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Profa. Ms. Juliana Leonel 1 RELEMBRANDO ▪Entrevista (anamnese) → paciente + família e/ou informante; ▪Exame clínico (exame psíquico) → verificar o estado mental e suas condições orgânicas; ▪Testes e exames→ se necessário; ▪Diagnóstico → terapêutica adequada → prognóstico → qualidade de vida. 2 RELEMBRANDO ANAMNESE ▪Queixa principal; ▪Sintomas objetivos; ▪Vivência subjetiva em relação ao sintoma; ▪Cronologia dos fenômenos; ▪Reações ao fazer o relato. 3 RELEMBRANDO EXAME PSÍQUICO ▪ O exame psíquico avalia o estado do funcionamento mental do paciente no momento da consulta; ▪ Avalia: aspecto geral / apresentação; consciência; orientação auto e alo psíquica; atenção; memória; sensopercepção; pensamento; linguagem; humor; inteligência; juízo de realidade; afetividade; volição; psicomotricidade; consciência e valorização do eu; pragmatismo; sentimentos contratransferências; crítica em relação aos sintomas; desejo de ajuda. 4 5 ▪Avaliação apurada e metódica de sintomas objetivos e subjetivos dos transtornos mentais, das crises vitais (evolutivas ou acidentais) e condições similares (sem transtorno mental, mas com sintomas)e das condições clínicas de outra natureza (doenças físicas ou somáticas) 6 7 ▪ Observação cuidadosa da aparência do examinado, tais como, vestuário, adornos, tatuagens cuidados pessoais, idade real x idade aparente, atitude com o examinador; ▪ Apresentação adequada para situação, colaborativo, cuidados de higiene adequados.... ▪ Apresentação bizarra com falta de higiene, pouco colaborativo, negativista ao contato..... 8 9 CONSCIÊNCIA ▪ Neuropsicológica → Nível de consciência : estado vigil, grau de clareza do sensório, estar desperto, acordado, vigil, lúcido; ▪ Psicológica → Soma total das experiências conscientes no momento, capacidade do individuo entrar em contato com a realidade, perceber e conhecer os objetos; ▪ Filosófica → Capacidade de tomar ciência dos direitos e deveres éticos (Edmund Husserl- tabua rasa). 10 CONSCIÊNCIA ▪ Capacidade de estar desperto → atividade tronco cerebral e do diencéfalo → hemisférios cerebrais/lobo parietal /áreas pré- frontais/interações tálamo-corticais → tônus para o funcionamento; ▪ Lesões ou disfunções nestas áreas produzem as alterações nos níveis de consciência e altera as demais funções psíquicas; 11 ALTERAÇÕES NORMAIS DA CONSCIÊNCIA ▪Sono → estado especial da consciência pode ser comportamental ou fisiológico; ▪Sono Não REM → diminuição da atividade do sistema nervoso autônomo simpático e aumento relativo do tônus do parassimpático → nível mínimo de funcionamento cardíaco e respiratório; 12 ALTERAÇÕES NORMAIS DA CONSCIÊNCIA ▪Sono REM → instabilidade no sistema nervoso autônomo simpático com variações das frequências cardíaca e respiratória, pressão arterial, débito cardíaco e fluxo sanguíneo cerebral → movimento rápido dos olhos → relaxamento muscular profundo→ sonhos; ▪Fases de sono REM e Não REM; 13 SONHO ▪ Alteração normal da consciência; ▪ Curiosidades e interpretações históricas, sociais e religiosas; ▪ Já foi considerado modelo de loucura no séc. 19 “ a loucura é o sonho acordado” (Moreau de Tours); ▪ Os sonhos são vivências visuais raramente auditivas, olfativas ou táteis mas podem ocorrer sensações orgasmos; 14 SONHO ▪ Interpretação dos sonhos : diferente culturas e crenças religiosas; ▪ Freud em 1900 publicou a Interpretação dos Sonhos → fenômeno psicológico → indireto e disfarçado → conteúdo dos sonhos apresentam significados; ▪ Transformação de conteúdos latentes em manifestos → condensação, deslocamento → desejos reprimidos e “luta” entre o inconsciente e consciente/ pré- consciente. 15 ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA CONSCIÊNCIA ▪ Quadros neurológicos podem alterar o nível de consciência diminuindo progressivamente de normal, vigil, desperto até o estado de coma profundo; Graus de rebaixamento: 1- Obnubilação da consciência ou turvação da consciência – leve a moderado, ↓ grau de clareza do sensório, lentidão da compreensão e dificuldade de concentração – parece sonolência mas não é; 16 ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA CONSCIÊNCIA 2- Sopor – marcante turvação da consciência, responde ao estímulo energético com dificuldade, reage mas não age,↓ psicomotricidade; 3- Coma – grau mais profundo de rebaixamento do nível de consciência: não é possível qualquer atividade voluntária consciente; 17 ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA CONSCIÊNCIA 4- Delirium – síndrome confusionais agudas, rebaixamento leve a moderado, desorientação tempo espacial, dificuldade de se concentrar, perplexidade, ansiedade, agitação ou lentificação psicomotora, ilusões e/ou alucinações; Delirium/consciência ≠ Delírio/ pensamento; 18 ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA CONSCIÊNCIA 5- Estado onírico ou amência – “sonhar acordado”, presença de alucinação visual com carga emocional→ pode ter amnésia posterior → psicose tóxica, síndrome de abstinência a drogas (delirium tremes) e quadros febris tóxico-infeccioso; 6- Síndrome do Cativeiro – infarto ou mielinólise da porção central da base → parece não –responsivo mas apresenta movimentos oculares voluntários 19 ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA CONSCIÊNCIA ▪ Algumas alterações são de níveis psicopatológicos/psiquiátricos e podem ser parcial ou focal do campo da consciência: A- Estados Crepusculares – estreitamento transitório do campo da consciência mas com conservação da atividade psicomotora → surge e desaparece de forma abrupta → de horas a semanas → atos explosivos, descontrole emocional → histeria, epilepsia e intoxicações; 20 ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA CONSCIÊNCIA B- Dissociação da consciência – fragmentação do campo da consciência → crises dissociativas / crises histéricas → semelhante ao sonho → minutos a horas → ansiedade → desliga da realidade para não sofrer; C- Transe – dissociação semelhante ao sonho acordado mas com presença de atividade motora automática e estereotipada→ contexto religioso ; 21 ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA CONSCIÊNCIA D- Estado Hipnótico – consciência reduzida e estreitada e de atenção concentrada induzida por outra pessoa → semelhante ao transe → sugestionabilidade aumentada → técnica refinada de concentração da atenção e alteração induzida do estado da consciência. 22 23 ATENÇÃO ▪Como a direção da consciência → estado de concentração da atividade mental sobre determinado objeto; ▪Atenção interage com diversas áreas do sistema nervoso → sistema reticular ativador ascendente e áreas corticais → processos de seleção e concentração → foco da atenção; 24 ATENÇÃO ▪Estruturas límbicas também estão envolvidas com o interesse afetivo → atração, motivação e carga emocional para o objeto. ▪2 Tipos básicos de atenção: atenção voluntária – concentração, é ativa e intencional e atenção espontânea – interesse momentâneo, incidental, que desperta este ou aquele objeto; 25 ATENÇÃO ▪ Direção da atenção : atenção externa- mundo exterior ou corpo/sensorial e interna- introspectiva, meditativa; ▪ Amplitude da atenção: atenção focal - concentrada ou dispersa- não se concentra; ▪ Atenção seletiva: capacidade de seleção de estímulos e objetos específicos; ▪ Atenção sustentada: manutenção da atenção seletiva – execução de tarefas; 26 ATENÇÃO ▪ Tenacidade: capacidade de fixar sua atenção sobre determinada área ou objeto; ▪ Vigilância: qualidade da atenção que permite mudar o foco de um objeto para outro; ▪ Atenção flutuante: termo criado por Freud para definir o estado ideal do analista → atenção não deve privilegiar a priori qualquer elemento do discurso ou comportamento do paciente → atenção livre; 27 ALTERAÇÕES DA ATENÇÃO ▪ Hipoprosexia: atenção global diminuída → dificuldade de perceber o ambiente e de compreensão; ▪ Aprosexia: perda total da capacidade de atenção; ▪ Hiperprosexia: atenção exacerbada; ▪ Distração: é um sinal não um déficit → superconcentração ativa da atenção sobre umobjeto com inibição do restante; 28 ALTERAÇÕES DA ATENÇÃO ▪Distraibilidade: estado patológico da distração – instabilidade e mobilidade acentuada da atenção voluntária com dificuldade ou incapacidade para se fixar ou se manter em qualquer coisa que implique esforço produtivo – atenção facilmente desviada; 29 30 ▪Alterações de atenção são comuns em transtornos depressivos ou maníacos (humor); ▪Mania: diminuição da atenção voluntária e aumento da atenção espontânea com hipervigilância e hipotenacidade; ▪Depressão diminuição geral da atenção; ▪Esquizofrenia: distraibilidade. 31 REFERÊNCIAS Anotações pessoais e pesquisas na web A Interpretação dos Sonhos. Freud. Disponível www.freudonline.com.br 32 ▪ Capacidade de situar-se quanto a si mesmo e ao ambiente; ▪ Verificar o nível de consciência; ▪ Auto psíquica: orientação em relação a si mesmo; ▪ Alo psíquica: orientação em relação ao mundo; ▪ Temporal: orientação em relação ao tempo, ou seja, momento cronológico; ▪ Espacial: orientação em relação ao lugar onde ele se encontra. 33 ▪ Frequentes em pacientes com lesões cerebrais, delirium e demências; também pode ocorrer em casos de depressão severa; ▪ Desorientação por redução do nível de consciência/ temporosa /confusa: desorientação por rebaixamento ou turvação da consciência; afeta a atenção, a concentração e capacidade de integrar os estímulos ambientais; 34 ▪Desorientação por déficit de memória de fixação/ amnéstica: não consegue fixar na memória as informações ambientais básicas e com isso perde a noção de tempo e espaço; ▪Desorientação demencial: perda da memória de fixação, déficit do reconhecimento ambiental e desorganização geral das funções cognitivas; 35 ▪ Desorientação por apatia e/ou desinteresse profundo/ apática/ abúlica: alteração do humor e da volição; ▪ Desorientação delirante: estado delirante; ▪ Desorientação oligofrênica: graves déficits intelectuais, incapacidade ou dificuldade em compreender o ambiente e normas sociais; 36 ▪ Desorientação histérica: quadro histérico grave, acompanhado de alteração da identidade pessoal e alteração de consciência(dissociação); ▪ Desorientação por desagregação: pacientes psicóticos; desagregação do pensamento e desorganização; ▪ Desorientação quanto à própria idade: discrepância de 5 anos ou mais; esquizofrênico crônicos. 37 ▪ Temporal: que dia é hoje? Qual o dia da semana? Qual o dia do mês? Em que mês estamos? Em que ano estamos? Qual a época do ano (começo, meio ou final do ano)? Aproximadamente, que horas do dia são agora? ▪ Espacial: onde estamos? Como se chama a cidade onde estamos? E o bairro? Qual o caminho e quanto tempo leva para vir de sua casa até aqui? Que edifício é este onde estamos(hospital, ambulatório, etc.)? ▪ Auto psíquica: quem é o(a) senhor(a)? Qual o seu nome? O que faz? Qual a sua profissão? Quem são os seus pais? Qual a sua idade? 38 ▪MEEM- 39 40 ▪ Percepção é uma função cognitiva que articula esse domínio – junto com a atenção – com a área da consciência; ▪ Sensação é a área das sensações visuais, auditivas, gustativas e táteis; ▪ Quantitativo - Intensidade : aumento ou diminuição das sensações; ▪ Qualitativo : ilusões, alucinações verdadeiras e pseudoalucinações; ▪ Agnosias: incapacidade de reconhecer e interpretar o significado das impressões sensoriais 41 ▪ Na percepção é avaliada a sensopercepção do paciente, ou seja, como ele recebe (sentidos) e percebe (interpretação) o mundo. Descrevem-se aqui fenômenos como alucinação e ilusão. A natureza de cada experiência deve ser descrita em detalhes. Alucinações auditivas, por exemplo, são comuns na esquizofrenia enquanto alucinações visuais são frequentes em doenças orgânicas. Deve-se questionar sobre alterações de todos os sentidos pois as alucinações podem ser olfativas, cenestésicas, etc. 42 ▪ Alguns dos sintomas de Kurt Schneider de primeira ordem são alucinatórios, como o eco do pensamento, roubo do pensamento e inserção de pensamentos. Despersonalização (o indivíduo sente-se irreal) e desrealização (sente o mundo como irreal) também devem ser descritos aqui. 43 ▪ Também é importante verificar se as alucinações ocorrem na segunda pessoa (conversa com o paciente) ou na terceira pessoa (conversam entre si) e se comandam o doente (atos homicidas ou suicidas). Às vezes as alucinações podem ser outros sons além de vozes, como sinos, latidos, sons de motores, zumbidos, etc. Também podem ser outros fenômenos visuais como halos ou cores difíceis de descrever. Estas são chamadas alucinações elementares. ▪ Alucinações extra campinas são aquelas nas quais o paciente vê ou ouve coisas fora de seu campo sensorial (ouvir uma voz a 3 km de distância, ver através de paredes, etc). ▪ Deve-se questionar como a pessoa lida com as alucinações, se são assustadoras, angustiantes ou prazerosas. 44 45 46 ALUCINAÇÃO X DELÍRIO ▪Alucinação é uma falsa percepção; seria a percepção sem o objeto aceita como imagem normal, é viva e nítida; ▪Alucinação verdadeira, pseudo-alucinação (representação/vago), alucinação com diálogo em terceira pessoa, repetição ou eco do pensamento, ouvir vozes; ▪Podem ser auditivas, auditivo-visuais, visuais, olfativas, gustativas, cenestésicas (corporal) e cinestésicas (movimento) 47 ALUCINAÇÃO X DELÍRIO ▪ Delírio: alteração de pensamento ou alteração do juízo; ▪ “eu acho que estou sendo traído”, “tenho a sensação que estão me perseguindo” – ideia delirante; ▪ “eu vou ser o presidente do Brasil”, “eu nasci para salvar o mundo” – ideia delirante – humor/trauma e uso de drogas; ▪ Alucinação/percepção ≠ Delírio/pensamento 48 49 ▪ Capacidade de registrar, manter e evocar os fatos ocorridos; relaciona-se com o nível de consciência, atenção e interesse afetivo; ▪ Memória genética: conteúdos de informações biológicas; DNA e RNA; ▪ Memória imunológica; ▪ Memória cognitiva (psicológica): registrar, conservar e evocar dados aprendidos pelas experiência; ▪ Memória cultural: conhecimentos e práticas culturais. 50 ▪ Memória cognitiva ou psicológica: fase de percepção, registro e fixação; fase de retenção e conservação e fase de reprodução e evocação; ▪ Evocação é a capacidade de recuperar e atualizar os dados fixados; ▪ Esquecimento é a denominação que se dá à impossibilidade de evocar e recordar; ▪ Reconhecimento é a capacidade de identificar o conteúdo mnêmico como lembrança e diferenciá-la da imaginação e de representações atuais. 51 ▪ Nível de consciência e estado orgânico geral; ▪ Atenção global e da capacidade de manutenção da atenção concentrada sobre o conteúdo a ser fixado; ▪ Sensopercepção preservada; ▪ Interesse emocional relacionado ao conteúdo mnêmico a ser fixado e empenho em aprender; 52 ▪Conhecimentos anteriores; ▪Capacidade de compreensão do conteúdo a ser fixado; ▪Organização temporal das repetições; ▪Canais sensoperceptivos envolvidos na percepção (método audiovisual). 53 ▪Repetição; ▪Associação; 54 ▪ Memória imediata ou de curtíssimo prazo: capacidade de reter o material imediatamente após ser percebido; limitada; depende da concentração; ▪ Memória recente ou de curto prazo: capacidade de reter a informação por um período de curto tempo; limitada; ▪ Memória remota ou de longo prazo: capacidade de evocação da informação ocorrida no passado; capacidade ampla. 55 ▪ Esquecimento normal: desinteresse ou desuso; ▪ Esquecimento por repressão: material desagradável ou pouco importante; pode ser retomado com esforço (Freud); ▪ Esquecimento por recalque: conteúdos mnêmicos por serem emocionalmente insuportáveis são banidos da consciência, pode ser recuperado apenas em circunstancias especiais (inconsciente). 56 ▪ Indivíduo que sofre de lesão cerebral tende a perder os conteúdos da memória na ordem e no sentido inverso que os adquiriu: elementos recentes e depois os antigos, elementos mais complexos e depois os mais simplese elementos mais estranhos a menos habituais. 57 ▪ Memória explícita ou declarante: processo de registrar e evocar de forma consciente e voluntária informações referentes a pessoas e eventos autobiográficos “semana passada eu dei aula de personalidade para os alunos do Campus Santo Amaro”; regiões mesiais dos lobos frontais; se lesionadas perde-se a capacidade de fixação e de lembrança dos eventos ocorridos há poucos minutos só lembra dos eventos antigos; 58 ▪ Memória implícita, não-declarante ou de procedimento: automática ou reflexa, não depende de fatores conscientes e voluntários; ocorre de forma lenta e por repetição; ações motoras e que não podem ser expressas por palavras; andar de bicicleta, labirinto, quebra-cabeças; ▪ Memória de trabalho, operante ou executiva: capacidade de reter e manter ativa a informação durante um curto período de tempo e de poder manipular tal informação a fim de realizar uma tarefa específica; aprendizado, linguagem, raciocínio; 59 ▪ Memória episódica: é a memória para eventos específicos da experiência pessoal, geralmente autobiográficos e bem determinado em seu momento e local; ▪ Memória semântica: aprendizado de palavras e seu significado; memória cultural; registro e retenção de conteúdo em função do significado que têm; memória de longo prazo. 60 ▪Hipermnésias: o elemento mnêmico flui rapidamente, mas sem precisão; aceleração geral do ritmo psíquico; ▪Amnésias ou hipomnésias: perda de memória; perda da capacidade de fixar, manter e evocar antigos conteúdos; 61 ▪ Psicogênicas: perda do elemento focal com significado psicológico; lembra de uma festa mas não lembra quem estava lá; ▪ Orgânica: perde a capacidade de fixar conteúdos imediatos e recentes ao longo do tempo perde os conteúdos antigos; lei de Ribot; ▪ Anterógrada: não fixa conteúdo a partir do evento que ocorreu o evento que lhe causou dano cerebral; acidentes; ▪ Retrógrada: perde a memória para fatos ocorridos ; quadros dissociativos antes do início da doença; 62 ▪ Deformação do processo de evocação de conteúdos mnêmicos previamente fixados; ▪ Ilusões mnêmicas: há acréscimo de elementos falsos a um núcleo verdadeiro de memória; deformação da lembrança real; esquizofrenia, histeria grave, transtornos de personalidade; ▪ Alucinações mnêmicas: criações imaginativas com aparência de lembranças; esquizofrenia e psicoses funcionais; ▪ Delírio imaginativo ou mnêmico; 63 ▪ Fabulações: incapacidade de reconhecer como falsas as imagens produzidas pela fantasia; invenções para preencher um vazio da memória; não é para enganar; síndrome de Korsakoff (memória e desorientação), alcoolismo, déficit de tiamina (vitamina B1), TCE, encefalite herpática (herpes), intoxicação pelo monóxido de carbono; ▪ Criptomnésias: lembranças aparecem como fatos novos, não reconhece como lembrança; demência 64 ▪ Ecmnésia: é a recapitulação e revivência intensa, abreviada e panorâmica da existência, uma recordação condensada de muitos eventos passados, que ocorre num breve período de tempo; vivência de alucinação, a visão de cenas passadas; visão panorâmica da vida; pode ocorrer na eminência da morte- pessoas que dizem ter visto um túnel e uma névoa luminosa; ▪ Lembrança obsessiva: ideia fixa ou representação prevalente, surgimento espontâneo de imagens mnêmicas do passado. 65 ▪ Agnosias: déficits do reconhecimento de estímulos sensoriais, objetos e fenômenos, que não podem ser explicados por um déficit sensorial, por transtornos da linguagem ou por perdas cognitivas globais; agnosias visuais, táteis, auditivas e de percepções complexas; 66 ▪ Agnosias táteis: incapacidade de reconhecer as formas dos objetos colocados na mãos do paciente e de olhos fechados; descreve o objeto mas não sabe exatamente o qual é o objeto; ▪ Agnosias visuais: não reconhece pela via visual; enxerga, descreve mas não sabe o que realmente é; ▪ Anosias de reconhecimento de faces ou prosopagnosia: não reconhecimento de membros específicos num determinado grupo genérico; 67 ▪ Agnosia auditiva: incapacidade de reconhecer um som não-linguistico (auditiva seletiva) ou linguístico (verbal); pode ocorrer por lesão na área auditiva ou lesões subcorticais; Verbal - pode falar, ler e escrever porém não entende qualquer palavra falada que ouve; Cegueira verbal - fala, escreve e entende mas não lê; 68 ▪ Anosognosia: incapacidade do doente reconhecer um déficit ou doença que o acomete; reconhecer uma hemiplegia; ▪ Grafestesia: reconhecimento da escrita pelo tato; escreve na mão do paciente letras com objeto e pede- se ao paciente que os reconheça de olhos fechados; perturbação do reconhecimento por déficit da integração sensoriomotora em nível cortical; 69 ▪ Falso reconhecimentos e falsos desconhecimentos: identifica a equipe com família ou amigo; ou não- reconhecimento; associados a esquizofrenia, depressão grave e psicorganicidade; ▪ Síndrome de Capgras; Síndrome de Frégoli; Síndrome de inermetamorfose; Síndrome do duplo subjetivo. 70 71 REFERÊNCIAS Anotações pessoais e pesquisas na web A Interpretação dos Sonhos. Freud. Disponível www.freudonline.com.br AULA 9 72 ▪ Elementos constitutivos do pensamento: conceitos, juízos e raciocínio; ▪ Conceitos: elemento estrutural básico de pensamento; representações, cognitivo, intelectivo; ▪ Juízos: é o processo que conduz ao estabelecimento de relações significativas entre os conceitos básicos; formular relações; ▪ Raciocínio: função que relaciona os juízos; ligação entre os conceitos de encadeamento de conhecimentos, derivando sempre uns dos outros; 73 74 ▪ Por meio do pensamento ou do raciocínio, o ser humano é capaz de manifestar suas possibilidades de adaptar- se ao meio. É por ele que se elaboram conceitos, articulam-se juízos, constrói-se, compara-se, solucionam-se problemas, elaboram-se conhecimentos adquiridos, ideias, transforma-se e cria-se; ▪ Investiga-se o seu curso, forma e conteúdo; análise do discurso do paciente; 75 ▪ Trata-se da velocidade com que o pensamento é expresso; ▪ Aceleração: flui de forma acelerada; ▪ Lentificação: lento, arrastado, latência entre as frases; ▪ Bloqueio: interrupção brusca do que vinha falando e o paciente pode retomar o assunto como se não o tivesse interrompido (esquizofrenia); ▪ Roubo: sensação de que roubaram o seu pensamento (esquizofrenia); ▪ Prolixidade: discurso detalhista, cheio de rodeios e repetições com introdução de temas e comentários não-pertinentes ao que está falando; Taquipsiquismo: aceleração do pensamento, frequentemente associado a uma aceleração da fala conjugada. Ex.: uso de anfetaminas/cocaína, síndrome maniforme Bradipsiquismo: lentificação do pensamento. ex.: depressão, demência, rebaixamento dos níveis de consciência ou torpor. Bloqueio ou interrupção do pensamento: Interrupção total do fluxo de pensamento havendo roubo ou interceptação do mesmo. Ex.: Típico da esquizofrenia. 76 77 ▪ Forma é a maneira como o conteúdo do pensamento é expresso; o pensamento abriga um encadeamento coerente de ideias ligadas a uma carga afetiva, que é transmitida pela comunicação; ▪ As desordens podem ocorre por perdas (orgânicas) ou deficiência (oligofrenia) qualitativas ou quantitativas; 78 ▪ Fuga de ideias: o paciente muda de assunto a todo instante, sem concluí-los ou dar continuidade, numa aceleração patológica do fluxo do pensamento; ▪ Dissociação: desorganização, sem lógica, incoerente e incompreensível; ▪ Afrouxamento: falta de articulação entre as frases; ▪ Descarrilamento: extravio do curso normal; desvios; mudança súbita do que se está falando; ▪ Desagregação: profunda e radical perda dos enlaces associativos, total perda da coerência do pensamento; ideias fragmentadas; (esquizofrenia). Idéias obsessivas- compulsivas Ruminação do pensamento Idéias de evitação fóbica Auto- depreciação Ideação suicida Mitomaniaou pensamento mágico Queixas somáticas Pessimismo Delírio 79 80 ▪ O assunto em si; ▪ As perturbações no conteúdo do pensamento estão associadas a determinadas alterações, como as obsessões, hipocondrias, fobias e delírios; ▪ Principais conteúdos patológicos: de perseguição, depreciativos, religiosos, sexuais, de poder, riqueza ou grandeza, de ruína ou culpa e conteúdos hipocondríacos; 81 ▪Delirium: rebaixamento de consciência (delirium tremes,delirium febril); ▪Delírio: alteração do pensamento (alteração do juízo); pode ser dividido em ideia delirante e ideia deliróide; 82 ▪ Ideia delirante/delírio: delírio verdadeiro; é primário; é um conjunto de juízos falsos, que não se sabe como eclodiu; psicologicamente incompreensível; impenetrável; ▪ Ideia deliróide: é secundária a uma perturbação do humor ou a uma situação afetiva traumática, existencial grave ou uso de drogas; há uma compreensão dos mecanismos que a originaram; 83 ▪ Para se classificar uma ideia de delirante ou delírio tem-se que levar em conta alguns aspectos, segundo Jaspers: - Convicção extraordinária: certeza subjetiva, crença total, não se pode colocar em dúvida a veracidade do delírio; - Impossível a modificação do delírio pela experiência objetiva; delírio é irremovível; - O delírio é um juízo falso, o seu conteúdo é impossível; - Delírio é uma produção associal, idiossincrática em relação ao grupo cultural: não é compartilhado. ▪ Para se classificar uma ideia de delirante ou delírio segundo Kendler: - Convicção: até que ponto o paciente está convencido da realidade de suas ideias delirantes; - Extensão: em que extensão as ideias delirantes envolvem diferentes áreas da vida do paciente; - Bizarrice: até que grau as crenças delirantes se distanciam das convicções culturalmente compartilhadas por seu grupo social de origem, o quanto o seu delírio se distancia da “realidade consensual”; 84 - Desorganização: até que ponto as ideias delirantes são consistentes internamente, tem lógica própria e em que grau são sistematizadas; - Pressão: o quanto o paciente está preocupado e envolvido com suas crenças delirantes; - Resposta afetiva: o quanto as suas crenças delirantes abalam ou tocam afetivamente o paciente; - Comportamento desviante: o quanto o paciente age em função de seu delírio. 85 86 ▪Os delírios podem ser simples (um só conteúdo, único tema), complexos (vários temas ao mesmo tempo), não-sistematizados (sem concatenação consistente) e sistematizados (bem organizados, com histórias ricas e consistentes); 87 ▪ Expansão do eu: grandeza, ciúme, reivindicação, genealógico, místico, de missão salvadora, deificação, erótico, de invenção ou reforma, ideias fantásticas, capacidade física, beleza, etc.; ▪ Retração do eu: prejuízo, auto referência, perseguição ou persecutório, influência, possessão, humildades, experiências apocalípticas; ▪ Negação do eu: hipocondríaco, negação e transformação corporal, auto acusação, culpa, ruína, niilismo, tendência ao suicídio). 88 ▪ O exame do conteúdo do pensamento poderá ser realizado por meio da conversa, com a inclusão hábil por parte do entrevistador de algumas questões que conduzam à avaliação; ▪ Pode-se perguntar se o paciente tem pensamentos dos quais não consegue se livrar, se acha que quando está andando na rua pessoas o observam ou fazem comentário a seu respeito, se os vizinhos implicam, se existe alguém que lhe queira fazer mal, alguma organização secreta, ... 89 ▪ ... Se acha que envenenam sua comida, se possui alguma missão na especial na Terra, se é forte e poderoso, se frequenta macumba, se sofre de ”encosto”, se espíritos lhe falam, se há alguma comunicação com Deus e como isso se processa; aqui vale apontar para o fato cultural-religioso; dependendo da religião que professa, algumas dessas situações podem ser observadas sem a priori fazer parte de patologias. 90 REFERÊNCIAS 91 ▪ Compreensão que o sujeito tem ou não e suas expectativas em relação ao processo de avaliação e/ou doença/tratamento; ▪ Avaliar se preservado ou não; ▪ Diminuição, Perda parcial ou completa e Ausência; ▪ Comum nas psicoses, demências, deficiências intelectuais e fase maníaca. 92 93 ▪ A inteligência pode ser definida como a totalidade das habilidades cognitivas do individuo; processos intelectivos; ▪ Capacidade de identificar e resolver problemas novos, de reconhecer adequadamente as situações vivenciais e encontrar soluções; ▪ Habilidades intelectivas; 94 ▪ Tipos de inteligência = áreas da cognição: inteligência verbal, visuoespacial, visuoconstrutiva, inteligência, aritmética, capacidade lógica, capacidade de planejamento e execução, de resolução de problemas novos, inteligência para abstração, para compreensão, inteligência criativa, etc. 95 ▪ O que se faz nessa avaliação da inteligência não é o que chamamos “uma avaliação fina”, realizada por meio de testes; é mais para se constatar se o paciente está dentro do chamado padrão de normalidade; interessa a autonomia que o paciente tenha, a sua capacidade laborativa; 96 ▪ Retardo mental: condição de desenvolvimento interrompido ou incompleto das capacidades mentais, manifestando-se pelo comprometimento das habilidades cognitivas que são adquiridas ao longo do desenvolvimento na infância e adolescência; 97 ▪Inteligência limítrofe ▪Inteligência não desenvolvida ▪Deficiência intelectual limítrofe, leve, moderada, grave e profunda ▪Inteligência perdida: demência, pseudodemencia 98 99 ▪ A linguagem é uma atividade especificamente humana; é o principal instrumento de comunicação do seres humanos; fundamental na elaboração e na expressão do pensamento; ▪ Funções da linguagem: comunicativa (socialização), suporte do pensamento (pensamento lógico e abstrato), instrumento de expressão dos estado emocionais, afirmação do eu e de instituição das oposições eu/mundo e dimensão artística e/ou lúdica (poesia, literatura); 100 ▪ Ocorrem geralmente associadas a acidentes vasculares cerebrais, tumores cerebrais, malformações arteriovenosas, etc; há alterações neuronais evidentes; ▪ Afasia: perda da linguagem falada e escrita por incapacidade de compreender e utilizar os símbolos verbais; transtorno orgânico da linguagem; ▪ Parafasia: forma mais discreta de déficit de linguagem; 101 ▪ Agrafia: perda por lesão orgânica da linguagem escrita sem que haja déficit motor; ▪ Alexia: perda de origem neurológica da capacidade previamente adquirida para a leitura; em crianças é chamada de dislexia, é uma disfunção leve de leitura; ▪ Disartria: incapacidade de articular corretamente as palavras devido a alterações neuronais referentes ao aparelho fonador; fala pastosa, de bêbado; 102 ▪ Disfonia : alteração da fala produzida pela alteração da sonoridade das palavras; não consegue emitir som ou palavra; ▪ Disfemia: alteração da linguagem falada sem qualquer lesão ou disfunção orgânica; ▪ Gagueira: dificuldade ou impossibilidade de pronunciar ceras sílabas, no começo ou ao longo de uma frase, com repetição ou intercalação de fonemas ou trepidação na elocução; ▪ Dislalia: alteração da linguagem falada que resulta na deformação, omissão ou substituição dos fonemas. 103 ▪ Logorréia e taquifasia: produção aumentada e acelerada da linguagem verbal; ▪ Bradifasia: fala muito vagarosa, lenta e difícil; ▪ Mutismo: ausência de resposta verbal; negativismo verbal; ▪ Perseveração e estereotipia verbal: repetição automática de palavras ou trechos de frases de modo estereotipado, mecânico, sem sentido; 104 ▪ Ecolalia: repetição da última ou últimas palavras que o entrevistador falou; automático, involuntário; ▪ Palilalia e logoclonia: repetição da última ou últimas palavras que o próprio paciente falou; ▪ Tiques verbais ou fonéticos : produções de fonemas ou palavras de forma recorrente, imprópria e irresistível; sons grutais; desagradável; ▪ Coprolalia: emissãoinvoluntária e repetitiva de palavras obscenas, vulgares ou relativas a excrementos; 105 ▪ Verbigeração: repetição de forma monótona e sem sentido comunicativo aparente de palavras, sílabas ou trechos de frases; ▪ Glossolalia: produção de fala gutural, pouco compreensível, conglomerado ininteligível de sons; ▪ Para-respostas: alteração do pensamento e da linguagem “onde o sr. mora?” “o dia está muito quente”. 106 107 ▪ A vida afetiva é a dimensão que dá cor, brilho, calor a todas as vivências humanas; o termo afetividade compreende várias modalidades de vivências afetivas como o humor, as emoções e os sentimentos; ▪ 5 tipos básicos: humor e estado de ânimo, emoções, sentimentos, afetos e paixões; 108 ▪ Humor ou estado de ânimo: definido como o tônus afetivo, o estado emocional basal no qual se encontra a pessoa no momento; o humor é um dos transtornos essenciais da vida psíquica; ▪ Emoções: reações afetivas agudas, momentâneas, desencadeadas por estímulos significativos; estado afetivo intenso, de curta duração, originado como uma reação da pessoa a certas excitações internas ou externas, conscientes ou inconscientes; acompanha reações somáticas; 109 ▪ Sentimentos: estados e configurações afetivas estáveis; são mais atenuados do que as emoções e menos reativos a estímulos passageiros; associados a conteúdos intelectuais, valores, representações e não somáticos; varia de cultura para cultura; ▪ Afetos: qualidade e tônus emocional que acompanha uma ideia ou representação mental; pode-se usar a palavra afeto para designar qualquer estado de humor, sentimento ou emoção; ▪ Paixão: estado afetivo intenso, domina a atividade psíquica como um todo, alterando a atenção e o interesse; 110 ▪ A vida afetiva ocorre nas relações do eu com o mundo e com o outro; ▪ Reativa; ▪ Sintonização afetiva: capacidade do individuo ser influenciado afetivamente por estímulos externos; ▪ Irradiação afetiva: capacidade do individuo transmitir, irradiar ou contaminar os outros com seu estado afetivo momentâneo; ▪ Rigidez afetiva: dificuldade de sintonizar ou irradiar afetividade; 111 ▪ James-Lange: a base das emoções deveria ser encontrada na periferia do corpo, nas reações do sistemas nervosos autônomo periférico; a emoção é concebida como a tomada de consciência das modificações fisiológicas que são provocadas por determinados eventos; ▪ Papez-Maclean: propõe uma base cerebral para emoções; as estruturas e o circuito cerebral das emoções incluiriam estruturas mesiais dos lobos temporais e frontais; propôs o sistema límbico das emoções; 112 ▪ Sistema límbico das emoções = sistema central na integração das emoções: o hipocampo é visto como um elemento fundamental na expressão psicofisiológica das emoções, e a córtex cerebral a instância que codifica, descodifica e recodifica constantemente as experiências afetivas, atribuindo-lhes significados; ▪ Amígdala - senso percepção das emoções; porção medial do lobo frontal; lobo pariental direito – alteração do humor. 113 ▪ Concepção Freudiana: - Conceito de angústia: afeto básico emergindo do eterno conflito entre o individuo, seus impulsos instintivos e seus desejos e necessidades x comportamento, moral; libido não descarregada; - Depressão ou melancolia: elaboração inconsciente de perdas reais ou simbólicas; 114 ▪Concepção Kleiniana: - Afetos: afetos primários como ódio, inveja, medo, retaliação e os demais que seriam mais evoluídos tais como gratidão, reparação e amor; 115 ▪ Distimia: alteração básica do humor; inibição ou exaltação; inibição pode aparecer como hipotímica ou depressão e a exaltação como hipertímica ou eufórica; ▪ Humor triste e ideação suicida: humor depressivo com ideias de morte; ideias suicidas, planos suicidas, atos e tentativas de suicídio; deve sempre ser valorizado em pacientes com humor triste; 116 ▪ Disforia: distimia com tonalidade afetiva desagradável, mal-humorada; forte componente de irritação, amargura, desgosto e agressividade; ▪ Euforia ou alegria patológica: humor exagerado, alegria intensa desproporcional à circunstâncias; ▪ Puerilidade: aspecto infantil; vida afetiva superficial; 117 ▪ Estado de êxtase: experiência de beatitude, dissolução do eu no todo, compartilhamento íntimo do estado afetivo interior com o mundo exterior; contexto religioso ou místico; ▪ Irritabilidade patológica: hiperatividade desagradável, hostil, agressiva; 118 ▪ Ansiedade: estado de humor desconfortável, inquietação interna desagradável; pode ser somática, fisiológica e psíquica; ▪ Angústia: conotação mais corporal “aperto no peito”; ▪ Medo: objeto preciso; 119 ▪ Angústia de castração: medo de perder ou ferir os genitais – Complexo de Édipo; ▪ Angústia de morte: sensação intensa de angústia perante um perigo ou situação que indique ao sujeito a proximidade ou a possibilidade iminente da morte ou aniquilamento; ▪ Ansiedade depressiva: ansiedade de quem vive o temor de perder seus “objetos bons”; 120 ▪ Ansiedade persecutória ou paranóide: ansiedade de quem vive o temor de retaliação ao ataques imaginários; ▪ Angústia de separação: reações emocionais vividas pela criança quando separada da mãe; choro, desespero e aflição. 121 ▪Angústia existencial: estado anímico básico; angustias perante as situações da vida cotidiana; estar-no-mundo, estar-com-o-outro, ser-para-a-morte e condenado a ser livre. 122 ▪ Ansiedade de desempenho: ansiedade associada à execução de tarefas; reação à situação de ser avaliado ou criticado; ▪ Ansiedade antecipatória: ansiedade vivida antes da ocorrência da situação estressante; 123 ▪ Apatia: diminuição da emoção e do afeto; ”tanto faz quanto tanto fez”; ▪ Hipomodulação do afeto: incapacidade de modular a resposta afetiva de acordo com a situação existencial; ▪ Inadequação do afeto ou paratimia: reação incongruente das situações; desarmonia da vida psíquica; 124 ▪ Pobreza de sentimentos e distanciamento afetivo: perda progressiva e patológica da vivência afetiva; empobrecimento; ▪ Embotamento afetivo: perda profunda de todo tipo de vivência afetiva; atitude; ▪ Sentimento de falta de sentimento: incapacidade para sentir; vazio afetivo; 125 ▪ Anedonia: incapacidade total ou parcial de obter e sentir prazer com determinadas atividades e experiências da vida; ▪ Labilidade afetiva: mudanças súbitas e imotivadas do humor, sentimentos e emoção; oscila de forma abrupta, rápida e inesperada; ▪ Ambivalência afetiva: sentimentos opostos em relação a um mesmo estímulo ou objeto, sentimentos que ocorrem de modo simultâneo; 126 ▪ Neotimia: sentimentos e experiências afetivas inteiramente novas vivenciadas por pacientes em estado psicótico; estranheza, bizarrice; ▪ Medo: estado progressivo de insegurança , angústia, impotência e invalidez ante a impressão que algo vai acontecer; prudência, cautela,alarme,ansiedade, pânico, terror; ▪ Fobias: medo patológico; desproporcional e incompatível com a real possibilidade de perigo real; 127 ▪ Pânico: reação intensa de medo relacionada ao perigo imaginário de morte iminente, descontrole ou desintegração; crises de pânico – crises agudas e intensas de ansiedade acompanhada de medo intenso de morrer ou de perder o controle; início abrupto, sensação de grande perigo e desejo de fugir acompanhadas de sintomas somáticos tais como taquicardia, sudorese fria, tremores, formigamentos, falta de ar, dor ou desconforto no peito, náusea; duram alguns minutos e tendem a se repetir com periodicidade variável; podem ou não ocorrer após a exposição desencadeante. 128 ▪ Ciúmes: fenômeno emocional que gera a sensação ou certeza de que a pessoa amada gosta mais de outra pessoa e poderá abandoná-la; depende da intensidade para ser considerado patológico; ▪ Inveja: sensação de desconforto, raiva e angústia perante a constatação que oura pessoa possui algo que o individuo gostaria de ter mas não tem; fonte desofrimento; intensidade. 129 130 131 ▪ Vontade: desejo inconsciente ou consciente; relacionada à afetividade, ao intelecto e a valores morais e culturais; ▪ Filósofos usam como tema central; “vontade de viver”, a vontade, considerada puramente em si mesma, não conhece e é apenas um impulso cego e irresistível, “luta pela existência”, “vontade de poder”. 132 ▪ Instinto: modo organizado , fixo e complexo de resposta comportamental de uma dada espécie, que por intermédio dela, pode melhor sobreviver em seu ambiente natural; conjunto de respostas e comportamentos herdados que serve para a adaptação; ▪ Desejo: é um querer, anseio, apetite de consciente ou inconsciente, que visa algo, que busca satisfação; desejos são móveis, moldados e transformados de maneira sócio histórica; é diferente da necessidade (fixa e inata). 133 ▪ Eu quero x eu não quero; ▪ Processo volitivo: intenção ou propósito, deliberação, decisão e execução; ▪ Intenção: tendências básicas do indivíduo, inclinações e interesses; os impulsos e desejos inconscientes exercem influência sobre o ato volitivo; ▪ Deliberação: ponderação consciente antes da decisão; ▪ Decisão: começo da ação; ▪ Execução: atos psicomotores decorrentes da decisão, realizar e consumar a decisão. 134 ▪ Hipobulia, atos impulsivos, atos compulsivos, negativismo, obediência automática, fenômenos do eco e automatismo; ▪ Hipobulia: diminuição da atividade volitiva; não tem vontade para nada; desanimado; ▪ Ataraxia: indiferença volitiva buscada ativamente pelo indivíduo. 135 ▪ Negativismo: é a oposição do individuo às solicitações do meio; resistência; negação na colaboração das condutas diagnósticas e terapêuticas; ativo ou passivo; ▪ Obediência automática: oposto do negativismo; obedece automaticamente como um robô; ▪ Fenômenos do eco: repetição de forma automática de palavras, gestos ou escrita; perda do controle da atividade voluntária; ▪ Automatismo: pensamentos, representações, lembranças e comportamentos pouco controlados pela atenção voluntária e pelos desejos conscientes. 136 ▪ Atos impulsivos: são atos que abolem abruptamente as fases de intenção, deliberação e decisão em função tanto da intensidade dos desejos como da fragilidade psíquica que não reflete ou analisa, parte direto para execução; ▪ Impulsos patológicos: atos impulsivos nos quais predominam as ações psicomotoras automáticas, sem reflexão, ponderação ou decisão prévia; incontroláveis. 137 ▪ ATO IMPULSIVO caracteriza-se por : ser realizado sem uma fase prévia de intenção, deliberação e decisão; ser realizado, de modo geral, de forma egossintônica (não percebe a inadequação); ser geralmente associado a impulsos patológicos ou a baixa tolerância à frustração; ▪ O indivíduo dominado pelo ato impulsivo desconsidera os desejos e necessidades dos outros. 138 ▪ ATO COMPULSIVO OU COMPULSÃO difere do ato impulsivo por ser reconhecido pelo indivíduo como indesejável e inadequado; ▪ Compulsão é geralmente uma ação motora complexa; ▪ Se caracterizam por: vivência frequente de desconforto subjetivo; ser egodistônico (indesejável); haver tentativa de “resistir” à realização do ato compulsivo; haver sensação de alívio ao realizar o ato compulsivo; estar associados a ideias obsessivas desagradáveis, tentativa de neutralizar o pensamento. 139 ▪ HETERODESTRUTIAS: automutilação, frangofilia (destruição de objetos), piromania, impulso ou ato suicida (desejo de se matar); ▪ INGESTÃO DE DROGAS OU ALIMENTOS: dipsomania( ingestão de grandes quantidade de álcool), bulimia, potomania (beber água não relacionada a patologias orgânicas); 140 ▪ DESEJO E COMPORTAMENTO SEXUAL antiga perversão sexual: fetichismo (concentração em partes ou vestimenta), exibicionismo, voyeurismo, pedofilia, pederastia, gerontofilia, zoofilia, necrofilia, coprofilia, ninfomania, satiríase, compulsão à masturbação, compulsão utilizar roupas íntimas do sexo oposto; ▪ OUTROS: poriomania (ganhar o mundo),cleptomania, compulsar a comprar. 141 ▪Analisa-se se o paciente exerce atividades práticas como comer, cuidar de sua aparência, dormir, ter autopreservação, trabalhar, conseguir realizar o que se propõe e adequar- se à vida. 142 143 ▪ Todo movimento humano objetiva satisfação de uma necessidade consciente ou inconsciente; ▪ A psicomotricidade é observada no decorrer da entrevista e se evidencia geralmente de forma espontânea; ▪ Averígua-se se está normal, diminuída, inibida, agitada, exaltada, se o paciente apresenta maneirismos, estereotipais posturais, automatismos , flexibilidade cérea ou qualquer outra alteração. 144 ▪ Agitação psicomotora: aceleração e exaltação de toda atividade motora; ▪ Lentificação psicomotora: lentificação de toda atividade psíquica; lenta, difícil,“pesada”; ▪ Estorpor: perda de toda atividade espontânea na vigência de um nível de consciência aparentemente preservado e da capacidade sensitivo-motora para reagir ao ambiente; inclui comunicação verbal e não- verbal, mímica, olhar, gesticulação e marcha; 145 ▪ Catalepsia: acentuado exagero do tônus muscular, com grande redução da mobilidade; ▪ Flexibilidade cérea: o individuo ou parte de seu corpo é colocado pelo examinador em determinada posição e o paciente mantem essa posição, como se fosse um homem de cera; ▪ Cataplexia: perda abrupta do tônus muscular, geralmente acompanhada de queda ao chão; 146 ▪ Esteriotipias motoras: repetições automáticas e uniformes de determinado ato motor complexo; repete mecanicamente o mesmo gesto diversas vezes; ▪ Maneirismos: estereotipia de movimentos bizarros e repetitivos; ▪ Tiques: atos coordenados, repetitivos, resultantes de contrações súbitas, breves e intermitentes; acentuam-se com ansiedade; frequência maior em crianças; síndrome de Giles de la Tourette; 147 ▪Conversão: surgimento abrupto de sintomas físicos de origem psicogênica ( paralisias, anestesias, parestesias, cegueira,etc); após uma situação estressante. De ameaça ou conflito intrapsíquico ou interpessoal.