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Rafael Pereira de Castro (RA 618150097)
Mestrando Universidade Nove de Julho (Uninove)
Prof. Renata Mota Maciel Dezem
Matéria: Empresa, Direito e Economia: Estrutura, Função e Novas Tendência de Regulação da Atividade Empresarial
O MODELO DE ESTADO REGULADOR BRASILEIRO E SUAS INFLUÊNCIAS
Resumo: O presente artigo busca analisar o atual modelo regulatório brasileiro que culmina na criação das agências reguladoras e seus percalços para cumprimento de sua missão institucional. Para tanto, como contribuição ao substrato teórica acerca do tema, far-se-á um introito sobre o conceito de regulação e uma abordagem histórica a respeito do tema e o papel reservado ao Estado na economia, sob a ótica das principais escolas de regulação, objetivando com isso, contextualizar os ciclos decorrentes das diferentes formas de pensamento que defendem ora um Estado liberal, ora um Estado intervencionista. Em seguida, resgata-se essa reflexão, para o cenário brasileiro, em especial na última quadra do século XX, com os processos de desestatização, privatização e criação das agências reguladoras. Conclui-se o estudo traçando algumas perspectivas de regulação no Brasil.
Palavras Chaves: Regulação. Liberalismo, Intervencionismos. Neoliberalismo. Agência Reguladora. Perspectivas.
Sumário
Introdução	2
Teoria da regulação	3
O papel do Estado sob a ótica das principais doutrinas econômicas	5
O Estado Moderno Liberal – A Escola Clássica	6
O Estado Social – A Escola do Interesse Público.	7
O Estado Neoclássico – A Escola Neoclássica ou Econômica da Regulação	9
A difusão do Neoliberalismo e a globalização	10
O Estado regulador brasileiro e a criação das agências reguladoras	12
Perspectivas de regulação	14
Considerações finais	15
Referências bibliográficas	17
Introdução
O tema regulação econômica, para ser melhor estudado, invoca, intrinsecamente, um exame atento a respeito do Estado, sua influência sobre a atividade econômica e em relação a vida em sociedade. Essa reflexão traz à tona um debate que vem se travando ao logo do tempo a respeito do liberalismo e do intervencionismo da atuação estatal.
No campo teórico, encontramos varias posições, favorável e contrariamente, a respeito da validade da intervenção do Estado na econômica, seja atuando diretamente, por meio de concessão ou através de politicas públicas voltadas à regulação, que perpassam por três importantes escolas de pensamento (Liberal, Social e Neoliberal), observando-se, com clareza, uma oscilação propositiva conceitual ao longo do tempo, ora uma forte intervenção estatal, ora movimentos de liberalização.
O que se nota, contudo, principalmente a partir do final da década de 70, início da de 80, em razão do fenômeno da globalização e suas transformações na economia mundial, é uma tendência na maioria das nações em modificar a sua forma de intervenção nas economias locais, no sentido de se afastar de muitas atividades produtivas, delegando-as a iniciativa privada[footnoteRef:1]. [1: No Brasil, principalmente nas últimas décadas do século XX, são editados o Programa Nacional de Desburocratização (em 1985), o Programa Nacional de Desestatização (em 1990) e o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (em 1995), objetivando justamente a redução do tamanho do Estado e um redirecionamento do seu papel.] 
No Brasil tal fenômeno transformador não passa a latere, a administração pública burocrática, marcada pela centralização das funções de execução e prestação dos serviços públicos, prevalecente até os anos finais da década de 80, curva-se a um Estado eminentemente coordenador regulador, com a criação e formação de estruturas até então inéditas no cenário brasileiro, as chamadas agências reguladoras setoriais.
Neste diapasão, o país encontra-se atualmente frente a frente ao desafio de consolidar a plena atuação e a efetividade dos agentes reguladores, que tem por incumbência controlar, fiscalizar e ainda normatizar a prestação de serviços públicos concedidos na esteira do processo de privatização ocorrido no final dos anos 90, cujo marco inicial coincide com a promulgação da Lei nº 8.031/90.[footnoteRef:2] [2: Lei que criou o Programa Nacional de Desestatização, assinada pelo então presidente Fernando Collor de Mello.] 
Desta forma, portanto, os objetivos principais do presente artigo são: por primeiro, conceituar regulação e proceder uma retrospectiva histórica a respeito da intervenção do Estado na economia ao longo do tempo, com recorte a partir do liberalismo do século XVIII, segundo, analisar o atual modelo regulatório adotado pelo Brasil com a criação de agências reguladoras e, por fim, identificar algumas perspectivas. 
Por se tratar de um trabalha eminentemente teórico, será utilizado o método analítico descritivo e exploratório, sobretudo, no que tange à abordagem histórica das escolas de pensamento econômico. 
Teoria da regulação
Regulação econômica é um tema estudado nos campos da Economia, do Direito e da Ciência Política. 
O Autor português Vital Moreira, de forma bem resumida, consegue destacar as três linhas de concepções, aplicáveis ao vocábulo regulação, que norteiam o entendimento dos autores brasileiros e estrangeiros, que seria: (a) no sentido amplo, toda a forma de intervenção do Estado na economia, independentemente de seus instrumentos e fins; (b) no sentido menos abrangente, a intervenção na economia por outras formas que não a participação direta na atividade econômica, equivalendo ao condicionamento, coordenação e disciplina da atividade econômica privada; e (c) no sentido restrito, somente o condicionamento normativo da atividade privada, seja por lei ou qualquer outro instrumento normativo (ARAGÃO et. al., 2011, p. 111 Apud MOREIRA, 1997, p. 34).
Metaforicamente, Ricardo Martins Marcondes, expõe o conceito de regulação, de uma forma bastante interessante e inusitada, comparando-o ao conceito de regulação de um eletrodoméstico, em que a regulação atuaria como um termostato de uma geladeira, administrando o funcionamento do mecanismo de refrigeração, evitando uma produção de frio excessivo e, ainda, desligando o motor da geladeira no momento em que atingir certo grau de temperatura ideal, promovendo um funcionamento equilibrado e eficiente do sistema (MARTINS, 2011, p. 86).
Citada relação realizada pelo ilustre escritor, apesar de incomum, é salutar, pois, espelha de fato o conceito de regulação supracitado, a ação do termostato, comparado ao agente regulador, não ocorre de modo ininterrupto, ao revés, é desencadeada e requerida tão somente quando se tem a percepção de desequilíbrio sistêmico, capaz de trazer desarmonia ao ambiente que se pretende manter equilibrado, ou seja, a regra a ser observada é a da livre iniciativa, exposta no artigo 170 da Constituição Federal.
O equilíbrio do sistema é atingido quando o Estado, por meio de seu poder regulador, como uma mão no termostato do eletrodoméstico, consegue equalizar as variáveis, eficiência e equidade, no âmbito da economia. A eficiência é descrita por um máximo de valor dentro de um mínimo de custo, contendo também o conceito de bem-estar, sendo que a eficiência existe quando há o maior bem-estar possível. (MARTINS, 2011, p. 88-89).
Assim, fácil detectar que a regulação econômica, tem como principal característica, a harmonização da livre iniciativa, princípio fundamental do Estado brasileiro e da ordem econômica, com os fins do Estado, de modo que um seja complementar ao outro e, em conjunto, possam alcançar o melhor para a sociedade.
Sujeita-se assim, a atividade econômica, à atividade reguladora e fiscalizadora do Estado, cujo o fundamento é a efetivação das normas constitucionais destinadas a neutralizar ou reduzir as distorções que possam advir do abuso da liberdade de iniciativa e aprimorar lhe as condições de funcionamento (BARROSO, 2008, p. 5).
Não se tem, exatamente e consensualmente, um marco inicial a respeito do nascimento da regulação econômica por meio de agências reguladoras, contudo, o modelo adotado pelo Brasil, em larga medida, tem influência francesa e norte americana.Francesa em razão das “autorités administratives independentes”[footnoteRef:3], e americana, em razão das “independent regulatory commissions” [footnoteRef:4]. [3: As autoridades administrativas francesas, criadas em 1983 constituem órgãos administrativos especializados e não personalizados, ou seja, que não possuem personalidade jurídica autônoma do Estado francês e também não constituem poderes orgânicos da soberania. A esses organismos geralmente são outorgadas competências multiformes, notadamente os seguintes poderes: poder de regulação, poder de controle e fiscalização, poder de convocação de autoridades e de membros da sociedade civil, dentre outros. (ARAGÃO et. al., 2011, p. 51).] [4: As comissões regulatórias Independentes, que é protótipo a Interstate Comemercial Commission, instituída em 1887, tinha a incumbência de interdisciplinar as agudas disputas entre os Estados membros da federação, atinentes ao comercio interestadual, sabido que os conflitos federativos constituíram uma das mais sensíveis questões constitucionais dos Estados Unidos. Esse marco regulatório acabou sendo consolidado no ano de 1946, com a edição pelo congresso estadunidense do Federal Administrative Procedure Act, conhecido pela sigla APA. (ARAGÃO et. al., 2011, p. 50)] 
Antes disso, a título de curiosidade, pode-se identificar como um dos marcos iniciais da atividade regulatória do Estado a decisão da suprema corte americana no caso Munn Vs. Illinois, em 1877. Naquele episódio a suprema corte norte americana determinou que qualquer atividade revestida de “interesse público”, em que fosse empregada propriedade privada, seria passível de regulação por parte do Estado (FIANI. 1998, p. 5).
Ademais, em meados da década de trinta, verificou-se uma série de ações por parte do governo norte americano de natureza regulamentar que geraram durante o New Deal[footnoteRef:5], um fortalecimento das agências reguladoras, fortalecimento este justificado pela própria ideia de crescimento da regulação estatal, e que visava a superação da crise de 1929[footnoteRef:6]. [5: O new deal foi o nome dado à série de programas implementados nos Estados Unidos entre 1933 e 1937, sob o governo do presidente Franklin Delano Roosevelt, com o objetivo de recuperar e reformar a economia norte-americana, e assistir os prejudicados pela Grande Depressão.] [6: Dentre as diversas agências criadas durante o New Deal, destacam-se: Securities and Exchange Commission (1934), Social Security Administration (1935); Federal Power Comission (1935); Federal Communication Commission (1936); Soil Conservation Service (1938); etc] 
Para uma maior e mais preciosa compreensão sobre regulação econômica, bem como, do modelo adotado pelo Brasil, benéfico é realizar um estudo das escolas que tradicionalmente, procuraram estudar o funcionamento do Estado, mesmo porque, a conceituação de regulação pode refletir concepções ideológicas distintas, o que se traduzirá na identificação das funções reservadas ao Estado.
O papel do Estado sob a ótica das principais doutrinas econômicas
A ciência econômica floresce para o mundo tão somente a partir do século XVIII, com o advento da escola de pensamento denominada Fisiocrática[footnoteRef:7]. Não obstante ao citado marco histórico científico, antes disso, é evidente que se reconheciam poderes de natureza “regulatória” ao Estado, eis que o próprio Direito se relaciona com o conceito de regulação. Contudo, sem desprezo aos importantes momentos históricos anteriores ao século indicado, tais como a Antiguidade, Idade Média e Período Mercantilista, parece-nos importante, à guisa do tema do presente artigo, realizar um recorte histórico a partir do Estado Moderno Liberal, contemporâneo ao início do pensamento econômico, passando pelo Estado Social e, por fim, o Estado Neoliberal, buscando salientar o papel reservado ao Estado sob a influência destas complexas concepções: [7: Para um breve histórico 	sobre a Escola Fisiocrática, ver HUGON, Paul. História das doutrinas econômicas. 11. Ed. São Paulo, 1970, p. 86-102.] 
O Estado Moderno Liberal – A Escola Clássica
Conforme adverte Ricardo Martins Marcondes (2011, p. 139-140), “o liberalismo é algo difícil de ser conceituado: para alguns é um fenômeno histórico, próprio da Idade Moderna; para outros é uma postura filosófica; para outros, política; para outros econômica.”
O fato é que, independentemente da existência de um consenso conceitual sobre o tema, certo é que as ideias liberais possuíam uma característica comum, um traço ordinário, qual seja, a defesa da liberdade, principalmente, de contrato, na propriedade privada e na livre iniciativa.
Especificamente no campo econômico, o liberalismo é defendido no século XVIII, na França, por François Quesnay, ícone e fundador da escola Fisiocrática e, na Inglaterra, por Adam Smith, precursor da corrente cientifico-econômica denominada Escola Clássica, como uma reação às ideias econômicas mercantilistas, ao absolutismo monárquico (l´état est moi)[footnoteRef:8] e, as intervenções desmedidas do Estado nas atividades econômicas. [8: Frase proferida por Luis XIV, rei absolutista francês.” O Estado sou eu”.] 
Sugestionava-se um Estado de funções reduzidas, limitados à segurança, justiça e serviços essenciais. Perquiria-se a não intervenção deste na economia, admitida ocasionalmente em questões pontuais, a regra seria laissez-faire[footnoteRef:9], expressão cunhada pelo fisiocrata François Quesnay, ou seja, os fenômenos econômicos se processam livre e independentemente de qualquer coação exterior, segundo uma ordem determinada pela natureza e regida por leis naturais. [9: Tradução livre: Deixe isso. Em https://translate.google.com/m/translate. Acessado em 28.11.2018] 
Nesse sentido, afirma Dalmo de Abreu Dallari (1995. § 154, p. 234-235) “O Estado Liberal, resultante da ascensão politica da burguesia, organizou-se de maneira a ser o mais fraco possível, caracterizando-se como o Estado Mínimo o Estado Polícia, com funções restritas à mera vigilância da ordem social e à proteção contra ameaças externas”
Caberia, portanto, ao Estado, neste contexto, manter a ordem, respeitando a liberdade individual e econômica de seus súditos, dando plena liberdade para o desenvolvimento da produção capitalista.
No que tange o aspecto jurídico, o liberalismo deixou também um importante legado, em razão da luta a favor das liberdades, os sistemas jurídicos contemporâneos que adotam o modelo do constitucionalismo, positivam o valor da liberdade, ou seja, foram reconhecidos os primeiros direitos fundamentais do homem, os chamados “direitos a liberdade”, que objetivaram a proteção do indivíduo, da sua propriedade e das relações de troca (o contrato) contra as arbitrariedades do Estado absolutista. 
Como ensina Paulo Bonavides (2004, p.41) “Foi assim, da oposição histórica e secular, na Idade Moderna, entre liberdade do individuo e o absolutismo do monarca, que nasceu a primeira noção de Estado de Direito” 
Ocorre que, com o passar do tempo, a base sobre a qual se sustentou o liberalismo econômico passou a ruir, percebeu-se, que a proteção das liberdades interessava tão somente a uma única camada da sociedade, tão somente as pessoas que tem condições de usufruí-las, ou seja, a burguesia, a quem já possuía os direitos sociais.
Diante disso, correntes filosóficas e movimentos sociais passaram a defender a necessidade de combater o crescimento da desigualdade por meio de uma maior atuação do Estado, justamente para tentar retificar as deficiências observadas no modelo liberal, dando origem, a um novo modelo, o Estado Social.
O Estado Social – A Escola do Interesse Público.
As distorções verificadas entre teoria e a prática quanto ao pensamento liberal, fez emergir no final do século XIX, início do XX, uma ideologia que visava diminuir a desigualdade social, pois, nitidamente, as ideias liberais atendiam tão somente a uma camada da sociedade, fazendo dela um instrumento de dominação.
Nota-se então, a necessidade de uma maior atuação do Estado na prevençãoe repressão das desigualdades sociais. O Estado assume diretamente alguns papeis econômicos, tanto como condutor do desenvolvimento como outros de cunho distributivista, destinados a atenuar certas distorções do mercado e amparar os contingentes que ficavam à margem do progresso econômico. (NETO. 2003, p. 17)
O Estado não poderia limitar-se ao poder de polícia sugerido pelo Estado Liberal, regulando a liberdade do particular no desenvolvimento de sua atividade econômica por meio de uma atuação passiva, ao oposto, o Estado deveria atuar como prestador de serviço público, atendendo as demandas da sociedade, uma vez que, tão somente o Estado pode ser um eficaz instrumento para efetiva concretização da felicidade das pessoas.
Conforme ensina Calixto Salomão Filho (2008, p. 24) A Escola de Serviço Público começa a ganhar contornos mais definidos com Leon Duguit. A relevância desse autor que o transforma em peça fundamental no desenvolvimento dessa escola, está na importância por ele atribuída à noção de serviço público. [...] Para ele a própria noção de Estado confunde-se com a de serviço público, chegando a afirmar que o Estado é apenas “uma cooperação de serviços públicos organizados e controlados por governantes”.
Nos termos expostos, Duguit propõe a substituição do Estado de Polícia, pelo Estado Prestador de Serviço, assim, o Estado passa a ser um prestador de serviço e não mais apenas um instrumento de limitação da esfera do particular e, tal concepção, estrutura todo o direito administrativo francês. Esses serviços são atividades de titularidade do Estado, quer dizer, são atividades imputadas pelo ordenamento jurídico ao Estado, o qual é investindo do dever de presta-las.” (MARCONDES. 2011, p. 151).
Ocorre que, assim como aconteceu com o Estado Liberal, com o passar do tempo, surge em desfavor deste modelo Estado Socia, inúmeras críticas a respeito do modelo proposto, verifica-se que o Estado não é capaz, por limitações diversas, de promover ou oferecer diretamente todos os serviços que a sociedade necessita. Tem-se do Estado, em consequência, a ideia de ineficiência, prodigalidade, morosidade, burocrata e corrupto.
Em razão disso, teoriza-se a principal forma de regulação da economia, a concessão de serviço público. Citada forma, entretanto, também é alvo de inúmeras críticas, pois, de uma maneira geral seria impossível transformar agentes particulares em persecutores do interesse público.
Percebe-se, então, com todo o exposto, que ambas as formas de regulação da economia pelo Estado, propostas até aqui, quais sejam, o poder de polícia, nascido com o Estado Liberal, resultado da ideia de que o Estado pode regular simplesmente através de uma atuação passiva, assim como, a concessão de serviço público, proposta pelo Estado Social, resultado da ideia de que o particular também almejaria o bem estar social, são falhas e incompletas. Há de se progredir então, pensando novos sistemas.
O Estado Neoclássico – A Escola Neoclássica ou Econômica da Regulação 
Evidenciando a ciclicidade outrora apontada em relação a forma de atuação do Estado, a Escola Neoclássica e seus intelectuais, defendiam, em suma e prima facie, as posições dos economistas liberais do século XVIII, tais como, Adam Smith e François Quesnay, que pregavam que o Estado deveria intervir o mínimo possível na economia, ou seja, se opunham fortemente a Escola de Serviço Público, como visto, ulterior ao Liberalismo.
A Escola Neoclássica tem grande visibilidade, a partir de 1947, quando Milton Friedman, professor da Universidade de Chicago, local que se tornaria o maior centro das ideias neoliberais, juntamente com Friedrich August Hayek, filósofo austríaco representante da escola austríaca de pensamento econômico, criam a Mont Pelerin Societaty[footnoteRef:10], entidade voltada à defesa do que ficou conhecido como neoliberalismo. [10: A Sociedade Mont Pèlerin é uma organização internacional fundada em 1947, composta por filósofos, economistas e políticos de diversos países, reunidos em torno da promoção do liberalismo e de seus valores e princípios.] 
Sucede que o neoclassicismo ou neoliberalismo, apesar de fincar suas bases nas ideias liberais, avança no modelo de pensamento, não objetivamente no sentido de melhora da vida em sociedade, mas sim de comutação do modelo de Estado Liberal e sua atuação na economia.
“A teoria econômica da regulação, orientada pelo neoclassicismo, crê poder ver os resultados e, consequentemente, indicar os fins da atividade econômica. A regulação serve apenas como substituto do mercado. O regulador é ou deveria ser capaz de reproduzir um mercado em laboratório ou melhor dizendo, nos gráficos de oferta e demanda. (SALOMÃO FILHO, 2008, p. 29)
Fato é que em um curto espaço de tempo, verificou-se ser impossível este modelo de regulação, qual seja, a reprodução de mercado em laboratório, haja vista a complexidade dos mercados, o discurso então, deste novo tempo passa a ser o da desregulamentação e da privatização.
Nesse momento são as próprias origem teóricas dessa escola a indicar o caminho a ser trilhado. É a desregulamentação ou a desregulação. Se o mercado é a solução considerada ideal e sua reprodução teoria não é possível, então, o melhor é fazer com que o mercado funcione por si só, surge então a ratio da regulação liberal, a desregulação. (SALOMÃO FILHO, 2008, p. 29).
A desregulação proposta principalmente pelos neoliberais da Escola de Chicago (Escola Econômica da Regulação), teve como primeiro objetivo de alcance os Estado Unidos da América e a Inglaterra. Almejava a liberação das atividades privadas sob o regime especial, as chamadas Public Utilities[footnoteRef:11], ou seja, diminuição máxima da regulação estatal. Posteriormente, buscaram a universalização, ou seja, a implementação do modelo desregulatório no mundo inteiro. [11: Atividades com vocação pública, disponíveis para o público, submetidas a regras especiais justiçada por essa vocação. Não são serviços públicos, mas atividades privadas sujeitas a regulação especial. No direito inglês e no direito norte americano, não existe Estado prestador de Serviço, o que há são as public calling e public utilities, são atividades com vocação pública, disponíveis para e ao público, submetidas as regras especiais justificadas por essa vocação: devem ser oferecidas a todos, sem discriminação, o preço cobrado deve ser razoável e justo. Não são, enfatiza-se, serviços públicos, mas atividades privadas sujeitas a regulação especial. (Cf. MARCONDE. 2011, p. 152)] 
O neoliberalismo se tornou hegemônico como modalidade de discurso e, passou a afetar os modos de pensamento, que se incorporou às maneiras cotidianas de muitos sujeitos interpretarem, viverem e compreenderem o mundo (HARVEY, 2008).
Ocorre que, diferentemente daquilo que os neoliberais propunhas aos países da Commow law, supostamente países um passo à frente quanto aos conceitos econômicos neoliberais, ou seja, a desregulação, os neoliberais propunham para os países da Civil Law a privatização dos serviços públicos, ou seja, a transformação dos serviços públicos em algo como as Public Utilities. A ideia era privatizar!
A difusão do Neoliberalismo e a globalização 
Como delineado em linhas pretéritas, as ideias neoliberais espalharam-se por todo mundo. Tal tendência se deu por meio do fenômeno chamado de globalização, para muitos, um meio de difusão do neoliberalismo.
Os neoliberais norte-americanos, principalmente os da Escola de Chicago, aproveitando-se do impetuoso crescimento tecnológico, em especial da internet, se encarregaram de difundir a importância de abertura dos mercados às empresas estrangeiras e, a privatização das empresas estatais e dos serviços públicos.
Para Benacchio (2018, p. 29, APUD SACHS, 2008, p. 29) “A ideologia da globalização econômica é o neoliberalismo, cujo o mote central é o acúmulo de riqueza por meio do aumento dos lucros e não o desenvolvimento humano, de forma sustentável e includente, enquanto preocupação social estatal.”
Segundo o entendimento de Eros Grau (2000, p.90) “o discurso neoliberal’ postula o rompimento da concepção de ‘Estado do bem-estar”.
Para impor o projeto neoliberal pelo mundo, valeram-se os difusores de duas formas diametralmente opostos, pelo menos sob o ponto de vista ético moral. No tocante aos países ricos e industrializados, leia-se, ocidentais europeus, a difusão das ideias se deu exclusivamente pelo convencimento, pelo “marketing” da globalização, ao passo que, no tocante aos países pobres, não industrializados e dependentes economicamente, a forma se deu pela imposição, realizada via instituições financeiras internacionais.
Em 1989 reuniram-se em Washington economistas funcionários do FMI, do Banco Mundial, do BID e do Governo Norte americano, convocados pelo Institute for International Economics – uma entidade privada – para avaliar as reformas econômicas que deveria ser implementada na América Latina, evento que recebera o nome Latin Americ Adjustment: How much has happened?” (MARCONDES. 2011, p. 160).
As três instituições passaram a condicionar empréstimos financeiros ou renegociação de dívidas aos países desajustados economicamente, a assunção de determinados compromissos, dentre os quais, se destacavam: (i) a liberalização do comercio exterior com redução de alíquota para importação e estímulos a exportação, visando impulsionar a globalização da economia e, (ii) a privatização, com a venda de empresas estatais. 
O foco era que o Estado deixasse de produzir riqueza, gerar lucro e exercer atividade econômica, delegando este papel desenvolvimentista à iniciativa privada, objetivo este que favoreceria, sem qualquer sombra de dúvida, as empresas transnacionais a conquistarem novos “mercados”.
Novamente a lição de Benacchio (2018, p. 29) “A globalização econômica repercute diretamente no enfraquecimento da soberania dos países, que passam a ser considerados “mercados” na busca da flexibilização dos diretos trabalhistas e ambientais com a finalidade na diminuição de custo de produção.
Sem embargo da forma não tão diplomática de introdução das ideias neoliberais na américa latina, bem como, das plausíveis críticas quanto aos seus possíveis fins, como delineado acima, certo é também que o intervencionismo estatal, não resistiria a onda mundial de esvaziamento do modelo no qual o Poder Público e as entidades por eles controladas atuavam como protagonistas do processo econômico.
A crise fiscal do Estado de Bem-Estar, conduziu a perspectivas de redução das dimensões do Estado e de sua intervenção direta no âmbito econômico (JUSTEN FILHO. 2002, p. 20).
O Estado regulador brasileiro e a criação das agências reguladoras
Em razão de todo exposto, no início da década de 90, o Brasil reunia condições sociais, políticas e jurídicas adequadas para o começo de uma nova era na regulação estatal.
Além das “imposições” financeiras externas, a insatisfação social com a forma ineficiente de atuação do Estado (intervencionista) que não conseguia, dentre outras coisas, reduzir as desigualdades sociais nem diminuir a crise econômica (inflação, etc.), fortalecem os ideais de liberalização da economia. 
Pretendia-se, destarte, remodelar a feição do Estado, diminuindo-se o seu tamanho com a transferência de inúmeras atividades ao mercado, mas sem que isso significasse um retorno ao modelo clássico do Estado Liberal, pois, agora, o Estado passaria a exercer o seu papel regulador através de agências autônomas.
A concepção regulatória retrata uma redução nas diversas dimensões da intervenção estatal no âmbito econômico. Ainda que seja impossível estabelecer um padrão predeterminado, a regulação incorpora a concepção da subsidiariedade. Isso importa reconhecer os princípios gerais da livre iniciativa e da livre empresa, reservando-se ao Estado o instrumento de regulação como meio de orientar a atuação dos particulares à realização de valores fundamentais (JUSTEN FILHO. 2002, p. 21)
Em consequência, como forma de preparação do terreno jurídico para a criação de uma nova forma de regulação estatal, são implementadas diversas modificações na Constituição de 1988 e editadas leis que modificam a feição da ordem econômica brasileira.
A partir de 1990, com o Programa Nacional de Privatização - PND o Estado brasileiro passa a mudar a sua forma de atuação como agente produtor de bens e serviços em determinados setores da economia, iniciando um longo processo de privatização das empresas estatais e intensificando a concessão de serviços públicos à iniciativa privada. (MATTOS, 2017, p. 137)
Após as alterações legislativas liberalizando a economia e diminuindo o próprio tamanho do Estado, optou-se pela adoção do modelo de agências reguladoras para se estabelecer o novo modelo regulatório brasileiro.
A própria Constituição de 1988, em seu artigo 174 já apontava expressamente, que o Estado atuaria como agente normativo e regulador da atividade econômica[footnoteRef:12]. Ademais, através das Emendas Constitucionais nºs 8/95 e 09/95, respectivamente, foi prevista a criação de dois “órgãos reguladores” específicos para os setores de telecomunicações (art. 21, XI da CRFB)[footnoteRef:13] e do petróleo (art. 177, § 2º, III da CRFB).[footnoteRef:14] [12: Art. 174. “Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.”] [13: Art. 21. “Compete à União: (...) XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais.”] [14: Art. 177. “Constituem monopólio da União: (...) § 2º A lei a que se refere o § 1º disporá sobre: (...) III – a estrutura e atribuições do órgão regulador do monopólio da União.”] 
Além disso, o projeto de reforma de Estado no Brasil, no que diz respeito principalmente aos seus aspectos regulatórios, pode ser abordado também a partir da análise da recomendação de 31.05.1996 do Conselho de Reforma do Estado criado pelo decreto 1.738/96 como órgão vinculado ao então Ministério da Administração e reforma do Estado. 
“o projeto de reforma do Estado visa substituir o antigo estatismo pelo moderno Estado regulador. O aparato regulatório existente é enorme, obsoleto, burocratizante e, em essência, intervencionista, sendo necessário primeiro desregular, para a seguir, regular por novos critérios e formatos mais democráticos, menos intervencionista e burocratizados”.
Diante deste quadro normativo, a mudança na forma de atuação do Estado como agente regulador da atividade econômica constitui o principal elemento de transformação jurídico institucional introduzida pelo projeto de reforma do Estado no Brasil. E o que caracteriza e define tal mudança é a criação de agencias reguladoras independentes, enquanto órgãos responsáveis pela regulação de setores da economia, principalmente daqueles caracterizados como de infraestrutura e serviços públicos, com funções normativas orientadas, principalmente, pelos princípios constitucionais da livre concorrência e da defesa do consumidor (MATTOS, 2017, p. 141).
Institui-se, portanto, um novo modelo regulatória brasileiro com a criação das agências reguladoras. Entre 1996 e 1997, são criadas em decorrência do processo de privatização: a Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No período 1999-2000, são agrupadas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A partir da metade de 2001 até 2005 são criadas: a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), à Agência Nacional de Águas (ANA), à Agência Nacional do Cinema (ANCINE) e à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Não obstante a possibilidade de se criar agências reguladoras no âmbitoestadual e municipal, as agências reguladoras brasileiras, acima citadas, são autarquias federais de regime especial[footnoteRef:15], vinculadas aos respectivos ministérios, porém não subordinadas, ou seja, possuem independência em relação ao poder público. [15: O regime especial - i.e., diferenciado – significa em princípio que à entidade autárquica são conferidos privilégios específicos visando aumentar sua autonomia comparativamente com as autarquias comuns, sem infringir os preceitos constitucionais pertinentes a essas entidades de personalidade publica (MEIRELLES, 1993, P.315).] 
Assim, além das atribuições de competência regulatória, pode-se congregar os seguintes elementos confirmadores da autonomia das Agencias Reguladoras: organização colegiada; impossibilidade de exoneração dos seus dirigentes; autonomia financeira e orçamentária e, por fim, independência decisória.
Perspectivas de regulação
Na impossibilidade natural de prever o futuro, resta-nos, porém, encerrar o breve estudo com algumas notas, sobre aqueles que podem ser os principais desafios que o Estado regulador brasileiro ou a regulação terá de lidar nos próximos anos.
Mesmo porque, na lição de Diogo de Figueiredo Moreira Neto (2003, p. 205) “a regulação, não é, apesar da sustentação de sua modernidade e do ganho de legitimidade que traz, uma panaceia, desde logo, porque se trata de um instituto ainda em desenvolvimento, não se lhe podendo antever em prazo suficiente longo suas qualidade e defeitos”.
Assim, em razão da regulação ser um instituto novo, principalmente no Brasil, com menos de 30 anos, importante reconhecer algumas premissas para que, citado instituto, tenha uma boa aplicação e possa trilhar bons caminhos.
Em primeiro lugar para compreender o conceito de Estado Regulador é necessário reconhecer a supremacia da ordem jurídica sobre a política (MARÇAL, 2002, P. 17)
Depois, é preciso reconhecer a importância de alcançar o equilíbrio de relações interprivadas; a importância de garantir os direitos fundamentais; e, a importância de não permitir, a reincidência da hipertrofia estatal.
É preciso também, que se desenvolva mecanismos adequados contra os riscos de captação do órgão regulador, que prejudica a sua imparcialidade, seja atraído pelos agentes dos setores regulados, seja pelo Poder Político e, até mesmo pela pressão da mídia.
Ademais, é importante que as agências reguladoras se mantenham de fato independentes, ou seja, sem subordinação política e que, a administração pública, permita a atuação dos entes reguladores, para um aperfeiçoamento da república.
Assim, é preciso ter em mente que, apesar dos percalços, não se deve esmorecer nos esforços para desenvolver uma solida cultura de regulação, como alternativa neutra, eficiente e especializada na prevenção e solução de problemas setoriais e liberação da economia.
Considerações finais
O fenômeno jurídico denominado de regulação econômica, caro aos estudiosos da filosofia, do direito e da economia, é algo relativamente novo e certamente inacabado, principalmente no Brasil, vez que, o modelo de Estado coordenador regulador adotado com a criação das agências reguladoras, nasce, tão somente, a partir da década de 90 do século passado.
Bem por isso, objetivou-se no presente artigo buscar compreender além do conceito de regulação, as funções reservadas ao Estado e o modo que este se relacionou com a atividade econômica ao longo do tempo, ora mais liberal ora mais intervencionista, pois suas virtudes, problemas e características, certamente contribuíram, em maior ou menor grau, ao atual modelo regulatório adotado pelo Brasil.
Não obstante a legitima preferência social ideológica de cada indivíduo a respeito de qual seria o melhor sistema (se mais ou menos intervencionista ou liberal) a ser implantado em nosso país, fato é que o Estado continua sendo, ao menos sob o ponto de vista teórico, o principal instrumento para promoção da dignidade da pessoa humana e de bem-estar social.
Apesar disso, não se adota aqui a ideia de que o Estado deva realizar todas as tarefas necessárias a consecução dos valores fundamentais, mas sim, que não poderá abrir mão de seu papel, independentemente do caminho escolhido.
Nesse sentido, a redução das dimensões do Estado não implica na sua ausência, ao revés, denota dizer que os valores fundamentais da sociedade devem e podem ser buscados conjuntamente através da atuação do Estado, da sociedade civil e do cidadão, trata-se de um processo de aperfeiçoamento, que impõe certos poderes-deveres também à comunidade e ao indivíduo.
Isso importa reconhecer os princípios gerais da livre iniciativa e da livre empresa, reservando-se ao Estado o instrumento da regulação como meio de orientar a atuação dos particulares à realização de valores fundamentais. Os fins buscados pelo Estado permanecerão os mesmos, variando apenas os instrumentos que se valerá para tanto.
Na concepção regulatória ao invés do Estado buscar pessoalmente a realização de determinados fins, vale-se do instrumento normativo e de suas competências políticas para influenciar os particulares a realizar os fins necessários ao bem comum.
Nesse contexto adquire especial importância a figura das agências reguladoras independentes, uma vez que o controle estatal sobre as atividades privadas exige instrumentos jurídicos compatíveis com as necessidades impostas pelo sistema.
E nesta perspectiva o Estado regulador não deve ser intervencionista nem tão pouco “laissez-faire” deve ser um Estado que escolhe e pondera de forma equilibrada aquilo que é melhor para seu povo.
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