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05 – Características Tecnológicas dos Modais – Ferroviário (Veículos) FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS DE TRANSPORTES 1 Características Tecnológicas dos Modais -Ferroviário (veículos): - Caraterísticas técnicas; - Mecânica do movimento. 2 Caraterísticas técnicas 3 Caraterísticas técnicas 4 O veículo ferroviário se desloca sobre rodas, onde a unidade de locomoção ( a locomotiva) é separada do restante do veículo, composto por vagões que acomodam a carga e lhe dão mobilidade. Uma das razões pelas quais um trem é composto por uma ou mais locomotivas e vários vagões é o aumento da eficiência do uso das locomotivas. Como o preço de uma locomotiva é muitas vezes superior ao de um vagão, para se obter o uso mais eficiente da locomotiva, ela deve estar constantemente rebocando vagões. Por isso, quando o trem chega ao pátio, os vagões são desconectados e a locomotiva é liberada para ser utilizada em outra composição, enquanto os vagões são carregados ou descarregados. 5 As Ferrovias tem como características intrínsecas o fato dos veículos se movimentarem por meio de eixos guiados através de um contato metal-metal. Os eixos dos truques ferroviários são rígidos, o que introduz limitações consideráveis no raio mínimo das curvas de vias férreas Figura 1 – Truque ferroviário. Fonte: http://www.hewittequipamentos.com.br/?page_id=21. Caraterísticas técnicas http://www.hewittequipamentos.com.br/?page_id=21 Roda solidária ao eixo Existência de frisos nas rodas Conicidade das rodas Caraterísticas técnicas 7 ➢ Modelo de um trem Uma composição ferroviária é normalmente constituída de vários veículos, sendo geralmente o primeiro a locomotiva (podendo ser mais de uma) e os demais os vagões de carga, como a figura a seguir: Figura 2 – Composição ferroviária (fonte: RailPictures.Net, 2010) Caraterísticas técnicas 8 ✓ Locomotivas - Um veículo impulsionado por qualquer tipo de energia, ou uma combinação de tais veículos, operados por um único dispositivo de controle, utilizado para tração de trens. ✓ Vagões - É o veículo destinado ao transporte de cargas. Os veículos para o transporte de passageiros são mais comumente chamados de "carros", incluindo-se os "dormitórios", "restaurantes" etc. Figura 3 – Locomotiva e vagões. Caraterísticas técnicas 9 CTR CTR CT Figura 4 – Dimensões características dos veículos ferroviários. BC TRUQUE DE B A ➢ Dimensões L CT – Comprimento total entre faces de engate; DE – Distância entre pivots dos truques BC – Balanço central dos veículos (distância entre o pivô de um truque e a correspondente); L – Largura total dos veículos; B – Bitola dos veículos, que é também a bitola da via férrea; A – Altura total do veículo; CTR – Comprimento entre eixos extremos dos truques. face de engate Caraterísticas técnicas ➢ Pesos Definições de peso para veículos ferroviários: Peso útil – peso da carga transportada pelo veículo. Lotação ou peso útil máximo (L) – capacidade máxima em peso (da carga) que o veículo pode transportar em acordo com suas características de projeto e construção. Tara ou peso morto (T) – peso do veículo em condições operacionais básicas (não inclui o peso de carga, mas em geral inclui combustível e pessoas necessárias à operação do veículo. Peso Bruto Total (PBT) – é igual ao peso útil mais a tara. Peso Bruto Total Combinado (PBTC) – é dado pela soma dos pesos brutos das unidades que compõe o veículo Caraterísticas técnicas 10 ➢ Limitações de carregamento Como as cargas tem pesos específicos médios diferentes, a capacidade de carga de um veículo tem dois limitantes ✓ Limite de peso 𝑳 ≥ 𝑷𝒄 ✓ Limite de Volume 𝑽𝒗 ≥ 𝑽𝒄 Onde: L – lotação ou peso útil em ton; Pc – peso da carga transportada em ton; Vv – volume do compartimento de carga do veículo em m3; Vc – volume da carga transportada em m3. Caraterísticas técnicas 11 12 ➢ Limitações de carregamento O peso útil máximo e o volume determinam o peso específico ou densidade de projeto do compartimento de carga (Dcc) 𝑫𝒄𝒄 = 𝑳 𝑽𝒗 Onde: L – lotação ou peso útil em ton; Pc – peso da carga transportada em ton; Vv – volume do compartimento de carga do veículo em m3; Vc – volume da carga transportada em m3. Se a densidade da carga exceder esse valor, o limite de peso será atingido antes do limite volumétrico e o compartimento de carga terá uma sobra de espaço. Se o peso específico do frete for menor que Dcc, o limite volumétrico será atingido antes do limite de peso, e o peso bruto do veículo será inferior ao seu peso bruto total. O ideal é que tanto o limite de peso como o limite volumétrico sejam atingidos aos mesmo tempo; caso contrário ocorre desperdício da capacidade em termos de carga paga ou volume disponível. Caraterísticas técnicas ➢ Locomotivas Classificadas quanto ao combustível Locomotiva a Vapor; Locomotiva Elétrica; Locomotiva Diesel Elétricas; Locomotiva a vapor - é uma locomotiva propulsionada por um motor a vapor que compõe-se de três partes principais: a caldeira, produzindo o vapor usando a energia do combustível, a máquina térmica, transformando a energia do vapor em trabalho mecânico e a carroçaria. Locomotiva Elétrica - São alimentadas externamente. Embora o custo de eletrificação de uma linha seja muito dispendioso, a operação dos comboios eléctricos é significativamente mais barata do que os movidos a diesel. Locomotiva Diesel Elétricas - O motor primário (motor diesel) aciona um gerador elétrico que irá transmitir a potência para os motores de tração. Caraterísticas técnicas 13 ➢ Veículos Rebocados ou Vagões Dependem do seu tamanho e da sua capacidade de carga. Vagão Plataforma; Vagão Fechado de Descarga Lateral; Vagão Gôndola; Vagão Tanque; Vagão Hopper; Vagão cegonheiro. Caraterísticas técnicas 14 15 Figura 4 – Vagão Plataforma. Caraterísticas técnicas 16 Figura 5 – Vagão Fechado de Descarga Lateral. Caraterísticas técnicas 17Figura 6 – Vagão Gôndola. Caraterísticas técnicas Figura 7 – Vagão Tanque. Caraterísticas técnicas 18 Figura 8 – Vagão Hopper. Caraterísticas técnicas 19 20 Figura 9 – Descarga em “car-dumpers”, adaptado de http://www.metso.com/in/miningandconstruction/MCT_India.nsf/WebWID/WTB-101217-22577- FD8D1?OpenDocument#.Vuc27fkrJxA. Caraterísticas técnicas http://www.metso.com/in/miningandconstruction/MCT_India.nsf/WebWID/WTB-101217-22577- 20 Caraterísticas técnicas ➢ Gôndola Vagão Gôndola (GDT) Peso bruto máximo: 130.000 kg Tara: 21.000 kg Capacidade de carga: 109.000 kg Capacidade volumétrica: 41 m³ Principais usos: minério de ferro Característica: descarga em “car-dumpers” Vagão Gôndola (GDT) Peso bruto máximo: 120.000 kg Tara: 24.000 kg Capacidade de carga: 96.000 kg Capacidade volumétrica: 45 m³ Principais usos: concentrado de cobre Caraterísticas técnicas 2 Característica: descarga em “car-dumpers” 1 ➢ Gôndola Vagão Gôndola (GTD) de Bordas Tombante Peso bruto máximo: 80.000 kg Tara: 20.000 kg Capacidade de carga: 60.000 kg Capacidade volumétrica: 46 m³ Principais usos: carga geral Característica: possui laterais tombantes, facilitando carga e descarga Vagão Gôndola (GDT) – MRS Peso bruto máximo: 120.000 kg Tara: 20.500 kg Capacidade de carga: 99.500 Kg Capacidade volumétrica: 45 m³ Principais usos: minério de ferro Caraterísticas técnicas Característica: descarga em “car-dumpers” 22 ➢ Gôndola Vagão Gôndola GDU Peso bruto máximo: 150.000 kg Tara: 23.000 kg Capacidade de carga: 150.000 kg Capacidade volumétrica: 45 m³ Principais usos: minério de ferro Característica: Vagão com maior capacidade de carga do Brasil ➢ Hopper Vagão Hopper Fechado (HFT) em Alumínio Peso bruto máximo: 130.000 kg Tara: 25.000 kg Capacidade de carga: 105.000 kg Capacidade volumétrica: 135 m³ Principais usos: grãos e calcário agrícola Característica: estrutura em alumínio com baixa tara Caraterísticas técnicas 24 ➢ Hopper Vagão Hopper Fechado(HFE) em Aço Peso bruto máximo: 100.000 kg Tara: 23.000 kg Capacidade de carga: 77.000 kg Capacidade volumétrica: 100 m³ Principais usos: grãos Característica: bitola métrica Vagão Hopper (HFE) ALL Peso bruto máximo: 100.000 kg Tara: 23.000 kg Capacidade volumétrica: 100 m³ Principais usos: grãos e farelo Característica: carga superior e descarga inferior através de tremonhas Caraterísticas técnicas 25 ➢ Hopper Vagão Hopper Fechado (HPE) em Aço Peso bruto máximo: 100.000 kg Tara: 27.000 kg Capacidade de carga: 73.000 kg Capacidade volumétrica: 65 m³ Principais usos: matéria prima para fertilizantes. Característica: pintado internamente com resistência à corrosão Vagão Hopper Aberto (HAE) em Aço Peso bruto máximo: 100.000 kg Tara: 22.000 kg Capacidade de carga: 78.000 kg Capacidade volumétrica: 30 m³ Principais usos: minério de ferro e ferro gusa. Característica: sistema de descarga automático Caraterísticas técnicas 26 ➢ Hopper Vagão Hopper (HAN) Venezuela Peso bruto máximo: 119.500 kg Tara: 29.500 kg Capacidade de carga: 90.000 kg Capacidade volumétrica: 40,2 m³ Principais usos: minério de ferro. Característica: descarga automática Vagão Hopper Fechado (HFT) em Aço Peso bruto máximo: 130.000 kg Tara: 31.000 kg Capacidade de carga: 99.000 kg Capacidade volumétrica: 145 m³ Principais usos: grãos e calcário agrícola Característica: estrutura em aço de baixa liga, com grande capacidade e volume Caraterísticas técnicas 27 Vagão Tanque (TPS) para Cimento a Granel Peso bruto máximo: 100.000 Kg Tara: 25.0000 Kg Capacidade de carga: 75.000 Kg Capacidade volumétrica: 65 m³ Principais usos: transporte de cimento a granel Característica: possui sistema de fluidificação para facilitar a descarga. Vagão Tanque (TAS) para Ácido Sulfúrico Peso bruto máximo: 100.000 Kg Tara: 25.0000 Kg Capacidade de carga: 75.000 Kg Capacidade volumétrica: 43 m³ Principais usos: ácido sulfúrico concentrado a 98% Característica: possui ponto de descarga superior e inferior. Caraterísticas técnicas 28 ➢ Tanque de Petróleo e Principais usos: gasolina, diesel, querosene e álcool ➢ Tanque Vagão Tanque (TCT) para derivados Álcool Peso bruto máximo: 130.000 kg Tara: 37.0000 kg Capacidade de carga: 93.000 kg Capacidade volumétrica: 118 m³ Vagão Tanque (TCD) ALL Peso bruto máximo: 80.000 kg Tara: 24.500 kg Capacidade volumétrica: 67 m³ Principais usos: óleo vegetal Caraterísticas técnicas 29 ➢ Multicarga Vagão FFF – ALL Peso bruto máximo: 118.000 kg Tara: 34.000 kg Capacidade de carga: 84.000 kg Capacidade volumétrica: 112 m³ Principais usos: granel e sacarias Características: multicarga com truque de 3 eixos ➢ All Door Vagão All Peso bruto máximo: 100.000 kg Tara: 27.000 kg Capacidade de carga: 73.000 kg Capacidade volumétrica: 116 m³ Principais usos: fardos de celulose Característica: lona da lateral à prova de roubo e vandalismo. Caraterísticas técnicas 30 ➢ Plataforma Vagão Plataforma (PES) para Carga Geral Peso bruto máximo: 100.000 kg Tara: 27.0000 kg Capacidade de carga: 73.000 kg Principais usos: carga geral, produtos siderúrgicos etc. Característica: pode possuir travas para containers Vagão Plataforma (PDT) de Alta Capacidade Peso bruto máximo: 130.000 kg Tara: 35.000 kg Capacidade de carga: 95.000 kg Principais usos: produtos de alto peso, trilhos, tubos, containers e semi-reboques rodoviários Característica: estrutura de alta capacidade e baixa tara Caraterísticas técnicas 31 ➢ Plataforma Vagão Plataforma (PCD) Articulado Peso bruto máximo: 80.000 kg (por vagão) Tara: 12.000 kg (por vagão) Capacidade de carga: 68.000 kg (por vagão) Principais usos: transporte de containers e semi-reboques rodoviários Característica: vagão articulado, com menor quantidade de truques, engates e freio. Vagão de baixa tara e alta capacidade de se inscrever em pequenos raios de curva para bitolas 1,00 m / 1,60 m Caraterísticas técnicas 32 ➢ Cegonheiro Vagão PAS Tara: 27.600 Kg. Capacidade de carga: 100.000 Kg. Principais usos: transporte de automóveis. Características: equipados com fechaduras localizado na parte inferior dos chassis, a fim de permitir o transporte seguro de automóveis Caraterísticas técnicas 33 33 Liberdade para acoplar vagões e locomotivas cargaCapacidade de variável do comboio: Capacidade pré-definida Liberdade para acoplar vagões e locomotivas Relacionando a superfície com a extensão ferroviária, o Brasil possuir a menor densidade ferroviária em relação às 20 maiores economias do mundo. Caraterísticas técnicas Mecânica do movimento 35 O desempenho de um trem, em termos de velocidade e consumo de combustível, é estimado considerando-se o esforço trator gerado pelas locomotivas e a resistência ao movimento oriunda das locomotivas e vagões. O movimento de um trem é também controlado pelas regras de operação, que podem limitar a velocidade máxima por causa da geometria da via (estabilidade em curvas) ou por causa de restrições temporárias causadas por manutenção da linha férrea. O sistema de controle das locomotivas diesel-elétricas permite que o transformador primário de energia (motor diesel elétrico) trabalhe sob condições de rotação e potência constantes. Portanto, pode-se considerar que o sistema motor diesel-gerador opera, na verdade, como uma fonte de energia constante. Mecânica do Movimento 36 𝒕𝑭 = 𝜼.𝟐𝟔𝟖𝟓. 𝑷 𝑽 Onde: Ft – Esforço trator em N; P – potência do motor em hp; V – velocidade em Km/h; – eficiência da transmissão, igual a 0,81 para locomotivas diesel elétricas. O esforço trator representa a força de propulsão desenvolvida pelo veículo de potência “P”, numa velocidade “V”. Mecânica do Movimento ➢ Determinação do esforço trator O esforço trator desenvolvido por um veículo é dado por: 37 ➢ Aderência O esforço trator máximo que pode ser desenvolvido por um trem depende do coeficiente de atrito entre o material rodante e a superfície da via e do peso que atua no eixo trator. O esforço trator máximo que pode ser transmitido à uma roda, sem que ela “patine”, é dado pela equação: 𝑭𝒕𝒎𝒂𝒙 = 𝒇.𝑻𝒅 Onde: Ftmax – Esforço trator máximo em N; f – coeficiente de atrito trilho roda; Td – força normal no eixo trator da locomotiva N. Normalmente o fabricante do veículo fornece o valor do peso aderente ou fração do peso bruto total que incide sobre as rodas motoras Aumento de Ft => quando há um aumento brusco da força tratora, pode acontecer que esta supere o valor da força de aderência levando a locomotiva a patinar, o que se dá principalmente na partida, porque ela desenvolve maior esforço trator. Quando ocorrer a patinagem o maquinista deve reduzir o esforço trator; Mecânica do Movimento 38 Tabela 1 – Valores típicos de coeficiente de atrito. Mecânica do Movimento 39 ➢ Aderência ➢ Resistência ao movimento A resistência total ao movimento de um trem compõe-se de quatro componentes principais: resistência ao rolamento, resistência aerodinâmica, resistência de rampa e resistência de curva. 𝑹𝒕 = 𝑹𝒓 + 𝑹𝒂 + 𝑹𝒈 + 𝑹𝒄 Onde: Rt – Resistência total ao movimento em N; Rr – Resistência de rolamento em N; Ra – Resistência de arrasto aerodinâmico em N; Rc - Resistência de curva em N. Rg - Resistência de rampa em N. Atua contra o movimento (aclive); a favor do movimento (declive) Mecânica do Movimento 40 𝑹𝒓 = 𝒄𝟏 + 𝟐𝒄 .𝒏 𝑮 𝟑+ 𝒄 .𝑽 .𝑮 Onde: Rr – Resistência de rolamento em N; C1 – constante cujo valor é 0,65; C2 - constante cujo valor é 125; C3 - constante cujo valor é 0,013 para vagões de carga e 0,009 para carros e locomotivas; V – Velocidade de operação em Km/h; G – Peso da locomotiva ou vagão em KN; n – número de eixos da locomotiva ou vagão. Mecânica do Movimento ➢ Resistência ao movimento ✓ Resistência de rolamento (Rr) 41 ➢ Resistência ao movimento ✓ Resistência aerodinâmica (Ra) A resistênciado ar pode ser estimada pela equação normalmente usada para cálculo do arrasto. 𝑹𝒂 = 𝒄𝒂.𝑨.𝑽𝟐 Onde: Ra – Resistência aerodinâmica em N; Ca – coeficiente de penetração aerodinâmica; A - área frontal do veículo em m2; V – Velocidade de operação em Km/h. Mecânica do Movimento 42 ➢ Resistência ao movimento ✓ Resistência aerodinâmica (Ra) Tabela 3 – Área frontal e coeficientes de penetração aerodinâmica para veículos ferroviários. Mecânica do Movimento 43 ➢ Resistência ao movimento ✓ Resistência de rampa (Rg) 𝑹𝒈 = 𝟏𝟎.𝑮.𝒎 Onde: Rg – Resistência de rampa em N; G – peso da locomotiva ou vagão em KN; m - declividade da rampa em %. Mecânica do Movimento 44 𝒄𝑹 = 𝟔𝟗𝟖 𝑮 𝒓 Onde: Rc – Resistência de curva em N; G – peso da locomotiva ou vagão em KN; r - raio da curva em m. Mecânica do Movimento ➢ Resistência ao movimento ✓ Resistência de curva (Rc) A resistência de curva é causada pela força centrífuga que comprime o friso das rodas contra a lateral do trilho, causando uma componente de atrito adicional. 45 45 Onde: nL – número de locomotivas; nV – número de vagões; ᶯ - rendimento do motor (≈ 0,81 → 𝑑𝑖𝑒𝑠𝑒𝑙 − 𝑒𝑙é𝑡𝑟𝑖𝑐𝑎); P – potência (HP) e V- Velocidade (Km/h) 𝑷 𝑭𝒕 = 𝒏𝑳. (𝜼.𝟐𝟔𝟖𝟓. 𝑽 ) Mecânica do Movimento ➢ Lotação dos trens Para que um trem viaje com velocidade de equilíbrio 𝑭𝒕 = 𝑹𝒕 Rt deve ser calculada em função do número de Locomotivas e Vagões que formam o trem. Ft é em função do número de Locomotivas. ✓ Resistência total: locomotivas + vagões. 𝑹𝒕 = 𝒏𝑳 (𝑹𝒓𝑳 + 𝑹𝒂𝑳 + 𝑹𝒈𝑳 + 𝑹𝒄𝑳) + 𝒏𝑽 (𝑹𝒓𝑽 + 𝑹𝒂𝑽 + 𝑹𝒈𝑽 + 𝑹𝒄𝑽) ✓ Força de tração ➢ Lotação dos trens O cálculo da lotação é feito para o pior trecho. Mecânica do Movimento 47 48 Bibliografia ANTF, 2014. Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários Disponível em: . Acesso em: 10 de outubro de 2014. Confederação Nacional do Transporte. Plano CNT de Transporte e Logística 2011. Disponível em: . Acesso em: 10 de agosto de 2014. BRASIL. Ministério dos Transportes. Plano Nacional de Logística de Transportes, 2007. Disponível em: Acesso em: 10 de agosto de 2014. BRASIL; Ministério dos Transportes-Banco de Informações e Mapas de Transportes – BIT, 2014. Disponível em: Acesso em: 10 de agosto de 2014. HOEL, L. Engenharia de Infraestrutura de Transportes - Uma Integração Multimodal. 1ª ed. Editora Cengage Learning. 598 p. 2011. RODRIGUES, P. R. A. Introdução aos sistemas de transporte no Brasil e á logística internacional. 4ª ed. Editora Aduneiras. 243 p. 2007. MIRANDA, L. M. Sistemas de Transportes e intermodalidade. 1ª ed. Editora Leitura. 2012. Pereira, D.M.; Ratton E.; Blasi, G.F.; Pereira M.A.; Filho, K.W.; Lendzion, E. Apostila de Sistemas de Transportes. UFPR, Departamento de Transportes, 2013. Disponível em: Acesso em: 10 de agosto de 2014. NETO, C. B.. Manual Didático de Ferrovias 2012. UFPR, Departamento de Transportes. 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