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Medicina - 6º Semestre - Ana Paula Cuchera e Eduarda Costa Profº Miguel Teixeira 30 de ago. de 2023 O que é espiritualidade - Religioso → é uma prática. Quando o paciente vai a um local de “culto”. Ex: Igreja, umbanda, celta,etc ● Ou seja, está mais ligada às práticas e rituais ● Chamadas de religiões porque seguem um rito. Algumas famílias tem ritos de serem passados na hora da morte ● Catolicismo → extrema unção como rito de passagem na morte ● Protestante → fazem funeral, templos, coro cantando, há uma grande preparação para enterrar - não pode cremar ● Ser religiosa também não quer dizer que a pessoa é espiritualizada - Espiritualidade → está relacionado com as questões mais subjetivas dos ser humano. ● Busca experiências humanas que compreendem sentido da vida ● Espiritualidade não tem nada a ver com Deus ● Pode se ser uma pessoa espiritualizada sem práticas religiosas Tópicos para discussão - Abordar espiritualidade/religiosidade (E/R) faz parte do MCCP (método clínico centrado na pessoa) e do cuidado integral à pessoa - Coping positivo ou negativo ● Necessidade de processos adaptativos pessoais às diversas mudanças trazidas pela doença, processo conhecido como coping, no qual é possível compreender quais estratégias o indivíduo usa no enfrentamento da doença - Instrumentos: anamneses espiritual, questionário FICA, questionário HOPE - Pacientes, em geral, querem que o assunto seja abordado - Dificuldades do profissional: ● Falta de tempo ● Falta de conhecimento/treinamento ● Medo de ofender o paciente ● Desconforto com tema ● Influências da própria forma de lidar com a E/R OBS! Delirium → estado alterado de consciência, que pode ter uma causa (ex: sepse), essa pode verbalizar que está vendo coisas, ouvindo vozes → sente coisas extrafísicas ● Geralmente esse cenário ocorre quando a pessoa está morrendo → antes de morrer sente algo ● Esse está no campo das ideias - Delírio → Quando a pessoa acredita em algo que não é verdade → acredita com toda a certeza ● Diferente da psicose, é uma ideia fixa - Deliróide → se origina em fenômenos afetivos ou de outras experiências pessoais, não apresenta convicção absoluta e nem certeza subjetiva, pode ser permeável à refutação e à experiência Espiritualidade - Espiritualidade é um elemento complexo e multidimensional, intrínseco da experiência humana, que compreende a busca de cada um por sentido na vida e de transcendência (EVANGELISTA et al., 2016; PUCHALSKI et al., 2020) 1 Religiosidade x Espiritualidade - Coping:medidas de enfrentamento - Enfrentamento ou coping refere-se à união de estratégias cognitivas e comportamentais, utilizadas pelas pessoas como forma de enfrentar as situações de estresse. - Embora o conceito de coping religioso tenha uma conotação positiva, ele pode ser também negativo: ● O coping religioso-espiritual positivo (CREP) congrega medidas que proporcionam efeito benéfico ao indivíduo. Ex: Procurar amor ou proteção em “Deus”, maior conexão com forças transcendentais, conforto na literatura religiosa, abertura para perdoar e ser perdoado, entre outros ● Já o coping religioso-espiritual negativo (CREN), está relacionado a medidas que geram consequências prejudiciais ao indivíduo. Ex: Pensar que ir para o inferno, questionar existência de Deus, delegar a existência de problemas como existência ou punição - Puchalski et al. (2009) → sugerem que a espiritualidade no contexto dos cuidados paliativos deve ser considerada como um sinal vital, ou seja, integrada na rotina de cuidados, abordada como qualquer outra questão médica e inserida no plano de cuidados do paciente - Apesar de poder incluir a busca por uma entidade divina, a espiritualidade diferencia-se da religiosidade na medida em que esta envolve, dentro de uma coletividade, a expressão da espiritualidade através de uma organização, com tradições, rituais, crenças, práticas, normas e celebrações em comum (EVANGELISTA et al., 2016; STEINHAUSER et al., 2017; PUCHALSKI et al., 2020) 2 Anamnese ou História Espiritual - Perguntas para convidar os pacientes a compartilhar suas crenças e práticas religiosas ou espirituais, especialmente em sua relação com a saúde. - conversar com os pacientes sobre as crenças, práticas religiosas, espirituais. - A prática religiosa pode estar relacionada com a saúde do paciente como um todo (palavra de conforto ou até mesmomedidas de saúde. Ex: caminhar) - Quando o paciente fala que faz bem omédico tem função de fazer o coping positivo (reforçar que o paciente deve continuar) Escalas de Avaliação OBS! Avalia através de uma escala o nível de religiosidade e espiritualidade 3 OBS!Mais direcionado Angústia Espiritual - Angústia espiritual → falta de fé, crença que atrapalha, etc. ● Ex: Quando a pessoa vai morrer e fica se questionando: “ e se tudo que eu acredito não for verdade?” e fica angustiado - O médico tenta conversar ou acessar o líder espiritual dele que terá mais experiência para confortar 4 Qualidade de vida e de morte OBS! O Brasil ocupa um dos piores rankings de qualidade de morte - Não tem acesso a analgésicos (morre com dor), morrer no corredor por lotação, etc. → isso corrobora para esses índices horríveis do Brasil ● O Reino Unido apresenta a melhor qualidade de morte de todo o ranking. ● Países ricos tendem a ocupar melhores posições no ranking - em segundo lugar está a Austrália, seguida por Nova Zelândia. ● Nos últimos dois lugares estavam Bangladesh e Iraque; ● Países commelhor qualidade de morte compartilham características, como uma política nacional de cuidados paliativos, altos gastos públicos em serviços de saúde, treinamento extensivo para os profissionais envolvidos, grande oferta de opioides e forte consciência pública sobre cuidados paliativos; ● Políticas nacionais são vitais para o aumento de acesso a cuidados paliativos ● O treinamento de médicos e enfermeiros é essencial para acompanhar a crescente demanda ● Subsídios são necessários para que o tratamento seja acessível ● A qualidade do tratamento depende do acesso a opióides, analgésicos e suporte psicológico. ● Esforços da comunidade são importantes para aumentar a conscientização e estimular conversas sobre a morte e final de vida. ● A área de cuidados paliativos precisa de investimento mas oferece uma otimização de custos 5 - Como as causas de morte variam entre as cidades brasileiras: OBS!Mortes por doenças infecciosa mostra que o local ainda não passou por um transição epidemiológica efetiva Qualidade de morte como estratégia de valorização da vida - “Qualidade de morte é um conceito já em vigor, que está relacionado à melhor forma que o paciente morre: bem assistido e com um bom controle dos sintomas” - O 3º Eixo de Congresso Nacional de Saúde discute valorização da vida através da atenção ao paciente em cuidado paliativo 6 - Cuidado paliativo: vida com qualidade ● Fabiano afirma que o cuidado paliativo é um exercício da profissão médica e, por isso, não reúne práticas e protocolos dissociados dos já pré-estabelecidos pela profissão. ● Para ele, a proposta do cuidado paliativo é a promoção da qualidade de vida ao paciente em estado terminal. ● “Nós queremos garantir uma boa assistência ao paciente, para que ele viva o maior tempo possível, com a melhor qualidade de vida possível. A boa qualidade de vida proporcionada por uma assistência adequada mostra aumento de sobrevida nos em pacientes com doenças como câncer e insuficiência cardíaca” - Por outro lado, o conceito de "qualidade de vida" inclui, em seus parâmetros, a "qualidade de morte". Nem todos morrem subitamente e a vida persiste até que se estabeleça a morte cerebral. Consequentemente, tudo o que acontece à pessoa agonizante (qualidade de morte), é contabilizado para definir a totalidade de sua "qualidade de vida". 7