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PSICOPATOLOGIA
1-DEFINIÇÃO DE PSICOPATOLOGIA E ORDENAÇÃO DOS SEUS FENÔMENOS
2- O CONCEITO DE NORMALIDADE EM PSICOPATOLOGIA
3- OS PRINCIPAIS CAMPOS E TIPOS DE PSICOPATOLOGIA
PSICOPATOLOGIA CAP- 02 
 PSICOPATOLOGIA: RAMO CIÊNCIA
 
 DOENÇA MENTAL
 
 
 
 CAUSAS ESTRUTURAS FUNÇÕES
FORMAS DE MANIFESTAÇÃO
 
PSICOPATOLOGIA
PSICOPATOLOGIA: ramo ciência que trata da natureza essencial da doença mental(causas, estruturas e funções; associadas a ela e suas formas de manifestação. (conhecimentos referentes ao adoecimento mental do ser humano)
Outras definições: (Paim 1993)
- “Investigação sistemática de estados mentais mórbidos” 
Estudo científico das alterações mentais do ponto de vista psicológico.
“Ciência que trata da morbidade e patologia da psique ou mente”.
PSICOPATOLOGIA 
PSICOPATOLOGIA GERAL/ BÁSICA
- ESTUDO DE CADA FUNÇÃO PSÍQUICA E DE SUAS POSSÍVEIS MANIFESTAÇÕES...
- CONSIDERADA COMO ESTUDO DE SINTOMAS E SINAIS DE ALTERAÇÕES MENTAIS E DE FENÔMENOS OBSERVADOS PARA UMA FORMULAÇÃO DIAGNÓSTICA...
Ex: consciência/ obnubilação
 memória/ amnésia)paramnésia
 juízo/ delírio
Psicopatologia Geral
FINALIDADE :
Buscar conhecer /definir cada função psíquica,
Pesquisar as modificações de funcionamento,
Definir cada manifestação como “normal/anormal”,
Procurar a relação com momentos de ocorrência e suas específicas causas ou relações
PSICOPATOLOGIA
FUNÇÕES PSÍQUICAS:
CONJUNTO COGNITIVO: CONSCIÊNCIA, ATENÇÃO, SENSOPERCEPÇÃO, JUÍZO, MEMÓRIA, INTELIGÊNCIA, RACIOCÍNIO, PENSAMENTO, ORIENTAÇÃO E LINGUAGEM.
CONJUNTO AFETIVO: SENTIMENTO, EMOÇÃO E ESTADO DE HUMOR.
CONJUNTO VOLITIVO: INSTINTO, VONTADE E IMPULSO.
PSICOPATOLOGIA
CONHECIMENTO: SISTEMÁTICO
				 ELUCIDATIVO
				 DESMISTIFICANTE
CARACTERÍSTICAS PSICOPATÓLOGO:
OBSERVA,
IDENTIFICA / COMPREENDE FATORES DOS TRANSTORNOS DO INDIVÍDUO,
PREOCUPAÇÃO NO CONHECIMENTO REVISADO E REFORMULADO.
PSICOPATOLOGIA
KARL JASPERS:
 OBJETO ESTUDO: HOMEM – TOTALIDADE
 LIMITAÇÃO CONCEITUAL (PSICOPATOLOGIA) – NÃO REDUZIR DE FORMA CONCEITUAL O SER HUMANO
 CONCEITOS – COMUNICAÇÃO INEQUÍVOCA
 QUANDO HÁ PRIORIZAÇÃO CONCEITOS/ HÁ PERDAS (ESSÊNCIA DO INDIVÍDUO - DIMENSÕES EXISTENCIAIS, ESTÉTICAS, ÉTICAS E METAFÍSICAS)
PSICOPATOLOGIA
FORMA E CONTEÚDO (SINTOMAS)
	FORMA SINTOMAS
ESTRUTURA BÁSICA	CONTEÚDO SINTOMAS
PREENCHIMENTO DO CONTEÚDO
	DELÍRIO
ALUCINAÇÃO
IDEIAS OBSESSIVAS 
ETC	CONTEÚDO CULPA
CONTEÚDO RELIGIOSO
CONTEÚDO PERSECUTÓRIO,
SOBREVIVÊNCIA,
ETC
PSICOPATOLOGIA
FENÔMENOS HUMANOS
	FENÔMENOS SEMELHANTES	FENÔMENOS EM PARTE: SEMELHANTES DIFERENTES	FENÔMENOS QUALITATIVAMENTE DIFERENTES
	NECESSIDADES BÁSICAS
MEDO
PECULIARIDADES INDIVÍDUO	TRISTEZA
ALEGRIA
FENÔMENOS NOVOS/EXPERIÊNCIA HUMANA	“DOENÇAS” ESTADOS MENTAIS
Demências
Turvação consciência
Psicose, etc
PSICOPATOLOGIA GERAL CAP - 03
Conceito de Normalidade em Psicopatologia
Psiquiatria legal ou forense: determinação da anormalidade- legais, criminais, institucionais e legal de um indivíduo.
Epidemiologia psiquiátrica: definição normalidade é problemática tanto para o objeto de trabalho como pesquisa.
Psiquiatria cultural/ etnopsiquiatria: considera o contexto sociocultural; estudo relação fenômeno patológico e contexto social – cultural
 “Normal” – variante do conceito do bom, ação normal é uma ação boa, aprovada pela coletividade – grupo.
11
PSICOPATOLOGIA GERAL
Conceito de Normalidade em Psicopatologia
4. Planejamento em saúde mental e políticas de saúde: necessidade de estabelecer critérios de normalidade – demandas assistenciais: grupo populacional, necessidade de serviços.
5. Orientação e capacitação profissional: definição da adequação de um indivíduo no exercício para exercer determinada profissão(armas, máquinas, etc).
6. Prática Clínica: capacidade de avaliar e intervir clinicamente: Normal X Patológico
12
PSICOPATOLOGIA GERAL
Critérios de NORMALIDADE
Normalidade como ausência de doença: ausência de sintomas e doenças). Perspectiva patológica- nenhum indivíduo portador de transtorno definido.
Normalidade Ideal: “utópico”, estabelecendo-se arbitrariamente uma norma ideal – “sadio”. Definição pautada nos critérios socioculturais, ideológicos arbitrários, dogmáticos e doutrinários.
Normalidade Estatística: Identificada na norma e frequência.
13
PSICOPATOLOGIA GERAL
Critérios de NORMALIDADE
Normalidade como bem-estar: bem estar físico, mental e social X ausência de doença.
 Normalidade Funcional: norteado na funcionalidade e não em aspectos quantitativos. Considerado patológico qdo causa sofrimento para o indivíduo e para o grupo social.
 Normalidade como Processo: aspectos dinâmicos do desenvolvimento psicossocial, desestruturações e reestruturações ao longo do tempo, crises, de mudanças próprias a determinados períodos etários. Sendo útil em psiquiatria infantil, adolescência e geriatria.
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PSICOPATOLOGIA GERAL
Critérios de NORMALIDADE
 Normalidade Subjetiva: focada na percepção da subjetividade do indivíduo em relação ao estado de saúde e vivências subjetivas.
Normalidade como liberdade: orientações fenomenógicas e existenciais conceituam a doença mental como perda da liberdade.
 Normalidade Operacional: definição arbitrária de: Normal X Patológico, operacionando os conceitos e trabalhando-se as consequências de tais definições.	
					*****
15
OS PRINCIPAIS CAMPOS E TIPOS DE PSICOPATOLOGIA CAP- 04
PSICOPATOLOGIA :		ABORDAGENS
 			REFERENCAIS TEÓRICOS
TEORIA x DIVERSIDADE EXPLICAÇÕES
OS PRINCIPAIS CAMPOS E TIPOS DE PSICOPATOLOGIA
PSICOPATOLOGIA DESCRITIVA: BASEIA-SE NA FORMA DAS ALTERAÇÕES PSÍQUICAS E ESTRUTURA DOS SINTOMAS.
PSICOPATOLOGIA DINÂMICA: BASEIA-SE NO CONTEÚDO DA VIVÊNCIA, MOVIMENTOS INTERNOS, AFETOS, DESEJOS E TEMORES DO INDIVÍDUO – ALÉM DA EXPERIÊNCIA PARTICULAR, PESSOAL E SUBJETIVA.
OS PRINCIPAIS CAMPOS E TIPOS DE PSICOPATOLOGIA
PSICOPATOLOGIA MÉDICA: ENFATIZA DOENÇA MENTAL NO SER BIOLÓGICO – CORPO. (CÉREBRO- DISFUNÇÃO APARELHO BIOLÓGICO) .
PSICOPATOLOGIA EXISTENCIAL: INDIVÍDUO VISTO COMO SER SINGULAR, NATURAL E BIOLÓGICO. CONSIDERA DIMENSÃO DO SER COMO HISTÓRICO E HUMANO. INDIVÍDUO CONSTRUÍDO ATRAVÉS DA EXPERIÊNCIA DE CADA SUJEITO EM RELAÇÃO COM OS DEMAIS PARA CONSTRUÇÃO DE CADA DESTINO PESSOAL. O ADOECER É VISTO COMO UM MODO EXISTENCIAL PARTICULAR DE SER NO MUNDO.
OS PRINCIPAIS CAMPOS E TIPOS DE PSICOPATOLOGIA
PSICOPATOLOGIA COMPORTAMENTAL: INDIVÍDUO VISTO COMO CONJUNTO DE COMPORTAMENTOS QUE SÃO ESTIMULADOS POR ESTÍMULOS ESPECÍFICOS E GERAIS E POR VARIÁVEIS QUE DETERMINAM O CPTO.
PSICOPATOLOGIA COGNITIVA: BASEIA-SE NAS REPRESENTAÇÕES COGNITIVAS CONSCIENTES DE CADA INDIVÍDUO.(NORMAL/PATOLÓGICO). O ADOECER RESULTA DE CPTOS E REPRESENTAÇÕES COGNITIVAS DIFUNCIONAIS APRENDIDAS E REFORÇADAS PELA EXPERIÊNCIA SOCIOFAMILIAR.
OS PRINCIPAIS CAMPOS E TIPOS DE PSICOPATOLOGIA
PSICOPATOLOGIA PSICANALÍTICA: INDIVÍDUO COMO SER DETERMINADO POR FORÇAS E DESEJOS INCONSCIENTES. PRIORIZA-SE OS AFETOS – PSIQUISMO. AUTOCONTROLE DO HOMEM.
PSICOPATOLOGIA CATEGORIAL: CATEGORIAS DIAGNÓSTICAS VISTAS COMO ESPÉCIES ÚNICAS. (INDIVÍDUO DOENTE)
OS PRINCIPAIS CAMPOS E TIPOS DE PSICOPATOLOGIA
PSICOPATOLOGIA DIMENSIONAL: PRIORIZA-SE DIMENSÃO – DETERIORIZAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DO INDIVÍDUO.
PSICOPATOLOGIA BIOLÓGICA: PRIORIZA OS ASPECTOS CEREBRAIS, NEUROQUÍMICOS OU NEUROFISIOLÓGICOS DAS DOENÇAS E SINTOMAS MENTAIS.
OS PRINCIPAIS CAMPOS E TIPOS DE PSICOPATOLOGIA
PSICOPATOLOGIA SOCIOCULTURAL: ESTUDA OS TRANSTORNOS MENTAIS COMO COMPORTAMENTOS DESVIANTES SURGIDO DE FATORES SÓCIOCULTURAIS.
PSICOPATOLOGIA OPERACIONAL PRAGMÁTICA: VISTA DE FORMA ARBITRÁRIA – (CLÍNICA E PESQUISA). NÃO SÃO QUESTIONADOS A NATUREZA DA DOENÇA/ SINTOMA/FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS E ANTROPOLÓGICOS. ADOTA-SE O MODELO DECLASSIFICAÇÃOES DSM-V E CID 10.
OS PRINCIPAIS CAMPOS E TIPOS DE PSICOPATOLOGIA
PSICOPATOLOGIA FUNDAMENTAL: VISA CENTRAR A ATENÇÃO NA PESQUISA PSICOPATOLÓGICA SOBRE FUNDAMENTOS DE CADA CONCEITO. ÊNFASE À NOÇÃO DE PATHOS – PAIXÃO /PASSIVIDADE / SOFRIMENTO. 
*****
PSICOPATOLOGIA
1-DEFINIÇÃO DE PSICOPATOLOGIA E ORDENAÇÃO DOS SEUS FENÔMENOS
2- O CONCEITO DE NORMALIDADE EM PSICOPATOLOGIA
3- OS PRINCIPAIS CAMPOS E TIPOS DE PSICOPATOLOGIA
Universidade Paulista- UNIP
PSICOPATOLOGIA GERAL
25
O QUE É DOENÇA MENTAL?
26
O QUE É LOUCURA?
27
		A loucura ou insânia é segundo a psicologia, uma condição da ‘mente’ humana caracterizada por pensamentos considerados "anormais" pela sociedade. 
"Normalidade é a capacidade para aprender pela experiência, de ser flexível e adaptar-se a um ambiente em transformação". L.Kubie
"Normalidade é a habilidade para se adaptar ao mundo exterior com satisfação e para dominar a tarefa de culturação". K. Menninger
"Normalidade é a capacidade de viver sem medo, culpa ou ansiedade, e de assumir a responsabilidade pelas próprias ações". O.Rank
LOUCURA….
A História da Loucura
Retorno à história
Há mais de seis séculos que a sociedade explicou e tratou os transtornos de diferentes maneiras, em diferentes momentos.
O modo como as sociedades reagem ao que estabelecem como anormalidade, depende de seus valores e suposições sobre as ações humanas.
29
A História da Loucura
Retorno à história
 Desde os tempos mais antigos a ‘anormalidade’ era frequentemente atribuída - causas sobrenaturais. 
 Por exemplo, acreditava-se que as pessoas que apresentavam comportamentos incomuns, estivessem possuídas por espíritos ou demônios malignos. (bruxaria, magia e feitiçaria)
30
A História da Loucura
Retorno à história
“SE ENTENDERMOS A LOUCURA COMO A PERDA DAS CAPACIDADES RACIONAIS OU A FALÊNCIA DO CONTROLE VOLUNTÁRIO SOBRE AS PAIXÕES, UMA HISTÓRIA DA LOUCURA DEVERIA COMEÇAR, PRATICAMENTE, COM A HISTÓRIA DA ESPÉCIE HUMANA” PESSOTTI
A História da Loucura
Retorno à história
 Demonologia
Durante a Idade Média a religião tornou-se a força dominante, disseminando a crença de que os transtornos comportamentais eram causados por forças sobrenaturais, que assumiam o controle do corpo e da mente.
O tratamento típico para expulsar os demônios eram: encantamentos, preces ou poções para persuadi-los a irem embora. 
Também diversas formas de punição físicas, como, apedrejar ou açoitar, eram defendidas como um meio de forçar os demônios para fora do corpo de uma pessoa possuída.
32
A História da Loucura
Retorno à história
Concepções Místicas – determinavam o tipo de tratamento: 
			EXORCISMO
			 MALLEUS 			 MALEFICARUM	
33
Malleus Maleficarum
 As pessoas perturbadas, eram ainda acusadas de serem agentes do demônio e não meramente suas vítimas e, portanto rotuladas de bruxas.
 Em consequência, o comportamento incomum foi submetido ao exorcismo preconizado pelo Malleus Maleficarum (martelo das bruxas) que era o manual de caça às bruxas utilizadas pelos religiosos como guia técnico de exorcismo.
 
34
Malleus Maleficarum
Assim, o manual igualava o comportamento incomum com possessão demoníaca e, supunha-se que as pessoas possuídas fossem bruxas. Para expulsar o demônio, as bruxas tinham que ser mortas, muitas vezes, queimadas vivas.
35
A História da Loucura
Retorno à história
Grécia Antiga:
 Homero (700a.C) - autor Ilíada e Odisséia 
 Enfoque: Mito e religião da loucura – (ato insensato determinado pela ação dos deuses). 
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A História da Loucura
Retorno à história
 Após 2 séculos: Esquilo, Sófocles e Eurípides
Loucura:
 Delírio / Desvario / Mania
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A História da Loucura
Retorno à história
 Eurípides – retrata a paixão de Fedra por seu enteado Hipólito.
 Loucura: concebida como originária a partir do interior do homem com suas paixões irresistíveis:
Desejo X Regra Social
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A História da Loucura
Retorno à história
Enfoque Mítico Religioso 
Concepção Psicológica da Loucura
Produto de Conflitos do Homem
39
A História da Loucura
Retorno à história
Freud 
2° Modelo da Loucura –
Concepção Psicológica
 Platão (427-327a.C) –
 Concepção Dualística: (mente/corpo)
Alma Racional Imortal – Cérebro
Alma Irracional - Tórax
Histeria
40
A História da Loucura
Retorno à história
Hipócrates (460a.C) –
3° Modelo da Loucura
Concepção Organicista
Loucura- doença resultante da crise no sistema de humores. 
Priorizava o cérebro: emoções / pensamentos
Histeria: doença / tratamento
41
A História da Loucura
Retorno à história
Galeno (200 d.C) – 
Concepção Organicista
Loucura – disfunção encefáflica
Como a Psiquiatria busca a etiologia da doença mental?
42
Concepção Científica
Renascimento - (XV XVI)
Concepção Científica da Loucura
Psiquiatria
Marco:Tratado Philippe Pinel – relevância do comportamento X alterações anatomo-fisiológicas 
Médicos X Teólogos – Histéricas
Metade sec. XVIII – teoria Mesmer – passagem da concepção diabólica da histeria para concepção científica.
43
Concepção Científica
Concepção diabólica da histeria enfraquece graças a Revolução de Pinel na Psiquiatria:
Tendências científicas opostas
	Organicistas
Histeria: Doença Cerebral
Origem: Fisiológica 
 Hereditária 	Psicogênese
Afecção Psíquica – 
 Neurose (Willian Cullen)
44
Concepção Científica
 Braid 1795/1860 – introduziu o termo Hipnotismo para demonstrar a ineficácia das intervenções magnéticas de Mesmer.
 Auguste e Bernheim 1840/1919 – Fundam a escola de Nancis – Hipnotismo. Ambos sustentaram que a hipnose era sugestionável.
45
Como se explicava as desordens do comportamento?
Sec XIX – Desordens Comportamentais/ Afetivas: 			modificações cerebrais
Kraepelin(1856-1926) – representante concepção organicista – doença mental.
Relevância do corpo X fala doente
Bleuler e Freud:
 - etiologia orgânica
 - hereditária
 - Escuta do paciente – Descoberta da Psicanálise 
46
O Louco: como se trata?
 Psiquiatria: sec XIX - Ciência
 
 Psicofarmacologia 1950
Atualmente? Como é o tratamento ?
47
Universidade Paulista
PSICOPATOLOGIA GERAL
48
Aula 01
Livro: Encontro Marcado com a Loucura – T.Cociuffo
Cap: 1 - A História de Maria
Cap: 2 – O louco: como se trata?
49
TIPOS “TRATAMENTO”
TIPOS TRATAMENTO
FUROS NO CRÂNIO- TREPANAÇÃO (século 5 a.C.)
O QUE É: FAZER BURACOS NO COURO CABELUDO DO PACIENTE.
JUSTIFICATIVA: OS BURACOS PERMITEM QUE OS DEMÔNIOS, QUE PROVOCAM A LOUCURA AO OCUPAR O CORPO DO PACIENTE, POSSAM ABANDONÁ-LO.
DISCIPLINA TOTAL (SÉCULO 17)
 O QUE É: THOMAS WILLIS, UM DOS PRIMEIROS MÉDICOS A ESCREVER SOBRE LOUCURA, DIZIA QUE "DISCIPLINA, AMEAÇAS, ALGEMAS E BOFETADAS SÃO TÃO NECESSÁRIAS QUANTO TRATAMENTO MÉDICO“
JUSTIFICATIVA: É A RAZÃO QUE SEPARA OS HOMENS DOS ANIMAIS. LOUCOS SÃO, PORTANTO, COMO BICHOS E, PARA SE RECUPERAREM, PRECISAM APRENDER A TER MEDO E RESPEITO
DOR (INÍCIO DO SÉCULO 18)
O QUE É: SÃO EMPREGADAS DIVERSAS TÉCNICAS COM O OBJETIVO DE MACHUCAR O PACIENTE. A MAIS COMUM CONSISTE EM PROVOCAR BOLHAS NO CRÂNIO E GENITÁLIAS, USANDO SODA CÁUSTICA.
JUSTIFICATIVA: AS DORES OBRIGAM A MENTE DO LOUCO A FOCAR-SE NESSA SENSAÇÃO, DEIXANDO DE LADO PENSAMENTOS RAIVOSOS.
INDUÇÃO DE VÔMITO (1715)
O QUE É: DURANTE VÁRIOS DIAS, DIFERENTES TIPOS DE PURGANTES SÃO MINISTRADOS AO PACIENTE.
JUSTIFICATIVA: "ENQUANTO A NÁUSEA DURAR, ALUCINAÇÕES CONSTANTES SERÃO SUSPENSAS E, ALGUMAS VEZES, REMOVIDAS. ATÉ O MAIS FURIOSO VAI SE TORNAR TRANQUILO E OBEDIENTE", DIZIA O MÉDICO GEORGE MAN BURROWS.
SANGRAMENTO (1790)
O QUE É: RETIRADA DE ATÉ QUATRO QUINTOS DO SANGUE DO CORPO .
JUSTIFICATIVA: DANOS CEREBRAIS, MASTURBAÇÃO OU MUITA IMAGINAÇÃO PODEM LEVAR À CIRCULAÇÃO IRREGULAR NAS VEIAS QUE IRRIGAM O CÉREBRO, QUE É A CAUSA DA LOUCURA. A RETIRADA DO SANGUE PODERIA NORMALIZAR O FLUXO.
AFOGAMENTO (1828)
O que é: O paciente é colocado dentro de um caixão com furos e imerso na água. Deve ficar submersoaté que "bolhas de ar parem de subir". Depois é retirado e reavivado.
Justificativa: O método leva à suspensão das funções vitais e possibilita que o paciente volte à vida com maneiras mais ajustadas de pensar.
CIRURGIAS GINECOLÓGICAS (1890)
O QUE É: AMPUTAÇÃO DO CLITÓRIS E RETIRADA DO ÚTERO.
JUSTIFICATIVA: A VAGINA E O CLITÓRIS TÊM GRANDE INFLUÊNCIA NA MENTE FEMININA. A LOUCURA PODE SER RESULTADO DA AGITAÇÃO PROVOCADA POR ESSES ÓRGÃOS.
HIDROTERAPIA (1896)
O QUE É: O PACIENTE É ENROLADO EM UMA REDE E MANTIDO DENTRO DE UMA BANHEIRA ENCOBERTA POR UMA LONA (COM UM BURACO PARA A CABEÇA) POR HORAS OU ATÉ DIAS. ÁGUA GELADA E ÁGUA FERVENTE SÃO USADAS ALTERNADAMENTE PARA ENCHER A BANHEIRA.
JUSTIFICATIVA: O BANHO PROLONGADO INDUZ À FADIGA PSICOLÓGICA E ESTIMULA A PRODUÇÃO DE SECREÇÕES DA PELE E DOS RINS, QUE PODEM REESTRUTURAR AS FUNÇÕES DO CÉREBRO.
TERAPIAS ENDÓCRINAS (1899)
O QUE É: INJEÇÃO DE EXTRATOS DOS OVÁRIOS, TESTÍCULOS, GLÂNDULAS PITUITÁRIAS E TIREÓIDES DE DIVERSOS ANIMAIS.
JUSTIFICATIVA: OS EXTRATOS MODIFICAM A NUTRIÇÃO DAS CÉLULAS DO CORPO E, PORTANTO, LEVAM À CURA PERMANENTE
ESTERILIZAÇÃO (1913)
 O QUE É: ESTERILIZAÇÃO FORÇADA NOS HOMENS.
JUSTIFICATIVA: A OPERAÇÃO VIABILIZA A CONSERVAÇÃO DO ESPERMA, O ELIXIR DA VIDA, AJUDANDO NA MELHORIA DO QUADRO.
EXTRAÇÃO DE DENTES (1916)
O QUE É: REMOÇÃO DE DENTES QUE APRESENTAM PROBLEMAS. A TERAPIA NÃO É ACONSELHADA PARA PACIENTES NUM ESTÁGIO AVANÇADO DA DOENÇA.
JUSTIFICATIVA: BACTÉRIAS SÃO A CAUSA DE VÁRIAS DOENÇAS CRÔNICAS E COSTUMAM FICAR ESCONDIDAS PERTO DOS DENTES. ELAS PODEM SEGUIR ATÉ O SISTEMA CIRCULATÓRIO E CHEGAR AO CÉREBRO, CAUSANDO DOENÇAS MENTAIS.
HIBERNAÇÃO (1920)
O que é: O paciente permanece entre "cobertores" congelados por até três dias, para que a temperatura do corpo caia 12º C ou menos.
Justificativa: O choque térmico pode fazer com que o paciente recobre parte das funções mentais.
 
COMA PROVOCADO (1933)
 
O QUE É: O PACIENTE RECEBE UMA DOSE DE INSULINA SUFICIENTE PARA LEVÁ-LO AO ESTADO DE COMA. DEPOIS DE UM TEMPO (DE 10 A 120 MINUTOS), É REAVIVADO COM UMA SOLUÇÃO DE GLUCOSE.
JUSTIFICATIVA: A HIPOGLICEMIA PODE MATAR OU SILENCIAR AS CÉLULAS DOENTES E SEM POSSIBILIDADE DE RESTAURAÇÃO. OS PACIENTES VOLTAM DO COMA AGINDO COMO BEBÊS DE 5 ANOS O QUE É, SEM DÚVIDA, UMA PROVA DE SUA RECUPERAÇÃO.
CONVULSÃO (1934)
O QUE É: O PACIENTE RECEBE UMA INJEÇÃO DE METRAZOL E ENTRA EM FORTE CONVULSÃO, CORRENDO O RISCO DE QUEBRAR OSSOS E DENTES E TER HEMORRAGIAS.
JUSTIFICATIVA: A CONVULSÃO PODE RESTAURAR AS FUNÇÕES MENTAIS. OU ISSO, OU O TEMOR DO PACIENTE DIANTE DA TERAPIA CAUSA UM CHOQUE CEREBRAL TÃO FORTE QUE PROVOCA A CURA. DE TODO MODO, A TERAPIA É VÁLIDA.
 
ELETROCHOQUE (1937)
O QUE É: USO DA ELETRICIDADE DIRETAMENTE NA CABEÇA PARA PROVOCAR O ATAQUE DE EPILEPSIA
JUSTIFICATIVA: A CONVULSÃO PRODUZ DANOS CEREBRAIS, EFICIENTES NA RECUPERAÇÃO DO PACIENTE. A PERDA DE MEMÓRIA, OUTRA CONSEQÜÊNCIA DO CHOQUE, É BENÉFICA JÁ QUE TORNA IMPOSSÍVEL A LEMBRANÇA DE EVENTOS QUE LHE CAUSEM PREOCUPAÇÃO OU ANGÚSTIA.
LOBOTOMIA (1940)
O QUE É: APRIMORADA PELO NEUROLOGISTA PORTUGUÊS EGAS MONIZ, A CIRURGIA, QUE JÁ VINHA SENDO REALIZADA DE DIFERENTES MANEIRAS DESDE O SÉCULO 19, CONSISTE EM DANIFICAR OS LOBOS FRONTAIS DO CÉREBRO. 
JUSTIFICATIVA: DISTÚRBIOS ACONTECEM PORQUE PENSAMENTOS PATOLÓGICOS "FIXAM-SE" NAS CÉLULAS CEREBRAIS, ESPECIALMENTE NOS LOBOS FRONTAIS. PARA CURAR O PACIENTE, É PRECISO DESTRUI-LAS.
*****
REFERÊNCIA
American normal: the hidden world of Asperger syndrome - Lawrence Osbourne, Copernicus, EUA, 2002.
História da Loucura na Idade Clássica - Michel Foucault, Perspectiva, 1978.
Mad in America - Robert Whitaker, Perseus Books, EUA, 2001.
O que é loucura - João Frayze-Pereira, Brasiliense, 1994.
(Revista Superinteressante, Editora Abril, Março/2005).
PSICOPATOLOGIA
1-DEFINIÇÃO DE PSICOPATOLOGIA E ORDENAÇÃO DOS SEUS FENÔMENOS
2- O CONCEITO DE NORMALIDADE EM PSICOPATOLOGIA
3- OS PRINCIPAIS CAMPOS E TIPOS DE PSICOPATOLOGIA
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI No 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001.
	Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.
LEI 10.216
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, de que trata esta Lei, são assegurados sem qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra.
Art. 2o Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, a pessoa e seus familiares ou responsáveis serão formalmente cientificados dos direitos enumerados no parágrafo único deste artigo.
Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental:
I - ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades;
II - ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade;
III - ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração;
IV - ter garantia de sigilo nas informações prestadas;
V - ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária;
VI - ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis;
VII - receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento;
VIII - ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis;
IX - ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.
Art. 4o A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.
§ 1o O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio.
§ 2o O tratamento em regime de internação será estruturado de forma a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais, incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros.
§ 3o É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares, ou seja, aquelas desprovidas dos recursos mencionados no § 2o e que não assegurem aos pacientes os direitos enumerados no parágrafo único do art. 2o.
Art. 5o O paciente há longo tempo hospitalizado ou para o qual se caracterize situação de grave dependência institucional, decorrente de seu quadro clínico ou de ausência de suporte social, será objeto de política específica de alta planejada e reabilitação psicossocial assistida, sob responsabilidade da autoridade sanitária competente e supervisão de instância a ser definida pelo Poder Executivo, assegurada a continuidade do tratamento, quando necessário.
Art. 6o A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.
Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica:
I - internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário;
II - internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; e
III - internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.
Art. 7o A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento.
Parágrafo único. O término da internação voluntária dar-se-á por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente.
Art. 8o A internação voluntária ou involuntária somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina - CRM do Estado onde se localize o estabelecimento.
§ 1o A internação psiquiátricainvoluntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta.
§ 2o O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.
Art. 9o A internação compulsória é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.
Art. 10. Evasão, transferência, acidente, intercorrência clínica grave e falecimento serão comunicados pela direção do estabelecimento de saúde mental aos familiares, ou ao representante legal do paciente, bem como à autoridade sanitária responsável, no prazo máximo de vinte e quatro horas da data da ocorrência.
Art. 11. Pesquisas científicas para fins diagnósticos ou terapêuticos não poderão ser realizadas sem o consentimento expresso do paciente, ou de seu representante legal, e sem a devida comunicação aos conselhos profissionais competentes e ao Conselho Nacional de Saúde.
Art. 12. O Conselho Nacional de Saúde, no âmbito de sua atuação, criará comissão nacional para acompanhar a implementação desta Lei.
Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 6 de abril de 2001; 180o da Independência e 113o da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Jose Gregori
José Serra
Roberto Brant
*
PSICOPATOLOGIA E 
SEMIOLOGIA DOS TRANSTORNOS MENTAIS
	 Capts: 09,10,11 e 12.
Paulo Dalgalarrondo,2000.
78
Funções Psíquicas e Suas Alterações
Cap. 09
 Análise isolada funções psíquicas e suas alterações – procedimento artificial; pois separa a vida da atividade mental.
 A maneira de estudar a abordagem da vida mental pode ser útil e arriscada:
 1) útil: estudo detalhado e aprofundado de determinantes de fatos da vida psíquica normal e patológica
	 2) arriscada: passamos a acreditar na autonomia desses fenômenos como se fossem objetos naturais.
NÃO EXISTEM FUNÇÕES PSÍQUICAS ISOLADAS E ALTERAÇÕES PSICOPATOLÓGICAS COMPARTIMENTALIZADAS DESTA OU DAQUELA FUNÇÃO.
79
Funções Psíquicas e Suas Alterações
Cap. 09
O Indivíduo adoece em sua totalidade, daí a necessidade de um estudo holístico, globalizante na pessoa que adoece.
80
FUNÇÕES PSÍQUICAS (EXAME DO ESTADO MENTAL) 
	Funções Afetadas
Transtornos Psicorgânicos	Funções Afetadas
Transtornos Afetivos
Neurológicos
Personalidade	Funções Afetadas
Transtornos Psicóticos
	Consciência
Atenção
Orientação
Memória
Inteligência
Linguagem	Afetividade
Vontade
Psicomotricidade
Personalidade
	Sensopercepção
Pensamento
Tempo/Espaço
Juízo Realidade
Vivência do eu
A CONSCIÊNCIA E SUAS ALTERAÇÕES
Cap. 10
Definição: CUM com; • SCIO conhecimento.
TRÊS TERMOS DE CONCEITUAÇÃO DA CONSCIÊNCIA:
Definição Neuropsicológica ( sensório\ estado vígil)
Definição Psicológica (dimensão subjetiva atividade psíquica)
Definição Ético-Filosófica (deveres morais e éticos/responsabilidades)
 
			
82
“Consciência Lúcida”
	NO ESTADO DE CONSCIÊNCIA LÚCIDA FUNCIONAM ADEQUADAMENTE A CAPACIDADE DE ATENÇÃO OU DE CONCENTRAÇÃO, AS FACULDADES DE FIXAR NOVOS FATOS E DE REMEMORAR O VIVIDO E O APRENDIDO, A CAPACIDADE DE COMPREENDER OU DE DAR-SE CONTA DAS COISAS, A CAPACIDADE DE REFLETIR SOBRE AS QUESTÕES OBJETIVAS E SUBJETIVAS E OS COMPLEXOS DISPOSITIVOS DE ORIENTAÇÃO AUTOPSÍQUICA, ALOPSÍQUICA E TEMPOROESPACIAL.”
 (ALONSO-FERNANDEZ, F. Fundamentos de la psiquiatria actual. Madri: Paz Montalvo, 1972, p. 401) 
CONSCIÊNCIA
O CONHECIMENTO DA EXPERIÊNCIA
A QUALIDADE SUBJETIVA DE UM PROCESSO PSÍQUICO (BLEULER)
UM ESTADO DE CONHECIMENTO ACERCA DE SI MESMO E DO AMBIENTE
CONSCIÊNCIA É:
- A INTERIORIDADE REAL DA VIVÊNCIA- O TODO DA VIDA PSÍQUICA MOMENTÂNEA- É A CIRCUNSTÂNCIA DE O INDIVÍDUO DIRIGIR-SE INTENCIONALMENTE PARA OBJETOS QUE PERBECE, IMAGINA OU PENSA- É O CONHECIMENTO DA CONSCIÊNCIA DE SI MESMO (JASPERS).
Alterações normais da consciência
ALTERAÇÕES NORMAIS DA CONSCIÊNCIA
SONO NORMAL: NÃO REM
					 REM
SONO NÃO REM:
Estágio 1
Estágio 2
Estágio 3
Estágio 4
86
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
	ESTÁGIOS DO SONO				
	ESTÁGIO 1
NREM	ESTÁGIO 2
NREM	ESTÁGIO 3
NREM	ESTÁGIO 4
NREM	ESTÁGIO 5
REM
	Duração:5’ 
Estágio Relaxado
Experiências sensoriais que ocorrem na ausência do estímulo sensorial – lembrando alucinações
	20’ SONO
Fusos do sono – surtos atividade cerebral rítmica
-Acordado com facilidade
-Sonilóquio
-Representa de 45 a 55% do período total de sono. 	Emissão de ondas delta (conjunto de sono de ondas lentas)
- Sono profundo	Sono Profundo
Emissão de ondas delta – denominados ondas lentas
Duração: 30’
Micção das ças
Andam durante sono
25% do período total de sono.
Indivíduo pode apresentar-se confuso qdo acordado nesta fase	SONO REM
F. Cardíaca +
Respiração +
Mov. Olhos +
Órgãos Genitais +
T. Cerebral bloqueia mensagens:
 músculos relaxados
Sono Parodoxal
20% 25% do período total de sono.
- Sonhos 
87
ALTERAÇÕES “PATOLÓGICAS” DA CONSCIÊNCIA
ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS: REBAIXAMENTO OU ELEVAÇÃO.
(intensidade do campo da consciência, isto é, a abrangência do mesmo)
(implicam em um rebaixamento (mais comum) ou elevação (mais raro) do nível de consciência)
ALTERAÇÕES QUALITATIVAS: MODIFICAÇÃO DA QUALIDADE(PROPRIEDADE) DO CONTEÚDO DA CONSCIÊNCIA.
Ex. síndromes confusionais
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA CONSCIÊNCIA
ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS- REBAIXAMENTO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA
OBNUBILAÇÃO / TURVAÇÃO DA CONSCIÊNCIA: 
Rebaixamento da consciência em grau leve e moderado, com dificuldade de concentração.
Inicialmente: sonolento / parecer desperto 
Grau de clareza do sensório , dificuldade
 compreensão e concentração.
Perplexidade /Pensamento confuso.
O Paciente obnubilado: ordens simples X ordens complexas
Desorientado: variação - tempo, espaço, a si próprio e aos outros.
 Ex: doenças febris-infecciosas, síndromes de abstinência, enfermidades cerebrais orgânicas etc. 
89
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA CONSCIÊNCIA
ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS- REBAIXAMENTO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA
SOPOR – PSICOMOTRICIDADE INIBIDA: 
Estado de grande turvação da consciência, a pessoa só desperta com estímulo. (Rebaixamento mais profundo) – sonolência
Pode apresentar reações de defesa, porém incapaz de ação voluntária.
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA CONSCIÊNCIA
ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS- REBAIXAMENTO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA
COMA: 
Nível mais profundo de rebaixamento da consciência e ausência da consciência
Impossibilidade qualquer atividade consciente
Presença sinais neurológicos
SÍNDROMES PSICOPATOLÓGICAS ASSOCIADAS DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA
DELIRIUM
ESTADO ONÍRICO
(Turvação consciência/ confusão mental
Síndromes confusionais agudas
92
Delirium (síndrome orgânica)
.O TERMO DELIRIUM DERIVA DO LATIM DELIRARE, QUE SIGNIFICA "ESTAR FORA DO LUGAR", MAS É USADO ATUALMENTE COM O SENTIDO DE "ESTAR CONFUSO, DISTORCENDO A REALIDADE, FORA DE SI.
ACOMPANHA-SE, NESTES CASOS, DE DESORIENTAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL, DIFICULDADE DE CONCENTRAÇÃO, PERPLEXIDADE, ANSIEDADE, DISTÚRBIOS PSICOMOTORES E, EM ALGUNS CASOS, DE ALUCINAÇÕES (PREPONDERANTEMENTE VISUAIS);• PIORA NO CREPÚSCULO, APESAR DE SUA INTENSIDADE SOFRER FLUTUAÇÕES AO LONGO DO DIA.
 ATENÇÃO, MEMÓRIA E, CONSEQUENTEMENTE, DA ORIENTAÇÃO. 
NÃO APRESENTAM PENSAMENTO SISTEMATIZADO, SOMENTE FRAGMENTOS. 
PARECEM NÃO ESTAR COMPREENDENDO O QUE SE PASSA À SUA VOLTA. 
PODEM APRESENTAR ALTERAÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE PRINCIPALMENTE AGITAÇÃO NOTURNA;
EXISTE A INVERSÃO DO CICLO SONO/VIGÍLIA (OS PACIENTES SE AGITAM À NOITE E FICAM SONOLENTOS DURANTE O DIA) E PODE-SE OBSERVAR SEU APARECIMENTO DE MANEIRA ABRUPTA RELACIONADO A DOENÇAS FÍSICAS E/OU USO DE MEDICAMENTOS. 
SÍNDROMES PSICOPATOLÓGICAS ASSOCIADAS DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA
	DELIRIUM
REBAIXAMENTO LEVE A MODERADO DE CONSCIÊNCIA:
ASPECTO CONFUSIONAL PENSAMENTO
FALAS INGONGRUENTESCONTEÚDOS ABSURDOS
ARTICULAÇÃO ILÓGICA
DESORIENTAÇÃO TEMPOROESPACIAL
GRAUS ANSIEDADE DIVERSOS
	ESTADO ONÍRICO
INDIVÍDUO ENTRA ESTÁGIO SEMELHANTE AO SONHO VÍVIDO:
PREDOMINÂNCIA ATIVIDADE ALUCINATÓRIA VISUAL INTENSA CENOGRÁFICA
OCORRÊNCIA: PSICOSES TÓXICAS\ ABSTINÊNCIAS – DELIRIUM TREMENS E QUADROS FEBRIS TÓXICOS INFECCIOSOS
INDIVÍDUOS: MANIA, ESQUIZOFRENIA E DEPRESSÃO PSICÓTICA
Ex. abstinência a drogas
Delírio X Delirium
DELÍRIO: VEM DE DUAS PALAVRAS GREGAS: DE (FORA) + LIROS (SULCOS); OU SEJA, SAIR DOS TRILHOS. 
 É UMA SÍNDROME CONSTITUÍDA POR UM CONJUNTO DE IDEIAS MÓRBIDAS QUE FAZEM PARTE DAS ALTERAÇÕES DO JUÍZO.
 O PACIENTE APRESENTA E CRÊ EM UMA CONVICÇÃO INABALÁVEL.
ESTA IDEIA, OU CONJUNTO DE IDEIAS, NÃO É ACESSÍVEL AO RACIOCÍNIO E ARGUMENTAÇÃO LÓGICA NEM É MODIFICADA PELO CONFRONTO COM A REALIDADE. PORTANTO, IMPLICA EM JUÍZO E LUCIDEZ.
Delírio (sintoma decorrente de patologias psiquiátricas)
Alteração do conteúdo do pensamento, mas não da memória e da atenção. Quando há a alteração da orientação esta se dá em decorrência do delírio, sendo mais frequente a "dupla orientação". Assim, o paciente informa corretamente o seu nome, idade, endereço, sabe a data e local onde está e acredita ser Napoleão Bonaparte.
ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA CONSCIÊNCIA
ESTADOS CREPUSCULARES: ocorrência estreitamento transitório do campo da consciência, com conservação da atividade psicomotora global (+) ou (–) coordenada, permitindo a ocorrência dos atos automáticos. Duração de poucas horas /semanas. Atos explosivos violentos e episódios de descontrole emocional. (síndrome Korsacoff, epilepsia, histeria, esquizofrenia, encefalites)
DISSOCIAÇÃO DA CONSCIÊNCIA:
 - Fragmentação do campo da consciência, ocorrendo perda da unidade psíquica – histeria dissociativa.
 - Ocorrência em quadros de elevada ansiedade – vista como uma estratégia defensiva para lidar com ansiedade muito intensa.
TRANSE: estado de dissociação semelhante a um sonho acordado, diferindo pela presença de atividade motora automática acompanhada parcialmente por movimentos voluntários. Contextos religiosos-culturais (espiritismo)
ESTADO HIPNÓTICO: estado consciência reduzida e de atenção concentrada, induzido por uma outra pessoa. Semelhante ao transe, no qual a sugestionabilidade do indivíduo está aumentada, a sua atenção concentrada no hipnotizador. 
EXPERIÊNCIA DE QUASE- MORTE (EQM) - estado de consciência verificado em situações críticas de ameaça à vida.
97
VERIFICAÇÃO DA CONSCIÊNCIA
Funcionamento global do psiquismo
Observar Fácies e Atitudes paciente: desperto X sonolento
Dificuldades por parte paciente – integração estímulos ambientais
Orientação: temporo-espacial *****
A ATENÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES
CAP 11
ATENÇÃO- PROCESSOS QUE TORNA O INDIVÍDUO SER CAPAZ DE SELECIONAR, FILTRAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES SIGNIFICATIVAS:
ATENÇÃO CONSCIÊNCIA
A ATENÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES
CAP 11
NEUROPISOCOLOGIA DA ATENÇÃO
Elementos envolvidos na interação de áreas do sistema nervoso- Sistema Reticular Ativador Ascendente -Atenção
Áreas pré-frontais (concentração)
Giro do Cíngulo (odores/visões c/ memórias agradáveis emoções anteriores) regulação cpto agresssivo
Lobos Frontais
Estruturas Límbicas
Afetividade 
 Emoção
100
PSICOLOGIA DA ATENÇÃO
ATENÇÃO VOLUNTÁRIA: concentração ativa/intencional
ATENÇÃO ESPONTÂNEA: atenção suscitada momentaneamente – pouco controle voluntário. 
ATENÇÃO EXTERNA: atenção projetada para fora do mundo subjetivo/mundo exterior/ corpo.
ATENÇÃO INTERNA: voltada processos mentais do próprio indivíduo.
ATENÇÃO FOCAL: atenção delimitada/ restrito da consciência
ATENÇÃO DISPERSA: ausência de concentração em campo delimitado, espalhando para campo (-) delimitado.
TENACIDADE: fixar atenção sobre objetos/situações
ATENÇÃO FLUTUANTE: funcionamento da atenção do analista.
101
PSICOLOGIA CONTEMPORÂNEA DA ATENÇÃO - apsectos básicos
CAPACIDADE E FOCO ATENÇÃO: FOCALIZAÇÃO DA ATENÇÃO CONSIDERANDO SUBJETIVIDADE DE CONCENTRAÇÃO.
ATENÇÃO SELETIVA: SELEÇÃO FACILITAM PROCESSOS COGNITIVOS – SELETIVIDADE.
SELEÇÃO RESPOSTA E CONTROLE SELETIVO: ASSOCIADA AÇÃO PLANEJADA VOLTADA PARA OBJETIVOS. (INFORMAÇÕES E CONTROLE RESPOSTAS) INTENÇÃO/PLANEJAMENTO/TOMADA DECISÃO.
ATENÇÃO CONSTANTE OU SUSTENTADA: CAPACIDADE DE MANTER ATENÇÃO AO LONGO TEMPO. (ESTÍMULOS ALVOS E ESTÍMULOS DISTRATIVOS DO NÍVEL CONSCIÊNCIA)
ANORMALIDADES DA ATENÇÃO
HIPOPROSEXIA: global da atenção capacidade concentração, fadigabilidade aumentada.
APROSEXIA: ausência da capacidade de atenção.
HIPERPROSEXIA: atenção exarcebada/ tendência obstinada a se manter sobre objetos com infatigabilidade
DISTRAÇÃO: sinal e não um déficit
DISTRABILIDADE: estado patológico/ instabilidade marcante e mobilidade acentuada da atenção voluntária, dificuldade para fixar ou se manter em qualquer coisa que implique esforço.
103
DISTÚRBIOS NEUROLÓGICOS / NEUROPSICOLÓGICOS E TRANSTORNOS MENTAIS
NEUROLÓGICOS/NEUROPSICOLÓGICOS
 - ALTERAÇÕES NA ATENÇÃO:
 - ENCEFALOPATIAS
	- MENINGOENCEFALITES
	- ACIDENTES VASCULARES
	- ESCLEROSE MÚLTIPLA 
 - QUADROS TUMORAIS
	- QUADROS DEMENCIAIS ( ALZHEIMER)
	- ETC...
 
TRANSTORNOS MENTAIS
DEPRESSÃO: DIFICULDADE CONCENTRAÇÃO/ATENÇÃO
ESQUIZOFRENIA: DÉFICIT ATENÇÃO CENTRAL
TRANSTORNO BIPOLAR – MANIA ( ATENÇÃO VOLUNTÁRIA ATENÇÃO ESPONTÂNEA)
TOC: VIGILÂNCIA EXCESSIVA
TDAH: DIFICULDADES EM ESTÍMULOS INTERNOS E EXTERNOS – DEVIDO A CAPACIDADE PREJUDICADA EM ORGANIZAR E COMPLETAR TAREFAS. INCONTROLABILIDADE .
VERIFICAÇÃO ATENÇÃO
TEM DIFICULDADES DE CONCENTRAÇÃO ?
VC SE DISTRAI COM FACILIDADE ?
PRESTA ATENÇÃO E OUVE AS PESSOAS QUANDO FALAM COM VC ? 
GERALMENTE TERMINAM O QUE INICIAM ?
CONSIDERA-SE UMA PESSOA ORGANIZADA ?
PERDE COISAS NECESSÁRIAS NA REALIZAÇÃO DE TAREFAS ?
*****
VERIFICAÇÃO ATENÇÃO
TEM DIFICULDADES DE CONCENTRAÇÃO ?
VC SE DISTRAI COM FACILIDADE ?
PRESTA ATENÇÃO E OUVE AS PESSOAS QUANDO FALAM COM VC ? 
GERALMENTE TERMINAM O QUE INICIAM ?
CONSIDERA-SE UMA PESSOA ORGANIZADA ?
PERDE COISAS NECESSÁRIAS NA REALIZAÇÃO DE TAREFAS ?
*****
ORIENTAÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES
CAP.12
 ORIENTAÇÃO: Capacidade de situar-se quanto a si mesmo e ao ambiente(tempo/espaço)
ORIENTAÇÃO AUTOPSÍQUICA: em relação a si mesmo.
ORIENTAÇÃO ALOPSÍQUICA: capacidade de orientação em relação ao mundo: temporal e espacial:
2.1 ORIENTAÇÃO TEMPORAL: cronologia, dia da semana, ano, etc..
2.2 ORIENTAÇÃO ESPACIAL: capacidade de saber o lugar, cidade, bairro, etc.
108
QUESTÕES RELACIONADAS À ORIENTAÇÃO
Consciência
Juízo
Memória
Inteligência
Orientação
Atenção
Sensopercepção
Aspectos afetivos
emocionais
ÁREAS ENCEFÁLICAS RELACIONADAS À ORIENTAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL
ORIENTAÇÃO ESPACIAL 
LOBOS PARIETAIS (HEMISFÉRIO DIREITO)
CÓRTEX PARIETOCCIPITAL
ÁREAS ENCEFÁLICAS RELACIONADAS À ORIENTAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL
ORIENTAÇÃO TEMPORAL
HIPOCAMPO
CORPOS MAMILARES
NÚCLEOS ANTERIORES/ MEDIAIS DO TÁLAMO E NÚCLEOS SEPTAIS
CÓRTEX PRÉ-FRONTAL E SUAS CONEXÕES ( NÚCLEO CAUDADO/ GIRO GINGULADO) ETC.. 
SOBRE A ORIENTAÇÃO AUTOPSÍQUICA:
PODE-SE DIZER QUE O PACIENTE ESTÁ BEM ORIENTADO QUANTO A NOÇÃO DO EU, QUANDO FORNECE ELE PRÓPRIO DADOS DE SUA IDENTIFICAÇÃO PESSOAL, REVELANDO SABER QUEM É, COMO SE CHAMA, QUE IDADE TEM, QUAL SUA NACIONALIDADE, PROFISSÃO, ESTADO CIVIL, ETC. 
NOTA GERAL: A DESORIENTAÇÃO QUANTO À PRÓPRIA IDENTIDADE SE VERIFICA NAS AMNÉSIAS TOTAIS TRAUMÁTICAS, NOS ESTADOS DE ACENTUADA OBNUBILAÇÃO DA CONSCIÊNCIA OU NA EVOLUÇÃO EXTREMAS DOS PROCESSOS DEMENCIAIS. BEM MAIS COMUM É A CHAMADA FALSA ORIENTAÇÃO AUTOPSÍQUICA .
ALTERAÇÕES DA ORIENTAÇÃO: 
Tempo/Espaço/ Si mesmo
DESORIENTAÇÃO TORPOROSA OU CONFUSA (TAMBÉM CHAMADA DE AMENCIAL): INFLUENCIADA PELA REDUÇÃO DO NÍVEL DA CONSCIÊNCIA, ACARRETANDO A DIFICULDADE DE SÍNTESE PERCEPTIVA. TANTO OS CASOS DE OBNUBILAÇÃO DA CONSCIÊNCIA QUANTO UMA BOA PARTE DOS ESTADOS DELIRANTES SE ACOMPANHAM DE DIFICULDADES DA COMPREENSÃO E, POR CONSEQUÊNCIA, DE ALTERAÇÕES DA SÍNTESE PERCEPTIVA. 
OCORRÊNCIA:EXEMPLARMENTE, NO DELIRIUM ACARRETADO PELA ABSTINÊNCIA ALCÓOLICA (PODENDO, POIS, SER ACOMPANHADA POR ALUCINAÇÕES)
ALTERAÇÕES DA ORIENTAÇÃO: 
Tempo/Espaço/ Si mesmo
DESORIENTAÇÃO DÉFICIT MEMÓRIA DE FIXAÇÃO/ AMNÉSTICA (NÃO FIXAÇÃO INFORMAÇÕES BÁSICAS)
 ORIUNDA DE UM DÉFICIT DE MEMÓRIA ( O PACIENTE MOSTRA-SE INCAPAZ DE FIXAR OS ACONTECIMENTOS). 
REPERCUTE NAS RELAÇÕES COM O TEMPO E O ESPAÇO, BEM COMO COM AS PESSOAS DE SEU AMBIENTE.
OCORRÊNCIA: NA SÍNDROME DE KORSAKOFF.
ALTERAÇÕES DA ORIENTAÇÃO: 
Tempo/Espaço/ Si mesmo
DESORIENTAÇÃO DEMENCIAL - PERDA MEMÓRIA / DIFICULDADE RECONHECER AMBIENTE – AGNOSIAS
(MAIS COMUM NOS PACIENTES SENIS), QUE RESULTA DE ALTERAÇÃO PROFUNDA DE FIXAÇÃO, DE PERTURBAÇÕES DA COMPREENSÃO E DO RACIOCÍNIO.
DESORIENTAÇÃO APÁTICA/ ABÚLICA (FALTA MOTIVAÇÃO)
 DECORRENTE DE UMA MARCANTE ALTERAÇÃO DO HUMOR E DA VOLIÇÃO, GERANDO DESINTERESSE PROFUNDO E APATIA. ISTO PODE OCORRER AO LADO DE UMA PRESERVAÇÃO DE CLAREZA E NITIDEZ SENSORIAL; 
OCORRÊNCIA: DEPRESSÕES GRAVES E MELANCOLIA
ALTERAÇÕES DA ORIENTAÇÃO: 
Tempo/Espaço/ Si mesmo
DESORIENTAÇÃO DELIRANTE (ORIENTAÇÃO FALSA COEXISTE ORIENTAÇÃO CONCRETA)
Oriunda de um profundo estado delirante, com ideias delirantes muito intensas. Apesar da completa lucidez da consciência, observa-se um tipo de desorientação que é o resultado da adulteração da situação no tempo e no espaço;
Pode ocorrer a denominada “dupla orientação” (coexistência da orientação habitual com a orientação determinada pelo delírio) que finda por promover uma espécie de adulteração da orientação: os pacientes podem estar orientados no tempo e no espaço mas, por outro lado, podem acreditar que se encontram em uma nave espacial, prisão ou no inferno. 
É mais observado na esquizofrênica
ALTERAÇÕES DA ORIENTAÇÃO: 
Tempo/Espaço/ Si mesmo
DESORIENTAÇÃO OLIGOFRÊNICA (DIFICULDADE INTERPRETAR NORMAS SOCIAIS)
OCORRE EM CIRCUNSTÂNCIAS NAS QUAIS SE VERIFICAM GRAVES DÉFICITS INTELECTUAIS POR INCAPACIDADES OU DIFICULDADES EM COMPREENDER O AMBIENTE E DE RECONHECER E INTERPRETAR AS NORMAS SOCIAIS QUE MOLDAM OS LAÇOS-SOCIAIS.
DESORIENTAÇÃO POR DISSOCIAÇÃO – HISTÉRICA
OCORRÊNCIA EM QUADROS DE HIS´TERIA ACOMPANHADA DE ALTERAÇÕES DA IDENTTIDADE PESSOAL.
ALTERAÇÕES DA ORIENTAÇÃO: 
Tempo/Espaço/ Si mesmo
DESORIENTAÇÃO DESAGREGAÇÃO (PACIENTES PSICÓTICOS CRÔNICOS)
OCORRÊNCIA: ESQUIZOFRENIA -QUANDO SE VERIFICA NAS MESMAS AS VIVÊNCIAS DE DESPERSONALIZAÇÃO.
DESORIENTAÇÃO RELATIVO IDADE (DISCREPÂNCIA IDADE REAL/ PACIENTE RELATA)
DISCREPÂNCIA DE 5 ANOS OU MAIS ENTRE A IDADE REAL E AQUELA QUE O PACIENTE DIZ TER.
*****
SENSOPERCEPÇÃO
CAP.14
A SENSOPERCEPÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES (INCLUINDO A REPRESENTAÇÃO E A IMAGINAÇÃO)
CAP. 14
	SENSAÇÃO	PERCEPÇÃO	APERCEPÇÃO
	Fenômeno elementar gerado por estímulos físicos, químicos ou biológicos variados, originados dentro ou 
fora do organismo que produzem alterações nos órgãos receptores, estimulando-os.
 Fornecem alimentação sensorial aos sistemas de informação do organismo
Dimensão neuronal	Tomada de conhecimento sensorial de objetos ou de fatores externos mais ou menos complexos.
 Toda percepção fornece ao indivíduo um percepto, mais ou menos
 definido.
Dimensão neuropsicológica e psicológica
	Aperceber é perceber algo integralmente com clareza e plenitude, por meio de reconhecimento ou identificação do material percebido com o preexistente.
Gnosia- pleno reconhecimento de um objeto percebido
Sensopercepção = sensação / percepção
120
SENSAÇÃO
SENSAÇÃO É UM FENÔMENO PSÍQUICO ELEMENTAR QUE RESULTA DA AÇÃO DE ESTÍMULOS EXTERNOS SOBRE OS NOSSOS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS.
TRÊS GRANDES GRUPOS DE SENSAÇÕES: EXTERNAS; INTERNAS; ESPECIAIS.
	EXTERNAS:SÃO AQUELAS QUE REFLETEM AS PROPRIEDADES E ASPECTOS DE TUDO, HUMANAMENTE PERCEPTÍVEL, QUE SE ENCONTRA NO MUNDO EXTERIOR. PARA TAL, NOS VALEMOS DOS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS; SENSAÇÕES VISUAIS, AUDITIVAS, GUSTATIVAS, OLFATIVAS E TÁTEIS. SENSAÇÕES Exteroceptivas 
	INTERNAS: REFLETEM OS MOVIMENTOS DE PARTES ISOLADAS DO NOSSO CORPO E O ESTADO DOS ÓRGÃOS INTERNOS. AO CONJUNTO DESSAS SENSAÇÕES SE DENOMINA SENSIBILIDADE GERAL. ESSE GRUPO ENGLOBA TRÊS TIPOS DE SENSAÇÕES: MOTORAS, DE EQUILÍBRIO E ORGÂNICAS. SENSAÇÕES - Proprioceptivas / Cinestésicas 
	ESPECIAIS: MANIFESTAM SOB A FORMA DE SENSIBILIDADE PARA A FOME, SEDE, FADIGA, DE MAL-ESTAR OU BEM-ESTAR. SÃO ESSAS SENSAÇÕES ÀS VEZES VAGAS E INDIFERENCIADAS QUE NOS DÃO A SENSIBILIDADE DE BEM-ESTAR, MAL-ESTAR, ETC. SENSAÇÕES Interoceptivas / Cenestésicas
PERCEPÇÃO
NA PERCEPÇÃO, ACRESCENTAMOS AOS ESTÍMULOS ELEMENTOS DA MEMÓRIA, DO RACIOCÍNIO, DO JUÍZO E DO AFETO, PORTANTO, ACOPLAMOS ÀS QUALIDADES OBJETIVAS DOS SENTIDOS OUTROS ELEMENTOS SUBJETIVOS E PRÓPRIOS DE CADA UM. 
QUESTÕES RELACIONADAS À SENSOPERCEPÇÃO
PREJUÍZO CAPTAÇÃO SENSORIAL:
 (SUBSTÂNCIA ANESTÉSICA / ANALGÉSICA)
INTERFERÊNCIA NA REGIÃO PERCEPTIVA DO ESTÍMULO – LESÃO OU ALTERAÇÃO BIOQUÍMICA
ESTADO EMOCIONAL/AFETIVO VIVIDO PELO INDIVÍDUO
ALTERAÇÕES FUNCIONAIS/BIOQUÍMICA DA SENSOPERCEPÇÃO - (MUDANÇAS HORMONAIS /SUBSTÂNCIA PSICOATIVA)
DELIMITAÇÃO DOS CONCEITOS DE IMAGEM E DE REPRESENTAÇÃO- DO PROCESSO DE SENSOPERCEPÇÃO
	IMAGEM PERCEPTIVA REAL	IMAGEM REPRESENTATIVA OU
MNÊMICA
	- Nitidez – contornos precisos
- Corporeidade- imagem viva, luz cores, brilho.
Estabilidade- é estável, sem alterações de modificações
Extrojeção – imagem provinda do externo e percebida tbém como do espaço externo.
Ininfluenciabilidade voluntária- a imagem não se modifica pela vontade do indivíduo.
Completitude- imagem detalhada pelo observador.	Caracterizada por apenas uma revivescência de uma imagem sensorial determinada, sem a presença do objeto original.
 Pouca nitidez – contornos esfumaçados
Pouca corporeidade- não tem vida de imagem real
 É instável – aparece e desaparece facilmente do campo de consciência.
Introjeção- percebida internamente
Incompletude – desenho indetermindado, apresentando-se a nós geralmente incompleta/ poucos detalhes.
124
SUBTIPOS DE IMAGENS REPRESENTATIVA
IMAGEM EIDÉTICA (EIDETISMO) evocação de uma imagem guardada na memória – voluntária. (não representa necessariamente sintoma de transtorno mental).
PAREIDOLIAS – imagens visualizadas voluntariamente a partir de estímulos imprecisos no ambiente.
125
 IMAGINAÇÃO FANTASIA
	Atividade psíquica, voluntária, que consiste na evocação de imagens percebidas no passado (mnêmica) ou na criação de novas imagens(criada).
2. Processo de produção de imagens – ausência de estímulos sensoriais	Produção imaginativa, organizado da imaginação
Psicanálise: consciente/inconsciente
Origem: desejos, temores , conflitos conscientes e
 inconscientes
4. Muito mais frequente e intensa em crianças.
5. Finalidade Fantasia: lidar com frustrações/ desconhecido/conflitos.
126
ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA SENSOPERCEPÇÃO – 
ANORMALIDADES
HIPERESTESIA: sensopercepção está anormalmente aumentada(intensidade/duração) (Intoxicações alucinógenas/ maconha/cocaína/ enxaqueca/ esquizofrenia aguda)- sons/cores imagens, etc
HIPOESTESIA: pacientes depressivos – mundo obscuro, cores pálidas, etc. 
PARESTESIAS: alterações da sensopercepção (sentido tátil e doloroso) associadas doenças neurológicas.
PARESTESIAS DE BERGER (NÃO PATOLÓGICA) – FISIOLOGIA.
 DISESTESIAS: sensações anômalas (geralmente dolorosas) desencadeadas por estímulos externos.
127
ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA SENSOPERCEPÇÃO
ANORMALIDADES
 ILUSÕES: 
Percepcão deformada de um objeto real e presente.
Existência do objeto real
Ilusões mais frequentes: visuais (monstro X estímulos visuais roupa preta pendurada)
TRÊS CONDIÇÕES BÁSICAS DA OCORRÊNCIA DA ILUSÃO
Estados rebaixamento do nível de consciência
Estados de fadiga grave ou de inatenção marcante – ilusões transitórias sem relevância clínica
Estados acentuados de afetividade – deforma o processo de sensopercepção – ilusões catatímicas
Ilusão/ Alucinações /Alucinose e Pseudo-alucinação
128
ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA SENSOPERCEPÇÃO
ANORMALIDADES
Alucinações
Percepçãoclara/ definida de um objeto(voz, ruído, imagem) sem a presença do objeto estimulante real.
TIPOS DE ALUCINAÇÕES:
Alucinações Auditivas – SIMPLES(tinnitus) E COMPLEXAS
Alucinação Audioverbal – conteúdos depreciativos/ perseguição
129
SONORIZAÇÃO – fenômeno próximo das alucinações auditivas
Experimentada como a vivência sensorial de ouvir o pensamento, no momento em que está sendo pensado(sonorização) ou de forma repetida, logo após ter pensado ( “eco do pensamento”).
EXISTÊNCIA DE DOIS TIPOS DE SONORIZAÇÃO
SONORIZAÇÃO DO PRÓPRIO PENSAMENTO- tipo alucinatório – a vivência é semelhante a uma alucinação auditiva audioverbal, em que o paciente reconhece claramente que está ouvindo seus próprios pensamentos, ouve-os no momento em que os pensa.
SONORIZAÇÃO DE PENSAMENTOS COMO VIVÊNCIA ALUCINATÓRIA-DELIRANTE – é a experiência na qual o indivíduo ouve pensamentos que foram introduzidos em sua cabeça por estranhos e que agora são vividos por ele.
PUBLICAÇÃO PENSAMENTO- Sensação de que os outros ouvem o que está pensando.
OCORRÊNCIA: ESQUIZOFRENIA (CONVICÇÃO INABALÁBEL)
			 DEPRESSÃO GRAVE
			 ALCOOLISMO CRÔNICO
			 TRANSTORNOS PERSONALIDADE
 (HISTRIÔNICA/BORDERLINE/ESQUIZOTÍPICA)			
130
ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA SENSOPERCEPÇÃO
ANORMALIDADES
TIPOS DE ALUCINAÇÕES:
ALUCINAÇÕES MUSICAIS – descrita como a audição de tons musicais e melodias sem o correspondente estímulo auditivo externo. (geralmente o indivíduo possui consciência crítica)
ALUCINAÇÕES VISUAIS – visões nítidas que o paciente experimenta, sem a presença de estímulos visuais – fotopsias (cores, bola, pontos brilhantes) (simples)
figuras de pessoas vivas/mortas, partes do corpo, caveira, demônio, santa, etc. (complexas/configuradas)
 - ALUCINAÇÕES CENOGRÁFICAS – visões de cenas completas
 - ALUCINAÇÕES LILIPUTIANA – vê números, imagens diminutos entre objetos e pessoas reais de sua casa.
131
ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA SENSOPERCEPÇÃO
ANORMALIDADES
TIPOS DE ALUCINAÇÕES:
ALUCINAÇÕES TÁTEIS- sente espetadas, animais correndo sobre sua pele. (delírio infestação - Síndrome de Ekbom)
ALUCINAÇÕES OLFATIVAS E GUSTATIVAS- sentem cheiro de coisas podres, cadáver, fezes, acompanhadas de forte impacto emocional.
ALUCINAÇÕES CENESTÉSICAS (cenestopatia) – sensações alteradas nas vísceras e no corpo de forma geral: partes do corpo encolhendo, víbora dentro do estômago, etc.. (Síndrome de Cotard)
ALUCINAÇÕES CINESTÉSICAS- sensações alteradas de movimentos do corpo, como sentir o corpo afundando, pernas encolhendo, etc.
132
ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA SENSOPERCEPÇÃO
ANORMALIDADES
TIPOS DE ALUCINAÇÕES
ALUCINAÇÕES FUNCIONAIS – desencadeadas verdadeiramente por estímulos sensoriais. Alucinação funcional é uma alucinação(ausência do objeto) apenas desencadeada por um estímulo real. 
ALUCINAÇÕES COMBINADAS (SINESTESIAS) - ocorrência de várias modalidades sensoriais: auditivas, visuais e táteis ao mesmo tempo.
ALUCINAÇÕES EXTRACAMPINAS- alucinações experimentadas fora do campo sensoperceptivo usual - raro.
ALUCINAÇÃO AUTOSCÓPICA – alucinação visual com componentes táteis e cenestésicos, no qual o indivíduo enxerga a si mesmo,vê o seu corpo como se estivesse fora dele, contemplando-o.
ALUCINAÇÃO HIPNAGÓGICAS - alucinações auditivas, visuais, táteis relacionadas à transição sono- vigília (adormecendo)
ALUCINAÇÃO HIPNOPÔMPICAS- surgem no momento que o indivíduo está despertando. 
133
ALUCINOSE
	Denominado por Wernicke (1848-1905) para indicar os estados alucinatórios agudos; designa uma imagem patológica que possui todas as características da imagem alucinatória (sobretudo uma notável nitidez), o paciente reconhece aquela experiência perceptiva como algo estranho a si mesmo, como um acontecimento patológico. As alucinações alcoólicas e as alucinoses pedunculares são seus exemplos mais comuns. A expressão alucinose tem sido empregada cada vez mais para designar um delirium alucinatório: imagens alucinatórias resultantes da dissolução da consciência-vigilância ou da ação de substâncias psicoativas; "alucinose alcoólica" e "alucinose infecciosa" têm este sentido. 
ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA SENSOPERCEPÇÃO
ANORMALIDADES
TIPOS DE ALUCINAÇÕES
ALUCINOSE - fenômeno pelo qual o paciente percebe tal alucinação como estranha à sua pessoa. Embora o paciente veja a imagem ou ouça a voz ou ruído, falta a crença de que comumente o alucinado tem em sua alucinação. Indivíduo tem consciência de que é um fenômeno estranho, patológico. (periférico do eu)
ALUCINOSE PEDUNCULAR – ESTADO ALUCINATÓRIO DE NATUREZA ONÍRICA (associada a uma lesão expansiva do tronco cerebral )
ALUCINOSE AUDITIVA = ALUCINOSE ALCÓOLICA(DELIRIUM TREMENS).
ALUCINOSE VISUAL - frequentes em pacientes com déficits visuais graves, intoxicações por substâncias.
135
ALTERAÇÕES DA REPRESENTAÇÃO OU DAS IMAGENS REPRESENTATIVAS
TIPOS DE ALUCINAÇÕES
Pseudo-alucinação – parecido com a alucinação, porém dela se afasta por não apresentar aspectos vivos e corpóreos de uma imagem perceptiva real. (Imagem representativa)
Fenômeno semelhante pseudo-alucinação- imagem pós-óptica 
Alucinação Psíquica – imagens alucinatórias sem caráter de sensorialidade. É uma intensa representação sem exteriorização e sem consciência de 
que é produzida na mente.
Alucinação Negativa – ausência de visão de objetos reais, presentes no campo visual do paciente.(cegueira histérica/escotomização parcial)
136
ETIOLOGIA
TEORIAS PSICODINÂMICAS E AFETIVAS
DESEJOS, 
CONFLITOS
INCONSCIENTES
BASE ALUCINAÇÕES
PROJEÇÃO
 NO ESPAÇO 
EXTERNO
 INDIVÍDUO 
DESEJOS, 
CONFLITOS
INCONSCIENTES, 
TEMORES
 RECALCADOS
MECANISMO
 PRIMITIVO DE DEFESA
EGO
137
ETIOLOGIA
TEORIA NEUROBIOQUÍMICA DAS ALUCINAÇÕES
ALUCINAÇÕES COMO FENÔMENO DEAFERENTAÇÃO/ LIBERAÇÃO NEURONAL
TEORIA DA DESORGANIZAÇÃO GLOBAL DO FUNCIONAMENTO CEREBRAL
TEORIA DA ALUCINAÇÃO COMO DISTÚRBIO DA LINGUAGEM INTERNA
ESTUDOS RECENTES DE NEUROIMAGEM FUNCIONAL (PET e SPECT) – ALUCINAÇÕES
*****
138
IMAGIOLOGIA - RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
Esquizofrenia			 Normal 
139
PSICOPATOLOGIA E 
SEMIOLOGIA DOS TRANSTORNOS MENTAIS
Cap. 14
Paulo Dalgalarrondo,2000.
140
A afetividade
e suas alterações
Cap. 16
Afetividade
 Várias modalidades de vivências afetivas: humor, emoções e sentimentos.
Mira y Lopez (1974): quanto mais estímulos e os fatos ambientais afetam o indivíduo, mais nele aumenta a alteração e diminui a objetividade.
 Tipos básicos de vivências afetivas:
 Humor ou estado de ânimo;
 Emoções;
 Sentimentos;
 Afetos;
 Paixões.
Humor ou estado de ânimo
Estado emocional basal e difuso em que se encontra a pessoa em determinado momento.
Lente afetiva que dá as vivências do sujeito uma cor particular.
Segundo Paim (1986), no estado de ânimo (ou humor), há confluência entre vertente somática e psíquica que se unem de maneira indissolúvel. 
Emoções
Reações afetivas agudas, momentâneas, desencadeadas por estímulos significativos.
Estado afetivo de curta duração.
Acompanhada de reações somáticas (motoras, hormonais, viscerais) e psíquicas.
Sentimentos
 Configurações afetivas estáveis.
 Mais atenuados em intensidade e menos reativos a estímulos passageiros.
 Fenômeno mais mental que somático.
Diferenças de sentimentos em relação à cultura.
Sentimentos de diferentes esferas: tristeza, alegria, agressividade, atração pelo outro, perigo e do tipo narcísico.
Afetos
 São componentes emocionais de uma ideia ou representação mental.
 Dão o aspecto colorido às ideias.
 Caracteriza-se como os diferentes estados de humor, sentimento ou emoção.
Paixões
 Estado afetivo intenso que domina a atividade psíquica.
 Direciona o interesse do indivíduo em uma só direção, inibindo os demais interesses.
 Segundo Pieron (1996), a paixão intensa impede o exercício de uma lógica imparcial.
Emoção versus razão
 Pensamento ocidental (Guillaume, 1967)
 Dimensão emocional como essencial (Berdiaeff, Scheller)
Mesmo aceitando a tradicionalprimazia da razão sobre a emoção na apreensão da verdade, deve-se admitir que certas dimensões da vida só são realmente acessíveis pela lente da emoção, pois, como diz o filósofo Pascal, “há razões que a razão desconhece”.
Catatimia e Reação Afetiva
 Segundo Bleuler (1942), a catatimia refere-se a importante influência que a vida afetiva exerce sobre as funções psíquicas.
 Atenção, memória e sensopercepção.
As reações afetivas referem-se as dimensões de respostas frente as relações do Eu com o mundo.
Sintonização afetiva: capacidade de o indivíduo ser influenciado afetivamente por estímulos externos.
Irradiação afetiva: capacidade que o indivíduo tem de transmitir, irradiar ou contaminar os outros com seu estado afetivo momentâneo.
Teorias e dimensões da afetividade
 Teoria de James Lange. 
A emoção é concebida como a tomada de consciência das modificações fisiológicas produzidas por determinados eventos.
Nessa teoria, “o homem primeiro vê o tigre, começa em seguida a suar, a empalidecer, a ter taquicardia e, em consequência dessas mudanças corporais, passa, então, a sentir propriamente o medo”.
Aspectos cerebrais e neuropsicológicos das emoções 
Teoria de Papez-MacLean – O sistema límbico e suas emoções.
O hipocampo teria um importante papel na expressão emocional, e o giro cingulado (no lobo frontal) seria uma região receptora da experiência emocional.
Sistema límbico das emoções
Amígdala
Aspectos psicodinâmicos da afetividade
Concepção Freudiana.
 Angústia
 Depressão ou melancolia
Concepção de Melanie Klein.
 Fantasias primitivas
 Relações de objeto.
Alterações patológicas da afetividade
Distimia: inibição ou exaltação.
Sintoma x Transtorno Distimia.
Depressão = distimia hipotímica.
Quadros maníacos = distimia hipertímica.
Disforia (mania e depressão disfórica)
Alterações patológicas da afetividade
Euforia ou alegria patológica
Elação (expansão do Eu)
Puerilidade
Moria
Estado de êxtase
Irritabilidade patológica
Ansiedade, angústia e medo
Ansiedade: estado de humor desconfortável, apreensão negativa em relação ao futuro, inquietação interna desagradável.
Angústia: sensação de aperto no peito e na garganta, sufocamento. Assemelha-se muito à ansiedade, mas tem conotação mais corporal e mais relacionada ao passado.
Medo: caracterizado por referir-se a um objeto mais ou menos preciso, diferencia-se da ansiedade e da angústia, que não se referem a objetos precisos (o medo é, quase sempre, medo de algo).
Tipos de angústia e ansiedade
Escola Psicanalítica: angústia de castração; angústia de morte ou de aniquilamento; ansiedade depressiva; ansiedade persecutória ou paranóide; angústia de separação.
Escola Existencial: estar-no-mundo, estar-com-o-outro, ser-para-a-morte, condenado a ser livre.
Escolas comportamentalistas e cognitivistas: ansiedade de desempenho e ansiedade antecipatória.
Alterações das emoções e sentimentos
Apatia
 Hipomodulação do afeto
Inadequação do afeto ou paratimia
Pobreza de sentimentos e distanciamento afetivo
Embotamento afetivo e devastação afetiva
Sentimento de falta de sentimento
Anedonia
Alterações das emoções e sentimentos
Indiferença afetiva 
Labilidade afetiva e incontinência afetiva
Ambivalência afetiva
Neotimia
Medo
 Prudência / II. Cautela / III. Alarme / IV. Ansiedade / V. Pânico (medo intenso) / VI. Terror (medo intensíssimo)
 Fobia: fobia simples e fobia social.
Pânico
OBRIGADA!
A VONTADE
A PSICOMOTRICIDADE
E SUAS 
ALTERAÇÕES
CAP. 17
DEFINIÇÃO:
	A VONTADE/VOLIÇÃO, É UMA DIMENSÃO COMPLEXA DA VIDA MENTAL, RELACIONADA INTIMAMENTE À ESFERA INSTINTIVA E AFETIVA, ASSIM COMO À ESFERA INTELECTIVA E AO CONJUNTO DE VALORES, PRINCÍPIOS, HÁBITOS E NORMAS SOCIOCULTURAIS DO INDIVÍDUO.
Vontade/psicomotricidade e suas alterações
ATO VOLITIVO: JASPERS ACREDITA QUE SOMENTE SÃO AÇÕES VOLUNTÁRIAS QUANDO HÁ POSSIBILIDADES DE ESCOLHA, DE REFLEXÃO E DE DECISÃO. CASO NÃO HAJA ESSE CONJUNTO CIRCUNSTANCIAL O ATO SERÁ IMPULSIVO, ISTO É, SERÁ MERA DESCARGA MOTORA, SEM DIREÇÃO E SEM CONTEÚDO, OU SERÁ AINDA INSTINTIVO, SEM CONSIDERAÇÕES CONSCIENTES, EMBORA DOTADAS DE FINALIDADE. (EU QUERO/EU NÃO QUERO)
PROCESSO VOLITIVO :
INTENÇÃO/PROPÓSITO – TENDÊNCIAS BÁSICAS DO INDIVÍDUO/INCLINAÇÕES E INTERESSES - INFLUÊNCIA DE DESEJOS, IMPULSOS INCONSCIENTES PRESENTES NO PROCESSO E MUITAS VEZES IMPERCEPTÍVEL PARA O INDIVÍDUO.
Vontade/psicomotricidade e suas alterações
FASE DELIBERAÇÃO: ETAPA QUE CORRESPONDE À PONDERAÇÃO CONSCIENTE DOS MOTIVOS MENCIONADOS ACIMA, ANALISANDO-SE O QUE SERÁ FAVORÁVEL OU DESFAVORÁVEL (APRECIAÇÃO), LEVANDO FORÇOSAMENTE A UMA OPÇÃO, ISTO É, A FAZER OU DEIXAR DE FAZER.
FASE DECISÃO: MOMENTO CULMINANTE DO PROCESSO VOLITIVO, INSTANTE QUE DEMARCA O COMEÇO DA AÇÃO, RESULTADO DA VANTAGEM CONSCIENTE DOS MOTIVOS FAVORÁVEIS.
FASE EXECUÇÃO: QUANDO SURGEM AS ATITUDES NECESSÁRIAS À CONSUMAÇÃO DOS PROPÓSITOS, DEPENDENTE DA PERFORMANCE DA PESSOA SOB O PONTO DE VISTA GLOBAL E SUA CAPACITAÇÃO À EFICÁCIA DA AÇÃO.
AÇÃO VOLUNTÁRIA
Alterações DA VONTADE
HIPOBULIA/ABULIA: DIMINUIÇÃO E A TOTAL INCAPACIDADE DO POTENCIAL VOLITIVO. ESSE ENFRAQUECIMENTO DA VONTADE PODE OCORRER, FUGAZMENTE EM INDIVÍDUOS NORMAIS, EM ESTADOS DE FADIGA OU EM CONSEQUÊNCIA DE TRAUMA EMOCIONAL INTENSO. 
ATARAXIA x ABULIA : TRADUZ-SE POR "AUSÊNCIA DE INQUIETUDE", "TRANQUILIDADE DE ÂNIMO” ESTADO DE INDIFERENÇA VOLITIVA E AFETIVA DESEJADA PELO INDIVÍDUO. (MÍSTICOS /FILÓSOFOS/ETC)
QUALQUER SENSAÇÃO, FUGAZ OU PERMANENTE, DE SERENIDADE, TRANQUILIDADE, CALMA.
Alterações DA VONTADE
HIPERBULIA: AUMENTO OU EXACERBAÇÃO DA ENERGIA VOLITIVA, DANDO LUGAR AO QUE SE CONHECE VULGARMENTE POR FORÇA DE VONTADE.
 A HIPERBULIA NÃO DEVE SER CONFUNDIDA COM AS REAÇÕES BRUSCAS OU VIOLENTAS DOS QUE NÃO DISPÕEM OU NÃO SABEM USAR SUAS INIBIÇÕES, COMO ACONTECE NA EXALTAÇÃO DA EUFORIA MAS, FREQUENTEMENTE, TRATA-SE DE UM PREDICADO POSITIVO, QUE SE MANIFESTA NO COMPORTAMENTO INDIVIDUAL ATRAVÉS DA PERSISTÊNCIA E EFICÁCIA DAS AÇÕES, RENDIMENTOS E PROPÓSITO.
 SÓ DEVEMOS VER UM CARÁTER PATOLÓGICO NA HIPERBULIA QUANDO PRODUZIR PREJUÍZO NOS DEMAIS, A EXEMPLO DO QUE SUCEDE COM CERTAS PERSONALIDADES ANORMAIS, DO TIPO FANÁTICO, TIRÂNICO OU DESPÓTICO. 
 
ATOS IMPULSIVOS E ATOS COMPULSIVOS
ATOS IMPULSIVOS: são uma espécie de curto circuito do ato voluntário e incontrolável, da fase de intenção à fase de execução. Os impulsos patológicos são tipos de atos impulsivos, explosivos nos quais predominam as ações psicomotoras automáticas, sem reflexão, ponderação ou decisão prévias, de tipo instantâneo ou explosivo. 
INEXISTÊNCIA DAS FASES :
 INTENÇÃO/DELIBERAÇÃO/DECISÃO
Caracterização dos Atos impulsivos: 
1. SER REALIZADO SEM UMA FASE PRÉVIA DE INTENÇÃO, DELIBERAÇÃO E DECISÃO.
2. SER REALIZADO DE FORMA EGOSSINTÔNICA; O INDIVÍDUO NÃO PERCEBE TAL ATO COMO INADEQUADO, NÃO TENTA EVITÁ-LO OU ADIÁ-LO.
3. SER GERALMENTE ASSOCIADO A IMPULSOS PATOLÓGICOS, DE NATUREZA INCONSCIENTE, OU A INCAPACIDADE DE TOLERÂNCIA À FRUSTRAÇÃO E NECESSÁRIA ADAPTAÇÃO À REALIDADE OBJETIVA.
Atos compulsivos:
O ATO COMPULSIVO DIFERE DO ATO IMPULSIVO POR SER RECONHECIDO PELO INDIVÍDUO COMO INDESEJÁVEL E INADEQUADO, ASSIM COMO PELA TENTATIVA DE REFREÁ-LO OU ADIÁ-LO. PODE ENVOLVER DESDE ATOS SIMPLES COMO SE COÇAR ATÉ RITUAIS COMPLEXOS, COMO TOMAR BANHO REPETIDAS VEZES, LAVAR AS MÃOS E SECAR-SE DE MODO ESTEREOTIPADO. 
Caracterização dos Atos compulsivos: 
1.VIVÊNCIA FREQUENTE DE DESCONFORTO SUBJETIVO POR PARTE DO INDIVÍDUO QUE REALIZA O ATO COMPULSIVO.
2. SER EGODISTÔNICO, ISTO É, SER CONTRÁRIO AOS VALORES MORAIS E ANSEIOS DE QUEM OS SOFRE.
3. HAVER TENTATIVA DE RESISTIR À REALIZAÇÃO DO ATO COMPULSIVO.
4. HAVER SENSAÇÃO DE ALÍVIO AO REALIZAR O ATO COMPULSIVO.
5. OCORREM FREQUENTEMENTE ASSOCIADOS A IDEIAS OBSESSIVAS MUITO DESAGRADÁVEIS, REPRESENTANDO MUITAS VEZES ESSES ATOS TENTATIVAS DE “NEUTRALIZAR” TAIS PENSAMENTOS
TIPOS DE IMPULSOS E COMPULSÕES PATOLÓGICAS
AUTOMUTILAÇÃO/ AUTOLESÃO corresponde a uma forma de lesão provocada deliberadamente por uma pessoa a seu própriocorpo sem intenção de suicídio. 
FRANGOFILIA: impulso ao estraçalhamento de roupas, vestes, travesseiros, colchões, móveis, etc., numa expressão de hostilidade ativa e incontida ao mundo material. A Frangofilia pode ocorrer nos episódios de euforia do Transtorno Afetivo Bipolar, no caso de oligofrênicos, na agitação catatônica e em estados demenciais, senis e pré-senis.
PIROMANIA: É o impulso de atear fogo a objetos, prédios, lugares, etc.
IMPULSO E ATO SUICIDA
Impulsos e compulsões relacionados à ingestão de drogas ou alimentos
Dipsomania: Impulso periódico para ingestão de grandes quantidades de álcool, o indivíduo bebe seguidamente até ficar inconsciente.(binge drinking)
Bulimia: Impulso irresistível a ingerir grande quantidade de alimento, geralmente acompanhado de sentimento de culpa e com indução de vômitos ou ingestão de laxantes.
Episódios de “Binge-eating” recorrentes: 
 1.1 Comer quantidade excessiva de alimento – determinado tempo;
	1.2 Sentimento descontrolado sobre o comportamento alimentar durante os episódios;
Impulsos e compulsões relacionados à ingestão de drogas ou alimentos
Transtorno do "comer compulsivo": 
Se assemelha à bulimia, porém neste caso não existem tentativas de eliminar os excessos resultantes da compulsão.
Potomania: Compulsão de beber água ou outros líquidos, sem que haja uma sede exagerada.
Polidipsia: sente sede exagerada devido a alterações metabólicas.
Atos e compulsões relacionadas ao comportamento sexual:
Fetichismo: Impulso e desejo sexual concentrado em partes da vestimenta ou do corpo da pessoa desejada.
Exibicionismo: impulso de mostrar órgãos sexuais
Voyeurismo: Impulso de obter prazer pela observação visual de uma pessoa que está tendo relação sexual.
Pedofilia: É o desejo sexual por crianças ou púberes do sexo oposto.
Pederastia: Desejo sexual por crianças ou púberes do mesmo sexo.
Zoofilia: desejo sexual dirigido a animais.
Coprofilia: busca do prazer com uso de excrementos no ato sexual.
Gerontofilia: Desejo sexual por pessoas muito mais velhas que o indivíduo. 
Ninfomania: Desejo sexual quantitativamente aumentado na mulher.
Satiríase: Desejo sexual em nível extremamente aumentado no homem.
Trampling: fetiche que consiste no ato de um indivíduo ser pisado por uma ou mais pessoas do sexo oposto.
Emetofilia: excitação obtida como ato de vomitar ou comer o vômito do outro(emotofagia)
Nanofilia: atração sexual por anões.
Compulsão a utilizar roupas íntimas do sexo oposto
Outros impulsos e compulsões:
Poriomania: Impulso e comportamento de andar a esmo, viajar, “desaparecer de casa”.
Cleptomania: Ato impulsivo ou compulsivo de roubar, precedido geralmente de intensa ansiedade e apreensão, que apenas se alivia quando o indivíduo realiza o roubo.
Jogo Patológico: Jogo Patológico é um transtorno psiquiátrico ao qual se reputa importante participação de fatores de personalidade. 
Compulsão por Comprar: desejo comprar objetos sem observar a utilidade.
Outros impulsos e compulsões:
Compulsão por Internet e Video Games
Negativismo: Ativo/Passivo/Mutismo/ Sitiofobia(negativismo profundo)
Obediência automática(perda autonomia)
Fenômenos em eco
Ecopraxia: Repetição por imitação dos movimentos de outra pessoa. A ação não é voluntária e tem uma qualidade semi-automática e incontrolável. 
Ecolalia: A repetição patológica tipo papagaio e aparentemente sem sentido ("fazer eco") de uma palavra ou frase recém-falada por outra pessoa. 
Ecomimia: imitação patológica de movimentos ou gestos de outros. Usualmente é de natureza semi-automática, não estando sujeita a um controle voluntário total.
 
Ecografia: imitação patológica da escrita
Automatismo (Psicomotores)/ Automatismo Psíquico/Automatismo Mental
psicomotricidade
Psicomotricidade: é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização. 
Áreas envolvidas: 
Esquema corporal 
Imagem corporal 
Tônus 
Coordenação global ou motricidade ampla 
Motricidade fina 
Organização espaço-temporal
Ritmo 
Lateralidade 
Equilíbrio
Alterações da psicomotricidade
AGITAÇÃO PSICOMOTORA / HIPERCINESIA (taquipisiquismo)
LENTIFICAÇÃO PSICOMOTORA/ HIPOCINESIA (bradipsiquismo)
 ESTUPOR / ACINESIA: ("Torpor" ou "entorpecimento“) é a perda da atividade espontânea englobando simultaneamente, a fala, a mímica, os gestos, a marcha etc...Vem e vai bruscamente em crises de agitação psicomotora. É o caso do estupor catatônico (nos esquizofrênicos) e o depressivo (na depressão). 
CATALEPSIA: (exagero do tônus muscular) doença rara em que os membros se tornam rígidos, mas não há contrações, embora os músculos se apresentem mais ou menos rijos, e quem passa por ela pode ficar horas nesta situação. A catalepsia patológica ocorre em determinadas doenças nervosas, debilidade mental, histeria, intoxicação e alcoolismo. 
FLEXIBILIDADE CERÁCEA
CATAPLEXIA- PERDA ABRUPTA DO TÔNUS MUSCULAR – (presente na narcolepsia)
ESTERIOTIPIAS MOTORAS-repetições automáticas de ato motor complexo – perda controle voluntário(esquizofrenia/ deficiência mental)
MANEIRISMO – estereotipia motora – movimentos bizarros - objetivo
TIQUES- atos repetitivos coordenados provenientes de contrações súbitas(breves) envolvendo determinado grupo de músculo.
CONVERSÃO MOTORA- ocorrência de situações (ameaçadoras e estressoras)
(paralisias/parestesias/etc)
OUTRAS ALTERAÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE E APRAXIAS
HIPERVENTILAÇÃO PSICOGÊNICA
APRAGMATISMO/HIPOPRAGMATISMO
APRAXIA: diminuição da capacidade para executar atividades motoras, apesar daa função sensorial e a compreensão da tarefa requerida estarem intactas. Leva à diminuição das capacidades da utilização de objetos (por exemplo, escovar o cabelo)e da capacidade de execução de atos motores conhecidos (por exemplo, acenar em adeus). A apraxia é uma patologia provocada por lesões cerebrais tais como acidentes, tumores, etc.
OUTRAS ALTERAÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE E APRAXIAS
APRAXIA IDEATIVA: INCAPACIDADE DE USAR OBJETOS COMUNS DE FORMA ADEQUADA. É COMO SE TODOS OS ESQUEMAS DE PROGRAMAÇÃO MOTORA ESTIVESSEM PERDIDOS. ESTE TIPO DE APRAXIA É COMUM NA DEMÊNCIA. 
APRAXIA IDEOMOTORA: INCAPACIDADE DE COMPLETAR ATO VOLUNTÁRIO EM RESPOSTA A UMA ORDEM VERBAL.(O MESMO ATO PODE SER REALIZADO DE FORMA ESPONTÂNEA).
 
APRAXIA DA MARCHA: COMO O NOME INDICA, CORRESPONDE À IMPOSSIBILIDADE DE REALIZAR OS MOVIMENTOS NECESSÁRIOS PARA ANDAR. ESTES DOENTES, SÃO CAPAZES DE CRUZAR AS PERNAS QUANDO ESTÃO SENTADOS, DE BATER COM OS PÉS NO CHÃO ALTERNADAMENTE, DE FAZER MOVIMENTOS DE BICICLETA QUANDO ESTÃO DEITADOS, MAS NÃO CONSEGUEM REALIZAR OS MOVIMENTOS NECESSÁRIOS PARA PROGREDIR NA MARCHA.
OUTRAS ALTERAÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE E APRAXIAS
APRAXIA CONSTRUCIONAL: INCAPACIDADE DE INTEGRAR A PERCEPÇÃO COM IMAGENS CINESTÉSICAS E DE EXPRIMIR CONCEITUAÇÃO DE FORMAS OU FIGURAS ATRAVÉS DO DESENHO. 
APRAXIA DE VESTIMENTA: O DOENTE DEIXA DE SABER A SEQUÊNCIA CORRETA COM QUE SE VESTEM AS DIFERENTES PEÇAS DE ROUPA. PODE, POR EXEMPLO, VESTIR A CAMISA POR CIMA DO CASACO.
ALTERAÇÕES MOTORAS RELACIONADAS AO USO DE PSICOFÁRMACOS E DOENÇAS NEUROLÓGICAS.
*****
Semiotécnica da volição e psicomotricidade
O paciente vem à consulta por iniciativa própria ou trazido por alguém?
Atitude paciente: ativa ou passiva? Colabora com o entrevistador?
Como são os movimentos: lentos, rápidos, difíceis ou fáceis?
Como é o tom da voz?
Fala espontaneamente ou só quando solicitado?
Mostra-se hostil, contrariado ou agressivo? Dificuldades de controlar os impulsos?
Demonstra o paciente explodir a qualquer momento?
Faz movimentos bizarros? Etc....
A VONTADE
A PSICOMOTRICIDADE
E SUAS 
ALTERAÇÕES
CAP. 17
A linguagem e suas alterações
Capítulo 20
 O QUE É A LINGUAGEM?
A linguagem, particularmente na sua forma verbal e uma atividade especificamente humana. E o principal instrumento de comunicação dos seres humanos é fundamental na elaboração e na expressão do pensamento. 
DIMENSÕESBÁSICAS DA LINGUAGEM:
De acordo com o trabalho de Ferdimand de Saussure a linguagem possui duas dimensões: A langue e parole.
A langue ou o mesmo que língua, inclui todas as regularidades e os padrões que subjazem aos enunciados da língua.
A parole ou seja os comportamentos linguísticos empreendidos pelos sujeitos, seus enunciados reais.(Weedwod,2002).
ELEMENTOS ESSENCIAIS DE QUALQUER LINGUAGEM OU IDIOMA:
Fonético: que se refere aos sons elementos materiais da fala.
Semântico: relacionado a significação dos vocábulos utilizados em determinada língua.
Sintático: diz respeito a relação e a articulação lógica das diversas palavras.
FUNÇÕES DA LINGUAGEM:
Função comunicativa: garante a socialização do indivíduo.
A linguagem como suporte do pensamento: se evolui, com o pensamento lógico e abstrato.
A linguagem como instrumento de expressão: dos estados emocionais, das vivências internas,subjetivas.
A linguagem como afirmação do eu: instituições das oposições eu/mundo, eu/tu, eu/outros.
A linguagem na sua dimensão artística ou lúdica: como elaboração do belo, do dramático, do sublime ou terrível, linguagem como poesia ou literatura.
NOAM CHOMSKY
Para Noam Chosky (2005), todos os seres humanos independentemente da raça, de cultura ou de época utilizam o mesmo “aparelho” fisiológico para fala. 
 Ele acredita que existe certas unidades fonológicas, sintáticas e semânticas de caráter universal. Além, disso Chomsky chama a atenção para um aspecto essencial da linguagem humana: a criatividade, qualquer concepção de linguagem, linguística se reflete a capacidade inesgotável que os sujeitos têm de produzir e compreender sentenças novas que jamais foram ouviram anteriormente.
 Esse domínio criativo da linguagem apanágio do ser humano, torna o estudo dos distúrbios da linguagem em psicopatologia um dos mais complexos, devido a grande flexibilidade da produção da linguagem.
 Alterações da linguagem
Alterações da linguagem secundárias a lesão neuronal identificável
Ocorrem devido a acidentes vasculares cerebrais, tumores cerebrais e malformações arterio-venosas.
Devido a lesões no hemisfério esquerdo.
Acompanhadas de hemiparesias do dimídio direito do corpo.
 
 AFASIA
Perda da habilidade linguística devi-
do lesão neuronal do SNC.
Distúrbio orgânico da linguagem, na
ausência de incapacidade motora para produzi-la. 
 Afasia de expressão ou de Broca
Apesar do orgão fonador preservado, não consegue falar
A compreensão da linguagem está preservada.
Ocorre por lesão dos giros frontais póstero inferiores esquerdos.
Acompanha-se geralmente de hemiparesia direita.
Nas formas mais leves, observa-se o agramatismo.
 
 Afasia de compreensão ou de Wernicke
Afasia fluente, mas é muito defeituosa.
Não consegue compreender a linguagem escrita e falada. Ocorre por lesões das áreas temporais esquerdas póstero superiores.
 Afasia global
Afasia grave.
Acompanhada por hemiparesia direita.
Deve-se a lesões amplas da região perisilviana esquerda.
 PARAFASIAS
Formas mais discretas de déficit da linguagem.
Ocorrem muitas vezes no início das síndromes demenciais.
AGRAFIA
Perda por lesão orgânica da linguagem escrita.
ALEXIA
Origem neurológica
É a perda da capacidade previamente 
adquirida para a leitura
Ocorre de forma pura ou associada as 
afasias e agrafias
Alexia: perda da capacidade adquirida
Dislexia: disfunção leve de leitura, percebida durante o aprendizado da linguagem escrita
DISARTRIA
Incapacidade de articular corretamente as palavras por alterações do aparelho fonador que produzem paralisias, paresias ou ataxia da musculatura da fonação
Características de fala pastosa, articulação das consoantes labiais e dentais defeituosas
Formas de disartria: flácida, espática, hipocinética e hipercinética
Presente na paralisia geral progressiva associada a neurossífilis
DISFONIA
Alteração da fala produzida pela mudança na sonoridade das palavras 
A afonia é uma forma acentuada, o indivíduo é incapaz de emitir qualquer palavra ou som
Essa alteração é causada por disfunção do aparelho fonador ou defeito da respiração durante a fala
Exemplo de disfonia: a rouquidão
DISFEMIA
Alteração da linguagem falada determinada por conflitos e fatores psicogênicos
Associada a estados emocionais intensos, quadros histéricos conversivos e conflitos inconscientes intensos
Exemplo de disfemia: a gagueira, dificuldade ou incapacidade de pronunciar certas silabas com repetição ou intercalação de fonemas ou trepidação na elocução 
DISLALIA
Alteração da linguagem falada resultante da deformação, omissão ou substituição dos fonemas
Resultam de defeitos nos componentes 
do aparelho fonador (língua, lábios),
ou por origem psicogênica, 
por conflitos interpessoais 
ou por imitação
Alterações da linguagem associadas a transtornos psiquiátricos primários
LOGORRÉIA: produção aumentada e acelerada (taquifasia) da linguagem verbal, um fluxo incessante de palavras e frases, frequentemente associado ao taquipsiquismo geral. 
Pode haver perda da 
lógica do discurso 
(Ex: paciente maníaco)
LOQUACIDADE: aumento da fluência verbal sem qualquer prejuízo da lógico do discurso.
BRADIFASIA: oposta à taquifasia - fala muito vagarosamente, as palavras seguem-se umas às outras de forma lenta e difícil. (Ex: quadros depressivos graves, estados demenciais e esquizofrenia crônica ou com sintomas negativos)
MUTISMO: ausência de resposta verbal oral por parte do doente. 
Causas: podendo ser de natureza neurobiológica, psicótica ou psicogênica. 
Nas síndromes psiquiátricas é, na maior parte das vezes, uma forma de negativismo verbal, de tendência automática a se opor às solicitações do ambiente no que concerne à resposta e à produção verbal. Pode ser observado nos vários tipos de estupor, em quadros esquizofrênicos, principalmente catatônicos, e 
em depressões graves. 
Mutismo eletivo ou seletivo: 
forma psicogênica de mutismo - crianças
Causas: conflitos interpessoais, dificuldades 
de relacionamento familiar, frustrações, 
medos, ansiedade social, intensa timidez
Mutismo acinético (coma vigil): são termos utilizados em neurologia para descrever a variedade de estados nos quais há completa não-responsividade do indivíduo com manutenção dos olhos abertos.
Alterações da linguagem associadas a transtornos psiquiátricos primários
PALILALIA: É a repetição automática e estereotipada pelo paciente da última ou das últimas palavras que ele próprio emitiu em seu discurso. Ela ocorre de forma involuntária, sem controle. Ex.: “Eu moro em uma casa em Jundiaí, casa em Jundiaí, Jundiaí, Jundiaí”.
LOGOCLONIA: É um fenômeno semelhante à palilalia, sendo que aqui a repetição automática e involuntária é a das últimas sílabas que o paciente pronunciou. Ex.: “Moro em Jundiaí, aí, aí, aí”.
Alterações da linguagem associadas a transtornos psiquiátricos primários
TIQUES VERBAIS OU FONÉTICOS E COPROLALIA: São produções de fonemas ou palavras de forma recorrente, imprópria e irresistível, o paciente produz geralmente sons guturais, abruptos e espasmódicos. É algo desagradável, mas impossível de ser contido pelo indivíduo.
COPROLALIA: É a emissão involuntária e repetitiva de palavras obscenas, vulgares ou relativas a excrementos.
VERBIGERAÇÃO: É a repetição, de forma monótona e sem sentido comunicativo aparente, de palavras, sílabas ou trechos de frases.
MUSSITAÇÃO: Fenômeno próximo à verbigeração, é a produção repetitiva de uma voz muito baixa, murmurada, em tom monocórdico, sem significado comunicativo. 
Tanto a verbigeração quanto a mussitação são formas de automatismo verbal.
 Glossolalia 
É a produção de uma fala gutural, pouco compreensível, um verdadeiro conglomerado ininteligível de sons (ou, no plano escrito, de letras ininteligíveis). Ex:Nos cultos pentecostais é muito comum ao falar em línguas estranhas (sem nunca ter estudado),sendo interpretada como dom celestial.
Também se observa a glossolalia em outras religiões sem ser o pentecostalismo.
Nos cultos pentecostais, não é considerada um fenômeno psicopatológico, mas expressão ritualizada de determinado grupo cultural
O fenômeno das para-respostas implica a alteração tanto do pensamento como do comportamento verbal mais amplo. Ao ser questionado sobre determinado assunto (p. ex., qual seu nome, idade, onde mora, etc.),
O paciente “responde” algo com a inflexão verbal de uma resposta, como se estivesse respondendo de fato a uma pergunta, porém o conteúdo de sua fala é completamente disparatado em relação ao conteúdo da pergunta.
Ex: Ao ser indagado sobre onde mora, o paciente responde: “O dia está muito quente”. As para-respostas ocorrem nos diversos tipos de psicoses, mas com maior frequência na esquizofrenia.
É importante diferenciar uma para-resposta verdadeira de uma atitude voluntária de birra, ironia ou escárnio que alguns pacientes hostis apresentam em relação a seus entrevistadores.
 A linguagem na esquizofrenia
A linguagem na esquizofrenia pode sofrer alterações muito peculiares
Alterações são indicativos de como o processo de pensar, a formação e a utilização de conceitos, juízos e raciocínios estão profundamente afetadas e desestruturadas.
As alterações mais notórias e radicais são vistas em pacientes em estado grave.
Os neologismos patológicos são palavras inteiramente novas criadas pelo paciente ou vocábulos já existentes que recebem acepção totalmente nova.
Estilizações, rebuscamentos e maneirismos: Indicam a transformação do pensamento e do comportamento geral do paciente no sentido de adotar 
posturas e funcionamentos rígidos e estereotipados, perdendo-se a flexibilidade do comportamento verbal em relação ao contexto sociocultural em questão.
Jargonofasia ou esquizofasia: Também denominada salada de palavras. Trata-se, então, da produção de palavras e frases sem sentido, com fluxo verbal desorganizado
Sinal extremo de desorganização do pensamento e da linguagem é o desenvolvimento de uma linguagem completamente incompreensível, uma língua privada (do doente) que ninguém entende, denominada criptolalia (no caso da linguagem falada) e criptografia (no caso da linguagem escrita).
A linguagem do paciente com demência
•No início dos quadros de demências, podem se encontrar alterações da linguagem como
A linguagem do paciente com demência
•parafasias (deformações de palavras existentes; “caneira”, em vez de “cadeira”)
•os nomes próprios. O paciente tende a usar termos vagos “o prédio” em vez de “a prefeitura” ou “o hospital”;
•“o homem”, em vez de “o pedreiro” “o médico”. Também responde às perguntas de modo inespecífico: “De onde vem
o senhor?”, “De lá detrás”; “Onde fica este ambulatório?”, “Aqui, neste lugar”.
A linguagem do paciente com demência
• afasia nominal: (déficit em nomear objetos e figuras
•de afasias mais globais, a perda completa da capacidade de produzir e utilizar qualquer linguagem verbal,
• alguns autores têm proposto a categoria demência semântica.
A linguagem do paciente com demência
A variante temporal da demência frontotemporal ou afasia primária progressiva a uma dificuldades progressivas na linguagem. A demência semântica é uma das variantes da afasia progressiva primária. A Demência Semântica (SD) é um distúrbio de linguagem no qual os pacientes têm uma deterioração progressiva na compreensão de palavras, especialmente nomes e no reconhecimento de objetos, as faculdades cognitivas permanecem e conservadas. Especificamente, os pacientes com SD mantêm a capacidade de produzir uma fala fluida, mas sem palavras-chave, e esse discurso torna-se progressivamente difícil de entender.
Alterações da linguagem em crianças
•Na criança, a aquisição da linguagem, oral ou escrita, é um processo dinâmico.
•implica aqui a compreensão, o processamento e a produção de comunicação.
Alterações da linguagem em crianças
•Os problemas podem incluir
•gagueira, falhas na fluência verbal, mutismos eletivos, dificuldades fonético-articulatórias
•ou qualidade incomum (no sentido de inadequada) da voz.
Alterações da linguagem em crianças
•no desenvolvimento adequado 
•no desenvolvimento adequado da linguagem podem incluir dificuldades gramaticais (sintáticas), com palavras e vocabulário (semânticas), com regras e sistemas.
ir dificuldades gramaticais
•(sintáticas), c•no desenvolvimento adequado da linguagem
•podem incluir dificuldades gramaticais
•(sintáticas), com palavras e vocabulário
•(semânticas), com regras e sistemas
om palavras e vocabulário
•(semânticas), com regras e sistemas
Capítulo 22 - A personalidade e suas Alterações
conjunto integrado de traços psíquicos
constitui-se no total das características individuais, em sua relação com o meio
inclui todos os fatores físicos, biológicos, psíquicos e socioculturais de sua formação
conjuga tendências inatas e experiências adquiridas
Bastos (1997)
1 - CONSTITUIÇÃO CORPORAL 
É o conjunto de propriedades morfológicas, metabólicas, bioquímicas, hormonais, etc., transmitidas ao indivíduo principalmente pelos mecanismos genéticos. 
Estabelece o aspecto do indivíduo, sua 
aparência física, sua voz, o estilo de 
seus movimentos.
Aspectos relacionados à personalidade e à sua expressão: 
constituição corporal, temperamento e caráter
Aspectos relacionados à personalidade e à sua expressão: 
constituição corporal, temperamento e caráter
2 - TEMPERAMENTO
É o conjunto de particularidades psicofisiológicas e psicológicas inatas, que diferenciam um indivíduo de outro. 
Os temperamentos são determinados por fatores genéticos ou constitucionais precoces produzidos por fatores endócrinos ou metabólicos. (Ex: astênicos x estênicos)
É algo básico e constitutivo do indivíduo.
3 - CARÁTER
Para a psicopatologia, o caráter é a soma de traços de personalidade, expressos no modo básico de o indivíduo reagir perante a vida, seu estilo pessoal, suas formas de interação social, gostos, aptidões, etc. 
Reflete o temperamento moldado, modificado e inserido no meio familiar e sociocultural.
TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE 
O transtorno da personalidade foi, ao longo dos dois últimos séculos, nomeado de diversas formas 
O psiquiatra alemão Kurt Schneider (1974) definiu os transtornos da personalidade de forma muito oportuna
No transtorno da personalidade, há uma marcante desarmonia que se reflete tanto no plano intrapsíquico como no das relações interpessoais.
Segundo a CID-10, são definidos pelas seguintes características: 
1. Geralmente surgem na infância ou adolescência
2. Manifestam um conjunto de comportamentos e reações afetivas claramente desarmônicos
3. É permanente, de longa duração e não limitado ao episódio de doença mental
4. Inclui muitos aspectos do psiquismo e da vida social
5. O padrão comportamental é mal-adaptativo
6. Não relacionados diretamente à lesão cerebral
7. Leva a algum grau de sofrimento
8. Contribui para o mau desempenho ocupacional e social
TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE 
TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE SEGUNDO AS CLASSIFICAÇÕES OFICIAIS 
Segundo a CID-10 e o DSM-IV, os transtornos da personalidade podem ser agrupados em três grandes subgrupos que são: A- esquisitos ou desconfiados; B- instáveis ou manipuladores; C- ansiosos ou controlados-controladores;
GRUPO A: ESQUISITICE OU DESCONFIANÇA 
PARANÓIDE: 
desconfiança constante; 
sensível às decepções e as críticas;
rancoroso, arrogante;
culpa os outros;
reivindicativo;
sente-se frequentemente prejudicado nas relações;
ESQUIZÓIDE 
Distanciamento afetivo
Capacidade limitada para expressar sentimentos 
Indiferença aparente a elogios ou críticas 
Poucas atividades produzem prazer 
Pouco interesse em ter experiências sexuais com terceiro 
Preferência em atividadessolidárias 
Preocupação excessiva com fantasias e introspecção 
Ausência de amigos íntimos 
Insensível perante normas e convenções sociais
ESQUIZOTÍPICA:
Ideias e crenças estranhas e de auto-referência;
Desconforto nas relações interpessoais;
Pensamento muito vago e excessivamente metafórico;
Aparência física excêntrica; 
 
Grupo B: instabilidade e/ou manipulação
TRANSTORNO DA PERSONALIDADE ANTI-SOCIAL (SOCIOPATIA)
Indivíduos incapazes de uma interação afetiva verdadeira
 e amorosa
Indiferente aos sentimentos alheios
Desrespeito por normas, regras e obrigações sociais
Incapacidade para manter relacionamentos
Baixa tolerância a frustração
Não sente culpa ou remorsos
Agressivos, sem compaixão
Crueldade e sadismo são comuns no sociopata
BORDERLINE
Intensa instabilidade emocional 
Sentimentos de vazio e aborrecimento crônico
Relacionamentos intensos que oscilam do amor ao ódio
Atos autolesivos e suicidas repetitivos
Problemas graves de identidade
Impulsivo e explosivo
TRANSTORNO DA PERSONALIDADE TIPO IMPULSIVO
Age impulsivamente sem considerar as consequências 
Tem acessos de raiva intensos 
Explosões comportamentais
Instabilidade afetiva intensa
Busca por recompensa imediata
Tendência a entrar em conflito com os outros
Restrições na vida 
Evitação de atividades sociais
TRANSTORNO DA PERSONALIDADE HISTRIÔNICA
Afeta o modo como a pessoa pensa, percebe e 
se relaciona com os outros
Comportamento dramático e manipulador
Altamente sugestionável e influenciável 
Afetividade superficial e tendência a reações infantis
Busca contínua por atenção e apreciação dos outros
Comportamento sedutor inapropriado e erotização de situações rotineiras
TRANSTORNO DE PERSONALIDADE NARCISISTA
Transtorno no qual o indivíduo tem um senso de auto importância inflado
Considera-se especial e único, e quase ninguém está a sua altura
Busca admiração excessiva e espera se reconhecido como superior
Tem fantasias de grande sucesso pessoal, poder, beleza ou de amor ideal
Busca sempre vantagem sobre os outros, em suas relações
Não tem empatia por pessoas comuns
Arrogante, invejoso e acha que os outros tem inveja de si
GRUPO C: ANSIEDADE E/OU CONTROLE
Transtorno da personalidade anancástica ou obsessiva
 
Preocupação excessiva 
Dúvidas excessivas sobre assuntos irrelevantes
Perfeccionismo 
Cautela demasiada
Rigidez e teimosia
Insistência incomum
Excesso e escrúpulos
Rigidez
Adesão excessiva as convenções 
 sociais 
TRANSTORNO DA PERSONALIDADE ANSIOSA OU DE EVITAÇÃO
 Estado constante de tensão ou apreensão 
 Crença de ser socialmente incapaz 
 Preocupação ou medo excessivo 
Medo de ser criticado ou rejeitado
 Restrições na vida diária
 Evitação de atividades sociais 
e ocupacionais 
TRANSTORNO DA PERSONALIDADE DEPENDENTE 
Subordinação das próprias necessidades e desejos
Solicitação constante de que os outros tomem as decisões
Sentimento de desamparo quando sozinho
Preocupação e/ou medo exagerado de ser abandonado
Capacidade limitada de decisões
Relutância em fazer exigências 
TRANSTORNO DA PERSONALIDADE DO TIPO EPILÉPTICO
Sabe-se atualmente que apenas alguns pacientes com epilepsia, os com crises parciais complexas, com focos epileptogênicos nos lobos temporais, apresentam alterações da personalidade.
Seis tipos são acrescentadas por Geschwind 
1- Viscosidade
2- Hipergrafia
3- Circunstancialidade 
4- Hiper-religiosidade
5-Hipossexualidade
6- Outras tendências: obsessionalidade, culpa, moralismo, dependência, passividade, senso aumentado de um “destino pessoal”, hostilidade, falta de humor. 
As alterações características da personalidade do tipo epiléptico ou síndrome de Geschwind
Irritabilidade
 Impulsividade
Desconfiança
 Prolixidade
 Fim

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