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Inovação e gestão das operações
Apresentação
O cenário global tem sido marcado por mudanças cada vez mais rápidas e intensas que geram 
impactos significativos nas dimensões política, econômica, social, ambiental, cultural e legal, que, 
por sua vez, influenciam a vida da sociedade e também o ambiente onde as organizações estão 
inseridas. É exatamente esse ciclo rápido e contínuo de mudanças que requer das empresas uma 
capacidade cada vez maior de adaptação a diferentes cenários e de responder adequadamente às 
mais variadas necessidades que surgem em menor espaço de tempo.
 
Dessa forma, atuando em um ambiente incerto, altamente competitivo e global, é essencial que as 
empresas fiquem atentas ao movimento do mercado, buscando identificar oportunidades que as 
permitam alavancar seu negócio e elevar sua eficiência. Nesse contexto, a inovação é um 
instrumento capaz de impactar significativamente as operações da empresa, uma vez que permite 
reduzir seus custos e aumentar sua produtividade, garantindo sua permanência no mercado de 
forma competitiva.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você estudará a inovação e sua importância no contexto 
organizacional, em suas operações e como ela pode contribuir para o sucesso das empresas.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir inovação.•
Identificar como a inovação auxilia a gestão de operações de um negócio.•
Apontar casos bem-sucedidos de inovação na gestão de operações de empreendimentos.•
Desafio
Os negócios precisam ser adaptados continuamente para atender as necessidades dos 
consumidores, que são cada vez mais dinâmicas, ou seja, mudam rapidamente e com maior grau de 
exigência. Portanto, uma empresa, para continuar existindo, deve acompanhar essas mudanças e 
criar a capacidade de responder a elas.
 
Neste Desafio, você vai ter a oportunidade de refletir sobre como a inovação pode aumentar a 
competitividade e prolongar a existência de um empreendimento.
Confira o caso abaixo:
Você, com base em seu conhecimento em inovação e gestão de operações, foi contratado para 
solucionar este problema. Dessa forma, responda:
1. O que poderia ser feito para solucionar este problema?
2. A inovação pode ajudar o Sr. Paul a salvar o restaurante, ou, por se tratar do setor de serviços 
essa opção não é viável? Explique.
3. Caso a inovação seja possível para o negócio do Sr. Paul, qual tipo você indicaria? Explique.
Infográfico
Muitas pessoas e empresas ainda têm o pensamento de que para inovar é necessário investir muito 
capital, principalmente em tecnologia. No entanto qualquer simples alteração que um 
empreendedor realize, por exemplo, em sua forma de apresentar seu produto ou serviço e que gere 
a ele e a seus clientes maior economia e satisfação, pode ser considerada uma inovação.
 
Veja, no Infográfico, os tipos de inovação, segundo o Manual de Oslo da Organização para 
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que as empresas podem adotar para melhorar 
suas operações e aumentar sua competitividade.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/bf527647-f185-4eba-8834-035d91a9e6d1/d451a9a2-7b51-47a4-927c-b01c086085d7.jpg
Conteúdo do Livro
Ao ouvir a palavra inovação, provavelmente vem à sua mente algo grande, diferente de tudo o que 
já foi visto, que envolve alta tecnologia e que surpreende e atrai os consumidores. Porém é 
necessário lembrar que a inovação pode ser algo grande ou pequeno e envolver tecnologia ou 
procedimentos mais simples.
 
Nesse contexto, a imaginação se limita a um produto ou serviço, sem considerar o impacto que a 
inovação pode ter nas organizações como, por exemplo, melhorar a gestão de suas operações.
No capítulo Inovação e gestão das operações, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você 
vai compreender o significado de inovação e como ela impacta a gestão de operações de um 
empreendimento, e vai conhecer casos de sucesso que envolvem inovação. 
 
Boa leitura.
CRIATIVIDADE E A 
IDEIA DO NEGÓCIO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Definir inovação.
 > Identificar como a inovação auxilia na gestão das operações de um negócio.
 > Apontar casos bem-sucedidos de inovação na gestão de operações de em-
preendimentos.
Introdução
As sociedades de todo o mundo foram impactadas pela globalização, que resultou 
em mudanças políticas, econômicas, sociais, ambientais, legais, tecnológicas e 
culturais. Tais mudanças acontecem em ritmo cada vez mais acelerado, gerando 
novas necessidades e impactando, também, as organizações, que ficam mais 
complexas, e o ambiente, altamente competitivo.
Com a ampliação dos mercados, a concorrência aumentou, e os consumidores 
estão mais criteriosos e exigentes. Novas tecnologias surgem e se tornam obsoletas 
rapidamente, exigindo das organizações a capacidade de respostas rápidas às 
crescentes e novas demandas. Nesse cenário cada vez mais competitivo, a inovação 
passa a ser considerada fundamental para a sobrevivência das empresas.
Neste capítulo, você vai estudar o que é inovação, como ela pode auxiliar 
a gestão das operações de um negócio e casos de sucesso em que a inovação 
impactou positivamente a gestão de operações dos empreendimentos.
Inovação e gestão 
das operações
Ligia Maria Fonseca Affonso
O que é inovação 
A globalização impulsionou várias mudanças nas diferentes dimensões que 
permeiam nossas vidas e as organizações. Com a ampliação dos mercados 
e o livre comércio de mercadorias, a concorrência aumentou e vem exigindo 
maior esforço das organizações quanto à adaptação a ambientes que se trans-
formam rapidamente, além de capacidade de resposta às novas demandas 
da sociedade e às mais variadas situações e contextos. 
As rápidas transformações exercem impacto significativo nas empresas, 
levando-as a alterar suas formas de atuação, seus modelos de gestão, pro-
cessos e produtos e, por vezes, estabelecendo nova direção a seus negócios. 
Nesse cenário dinâmico, tentar responder às novas demandas de forma 
improvisada tem se mostrado cada vez mais arriscado.
O ambiente em que as empresas estão inseridas é composto por um 
conjunto de elementos e variáveis que influenciam seu desempenho, in-
dependentemente de seu tamanho e setor de atuação. Por isso, monitorar 
e analisar continuamente esse ambiente torna-se cada vez mais essen-
cial, para identificar não somente forças e fraquezas, mas principalmente 
oportunidades e ameaças. Forças e fraquezas referem-se às variáveis que 
se encontram no interior da organização e são controláveis por ela, como 
força de trabalho, capital disponível, capacidade de produção, programas 
de marketing, equipe de vendas (que podem ser tanto forças quanto fra-
quezas), etc. Já oportunidades e ameaças são variáveis que se encontram 
fora da organização e sobre as quais ela não tem controle, como aumento 
da demanda por produtos e serviços e incentivos fiscais (oportunidades), 
aumento da concorrência, queda na demanda e aumento do desemprego 
(ameaças) (OLIVEIRA, 2018). 
A identificação desses elementos e variáveis permite à empresa refletir 
sobre o impacto do ambiente em suas operações. Com base nisso, consegue 
determinar estratégias mais adequadas ao alcance de seus objetivos, capazes 
de garantir maior competitividade, isto é, ampliação e manutenção no mercado 
de forma sustentável frente à concorrência. Para se tornarem competitivas, é 
importante que as empresas desenvolvam sua capacidade de criar processos 
sistemáticos para auxiliá-las a identificar novas oportunidades e a superar 
os obstáculos. Com isso, obtém-se, também, desempenho de excelência 
por meio de eficiência técnica, permitindo ter a capacidade de inovar. Por-
tanto, a elaboração de uma estratégia competitiva é essencial para que a 
empresa crie uma posição única e valiosa (FERRAZ; KUPFER; HAGUENAUER, 
1995; PORTER, 2021).
Inovação e gestão das operações2
Porsua vez, a vantagem competitiva pode ser entendida como o dife-
rencial de uma empresa em relação a seus concorrentes. São os atributos 
de um produto ou serviço que os distinguem dos produtos ou serviços dos 
concorrentes, tornando-os únicos, exclusivos e difíceis de serem copiados. 
Conhecer exatamente do que o cliente necessita e oferecer isso a ele é fun-
damental para criar diferencial e alcançar vantagem competitiva. Entre as 
estratégias adotadas para se obter vantagem competitiva, destaca-se a 
inovação, considerada condição essencial para o sucesso e a sobrevivência 
de qualquer empresa no mercado. No entanto, atuando em cenários cada 
vez mais dinâmicos, as empresas não devem tomar a inovação como uma 
prática esporádica, porque, se não inovarem, perdem vantagem competitiva 
(KOTLER; KELLER, 2012; PORTER, 2021).
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 
seu Manual de Oslo (OECD, 1997, p. 55), define inovação como:
[...] a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente 
melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método 
organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou 
nas relações externas.
A inovação ocorre para solucionar ou antever problemas. Implementa-se 
algo novo, um bem ou um serviço, um processo ou um método, para renovar o 
modo e os meios de chegar nos resultados. Com isso, é possível que a empresa 
se mantenha competitiva no mercado (BRITO, 2019). Pode-se partir do zero 
ou criar a partir de algo existente, inovando-se em vários níveis: 100, 70 e 
até 10%. Isso significa que o mínimo que conseguirmos transformar significa 
que estamos inovando, desde que estejamos gerando valor para a empresa 
e para seus clientes (PROENÇA et al., 2015). 
O valor diz respeito a aspectos qualitativos e quantitativos, objetivos 
e subjetivos presentes em uma experiência completa de compra. 
No caso do cliente, é o valor que ele percebe sobre a utilidade de um produto 
ou serviço a partir do seu custo-benefício (ZEITHAML; BITNER; GREMLER, 2014).
Além de gerar valor, a inovação visa a transformar ideias em realidade. 
Deve ser implementada e gerar resultados econômicos para a empresa, bem 
como satisfazer necessidades e expectativas de seus clientes. Para isso, o 
surgimento de ideias deve ser estimulado dentro das empresas de forma 
contínua. É necessário, também, compreender quais delas têm realmente 
Inovação e gestão das operações 3
o potencial de gerar crescimento e desenvolvimento. As ideias devem ser 
escolhidas estrategicamente levando em consideração seu potencial de 
diferenciação competitiva, o que requer, além de iniciativa e criatividade, 
tempo, dinheiro, conhecimento e comprometimento, de forma a garantir 
que todo o esforço empreendido se transforme em valor. Se a inovação gera 
valor apenas para a empresa ou se gera valor apenas para os clientes, ela não 
cumpre seu propósito. Para ter sentido, deve contemplar ambas as partes 
(BESSANT; TIDD, 2015).
Essa inovação pode ser disruptiva ou incremental. A radical, também 
chamada de inovação disruptiva, é aquela que apresenta alto grau de novi-
dade, diferente de tudo o que já existe, trazendo algo inédito e que exerce 
impacto significativo no mercado e nas atividades econômicas das empresas 
concorrentes. É um tipo de inovação capaz de mexer com a estrutura do 
mercado, gerar novos mercados e interferir no ciclo de vida de produtos, 
tornando-os obsoletos. A inovação incremental, por sua vez, é aquela que 
ocorre de forma gradativa, numa melhoria contínua e com menor grau de 
novidade. Inovações desse tipo não necessariamente têm origem no processo 
de pesquisa e desenvolvimento (P&D), sendo mais comum resultarem de 
aprendizado interno e de experiências acumuladas. Ocorrem para melhorar, 
por exemplo, processos logísticos, estrutura da organização, métodos de 
vendas, etc., de acordo com o contexto em que estão inseridas, como o setor 
de atuação, localidade, demanda dos consumidores, práticas da concorrên-
cia, oportunidades, tecnologias e demais condições do ambiente externo 
(CHRISTENSEN, 1997; TIGRE, 2006). 
P&D é a sigla que representa o processo de pesquisa e desenvol-
vimento. Normalmente está associada às áreas de marketing e/ou 
de produto e tem por finalidade buscar informações e dados sobre mercado, 
como dados dos consumidores, das tendências, das novas tecnologias e das 
inovações (KOTLER; KELLER, 2012).
A inovação pode, também, ser aberta ou fechada. A inovação aberta se 
dá a partir de pesquisas prospectivas e da identificação e análise de opor-
tunidades, por meio de um conjunto de competências internas e externas, 
de modo a oferecer ao mercado algo novo de que ele realmente necessita. O 
processo de inovação aberta tem várias entradas (participação dos consumi-
dores, fornecedores, parceiros, comunidade, etc.) e uma saída (mercado). A 
inovação fechada acontece a partir de fontes internas da organização, como 
Inovação e gestão das operações4
P&D, produção ou demais áreas funcionais. É desenvolvida, portanto, dentro 
da organização e oferecida ao mercado, com uma entrada (P&D) e uma saída 
(mercado) (CHESBROUGH, 2012).
Independentemente da intensidade com que as inovações acontecem nas 
empresas, é importante ter atenção aos elementos internos e externos que 
podem influenciar favoravelmente ou não esse processo, estimulando-os 
ou desacelerando-os. Os fatores externos são, por exemplo, mudanças no 
comportamento de compra do consumidor, aumento da demanda por pro-
dutos mais duráveis e sustentáveis, alterações em leis ou regulamentações, 
inflação, alta do dólar, modificações em tecnologias, etc., podem estimular 
ou desacelerar os processos de inovação. Já os exemplos de fatores internos 
são motivação da equipe, clima organizacional, liderança, integração dos 
setores, capital, conflitos, criatividade, iniciativa, projetos estruturados, 
marketing, etc.
É importante ressaltar a importância de a inovação estar presente em 
toda a organização, desde a cultura, para que todos os colaboradores se 
sintam responsáveis por fazê-la acontecer. Por isso, o estímulo à geração de 
ideias deve estar em todos os níveis e setores da empresa. Um bom ambiente 
de trabalho que valorize as ideias dos colaboradores é ponto fundamental 
nesse processo.
Inovação e gestão das operações de um 
negócio 
A gestão de operações é o gerenciamento estratégico de recursos humanos, 
tecnológicos, informacionais, financeiros e outros, da interação entre eles e 
dos processos que produzem e entregam bens e serviços que visam a atender 
as necessidades e os desejos dos clientes quanto a tempo, qualidade e custo 
(CORRÊA; CORRÊA, 2017). 
É responsável por conciliar o objetivo de entregar valor ao cliente ao uso 
eficiente dos recursos necessários ao alcance dos objetivos estratégicos da 
organização. Deve manter a área de operações adaptada às mudanças de-
correntes de fatores ambientais, isto é, das variáveis do ambiente externo à 
organização sobre as quais não se tem controle. Exemplos são a escassez de 
matéria-prima e a queda na demanda. O objetivo é que as operações possam 
superar os desafios futuros (CORRÊA; CORRÊA, 2017). 
Como vimos, a inovação gera mudanças em vários aspectos da organização 
e requer a combinação de variados recursos. A gestão de operações precisa 
Inovação e gestão das operações 5
trabalhar para garantir que os processos internos se adaptem a essas mu-
danças, mantendo sua produtividade e sua eficiência, bem como elevando 
sua competitividade. 
A inovação é considerada a principal ferramenta para alavancar o cres-
cimento das organizações. No entanto, algumas empresas ainda têm a ideia 
de que a inovação é inatingível ou que somente grandes organizações são 
capazes de realizar. Ela, porém, pode ocorrer em todos os tipos e tamanhos 
de empresa, porque não está condicionada somente à utilização de novas tec-
nologias. Pode acontecer por meio de mudanças nos processos operacionais,produtos ou serviços, etc., como alterar um processo administrativo interno 
que possibilite maior agilidade nas atividades e entregas. Independente-
mente do tamanho, do tipo de empresa e do setor de atuação, a inovação é 
um processo que deve ser estruturado e gerenciado, abrangendo todas as 
atividades desenvolvidas pela empresa para criar e gerar valor a seus clientes. 
Embora o processo de inovar varie de empresa para empresa, pode-
mos identificar algumas fases que costumam acontecer. Algumas empresas 
desenvolvem coisas que são capazes de gerar mudanças significativas no 
mercado. Já outras empresas realizam pequenas mudanças, com a intenção 
de melhorar continuamente produtos, processos e operações. 
 O processo de inovação inicia no momento em que, a partir de uma ideia, 
é realizada uma ação para inserir no mercado um novo produto, processo, 
sistema ou modelo de negócio. A partir da ideia, todas as etapas que visam 
a materializá-la compreendem o processo de inovação, incluindo etapas 
científicas, tecnológicas, organizacionais, financeiras e comerciais (OECD, 
1997; WYLANT, 2008).
A seguir, vamos ver quatro tipos de inovação (OECD, 1997).
Inovação de produto
A inovação de produto refere-se à inserção de um bem ou serviço novo ou po-
tencialmente melhorado em características ou utilidade. Um exemplo dessas 
melhorias são alterações realizadas em componentes, matérias-primas, forma 
de utilização, desempenho do produto, especificações técnicas, etc. Podem 
se dar a partir de novos conhecimentos e tecnologias ou da combinação de 
conhecimentos e tecnologias já existentes. 
 Podemos destacar como exemplo de inovação referente à melhoria de 
desempenho de produto o primeiro MP3 portátil, que trouxe uma nova combi-
nação de tecnologias que já existiam: padrões de softwares com a tecnologia 
de disco rígido miniaturizado.
Inovação e gestão das operações6
Inovação de processo
A inovação de processo diz respeito à introdução de novos métodos de pro-
dução/distribuição ou à melhoria significativa destes. Podem ser realizadas, 
por exemplo, alterações em softwares, técnicas e equipamentos utilizados na 
produção de produtos ou serviços, além de mudanças na forma de forneci-
mento de insumos, alocação de suprimentos ou entrega de produtos. Inovar 
processos é uma forma de melhorar a produtividade e a qualidade, bem como 
reduzir custos e aumentar a eficiência, não só nas atividades principais, mas 
também nas de apoio. Isso significa que, além de processos produtivos e 
logísticos, é possível inovar processos administrativos e operacionais, como 
compras, financeiro e recursos humanos. 
Numa linha de produção, por exemplo, incluir novos equipamentos para 
automatização é uma forma de inovar o processo referente a métodos de 
produção. Em relação aos métodos de distribuição, um exemplo é o de inserir 
um sistema de rastreamento de produtos por meio de código de barras.
Inovação em marketing
Inovar em marketing é adotar novos métodos para melhorar potencialmente 
a criação de produtos e suas embalagens, o posicionamento do produto no 
mercado, as ações de promoção do produto e a determinação de preços. 
O objetivo é aumentar as vendas atendendo melhor às necessidades dos 
consumidores, bem como ampliando e reposicionando o produto ou o serviço 
no mercado. Essas inovações podem ser adotadas para produtos novos ou 
que já existem, desenvolvidos pela própria empresa ou por outras. 
Podem ocorrer mudanças, por exemplo, na aparência e na forma do pro-
duto, sem que suas características sejam alteradas, e mudanças significativas 
na embalagem. Um exemplo de inovação de marketing em design de produto 
é mudar a aparência de latas de refrigerante ou a forma de abri-las. Outro 
exemplo é a introdução de novos aromas em alimentos com a intenção de 
atrair o público infantil. São alterações que não modificam as características 
do produto, mas atraem novos consumidores.
Inovação organizacional
A inovação organizacional significa adotar novas estruturas de negócios que 
melhorem a coordenação, o planejamento, a organização do local de traba-
lho, as relações externas, etc. O objetivo é reduzir custos administrativos e 
transacionais, aumentar o nível de satisfação dos empregados, estabelecer 
Inovação e gestão das operações 7
e melhorar a relação com consumidores, fornecedores, organizações públi-
cas, parcerias, etc. Somente são consideradas inovadoras as mudanças que 
resultam de decisões estratégicas da gerência. 
Incluem-se novas formas de distribuir as responsabilidades e o poder de 
decisão entre os empregados, novas formas de se relacionar com outras em-
presas, instituições de pesquisa, consumidores e fornecedores. Por exemplo, 
ao descentralizar a gestão concedendo aos funcionários maior autonomia nas 
tomadas de decisões, pode-se estimular a contribuição destes com novas 
ideias que beneficiem a empresa.
É importante ter em mente que todas as inovações devem apre-
sentar algum grau de novidade; do contrário, não são inovações. 
As mudanças em produto, processos, marketing e organização somente são 
consideradas inovadoras se forem inéditas na empresa em questão, ainda que 
já tenham sido implementadas em outras empresas (OECD, 1997). 
As inovações contribuem para a gestão de operações, porque reduzem 
custos de operação, por exemplo, reduzindo a utilização de recursos naturais 
e diminuindo desperdícios. Também aumentam a produtividade, melhoram 
a qualidade e a agilidade das operações simplificando fluxos e tornando 
o trabalho mais eficiente. Além de melhorarem as operações da empresa 
elevando sua produtividade e eficiência, otimizam as entregas, gerando valor 
e aumentando o nível de satisfação do cliente. Uma empresa que inova poten-
cializa a troca de informações e conhecimentos, estimulando o aprendizado 
interno e sendo mais competitiva. Portanto, as inovações são forças-motrizes 
da otimização das operações (OECD, 1997). 
Casos de sucesso em inovação na gestão de 
operações de empreendimentos
Organizações inovadoras são aquelas que, independentemente de seu ta-
manho, trabalham continuamente no desenvolvimento de novas ideias para 
melhorar seus produtos ou serviços. Dessa forma, buscando gerar novidades, 
acabam desenvolvendo alta capacidade de se reinventar. Normalmente, 
empresas com essa característica investem em pesquisas e estimulam a 
geração de ideias de forma contínua junto a seus colaboradores.
Quando a empresa cria uma consciência inovadora, ela consegue perceber 
mais claramente os problemas e as necessidades do mercado e transformá-
Inovação e gestão das operações8
-los em oportunidades para satisfazer as necessidades do consumidor. As 
empresas que inovam têm desempenho superior, principalmente em relação 
a crescimento, desempenho financeiro e geração de emprego (BESSANT; 
TIDD, 2015).
Para que a inovação aconteça é recomendado que as empresas criem 
ambientes de trabalho diferenciados e motivadores, estimulando a parti-
cipação de todos os colaboradores. Empresas inovadoras constroem uma 
imagem positiva diante da sociedade e do mercado, de modo geral, atraindo 
novas oportunidades e trazendo novas soluções para os problemas inerentes 
às sociedades contemporâneas. Confira a seguir exemplos desse tipo de 
empresa (CNI, 2017). 
Inovar é um processo complexo e com muitos desafios. Muitos empreende-
dores de sucesso com certeza enfrentaram dificuldades para consolidar seu 
negócio, mas usaram a inovação para transformar as crises em oportunidades. 
A cervejaria artesanal Insana é um exemplo de empresa de sucesso que 
usou a tecnologia a seu favor. Localizada no interior do Paraná, teve a ideia 
de utilizar a vegetação típica da região, a araucária, para criar a primeira 
cerveja mundial à base de pinhão. O pinhão é a semente da araucária, árvore 
símbolo do Paraná. O desejo dos sócios era criar um estilo de cerveja brasileiro, 
como existem os estilos alemães, belgas e americanos, usando ingredientes 
nacionais tradicionais, como é o caso dopinhão. 
Somente essa ideia já representava um desafio, pois a araucária faz parte 
da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e 
dos Recursos Naturais, em razão de seu alto risco de extinção. Além disso, a 
Lei Florestal do Paraná, Lei nº 11.054, de 11 de janeiro de 1995, determina que 
a colheita do pinhão somente pode ser realizada entre os meses de abril a 
setembro de cada ano, sendo os demais meses necessários para o crescimento 
e amadurecimento da semente (PARANÁ, 1995).
Outro desafio foi descobrir como dar à cerveja um sabor característico 
e, após várias tentativas, descobriram que o sabor deveria ser retirado da 
casca do pinhão. A produção da cerveja é complexa. É necessário descas-
car o pinhão, passando pelo cozimento e pela moagem da amêndoa e seu 
pré-tratamento físico-químico, transformando o amido em açúcar para ser 
utilizado na fermentação e na geração do álcool. Para dar sabor à cerveja, 
a casca é inserida no processo de filtragem por onde a cerveja passa e se 
mantém em contato com ela por um tempo determinado. Isso porque se casca 
e líquido se mantiverem em contato com a água quente por muito tempo, 
o sabor não fica agradável. Portanto, o tempo de contato entre casca e o 
líquido é fator crítico para o sucesso da bebida. 
Inovação e gestão das operações 9
Fatores críticos de sucesso referem-se a pontos essenciais que devem 
ser executados com excelência em uma empresa, de modo a garantir 
seu desenvolvimento e seu crescimento de forma competitiva. São fatores que, se 
negligenciados ou ignorados, podem levar a empresa ao fracasso (CARALLI, 2004). 
Outro desafio era o processo de descasque e moagem da semente, pois, 
na época, não existia maquinário adequado ao processo, que era realizado 
manualmente pelos colaboradores. Para produzirem 8 mil garrafas de cerveja, 
eles levaram 30 dias, porque foi necessário descascar e processar 200 kg de 
pinhão. 
A cerveja de pinhão foi pensada como cerveja sazonal de inverno, foi 
bem aceita e virou notícia por ser uma novidade. Além disso, todo o lote 
foi vendido rapidamente. No entanto, houve grande atraso na introdução 
dela no mercado, impactando negativamente as operações da empresa. A 
solução para esse problema foi desenvolver um equipamento que fizesse o 
descasque automatizado do pinhão, o que foi realizado em parceria com uma 
cooperativa de produtores da região. Essa inovação acelerou o processo de 
produção da Insana, que em 2017 conseguiu processar 800 kg de pinhão e 
produzir 35 mil garrafas de cerveja.
A marca enfrentou, também, desafios logísticos, porque a fábrica estava 
localizada no interior, distante dos grandes centros, o que aumentava os custos 
de transporte, tornando inviável a produção de grandes quantidades para 
atender a demanda de forma competitiva. Para solucionar o problema, os sócios 
resolveram montar uma miniplanta da fábrica com capacidade de produção de 
3 mil litros/mês. Isso atenderia os clientes existentes, cuja demanda era de 1 
mil litros/mês. Os 2 mil litros restantes seriam distribuídos em cidades vizinhas. 
Nos anos de 2013 a 2015, a empresa enfrentou o pior desafio: a ociosidade 
da produção e resultados negativos. Os proprietários chegaram à conclusão 
de que produzir era a parte mais fácil e que o grande desafio era comercia-
lizar o produto. O despreparo e a falta de conhecimento sobre o mercado 
custaram caro. Para solucionar o problema, os empreendedores passaram a 
focar na produção e na comercialização de chope na região onde se localiza 
a fábrica. Embora tenha sido necessário investir mais de R$ 1 milhão para a 
compra de novos equipamentos, a estratégia deu certo: o chope Insana foi 
um sucesso, e o volume de vendas, suficiente para eliminar a ociosidade 
produtiva e melhorar o fluxo financeiro. 
O diferencial criado a partir da inovação do produto comercializado (chope), 
fez a empresa adotar a estratégia comercial de lançar um produto novo a cada 
Inovação e gestão das operações10
mês. A cada novo produto inserido no mercado, outro é retirado de linha. 
Essa variedade de produtos contribui para fidelizar os clientes, que acabam 
sempre querendo conhecer as novidades e ficam à espera do relançamento 
de seu chope preferido. Atualmente, a Insana produz oito tipos de chope e 
oito tipos de cerveja. Para o chope, a empresa criou uma logística utilizando 
caminhões e motoristas da própria empresa e tem aproximadamente 60 
distribuidores de cerveja no Brasil, do Acre ao Rio Grande do Sul.
Ainda que a inovação criada pela empresa tenha sido desenvolvida de 
forma empírica, ela não fica atrás de inovações desenvolvidas com base 
científica. A inovação foi responsável pelo sucesso da Insana e pela velocidade 
como ela cresceu e se estabeleceu no mercado. 
Outro exemplo é o da Tecvix, fundada em 1999, em Vitória/ES, cuja finali-
dade era prestar serviços de manutenção metalmecânica para os setores de 
celulose e papel, químico, de mineração, portuário e de petróleo e gás. Nos 
10 anos iniciais, seu maior mercado de atuação eram as grandes indústrias 
de celulose e papel. No entanto, no final dos anos 2000, com a abertura de 
novos polos industriais, novas fábricas se instalaram e passaram a oferecer 
os mesmos serviços de manutenção, levando a empresa a sentir o peso da 
concorrência com empresas tradicionais e de atuação global. 
Após uma avaliação sobre o mercado e o mapeamento de oportunidades, 
o sócio-fundador e CEO da empresa chegou à conclusão de que, para per-
manecer no mercado, seria necessário redefinir sua estratégia empresarial 
e focar a inovação. Uma das primeiras iniciativas foi criar um departamento 
de gestão da inovação visando ao desenvolvimento de produtos voltados ao 
setor de petróleo e gás, iniciativa motivada pelas oportunidades que seriam 
geradas a partir da exploração do pré-sal e pelas exigências definidas pela 
Agência Nacional do Petróleo para investimentos nesse setor.
Surgiu, então, a Tecvix Desenvolvimento e Inovação (Tecvix DI), uma spin-
-off, dedicada a trabalhar unicamente com projetos de inovação. Para o 
desenvolvimento dos produtos, a empresa utilizou a estratégia de inovação 
aberta, estabelecendo parceria com empresas, universidades, especialistas 
e clientes. 
Logo após a criação da Tecvix DI, surgiu um edital da Petrobras com de-
mandas relacionadas ao pré-sal. Ainda que sem experiência nessa área, a 
empresa firmou parceria com pesquisadores e resolveu criar os projetos, 
dos quais, quatro foram aprovados. No entanto, somente após a aprovação 
a empresa descobriu que os recursos recebidos eram um financiamento, 
não um investimento, e que não havia a garantia de a Petrobras comprar o 
produto desenvolvido. 
Inovação e gestão das operações 11
No âmbito empresarial, o termo spin-off refere-se ao surgimento 
de novas empresas, com vida própria, originárias de empresas já 
existentes (CFA, 2020). 
Como os projetos estavam prontos, a empresa entendeu que estabelecer 
parcerias com institutos de pesquisa, empresas e fornecedores que atuavam 
no setor de petróleo e gás poderia ser uma oportunidade. Houve, então, o 
desenvolvimento de alguns desses projetos que, por sua qualidade, deram 
visibilidade à Tecvix. Isso levou-a, em 2012, a firmar um termo de coopera-
ção técnica com a Petrobras para o desenvolvimento de um tubo injetor 
de vapor. O primeiro lote de teste, estimado em 100 tubos, seria comprado 
para validação do produto, permitindo que a empresa passasse a integrar a 
lista de fornecedores, podendo também participar de concorrências globais. 
O sucesso e a qualidade do projeto fizeram com que a Petrobras au-
mentasse o lote para 800 tubos, totalizando um faturamento em torno de 
R$ 1,5 milhão. A Tecvix reduziu em 30% o preço com relação ao fornecedor 
anterior, venceu a concorrência global e conseguiu garantir um contrato de 
R$ 6 milhões, bem como a exclusividade na comercialização dos tubos até o 
final de 2017, quando participaria de novo processo de concorrência visando 
à continuidadedo fornecimento. 
Nesse mesmo ano, o plano da Tecvix era de internacionalizar sua atuação. 
A empresa já havia recebido convite da Inglaterra e do Canadá para a abertura 
de uma filial. Para tal, precisaria adequar suas operações visando a eliminar as 
barreiras do mercado local: utilizar tubos com isolamento a vácuo e competir 
com o baixo preço do produto chinês.
Os casos apresentados (CNI, 2017) demonstram que, embora as duas em-
presas sejam diferentes em diversos aspectos, ambas mostraram persistência 
e confiança no potencial do negócio e utilizaram a inovação como estratégia 
para criar valor e se reinventar, possibilitando crescimento e manutenção no 
mercado, bem como o aumento da lucratividade. É possível perceber, nos casos 
apresentados, que a inovação e o conhecimento são recursos fundamentais 
para que as organizações se adaptem ao ambiente dinâmico e complexo onde 
estão inseridas. É necessário, por isso, buscar mecanismos, instrumentos e 
metodologias para estimular a inovação nas organizações. 
Inovação e gestão das operações12
Referências 
BESSANT, J.; TIDD, J. Gestão da inovação. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015. 
BRITO, L. Comunicação, criatividade e inovação. São Paulo: Senac, 2019. (Série 
Universitária).
CARALLI, R. A. The critical success factor method: establishing a foundation for enterprise 
security management. Pittsburgh: Carnegie Mellon, 2004. 
CFA. Spin-off na administração empresarial: você sabe o que significa? Conselho Federal 
de Administração, 2020. Disponível em: https://cfa.org.br/spin-off-na-administracao-
-empresarial-voce-sabe-o-que-significa. Acesso em: 22 jun. 2022.
CHESBROUGH, H. Inovação aberta: como criar e lucrar com a tecnologia. Porto Alegre: 
Bookman, 2012.
CHRISTENSEN, C. M. The innovator's dilemma: when new technologies cause great firms 
to fail. Boston: Harvard Business Review, 1997. 
CNI. Inovar é criar valor: 22 casos de inovação em micro, pequenas, médias e grandes 
empresas. Brasília, DF: CNI, 2017.
CORRÊA, H. L.; CORRÊA, C. A. Administração de produção e operações: manufatura e 
serviços: uma abordagem estratégica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
FERRAZ, J. C.; KUPFER, D.; HAGUENAUER, L. Made in Brazil: desafios competitivos para 
a indústria. Rio de Janeiro: Campus, 1995.
KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. 14. ed. São Paulo: Pearson, 2012.
OECD. Manual de Oslo: diretrizes para coleta e interpretação de dados sobre inovação. 
3. ed. Paris: OECD, 1997.
OLIVEIRA, D. P. R. Planejamento estratégico: conceitos, metodologia, práticas. 34. ed. 
São Paulo: Atlas, 2018.
PARANÁ. Lei nº 11.054 de 11/01/1995. Dispõe sobre a Lei Florestal do Estado. Curitiba: 
Assembleia Legislativa do Estado, 1995. Disponível em: https://www.legisweb.com.br/
legislacao/?id=358788. Acesso em: 22 jun. 2022.
PORTER, M. E. Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústrias e da concor-
rência. 2. ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2021.
PROENÇA, A. et al. Gestão da inovação e competitividade no Brasil: da teoria para a 
prática. Porto Alegre: Bookman, 2015.
TIGRE, P. B. Gestão da inovação: a economia da tecnologia do Brasil. Rio de Janeiro: 
Campus, 2006. 
WYLANT, B. Design thinking and the experience of innovation. Design Issues, v. 24, n. 
2, p. 3-14, 2008.
ZEITHAML, V. A.; BITNER, M. J.; GREMLER, D. D. Marketing de serviços: a empresa com 
foco no cliente. Porto Alegre: AMGH, 2014.
Inovação e gestão das operações 13
Leituras recomendadas
BRASIL. Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004. Dispõe sobre incentivos à inovação e 
à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo e dá outras providências. 
Brasília, DF: Presidência da República, 2004. Disponível em: http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm. Acesso em: 22 jun. 2022.
BURGET, M.; BARDONE, E.; PEDASTE, M. Definitions and conceptual dimensions of 
responsible research and innovation: a literature review. Science and Engineering 
Ethics, v. 23, n. 1, 2017.
FREITAS FILHO, F. L. Gestão da inovação: teoria e prática para implantação. São Paulo: 
Atlas, 2013.
LACOMBE, F.; HEILBORN, G. Administração: princípios e tendências. 2. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2008.
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos 
testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da 
publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas 
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integralidade das informações referidas em tais links.
Inovação e gestão das operações14
Dica do Professor
As ideias são as sementes da inovação e, portanto, devem ser estimuladas continuamente nas 
empresas. No entanto uma grande quantidade de ideias não garante uma inovação de sucesso. Por 
esse motivo, elas devem passar por um processo que permita avaliar sua adequação e potencial. 
Portanto, o surgimento de ideias é um processo que deve ser estruturado e gerenciado, permitindo 
que as escolhas sejam estratégicas e capazes de gerar valor e manter a competitividade.
 
Veja, na Dica do Professor, um exemplo das etapas de um processo de geração de ideias.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/a401169f9708fbc1ced43ad2f905346b
Exercícios
1) A inovação é considerada uma estratégia capaz de levar as empresas a alcançarem vantagem 
competitiva, necessária para sua sobrevivência no mercado e, consequentemente, para seu 
sucesso. Nesse sentido, a alta competitividade que marca o mercado exige que as empresas 
criem diferenciais que as tornem superiores às empresas concorrentes.
Sobre a inovação, assinale a alternativa correta:
A) Deve acontecer apenas quando houver necessidade de atender a grandes demandas.
B) Deve ser realizada anualmente pelas empresas.
C) Deve acontecer nos momentos de ociosidade dos processos produtivos.
D) Só é necessária quando o consumidor solicita algo novo no mercado.
E) Deve ser uma prática constante e não esporádica nas organizações.
2) A inovação é considerada a principal ferramenta para alavancar o crescimento das 
organizações. No entanto, para ser inovação, deve gerar valor para a empresa e para seus 
clientes.
Dessa forma é possível dizer o seguinte sobre inovação:
A) É indicada para qualquer tipo e tamanho de empresa.
B) É possível somente em grandes empresas.
C) Limita-se à criação de um produto 100% novo.
D) Acontece somente se associada à tecnologia.
E) É um processo simples e, portanto, não necessita ser gerenciado.
As atividades de inovação incluem etapas científicas, tecnológicas, organizacionais, 
financeiras e comerciais. Por tratar-se de um processo complexo, as atividades variam de 
empresa para empresa, assim como a inovação, que pode acontecer de diferentes formas.
3) 
Nesse sentido, assinale a alternativa que denomina corretamente a inovação que mexe com 
a estrutura do mercado e interfere no ciclo de vida de produtos tornando-os obsoletos:
A) Inovação incremental.
B) Inovação fechada.
C) Inovação radical.
D) Inovação aberta. 
E) Inovação de processos.
4) Inovar significa trabalhar com a novidade, construir algo novo de modo que não se pareça 
em nada com algo que já existe ou não se pareça com qualquer elemento de algo que já 
existe. De acordo com o Manual de Oslo, a inovação pode ser de produtos, de processos, de 
marketing e organizacional.
Assinale a alternativa que apresenta as mudanças ocorridas a partir da inovação 
organizacional:
A) Novas estruturas de negócio, organização do local de trabalho, relações externas.
B) Posicionamento de produto, ações de promoção, preço.
C) Produção, distribuição, softwares.
D) Componentes, matéria-prima, desempenho.
E) Compras, finanças, recursos humanos.
5) Inovar é um processo complexo e com muitos desafios. Muitos empreendedores de sucesso, 
com certeza, enfrentaramdificuldades para consolidar seu negócio, entretanto, acreditaram 
em seus sonhos e usaram a inovação para transformar as crises em oportunidades.
Assinale a alternativa correta sobre as empresas inovadoras:
A) São as que possuem maior estrutura e capital para investir.
B) Têm a inovação como prerrogativa da alta administração.
C) Investem pouco em pesquisas e mais em suas ideias internas.
D) Trabalham novas ideias continuamente para melhorar produtos ou serviços.
E) Têm suas inovações exclusivamente condicionadas às novas tecnologias.
Na prática
A inovação é uma forma de manter um negócio vivo, uma vez que permite à empresa se adaptar 
para atender às necessidades da sociedade e, ainda, aprimorar seus processos e produtos, gerando 
valor para si própria e para seus consumidores.
Neste Na Prática, você vai ver como a inovação pode solucionar problemas inerentes aos processos 
de construção civil e, ainda, como trouxe resultados positivos para uma pequena empresa do 
interior de São Paulo.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/ed96c3a5-d01c-437d-b0f5-103a2eadb520/491cbc6d-c7a9-47b4-a2ea-7aef44db2e0a.png
Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Análise dos processos de inovação da empresa Take: estudo de 
caso
Neste artigo, os autores buscaram, por meio de um estudo de caso, aplicar uma metodologia de 
medida do processo de inovação para a geração de indicadores mensuráveis que fossem capazes 
de apontar o grau de maturidade da empresa em relação à cultura inovadora corporativa.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Inovação aberta no processo de pesquisa e desenvolvimento: 
uma análise da cooperação entre empresas automotivas e 
universidades
Neste artigo, os autores Ana Paula Vilas Boas Viveiros Lopes, André Ferrarese e Marly Monteiro de 
Carvalho buscaram compreender o processo de inovação aberta no contexto de Fuzzy Front End, 
identificando as principais motivações bem como os principais gargalos para sua implementação.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Inovação e competitividade: um estudo de caso na empresa 
local Ponto Com
Neste artigo, Daniela Althoff Philippi e Bruno Matos Porto descrevem como foram as inovações ao 
longo do tempo na Ponto Com e a sua relação com a competitividade.
http://www.singep.org.br/6singep/resultado/283.pdf
https://www.scielo.br/j/gp/a/9bkymG7RbPs7Xb5htCmbKGx/?lang=pt
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
A inovação como ferramenta estratégica na organização: estudo 
de caso em uma empresa de eletroeletrônicos
Neste artigo, os autores buscaram identificar como a inovação pode auxiliar no crescimento 
organizacional.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Associação Nacional de Entidades Promotoras de 
Empreendimentos Inovadores
Acesse o site da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores 
(ANPROTEC) para conhecer mais sobre inovação e o que está sendo desenvolvido por essa 
associação.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.researchgate.net/publication/337821984_INOVACAO_E_COMPETITIVIDADE_UM_ESTUDO_DE_CASO_NA_EMPRESA_LOCAL_PONTO_COM
https://seer.atitus.edu.br/index.php/revistasi/article/view/2218
https://anprotec.org.br/site/

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