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TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL ORIENTAÇÕES IMPORTANTES ANTES DE COMEÇAR: Este é o template padrão único para a realização do seu Desafio Profissional. Para todas as disciplinas, o template será o mesmo. O que muda é a proposta do seu desafio. Portanto, para que você conheça o desafio proposto para a sua disciplina, é preciso: 1) Acessar o seu AVA; 2) Clicar na disciplina que será avaliada; 3) Entrar em “Notas e Avaliações”; 4) Clicar em “Responder Avaliação III”. Além disto, é fundamental que você faça a leitura atenta da questão na íntegra antes de iniciar o preenchimento deste template. Agora, vamos às etapas de realização do seu desafio profissional. ETAPA 1: Apresentação do Desafio Profissional Seu papel ativo nesta etapa é apenas ler tudo com atenção e entender qual solução (ou soluções) você apresentará ao final da atividade. Então, leia todas as orientações da Etapa 1 do seu Desafio Profissional. Assessoria exclusiva 77999846298 ou 77992079212 ETAPA 2: Materiais de referência (ambientação) do seu Desafio Profissional Nesta etapa, você deve analisar os materiais de referência e eleger três aspectos mais relevantes na solução do desafio. Por exemplo: uma estratégia inovadora, uma decisão polêmica ou uma atitude inesperada. Seu papel ativo nesta etapa é apontar esses três aspectos e justificar suas escolhas. Estudante, escreva aqui os três aspectos e justifique suas escolhas. Anote assim neste template: o que chamou atenção + por quê. 1. Diversidade como direito e como estratégia institucional • Chamou atenção: a ideia de que diversidade não é “extra”, mas parte do que torna uma organização justa e sustentável. • Importância: ajuda a rebater a resistência interna e fortalece o argumento de que inclusão melhora inovação, representatividade e legitimidade social. 2. Cidadania ativa depende de participação e acesso • Chamou atenção: cidadania não é só “ter direito”, é conseguir acessar e participar das decisões. • importância: orienta soluções voltadas à ampliação da participação real na cooperativa, especialmente em espaços de liderança e conselhos. 3. Acessibilidade, comunicação e diálogo intercultural como condições de inclusão • Chamou atenção: exclusão pode acontecer por barreiras invisíveis (linguagem, processos, falta de diálogo). • Importância: direciona intervenções práticas para ajustar entrada de novos membros, linguagem, reuniões, materiais e formas de escuta das comunidades quilombolas ETAPA 3: Levantamento de conceitos teóricos Aqui, você deve aproximar a teoria da prática. Seu papel ativo nesta etapa é pesquisar conceitos, autores, teorias etc., que possibilitem a compreensão da solução do desafio. Para isto, faça uma lista comentada de conceitos-chave, cada um explicado em duas ou três linhas. Por exemplo: Nome do conceito → definição curta → como ajuda a entender o caso. Lembre-se de que é como montar uma “maleta de ferramentas teóricas” para usar na próxima etapa. Assessoria exclusiva 77999846298 ou 77992079212 1. Cidadania ativa • Definição : prática contínua de exercer direitos e deveres por meio de participação, controle social e atuação coletiva. Vai além da formalidade legal e se expressa em decisões e ações concretas. • Como ajuda: mostra que a cooperativa precisa criar meios reais para que diferentes grupos participem e influenciem decisões. 2. Protagonismo social • Definição: capacidade de sujeitos e grupos conduzirem processos, ocuparem espaços de decisão e construírem soluções com autonomia e reconhecimento. • Como ajuda: evidencia que não basta “incluir” como presença simbólica; é necessário ampliar voz, liderança e poder de decisão. 3. Inclusão e acessibilidade social • Definição: conjunto de práticas e condições que removem barreiras e garantem participação plena, com comunicação adequada, adaptações e respeito às diferenças. • Como ajuda: explica por que PCDs e quilombolas não conseguem aderir: os processos podem estar desenhados para excluir. ETAPA 4: Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional Neste momento, você deve começar a construção da sua análise. É aqui que você vai usar sua “maleta de ferramentas” para solucionar o desafio. Seu papel ativo nesta etapa é aplicar cada conceito que julgue importante e conectá-lo com algo que acontece na situação analisada. Você fará isso por meio de uma lista de tópicos, respondendo: • Como o conceito X explica o que aconteceu na situação Y? • O que a teoria X nos ajuda a entender sobre o problema central? Que soluções possíveis a teoria aponta (e por que elas fazem sentido)? Assessoria exclusiva 77999846298 ou 77992079212 • Como os conceitos explicam o que ocorre A situação revela baixa cidadania ativa interna: os espaços de decisão parecem concentrados em grupos tradicionais, com pouca abertura para renovação. O protagonismo social de mulheres, jovens e grupos historicamente excluídos não se concretiza, pois não há mecanismos para formação, entrada, permanência e ascensão. A inclusão não acontece porque existem barreiras estruturais: comunicação excludente, falta de acessibilidade, ausência de diálogo intercultural e resistência cultural de membros antigos. O que a teoria ajuda a entender sobre o problema central A incoerência entre discurso e prática tende a gerar perda de legitimidade social e enfraquecer o vínculo com o território. A teoria mostra que diversidade não é automática por ser agricultura familiar: depende de desenho institucional, regras, cultura organizacional e condições reais de participação. Soluções possíveis apontadas pela teoria (e por que fazem sentido) • Governança inclusiva: criar regras e metas mínimas de participação em conselhos, com critérios transparentes, fortalece cidadania ativa. • Programa de protagonismo: formação interna, mentoria e incentivo a lideranças femininas e juvenis cria condições de ascensão real. • Acessibilidade e diálogo intercultural: revisar processos de adesão, linguagem e canais de escuta viabiliza entrada de PCDs e quilombolas; faz sentido porque remove barreiras concretas. A ETAPA 5 É A MAIS IMPORTANTE DE TODO O PROCESSO, POIS É A ETAPA QUE SERÁ AVALIADA! ENTÃO, PRESTE MUITA ATENÇÃO! ETAPA 5 – AVALIATIVA: Redação do produto - Memorial Analítico. Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem estruturado e objetivo. Seu papel ativo nesta etapa é desenvolver um Memorial Analítico. Este será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso três na média final desta disciplina. Vamos reforçar o que é um memorial analítico? É basicamente você mostrando o caminho que percorreu: o que leu, como interpretou, que teorias usou, que conclusões tirou e o que aprendeu com tudo isso. Para ajudar você, segue o passo a passo do que não pode faltar no Memorial Analítico (ordem recomendada, pois cada item fará parte da composição da sua nota): • Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto • Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – vale 0,5 ponto • Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles explicam a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos • Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual teoria apoia sua ideia? – vale 3 pontos • Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa experiência? – vale 2 pontos • Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 ponto • Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo de estudo? – vale 1 ponto Checklist rápido antes de entregar: • Meu texto não passou de 6000 caracteres.• Meus conceitos fazem sentido, e não estão só “porque sim”. • Conectei teoria + situação. • Apresentei soluções plausíveis. • Incluí referências. • Mostrei que aprendi algo. • Tenho orgulho do que escrevi. Lembre-se de que este trecho deve ser copiado e colado no campo de resposta da questão, dentro de Notas e Avaliações. Lembre-se também de salvar este documento em PDF e colocá-lo como anexo à sua resposta. 1) Resumo do que foi descoberto Foi identificado um descompasso entre a imagem pública da Cooperativa Raízes do Vale e sua prática cotidiana: apesar do discurso de inclusão, a participação de mulheres é mínima e sem liderança, jovens são pouco representados, não há presença de pessoas com deficiência e há dificuldade de adesão de agricultores quilombolas por barreiras de acessibilidade e comunicação. Também se observou resistência cultural interna, com parte dos membros tratando inclusão como tema “externo” à realidade cooperativista, enquanto outro grupo reconhece que a baixa diversidade prejudica inovação, legitimidade e justiça social. 2) Contextualização do desafio A cooperativa atua na produção de orgânicos e se posiciona publicamente como promotora de igualdade e sustentabilidade humana. Entretanto, os dados internos e relatos de comunidades tradicionais revelam exclusão prática, falta de diálogo intercultural e ausência de políticas que garantam participação real. O problema central é alinhar discurso e prática, fortalecendo cidadania ativa e protagonismo social dentro da governança cooperativa e na relação com o território, especialmente com grupos historicamente sub-representados. 3) Análise com base em 2 a 3 conceitos da disciplina A cidadania ativa ajuda a compreender que inclusão depende de oportunidades concretas de participação e influência nas decisões, e não apenas de um discurso institucional. O protagonismo social evidencia que representatividade real exige criação de condições para que mulheres, jovens e grupos excluídos ocupem espaços de liderança e tomada de decisão. Já a inclusão e acessibilidade social mostram que a exclusão pode ser produzida por regras, práticas e linguagens que dificultam a entrada e a permanência de determinados grupos, como PCDs e comunidades quilombolas, mesmo sem intenção explícita de discriminar. 4) Propostas de solução fundamentadas teoricamente Proponho a criação de um Programa de Inclusão e Protagonismo, com três eixos integrados. No eixo de governança inclusiva, a cooperativa deve revisar seu regimento interno para ampliar participação de mulheres e jovens em conselhos e comissões, com metas progressivas, critérios transparentes e calendário público de reuniões. Também deve instituir um comitê de diversidade e cidadania, com escuta periódica e prestação de contas interna, fortalecendo cidadania ativa e controle social dentro da instituição. No eixo de acessibilidade e diálogo intercultural, é necessário adaptar processos de adesão, comunicação e reuniões: linguagem simples, materiais acessíveis, horários que favoreçam participação e canal de atendimento inclusivo. Para o vínculo com quilombolas, recomenda-se rodas de diálogo no território, construção conjunta de regras de adesão e reconhecimento de particularidades culturais e produtivas. No eixo de formação e protagonismo, sugere-se capacitação contínua sobre inclusão, mediação de conflitos, liderança e participação cooperativista, com mentoria para novas lideranças femininas e juvenis, garantindo que inclusão resulte em poder de decisão. 5) Conclusão reflexiva sobre as aprendizagens Aprendi que cidadania e protagonismo não se consolidam apenas por intenção institucional: exigem estrutura, processos e cultura organizacional coerentes. A cooperativa pode ser socialmente relevante, mas precisa reconhecer que a diversidade não acontece “por natureza”; ela é construída com regras, acessibilidade, diálogo e compromisso permanente. Também compreendi que resistências internas devem ser tratadas com educação, transparência e evidências de impacto social, evitando conflitos improdutivos e fortalecendo a identidade cooperativista. Concluo que a coerência entre discurso e prática é um indicador de legitimidade e sustentabilidade humana. Ao implementar ações simples e monitoráveis, a cooperativa amplia participação, melhora sua relação com o território e fortalece seu papel social, tornando a inclusão parte do cotidiano e não apenas do marketing institucional. 6) Referências (apenas as utilizadas, sem citações no corpo do texto) CERQUEIRA, Marcone Costa et al. Cidadania e protagonismo social. Florianópolis: Arqué, 2023. Diversidade como direito fundamental e seu papel no desenvolvimento sustentável. Revista (PDF). Vídeo: O que é cidadania? (YouTube). IPEA. O Ipea e a Diversidade Social: em busca de um caminho de inclusão, equidade, respeito e acessibilidade. Publicação (PDF). BRASIL. Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010. Estatuto da Igualdade Racial. 7) Autoavaliação do processo de aprendizagem Avalio que desenvolvi uma compreensão mais madura sobre como cidadania e protagonismo se materializam em instituições reais, especialmente quando existem relações de poder, tradições e resistências culturais. Consegui articular conceitos com o caso, identificar barreiras concretas e construir soluções plausíveis e aplicáveis, mantendo coerência entre teoria e prática. Reconheço que posso aprofundar ainda mais indicadores de acompanhamento e estratégias de comunicação interna, mas considero que o percurso fortaleceu minha capacidade de análise crítica e de proposição responsável.