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PLANEJAMENTO
LOGÍSTICO
Aula 1
PLANEJAMENTO LOGÍSTICO
Introdução ao planejamento logístico
Olá, estudante! Bem-vindo a esta videoaula em que conheceremos
informações essenciais sobre o planejamento logístico. Por meio deste
conteúdo, você terá acesso a uma introdução a esse tema, investigando,
em seguida, os principais fatores que afetam o planejamento. Ao
prosseguir nesta trajetória de aprendizagem, você descobrirá quais são
os diferentes níveis em que o planejamento logístico opera, até, por fim,
saber como implementá-lo na prática. Compreender esses conceitos é
fundamental para aprimorar sua prática profissional, otimizando
processos e melhorando o rendimento em qualquer ambiente de trabalho.
Junte-se a mim nesta jornada educativa e eleve suas habilidades a um
novo patamar. Não perca!
Ponto de Partida
Olá! Seja bem-vindo a esta aula dedicada aos fundamentos do
planejamento logístico, um elemento indispensável no mundo empresarial
moderno. Esta etapa de estudos consiste em uma breve introdução a
esse tema tão relevante. Assim, conheceremos os fatores primordiais a
serem considerados nesse contexto, discutiremos sobre os diferentes
níveis do planejamento logístico e, para concluir, descobriremos como
implementar efetivamente esses planos.
A logística, como espinha dorsal de qualquer operação comercial,
considerando desde a aquisição de matérias-primas até a entrega do
produto final ao consumidor, exige um planejamento meticuloso e
estratégico. A eficiência logística não apenas otimiza os processos
operacionais, mas também contribui significativamente para a satisfação
do cliente e a sustentabilidade do negócio.
Frente a esse cenário, o objetivo de nossa problematização é responder
aos seguintes questionamentos:
Como um planejamento logístico eficaz pode servir como diferencial
competitivo para as empresas no cenário atual?
Quais são os desafios e as oportunidades que surgem no processo
de planejamento?
Como as organizações podem se adaptar às mudanças rápidas do
mercado e às exigências dos consumidores, mantendo, ao mesmo
tempo, a eficiência e a redução de custos?
Essas são perguntas fundamentais, que nos guiarão através dos tópicos
da aula, incentivando-nos a refletir sobre como esses princípios podem
ser aplicados e adaptados à nossa realidade profissional.
Ao embarcar nesta jornada de aprendizagem, mantenha-se curioso e
engajado. Os conhecimentos a serem adquiridos a partir de agora têm o
potencial de transformar desafios em oportunidades, conduzindo sua
futura carreira para novos horizontes. Afinal, o planejamento logístico não
é apenas uma ferramenta operacional, mas também uma habilidade
estratégica que pode definir o sucesso de uma organização.
Desse modo, esteja pronto para pensar em como você pode trabalhar
esses saberes em cenários reais, tornando-se um profissional mais
capacitado e preparado para o dinamismo do mundo empresarial. Vamos
iniciar esta trajetória juntos, prontos para desvendar os segredos do
planejamento logístico eficiente.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Introdução ao planejamento logístico
A importância de um planejamento logístico coeso no contexto
empresarial atual é um tema de relevância crescente no mundo dos
negócios. Por isso, é fundamental conheceremos os motivos pelos quais
um planejamento logístico eficaz se torna tão determinante para as
empresas no cenário contemporâneo, marcado por rápidas mudanças
tecnológicas, expectativas elevadas dos consumidores e uma cadeia de
suprimentos global complexa.
Em um primeiro momento, é preciso considerar a obrigatoriedade de as
empresas se adaptarem às constantes mudanças tecnológicas. No
presente contexto empresarial, caracterizado por uma evolução
tecnológica veloz, as empresas devem incorporar novas tecnologias em
seus processos logísticos.
Frente a esse cenário, o uso de softwares avançados de gerenciamento
de estoque, sistemas de rastreamento em tempo real e soluções de
automação são indispensáveis para aumentar a eficiência e reduzir
custos. Um planejamento logístico que integra essas tecnologias viabiliza
uma análise de dados mais adequada, a previsão de demanda e a
otimização de rotas de entrega.
A satisfação e a retenção de clientes, por outro lado, representam outro
motivo que justifica a necessidade de um planejamento logístico acurado.
A logística desempenha um papel crucial na satisfação do cliente, e é fato
que os consumidores atuais esperam entregas rápidas, precisas e custos
de envio baixos. Um planejamento logístico bem elaborado permite que
as empresas atendam a essas expectativas a partir de uma gestão
eficiente do inventário, redução dos tempos de entrega e oferta de
opções de envio flexíveis. A capacidade de cumprir promessas feitas ao
cliente constrói confiança e fidelidade à marca.
De outro modo, a consciência ambiental e a responsabilidade social
tornaram-se aspectos vitais para as empresas. Um planejamento logístico
eficaz ajuda as organizações a adotarem práticas sustentáveis, como a
redução da emissão de carbono por meio de rotas de entrega otimizadas
e uso de veículos ecoeficientes. Isso não apenas diminui o impacto
ambiental, mas também melhora a imagem da empresa perante
consumidores e stakeholders.
Mais um fator que explica a necessidade de as organizações
contemporâneas planejarem acertadamente seus processos e atividades
logísticas é a busca pela resiliência na cadeia de suprimentos.
No panorama global atual, permeado por incertezas econômicas e
políticas, a resiliência da cadeia de suprimentos torna-se uma
característica de importância substancial para qualquer organização.
Nesse sentido, um planejamento logístico bem desenvolvido permite que
as empresas se antecipem e estejam preparadas para interrupções,
como desastres naturais ou conflitos comerciais. Algumas estratégias
pertinentes para esses casos são diversificação de fornecedores,
manutenção de estoques de segurança e flexibilidade no transporte.
Por fim, é válido esclarecer que um sistema logístico bem planejado pode
ser um diferencial competitivo expressivo. A capacidade de entregar
produtos de forma rápida e eficiente, mantendo custos baixos, ajuda as
empresas a se destacarem em um mercado saturado. Além disso, a
eficiência logística pode resultar em economias de escala, beneficiando
tanto as organizações quanto os consumidores.
Planejamento logístico: fatores a serem considerados
Você já deve ter percebido que uma fábrica pode ter um excelente parque
fabril, com máquinas de última geração, dispor da melhor tecnologia,
contar com uma mão de obra bastante qualificada e um produto final de
altíssima qualidade, mas, caso essa empresa não entregue bons serviços
logísticos, tudo isso será perdido.
Para que as operações logísticas obtenham o melhor resultado, é
necessário ter planejamento. Ou seja, sua orientação estratégica, como
profissional da logística, deve preparar uma empresa para atingir seus
objetivos de lucros, desenvolvimento e participação no mercado. Sim,
essa sempre será a sua primeira e mais importante preocupação, afinal a
sua organização somente existirá e permanecerá no mercado se esses
objetivos forem alcançados. Sem agradar ao seu cliente, isso não
acontecerá. É importante ressaltar que o processo de aquisição de um
bem ou de prestação de um serviço não se encerra simplesmente ao final
da linha de produção ou no momento em que o serviço é executado.
Isso justifica a necessidade de haver um planejamento logístico que
busque escoar a demanda de seu nicho de mercado. Desse modo, um
bom planejamento logístico poderá ser o diferencial competitivo de uma
organização. Tudo isso está relacionado com a infraestrutura da empresa,
desde sua gestão de marketing e de vendas, perpassando pelo
planejamento de sua produção, até a consequente armazenagem dessa
produção, para posterior envio ao cliente.
Independentemente do valor do produto que a empresa fabrica, o cliente
tem a expectativa de recebê-lo exatamente como foi pedido na ordem de
compra, intacto, em perfeito estado e funcionamentode pedido ou embarque, etiquetagem, mão de obra,
manutenção de equipamentos, limpeza e segurança. Tais custos
podem ser classificados, dependendo da forma com que os
estoques são acondicionados, como fixos ou variáveis.
Os custos fixos surgem quando se usa armazenagem própria e espaço
físico alugado, podendo ser reduzidos por meio de uma melhor utilização
do leiaute, diminuição de movimentos desnecessários e aumento da
rotatividade, e redução de custos com mão de obra e níveis de estoque.
Os custos variáveis geralmente estão associados a serviços de
armazenagem que são terceirizados para operadores logísticos.
Uma estratégia logística que vem sendo muito adotada no momento é o
uso de centros de distribuição, posicionando o estoque em vários pontos
da cadeia de suprimentos. Essa decisão permite reduzir custos de
manutenção de inventário e transportes, entre outros tipos. Também
deve-se considerar a estocagem em trânsito, que se relaciona ao tempo
em que os materiais permanecem num veículo.
O maior desafio é assegurar que as estratégias de armazenagem e
redução de custos sejam compatíveis com as estratégias de níveis de
serviços da empresa. Os principais custos relacionados à armazenagem
e movimentação de materiais provêm da estocagem e dos movimentos
de transportes. Sendo assim, observa-se a importância de conhecer bem
os custos de transporte para equilibrar os custos logísticos e assim
viabilizar o desenvolvimento de estratégias logísticas mais eficientes.
Custo de transporte (CTRA): o transporte, tanto no plano nacional
como no plano internacional, é considerado um dos processos mais
importantes dentro da gestão logística. Envolve o deslocamento de
materiais dos fornecedores para a empresa, entre as filiais de uma
mesma empresa, da empresa para o cliente e do cliente para a
empresa (logística reversa).
Custos de embalagens (CE): as embalagens exercem um impacto
significativo sobre o custo e a produtividade dentro dos sistemas
logísticos. Seus custos mais evidentes se encontram na execução
de operações automatizadas ou manuais de embalagens e na
necessidade subsequente de descartar a própria embalagem após
sua utilização.
Custos de manutenção do estoque (CME): inventários (ou estoques)
são ativos tangíveis adquiridos ou produzidos por uma empresa,
visando à sua comercialização ou utilização em operações. O nível
de inventários a ser mantido depende da política adotada pela
empresa. Tal política muitas vezes é instituída por causa da
incerteza do mercado em que essa organização atua.
Custos de Tecnologia da Informação (CTI): considerada por muitos
estudiosos como uma importante fonte de melhoria de produtividade
e competitividade, a utilização de TI pelas empresas tem aumentado
significativamente, tendo em vista a procura pela minimização dos
custos operacionais e a consequente otimização dos resultados.
Custos tributários (CTRI): de acordo com o Portal Tributário (2017), o
conceito de tributo engloba impostos, taxas de serviços públicos e
contribuições de melhoria (decorrentes de obras públicas),
contribuições sociais e econômicas, encargos e tarifas tributárias
(com características fiscais) e emolumentos a serem pagos pelo
Poder Público em função de obtenção/transferência de bens e/ou
serviços diretos, específicos ou de concessão.
Custos decorrentes de lotes (CDL): estão associados às atividades
de setup, que consiste no trabalho requerido para preparar o posto
de trabalho para o próximo item da programação. Nesse caso, o
tempo de recurso parado é uma das principais perdas.
Custos decorrentes de nível de serviço (CDNS): estão associados
ao que se espera como resposta no próximo elo da cadeia, em
termos de disponibilidade do produto/serviço (inventário),
confiabilidade do serviço (qualidade) e desempenho (velocidade e
consistência de entregas).
Custos de administração logística (CAD): é possível correlacionar os
elementos dos custos logísticos observados anteriormente a cada
um dos processos logísticos, pois: a) os inventários acontecem ao
longo de toda a cadeia; b) os custos das falhas mais expressivos,
quando em âmbito de abastecimento/planta, são relativos a vendas
perdidas; c) os níveis de serviço impõem exigências do
cliente/consumidor sobre a distribuição, bem como das fábricas
sobre a logística de abastecimento.
Esses custos surgem em todas as operações das subdivisões da
logística, que abrangem a logística de suprimentos, logística de produção
e logística de distribuição. Podemos, ainda, apontar a logística reversa
como uma nova subdivisão, cujos custos também devem ser
considerados, os quais incluem ponto de coleta, transporte, entre outros
fatores.
Vamos Exercitar?
Nesta aula tratamos de conceitos fundamentais e de práticas essenciais
no âmbito da logística, direcionando o foco especificamente aos custos
associados a essa área de substancial importância nas operações
empresariais. Inicialmente, definimos o conceito de custos logísticos, uma
componente vital para o entendimento da eficiência e eficácia das
operações logísticas. Esses custos são categorizados de diversas
formas, distinguindo-se entre custos fixos e variáveis, bem como entre
custos diretos e indiretos. Também aprofundamos nosso entendimento
sobre a análise dessas categorias e finalizamos a aula com a
determinação do custo logístico total, um elemento-chave para a gestão
financeira bem-sucedida na logística.
No que se refere à influência dos custos fixos e variáveis na estrutura de
custos logísticos de uma empresa, podemos afirmar que os custos fixos e
variáveis desempenham papéis distintos nesse contexto. Os custos fixos,
que podem incluir aluguel de armazéns ou salários de funcionários
contratados, não variam conforme o volume de produção ou vendas. Isso
significa que, independentemente da quantidade de mercadorias
movimentadas, esses custos permanecem constantes, o que pode
representar uma vantagem para empresas com altos volumes de
produção. Por outro lado, os custos variáveis, que incluem embalagens e
combustível para transporte, mudam diretamente de acordo com o
volume de produtos manuseados ou vendidos. Essa natureza variável
implica que, à medida que a empresa amplia sua produção ou vendas, os
custos variáveis aumentam proporcionalmente, impactando a estrutura de
custos logísticos e exigindo uma gestão cuidadosa para maximizar a
eficiência.
Vale destacar, ainda, que a identificação correta e a gestão eficaz de
custos diretos e indiretos são ações fundamentais para o controle
financeiro dentro da logística. Os custos diretos são aqueles que podem
ser facilmente atribuídos a um produto ou serviço específico, como o
custo de transporte de mercadorias. Em contraste, os custos indiretos,
como a manutenção de equipamentos e os custos administrativos, não
estão diretamente ligados a um produto ou serviço em particular, o que
torna sua alocação mais complexa. Para gerenciá-los efetivamente, é
essencial utilizar sistemas de contabilidade e gestão financeira que
permitam a alocação precisa desses custos, bem como a implementação
de estratégias para sua otimização, como a negociação de contratos de
manutenção mais vantajosos ou a adoção de práticas administrativas
mais adequadas.
Por fim, é importante considerar que a mensuração precisa do custo
logístico total é vital para a competitividade e sustentabilidade de uma
organização. Esse cálculo abrangente permite que a empresa tenha uma
visão clara de quanto está gastando para movimentar produtos desde a
aquisição da matéria-prima até a entrega dos itens ao cliente final. Essa
visibilidade é crucial para identificar áreas de ineficiência, oportunidades
de redução de custos e para a tomada de decisões estratégicas
baseadas em dados concretos. Além disso, uma compreensão sólida dos
custos logísticos totais é indispensável para a definição de preços
competitivos, que, ao mesmo tempo, garantam a margem de lucro
necessária para o crescimento e a sustentabilidade da empresa no longo
prazo.
Saiba Mais
A redução de custos logísticos é fundamental para a sobrevivênciae
competitividade de uma empresa no mercado, isso porque os custos
logísticos representam uma parcela significativa das despesas
operacionais de uma organização. Portanto, a busca contínua pela
diminuição desses custos pode resultar em uma economia expressiva,
melhorando a margem de lucro e a saúde financeira da empresa. Para
que você possa conhecer algumas táticas de redução de custos que não
exerçam efeitos negativos sobre o nível de serviço, faça a leitura do texto
indicado a seguir.
 Táticas BOPE de redução de custos logísticos.
Referências Bibliográficas
CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo:
Saraiva Uni, 2019. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/.
Acesso em: 23 jan. 2024.
CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos:
estratégia, planejamento e operações. 4. ed. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2015.
CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística:
integração na era da indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book.
Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/.
Acesso em: 23 jan. 2024.
DUARTE, F. Táticas BOPE de redução de custos logísticos. Guia do
TRC, 20 set. 2016. Disponível em:
https://guiadotrc.com.br/publicacao/artigo-taticas-bope-de-reducao-de-
custos-logisticos/32090. Acesso em: 22 fev. 2024.
GLOSSÁRIO de termos tributários e fiscais. Portal Tributário, 31 jan.
2017. Disponível em: https://www.portaltributario.com.br/glossario.htm.
Acesso em: 22 fev. 2024.
POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma
introdução. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/.
Acesso em: 23 jan. 2024.
https://guiadotrc.com.br/publicacao/artigo-taticas-bope-de-reducao-de-custos-logisticos/32090
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/
https://guiadotrc.com.br/publicacao/artigo-taticas-bope-de-reducao-de-custos-logisticos/32090
https://guiadotrc.com.br/publicacao/artigo-taticas-bope-de-reducao-de-custos-logisticos/32090
https://www.portaltributario.com.br/glossario.htm
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/
Encerramento da Unidade
PLANEJAMENTO LOGÍSTICO
Videoaula de Encerramento
Olá, estudante! Nesta videoaula, você será apresentado ao importante
contexto do planejamento logístico, retomando a análise de temas
essenciais a esse contexto, como nível de serviço logístico, medição de
desempenho e custos logísticos. Este conteúdo é indispensável para sua
prática profissional, pois oferecerá a você ferramentas e conhecimentos
que o ajudarão a otimizar operações, melhorar a eficiência e reduzir
custos em suas atividades logísticas. Prepare-se para adquirir
competências que farão a diferença no seu dia a dia profissional. Não
perca esta oportunidade de aprimorar suas habilidades! Assista agora a
esta videoaula!
Ponto de Chegada
Olá, estudante! Para desenvolver as competências associadas a esta
unidade de aprendizagem, que são “Desenvolver habilidades para efetuar
planejamentos logísticos eficientes, compreendendo a importância de
cada etapa no processo de distribuição de produtos ou serviços; Analisar
e estabelecer padrões de nível de serviço logístico, garantindo a
satisfação do cliente e a competitividade no mercado; Desenvolver
habilidades analíticas para a medição do desempenho logístico, a fim de
avaliar e otimizar operações continuamente; Compreender, identificar e
gerenciar com êxito os gastos operacionais, contribuindo para a saúde
financeira e a eficiência das organizações”, você deve, antes de tudo,
conhecer os conceitos basilares relacionados ao planejamento logístico.
Nesse contexto, a fim de esclarecer como os conteúdos trabalhados em
cada aula contribuíram para o desenvolvimento das competências
descritas anteriormente, é importante considerarmos, em um primeiro
momento, que assimilar os aspectos do planejamento logístico ajudará a
identificar os fatores que influenciam a eficiência operacional, os quais
abrangem desde a adaptação às mudanças tecnológicas até a satisfação
do cliente e as práticas sustentáveis .
O foco direcionado ao nível de serviço logístico permite entender como
agregar valor ao cliente em processos que envolvem desde a precisão na
entrega até a oferta de qualidade e informações. O domínio desses
conteúdos é vital para se destacar em um mercado concorrido.
Por outro lado, avaliar o desempenho logístico por meio de indicadores
internos e externos é fundamental para estimular a melhoria contínua, a
otimização dos processos e a redução de custos, garantindo a
competitividade e a sustentabilidade da empresa .
Por fim, o entendimento apropriado dos custos logísticos, incluindo os
fixos, variáveis, diretos e indiretos, é relevante para o gerenciamento
eficiente dos recursos, pois viabiliza a criação de estratégias que
equilibrem custo e serviço .
Em conclusão, esses conteúdos se interligam para formar uma base
sólida de conhecimento em logística, colaborando com a otimização das
operações, a satisfação do cliente e a eficiência financeira. 
É Hora de Praticar!
Estudo de caso: logística eficiente na
Distribuidora Alfa
A Distribuidora Alfa, uma empresa consolidada no setor de distribuição de
alimentos, enfrenta desafios expressivos em sua cadeia logística. Com a
crescente demanda do mercado e a necessidade de manter a
competitividade, a Alfa busca melhorar seus processos de distribuição
para garantir a satisfação do cliente e a eficiência operacional.
A empresa reconhece a importância de um planejamento logístico eficaz,
que envolva a análise e o estabelecimento de padrões de nível de serviço
logístico, medição de desempenho e gerenciamento efetivo dos custos
logísticos.
A Alfa tem lidado com questões relacionadas a atrasos nas entregas,
variações significativas nos custos de transporte e dificuldades na gestão
de estoques. Isso tem afetado diretamente o nível de serviço fornecido
aos clientes e a competitividade da empresa no mercado. Para tratar
desses desafios, a Alfa iniciou um processo de revisão de suas
operações logísticas, com foco direcionado a três áreas principais:
planejamento logístico, medição de desempenho e otimização dos custos
logísticos.
Considerando o contexto apresentado, tente responder às seguintes
perguntas:
Como a Distribuidora Alfa pode melhorar seu planejamento logístico
para garantir entregas no prazo e reduzir a variabilidade nos tempos
de entrega?
Quais métricas e ferramentas a Alfa deve implementar para medir
efetivamente o desempenho de sua logística e identificar áreas para
aprimoramento contínuo?
De que maneira a Alfa pode otimizar seus custos logísticos sem
comprometer a qualidade do serviço, especialmente considerando
os custos de transporte e gestão de estoques? 
Você, como parte integrante da empresa, deverá buscar soluções para os
problemas descritos, aplicando os conceitos e competências
desenvolvidos durante esta unidade de aprendizagem.
Reflita
Para que você possa solidificar seu entendimento sobre os assuntos
estudados nesta etapa de aprendizagem, considere as seguintes
perguntas: 
Como a tecnologia pode ser aplicada para melhorar o planejamento e a
execução logística em sua organização?
De que maneira a medição de desempenho logístico coopera com a
melhoria contínua e a competitividade no mercado?
Qual a importância do gerenciamento de custos logísticos para a
sustentabilidade financeira das empresas?
Resolução do estudo de caso
Para que os gestores da Distribuidora Alfa possam resolver os problemas
apresentados anteriormente, é possível recorrer a algumas estratégias. A
sugestão de abordagem a ser implementada envolve uma compreensão
profunda das dinâmicas da cadeia logística e a aplicação de técnicas
orientadas para a eficiência e a satisfação do cliente. As capacidades de
elaborar planejamentos logísticos efetivos e de adaptar-se às
necessidadesdo mercado são fundamentais para o sucesso operacional
e financeiro da empresa. Nesse caso, algumas medidas que podem ser
desenvolvidas são:
Melhoria do planejamento logístico: a Alfa pode adotar
tecnologias avançadas de previsão e planejamento para melhorar a
precisão de suas entregas. Isso inclui o uso de softwares de gestão
de transporte (TMS) para otimizar rotas e horários, bem como a
implementação de uma estratégia de estoque baseada na demanda
para minimizar atrasos e maximizar a eficiência do transporte.
Medição de desempenho: a instauração de um conjunto de
indicadores-chave de desempenho (KPIs), como o tempo médio de
entrega, a taxa de cumprimento de pedidos e o custo médio por
entrega, permitirá à Alfa monitorar sua eficácia logística e identificar
áreas de melhoria. Ferramentas analíticas e dashboards podem
fornecer insights em tempo real e facilitar a tomada de decisões
baseada em dados.
Otimização de custos logísticos: a Alfa deve analisar
detalhadamente seus custos logísticos para identificar oportunidades
de redução, como a negociação de tarifas de transporte, a
consolidação de cargas para aproveitar melhor os espaços de
transporte e a adoção de práticas de gestão de estoque que
diminuam o excesso e os custos de armazenagem. Estratégias de
sourcing estratégico também podem ajudar a minimizar custos sem
sacrificar a qualidade do serviço.
Entretanto, enquanto a solução proposta aborda os desafios imediatos da
Distribuidora Alfa, é importante que a empresa continue a explorar
inovações em logística e tecnologia, como a logística verde e o uso de
veículos autônomos, para aprimorar ainda mais sua eficiência e
sustentabilidade a longo prazo. Por isso, é interessante que você reflita
sobre como essas e outras estratégias inovadoras podem ser aplicadas à
realidade da Alfa para lidar com desafios futuros e aproveitar novas
possibilidades.
Dê o play!
Assimile
Fonte: elaborado pelo autor. 
Referências
CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo:
Saraiva Uni, 2019. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/.
Acesso em: 23 jan. 2024. 
CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos:
estratégia, planejamento e operações. 4. ed. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2015. 
CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística:
integração na era da indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book.
Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/.
Acesso em: 23 jan. 2024. 
POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma
introdução. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/.
Acesso em: 23 jan. 2024.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/(quando se trata de
máquinas ou equipamentos), e, lógico, dentro do prazo proposto na hora
da venda.
Caso algum desses itens não seja contemplado, seu cliente ficará
insatisfeito e poderá devolver o produto. Esse desgaste afeta
principalmente o consumidor, seu cliente, que é a razão da existência da
empresa. Uma logística mal planejada e mal executada resultará em
danos imensuráveis, aniquilando toda e qualquer campanha de
marketing, além de causar danos irreparáveis à sua marca e a
consequente perda de sua carteira de clientes para a concorrência.
Todos esses prejuízos podem ser motivados por um mau planejamento
logístico ou um planejamento que não esteja sendo articulado da forma
adequada. O problema pode ser iniciado pelo uso de uma embalagem
inadequada ou de uma estocagem incorreta, que não conserve o item do
modo apropriado, comprometendo sua inviolabilidade e a capacidade de
resistir a algum dano físico até sua entrega final. A partir da campanha de
marketing e da venda do produto, na cadeia de fornecedores, deve-se
assegurar a disponibilização da melhor matéria-prima dentro do prazo
estipulado. Toda a sua linha de produção precisa estar devidamente
engajada com a qualidade e o cumprimento de prazos. Entendeu agora a
razão pela qual deve existir um ótimo planejamento logístico?
Níveis do planejamento logístico
O planejamento logístico pode ser analisado sob dois níveis
fundamentais, os quais podemos considerar como pontos indispensáveis
para quem deseja atender plenamente às demandas de seus clientes.
O primeiro é o nível tático, que, na maior parte dos casos, compreende
decisões e estratégias que são tomadas pela alta direção da organização,
pois remete a planos estratégicos de médio e longo prazo, os quais
normalmente demandam maiores investimentos. Por essa razão, as
decisões estipuladas nesse nível são de fundamental importância, uma
vez que é por meio delas que a alta direção estabelece todo o seu
planejamento estratégico, a fim de atingir seus objetivos – ou seja,
atender às necessidades, aos desejos e, principalmente, às expectativas
de seus clientes.
Algumas decisões estratégicas integradas ao nível tático são:
Instalações físicas da sua organização: são adequadas à demanda
da empresa?
Investimentos: há a necessidade de investimentos em melhorias nos
processos envolvidos para o pleno atendimento de seus clientes?
Tecnologia: está adequada para a sua demanda e atende
plenamente a todos os processos?
Transportadora: é preciso efetuar a troca da empresa responsável
pelo transporte em função de quebra de contrato e não atendimento
às condições impostas nesse documento? 
O nível seguinte é o operacional, também denominado como chão de
fábrica, que é restrito aos supervisores de áreas envolvidas em todos os
processos, responsáveis pelas seguintes decisões:
Pessoal envolvido: há necessidade de fornecer treinamentos ao
pessoal envolvido em áreas que não estão correspondendo
conforme o esperado?
Qualificação: todos os funcionários vinculados aos processos
possuem a devida qualificação para atuar em suas respectivas
áreas?
Tecnologia nos processos: os softwares usados nos processos são
apropriados?
Movimentação de materiais: é adequada às suas necessidades?
Fornecedores: cumprem com suas responsabilidades, conforme
estipulado no contrato?
Siga em Frente...
Em uma visão mais ampla, podemos considerar outros fatores
determinantes para o planejamento estratégico e logístico:
Localização da planta industrial ou do centro de distribuição (CD):
este pode ser o elemento mais fundamental para agilizar a sua
logística, pois contempla rodovias e/ou ferrovias existentes na região
e a proximidade de portos ou aeroportos.
Disponibilidade de mão de obra qualificada, treinada e motivada: um
simples funcionário desqualificado ou desmotivado pode trazer
péssimos resultados.
Fornecedores qualificados e que atendam às suas necessidades:
não se pode dizer a um cliente insatisfeito que a culpa do atraso na
entrega do produto é do seu fornecedor, pois, nesse caso, o
consumidor simplesmente o trocará pelo seu concorrente.
Conhecimento dos concorrentes: esteja sempre um passo à frente
deles.
Harmonia com o planejamento funcional da sua organização: de
nada adianta contar com uma logística excelente e extraordinária se
a produção não cumpre seus prazos e metas.
Abordagem Just in Time: pode ser usada para minimizar estoques.
Foco voltado aos processos-chave do negócio e externalização dos
demais processos (fornecedores qualificados e com alto nível de
comprometimento): é importante escolher entre fazer ou comprar.
Nível de serviço a ser oferecido ao cliente: é preciso definir o nível
de atendimento que desejo conceder aos meus clientes.
Conhecer as necessidades dos clientes ou do público-alvo: como
vou satisfazer meu cliente se não o conheço?
A consideração de todos esses aspectos resultará em quatro benefícios
fundamentais que ajudarão a organização a manter-se competitiva no
mercado:
Redução de custos.
Diminuição de capital a ser investido.
Melhoria nos serviços fornecidos ao cliente.
Consequente minimização de custos e maximização de lucros.
Os resultados obtidos constituem o que podemos chamar de gestão do
ciclo do sucesso:
Mínima perda de clientes.
Altos faturamentos e lucros.
Satisfação dos acionistas.
Investimentos da organização para contínua melhoria.
Investimentos em recursos humanos (treinamentos e tecnologia).
Satisfação dos funcionários.
Força de trabalho motivada e dedicada.
Serviços e produtos de melhor qualidade.
Satisfação dos clientes.
Para não incorrer no equívoco de tomar como verdade a ideia de que o
planejamento logístico deve ater-se apenas às estruturas e decisões
relacionadas aos transportes, devemos considerar que um bom
planejamento logístico inclui: a demanda por tecnologias, como softwares
de qualidade, que possibilitem um melhor controle e tomadas de decisão
fundamentadas; frota de veículos compatível para o atendimento da
demanda de sua produção para o mercado; compreensão da forma de
gestão da empresa, ou seja, se é centralizada ou não; capacitação da
mão de obra, a fim de prover profissionais logísticos que atuem de
maneira profissional, estratégica e sejam capazes de eliminar
desperdícios de tempo e dinheiro, cooperando com a credibilidade da sua
marca. Essas vantagens se transformarão em um diferencial competitivo
da sua empresa no mercado frente aos seus concorrentes. Além disso,
não se esqueça de estender esse planejamento logístico para os
departamentos de apoio.
Implementando o planejamento logístico
Podemos afirmar que um planejamento logístico eficiente começa na
definição estratégica da empresa, na intenção de capacitá-la para
alcançar seus objetivos em termos de faturamento e lucro, crescimento e
participação no mercado. É lógico que estamos falando sobre um
processo criativo, considerando uma projeção do futuro, e que
geralmente é orientado pela alta cúpula da organização, a qual delineia e
consolida as diretrizes gerais da empresa num projeto corporativo
conjunto.
Em seguida, esse projeto pode ser dividido em partes que englobam as
mais diversas áreas funcionais, como marketing, produção e logística.
Cada parte pode ser chamada de subprograma e requer a adoção de
muitas atividades e decisões específicas, como qual será o centro de
armazenagem ou estocagem, as políticas de estocagem a serem
definidas e colocadas em prática, os sistemas de atendimento de pedidos
e, por fim, a seleção dos modais de transporte a serem utilizados.
Que tal descrevermos os passos que podem ser considerados para
desenvolver um melhor planejamento logístico?
Necessidade: é geralmente referendada pela alta cúpula da direção
da empresa e faz parte do planejamento estratégico da organização.
Mas também pode referir-se a um problema detectado em qualquer
parte da logística, o qual afete o desempenho da empresa.
Definição do problema: deve-se configurar a necessidade na forma
do problema encontrado para que seja mais bem compreendido.
Síntese: quais seriam aspossíveis soluções para a questão
envolvida?
Análise: faça as adequações necessárias para verificar se a solução
encontrada realmente é a melhor.
Aplicação: coloque a proposta de resolução em prática
experimentalmente, para verificar e acompanhar os resultados.
Avaliação: se a solução posta em prática atingir os resultados
esperados, torne-os parte da programação na condução de toda a
sua logística.
Por fim, acompanhe periodicamente os resultados e verifique se existem
falhas ou novas necessidades no seu sistema logístico. Tome a iniciativa
e solucione qualquer problema antes que o seu cliente reclame.
Vamos Exercitar?
A logística é um pilar fundamental no mundo empresarial, sendo
responsável pela gestão eficaz do fluxo de produtos desde a aquisição de
matérias-primas até a entrega ao consumidor final. O planejamento
logístico abrange a compreensão dos métodos e estratégias necessários
para otimizar esse fluxo, garantindo que os produtos certos cheguem no
lugar certo, no momento certo e nas condições ideais, tudo isso com o
menor custo possível. A obtenção desses resultados requer uma análise
cuidadosa dos fatores que influenciam a logística, como demanda do
mercado, infraestrutura disponível, regulamentações e tecnologia.
Um planejamento logístico eficaz é, sem dúvida, um diferencial
competitivo para as empresas no cenário atual, marcado por uma
concorrência acirrada e por consumidores cada vez mais exigentes. Um
planejamento bem-sucedido permite às empresas não apenas atender às
expectativas dos clientes de forma mais precisa, mas também reduzir
custos operacionais, melhorar a gestão de estoque e responder de modo
mais ágil às mudanças do mercado.
Contudo, o processo de planejamento logístico não está isento de
desafios. As empresas enfrentam diversas dificuldades, como a
volatilidade da demanda, a complexidade das cadeias de suprimentos
globais, as variações nos custos de transporte e armazenamento, além
das constantes transformações tecnológicas. Ao mesmo tempo, esses
desafios trazem consigo oportunidades significativas para inovação e
melhoria contínua. A utilização de tecnologias avançadas, como a Internet
das Coisas (IoT), inteligência artificial (IA) e análise de Big Data, pode
fornecer insights valiosos para a otimização dos processos logísticos.
Para se adaptar às rápidas mudanças do mercado e às exigências dos
consumidores, mantendo a eficiência e a redução de custos, as
organizações precisam adotar uma abordagem flexível e resiliente no seu
planejamento logístico. Nesse sentido, algumas medidas pertinentes são
a diversificação de fornecedores, o investimento em tecnologias que
proporcionem maior visibilidade e controle sobre a cadeia de
suprimentos, e a adoção de estratégias de logística sustentável que não
apenas reduzam custos, mas também atendam às crescentes demandas
por responsabilidade ambiental e social.
Por fim, é importante evidenciar que o planejamento logístico é um campo
dinâmico e complexo, que exige das empresas uma abordagem
estratégica e adaptativa. Ao lidar com os desafios e aproveitar as
oportunidades que surgem, as organizações podem não apenas
sobreviver, mas prosperar no ambiente empresarial contemporâneo.
Saiba Mais
O planejamento logístico é de fundamental importância para o sucesso de
qualquer empresa. Ele envolve a coordenação eficiente de várias
atividades, como transporte, armazenamento de mercadorias, manuseio
de materiais e embalagem, para garantir que os produtos sejam
entregues ao cliente final de maneira adequada e econômica. Para que
você aprofunde seus conhecimentos sobre a importância e os benefícios
resultantes de um planejamento logístico eficaz, faça a leitura do artigo
Planejamento logístico e suas contribuições para a redução de custos,
cujo link de acesso está disponível a seguir.
Planejamento logístico e suas contribuições para a redução de custos.
Referências Bibliográficas
CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo:
Saraiva Uni, 2019. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/.
Acesso em: 23 jan. 2024.
CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos:
estratégia, planejamento e operações. 4. ed. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2015.
CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística:
integração na era da indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book.
Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/.
Acesso em: 23 jan. 2024.
OLIVEIRA, A. C.; SOUZA, A. A. de. Planejamento logístico e suas
contribuições para a redução de custos. Revista Científica Eletrônica
de Ciências Aplicadas da FAIT, n. 1, maio, 2021. Disponível em:
http://fait.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/vKqaBqg5rV
njA3w_2021-8-30-16-17-56.pdf. Acesso em: 21 fev. 2024.
POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma
introdução. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/.
Acesso em: 23 jan. 2024.
http://fait.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/vKqaBqg5rVnjA3w_2021-8-30-16-17-56.pdf
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/
http://fait.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/vKqaBqg5rVnjA3w_2021-8-30-16-17-56.pdf
http://fait.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/vKqaBqg5rVnjA3w_2021-8-30-16-17-56.pdf
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220
Aula 2
NÍVEL DE SERVIÇO
LOGÍSTICO
Nível de serviço logístico
Olá, estudante! Nesta videoaula trataremos de um tema de enorme
importância para o sucesso no setor logístico: o nível de serviço logístico.
Vamos apresentar a definição desse conceito, suas respectivas
dimensões e os elementos que o compõem. Este conhecimento é
fundamental para a sua prática profissional, pois entender o nível de
serviço logístico permite otimizar operações, melhorar a satisfação do
cliente e aumentar a eficiência. Portanto, este conteúdo é um recurso
essencial para quem busca excelência na área logística. Prepare-se para
adquirir conhecimentos que farão a diferença na sua carreira. Vamos
começar?
Ponto de Partida
Olá! Seja bem-vindo a mais uma etapa de aprendizagem da disciplina
Processos Logísticos. É com grande satisfação que dou as boas-vindas a
você, caro estudante, neste ambiente de conhecimento e descoberta. A
sua presença aqui é um passo valioso em direção ao aprofundamento de
seus estudos e ao seu desenvolvimento acadêmico e profissional. Estou
aqui para apoiá-lo em cada fase desse processo, fornecendo os recursos
e o suporte necessários para que você alcance seus objetivos.
Nesta fase de estudos, nosso foco será direcionado ao conceito de nível
de serviço logístico, um tema de grande relevância para a gestão
eficiente de operações e cadeias de suprimentos. Inicialmente,
conheceremos a definição de nível de serviço, entendendo seu
significado e importância dentro do contexto logístico.
Em seguida, abordaremos as dimensões e os elementos que compõem o
nível de serviço, fornecendo uma visão abrangente de como esses
aspectos influenciam a performance operacional e a satisfação do cliente.
Este conteúdo é indispensável para a compreensão de como as
atividades logísticas se interligam para criar valor nas operações
empresariais, exercendo impacto direto sobre a competitividade e o
sucesso das organizações.
Para estimular a reflexão e garantir um aproveitamento completo do
conteúdo, considere as seguintes perguntas durante a aula:
Qual a importância do nível de serviço logístico para a gestão de
cadeias de suprimentos?
Como as dimensões e os elementos do nível de serviço influenciam
a satisfação do cliente e a performance operacional das empresas?
De que maneira um planejamento acurado pode ser utilizado para
melhorar o nível de serviço logístico?
Essas questões ajudarão você a entender a aplicabilidade dos conceitos
discutidos e identificar como os conhecimentosadquiridos podem ser
empregados na prática. Encorajo você a se engajar ativamente nas
discussões, utilizando os insights obtidos para enriquecer sua
compreensão e capacidade analítica.
Lembre-se: o seu comprometimento e curiosidade são os maiores aliados
no processo de aprendizagem. Mantenha-se focado, questione e explore
as possibilidades que esta aula trará para sua formação e carreira.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Nível de serviço logístico
No atual contexto, é preciso criar condições de adaptação da empresa
junto ao seu mercado consumidor, no qual a velocidade das tecnologias e
das informações faz com que o produto e o serviço não se restrinjam
apenas ao preço, mas contemplem uma dimensão muito maior na
diferenciação perante o cliente. Eis o grande desafio da nova gestão:
agregar valor ao produto e/ou serviço. Mas o que é valor? Esse conceito
se iguala ao preço? Ao custo?
Valor é o grau de benefício obtido como resultado da utilização e das
experiências vividas com um produto. É a percepção do cliente e das
demais partes interessadas sobre o grau de atendimento de suas
necessidades, considerando as características e atributos do produto, seu
preço e a facilidade de aquisição, de manutenção e de uso ao longo de
todo o seu ciclo de vida. As organizações buscam criar e entregar valor
para todas as partes interessadas. Isso requer um balanceamento do
valor na percepção dos clientes, dos acionistas, da força de trabalho e da
sociedade.
Administrar o processo de serviços dentro da cadeia de suprimento,
atentando-se às necessidades e à satisfação do cliente, é uma forma
mais viável de agregar valor a esse sistema. Dentro dos conceitos
logísticos, podemos determinar o que o consumidor espera: o produto
certo, na hora certa, na quantidade certa, no local certo, com o custo
adequado.
Anteriormente, as organizações se posicionavam ou pela definição de
preços (baixos), ou pela diferenciação em seus produtos. No entanto, no
mundo globalizado, em que a tecnologia e a informação imperam, as
novidades são facilmente copiadas em prazos curtos. Assim, o contexto
de qualidade e serviço ao cliente é uma vertente clara das mudanças e
um ponto forte na diferenciação.
Todos fazem parte de uma cadeia de serviços, encontrando-se ora no
processo de comprar, ora no processo de vender. Os serviços
representam uma parte fundamental do processo de procura versus
oferta. Para facilitar a visualização dessa ideia, pode-se considerar como
exemplo um almoço em um restaurante. Nesse caso, o desejo maior é o
de alimentar-se (compra da comida). No entanto, desde a chegada ao
estabelecimento, é possível se deparar com os serviços: o manobrista
que guarda o carro, a recepcionista que recebe o cliente e o acompanha
até a mesa, além de todo o serviço prestado pelo garçom, incluindo o
cafezinho após a refeição. Esses serviços que estão correlacionados com
o produto principal (nessa circunstância, a comida) é que podem trazer
uma experiência “mágica” para os consumidores.
Fazer apenas o que está definido pela organização como padrão de
atendimento pode até suprir as necessidades do cliente, mas talvez não
satisfaça plenamente suas expectativas. Já não basta simplesmente
satisfazer clientes; é preciso encantá-los!
Como a logística pode agregar valor aos clientes?
A logística agrega valor de lugar, de tempo, de qualidade e de informação
à cadeia produtiva. Além de associar os valores positivos para o
consumidor final, a logística moderna procura eliminar do processo tudo
que não tenha valor para o cliente, ou seja, aquilo que acarrete somente
custos e perdas de tempo.
De acordo com Neves (2005), a logística tem valor quando considera os
8Rs:
Right material: material certo.
Right quantity: quantidade correta.
Right quality: qualidade justa.
Right place: lugar certo.
Right time: tempo correto.
Right method: método adequado.
Right cost: custo justo.
Right impression: boa impressão.
Nesse contexto, é possível comprovar que a logística é uma das
competências que podem contribuir com o processo de agregação de
valor para o cliente. Quando as operações estão integradas e são
entendidas como competências-chave do negócio, podem servir como
base para a obtenção de vantagem estratégica.
Definição de nível de serviço
Serviço pode ser definido como um conjunto de atividades que são
oferecidas por uma pessoa ou empresa com o objetivo de satisfazer as
necessidades ou desejos de um cliente ou grupo de clientes. Ao contrário
de um produto, que é tangível e pode ser fisicamente entregue ao
consumidor, um serviço é intangível, o que significa que não pode ser
tocado, visto ou sentido de forma concreta. Os serviços são realizados e
consumidos ao mesmo tempo, e sua execução pode variar de acordo
com o fornecedor, o cliente e cada situação.
Também podemos conceitualizar os serviços como todos os benefícios
oferecidos aos clientes. Essa visão é bem ampla quanto à natureza dos
serviços, mas é importante entender que tal interpretação não
necessariamente reflete as missões e visões da organização. O conceito
de serviço é mais pontual e diz respeito ao presente, ao que a empresa
faz e ao que seus clientes visualizam. Dentro desse âmbito, é válido
destacar a necessidade de saber detalhadamente como o serviço, os
resultados e as experiências serão manifestados.
Logo, pode-se afirmar que não existe uma única definição para “nível de
serviço”, uma vez que cada indivíduo terá uma visão diferente em relação
a uma organização específica. Porém devem ser considerados quatro
elementos básicos para a designação desse conceito, os quais se
mostram essenciais para que os consumidores possam constatar que
lhes foi entregue um elevado nível de serviço. São eles: 
Experiência do serviço: como o fornecedor lida com o cliente?
Resultado do serviço: o que o cliente recebe?
Operação do serviço: como o serviço é entregue?
Valor do serviço: qual o benefício em relação ao custo? 
Desse modo, a gestão das operações e dos serviços é a arte de criar e
entregar valor. O grande desafio nesse sentido é conseguir o equilíbrio
entre agregar valor ao consumidor e diminuir o custo da organização,
gerando os seguintes ganhos: 
Maximizar os benefícios para o cliente.
Minimizar os custos financeiros e de sacrifício para o cliente.
Minimizar o custo para a organização. 
Outro ponto a ser contemplado é a intangibilidade dos serviços. Ou seja,
os serviços são de difícil mensuração. Por essas dificuldades
encontradas, é necessário achar meios de fornecer indícios físicos para
que o cliente fortaleça o valor do conceito. Muitos autores consideram
essa vantagem competitiva como algo próprio das experiências dos
consumidores, mas acrescentar valores tangíveis aos serviços pode gerar
novos diferenciais
E o que é nível de serviço logístico? O nível de serviço logístico é definido
como a qualidade com que o fluxo de bens e serviços é gerenciado. Ou
seja, é o resultado líquido de todos os esforços logísticos da empresa.
Considerando esse cenário, também podemos conceitualizar nível de
serviço logístico como o desempenho oferecido pelos fornecedores aos
seus clientes no atendimento dos pedidos. Esse desempenho entregue é
um fator-chave do conjunto de valores logísticos que as organizações
concedem a seus clientes para garantir a fidelidade.
Por fim, o nível de serviço também pode ser definido como aquilo que o
cliente percebe além do produto em si.
Siga em Frente...
Dimensões e elementos do nível de serviço
O nível de serviço logístico fornecido por diversas empresas possui
muitas dimensões na prática, de acordo com o segmento de atuação.
Alguns exemplos de dimensões do nível de serviço são:
Tempo decorrido entre o recebimento de um pedido no depósito do
fornecedor e seu despacho a partir desse depósito.
Lote mínimo de compra ou qualquer limitação no sortimento de itens
de uma ordem recebida pelo fornecedor.
Porcentagem de itens em falta no depósito do fornecedor a qualquer
instante.
Proporção dos pedidos de clientes preenchidos com exatidão.
Porcentagem declientes atendidos ou volume de ordens entregues
dentro de um intervalo de tempo desde a recepção do pedido.
Porcentagem de ordens dos clientes que podem ser preenchidas
completamente assim que são recebidas no depósito.
Proporção de bens que chegam ao cliente em condições adequadas
para venda.
Tempo despendido entre a colocação de um pedido pelo cliente e a
entrega dos bens solicitados.
Facilidade e flexibilidade com que o cliente pode gerar um pedido.
Por sua vez, o serviço oferecido inclui um grande número de fatores
individuais, sendo que a maioria está sob controle logístico. Esses fatores
são classificados de acordo com sua relação com a transação do produto:
Elementos de pré-transação: proporcionam por escrito uma política
para o nível de serviço, deixando claro aos clientes o que eles
podem esperar do serviço oferecido. Criar uma estrutura
organizacional para implementar a política de nível de serviço e
providenciar treinamento técnico ou manuais aos clientes são
práticas que também contribuem para melhorar as relações entre
clientes e fornecedores.
Elementos de transação: estão diretamente envolvidos nos
resultados obtidos com a entrega do produto ao cliente. Nesse caso,
é importante ajustar níveis de estoque, selecionar modos de
transporte e determinar procedimentos para processamento de
pedidos, os quais, por sua vez, têm influência sobre tempos de
entrega, exatidão do preenchimento de ordens, condição das
mercadorias na recepção do cliente e disponibilidade de estoque.
Elementos de pós-transação: representam os serviços necessários
para apoiar o produto no campo, proteger consumidores de produtos
defeituosos, providenciar o retorno de embalagens ou tratar de
reclamações, devoluções ou solicitações. Essas atividades ocorrem
após a venda do produto, mas devem ser planejadas nos estágios
de transação ou pré-transação.
Portanto, o nível de serviço é a soma de todos os elementos descritos
anteriormente, já que os clientes reagem a esse conjunto como um todo.
Vamos Exercitar?
O nível de serviço logístico é um conceito fundamental no campo da
logística e gestão da cadeia de suprimentos. Refere-se à qualidade com
que a logística de uma empresa pode entregar seus produtos ou serviços
aos clientes. A definição de nível de serviço engloba uma série de
parâmetros que determinam o quão eficaz e eficiente é o processo de
entrega, abrangendo desde a precisão do pedido até a rapidez da
entrega e a qualidade do atendimento ao cliente.
As dimensões e elementos do nível de serviço logístico são variados e
incluem aspectos como tempo de entrega, confiabilidade, disponibilidade
de produtos, capacidade de resposta, flexibilidade e qualidade da
comunicação com o cliente. Esses componentes são essenciais para
entender como a logística de uma empresa pode afetar diretamente a
satisfação do cliente e a performance operacional. Por exemplo, entregas
mais rápidas e confiáveis ajudam a aumentar expressivamente a
satisfação do cliente, enquanto uma boa comunicação pode auxiliar no
gerenciamento das expectativas dos clientes e na mitigação de possíveis
insatisfações.
A importância do nível de serviço logístico para a gestão de cadeias de
suprimentos reside na sua capacidade de se tornar um diferencial
competitivo para as empresas. Um alto nível de serviço logístico pode
não apenas satisfazer, mas também superar as expectativas dos clientes,
criando lealdade à marca e vantagem competitiva no mercado. Além
disso, uma gestão eficaz do nível de serviço pode resultar em operações
mais eficientes, reduzindo custos com desperdícios, atrasos e
retrabalhos.
Um planejamento acurado é imprescindível para melhorar o nível de
serviço logístico. Ele envolve a análise detalhada das necessidades dos
clientes, a avaliação das capacidades logísticas da empresa e a
identificação de áreas para melhoria. Um planejamento bem elaborado
pode ajudar a otimizar os processos logísticos, melhorar a precisão dos
pedidos, diminuir o tempo de entrega e aumentar a flexibilidade para
atender a demandas variadas. Ferramentas como tecnologia de
informação, análise de dados e sistemas de gestão de relacionamento
com o cliente (CRM) pode ser utilizada para aprimorar a precisão no
planejamento e execução do nível de serviço logístico.
A reflexão sobre como as dimensões e os elementos do nível de serviço
logístico influenciam a satisfação do cliente e a performance operacional
das empresas revela a complexidade e a importância de uma gestão
logística efetiva. Ao considerar esses aspectos, as organizações podem
desenvolver estratégias mais robustas para não apenas atender, mas
também superar as expectativas dos clientes, garantindo assim uma
posição sólida no mercado competitivo.
Saiba Mais
O nível de serviço é um componente fundamental para a competitividade
de uma empresa, podendo se tornar, em mercados altamente
competitivos, um diferencial importante. Organizações que oferecem um
excelente serviço podem se destacar da concorrência e atrair mais
clientes. Cabe salientar, ainda, que o nível de serviço logístico influencia
diretamente o nível de satisfação dos consumidores. Entretanto, qual o
impacto que os níveis de serviços logísticos elevados exercem sobre a
lucratividade da empresa? Para que você possa compreender como o
lucro se comporta em relação ao nível de serviço, faça a leitura do artigo
sugerido a seguir.
 A influência do nível de serviço logístico na satisfação do cliente: um
estudo em montadora do setor automobilístico.
Referências Bibliográficas
https://www.uscs.edu.br/pos-stricto-sensu/arquivo/540
https://www.uscs.edu.br/pos-stricto-sensu/arquivo/540
CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo:
Saraiva Uni, 2019. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/.
Acesso em: 23 jan. 2024.
CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos:
estratégia, planejamento e operações. 4. ed. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2015. 
CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística:
integração na era da indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book.
Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/.
Acesso em: 23 jan. 2024.
NEVES, M. A. O. Introdução à logística e SCM (CD). São Paulo:
Tigerlog, 2005.
POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma
introdução. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/.
Acesso em: 23 jan. 2024.
TOMOYOSE, F. H. A influência do nível de serviço logístico na
satisfação do cliente: um estudo em montadora do setor
automobilístico. 2014. 186 f. Dissertação (Mestrado em Administração) –
Universidade Municipal de São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, SP,
2014. Disponível em: https://www.uscs.edu.br/pos-stricto-
sensu/arquivo/540. Acesso em: 22 fev. 2024.
Aula 3
MEDIÇÃO DE DESEMPENHO
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/
https://www.uscs.edu.br/pos-stricto-sensu/arquivo/540
https://www.uscs.edu.br/pos-stricto-sensu/arquivo/540
Medição de Desempenho
Olá, estudante! Nesta videoaula você descobrirá a importância da
medição de desempenho logístico e conhecerá diversos indicadores
internos e externos essenciais. Esses temas são cruciais para saber
como otimizar as operações logísticas e elevar a satisfação do cliente,
práticas que são fundamentais para o sucesso de qualquer negócio no
ambiente competitivo atual. Assim, preparei um conteúdo abrangente,
que equipará você com um conhecimento aplicável à sua jornada
profissional. Não perca esta oportunidade de aprimorar suas habilidades
em logística. Junte-se a mim nesta etapa de aprendizagem!
Ponto de Partida
Olá! Seja bem-vindo a mais esta aula da disciplina Processos Logísticos.
O foco desta fase de estudos está direcionado à essencialidade da
medição de desempenho dentro do vasto campo dalogística. Este
encontro acadêmico tem o objetivo de equipá-lo com conhecimentos
fundamentais que explicam como a performance logística é avaliada,
tanto internamente quanto externamente, por meio de indicadores
específicos. A importância desses indicadores não pode ser subestimada,
pois eles servem como ferramentas cruciais para entender, analisar e
melhorar as operações logísticas, garantindo assim a eficiência e a
eficácia dos processos.
Ao longo desta etapa de aprendizagem, exploraremos três áreas
principais: a medição de desempenho logístico; os indicadores de
desempenho logístico interno; e os indicadores de desempenho logístico
externo. Cada uma dessas áreas é vital para compreender como as
operações logísticas podem ser otimizadas para atender às demandas do
mercado e às expectativas dos clientes. Os indicadores de desempenho
interno concentram-se na avaliação dos processos internos, enquanto os
indicadores externos voltam-se para a análise da satisfação do cliente e a
eficiência na entrega.
Para estimular o pensamento crítico e a participação ativa, considere as
seguintes perguntas durante nossa discussão:
Como os indicadores de desempenho logístico interno influenciam a
eficiência operacional?
De que maneira os indicadores de desempenho logístico externo
refletem a satisfação do cliente e a competitividade no mercado?
Como a medição de desempenho logístico contribui para a
identificação de áreas de melhoria e inovação em processos
logísticos?
Essas questões são projetadas para mantê-lo engajado e atento aos
elementos que são fundamentais para o desenvolvimento de uma
compreensão abrangente da logística.
Encorajo você a se dedicar ao estudo desses conceitos primordiais, pois
eles são peças-chave para o sucesso na área de processos logísticos.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Medição de desempenho logístico
A medição de desempenho em operações logísticas é fundamental para a
sobrevivência, competitividade e perenidade das empresas no mercado
atual, o qual é caracterizado por sua alta dinâmica e concorrência.
Primeiro, é importante destacar que essa medição permite que as
organizações identifiquem com precisão as eficiências e ineficiências em
seus processos logísticos. Ao quantificar o desempenho por meio de
indicadores-chave de desempenho (KPIs), as empresas conseguem
monitorar a eficácia das suas operações, considerando desde a aquisição
de matéria-prima até a entrega final ao consumidor. Esse diagnóstico
facilita a tomada de decisões informadas e a implementação de ações
corretivas e preventivas, garantindo uma gestão mais efetiva da cadeia
de suprimentos.
Além disso, a medição de desempenho possibilita a melhoria contínua. A
partir dessa atividade, as empresas podem estabelecer benchmarks
internos e externos, promovendo a inovação e a adoção de melhores
práticas do setor. Esse aspecto é vital para manter a relevância e
competitividade no mercado, pois permite que as organizações se
adaptem rapidamente às mudanças de demanda dos consumidores, às
novas tecnologias e aos padrões regulatórios.
A concorrência no mercado, por sua vez, é diretamente influenciada pela
capacidade de uma empresa entregar produtos e serviços de forma
eficaz e eficiente. A medição de desempenho logístico contribui para a
redução de custos operacionais, otimização de estoques, melhoria no
tempo de entrega e aumento da satisfação do consumidor. Organizações
que dominam esses aspectos tendem a se destacar, pois concedem um
valor mais expressivo aos seus clientes em comparação aos
concorrentes.
Por fim, a medição de desempenho é vital para a perenidade das
empresas. Ela fornece informações valiosas para o planejamento
estratégico e a sustentabilidade do negócio a longo prazo. Conhecer as
tendências de desempenho no decorrer do tempo ajuda as organizações
a se anteciparem a desafios futuros, adaptando-se e evoluindo conforme
necessário para manter sua posição no mercado.
Desse modo, podemos afirmar que a medição de desempenho em
operações logísticas não é apenas um requisito para a eficiência
operacional, mas uma alavanca crítica para a competitividade,
crescimento e sustentabilidade empresarial.
E como o desempenho pode ser mensurado? A resposta para essa
pergunta é bastante simples: por meio dos indicadores de desempenho.
Os indicadores de desempenho são instrumentos desenvolvidos pelas
empresas para acompanhar como estão funcionando. A partir da
materialização de dados, realizam-se análises cujos resultados
influenciam as tomadas de decisões. É importante evidenciar que os
indicadores de desempenho devem envolver toda a organização, do nível
operacional ao estratégico.
Indicadores de desempenho interno
Que tal entender um pouco mais sobre os indicadores de desempenho
logístico interno? Para isso, é importante relembrar que dentro das
organizações existem vários processos logísticos. No entanto, para a
criação de indicadores internos, não é recomendado o acompanhamento
de indicadores vinculados a todos os processos existentes, já que isso
pode tornar a coleta de dados demasiadamente complexa e dificultar a
tomada de decisões diante de informações dispersas. Ângelo (2005)
subdivide os indicadores de desempenho logístico interno em quatro
áreas-chave:
Atendimento do pedido ao cliente.
Gestão de estoques.
Armazenagem.
Gestão de transportes.
Vamos conhecer alguns indicadores de desempenho que integram essas
áreas no Quadro 1, a seguir. Mas é importante ter como premissa o fato
de que as organizações podem e devem selecionar, criar e adaptar os
indicadores de desempenho que acharem apropriados para suas
operações.
Indicador de
desempenho
Descrição Cálculo
Melhores
práticas
DESEMPENHO NO ATENDIMENTO DO PEDIDO AO CLIENTE
 
 
Pedido Perfeito ou Perfect
Order Measurement
 
Calcula a taxa de
pedidos sem erros
em cada estágio
do pedido do
cliente. Deve
considerar cada
etapa na "vida" de
um pedido.
% Acuracidade
no registro do
pedido x %
acuracidade na
separação x %
entregas no
prazo x
% entregas
sem danos x %
pedidos
faturados
corretamente
 
 
 
Em torno de
70%
% de Pedidos Completos
e no Prazo ou % OTIF -
On Time in Full
Corresponde às
entregas
realizadas dentro
do prazo e
atendendo às
quantidades e
especificações do
pedido.
 
Entregas
perfeitas / total
de entregas
realizadas
Para grupos
de clientes A,
o índice varia
de 90% a
95%. No
geral, atinge
valores
próximos de
75%
 Desmembramento
da OTIF. Mede %
 
% de Entregas no Prazo
ou On Time Delivery
de entregas
realizadas no
prazo acordado
com o cliente.
Entregas no
prazo / Total de
entregas
realizadas
Variam de
95% a 98%
 
Taxa de Atendimento do
Pedido ou Order Fill Rate
Desmembramento
da OTIF. Mede %
de pedidos
atendidos na
quantidade e
especificações
solicitadas pelo
cliente.
Pedidos
integralmente
atendidos /
Total de
pedidos
expedidos
 
99,50%
 
 
Tempo de Ciclo do Pedido
ou Order Cycle Time
Tempo decorrido
entre a realização
do pedido por um
cliente e a data de
entrega. Alguns
consideram como
data final a data
de
disponibilização
do pedido na doca
de expedição.
 
 
Data da
entrega menos
a data da
realização do
pedido
 
Menos de 24
horas para
localidades
mais próximas
ou até um
limite de 350
km
DESEMPENHO NA GESTÃO DOS ESTOQUES
 
 
 
 
Tempo da
mercadoria da
doca de
recebimento até a
sua
armazenagem
 
 
Tempo da doca
ao estoque ou
disponibilizaçã
 
 
 
2 horas ou
99,9% no
Dock to Stock Time física. Outros
consideram da
doca até a sua
armazenagem
física e o seu
registro nos
sistemas de
controle de
estoques e
disponibilização
para venda.
do item para
venda
mesmo dia
 
Acuracidade do Inventário
ou Inventory Accuracy
Corresponde à
diferença entre o
estoque físico e a
informação
contábil de
estoques.
Estoque físico
atual por SKU /
estoque
contábil ou
estoque
reportado no
sistema
No Brasil,
95%. No
Japão,
atingem
99,95%. E nos
EUA, entre
99,75% e
99,95%
 
Stock outs
Quantificação das
vendas perdidas
em função da
indisponibilidade
do itemsolicitado.
Receita não
realizada por
causa da
indisponibilidad
e do item em
estoque (R$)
 
Variável
 
 
% Estoque Indisponível
para Venda
Corresponde ao
estoque
indisponível para
venda em função
de danos
decorrentes da
movimentação
armazenagem,
vencimento da
data de validade
ou obsolescência.
 
 
Estoque
indisponível
(R$) / Estoque
total (R$)
 
 
Variável
 
Utilização da Capacidade
de Estocagem ou Storage
Utilization
 
Mede a utilização
volumétrica ou do
número de
posições para
estocagem
disponíveis em
um armazém.
Ocupação
média em m³
ou posições de
armazenagem
ocupadas
/ Capacidade
total de
armazenagem
em m³ ou
número de
posições
Estar acima
de 100% é um
péssimo
indicador, pois
provavelment
e indica que
corredores ou
outras áreas
inadequadas
para
estocagem
estão sendo
utilizadas
 
 
Visibilidade dos Estoques
ou Inventory Visibility
 
Mede o tempo
para
disponibilização
dos estoques dos
materiais recém-
recebidos nos
Data / Hora do
registro da
informação de
recebimento do
material nos
sistemas da
empresa - Data
/ Hora do
 
 
Máximo de 2
horas
sistemas da
empresa.
recebimento
físico
PRODUTIVIDADE DO ARMAZÉM
 
Pedidos por Hora ou
Orders per Hour
Mede a
quantidade de
pedidos
separados e
embalados/acondi
cionados por
hora.
Também pode ser
medido em linhas
ou itens.
Pedidos
separados /
embalados /
Total de horas
trabalhadas no
armazém
 
Variam
conforme o
tipo de
negócio
Custo por Pedido ou Cost
per Order
Rateio dos custos
operacionais do
armazém pela
quantidade de
pedidos
expedidos.
Custo total do
armazém
/ Total de
pedidos
expedidos
Variam
conforme o
tipo de
negócio
Custos de Movimentação
e Armazenagem como um
% das Vendas ou
Warehousing Cost as %
of Sales
 
Revela a
participação dos
custos
operacionais de
um armazém nas
vendas de uma
empresa.
 
Custo total do
armazém /
Venda total
 
Variam
conforme o
tipo de
negócio
 Mede o tempo de Variam
Tempo Médio de
Carga/Descarga
permanência dos
veículos de
transporte
nas docas de
recebimento e
expedição.
Hora de saída
da doca - Hora
de entrada na
doca
conforme tipo
de veículo,
carga e
condições
operacionais
Tempo Médio de
Permanência do Veículo
de Transporte ou Truck
Turnaround Time
Além do tempo
em doca, mede
tempos manobra,
trânsito interno,
autorização da
portaria, vistorias,
etc.
Hora de saída
da portaria
- Hora de
entrada na
portaria
Variam
conforme
procedimento
s da empresa
Utilização dos
Equipamentos de
Movimentação
Mede a utilização
dos equipamentos
de movimentação
disponíveis em
uma operação de
movimentação e
armazenagem.
 
Horas em
operação /
Horas
disponíveis
para uso
Em uso
intensivo, com
operador
dedicado,
mínimo de
95%
DESEMPENHO EM TRANSPORTES
Custos de Transporte
como um % das Vendas
ou Freight Costs as % of
Sales
Mostra a
participação dos
custos de
transportes nas
vendas totais da
empresa.
 
Custo total de
transportes
(R$) / Vendas
totais (R$)
 
Variam
conforme o
tipo de
negócio
Custo do Frete por Revela o custo do Custo total de 
Unidade Expedida ou
Freight Cost per Unit
Shipped
frete por unidade
expedida. Pode
também ser
calculado por
modal de
transporte.
transporte (R$)
/ Total de
unidades
expedidas
Variam
conforme o
tipo de
negócio
Coletas no Prazo ou On
Time Pickups
Calcula o % de
coletas realizadas
dentro do prazo
acordado.
Coletas no
prazo / Total de
coletas
Variam de
95% a 98%
Utilização da Capacidade
de Carga de Caminhões
ou Truckload Capacity
Utilized
Avalia a utilização
da capacidade de
carga dos
veículos de
transporte
utilizados.
Carga total
expedida /
Capacidade
teórica total
dos veículos
utilizados
Depende de
diversas
variáveis, mas
as melhores
práticas estão
ao redor de
85%
Avarias no Transporte ou
Damages
Mede a
participação das
avarias em
transporte no total
expedido.
Avarias no
transporte (R$)
/ Total
expedido (R$)
Variável
 
Não Conformidades em
Transportes
Mede a
participação do
custo extra de
frete decorrente
de reentregas,
devoluções,
atrasos, etc. por
motivos diversos
Custo adicional
de frete com
não
conformidades
(R$) / Custo
total de
transporte (R$)
 
 
Variável
Quadro 1 | Indicadores de desempenho logístico interno. Fonte: adaptado
de Corrêa (2019).
Desse modo, destacam-se como principais indicadores de desempenho
logístico interno:
Custo total: é a quantidade de recursos consumidos e o pacote de
serviços oferecidos. O custo logístico pode ser medido em termos de
valores totais, em porcentagem das vendas ou custos unitários.
Tempo do ciclo: é aquele que se gasta para realizar todo o processo
logístico (tempo necessário para atender a um pedido após o seu
recebimento, incluindo produção, separação e entrega).
Pedido perfeito: é aquele em que se tem o produto certo, na
quantidade correta, no lugar exato, no tempo ajustado, nas
condições adequadas. Exemplo: se a empresa atende aos pedidos
nas seguintes condições: 90% no prazo, 95% sem avarias, 92%
completos e 94% corretos, o percentual de pedidos perfeitos é de
apenas 74% (0,90x0,95x0,92x0,94).
Siga em Frente...
Indicadores de desempenho externo
Vamos conhecer alguns indicadores de desempenho logístico externo no
Quadro 2, a seguir. Atualmente, deve-se considerar a satisfação do
no custo total de
transporte.
Acuracidade no
Conhecimento de Frete
ou Freight Bill Accuracy
Mede a
participação dos
erros verificados
no conhecimento
de frete em
relação aos
custos totais de
transportes.
Erros na
cobrança (R$) /
Custo total de
transporte (R$)
 
Mínimo de
98,5%
cliente proporcionada por toda a cadeia de suprimentos, o que justifica a
preocupação com o monitoramento de indicadores de âmbito externo.
Indicador
de
desempenh
o
Descrição Cálculo Melhores práticas
DESEMPENHO DO FORNECEDOR
 
Entregas
realizadas
dentro do
prazo
negociado
Calcula a taxa de
entregas
realizadas dentro
do prazo
negociado com o
fornecedor
Número de
entregas
realizadas dentro
do prazo
/ Número de
entregas totais
 
 
Entregas
devolvidas
parcial ou
integralmente
Corresponde às
entregas
devolvidas parcial
ou integralmente
por causa de
alguma falha não
aceitável do
fornecedor
Entregas
devolvidas parcial
ou integralmente /
Total de entregas
recebidas (aceitas
+ devolvidas)
 
 
Recebimento
de produtos
dentro das
especificações
de qualidade
Corresponde à
quantidade de
produtos que
foram entregues
dentro das
especificações de
qualidade
Produtos
recebidos dentro
das
especificações de
qualidade
acordadas com o
fornecedor / Total
Deve ser bem próximo
de 100%, caso
contrário a empresa
está aceitando
produtos fora dos
padrões desejados
(custos extras)
Quadro 2 | Indicadores de desempenho logístico externo. Fonte:
adaptado de Corrêa (2019).
Um indicador externo importante é o de entregas realizadas dentro do
prazo negociado, que pode ser usado para medir mensalmente as
entregas para um segmento/cliente específico, bem como para medir
todos as entregas realizadas em uma frequência diária.
previamente
acordadas com o
fornecedor
de produtos
aceitos * 100
 
Atendimento
do pedido
realizado
 
 
Verifica se o
fornecedor está
entregando a
quantidade de
produtos
solicitados
 
 
Número produtos
entregues /
Número de
produtos pedidos
* 100
100%. Se este
indicador permanecer
por um longo tempo
abaixo de 100% isso
significa que o
fornecedor não está
com capacidade
suficiente de atender
aos produtos
 
 
Tempo de
entregas dos
produtos
 
 
 
 
É o tempo que o
fornecedor leva
para entregar um
pedido
 
 
Data e/ou hora da
realização do
pedido ao
fornecedor - Data
e/ou hora da
entrega dos
produtos
Varia conforme o
negócio. No entanto, o
desempenho do
fornecedor influencia
diretamente o estoque
da empresa. Ou seja,
caso esse tempo seja
muito longo, a
empresa precisará
 manter níveis altos de
estoque
O cálculo é simples: Número de entregas realizadas dentro do prazo /
Número de entregas totais. Exemplo: geralmente são realizadas 1.050
entregas diárias. Na última segunda-feira,998 entregas foram efetuadas
dentro do horário determinado. Sendo assim, 95% das entregas foram
feitas conforme o prazo negociado.
Mas como coletar as informações sobre entregas dentro do prazo? Para
isso, deve-se prezar pelo controle da operação, contar com a validação
por parte do cliente ou, até mesmo, consultar o controle/indicador do
cliente em tempo real. Com a utilização da tecnologia da informação (TI)
aplicada à logística, esse monitoramento fica mais fácil. Podemos tomar
como exemplo o caso de uma distribuidora de e-commerce que utiliza um
sistema via equipamentos móveis de comunicação (tablet, celular, etc.) e,
ao entregar a mercadoria ao cliente, pede a confirmação por meio de uma
assinatura eletrônica, foto e/ou outra forma de validação. Assim, os
controles são alimentados automaticamente.
Vamos Exercitar?
A medição de desempenho logístico é uma ferramenta essencial para o
gerenciamento eficaz da cadeia de suprimentos, permitindo que as
empresas avaliem a eficiência e eficácia de suas operações logísticas. Os
indicadores de desempenho logístico podem ser divididos em duas
categorias principais: internos e externos.
Os indicadores de desempenho logístico interno concentram-se nas
operações internas da empresa, as quais incluem a eficiência dos
processos de armazenagem, transporte interno, gestão de inventário e
processamento de pedidos. Esses indicadores são fundamentais para
entender a eficiência operacional e identificar áreas que necessitam de
melhorias, otimizando assim a gestão dos recursos e reduzindo custos.
Os indicadores de desempenho logístico interno influenciam diretamente
a eficiência operacional ao fornecer dados quantitativos sobre o
desempenho dos processos logísticos internos. Ao analisar esses
indicadores, as empresas podem detectar gargalos operacionais, excesso
de estoque, problemas no processamento de pedidos, entre outros
empecilhos. Essa verificação possibilita a implementação de estratégias
para aperfeiçoar a produtividade, diminuir tempos de ciclo, aumentar a
precisão dos estoques e otimizar o uso de recursos. Consequentemente,
a melhoria na eficiência operacional se traduz em redução de custos e
ampliação da capacidade de resposta às demandas do mercado.
Por outro lado, os indicadores de desempenho logístico externo refletem
a interação da empresa com o ambiente externo, isto é, com clientes,
fornecedores e parceiros logísticos. Esses indicadores avaliam a
qualidade do serviço prestado ao cliente, a pontualidade das entregas, a
precisão dos pedidos e a capacidade de resposta a solicitações
especiais. A análise desses indicadores permite que as empresas
entendam como suas operações logísticas impactam a satisfação do
cliente e sua posição competitiva no mercado. Organizações que se
destacam em desempenho logístico externo tendem a ter clientes mais
satisfeitos, o que resulta em maior fidelidade do cliente, melhor reputação
no mercado e, em última análise, vantagem competitiva sustentável.
A medição de desempenho logístico, ao integrar a análise de indicadores
internos e externos, contribui significativamente para a identificação de
áreas de melhoria e inovação em processos logísticos. Essa abordagem
holística possibilita que as empresas não apenas aprimorem suas
operações internas, mas também melhorem a qualidade do serviço
oferecido aos clientes. A coleta contínua e a avaliação de dados de
desempenho habilitam as organizações para detectarem tendências,
preverem demandas futuras e adaptarem-se a mudanças no ambiente de
mercado. Além disso, a identificação de áreas para inovação pode levar
ao desenvolvimento de novas tecnologias, práticas e modelos de negócio
que impulsionem a eficiência logística e criem novas oportunidades de
mercado.
Portanto, podemos afirmar que a medição de desempenho logístico é
uma prática crítica que influencia diretamente a efetividade operacional, a
satisfação do cliente e a competitividade no mercado. Ao considerarem os
indicadores tanto de desempenho interno quanto externo, as empresas
podem obter uma visão abrangente de suas operações logísticas,
encontrando possibilidades de melhorias e inovações que sustentem o
crescimento e o sucesso a longo prazo.
Saiba Mais
Mensurar o desempenho das operações realizadas em uma empresa é
uma prática fundamental para o alcance de uma gestão mais acurada,
pois favorece o conhecimento exato da eficiência dos resultados obtidos.
Logo, essa atividade concede um embasamento sólido para as tomadas
de decisões. Entretanto, o processo de escolha e implantação desses
indicadores pode apresentar alguns desafios bastante complexos. Para
que você possa conhecer algumas particularidades inerentes a esse
procedimento de implantação, faça a leitura do artigo disponível a seguir.
Indicadores de desempenho logísticos: proposta de implantação em um
centro de distribuição.
Referências Bibliográficas
ÂNGELO, L. B. Indicadores de desempenho logístico. Santa Catarina:
UFSC, 2005.
BACK JUNIOR, I. L. Indicadores de desempenho logísticos: proposta
de implantação em um centro de distribuição. Produção & Engenharia, v.
10, n. 1, p. 827-840, jan. dez. 2020. Disponível em:
https://periodicos.ufjf.br/index.php/producaoeengenharia/article/view/3049
0/22707. Acesso em: 22 fev. 2024.
CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo:
Saraiva Uni, 2019. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/.
Acesso em: 23 jan. 2024.
CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos:
estratégia, planejamento e operações. 4. ed. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2015.
CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística:
integração na era da indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book.
Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/.
Acesso em: 23 jan. 2024.
https://periodicos.ufjf.br/index.php/producaoeengenharia/article/view/30490/22707
https://periodicos.ufjf.br/index.php/producaoeengenharia/article/view/30490/22707
https://periodicos.ufjf.br/index.php/producaoeengenharia/article/view/30490/22707
https://periodicos.ufjf.br/index.php/producaoeengenharia/article/view/30490/22707
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/
POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma
introdução. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/.
Acesso em: 23 jan. 2024.
Aula 4
CUSTOS LOGÍSTICOS
Custos Logísticos
Olá, estudante! Bem-vindo a esta videoaula na qual trataremos de um
tema crucial para qualquer profissional da área de logística: o conceito de
custos logísticos e sua respectiva determinação. Ao longo deste
conteúdo, você conhecerá os diferentes tipos de custos logísticos, como
custos fixos e variáveis, e custos diretos e indiretos. Dominar esses
elementos é essencial para estabelecer uma gestão eficaz e a otimização
dos recursos dentro de qualquer operação logística. Logo, este material é
indispensável para sua prática profissional, pois o ajudará a tomar
decisões mais informadas e estratégicas. Convido você a assistir a esta
videoaula e ampliar seus conhecimentos sobre essa área tão importante.
Vamos juntos dar mais um passo em sua formação profissional?
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/
Ponto de Partida
Olá! Seja bem-vindo! Iniciar mais uma etapa de aprendizagem sempre é
uma tarefa repleta de expectativas e oportunidades de crescimento.
Neste ambiente de ensino, convido você a explorar e expandir seus
conhecimentos, preparando-se para os desafios e as demandas do
mercado de trabalho. Aqui, valorizamos a curiosidade intelectual e a
vontade de avançar no campo dos processos logísticos, uma área
fundamental para o sucesso das organizações modernas.
Nesta aula investigaremos conceitos importantes relacionados aos custos
logísticos, que constituem um assunto indispensável para a compreensão
da dinâmicae da eficiência operacional na gestão da cadeia de
suprimentos. Começaremos nossa jornada com uma explanação sobre a
definição de custos logísticos, seguida de uma análise detalhada dos
tipos de custos envolvidos nesse âmbito, como custos fixos e variáveis, e
custos diretos e indiretos. Por fim, discutiremos sobre metodologias
adotadas para a determinação do custo logístico total. Essa compreensão
é indispensável para qualquer profissional da área, pois oferece as bases
necessárias para a tomada de decisões estratégicas e a otimização de
recursos.
Durante esta fase de estudos, três perguntas guiarão nossa discussão e
reflexão:
Como os custos fixos e variáveis influenciam a estrutura de custos
logísticos de uma empresa?
De que maneira os custos diretos e indiretos podem ser identificados
e gerenciados dentro da logística?
Qual a importância da determinação precisa do custo logístico total
para a competitividade e sustentabilidade de uma organização?
Essas questões são projetadas para estimular o pensamento crítico e a
aplicação prática dos conceitos analisados, estimulando você a
permanecer atento e engajado com o material apresentado.
Convido você a aproveitar esta oportunidade para ampliar seus
conhecimentos e habilidades na área de processos logísticos. Com
dedicação e empenho, os saberes aqui explorados serão valiosos para
sua formação acadêmica e profissional.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Conceito de custos logísticos
Adventos como a globalização e a abertura de mercado, em meados de
1990, contribuíram para a entrada de novos fornecedores internacionais
e, consequentemente, para um aumento vertiginoso da concorrência.
Nesse contexto, o gerenciamento dos custos logísticos passou a receber
uma atenção muito maior, tornando-se um dos desafios mais complexos
que os gestores contemporâneos enfrentam. Essa preocupação tem
algumas justificativas bem palpáveis.
Em certos segmentos, os custos logísticos podem representar
percentuais bastante expressivos, os quais, caso sejam mal geridos, são
capazes de comprometer a sobrevivência da empresa no mercado em
que atua. Outro ponto a ser destacado em relação aos custos logísticos é
o fato de que, no Brasil, boa parte das organizações são de pequeno ou
médio porte e há uma percepção comum de que o gerenciamento
estratégico, minucioso e sistêmico dos custos deve ser feito apenas por
grandes empresas, o que é um grande equívoco.
Mas o que são custos logísticos?
Os custos são aqueles gastos que ocorrem em virtude dos esforços
produtivos e que dão origem a um bem ou a um serviço. Nesse sentido,
são considerados custos os gastos com mão de obra da fábrica, com
matérias-primas consumidas, energia elétrica do barracão onde ocorre a
produção, salários dos gerentes, líderes e supervisores das linhas de
produção, e, principalmente, custos com transportes, seja no momento de
aquisição da matéria-prima ou no instante em que os produtos acabados
são entregues aos seus respectivos pontos de vendas ou ao consumidor
final.
Esses custos logísticos estão presentes em todas as operações que
ocorrem no contexto de uma cadeia de suprimentos integrada,
considerando a aquisição da matéria-prima, o momento em que o produto
ou serviço fica disponível para consumo, os processos responsáveis pela
sua disponibilização aos canais de vendas (como varejo, atacado,
atacarejo ou e-commerce) e as operações que acontecem na esfera da
logística reversa.
Portanto, é possível constatar que existem motivos para que o
gerenciamento desses custos seja tão complexo. Nesse contexto,
conhecer as terminologias e as formas de classificação dos gastos,
dentre eles os custos, bem como as ferramentas de gerenciamento, pode
tornar a gestão mais acurada, de modo que as tomadas de decisão por
parte dos gestores resultem em benefícios à organização. 
Tipos de custos logísticos
Os custos logísticos são classificados considerando duas variáveis:
a. Em relação à variação de seus valores de acordo com os volumes
produzidos, são categorizados como custos fixos ou custos variáveis.
b. Em relação à forma como são aplicados e mensurados aos produtos,
são categorizados como custos diretos ou custos indiretos.
Os custos fixos, como a própria terminologia sugere, são os custos que
não variam em um determinado período, independentemente da
quantidade produzida. Eles têm natureza fixa, ou seja, terão o mesmo
valor se a indústria produzir 100 ou 1.000 unidades. O valor do aluguel do
armazém e a mão de obra são exemplos de custos fixos.
Independentemente das quantidades produzidas pela empresa, esses
custos devem ser quitados impreterivelmente no prazo acordado.
Por sua vez, os custos variáveis são aqueles que apresentam uma
relação direta com os volumes de produção. Nesse caso, quanto maior
for o volume produzido, maiores serão os custos. Para exemplificar,
podemos citar a matéria-prima e as embalagens. Perceba que, quanto
maior o montante produzido, maior é o valor gasto tanto com matérias-
primas quanto com embalagens. Em contrapartida, caso a empresa não
produza uma única unidade no mês, também não terá custos em relação
às matérias-primas e embalagens. Outro exemplo de custo variável é o
gasto com a energia elétrica da fábrica. Se a fábrica trabalha em um turno
de oito horas, gastará um determinado valor com energia. Caso passe a
trabalhar em dois turnos, ou seja, 16 horas/dia, começará a gastar, ao
menos em teoria, o dobro do que consumia anteriormente.
Figura 1 | Demonstração da relação entre os custos fixos e variáveis. Fonte: elaborada pelo autor.
Os custos diretos podem ser diretamente associados aos produtos,
bastando apenas que se tenha uma unidade de medida de consumo,
como kg de matéria-prima por produto, unidades de embalagem
utilizadas no produto ou horas de mão de obra gastas no produto. Dois
bons exemplos desses tipos de custos são as matérias-primas e a mão
de obra. Vamos conferir um caso?
Suponha que uma empresa tenha gastado R$ 1.000,00 em matéria-prima
e R$ 2.000,00 em mão de obra para produzir 1.000 unidades de um
determinado produto. Com esses dados, é possível identificar claramente
que o custo total de produção foi de R$ 3.000,00 e o custo unitário foi de
R$ 3,00 por unidade. Por isso, esses custos são denominados “diretos”.
Tais custos basicamente são compostos de materiais diretos (matérias-
primas, embalagens) e mão de obra direta (ou seja, os valores gastos
com os trabalhadores que estão diretamente vinculados ao processo de
fabricação, como os operadores de máquinas).
Por outro lado, os custos indiretos não oferecem condições para que
haja uma medida objetiva. Logo, qualquer tentativa de alocação precisa
ser feita de maneira estimada e, muitas vezes, arbitrária, utilizando
critérios de rateio, como ocorre com os custos de supervisão e aluguel da
fábrica.
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Determinação do custo logístico total
Como é composto o custo logístico? Uma das maneiras de formar os
custos logísticos é por meio dos custos logísticos totais, que representam
a somatória dos distintos custos provenientes das atividades logísticas.
Tendo em vista o conceito de logística integrada, é importante para o
gestor conhecer tais custos e sua totalidade, a fim de considerar esses
dados como embasamento para a tomada de decisões, buscando o
equilíbrio entre o custo e o nível de serviço. Desse modo,
Custo Logístico Total =
CAM+CTRA+CE+CME+CTI+CTRI+CDL+CDNS+CAD, sendo:
CAM = Custos de armazenagem e movimentação.
CTRA = Custo de transporte.
CE = Custos de embalagens.
CME = Custos de manutenção do estoque.
CTI = Custos de tecnologia da informação.
CTRI = Custos tributários (tributos não recuperáveis).
CDL = Custos decorrentes de lotes.
CDNS = Custos decorrentes de níveis de serviço.
CAD = Custos de administração logística.
Agora, que tal aprofundarmos nossa análise sobre cada um desses
custos?
Custos de Armazenagem e Movimentação (CAM): o processo de
armazenagem possui diversas atividades que geram custos para a
empresa, como recebimento de materiais, acondicionamento,
seleção

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