Prévia do material em texto
QUESTÕES COM GABARITO Português ii Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com 359 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. O texto trata de aspectos associados a litígios estruturais sem, contudo, apresentar explicitamente uma definição para esse conceito. Certo Errado 360 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. Depreende-se do texto que os litígios estruturais resultam, entre outros fatores, da luta pela implementação de direitos. Certo Errado 361 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, o trecho ―Garantida (...) inauditas‖ (ℓ. 10 a 12) poderia ser reescrito da seguinte maneira: A expansão da atuação do Poder Judiciário para novas searas não ocorreu fortuitamente, tendo em vista a garantia da autonomia do Poder Judiciário e sua elevação ao papel de guardião do texto constitucional. Certo Errado 362 A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. Seria incorreto o emprego da forma quotidianamente em lugar de ―cotidianamente‖ (ℓ.4), pois aquela forma foi abolida do vocabulário oficial da língua portuguesa. Certo Errado 1 LÍNGUA PORTUGUESA Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Line Rectangle 363 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. Os dois-pontos empregados na linha 14 poderiam ser substituídos pelo termo porquanto entre vírgulas, sem alteração da correção gramatical e dos sentidos do texto. Certo Errado 364 A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. A jurisdição constitucional está relacionada à conservação das bases estruturantes do Estado democrático. Certo Errado 365 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. A palavra ―disseminada‖ (ℓ.19) tem o mesmo sentido de aceita. Certo Errado 2 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 366 A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se substituísse a forma verbal ―garante‖ (ℓ.3) por assegura. Certo Errado 367 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. A supressão do termo ―tanto‖ (ℓ.4) concomitantemente com a substituição do termo ―quanto‖ (ℓ.5) por e manteria a correção gramatical e a coerência do texto. Certo Errado 368 A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. A supressão da vírgula empregada logo após a palavra ―constitucional‖ (ℓ.6) prejudicaria a correção gramatical do texto. Certo Errado 3 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 369 A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. A supressão do vocábulo ―do‖, em ―Mais do que isso‖ (ℓ. 5 e 6), comprometeria a coesão e a correção gramatical do texto. Certo Errado 370 Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, julgue o item a seguir. A seletividade que excluiu a raça negra do rol das raças que se misturaram para a constituição da cultura brasileira foi orientada por uma visão preconceituosa em relação ao papel social dos negros na sociedade brasileira. Certo Errado 371 Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I. Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido original do texto caso o trecho ―Em geral, o preconceito positivo não é percebido pela sociedade‖ (l. 19 e 20) fosse assim reescrito: Não se percebe o preconceito positivo, em geral, pela sociedade. Certo Errado 4 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 372 Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, julgue o item a seguir. Na linha 13, o advérbio ―inextricavelmente‖ tem o significado de inexoravelmente. Certo Errado 373 Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, julgue o item a seguir. A exaltação da mistura de raças que forjou a cultura brasileira fundamentou-se na oposição entre a pureza das raças e a mistura de raças. Certo Errado 374 Julgue o seguinte item, considerando os aspectos textuais e gramaticais do cartaz precedente veiculado pelo Ministério Público Federal, no âmbito do projeto Amazônia Protege. As formas verbais ―Acesse‖, ―conheça‖ e ―consulte‖ caracterizam-se por uma uniformidade na flexão de modo e de pessoa. Certo Errado 5 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 375 Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o item subsequente. Levando-se em conta o mecanismo do preconceito, conclui-se que ideias favoráveis a uma pessoa levam à aceitação irrestrita de seus atos pelo outro, ao passo que ideias desfavoráveis induzem à rejeição sumária de suas ações por parte do outro. Certo Errado 376 Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o item subsequente. Por ser calcado em fatos exteriores, o preconceito constrói-se como um fenômeno social externo às pessoas, as quais, conscientemente, internalizam, ou não, práticas preconceituosas. Certo Errado 377 Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I. A correção gramatical do texto seria mantida caso o trecho ―tudo o que essa pessoa disser ou fizer pode ser rejeitado‖ (l. 9 e 10) fosse reescrito da seguinte forma: tudo o que essa pessoa dizer ou fazer pode ser rejeitado. Certo Errado 378 Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, julgue o item a seguir. Apesar de rejeitada no início da construção da identidade nacional, a contribuição da raça negra foi reconhecida como parte de um movimento de retomada da história nacional. Certo Errado 6 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 379 Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I. Seria prejudicada a correção gramatical do texto caso a forma verbal ―seja‖ (l.7) fosse substituída por for. Certo Errado 380 Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o item subsequente. Subentende-se do texto que o preconceito positivo, por ter origem em uma ideia favorável a determinada pessoa, não resulta em discriminação ou segregação. Certo Errado 381 Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o item subsequente. O preconceito baseia-se em uma visão errônea de alguém, construída a partir de elementos de naturezaAno: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 506 b Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 507 a Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 508 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 509 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 510 d Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 511 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 512 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual * * JESUS TE AMA 49 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 513 Texto CG1A1-I Atitudes para um desenvolvimento sustentável tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas que antes pensavam só em lucro agora otimizam seus processos por meio da sustentabilidade empresarial. Outro campo de estudos voltado para o consumo consciente e equilibrado com o meio ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, cujo objetivo é promover a utilização de recursos de base biológica, recicláveis e renováveis, e consequentemente mais sustentáveis. Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o sucesso das empresas, que precisam cada vez mais entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e não somente mercadorias. A preocupação com o meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem competitiva, notadamente em mercados cada vez mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a perenidade da marca, em virtude do fortalecimento de sua reputação e credibilidade. Para o desenvolvimento sustentável, os negócios devem estar amparados em boas práticas de governança, com benefícios sociais e ambientais. Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a competitividade e o sucesso das organizações. Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão importante para a economia? A população cresce em número e em capacidade de consumo; com isso, a demanda pela utilização de recursos naturais recrudesce de forma quase insustentável. A utilização de matrizes não renováveis tende ao esgotamento e à poluição progressiva do meio ambiente. Para quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos econômicos que propõem um novo modo de gestão da sociedade, como a economia circular e a bioeconomia. A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, reúne todos os setores da economia que utilizam recursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para possibilitar soluções eficazes e coerentes para os problemas socioambientais contemporâneos: mudanças climáticas, crise econômica mundial, substituição do uso de energias fósseis, saúde, qualidade de vida da população, entre outros. O objetivo é criar uma economia inovadora com baixas emissões de poluentes, que concilie as exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos biológicos renováveis para fins industriais, e que assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a proteção ambiental. A bioeconomia contempla não apenas setores tradicionais como agricultura, silvicultura e pesca, mas também setores como as biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o futuro será definitivamente bio. Marina Santos Chiapetta. Internet: (com adaptações). Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do texto CG1A1-I: ―Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão importante para a economia?‖. Assinale a opção em que a proposta indicada mantém os sentidos e a correção gramatical do texto. a) Porque a sustentabilidade é tão importante para a economia? b) Por quê a sustentabilidade é tão importante para a economia? c) Porquê a sustentabilidade é tão importante para a economia? d) Por que a sustentabilidade é tão importante para a economia? e) Pra quê a sustentabilidade é tão importante para a economia? 514 Texto 1A11-I Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de glória no distante ano de 1837. Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethove n (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas — como se verá — relativos). A plateia, formada por um público refinado, culto e um pouco bovino, como são, sempre, os homens em ajuntamentos, esperava com impaciência. Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa que anunciava as peças do músico menor, retiraram- 50 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle se do teatro, incapazes de suportar música de má qualidade. Como sabemos, os melômanos são impacientes com as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos grandes artistas. Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico invertera, no programa do concerto, os nomes de Pixis e Beethoven... A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada. Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria nos tornar mais atentos e menos arrogantes a respeito do que julgamos ser arte. Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se fosse Beethoven. Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). No segundo parágrafo do texto 1A11-I, o termo ―adjetivos‖ remete às palavras a) ―verdadeiros‖ e ―relativos‖. b) ―refinado‖, ―culto‖ e ―bovino‖. c) ―admirável‖, ―maravilhoso‖ e ―extraordinário‖. d) ―desconhecido‖ e ―compositor‖. e) ―hoje‖ e ―sempre‖. 515 Texto 1A11-I Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de glória no distante ano de 1837. Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas — como se verá — relativos). A plateia, formada por um público refinado, culto e um pouco bovino, como são, sempre, os homens em ajuntamentos, esperava com impaciência. Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa que anunciava as peças do músico menor, retiraram- se do teatro, incapazes de suportar música de má qualidade. Como sabemos, os melômanos são impacientes com as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos grandes artistas. Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico invertera, no programa do concerto, os nomes de Pixis e Beethoven... A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada. Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria nos tornar mais atentos e menos arrogantes a respeito do que julgamos ser arte. Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos de recepção é correr o risco de aplaudirPixis como se fosse Beethoven. Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). Os sentidos originais e a correção gramatical do texto 1A11-I seriam preservados se a forma verbal ―invertera‖ fosse substituída por a) inverteria. b) teria invertido. c) invertesse. d) havia invertido. e) houve de inverter. 516 Texto 1A9AAA Estas memórias ficariam injustificavelmente incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de modo breve, as andanças em que me tenho largado pelo mundo na companhia de minha mulher e de meus fantasmas particulares. Desde criança fui possuído pelo demônio das viagens. Essa encantada curiosidade de conhecer alheias terras e povos visitou-me repetidamente a mocidade e a idade 51 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle madura. Mesmo agora, quando já diviso a brumosa porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem ainda o poder de incendiar-me a fantasia. Na minha opinião, existem duas categorias principais de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar. Considero-me membro deste último grupo, embora em 1943, nauseado pelo ranço fascista de nosso Estado Novo, eu haja fugido com toda a família do Brasil para os Estados Unidos, onde permanecemos dois anos. O que pretendo fazer agora é apresentar ao leitor, por assim dizer, alguns diapositivos e filmes verbais dos lugares por onde passamos e das pessoas que encontramos, tudo assim à maneira impressionista, e sem rigorosa ordem cronológica. Usei como título deste capítulo, dedicado a minhas viagens, uma expressão popular que suponho de origem gauchesca: mundo velho sem porteira. Tenho-a ouvido desde menino, da boca de velhos parentes e amigos, de tropeiros, peões de estância, índios vagos, gente da rua... Minha própria mãe empregava-a com frequência e costumava pontuá-la com um fundo suspiro de queixa. As pessoas em geral pareciam usar essa frase para descrever um mundo que se lhes afigurava não só incomensurável como também misterioso, absurdo, sem pé nem cabeça... Parece a mim, entretanto, que na sua origem essa exclamação manifestava apenas a certeza popular de que Deus fizera o mundo sem nenhuma porteira a fim de que nele não houvesse divisões e diferenças entre países e povos — gente rica e gente pobre, fartos e famintos, uns com terra demais, outros sem terra nenhuma. Em suma, o que o Velho queria mesmo era um mundo que fosse de todo mundo. É neste sentido que desejo seja interpretada a frase que encabeça esta divisão do presente volume. Quem me lê poderá objetar que basta a gente passar os olhos pelo jornal desta manhã para verificar que o mundo nunca teve tantas e tão dramáticas porteiras como em nossos dias... Mas que importa? Um dia as porteiras hão de cair, ou alguém as derrubará. ―Para erguer outras ainda mais terríveis‖ — replicará o leitor cético. Ora, amigo, precisamos ter na vida um mínimo de otimismo e esperança para poder ir até ao fim da picada. Você não concorda? Ô mundo velho sem porteira! Erico Veríssimo. Solo de clarineta: memórias. Porto Alegre: Globo, v. 2, 1976, p. 57-58 (com adaptações). Assinale a opção que apresenta uma forma / locução verbal do texto 1A9AAA que denota uma ação / um fato que ocorreu repetidamente no passado e que se prolonga até o momento da narração do texto. a) ―tenho largado‖ b) ―fui possuído‖ c) ―tem‖ d) ―haja fugido‖ e) ―narrasse‖ 517 A questão baseia no texto apresentado abaixo. Ainda existem pessoas para as quais a greve é um ―escândalo‖: isto é, não só um erro, uma desordem ou um delito, mas também um crime moral, uma ação intolerável que perturba a própria natureza. ―Inadmissível‖, ―escandalosa‖, ―revoltante‖, dizem alguns leitores do Figaro, comentando uma greve recente. Para dizer a verdade, trata-se de uma linguagem do tempo da Restauração, que exprime a sua mentalidade profunda. É a época em que a burguesia, que assumira o poder havia pouco tempo, executa uma espécie de junção entre a moral e a natureza, oferecendo a uma a garantia da outra. Temendo-se a naturalização da moral, moraliza-se a natureza; finge-se confundir a ordem política e a ordem natural, e decreta-se imoral tudo o que conteste as leis estruturais da sociedade que se quer defender. Para os prefeitos de Carlos X, assim como para os leitores do Figaro de hoje, a greve constitui, em primeiro lugar, um desafio às prescrições da razão moralizada: ―fazer greve é zombar de todos nós‖, isto é, mais do que infringir uma legalidade cívica, é infringir uma legalidade ―natural‖, atentar contra o bom senso, misto de moral e lógica, fundamento filosófico da sociedade burguesa. Nesse caso, o escândalo provém de uma ausência de lógica: a greve é escandalosa porque incomoda precisamente aqueles a quem ela não diz respeito. É a razão que sofre e se revolta: a causalidade direta, mecânica, essa causalidade é perturbada; o efeito se dispersa incompreensivelmente longe da causa, escapa-lhe, o que é intolerável e chocante. Ao contrário do que se poderia pensar sobre os sonhos da burguesia, essa classe tem uma concepção tirânica, infinitamente suscetível, da causalidade: o fundamento da moral que professa não é de modo algum mágico, mas, sim, racional. Simplesmente, trata-se de uma racionalidade linear, estreita, fundada, por assim dizer, numa correspondência 52 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle numérica entre as causas e os efeitos. O que falta a essa racionalidade é, evidentemente, a ideia das funções complexas, a imaginação de um desdobramento longínquo dos determinismos, de uma solidariedade entre os acontecimentos, que a tradição materialista sistematizou sob o nome de totalidade. Roland Barthes. O usuário da greve. In: R. Barthes. Mitologias. Tradução de Rita Buongermino, Pedro de Souza e Rejane Janowitzer. Rio de Janeiro: DIFEL, 2007, p. 135-6 (com adaptações). No texto, com o emprego da forma verbal ―assumira‖, exprime-se a) a continuidade de uma ação ocorrida no passado. b) a concomitância de uma ação em relação a outra. c) o resultado presente de ação ocorrida no passado. d) o ponto inicial de ação ocorrida no passado. e) a anterioridade de uma ação em relação a outra. 518 Texto 1A3-I A política tributária não se restringe ao objetivo de abastecer os cofres públicos, mas tem também objetivos econômicos e sociais. Se fosse aumentada a tributação sobre um produto considerado nocivo para o consumidor ou para a sociedade, o seu consumo poderia ser desestimulado. Caso a intenção fosse promover uma melhor distribuição de renda, o Estado poderia reduzir tributos incidentes sobre os produtos mais consumidos pela população de renda mais baixa e elevar os tributos sobre a renda da classe mais alta. Por outro lado, se o Estado reduzisse a tributação de determinado setor da economia, os custos desse setor diminuiriam, o que possibilitaria a queda dos preços de seus produtos e poderia gerar um crescimento das vendas. Outro efeito viável dessa política seria o aumento do lucro das empresas, favorecendo-se, assim, a elevação dos seus investimentos — e, consequentemente, da produção — e o surgimento de novas empresas, o que provavelmente resultaria no crescimento da produção, bem como no acirramento da concorrência, com possíveis reflexos sobre os preços. Em qualquer um desses cenários, o setor seria estimulado. Internet: (com adaptações). No texto 1A3-I, a oração ―se o Estado reduzisse a tributação de determinado setor da economia‖ apresenta, no período em que se insere, noção de a) concessão, uma vez que representa uma exceção às regras de tributação do país. b) explicação, uma vezque esclarece uma ação que diminuiria os custos do referido setor. c) proporcionalidade, uma vez que os custos do referido setor diminuiriam à medida que se diminuísse a tributação. d) tempo, uma vez que a diminuição dos custos do referido setor ocorreria somente após a redução da tributação sobre ele. e) condição, uma vez que a diminuição dos custos do referido setor dependeria da redução da tributação sobre ele. 519 Texto O medo do esquecimento obcecou as sociedades europeias da primeira fase da modernidade. Para dominar sua inquietação, elas fixaram, por meio da escrita, os traços do passado, a lembrança dos mortos ou a glória dos vivos e todos os textos que não deveriam desaparecer. A pedra, a madeira, o tecido, o pergaminho e o papel forneceram os suportes nos quais podia ser inscrita a memória dos tempos e dos homens. No espaço aberto da cidade, no refúgio da biblioteca, na magnitude do livro e na humildade dos objetos mais simples, a escrita teve como missão conjurar contra a fatalidade da perda. Em um mundo no qual as escritas podiam ser apagadas, os manuscritos podiam ser perdidos e os livros estavam sempre ameaçados de destruição, a tarefa não era fácil. Paradoxalmente, seu sucesso poderia criar, talvez, outro perigo: o de uma incontrolável proliferação textual de um discurso sem ordem nem limites. O excesso de escrita, que multiplica os textos inúteis e abafa o pensamento sob o acúmulo de discursos, foi considerado um perigo tão grande quanto seu contrário. Embora fosse temido, o apagamento era necessário, assim como o esquecimento também o é para a memória. Nem todos os escritos foram destinados a se tornar arquivos cuja proteção os defenderia da imprevisibilidade da história. Alguns foram traçados 53 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle sobre suportes que permitiam escrever, apagar e depois escrever de novo. Roger Chartier. Inscrever e apagar: cultura escrita e literatura (séculos XI-XVIII). Trad.: Luzmara Curcino Ferreira. São Paulo: UNESP, 2007, p. 9-10 (com adaptações). No texto, as relações sintático-semânticas do período ―Embora fosse temido, o apagamento era necessário, assim como o esquecimento também o é para a memória‖ seriam preservadas caso a conjunção ―Embora‖ fosse substituída por a) Por conseguinte. b) Ainda que. c) Consoante. d) Desde que. e) Uma vez que. 520 Texto A paz não pode ser garantida apenas pelos acordos políticos, econômicos ou militares. Cada um de nós, independentemente de idade, sexo, estrato social, crença religiosa etc. é chamado à criação de um mundo pacificado, um mundo sob a égide de uma cultura da paz. Mas, o que significa ―cultura da paz‖? Construir uma cultura da paz envolve dotar as crianças e os adultos da compreensão de princípios como liberdade, justiça, democracia, direitos humanos, tolerância, igualdade e solidariedade. Implica uma rejeição, individual e coletiva, da violência que tem sido percebida na sociedade, em seus mais variados contextos. A cultura da paz tem de procurar soluções que advenham de dentro da(s) sociedade(s), que não sejam impostas do exterior. Cabe ressaltar que o conceito de paz pode ser abordado em sentido negativo, quando se traduz em um estado de não guerra, em ausência de conflito, em passividade e permissividade, sem dinamismo próprio; em síntese, condenada a um vazio, a uma não existência palpável, difícil de se concretizar e de se precisar. Em sua concepção positiva, a paz não é o contrário da guerra, mas a prática da não violência para resolver conflitos, a prática do diálogo na relação entre pessoas, a postura democrática frente à vida, que pressupõe a dinâmica da cooperação planejada e o movimento constante da instalação de justiça. Uma cultura de paz exige esforço para modificar o pensamento e a ação das pessoas para que se promova a paz. Falar de violência e de como ela nos assola deixa de ser, então, a temática principal. Não que ela vá ser esquecida ou abafada; ela pertence ao nosso dia a dia e temos consciência disso. Porém, o sentido do discurso, a ideologia que o alimenta, precisa impregná-lo de palavras e conceitos que anunciem os valores humanos que decantam a paz, que lhe proclamam e promovem. A violência já é bastante denunciada, e quanto mais falamos dela, mais lembramos de sua existência em nosso meio social. É hora de começarmos a convocar a presença da paz em nós, entre nós, entre nações, entre povos. Um dos primeiros passos nesse sentido refere-se à gestão de conflitos. Ou seja, prevenir os conflitos potencialmente violentos e reconstruir a paz e a confiança entre pessoas originárias de situação de guerra é um dos exemplos mais comuns a serem considerados. Tal missão estende-se às escolas, instituições públicas e outros locais de trabalho por todo o mundo, bem como aos parlamentos e centros de comunicação e associações. Outro passo é tentar erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades, lutando para atingir um desenvolvimento sustentado e o respeito pelos direitos humanos, reforçando as instituições democráticas, promovendo a liberdade de expressão, preservando a diversidade cultural e o ambiente. É, então, no entrelaçamento ―paz — desenvolvimento — direitos humanos — democracia‖ que podemos vislumbrar a educação para a paz. Leila Dupret. Cultura de paz e ações sócio-educativas: desafios para a escola contemporânea. In: Psicol. Esc. Educ. (Impr.) v. 6, n.º 1. Campinas, jun./2002 (com adaptações). No texto, em ―É, então, no entrelaçamento ‗paz — desenvolvimento — direitos humanos — democracia‘ que podemos vislumbrar a educação para a paz", o vocábulo ―então‖ expressa uma ideia de a) conclusão. b) finalidade. c) comparação. d) causa. e) oposição. 54 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 521 Texto 1A1BBB Se, nos Estados Unidos da América, surgem mais e mais casos de assédio sexual em ambientes profissionais — como os que envolvem produtores e atores de cinema —, no Brasil, o número de processos desse tipo caiu 7,5% entre 2015 e 2016. Até setembro de 2017, foram registradas 4.040 ações judiciais sobre assédio sexual no trabalho, considerando-se só a primeira instância. Os números mostram que o tema ainda é tabu por aqui, analisa o consultor Renato Santos, que atua auxiliando empresas a criarem canais de denúncia anônima. ―As pessoas não falam por medo de serem culpabilizadas ou até de represálias‖. Segundo Santos, os canais de denúncia para coibir corrupção nas corporações já recebem queixas de assédio e ajudam a identificar eventuais predadores. Para ele, ― o anonimato ajuda, já que as pessoas se sentem mais protegidas para falar‖. A lei só tipifica o crime quando há chantagem de um superior sobre um subordinado para tentar obter vantagem sexual. Se um colega constrange o outro, em tese, não há crime, embora tal comportamento possa dar causa a reparação por dano moral. Anna Rangel. Medo de represálias inibe queixas de assédio sexual no trabalho. Internet: (com adaptações). No texto 1A1BBB, a correção gramatical e o sentido do trecho ‗O anonimato ajuda, já que as pessoas se sentem mais protegidas para falar‘ seriam preservados caso se substituísse o termo “já que” por a) a fim de que. b) ainda que. c) contanto que. d) uma vez que. e) logo que. 522 A questão baseia no texto apresentado abaixo. Ainda existem pessoas para as quais a greve é um ―escândalo‖: isto é, não só um erro, uma desordem ou um delito, mas também um crime moral, uma ação intolerável que perturba a própria natureza. ―Inadmissível‖, ―escandalosa‖, ―revoltante‖, dizem alguns leitores do Figaro, comentando uma greverecente. Para dizer a verdade, trata-se de uma linguagem do tempo da Restauração, que exprime a sua mentalidade profunda. É a época em que a burguesia, que assumira o poder havia pouco tempo, executa uma espécie de junção entre a moral e a natureza, oferecendo a uma a garantia da outra. Temendo-se a naturalização da moral, moraliza-se a natureza; finge-se confundir a ordem política e a ordem natural, e decreta-se imoral tudo o que conteste as leis estruturais da sociedade que se quer defender. Para os prefeitos de Carlos X, assim como para os leitores do Figaro de hoje, a greve constitui, em primeiro lugar, um desafio às prescrições da razão moralizada: ―fazer greve é zombar de todos nós‖, isto é, mais do que infringir uma legalidade cívica, é infringir uma legalidade ―natural‖, atentar contra o bom senso, misto de moral e lógica, fundamento filosófico da sociedade burguesa. Nesse caso, o escândalo provém de uma ausência de lógica: a greve é escandalosa porque incomoda precisamente aqueles a quem ela não diz respeito. É a razão que sofre e se revolta: a causalidade direta, mecânica, essa causalidade é perturbada; o efeito se dispersa incompreensivelmente longe da causa, escapa-lhe, o que é intolerável e chocante. Ao contrário do que se poderia pensar sobre os sonhos da burguesia, essa classe tem uma concepção tirânica, infinitamente suscetível, da causalidade: o fundamento da moral que professa não é de modo algum mágico, mas, sim, racional. Simplesmente, trata-se de uma racionalidade linear, estreita, fundada, por assim dizer, numa correspondência numérica entre as causas e os efeitos. O que falta a essa racionalidade é, evidentemente, a ideia das funções complexas, a imaginação de um desdobramento longínquo dos determinismos, de uma solidariedade entre os acontecimentos, que a tradição materialista sistematizou sob o nome de totalidade. Roland Barthes. O usuário da greve. In: R. Barthes. Mitologias. Tradução de Rita Buongermino, Pedro de Souza e Rejane Janowitzer. Rio de Janeiro: DIFEL, 2007, p. 135-6 (com adaptações). Seriam mantidos o sentido e a correção gramatical do texto, se o trecho ―porque incomoda‖ fosse substituído por 55 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle a) porquanto incomoda. b) à medida que incomoda. c) a par de incomodar. d) consoante incomode. e) uma vez que incomode. 523 Texto O acesso à educação é fundamental para que todos possam intervir de modo consciente na esfera pública, participar plenamente da vida cultural e contribuir com seu trabalho para a satisfação das necessidades básicas e a melhoria das condições de vida da sociedade. Entretanto, em pleno século XXI, o Brasil ainda possui um enorme contingente de cidadãos privados do mais elementar direito: a educação. O censo demográfico de 2010 contabilizou 13,9 milhões de jovens e adultos com idade superior a quinze anos que declararam não saber ler ou escrever. Ao longo das últimas décadas, o Brasil consolidou uma consciência social do direito à educação na infância, mas ainda não construiu uma cultura do direito à educação ao longo de toda a vida. Assim, é comum que pais com baixa escolaridade lutem para que os filhos tenham acesso a um ensino de qualidade, sem reivindicar para si mesmos o direito que lhes foi violado. Entretanto, não é raro que pessoas com escolaridade elevada permaneçam alheias ao fato de que estão cercadas por adultos que a pobreza e o trabalho precoce afastaram da escola, ou que têm precário manejo da leitura, da escrita e do cálculo matemático. Maria Clara Di Pierro Os desafios para garantir a educação de jovens e adultos Internet: (com adaptações) A coerência e o sentido do texto seriam mantidos se a conjunção ―mas‖ fosse substituída por a) embora. b) logo. c) porque. d) todavia. e) portanto. 524 Texto Sete anos após receber o título de Patrimônio Cultural do Brasil, o Complexo Cultural Bumba Meu Boi, uma das manifestações culturais mais marcantes do estado do Maranhão, pode receber reconhecimento internacional. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) entregou ao Ministério das Relações Exteriores o dossiê de candidatura dessa manifestação cultural ao status de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O título é conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O Bumba Meu Boi é uma apresentação que mistura brincadeira, música, dança e artes cênicas. Os participantes dramatizam a história dos personagens Pai Francisco e sua mulher grávida, Mãe Catirina. Pai Francisco rouba a língua de um dos bois da fazenda onde trabalhava para satisfazer os desejos de Catirina. O dono da fazenda, porém, perdoa o trabalhador após os participantes do folguedo recuperarem a saúde do boi. A história termina com uma festa para celebrar o final feliz de todos. Internet: (com adaptações) A correção gramatical e as informações originais do texto serão preservadas se, no trecho ―O dono da fazenda, porém, perdoa o trabalhador após os participantes do folguedo recuperarem a saúde do boi‖, a palavra ―porém‖ for substituída por a) portanto. b) entretanto. c) visto que. d) conforme. e) à medida que. 525 Por mais limitado que seja o âmbito de vida de qualquer povo, lá iremos encontrar, em gérmen ― por vezes, obscuras e indiscriminadas ―, quatro grandes instituições fundamentais que constroem e condicionam a vida em comum: a família, o Estado, a igreja e a escola. Desde que haja vida em comum, essas instituições, sob alguma forma, hão de aparecer, e aparecem para 56 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle manter, nutrir, ordenar e iluminar a vida em comum. Existir em sociedade envolve, com efeito, imensas complexidades. Cada indivíduo nada mais sendo do que uma urdidura de laços sociais, toda sua vida transcorre em plano superior ao de sua própria vida física, e seus meios de expressão não podem ser outros que os das instituições de sua sociedade. Dentre essas, avultam as que mais largamente compõem o quadro da existência coletiva. A família, que vela pelo seu desenvolvimento inicial e o conduz a se tornar, por sua vez, um perpetuador de sua espécie; o Estado, que o defende e regula a vida em grupo; a igreja, que lhe dá o sentido profundo do seu devotamento social; e a escola, que o humaniza e o socializa. Todas essas funções se confundem e se misturam, em cada uma dessas instituições, de tal forma que a história de qualquer delas é, de algum modo, a história da humanidade. Anísio Teixeira Notas para a história da educação In: Revista brasileira de estudos pedagógicos Rio de Janeiro, v 37, n º 85, jan Smar /1962, p 181 (com adaptações) No primeiro período do segundo parágrafo do texto, a expressão ―Desde que‖ introduz oração que exprime circunstância de a) causa. b) concessão. c) condição. d) conformidade. e) consequência. 526 Texto 1A1-I Peças de barro de 4.000 a.C. encontradas na Mesopotâmia são os documentos escritos mais antigos que conhecemos. E o mais antigo desses documentos faz referência aos impostos. Naquela época, além de entregar parte dos alimentos que produziam ao governo, os sumérios, um dos povos que viviam por ali, eram obrigados a passar até cinco meses por ano trabalhando para o rei. Os mais sortudos eram empregados para realizar a colheita ou para retirar lama dos canais da cidade. Os menos afortunados entravam para o exército, com grandes chances de morrer em uma guerra. Quem era rico escapava: mandava escravos para fazer o serviço sujo. Assim que surgiu a moeda, surgiu também a ideia de substituir a contribuição braçal pordinheiro. Era assim também no antigo Egito. As evidências indicam que, em 3.000 a.C., os faraós coletavam impostos em dinheiro ou em serviços pelo menos uma vez por ano. Ninguém era tão temido quanto os escribas, responsáveis por determinar a dívida de cada um. O controle era tão rigoroso que fiscalizavam até o consumo de óleo de cozinha nas residências, já que essa era uma substância tributada. Os impostos eram mais altos para estrangeiros, e especula-se que foi para pagar dívidas tributárias que os hebreus, por exemplo, acabaram como escravos. O Império Romano aperfeiçoou a técnica de impor tributos a estrangeiros. Em economias pré-industriais, a terra e o trabalho são os principais ingredientes da riqueza. Por isso, a conquista de outras terras e de povos dava aos romanos acesso a mais riqueza, o que, por sua vez, permitia que conquistassem e controlassem um território ainda maior. O censo, usado até hoje em muitos países, foi criado pelos romanos para decidir quanto deveriam cobrar de cada província. Os cálculos eram feitos com base no número de pessoas. Até hoje, a capacidade de cobrar impostos é diretamente proporcional à quantidade e à qualidade de informações disponíveis sobre os contribuintes. Internet: (com adaptações). No texto 1A1-I, a expressão ―Assim que‖ indica, no período em que ocorre, uma noção de a) modo, podendo ser substituída por Dessa maneira que, sem alteração dos sentidos do texto. b) conclusão, podendo ser substituída por Tão logo, sem alteração dos sentidos do texto. c) causa, podendo ser substituída por Como, sem alteração dos sentidos do texto. d) comparação, podendo ser substituída por Assim como, sem alteração dos sentidos do texto. e) tempo, podendo ser substituída por Logo que, sem alteração dos sentidos do texto. 57 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 527 Texto 1A2-II Nascida na Grécia, especificamente na cidade- Estado de Atenas, no período clássico, a palavra ―democracia‖ é composta pelos radicais gregos demos e kratos, que significam, respectivamente, ―povo‖ e ―governo‖. Em linhas gerais, a democracia é definida, desde a antiga Grécia, como ―governo do povo‖, ou ―governo popular‖, em contraposição a outras formas de governo que também remontam à Idade Antiga, como a aristocracia, a monarquia, a diarquia e a oligarquia, entre outras. A democracia moderna, tal como a concebemos hoje, isto é, pautada em ordenamentos jurídicos e instituições políticas sólidas, que representam os três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), só se tornou possível após a derrocada do Antigo Regime Absolutista, na transição do século XVIII para o século XIX. Com a Revolução Francesa e, depois, a Era Napoleônica, surgiram na Europa alguns dos alicerces do que veio a ser o nosso modelo de regime democrático: a formação de grandes centros populacionais, em virtude da Revolução Industrial; a noção de povo associada a uma nação; a soberania política da nação vinculada a esse povo, e não mais ao rei; e a instituição do voto, ou sufrágio universal, como parte do sistema representativo direto. A democracia desenvolvida em Atenas não era considerada o melhor dos governos possíveis (como é hoje o nosso modelo de democracia), e isso por um motivo razoavelmente simples: apenas uma fração mínima dos ―homens livres‖ integrava a vida política de Atenas. Mulheres, escravos, estrangeiros e outras categorias sociais não tinham direito de participar das deliberações da assembleia (Ekklesia). A experiência da democracia ateniense tinha como preocupação fundamental, antes de qualquer coisa, evitar a tirania — pior forma de governo para a época. A Ekklesia, assembleia grega, era um modelo de instituição política bastante restrito. Era um ―embrião‖ do que veio a ser a democracia representativa na sociedade de massas. Robert A. Dahl. Sobre a democracia. Trad. Beatriz Sidou. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 117 (com adaptações). Cláudio Fernandes. O que é democracia? In: Brasil Escola. Internet : (com adaptações). A correção gramatical e as relações de coesão do texto 1A2-II seriam mantidas caso todo o trecho ―e isso por um motivo razoavelmente simples:‖ fosse substituído pelo termo a) enquanto. b) apesar de. c) porque. d) porém. e) além de que. 528 A questão baseia no texto apresentado abaixo. Ainda existem pessoas para as quais a greve é um ―escândalo‖: isto é, não só um erro, uma desordem ou um delito, mas também um crime moral, uma ação intolerável que perturba a própria natureza. ―Inadmissível‖, ―escandalosa‖, ―revoltante‖, dizem alguns leitores do Figaro, comentando uma greve recente. Para dizer a verdade, trata-se de uma linguagem do tempo da Restauração, que exprime a sua mentalidade profunda. É a época em que a burguesia, que assumira o poder havia pouco tempo, executa uma espécie de junção entre a moral e a natureza, oferecendo a uma a garantia da outra. Temendo-se a naturalização da moral, moraliza-se a natureza; finge-se confundir a ordem política e a ordem natural, e decreta-se imoral tudo o que conteste as leis estruturais da sociedade que se quer defender. Para os prefeitos de Carlos X, assim como para os leitores do Figaro de hoje, a greve constitui, em primeiro lugar, um desafio às prescrições da razão moralizada: ―fazer greve é zombar de todos nós‖, isto é, mais do que infringir uma legalidade cívica, é infringir uma legalidade ―natural‖, atentar contra o bom senso, misto de moral e lógica, fundamento filosófico da sociedade burguesa. Nesse caso, o escândalo provém de uma ausência de lógica: a greve é escandalosa porque incomoda precisamente aqueles a quem ela não diz respeito. É a razão que sofre e se revolta: a causalidade direta, mecânica, essa causalidade é perturbada; o efeito se dispersa incompreensivelmente longe da causa, escapa-lhe, o que é intolerável e chocante. Ao contrário do que se poderia pensar sobre os sonhos da burguesia, essa classe tem uma concepção tirânica, infinitamente suscetível, da causalidade: o fundamento da moral que professa não é de modo algum mágico, mas, sim, racional. Simplesmente, trata-se de uma racionalidade linear, estreita, fundada, por assim dizer, numa correspondência numérica entre as causas e os efeitos. O que falta a essa racionalidade é, evidentemente, a ideia das funções complexas, a imaginação de um desdobramento longínquo dos determinismos, de 58 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle uma solidariedade entre os acontecimentos, que a tradição materialista sistematizou sob o nome de totalidade. Roland Barthes. O usuário da greve. In: R. Barthes. Mitologias. Tradução de Rita Buongermino, Pedro de Souza e Rejane Janowitzer. Rio de Janeiro: DIFEL, 2007, p. 135-6 (com adaptações). Seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso se substituísse o trecho a) ―Temendo-se‖ por Se temendo. b) ―finge-se confundir‖ por finge confundir-se. c) ―decreta-se‖por se decreta. d) ―que se quer defender‖ por que quer defender-se. e) ―se poderia pensar‖ por poderia-se pensar. 529 Texto 1A11-I Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de glória no distante ano de 1837. Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas — como se verá — relativos). A plateia, formada por um público refinado, culto e um pouco bovino, como são, sempre, os homens em ajuntamentos, esperava com impaciência. Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. Depois, quando chegou a vezdo obscuro e inferior Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa que anunciava as peças do músico menor, retiraram- se do teatro, incapazes de suportar música de má qualidade. Como sabemos, os melômanos são impacientes com as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos grandes artistas. Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico invertera, no programa do concerto, os nomes de Pixis e Beethoven... A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada. Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria nos tornar mais atentos e menos arrogantes a respeito do que julgamos ser arte. Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se fosse Beethoven. Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). No texto 1A11-I, a palavra ―medíocre‖ foi empregada com o mesmo sentido de a) carente. b) tímido. c) humilde. d) inexpressivo. e) despretensioso. 530 Texto 1A11-I Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de glória no distante ano de 1837. Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas — como se verá — relativos). A plateia, formada por um público refinado, culto e um pouco bovino, como são, sempre, os homens em ajuntamentos, esperava com impaciência. Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa que anunciava as peças do músico menor, retiraram- se do teatro, incapazes de suportar música de má qualidade. Como sabemos, os melômanos são impacientes com as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos grandes artistas. Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico 59 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle invertera, no programa do concerto, os nomes de Pixis e Beethoven... A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada. Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria nos tornar mais atentos e menos arrogantes a respeito do que julgamos ser arte. Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se fosse Beethoven. Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). A correção e os sentidos do texto 1A11-I seriam preservados se a palavra ―enxovalhada‖ (R.24) fosse substituída por a) desassistida. b) desagravada. c) afamada. d) aplaudida. e) desdenhada. 531 Texto CB1A1-II Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do império babilônico, que, buscando satisfazer sua rainha Meda, saudosa das colinas e florestas de sua pátria,providenciou a construção de estupendos jardins suspensos. Essa excentricidade, que consumiu anos de labor e gastos incalculáveis, culminou em uma das sete maravilhas do mundo antigo. Tal ―maravilha‖, que originou mais ônus do que propriamente benefícios, apresenta grande similitude com devaneios atuais em que se constata o gasto de dinheiro público com atos de motivação fútil e imoral, finalidade dissociada do interesse público e em total afronta à razoabilidade administrativa, com flagrante desproporção entre o numerário despendido e o benefício auferido pela coletividade. Além da insensatez detectada em alguns atos de administração, constata-se a existência de situação mais grave e preocupante, a degeneração de caráter em muitos entre os que ascendem à gestão do interesse público. Essa degeneração, em alguns casos, precede a investidura; em outros, tem causas endêmicas, sendo o resultado inevitável da interação com um meio viciado. Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 47 (com adaptações). No texto CB1A1-II, a palavra ―labor‖ é sinônimo de a) trabalho. b) favor. c) luta. d) atenção. e) sofrimento. 532 Texto CG1A1-I Atitudes para um desenvolvimento sustentável tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas que antes pensavam só em lucro agora otimizam seus processos por meio da sustentabilidade empresarial. Outro campo de estudos voltado para o consumo consciente e equilibrado com o meio ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, cujo objetivo é promover a utilização de recursos de base biológica, recicláveis e renováveis, e consequentemente mais sustentáveis. Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o sucesso das empresas, que precisam cada vez mais entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e não somente mercadorias. A preocupação com o meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem competitiva, notadamente em mercados cada vez mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a perenidade da marca, em virtude do fortalecimento de sua reputação e credibilidade. Para o desenvolvimento sustentável, os negócios devem estar amparados em boas práticas de governança, com benefícios sociais e ambientais. Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a competitividade e o sucesso das organizações. Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão importante para a economia? A população cresce em 60 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle número e em capacidade de consumo; com isso, a demanda pela utilização de recursos naturais recrudesce de forma quase insustentável. A utilização de matrizes não renováveis tende ao esgotamento e à poluição progressiva do meio ambiente. Para quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos econômicos que propõem um novo modo de gestão da sociedade, como a economia circular e a bioeconomia. A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, reúne todos os setores da economia que utilizam recursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para possibilitar soluções eficazes e coerentes para os problemas socioambientais contemporâneos: mudanças climáticas, crise econômica mundial, substituição do uso de energias fósseis, saúde, qualidade de vida da população, entre outros. O objetivo é criar uma economia inovadora com baixas emissões de poluentes, que concilie as exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos biológicos renováveis para fins industriais, e que assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a proteção ambiental. A bioeconomia contempla não apenas setores tradicionais como agricultura, silvicultura e pesca, mas também setores como as biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o futuro será definitivamente bio. Marina Santos Chiapetta. Internet: (com adaptações). No trecho ―Empresas que antes pensavam só em lucro agora otimizam seus processos por meio da sustentabilidade empresarial‖ do texto CG1A1-I, os verbos pensar e otimizar são sinônimos, respectivamente,de a) imaginar e reduzir. b) refletir e ampliar. c) pretender e aperfeiçoar. d) projetar e intensificar. e) engendrar e reforçar. 533 Texto CG1A1-I Atitudes para um desenvolvimento sustentável tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas que antes pensavam só em lucro agora otimizam seus processos por meio da sustentabilidade empresarial. Outro campo de estudos voltado para o consumo consciente e equilibrado com o meio ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, cujo objetivo é promover a utilização de recursos de base biológica, recicláveis e renováveis, e consequentemente mais sustentáveis. Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o sucesso das empresas, que precisam cada vez mais entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e não somente mercadorias. A preocupação com o meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem competitiva, notadamente em mercados cada vez mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a perenidade da marca, em virtude do fortalecimento de sua reputação e credibilidade. Para o desenvolvimento sustentável, os negócios devem estar amparados em boas práticas de governança, com benefícios sociais e ambientais. Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a competitividade e o sucesso das organizações. Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão importante para a economia? A população cresce em número e em capacidade de consumo; com isso, a demanda pela utilização de recursos naturais recrudesce de forma quase insustentável. A utilização de matrizes não renováveis tende ao esgotamento e à poluição progressiva do meio ambiente. Para quebrar esse paradigma, mobilizam- se conceitos econômicos que propõem um novo modo de gestão da sociedade, como a economia circular e a bioeconomia. A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, reúne todos os setores da economia que utilizam recursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para possibilitar soluções eficazes e coerentes para os problemas socioambientais contemporâneos: mudanças climáticas, crise econômica mundial, substituição do uso de energias fósseis, saúde, qualidade de vida da população, entre outros. O objetivo é criar uma economia inovadora com 61 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle baixas emissões de poluentes, que concilie as exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos biológicos renováveis para fins industriais, e que assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a proteção ambiental. A bioeconomia contempla não apenas setores tradicionais como agricultura, silvicultura e pesca, mas também setores como as biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o futuro será definitivamente bio. Marina Santos Chiapetta. Internet: (com adaptações). No texto CG1A1-I, a forma verbal ―recrudesce‖ tem o mesmo sentido de a) piora. b) aumenta. c) restringe. d) cessa. e) ressurge 534 Texto A história é uma disciplina definida por sua capacidade de lembrar. Poucos se lembram, porém, de como ela é capaz de esquecer. Há também quem caracterize a história como uma ciência da mudança no tempo, e quase ninguém aponta sua genuína capacidade de reiteração. A história brasileira não escapa dessas ambiguidades fundamentais: ela é feita do encadeamento de eventos que se acumulam e evocam alterações substanciais, mas também anda repleta de lacunas, invisibilidades e esquecimentos. Além disso, se ao longo do tempo se destacam as alterações cumulativas de fatos e ocorrências, não é difícil notar, também, a presença de problemas estruturais que permanecem como que inalterados e assim se repetem, vergonhosamente, na nossa história nacional. Nessa lista seria possível mencionar os racismos, o feminicídio, a corrupção, a homofobia e o patrimonialismo. Mas destaco aqui um tema que, de alguma maneira, dá conta de todos os demais: a nossa tremenda e contínua desigualdade social. Desigualdade não é uma contingência nem um acidente qualquer, tampouco uma decorrência natural e mutável de um processo que não nos diz respeito. Ela é consequência de nossas escolhas — sociais, educacionais, políticas, culturais e institucionais —, que têm resultado em uma clara e crescente concentração dos benefícios públicos nas mãos de poucos. (...) Quando se trata de enfrentar a desigualdade, não há saída fácil ou receita de bolo. Prefiro apostar nos alertas que nós mesmos somos capazes de identificar. Lilia Moritz Schwarcz. Desigualdade é teimosia. Internet: (com adaptações). O texto é construído sobre uma série de dicotomias conceituais, isto é, de pares de noções opostas entre si, a exemplo do formado pelos termos a) ―mudança‖ e ―reiteração‖. b) ―ao longo do tempo‖ e ―alterações cumulativas‖ c) ―contingência‖ e ―acidente‖. d) ―Desigualdade‖ e ―concentração‖. e) ―disciplina‖ e ―ciência‖. 535 Texto 1A9BBB Sérgio Buarque de Holanda afirma que o processo de integração efetiva dos paulistas no mundo da língua portuguesa ocorreu, provavelmente, na primeira metade do século XVIII. Até então, a gente paulista, fossem índios, brancos ou mamelucos, não se comunicava em português, mas em uma língua de origem indígena, derivada do tupi e chamada língua brasílica, brasiliana ou, mais comumente, geral. No Brasil colônia, coexistiam duas versões de língua geral: a amazônica, ou nheengatu, ainda hoje empregada por cerca de oito mil pessoas, e a paulista, que desapareceu, não sem que deixasse marcas na toponímia do país e na língua portuguesa. São elas que nos possibilitam olhar um caipira jururu à beira de um igarapé socando milho para preparar mingau — sem os termos que migraram para o português, só veríamos um habitante da área rural, melancólico, preparando comida às margens de um riacho. Sem caipira, sem jururu, sem igarapé, sem socar e sem mingau, a cena poderia descrever uma bucólica paisagem inglesa. O idioma da gente paulista formou-se como resultado de duas práticas: a miscigenação de portugueses e índias e a escravização dos índios. Os primeiros europeus que aqui aportaram, sem mulheres, 62 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle uniram-se às nativas e criaram os filhos juntos e misturados — as crianças usavam o tupi da mãe e o português do pai. Aos poucos, essas famílias mestiças se afastavam da cultura indígena e casavam entre si, não mais em suas aldeias de origem. Formava-se assim uma cultura mameluca, nem europeia nem indígena, com uma língua que já não era o tupi, tampouco era o português. Era o que falavam os primeiros paulistas, os bandeirantes, que a difundiram nas bandeiras até as terras que hoje constituem o Mato Grosso e o Paraná. Branca Vianna. O contrário da memória. In: Piauí, ed. 116, maio/2016 (com adaptações). O vocábulo ―toponímia‖ refere-se, no texto 1A9BBB, ao conjunto de a) nomes próprios de lugares. b) gírias e jargões. c) textos históricos. d) acidentes geográficos. e) expressões de uso geral. 536 Texto 1A2-II Nascida na Grécia, especificamente na cidade- Estado de Atenas, no período clássico, a palavra ―democracia‖ é composta pelos radicais gregos demos e kratos, que significam, respectivamente, ―povo‖ e ―governo‖. Em linhas gerais, a democracia é definida, desde a antiga Grécia, como ―governo do povo‖, ou ―governo popular‖, em contraposição a outras formas de governo que também remontamà Idade Antiga, como a aristocracia, a monarquia, a diarquia e a oligarquia, entre outras. A democracia moderna, tal como a concebemos hoje, isto é, pautada em ordenamentos jurídicos e instituições políticas sólidas, que representam os três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), só se tornou possível após a derrocada do Antigo Regime Absolutista, na transição do século XVIII para o século XIX. Com a Revolução Francesa e, depois, a Era Napoleônica, surgiram na Europa alguns dos alicerces do que veio a ser o nosso modelo de regime democrático: a formação de grandes centros populacionais, em virtude da Revolução Industrial; a noção de povo associada a uma nação; a soberania política da nação vinculada a esse povo, e não mais ao rei; e a instituição do voto, ou sufrágio universal, como parte do sistema representativo direto. A democracia desenvolvida em Atenas não era considerada o melhor dos governos possíveis (como é hoje o nosso modelo de democracia), e isso por um motivo razoavelmente simples: apenas uma fração mínima dos ―homens livres‖ integrava a vida política de Atenas. Mulheres, escravos, estrangeiros e outras categorias sociais não tinham direito de participar das deliberações da assembleia (Ekklesia). A experiência da democracia ateniense tinha como preocupação fundamental, antes de qualquer coisa, evitar a tirania — pior forma de governo para a época. A Ekklesia, assembleia grega, era um modelo de instituição política bastante restrito. Era um ―embrião‖ do que veio a ser a democracia representativa na sociedade de massas. Robert A. Dahl. Sobre a democracia. Trad. Beatriz Sidou. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 117 (com adaptações). Cláudio Fernandes. O que é democracia? In: Brasil Escola. Internet : (com adaptações). No texto 1A2-II, a palavra ―derrocada‖ foi empregada com o mesmo sentido de a) fortalecimento ou robustecimento. b) avanço ou progresso. c) declínio ou queda. d) ascensão ou subida. e) evolução ou crescimento. 537 Texto 1A2-II Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista do programa das dez da manhã falou: — Ninguém é obrigado a parecer velho. Tirando a canseira provocada por aquele horror de exames que o médico tinha pedido, Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor. A dermatologista deu aparte: — Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade. Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze 63 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar só para atender as freguesas que batiam palmas no portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar um deprimido de marca e um desempregado crônico. O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram anunciados em uma tabuleta de madeira. A apresentadora, que já nem era tão mocinha, considerou que tudo dependia do estado de espírito da pessoa e das escolhas feitas durante a vida: — Às vezes, é preciso dizer não. Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e cabelos fartos e grisalhos. — As pessoas podem continuar sexualmente ativas até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. Neide sentiu uma tontura, e, de repente, a colher de pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede. Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama azul de listras estava tão acabado que nem dava para pano de chão, e a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma pequena trégua, o suficiente para que ela se desgostasse à visão do descaimento. Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações). A afirmação ―A dermatologista deu aparte:‖ do texto 1A2-II foi empregada para informar que a especialista apresentaria um(a) a) reflexão. b) advertência. c) repreensão. d) aviso. e) comentário. 538 Os poetas criam textos que não necessariamente correspondem à experiência coletiva, concebida como documento. O que eles produzem corresponde a uma dimensão mais profunda da realidade social; algo que acessam como quem adentra um banco de experiências transistóricas. O poema estabelece um jogo complexo de palavras que promovem e interditam sentidos e experiências que ligam autor e leitor, e também ambos ao mundo social. Como quem se senta em um banco de praça e registra a vida cotejada com seus sentimentos: assim se desenvolve o olhar lírico. No texto precedente, o emprego da palavra ―banco‖, exemplifica o fenômeno denominado a) polissemia, porque permite múltiplas interpretações em ambas as suas ocorrências. b) sinonímia, porque veicula o mesmo sentido em ambas as ocorrências. c) polissemia, porque apresenta um sentido para cada uma de suas ocorrências. d) antonímia, porque veicula sentidos diferentes em cada uma de suas ocorrências. e) polissemia, porque confere ambiguidade aos trechos nos quais aparece. 539 Texto CB1A1-I Candeia era quase nada. Não tinha mais que vinte casas mortas, uma igrejinha velha, um resto de praça. Algumas construções nem sequer tinham telhado; outras, invadidas pelo mato, incompletas, sem paredes. Nem o ar tinha esperança de ser vento. Era custoso acreditar que morasse alguém naquele cemitério de gigantes. O único sinal de vida vinha de um bar aberto. Duas mesas de madeira na frente, um caminhão, um homem e uma mulher na boleia ouvindo música, entre abraços, beijos e carícias ousadas. Mais desolado e triste que Juazeiro do Norte aquele povoado, muito mais. Em Juazeiro tinha gente, a cidade era viva. E no meio daquele povo todo sempre se encontrava uma alma boa como a de sua mãe, uma moça bonita, um amigo animado. Candeia era morta. Samuel ao menos ficou um pouco feliz por ouvir a música do caminhoneiro. Quase sorriu. O esboço de alegria durou até aparecer pela porta mal pintada de azul uma mulher assombrosa, praguejando com uma vassoura na mão e mandando desligar aquela música maldita. O caminhoneiro a chamou pelo nome: — Cadê o café, Helenice? Deixa de praguejar, coisa- ruim! 64 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Pela mesma porta saiu uma moça, bem jovem, com uma garrafa térmica vermelha e duas canecas. Foi e voltou com rapidez, agora trazendo dois pratos, quatro pães pequenos, duas bananas cozidas e um pote de margarina. — Cinco reais — ordenou Helenice, com a mão na garrafa térmica. — Só come se pagar. O homem pagou, sempre rindo da cara de Helenice, visivelmente bêbado. Samuel inveja ou o caminhoneiro. Não tinha tanto dinheiro para comer(E) naquele fim de tarde, fim de vida. Socorro Acioli. A cabeça do santo. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 17-8 (com adaptações). No texto CB1A1-I, poderia ser substituído por havia o verbo ter empregado em a) ―Não tinha mais que vinte casas mortas‖ . b) ―Algumas construções nem sequer tinham telhado‖. c) ―Nem o ar tinha esperança de ser vento‖. d) ―Em Juazeiro tinha gente‖ . e) ―Não tinha tanto dinheiro para comer‖ 540 Texto 1A10BBB O Brasil sempre foi um país com grandes desigualdades. Marcada por diferenças sociais, econômicas e regionais, esta nação tem procurado, nos últimos anos, promover a diminuição das desigualdades que sempre a marcaram de formaprofunda. A Constituição Federal de 1988 traçou diversos objetivos, entre eles, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais e regionais. Embora, infelizmente, tais metas não tenham sido atingidas, ocorreram diversos avanços, como, por exemplo, a diminuição da mortalidade infantil e do analfabetismo; a melhoria na expectativa de vida; o aumento do número de jovens nas escolas, entre outros. No mundo, a busca pelo tratamento igual já estava presente desde antes da Revolução Francesa, mas, a partir dela, a luta por um tratamento equânime entre as pessoas não só se tornou sinônimo de aplicação de justiça, como também passou a ser um dos aspectos de como a dignidade da pessoa humana se revela, em especial, no tratamento que o Estado reserva ao homem. O direito à igualdade ou ao tratamento isonômico está definido como um direito fundamental, assumindo posição de destaque na sociedade moderna e invertendo a tradicional relação entre o Estado e o indivíduo, ao reconhecer que a pessoa humana tem, primeiro, direitos, e, depois, deveres perante o Estado, e que os direitos que o Estado tem em relação ao indivíduo se ordenam ao objetivo de melhor cuidar das necessidades dos seus cidadãos. Por meio de ações corretivas dos poderes públicos e do estabelecimento de direitos relativos à assistência social, à educação, ao trabalho, ao lazer, à saúde, à cultura e ao esporte, por exemplo, procurou-se promover uma igualdade material, ou seja, o tratamento equânime de todos os seres humanos, bem como a sua equiparação no que diz respeito às possibilidades de concessão de oportunidades. Embora a tributação tenha um papel fundamental como instrumento reformador e capaz de atuar na diminuição das desigualdades, o modo como o sistema tributário está estruturado não logra os objetivos estabelecidos pela Constituição Federal de 1988. Há, portanto, necessidade de uma reforma para que ele se adéque às exigências de um sistema justo, com fundamento na igualdade e na capacidade contributiva, em busca de uma maior justiça social e fiscal. Nesse sentido, o imposto sobre a renda das pessoas físicas é o maior responsável por fazer avançar ou retroceder a capacidade econômica e, por consequência, a solidariedade social. Élvio Gusmão Santos. Internet: (com adaptações). Considere o seguinte trecho do texto 1A10BBB: ―Por meio de ações corretivas dos poderes públicos e do estabelecimento de direitos relativos à assistência social, à educação, ao trabalho, ao lazer, à saúde, à cultura e ao esporte, por exemplo, procurou-se promover uma igualdade material‖. O sentido e a correção gramatical desse trecho seriam mantidos caso as expressões ―Por meio de‖ e ―relativos‖ fossem substituídas, respectivamente, por a) Em razão de e alusivos. b) Em consequência de e subordinados. c) Através de e subordinados. 65 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle d) Por intermédio de e atinentes. e) Em consequência de e atinentes. 541 Texto O acesso à educação é fundamental para que todos possam intervir de modo consciente na esfera pública, participar plenamente da vida cultural e contribuir com seu trabalho para a satisfação das necessidades básicas e a melhoria das condições de vida da sociedade. Entretanto, em pleno século XXI, o Brasil ainda possui um enorme contingente de cidadãos privados do mais elementar direito: a educação. O censo demográfico de 2010 contabilizou 13,9 milhões de jovens e adultos com idade superior a quinze anos que declararam não saber ler ou escrever. Ao longo das últimas décadas, o Brasil consolidou uma consciência social do direito à educação na infância, mas ainda não construiu uma cultura do direito à educação ao longo de toda a vida. Assim, é comum que pais com baixa escolaridade lutem para que os filhos tenham acesso a um ensino de qualidade, sem reivindicar para si mesmos o direito que lhes foi violado. Entretanto, não é raro que pessoas com escolaridade elevada permaneçam alheias ao fato de que estão cercadas por adultos que a pobreza e o trabalho precoce afastaram da escola, ou que têm precário manejo da leitura, da escrita e do cálculo matemático. Maria Clara Di Pierro Os desafios para garantir a educação de jovens e adultos Internet: (com adaptações) No texto, a expressão ―alheias ao fato‖ foi empregada com o sentido de a) atentas ao fato. b) indiferentes ao fato. c) responsáveis pelo fato. d) entristecidas com o fato. e) preocupadas com o fato. 542 Texto A história do Instituto Federal Fluminense começou no início do século passado. Foi Nilo Peçanha, o então presidente da República, que criou, por meio do Decreto n.º 7.566, de 23 de setembro de 1909, as escolas de aprendizes e artífices, com o propósito de educar e proporcionar oportunidades de trabalho aos jovens. A princípio, a intenção era implantar as escolas nas capitais dos estados, cidades com maior capacidade de absorção de mão de obra, destino certo daqueles que buscavam novas alternativas de empregabilidade nos espaços urbanos. Entretanto, no estado do Rio de Janeiro, a escola não foi instalada na capital, e sim na cidade de Campos dos Goytacazes. No dia 23 de janeiro de 1910, a escola entrou em funcionamento; era a nona a ser criada no Brasil, com cinco cursos: alfaiataria, marcenaria, tornearia, sapataria e eletricidade. Com a crescente industrialização do país, tornava-se cada vez mais importante a formação de profissionais para suprir as demandas do mercado e, doze anos depois, as escolas de aprendizes e artífices de nível primário foram transformadas em escolas industriais e técnicas, equiparando-se às de ensino médio e secundário. Internet: (com adaptações) No texto, o vocábulo ―empregabilidade‖ tem o sentido de a) empregos com ótimos salários e vantagens. b) possibilidade de encontrar empregos disponíveis. c) escolha de empregos com horários flexíveis. d) capacidade de se empregar pelas suas boas qualificações. e) disponibilidade de emprego para profissionais especializados. 66 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 543 Por mais limitado que seja o âmbito de vida de qualquer povo, lá iremos encontrar, em gérmen ― por vezes, obscuras e indiscriminadas ―, quatro grandes instituições fundamentais que constroem e condicionam a vida em comum: a família, o Estado, a igreja e a escola. Desde que haja vida em comum, essas instituições, sob alguma forma, hão de aparecer, e aparecem para manter, nutrir, ordenar e iluminar a vida em comum. Existir em sociedade envolve, com efeito, imensas complexidades. Cada indivíduo nada mais sendo do que uma urdidura de laços sociais, toda sua vida transcorre em plano superior ao de sua própria vida física, e seus meios de expressão não podem ser outros que os das instituições de sua sociedade. Dentre essas, avultam as que mais largamente compõem o quadro da existência coletiva. A família, que vela pelo seu desenvolvimento inicial e o conduz a se tornar, por sua vez, um perpetuador de sua espécie; o Estado, que o defende e regula a vida em grupo; a igreja, que lhe dá o sentido profundo do seu devotamento social; e a escola, que o humaniza e o socializa. Todas essas funções se confundem e se misturam, em cada uma dessas instituições, de tal forma que a história de qualquer delas é, de algum modo, a história da humanidade. Anísio Teixeira Notas para a história da educação In: Revista brasileira de estudos pedagógicos Rio de Janeiro, v 37, n º 85, jan Smar /1962, p 181 (com adaptações) O termo ―urdidura‖ é empregadono texto com o sentido de a) conluio. b) fantasia. c) golpe. d) imagem. e) trama. 544 Texto 1A1-I O direito tributário brasileiro depara-se com grandes desafios, principalmente em tempos de globalização e interdependência dos sistemas econômicos. Entre esses pontos de atenção, destacam-se três. O primeiro é a guerra fiscal ocasionada pelo ICMS. O principal tributo em vigor, atualmente, é estadual, o que faz contribuintes e advogados se debruçarem sobre vinte e sete diferentes legislações no país para entendê-lo. Isso se tornou um atentado contra o princípio de simplificação, contribuindo para o incremento de uma guerra fiscal entre os estados, que buscam alterar regras para conceder benefícios e isenções, a fim de atrair e facilitar a instalação de novas empresas. É, portanto, um dos instrumentos mais utilizados na disputa por investimentos, gerando, com isso, consequências negativas do ponto de vista tanto econômico quanto fiscal. A competitividade gerada pela interdependência estadual é outro ponto. Na década de 60, a adoção do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um avanço importante para a tributação indireta, permitindo a internacionalização das trocas de mercadorias com a facilitação da equivalência dos impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo as diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, é o único caso no mundo de imposto que, embora se pareça com o IVA, não é administrado pelo governo federal — o que dá aos estados total autonomia para administrar, cobrar e gastar os recursos dele originados. A competência estadual do ICMS gera ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades da Federação, dada a coexistência dos princípios de origem e destino nas transações comerciais interestaduais, que gera a já comentada guerra fiscal. A harmonização com os outros sistemas tributários é outro desafio que deve ser enfrentado. É preciso integrar-se aos países do MERCOSUL, além de promover a aproximação aos padrões tributários de um mundo globalizado e desenvolvido, principalmente quando se trata de Europa. Só assim o país recuperará o poder da economia e poderá utilizar essa recuperação como condição para intensificar a integração com outros países e para participar mais ativamente da globalização. André Pereira. Os desafios do direito tributário brasileiro. In: DCI – Diário Comércio, Indústria e Serviços. 2/mar./2017. Internet: (com adaptações). A correção gramatical e os sentidos originais do texto 1A1-I seriam preservados se, no trecho ―A competência estadual do ICMS gera ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades da Federação", o vocábulo ―ainda‖ fosse substituído pela seguinte expressão, isolada por vírgulas. a) até então b) ao menos 67 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle c) além disso d) até aquele tempo e) até o presente momento 545 Texto 1A11-I Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de glória no distante ano de 1837. Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas — como se verá — relativos). A plateia, formada por um público refinado, culto e um pouco bovino, como são, sempre, os homens em ajuntamentos, esperava com impaciência. Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa que anunciava as peças do músico menor, retiraram- se do teatro, incapazes de suportar música de má qualidade. Como sabemos, os melômanos são impacientes com as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos grandes artistas. Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico invertera, no programa do concerto, os nomes de Pixis e Beethoven... A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada. Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria nos tornar mais atentos e menos arrogantes a respeito do que julgamos ser arte. Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se fosse Beethoven. Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). Cada uma das opções a seguir apresenta trecho do texto 1A11-I seguido de uma proposta de reescrita. Assinale a opção cuja proposta preserva os sentidos do texto e suas relações coesivas. a) ―distante ano‖: ano distante b) ―desconhecido compositor‖: compositor desconhecido c) ―público refinado‖: refinado público d) ―músico menor‖: menor músico e) ―desprezo coletivo‖: coletivo desprezo 546 Texto 1A10AAA A justiça tributária está em debate. O Brasil possui um sistema tributário altamente regressivo: quem ganha até dois salários mínimos paga 49% dos seus rendimentos em tributos, enquanto quem ganha acima de trinta salários mínimos paga apenas 26%. Isso ocorre porque, na comparação internacional, se tributa excessivamente o consumo, e não o patrimônio e a renda. A má distribuição tributária e de renda restringe o potencial econômico e social do país. Cabe ao Estado induzir uma política distributiva conforme a qual quem ganha mais pague proporcionalmente mais do que quem ganha menos e a maior parcela do orçamento seja destinada para as necessidades básicas da população. A justiça tributária ocorre com a redução da carga tributária e da regressividade dos tributos e com sua eliminação da cesta básica. A redução da carga tributária permite maior competitividade para as empresas, geração de empregos, diminuição da inflação e indução do crescimento econômico. Com a redução da carga tributária sobre o consumo, todos ganham: a população de baixa e média renda, pela melhora no seu poder aquisitivo; a de maior renda, pelo desenvolvimento econômico e social, que gera ganhos econômicos e financeiros, novas oportunidades e expansão da oferta de empregos. Por outro lado, a substituição dos tributos indiretos, que atingem o fluxo econômico, por tributos que incidam sobre o estoque da riqueza tem o mérito de criar maior desenvolvimento econômico, pois gera mais consumo, produção e lucros que compensam a tributação sobre a riqueza. O desenvolvimento econômico amplia a arrecadação 68 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle pública, proporcionando maiores recursos para investimentos em políticas sociais e em infraestrutura, além de gerar maior atratividade para os investimentos nas empresas. Amir Kjair. Le monde diplomatique Brasil. 12.ª ed. Internet: (com adaptações). No texto 1A10AAA, no trecho ―a população de baixa e média renda, pela melhora no seu poder aquisitivo‖, a preposição por, em ―pela‖, introduz uma ideia de a) causa. b) finalidade. c) consequência. d) condição. e) conclusão. 547 A questão baseia no texto apresentado abaixo. Ainda existem pessoas para as quais a greve é um ―escândalo‖: isto é, não só um erro, uma desordem ou um delito, mas também um crime morala, uma ação intolerável que perturba a própria natureza. ―Inadmissível‖, ―escandalosa‖, ―revoltante‖, dizem alguns leitores do Figaro, comentando uma greve recente. Para dizer a verdade, trata-se de uma linguagem do tempo da Restauração, que exprime a sua mentalidade profunda. É a época em que a burguesia, que assumira o poder havia pouco tempo, executa uma espécie de junção entre a moral e a natureza,social ou de natureza pessoal. Certo Errado 382 Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I. O pronome ―Isso‖ (l.5) remete a toda a ideia expressa no período anterior. Certo Errado 383 7 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Julgue o seguinte item, considerando os aspectos textuais e gramaticais do cartaz precedente veiculado pelo Ministério Público Federal, no âmbito do projeto Amazônia Protege. No texto, observam-se trechos expositivo e injuntivo. Certo Errado 384 A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1- II, julgue o item subsecutivo. Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, as vírgulas que isolam a oração ―que hoje se consideram constitutivas da nacionalidade‖ (l. 17 e 18) poderiam ser suprimidas. Certo Errado 385 A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1- II, julgue o item subsecutivo. O uso do acento grave em ―à mistura racial‖ (l.13) é facultativo. Certo Errado 386 Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I. Na linha 15, a conjunção ―portanto‖ encerra uma ideia de conclusão em relação ao que se afirma no período anterior. Certo Errado 8 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 387 Texto CB1A1-I Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o item a seguir. Depreende-se do primeiro período do texto que Adílson dos Anjos habitualmente frequenta o depósito de sucata eletrônica descrito no texto. Certo Errado 388 Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o item a seguir. Depreende-se do trecho ―Ao ar (...) de olhos‖ (ℓ. 6 a 8) que os equipamentos eletrônicos depositados no local, ao projetarem a luz solar em diversas direções, causam incômodo à visão de quem visita o local. Certo Errado 389 Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o item a seguir. Infere-se do texto que, diferentemente das fraldas descartáveis, a sucata eletrônica é passível de reciclagem e, por isso, já ultrapassou aquelas em volume em circulação. Certo Errado 390 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. Sem prejuízo para os sentidos e para a correção gramatical do texto, a forma verbal ―alcançam‖ (ℓ.6) poderia ser substituída por chegam à. Certo Errado 391 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. A supressão da vírgula empregada logo após o vocábulo ―estreito‖ (ℓ.9) alteraria os sentidos originais do texto, mas manteria sua correção gramatical. Certo Errado 9 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 392 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. O trecho ―Desparafusa (...) sua cabeça‖ (ℓ. 14 a 21) detalha a ―linha de produção repetitiva‖ (ℓ.13) mantida por Adílson no trabalho com o e-lixo. Certo Errado 393 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto, o trecho ―O resto faz voar por cima de sua cabeça‖ (ℓ. 20 e 21) poderia ser reescrito da seguinte maneira: As outras partes arremessa por cima da própria cabeça. Certo Errado 394 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. O elemento ―que‖, em ―que recebem o nome de e- lixo‖ (ℓ. 25 e 26), retoma o termo ―sobras de computadores‖ (ℓ.25). Certo Errado 395 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. Infere-se do emprego do termo ―consequente‖ (ℓ.32) que a existência de projetos dedicados ao aproveitamento da sucata eletrônica no Brasil depende de informações quantitativas a respeito desse material. Certo Errado 396 Com relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue o próximo item. Ao afirmar que são inúteis as atividades apresentadas no trecho ―ir ao cinema (...) vendo séries‖ (ℓ. 3 a 6), o autor do texto sugere que elas não devem ser realizadas de segunda a sexta-feira. Certo Errado 10 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 397 Com relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue o próximo item. O texto apresenta o trecho ―pessoas que cultivam laços familiares e sociais são mais estáveis, seguras e resilientes no trabalho‖ (ℓ. 14 e 15) como possível argumento para a defesa da utilidade do piquenique com os filhos e da cerveja com os amigos. Certo Errado 398 Com relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue o próximo item. O autor afirma explicitamente no texto ser contrário à lógica segundo a qual experiências culturais e relações afetivas somente são úteis quando resultam em contrapartida laboral. Certo Errado 11 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle N° GAB PORTUGUÊS 359 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGM - Campo Grande - MS Prova: Procurador Municipal 360 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGM - Campo Grande - MS Prova: Procurador Municipal 361 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGM - Campo Grande - MS Prova: Procurador Municipal 362 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGM - Campo Grande - MS Prova: Procurador Municipal 363 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGM - Campo Grande - MS Prova: Procurador Municipal 364 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGM - Campo Grande - MS Prova: Procurador Municipal 365 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGM - Campo Grande - MS Prova: Procurador Municipal 366 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGM - Campo Grande - MS Prova: Procurador Municipal 367 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGM - Campo Grande - MS Prova: Procurador Municipal 368 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGM - Campo Grande - MS Prova: Procurador Municipal 369 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGM - Campo Grande - MS Prova: Procurador Municipal 370 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 371 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 372 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 373 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 374 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 375 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 376 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 377 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 378 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal * * JESUS TE AMA N° GAB PORTUGUÊS 379 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipaloferecendo a uma a garantia da outra. Temendo-se a naturalização da moral, moraliza-se a natureza; finge-se confundir a ordem política e a ordem natural, e decreta-se imoral tudo o que conteste as leis estruturais da sociedade que se quer defender. Para os prefeitos de Carlos X, assim como para os leitores do Figaro de hoje, a greve constitui, em primeiro lugar, um desafio às prescrições da razão moralizada: ―fazer greve é zombar de todos nós‖, isto é, mais do que infringir uma legalidade cívicab, é infringir uma legalidade ―natural‖, atentar contra o bom senso, misto de moral e lógica, fundamento filosófico da sociedade burguesa. Nesse caso, o escândalo provém de uma ausência de lógica: a greve é escandalosa porque incomoda precisamente aqueles a quem ela não diz respeitoc. É a razão que sofre e se revolta: a causalidade direta, mecânica, essa causalidade é perturbada; o efeito se dispersa incompreensivelmente longe da causa, escapa-lhe, o que é intolerável e chocanted. Ao contrário do que se poderia pensar sobre os sonhos da burguesia, essa classe tem uma concepção tirânica, infinitamente suscetível, da causalidade: o fundamento da moral que professa não é de modo algum mágico, mas, sim, racional. Simplesmente, trata-se de uma racionalidade linear, estreita, fundada, por assim dizer, numa correspondência numérica entre as causas e os efeitos. O que falta a essa racionalidade é, evidentemente, a ideia das funções complexas, a imaginação de um desdobramento longínquo dos determinismos, de uma solidariedade entre os acontecimentos, que a tradição materialista sistematizou sob o nome de totalidadee. Roland Barthes. O usuário da greve. In: R. Barthes. Mitologias. Tradução de Rita Buongermino, Pedro de Souza e Rejane Janowitzer. Rio de Janeiro: DIFEL, 2007, p. 135-6 (com adaptações). Assinale a opção que apresenta trecho do texto que expressa uma ideia de comparação. a) ―mas também um crime moral‖ b) ―mais do que infringir uma legalidade cívica‖ c) ―a quem ela não diz respeito‖ d) ―o que é intolerável e chocante‖ e) ―que a tradição materialista sistematizou sob o nome de totalidade‖ 548 Texto CB1A1-I Candeia era quase nada. Não tinha mais que vinte casas mortas, uma igrejinha velha, um resto de praça. Algumas construções nem sequer tinham telhado; outras, invadidas pelo mato, incompletas, sem paredes. Nem o ar tinha esperança de ser vento. Era custoso acreditar que morasse alguém naquele cemitério de gigantes. O único sinal de vida vinha de um bar aberto. Duas mesas de madeira na frente, um caminhão, um homem e uma mulher na boleia ouvindo música, entre abraços, beijos e carícias ousadas. Mais desolado e triste que Juazeiro do Norte aquele povoado, muito mais. Em Juazeiro tinha gente, a cidade era viva. E no meio daquele povo todo sempre se encontrava uma alma boa como a de sua mãe, uma moça bonita, um amigo animado. Candeia era morta. 69 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Samuel ao menos ficou um pouco feliz por ouvir a música do caminhoneiro. Quase sorriu. O esboço de alegria durou até aparecer pela porta mal pintada de azul uma mulher assombrosa, praguejando com uma vassoura na mão e mandando desligar aquela música maldita. O caminhoneiro a chamou pelo nome: — Cadê o café, Helenice? Deixa de praguejar, coisa- ruim! Pela mesma porta saiu uma moça, bem jovem, com uma garrafa térmica vermelha e duas canecas. Foi e voltou com rapidez, agora trazendo dois pratos, quatro pães pequenos, duas bananas cozidas e um pote de margarina. — Cinco reais — ordenou Helenice, com a mão na garrafa térmica. — Só come se pagar. O homem pagou, sempre rindo da cara de Helenice, visivelmente bêbado. Samuel inveja ou o caminhoneiro. Não tinha tanto dinheiro para comer naquele fim de tarde, fim de vida. Socorro Acioli. A cabeça do santo. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 17-8 (com adaptações). No texto CB1A1-I, o sujeito da oração ―Era custoso‖ é a) o segmento ―acreditar que morasse alguém naquele cemitério de gigantes‖ b) o trecho ―alguém naquele cemitério de gigantes‖. c) o termo ―custoso‖ . d) classificado como indeterminado. e) oculto e se refere ao período ―Nem o ar tinha esperança de ser vento‖. 549 Texto 1A1BBB Se, nos Estados Unidos da América, surgem mais e mais casos de assédio sexual em ambientes profissionais — como os que envolvem produtores e atores de cinema —, no Brasil, o número de processos desse tipo caiu 7,5% entre 2015 e 2016. Até setembro de 2017, foram registradas 4.040 ações judiciais sobre assédio sexual no trabalho, considerando-se só a primeira instância. Os números mostram que o tema ainda é tabu por aqui, analisa o consultor Renato Santos, que atua auxiliando empresas a criarem canais de denúncia anônima. ―As pessoas não falam por medo de serem culpabilizadas ou até de represálias‖. Segundo Santos, os canais de denúncia para coibir corrupção nas corporações já recebem queixas de assédio e ajudam a identificar eventuais predadores. Para ele, ―o anonimato ajuda, já que as pessoas se sentem mais protegidas para falar‖. A lei só tipifica o crime quando há chantagem de um superior sobre um subordinado para tentar obter vantagem sexual. Se um colega constrange o outro, em tese, não há crime, embora tal comportamento possa dar causa a reparação por dano moral. Anna Rangel. Medo de represálias inibe queixas de assédio sexual no trabalho. Internet: (com adaptações). No texto 1A1BBB, o trecho ―4.040 ações judiciais sobre assédio sexual no trabalho‖ tem a mesma função sintática de a) ‗por medo de serem culpabilizadas‘ . b) ―mais e mais casos de assédio sexual ‖ c) ‗mais protegidas para falar‘ d) ―chantagem de um superior sobre um subordinado‖ e) ―queixas de assédio‖ 550 Texto Exatos 35 anos antes de o presidente Fernando Henrique Cardoso sancionar a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em 1996, João Goulart, então recém-alçado à presidência do país sob o arranjo do parlamentarismo, promulgou a primeira LDB brasileira. A assinatura de Goulart saiu estampada no Diário Oficial da União em 21/12/1961, mais de treze anos após a apresentação do primeiro projeto da lei educacional ao parlamento brasileiro. Nesse longo intervalo entre a apresentação do anteprojeto enviado à Câmara dos Deputados em outubro de 1948 pelo então ministro da Educação, Clemente Mariani, e sua aprovação, nove diferentes cidadãos sentaram-se na cadeira de presidente da República. A história dessa longa tramitação revela facetas e tensões não só da educação nacional, mas do Brasil como um todo. Internet: (com adaptações) 70 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle No texto, o termo ―a primeira LDB brasileira‖ exerce a função sintática de a) sujeito. b) predicado. c) objeto direto. d) objeto indireto. e) adjunto adverbial. 551 Texto No meio científico, é insuficiente — aliás, é perigoso — produzir apenas um grupo de profissionais pequeno, altamente competente e bem remunerado. Um esforço combinado que vise transmitir a todos os cidadãos a ciência — por meio de rádio, TV, cinema, jornais, livros, programas de computadores, parques temáticos, salas de aula — deve pautar-se em quatro razões principais. Mesmo que nem sempre possibilite ao cientista um bom emprego, a ciência pode ser o caminho propício para vencer a pobreza nas nações emergentes. Ela faz funcionar a economia e a civilização global. A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos por tecnologias que alteram o mundo, especialmente o meio ambiente de que nossas vidas dependem. Assim, a ciência providencia um sistemaessencial de alerta antecipado. A ciência nos esclarece sobre as questões mais profundas das origens, das naturezas e dos destinos — de nossa espécie, da vida, de nosso planeta, do Universo. A longo prazo, a maior dádiva da ciência talvez seja nos ensinar, de um modo ainda não superado por nenhum outro empenho humano, alguma coisa sobre nosso contexto cósmico, sobre o ponto do espaço e do tempo em que estamos, e sobre quem nós somos. Os valores da ciência e os da democracia são concordantes, em muitos casos indistinguíveis. A ciência e a democracia começaram ao mesmo tempo e no mesmo lugar: na Grécia dos séculos VI e VII a.C. A ciência confere poder a qualquer um que se der ao trabalho de aprendê-la (embora muitos tenham sido sistematicamente impedidos de adquirir esse conhecimento). Ela se nutre do livre intercâmbio de ideias. Tanto a ciência quanto a democracia encorajam opiniões não convencionais e debate vigoroso. Ambas requerem raciocínio adequado, argumentos coerentes, padrões rigorosos de evidência e honestidade. Descobrir a gota ocasional da verdade no meio de um grande oceano de confusão e mistificação requer vigilância, dedicação e coragem. Mas, se não praticarmos esses hábitos rigorosos de pensar, não poderemos ter esperança de solucionar os problemas verdadeiramente sérios que enfrentamos. Carl Sagan. Ciência e esperança. In: O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 58-9 (com adaptações). No texto, em ―não poderemos ter esperança de solucionar os problemas verdadeiramente sérios‖, o trecho ―de solucionar os problemas verdadeiramente sérios‖ a) exprime uma circunstância de modo para ―poderemos ter‖. b) exprime uma circunstância de modo para ―ter esperança‖. c) completa o sentido do termo abstrato ―esperança‖. d) completa o sentido da expressão ―poderemos ter‖. e) exprime uma circunstância de finalidade para ―ter esperança‖. 552 Texto 1A2-I Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, o direito à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre muitos outros. Todos merecem estes direitos, sem discriminação. O direito internacional relacionado aos direitos humanos estabelece obrigações para que os governos ajam de determinadas maneiras ou se abstenham de certos atos, a fim de promover e proteger os direitos humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos. Desde o estabelecimento das Nações Unidas, um de seus objetivos fundamentais tem sido promover e 71 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle encorajar o respeito aos direitos humanos para todos, conforme estipulado na Carta das Nações Unidas. Os direitos humanos são fundados no respeito pela dignidade e no valor de cada pessoa. São universais, ou seja, são aplicados de forma igual e sem discriminação a todas as pessoas. São inalienáveis — e ninguém pode ser privado de seus direitos humanos —, mas podem ser limitados em situações específicas: o direito à liberdade pode ser restringido se, após o devido processo legal, uma pessoa for julgada culpada de um crime punível com privação de liberdade. Internet: (com adaptações). No texto 1A2-I, o sujeito da locução ―podem ser limitados‖, que está oculto, é indicado pelo termo a) ―ninguém‖ . b) ―seus direitos humanos‖ c) ―Os direitos humanos‖ d) ―todas as pessoas‖ e) ―inalienáveis". 553 Texto 1A2-II Nascida na Grécia, especificamente na cidade- Estado de Atenas, no período clássico, a palavra ―democracia‖ é composta pelos radicais gregos demos e kratos, que significam, respectivamente, ―povo‖ e ―governo‖. Em linhas gerais, a democracia é definida, desde a antiga Grécia, como ―governo do povo‖, ou ―governo popular‖, em contraposição a outras formas de governo que também remontam à Idade Antiga, como a aristocracia, a monarquia, a diarquia e a oligarquia, entre outras. A democracia moderna, tal como a concebemos hoje, isto é, pautada em ordenamentos jurídicos e instituições políticas sólidas, que representam os três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), só se tornou possível após a derrocada do Antigo Regime Absolutista, na transição do século XVIII para o século XIX. Com a Revolução Francesa e, depois, a Era Napoleônica, surgiram na Europa alguns dos alicerces do que veio a ser o nosso modelo de regime democrático: a formação de grandes centros populacionais, em virtude da Revolução Industrial; a noção de povo associada a uma nação; a soberania política da nação vinculada a esse povo, e não mais ao rei; e a instituição do voto, ou sufrágio universal, como parte do sistema representativo direto. A democracia desenvolvida em Atenas não era considerada o melhor dos governos possíveis (como é hoje o nosso modelo de democracia), e isso por um motivo razoavelmente simples: apenas uma fração mínima dos ―homens livres‖ integrava a vida política de Atenas. Mulheres, escravos, estrangeiros e outras categorias sociais não tinham direito de participar das deliberações da assembleia (Ekklesia). A experiência da democracia ateniense tinha como preocupação fundamental, antes de qualquer coisa, evitar a tirania — pior forma de governo para a época. A Ekklesia, assembleia grega, era um modelo de instituição política bastante restrito. Era um ―embrião‖ do que veio a ser a democracia representativa na sociedade de massas. Robert A. Dahl. Sobre a democracia. Trad. Beatriz Sidou. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 117 (com adaptações). Cláudio Fernandes. O que é democracia? In: Brasil Escola. Internet : (com adaptações). No texto 1A2-II, o sujeito da forma verbal ―surgiram‖ é a) ―alicerces‖ b) ―alguns dos alicerces (...) regime democrático‖ c) ―a formação (...) representativo direto‖ d) indeterminado. e) constituído por ―Revolução Francesa" e ―Era Napoleônica‖ 554 Texto 1A1-II O homem primitivo procurava defender-se do frio e da fome abrigando-se em cavernas e alimentando-se de frutos silvestres, ou do que conseguia obter da caça e da pesca. Ao longo dos séculos, passou a espécie humana a sentir a necessidade de maior conforto e começou a reparar no seu semelhante. Assim, como decorrência das necessidades individuais, surgiram as trocas. Sistemas de troca direta, que duraram vários séculos, ocasionaram o aparecimento de palavras como ―salário‖ (pagamento feito por meio de certa quantidade de sal) e ―pecúnia‖ (do latim pecus, que significa rebanho de gado, ou peculium, relativo a gado miúdo, como ovelha ou cabrito). 72 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle As primeiras moedas, peças que representavam valores, geralmente em metal, surgiram na Lídia (atual Turquia), no século VII a.C. As características que se desejava ressaltar eram gravadas nas peças por meio da pancada de um objeto pesado (martelo), em primitivos cunhos. Foi o surgimento da cunhagem a martelo, na qual os signos monetários eram valorizados também pela nobreza dos metais empregados, como o ouro e a prata. Embora a evolução dos tempos tenha levado à substituição do ouro e da prata por metais menos raros ou suas ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a associação dos atributos de beleza e expressão cultural ao valor monetário das moedas, que quase sempre, na atualidade, apresentam figuras representativas da história, da cultura, das riquezas e do poder das sociedades. A necessidade de guardar as moedas em segurança fez surgirem osbancos. Os negociantes de ouro e prata, por terem cofres e guardas a seu serviço, passaram a aceitar a responsabilidade de cuidar do dinheiro de seus clientes e a dar recibos escritos das quantias guardadas. Esses recibos passaram, com o tempo, a servir como meio de pagamento por seus possuidores, por serem mais seguros de portar do que o dinheiro vivo. Assim surgiram as primeiras cédulas de papel moeda, ou cédulas de banco, ao mesmo tempo em que a guarda dos valores em espécie dava origem a instituições bancárias. Internet: (com adaptações). No período ―A necessidade de guardar as moedas em segurança fez surgirem os bancos‖, do texto 1A1-II, o termo ―os bancos‖ funciona como a) agente de ―fez‖. b) sujeito de ―surgirem‖. c) complemento de ―surgirem‖. d) adjunto adverbial de lugar. e) complemento de ―fez‖. 555 Texto 1A9AAA Estas memórias ficariam injustificavelmente incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de modo breve, as andanças em que me tenho largado pelo mundo na companhia de minha mulher e de meus fantasmas particulares. Desde criança fui possuído pelo demônio das viagens. Essa encantada curiosidade de conhecer alheias terras e povos visitou-me repetidamente a mocidade e a idade madura. Mesmo agora, quando já diviso a brumosa porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem ainda o poder de incendiar-me a fantasia. Na minha opinião, existem duas categorias principais de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar. Considero-me membro deste último grupo, embora em 1943, nauseado pelo ranço fascista de nosso Estado Novo, eu haja fugido com toda a família do Brasil para os Estados Unidos, onde permanecemos dois anos. O que pretendo fazer agora é apresentar ao leitor, por assim dizer, alguns diapositivos e filmes verbais dos lugares por onde passamos e das pessoas que encontramos, tudo assim à maneira impressionista, e sem rigorosa ordem cronológica. Usei como título deste capítulo, dedicado a minhas viagens, uma expressão popular que suponho de origem gauchesca: mundo velho sem porteira. Tenho-a ouvido desde menino, da boca de velhos parentes e amigos, de tropeiros, peões de estância, índios vagos, gente da rua... Minha própria mãe empregava-a com frequência e costumava pontuá-la com um fundo suspiro de queixa. As pessoas em geral pareciam usar essa frase para descrever um mundo que se lhes afigurava não só incomensurável como também misterioso, absurdo, sem pé nem cabeça... Parece a mim, entretanto, que na sua origem essa exclamação manifestava apenas a certeza popular de que Deus fizera o mundo sem nenhuma porteira a fim de que nele não houvesse divisões e diferenças entre países e povos — gente rica e gente pobre, fartos e famintos, uns com terra demais, outros sem terra nenhuma. Em suma, o que o Velho queria mesmo era um mundo que fosse de todo mundo. É neste sentido que desejo seja interpretada a frase que encabeça esta divisão do presente volume. Quem me lê poderá objetar que basta a gente passar os olhos pelo jornal desta manhã para verificar que o mundo nunca teve tantas e tão dramáticas porteiras como em nossos dias... Mas que importa? Um dia as porteiras hão de cair, ou alguém as derrubará. ―Para erguer outras ainda mais terríveis‖ — replicará o leitor cético. Ora, amigo, precisamos ter na vida um mínimo de otimismo e esperança para poder ir até ao fim da picada. Você não concorda? Ô mundo velho sem porteira! Erico Veríssimo. Solo de clarineta: memórias. Porto Alegre: Globo, v. 2, 1976, p. 57-58 (com adaptações). 73 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Em relação ao trecho ―ou alguém as derrubará‖ no texto 1A9AAA, a oração ‗Para erguer outras ainda mais terríveis‘ transmite uma ideia de a) conformidade. b) condição. c) causa. d) proporção. e) propósito. 556 Texto O desenvolvimento de salas de aula virtuais avança a passos largos, e a interatividade é o ponto-chave das pesquisas na área. A criação de programas de computador voltados para a educação a distância facilita o surgimento de novos cursos, mas é preciso preparar os alunos para o uso das tecnologias. De acordo com Claudete Paganucci, pedagoga, a integração da equipe responsável por administrar os cursos é crucial para o sucesso da educação a distância. ―Tanto professores quanto alunos precisam de oficinas de capacitação para que o acesso às novas tecnologias seja um facilitador do ensino e não gere frustração na hora de aprender ou ensinar‖, ela esclarece. Além de participar das oficinas, é preciso ter dedicação. A pedagoga acrescenta que a maioria dos alunos é composta por adultos, que, diferentemente das crianças, têm maior capacidade de concentração ao estudar em casa. Apesar das exigências, o método de ensino permite que o aluno organize seu próprio horário de estudos e concilie a graduação com um emprego. Novos rumos da educação a distância Internet: (com adaptações) No texto, a oração ―ao estudar em casa‖ tem sentido equivalente ao da oração a) ao passo que estudam em casa. b) ainda que estudem em casa. c) quando estudam em casa. d) porque estudam em casa. e) por estudarem em casa. 557 Texto 1A9AAA Estas memórias ficariam injustificavelmente incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de modo breve, as andanças em que me tenho largado pelo mundo na companhia de minha mulher e de meus fantasmas particulares. Desde criança fui possuído pelo demônio das viagens. Essa encantada curiosidade de conhecer alheias terras e povos visitou-me repetidamente a mocidade e a idade madura. Mesmo agora, quando já diviso a brumosa porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem ainda o poder de incendiar-me a fantasia. Na minha opinião, existem duas categorias principais de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar. Considero-me membro deste último grupo, embora em 1943, nauseado pelo ranço fascista de nosso Estado Novo, eu haja fugido com toda a família do Brasil para os Estados Unidos, onde permanecemos dois anos. O que pretendo fazer agora é apresentar ao leitor, por assim dizer, alguns diapositivos e filmes verbais dos lugares por onde passamos e das pessoas que encontramos, tudo assim à maneira impressionista, e sem rigorosa ordem cronológica. Usei como título deste capítulo, dedicado a minhas viagens, uma expressão popular que suponho de origem gauchesca: mundo velho sem porteira. Tenho-a ouvido desde menino, da boca de velhos parentes e amigos, de tropeiros, peões de estância, índios vagos, gente da rua... Minha própria mãe empregava-a com frequência e costumava pontuá-la com um fundo suspiro de queixa. As pessoas em geral pareciam usar essa frase para descrever um mundo que se lhes afigurava não só incomensurável como também misterioso, absurdo, sem pé nem cabeça... Parece a mim, entretanto, que na sua origem essa exclamação manifestava apenas a certeza popular de que Deus fizera o mundo sem nenhuma porteira a fim de que nele não houvesse divisões e diferenças entre países e povos — gente rica e gente pobre, fartos e famintos, uns com terra demais, outros sem terra nenhuma. Em suma, o que o Velho queria mesmo era um mundo que fosse de todo mundo. É neste sentido que desejo seja interpretada a frase que encabeça esta divisão do presente volume. Quem me lê poderá objetar que basta a gente passar os olhos pelo jornal desta manhã para verificar que o mundo nunca teve tantas e tão dramáticas porteiras como em nossos dias... Mas que importa? Um dia as 74 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle porteiras hão de cair, ou alguém as derrubará. ―Para erguer outras ainda mais terríveis‖ — replicaráo leitor cético. Ora, amigo, precisamos ter na vida um mínimo de otimismo e esperança para poder ir até ao fim da picada. Você não concorda? Ô mundo velho sem porteira! Erico Veríssimo. Solo de clarineta: memórias. Porto Alegre: Globo, v. 2, 1976, p. 57-58 (com adaptações). Com relação ao trecho ―incendiar-me a fantasia‖, do texto 1A9AAA, é correto interpretar a partícula ―me‖ como o a) agente da ação de ―incendiar‖. b) paciente da ação de ―incendiar‖. c) prejudicado pela ação de ―incendiar‖. d) possuidor de ―fantasia‖. e) destinatário de ―fantasia‖. 558 Texto 1A1-I O direito tributário brasileiro depara-se com grandes desafios, principalmente em tempos de globalização e interdependência dos sistemas econômicos. Entre esses pontos de atenção, destacam-se três. O primeiro é a guerra fiscal ocasionada pelo ICMS. O principal tributo em vigor, atualmente, é estadual, o que faz contribuintes e advogados se debruçarem sobre vinte e sete diferentes legislações no país para entendê-lo. Isso se tornou um atentado contra o princípio de simplificação, contribuindo para o incremento de uma guerra fiscal entre os estados, que buscam alterar regras para conceder benefícios e isenções, a fim de atrair e facilitar a instalação de novas empresas. É, portanto, um dos instrumentos mais utilizados na disputa por investimentos, gerando, com isso, consequências negativas do ponto de vista tanto econômico quanto fiscal. A competitividade gerada pela interdependência estadual é outro ponto. Na década de 60, a adoção do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um avanço importante para a tributação indireta, permitindo a internacionalização das trocas de mercadorias com a facilitação da equivalência dos impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo as diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, é o único caso no mundo de imposto que, embora se pareça com o IVA, não é administrado pelo governo federal — o que dá aos estados total autonomia para administrar, cobrar e gastar os recursos dele originados. A competência estadual do ICMS gera ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades da Federação, dada a coexistência dos princípios de origem e destino nas transações comerciais interestaduais, que gera a já comentada guerra fiscal. A harmonização com os outros sistemas tributários é outro desafio que deve ser enfrentado. É preciso integrar-se aos países do MERCOSUL, além de promover a aproximação aos padrões tributários de um mundo globalizado e desenvolvido, principalmente quando se trata de Europa. Só assim o país recuperará o poder da economia e poderá utilizar essa recuperação como condição para intensificar a integração com outros países e para participar mais ativamente da globalização. André Pereira. Os desafios do direito tributário brasileiro. In: DCI – Diário Comércio, Indústria e Serviços. 2/mar./2017. Internet: (com adaptações). Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do trecho ―O direito tributário brasileiro depara-se com grandes desafios‖, do texto 1A1-I, o segmento ―depara-se com‖ poderia ser substituído por a) depara-se a. b) confronta com. c) depara-se diante de. d) confronta-se a. e) depara com. 559 Texto CG1A1-I Atitudes para um desenvolvimento sustentável tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas que antes pensavam só em lucro agora otimizam seus processos por meio da sustentabilidade empresarial. Outro campo de estudos voltado para o consumo consciente e equilibrado com o meio ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, cujo objetivo é promover a utilização de recursos de base biológica, recicláveis e renováveis, e consequentemente mais sustentáveis. Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o sucesso das empresas, que precisam cada vez mais entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e 75 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle não somente mercadorias. A preocupação com o meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem competitiva, notadamente em mercados cada vez mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a perenidade da marca, em virtude do fortalecimento de sua reputação e credibilidade. Para o desenvolvimento sustentável, os negócios devem estar amparados em boas práticas de governança, com benefícios sociais e ambientais. Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a competitividade e o sucesso das organizações. Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão importante para a economia? A população cresce em número e em capacidade de consumo; com isso, a demanda pela utilização de recursos naturais recrudesce de forma quase insustentável. A utilização de matrizes não renováveis tende ao esgotamento e à poluição progressiva do meio ambiente. Para quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos econômicos que propõem um novo modo de gestão da sociedade, como a economia circular e a bioeconomia. A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, reúne todos os setores da economia que utilizam recursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para possibilitar soluções eficazes e coerentes para os problemas socioambientais contemporâneos: mudanças climáticas, crise econômica mundial, substituição do uso de energias fósseis, saúde, qualidade de vida da população, entre outros. O objetivo é criar uma economia inovadora com baixas emissões de poluentes, que concilie as exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos biológicos renováveis para fins industriais, e que assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a proteção ambiental. A bioeconomia contempla não apenas setores tradicionais como agricultura, silvicultura e pesca, mas também setores como as biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o futuro será definitivamente bio. Marina Santos Chiapetta. Internet: (com adaptações). Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte segmento do texto CG1A1-I: ―A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso desenvolvimento e à busca por novas tecnologias" . Assinale a opção em que a reescrita apresentada mantém a correção gramatical do texto. a) A bioeconomia está ligada a melhoria de nosso desenvolvimento e à buscas por novas tecnologias b) A bioeconomia está ligada à melhorias de nosso desenvolvimento e a busca por novas tecnologias c) A bioeconomia está ligada a melhorias de nosso desenvolvimento e buscas por novas tecnologias d) A bioeconomia está ligada à melhorias de nosso desenvolvimento e à buscas por novas tecnologias e) A bioeconomia está ligada à uma melhoria de nosso desenvolvimento e busca por novas tecnologias 560 Texto CG2A1-I Na década de 1960, o mundo passou por um aumento populacional inédito devido à brusca queda na taxa de mortalidade, o que gerou preocupações sobre a capacidade dos países em produzir comida para todos. A solução encontrada foi desenvolver tecnologia e métodos que aumentassem a produção. Em 1981, o indiano ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Amartya Sen, em seu livro Pobreza e Fomes, identificou a existência de populações com fome mesmo em países que não convivem com problemas de abastecimento. O economista indiano traçou então, pela primeira vez, uma relação causal entre fome e questões sociais como pobreza e concentração de renda. Tirou, assim, o foco de aspectos técnicos e mudou o tom do debate internacional sobre a questão e as políticas públicas(B) a serem tomadas a partirdaí. As últimas décadas foram de grande evolução no combate à fome em escala global. Nos últimos 25 anos, 7,7% da população mundial superou o problema, o que representa 216 milhões de pessoas. É como se mais que toda a população brasileira saísse da subnutrição em menos de três décadas. Contudo, 10,8% do mundo ainda vive sem acesso a uma dieta(C) que forneça o mínimo de calorias e nutrientes necessários para uma vida saudável, e 21 mil pessoas morrem diariamente por fome ou problemas derivados dela. Um estudo publicado em 2016 pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) mostra que a produção mundial de alimentos é suficiente para atender a demanda(A) das 7,3 bilhões de pessoas que habitam a Terra(D). Apesar disso, aproximadamente uma em cada nove 76 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle dessas pessoas ainda vive a realidade da fome. A pesquisa põe em xeque toda a política internacional de combate à subnutrição crônica colocada em prática nas últimas décadas. Em vez de crescimento da produção e ajudas momentâneas, surge agora como caminho uma abordagem territorial que valorize e potencialize a produção local(E). Embora os números absolutos estejam caindo, o tema ainda é um dos mais delicados da agenda internacional. Um exemplo da extensão do problema está na declaração dada em 2017 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), segundo a qual 1,4 milhão de crianças, de quatro diferentes países da África — Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão do Sul —, corre risco iminente de morrer de fome. A questão é tão antiga quanto complexa, e se conecta intrinsecamente com a estrutura política e econômica sobre a qual o sistema internacional está construído. Concentração da renda e da produção, falta de vontade política e até mesmo desinformação e consolidação de uma cultura alimentar pouco nutritiva são fatores que compõem o cenário da fome e da desnutrição no planeta. Internet: (com adaptações). A correção gramatical do texto CG2A1-I seria preservada se fosse inserido sinal indicativo de crase em a) ―a demanda‖. b) ―as políticas públicas‖. c) ―a uma dieta‖ . d) ―a Terra‖. e) ―a produção local‖. 561 Texto A história do Instituto Federal Fluminense começou no início do século passado. Foi Nilo Peçanha, o então presidente da República, que criou, por meio do Decreto n.º 7.566, de 23 de setembro de 1909, as escolas de aprendizes e artífices, com o propósito de educar e proporcionar oportunidades de trabalho aos jovens. A princípio, a intenção era implantar as escolas nas capitais dos estados, cidades com maior capacidade de absorção de mão de obra, destino certo daqueles que buscavam novas alternativas de empregabilidade nos espaços urbanos. Entretanto, no estado do Rio de Janeiro, a escola não foi instalada na capital, e sim na cidade de Campos dos Goytacazes. No dia 23 de janeiro de 1910, a escola entrou em funcionamento; era a nona a ser criada no Brasil, com cinco cursos: alfaiataria, marcenaria, tornearia, sapataria e eletricidade. Com a crescente industrialização do país, tornava-se cada vez mais importante a formação de profissionais para suprir as demandas do mercado e, doze anos depois, as escolas de aprendizes e artífices de nível primário foram transformadas em escolas industriais e técnicas, equiparando-se às de ensino médio e secundário. Internet: (com adaptações) No texto, o sinal indicativo de crase no trecho ―equiparando-se às de ensino médio e secundário‖ foi empregado porque a) a regência de ―transformadas‖ exige que a oração subsequente tenha o complemento ―ensino médio e secundário‖ antecedido por sinal indicativo de crase. b) o termo ―às‖ é elemento coesivo que retoma o antecedente ―escolas industriais e técnicas‖. c) a regência do verbo equiparar exige preposição a, e ―escolas‖, palavra que está subentendida antes de ―de ensino médio‖, exige o artigo definido feminino plural as. d) o termo ―às‖ é elemento coesivo que retoma o antecedente ―escolas de aprendizes e artífices‖. e) o segmento ―ensino médio e secundário‖ é composto de dois elementos, o que exige que o artigo antecedente apresente sinal indicativo de crase. 562 Texto 1A10BBB O Brasil sempre foi um país com grandes desigualdades. Marcada por diferenças sociais, econômicas e regionais, esta nação tem procurado, nos últimos anos, promover a diminuição das desigualdades que sempre a marcaram de forma profunda. A Constituição Federal de 1988 traçou diversos objetivos, entre eles, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais e regionais. Embora, infelizmente, tais metas não tenham sido atingidas, ocorreram diversos avanços, como, por exemplo, a diminuição da mortalidade infantil e do analfabetismo; a melhoria na expectativa 77 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle de vida; o aumento do número de jovens nas escolas, entre outros. No mundo, a busca pelo tratamento igual já estava presente desde antes da Revolução Francesa, mas, a partir dela, a luta por um tratamento equânime entre as pessoas não só se tornou sinônimo de aplicação de justiça, como também passou a ser um dos aspectos de como a dignidade da pessoa humana se revela, em especial, no tratamento que o Estado reserva ao homem. O direito à igualdade ou ao tratamento isonômico está definido como um direito fundamental, assumindo posição de destaque na sociedade moderna e invertendo a tradicional relação entre o Estado e o indivíduo, ao reconhecer que a pessoa humana tem, primeiro, direitos, e, depois, deveres perante o Estado, e que os direitos que o Estado tem em relação ao indivíduo se ordenam ao objetivo de melhor cuidar das necessidades dos seus cidadãos. Por meio de ações corretivas dos poderes públicos e do estabelecimento de direitos relativos à assistência social, à educação, ao trabalho, ao lazer, à saúde, à cultura e ao esporte, por exemplo, procurou-se promover uma igualdade material, ou seja, o tratamento equânime de todos os seres humanos, bem como a sua equiparação no que diz respeito às possibilidades de concessão de oportunidades. Embora a tributação tenha um papel fundamental como instrumento reformador e capaz de atuar na diminuição das desigualdades, o modo como o sistema tributário está estruturado não logra os objetivos estabelecidos pela Constituição Federal de 1988. Há, portanto, necessidade de uma reforma para que ele se adéque às exigências de um sistema justo, com fundamento na igualdade e na capacidade contributiva, em busca de uma maior justiça social e fiscal. Nesse sentido, o imposto sobre a renda das pessoas físicas é o maior responsável por fazer avançar ou retroceder a capacidade econômica e, por consequência, a solidariedade social. Élvio Gusmão Santos. Internet: (com adaptações). A correção gramatical e os sentidos do texto 1A10BBB seriam preservados caso a forma verbal ―ocorreram‖ fosse substituída por a) existiu. b) aconteceu. c) sucederam. d) tiveram. e) houveram. 78 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle N° GAB PORTUGUÊS 513 d CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Administração/2019 514 c CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 515 d CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 516 a CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 517 e CEBRASPE (CESPE) - Aud Est (TCM-BA)/TCM-BA/ControleExterno/2018 518 e CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 519 b CEBRASPE (CESPE) - Ag (TCE-PB)/TCE- PB/Documentação/2018 520 a CEBRASPE (CESPE) - Del Pol (PC MA)/PC MA/2018 521 d CEBRASPE (CESPE) - Esc Pol (PC MA)/PC MA/2018 522 a CEBRASPE (CESPE) - Aud Est (TCM-BA)/TCM-BA/Controle Externo/2018 523 d CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 524 b CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 525 c CEBRASPE (CESPE) - PEBTT (IFF)/IFF/Administração/2018 526 e CEBRASPE (CESPE) - TTRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 527 c CEBRASPE (CESPE) - TTRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 528 c CEBRASPE (CESPE) - Aud Est (TCM-BA)/TCM-BA/Controle Externo/2018 529 d CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 530 e CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 531 a CEBRASPE (CESPE) - ACI (COGE CE)/COGE CE/Auditoria/Governamental/2019 532 c CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Administração/2019 533 b CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Administração/2019 534 a CEBRASPE (CESPE) - ACP (TCE-PB)/TCE-PB/Demais Áreas/2018 535 a CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 536 c CEBRASPE (CESPE) - TTRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 537 e CEBRASPE (CESPE) - AFA (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 * * JESUS TE AMA N° GAB PORTUGUÊS 538 c CEBRASPE (CESPE) - PEBTT (IFF)/IFF/Letras Espanhol/2018 539 d CEBRASPE (CESPE) - ACI (COGE CE)/COGE CE/Auditoria/Governamental/2019 540 d CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 541 b CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 542 b CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 543 e CEBRASPE (CESPE) - PEBTT (IFF)/IFF/Administração/2018 544 c CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 545 e CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 546 a CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 547 b CEBRASPE (CESPE) - Aud Est (TCM-BA)/TCM-BA/Controle Externo/2018 548 a CEBRASPE (CESPE) - ACI (COGE CE)/COGE CE/Auditoria/Governamental/2019 549 b CEBRASPE (CESPE) - Per Crim (PC MA)/PC MA/2018 550 c CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 551 c CEBRASPE (CESPE) - ACE (TCE-MG)/TCE- MG/Administração/2018 552 c CEBRASPE (CESPE) - TTRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 553 b CEBRASPE (CESPE) - TTRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 554 b CEBRASPE (CESPE) - AFA (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018 555 e CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 556 c CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 557 d CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 558 e CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 559 c CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Administração/2019 560 a CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Controle Externo/2019 561 c CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 562 c CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 * * JESUS TE AMA 79 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 563 Texto O desenvolvimento de salas de aula virtuais avança a passos largos, e a interatividade é o ponto-chave das pesquisas na área. A criação de programas de computador voltados para a educação a distância facilita o surgimento de novos cursos, mas é preciso preparar os alunos para o uso das tecnologias. De acordo com Claudete Paganucci, pedagoga, a integração da equipe responsável por administrar os cursos é crucial para o sucesso da educação a distância. ―Tanto professores quanto alunos precisam de oficinas de capacitação para que o acesso às novas tecnologias seja um facilitador do ensino e não gere frustração na hora de aprender ou ensinar‖, ela esclarece. Além de participar das oficinas, é preciso ter dedicação. A pedagoga acrescenta que a maioria dos alunos é composta por adultos, que, diferentemente das crianças, têm maior capacidade de concentração ao estudar em casa. Apesar das exigências, o método de ensino permite que o aluno organize seu próprio horário de estudos e concilie a graduação com um emprego. Novos rumos da educação a distância Internet: (com adaptações) No texto, a forma verbal ―têm‖ concorda com o termo a) ―pedagoga‖. b) ―maioria‖. c) ―alunos‖. d) ―adultos‖. e) ―crianças‖. 564 Texto Acho muito simpática a maneira da Rádio Jornal do Brasil de anunciar a hora: ―onze e meia‖ no lugar de ―vinte e três e trinta‖; ―um quarto para as cinco‖ em vez de ―dezesseis e quarenta e cinco‖. Mas confesso minha implicância com aquele ―meio-dia e meia‖. Sei que ―meio-dia e meio‖ está errado. Mas a língua é como a mulher de César: não lhe basta ser honesta, convém que o pareça. Lembrando um conselho que me deu certa vez um amigo boêmio quando lhe perguntei se certa frase estava certa (―Olhe, Rubem, faça como eu, não tope parada com a gramática: dê uma voltinha e diga a mesma coisa de outro jeito‖), eu preferiria dizer ―doze e meia‖ ou ―meio-dia e trinta‖, sem nenhuma afetação. Aliás, a língua da gente não tem apenas regras: tem um espírito, um jeito, uma pequena alma que aquele ―meio-dia e meia‖ faz sofrer. Rubem Braga Recado de primavera Rio de Janeiro, Record,1984, p 58 (com adaptações) A expressão ‗meio-dia e meio‘ está errada porque a) a repetição de ‗meio‘ deve ser evitada na mesma frase. b) o emprego do hífen na expressão contraria o novo acordo ortográfico. c) a concordância deve ser feita com a ideia de hora — meia hora. d) a única forma correta é ‗meio-dia e trinta‘. e) ‗meio‘ provoca erro de regência. 565 Texto 1A1-I O direito tributário brasileiro depara-se com grandes desafios, principalmente em tempos de globalização e interdependência dos sistemas econômicos. Entre esses pontos de atenção, destacam-se três. O primeiro é a guerra fiscal ocasionada pelo ICMS. O principal tributo em vigor, atualmente, é estadual, o que faz contribuintes e advogados se debruçarem sobre vinte e sete diferentes legislações no país para entendê-lo. Isso se tornou um atentado contra o princípio de simplificação, contribuindo para o incremento de uma guerra fiscal entre os estados, que buscam alterar regras para conceder benefícios e isenções, a fim de atrair e facilitar a instalação de novas empresas. É, portanto, um dos instrumentos mais utilizados na disputa por investimentos, gerando, com isso, consequências negativas do ponto de vista tanto econômico quanto fiscal. A competitividade gerada pela interdependência estadual é outro ponto. Na década de 60, a adoção do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um avanço importante para a tributação indireta, permitindo a internacionalização das trocas de mercadorias com a facilitação da equivalência dos impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo as diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, 80 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle é o único caso no mundo de imposto que, embora se pareça com o IVA, não é administrado pelo governo federal — o que dá aos estados total autonomia para administrar, cobrar e gastar os recursos dele originados. A competência estadual do ICMS gera ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades da Federação, dada a coexistência dos princípios de origem e destino nas transações comerciais interestaduais, que gera a já comentada guerra fiscal. A harmonização com os outros sistemas tributários é outro desafio que deve ser enfrentado. É preciso integrar-se aos países do MERCOSUL, além de promover a aproximação aos padrões tributários de um mundo globalizado e desenvolvido, principalmente quando se trata de Europa. Só assim o país recuperará o poder da economia e poderá utilizar essa recuperação como condição para intensificar a integração com outros países e para participar mais ativamente da globalização. André Pereira. Os desafios do direito tributário brasileiro. In: DCI – Diário Comércio, Indústria e Serviços. 2/mar./2017.Internet: (com adaptações). Os três aspectos que representam desafios para o direito tributário brasileiro, na ordem em que aparecem no texto 1A1-I, são a) a alteração de regras para benefícios e isenções, a competitividade propiciada pela interdependência dos estados e a recuperação do poder econômico do país. b) o conflito fiscal proporcionado pelo ICMS, a competitividade produzida pela interdependência dos estados e a recuperação do poder econômico do país. c) a alteração de regras para benefícios e isenções, a competitividade gerada pela interdependência dos estados e a recuperação do poder econômico do país. d) o afinamento com outros sistemas tributários, a adoção do IVA e o conflito fiscal favorecido pelo ICMS. e) o conflito fiscal propiciado pelo ICMS, a competitividade gerada pela interdependência dos estados e o afinamento com outros sistemas tributários. 566 Texto 1A1-I O direito tributário brasileiro depara-se com grandes desafios, principalmente em tempos de globalização e interdependência dos sistemas econômicos. Entre esses pontos de atenção, destacam-se três. O primeiro é a guerra fiscal ocasionada pelo ICMS. O principal tributo em vigor, atualmente, é estadual, o que faz contribuintes e advogados se debruçarem sobre vinte e sete diferentes legislações no país para entendê-lo. Isso se tornou um atentado contra o princípio de simplificação, contribuindo para o incremento de uma guerra fiscal entre os estados, que buscam alterar regras para conceder benefícios e isenções, a fim de atrair e facilitar a instalação de novas empresas. É, portanto, um dos instrumentos mais utilizados na disputa por investimentos, gerando, com isso, consequências negativas do ponto de vista tanto econômico quanto fiscal. A competitividade gerada pela interdependência estadual é outro ponto. Na década de 60, a adoção do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um avanço importante para a tributação indireta, permitindo a internacionalização das trocas de mercadorias com a facilitação da equivalência dos impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo as diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, é o único caso no mundo de imposto que, embora se pareça com o IVA, não é administrado pelo governo federal — o que dá aos estados total autonomia para administrar, cobrar e gastar os recursos dele originados. A competência estadual do ICMS gera ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades da Federação, dada a coexistência dos princípios de origem e destino nas transações comerciais interestaduais, que gera a já comentada guerra fiscal. A harmonização com os outros sistemas tributários é outro desafio que deve ser enfrentado. É preciso integrar-se aos países do MERCOSUL, além de promover a aproximação aos padrões tributários de um mundo globalizado e desenvolvido, principalmente quando se trata de Europa. Só assim o país recuperará o poder da economia e poderá utilizar essa recuperação como condição para intensificar a integração com outros países e para participar mais ativamente da globalização. André Pereira. Os desafios do direito tributário brasileiro. In: DCI – Diário Comércio, Indústria e Serviços. 2/mar./2017. Internet: (com adaptações). 81 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle O texto 1A1-I a) carece de uma introdução para o assunto que aborda. b) é composto de três parágrafos vinculados a uma temática principal. c) é organizado de forma progressiva, partindo do problema menos relevante ao mais relevante. d) concentra no parágrafo final a conclusão geral dos argumentos apresentados. e) é pautado integralmente na temática da tributação excessiva 567 Texto 1A1-I O direito tributário brasileiro depara-se com grandes desafios, principalmente em tempos de globalização e interdependência dos sistemas econômicos. Entre esses pontos de atenção, destacam-se três. O primeiro é a guerra fiscal ocasionada pelo ICMS. O principal tributo em vigor, atualmente, é estadual, o que faz contribuintes e advogados se debruçarem sobre vinte e sete diferentes legislações no país para entendê-lo. Isso se tornou um atentado contra o princípio de simplificação, contribuindo para o incremento de uma guerra fiscal entre os estados, que buscam alterar regras para conceder benefícios e isenções, a fim de atrair e facilitar a instalação de novas empresas. É, portanto, um dos instrumentos mais utilizados na disputa por investimentos, gerando, com isso, consequências negativas do ponto de vista tanto econômico quanto fiscal. A competitividade gerada pela interdependência estadual é outro ponto. Na década de 60, a adoção do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um avanço importante para a tributação indireta, permitindo a internacionalização das trocas de mercadorias com a facilitação da equivalência dos impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo as diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, é o único caso no mundo de imposto que, embora se pareça com o IVA, não é administrado pelo governo federal — o que dá aos estados total autonomia para administrar, cobrar e gastar os recursos dele originados. A competência estadual do ICMS gera ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades da Federação, dada a coexistência dos princípios de origem e destino nas transações comerciais interestaduais, que gera a já comentada guerra fiscal. A harmonização com os outros sistemas tributários é outro desafio que deve ser enfrentado. É preciso integrar-se aos países do MERCOSUL, além de promover a aproximação aos padrões tributários de um mundo globalizado e desenvolvido, principalmente quando se trata de Europa. Só assim o país recuperará o poder da economia e poderá utilizar essa recuperação como condição para intensificar a integração com outros países e para participar mais ativamente da globalização. André Pereira. Os desafios do direito tributário brasileiro. In: DCI – Diário Comércio, Indústria e Serviços. 2/mar./2017. Internet: (com adaptações). Infere-se das ideias do texto 1A1-I que o autor é contrário a) ao modelo tributário europeu. b) à aplicação do IVA em nível federal. c) ao sistema tributário do MERCOSUL. d) à competência estadual para o ICMS. e) aos padrões tributários do mundo globalizado. 568 Texto 1A11-I Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de glória no distante ano de 1837. Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas — como se verá — relativos). A plateia, formada por um público refinado, culto e um pouco bovino, como são, sempre, os homens em ajuntamentos, esperava com impaciência. Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa que anunciava as peças do músico menor, retiraram- se do teatro, incapazes de suportar música de má qualidade. Como sabemos, os melômanos são impacientes com as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos grandes artistas. Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico 82 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle invertera, no programa do concerto, os nomes de Pixis e Beethoven... A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada. Esse episódio, cômico se não fosse doloroso,deveria nos tornar mais atentos e menos arrogantes a respeito do que julgamos ser arte. Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se fosse Beethoven. Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). Infere-se do texto 1A11-I que, na ocasião do concerto em Paris, em 1837, a) Pixis tocou uma composição de Beethoven como se fosse de sua autoria. b) Liszt equivocou-se na leitura do roteiro de composições que deveria executar. c) a plateia revoltou-se contra Liszt, por ele ter confundido uma composição de Pixis com uma de Beethoven. d) o público julgou as composições apenas com base nas designações equivocadas no programa do concerto. e) as peças de Pixis e Beethoven foram executadas de modo tão semelhante que o público não foi capaz de distingui-las. 569 Texto 1A11-I Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de glória no distante ano de 1837. Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas — como se verá — relativos). A plateia, formada por um público refinado, culto e um pouco bovino, como são, sempre, os homens em ajuntamentos, esperava com impaciência. Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa que anunciava as peças do músico menor, retiraram- se do teatro, incapazes de suportar música de má qualidade. Como sabemos, os melômanos são impacientes com as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos grandes artistas. Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico invertera, no programa do concerto, os nomes de Pixis e Beethoven... A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada. Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria nos tornar mais atentos e menos arrogantes a respeito do que julgamos ser arte. Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se fosse Beethoven. Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). No texto 1A11-I, com o emprego da expressão ―(hoje)‖ entre parênteses, o autor a) destaca que Pixis é desconhecido na atualidade, mas que não o era em 1837. b) indica que, a partir da data do concerto, Pixis deixou de ser desconhecido. c) enfatiza o ―dia de glória‖ de Pixis. d) ressalta que se trata do dia do concerto de Franz Liszt. e) revela desprezo pela popularidade de Pixis em 1837. 570 Texto 1A11-I Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de glória no distante ano de 1837. Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário 83 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas — como se verá — relativos). A plateia, formada por um público refinado, culto e um pouco bovino, como são, sempre, os homens em ajuntamentos, esperava com impaciência. Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa que anunciava as peças do músico menor, retiraram- se do teatro, incapazes de suportar música de má qualidade. Como sabemos, os melômanos são impacientes com as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos grandes artistas. Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico invertera, no programa do concerto, os nomes de Pixis e Beethoven... A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada. Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria nos tornar mais atentos e menos arrogantes a respeito do que julgamos ser arte. Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se fosse Beethoven. Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). O autor do texto 1A11-I apresenta a narrativa do concerto de Liszt com o propósito de a) reconhecer que Pixis era tão genial quanto Beethoven. b) criticar o modo como algumas pessoas consomem arte. c) dar notoriedade à carreira de Pixis. d) alertar o público de que não se deve confiar em tudo que se lê. e) incentivar o público a ampliar seu repertório musical. 571 Texto 1A3-I A política tributária não se restringe ao objetivo de abastecer os cofres públicos, mas tem também objetivos econômicos e sociais. Se fosse aumentada a tributação sobre um produto considerado nocivo para o consumidor ou para a sociedade, o seu consumo poderia ser desestimulado. Caso a intenção fosse promover uma melhor distribuição de renda, o Estado poderia reduzir tributos incidentes sobre os produtos mais consumidos pela população de renda mais baixa e elevar os tributos sobre a renda da classe mais alta. Por outro lado, se o Estado reduzisse a tributação de determinado setor da economia, os custos desse setor diminuiriam, o que possibilitaria a queda dos preços de seus produtos e poderia gerar um crescimento das vendas. Outro efeito viável dessa política seria o aumento do lucro das empresas, favorecendo-se, assim, a elevação dos seus investimentos — e, consequentemente, da produção — e o surgimento de novas empresas, o que provavelmente resultaria no crescimento da produção, bem como no acirramento da concorrência, com possíveis reflexos sobre os preços. Em qualquer um desses cenários, o setor seria estimulado. Internet: (com adaptações). O texto 1A3-I organiza-se de forma a apresentar a) argumentos em favor dos objetivos do Estado com relação à política tributária, para convencer o leitor. b) possíveis consequências sociais e econômicas da política tributária. c) procedimentos da atividade de tributação, destacando sua natureza fiscal. d) defesa de ações governamentais mais efetivas no que se refere à política tributária. e) razões para a diminuição de impostos ser considerada mais benéfica que o aumento destes. 84 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 572 Texto 1A3-I A política tributária não se restringe ao objetivo de abastecer os cofres públicos, mas tem também objetivos econômicos e sociais. Se fosse aumentada a tributação sobre um produto considerado nocivo para o consumidor ou para a sociedade, o seu consumo poderia ser desestimulado. Caso a intenção fosse promover uma melhor distribuição de renda, o Estado poderia reduzir tributos incidentes sobre os produtos mais consumidos pela população de renda mais baixa e elevar os tributos sobre a renda da classe mais alta. Por outro lado, se o Estado reduzisse a tributação de determinado setor da economia, os custos desse setor diminuiriam, o que possibilitaria a queda dos preços de seus produtos e poderia gerar um crescimento das vendas. Outro efeito viável dessa política seria o aumento do lucro das empresas, favorecendo-se, assim, a elevação dos seus investimentos — e, consequentemente, da produção — e o surgimento de novas empresas,o que provavelmente resultaria no crescimento da produção, bem como no acirramento da concorrência, com possíveis reflexos sobre os preços. Em qualquer um desses cenários, o setor seria estimulado. Internet: (com adaptações). Infere-se do texto 1A3-I que a ação do Estado, com relação à política tributária, visa a) ao provimento de receitas e também a finalidades econômicas e sociais. b) à redução de tributos sobre empresas comprometidas com o desenvolvimento social. c) ao aumento do lucro de empresas, com impacto sobre o crescimento do país. d) ao estímulo do setor empresarial pela concessão de isenção do pagamento de impostos. e) ao crescimento da livre concorrência, com aumento dos impostos aplicados a empresas. 573 Texto 1A3-II Entre os maiores poderes concedidos pela sociedade ao Estado, está o poder de tributar. A tributação está inserida no núcleo do contrato social estabelecido pelos cidadãos entre si para que se alcance o bem comum. Desse modo, o poder de tributar está na origem do Estado ou do ente político, a partir da qual foi possível que as pessoas deixassem de viver no que Hobbes definiu como o estado natural (ou a vida pré-política da humanidade) e passassem a constituir uma sociedade de fato, a geri-la mediante um governo, e a financiá-la, estabelecendo, assim, uma relação clara entre governante e governados. A tributação, portanto, somente pode ser compreendida a partir da necessidade dos indivíduos de estabelecer convívio social organizado e de gerir a coisa pública mediante a concessão de poder a um soberano. Em decorrência disso, a condição necessária (mas não suficiente) para que o poder de tributar seja legítimo é que ele emane do Estado, pois qualquer imposição tributária privada seria comparável a usurpação ou roubo. Internet: (com adaptações). De acordo com o texto 1A3-II, o poder de tributar é uma a) competência conferida pelos cidadãos ao Estado, com vistas ao bem comum da sociedade. b) condição para a construção de uma relação hierárquica entre governantes e governados. c) obrigação criada pelo Estado para a sua manutenção, mas que, gradativamente, passou a gerar benefícios à sociedade. d) forma de submissão dos cidadãos ao Estado assemelhada a usurpação ou roubo. e) relação anterior à constituição do Estado e da própria sociedade. 574 Texto CB1A1-I Candeia era quase nada. Não tinha mais que vinte casas mortas, uma igrejinha velha, um resto de praça. Algumas construções nem sequer tinham telhado; outras, invadidas pelo mato, incompletas, sem paredes. Nem o ar tinha esperança de ser vento. Era custoso acreditar que morasse alguém naquele cemitério de gigantes. O único sinal de vida vinha de um bar aberto. Duas mesas de madeira na frente, um caminhão, um homem e uma mulher na boleia ouvindo música, entre abraços, beijos e carícias ousadas. Mais desolado e triste que Juazeiro do Norte aquele 85 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle povoado, muito mais. Em Juazeiro tinha gente, a cidade era viva. E no meio daquele povo todo sempre se encontrava uma alma boa como a de sua mãe, uma moça bonita, um amigo animado. Candeia era morta. Samuel ao menos ficou um pouco feliz por ouvir a música do caminhoneiro. Quase sorriu. O esboço de alegria durou até aparecer pela porta mal pintada de azul uma mulher assombrosa, praguejando com uma vassoura na mão e mandando desligar aquela música maldita. O caminhoneiro a chamou pelo nome: — Cadê o café, Helenice? Deixa de praguejar, coisa- ruim! Pela mesma porta saiu uma moça, bem jovem, com uma garrafa térmica vermelha e duas canecas. Foi e voltou com rapidez, agora trazendo dois pratos, quatro pães pequenos, duas bananas cozidas e um pote de margarina. — Cinco reais — ordenou Helenice, com a mão na garrafa térmica. — Só come se pagar. O homem pagou, sempre rindo da cara de Helenice, visivelmente bêbado. Samuel inveja ou o caminhoneiro. Não tinha tanto dinheiro para comer naquele fim de tarde, fim de vida. Socorro Acioli. A cabeça do santo. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 17-8 (com adaptações). Infere-se do texto CB1A1-I que o narrador caracteriza Candeia como ―quase nada‖ e ―morta‖ devido à a) desesperança reinante no povoado. b) impressão de abandono exibida pelo povoado. c) inexistência de espaços de diversão no povoado. d) desigualdade explícita em todos os cantos do povoado. e) presença de pessoas mesquinhas e desgraçadas pelo povoado. 575 Texto CB1A1-II Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do império babilônico, que, buscando satisfazer sua rainha Meda, saudosa das colinas e florestas de sua pátria, providenciou a construção de estupendos jardins suspensos. Essa excentricidade, que consumiu anos de labor e gastos incalculáveis, culminou em uma das sete maravilhas do mundo antigo. Tal ―maravilha‖, que originou mais ônus do que propriamente benefícios, apresenta grande similitude com devaneios atuais em que se constata o gasto de dinheiro público com atos de motivação fútil e imoral, finalidade dissociada do interesse público e em total afronta à razoabilidade administrativa, com flagrante desproporção entre o numerário despendido e o benefício auferido pela coletividade. Além da insensatez detectada em alguns atos de administração, constata-se a existência de situação mais grave e preocupante, a degeneração de caráter em muitos entre os que ascendem à gestão do interesse público. Essa degeneração, em alguns casos, precede a investidura; em outros, tem causas endêmicas, sendo o resultado inevitável da interação com um meio viciado. Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 47 (com adaptações). O texto CB1A1-II afirma que a) a integridade e a sensatez são características encontradas nos atos dos gestores públicos. b) a razoabilidade administrativa exige dos gestores públicos equilíbrio entre o gasto de dinheiro público e os benefícios desse gasto para a população. c) o desvio de dinheiro público por gestores públicos geralmente se deve a questões pessoais ou familiares. d) a degeneração de caráter atinge alguns gestores públicos antes mesmo de sua posse, ou quando da sua inserção em um ambiente corrupto. e) o mau trabalho dos gestores públicos tem gerado, além de desperdício de dinheiro público, sobrecarga tributária e poucas perspectivas de vantagem para o povo. 86 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 576 Texto CB1A1-II Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do império babilônico, que, buscando satisfazer sua rainha Meda, saudosa das colinas e florestas de sua pátria,providenciou a construção de estupendos jardins suspensos. Essa excentricidade, que consumiu anos de labor e gastos incalculáveis, culminou em uma das sete maravilhas do mundo antigo. Tal ―maravilha‖, que originou mais ônus do que propriamente benefícios, apresenta grande similitude com devaneios atuais em que se constata o gasto de dinheiro público com atos de motivação fútil e imoral, finalidade dissociada do interesse público e em total afronta à razoabilidade administrativa, com flagrante desproporção entre o numerário despendido e o benefício auferido pela coletividade. Além da insensatez detectada em alguns atos de administração, constata-se a existência de situação mais grave e preocupante, a degeneração de caráter em muitos entre os queascendem à gestão do interesse público. Essa degeneração, em alguns casos, precede a investidura; em outros, tem causas endêmicas, sendo o resultado inevitável da interação com um meio viciado. Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 47 (com adaptações). Depreende-se do texto CB1A1-II que os jardins suspensos construídos no império do rei Nabucodonosor representavam a) as sete maravilhas do mundo antigo. b) a riqueza do império babilônico. c) a degeneração de caráter de Nabucodonosor. d) a fertilidade do bioma local. e) a paisagem da pátria da rainha Meda. 577 Texto CG1A1-I Atitudes para um desenvolvimento sustentável tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas que antes pensavam só em lucro agora otimizam seus processos por meio da sustentabilidade empresarial. Outro campo de estudos voltado para o consumo consciente e equilibrado com o meio ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, cujo objetivo é promover a utilização de recursos de base biológica, recicláveis e renováveis, e consequentemente mais sustentáveis. Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o sucesso das empresas, que precisam cada vez mais entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e não somente mercadorias. A preocupação com o meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem competitiva, notadamente em mercados cada vez mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a perenidade da marca, em virtude do fortalecimento de sua reputação e credibilidade. Para o desenvolvimento sustentável, os negócios devem estar amparados em boas práticas de governança, com benefícios sociais e ambientais. Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a competitividade e o sucesso das organizações. Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão importante para a economia? A população cresce em número e em capacidade de consumo; com isso, a demanda pela utilização de recursos naturais recrudesce de forma quase insustentável. A utilização de matrizes não renováveis tende ao esgotamento e à poluição progressiva do meio ambiente. Para quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos econômicos que propõem um novo modo de gestão da sociedade, como a economia circular e a bioeconomia. A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, reúne todos os setores da economia que utilizam recursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para possibilitar soluções eficazes e coerentes para os problemas socioambientais contemporâneos: mudanças climáticas, crise econômica mundial, substituição do uso de energias fósseis, saúde, qualidade de vida da população, entre outros. O objetivo é criar uma economia inovadora com baixas emissões de poluentes, que concilie as exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos biológicos renováveis para fins industriais, e que assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a proteção ambiental. A bioeconomia contempla não apenas setores tradicionais como agricultura, 87 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle silvicultura e pesca, mas também setores como as biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o futuro será definitivamente bio. Marina Santos Chiapetta. Internet: (com adaptações). De acordo com as ideias expostas no texto CG1A1-I, é finalidade da bioeconomia a) aumentar o valor das mercadorias. b) tornar o mercado mais competitivo. c) ampliar a capacidade de consumo da população. d) aprofundar as mudanças climáticas. e) dar impulso à sustentabilidade. 578 Texto CG1A1-I Atitudes para um desenvolvimento sustentável tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas que antes pensavam só em lucro agora otimizam seus processos por meio da sustentabilidade empresarial. Outro campo de estudos voltado para o consumo consciente e equilibrado com o meio ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, cujo objetivo é promover a utilização de recursos de base biológica, recicláveis e renováveis, e consequentemente mais sustentáveis. Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o sucesso das empresas, que precisam cada vez mais entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e não somente mercadorias. A preocupação com o meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem competitiva, notadamente em mercados cada vez mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a perenidade da marca, em virtude do fortalecimento de sua reputação e credibilidade. Para o desenvolvimento sustentável, os negócios devem estar amparados em boas práticas de governança, com benefícios sociais e ambientais. Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a competitividade e o sucesso das organizações. Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão importante para a economia? A população cresce em número e em capacidade de consumo; com isso, a demanda pela utilização de recursos naturais recrudesce de forma quase insustentável. A utilização de matrizes não renováveis tende ao esgotamento e à poluição progressiva do meio ambiente. Para quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos econômicos que propõem um novo modo de gestão da sociedade, como a economia circular e a bioeconomia. A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, reúne todos os setores da economia que utilizam recursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para possibilitar soluções eficazes e coerentes para os problemas socioambientais contemporâneos: mudanças climáticas, crise econômica mundial, substituição do uso de energias fósseis, saúde, qualidade de vida da população, entre outros. O objetivo é criar uma economia inovadora com baixas emissões de poluentes, que concilie as exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos biológicos renováveis para fins industriais, e que assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a proteção ambiental. A bioeconomia contempla não apenas setores tradicionais como agricultura, silvicultura e pesca, mas também setores como as biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o futuro será definitivamente bio. Marina Santos Chiapetta. Internet: (com adaptações). Infere-se do texto CG1A1-I que a sustentabilidade caracteriza-se, entre outros fatores, por a) repudiar o mundo dos negócios. b) utilizar energias fósseis. c) superar mudanças climáticas. d) combinar processo produtivo e proteção ambiental. e) garantir bem-estar com pouco avanço tecnológico. 579 Texto CG2A1-I Na década de 1960, o mundo passou por um aumento populacional inédito devido à brusca queda na taxa de mortalidade, o que gerou preocupações sobre a capacidade dos países em produzir comida para todos. A solução encontrada foi desenvolver tecnologia e métodos que aumentassem a produção. 88 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Em 1981, o indiano ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Amartya Sen, em seu livro Pobreza e Fomes, identificou a existência de populações com fome mesmo em países que não convivem com problemas de abastecimento. O economista indiano traçou então, pela primeira vez, uma relação causal380 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 381 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 382 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 383 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 384 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 385 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 386 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR Prova: Procurador Municipal 387 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 388 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 389 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 390 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 391 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 392 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 393 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 394 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 395 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 396 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 397 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 398 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior * * JESUS TE AMA 12 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 399 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item que se segue. O segmento ―Se aceitamos que, de segunda a sexta- feira, os dias são úteis‖ (ℓ. 1 e 2) expressa uma hipótese real, ou seja, expressa um fato existente. Certo Errado 400 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item que se segue. O nível de formalidade do texto seria alterado caso a expressão ―faz de você‖ (ℓ.10) fosse substituída por lhe tornam, mas os sentidos originais e a correção gramatical do texto seriam mantidos. Certo Errado 401 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item que se segue. O autor empregou a expressão ―absolutamente inúteis‖ (ℓ.23) em referência ao conceito de dias úteis, visando criticá-lo. Certo Errado 402 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item que se segue. Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam preservados caso a expressão ―cada um de nós‖ (ℓ.36) fosse substituída por todos nós. Certo Errado 403 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item que se segue. Com a afirmação de que ―cada um de nós tem seu aramezinho de fechar pão‖ (ℓ.36), o texto sugere que tanto o autor quanto os leitores têm atividades profissionais que, quando avaliadas objetivamente e com cuidado, mostram-se totalmente desnecessárias ao mundo. Certo Errado 13 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 404 Texto CB1A1-III Com relação às ideias do texto CB1A1-III, julgue o item seguinte. Na linha 16, o autor emprega o termo ―suscetibilidade‖ para questionar a desigualdade de gênero enfrentada pelas mulheres como motivo que justificasse a reação da senhora na ópera. Certo Errado 405 Com relação às ideias do texto CB1A1-III, julgue o item seguinte. Ao propor, na linha 23, que a indignação ―Arrebata a alma‖ e ―enfurece as vísceras‖, o autor do texto afirma que esse sentimento provoca as mesmas alterações fisiológicas que certas drogas. Certo Errado 406 Com relação às ideias do texto CB1A1-III, julgue o item seguinte. De acordo com o texto, quando estamos indignados e sozinhos, elaboramos mentalmente grandes argumentações contra aquilo que definimos como alvo da nossa revolta. Certo Errado 407 Com relação às ideias do texto CB1A1-III, julgue o item seguinte. Infere-se do texto que a indignação manifestada solitariamente é menos nociva que a manifestada publicamente. Certo Errado 408 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-III, julgue o item subsecutivo. Em ―dirigiu-se‖ (ℓ.7), a colocação do pronome ―se‖ antes da forma verbal — se dirigiu — prejudicaria a correção gramatical do texto. Certo Errado 14 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 409 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-III, julgue o item subsecutivo. O deslocamento do termo ―furiosa‖ (ℓ.8) para imediatamente após a forma verbal ―levantou-se‖ (ℓ.9) manteria a coerência do texto. Certo Errado 410 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-III, julgue o item subsecutivo. No período em que aparece, o termo ―nuclear‖ (ℓ.11) tem o mesmo sentido de central. Certo Errado 411 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-III, julgue o item subsecutivo. A oração ―não viu a condenação do conde brutal‖ (ℓ.15) exprime o motivo, a causa por que a senhora furiosa revoltou-se antes do tempo. Certo Errado 412 Infere-se do texto CB1A1-I que o narrador caracteriza Candeia como ―quase nada‖ (l.1) e ―morta‖ (l.14) devido à a) desesperança reinante no povoado. b) impressão de abandono exibida pelo povoado. c) inexistência de espaços de diversão no povoado. d) desigualdade explícita em todos os cantos do povoado. e) presença de pessoas mesquinhas e desgraçadas pelo povoado. 15 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 413 Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos do texto CB1A1-I, poderia ser inserida uma vírgula logo após a) ―construções‖ (l.3). b) ―música‖ (l.16). c) ―azul‖ (l.17). d) ―porta‖ (l.23). e) ―triste‖ (l.10). 414 No texto CB1A1-I, poderia ser substituído por havia o verbo ter empregado em a) ―Não tinha mais que vinte casas mortas‖ (l. 1 e 2). b) ―Algumas construções nem sequer tinham telhado‖ (l.3). c) ―Nem o ar tinha esperança de ser vento‖ (l. 4 e 5). d) ―Em Juazeiro tinha gente‖ (l. 11 e 12). e) ―Não tinha tanto dinheiro para comer‖ (l. 31 e 32). 415 O texto CB1A1-II afirma que a) a integridade e a sensatez são características encontradas nos atos dos gestores públicos. b) a razoabilidade administrativa exige dos gestores públicos equilíbrio entre o gasto de dinheiro público e os benefícios desse gasto para a população. c) o desvio de dinheiro público por gestores públicos geralmente se deve a questões pessoais ou familiares. 16 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle d) a degeneração de caráter atinge alguns gestores públicos antes mesmo de sua posse, ou quando da sua inserção em um ambiente corrupto. e) o mau trabalho dos gestores públicos tem gerado, além de desperdício de dinheiro público, sobrecarga tributária e poucas perspectivas de vantagem paraentre fome e questões sociais como pobreza e concentração de renda. Tirou, assim, o foco de aspectos técnicos e mudou o tom do debate internacional sobre a questão e as políticas públicas a serem tomadas a partir daí. As últimas décadas foram de grande evolução no combate à fome em escala global. Nos últimos 25 anos, 7,7% da população mundial superou o problema, o que representa 216 milhões de pessoas. É como se mais que toda a população brasileira saísse da subnutrição em menos de três décadas. Contudo, 10,8% do mundo ainda vive sem acesso a uma dieta que forneça o mínimo de calorias e nutrientes necessários para uma vida saudável, e 21 mil pessoas morrem diariamente por fome ou problemas derivados dela. Um estudo publicado em 2016 pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) mostra que a produção mundial de alimentos é suficiente para atender a demanda das 7,3 bilhões de pessoas que habitam a Terra. Apesar disso, aproximadamente uma em cada nove dessas pessoas ainda vive a realidade da fome. A pesquisa põe em xeque toda a política internacional de combate à subnutrição crônica colocada em prática nas últimas décadas. Em vez de crescimento da produção e ajudas momentâneas, surge agora como caminho uma abordagem territorial que valorize e potencialize a produção local. Embora os números absolutos estejam caindo, o tema ainda é um dos mais delicados da agenda internacional. Um exemplo da extensão do problema está na declaração dada em 2017 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), segundo a qual 1,4 milhão de crianças, de quatro diferentes países da África — Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão do Sul —, corre risco iminente de morrer de fome. A questão é tão antiga quanto complexa, e se conecta intrinsecamente com a estrutura política e econômica sobre a qual o sistema internacional está construído. Concentração da renda e da produção, falta de vontade política e até mesmo desinformação e consolidação de uma cultura alimentar pouco nutritiva são fatores que compõem o cenário da fome e da desnutrição no planeta. Internet: (com adaptações). Infere-se do texto CG2A1-I que uma das contribuições do estudo publicado em 2016 pela FAO foi a) fornecer dados estatísticos inéditos acerca da situação da fome e da produção de alimentos no mundo. b) desconstruir a ideia de que a situação da fome no mundo decorre de escassez na produção mundial de alimentos. c) distinguir as consequências da política internacional de combate à subnutrição crônica em diferentes países. d) fortalecer as medidas de combate à fome centradas no aumento da produção mundial de alimentos. e) propor a expansão das estratégias de combate à fome adotadas em diferentes países nas últimas décadas. 580 Texto CG2A1-I Na década de 1960, o mundo passou por um aumento populacional inédito devido à brusca queda na taxa de mortalidade, o que gerou preocupações sobre a capacidade dos países em produzir comida para todos. A solução encontrada foi desenvolver tecnologia e métodos que aumentassem a produção. Em 1981, o indiano ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Amartya Sen, em seu livro Pobreza e Fomes, identificou a existência de populações com fome mesmo em países que não convivem com problemas de abastecimento. O economista indiano traçou então, pela primeira vez, uma relação causal entre fome e questões sociais como pobreza e concentração de renda. Tirou, assim, o foco de aspectos técnicos e mudou o tom do debate internacional sobre a questão e as políticas públicas a serem tomadas a partir daí. As últimas décadas foram de grande evolução no combate à fome em escala global. Nos últimos 25 anos, 7,7% da população mundial superou o problema, o que representa 216 milhões de pessoas. É como se mais que toda a população brasileira saísse da subnutrição em menos de três décadas. Contudo, 10,8% do mundo ainda vive sem acesso a uma dieta que forneça o mínimo de calorias e nutrientes necessários para uma vida saudável, e 21 89 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle mil pessoas morrem diariamente por fome ou problemas derivados dela. Um estudo publicado em 2016 pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) mostra que a produção mundial de alimentos é suficiente para atender a demanda das 7,3 bilhões de pessoas que habitam a Terra. Apesar disso, aproximadamente uma em cada nove dessas pessoas ainda vive a realidade da fome. A pesquisa põe em xeque toda a política internacional de combate à subnutrição crônica colocada em prática nas últimas décadas. Em vez de crescimento da produção e ajudas momentâneas, surge agora como caminho uma abordagem territorial que valorize e potencialize a produção local. Embora os números absolutos estejam caindo, o tema ainda é um dos mais delicados da agenda internacional. Um exemplo da extensão do problema está na declaração dada em 2017 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), segundo a qual 1,4 milhão de crianças, de quatro diferentes países da África — Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão do Sul —, corre risco iminente de morrer de fome. A questão é tão antiga quanto complexa, e se conecta intrinsecamente com a estrutura política e econômica sobre a qual o sistema internacional está construído. Concentração da renda e da produção, falta de vontade política e até mesmo desinformação e consolidação de uma cultura alimentar pouco nutritiva são fatores que compõem o cenário da fome e da desnutrição no planeta. Internet: (com adaptações). Embora busque chamar a atenção para o problema da fome, o autor do texto CG2A1-I reconhece que ela foi reduzida em nível mundial. Para enfatizar no texto o que essa redução representa, o autor a) transcreve a opinião de especialistas sobre as medidas de combate à fome ao longo de anos. b) apresenta dados estatísticos da FAO que alertam sobre a dimensão do problema da fome em nível mundial. c) cita diversos países africanos onde a fome assola a maioria da população pobre. d) compara à população total brasileira a parcela da população mundial que, em menos de trinta anos, superou a fome. e) indica a obra Pobreza e Fomes, que rendeu ao autor indiano Amartya Sen o Prêmio Nobel de Economia em 1981. 581 Texto CG2A1-I Na década de 1960, o mundo passou por um aumento populacional inédito devido à brusca queda na taxa de mortalidade, o que gerou preocupações sobre a capacidade dos países em produzir comida para todos. A solução encontrada foi desenvolver tecnologia e métodos que aumentassem a produção. Em 1981, o indiano ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Amartya Sen, em seu livro Pobreza e Fomes, identificou a existência de populações com fome mesmo em países que não convivem com problemas de abastecimento. O economista indiano traçou então, pela primeira vez, uma relação causal entre fome e questões sociais como pobreza e concentração de renda. Tirou, assim, o foco de aspectos técnicos e mudou o tom do debate internacional sobre a questão e as políticas públicas a serem tomadas a partir daí. As últimas décadas foram de grande evolução no combate à fome em escala global. Nos últimos 25 anos, 7,7% da população mundial superou o problema, o que representa 216 milhões de pessoas. É como se mais que toda a população brasileira saísse da subnutrição em menos de três décadas. Contudo, 10,8% do mundo ainda vive sem acesso a uma dieta que forneça o mínimo de calorias e nutrientes necessários para uma vida saudável, e 21 mil pessoas morrem diariamente por fome ou problemas derivados dela. Um estudo publicado em 2016 pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) mostra que a produção mundial de alimentos é suficiente para atendera demanda das 7,3 bilhões de pessoas que habitam a Terra. Apesar disso, aproximadamente uma em cada nove dessas pessoas ainda vive a realidade da fome. A pesquisa põe em xeque toda a política internacional de combate à subnutrição crônica colocada em prática nas últimas décadas. Em vez de crescimento da produção e ajudas momentâneas, surge agora como caminho uma abordagem territorial que valorize e potencialize a produção local. Embora os números absolutos estejam caindo, o tema ainda é um dos mais delicados da agenda internacional. Um exemplo da extensão do problema está na declaração dada em 2017 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), segundo a qual 1,4 milhão de crianças, de quatro diferentes países da África — Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão do Sul —, corre risco iminente de morrer de fome. A questão é tão antiga quanto complexa, e se conecta 90 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle intrinsecamente com a estrutura política e econômica sobre a qual o sistema internacional está construído. Concentração da renda e da produção, falta de vontade política e até mesmo desinformação e consolidação de uma cultura alimentar pouco nutritiva são fatores que compõem o cenário da fome e da desnutrição no planeta. Internet: (com adaptações). De acordo com o texto CG2A1-I, a constatação de que a fome é resultado de problemas de cunho social, e não simplesmente da falta de alimentos, foi feita pela primeira vez quando a) a queda na taxa de mortalidade, em 1960, impulsionou um aumento populacional inédito. b) o economista Amartya Sen publicou o livro Pobreza e Fomes, em 1981. c) a FAO publicou, em 2016, estudo sobre a produção e a demanda mundial de alimentos. d) o UNICEF emitiu, em 2017, declaração acerca do risco de crianças de países pobres da África morrerem por fome. e) o aumento populacional, em 1960, pôs em dúvida a capacidade dos países em produzir comida para seu povo. 582 Texto CG2A1-I Na década de 1960, o mundo passou por um aumento populacional inédito devido à brusca queda na taxa de mortalidade, o que gerou preocupações sobre a capacidade dos países em produzir comida para todos. A solução encontrada foi desenvolver tecnologia e métodos que aumentassem a produção. Em 1981, o indiano ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Amartya Sen, em seu livro Pobreza e Fomes, identificou a existência de populações com fome mesmo em países que não convivem com problemas de abastecimento. O economista indiano traçou então, pela primeira vez, uma relação causal entre fome e questões sociais como pobreza e concentração de renda. Tirou, assim, o foco de aspectos técnicos e mudou o tom do debate internacional sobre a questão e as políticas públicas a serem tomadas a partir daí. As últimas décadas foram de grande evolução no combate à fome em escala global. Nos últimos 25 anos, 7,7% da população mundial superou o problema, o que representa 216 milhões de pessoas. É como se mais que toda a população brasileira saísse da subnutrição em menos de três décadas. Contudo, 10,8% do mundo ainda vive sem acesso a uma dieta que forneça o mínimo de calorias e nutrientes necessários para uma vida saudável, e 21 mil pessoas morrem diariamente por fome ou problemas derivados dela. Um estudo publicado em 2016 pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) mostra que a produção mundial de alimentos é suficiente para atender a demanda das 7,3 bilhões de pessoas que habitam a Terra. Apesar disso, aproximadamente uma em cada nove dessas pessoas ainda vive a realidade da fome. A pesquisa põe em xeque toda a política internacional de combate à subnutrição crônica colocada em prática nas últimas décadas. Em vez de crescimento da produção e ajudas momentâneas, surge agora como caminho uma abordagem territorial que valorize e potencialize a produção local. Embora os números absolutos estejam caindo, o tema ainda é um dos mais delicados da agenda internacional. Um exemplo da extensão do problema está na declaração dada em 2017 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), segundo a qual 1,4 milhão de crianças, de quatro diferentes países da África — Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão do Sul —, corre risco iminente de morrer de fome. A questão é tão antiga quanto complexa, e se conecta intrinsecamente com a estrutura política e econômica sobre a qual o sistema internacional está construído. Concentração da renda e da produção, falta de vontade política e até mesmo desinformação e consolidação de uma cultura alimentar pouco nutritiva são fatores que compõem o cenário da fome e da desnutrição no planeta. Internet: (com adaptações). No texto CG2A1-I, o termo ―a questão‖ remete à a) pobreza. b) concentração de renda. c) fome. d) produção de alimentos. e) queda na taxa de mortalidade. 91 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 583 Texto CG3A3-I O dito popular que defende a prevenção como melhor remédio tem tanta afinidade com o dia a dia da administração pública que, ouso afirmar, poderia ser tido como princípio implícito de nosso ordenamento constitucional. Em outros termos, quando se trata da coisa pública, o ―errar é humano‖ não vale, não pode valer. E não porque o ser humano não possa errar, mas porque, direta ou indiretamente, o erro custa muito caro à sociedade. O contrato superfaturado, a obra malfeita ou inacabada e o serviço mal prestado constituem enorme desrespeito ao contribuinte. Além de causarem grande prejuízo a toda a coletividade, acabam sendo também os grandes responsáveis pelo sentimento de ausência do Estado. Diversas são as demandas da sociedade, e o administrador, preso às limitações de um orçamento, ao eleger determinado investimento como prioridade, naturalmente relega outros. Por isso, cautela e planejamento devem ser as palavras de ordem para o gasto público, sob todos os enfoques, especialmente nas contratações. A matemática é simples: quantos gestores, no exercício de suas administrações, conseguiram ressarcir os prejuízos de contratos considerados irregulares pelos tribunais de contas, por superfaturamento, deficiência na execução ou qualquer outra ilegalidade? A prática mostra que, uma vez executado e pago o serviço, feito está, pois não se recupera todo o dinheiro público gasto irregularmente. Ao contrário, o dispêndio público só aumenta: são abertos procedimentos de apuração interna de responsabilidades, inquéritos civis, ações civis públicas... enfim, movimenta-se ainda mais a máquina pública, e pouco, muito pouco, é recuperado. Dimas Ramalho. É melhor prevenir que remediar. Internet: (com adaptações). Infere-se do texto CG3A3-I que, com relação aos gastos da administração pública, é melhor prevenir do que remediar porque a) o erro custa muito caro à sociedade. b) erros não são admitidos na administração pública. c) gastos indevidos refletem ausência de cautela e planejamento. d) o dinheiro público gasto irregularmente nunca é recuperado. e) a administração pública não dispõe de verba para ressarcir eventuais prejuízos causados ao cidadão. 584 Texto CG3A3-II Nascido em 1902, nos Estados Unidos da América, Theodore Schultz foi o primeiro acadêmico que efetivamente sistematizou a relação existente entre aumento de investimentos em educação e aumento de produtividade e salários no setor agrícola — e, claro, na economia como um todo. Em seus estudos, o economista comparou a situação de desequilíbrio entre países pobres, cuja capacidade de produção agrícola é baixa, e países ricos, de alta capacidade produtiva. Nessa análise, percebeu-se que os países desenvolvidospossuíam muito mais dinheiro investido no chamado capital humano, mais especificamente em educação. Notavelmente, educação traz desenvolvimento econômico e social, além de gerar, em um contexto micro, habilidades para o indivíduo que possam ser aproveitadas tanto por ele quanto por outros ao seu redor — fato já conhecido por Schultz. Contudo, o pesquisador foi além e sistematizou a influência da educação sobre a riqueza de uma nação. Ele analisou a economia norte-americana e percebeu que a maior parte do crescimento econômico do país estava associada ao capital humano, materializado em investimentos em educação, e não no capital físico. Ainda nesse estudo, Schultz analisou os custos da educação. Além do óbvio custo material (professores, infraestrutura e material escolar), há outros custos que envolvem, principalmente, tempo: pessoas que trabalhariam passam a estudar — não produzindo, nem ganhando salários. Assim, Schultz concluiu que há custos para as pessoas (deixar de ganhar dinheiro com trabalho para estudar) e eventualmente para o governo (pagar a educação das pessoas sem que elas produzam). Seu trabalho o levou à conclusão de que países que investem mais em educação tendem a ser mais ricos. Segundo ele, mesmo que isso tenha um custo, quanto mais se investir na capacitação das pessoas, mais produtiva e rica uma nação será, de modo que os efeitos tendem a ser mais positivos que negativos. 92 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Internet: (com adaptações). De acordo com o texto CG3A3-II, os países desenvolvidos, em comparação com os países pobres, a) contam com um passado histórico de alta produtividade no setor agrícola. b) estão mais aptos a enfrentar as mudanças econômicas do mundo atual. c) gastam mais com capital físico do que com capital humano. d) despendem mais capital na área de educação. e) demandam da população mais gastos com educação. 585 Texto CG3A3-II Nascido em 1902, nos Estados Unidos da América, Theodore Schultz foi o primeiro acadêmico que efetivamente sistematizou a relação existente entre aumento de investimentos em educação e aumento de produtividade e salários no setor agrícola — e, claro, na economia como um todo. Em seus estudos, o economista comparou a situação de desequilíbrio entre países pobres, cuja capacidade de produção agrícola é baixa, e países ricos, de alta capacidade produtiva. Nessa análise, percebeu-se que os países desenvolvidos possuíam muito mais dinheiro investido no chamado capital humano, mais especificamente em educação. Notavelmente, educação traz desenvolvimento econômico e social, além de gerar, em um contexto micro, habilidades para o indivíduo que possam ser aproveitadas tanto por ele quanto por outros ao seu redor — fato já conhecido por Schultz. Contudo, o pesquisador foi além e sistematizou a influência da educação sobre a riqueza de uma nação. Ele analisou a economia norte-americana e percebeu que a maior parte do crescimento econômico do país estava associada ao capital humano, materializado em investimentos em educação, e não no capital físico. Ainda nesse estudo, Schultz analisou os custos da educação. Além do óbvio custo material (professores, infraestrutura e material escolar), há outros custos que envolvem, principalmente, tempo: pessoas que trabalhariam passam a estudar — não produzindo, nem ganhando salários. Assim, Schultz concluiu que há custos para as pessoas (deixar de ganhar dinheiro com trabalho para estudar) e eventualmente para o governo (pagar a educação das pessoas sem que elas produzam). Seu trabalho o levou à conclusão de que países que investem mais em educação tendem a ser mais ricos. Segundo ele, mesmo que isso tenha um custo, quanto mais se investir na capacitação das pessoas, mais produtiva e rica uma nação será, de modo que os efeitos tendem a ser mais positivos que negativos. Internet: (com adaptações). Infere-se do texto CG3A3-II que o investimento em educação a) envolve mais custos materiais, como gastos com professores e infraestrutura, que custos de outra natureza. b) provoca, em curto prazo, aumento de salário para o indivíduo em processo de capacitação. c) garante a inserção dos melhores profissionais no mercado de trabalho em diversos setores da economia. d) contribui positivamente para a riqueza de uma nação, apesar de eventuais impactos negativos que possam dele decorrer. e) é condição necessária para o crescimento socioeconômico de países pouco desenvolvidos. 586 Texto A cada instante, a quantidade de informações disponíveis para processamento pelo cérebro é formidável: todo o campo visual, todos os estímulos auditivos e olfativos, toda a informação relativa à posição do corpo e ao seu estado de funcionamento. Esses estímulos precisam ser processados em conjunto, de modo que o cérebro possa montar uma imagem coerente do indivíduo e de seu ambiente. Isso sem contar os processos de evocação de memórias, planejamento para o futuro e imaginação. duradouros de todos eles? O que faz com que a memória se torne seletiva não é o mundo atual, informatizado, rápido e denso em informações. Ela o é por definição, já que sua porta de entrada é um funil poderoso: a atenção, que Você realmente esperava processar todos os estímulos a cada momento e ainda formar registros concentra todo o poder operacional do cérebro sobre 93 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle uma coisa só, aquela que for julgada a mais importante no momento. Suzana Herculano-Houzel. Por que guardar segredo é difícil? E outras curiosidades da neurociência do cotidiano. São Paulo: Amazon. Ed. Kindle, loc. 107 (com adaptações). O efeito textual pretendido pela autora ao empregar a pergunta que encerra o segundo parágrafo do texto é o de a) apontar a impossibilidade de o cérebro, ao mesmo tempo, processar estímulos e registrá-los na memória. b) menosprezar os leitores que acreditam ser possível se lembrar de tudo o que lhes ocorre. c) obter diretamente dos leitores respostas honestas à indagação proposta. d) modificar o modo como os leitores lidam com os dados provenientes do mundo exterior. e) provocar os leitores a refletir sobre os processos de recepção de estímulos e formação de memórias. 587 Texto A cada instante, a quantidade de informações disponíveis para processamento pelo cérebro é formidável: todo o campo visual, todos os estímulos auditivos e olfativos, toda a informação relativa à posição do corpo e ao seu estado de funcionamento. Esses estímulos precisam ser processados em conjunto, de modo que o cérebro possa montar uma imagem coerente do indivíduo e de seu ambiente. Isso sem contar os processos de evocação de memórias, planejamento para o futuro e imaginação. Você realmente esperava processar todos os estímulos a cada momento e ainda formar registros duradouros de todos eles? O que faz com que a memória se torne seletiva não é o mundo atual, informatizado, rápido e denso em informações. Ela o é por definição, já que sua porta de entrada é um funil poderoso: a atenção, que concentra todo o poder operacional do cérebro sobre uma coisa só, aquela que for julgada a mais importante no momento. Suzana Herculano-Houzel. Por que guardar segredo é difícil? E outras curiosidades da neurociência do cotidiano. São Paulo: Amazon. Ed. Kindle, loc. 107 (com adaptações). No texto, ao utilizar a expressão ―Isso sem contar‖, a autora sugere que ―os processos de evocação de memórias, planejamento para o futuro e imaginação‖ fazem parte do conjunto de a) ações cerebrais cujo funcionamento depende do processamento conjunto de estímulos externos.b) processos necessários à construção de registros duradouros dos estímulos recebidos pelo cérebro a cada momento. c) dados necessários para que o cérebro construa uma imagem do indivíduo e do ambiente que o cerca. d) atividades internas desempenhadas pelo cérebro, ao mesmo tempo que este recebe estímulos externos. e) estímulos advindos do cérebro de um indivíduo, imprescindíveis para a formação de novas memórias. 588 Texto A história é uma disciplina definida por sua capacidade de lembrar. Poucos se lembram, porém, de como ela é capaz de esquecer. Há também quem caracterize a história como uma ciência da mudança no tempo, e quase ninguém aponta sua genuína capacidade de reiteração. A história brasileira não escapa dessas ambiguidades fundamentais: ela é feita do encadeamento de eventos que se acumulam e evocam alterações substanciais, mas também anda repleta de lacunas, invisibilidades e esquecimentos. Além disso, se ao longo do tempo se destacam as alterações cumulativas de fatos e ocorrências, não é difícil notar, também, a presença de problemas estruturais que permanecem como que inalterados e assim se repetem, vergonhosamente, na nossa história nacional. Nessa lista seria possível mencionar os racismos, o feminicídio, a corrupção, a homofobia e o patrimonialismo. Mas destaco aqui um tema que, de alguma maneira, dá conta de todos os demais: a nossa tremenda e contínua desigualdade social. Desigualdade não é uma contingência nem um acidente qualquer, tampouco uma decorrência natural e mutável de um processo que não nos diz respeito. Ela é consequência de nossas escolhas — sociais, educacionais, políticas, culturais e institucionais —, que têm resultado em 94 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle uma clara e crescente concentração dos benefícios públicos nas mãos de poucos. (...) Quando se trata de enfrentar a desigualdade, não há saída fácil ou receita de bolo. Prefiro apostar nos alertas que nós mesmos somos capazes de identificar. Lilia Moritz Schwarcz. Desigualdade é teimosia. Internet: (com adaptações). No último parágrafo do texto, a autora sugere que a responsabilidade pela existência da desigualdade social é de todos os indivíduos, entre eles incluído o leitor, o que é denotado pela a) alusão à ―concentração dos benefícios públicos‖. b) escolha do termo ―apostar‖ para definir sua posição quanto ao tema. c) utilização dos pronomes ―nos‖ e ―nossas‖. d) recusa a definir a desigualdade como ―natural‖. e) referência a escolhas ―institucionais‖. 589 Texto O medo do esquecimento obcecou as sociedades europeias da primeira fase da modernidade. Para dominar sua inquietação, elas fixaram, por meio da escrita, os traços do passado, a lembrança dos mortos ou a glória dos vivos e todos os textos que não deveriam desaparecer. A pedra, a madeira, o tecido, o pergaminho e o papel forneceram os suportes nos quais podia ser inscrita a memória dos tempos e dos homens. No espaço aberto da cidade, no refúgio da biblioteca, na magnitude do livro e na humildade dos objetos mais simples, a escrita teve como missão conjurar contra a fatalidade da perda. Em um mundo no qual as escritas podiam ser apagadas, os manuscritos podiam ser perdidos e os livros estavam sempre ameaçados de destruição, a tarefa não era fácil. Paradoxalmente, seu sucesso poderia criar, talvez, outro perigo: o de uma incontrolável proliferação textual de um discurso sem ordem nem limites. O excesso de escrita, que multiplica os textos inúteis e abafa o pensamento sob o acúmulo de discursos, foi considerado um perigo tão grande quanto seu contrário. Embora fosse temido, o apagamento era necessário, assim como o esquecimento também o é para a memória. Nem todos os escritos foram destinados a se tornar arquivos cuja proteção os defenderia da imprevisibilidade da história. Alguns foram traçados sobre suportes que permitiam escrever, apagar e depois escrever de novo. Roger Chartier. Inscrever e apagar: cultura escrita e literatura (séculos XI-XVIII). Trad.: Luzmara Curcino Ferreira. São Paulo: UNESP, 2007, p. 9-10 (com adaptações). Infere-se do texto que a escrita é uma a) tecnologia ambígua, pois é capaz de, ao mesmo tempo, preservar informações úteis e contribuir para a disseminação de textos inúteis. b) atividade que transforma escritos em arquivos, garantindo, assim, a integridade das informações frente às inconstâncias da história. c) invenção da primeira fase da modernidade, voltada a manter vivas as memórias sociais e culturais. d) forma de evitar o desaparecimento de informações importantes que não deveriam ser esquecidas ou perdidas. e) manifestação efêmera, que podia ser registrada, depois apagada e, mais tarde, recuperada pela reescrita. 590 Texto Quando nos referimos à supremacia de um fenômeno sobre outro, temos logo a impressão de que se está falando em superioridade, mas, no caso da relação entre oralidade e escrita, essa é uma visão equivocada, pois não se pode afirmar que a fala seja superior à escrita ou vice-versa. Em primeiro lugar, deve-se ter em mente o aspecto que se está comparando e, em segundo, deve-se considerar que essa relação não é nem homogênea nem constante. A própria escrita tem tido uma avaliação variada ao longo da história e nos diversos povos. Existem sociedades que valorizam mais a fala, e outras que valorizam mais a escrita. A única afirmação correta é a de que a fala veio antes da escrita. Portanto, do ponto de vista cronológico, a fala tem precedência sobre a escrita, mas, do ponto de vista do prestígio social, a escrita tem supremacia sobre a fala na maioria das sociedades contemporâneas. Não se trata, porém, de algum critério intrínseco nem de parâmetros linguísticos, e sim de postura ideológica. São valores que podem variar entre sociedades e grupos sociais ao longo da história. Não 95 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle há por que negar que a fala é mais antiga que a escrita e que esta lhe é posterior e, em certo sentido, dependente. Mesmo considerando a enorme e inegável importância que a escrita tem nos povos e nas civilizações ditas ―letradas‖, continuamos povos orais. Luiz Antônio Marcuschi e Angela Paiva Dionisio. Princípios gerais para o tratamento das relações entre a fala e a escrita. In: Luiz Antônio Marcuschi e Angela Paiva Dionisio. Fala e escrita. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, p. 26-7 (com adaptações). Conforme as ideias do texto, a) o desenvolvimento da fala e o surgimento da escrita são eventos que, sob o enfoque histórico, se deram exatamente nessa ordem. b) há uma ideologia compartilhada pelas sociedades contemporâneas de associar a escrita a uma manifestação superior à fala. c) do ponto de vista linguístico, fala e escrita são manifestações idênticas, não havendo diferenças entre elas nem superioridade de uma sobre a outra. d) ao longo da história e nas diversas civilizações, identificam-se momentos de maior e de menor valorização da língua escrita. e) em sociedades letradas, a comunicação por meio da escrita supera a comunicação por meio da fala. 591 Texto A paz não pode ser garantida apenas pelos acordos políticos, econômicos ou militares. Cada um de nós, independentemente de idade, sexo, estrato social, crença religiosa etc. é chamado à criação de um mundo pacificado, um mundo sob a égide de uma cultura da paz. Mas, o que significa ―cultura da paz‖? Construir uma cultura da paz envolve dotar as crianças e os adultos da compreensão de princípios como liberdade, justiça, democracia, direitos humanos, tolerância, igualdade e solidariedade. Implica uma rejeição, individual e coletiva,da violência que tem sido percebida na sociedade, em seus mais variados contextos. A cultura da paz tem de procurar soluções que advenham de dentro da(s) sociedade(s), que não sejam impostas do exterior. Cabe ressaltar que o conceito de paz pode ser abordado em sentido negativo, quando se traduz em um estado de não guerra, em ausência de conflito, em passividade e permissividade, sem dinamismo próprio; em síntese, condenada a um vazio, a uma não existência palpável, difícil de se concretizar e de se precisar. Em sua concepção positiva, a paz não é o contrário da guerra, mas a prática da não violência para resolver conflitos, a prática do diálogo na relação entre pessoas, a postura democrática frente à vida, que pressupõe a dinâmica da cooperação planejada e o movimento constante da instalação de justiça. Uma cultura de paz exige esforço para modificar o pensamento e a ação das pessoas para que se promova a paz. Falar de violência e de como ela nos assola deixa de ser, então, a temática principal. Não que ela vá ser esquecida ou abafada; ela pertence ao nosso dia a dia e temos consciência disso. Porém, o sentido do discurso, a ideologia que o alimenta, precisa impregná-lo de palavras e conceitos que anunciem os valores humanos que decantam a paz, que lhe proclamam e promovem. A violência já é bastante denunciada, e quanto mais falamos dela, mais lembramos de sua existência em nosso meio social. É hora de começarmos a convocar a presença da paz em nós, entre nós, entre nações, entre povos. Um dos primeiros passos nesse sentido refere-se à gestão de conflitos. Ou seja, prevenir os conflitos potencialmente violentos e reconstruir a paz e a confiança entre pessoas originárias de situação de guerra é um dos exemplos mais comuns a serem considerados. Tal missão estende-se às escolas, instituições públicas e outros locais de trabalho por todo o mundo, bem como aos parlamentos e centros de comunicação e associações. Outro passo é tentar erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades, lutando para atingir um desenvolvimento sustentado e o respeito pelos direitos humanos, reforçando as instituições democráticas, promovendo a liberdade de expressão, preservando a diversidade cultural e o ambiente. É, então, no entrelaçamento ―paz — desenvolvimento — direitos humanos — democracia‖ que podemos vislumbrar a educação para a paz. Leila Dupret. Cultura de paz e ações sócio-educativas: desafios para a escola contemporânea. In: Psicol. Esc. Educ. (Impr.) v. 6, n.º 1. Campinas, jun./2002 (com adaptações). De acordo com o texto, a cultura da paz depende, entre outras coisas, a) do controle da liberdade de expressão. b) da passividade e da permissividade. 96 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle c) de instituições democráticas fortes. d) da rejeição ao desenvolvimento social. e) da inexistência de conflitos. 592 Texto A paz não pode ser garantida apenas pelos acordos políticos, econômicos ou militares. Cada um de nós, independentemente de idade, sexo, estrato social, crença religiosa etc. é chamado à criação de um mundo pacificado, um mundo sob a égide de uma cultura da paz. Mas, o que significa ―cultura da paz‖? Construir uma cultura da paz envolve dotar as crianças e os adultos da compreensão de princípios como liberdade, justiça, democracia, direitos humanos, tolerância, igualdade e solidariedade. Implica uma rejeição, individual e coletiva, da violência que tem sido percebida na sociedade, em seus mais variados contextos. A cultura da paz tem de procurar soluções que advenham de dentro da(s) sociedade(s), que não sejam impostas do exterior. Cabe ressaltar que o conceito de paz pode ser abordado em sentido negativo, quando se traduz em um estado de não guerra, em ausência de conflito, em passividade e permissividade, sem dinamismo próprio; em síntese, condenada a um vazio, a uma não existência palpável, difícil de se concretizar e de se precisar. Em sua concepção positiva, a paz não é o contrário da guerra, mas a prática da não violência para resolver conflitos, a prática do diálogo na relação entre pessoas, a postura democrática frente à vida, que pressupõe a dinâmica da cooperação planejada e o movimento constante da instalação de justiça. Uma cultura de paz exige esforço para modificar o pensamento e a ação das pessoas para que se promova a paz. Falar de violência e de como ela nos assola deixa de ser, então, a temática principal. Não que ela vá ser esquecida ou abafada; ela pertence ao nosso dia a dia e temos consciência disso. Porém, o sentido do discurso, a ideologia que o alimenta, precisa impregná-lo de palavras e conceitos que anunciem os valores humanos que decantam a paz, que lhe proclamam e promovem. A violência já é bastante denunciada, e quanto mais falamos dela, mais lembramos de sua existência em nosso meio social. É hora de começarmos a convocar a presença da paz em nós, entre nós, entre nações, entre povos. Um dos primeiros passos nesse sentido refere-se à gestão de conflitos. Ou seja, prevenir os conflitos potencialmente violentos e reconstruir a paz e a confiança entre pessoas originárias de situação de guerra é um dos exemplos mais comuns a serem considerados. Tal missão estende-se às escolas, instituições públicas e outros locais de trabalho por todo o mundo, bem como aos parlamentos e centros de comunicação e associações. Outro passo é tentar erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades, lutando para atingir um desenvolvimento sustentado e o respeito pelos direitos humanos, reforçando as instituições democráticas, promovendo a liberdade de expressão, preservando a diversidade cultural e o ambiente. É, então, no entrelaçamento ―paz — desenvolvimento — direitos humanos — democracia‖ que podemos vislumbrar a educação para a paz. Leila Dupret. Cultura de paz e ações sócio-educativas: desafios para a escola contemporânea. In: Psicol. Esc. Educ. (Impr.) v. 6, n.º 1. Campinas, jun./2002 (com adaptações). O texto, essencialmente expositivo-argumentativo, estrutura-se a partir da a) definição de conceitos e do uso de recursos retóricos. b) construção de personagens e cenas concretas. c) utilização de recursos textuais descritivos. d) mescla entre elementos textuais ficcionais e jornalísticos. e) expressão de sentimentos e vivências pessoais. 593 Texto A paz não pode ser garantida apenas pelos acordos políticos, econômicos ou militares. Cada um de nós, independentemente de idade, sexo, estrato social, crença religiosa etc. é chamado à criação de um mundo pacificado, um mundo sob a égide de uma cultura da paz. Mas, o que significa ―cultura da paz‖? Construir uma cultura da paz envolve dotar as crianças e os adultos da compreensão de princípios como liberdade, justiça, democracia, direitos humanos, tolerância, igualdade e solidariedade. Implica uma rejeição, individual e coletiva, da 97 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle violência que tem sido percebida na sociedade, em seus mais variados contextos. A cultura da paz tem de procurar soluções que advenham de dentro da(s) sociedade(s), que não sejam impostas do exterior. Cabe ressaltar que o conceito de paz pode ser abordado em sentido negativo, quando se traduz em um estado de não guerra, em ausência de conflito, em passividade e permissividade, sem dinamismo próprio; em síntese, condenada a um vazio, a uma não existência palpável, difícil de se concretizar e de se precisar. Em sua concepção positiva, a paz não é o contrário da guerra, mas a prática da não violência para resolver conflitos, a prática do diálogo na relação entre pessoas, a postura democrática frente à vida, que pressupõe a dinâmica da cooperação planejadae o movimento constante da instalação de justiça. Uma cultura de paz exige esforço para modificar o pensamento e a ação das pessoas para que se promova a paz. Falar de violência e de como ela nos assola deixa de ser, então, a temática principal. Não que ela vá ser esquecida ou abafada; ela pertence ao nosso dia a dia e temos consciência disso. Porém, o sentido do discurso, a ideologia que o alimenta, precisa impregná-lo de palavras e conceitos que anunciem os valores humanos que decantam a paz, que lhe proclamam e promovem. A violência já é bastante denunciada, e quanto mais falamos dela, mais lembramos de sua existência em nosso meio social. É hora de começarmos a convocar a presença da paz em nós, entre nós, entre nações, entre povos. Um dos primeiros passos nesse sentido refere-se à gestão de conflitos. Ou seja, prevenir os conflitos potencialmente violentos e reconstruir a paz e a confiança entre pessoas originárias de situação de guerra é um dos exemplos mais comuns a serem considerados. Tal missão estende-se às escolas, instituições públicas e outros locais de trabalho por todo o mundo, bem como aos parlamentos e centros de comunicação e associações. Outro passo é tentar erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades, lutando para atingir um desenvolvimento sustentado e o respeito pelos direitos humanos, reforçando as instituições democráticas, promovendo a liberdade de expressão, preservando a diversidade cultural e o ambiente. É, então, no entrelaçamento ―paz — desenvolvimento — direitos humanos — democracia‖ que podemos vislumbrar a educação para a paz. Leila Dupret. Cultura de paz e ações sócio-educativas: desafios para a escola contemporânea. In: Psicol. Esc. Educ. (Impr.) v. 6, n.º 1. Campinas, jun./2002 (com adaptações). De acordo com o texto, os elementos ―gestão de conflitos‖ e ―erradicar a pobreza‖ devem ser concebidos como a) obstáculos para a construção da cultura da paz. b) dispensáveis para a construção da cultura da paz. c) irrelevantes na construção da cultura da paz. d) etapas para a construção da cultura da paz. e) consequências da construção da cultura da paz. 594 Texto 1A9AAA Estas memórias ficariam injustificavelmente incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de modo breve, as andanças em que me tenho largado pelo mundo na companhia de minha mulher e de meus fantasmas particulares. Desde criança fui possuído pelo demônio das viagens. Essa encantada curiosidade de conhecer alheias terras e povos visitou-me repetidamente a mocidade e a idade madura. Mesmo agora, quando já diviso a brumosa porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem ainda o poder de incendiar-me a fantasia. Na minha opinião, existem duas categorias principais de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar. Considero-me membro deste último grupo, embora em 1943, nauseado pelo ranço fascista de nosso Estado Novo, eu haja fugido com toda a família do Brasil para os Estados Unidos, onde permanecemos dois anos. O que pretendo fazer agora é apresentar ao leitor, por assim dizer, alguns diapositivos e filmes verbais dos lugares por onde passamos e das pessoas que encontramos, tudo assim à maneira impressionista, e sem rigorosa ordem cronológica. Usei como título deste capítulo, dedicado a minhas viagens, uma expressão popular que suponho de origem gauchesca: mundo velho sem porteira. Tenho-a ouvido desde menino, da boca de velhos parentes e amigos, de tropeiros, peões de estância, índios vagos, gente da rua... Minha própria mãe empregava-a com frequência e costumava pontuá-la com um fundo suspiro de queixa. As pessoas em geral pareciam usar essa frase para descrever um mundo que se lhes afigurava não só incomensurável como também misterioso, absurdo, sem pé nem cabeça... 98 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Parece a mim, entretanto, que na sua origem essa exclamação manifestava apenas a certeza popular de que Deus fizera o mundo sem nenhuma porteira a fim de que nele não houvesse divisões e diferenças entre países e povos — gente rica e gente pobre, fartos e famintos, uns com terra demais, outros sem terra nenhuma. Em suma, o que o Velho queria mesmo era um mundo que fosse de todo mundo. É neste sentido que desejo seja interpretada a frase que encabeça esta divisão do presente volume. Quem me lê poderá objetar que basta a gente passar os olhos pelo jornal desta manhã para verificar que o mundo nunca teve tantas e tão dramáticas porteiras como em nossos dias... Mas que importa? Um dia as porteiras hão de cair, ou alguém as derrubará. ―Para erguer outras ainda mais terríveis‖ — replicará o leitor cético. Ora, amigo, precisamos ter na vida um mínimo de otimismo e esperança para poder ir até ao fim da picada. Você não concorda? Ô mundo velho sem porteira! Erico Veríssimo. Solo de clarineta: memórias. Porto Alegre: Globo, v. 2, 1976, p. 57-58 (com adaptações). No texto 1A9AAA, com o emprego da expressão ―mundo velho sem porteira‖ para dar título a um dos capítulos de Solo de clarineta: memórias, Erico Veríssimo indica que, para ele, viajar é uma forma de a) conectar-se às suas raízes genealógicas, mediante a visita a lugares inacessíveis a seus antepassados. b) contestar, de modo pragmático, as fronteiras geopolíticas, por meio de ações materiais. c) experimentar uma vida de fantasia, na qual as regras cotidianas possam ser burladas. d) vivenciar experiências diversas e mitigar as separações entre lugares e entre indivíduos. e) romper com uma visão religiosa conservadora segundo a qual o mundo não deve ser adulterado pelo homem. 595 Texto 1A9AAA Estas memórias ficariam injustificavelmente incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de modo breve, as andanças em que me tenho largado pelo mundo na companhia de minha mulher e de meus fantasmas particulares. Desde criança fui possuído pelo demônio das viagens. Essa encantada curiosidade de conhecer alheias terras e povos visitou-me repetidamente a mocidade e a idade madura. Mesmo agora, quando já diviso a brumosa porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem ainda o poder de incendiar-me a fantasia. Na minha opinião, existem duas categorias principais de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar. Considero-me membro deste último grupo, embora em 1943, nauseado pelo ranço fascista de nosso Estado Novo, eu haja fugido com toda a família do Brasil para os Estados Unidos, onde permanecemos dois anos. O que pretendo fazer agora é apresentar ao leitor, por assim dizer, alguns diapositivos e filmes verbais dos lugares por onde passamos e das pessoas que encontramos, tudo assim à maneira impressionista, e sem rigorosa ordem cronológica. Usei como título deste capítulo, dedicado a minhas viagens, uma expressão popular que suponho de origem gauchesca: mundo velho sem porteira. Tenho-a ouvido desde menino, da boca de velhos parentes e amigos, de tropeiros, peões de estância, índios vagos, gente da rua... Minha própria mãe empregava-a com frequência e costumava pontuá-la com um fundo suspiro de queixa. As pessoas em geral pareciam usar essa frase para descrever um mundo que se lhes afigurava não só incomensurável como também misterioso, absurdo, sem pé nem cabeça... Parece a mim, entretanto, que na sua origem essa exclamação manifestava apenas a certeza popular de que Deus fizera o mundo sem nenhuma porteira a fim de que nele não houvesse divisões e diferenças entre países e povos — gente rica e gente pobre, fartos e famintos, uns com terra demais, outros sem terra nenhuma. Em suma, o que o Velho queria mesmo era um mundo que fosse de todo mundo. É neste sentido que desejo seja interpretada a frase que encabeça esta divisão do presente volume. Quem me lê poderá objetar que basta a gentepassar os olhos pelo jornal desta manhã para verificar que o mundo nunca teve tantas e tão dramáticas porteiras como em nossos dias... Mas que importa? Um dia as porteiras hão de cair, ou alguém as derrubará. ―Para erguer outras ainda mais terríveis‖ — replicará o leitor cético. Ora, amigo, precisamos ter na vida um mínimo de otimismo e esperança para poder ir até ao fim da picada. Você não concorda? Ô mundo velho sem porteira! Erico Veríssimo. Solo de clarineta: memórias. Porto Alegre: Globo, v. 2, 1976, p. 57-58 (com adaptações). 99 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Conclui-se do texto 1A9AAA que seu autor, no capítulo da obra de que tal texto faz parte, a) relata as viagens que fez durante a juventude e a idade adulta, com exceção do período de exílio nos Estados Unidos. b) desenvolve descrições e narrativas escritas, de caráter subjetivo, das viagens que fez acompanhado de sua esposa. c) apresenta fotografias e outros recursos imagéticos, a fim de cativar os leitores de seu livro de memórias. d) pondera sobre aspectos negativos de seu hábito contumaz de viajar, o que é denotado pela alusão a ―demônio‖ . e) reflete sobre a ideia de procurar novos horizontes a fim de entender melhor o próprio passado. 596 Texto 1A9BBB Sérgio Buarque de Holanda afirma que o processo de integração efetiva dos paulistas no mundo da língua portuguesa ocorreu, provavelmente, na primeira metade do século XVIII. Até então, a gente paulista, fossem índios, brancos ou mamelucos, não se comunicava em português, mas em uma língua de origem indígena, derivada do tupi e chamada língua brasílica, brasiliana ou, mais comumente, geral. No Brasil colônia, coexistiam duas versões de língua geral: a amazônica, ou nheengatu, ainda hoje empregada por cerca de oito mil pessoas, e a paulista, que desapareceu, não sem que deixasse marcas na toponímia do país e na língua portuguesa. São elas que nos possibilitam olhar um caipira jururu à beira de um igarapé socando milho para preparar mingau — sem os termos que migraram para o português, só veríamos um habitante da área rural, melancólico, preparando comida às margens de um riacho. Sem caipira, sem jururu, sem igarapé, sem socar e sem mingau, a cena poderia descrever uma bucólica paisagem inglesa. O idioma da gente paulista formou-se como resultado de duas práticas: a miscigenação de portugueses e índias e a escravização dos índios. Os primeiros europeus que aqui aportaram, sem mulheres, uniram-se às nativas e criaram os filhos juntos e misturados — as crianças usavam o tupi da mãe e o português do pai. Aos poucos, essas famílias mestiças se afastavam da cultura indígena e casavam entre si, não mais em suas aldeias de origem. Formava-se assim uma cultura mameluca, nem europeia nem indígena, com uma língua que já não era o tupi, tampouco era o português. Era o que falavam os primeiros paulistas, os bandeirantes, que a difundiram nas bandeiras até as terras que hoje constituem o Mato Grosso e o Paraná. Branca Vianna. O contrário da memória. In: Piauí, ed. 116, maio/2016 (com adaptações). Depreende-se do segundo parágrafo do texto 1A9BBB que, no trecho ―São elas que nos possibilitam olhar um caipira jururu à beira de um igarapé socando milho para preparar mingau‖, o propósito do autor é a) retratar com humor o estereótipo do caipira. b) caracterizar hábitos alimentares e comportamentais da população paulista do Brasil colônia. c) ilustrar a influência da língua geral no vocabulário do português falado no Brasil. d) destacar a importância da língua geral como fator de inclusão social dos habitantes da zona rural, apelidados de caipiras. e) comprovar que o caipira é fruto da miscigenação entre índios e portugueses. 597 Texto 1A10AAA A justiça tributária está em debate. O Brasil possui um sistema tributário altamente regressivo: quem ganha até dois salários mínimos paga 49% dos seus rendimentos em tributos, enquanto quem ganha acima de trinta salários mínimos paga apenas 26%. Isso ocorre porque, na comparação internacional, se tributa excessivamente o consumo, e não o patrimônio e a renda. A má distribuição tributária e de renda restringe o potencial econômico e social do país. Cabe ao Estado induzir uma política distributiva conforme a qual quem ganha mais pague proporcionalmente mais do que quem ganha menos e a maior parcela do orçamento seja destinada para as necessidades básicas da população. A justiça tributária ocorre com a redução da carga tributária e da regressividade dos tributos e com sua eliminação da cesta básica. A redução da carga 100 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle tributária permite maior competitividade para as empresas, geração de empregos, diminuição da inflação e indução do crescimento econômico. Com a redução da carga tributária sobre o consumo, todos ganham: a população de baixa e média renda, pela melhora no seu poder aquisitivo; a de maior renda, pelo desenvolvimento econômico e social, que gera ganhos econômicos e financeiros, novas oportunidades e expansão da oferta de empregos. Por outro lado, a substituição dos tributos indiretos, que atingem o fluxo econômico, por tributos que incidam sobre o estoque da riqueza tem o mérito de criar maior desenvolvimento econômico, pois gera mais consumo, produção e lucros que compensam a tributação sobre a riqueza. O desenvolvimento econômico amplia a arrecadação pública, proporcionando maiores recursos para investimentos em políticas sociais e em infraestrutura, além de gerar maior atratividade para os investimentos nas empresas. Amir Kjair. Le monde diplomatique Brasil. 12.ª ed. Internet: (com adaptações). Na opinião do autor do texto 1A10AAA, a carga tributária brasileira deveria ser a) menos progressiva. b) maior. c) menor. d) menos regressiva. e) mais indireta. 598 Texto 1A10AAA A justiça tributária está em debate. O Brasil possui um sistema tributário altamente regressivo: quem ganha até dois salários mínimos paga 49% dos seus rendimentos em tributos, enquanto quem ganha acima de trinta salários mínimos paga apenas 26%. Isso ocorre porque, na comparação internacional, se tributa excessivamente o consumo, e não o patrimônio e a renda. A má distribuição tributária e de renda restringe o potencial econômico e social do país. Cabe ao Estado induzir uma política distributiva conforme a qual quem ganha mais pague proporcionalmente mais do que quem ganha menos e a maior parcela do orçamento seja destinada para as necessidades básicas da população. A justiça tributária ocorre com a redução da carga tributária e da regressividade dos tributos e com sua eliminação da cesta básica. A redução da carga tributária permite maior competitividade para as empresas, geração de empregos, diminuição da inflação e indução do crescimento econômico. Com a redução da carga tributária sobre o consumo, todos ganham: a população de baixa e média renda, pela melhora no seu poder aquisitivo; a de maior renda, pelo desenvolvimento econômico e social, que gera ganhos econômicos e financeiros, novas oportunidades e expansão da oferta de empregos. Por outro lado, a substituição dos tributos indiretos, que atingem o fluxo econômico, por tributos que incidam sobre o estoque da riqueza tem o mérito de criar maior desenvolvimento econômico, pois gera mais consumo, produção e lucros que compensam a tributação sobre a riqueza. O desenvolvimento econômico amplia a arrecadação pública, proporcionando maiores recursos para investimentos em políticas sociais e em infraestrutura, além de gerar maior atratividade para os investimentos nas empresas. Amir Kjair. Le monde diplomatiqueBrasil. 12.ª ed. Internet: (com adaptações). No texto 1A10AAA, o autor defende a ideia de que o desenvolvimento econômico é a) relacionado à distribuição tributária. b) independente da arrecadação pública. c) alcançado com a elevação da tributação do consumo. d) inviável com a diminuição da arrecadação pública. e) promovido com a diminuição da arrecadação pública. 599 Texto 1A10BBB O Brasil sempre foi um país com grandes desigualdades. Marcada por diferenças sociais, econômicas e regionais, esta nação tem procurado, nos últimos anos, promover a diminuição das desigualdades que sempre a marcaram de forma profunda. A Constituição Federal de 1988 traçou 101 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle diversos objetivos, entre eles, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais e regionais. Embora, infelizmente, tais metas não tenham sido atingidas, ocorreram diversos avanços, como, por exemplo, a diminuição da mortalidade infantil e do analfabetismo; a melhoria na expectativa de vida; o aumento do número de jovens nas escolas, entre outros. No mundo, a busca pelo tratamento igual já estava presente desde antes da Revolução Francesa, mas, a partir dela, a luta por um tratamento equânime entre as pessoas não só se tornou sinônimo de aplicação de justiça, como também passou a ser um dos aspectos de como a dignidade da pessoa humana se revela, em especial, no tratamento que o Estado reserva ao homem. O direito à igualdade ou ao tratamento isonômico está definido como um direito fundamental, assumindo posição de destaque na sociedade moderna e invertendo a tradicional relação entre o Estado e o indivíduo, ao reconhecer que a pessoa humana tem, primeiro, direitos, e, depois, deveres perante o Estado, e que os direitos que o Estado tem em relação ao indivíduo se ordenam ao objetivo de melhor cuidar das necessidades dos seus cidadãos. Por meio de ações corretivas dos poderes públicos e do estabelecimento de direitos relativos à assistência social, à educação, ao trabalho, ao lazer, à saúde, à cultura e ao esporte, por exemplo, procurou-se promover uma igualdade material, ou seja, o tratamento equânime de todos os seres humanos, bem como a sua equiparação no que diz respeito às possibilidades de concessão de oportunidades. Embora a tributação tenha um papel fundamental como instrumento reformador e capaz de atuar na diminuição das desigualdades, o modo como o sistema tributário está estruturado não logra os objetivos estabelecidos pela Constituição Federal de 1988. Há, portanto, necessidade de uma reforma para que ele se adéque às exigências de um sistema justo, com fundamento na igualdade e na capacidade contributiva, em busca de uma maior justiça social e fiscal. Nesse sentido, o imposto sobre a renda das pessoas físicas é o maior responsável por fazer avançar ou retroceder a capacidade econômica e, por consequência, a solidariedade social. Élvio Gusmão Santos. Internet: (com adaptações). Assinale a opção que apresenta a relação entre justiça tributária e desigualdade social construída no texto 1A10BBB. a) Justiça tributária e desigualdade social relacionam- se de modo diretamente proporcional. b) A desigualdade social é uma das consequências da justiça tributária. c) Justiça social e desigualdade social relacionam-se de modo aleatório. d) Justiça tributária e desigualdade social relacionam- se de modo inversamente proporcional. e) A desigualdade social é um dos obstáculos à justiça social. 600 Texto 1A10BBB O Brasil sempre foi um país com grandes desigualdades. Marcada por diferenças sociais, econômicas e regionais, esta nação tem procurado, nos últimos anos, promover a diminuição das desigualdades que sempre a marcaram de forma profunda. A Constituição Federal de 1988 traçou diversos objetivos, entre eles, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais e regionais. Embora, infelizmente, tais metas não tenham sido atingidas, ocorreram diversos avanços, como, por exemplo, a diminuição da mortalidade infantil e do analfabetismo; a melhoria na expectativa de vida; o aumento do número de jovens nas escolas, entre outros. No mundo, a busca pelo tratamento igual já estava presente desde antes da Revolução Francesa, mas, a partir dela, a luta por um tratamento equânime entre as pessoas não só se tornou sinônimo de aplicação de justiça, como também passou a ser um dos aspectos de como a dignidade da pessoa humana se revela, em especial, no tratamento que o Estado reserva ao homem. O direito à igualdade ou ao tratamento isonômico está definido como um direito fundamental, assumindo posição de destaque na sociedade moderna e invertendo a tradicional relação entre o Estado e o indivíduo, ao reconhecer que a pessoa humana tem, primeiro, direitos, e, depois, deveres perante o Estado, e que os direitos que o Estado tem em relação ao indivíduo se ordenam ao objetivo de melhor cuidar das necessidades dos seus cidadãos. Por meio de ações corretivas dos poderes públicos e do estabelecimento de direitos relativos à assistência social, à educação, ao trabalho, ao lazer, à saúde, à 102 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle cultura e ao esporte, por exemplo, procurou-se promover uma igualdade material, ou seja, o tratamento equânime de todos os seres humanos, bem como a sua equiparação no que diz respeito às possibilidades de concessão de oportunidades. Embora a tributação tenha um papel fundamental como instrumento reformador e capaz de atuar na diminuição das desigualdades, o modo como o sistema tributário está estruturado não logra os objetivos estabelecidos pela Constituição Federal de 1988. Há, portanto, necessidade de uma reforma para que ele se adéque às exigências de um sistema justo, com fundamento na igualdade e na capacidade contributiva, em busca de uma maior justiça social e fiscal. Nesse sentido, o imposto sobre a renda das pessoas físicas é o maior responsável por fazer avançar ou retroceder a capacidade econômica e, por consequência, a solidariedade social. Élvio Gusmão Santos. Internet: (com adaptações). No texto 1A10BBB, a argumentação especificamente em defesa de uma reforma do sistema tributário brasileiro está explícita no a) primeiro parágrafo. b) segundo parágrafo. c) terceiro parágrafo. d) quarto parágrafo. e) último parágrafo. 601 A questão baseia no texto apresentado abaixo. Ainda existem pessoas para as quais a greve é um ―escândalo‖: isto é, não só um erro, uma desordem ou um delito, mas também um crime moral, uma ação intolerável que perturba a própria natureza. ―Inadmissível‖, ―escandalosa‖, ―revoltante‖, dizem alguns leitores do Figaro, comentando uma greve recente. Para dizer a verdade, trata-se de uma linguagem do tempo da Restauração, que exprime a sua mentalidade profunda. É a época em que a burguesia, que assumira o poder havia pouco tempo, executa uma espécie de junção entre a moral e a natureza, oferecendo a uma a garantia da outra. Temendo-se a naturalização da moral, moraliza-se a natureza; finge-se confundir a ordem política e a ordem natural, e decreta-se imoral tudo o que conteste as leis estruturais da sociedade que se quer defender. Para os prefeitos de Carlos X, assim como para os leitores do Figaro de hoje, a greve constitui, em primeiro lugar, um desafio às prescrições da razão moralizada: ―fazer greve é zombar de todos nós‖, isto é, mais do que infringir uma legalidade cívica, é infringir uma legalidade ―natural‖, atentar contra o bom senso, mistode moral e lógica, fundamento filosófico da sociedade burguesa. Nesse caso, o escândalo provém de uma ausência de lógica: a greve é escandalosa porque incomoda precisamente aqueles a quem ela não diz respeito. É a razão que sofre e se revolta: a causalidade direta, mecânica, essa causalidade é perturbada; o efeito se dispersa incompreensivelmente longe da causa, escapa-lhe, o que é intolerável e chocante. Ao contrário do que se poderia pensar sobre os sonhos da burguesia, essa classe tem uma concepção tirânica, infinitamente suscetível, da causalidade: o fundamento da moral que professa não é de modo algum mágico, mas, sim, racional. Simplesmente, trata-se de uma racionalidade linear, estreita, fundada, por assim dizer, numa correspondência numérica entre as causas e os efeitos. O que falta a essa racionalidade é, evidentemente, a ideia das funções complexas, a imaginação de um desdobramento longínquo dos determinismos, de uma solidariedade entre os acontecimentos, que a tradição materialista sistematizou sob o nome de totalidade. Roland Barthes. O usuário da greve. In: R. Barthes. Mitologias. Tradução de Rita Buongermino, Pedro de Souza e Rejane Janowitzer. Rio de Janeiro: DIFEL, 2007, p. 135-6 (com adaptações). Com relação às ideias do texto, assinale a opção correta. a) Infere-se do texto que seu autor considera a greve um crime moral, um delito contra a natureza do mundo e da sociedade. b) Argumenta-se, no texto, em favor de uma lógica natural que explique a articulação das tensões sociais que a greve manifesta. c) Conclui-se do texto que a intolerância com relação à greve advém da ignorância da complexidade de seus efeitos sobre os membros de uma sociedade. d) De acordo com o texto, a percepção do senso comum sobre a burguesia é a de que esta é uma classe social cujos membros são caracterizados pelo comportamento tirânico e dominador. e) Infere-se do texto que é inadequada a aplicação do pensamento racional à compreensão das relações sociais. 103 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 602 A questão baseia no texto apresentado abaixo. Rubem Fonseca. Corrente. In: Contos reunidos. São Paulo: Cia. das Letras, 1994, p. 324. A respeito dos aspectos estruturais e linguísticos do texto, assinale a opção correta. a) Nos trechos ―chega o correio‖, ―Fecha a casa‖ e ―espera surpresa‖, os elementos ―correio‖, ―casa‖ e ―surpresa‖ exercem a mesma função sintática. b) A mensagem da corrente apresenta-se em forma de citação no interior do conto, da linha 2 à linha 11. c) Nas linhas 12 e 13, é apresentada a conclusão da mensagem da corrente. d) O texto desenvolve-se, predominantemente, com base em relações de causa e consequência. e) Na corrente predomina o uso de construções passivas para caracterizar os infortúnios decorrentes do descumprimento da mensagem. 603 Texto Volto hoje às minhas criaturas, aos rudes homens do cangaço, às mulheres, aos sertanejos castigados, às terras tostadas de sol e tintas de sangue, ao mundo fabuloso do meu romance, já no meio do caminho. Os dias de França me deram uma sensação de pausa, de espanto, de novos contatos sonhados desde menino. Vi terras por onde andaram os doze pares de França, os heróis do meu Carlos Magno, lido e relido como história de Trancoso. Vi terras do sul, o mar Mediterrâneo, o mar da história, o mar dos gregos, dos egípcios, dos fenícios, dos romanos. Mas o nordestino tinha que voltar à sua realidade, à realidade maior que a história do mundo, isto é, à história dos seus homens, dos cangaceiros brutais, carregados de vida bárbara, de instintos cruéis de uma força, porém, que não se extingue nunca, porque é a energia de uma raça de homens mais duros do que as pedras dos seus lajedos. Volto aos ―Cangaceiros‖ e desde logo tudo o que vi e senti se refugia no fundo da sensibilidade, para que a narrativa corra, como em leito de rio que a estiagem secara, mas que as águas novas enchem, outra vez, de correntezas. Volto ao terrível Aparício, que mata igual a um flagelo de Deus, ao monstruoso Negro Vicente, ao triste Bentinho, ao místico Domício, aos umbuzeiros carregados de frutos, aos mandacarus de floração de sangue, aos cantadores de estrada, às mulheres sofredoras, às noites de lua, aos tiroteios, ao crime e ao amor, à poesia barbaresca e vigorosa de um povo que é maior do que a terra que o criou. Volto contente e disposto a tudo. Adeus, doce França. Agora os espinhos me arranham o corpo e as tristezas me cortam a alma. José Lins do Rego Adeus, doce França Internet: (com adaptações) Com relação às ideias do texto, assinale a opção correta. a) O narrador apresenta sua experiência na França como insignificante para o seu ofício. b) Infere-se do texto que a história dos povos da Antiguidade é inferior à história do Nordeste brasileiro. c) O narrador retrata o povo nordestino como um povo duro, insensível, cuja realidade se caracteriza por experiências de angústia e tristeza. d) No último parágrafo do texto, verifica-se um contraste entre as impressões do narrador sobre a vida na França e a vida no Nordeste brasileiro. e) No texto, apresenta-se uma descrição objetiva da paisagem natural nordestina, que destaca os efeitos nocivos do clima seco sobre a natureza. 104 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 604 Texto Volto hoje às minhas criaturas, aos rudes homens do cangaço, às mulheres, aos sertanejos castigados, às terras tostadas de sol e tintas de sangue, ao mundo fabuloso do meu romance, já no meio do caminho. Os dias de França me deram uma sensação de pausa, de espanto, de novos contatos sonhados desde menino. Vi terras por onde andaram os doze pares de França, os heróis do meu Carlos Magno, lido e relido como história de Trancoso. Vi terras do sul, o mar Mediterrâneo, o mar da história, o mar dos gregos, dos egípcios, dos fenícios, dos romanos. Mas o nordestino tinha que voltar à sua realidade, à realidade maior que a história do mundo, isto é, à história dos seus homens, dos cangaceiros brutais, carregados de vida bárbara, de instintos cruéis de uma força, porém, que não se extingue nunca, porque é a energia de uma raça de homens mais duros do que as pedras dos seus lajedos. Volto aos ―Cangaceiros‖ e desde logo tudo o que vi e senti se refugia no fundo da sensibilidade, para que a narrativa corra, como em leito de rio que a estiagem secara, mas que as águas novas enchem, outra vez, de correntezas. Volto ao terrível Aparício, que mata igual a um flagelo de Deus, ao monstruoso Negro Vicente, ao triste Bentinho, ao místico Domício, aos umbuzeiros carregados de frutos, aos mandacarus de floração de sangue, aos cantadores de estrada, às mulheres sofredoras, às noites de lua, aos tiroteios, ao crime e ao amor, à poesia barbaresca e vigorosa de um povo que é maior do que a terra que o criou. Volto contente e disposto a tudo. Adeus, doce França. Agora os espinhos me arranham o corpo e as tristezas me cortam a alma. José Lins do Rego Adeus, doce França Internet: (com adaptações) No que se refere aos sentidos do texto e às suas estruturas linguísticas, é correto inferir que a expressão ‗Cangaceiros‘ a) é usada para designar os heróis de Carlos Magno, que repovoam as memórias do autor, como se lhe fossem próximos, após sua visita à França. b) faz referência a indivíduos que, para o narrador, aparentam ser, embora não o sejam, cangaceiros, cujos nomes ele lista no antepenúltimo parágrafo do texto. c) faz referência ao título do romance cujos personagens e ambientes são descritos no primeiro parágrafo. d) é empregada para designar, de modo geral, a atividadedos sertanejos nordestinos à semelhança de nomes de profissões. e) é utilizada para destacar a importância do cangaço na vida dos homens nordestinos. 605 Texto Volto hoje às minhas criaturas, aos rudes homens do cangaço, às mulheres, aos sertanejos castigados, às terras tostadas de sol e tintas de sangue, ao mundo fabuloso do meu romance, já no meio do caminho. Os dias de França me deram uma sensação de pausa, de espanto, de novos contatos sonhados desde menino. Vi terras por onde andaram os doze pares de França, os heróis do meu Carlos Magno, lido e relido como história de Trancoso. Vi terras do sul, o mar Mediterrâneo, o mar da história, o mar dos gregos, dos egípcios, dos fenícios, dos romanos. Mas o nordestino tinha que voltar à sua realidade, à realidade maior que a história do mundo, isto é, à história dos seus homens, dos cangaceiros brutais, carregados de vida bárbara, de instintos cruéis de uma força, porém, que não se extingue nunca, porque é a energia de uma raça de homens mais duros do que as pedras dos seus lajedos. Volto aos ―Cangaceiros‖ e desde logo tudo o que vi e senti se refugia no fundo da sensibilidade, para que a narrativa corra, como em leito de rio que a estiagem secara, mas que as águas novas enchem, outra vez, de correntezas. Volto ao terrível Aparício, que mata igual a um flagelo de Deus, ao monstruoso Negro Vicente, ao triste Bentinho, ao místico Domício, aos umbuzeiros carregados de frutos, aos mandacarus de floração de sangue, aos cantadores de estrada, às mulheres sofredoras, às noites de lua, aos tiroteios, ao crime e ao amor, à poesia barbaresca e vigorosa de um povo que é maior do que a terra que o criou. Volto contente e disposto a tudo. Adeus, doce França. Agora os espinhos me arranham o corpo e as tristezas me cortam a alma. 105 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle José Lins do Rego Adeus, doce França Internet: (com adaptações) Tendo em vista que, no texto, algumas expressões têm a função de acrescentar uma explicação ao conteúdo de outras, assinale a opção em que o primeiro trecho apresentado é uma explicação do segundo. a) ―de novos contatos sonhados desde menino‖ — ―de pausa‖ b) ―o mar da história, o mar dos gregos, dos egípcios, dos fenícios, dos romanos‖ — ―o mar Mediterrâneo‖ c) ―à história dos seus homens‖ — ―a história do mundo‖ d) ―como em leito de rio que a estiagem secara‖ — ―no fundo da sensibilidade‖ e) ―que é maior do que a terra que o criou‖ — ―à poesia barbaresca e vigorosa‖ 606 Texto Xaveco, mulato, brevilíneo de canelas arqueadas, revela imediatamente a sua classe de grande artilheiro: tem fôlego, tem velocidade, tem cada tiro direito ou canhoto — tanto faz — que arranca aplausos frenéticos da torcida. Outra grande figura em campo é o goleiro dos visitantes. E o jogo vai indo muito bem, bola para lá e para cá, passe, cabeçada, chutea gol, gol — não, gol não, passou por cima da trave. O couro vai para Bira, Bira perde para um galalau amarelo dos ―estrangeiros‖, o galalau perde para Zico, Zico passa para Lucas, que perde para o capitão dos visitantes, um louro de gorro de meia. Aí Xaveco interfere na raça, toma a bola, o louro tranca, Xaveco dá-lhe uma carga, o louro acha ruim, revida, o juiz apita, os dois se agarram e por trás chega Bira, que é gordo e violento, e larga um pontapé no terço inferior da coluna vertebral do louro. Fecha-se o tempo, o juiz apita, a assistência pula a cerca e invade o campo, o pau começa a comer, mormente nas costas dos forasteiros, o juiz retira-se e se encosta à cerca, aguardando aparentemente que os ânimos serenem. O jogo recomeça. O time local perde terreno, o galalau passa a marcar Xaveco, que não dá mais uma dentro. E o diabo do louro tornou-se proprietário do balão, marca um gol de saída, depois o seu ―secretário‖, um crioulinho ligeiro que é uma faísca, marca o segundo tento; e aí Xaveco, desesperado (talvez dentro da área penal), atira uma canelada terrível no galalau, derruba-o, avança no crioulo, larga-lhe o salto da chuteira por cima do dedão, o crioulo grita, o louro acode, Xaveco já completamente louco lhe dá um tapa na cara, o juiz apita, uns gritam foul, outros gritam penalty, e um engraçado diz que foi só hands, já que Xaveco apenas meteu a mão na lata do loureba. O juiz continua apitando, parece que vai mesmo marcar o penalty. E um torcedor local puxa o revólver, dizendo que aquele penalty só se for passando por cima de algum cadáver. O juiz nessa altura se declara cheio com a partida e larga o apito ali mesmo. Um paredro fala que ele será expulso do quadro de árbitros e o juiz dá troco, quadro de árbitros uma ova! Mas um dos bandeirinhas voluntários logo se apossa do apito, passa a dirigir o pessoal com surpreendente autoridade e, quando se vê, o jogo começa outra vez. Vai macio, vai de valsa, é um minueto, até que, consultados os cronômetros, verifica-se que acabou o primeiro half time. Rachel de Queiroz O amistoso Internet: (com adaptações) O narrador do texto conta a história com tom subjetivo, demonstrando interesse pelos fatos narrados, o que se constata no trecho a) ―O couro vai para Bira‖. b) ―o juiz apita, a assistência pula a cerca e invade o campo‖. c) ―E o diabo do louro tornou-se proprietário do balão, marca um gol de saída‖. d) ―O juiz nessa altura se declara cheio com a partida e larga o apito ali mesmo‖. e) ―Mas um dos bandeirinhas voluntários logo se apossa do apito‖. 607 Texto O acesso à educação é fundamental para que todos possam intervir de modo consciente na esfera pública, participar plenamente da vida cultural e contribuir com seu trabalho para a satisfação das necessidades básicas e a melhoria das condições de vida da sociedade. Entretanto, em pleno século XXI, o Brasil ainda possui um enorme contingente de cidadãos privados do mais elementar direito: a educação. O censo demográfico de 2010 contabilizou 13,9 milhões de jovens e adultos com idade superior 106 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle a quinze anos que declararam não saber ler ou escrever. Ao longo das últimas décadas, o Brasil consolidou uma consciência social do direito à educação na infância, mas ainda não construiu uma cultura do direito à educação ao longo de toda a vida. Assim, é comum que pais com baixa escolaridade lutem para que os filhos tenham acesso a um ensino de qualidade, sem reivindicar para si mesmos o direito que lhes foi violado. Entretanto, não é raro que pessoas com escolaridade elevada permaneçam alheias ao fato de que estão cercadas por adultos que a pobreza e o trabalho precoce afastaram da escola, ou que têm precário manejo da leitura, da escrita e do cálculo matemático. Maria Clara Di Pierro Os desafios para garantir a educação de jovens e adultos Internet: (com adaptações) De acordo com o texto, o acesso à educação é fundamental, entre outras razões, para a a) concretização da democracia. b) superação do analfabetismo no Brasil. c) atuação profissional na esfera cultural. d) satisfação das necessidades básicas infantis. e) intervenção consciente do cidadão na esfera pública. 608 Texto O alemão Max Weber, um dos mais renomados pensadores sociais, fundador e expoente da teoria sociológica clássica, elaborou um conceito de burocracia baseado em elementos jurídicos do século XIX, concebidos por teóricos do direito. A divisão e distribuição de funções, a seleção de pessoal especializado, os regulamentos e a disciplina hierárquica são fatores que fazem da burocracia moderna o modo mais eficiente de administração, tanto na esfera privada (em uma empresa capitalista) quantoo povo. 416 No texto CB1A1-II, a palavra ―labor‖ (l.7) é sinônimo de a) trabalho. b) favor. c) luta. d) atenção. e) sofrimento. 417 No texto CB1A1-II, predomina a tipologia a) injuntiva. b) narrativa. c) descritiva. d) expositiva. e) argumentativa. 418 Depreende-se do texto CB1A1-II que os jardins suspensos construídos no império do rei Nabucodonosor representavam a) as sete maravilhas do mundo antigo. b) a riqueza do império babilônico. c) a degeneração de caráter de Nabucodonosor. d) a fertilidade do bioma local. e) a paisagem da pátria da rainha Meda. 419 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue. De acordo com o texto, o quadro de concentração de renda, de precarização das relações de trabalho e de falta de direitos básicos como educação, saúde e moradia é resultado da negligência estatal com relação às necessidades da população. Certo Errado 420 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue. Depreende-se do texto que a reestruturação da produção industrial e a supressão do valor laboral representam, para a sociedade, consequências negativas da adoção do modelo econômico de produção capitalista. Certo Errado 17 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 421 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue. A substituição de ―no qual‖ (l.21) por aonde prejudicaria a correção gramatical do texto. Certo Errado 422 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue. A palavra ―subsidiariamente‖ (l.23) foi empregada, no texto, com o mesmo sentido de compulsoriamente. Certo Errado 423 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue. Conforme o texto, a Terceira Revolução Industrial foi o evento histórico responsável por transformar o empregado em simples mercadoria do processo de produção. Certo Errado 424 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue. A correção gramatical e os sentidos originais do texto seriam mantidos caso o trecho ―A luta (...) humano.‖ (l. 8 a 10) fosse reescrito da seguinte forma: Logo, a luta dos trabalhadores apenas deixou de ser por mais condições de melhor subsistência para priorizar a própria dignidade do ser humano. Certo Errado 425 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue. A inserção da expressão que seja imediatamente antes da palavra ―pautada‖ (l.15) — que seja pautada — não comprometeria a correção gramatical nem alteraria os sentidos originais do texto. Certo Errado 426 A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. O desejo de igualdade entre os indivíduos, manifesto a partir da criação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, impulsionou a busca por autorrespeito. Certo Errado 18 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 427 A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. O texto indica que, de acordo com Axel Honneth, o conflito motiva o reconhecimento dos sujeitos de direito, o que é condição básica para a preservação da sociedade. Certo Errado 428 A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. A expressão ―Quer dizer‖ (l.10) introduz uma conclusão a respeito do estabelecimento da figura do sujeito de direitos. Certo Errado 429 A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. A substituição da forma verbal ―teria‖ (l.15) por tem manteria tanto a correção gramatical quanto a coerência do texto. Certo Errado 430 A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. Sem prejuízo da correção gramatical do texto, os vocábulos ―é‖ (l.17) e ―que‖ (l.19) poderiam ser suprimidos, desde que fosse inserida uma vírgula imediatamente após a palavra ―alheio‖ (l.18). Certo Errado 431 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. Nos trechos ―intenção de difamar‖ (l. 12 e 13) e ―nem de deplorar‖ (l. 13 e 14), a preposição ―de‖ poderia ser substituída por em, sem que a correção gramatical do texto fosse comprometida. Certo Errado 432 Texto CB2A1-I 19 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item que se segue. Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos do texto, o primeiro período do terceiro parágrafo poderia ser reescrito da seguinte maneira: O progresso científico e tecnológico, a globalização, as guerras mundiais, as revoluções proletárias, o ensino universal e os meios de comunicação de massa representam o fórceps com o qual foi extraída do ventre da sociedade industrial anterior a recém- nascida sociedade pós-industrial. Certo Errado 433 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item que se segue. A coerência e a correção gramatical do texto seriam preservadas se a forma verbal ―mudaram‖ (l.2) fosse substituída por mudam. Certo Errado 434 Considerando os mecanismos de coesão e os sentidos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte. Dado o emprego da expressão ―verdadeiras descontinuidades que marcam época‖ (l. 3 e 4), é possível inferir do primeiro parágrafo do texto que o marco de uma época é fundado em uma descontinuidade, que será considerada verdadeira quando resultar na mudança simultânea do trabalho, da riqueza, do poder e do saber. Certo Errado 435 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item que se segue. O texto caracteriza-se como dissertativo- argumentativo, devido, entre outros aspectos, à presença de evidências e fatos históricos utilizados para validar a argumentação do autor. Certo Errado 436 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item que se segue. O sentido original e a correção gramatical do texto seriam mantidos se a palavra ―como‖ (L.12) fosse substituída por conforme. Certo Errado 20 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 437 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item que se segue. Seria mantida a correção gramatical do texto se o trecho ―diante de uma mudança‖ (l. 31 e 32) fosse alterado para ante a uma mudança. Certo Errado 438 Com relação às ideias do texto CB2A1-I, julgue o item a seguir. Infere-se do texto que a desorientação das gerações, em épocas específicas, promove uma radical e simultânea alteração no escopo do trabalho, da riqueza, do poder e do saber humano. Certo Errado 21 Licenciadona administração pública. O leigo, em geral, costuma criticar o aparelho burocrático da administração pública devido à sua rigidez administrativa, inadequação das normas e grande quantidade de regulamentos. Esses aspectos produzem resultados contrários aos esperados pelo cidadão, como, por exemplo, a lentidão dos processos. De fato, a crescente racionalidade do sistema burocrático tende a gerar efeitos negativos, que podem diminuir drasticamente a eficiência de uma organização ou sociedade. Em contrapartida, novos modelos de estruturas burocráticas, alternativos ao modelo weberiano, têm sido experimentados. Burocracia: Max Weber e o significado de „burocracia‟ Internet: (com adaptações) Segundo o texto, o modelo burocrático a) é incompreendido por leigos. b) apresenta mais pontos positivos do que negativos. c) vem sendo substituído por novos modelos de administração. d) é um conceito jurídico antiquado formulado por Max Weber. e) constitui o modelo mais eficiente de administração na modernidade. 609 Texto O desenvolvimento de salas de aula virtuais avança a passos largos, e a interatividade é o ponto-chave das pesquisas na área. A criação de programas de computador voltados para a educação a distância facilita o surgimento de novos cursos, mas é preciso preparar os alunos para o uso das tecnologias. De acordo com Claudete Paganucci, pedagoga, a integração da equipe responsável por administrar os cursos é crucial para o sucesso da educação a distância. ―Tanto professores quanto alunos precisam de oficinas de capacitação para que o acesso às novas tecnologias seja um facilitador do ensino e não gere frustração na hora de aprender ou ensinar‖, ela esclarece. Além de participar das oficinas, é preciso ter dedicação. A pedagoga acrescenta que a maioria dos alunos é composta por adultos, que, diferentemente das crianças, têm maior capacidade de concentração ao estudar em casa. Apesar das exigências, o método de ensino permite que o aluno organize seu próprio horário de estudos e concilie a graduação com um emprego. 107 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Novos rumos da educação a distância Internet: (com adaptações) De acordo com o texto, a educação a distância a) é uma tendência mundial. b) concilia estudo e trabalho. c) exige dedicação por parte dos aprendizes. d) requer integração entre alunos e professores. e) oferece a mesma qualidade de ensino que o ensino presencial. 610 Texto Acho muito simpática a maneira da Rádio Jornal do Brasil de anunciar a hora: ―onze e meia‖ no lugar de ―vinte e três e trinta‖; ―um quarto para as cinco‖ em vez de ―dezesseis e quarenta e cinco‖. Mas confesso minha implicância com aquele ―meio-dia e meia‖. Sei que ―meio-dia e meio‖ está errado. Mas a língua é como a mulher de César: não lhe basta ser honesta, convém que o pareça. Lembrando um conselho que me deu certa vez um amigo boêmio quando lhe perguntei se certa frase estava certa (―Olhe, Rubem, faça como eu, não tope parada com a gramática: dê uma voltinha e diga a mesma coisa de outro jeito‖), eu preferiria dizer ―doze e meia‖ ou ―meio-dia e trinta‖, sem nenhuma afetação. Aliás, a língua da gente não tem apenas regras: tem um espírito, um jeito, uma pequena alma que aquele ―meio-dia e meia‖ faz sofrer. Rubem Braga Recado de primavera Rio de Janeiro, Record,1984, p 58 (com adaptações) Conforme o trecho ―Mas a língua é como a mulher de César: não lhe basta ser honesta, convém que o pareça‖ do texto, subentende-se que, para o autor, a expressão ‗meio-dia e meia‘ a) parece estar de pleno acordo com a gramática. b) indica que o falante desconhece as regras da língua. c) desobedece às exigências gramaticais da concordância. d) provoca no ouvinte erro de interpretação e compreensão. e) parece estar em desacordo com o espírito da língua. 611 Texto A história do Instituto Federal Fluminense começou no início do século passado. Foi Nilo Peçanha, o então presidente da República, que criou, por meio do Decreto n.º 7.566, de 23 de setembro de 1909, as escolas de aprendizes e artífices, com o propósito de educar e proporcionar oportunidades de trabalho aos jovens. A princípio, a intenção era implantar as escolas nas capitais dos estados, cidades com maior capacidade de absorção de mão de obra, destino certo daqueles que buscavam novas alternativas de empregabilidade nos espaços urbanos. Entretanto, no estado do Rio de Janeiro, a escola não foi instalada na capital, e sim na cidade de Campos dos Goytacazes. No dia 23 de janeiro de 1910, a escola entrou em funcionamento; era a nona a ser criada no Brasil, com cinco cursos: alfaiataria, marcenaria, tornearia, sapataria e eletricidade. Com a crescente industrialização do país, tornava-se cada vez mais importante a formação de profissionais para suprir as demandas do mercado e, doze anos depois, as escolas de aprendizes e artífices de nível primário foram transformadas em escolas industriais e técnicas, equiparando-se às de ensino médio e secundário. Internet: (com adaptações) De acordo com o segundo parágrafo do texto, o segmento ―A princípio, a intenção era implantar as escolas nas capitais dos estados‖ tem como pressuposto a ideia de que a) a intenção inicial foi cumprida à risca na implantação do projeto. b) todas as escolas foram realmente implantadas nas capitais. c) todo o previsto foi realizado imediatamente ao planejamento. 108 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle d) a intenção inicial foi alterada no caso do estado do Rio de Janeiro. e) houve mais demanda em outras cidades que na capital. 612 Texto Relatório do Ministério da Justiça mostra que a quantidade de solicitações de refúgio atingiu número recorde em 2017. No total, foram 33.866 pedidos, na maioria de venezuelanos (17.865), revelou o documento Refúgio em Números. De acordo com a legislação nacional, refugiados são pessoas que fogem devido a perseguição política, racial ou religiosa em seus países e a violações graves aos direitos humanos. Há, no momento, mais de 86 mil pedidos de reconhecimento de refúgio pendentes. Nos últimos vinte anos, o Brasil reconheceu 10.145 solicitações. Desse total, permanecem no país 5.134 refugiados, sendo 35% deles sírios, que enfrentam uma guerra civil desde 2011. Segundo o relatório, mais da metade dos que ficaram no Brasil (52%) moram em São Paulo; 17%, no Rio de Janeiro; e 8%, no Paraná. Internet: (com adaptações) De acordo com as informações do texto, assinale a opção correta. a) Em 2017, houve 33.866 pedidos de refúgio de venezuelanos no Brasil. b) O documento Refúgio em Números foi elaborado pelos venezuelanos. c) Violações graves aos direitos humanos não dão direito a solicitação de refúgio. d) Das 10.145 solicitações de refúgio reconhecidas, 35% se referem a sírios. e) A maioria dos refugiados que permaneceram no Brasil está em São Paulo. 109 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle N° GAB PORTUGUÊS 563 d CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 564 c CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 565 e CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 566 b CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 567 d CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 568 d CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 569 a CEBRASPE (CESPE) - AFRE(SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 570 b CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 571 b CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 572 a CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 573 a CEBRASPE (CESPE) - AFRE (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2019 574 b CEBRASPE (CESPE) - ACI (COGE CE)/COGE CE/Auditoria/Governamental/2019 575 d CEBRASPE (CESPE) - ACI (COGE CE)/COGE CE/Auditoria/Governamental/2019 576 e CEBRASPE (CESPE) - ACI (COGE CE)/COGE CE/Auditoria/Governamental/2019 577 e CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Administração/2019 578 d CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Administração/2019 579 b CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Controle Externo/2019 580 d CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Controle Externo/2019 581 b CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Controle Externo/2019 582 c CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Controle Externo/2019 583 a : CEBRASPE (CESPE) - Ass Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Controle Externo/2019 584 d CEBRASPE (CESPE) - Ass Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Controle Externo/2019 585 d CEBRASPE (CESPE) - Ass Min (MPC TCE-PA)/TCE- PA/Controle Externo/2019 586 e CEBRASPE (CESPE) - ACP (TCE-PB)/TCE-PB/Demais Áreas/2018 587 d CEBRASPE (CESPE) - ACP (TCE-PB)/TCE-PB/Demais Áreas/2018 * * JESUS TE AMA N° GAB PORTUGUÊS 588 c CEBRASPE (CESPE) - ACP (TCE-PB)/TCE-PB/Demais Áreas/2018 589 d CEBRASPE (CESPE) - Ag (TCE-PB)/TCE- PB/Documentação/2018 590 a CEBRASPE (CESPE) - Ag (TCE-PB)/TCE- PB/Documentação/2018 591 c CEBRASPE (CESPE) - Del Pol (PC MA)/PC MA/2018 592 a CEBRASPE (CESPE) - Del Pol (PC MA)/PC MA/2018 593 d CEBRASPE (CESPE) - Del Pol (PC MA)/PC MA/2018 594 d CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 595 b CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 596 c CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 597 d CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 598 a CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 599 d CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 600 e CEBRASPE (CESPE) - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018 601 c CEBRASPE (CESPE) - Aud Est (TCM-BA)/TCM-BA/Controle Externo/2018 602 d CEBRASPE (CESPE) - Aud Est (TCM-BA)/TCM-BA/Controle Externo/2018 603 d CEBRASPE (CESPE) - Adm (IFF)/IFF/2018 604 c CEBRASPE (CESPE) - Adm (IFF)/IFF/2018 605 b CEBRASPE (CESPE) - Adm (IFF)/IFF/2018 606 c CEBRASPE (CESPE) - Adm (IFF)/IFF/2018 607 e CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 608 e CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 609 c CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018 610 e CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 611 d CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 612 e CEBRASPE (CESPE) - Aux Adm (IFF)/IFF/2018 * * JESUS TE AMA 110 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 613 Texto Sete anos após receber o título de Patrimônio Cultural do Brasil, o Complexo Cultural Bumba Meu Boi, uma das manifestações culturais mais marcantes do estado do Maranhão, pode receber reconhecimento internacional. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) entregou ao Ministério das Relações Exteriores o dossiê de candidatura dessa manifestação cultural ao status de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O título é conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O Bumba Meu Boi é uma apresentação que mistura brincadeira, música, dança e artes cênicas. Os participantes dramatizam a história dos personagens Pai Francisco e sua mulher grávida, Mãe Catirina. Pai Francisco rouba a língua de um dos bois da fazenda onde trabalhava para satisfazer os desejos de Catirina. O dono da fazenda, porém, perdoa o trabalhador após os participantes do folguedo recuperarem a saúde do boi. A história termina com uma festa para celebrar o final feliz de todos. Internet: (com adaptações) Em relação ao texto, assinale a opção correta. a) O texto é referencial e denotativo, pois não há múltiplos sentidos. b) O texto apresenta algumas expressões conotativas e outras denotativas. c) A informação é ambígua porque o título ainda não foi conferido pela UNESCO. d) Como focaliza um folguedo popular, há predomínio da conotação. e) O autor do texto pressupõe que o leitor sabe o que é o Bumba Meu Boi. 614 — Bom café, Dona Zefinha! — Nada, dotô. O senhor qué um biscoito? O doutor não comia nada depois do jantar. Era hábito vindo dos pais. — Máis não fáiz mal, dotô. É muito leve, de goma. Bernardo Élis Ermos e gerais: contos goianos In: Coleção contistas e cronistas do Brasil Rio de Janeiro: Martins Fontes, 2005, p 155 (com adaptações) Do trecho ―O doutor não comia nada depois do jantar. Era hábito vindo dos pais‖, do texto, infere-se a) a sensação do personagem. b) a fala do personagem. c) a opinião do narrador. d) o pensamento do personagem. e) o sentimento do autor. 615 Trabalhar os gêneros textuais em sala de aula é uma excelente oportunidade de se lidar com a língua nos seus mais diversos usos do cotidiano. Se a comunicação se realiza por intermédio dos textos, devemos possibilitar aos estudantes a oportunidade de produzir e compreender textos de maneira adequada a cada situação de interação comunicativa. A melhor alternativa para trabalhar o ensino de gêneros textuais é envolver os alunos em situações concretas de uso da língua, de modo que consigam, de forma criativa e consciente, escolher meios adequados aos fins que se deseja alcançar. É necessário ter a consciência de que a escola é um autêntico lugar de comunicação e as situações escolares são ocasiões de produção e recepção de textos. Ao explorar a diversidade textual, você, professor, aproxima o aluno das situações originais de produção dos textos não escolares, o que proporciona condições para que o aprendiz compreenda o funcionamento dos gêneros textuais. Além disso, o trabalho com gêneros contribui para que a sala de aula ensine a prática da leitura, da compreensão e da produção textual. Maria Eliza B Arnoni et al Trabalhando com tipologia de texto na perspectiva da metodologia da mediação dialética In: Sheila Z de Pinho e José Roberto C Saglietti (orgs ) Núcleos de Ensino da UNESP – artigos 2006 São Paulo: UNESP, 2008, p 350 (com adaptações) O conceito de gênero textual explicitado no texto corresponde a a) uma realização linguística concreta definida por b) um constructo teórico definido por propriedades linguísticas intrínsecas. propriedades sociocomunicativas. 111 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Line Rectangle c) um todo semântico registrado apenas por meio da modalidade escrita. d) uma realização linguística abstrata desvinculada de propriedades sociocomunicativas. e) um todo semântico ideal registrado por meio da modalidade escrita ou oral. 616 Por meio de práticas abusivas, a empresa Cambridge Analytica conseguiu coletar dados pessoais de 50 milhões de usuários do Facebook nos Estados Unidos da América, eventualmente cruzando-os com informações eleitorais, o que possibilitou identificar e influenciar as suas pretensões de votos. Os dados foram obtidos por meio de um aplicativo que permitia, por meio do consentimento do usuário, coletar os dados seus e dos seus amigos no Facebook. O aplicativo foi desenvolvido por um pesquisador da Universidade de Cambridge que informou que os dados pessoais seriam coletados para fins de pesquisa científica. É importante ilustrar aqui que princípios gerais que regem o uso adequado de dados pessoais em muitas legislações, inclusive no Brasil, determinam que dados pessoais devem ser coletados e utilizados para finalidades determinadas e legítimas. O uso para outras finalidades diferentesdaquelas que ensejaram a coleta somente pode se dar por meio de alguma autorização, um consentimento efetivo do titular dos dados, para o cumprimento de um contrato, uma obrigação imposta por uma lei ou outros instrumentos jurídicos que variam com arcabouço jurídico vigente. O uso dos dados para outros fins, sem a devida autorização, pode ser considerado uma violação aos princípios gerais, a regras presentes em muitas leis e a obrigações acordadas por meio de contratos como políticas de privacidade. Para proteger-se nas redes sociais, há maneiras simples. Atualize as configurações de privacidade em redes sociais e serviços. A maioria dos sites compartilha as informações dos usuários em modo público, mas é possível restringir o quanto de dados pessoais poderá ser acessado por qualquer um. O ideal é compartilhar informações somente com quem você conhece. Outra boa dica é ativar a autenticação em duas etapas, sempre que possível. Não vincule contas. O recurso, que pode simplificar o login em diversos serviços, pode trazer problemas: se um invasor descobrir uma senha, terá acesso a diversas contas sem dificuldades. Senhas diferentes são mais dificilmente descobertas e protegem melhor as informações. Usar conexões seguras e escolher senhas fortes são também maneiras de se proteger. Internet: e (com adaptações) Dado o assunto e, especialmente, o último parágrafo do texto, é correto afirmar que o público-alvo, isto é, o enunciatário ideal desse texto são a) magistrados que tenham de decidir sobre casos de violação virtual da privacidade. b) desenvolvedores de sistemas de Internet responsáveis por assegurar a proteção dos usuários. c) usuários da Internet e das redes sociais, que devem adotar comportamentos para proteção da própria privacidade. d) cidadãos que não tenham acesso às redes sociais e que necessitem de informações de sobre como elas funcionam. e) empresas que estejam interessadas em dados dos usuários das redes sociais. 617 Texto No meio científico, é insuficiente — aliás, é perigoso — produzir apenas um grupo de profissionais pequeno, altamente competente e bem remunerado. Um esforço combinado que vise transmitir a todos os cidadãos a ciência — por meio de rádio, TV, cinema, jornais, livros, programas de computadores, parques temáticos, salas de aula — deve pautar-se em quatro razões principais. Mesmo que nem sempre possibilite ao cientista um bom emprego, a ciência pode ser o caminho propício para vencer a pobreza nas nações emergentes. Ela faz funcionar a economia e a civilização global. A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos por tecnologias que alteram o mundo, especialmente o meio ambiente de que nossas vidas dependem. Assim, a ciência providencia um sistema essencial de alerta antecipado. A ciência nos esclarece sobre as questões mais profundas das origens, das naturezas e dos destinos — de nossa espécie, da vida, de nosso planeta, do Universo. A longo prazo, a maior dádiva da ciência talvez seja nos ensinar, de um modo ainda não superado por nenhum outro empenho humano, alguma coisa sobre nosso contexto cósmico, sobre o 112 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle ponto do espaço e do tempo em que estamos, e sobre quem nós somos. Os valores da ciência e os da democracia são concordantes, em muitos casos indistinguíveis. A ciência e a democracia começaram ao mesmo tempo e no mesmo lugar: na Grécia dos séculos VI e VII a.C. A ciência confere poder a qualquer um que se der ao trabalho de aprendê-la (embora muitos tenham sido sistematicamente impedidos de adquirir esse conhecimento). Ela se nutre do livre intercâmbio de ideias. Tanto a ciência quanto a democracia encorajam opiniões não convencionais e debate vigoroso. Ambas requerem raciocínio adequado, argumentos coerentes, padrões rigorosos de evidência e honestidade. Descobrir a gota ocasional da verdade no meio de um grande oceano de confusão e mistificação requer vigilância, dedicação e coragem. Mas, se não praticarmos esses hábitos rigorosos de pensar, não poderemos ter esperança de solucionar os problemas verdadeiramente sérios que enfrentamos. Carl Sagan. Ciência e esperança. In: O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 58-9 (com adaptações). Da leitura do texto infere-se que a) a pobreza e o atraso das nações emergentes devem-se à falta de tecnologia. b) a ciência se desenvolveu devido ao advento da democracia na Grécia antiga, nos séculos VI e VII a.C. c) a ciência deve ser controlada por um pequeno e competente grupo de profissionais. d) a tecnologia, por seu largo alcance, alerta-nos contra futuros perigos. e) as descobertas e as formas de aprendizado da ciência devem ser amplamente divulgadas. 618 Texto No meio científico, é insuficiente — aliás, é perigoso — produzir apenas um grupo de profissionais pequeno, altamente competente e bem remunerado. Um esforço combinado que vise transmitir a todos os cidadãos a ciência — por meio de rádio, TV, cinema, jornais, livros, programas de computadores, parques temáticos, salas de aula — deve pautar-se em quatro razões principais. Mesmo que nem sempre possibilite ao cientista um bom emprego, a ciência pode ser o caminho propício para vencer a pobreza nas nações emergentes. Ela faz funcionar a economia e a civilização global. A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos por tecnologias que alteram o mundo, especialmente o meio ambiente de que nossas vidas dependem. Assim, a ciência providencia um sistema essencial de alerta antecipado. A ciência nos esclarece sobre as questões mais profundas das origens, das naturezas e dos destinos — de nossa espécie, da vida, de nosso planeta, do Universo. A longo prazo, a maior dádiva da ciência talvez seja nos ensinar, de um modo ainda não superado por nenhum outro empenho humano, alguma coisa sobre nosso contexto cósmico, sobre o ponto do espaço e do tempo em que estamos, e sobre quem nós somos. Os valores da ciência e os da democracia são concordantes, em muitos casos indistinguíveis. A ciência e a democracia começaram ao mesmo tempo e no mesmo lugar: na Grécia dos séculos VI e VII a.C. A ciência confere poder a qualquer um que se der ao trabalho de aprendê-la (embora muitos tenham sido sistematicamente impedidos de adquirir esse conhecimento). Ela se nutre do livre intercâmbio de ideias. Tanto a ciência quanto a democracia encorajam opiniões não convencionais e debate vigoroso. Ambas requerem raciocínio adequado, argumentos coerentes, padrões rigorosos de evidência e honestidade. Descobrir a gota ocasional da verdade no meio de um grande oceano de confusão e mistificação requer vigilância, dedicação e coragem. Mas, se não praticarmos esses hábitos rigorosos de pensar, não poderemos ter esperança de solucionar os problemas verdadeiramente sérios que enfrentamos. Carl Sagan. Ciência e esperança. In: O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 58-9 (com adaptações). De acordo com o texto, para a transmissão da ciência a todos os cidadãos é necessário a) relativizar o rigor científico diante das condições da população. b) encorajar as opiniões não convencionais e o debate. c) eliminar as possibilidades de mau emprego. 113 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle d) afastar a aprendizagem da ciência de questões políticas. e) distinguir os tópicos científicos de questões da economia. 619 Texto No meio científico, é insuficiente — aliás, é perigoso — produzir apenas um grupo de profissionaispequeno, altamente competente e bem remunerado. Um esforço combinado que vise transmitir a todos os cidadãos a ciência — por meio de rádio, TV, cinema, jornais, livros, programas de computadores, parques temáticos, salas de aula — deve pautar-se em quatro razões principais. Mesmo que nem sempre possibilite ao cientista um bom emprego, a ciência pode ser o caminho propício para vencer a pobreza nas nações emergentes. Ela faz funcionar a economia e a civilização global. A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos por tecnologias que alteram o mundo, especialmente o meio ambiente de que nossas vidas dependem. Assim, a ciência providencia um sistema essencial de alerta antecipado. A ciência nos esclarece sobre as questões mais profundas das origens, das naturezas e dos destinos — de nossa espécie, da vida, de nosso planeta, do Universo. A longo prazo, a maior dádiva da ciência talvez seja nos ensinar, de um modo ainda não superado por nenhum outro empenho humano, alguma coisa sobre nosso contexto cósmico, sobre o ponto do espaço e do tempo em que estamos, e sobre quem nós somos. Os valores da ciência e os da democracia são concordantes, em muitos casos indistinguíveis. A ciência e a democracia começaram ao mesmo tempo e no mesmo lugar: na Grécia dos séculos VI e VII a.C. A ciência confere poder a qualquer um que se der ao trabalho de aprendê-la (embora muitos tenham sido sistematicamente impedidos de adquirir esse conhecimento). Ela se nutre do livre intercâmbio de ideias. Tanto a ciência quanto a democracia encorajam opiniões não convencionais e debate vigoroso. Ambas requerem raciocínio adequado, argumentos coerentes, padrões rigorosos de evidência e honestidade. Descobrir a gota ocasional da verdade no meio de um grande oceano de confusão e mistificação requer vigilância, dedicação e coragem. Mas, se não praticarmos esses hábitos rigorosos de pensar, não poderemos ter esperança de solucionar os problemas verdadeiramente sérios que enfrentamos. Carl Sagan. Ciência e esperança. In: O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 58-9 (com adaptações). No último parágrafo do texto, o autor afirma que ―Descobrir a gota ocasional da verdade no meio de um grande oceano de confusão e mistificação requer vigilância, dedicação e coragem‖. A afirmação ―requer coragem‖ está baseada no argumento de que a ciência a) pode ser mal interpretada em nações emergentes, pobres e atrasadas. b) é desenvolvida no livre intercâmbio de ideias, em debates que envolvam opiniões que se opõem. c) pode ser perigosa se divulgar inverdades que prejudiquem a humanidade. d) exige métodos que se contrapõem aos valores da democracia. e) necessita de um grupo de profissionais altamente qualificados capaz de prevenir erros. 620 Texto No meio científico, é insuficiente — aliás, é perigoso — produzir apenas um grupo de profissionais pequeno, altamente competente e bem remunerado. Um esforço combinado que vise transmitir a todos os cidadãos a ciência — por meio de rádio, TV, cinema, jornais, livros, programas de computadores, parques temáticos, salas de aula — deve pautar-se em quatro razões principais. Mesmo que nem sempre possibilite ao cientista um bom emprego, a ciência pode ser o caminho propício para vencer a pobreza nas nações emergentes. Ela faz funcionar a economia e a civilização global. A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos por tecnologias que alteram o mundo, especialmente o meio ambiente de que nossas vidas dependem. Assim, a ciência providencia um sistema essencial de alerta antecipado. A ciência nos esclarece sobre as questões mais profundas das origens, das naturezas e dos destinos — de nossa espécie, da vida, de nosso planeta, do Universo. A longo prazo, a maior dádiva da ciência 114 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle talvez seja nos ensinar, de um modo ainda não superado por nenhum outro empenho humano, alguma coisa sobre nosso contexto cósmico, sobre o ponto do espaço e do tempo em que estamos, e sobre quem nós somos. Os valores da ciência e os da democracia são concordantes, em muitos casos indistinguíveis. A ciência e a democracia começaram ao mesmo tempo e no mesmo lugar: na Grécia dos séculos VI e VII a.C. A ciência confere poder a qualquer um que se der ao trabalho de aprendê-la (embora muitos tenham sido sistematicamente impedidos de adquirir esse conhecimento). Ela se nutre do livre intercâmbio de ideias. Tanto a ciência quanto a democracia encorajam opiniões não convencionais e debate vigoroso. Ambas requerem raciocínio adequado, argumentos coerentes, padrões rigorosos de evidência e honestidade. Descobrir a gota ocasional da verdade no meio de um grande oceano de confusão e mistificação requer vigilância, dedicação e coragem. Mas, se não praticarmos esses hábitos rigorosos de pensar, não poderemos ter esperança de solucionar os problemas verdadeiramente sérios que enfrentamos. Carl Sagan. Ciência e esperança. In: O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 58-9 (com adaptações). No texto, o trecho ―(embora muitos tenham sido sistematicamente impedidos de adquirir esse conhecimento)‖ está entre parênteses, como um acréscimo, para indicar que a) as populações dos países emergentes não conseguem alcançar o necessário padrão de rigor para o acesso ao conhecimento. b) muitos indivíduos são impedidos, por razões políticas e econômicas, de ter acesso ao conhecimento produzido pela ciência. c) a população em geral historicamente tem demonstrado que não consegue se dedicar a adquirir novos conhecimentos. d) os padrões de evidência, honestidade e rigor não têm sido respeitados pela ciência. e) o acesso dos cidadãos ao conhecimento científico está fora da alçada da política democrática. 621 Texto No meio científico, é insuficiente — aliás, é perigoso — produzir apenas um grupo de profissionais pequeno, altamente competente e bem remunerado. Um esforço combinado que vise transmitir a todos os cidadãos a ciência — por meio de rádio, TV, cinema, jornais, livros, programas de computadores, parques temáticos, salas de aula — deve pautar-se em quatro razões principais. Mesmo que nem sempre possibilite ao cientista um bom emprego, a ciência pode ser o caminho propício para vencer a pobreza nas nações emergentes. Ela faz funcionar a economia e a civilização global. A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos por tecnologias que alteram o mundo, especialmente o meio ambiente de que nossas vidas dependem. Assim, a ciência providencia um sistema essencial de alerta antecipado. A ciência nos esclarece sobre as questões mais profundas das origens, das naturezas e dos destinos — de nossa espécie, da vida, de nosso planeta, do Universo. A longo prazo, a maior dádiva da ciência talvez seja nos ensinar, de um modo ainda não superado por nenhum outro empenho humano, alguma coisa sobre nosso contexto cósmico, sobre o ponto do espaço e do tempo em que estamos, e sobre quem nós somos. Os valores da ciência e os da democracia são concordantes, em muitos casos indistinguíveis. A ciência e a democracia começaram ao mesmo tempo e no mesmo lugar: na Grécia dos séculos VI e VII a.C. A ciência confere poder a qualquer um que se der ao trabalho de aprendê-la (embora muitos tenham sido sistematicamente impedidos de adquirir esse conhecimento). Ela se nutre do livre intercâmbio de ideias. Tanto a ciência quanto a democracia encorajam opiniões não convencionais e debate vigoroso. Ambas requerem raciocínio adequado, argumentos coerentes, padrões rigorosos de evidência e honestidade. Descobrir a gota ocasional daverdade no meio de um grande oceano de confusão e mistificação requer vigilância, dedicação e coragem. Mas, se não praticarmos esses hábitos rigorosos de pensar, não poderemos ter esperança de solucionar os problemas verdadeiramente sérios que enfrentamos. Carl Sagan. Ciência e esperança. In: O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 58-9 (com adaptações). 115 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle De acordo com as ideias do texto, o conhecimento acerca do contexto cósmico e do ponto do espaço e do tempo em que o ser humano está pode ser alcançado pela divulgação em grande escala da I ciência. II tecnologia. III democracia. Assinale a opção correta. a) Apenas o item I está certo. b) Apenas o item II está certo. c) Apenas os itens I e III estão certos. d) Apenas os itens II e III estão certos. e) Todos os itens estão certos. 622 Texto 1A1-I Peças de barro de 4.000 a.C. encontradas na Mesopotâmia são os documentos escritos mais antigos que conhecemos. E o mais antigo desses documentos faz referência aos impostos. Naquela época, além de entregar parte dos alimentos que produziam ao governo, os sumérios, um dos povos que viviam por ali, eram obrigados a passar até cinco meses por ano trabalhando para o rei. Os mais sortudos eram empregados para realizar a colheita ou para retirar lama dos canais da cidade. Os menos afortunados entravam para o exército, com grandes chances de morrer em uma guerra. Quem era rico escapava: mandava escravos para fazer o serviço sujo. Assim que surgiu a moeda, surgiu também a ideia de substituir a contribuição braçal por dinheiro. Era assim também no antigo Egito. As evidências indicam que, em 3.000 a.C., os faraós coletavam impostos em dinheiro ou em serviços pelo menos uma vez por ano. Ninguém era tão temido quanto os escribas, responsáveis por determinar a dívida de cada um. O controle era tão rigoroso que fiscalizavam até o consumo de óleo de cozinha nas residências, já que essa era uma substância tributada. Os impostos eram mais altos para estrangeiros, e especula-se que foi para pagar dívidas tributárias que os hebreus, por exemplo, acabaram como escravos. O Império Romano aperfeiçoou a técnica de impor tributos a estrangeiros. Em economias pré-industriais, a terra e o trabalho são os principais ingredientes da riqueza. Por isso, a conquista de outras terras e de povos dava aos romanos acesso a mais riqueza, o que, por sua vez, permitia que conquistassem e controlassem um território ainda maior. O censo, usado até hoje em muitos países, foi criado pelos romanos para decidir quanto deveriam cobrar de cada província. Os cálculos eram feitos com base no número de pessoas. Até hoje, a capacidade de cobrar impostos é diretamente proporcional à quantidade e à qualidade de informações disponíveis sobre os contribuintes. Internet: (com adaptações). Depreende-se das informações do texto 1A1-I que a) os egípcios e os sumérios passaram a cobrar dinheiro como pagamento de impostos quando surgiu a moeda. b) os historiadores acreditam que os hebreus se tornaram escravos em razão de suas dívidas tributárias. c) os impostos surgiram em 4.000 a.C. e consistiam, nessa época, em uma contribuição braçal. d) os romanos tinham acesso a mais riquezas à medida que conquistavam terras. e) o recenseamento visa, ainda hoje, ao controle do Estado sobre os bens da população. 623 Texto 1A1-I Peças de barro de 4.000 a.C. encontradas na Mesopotâmia são os documentos escritos mais antigos que conhecemos. E o mais antigo desses documentos faz referência aos impostos. Naquela época, além de entregar parte dos alimentos que produziam ao governo, os sumérios, um dos povos que viviam por ali, eram obrigados a passar até cinco meses por ano trabalhando para o rei. Os mais sortudos eram empregados para realizar a colheita ou para retirar lama dos canais da cidade. Os menos afortunados entravam para o exército, com grandes chances de morrer em uma guerra. Quem era rico escapava: mandava escravos para fazer o serviço sujo. Assim que surgiu a moeda, surgiu também a ideia de substituir a contribuição braçal por dinheiro. 116 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Era assim também no antigo Egito. As evidências indicam que, em 3.000 a.C., os faraós coletavam impostos em dinheiro ou em serviços pelo menos uma vez por ano. Ninguém era tão temido quanto os escribas, responsáveis por determinar a dívida de cada um. O controle era tão rigoroso que fiscalizavam até o consumo de óleo de cozinha nas residências, já que essa era uma substância tributada. Os impostos eram mais altos para estrangeiros, e especula-se que foi para pagar dívidas tributárias que os hebreus, por exemplo, acabaram como escravos. O Império Romano aperfeiçoou a técnica de impor tributos a estrangeiros. Em economias pré-industriais, a terra e o trabalho são os principais ingredientes da riqueza. Por isso, a conquista de outras terras e de povos dava aos romanos acesso a mais riqueza, o que, por sua vez, permitia que conquistassem e controlassem um território ainda maior. O censo, usado até hoje em muitos países, foi criado pelos romanos para decidir quanto deveriam cobrar de cada província. Os cálculos eram feitos com base no número de pessoas. Até hoje, a capacidade de cobrar impostos é diretamente proporcional à quantidade e à qualidade de informações disponíveis sobre os contribuintes. Internet: (com adaptações). Depreende-se do texto 1A1-I que, em 4.000 a.C., a) ricos escolhiam trabalhar na colheita, enquanto pobres eram obrigados a se tornar soldados do exército. b) os alimentos produzidos pelos sumérios eram, em parte, entregues ao governo da Mesopotâmia. c) peças de barro foram descobertas na Mesopotâmia, com registro dos impostos pagos pela população da época. d) a moeda foi inventada, o que permitiu que o pagamento de impostos passasse a ser feito exclusivamente com dinheiro. e) os povos da Mesopotâmia eram obrigados a trabalhar durante quase metade do ano para o rei. 624 Texto 1A1-I Peças de barro de 4.000 a.C. encontradas na Mesopotâmia são os documentos escritos mais antigos que conhecemos. E o mais antigo desses documentos faz referência aos impostos. Naquela época, além de entregar parte dos alimentos que produziam ao governo, os sumérios, um dos povos que viviam por ali, eram obrigados a passar até cinco meses por ano trabalhando para o rei. Os mais sortudos eram empregados para realizar a colheita ou para retirar lama dos canais da cidade. Os menos afortunados entravam para o exército, com grandes chances de morrer em uma guerra. Quem era rico escapava: mandava escravos para fazer o serviço sujo. Assim que surgiu a moeda, surgiu também a ideia de substituir a contribuição braçal por dinheiro. Era assim também no antigo Egito. As evidências indicam que, em 3.000 a.C., os faraós coletavam impostos em dinheiro ou em serviços pelo menos uma vez por ano. Ninguém era tão temido quanto os escribas, responsáveis por determinar a dívida de cada um. O controle era tão rigoroso que fiscalizavam até o consumo de óleo de cozinha nas residências, já que essa era uma substância tributada. Os impostos eram mais altos para estrangeiros, e especula-se que foi para pagar dívidas tributárias que os hebreus, por exemplo, acabaram como escravos. O Império Romano aperfeiçoou a técnica de impor tributos a estrangeiros. Em economias pré-industriais, a terra e o trabalho são os principais ingredientes da riqueza. Por isso, a conquista de outras terras e de povos dava aos romanosacesso a mais riqueza, o que, por sua vez, permitia que conquistassem e controlassem um território ainda maior. O censo, usado até hoje em muitos países, foi criado pelos romanos para decidir quanto deveriam cobrar de cada província. Os cálculos eram feitos com base no número de pessoas. Até hoje, a capacidade de cobrar impostos é diretamente proporcional à quantidade e à qualidade de informações disponíveis sobre os contribuintes. Internet: (com adaptações). O texto 1A1-I caracteriza a economia do Império Romano como a) escravocrata. b) capitalista. c) agrícola. d) autossustentável. e) pré-industrial. 117 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 625 Texto 1A1-I Peças de barro de 4.000 a.C. encontradas na Mesopotâmia são os documentos escritos mais antigos que conhecemos. E o mais antigo desses documentos faz referência aos impostos. Naquela época, além de entregar parte dos alimentos que produziam ao governo, os sumérios, um dos povos que viviam por ali, eram obrigados a passar até cinco meses por ano trabalhando para o rei. Os mais sortudos eram empregados para realizar a colheita ou para retirar lama dos canais da cidade. Os menos afortunados entravam para o exército, com grandes chances de morrer em uma guerra. Quem era rico escapava: mandava escravos para fazer o serviço sujo. Assim que surgiu a moeda, surgiu também a ideia de substituir a contribuição braçal por dinheiro. Era assim também no antigo Egito. As evidências indicam que, em 3.000 a.C., os faraós coletavam impostos em dinheiro ou em serviços pelo menos uma vez por ano. Ninguém era tão temido quanto os escribas, responsáveis por determinar a dívida de cada um. O controle era tão rigoroso que fiscalizavam até o consumo de óleo de cozinha nas residências, já que essa era uma substância tributada. Os impostos eram mais altos para estrangeiros, e especula-se que foi para pagar dívidas tributárias que os hebreus, por exemplo, acabaram como escravos. O Império Romano aperfeiçoou a técnica de impor tributos a estrangeiros. Em economias pré-industriais, a terra e o trabalho são os principais ingredientes da riqueza. Por isso, a conquista de outras terras e de povos dava aos romanos acesso a mais riqueza, o que, por sua vez, permitia que conquistassem e controlassem um território ainda maior. O censo, usado até hoje em muitos países, foi criado pelos romanos para decidir quanto deveriam cobrar de cada província. Os cálculos eram feitos com base no número de pessoas. Até hoje, a capacidade de cobrar impostos é diretamente proporcional à quantidade e à qualidade de informações disponíveis sobre os contribuintes. Internet: (com adaptações). No texto 1A1-I, a expressão ―serviço sujo‖ foi empregada em referência a) a qualquer atividade criminosa. b) à má qualidade dos serviços prestados pelos escravos. c) especificamente ao serviço de retirada de lama dos canais da cidade. d) especificamente ao trabalho de soldado do exército. e) a qualquer trabalho braçal. 626 Texto 1A1-I Peças de barro de 4.000 a.C. encontradas na Mesopotâmia são os documentos escritos mais antigos que conhecemos. E o mais antigo desses documentos faz referência aos impostos. Naquela época, além de entregar parte dos alimentos que produziam ao governo, os sumérios, um dos povos que viviam por ali, eram obrigados a passar até cinco meses por ano trabalhando para o rei. Os mais sortudos eram empregados para realizar a colheita ou para retirar lama dos canais da cidade. Os menos afortunados entravam para o exército, com grandes chances de morrer em uma guerra. Quem era rico escapava: mandava escravos para fazer o serviço sujo. Assim que surgiu a moeda, surgiu também a ideia de substituir a contribuição braçal por dinheiro. Era assim também no antigo Egito. As evidências indicam que, em 3.000 a.C., os faraós coletavam impostos em dinheiro ou em serviços pelo menos uma vez por ano. Ninguém era tão temido quanto os escribas, responsáveis por determinar a dívida de cada um. O controle era tão rigoroso que fiscalizavam até o consumo de óleo de cozinha nas residências, já que essa era uma substância tributada. Os impostos eram mais altos para estrangeiros, e especula-se que foi para pagar dívidas tributárias que os hebreus, por exemplo, acabaram como escravos. O Império Romano aperfeiçoou a técnica de impor tributos a estrangeiros. Em economias pré-industriais, a terra e o trabalho são os principais ingredientes da riqueza. Por isso, a conquista de outras terras e de povos dava aos romanos acesso a mais riqueza, o que, por sua vez, permitia que conquistassem e controlassem um território ainda maior. O censo, usado até hoje em muitos países, foi criado pelos romanos para decidir quanto deveriam cobrar de cada província. Os cálculos eram feitos com base no número de pessoas. Até hoje, a capacidade de 118 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle cobrar impostos é diretamente proporcional à quantidade e à qualidade de informações disponíveis sobre os contribuintes. Internet: (com adaptações). Infere-se do texto 1A1-I que os impostos no antigo Egito eram a) revertidos em benfeitorias. b) cobrados pelos escribas. c) pagos anualmente. d) aplicados a nativos e estrangeiros. e) estipulados pelos faraós. 627 Texto 1A1-II O imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) é um tributo que deve ser pago todo ano pelos donos de qualquer tipo de veículo. O valor do IPVA é calculado com base no valor do veículo comprado, e sua quitação é um requisito para o licenciamento. Do total arrecadado com cada veículo, 50% vão para o governo estadual e os outros 50%, para o município no qual o veículo tiver sido emplacado. Essa arrecadação, recolhida pela União, pelos estados ou pelos municípios, não é exclusivamente destinada a asfaltamento de ruas e colocação de sinais, isto é, a manutenção de rodovias, mas pode abranger despesas com educação, saúde, segurança, saneamento, entre outros. Para pagar o IPVA, o proprietário de veículo recebe em sua casa um aviso de vencimento do imposto, com informações sobre o veículo, valores, datas, parcelas, formas de pagamento. Com esse documento é possível quitar o IPVA, juntamente com o seguro obrigatório, e até fazer o licenciamento antecipado. O não pagamento do IPVA implica multa e impede a realização do licenciamento. Internet: (com adaptações). O texto 1A1-II menciona como requisito para o licenciamento de veículos automotores a) o emplacamento do veículo. b) o recebimento do aviso de vencimento do IPVA. c) o pagamento integral do IPVA. d) a contratação do seguro obrigatório. e) a quitação do veículo. 628 Texto 1A2-I Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, o direito à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre muitos outros. Todos merecem estes direitos, sem discriminação. O direito internacional relacionado aos direitos humanos estabelece obrigações para que os governos ajam de determinadas maneiras ou se abstenham de certos atos, a fim de promover e proteger os direitos humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos. Desde o estabelecimento das Nações Unidas, um de seus objetivos fundamentais tem sido promover e encorajar o respeito aos direitos humanos para todos, conforme estipulado na Carta das Nações Unidas. Os direitos humanos são fundadosno respeito pela dignidade e no valor de cada pessoa. São universais, ou seja, são aplicados de forma igual e sem discriminação a todas as pessoas. São inalienáveis — e ninguém pode ser privado de seus direitos humanos —, mas podem ser limitados em situações específicas: o direito à liberdade pode ser restringido se, após o devido processo legal, uma pessoa for julgada culpada de um crime punível com privação de liberdade. Internet: (com adaptações). De acordo com o texto 1A2-I, os direitos humanos são direitos a) mantidos livres de qualquer influência. b) criados em prol de grupos sociais específicos. c) classificados em escalas de prioridade. d) ilimitados. e) insuscetíveis de venda ou cessão. 119 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 629 Texto 1A2-II Nascida na Grécia, especificamente na cidade- Estado de Atenas, no período clássico, a palavra ―democracia‖ é composta pelos radicais gregos demos e kratos, que significam, respectivamente, ―povo‖ e ―governo‖. Em linhas gerais, a democracia é definida, desde a antiga Grécia, como ―governo do povo‖, ou ―governo popular‖, em contraposição a outras formas de governo que também remontam à Idade Antiga, como a aristocracia, a monarquia, a diarquia e a oligarquia, entre outras. A democracia moderna, tal como a concebemos hoje, isto é, pautada em ordenamentos jurídicos e instituições políticas sólidas, que representam os três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), só se tornou possível após a derrocada do Antigo Regime Absolutista, na transição do século XVIII para o século XIX. Com a Revolução Francesa e, depois, a Era Napoleônica, surgiram na Europa alguns dos alicerces do que veio a ser o nosso modelo de regime democrático: a formação de grandes centros populacionais, em virtude da Revolução Industrial; a noção de povo associada a uma nação; a soberania política da nação vinculada a esse povo, e não mais ao rei; e a instituição do voto, ou sufrágio universal, como parte do sistema representativo direto. A democracia desenvolvida em Atenas não era considerada o melhor dos governos possíveis (como é hoje o nosso modelo de democracia), e isso por um motivo razoavelmente simples: apenas uma fração mínima dos ―homens livres‖ integrava a vida política de Atenas. Mulheres, escravos, estrangeiros e outras categorias sociais não tinham direito de participar das deliberações da assembleia (Ekklesia). A experiência da democracia ateniense tinha como preocupação fundamental, antes de qualquer coisa, evitar a tirania — pior forma de governo para a época. A Ekklesia, assembleia grega, era um modelo de instituição política bastante restrito. Era um ―embrião‖ do que veio a ser a democracia representativa na sociedade de massas. Robert A. Dahl. Sobre a democracia. Trad. Beatriz Sidou. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 117 (com adaptações). Cláudio Fernandes. O que é democracia? In: Brasil Escola. Internet : (com adaptações). De acordo com o texto 1A2-II, a democracia moderna é uma forma de governo a) inviável em grupos sociais reduzidos. b) derivada da oligarquia. c) equivalente ao absolutismo. d) refratária às instituições fortes. e) caracterizada pela representatividade popular. 630 Texto 1A2-II Nascida na Grécia, especificamente na cidade- Estado de Atenas, no período clássico, a palavra ―democracia‖ é composta pelos radicais gregos demos e kratos, que significam, respectivamente, ―povo‖ e ―governo‖. Em linhas gerais, a democracia é definida, desde a antiga Grécia, como ―governo do povo‖, ou ―governo popular‖, em contraposição a outras formas de governo que também remontam à Idade Antiga, como a aristocracia, a monarquia, a diarquia e a oligarquia, entre outras. A democracia moderna, tal como a concebemos hoje, isto é, pautada em ordenamentos jurídicos e instituições políticas sólidas, que representam os três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), só se tornou possível após a derrocada do Antigo Regime Absolutista, na transição do século XVIII para o século XIX. Com a Revolução Francesa e, depois, a Era Napoleônica, surgiram na Europa alguns dos alicerces do que veio a ser o nosso modelo de regime democrático: a formação de grandes centros populacionais, em virtude da Revolução Industrial; a noção de povo associada a uma nação; a soberania política da nação vinculada a esse povo, e não mais ao rei; e a instituição do voto, ou sufrágio universal, como parte do sistema representativo direto. A democracia desenvolvida em Atenas não era considerada o melhor dos governos possíveis (como é hoje o nosso modelo de democracia), e isso por um motivo razoavelmente simples: apenas uma fração mínima dos ―homens livres‖ integrava a vida política de Atenas. Mulheres, escravos, estrangeiros e outras categorias sociais não tinham direito de participar das deliberações da assembleia (Ekklesia). A experiência da democracia ateniense tinha como preocupação fundamental, antes de qualquer coisa, evitar a tirania — pior forma de governo para a época. A Ekklesia, assembleia grega, era um modelo de instituição política bastante restrito. Era um ―embrião‖ do que veio a ser a democracia representativa na sociedade de massas. 120 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Robert A. Dahl. Sobre a democracia. Trad. Beatriz Sidou. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 117 (com adaptações). Cláudio Fernandes. O que é democracia? In: Brasil Escola. Internet : (com adaptações). Da comparação entre democracia moderna e democracia grega estabelecida no texto 1A2-II infere-se que a) a democracia moderna é mais imperfeita do que era a democracia grega. b) ambas as democracias são pertinentes em qualquer contexto histórico. c) ambas as democracias caracterizam-se pelo propósito de proteger a sociedade contra regimes tirânicos. d) a democracia moderna, à semelhança da grega, baseia-se na representatividade alcançada pelo sufrágio universal. e) a democracia grega era mais popular que é a democracia moderna. 631 Texto 1A2-II Nascida na Grécia, especificamente na cidade- Estado de Atenas, no período clássico, a palavra ―democracia‖ é composta pelos radicais gregos demos e kratos, que significam, respectivamente, ―povo‖ e ―governo‖. Em linhas gerais, a democracia é definida, desde a antiga Grécia, como ―governo do povo‖, ou ―governo popular‖, em contraposição a outras formas de governo que também remontam à Idade Antiga, como a aristocracia, a monarquia, a diarquia e a oligarquia, entre outras. A democracia moderna, tal como a concebemos hoje, isto é, pautada em ordenamentos jurídicos e instituições políticas sólidas, que representam os três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), só se tornou possível após a derrocada do Antigo Regime Absolutista, na transição do século XVIII para o século XIX. Com a Revolução Francesa e, depois, a Era Napoleônica, surgiram na Europa alguns dos alicerces do que veio a ser o nosso modelo de regime democrático: a formação de grandes centros populacionais, em virtude da Revolução Industrial; a noção de povo associada a uma nação; a soberania política da nação vinculada a esse povo, e não mais ao rei; e a instituição do voto, ou sufrágio universal, como parte do sistema representativo direto. A democracia desenvolvida em Atenas não era considerada o melhor dos governos possíveis (como é hoje o nosso modelo de democracia), e isso por um motivo razoavelmente simples: apenas uma fração mínima dos ―homens livres‖ integrava a vida política de Atenas. Mulheres, escravos, estrangeiros e outras categorias sociais nãotinham direito de participar das deliberações da assembleia (Ekklesia). A experiência da democracia ateniense tinha como preocupação fundamental, antes de qualquer coisa, evitar a tirania — pior forma de governo para a época. A Ekklesia, assembleia grega, era um modelo de instituição política bastante restrito. Era um ―embrião‖ do que veio a ser a democracia representativa na sociedade de massas. Robert A. Dahl. Sobre a democracia. Trad. Beatriz Sidou. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 117 (com adaptações). Cláudio Fernandes. O que é democracia? In: Brasil Escola. Internet : (com adaptações). De acordo com o texto 1A2-II, a democracia ateniense era a) o pior dos governos possíveis para a época. b) privilégio de uma fração mínima da sociedade. c) exercida nas eleições das autoridades da Ekklesia. d) o único meio de se evitar a tirania na Idade Antiga. e) restrita a homens. 632 Texto 1A1-II O homem primitivo procurava defender-1 se do frio e da fome abrigando-se em cavernas e alimentando-se de frutos silvestres, ou do que conseguia obter da caça e da pesca. Ao longo dos séculos, passou a espécie humana a sentir a necessidade de maior conforto e começou a reparar no seu semelhante. Assim, como decorrência das necessidades individuais, surgiram as trocas. Sistemas de troca direta, que duraram vários séculos, ocasionaram o aparecimento de palavras como ―salário‖ (pagamento feito por meio de certa quantidade de sal) e ―pecúnia‖ (do latim pecus, que significa rebanho de gado, ou peculium, relativo a gado miúdo, como ovelha ou cabrito). As primeiras moedas, peças que representavam valores, geralmente em metal, surgiram na Lídia (atual Turquia), no século VII a.C. As características 121 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle que se desejava ressaltar eram gravadas nas peças por meio da pancada de um objeto pesado (martelo), em primitivos cunhos. Foi o surgimento da cunhagem a martelo, na qual os signos monetários eram valorizados também pela nobreza dos metais empregados, como o ouro e a prata. Embora a evolução dos tempos tenha levado à substituição do ouro e da prata por metais menos raros ou suas ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a associação dos atributos de beleza e expressão cultural ao valor monetário das moedas, que quase sempre, na atualidade, apresentam figuras representativas da história, da cultura, das riquezas e do poder das sociedades. A necessidade de guardar as moedas em segurança fez surgirem os bancos. Os negociantes de ouro e prata, por terem cofres e guardas a seu serviço, passaram a aceitar a responsabilidade de cuidar do dinheiro de seus clientes e a dar recibos escritos das quantias guardadas. Esses recibos passaram, com o tempo, a servir como meio de pagamento por seus possuidores, por serem mais seguros de portar do que o dinheiro vivo. Assim surgiram as primeiras cédulas de papel moeda, ou cédulas de banco, ao mesmo tempo em que a guarda dos valores em espécie dava origem a instituições bancárias. Internet: (com adaptações). De acordo com o texto 1A1-II, as moedas a) constituíram alternativa ao sistema de troca direta. b) foram elemento importante para o surgimento dos bancos. c) eram de difícil transporte, por isso, pouco a pouco, foram substituídas pelas cédulas em papel moeda. d) impulsionaram o consumo e a concentração de poder nas sociedades. e) detinham valor monetário apenas se esteticamente bonitas e produzidas a partir de metais nobres. 633 Texto 1A1-II O homem primitivo procurava defender-1 se do frio e da fome abrigando-se em cavernas e alimentando-se de frutos silvestres, ou do que conseguia obter da caça e da pesca. Ao longo dos séculos, passou a espécie humana a sentir a necessidade de maior conforto e começou a reparar no seu semelhante. Assim, como decorrência das necessidades individuais, surgiram as trocas. Sistemas de troca direta, que duraram vários séculos, ocasionaram o aparecimento de palavras como ―salário‖ (pagamento feito por meio de certa quantidade de sal) e ―pecúnia‖ (do latim pecus, que significa rebanho de gado, ou peculium, relativo a gado miúdo, como ovelha ou cabrito). As primeiras moedas, peças que representavam valores, geralmente em metal, surgiram na Lídia (atual Turquia), no século VII a.C. As características que se desejava ressaltar eram gravadas nas peças por meio da pancada de um objeto pesado (martelo), em primitivos cunhos. Foi o surgimento da cunhagem a martelo, na qual os signos monetários eram valorizados também pela nobreza dos metais empregados, como o ouro e a prata. Embora a evolução dos tempos tenha levado à substituição do ouro e da prata por metais menos raros ou suas ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a associação dos atributos de beleza e expressão cultural ao valor monetário das moedas, que quase sempre, na atualidade, apresentam figuras representativas da história, da cultura, das riquezas e do poder das sociedades. A necessidade de guardar as moedas em segurança fez surgirem os bancos. Os negociantes de ouro e prata, por terem cofres e guardas a seu serviço, passaram a aceitar a responsabilidade de cuidar do dinheiro de seus clientes e a dar recibos escritos das quantias guardadas. Esses recibos passaram, com o tempo, a servir como meio de pagamento por seus possuidores, por serem mais seguros de portar do que o dinheiro vivo. Assim surgiram as primeiras cédulas de papel moeda, ou cédulas de banco, ao mesmo tempo em que a guarda dos valores em espécie dava origem a instituições bancárias. Internet: (com adaptações). No período em que se insere, no texto 1A1-II, a oração ―por serem mais seguros de portar do que o dinheiro vivo‖ exprime a) um motivo por que recibos passaram a ser utilizados como meio de pagamento. b) uma condição para que recibos fossem utilizados como meio de pagamento. c) uma explicação para que as pessoas se sentissem mais seguras portando recibos em vez de dinheiro vivo. 122 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle d) uma justificativa para que os recibos fossem mais seguros que dinheiro vivo. e) uma consequência de os recibos terem passado a ser utilizados como meio de pagamento. 634 Texto 1A2-I Conforme o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a expectativa de vida para ambos os sexos no Rio Grande do Sul foi superior à do Brasil em 1991, 2000 e 2010. Entre os vinte e sete estados brasileiros, o Rio Grande do Sul (RS) era em 2010 o quarto estado com a maior esperança de vida ao nascer, tendo sido superado pelo Distrito Federal, Santa Catarina e São Paulo. De acordo com o IBGE, a expectativa de vida ao nascer, no RS, para ambos os sexos, passou de 72,4, em 2000, para 77,8 em 2016. Os estudos de evolução demonstram que a transição demográfica começou mais cedo em relação à maior parte dos estados brasileiros e tornou-se mais evidente nas últimas décadas, o que caracterizou o rápido aumento absoluto e relativo das faixas de população adulta e idosa. Em relação ao sexo, as diferenças ficam ainda mais evidentes quando se constata a maior esperança de vida ao nascer entre as mulheres — que em 2016 atingiu 81,1 anos, ao passo que entre os homens alcançou 74,3 anos. Como resultado, o número de mulheres é superior ao número de homens, principalmente nas faixas de idade mais avançadas. Internet: (com adaptações). Depreende-se das informações do texto 1A2-I que, no Rio Grande do Sul, a esperança de vida ao nascer a) aumentou entre os homens em 2000. b) diminuiu entreas mulheres em 2000. c) aumentou entre os homens em 2016. d) diminuiu entre homens e mulheres em 2000. e) diminuiu entre as mulheres em 2016. 635 Texto 1A2-I Conforme o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a expectativa de vida para ambos os sexos no Rio Grande do Sul foi superior à do Brasil em 1991, 2000 e 2010. Entre os vinte e sete estados brasileiros, o Rio Grande do Sul (RS) era em 2010 o quarto estado com a maior esperança de vida ao nascer, tendo sido superado pelo Distrito Federal, Santa Catarina e São Paulo. De acordo com o IBGE, a expectativa de vida ao nascer, no RS, para ambos os sexos, passou de 72,4, em 2000, para 77,8 em 2016. Os estudos de evolução demonstram que a transição demográfica começou mais cedo em relação à maior parte dos estados brasileiros e tornou-se mais evidente nas últimas décadas, o que caracterizou o rápido aumento absoluto e relativo das faixas de população adulta e idosa. Em relação ao sexo, as diferenças ficam ainda mais evidentes quando se constata a maior esperança de vida ao nascer entre as mulheres — que em 2016 atingiu 81,1 anos, ao passo que entre os homens alcançou 74,3 anos. Como resultado, o número de mulheres é superior ao número de homens, principalmente nas faixas de idade mais avançadas. Internet: (com adaptações). Infere-se do texto 1A2-I que a transição demográfica no Rio Grande do Sul a) iniciou-se antes da ocorrida em São Paulo e no Distrito Federal. b) resultou em aumento da população idosa. c) impactou outros estados da região Sul, como Santa Catarina. d) tornou-se mais evidente no início do século XX. e) afetou o nível de qualidade da saúde da população idosa. 636 Texto 1A2-II Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista do programa das dez da manhã falou: — Ninguém é obrigado a parecer velho. 123 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Tirando a canseira provocada por aquele horror de exames que o médico tinha pedido, Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor. A dermatologista deu aparte: — Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade. Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar só para atender as freguesas que batiam palmas no portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar um deprimido de marca e um desempregado crônico. O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram anunciados em uma tabuleta de madeira. A apresentadora, que já nem era tão mocinha, considerou que tudo dependia do estado de espírito da pessoa e das escolhas feitas durante a vida: — Às vezes, é preciso dizer não. Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e cabelos fartos e grisalhos. — As pessoas podem continuar sexualmente ativas até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. Neide sentiu uma tontura, e, de repente, a colher de pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede. Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama azul de listras estava tão acabado que nem dava para pano de chão, e a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma pequena trégua, o suficiente para que ela se desgostasse à visão do descaimento. Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações). Depreende-se do texto 1A2-II que a personagem Neide, ao assistir ao programa de tevê, a) teve certeza de que a sua aparência não correspondia a sua idade. b) compreendeu que havia começado a envelhecer aos trinta e seis anos de idade. c) surpreendeu-se ao saber que a ciência constatara que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade. d) refletiu sobre as circunstâncias que a impulsionaram a se tornar, desde jovem, arrimo de família. e) constatou que os rumos de sua vida independiam das suas escolhas. 637 Texto 1A2-II Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista do programa das dez da manhã falou: — Ninguém é obrigado a parecer velho. Tirando a canseira provocada por aquele horror de exames que o médico tinha pedido, Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor. A dermatologista deu aparte: — Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade. Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar só para atender as freguesas que batiam palmas no portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar um deprimido de marca e um desempregado crônico. O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram anunciados em uma tabuleta de madeira. A apresentadora, que já nem era tão mocinha, considerou que tudo dependia do estado de espírito da pessoa e das escolhas feitas durante a vida: — Às vezes, é preciso dizer não. Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e cabelos fartos e grisalhos. — As pessoas podem continuar sexualmente ativas até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. Neide sentiu uma tontura, e, de repente, a colher de pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede. Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama azul de listras estava tão acabado que nem dava para pano de chão, e a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma 124 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle pequena trégua, o suficiente para que ela se desgostasse à visão do descaimento. Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações). No último parágrafo do texto 1A2-II, os dois-pontos, em suas duas ocorrências, introduzem, nos períodos em que ocorrem, a) opiniões da personagem Neide sobre a personagem João Carlos. b) esclarecimentos do narrador sobre a personagem João Carlos e sobre a visão de Neide diante do marido. c) impressões do narrador e da personagem Neide sobre a personagem João Carlos. d) constatações do narrador e da personagem Neide sobre a personagem João Carlos. e) suposições do narrador e da personagem Neide sobre a personagem João Carlos. 638 Texto 1A2-II Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista do programa das dez da manhã falou: — Ninguém é obrigado a parecer velho. Tirando a canseira provocada por aquele horror de exames que o médico tinha pedido, Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor. A dermatologista deu aparte: — Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade. Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar só para atenderas freguesas que batiam palmas no portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar um deprimido de marca e um desempregado crônico. O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram anunciados em uma tabuleta de madeira. A apresentadora, que já nem era tão mocinha, considerou que tudo dependia do estado de espírito da pessoa e das escolhas feitas durante a vida: — Às vezes, é preciso dizer não. Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e cabelos fartos e grisalhos. — As pessoas podem continuar sexualmente ativas até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. Neide sentiu uma tontura, e, de repente, a colher de pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede. Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama azul de listras estava tão acabado que nem dava para pano de chão, e a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma pequena trégua, o suficiente para que ela se desgostasse à visão do descaimento. Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações). Assinale a opção que reproduz trecho do texto 1A2-II em que predomina a tipologia descrição. a) ―Ninguém é obrigado a parecer velho‖ b) ―Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor‖ c) ―Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade‖ d) ―Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede‖ e) ―a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões‖ 639 Texto 1A2-II Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista do programa das dez da manhã falou: — Ninguém é obrigado a parecer velho. Tirando a canseira provocada por aquele horror de exames que o médico tinha pedido, Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor. A dermatologista deu aparte: — Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade. 125 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar só para atender as freguesas que batiam palmas no portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar um deprimido de marca e um desempregado crônico. O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram anunciados em uma tabuleta de madeira. A apresentadora, que já nem era tão mocinha, considerou que tudo dependia do estado de espírito da pessoa e das escolhas feitas durante a vida: — Às vezes, é preciso dizer não. Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e cabelos fartos e grisalhos. — As pessoas podem continuar sexualmente ativas até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. Neide sentiu uma tontura, e, de repente, a colher de pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede. Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama azul de listras estava tão acabado que nem dava para pano de chão, e a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma pequena trégua, o suficiente para que ela se desgostasse à visão do descaimento. Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações). Assinale a opção que apresenta uma expressão temporal que marca fato anterior aos acontecimentos da narrativa do texto 1A2-II. a) ―dez da manhã‖ b) ―aos sessenta e quatro anos‖ c) ―doze anos‖ d) ―até a morte‖ e) ―de repente‖ 640 Texto CB1A1-II Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do império babilônico, que, buscando satisfazer sua rainha Meda, saudosa das colinas e florestas de sua pátria,providenciou a construção de estupendos jardins suspensos. Essa excentricidade, que consumiu anos de labor e gastos incalculáveis, culminou em uma das sete maravilhas do mundo antigo. Tal ―maravilha‖, que originou mais ônus do que propriamente benefícios, apresenta grande similitude com devaneios atuais em que se constata o gasto de dinheiro público com atos de motivação fútil e imoral, finalidade dissociada do interesse público e em total afronta à razoabilidade administrativa, com flagrante desproporção entre o numerário despendido e o benefício auferido pela coletividade. Além da insensatez detectada em alguns atos de administração, constata-se a existência de situação mais grave e preocupante, a degeneração de caráter em muitos entre os que ascendem à gestão do interesse público. Essa degeneração, em alguns casos, precede a investidura; em outros, tem causas endêmicas, sendo o resultado inevitável da interação com um meio viciado. Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 47 (com adaptações). No texto CB1A1-II, predomina a tipologia a) injuntiva. b) narrativa. c) descritiva. d) expositiva. e) argumentativa. 641 Texto CG1A1-I Atitudes para um desenvolvimento sustentável tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma definitiva na agenda da sociedade. Até no mundo dos negócios a sustentabilidade está em pauta. Empresas que antes pensavam só em lucro agora otimizam seus processos por meio da sustentabilidade empresarial. Outro campo de estudos voltado para o consumo consciente e equilibrado com o meio ambiente é a bioeconomia, ou economia sustentável, cujo objetivo é promover a utilização de recursos de base biológica, recicláveis e renováveis, e consequentemente mais sustentáveis. Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o 126 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle sucesso das empresas, que precisam cada vez mais entregar ao cliente valor agregado e estilo de vida, e não somente mercadorias. A preocupação com o meio ambiente converte-se, portanto, em vantagem competitiva, notadamente em mercados cada vez mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a perenidade da marca, em virtude do fortalecimento de sua reputação e credibilidade. Para o desenvolvimento sustentável, os negócios devem estar amparados em boas práticas de governança, com benefícios sociais e ambientais. Essa metodologia influencia os ganhos econômicos, a competitividade e o sucesso das organizações. Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão importante para a economia? A população cresce em número e em capacidade de consumo; com isso, a demanda pela utilização de recursos naturais recrudesce de forma quase insustentável. A utilização de matrizes não renováveis tende ao esgotamento e à poluição progressiva do meio ambiente. Para quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos econômicos que propõem um novo modo de gestão da sociedade, como a economia circular e a bioeconomia. A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio ambiente em seu eixo de elaboração. Ela, agora, reúne todos os setores da economia que utilizampara - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Rectangle N° GAB PORTUGUÊS 399 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 400 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 401 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 402 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 403 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 404 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 405 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 406 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 407 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 408 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 409 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 410 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 411 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SLU-DF Prova: Cargos de Nível Superior 412 b Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: CGE - CE Prova: Auditor de Controle Interno 413 d Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: CGE - CE Prova: Auditor de Controle Interno 414 d Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: CGE - CE Prova: Auditor de Controle Interno 415 d Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: CGE - CE Prova: Auditor de Controle Interno 416 a Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: CGE - CE Prova: Auditor de Controle Interno 417 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: CGE - CE Prova: Auditor de Controle Interno 418 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: CGE - CE Prova: Auditor de Controle Interno * * JESUS TE AMA N° GAB PORTUGUÊS 419 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Nível Superior 420 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Nível Superior 421 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Nível Superior 422 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Nível Superior 423 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Nível Superior 424 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Nível Superior 425 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Nível Superior 426 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Nível Superior 427 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Nível Superior 428 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Nível Superior 429 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Nível Superior 430 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Nível Superior 431 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 432 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 433 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 434 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 435 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 436 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 437 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 438 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) * * JESUS TE AMA 22 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 439 Texto CB2A1-I Com relação às ideias do texto CB2A1-I, julgue o item a seguir. Conclui-se do último parágrafo do texto que o sentimento de crise provocado pela sensação de desorientação favorece um futuro prejudicial ao próprio sujeito em crise. Certo Errado 440 Considerando os mecanismos de coesão e os sentidos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte. A expressão ―tudo isso‖ (l.9) retoma, por coesão, todos os termos que a precedem no período. Certo Errado 441 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. Para o autor do texto, todo período histórico que se tornou passado se caracteriza como um período de crise moral. Certo Errado 23 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 442 Texto CB2A1-I Considerando os mecanismos de coesão e os sentidos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte. Na linha 28, a expressão ―na qual‖ refere-se ao termo antecedente ―história humana‖. Certo Errado 443 Considerando os mecanismos de coesão e os sentidos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte. Na linha 9, o vocábulo ―que‖ retoma o termo ―saltos de época‖. Certo Errado 444 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam mantidos se fosse inserido o vocábulo do imediatamente após a palavra ―espírito‖ (l.2). Certo Errado 24 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 445 TEXTO 2 Julgue o item a seguir, com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior. Mantendo-se os sentidos e a correção gramatical do texto, o trecho ―exigindo novas definições e novos arranjos‖ (l. 6 e 7) poderia ser reescrito da seguinte forma: às novas definições e aos novos arranjos infligindo-se. Certo Errado 446 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. O emprego de acento agudo nas palavras ―juízo‖, ―extraídos‖ e ―período‖ justifica-se pela mesma regra de acentuação gráfica. Certo Errado 447 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. Na linha 12, os dois-pontos foram empregados com a finalidade de introduzir uma síntese das ideias enunciadas no primeiro parágrafo do texto. Certo Errado 25 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 448 TEXTO 2 Julgue o item a seguir, com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior. Conclui-se do último parágrafo do texto que a verdadeira crise não será resolvida enquanto os esforços persistirem centralizados na resolução da crise financeira. Certo Errado 449 Julgue o item a seguir, com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior. Infere-se do texto que, na atualidade, é imposto um comportamento hegemônico e uniforme para lidar com diferentes situações de crise no mundo. Certo Errado 450 Julgue o item a seguir, com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior. O isolamento da expressão ―isto é‖ (l.14) por vírgulas marca uma suspensão no texto provocada por dúvida. Certo Errado 451 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. 26 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle No período em que se inserem, os trechos ―para absolver o presente‖ (l.13) e ―para louvar os bons tempos antigos‖ (l.14) exprimem finalidades. Certo Errado 452 Texto CB2A1-I Com relação às ideias do texto CB2A1-I, julgue o item a seguir. De acordo com o texto, as sociedades deste século vivenciaram a substituição darecursos biológicos. Assim, a bioeconomia surgiu para possibilitar soluções eficazes e coerentes para os problemas socioambientais contemporâneos: mudanças climáticas, crise econômica mundial, substituição do uso de energias fósseis, saúde, qualidade de vida da população, entre outros. O objetivo é criar uma economia inovadora com baixas emissões de poluentes, que concilie as exigências para a agricultura sustentável e a pesca, a segurança alimentar e o uso sustentável dos recursos biológicos renováveis para fins industriais, e que assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade e a proteção ambiental. A bioeconomia contempla não apenas setores tradicionais como agricultura, silvicultura e pesca, mas também setores como as biotecnologias e bioenergias. Ao que tudo indica, o futuro será definitivamente bio. Marina Santos Chiapetta. Internet: (com adaptações). Com relação a gênero e tipologia textuais, é correto considerar o texto CG1A1-I como a) uma peça publicitária amparada na tipologia narrativa. b) uma reportagem sustentada principalmente na descrição. c) um artigo em que predomina a tipologia expositiva. d) um verbete que combina narração com descrição. e) um prefácio que combina argumentação com descrição. 642 Texto O medo do esquecimento obcecou as sociedades europeias da primeira fase da modernidade. Para dominar sua inquietação, elas fixaram, por meio da escrita, os traços do passado, a lembrança dos mortos ou a glória dos vivos e todos os textos que não deveriam desaparecer. A pedra, a madeira, o tecido, o pergaminho e o papel forneceram os suportes nos quais podia ser inscrita a memória dos tempos e dos homens. No espaço aberto da cidade, no refúgio da biblioteca, na magnitude do livro e na humildade dos objetos mais simples, a escrita teve como missão conjurar contra a fatalidade da perda. Em um mundo no qual as escritas podiam ser apagadas, os manuscritos podiam ser perdidos e os livros estavam sempre ameaçados de destruição, a tarefa não era fácil. Paradoxalmente, seu sucesso poderia criar, talvez, outro perigo: o de uma incontrolável proliferação textual de um discurso sem ordem nem limites. O excesso de escrita, que multiplica os textos inúteis e abafa o pensamento sob o acúmulo de discursos, foi considerado um perigo tão grande quanto seu contrário. Embora fosse temido, o apagamento era necessário, assim como o esquecimento também o é para a memória. Nem todos os escritos foram destinados a se tornar arquivos cuja proteção os defenderia da imprevisibilidade da história. Alguns foram traçados sobre suportes que permitiam escrever, apagar e depois escrever de novo. Roger Chartier. Inscrever e apagar: cultura escrita e literatura (séculos XI-XVIII). Trad.: Luzmara Curcino Ferreira. São Paulo: UNESP, 2007, p. 9-10 (com adaptações). Predomina no texto a tipologia a) narrativa. 127 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Rectangle https://example.co b) prescritiva. c) argumentativa. d) descritiva. e) expositiva. 643 Texto O alemão Max Weber, um dos mais renomados pensadores sociais, fundador e expoente da teoria sociológica clássica, elaborou um conceito de burocracia baseado em elementos jurídicos do século XIX, concebidos por teóricos do direito. A divisão e distribuição de funções, a seleção de pessoal especializado, os regulamentos e a disciplina hierárquica são fatores que fazem da burocracia moderna o modo mais eficiente de administração, tanto na esfera privada (em uma empresa capitalista) quanto na administração pública. O leigo, em geral, costuma criticar o aparelho burocrático da administração pública devido à sua rigidez administrativa, inadequação das normas e grande quantidade de regulamentos. Esses aspectos produzem resultados contrários aos esperados pelo cidadão, como, por exemplo, a lentidão dos processos. De fato, a crescente racionalidade do sistema burocrático tende a gerar efeitos negativos, que podem diminuir drasticamente a eficiência de uma organização ou sociedade. Em contrapartida, novos modelos de estruturas burocráticas, alternativos ao modelo weberiano, têm sido experimentados. Burocracia: Max Weber e o significado de „burocracia‟ Internet: (com adaptações) O texto tem, predominantemente, a função de a) divertir o leitor. b) informar o leitor. c) dialogar com o leitor. d) convencer o leitor de algo. e) narrar um fato ao leitor. 644 Texto Sete anos após receber o título de Patrimônio Cultural do Brasil, o Complexo Cultural Bumba Meu Boi, uma das manifestações culturais mais marcantes do estado do Maranhão, pode receber reconhecimento internacional. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) entregou ao Ministério das Relações Exteriores o dossiê de candidatura dessa manifestação cultural ao status de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O título é conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O Bumba Meu Boi é uma apresentação que mistura brincadeira, música, dança e artes cênicas. Os participantes dramatizam a história dos personagens Pai Francisco e sua mulher grávida, Mãe Catirina. Pai Francisco rouba a língua de um dos bois da fazenda onde trabalhava para satisfazer os desejos de Catirina. O dono da fazenda, porém, perdoa o trabalhador após os participantes do folguedo recuperarem a saúde do boi. A história termina com uma festa para celebrar o final feliz de todos. Internet: (com adaptações) O texto é um(a) a) conto. b) crônica. c) ensaio. d) artigo de opinião. e) notícia informativa. 645 Educar para a transcendência é tentar estabelecer um equilíbrio entre a educação para a sobrevivência e a educação para a transcendência. Explico melhor: a educação tem sido até hoje, na melhor das hipóteses, uma transferência cultural que oferece aos jovens a possibilidade de sobreviver dentro da sua cultura, entendida como modo de vida. Isso ocorre no contexto das formas mais tribais da educação, até nas mais sofisticadas, mas não menos egoístas. Com a evolução da espécie humana ― que existe diferenciada dos animais há 4 ou 5 milhões de anos ―, foi se acentuando a nossa diferença fundamental 128 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle em relação aos animais: consciência do espaço temporal em que vivemos — isto é, consciência do começo e do fim da vida — e curiosidade intensa sobre o que éramos antes e o que iremos ser depois. Ao penetrarmos, conscientemente, nesse campo desconhecido por meio do raciocínio, da filosofia e, por que não, da ciência, estaremos no caminho da transcendência. É preciso que a educação nos prepare para esse caminho com o qual poderemos entender melhor de onde viemos e para onde vamos. Isso nos tornará mais humildes, mais humanos e mais éticos. Estes dois aspectos, ética e transcendência, andam juntos e só se logram com uma maior abertura e um conteúdo humanístico e filosófico cada vez maior no processo educativo. José Aristodemo Pinotti Discurso [sobre o processo de discussão da reforma universitária] Internet: (com adaptações) O texto é essencialmente a) descritivo. b) narrativo. c) expositivo. d) argumentativo. e) injuntivo. 646 Com base na distinção conceitual entre gênero e tipo textual, assinale a opção que indica um exemplo de gênero textual e uma designação de tipo textual, respectivamente. a) cardápio; relação b) carta comercial; dissertação c) narração; inquérito policial d) ofício; relação e) argumentação; descrição 647 Texto 1A1-II O imposto sobre aagricultura e, a partir disso, passaram a se submeter ao controle dos proprietários de veículos de informação. Certo Errado 453 TEXTO 2 27 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Julgue o item a seguir, com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior. A correção gramatical do texto seria mantida caso, no trecho ―passam a se comportar‖ (l.14), o vocábulo ―se‖ fosse deslocado para depois da forma verbal ―comportar‖, da seguinte maneira: passam a comportar-se. Certo Errado 454 Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. No trecho ―tica em ‗concordo‘‖ (l.13), o verbo ticar é sinônimo de clicar, mas difere deste por ser de uso informal. Certo Errado 455 Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, julgue o item a seguir. A substituição do conectivo ―porque‖ (l.10) por pois manteria os sentidos originais do texto. Certo Errado 456 Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, julgue o item a seguir. A palavra ―capricho‖ (l.8) está empregada no texto com o mesmo sentido de zelo. Certo Errado 457 Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, julgue o item a seguir. O termo ―lá‖ (l.6) remete à fazenda da Jureia, onde a personagem vivenciou as experiências relatadas no texto. Certo Errado 28 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 458 Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. O termo ‗juridiquês‘ (l.11) não faz parte do vocabulário oficial da língua portuguesa, contudo seu emprego não compromete a correção gramatical e está adequado ao nível de formalidade do texto. Certo Errado 459 Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. O texto apresenta estratégia argumentativa que visa aproximar o leitor das ideias desenvolvidas pelo autor. Certo Errado 460 Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. No trecho ―poucos tentam compreender no que exatamente se inscreveram‖ (l. 8 e 9), a substituição de ―no que‖ por o que comprometeria a correção gramatical do texto. Certo Errado 461 Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. As formas pronominais em ―rescindi-lo‖ e ―transcendê-lo‖, na linha 4, referem-se, respectivamente, a ―contrato‖ (l.1) e a ―dia‖ (l.2). Certo Errado 29 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 462 Texto CB2A1-I A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item que se segue. Seria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal ―representa‖ (L.9) fosse substituída por representam. Certo Errado 463 Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. A vírgula empregada na linha 2 tem a finalidade de demarcar uma relação de oposição entre as orações ―Todos nós aderimos a ele no dia em que nascemos‖ (l. 1 e 2) e ―e ele regula nossa vida até o dia em que morremos‖ (l. 2 e 3). Certo Errado 464 Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, julgue o item a seguir. 30 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle O texto é essencialmente descritivo, pois detalha lembranças acerca das viagens de férias que a personagem e sua família faziam com frequência durante a sua infância. Certo Errado 465 Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, julgue o item a seguir. A retirada da vírgula empregada na linha 1 alteraria os sentidos originais do primeiro período do texto. Certo Errado 466 Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. Infere-se do texto que a modernidade impele o ser humano a tomar decisões com as quais ele não concorda. Certo Errado 467 Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, julgue o item a seguir. As formas ‗Xô‘ e ‗Vâmu‘, na linha 5, são marcas de oralidade e reproduzem a informalidade da fala do condutor do carro de boi. Certo Errado 468 Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, julgue o item a seguir. A retirada do sinal indicativo de crase em ―às gargalhadas‖ (l.7) preservaria os sentidos e a correção gramatical do texto. Certo Errado 31 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 469 Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das construções linguísticas do texto apresentado. Seriam mantidos os sentidos do texto caso o primeiro período do segundo parágrafo fosse assim reescrito: Quando prestamos atenção a nossa volta, percebemos que quase tudo que vemos existe pelas atividades do trabalho humano. Certo Errado 470 Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das construções linguísticas do texto apresentado. As formas pronominais ―Estas‖ (ℓ.4) e ―las‖ (ℓ.7) referem-se a ―necessidades dos seres humanos‖ (ℓ. 2 e 3). Certo Errado 471 Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das construções linguísticas do texto apresentado. No trecho ―Os processos de produção dos objetos que nos cercam movimentam relações diversas entre os indivíduos‖ (ℓ. 10 a 12), o sujeito da forma verbal ―cercam‖ é ―Os processos de produção dos objetos‖. Certo Errado 472 No que se refere aos sentidos e às construções linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir. 32 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle A correção gramatical do texto seria mantida, mas seu sentido seria alterado, caso o trecho ―que se infiltra no ambiente no qual dormimos‖ (ℓ. 18 e 19) fosse isolado por vírgulas. Certo Errado 473 No que se refere aos sentidos e às construções linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir. Infere-se do primeiro parágrafo do texto que ―boêmios da pá virada e vampiros‖ diferem biologicamente dos seres humanos em geral, os quais tendem a desempenhar a maior parte de suas atividades durante a manhã e a tarde. Certo Errado 474 No que se refere aos sentidos e às construções linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir. É correto inferir do trecho ―o homem da luz já deve ter se transferido para o mundo das trevas eternas‖ (ℓ. 34 e 35) que provavelmente o funcionário responsável pelo acionamento da iluminação urbana já morreu. Certo Errado 475 No que se refere aos sentidos e às construções linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir. A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos caso a forma verbal ―existia‖ (ℓ.34) fosse substituída por existisse. Certo Errado 476 No que se refere aos sentidos e às construções linguísticas do textoprecedente, julgue o item a seguir. Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o primeiro período do terceiro parágrafo poderia ser assim reescrito: Contudo, os cientistas avisam que ter tanta luz à nosso dispor custa muito caro ao meio ambiente. Certo Errado 477 No que se refere aos sentidos e às construções linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir. A substituição da locução ―a cidade toda‖ (ℓ.30) por toda cidade preservaria os sentidos e a correção gramatical do período. Certo Errado 478 No que se refere aos sentidos e às construções linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir. A forma verbal ―viceja‖ (ℓ.1) poderia ser substituída por germina, sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do trecho. Certo Errado 33 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle N° GAB PORTUGUÊS 439 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 440 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 441 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 442 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 443 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 444 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 445 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 446 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 447 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 448 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 449 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 450 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 451 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 452 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 453 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 454 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria 455 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria 456 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria 457 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria 458 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria * * JESUS TE AMA N° GAB PORTUGUÊS 459 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria 460 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria 461 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria 462 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Analista (Superior) 463 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria 464 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria 465 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria 466 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria 467 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria 468 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PGE-PE Prova: Assistente de Procuradoria 469 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 470 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 471 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 472 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 473 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 474 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 475 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 476 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 477 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 478 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior * * JESUS TE AMA 34 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 479 No que se refere aos sentidos e às construções linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir. A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos caso se suprimisse o trecho ―é que‖, em ―como é que se fazia‖ (ℓ.27). Certo Errado 480 Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das construções linguísticas do texto apresentado. Com o emprego da expressão ―assim como‖ (ℓ.12), estabelece-se uma relação de comparação entre ideias expressas no período. Certo Errado 481 Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das construções linguísticas do texto apresentado. Conclui-se do texto que, devido à abundância de recursos, nas sociedades tribais os indivíduos não têm necessidade de separar as práticas laborais das outras atividades sociais. Certo Errado 35 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 482 Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das construções linguísticas do texto apresentado. Caso o advérbio ―praticamente‖ (ℓ.23) fosse isolado por vírgulas, a correção gramatical do trecho seria alterada. Certo Errado 483 No que concerne ao texto precedente, julgue o próximo item. A informação apresentada pela oração ―nenhuma letra se igualando a outra‖ (ℓ. 7 e 8) é redundante em relação à informação apresentada na oração imediatamente anterior, servindo para reforçar-lhe o sentido. Certo Errado 484 No que concerne ao texto precedente, julgue o próximo item. A afirmação de que alguns nomes põem nos olhos de seus donos ―um azul que não possuem‖ (ℓ. 4 e 5) contradiz a ideia de que os nomes definem não as qualidades reais de cada um, mas o modo como os outros o veem. Certo Errado 485 Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das construções linguísticas do texto apresentado. A locução ―em razão de‖ (ℓ.9) expressa uma ideia de causa. Certo Errado 36 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 486 Infere-se do texto 1A11-I que, na ocasião do concerto em Paris, em 1837, a) Pixis tocou uma composição de Beethoven como se fosse de sua autoria. b) Liszt equivocou-se na leitura do roteiro de composições que deveria executar. c) a plateia revoltou-se contra Liszt, por ele ter confundido uma composição de Pixis com uma de Beethoven. d) o público julgou as composições apenas com base nas designações equivocadas no programa do concerto. e) as peças de Pixis e Beethoven foram executadas de modo tão semelhante que o público não foi capaz de distingui-las. 487 Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita do seguinte trecho do texto 1A1-I: ―É preciso integrar-se aos países do MERCOSUL‖ (ℓ. 32 e 33). Assinale a opção cuja proposta de reescrita, além de estar gramaticalmente correta, preserva os sentidos originais do texto. a) É preciso que o Brasil se integre aos países do MERCOSUL 37 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangleb) É preciso ao Brasil a integração dos países do MERCOSUL c) É preciso que o Brasil seja integrado pelos países do MERCOSUL d) É preciso que os países do MERCOSUL integrem-se ao Brasil e) É preciso ao Brasil integrar o MERCOSUL 488 O autor do texto 1A11-I apresenta a narrativa do concerto de Liszt com o propósito de a) reconhecer que Pixis era tão genial quanto Beethoven. b) criticar o modo como algumas pessoas consomem arte. c) dar notoriedade à carreira de Pixis. d) alertar o público de que não se deve confiar em tudo que se lê. e) incentivar o público a ampliar seu repertório musical. 489 38 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle No texto 1A1-I, o emprego de vírgulas para isolar as expressões ―adotado no país‖ (l.22) e ―embora se pareça com o IVA‖ (ℓ. 23 e 24) é a) facultativo em ambas as expressões. b) obrigatório apenas na primeira expressão. c) apenas uma escolha estilística do autor. d) justificado por regras distintas de pontuação. e) necessário devido ao deslocamento dessas expressões dentro do período. 490 No texto 1A11-I, com o emprego da expressão ―(hoje)‖ (ℓ.4) entre parênteses, o autor a) destaca que Pixis é desconhecido na atualidade, mas que não o era em 1837. b) indica que, a partir da data do concerto, Pixis deixou de ser desconhecido. c) enfatiza o ―dia de glória‖ (ℓ. 1 e 2) de Pixis. d) ressalta que se trata do dia do concerto de Franz Liszt. e) revela desprezo pela popularidade de Pixis em 1837. 491 39 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do trecho ―O direito tributário brasileiro depara-se com grandes desafios‖ (ℓ. 1 e 2), do texto 1A1-I, o segmento ―depara-se com‖ poderia ser substituído por a) depara-se a. b) confronta com. c) depara-se diante de. d) confronta-se a. e) depara com. 492 No texto 1A11-I, a palavra ―medíocre‖ (ℓ.1) foi empregada com o mesmo sentido de a) carente. b) tímido. c) humilde. d) inexpressivo. e) despretensioso. 493 No trecho ―aplaudir Pixis como se fosse Beethoven‖ (ℓ. 29 e 30), do texto 1A11-I, observa-se a figura de linguagem a) catacrese. b) metonímia. c) eufemismo. d) pleonasmo. e) personificação. 494 Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 1A3-II, julgue os itens seguintes. I No trecho ―o poder de tributar está na origem do Estado ou do ente político‖ (ℓ. 5 e 6), a substituição de ―ou‖ por e prejudicaria a correção gramatical do texto. II A supressão dos parênteses empregados no trecho ―(ou a vida pré-política da humanidade)‖ (ℓ.8) alteraria os sentidos originais do texto. 40 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle III No trecho ―seria comparável a usurpação ou roubo‖ (ℓ.19), a forma verbal ―seria‖ expressa dúvida quanto à possibilidade de concretização da referida comparação. Assinale a opção correta. a) Apenas o item I está certo. b) Apenas o item II está certo. c) Apenas os itens I e III estão certos. d) Apenas os itens II e III estão certos. e) Todos os itens estão certos. 495 De acordo com o texto 1A3-II, o poder de tributar é uma a) competência conferida pelos cidadãos ao Estado, com vistas ao bem comum da sociedade. b) condição para a construção de uma relação hierárquica entre governantes e governados. c) obrigação criada pelo Estado para a sua manutenção, mas que, gradativamente, passou a gerar benefícios à sociedade. d) forma de submissão dos cidadãos ao Estado assemelhada a usurpação ou roubo. e) relação anterior à constituição do Estado e da própria sociedade. 496 No que concerne ao texto precedente, julgue o próximo item. O vocábulo ―um‖ (ℓ.14) refere-se a um indivíduo cujo nome é idêntico ao do autor do texto. Certo Errado 497 No que concerne ao texto precedente, julgue o próximo item. Infere-se que o autor do texto é espanhol. Certo Errado 41 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 498 Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita do seguinte período do texto 1A1-I: ―A harmonização com os outros sistemas tributários é outro desafio que deve ser enfrentado.‖ (ℓ. 31 e 32). Assinale a opção cuja proposta de reescrita, além de estar gramaticalmente correta, preserva os sentidos originais do texto. a) A harmonização com outros sistemas tributários deve enfrentar também o desafio. b) O desequilíbrio com outros sistemas tributários é outro desafio a ser resgatado. c) A harmonização com os demais sistemas tributários consiste em outro desafio a ser enfrentado. d) A harmonização de outros sistemas tributários é mais um desafio que deve ser enfrentado. e) A hierarquização com outros sistemas tributários é também um desafio ao qual deve-se combater. 42 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 499 No texto 1A1-I, o pronome que inicia o trecho ―Isso se tornou um atentado contra o princípio de simplificação‖ (ℓ. 8 e 9) remete a) à oração ―guerra fiscal ocasionada pelo ICMS‖ (ℓ. 4 e 5) b) à ideia de que o ICMS é ―O principal tributo em vigor‖ (ℓ.5). c) ao argumento de que ―O direito tributário brasileiro depara-se com grandes desafios‖ (ℓ. 1 e 2). d) ao fato de ―contribuintes e advogados se debruçarem sobre vinte e sete diferentes legislações no país‖ (ℓ. 6 a 8) para entender o ICMS. e) à crítica do autor à recorrência das mesmas regras tributárias em ―vinte e sete diferentes legislações no país‖ (ℓ. 7 e 8). 500 Os três aspectos que representam desafios para o direito tributário brasileiro, na ordem em que aparecem no texto 1A1-I, são a) a alteração de regras para benefícios e isenções, a competitividade propiciada pela interdependência dos estados e a recuperação do poder econômico do país. b) o conflito fiscal proporcionado pelo ICMS, a competitividade produzida pela interdependência dos estados e a recuperação do poder econômico do país. c) a alteração de regras para benefícios e isenções, a competitividade gerada pela interdependência dos estados e a recuperação do poder econômico do país. d) o afinamento com outros sistemas tributários, a adoção do IVA e o conflito fiscal favorecido pelo ICMS. e) o conflito fiscal propiciado pelo ICMS, a competitividade gerada pela interdependência dos estados e o afinamento com outros sistemas tributários. 501 O texto 1A1-I a) carece de uma introdução para o assunto que aborda. b) é composto de três parágrafos vinculados a uma temática principal. c) é organizado de forma progressiva, partindo do problema menos relevante ao mais relevante. 43 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle d) concentra no parágrafo final a conclusão geral dos argumentos apresentados. e) é pautado integralmente na temática da tributação excessiva. 502 A correção gramatical e os sentidos originais do texto 1A1-I seriam preservados se, no trecho ―A competência estadual do ICMS gera ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades da Federação‖ (ℓ. 26 a 28), o vocábulo ―ainda‖ fosse substituído pela seguinte expressão, isolada por vírgulas. a) até entãob) ao menos c) além disso d) até aquele tempo e) até o presente momento 503 Infere-se das ideias do texto 1A1-I que o autor é contrário a) ao modelo tributário europeu. b) à aplicação do IVA em nível federal. c) ao sistema tributário do MERCOSUL. d) à competência estadual para o ICMS. e) aos padrões tributários do mundo globalizado. 504 No texto 1A3-I, a oração ―se o Estado reduzisse a tributação de determinado setor da economia‖ (ℓ. 10 e 11) apresenta, no período em que se insere, noção de a) concessão, uma vez que representa uma exceção às regras de tributação do país. b) explicação, uma vez que esclarece uma ação que diminuiria os custos do referido setor. c) proporcionalidade, uma vez que os custos do referido setor diminuiriam à medida que se diminuísse a tributação. d) tempo, uma vez que a diminuição dos custos do referido setor ocorreria somente após a redução da tributação sobre ele. e) condição, uma vez que a diminuição dos custos do referido setor dependeria da redução da tributação sobre ele. 44 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 505 Com relação às propriedades linguísticas do texto 1A3-II, julgue os itens a seguir. I O referente da forma verbal ―passassem‖ ( ℓ.8) é o termo ―as pessoas‖ ( ℓ.6). II As formas pronominais presentes em ―geri-la‖ ( ℓ.9) e ―financiá-la‖ ( ℓ.10) possuem referentes distintos no texto. III O referente da forma pronominal ―ele‖ ( ℓ.18) é a expressão ―o poder de tributar‖ ( ℓ.17). IV A inserção do sinal indicativo de crase em ―a usurpação‖ ( ℓ.19) não prejudicaria a correção gramatical do texto. Estão certos apenas os itens a) I e III. b) I e IV. c) II e IV. d) I, II e III. e) II, III e IV. 506 O texto 1A3-I organiza-se de forma a apresentar a) argumentos em favor dos objetivos do Estado com relação à política tributária, para convencer o leitor. b) possíveis consequências sociais e econômicas da política tributária. c) procedimentos da atividade de tributação, destacando sua natureza fiscal. d) defesa de ações governamentais mais efetivas no que se refere à política tributária. e) razões para a diminuição de impostos ser considerada mais benéfica que o aumento destes. 507 Infere-se do texto 1A3-I que a ação do Estado, com relação à política tributária, visa a) ao provimento de receitas e também a finalidades econômicas e sociais. b) à redução de tributos sobre empresas comprometidas com o desenvolvimento social. c) ao aumento do lucro de empresas, com impacto sobre o crescimento do país. 45 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle d) ao estímulo do setor empresarial pela concessão de isenção do pagamento de impostos. e) ao crescimento da livre concorrência, com aumento dos impostos aplicados a empresas. 508 Cada uma das opções a seguir apresenta trecho do texto 1A11-I seguido de uma proposta de reescrita. Assinale a opção cuja proposta preserva os sentidos do texto e suas relações coesivas. a) ―distante ano‖ (ℓ.2): ano distante b) ―desconhecido compositor‖ (ℓ.4): compositor desconhecido c) ―público refinado‖ (ℓ.7): refinado público d) ―músico menor‖ (ℓ.14): menor músico e) ―desprezo coletivo‖ (ℓ.12): coletivo desprezo 509 A correção gramatical e os sentidos do texto 1A3-I seriam preservados caso o fragmento ―favorecendo- se, assim, a elevação dos seus investimentos‖ (l.15 e 16) fosse reescrito da seguinte forma. a) que favorecerá, assim, a elevação dos seus investimentos b) em que favorece, assim, a elevação dos seus investimentos c) à qual favoreça, assim, a elevação dos seus investimentos d) cuja elevação dos investimentos seria, assim, favorecida e) o que favoreceria a elevação dos seus investimentos 46 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 510 Os sentidos originais e a correção gramatical do texto 1A11-I seriam preservados se a forma verbal ―invertera‖ (ℓ.20) fosse substituída por a) inverteria. b) teria invertido. c) invertesse. d) havia invertido. e) houve de inverter. 511 A correção gramatical e os sentidos do texto 1A3-II seriam preservados se o termo ―Em decorrência disso‖ (ℓ.16) fosse substituído pela seguinte expressão. a) Devido isso b) Em suma c) Por conseguinte d) Consoante isso e) Para tanto 47 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle 512 A correção e os sentidos do texto 1A11-I seriam preservados se a palavra ―enxovalhada‖ (ℓ.24) fosse substituída por a) desassistida. b) desagravada. c) afamada. d) aplaudida. e) desdenhada. 48 Licenciado para - R inele M onteiro - 11745473670 - P rotegido por E duzz.com Line Rectangle N° GAB PORTUGUÊS 479 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 480 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 481 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 482 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 483 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 484 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 485 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 486 d Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 487 a Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 488 b Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 489 d Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 490 a Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 491 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 492 d Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 493 b Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 494 b Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 495 a Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 496 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 497 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Policial Rodoviário Federal - Superior 498 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual * * JESUS TE AMA N° GAB PORTUGUÊS 499 d Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 500 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 501 b Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 502 c Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 503 d Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 504 e Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual 505 a