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REsumo psicopatologia geral
Psicopatologia Geral (Centro Universitário Estácio da Bahia)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
REsumo psicopatologia geral
Psicopatologia Geral (Centro Universitário Estácio da Bahia)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Baixado por Caio (canalcombinados@gmail.com)
lOMoARcPSD|39922765
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Psicopatologia pode ser compreendida como um 
discurso ou um saber (logos) sobre a paixão, 
(pathos) da mente, da alma (psiquê). Ou seja, um 
discurso representativo a respeito do pathos 
psíquico; um discurso sobre o sofrimento psíquico 
sobre o padecer psíquico. 
 A psicopatologia é uma ciência autônoma, e não 
meramente um ramo da psicologia. Enquanto 
esta tem sua origem na filosofia, a psicopatologia 
nasce com a clínica psiquiátrica. 
 A psiquiatria não é uma ciência e, sim, uma 
especialidade médica, cujo fundamento é a 
psicopatologia. 
 A psiquiatria representa a aplicação prática da 
psicopatologia, mas se utiliza também 
desconhecimentos de outras disciplinas 
científicas. 
 A psicopatologia, de uma forma geral, está 
relacionada a múltiplas abordagens e 
referenciais teóricos. 
 Não há apenas uma psicopatologia; são várias. 
Didaticamente, as psicopatologias podem ser 
divididas em dois grupos: as explicativas e as 
descritivas. 
 As psicopatologias explicativas baseiam-se em 
modelos teóricos ou achados experimentais, e 
buscam esclarecimentos quanto à etiologia dos 
transtornos mentais. 
 Podem seguir uma orientação psicodinâmica 
(como a psicanálise), cognitiva, existencial, 
biológica ou social, entre outras. 
 As psicopatologias descritivas, por sua vez, 
consistem na descrição e na categorização 
precisas de experiências anormais, como 
informadas pelo paciente e observadas em seu 
comportamento. 
 Possuem um caráter semiológico e 
propedêutico em relação à psiquiatria clínica. 
Entre as psicologias descritivas está a 
psicopatologia fenomenológica. 
A psicopatologia é uma área do conhecimento que 
objetiva estudar os estados psíquicos relacionados 
ao sofrimento mental. Está na base da psiquiatria, 
cujo enfoque é clínico. É um conjunto de discursos 
com variados objetos, métodos e questões: por um 
lado, encontram-se em suas bases as disciplinas 
biológicas e as neurociências, e por outro se 
constitui com inúmeros saberes oriundos da 
psicanalise, psicologia, antropológica, sociologia, 
filosofia, linguistica e historia. 
A semiologia, ou propedêutica, é a parte da 
farmácia, biomedicina, medicina, fisioterapia, 
fonoaudiologia, terapia ocupacional, odontologia, 
enfermagem e nutrição relacionada ao estudo dos 
sinais e sintomas das doenças humanas. Vem do 
grego (semeîon, sinais + lógos, tratamento, estudo). 
A semiologia é muito importante para o diagnóstico 
e acompanhamento das diversas enfermidades. 
transtorno depressivo 
maior crônico e transtorno distímico. 
Os sintomas tipicamente começam insidiosamente 
durante a adolescência e podem persistir por muitos 
anos ou décadas. O número de sintomas muitas 
vezes oscila acima e abaixo do limiar para episódio 
depressivo maior. 
Os pacientes afetados podem estar habitualmente 
melancólicos, pessimistas, sem sensor de humor, 
passivos, letárgicos, introvertidos, hipercríticos de si 
mesmos e dos outros e queixosos. Pacientes com 
TDP também tem maior probabilidade de ter 
ansiedade, uso de substâncias ou transtornos de 
personalidade subjacentes. 
Tipos: 
Distimia hipotímica – é a base afetiva do transtorno 
depressivo. 
Hipotimia - Na hipotimia ou depressão patológica, 
segundo Paim (1993), verifica-se o aumento da 
reatividade para os sentimentos desagradáveis, 
podendo variar desde o simples mal-estar até o 
estupor melancólico. Caracteriza-se essencialmente 
por uma tristeza profunda e imotivada, que se 
acompanhada de lentidão e inibição de todos os 
processos psíquicos. 
Distimia hipertímica – humor patologicamente 
alterado no sentido da exaltação e da alegria. Base 
afetiva dos quadros maníacos. 
Hipertimia - Para Paim (1993) a hipertimia ou 
estado de ânimo morbidamente elevado, 
distinguem-se a euforia e a exaltação afetiva 
patológica. A euforia simples traduz por um estado 
de completa satisfação e felicidade na qual 
verificam-se elevação do estado de ânimo, 
aceleração do curso do pensamento, loquacidade, 
vivacidade da mímica facial, aumento da 
gesticulação, riso fácil e logorreia. A euforia simples 
é observada nos indivíduos predispostos 
constitucionalmente e, em sua forma pura, na fase 
maníaca, nos estados hipomaníacos, na embriaguez 
alcoólica, na demência senil. 
Alterações Das Emoções E Sentimentos 
Apatia – é a diminuição da excitabilidade emotiva e 
afetiva. Alguns pacientes relatam que não sentem 
nem alegria, nem tristeza, nem raiva. Não sentem 
nada. 
Hipomodulaçao do afeto – é a incapacidade de o 
paciente reagir a determinadas situações com a carga 
afetiva correta. 
Inadequação ao afeto – reação afetiva em 
desarmonia com as situações existenciais. 
Pobreza de sentimentos – perda progressiva e 
patológica das vivencias afetivas. 
Embotamento afetivo – perda profunda de todo 
tipo de vivência afetiva. 
Sentimento de falta de sentimento – é a 
incapacidade de sentir emoções. Os pacientes 
reclamam muito desse transtorno. 
Anedonia – é a incapacidade de sentir prazer com 
as atividades e experiencias da vida. 
Labilidade afetiva e incontinência afetiva – são 
mudanças súbitas e imotivadas de humor. 
Ambivalência afetiva – sentimentos opostos em 
relação ao mesmo objeto, situação ou pessoa. 
Neotimia – são afetos muito estranhos para a 
própria pessoa. Aparece na esquizofrenia. 
Alterações de emoções e sentimentos – medo 
Pode ser caracterizado como um estado progressivo 
de insegurança e angústia. Não é patológico e ajuda 
a proteger as pessoas dos perigos da vida. Os 
quadros patológicos de acordo com Dalgalarrondo, 
são: 
Fobias – são medos desproporcionais e 
incompatíveis com o perigo real. A pessoa tem um 
medo terrível e descabido de alguma situação ou de 
um determinado animal. 
Fobia simples – é o medo intenso e irracional de 
pequenos animais, geralmente, baratas, sapos, 
cachorros. 
Fobia social – é o medo de contato e de interação 
social, principalmente com pessoas que não fazem 
parte do seu círculo social. 
Ç
Volição – a vontade é uma dimensão complexa da 
vida mental, relacionada intimamente com as 
esferas instintiva, afetiva e intelectiva. Envolve 
avaliar, julgar, analisar, decidir, bem como o 
conjunto de valores, princípios, hábitos e normas 
socioculturais do individuo. 
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Vontade – o ato volitivo ou a vontade é traduzido 
pelas expressões típicas do eu quero, ou eu não 
quero. 
 
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lOMoARcPSD|39922765a 
observação do curso e evolução. 
Níveis de avaliação 
Entendimento sobre a personalidade/traços – nível 
intelectual, nível somático. Considerar: fatores de 
estresse, o desempenho social e ocupacional, 
formulação psicodinâmica, formulação cultural, 
análise de fatores etiológicos. 
Os aspectos são controversos e depende da 
intensidade e da duração das alterações 
comportamentais e mentais. Nenhum critério, por 
si só, é indicador de conduta anormal. 
Um sintoma isolado não é patológico, pois pode 
aparecer emas representações cognitivas 
conscientes de cada indivíduo. As representações 
conscientes seriam vistas como essenciais ao 
funcionamento mental, normal e patológico. A 
psicopatologia como sintomas resultantes de 
comportamentos e cognições disfuncionais. 
Versus 
Psicopatologia psicanalítica - Em contraposição, na 
visão psicanalítica, o homem é visto como ser 
tratamento voce acha que deveria 
receber? 
6. Quais são os resultados mais importantes que 
você espera do tratamento? 
7. Quais os principais problemas que sua doença 
causou a você? 
8. O que voce mais teme em relação a sua doença 
e ao tratamento? 
Avaliação física – Pesquisas indicam maior índice de 
morbidade em pessoas com transtornos mentais. 
Avaliação neurológica (neuropsiquiatria) – 
Principalmente, sinais e reflexos indicadores de 
lesões cerebrais ou lesões frontais. 
Psicodiagnóstico - Importante meio de auxílio ao 
diagnóstico psicopatológico. São várias as 
contribuições dessa área a quase todos os aspectos 
da psicopatologia, mas os testes de personalidade e 
os rastreamentos (screening) para vínculo > 
atendimento através da escuta atenta e qualificada. 
Tipos de vínculo criado ao longo da entrevista 
De autenticidade – quando você não cria um 
personagem e se importa com aquilo que a pessoa 
fala. 
De empatia – você entende o paciente e se coloca 
no lugar dele, se sensibiliza com a situação. 
De conhecimento – transforma os sintomas em um 
conhecimento para que ele possa entender. 
Aliança terapêutica – o paciente passa a confiar em 
você. 
Aliança de liderança – através do conhecimento o 
paciente entende que você explicou os sintomas, o 
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diagnostico e você recomenda aquilo que é melhor 
para ele. 
externos. O individuo age fascinado por 
determinadas vivencias internas ou situações 
externas (medos, afetos, impulsos, desejos). Pode-se 
observar comportamentos automáticos, impulsivos 
ou agressivos. 
Estupor – Embora esteja acordado, alerta e preserve 
o ciclo sono-vigília, o paciente não se move ou fala. 
Expansão – o individuo tem uma impressão mais 
nítida e evidente do ambiente, da sensopercepção e 
dos sentimentos. Essa expansão da totalidade de 
vivência pode decorrer do uso de alucinógenos ou 
de estados maníacos. 
Outros estados – dissociação da consciência 
Fragmentação ou divisão do campo da consciência, 
perda da unidade psíquica. 
A dissociação pode ocorrer por um aumento 
intenso da ansiedade, e em pacientes não 
considerados histéricos. 
Provavelmente a dissociação aparece como um 
mecanismo defensivo inconsciente. 
O sujeito principalmente na histeria, perde a 
unidade da consciência, ficando num estado 
parecido com o do sono. 
Transe – estado de dissociação da consciência 
parecido com o sonhar acordado, que mantem a 
atividade motora automática e estereotipada 
acompanhada de suspensão parcial dos 
movimentos involuntários. Geralmente ocorre em 
contextos religiosos e os praticantes dessas religiões 
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relatam uma sensação de fusão do eu com o 
universo durante o transe religioso. 
Estado hipnótico – estado de consciência reduzida, 
estreitada e de atenção concentrada que pode ser 
induzido por outra pessoa. Estado semelhante ao 
transe com sugestionabilidade aumentada. Nesse 
estados podem ser lembrados fatos e cenas 
esquecidas e pode haver indução de fenômenos tais 
como, anestesia, paralisia, rigidez muscular... 
Experiencia de quase morte – estado especial da 
consciência, verificado em situação críticas de 
ameaça grave a vida. 
Orientação 
Capacidade de situar-se quanto a si mesmo e quanto 
ao ambiente. Alterações na orientação também 
podem ser decorrentes de déficits de memória, 
como nas demências, e de qualquer transtorno 
mental grave. 
A capacidade de orientar-se requer de forma 
consistente, a integração das capacidades de 
atenção, percepção e memória. 
A avaliação da orientação é um instrumento valioso 
na verificação de alterações de consciência. 
Autopsquica – orientação do individuo em relação 
a si mesmo. Revela que o sujeito sabe quem é. 
Alopsquica – é a capacidade de orientar-se em 
relação ao mundo, ou seja, quanto a tempo e 
espaço. 
Ordem quanto aos aspectos da desorientação – 
Geralmente ocorre, em primeiro lugar, quanto ao 
espaço, depois quanto ao tempo e, por último, 
quanto a si mesmo. 
Alterações da orientação nos transtornos mentais 
Desorientação por redução do nível de consciência 
- também chamada de torporosa ou confusa. É a 
forma mais comum de desorientação. 
Desorientação por déficit de memória imediata e 
recente - também denominada de desorientação 
amnéstica. Nesse caso o indivíduo não consegue 
reter as informações ambientais básicas em sua 
memória. Como não memoriza, perde a noção do 
fluir no tempo e desorienta temporoespacialmente. 
Desorientação apática ou abúlica - ocorre por apatia 
e desinteresse profundos; comum nos transtornos 
de humor graves, como depressão. 
Desorientação delirante - acontece em indivíduos 
que se encontram em profundo estado delirante. 
Nesse caso é comum a chamada dupla orientação, 
quando a orientação falsa, convive com a correta. 
Desorientação por déficit intelectual - anteriormente 
chamada de desorientação oligofrênica. Nesse caso 
a desorientação é devido a incapacidade ou 
dificuldade de compreender o ambiente e 
interpretar as convenções sociais. 
Desorientação por desagregação – ocorre em 
pacientes psicóticos, geralmente esquizofrênicos em 
estado crônico e avançado da doença, quando o 
indivíduo em desagregação profunda do 
pensamento, apresenta toda a sua atividade mental 
desorganizada. 
Desorientação quanto à própria idade – Definida 
como uma discrepância de cinco anos ou mais entre 
a idade real e aquela que o paciente diz ter. Tem 
sido descrita em alguns pacientes esquizofrênicos 
crônicos e parece ser indicativo clínico de déficit 
cognitivo na esquizofrenia. 
Atenção 
Capacidade de focalizar a atividade psíquica, de 
discriminar os conteúdos da consciência dirigindo-
se a determinados estímulos. 
 A atenção se refere ao conjunto de processos 
psicológicos que torna o ser humano capaz de 
selecionar, filtrar e organizar as informações em 
unidades controláveis e significativas. 
Os termos consciência e atenção estão estreitamente 
relacionados; sendo o nível de consciência essencial 
para avaliação da atenção. 
Natureza da atenção 
Atenção voluntaria – exprime a concentração ativa e 
intencional da consciência sobre um objeto. 
Atenção espontânea – suscitado por interesse 
momentâneo, incidental, que desperta um objeto. 
Direção da atenção 
Atenção externa – projetada para fora do mundo 
subjetivo do sujeito, para o mundo exterior ou para 
o corpo. Participação direta da sensopercepção. 
Atenção interna – voltada para os processos mentais 
do indivíduo; atenção mais reflexiva, introspectiva e 
meditativa. 
Baixado por Caio (canalcombinados@gmail.com)
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Em relação a amplitude: 
Atenção focal (atenção concentrada)– mantem a 
atenção sobre um campo determinado e 
relativamente delimitado e restrito da consciência. 
Atenção dispersa (atenção difusa) – que não se 
concentra em um campo determinando, 
espalhando-se de modo menos delimitado. 
Tenacidade – Capacidade de fixar a atenção sobre 
determinada área ou objeto. 
Vigilância – definida como qualidade da atenção, 
que permite mudar o foco de um objeto para outro. 
Atenção flutuante – conceito freudiano que 
caracteriza a atenção do psicanalista durante a 
sessão. Considerado um estado artificial da atenção 
e cultivado pela necessidade técnica. 
Psicologia contemporânea da atenção 
1. Capacidade e foco de atenção – refere-se à 
focalização da atenção e estão associados, 
diretamente, à experiência subjetiva de 
concentração. 
2. Atenção Seletiva – processos que permitem 
ou facilitam a seleção de informações 
relevantes para o sujeito e seu 
processamento cognitivo. Aqui está a 
qualidade mais importante dos processos 
atencionais: a seletividade. 
3. Seleção de respostas e controle seletivo – 
são de extrema relevância, pois o ato de 
prestar atenção está, quase sempre, 
associado a uma ação planejada, voltada a 
certos objetivos. 
4. Atenção constante ou sustentada – diz 
respeito à capacidade de manter a atenção 
ao longo do tempo. 
Anormalidades na atenção 
Hipoprosexia – Alteração mais comum e menos 
específica. Refere-se a uma alteração global da 
atenção. Perda básica da capacidade de 
concentração, com fatigabilidade aumentada, o que 
dificulta a percepção dos estímulos ambientais e a 
compreensão. 
Hiperprosexia – Estado de atenção exacerbado, 
com uma tendencia incompreensível a obstinação, 
detendo-se indefinidamente em certos objetos. 
Distração – é um sinal não de déficit, mas de 
superconcentração ativa da atenção sobre 
determinados conteúdo. 
Distraibilidade – ao contrário da distração, é um 
estado patológico que se exprime instabilidade 
marcante e mobilidade acentuada da atenção 
voluntaria, com dificuldade ou incapacidade para 
fixar-se em coisas que impliquem em esforço 
produtivo. 
Alterações de atenção 
Ocorrem tanto em distúrbios neurológicos e 
neuropsicológicos como em transtornos mentais. 
A alteração da atenção quase sempre está presente 
nos transtornos mentais graves. 
Os transtornos de humor (depressão e transtorno 
afetivo bipolar), transtorno obsessivocompulsivo 
(TOC), esquizofrenia e TDAH, são os que mais 
apresentam alteração. 
 
ÇAO 
Sensação - Fenômeno elementargerado por 
estímulos físicos, químicos ou biológicos variados 
originados fora ou dentro do organismo. É a forma 
como o estímulo é captado por nosso organismo e 
que vai alimentar seus sistemas de informação. 
Depende dos órgãos do sentido. Processo pelo qual 
um estímulo externo ou interno provoca uma 
reação específica, produzindo uma percepção. 
Percepção – Habilidade para captar, processar e 
entender a informação que nossos sentidos 
recebem. É o processo cognitivo que permite 
interpretar o ambiente com os estímulos que 
recebemos através dos órgãos sensoriais. 
A percepção, que diz respeito à dimensão neuronal, 
é a tomada de consciência, pelo sujeito, desse 
estímulo sensorial, ainda não plenamente 
consciente no processo de sensopercepção 
A sensação é um fenômeno passivo e a percepção, 
um fenômeno ativo. 
Sensopercepção -Associação entre a sensação e a 
percepção. O indivíduo atribui significado às suas 
experiências e a percepção é apreendida pelo sujeito 
consciente. A mente constrói uma síntese dos 
estímulos sensoriais confrontando com experiências 
passadas e com o contexto sociocultural. 
Baixado por Caio (canalcombinados@gmail.com)
lOMoARcPSD|39922765
Elemento fundamental da sensopercepção 
( IMAGEM PERCEPTIVA REAL E SUAS QUALIDADES) 
Nitidez – imagem com contornos precisos. 
Corporeidade – a imagem é viva, corpórea, tem luz, 
brilho e cores. 
Estabilidade – a imagem percebida é estável. 
Extrojeção – a imagem que vem do espaço exterior 
é percebida nesse espaço. 
Ininfluenciabilidade voluntária – o sujeito não 
consegue alterar voluntariamente a imagem 
percebida. 
Completude – a imagem é completa com todos os 
detalhes. 
Imagem real não pode ser confundida com a 
representação mental dessa imagem. A 
representação é uma revivescência da imagem real, 
sem que a imagem real esteja presente. 
Características da imagem na representação mental 
Nitidez – imagem com contornos imprecisos ou 
borrados. 
Corporeidade – a imagem é uma representação; não 
tem vida. 
Estabilidade – a imagem desaparece facilmente. 
Extrojeção – a representação é percebida no espaço 
interno. 
Incompletude – a imagem é incompleta, 
indeterminada. 
Outros tipos de imagem representativa : 
Imagem eidética – é a evocação de uma imagem 
guardada na memória. 
Pareidolias – são imagens visualizadas 
voluntariamente a partir de estímulos imprecisos do 
ambiente. Por exemplo: ver figuras humanas ou 
animais nas nuvens. 
Imaginação – é uma atividade psíquica voluntária, 
em que os sujeitos invocam imagens do passado ou 
criam novas imagens – não há presença de estímulos 
sensoriais. 
Fantasia – é uma produção imaginativa organizada 
na imaginação. 
Alterações Quantitativas 
(As imagens perceptivas têm intensidade anormal, 
aumentada ou diminuída) 
Agnosia – é um distúrbio do reconhecimento dos 
estímulos visuais, auditivos ou táteis, na ausência de 
déficits sensoriais. Exemplo: na agnosia visual, o 
sujeito é capaz de descrever a cor e a forma de um 
objeto, mas não consegue identificá-lo, nem explicar 
sua utilidade. 
Hiperestesia – é um aumento global da intensidade 
perceptiva: as impressões sensoriais tornam-se mais 
intensas, mais vívidas ou mais nítidas. 
Quando acontece: 
◦ Nos quadros de mania, na intoxicação por 
anfetamina, no uso de cocaína, maconha e 
alucinógenos (LSD, mescalina); 
◦ Em algumas crises epiléticas, em quadros 
dissociativos, e no hipertireoidismo; nos quadros 
auditivos, um pequeno barulho pode tornar-se 
muito intenso e desagradável. 
◦ Acontece principalmente na depressão, em quadros 
de ansiedade, na enxaqueca, na ressaca pós-
intoxicação alcoólica. 
Hipoestesia – é a diminuição global da intensidade 
perceptiva. O mundo parece mais cinza, sem brilho; 
a comida não tem gosto; os sons são abafados. 
Quando acontece: 
◦ Aparece nos casos estuporosos relacionados à 
depressão, à esquizofrenia ou ao delirium. 
Anestesia – consiste na abolição da sensibilidade 
(perda das sensações dolorosas). 
Quando ocorre: Ocorre nas mesmas condições que 
na hipoestesia e ainda nos quadros conversivos, na 
intoxicação alcoólica e no coma. 
Parestesias – sensações táteis incômodas, como 
formigamentos nas mãos, adormecimentos, picadas 
ou queimações. 
Macropsia – os objetos parecem aumentados de 
tamanho. Podem ocorrer em enxaquecas ou 
tumores cerebrais. Alguns medicamentos como 
para depressão e insônia, também podem provocar 
esta alteração. 
Micropsia – os objetos parecem menores do que 
realmente são. É geralmente uma condição 
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temporária, multifatorial na etiologia. Pode ocorrer 
em alguns tipos de epilepsia. 
Alterações qualitativas 
(Alucinação e ilusão) 
Ilusão - Percepção com a presença do objeto, só que 
deformada. 
Ocorre em 3 condições: 
1. Rebaixamento do nível da consciência, por 
turvação da consciência; 
2. Por fadiga grave; 
3. Em alguns estados afetivos intensos: perdas, dor 
intensa. 
Alucinação – Percepção sem a presença do objeto. 
◦ Alucinações verdadeiras têm todas as 
características de uma imagem perceptiva real 
(nitidez, corporeidade, projeção no espaço exterior, 
constância). 
◦ Ocorre com frequência em pacientes que sofrem 
de transtornos mentais graves. 
◦ Um estudo de Tien (1991, p. 27) revelou que 
alucinações ocorrem em 4% a 5% da população 
normal, sendo as alucinações visuais mais comuns 
que as auditivas. 
Tipos: 
Alucinações auditivas - Ocorrem, em geral, na 
esquizofrenia, mas podem ocorrer, também nas 
depressões graves. 
◦ Simples: quando se ouve ruídos como zumbidos, 
burburinhos, cliques, estalidos. Podem ser 
contínuos ou intermitentes. 
◦ Mais complexas: O paciente pode ouvir vozes que, 
em geral, o ameaçam ou o insultam, e cujos 
conteúdos são depreciativos ou de perseguição. 
Algumas são vozes de comando, que ordenam que 
o paciente se mate ou mate outras pessoas. Em 
alguns casos, as vozes comentam todas as ações 
cotidianas do paciente – o que ele faz, o que come, 
aonde vai e com quem deve ir. 
◦ Alucinações musicais – o paciente ouve tons 
musicais e melodias sem o correspondente estímulo 
externo. 
Formas de Alucinações auditivas na esquizofrenia: 
1. Sonorização do pensamento – o paciente acredita 
que está ouvindo os próprios pensamentos, escuta 
no próprio momento em que pensa. 
2. Sonorização do pensamento como vivência 
alucinatória-delirante – o paciente acredita que 
colocaram pensamentos em sua cabeça e ele agora 
ouve esses pensamentos. 
3. Eco do pensamento – é a sensação que seu 
pensamento ecoa dentro da cabeça. 
4. Publicação do pensamento – o paciente tem a 
certeza de que as pessoas ouvem o ele pensa, na 
hora em que está pensando. 
Alucinações visuais 
Simples: As alucinações visuais simples aparecem 
com mais frequência em pacientes com doenças 
oculares, mas podem aparecer na esquizofrenia. O 
paciente vê bolas, pontos brilhantes, cores. 
Complexas: São imagens de pessoas, partes do 
corpo, genitais, caveiras. Demônios, santos, objetos, 
animais ou criança. Quando as alucinações são 
cenas completas, como uma igreja sendo destruída 
pelo demônio, chamamos de alucinações 
cenográficas. Esse tipo de alucinação aparece em 
diversas psicoses. 
Liliputianas: vê cenas com personagens minúsculos, 
entre os objetos e pessoas reais de sua residência. 
Alucinações táteis - O paciente sente estranhas 
sensações em seu corpo, como espetadas, choques, 
beliscões, pequenos animais correndo por sua pele, 
apertos nos genitais, penetrações nos genitais. Essas 
alucinações são frequentes nas esquizofrenias. 
Alucinações olfativas e gustativas - O paciente 
sente o cheiro de coisas podres, de cadáver, de 
fezes, de enxofre. São relativamente raras e se 
manifestam em algumas esquizofrenias e alguns 
quadros neurológicos 
Alucinações cenestésicas:O paciente 
experimenta sensações alteradas em seu corpo 
(órgãos internos ou ao esquema corporal) Essas 
alucinações aparecem em alguns quadros 
esquizofrênicos. 
Alucinações cinestésicas ou motoras: Sensação 
alterada de movimentos do corpo. Como sentir o 
corpo afundando, as pernas andando mesmo 
estando deitado em uma cama ou os braços se 
elevando. Aparecem em quadros esquizofrênicos~ 
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Alucinações extracampinas: Alguns pacientes 
relatam ver imagens de pessoas ou animais às suas 
costas ou atrás das paredes. Essas alucinações são 
raras e aparecem em quadros psicóticos. 
Alucinações autoscópicas: é um tipo de 
alucinação que conjuga as alucinações visuais, 
táteis e cenestésicas. O paciente vê o seu próprio 
corpo, como se estivesse fora dele, contemplando-
o. Aparece em quadros epiléticos e 
esquizofrênicos. 
Resumo das características da alucinação nas 
psicoses: 
 Tempo variado; 
 Conteúdo persecutório ou depreciativo; 
 Complexidade; 
 Não há alteração do nível de consciência; 
 Falta de crítica do estado patológico. 
Alucinose e seus tipos 
O paciente percebe sua alucinação como estranha a 
sua pessoa. Embora veja coisas estranhas, ouça 
vozes de comando ou algum ruído, falta a certeza 
subjetiva que normalmente acompanha a 
alucinação. Percebe ser algo patológico. 
Alucinose visual: Mais comuns em casos de 
intoxicação com substâncias alucinógenas, como 
LSD, mescalina e anticolinérgicos. 
Alucinose auditiva: A forma mais comum de 
alucinose auditiva é a alucinose alcoólica: os 
dependentes de álcool ouvem vozes que falam 
deles na terceira pessoa. 
ALUCINAÇAO É UMA PERCEPÇAO DE COISAS 
QUE NÃO ESTAO LA, SEJAM IMAGENS/SONS, 
MAS QUE O PACIENTE ACREDITA COM 
CONVICAÇAO DE QUE SÃO REAIS. OS 
SENTIDOS FICAM CONFUSOS FAZENDO O 
INVIDIVUO PERCEBER COISAS QUE NÃO 
ESTÃO REALMENTE ALI. 
Por meio do juízo o ser humano afirma sua relação 
com o mundo, discerne a verdade do erro, assegura-
se da existência ou não de um objeto perceptível. 
Ajuizar compreende um julgamento, por um lado 
individual e por outro social. 
As alterações de juízo, são alterações de 
pensamento; 
Juízos falsos podem ser produzidos de várias 
formas, sendo ou não patológicos. 
Os preconceitos são grandes formadores de juízos, 
com grande peso social. 
Alterações do juízo de realidade não são, 
usualmente, indicativos de patologia. 
Exemplo: erros simples, passíveis de correção pela 
experiência. Da mesma maneira, crenças, 
superstições e preconceitos, cujos conteúdos são 
partilhados por uma comunidade. 
Ideias errôneas sobre valoradas ou prevalentes por 
superestimação afetiva. 
Por serem muito importantes afetivamente para o 
sujeito, acabam por se sobrepor a todos os outros 
pensamentos. 
Não podemos confundir as ideias prevalentes com 
a ideias obsessivas. 
Características: 
 A ideia é sustentada por forte convicção; 
 A ideia é egossintônica (comportamentos, 
valores e sentimentos em harmonia ou aceitáveis 
para as necessidades e objetivos do ego) 
 Está associada a uma grande carga afetiva; 
 Desenvolve-se em personalidade alterada; 
 Tem relação com sua história pessoal; 
 Causa sofrimento no sujeito ou nos que estão a 
 sua volta; 
 Induz o sujeito a agir; 
 Pode progredir para delírio verdadeiro; 
 O sujeito, em geral, não procura ajuda 
profissional. 
Exemplos: - Ideias de conteúdo político ou 
religioso, defendidas de forma apaixonada pelos 
sujeitos. 
- Na anorexia, o paciente acredita muito firmemente 
que está gordo, mesmo que o espelho e as pessoas 
em voltam desmintam essa afirmação. 
Nem toda ideia sobrevalorada pode ser considerada 
psicopatológica, mas pode progredir para delírio 
verdadeiro. 
Ideias sobrevaloradas ou prevalentes – ideias 
predominantes sobre outros pensamentos e de 
grande importância afetiva para o individuo que a 
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produz, ao contrário das obsessivas, são aceitas pelo 
sujeito, já que possuem sentido para ele. 
Transtornos mentais onde podem ocorrer ideias 
sobrevaloradas: 
Anoxeria nervosa –Alguns pacientes referem que nesse período sentem 
que algo terrível está para acontecer. Predominam: 
sensação de fim de mundo, estranheza, 
perplexidade. 
O humor delirante desaparece após o paciente 
iniciar a atividade delirante e, em muitos casos, o 
paciente se acalma como se houvesse encontrado 
uma explicação para o seu desassossego. 
Tipos de delírio segundo o conteúdo 
DELÍRIOS DE PERSEGUIÇÃO 
Delírios persecutórios – o sujeito acredita ser vítima 
de um complô para matá-lo. Acredita estar sendo 
perseguido por pessoas conhecidas ou 
desconhecidas. O sujeito pode sentir-se perseguido 
pela máfia, PM, Polícia Federal, pelos pais, chefes, 
vizinhos, amigos. Pensa que pode ser preso, 
envenenado ou morto. 
Delírio de referência – nesse tipo de delírio, o 
sujeito tende a experimentar fatos comuns do 
cotidiano, como se fossem referidos diretamente à 
sua pessoa. Diz estar sendo constantemente 
caluniado. Ao passar próximo a dois vizinhos, 
acredita que eles estão falando dele, referindo-se a 
ele; pode pensar que os vizinhos o chamam de 
ladrão. Tudo se refere a ele. Esse tipo de delírio 
ocorre associado à temática da perseguição. 
DELÍRIOS E O MECANISMO DE PROJEÇÃO 
Para se defender, o indivíduo projeta no mundo 
externo ideias, temores e desejos que para ele são 
insuportáveis. 
Delírio de relação – o sujeito estabelece conexões 
entre fatos do cotidiano que não têm conexão 
alguma. Exemplo: A chuva que caiu durante toda a 
tarde é uma prova incontestável do fim do mundo. 
Delírio de influência ou de controle – o sujeito 
acredita que está sendo comandado, controlado por 
uma força ou entidade externa - antena, 
computador, aparelho eletrônico) envia raios que 
controlam seus pensamentos e sentimentos. Muitas 
vezes os pacientes param de resistir a esses 
comandos e se entregam totalmente. Nesses casos, 
eles relatam que seus pensamentosa partir 
das variações de um momento para o outro no 
decorrer das sucessões de eventos vividas pelo 
indivíduo. 
Dimensões: 
Sintonização afetiva – capacidade de ser 
influenciado afetivamente por acontecimentos 
externos. 
Irradiação afetiva – capacidade de transmitir, 
irradiar, ou contaminar os outros com seu estado 
afetivo momentâneo. 
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Emoções 2 anos 
sem remissão. São classificados como transtorno 
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depressivo persistente (TDP), transtornos 
anteriormente denominados

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