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 curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com
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ento digital, sob as penas da Lei. ©
 Editora Senac São Paulo.
Capítulo 5
Auditoria 
governamental 
e a sociedade 
Prestar informações à sociedade quanto ao uso do recurso público 
está entre os objetivos da contabilidade pública. As atividades da ad-
ministração, em diferentes níveis do setor público, estão sujeitas aos 
princípios da administração pública, como o controle, por exemplo. A 
auditoria é a forma adequada de realizar esse controle e assegurar a 
veracidade dessas informações, conforme visto no primeiro capítulo:
A auditoria no setor público está relacionada ao controle, um dos 
princípios fundamentais da administração pública, estabelecidos 
no Decreto Lei 200 de 25 de fevereiro de 1967: planejamento, coor-
denação, descentralização, delegação de competência e controle.
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.A normatização, os princípios, os procedimentos necessários, a es-
trutura administrativa, quem são os profissionais habilitados e como se 
dá o trabalho de auditoria estão elencados nas normas brasileiras de 
auditoria do setor público (NBASP), sistematizadas pelo Instituto Rui 
Barbosa (IRB), seguindo padrões internacionais. Homologadas a partir 
de 2015, resultam da consolidação das normas de auditoria governa-
mental (NAG), das normas de auditoria do Tribunal de Contas da União 
(NAT); das resoluções da Associação dos Membros dos Tribunais de 
Contas do Brasil (Atricon) e dos normativos legais brasileiros. 
Essas normas estão divididas em três grandes grupos, conforme os 
padrões das normas internacionais de auditoria das entidades fiscaliza-
doras superiores (Issai, na sigla em inglês), emitidas pela Organização 
Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores (Intosai, na sigla em 
inglês) (IRB, 2019).
Este capítulo pretende esclarecer essas normas, de forma a facilitar 
a compreensão dos princípios norteadores da fiscalização, bem como 
explicitar os procedimentos obrigatórios para os profissionais envolvi-
dos nesse processo de controle social.
O texto adota as NBASP mesmo quando a norma é tradução das 
Issai.
1 NBASP – Nível 1: Princípios basilares e 
pré-requisitos para o funcionamento dos 
tribunais de contas brasileiros
A transparência da informação das atividades dos entes públicos 
passa pela atuação correta, equilibrada e imparcial das auditorias e de-
mais processos de fiscalização. Esses processos estão sob responsa-
bilidade dos tribunais de contas, cuja atuação é normatizada por prin-
cípios estabelecidos nas NBASP do nível 1 e demais arcabouço legal. O 
IRB divulgou, em 2015, o sumário dessas normas (IRB, 2015).
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Esse nível reúne as NBASP 10, 12, 20, 30 e 40, apresentadas a seguir, 
todas relacionadas à atuação dos tribunais de contas e detalhadamen-
te explicadas pelo documento do IRB.
1.1 NBASP 10 – Independência dos tribunais de contas
Aspecto basilar para a eficiente fiscalização e seus bons resultados 
é a independência e autonomia do órgão fiscalizador – no caso brasilei-
ro, os tribunais de contas. Os princípios norteadores dessa autonomia 
estão explicitados nas normas e envolvem a independência do órgão e 
a ausência de conflito de interesses; por exemplo, não deve haver en-
volvimento familiar ou de evidente amizade entre os membros dos tri-
bunais e os agentes fiscalizados.
Alguns princípios reforçam a independência, liberdade, cooperação e 
autonomia do órgão. Por exemplo: a decisão de quando, como e quem 
irá auditar é do órgão, portanto, estrutura e recursos financeiros para 
isso devem estar disponíveis. 
1.2 NBASP 12 – Valor e benefícios dos tribunais de contas
Os tribunais de contas devem atuar em prol do interesse público, de-
monstrar sua relevância e responder adequadamente ao indivíduo, ao le-
gislativo e a outros órgãos e entidades do setor público. Sua credibilidade, 
competência e independência podem torná-los modelos para a adminis-
tração pública. Nesse sentido, devem reforçar as seguintes ações:
• Fortalecer a accountability, a transparência e a integridade 
dos órgãos e/ou entidades governamentais. 
• Demonstrar relevância para as partes interessadas. 
• Ser uma organização modelo, que lidera pelo exemplo 
(NBASP, 2015).
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.O primeiro conjunto de ações contempla:
 • auditorias, recomendações e outras ações de controle externo, 
para trazer a informação sobre como os atos administrativos es-
tão sendo conduzidos; 
 • fazer cumprir o dever do ente público em prestar contas;
 • monitorar e reportar as medidas tomadas para diminuir falhas, 
aprimorar atividades e aproveitar oportunidades de melhoria.
E os princípios norteadores para fortalecer a accountability, a trans-
parência e a integridade dos órgãos são: 
Princípio 1: Salvaguarda da independência dos tribunais de contas.
Princípio 2: Realização de auditorias objetivando verificar e regular 
aplicação de recursos públicos, responsabilizando os responsá-
veis quando necessário.
Princípio 3: Habilitação dos responsáveis pela governança do se-
tor público para que possam cumprir suas responsabilidades e 
responder aos achados e recomendações da auditoria e adotar as 
ações corretivas apropriadas.
Princípio 4: Produção de relatórios sobre os resultados de au-
ditoria e disponibilização ao público para que tome ciência dos 
achados de auditoria e das responsabilidades dos gestores. 
(NBASP, 2015, p. 28 -31)
O segundo conjunto de ações está relacionado à capacidade dos 
tribunais de contas em demonstrar como agregam valor e contribuem 
para o aperfeiçoamento da administração pública. Para isso, seguem 
os seguintes princípios norteadores:
Princípio 5: Sensibilidade a mudanças de ambiente e riscos 
emergentes.
Princípio 6: Comunicação efetiva com as partes interessadas.
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Princípio 7: Promoção de aperfeiçoamento da administração pú-
blica, sendo uma fonte confiável de conhecimento e de orientação 
objetiva e independente (NBASP, 2015, p. 32 -34).
Por fim, o terceiro conjunto de ações está relacionado à capacidade 
dos tribunais de contas de inspirar confiança. Para tanto, deve-se se-
guir os seguintes princípios: 
Princípio 8: Garantia de transparência e accountability dos tribu-
nais de contas. 
Princípio 9: Garantia de boa governança dos tribunais de contas.
Princípio 10: Cumprimento de código de ética do tribunal de contas.
Princípio 11: Busca de excelência e de qualidade do serviço.
Princípio 12: Construção de capacidade por meio de promoção de 
aprendizagem ede compartilhamento de conhecimento (NBASP, 
2015, p. 35 -38).
PARA SABER MAIS 
Para saber a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) no acompa-
nhamento e fiscalização dos gastos relativos à pandemia da covid-19, 
acesse a página do relatório de fiscalizações em políticas e programas 
de governo do TCU: https://www.tcese.tc.br/SitePages/ouvidoria.aspx.
No site, você pode pesquisar os gastos diretos do governo federal e as 
transferências para estados, municípios, Distrito Federal e instituições 
privadas sem fins lucrativos.
Esse portal permite também ver as atividades desenvolvidas pelo TCU no 
acompanhamento dos gastos. Apesar da flexibilização dos processos de 
aquisição públicas conforme a Lei no 13.979, em 6 de fevereiro de 2020, 
exageros e malversação de recursos foram identificados. Até 31 de agos-
to de 2020, já existiam 80 processos de representação sobre aquisições e 
ações dos entes governamentais com recursos do governo federal.
 
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.
1.3 NBASP 20 – Transparência e accountability dos 
tribunais de contas
A transparência está relacionada à facilidade de acesso às informa-
ções do agente externo, partes relacionadas, pessoas da comunidade e 
outros agentes públicos. O termo accountability não tem tradução ob-
jetiva para o português, mas pode ser entendido como a possibilidade 
de prestação de contas, de forma ética e atribuindo a responsabilidade 
a quem de direito.
Os princípios norteadores da transparência e accountability estão 
relacionados no documento do IRB (IRB, 2015). Semelhantes aos prin-
cípios NBASP 12, a economicidade no uso de recursos reforça a neces-
sidade de leis e normas para respaldar as atividades dos tribunais de 
contas. Além disso, é importante observar a transparência das ações, 
por meio de ampla divulgação das atividades, e as responsabilidades e 
competência do órgão, que estão relacionadas a seguir:
Princípio 1: Exercício das funções dos tribunais de contas no âmbi-
to de um marco legal que preveja a transparência e a accountability.
Princípio 2: Publicidade de competências, responsabilidades, mis-
são e planejamento.
Princípio 3: Adoção de normas, processos e métodos de auditoria 
objetivos e transparentes.
Princípio 4: Garantia de altos padrões de integridade e de ética por 
parte dos membros, servidores e demais colaboradores.
Princípio 5: Garantia de que os princípios de transparência e de 
accountability não sejam comprometidos quando parte de suas 
atividades forem executadas por terceiros.
Princípio 6: Gerenciamento das operações dos tribunais de contas 
com economicidade, eficiência e eficácia, e em conformidade com 
as leis e regulamentos, e divulgação dos resultados atingidos.
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Princípio 7: Publicidade dos resultados das auditorias e das con-
clusões sobre as atividades gerais do governo. 
Princípio 8: Comunicação oportuna e ampla dos resultados das 
atividades de auditoria por intermédio da mídia, de sites e de ou-
tros meios.
Princípio 9: Cumprimento das Normas Brasileiras de Auditoria do 
Setor Público e busca de aprendizagem contínua, usando orienta-
ções ou conhecimentos de colaboradores externos (NBASP, 2015, 
p. 45-51).
É interessante destacar a responsabilidade do tribunal de contas 
pelas informações, conclusões e sugestões de pareceres obtidos por 
meio da contratação de terceiros. 
O desenvolvimento de sites e portais de comunicação com as ações 
de acompanhamento e fiscalização facilita atingir os princípios 1, 2, 5 e 7 
(accountability, publicidade, transparência e publicidade dos resultados). 
Nesse sentido, o portal do TCU traz muitas informações; alguns estados 
também têm portais de fácil navegação, mas essa não é a norma geral.
1.4 NBASP 30 – Gestão da ética pelos tribunais de contas
Ética é uma questão do indivíduo; porém, o ambiente pode facilitar 
ou não esse comportamento. A gestão ética em geral, e nas auditorias 
em específico, envolve cinco princípios praticamente autoexplicativos:
 • Integridade.
 • Independência e objetividade.
 • Competência.
 • Comportamento profissional.
 • Confidencialidade.
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.Os riscos relacionados à ética, ou à falta dela, se referem a ameaças 
e vulnerabilidades que podem impactar na reputação e credibilidade 
dos tribunais de contas, por exemplo:
 • Interesses pessoais.
 • Parcialidade de julgamentos.
 • Defesa do interesse da entidade fiscalizada.
 • Relacionamentos próximos ou antigos.
 • Pressões externas.
NA PRÁTICA 
A criação das ouvidorias nos tribunais de contas visa aumentar a trans-
parência e garantir os princípios éticos dos procedimentos de auditoria, 
em especial por meio do controle social exercido pela comunidade. 
Você pode, por exemplo, acessar o site do TCE – Sergipe e encontrar 
os telefones, endereços físicos ou de e-mail e outras formas objetivas 
de contato. Acesse a página para conhecer melhor: https://www.tce-
se.tc.br/SitePages/ouvidoria.aspx.
 
Os tribunais de contas têm responsabilidades com a estrutura ou o 
sistema de gestão, para garantir os princípios éticos e a gestão da ética. 
Devem, portanto, se guiar pelos requisitos e orientações a seguir: 
 • Liderança: destacar a importância de sua posição e ser exemplo 
de modelo de conduta.
 • Construção de uma cultura ética em todos os níveis do tribunal, a 
começar pela presidência. 
 • Divulgar código de ética ou de conduta.
 • Criar comissão de ética.
 • Criar e manter canais de comunicação.
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1.5 NBASP 40 – Controle de qualidade das auditorias 
realizadas pelos tribunais de contas
As normas de controle de qualidade têm como objetivo assegurar a 
reputação, credibilidade e capacidade dos tribunais de contas no exer-
cício de suas competências. Os elementos relevantes para o sistema de 
controle da qualidade e seus princípios estão conjuntamente relaciona-
dos a seguir, com base no documento do IRB (IRB, 2015): 
1.5.1 Responsabilidade das lideranças
Segue-se o seguinte princípio:
Princípio: Estabelecimento de um sistema de controle da qualida-
de que abranja políticas e procedimentos destinados a promover 
uma cultura que reconheça que a qualidade é essencial para a re-
alização dos trabalhos (NBASP, 2015, p. 80).
1.5.2 Exigências éticas relevantes
Segue-se o seguinte princípio:
Princípio: Formulação de políticas e procedimentos para fornecer 
segurança razoável de que todos os seus membros e servido-
res bem como contratados para atividades de apoio cumpram 
exigências éticas relevantes na realização dos trabalhos (NBASP, 
2015, p. 80).
1.5.3 Condição de realização e continuidade dos trabalhos
Segue-se o seguinte princípio:Princípio: Estabelecimento de políticas e procedimentos projeta-
dos para fornecer segurança razoável de que as auditorias somen-
te serão realizadas quando os auditores:
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.a) forem competentes para executar os trabalhos e possuírem ha-
bilidades, tempo e recursos;
b) conseguirem cumprir as exigências éticas relevantes;
c) considerarem as condições relativas à integridade da entidade 
auditada e como tratar os riscos à qualidade que possam surgir 
(NBASP, 2015, p. 83).
1.5.4 Recursos humanos
Segue-se o seguinte princípio:
Princípio: Estabelecimento de políticas e procedimentos destina-
dos a fornecer segurança razoável de que têm pessoal suficiente, 
competente, capaz e comprometido com os princípios éticos para:
a) executar trabalhos de acordo com as normas profissionais, a 
legislação e as exigências regulamentares correspondentes;
b) permitir aos Tribunais de Contas que emitam relatórios adequa-
dos às circunstâncias (NBASP, 2015, p. 84).
PARA SABER MAIS 
Para conhecer as equipes de trabalho dos tribunais de contas, é pos-
sível acessar os sites de cada um dos tribunais. Por exemplo, para 
conhecer a equipe de servidores efetivos, comissionados e estagi-
ários do TCE-Paraná, acesse a página do tribunal de contas do es-
tado do Paraná: https://www1.tce.pr.gov.br/conteudo/remuneraco-
es/246/area/46.
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1.5.5 Compromisso com desempenho
Segue-se o seguinte princípio:
Princípio: Estabelecimento de políticas e procedimentos destina-
dos a fornecer segurança razoável de que as auditorias e outros 
trabalhos estão sendo realizados de acordo com as normas pro-
fissionais e as exigências legais e regulamentares aplicáveis, e que 
emitem relatório apropriado às circunstâncias. Essas políticas e 
procedimentos devem incluir:
a) questões relevantes que promovam a qualidade do trabalho 
realizado;
b) responsabilidades de supervisão;
c) responsabilidades de revisão (NBASP, 2015, p. 86).
1.5.6 Monitoramento
Segue-se o seguinte princípio:
Princípio: Estabelecimento de um processo de monitoramento – 
asseguração da qualidade – projetado para fornecer segurança 
razoável de que as políticas e os procedimentos relacionados com 
o controle de qualidade são relevantes, adequados e operam de 
maneira efetiva (NBASP, 2015, p. 88).
As NBASP de nível 1 sistematizam as normas internacionais de ní-
veis 1 e 2 referentes aos órgãos de controle. No Brasil, os tribunais de 
contas são esses órgãos e, por isso, todas as orientações, princípios e 
recomendações aqui estudados se referem a esses tribunais. A figura 
1 mostra os princípios relacionados ao processo de auditoria, de forma 
resumida.
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.Figura 1 – Princípios do processo de auditoria
Estabelecer os termos de 
auditoria
Obter entendimento
Realizar avaliação de risco ou 
análise de problema
Identificar riscos de fraude
Desenvolver um plano de 
auditoria
Planejamento
de auditoria
Princípios relacionados aos processos de auditoria
•
•
•
•
•
Realizar os procedimentos de 
auditoria planejados para obter 
evidências
Avaliar as evidências de 
auditoria e extrair conclusões
Execução
de auditoria
•
•
Elaborar relatório baseado nas 
conclusões alcançadas
Monitorar as questões 
relatadas como relevantes
Relatório de
monitoramento
•
•
Fonte: IRB, 2015, p.8.
2 NBASP – Nível 2: Princípios fundamentais 
de auditoria do setor público
Esse conjunto de normas foi aprovado em 3 de agosto de 2017, em 
assembléia geral do IRB, e resulta da tradução das normas Issai 100, 200, 
300 e 400, revistas pelo subcomitê de normas de auditoria do IRB e sub-
metidas à audiência pública. Diferente das NBASP de nível 1, essas nor-
mas se referem a procedimentos e não aos órgãos de controle e foram 
traduzidas sem muitas adaptações à realidade brasileira, como forma de 
manter a padronização internacional. As normas estão apresentadas a 
seguir, conforme o documento do original (IRB, 2017).
2.1 Issai 100 – Princípios fundamentais de auditoria do 
setor público
Essa norma é base para os três tipos de auditoria do setor público: 
operacional, financeira e de conformidade, objeto de análise das Issai 
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200, 300 e 400, respectivamente. A norma Issai 100 traz informações 
detalhadas sobre: 
• o propósito e a aplicabilidade das Issai;
• o contexto da auditoria no setor público;
• os elementos de auditoria do setor público;
• os princípios aplicáveis à auditoria do setor público.
A figura 1 mostra os elementos de auditoria e suas características 
principais.
Figura 2 – Auditoria e suas características principais
Auditor Parte responsável
Objeto
Produto final
Usuários previstos 
Informações do objetoCritérios
Posição financeira 
Desempenho financeiro 
Fluxo de caixa 
Notas explicativas
•
•
•
•
Auditorias operacionais
Trabalhos de relatório direto•
IPSAS
IFRS
Outras estruturas nacionais
de relatório financeiro para
uso no setor público
•
•
•
Auditorias financeiras
Trabalhos de certificação•
Fonte: da autora baseado em IRB 2017 (p. 23 - 61).
Esses elementos são comuns aos três tipos de auditoria contempla-
dos no NBASP nível 2 e apresentados neste capítulo: financeira, opera-
cional e de conformidade.
102 Normas e práticas de contabilidade do setor público M
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2.2 Issai 200 – Princípios fundamentais de auditoria 
financeira
A auditoria financeira é o processo de verificar se a posição financei-
ra, o desempenho, o fluxo de caixa e a avaliação de ativos e passivos 
estão de acordo com as leis, normas e os propósitos específicos da 
entidade. O objeto de análise são as demonstrações financeiras e rela-
tórios específicos. No setor público, a auditoria financeira pode contem-
plar órgãos de governo, entidades públicas, convênios e contratos com 
o setor público. Essa auditoria pode ocorrer de forma integral no órgão 
ou entidade; pode ser específica em relação a um recurso recebido ou 
projeto estabelecido com propósitos independentes; ou ainda pode ser 
de acompanhamento da destinação de fonte de recurso decorrente de 
determinada política pública. 
Pode também ser chamada de auditoria de execução orçamentária 
ao incluir a análise de conformidade e legalidade com relação ao orça-
mento. Nesse caso, podem serutilizadas Issais específicas, a depender 
do mandato de auditoria. 
A estrutura de demonstrações para auditorias de propósitos gerais 
normalmente inclui (IRB, 2017, p. 55): 
• uma demonstração da posição patrimonial e financeira;
• uma demonstração do desempenho econômico-
financeiro;
• uma demonstração das mutações do patrimônio líquido;
• uma demonstração do fluxo de caixa;
• uma comparação entre valores do orçamento e valores 
realizados, seja na forma de uma demonstração financeira 
adicional separada ou de uma conciliação;
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• notas explicativas, compreendendo um resumo de 
políticas contábeis relevantes e outras informações 
explanatórias; 
• em certos ambientes, um conjunto completo de 
demonstrações financeiras pode também incluir outros 
relatórios, tais como relatórios de desempenho e de 
execução orçamentária.
Essa estrutura também é adequada para auditorias de propósitos 
específicos. Nesse caso, alguns relatórios específicos podem ser for-
mulados, como:
 • Informações sobre fluxo de caixa, elaboradas no regime de caixa: 
ingressos e desembolsos de determinada operação. 
 • Relatórios financeiros específicos ou adaptação dos relatórios de 
uso geral por solicitação de:
 ◦ organismo internacional ou mecanismo de financiamento 
externo; 
 ◦ órgão governamental, poder legislativo ou por outras partes 
que desempenhem função de controle;
 ◦ especificidades de um contrato – por exemplo, projeto 
subvencionado. 
São pré-requisitos para a condução de auditoras financeiras:
 • Ética e independência.
 • Controle de qualidade.
 • Gestão de equipes de auditoria e habilidades (IRB, 2017, p. 64-66).
O quadro 1 mostra os princípios, seguidos de explicações quanto 
aos conceitos básicos de auditoria.
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.Quadro 1 – Conceitos básicos de auditoria
Julgamento e ceticismo profissional O auditor é técnico, não político.
Materialidade Deve haver um objeto de análise.
Comunicação O processo deve ser registrado desde o início.
Documentação
Toda a análise é documental, não se consideram 
relatos verbais ou opiniões.
Concordância com os termos do trabalho
O ente fiscalizado deve ter ciência formal quanto aos 
trabalhos realizados.
Planejamento
O auditor deve previamente estabelecer um roteiro 
de trabalho.
Entendimento da entidade auditada
O auditor deve conhecer as características do ente 
auditado.
Avaliação de risco
O auditor deve ter ciência das consequências do 
seu trabalho e das possibilidades de não obter as 
informações e evidências necessárias.
Respostas aos riscos avaliados O auditor deve ter alternativas aos riscos identificados.
Considerações em relação à possibilidade de 
fraude nas demonstrações financeiras
O auditor deve ter ferramentas e habilidade para 
identificar fraudes nos documentos apresentados.
Considerações sobre a comunidade 
operacional da entidade auditada
Continuar a existir/atuar em face dos problemas 
encontrados.
Considerações relacionadas à conformidade 
da entidade a leis e regulamentos em uma 
auditoria de demonstrações financeiras
As avaliações devem ser feitas à luz do arcabouço 
legal existente para a atividade do ente auditado.
Evidência de auditoria reunindo informações 
consistentes em diferentes fontes
Os erros e acertos encontrados devem estar 
comprovados em documentação fidedigna.
Consideração de eventos subsequentes
As avaliações devem estabelecer premissas para 
que os erros não se repitam.
Avaliação e comunicação de distorções
Os resultados, orientações e solicitações de 
procedimentos devem estar registrados e devem ser 
acompanhados.
Fonte: da autora, com base em IRB, 2017, p. 67-75.
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O processo de auditoria é conduzido por uma equipe, mas a responsa-
bilidade é do auditor. Portanto, seu nome, assinatura e reputação profis-
sional ficam sob o escrutínio da entidade de fiscalização, em específico, 
e da sociedade em geral. Nesse sentido, destacam-se alguns quesitos a 
serem seguidos para o processo de auditora ser realizado com êxito para 
a entidade supervisionada, para o supervisor e em especial para a socie-
dade, de forma a efetivamente se consolidar o ciclo de controle social:
• Formação de opinião e emissão do relatório sobre as 
demonstrações financeiras. 
• Informações comparativas – valores correspondentes e 
demonstrações financeiras comparativas. 
• Responsabilidades do auditor em relação a outras 
informações incluídas em documentos que contenham 
demonstrações financeiras auditadas. 
• Considerações especiais – auditorias de demonstrações 
financeiras preparadas de acordo com estruturas de 
propósitos especiais.
• Considerações especiais – auditoria de quadros isolados 
das demonstrações financeiras e de elementos, contas 
ou itens específicos de uma demonstração financeira.
• Considerações relevantes para auditorias de 
demonstrações financeiras de grupos (incluindo 
demonstrações financeiras consolidadas do governo) 
(IRB, 2015, p. 33-36).
2.3 Issai 300 - Princípios fundamentais de auditoria 
operacional
A auditoria operacional é o exame independente, objetivo e confiável 
de atividades quanto à efetividade. Conforme o Issai 300, detalhada-
mente apresentado no documento do IRB sobre as NBASP – nível 2, 
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.aprovado em 3 de agosto de 2017, a auditoria operacional no setor pú-
blico é realizada pelas Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFS) para 
analisar se empreendimentos, sistemas, operações, programas, ativi-
dades ou organizações do governo estão funcionando de acordo com 
os princípios de economicidade, eficiência e efetividade e se há espaço 
para aperfeiçoamento (IRB, 2017).
A auditoria operacional reúne os princípios gerais da Issai 100 e os 
complementa como os princípios específicos da Issai 300. 
O objetivo da auditoria operacional é promover a governança econô-
mica efetiva e eficaz, além de contribuir também para a accountability 
e transparência. Isso pode ser feito ao apresentar novas informações e 
sugestões para aperfeiçoamento, com vistas a: 
 • proporcionar novas percepções analíticas;
 • aumentar a acessibilidade à informação;
 • propiciar uma visão independente ou uma conclusão baseada 
em auditoria; 
 • apresentar recomendações. 
Os princípios da auditoria operacional são:
• estabelecer objetivo de auditoria claramente definido; 
• escolher abordagem orientada a resultados, problema 
ou sistema de forma a facilitar a solidez do desenho de 
auditoria, sendo que:
• A abordagem orientada a sistemas examina o adequado 
funcionamento do sistema de gestão. 
• A abordagem orientada a resultados avalia se os objetivos 
foram atingidosou se programas estão funcionando 
conforme previsto. 
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• A abordagem orientada a problemas analisa as causas de 
problemas específicos ou desvios em relação a critérios. 
• estabelecer critérios adequados ao processo de auditoria 
e que correspondam aos princípios de economicidade, 
eficiência e efetividade; 
• gerenciar ativamente o risco de auditoria, ou seja, risco 
de obter conclusões incorretas ou incompletas. Isso pode 
resultar em informações desequilibradas ou que não 
agreguem valor aos usuários;
• manter comunicação eficaz e adequada com as entidades 
auditadas e partes interessadas; 
• a equipe deve possuir competências profissionais para 
realizar a auditoria: delineamento de pesquisa, métodos 
de ciências sociais, técnicas de avaliação e investigação; 
bem como habilidades pessoais como capacidade 
analítica, escrita e comunicação;
• exercer ceticismo profissional, com receptividade e 
disposição para inovar; 
• aplicar procedimentos para garantir a qualidade; 
• considerar a materialidade em todas as fases do processo 
de auditoria;
• documentar o processo de auditoria com clareza e 
objetividade de modo a permitir que outros profissionais 
auditores possam compreender o trabalho realizado;
• obter evidências para fundamentar seus achados, 
responder aos objetivos da auditoria e emitir 
recomendações; 
• fornecer relatórios de auditoria completo, convincentes, 
tempestivos, de fácil leitura e equilibrados; 
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.• fornecer recomendações construtivas, em relatórios 
amplamente acessíveis;
• monitoramento das recomendações dos relatórios (IRB, 
2015).
NA PRÁTICA 
Acompanhe um exemplo de auditoria de conformidade na Secretaria 
Nacional de Aviação Civil (SAC), no estado do Rio Grande dos Sul, re-
lativa à contratação de projetos para obras no aeroporto do município 
de Passo Fundo.
Trata-se de monitoramento do item 9.1 do Acórdão 2510/2018-TCU-
-Plenário, de relatoria do ministro Vital do Rego, prolatado no âmbi-
to do TC 023.484/2018-7. 2. O referido processo cuidou da auditoria 
de conformidade realizada pela antiga Secex-RS na SAC, vinculada 
ao Ministério da Infraestrutura (Minfra), e na Secretaria de Transpor-
tes do estado do Rio Grande do Sul, no período compreendido entre 
30/7/2018 e 10/8/2018. A auditoria foi feita com o objetivo de verificar 
a regularidade dos atos praticados no âmbito do Edital RDC 001/2018, 
referente à contratação integrada de serviços técnicos especializados 
de engenharia para elaboração de projeto básico e executivo e à execu-
ção de obras de engenharia aeroportuária e serviços complementares 
do aeroporto de Passo Fundo, empreendimento integrante do progra-
ma de aviação regional e contemplado pelo Termo de Compromisso 
005/2017, firmado entre o Minfra e a Secretaria de Transportes – RS.
A principal irregularidade detectada na auditoria foi a licitação da obra 
com previsão orçamentária insuficiente. 
Você pode conferir mais informações na página do TCU: https:// 
tcu.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/804433125/representacao- 
repr-rp-77620190.
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2.4 Issai 400 - Princípios fundamentais de auditoria de 
conformidade
Os termos “estrutura de conformidade” são usados “para se referir a 
uma estrutura de relatório financeiro que requer conformidade com os 
requisitos da estrutura e não reconhece a possibilidade de tais desvios 
para alcançar uma apresentação razoável” (IRB, 2017, p.5).
Sua auditoria é conceituada como a “avaliação independente para 
determinar se um dado objeto está em conformidade com normas apli-
cáveis identificadas como critérios” (IRB, 2017, p.3). 
Desse modo, ela promove transparência porque fornece relatórios 
confiáveis sobre o uso de recursos, gestão de acordo com as normas e 
sobre o direito dos cidadãos em relação a esse serviço. Promove tam-
bém a accountability, porque relata desvios e violações de normas, per-
mitindo ações corretivas e punição dos responsáveis. Por fim, promove 
a boa governança, porque considera o risco de fraude e identifica fragi-
lidades e desvios de leis e regulamentos. 
A auditoria de conformidade pode ser conduzida de três modos, a 
saber:
 • Relacionada à auditoria das demonstrações financeiras (Issai 
4200).
 • Separadamente das demonstrações financeiras (Issai 4100). 
 • Em combinação com a auditoria operacional. 
Os princípios da auditoria de conformidade são semelhantes aos da 
auditoria financeira e operacional. Diferem apenas no objetivo, porque 
visam a acompanhar, fiscalizar, relatar e orientar as entidades e proje-
tos públicos no que tange ao aparato normativo existente para a ativi-
dade em análise.
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3 NBASP – Nível 3: Requisitos mandatórios 
para auditorias do setor público
Em decorrência da consolidação das normas brasileiras de auditoria 
às normas internacionais, em 2019 foram aprovadas as normas – nível 
3, divididas em dois grandes grupos: NBASP 3000, sobre auditoria ope-
racional, e NBASP 4000, sobre auditoria de conformidade. A principal 
diferença dessas normativas para as apresentadas no nível 2 NBASP 
300 e NBASP 400 é a transformação dos princípios em requisitos, ou 
seja, recomendações se transformam em obrigações. 
O grupo NBASP 3000 traz os requisitos com o termo “deve”, refor-
çando o caráter mandatório da norma. Está organizada de forma seme-
lhante à NBASP 300 e divide-se em quatro sessões:
 • Escopo da norma internacional para auditoria operacional.
 • Definição de auditoria operacional e princípios subjacentes. 
 • Requisitos gerais para auditoria operacional.
 • Requisitos relacionados às principais etapas do processo de 
auditoria. 
Outros documentos da série são o NBASP 3100, sobre conceitos de 
auditoria, e o NBASP 3200, sobre diretrizes relacionadas ao processo 
de auditoria. 
Uma característica peculiar desse documento do nível 3 é apresen-
tar os requisitos sempre seguidos de detalhada explicação. 
O NBASP 4000, da mesma forma que o 3000, está alinhado às nor-
mas NBASP 400 e às NBASP 100. A norma apresenta a aplicabilidade, 
as partes envolvidas, os requisitos gerais e os requisitos inerentes ao 
planejamento, aos procedimentos, à avaliação de evidência, à con-
clusão e à elaboração de relatórios e monitoramento da auditoria de 
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conformidade. A principal diferença dessa auditoria de conformidade 
emrelação à auditoria operacional (norma 3000) está nos objetivos, 
que incluem a asseguração.
Entende-se por asseguração a afirmação de que a entidade, projeto, 
programa ou órgão público está atuando de acordo com as leis, normas 
e outros elementos do aparelho regulatório; da mesma forma, a asse-
guração garante o cumprimento dos objetivos. 
Essa asseguração pode ser feita por meio de um trabalho de certifi-
cação ou relatório direto. 
O relatório direto é um processo de maior autonomia do auditor. A de-
terminação do objeto e dos critérios de avaliação são responsabilidade 
do auditor. A conclusão é expressa na forma de achados, respostas a 
questões específicas da auditoria, recomendações ou opinião.
A certificação é um processo vinculado a critérios específicos. 
Esses processos podem chegar na asseguração razoável, em que se 
tem maior segurança e amplitude, ou na asseguração limitada, quando 
não se tem certeza de acesso a todas as informações necessárias para 
assegurar o cumprimento das normas e/ ou objetivos propostos.
IMPORTANTE 
Legalidade: Todo processo de auditoria de conformidade visa a asse-
gurar o respeito aos aspectos legais e normativos, envolvendo leis, re-
gulamentos e acordos relacionados – como as normas internacionais 
ou as cláusulas contratuais, por exemplo.
Legitimidade: Complementarmente, a auditoria de conformidade visa a 
assegurar a observância aos princípios gerais da administração públi-
ca e a boa conduta dos funcionários públicos.
 
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Considerações finais
Este capítulo procura mostrar, de forma resumida, os princípios de 
auditoria no setor público e sua importância para a governança pública, 
transparência e accountability. Em outras palavras, mostra a estrutura 
existente para o controle social da administração pública. 
O capítulo está estruturado a partir das NBASP, que atualmente es-
tão organizadas em três níveis, com regulamentação específica. 
As normas gerais apresentadas nas NBASP 10, 12, 20, 30 e 40, no 
nível 1, estão relacionadas às EFS, que no Brasil estão consolidadas 
nos tribunais de contas. Esse nível reúne os níveis 1 e 2 das normas 
internacionais. 
As normas gerais para auditoria, apresentadas nas NBASP 100, 
200, 300 e 400, no segundo nível, são a tradução do nível 3 das normas 
internacionais. 
E, por fim, os requisitos mandatórios de auditoria, correspondentes 
ao nível 4 internacional, são em essência a transformação de princí-
pios para requisitos nas normas 300 sobre auditoria operacional, que 
passam a ser NBASP 3000, e das normas 400 em NBASP 4000 sobre 
auditoria em conformidade. 
Cabe novamente destacar o uso da expressão em português NBASP 
em detrimento da expressão em inglês Issai. Ao longo das normas, re-
soluções e documentos é possível encontrar ambas as siglas (NBASP 
ou Issai), mas aqui optamos por priorizar a expressão em português. 
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IRB. Instituto Rui Barbosa. Normas brasileiras de auditoria do setor públi-
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https://irbcontas.org.br/wp-content/uploads/2020/04/irb-nbasp-nivel2.pdf
https://irbcontas.org.br/biblioteca/nbasp-3/

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