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QUESTÕES COM
GABARITO
Português ii
Licenciado para - R
inele M
onteiro - 11745473670 - P
rotegido por E
duzz.com
 
 
 
 
359 
 
 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir. 
 
O texto trata de aspectos associados a litígios 
estruturais sem, contudo, apresentar explicitamente 
uma definição para esse conceito. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
360 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir. 
 
Depreende-se do texto que os litígios estruturais 
resultam, entre outros fatores, da luta pela 
implementação de direitos. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
361 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir. 
 
Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos 
originais do texto, o trecho ―Garantida (...) inauditas‖ 
(ℓ. 10 a 12) poderia ser reescrito da seguinte 
maneira: A expansão da atuação do Poder Judiciário 
para novas searas não ocorreu fortuitamente, tendo 
em vista a garantia da autonomia do Poder Judiciário 
e sua elevação ao papel de guardião do texto 
constitucional. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
362 
 
 
 
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item que se segue. 
 
Seria incorreto o emprego da forma 
quotidianamente em lugar de ―cotidianamente‖ 
(ℓ.4), pois aquela forma foi abolida do vocabulário 
oficial da língua portuguesa. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
1
LÍNGUA PORTUGUESA
Licenciado para - R
inele M
onteiro - 11745473670 - P
rotegido por E
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Line
Line
Rectangle
 
 
 
 
363 
 
 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir. 
 
Os dois-pontos empregados na linha 14 poderiam ser 
substituídos pelo termo porquanto entre vírgulas, 
sem alteração da correção gramatical e dos sentidos 
do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
364 
 
 
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item que se segue. 
 
A jurisdição constitucional está relacionada à 
conservação das bases estruturantes do Estado 
democrático. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
365 
 
 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir. 
 
A palavra ―disseminada‖ (ℓ.19) tem o mesmo sentido 
de aceita. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2
Licenciado para - R
inele M
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Rectangle
 
 
 
 
366 
 
 
 
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item que se segue. 
 
Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam 
mantidos caso se substituísse a forma verbal 
―garante‖ (ℓ.3) por assegura. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
367 
 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir. 
 
A supressão do termo ―tanto‖ (ℓ.4) 
concomitantemente com a substituição do termo 
―quanto‖ (ℓ.5) por e manteria a correção gramatical e 
a coerência do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
368 
 
 
 
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item que se segue. 
 
A supressão da vírgula empregada logo após a 
palavra ―constitucional‖ (ℓ.6) prejudicaria a correção 
gramatical do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3
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inele M
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369 
 
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item que se segue. 
 
A supressão do vocábulo ―do‖, em ―Mais do que isso‖ 
(ℓ. 5 e 6), comprometeria a coesão e a correção 
gramatical do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
370 
 
 
 
Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, 
julgue o item a seguir. 
 
A seletividade que excluiu a raça negra do rol das 
raças que se misturaram para a constituição da 
cultura brasileira foi orientada por uma visão 
preconceituosa em relação ao papel social dos negros 
na sociedade brasileira. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
371 
 
 
 
Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos 
do texto CB1A1-I. 
 
Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido 
original do texto caso o trecho ―Em geral, o 
preconceito positivo não é percebido pela sociedade‖ 
(l. 19 e 20) fosse assim reescrito: Não se percebe o 
preconceito positivo, em geral, pela sociedade. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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372 
 
 
 
Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, 
julgue o item a seguir. 
 
Na linha 13, o advérbio ―inextricavelmente‖ tem o 
significado de inexoravelmente. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
373 
 
Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, 
julgue o item a seguir. 
 
A exaltação da mistura de raças que forjou a cultura 
brasileira fundamentou-se na oposição entre a pureza 
das raças e a mistura de raças. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
374 
 
 
 
Julgue o seguinte item, considerando os aspectos 
textuais e gramaticais do cartaz precedente veiculado 
pelo Ministério Público Federal, no âmbito do projeto 
Amazônia Protege. 
 
As formas verbais ―Acesse‖, ―conheça‖ e ―consulte‖ 
caracterizam-se por uma uniformidade na flexão de 
modo e de pessoa. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Rectangle
 
 
 
 
375 
 
 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o 
item subsequente. 
 
Levando-se em conta o mecanismo do preconceito, 
conclui-se que ideias favoráveis a uma pessoa levam 
à aceitação irrestrita de seus atos pelo outro, ao 
passo que ideias desfavoráveis induzem à rejeição 
sumária de suas ações por parte do outro. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
376 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o 
item subsequente. 
 
Por ser calcado em fatos exteriores, o preconceito 
constrói-se como um fenômeno social externo às 
pessoas, as quais, conscientemente, internalizam, ou 
não, práticas preconceituosas. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
377 
 
Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos 
do texto CB1A1-I. 
 
A correção gramatical do texto seria mantida caso o 
trecho ―tudo o que essa pessoa disser ou fizer pode 
ser rejeitado‖ (l. 9 e 10) fosse reescrito da seguinte 
forma: tudo o que essa pessoa dizer ou fazer pode 
ser rejeitado. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
378 
 
 
 
Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, 
julgue o item a seguir. 
 
Apesar de rejeitada no início da construção da 
identidade nacional, a contribuição da raça negra foi 
reconhecida como parte de um movimento de 
retomada da história nacional. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
6
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Rectangle
 
 
 
 
379 
 
 
 
Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos 
do texto CB1A1-I. 
 
Seria prejudicada a correção gramatical do texto caso 
a forma verbal ―seja‖ (l.7) fosse substituída por for. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
380 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o 
item subsequente. 
 
Subentende-se do texto que o preconceito positivo, 
por ter origem em uma ideia favorável a determinada 
pessoa, não resulta em discriminação ou segregação. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
381 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o 
item subsequente. 
 
O preconceito baseia-se em uma visão errônea de 
alguém, construída a partir de elementos de naturezaAno: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
506 b 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
507 a 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
508 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
509 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
510 d 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
511 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
512 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
* * JESUS TE AMA 
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513 
Texto CG1A1-I 
 
Atitudes para um desenvolvimento sustentável 
tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma 
definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos 
negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas 
que antes pensavam só em lucro agora otimizam 
seus processos por meio da sustentabilidade 
empresarial. Outro campo de estudos voltado para o 
consumo consciente e equilibrado com o meio 
ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, 
cujo objetivo é promover a utilização de recursos de 
base biológica, recicláveis e renováveis, e 
consequentemente mais sustentáveis. 
 
Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o 
sucesso das empresas, que precisam cada vez mais 
entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e 
não somente mercadorias. A preocupação com o 
meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem 
competitiva, notadamente em mercados cada vez 
mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a 
perenidade da marca, em virtude do fortalecimento 
de sua reputação e credibilidade. 
 
Para o desenvolvimento sustentável, os negócios 
devem estar amparados em boas práticas de 
governança, com benefícios sociais e ambientais. 
Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a 
competitividade e o sucesso das organizações. 
 
Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão 
importante para a economia? A população cresce em 
número e em capacidade de consumo; com isso, a 
demanda pela utilização de recursos naturais 
recrudesce de forma quase insustentável. A utilização 
de matrizes não renováveis tende ao esgotamento e 
à poluição progressiva do meio ambiente. Para 
quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos 
econômicos que propõem um novo modo de gestão 
da sociedade, como a economia circular e a 
bioeconomia. 
 
A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso 
desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que 
priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio 
ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, 
reúne todos os setores da economia que utilizam 
recursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para 
possibilitar soluções eficazes e coerentes para os 
problemas socioambientais contemporâneos: 
mudanças climáticas, crise econômica mundial, 
substituição do uso de energias fósseis, saúde, 
qualidade de vida da população, entre outros. 
 
O objetivo é criar uma economia inovadora com 
baixas emissões de poluentes, que concilie as 
exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a 
segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos 
biológicos renováveis para fins industriais, e que 
assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a 
proteção ambiental. A bioeconomia contempla não 
apenas setores tradicionais como agricultura, 
silvicultura e pesca, mas também setores como as 
biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o 
futuro será definitivamente bio. 
 
Marina Santos Chiapetta. Internet: (com 
adaptações). 
 
Cada uma das opções a seguir apresenta uma 
proposta de reescrita para o seguinte trecho do texto 
CG1A1-I: ―Qual é o motivo de a sustentabilidade ser 
tão importante para a economia?‖. Assinale a opção 
em que a proposta indicada mantém os sentidos e a 
correção gramatical do texto. 
 
a) Porque a sustentabilidade é tão importante para a 
economia? 
 
b) Por quê a sustentabilidade é tão importante para 
a economia? 
 
c) Porquê a sustentabilidade é tão importante para a 
economia? 
 
d) Por que a sustentabilidade é tão importante para a 
economia? 
 
e) Pra quê a sustentabilidade é tão importante para 
a economia? 
 
514 
Texto 1A11-I 
 
Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de 
glória no distante ano de 1837. 
 
Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma 
peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com 
outra, 
do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethove
n (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas — 
como se verá — relativos). A plateia, formada por um 
público refinado, culto e um pouco bovino, como 
são, sempre, os homens em ajuntamentos, esperava 
com impaciência. 
 
Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. 
Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior 
Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com 
ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa 
que anunciava as peças do músico menor, retiraram-
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Rectangle
 
 
 
 
se do teatro, incapazes de suportar música de má 
qualidade. 
 
Como sabemos, os melômanos são impacientes com 
as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em 
clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos 
grandes artistas. 
 
Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico 
invertera, no programa do concerto, os nomes de 
Pixis e Beethoven... 
 
A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, 
foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de 
Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi 
enxovalhada. 
 
Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria 
nos tornar mais atentos e menos arrogantes a 
respeito do que julgamos ser arte. 
 
Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos 
de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se 
fosse Beethoven. 
 
Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São Paulo: 
Leya, 2010 (com adaptações). 
 
No segundo parágrafo do texto 1A11-I, o termo 
―adjetivos‖ remete às palavras 
 
a) ―verdadeiros‖ e ―relativos‖. 
 
b) ―refinado‖, ―culto‖ e ―bovino‖. 
 
c) ―admirável‖, ―maravilhoso‖ e ―extraordinário‖. 
 
d) ―desconhecido‖ e ―compositor‖. 
 
e) ―hoje‖ e ―sempre‖. 
 
515 
Texto 1A11-I 
 
Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de 
glória no distante ano de 1837. 
 
Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma 
peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com 
outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário 
Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, 
mas — como se verá — relativos). A plateia, formada 
por um público refinado, culto e um pouco bovino, 
como são, sempre, os homens em ajuntamentos, 
esperava com impaciência. 
 
Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. 
Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior 
Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com 
ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa 
que anunciava as peças do músico menor, retiraram-
se do teatro, incapazes de suportar música de má 
qualidade. 
 
Como sabemos, os melômanos são impacientes com 
as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em 
clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos 
grandes artistas. 
 
Liszt, no entanto, registraria que um erro 
tipográfico invertera, no programa do concerto, os 
nomes de Pixis e Beethoven... 
 
A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, 
foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de 
Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi 
enxovalhada. 
 
Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria 
nos tornar mais atentos e menos arrogantes a 
respeito do que julgamos ser arte. 
 
Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos 
de recepção é correr o risco de aplaudirPixis como se 
fosse Beethoven. 
 
Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São 
Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). 
 
Os sentidos originais e a correção gramatical do texto 
1A11-I seriam preservados se a forma verbal 
―invertera‖ fosse substituída por 
 
a) inverteria. 
 
b) teria invertido. 
 
c) invertesse. 
 
d) havia invertido. 
 
e) houve de inverter. 
 
516 
Texto 1A9AAA 
 
Estas memórias ficariam injustificavelmente 
incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de 
modo breve, as andanças em que me tenho 
largado pelo mundo na companhia de minha mulher 
e de meus fantasmas particulares. Desde criança fui 
possuído pelo demônio das viagens. Essa encantada 
curiosidade de conhecer alheias terras e povos 
visitou-me repetidamente a mocidade e a idade 
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madura. Mesmo agora, quando já diviso a brumosa 
porta da casa dos setenta, um convite à 
viagem tem ainda o poder de incendiar-me a 
fantasia. 
 
Na minha opinião, existem duas categorias principais 
de viajantes: os que viajam para fugir e os que 
viajam para buscar. Considero-me membro deste 
último grupo, embora em 1943, nauseado pelo ranço 
fascista de nosso Estado Novo, eu haja fugido com 
toda a família do Brasil para os Estados Unidos, onde 
permanecemos dois anos. 
 
O que pretendo fazer agora é apresentar ao leitor, 
por assim dizer, alguns diapositivos e filmes verbais 
dos lugares por onde passamos e das pessoas que 
encontramos, tudo assim à maneira impressionista, e 
sem rigorosa ordem cronológica. 
 
Usei como título deste capítulo, dedicado a minhas 
viagens, uma expressão popular que suponho de 
origem gauchesca: mundo velho sem porteira. 
Tenho-a ouvido desde menino, da boca de velhos 
parentes e amigos, de tropeiros, peões de estância, 
índios vagos, gente da rua... Minha própria mãe 
empregava-a com frequência e costumava pontuá-la 
com um fundo suspiro de queixa. As pessoas em 
geral pareciam usar essa frase para descrever um 
mundo que se lhes afigurava não só incomensurável 
como também misterioso, absurdo, sem pé nem 
cabeça... 
 
Parece a mim, entretanto, que na sua origem essa 
exclamação manifestava apenas a certeza popular de 
que Deus fizera o mundo sem nenhuma porteira a 
fim de que nele não houvesse divisões e diferenças 
entre países e povos — gente rica e gente pobre, 
fartos e famintos, uns com terra demais, outros sem 
terra nenhuma. Em suma, o que o Velho queria 
mesmo era um mundo que fosse de todo mundo. É 
neste sentido que desejo seja interpretada a frase 
que encabeça esta divisão do presente volume. 
 
Quem me lê poderá objetar que basta a gente passar 
os olhos pelo jornal desta manhã para verificar que o 
mundo nunca teve tantas e tão dramáticas porteiras 
como em nossos dias... Mas que importa? Um dia as 
porteiras hão de cair, ou alguém as derrubará. ―Para 
erguer outras ainda mais terríveis‖ — replicará o 
leitor cético. Ora, amigo, precisamos ter na vida um 
mínimo de otimismo e esperança para poder ir até ao 
fim da picada. Você não concorda? Ô mundo velho 
sem porteira! 
 
Erico Veríssimo. Solo de clarineta: memórias. Porto Alegre: 
Globo, v. 2, 1976, p. 57-58 (com adaptações). 
 
Assinale a opção que apresenta uma forma / locução 
verbal do texto 1A9AAA que denota uma ação / um 
fato que ocorreu repetidamente no passado e que se 
prolonga até o momento da narração do texto. 
 
a) ―tenho largado‖ 
 
b) ―fui possuído‖ 
 
c) ―tem‖ 
 
d) ―haja fugido‖ 
 
e) ―narrasse‖ 
 
517 
A questão baseia no texto apresentado abaixo. 
 
Ainda existem pessoas para as quais a greve é um 
―escândalo‖: isto é, não só um erro, uma desordem 
ou um delito, mas também um crime moral, uma 
ação intolerável que perturba a própria natureza. 
―Inadmissível‖, ―escandalosa‖, ―revoltante‖, dizem 
alguns leitores do Figaro, comentando uma greve 
recente. Para dizer a verdade, trata-se de uma 
linguagem do tempo da Restauração, que exprime a 
sua mentalidade profunda. É a época em que a 
burguesia, que assumira o poder havia pouco 
tempo, executa uma espécie de junção entre a moral 
e a natureza, oferecendo a uma a garantia da outra. 
Temendo-se a naturalização da moral, moraliza-se a 
natureza; finge-se confundir a ordem política e a 
ordem natural, e decreta-se imoral tudo o que 
conteste as leis estruturais da sociedade que se quer 
defender. Para os prefeitos de Carlos X, assim como 
para os leitores do Figaro de hoje, a greve constitui, 
em primeiro lugar, um desafio às prescrições da 
razão moralizada: ―fazer greve é zombar de todos 
nós‖, isto é, mais do que infringir uma legalidade 
cívica, é infringir uma legalidade ―natural‖, atentar 
contra o bom senso, misto de moral e lógica, 
fundamento filosófico da sociedade burguesa. 
 Nesse caso, o escândalo provém de uma ausência 
de lógica: a greve é escandalosa porque incomoda 
precisamente aqueles a quem ela não diz respeito. É 
a razão que sofre e se revolta: a causalidade direta, 
mecânica, essa causalidade é perturbada; o efeito se 
dispersa incompreensivelmente longe da causa, 
escapa-lhe, o que é intolerável e chocante. Ao 
contrário do que se poderia pensar sobre os sonhos 
da burguesia, essa classe tem uma concepção 
tirânica, infinitamente suscetível, da causalidade: o 
fundamento da moral que professa não é de modo 
algum mágico, mas, sim, racional. Simplesmente, 
trata-se de uma racionalidade linear, estreita, 
fundada, por assim dizer, numa correspondência 
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numérica entre as causas e os efeitos. O que falta a 
essa racionalidade é, evidentemente, a ideia das 
funções complexas, a imaginação de um 
desdobramento longínquo dos determinismos, de 
uma solidariedade entre os acontecimentos, que a 
tradição materialista sistematizou sob o nome de 
totalidade. 
 
Roland Barthes. O usuário da greve. In: R. Barthes. Mitologias. 
Tradução de Rita Buongermino, Pedro de Souza e Rejane 
Janowitzer. Rio de Janeiro: DIFEL, 2007, p. 135-6 (com 
adaptações). 
 
No texto, com o emprego da forma verbal 
―assumira‖, exprime-se 
 
a) a continuidade de uma ação ocorrida no passado. 
 
b) a concomitância de uma ação em relação a outra. 
 
c) o resultado presente de ação ocorrida no passado. 
 
d) o ponto inicial de ação ocorrida no passado. 
 
e) a anterioridade de uma ação em relação a outra. 
 
518 
Texto 1A3-I 
 
A política tributária não se restringe ao objetivo de 
abastecer os cofres públicos, mas tem também 
objetivos econômicos e sociais. Se fosse aumentada a 
tributação sobre um produto considerado nocivo para 
o consumidor ou para a sociedade, o seu consumo 
poderia ser desestimulado. Caso a intenção fosse 
promover uma melhor distribuição de renda, o Estado 
poderia reduzir tributos incidentes sobre os produtos 
mais consumidos pela população de renda mais baixa 
e elevar os tributos sobre a renda da classe mais alta. 
 
Por outro lado, se o Estado reduzisse a tributação de 
determinado setor da economia, os custos desse 
setor diminuiriam, o que possibilitaria a queda dos 
preços de seus produtos e poderia gerar um 
crescimento das vendas. Outro efeito viável dessa 
política seria o aumento do lucro das empresas, 
favorecendo-se, assim, a elevação dos seus 
investimentos — e, consequentemente, da produção 
— e o surgimento de novas empresas, o que 
provavelmente resultaria no crescimento da 
produção, bem como no acirramento da 
concorrência, com possíveis reflexos sobre os preços. 
Em qualquer um desses cenários, o setor seria 
estimulado. 
 
Internet: (com 
adaptações). 
 
No texto 1A3-I, a oração ―se o Estado reduzisse a 
tributação de determinado setor da economia‖ 
apresenta, no período em que se insere, noção de 
 
a) concessão, uma vez que representa uma exceção 
às regras de tributação do país. 
 
b) explicação, uma vezque esclarece uma ação que 
diminuiria os custos do referido setor. 
 
c) proporcionalidade, uma vez que os custos do 
referido setor diminuiriam à medida que se 
diminuísse a tributação. 
 
d) tempo, uma vez que a diminuição dos custos do 
referido setor ocorreria somente após a redução da 
tributação sobre ele. 
 
e) condição, uma vez que a diminuição dos custos do 
referido setor dependeria da redução da tributação 
sobre ele. 
 
519 
Texto 
 
O medo do esquecimento obcecou as sociedades 
europeias da primeira fase da modernidade. Para 
dominar sua inquietação, elas fixaram, por meio da 
escrita, os traços do passado, a lembrança dos 
mortos ou a glória dos vivos e todos os textos que 
não deveriam desaparecer. A pedra, a madeira, o 
tecido, o pergaminho e o papel forneceram os 
suportes nos quais podia ser inscrita a memória dos 
tempos e dos homens. 
 
No espaço aberto da cidade, no refúgio da biblioteca, 
na magnitude do livro e na humildade dos objetos 
mais simples, a escrita teve como missão conjurar 
contra a fatalidade da perda. Em um mundo no qual 
as escritas podiam ser apagadas, os manuscritos 
podiam ser perdidos e os livros estavam sempre 
ameaçados de destruição, a tarefa não era fácil. 
Paradoxalmente, seu sucesso poderia criar, talvez, 
outro perigo: o de uma incontrolável proliferação 
textual de um discurso sem ordem nem limites. 
 
O excesso de escrita, que multiplica os 
textos inúteis e abafa o pensamento sob o acúmulo 
de discursos, foi considerado um perigo 
tão grande quanto seu contrário. Embora fosse 
temido, o apagamento era necessário, assim como o 
esquecimento também o é para a memória. Nem 
todos os escritos foram destinados a se 
tornar arquivos cuja proteção os defenderia da 
imprevisibilidade da história. Alguns foram traçados 
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sobre suportes que permitiam escrever, apagar e 
depois escrever de novo. 
 
Roger Chartier. Inscrever e apagar: cultura escrita e literatura 
(séculos XI-XVIII). Trad.: Luzmara Curcino Ferreira. São Paulo: 
UNESP, 2007, p. 9-10 (com adaptações). 
 
No texto, as relações sintático-semânticas do período 
―Embora fosse temido, o apagamento era necessário, 
assim como o esquecimento também o é para a 
memória‖ seriam preservadas caso a conjunção 
―Embora‖ fosse substituída por 
 
a) Por conseguinte. 
 
b) Ainda que. 
 
c) Consoante. 
 
d) Desde que. 
 
e) Uma vez que. 
 
520 
Texto 
 
A paz não pode ser garantida apenas pelos acordos 
políticos, econômicos ou militares. Cada um de nós, 
independentemente de idade, sexo, estrato social, 
crença religiosa etc. é chamado à criação de um 
mundo pacificado, um mundo sob a égide de uma 
cultura da paz. 
 
Mas, o que significa ―cultura da paz‖? 
 
Construir uma cultura da paz envolve dotar as 
crianças e os adultos da compreensão de princípios 
como liberdade, justiça, democracia, direitos 
humanos, tolerância, igualdade e solidariedade. 
Implica uma rejeição, individual e coletiva, da 
violência que tem sido percebida na sociedade, em 
seus mais variados contextos. A cultura da paz tem 
de procurar soluções que advenham de dentro da(s) 
sociedade(s), que não sejam impostas do exterior. 
 
Cabe ressaltar que o conceito de paz pode ser 
abordado em sentido negativo, quando se traduz em 
um estado de não guerra, em ausência de conflito, 
em passividade e permissividade, sem dinamismo 
próprio; em síntese, condenada a um vazio, a uma 
não existência palpável, difícil de se concretizar e de 
se precisar. Em sua concepção positiva, a paz não é o 
contrário da guerra, mas a prática da não violência 
para resolver conflitos, a prática do diálogo na 
relação entre pessoas, a postura democrática frente à 
vida, que pressupõe a dinâmica da cooperação 
planejada e o movimento constante da instalação de 
justiça. 
 
Uma cultura de paz exige esforço para modificar o 
pensamento e a ação das pessoas para que se 
promova a paz. Falar de violência e de como ela nos 
assola deixa de ser, então, a temática principal. Não 
que ela vá ser esquecida ou abafada; ela pertence ao 
nosso dia a dia e temos consciência disso. Porém, o 
sentido do discurso, a ideologia que o alimenta, 
precisa impregná-lo de palavras e conceitos que 
anunciem os valores humanos que decantam a paz, 
que lhe proclamam e promovem. A violência já é 
bastante denunciada, e quanto mais falamos dela, 
mais lembramos de sua existência em nosso meio 
social. É hora de começarmos a convocar a presença 
da paz em nós, entre nós, entre nações, entre povos. 
 
Um dos primeiros passos nesse sentido refere-se à 
gestão de conflitos. Ou seja, prevenir os conflitos 
potencialmente violentos e reconstruir a paz e a 
confiança entre pessoas originárias de situação de 
guerra é um dos exemplos mais comuns a serem 
considerados. Tal missão estende-se às escolas, 
instituições públicas e outros locais de trabalho por 
todo o mundo, bem como aos parlamentos e centros 
de comunicação e associações. 
 
Outro passo é tentar erradicar a pobreza e reduzir as 
desigualdades, lutando para atingir um 
desenvolvimento sustentado e o respeito pelos 
direitos humanos, reforçando as instituições 
democráticas, promovendo a liberdade de expressão, 
preservando a diversidade cultural e o ambiente. 
 
É, então, no entrelaçamento ―paz — desenvolvimento 
— direitos humanos — democracia‖ que podemos 
vislumbrar a educação para a paz. 
 
Leila Dupret. Cultura de paz e ações sócio-educativas: 
desafios para a escola contemporânea. In: Psicol. Esc. Educ. 
(Impr.) v. 6, n.º 1. Campinas, jun./2002 (com adaptações). 
 
No texto, em ―É, então, no entrelaçamento ‗paz — 
desenvolvimento — direitos humanos — democracia‘ 
que podemos vislumbrar a educação para a paz", o 
vocábulo ―então‖ expressa uma ideia de 
 
a) conclusão. 
 
b) finalidade. 
 
c) comparação. 
 
d) causa. 
 
e) oposição. 
 
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521 
Texto 1A1BBB 
 
Se, nos Estados Unidos da América, surgem mais e 
mais casos de assédio sexual em ambientes 
profissionais — como os que envolvem produtores e 
atores de cinema —, no Brasil, o número de 
processos desse tipo caiu 7,5% entre 2015 e 2016. 
 
Até setembro de 2017, foram registradas 4.040 ações 
judiciais sobre assédio sexual no trabalho, 
considerando-se só a primeira instância. 
 
Os números mostram que o tema ainda é tabu por 
aqui, analisa o consultor Renato Santos, que atua 
auxiliando empresas a criarem canais de denúncia 
anônima. ―As pessoas não falam por medo de serem 
culpabilizadas ou até de represálias‖. 
 
Segundo Santos, os canais de denúncia para coibir 
corrupção nas corporações já recebem queixas de 
assédio e ajudam a identificar eventuais predadores. 
Para ele, ― o anonimato ajuda, já que as pessoas se 
sentem mais protegidas para falar‖. 
 
A lei só tipifica o crime quando há chantagem de um 
superior sobre um subordinado para tentar obter 
vantagem sexual. Se um colega constrange o outro, 
em tese, não há crime, embora tal comportamento 
possa dar causa a reparação por dano moral. 
 
Anna Rangel. Medo de represálias inibe queixas de assédio 
sexual no trabalho. Internet: (com 
adaptações). 
 
No texto 1A1BBB, a correção gramatical e o sentido 
do trecho ‗O anonimato ajuda, já que as pessoas se 
sentem mais protegidas para falar‘ seriam 
preservados caso se substituísse o termo “já 
que” por 
 
a) a fim de que. 
 
b) ainda que. 
 
c) contanto que. 
 
d) uma vez que. 
 
e) logo que. 
 
 
 
 
 
522 
A questão baseia no texto apresentado abaixo. 
 
Ainda existem pessoas para as quais a greve é um 
―escândalo‖: isto é, não só um erro, uma desordem 
ou um delito, mas também um crime moral, uma 
ação intolerável que perturba a própria natureza. 
―Inadmissível‖, ―escandalosa‖, ―revoltante‖, dizem 
alguns leitores do Figaro, comentando uma greverecente. Para dizer a verdade, trata-se de uma 
linguagem do tempo da Restauração, que exprime a 
sua mentalidade profunda. É a época em que a 
burguesia, que assumira o poder havia pouco tempo, 
executa uma espécie de junção entre a moral e a 
natureza, oferecendo a uma a garantia da outra. 
Temendo-se a naturalização da moral, moraliza-se a 
natureza; finge-se confundir a ordem política e a 
ordem natural, e decreta-se imoral tudo o que 
conteste as leis estruturais da sociedade que se quer 
defender. Para os prefeitos de Carlos X, assim como 
para os leitores do Figaro de hoje, a greve constitui, 
em primeiro lugar, um desafio às prescrições da 
razão moralizada: ―fazer greve é zombar de todos 
nós‖, isto é, mais do que infringir uma legalidade 
cívica, é infringir uma legalidade ―natural‖, atentar 
contra o bom senso, misto de moral e lógica, 
fundamento filosófico da sociedade burguesa. 
 Nesse caso, o escândalo provém de uma ausência 
de lógica: a greve é escandalosa porque 
incomoda precisamente aqueles a quem ela não diz 
respeito. É a razão que sofre e se revolta: a 
causalidade direta, mecânica, essa causalidade é 
perturbada; o efeito se dispersa 
incompreensivelmente longe da causa, escapa-lhe, o 
que é intolerável e chocante. Ao contrário do que se 
poderia pensar sobre os sonhos da burguesia, essa 
classe tem uma concepção tirânica, infinitamente 
suscetível, da causalidade: o fundamento da moral 
que professa não é de modo algum mágico, mas, 
sim, racional. Simplesmente, trata-se de uma 
racionalidade linear, estreita, fundada, por assim 
dizer, numa correspondência numérica entre as 
causas e os efeitos. O que falta a essa racionalidade 
é, evidentemente, a ideia das funções complexas, a 
imaginação de um desdobramento longínquo dos 
determinismos, de uma solidariedade entre os 
acontecimentos, que a tradição materialista 
sistematizou sob o nome de totalidade. 
 
Roland Barthes. O usuário da greve. In: R. Barthes. Mitologias. 
Tradução de Rita Buongermino, Pedro de Souza e Rejane 
Janowitzer. Rio de Janeiro: DIFEL, 2007, p. 135-6 (com 
adaptações). 
 
Seriam mantidos o sentido e a correção gramatical do 
texto, se o trecho ―porque incomoda‖ fosse 
substituído por 
 
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a) porquanto incomoda. 
 
b) à medida que incomoda. 
 
c) a par de incomodar. 
 
d) consoante incomode. 
 
e) uma vez que incomode. 
 
523 
Texto 
 
O acesso à educação é fundamental para que todos 
possam intervir de modo consciente na esfera 
pública, participar plenamente da vida cultural e 
contribuir com seu trabalho para a satisfação das 
necessidades básicas e a melhoria das condições de 
vida da sociedade. Entretanto, em pleno século XXI, 
o Brasil ainda possui um enorme contingente de 
cidadãos privados do mais elementar direito: a 
educação. O censo demográfico de 2010 contabilizou 
13,9 milhões de jovens e adultos com idade superior 
a quinze anos que declararam não saber ler ou 
escrever. 
 
Ao longo das últimas décadas, o Brasil consolidou 
uma consciência social do direito à educação na 
infância, mas ainda não construiu uma cultura do 
direito à educação ao longo de toda a vida. Assim, é 
comum que pais com baixa escolaridade lutem para 
que os filhos tenham acesso a um ensino de 
qualidade, sem reivindicar para si mesmos o direito 
que lhes foi violado. Entretanto, não é raro que 
pessoas com escolaridade elevada permaneçam 
alheias ao fato de que estão cercadas por adultos 
que a pobreza e o trabalho precoce afastaram da 
escola, ou que têm precário manejo da leitura, da 
escrita e do cálculo matemático. 
 
Maria Clara Di Pierro Os desafios para garantir a educação de 
jovens e adultos Internet: (com 
adaptações) 
 
A coerência e o sentido do texto seriam mantidos se 
a conjunção ―mas‖ fosse substituída por 
 
a) embora. 
 
b) logo. 
 
c) porque. 
 
d) todavia. 
 
e) portanto. 
 
524 
Texto 
 
Sete anos após receber o título de Patrimônio 
Cultural do Brasil, o Complexo Cultural Bumba Meu 
Boi, uma das manifestações culturais mais marcantes 
do estado do Maranhão, pode receber 
reconhecimento internacional. 
 
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico 
Nacional (IPHAN) entregou ao Ministério das 
Relações Exteriores o dossiê de candidatura dessa 
manifestação cultural ao status de Patrimônio 
Cultural Imaterial da Humanidade. O título é 
conferido pela Organização das Nações Unidas para a 
Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). 
 
O Bumba Meu Boi é uma apresentação que mistura 
brincadeira, música, dança e artes cênicas. Os 
participantes dramatizam a história dos personagens 
Pai Francisco e sua mulher grávida, Mãe Catirina. Pai 
Francisco rouba a língua de um dos bois da fazenda 
onde trabalhava para satisfazer os desejos de 
Catirina. O dono da fazenda, porém, perdoa o 
trabalhador após os participantes do folguedo 
recuperarem a saúde do boi. A história termina com 
uma festa para celebrar o final feliz de todos. 
 
Internet: (com adaptações) 
 
A correção gramatical e as informações originais do 
texto serão preservadas se, no trecho ―O dono da 
fazenda, porém, perdoa o trabalhador após os 
participantes do folguedo recuperarem a saúde do 
boi‖, a palavra ―porém‖ for substituída por 
 
a) portanto. 
 
b) entretanto. 
 
c) visto que. 
 
d) conforme. 
 
e) à medida que. 
 
525 
Por mais limitado que seja o âmbito de vida de 
qualquer povo, lá iremos encontrar, em gérmen ― 
por vezes, obscuras e indiscriminadas ―, quatro 
grandes instituições fundamentais que constroem e 
condicionam a vida em comum: a família, o Estado, a 
igreja e a escola. 
 
Desde que haja vida em comum, essas instituições, 
sob alguma forma, hão de aparecer, e aparecem para 
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manter, nutrir, ordenar e iluminar a vida em comum. 
Existir em sociedade envolve, com efeito, imensas 
complexidades. Cada indivíduo nada mais sendo do 
que uma urdidura de laços sociais, toda sua vida 
transcorre em plano superior ao de sua própria vida 
física, e seus meios de expressão não podem ser 
outros que os das instituições de sua sociedade. 
Dentre essas, avultam as que mais largamente 
compõem o quadro da existência coletiva. A família, 
que vela pelo seu desenvolvimento inicial e o conduz 
a se tornar, por sua vez, um perpetuador de sua 
espécie; o Estado, que o defende e regula a vida em 
grupo; a igreja, que lhe dá o sentido profundo do seu 
devotamento social; e a escola, que o humaniza e o 
socializa. 
 
Todas essas funções se confundem e se misturam, 
em cada uma dessas instituições, de tal forma que a 
história de qualquer delas é, de algum modo, a 
história da humanidade. 
 
Anísio Teixeira Notas para a história da educação In: Revista 
brasileira de estudos pedagógicos Rio de Janeiro, v 37, 
n º 85, jan Smar /1962, p 181 (com adaptações) 
 
No primeiro período do segundo parágrafo do texto, 
a expressão ―Desde que‖ introduz oração que 
exprime circunstância de 
 
a) causa. 
 
b) concessão. 
 
c) condição. 
 
d) conformidade. 
 
e) consequência. 
 
526 
Texto 1A1-I 
 
Peças de barro de 4.000 a.C. encontradas na 
Mesopotâmia são os documentos escritos mais 
antigos que conhecemos. E o mais antigo desses 
documentos faz referência aos impostos. Naquela 
época, além de entregar parte dos alimentos que 
produziam ao governo, os sumérios, um dos povos 
que viviam por ali, eram obrigados a passar até cinco 
meses por ano trabalhando para o rei. 
 
Os mais sortudos eram empregados para realizar a 
colheita ou para retirar lama dos canais da cidade. Os 
menos afortunados entravam para o exército, com 
grandes chances de morrer em uma guerra. Quem 
era rico escapava: mandava escravos para fazer o 
serviço sujo. Assim que surgiu a moeda, surgiu 
também a ideia de substituir a contribuição braçal pordinheiro. 
 
Era assim também no antigo Egito. As evidências 
indicam que, em 3.000 a.C., os faraós coletavam 
impostos em dinheiro ou em serviços pelo menos 
uma vez por ano. Ninguém era tão temido quanto os 
escribas, responsáveis por determinar a dívida de 
cada um. O controle era tão rigoroso que fiscalizavam 
até o consumo de óleo de cozinha nas residências, já 
que essa era uma substância tributada. Os impostos 
eram mais altos para estrangeiros, e especula-se que 
foi para pagar dívidas tributárias que os hebreus, por 
exemplo, acabaram como escravos. 
 
O Império Romano aperfeiçoou a técnica de impor 
tributos a estrangeiros. Em economias pré-industriais, 
a terra e o trabalho são os principais ingredientes da 
riqueza. Por isso, a conquista de outras terras e de 
povos dava aos romanos acesso a mais riqueza, o 
que, por sua vez, permitia que conquistassem e 
controlassem um território ainda maior. 
 
O censo, usado até hoje em muitos países, foi criado 
pelos romanos para decidir quanto deveriam cobrar 
de cada província. Os cálculos eram feitos com base 
no número de pessoas. Até hoje, a capacidade de 
cobrar impostos é diretamente proporcional à 
quantidade e à qualidade de informações disponíveis 
sobre os contribuintes. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
No texto 1A1-I, a expressão ―Assim que‖ indica, no 
período em que ocorre, uma noção de 
 
a) modo, podendo ser substituída por Dessa 
maneira que, sem alteração dos sentidos do texto. 
 
b) conclusão, podendo ser substituída por Tão 
logo, sem alteração dos sentidos do texto. 
 
c) causa, podendo ser substituída por Como, sem 
alteração dos sentidos do texto. 
 
d) comparação, podendo ser substituída por Assim 
como, sem alteração dos sentidos do texto. 
 
e) tempo, podendo ser substituída por Logo que, 
sem alteração dos sentidos do texto. 
 
 
 
 
 
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527 
Texto 1A2-II 
 
Nascida na Grécia, especificamente na cidade- Estado 
de Atenas, no período clássico, a palavra 
―democracia‖ é composta pelos radicais 
gregos demos e kratos, que significam, 
respectivamente, ―povo‖ e ―governo‖. Em linhas 
gerais, a democracia é definida, desde a antiga 
Grécia, como ―governo do povo‖, ou ―governo 
popular‖, em contraposição a outras formas de 
governo que também remontam à Idade Antiga, 
como a aristocracia, a monarquia, a diarquia e a 
oligarquia, entre outras. 
 
A democracia moderna, tal como a concebemos hoje, 
isto é, pautada em ordenamentos jurídicos e 
instituições políticas sólidas, que representam os três 
Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), só se 
tornou possível após a derrocada do Antigo Regime 
Absolutista, na transição do século XVIII para o 
século XIX. Com a Revolução Francesa e, depois, a 
Era Napoleônica, surgiram na Europa alguns dos 
alicerces do que veio a ser o nosso modelo de regime 
democrático: a formação de grandes centros 
populacionais, em virtude da Revolução Industrial; a 
noção de povo associada a uma nação; a soberania 
política da nação vinculada a esse povo, e não mais 
ao rei; e a instituição do voto, ou sufrágio universal, 
como parte do sistema representativo direto. 
 
A democracia desenvolvida em Atenas não era 
considerada o melhor dos governos possíveis (como 
é hoje o nosso modelo de democracia), e isso por um 
motivo razoavelmente simples: apenas uma fração 
mínima dos ―homens livres‖ integrava a vida política 
de Atenas. Mulheres, escravos, estrangeiros e outras 
categorias sociais não tinham direito de participar das 
deliberações da assembleia (Ekklesia). A experiência 
da democracia ateniense tinha como preocupação 
fundamental, antes de qualquer coisa, evitar a tirania 
— pior forma de governo para a época. 
 
A Ekklesia, assembleia grega, era um modelo de 
instituição política bastante restrito. Era um 
―embrião‖ do que veio a ser a democracia 
representativa na sociedade de massas. 
 
Robert A. Dahl. Sobre a democracia. Trad. Beatriz Sidou. Brasília: 
Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 117 (com adaptações). 
Cláudio Fernandes. O que é democracia? In: Brasil Escola. 
Internet : (com adaptações). 
 
A correção gramatical e as relações de coesão do 
texto 1A2-II seriam mantidas caso todo o trecho ―e 
isso por um motivo razoavelmente simples:‖ fosse 
substituído pelo termo 
 
a) enquanto. 
 
b) apesar de. 
 
c) porque. 
 
d) porém. 
 
e) além de que. 
 
528 
A questão baseia no texto apresentado abaixo. 
 
Ainda existem pessoas para as quais a greve é um 
―escândalo‖: isto é, não só um erro, uma desordem 
ou um delito, mas também um crime moral, uma 
ação intolerável que perturba a própria natureza. 
―Inadmissível‖, ―escandalosa‖, ―revoltante‖, dizem 
alguns leitores do Figaro, comentando uma greve 
recente. Para dizer a verdade, trata-se de uma 
linguagem do tempo da Restauração, que exprime a 
sua mentalidade profunda. É a época em que a 
burguesia, que assumira o poder havia pouco tempo, 
executa uma espécie de junção entre a moral e a 
natureza, oferecendo a uma a garantia da 
outra. Temendo-se a naturalização da moral, 
moraliza-se a natureza; finge-se confundir a ordem 
política e a ordem natural, e decreta-se imoral tudo 
o que conteste as leis estruturais da sociedade que 
se quer defender. Para os prefeitos de Carlos X, 
assim como para os leitores do Figaro de hoje, a 
greve constitui, em primeiro lugar, um desafio às 
prescrições da razão moralizada: ―fazer greve é 
zombar de todos nós‖, isto é, mais do que infringir 
uma legalidade cívica, é infringir uma legalidade 
―natural‖, atentar contra o bom senso, misto de 
moral e lógica, fundamento filosófico da sociedade 
burguesa. 
 Nesse caso, o escândalo provém de uma ausência 
de lógica: a greve é escandalosa porque incomoda 
precisamente aqueles a quem ela não diz respeito. É 
a razão que sofre e se revolta: a causalidade direta, 
mecânica, essa causalidade é perturbada; o efeito se 
dispersa incompreensivelmente longe da causa, 
escapa-lhe, o que é intolerável e chocante. Ao 
contrário do que se poderia pensar sobre os sonhos 
da burguesia, essa classe tem uma concepção 
tirânica, infinitamente suscetível, da causalidade: o 
fundamento da moral que professa não é de modo 
algum mágico, mas, sim, racional. Simplesmente, 
trata-se de uma racionalidade linear, estreita, 
fundada, por assim dizer, numa correspondência 
numérica entre as causas e os efeitos. O que falta a 
essa racionalidade é, evidentemente, a ideia das 
funções complexas, a imaginação de um 
desdobramento longínquo dos determinismos, de 
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uma solidariedade entre os acontecimentos, que a 
tradição materialista sistematizou sob o nome de 
totalidade. 
 
Roland Barthes. O usuário da greve. In: R. Barthes. Mitologias. 
Tradução de Rita Buongermino, Pedro de Souza e Rejane 
Janowitzer. Rio de Janeiro: DIFEL, 2007, p. 135-6 (com 
adaptações). 
 
Seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical 
do texto caso se substituísse o trecho 
 
a) ―Temendo-se‖ por Se temendo. 
 
b) ―finge-se confundir‖ por finge confundir-se. 
 
c) ―decreta-se‖por se decreta. 
 
d) ―que se quer defender‖ por que quer defender-se. 
 
e) ―se poderia pensar‖ por poderia-se pensar. 
 
 
529 
Texto 1A11-I 
 
Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de 
glória no distante ano de 1837. 
 
Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma 
peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com 
outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário 
Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, 
mas — como se verá — relativos). A plateia, formada 
por um público refinado, culto e um pouco bovino, 
como são, sempre, os homens em ajuntamentos, 
esperava com impaciência. 
 
Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. 
Depois, quando chegou a vezdo obscuro e inferior 
Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com 
ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa 
que anunciava as peças do músico menor, retiraram-
se do teatro, incapazes de suportar música de má 
qualidade. 
 
Como sabemos, os melômanos são impacientes com 
as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em 
clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos 
grandes artistas. 
 
Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico 
invertera, no programa do concerto, os nomes de 
Pixis e Beethoven... 
 
A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, 
foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de 
Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi 
enxovalhada. 
 
Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria 
nos tornar mais atentos e menos arrogantes a 
respeito do que julgamos ser arte. 
 
Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos 
de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se 
fosse Beethoven. 
 
Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São 
Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). 
 
No texto 1A11-I, a palavra ―medíocre‖ foi empregada 
com o mesmo sentido de 
 
a) carente. 
 
b) tímido. 
 
c) humilde. 
 
d) inexpressivo. 
 
e) despretensioso. 
 
530 
Texto 1A11-I 
 
Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de 
glória no distante ano de 1837. 
 
Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma 
peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com 
outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário 
Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, 
mas — como se verá — relativos). A plateia, formada 
por um público refinado, culto e um pouco bovino, 
como são, sempre, os homens em ajuntamentos, 
esperava com impaciência. 
 
Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. 
Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior 
Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com 
ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa 
que anunciava as peças do músico menor, retiraram-
se do teatro, incapazes de suportar música de má 
qualidade. 
 
Como sabemos, os melômanos são impacientes com 
as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em 
clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos 
grandes artistas. 
 
Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico 
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invertera, no programa do concerto, os nomes de 
Pixis e Beethoven... 
 
A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, 
foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de 
Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, 
foi enxovalhada. 
 
Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria 
nos tornar mais atentos e menos arrogantes a 
respeito do que julgamos ser arte. 
 
Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos 
de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se 
fosse Beethoven. 
 
Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São 
Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). 
 
A correção e os sentidos do texto 1A11-I seriam 
preservados se a palavra ―enxovalhada‖ (R.24) fosse 
substituída por 
 
a) desassistida. 
 
b) desagravada. 
 
c) afamada. 
 
d) aplaudida. 
 
e) desdenhada. 
 
531 
Texto CB1A1-II 
 
Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são 
encontrados administradores públicos cujas ações em 
muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do 
império babilônico, que, buscando satisfazer sua 
rainha Meda, saudosa das colinas e florestas de sua 
pátria,providenciou a construção de estupendos 
jardins suspensos. Essa excentricidade, que consumiu 
anos de labor e gastos incalculáveis, culminou em 
uma das sete maravilhas do mundo antigo. 
 
Tal ―maravilha‖, que originou mais ônus do que 
propriamente benefícios, apresenta grande similitude 
com devaneios atuais em que se constata o gasto de 
dinheiro público com atos de motivação fútil e imoral, 
finalidade dissociada do interesse público e em total 
afronta à razoabilidade administrativa, com flagrante 
desproporção entre o numerário despendido e o 
benefício auferido pela coletividade. 
 
Além da insensatez detectada em alguns atos de 
administração, constata-se a existência de situação 
mais grave e preocupante, a degeneração de caráter 
em muitos entre os que ascendem à gestão do 
interesse público. Essa degeneração, em alguns 
casos, precede a investidura; em outros, tem causas 
endêmicas, sendo o resultado inevitável da interação 
com um meio viciado. 
 
Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. 
Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 
47 (com adaptações). 
 
No texto CB1A1-II, a palavra ―labor‖ é sinônimo de 
 
a) trabalho. 
 
b) favor. 
 
c) luta. 
 
d) atenção. 
 
e) sofrimento. 
 
532 
Texto CG1A1-I 
 
Atitudes para um desenvolvimento sustentável 
tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma 
definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos 
negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas 
que antes pensavam só em lucro agora otimizam 
seus processos por meio da sustentabilidade 
empresarial. Outro campo de estudos voltado para o 
consumo consciente e equilibrado com o meio 
ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, 
cujo objetivo é promover a utilização de recursos de 
base biológica, recicláveis e renováveis, e 
consequentemente mais sustentáveis. 
 
Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o 
sucesso das empresas, que precisam cada vez mais 
entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e 
não somente mercadorias. A preocupação com o 
meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem 
competitiva, notadamente em mercados cada vez 
mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a 
perenidade da marca, em virtude do fortalecimento 
de sua reputação e credibilidade. 
 
Para o desenvolvimento sustentável, os negócios 
devem estar amparados em boas práticas de 
governança, com benefícios sociais e ambientais. 
Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a 
competitividade e o sucesso das organizações. 
 
Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão 
importante para a economia? A população cresce em 
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número e em capacidade de consumo; com isso, a 
demanda pela utilização de recursos naturais 
recrudesce de forma quase insustentável. A utilização 
de matrizes não renováveis tende ao esgotamento e 
à poluição progressiva do meio ambiente. Para 
quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos 
econômicos que propõem um novo modo de gestão 
da sociedade, como a economia circular e a 
bioeconomia. 
 
A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso 
desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que 
priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio 
ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, 
reúne todos os setores da economia que utilizam 
recursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para 
possibilitar soluções eficazes e coerentes para os 
problemas socioambientais contemporâneos: 
mudanças climáticas, crise econômica mundial, 
substituição do uso de energias fósseis, saúde, 
qualidade de vida da população, entre outros. 
 
O objetivo é criar uma economia inovadora com 
baixas emissões de poluentes, que concilie as 
exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a 
segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos 
biológicos renováveis para fins industriais, e que 
assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a 
proteção ambiental. A bioeconomia contempla não 
apenas setores tradicionais como agricultura, 
silvicultura e pesca, mas também setores como as 
biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o 
futuro será definitivamente bio. 
 
Marina Santos Chiapetta. Internet: (com 
adaptações). 
 
No trecho ―Empresas que antes pensavam só em 
lucro agora otimizam seus processos por meio da 
sustentabilidade empresarial‖ do texto CG1A1-I, os 
verbos pensar e otimizar são sinônimos, 
respectivamente,de 
 
a) imaginar e reduzir. 
 
b) refletir e ampliar. 
 
c) pretender e aperfeiçoar. 
 
d) projetar e intensificar. 
 
e) engendrar e reforçar. 
 
 
 
 
533 
Texto CG1A1-I 
 
Atitudes para um desenvolvimento sustentável 
tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma 
definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos 
negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas 
que antes pensavam só em lucro agora otimizam 
seus processos por meio da sustentabilidade 
empresarial. Outro campo de estudos voltado para o 
consumo consciente e equilibrado com o meio 
ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, 
cujo objetivo é promover a utilização de recursos de 
base biológica, recicláveis e renováveis, e 
consequentemente mais sustentáveis. 
 
Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o 
sucesso das empresas, que precisam cada vez mais 
entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e 
não somente mercadorias. A preocupação com o 
meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem 
competitiva, notadamente em mercados cada vez 
mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a 
perenidade da marca, em virtude do fortalecimento 
de sua reputação e credibilidade. 
 
Para o desenvolvimento sustentável, os negócios 
devem estar amparados em boas práticas de 
governança, com benefícios sociais e ambientais. 
Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a 
competitividade e o sucesso das organizações. 
 
Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão 
importante para a economia? A população cresce em 
número e em capacidade de consumo; com isso, a 
demanda pela utilização de recursos 
naturais recrudesce de forma quase insustentável. A 
utilização de matrizes não renováveis tende ao 
esgotamento e à poluição progressiva do meio 
ambiente. Para quebrar esse paradigma, mobilizam-
se conceitos econômicos que propõem um novo 
modo de gestão da sociedade, como a economia 
circular e a bioeconomia. 
 
A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso 
desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que 
priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio 
ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, 
reúne todos os setores da economia que utilizam 
recursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para 
possibilitar soluções eficazes e coerentes para os 
problemas socioambientais contemporâneos: 
mudanças climáticas, crise econômica mundial, 
substituição do uso de energias fósseis, saúde, 
qualidade de vida da população, entre outros. 
 
O objetivo é criar uma economia inovadora com 
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baixas emissões de poluentes, que concilie as 
exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a 
segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos 
biológicos renováveis para fins industriais, e que 
assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a 
proteção ambiental. A bioeconomia contempla não 
apenas setores tradicionais como agricultura, 
silvicultura e pesca, mas também setores como as 
biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o 
futuro será definitivamente bio. 
 
Marina Santos Chiapetta. Internet: (com 
adaptações). 
 
No texto CG1A1-I, a forma verbal ―recrudesce‖ tem o 
mesmo sentido de 
 
a) piora. 
 
b) aumenta. 
 
c) restringe. 
 
d) cessa. 
 
e) ressurge 
 
534 
Texto 
 
A história é uma disciplina definida por sua 
capacidade de lembrar. Poucos se lembram, porém, 
de como ela é capaz de esquecer. Há também quem 
caracterize a história como 
uma ciência da mudança no tempo, e quase ninguém 
aponta sua genuína capacidade de reiteração. 
 
A história brasileira não escapa dessas ambiguidades 
fundamentais: ela é feita do encadeamento de 
eventos que se acumulam e evocam alterações 
substanciais, mas também anda repleta de lacunas, 
invisibilidades e esquecimentos. Além disso, se ao 
longo do tempo se destacam as alterações 
cumulativas de fatos e ocorrências, não é difícil notar, 
também, a presença de problemas estruturais que 
permanecem como que inalterados e assim se 
repetem, vergonhosamente, na nossa história 
nacional. 
 
Nessa lista seria possível mencionar os racismos, o 
feminicídio, a corrupção, a homofobia e o 
patrimonialismo. Mas destaco aqui um tema que, de 
alguma maneira, dá conta de todos os demais: a 
nossa tremenda e contínua desigualdade social. 
 
Desigualdade não é uma contingência nem 
um acidente qualquer, tampouco uma decorrência 
natural e mutável de um processo que não nos diz 
respeito. Ela é consequência de nossas escolhas — 
sociais, educacionais, políticas, culturais e 
institucionais —, que têm resultado em uma clara e 
crescente concentração dos benefícios públicos nas 
mãos de poucos. (...) Quando se trata de enfrentar a 
desigualdade, não há saída fácil ou receita de bolo. 
Prefiro apostar nos alertas que nós mesmos somos 
capazes de identificar. 
 
Lilia Moritz Schwarcz. Desigualdade é teimosia. Internet: 
 (com adaptações). 
 
O texto é construído sobre uma série de dicotomias 
conceituais, isto é, de pares de noções opostas entre 
si, a exemplo do formado pelos termos 
 
a) ―mudança‖ e ―reiteração‖. 
 
b) ―ao longo do tempo‖ e ―alterações cumulativas‖ 
 
c) ―contingência‖ e ―acidente‖. 
 
d) ―Desigualdade‖ e ―concentração‖. 
 
e) ―disciplina‖ e ―ciência‖. 
 
535 
Texto 1A9BBB 
 
Sérgio Buarque de Holanda afirma que o processo de 
integração efetiva dos paulistas no mundo da língua 
portuguesa ocorreu, provavelmente, na primeira 
metade do século XVIII. Até então, a gente paulista, 
fossem índios, brancos ou mamelucos, não se 
comunicava em português, mas em uma língua de 
origem indígena, derivada do tupi e chamada língua 
brasílica, brasiliana ou, mais comumente, geral. 
 
No Brasil colônia, coexistiam duas versões de língua 
geral: a amazônica, ou nheengatu, ainda hoje 
empregada por cerca de oito mil pessoas, e a 
paulista, que desapareceu, não sem que deixasse 
marcas na toponímia do país e na língua portuguesa. 
São elas que nos possibilitam olhar um caipira jururu 
à beira de um igarapé socando milho para preparar 
mingau — sem os termos que migraram para o 
português, só veríamos um habitante da área rural, 
melancólico, preparando comida às margens de um 
riacho. Sem caipira, sem jururu, sem igarapé, sem 
socar e sem mingau, a cena poderia descrever uma 
bucólica paisagem inglesa. 
 
O idioma da gente paulista formou-se como resultado 
de duas práticas: a miscigenação de portugueses e 
índias e a escravização dos índios. Os primeiros 
europeus que aqui aportaram, sem mulheres, 
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uniram-se às nativas e criaram os filhos juntos e 
misturados — as crianças usavam o tupi da mãe e o 
português do pai. Aos poucos, essas famílias 
mestiças se afastavam da cultura indígena e casavam 
entre si, não mais em suas aldeias de origem. 
Formava-se assim uma cultura mameluca, nem 
europeia nem indígena, com uma língua que já não 
era o tupi, tampouco era o português. Era o que 
falavam os primeiros paulistas, os bandeirantes, que 
a difundiram nas bandeiras até as terras que hoje 
constituem o Mato Grosso e o Paraná. 
 
Branca Vianna. O contrário da memória. In: Piauí, ed. 116, 
maio/2016 (com adaptações). 
 
O vocábulo ―toponímia‖ refere-se, no texto 1A9BBB, 
ao conjunto de 
 
a) nomes próprios de lugares. 
 
b) gírias e jargões. 
 
c) textos históricos. 
 
d) acidentes geográficos. 
 
e) expressões de uso geral. 
 
536 
Texto 1A2-II 
 
Nascida na Grécia, especificamente na cidade- Estado 
de Atenas, no período clássico, a palavra 
―democracia‖ é composta pelos radicais 
gregos demos e kratos, que significam, 
respectivamente, ―povo‖ e ―governo‖. Em linhas 
gerais, a democracia é definida, desde a antiga 
Grécia, como ―governo do povo‖, ou ―governo 
popular‖, em contraposição a outras formas de 
governo que também remontamà Idade Antiga, 
como a aristocracia, a monarquia, a diarquia e a 
oligarquia, entre outras. 
 
A democracia moderna, tal como a concebemos hoje, 
isto é, pautada em ordenamentos jurídicos e 
instituições políticas sólidas, que representam os três 
Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), só se 
tornou possível após a derrocada do Antigo Regime 
Absolutista, na transição do século XVIII para o 
século XIX. Com a Revolução Francesa e, depois, a 
Era Napoleônica, surgiram na Europa alguns dos 
alicerces do que veio a ser o nosso modelo de regime 
democrático: a formação de grandes centros 
populacionais, em virtude da Revolução Industrial; a 
noção de povo associada a uma nação; a soberania 
política da nação vinculada a esse povo, e não mais 
ao rei; e a instituição do voto, ou sufrágio universal, 
como parte do sistema representativo direto. 
 
A democracia desenvolvida em Atenas não era 
considerada o melhor dos governos possíveis (como 
é hoje o nosso modelo de democracia), e isso por um 
motivo razoavelmente simples: apenas uma fração 
mínima dos ―homens livres‖ integrava a vida política 
de Atenas. Mulheres, escravos, estrangeiros e outras 
categorias sociais não tinham direito de participar das 
deliberações da assembleia (Ekklesia). A experiência 
da democracia ateniense tinha como preocupação 
fundamental, antes de qualquer coisa, evitar a tirania 
— pior forma de governo para a época. 
 
A Ekklesia, assembleia grega, era um modelo de 
instituição política bastante restrito. Era um 
―embrião‖ do que veio a ser a democracia 
representativa na sociedade de massas. 
 
Robert A. Dahl. Sobre a democracia. Trad. Beatriz Sidou. Brasília: 
Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 117 (com adaptações). 
Cláudio Fernandes. O que é democracia? In: Brasil Escola. 
Internet : (com adaptações). 
 
No texto 1A2-II, a palavra ―derrocada‖ foi empregada 
com o mesmo sentido de 
 
a) fortalecimento ou robustecimento. 
 
b) avanço ou progresso. 
 
c) declínio ou queda. 
 
d) ascensão ou subida. 
 
e) evolução ou crescimento. 
 
537 
Texto 1A2-II 
 
Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo 
um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista 
do programa das dez da manhã falou: 
 
— Ninguém é obrigado a parecer velho. 
 
Tirando a canseira provocada por aquele horror de 
exames que o médico tinha pedido, Neide considerou 
que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia 
velha. Mexeu o creme com mais vigor. A 
dermatologista deu aparte: 
 
— Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos 
trinta e seis anos de idade. 
 
Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze 
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anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já 
sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar 
só para atender as freguesas que batiam palmas no 
portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia 
sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar 
um deprimido de marca e um desempregado crônico. 
O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de 
sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram 
anunciados em uma tabuleta de madeira. A 
apresentadora, que já nem era tão mocinha, 
considerou que tudo dependia do estado de espírito 
da pessoa e das escolhas feitas durante a vida: 
 
— Às vezes, é preciso dizer não. 
 
Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida 
mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era 
do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e 
cabelos fartos e grisalhos. 
 
— As pessoas podem continuar sexualmente ativas 
até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. 
Neide sentiu uma tontura, e, de repente, a colher de 
pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em 
que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede. 
Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama 
azul de listras estava tão acabado que nem dava para 
pano de chão, e a barriga do marido esgarçava as 
casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma 
pequena trégua, o suficiente para que ela se 
desgostasse à visão do descaimento. 
 
Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante 
que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações). 
 
A afirmação ―A dermatologista deu aparte:‖ do texto 
1A2-II foi empregada para informar que a 
especialista apresentaria um(a) 
 
a) reflexão. 
 
b) advertência. 
 
c) repreensão. 
 
d) aviso. 
 
e) comentário. 
 
538 
Os poetas criam textos que não necessariamente 
correspondem à experiência coletiva, concebida como 
documento. O que eles produzem corresponde a uma 
dimensão mais profunda da realidade social; algo que 
acessam como quem adentra um banco de 
experiências transistóricas. O poema estabelece um 
jogo complexo de palavras que promovem e 
interditam sentidos e experiências que ligam autor e 
leitor, e também ambos ao mundo social. Como 
quem se senta em um banco de praça e registra a 
vida cotejada com seus sentimentos: assim se 
desenvolve o olhar lírico. 
 
No texto precedente, o emprego da palavra ―banco‖, 
exemplifica o fenômeno denominado 
 
a) polissemia, porque permite múltiplas 
interpretações em ambas as suas ocorrências. 
 
b) sinonímia, porque veicula o mesmo sentido em 
ambas as ocorrências. 
 
c) polissemia, porque apresenta um sentido para 
cada uma de suas ocorrências. 
 
d) antonímia, porque veicula sentidos diferentes em 
cada uma de suas ocorrências. 
 
e) polissemia, porque confere ambiguidade aos 
trechos nos quais aparece. 
 
539 
Texto CB1A1-I 
 
Candeia era quase nada. Não tinha mais que vinte 
casas mortas, uma igrejinha velha, um resto de 
praça. Algumas construções nem sequer tinham 
telhado; outras, invadidas pelo mato, incompletas, 
sem paredes. Nem o ar tinha esperança de ser vento. 
Era custoso acreditar que morasse alguém naquele 
cemitério de gigantes. 
 
O único sinal de vida vinha de um bar aberto. Duas 
mesas de madeira na frente, um caminhão, um 
homem e uma mulher na boleia ouvindo música, 
entre abraços, beijos e carícias ousadas. Mais 
desolado e triste que Juazeiro do Norte aquele 
povoado, muito mais. Em Juazeiro tinha gente, a 
cidade era viva. E no meio daquele povo todo sempre 
se encontrava uma alma boa como a de sua mãe, 
uma moça bonita, um amigo animado. Candeia era 
morta. 
 
Samuel ao menos ficou um pouco feliz por ouvir a 
música do caminhoneiro. Quase sorriu. O esboço de 
alegria durou até aparecer pela porta mal pintada de 
azul uma mulher assombrosa, praguejando com uma 
vassoura na mão e mandando desligar aquela música 
maldita. O caminhoneiro a chamou pelo nome: 
 
— Cadê o café, Helenice? Deixa de praguejar, coisa-
ruim! 
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Pela mesma porta saiu uma moça, bem jovem, com 
uma garrafa térmica vermelha e duas canecas. Foi e 
voltou com rapidez, agora trazendo dois pratos, 
quatro pães pequenos, duas bananas cozidas e um 
pote de margarina. 
 
— Cinco reais — ordenou Helenice, com a mão na 
garrafa térmica. — Só come se pagar. 
 
O homem pagou, sempre rindo da cara de Helenice, 
visivelmente bêbado. 
 
Samuel inveja ou o caminhoneiro. Não tinha tanto 
dinheiro para comer(E) naquele fim de tarde, fim de 
vida. 
 
Socorro Acioli. A cabeça do santo. São Paulo: Companhia das 
Letras, 2014, p. 17-8 (com adaptações). 
 
No texto CB1A1-I, poderia ser substituído 
por havia o verbo ter empregado em 
 
a) ―Não tinha mais que vinte casas mortas‖ . 
 
b) ―Algumas construções nem sequer tinham 
telhado‖. 
 
c) ―Nem o ar tinha esperança de ser vento‖. 
 
d) ―Em Juazeiro tinha gente‖ . 
 
e) ―Não tinha tanto dinheiro para comer‖ 
 
540 
Texto 1A10BBB 
 
O Brasil sempre foi um país com grandes 
desigualdades. Marcada por diferenças sociais, 
econômicas e regionais, esta nação tem procurado, 
nos últimos anos, promover a diminuição das 
desigualdades que sempre a marcaram de formaprofunda. A Constituição Federal de 1988 traçou 
diversos objetivos, entre eles, a construção de uma 
sociedade livre, justa e solidária; a erradicação da 
pobreza e a redução das desigualdades sociais e 
regionais. Embora, infelizmente, tais metas não 
tenham sido atingidas, ocorreram diversos avanços, 
como, por exemplo, a diminuição da mortalidade 
infantil e do analfabetismo; a melhoria na expectativa 
de vida; o aumento do número de jovens nas 
escolas, entre outros. 
 
No mundo, a busca pelo tratamento igual já estava 
presente desde antes da Revolução Francesa, mas, a 
partir dela, a luta por um tratamento equânime entre 
as pessoas não só se tornou sinônimo de aplicação 
de justiça, como também passou a ser um dos 
aspectos de como a dignidade da pessoa humana se 
revela, em especial, no tratamento que o Estado 
reserva ao homem. 
 
O direito à igualdade ou ao tratamento isonômico 
está definido como um direito fundamental, 
assumindo posição de destaque na sociedade 
moderna e invertendo a tradicional relação entre o 
Estado e o indivíduo, ao reconhecer que a pessoa 
humana tem, primeiro, direitos, e, depois, deveres 
perante o Estado, e que os direitos que o Estado tem 
em relação ao indivíduo se ordenam ao objetivo de 
melhor cuidar das necessidades dos seus cidadãos. 
 
Por meio de ações corretivas dos poderes públicos e 
do estabelecimento de direitos relativos à assistência 
social, à educação, ao trabalho, ao lazer, à saúde, à 
cultura e ao esporte, por exemplo, procurou-se 
promover uma igualdade material, ou seja, o 
tratamento equânime de todos os seres humanos, 
bem como a sua equiparação no que diz respeito às 
possibilidades de concessão de oportunidades. 
 
Embora a tributação tenha um papel fundamental 
como instrumento reformador e capaz de atuar na 
diminuição das desigualdades, o modo como o 
sistema tributário está estruturado não logra os 
objetivos estabelecidos pela Constituição Federal de 
1988. Há, portanto, necessidade de uma reforma 
para que ele se adéque às exigências de um sistema 
justo, com fundamento na igualdade e na capacidade 
contributiva, em busca de uma maior justiça social e 
fiscal. Nesse sentido, o imposto sobre a renda das 
pessoas físicas é o maior responsável por fazer 
avançar ou retroceder a capacidade econômica e, por 
consequência, a solidariedade social. 
 
Élvio Gusmão Santos. Internet: (com 
adaptações). 
 
Considere o seguinte trecho do texto 1A10BBB: ―Por 
meio de ações corretivas dos poderes públicos e do 
estabelecimento de direitos relativos à assistência 
social, à educação, ao trabalho, ao lazer, à saúde, à 
cultura e ao esporte, por exemplo, procurou-se 
promover uma igualdade material‖. O sentido e a 
correção gramatical desse trecho seriam mantidos 
caso as expressões ―Por meio de‖ e ―relativos‖ 
fossem substituídas, respectivamente, por 
 
a) Em razão de e alusivos. 
 
b) Em consequência de e subordinados. 
 
c) Através de e subordinados. 
 
 
 
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d) Por intermédio de e atinentes. 
 
e) Em consequência de e atinentes. 
 
541 
Texto 
 
O acesso à educação é fundamental para que todos 
possam intervir de modo consciente na esfera 
pública, participar plenamente da vida cultural e 
contribuir com seu trabalho para a satisfação das 
necessidades básicas e a melhoria das condições de 
vida da sociedade. Entretanto, em pleno século XXI, 
o Brasil ainda possui um enorme contingente de 
cidadãos privados do mais elementar direito: a 
educação. O censo demográfico de 2010 contabilizou 
13,9 milhões de jovens e adultos com idade superior 
a quinze anos que declararam não saber ler ou 
escrever. 
 
Ao longo das últimas décadas, o Brasil consolidou 
uma consciência social do direito à educação na 
infância, mas ainda não construiu uma cultura do 
direito à educação ao longo de toda a vida. Assim, é 
comum que pais com baixa escolaridade lutem para 
que os filhos tenham acesso a um ensino de 
qualidade, sem reivindicar para si mesmos o direito 
que lhes foi violado. Entretanto, não é raro que 
pessoas com escolaridade elevada 
permaneçam alheias ao fato de que estão cercadas 
por adultos que a pobreza e o trabalho precoce 
afastaram da escola, ou que têm precário manejo da 
leitura, da escrita e do cálculo matemático. 
 
Maria Clara Di Pierro Os desafios para garantir a educação de 
jovens e adultos Internet: (com 
adaptações) 
 
No texto, a expressão ―alheias ao fato‖ foi 
empregada com o sentido de 
 
a) atentas ao fato. 
 
b) indiferentes ao fato. 
 
c) responsáveis pelo fato. 
 
d) entristecidas com o fato. 
 
e) preocupadas com o fato. 
 
 
 
 
 
542 
Texto 
 
A história do Instituto Federal Fluminense começou 
no início do século passado. Foi Nilo Peçanha, o 
então presidente da República, que criou, por meio 
do Decreto n.º 7.566, de 23 de setembro de 1909, as 
escolas de aprendizes e artífices, com o propósito de 
educar e proporcionar oportunidades de trabalho aos 
jovens. 
 
A princípio, a intenção era implantar as escolas nas 
capitais dos estados, cidades com maior capacidade 
de absorção de mão de obra, destino certo daqueles 
que buscavam novas alternativas 
de empregabilidade nos espaços urbanos. Entretanto, 
no estado do Rio de Janeiro, a escola não foi 
instalada na capital, e sim na cidade de Campos dos 
Goytacazes. No dia 23 de janeiro de 1910, a escola 
entrou em funcionamento; era a nona a ser criada no 
Brasil, com cinco cursos: alfaiataria, marcenaria, 
tornearia, sapataria e eletricidade. 
 
Com a crescente industrialização do país, tornava-se 
cada vez mais importante a formação de profissionais 
para suprir as demandas do mercado e, doze anos 
depois, as escolas de aprendizes e artífices de nível 
primário foram transformadas em escolas industriais 
e técnicas, equiparando-se às de ensino médio e 
secundário. 
 
Internet: (com adaptações) 
 
No texto, o vocábulo ―empregabilidade‖ tem o 
sentido de 
 
a) empregos com ótimos salários e vantagens. 
 
b) possibilidade de encontrar empregos disponíveis. 
 
c) escolha de empregos com horários flexíveis. 
 
d) capacidade de se empregar pelas suas boas 
qualificações. 
 
e) disponibilidade de emprego para profissionais 
especializados. 
 
 
 
 
 
 
 
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543 
Por mais limitado que seja o âmbito de vida de 
qualquer povo, lá iremos encontrar, em gérmen ― 
por vezes, obscuras e indiscriminadas ―, quatro 
grandes instituições fundamentais que constroem e 
condicionam a vida em comum: a família, o Estado, a 
igreja e a escola. 
 
Desde que haja vida em comum, essas instituições, 
sob alguma forma, hão de aparecer, e aparecem para 
manter, nutrir, ordenar e iluminar a vida em comum. 
Existir em sociedade envolve, com efeito, imensas 
complexidades. Cada indivíduo nada mais sendo do 
que uma urdidura de laços sociais, toda sua vida 
transcorre em plano superior ao de sua própria vida 
física, e seus meios de expressão não podem ser 
outros que os das instituições de sua sociedade. 
Dentre essas, avultam as que mais largamente 
compõem o quadro da existência coletiva. A família, 
que vela pelo seu desenvolvimento inicial e o conduz 
a se tornar, por sua vez, um perpetuador de sua 
espécie; o Estado, que o defende e regula a vida em 
grupo; a igreja, que lhe dá o sentido profundo do seu 
devotamento social; e a escola, que o humaniza e o 
socializa. 
 
Todas essas funções se confundem e se misturam, 
em cada uma dessas instituições, de tal forma que a 
história de qualquer delas é, de algum modo, a 
história da humanidade. 
 
Anísio Teixeira Notas para a história da educação In: Revista 
brasileira de estudos pedagógicos Rio de Janeiro, v 37, 
n º 85, jan Smar /1962, p 181 (com adaptações) 
 
O termo ―urdidura‖ é empregadono texto com o 
sentido de 
 
a) conluio. 
 
b) fantasia. 
 
c) golpe. 
 
d) imagem. 
 
e) trama. 
 
544 
Texto 1A1-I 
 
O direito tributário brasileiro depara-se com grandes 
desafios, principalmente em tempos de globalização e 
interdependência dos sistemas econômicos. Entre 
esses pontos de atenção, destacam-se três. O 
primeiro é a guerra fiscal ocasionada pelo ICMS. O 
principal tributo em vigor, atualmente, é estadual, o 
que faz contribuintes e advogados se debruçarem 
sobre vinte e sete diferentes legislações no país para 
entendê-lo. Isso se tornou um atentado contra o 
princípio de simplificação, contribuindo para o 
incremento de uma guerra fiscal entre os estados, 
que buscam alterar regras para conceder benefícios e 
isenções, a fim de atrair e facilitar a instalação de 
novas empresas. É, portanto, um dos instrumentos 
mais utilizados na disputa por investimentos, 
gerando, com isso, consequências negativas do ponto 
de vista tanto econômico quanto fiscal. 
 
A competitividade gerada pela interdependência 
estadual é outro ponto. Na década de 60, a adoção 
do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um 
avanço importante para a tributação indireta, 
permitindo a internacionalização das trocas de 
mercadorias com a facilitação da equivalência dos 
impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo 
as diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, 
é o único caso no mundo de imposto que, embora se 
pareça com o IVA, não é administrado pelo governo 
federal — o que dá aos estados total autonomia para 
administrar, cobrar e gastar os recursos dele 
originados. A competência estadual do ICMS gera 
ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete 
unidades da Federação, dada a coexistência dos 
princípios de origem e destino nas transações 
comerciais interestaduais, que gera a já comentada 
guerra fiscal. 
 
A harmonização com os outros sistemas tributários é 
outro desafio que deve ser enfrentado. É preciso 
integrar-se aos países do MERCOSUL, além de 
promover a aproximação aos padrões tributários de 
um mundo globalizado e desenvolvido, 
principalmente quando se trata de Europa. Só assim 
o país recuperará o poder da economia e poderá 
utilizar essa recuperação como condição para 
intensificar a integração com outros países e para 
participar mais ativamente da globalização. 
 
André Pereira. Os desafios do direito tributário brasileiro. 
In: DCI – Diário Comércio, Indústria e Serviços. 2/mar./2017. 
Internet: (com adaptações). 
 
A correção gramatical e os sentidos originais do texto 
1A1-I seriam preservados se, no trecho ―A 
competência estadual do ICMS gera ainda 
dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades 
da Federação", o vocábulo ―ainda‖ fosse substituído 
pela seguinte expressão, isolada por vírgulas. 
 
a) até então 
 
b) ao menos 
 
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c) além disso 
 
d) até aquele tempo 
 
e) até o presente momento 
 
545 
Texto 1A11-I 
 
Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de 
glória no distante ano de 1837. 
 
Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma 
peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com 
outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário 
Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, 
mas — como se verá — relativos). A plateia, formada 
por um público refinado, culto e um pouco bovino, 
como são, sempre, os homens em ajuntamentos, 
esperava com impaciência. 
 
Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. 
Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior 
Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com 
ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa 
que anunciava as peças do músico menor, retiraram-
se do teatro, incapazes de suportar música de má 
qualidade. 
 
Como sabemos, os melômanos são impacientes com 
as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em 
clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos 
grandes artistas. 
 
Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico 
invertera, no programa do concerto, os nomes de 
Pixis e Beethoven... 
 
A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, 
foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de 
Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi 
enxovalhada. 
 
Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria 
nos tornar mais atentos e menos arrogantes a 
respeito do que julgamos ser arte. 
 
Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos 
de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se 
fosse Beethoven. 
 
Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São 
Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). 
 
Cada uma das opções a seguir apresenta trecho do 
texto 1A11-I seguido de uma proposta de reescrita. 
Assinale a opção cuja proposta preserva os sentidos 
do texto e suas relações coesivas. 
 
a) ―distante ano‖: ano distante 
 
b) ―desconhecido compositor‖: compositor 
desconhecido 
 
c) ―público refinado‖: refinado público 
 
d) ―músico menor‖: menor músico 
 
e) ―desprezo coletivo‖: coletivo desprezo 
 
546 
Texto 1A10AAA 
 
A justiça tributária está em debate. O Brasil possui 
um sistema tributário altamente regressivo: quem 
ganha até dois salários mínimos paga 49% dos seus 
rendimentos em tributos, enquanto quem ganha 
acima de trinta salários mínimos paga apenas 26%. 
Isso ocorre porque, na comparação internacional, se 
tributa excessivamente o consumo, e não o 
patrimônio e a renda. 
 
A má distribuição tributária e de renda restringe o 
potencial econômico e social do país. Cabe ao Estado 
induzir uma política distributiva conforme a qual 
quem ganha mais pague proporcionalmente mais do 
que quem ganha menos e a maior parcela do 
orçamento seja destinada para as necessidades 
básicas da população. 
 
A justiça tributária ocorre com a redução da carga 
tributária e da regressividade dos tributos e com sua 
eliminação da cesta básica. A redução da carga 
tributária permite maior competitividade para as 
empresas, geração de empregos, diminuição da 
inflação e indução do crescimento econômico. 
 
Com a redução da carga tributária sobre o consumo, 
todos ganham: a população de baixa e média renda, 
pela melhora no seu poder aquisitivo; a de maior 
renda, pelo desenvolvimento econômico e social, que 
gera ganhos econômicos e financeiros, novas 
oportunidades e expansão da oferta de empregos. 
 
Por outro lado, a substituição dos tributos indiretos, 
que atingem o fluxo econômico, por tributos que 
incidam sobre o estoque da riqueza tem o mérito de 
criar maior desenvolvimento econômico, pois gera 
mais consumo, produção e lucros que compensam a 
tributação sobre a riqueza. 
 
O desenvolvimento econômico amplia a arrecadação 
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pública, proporcionando maiores recursos para 
investimentos em políticas sociais e em 
infraestrutura, além de gerar maior atratividade para 
os investimentos nas empresas. 
 
Amir Kjair. Le monde diplomatique Brasil. 12.ª ed. Internet: 
 (com adaptações). 
 
No texto 1A10AAA, no trecho ―a população de baixa e 
média renda, pela melhora no seu poder aquisitivo‖, 
a preposição por, em ―pela‖, introduz uma ideia de 
 
a) causa. 
 
b) finalidade. 
 
c) consequência. 
 
d) condição. 
 
e) conclusão. 
 
547 
A questão baseia no texto apresentado abaixo. 
 
Ainda existem pessoas para as quais a greve é um 
―escândalo‖: isto é, não só um erro, uma desordem 
ou um delito, mas também um crime morala, uma 
ação intolerável que perturba a própria natureza. 
―Inadmissível‖, ―escandalosa‖, ―revoltante‖, dizem 
alguns leitores do Figaro, comentando uma greve 
recente. Para dizer a verdade, trata-se de uma 
linguagem do tempo da Restauração, que exprime a 
sua mentalidade profunda. É a época em que a 
burguesia, que assumira o poder havia pouco tempo, 
executa uma espécie de junção entre a moral e a 
natureza,social ou de natureza pessoal. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
382 
 
Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos 
do texto CB1A1-I. 
 
O pronome ―Isso‖ (l.5) remete a toda a ideia 
expressa no período anterior. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
383 
 
 
7
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Julgue o seguinte item, considerando os aspectos 
textuais e gramaticais do cartaz precedente veiculado 
pelo Ministério Público Federal, no âmbito do projeto 
Amazônia Protege. 
 
No texto, observam-se trechos expositivo e injuntivo. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
384 
 
 
 
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-
II, julgue o item subsecutivo. 
 
Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, as 
vírgulas que isolam a oração ―que hoje se consideram 
constitutivas da nacionalidade‖ (l. 17 e 18) poderiam 
ser suprimidas. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
385 
 
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-
II, julgue o item subsecutivo. 
 
O uso do acento grave em ―à mistura racial‖ (l.13) é 
facultativo. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
386 
 
 
 
Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos 
do texto CB1A1-I. 
 
Na linha 15, a conjunção ―portanto‖ encerra uma 
ideia de conclusão em relação ao que se afirma no 
período anterior. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
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387 
 
Texto CB1A1-I 
 
 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o 
item a seguir. 
 
Depreende-se do primeiro período do texto que 
Adílson dos Anjos habitualmente frequenta o depósito 
de sucata eletrônica descrito no texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
388 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o 
item a seguir. 
 
Depreende-se do trecho ―Ao ar (...) de olhos‖ (ℓ. 6 a 
8) que os equipamentos eletrônicos depositados no 
local, ao projetarem a luz solar em diversas direções, 
causam incômodo à visão de quem visita o local. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
389 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o 
item a seguir. 
 
Infere-se do texto que, diferentemente das fraldas 
descartáveis, a sucata eletrônica é passível de 
reciclagem e, por isso, já ultrapassou aquelas em 
volume em circulação. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
390 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. 
 
Sem prejuízo para os sentidos e para a correção 
gramatical do texto, a forma verbal ―alcançam‖ (ℓ.6) 
poderia ser substituída por chegam à. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
391 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. 
 
A supressão da vírgula empregada logo após o 
vocábulo ―estreito‖ (ℓ.9) alteraria os sentidos originais 
do texto, mas manteria sua correção gramatical. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
9
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392 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. 
 
O trecho ―Desparafusa (...) sua cabeça‖ (ℓ. 14 a 21) 
detalha a ―linha de produção repetitiva‖ (ℓ.13) 
mantida por Adílson no trabalho com o e-lixo. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
393 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. 
 
Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical 
do texto, o trecho ―O resto faz voar por cima de sua 
cabeça‖ (ℓ. 20 e 21) poderia ser reescrito da seguinte 
maneira: As outras partes arremessa por cima da 
própria cabeça. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
394 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. 
 
O elemento ―que‖, em ―que recebem o nome de e-
lixo‖ (ℓ. 25 e 26), retoma o termo ―sobras de 
computadores‖ (ℓ.25). 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
395 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. 
 
Infere-se do emprego do termo ―consequente‖ (ℓ.32) 
que a existência de projetos dedicados ao 
aproveitamento da sucata eletrônica no Brasil 
depende de informações quantitativas a respeito 
desse material. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
396 
 
 
 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue o 
próximo item. 
 
Ao afirmar que são inúteis as atividades apresentadas 
no trecho ―ir ao cinema (...) vendo séries‖ (ℓ. 3 a 6), 
o autor do texto sugere que elas não devem ser 
realizadas de segunda a sexta-feira. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
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397 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue o 
próximo item. 
 
O texto apresenta o trecho ―pessoas que cultivam 
laços familiares e sociais são mais estáveis, seguras e 
resilientes no trabalho‖ (ℓ. 14 e 15) como possível 
argumento para a defesa da utilidade do piquenique 
com os filhos e da cerveja com os amigos. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
398 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue o 
próximo item. 
 
O autor afirma explicitamente no texto ser contrário à 
lógica segundo a qual experiências culturais e 
relações afetivas somente são úteis quando resultam 
em contrapartida laboral. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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N° GAB PORTUGUÊS 
359 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGM - Campo Grande - MS 
Prova: Procurador Municipal 
360 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGM - Campo Grande - MS 
Prova: Procurador Municipal 
361 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGM - Campo Grande - MS 
Prova: Procurador Municipal 
362 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGM - Campo Grande - MS 
Prova: Procurador Municipal 
363 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGM - Campo Grande - MS 
Prova: Procurador Municipal 
364 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGM - Campo Grande - MS 
Prova: Procurador Municipal 
365 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGM - Campo Grande - MS 
Prova: Procurador Municipal 
366 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGM - Campo Grande - MS 
Prova: Procurador Municipal 
367 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGM - Campo Grande - MS 
Prova: Procurador Municipal 
368 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGM - Campo Grande - MS 
Prova: Procurador Municipal 
369 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGM - Campo Grande - MS 
Prova: Procurador Municipal 
370 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
371 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
372 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
373 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
374 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
375 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
376 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
377 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
378 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
* * JESUS TE AMA 
N° GAB PORTUGUÊS 
379 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipaloferecendo a uma a garantia da outra. 
Temendo-se a naturalização da moral, moraliza-se a 
natureza; finge-se confundir a ordem política e a 
ordem natural, e decreta-se imoral tudo o que 
conteste as leis estruturais da sociedade que se quer 
defender. Para os prefeitos de Carlos X, assim como 
para os leitores do Figaro de hoje, a greve constitui, 
em primeiro lugar, um desafio às prescrições da 
razão moralizada: ―fazer greve é zombar de todos 
nós‖, isto é, mais do que infringir uma 
legalidade cívicab, é infringir uma legalidade 
―natural‖, atentar contra o bom senso, misto de 
moral e lógica, fundamento filosófico da sociedade 
burguesa. 
 Nesse caso, o escândalo provém de uma ausência 
de lógica: a greve é escandalosa porque 
incomoda precisamente aqueles a quem ela não diz 
respeitoc. É a razão que sofre e se revolta: a 
causalidade direta, mecânica, essa causalidade é 
perturbada; o efeito se dispersa 
incompreensivelmente longe da causa, escapa-lhe, o 
que é intolerável e chocanted. Ao contrário do 
que se poderia pensar sobre os sonhos da burguesia, 
essa classe tem uma concepção tirânica, 
infinitamente suscetível, da causalidade: o 
fundamento da moral que professa não é de modo 
algum mágico, mas, sim, racional. Simplesmente, 
trata-se de uma racionalidade linear, estreita, 
fundada, por assim dizer, numa correspondência 
numérica entre as causas e os efeitos. O que falta a 
essa racionalidade é, evidentemente, a ideia das 
funções complexas, a imaginação de um 
desdobramento longínquo dos determinismos, de 
uma solidariedade entre os acontecimentos, que a 
tradição materialista sistematizou sob o nome 
de totalidadee. 
 
Roland Barthes. O usuário da greve. In: R. Barthes. Mitologias. 
Tradução de Rita Buongermino, Pedro de Souza e Rejane 
Janowitzer. Rio de Janeiro: DIFEL, 2007, p. 135-6 (com 
adaptações). 
 
Assinale a opção que apresenta trecho do texto que 
expressa uma ideia de comparação. 
 
a) ―mas também um crime moral‖ 
 
b) ―mais do que infringir uma legalidade cívica‖ 
 
c) ―a quem ela não diz respeito‖ 
 
d) ―o que é intolerável e chocante‖ 
 
e) ―que a tradição materialista sistematizou sob o 
nome de totalidade‖ 
 
548 
Texto CB1A1-I 
 
Candeia era quase nada. Não tinha mais que vinte 
casas mortas, uma igrejinha velha, um resto de 
praça. Algumas construções nem sequer tinham 
telhado; outras, invadidas pelo mato, incompletas, 
sem paredes. Nem o ar tinha esperança de ser 
vento. Era custoso acreditar que morasse alguém 
naquele cemitério de gigantes. 
 
O único sinal de vida vinha de um bar aberto. Duas 
mesas de madeira na frente, um caminhão, um 
homem e uma mulher na boleia ouvindo música, 
entre abraços, beijos e carícias ousadas. Mais 
desolado e triste que Juazeiro do Norte aquele 
povoado, muito mais. Em Juazeiro tinha gente, a 
cidade era viva. E no meio daquele povo todo sempre 
se encontrava uma alma boa como a de sua mãe, 
uma moça bonita, um amigo animado. Candeia era 
morta. 
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Samuel ao menos ficou um pouco feliz por ouvir a 
música do caminhoneiro. Quase sorriu. O esboço de 
alegria durou até aparecer pela porta mal pintada de 
azul uma mulher assombrosa, praguejando com uma 
vassoura na mão e mandando desligar aquela música 
maldita. O caminhoneiro a chamou pelo nome: 
 
— Cadê o café, Helenice? Deixa de praguejar, coisa-
ruim! 
 
Pela mesma porta saiu uma moça, bem jovem, com 
uma garrafa térmica vermelha e duas canecas. Foi e 
voltou com rapidez, agora trazendo dois pratos, 
quatro pães pequenos, duas bananas cozidas e um 
pote de margarina. 
 
— Cinco reais — ordenou Helenice, com a mão na 
garrafa térmica. — Só come se pagar. 
 
O homem pagou, sempre rindo da cara de Helenice, 
visivelmente bêbado. 
 
Samuel inveja ou o caminhoneiro. Não tinha tanto 
dinheiro para comer naquele fim de tarde, fim de 
vida. 
 
Socorro Acioli. A cabeça do santo. São Paulo: Companhia das 
Letras, 2014, p. 17-8 (com adaptações). 
 
No texto CB1A1-I, o sujeito da oração ―Era custoso‖ é 
 
a) o segmento ―acreditar que morasse alguém 
naquele cemitério de gigantes‖ 
 
b) o trecho ―alguém naquele cemitério de gigantes‖. 
 
c) o termo ―custoso‖ . 
 
d) classificado como indeterminado. 
 
e) oculto e se refere ao período ―Nem o ar tinha 
esperança de ser vento‖. 
 
549 
Texto 1A1BBB 
 
Se, nos Estados Unidos da América, surgem mais e 
mais casos de assédio sexual em ambientes 
profissionais — como os que envolvem produtores e 
atores de cinema —, no Brasil, o número de 
processos desse tipo caiu 7,5% entre 2015 e 2016. 
 
Até setembro de 2017, foram registradas 4.040 ações 
judiciais sobre assédio sexual no trabalho, 
considerando-se só a primeira instância. 
 
Os números mostram que o tema ainda é tabu por 
aqui, analisa o consultor Renato Santos, que atua 
auxiliando empresas a criarem canais de denúncia 
anônima. ―As pessoas não falam por medo de serem 
culpabilizadas ou até de represálias‖. 
 
Segundo Santos, os canais de denúncia para coibir 
corrupção nas corporações já recebem queixas de 
assédio e ajudam a identificar eventuais predadores. 
Para ele, ―o anonimato ajuda, já que as pessoas se 
sentem mais protegidas para falar‖. 
 
A lei só tipifica o crime quando há chantagem de um 
superior sobre um subordinado para tentar obter 
vantagem sexual. Se um colega constrange o outro, 
em tese, não há crime, embora tal comportamento 
possa dar causa a reparação por dano moral. 
 
Anna Rangel. Medo de represálias inibe queixas de assédio 
sexual no trabalho. Internet: (com 
adaptações). 
 
No texto 1A1BBB, o trecho ―4.040 ações judiciais 
sobre assédio sexual no trabalho‖ tem a mesma 
função sintática de 
 
a) ‗por medo de serem culpabilizadas‘ . 
 
b) ―mais e mais casos de assédio sexual ‖ 
 
c) ‗mais protegidas para falar‘ 
 
d) ―chantagem de um superior sobre um 
subordinado‖ 
 
e) ―queixas de assédio‖ 
 
550 
Texto 
 
Exatos 35 anos antes de o presidente Fernando 
Henrique Cardoso sancionar a atual Lei de Diretrizes 
e Bases da Educação Nacional (LDB), em 1996, João 
Goulart, então recém-alçado à presidência do país 
sob o arranjo do parlamentarismo, promulgou a 
primeira LDB brasileira. A assinatura de Goulart saiu 
estampada no Diário Oficial da União em 21/12/1961, 
mais de treze anos após a apresentação do primeiro 
projeto da lei educacional ao parlamento brasileiro. 
Nesse longo intervalo entre a apresentação do 
anteprojeto enviado à Câmara dos Deputados em 
outubro de 1948 pelo então ministro da Educação, 
Clemente Mariani, e sua aprovação, nove diferentes 
cidadãos sentaram-se na cadeira de presidente da 
República. A história dessa longa tramitação revela 
facetas e tensões não só da educação nacional, mas 
do Brasil como um todo. 
 
 Internet: (com adaptações) 
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 No texto, o termo ―a primeira LDB brasileira‖ exerce 
a função sintática de 
 
a) sujeito. 
 
b) predicado. 
 
c) objeto direto. 
 
d) objeto indireto. 
 
e) adjunto adverbial. 
 
551 
Texto 
 
No meio científico, é insuficiente — aliás, é perigoso 
— produzir apenas um grupo de profissionais 
pequeno, altamente competente e bem remunerado. 
Um esforço combinado que vise transmitir a todos os 
cidadãos a ciência — por meio de rádio, TV, cinema, 
jornais, livros, programas de computadores, parques 
temáticos, salas de aula — deve pautar-se em quatro 
razões principais. 
 
Mesmo que nem sempre possibilite ao cientista um 
bom emprego, a ciência pode ser o caminho propício 
para vencer a pobreza nas nações emergentes. Ela 
faz funcionar a economia e a civilização global. 
 
A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos 
por tecnologias que alteram o mundo, especialmente 
o meio ambiente de que nossas vidas dependem. 
Assim, a ciência providencia um sistemaessencial de 
alerta antecipado. 
 
A ciência nos esclarece sobre as questões mais 
profundas das origens, das naturezas e dos destinos 
— de nossa espécie, da vida, de nosso planeta, do 
Universo. A longo prazo, a maior dádiva da ciência 
talvez seja nos ensinar, de um modo ainda não 
superado por nenhum outro empenho humano, 
alguma coisa sobre nosso contexto cósmico, sobre o 
ponto do espaço e do tempo em que estamos, e 
sobre quem nós somos. 
 
Os valores da ciência e os da democracia são 
concordantes, em muitos casos indistinguíveis. A 
ciência e a democracia começaram ao mesmo tempo 
e no mesmo lugar: na Grécia dos séculos VI e VII 
a.C. A ciência confere poder a qualquer um que se 
der ao trabalho de aprendê-la (embora muitos 
tenham sido sistematicamente impedidos de adquirir 
esse conhecimento). Ela se nutre do livre intercâmbio 
de ideias. Tanto a ciência quanto a democracia 
encorajam opiniões não convencionais e debate 
vigoroso. Ambas requerem raciocínio adequado, 
argumentos coerentes, padrões rigorosos de 
evidência e honestidade. 
 
Descobrir a gota ocasional da verdade no meio de 
um grande oceano de confusão e mistificação requer 
vigilância, dedicação e coragem. Mas, se não 
praticarmos esses hábitos rigorosos de pensar, não 
poderemos ter esperança de solucionar os problemas 
verdadeiramente sérios que enfrentamos. 
 
Carl Sagan. Ciência e esperança. In: O mundo assombrado pelos 
demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2006, p. 58-9 (com adaptações). 
 
No texto, em ―não poderemos ter esperança de 
solucionar os problemas verdadeiramente sérios‖, o 
trecho ―de solucionar os problemas verdadeiramente 
sérios‖ 
 
a) exprime uma circunstância de modo para 
―poderemos ter‖. 
 
b) exprime uma circunstância de modo para ―ter 
esperança‖. 
 
c) completa o sentido do termo abstrato 
―esperança‖. 
 
d) completa o sentido da expressão ―poderemos 
ter‖. 
 
e) exprime uma circunstância de finalidade para ―ter 
esperança‖. 
 
552 
Texto 1A2-I 
 
Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os 
seres humanos, independentemente de raça, sexo, 
nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer 
outra condição. Os direitos humanos incluem o direito 
à vida e à liberdade, o direito à liberdade de opinião 
e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, 
entre muitos outros. Todos merecem estes direitos, 
sem discriminação. 
 
O direito internacional relacionado aos direitos 
humanos estabelece obrigações para que os 
governos ajam de determinadas maneiras ou se 
abstenham de certos atos, a fim de promover e 
proteger os direitos humanos e as liberdades de 
grupos ou indivíduos. 
 
Desde o estabelecimento das Nações Unidas, um de 
seus objetivos fundamentais tem sido promover e 
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encorajar o respeito aos direitos humanos para todos, 
conforme estipulado na Carta das Nações Unidas. 
 
Os direitos humanos são fundados no respeito pela 
dignidade e no valor de cada pessoa. São universais, 
ou seja, são aplicados de forma igual e sem 
discriminação a todas as pessoas. São inalienáveis — 
e ninguém pode ser privado de seus direitos 
humanos —, mas podem ser limitados em situações 
específicas: o direito à liberdade pode ser restringido 
se, após o devido processo legal, uma pessoa for 
julgada culpada de um crime punível com privação de 
liberdade. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
No texto 1A2-I, o sujeito da locução ―podem ser 
limitados‖, que está oculto, é indicado pelo termo 
 
a) ―ninguém‖ . 
 
b) ―seus direitos humanos‖ 
 
c) ―Os direitos humanos‖ 
 
d) ―todas as pessoas‖ 
 
e) ―inalienáveis". 
 
553 
Texto 1A2-II 
 
Nascida na Grécia, especificamente na cidade- Estado 
de Atenas, no período clássico, a palavra 
―democracia‖ é composta pelos radicais 
gregos demos e kratos, que significam, 
respectivamente, ―povo‖ e ―governo‖. Em linhas 
gerais, a democracia é definida, desde a antiga 
Grécia, como ―governo do povo‖, ou ―governo 
popular‖, em contraposição a outras formas de 
governo que também remontam à Idade Antiga, 
como a aristocracia, a monarquia, a diarquia e a 
oligarquia, entre outras. 
 
A democracia moderna, tal como a concebemos hoje, 
isto é, pautada em ordenamentos jurídicos e 
instituições políticas sólidas, que representam os três 
Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), só se 
tornou possível após a derrocada do Antigo Regime 
Absolutista, na transição do século XVIII para o 
século XIX. Com a Revolução Francesa e, depois, 
a Era Napoleônica, surgiram na Europa alguns dos 
alicerces do que veio a ser o nosso modelo de regime 
democrático: a formação de grandes centros 
populacionais, em virtude da Revolução Industrial; a 
noção de povo associada a uma nação; a soberania 
política da nação vinculada a esse povo, e não mais 
ao rei; e a instituição do voto, ou sufrágio universal, 
como parte do sistema representativo direto. 
 
A democracia desenvolvida em Atenas não era 
considerada o melhor dos governos possíveis (como 
é hoje o nosso modelo de democracia), e isso por um 
motivo razoavelmente simples: apenas uma fração 
mínima dos ―homens livres‖ integrava a vida política 
de Atenas. Mulheres, escravos, estrangeiros e outras 
categorias sociais não tinham direito de participar das 
deliberações da assembleia (Ekklesia). A experiência 
da democracia ateniense tinha como preocupação 
fundamental, antes de qualquer coisa, evitar a tirania 
— pior forma de governo para a época. 
 
A Ekklesia, assembleia grega, era um modelo de 
instituição política bastante restrito. Era um 
―embrião‖ do que veio a ser a democracia 
representativa na sociedade de massas. 
 
Robert A. Dahl. Sobre a democracia. Trad. Beatriz Sidou. Brasília: 
Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 117 (com adaptações). 
Cláudio Fernandes. O que é democracia? In: Brasil Escola. 
Internet : (com adaptações). 
 
No texto 1A2-II, o sujeito da forma verbal 
―surgiram‖ é 
 
a) ―alicerces‖ 
 
b) ―alguns dos alicerces (...) regime democrático‖ 
 
c) ―a formação (...) representativo direto‖ 
 
d) indeterminado. 
 
e) constituído por ―Revolução Francesa" e ―Era 
Napoleônica‖ 
 
554 
Texto 1A1-II 
 
O homem primitivo procurava defender-se do frio e 
da fome abrigando-se em cavernas e alimentando-se 
de frutos silvestres, ou do que conseguia obter da 
caça e da pesca. Ao longo dos séculos, passou a 
espécie humana a sentir a necessidade de maior 
conforto e começou a reparar no seu semelhante. 
Assim, como decorrência das necessidades 
individuais, surgiram as trocas. Sistemas de troca 
direta, que duraram vários séculos, ocasionaram o 
aparecimento de palavras como ―salário‖ (pagamento 
feito por meio de certa quantidade de sal) e 
―pecúnia‖ (do latim pecus, que significa rebanho de 
gado, ou peculium, relativo a gado miúdo, como 
ovelha ou cabrito). 
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As primeiras moedas, peças que representavam 
valores, geralmente em metal, surgiram na Lídia 
(atual Turquia), no século VII a.C. As características 
que se desejava ressaltar eram gravadas nas peças 
por meio da pancada de um objeto pesado (martelo), 
em primitivos cunhos. Foi o surgimento da cunhagem 
a martelo, na qual os signos monetários eram 
valorizados também pela nobreza dos metais 
empregados, como o ouro e a prata. Embora a 
evolução dos tempos tenha levado à substituição do 
ouro e da prata por metais menos raros ou suas 
ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a 
associação dos atributos de beleza e expressão 
cultural ao valor monetário das moedas, que quase 
sempre, na atualidade, apresentam figuras 
representativas da história, da cultura, das riquezas e 
do poder das sociedades. 
 
A necessidade de guardar as moedas em segurança 
fez surgirem osbancos. Os negociantes de ouro e 
prata, por terem cofres e guardas a seu serviço, 
passaram a aceitar a responsabilidade de cuidar do 
dinheiro de seus clientes e a dar recibos escritos das 
quantias guardadas. Esses recibos passaram, com o 
tempo, a servir como meio de pagamento por seus 
possuidores, por serem mais seguros de portar do 
que o dinheiro vivo. Assim surgiram as primeiras 
cédulas de papel moeda, ou cédulas de banco, ao 
mesmo tempo em que a guarda dos valores em 
espécie dava origem a instituições bancárias. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
No período ―A necessidade de guardar as moedas em 
segurança fez surgirem os bancos‖, do texto 1A1-II, 
o termo ―os bancos‖ funciona como 
 
a) agente de ―fez‖. 
 
b) sujeito de ―surgirem‖. 
 
c) complemento de ―surgirem‖. 
 
d) adjunto adverbial de lugar. 
 
e) complemento de ―fez‖. 
 
555 
Texto 1A9AAA 
 
Estas memórias ficariam injustificavelmente 
incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de 
modo breve, as andanças em que me tenho largado 
pelo mundo na companhia de minha mulher e de 
meus fantasmas particulares. Desde criança fui 
possuído pelo demônio das viagens. Essa encantada 
curiosidade de conhecer alheias terras e povos 
visitou-me repetidamente a mocidade e a idade 
madura. Mesmo agora, quando já diviso a brumosa 
porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem 
ainda o poder de incendiar-me a fantasia. 
 
Na minha opinião, existem duas categorias principais 
de viajantes: os que viajam para fugir e os que 
viajam para buscar. Considero-me membro deste 
último grupo, embora em 1943, nauseado pelo ranço 
fascista de nosso Estado Novo, eu haja fugido com 
toda a família do Brasil para os Estados Unidos, onde 
permanecemos dois anos. 
 
O que pretendo fazer agora é apresentar ao leitor, 
por assim dizer, alguns diapositivos e filmes verbais 
dos lugares por onde passamos e das pessoas que 
encontramos, tudo assim à maneira impressionista, e 
sem rigorosa ordem cronológica. 
 
Usei como título deste capítulo, dedicado a minhas 
viagens, uma expressão popular que suponho de 
origem gauchesca: mundo velho sem porteira. 
Tenho-a ouvido desde menino, da boca de velhos 
parentes e amigos, de tropeiros, peões de estância, 
índios vagos, gente da rua... Minha própria mãe 
empregava-a com frequência e costumava pontuá-la 
com um fundo suspiro de queixa. As pessoas em 
geral pareciam usar essa frase para descrever um 
mundo que se lhes afigurava não só incomensurável 
como também misterioso, absurdo, sem pé nem 
cabeça... 
 
Parece a mim, entretanto, que na sua origem essa 
exclamação manifestava apenas a certeza popular de 
que Deus fizera o mundo sem nenhuma porteira a 
fim de que nele não houvesse divisões e diferenças 
entre países e povos — gente rica e gente pobre, 
fartos e famintos, uns com terra demais, outros sem 
terra nenhuma. Em suma, o que o Velho queria 
mesmo era um mundo que fosse de todo mundo. É 
neste sentido que desejo seja interpretada a frase 
que encabeça esta divisão do presente volume. 
 
Quem me lê poderá objetar que basta a gente passar 
os olhos pelo jornal desta manhã para verificar que o 
mundo nunca teve tantas e tão dramáticas porteiras 
como em nossos dias... Mas que importa? Um dia as 
porteiras hão de cair, ou alguém as derrubará. ―Para 
erguer outras ainda mais terríveis‖ — replicará o 
leitor cético. Ora, amigo, precisamos ter na vida um 
mínimo de otimismo e esperança para poder ir até ao 
fim da picada. Você não concorda? Ô mundo velho 
sem porteira! 
 
Erico Veríssimo. Solo de clarineta: memórias. Porto Alegre: 
Globo, v. 2, 1976, p. 57-58 (com adaptações). 
 
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Em relação ao trecho ―ou alguém as derrubará‖ no 
texto 1A9AAA, a oração ‗Para erguer outras ainda 
mais terríveis‘ transmite uma ideia de 
 
a) conformidade. 
 
b) condição. 
 
c) causa. 
 
d) proporção. 
 
e) propósito. 
 
556 
Texto 
 
O desenvolvimento de salas de aula virtuais avança a 
passos largos, e a interatividade é o ponto-chave das 
pesquisas na área. A criação de programas de 
computador voltados para a educação a distância 
facilita o surgimento de novos cursos, mas é preciso 
preparar os alunos para o uso das tecnologias. 
 
De acordo com Claudete Paganucci, pedagoga, a 
integração da equipe responsável por administrar os 
cursos é crucial para o sucesso da educação a 
distância. ―Tanto professores quanto alunos precisam 
de oficinas de capacitação para que o acesso às 
novas tecnologias seja um facilitador do ensino e não 
gere frustração na hora de aprender ou ensinar‖, ela 
esclarece. 
 
Além de participar das oficinas, é preciso ter 
dedicação. A pedagoga acrescenta que a maioria dos 
alunos é composta por adultos, que, diferentemente 
das crianças, têm maior capacidade de 
concentração ao estudar em casa. Apesar das 
exigências, o método de ensino permite que o aluno 
organize seu próprio horário de estudos e concilie a 
graduação com um emprego. 
 
Novos rumos da educação a distância Internet: (com adaptações) 
 
No texto, a oração ―ao estudar em casa‖ tem sentido 
equivalente ao da oração 
 
a) ao passo que estudam em casa. 
 
b) ainda que estudem em casa. 
 
c) quando estudam em casa. 
 
d) porque estudam em casa. 
 
e) por estudarem em casa. 
557 
Texto 1A9AAA 
 
Estas memórias ficariam injustificavelmente 
incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de 
modo breve, as andanças em que me tenho largado 
pelo mundo na companhia de minha mulher e de 
meus fantasmas particulares. Desde criança fui 
possuído pelo demônio das viagens. Essa encantada 
curiosidade de conhecer alheias terras e povos 
visitou-me repetidamente a mocidade e a idade 
madura. Mesmo agora, quando já diviso a brumosa 
porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem 
ainda o poder de incendiar-me a fantasia. 
 
Na minha opinião, existem duas categorias principais 
de viajantes: os que viajam para fugir e os que 
viajam para buscar. Considero-me membro deste 
último grupo, embora em 1943, nauseado pelo ranço 
fascista de nosso Estado Novo, eu haja fugido com 
toda a família do Brasil para os Estados Unidos, onde 
permanecemos dois anos. 
 
O que pretendo fazer agora é apresentar ao leitor, 
por assim dizer, alguns diapositivos e filmes verbais 
dos lugares por onde passamos e das pessoas que 
encontramos, tudo assim à maneira impressionista, e 
sem rigorosa ordem cronológica. 
 
Usei como título deste capítulo, dedicado a minhas 
viagens, uma expressão popular que suponho de 
origem gauchesca: mundo velho sem porteira. 
Tenho-a ouvido desde menino, da boca de velhos 
parentes e amigos, de tropeiros, peões de estância, 
índios vagos, gente da rua... Minha própria mãe 
empregava-a com frequência e costumava pontuá-la 
com um fundo suspiro de queixa. As pessoas em 
geral pareciam usar essa frase para descrever um 
mundo que se lhes afigurava não só incomensurável 
como também misterioso, absurdo, sem pé nem 
cabeça... 
 
Parece a mim, entretanto, que na sua origem essa 
exclamação manifestava apenas a certeza popular de 
que Deus fizera o mundo sem nenhuma porteira a 
fim de que nele não houvesse divisões e diferenças 
entre países e povos — gente rica e gente pobre, 
fartos e famintos, uns com terra demais, outros sem 
terra nenhuma. Em suma, o que o Velho queria 
mesmo era um mundo que fosse de todo mundo. É 
neste sentido que desejo seja interpretada a frase 
que encabeça esta divisão do presente volume. 
 
Quem me lê poderá objetar que basta a gente passar 
os olhos pelo jornal desta manhã para verificar que o 
mundo nunca teve tantas e tão dramáticas porteiras 
como em nossos dias... Mas que importa? Um dia as 
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porteiras hão de cair, ou alguém as derrubará. ―Para 
erguer outras ainda mais terríveis‖ — replicaráo 
leitor cético. Ora, amigo, precisamos ter na vida um 
mínimo de otimismo e esperança para poder ir até ao 
fim da picada. Você não concorda? Ô mundo velho 
sem porteira! 
 
Erico Veríssimo. Solo de clarineta: memórias. Porto Alegre: 
Globo, v. 2, 1976, p. 57-58 (com adaptações). 
 
Com relação ao trecho ―incendiar-me a fantasia‖, do 
texto 1A9AAA, é correto interpretar a partícula ―me‖ 
como o 
 
a) agente da ação de ―incendiar‖. 
 
b) paciente da ação de ―incendiar‖. 
 
c) prejudicado pela ação de ―incendiar‖. 
 
d) possuidor de ―fantasia‖. 
 
e) destinatário de ―fantasia‖. 
 
558 
Texto 1A1-I 
 
O direito tributário brasileiro depara-se com grandes 
desafios, principalmente em tempos de globalização e 
interdependência dos sistemas econômicos. Entre 
esses pontos de atenção, destacam-se três. O 
primeiro é a guerra fiscal ocasionada pelo ICMS. O 
principal tributo em vigor, atualmente, é estadual, o 
que faz contribuintes e advogados se debruçarem 
sobre vinte e sete diferentes legislações no país para 
entendê-lo. Isso se tornou um atentado contra o 
princípio de simplificação, contribuindo para o 
incremento de uma guerra fiscal entre os estados, 
que buscam alterar regras para conceder benefícios e 
isenções, a fim de atrair e facilitar a instalação de 
novas empresas. É, portanto, um dos instrumentos 
mais utilizados na disputa por investimentos, 
gerando, com isso, consequências negativas do ponto 
de vista tanto econômico quanto fiscal. 
 
A competitividade gerada pela interdependência 
estadual é outro ponto. Na década de 60, a adoção 
do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um 
avanço importante para a tributação indireta, 
permitindo a internacionalização das trocas de 
mercadorias com a facilitação da equivalência dos 
impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo 
as diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, 
é o único caso no mundo de imposto que, embora se 
pareça com o IVA, não é administrado pelo governo 
federal — o que dá aos estados total autonomia para 
administrar, cobrar e gastar os recursos dele 
originados. A competência estadual do ICMS gera 
ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete 
unidades da Federação, dada a coexistência dos 
princípios de origem e destino nas transações 
comerciais interestaduais, que gera a já comentada 
guerra fiscal. 
 
A harmonização com os outros sistemas tributários é 
outro desafio que deve ser enfrentado. É preciso 
integrar-se aos países do MERCOSUL, além de 
promover a aproximação aos padrões tributários de 
um mundo globalizado e desenvolvido, 
principalmente quando se trata de Europa. Só assim 
o país recuperará o poder da economia e poderá 
utilizar essa recuperação como condição para 
intensificar a integração com outros países e para 
participar mais ativamente da globalização. 
 
André Pereira. Os desafios do direito tributário brasileiro. 
In: DCI – Diário Comércio, Indústria e Serviços. 2/mar./2017. 
Internet: (com adaptações). 
 
Mantendo-se a correção gramatical e o sentido 
original do trecho ―O direito tributário brasileiro 
depara-se com grandes desafios‖, do texto 1A1-I, o 
segmento ―depara-se com‖ poderia ser substituído 
por 
 
a) depara-se a. 
 
b) confronta com. 
 
c) depara-se diante de. 
 
d) confronta-se a. 
 
e) depara com. 
 
559 
Texto CG1A1-I 
 
Atitudes para um desenvolvimento sustentável 
tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma 
definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos 
negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas 
que antes pensavam só em lucro agora otimizam 
seus processos por meio da sustentabilidade 
empresarial. Outro campo de estudos voltado para o 
consumo consciente e equilibrado com o meio 
ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, 
cujo objetivo é promover a utilização de recursos de 
base biológica, recicláveis e renováveis, e 
consequentemente mais sustentáveis. 
 
Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o 
sucesso das empresas, que precisam cada vez mais 
entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e 
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não somente mercadorias. A preocupação com o 
meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem 
competitiva, notadamente em mercados cada vez 
mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a 
perenidade da marca, em virtude do fortalecimento 
de sua reputação e credibilidade. 
 
Para o desenvolvimento sustentável, os negócios 
devem estar amparados em boas práticas de 
governança, com benefícios sociais e ambientais. 
Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a 
competitividade e o sucesso das organizações. 
 
Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão 
importante para a economia? A população cresce em 
número e em capacidade de consumo; com isso, a 
demanda pela utilização de recursos naturais 
recrudesce de forma quase insustentável. A utilização 
de matrizes não renováveis tende ao esgotamento e 
à poluição progressiva do meio ambiente. Para 
quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos 
econômicos que propõem um novo modo de gestão 
da sociedade, como a economia circular e a 
bioeconomia. 
 
A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso 
desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que 
priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio 
ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, 
reúne todos os setores da economia que utilizam 
recursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para 
possibilitar soluções eficazes e coerentes para os 
problemas socioambientais contemporâneos: 
mudanças climáticas, crise econômica mundial, 
substituição do uso de energias fósseis, saúde, 
qualidade de vida da população, entre outros. 
 
O objetivo é criar uma economia inovadora com 
baixas emissões de poluentes, que concilie as 
exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a 
segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos 
biológicos renováveis para fins industriais, e que 
assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a 
proteção ambiental. A bioeconomia contempla não 
apenas setores tradicionais como agricultura, 
silvicultura e pesca, mas também setores como as 
biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o 
futuro será definitivamente bio. 
 
Marina Santos Chiapetta. Internet: (com 
adaptações). 
 
Cada uma das opções a seguir apresenta uma 
proposta de reescrita para o seguinte segmento do 
texto CG1A1-I: ―A bioeconomia está ligada à melhoria 
de nosso desenvolvimento e à busca por novas 
tecnologias" . Assinale a opção em que a reescrita 
apresentada mantém a correção gramatical do texto. 
a) A bioeconomia está ligada a melhoria de nosso 
desenvolvimento e à buscas por novas tecnologias 
 
b) A bioeconomia está ligada à melhorias de nosso 
desenvolvimento e a busca por novas tecnologias 
 
c) A bioeconomia está ligada a melhorias de nosso 
desenvolvimento e buscas por novas tecnologias 
 
d) A bioeconomia está ligada à melhorias de nosso 
desenvolvimento e à buscas por novas tecnologias 
 
e) A bioeconomia está ligada à uma melhoria de 
nosso desenvolvimento e busca por novas 
tecnologias 
 
560 
Texto CG2A1-I 
 
Na década de 1960, o mundo passou por um 
aumento populacional inédito devido à brusca queda 
na taxa de mortalidade, o que gerou preocupações 
sobre a capacidade dos países em produzir comida 
para todos. A solução encontrada foi desenvolver 
tecnologia e métodos que aumentassem a produção. 
 
Em 1981, o indiano ganhador do Prêmio Nobel de 
Economia, Amartya Sen, em seu livro Pobreza e 
Fomes, identificou a existência de populações com 
fome mesmo em países que não convivem com 
problemas de abastecimento. O economista indiano 
traçou então, pela primeira vez, uma relação causal 
entre fome e questões sociais como pobreza e 
concentração de renda. Tirou, assim, o foco de 
aspectos técnicos e mudou o tom do debate 
internacional sobre a questão e as políticas 
públicas(B) a serem tomadas a partirdaí. 
 
As últimas décadas foram de grande evolução no 
combate à fome em escala global. Nos últimos 25 
anos, 7,7% da população mundial superou o 
problema, o que representa 216 milhões de pessoas. 
É como se mais que toda a população brasileira 
saísse da subnutrição em menos de três décadas. 
Contudo, 10,8% do mundo ainda vive sem acesso a 
uma dieta(C) que forneça o mínimo de calorias e 
nutrientes necessários para uma vida saudável, e 21 
mil pessoas morrem diariamente por fome ou 
problemas derivados dela. 
 
Um estudo publicado em 2016 pela FAO 
(Organização das Nações Unidas para a Alimentação 
e a Agricultura) mostra que a produção mundial de 
alimentos é suficiente para atender a demanda(A) das 
7,3 bilhões de pessoas que habitam a Terra(D). 
Apesar disso, aproximadamente uma em cada nove 
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dessas pessoas ainda vive a realidade da fome. A 
pesquisa põe em xeque toda a política internacional 
de combate à subnutrição crônica colocada em 
prática nas últimas décadas. Em vez de crescimento 
da produção e ajudas momentâneas, surge agora 
como caminho uma abordagem territorial que 
valorize e potencialize a produção local(E). 
 
Embora os números absolutos estejam caindo, o 
tema ainda é um dos mais delicados da agenda 
internacional. Um exemplo da extensão do problema 
está na declaração dada em 2017 pelo Fundo das 
Nações Unidas para a Infância (UNICEF), segundo a 
qual 1,4 milhão de crianças, de quatro diferentes 
países da África — Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão 
do Sul —, corre risco iminente de morrer de fome. A 
questão é tão antiga quanto complexa, e se conecta 
intrinsecamente com a estrutura política e econômica 
sobre a qual o sistema internacional está construído. 
Concentração da renda e da produção, falta de 
vontade política e até mesmo desinformação e 
consolidação de uma cultura alimentar pouco 
nutritiva são fatores que compõem o cenário da fome 
e da desnutrição no planeta. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
A correção gramatical do texto CG2A1-I seria 
preservada se fosse inserido sinal indicativo de crase 
em 
 
a) ―a demanda‖. 
 
b) ―as políticas públicas‖. 
 
c) ―a uma dieta‖ . 
 
d) ―a Terra‖. 
 
e) ―a produção local‖. 
 
561 
Texto 
 
A história do Instituto Federal Fluminense começou 
no início do século passado. Foi Nilo Peçanha, o 
então presidente da República, que criou, por meio 
do Decreto n.º 7.566, de 23 de setembro de 1909, as 
escolas de aprendizes e artífices, com o propósito de 
educar e proporcionar oportunidades de trabalho aos 
jovens. 
 
A princípio, a intenção era implantar as escolas nas 
capitais dos estados, cidades com maior capacidade 
de absorção de mão de obra, destino certo daqueles 
que buscavam novas alternativas de empregabilidade 
nos espaços urbanos. Entretanto, no estado do Rio 
de Janeiro, a escola não foi instalada na capital, e sim 
na cidade de Campos dos Goytacazes. No dia 23 de 
janeiro de 1910, a escola entrou em funcionamento; 
era a nona a ser criada no Brasil, com cinco cursos: 
alfaiataria, marcenaria, tornearia, sapataria e 
eletricidade. 
 
Com a crescente industrialização do país, tornava-se 
cada vez mais importante a formação de profissionais 
para suprir as demandas do mercado e, doze anos 
depois, as escolas de aprendizes e artífices de nível 
primário foram transformadas em escolas industriais 
e técnicas, equiparando-se às de ensino médio e 
secundário. 
 
Internet: (com adaptações) 
 
No texto, o sinal indicativo de crase no trecho 
―equiparando-se às de ensino médio e secundário‖ foi 
empregado porque 
 
a) a regência de ―transformadas‖ exige que a oração 
subsequente tenha o complemento ―ensino médio e 
secundário‖ antecedido por sinal indicativo de crase. 
 
b) o termo ―às‖ é elemento coesivo que retoma o 
antecedente ―escolas industriais e técnicas‖. 
 
c) a regência do verbo equiparar exige preposição 
a, e ―escolas‖, palavra que está subentendida antes 
de ―de ensino médio‖, exige o artigo definido 
feminino plural as. 
 
d) o termo ―às‖ é elemento coesivo que retoma o 
antecedente ―escolas de aprendizes e artífices‖. 
 
e) o segmento ―ensino médio e secundário‖ é 
composto de dois elementos, o que exige que o 
artigo antecedente apresente sinal indicativo de 
crase. 
 
562 
Texto 1A10BBB 
 
O Brasil sempre foi um país com grandes 
desigualdades. Marcada por diferenças sociais, 
econômicas e regionais, esta nação tem procurado, 
nos últimos anos, promover a diminuição das 
desigualdades que sempre a marcaram de forma 
profunda. A Constituição Federal de 1988 traçou 
diversos objetivos, entre eles, a construção de uma 
sociedade livre, justa e solidária; a erradicação da 
pobreza e a redução das desigualdades sociais e 
regionais. Embora, infelizmente, tais metas não 
tenham sido atingidas, ocorreram diversos avanços, 
como, por exemplo, a diminuição da mortalidade 
infantil e do analfabetismo; a melhoria na expectativa 
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de vida; o aumento do número de jovens nas 
escolas, entre outros. 
 
No mundo, a busca pelo tratamento igual já estava 
presente desde antes da Revolução Francesa, mas, a 
partir dela, a luta por um tratamento equânime entre 
as pessoas não só se tornou sinônimo de aplicação 
de justiça, como também passou a ser um dos 
aspectos de como a dignidade da pessoa humana se 
revela, em especial, no tratamento que o Estado 
reserva ao homem. 
 
O direito à igualdade ou ao tratamento isonômico 
está definido como um direito fundamental, 
assumindo posição de destaque na sociedade 
moderna e invertendo a tradicional relação entre o 
Estado e o indivíduo, ao reconhecer que a pessoa 
humana tem, primeiro, direitos, e, depois, deveres 
perante o Estado, e que os direitos que o Estado tem 
em relação ao indivíduo se ordenam ao objetivo de 
melhor cuidar das necessidades dos seus cidadãos. 
 
Por meio de ações corretivas dos poderes públicos e 
do estabelecimento de direitos relativos à assistência 
social, à educação, ao trabalho, ao lazer, à saúde, à 
cultura e ao esporte, por exemplo, procurou-se 
promover uma igualdade material, ou seja, o 
tratamento equânime de todos os seres humanos, 
bem como a sua equiparação no que diz respeito às 
possibilidades de concessão de oportunidades. 
 
Embora a tributação tenha um papel fundamental 
como instrumento reformador e capaz de atuar na 
diminuição das desigualdades, o modo como o 
sistema tributário está estruturado não logra os 
objetivos estabelecidos pela Constituição Federal de 
1988. Há, portanto, necessidade de uma reforma 
para que ele se adéque às exigências de um sistema 
justo, com fundamento na igualdade e na capacidade 
contributiva, em busca de uma maior justiça social e 
fiscal. Nesse sentido, o imposto sobre a renda das 
pessoas físicas é o maior responsável por fazer 
avançar ou retroceder a capacidade econômica e, por 
consequência, a solidariedade social. 
 
Élvio Gusmão Santos. Internet: (com 
adaptações). 
 
A correção gramatical e os sentidos do texto 
1A10BBB seriam preservados caso a forma verbal 
―ocorreram‖ fosse substituída por 
 
a) existiu. 
 
b) aconteceu. 
 
c) sucederam. 
 
d) tiveram. 
 
e) houveram. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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N° GAB PORTUGUÊS 
513 d 
CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Administração/2019 
514 c CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
515 d CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
516 a CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
517 e 
CEBRASPE (CESPE) - Aud Est (TCM-BA)/TCM-BA/ControleExterno/2018 
518 e CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
519 b 
CEBRASPE (CESPE) - Ag (TCE-PB)/TCE-
PB/Documentação/2018 
520 a CEBRASPE (CESPE) - Del Pol (PC MA)/PC MA/2018 
521 d CEBRASPE (CESPE) - Esc Pol (PC MA)/PC MA/2018 
522 a 
CEBRASPE (CESPE) - Aud Est (TCM-BA)/TCM-BA/Controle 
Externo/2018 
523 d CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 
524 b CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 
525 c CEBRASPE (CESPE) - PEBTT (IFF)/IFF/Administração/2018 
526 e CEBRASPE (CESPE) - TTRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 
527 c CEBRASPE (CESPE) - TTRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 
528 c 
CEBRASPE (CESPE) - Aud Est (TCM-BA)/TCM-BA/Controle 
Externo/2018 
529 d CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
530 e CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
531 a 
CEBRASPE (CESPE) - ACI (COGE CE)/COGE 
CE/Auditoria/Governamental/2019 
532 c 
CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Administração/2019 
533 b 
CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Administração/2019 
534 a 
CEBRASPE (CESPE) - ACP (TCE-PB)/TCE-PB/Demais 
Áreas/2018 
535 a CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
536 c CEBRASPE (CESPE) - TTRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 
537 e CEBRASPE (CESPE) - AFA (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 
* * JESUS TE AMA 
N° GAB PORTUGUÊS 
538 c CEBRASPE (CESPE) - PEBTT (IFF)/IFF/Letras 
Espanhol/2018 
539 d CEBRASPE (CESPE) - ACI (COGE CE)/COGE 
CE/Auditoria/Governamental/2019 
540 d CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
541 b CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 
542 b CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 
543 e CEBRASPE (CESPE) - PEBTT (IFF)/IFF/Administração/2018 
544 c CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
545 e CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
546 a CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
547 b CEBRASPE (CESPE) - Aud Est (TCM-BA)/TCM-BA/Controle 
Externo/2018 
548 a CEBRASPE (CESPE) - ACI (COGE CE)/COGE 
CE/Auditoria/Governamental/2019 
549 b CEBRASPE (CESPE) - Per Crim (PC MA)/PC MA/2018 
550 c CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 
551 c CEBRASPE (CESPE) - ACE (TCE-MG)/TCE-
MG/Administração/2018 
552 c CEBRASPE (CESPE) - TTRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 
553 b CEBRASPE (CESPE) - TTRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 
554 b CEBRASPE (CESPE) - AFA (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 
555 e CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
556 c CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 
557 d CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
558 e CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
559 c CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Administração/2019 
560 a CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Controle Externo/2019 
561 c CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 
562 c CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
* * JESUS TE AMA 
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563 
Texto 
 
O desenvolvimento de salas de aula virtuais avança a 
passos largos, e a interatividade é o ponto-chave das 
pesquisas na área. A criação de programas de 
computador voltados para a educação a distância 
facilita o surgimento de novos cursos, mas é preciso 
preparar os alunos para o uso das tecnologias. 
 
De acordo com Claudete Paganucci, pedagoga, a 
integração da equipe responsável por administrar os 
cursos é crucial para o sucesso da educação a 
distância. ―Tanto professores quanto alunos precisam 
de oficinas de capacitação para que o acesso às 
novas tecnologias seja um facilitador do ensino e não 
gere frustração na hora de aprender ou ensinar‖, ela 
esclarece. 
 
Além de participar das oficinas, é preciso ter 
dedicação. A pedagoga acrescenta que 
a maioria dos alunos é composta por adultos, que, 
diferentemente das crianças, têm maior capacidade 
de concentração ao estudar em casa. Apesar das 
exigências, o método de ensino permite que o aluno 
organize seu próprio horário de estudos e concilie a 
graduação com um emprego. 
 
Novos rumos da educação a distância Internet: (com adaptações) 
 
No texto, a forma verbal ―têm‖ concorda com o 
termo 
 
a) ―pedagoga‖. 
 
b) ―maioria‖. 
 
c) ―alunos‖. 
 
d) ―adultos‖. 
 
e) ―crianças‖. 
 
564 
Texto 
 
Acho muito simpática a maneira da Rádio Jornal do 
Brasil de anunciar a hora: ―onze e meia‖ no lugar de 
―vinte e três e trinta‖; ―um quarto para as cinco‖ em 
vez de ―dezesseis e quarenta e cinco‖. Mas confesso 
minha implicância com aquele ―meio-dia e meia‖. 
 
Sei que ―meio-dia e meio‖ está errado. Mas a língua é 
como a mulher de César: não lhe basta ser honesta, 
convém que o pareça. 
Lembrando um conselho que me deu certa vez um 
amigo boêmio quando lhe perguntei se certa frase 
estava certa (―Olhe, Rubem, faça como eu, não tope 
parada com a gramática: dê uma voltinha e diga a 
mesma coisa de outro jeito‖), eu preferiria dizer 
―doze e meia‖ ou ―meio-dia e trinta‖, sem nenhuma 
afetação. Aliás, a língua da gente não tem apenas 
regras: tem um espírito, um jeito, uma pequena alma 
que aquele ―meio-dia e meia‖ faz sofrer. 
 
Rubem Braga Recado de primavera Rio de Janeiro, Record,1984, 
p 58 (com adaptações) 
 
A expressão ‗meio-dia e meio‘ está errada porque 
 
a) a repetição de ‗meio‘ deve ser evitada na mesma 
frase. 
 
b) o emprego do hífen na expressão contraria o novo 
acordo ortográfico. 
 
c) a concordância deve ser feita com a ideia de hora 
— meia hora. 
 
d) a única forma correta é ‗meio-dia e trinta‘. 
 
e) ‗meio‘ provoca erro de regência. 
 
565 
Texto 1A1-I 
 
O direito tributário brasileiro depara-se com grandes 
desafios, principalmente em tempos de globalização e 
interdependência dos sistemas econômicos. Entre 
esses pontos de atenção, destacam-se três. O 
primeiro é a guerra fiscal ocasionada pelo ICMS. O 
principal tributo em vigor, atualmente, é estadual, o 
que faz contribuintes e advogados se debruçarem 
sobre vinte e sete diferentes legislações no país para 
entendê-lo. Isso se tornou um atentado contra o 
princípio de simplificação, contribuindo para o 
incremento de uma guerra fiscal entre os estados, 
que buscam alterar regras para conceder benefícios e 
isenções, a fim de atrair e facilitar a instalação de 
novas empresas. É, portanto, um dos instrumentos 
mais utilizados na disputa por investimentos, 
gerando, com isso, consequências negativas do ponto 
de vista tanto econômico quanto fiscal. 
 
A competitividade gerada pela interdependência 
estadual é outro ponto. Na década de 60, a adoção 
do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um 
avanço importante para a tributação indireta, 
permitindo a internacionalização das trocas de 
mercadorias com a facilitação da equivalência dos 
impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo 
as diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, 
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é o único caso no mundo de imposto que, embora se 
pareça com o IVA, não é administrado pelo governo 
federal — o que dá aos estados total autonomia para 
administrar, cobrar e gastar os recursos dele 
originados. A competência estadual do ICMS gera 
ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete 
unidades da Federação, dada a coexistência dos 
princípios de origem e destino nas transações 
comerciais interestaduais, que gera a já comentada 
guerra fiscal. 
 
A harmonização com os outros sistemas tributários é 
outro desafio que deve ser enfrentado. É preciso 
integrar-se aos países do MERCOSUL, além de 
promover a aproximação aos padrões tributários de 
um mundo globalizado e desenvolvido, 
principalmente quando se trata de Europa. Só assim 
o país recuperará o poder da economia e poderá 
utilizar essa recuperação como condição para 
intensificar a integração com outros países e para 
participar mais ativamente da globalização. 
 
André Pereira. Os desafios do direito tributário brasileiro. 
In: DCI – Diário Comércio, Indústria e Serviços. 2/mar./2017.Internet: (com adaptações). 
 
Os três aspectos que representam desafios para o 
direito tributário brasileiro, na ordem em que 
aparecem no texto 1A1-I, são 
 
a) a alteração de regras para benefícios e isenções, 
a competitividade propiciada pela interdependência 
dos estados e a recuperação do poder econômico do 
país. 
 
b) o conflito fiscal proporcionado pelo ICMS, a 
competitividade produzida pela interdependência dos 
estados e a recuperação do poder econômico do país. 
 
c) a alteração de regras para benefícios e isenções, a 
competitividade gerada pela interdependência dos 
estados e a recuperação do poder econômico do país. 
 
d) o afinamento com outros sistemas tributários, a 
adoção do IVA e o conflito fiscal favorecido pelo 
ICMS. 
 
e) o conflito fiscal propiciado pelo ICMS, a 
competitividade gerada pela interdependência dos 
estados e o afinamento com outros sistemas 
tributários. 
 
 
 
 
 
566 
Texto 1A1-I 
 
O direito tributário brasileiro depara-se com grandes 
desafios, principalmente em tempos de globalização e 
interdependência dos sistemas econômicos. Entre 
esses pontos de atenção, destacam-se três. O 
primeiro é a guerra fiscal ocasionada pelo ICMS. O 
principal tributo em vigor, atualmente, é estadual, o 
que faz contribuintes e advogados se debruçarem 
sobre vinte e sete diferentes legislações no país para 
entendê-lo. Isso se tornou um atentado contra o 
princípio de simplificação, contribuindo para o 
incremento de uma guerra fiscal entre os estados, 
que buscam alterar regras para conceder benefícios e 
isenções, a fim de atrair e facilitar a instalação de 
novas empresas. É, portanto, um dos instrumentos 
mais utilizados na disputa por investimentos, 
gerando, com isso, consequências negativas do ponto 
de vista tanto econômico quanto fiscal. 
 
A competitividade gerada pela interdependência 
estadual é outro ponto. Na década de 60, a adoção 
do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um 
avanço importante para a tributação indireta, 
permitindo a internacionalização das trocas de 
mercadorias com a facilitação da equivalência dos 
impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo 
as diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, 
é o único caso no mundo de imposto que, embora se 
pareça com o IVA, não é administrado pelo governo 
federal — o que dá aos estados total autonomia para 
administrar, cobrar e gastar os recursos dele 
originados. A competência estadual do ICMS gera 
ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete 
unidades da Federação, dada a coexistência dos 
princípios de origem e destino nas transações 
comerciais interestaduais, que gera a já comentada 
guerra fiscal. 
 
A harmonização com os outros sistemas tributários é 
outro desafio que deve ser enfrentado. É preciso 
integrar-se aos países do MERCOSUL, além de 
promover a aproximação aos padrões tributários de 
um mundo globalizado e desenvolvido, 
principalmente quando se trata de Europa. Só assim 
o país recuperará o poder da economia e poderá 
utilizar essa recuperação como condição para 
intensificar a integração com outros países e para 
participar mais ativamente da globalização. 
 
André Pereira. Os desafios do direito tributário brasileiro. 
In: DCI – Diário Comércio, Indústria e Serviços. 2/mar./2017. 
Internet: (com adaptações). 
 
 
 
 
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O texto 1A1-I 
 
a) carece de uma introdução para o assunto que 
aborda. 
 
b) é composto de três parágrafos vinculados a uma 
temática principal. 
 
c) é organizado de forma progressiva, partindo do 
problema menos relevante ao mais relevante. 
 
d) concentra no parágrafo final a conclusão geral dos 
argumentos apresentados. 
 
e) é pautado integralmente na temática da tributação 
excessiva 
 
567 
Texto 1A1-I 
 
O direito tributário brasileiro depara-se com grandes 
desafios, principalmente em tempos de globalização e 
interdependência dos sistemas econômicos. Entre 
esses pontos de atenção, destacam-se três. O 
primeiro é a guerra fiscal ocasionada pelo ICMS. O 
principal tributo em vigor, atualmente, é estadual, o 
que faz contribuintes e advogados se debruçarem 
sobre vinte e sete diferentes legislações no país para 
entendê-lo. Isso se tornou um atentado contra o 
princípio de simplificação, contribuindo para o 
incremento de uma guerra fiscal entre os estados, 
que buscam alterar regras para conceder benefícios e 
isenções, a fim de atrair e facilitar a instalação de 
novas empresas. É, portanto, um dos instrumentos 
mais utilizados na disputa por investimentos, 
gerando, com isso, consequências negativas do ponto 
de vista tanto econômico quanto fiscal. 
 
A competitividade gerada pela interdependência 
estadual é outro ponto. Na década de 60, a adoção 
do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um 
avanço importante para a tributação indireta, 
permitindo a internacionalização das trocas de 
mercadorias com a facilitação da equivalência dos 
impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo 
as diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, 
é o único caso no mundo de imposto que, embora se 
pareça com o IVA, não é administrado pelo governo 
federal — o que dá aos estados total autonomia para 
administrar, cobrar e gastar os recursos dele 
originados. A competência estadual do ICMS gera 
ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete 
unidades da Federação, dada a coexistência dos 
princípios de origem e destino nas transações 
comerciais interestaduais, que gera a já comentada 
guerra fiscal. 
 A harmonização com os outros sistemas tributários é 
outro desafio que deve ser enfrentado. É preciso 
integrar-se aos países do MERCOSUL, além de 
promover a aproximação aos padrões tributários de 
um mundo globalizado e desenvolvido, 
principalmente quando se trata de Europa. Só assim 
o país recuperará o poder da economia e poderá 
utilizar essa recuperação como condição para 
intensificar a integração com outros países e para 
participar mais ativamente da globalização. 
 
André Pereira. Os desafios do direito tributário brasileiro. 
In: DCI – Diário Comércio, Indústria e Serviços. 2/mar./2017. 
Internet: (com adaptações). 
 
Infere-se das ideias do texto 1A1-I que o autor é 
contrário 
 
a) ao modelo tributário europeu. 
 
b) à aplicação do IVA em nível federal. 
 
c) ao sistema tributário do MERCOSUL. 
 
d) à competência estadual para o ICMS. 
 
e) aos padrões tributários do mundo globalizado. 
 
568 
Texto 1A11-I 
 
Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de 
glória no distante ano de 1837. 
 
Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma 
peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com 
outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário 
Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, 
mas — como se verá — relativos). A plateia, formada 
por um público refinado, culto e um pouco bovino, 
como são, sempre, os homens em ajuntamentos, 
esperava com impaciência. 
 
Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. 
Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior 
Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com 
ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa 
que anunciava as peças do músico menor, retiraram-
se do teatro, incapazes de suportar música de má 
qualidade. 
 
Como sabemos, os melômanos são impacientes com 
as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em 
clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos 
grandes artistas. 
 
Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico 
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invertera, no programa do concerto, os nomes de 
Pixis e Beethoven... 
 
A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, 
foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de 
Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi 
enxovalhada. 
 
Esse episódio, cômico se não fosse doloroso,deveria 
nos tornar mais atentos e menos arrogantes a 
respeito do que julgamos ser arte. 
 
Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos 
de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se 
fosse Beethoven. 
 
Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São 
Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). 
 
Infere-se do texto 1A11-I que, na ocasião do 
concerto em Paris, em 1837, 
 
a) Pixis tocou uma composição de Beethoven como 
se fosse de sua autoria. 
 
b) Liszt equivocou-se na leitura do roteiro de 
composições que deveria executar. 
 
c) a plateia revoltou-se contra Liszt, por ele ter 
confundido uma composição de Pixis com uma de 
Beethoven. 
 
d) o público julgou as composições apenas com base 
nas designações equivocadas no programa do 
concerto. 
 
e) as peças de Pixis e Beethoven foram executadas 
de modo tão semelhante que o público não foi capaz 
de distingui-las. 
 
569 
Texto 1A11-I 
 
Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de 
glória no distante ano de 1837. 
 
Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma 
peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com 
outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário 
Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, 
mas — como se verá — relativos). A plateia, formada 
por um público refinado, culto e um pouco bovino, 
como são, sempre, os homens em ajuntamentos, 
esperava com impaciência. 
 
Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. 
Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior 
Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com 
ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa 
que anunciava as peças do músico menor, retiraram-
se do teatro, incapazes de suportar música de má 
qualidade. 
 
Como sabemos, os melômanos são impacientes com 
as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em 
clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos 
grandes artistas. 
 
Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico 
invertera, no programa do concerto, os nomes de 
Pixis e Beethoven... 
 
A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, 
foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de 
Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi 
enxovalhada. 
 
Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria 
nos tornar mais atentos e menos arrogantes a 
respeito do que julgamos ser arte. 
 
Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos 
de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se 
fosse Beethoven. 
 
Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São 
Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). 
 
No texto 1A11-I, com o emprego da expressão 
―(hoje)‖ entre parênteses, o autor 
 
a) destaca que Pixis é desconhecido na atualidade, 
mas que não o era em 1837. 
 
b) indica que, a partir da data do concerto, Pixis 
deixou de ser desconhecido. 
 
c) enfatiza o ―dia de glória‖ de Pixis. 
 
d) ressalta que se trata do dia do concerto de Franz 
Liszt. 
 
e) revela desprezo pela popularidade de Pixis em 
1837. 
 
570 
Texto 1A11-I 
 
Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de 
glória no distante ano de 1837. 
 
Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma 
peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com 
outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário 
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Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, 
mas — como se verá — relativos). A plateia, formada 
por um público refinado, culto e um pouco bovino, 
como são, sempre, os homens em ajuntamentos, 
esperava com impaciência. 
 
Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. 
Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior 
Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com 
ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa 
que anunciava as peças do músico menor, retiraram-
se do teatro, incapazes de suportar música de má 
qualidade. 
 
Como sabemos, os melômanos são impacientes com 
as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em 
clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos 
grandes artistas. 
 
Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico 
invertera, no programa do concerto, os nomes de 
Pixis e Beethoven... 
 
A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, 
foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de 
Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi 
enxovalhada. 
 
Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria 
nos tornar mais atentos e menos arrogantes a 
respeito do que julgamos ser arte. 
 
Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos 
de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se 
fosse Beethoven. 
 
Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São 
Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). 
 
O autor do texto 1A11-I apresenta a narrativa do 
concerto de Liszt com o propósito de 
 
a) reconhecer que Pixis era tão genial quanto 
Beethoven. 
 
b) criticar o modo como algumas pessoas consomem 
arte. 
 
c) dar notoriedade à carreira de Pixis. 
 
d) alertar o público de que não se deve confiar em 
tudo que se lê. 
 
e) incentivar o público a ampliar seu repertório 
musical. 
 
 
571 
Texto 1A3-I 
 
A política tributária não se restringe ao objetivo de 
abastecer os cofres públicos, mas tem também 
objetivos econômicos e sociais. Se fosse aumentada a 
tributação sobre um produto considerado nocivo para 
o consumidor ou para a sociedade, o seu consumo 
poderia ser desestimulado. Caso a intenção fosse 
promover uma melhor distribuição de renda, o Estado 
poderia reduzir tributos incidentes sobre os produtos 
mais consumidos pela população de renda mais baixa 
e elevar os tributos sobre a renda da classe mais alta. 
 
Por outro lado, se o Estado reduzisse a tributação de 
determinado setor da economia, os custos desse 
setor diminuiriam, o que possibilitaria a queda dos 
preços de seus produtos e poderia gerar um 
crescimento das vendas. Outro efeito viável dessa 
política seria o aumento do lucro das empresas, 
favorecendo-se, assim, a elevação dos seus 
investimentos — e, consequentemente, da produção 
— e o surgimento de novas empresas, o que 
provavelmente resultaria no crescimento da 
produção, bem como no acirramento da 
concorrência, com possíveis reflexos sobre os preços. 
Em qualquer um desses cenários, o setor seria 
estimulado. 
 
Internet: (com 
adaptações). 
 
O texto 1A3-I organiza-se de forma a apresentar 
 
a) argumentos em favor dos objetivos do Estado 
com relação à política tributária, para convencer o 
leitor. 
 
b) possíveis consequências sociais e econômicas da 
política tributária. 
 
c) procedimentos da atividade de tributação, 
destacando sua natureza fiscal. 
 
d) defesa de ações governamentais mais efetivas no 
que se refere à política tributária. 
 
e) razões para a diminuição de impostos ser 
considerada mais benéfica que o aumento destes. 
 
 
 
 
 
 
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572 
Texto 1A3-I 
 
A política tributária não se restringe ao objetivo de 
abastecer os cofres públicos, mas tem também 
objetivos econômicos e sociais. Se fosse aumentada a 
tributação sobre um produto considerado nocivo para 
o consumidor ou para a sociedade, o seu consumo 
poderia ser desestimulado. Caso a intenção fosse 
promover uma melhor distribuição de renda, o Estado 
poderia reduzir tributos incidentes sobre os produtos 
mais consumidos pela população de renda mais baixa 
e elevar os tributos sobre a renda da classe mais alta. 
 
Por outro lado, se o Estado reduzisse a tributação de 
determinado setor da economia, os custos desse 
setor diminuiriam, o que possibilitaria a queda dos 
preços de seus produtos e poderia gerar um 
crescimento das vendas. Outro efeito viável dessa 
política seria o aumento do lucro das empresas, 
favorecendo-se, assim, a elevação dos seus 
investimentos — e, consequentemente, da produção 
— e o surgimento de novas empresas,o que 
provavelmente resultaria no crescimento da 
produção, bem como no acirramento da 
concorrência, com possíveis reflexos sobre os preços. 
Em qualquer um desses cenários, o setor seria 
estimulado. 
 
Internet: (com 
adaptações). 
 
Infere-se do texto 1A3-I que a ação do Estado, com 
relação à política tributária, visa 
 
a) ao provimento de receitas e também a finalidades 
econômicas e sociais. 
 
b) à redução de tributos sobre empresas 
comprometidas com o desenvolvimento social. 
 
c) ao aumento do lucro de empresas, com impacto 
sobre o crescimento do país. 
 
d) ao estímulo do setor empresarial pela concessão 
de isenção do pagamento de impostos. 
 
e) ao crescimento da livre concorrência, com 
aumento dos impostos aplicados a empresas. 
 
573 
Texto 1A3-II 
 
Entre os maiores poderes concedidos pela sociedade 
ao Estado, está o poder de tributar. A tributação está 
inserida no núcleo do contrato social estabelecido 
pelos cidadãos entre si para que se alcance o bem 
comum. Desse modo, o poder de tributar está na 
origem do Estado ou do ente político, a partir da qual 
foi possível que as pessoas deixassem de viver no 
que Hobbes definiu como o estado natural (ou a vida 
pré-política da humanidade) e passassem a constituir 
uma sociedade de fato, a geri-la mediante um 
governo, e a financiá-la, estabelecendo, assim, uma 
relação clara entre governante e governados. 
 
A tributação, portanto, somente pode ser 
compreendida a partir da necessidade dos indivíduos 
de estabelecer convívio social organizado e de gerir a 
coisa pública mediante a concessão de poder a um 
soberano. Em decorrência disso, a condição 
necessária (mas não suficiente) para que o poder de 
tributar seja legítimo é que ele emane do Estado, 
pois qualquer imposição tributária privada seria 
comparável a usurpação ou roubo. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
De acordo com o texto 1A3-II, o poder de tributar é 
uma 
 
a) competência conferida pelos cidadãos ao Estado, 
com vistas ao bem comum da sociedade. 
 
b) condição para a construção de uma relação 
hierárquica entre governantes e governados. 
 
c) obrigação criada pelo Estado para a sua 
manutenção, mas que, gradativamente, passou a 
gerar benefícios à sociedade. 
 
d) forma de submissão dos cidadãos ao Estado 
assemelhada a usurpação ou roubo. 
 
e) relação anterior à constituição do Estado e da 
própria sociedade. 
 
574 
Texto CB1A1-I 
 
Candeia era quase nada. Não tinha mais que vinte 
casas mortas, uma igrejinha velha, um resto de 
praça. Algumas construções nem sequer tinham 
telhado; outras, invadidas pelo mato, incompletas, 
sem paredes. Nem o ar tinha esperança de ser vento. 
Era custoso acreditar que morasse alguém naquele 
cemitério de gigantes. 
 
O único sinal de vida vinha de um bar aberto. Duas 
mesas de madeira na frente, um caminhão, um 
homem e uma mulher na boleia ouvindo música, 
entre abraços, beijos e carícias ousadas. Mais 
desolado e triste que Juazeiro do Norte aquele 
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povoado, muito mais. Em Juazeiro tinha gente, a 
cidade era viva. E no meio daquele povo todo sempre 
se encontrava uma alma boa como a de sua mãe, 
uma moça bonita, um amigo animado. Candeia 
era morta. 
 
Samuel ao menos ficou um pouco feliz por ouvir a 
música do caminhoneiro. Quase sorriu. O esboço de 
alegria durou até aparecer pela porta mal pintada de 
azul uma mulher assombrosa, praguejando com uma 
vassoura na mão e mandando desligar aquela música 
maldita. O caminhoneiro a chamou pelo nome: 
 
— Cadê o café, Helenice? Deixa de praguejar, coisa-
ruim! 
 
Pela mesma porta saiu uma moça, bem jovem, com 
uma garrafa térmica vermelha e duas canecas. Foi e 
voltou com rapidez, agora trazendo dois pratos, 
quatro pães pequenos, duas bananas cozidas e um 
pote de margarina. 
 
— Cinco reais — ordenou Helenice, com a mão na 
garrafa térmica. — Só come se pagar. 
 
O homem pagou, sempre rindo da cara de Helenice, 
visivelmente bêbado. 
 
Samuel inveja ou o caminhoneiro. Não tinha tanto 
dinheiro para comer naquele fim de tarde, fim de 
vida. 
 
Socorro Acioli. A cabeça do santo. São Paulo: Companhia das 
Letras, 2014, p. 17-8 (com adaptações). 
 
Infere-se do texto CB1A1-I que o narrador 
caracteriza Candeia como ―quase nada‖ e ―morta‖ 
devido à 
 
a) desesperança reinante no povoado. 
 
b) impressão de abandono exibida pelo povoado. 
 
c) inexistência de espaços de diversão no povoado. 
 
d) desigualdade explícita em todos os cantos do 
povoado. 
 
e) presença de pessoas mesquinhas e desgraçadas 
pelo povoado. 
 
 
 
 
 
575 
Texto CB1A1-II 
 
Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são 
encontrados administradores públicos cujas ações em 
muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do 
império babilônico, que, buscando satisfazer sua 
rainha Meda, saudosa das colinas e florestas de sua 
pátria, providenciou a construção de estupendos 
jardins suspensos. Essa excentricidade, que consumiu 
anos de labor e gastos incalculáveis, culminou em 
uma das sete maravilhas do mundo antigo. 
 
Tal ―maravilha‖, que originou mais ônus do que 
propriamente benefícios, apresenta grande similitude 
com devaneios atuais em que se constata o gasto de 
dinheiro público com atos de motivação fútil e imoral, 
finalidade dissociada do interesse público e em total 
afronta à razoabilidade administrativa, com flagrante 
desproporção entre o numerário despendido e o 
benefício auferido pela coletividade. 
 
Além da insensatez detectada em alguns atos de 
administração, constata-se a existência de situação 
mais grave e preocupante, a degeneração de caráter 
em muitos entre os que ascendem à gestão do 
interesse público. Essa degeneração, em alguns 
casos, precede a investidura; em outros, tem causas 
endêmicas, sendo o resultado inevitável da interação 
com um meio viciado. 
 
Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. 
Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 
47 (com adaptações). 
 
O texto CB1A1-II afirma que 
 
a) a integridade e a sensatez são características 
encontradas nos atos dos gestores públicos. 
 
b) a razoabilidade administrativa exige dos gestores 
públicos equilíbrio entre o gasto de dinheiro público e 
os benefícios desse gasto para a população. 
 
c) o desvio de dinheiro público por gestores públicos 
geralmente se deve a questões pessoais ou 
familiares. 
 
d) a degeneração de caráter atinge alguns gestores 
públicos antes mesmo de sua posse, ou quando da 
sua inserção em um ambiente corrupto. 
 
e) o mau trabalho dos gestores públicos tem gerado, 
além de desperdício de dinheiro público, sobrecarga 
tributária e poucas perspectivas de vantagem para o 
povo. 
 
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576 
Texto CB1A1-II 
 
Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são 
encontrados administradores públicos cujas ações em 
muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do 
império babilônico, que, buscando satisfazer sua 
rainha Meda, saudosa das colinas e florestas de sua 
pátria,providenciou a construção de estupendos 
jardins suspensos. Essa excentricidade, que consumiu 
anos de labor e gastos incalculáveis, culminou em 
uma das sete maravilhas do mundo antigo. 
 
Tal ―maravilha‖, que originou mais ônus do que 
propriamente benefícios, apresenta grande similitude 
com devaneios atuais em que se constata o gasto de 
dinheiro público com atos de motivação fútil e imoral, 
finalidade dissociada do interesse público e em total 
afronta à razoabilidade administrativa, com flagrante 
desproporção entre o numerário despendido e o 
benefício auferido pela coletividade. 
Além da insensatez detectada em alguns atos de 
administração, constata-se a existência de situação 
mais grave e preocupante, a degeneração de caráter 
em muitos entre os queascendem à gestão do 
interesse público. Essa degeneração, em alguns 
casos, precede a investidura; em outros, tem causas 
endêmicas, sendo o resultado inevitável da interação 
com um meio viciado. 
 
Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. 
Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 
47 (com adaptações). 
 
Depreende-se do texto CB1A1-II que os jardins 
suspensos construídos no império do rei 
Nabucodonosor representavam 
 
a) as sete maravilhas do mundo antigo. 
 
b) a riqueza do império babilônico. 
 
c) a degeneração de caráter de Nabucodonosor. 
 
d) a fertilidade do bioma local. 
 
e) a paisagem da pátria da rainha Meda. 
 
577 
Texto CG1A1-I 
 
Atitudes para um desenvolvimento sustentável 
tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma 
definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos 
negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas 
que antes pensavam só em lucro agora otimizam 
seus processos por meio da sustentabilidade 
empresarial. Outro campo de estudos voltado para o 
consumo consciente e equilibrado com o meio 
ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, 
cujo objetivo é promover a utilização de recursos de 
base biológica, recicláveis e renováveis, e 
consequentemente mais sustentáveis. 
 
Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o 
sucesso das empresas, que precisam cada vez mais 
entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e 
não somente mercadorias. A preocupação com o 
meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem 
competitiva, notadamente em mercados cada vez 
mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a 
perenidade da marca, em virtude do fortalecimento 
de sua reputação e credibilidade. 
 
Para o desenvolvimento sustentável, os negócios 
devem estar amparados em boas práticas de 
governança, com benefícios sociais e ambientais. 
Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a 
competitividade e o sucesso das organizações. 
 
Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão 
importante para a economia? A população cresce em 
número e em capacidade de consumo; com isso, a 
demanda pela utilização de recursos naturais 
recrudesce de forma quase insustentável. A utilização 
de matrizes não renováveis tende ao esgotamento e 
à poluição progressiva do meio ambiente. Para 
quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos 
econômicos que propõem um novo modo de gestão 
da sociedade, como a economia circular e a 
bioeconomia. 
 
A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso 
desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que 
priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio 
ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, 
reúne todos os setores da economia que utilizam 
recursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para 
possibilitar soluções eficazes e coerentes para os 
problemas socioambientais contemporâneos: 
mudanças climáticas, crise econômica mundial, 
substituição do uso de energias fósseis, saúde, 
qualidade de vida da população, entre outros. 
 
O objetivo é criar uma economia inovadora com 
baixas emissões de poluentes, que concilie as 
exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a 
segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos 
biológicos renováveis para fins industriais, e que 
assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a 
proteção ambiental. A bioeconomia contempla não 
apenas setores tradicionais como agricultura, 
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silvicultura e pesca, mas também setores como as 
biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o 
futuro será definitivamente bio. 
 
Marina Santos Chiapetta. Internet: (com 
adaptações). 
 
De acordo com as ideias expostas no texto CG1A1-I, 
é finalidade da bioeconomia 
 
a) aumentar o valor das mercadorias. 
 
b) tornar o mercado mais competitivo. 
 
c) ampliar a capacidade de consumo da população. 
 
d) aprofundar as mudanças climáticas. 
 
e) dar impulso à sustentabilidade. 
 
578 
Texto CG1A1-I 
 
Atitudes para um desenvolvimento sustentável 
tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma 
definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos 
negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas 
que antes pensavam só em lucro agora otimizam 
seus processos por meio da sustentabilidade 
empresarial. Outro campo de estudos voltado para o 
consumo consciente e equilibrado com o meio 
ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, 
cujo objetivo é promover a utilização de recursos de 
base biológica, recicláveis e renováveis, e 
consequentemente mais sustentáveis. 
 
Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o 
sucesso das empresas, que precisam cada vez mais 
entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e 
não somente mercadorias. A preocupação com o 
meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem 
competitiva, notadamente em mercados cada vez 
mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a 
perenidade da marca, em virtude do fortalecimento 
de sua reputação e credibilidade. 
 
Para o desenvolvimento sustentável, os negócios 
devem estar amparados em boas práticas de 
governança, com benefícios sociais e ambientais. 
Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a 
competitividade e o sucesso das organizações. 
 
Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão 
importante para a economia? A população cresce em 
número e em capacidade de consumo; com isso, a 
demanda pela utilização de recursos naturais 
recrudesce de forma quase insustentável. A utilização 
de matrizes não renováveis tende ao esgotamento e 
à poluição progressiva do meio ambiente. Para 
quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos 
econômicos que propõem um novo modo de gestão 
da sociedade, como a economia circular e a 
bioeconomia. 
 
A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso 
desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que 
priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio 
ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, 
reúne todos os setores da economia que utilizam 
recursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para 
possibilitar soluções eficazes e coerentes para os 
problemas socioambientais contemporâneos: 
mudanças climáticas, crise econômica mundial, 
substituição do uso de energias fósseis, saúde, 
qualidade de vida da população, entre outros. 
 
O objetivo é criar uma economia inovadora com 
baixas emissões de poluentes, que concilie as 
exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a 
segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos 
biológicos renováveis para fins industriais, e que 
assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a 
proteção ambiental. A bioeconomia contempla não 
apenas setores tradicionais como agricultura, 
silvicultura e pesca, mas também setores como as 
biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o 
futuro será definitivamente bio. 
 
Marina Santos Chiapetta. Internet: (com 
adaptações). 
 
Infere-se do texto CG1A1-I que a sustentabilidade 
caracteriza-se, entre outros fatores, por 
 
a) repudiar o mundo dos negócios. 
 
b) utilizar energias fósseis. 
 
c) superar mudanças climáticas. 
 
d) combinar processo produtivo e proteção 
ambiental. 
 
e) garantir bem-estar com pouco avanço tecnológico. 
 
579 
Texto CG2A1-I 
 
Na década de 1960, o mundo passou por um 
aumento populacional inédito devido à brusca queda 
na taxa de mortalidade, o que gerou preocupações 
sobre a capacidade dos países em produzir comida 
para todos. A solução encontrada foi desenvolver 
tecnologia e métodos que aumentassem a produção. 
88
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Em 1981, o indiano ganhador do Prêmio Nobel de 
Economia, Amartya Sen, em seu livro Pobreza e 
Fomes, identificou a existência de populações com 
fome mesmo em países que não convivem com 
problemas de abastecimento. O economista indiano 
traçou então, pela primeira vez, uma relação causal380 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
381 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
382 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
383 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
384 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
385 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
386 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR 
Prova: Procurador Municipal 
387 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
388 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
389 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
390 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
391 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
392 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
393 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
394 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
395 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
396 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
397 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
398 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
* * JESUS TE AMA 
12
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399 
 
 
 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-II, julgue o item que se segue. 
 
O segmento ―Se aceitamos que, de segunda a sexta-
feira, os dias são úteis‖ (ℓ. 1 e 2) expressa uma 
hipótese real, ou seja, expressa um fato existente. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
400 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-II, julgue o item que se segue. 
 
O nível de formalidade do texto seria alterado caso a 
expressão ―faz de você‖ (ℓ.10) fosse substituída por 
lhe tornam, mas os sentidos originais e a correção 
gramatical do texto seriam mantidos. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
401 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-II, julgue o item que se segue. 
 
O autor empregou a expressão ―absolutamente 
inúteis‖ (ℓ.23) em referência ao conceito de dias 
úteis, visando criticá-lo. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
402 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-II, julgue o item que se segue. 
 
Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam 
preservados caso a expressão ―cada um de nós‖ 
(ℓ.36) fosse substituída por todos nós. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
403 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-II, julgue o item que se segue. 
 
Com a afirmação de que ―cada um de nós tem seu 
aramezinho de fechar pão‖ (ℓ.36), o texto sugere que 
tanto o autor quanto os leitores têm atividades 
profissionais que, quando avaliadas objetivamente e 
com cuidado, mostram-se totalmente desnecessárias 
ao mundo. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
13
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404 
 
Texto CB1A1-III 
 
 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-III, julgue o 
item seguinte. 
 
Na linha 16, o autor emprega o termo 
―suscetibilidade‖ para questionar a desigualdade de 
gênero enfrentada pelas mulheres como motivo que 
justificasse a reação da senhora na ópera. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
405 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-III, julgue o 
item seguinte. 
 
Ao propor, na linha 23, que a indignação ―Arrebata a 
alma‖ e ―enfurece as vísceras‖, o autor do texto 
afirma que esse sentimento provoca as mesmas 
alterações fisiológicas que certas drogas. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
406 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-III, julgue o 
item seguinte. 
 
De acordo com o texto, quando estamos indignados e 
sozinhos, elaboramos mentalmente grandes 
argumentações contra aquilo que definimos como 
alvo da nossa revolta. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
407 
 
Com relação às ideias do texto CB1A1-III, julgue o 
item seguinte. 
 
Infere-se do texto que a indignação manifestada 
solitariamente é menos nociva que a manifestada 
publicamente. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
408 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-III, julgue o item subsecutivo. 
 
Em ―dirigiu-se‖ (ℓ.7), a colocação do pronome ―se‖ 
antes da forma verbal — se dirigiu — prejudicaria a 
correção gramatical do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
14
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409 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-III, julgue o item subsecutivo. 
 
O deslocamento do termo ―furiosa‖ (ℓ.8) para 
imediatamente após a forma verbal ―levantou-se‖ 
(ℓ.9) manteria a coerência do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
410 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-III, julgue o item subsecutivo. 
 
No período em que aparece, o termo ―nuclear‖ (ℓ.11) 
tem o mesmo sentido de central. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
411 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB1A1-III, julgue o item subsecutivo. 
 
A oração ―não viu a condenação do conde brutal‖ 
(ℓ.15) exprime o motivo, a causa por que a senhora 
furiosa revoltou-se antes do tempo. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
412 
 
 
 
Infere-se do texto CB1A1-I que o narrador 
caracteriza Candeia como ―quase nada‖ (l.1) e 
―morta‖ (l.14) devido à 
 
a) desesperança reinante no povoado. 
 
b) impressão de abandono exibida pelo povoado. 
 
c) inexistência de espaços de diversão no povoado. 
 
d) desigualdade explícita em todos os cantos do 
povoado. 
 
e) presença de pessoas mesquinhas e desgraçadas 
pelo povoado. 
 
 
 
 
 
15
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413 
 
Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos do 
texto CB1A1-I, poderia ser inserida uma vírgula logo 
após 
 
a) ―construções‖ (l.3). 
 
b) ―música‖ (l.16). 
 
c) ―azul‖ (l.17). 
 
d) ―porta‖ (l.23). 
 
e) ―triste‖ (l.10). 
 
 
414 
 
No texto CB1A1-I, poderia ser substituído por havia 
o verbo ter empregado em 
 
a) ―Não tinha mais que vinte casas mortas‖ (l. 1 e 2). 
 
b) ―Algumas construções nem sequer tinham telhado‖ 
(l.3). 
 
c) ―Nem o ar tinha esperança de ser vento‖ (l. 4 e 5). 
 
d) ―Em Juazeiro tinha gente‖ (l. 11 e 12). 
 
e) ―Não tinha tanto dinheiro para comer‖ (l. 31 e 32). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
415 
 
 
 
 
O texto CB1A1-II afirma que 
 
a) a integridade e a sensatez são características 
encontradas nos atos dos gestores públicos. 
 
b) a razoabilidade administrativa exige dos gestores 
públicos equilíbrio entre o gasto de dinheiro público e 
os benefícios desse gasto para a população. 
 
c) o desvio de dinheiro público por gestores públicos 
geralmente se deve a questões pessoais ou 
familiares. 
 
 
 
 
 
 
16
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d) a degeneração de caráter atinge alguns gestores 
públicos antes mesmo de sua posse, ou quando da 
sua inserção em um ambiente corrupto. 
 
e) o mau trabalho dos gestores públicos tem gerado, 
além de desperdício de dinheiro público, sobrecarga 
tributária e poucas perspectivas de vantagem paraentre fome e questões sociais como pobreza e 
concentração de renda. Tirou, assim, o foco de 
aspectos técnicos e mudou o tom do debate 
internacional sobre a questão e as políticas públicas a 
serem tomadas a partir daí. 
 
As últimas décadas foram de grande evolução no 
combate à fome em escala global. Nos últimos 25 
anos, 7,7% da população mundial superou o 
problema, o que representa 216 milhões de pessoas. 
É como se mais que toda a população brasileira 
saísse da subnutrição em menos de três décadas. 
Contudo, 10,8% do mundo ainda vive sem acesso a 
uma dieta que forneça o mínimo de calorias e 
nutrientes necessários para uma vida saudável, e 21 
mil pessoas morrem diariamente por fome ou 
problemas derivados dela. 
 
Um estudo publicado em 2016 pela FAO 
(Organização das Nações Unidas para a Alimentação 
e a Agricultura) mostra que a produção mundial de 
alimentos é suficiente para atender a demanda das 
7,3 bilhões de pessoas que habitam a Terra. Apesar 
disso, aproximadamente uma em cada nove dessas 
pessoas ainda vive a realidade da fome. A pesquisa 
põe em xeque toda a política internacional de 
combate à subnutrição crônica colocada em prática 
nas últimas décadas. Em vez de crescimento da 
produção e ajudas momentâneas, surge agora como 
caminho uma abordagem territorial que valorize e 
potencialize a produção local. 
 
Embora os números absolutos estejam caindo, o 
tema ainda é um dos mais delicados da agenda 
internacional. Um exemplo da extensão do problema 
está na declaração dada em 2017 pelo Fundo das 
Nações Unidas para a Infância (UNICEF), segundo a 
qual 1,4 milhão de crianças, de quatro diferentes 
países da África — Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão 
do Sul —, corre risco iminente de morrer de fome. A 
questão é tão antiga quanto complexa, e se conecta 
intrinsecamente com a estrutura política e econômica 
sobre a qual o sistema internacional está construído. 
Concentração da renda e da produção, falta de 
vontade política e até mesmo desinformação e 
consolidação de uma cultura alimentar pouco 
nutritiva são fatores que compõem o cenário da fome 
e da desnutrição no planeta. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
Infere-se do texto CG2A1-I que uma das 
contribuições do estudo publicado em 2016 pela FAO 
foi 
 
a) fornecer dados estatísticos inéditos acerca da 
situação da fome e da produção de alimentos no 
mundo. 
 
b) desconstruir a ideia de que a situação da fome no 
mundo decorre de escassez na produção mundial de 
alimentos. 
 
c) distinguir as consequências da política 
internacional de combate à subnutrição crônica em 
diferentes países. 
 
d) fortalecer as medidas de combate à fome 
centradas no aumento da produção mundial de 
alimentos. 
 
e) propor a expansão das estratégias de combate à 
fome adotadas em diferentes países nas últimas 
décadas. 
 
580 
Texto CG2A1-I 
 
Na década de 1960, o mundo passou por um 
aumento populacional inédito devido à brusca queda 
na taxa de mortalidade, o que gerou preocupações 
sobre a capacidade dos países em produzir comida 
para todos. A solução encontrada foi desenvolver 
tecnologia e métodos que aumentassem a produção. 
 
Em 1981, o indiano ganhador do Prêmio Nobel de 
Economia, Amartya Sen, em seu livro Pobreza e 
Fomes, identificou a existência de populações com 
fome mesmo em países que não convivem com 
problemas de abastecimento. O economista indiano 
traçou então, pela primeira vez, uma relação causal 
entre fome e questões sociais como pobreza e 
concentração de renda. Tirou, assim, o foco de 
aspectos técnicos e mudou o tom do debate 
internacional sobre a questão e as políticas públicas a 
serem tomadas a partir daí. 
 
As últimas décadas foram de grande evolução no 
combate à fome em escala global. Nos últimos 25 
anos, 7,7% da população mundial superou o 
problema, o que representa 216 milhões de pessoas. 
É como se mais que toda a população brasileira 
saísse da subnutrição em menos de três décadas. 
Contudo, 10,8% do mundo ainda vive sem acesso a 
uma dieta que forneça o mínimo de calorias e 
nutrientes necessários para uma vida saudável, e 21 
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mil pessoas morrem diariamente por fome ou 
problemas derivados dela. 
 
Um estudo publicado em 2016 pela FAO 
(Organização das Nações Unidas para a Alimentação 
e a Agricultura) mostra que a produção mundial de 
alimentos é suficiente para atender a demanda das 
7,3 bilhões de pessoas que habitam a Terra. Apesar 
disso, aproximadamente uma em cada nove dessas 
pessoas ainda vive a realidade da fome. A pesquisa 
põe em xeque toda a política internacional de 
combate à subnutrição crônica colocada em prática 
nas últimas décadas. Em vez de crescimento da 
produção e ajudas momentâneas, surge agora como 
caminho uma abordagem territorial que valorize e 
potencialize a produção local. 
 
Embora os números absolutos estejam caindo, o 
tema ainda é um dos mais delicados da agenda 
internacional. Um exemplo da extensão do problema 
está na declaração dada em 2017 pelo Fundo das 
Nações Unidas para a Infância (UNICEF), segundo a 
qual 1,4 milhão de crianças, de quatro diferentes 
países da África — Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão 
do Sul —, corre risco iminente de morrer de fome. A 
questão é tão antiga quanto complexa, e se conecta 
intrinsecamente com a estrutura política e econômica 
sobre a qual o sistema internacional está construído. 
Concentração da renda e da produção, falta de 
vontade política e até mesmo desinformação e 
consolidação de uma cultura alimentar pouco 
nutritiva são fatores que compõem o cenário da fome 
e da desnutrição no planeta. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
Embora busque chamar a atenção para o problema 
da fome, o autor do texto CG2A1-I reconhece que 
ela foi reduzida em nível mundial. Para enfatizar no 
texto o que essa redução representa, o autor 
 
a) transcreve a opinião de especialistas sobre as 
medidas de combate à fome ao longo de anos. 
 
b) apresenta dados estatísticos da FAO que alertam 
sobre a dimensão do problema da fome em nível 
mundial. 
 
c) cita diversos países africanos onde a fome assola 
a maioria da população pobre. 
 
d) compara à população total brasileira a parcela da 
população mundial que, em menos de trinta anos, 
superou a fome. 
 
e) indica a obra Pobreza e Fomes, que rendeu ao 
autor indiano Amartya Sen o Prêmio Nobel de 
Economia em 1981. 
581 
Texto CG2A1-I 
 
Na década de 1960, o mundo passou por um 
aumento populacional inédito devido à brusca queda 
na taxa de mortalidade, o que gerou preocupações 
sobre a capacidade dos países em produzir comida 
para todos. A solução encontrada foi desenvolver 
tecnologia e métodos que aumentassem a produção. 
 
Em 1981, o indiano ganhador do Prêmio Nobel de 
Economia, Amartya Sen, em seu livro Pobreza e 
Fomes, identificou a existência de populações com 
fome mesmo em países que não convivem com 
problemas de abastecimento. O economista indiano 
traçou então, pela primeira vez, uma relação causal 
entre fome e questões sociais como pobreza e 
concentração de renda. Tirou, assim, o foco de 
aspectos técnicos e mudou o tom do debate 
internacional sobre a questão e as políticas públicas a 
serem tomadas a partir daí. 
 
As últimas décadas foram de grande evolução no 
combate à fome em escala global. Nos últimos 25 
anos, 7,7% da população mundial superou o 
problema, o que representa 216 milhões de pessoas. 
É como se mais que toda a população brasileira 
saísse da subnutrição em menos de três décadas. 
Contudo, 10,8% do mundo ainda vive sem acesso a 
uma dieta que forneça o mínimo de calorias e 
nutrientes necessários para uma vida saudável, e 21 
mil pessoas morrem diariamente por fome ou 
problemas derivados dela. 
 
Um estudo publicado em 2016 pela FAO 
(Organização das Nações Unidas para a Alimentação 
e a Agricultura) mostra que a produção mundial de 
alimentos é suficiente para atendera demanda das 
7,3 bilhões de pessoas que habitam a Terra. Apesar 
disso, aproximadamente uma em cada nove dessas 
pessoas ainda vive a realidade da fome. A pesquisa 
põe em xeque toda a política internacional de 
combate à subnutrição crônica colocada em prática 
nas últimas décadas. Em vez de crescimento da 
produção e ajudas momentâneas, surge agora como 
caminho uma abordagem territorial que valorize e 
potencialize a produção local. 
 
Embora os números absolutos estejam caindo, o 
tema ainda é um dos mais delicados da agenda 
internacional. Um exemplo da extensão do problema 
está na declaração dada em 2017 pelo Fundo das 
Nações Unidas para a Infância (UNICEF), segundo a 
qual 1,4 milhão de crianças, de quatro diferentes 
países da África — Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão 
do Sul —, corre risco iminente de morrer de fome. A 
questão é tão antiga quanto complexa, e se conecta 
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intrinsecamente com a estrutura política e econômica 
sobre a qual o sistema internacional está construído. 
Concentração da renda e da produção, falta de 
vontade política e até mesmo desinformação e 
consolidação de uma cultura alimentar pouco 
nutritiva são fatores que compõem o cenário da fome 
e da desnutrição no planeta. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
De acordo com o texto CG2A1-I, a constatação de 
que a fome é resultado de problemas de cunho 
social, e não simplesmente da falta de alimentos, foi 
feita pela primeira vez quando 
 
a) a queda na taxa de mortalidade, em 1960, 
impulsionou um aumento populacional inédito. 
 
b) o economista Amartya Sen publicou o 
livro Pobreza e Fomes, em 1981. 
 
c) a FAO publicou, em 2016, estudo sobre a 
produção e a demanda mundial de alimentos. 
 
d) o UNICEF emitiu, em 2017, declaração acerca do 
risco de crianças de países pobres da África 
morrerem por fome. 
 
e) o aumento populacional, em 1960, pôs em dúvida 
a capacidade dos países em produzir comida para seu 
povo. 
 
582 
Texto CG2A1-I 
 
Na década de 1960, o mundo passou por um 
aumento populacional inédito devido à brusca queda 
na taxa de mortalidade, o que gerou preocupações 
sobre a capacidade dos países em produzir comida 
para todos. A solução encontrada foi desenvolver 
tecnologia e métodos que aumentassem a produção. 
 
Em 1981, o indiano ganhador do Prêmio Nobel de 
Economia, Amartya Sen, em seu livro Pobreza e 
Fomes, identificou a existência de populações com 
fome mesmo em países que não convivem com 
problemas de abastecimento. O economista indiano 
traçou então, pela primeira vez, uma relação causal 
entre fome e questões sociais como pobreza e 
concentração de renda. Tirou, assim, o foco de 
aspectos técnicos e mudou o tom do debate 
internacional sobre a questão e as políticas públicas a 
serem tomadas a partir daí. 
 
As últimas décadas foram de grande evolução no 
combate à fome em escala global. Nos últimos 25 
anos, 7,7% da população mundial superou o 
problema, o que representa 216 milhões de pessoas. 
É como se mais que toda a população brasileira 
saísse da subnutrição em menos de três décadas. 
Contudo, 10,8% do mundo ainda vive sem acesso a 
uma dieta que forneça o mínimo de calorias e 
nutrientes necessários para uma vida saudável, e 21 
mil pessoas morrem diariamente por fome ou 
problemas derivados dela. 
 
Um estudo publicado em 2016 pela FAO 
(Organização das Nações Unidas para a Alimentação 
e a Agricultura) mostra que a produção mundial de 
alimentos é suficiente para atender a demanda das 
7,3 bilhões de pessoas que habitam a Terra. Apesar 
disso, aproximadamente uma em cada nove dessas 
pessoas ainda vive a realidade da fome. A pesquisa 
põe em xeque toda a política internacional de 
combate à subnutrição crônica colocada em prática 
nas últimas décadas. Em vez de crescimento da 
produção e ajudas momentâneas, surge agora como 
caminho uma abordagem territorial que valorize e 
potencialize a produção local. 
 
Embora os números absolutos estejam caindo, o 
tema ainda é um dos mais delicados da agenda 
internacional. Um exemplo da extensão do problema 
está na declaração dada em 2017 pelo Fundo das 
Nações Unidas para a Infância (UNICEF), segundo a 
qual 1,4 milhão de crianças, de quatro diferentes 
países da África — Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão 
do Sul —, corre risco iminente de morrer de fome. A 
questão é tão antiga quanto complexa, e se conecta 
intrinsecamente com a estrutura política e econômica 
sobre a qual o sistema internacional está construído. 
Concentração da renda e da produção, falta de 
vontade política e até mesmo desinformação e 
consolidação de uma cultura alimentar pouco 
nutritiva são fatores que compõem o cenário da fome 
e da desnutrição no planeta. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
No texto CG2A1-I, o termo ―a questão‖ remete à 
 
a) pobreza. 
 
b) concentração de renda. 
 
c) fome. 
 
d) produção de alimentos. 
 
e) queda na taxa de mortalidade. 
 
 
 
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583 
Texto CG3A3-I 
 
O dito popular que defende a prevenção como 
melhor remédio tem tanta afinidade com o dia a dia 
da administração pública que, ouso afirmar, poderia 
ser tido como princípio implícito de nosso 
ordenamento constitucional. 
 
Em outros termos, quando se trata da coisa pública, 
o ―errar é humano‖ não vale, não pode valer. E não 
porque o ser humano não possa errar, mas porque, 
direta ou indiretamente, o erro custa muito caro à 
sociedade. 
 
O contrato superfaturado, a obra malfeita ou 
inacabada e o serviço mal prestado constituem 
enorme desrespeito ao contribuinte. Além de 
causarem grande prejuízo a toda a coletividade, 
acabam sendo também os grandes responsáveis pelo 
sentimento de ausência do Estado. 
 
Diversas são as demandas da sociedade, e o 
administrador, preso às limitações de um orçamento, 
ao eleger determinado investimento como prioridade, 
naturalmente relega outros. Por isso, cautela e 
planejamento devem ser as palavras de ordem para o 
gasto público, sob todos os enfoques, especialmente 
nas contratações. 
 
A matemática é simples: quantos gestores, no 
exercício de suas administrações, conseguiram 
ressarcir os prejuízos de contratos considerados 
irregulares pelos tribunais de contas, por 
superfaturamento, deficiência na execução ou 
qualquer outra ilegalidade? A prática mostra que, 
uma vez executado e pago o serviço, feito está, pois 
não se recupera todo o dinheiro público gasto 
irregularmente. Ao contrário, o dispêndio público só 
aumenta: são abertos procedimentos de apuração 
interna de responsabilidades, inquéritos civis, ações 
civis públicas... enfim, movimenta-se ainda mais a 
máquina pública, e pouco, muito pouco, é 
recuperado. 
 
Dimas Ramalho. É melhor prevenir que remediar. Internet: 
 (com adaptações). 
 
Infere-se do texto CG3A3-I que, com relação aos 
gastos da administração pública, é melhor prevenir 
do que remediar porque 
 
a) o erro custa muito caro à sociedade. 
 
b) erros não são admitidos na administração pública. 
 
c) gastos indevidos refletem ausência de cautela e 
planejamento. 
 
d) o dinheiro público gasto irregularmente nunca é 
recuperado. 
 
e) a administração pública não dispõe de verba para 
ressarcir eventuais prejuízos causados ao cidadão. 
 
584 
Texto CG3A3-II 
 
Nascido em 1902, nos Estados Unidos da América, 
Theodore Schultz foi o primeiro acadêmico que 
efetivamente sistematizou a relação existente entre 
aumento de investimentos em educação e aumento 
de produtividade e salários no setor agrícola — e, 
claro, na economia como um todo. 
 
Em seus estudos, o economista comparou a situação 
de desequilíbrio entre países pobres, cuja capacidade 
de produção agrícola é baixa, e países ricos, de alta 
capacidade produtiva. Nessa análise, percebeu-se 
que os países desenvolvidospossuíam muito mais 
dinheiro investido no chamado capital humano, mais 
especificamente em educação. 
 
Notavelmente, educação traz desenvolvimento 
econômico e social, além de gerar, em um contexto 
micro, habilidades para o indivíduo que possam ser 
aproveitadas tanto por ele quanto por outros ao seu 
redor — fato já conhecido por Schultz. Contudo, o 
pesquisador foi além e sistematizou a influência da 
educação sobre a riqueza de uma nação. Ele analisou 
a economia norte-americana e percebeu que a maior 
parte do crescimento econômico do país estava 
associada ao capital humano, materializado em 
investimentos em educação, e não no capital físico. 
 
Ainda nesse estudo, Schultz analisou os custos da 
educação. Além do óbvio custo material (professores, 
infraestrutura e material escolar), há outros custos 
que envolvem, principalmente, tempo: pessoas que 
trabalhariam passam a estudar — não produzindo, 
nem ganhando salários. Assim, Schultz concluiu que 
há custos para as pessoas (deixar de ganhar dinheiro 
com trabalho para estudar) e eventualmente para o 
governo (pagar a educação das pessoas sem que 
elas produzam). 
 
Seu trabalho o levou à conclusão de que países que 
investem mais em educação tendem a ser mais ricos. 
Segundo ele, mesmo que isso tenha um custo, 
quanto mais se investir na capacitação das pessoas, 
mais produtiva e rica uma nação será, de modo que 
os efeitos tendem a ser mais positivos que negativos. 
 
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Internet: (com adaptações). 
 
 De acordo com o texto CG3A3-II, os países 
desenvolvidos, em comparação com os países 
pobres, 
 
a) contam com um passado histórico de alta 
produtividade no setor agrícola. 
 
b) estão mais aptos a enfrentar as mudanças 
econômicas do mundo atual. 
 
c) gastam mais com capital físico do que com capital 
humano. 
 
d) despendem mais capital na área de educação. 
 
e) demandam da população mais gastos com 
educação. 
 
585 
Texto CG3A3-II 
 
Nascido em 1902, nos Estados Unidos da América, 
Theodore Schultz foi o primeiro acadêmico que 
efetivamente sistematizou a relação existente entre 
aumento de investimentos em educação e aumento 
de produtividade e salários no setor agrícola — e, 
claro, na economia como um todo. 
 
Em seus estudos, o economista comparou a situação 
de desequilíbrio entre países pobres, cuja capacidade 
de produção agrícola é baixa, e países ricos, de alta 
capacidade produtiva. Nessa análise, percebeu-se 
que os países desenvolvidos possuíam muito mais 
dinheiro investido no chamado capital humano, mais 
especificamente em educação. 
 
Notavelmente, educação traz desenvolvimento 
econômico e social, além de gerar, em um contexto 
micro, habilidades para o indivíduo que possam ser 
aproveitadas tanto por ele quanto por outros ao seu 
redor — fato já conhecido por Schultz. Contudo, o 
pesquisador foi além e sistematizou a influência da 
educação sobre a riqueza de uma nação. Ele analisou 
a economia norte-americana e percebeu que a maior 
parte do crescimento econômico do país estava 
associada ao capital humano, materializado em 
investimentos em educação, e não no capital físico. 
 
Ainda nesse estudo, Schultz analisou os custos da 
educação. Além do óbvio custo material (professores, 
infraestrutura e material escolar), há outros custos 
que envolvem, principalmente, tempo: pessoas que 
trabalhariam passam a estudar — não produzindo, 
nem ganhando salários. Assim, Schultz concluiu que 
há custos para as pessoas (deixar de ganhar dinheiro 
com trabalho para estudar) e eventualmente para o 
governo (pagar a educação das pessoas sem que 
elas produzam). 
 
Seu trabalho o levou à conclusão de que países que 
investem mais em educação tendem a ser mais ricos. 
Segundo ele, mesmo que isso tenha um custo, 
quanto mais se investir na capacitação das pessoas, 
mais produtiva e rica uma nação será, de modo que 
os efeitos tendem a ser mais positivos que negativos. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
Infere-se do texto CG3A3-II que o investimento em 
educação 
 
a) envolve mais custos materiais, como gastos com 
professores e infraestrutura, que custos de outra 
natureza. 
 
b) provoca, em curto prazo, aumento de salário para 
o indivíduo em processo de capacitação. 
 
c) garante a inserção dos melhores profissionais no 
mercado de trabalho em diversos setores da 
economia. 
 
d) contribui positivamente para a riqueza de uma 
nação, apesar de eventuais impactos negativos que 
possam dele decorrer. 
 
e) é condição necessária para o crescimento 
socioeconômico de países pouco desenvolvidos. 
 
586 
Texto 
 
A cada instante, a quantidade de informações 
disponíveis para processamento pelo cérebro é 
formidável: todo o campo visual, todos os estímulos 
auditivos e olfativos, toda a informação relativa à 
posição do corpo e ao seu estado de funcionamento. 
 
Esses estímulos precisam ser processados em 
conjunto, de modo que o cérebro possa montar uma 
imagem coerente do indivíduo e de seu ambiente. 
Isso sem contar os processos de evocação de 
memórias, planejamento para o futuro e imaginação. 
duradouros de todos eles? 
 
O que faz com que a memória se torne seletiva não é 
o mundo atual, informatizado, rápido e denso em 
informações. Ela o é por definição, já que sua porta 
de entrada é um funil poderoso: a atenção, que 
Você realmente esperava processar todos os
estímulos a cada momento e ainda formar registros
concentra todo o poder operacional do cérebro sobre
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uma coisa só, aquela que for julgada a mais 
importante no momento. 
 
Suzana Herculano-Houzel. Por que guardar segredo é difícil? E 
outras curiosidades da neurociência do cotidiano. São Paulo: 
Amazon. Ed. Kindle, loc. 107 (com adaptações). 
 
O efeito textual pretendido pela autora ao empregar 
a pergunta que encerra o segundo parágrafo do texto 
é o de 
 
a) apontar a impossibilidade de o cérebro, ao 
mesmo tempo, processar estímulos e registrá-los na 
memória. 
 
b) menosprezar os leitores que acreditam ser 
possível se lembrar de tudo o que lhes ocorre. 
 
c) obter diretamente dos leitores respostas honestas 
à indagação proposta. 
 
d) modificar o modo como os leitores lidam com os 
dados provenientes do mundo exterior. 
 
e) provocar os leitores a refletir sobre os processos 
de recepção de estímulos e formação de memórias. 
 
587 
Texto 
 
A cada instante, a quantidade de informações 
disponíveis para processamento pelo cérebro é 
formidável: todo o campo visual, todos os estímulos 
auditivos e olfativos, toda a informação relativa à 
posição do corpo e ao seu estado de funcionamento. 
 
Esses estímulos precisam ser processados em 
conjunto, de modo que o cérebro possa montar uma 
imagem coerente do indivíduo e de seu 
ambiente. Isso sem contar os processos de evocação 
de memórias, planejamento para o futuro e 
imaginação. Você realmente esperava processar 
todos os estímulos a cada momento e ainda formar 
registros duradouros de todos eles? 
 
O que faz com que a memória se torne seletiva não é 
o mundo atual, informatizado, rápido e denso em 
informações. Ela o é por definição, já que sua porta 
de entrada é um funil poderoso: a atenção, que 
concentra todo o poder operacional do cérebro sobre 
uma coisa só, aquela que for julgada a mais 
importante no momento. 
 
Suzana Herculano-Houzel. Por que guardar segredo é difícil? E 
outras curiosidades da neurociência do cotidiano. São Paulo: 
Amazon. Ed. Kindle, loc. 107 (com adaptações). 
 
No texto, ao utilizar a expressão ―Isso sem contar‖, a 
autora sugere que ―os processos de evocação de 
memórias, planejamento para o futuro e imaginação‖ 
fazem parte do conjunto de 
 
a) ações cerebrais cujo funcionamento depende do 
processamento conjunto de estímulos externos.b) processos necessários à construção de registros 
duradouros dos estímulos recebidos pelo cérebro a 
cada momento. 
 
c) dados necessários para que o cérebro construa 
uma imagem do indivíduo e do ambiente que o cerca. 
 
d) atividades internas desempenhadas pelo cérebro, 
ao mesmo tempo que este recebe estímulos 
externos. 
 
e) estímulos advindos do cérebro de um indivíduo, 
imprescindíveis para a formação de novas memórias. 
 
588 
Texto 
 
A história é uma disciplina definida por sua 
capacidade de lembrar. Poucos se lembram, porém, 
de como ela é capaz de esquecer. Há também quem 
caracterize a história como 
uma ciência da mudança no tempo, e quase ninguém 
aponta sua genuína capacidade de reiteração. 
 
A história brasileira não escapa dessas ambiguidades 
fundamentais: ela é feita do encadeamento de 
eventos que se acumulam e evocam alterações 
substanciais, mas também anda repleta de lacunas, 
invisibilidades e esquecimentos. Além disso, se ao 
longo do tempo se destacam as alterações 
cumulativas de fatos e ocorrências, não é difícil notar, 
também, a presença de problemas estruturais que 
permanecem como que inalterados e assim se 
repetem, vergonhosamente, na nossa história 
nacional. 
 
Nessa lista seria possível mencionar os racismos, o 
feminicídio, a corrupção, a homofobia e o 
patrimonialismo. Mas destaco aqui um tema que, de 
alguma maneira, dá conta de todos os demais: a 
nossa tremenda e contínua desigualdade social. 
 
Desigualdade não é uma contingência nem 
um acidente qualquer, tampouco uma 
decorrência natural e mutável de um processo que 
não nos diz respeito. Ela é consequência 
de nossas escolhas — sociais, educacionais, políticas, 
culturais e institucionais —, que têm resultado em 
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uma clara e crescente concentração dos benefícios 
públicos nas mãos de poucos. (...) Quando se trata 
de enfrentar a desigualdade, não há saída fácil ou 
receita de bolo. Prefiro apostar nos alertas que nós 
mesmos somos capazes de identificar. 
 
Lilia Moritz Schwarcz. Desigualdade é teimosia. Internet: 
 (com adaptações). 
 
No último parágrafo do texto, a autora sugere que a 
responsabilidade pela existência da desigualdade 
social é de todos os indivíduos, entre eles incluído o 
leitor, o que é denotado pela 
 
a) alusão à ―concentração dos benefícios públicos‖. 
 
b) escolha do termo ―apostar‖ para definir sua 
posição quanto ao tema. 
 
c) utilização dos pronomes ―nos‖ e ―nossas‖. 
 
d) recusa a definir a desigualdade como ―natural‖. 
 
e) referência a escolhas ―institucionais‖. 
 
589 
Texto 
 
O medo do esquecimento obcecou as sociedades 
europeias da primeira fase da modernidade. Para 
dominar sua inquietação, elas fixaram, por meio da 
escrita, os traços do passado, a lembrança dos 
mortos ou a glória dos vivos e todos os textos que 
não deveriam desaparecer. A pedra, a madeira, o 
tecido, o pergaminho e o papel forneceram os 
suportes nos quais podia ser inscrita a memória dos 
tempos e dos homens. 
 
No espaço aberto da cidade, no refúgio da biblioteca, 
na magnitude do livro e na humildade dos objetos 
mais simples, a escrita teve como missão conjurar 
contra a fatalidade da perda. Em um mundo no qual 
as escritas podiam ser apagadas, os manuscritos 
podiam ser perdidos e os livros estavam sempre 
ameaçados de destruição, a tarefa não era fácil. 
Paradoxalmente, seu sucesso poderia criar, talvez, 
outro perigo: o de uma incontrolável proliferação 
textual de um discurso sem ordem nem limites. 
 
O excesso de escrita, que multiplica os textos inúteis 
e abafa o pensamento sob o acúmulo de discursos, 
foi considerado um perigo tão grande quanto seu 
contrário. Embora fosse temido, o apagamento era 
necessário, assim como o esquecimento também o é 
para a memória. Nem todos os escritos foram 
destinados a se tornar arquivos cuja proteção os 
defenderia da imprevisibilidade da história. Alguns 
foram traçados sobre suportes que permitiam 
escrever, apagar e depois escrever de novo. 
 
Roger Chartier. Inscrever e apagar: cultura escrita e literatura 
(séculos XI-XVIII). Trad.: Luzmara Curcino Ferreira. São Paulo: 
UNESP, 2007, p. 9-10 (com adaptações). 
 
Infere-se do texto que a escrita é uma 
 
a) tecnologia ambígua, pois é capaz de, ao mesmo 
tempo, preservar informações úteis e contribuir para 
a disseminação de textos inúteis. 
 
b) atividade que transforma escritos em arquivos, 
garantindo, assim, a integridade das informações 
frente às inconstâncias da história. 
 
c) invenção da primeira fase da modernidade, 
voltada a manter vivas as memórias sociais e 
culturais. 
 
d) forma de evitar o desaparecimento de 
informações importantes que não deveriam ser 
esquecidas ou perdidas. 
 
e) manifestação efêmera, que podia ser registrada, 
depois apagada e, mais tarde, recuperada pela 
reescrita. 
 
590 
Texto 
 
Quando nos referimos à supremacia de um fenômeno 
sobre outro, temos logo a impressão de que se está 
falando em superioridade, mas, no caso da relação 
entre oralidade e escrita, essa é uma visão 
equivocada, pois não se pode afirmar que a fala seja 
superior à escrita ou vice-versa. Em primeiro lugar, 
deve-se ter em mente o aspecto que se está 
comparando e, em segundo, deve-se considerar que 
essa relação não é nem homogênea nem constante. 
A própria escrita tem tido uma avaliação variada ao 
longo da história e nos diversos povos. 
 
Existem sociedades que valorizam mais a fala, e 
outras que valorizam mais a escrita. A única 
afirmação correta é a de que a fala veio antes da 
escrita. Portanto, do ponto de vista cronológico, a 
fala tem precedência sobre a escrita, mas, do ponto 
de vista do prestígio social, a escrita tem supremacia 
sobre a fala na maioria das sociedades 
contemporâneas. 
 
Não se trata, porém, de algum critério intrínseco nem 
de parâmetros linguísticos, e sim de postura 
ideológica. São valores que podem variar entre 
sociedades e grupos sociais ao longo da história. Não 
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há por que negar que a fala é mais antiga que a 
escrita e que esta lhe é posterior e, em certo sentido, 
dependente. Mesmo considerando a enorme e 
inegável importância que a escrita tem nos povos e 
nas civilizações ditas ―letradas‖, continuamos povos 
orais. 
 
Luiz Antônio Marcuschi e Angela Paiva Dionisio. Princípios gerais 
para o tratamento das relações entre a fala e a escrita. In: Luiz 
Antônio Marcuschi e Angela Paiva Dionisio. Fala e escrita. Belo 
Horizonte: Autêntica, 2007, p. 26-7 (com adaptações). 
 
Conforme as ideias do texto, 
 
a) o desenvolvimento da fala e o surgimento da 
escrita são eventos que, sob o enfoque histórico, se 
deram exatamente nessa ordem. 
 
b) há uma ideologia compartilhada pelas sociedades 
contemporâneas de associar a escrita a uma 
manifestação superior à fala. 
 
c) do ponto de vista linguístico, fala e escrita são 
manifestações idênticas, não havendo diferenças 
entre elas nem superioridade de uma sobre a outra. 
 
d) ao longo da história e nas diversas civilizações, 
identificam-se momentos de maior e de menor 
valorização da língua escrita. 
 
e) em sociedades letradas, a comunicação por meio 
da escrita supera a comunicação por meio da fala. 
 
591 
Texto 
 
A paz não pode ser garantida apenas pelos acordos 
políticos, econômicos ou militares. Cada um de nós, 
independentemente de idade, sexo, estrato social, 
crença religiosa etc. é chamado à criação de um 
mundo pacificado, um mundo sob a égide de uma 
cultura da paz. 
 
Mas, o que significa ―cultura da paz‖? 
 
Construir uma cultura da paz envolve dotar as 
crianças e os adultos da compreensão de princípios 
como liberdade, justiça, democracia, direitos 
humanos, tolerância, igualdade e solidariedade. 
Implica uma rejeição, individual e coletiva,da 
violência que tem sido percebida na sociedade, em 
seus mais variados contextos. A cultura da paz tem 
de procurar soluções que advenham de dentro da(s) 
sociedade(s), que não sejam impostas do exterior. 
 
Cabe ressaltar que o conceito de paz pode ser 
abordado em sentido negativo, quando se traduz em 
um estado de não guerra, em ausência de conflito, 
em passividade e permissividade, sem dinamismo 
próprio; em síntese, condenada a um vazio, a uma 
não existência palpável, difícil de se concretizar e de 
se precisar. Em sua concepção positiva, a paz não é o 
contrário da guerra, mas a prática da não violência 
para resolver conflitos, a prática do diálogo na 
relação entre pessoas, a postura democrática frente à 
vida, que pressupõe a dinâmica da cooperação 
planejada e o movimento constante da instalação de 
justiça. 
 
Uma cultura de paz exige esforço para modificar o 
pensamento e a ação das pessoas para que se 
promova a paz. Falar de violência e de como ela nos 
assola deixa de ser, então, a temática principal. Não 
que ela vá ser esquecida ou abafada; ela pertence ao 
nosso dia a dia e temos consciência disso. Porém, o 
sentido do discurso, a ideologia que o alimenta, 
precisa impregná-lo de palavras e conceitos que 
anunciem os valores humanos que decantam a paz, 
que lhe proclamam e promovem. A violência já é 
bastante denunciada, e quanto mais falamos dela, 
mais lembramos de sua existência em nosso meio 
social. É hora de começarmos a convocar a presença 
da paz em nós, entre nós, entre nações, entre povos. 
 
Um dos primeiros passos nesse sentido refere-se à 
gestão de conflitos. Ou seja, prevenir os conflitos 
potencialmente violentos e reconstruir a paz e a 
confiança entre pessoas originárias de situação de 
guerra é um dos exemplos mais comuns a serem 
considerados. Tal missão estende-se às escolas, 
instituições públicas e outros locais de trabalho por 
todo o mundo, bem como aos parlamentos e centros 
de comunicação e associações. 
 
Outro passo é tentar erradicar a pobreza e reduzir as 
desigualdades, lutando para atingir um 
desenvolvimento sustentado e o respeito pelos 
direitos humanos, reforçando as instituições 
democráticas, promovendo a liberdade de expressão, 
preservando a diversidade cultural e o ambiente. 
 
É, então, no entrelaçamento ―paz — desenvolvimento 
— direitos humanos — democracia‖ que podemos 
vislumbrar a educação para a paz. 
 
Leila Dupret. Cultura de paz e ações sócio-educativas: 
desafios para a escola contemporânea. In: Psicol. Esc. Educ. 
(Impr.) v. 6, n.º 1. Campinas, jun./2002 (com adaptações). 
 
De acordo com o texto, a cultura da paz depende, 
entre outras coisas, 
 
a) do controle da liberdade de expressão. 
 
b) da passividade e da permissividade. 
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c) de instituições democráticas fortes. 
 
d) da rejeição ao desenvolvimento social. 
 
e) da inexistência de conflitos. 
 
592 
Texto 
 
A paz não pode ser garantida apenas pelos acordos 
políticos, econômicos ou militares. Cada um de nós, 
independentemente de idade, sexo, estrato social, 
crença religiosa etc. é chamado à criação de um 
mundo pacificado, um mundo sob a égide de uma 
cultura da paz. 
 
Mas, o que significa ―cultura da paz‖? 
 
Construir uma cultura da paz envolve dotar as 
crianças e os adultos da compreensão de princípios 
como liberdade, justiça, democracia, direitos 
humanos, tolerância, igualdade e solidariedade. 
Implica uma rejeição, individual e coletiva, da 
violência que tem sido percebida na sociedade, em 
seus mais variados contextos. A cultura da paz tem 
de procurar soluções que advenham de dentro da(s) 
sociedade(s), que não sejam impostas do exterior. 
 
Cabe ressaltar que o conceito de paz pode ser 
abordado em sentido negativo, quando se traduz em 
um estado de não guerra, em ausência de conflito, 
em passividade e permissividade, sem dinamismo 
próprio; em síntese, condenada a um vazio, a uma 
não existência palpável, difícil de se concretizar e de 
se precisar. Em sua concepção positiva, a paz não é o 
contrário da guerra, mas a prática da não violência 
para resolver conflitos, a prática do diálogo na 
relação entre pessoas, a postura democrática frente à 
vida, que pressupõe a dinâmica da cooperação 
planejada e o movimento constante da instalação de 
justiça. 
 
Uma cultura de paz exige esforço para modificar o 
pensamento e a ação das pessoas para que se 
promova a paz. Falar de violência e de como ela nos 
assola deixa de ser, então, a temática principal. Não 
que ela vá ser esquecida ou abafada; ela pertence ao 
nosso dia a dia e temos consciência disso. Porém, o 
sentido do discurso, a ideologia que o alimenta, 
precisa impregná-lo de palavras e conceitos que 
anunciem os valores humanos que decantam a paz, 
que lhe proclamam e promovem. A violência já é 
bastante denunciada, e quanto mais falamos dela, 
mais lembramos de sua existência em nosso meio 
social. É hora de começarmos a convocar a presença 
da paz em nós, entre nós, entre nações, entre povos. 
Um dos primeiros passos nesse sentido refere-se à 
gestão de conflitos. Ou seja, prevenir os conflitos 
potencialmente violentos e reconstruir a paz e a 
confiança entre pessoas originárias de situação de 
guerra é um dos exemplos mais comuns a serem 
considerados. Tal missão estende-se às escolas, 
instituições públicas e outros locais de trabalho por 
todo o mundo, bem como aos parlamentos e centros 
de comunicação e associações. 
 
Outro passo é tentar erradicar a pobreza e reduzir as 
desigualdades, lutando para atingir um 
desenvolvimento sustentado e o respeito pelos 
direitos humanos, reforçando as instituições 
democráticas, promovendo a liberdade de expressão, 
preservando a diversidade cultural e o ambiente. 
 
É, então, no entrelaçamento ―paz — desenvolvimento 
— direitos humanos — democracia‖ que podemos 
vislumbrar a educação para a paz. 
 
Leila Dupret. Cultura de paz e ações sócio-educativas: 
desafios para a escola contemporânea. In: Psicol. Esc. Educ. 
(Impr.) v. 6, n.º 1. Campinas, jun./2002 (com adaptações). 
 
O texto, essencialmente expositivo-argumentativo, 
estrutura-se a partir da 
 
a) definição de conceitos e do uso de recursos 
retóricos. 
 
b) construção de personagens e cenas concretas. 
 
c) utilização de recursos textuais descritivos. 
 
d) mescla entre elementos textuais ficcionais e 
jornalísticos. 
 
e) expressão de sentimentos e vivências pessoais. 
 
593 
Texto 
 
A paz não pode ser garantida apenas pelos acordos 
políticos, econômicos ou militares. Cada um de nós, 
independentemente de idade, sexo, estrato social, 
crença religiosa etc. é chamado à criação de um 
mundo pacificado, um mundo sob a égide de uma 
cultura da paz. 
 
Mas, o que significa ―cultura da paz‖? 
 
Construir uma cultura da paz envolve dotar as 
crianças e os adultos da compreensão de princípios 
como liberdade, justiça, democracia, direitos 
humanos, tolerância, igualdade e solidariedade. 
Implica uma rejeição, individual e coletiva, da 
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violência que tem sido percebida na sociedade, em 
seus mais variados contextos. A cultura da paz tem 
de procurar soluções que advenham de dentro da(s) 
sociedade(s), que não sejam impostas do exterior. 
 
Cabe ressaltar que o conceito de paz pode ser 
abordado em sentido negativo, quando se traduz em 
um estado de não guerra, em ausência de conflito, 
em passividade e permissividade, sem dinamismo 
próprio; em síntese, condenada a um vazio, a uma 
não existência palpável, difícil de se concretizar e de 
se precisar. Em sua concepção positiva, a paz não é o 
contrário da guerra, mas a prática da não violência 
para resolver conflitos, a prática do diálogo na 
relação entre pessoas, a postura democrática frente à 
vida, que pressupõe a dinâmica da cooperação 
planejadae o movimento constante da instalação de 
justiça. 
 
Uma cultura de paz exige esforço para modificar o 
pensamento e a ação das pessoas para que se 
promova a paz. Falar de violência e de como ela nos 
assola deixa de ser, então, a temática principal. Não 
que ela vá ser esquecida ou abafada; ela pertence ao 
nosso dia a dia e temos consciência disso. Porém, o 
sentido do discurso, a ideologia que o alimenta, 
precisa impregná-lo de palavras e conceitos que 
anunciem os valores humanos que decantam a paz, 
que lhe proclamam e promovem. A violência já é 
bastante denunciada, e quanto mais falamos dela, 
mais lembramos de sua existência em nosso meio 
social. É hora de começarmos a convocar a presença 
da paz em nós, entre nós, entre nações, entre povos. 
 
Um dos primeiros passos nesse sentido refere-se 
à gestão de conflitos. Ou seja, prevenir os conflitos 
potencialmente violentos e reconstruir a paz e a 
confiança entre pessoas originárias de situação de 
guerra é um dos exemplos mais comuns a serem 
considerados. Tal missão estende-se às escolas, 
instituições públicas e outros locais de trabalho por 
todo o mundo, bem como aos parlamentos e centros 
de comunicação e associações. 
 
Outro passo é tentar erradicar a pobreza e reduzir as 
desigualdades, lutando para atingir um 
desenvolvimento sustentado e o respeito pelos 
direitos humanos, reforçando as instituições 
democráticas, promovendo a liberdade de expressão, 
preservando a diversidade cultural e o ambiente. 
 
É, então, no entrelaçamento ―paz — desenvolvimento 
— direitos humanos — democracia‖ que podemos 
vislumbrar a educação para a paz. 
 
Leila Dupret. Cultura de paz e ações sócio-educativas: 
desafios para a escola contemporânea. In: Psicol. Esc. Educ. 
(Impr.) v. 6, n.º 1. Campinas, jun./2002 (com adaptações). 
 De acordo com o texto, os elementos ―gestão de 
conflitos‖ e ―erradicar a pobreza‖ devem ser 
concebidos como 
 
a) obstáculos para a construção da cultura da paz. 
 
b) dispensáveis para a construção da cultura da paz. 
 
c) irrelevantes na construção da cultura da paz. 
 
d) etapas para a construção da cultura da paz. 
 
e) consequências da construção da cultura da paz. 
 
594 
Texto 1A9AAA 
 
Estas memórias ficariam injustificavelmente 
incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de 
modo breve, as andanças em que me tenho largado 
pelo mundo na companhia de minha mulher e de 
meus fantasmas particulares. Desde criança fui 
possuído pelo demônio das viagens. Essa encantada 
curiosidade de conhecer alheias terras e povos 
visitou-me repetidamente a mocidade e a idade 
madura. Mesmo agora, quando já diviso a brumosa 
porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem 
ainda o poder de incendiar-me a fantasia. 
 
Na minha opinião, existem duas categorias principais 
de viajantes: os que viajam para fugir e os que 
viajam para buscar. Considero-me membro deste 
último grupo, embora em 1943, nauseado pelo ranço 
fascista de nosso Estado Novo, eu haja fugido com 
toda a família do Brasil para os Estados Unidos, onde 
permanecemos dois anos. 
 
O que pretendo fazer agora é apresentar ao leitor, 
por assim dizer, alguns diapositivos e filmes verbais 
dos lugares por onde passamos e das pessoas que 
encontramos, tudo assim à maneira impressionista, e 
sem rigorosa ordem cronológica. 
 
Usei como título deste capítulo, dedicado a minhas 
viagens, uma expressão popular que suponho de 
origem gauchesca: mundo velho sem porteira. 
Tenho-a ouvido desde menino, da boca de velhos 
parentes e amigos, de tropeiros, peões de estância, 
índios vagos, gente da rua... Minha própria mãe 
empregava-a com frequência e costumava pontuá-la 
com um fundo suspiro de queixa. As pessoas em 
geral pareciam usar essa frase para descrever um 
mundo que se lhes afigurava não só incomensurável 
como também misterioso, absurdo, sem pé nem 
cabeça... 
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Parece a mim, entretanto, que na sua origem essa 
exclamação manifestava apenas a certeza popular de 
que Deus fizera o mundo sem nenhuma porteira a 
fim de que nele não houvesse divisões e diferenças 
entre países e povos — gente rica e gente pobre, 
fartos e famintos, uns com terra demais, outros sem 
terra nenhuma. Em suma, o que o Velho queria 
mesmo era um mundo que fosse de todo mundo. É 
neste sentido que desejo seja interpretada a frase 
que encabeça esta divisão do presente volume. 
 
Quem me lê poderá objetar que basta a gente passar 
os olhos pelo jornal desta manhã para verificar que o 
mundo nunca teve tantas e tão dramáticas porteiras 
como em nossos dias... Mas que importa? Um dia as 
porteiras hão de cair, ou alguém as derrubará. ―Para 
erguer outras ainda mais terríveis‖ — replicará o 
leitor cético. Ora, amigo, precisamos ter na vida um 
mínimo de otimismo e esperança para poder ir até ao 
fim da picada. Você não concorda? Ô mundo velho 
sem porteira! 
 
Erico Veríssimo. Solo de clarineta: memórias. Porto Alegre: 
Globo, v. 2, 1976, p. 57-58 (com adaptações). 
 
No texto 1A9AAA, com o emprego da expressão 
―mundo velho sem porteira‖ para dar título a um dos 
capítulos de Solo de clarineta: memórias, Erico 
Veríssimo indica que, para ele, viajar é uma forma de 
 
a) conectar-se às suas raízes genealógicas, mediante 
a visita a lugares inacessíveis a seus antepassados. 
 
b) contestar, de modo pragmático, as fronteiras 
geopolíticas, por meio de ações materiais. 
 
c) experimentar uma vida de fantasia, na qual as 
regras cotidianas possam ser burladas. 
 
d) vivenciar experiências diversas e mitigar as 
separações entre lugares e entre indivíduos. 
 
e) romper com uma visão religiosa conservadora 
segundo a qual o mundo não deve ser adulterado 
pelo homem. 
 
595 
Texto 1A9AAA 
 
Estas memórias ficariam injustificavelmente 
incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de 
modo breve, as andanças em que me tenho largado 
pelo mundo na companhia de minha mulher e de 
meus fantasmas particulares. Desde criança fui 
possuído pelo demônio das viagens. Essa encantada 
curiosidade de conhecer alheias terras e povos 
visitou-me repetidamente a mocidade e a idade 
madura. Mesmo agora, quando já diviso a brumosa 
porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem 
ainda o poder de incendiar-me a fantasia. 
 
Na minha opinião, existem duas categorias principais 
de viajantes: os que viajam para fugir e os que 
viajam para buscar. Considero-me membro deste 
último grupo, embora em 1943, nauseado pelo ranço 
fascista de nosso Estado Novo, eu haja fugido com 
toda a família do Brasil para os Estados Unidos, onde 
permanecemos dois anos. 
 
O que pretendo fazer agora é apresentar ao leitor, 
por assim dizer, alguns diapositivos e filmes verbais 
dos lugares por onde passamos e das pessoas que 
encontramos, tudo assim à maneira impressionista, e 
sem rigorosa ordem cronológica. 
 
Usei como título deste capítulo, dedicado a minhas 
viagens, uma expressão popular que suponho de 
origem gauchesca: mundo velho sem porteira. 
Tenho-a ouvido desde menino, da boca de velhos 
parentes e amigos, de tropeiros, peões de estância, 
índios vagos, gente da rua... Minha própria mãe 
empregava-a com frequência e costumava pontuá-la 
com um fundo suspiro de queixa. As pessoas em 
geral pareciam usar essa frase para descrever um 
mundo que se lhes afigurava não só incomensurável 
como também misterioso, absurdo, sem pé nem 
cabeça... 
 
Parece a mim, entretanto, que na sua origem essa 
exclamação manifestava apenas a certeza popular de 
que Deus fizera o mundo sem nenhuma porteira a 
fim de que nele não houvesse divisões e diferenças 
entre países e povos — gente rica e gente pobre, 
fartos e famintos, uns com terra demais, outros sem 
terra nenhuma. Em suma, o que o Velho queria 
mesmo era um mundo que fosse de todo mundo. É 
neste sentido que desejo seja interpretada a frase 
que encabeça esta divisão do presente volume. 
 
Quem me lê poderá objetar que basta a gentepassar 
os olhos pelo jornal desta manhã para verificar que o 
mundo nunca teve tantas e tão dramáticas porteiras 
como em nossos dias... Mas que importa? Um dia as 
porteiras hão de cair, ou alguém as derrubará. ―Para 
erguer outras ainda mais terríveis‖ — replicará o 
leitor cético. Ora, amigo, precisamos ter na vida um 
mínimo de otimismo e esperança para poder ir até ao 
fim da picada. Você não concorda? Ô mundo velho 
sem porteira! 
 
Erico Veríssimo. Solo de clarineta: memórias. Porto Alegre: 
Globo, v. 2, 1976, p. 57-58 (com adaptações). 
 
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Conclui-se do texto 1A9AAA que seu autor, no 
capítulo da obra de que tal texto faz parte, 
 
a) relata as viagens que fez durante a juventude e a 
idade adulta, com exceção do período de exílio nos 
Estados Unidos. 
 
b) desenvolve descrições e narrativas escritas, de 
caráter subjetivo, das viagens que fez acompanhado 
de sua esposa. 
 
c) apresenta fotografias e outros recursos 
imagéticos, a fim de cativar os leitores de seu livro de 
memórias. 
 
d) pondera sobre aspectos negativos de seu hábito 
contumaz de viajar, o que é denotado pela alusão a 
―demônio‖ . 
 
e) reflete sobre a ideia de procurar novos horizontes 
a fim de entender melhor o próprio passado. 
 
596 
Texto 1A9BBB 
 
Sérgio Buarque de Holanda afirma que o processo de 
integração efetiva dos paulistas no mundo da língua 
portuguesa ocorreu, provavelmente, na primeira 
metade do século XVIII. Até então, a gente paulista, 
fossem índios, brancos ou mamelucos, não se 
comunicava em português, mas em uma língua de 
origem indígena, derivada do tupi e chamada língua 
brasílica, brasiliana ou, mais comumente, geral. 
 
No Brasil colônia, coexistiam duas versões de língua 
geral: a amazônica, ou nheengatu, ainda hoje 
empregada por cerca de oito mil pessoas, e a 
paulista, que desapareceu, não sem que deixasse 
marcas na toponímia do país e na língua 
portuguesa. São elas que nos possibilitam olhar um 
caipira jururu à beira de um igarapé socando milho 
para preparar mingau — sem os termos que 
migraram para o português, só veríamos um 
habitante da área rural, melancólico, preparando 
comida às margens de um riacho. Sem caipira, sem 
jururu, sem igarapé, sem socar e sem mingau, a 
cena poderia descrever uma bucólica paisagem 
inglesa. 
 
O idioma da gente paulista formou-se como resultado 
de duas práticas: a miscigenação de portugueses e 
índias e a escravização dos índios. Os primeiros 
europeus que aqui aportaram, sem mulheres, 
uniram-se às nativas e criaram os filhos juntos e 
misturados — as crianças usavam o tupi da mãe e o 
português do pai. Aos poucos, essas famílias 
mestiças se afastavam da cultura indígena e casavam 
entre si, não mais em suas aldeias de origem. 
Formava-se assim uma cultura mameluca, nem 
europeia nem indígena, com uma língua que já não 
era o tupi, tampouco era o português. Era o que 
falavam os primeiros paulistas, os bandeirantes, que 
a difundiram nas bandeiras até as terras que hoje 
constituem o Mato Grosso e o Paraná. 
 
Branca Vianna. O contrário da memória. In: Piauí, ed. 116, 
maio/2016 (com adaptações). 
 
Depreende-se do segundo parágrafo do texto 
1A9BBB que, no trecho ―São elas que nos 
possibilitam olhar um caipira jururu à beira de um 
igarapé socando milho para preparar mingau‖, o 
propósito do autor é 
 
a) retratar com humor o estereótipo do caipira. 
 
b) caracterizar hábitos alimentares e 
comportamentais da população paulista do Brasil 
colônia. 
 
c) ilustrar a influência da língua geral no vocabulário 
do português falado no Brasil. 
 
d) destacar a importância da língua geral como fator 
de inclusão social dos habitantes da zona rural, 
apelidados de caipiras. 
 
e) comprovar que o caipira é fruto da miscigenação 
entre índios e portugueses. 
 
597 
Texto 1A10AAA 
 
A justiça tributária está em debate. O Brasil possui 
um sistema tributário altamente regressivo: quem 
ganha até dois salários mínimos paga 49% dos seus 
rendimentos em tributos, enquanto quem ganha 
acima de trinta salários mínimos paga apenas 26%. 
Isso ocorre porque, na comparação internacional, se 
tributa excessivamente o consumo, e não o 
patrimônio e a renda. 
 
A má distribuição tributária e de renda restringe o 
potencial econômico e social do país. Cabe ao Estado 
induzir uma política distributiva conforme a qual 
quem ganha mais pague proporcionalmente mais do 
que quem ganha menos e a maior parcela do 
orçamento seja destinada para as necessidades 
básicas da população. 
 
A justiça tributária ocorre com a redução da carga 
tributária e da regressividade dos tributos e com sua 
eliminação da cesta básica. A redução da carga 
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tributária permite maior competitividade para as 
empresas, geração de empregos, diminuição da 
inflação e indução do crescimento econômico. 
 
Com a redução da carga tributária sobre o consumo, 
todos ganham: a população de baixa e média renda, 
pela melhora no seu poder aquisitivo; a de maior 
renda, pelo desenvolvimento econômico e social, que 
gera ganhos econômicos e financeiros, novas 
oportunidades e expansão da oferta de empregos. 
 
Por outro lado, a substituição dos tributos indiretos, 
que atingem o fluxo econômico, por tributos que 
incidam sobre o estoque da riqueza tem o mérito de 
criar maior desenvolvimento econômico, pois gera 
mais consumo, produção e lucros que compensam a 
tributação sobre a riqueza. 
 
O desenvolvimento econômico amplia a arrecadação 
pública, proporcionando maiores recursos para 
investimentos em políticas sociais e em 
infraestrutura, além de gerar maior atratividade para 
os investimentos nas empresas. 
 
Amir Kjair. Le monde diplomatique Brasil. 12.ª ed. Internet: 
 (com adaptações). 
 
Na opinião do autor do texto 1A10AAA, a carga 
tributária brasileira deveria ser 
 
a) menos progressiva. 
 
b) maior. 
 
c) menor. 
 
d) menos regressiva. 
 
e) mais indireta. 
 
598 
Texto 1A10AAA 
 
A justiça tributária está em debate. O Brasil possui 
um sistema tributário altamente regressivo: quem 
ganha até dois salários mínimos paga 49% dos seus 
rendimentos em tributos, enquanto quem ganha 
acima de trinta salários mínimos paga apenas 26%. 
Isso ocorre porque, na comparação internacional, se 
tributa excessivamente o consumo, e não o 
patrimônio e a renda. 
 
A má distribuição tributária e de renda restringe o 
potencial econômico e social do país. Cabe ao Estado 
induzir uma política distributiva conforme a qual 
quem ganha mais pague proporcionalmente mais do 
que quem ganha menos e a maior parcela do 
orçamento seja destinada para as necessidades 
básicas da população. 
 
A justiça tributária ocorre com a redução da carga 
tributária e da regressividade dos tributos e com sua 
eliminação da cesta básica. A redução da carga 
tributária permite maior competitividade para as 
empresas, geração de empregos, diminuição da 
inflação e indução do crescimento econômico. 
 
Com a redução da carga tributária sobre o consumo, 
todos ganham: a população de baixa e média renda, 
pela melhora no seu poder aquisitivo; a de maior 
renda, pelo desenvolvimento econômico e social, que 
gera ganhos econômicos e financeiros, novas 
oportunidades e expansão da oferta de empregos. 
 
Por outro lado, a substituição dos tributos indiretos, 
que atingem o fluxo econômico, por tributos que 
incidam sobre o estoque da riqueza tem o mérito de 
criar maior desenvolvimento econômico, pois gera 
mais consumo, produção e lucros que compensam a 
tributação sobre a riqueza. 
 
O desenvolvimento econômico amplia a arrecadação 
pública, proporcionando maiores recursos para 
investimentos em políticas sociais e em 
infraestrutura, além de gerar maior atratividade para 
os investimentos nas empresas. 
 
Amir Kjair. Le monde diplomatiqueBrasil. 12.ª ed. Internet: 
 (com adaptações). 
 
No texto 1A10AAA, o autor defende a ideia de que o 
desenvolvimento econômico é 
 
a) relacionado à distribuição tributária. 
 
b) independente da arrecadação pública. 
 
c) alcançado com a elevação da tributação do 
consumo. 
 
d) inviável com a diminuição da arrecadação pública. 
 
e) promovido com a diminuição da arrecadação 
pública. 
 
599 
Texto 1A10BBB 
 
O Brasil sempre foi um país com grandes 
desigualdades. Marcada por diferenças sociais, 
econômicas e regionais, esta nação tem procurado, 
nos últimos anos, promover a diminuição das 
desigualdades que sempre a marcaram de forma 
profunda. A Constituição Federal de 1988 traçou
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diversos objetivos, entre eles, a construção de uma 
sociedade livre, justa e solidária; a erradicação da 
pobreza e a redução das desigualdades sociais e 
regionais. Embora, infelizmente, tais metas não 
tenham sido atingidas, ocorreram diversos avanços, 
como, por exemplo, a diminuição da mortalidade 
infantil e do analfabetismo; a melhoria na expectativa 
de vida; o aumento do número de jovens nas 
escolas, entre outros. 
 
No mundo, a busca pelo tratamento igual já estava 
presente desde antes da Revolução Francesa, mas, a 
partir dela, a luta por um tratamento equânime entre 
as pessoas não só se tornou sinônimo de aplicação 
de justiça, como também passou a ser um dos 
aspectos de como a dignidade da pessoa humana se 
revela, em especial, no tratamento que o Estado 
reserva ao homem. 
 
O direito à igualdade ou ao tratamento isonômico 
está definido como um direito fundamental, 
assumindo posição de destaque na sociedade 
moderna e invertendo a tradicional relação entre o 
Estado e o indivíduo, ao reconhecer que a pessoa 
humana tem, primeiro, direitos, e, depois, deveres 
perante o Estado, e que os direitos que o Estado tem 
em relação ao indivíduo se ordenam ao objetivo de 
melhor cuidar das necessidades dos seus cidadãos. 
 
Por meio de ações corretivas dos poderes públicos e 
do estabelecimento de direitos relativos à assistência 
social, à educação, ao trabalho, ao lazer, à saúde, à 
cultura e ao esporte, por exemplo, procurou-se 
promover uma igualdade material, ou seja, o 
tratamento equânime de todos os seres humanos, 
bem como a sua equiparação no que diz respeito às 
possibilidades de concessão de oportunidades. 
 
Embora a tributação tenha um papel fundamental 
como instrumento reformador e capaz de atuar na 
diminuição das desigualdades, o modo como o 
sistema tributário está estruturado não logra os 
objetivos estabelecidos pela Constituição Federal de 
1988. Há, portanto, necessidade de uma reforma 
para que ele se adéque às exigências de um sistema 
justo, com fundamento na igualdade e na capacidade 
contributiva, em busca de uma maior justiça social e 
fiscal. Nesse sentido, o imposto sobre a renda das 
pessoas físicas é o maior responsável por fazer 
avançar ou retroceder a capacidade econômica e, por 
consequência, a solidariedade social. 
 
Élvio Gusmão Santos. Internet: (com 
adaptações). 
 
Assinale a opção que apresenta a relação entre 
justiça tributária e desigualdade social construída no 
texto 1A10BBB. 
a) Justiça tributária e desigualdade social relacionam-
se de modo diretamente proporcional. 
 
b) A desigualdade social é uma das consequências 
da justiça tributária. 
 
c) Justiça social e desigualdade social relacionam-se 
de modo aleatório. 
 
d) Justiça tributária e desigualdade social relacionam-
se de modo inversamente proporcional. 
 
e) A desigualdade social é um dos obstáculos à 
justiça social. 
 
600 
Texto 1A10BBB 
 
O Brasil sempre foi um país com grandes 
desigualdades. Marcada por diferenças sociais, 
econômicas e regionais, esta nação tem procurado, 
nos últimos anos, promover a diminuição das 
desigualdades que sempre a marcaram de forma 
profunda. A Constituição Federal de 1988 traçou 
diversos objetivos, entre eles, a construção de uma 
sociedade livre, justa e solidária; a erradicação da 
pobreza e a redução das desigualdades sociais e 
regionais. Embora, infelizmente, tais metas não 
tenham sido atingidas, ocorreram diversos avanços, 
como, por exemplo, a diminuição da mortalidade 
infantil e do analfabetismo; a melhoria na expectativa 
de vida; o aumento do número de jovens nas 
escolas, entre outros. 
 
No mundo, a busca pelo tratamento igual já estava 
presente desde antes da Revolução Francesa, mas, a 
partir dela, a luta por um tratamento equânime entre 
as pessoas não só se tornou sinônimo de aplicação 
de justiça, como também passou a ser um dos 
aspectos de como a dignidade da pessoa humana se 
revela, em especial, no tratamento que o Estado 
reserva ao homem. 
 
O direito à igualdade ou ao tratamento isonômico 
está definido como um direito fundamental, 
assumindo posição de destaque na sociedade 
moderna e invertendo a tradicional relação entre o 
Estado e o indivíduo, ao reconhecer que a pessoa 
humana tem, primeiro, direitos, e, depois, deveres 
perante o Estado, e que os direitos que o Estado tem 
em relação ao indivíduo se ordenam ao objetivo de 
melhor cuidar das necessidades dos seus cidadãos. 
 
Por meio de ações corretivas dos poderes públicos e 
do estabelecimento de direitos relativos à assistência 
social, à educação, ao trabalho, ao lazer, à saúde, à 
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cultura e ao esporte, por exemplo, procurou-se 
promover uma igualdade material, ou seja, o 
tratamento equânime de todos os seres humanos, 
bem como a sua equiparação no que diz respeito às 
possibilidades de concessão de oportunidades. 
 
Embora a tributação tenha um papel fundamental 
como instrumento reformador e capaz de atuar na 
diminuição das desigualdades, o modo como o 
sistema tributário está estruturado não logra os 
objetivos estabelecidos pela Constituição Federal de 
1988. Há, portanto, necessidade de uma reforma 
para que ele se adéque às exigências de um sistema 
justo, com fundamento na igualdade e na capacidade 
contributiva, em busca de uma maior justiça social e 
fiscal. Nesse sentido, o imposto sobre a renda das 
pessoas físicas é o maior responsável por fazer 
avançar ou retroceder a capacidade econômica e, por 
consequência, a solidariedade social. 
 
Élvio Gusmão Santos. Internet: (com 
adaptações). 
 
No texto 1A10BBB, a argumentação 
especificamente em defesa de uma reforma do 
sistema tributário brasileiro está explícita no 
 
a) primeiro parágrafo. 
 
b) segundo parágrafo. 
 
c) terceiro parágrafo. 
 
d) quarto parágrafo. 
 
e) último parágrafo. 
 
601 
A questão baseia no texto apresentado abaixo. 
 
Ainda existem pessoas para as quais a greve é um 
―escândalo‖: isto é, não só um erro, uma desordem 
ou um delito, mas também um crime moral, uma 
ação intolerável que perturba a própria natureza. 
―Inadmissível‖, ―escandalosa‖, ―revoltante‖, dizem 
alguns leitores do Figaro, comentando uma greve 
recente. Para dizer a verdade, trata-se de uma 
linguagem do tempo da Restauração, que exprime a 
sua mentalidade profunda. É a época em que a 
burguesia, que assumira o poder havia pouco tempo, 
executa uma espécie de junção entre a moral e a 
natureza, oferecendo a uma a garantia da outra. 
Temendo-se a naturalização da moral, moraliza-se a 
natureza; finge-se confundir a ordem política e a 
ordem natural, e decreta-se imoral tudo o que 
conteste as leis estruturais da sociedade que se quer 
defender. Para os prefeitos de Carlos X, assim como 
para os leitores do Figaro de hoje, a greve constitui, 
em primeiro lugar, um desafio às prescrições da 
razão moralizada: ―fazer greve é zombar de todos 
nós‖, isto é, mais do que infringir uma legalidade 
cívica, é infringir uma legalidade ―natural‖, atentar 
contra o bom senso, mistode moral e lógica, 
fundamento filosófico da sociedade burguesa. 
 Nesse caso, o escândalo provém de uma ausência 
de lógica: a greve é escandalosa porque incomoda 
precisamente aqueles a quem ela não diz respeito. É 
a razão que sofre e se revolta: a causalidade direta, 
mecânica, essa causalidade é perturbada; o efeito se 
dispersa incompreensivelmente longe da causa, 
escapa-lhe, o que é intolerável e chocante. Ao 
contrário do que se poderia pensar sobre os sonhos 
da burguesia, essa classe tem uma concepção 
tirânica, infinitamente suscetível, da causalidade: o 
fundamento da moral que professa não é de modo 
algum mágico, mas, sim, racional. Simplesmente, 
trata-se de uma racionalidade linear, estreita, 
fundada, por assim dizer, numa correspondência 
numérica entre as causas e os efeitos. O que falta a 
essa racionalidade é, evidentemente, a ideia das 
funções complexas, a imaginação de um 
desdobramento longínquo dos determinismos, de 
uma solidariedade entre os acontecimentos, que a 
tradição materialista sistematizou sob o nome de 
totalidade. 
 
Roland Barthes. O usuário da greve. In: R. Barthes. Mitologias. 
Tradução de Rita Buongermino, Pedro de Souza e Rejane 
Janowitzer. Rio de Janeiro: DIFEL, 2007, p. 135-6 (com 
adaptações). 
 
Com relação às ideias do texto, assinale a opção 
correta. 
 
a) Infere-se do texto que seu autor considera a greve 
um crime moral, um delito contra a natureza do 
mundo e da sociedade. 
 
b) Argumenta-se, no texto, em favor de uma lógica 
natural que explique a articulação das tensões sociais 
que a greve manifesta. 
 
c) Conclui-se do texto que a intolerância com relação 
à greve advém da ignorância da complexidade de 
seus efeitos sobre os membros de uma sociedade. 
 
d) De acordo com o texto, a percepção do senso 
comum sobre a burguesia é a de que esta é uma 
classe social cujos membros são caracterizados pelo 
comportamento tirânico e dominador. 
 
e) Infere-se do texto que é inadequada a aplicação 
do pensamento racional à compreensão das relações 
sociais. 
 
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602 
A questão baseia no texto apresentado abaixo. 
 
 
Rubem Fonseca. Corrente. In: Contos reunidos. São Paulo: Cia. 
das Letras, 1994, p. 324. 
 
A respeito dos aspectos estruturais e linguísticos do 
texto, assinale a opção correta. 
 
a) Nos trechos ―chega o correio‖, ―Fecha a casa‖ e 
―espera surpresa‖, os elementos ―correio‖, ―casa‖ e 
―surpresa‖ exercem a mesma função sintática. 
 
b) A mensagem da corrente apresenta-se em forma 
de citação no interior do conto, da linha 2 à linha 11. 
 
c) Nas linhas 12 e 13, é apresentada a conclusão da 
mensagem da corrente. 
 
d) O texto desenvolve-se, predominantemente, com 
base em relações de causa e consequência. 
 
e) Na corrente predomina o uso de construções 
passivas para caracterizar os infortúnios decorrentes 
do descumprimento da mensagem. 
 
603 
Texto 
 
Volto hoje às minhas criaturas, aos rudes homens do 
cangaço, às mulheres, aos sertanejos castigados, às 
terras tostadas de sol e tintas de sangue, ao mundo 
fabuloso do meu romance, já no meio do caminho. 
 
Os dias de França me deram uma sensação de 
pausa, de espanto, de novos contatos sonhados 
desde menino. Vi terras por onde andaram os doze 
pares de França, os heróis do meu Carlos Magno, lido 
e relido como história de Trancoso. Vi terras do sul, o 
mar Mediterrâneo, o mar da história, o mar dos 
gregos, dos egípcios, dos fenícios, dos romanos. Mas 
o nordestino tinha que voltar à sua realidade, à 
realidade maior que a história do mundo, isto é, à 
história dos seus homens, dos cangaceiros brutais, 
carregados de vida bárbara, de instintos cruéis de 
uma força, porém, que não se extingue nunca, 
porque é a energia de uma raça de homens mais 
duros do que as pedras dos seus lajedos. 
 
Volto aos ―Cangaceiros‖ e desde logo tudo o que vi e 
senti se refugia no fundo da sensibilidade, para que a 
narrativa corra, como em leito de rio que a estiagem 
secara, mas que as águas novas enchem, outra vez, 
de correntezas. 
 
Volto ao terrível Aparício, que mata igual a um flagelo 
de Deus, ao monstruoso Negro Vicente, ao triste 
Bentinho, ao místico Domício, aos umbuzeiros 
carregados de frutos, aos mandacarus de floração de 
sangue, aos cantadores de estrada, às mulheres 
sofredoras, às noites de lua, aos tiroteios, ao crime e 
ao amor, à poesia barbaresca e vigorosa de um povo 
que é maior do que a terra que o criou. 
 
Volto contente e disposto a tudo. 
 
Adeus, doce França. Agora os espinhos me arranham 
o corpo e as tristezas me cortam a alma. 
 
José Lins do Rego Adeus, doce França Internet: (com adaptações) 
 
Com relação às ideias do texto, assinale a opção 
correta. 
 
a) O narrador apresenta sua experiência na França 
como insignificante para o seu ofício. 
 
b) Infere-se do texto que a história dos povos da 
Antiguidade é inferior à história do Nordeste 
brasileiro. 
 
c) O narrador retrata o povo nordestino como um 
povo duro, insensível, cuja realidade se caracteriza 
por experiências de angústia e tristeza. 
 
d) No último parágrafo do texto, verifica-se um 
contraste entre as impressões do narrador sobre a 
vida na França e a vida no Nordeste brasileiro. 
 
e) No texto, apresenta-se uma descrição objetiva da 
paisagem natural nordestina, que destaca os efeitos 
nocivos do clima seco sobre a natureza. 
 
 
 
 
 
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604 
Texto 
 
Volto hoje às minhas criaturas, aos rudes homens do 
cangaço, às mulheres, aos sertanejos castigados, às 
terras tostadas de sol e tintas de sangue, ao mundo 
fabuloso do meu romance, já no meio do caminho. 
 
Os dias de França me deram uma sensação de 
pausa, de espanto, de novos contatos sonhados 
desde menino. Vi terras por onde andaram os doze 
pares de França, os heróis do meu Carlos Magno, lido 
e relido como história de Trancoso. Vi terras do sul, o 
mar Mediterrâneo, o mar da história, o mar dos 
gregos, dos egípcios, dos fenícios, dos romanos. Mas 
o nordestino tinha que voltar à sua realidade, à 
realidade maior que a história do mundo, isto é, à 
história dos seus homens, dos cangaceiros brutais, 
carregados de vida bárbara, de instintos cruéis de 
uma força, porém, que não se extingue nunca, 
porque é a energia de uma raça de homens mais 
duros do que as pedras dos seus lajedos. 
 
Volto aos ―Cangaceiros‖ e desde logo tudo o que vi e 
senti se refugia no fundo da sensibilidade, para que a 
narrativa corra, como em leito de rio que a estiagem 
secara, mas que as águas novas enchem, outra vez, 
de correntezas. 
 
Volto ao terrível Aparício, que mata igual a um flagelo 
de Deus, ao monstruoso Negro Vicente, ao triste 
Bentinho, ao místico Domício, aos umbuzeiros 
carregados de frutos, aos mandacarus de floração de 
sangue, aos cantadores de estrada, às mulheres 
sofredoras, às noites de lua, aos tiroteios, ao crime e 
ao amor, à poesia barbaresca e vigorosa de um povo 
que é maior do que a terra que o criou. 
 
Volto contente e disposto a tudo. 
 
Adeus, doce França. Agora os espinhos me arranham 
o corpo e as tristezas me cortam a alma. 
 
José Lins do Rego Adeus, doce França Internet: (com adaptações) 
 
No que se refere aos sentidos do texto e às suas 
estruturas linguísticas, é correto inferir que a 
expressão ‗Cangaceiros‘ 
 
a) é usada para designar os heróis de Carlos Magno, 
que repovoam as memórias do autor, como se lhe 
fossem próximos, após sua visita à França. 
 
b) faz referência a indivíduos que, para o narrador, 
aparentam ser, embora não o sejam, cangaceiros, 
cujos nomes ele lista no antepenúltimo parágrafo do 
texto. 
 
c) faz referência ao título do romance cujos 
personagens e ambientes são descritos no primeiro 
parágrafo. 
 
d) é empregada para designar, de modo geral, a 
atividadedos sertanejos nordestinos à semelhança de 
nomes de profissões. 
 
e) é utilizada para destacar a importância do cangaço 
na vida dos homens nordestinos. 
 
605 
Texto 
 
Volto hoje às minhas criaturas, aos rudes homens do 
cangaço, às mulheres, aos sertanejos castigados, às 
terras tostadas de sol e tintas de sangue, ao mundo 
fabuloso do meu romance, já no meio do caminho. 
 
Os dias de França me deram uma sensação de 
pausa, de espanto, de novos contatos sonhados 
desde menino. Vi terras por onde andaram os doze 
pares de França, os heróis do meu Carlos Magno, lido 
e relido como história de Trancoso. Vi terras do sul, o 
mar Mediterrâneo, o mar da história, o mar dos 
gregos, dos egípcios, dos fenícios, dos romanos. Mas 
o nordestino tinha que voltar à sua realidade, à 
realidade maior que a história do mundo, isto é, à 
história dos seus homens, dos cangaceiros brutais, 
carregados de vida bárbara, de instintos cruéis de 
uma força, porém, que não se extingue nunca, 
porque é a energia de uma raça de homens mais 
duros do que as pedras dos seus lajedos. 
 
Volto aos ―Cangaceiros‖ e desde logo tudo o que vi e 
senti se refugia no fundo da sensibilidade, para que a 
narrativa corra, como em leito de rio que a estiagem 
secara, mas que as águas novas enchem, outra vez, 
de correntezas. 
 
Volto ao terrível Aparício, que mata igual a um flagelo 
de Deus, ao monstruoso Negro Vicente, ao triste 
Bentinho, ao místico Domício, aos umbuzeiros 
carregados de frutos, aos mandacarus de floração de 
sangue, aos cantadores de estrada, às mulheres 
sofredoras, às noites de lua, aos tiroteios, ao crime e 
ao amor, à poesia barbaresca e vigorosa de um 
povo que é maior do que a terra que o criou. 
 
Volto contente e disposto a tudo. 
 
Adeus, doce França. Agora os espinhos me arranham 
o corpo e as tristezas me cortam a alma. 
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José Lins do Rego Adeus, doce França Internet: (com adaptações) 
 
Tendo em vista que, no texto, algumas expressões 
têm a função de acrescentar uma explicação ao 
conteúdo de outras, assinale a opção em que o 
primeiro trecho apresentado é uma explicação do 
segundo. 
 
a) ―de novos contatos sonhados desde menino‖ — 
―de pausa‖ 
 
b) ―o mar da história, o mar dos gregos, dos egípcios, 
dos fenícios, dos romanos‖ — ―o mar Mediterrâneo‖ 
 
c) ―à história dos seus homens‖ — ―a história do 
mundo‖ 
 
d) ―como em leito de rio que a estiagem secara‖ — 
―no fundo da sensibilidade‖ 
 
e) ―que é maior do que a terra que o criou‖ — ―à 
poesia barbaresca e vigorosa‖ 
 
606 
Texto 
 
Xaveco, mulato, brevilíneo de canelas arqueadas, 
revela imediatamente a sua classe de grande 
artilheiro: tem fôlego, tem velocidade, tem cada tiro 
direito ou canhoto — tanto faz — que arranca 
aplausos frenéticos da torcida. Outra grande figura 
em campo é o goleiro dos visitantes. E o jogo vai 
indo muito bem, bola para lá e para cá, passe, 
cabeçada, chutea gol, gol — não, gol não, passou por 
cima da trave. O couro vai para Bira, Bira perde para 
um galalau amarelo dos ―estrangeiros‖, o galalau 
perde para Zico, Zico passa para Lucas, que perde 
para o capitão dos visitantes, um louro de gorro de 
meia. Aí Xaveco interfere na raça, toma a bola, o 
louro tranca, Xaveco dá-lhe uma carga, o louro acha 
ruim, revida, o juiz apita, os dois se agarram e por 
trás chega Bira, que é gordo e violento, e larga um 
pontapé no terço inferior da coluna vertebral do 
louro. Fecha-se o tempo, o juiz apita, a assistência 
pula a cerca e invade o campo, o pau começa a 
comer, mormente nas costas dos forasteiros, o juiz 
retira-se e se encosta à cerca, aguardando 
aparentemente que os ânimos serenem. O jogo 
recomeça. 
 
O time local perde terreno, o galalau passa a marcar 
Xaveco, que não dá mais uma dentro. E o diabo do 
louro tornou-se proprietário do balão, marca um gol 
de saída, depois o seu ―secretário‖, um crioulinho 
ligeiro que é uma faísca, marca o segundo tento; e aí 
Xaveco, desesperado (talvez dentro da área penal), 
atira uma canelada terrível no galalau, derruba-o, 
avança no crioulo, larga-lhe o salto da chuteira por 
cima do dedão, o crioulo grita, o louro acode, Xaveco 
já completamente louco lhe dá um tapa na cara, o 
juiz apita, uns gritam foul, outros gritam penalty, e 
um engraçado diz que foi só hands, já que Xaveco 
apenas meteu a mão na lata do loureba. 
 
O juiz continua apitando, parece que vai mesmo 
marcar o penalty. E um torcedor local puxa o 
revólver, dizendo que aquele penalty só se for 
passando por cima de algum cadáver. O juiz nessa 
altura se declara cheio com a partida e larga o apito 
ali mesmo. Um paredro fala que ele será expulso do 
quadro de árbitros e o juiz dá troco, quadro de 
árbitros uma ova! Mas um dos bandeirinhas 
voluntários logo se apossa do apito, passa a dirigir o 
pessoal com surpreendente autoridade e, quando se 
vê, o jogo começa outra vez. Vai macio, vai de valsa, 
é um minueto, até que, consultados os cronômetros, 
verifica-se que acabou o primeiro half time. 
 
Rachel de Queiroz O amistoso Internet: 
(com adaptações) 
 
O narrador do texto conta a história com tom 
subjetivo, demonstrando interesse pelos fatos 
narrados, o que se constata no trecho 
 
a) ―O couro vai para Bira‖. 
 
b) ―o juiz apita, a assistência pula a cerca e invade o 
campo‖. 
 
c) ―E o diabo do louro tornou-se proprietário do 
balão, marca um gol de saída‖. 
 
d) ―O juiz nessa altura se declara cheio com a partida 
e larga o apito ali mesmo‖. 
 
e) ―Mas um dos bandeirinhas voluntários logo se 
apossa do apito‖. 
 
607 
Texto 
 
O acesso à educação é fundamental para que todos 
possam intervir de modo consciente na esfera 
pública, participar plenamente da vida cultural e 
contribuir com seu trabalho para a satisfação das 
necessidades básicas e a melhoria das condições de 
vida da sociedade. Entretanto, em pleno século XXI, 
o Brasil ainda possui um enorme contingente de 
cidadãos privados do mais elementar direito: a 
educação. O censo demográfico de 2010 contabilizou 
13,9 milhões de jovens e adultos com idade superior 
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a quinze anos que declararam não saber ler ou 
escrever. 
 
Ao longo das últimas décadas, o Brasil consolidou 
uma consciência social do direito à educação na 
infância, mas ainda não construiu uma cultura do 
direito à educação ao longo de toda a vida. Assim, é 
comum que pais com baixa escolaridade lutem para 
que os filhos tenham acesso a um ensino de 
qualidade, sem reivindicar para si mesmos o direito 
que lhes foi violado. Entretanto, não é raro que 
pessoas com escolaridade elevada permaneçam 
alheias ao fato de que estão cercadas por adultos 
que a pobreza e o trabalho precoce afastaram da 
escola, ou que têm precário manejo da leitura, da 
escrita e do cálculo matemático. 
 
Maria Clara Di Pierro Os desafios para garantir a educação de 
jovens e adultos Internet: (com 
adaptações) 
 
De acordo com o texto, o acesso à educação é 
fundamental, entre outras razões, para a 
 
a) concretização da democracia. 
 
b) superação do analfabetismo no Brasil. 
 
c) atuação profissional na esfera cultural. 
 
d) satisfação das necessidades básicas infantis. 
 
e) intervenção consciente do cidadão na esfera 
pública. 
 
608 
Texto 
 
O alemão Max Weber, um dos mais renomados 
pensadores sociais, fundador e expoente da teoria 
sociológica clássica, elaborou um conceito de 
burocracia baseado em elementos jurídicos do século 
XIX, concebidos por teóricos do direito. 
 
A divisão e distribuição de funções, a seleção de 
pessoal especializado, os regulamentos e a disciplina 
hierárquica são fatores que fazem da burocracia 
moderna o modo mais eficiente de administração, 
tanto na esfera privada (em uma empresa capitalista) 
quantoo 
povo. 
 
 
416 
 
No texto CB1A1-II, a palavra ―labor‖ (l.7) é sinônimo 
de 
 
a) trabalho. 
 
b) favor. 
 
c) luta. 
 
d) atenção. 
 
e) sofrimento. 
 
 
417 
 
No texto CB1A1-II, predomina a tipologia 
 
a) injuntiva. 
 
b) narrativa. 
 
c) descritiva. 
 
d) expositiva. 
 
e) argumentativa. 
 
 
418 
 
Depreende-se do texto CB1A1-II que os jardins 
suspensos construídos no império do rei 
Nabucodonosor representavam 
 
a) as sete maravilhas do mundo antigo. 
 
b) a riqueza do império babilônico. 
 
c) a degeneração de caráter de Nabucodonosor. 
 
d) a fertilidade do bioma local. 
 
e) a paisagem da pátria da rainha Meda. 
 
419 
 
 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto apresentado, julgue o item que se segue. 
 
De acordo com o texto, o quadro de concentração de 
renda, de precarização das relações de trabalho e de 
falta de direitos básicos como educação, saúde e 
moradia é resultado da negligência estatal com 
relação às necessidades da população. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
420 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto apresentado, julgue o item que se segue. 
 
Depreende-se do texto que a reestruturação da 
produção industrial e a supressão do valor laboral 
representam, para a sociedade, consequências 
negativas da adoção do modelo econômico de 
produção capitalista. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
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421 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto apresentado, julgue o item que se segue. 
 
A substituição de ―no qual‖ (l.21) por aonde 
prejudicaria a correção gramatical do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
422 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto apresentado, julgue o item que se segue. 
 
A palavra ―subsidiariamente‖ (l.23) foi empregada, no 
texto, com o mesmo sentido de 
compulsoriamente. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
423 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto apresentado, julgue o item que se segue. 
 
Conforme o texto, a Terceira Revolução Industrial foi 
o evento histórico responsável por transformar o 
empregado em simples mercadoria do processo de 
produção. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
424 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto apresentado, julgue o item que se segue. 
 
A correção gramatical e os sentidos originais do texto 
seriam mantidos caso o trecho ―A luta (...) humano.‖ 
(l. 8 a 10) fosse reescrito da seguinte forma: Logo, a 
luta dos trabalhadores apenas deixou de ser por mais 
condições de melhor subsistência para priorizar a 
própria dignidade do ser humano. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
425 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto apresentado, julgue o item que se segue. 
 
A inserção da expressão que seja imediatamente 
antes da palavra ―pautada‖ (l.15) — que seja 
pautada — não comprometeria a correção 
gramatical nem alteraria os sentidos originais do 
texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
426 
 
 
 
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir. 
 
O desejo de igualdade entre os indivíduos, manifesto 
a partir da criação da Declaração dos Direitos do 
Homem e do Cidadão, impulsionou a busca por 
autorrespeito. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
18
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427 
 
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir. 
 
O texto indica que, de acordo com Axel Honneth, o 
conflito motiva o reconhecimento dos sujeitos de 
direito, o que é condição básica para a preservação 
da sociedade. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
428 
 
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir. 
 
A expressão ―Quer dizer‖ (l.10) introduz uma 
conclusão a respeito do estabelecimento da figura do 
sujeito de direitos. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
429 
 
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir. 
 
A substituição da forma verbal ―teria‖ (l.15) por tem 
manteria tanto a correção gramatical quanto a 
coerência do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
430 
 
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir. 
 
Sem prejuízo da correção gramatical do texto, os 
vocábulos ―é‖ (l.17) e ―que‖ (l.19) poderiam ser 
suprimidos, desde que fosse inserida uma vírgula 
imediatamente após a palavra ―alheio‖ (l.18). 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
431 
 
 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item que se segue. 
 
Nos trechos ―intenção de difamar‖ (l. 12 e 13) e ―nem 
de deplorar‖ (l. 13 e 14), a preposição ―de‖ poderia 
ser substituída por em, sem que a correção 
gramatical do texto fosse comprometida. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
432 
 
Texto CB2A1-I 
 
 
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A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB2A1-I, julgue o item que se segue. 
 
Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos do 
texto, o primeiro período do terceiro parágrafo 
poderia ser reescrito da seguinte maneira: O 
progresso científico e tecnológico, a globalização, as 
guerras mundiais, as revoluções proletárias, o ensino 
universal e os meios de comunicação de massa 
representam o fórceps com o qual foi extraída do 
ventre da sociedade industrial anterior a recém-
nascida sociedade pós-industrial. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
433 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB2A1-I, julgue o item que se segue. 
 
A coerência e a correção gramatical do texto seriam 
preservadas se a forma verbal ―mudaram‖ (l.2) fosse 
substituída por mudam. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
434 
 
Considerando os mecanismos de coesão e os 
sentidos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte. 
 
Dado o emprego da expressão ―verdadeiras 
descontinuidades que marcam época‖ (l. 3 e 4), é 
possível inferir do primeiro parágrafo do texto que o 
marco de uma época é fundado em uma 
descontinuidade, que será considerada verdadeira 
quando resultar na mudança simultânea do trabalho, 
da riqueza, do poder e do saber. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
435 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB2A1-I, julgue o item que se segue. 
 
O texto caracteriza-se como dissertativo-
argumentativo, devido, entre outros aspectos, à 
presença de evidências e fatos históricos utilizados 
para validar a argumentação do autor. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
436 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB2A1-I, julgue o item que se segue. 
 
O sentido original e a correção gramatical do texto 
seriam mantidos se a palavra ―como‖ (L.12) fosse 
substituída por conforme. 
 
 Certo 
 
 Errado 
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437 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB2A1-I, julgue o item que se segue. 
 
Seria mantida a correção gramatical do texto se o 
trecho ―diante de uma mudança‖ (l. 31 e 32) fosse 
alterado para ante a uma mudança. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
438 
 
Com relação às ideias do texto CB2A1-I, julgue o 
item a seguir. 
 
Infere-se do texto que a desorientação das gerações, 
em épocas específicas, promove uma radical e 
simultânea alteração no escopo do trabalho, da 
riqueza, do poder e do saber humano. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21
Licenciadona administração pública. 
 
O leigo, em geral, costuma criticar o aparelho 
burocrático da administração pública devido à sua 
rigidez administrativa, inadequação das normas e 
grande quantidade de regulamentos. Esses aspectos 
produzem resultados contrários aos esperados pelo 
cidadão, como, por exemplo, a lentidão dos 
processos. 
 
De fato, a crescente racionalidade do sistema 
burocrático tende a gerar efeitos negativos, que 
podem diminuir drasticamente a eficiência de uma 
organização ou sociedade. Em contrapartida, novos 
modelos de estruturas burocráticas, alternativos ao 
modelo weberiano, têm sido experimentados. 
 
Burocracia: Max Weber e o significado de „burocracia‟ 
Internet: (com adaptações) 
 
Segundo o texto, o modelo burocrático 
 
a) é incompreendido por leigos. 
 
b) apresenta mais pontos positivos do que negativos. 
 
c) vem sendo substituído por novos modelos de 
administração. 
 
d) é um conceito jurídico antiquado formulado por 
Max Weber. 
 
e) constitui o modelo mais eficiente de administração 
na modernidade. 
 
609 
Texto 
 
O desenvolvimento de salas de aula virtuais avança a 
passos largos, e a interatividade é o ponto-chave das 
pesquisas na área. A criação de programas de 
computador voltados para a educação a distância 
facilita o surgimento de novos cursos, mas é preciso 
preparar os alunos para o uso das tecnologias. 
 
De acordo com Claudete Paganucci, pedagoga, a 
integração da equipe responsável por administrar os 
cursos é crucial para o sucesso da educação a 
distância. ―Tanto professores quanto alunos precisam 
de oficinas de capacitação para que o acesso às 
novas tecnologias seja um facilitador do ensino e não 
gere frustração na hora de aprender ou ensinar‖, ela 
esclarece. 
 
Além de participar das oficinas, é preciso ter 
dedicação. A pedagoga acrescenta que a maioria dos 
alunos é composta por adultos, que, diferentemente 
das crianças, têm maior capacidade de concentração 
ao estudar em casa. Apesar das exigências, o método 
de ensino permite que o aluno organize seu próprio 
horário de estudos e concilie a graduação com um 
emprego. 
 
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Novos rumos da educação a distância Internet: (com adaptações) 
 
De acordo com o texto, a educação a distância 
 
a) é uma tendência mundial. 
 
b) concilia estudo e trabalho. 
 
c) exige dedicação por parte dos aprendizes. 
 
d) requer integração entre alunos e professores. 
 
e) oferece a mesma qualidade de ensino que o 
ensino presencial. 
 
610 
Texto 
 
Acho muito simpática a maneira da Rádio Jornal do 
Brasil de anunciar a hora: ―onze e meia‖ no lugar de 
―vinte e três e trinta‖; ―um quarto para as cinco‖ em 
vez de ―dezesseis e quarenta e cinco‖. Mas confesso 
minha implicância com aquele ―meio-dia e meia‖. 
 
Sei que ―meio-dia e meio‖ está errado. Mas a língua é 
como a mulher de César: não lhe basta ser honesta, 
convém que o pareça. 
 
Lembrando um conselho que me deu certa vez um 
amigo boêmio quando lhe perguntei se certa frase 
estava certa (―Olhe, Rubem, faça como eu, não tope 
parada com a gramática: dê uma voltinha e diga a 
mesma coisa de outro jeito‖), eu preferiria dizer 
―doze e meia‖ ou ―meio-dia e trinta‖, sem nenhuma 
afetação. Aliás, a língua da gente não tem apenas 
regras: tem um espírito, um jeito, uma pequena alma 
que aquele ―meio-dia e meia‖ faz sofrer. 
 
Rubem Braga Recado de primavera Rio de Janeiro, Record,1984, 
p 58 (com adaptações) 
 
Conforme o trecho ―Mas a língua é como a mulher de 
César: não lhe basta ser honesta, convém que o 
pareça‖ do texto, subentende-se que, para o autor, a 
expressão ‗meio-dia e meia‘ 
 
a) parece estar de pleno acordo com a gramática. 
 
b) indica que o falante desconhece as regras da 
língua. 
 
c) desobedece às exigências gramaticais da 
concordância. 
 
 
d) provoca no ouvinte erro de interpretação e 
compreensão. 
 
e) parece estar em desacordo com o espírito da 
língua. 
 
611 
Texto 
 
A história do Instituto Federal Fluminense começou 
no início do século passado. Foi Nilo Peçanha, o 
então presidente da República, que criou, por meio 
do Decreto n.º 7.566, de 23 de setembro de 1909, as 
escolas de aprendizes e artífices, com o propósito de 
educar e proporcionar oportunidades de trabalho aos 
jovens. 
 
A princípio, a intenção era implantar as escolas nas 
capitais dos estados, cidades com maior capacidade 
de absorção de mão de obra, destino certo daqueles 
que buscavam novas alternativas de empregabilidade 
nos espaços urbanos. Entretanto, no estado do Rio 
de Janeiro, a escola não foi instalada na capital, e sim 
na cidade de Campos dos Goytacazes. No dia 23 de 
janeiro de 1910, a escola entrou em funcionamento; 
era a nona a ser criada no Brasil, com cinco cursos: 
alfaiataria, marcenaria, tornearia, sapataria e 
eletricidade. 
 
Com a crescente industrialização do país, tornava-se 
cada vez mais importante a formação de profissionais 
para suprir as demandas do mercado e, doze anos 
depois, as escolas de aprendizes e artífices de nível 
primário foram transformadas em escolas industriais 
e técnicas, equiparando-se às de ensino médio e 
secundário. 
 
Internet: (com adaptações) 
 
De acordo com o segundo parágrafo do texto, o 
segmento ―A princípio, a intenção era implantar as 
escolas nas capitais dos estados‖ tem como 
pressuposto a ideia de que 
 
a) a intenção inicial foi cumprida à risca na 
implantação do projeto. 
 
b) todas as escolas foram realmente implantadas nas 
capitais. 
 
c) todo o previsto foi realizado imediatamente ao 
planejamento. 
 
 
 
 
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d) a intenção inicial foi alterada no caso do estado do 
Rio de Janeiro. 
 
e) houve mais demanda em outras cidades que na 
capital. 
 
612 
Texto 
 
Relatório do Ministério da Justiça mostra que a 
quantidade de solicitações de refúgio atingiu número 
recorde em 2017. No total, foram 33.866 pedidos, na 
maioria de venezuelanos (17.865), revelou o 
documento Refúgio em Números. 
 
De acordo com a legislação nacional, refugiados são 
pessoas que fogem devido a perseguição política, 
racial ou religiosa em seus países e a violações 
graves aos direitos humanos. Há, no momento, mais 
de 86 mil pedidos de reconhecimento de refúgio 
pendentes. 
 
Nos últimos vinte anos, o Brasil reconheceu 10.145 
solicitações. Desse total, permanecem no país 5.134 
refugiados, sendo 35% deles sírios, que enfrentam 
uma guerra civil desde 2011. Segundo o relatório, 
mais da metade dos que ficaram no Brasil (52%) 
moram em São Paulo; 17%, no Rio de Janeiro; e 8%, 
no Paraná. 
 
Internet: (com adaptações) 
 
De acordo com as informações do texto, assinale a 
opção correta. 
 
a) Em 2017, houve 33.866 pedidos de refúgio de 
venezuelanos no Brasil. 
 
b) O documento Refúgio em Números foi 
elaborado pelos venezuelanos. 
 
c) Violações graves aos direitos humanos não dão 
direito a solicitação de refúgio. 
 
d) Das 10.145 solicitações de refúgio reconhecidas, 
35% se referem a sírios. 
 
e) A maioria dos refugiados que permaneceram no 
Brasil está em São Paulo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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N° GAB PORTUGUÊS 
563 d CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 
564 c CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 
565 e CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
566 b CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
567 d CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
568 d CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
569 a CEBRASPE (CESPE) - AFRE(SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
570 b CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
571 b CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
572 a CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
573 a CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 
574 b 
CEBRASPE (CESPE) - ACI (COGE CE)/COGE 
CE/Auditoria/Governamental/2019 
575 d 
CEBRASPE (CESPE) - ACI (COGE CE)/COGE 
CE/Auditoria/Governamental/2019 
576 e 
CEBRASPE (CESPE) - ACI (COGE CE)/COGE 
CE/Auditoria/Governamental/2019 
577 e 
CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Administração/2019 
578 d 
CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Administração/2019 
579 b 
CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Controle Externo/2019 
580 d 
CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Controle Externo/2019 
581 b 
CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Controle Externo/2019 
582 c 
CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Controle Externo/2019 
583 a 
: CEBRASPE (CESPE) - Ass Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Controle Externo/2019 
584 d 
CEBRASPE (CESPE) - Ass Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Controle Externo/2019 
585 d 
CEBRASPE (CESPE) - Ass Min (MPC TCE-PA)/TCE-
PA/Controle Externo/2019 
586 e 
CEBRASPE (CESPE) - ACP (TCE-PB)/TCE-PB/Demais 
Áreas/2018 
587 d 
CEBRASPE (CESPE) - ACP (TCE-PB)/TCE-PB/Demais 
Áreas/2018 
* * JESUS TE AMA 
N° GAB PORTUGUÊS 
588 c 
CEBRASPE (CESPE) - ACP (TCE-PB)/TCE-PB/Demais 
Áreas/2018 
589 d 
CEBRASPE (CESPE) - Ag (TCE-PB)/TCE-
PB/Documentação/2018 
590 a 
CEBRASPE (CESPE) - Ag (TCE-PB)/TCE-
PB/Documentação/2018 
591 c CEBRASPE (CESPE) - Del Pol (PC MA)/PC MA/2018 
592 a CEBRASPE (CESPE) - Del Pol (PC MA)/PC MA/2018 
593 d CEBRASPE (CESPE) - Del Pol (PC MA)/PC MA/2018 
594 d CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
595 b CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
596 c CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
597 d CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
598 a CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
599 d CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
600 e CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 
601 c 
CEBRASPE (CESPE) - Aud Est (TCM-BA)/TCM-BA/Controle 
Externo/2018 
602 d 
CEBRASPE (CESPE) - Aud Est (TCM-BA)/TCM-BA/Controle 
Externo/2018 
603 d CEBRASPE (CESPE) - Adm (IFF)/IFF/2018 
604 c CEBRASPE (CESPE) - Adm (IFF)/IFF/2018 
605 b CEBRASPE (CESPE) - Adm (IFF)/IFF/2018 
606 c CEBRASPE (CESPE) - Adm (IFF)/IFF/2018 
607 e CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 
608 e CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 
609 c CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 
610 e CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 
611 d CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 
612 e CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 
* * JESUS TE AMA 
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613 
Texto 
 
Sete anos após receber o título de Patrimônio 
Cultural do Brasil, o Complexo Cultural Bumba Meu 
Boi, uma das manifestações culturais mais marcantes 
do estado do Maranhão, pode receber 
reconhecimento internacional. 
 
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico 
Nacional (IPHAN) entregou ao Ministério das 
Relações Exteriores o dossiê de candidatura dessa 
manifestação cultural ao status de Patrimônio 
Cultural Imaterial da Humanidade. O título é 
conferido pela Organização das Nações Unidas para a 
Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). 
 
O Bumba Meu Boi é uma apresentação que mistura 
brincadeira, música, dança e artes cênicas. Os 
participantes dramatizam a história dos personagens 
Pai Francisco e sua mulher grávida, Mãe Catirina. Pai 
Francisco rouba a língua de um dos bois da fazenda 
onde trabalhava para satisfazer os desejos de 
Catirina. O dono da fazenda, porém, perdoa o 
trabalhador após os participantes do folguedo 
recuperarem a saúde do boi. A história termina com 
uma festa para celebrar o final feliz de todos. 
 
Internet: (com adaptações) 
 
Em relação ao texto, assinale a opção correta. 
 
a) O texto é referencial e denotativo, pois não há 
múltiplos sentidos. 
 
b) O texto apresenta algumas expressões conotativas 
e outras denotativas. 
 
c) A informação é ambígua porque o título ainda não 
foi conferido pela UNESCO. 
 
d) Como focaliza um folguedo popular, há predomínio 
da conotação. 
 
e) O autor do texto pressupõe que o leitor sabe o 
que é o Bumba Meu Boi. 
 
614 
— Bom café, Dona Zefinha! 
 
— Nada, dotô. O senhor qué um biscoito? 
 
O doutor não comia nada depois do jantar. Era hábito 
vindo dos pais. 
 
— Máis não fáiz mal, dotô. É muito leve, de goma. 
Bernardo Élis Ermos e gerais: contos goianos 
In: Coleção contistas e cronistas do Brasil Rio de 
Janeiro: Martins Fontes, 2005, p 155 (com adaptações) 
 
Do trecho ―O doutor não comia nada depois do 
jantar. Era hábito vindo dos pais‖, do texto, infere-se 
 
a) a sensação do personagem. 
 
b) a fala do personagem. 
 
c) a opinião do narrador. 
 
d) o pensamento do personagem. 
 
e) o sentimento do autor. 
 
615 
Trabalhar os gêneros textuais em sala de aula é uma 
excelente oportunidade de se lidar com a língua nos 
seus mais diversos usos do cotidiano. 
 
Se a comunicação se realiza por intermédio dos 
textos, devemos possibilitar aos estudantes a 
oportunidade de produzir e compreender textos de 
maneira adequada a cada situação de interação 
comunicativa. A melhor alternativa para trabalhar o 
ensino de gêneros textuais é envolver os alunos em 
situações concretas de uso da língua, de modo que 
consigam, de forma criativa e consciente, escolher 
meios adequados aos fins que se deseja alcançar. 
 
É necessário ter a consciência de que a escola é um 
autêntico lugar de comunicação e as situações 
escolares são ocasiões de produção e recepção de 
textos. Ao explorar a diversidade textual, você, 
professor, aproxima o aluno das situações originais 
de produção dos textos não escolares, o que 
proporciona condições para que o aprendiz 
compreenda o funcionamento dos gêneros textuais. 
Além disso, o trabalho com gêneros contribui para 
que a sala de aula ensine a prática da leitura, da 
compreensão e da produção textual. 
 
Maria Eliza B Arnoni et al Trabalhando com tipologia de texto na 
perspectiva da metodologia da mediação dialética In: Sheila Z de 
Pinho e José Roberto C Saglietti (orgs ) Núcleos de Ensino da 
UNESP – artigos 2006 São Paulo: UNESP, 2008, p 350 (com 
adaptações) 
 
O conceito de gênero textual explicitado no texto 
corresponde a 
 
a) uma realização linguística concreta definida por 
 
b) um constructo teórico definido por propriedades 
linguísticas intrínsecas. 
propriedades sociocomunicativas.
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c) um todo semântico registrado apenas por meio da 
modalidade escrita. 
 
d) uma realização linguística abstrata desvinculada de 
propriedades sociocomunicativas. 
 
e) um todo semântico ideal registrado por meio da 
modalidade escrita ou oral. 
 
616 
Por meio de práticas abusivas, a empresa Cambridge 
Analytica conseguiu coletar dados pessoais de 50 
milhões de usuários do Facebook nos Estados Unidos 
da América, eventualmente cruzando-os com 
informações eleitorais, o que possibilitou identificar e 
influenciar as suas pretensões de votos. Os dados 
foram obtidos por meio de um aplicativo que 
permitia, por meio do consentimento do usuário, 
coletar os 
dados seus e dos seus amigos no Facebook. O 
aplicativo foi desenvolvido por um pesquisador da 
Universidade de Cambridge que informou que os 
dados pessoais seriam coletados para fins de 
pesquisa científica. 
 
É importante ilustrar aqui que princípios gerais que 
regem o uso adequado de dados pessoais em muitas 
legislações, inclusive no Brasil, determinam que 
dados pessoais devem ser coletados e utilizados para 
finalidades determinadas e legítimas. O uso para 
outras finalidades diferentesdaquelas que ensejaram 
a coleta somente pode se dar por meio de alguma 
autorização, um consentimento efetivo do titular dos 
dados, para o cumprimento de um contrato, uma 
obrigação imposta por uma lei ou outros 
instrumentos jurídicos que variam com arcabouço 
jurídico vigente. O uso dos dados para outros fins, 
sem a devida autorização, pode ser considerado uma 
violação aos princípios gerais, a regras presentes em 
muitas leis e a obrigações acordadas por meio de 
contratos como políticas de privacidade. 
 
Para proteger-se nas redes sociais, há maneiras 
simples. Atualize as configurações de privacidade em 
redes sociais e serviços. A maioria 
dos sites compartilha as informações dos usuários em 
modo público, mas é possível restringir o quanto de 
dados pessoais poderá ser acessado por qualquer 
um. O ideal é compartilhar informações somente com 
quem você conhece. Outra boa dica é ativar a 
autenticação em duas etapas, sempre que possível. 
Não vincule contas. O recurso, que pode simplificar 
o login em diversos serviços, pode trazer problemas: 
se um invasor descobrir uma senha, terá acesso a 
diversas contas sem dificuldades. Senhas diferentes 
são mais dificilmente descobertas e protegem melhor 
as informações. Usar conexões seguras e escolher 
senhas fortes são também maneiras de se proteger. 
 
Internet: e (com adaptações) 
 
Dado o assunto e, especialmente, o último parágrafo 
do texto, é correto afirmar que o público-alvo, isto é, 
o enunciatário ideal desse texto são 
 
a) magistrados que tenham de decidir sobre casos de 
violação virtual da privacidade. 
 
b) desenvolvedores de sistemas de Internet 
responsáveis por assegurar a proteção dos usuários. 
 
c) usuários da Internet e das redes sociais, que 
devem adotar comportamentos para proteção da 
própria privacidade. 
 
d) cidadãos que não tenham acesso às redes sociais 
e que necessitem de informações de sobre como elas 
funcionam. 
 
e) empresas que estejam interessadas em dados dos 
usuários das redes sociais. 
 
617 
Texto 
 
No meio científico, é insuficiente — aliás, é perigoso 
— produzir apenas um grupo de profissionais 
pequeno, altamente competente e bem remunerado. 
Um esforço combinado que vise transmitir a todos os 
cidadãos a ciência — por meio de rádio, TV, cinema, 
jornais, livros, programas de computadores, parques 
temáticos, salas de aula — deve pautar-se em quatro 
razões principais. 
 
Mesmo que nem sempre possibilite ao cientista um 
bom emprego, a ciência pode ser o caminho propício 
para vencer a pobreza nas nações emergentes. Ela 
faz funcionar a economia e a civilização global. 
 
A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos 
por tecnologias que alteram o mundo, especialmente 
o meio ambiente de que nossas vidas dependem. 
Assim, a ciência providencia um sistema essencial de 
alerta antecipado. 
 
A ciência nos esclarece sobre as questões mais 
profundas das origens, das naturezas e dos destinos 
— de nossa espécie, da vida, de nosso planeta, do 
Universo. A longo prazo, a maior dádiva da ciência 
talvez seja nos ensinar, de um modo ainda não 
superado por nenhum outro empenho humano, 
alguma coisa sobre nosso contexto cósmico, sobre o 
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ponto do espaço e do tempo em que estamos, e 
sobre quem nós somos. 
 
Os valores da ciência e os da democracia são 
concordantes, em muitos casos indistinguíveis. A 
ciência e a democracia começaram ao mesmo tempo 
e no mesmo lugar: na Grécia dos séculos VI e VII 
a.C. A ciência confere poder a qualquer um que se 
der ao trabalho de aprendê-la (embora muitos 
tenham sido sistematicamente impedidos de adquirir 
esse conhecimento). Ela se nutre do livre intercâmbio 
de ideias. Tanto a ciência quanto a democracia 
encorajam opiniões não convencionais e debate 
vigoroso. Ambas requerem raciocínio adequado, 
argumentos coerentes, padrões rigorosos de 
evidência e honestidade. 
 
Descobrir a gota ocasional da verdade no meio de 
um grande oceano de confusão e mistificação requer 
vigilância, dedicação e coragem. Mas, se não 
praticarmos esses hábitos rigorosos de pensar, não 
poderemos ter esperança de solucionar os problemas 
verdadeiramente sérios que enfrentamos. 
 
Carl Sagan. Ciência e esperança. In: O mundo assombrado pelos 
demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2006, p. 58-9 (com adaptações). 
 
Da leitura do texto infere-se que 
 
a) a pobreza e o atraso das nações emergentes 
devem-se à falta de tecnologia. 
 
b) a ciência se desenvolveu devido ao advento da 
democracia na Grécia antiga, nos séculos VI e VII 
a.C. 
 
c) a ciência deve ser controlada por um pequeno e 
competente grupo de profissionais. 
 
d) a tecnologia, por seu largo alcance, alerta-nos 
contra futuros perigos. 
 
e) as descobertas e as formas de aprendizado da 
ciência devem ser amplamente divulgadas. 
 
618 
Texto 
 
No meio científico, é insuficiente — aliás, é perigoso 
— produzir apenas um grupo de profissionais 
pequeno, altamente competente e bem remunerado. 
Um esforço combinado que vise transmitir a todos os 
cidadãos a ciência — por meio de rádio, TV, cinema, 
jornais, livros, programas de computadores, parques 
temáticos, salas de aula — deve pautar-se em quatro 
razões principais. 
Mesmo que nem sempre possibilite ao cientista um 
bom emprego, a ciência pode ser o caminho propício 
para vencer a pobreza nas nações emergentes. Ela 
faz funcionar a economia e a civilização global. 
 
A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos 
por tecnologias que alteram o mundo, especialmente 
o meio ambiente de que nossas vidas dependem. 
Assim, a ciência providencia um sistema essencial de 
alerta antecipado. 
 
A ciência nos esclarece sobre as questões mais 
profundas das origens, das naturezas e dos destinos 
— de nossa espécie, da vida, de nosso planeta, do 
Universo. A longo prazo, a maior dádiva da ciência 
talvez seja nos ensinar, de um modo ainda não 
superado por nenhum outro empenho humano, 
alguma coisa sobre nosso contexto cósmico, sobre o 
ponto do espaço e do tempo em que estamos, e 
sobre quem nós somos. 
 
Os valores da ciência e os da democracia são 
concordantes, em muitos casos indistinguíveis. A 
ciência e a democracia começaram ao mesmo tempo 
e no mesmo lugar: na Grécia dos séculos VI e VII 
a.C. A ciência confere poder a qualquer um que se 
der ao trabalho de aprendê-la (embora muitos 
tenham sido sistematicamente impedidos de adquirir 
esse conhecimento). Ela se nutre do livre intercâmbio 
de ideias. Tanto a ciência quanto a democracia 
encorajam opiniões não convencionais e debate 
vigoroso. Ambas requerem raciocínio adequado, 
argumentos coerentes, padrões rigorosos de 
evidência e honestidade. 
 
Descobrir a gota ocasional da verdade no meio de 
um grande oceano de confusão e mistificação requer 
vigilância, dedicação e coragem. Mas, se não 
praticarmos esses hábitos rigorosos de pensar, não 
poderemos ter esperança de solucionar os problemas 
verdadeiramente sérios que enfrentamos. 
 
Carl Sagan. Ciência e esperança. In: O mundo assombrado pelos 
demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2006, p. 58-9 (com adaptações). 
 
De acordo com o texto, para a transmissão da ciência 
a todos os cidadãos é necessário 
 
a) relativizar o rigor científico diante das condições 
da população. 
 
b) encorajar as opiniões não convencionais e o 
debate. 
 
c) eliminar as possibilidades de mau emprego. 
 
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d) afastar a aprendizagem da ciência de questões 
políticas. 
 
e) distinguir os tópicos científicos de questões da 
economia. 
 
619 
Texto 
 
No meio científico, é insuficiente — aliás, é perigoso 
— produzir apenas um grupo de profissionaispequeno, altamente competente e bem remunerado. 
Um esforço combinado que vise transmitir a todos os 
cidadãos a ciência — por meio de rádio, TV, cinema, 
jornais, livros, programas de computadores, parques 
temáticos, salas de aula — deve pautar-se em quatro 
razões principais. 
 
Mesmo que nem sempre possibilite ao cientista um 
bom emprego, a ciência pode ser o caminho propício 
para vencer a pobreza nas nações emergentes. Ela 
faz funcionar a economia e a civilização global. 
 
A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos 
por tecnologias que alteram o mundo, especialmente 
o meio ambiente de que nossas vidas dependem. 
Assim, a ciência providencia um sistema essencial de 
alerta antecipado. 
 
A ciência nos esclarece sobre as questões mais 
profundas das origens, das naturezas e dos destinos 
— de nossa espécie, da vida, de nosso planeta, do 
Universo. A longo prazo, a maior dádiva da ciência 
talvez seja nos ensinar, de um modo ainda não 
superado por nenhum outro empenho humano, 
alguma coisa sobre nosso contexto cósmico, sobre o 
ponto do espaço e do tempo em que estamos, e 
sobre quem nós somos. 
 
Os valores da ciência e os da democracia são 
concordantes, em muitos casos indistinguíveis. A 
ciência e a democracia começaram ao mesmo tempo 
e no mesmo lugar: na Grécia dos séculos VI e VII 
a.C. A ciência confere poder a qualquer um que se 
der ao trabalho de aprendê-la (embora muitos 
tenham sido sistematicamente impedidos de adquirir 
esse conhecimento). Ela se nutre do livre intercâmbio 
de ideias. Tanto a ciência quanto a democracia 
encorajam opiniões não convencionais e debate 
vigoroso. Ambas requerem raciocínio adequado, 
argumentos coerentes, padrões rigorosos de 
evidência e honestidade. 
 
Descobrir a gota ocasional da verdade no meio de 
um grande oceano de confusão e mistificação requer 
vigilância, dedicação e coragem. Mas, se não 
praticarmos esses hábitos rigorosos de pensar, não 
poderemos ter esperança de solucionar os problemas 
verdadeiramente sérios que enfrentamos. 
 
Carl Sagan. Ciência e esperança. In: O mundo assombrado pelos 
demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2006, p. 58-9 (com adaptações). 
 
No último parágrafo do texto, o autor afirma que 
―Descobrir a gota ocasional da verdade no meio de 
um grande oceano de confusão e mistificação requer 
vigilância, dedicação e coragem‖. A afirmação ―requer 
coragem‖ está baseada no argumento de que a 
ciência 
 
a) pode ser mal interpretada em nações emergentes, 
pobres e atrasadas. 
 
b) é desenvolvida no livre intercâmbio de ideias, em 
debates que envolvam opiniões que se opõem. 
 
c) pode ser perigosa se divulgar inverdades que 
prejudiquem a humanidade. 
 
d) exige métodos que se contrapõem aos valores da 
democracia. 
 
e) necessita de um grupo de profissionais altamente 
qualificados capaz de prevenir erros. 
 
620 
Texto 
 
No meio científico, é insuficiente — aliás, é perigoso 
— produzir apenas um grupo de profissionais 
pequeno, altamente competente e bem remunerado. 
Um esforço combinado que vise transmitir a todos os 
cidadãos a ciência — por meio de rádio, TV, cinema, 
jornais, livros, programas de computadores, parques 
temáticos, salas de aula — deve pautar-se em quatro 
razões principais. 
 
Mesmo que nem sempre possibilite ao cientista um 
bom emprego, a ciência pode ser o caminho propício 
para vencer a pobreza nas nações emergentes. Ela 
faz funcionar a economia e a civilização global. 
 
A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos 
por tecnologias que alteram o mundo, especialmente 
o meio ambiente de que nossas vidas dependem. 
Assim, a ciência providencia um sistema essencial de 
alerta antecipado. 
 
A ciência nos esclarece sobre as questões mais 
profundas das origens, das naturezas e dos destinos 
— de nossa espécie, da vida, de nosso planeta, do 
Universo. A longo prazo, a maior dádiva da ciência 
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talvez seja nos ensinar, de um modo ainda não 
superado por nenhum outro empenho humano, 
alguma coisa sobre nosso contexto cósmico, sobre o 
ponto do espaço e do tempo em que estamos, e 
sobre quem nós somos. 
 
Os valores da ciência e os da democracia são 
concordantes, em muitos casos indistinguíveis. A 
ciência e a democracia começaram ao mesmo tempo 
e no mesmo lugar: na Grécia dos séculos VI e VII 
a.C. A ciência confere poder a qualquer um que se 
der ao trabalho de aprendê-la (embora muitos 
tenham sido sistematicamente impedidos de adquirir 
esse conhecimento). Ela se nutre do livre intercâmbio 
de ideias. Tanto a ciência quanto a democracia 
encorajam opiniões não convencionais e debate 
vigoroso. Ambas requerem raciocínio adequado, 
argumentos coerentes, padrões rigorosos de 
evidência e honestidade. 
 
Descobrir a gota ocasional da verdade no meio de 
um grande oceano de confusão e mistificação requer 
vigilância, dedicação e coragem. Mas, se não 
praticarmos esses hábitos rigorosos de pensar, não 
poderemos ter esperança de solucionar os problemas 
verdadeiramente sérios que enfrentamos. 
 
Carl Sagan. Ciência e esperança. In: O mundo assombrado pelos 
demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2006, p. 58-9 (com adaptações). 
 
No texto, o trecho ―(embora muitos tenham sido 
sistematicamente impedidos de adquirir esse 
conhecimento)‖ está entre parênteses, como um 
acréscimo, para indicar que 
 
a) as populações dos países emergentes não 
conseguem alcançar o necessário padrão de rigor 
para o acesso ao conhecimento. 
 
b) muitos indivíduos são impedidos, por razões 
políticas e econômicas, de ter acesso ao 
conhecimento produzido pela ciência. 
 
c) a população em geral historicamente tem 
demonstrado que não consegue se dedicar a adquirir 
novos conhecimentos. 
 
d) os padrões de evidência, honestidade e rigor não 
têm sido respeitados pela ciência. 
 
e) o acesso dos cidadãos ao conhecimento científico 
está fora da alçada da política democrática. 
 
 
 
 
621 
Texto 
 
No meio científico, é insuficiente — aliás, é perigoso 
— produzir apenas um grupo de profissionais 
pequeno, altamente competente e bem remunerado. 
Um esforço combinado que vise transmitir a todos os 
cidadãos a ciência — por meio de rádio, TV, cinema, 
jornais, livros, programas de computadores, parques 
temáticos, salas de aula — deve pautar-se em quatro 
razões principais. 
 
Mesmo que nem sempre possibilite ao cientista um 
bom emprego, a ciência pode ser o caminho propício 
para vencer a pobreza nas nações emergentes. Ela 
faz funcionar a economia e a civilização global. 
 
A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos 
por tecnologias que alteram o mundo, especialmente 
o meio ambiente de que nossas vidas dependem. 
Assim, a ciência providencia um sistema essencial de 
alerta antecipado. 
 
A ciência nos esclarece sobre as questões mais 
profundas das origens, das naturezas e dos destinos 
— de nossa espécie, da vida, de nosso planeta, do 
Universo. A longo prazo, a maior dádiva da ciência 
talvez seja nos ensinar, de um modo ainda não 
superado por nenhum outro empenho humano, 
alguma coisa sobre nosso contexto cósmico, sobre o 
ponto do espaço e do tempo em que estamos, e 
sobre quem nós somos. 
 
Os valores da ciência e os da democracia são 
concordantes, em muitos casos indistinguíveis. A 
ciência e a democracia começaram ao mesmo tempo 
e no mesmo lugar: na Grécia dos séculos VI e VII 
a.C. A ciência confere poder a qualquer um que se 
der ao trabalho de aprendê-la (embora muitos 
tenham sido sistematicamente impedidos de adquirir 
esse conhecimento). Ela se nutre do livre intercâmbio 
de ideias. Tanto a ciência quanto a democracia 
encorajam opiniões não convencionais e debate 
vigoroso. Ambas requerem raciocínio adequado, 
argumentos coerentes, padrões rigorosos de 
evidência e honestidade. 
 
Descobrir a gota ocasional daverdade no meio de 
um grande oceano de confusão e mistificação requer 
vigilância, dedicação e coragem. Mas, se não 
praticarmos esses hábitos rigorosos de pensar, não 
poderemos ter esperança de solucionar os problemas 
verdadeiramente sérios que enfrentamos. 
 
Carl Sagan. Ciência e esperança. In: O mundo assombrado pelos 
demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2006, p. 58-9 (com adaptações). 
 
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De acordo com as ideias do texto, o conhecimento 
acerca do contexto cósmico e do ponto do espaço e 
do tempo em que o ser humano está pode ser 
alcançado pela divulgação em grande escala da 
 
I ciência. 
 
II tecnologia. 
 
III democracia. 
 
Assinale a opção correta. 
 
a) Apenas o item I está certo. 
 
b) Apenas o item II está certo. 
 
c) Apenas os itens I e III estão certos. 
 
d) Apenas os itens II e III estão certos. 
 
e) Todos os itens estão certos. 
 
622 
Texto 1A1-I 
 
Peças de barro de 4.000 a.C. encontradas na 
Mesopotâmia são os documentos escritos mais 
antigos que conhecemos. E o mais antigo desses 
documentos faz referência aos impostos. Naquela 
época, além de entregar parte dos alimentos que 
produziam ao governo, os sumérios, um dos povos 
que viviam por ali, eram obrigados a passar até cinco 
meses por ano trabalhando para o rei. 
 
Os mais sortudos eram empregados para realizar a 
colheita ou para retirar lama dos canais da cidade. Os 
menos afortunados entravam para o exército, com 
grandes chances de morrer em uma guerra. Quem 
era rico escapava: mandava escravos para fazer o 
serviço sujo. Assim que surgiu a moeda, surgiu 
também a ideia de substituir a contribuição braçal por 
dinheiro. 
 
Era assim também no antigo Egito. As evidências 
indicam que, em 3.000 a.C., os faraós coletavam 
impostos em dinheiro ou em serviços pelo menos 
uma vez por ano. Ninguém era tão temido quanto os 
escribas, responsáveis por determinar a dívida de 
cada um. O controle era tão rigoroso que fiscalizavam 
até o consumo de óleo de cozinha nas residências, já 
que essa era uma substância tributada. Os impostos 
eram mais altos para estrangeiros, e especula-se que 
foi para pagar dívidas tributárias que os hebreus, por 
exemplo, acabaram como escravos. 
O Império Romano aperfeiçoou a técnica de impor 
tributos a estrangeiros. Em economias pré-industriais, 
a terra e o trabalho são os principais ingredientes da 
riqueza. Por isso, a conquista de outras terras e de 
povos dava aos romanos acesso a mais riqueza, o 
que, por sua vez, permitia que conquistassem e 
controlassem um território ainda maior. 
 
O censo, usado até hoje em muitos países, foi criado 
pelos romanos para decidir quanto deveriam cobrar 
de cada província. Os cálculos eram feitos com base 
no número de pessoas. Até hoje, a capacidade de 
cobrar impostos é diretamente proporcional à 
quantidade e à qualidade de informações disponíveis 
sobre os contribuintes. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
Depreende-se das informações do texto 1A1-I que 
 
a) os egípcios e os sumérios passaram a cobrar 
dinheiro como pagamento de impostos quando surgiu 
a moeda. 
 
b) os historiadores acreditam que os hebreus se 
tornaram escravos em razão de suas dívidas 
tributárias. 
 
c) os impostos surgiram em 4.000 a.C. e consistiam, 
nessa época, em uma contribuição braçal. 
 
d) os romanos tinham acesso a mais riquezas à 
medida que conquistavam terras. 
 
e) o recenseamento visa, ainda hoje, ao controle do 
Estado sobre os bens da população. 
 
623 
Texto 1A1-I 
 
Peças de barro de 4.000 a.C. encontradas na 
Mesopotâmia são os documentos escritos mais 
antigos que conhecemos. E o mais antigo desses 
documentos faz referência aos impostos. Naquela 
época, além de entregar parte dos alimentos que 
produziam ao governo, os sumérios, um dos povos 
que viviam por ali, eram obrigados a passar até cinco 
meses por ano trabalhando para o rei. 
 
Os mais sortudos eram empregados para realizar a 
colheita ou para retirar lama dos canais da cidade. Os 
menos afortunados entravam para o exército, com 
grandes chances de morrer em uma guerra. Quem 
era rico escapava: mandava escravos para fazer o 
serviço sujo. Assim que surgiu a moeda, surgiu 
também a ideia de substituir a contribuição braçal por 
dinheiro. 
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Era assim também no antigo Egito. As evidências 
indicam que, em 3.000 a.C., os faraós coletavam 
impostos em dinheiro ou em serviços pelo menos 
uma vez por ano. Ninguém era tão temido quanto os 
escribas, responsáveis por determinar a dívida de 
cada um. O controle era tão rigoroso que fiscalizavam 
até o consumo de óleo de cozinha nas residências, já 
que essa era uma substância tributada. Os impostos 
eram mais altos para estrangeiros, e especula-se que 
foi para pagar dívidas tributárias que os hebreus, por 
exemplo, acabaram como escravos. 
 
O Império Romano aperfeiçoou a técnica de impor 
tributos a estrangeiros. Em economias pré-industriais, 
a terra e o trabalho são os principais ingredientes da 
riqueza. Por isso, a conquista de outras terras e de 
povos dava aos romanos acesso a mais riqueza, o 
que, por sua vez, permitia que conquistassem e 
controlassem um território ainda maior. 
 
O censo, usado até hoje em muitos países, foi criado 
pelos romanos para decidir quanto deveriam cobrar 
de cada província. Os cálculos eram feitos com base 
no número de pessoas. Até hoje, a capacidade de 
cobrar impostos é diretamente proporcional à 
quantidade e à qualidade de informações disponíveis 
sobre os contribuintes. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
Depreende-se do texto 1A1-I que, em 4.000 a.C., 
 
a) ricos escolhiam trabalhar na colheita, enquanto 
pobres eram obrigados a se tornar soldados do 
exército. 
 
b) os alimentos produzidos pelos sumérios eram, em 
parte, entregues ao governo da Mesopotâmia. 
 
c) peças de barro foram descobertas na 
Mesopotâmia, com registro dos impostos pagos pela 
população da época. 
 
d) a moeda foi inventada, o que permitiu que o 
pagamento de impostos passasse a ser feito 
exclusivamente com dinheiro. 
 
e) os povos da Mesopotâmia eram obrigados a 
trabalhar durante quase metade do ano para o rei. 
 
624 
Texto 1A1-I 
 
Peças de barro de 4.000 a.C. encontradas na 
Mesopotâmia são os documentos escritos mais 
antigos que conhecemos. E o mais antigo desses 
documentos faz referência aos impostos. Naquela 
época, além de entregar parte dos alimentos que 
produziam ao governo, os sumérios, um dos povos 
que viviam por ali, eram obrigados a passar até cinco 
meses por ano trabalhando para o rei. 
 
Os mais sortudos eram empregados para realizar a 
colheita ou para retirar lama dos canais da cidade. Os 
menos afortunados entravam para o exército, com 
grandes chances de morrer em uma guerra. Quem 
era rico escapava: mandava escravos para fazer o 
serviço sujo. Assim que surgiu a moeda, surgiu 
também a ideia de substituir a contribuição braçal por 
dinheiro. 
 
Era assim também no antigo Egito. As evidências 
indicam que, em 3.000 a.C., os faraós coletavam 
impostos em dinheiro ou em serviços pelo menos 
uma vez por ano. Ninguém era tão temido quanto os 
escribas, responsáveis por determinar a dívida de 
cada um. O controle era tão rigoroso que fiscalizavam 
até o consumo de óleo de cozinha nas residências, já 
que essa era uma substância tributada. Os impostos 
eram mais altos para estrangeiros, e especula-se que 
foi para pagar dívidas tributárias que os hebreus, por 
exemplo, acabaram como escravos. 
 
O Império Romano aperfeiçoou a técnica de impor 
tributos a estrangeiros. Em economias pré-industriais, 
a terra e o trabalho são os principais ingredientes da 
riqueza. Por isso, a conquista de outras terras e de 
povos dava aos romanosacesso a mais riqueza, o 
que, por sua vez, permitia que conquistassem e 
controlassem um território ainda maior. 
 
O censo, usado até hoje em muitos países, foi criado 
pelos romanos para decidir quanto deveriam cobrar 
de cada província. Os cálculos eram feitos com base 
no número de pessoas. Até hoje, a capacidade de 
cobrar impostos é diretamente proporcional à 
quantidade e à qualidade de informações disponíveis 
sobre os contribuintes. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
O texto 1A1-I caracteriza a economia do Império 
Romano como 
 
a) escravocrata. 
 
b) capitalista. 
 
c) agrícola. 
 
d) autossustentável. 
 
e) pré-industrial. 
 
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625 
Texto 1A1-I 
 
Peças de barro de 4.000 a.C. encontradas na 
Mesopotâmia são os documentos escritos mais 
antigos que conhecemos. E o mais antigo desses 
documentos faz referência aos impostos. Naquela 
época, além de entregar parte dos alimentos que 
produziam ao governo, os sumérios, um dos povos 
que viviam por ali, eram obrigados a passar até cinco 
meses por ano trabalhando para o rei. 
 
Os mais sortudos eram empregados para realizar a 
colheita ou para retirar lama dos canais da cidade. Os 
menos afortunados entravam para o exército, com 
grandes chances de morrer em uma guerra. Quem 
era rico escapava: mandava escravos para fazer 
o serviço sujo. Assim que surgiu a moeda, surgiu 
também a ideia de substituir a contribuição braçal por 
dinheiro. 
 
Era assim também no antigo Egito. As evidências 
indicam que, em 3.000 a.C., os faraós coletavam 
impostos em dinheiro ou em serviços pelo menos 
uma vez por ano. Ninguém era tão temido quanto os 
escribas, responsáveis por determinar a dívida de 
cada um. O controle era tão rigoroso que fiscalizavam 
até o consumo de óleo de cozinha nas residências, já 
que essa era uma substância tributada. Os impostos 
eram mais altos para estrangeiros, e especula-se que 
foi para pagar dívidas tributárias que os hebreus, por 
exemplo, acabaram como escravos. 
 
O Império Romano aperfeiçoou a técnica de impor 
tributos a estrangeiros. Em economias pré-industriais, 
a terra e o trabalho são os principais ingredientes da 
riqueza. Por isso, a conquista de outras terras e de 
povos dava aos romanos acesso a mais riqueza, o 
que, por sua vez, permitia que conquistassem e 
controlassem um território ainda maior. 
 
O censo, usado até hoje em muitos países, foi criado 
pelos romanos para decidir quanto deveriam cobrar 
de cada província. Os cálculos eram feitos com base 
no número de pessoas. Até hoje, a capacidade de 
cobrar impostos é diretamente proporcional à 
quantidade e à qualidade de informações disponíveis 
sobre os contribuintes. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
No texto 1A1-I, a expressão ―serviço sujo‖ foi 
empregada em referência 
 
a) a qualquer atividade criminosa. 
 
b) à má qualidade dos serviços prestados pelos 
escravos. 
 
c) especificamente ao serviço de retirada de lama 
dos canais da cidade. 
 
d) especificamente ao trabalho de soldado do 
exército. 
 
e) a qualquer trabalho braçal. 
 
626 
Texto 1A1-I 
 
Peças de barro de 4.000 a.C. encontradas na 
Mesopotâmia são os documentos escritos mais 
antigos que conhecemos. E o mais antigo desses 
documentos faz referência aos impostos. Naquela 
época, além de entregar parte dos alimentos que 
produziam ao governo, os sumérios, um dos povos 
que viviam por ali, eram obrigados a passar até cinco 
meses por ano trabalhando para o rei. 
 
Os mais sortudos eram empregados para realizar a 
colheita ou para retirar lama dos canais da cidade. Os 
menos afortunados entravam para o exército, com 
grandes chances de morrer em uma guerra. Quem 
era rico escapava: mandava escravos para fazer o 
serviço sujo. Assim que surgiu a moeda, surgiu 
também a ideia de substituir a contribuição braçal por 
dinheiro. 
 
Era assim também no antigo Egito. As evidências 
indicam que, em 3.000 a.C., os faraós coletavam 
impostos em dinheiro ou em serviços pelo menos 
uma vez por ano. Ninguém era tão temido quanto os 
escribas, responsáveis por determinar a dívida de 
cada um. O controle era tão rigoroso que fiscalizavam 
até o consumo de óleo de cozinha nas residências, já 
que essa era uma substância tributada. Os impostos 
eram mais altos para estrangeiros, e especula-se que 
foi para pagar dívidas tributárias que os hebreus, por 
exemplo, acabaram como escravos. 
 
O Império Romano aperfeiçoou a técnica de impor 
tributos a estrangeiros. Em economias pré-industriais, 
a terra e o trabalho são os principais ingredientes da 
riqueza. Por isso, a conquista de outras terras e de 
povos dava aos romanos acesso a mais riqueza, o 
que, por sua vez, permitia que conquistassem e 
controlassem um território ainda maior. 
 
O censo, usado até hoje em muitos países, foi criado 
pelos romanos para decidir quanto deveriam cobrar 
de cada província. Os cálculos eram feitos com base 
no número de pessoas. Até hoje, a capacidade de 
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cobrar impostos é diretamente proporcional à 
quantidade e à qualidade de informações disponíveis 
sobre os contribuintes. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
Infere-se do texto 1A1-I que os impostos no antigo 
Egito eram 
 
a) revertidos em benfeitorias. 
 
b) cobrados pelos escribas. 
 
c) pagos anualmente. 
 
d) aplicados a nativos e estrangeiros. 
 
e) estipulados pelos faraós. 
 
627 
Texto 1A1-II 
 
O imposto sobre a propriedade de veículos 
automotores (IPVA) é um tributo que deve ser pago 
todo ano pelos donos de qualquer tipo de veículo. O 
valor do IPVA é calculado com base no valor do 
veículo comprado, e sua quitação é um requisito para 
o licenciamento. 
 
Do total arrecadado com cada veículo, 50% vão para 
o governo estadual e os outros 50%, para o 
município no qual o veículo tiver sido emplacado. 
Essa arrecadação, recolhida pela União, pelos estados 
ou pelos municípios, não é exclusivamente destinada 
a asfaltamento de ruas e colocação de sinais, isto é, 
a manutenção de rodovias, mas pode abranger 
despesas com educação, saúde, segurança, 
saneamento, entre outros. 
 
Para pagar o IPVA, o proprietário de veículo recebe 
em sua casa um aviso de vencimento do imposto, 
com informações sobre o veículo, valores, datas, 
parcelas, formas de pagamento. Com esse 
documento é possível quitar o IPVA, juntamente com 
o seguro obrigatório, e até fazer o licenciamento 
antecipado. O não pagamento do IPVA implica multa 
e impede a realização do licenciamento. 
 
Internet: (com 
adaptações). 
 
O texto 1A1-II menciona como requisito para o 
licenciamento de veículos automotores 
 
a) o emplacamento do veículo. 
 
b) o recebimento do aviso de vencimento do IPVA. 
c) o pagamento integral do IPVA. 
 
d) a contratação do seguro obrigatório. 
 
e) a quitação do veículo. 
 
628 
Texto 1A2-I 
 
Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os 
seres humanos, independentemente de raça, sexo, 
nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer 
outra condição. Os direitos humanos incluem o direito 
à vida e à liberdade, o direito à liberdade de opinião 
e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, 
entre muitos outros. Todos merecem estes direitos, 
sem discriminação. 
 
O direito internacional relacionado aos direitos 
humanos estabelece obrigações para que os 
governos ajam de determinadas maneiras ou se 
abstenham de certos atos, a fim de promover e 
proteger os direitos humanos e as liberdades de 
grupos ou indivíduos. 
 
Desde o estabelecimento das Nações Unidas, um de 
seus objetivos fundamentais tem sido promover e 
encorajar o respeito aos direitos humanos para todos, 
conforme estipulado na Carta das Nações Unidas. 
 
Os direitos humanos são fundadosno respeito pela 
dignidade e no valor de cada pessoa. São universais, 
ou seja, são aplicados de forma igual e sem 
discriminação a todas as pessoas. São inalienáveis — 
e ninguém pode ser privado de seus direitos 
humanos —, mas podem ser limitados em situações 
específicas: o direito à liberdade pode ser restringido 
se, após o devido processo legal, uma pessoa for 
julgada culpada de um crime punível com privação de 
liberdade. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
De acordo com o texto 1A2-I, os direitos humanos 
são direitos 
 
a) mantidos livres de qualquer influência. 
 
b) criados em prol de grupos sociais específicos. 
 
c) classificados em escalas de prioridade. 
 
d) ilimitados. 
 
e) insuscetíveis de venda ou cessão. 
 
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629 
Texto 1A2-II 
 
Nascida na Grécia, especificamente na cidade- Estado 
de Atenas, no período clássico, a palavra 
―democracia‖ é composta pelos radicais 
gregos demos e kratos, que significam, 
respectivamente, ―povo‖ e ―governo‖. Em linhas 
gerais, a democracia é definida, desde a antiga 
Grécia, como ―governo do povo‖, ou ―governo 
popular‖, em contraposição a outras formas de 
governo que também remontam à Idade Antiga, 
como a aristocracia, a monarquia, a diarquia e a 
oligarquia, entre outras. 
 
A democracia moderna, tal como a concebemos hoje, 
isto é, pautada em ordenamentos jurídicos e 
instituições políticas sólidas, que representam os três 
Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), só se 
tornou possível após a derrocada do Antigo Regime 
Absolutista, na transição do século XVIII para o 
século XIX. Com a Revolução Francesa e, depois, a 
Era Napoleônica, surgiram na Europa alguns dos 
alicerces do que veio a ser o nosso modelo de regime 
democrático: a formação de grandes centros 
populacionais, em virtude da Revolução Industrial; a 
noção de povo associada a uma nação; a soberania 
política da nação vinculada a esse povo, e não mais 
ao rei; e a instituição do voto, ou sufrágio universal, 
como parte do sistema representativo direto. 
 
A democracia desenvolvida em Atenas não era 
considerada o melhor dos governos possíveis (como 
é hoje o nosso modelo de democracia), e isso por um 
motivo razoavelmente simples: apenas uma fração 
mínima dos ―homens livres‖ integrava a vida política 
de Atenas. Mulheres, escravos, estrangeiros e outras 
categorias sociais não tinham direito de participar das 
deliberações da assembleia (Ekklesia). A experiência 
da democracia ateniense tinha como preocupação 
fundamental, antes de qualquer coisa, evitar a tirania 
— pior forma de governo para a época. 
 
A Ekklesia, assembleia grega, era um modelo de 
instituição política bastante restrito. Era um 
―embrião‖ do que veio a ser a democracia 
representativa na sociedade de massas. 
 
Robert A. Dahl. Sobre a democracia. Trad. Beatriz Sidou. Brasília: 
Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 117 (com adaptações). 
Cláudio Fernandes. O que é democracia? In: Brasil Escola. 
Internet : (com adaptações). 
 
De acordo com o texto 1A2-II, a democracia 
moderna é uma forma de governo 
 
a) inviável em grupos sociais reduzidos. 
 
b) derivada da oligarquia. 
 
c) equivalente ao absolutismo. 
 
d) refratária às instituições fortes. 
 
e) caracterizada pela representatividade popular. 
 
630 
Texto 1A2-II 
 
Nascida na Grécia, especificamente na cidade- Estado 
de Atenas, no período clássico, a palavra 
―democracia‖ é composta pelos radicais 
gregos demos e kratos, que significam, 
respectivamente, ―povo‖ e ―governo‖. Em linhas 
gerais, a democracia é definida, desde a antiga 
Grécia, como ―governo do povo‖, ou ―governo 
popular‖, em contraposição a outras formas de 
governo que também remontam à Idade Antiga, 
como a aristocracia, a monarquia, a diarquia e a 
oligarquia, entre outras. 
 
A democracia moderna, tal como a concebemos hoje, 
isto é, pautada em ordenamentos jurídicos e 
instituições políticas sólidas, que representam os três 
Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), só se 
tornou possível após a derrocada do Antigo Regime 
Absolutista, na transição do século XVIII para o 
século XIX. Com a Revolução Francesa e, depois, a 
Era Napoleônica, surgiram na Europa alguns dos 
alicerces do que veio a ser o nosso modelo de regime 
democrático: a formação de grandes centros 
populacionais, em virtude da Revolução Industrial; a 
noção de povo associada a uma nação; a soberania 
política da nação vinculada a esse povo, e não mais 
ao rei; e a instituição do voto, ou sufrágio universal, 
como parte do sistema representativo direto. 
 
A democracia desenvolvida em Atenas não era 
considerada o melhor dos governos possíveis (como 
é hoje o nosso modelo de democracia), e isso por um 
motivo razoavelmente simples: apenas uma fração 
mínima dos ―homens livres‖ integrava a vida política 
de Atenas. Mulheres, escravos, estrangeiros e outras 
categorias sociais não tinham direito de participar das 
deliberações da assembleia (Ekklesia). A experiência 
da democracia ateniense tinha como preocupação 
fundamental, antes de qualquer coisa, evitar a tirania 
— pior forma de governo para a época. 
 
A Ekklesia, assembleia grega, era um modelo de 
instituição política bastante restrito. Era um 
―embrião‖ do que veio a ser a democracia 
representativa na sociedade de massas. 
 
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Robert A. Dahl. Sobre a democracia. Trad. Beatriz Sidou. Brasília: 
Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 117 (com adaptações). 
Cláudio Fernandes. O que é democracia? In: Brasil Escola. 
Internet : (com adaptações). 
 
Da comparação entre democracia moderna e 
democracia grega estabelecida no texto 1A2-II 
infere-se que 
 
a) a democracia moderna é mais imperfeita do que 
era a democracia grega. 
 
b) ambas as democracias são pertinentes em 
qualquer contexto histórico. 
 
c) ambas as democracias caracterizam-se pelo 
propósito de proteger a sociedade contra regimes 
tirânicos. 
 
d) a democracia moderna, à semelhança da grega, 
baseia-se na representatividade alcançada pelo 
sufrágio universal. 
 
e) a democracia grega era mais popular que é a 
democracia moderna. 
 
631 
Texto 1A2-II 
 
Nascida na Grécia, especificamente na cidade- Estado 
de Atenas, no período clássico, a palavra 
―democracia‖ é composta pelos radicais 
gregos demos e kratos, que significam, 
respectivamente, ―povo‖ e ―governo‖. Em linhas 
gerais, a democracia é definida, desde a antiga 
Grécia, como ―governo do povo‖, ou ―governo 
popular‖, em contraposição a outras formas de 
governo que também remontam à Idade Antiga, 
como a aristocracia, a monarquia, a diarquia e a 
oligarquia, entre outras. 
 
A democracia moderna, tal como a concebemos hoje, 
isto é, pautada em ordenamentos jurídicos e 
instituições políticas sólidas, que representam os três 
Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), só se 
tornou possível após a derrocada do Antigo Regime 
Absolutista, na transição do século XVIII para o 
século XIX. Com a Revolução Francesa e, depois, a 
Era Napoleônica, surgiram na Europa alguns dos 
alicerces do que veio a ser o nosso modelo de regime 
democrático: a formação de grandes centros 
populacionais, em virtude da Revolução Industrial; a 
noção de povo associada a uma nação; a soberania 
política da nação vinculada a esse povo, e não mais 
ao rei; e a instituição do voto, ou sufrágio universal, 
como parte do sistema representativo direto. 
A democracia desenvolvida em Atenas não era 
considerada o melhor dos governos possíveis (como 
é hoje o nosso modelo de democracia), e isso por um 
motivo razoavelmente simples: apenas uma fração 
mínima dos ―homens livres‖ integrava a vida política 
de Atenas. Mulheres, escravos, estrangeiros e outras 
categorias sociais nãotinham direito de participar das 
deliberações da assembleia (Ekklesia). A experiência 
da democracia ateniense tinha como preocupação 
fundamental, antes de qualquer coisa, evitar a tirania 
— pior forma de governo para a época. 
 
A Ekklesia, assembleia grega, era um modelo de 
instituição política bastante restrito. Era um 
―embrião‖ do que veio a ser a democracia 
representativa na sociedade de massas. 
 
Robert A. Dahl. Sobre a democracia. Trad. Beatriz Sidou. Brasília: 
Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 117 (com adaptações). 
Cláudio Fernandes. O que é democracia? In: Brasil Escola. 
Internet : (com adaptações). 
 
De acordo com o texto 1A2-II, a democracia 
ateniense era 
 
a) o pior dos governos possíveis para a época. 
 
b) privilégio de uma fração mínima da sociedade. 
 
c) exercida nas eleições das autoridades da Ekklesia. 
 
d) o único meio de se evitar a tirania na Idade 
Antiga. 
 
e) restrita a homens. 
 
632 
Texto 1A1-II 
 
O homem primitivo procurava defender-1 se do frio e 
da fome abrigando-se em cavernas e alimentando-se 
de frutos silvestres, ou do que conseguia obter da 
caça e da pesca. Ao longo dos séculos, passou a 
espécie humana a sentir a necessidade de maior 
conforto e começou a reparar no seu semelhante. 
Assim, como decorrência das necessidades 
individuais, surgiram as trocas. Sistemas de troca 
direta, que duraram vários séculos, ocasionaram o 
aparecimento de palavras como ―salário‖ (pagamento 
feito por meio de certa quantidade de sal) e 
―pecúnia‖ (do latim pecus, que significa rebanho de 
gado, ou peculium, relativo a gado miúdo, como 
ovelha ou cabrito). 
 
As primeiras moedas, peças que representavam 
valores, geralmente em metal, surgiram na Lídia 
(atual Turquia), no século VII a.C. As características 
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que se desejava ressaltar eram gravadas nas peças 
por meio da pancada de um objeto pesado (martelo), 
em primitivos cunhos. Foi o surgimento da cunhagem 
a martelo, na qual os signos monetários eram 
valorizados também pela nobreza dos metais 
empregados, como o ouro e a prata. Embora a 
evolução dos tempos tenha levado à substituição do 
ouro e da prata por metais menos raros ou suas 
ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a 
associação dos atributos de beleza e expressão 
cultural ao valor monetário das moedas, que quase 
sempre, na atualidade, apresentam figuras 
representativas da história, da cultura, das riquezas e 
do poder das sociedades. 
 
A necessidade de guardar as moedas em segurança 
fez surgirem os bancos. Os negociantes de ouro e 
prata, por terem cofres e guardas a seu serviço, 
passaram a aceitar a responsabilidade de cuidar do 
dinheiro de seus clientes e a dar recibos escritos das 
quantias guardadas. Esses recibos passaram, com o 
tempo, a servir como meio de pagamento por seus 
possuidores, por serem mais seguros de portar do 
que o dinheiro vivo. Assim surgiram as primeiras 
cédulas de papel moeda, ou cédulas de banco, ao 
mesmo tempo em que a guarda dos valores em 
espécie dava origem a instituições bancárias. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
De acordo com o texto 1A1-II, as moedas 
 
a) constituíram alternativa ao sistema de troca direta. 
 
b) foram elemento importante para o surgimento 
dos bancos. 
 
c) eram de difícil transporte, por isso, pouco a 
pouco, foram substituídas pelas cédulas em papel 
moeda. 
 
d) impulsionaram o consumo e a concentração de 
poder nas sociedades. 
 
e) detinham valor monetário apenas se esteticamente 
bonitas e produzidas a partir de metais nobres. 
 
633 
Texto 1A1-II 
 
O homem primitivo procurava defender-1 se do frio e 
da fome abrigando-se em cavernas e alimentando-se 
de frutos silvestres, ou do que conseguia obter da 
caça e da pesca. Ao longo dos séculos, passou a 
espécie humana a sentir a necessidade de maior 
conforto e começou a reparar no seu semelhante. 
Assim, como decorrência das necessidades 
individuais, surgiram as trocas. Sistemas de troca 
direta, que duraram vários séculos, ocasionaram o 
aparecimento de palavras como ―salário‖ (pagamento 
feito por meio de certa quantidade de sal) e 
―pecúnia‖ (do latim pecus, que significa rebanho de 
gado, ou peculium, relativo a gado miúdo, como 
ovelha ou cabrito). 
 
As primeiras moedas, peças que representavam 
valores, geralmente em metal, surgiram na Lídia 
(atual Turquia), no século VII a.C. As características 
que se desejava ressaltar eram gravadas nas peças 
por meio da pancada de um objeto pesado (martelo), 
em primitivos cunhos. Foi o surgimento da cunhagem 
a martelo, na qual os signos monetários eram 
valorizados também pela nobreza dos metais 
empregados, como o ouro e a prata. Embora a 
evolução dos tempos tenha levado à substituição do 
ouro e da prata por metais menos raros ou suas 
ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a 
associação dos atributos de beleza e expressão 
cultural ao valor monetário das moedas, que quase 
sempre, na atualidade, apresentam figuras 
representativas da história, da cultura, das riquezas e 
do poder das sociedades. 
 
A necessidade de guardar as moedas em segurança 
fez surgirem os bancos. Os negociantes de ouro e 
prata, por terem cofres e guardas a seu serviço, 
passaram a aceitar a responsabilidade de cuidar do 
dinheiro de seus clientes e a dar recibos escritos das 
quantias guardadas. Esses recibos passaram, com o 
tempo, a servir como meio de pagamento por seus 
possuidores, por serem mais seguros de portar do 
que o dinheiro vivo. Assim surgiram as primeiras 
cédulas de papel moeda, ou cédulas de banco, ao 
mesmo tempo em que a guarda dos valores em 
espécie dava origem a instituições bancárias. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
No período em que se insere, no texto 1A1-II, a 
oração ―por serem mais seguros de portar do que o 
dinheiro vivo‖ exprime 
 
a) um motivo por que recibos passaram a ser 
utilizados como meio de pagamento. 
 
b) uma condição para que recibos fossem utilizados 
como meio de pagamento. 
 
c) uma explicação para que as pessoas se sentissem 
mais seguras portando recibos em vez de dinheiro 
vivo. 
 
 
 
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d) uma justificativa para que os recibos fossem mais 
seguros que dinheiro vivo. 
 
e) uma consequência de os recibos terem passado a 
ser utilizados como meio de pagamento. 
 
634 
Texto 1A2-I 
 
Conforme o Atlas do Desenvolvimento Humano no 
Brasil, do Programa das Nações Unidas para o 
Desenvolvimento (PNUD), a expectativa de vida para 
ambos os sexos no Rio Grande do Sul foi superior à 
do Brasil em 1991, 2000 e 2010. Entre os vinte e sete 
estados brasileiros, o Rio Grande do Sul (RS) era em 
2010 o quarto estado com a maior esperança de vida 
ao nascer, tendo sido superado pelo Distrito Federal, 
Santa Catarina e São Paulo. De acordo com o IBGE, a 
expectativa de vida ao nascer, no RS, para ambos os 
sexos, passou de 72,4, em 2000, para 77,8 em 2016. 
 
Os estudos de evolução demonstram que a transição 
demográfica começou mais cedo em relação à maior 
parte dos estados brasileiros e tornou-se mais 
evidente nas últimas décadas, o que caracterizou o 
rápido aumento absoluto e relativo das faixas de 
população adulta e idosa. Em relação ao sexo, as 
diferenças ficam ainda mais evidentes quando se 
constata a maior esperança de vida ao nascer entre 
as mulheres — que em 2016 atingiu 81,1 anos, ao 
passo que entre os homens alcançou 74,3 anos. 
Como resultado, o número de mulheres é superior ao 
número de homens, principalmente nas faixas de 
idade mais avançadas. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
Depreende-se das informações do texto 1A2-I que, 
no Rio Grande do Sul, a esperança de vida ao nascer 
 
a) aumentou entre os homens em 2000. 
 
b) diminuiu entreas mulheres em 2000. 
 
c) aumentou entre os homens em 2016. 
 
d) diminuiu entre homens e mulheres em 2000. 
 
e) diminuiu entre as mulheres em 2016. 
 
 
 
 
 
635 
Texto 1A2-I 
 
Conforme o Atlas do Desenvolvimento Humano no 
Brasil, do Programa das Nações Unidas para o 
Desenvolvimento (PNUD), a expectativa de vida para 
ambos os sexos no Rio Grande do Sul foi superior à 
do Brasil em 1991, 2000 e 2010. Entre os vinte e sete 
estados brasileiros, o Rio Grande do Sul (RS) era em 
2010 o quarto estado com a maior esperança de vida 
ao nascer, tendo sido superado pelo Distrito Federal, 
Santa Catarina e São Paulo. De acordo com o IBGE, a 
expectativa de vida ao nascer, no RS, para ambos os 
sexos, passou de 72,4, em 2000, para 77,8 em 2016. 
 
Os estudos de evolução demonstram que a transição 
demográfica começou mais cedo em relação à maior 
parte dos estados brasileiros e tornou-se mais 
evidente nas últimas décadas, o que caracterizou o 
rápido aumento absoluto e relativo das faixas de 
população adulta e idosa. Em relação ao sexo, as 
diferenças ficam ainda mais evidentes quando se 
constata a maior esperança de vida ao nascer entre 
as mulheres — que em 2016 atingiu 81,1 anos, ao 
passo que entre os homens alcançou 74,3 anos. 
Como resultado, o número de mulheres é superior ao 
número de homens, principalmente nas faixas de 
idade mais avançadas. 
 
Internet: (com adaptações). 
 
Infere-se do texto 1A2-I que a transição demográfica 
no Rio Grande do Sul 
 
a) iniciou-se antes da ocorrida em São Paulo e no 
Distrito Federal. 
 
b) resultou em aumento da população idosa. 
 
c) impactou outros estados da região Sul, como 
Santa Catarina. 
 
d) tornou-se mais evidente no início do século XX. 
 
e) afetou o nível de qualidade da saúde da 
população idosa. 
 
636 
Texto 1A2-II 
 
Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo 
um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista 
do programa das dez da manhã falou: 
 
— Ninguém é obrigado a parecer velho. 
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Tirando a canseira provocada por aquele horror de 
exames que o médico tinha pedido, Neide considerou 
que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia 
velha. Mexeu o creme com mais vigor. A 
dermatologista deu aparte: 
 
— Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos 
trinta e seis anos de idade. 
 
Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze 
anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já 
sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar 
só para atender as freguesas que batiam palmas no 
portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia 
sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar 
um deprimido de marca e um desempregado crônico. 
O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de 
sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram 
anunciados em uma tabuleta de madeira. A 
apresentadora, que já nem era tão mocinha, 
considerou que tudo dependia do estado de espírito 
da pessoa e das escolhas feitas durante a vida: 
 
— Às vezes, é preciso dizer não. 
 
Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida 
mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era 
do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e 
cabelos fartos e grisalhos. 
 
— As pessoas podem continuar sexualmente ativas 
até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. 
Neide sentiu uma tontura, e, de repente, a colher de 
pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em 
que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede. 
Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama 
azul de listras estava tão acabado que nem dava para 
pano de chão, e a barriga do marido esgarçava as 
casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma 
pequena trégua, o suficiente para que ela se 
desgostasse à visão do descaimento. 
 
Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante 
que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações). 
 
Depreende-se do texto 1A2-II que a personagem 
Neide, ao assistir ao programa de tevê, 
 
a) teve certeza de que a sua aparência não 
correspondia a sua idade. 
 
b) compreendeu que havia começado a envelhecer 
aos trinta e seis anos de idade. 
 
c) surpreendeu-se ao saber que a ciência constatara 
que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade. 
 
d) refletiu sobre as circunstâncias que a 
impulsionaram a se tornar, desde jovem, arrimo de 
família. 
 
e) constatou que os rumos de sua vida independiam 
das suas escolhas. 
 
637 
Texto 1A2-II 
 
Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo 
um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista 
do programa das dez da manhã falou: 
 
— Ninguém é obrigado a parecer velho. 
 
Tirando a canseira provocada por aquele horror de 
exames que o médico tinha pedido, Neide considerou 
que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia 
velha. Mexeu o creme com mais vigor. A 
dermatologista deu aparte: 
 
— Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos 
trinta e seis anos de idade. 
 
Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze 
anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já 
sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar 
só para atender as freguesas que batiam palmas no 
portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia 
sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar 
um deprimido de marca e um desempregado crônico. 
O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de 
sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram 
anunciados em uma tabuleta de madeira. A 
apresentadora, que já nem era tão mocinha, 
considerou que tudo dependia do estado de espírito 
da pessoa e das escolhas feitas durante a vida: 
 
— Às vezes, é preciso dizer não. 
 
Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida 
mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era 
do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e 
cabelos fartos e grisalhos. 
 
— As pessoas podem continuar sexualmente ativas 
até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. 
Neide sentiu uma tontura, e, de repente, a colher de 
pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em 
que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede. 
Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama 
azul de listras estava tão acabado que nem dava para 
pano de chão, e a barriga do marido esgarçava as 
casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma 
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pequena trégua, o suficiente para que ela se 
desgostasse à visão do descaimento. 
 
Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante 
que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações). 
 
No último parágrafo do texto 1A2-II, os dois-pontos, 
em suas duas ocorrências, introduzem, nos períodos 
em que ocorrem, 
 
a) opiniões da personagem Neide sobre a 
personagem João Carlos. 
 
b) esclarecimentos do narrador sobre a personagem 
João Carlos e sobre a visão de Neide diante do 
marido. 
 
c) impressões do narrador e da personagem Neide 
sobre a personagem João Carlos. 
 
d) constatações do narrador e da personagem Neide 
sobre a personagem João Carlos. 
 
e) suposições do narrador e da personagem Neide 
sobre a personagem João Carlos. 
 
638 
Texto 1A2-II 
 
Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo 
um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista 
do programa das dez da manhã falou: 
 
— Ninguém é obrigado a parecer velho. 
 
Tirando a canseira provocada por aquele horror de 
exames que o médico tinha pedido, Neide considerou 
que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia 
velha. Mexeu o creme com mais vigor. A 
dermatologista deu aparte: 
 
— Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos 
trinta e seis anos de idade. 
 
Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze 
anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já 
sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar 
só para atenderas freguesas que batiam palmas no 
portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia 
sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar 
um deprimido de marca e um desempregado crônico. 
O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de 
sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram 
anunciados em uma tabuleta de madeira. A 
apresentadora, que já nem era tão mocinha, 
considerou que tudo dependia do estado de espírito 
da pessoa e das escolhas feitas durante a vida: 
— Às vezes, é preciso dizer não. 
 
Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida 
mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era 
do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e 
cabelos fartos e grisalhos. 
 
— As pessoas podem continuar sexualmente ativas 
até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. 
Neide sentiu uma tontura, e, de repente, a colher de 
pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em 
que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede. 
Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama 
azul de listras estava tão acabado que nem dava para 
pano de chão, e a barriga do marido esgarçava as 
casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma 
pequena trégua, o suficiente para que ela se 
desgostasse à visão do descaimento. 
 
Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante 
que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações). 
 
Assinale a opção que reproduz trecho do texto 1A2-II 
em que predomina a tipologia descrição. 
 
a) ―Ninguém é obrigado a parecer velho‖ 
 
b) ―Neide considerou que, aos sessenta e quatro 
anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com 
mais vigor‖ 
 
c) ―Alguns estudos afirmam que a velhice começa 
aos trinta e seis anos de idade‖ 
 
d) ―Foi bem na hora em que João Carlos entrou na 
cozinha: estava com sede‖ 
 
e) ―a barriga do marido esgarçava as casas dos dois 
últimos botões‖ 
 
639 
Texto 1A2-II 
 
Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo 
um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista 
do programa das dez da manhã falou: 
 
— Ninguém é obrigado a parecer velho. 
 
Tirando a canseira provocada por aquele horror de 
exames que o médico tinha pedido, Neide considerou 
que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia 
velha. Mexeu o creme com mais vigor. A 
dermatologista deu aparte: 
 
— Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos 
trinta e seis anos de idade. 
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Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze 
anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já 
sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar 
só para atender as freguesas que batiam palmas no 
portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia 
sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar 
um deprimido de marca e um desempregado crônico. 
O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de 
sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram 
anunciados em uma tabuleta de madeira. A 
apresentadora, que já nem era tão mocinha, 
considerou que tudo dependia do estado de espírito 
da pessoa e das escolhas feitas durante a vida: 
 
— Às vezes, é preciso dizer não. 
 
Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida 
mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era 
do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e 
cabelos fartos e grisalhos. 
 
— As pessoas podem continuar sexualmente 
ativas até a morte. Literalmente, o amor não tem 
idade. Neide sentiu uma tontura, e, de repente, a 
colher de pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na 
hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava 
com sede. Varreu com os olhos a figura diante de si: 
o pijama azul de listras estava tão acabado que nem 
dava para pano de chão, e a barriga do marido 
esgarçava as casas dos dois últimos botões. A 
tontura deu uma pequena trégua, o suficiente para 
que ela se desgostasse à visão do descaimento. 
 
Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante 
que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações). 
 
Assinale a opção que apresenta uma expressão 
temporal que marca fato anterior aos acontecimentos 
da narrativa do texto 1A2-II. 
 
a) ―dez da manhã‖ 
 
b) ―aos sessenta e quatro anos‖ 
 
c) ―doze anos‖ 
 
d) ―até a morte‖ 
 
e) ―de repente‖ 
 
640 
Texto CB1A1-II 
 
Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são 
encontrados administradores públicos cujas ações em 
muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do 
império babilônico, que, buscando satisfazer sua 
rainha Meda, saudosa das colinas e florestas de sua 
pátria,providenciou a construção de estupendos 
jardins suspensos. Essa excentricidade, que consumiu 
anos de labor e gastos incalculáveis, culminou em 
uma das sete maravilhas do mundo antigo. 
 
Tal ―maravilha‖, que originou mais ônus do que 
propriamente benefícios, apresenta grande similitude 
com devaneios atuais em que se constata o gasto de 
dinheiro público com atos de motivação fútil e imoral, 
finalidade dissociada do interesse público e em total 
afronta à razoabilidade administrativa, com flagrante 
desproporção entre o numerário despendido e o 
benefício auferido pela coletividade. 
 
Além da insensatez detectada em alguns atos de 
administração, constata-se a existência de situação 
mais grave e preocupante, a degeneração de caráter 
em muitos entre os que ascendem à gestão do 
interesse público. Essa degeneração, em alguns 
casos, precede a investidura; em outros, tem causas 
endêmicas, sendo o resultado inevitável da interação 
com um meio viciado. 
 
Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. 
Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 
47 (com adaptações). 
 
No texto CB1A1-II, predomina a tipologia 
 
a) injuntiva. 
 
b) narrativa. 
 
c) descritiva. 
 
d) expositiva. 
 
e) argumentativa. 
 
641 
Texto CG1A1-I 
 
Atitudes para um desenvolvimento sustentável 
tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma 
definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos 
negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas 
que antes pensavam só em lucro agora otimizam 
seus processos por meio da sustentabilidade 
empresarial. Outro campo de estudos voltado para o 
consumo consciente e equilibrado com o meio 
ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, 
cujo objetivo é promover a utilização de recursos de 
base biológica, recicláveis e renováveis, e 
consequentemente mais sustentáveis. 
 
Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o 
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sucesso das empresas, que precisam cada vez mais 
entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e 
não somente mercadorias. A preocupação com o 
meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem 
competitiva, notadamente em mercados cada vez 
mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a 
perenidade da marca, em virtude do fortalecimento 
de sua reputação e credibilidade. 
 
Para o desenvolvimento sustentável, os negócios 
devem estar amparados em boas práticas de 
governança, com benefícios sociais e ambientais. 
Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a 
competitividade e o sucesso das organizações. 
 
Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão 
importante para a economia? A população cresce em 
número e em capacidade de consumo; com isso, a 
demanda pela utilização de recursos naturais 
recrudesce de forma quase insustentável. A utilização 
de matrizes não renováveis tende ao esgotamento e 
à poluição progressiva do meio ambiente. Para 
quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos 
econômicos que propõem um novo modo de gestão 
da sociedade, como a economia circular e a 
bioeconomia. 
 
A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso 
desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que 
priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio 
ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, 
reúne todos os setores da economia que utilizampara - R
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N° GAB PORTUGUÊS 
399 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
400 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
401 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
402 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
403 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
404 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
405 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
406 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
407 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
408 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
409 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
410 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
411 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SLU-DF 
Prova: Cargos de Nível Superior 
412 b 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: CGE - CE 
Prova: Auditor de Controle Interno 
413 d 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: CGE - CE 
Prova: Auditor de Controle Interno 
414 d 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: CGE - CE 
Prova: Auditor de Controle Interno 
415 d 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: CGE - CE 
Prova: Auditor de Controle Interno 
416 a 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: CGE - CE 
Prova: Auditor de Controle Interno 
417 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: CGE - CE 
Prova: Auditor de Controle Interno 
418 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: CGE - CE 
Prova: Auditor de Controle Interno 
* * JESUS TE AMA 
N° GAB PORTUGUÊS 
419 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Nível Superior 
420 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Nível Superior 
421 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Nível Superior 
422 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Nível Superior 
423 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Nível Superior 
424 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Nível Superior 
425 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Nível Superior 
426 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Nível Superior 
427 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Nível Superior 
428 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Nível Superior 
429 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Nível Superior 
430 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Nível Superior 
431 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
432 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
433 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
434 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
435 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
436 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
437 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
438 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
* * JESUS TE AMA 
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439 
 
Texto CB2A1-I 
 
 
 
 
 
Com relação às ideias do texto CB2A1-I, julgue o 
item a seguir. 
 
Conclui-se do último parágrafo do texto que o 
sentimento de crise provocado pela sensação de 
desorientação favorece um futuro prejudicial ao 
próprio sujeito em crise. 
 
 Certo 
 
 Errado 
440 
 
Considerando os mecanismos de coesão e os 
sentidos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte. 
 
A expressão ―tudo isso‖ (l.9) retoma, por coesão, 
todos os termos que a precedem no período. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
441 
 
 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item que se segue. 
 
Para o autor do texto, todo período histórico que se 
tornou passado se caracteriza como um período de 
crise moral. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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442 
 
Texto CB2A1-I 
 
 
 
 
 
Considerando os mecanismos de coesão e os 
sentidos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte. 
 
Na linha 28, a expressão ―na qual‖ refere-se ao termo 
antecedente ―história humana‖. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
443 
 
Considerando os mecanismos de coesão e os 
sentidos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte. 
 
Na linha 9, o vocábulo ―que‖ retoma o termo ―saltos 
de época‖. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
444 
 
 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item que se segue. 
 
Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam 
mantidos se fosse inserido o vocábulo do 
imediatamente após a palavra ―espírito‖ (l.2). 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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445 
 
 
 
TEXTO 2 
 
 
 
 
Julgue o item a seguir, com relação às ideias, aos 
sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 
 
Mantendo-se os sentidos e a correção gramatical do 
texto, o trecho ―exigindo novas definições e novos 
arranjos‖ (l. 6 e 7) poderia ser reescrito da seguinte 
forma: às novas definições e aos novos arranjos 
infligindo-se. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
446 
 
 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item que se segue. 
 
O emprego de acento agudo nas palavras ―juízo‖, 
―extraídos‖ e ―período‖ justifica-se pela mesma regra 
de acentuação gráfica. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
447 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item que se segue. 
 
Na linha 12, os dois-pontos foram empregados com a 
finalidade de introduzir uma síntese das ideias 
enunciadas no primeiro parágrafo do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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448 
 
 
 
TEXTO 2 
 
 
 
 
Julgue o item a seguir, com relação às ideias, aos 
sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 
 
Conclui-se do último parágrafo do texto que a 
verdadeira crise não será resolvida enquanto os 
esforços persistirem centralizados na resolução da 
crise financeira. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
449 
 
Julgue o item a seguir, com relação às ideias, aos 
sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 
 
Infere-se do texto que, na atualidade, é imposto um 
comportamento hegemônico e uniforme para lidar 
com diferentes situações de crise no mundo. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
450 
 
Julgue o item a seguir, com relação às ideias, aos 
sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 
 
O isolamento da expressão ―isto é‖ (l.14) por vírgulas 
marca uma suspensão no texto provocada por 
dúvida. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
451 
 
 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item que se segue. 
 
 
 
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No período em que se inserem, os trechos ―para 
absolver o presente‖ (l.13) e ―para louvar os bons 
tempos antigos‖ (l.14) exprimem finalidades. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
452 
 
Texto CB2A1-I 
 
 
 
 
 
 
Com relação às ideias do texto CB2A1-I, julgue o 
item a seguir. 
 
De acordo com o texto, as sociedades deste século 
vivenciaram a substituição darecursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para 
possibilitar soluções eficazes e coerentes para os 
problemas socioambientais contemporâneos: 
mudanças climáticas, crise econômica mundial, 
substituição do uso de energias fósseis, saúde, 
qualidade de vida da população, entre outros. 
 
O objetivo é criar uma economia inovadora com 
baixas emissões de poluentes, que concilie as 
exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a 
segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos 
biológicos renováveis para fins industriais, e que 
assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a 
proteção ambiental. A bioeconomia contempla não 
apenas setores tradicionais como agricultura, 
silvicultura e pesca, mas também setores como as 
biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o 
futuro será definitivamente bio. 
 
Marina Santos Chiapetta. Internet: (com 
adaptações). 
 
Com relação a gênero e tipologia textuais, é correto 
considerar o texto CG1A1-I como 
 
a) uma peça publicitária amparada na tipologia 
narrativa. 
 
b) uma reportagem sustentada principalmente na 
descrição. 
 
c) um artigo em que predomina a tipologia 
expositiva. 
 
d) um verbete que combina narração com descrição. 
 
e) um prefácio que combina argumentação com 
descrição. 
 
642 
Texto 
 
O medo do esquecimento obcecou as sociedades 
europeias da primeira fase da modernidade. Para 
dominar sua inquietação, elas fixaram, por meio da 
escrita, os traços do passado, a lembrança dos 
mortos ou a glória dos vivos e todos os textos que 
não deveriam desaparecer. A pedra, a madeira, o 
tecido, o pergaminho e o papel forneceram os 
suportes nos quais podia ser inscrita a memória dos 
tempos e dos homens. 
 
No espaço aberto da cidade, no refúgio da biblioteca, 
na magnitude do livro e na humildade dos objetos 
mais simples, a escrita teve como missão conjurar 
contra a fatalidade da perda. Em um mundo no qual 
as escritas podiam ser apagadas, os manuscritos 
podiam ser perdidos e os livros estavam sempre 
ameaçados de destruição, a tarefa não era fácil. 
Paradoxalmente, seu sucesso poderia criar, talvez, 
outro perigo: o de uma incontrolável proliferação 
textual de um discurso sem ordem nem limites. 
 
O excesso de escrita, que multiplica os 
textos inúteis e abafa o pensamento sob o acúmulo 
de discursos, foi considerado um perigo 
tão grande quanto seu contrário. Embora fosse 
temido, o apagamento era necessário, assim como o 
esquecimento também o é para a memória. Nem 
todos os escritos foram destinados a se 
tornar arquivos cuja proteção os defenderia da 
imprevisibilidade da história. Alguns foram traçados 
sobre suportes que permitiam escrever, apagar e 
depois escrever de novo. 
 
Roger Chartier. Inscrever e apagar: cultura escrita e literatura 
(séculos XI-XVIII). Trad.: Luzmara Curcino Ferreira. São Paulo: 
UNESP, 2007, p. 9-10 (com adaptações). 
 
Predomina no texto a tipologia 
 
a) narrativa. 
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b) prescritiva. 
 
c) argumentativa. 
 
d) descritiva. 
 
e) expositiva. 
 
 
643 
Texto 
 
O alemão Max Weber, um dos mais renomados 
pensadores sociais, fundador e expoente da teoria 
sociológica clássica, elaborou um conceito de 
burocracia baseado em elementos jurídicos do século 
XIX, concebidos por teóricos do direito. 
 
A divisão e distribuição de funções, a seleção de 
pessoal especializado, os regulamentos e a disciplina 
hierárquica são fatores que fazem da burocracia 
moderna o modo mais eficiente de administração, 
tanto na esfera privada (em uma empresa capitalista) 
quanto na administração pública. 
 
O leigo, em geral, costuma criticar o aparelho 
burocrático da administração pública devido à sua 
rigidez administrativa, inadequação das normas e 
grande quantidade de regulamentos. Esses aspectos 
produzem resultados contrários aos esperados pelo 
cidadão, como, por exemplo, a lentidão dos 
processos. 
 
De fato, a crescente racionalidade do sistema 
burocrático tende a gerar efeitos negativos, que 
podem diminuir drasticamente a eficiência de uma 
organização ou sociedade. Em contrapartida, novos 
modelos de estruturas burocráticas, alternativos ao 
modelo weberiano, têm sido experimentados. 
 
Burocracia: Max Weber e o significado de „burocracia‟ 
Internet: (com adaptações) 
 
O texto tem, predominantemente, a função de 
 
a) divertir o leitor. 
 
b) informar o leitor. 
 
c) dialogar com o leitor. 
 
d) convencer o leitor de algo. 
 
e) narrar um fato ao leitor. 
 
 
644 
Texto 
 
Sete anos após receber o título de Patrimônio 
Cultural do Brasil, o Complexo Cultural Bumba Meu 
Boi, uma das manifestações culturais mais marcantes 
do estado do Maranhão, pode receber 
reconhecimento internacional. 
 
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico 
Nacional (IPHAN) entregou ao Ministério das 
Relações Exteriores o dossiê de candidatura dessa 
manifestação cultural ao status de Patrimônio 
Cultural Imaterial da Humanidade. O título é 
conferido pela Organização das Nações Unidas para a 
Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). 
 
O Bumba Meu Boi é uma apresentação que mistura 
brincadeira, música, dança e artes cênicas. Os 
participantes dramatizam a história dos personagens 
Pai Francisco e sua mulher grávida, Mãe Catirina. Pai 
Francisco rouba a língua de um dos bois da fazenda 
onde trabalhava para satisfazer os desejos de 
Catirina. O dono da fazenda, porém, perdoa o 
trabalhador após os participantes do folguedo 
recuperarem a saúde do boi. A história termina com 
uma festa para celebrar o final feliz de todos. 
 
Internet: (com adaptações) 
 
O texto é um(a) 
 
a) conto. 
 
b) crônica. 
 
c) ensaio. 
 
d) artigo de opinião. 
 
e) notícia informativa. 
 
645 
Educar para a transcendência é tentar estabelecer 
um equilíbrio entre a educação para a sobrevivência 
e a educação para a transcendência. Explico melhor: 
a educação tem sido até hoje, na melhor das 
hipóteses, uma transferência cultural que oferece aos 
jovens a possibilidade de sobreviver dentro da sua 
cultura, entendida como modo de vida. Isso ocorre 
no contexto das formas mais tribais da educação, até 
nas mais sofisticadas, mas não menos egoístas. 
 
Com a evolução da espécie humana ― que existe 
diferenciada dos animais há 4 ou 5 milhões de anos 
―, foi se acentuando a nossa diferença fundamental 
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em relação aos animais: consciência do espaço 
temporal em que vivemos — isto é, consciência do 
começo e do fim da vida — e curiosidade intensa 
sobre o que éramos antes e o que iremos ser depois. 
Ao penetrarmos, conscientemente, nesse campo 
desconhecido por meio do raciocínio, da filosofia e, 
por que não, da ciência, estaremos no caminho da 
transcendência. 
 
É preciso que a educação nos prepare para esse 
caminho com o qual poderemos entender melhor de 
onde viemos e para onde vamos. Isso nos tornará 
mais humildes, mais humanos e mais éticos. Estes 
dois aspectos, ética e transcendência, andam juntos 
e só se logram com uma maior abertura e um 
conteúdo humanístico e filosófico cada vez maior no 
processo educativo. 
 
José Aristodemo Pinotti Discurso [sobre o 
processo de discussão da reforma universitária] 
Internet: (com adaptações) 
 
O texto é essencialmente 
 
a) descritivo. 
 
b) narrativo. 
 
c) expositivo. 
 
d) argumentativo. 
 
e) injuntivo. 
 
 
646 
Com base na distinção conceitual entre gênero e tipo 
textual, assinale a opção que indica um exemplo de 
gênero textual e uma designação de tipo textual, 
respectivamente. 
 
a) cardápio; relação 
 
b) carta comercial; dissertação 
 
c) narração; inquérito policial 
 
d) ofício; relação 
 
e) argumentação; descrição 
 
 
 
 
 
647 
Texto 1A1-II 
 
O imposto sobre aagricultura e, a partir 
disso, passaram a se submeter ao controle dos 
proprietários de veículos de informação. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
453 
 
 
 
TEXTO 2 
 
 
 
 
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Julgue o item a seguir, com relação às ideias, aos 
sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 
 
A correção gramatical do texto seria mantida caso, no 
trecho ―passam a se comportar‖ (l.14), o vocábulo 
―se‖ fosse deslocado para depois da forma verbal 
―comportar‖, da seguinte maneira: passam a 
comportar-se. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
454 
 
 
 
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos 
linguísticos do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
No trecho ―tica em ‗concordo‘‖ (l.13), o verbo ticar é 
sinônimo de clicar, mas difere deste por ser de uso 
informal. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
455 
 
 
Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, 
julgue o item a seguir. 
 
A substituição do conectivo ―porque‖ (l.10) por pois 
manteria os sentidos originais do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
456 
 
Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, 
julgue o item a seguir. 
 
A palavra ―capricho‖ (l.8) está empregada no texto 
com o mesmo sentido de zelo. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
457 
 
Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, 
julgue o item a seguir. 
 
O termo ―lá‖ (l.6) remete à fazenda da Jureia, onde a 
personagem vivenciou as experiências relatadas no 
texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
28
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458 
 
 
 
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos 
linguísticos do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
O termo ‗juridiquês‘ (l.11) não faz parte do 
vocabulário oficial da língua portuguesa, contudo seu 
emprego não compromete a correção gramatical e 
está adequado ao nível de formalidade do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
459 
 
 
 
 
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos 
linguísticos do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
O texto apresenta estratégia argumentativa que visa 
aproximar o leitor das ideias desenvolvidas pelo 
autor. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
460 
 
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos 
linguísticos do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
No trecho ―poucos tentam compreender no que 
exatamente se inscreveram‖ (l. 8 e 9), a substituição 
de ―no que‖ por o que comprometeria a correção 
gramatical do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
461 
 
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos 
linguísticos do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
As formas pronominais em ―rescindi-lo‖ e 
―transcendê-lo‖, na linha 4, referem-se, 
respectivamente, a ―contrato‖ (l.1) e a ―dia‖ (l.2). 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29
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462 
 
Texto CB2A1-I 
 
 
 
 
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto CB2A1-I, julgue o item que se segue. 
 
Seria mantida a correção gramatical do texto caso a 
forma verbal ―representa‖ (L.9) fosse substituída por 
representam. 
 
 Certo 
 
 Errado 
463 
 
 
 
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos 
linguísticos do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
A vírgula empregada na linha 2 tem a finalidade de 
demarcar uma relação de oposição entre as orações 
―Todos nós aderimos a ele no dia em que nascemos‖ 
(l. 1 e 2) e ―e ele regula nossa vida até o dia em que 
morremos‖ (l. 2 e 3). 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
464 
 
 
Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, 
julgue o item a seguir. 
 
 
 
30
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O texto é essencialmente descritivo, pois detalha 
lembranças acerca das viagens de férias que a 
personagem e sua família faziam com frequência 
durante a sua infância. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
465 
 
Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, 
julgue o item a seguir. 
 
A retirada da vírgula empregada na linha 1 alteraria 
os sentidos originais do primeiro período do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
466 
 
 
 
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos 
linguísticos do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
Infere-se do texto que a modernidade impele o ser 
humano a tomar decisões com as quais ele não 
concorda. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
467 
 
 
Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, 
julgue o item a seguir. 
 
As formas ‗Xô‘ e ‗Vâmu‘, na linha 5, são marcas de 
oralidade e reproduzem a informalidade da fala do 
condutor do carro de boi. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
468 
 
Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, 
julgue o item a seguir. 
 
A retirada do sinal indicativo de crase em ―às 
gargalhadas‖ (l.7) preservaria os sentidos e a 
correção gramatical do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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469 
 
 
 
Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das 
construções linguísticas do texto apresentado. 
 
Seriam mantidos os sentidos do texto caso o primeiro 
período do segundo parágrafo fosse assim reescrito: 
Quando prestamos atenção a nossa volta, 
percebemos que quase tudo que vemos existe pelas 
atividades do trabalho humano. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
470 
 
Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das 
construções linguísticas do texto apresentado. 
 
As formas pronominais ―Estas‖ (ℓ.4) e ―las‖ (ℓ.7) 
referem-se a ―necessidades dos seres humanos‖ (ℓ. 2 
e 3). 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
471 
 
Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das 
construções linguísticas do texto apresentado. 
 
No trecho ―Os processos de produção dos objetos 
que nos cercam movimentam relações diversas entre 
os indivíduos‖ (ℓ. 10 a 12), o sujeito da forma verbal 
―cercam‖ é ―Os processos de produção dos objetos‖. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
472 
 
 
 
No que se refere aos sentidos e às construções 
linguísticas do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
 
 
32
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A correção gramatical do texto seria mantida, mas 
seu sentido seria alterado, caso o trecho ―que se 
infiltra no ambiente no qual dormimos‖ (ℓ. 18 e 19) 
fosse isolado por vírgulas. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
473 
 
No que se refere aos sentidos e às construções 
linguísticas do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
Infere-se do primeiro parágrafo do texto que 
―boêmios da pá virada e vampiros‖ diferem 
biologicamente dos seres humanos em geral, os 
quais tendem a desempenhar a maior parte de suas 
atividades durante a manhã e a tarde. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
474 
 
No que se refere aos sentidos e às construções 
linguísticas do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
É correto inferir do trecho ―o homem da luz já deve 
ter se transferido para o mundo das trevas eternas‖ 
(ℓ. 34 e 35) que provavelmente o funcionário 
responsável pelo acionamento da iluminação urbana 
já morreu. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
475 
 
No que se refere aos sentidos e às construções 
linguísticas do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
A correção gramatical e os sentidos do texto seriam 
mantidos caso a forma verbal ―existia‖ (ℓ.34) fosse 
substituída por existisse. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
476 
 
No que se refere aos sentidos e às construções 
linguísticas do textoprecedente, julgue o item a 
seguir. 
 
Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos 
do texto, o primeiro período do terceiro parágrafo 
poderia ser assim reescrito: Contudo, os cientistas 
avisam que ter tanta luz à nosso dispor custa muito 
caro ao meio ambiente. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
477 
 
No que se refere aos sentidos e às construções 
linguísticas do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
A substituição da locução ―a cidade toda‖ (ℓ.30) por 
toda cidade preservaria os sentidos e a correção 
gramatical do período. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
478 
 
No que se refere aos sentidos e às construções 
linguísticas do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
A forma verbal ―viceja‖ (ℓ.1) poderia ser substituída 
por germina, sem prejuízo da coerência e da 
correção gramatical do trecho. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33
Licenciado para - R
inele M
onteiro - 11745473670 - P
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N° GAB PORTUGUÊS 
439 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
440 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
441 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
442 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
443 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
444 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
445 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
446 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
447 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
448 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
449 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
450 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
451 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
452 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
453 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
454 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
455 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
456 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
457 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
458 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
* * JESUS TE AMA 
N° GAB PORTUGUÊS 
459 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
460 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
461 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
462 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Analista (Superior) 
463 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
464 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
465 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
466 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
467 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
468 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PGE-PE 
Prova: Assistente de Procuradoria 
469 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
470 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
471 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
472 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
473 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
474 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
475 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
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476 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
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477 e 
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Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
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* * JESUS TE AMA 
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479 
 
 
 
No que se refere aos sentidos e às construções 
linguísticas do texto precedente, julgue o item a 
seguir. 
 
A correção gramatical e os sentidos do texto seriam 
mantidos caso se suprimisse o trecho ―é que‖, em 
―como é que se fazia‖ (ℓ.27). 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
480 
 
 
 
Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das 
construções linguísticas do texto apresentado. 
 
Com o emprego da expressão ―assim como‖ (ℓ.12), 
estabelece-se uma relação de comparação entre 
ideias expressas no período. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
481 
 
Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das 
construções linguísticas do texto apresentado. 
 
Conclui-se do texto que, devido à abundância de 
recursos, nas sociedades tribais os indivíduos não 
têm necessidade de separar as práticas laborais das 
outras atividades sociais. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
35
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482 
 
Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das 
construções linguísticas do texto apresentado. 
 
Caso o advérbio ―praticamente‖ (ℓ.23) fosse isolado 
por vírgulas, a correção gramatical do trecho seria 
alterada. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
483 
 
 
 
 
No que concerne ao texto precedente, julgue o 
próximo item. 
 
A informação apresentada pela oração ―nenhuma 
letra se igualando a outra‖ (ℓ. 7 e 8) é redundante 
em relação à informação apresentada na oração 
imediatamente anterior, servindo para reforçar-lhe o 
sentido. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
484 
 
No que concerne ao texto precedente, julgue o 
próximo item. 
 
A afirmação de que alguns nomes põem nos olhos de 
seus donos ―um azul que não possuem‖ (ℓ. 4 e 5) 
contradiz a ideia de que os nomes definem não as 
qualidades reais de cada um, mas o modo como os 
outros o veem. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
485 
 
 
 
Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das 
construções linguísticas do texto apresentado. 
 
A locução ―em razão de‖ (ℓ.9) expressa uma ideia de 
causa. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
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486 
 
 
 
 
Infere-se do texto 1A11-I que, na ocasião do 
concerto em Paris, em 1837, 
 
a) Pixis tocou uma composição de Beethoven como 
se fosse de sua autoria. 
 
b) Liszt equivocou-se na leitura do roteiro de 
composições que deveria executar. 
 
c) a plateia revoltou-se contra Liszt, por ele ter 
confundido uma composição de Pixis com uma de 
Beethoven. 
 
d) o público julgou as composições apenas com base 
nas designações equivocadas no programa do 
concerto. 
 
e) as peças de Pixis e Beethoven foram executadas 
de modo tão semelhante que o público não foi capaz 
de distingui-las. 
 
 
 
487 
 
 
 
Em cada uma das opções a seguir, é apresentada 
uma proposta de reescrita do seguinte trecho do 
texto 1A1-I: ―É preciso integrar-se aos países do 
MERCOSUL‖ (ℓ. 32 e 33). Assinale a opção cuja 
proposta de reescrita, além de estar gramaticalmente 
correta, preserva os sentidos originais do texto. 
 
a) É preciso que o Brasil se integre aos países do 
MERCOSUL 
 
37
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Rectangleb) É preciso ao Brasil a integração dos países do 
MERCOSUL 
 
c) É preciso que o Brasil seja integrado pelos países 
do MERCOSUL 
 
d) É preciso que os países do MERCOSUL integrem-se 
ao Brasil 
 
e) É preciso ao Brasil integrar o MERCOSUL 
 
 
488 
 
 
 
O autor do texto 1A11-I apresenta a narrativa do 
concerto de Liszt com o propósito de 
 
a) reconhecer que Pixis era tão genial quanto 
Beethoven. 
 
b) criticar o modo como algumas pessoas consomem 
arte. 
 
c) dar notoriedade à carreira de Pixis. 
 
d) alertar o público de que não se deve confiar em 
tudo que se lê. 
 
e) incentivar o público a ampliar seu repertório 
musical. 
 
 
489 
 
 
 
 
 
38
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Rectangle
 
 
 
 
No texto 1A1-I, o emprego de vírgulas para isolar as 
expressões ―adotado no país‖ (l.22) e ―embora se 
pareça com o IVA‖ (ℓ. 23 e 24) é 
 
a) facultativo em ambas as expressões. 
 
b) obrigatório apenas na primeira expressão. 
 
c) apenas uma escolha estilística do autor. 
 
d) justificado por regras distintas de pontuação. 
 
e) necessário devido ao deslocamento dessas 
expressões dentro do período. 
 
 
490 
 
 
 
No texto 1A11-I, com o emprego da expressão 
―(hoje)‖ (ℓ.4) entre parênteses, o autor 
 
a) destaca que Pixis é desconhecido na atualidade, 
mas que não o era em 1837. 
 
b) indica que, a partir da data do concerto, Pixis 
deixou de ser desconhecido. 
c) enfatiza o ―dia de glória‖ (ℓ. 1 e 2) de Pixis. 
 
d) ressalta que se trata do dia do concerto de Franz 
Liszt. 
 
e) revela desprezo pela popularidade de Pixis em 
1837. 
 
 
491 
 
 
 
 
39
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Mantendo-se a correção gramatical e o sentido 
original do trecho ―O direito tributário brasileiro 
depara-se com grandes desafios‖ (ℓ. 1 e 2), do texto 
1A1-I, o segmento ―depara-se com‖ poderia ser 
substituído por 
 
a) depara-se a. 
 
b) confronta com. 
 
c) depara-se diante de. 
 
d) confronta-se a. 
 
e) depara com. 
 
 
492 
 
 
 
No texto 1A11-I, a palavra ―medíocre‖ (ℓ.1) foi 
empregada com o mesmo sentido de 
 
a) carente. 
 
b) tímido. 
 
c) humilde. 
 
d) inexpressivo. 
 
e) despretensioso. 
 
 
493 
 
No trecho ―aplaudir Pixis como se fosse Beethoven‖ 
(ℓ. 29 e 30), do texto 1A11-I, observa-se a figura de 
linguagem 
 
a) catacrese. 
 
b) metonímia. 
 
c) eufemismo. 
 
d) pleonasmo. 
 
e) personificação. 
 
 
494 
 
 
 
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos 
do texto 1A3-II, julgue os itens seguintes. 
 
I No trecho ―o poder de tributar está na origem do 
Estado ou do ente político‖ (ℓ. 5 e 6), a substituição 
de ―ou‖ por e prejudicaria a correção gramatical do 
texto. 
 
II A supressão dos parênteses empregados no trecho 
―(ou a vida pré-política da humanidade)‖ (ℓ.8) 
alteraria os sentidos originais do texto. 
40
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III No trecho ―seria comparável a usurpação ou 
roubo‖ (ℓ.19), a forma verbal ―seria‖ expressa dúvida 
quanto à possibilidade de concretização da referida 
comparação. 
 
Assinale a opção correta. 
 
a) Apenas o item I está certo. 
 
b) Apenas o item II está certo. 
 
c) Apenas os itens I e III estão certos. 
 
d) Apenas os itens II e III estão certos. 
 
e) Todos os itens estão certos. 
 
 
495 
 
De acordo com o texto 1A3-II, o poder de tributar é 
uma 
 
a) competência conferida pelos cidadãos ao Estado, 
com vistas ao bem comum da sociedade. 
 
b) condição para a construção de uma relação 
hierárquica entre governantes e governados. 
 
c) obrigação criada pelo Estado para a sua 
manutenção, mas que, gradativamente, passou a 
gerar benefícios à sociedade. 
 
d) forma de submissão dos cidadãos ao Estado 
assemelhada a usurpação ou roubo. 
 
e) relação anterior à constituição do Estado e da 
própria sociedade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
496 
 
 
 
No que concerne ao texto precedente, julgue o 
próximo item. 
 
O vocábulo ―um‖ (ℓ.14) refere-se a um indivíduo cujo 
nome é idêntico ao do autor do texto. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
497 
 
No que concerne ao texto precedente, julgue o 
próximo item. 
 
Infere-se que o autor do texto é espanhol. 
 
 Certo 
 
 Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41
Licenciado para - R
inele M
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Rectangle
 
 
 
 
498 
 
 
 
Em cada uma das opções a seguir, é apresentada 
uma proposta de reescrita do seguinte período do 
texto 1A1-I: ―A harmonização com os outros sistemas 
tributários é outro desafio que deve ser enfrentado.‖ 
(ℓ. 31 e 32). Assinale a opção cuja proposta de 
reescrita, além de estar gramaticalmente correta, 
preserva os sentidos originais do texto. 
 
a) A harmonização com outros sistemas tributários 
deve enfrentar também o desafio. 
b) O desequilíbrio com outros sistemas tributários é 
outro desafio a ser resgatado. 
 
c) A harmonização com os demais sistemas 
tributários consiste em outro desafio a ser 
enfrentado. 
 
d) A harmonização de outros sistemas tributários é 
mais um desafio que deve ser enfrentado. 
 
e) A hierarquização com outros sistemas tributários é 
também um desafio ao qual deve-se combater. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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499 
 
 
 
No texto 1A1-I, o pronome que inicia o trecho ―Isso 
se tornou um atentado contra o princípio de 
simplificação‖ (ℓ. 8 e 9) remete 
 
a) à oração ―guerra fiscal ocasionada pelo ICMS‖ (ℓ. 4 
e 5) 
 
b) à ideia de que o ICMS é ―O principal tributo em 
vigor‖ (ℓ.5). 
 
 
c) ao argumento de que ―O direito tributário brasileiro 
depara-se com grandes desafios‖ (ℓ. 1 e 2). 
 
d) ao fato de ―contribuintes e advogados se 
debruçarem sobre vinte e sete diferentes legislações 
no país‖ (ℓ. 6 a 8) para entender o ICMS. 
 
e) à crítica do autor à recorrência das mesmas regras 
tributárias em ―vinte e sete diferentes legislações no 
país‖ (ℓ. 7 e 8). 
 
 
500 
 
Os três aspectos que representam desafios para o 
direito tributário brasileiro, na ordem em que 
aparecem no texto 1A1-I, são 
 
a) a alteração de regras para benefícios e isenções, a 
competitividade propiciada pela interdependência dos 
estados e a recuperação do poder econômico do país. 
 
b) o conflito fiscal proporcionado pelo ICMS, a 
competitividade produzida pela interdependência dos 
estados e a recuperação do poder econômico do país. 
 
c) a alteração de regras para benefícios e isenções, a 
competitividade gerada pela interdependência dos 
estados e a recuperação do poder econômico do país. 
 
d) o afinamento com outros sistemas tributários, a 
adoção do IVA e o conflito fiscal favorecido pelo 
ICMS. 
 
e) o conflito fiscal propiciado pelo ICMS, a 
competitividade gerada pela interdependência dos 
estados e o afinamento com outros sistemas 
tributários. 
 
 
501 
 
O texto 1A1-I 
 
a) carece de uma introdução para o assunto que 
aborda. 
 
b) é composto de três parágrafos vinculados a uma 
temática principal. 
 
c) é organizado de forma progressiva, partindo do 
problema menos relevante ao mais relevante. 
 
 
 
 
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d) concentra no parágrafo final a conclusão geral dos 
argumentos apresentados. 
 
e) é pautado integralmente na temática da tributação 
excessiva. 
 
 
502 
 
A correção gramatical e os sentidos originais do texto 
1A1-I seriam preservados se, no trecho ―A 
competência estadual do ICMS gera ainda 
dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades 
da Federação‖ (ℓ. 26 a 28), o vocábulo ―ainda‖ fosse 
substituído pela seguinte expressão, isolada por 
vírgulas. 
 
a) até entãob) ao menos 
 
c) além disso 
 
d) até aquele tempo 
 
e) até o presente momento 
 
 
503 
 
Infere-se das ideias do texto 1A1-I que o autor é 
contrário 
 
a) ao modelo tributário europeu. 
 
b) à aplicação do IVA em nível federal. 
 
c) ao sistema tributário do MERCOSUL. 
 
d) à competência estadual para o ICMS. 
 
e) aos padrões tributários do mundo globalizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
504 
 
 
 
No texto 1A3-I, a oração ―se o Estado reduzisse a 
tributação de determinado setor da economia‖ (ℓ. 10 
e 11) apresenta, no período em que se insere, noção 
de 
 
a) concessão, uma vez que representa uma exceção 
às regras de tributação do país. 
 
b) explicação, uma vez que esclarece uma ação que 
diminuiria os custos do referido setor. 
 
c) proporcionalidade, uma vez que os custos do 
referido setor diminuiriam à medida que se 
diminuísse a tributação. 
 
d) tempo, uma vez que a diminuição dos custos do 
referido setor ocorreria somente após a redução da 
tributação sobre ele. 
 
e) condição, uma vez que a diminuição dos custos do 
referido setor dependeria da redução da tributação 
sobre ele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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505 
 
 
 
Com relação às propriedades linguísticas do texto 
1A3-II, julgue os itens a seguir. 
 
I O referente da forma verbal ―passassem‖ ( ℓ.8) é o 
termo ―as pessoas‖ ( ℓ.6). 
 
II As formas pronominais presentes em ―geri-la‖ ( ℓ.9) 
e ―financiá-la‖ ( ℓ.10) possuem referentes distintos no 
texto. 
 
III O referente da forma pronominal ―ele‖ ( ℓ.18) é a 
expressão ―o poder de tributar‖ ( ℓ.17). 
 
IV A inserção do sinal indicativo de crase em ―a 
usurpação‖ ( ℓ.19) não prejudicaria a correção 
gramatical do texto. 
 
Estão certos apenas os itens 
 
a) I e III. 
 
b) I e IV. 
 
c) II e IV. 
 
d) I, II e III. 
 
e) II, III e IV. 
 
 
 
 
 
 
 
506 
 
 
 
O texto 1A3-I organiza-se de forma a apresentar 
 
a) argumentos em favor dos objetivos do Estado com 
relação à política tributária, para convencer o leitor. 
 
b) possíveis consequências sociais e econômicas da 
política tributária. 
 
c) procedimentos da atividade de tributação, 
destacando sua natureza fiscal. 
 
d) defesa de ações governamentais mais efetivas no 
que se refere à política tributária. 
 
e) razões para a diminuição de impostos ser 
considerada mais benéfica que o aumento destes. 
 
 
507 
 
Infere-se do texto 1A3-I que a ação do Estado, com 
relação à política tributária, visa 
 
a) ao provimento de receitas e também a finalidades 
econômicas e sociais. 
 
b) à redução de tributos sobre empresas 
comprometidas com o desenvolvimento social. 
 
c) ao aumento do lucro de empresas, com impacto 
sobre o crescimento do país. 
 
 
 
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d) ao estímulo do setor empresarial pela concessão 
de isenção do pagamento de impostos. 
 
e) ao crescimento da livre concorrência, com 
aumento dos impostos aplicados a empresas. 
 
 
508 
 
 
 
Cada uma das opções a seguir apresenta trecho do 
texto 1A11-I seguido de uma proposta de reescrita. 
Assinale a opção cuja proposta preserva os sentidos 
do texto e suas relações coesivas. 
 
a) ―distante ano‖ (ℓ.2): ano distante 
 
b) ―desconhecido compositor‖ (ℓ.4): compositor 
desconhecido 
 
c) ―público refinado‖ (ℓ.7): refinado público 
 
d) ―músico menor‖ (ℓ.14): menor músico 
 
e) ―desprezo coletivo‖ (ℓ.12): coletivo desprezo 
 
 
509 
 
 
 
A correção gramatical e os sentidos do texto 1A3-I 
seriam preservados caso o fragmento ―favorecendo-
se, assim, a elevação dos seus investimentos‖ (l.15 e 
16) fosse reescrito da seguinte forma. 
 
a) que favorecerá, assim, a elevação dos seus 
investimentos 
 
b) em que favorece, assim, a elevação dos seus 
investimentos 
 
c) à qual favoreça, assim, a elevação dos seus 
investimentos 
 
d) cuja elevação dos investimentos seria, assim, 
favorecida 
 
e) o que favoreceria a elevação dos seus 
investimentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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510 
 
 
 
Os sentidos originais e a correção gramatical do texto 
1A11-I seriam preservados se a forma verbal 
―invertera‖ (ℓ.20) fosse substituída por 
 
a) inverteria. 
 
b) teria invertido. 
 
c) invertesse. 
 
d) havia invertido. 
 
e) houve de inverter. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
511 
 
 
 
A correção gramatical e os sentidos do texto 1A3-II 
seriam preservados se o termo ―Em decorrência 
disso‖ (ℓ.16) fosse substituído pela seguinte 
expressão. 
 
a) Devido isso 
 
b) Em suma 
 
c) Por conseguinte 
 
d) Consoante isso 
 
e) Para tanto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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512 
 
 
 
A correção e os sentidos do texto 1A11-I seriam 
preservados se a palavra ―enxovalhada‖ (ℓ.24) fosse 
substituída por 
 
a) desassistida. 
 
b) desagravada. 
 
c) afamada. 
 
d) aplaudida. 
 
e) desdenhada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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N° GAB PORTUGUÊS 
479 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
480 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
481 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
482 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
483 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
484 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
485 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
486 d 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
487 a 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
488 b 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
489 d 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
490 a 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
491 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
492 d 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
493 b 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
494 b 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
495 a 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
496 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
497 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: PRF 
Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 
498 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
* * JESUS TE AMA 
N° GAB PORTUGUÊS 
499 d 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
500 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
501 b 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
502 c 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
503 d 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
504 e 
Ano: 2019 
Banca: CESPE 
Órgão: SEFAZ-RS 
Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 
505 a

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