9
10
11
15
16
19
20
20
21
22
24
24
24
26
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27
28
31
31
31
34
34
36
37
41
44
44
45
47
47
48
53
54
56
56
Encontro consonantal
Divisão silábica
Capítulo 5 – Substantivo e adjetivo
1. Substantivo
2. Adjetivo
Atividades
Desafio
Questões de escrita
Acentuação dos monossílabos tônicos
Acentuação das proparoxítonas
Capítulo 6 – Artigo, numeral e pronome
1. Artigo
Classificação dos artigos
2. Numeral
Classificação dos numerais
3. Pronome
Atividades
Desafio
Questões de escrita
Acentuação das palavras oxítonas
Acentuação das palavras paroxítonas
Capítulo 7 – Verbo
1. O que é um verbo?
2. Modos verbais
3. Formas nominais dos verbos
4. Tempos verbais
Atividades
Desafio
Questões de escrita
Casos mais específicos de acentuação
Capítulo 8 – Estudo das orações
1. A oração e o período
2. O período composto por coordenação
Atividades
Desafio
Questões de escrita
Ortografia
56
57
60
60
65
69
73
75
75
76
77
77
78
78
79
83
86
90
92
92
92
94
94
96
96
97
99
102
102
102
105
105
106
107
110
111
111
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 Gramática – 6o ano 5
1
Capítulo
Linguagem, língua e sociedade
1. A comunicação
A pintura acima forma o que muitos historiadores 
e arqueólogos definem como pictografia — do latim 
pictor (pintura) + grafia (escrita). Ou seja, para eles é um 
tipo de escrita na qual se utilizam desenhos. As imagens 
trazem certo padrão, o que sugere a possibilidade de uma 
escrita. Entretanto, é difícil “ler” essa “escrita”, porque os 
significados exatos dos desenhos se perderam junto às 
comunidades que os criaram. 
Para compreendermos essa “escrita”, precisaríamos 
fazer relações entre vários elementos, como ideias, pala-
vras, situações, imagens, etc. A construção do sentido é 
muito rápida e começa antes mesmo de lermos a pintura. 
Isso porque, quando a vemos, nossa mente já começa 
a processar informações. Uma delas, certamente a pri-
meira, é a “certeza” de que o ser humano que a produziu 
queria comunicar algo. Se não, por que pintá-la?
Agora, analise com atenção a figura a seguir.
Pintura rupestre encontrada em um dos sítios arqueológicos do Parque 
Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, reconhecido pela Unesco 
como Patrimônio Cultural da Humanidade.
Diferentemente do que ocorre com a imagem anterior, 
esta permite-nos uma interpretação, pois possuímos 
recursos para realizar uma leitura.
Quando nos deparamos com a Imagem 2, imediata-
mente começamos a ler seus sentidos por meio do nosso 
conhecimento de mundo: identificamos os desenhos, 
buscamos informações históricas, identificamos o sím-
bolo químico. Nosso pensamento, portanto, articula 
informações prévias em busca de sentido. No fim, como 
conseguimos captar a ideia da imagem, dizemos que houve 
comunicação.
Os animais, em geral, possuem a extraordinária capa-
cidade de se comunicar. Sempre de formas variadas, cada 
espécie emprega os recursos de que dispõe com esse propó-
sito. As baleias, por exemplo, emitem ruídos extremamente 
precisos para indicar o caminho, a fonte de alimento, chamar 
a atenção, etc. As abelhas, as formigas, os lobos, os cachor-
Reflita
Que interpretação podemos fazer da Imagem 2?
Ao simular uma pintura rupestre, a imagem sugere 
que seu autor estava vivendo em uma nova Pré-
-História. Os desenhos indicam que essa Pré-História 
se deu por causa de uma guerra nuclear.
Imagem 1
Imagem 2
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Gramática – 6o ano 6
2. A capacidade de 
simbolizar
Nosso universo social é repleto de símbolos. São 
placas, textos, objetos, gestos, imagens, números, etc. 
Ao conjunto de símbolos empregados com o objetivo 
ros, os galos têm relações sociais, de poder e de hierarquia 
bastante definidas e se comunicam.
No entanto, apenas os seres humanos são capazes de se 
comunicar de forma extremamente complexa com a inten-
ção de produzir sentidos. Essa é a maior diferença entre nós 
e os outros animais. Somente nós podemos articular sons, 
combiná-los conscientemente e falar. Existem vários traços 
que nos diferenciam dos outros animais, seja do ponto de 
vista biológico (o polegar livre, a capacidade de andar sobre 
duas pernas, a pele descoberta, a capacidade de articular sons 
e falar, etc.), seja do ponto de vista intelectual (capacidade de 
raciocinar com complexidade, planejar, lembrar, entre ou-
tros). No entanto, a fala é a nossa habilidade mais marcante.
Nosso aparelho fonador é muito desenvolvido,ao número de sílabas, as palavras são clas-
sificadas como monossílabas, dissílabas, trissílabas 
e polissílabas. Reflita: quantas sílabas as palavras pos-
suem em cada categoria? Exemplifique.
4| As palavras monossílabas podem ser átonas ou tôni-
cas, conforme sejam dependentes de outras ou não, res-
pectivamente. Já nas palavras com mais de uma sílaba, 
há sempre uma sílaba pronunciada com mais intensida-
de que as demais: a sílaba tônica. Quanto à posição da 
sílaba tônica, as palavras se classificam como:
•	Oxítonas – quando a sílaba tônica é a última.
•	Paroxítonas – quando a sílaba tônica é a penúltima.
•	Proparoxítonas – quando a sílaba tônica é a antepe-
núltima.
As palavras monossílabas possuem uma sílaba, como pé; as 
dissílabas possuem duas, como sofá; as trissílabas possuem 
três, como caneta; as polissílabas possuem quatro ou mais 
sílabas, como releitura, intensidade e desentendimento.
Exemplifique cada uma dessas categorias.
Resposta pessoal. Sugestão: oxítonas – Amapá, enxugar, 
armazém; paroxítonas – ronco, cama, garrafa; proparoxí-
tona – página, atlético, hábitat. 
5| Leia em voz alta as palavras a seguir e identifique a 
sílaba tônica de cada uma delas. Dica: para encontrar 
a sílaba tônica de forma rápida, fale a palavra como se 
a fosse vender: a vogal da sílaba tônica se prolonga. É 
engraçado, mas funciona!
réu juiz foi comprei país
ciúme peixe ouro Lua saúde
quase rua treino roupa rainha
Aprenda mais
A sílaba tônica de uma palavra polissílaba deve estar, necessariamente, 
na última, penúltima ou antepenúltima posição. Algumas palavras, 
porém, possuem uma sílaba subtônica (pronunciada de forma um 
pouco mais fraca que a tônica). As sílabas que não são tônicas nem 
subtônicas são chamadas de átonas (pronúncia fraca). Observe.
ra pi da men te
Sílabas átonas
Sílaba subtônica Sílaba tônica
ca fe zi nho
Sílabas átonas
Sílaba subtônica Sílaba tônica
Palavra primitiva Palavra derivada
café cafezinho
rápido rapidamente
A sílaba subtônica é a sílaba tônica da palavra primitiva. Veja.
2| Volte às palavras da questão anterior e pronuncie 
cada uma delas pausadamente. Perceba que, ao realizar 
essa atividade, sua boca executa movimentos bastante 
precisos. Cada movimento corresponde a uma sílaba. A 
sílaba é um fonema ou grupo de fonemas que produzi-
mos em um só impulso de voz. Agora, reflita: quantas 
vogais pode haver em uma sílaba?
Em uma mesma sílaba, só pode haver uma vogal.
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 Gramática – 6o ano 33
Anotações
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Gramática – 6o ano 34
3
Capítulo
Estudo dos textos
1. O que é um texto?
Leia.
Para entender o cartum acima, precisamos fazer 
diversas operações mentais. Uma dessas operações 
consiste na identificação dos três elementos não verbais 
mais importantes para a construção do sentido: os dois 
personagens e a flecha.
Como vimos, a linguagem é um traço fundamental 
dos seres humanos, embora não seja uma característica 
exclusiva nossa, pois os animais em geral também são 
capazes de se comunicar entre si. No entanto, somente 
os seres humanos conseguem interagir de maneira tão 
complexa. Por exemplo, quando conversamos somos 
capazes de situar o conteúdo das nossas falas tanto no 
passado quanto no futuro. Podemos até inventar esse 
conteúdo e representar ideias por meio de imagens, como 
no cartum que você leu.
Então, de acordo com o que estudamos até agora, 
dizemos que a nossa linguagem é essencialmente intera-
tiva. Ao proferirmos a mais simples palavra para alguém, 
temos alguma intenção: pedir, ordenar, agradecer, cha-
mar a atenção, lembrar, ensinar, orientar, etc., e a pessoa 
a quem nos dirigimos procura captar essa intenção. Na 
prática, é bastante simples: quando falamos ou escreve-
mos, queremos ser compreendidos, e o nosso interlocutor 
quer nos compreender. Por isso, dizemos que o sucesso 
de uma comunicação depende das pessoas envolvidas, 
que cooperam umas com as outras para produzir sentido. 
Toda interação se dá por meio de textos.
Chamamos de texto a atividade interacional comu-
nicativa que acontece em uma situação específica.
Para compreender o cartum, fazemos uma leitura 
das imagens (linguagem não verbal) e dos enuncia-
dos (linguagem verbal). A compreensão se dá mais ou 
menos como um somatório dessas linguagens e seus 
significados.
Na nossa cultura, a razão e a emoção constantemente 
são representadas pelo cérebro e pelo coração, respecti-
vamente. De acordo com esse entendimento, o cérebro 
e o coração são os órgãos nos quais a razão e a emoção 
acontecem. A flecha, por sua vez, representa a paixão, 
sendo atirada nas pessoas pelo deus chamado Cupido. 
No imaginário coletivo, a pessoa apaixonada fica dis-
traída, despreocupada, feliz. Daí o desespero do cérebro 
(razão) expresso no balão de medo:
Reflita
O que cada um deles representa no nosso imaginário? 
Quem teria disparado a flecha?
O cérebro representa a razão, o coração representa a 
emoção, a flecha representa a paixão. O deus conhe-
cido como Cupido teria disparado a flecha.
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 Gramática – 6o ano 35
Cara, reage! Que sorriso estranho é esse?
Fala comigo!
Nas tirinhas, nas histórias em quadrinhos, nas charges, 
entre outras, a fala dos personagens normalmente é indi-
cada em balões. Além do conteúdo verbal, o próprio balão 
atua como símbolo não verbal, indicando as circunstâncias 
que envolvem a fala dos personagens. Observe:
•	Fala comum – Uma linha 
simples, oval ou retangular.
•	Pensamento ou sonho 
– Linha curva, semelhante 
a uma nuvem.
•	Sussurro ou cochicho 
– Linha tracejada.
•	Grito – Linha espalha-
da, cheia de pontas, se-
melhante ao desenho de 
uma explosão.
•	Fala eletrônica – Linha 
simples com ponta dire-
cional em forma de raio. 
É usada para representar 
vozes reproduzidas em 
aparelhos eletrônicos.
•	Expressão de medo – 
Linha tremida, irregular.
•	Frio ou derretimento, moleza – 
Linha escorrida. Também é usada para 
expressar frieza do personagem ao falar.
Em outros textos que utilizam apenas a linguagem 
verbal, organizamos as ideias em blocos, os parágra-
fos. Os parágrafos são indicados com um recuo de 
margem do seu primeiro enunciado, que se inicia com 
letra maiúscula.
Reflita
Responda em seu caderno: para compor um parágra-
fo, é necessário escrever várias frases?
Não é necessário compor o parágrafo com várias frases. Às vezes, apenas uma frase, 
ou mesmo uma palavra, pode formar um parágrafo.
QUINO. Toda Mafalda: da primeira à última tira. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 15.
Apesar de esses balões serem bastante utilizados, 
há ainda outras formas de marcar falas e circunstâncias 
enunciativas, como o uso de cores diferenciadas, negrito, 
itálico, onomatopeias, letras maiúsculas, falas duplas 
e tamanho de fonte diverso. Na tirinha a seguir, foram 
utilizados alguns desses recursos.
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Gramática – 6o ano 36
2. Sequências e gêneros 
textuais
Não é necessário nos aprofundarmos no estudo dos 
textos para percebermos que há uma multiplicidade deles 
em nossa vida diária. Eles estão por toda parte, transmi-
tindo informações, influenciando nosso comportamento, 
repassando histórias, etc.
Com um pouco mais de atenção, vemos que agru-
pamos vários textos em torno de um nome, digamos, 
comum. Para entender isso, basta você pensar na palavra 
fábula. O que ela lhe sugere de imediato? Provavelmente 
você pensou em um texto cujos personagens são animais 
que agem como seres humanos (como vimos no primeiro 
capítulo). Mas não só isso: certamente você já sabe que 
todas as fábulas sempre são produzidas com o objetivo 
de nos passar uma lição moral. Essas duas características 
(personagens animais e lição moral) são comuns a todas 
as fábulas. Veja um exemplo de fábula.
O mosquito e o leão
Um orgulhoso mosquito resolveu mostrar a todos 
como era valente. Voou até o leão e disse: 
— Você pensa que temmais força do que eu? Pois 
saiba que não é bem assim! Você só sabe arranhar e roer 
com garras e dentes, grande coisa! Eu sou muito mais 
forte que você, e eu o desafio!
E, zumbindo, começou a picar o leão nas partes mais 
lisas de seu focinho.
O leão se debateu, tentando, em vão, acertar o mosquito. 
Porém, em seu esforço, ele só conseguiu se arranhar todo 
e cair cansado e vencido pelo ágil e pequenino inimigo.
Triunfante e zumbindo de felicidade, o mosquito par-
tiu. Mas, embevecido pelo seu orgulho, nem percebeu que 
seguia direto para uma teia de aranha!
Enrolado na teia, sem conseguir mais voar, ele viu a 
aranha se aproximando para comê-lo e pensou, revol-
tado: “Como isso pôde acontecer comigo?! Venci o po-
deroso leão para virar jantar de uma maldita aranha!”.
Moral: às vezes, o menor dos seus inimigos é o mais 
perigoso.
TOLSTÓI, Liev. Fábulas. Tradução e adaptação de Tatiana Mariz e Ana Sofia Mariz. 
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2009. p. 19–20. Adaptado.
O mosquito
e o leãoTextos
Sequência
textual
O velho e
o menino
Narrativa
 A agulha e
a linha
FábulaGêneros
textuais Parábola Apólogo
Ao ler esse texto, você percebeu que ele apresenta 
aquelas duas características de que falamos ainda há 
pouco? Além delas, podemos observar outras: o ambiente 
e o tempo não têm importância para a história, os diálo-
gos são curtos, etc. Essas características nos permitem 
afirmar, portanto, que esse texto é uma fábula.
Assim, qualquer texto que tenha esses detalhes e a 
função de repassar um ensinamento pode ser identificado 
como fábula. Da mesma forma, se alguma dessas caracte-
rísticas for mudada, essa identificação também mudará. 
Por exemplo: se os personagens forem seres humanos, 
não animais irracionais, teremos uma parábola; e, se os 
personagens forem objetos, teremos um apólogo. 
Podemos dizer, resumindo, que as fábulas, as parábo-
las e os apólogos possuem, basicamente, características 
estruturais muito parecidas, mas não são a mesma coisa. 
Eles exemplificam o que chamamos de gêneros textuais.
Entre as características que esses gêneros possuem, 
a principal é, sem dúvida, que são sempre textos nar-
rativos, isto é, contam histórias de personagens que 
desempenham ações que são transmitidas por meio da 
voz de um narrador. Da mesma forma que fábulas, pa-
rábolas e apólogos, muitos outros gêneros são também 
narrativos: contos, novelas, romances, piadas, etc. Dessa 
forma, podemos dizer que a narração está presente em 
vários gêneros textuais, marcando a sua estrutura. A 
narração faz parte do conceito que chamamos de se-
quência textual. Podemos esquematizar o que vimos 
até agora de forma simples.
Moral: Muitas vezes o menor dos nossos inimigos deve 
ser o mais temível.
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 Gramática – 6o ano 37
Atividades
1| Imagine que os itens A e B a seguir foram escritos por 
diferentes historiadores para fazer parte de um guia tu-
rístico sobre o Parque Nacional Serra da Capivara.
O Parque Nacional Serra da Capivara foi criado em 
1979, fronteira entre duas formações geológicas, 
com serras, vales e planície, o parque abriga fauna e 
flora específicas da Caatinga com presença de tatus-
-verdadeiros, tatus-bola, tamanduás, jacus, cotias, 
veados-catingueiros, porcos-do-mato, macacos-pre-
go e até onças, lagartos e serpentes e foi declarado 
Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. 
Em qualquer época do ano é possível visitar. A Sede 
da administração do Parque fica na cidade de São 
Raimundo Nonato/PI no período das chuvas pode-se 
apreciar a floração das plantas da Caatinga a região 
abriga 173 sítios arqueológicos abertos à visitação. 
O Parque fica localizado no semiárido nordestino. 
Durante milênios, as paredes dos sítios do Parque 
Nacional Serra da Capivara foram pintadas e gravadas 
por grupos humanos com diferentes características 
culturais que se refletem nas escolhas gráficas que 
aparecem nos sítios. O visitante pode hoje observar um 
produto gráfico final que foi realizado gradativamente 
e que pela sua narratividade evoca fatos da vida coti-
diana e cerimonial da vida em épocas pré-históricas.
A
B
Segundo alguns teóricos, existem, basicamente, 
seis sequências textuais: injuntiva, descritiva, narra-
tiva, expositiva, argumentativa e dialogal. De maneira 
simples, poderíamos defini-las deste modo:
•	Injuntiva – É a sequência textual que permeia gêneros 
em que incitamos à ação. Neles o emissor procura agir 
sobre o receptor fazendo com que ele adote determina-
dos comportamentos, como ocorre frequentemente nas 
receitas culinárias, nos manuais do usuário, etc. 
•	Descritiva – Registra características de pessoas, lu-
gares, objetos. Os anúncios de venda de imóveis nos 
jornais, por exemplo, são textos em que as sequências 
descritivas prevalecem.
•	Narrativa – É o relato de fatos feito por um narrador, 
o desenrolar de uma trama, de ações. Esse relato envol-
ve personagens normalmente localizados no tempo e 
no espaço. 
•	Expositiva – É a explanação de informações. Essa se-
quência textual permeia textos cuja função principal é 
informar, como a notícia de jornal.
•	Argumentativa – Predomina em textos cujo objeti-
vo é a defesa de pontos de vista. Essa defesa é feita por 
meio de ideias e argumentos e visa convencer ou per-
suadir o interlocutor.
•	Dialogal – Corresponde às sequências que consti-
tuem os diálogos.
Apesar de apresentarmos as seis sequências textuais 
separadamente, elas podem aparecer juntas em um 
mesmo texto. Entretanto, uma delas prevalece sobre as 
demais, indicando a natureza do gênero.
Pinturas rupestres produzidas em caverna localizada no Parque Na-
cional Serra da Capivara. 
EV
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 C
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 S
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/S
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Gramática – 6o ano 38
a. Tendo em vista o que estudamos, podemos afirmar 
que os itens A e B são textos? Justifique sua resposta.
b. Na sua opinião, os dois itens poderiam fazer parte do 
guia turístico do Parque? Explique.
Sim. O item A é composto de frases mal formuladas e mal 
conectadas, mas isso não impede a construção do senti-
do por parte do leitor. O item B também é um texto, pois 
apresenta unidade temática e estrutural bem formulada. 
Resposta pessoal. Espera-se que o aluno entenda que, 
devido aos problemas apresentados pelo item A, não 
seria adequado utilizá-lo no guia.
2| Com base na análise feita dos itens A e B da questão 
anterior, avalie as afirmações seguintes, assinalando C 
(certo) ou E (errado).
a. E Podemos concluir que texto é a sucessão ou com-
binação de frases.
b. E Texto é a sucessão de frases com sentido.
c. E Podemos entender a noção de texto como a uni-
dade linguística superior à frase.
d. C Texto é uma atividade verbal em que há necessa-
riamente produção de sentido.
e. C O item A constitui um texto, apesar de não apre-
sentar unidade estrutural e temática bem organizada.
f. C O item A, embora apresente raros elementos 
conectivos entre as ideias veiculadas, apresenta-se 
como um todo significativo.
g. E O item B constitui texto, uma vez que apresenta 
várias frases.
h. C No item B, há o predomínio da linguagem formal.
Texto 1
Brownie do Luiz
Ingredientes
•	6 ovos
•	½ kg de açúcar
•	3 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo
•	700 g de achocolatado
•	300 g de manteiga com sal
Modo de preparo
Numa batedeira coloque 6 ovos, ½ kg de açúcar, 3 ½ 
xícaras (chá) de farinha de trigo, 700 g de achocolatado, 
300 g de manteiga com sal e bata bem até formar uma 
mistura homogênea.
Coloque a massa numa assadeira (40 cm x 25 cm) 
untada e leve ao forno médio preaquecido a 180 °C por 
± 30 minutos. Retire do forno e deixe esfriar.
Corte em quadrados (6 cm x 6 cm) e sirva em seguida.
Disponível em: http://gshow.globo.com/receitas-gshow/receita/brownie-do-
-luiz. Acesso em: 23/09/2019.
3| Como você sabe, os textos fazem parte da nossa vida. 
Fazemos uso deles para atuar e nos comunicar nos diferen-
tes camposde atividade pelos quais circulamos em nosso 
cotidiano — em casa, na escola, no shopping, estudando 
e até consumindo. Os gêneros textuais nos servem nes-
ses momentos, pois são as formas de dizer mais ou menos 
estáveis em nossa sociedade. Todos os cidadãos sabem o 
Th
em
al
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k.
co
m
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 Gramática – 6o ano 39
que são e reconhecem notícias, anúncios, bulas de remé-
dio, livros didáticos, bilhetes, etc. Reconhecemos os gêne-
ros textuais principalmente por três aspectos:
•	A forma de composição.
•	Os temas e as funções que viabilizam.
•	O estilo de linguagem que permitem (formal, 
informal).
Com base nesses três aspectos e no seu conhecimento 
de mundo, responda às questões a seguir.
a. O texto Brownie do Luiz é um exemplo de que gênero 
textual?
b. Que características composicionais você identifica 
nesse texto?
c. Qual é a função social desse gênero textual?
e. Que sequência textual predomina nesse texto?
d. Esse gênero permite o uso da linguagem formal ou 
informal? 
Receita culinária.
Resposta pessoal. Espera-se que o aluno identifique ca-
racterísticas como a subdivisão do texto em duas partes 
(ingredientes e modo de preparo).
A receita culinária tem a função de ensinar as pessoas a 
prepararem os alimentos.
Na receita culinária, predomina a sequência textual 
injuntiva.
Normalmente as receitas são escritas com linguagem 
formal, mas é possível o registro informal.
4| Analise os textos que seguem e indique qual é o gênero 
textual que exemplificam. Aproveite também para identi-
ficar a sequência textual que prevalece em cada um deles.
Texto 1
Texto 2
Como surge um deserto?
Para uma área ser considerada desértica, ela precisa 
reunir pelo menos dois elementos: solo arenoso e clima 
quente e seco, com baixíssimos índices de chuvas durante 
um longo período. Os desertos que existem hoje na Terra 
experimentam há milhares de anos uma média de chuvas 
menor que 250 milímetros por ano, um índice seis vezes 
inferior ao da cidade de São Paulo, por exemplo. Isso 
quer dizer que demora muito tempo para um deserto 
aparecer […].
Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surge-um-
-deserto. Texto adaptado. Acessado em: 16/04/2019.
Vulcão chileno Calbuco entra em 
erupção
O vulcão chileno Calbuco entrou em erupção nesta 
quarta-feira, 22 de abril, e expeliu uma potente coluna 
de cinzas de vários quilômetros de altura, o que não 
acontecia há quase 50 anos, provocando o isolamento 
das cidades mais próximas.
Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters.htm. Aces-
sado em: 29/04/2019.
Artigo de divulgação científica. Sequência textual: 
Expositiva.
Notícia. Sequência textual: Narrativa.
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Gramática – 6o ano 40
Texto 4
Texto 3 Texto 5
Texto 6
Tirinha. Sequência textual: Narrativa.
Anúncio. Sequência textual: Injuntiva.
Diálogo. Sequência textual: dialogal.
Conto. Sequência textual: Narrativa.
Silvestre
Animado com esta saída feliz que me deu o javanês, 
voltei a procurar o anúncio. Lá estava ele. Resolvi com 
determinação me candidatar ao professorado do idioma 
oceânico. Escrevi a resposta, passei pelo jornal e deixei 
lá a carta. Em seguida, voltei à biblioteca e continuei os 
meus estudos de javanês. Não fiz grandes progressos 
nesse dia, não sei se por julgar o alfabeto javanês o único 
saber necessário a um professor de língua malaia ou se 
por ter me empenhado mais na bibliografia e história 
literária do idioma que ia ensinar.
BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês. In: Contos selecionados. Seleção 
e adaptação de Malthus de Queiroz. Recife: Prazer de Ler, 2012, p. 10.
Re
pr
od
uç
ão
— Do que está falando? — perguntei.
Ela pareceu surpresa, como se não fosse para eu ter 
escutado aquilo.
— Você deveria contar para ele no que está pensando, 
Isabel — sugeriu o papai, que estava do outro lado da sala, 
conversando com o pai do Christopher.
— É melhor falarmos sobre isso depois — disse a 
mamãe.
— Não. Eu quero saber do que você estava falando — 
retruquei.
— Você não acha que está pronto para ir à escola, 
Auggie? — perguntou a mamãe.
— Não — respondi.
— Eu também não — concordou papai.
— Então é isso. Assunto encerrado — concluí, dan-
do de ombros, e sentei no colo dela, como se fosse 
um bebê.
— Só acho que você precisa aprender mais do que 
eu posso ensinar — justificou-se a mamãe. — Quer 
dizer... Ah, Auggie, você sabe como sou péssima com 
frações!
PALACIO, J. R. Extraordinário. Tradução: Rachel Agavino. Rio de Janeiro: In-
trínseca, 2012. p. 14.
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 Gramática – 6o ano 41
Anúncio. Sequência textual: Injuntiva.
Fábula. Sequência textual: Narrativa.
Texto 7
Texto 8
A raposa e as uvas
Uma raposa faminta viu uns cachos de uva pendu-
rados a grande altura, em uma videira que crescia ao 
longo de uma treliça, e fez de tudo para alcançá-los, 
saltando o mais alto que podia. Mas seu esforço foi em 
vão, pois os cachos estavam fora de seu alcance. Por 
isso, ela desistiu de tentar.
Afastou-se e, com um ar de dignidade e indiferença, 
falou:
— Eu pensei que aquelas uvas estavam maduras, 
mas vejo agora que elas eram, na verdade, bastante 
azedas.
Moral da história: Quem desdenha quer comprar.
SANTOS, Laura. Fábulas de Esopo. Recife: Prazer de Ler, 2014, p. 3.
1| (Enem–Adaptada) Em 2002, o Governo Federal pro-
moveu uma campanha a fim de reduzir os índices de 
violência. Noticiando o fato, um jornal publicou a se-
guinte manchete:
Campanha contra a violência do governo 
do Estado entra em nova fase.
A manchete tem um duplo sentido, e isso dificulta o 
entendimento. Considerando o objetivo da notícia, esse 
problema poderia ter sido evitado com a seguinte redação:
a. Campanha contra o governo do Estado e a vio-
lência entram em nova fase. 
b. A violência do governo do estado entra em nova 
fase de campanha.
c. Campanha contra o governo do Estado entra em 
nova fase de violência.
d. A violência da campanha do governo do Estado 
entra em nova fase.
e. X Campanha do governo do Estado contra a violên-
cia entra em nova fase.
Desafio
2| Leia o cartaz.
Colabore com esse ato em defesa do meio ambiente.
Seja nosso parceiro.
As futuras gerações agradecerão.
O ÚNICO CAMINHO É SALVAR A 
NATUREZA!
Re
pr
od
uç
ão
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Gramática – 6o ano 42
Em relação ao texto, é possível afirmar que ele:
a. apresenta traços claros de ambiguidade, isto é, 
sugere mais de uma possibilidade de interpretação. 
b. desrespeita as normas para textos formais escri-
tos, sobretudo em relação à variação linguística.
c. possui uma inconsistência de sentido, pois apre-
senta contradições entre as informações e os dados 
da realidade.
d. X cumpre a função de convencer o leitor a aderir à 
campanha em favor do meio ambiente.
e. atende perfeitamente ao objetivo comunicativo 
a que se propõe.
a. Esse enunciado faz alusão a um outro. Qual?
b. O convite-propaganda situa a “Universidade X” em 
um lugar de autoridade. Explique como isso acontece.
A “UNIVERSIDADE X” ADVERTE:
ESSA PALESTRA FAZ BEM À SAÚDE.
3| (Unicamp–Adaptada) Alguns anos atrás, uma uni-
versidade brasileira veiculou um convite-propaganda 
para a palestra Desenvolvimento da saúde e seus princi-
pais problemas, que seria proferida por um ex-ministro 
da Saúde. Do convite-propaganda, fazia parte uma 
foto do político, sobre a qual foi colocada uma tarja 
branca com o seguinte enunciado:
O enunciado faz alusão ao texto veiculado pelo Ministério 
da Saúde em suas ações contra o tabagismo: O Ministério 
da Saúde adverte: fumar faz mal à saúde.
Ao fazermos a referência desse convite-propaganda ao 
texto veiculado pelo Ministério da Saúde (uma instituição 
com poder legitimado), percebemos que, no convite, 
a expressão Universidade X ocupa a mesma função do 
termo O Ministério da Saúde na advertência,ou seja, os 
dois termos são equivalentes semanticamente.
Anotações
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 Gramática – 6o ano 43
Texto 1
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Disponível em: http://www.otempo.com.br/infograficos/trabalho-infantil-1.654360. Acesso em: 27/08/2019. 
Adaptado.
4| Analise as afirmações a seguir.
I. Trata-se de um gênero textual que cumpre papel importante em textos informativos.
II. Apresenta uma combinação entre linguagem verbal e não verbal com o objetivo de informar o leitor.
III. Por ser composto apenas por gráficos, esse conjunto de informações não pode ser entendido como texto.
IV. Como o objetivo comunicativo é informar o leitor, nesse texto há um predomínio da sequência textual descritiva.
V. A classificação como texto não é adequada, pois verificamos apenas frases incompletas (de situação).
Está correto o que se afirma apenas em:
a. X I e II.
b. I e V.
c. II e III.
d. III e IV.
e. IV e V.
Trabalho infantil em números
Dados de 2010
5,2% 328das crianças
brasileiras
entre 10 e 13
anos trabalham
cidades mineiras têm o
índice de crianças nessa
faixa etária que trabalham
acima da média nacional
Municípios mineiros com maior percentual
de crianças de 10 a 13 anos trabalhando
26%
25,9%
23,6%
23,2%
21,9%
21,5%
20,4%
19,9%
19,6%
18,5%
18,5%
1 Rochedo de Minaso
2 Tocos do Mogio
3 Santana do Manhuaçuo
4 Chapada Gaúchao
5 José Gonçalves de Minaso
6 Senador José Bentoo
7 Senador Nordestinoo
8 Alagoao
9 Santo Antônio do Itambéo
10 Icaraí de Minaso
11 Angelândiao
Estados com mais crianças de
10 a 13 anos trabalhando
1 São Paulo............. 2.649.355o
2 Minas Gerais........ 1.341.370o
3 Bahia..................... 1.068.919o
4 Rio de Janeiro...... 1.045.916o
5 Paraná.................. 720.290o
Ranking das crianças de 10
a 13 anos que trabalham e não
frequentam a escola
1 São Paulo............. 77.712o
2 Bahia..................... 31.106o
3 Minas Gerais........ 30.787o
4 Rio de Janeiro...... 29.700o
5 Amazonas............ 23.619o
Dados gerais do
Brasil
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Gramática – 6o ano 44
5| Assinale a alternativa que resume de forma mais ade-
quada o tema central do texto.
a. Trabalho infantil em números.
b. A exploração da mão de obra infantil no Brasil 
em 2010.
c. X Municípios mineiros com maior percentual de 
crianças de 10 a 13 anos trabalhando.
d. Dados gerais do Brasil sobre trabalho infantil.
e. Estados brasileiros com mais crianças de 10 a 13 
anos trabalhando.
Questões de 
escrita
Encontros de vogais e 
semivogais
1| No capítulo anterior, vimos que a sílaba é um fone-
ma ou grupo de fonemas que produzimos em um só im-
pulso de voz. Na língua portuguesa, a vogal constitui a 
base das sílabas. Assim, em uma mesma sílaba, só pode 
haver uma vogal. Em uma palavra como pai, constituí-
da de uma única sílaba, temos apenas a vogal a. Nesse 
caso, o i é considerado semivogal, pois é pronunciado 
de maneira mais fraca. Analise os substantivos a seguir 
e identifique aqueles em que há o encontro de vogal e 
semivogal na mesma sílaba.
2| Os encontros de vogais e semivogais no interior das 
sílabas podem ocorrer de duas formas:
•	Ditongo – É a combinação de uma vogal e uma semivo-
gal (ou semivogal e vogal) na mesma sílaba, como ocorre 
nas palavras que você destacou na questão anterior.
•	Tritongo – É o encontro de uma semivogal, uma vogal 
Agora, numere os ditongos observando a classificação.
1. Ditongo oral decrescente.
2. Ditongo oral crescente.
3. Ditongo nasal decrescente.
4. Ditongo nasal crescente.
Aprenda mais
Formalmente, os ditongos são classificados em orais ou nasais 
e crescentes ou decrescentes.
Orais – Compostos de vogal oral, como em mingau, sai e feito.
Nasais – Compostos de vogal nasal, como em põe, mamão e mamãe.
Crescentes – Compostos de semivogal e vogal, nesta ordem, 
como em pátria, espécie e planície.
Decrescentes – Compostos de vogal e semivogal, nesta ordem, 
como em seu, maio e prometeu.
a. saída b. rua c. carteira d. pão e. moeda
f. praia g. mãe h. agência i. país j. saúde
e outra semivogal na mesma sílaba, como ocorre em Uru-
guai. Nesse caso, a vogal é pronunciada com mais força.
3| Na fala cotidiana, os ditongos representam variações 
interessantes que caracterizam o português brasileiro. 
Em grupo com os seus colegas e o professor, analise a 
presença de ditongos nos grupos de palavras a seguir.
a. Beijo – cheiro – peixe – caixa.
b. Ouro – calouro – amou.
c. Paz – mês – nós.
A que conclusões vocês chegaram?
No item A, observamos o apagamento da semivogal do 
ditongo que ocorre na sílaba tônica. O mesmo acontece 
no item B. Por fim, no item C, percebemos a formação 
do ditongo nos monossílabos tônicos terminados em /s/.
a. 1 Circuito. 
b. 2 Série.
c. 2 Aquático. 
d. 1 Ouro.
e. 3 Cãibra. 
f. 4 Guano.
g. 3 Cantavam. 
h. 3 Jogavam.
i. 4 Quando. 
j. 3 Muito.
k. 3 Refém. 
l. 1 Deixa.
m. 2 Artéria. 
n. 1 Gratuito.
o. 3 Propõe. 
p. 1 Leu.
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 Gramática – 6o ano 45
4| Não há tritongo em:
5| Em todas as palavras ocorre ditongo, exceto em:
a. Série – perspicácia – relógio. 
b. X Salário – saída – Márcia. 
c. Conceito – estou – cautela. 
d. Museu – ânsia – vácuo.
e. Negócio – elegância – couro.
a. lagoa – 
b. Paraguai – 
c. país – 
d. fortuito – 
e. ciúme – 
f. rua – 
g. partiu – 
h. ouviu – 
i. reeleger – 
j. cooperar – 
Hiato.
Tritongo.
Hiato.
Ditongo.
Hiato.
Hiato.
Ditongo.
Ditongo.
Hiato.
Hiato.
6| Na palavra saída, as vogais a e i ocorrem em sílabas 
diferentes, o que caracteriza um hiato. Assim, na prática, 
o hiato não é propriamente um encontro de vogais, mas 
o desencontro delas. Essa separação, indicada na fala, 
mostra que essas vogais, quando se separam, ficam em 
sílabas diferentes. Agora, analise as palavras a seguir e in-
dique se apresentam ditongo, tritongo ou hiato.
Desencontros de vogais: 
hiato
a. Averiguou. 
b. Saguão. 
c. Paraguaio. 
d. X Boiada. 
e. Iguais.
Anotações
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Gramática – 6o ano 46
Anotações
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 Gramática – 6o ano 47
4
Capítulo
Conotação e denotação
1. Conotação e denotação 
Determinadas palavras ou expressões que usa-
mos na nossa comunicação diária são muito ricas 
semanticamente. Ao descreverem a realidade de que 
falamos, por exemplo, elas também veiculam várias 
informações, que podem ser mais ou menos adequa-
das ao momento.
A conotação é o efeito de sentido por meio do qual 
palavras ou expressões transmitem informações sobre 
o falante: quem ele é, de onde vem, como ele vê o seu 
interlocutor, etc. Portanto, a conotação diz respeito a uma 
maneira pessoal de ver o mundo, as pessoas, as situações. 
Ou seja, corresponde à maneira figurada de se expressar.
Diferentemente da conotação, a denotação é o efeito 
de sentido por meio do qual falamos “neutramente” do 
mundo. Corresponde ao sentido literal (real) das palavras. 
Para exemplificar esses conceitos, vamos imaginar 
uma conversa entre dois homens que estão na praia 
olhando o mar.
— Ó meu, que cê tá achando dessas ondas?
— Tá uma enganação, tchê!
Nesse diálogo, observamos que os personagens são 
surfistas, devido à própria ilustração e ao uso de gírias 
características desse grupo. Além disso, é importante 
notar a presença do vocativo na fala de ambos. Na língua 
portuguesa, existem várias formas de chamar a atenção 
do interlocutor em uma conversa. Considerando a cono-
tação, embora essas formas tenham a mesma finalidade, 
elas não se equivalem. Nesse exemplo, ó meu e tchê 
exercem a função de vocativo, mas, além disso, transmi-
tem informações sobre a procedência dos falantes. Os 
paulistas falam ó meu; os gaúchos falam tchê.
Sobre a adequação ao momento, observe que as duas 
falas são perfeitas. Os dois surfistas seveem como tais, 
tratam-se de maneira igual e falam da realidade (o mar, 
que não está bom para a prática do surf) de um modo 
particular, o que constitui conotação.
Sem divórcio legal, Filipinas perpetuam 
casamentos fracassados
País é o único no mundo onde a separação não é 
reconhecida legalmente, o que torna a situação difícil 
para mulheres que vivem relações tóxicas
Disponível em: https://noticias.r7.com/internacional/sem-divorcio-legal-
-filipinas-perpetuam-casamentos-fracassados-24082019. Acessado em: 
26/08/2019.
Aprenda mais
Chamamos de vocativo a palavra e expressão que utilizamos para 
nos referir aos interlocutores e chamar a sua atenção durante o 
ato comunicativo. Observe.
Entendeu, caro aluno?
João, Gabi já chegou?
Veja outro exemplo: o emprego da palavra legal nas 
manchetes a seguir.
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Gramática – 6o ano 48
Por que ser legal nem sempre é bom para 
a sua carreira
Na busca por ser uma “boa pessoa” no ambiente 
de trabalho, executivos acabam comprometendo a 
honestidade
Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2019/08/
porque-ser-legal-nem-sempre-e-bom-para-sua-carreira.html. Acessado em: 
26/08/2019.
Comparação
Ocorre quando se estabelece, entre palavras ou expres-
sões, uma relação comparativa clara entre elementos de um 
mesmo universo ou de universos diferentes. Para realizar a 
comparação, é necessário o emprego de conectivos adequa-
dos, como: mais... (do) que..., menos... (do) que..., tão... 
quanto, como, assim como, tal como, igual a, que nem.
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
BUARQUE, Chico. Construção. Rio de Janeiro: Philips, 1971. 
Minha paixão? Uma armadilha de água, 
Rápida como peixes, 
Lenta como medusas, 
Muda como ostras.
SAVARY, Olga. Ycatu. In: MORICONI, Ítalo (Org.). Os cem melhores poemas bra-
sileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, p. 273.
Como você pode ver, a palavra legal possui diferentes 
sentidos nessas manchetes. No primeiro caso, temos o 
uso denotativo — o sentido é conforme a lei. No segundo, 
o sentido é conotativo — a palavra resume as qualidades 
que fazem uma “boa pessoa”, isto é, generosa, atenciosa, 
cuidadosa, divertida, etc.
Para essa distinção ficar clara, veja o quadro-resumo 
a seguir.
Denotação
•	Palavra com o sentido próprio das primeiras defini-
ções do dicionário.
•	Palavra com sentido restrito, objetivo.
•	Palavra usada de modo automatizado.
Conotação
•	Palavra com sentido figurado, rica em expressivida-
de a partir do contexto de uso.
•	Palavra com sentido amplo decorrente dos valores 
sociais e afetivos a que está ligada, daí ser empregada 
de maneira mais criativa e artística.
2. Linguagem figurada 
Podemos definir as figuras de linguagem como formas 
simbólicas ou elaboradas de que lançamos mão para ex-
primirmos ideias, significados, pensamentos, enfim, con-
teúdos emotivos e intuitivos. Nesse sentido, as figuras de 
linguagem correspondem ao uso conotativo das palavras.
Estudaremos agora as principais figuras de linguagem.
Metáfora
Consiste na utilização de uma palavra fora do seu sen-
tido comum, próprio, tendo como base uma relação de 
semelhança entre os termos comparados. É uma compa-
ração feita sem a utilização de conectivos. Na capa de re-
vista a seguir, por exemplo, lemos a manchete da repor-
tagem principal daquela edição. A palavra guerra está 
empregada metaforicamente para se referir aos confli-
tos enfrentados diariamente pelos motoristas brasileiros 
usuários de aplicativos de transporte particular. Ou seja, 
o trânsito, de fato, não é uma guerra; é como se fosse.
Aprenda mais
Chamamos de estilística o ramo de estudo da língua que 
trata do emprego da linguagem com o objetivo de se obter 
uma forma peculiar e mais expressiva de uma mensagem. Tal 
expressividade explora o sentido conotativo das palavras e 
pode ser obtida de várias formas: pela combinação/seleção das 
palavras, pelo realce à sonoridade, pela sugestão de conteúdos 
intuitivos, entre outras.
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 Gramática – 6o ano 49
Na tirinha a seguir, há emprego de metáforas no se-
gundo quadrinho. Observe:
Metonímia
É a troca de um nome por outro a partir de uma rela-
ção real, concreta e objetiva existente entre eles. Existem 
vários tipos de metonímia. Veja alguns deles:
•	O continente pelo conteúdo.
Comi dois pratos no almoço.
•	O efeito pela causa.
Eu me sustento com o meu suor.
•	O autor pela obra.
Eu costumo ler Chico Buarque nas horas vagas.
•	O instrumento pela pessoa que o utiliza.
Meu tio é um bom garfo.
•	O lugar pelo produto.
Quero um cálice de porto. (vinho do Porto)
•	A parte pelo todo.
Seus olhos pediam um alimento para saciar a fome.
•	O singular pelo plural.
O brasileiro adora futebol.
•	A marca pelo produto.
GOVERNO REDUZ 
IPI DE PRODUTOS 
DE LINHA BRANCA
Bom, uma Brastemp nós 
já compramos, agora só 
falta a comida!
Anabolizado pelo investimento de um grande chinês, 
o aplicativo brasileiro 99 entra, para valer, na briga 
com o Uber — uma disputa que já está transformando 
o transporte nas grandes cidades do país
A guerra 
das ruas
Anabolizado pelo investimento de um grande 
chinês, o aplicativo brasileiro 99 entra, para valer, 
na briga com o Uber — uma disputa que já está 
transformando o transporte nas grandes cidades 
do país
Re
pr
od
uç
ão
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Gramática – 6o ano 50
Catacrese
É a metáfora que já está incorporada à língua, 
geralmente por falta de um termo específico no voca-
bulário para representar determinado objeto (assim 
como parte dele) ou determinadas ações. Tal figura 
baseia-se em alguma semelhança conceitual entre 
os objetos relacionados. É o que acontece com os 
termos céu da boca, pé da poltrona e dente de alho 
nos exemplos que seguem.
[...] O céu da boca, onde essa noite se forma, não tem 
estrelas de tão preto. [...] 
LAURENTINO, André. A lua da língua. In: SILVA CAMPOS, Carmen Lucia da; SILVA, 
Nilson Joaquim (Orgs.). Lições de gramática para quem gosta de literatura. São 
Paulo: Panda Books, 2007, p. 96.) 
Elipse
É a omissão de um termo da frase facilmente suben-
tendido.
O zeugma é um tipo particular de elipse. Consiste na 
omissão de um termo já expresso anteriormente na frase. 
No texto a seguir, ocorre a omissão da palavra guardem.
O nariz guardem nos rosais, 
A língua no alto do Ipiranga 
Para cantar a liberdade. 
Saudade... 
[...] 
ANDRADE, Mário de. Quando eu morrer quero ficar. In: MORICONI, Ítalo 
(Org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: 
Objetiva, 2001.
Pleonasmo
Consiste na repetição enfática de uma ideia ou um 
termo por meio de vocábulos ou expressões diferentes. 
Exemplos clássicos de pleonasmo são as expressões sair 
para fora, descer para baixo, subir para cima, elo de 
ligação, hemorragia de sangue, etc.
Antítese
É a associação de conteúdos opostos por meio de pa-
lavras, sintagmas ou enunciados. No primeiro exemplo, os 
pares som e silêncio, luz e escuridão, dia e noite e não 
e sim expressam o caráter contraditório da vida.
Não existiria som 
Se não houvesse o silêncio. 
Não haveria luz 
Se não fosse a escuridão. 
A vida é mesmo assim, 
Dia e noite, não e sim 
[...]
SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Certas coisas. In: Tudo azul. Rio de 
Janeiro: WEA, 1984.
Ironia 
Consiste no uso de uma expressão pela qual, usando 
entonação apropriada, dizemos o contrário do que pen-
[...] O filho mais velho chegou a trazer um vira-lata da 
rua para fazer xixi no pé da poltrona, mas não conseguiu 
despertar dona Morgadinha do seu devaneio.
 
VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio de 
Janeiro: Objetiva, 2001.
Estudei para a prova. (elipse da palavra eu)
Na boca, dentes de marfim. (elipse da palavra havia)
Maria falou a noite inteira. (elipse da palavra durante)
Receitade pão de alho
Ingredientes
•	1 baguete média
•	4 colheres (sopa) de requeijão
•	50g de muçarela
•	3 dentes de alho picados
•	Cheiro verde a gosto
•	Sal a gosto
•	Pimenta do reino a gosto
•	2 colheres (sopa) de manteiga
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 Gramática – 6o ano 51
Eufemismo
Consiste na suavização da linguagem por meio da uti-
lização de palavras ou expressões que atenuam, aliviam, 
ideias consideradas desagradáveis ou inadequadas em 
determinadas situações de interação comunicativa. É o 
que acontece com a ideia de morte, que é suavizada pelos 
versos Quando os teus olhos fecharem / Para o esplendor 
deste mundo no poema a seguir.
Quando os teus olhos fecharem
Para o esplendor deste mundo,
Num chão de cinza e fadigas
Hei de ficar de joelhos;
Quando os teus olhos fecharem
Hão de murchar as espigas,
Hão de cegar os espelhos.
[...]
CARDOZO, Joaquim. Canção elegíaca. In: MORICONI, Ítalo (Org.). Os cem 
melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
samos com a intenção de sermos sarcásticos e usando entonação apropriada. No exemplo a seguir, a expressão onze 
contos de réis indica, na verdade, que o interesse da personagem Marcela era somente financeiro. 
[...] Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis [...].
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Abril Cultural, 1978.
Já neste outro exemplo, dizemos que a resposta de Dona Anésia à neta no último quadrinho foi irônica, pois, na 
verdade, ela não pediu paz ao Papai Noel.
Já neste outro exemplo, a mulher deseja suavizar a ideia 
de demissão expressa pelo homem, para não assustar os 
filhos. Então ela o orienta a dizer que está de férias cole-
tivas, medida que normalmente antecede a demissão de 
muitos funcionários em grandes empresas.
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Gramática – 6o ano 52
Chamamos o oposto do eufemismo de disfemismo, isto 
é, o uso de palavra ou expressão considerada grosseira, 
grotesca ou simplesmente desagradável em lugar de outra 
mais branda ou neutra. É o que acontece com o emprego 
da palavra piores no último quadrinho da tira abaixo.
Personificação
Consiste em atribuir características humanas a seres 
inanimados. Quando dizemos, por exemplo, que as pare-
des têm ouvidos, estamos atribuindo uma faculdade huma-
na à parede, como se ela tivesse a capacidade de escutar. 
Uma figura de linguagem parecida com a personificação 
é a prosopopeia. Esta figura ocorre quando seres animados 
ou inanimados interagem como humanos, como ocorre nas 
fábulas, em que animais falam como se fossem pessoas.
Hipérbole
Consiste no exagero da linguagem, a fim de colo-
carmos em relevo uma determinada informação. No 
primeiro exemplo, os termos mil, nunca mais e morrer 
de fome procuram, com base no exagero, intensificar os 
sentimentos do eu lírico por alguém. 
 [...] 
Paixão cruel, desenfreada, 
Te trago mil rosas roubadas 
Pra desculpar minhas mentiras, 
Minhas mancadas. 
[...] 
Eu nunca mais vou respirar, 
Se você não me notar. 
Eu posso até morrer de fome, 
Se você não me amar. 
[...] 
CAZUZA; LEONI; NEVES, Ezequiel. Exagerado In: Exagerado. Rio de 
Janeiro: Som Livre: 1985.
Reflita
No cartaz a seguir, ocorre personificação ou prosopopeia?
No cartaz, a frase O sapato tá ótimo, mas eu queria 
comer um pouco de ração é atribuída ao cão, o que 
configura o uso da prosopopeia. 
O Abrigo São Lázaro
precisa de doações de
comida para alimentar 
os peludinhos.
 Contribua!
Contato: 986264775
abrigosaolazaro2016@gmail.com
Re
pr
od
uç
ão
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 Gramática – 6o ano 53
b. Transcreva o termo que faz referência conotativa às 
pessoas a quem se destina o cartaz.
c. O uso conotativo do termo que você identificou no 
item anterior corresponde a uma figura de linguagem 
bastante produtiva. Que figura é essa?
Atividades
1| Leia:
Amor é a coisa mais alegre. 
Amor é a coisa mais triste. 
Amor é coisa que mais quero. 
[...] 
PRADO, Adélia. O sempre amor. In: Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1991.
No trecho do poema, observamos a ocorrência de uma 
figura de linguagem caracterizada pela:
a. Intensificação de ideias.
b. Substituição de um termo por outro equivalente.
c. Comparação entre ideias.
d. X Oposição de palavras.
e. Suavização de uma palavra considerada grosseira.
2| Agora, leia o cartaz a seguir.
a. A quem se destina o cartaz?
Às mulheres em geral.
A flor da vida.
Metáfora.
Gradação
Consiste em apresentarmos uma sequência de pala-
vras ou expressões a fim de criarmos uma ideia de pro-
gressão ascendente ou descendente. Observe:
Como você sabe, muitas vezes não podemos entender 
palavras e expressões “ao pé da letra”, isto é, denotati-
vamente. A esse respeito, responda às questões a seguir.
Re
pr
od
uç
ão
FC_Gramática_6A_01.indd 53 24/03/2021 09:34:38
Gramática – 6o ano 54
a. Identifique e transcreva a passagem que, no texto, 
não deve ser interpretada literalmente.
“[…] os mosquitos transmissores da malária estão proi-
bidos de picar os índios.”
3| O texto a seguir, publicado em um jornal de grande 
circulação no País, deixa claro que nem sempre pode-
mos nos limitar à interpretação literal (isto é, “ao pé da 
letra”) das palavras. Leia-o.
Demora
O Ministério da Saúde calcula que, em janeiro, já 
poderá deflagrar o programa emergencial da saúde 
para os ianomâmis, em Rondônia. Até lá, os mos-
quitos transmissores da malária estão proibidos de 
picar os índios.
Folha de S.Paulo
b. Explique por que a inclusão dessa passagem deixa cla-
ra a posição crítica e irônica do jornal com relação aos 
prazos propostos pelo Ministério da Saúde para começar 
a resolver o problema da malária entre os ianomâmis.
Como o Ministério deixa claro na notícia que somente em 
janeiro poderá resolver o problema da malária entre os 
indígenas, fica implícita a ideia de que esta ação demorará 
ainda para acontecer e que, enquanto isso, a comunidade 
continuará sem receber os devidos cuidados. Assim, dian-
te dessa negligência, a proibição imposta aos mosquitos 
soa irônica por parecer possível e mais eficiente.
b. Que figura de linguagem está caracterizada nos ver-
sos identificados no item anterior?
4| Leia com atenção o texto a seguir.
Astronauta
Astronauta, tá sentindo falta da Terra?
Que falta que essa Terra te faz?
A gente aqui embaixo continua em guerra
olhando aí pra Lua, implorando por paz.
Então me diz: por que você quer voltar?
Você não tá feliz onde você está?
Observando tudo a distância,
vendo como a Terra é pequenininha,
como é grande a nossa ignorância
e como a nossa vida é mesquinha.
[...]
O PENSADOR, Gabriel; SANTOS, Lulu. Astronauta. In: Nádegas a declarar.
Rio de Janeiro: Sony Music, 1999.
a. Em que versos podemos observar a oposição de 
palavras?
Antítese.
A oposição de palavras ocorre nos versos vendo como a 
Terra é pequenininha / como é grande a nossa ignorância.
Desafio
1| (Unicamp–Adaptada) A carta a seguir reproduzida foi 
publicada em outubro de 2007, após declaração sobre a 
legalização do aborto feita pelo governador do Estado 
do Rio de Janeiro na época.
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 Gramática – 6o ano 55
a. Há uma forte ironia produzida no texto da carta. Des-
taque a parte do texto em que se expressa essa ironia.
b. Qual é o objetivo pretendido pelo autor ao utilizar 
essa ironia? 
A ironia está expressa em [...] também quando votam.
O objetivo pretendido pelo autor foi qualificar como 
marginais os políticos e, consequentemente, o próprio 
governador, autor do comentário.
Sobre a declaração do governador de que “as mães 
faveladas são uma fábrica de produzir marginais”, 
cabe indagar: essas mães produzem marginais ape-
nas quando dão à luz ou também quando votam?
Painel do Leitor, Folha de S.Paulo
2| A obra O cortiço, de Aluísio Azevedo, conta-nos a história 
do ambicioso João Romão, capaz de tudo para ficar rico. 
É ele o donodo cortiço que dá título ao livro. João Romão 
mantém um romance com Bertoleza e tem como principal 
opositor Miranda, comerciante português que mora num 
sobrado ao lado do cortiço. Paralelamente a isso, outros 
personagens, como Jerônimo, Capoeira Firmo, Rita Baiana 
e Piedade, dão vida à trama, que aborda com clareza as-
pectos comportamentais dos indivíduos em sociedade. No 
entanto, não apenas os personagens são descritos em seus 
comportamentos, mas também o próprio cortiço, apresen-
tado ao leitor de forma personificada. Observe:
I. E o fato é que aquelas três casinhas, tão engenho-
samente construídas, foram o ponto de partida do 
grande cortiço de João Romão. 
II. Não obstante, as casinhas do cortiço, à proporção 
que se atamancavam, enchiam-se logo, sem mesmo 
dar tempo a que as tintas secassem.
III. E, durante muito tempo, fez-se um vaivém de mer-
cadores. Apareceram os tabuleiros de carne fresca e 
outros de tripas e fatos de boi; só não vinham horta-
liças, porque havia muitas hortas no cortiço.
IV. Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, 
abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas 
e janelas alinhadas.
V. O fato abalou o coração do cortiço, as duas receberam 
parabéns e felicitações.
Em qual(ais) trecho(s) identificamos a ocorrência da 
personificação?
a. Em I e II, apenas.
b. Em II e III, apenas.
c. Em III e IV, apenas.
d. X Em IV e V, apenas.
e. Em I e V, apenas.
3| Leia com atenção o poema a seguir.
O amor, esse sufoco,
agora há pouco era muito;
agora, apenas um sopro.
Ah, troço de louco,
corações trocando rosas
e socos.
LEMINSKI, Paulo. Melhores poemas. São Paulo: Global, 1996. p.119. 
Chamamos de metonímia a figura de linguagem que 
consiste na substituição de um termo por outro a partir 
de uma relação de continuidade, de extensão de ideias. 
Em que palavra(s) do texto identificamos a presença da 
metonímia?
a. Sufoco.
b. Pouco e muito.
c. Sopro.
d. X Corações.
e. Troço e louco.
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Gramática – 6o ano 56
4| (Enem) Nesta tirinha, a personagem faz referência a 
uma das mais conhecidas figuras de linguagem. Marque 
a alternativa que demonstre tal referência.
5| (ITA) Assinale a figura de linguagem predominante na 
seguinte frase.
a. Condenar a prática de exercícios físicos.
b. Valorizar aspectos da vida moderna.
c. Desestimular o uso das bicicletas.
d. Caracterizar o diálogo entre gerações.
e. X Criticar a falta de perspectiva do pai.
Questões de 
escrita
a. Metáfora.
b. X Metonímia.
c. Eufemismo.
d. Hipérbole.
e. Pleonasmo.
A engenharia brasileira está agindo rápido
para combater a crise de energia.
Dígrafo
1| Analise a palavra a seguir.
a. Quantas letras há nessa palavra?
Há cinco letras.
campo
b. Há quantos fonemas nessa palavra?
Há quatro fonemas.
2| Você percebeu que, na palavra campo, há mais letras 
que fonemas? Essa diferença ocorre porque a sequência 
de letras am é representada por apenas um fonema: ã. 
Chamamos de dígrafo o emprego de duas letras para 
representar um fonema. Agora, leia as palavras abaixo, 
identificando em quais delas ocorre dígrafo.
Marcos barco modo espaço untar
assobio senso anta ouvido pastel
querer Maria chave poço estrelas
alho nascer papel ronco ninho
açougue cresço exceto ferroada canto
Aprenda mais
Você sabia que nem sempre sons e letras foram coisas dis-
tintas? Até o século XVI, como não existia uma padronização 
ortográfica, a escrita seguia a pronúncia. Assim, era muito 
comum encontrar, em um texto, uma mesma palavra grafada 
de formas variadas. Entre o século XVI e o começo do século XX, 
houve uma crescente busca de uniformização da escrita: passou-
-se a escrever respeitando-se a origem das palavras. Datam dessa 
época palavras como philosophia, pharmacia, chimica. Nesses 
exemplos, a segunda letra (h, c, ç, r, s, u, n, m) se combina com a 
primeira para lhe dar um valor fonético diferente, originando 
o dígrafo. Essas letras (a segunda nos dígrafos) são chamadas 
de diacríticas.
Encontro consonantal
3| Leia estas palavras.
distribuir degrau
madrugada placa
estrela biblioteca
prova signo
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 Gramática – 6o ano 57
4| Com base na análise feita na questão anterior, defina: 
o que é um encontro consonantal.
5| Analise as palavras a seguir.
Considerando o som representado pelas letras destaca-
das, podemos dizer que temos exemplos de dígrafos? 
Explique.
Não. As letras destacadas representam uma combinação de 
fonemas, logo não são dígrafos. São encontros consonantais.
Encontro consonantal é a sequência de dois ou mais 
fonemas consonânticos em uma mesma palavra.
Aprenda mais
Os encontros consonantais podem ser separáveis ou insepa-
ráveis, considerando a norma culta.
•	Separáveis – Ocorrem em sílabas diferentes.
ap-to dig-no ab-so-lu-to ad-mi-tir sub-me-ter et-ni-a
•	Inseparáveis – Ocorrem na mesma sílaba.
bra-ço ci-clo flo-res le-tra czar pneu
Na fala de algumas variantes linguísticas, alguns encontros con-
sonantais tendem a formar duas sílabas devido à colocação de 
uma vogal. Na norma culta escrita, por uma questão de padrão, a 
forma variante é considerada inadequada. Observe os exemplos.
Forma culta Forma variante
advogado adevogado
absoluto abissoluto
pneu pineu
As letras destacadas podem ser definidas como exemplos 
de encontros consonantais?
Não, pois as letras m e n formam dígrafos com as vogais 
que as antecedem.
Divisão silábica
6| Leia as palavras abaixo.
7| Agora, observe a separação silábica dos grupos de 
palavras a seguir e, com suas palavras, elabore uma 
regra para cada situação. Dica: atente para os detalhes 
que são comuns às palavras de cada grupo.
caixa herói Paraguai iguais
a. Como você separaria as sílabas dessas palavras? Utili-
ze o hífen ( - ) para indicar as separações.
b. Observando os encontros vocálicos presentes nes-
sas palavras, o que podemos concluir sobre a separa-
ção silábica?
cai-xa / he-rói / Pa-ra-guai / i-guais.
Não separamos as letras que representam ditongos e 
tritongos.
ap-to cac-to gar-ça pre-da-tis-mo
Não separamos da sílaba anterior as consoantes que 
forem seguidas de vogal.
a.
ca-í-do ba-ú sa-ú-de sa-í-da
Separamos as vogais dos hiatos.
c.
car-ra-pa-to nas-cer a-mar-rar
des-ço e-cos-sis-te-ma ex-ce-der
Separamos os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc.
b.
samba renda indo
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Gramática – 6o ano 58
pneu-má-ti-co gno-mo psi-có-lo-go
mei-o boi-a-da chei-o
ma-lha que-rer li-nha
guer-ra cha-ve quis
Não separamos os encontros consonantais que iniciam 
palavras.
Separamos o ditongo do hiato.
Não separamos os dígrafos lh, nh, ch, gu, qu.
d.
e.
f.
8| Quando escrevemos um texto, às vezes temos de di-
vidir as palavras para continuá-las na linha seguinte. 
Chamamos essa divisão de translineação. Se o hífen 
da translineação coincidir com o hífen de uma palavra 
composta, devemos repetir o hífen no início da linha se-
guinte. Leia o texto abaixo e identifique onde deve ser 
empregado o hífen da translineação.
Uma grande revolução na vida dos seres 
humanos primitivos foi a descoberta do fogo, 
que ocorreu no Paleolítico. De início, as foguei-
ras eram acesas a partir de incêndios ocorri-
dos espontaneamente na natureza. Acredita 
se que o modo de se produzir fogo foi descoberto 
de forma casual, resultante de faíscas produzidas 
pelo atrito entre pedras. Partindo dessa observa-
ção, nossos ancestrais passaram a controlar o fogo, 
fazendo-o perto de pequenos gravetos secos, com 
o atrito de duas pedras ou pedaços de madeira.
a. caça – 
b. coletor – 
c. lança – 
d. comunidade – 
e. hominídeo – 
f. agrupamentos – 
g. sedentarização – 
h. trigo – 
i. agricultura – 
j. mãe – 
k. alho – 
l. cooperação – 
m. cadeado – 
n. substância – 
o. pneumático – 
p. terreno – 
q. ramalhete – 
9| Faça a divisão silábica das palavras relacionadas 
abaixo.ca-ça
co-le-tor
lan-ça 
co-mu-ni-da-de
ho-mi-ní-deo
a-gru-pa-men-tos
se-den-ta-ri-za-ção
tri-go
a-gri-cul-tu-ra
mãe
a-lho
co-o-pe-ra-ção
ca-de-a-do
subs-tân-cia
pneu-má-ti-co
ter-re-no
ra-ma-lhe-te
O hífen da translineação deve ser colocado antes da pa-
lavra se (-se) em acredita-se.
m
eu
ni
er
d/
Sh
ut
te
rs
to
ck
.c
om
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 Gramática – 6o ano 59
Anotações
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Gramática – 6o ano 60
5
Capítulo
Substantivo e adjetivo
1. Substantivo
Leia a tirinha a seguir.
Para você, a prova da professora Norma será fácil? 
Como podemos ver, as “substâncias” que ela utilizará 
para elaborar as questões, que, segundo Isabele, serão 
tóxicas, nos levam a pensar que a prova será perigosa, 
prejudicial à saúde, ou seja, muito difícil. Observe na tira 
o emprego da palavra substâncias, pois ela nos levará 
ao conceito da classe de palavras que estudaremos 
neste capítulo.
Aprenda mais
Em algumas gramáticas, você verá que os substantivos são 
palavras que nomeiam os seres em geral. A palavra seres, nessa 
definição, deve ser entendida no sentido proposto pelos gregos 
antigos. Segundo eles, essa palavra representava tudo o que exis-
te no mundo real ou imaginário. Assim, não confunda a palavra 
ser nesse sentido com a noção de ser vivo.
Substantivo é a palavra que usamos para designar 
tudo que podemos apreender mentalmente como 
substâncias, como os produtos utilizados pela 
professora Norma para criar as questões da prova.
Veja os exemplos:
Ecologia, ecossistema, Terra, floresta, jacarandá, 
Universo, biosfera, cabelo, glicose, refrigerante, 
sapataria, aluno, vestígio, computador, livro, fóssil, 
hortaliça, lago, girassol, caneta, menino, Paula.
Substâncias
Iluminação, felicidade, orgulho, revolução, bondade, 
saúde, saída, intuição, liberdade, vontade, amor, 
compreensão, raiva, ilusão, desejo, pensamento.
Objetos apreendidos mentalmente como 
substâncias
Classificação dos substantivos
A primeira distinção entre substantivos é bastante 
básica e considera somente a sua raiz estrutural, que 
chamamos de radical (essa raiz é a parte da palavra que 
carrega o seu significado mais importante). Observe:
Serafim
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 Gramática – 6o ano 61
Os substantivos simples são aqueles que apresentam 
somente um radical em sua estrutura, como jardim, livro, 
algodão, bombeiro, chave, chaveiro.
Os substantivos compostos são aqueles que apre-
sentam mais de um radical em sua estrutura, ou seja, 
são formados a partir da união de duas ou mais palavras, 
como bomba-relógio, palavra-chave, guarda-roupa, 
planalto e pontapé.
Outra forma de diferenciação dos substantivos tam-
bém os divide em dois grandes grupos. O primeiro envol-
ve aqueles que não se originaram de nenhum outro. São 
os chamados primitivos, como porta e quadro. Estes, 
porém, são capazes de originar outros, como portaria e 
enquadrar, que são chamados de derivados. 
Por fim, os substantivos também podem ser agrupados 
em duas categorias, conforme a “substância” que desig-
nam. Dizemos que um substantivo é abstrato quando tem 
existência dependente, como cuidado, ansiedade, cansaço. 
A existência desses substantivos depende de alguém ou 
alguma coisa que dê ou apresente cuidado, ansiedade, can-
saço, etc. Já os substantivos concretos denominam seres 
de existência própria, seja real, seja imaginária. De forma 
simples, dizemos, que esses substantivos nomeiam pessoas, 
lugares, animais, vegetais, minerais e coisas. São seres cuja 
existência é independente, como João, barco, mar, areia, 
quadro, vidro, saci e fada. Importante: essa distinção deve 
sempre considerar o contexto.
Substantivos simples
bomba relógio palavra chave
bomba-relógio palavra-chave
Substantivos compostos
Aprenda mais
A classificação de um substantivo como concreto ou abstrato depen-
de do contexto em que ele é usado. É muito comum, por exemplo, o 
emprego de substantivos abstratos como concretos para personificar 
ações ou qualidades, o que caracteriza uma alegoria. Observe:
A oportunidade está batendo à porta.
A justiça é cega.
A consciência falou comigo.
Aprenda mais
Em outros livros, você poderá encontrar a definição de que os 
substantivos comuns são aqueles que designam seres de uma 
mesma espécie. Aqui, preferimos usar a palavra grupo em vez de 
espécie, para não confundir com a noção de espécie trabalhada 
em Ciências — conjunto de indivíduos semelhantes ou poten-
cialmente intercruzantes que estão isolados reprodutivamente 
de outros grupos.
Aqui também é importante observar o contexto para 
distinguir essas duas categorias. Isso porque é muito 
comum substantivos próprios (principalmente aqueles 
que nomeiam marcas) se popularizarem a tal ponto que 
passam a nomear de forma geral objetos semelhantes, ou 
seja, passam a funcionar como substantivos comuns. É o 
Reflita
Em uma frase como João pensa que é um anjo, o 
substantivo anjo é concreto ou abstrato? Explique.
Os substantivos também podem ser classificados 
como próprios ou comuns.
•	Próprios – São os que se aplicam a um substantivo 
em particular. Para indicar que o substantivo designa, 
de fato, um nome em particular, grafamos os substan-
tivos próprios com letra inicial maiúscula, como Bra-
sil, Neolítico, Bahia, Hemisfério Norte, Pedro, Polo 
Sul, Palmeiras, Danone, Gillette e Iluminismo.
•	Comuns – São os que usamos para nos referir 
de forma geral a seres de um mesmo grupo, como 
pedra, livro, telefone, mesa, homem, lápis.
Como, nesse caso, o substantivo nomeia um ser do 
mundo imaginário de existência independente, é 
concreto.
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Gramática – 6o ano 62
Coletivo Significado Coletivo Significado
acervo obras de arte flora plantas de uma região
álbum fotografias, selos fornada pães, tijolos
alcateia lobos, feras frota navios, ônibus
antologia trechos de texto galeria quadros, estátuas
armada navios de guerra júri jurados
arquipélago ilhas legião soldados, anjos
assembleia parlamentares milênio período de mil anos
atlas mapas manada bois, porcos
bagagem objetos de viagem maquinaria máquinas
banca examinadores molho chaves, capim
bando aves nuvem gafanhotos, mosquitos
biblioteca livros penca frutos
boiada bois pinacoteca quadros, telas
cacho uvas pomar árvores frutíferas
caravana viajantes, peregrinos prole filhos de um indivíduo ou de um 
casal
cardume peixes quadrilha assaltantes
código leis ramalhete flores
colmeia cortiço de abelhas rebanho ovelhas, cabras, carneiros
confraria pessoas religiosas repertório peças teatrais, musicais
congregação religiosos, professores resma quinhentas folhas de papel
constelação estrelas réstia alhos, cebolas
década período de dez anos revoada aves voando
discoteca discos século período de cem anos
elenco atores, artistas tríade três seres de mesma natureza
enxame abelhas, insetos triênio período de três anos
enxoval roupas turma alunos
fauna animais de uma região vara porcos
Você ainda tem gilete no seu armário? (barbeador)
Meu filho adora lanchar danone. (iogurte)
Seu filho toma guaraná no lanche? (refrigerante)
Por fim, os coletivos são substantivos comuns que indicam um conjunto de animais, coisas ou pessoas, mesmo 
estando no singular. Veja alguns exemplos:
que acontece, por exemplo, com Gillette, Danone e Guaraná, que, dependendo do contexto, equivalem a barbeador, 
iogurte e refrigerante. Nesse caso, essas palavras devem ser escritas com inicial minúscula.
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 Gramática – 6o ano 63
Gênero dos substantivos
Quanto ao gênero, os substantivos podem ser masculinos ou femininos.
•	Masculinos – Podem ser precedidos pela palavra o(s), entre outras. Exemplos: o carro, o relógio, o quati, os gatos, 
os pensamentos, os desejos.
•	Femininos – Podem ser precedidos pela palavra a(s), entre outras. Exemplos: a jaca, a paciência, a marcação, as 
mulheres, asperguntas, as ações.
•	Em alguns casos, o feminino de um substantivo é completamente diferente da forma masculina correspondente, 
como homem e mulher, pai e mãe, boi e vaca. Esses substantivos são chamados de biformes.
•	Outros substantivos só pertencem ao gênero masculino (fogo, computador, livro, alimento, carro) ou ao feminino 
(mesa, casa, aldeia, nuvem).
Apesar desses detalhes, a passagem do gênero masculino para o feminino é feita, geralmente, de forma regular. 
Observe:
Chamamos de uniformes os substantivos que apre-
sentam apenas uma forma, sendo invariáveis quanto ao 
gênero. Os substantivos uniformes podem ser:
•	Epicenos – Referem-se a alguns animais. Para indicar 
o sexo desses animais, usamos as palavras macho ou 
fêmea.
tartaruga macho tartaruga fêmea
•	Sobrecomuns – Designam pessoas e contêm apenas 
uma forma para feminino e masculino.
a criança 
a testemunha 
a pessoa
•	Comuns de dois gêneros – Designam os indivíduos 
dos dois sexos. Nesse caso, podemos colocar a ou o 
antes desses substantivos.
Substantivo Exemplos
Terminação no masculino Terminação no feminino Masculino Feminino
-or
-ora senador senadora
-iz ator atriz
-eira lavador lavadeira
-ão
-eã peão peã
-oa patrão patroa
-ona amigão amigona
-e
-a chefe chefa
-essa barão baronesa
-esa japonês japonesa
-isa sacerdote sacerdotisa
-s
-a
marquês marquesa
-z juiz juíza
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Gramática – 6o ano 64
Substantivo Exemplo
Terminação no singular Terminação no plural Singular Plural
-al -ais vendaval vendavais
-el
-éis (oxítono) papel papéis
-eis (paroxítono) túnel túneis
-il
-is (oxítono) funil funis
-eis (paroxítono) réptil répteis
-ol -óis farol faróis
-ul -uis paul pauis
-m
-ns
jovem jovens
pólen polens-n
-ão
-ãos cidadão cidadãos
-ões fogão fogões
-ães pão pães
-r
-z + -es
flor flores
chafariz chafarizes
-s
+ -es (monossílabo tônico ou oxítono)
mês meses
japonês japoneses
não varia (paroxítono ou proparoxítono)
o lápis os lápis
o vírus os vírus
-x não varia o tórax os tórax
o intérprete → a intérprete
o cliente → a cliente
o pianista → a pianista
Número dos substantivos
Quanto ao número, os substantivos podem estar no 
singular ou no plural.
Entretanto, alguns substantivos formam o plural de 
maneira diferente. Observe:
Singular Plural
caverna cavernas
armário armários
canudo canudos
•	Singular – Indica apenas um ser. Exemplo: menino.
•	Plural – Indica mais de um ser. Exemplo: meninos.
Normalmente, o plural é feito por meio do acréscimo 
de um -s ao substantivo no singular. Veja:
Aprenda mais
Há, também, substantivos que, aparentemente, apresentam 
gêneros correspondentes, mas designam objetos diversos.
o rádio (aparelho) a radio (emissora)
o capital (dinheiro) a capital (cidade)
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 Gramática – 6o ano 65
Grau dos substantivos
Quanto ao grau, para indicar o tamanho ou a intensi-
dade, os substantivos podem estar no diminutivo ou no 
aumentativo. Tanto um quanto outro ocorrem de dois 
modos: analítico e sintético.
•	Grau diminutivo
•	 Analítico – Formado em geral com o auxílio da palavra 
pequeno ou outra equivalente. Exemplos: casa peque-
na, caixa ínfima, roupa minúscula, camisa diminuta.
•	 Sintético – Em geral se forma com as terminações 
-inho(a) e -zinho(a). Exemplos: bebezinho, pardal-
zinho, belezinha, bonitinho.
•	Grau aumentativo
•	 Analítico – Formado em geral com o auxílio da pala-
vra grande ou outra equivalente. Exemplos: terreno 
grande, fazenda enorme, roupa imensa, saudade 
gigante.
•	 Sintético – Em geral se forma com as terminações 
-ão, -ona, -zão. Exemplos: bebezão, meninão, 
bonitona.
No dia a dia, muitas vezes utilizamos substantivos 
no grau aumentativo ou diminutivo sem necessaria-
mente estarmos enfatizando seu tamanho ou sua 
intensidade. É o que acontece quando se diz, por exem-
plo, que Aninha é uma pessoa legal. A forma Aninha, 
diminutivo de Ana, denota afetividade, e não tamanho 
ou intensidade. Do mesmo modo, dizemos que Marcos 
comprou um carrão, quando, na verdade, ele comprou 
um carro de luxo, caro, bonito, etc. É possível, também, 
o uso de formas aumentativas ou diminutivas com 
objetivo conotativo. Observe:
Mário tem 40 anos, mas é um bebezão.
Ei, belezinha, hoje você vai estudar!
O bonitinho saiu e deixou tudo bagunçado!
2. Adjetivo
Leia a tirinha a seguir.
Para entender o que é um adjetivo, vamos analisar 
a função das palavras perigosa (primeiro quadrinho), 
contaminados (segundo quadrinho) e sociais (terceiro 
quadrinho). Nos enunciados em que ocorrem, essas pa-
lavras atribuem uma característica aos substantivos aos 
quais se ligam. Observe:
Nesses casos, dizemos que as palavras perigosa, 
contaminados e sociais atuam como adjetivos, pois se 
referem a um substantivo atribuindo-lhe uma caracterís-
tica. O mesmo acontece com alunos desatentos, assunto 
difícil, criança alegre, time bom, computador rápido.
A raiva é uma doença muito perigosa.
Substantivo Adjetivo
É transmitida por animais contaminados e 
comentários e postagens nas redes sociais.
Substantivo
Substantivo
Adjetivo
Adjetivo
A RAIVA É UMA 
DOENÇA MUITO 
PERIGOSA!
É TRANSMITIDA 
POR ANIMAIS 
CONTAMINADOS...
...E COMENTÁRIOS 
E POSTAGENS NAS 
REDES SOCIAIS...
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Gramática – 6o ano 66
•	Adjetivos uniformes – Apresentam apenas uma forma, 
que funciona tanto para o masculino como para o femini-
no, como alegre, feliz, gentil, deslumbrante, reluzente. 
No exemplo a seguir, por ser uniforme, o adjetivo principal 
concorda apenas em número (singular) com o substantivo 
personagens, pois este se encontra flexionado no singular. 
No Parque Nacional do Iguaçu, a natureza é o perso-
nagem principal.
Nesse caso, como é uniforme, o adjetivo principal 
não apresenta variação de gênero. Assim, ele concorda 
apenas em número com o substantivo personagem.
Chamamos de adjetivo pátrio aquele que indica na-
cionalidade ou lugar de origem, como recifense, carioca, 
paulista, baiano, alemão.
Por fim, os gentílicos são adjetivos utilizados nas 
referências feitas a raças e povos.
Locução adjetiva
Locução adjetiva é o conjunto de duas ou mais 
palavras com valor de adjetivo.
Observe:
As crianças ficaram com uma expressão de alegria.
Nesse exemplo, as palavras de horror atuam como ad-
jetivo, modificando o sentido do substantivo expressão. 
Para que isso fique claro, veja que essa locução pode ser, 
de fato, substituída por um adjetivo: alegre. O mesmo 
acontece com, por exemplo, amor de mãe (materno), 
roupa sem elegância (deselegante), ferramenta sem 
utilidade (inútil).
Entretanto, nem todas as locuções adjetivas podem 
ser substituídas por um adjetivo, como montanha de lixo 
e fábrica de laticínios.
Em geral, as locuções adjetivas são iniciadas pela pa-
lavra de seguida de um substantivo. Mas algumas podem 
ser iniciadas pelas palavras em, com e sem.
laranja sem caroço
café com açúcar
vida em família
Gênero e número do adjetivo
Como dissemos, o adjetivo sempre se refere a um 
substantivo. Assim, as palavras dessa classe concordam 
em gênero e número (ou apenas em número) com o subs-
tantivo a que se referem. Quanto ao gênero, os adjetivos 
podem ser biformes ou uniformes.
•	Adjetivos biformes – Apresentam-se no masculino 
ou no feminino, como delicado(a), belo(a), bonitos(as), 
coloridos(as), dependendo do gênero do substantivo a 
que se referem. Observe que esse tipo de adjetivo se fle-
xiona tanto em gênero (masculino ou feminino) quanto 
em número (singular ou plural). Observe:
Na natureza, há recursos que possuem capacidade 
de renovação após serem utilizados pelos huma-
nos em suas atividades produtivas.
Nesse exemplo, o adjetivo produtivas está flexionado no fe-
minino plural porque concorda com o substantivo atividades.
Cataratas do Iguaçu é um conjunto com, aproximadamente, 275 que-
das de água no Rio Iguaçu, no Estado do Paraná, Brasil. 
Estudei emum colégio israelita.
Comprei uma cerâmica ianomâmi.
Ele tem problema de coração (cardíaco).
Ele teve um gesto de coração (cordial).
Em alguns casos, a mesma locução adjetiva pode ser 
usada com significados contextuais diferentes e especí-
ficos. Veja: sa
ik
o3
p/
Sh
ut
te
rs
to
ck
.c
om
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 Gramática – 6o ano 67
Quando temos dois ou mais substantivos, o adjetivo 
os acompanha em gênero e número.
A concordância entre substantivos e 
adjetivos
Como dissemos, os adjetivos concordam em gênero e 
número (às vezes só em número) com o substantivo ou os 
substantivos a que se referem. Os exemplos que vimos até 
agora ilustram bem essa regra. No entanto, em situações 
mais complicadas, principalmente em textos formais 
escritos, podem ocorrer dúvidas, principalmente quando 
um adjetivo pode se referir a dois ou mais substantivos. 
Nesse caso, a regra geral é esta:
Observe:
Do mesmo modo que a maioria dos substantivos, os 
adjetivos formam o feminino substituindo a terminação -o 
(forma masculina) por -a. 
recurso valioso — água valiosa
homem pré-histórico — pintura pré-histórica
comércio primitivo — comunidade primitiva
escritor português — língua portuguesa
homem sedutor — mulher sedutora
alimento cru — comida crua
corpo são — mente sã
menino chorão — menina chorona
copo grandão — boca grandona
homem plebeu — mulher plebeia
país europeu — moeda europeia
povo caldeu — cultura caldeia
Os adjetivos terminados em -ês, -or ou -u em geral 
recebem a terminação -a.
Já os adjetivos terminados em -ão mudam essa ter-
minação para -ã ou -ona.
Por fim, adjetivos terminados em -eu mudam essa 
terminação para -eia.
A caça e a pesca eram rotineiras no Paleolítico.
substantivos flexionados no 
feminino singular
adjetivo flexionado no 
feminino plural
O Paleolítico e o Neolítico foram marcados por 
grandes eventos.
substantivos flexionados no masculino singular
adjetivo flexionado no 
masculino plural
Reflita
De acordo com o seu conhecimento de mundo, como 
essa concordância será feita se os substantivos forem 
de gêneros diferentes?
Agora, analise este período:
No Paleolítico, homens e mulheres eram coletores de 
alimentos.
substantivos de gêneros diferentes
adjetivo flexionado 
no masculino plural
Como você pode ver, se os substantivos forem de 
gêneros diferentes, o adjetivo será flexionado no plural 
masculino. Nessa situação, observe que o adjetivo cole-
tores se refere, ao mesmo tempo, a homens e mulheres.
O adjetivo deve ser flexionado no masculino plural.
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Gramática – 6o ano 68
Em algumas situações, o adjetivo colocado depois de 
dois ou mais substantivos pode concordar com todos os 
substantivos ou apenas com o substantivo mais próximo, 
mas essa possibilidade de concordância depende do 
sentido do que se quer dizer. Veja:
Os grupos humanos que viveram no Paleolítico 
iam de um lugar a outro em busca de alimentos, 
como raízes, frutos, peixes e animais pequenos.
Animais de grande porte passaram a ser alvo dos 
caçadores quando foram desenvolvidos utensílios 
e armas mais aperfeiçoados, como a lança, o arco 
e a flecha, que possibilitaram o ataque a distância.
Considerando o sentido, nesse exemplo o adjetivo 
pequenos está qualificando apenas o substantivo ani-
mais, pois, em virtude da precariedade das armas que 
utilizavam (feitas principalmente de madeira, ossos e 
lascas de pedra), os seres humanos que viveram no Paleo-
lítico caçavam, preferencialmente, animais de pequeno 
porte. Já no exemplo a seguir, observe que os adjetivos 
desenvolvidos e aperfeiçoados qualificam, ao mesmo 
tempo, os substantivos utensílios e armas.
Aprenda mais
Aprenda mais
As pedras utilizadas na confecção de tais instrumentos e de outros 
utensílios apresentavam bordas cortantes, como se tivessem sido 
retiradas pequenas lascas, e eram bem simples e rudimentares. 
Daí o fato de o Período Paleolítico ser chamado também de Idade 
da Pedra Lascada.
Segundo os historiadores, não se pode falar com certeza por que 
o Homo sapiens era uma espécie superior às outras. O que se 
pode afirmar é que ele era mais inteligente, talvez pelo fato de 
possuir um cérebro maior.
Graus do adjetivo
•	Grau superlativo absoluto
Acentua ao extremo as características atribuídas ao 
substantivo. Pode ocorrer de dois modos:
•	 Sintético (uma palavra) – Forma-se, normalmente, 
por meio das terminações: -íssimo, -ílimo, -érrimo. 
•	 Exemplos: dificílimo, belíssima, paupérrimo, hiper-
satisfeita.
O Homo sapiens era inteligentíssimo.
•	 Igualdade – A Pré-História é tão importante quanto 
a História.
•	 Superioridade – O Homo habilis era mais habilidoso 
que o Homo erectus.
•	 Inferioridade – O Homo erectus era menos inteligente 
que o Homo sapiens.
•	Grau comparativo
Por meio do grau comparativo do adjetivo, compara-
mos os substantivos, identificando suas características, 
suas qualidades, seus defeitos. Existem três graus de 
comparação:
Ka
tie
kk
/S
hu
tt
er
st
oc
k.
co
m
fra
nt
ic
00
/S
hu
tt
er
st
oc
k.
co
m
FC_Gramática_6A_01.indd 68 24/03/2021 09:34:41
 Gramática – 6o ano 69
•	 Analítico – Forma-se, normalmente, com o auxílio de 
uma palavra que expresse intensidade ou pela repe-
tição do adjetivo. Exemplos: muito bonita, bastante 
alegre, pouco agitado.
O Homo sapiens era muito inteligente.
A prova foi fácil, fácil (muito fácil!).
•	Grau superlativo relativo
Intensifica uma característica do substantivo estabe-
lecendo uma relação de superioridade ou inferioridade 
com outros seres.
•	 Superioridade – O Homo habilis era o mais interes-
sante de todos os hominídeos.
•	 Inferioridade – O Homo erectus era o menos interes-
sante de todos os hominídeos.
Atividades
1| A tirinha é um gênero textual que, entre outras ca-
racterísticas, possui o objetivo de produzir humor, re-
sultado quase sempre de uma fala e/ou atitude ines-
perada. Após a leitura da tirinha, podemos afirmar que 
o humor:
a. É produzido por causa da dúvida de Isabele.
b. X É resultado da atitude irônica de Serafim, que se 
julga um anjo.
c. Tem origem na fala de Isabele, que não sabe a di-
ferença entre substantivo concreto e abstrato.
d. Acontece no segundo quadrinho.
e. É um substantivo concreto.
2| No contexto da tirinha, o substantivo anjo é concreto 
ou abstrato?
3| Na tirinha, Serafim se julga um anjo, mas não seria pro-
priamente um. Na verdade, ele certamente acredita que 
possui características que, em geral, atribuímos aos anjos. 
Isso acontece porque, embora não existam no mundo real, 
eles estão bastante presentes no nosso imaginário. Eles 
aparecem nos desenhos animados, nos filmes, nas histó-
rias infantis, etc. Pensando nisso, descreva, em seu cader-
no, com suas palavras, a maneira como você vê um anjo 
em seu imaginário.
É substantivo concreto.
Re
sp
os
ta
 p
es
so
al
. E
sp
er
am
os
 q
ue
 o
s a
lu
no
s u
til
iz
em
 b
as
ta
nt
es
 a
dj
et
iv
os
 n
es
sa
 d
es
cr
iç
ão
.
4| Como vimos, os substantivos podem ser agrupados 
em diferentes grupos classificatórios, mas um grupo 
não exclui outro. Relembre quais são esses grupos e 
analise as afirmações seguintes, assinalando V (verda-
deiro) ou F (falso).
a. V Todo substantivo composto é derivado.
b. F Todo substantivo derivado é simples.
c. V Todo substantivo primitivo é simples.
d. V Nem todo substantivo próprio é simples.
e. F Os substantivos derivados têm de apresentar 
mais de um radical.
f. F Os substantivos comuns são escritos com inicial 
maiúscula.
5| Um substantivo primitivo pode originar inúmeros deri-
vados, por isso estes são muito mais numerosos. Da pala-
Serafim
Texto
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Gramática – 6o ano 70
6| Leia o quadrinho a seguir.
a. Por que, para Serafim, o pai não deveria se preocupar 
com a crise?
Porque, para ele, por ser um substantivo abstrato, a pa-
lavra crise não poderia prejudicar o seu pai.
vra vento, poro 
que possibilita a produção de sons bastante diferentes, 
inclusive aqueles utilizados na fala: os sons vocálicos e 
os sons consonantais, que estudaremos detalhadamente 
mais adiante.
A comunicação bem-sucedida entre duas ou mais pessoas 
só é possível se uma entender a outra. Para entender o outro, 
cooperamos com ele. Cooperar, neste caso, não é apenas 
fazer silêncio enquanto o outro fala, mas trabalhar com o 
outro na produção do sentido. Em outras palavras, coopera-
mos com ele quando procuramos entender o que quis dizer. 
Ou deveríamos. Se observarmos, às vezes falamos e temos 
a certeza de que, por qualquer motivo, a outra pessoa não 
está dando atenção às nossas palavras. Assim, a comunica-
ção não acontece. Esse, inclusive, é um problema bastante 
comum na vida social e profissional de muitas pessoas. Um 
grande estudioso da comunicação certa vez comentou que 
foi preciso o ser humano inventar o telefone, o smartphone e 
a Internet para perceber que o verdadeiro problema da falta 
de comunicação entre as pessoas não está na distância.
Aprenda mais
Outras espécies de animais também possuem aparelho fonador, a 
exemplo dos papagaios. Como vivem em grupo e apresentam uma 
inteligência acima da média das aves em geral, eles conseguem 
articular esse aparelho para imitar sons que ouvem. Soltos na 
natureza, os papagaios cantam com o objetivo de trocar infor-
mações. Mas, quando vivem isolados em cativeiro, compensam 
a falta de comunicação imitando a fala humana.
Aprenda mais
A fala é resultante da articulação dos sons produzidos por uma 
série de órgãos que compõem nosso aparelho fonador.
Cavidade nasal
Narinas
Dentes superiores
Dentes inferiores
Laringe
Faringe
Cavidade oral
Língua
Diafragma
Pulmão 
esquerdo
Traqueia
Pulmão 
direito
M
ar
is
h/
Sh
ut
te
rs
to
ck
.c
om
A habilidade da fala e a capacidade de desenvolver 
raciocínios complexos permitem que façamos represen-
tações bem interessantes: podemos explorar o passado, 
o presente e o futuro, algo que nenhuma outra espécie 
é capaz de fazer. Ou seja, por meio da fala, podemos 
transmitir pensamentos, intenções, preconceitos, senti-
mentos, sonhos, etc.
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 Gramática – 6o ano 7
∞ π ≅
Para entender o sentido dessa charge, você precisou 
decodificar uma infinidade de símbolos: onde os homens 
estão, que ocupações têm, que informações estão cla-
ras no balão, etc. Desse modo, podemos concluir que, 
relacionando os símbolos que compõem um código, 
executamos ações!
Evidentemente, a compreensão dos símbolos só é 
possível se eles já fizerem parte do nosso conhecimento 
de mundo. Para que isso fique claro, basta olhar, por 
exemplo, para alguns símbolos matemáticos que você 
ainda não estudou.
A partir do momento em que eles são apresentados 
a você, passam a fazer parte do seu conhecimento de 
mundo e, portanto, passam a ter significado. O primeiro é 
o infinito (∞). Ele indica que uma sequência de números 
não tem fim. Já o segundo símbolo representa um núme-
ro chamado de pi, que vale, aproximadamente (≅), 3,14.
de estabelecer comunicação, damos o nome de código. 
É utilizando códigos que interagimos com nossos se-
melhantes, refletimos sobre a realidade, transmitimos 
valores, conhecimento… Tudo o que está à nossa volta 
ou mesmo aquilo que não existe no mundo real pode ser 
simbolizado. Observe isso na charge a seguir.
E, por falar em números, eles também são símbolos. 
Criados há milhares de anos com o objetivo de fazer con-
tagens, enumerações, os números estão por toda parte: 
no seu endereço, no tamanho do seu pé, na medida da 
sua cintura, na quantidade de mensagens não lidas no seu 
smartphone, etc. Os números naturais são muito utiliza-
dos, sendo indicados matematicamente pelo símbolo N.
Desse modo, os símbolos que compõem os códigos 
que utilizamos no nosso dia a dia são os mais variados. A 
fotografia a seguir identifica uma placa de trânsito insta-
lada em uma das estradas que cortam o Parque Nacional 
da Serra da Capivara, no Piauí.
Como você pode ver, os símbolos que empregamos em 
nossas interações com outras pessoas podem ser os mais 
variados. Podem, inclusive, ser partes de palavras, desde 
que tenham sentido. A letra a, por exemplo, se empregada 
em uma palavra como menina, expressa uma ideia, passa 
a ser um símbolo, indicando a noção de feminino. Já a 
partícula des-, em desleal, indica a noção de negação, 
contrário, oposição.
Reflita
O que essa placa significa? Faria sentido colocá-la em 
uma das avenidas da sua cidade?
A placa indica que há depressões na estrada. Espera-
-se que o aluno perceba que o sentido da placa está 
associado às figuras rupestres do Parque, sendo 
incoerente sua utilização em um ambiente urbano.
m
ar
co
sv
el
lo
so
/S
hu
tt
er
st
oc
k.
co
m
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Gramática – 6o ano 8
Acredita-se que os Australopitecus possuíam estruturas cerebrais 
importantes para a capacidade de se comunicar e já andavam sobre 
duas pernas. Reprodução de um Australopithecus afarensis em museu 
de Barcelona.
3. A linguagem 
Os códigos que utilizamos para nos comunicar cons-
tituem diferentes linguagens. Dizemos que a linguagem 
é uma habilidade que desenvolvemos instintivamente. 
O instinto é um impulso inconsciente que faz os animais 
agirem de acordo com suas necessidades de sobrevivência. 
Assim, quando aprendemos a falar, como as aves apren-
dem a voar, agimos guiados pelo instinto. Por essa razão, 
não é preciso ir à escola para aprender a falar. Isso acontece 
espontaneamente nos bebês. Com o passar do tempo, essa 
habilidade vai se desenvolvendo e, sem perceber, eles logo 
Re
pr
od
uç
ão
Aprenda mais
As palavras em geral são formadas por diferentes partes que 
possuem significado. Ou seja, são símbolos. Analise as palavras 
a seguir procurando perceber o sentido que as partes destacadas 
indicam.
Para expressar o sentido de negação, nossa língua ofe-
rece diversos termos que, agregados a algumas palavras, 
expressam o sentido oposto ao que elas significam. É dessa 
maneira que se forma grande parte dos antônimos. Veja:
desatento desmentir inútil
infeliz atípico amoral
Aprenda mais
Chamamos de antônimas as palavras que exprimem realidades 
opostas. Assim, dizemos que claro é antônimo de escuro em O 
quarto está escuro, abra as janelas para deixá-lo claro.
Já os sinônimos são palavras, termos ou expressões que, em uma 
dada situação, podem codificar a mesma informação. Observe:
O parque guarda belas pinturas rupestres.
O local abriga bonitos desenhos feitos nas rochas.
passam da produção de palavras soltas à comunicação 
cada vez mais complexa.
Faz muito tempo que o ser humano começou a falar. 
Mas não é possível dizer exatamente desde quando, pois 
somente no início do século XX d.C. foi inventado o primeiro 
gravador de voz. Ou seja, ele não existia na Pré-História. As-
sim, o que temos são pistas a respeito da “história da fala”. 
Um exemplo são algumas estruturas do corpo encontradas 
em fósseis. Nos Australopitecus, surgidos há 4 milhões de 
anos, foram identificados, por exemplo, centros cerebrais 
fundamentais para a linguagem. Mas os chimpanzés pos-
suem esses mesmos centros, e não falam. Outro exemplo 
interessante diz respeito a alguns vestígios arqueológicos 
ligados ao aparelho fonador. Cientistas acreditam que, 
há cerca de 500 milhões de anos, passamos a ter laringe 
comprida e alta, um traço fundamental para a geração 
dos sons característicos da fala. No entanto, o homem de 
Neandertal, que viveu há aproximadamente 150 mil anos, 
não possuía essa característica hoje existente na nossa 
espécie, o Homo sapiens sapiens.
desfazer recomeçar
biscoitos casarão
carrinho
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 Gramática – 6o ano 9
De outro lado, muitos estudiosos acreditam que a fala 
só pode ser entendida como tal quando os sons adquirem 
significados e se tornam palavras.
Por fim, há estudiosos que preferem olhar para o queexemplo, derivamos ventania e vendaval. 
O processo de derivação normalmente segue regras bem 
definidas, mas nem sempre é assim. Muitas vezes, na 
formação de um substantivo derivado, acrescentamos 
algum sentido inesperado e engraçado. Os substantivos 
destacados nas frases a seguir foram derivados nessas 
condições. Em grupo com os seus colegas e o professor, 
procure definir o sentido desses substantivos.
a. Paulo está morando em um apertamento.
b. Marcos é namorido de Sílvia.
c. Isto não é café, é um chafé.
d. Ela fala portunhol.
e. Marcelo é pãe de Artur.
f. Pedro está na fase da aborrescência.
g. Paula é chocólatra.
h. Vou precisar de um paitrocínio para fazer esse curso.
i. Carlos é um sincericida.
j. Márcia é escragiária naquela empresa.
k. João é um mautorista.
l. A filha deles é uma crionça.
b. Para o pai, o substantivo crise tem um sentido con-
creto ou abstrato? Explique.
c. Considerando sua resposta para a questão anterior e 
a época em que essa charge foi produzida (outubro de 
2019), a que crise provavelmente o personagem se refe-
re? (Se for preciso, faça uma breve pesquisa.)
Para o pai, o substantivo crise tem um sentido concreto, 
isto é, seus efeitos na economia da família (“no seu bol-
so”) serão sentidos.
A charge faz referência à grave crise política e econômica 
que atingiu o Brasil em 2019. 
7| O trecho abaixo foi extraído de um conto de Rubem 
Fonseca.
[...] pouco tempo depois, a campainha tocou no-
vamente; era a polícia. Abri a porta, e o polícia me 
deu uma intimação para depor na segunda-feira [...]
FONSECA, Rubem. Feliz ano novo. São Paulo: Companhia das Letras, 
2012.
Resposta pessoal.
Descreva a diferença de significado que a variação de 
gênero determina nos substantivos a seguir:
a. A polícia.
Instituição de segurança pública.
b. O polícia.
A pessoa que trabalha na instituição de segurança públi-
ca, nesse caso, na polícia.
Serafim
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 Gramática – 6o ano 71
a. Os deputados discutirão coisas políticas e sociais.
b. O conhecimento útil é capaz de situar qualquer coisa 
em seu contexto.
c. Existem várias coisas para reduzir os desequilíbrios 
entre as pessoas.
d. A violência nas cidades é uma coisa particularmente 
preocupante.
e. Prometer reformas impossíveis é uma coisa muito co-
mum para atrair votos.
f. A busca pela felicidade é uma coisa legítima.
g. Quando o homem pensa no futuro, uma coisa é certa: 
qualidade de vida é fundamental.
8| Substitua a palavra coisa (não é permitido usar algo) 
por substantivos. Faça as adaptações necessárias.
Respostas sugeridas.
Os deputados discutirão assuntos políticos e sociais.
O conhecimento útil é capaz de situar qualquer informa-
ção em seu contexto.
Existem várias alternativas para reduzir os desequilíbrios 
entre as pessoas.
A violência nas cidades é um problema particularmente 
preocupante.
Prometer reformas impossíveis é uma tática muito co-
mum para atrair votos.
A busca pela felicidade é um sonho legítimo.
Quando o homem pensa no futuro, uma ideia é certa: 
qualidade de vida é fundamental.
9| Complete com o adjetivo adequado. Observe o exemplo:
Trabalhador da indústria – Industrial.
a. Planta da água – 
b. Pessoa sem atividade – 
c. Produto de fábrica – 
d. Porto do rio – 
e. Animal da noite – 
f. Ave de praia – 
g. Tratamento do cabelo – 
h. Proteção do meio ambiente – 
i. Hábito de alimentação – 
j. População do mundo – 
k. Fluxo de energia – 
l. Movimento da Terra – 
m. Temperatura do Sol – 
Planta aquática. 
Pessoa inativa. 
Produto fabril. 
Porto fluvial. 
Animal noturno. 
Ave praieira. 
Tratamento capilar. 
Proteção ambiental. 
Hábito alimentar. 
População mundial. 
Fluxo energético. 
Movimento terrestre. 
Temperatura solar. 
10| Observando as expressões destacadas nas orações se-
guintes, encontre o adjetivo mais adequado. Veja o exemplo:
Minha filha amanheceu com febre.
Minha filha amanheceu febril.
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Gramática – 6o ano 72
a. A fazenda está sem governo.
b. O policial estava sem arma.
c. Esta capa está sem cor.
d. A comida está sem cheiro.
f. O café está sem açúcar.
e. A água pura é sem gosto.
g. Estou sem paciência para assistir ao musical.
A fazenda está desgovernada. 
O policial estava desarmado. 
Esta capa está incolor. 
A comida está inodora. 
O café está aguado.
A água pura é insípida. 
Estou impaciente para assistir ao musical.
11| Como vimos, os adjetivos se ligam a substantivos acres-
centando-lhes alguma qualidade, característica, etc. Mas 
você sabia que esse sentido “acrescentado” pode mudar 
conforme a posição do adjetivo (se colocado antes ou de-
pois do substantivo)? Para perceber isso, analise as situa-
ções a seguir. Explique, com suas palavras, o sentido ex-
presso pelos adjetivos destacados em cada situação.
a. I. Paulo se tornou um homem grande.
II. Paulo se tornou um grande homem.
Em I, o adjetivo permite a compreensão de que Paulo é 
um homem alto. Em II, o adjetivo nos leva a entender que 
Paulo é um homem notável.
b. I. Renata é uma mulher pobre.
II. Renata é uma pobre mulher.
c. I. Carolina é uma velha amiga.
II. Carolina é uma amiga velha.
Em I, o adjetivo permite a compreensão de que Renata 
é uma mulher que dispõe de poucos recursos. Em II, o 
adjetivo possibilita a compreensão de que o enunciador 
observa Renata com certa compaixão.
Em I, o adjetivo permite a compreensão de que Carolina 
tem uma antiga amizade com o enunciador. Em II, o ad-
jetivo nos leva a entender que Carolina é a amiga idosa 
do enunciador.
12| Nesta atividade, você tentará descobrir quais são as 
palavras (substantivos ou adjetivos) que deverá escrever 
na cruzadinha da página seguinte, tendo em vista as dicas 
fornecidas a seguir. Para enriquecer o seu estudo, utilizare-
mos o tema Pré-História como fonte de informação.
Horizontais
1. Adjetivo que qualifica as pinturas feitas no interior de 
cavernas.
2. Marcas, objetos, fósseis produzidos pelos primeiros 
seres humanos que permitem estudar a nossa origem 
(substantivo flexionado no singular).
3. Substantivo coletivo que designa todos os seres hu-
manos.
4. Substantivo que designa a principal descoberta reali-
zada pelos seres humanos na Pré-História.
5. Substantivo comum empregado para nomear os seres 
que não pertenciam propriamente ao gênero Homo, mas 
andavam sobre dois pés, tinham o corpo coberto de pelos 
e o cérebro muito pequeno.
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 Gramática – 6o ano 73
Verticais
1. Período que vai do surgimento do ser 
humano até o desenvolvimento da escrita 
(substantivo).
2. Adjetivo (flexionado no plural) empregado 
para qualificar os seres humanos quando 
estes deixaram de ser nômades. 
3. Substantivo (flexionado no plural) que 
designa de forma geral os objetos produzidos 
pelos seres humanos para enfrentar as dificul-
dades do dia a dia.
4. Adjetivo que qualifica o substantivo femini-
no revolução quando este designa o desen-
volvimento da agricultura e da domesticação 
de animais ocorrido na Idade da Pedra Polida.
5. Adjetivo empregado para caracterizar o 
ser humano que produzia instrumentos mais 
aperfeiçoados, tinha o cérebro maior que o do 
Homo habilis e também era mais alto. Foi o pri-
meiro a usar o fogo em benefício próprio, para 
se aquecer e cozinhar os alimentos. O uso desse 
adjetivo se deve ao fato de esses seres humanos 
possuírem a postura ereta.
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R U P E S T R E S
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A U S T R A L O P I T H E C U S
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C
A
3.
1.
1.
2.
3.
4.
4.
5.
5.
2.
Desafio
1| Os coletivos são substantivos que se referem aos 
seres considerados em conjunto. Normalmente, esses 
substantivos designam um conjunto de seres da mesma 
espécie, como cardume (de peixes) e manada (de bois 
ou búfalos). Mas, no uso cotidiano da língua, comumen-
te atribuímos outros significadosaos substantivos co-
letivos, conforme a ideia que apresentam. Esse desvio 
ocorre em:
a. Renan sempre presenteia Cláudia com um rama-
lhete no Dia dos Namorados.
b. Não se esqueça de identificar bem sua bagagem, 
para não perdê-la na viagem.
c. X O elenco do Palmeiras não está completo para o 
jogo de hoje à noite.
d. A criança foi atacada por um enxame no passeio 
ao zoológico.
e. Parece que seu pai está na biblioteca estudando.
2| Analise as frases a seguir. 
I. Como você já trabalhou em várias empresas, sua 
bagagem será muito importante aqui.
II. O palestrante ficou nervoso com o enxame de perguntas.
III. Esperei séculos, mas ela não apareceu para nosso 
encontro.
IV. João é um menino muito travesso. Seu repertório é 
imenso.
V. O pastor da minha igreja sabe cuidar bem de seu 
rebanho.
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Gramática – 6o ano 74
4| O personagem Cascão, de Maurício de Sousa, tem 
esse apelido por não gostar de banho. Nesse contex-
to, a palavra Cascão significa aquele que tem pele 
grossa por sujeira e expressa a ideia de aumentativo. 
Assinale a alternativa em que há uma palavra no grau 
aumentativo.
a. O limão é uma fruta ácida que faz bem à saúde.
b. Macarrão contém muito carboidrato e, por isso, 
engorda.
c. X O Timão venceu o campeonato de futebol muito 
à frente dos adversários.
d. O acidente ocorreu porque um carro veio na con-
tramão.
e. O catalão é a língua falada em uma região da Es-
panha.
3| A palavra caminhãozinho, no grau diminutivo, recor-
da-nos que são válidas todas as considerações abaixo 
sobre esse assunto (diminutivo), menos uma. Aponte a 
exceção.
a. O plural de caminhãozinho é caminhõezinhos, 
como o de anelzinho é aneizinhos.
b. Além de expressar o “tamanho diminuído” do 
ser, pode, a forma diminutiva, expressar emoções ou 
sentimentos de diversas naturezas: carinho (mãezi-
nha), ironia (santinho), depreciação (padreco), etc.
c. Em certos substantivos, a terminação -inho não 
caracteriza o diminutivo, como em golfinho.
d. Encontramos, em português, diversas desinên-
cias caracterizadoras do diminutivo, entre elas a for-
ma -ote (frangote, saiote, rapazote, etc.).
e. X A terminação -inho indica a ocorrência do grau 
diminutivo analítico em caminhãozinho.
Indique aquela(s) em que o coletivo expressa uma 
hipérbole.
a. I e II.
b. X II e III.
c. III e IV.
d. IV e V.
e. I e V.
5| Embora pareça simples, a classificação das palavras 
em categorias requer uma observação atenta da situa-
ção em que elas são usadas. Pensando nisso, analise o 
emprego da palavra humanos nas seguintes frases:
Humanos e macacos evoluíram a partir de um 
mesmo ancestral: os primatas.
Vestígios humanos podem ser considerados fontes 
históricas. 
Em ambas as frases, a palavra humanos deve ser classi-
ficada da mesma forma? Explique.
Não. Na frase I, humanos funciona como substantivo, 
enquanto em II funciona como adjetivo, qualificando o 
substantivo vestígios.
6| Leia o texto abaixo.
Há notícias que são de interesse público e há 
notícias que são de interesse do público. Se a ce-
lebridade x está saindo com o ator y, isso não tem 
nenhum interesse público. Mas, dependendo de 
quem sejam x e y, é de enorme interesse do público, 
ou de certo público (numeroso), pelo menos. As de-
cisões do Banco Central para conter a inflação têm 
óbvio interesse público. Mas quase não despertam 
interesse, a não ser dos entendidos. O jornalismo 
transita entre essas duas exigências, desafiado a 
atender às demandas de uma sociedade ao mes-
mo tempo massificada e segmentada, de um leitor 
que gravita cada vez mais apenas em torno de seus 
interesses particulares. 
Fernando Barros e Silva. O jornalista e o assassino: in. Folha de S.Paulo.
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 Gramática – 6o ano 75
Com a Revolução Agrícola, ocorrida no Neolítico, 
primeiramente foram cultivados o trigo, a aveia e a 
cevada. Para facilitar o cultivo, as pessoas procu-
ravam as terras próximas dos rios, que eram mais 
férteis. Isso fez surgir os primeiros aglomerados 
populacionais, que tinham, na união da população, 
uma arma defensiva, além de uma melhor produção.
Chamamos de minério as rochas e os minerais que 
servem como matéria-prima na fabricação de pro-
dutos. O granito, por exemplo, é um minério.
A palavra público é empregada no texto ora como subs-
tantivo, ora como adjetivo. Exemplifique cada um desses 
empregos com passagens do próprio texto e apresente o 
critério que você utilizou para fazer a distinção.
Na frase “Há notícias que são de interesse público e há 
notícias que são de interesse do público”, a palavra pú-
blico é usada na primeira ocorrência como adjetivo, rela-
cionada com o substantivo interesse, e na segunda como 
substantivo inserido na locução adjetiva do público.
7| O parágrafo abaixo foi retirado de um livro didático de 
História do 6º ano. Leia-o com atenção.
I. A palavra cultivados está flexionada no masculino plural 
para concordar com o substantivo que qualifica (trigo).
II. As palavras próximas e férteis estão flexionadas no 
feminino plural para concordar com terras.
III. A locução adjetiva da população poderia ser substituí-
da pelo adjetivo populacional, mas essa substituição 
acarretaria uma repetição desnecessária desse adjetivo.
Está correto o que se afirma em:
a. I, apenas.
b. II, apenas.
c. X III, apenas.
d. I e II.
e. II e III.
Questões de 
escrita
Acentuação dos monossílabos tônicos
1| Como vimos no Capítulo 2, as palavras com apenas 
uma sílaba são chamadas de monossílabas. Essas pa-
lavras podem ser pronunciadas de maneira fraca ou um 
pouco mais forte, por isso são classificadas como áto-
nas (fracas) ou tônicas (fortes). Observe essa distinção 
na leitura das palavras destacadas no texto a seguir.
a. Qual dessas palavras é pronunciada de maneira mais 
forte?
b. Como se classifica essa palavra?
A palavra é.
Monossílabo tônico.
2| Agora leia estes monossílabos tônicos.
já lá pás pé ré rês
pó nós vez nu luz
Que regra de acentuação gráfica podemos formular para 
os monossílabos tônicos com base na observação dessas 
palavras?
Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em 
-a(s), -e(s) ou -o(s).
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Gramática – 6o ano 76
Acentuação das proparoxítonas
3| Entre as palavras a seguir, identifique as proparoxítonas.
a. X arquipélago
b. órfã
c. amargo
d. amável
e. X Cleópatra
f. X protótipo
g. bônus
h. X gráfico
i. luta
j. rapidamente
k. carro
l. restaurante
m. sobrancelha
n. rivalidade
4| Agora responda: o que há de comum entre as pala-
vras proparoxítonas?
Todas elas recebem acento gráfico.
5| Entre as palavras a seguir, indique aquela que deve 
receber acento gráfico por ser proparoxítona.
a. Janela.
b. Comprimido.
c. X Rapido.
d. Secretamente.
e. Estatuto.
6| Leia o texto abaixo.
A descoberta do fogo foi fundamental para a evo-
lução da espécie humana, tanto materialmente 
como nas relações sociais. Estudos indicam que 
o cozimento de carnes propiciou a redução do de-
senvolvimento dos dentes. Isso porque a carne co-
zida é mais fácil de mastigar, não havendo a neces-
sidade de dentes grandes e pontiagudos, como os 
dos animais carnívoros, que só comem carne crua.
a. Identifique no texto uma palavra paroxítona termina-
da em ditongo crescente.
b. Agora, selecione uma palavra polissílaba cuja sílaba 
tônica apresenta um dígrafo.
c. No texto, encontramos um adjetivo proparoxítono fle-
xionado no masculino plural. Qual substantivo determi-
nou essa flexão?
Espécie.
Materialmente, cozimento, desenvolvimento.
Animais.
Anotações
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 Gramática – 6o ano 77
6
Capítulo
Artigo, numeral e pronome
1. Artigo
Leia a tirinha.
No primeiro quadrinho, Serafim se refere à prova da 
professora Norma como A prova. O emprego da palavra 
a contribui para entendermos o sentido do substantivoprova. Por meio dela, podemos perceber que os meni-
nos não estão falando de qualquer prova: é a prova da 
professora Norma. O emprego dessa palavra em letra 
maiúscula sugere ainda mais exclusividade, isto é, que 
a prova da professora é realmente muito difícil. Como o 
substantivo prova é feminino, empregamos a palavra a 
antes dele. Veja outros usos:
O humor da professora Norma é terrível.
Os alunos farão uma prova.
A turma está com medo da prova.
Nos três casos, as palavras destacadas foram empre-
gadas antes de substantivos, determinando o seu sentido 
e concordando com eles em gênero e número.
 
Agora, observe:
Pedro quer ter um desempenho melhor.
Ele quer tirar uma nota boa.
Nesses dois casos, as palavras um e uma atuam 
sobre os substantivos a que antecedem indetermi-
nando o seu sentido. Assim, Pedro quer uma nota boa 
qualquer (pode ser sete, oito, nove, dez) para ter um 
desempenho melhor. Tanto o substantivo nota quanto 
o substantivo desempenho estão empregados com 
sentido vago.
Assim, chamamos de artigo a palavra variável em 
gênero e número que antecede o substantivo deter-
minando ou indeterminando o seu sentido.
Nos exemplos analisados, observe que os artigos 
concordam em gênero e número com os substantivos a 
que antecedem. Veja mais alguns exemplos:
as relações sociais
os jogadores
um barulho
uns sons 
a identificação
Serafim
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Gramática – 6o ano 78
Classificação dos artigos
Como consequência do que vimos até agora, os artigos 
se classificam como:
•	Determinados	(ou definidos) – o, a, os, as.
•	Indeterminados	(ou indefinidos) – um, uma, uns, umas.
Examine o texto a seguir.
Os corais se desenvolvem pela união de uma infi-
nidade de organismos, formando associações entre 
seres da mesma espécie. Cada grupo de indivíduos 
realiza uma atividade específica, mas, de modo ge-
ral, estão todos fundidos fisicamente. Todos esses 
seres unidos representam uma colônia.
O artigo os determina o sentido do substantivo co-
rais — não são quaisquer seres vivos, são os corais. Já o 
artigo uma indetermina o sentido dos substantivos a que 
antecede — infinidade, atividade e colônia.
Quando antecede um nome próprio, o artigo definido 
indica familiaridade. Exemplo: A Maria chegou cedo. Esse 
uso é muito comum em alguns estados brasileiros, como 
o Ceará, o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul.
Aprenda mais
Usamos artigos definidos antes de certos nomes próprios de luga-
res, como os que indicam países, regiões, continentes, montanhas, 
vulcões, lagos, oceanos, rios e ilhas.
a	Inglaterra o Pacífico os Andes
o Amazonas o Recife a Europa
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ck
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om
2. Numeral 
Em algum momento da evolução do ser humano, surgiu 
a necessidade natural de contar. Mais tarde, mudanças na 
estrutura das sociedades tornaram necessário registrar 
essa contagem. A princípio, os seres humanos utilizaram 
procedimentos simples, como coleção de pedras, marcas 
feitas em ossos e nós dados em cordas. A contagem foi um 
dos primeiros desafios que os seres humanos enfrentaram. 
Com o tempo, esses métodos foram se aprimorando, e, 
em cada região do mundo, desenvolveram-se técnicas 
diferentes de contagem, cada uma com seus próprios sím-
bolos e regras. Os egípcios, os romanos, os macedônios, os 
chineses, os maias e os indígenas brasileiros trabalhavam 
com números de forma diferente.
Dispensam o artigo os nomes: Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, 
Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco, Sergipe, Portugal, Angola, 
São Salvador, Castela, Cabo Verde. Já o nome Alagoas pode ser 
usado com ou sem artigo.
Em algumas situações, os artigos nos ajudam a identificar o 
gênero e o número dos substantivos a que antecedem.
Os ônibus estão quebrados.
A pianista começou a tocar.
O artigo pode assumir, também, valor qualificativo ou promover 
mudança de sentido. Compare:
Valor	qualificativo
Ele é um amigo. (Qualquer amigo.)
Ele é o amigo. (O melhor amigo.)
Mudança	de	sentido
Isso acontece em todo país. (Qualquer país.)
Isso acontece em todo o país. (Neste país.)
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 Gramática – 6o ano 79
Reflita
As diferentes técnicas de contagem facilitavam o 
comércio entre os povos?
Com o incremento das relações comerciais entre os 
povos, ter maneiras diferentes de medir e contar se 
tornou pouco prático, por isso houve a necessidade 
de se adotar um sistema único de numeração, que é 
o que utilizamos até hoje, o indo-arábico.
Assim, em Matemática, dizemos que número é a ideia 
de quantidade que nos vem à mente quando contamos. 
Para cada ideia de quantidade, temos um número as-
sociado, e cada número pode ser representado por um 
símbolo ou nome. Ou seja, um numeral. Essa mesma 
definição é aplicada na língua portuguesa para indicar 
as palavras que utilizamos para designar quantidade, 
ordem, codificação, divisão ou multiplicação.
O Australopitecus andava sobre os dois pés.
Há aproximadamente 4	milhões de anos, surgiram, 
na África, os primeiros antepassados do ser humano.
O número quantifica; o numeral representa essa 
quantidade. Os símbolos matemáticos utilizados nessa 
representação são chamados de algarismos. Estes são 
os algarismos indo-arábicos:
0 1 2 3 4
5 6 7 8 9
De forma simples, podemos dizer que os algarismos 
estão para o sistema dos números como as letras do 
alfabeto para as palavras. Ou seja, os números são, basi-
camente, um recurso de representação.
Classificação dos numerais
Tendo em vista o que estudamos até agora, podemos 
classificar os numerais em quatro grandes grupos.
Na África, foram encontrados os fósseis de dois 
Australopitecus.
Acredita-se que os mamutes foram extintos há cer-
ca de doze	mil anos.
•	Cardinais
Os numerais cardinais indicam quantidades.
Aprenda mais
Os mamutes foram uma importante fonte de alimentação e ves-
timenta para os seres humanos na Pré-História. Pesquisadores 
acreditam que foram extintos pelo fim da Era Glacial e pela caça 
predatória praticada pelos humanos.
A seguir, conheça alguns detalhes importantes sobre 
os numerais cardinais.
•	 Os numerais um, dois e as centenas a partir de duzen-
tos variam em gênero: uma, duas, duzentas, trezentas.
•	 Usamos a palavra e entre as centenas, as dezenas e as 
unidades: vinte e três, duzentos e trinta e oito.
•	 Empregamos a palavra e entre o milhar e a centena se 
esta não estiver seguida de outro número (dois mil e 
duzentos); caso contrário, podemos omiti-la (dois mil 
duzentos e vinte e seis).
•	 Quando os números são muito extensos, não se usa a 
palavra e entre as classes, ou seja, entre os grupos de 
três algarismos (nem vírgula): 324.312.090.215 — tre-
zentos e vinte e quatro bilhões trezentos e doze milhões 
noventa mil duzentos e quinze.
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FC_Gramática_6A_02.indd 79 15/01/2021 11:07:32
Gramática – 6o ano 80
•	 Depois dos numerais compostos com um, o substan-
tivo vai ao plural: trinta e um dias; as mil e uma noites.
•	 O numeral cardinal pode, às vezes, ser utilizado nas 
indeterminações.
Peço-lhe um minuto de sua atenção. (alguns poucos 
minutos)
Ela anda com mil perguntas. (muitas perguntas)
•	Ordinais
Como o próprio nome sugere, os numerais ordinais in-
dicam a ordem dos seres em uma determinada sequência.
O Homo habilis foi o primeiro a produzir ferramen-
tas a partir de pedras.
Saturno é o sexto planeta a contar do Sol e o se-
gundo maior do Sistema Solar.
Paulo VI (Sexto) século IX (nono)
Luís XV (Quinze) capítulo XXII (vinte e dois)
Renato é o dois	milésimo	centésimo	quinto clas-
sificado (2.105º).
Os clubes propõem que o ingresso custe o dobro 
do preço atual.
Você precisa beber o triplo de água.
Fernanda é a milésima	octingentésima	vigésima	
oitava classificada (1.828ª).
A seguir, conheça alguns detalhes importantes sobre 
os numerais ordinais.
•	 Nas designações de papas e soberanos, séculos e ca-
pítulos de livros, empregamos o ordinal até décimo. 
Daí por diante,utilizamos o cardinal.
•	 Usamos sempre o ordinal quando o numeral estiver 
anteposto ao substantivo: oitavo século, décimo nono 
capítulo, sétimo canto, X Feira (Lê-se décima feira).
•	 Na indicação do primeiro dia do mês, prefere-se o 
•	 Quando superiores a 2.000, os numerais devem ser 
lidos de forma mista, isto é, o primeiro algarismo como 
cardinal e os demais como ordinais.
•	Multiplicativos
Os numerais multiplicativos denotam aumento pro-
porcional por um múltiplo da unidade.
ordinal: Ela aniversaria no dia primeiro de setembro.
•	 Palavras como último, penúltimo, antepenúltimo, 
anterior, posterior, derradeiro e múltiplo, embora 
transmitam noção de posição, devem ser considera-
das adjetivos.
•	 Os numerais inferiores a 2.000 são lidos ou escritos 
como ordinais.
Do
ug
 J
am
es
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hu
tt
er
st
oc
k.
co
m
Tr
iff
/S
hu
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co
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FC_Gramática_6A_02.indd 80 15/01/2021 11:07:32
 Gramática – 6o ano 81
Naquele bairro, um	terço da população vive abai-
xo do salário mínimo.
Comi dois quartos de maçã e um	terço de melão.
O Recife tem aproximadamente 1,6 milhão de 
habitantes.
A Índia tem aproximadamente 1,4 bilhão de 
habitantes.
Atualmente, a população mundial gira em torno de 
7,8 bilhões de pessoas.
Estou na sétima	parte do livro.
Esta é a quinta	parte do valor do carro.
Meu time ganhou o campeonato estadual dez vezes.
A banda remarcou a entrevista coletiva duas vezes.
A seguir, conheça alguns detalhes importantes sobre 
os numerais multiplicativos.
•	 Duplo, dobro e triplo são os numerais multiplicativos 
mais utilizados. Os demais (quádruplo, quíntuplo, 
sêxtuplo, sétuplo, óctuplo, nônuplo, décuplo, cên-
tuplo) geralmente são empregados em textos formais. 
Em situações informais, são substituídos pelo cardinal 
seguido da palavra vezes.
•	Fracionários
Expressam a diminuição proporcional da quantidade, 
a sua divisão.
A seguir, conheça alguns detalhes importantes sobre 
os numerais fracionários.
•	 Os numerais fracionários devem concordar com os 
cardinais que os antecedem.
•	 Para muitos numerais fracionários, utilizamos o car-
dinal seguido da palavra avos: onze avos, treze avos, 
quinze avos e assim por diante.
•	 Além dos numerais fracionários, existem os numerais 
Aprenda mais
O nome avos aparece quando o denominador de uma fração é 
maior que 10. Quando o denominador é abaixo de 10, usamos 
os algarismos ordinais para a leitura — como em 1/12 (que 
se lê um doze avos). A palavra avos tem origem na palavra 
latina octavus (em português, oitavo), que passou a ser escri-
ta oit’avos (para representar uma fração).
•	 Na fala informal, normalmente empregamos numerais 
ordinais seguidos do substantivo parte para expressar 
frações.
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No site Worldometers, você tem acesso a estimativas em tempo 
real sobre a população mundial e a dados de grande relevância, 
como o volume de água consumida no mundo.
Escaneie o QR CODE ao lado.
coletivos, que funcionam como substantivos coleti-
vos, porém diferem destes por designarem um nú-
mero de seres rigorosamente exato: novena,	dezena,	
década,	dúzia,	 centena,	 cento,	milhar,	milheiro,	
par,	 lustro	 (período de cinco anos; quinquênio),	
milhão,	bilhão,	trilhão.
Sy
da
 P
ro
du
ct
io
ns
/S
hu
tt
er
st
oc
k.
co
m
•	 Os numerais multiplicativos são flexionados em gê-
nero e número na função adjetiva: Minha avó costuma 
tomar o remédio em doses duplas.
FC_Gramática_6A_02.indd 81 15/01/2021 11:07:33
Gramática – 6o ano 82
Classificação	dos	numerais
Algarismo Numeral		
cardinal Numeral	ordinal Numeral		
multiplicativo
Numeral	
fracionário
Romano Arábico Indica	quantidade	
precisa
Indica	a	ordem		
em	uma	série
Indica	a	multiplicação	
(múltiplo)
Indica	a	divisão		
(partes	do	todo)
I 1 um primeiro (simples) —
II 2 dois segundo dobro, duplo meio, metade
III 3 três terceiro triplo terço
IV 4 quatro quarto quádruplo quarto
V 5 cinco quinto quíntuplo quinto
VI 6 seis sexto sêxtuplo sexto
VII 7 sete sétimo sétuplo sétimo
VIII 8 oito oitavo óctuplo oitavo
IX 9 nove nono nônuplo nono
X 10 dez décimo décuplo décimo
XI 11 onze décimo primeiro undécuplo onze avos
XII 12 doze décimo segundo duodécuplo doze avos
XIII 13 treze décimo terceiro treze vezes treze avos
XIV 14 catorze décimo quarto — catorze avos
XV 15 quinze décimo quinto — quinze avos
XVI 16 dezesseis décimo sexto — dezesseis avos
XVII 17 dezessete décimo sétimo — dezessete avos
XVIII 18 dezoito décimo oitavo — dezoito avos
XIX 19 dezenove décimo nono — dezenove avos
XX 20 vinte vigésimo — vinte avos
XXX 30 trinta trigésimo — trinta avos
XL 40 quarenta quadragésimo — quarenta avos
L 50 cinquenta quinquagésimo — cinquenta avos
LX 60 sessenta sexagésimo — sessenta avos
LXX 70 setenta septuagésimo — setenta avos
LXXX 80 oitenta octogésimo — oitenta avos
XC 90 noventa nonagésimo — noventa avos
C 100 cem centésimo cêntuplo centésimo
CC 200 duzentos ducentésimo — ducentésimo
CCC 300 trezentos trecentésimo — trecentésimo
CD 400 quatrocentos quadringentésimo — quadringentésimo
D 500 quinhentos quingentésimo — quingentésimo
DC 600 seiscentos sexcentésimo — sexcentésimo
DCC 700 setecentos setingentésimo — setingentésimo
DCCC 800 oitocentos octingentésimo — octingentésimo
CM 900 novecentos nongentésimo — nongentésimo
M 1.000 mil milésimo — milésimo
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 Gramática – 6o ano 83
3. Pronome
Leia com atenção:
A professora Norma estava furiosa!
Ela
Esses alunos hoje estão com o capeta!
Eles
Nessas frases, os termos a professora Norma e esses 
alunos podem ser substituídos, respectivamente, pelas 
palavras ela e eles. Essa é uma das principais funções das 
palavras que estudaremos agora: os pronomes.
Chamamos de pronomes as palavras que 
substituem ou acompanham substantivos indi-
cando-os como pessoas gramaticais envolvidas 
no ato comunicativo.
Singular Plural
1ª pessoa eu nós
Pessoa(s) que 
fala(m). 
2ª pessoa tu vós
Pessoa(s) com 
quem se fala. 
3ª pessoa ele/ela eles/elas
Pessoa(s) de 
quem se fala.
As pessoas gramaticais são:
Pronomes pessoais
Os pronomes pessoais são aqueles que substituem o 
substantivo, indicando as pessoas gramaticais. Observe:
Os alunos estavam fazendo barulho.
substantivo
Eles estavam fazendo barulho.
3ª	pessoa	do	plural
No quadro a seguir, organizamos os pronomes pes-
soais em dois grupos: os retos e os oblíquos.
Nú
m
er
o
Pe
ss
oa
Re
to
s
Oblíquos 
átonos
(usados sem 
preposição)
Oblíquos 
tônicos
(usados com 
preposição)
Singular
1ª eu me mim, comigo
2ª tu te ti, contigo
3ª
ele, 
ela
o, a, lhe, se
ele, ela, si, 
consigo
Plural 
1ª nós nos nós, conosco
2ª vós vos
vós, 
convosco
3ª
eles, 
elas
os, as, lhes, se
eles, elas, si, 
consigo
FC_Gramática_6A_02.indd 83 15/01/2021 11:07:33
Gramática – 6o ano 84
Os pronomes pessoais oblíquos o, a, os, as se transfor-
mam quando se ligam a verbos terminados em -r, -s, -z. 
Nesse caso, o verbo perde a última letra, e os pronomes 
ganham a letra l (lo, la, los, las).
A professora quis deixar os alunos quietos.
Substantivo Substantivo
Ela quis deixá-los quietos.
3ª	pessoa	do	plural3ª	pessoa	do	singular
Já quando se ligam a verbos terminados em som nasal 
(m, ão, õe,...), os pronomes o, a, os, as se transformam 
em no, na, nos, nas.
Dão-nos apoio.
Pronome	pessoal	
do	caso	oblíquo
Substantivo
Marcela já voltou das férias. Convidaram-na para a re-
união?
Pronome	pessoal	do	caso	oblíquo
Apesar de os pronomes pessoais indicarem a pessoa 
gramatical, como dissemos, eles não se referem, necessaria-
mente, a pessoas. Na verdade, eles funcionam substituindo 
substantivos, e estes nomeiam os seres em geral, lembra?
Substantivo
Pronome	pessoal
Observando a areia da praia, percebemos que ela é for-
mada por vários minerais soltos.
No Brasil, o pronome vós está praticamente em de-
suso. Ele aparece apenas em alguns gêneros textuais e 
situações comunicativas, como na linguagem poética 
e em discursos muito formais. Na prática, opronome 
vós foi substituído por vocês. Da mesma forma, o seu 
correspondente oblíquo (vos) também é usado rara-
mente, sendo substituído pela forma a	vocês, como 
em Eu disse a vocês.
Já o pronome nós é comumente substituído por a 
gente na língua falada brasileira.
A	gente está estudando as rochas em Geografia.
O professor falou pra gente que rochas são agrega-
dos minerais.
As crianças irão conosco.
As crianças irão com nós dois.
Aos sábados, ele almoça conosco.
Aos sábados, ele almoça com	a	gente.
Aos sábados, ele almoça com nós todos.
Dona Norma é a professora de Português.
A senhora Míriam está aguardando.
Deputada, vossa excelência foi reeleita.
O magnífico reitor da UFPE está na sala.
Qual é a disciplina que a senhorita estuda mais?
Seu Paulo, ainda tem pão francês?
Por fim, os pronomes conosco e convosco são subs-
tituídos pelas formas com nós (= com	a	gente) e com 
vós caso estejam seguidos de palavra de reforço (todos,	
outros,	mesmos,	próprios,	ambos,	numerais, etc.).
Dentro do grupo dos pronomes pessoais, existem al-
guns que empregamos para nos referirmos a pessoas de 
maneira formal ou íntima (informal). São os chamados 
pronomes de tratamento. Veja alguns exemplos desses 
pronomes.
Ev
ge
ny
 H
ar
ito
no
v/
Sh
ut
te
rs
to
ck
.c
om
FC_Gramática_6A_02.indd 84 15/01/2021 11:07:34
 Gramática – 6o ano 85
Neste momento, os alunos estão fazendo as pro-
vas finais.
(Situação no tempo — tempo presente em relação ao falante.)
O senhor já trabalha aqui há muito tempo. Como é 
essa experiência?
(Situação no contexto — o pronome retoma uma informação 
anteriormente fornecida.)
Vou fechar esta janela agora.
(Situação no espaço — a janela está perto do falante.)
Você se dedicou pouco aos estudos, meu filho!
Roberta, você pretende ir à praia?
Nós mesmos não acreditamos.
Ela própria preferiu voltar.
Em quase todo o território brasileiro, o pronome você, 
usado como forma de intimidade, substituiu o pronome 
tu. Nesse caso, não se trata de uma forma de tratamento.
Pronomes demonstrativos
Os pronomes demonstrativos são usados, em geral, 
para indicar a posição dos substantivos em relação às 
pessoas gramaticais. Observe os exemplos.
Veja os pronomes demonstrativos abaixo, referentes 
às três pessoas do discurso.
Os	pronomes	demonstrativos
Pessoas Pronomes variáveis
Pronomes 
invariáveis
1ª este, esta, estes, estas isto
2ª esse, essa, esses, essas isso
3ª
aquele, aquela, aqueles, 
aquelas
aquilo
Agora leia:
Não sabe
o tal besouro
que o tal tesouro
está pertinho.
JOSÉ, Elias. Segredinhos de amor. São Paulo: Moderna, 2001.
Nesses versos, observe que a palavra tal é utilizada para 
indicar o substantivo (besouro/tesouro), por isso é consi-
derada pronome demonstrativo. Também são demonstra-
tivos mesmo(s), mesma(s), próprio(s), própria(s).
•	Em	relação	ao	espaço
Em relação ao espaço, os pronomes demonstrativos 
funcionam da seguinte forma:
Estes documentos que estão comigo são falsos.
Este relógio pertenceu a meu avô.
Este, esta, estes, estas, isto indicam o que está per-
to de quem fala.
Esses documentos que estão com você são falsos.
Mamãe, qual é essa revista que está perto de você?
Esse, essa, esses, essas, isso indicam o que está 
perto de quem ouve.
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Gramática – 6o ano 86
•	Em	relação	ao	tempo
Esta tarde (no dia de hoje), irei ao supermercado.
Este mês (no mês corrente), não houve novidades.
Este, esta, estes, estas, isto indicam o tempo presen-
te em relação ao falante.
Essa noite vou sair com os meus melhores amigos.
(Futuro próximo)
Essa noite dormi mal; tive pesadelos horríveis.
(Passado próximo)
Esse, essa, esses, essas, isso marcam o tempo passa-
do ou futuro relativamente próximo em relação ao 
momento em que se situa o falante.
Ele viveu em São Paulo, que, naquela época, ainda 
era um pequeno vilarejo.
Entregue os documentos àquela recepcionista.
Embarcaremos neste voo.
Lembra-se daquele livro sobre literatura?
Aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo referem-se a 
um tempo remoto, bem anterior ao momento em que se 
fala e podem se contrair com as preposições a, em e de.
•	Os	pronomes	demonstrativos	na	fala
Em relação ao emprego dos pronomes demonstrati-
vos na modalidade falada, existe uma realidade bastante 
diferente da modalidade escrita formal.
Pronomes	demonstrativos
Masculino 
singular (plural)
Feminino 
singular (plural)
Neutro
1ª pessoa: 
este(s)/esse(s) 
(aqui)
esta(s)
essa(s) (aqui)
isto/isso (aqui)
2ª pessoa: 
este(s)/esse(s) 
(aí)
esta(s)
essa(s) (aí)
isto/isso (aí)
3ª pessoa: 
aquele(s) (lá/ali) aquela(s) (lá/ali) aquilo (lá/ali)
Atividades
1|	Na nossa comunicação, muitas vezes dizemos mais 
do que as palavras que utilizamos. É o que podemos ver 
nas falas do personagem Hagar na tira abaixo.
Aquelas pessoas lá me parecem amigas.
Aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo indicam o que 
está longe tanto de quem fala quanto de quem ouve.
FC_Gramática_6A_02.indd 86 15/01/2021 11:07:34
 Gramática – 6o ano 87
a.	A metade da herança coube à esposa do faleci-
do, e o restante foi dividido entre dois filhos.
b.	A metade da herança coube à esposa do faleci-
do, e o restante foi dividido entre os dois filhos.
a.	Pela compreensão global da tirinha, podemos afir-
mar que Hagar costuma lavar as mãos antes das refei-
ções? Explique.
Não. Na verdade, imaginamos que ele não costuma lavar 
as mãos antes das refeições porque, para ele, isso só deve 
ser feito em ocasiões diferentes, como um jantar formal.
b.	Que sentido as palavras o e um acrescentam ao subs-
tantivo jantar no primeiro e no segundo quadrinhos?
No primeiro quadrinho, o artigo indica a refeição coti-
diana; já no segundo, o artigo indica um jantar diferente.
 O burro, a raposa e o leão
 O burro e a raposa fizeram uma parceria e 
foram buscar comida juntos. Após caminharem um 
pouco, viram o Leão, que vinha na direção deles, 
o que deixou ambos terrivelmente assustados. Mas 
 a raposa pensou logo em uma forma de salvar sua 
própria pele e foi corajosamente até o Leão sussurrar 
em seu ouvido:
— Eu ajudo você a pegar o burro se você prometer 
não me devorar.
 O Leão concordou, e a raposa voltou para junto 
de seu companheiro, convencendo-o em pouco tempo 
a se esconder em uma vala, que uns caçadores haviam 
cavado para servir de armadilha para animais selvagens.
Quando o Leão viu que o burro estava na vala e 
2|	Complete as lacunas desta fábula de Esopo com o, a, 
os, as, um, uma, uns, umas.
não tinha para onde fugir, foi para cima da raposa e logo 
acabou com ela. Depois, prazerosamente, começou a 
banquetear-se com o burro.
SANTOS, Laura. Fábulas de Esopo. Recife: Prazer de Ler, 2014.
3|	Que lição moral podemos concluir a partir dessa fábula?
Sugestão de resposta: Trair um amigo muitas vezes é 
arruinar a si mesmo.
4|	Você consegue perceber a diferença de sentido entre 
estas duas frases? Explique.
Em A, como o numeral dois não está determinado pelo 
artigo, não temos certeza de quantos filhos o casal tinha. 
Sabemos apenas que dois filhos receberam a herança. 
Em B, o artigo deixa claro que havia apenas dois filhos e 
que ambos receberam a herança.
5|	 Como vimos, os artigos são empregados sempre 
diante de substantivos, acompanhando-os em gênero e 
número. Pensando nisso, escreva o substantivo dos pa-
rênteses que pode ser usado pelo falante para:
a.	Indicar o local onde nasce um rio. 
(o nascente – a nascente)
A nascente.
FC_Gramática_6A_02.indd 87 15/01/2021 11:07:34
Gramática – 6o ano 88
b.	Indicar o lado onde o Sol nasce. 
(o nascente – a nascente)
c.	Indicar a medida de massa. 
(o grama – a grama)
d.	Indicar o líder de um grupo de pessoas. 
(a cabeça — o cabeça)
O nascente.
O grama.
O cabeça.
Quando se fala das grandes viagens da História, 
o primeiro nome mencionado é o de Marco Polo, 
comerciante de Veneza que, na segunda metade do 
século XI,percorreu quase toda a Ásia até se fixar na 
China, onde se tornou amigo do imperador e viveu 
por alguns anos. Ele escreveu um livro contando 
como era a Ásia. Graças ao seu Livro das maravilhas, 
os europeus tomaram conhecimento das riquezas que 
existiam do outro lado do mundo. Marco Polo faleceu 
aos 70 anos, em 1324.
Pouca gente ouviu, porém, falar do árabe Ibn 
Battuta, que, aos 21 anos, partiu de Tânger, no Mar-
rocos, norte da África, para a sua primeira grande 
viagem, no começo do século XIV, em 1325, um ano 
depois da morte de Marco Polo. Ao longo de sua vida, 
ele percorreu 120 mil quilômetros, uma distância três 
vezes maior que a percorrida por Marco Polo, que, no 
entanto, é mais conhecido que ele [...].
MENEZES, Fernando. Divirta-se e aprenda. Recife: Prazer de Ler, 2008.
6|	Leia o texto e responda às questões.
As incríveis viagens de Marco Polo e 
do árabe Ibn Battuta
a.	Segundo o autor do texto, o viajante mais famoso é 
Marco Polo. Quem vem depois dele?
b.	Pela leitura do texto, há uma relação de ordem de 
popularidade entre Marco Polo e Ibn Battuta. Qual 
palavra no início do texto é responsável por indicar 
essa ordem?
c.	Qual é a classificação dessa palavra?
d.	A palavra ele, no primeiro parágrafo, está substituindo 
um termo expresso anteriormente. Qual é esse termo?
e.	Quando o autor afirma que Marco Polo é mais conhe-
cido que Ibn Battuta, está procedendo a uma compara-
ção. Qual é esse tipo de comparação?
Ibn Battuta vem depois.
A palavra primeiro.
Numeral ordinal.
Marco Polo.
É o grau comparativo de superioridade do adjetivo.
Veneza
Constantinopla
Pérsia
Arábia
Índia
Mangi
Shang-lu
CataiKansu
Kashgar
Khorasan
Bokharia
Mar da 
China
Oceano 
Pacífico
Oceano Índico
Cipango
(Japão)
Champa
(Vietnã)
Etiópia
FC_Gramática_6A_02.indd 88 15/01/2021 11:07:35
 Gramática – 6o ano 89
f.	No segundo parágrafo, a palavra um é artigo indefini-
do ou numeral? Justifique.
É numeral, pois expressa relação de quantidade.
7|	Leia o texto e coloque C (contar), M (medir), O (orde-
nar) ou CD (codificar) nos numerais em destaque, indi-
cando suas funções.
O caminhão modelo 1.519 de uma conhecida fá-
brica alemã estabelecida no Brasil é capaz de carre-
gar até 15.000 kg e está equipado com um motor de 
190 cavalos-vapor de potência. É o 1º modelo de uma 
série destinada ao mercado de veículos pesados.
Sou (1) um homem feliz. Amo muito a minha 
família e tenho (2) a casa dos meus sonhos. Nela, 
há (3) um quarto grande para mim e minha es-
posa e outro para nosso filho. Além disso, temos (4) 
uma cozinha, (5) um jardim, (6) um quintal e 
(7) uma varanda.
1.519 = CD 15.000 = M 190 = M 1º = O
8|	Segundo o IBGE, o Brasil possui aproximadamente 
210.000.000 de habitantes. A respeito desse número, 
responda.
a.	Qual é o número de algarismos utilizados para escre-
ver esse número?
É 9.
b.	Quais algarismos utilizamos para representá-lo?
c.	De que outra forma poderíamos representar esse 
numeral?
d.	 Nessa informação, esse número foi utilizado para 
contar, medir, ordenar ou codificar?
Utilizamos 0, 2 e 1.
Escrevendo-o por extenso: duzentos e dez milhões.
Foi utilizado para contar. 
9| Complete o texto abaixo com artigos definidos, inde-
finidos ou numerais quando necessário e responda ao 
que se pede.
Após completar o texto, em qual(is) lacuna(s) você em-
pregou numerais?
Nas lacunas 3, 4, 5, 6 e 7.
10| Nas frases seguintes, os numerais não foram empre-
gados no seu sentido usual, ou seja, não representam 
quantidade. Entretanto, todas estas orações fazem sen-
tido. Por que isso acontece? Discuta com os seus cole-
gas e com o professor.
a.	60 num bar, 70 sair 100 pagar, aí mando a polícia 
20 buscar.
b.	20 buscar 100 demora. 60 e vamos embora.
c.	70 me passar, passe 100 atrapalhar.
d.	Estou rezando 1/3 para encontrar 1/2 de ser feliz.
e.	Eu sou U 1.000 D.
f.	Vendo apartamento com 3/4.
Nessas frases, o sentido não se perde devido à seme-
lhança fonética entre os numerais e as palavras que eles 
estão substituindo.
11| Muitas expressões idiomáticas utilizam numerais. 
Em outros casos, os algarismos são utilizados para des-
crever situações, objetos, etc. Pense no que significam e 
como podem ter surgido estas expressões. 
a.	Ele a conquistou com uma conversa 171.
b.	Quero que ele vá pros quintos dos infernos.
FC_Gramática_6A_02.indd 89 15/01/2021 11:07:35
Gramática – 6o ano 90
b.	Reescreva, em seu caderno, o trecho mantendo as 
frases na ordem apresentada e fazendo apenas as adap-
tações necessárias para que a expressão El Niño seja 
enunciada anteriormente ao pronome.
c.	Quando criança, Van nunca pintou o sete.
d.	Lucas vive a mil.
e.	Em Matemática, sou um zero à esquerda.
Eu me canso rapidamente.
Ele voltou — e veio bravo. El Niño, a inversão térmi-
ca que esquenta parte das águas do Oceano Pacífi-
co e muda o clima de quase todo o Planeta, atingiu, 
na semana passada, a temperatura mais alta des-
de os anos 1980.
12| Complete as frases abaixo com o pronome pessoal 
adequado. Observe o modelo.
É possível encontrar outras respostas.
a.	Ele se feriu.
b.	Cada um faça por si mesmo a redação.
c.	O professor trouxe as provas consigo .
d.	Paula, quero me casar com você .
e.	O cidadão se/me/te machucou.
f.	 Nós tentamos nos revezar durante os turnos.
g.	Tu te chamas Marcos?
h.	Ele se esqueceu do convite?
i.	Nós nos esquecemos da festa.
El Niño voltou — e veio bravo. Esse fenômeno, que esquenta parte das águas do Oceano Pacífico e muda o clima de 
quase todo o Planeta, atingiu, na semana passada, a temperatura mais alta desde os anos 1980.
13| Leia.
a.	Observe que o texto começa com o pronome ele e só 
depois designa o fenômeno a que esse pronome se re-
fere. Explique o efeito que o texto procura produzir no 
leitor ao empregar tal recurso.
O texto emprega o pronome ele para se referir a um 
termo posterior. Esse emprego visa a produzir no leitor 
expectativa, curiosidade ou suspense em relação ao 
assunto do texto.
Desafio
1|	Entre as sentenças, há uma em que o uso do artigo 
definido é opcional. Identifique-a.
a.	 Ganhamos a bicicleta que queríamos.
b.	 X Hoje telefonei para a Maria.
c.	 Este é o retrato de Dona Isabel.
d.	 Eu adoro o Rio de Janeiro.
e.	 Viajei para o Amazonas em janeiro.
vendas (R$)
mês
jan. fev. mar. abr. maio ago. set. out. nov. dez.jun. jul.
2|	(Enem) O dono de uma farmácia resolveu colocar, à 
vista do público, o gráfico mostrado a seguir, que apre-
senta a evolução do total de vendas (em reais) de certo 
medicamento ao longo do ano.
De acordo com o gráfico, os meses em que ocorreram, 
respectivamente, a maior e a menor venda desse medi-
camento foram:
a. Março e abril. b. Março e agosto.
c. Agosto e setembro. d. Junho e setembro.
e. X Junho e agosto.
3|	O texto a seguir foi retirado de um prospect de divul-
gação de um hotel localizado na cidade de Gramado, no 
Rio Grande do Sul. Leia-o com atenção.
FC_Gramática_6A_02.indd 90 15/01/2021 11:07:36
 Gramática – 6o ano 91
O hotel se encontra a 800 metros do Mini Mundo e 
a 900 metros do Parque do Lago Negro, entre tan-
tos outros lugares que Gramado oferece a você que 
busca diversão na beleza da Serra Gaúcha.
4|	Empregados antes de numerais, os artigos indefini-
dos reforçam a noção de imprecisão. Esse uso ocorre 
em todos os exemplos a seguir, exceto em:
a.	 Aquela professora tem uns 50 anos.
b.	 Ela ligou faz uns trinta minutos.
c.	 X O professor se atrasou uma hora.
d.	 Havia umas mil pessoas no show.
e.	 Acho que ainda tenho uns mil reais na conta.
Agora, analise as afirmações a seguir.
I.	 Os numerais presentes no texto foram utilizados com 
a intenção de mostrar ao leitor que o hotel fica perto 
de dois importantes pontos turísticos da cidade.
II. A intenção no emprego dos numerais é sugerir ao leitor 
que para o turista chegar ao Mini Mundo e ao Parque do 
Lago Negroprecisará utilizar algum meio de transporte.
III. Considerando a intenção comunicativa subjacente ao 
texto, a identificação das distâncias em metros é mais 
adequada que em quilômetros (0,8 km e 0,9 km), pois 
esta “soa” mais distante.
Está correto o que se afirma em:
a.	 I, apenas. b. II, apenas.
c.	 III, apenas. d. X I e III.
e.	 II e III.
5|	Funciona como pronome a palavra destacada em:
a.	 O professor ensina todos os dias.
b.	 X Encontrei algumas camisas, mas não as que 
procurava.
c.	 Os móveis que eu vi não eram assim, eram bem 
mais simples.
d.	 Eu encontrei as meninas na praia no domingo.
e.	 Nas novelas de televisão, o tema que predomi-
na é o amor.
6|	Nas orações a seguir, marque AD para artigo definido 
e AI para artigo indefinido.
a.	 AI Uns professores não compareceram.
b.	 AD O bem sempre vence o mal.
c.	 AD A viagem vai durar quatro horas ou mais.
d.	 AI Nesta loja, vendem-se uns produtos importados.
e.	 AD Chegaram as encomendas.
f.	 AI Faremos uma viagem em novembro.
g.	 AD As aulas foram suspensas por causa da chuva.
h.	 AI Escutei um barulho no quintal. 
i.	 AD O jogo de ontem foi muito difícil.
7|	Leia o trecho a seguir.
Com esta história eu vou me sensibilizar, e bem 
sei que cada dia é um dia roubado da morte. Eu não 
sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que 
escrevo é uma névoa úmida.
LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
Como podemos notar, vários pronomes foram utilizados 
no trecho lido. Assim, identifique:
a.	Dois pronomes demonstrativos.
b.	Um pronome pessoal do caso reto.
c.	Um pronome pessoal do caso oblíquo.
Esta e o.
Eu.
Me.
A.
 R
IC
AR
DO
/S
hu
tt
er
st
oc
k.
co
m
FC_Gramática_6A_02.indd 91 15/01/2021 11:07:36
Gramática – 6o ano 92
a.	computador b.	comi c.	bone
d.	rodapes e.	Amapa f.	guaranas
g.	papel h.	cipos i.	ali
j.	luar k.	caju l.	jilo
m.	tabu n.	alguem o.	parabens
p.	armazens
Com o sistema de monitoramento por satélite, 
dados e imagens de desmatamento da Amazônia 
são transmitidos em tempo real para o Ibama, que 
consegue fiscalizar o	desmatamento logo em seu 
início, tendo sido possível reduzir o ritmo do des-
matamento da Amazônia.
8|	Leia o texto: 
Para evitarmos a repetição do termo destacado, podería-
mos substituí-lo por um pronome pessoal associado ao 
verbo. Nesse caso, o mais adequado seria utilizar:
a.	 Consegue-lo.	 b. Fiscalizar-o.
c.	 X Fiscalizá-lo. d. Fiscaliza-o.
e.	 Consegue-o.
Questões de 
escrita
1|	Como você sabe, as palavras oxítonas são aquelas em 
que a sílaba tônica é a última. Algumas palavras oxíto-
nas devem ser acentuadas graficamente, outras não. 
Utilizando seus conhecimentos prévios, identifique as 
palavras que recebem acento gráfico.
Agora responda: em quais situações as palavras oxítonas 
devem ser acentuadas graficamente?
Acentuamos as palavras oxítonas terminadas em -a(s), 
-e(s), -o(s) e -em(ens).
2|	Analise estas frases:
I.	A aluna sabia o assunto.
II. A aluna era muito sábia.
III. O sabiá fugiu da gaiola.
a.	 Considerando a posição da sílaba tônica, como se 
classifica a palavra destacada em cada frase?
Tanto em I quanto em II, a palavra destacada é paroxítona. 
Já em III é oxítona.
Acentuação das palavras oxítonas
b.	Discuta com os seus colegas e o professor: podemos 
dizer que a presença ou não do acento gráfico nas pala-
vras destacadas é fundamental para a compreensão de 
cada frase?
Não. Na verdade, o sentido de cada frase é construído 
pelo leitor ao analisar toda a frase. Assim, a presença ou 
não do acento gráfico não interfere no sentido.
Acentuação das palavras paroxítonas
3|	Agora veja:
Palavras	oxítonas Palavras	paroxítonas
Macapá mapa
chimpanzé parede
complô caderno
porém item
armazéns itens
O que você observou sobre a acentuação dessas palavras?
As palavras paroxítonas que terminam de maneira igual 
às oxítonas acentuadas graficamente não recebem acento 
gráfico. Ou seja, a palavra paroxítona que termina em 
-a(s), -e(s), -o(s), -em ou -ens não recebe acento gráfico.
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 Gramática – 6o ano 93
O
xí
to
na
Pa
ro
xí
to
na
Pr
op
ar
ox
íto
na
Lapis x
Madeira x
Rapido x
Aracaju x
Entoou x
Paraiba x
Xadrez x
Interim x
Gramatica x
Controle x
Saiote x
Compreensão x
Onibus x
4|	Leia com atenção as palavras a seguir e identifique as 
paroxítonas.
anel túnel ouvir arroz
lousa cafezal guru menos
viver sonho azul líquen
animal funil útil caráter
tórax corpo varal açúcar
fóssil âmbar bíceps amar
imóveis álbum comum onda
mágoa búzio delírio aconteceu
lado tremia glória confuso
oásis acabou acredito pônei
você certo assim satisfaz
minha Márcio língua dever
lombriga júri também margem
interesse bônus miragem táxi
5|	Agora, observe a terminação das palavras paroxíto-
nas que recebem acento gráfico. O que podemos afir-
mar sobre elas em relação às palavras oxítonas acen-
tuadas graficamente?
Acentuamos graficamente as palavras paroxítonas que 
não terminam em -a(s), -e(s), -o(s), -em ou -ens.
6|	Acentue as palavras abaixo (se necessário) e, em se-
guida, marque a opção correta quanto à posição da sí-
laba tônica.
Anotações
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Gramática – 6o ano 94
7
Capítulo
Verbo
1. O que é um verbo?
O texto abaixo foi retirado de um livro didático de 
Ciências. Com ele, vamos procurar entender o que são 
os verbos. Leia-o com atenção e analise o emprego das 
palavras destacadas com negrito.
De acordo com a Teoria Celular, todo ser vivo é 
formado por células, as menores unidades morfo-
funcionais capazes de garantir a vida. Ou seja, so-
mos constituídos por células, milhões delas, for-
mando nossa pele, nossos órgãos, enfim, todo o 
nosso corpo. Até pensar sobre a célula só é possível 
por causa de um tipo específico dela, ou melhor, de 
milhões delas, chamadas neurônios, que compõem 
o nosso cérebro, órgão que comanda todo o nosso 
corpo.
Alguns seres vivos, como as bactérias, são for-
mados por uma única célula. Nesse caso, dizemos 
que eles são unicelulares. Quando são formados 
por mais de uma célula, como o ser humano, dize-
mos que são multicelulares, ou pluricelulares.
Para iniciar o estudo dos verbos, vamos analisar o 
emprego deles no texto. Observe as frases a seguir:
Todo ser vivo é formado por células. 
Somos constituídos por células. 
Os neurônios compõem o nosso cérebro. 
O cérebro comanda todo o nosso corpo. 
Alguns seres vivos são formados por uma única célula.
Nesses exemplos, podemos perceber, digamos, a prin-
cipal característica formal dos verbos: somente eles se 
articulam com os pronomes pessoais do caso reto. Você 
se lembra deles? São aquelas palavras que substituem o 
substantivo e indicam as pessoas gramaticais:
Eu 1ª pessoa (quem fala). 
Tu/você 2ª pessoa (com quem se fala).
Ele/ela 3ª pessoa (de quem se fala).
Nós eu + alguém. 
Vós/vocês tu + alguém. 
Eles/elas ele + alguém.
Se essas pessoas se juntarem a outras, teremos as 
formas do plural:
Reflita
As pessoas gramaticais podem ser entendidas como 
“humanos” mesmo?
Não. A noção de pessoa aqui deve ser compreendida 
somente como um conceito gramatical.
Veja alguns exemplos.
Todo	ser	vivo é formado por células.
Ele
Nós
Somos constituídos por células.
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 Gramática – 6o ano 95
Eles
Ele
Eles
Os	neurônios compõem	o nosso cérebro. 
O	cérebro comanda todo o nosso corpo.
Alguns	seres	vivos são formados por uma única célula.
Para perceber qual é a pessoa gramatical que se arti-
cula com um verbo, basta observar a sua estrutura. Por 
enquanto, basta entender que, naturalmente, emprega-
mos os verbos de acordo com a pessoa gramatical com 
a qual eles se articulam.
Eu – viajarei, como, senti.
Tu – viajarás, comes, sentiste.
Ele – viajará, come, sentiu.
Nós – viajaremos, comemos, sentimos.
Vós – viajareis, comeis, sentistes.
Eles – viajarão, comem, sentiram.
Essa relação entre os verbos e as pessoas gramaticaisé o que chamamos de concordância verbal. Nos textos, 
o termo que pode ser substituído por uma das pessoas 
gramaticais e se associa ao verbo é o sujeito. 
Veja outros exemplos:
Sujeito Relação de concordância
3ª pessoa – singular
Cláudia gosta de Ciências. 
Sujeito Relação de concordância
1ª pessoa – plural
Eu e Pedro estendemos o assunto.
Sujeito Relação de concordância
3ª pessoa – plural
As hemácias são células do sangue.
Sujeito Relação de concordância
3ª pessoa – singular
A bactéria é unicelular.
Existem verbos, porém, que, apesar de possuírem a 
marca da 3ª pessoa (ele/ela), não admitem a colocação 
do pronome pessoal, isto é, não se articulam com ne-
nhuma pessoa gramatical. Por esse motivo, esses verbos 
não possuem sujeito e são chamados de impessoais. 
Comumente, os verbos impessoais indicam fenômenos 
da natureza, como nevar e chover.
Ele	Nevou no Rio Grande do Sul.
Ele	Chovia muito quando cheguei.
Embora possamos perceber as marcas da 3ª pessoa 
nesses verbos, eles não realizam concordância. Por isso, 
são empregados sempre na 3ª pessoa do singular.
Até agora, vimos apenas características formais que 
marcam os verbos, mas, observando todos esses exem-
plos, podemos defini-los também tendo em vista a sua 
função comunicativa. Nesse caso, podemos dizer que:
Os verbos são palavras que, além de possuir 
características bastante específicas, indicam ação, 
estado, fato ou fenômeno da natureza.
N
ed
el
cu
 P
au
l P
et
ru
/S
hu
tt
er
st
oc
k.
co
m
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Gramática – 6o ano 96
2. Modos verbais
Os modos indicam as várias formas como um fato 
pode acontecer. São três os modos verbais:
•	Indicativo – Indica um fato certo, que está aconte-
cendo, aconteceu ou vai acontecer.
Hoje teremos prova.
Estamos chegando no fim do ano.
Entendi o que você falou.
Talvez você esteja certo.
Se você tivesse me escutado, ficaria tudo bem.
Quando nós estudarmos, você entenderá.
Estude todo o conteúdo para a prova!
Aproveitem para revisar o que estão com dúvida.
Não	fale	mais que o necessário.
•	Subjuntivo – É usado para exprimir um fato incerto, 
hipotético, duvidoso, que pode não acontecer.
•	Imperativo – Exprime ordem, conselho, pedido, proi-
bição.
3. Formas nominais dos 
verbos
Além das características que vimos até agora, dizemos 
também que os verbos podem ser empregados como 
nomes, assumindo funções típicas principalmente dos 
substantivos e dos adjetivos. O infinitivo, o particípio e 
o gerúndio são as formas nominais dos verbos, podendo 
ser facilmente identificadas pelas seguintes terminações:
-r para o infinitivo jogar, comer, sair. 
-do(a) para o particípio jogado, comido, saído. 
-ndo para o gerúndio jogando, comendo, saindo.
A forma do infinitivo pode ser considerada um subs-
tantivo. Já o particípio e o gerúndio são comumente 
adjetivos. Observe:
Infinitivo Substantivo = o fumo
Fumar faz mal à saúde.
Infinitivo Substantivo = o canto
Cantar me deixa feliz.
Particípio Função de adjetivo (qualifica o 
substantivo Maria)
Maria está agitada.
Particípio Função de adjetivo (qualifica o 
substantivo comida)
Comida	estragada prejudica o organismo.
GerúndioAdjetivo = fervente
A panela está com água	fervendo.
No infinitivo, os verbos só podem apresentar quatro 
terminações: -ar, -er, -ir ou -or. A identificação dessas 
terminações nos permite caracterizar as três conjugações 
dos verbos:
•	1ª	 conjugação – verbos terminados em -ar, como 
andar, criar e imitar.
•	2ª	 conjugação – verbos terminados em -er e -or, 
como escrever e repor.
•	3ª	 conjugação – verbos terminados em -ir, como 
ouvir, sorrir e imprimir.
To
m
m
yB
_P
ho
to
/S
hu
tt
er
st
oc
k.
co
m
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 Gramática – 6o ano 97
4. Tempos verbais
Na nossa comunicação diária, naturalmente situamos no 
tempo os fatos de que falamos. Assim, basicamente, temos:
•	Presente – Sinto um pouco de dor de cabeça agora.
•	Futuro – Sentirei dor de cabeça se não dormir bem.
•	Passado – Senti dor de cabeça na semana passada.
Os seres vivos são formados por células.
Células procarióticas possuem o núcleo desorga-
nizado.
As células eucarióticas têm núcleo organizado.
Essa bactéria não apresenta carioteca.
A Escherichia coli vive no organismo humano.
Ela toca naquele bar toda sexta-feira. (evento 
habitual)
Estudo em um colégio religioso. (evento habitual)
Alice tem olhos claros. (propriedade permanente)
Sílvia é uma pessoa divertida. (estado permanente)
Eles estão sentindo frio.
As células estão se	multiplicando.
Ele está observando células vegetais. 
Amanhã estudarei Ciências.
Amanhã vou estudar Ciências.
Eu estudaria Ciências se fosse necessário.
Eu serei feliz.
Eu vou	ser feliz.
Presente
O tempo presente faz referência a fatos que se passam 
no momento em que falamos ou se prolongam no tempo.
Embora o tempo presente seja confundido normal-
mente com o momento da fala, não é bem assim que 
acontece na prática. É mais adequado dizermos que o 
presente expressa, basicamente, eventos ou estados 
atuais que podem ultrapassar o momento da fala. Existem 
duas formas de expressão do presente:
•	Presente	simples – É usado para exprimir um even-
to habitual, uma propriedade permanente ou um esta-
do permanente. Nos exemplos a seguir, observe que o 
evento ou estado descrito não vale apenas para o mo-
mento presente, ele também abrange certa extensão 
do passado e do futuro.
•	Presente	 progressivo – É usado para exprimir um 
evento que se dá no momento da fala. É empregado 
com o auxílio do verbo estar seguido do verbo principal 
no gerúndio.
Futuro
O futuro, logicamente, faz referência a fatos que ainda 
não ocorreram.
Esse tempo verbal pode ser empregado de três formas:
•	Futuro	 simples – Também chamado de futuro	 do	
presente. O fato acontecerá depois do presente.
•	Futuro	composto – O fato também acontecerá depois 
do presente. Essa forma é mais usual que o futuro simples.
Aprenda mais
Muito tempo atrás, o verbo pôr era escrito com -er (poer). Com 
o passar dos anos, esse verbo variou, passando a ser escrito (e 
falado) sem o fonema /e/. Por isso, o verbo pôr e seus derivados 
(repor, propor, supor, etc.) pertencem à 2ª conjugação.
Ja
ru
n 
O
nt
ak
ra
i/S
hu
tt
er
st
oc
k.
co
m
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Gramática – 6o ano 98
No português falado no Brasil, o futuro simples é usado 
basicamente em textos formais escritos. Normalmente, 
indicamos fatos que acontecerão depois do presente 
por meio do futuro composto (vou	andar, vai	telefonar, 
vamos	entender, vão	sair). Como você percebeu, esse 
tempo verbal é formado com o auxílio do verbo ir seguido 
do verbo principal no infinitivo. Já o futuro condicional é 
utilizado para indicar um evento que poderia acontecer 
sob algumas condições. Observe:
Eu seria feliz se…
•	Futuro	 condicional – Também chamado de futuro	
do	pretérito. Indica ação que aconteceria em relação a 
outra já passada.
Condição
Eu escutaria você se	não	estivesse	fazendo	tanto	
barulho.
Pretérito	perfeito
Pretérito	imperfeito
Condição
Condição
Você viria comigo se	fosse	cedo?
Seus pais entenderiam sua decisão se	você	conversasse	
com	eles.
Pretérito
Como dissemos, o pretérito faz referência a fatos que 
já aconteceram.
A Terra passou por um longo período sem vida.
A palavra célula veio do latim (cellula).
O cientista Robert Hooke comparou as células com 
as celas.
As celas eram os pequenos quartos onde os mon-
ges dormiam.
Tenho feito muitas perguntas ao professor. 
Tem chovido muito em Salvador. 
Este ano tem sido muito bom. 
Sílvia e Heitor têm viajado pelo mundo de barco.
O aluno falou que tinha estudado todo o assunto.
Há dois passados simples na língua portuguesa: o 
pretérito	perfeito e o pretérito	imperfeito. A principal 
diferença entre essas duas formas de expressão do pas-
sado é a seguinte: o perfeito indica um evento específico, 
pontual, e o imperfeito indica um evento habitual, que 
acontecia com frequência.Para entender bem essa diferença, basta analisar 
alguns exemplos:
1. Lucas viajou para o Canadá. 
2. Lucas viajava para o Canadá. 
A frase 1 descreve uma viagem única, e a 2 descreve 
um evento habitual. Em 1, os limites temporais do evento 
(início e fim) são definidos; já em 2 esses limites ficam 
em aberto. 
O passado também pode se estender para o momento 
presente. Nesse caso, utilizamos o verbo ter (no presente) 
seguido de um verbo no particípio.
Há, também, situações em que o verbo ter é empre-
gado no pretérito seguido de uma forma de particípio. 
Nesse caso, temos a indicação de eventos anteriores a 
outro evento também passado. Veja:
Perceba que a ação de 
estudar todo o assunto 
ocorreu antes de o aluno 
falar sobre isso. Essa forma 
verbal é uma evolução do 
pretérito mais que perfeito 
(estudara, fizera, etc.), 
que, atualmente, não é de 
uso comum no português 
brasileiro, mesmo em tex-
tos cultos escritos.
ES
B 
Pr
of
es
si
on
al
/S
hu
tt
er
st
oc
k.
co
m
FC_Gramática_6A_02.indd 98 15/01/2021 11:07:37
 Gramática – 6o ano 99
Atividades
Ciclo de vida dos seres vivos
Os seres vivos, sem exceção, passam por mudanças ao longo de sua vida. Essas mudanças são importantes para 
a perpetuação da espécie. Os indivíduos nascem , crescem , reproduzem-se , envelhecem e morrem .
Chamamos essa sequência de fases de ciclo	 da	 vida. A duração desse ciclo pode 
variar muito entre uma espécie e outra ou até mesmo entre indivíduos da mesma espé-
cie. O principal fator que determina a duração da vida, logicamente, são as condições do ambiente em que 
vive o indivíduo, mas é possível estimar a duração média desse ciclo. Um leão, por exemplo, vive 
em média 20 anos; um crocodilo, 80 anos; e um elefante pode chegar aos 100 anos. Enquanto o ciclo de vida 
de um rato em geral não passa dos 4 anos; um coelho vive aproximadamente 7 anos; e algumas bactérias 
completam seu ciclo em 30 minutos.
1|	O texto que você vai ler agora explica detalhes interessantes sobre o ciclo de vida dos seres vivos. Leia-o com atenção, 
procurando preencher as lacunas com verbos adequados. Importante: observe a pessoa gramatical que eles acompanham.
Sugestão de resposta.
2|	Que diferenças de sentido você identifica entre os seguintes pares de frases abaixo?
I.	Você é arrogante. Você está sendo arrogante.
II.	Você gosta de estudar? Você está gostando de estudar? 
III.	Manaus é muito quente. Manaus está muito quente. 
IV.	Eu já saí. Eu estou saindo. 
V.	Este carro tem muitos problemas. Este carro está com muitos problemas.
3|	Em cada par de frases a seguir, uma soará estranha. Procure explicar por quê.
Na primeira frase de cada alternativa, a informação veiculada é permanente, constante, ou, no caso do item IV, expressa 
uma ação já realizada. Já na segunda frase, a informação veiculada tem valor progressivo ou passageiro.
I.	Ele tem morrido do coração. Muitas pessoas têm morrido do coração. 
II.	Os alunos têm feito avanços. Os funcionários têm sido demitidos hoje. 
III.	Ele tem respirado melhor. Ele tem nascido hoje.
Na primeira frase do item I e na segunda frase dos itens II e III, a construção do verbo ter acompanhado de particípio 
indica uma ação contínua, que perdura, o que constitui um problema semântico.
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Gramática – 6o ano 100
4|	Existem alguns verbos muito expressivos na língua 
portuguesa, como o verbo ter, que muitas vezes subs-
titui outros em muitos contextos. Nas frases seguintes, 
substitua o verbo ter	por outro cujo sentido seja mais 
específico. Faça as modificações necessárias.
a.	O que tem nessa caixa?
O que há nessa caixa?
b.	Eu tive um susto quando falei com você.
Eu senti um susto quando falei com você.
c.	Ela tem um gato.
Ela cria um gato.
d.	Na festa, ela tinha uma bela saia.
Na festa, ela vestia uma bela saia.
e.	Eu não tinha como perguntar.
Eu não podia perguntar.
f.	O passageiro não tinha o passaporte consigo.
O passageiro não portava o passaporte consigo.
g.	Ele tem dois carros.
Ele possui dois carros.
5|	 Assim como o verbo ter, o verbo fazer	 também é 
muito expressivo. Nas frases a seguir, substitua o verbo 
fazer	por outro cujo sentido seja mais específico. 
a.	Meus amigos fizeram muito por mim. 
c.	Fiz três casas em um terreno.
b.	Fiz um quadro em duas horas.
d.	Fazia bonecos de argila para vender.
e.	Fizemos dois anos juntos.
Meus amigos me ajudaram muito.
Pintei um quadro em duas horas.
Construí três casas em um terreno.
Modelava bonecos de argila para vender.
Completamos dois anos juntos.
6|	Complete as lacunas com uma das formas nominais 
dos verbos entre parênteses.
a.	Beatriz vive dizendo que me admira bastante. 
(dizer) 
b.	Se você tivesse feito a pesquisa, não teríamos 
obtido nota baixa. (fazer)
c.	Irei fazer o possível para comparecer à reunião. 
(fazer)
d.	Está tudo comprovado , foram eles mesmos os 
culpados. (comprovar)
e.	Está chegando o grande dia em que conheceremos 
a nova casa. (chegar)
f.	Está tudo combinado , iremos mesmo ao cinema no 
domingo. (combinar)
g.	Vamos ouvir todos os candidatos. (ouvir)
h.	Ontem, nós acabamos definindo as metas do tra-
balho. (definir)
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 Gramática – 6o ano 101
8|	O presente do indicativo comumente é usado para 
designar algo permanente, rotineiro, que ultrapassa o 
momento presente. Avalie as sentenças abaixo e iden-
tifique aquela que não confirma esse posicionamento.
a.	 Corro 5 km por dia.
b.	 Sou filho de Maria.
c.	 O nosso corpo sua para regular a temperatura.
d.	 Sou professor.
e.	 X Estou estudando português.
7|	 O tempo presente do modo indicativo pode ser 
empregado também para designar ações verbais que 
ocorrem de maneira permanente, independentemen-
te do momento da fala. Isso pode ser verificado em:
a.	 Ele perdeu o emprego de novo.
b.	 X A água ferve a 100 °C.
c.	 Ela está dormindo.
d.	 Compramos um carro hoje.
e.	 Estou solteiro.
f.	 X A Terra não é plana.
g.	 X O Brasil fica na América.
h.	 Aquele rio está contaminado.
i.	 X Os oceanos possuem grande biodiversidade.
a.	 Iremos	à praia no domingo.
Eu irei à praia no domingo.
b.	 Guilherme será	um excelente procurador.
Eu serei um excelente procurador. 
c.	 Quando tu chegaste, tudo melhorou.
Quando vocês chegaram , tudo melhorou. 
9|	Nos pares de frases a seguir, substitua o verbo desta-
cado pela forma verbal equivalente. Observe a pessoa, 
o modo e o tempo.
Eu viajarei	em março. 
Nós viajaremos	em março.
d.	 Você estudou	onde?
Vocês estudaram onde?
e.	 Ela prefere	suco a refrigerante?
Tu preferes suco a refrigerante?
f.	 Estivemos	separados por alguns anos.
João e Maria estiveram separados por alguns anos.
g.	 A população acredita	neste candidato.
O povo acredita neste candidato.
h.	 O Rio Nilo foi	fundamental para a civilização egípcia.
 Os rios Tigre e Eufrates foram fundamentais para 
a civilização mesopotâmica.
i.	 Os fenícios se destacaram	pela habilidade no comér-
cio e nas navegações.
 A civilização espartana se destacou , entre outras 
razões, pela rígida educação dos jovens.
j.	 Comi	um bom peixe frito.
Eu e Paula comemos um bom peixe frito.
k.	 Não entendi muito bem o que você falou.
 Júlio, Marcos e eu não entendemos o que vocês 
falaram .
l.	 Os professores disseram que todo aluno que alcan-
çou a nota pode ficar em casa. 
 A professora disse que os alunos que alcançaram 
a nota mínima podem ficar em casa. 
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Gramática – 6o ano 102
Texto
Desafio
1|	O humor dessa tirinha acontece no último quadrinho, 
quando Serafim responde à pergunta feita pela Profes-
sora Norma de maneira inesperada. Qual era a resposta 
esperada por ela?
A professora esperavaque a turma percebesse que a 
forma verbal empregada na frase Eu sou bonita estava 
flexionada no presente.
2|	Analise a frase abaixo.
Eu era bonita.
Se eu disser “Eu sou bonita”, o que é isso?
Sobre a forma verbal destacada, é correto afirmar que:
a.	 Expressa uma ordem.
b.	 X Indica uma condição.
c.	 Caracteriza certeza sobre a realização da ação 
verbal.
d.	 Expressa o emprego do futuro composto.
e.	 Indica a ocorrência definitiva de uma ação que 
ocorrerá depois do momento da fala.
O que o modo e o tempo verbais nos comunicam a res-
peito do processo verbal?
a.	 Possibilitam o entendimento de que a ação ver-
bal se iniciou no passado e se estende até o presente.
b.	 Indicam que a ação expressa pelo verbo está em 
progresso, o que caracteriza o presente progressivo.
c.	 Sugerem que o processo verbal aconteceria me-
diante algumas condições, o que indica o emprego do 
futuro do subjuntivo.
d.	 X Permitem verificar que o processo verbal teve 
certa duração no passado e se concluiu.
e.	 Possibilitam a identificação do modo imperativo, 
caracterizado pela expressão de uma ordem.
3|	Leia:
Questões de 
escrita
Casos mais específicos de acentuação
1|	Faça a separação silábica das palavras a seguir.
a.	egoísta – 
b.	ruído – 
c.	saúde – 
d.	soar – 
e.	Paraíba – 
e-go-ís-ta
ru-í-do
sa-ú-de
so-ar
Pa-ra-í-ba
Serafim
FC_Gramática_6A_02.indd 102 15/01/2021 11:07:37
 Gramática – 6o ano 103
I. Ele tem 1 ano.
II. Eles têm 1 ano.
f.	joelho – 
g.	baú – 
h.	enjoo – 
i.	país – 
j.	faísca – 
k.	doer – 
l.	ruína – 
m.	reeleger – 
n.	viúva – 
o.	moer – 
p.	maior – 
jo-e-lho
ba-ú
en-jo-o
pa-ís
fa-ís-ca
do-er
ru-í-na
re-e-le-ger
vi-ú-va
mo-er
mai-or
2|	Volte às palavras da questão anterior e responda: o que 
há de comum entre as palavras acentuadas graficamente?
4|	Como você pôde ver, apesar de as vogais i e u serem 
tônicas e formarem um hiato, não receberam acento 
gráfico. Vamos formular uma regra para esses casos?
Em todas elas, as vogais i e u tônicas em situação de 
hiato (sozinhas na sílaba ou seguidas de s) receberam 
acento gráfico.
3|	Agora, separe as sílabas das palavras abaixo.
a.	rainha – 
b.	ruim – 
c.	cair – 
d.	Raul – 
e.	bainha – 
f.	cauim – 
ra-i-nha
ru-im
ca-ir
Ra-ul
ba-i-nha
cau-im
As vogais i e u tônicas em situação de hiato, formando 
sílaba com as consoantes m, l ou r, ou seguidas de nh, 
não recebem acento gráfico.
Aprenda mais
Muitas pessoas tendem a pronunciar as palavras fluido e gratuito 
acentuando um possível hiato (fluído e gratuíto), mas, na escrita 
formal, é preciso perceber que esse hiato não existe.
5|	Leia as frases a seguir.
a.	Em qual frase o pronome está flexionado na 3ª pessoa 
do plural?
b.	Ao passar o pronome para o plural, o que aconteceu 
com o verbo?
Na frase II.
O verbo recebeu acento gráfico.
6|	O verbo ter e seus derivados (reter,	conter,	manter, 
etc.) seguem a mesma regra de acentuação: na terceira 
pessoa do plural, eles devem ser grafados com acento 
circunflexo. Observe:
Para sobreviver no deserto, os dromedários retêm 
gordura na corcova, não água, como muitos pensam.
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Gramática – 6o ano 104
8|	Outra regra importante de acentuação é a dos diton-
gos abertos ei, eu e oi. De acordo com essa regra, quan-
do aparecem na sílaba tônica de palavras oxítonas ou 
em monossílabos tônicos, esses ditongos devem receber 
acento agudo. Sabendo disso, indique as palavras que 
devem receber acento gráfico de acordo com essa regra.
Agora, observe o emprego desses verbos nas frases 
a seguir.
A caatinga mantém características semelhantes às 
dos desertos.
A corcova do dromedário contém gordura, arma-
zenada nos períodos de fartura.
O dromedário retém até 100 litros de água em sua 
corrente sanguínea.
Como você pôde observar, nesses exemplos os verbos 
destacados receberam acento agudo. Analisando a es-
trutura das frases, explique: que diferença determinou o 
emprego desse acento, e não o do circunflexo?
Nesses casos, os verbos estão flexionados na 3ª pessoa 
do singular.
7|	Do mesmo modo que o verbo ter, outro verbo que rece-
be acento circunflexo na 3ª pessoa do plural é o verbo vir 
e seus derivados, como provir. Sabendo disso, indique a 
alternativa em que o verbo está grafado incorretamente.
a.	 Áreas da caatinga vêm sofrendo com a desertifi-
cação.
b.	 X Muitos turistas que visitam a caatinga vem da 
zona da mata.
c.	 Espécies nativas da caatinga vêm sendo ameaça-
das de extinção.
a.	 X Papeis. 
b.	 Assembleia.
c.	 Apoia. 
d.	 X Ceu.
e.	 X Heroi. 
f.	 Heroico.
g.	 Hebreu.
h.	 Colmeia.
i.	 Entendeu. 
j.	 X Remoi.
Anotações
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 Gramática – 6o ano 105
8
Capítulo
Estudo das orações
1. A oração e o período
No Capítulo 2, estudamos o conceito de frase. Para 
recordar esse conteúdo, leia a tirinha a seguir.
Nas mais diversas situações comunicativas, os enun-
ciados que proferimos são ações verbais. Por meio da fala 
ou da escrita, desempenhamos ações que se dão através 
das palavras. Analise a fala da fisioterapeuta retirada do 
primeiro quadrinho.
Um exercício bem simples...
Tentei mentalmente e não consegui.
No contexto, percebemos que a fisioterapeuta desem-
penhou uma ação: ela incentivou Dona Anésia a executar 
o exercício. Já no segundo quadrinho, a profissional ilus-
tra para a paciente o movimento a ser desempenhado, 
o que esta recusa: Não consigo (no terceiro quadrinho). 
A fisioterapeuta procura incentivá-la mais uma vez: Mas 
a senhora nem tentou. Apesar da segunda tentativa, no 
último quadrinho Dona Anésia recusa novamente, desta 
vez com uma afirmação inesperada, o que desperta o 
humor da tira:
Essas ações que se dão por meio da palavra são o 
que chamamos de ato	de	fala. E o menor ato de fala 
é a frase.
Também no Capítulo 2, vimos que as frases podem ser 
classificadas em dois grandes grupos:
•	Frases	de	situação (ou incompletas) – Frases muito 
dependentes do contexto para serem entendidas.
•	Frases	formalmente	completas (ou períodos) – Fra-
ses que, em tese, possuem todos os elementos necessá-
rios à sua compreensão.
Na tira, percebemos que a fala da fisioterapeuta no 
primeiro quadrinho (Um exercício bem simples...) é uma 
frase de situação. Caso ela seja retirada do contexto, não 
fará sentido por si só. Como possui apenas nomes em sua 
estrutura, temos ali uma frase nominal. Outro exemplo 
de frase nominal é a placa Pilates, mesmo constituída de 
apenas uma palavra.
Por outro lado, as demais frases presentes na tira são 
formalmente completas, isto é, possuem certa indepen-
dência em relação ao contexto. Veja:
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Gramática – 6o ano 106
Anésia começou a fazer pilates.
A senhora vai tocar os seus pés com as mãos, assim.
Não consigo.
Mas a senhora nem tentou.
Tentei mentalmente e não consegui.
Como você pôde ver, todas as frases acima são estru-
turadas em torno de verbos, isto é, são frases	verbais 
ou períodos. Os períodos se classificam de duas formas:
•	Simples	– Apresentam apenas um verbo (ou locução 
verbal).
A senhora vai	tocar	os seus pés com as mãos, assim. 
Não consigo.
Mas a senhora nem tentou.
Anésia é mal humorada.
Ela fez uma aula de pilates.
Anésia pensou estar em boa forma física.
Tentei mentalmente e não consegui.
O pilates fortalece a musculatura e gera vários be-
nefícios. 
•	Compostos	– Apresentam mais de um verbo.
Aprenda mais
No período A senhora vai tocar	os seus pés com as mãos, assim, 
os verbos destacados funcionam como uma locução verbal que 
corresponde ao futuro composto (tocará). Por esse motivo, trata-
-se de um período simples.
Por apresentarem mais de um verbo, formalmente 
os períodos compostos podem ser desmembrados em 
partes menores, cada uma delas com um verbo. Observe:
Anésia pensou / estar em boa forma física.
Tentei mentalmente / e não consegui.
O pilates fortalece a musculatura / e gera váriosnossos ancestrais produziram. Segundo eles, a padroniza-
ção na fabricação de ferramentas na Pré-História se deu 
por causa do aperfeiçoamento da fala. Por esse raciocínio, 
podemos entender que os seres humanos pré-históricos 
melhoraram as suas ferramentas porque puderam trocar 
informações falando.
Linguagens não verbal e verbal
Tradicionalmente, dizemos que a linguagem pode se 
manifestar de duas maneiras: de forma não verbal e de 
forma verbal, dependendo dos símbolos utilizados.
Embora essa distinção seja importante, na prática 
empregamos frequentemente uma linguagem mista 
na qual utilizamos a linguagem verbal e a não verbal 
simultaneamente. Isso fica bem claro quando falamos e 
gesticulamos ao mesmo tempo.
Toda comunicação não verbal pode ser transformada 
em linguagem verbal. Assim, a cor verde do semáforo 
de trânsito, por exemplo, é codificada pela palavra siga.
4. O que são a língua e a 
gramática?
Certamente, você já ouviu dizer, ou mesmo acredita, 
que a língua portuguesa é muito difícil. Mas o que seria 
uma língua difícil?
Vamos pensar um pouco sobre isso. Até agora, você 
já leu várias páginas deste livro e, certamente, está 
compreendendo tudo o que dissemos, não é? E nas suas 
conversas com seus amigos? Você consegue entendê-los?
Na verdade, você e seus colegas são capazes de falar 
sobre os mais variados temas e conseguem se entender. 
Isso só acontece porque todos nós possuímos um grande 
domínio da língua portuguesa. E esse domínio significa, 
entre outras coisas, domínio das palavras, isto é, do voca-
bulário, que nada mais é que um conjunto de símbolos.
No início deste capítulo, vimos que utilizamos esses sím-
bolos para interagir uns com os outros, expressando nossas 
ideias, defendendo nossas opiniões, perguntando, cantan-
do, etc. Mas esses símbolos não são ditos ou escritos de 
qualquer modo. Quando os utilizamos, seguimos regras de 
funcionamento. Essas regras contribuem para o sucesso da 
nossa comunicação. Vamos explicar isso com mais detalhe.
Leia o quadrinho a seguir.
Linguagem não verbal – Utiliza imagens, sons, 
sinais, etc. para comunicar. Exemplos: placas 
de trânsito, desenhos, cores, semáforos, gestos, 
mímica, etc.
Linguagem verbal – Utiliza palavras escritas ou 
faladas. Exemplos: um recado, uma letra de mú-
sica, uma conversa pelo telefone, etc.
Reflita
Para você, o que seria uma língua difícil?
Espera-se que o aluno identifique que línguas muito 
diferentes do português são difíceis de aprender, 
como o alemão ou o japonês.
Serafim
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Gramática – 6o ano 10
Como dissemos, as palavras são organizadas de acor-
do com leis de funcionamento. Para entender a impor-
tância dessas leis, observe a seguinte análise:
(1) Se eu fosse esse criminoso, passaria a noite em claro.
(2) Eu fosse se criminoso, em passaria noite a claro.
O mais interessante é que, quando nos comunica-
mos, seguimos várias regras sem perceber.
Evidentemente, podemos afirmar que, tanto em 1 
quanto em 2, temos sequências formadas por palavras da 
nossa língua. No entanto, apenas a sequência 1 permite 
uma compreensão. Isso acontece porque, na sequência 2, 
as palavras estão fora de ordem. Enquanto na sequência 
1 as palavras estão ordenadas, na sequência 2 elas estão 
soltas. A ordenação das palavras, portanto, é fundamen-
tal para a produção de sentido.
Outra regra de funcionamento interessante diz que 
algumas palavras devem se combinar. Por exemplo: 
em 1, o menino utilizou a palavra esse (não essa) para 
combiná-la com criminoso (esse criminoso ≠ essa crimi-
nosa). Já outra regra diz que palavras como a podem ser 
empregadas antes de noite (a noite), por exemplo, mas 
nunca antes de eu. Essas são apenas algumas das regras 
de funcionamento da nossa língua.
A língua é, portanto, um sistema de símbolos e de leis 
de funcionamento que utilizamos para interagir uns com os 
outros. E essas leis são o que chamamos, resumidamente, 
de “gramática”. Por isso, sempre que nos expressamos, 
utilizamos regras gramaticais, mesmo sem perceber. Seria 
impossível nos comunicarmos sem seguir regra nenhuma.
Mas a língua não é somente a sua gramática. A gramá-
tica é apenas uma parte dela. Para compreendermos um 
texto, por exemplo, vários fatores nos ajudam. Um deles, 
sem dúvida muito importante, é o nosso conhecimento de 
mundo, a nossa experiência. Foi esse conhecimento que 
nos ajudou a perceber o humor do quadrinho da página 9. 
Já nos primeiros anos da infância, possuímos um domí-
nio grande sobre as regras da gramática da nossa língua. É 
esse controle que nos permite expressar desejos, intenções, 
medos (tenho sede; estou com fome; quero dormir; vou 
fazer xixi; etc.). Assim, um dos papéis deste livro — e tam-
bém da escola — é lhe ensinar o que você ainda não sabe.
Então, se dominamos boa parte da gramática da nossa 
língua desde a infância, não faz sentido pensar que falar 
português é difícil. Essa ideia equivocada se deve ao fato 
de que, por muitos anos, acreditou-se que, para saber 
se expressar bem, uma pessoa deveria saber decoradas 
todas as regras da gramática. Desse modo, por muitos 
anos, as aulas de língua portuguesa eram somente aulas 
de gramática. Para confirmar isso, basta perguntar aos 
seus familiares mais velhos como eram essas aulas na 
época deles. Eles lhe dirão que eram obrigados a decorar 
todas as regras da gramática. E quem não se expressava de 
acordo com essas regras era considerado ignorante. Como 
decorar é uma tarefa muito chata, era normal pensar que 
o português fosse uma língua difícil.
Uma comparação interessante nos ajudará a explicar 
melhor. Imagine que a língua é um smartphone. Para utilizá-
-lo, não é necessário saber como os seus nanocircuitos fun-
cionam, não é? Da mesma forma, para se comunicar com as 
pessoas, você não precisa saber como funciona exatamente 
a gramática. Além disso, do mesmo modo que existem os 
mais variados tipos de carro, existem inúmeras línguas pelo 
mundo, cada uma com o seu motor.
5. Língua falada e língua 
escrita
A linguagem verbal pode ser falada ou escrita. Mas, 
embora todas as comunidades humanas falem ao menos 
uma língua, nem todas possuem a modalidade escrita. 
Logicamente, a fala surge primeiro que a escrita, que é 
uma consequência das necessidades comunicativas dos 
seus falantes. Isso acontece desde a Pré-História.
Reflita
Isso quer dizer que estudar a gramática é uma tarefa 
inútil?
Não. Como a gramática está presente em tudo o que 
falamos e escrevemos, se conhecermos bem o seu fun-
cionamento, teremos ainda mais possibilidades para 
nos expressar.
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 Gramática – 6o ano 11
6. A língua e suas mudanças
Com o tempo, a escrita ideográfica foi sendo aperfei-
çoada, passando a utilizar, também, símbolos com os 
quais se procurava representar os sons da fala.
Como vimos, os primeiros seres humanos possuíam 
uma forma de expressão artística essencialmente sim-
bólica, a chamada arte rupestre, composta inicialmente 
pela pictografia.
Ao longo de milhares de anos, a escrita pictográfica foi 
se aperfeiçoando e, aos poucos, deixou de utilizar apenas 
rabiscos e passou a combinar figuras que representassem 
ideias. Essa evolução levou à escrita ideográfica. As letras 
que utilizamos hoje vêm dessa escrita.
Aprenda mais
Para alguns estudiosos da linguagem, as pinturas rupestres 
constituem a origem da narração, pois muitas delas representam 
verdadeiras cenas de ação. Por esse motivo, seriam a origem 
também das histórias em quadrinhos.
Pintura rupestre feita em caverna na África do Sul. Observe que 
os personagens desempenham ações na cena.
Escrita ideográfica egípcia.
Embora a língua oficial do nosso país tenha apenas 
um nome — português —, ela é, na verdade, um grande 
conjunto das línguas que cada um dos brasileiros fala. 
Isto é, a língua passa por mudanças o tempo inteiro: a 
forma como se fala em Ouro Preto (MG), por exemplo, é 
muito diferente daquela que se fala em Olindabenefícios. 
Chamamos cada uma dessas partes de oração. A 
divisão do período composto em orações leva em con-
sideração alguns critérios formais que não precisamos 
estudar agora. Por enquanto, é necessário apenas que 
você perceba um detalhe importante: quando isolada, 
uma oração pode não ser compreendida. Observe isso 
nos exemplos anteriores.
No período composto, as orações podem se organizar 
de duas maneiras: por subordinação ou por coordenação.
•	Subordinação – É a relação de dependência estrutu-
ral que se estabelece entre as orações ao longo do pe-
ríodo.
Anésia pensou estar em boa forma física.
Oração	subordinadaOração	principal
Observe que, no período acima, a forma verbal come-
çou apresenta sentido incompleto (Anésia pensou o quê?). 
A oração estar em boa forma física, portanto, completa o 
sentido da oração principal. Você estudará a relação de 
subordinação entre as orações nos próximos anos. 
•	Coordenação – É a relação de independência estru-
tural que se estabelece entre as orações ao longo do 
período.
Oração	coordenadaOração	coordenada
Tentei mentalmente e não consegui.
Oração	coordenadaOração	coordenada
O pilates fortalece a musculatura e gera vários benefícios.
2. O período composto por 
coordenação
Como vimos, a oração é coordenada	quando não 
apresenta dependência sintática de outra oração. Ela 
é suficiente por si só. Ao longo do período, as orações 
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 Gramática – 6o ano 107
mantêm relações de sentido, mas não dependem es-
truturalmente umas das outras. No período a seguir, 
por exemplo, as orações se encadeiam, mantendo uma 
relação de sentido de ordenação temporal (1 e 2) e de 
quebra de expectativa (3). Observe:
Oração	coordenada	assindética	1
Oração	coordenada	assindética	2
Oração	coordenada	assindética	3
Ela se inscreveu para a aula, efetuou o pagamento, depois 
desistiu.
Entre as orações 1 e 2, percebemos que há uma se-
quência de fatos cronológicos, como se os fatos se so-
massem. Assim, seria natural que a oração 3 fosse uma 
continuidade dessa sequência. Mas a oração 3 expressa 
uma quebra dessa ordem.
 Dizemos que o período é composto	por	coordena-
ção quando apresenta apenas orações coordenadas. 
As orações coordenadas podem vir acompanhadas de 
outra(s), mas são independentes estruturalmente umas 
das outras. No período acima, observe que as orações 
são separadas por vírgulas, sem o auxílio de uma palavra 
que as conecte. Nesse caso, dizemos que cada oração é 
coordenada	assindética.
Já no período abaixo, há uma oração coordenada 
introduzida por um conector. Veja:
Cheguei e abri a porta.
Oração	coordenada
assindética
Oração	coordenada
sindética
Conjunção
Nesse exemplo, a segunda oração é introduzida por 
uma palavra cuja função é conectá-la à oração anterior: 
a palavra e. Por esse motivo, a segunda oração é classi-
ficada como coordenada	sindética.
Além de conectar as duas orações, a palavra e também 
deixa clara a relação de sentido que se estabelece entre 
as orações no período, isto é, uma relação	de	adição. 
Já no período a seguir, a oração coordenada sindética 
expressa uma relação	de	oposição	de	ideias. Observe:
Oração	coordenada
assindética
Oração	coordenada
sindética
Conjunção
Corri muito, mas não me cansei.
Já no período abaixo, a oração coordenada sindética 
expressa uma conclusão sobre o que se declara na oração 
anterior.
Oração	coordenada	sindética
Conjunção
Entrarei de férias em novembro, portanto poderei viajar 
para o Pantanal.
Oração	coordenada	assindética
Atividades
1|	Leia o quadrinho a seguir.
Silvestre
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Gramática – 6o ano 108
a.	 Quantas frases há na fala do padre? Classifique-as, 
utilizando as categorias nominal ou verbal.
Há duas frases verbais.
b.	 Utilize a sua resposta ao item anterior na primeira 
lacuna e reflita: o que devemos escrever na segunda la-
cuna para que a frase abaixo fique de acordo com o que 
estudamos?
Nesse quadrinho, temos duas frases verbais , logo 
temos dois períodos .
2|	Se quiséssemos unir todas as frases da fala do padre 
em uma só, a mais adequada seria:
a. Vá buscar um verbo, portanto preciso de um para 
fazer uma oração. 
b. Vá buscar um verbo, no entanto preciso de um 
para fazer uma oração.
c. X Vá buscar um verbo, pois preciso de um para 
fazer uma oração.
d. Preciso de um verbo para fazer uma oração, vá 
buscar um verbo.
e. Preciso de um verbo para fazer uma oração, mas 
vá buscar um.
Texto	1
Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, possui a 
maior concentração de sítios arqueológicos das Américas 
Durante milênios, as paredes dos sítios arqueológicos 
foram pintadas e gravadas por grupos humanos, com 
diferentes características culturais. Patrimônio Mundial 
da Unesco, o Parque Nacional Serra da Capivara reserva 
aos seus visitantes aventuras e viagens na Pré-história 
do Brasil. 
Serra da Capivara: aventuras e 
viagens à Pré-história do Brasil 
Localizado no sudeste do Piauí, o Parque Nacional Ser-
ra da Capivara tem serras, vales e planície, que abrigam 
fauna e flora específicas da caatinga. Dentre as espécies 
encontradas, podemos citar a onça-pintada, a onça-
-parda, o tatu-bola e o tamanduá-mirim.
Ao chegar ao parque, o visitante se depara com um 
enorme e imponente paredão de arenito, além de várias 
cavernas e lagos subterrâneos. No Parque, encontra-se a 
maior concentração de sítios arqueológicos atualmente 
conhecida nas Américas, com mais de mil sítios arqueo-
lógicos pré-históricos cadastrados, muitos deles com 
pinturas rupestres. Nos abrigos, além das manifestações 
gráficas, encontram-se vários vestígios da presença do 
homem pré-histórico, com datações de até 100 mil anos. 
A região abriga 173 sítios arqueológicos, e todos estão 
livres para visitação.
A visita completa aos circuitos abertos pode ser feita 
em seis dias, incluindo-se o Sítio do Boqueirão da Pedra 
Furada, onde foram feitas as primeiras escavações e as 
datações que atestam a presença do homem pré-histó-
rico no continente americano. O sítio pode ser visitado 
também à noite. Iluminada, a paisagem fica ainda mais 
grandiosa. Todos os circuitos estão repletos de sítios 
arqueológicos estruturados com escadas, passarelas e 
acesso para pessoas com necessidades especiais. A pre-
sença do condutor é obrigatória para todos os programas. 
O Baixão das Andorinhas é um grande desfiladeiro de 
onde se pode assistir, ao final da tarde, ao espetáculo da 
AN
DR
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DI
B 
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 Gramática – 6o ano 109
volta das andorinhas para o fundo do Boqueirão. Na zona de 
amortecimento do Parque, está instalada a Cerâmica Serra 
da Capivara. As tradições dos povos ceramistas são produ-
zidas pela comunidade local, com peças que reproduzem 
as pinturas rupestres encontradas nos sítios arqueológicos. 
Na cidade de São Raimundo Nonato, a visita ao museu 
do Homem Americano é obrigatória, pois lá estão expos-
tas peças cerâmicas, urnas funerárias e material lítico 
resultantes das escavações feitas no parque. Criado em 
1986 para auxiliar os trabalhos arqueológicos realizados 
no Parque, atua como importante centro de pesquisas. O 
museu apresenta as origens e a evolução do homem, além 
de fazer uma reconstituição dos 50 mil anos da presença 
humana na região. 
Com o clima semiárido e a vegetação de caatinga, as 
formações geológicas se misturam às paisagens de serra, 
vales. Esse conjunto cria umas das mais belas vistas do local.
Disponível em: http://www.brasil.gov.br/turismo/2014/08/serra-da-capivara-
-aventuras-e-viagens-a-pre-historia-do-brasil. Acessado em: 04/09/2019. 
Adaptado.
5|	Sobre o último parágrafo do texto, podemos afirmar 
que:
a. X Tem dois períodos simples.
b. Há um período simples e um período composto.
c. É possível identificar três formas verbais.
d. Há três orações.
e. Tem exemplos de duas frases de situação.
3|	Sobre a estrutura dasfrases presentes no texto, é in-
correto afirmar que:
a. O primeiro parágrafo do texto apresenta dois pe-
ríodos simples.
b. No segundo parágrafo do texto, encontramos um 
período composto.
c. Em todo o texto, não encontramos interjeições.
d. X Por se tratar de um texto informativo, há um pre-
domínio de frases nominais.
e. No terceiro parágrafo, encontramos somente pe-
ríodos simples.
4|	É exemplo de frase nominal:
a. X Serra da Capivara: aventuras e viagens à Pré-his-
tória do Brasil.
b. O Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, 
possui a maior concentração de sítios arqueológicos 
das Américas.
c. A região abriga 173 sítios arqueológicos abertos à 
visitação.
d. O sítio pode ser visitado também à noite.
e. Iluminada, a paisagem fica ainda mais grandiosa.
A região abriga 173 sítios arqueológicos, e todos 
estão livres para visitação.
6|	Releia este trecho, retirado do terceiro parágrafo:
Sobre esse período, analise as afirmações que seguem. 
I.	 Identificamos apenas duas orações. 
II. Temos dois períodos simples. 
III. Identificamos um período composto por coordenação. 
IV. Temos duas frases declarativas. 
V.	 Temos duas orações coordenadas em uma frase no-
minal. 
Está correto o que se afirma apenas em: 
a.	 I e II.
b.	 X I e III.
c.	 II e V.
d.	 III e IV.
e.	 IV e V.
Vista parcial do Baixão das Andorinhas (PI), um grande desfiladeiro 
que se transforma em cenário para o espetáculo do retorno das an-
dorinhas ao final da tarde.
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Gramática – 6o ano 110
Desafio
Texto	1
1|	As afirmações a seguir foram feitas com base na tiri-
nha acima. Analise-as.
I.	 O principal objetivo comunicativo da tira é fazer hu-
mor a partir de fatos banais divulgados na Internet.
II. A intenção do autor é questionar a imoralidade de pu-
blicações feitas na Internet com objetivo humorístico.
III. A tira condena o uso da Internet pela população com 
fins de divertimento, não de pesquisa.
Está correto o que se afirma apenas em:
a.	 I. b. X II.
c.	 III. d. I e II.
e.	 I e III.
2|	 Sobre a construção textual das falas dos persona-
gens, analise as afirmações que seguem.
I.	 A fala presente no primeiro quadrinho é um período 
simples.
II. No segundo quadrinho, temos um exemplo de perío-
do composto.
III. A oração os	jovens	perderam	os	valores	morais é 
coordenada assindética. 
3|	Ainda sobre a tirinha, assinale a afirmativa incorreta.
a.	 As falas dos personagens são todas frases verbais.
b.	 X No primeiro e no terceiro quadrinhos, o termo 
Hahaha funciona como frase incompleta.
c.	 No segundo quadrinho, a vírgula poderia ser 
substituída pela palavra e, sem alteração do sentido 
original.
d.	 No terceiro quadrinho, há um período composto 
por subordinação.
e.	 No último quadrinho, temos duas frases verbais.
IV. A palavra e, no primeiro quadrinho, atua como 
conector, expressando uma relação de sentido de 
conclusão.
V.	 No último quadrinho, a fala do avô é um período 
simples.
É correto o que se afirma em:
a.	 I e II, apenas. 
b.	 I e IV, apenas.
c.	 II e V, apenas. 
d.	 III e IV, apenas.
e.	 X III e V, apenas.
Disponível em: malvados.com.br/index1560.html. Acesso em: 31/01/2020.
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 Gramática – 6o ano 111
Questões de 
escrita
Ortografia
No Capítulo 1, vimos que existem inúmeras varie-
dades linguísticas, devido ao caráter dinâmico das 
línguas. Entre elas, falamos sobre a variante-padrão, 
ou norma culta, que, além de ser a mais prestigiada 
dentro da sociedade, é a que padroniza certas regras de 
expressão para contextos formais. Para proceder a essa 
padronização, a norma culta estabelece um sistema 
oficial convencional que representa (em parte) a língua 
na escrita. Esse sistema é oficial porque é aprovado por 
atos oficiais do governo e é convencional porque, como 
vimos no Capítulo 1, não há exata identificação entre 
os fonemas e as letras que usamos para representá-los. 
O fato de seguirmos o padrão formal de escrita não 
implica uma pronúncia única para as palavras. Assim, 
dizemos que a ortografia	é a parte da gramática que 
estuda a padronização da escrita (uso de letras e sinais 
gráficos) da norma culta. De posse dessas informações, 
discuta com os seus colegas e o professor: a ortografia 
é realmente necessária? Registre suas conclusões em 
seu caderno. Resposta pessoal.
Aprenda mais
De maneira resumida, ortografia	significa escrita	correta, o ramo 
de estudo da língua que, obedecendo a uma série de regras, pa-
droniza a escrita das palavras. É ela que estabelece, por exemplo, 
a forma casa (com s) como certa, e não caza, em todos os países 
lusófonos — nações que têm o português como língua oficial. 
Entre as regras que estabelecem a forma correta de escrever as 
palavras, a principal delas é o respeito à sua origem. Assim, a 
palavra casa	é escrita dessa maneira devido à sua origem latina, 
càsa	(cabana, casebre), tendo aparecido pela primeira vez em 
um texto escrito em 1221.
1|	 Como dissemos, a ortografia é convencional. Às 
vezes, o fonema representado por uma letra é basica-
mente o mesmo representado por outra letra, como s	
e z	em quisesse e fizesse. Em vários casos, a dúvida 
Devemos respeitar sempre a origem das palavras.
Sabendo disso, responda: o certo é escrever larangeira 
ou laranjeira?
De acordo com a regra vista, como essa palavra se origi-
nou de laranja	(que é escrita com j), deve também ser 
escrita com j: laranjeira.
2|	Empregada no início ou no final das palavras, a letra 
h	não tem valor fonético. Ela é escrita apenas por uma 
questão etimológica. A palavra hoje, por exemplo, se 
escreve com h	por causa de sua origem latina, hodie. 
Pesquise e escreva a seguir palavras escritas com h.
Sugestão de resposta: hábil, haltere, harém, harmonia, 
harpa, haste, haver, herbáceo, hérnia, herói, heterogêneo, 
hiato, hífen, hino, histérico, honra, hortênsia.
sobre como escrever certas palavras se resolve com 
uma regra básica:
Aprenda mais
Etimologia	é a ciência que estuda a origem das palavras, uma ferra-
menta importante para desvendar a evolução da língua. Ela mostra a 
correspondência entre a forma e o sentido que as palavras têm hoje 
e a forma e o sentido que apresentavam em outras épocas. A palavra 
adolescente, por exemplo, vem do latim adolescere, que significa 
“algo que está em desenvolvimento, crescimento”.
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Gramática – 6o ano 112
Anotações
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	FC_Gramática_6A_01
	FC_Gramática_6A_02(PE). Essa 
diferença fica ainda mais evidente quando comparamos 
o português brasileiro com o português europeu. 
Aprenda mais
Como você certamente sabe, o Brasil é o único país da América do 
Sul cuja língua oficial é o português. Em decorrência da colonização 
espanhola, nossos vizinhos adotaram o espanhol como idioma 
oficial. Somos, portanto, linguisticamente solitários por aqui, mas 
não se engane: não se fala português apenas em Portugal e aqui. O 
português é a língua oficial em nove países de quatro continentes. 
São eles: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equato-
rial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Reflita
Podemos dizer que, atualmente, a escrita é uma re-
presentação exata da fala?
Resposta pessoal. Espera-se que o aluno perceba que 
ninguém fala exatamente como escreve.
Reflita
Por que as pessoas não falam exatamente igual umas 
às outras?
Vários motivos levam as pessoas a falarem de ma-
neira diferente umas das outras. O mais óbvio é que 
ninguém é igual, isto é, todos somos diferentes! Há 
meninos e meninas com cabelo, cor de pele, religião, 
família, origem, histórias, etc. diferentes.
Dm
itr
y 
Pi
ch
ug
in
/S
hu
tt
er
st
oc
k.
co
m
Para entender melhor, volte aos dois primeiros 
anos da sua vida. Talvez você não se lembre, mas foi 
nesses dois anos que você aprendeu a falar. E quem 
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Gramática – 6o ano 12
Aprenda mais
As mudanças pelas quais passa a sociedade se refletem na língua. 
Um exemplo: palavras como açoitar, senzala, tronco, alforria, 
capitão do mato, quilombo, mucama, sinhá, etc. eram muito 
comuns aqui no Brasil enquanto durou a escravidão. Hoje, pra-
ticamente não são usadas.
A cortiça é produzida a partir da casca de uma árvore muito 
comum na Europa, o sobreiro. Ela tem diversas finalidades para 
a indústria, porém a mais comum é a fabricação de rolhas.
Plantação de sobreiros após a extração da casca, destinada à produ-
ção de cortiças.
Podemos listar várias outras palavras que há poucos 
anos não existiam ou possuíam significados diferentes 
daqueles que possuem hoje, são os chamados neologis-
mos: teclar, Internet, tablet, iPod, shippar, mouse, etc.
Por outro lado, enquanto surgem os neologismos, há 
palavras que se tornam arcaísmos, isto é, são cada vez 
menos usadas, como ceroula, vosmecê, outrossim, quiçá, 
alcaide, soer, soçobrar, anuir, obséquio, etc. Tanto é assim 
que, certamente, você nunca ouviu (ou falou!) pelo menos 
uma dessas palavras. Elas são usadas somente em situações 
formais muito específicas ou em textos cujo principal objetivo 
é produzir humor, como ocorre na tirinha a seguir.
Serafim
Ro
ss
H
el
en
/S
hu
tt
er
st
oc
k.
co
mlhe ensinou as primeiras palavras? Então, boa parte 
da maneira como você fala foi “herdada” das pessoas 
que ensinaram você a falar, as pessoas com quem 
você convivia. E com quem essas pessoas, por sua 
vez, aprenderam a falar? Com as pessoas com quem 
conviveram também. Então, nessa volta para trás, que 
não terá mais fim, você voltará no tempo e verá que 
hoje, por exemplo, muitas palavras de uso comum no 
passado ou desapareceram ou são faladas somente 
por pessoas idosas.
Veja dois exemplos. Por volta do ano 1840, as pessoas 
ricas pagavam uma fortuna para tirar um daguerreótipo, 
o tataravô da fotografia, que você pode tirar hoje sem 
pagar nada no seu celular. E, por falar nisso, até a pala-
vra celular tem hoje mais um significado, bem diferente 
daquele que tinha quando foi empregada pelo cientista 
inglês Robert Hooke, em 1665.
Esses dois exemplos são interessantes para entender-
mos uma característica comum a todas as línguas: o fato 
de estarem em permanente mudança. O tempo inteiro, 
os seres humanos estão transformando o mundo. São 
invenções, modos de agir, descobertas que acontecem 
constantemente, e, como tudo isso é novidade, precisa 
ser identificado com nomes novos.
Se a sociedade muda, a língua também sofre mu-
danças. A palavra daguerreótipo vem do nome do 
seu inventor, o francês Louis Jacques Daguerre. Já 
a palavra célula surgiu quando Hooke observou no 
microscópio que a cortiça era formada por pequenas 
cavidades fechadas, como se fossem minúsculas celas. 
Hoje, o termo célula designa “a unidade fundamental 
dos seres vivos”.
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 Gramática – 6o ano 13
Tanto os neologismos quanto os arcaísmos são evidências de que as línguas mudam com o passar do tempo. Mas 
não é só isso. As línguas mudam também com as distâncias. Devido a fatores culturais e históricos, no Rio de Janeiro, 
por exemplo, fala-se bôneco (boneco) e mênino (menino), enquanto no Recife se fala bunécu e minínu. Essas são al-
gumas características que marcam a forma de falar dos cariocas e dos recifenses e que nos permitem identificar a sua 
origem. Chamamos essas marcas de sotaque (pronúncia típica de uma região).
Outras formas de variação da língua são a gíria e o jargão. Nos dois casos, podemos dizer que a língua sofre mudan-
ças para caracterizar a forma de expressão de determinados grupos.
ELA 
DISSE 
QUE É UM 
FURÚNCULO... 
SEGUNDO 
O LAUDO 
LABORATORIAL, 
O SENHOR 
APRESENTA LESÃO 
INFLAMATÓRIA E 
NECROSE 
SUBCUTÂNEA 
RESULTANTE 
DE AÇÃO 
BACTERIANA!
Na prática, tanto o jargão quanto a gíria devem ser utilizados tendo em vista a situação, isto é, as pessoas 
envolvidas, o ambiente, as intenções comunicativas, etc. Em um congresso de médicos, por exemplo, o jargão é 
adequado, pois os participantes se compreenderão mutuamente. Assim, na mesma situação, a gíria será inadequa-
da. Já o uso do jargão médico em uma consulta não é adequado, pois, provavelmente, o paciente não entenderá.
Gírias – São palavras e expressões comuns na fala de surfis-
tas, skatistas, rappers, youtubers, etc. e empregadas como 
forma de reconhecimento e afirmação por parte do grupo. 
Como normalmente alguns desses grupos são alvo de pre-
conceito por parte da sociedade, isto é, são vistos de maneira 
negativa, muitas vezes associados à criminalidade (o que é 
um terrível engano!), suas gírias também são discriminadas.
Jargão – É um vocabulário associado a campos 
profissionais específicos e utilizado como forma 
de identificação profissional. Ou seja, há palavras 
e expressões características da fala de médicos, 
advogados, engenheiros, políticos, policiais, etc. 
cujo significado muitas vezes é incompreensível para 
aqueles que não exercem essas profissões. 
Concluindo o que vimos até agora, podemos dizer que, embora exista a norma culta, quando nos comunicamos por 
meio de textos verbais (orais ou escritos) comumente utilizamos diferentes variedades linguísticas. Esse uso depende, 
entre outros fatores, das condições sociais, culturais e geográficas em que nos encontramos. De forma resumida, con-
cluímos que, ao nos expressarmos verbalmente, consideramos a pessoa com quem interagimos, o local onde estamos, 
o assunto, nossa escolaridade, a escolaridade dela, etc. Veja, a seguir, quatro tipos de variação linguística.
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Gramática – 6o ano 14
Navegue
Variação sociocultural
A variação sociocultural ocorre em função dos grupos 
sociais em geral, do grau de escolaridade das pessoas e 
do seu ambiente sociocultural. Exemplos claros desse 
tipo de variação são as gírias e os jargões.
Variação situacional
A língua varia, também, de acordo com a situação 
comunicativa. Em situações formais, é mais adequado o 
registro formal da língua, mas em situações informais não.
Variação geográfica
Esta variação considera as características linguísticas dos 
lugares, como sotaque e vocabulário. No Brasil, percebemos 
que a variação geográfica ocorre mesmo em diferentes áreas 
do mesmo estado. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, 
percebemos um sotaque específico, já em Fortaleza perce-
bemos outro. Os vídeos indicados a seguir ilustram bem de 
forma humorada esse tipo de variação.
Variação histórica
Todas aslínguas naturais variam com o passar do tem-
po. Essa variação fica bastante evidente quando lemos 
textos antigos. Até o século XVI, como não existia uma 
padronização ortográfica, a escrita seguia a pronúncia. 
Assim, era muito comum encontrar num texto uma mes-
ma palavra grafada de formas variadas. Entre o século 
XVI e o começo do século XX, houve uma crescente busca 
de uniformização da escrita: passou-se a escrever respei-
Disponível em: https://www.propagandashistoricas.com.br/2019/12/petrolina-
-minancora.html. Acesso em: 13/12/2019.
tando a origem das palavras. Na propaganda a seguir, 
veiculada em 1940, percebemos algumas palavras que, 
atualmente, são grafadas de maneira diferente.
Voo nordestino (Bode Gaiato)
Escaneie o QR 
CODE ao lado.
Um Português e um Brasileiro Entram num Bar
(Unibes Cultural)
Escaneie o QR 
CODE ao lado.
Re
pr
od
uç
ão
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 Gramática – 6o ano 15
Como você pôde perceber, a personagem Dolores riu 
da maneira de falar de sua prima, não dando importância 
à gravidade do seu problema de saúde. Ao ser chamada 
à atenção por Dona Anésia (terceiro quadrinho), arrepen-
deu-se e telefonou para a prima a fim de se desculpar.
Reflita
Para você, as pessoas que falam pobrema, stombo, 
etc., em geral pertencem a que classe social? Essas 
pessoas tiveram/têm a oportunidade de estudar? Essas 
pessoas são valorizadas socialmente? Por que será que 
falam dessa forma? Responda em seu caderno.
Resposta pessoal.
7. O preconceito linguístico
Para entender bem o que é o preconceito linguístico, 
uma boa estratégia será recorrer à etimologia da palavra 
preconceito, isto é, à sua origem. Na nossa língua, a palavra 
conceito tem muitos sentidos. Um deles é opinião, ponto de 
vista, como ocorre em Qual é o seu conceito sobre as pessoas 
que falam fror, brusa, bicicreta? Diante de uma pergunta 
como essa, como qualquer outra, devemos pensar para res-
ponder adequadamente. Então, vamos pensar um pouco?
O preconceito linguístico é o tema da tirinha a seguir. 
Analise-a.
Nesse caso, precisamos perceber que as pessoas que 
falam pobrema, stombo, bicicreta, etc. em geral têm 
poucos anos de escolarização formal. Por esses (e outros) 
motivos, são vistas frequentemente de maneira negativa 
pelas pessoas que possuem mais tempo de estudo. Por-
tanto, é preconceito dizer, por exemplo, que as pessoas 
que falam dessa forma são menos inteligentes ou pobres.
Assim, podemos dizer que o preconceito é uma opi-
nião antecipada, isto é, uma conclusão à qual se chega 
sem reflexão. 
Quando falamos sobre o que é uma língua no início deste 
capítulo, partimos da ideia muito comum de que o português 
seria uma língua difícil. Passo a passo, mostramos que não é 
bem assim. Na verdade, todas as línguas têm suas caracte-
rísticas. Vimos também que, logo na infância, aprendemos 
muitas características da língua falada pela sociedade da qual 
fazemos parte. E isso acontece espontaneamente, no nosso 
dia a dia, sem que precisemos ir à escola para tanto.
Seja qual for o lugar onde uma pessoa vive, ela per-
tence à mesma espécie, a dos Homo sapiens sapiens. Isso 
significa que tem o mesmo cérebro que qualquer outra 
pessoa, dotado das mesmíssimas capacidades. Assim, se 
um bebê nascido em uma tribo indígena da Amazônia for 
levado para a Inglaterra, aprenderá a falar inglês como 
qualquer outro bebê nascido lá e vice-versa.
Desse modo, é normal sentirmos dificuldades 
quando começamos a aprender uma língua nova, 
pois não tivemos contato com ela nos primeiros anos 
da infância. E essas dificuldades aumentam quando a 
nova língua é muito diferente da nossa. Por exemplo: 
o espanhol é parecido com o português, mas o japonês 
não. No espanhol, muitos sons são semelhantes aos 
sons da nossa língua, mas os sons produzidos na fala 
do japonês não são. Por isso, dizemos que não exis-
tem línguas fáceis ou difíceis, feias ou bonitas, ricas 
ou pobres. Elas são, simplesmente, diferentes umas 
das outras. Todas as línguas têm suas características 
próprias e atendem perfeitamente às necessidades 
comunicativas dos seus falantes.
As línguas podem variar também quanto ao nível de 
formalidade, dependendo da situação comunicativa. Des-
se modo, se estou conversando com meus amigos em uma 
festa, posso ser informal, mas, se vou a uma entrevista 
de emprego, tenho de ficar atento para me expressar de 
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Gramática – 6o ano 16
Atividades
Aprenda mais
Fábula é um gênero textual que apresenta características bem de-
finidas. Com uma estrutura narrativa simples, os seus personagens 
são sempre animais que agem como seres humanos, e seu objetivo 
é passar uma lição moral. Seu narrador é sempre observador.
1| O texto que você vai ler agora é uma fábula atribuída 
a Esopo. Leia-o com atenção.
O cão e o pedaço de carne
Um cão estava atravessando um rio carregando 
um pedaço de carne na boca quando, de repente, 
assustou-se com seu próprio reflexo na água. O sus-
to o fez pensar que era, na verdade, um outro cão, 
carregando um pedaço de carne bem maior que o 
seu. Imediatamente o cão soltou o pedaço de carne 
que carregava e mergulhou para abocanhar o pedaço 
maior. Assim, o cão se arrependeu profundamente de 
sua ação, pois o seu pedaço de carne foi levado pela 
correnteza e o outro, de fato, não existia.
Moral: Cuidado com a cupidez.
Releitura da fábula atribuída a Esopo.
a. O que é uma lição moral?
b. Qual é o sentido da palavra cupidez, presente na mo-
ral dessa fábula?
c. A cupidez normalmente tem um valor positivo ou ne-
gativo na nossa sociedade?
Uma lição moral é um ensinamento.
A palavra cupidez significa ganância.
A sociedade, em geral, concebe a cupidez como uma 
postura negativa.
2| Tendo o cuidado necessário para não mudar o sentido 
da lição moral presente nessa fábula, poderíamos substi-
tuir a palavra cupidez por:
a. X Cobiça.
b. Desatenção.
c. Covardia.
d. Rapidez.
e. Vontade.
A linguagem formal e a informal são variações da 
língua. É muito importante que o falante saiba 
adaptar o seu discurso em diferentes contextos de 
comunicação, principalmente para garantir uma 
adequação linguística em contextos mais formais.
maneira formal, ou seja, de acordo com a norma culta 
(ou norma-padrão), que é a variedade linguística utilizada 
pelas pessoas que possuem maior escolaridade. A ma-
neira como nos expressamos (formal ou informalmente) 
depende, portanto, da situação. Devemos procurar falar 
ou escrever sempre tendo em vista esse aspecto.
d. Identifique, no texto, a palavra utilizada para indicar 
quantidade. Que símbolo numérico representa essa 
quantidade?
Um. O símbolo numérico que representa essa quantidade 
é 1.
Como vimos neste capítulo, utilizamos inúmeros sím-
bolos na nossa comunicação diária. Esses símbolos são os 
mais variados: vão das partículas que formam as palavras 
aos gestos, às cores, aos sons e, até mesmo, ao silêncio. A 
produção de sentido de um texto se dá, necessariamente, 
pela compreensão desses símbolos, que, por sua vez, de-
vem fazer parte do seu conhecimento de mundo. De posse 
dessas informações, responda às questões que seguem.
FC_Gramática_6A_01.indd 16 24/03/2021 09:34:26
 Gramática – 6o ano 17
5| Como vimos, sempre que nos expressamos verbalmente utilizamos regras gramaticais. No entanto, a língua não é so-
mente a sua gramática. Pensando nisso, discuta com os seus colegas e o professor: só é possível uma pessoa escrever e 
falar bem se souber todas as regras da gramática ensinada na escola? Responda no seu caderno.
6| Leia a tirinha abaixo.
Nessa tirinha, o humor é despertado devido à inadequação entre o modo de falar de um dos personagens e a situação 
comunicativa. Pensando nisso, responda às questões propostas.
a. Analisando o contexto, você poderia dizer qual deles se expressou de maneira inadequada?
O cliente se expressou de maneira inadequada.
b. De acordo com o último quadrinho, podemos afirmar que houve comunicação entre o garçom e o cliente no primeiro 
quadrinho? Explique.
Não. O garçom não compreendeu o cliente, por isso não ocorreu comunicação.
4| Entendendo que a lição moral da fábula é uma ação, podemos afirmar que quem a executou foi:
a. O pedaço de carne maior. b. X O narrador. c. O cão.
d. O leitor. e. O cão que apareceu refletido na água.
3| Ainda há pouco, vimos que, quando nos comunicamos com alguém, expressamos ações. Voltando à fábula O cão e 
o pedaço de carne, podemos afirmar que a sua lição moral é uma ação que equivale a:
a. Uma pergunta. b. Uma informação. c. X Um conselho.
d. Uma reclamação. e. Um castigo.
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Gramática – 6o ano 18
8| Como vimos, o Brasil é caracterizado, entre outras 
coisas, por possuir diferentes falares, isto é, diferentes 
modos de falar a mesma língua. Isso pode ser perce-
bido claramente no seu dia a dia. Na sua sala de aula, 
por exemplo, existem colegas que certamente falam de 
maneira diferente de você, utilizando palavras que tal-
vez você não utilize. E o seu professor talvez empregue 
palavras e expressões que nem você nem seus colegas 
falem. E mais: com o professor, você fala de um jeito; 
mas, com seus avós, certamente fala de outro. Pergunte 
a pessoas adultas da sua família quais palavras ou ex-
pressões elas usam comumente para se referir a um(a):
7| Neste capítulo, conhecemos um pouco da história da 
escrita. Vimos como ela surgiu e acompanhamos sua 
evolução ao longo do tempo. Desde a sua origem, a es-
crita representou um importante papel: o de registrar 
ideias, informações, histórias, etc. Diante disso, discuta, 
com seus colegas e o seu professor:
a. Na nossa sociedade, a palavra falada tem o mesmo 
valor social que a palavra escrita?
b. Por que as pessoas que não dominam as normas da 
escrita “correta” são vistas frequentemente de forma 
preconceituosa?
c. Essa forma de discriminação faz sentido?
9| Considerando as diferenças entre linguagem oral e lin-
guagem escrita, assinale a opção que representa uma ina-
dequação da linguagem usada à situação comunicativa.
a. “O carro bateu e capotô, mas num deu pra vê 
direito” — um pedestre que assistiu ao acidente co-
menta com o outro que vai passando.
b. “E aí, ô meu! Como vai essa força?” — um jovem 
que fala para um amigo.
c. “Só um instante, por favor. Eu gostaria de fazer 
uma observação” — al guém comenta em uma reunião 
de trabalho.
d. “Venho manifestar meu interesse em candidatar-
-me ao cargo de secretária-executiva dessa concei-
tuada empresa” — alguém que escreve uma carta 
candidatando-se a um emprego.
e. X “Porque, se a gente não resolve as coisas como 
tem que ser, a gente corre o risco de termos, num fu-
turo próximo, muito pouca comida nos lares brasilei-
ros” — um professor universitário em um congresso 
internacional.
Resposta pessoal.
a. Pessoa insegura demais.
f. Situação difícil.
b. Pessoa estudiosa.
g. Roupa esquisita.
c. Pessoa avarenta.
h. Trabalho muito cansativo.
d. Mulher bonita.
e. Homem bonito.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Fr
am
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to
ck
Fo
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ag
es
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co
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 Gramática – 6o ano 19
1| De acordo com o que estudamos neste capítulo, po-
demos entender que a fala do menino:
a. É errada, porque é inadmissível em qualquer si-
tuação.
b. X Não é errada, é apenas diferente da língua-padrão.
c. É errada, pois é diferente da língua-padrão.
d. É adequada para estabelecer comunicação em 
qualquer contexto.
e. É perfeitamente aceitável em qualquer situação.
2| Ainda sobre a tirinha, analise as afirmações abaixo.
I. A língua falada pelo menino é um exemplo de 
variação linguística, um fenômeno que ocorre em 
todas as línguas.
II. Não há razão para a professora criticar a fala do aluno, 
pois é um exemplo de um fenômeno comum a todas 
as línguas: a variação.
III. A fala de Zeca deve ser discriminada, pois é errada.
IV. Zeca fala errado porque não aproveitou o que apren-
deu na escola.
V. A professora está certa ao chamar a atenção do aluno, 
3| Analise as afirmações a seguir.
I. O menino foi entendido pela professora, embora não 
tenha se expressado conforme a norma culta.
II. A professora não entendeu o menino, por isso o re-
preendeu.
III. O efeito de humor é resultado do mau emprego de 
algumas palavras no primeiro quadrinho.
IV. No terceiro quadrinho, a explicação dada pela profes-
sora mostra que ela ensina a norma culta, por isso o 
aluno se expressou de maneira informal.
V. A intenção da tira é mostrar que algumas pessoas são 
preconceituosas, apesar de pensarem que não.
Está correto o que se afirma apenas em:
Texto 1
Desafio
pois devemos nos expressar sempre de acordo com 
a gramática normativa.
Está correto o que se afirma apenas em:
a. X I e II. 
d. I e V. 
b. II e III. 
e. III e IV. 
c. IV e V.
Zeca
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Gramática – 6o ano 20
4| Com base no Texto 2, um aluno do 6º ano tirou as se-
guintes conclusões.
Texto 2
Na verdade, as pessoas cujas habilidades linguís-
ticas são mais gravemente subestimadas estão bem 
aqui, na nossa sociedade. Os linguistas constantemen-
te topam com o mito de que a classe trabalhadora e os 
membros menos educados da classe média falam uma 
linguagem mais simples e menos refinada. Trata-se de 
uma ilusão perniciosa decorrente da naturalidade da 
conversação.
PINKER, Steven. O instinto da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
Questões de 
escrita
Fonema e letra
1| Leia em voz alta as palavras abaixo.
(1) banca (2) banco (3) branco (4) anciã (5) hoje (6) chover (7) carro (8) táxi
Para falar, proferimos sons. Mas esses sons não são produzidos isoladamente — eles são produzidos em grupos que se 
combinam. Assim, pronunciamos as palavras. Os sons que utilizamos para falar são chamados de fonemas. Já os sinais gráficos 
que utilizamos para representar esses sons na escrita são chamados de grafemas, ou, simplesmente, letras.
a. Entre as palavras 1 e 2, há algum fonema diferente?
Sim. Os fonemas finais /a/ e /o/. É importante chamar a atenção da turma para o fato de que, para assinalar os fonemas 
na escrita, utilizamos barras.
a. I e III. b. X I e V.
c. II e III. d. II e IV.
e. IV e V.
I. No termo ilusão perniciosa, a palavra perniciosa 
poderia ser substituída, sem alteração de sentido, 
por silenciosa. 
II. O texto ilustra um caso de preconceito linguístico, 
uma forma de discriminação muito comum na nossa 
sociedade.
III. Os trabalhadores e os membros menos escolarizados 
da classe média falam uma linguagem mais simples 
porque não cultivam o hábito da leitura.
IV. Por ser natural, a conversação é vista frequentemente 
de maneira negativa.
V. A conversação natural prejudica a língua portuguesa, 
pois torna naturais os erros cometidos na fala. 
Está correto o que se afirma apenas em:
a. I e III. 
b. I e V. 
c. II e III. 
d. X II e IV. 
e. IV e V.
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 Gramática – 6o ano 21
Analise o uso da letra a nas palavras 1 e 8 da questão 1 e 
responda às perguntas abaixo.
a. Essas letras representam sons vocálicos ou conso-
nantais?
b. E, entre as palavras 2 e 3, há algum fonema diferente?
c. Os fonemas são importantes para a diferenciação en-
tre as palavras?
d. Na palavra 4, analise a presença da letra a. Ela repre-
senta o mesmo fonema?
Sim. Na palavra 3, há o fonema /r/ a mais.
Sim. 
Sim. 
e. Na palavra 5, a letra h representa algum fonema?
h. Em qual(is) palavra(s) há mais fonemas que letras?
g. Em qual(is) palavra(s) há mais letras que fonemas?
f. Com base na análise feita até aqui, como você defini-
ria o que é um fonema?
Não.
Na palavra 8.
Nas palavras 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7. É importante notar queativi-
dades como esta, que avaliam a dualidade entre fonemas e 
grafemas, levam, necessariamente, às noções de encontro 
consonantal e dígrafo, que serão trabalhadas adiante.
Sons vocálicos.
Aprenda mais
Existem alguns exemplos bastante claros para ilustrar que as 
letras não representam os sons fielmente. Observe:
1. Uma mesma letra pode representar mais de um fonema.
exame → sexto → próximo
2. Um mesmo fonema pode ser representado por letras diferentes.
cela → sela
casa → cozinha → êxito
3. Existem letras que não são representadas por fonemas.
canto(cãto) → aqui(aqi) → homem(ômen)
b. Podemos afirmar que as letras representam fielmen-
te os fonemas? Explique.
Classificação dos fonemas
2| Os fonemas são classificados em duas categorias 
principais: vogais e consoantes. As vogais se caracteri-
zam pelo fato de não encontrarem obstáculos no nosso 
aparelho fonador quando são pronunciadas. Ou seja, o 
ar passa livremente pela nossa boca. Já as consoantes 
são identificadas como ruídos, pois, para pronunciá-las, 
colocamos algum obstáculo à passagem do ar no nosso 
aparelho fonador.
Não. As letras, na verdade, são tentativas de represen-
tação dos fonemas. Nesta etapa, optamos por não levar 
aos alunos a noção de alofone. Acreditamos que tal 
conceituação é inadequada para o ano. Apesar disso, 
é importante levá-los a observar que a oralidade é um 
dos terrenos mais férteis para a percepção da variação 
linguística.
Espera-se que o aluno conclua que fonema é o som 
distintivo.
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Gramática – 6o ano 22
O alfabeto
3| Ao conjunto de letras que utilizamos na língua escri-
ta, damos o nome de alfabeto. O nosso alfabeto conta, 
atualmente, com 26 letras, ordenadas de maneira espe-
cífica, a chamada ordem alfabética. Observe:
4| Pesquise palavras escritas com as letras k, w e y.
Aponte ao menos três utilidades da ordem alfabética no 
nosso dia a dia.
A ordem alfabética é utilizada, por exemplo, na lista da 
chamada, nos dicionários, no gerenciamento de estoques 
e em listas de nomes próprios.
Resposta pessoal. Sugestão de resposta: kiwi, wi-fi e yoga.
5| Agora, vamos imaginar que você está escrevendo um 
dicionário destinado aos alunos do 1º ao 5º ano da sua es-
cola. Nesta etapa do trabalho, você definirá quais palavras 
serão utilizadas nele. Para isso, você desempenhará duas 
tarefas muito importantes. Na primeira, você deverá regis-
trar cinco palavras empregadas na fábula O cão e o pedaço 
de carne, que você leu na página 16. Na segunda, deverá re-
gistrar cinco palavras coletadas em alguns minutos de um 
programa de sua preferência (desenho, anime, série, etc.). 
Feito isso, responda às questões que seguem.
a. Quais palavras você registrou na primeira tarefa?
Aprenda mais
Com a incorporação das letras k, w e y ao nosso alfabeto após o 
novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 2008, preci-
samos fazer algumas distinções. 
Consideramos o k sempre consoante, como o c antes de a, o e u 
e o dígrafo qu de querer.
Em palavras de origem inglesa, o w é pronunciado como u 
(whisky, watt, show) e é consoante em palavras de origem alemã 
(Walter, Weber, Wagner). Observe que, nessas palavras, o w é 
pronunciado como v.
O y funciona como vogal (Paraty).
b. Quais palavras você anotou na segunda tarefa?
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Alfabeto minúsculo
Alfabeto maiúsculo
a b c d e f g h i j 
k l m n o p q r s t 
u v w x y z
A B C D E F G H I 
J K L M N O P Q 
R S T U V W X Y Z
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 Gramática – 6o ano 23
7| Cite alguns usos da ordem alfabética que você identifica no seu cotidiano.
a. O que indica a palavra destacada no alto da página, do lado esquerdo?
b. O que indica a palavra destacada no alto da página, do lado direito?
c. Sabendo-se que o dicionário é apresentado em ordem alfabética, onde você encaixaria a palavra enxada?
Ela indica que é a primeira palavra da página.
Ela indica que é a última palavra da página.
A palavra enxada seria encaixada entre enverdecer e enxertar.
6| Observe, com atenção, esta reprodução de uma página simplificada de dicionário. Depois, responda às perguntas.
c. Agora, reflita com os seus colegas e com o seu professor:
en.va.si.lhar en.xo.val
en.va.si.lhar v.t. Acondicionar em vasilhas. Envasilhado adj.; envasilhamento s.m.
en.ve.lhe.cer v.t. (int.) Tornar(-se) velho. Envelhecido adj.; envelhecimento s.m.
en.ve.lo.par v.t. Colocar em envelope. Envelopado adj.
en.ve.lo.pe s.m. Invólucro para envio de correspondência ou impressos quaisquer.
en.ver.de.cer v.t. (int). 1. Tornar(-se) verde. 2. Cobrir(-se) de verdura. Enverdecido adj.: enverdecimento s.m.
en.xer.tar v.t. 1. Fazer enxerto em. 2. Inserir; introduzir. P. 3. Introduzir-se. Enxertado adj.; enxertador adj. e s.m.
en.xer.ti.a s.f. Ação ou efeito de enxertar; enxerto.
en.xer.to [ê] s.m. 1. Introdução de parte viva de um vegetal em outro para desenvolver-se neste, formando novo 
vegetal. 2. Implantação de órgão, membro, etc. de corpo humano em outro, transplante. 3. Ação ou efeito de enxertar.
en.xó s.f. Instrumento de carpinteiro para desbastar madeira.
en.xo.fre [ô] s.m. (Quím.) Elemento Não Metal, símb. S, de número atômico 16.
en.xo.tar v.t. Expulsar, pôr fora com brutalidade ou aspereza. Enxotado adj.
en.xo.val s.m. Conjunto de roupas e objetos complementares de pessoa que se casa, de crianças por nascer, de 
quem se interna em colégio, etc.
Resposta pessoal. Sugestões de resposta: a lista de frequência na escola, a organização de documentos pessoais em 
diferentes situações e a busca de informações em seções de pesquisa (sites de busca, plataformas de streaming, etc.). 
•	Todas as palavras anotadas na questão anterior aparecem no dicionário?
•	Essas palavras nos ajudarão a entender um ponto importante sobre o estudo da língua portuguesa. Discutam: 
se já sabemos nos comunicar bem desde os primeiros anos da infância, por que devemos continuar estudando 
português?
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Gramática – 6o ano 24
2
Capítulo
Ato de fala, frase e contexto
1. Ato de fala 
Leia com atenção a tirinha a seguir.
No capítulo anterior, vimos que a língua é um recurso 
fundamental para nós. Por meio dela, podemos expressar 
pensamentos, opiniões, ideias, etc. Podemos, também, 
sair do momento presente e nos projetar no passado ou 
no futuro. Assim, dizemos que tudo o que realizamos por 
meio da língua são ações.
Por exemplo, no primeiro quadrinho da tirinha acima, 
ao dizer Silêncio! a Professora Norma desempenhou uma 
ação, ou seja, ela expressou uma ordem.
Em seguida, a personagem desempenha outra ação: 
ela informa aos alunos que entregará as provas corrigidas. 
Considerando a reação expressa pela turma no segundo 
quadrinho, podemos entender que, além da ordem expressa 
no primeiro quadrinho, ela também amedrontou os alunos. 
O medo dos alunos é evidenciado no último quadri-
nho, quando a professora é substituída pela caveira que 
tradicionalmente representa a morte. Mais uma vez, ela 
informa e amedronta a turma.
De modo geral, podemos dizer que dirigimos a palavra 
uns aos outros com algum objetivo: dar ou pedir uma 
A menor unidade linguística com que expressa-
mos as ações verbais é o que chamamos de frase.
Chamamos de ato de fala esse comportamento 
verbal com que expressamos alguma intenção 
comunicativa. 
2. Frase e contexto
informação, convidar, saudar, prometer, ordenar, agra-
decer, censurar, elogiar, desculpar-se, etc. 
Professora Norma
Na língua escrita, toda frase é delimitada por quatro 
sinais de pontuação: ponto (ou ponto-final), ponto de 
exclamação, ponto de interrogação ou reticências. Já 
na língua falada, as ações que as frases veiculam são 
evidenciadas pela entonação, isto é, a flexão de voz que 
utilizamos para pronunciá-las. Portanto, é a entonação 
que, na fala, evidencia a ação expressa por frases como:
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 Gramática – 6oano 25
Os motoristas não podem usar o telefone enquanto 
dirigem.
Socorro!
Aprenda mais
As reticências são empregadas na escrita para assinalar inter-
rupções e hesitações em geral.
— Com certeza terminarei mais cedo e...
— E o quê?
— E poderei cumprir...
As reticências podem ser empregadas, também, para indicar su-
pressão de algum conteúdo. Neste caso, elas devem ser colocadas 
entre parênteses (...) ou colchetes [...].
“A História é uma ciência que tenta compreender o passado e o 
presente da humanidade [...], pois, entendendo essas relações 
existentes, é possível construir um futuro melhor.”
SALVARI, Fábio. Diálogos da História. 6º ano. Recife: Construir: 2019, p. 9.
Chamamos de contexto todas as informações que 
envolvem a comunicação. Essas informações são indis-
pensáveis para interpretarmos corretamente uma frase. 
As frases podem ser divididas em dois grandes grupos: 
as frases completas e as frases incompletas.
As frases completas são aquelas que, em teoria, 
contam com todos os elementos necessários à sua com-
preensão. Ao apresentar uma notícia, por exemplo, os 
jornalistas utilizam frases completas, pois elas contam 
com uma organização gramatical mais rígida, o que con-
tribui para o sucesso da comunicação. Observe:
Nesse quadrinho, vemos mais uma vez a persona-
gem que, culturalmente, identificamos como a morte. 
No contexto, ela aparece acessando sua rede social, 
aparentemente sua página no Facebook. Isso fica claro 
pela imagem representada na tela do computador, muito 
semelhante à página real da rede. Nesse contexto, per-
cebemos duas frases:
1. Está chovendo.
2. Está choven...
3. Está chovendo!
4. Está chovendo?
Reflita
Por que o contexto é fundamental para a interpreta-
ção correta de uma frase?
Porque as informações externas à frase nos permitem 
fazer referências e associações corretas. Assim, as 
frases acima podem ter diferentes interpretações a 
partir da definição de um possível contexto. 
Já as frases incompletas, também chamadas de frases 
de situação, são empregadas normalmente nas conversas, 
nas interações feitas espontaneamente. Nessas situações, 
as frases tendem a ser fragmentadas, tornando-se formal-
mente incompletas. Mas, como as pessoas interagem de 
forma espontânea, muitas vezes face a face, a comunicação 
não fica prejudicada. Veja um exemplo:
Podemos dizer que esses dois tipos de frase repre-
sentam graus extremos de dependência do contexto em 
que ocorrem. De um lado, as frases completas são menos 
“dependentes” do contexto, pois teoricamente possuem 
todas as partes necessárias ao seu entendimento. Do 
outro, temos as frases incompletas, estas muito depen-
dentes da situação em que ocorrem. 
Vejamos esses conceitos no quadrinho a seguir.
Re
pr
od
uç
ão
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Gramática – 6o ano 26
Nesse contexto, dizemos que a frase 1 é completa, 
e a frase 2 é incompleta. A frase 1 apresenta certa in-
dependência do contexto. Analisando-a isoladamente, 
podemos afirmar que é o título de uma notícia. Já a 
frase 2 é totalmente dependente da situação em que 
ocorre, pois a palavra curtir, isolada, pode ter diferentes 
interpretações.
3. Classificação tradicional 
das frases
Tradicionalmente, os gramáticos classificam as frases 
em cinco categorias.
•	Frases declarativas – Transmitem informações, de-
clarações.
Mulher sofre acidente após postar no Facebook 
dirigindo.
Estudei muito hoje, mas não entendi bem o conteúdo.
Choveu por aqui.
Entendi.
•	Frases interrogativas – Essas frases formulam per-
guntas diretas e sempre terminam com ponto de inter-
rogação (?).
Você gosta de comer peixe?
Como faço para chegar ao estádio?
Está perto?
Eu?
•	Frases imperativas – Expressam ordens. Comumen-
te empregamos o ponto de exclamação na escrita para 
acentuar o valor dessas ordens.
 
Abra as janelas da casa para clarear!
Júlia, organize seu material!
Chegue cedo!
Aperte!
•	Frases optativas – Expressam desejos.
Gostaria de visitar a Serra da Capivara.
Espero que você faça uma boa viagem.
Tomara que passe!
Como você pode perceber, essa classificação não 
considera a estrutura das frases, se são completas ou 
incompletas. Aqui, considera-se apenas sua essência. 
Não há referência às intenções de quem fala ou escreve. 
Reflita
Nas situações reais de comunicação, a classificação 
tradicional das frases é precisa?
Não, pois se trata apenas de uma classificação for-
mal. Na prática, podemos combinar valores: uma 
pergunta pode ser também uma exclamação (Você já 
chegou?!) ou uma ordem (Você quer sair da minha 
frente?!); uma declaração pode ser tanto uma ordem 
(Você vai ouvir tudo.), como uma pergunta (Gostaria 
de saber se o parque está aberto para visitação.).
1. Mulher sofre acidente após postar no Facebook 
dirigindo.
2. Curtir.
•	Frases exclamativas – Expressam emoções, reações. 
Essas frases sempre terminam com ponto de exclamação (!).
Não entendi esse assunto!
Estou muito feliz com a sua vitória!
Nossa!
Socorro!
An
dr
is
A/
Sh
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te
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ck
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 Gramática – 6o ano 27
4. Interjeição
Agora, analise a tirinha a seguir.
MENINO, MEUS ÓCULOS
QUEBRARAM, LEIA ESTA
NOTÍCIA PARA MIM!
EH... HUM...
HUMMMMM...
PUTZ...
Na fala do jovem, observamos o emprego de quatro 
frases de situação: Eh... Hum... Hummmmm... Putz... Se 
analisarmos essas frases isoladamente, elas não têm sen-
tido. Mas, inseridas no contexto comunicativo, podemos 
entendê-las perfeitamente. Elas expressam a dificuldade 
do menino ao ler a manchete da notícia. Frases de situa-
ção como essas são o que chamamos de interjeição.
Empregamos interjeições para: 
•	Chamar a atenção de alguém, geralmente para 
iniciar uma conversa ou como respostas curtas en-
quanto ela acontece.
•	Representar sons não linguísticos. Essas interjei-
ções são chamadas, também, de onomatopeias.
•	Expressar estados emocionais (admiração, sur-
presa, desalento, dúvida, etc.).
Olá! Psiu! Ei! Ahn?
Caramba! (Declaração de alegria ou decepção.)
Ahn? (Pergunta de quem não entendeu ou não 
acreditou no que ouviu.)
Psiu! (Ordem para fazer silêncio ou tentativa de 
chamar alguém.)
Pou! Zzzz! Zum! Cabrum! 
Caramba! Epa! Ui! Oh!
Voltando à definição tradicional das frases, percebe-
mos que as interjeições podem expressar declarações, 
perguntas e até ordens, dependendo do contexto em 
que ocorrem.
5. Condição discursiva
Chamamos de condição discursiva o componente da 
interação verbal que regula o direito à palavra.
De modo geral, o direito à palavra ocorre de duas 
maneiras:
•	Monólogo – Apenas o enunciador fala.
•	Diálogo – Ao menos duas pessoas falam.
O direito à palavra é regulado por algumas condições. 
Por exemplo: uma consulta médica se processa por meio 
de um diálogo, estabelecido entre o médico e o paciente. 
Nessa situação, o paciente expõe os motivos que o leva-
ram à consulta e o médico lhe receita um tratamento. Se, 
por exemplo, um dos dois interrompe constantemente o 
outro, a condição discursiva foi desrespeitada, o que pode 
ser entendido como falta de educação. 
Pr
oS
to
ck
St
ud
io
/S
hu
tt
er
st
oc
k.
co
m
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Gramática – 6o ano 28
b. E, no último quadrinho, a expressão Nossa! pode ser 
entendida como frase? Explique.
Sim. Como é uma interjeição, pode ser classificada como 
uma frase de situação.
Texto 2
c. Para você, qual foi a intenção de Serafim ao exclamar 
Agora eu sei a idade de Luzia! no último quadrinho?
Resposta pessoal. Sugestão de resposta: Ele quis zombar 
da colega, pois ela zombou dele antes.
2| Entre as opções a seguir, identifique a palavra que re-
sume o ato de fala desempenhado por Serafim no últi-
mo quadrinho.
a. Pena.
b. X Vingança.
c. Raiva.
d. Dúvida.
e. Pedido.
A catadora de vidro
Uma família de cinco pessoas estava passeando na 
praia. As crianças estavam tomandobanho de mar e 
fazendo castelos na areia quando, ao longe, apareceu 
uma velhinha.
Seu cabelo grisalho esvoaçava ao vento, e suas roupas 
estavam sujas e esfarrapadas. Resmungava enquanto 
apanhava coisas na areia e as colocava em um saco.
Os pais chamaram as crianças e pediram-lhes que 
ficassem longe da velha.
Quando ela passou, curvando-se de vez em quando 
para apanhar coisas, sorriu para a família, mas seu cum-
primento não foi correspondido.
Semanas mais tarde, souberam que a velhinha dedi-
cara a vida ao trabalho de apanhar caquinhos de vidro da 
praia para que as crianças não cortassem os pés.
RANGEL, Alexandre. As mais belas parábolas de todos os tempos. V. 3. Contagem: 
Leitura, 2005. p. 19.
3| Que lição moral podemos tirar dessa parábola?
4| Por que a família ignorou o sorriso da velha?
Não devemos julgar as pessoas pela aparência.
Resposta sugerida: Porque não lhe deu valor.
Atividades
Texto 1
1| Com base no Texto 1, responda às questões propostas.
 
a. No primeiro quadrinho, podemos dizer que a palavra 
desenhos é uma frase? Justifique sua resposta.
Não, pois não teria sentido se empregada isoladamente. 
Serafim
Professor Moisés, o senhor sabia que
o Serafim é um hominídeo?
É que os desenhos dele
parecem arte rupestre!
Nossa! Agora eu sei a idade de Luzia!
Me dá!!
Como assim, Luzia?
Somos todos Homo 
sapiens sapiens...
Professor Moisés, como 
é o nome do hominídeo 
brasileiro mais antigo?
Luzia, que tem 
aproximadamente 
12 mil anos...
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 Gramática – 6o ano 29
5| Que trecho do texto caracteriza a velhinha? Copie-o 
nas linhas a seguir.
“Seu cabelo grisalho esvoaçava ao vento, e suas roupas 
estavam sujas e esfarrapadas. Resmungava enquanto 
apanhava coisas na areia e as colocava em um saco.”
7| Para você, o que será que os pais sentiram quando sou-
beram, semanas mais tarde, o que a velhinha fazia na praia? 10| Qual dos personagens da tira se expressa de manei-
ra informal?
8| No Texto 2, há predomínio de frases completas ou de fra-
ses incompletas? Reflita: por que há essa predominância?
9| Por que, para as crianças, a aula de Português não é boa?
12| No último quadrinho, podemos tirar uma conclusão 
interessante a respeito do ensino da língua portuguesa. 
Que conclusão é essa?
11| A forma como esse personagem fala é errada? Explique.
Resposta pessoal.
Serafim.
No Texto 2, há apenas frases completas. Essa predomi-
nância ocorre por causa da presença de um locutor único 
(narrador), que escreve para um destinatário que apenas 
recebe a mensagem. Assim, a organização gramatical das 
frases é mais rígida, para que haja sucesso na comunicação.
Porque a professora não conhece ou não considera a no-
ção de variação linguística. Ou seja, ela ensina o conteúdo 
com base apenas na gramática normativa, que trabalha 
com avaliações dicotômicas, como a Matemática.
A conclusão é a de que não faz sentido julgar a maneira 
de falar das pessoas, da mesma forma que é inadequado 
pensar que o cheiro da jaca é certo. Professor, seria inte-
ressante complementar esta resposta comentando que 
tanto um quanto o outro são fatos e, como tais, existem 
independentemente da nossa avaliação.
Não. Como os dois personagens estão conversando em 
uma situação informal e estão se compreendendo, a fala 
de Serafim é adequada.
Texto 3
6| A que a velhinha dedicara a sua vida?
Ao trabalho de apanhar cacos de vidro na areia da praia.
Serafim
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Gramática – 6o ano 30
13| No segundo quadrinho, a fala de Serafim expressa 
um ato de fala de:
a. ponderação.
b. X concordância.
c. dúvida
d. prejulgamento.
e. desistência.
b. Caso essa substituição fosse feita, que sentido esse 
sinal acrescentaria à fala de Serafim?
14| Na língua portuguesa, apenas quatro sinais gráficos 
podem encerrar uma frase: reticências, ponto, ponto de 
interrogação e ponto de exclamação. No entanto, esses 
sinais não são suficientes para expressar toda a riqueza 
comunicativa que a língua possui. Pensando nisso, res-
ponda às questões seguintes.
a. No primeiro quadrinho, que sinal gráfico poderia 
substituir o ponto-final da fala de Serafim sem alterar o 
sentido da tirinha?
15| Alguns narradores esportivos ficam conhecidos pelo 
público devido aos seus bordões (palavra, expressão ou 
frase, sempre repetida, com a qual deseja criar um efei-
to emocional ou engraçado). O narrador Milton Leite, 
por exemplo, usa como bordões as expressões “Que 
beleza!” e “Meu Deus!”. Reflita: os bordões podem ser 
considerados frases? Explique.
16| O desrespeito à condição discursiva é o tema da tiri-
nha a seguir. Leia-a. 
a. Analisando a tira, percebemos que a condição dis-
cursiva é desrespeitada ao longo da história. Explique 
como se dá esse desrespeito.
b. Como esse desrespeito fica evidenciado no texto?
c. Qual é a consequência desse desrespeito para o per-
sonagem?
Na história, o personagem está sempre tentando dialogar, 
mas não deixa as mulheres falarem.
Nos quadrinhos, a fala do homem aparece sobreposta à 
fala das mulheres, como se ele sempre as interrompesse.
Como a cada encontro o personagem não deixa as mulhe-
res falarem, nenhum dos encontros dá certo. Isso fica su-
gerido pela mudança das mulheres ao longo da história. 
O ponto de exclamação.
A exclamação acrescentaria à fala de Serafim o sentido 
de indignação, aborrecimento, impaciência, etc. 
Podem, sim, pois apresentam sentido completo na situa-
ção comunicativa em que são empregados, isto é, formam 
uma unidade mínima de comunicação.
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 Gramática – 6o ano 31
Texto
1| Tendo como base o contexto comunicativo da tira e 
as frases proferidas pelos personagens, analise as afir-
mações a seguir.
I. O menino se mostra disposto a entender a opinião da 
menina.
II. Há uma gradação na agressividade apresentada pelo 
menino.
III. No segundo quadrinho, o sinal de interrogação pre-
sente na fala da menina poderia ser acompanhado 
de uma exclamação. 
Está correto o que se afirma em:
a. I, apenas. b. II, apenas.
c. III, apenas. d. I e II.
e. X II e III.
2| A fala da menina no primeiro quadrinho sugere que o 
menino havia falado algo anteriormente. Indique a frase 
que, de acordo com o contexto da tira, melhor represen-
taria essa fala do menino.
3| Sobre as falas dos personagens, é incorreto afir-
mar que:
a. As palavras claro e óbvio podem ser entendidas 
como frases. 
b. No primeiro quadrinho, a fala da menina é uma 
frase interrogativa.
c. Todas as falas do menino expressam emoções.
d. As reticências indicam que a menina interrom-
peu sua fala.
e. X No último quadrinho, temos duas frases declara-
tivas.
4| Sobre a fala da menina no último quadrinho, é corre-
to afirmar que, para ela:
a. Os problemas do mundo não têm solução.
b. As injustiças são fruto de ações governamentais.
c. X O mundo pode ser melhorado.
d. A vida na Terra está em perigo.
e. Precisamos aceitar que os problemas do mundo 
são indiscutíveis.
a. O mundo é assim... 
b. Devemos nos conformar com as injustiças..
c. X Devemos nos conformar com o mundo!
d. Devemos lutar contra as injustiças. 
e. O mundo tem muitas injustiças!
Questões de 
escrita
Desafio
Estudo da sílaba
1| Em uma palavra como pai, constituída de uma única 
sílaba, temos apenas uma vogal, indicada pela letra a. 
Do mesmo modo, a palavra seu possui somente uma 
vogal, representada pela letra e. Nos dois casos, os 
fonemas vocálicos /i/ e /u/ são considerados semivo-
gais, pois são pronunciados de maneira mais fraca. 
Leia as palavras a seguir e identifique em quais delas 
ocorrem os fonemas vocálicos /i/ e /u/ na condição de 
semivogais.
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Gramática – 6o ano 32
biosfera comunidade máquina
planejamento inquilinismo fotográfico
combinação cidade ambientalista
espaço humano planeta
órbita parasitismo ecológico
3| Quanto

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