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Documento Orientador Municipal Referencial Curricular da Rede Municipal de Ensino de Pelotas Pelotas/2020 Prefeitura de Pelotas Prefeita Paula Schild Mascarenhas Vice-prefeito Idemar Barz Secretário Municipal de Educação e Desporto Artur Fernando da Rocha Corrêa Diretoria de Administração Geral e Apoio Jairo Borges Diretoria de Gestão Escolar Adolfina Mauch Diretoria de Desporto Sérgio Pereira Diretoria de Administração Escolar Glaci Maria Moreira Rodrigues Roger Lemões Jorge Diretora de Ensino Loreni Peverada de Freitas Silva Gerente de Ensino Rejane Corrêa Santos Gerente de Projetos Maria Fernanda Zanotta Carneiro Supervisores de Ensino Educação Infantil Alicéia Ceciliano da Silva Queler Rosi Guiot Mesk Fernanda Rodrigues dos Santos Márcia Santos de Farias Ensino Fundamental - Anos Iniciais Angélica Botelho Cavalin Aline Barbosa Batista Kelly Maciel Soares Raquel da Rocha Guterres Rosiane Maciel Carvalho Silva Ensino Fundamental - Anos Finais Arte Rejane Corrêa Santos Educação Física Liliane Locatelli Língua Estrangeira Lucélia Gonzales Seus Língua Portuguesa Michele Lemões da Silva Santos Lilian Rojahn Hartwig Pieper Ciências da Natureza Luciane Soares Ribeiro Matemática Liliana Hartwig Muller Raquel Martins Araújo História Rosa Maria Muller Morales Geografia Edson de Mello Borges Ensino Religioso Rosiane Maciel Carvalho Silva Educação de Jovens e Adultos Cátia Simone Crispa Pereira Sibele Mirapalhete Lopes Orientação Educacional Jussara Tedesco dos SantosCruz Vera Luci Alves Savedra Autores Professores da rede municipal de ensino Supervisores de Ensino Escolas de Educação Infantil Emei Adayl Bento Costa Emei Albina Peres Emei Anita Malfatti Emei Antônio Caringi Emei Bernardo de Souza Emei Cassiano Ricardo Emei Darcy Ribeiro Emei Dyrio Gorgot Emei Érico Veríssimo Emei Graciliano Ramos Emei Herbert de Souza Emei Ivanir Dias Emei Jacema Prestes Emei João Guimarães Rosa Emei José Lins do Rêgo Emei Lobo da Costa Emei Manuel Bandeira Emei Marechal Inácio de Freitas Rolim Emei Marília Poliésti Emei Mário Osório Magalhães Emei Mário Quintana Emei Monteiro Lobato Emei Nelson Abott de Freitas Emei Nestor Rodrigues Emei Oswald de Andrade Emei Paulo Freire Emei Ruth Blank Emei Vinícius de Moraes Emei Zola Amaro Escolas de Ensino Fundamental Escolas urbanas Emef Afonso Vizeu Emef Almirante José Saldanha da Gama Emef Antônio Joaquim Dias Emef Antônio Ronna Emef Balbino Mascarenhas Emef Bibiano de Almeida Emef Dr. Carlos Laquintinie Emef Cecília Meirelles Emef Círculo Operário Pelotense Emef Dom Francisco de Campos Barreto Emef Dona Maria Antônia Emef Dona Mariana Eufrásia Emef Dr. Alcides de Mendonça Lima Emef Dr. Brum de Azeredo Emef Dr. Joaquim Assumpção Emef Dr. Mario Meneghetti Emef Ferreira Vianna Emef Francisco Caruccio Emef Frederico Ozanan Emef Independência Emef Jacob Brod Emef Jeremias Fróes Emef Joaquim Nabuco Emef Jornalista Deogar Soares Emef Luciana de Araújo Emef Luiz Augusto de Assumpção Emef Machado de Assis Emef Ministro Fernando Osório Emef Nossa Senhora das Dores Emef Nossa Senhora de Lourdes Emef Nossa Senhora do Carmo Emef Núcleo Habitacional Dunas Emef Núcleo Habitacional Getúlio Vargas Emef Olavo Bilac Emef Osvaldo Cruz Emef Piratinino de Almeida Emef Professora Daura Ferreira Pinto Emef Santa Irene Emef Santa Teresinha Ensino Fundamental e Médio Colégio Municipal Pelotense Escolas do campo Emef Almirante Raphael Brusque Emef Professora Braulinda Fernandes Emef Bruno Chaves Emef Cel. Alberto Rosa Emef Dona Maria Joaquina Emef Dr. Berchon Emef Erasmo Braga Emef Evaristo da Veiga Emef Garibaldi Emef Henrique Peter Emef Honorina Torres Emef João da Silva Silveira Emef João José de Abreu Emef Júlio de Castilhos Emef Lima e Silva Emef Márcio Dias Emef Ministro Arthur de Souza Costa Emef Nestor Elizeu Crochemore Emef Wilson Muller Emef Waldemar Denzer Sumário Considerações iniciais ..................................................................... Um pouco de nossa história ........................................................... Pelotas: suas trajetórias ............................................................ A educação em construção ............................................................. A rede municipal de ensino ...................................................... Currículo da rede municipal de ensino .......................................... Marcos legais ................................................................................. Iniciando a discussão ..................................................................... Fundamentos pedagógicos ............................................................. Pinceladas teóricas para reflexões ................................................. Protagonismo discente e sujeito almejado ..................................... Desenvolvimento de competências: conhecimentos, habilidades, atitudes e valores......................................................................................... As 10 competências gerais da educação básica ............................. Metodologias ativas: alternativas para o desenvolvimento de habilidades e competências para uma educação integral............................. Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) ........ Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) ............................... Interdisciplinaridade ........................................................................ Avaliação ........................................................................................... Etapas e modalidade de ensino ..................................................... Educação Infantil .............................................................................. Ensino Fundamental ......................................................................... Ensino Médio .................................................................................... Educação Especial ............................................................................ Educação de Jovens e Adultos ......................................................... 1 4 4 8 8 17 17 19 21 24 27 31 32 36 42 43 48 48 52 52 53 53 54 58 Transição entre as etapas e fases de ensino ................................. Estrutura e organização do currículo .......................................... Educação Infantil ............................................................................. Ensino Fundamental ........................................................................ Áreas do conhecimento e componentes curriculares .................. Área de Linguagens ......................................................................... Língua Portuguesa ............................................................. Língua Estrangeira ............................................................. Arte .................................................................................... Educação Física ................................................................. Área da Matemática .........................................................................para alcançá-los e resiliência para crescer na adversidade. Também envolve a formação para fazer escolhas responsáveis, que considerem a interdependência humana e global e reconheçam o papel de cada indivíduo como agente de transformação da sociedade. Singularidades Aquilo que é próprio, peculiar e específico de cada indivíduo. No caso dos estudantes, são interesses, dificuldades, potências, receios, aspirações e ritmos de aprendizagem. Essas são questões que devem ser consideradas e respeitadas. Formação integral do professor Trata da necessidade do professor também desenvolver as dez competências gerais indicadas na BNCC. Não basta ter conhecimento do componente curricular que será ensinado. É preciso também desenvolver atitudes, valores e habilidades que permitam a ele ser o exemplo para o aluno para contribuir para que o estudante tenha capacidade de lidar com emoções, empatia, colaboração, cultura digital, argumentação, autoconhecimento, diversidade, responsabilidade, consciência ambiental, ética etc. Protagonismo docente Profissional que tem clareza dos seus objetivos, conhece bem seus educandos e os conteúdos de ensino e organiza seu dia a dia em função das metas de aprendizagem estabelecidas para cada período letivo. Entende seu papel e busca aprimorar sua trajetória profissional para alcançar seus objetivos. O educador protagonista acredita que é capaz de sempre melhorar as condições de trabalho, analisa o que ocorre e propõe alternativas de mudança para que os resultados esperados possam ser atingidos. Protagonismo discente Promover o protagonismo do estudante é colocar como central o direito de ele se envolver direta e ativamente na própria vida escolar. Isso 23 abrange as decisões da escola, as práticas e projetos pedagógicos e a política educacional. Buscando a construção de um currículo sólido visando uma educação integral de qualidade, algumas teorias e teóricos serão trazidos neste documento orientador para que possam promover a reflexão e as mudanças necessárias nas práticas pedagógicas. Diante das diversas teorias de aprendizagens e concepções, cabe salientar que este documento não segue, exclusivamente, uma tendência, mas busca, dentre elas e seus teóricos, trazer contribuições que possam qualificar o processo educativo e levar o estudante ao desenvolvimento das habilidades e competências, a fim de que ele possa agir plenamente numa sociedade mais justa, ética, democrática, responsável, inclusiva, sustentável e solidária (BNCC, 2017). Estas contribuições teóricas irão auxiliar nas reflexões e nas práticas pedagógicas, na medida em que situam o estudante como centro do processo educativo e por isso são mobilizadas neste documento. Inegavelmente, a concepção pedagógica mais fortemente difundida e praticada na educação é a Tradicional e, na nossa rede, isso não é diferente, embora se observe o empenho dos docentes e o desenvolvimento de excelentes práticas pedagógicas. Ainda assim, a concepção tradicional é a que mais se percebe, por inúmeros motivos, alguns deles até históricos, que já estão materializados no inconsciente e tomados como modelos a serem seguidos, como por exemplo, a disposição das classes em sala de aula. Na grande maioria das escolas da nossa rede, observamos o mesmo formato, com algumas exceções, é claro, os educandos dispostos em fileiras e a classe do professor à frente da sala junto ao quadro. Essa formatação de sala de aula, e aqui trazemos apenas uma exemplificação de disposição física, é propícia para o desenvolvimento de uma metodologia tradicional em que o aluno assume um papel passivo, de receptor do conhecimento, já que o foco recai em quem está à frente da sala: o professor. Essa concepção tradicional é perceptível, também, quando o trabalho pedagógico resume-se aos estudantes copiarem do quadro ou, até mesmo, do livro didático e depois fazerem uma infinidade de exercícios com o objetivo de fixar o conteúdo, de preferência em silêncio. Por falar em silêncio, muitas vezes, dentro da concepção tradicional de ensino, tem-se a imagem de que quanto mais e maior o silêncio, melhor, pois demonstraria um suposto domínio de classe por parte do docente e os discentes estariam aprendendo melhor. Será? Como é possível aprender sem interagir? Interagir com os colegas, interagir com o professor? E como interagir de forma produtiva e significativa em uma disposição de sala de aula que não propicia essa interação? Como o professor acompanha o processo de aprendizagem se a tarefa do estudante é, unicamente, copiar e exercitar mecanicamente uma atividade? A partir destas colocações e questionamentos, convidamos à reflexão: a nossa prática, de modo geral, é ou não é tradicional? Para que os discentes desenvolvam habilidades e competências, eles precisam deixar de ocupar uma posição passiva e passarem a ser protagonistas no processo de aprendizagem. Esse movimento requer não só 24 uma mudança de postura do professor, mas, principalmente, do próprio estudante, já que este, também, comumente, traz internalizada a concepção de que seu papel é apenas receptivo. Para promover essa profunda mudança no cenário educacional da nossa rede, todos os envolvidos, desde a gestão escolar à sociedade, deverão ter em mente que essa ruptura é um processo que precisa ser trabalhado conjuntamente. No intuito de romper com paradigmas mais tradicionais de ensino, algumas teorias e pensadores podem auxiliar os docentes e gestores na reflexão de suas práticas, como por exemplo, a de Lev Vygotsky, com a aprendizagem pela interação social, a de John Dewey e Anísio Teixeira, com a aprendizagem pela experiência, a de David Ausubel, com a aprendizagem significativa, a de Jean Piaget e Emília Ferreiro, principalmente, com a construção do conhecimento na alfabetização, a de Carl Rogers, com a abordagem centrada nas relações interpessoais, a de Celestin Freinet, a partir da sua pedagogia do êxito e do bom senso e a de Paulo Freire, pela instituição do diálogo e desenvolvimento da autonomia do estudante. Em seguida, trazemos um pouquinho de cada pensador, na certeza de que os estudos sobre eles não se limitarão a este documento orientador. Pinceladas teóricas para reflexões... Com as inovações que surgem a todo instante, mais especificamente, com as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) no século XXI, as possibilidades de interação e trabalhos colaborativos têm proporcionado um olhar diferenciado nos ambientes escolares. Assim, os estudantes podem desenvolver seus conhecimentos de forma que cada um colabore na formação do outro, proporcionando um processo de interação. Sobre isso, Vygotsky aponta que o aprendizado desperta vários processos internos de desenvolvimento, que são capazes de operar somente quando a criança interage com pessoas em seu ambiente e quando em cooperação com seus companheiros. Uma vez internalizados, esses processos tornam-se parte das aquisições do desenvolvimento independente da criança (VYGOTSKY, 1991, p.101) Tendo isso em mente, podemos pensar, por exemplo, como a disposição das classes em sala de aula poderiam contribuir para que essa interação fosse mais proveitosa e significativa ou como a metodologia utilizada poderia propiciar essa interação? A escola, em meio a tantas mudanças, avanços e evoluções não deve se isolar e fechar os olhos para o que ocorre fora dos seus limites, como se a sociedade em que o educando está inserido não tivesse relação com o ambiente escolar, por tudo isso, a escola teve que deixar de ser a instituição isolada, tranquila, do outro mundo, que era, para se impregnar 25 do ritmo ambiente e assumir a consciência de suas funções. Se depressa marcha a vida, mais depressa há de marchar a escola (TEIXEIRA, 2000, p. 111).Trazer questões do entorno escolar, por exemplo, para discussão na sala de aula, torna-se significativo e essas questões não precisam ser, necessariamente, as mazelas da comunidade, mas também, suas potencialidades. Devemos considerar a escola como um lugar para a experiência concreta de vida, corroborando com essa ideia, Dewey afirma que ora, se a vida não é mais que um tecido de experiências de toda a sorte, se não podemos viver sem estar constantemente sofrendo e fazendo experiências, é que a vida é toda ela uma longa aprendizagem. Vida, experiência, aprendizagem – não se podem separar. Simultaneamente vivemos, experimentamos e aprendemos (DEWEY, 1973, p. 16). Esse autor coloca como é importante a interação entre os homens e o meio ambiente, assim, a aprendizagem tem que estar relacionada com noções como movimento, transformação e mudança. Atualmente, com os avanços das tecnologias é evidente que a escola precisa estar sintonizada com o movimento incessante do mundo, pois tudo está em mutação constante, nada é fixo e inalterável. Se é inerente ao ser humano aprender através da experiência, na escola contemporânea, esses momentos devem ser oportunizados. Ao delinear uma aprendizagem que faça diferença na construção do conhecimento para o discente, partimos do pressuposto de que ele precisa colocar em prática habilidades vivenciadas no seu dia a dia, ou seja, executar algo já estruturado cognitivamente. Neste caso, atividades didático-pedagógicas elaboradas pelo professor, que façam esse entrelaçamento entre o que o estudante já sabe e o novo, terão maior relevância para o seu aprendizado. Sobre isso, Ausubel afirma que o conhecimento é significativo por definição. É o produto significativo de um processo psicológico cognitivo (“saber”) que envolve a interação entre ideias “logicamente” (culturalmente) significativas, ideias anteriores (“ancoradas”) relevantes da estrutura cognitiva particular do aprendiz (ou estrutura dos conhecimentos deste) e o “mecanismo” mental do mesmo para aprender de forma significativa ou para adquirir e reter conhecimentos (AUSUBEL, 2003, folha de rosto, grifos do autor). Neste sentido, é considerável afirmar que uma demanda diária de conhecimentos é assimilada pelos estudantes e essas ideias podem ser exploradas e tornarem-se relevantes no contexto de sala de aula. Desta forma, o discente tem embasamento para uma melhor compreensão do que está sendo proposto de “novo”, cabendo ao professor orientar as informações já internalizadas de forma a sistematizar o aprendizado do educando. No campo da alfabetização, Emilia Ferreiro, com base na teoria de Piaget, traz a perspectiva de que é necessário que a criança compreenda o sentido do que é feito, que ela experimente e construa seu conhecimento através da interação social e com o meio, uma vez que apenas ter a capacidade de diferenciar ou reconhecer sons e sinais ou a leitura de palavras simples não é capaz de modificar o esquema de assimilação das crianças e, assim, ocorrer a aprendizagem. Desta forma, o professor 26 desempenha o papel de mediador que proporciona situações desafiadoras e o estudante é presença ativa no processo de construção do conhecimento, sendo necessário deixá-lo experimentar e não apenas ter um mero contato com o que irá assimilar. Outra contribuição é a do pensador Celestin Freinet e trazê-lo para compor o aporte teórico desse documento orientador significa assumir, também, uma pedagogia do êxito e do bom senso. De acordo com esse pensador, o fracasso escolar desmotiva o estudante, devendo o professor ajudá-lo a superar o erro, afinal, a escola é espaço de aprendizagem e não de rotulação pelo que não conseguiu aprender. Conforme Sampaio (2006), "Freinet descobriu que a forma mais profunda de aprendizado é o envolvimento afetivo" e esse posicionamento dialoga com a competência de “Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação...” (BNCC, 2017) Neste momento, enquanto rede de ensino, precisamos refletir e reconfigurar o verdadeiro sentido da educação. Muitas vezes, nós professores damos importância extrema a um ritual tradicional de ensino: passar conteúdo, dar exercícios e verificar a aprendizagem a partir de uma prova. Não que não tenhamos que aplicar provas, mas é necessário ter claro que se o educando não atingiu o êxito esperado, ele deve ter outras oportunidades, a fim de que o fracasso escolar, desse momento pontual, não interfira ou desmotive o estudante no seu processo de aprendizagem. A marca da reprovação, seja por décimos ou por muitos pontos, é a mesma e isso pode interferir e desmotivar o discente, inclusive, em componentes curriculares que até então estava bem. Assim, trabalhar com a pedagogia do êxito é de extrema importância para o sucesso escolar. Outro fator importante a ser levado em consideração na pretensão de uma Educação Integral é a influência das relações interpessoais no processo de ensino e de aprendizagem. Ela é tão importante quanto o desenvolvimento de habilidades, ou seja, a construção de ambientes harmoniosos, de confiança, nos quais a relação entre estudante e professor e entre os educandos, favorece ao ensino e ao aprendizado. Em Carls Rogers, encontramos suporte a essa ideia, ao afirmar que se puder ajudar a criar um clima que se caracterize pela autenticidade, pelo apreço e pela compreensão, ocorrem então coisas incríveis. Neste clima, pessoas e grupos conseguem sair da rigidez e caminhar em direção à flexibilidade, da vivência estática à vivência processual, da dependência à autonomia, do previsível a uma criatividade imprevisível, da defensividade à auto-aceitação. Apresentam uma prova vívida de uma tendência à realização. [...] Na minha opinião, as relações interpessoais atingem sua melhor forma como um ritmo - abertura e expressão, e então, assimilação; fluxo e mudança, e então, uma parada temporária; risco e ansiedade, e então, segurança temporária (ROGERS, 1977, p. 207). Promover uma prática educativa em que a relação entre os envolvidos seja de afeto, apreço, compreensão e, principalmente, de incentivo faz toda a diferença. Quem não gosta de ser tratado com afeto, com respeito? Quem não gosta de receber elogios pelo bom trabalho realizado? Isso não é diferente no ambiente escolar, tanto para discentes quanto para docentes. 27 Acrescentamos a esse apanhado, as ideias de Freire (1996), que diz que “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”, assim, percebemos que a aprendizagem acontece, também, apoiada nas vivências dos próprios estudantes, as quais não se podem negar ou desconsiderar. Ao propiciar, nas atividades curriculares, uma discussão sobre as pré-experiências de vida e conhecimentos diários, o docente possibilita aos discentes estruturar cognitivamente concepções ainda adormecidas. Ressaltamos, mais uma vez, que o ideal não é nos apropriarmos de uma única teoria ou tendência pedagógica, mas fundamentar a prática educacional em vertentes que levem o estudante à construção do conhecimento. É importante considerarmos que, para o educando desenvolver as habilidades e competências preconizadas pela BNCC/RCG/DOM, seu papel, dentro do processo de aprendizagem, tem de ser mais ativo e autônomo, interagindo com os objetos de conhecimento, não de forma passiva, mas ouvindo, falando, argumentando, discutindo, observando, comparando, inferindo, enfim, colocando-se como protagonista do seu aprendizado. Protagonismo discente e sujeito almejado... Os profissionais da educação de nossa rede, em atividades de reflexão realizadas em 2018, nas escolas, expuseram seus anseios em relação ao sujeito que se quer conceber na escola. A partir do apanhado, percebemos que a rede almejamuito mais do que simplesmente estudantes críticos, as escolas da rede querem sujeitos que sejam “honestos, justos, éticos, cooperativos, íntegros, compreensivos, autocríticos, criativos, responsáveis, investigadores, autônomos, independentes, questionadores, competentes, comprometidos, solidários, resilientes, humildes, tolerantes, complacentes, respeitosos, amorosos, altruístas, afetuosos, coerentes, empáticos, tolerantes, proativos, responsáveis com suas vidas e com as dos outros, preocupados com o meio em que vivem. Sujeitos capazes de gerenciar a própria vida (social e econômica), que saibam resolver conflitos, atuar e interagir nos mais diversos contextos sociais, que se preocupem com o coletivo, que lutem por seus direitos e cumpram seus deveres, que se comprometam com suas ações, que sejam cientes de seu importante papel frente as necessidades e fragilidades de sua comunidade, que respeitem o outro sem fazer distinção de cor, cultura, gênero ou classe social, que tenham capacidade de resolver situações sem esquecer o respeito ao próximo, que saibam exercer sua cidadania, que lutem e não se calem. Almejam pessoas justas e conscientes do seu papel na sociedade, não acomodadas, transformadoras da sua realidade para o bem comum, 28 capazes de ter sua própria opinião, conscientes de seus direitos e deveres, com maior consciência ambiental e respeito à vida, com mais capacidade de diálogo e compreensão. Pessoas participativas e comprometidas com as causas sociais, ambientais e políticas. Esperam formar sujeitos que saibam praticar o cuidado de si, o autoconhecimento, que saibam argumentar e que valorizem a diversidade. Sujeitos comprometidos com as causas sociais, conectados com as mudanças ocorridas no mundo, que zelem pela coletividade, pelo patrimônio público e cultural da cidade, que recuperem o sentimento de pertencimento, de responsabilidade e cuidado pelo espaço que ocupam16”. Como podemos observar, na compilação acima, os profissionais da nossa rede almejam muitas atribuições dos educandos, mas cabe, agora, o questionamento: de que forma propiciar e desenvolver isso tudo? Com certeza, a partir de um PPP bem pensado, estruturado e executado com proposta pedagógica, que coloque o estudante como protagonista do processo de ensino e de aprendizagem, é possível alcançar boa parte do que é almejado para o aprendiz/sujeito. E não só isso, se queremos sujeitos compreensivos, solidários, resilientes, humildes, tolerantes, complacentes, amorosos, altruístas, afetuosos, empáticos, etc. tudo isso deve fazer parte do contexto escolar, pois a aprendizagem, também, se dá pelo exemplo. 16 Compilação extraída das reflexões docentes enviadas à Smed a partir das discussões acerca da BNCC, nas escolas, em 2018. O desejo da rede, quanto ao sujeito que se quer formar, ao longo da Educação Básica, dialoga com o sujeito que a BNCC nos traz: no novo cenário mundial, reconhecer-se em seu contexto histórico e cultural, comunicar-se, ser criativo, analítico- crítico, participativo, aberto ao novo, colaborativo, resiliente, produtivo e responsável requer muito mais do que o acúmulo de informações. Requer o desenvolvimento de competências para aprender a aprender, saber lidar com a informação cada vez mais disponível, atuar com discernimento e responsabilidade nos contextos das culturas digitais, aplicar conhecimentos para resolver problemas, ter autonomia para tomar decisões, ser proativo para identificar os dados de uma situação e buscar soluções, conviver e aprender com as diferenças e as diversidades (BNCC, 2017, p. 14, grifos nossos). Percebemos, portanto, que as práticas escolares não devem ter como foco somente os objetos de conhecimento, será preciso uma ampliação do que deve ser desenvolvido, a partir da inclusão de práticas que propiciem a promoção desse sujeito. A partir das respostas oriundas da enquete realizada em 2018, com os estudantes, podemos tecer algumas considerações que podem contribuir nas reflexões acerca desse protagonismo discente almejado. 29 1. Eu aprendo de forma mais fácil quando o professor A- Abre espaço para discussão. B - Propõe atividades divertidas. C - Usa tecnologias, jogos, músicas, vídeos e outros recursos. D - Propõe passeios culturais. E - Passa tema para casa. F - Passa conteúdos no quadro. G - Propõe atividades interdisciplinares. H – Outros. Percebemos, pelas respostas, que os educandos anseiam por esse protagonismo, como por exemplo, quando apontam que aprendem de forma mais fácil a partir do uso de tecnologias, jogos, músicas, vídeos e outros recursos, da abertura de espaço para discussão, da proposição de atividades divertidas e de passeios culturais. Isso nos demonstra que o estudante consegue assimilar e aprender de forma mais efetiva quando os objetos do conhecimento são apresentados de formas diferenciadas. Corroborando com esse pensamento, Camargo e Daros (2018) aponta que a metodologia de ensino tradicional mostra-se inconsistente com a necessidade atual, ou seja, o modelo atual apresenta-se saturado e os resultados apresentados por ele não se dão de modo satisfatório. A metodologia ativa de aprendizagem mostra-se como uma forma de preencher essa lacuna ou campo demandado e pouco explorado (CAMARGO e DAROS, 2018, p. 17). Com referência ao “método de passar no quadro”, apontado por 40,29%, é possível refletir sobre a seguinte questão: em nossa rede, será que os estudantes estão submetidos, quase que exclusivamente, a esta metodologia, desconhecendo outras formas e, por isso, apontando-a na enquete? Para contribuir com as reflexões, incorporamos, neste documento, a pirâmide de aprendizagem baseada em Dale, na qual podemos observar que através do método passivo há pouca retenção do conhecimento. Em oposição a isso, as atividades que propõem uma participação ativa do estudante, a aprendizagem se dá de forma mais efetiva, pois “possibilita-se aos alunos aprenderem por meio da problematização, do questionamento e do fazer pensar (e não do memorizar ou reproduzir conhecimento)” (CAMARGO e DAROS, 2018, p. 17) 30 Retirado do livro “A sala de aula inovadora: estratégias pedagógicas para fomentar o aprendizado ativo”, 2019, p. 17. 2. A aula fica mais atrativa e interessante quando ficamos organizados A - Em filas na sala de aula. B - Em círculo na sala de aula. C - Em semicírculo na sala de aula. D - Em pequenos grupos. E - Ao ar livre (pátio). F – Outros. O segundo gráfico, também, nos leva à reflexão, pois ele está ligado ao primeiro. A partir do momento em que o estudante percebe que a aula fica mais interessante quando, em sala de aula, senta-se em pequenos grupos, isso nos remete à importância da interação com os seus pares para a aprendizagem, como já mencionado por Vygotsky quando ele aponta que a aprendizagem desperta diversos processos internos operacionalizados à medida que o estudante interage com pessoas em seu ambiente, no caso, os espaços da escola. Quando os educandos apontam que a aula fica mais atrativa e interessante quando se sentam em filas na sala de aula, o mesmo questionamento vem à tona: será que os nossos estudantes estão acostumados a só ficarem nesta disposição em sala de aula? E, em oposição a isso, quase metade afirma que a aula no pátio é muito mais interessante. Acreditamos que não se trata aqui só de uma preferência pelo componente curricular Educação Física, mas do anseio por uma metodologia mais dinâmica e interessante que extrapole o espaço da sala de aula. 31 3. Para aprender melhor, seria bom que a escola tivesse A - Palestras/eventos de interesse dos estudantes. B - Internet para atividadesem sala de aula. C - Quadra para práticas esportivas. D - Mais acesso à biblioteca para empréstimo de livros. E – Mais acesso ao laboratório de informática F - Laboratório de ciências. G - Em filas na sala de aula. H – Outros. As respostas no terceiro gráfico corroboram com essa reflexão, pois apontam que para aprender melhor, o item menos votado é o que coloca os estudantes em filas na sala de aula com apenas 8,82%. Percebemos o uso de internet e tecnologias digitais contribuindo para a aprendizagem: 58,69% no uso de internet para atividades em sala de aula e 40.17% para o desejo de mais acesso ao laboratório de informática. Isso revela o quanto os nossos educandos estão em sintonia com as tecnologias digitais e isso não deve ser ignorado no espaço escolar. De fato, o movimento de mudança não deve partir unicamente do docente, mas será preciso, também, uma alteração na postura do estudante e isso deve ser trabalhado por toda a escola, a fim de que o sujeito almejado, tanto pela BNCC, quanto pela rede municipal de ensino seja, de fato, formado ao final da Educação Básica. Desenvolvimento de competências: conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Em relação à competência, embora haja vários conceitos relacionados a essa palavra, inclusive no âmbito educacional, enfatizamos que o conceito mobilizado aqui é o preconizado pela BNCC, que define competência como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho (BNCC, 2017, p. 8). Para Vasco Moretto (2008), o conceito de competência relaciona quatro aspectos importantes para que o sujeito a desenvolva, são eles: a capacidade (ser capaz), a mobilização (movimento, força interior), os recursos de cognição (intelectuais e de domínio emocional) e a abordagem (resolução de situações complexas). Desta forma, salientamos que muito 32 além da importância dos objetos de conhecimentos (conteúdos) que precisam ser desenvolvidos, temos o processo de significação, ou seja, o sentido que esses devem ter para o sujeito em seu contexto. O conceito de competência perpassa pelo termo “habilidades”, pois estas conduzem ao desenvolvimento da competência e sempre estarão associadas a ações, sejam elas físicas ou mentais, as quais são indicadoras de capacidades adquiridas, não inatas, por isso a importância de o discente assumir o protagonismo no processo de ensino e de aprendizagem. Ainda segundo Moretto (2008), a “linguagem” é outro termo relacionado ao desenvolvimento de competências, bem como os “valores culturais” específicos de cada contexto e a “administração das emoções”. A BNCC nos traz que habilidades socioemocionais deverão ser mobilizadas e sobre isso é necessário que nos debrucemos e demos atenção à inteligência emocional, pois o domínio, exclusivo, de conhecimentos não é suficiente para a vida, é preciso saber lidar com as emoções. Por inteligência emocional, de acordo com Carvalho, entendemos um “conjunto de capacidades que nos permitem resolver problemas relacionados com nossas próprias emoções e com as emoções de pessoas que nos cercam” (CARVALHO, 2014, p. 79 e 80) A inteligência emocional se fundamenta em três capacidades, conforme Carvalho 1. perceber as próprias emoções, isto é, prestar atenção aos estados internos, reconhecendo a natureza e a intensidade dos sentimentos de amor, raiva e carinho, compreendendo que, também, implicam atividade mental. Assim, falar de nossas emoções ajuda-nos a identificá-la como a pensar nelas, compreensivamente; 2. controlar as próprias emoções, o que implica a nossa disposição de refletir sobre as mesmas, desde a determinação de sua causa, até as alternativas de como lidar com elas para, finalmente, agir; 3. automotivação que nos permite fazer qualquer esforço, não porque sejamos obrigados e, sim, porque queremos. Conseguimos automotivar-nos quando sabemos o que queremos, por que queremos e o que devemos fazer para conseguir nosso intento (CARVALHO, 2014, p. 80). Retomando a questão da formação do sujeito, a BNCC traz em seu bojo 10 Competências Gerais que precisam ser desenvolvidas ao longo da Educação Básica, as quais se inter-relacionam, se desdobram e se articulam na construção de conhecimentos e saberes que os estudantes precisam mobilizar e aplicar na resolução de situações complexas relacionadas ao seu dia a dia. As 10 competências gerais da educação básica 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a 33 imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. É importante salientar que essas competências não possuem uma hierarquia ou ordenação, todas possuem o seu valor. Além disso, há também, competências a serem desenvolvidas dentro de cada área do conhecimento e componentes curriculares, as quais se relacionam com as 10 competências gerais. 34 Comisso, a escola precisa direcionar seu trabalho para o desenvolvimento de habilidades e competências com o intuito de preparar os estudantes para lidarem com situações cotidianas e serem capazes de resolver problemas reais. Para isso, é importante um repensar metodológico a partir de situações-problemas, por exemplo, as quais, segundo Macedo (2005), estão acima de exercícios que exigem apenas repetições; as situações-problemas ou situações complexas envolvem planejamento, tomada de decisão, análise de contexto, habilidades e competências. Organizar um currículo por competências significa atentar para os quatro pilares da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser 17 , enfim, pressupõe uma mudança de paradigma, ou seja, fica evidente que se preocupar apenas com copiar e 17 Aprender a conhecer – É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar. Aprender a fazer – Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a conviver – No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum. Aprender a ser – É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo. (Disponível em: ‹ https://www.educacional.com.br/articulistas/outrosEducacao_artigo.asp?artigo=artigo0056›, acesso em jun de 2019). memorizar os conteúdos dos componentes curriculares é insuficiente para que o estudante desenvolva competências. É preciso considerar aspectos interdisciplinares, bem como, trabalhar as competências e tudo o que as concerne tendo em vista o compromisso da escola como um todo. Assim, na escolha da metodologia adequada e estratégias de ensino, é preciso um planejamento que aponte a intencionalidade e o propósito acerca de cada objeto do conhecimento dentro das áreas e/ou componentes curriculares, pois os quatro pilares trazem o verbo aprender. Enfim, competência se expressa por entre os objetos de conhecimento e que vai se ampliando no decorrer dos níveis educacionais, à medida que as diferentes habilidades vão sendo trabalhadas, interligando conhecimento, relacionamento e reflexão. https://www.educacional.com.br/articulistas/outrosEducacao_artigo.asp?artigo=artigo0056 35 Disponível em: http://movimentopelabase.org.br/wp-content/uploads/2018/03/BNCC_Competencias_Progressao.pdf, acesso em jun de 2019. http://movimentopelabase.org.br/wp-content/uploads/2018/03/BNCC_Competencias_Progressao.pdf 36 Metodologias Ativas: alternativas para o desenvolvimento de habilidades e competências para uma Educação Integral. Tão importante quanto desenvolver as habilidades e competências, é refletir como, no contexto escolar, elas serão consolidadas e, para isso, é importante focar na metodologia de ensino. As Metodologias Ativas de aprendizagem “estão alicerçadas na autonomia, no protagonismo do aluno. Têm como foco o desenvolvimento de competências e habilidades, com base na aprendizagem colaborativa e na interdisciplinaridade.” (CAMARGO e DAROS, 2018, p. 16). De acordo com Camargo e Daros, mesmo diante de tantos avanços tecnológicos e científicos, o modelo de aula continua predominantemente oral e escrito, assim como os recursos utilizados. Nesse contexto, têm-se mantido intactos muito giz, caderno e caneta. Quando mudam, ganham uma nova roupagem por meio da utilização de instrumentos audiovisuais, como a inserção de filmes, vídeos e apresentações gráficas e projetores multimídia. Já os alunos continuam a receber o conteúdo passivamente e cada vez mais esperam tudo produzido pelos professores (CAMARGO e DAROS, 2018, p. 3). Como podemos perceber, em geral, o modelo de ensino a que os educandos e os professores estão acostumados, na escola, é aquele em que o docente expõe o conteúdo; os educandos, passivamente, recebem as informações e, em seguida, são testados para verificar a aprendizagem. Esse método é conhecido como passivo, pois o protagonista do processo é o docente. Porém, conforme Moran, se queremos que os alunos sejam proativos, precisamos adotar metodologias nas quais eles se envolvam em atividades cada vez mais complexas, em que tenham de tomar decisões e avaliar os resultados, com apoio de materiais relevantes. Se queremos que sejam criativos, eles precisam experimentar inúmeras novas possibilidades de mostrar sua iniciativa (MORAN, 2015, p. 34). Desta forma, desafios bem planejados podem contribuir para a mobilização de diversas competências e o desenvolvimento de habilidades. Para isso, é necessária uma mudança de paradigmas, em que as Metodologias Ativas assumem um papel relevante. Por Metodologias Ativas, conforme Pereira, entendemos todo o processo de organização da aprendizagem (estratégias didáticas) cuja centralidade do processo esteja, efetivamente, no estudante. Contrariando assim a exclusividade da ação intelectual do professor e a representação do livro didático como fontes exclusivas do saber na sala de aula (PEREIRA, 2012, p.6). Nesta esteira de pensamento, trazemos a contribuição do pesquisador e psiquiatra William Glasser, criador da Pirâmide da Aprendizagem. Nela é apontado que cada pessoa aprende de um jeito e os métodos mais eficientes são os que colocam as Metodologias Ativas como método de aprendizagem. 37 Disponível em: https://econexao.com.br/sem-titulo-2/, acesso em jun de 2019. Observamos que o percentual de aprendizagem aumenta a partir de ações que possibilitam a participação ativa do estudante no processo, discutindo com outros acerca do objeto de conhecimento, praticando, ou seja, experienciando ou, ainda, ensinando dentro de uma perspectiva de aprendizado cooperativo. Assim, buscar que eles sejam os protagonistas do seu aprendizado requer que, por outro lado, o professor assuma uma postura de mediador dessa aprendizagem. De acordo com Moran, o papel do professor é mais o de curador e de orientador. Curador, que escolhe o que é relevante em meio a tanta informação disponível e ajuda os alunos a encontrarem sentido no mosaico de materiais e atividades disponíveis. Curador, no sentido também de cuidador: ele cuida de cada um, dá apoio, acolhe, estimula, valoriza, orienta e inspira. Orienta a classe, os grupos e cada aluno (MORAN, 2015, p. 42). Neste papel é que destacamos o protagonismo docente, tão importante quanto o do discente, pois como desenvolver esse protagonismo no estudante, se o professor não for, também, protagonista? A partir do momento que planeja, seleciona os materiais para a aula, propõe formas de avaliação e acompanhamento da aprendizagem, o professor está desempenhando seu protagonismo. Com o advento da internet, a sociedade tem acesso, quase queinstantâneo, à informação e, com isso, a escola deixou de ser o único meio de acesso a ela. Por isso, o papel e a responsabilidade do docente é ainda maior, pois diante de tanta informação disponível, cabe a ele, construir o conhecimento junto ao estudante. Segundo Jonh Dewey, aprendemos quando compartilhamos experiências e o outro é muito importante nessa aprendizagem, nesse caso, o professor é quem deverá auxiliar o educando na busca de experiências significativas, ou seja, na mediação desse processo, já que [...] o princípio de que o desenvolvimento da experiência se faz por interação do indivíduo com pessoas e coisas significa que a educação é, essencialmente, um processo social. [...] como membro mais amadurecido do grupo cabe-lhe [ao professor] a responsabilidade especial de conduzir as interações e intercomunicações que constituem a própria vida do grupo, com a comunidade (DEWEY, 1971, p. 54, 55). Que estratégias pedagógicas para a aprendizagem ativa os professores poderão lançar mão em suas aulas? A partir da 1ª consulta pública deste documento, reunimos algumas contribuições dos profissionais da educação da rede sobre esse tópico, além de outras sugestões. Cabe salientar que as sugestões não se esgotam neste documento https://econexao.com.br/sem-titulo-2/ https://econexao.com.br/sem-titulo-2/ 38 orientador, o docente possui autonomia para buscar outras metodologias ativas para seu planejamento. Ensino Híbrido Promove uma mistura de ensino presencial e propostas de ensino on- line, as quais podem ser desenvolvidas dentro da sala de aula. As estratégias utilizadas podem ser: Rotação por estações, Laboratório rotacional, Sala de aula invertida, Rotação individual. A seguir há um breve resumo de alguns modelos, com base no livro “Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação (2015)”. Modelo de Rotação: nesse modelo, os estudantes revezam atividades realizadas de acordo com um horário fixo ou orientação do professor, podendo envolver discussões em grupo, atividades escritas, leituras e, necessariamente, uma atividade on-line. Esse modelo traz as seguintes propostas: Rotação por estações: os estudantes são organizados em grupos e cada um realiza uma atividade de acordo com os objetivos do professor para a aula em questão. Podem ser realizadas tarefas escritas, leituras, pesquisa, entre outras. Um dos grupos estará envolvido com propostas on-line que independem do acompanhamento direto do docente. O planejamento desse modelo não é sequencial e as tarefas realizadas são independentes, porém funcionam de forma integrada para que, ao final, todos tenham tido oportunidade de ter acesso aos mesmos conteúdos. Laboratório rotacional: os estudantes usam o espaço da sala de aula e laboratórios. Nesse modelo, se começa com a sala de aula tradicional e, em seguida, adiciona uma rotação para computador ou laboratório de ensino. Semelhante ao modelo de rotação por estações, porém, neste, um grupo de estudantes deve se dirigir aos laboratórios para realizar atividades individuais e autônomas com o auxílio de um professor tutor e o outro grupo permanece na sala de aula com o professor titular para o desenvolvimento de sua aula da maneira como achar mais adequada. Sala de aula invertida: nesse modelo, a teoria é estudada em casa, no formato on-line (através de materiais elaborados e/ou selecionados pelo professor) e o espaço da sala de aula é utilizado para discussões, explicações, resolução de atividades, entre outras propostas. Assim, o conteúdo que era exposto, primeiramente, em sala de aula, agora, é previamente estudado em casa e as atividades que eram realizadas em casa (tema), agora, são realizadas na sala de aula. Rotação individual: cada estudante possui uma lista personalizada de atividades que precisa desenvolver de acordo com suas dificuldades ou facilidades. Para esse modelo de rotação, avaliar o aprendizado para personalizar as listas de atividades deve estar muito presente, uma vez que esse processo é individual. A diferença da rotação individual para os outros modelos é que os estudantes não passam, necessariamente, 39 por todas as modalidades ou estações propostas, além disso, o tempo para cada atividade é livre. Sua rotina diária é individual, customizada de acordo com as suas necessidades. Exemplo de layout de sala de aula com a metodologia ativa rotação por estações. Disponível em: http://www.foreducationedtech.com.br/edtech-news/ensino-hibrido/, acesso em out de 2019. Não há necessariamente uma ordem hierárquica para aplicação e desenvolvimento desses modelos. O ideal é os professores utilizarem essas metodologias de forma integrada conforme as habilidades e competências a serem desenvolvidas. O desenvolvimento de práticas pautadas nas Metodologias Ativas oportuniza momentos de discussão e trocas entre os estudantes, assim, as aulas, exclusivamente, expositivas dão lugar à interação. Interessante salientar que esses modelos de ensino híbrido constituem-se em excelentes metodologias a serem utilizadas com os temas contemporâneos. Metodologia de Projetos Outra proposta de trabalho é a metodologia de ensino por projetos, a qual parte da necessidade de desenvolvimento a partir de um tema gerador ou uma problematização. Nesta prática, os estudantes devem ser envolvidos através de investigação, registro de dados, formulação de hipóteses, tomada de decisão e resolução do problema. O docente ou os docentes atuam como orientadores do processo levantando questões, gerenciando o desenvolvimento do projeto e coordenando os conhecimentos específicos para a construção do conhecimento dos estudantes. De acordo com Hernandez e Ventura, a função do projeto é favorecer a criação de estratégias de organização dos conhecimentos escolares em relação a: 1) o tratamento da informação, e 2) a relação entre os diferentes conteúdos em torno de problemas ou hipóteses que facilitem aos alunos a construção de seus conhecimentos, a transformação procedente dos diferentes saberes disciplinares em conhecimento próprio (HERNANDEZ & VENTURA, 1998, p.61). A proposta de trabalhar com Metodologia de Projetos favorece o desenvolvimento de habilidades e competências, já que requer decisão, escolha, fala, escuta e argumentação, enfim, uma série de ações que propiciam aos estudantes e professores a mobilização de conhecimentos de diferentes áreas. O processo de ensino e de aprendizagem baseado em projetos aplica-se, também, no desenvolvimento dos temas contemporâneos e no trabalho interdisciplinar na escola. Neste caso, para envolver os estudantes, é necessário que o projeto tenha uma questão norteadora ampla, elaborada e construída coletivamente para que seja http://www.foreducationedtech.com.br/edtech-news/ensino-hibrido/ 40 respondida apenas ao final do projeto. A amplitude dessa questão deve permitir a busca de diferentes caminhos, de forma que os estudantes possam realizar escolhas, colaborarem entre si e desenvolverem a criticidade. Análise de Todos os Fatores ou Ideias (ATF/I)18 Esta estratégia incentiva os estudantes a pensarem sobre os fatores ou ideias relevantes acerca de um tema, problema ou assunto, oportunizando a discussão, o debate e a consideração da importância de cada fator ou ideia na tomada de decisão em questão. Aplicativos na Educação19 Conforme os autores do livro “A sala de aula inovadora: estratégias pedagógicas para fomentar o aprendizado ativo”, o uso de aplicativos em contextos educacionais pode proporcionar diferentes possibilidades de trabalho pedagógico, buscando utilizá-los de maneira criativa e crítica adequando seus usos aos objetos de conhecimento necessários. Alguns exemplos são: Pixton – aplicativo para criação de quadrinhos de forma f´cil e rápida. Scribble Press– para contação de histórias com imagens e fotos. 18 Retirado do livro “A sala de aula inovadora: estratégias pedagógicas para fomentar o aprendizado ativo”, de Fausto Camargo e Thuinie Daros, 2018. 19 Retirado do livro “A sala de aula inovadora: estratégias pedagógicas para fomentar o aprendizado ativo”, de Fausto Camargo e Thuinie Daros, 2018. UTellStory – plataforma on-line que permite contar e compartilhar histórias com vídeos, áudios e animações. Meograph – site para criação de histórias próprias. VoiceThread – aplicativo para fazer podcast. Cada gravação pode receber comentários em formato de vídeo, imagem, áudio, texto. StoryKit – Aplicativo que permite que o estudante faça conteúdo interativo com facilidade e rapidez. Puppet Pals HD – Para criar apresentações com animações e áudio de forma fácil e rápida. É possível escolher os personagens da história e gravar a voz por cima. Storyboard – para criar histórias. SonicPics – permite organizar imagens e fazer gravações narrando sobre elas. Comic Life – para criar histórias em quadrinhos com utilização de fotos e imagens. SlickFlick – para criar vídeos e animações utilizando fotos do celular. Situações-problema (cenário de aprendizagem):20 Conforme os autores Camargo e Daros (2018), para essa estratégia de aprendizagem ativa, é preciso, na construção de cenários, entender quais saberes serão necessários para que o aluno compreenda a situação- 20 Retirado do livro “A sala de aula inovadora: estratégias pedagógicas para fomentar o aprendizado ativo”, de Fausto Camargo e Thuinie Daros, 2018. 41 problema e saiba aplicar os recursos teóricos-metodológicos para a solução. Partir de situações-problema faz com que o estudante se aproprie de um conhecimento ainda não adquirido, para isso o professor precisa planejar alguns elementos como: bases de conhecimentos disponibilizados aos estudantes, (textos, vídeos, livros, sites etc.), objetivar o foco a ser dado ao problema, partir de um questionamento, por exemplo, cuja resposta não seja encontrada numa simples busca na internet, mas problematizar uma situação de forma que várias mobilizações sejam necessárias para a resolução desse problema. Mapas Mentais:21 A estratégia de mapas mentais é interessante ser desenvolvida pelo próprio aluno ou em grupo. Consiste em uma ferramenta para ilustrar ideias e conceitos traçando, por exemplo, relações de causa, efeito, simetria e/ou similaridade existente entre eles. Os mapas mentais procuram representar, com o máximo de detalhes a relação conceitual existente entre informações que normalmente estão fragmentadas, difusas e pulverizadas em textos curtos ou longos. 21 Retirado do livro “A sala de aula inovadora: estratégias pedagógicas para fomentar o aprendizado ativo”, de Fausto Camargo e Thuinie Daros, 2018. Disponível em: https://www.mundoecologia.com.br/natureza/ecologia-mapa-mental/, acesso em out de 2019. Design thinking:22 Conforme os autores Camargo e Daros (2018), constitui uma estratégia criativa e prática, centrada no trabalho colaborativo. Desenvolvida a partir da colaboração, parte do entendimento das necessidades de outros, por meio de geração rápida de ideias, para a criação de solução inovadoras. Possibilita colocar o estudante no centro da atividade, envolvendo criatividade, para a geração de soluções, e a razão, para analisar e adaptar soluções para contextos determinados. Há inúmeras outras estratégias de metodologias ativas, listamos, aqui, algumas contribuições da rede, na certeza de que os docentes buscarão outras que melhor se adaptam ao desenvolvimento das 22 Retirado do livro “A sala de aula inovadora: estratégias pedagógicas para fomentar o aprendizado ativo”, de Fausto Camargo e Thuinie Daros, 2018. https://www.mundoecologia.com.br/natureza/ecologia-mapa-mental/ 42 habilidades e competências e que coloquem o estudante no centro do processo da aprendizagem. Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) Em meio a tantas possibilidades de ensino e de aprendizagem, é imprescindível mencionar o quanto o advento das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) tem influência sobre essa mudança de foco e paradigmas na educação. A definição de tecnologia é muito abrangente e envolve, entre outros, a aplicação prática de conhecimento científico. Para Silva (2003), tecnologia é um sistema por meio do qual a sociedade satisfaz suas necessidades. Assim sendo, pode-se dizer que tecnologias são produções humanas e, como tais, são partes de suas culturas. Nos diferentes momentos históricos, a humanidade criou e/ou aprimorou suas produções, visando atender suas necessidades sociais e culturais. Uma das tecnologias mais impactantes na vida das pessoas foi o computador, principalmente, o de uso pessoal, contexto que se tornou ainda mais significativo com o advento da internet. As mudanças nas organizações sociais e nas relações entre pessoas foram radicalmente aceleradas com a disseminação da internet. Esse impacto aconteceu também na educação, quando os computadores passaram a ser utilizados, uma vez que as tecnologias digitais modificam e criam novas formas de comunicação e de relações interpessoais. Entre as competências gerais da Base Nacional Comum Curricular está a que trata de compreender, utilizar e criar Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. Desta forma, é de extrema necessidade que a escola consiga acompanhar essas mudanças e inovações, para que, de posse dessas, possa utilizá-las no ensino dos diversos componentes curriculares. O Referencial Curricular Gaúcho enfatiza que as tecnologias digitais, sempre em mudança, trazem para o contexto escolar uma inquietação, pois, ao mesmo tempo em que exigem da escola uma nova abordagem, também, proporcionam a oportunidade de abandonar um modelo obsoleto. E para tal é necessário refletir sobre uma metodologia contemporânea, que promova uma participação efetiva dos estudantes, a humanização dos processos escolares e a implementação de metodologias ativas, nas quais o Projeto Político Pedagógico contemple a nova realidade escolar, com inúmeras alternativas de interações, conexões, experiências, ensino pela pesquisa, descobertas e desafios. Há novos e diferenciados processos comunicativos com base em distintas linguagens. Tal contexto leva a necessidade de ajustar processos educacionais, ampliando e ressignificando o uso que fazemos das 43 tecnologias digitais para que os estudantes saibam lidar com a informação cada vez mais disponível, pois como afirmou Buckingham (2007), na maior parte do tempo, utiliza-se um potencial muito limitado das tecnologias, restringindo-se, apenas, ao uso de “softwares de escritório” como os processadores de texto e as planilhas, entendendo e explorando essas tecnologias como se fossem sofisticadas máquinas de escrever, de acessar a informação e de comunicação como os processadores de texto e as planilhas. Da mesma forma, é preciso fazer com que os educandos percebam que a tecnologia não se restringe a jogar videogames, a saber utilizar aplicativos e manusear smartphones cada vez mais modernos, mas sim que a tecnologia pode ser desenvolvida e criada por eles. Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) A proposta de uma educação voltada paraa cidadania, como orientação inicial de aprendizagens, respeitando as características regionais e locais, da cultura, da economia e da população que frequentam a escola, já vem sendo estabelecida ao longo dos últimos anos. Essa proposta originou o trabalho com os Temas Contemporâneos Transversais permitindo a inserção de questões sociais como objeto de aprendizagem e reflexão dos estudantes. Da mesma forma, o Conselho Nacional de Educação, aponta que Temas como saúde, sexualidade e gênero, vida familiar e social, assim como os direitos das crianças e adolescentes, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90), preservação do meio ambiente, nos termos da política nacional de educação ambiental (Lei nº 9.795/99), educação para o consumo, educação fiscal, trabalho, ciência e tecnologia, diversidade cultural, devem permear o desenvolvimento dos conteúdos da base nacional comum e da parte diversificada do currículo. Outras leis específicas, que complementam a LDB, determinam ainda que sejam incluídos temas relativos à educação para o trânsito (Lei nº 9.503/97) e à condição e direitos dos idosos, conforme a Lei nº 10.741/2003 (Parecer CNE N°11/1990, p.14). Neste sentido, tais Temas têm a condição de especificar a vinculação entre os diferentes componentes curriculares de forma agregada (não se trata de abordar o tema paralelamente, e sim, de trazer, para os objetos de conhecimento e para a metodologia da área a perspectiva dos Temas), efetivando sua conexão com a realidade conhecida pelos estudantes, permitindo trazer contexto e contemporaneidade aos objetos do conhecimento descritos na BNCC, a qual enfatiza que cabe aos sistemas e redes de ensino. Assim como as escolas, em suas respectivas esferas de autonomia e competência, incorporar aos currículos e às propostas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transversal e integradora (BRASIL, 2017, p. 19). Assim, a configuração atual dos TCTs, previstos na BNCC, deu-se a partir de demandas sociais que desencadearam na criação de marcos legais, os quais asseguram fundamentação, maior grau de exigência e exequibilidade. Resumidamente, na BNCC, os TCTs foram ampliados para quinze, distribuídos em seis macroáreas temáticas, dispostos na imagem a seguir: 44 Retirado do material “Temas Contemporâneos Transversais na BNCC – contexto histórico e pressupostos pedagógicos”. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf., acesso em jun de 2019. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf 45 O quadro, a seguir, apresenta os marcos legais que embasam cada Tema:23. Temas Contemporâneos Marcos Legais Ciência e Tecnologia Leis Nº 9.394/1996 (2ª edição, atualizada em 2018. Art. 32, Inciso II e Art. 39), Parecer CNE/CEB Nº 11/2010, Resolução CNE/CEB Nº 7/2010. CF/88, Art. 23 e 24, Resolução CNE/CP Nº 02/2017 (Art. 8, § 1º) e Resolução CNE/CEB Nº 03/2018 (Art. 11, § 6º - Ensino Médio). Direitos da Criança e do Adolescente Leis Nº 9.394/1996 (2ª edição, atualizada em 2018. Art. 32, § 5º) e Nº 8.069/1990. Parecer CNE/CEB Nº 11/2010, Resolução CNE/CEB Nº 07/2010 (Art. 16 - Ensino Fundamental), e Resolução CNE/CEB Nº 03/2018 (Art. 11, § 6º - Ensino Médio). Diversidade Cultural Lei Nº 9.394/1996 (2ª edição, atualizada em 2018. Art. 26, § 4º e Art. 33), Parecer CNE/CEB Nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB Nº 7/2010. Educação Alimentar e Nutricional Lei Nº 11.947/2009. Portaria Interministerial Nº 1.010 de 2006 entre o Ministério da Saúde e Ministério da Educação. Lei Nº 12.982/2014. Parecer CNE/CEB Nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB Nº 07/2010 (Art. 16 - Ensino Fundamental). Parecer CNE/CEB Nº 05/2011, Resolução CNE/CEB Nº 02/2012 (Art. 10 e 16 - Ensino Médio), Resolução CNE/CP Nº 02/2017 (Art. 8, § 1º) e Resolução CNE/CEB Nº 03/2018 (Art. 11, § 6º - Ensino Médio). Educação Alimentar e Nutricional Lei Nº 11.947/2009. Portaria Interministerial Nº 1.010 de 2006 entre o Ministério da Saúde e Ministério da Educação. Lei Nº 12.982/2014. Parecer CNE/CEB Nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB Nº 07/2010 (Art. 16 - Ensino Fundamental). Parecer CNE/CEB Nº 05/2011, Resolução CNE/CEB Nº 02/2012 (Art. 10 e 16 - Ensino Médio), Resolução CNE/CP Nº 02/2017 (Art. 8, § 1º) e Resolução CNE/CEB Nº 03/2018 (Art. 11, § 6º - Ensino Médio). Educação Ambiental Leis Nº 9.394/1996 (2ª edição, atualizada em 2018. Art. 32, Inciso II), Lei Nº 9.795/1999, Parecer CNE/CP Nº 14/2012 e Resolução CNE/CP Nº 2/2012. CF/88 (Art. 23, 24 e 225). Lei Nº 6.938/1981 (Art. 2). Decreto Nº 4.281/2002. Lei Nº 12.305/2010 (Art. 8). Lei Nº 9.394/1996 (Art. 26, 32 e 43). Lei Nº 12.187/2009 (Art. 5 e 6). Decreto Nº 2.652/1998 (Art. 4 e 6). Lei Nº 12.852/2013 (Art. 35). Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global. Carta da Terra. Resolução CONAMA Nº 422/2010. Parecer CNE/CEB Nº 7/2010. Resolução CNE/CEB Nº 04/2010 (Diretrizes Gerais Ed. Básica). Parecer CNE/CEB Nº 05/2011 e Resolução CNE/CEB Nº 02/2012 (Art. 10 e 16 - Ensino Médio). Parecer CEN/CP Nº 08/2012. Parecer CNE/CEB Nº 11/2010, Resolução CNE/CEB Nº 07/2010 (Art. 16 - Ensino Fundamental), Resolução CNE/CP Nº 02/2017 (Art. 8, § 1º) e Resolução CNE/CEB Nº 03/2018 (Art. 11, § 6º - Ensino Médio). 23 Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf, acesso em jun de 2019. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf 46 Educação em Direitos Humanos Lei Nº 9.394/1996 (2ª edição, atualizada em 2018. Art. 12, Incisos IX e X; Art. 26, § 9º), Decreto Nº 7.037/2009, Parecer CNE/CP Nº 8/2012 e Resolução CNE/CP Nº 1/2012. Parecer CNE/CEB Nº 05/2011, Resolução CNE/CEB Nº 02/2012 (Art. 10 e 16 - Ensino Médio, Resolução CNE/CP Nº 02/2017 (Art. 8, § 1º) e Resolução CNE/CEB Nº 03/2018 (Art. 11, § 6º - Ensino Médio). Educação Financeira Parecer CNE/CEB Nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB Nº 7/2010. Decreto Nº 7.397/2010. Educação Fiscal Parecer CNE/CEB Nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB Nº 7/2010. Portaria Conjunta do Ministério da Fazenda e da Educação, Nº 413, de 31/12/2002. Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais Brasileiras Artigos 210, 215 (Inciso V) e 2016, Constituição Federal de 1988. Leis Nº 9.394/1996 (2ª edição, atualizada em 2018. Art. 3, Inciso XII; Art. 26, § 4º, Art. 26-A e Art. 79-B), Nº 10.639/2003, Nº 11.645/2008 e Nº 12.796/2013, Parecer CNE/CP Nº 3/2004, Resolução CNE/CP Nº 1/2004 e Parecer CNE/CEB nº 7/20106. Educação para o Consumo Parecer CNE/CEB Nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB Nº 7/2010. Lei Nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Proteção do consumidor). Lei Nº 13.186/2015 (Política de Educação para o Consumo Sustentável). Educação para o Trânsito Nº 9.503/1997. Parecer CNE/CEB Nº 11/2010, Resolução CNE/CEB Nº 07/2010 (Art. 16 - Ensino Fundamental), Resolução CNE/CP Nº 02/2017 (Art. 8, § 1º) e Resolução CNE/CEB Nº 03/2018 (Art. 11, § 6º - Ensino Médio). Decreto Presidencial de 19/09/2007. Processo de Envelhecimento, respeito e valorização do Idoso Lei Nº 10.741/2003. Parecer CNE/CEB Nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB Nº 07/2010 (Art. 16 - Ensino Fundamental). Parecer CNE/CEB Nº 05/2011, Resolução CNE/CEB Nº 02/2012 (Art. 10 e 16 - Ensino Médio), Resolução CNE/CP Nº 02/2017 (Art. 8, § 1º) e Resolução CNE/CEB Nº 03/2018 (Art. 11, § 6º - Ensino Médio). Saúde Parecer CNE/CEB Nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB Nº 7/2010. Decreto Nº 6.286/2007. Trabalho Lei Nº 9.394/1996 (2ª edição, atualizada em 2018. Art. 3, Inciso VI; Art. 27,Inciso III; Art. 28, Inciso III; Art. 35 e 36 – Ensino Médio), Parecer CNE/CEB Nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB Nº 7/2010. Vida Familiar e Social Lei Nº 9.394/1996 (2ª edição, atualizada em 2018. Art. 12, Inciso XI; Art. 13, Inciso VI; Art. 32, Inciso IV e § 6º), Parecer CNE/CEB Nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB Nº 7/2010. 47 Com o propósito de assegurar que o trabalho das escolas do Município de Pelotas atenda as características regionais e locais, ainda devem ser abordadas as seguintes Leis/Resoluções, atreladas aos temas descritos anteriormente: Lei Nº 4428/99 "Flora nativa e exótica" localizada no município de Pelotas e dá outras providências24 Lei Nº 11.520/00 Código Estadual do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul25 Lei Nº 6306/15 Anuência Ambiental Municipal26 Lei N° 6.086/14) Aplicação do teste de acuidade visual “Escala de Snellen”27 Lei n° 5.988/13 Correio escolar28 Lei Nº 5760/10 Projeto de conscientização, prevenção e combate ao bullying.29 Lei Nº 6.189/14 Projeto Municipal de Combate ao Crack “Tire a Pedra do Caminho”30 24Disponível em: https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/1999/442/4428/lei- ordinaria-n-4428-1999-dispoe-sobre-a-flora-nativa-e-exotica-localizada-no-municipio-de-pelotas- e-da-outras-providencias 25Disponível em: http://www.al.rs.gov.br/filerepository/repLegis/arquivos/11.520.pdf 26Disponível em: https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2015/631/6306/lei- ordinaria-n-6306-2015-dispoe-sobre-a-anuencia-ambiental-municipal-e-da-outras-providencias 27 Disponível em: http://sapl.camarapel.rs.gov.br/sapl_documentos/norma_juridica/1972_texto_integral 28 Disponível em: http://sapl2.camarapel.rs.gov.br/sapl_documentos/norma_juridica/1829_texto_integral 29Disponível em: http://sapl.camarapel.rs.gov.br/sapl_documentos/norma_juridica/129_texto_integral Lei Nº 6541/18 Educação empreendedora31 Lei Nº 6442/17 Educação Fiscal - Institui o Código de Defesa do Contribuinte Municipal (CDCM) no Município de Pelotas.32 Lei Nº 6653/18 Capacitação em Primeiros Socorros aos servidores de todas as EMEls do município de Pelotas.33 Lei Nº13.722/18 Lei Lucas.34 Lei N° 12.031/09 Momento cívico35 Lei Nº 9.605/98 Condutas e atividades lesivas ao meio ambiente36 Lei Nº 12.651/12 Proteção da vegetação nativa37 O grande objetivo é que o estudante não termine sua educação formal tendo visto apenas conteúdos abstratos e descontextualizados, mas que também reconheça e aprenda sobre os temas que são relevantes para sua atuação na sociedade. Diferentemente dos PCNs, em que os Temas 30Disponível em: http://sapl2.camarapel.rs.gov.br/sapl_documentos/norma_juridica/2106_texto_integral 31Disponível em: https://leismunicipais.com.br/a1/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2018/655/6541/lei- ordinaria-n-6541-2018-altera-a-redacao-da-lei-municipal-n-5645-2009-que-dispoe-sobre-a-lei- geral-municipal-da-microempresa-empresa-de-pequeno-porte-e-do-empreendedor-individual-e-da- outras-providencias 32Disponível em: https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2017/645/6442/lei- ordinaria-n-6442-2017-institui-o-codigo-de-defesa-do-contribuinte-municipal-cdcm-no-municipio- de-pelotas-e-da-outras-providencias 33Disponível em: https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2018/666/6653/lei- ordinaria-n-6653-2018-capacitacao-em-primeiros-socorro-aos-servidores-de-todos-os-emels-do- municipio-de-pelotas-e-da-outras-providencias 34 Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13722.htm 35 Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12031.htm 36 Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm 37Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/1999/442/4428/lei-ordinaria-n-4428-1999-dispoe-sobre-a-flora-nativa-e-exotica-localizada-no-municipio-de-pelotas-e-da-outras-providencias https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/1999/442/4428/lei-ordinaria-n-4428-1999-dispoe-sobre-a-flora-nativa-e-exotica-localizada-no-municipio-de-pelotas-e-da-outras-providencias https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/1999/442/4428/lei-ordinaria-n-4428-1999-dispoe-sobre-a-flora-nativa-e-exotica-localizada-no-municipio-de-pelotas-e-da-outras-providencias http://www.al.rs.gov.br/filerepository/repLegis/arquivos/11.520.pdf https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2015/631/6306/lei-ordinaria-n-6306-2015-dispoe-sobre-a-anuencia-ambiental-municipal-e-da-outras-providencias https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2015/631/6306/lei-ordinaria-n-6306-2015-dispoe-sobre-a-anuencia-ambiental-municipal-e-da-outras-providencias http://sapl.camarapel.rs.gov.br/sapl_documentos/norma_juridica/1972_texto_integral http://sapl2.camarapel.rs.gov.br/sapl_documentos/norma_juridica/1829_texto_integral http://sapl.camarapel.rs.gov.br/sapl_documentos/norma_juridica/129_texto_integral http://sapl2.camarapel.rs.gov.br/sapl_documentos/norma_juridica/2106_texto_integral https://leismunicipais.com.br/a1/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2018/655/6541/lei-ordinaria-n-6541-2018-altera-a-redacao-da-lei-municipal-n-5645-2009-que-dispoe-sobre-a-lei-geral-municipal-da-microempresa-empresa-de-pequeno-porte-e-do-empreendedor-individual-e-da-outras-providencias https://leismunicipais.com.br/a1/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2018/655/6541/lei-ordinaria-n-6541-2018-altera-a-redacao-da-lei-municipal-n-5645-2009-que-dispoe-sobre-a-lei-geral-municipal-da-microempresa-empresa-de-pequeno-porte-e-do-empreendedor-individual-e-da-outras-providencias https://leismunicipais.com.br/a1/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2018/655/6541/lei-ordinaria-n-6541-2018-altera-a-redacao-da-lei-municipal-n-5645-2009-que-dispoe-sobre-a-lei-geral-municipal-da-microempresa-empresa-de-pequeno-porte-e-do-empreendedor-individual-e-da-outras-providencias https://leismunicipais.com.br/a1/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2018/655/6541/lei-ordinaria-n-6541-2018-altera-a-redacao-da-lei-municipal-n-5645-2009-que-dispoe-sobre-a-lei-geral-municipal-da-microempresa-empresa-de-pequeno-porte-e-do-empreendedor-individual-e-da-outras-providencias https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2017/645/6442/lei-ordinaria-n-6442-2017-institui-o-codigo-de-defesa-do-contribuinte-municipal-cdcm-no-municipio-de-pelotas-e-da-outras-providencias https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2017/645/6442/lei-ordinaria-n-6442-2017-institui-o-codigo-de-defesa-do-contribuinte-municipal-cdcm-no-municipio-de-pelotas-e-da-outras-providencias https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2017/645/6442/lei-ordinaria-n-6442-2017-institui-o-codigo-de-defesa-do-contribuinte-municipal-cdcm-no-municipio-de-pelotas-e-da-outras-providencias https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2018/666/6653/lei-ordinaria-n-6653-2018-capacitacao-em-primeiros-socorro-aos-servidores-de-todos-os-emels-do-municipio-de-pelotas-e-da-outras-providencias https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2018/666/6653/lei-ordinaria-n-6653-2018-capacitacao-em-primeiros-socorro-aos-servidores-de-todos-os-emels-do-municipio-de-pelotas-e-da-outras-providencias https://leismunicipais.com.br/a/rs/p/pelotas/lei-ordinaria/2018/666/6653/lei-ordinaria-n-6653-2018-capacitacao-em-primeiros-socorro-aos-servidores-de-todos-os-emels-do-municipio-de-pelotas-e-da-outras-providencias http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13722.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12031.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm48 Transversais não eram tidos como obrigatórios, na BNCC, eles passaram a ser uma referência nacional obrigatória para a elaboração ou adequação dos currículos e propostas pedagógicas, ampliados como Temas Contemporâneos Transversais, pois, conforme a BNCC “são considerados como um conjunto de aprendizagens essenciais e indispensáveis a que todos os estudantes, crianças, jovens e adultos têm direito” (BNCC, 2017, p. 11) Interdisciplinaridade Muito se discute sobre a fragmentação do conhecimento, em especial, no espaço escolar, já que a sua construção dá-se a partir do trabalho desenvolvido em cada componente curricular. Como superar essa fragmentação? Acreditamos que, dentre as possibilidades, o trabalho interdisciplinar seja uma das alternativas. Muitos autores debatem sobre essa temática sem haver um consenso único sobre seu conceito, conforme Japiassu não há “[...] um sentido epistemológico único e estável. Trata-se de um neologismo cuja significação nem sempre é a mesma e cujo papel nem sempre é compreendido da mesma forma” (JAPIASSU, 1976, p. 72). Embora haja o uso do termo em diversos contextos, adotaremos uma linha de pensamento focando na interdisciplinaridade escolar. Neste contexto, “interdisciplinaridade se caracteriza pela intensidade das trocas entre os especialistas e pelo grau de integração real das disciplinas, no interior de um projeto específico de pesquisa” (JAPIASSU, 1976, p. 74). Assim, não há a anulação ou a diminuição dos conhecimentos de cada componente curricular, mas a integração desses diferentes saberes. Conforme Fazenda, [...] A interdisciplinaridade será possível pela participação progressiva num trabalho de equipe que vivencie esses atributos e vá consolidando essa atitude. É necessário, portanto, além de uma interação entre teoria e prática, que se estabeleça um treino constante no trabalho interdisciplinar, pois, interdisciplinaridade não se ensina, nem se aprende, apenas vive-se, exerce-se. Interdisciplinaridade exige um engajamento pessoal de cada um. Todo indivíduo engajado nesse processo será o aprendiz, mas, na medida em que familiarizar-se com as técnicas e quesitos básicos, o criador de novas estruturas, novos conteúdos, novos métodos, será motor de transformação (FAZENDA, 2011, p. 94). A interdisciplinaridade é uma prática que se aperfeiçoa, à medida que é praticada, tanto pelos docentes quanto pelos discentes, conforme o trabalho coletivo vai se desenvolvendo e os envolvidos vão experienciando-o. O trabalho interdisciplinar possibilita que os objetos de conhecimento sejam contextualizados numa maior amplitude, colocando-os em diálogo de forma que sejam aplicados em situações reais, já que os conceitos trabalhados pelas áreas, na interdisciplinaridade, ultrapassam os limites do componente. Avaliação Paralelo a todas essas considerações, a avaliação torna-se um momento de extrema importância dentro do processo e, por isso, pensar a avaliação escolar requer, dos sujeitos envolvidos, um movimento de 49 desconstrução daquilo que, desde há muito tempo, é praticado no ambiente escolar: a avaliação que rotula, que classifica, que aponta unicamente o erro. É necessário que a avaliação seja um momento de reflexão para que ela seja, de fato, um processo que consolide as aprendizagens. Com isso, a avaliação, neste documento orientador, assume o papel de mediadora, conforme Hoffmann “Avaliação é ‘movimento’, é ação e reflexão” (2011, p. 52). Ainda de acordo a autora, a avaliação mediadora propõe analisar teoricamente as várias manifestações dos alunos em situação de aprendizagem (verbais ou escritas, outras produções), para acompanhar as hipóteses que vêm formulando a respeito de determinados assuntos, em diferentes áreas de conhecimento, de forma a exercer uma ação educativa que lhe favoreça a descoberta de melhores soluções ou a reformulação de hipóteses preliminarmente formuladas. Acompanhamento esse que visa ao acesso gradativo do aluno ao saber competente na escola e, portanto, sua promoção a outros níveis de ensino (HOFFMANN, 2012A, p. 86 e 87). Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, 1996), a avaliação deve ser contínua e cumulativa com a prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Assim, a análise do processo de aprendizagem dos estudantes ao longo do ano letivo deve ser mais valorizado do que a eventual nota de um instrumento final. Conforme Luckesi, [...] uma prática de avaliação na escola, o ideal, para o acompanhamento da aprendizagem do educando, seria uma prática de “avaliação processual”, como propõe a Lei de Diretrizes Nacionais para a Educação. Processual quer dizer contínua, permanente, todos os dias e todas as horas. Esse seria o ideal para a nossa prática diária de trabalho escolar. Ela poderia também denominar-se ‘diagnóstica’, ‘formativa’, ‘mediadora’ ou ter outra designação que indique avaliação de acompanhamento e reorientação do processo, se necessário (LUCKESI, 2013, p.366). Entendemos que, para realizar uma avaliação que realmente faça a diferença no âmbito da aprendizagem, faz-se necessário vê-la como um processo de ensino que promova a reflexão e instrumentalize o professor para que possa colocar em prática seu planejamento de acordo com as características e necessidades dos seus estudantes. Assim, avaliar é oportunizar aos docentes e aos discentes a reflexão sobre as possibilidades de aprendizado, levando em consideração todos os aspectos educacionais. Para uma avaliação mediadora, é essencial que o professor conheça seu estudante, ou seja, conheça sua cultura, seus modos de pensar, de falar, de agir, propondo uma ação reflexiva da aprendizagem, ao invés de uma avaliação classificatória, de julgamento de resultados. No processo avaliativo, ao se deparar com resultados insatisfatórios, em termos de aprendizagem, é necessário oportunizar, aos educandos, outras oportunidades de aprendizagem com outras metodologias, assim como, outros instrumentos avaliativos para que haja a confirmação da aprendizagem e alterações na expressão dos resultados. Isto posto, a recuperação paralela faz-se necessária sempre que o professor verificar que os objetivos não foram plenamente alcançados por cada um dos estudantes. Desta forma, a avaliação serve, principalmente, para o docente reavaliar 50 seu planejamento buscando outras formas de oportunizar o ensino e a aprendizagem, considerando funções diagnóstica, cumulativa e formativa com a finalidade de alinhar e dar significado a esse processo. Além da avaliação processual cotidiana, das recuperações paralelas, devem-se propiciar, ao final de cada trimestre/semestre, os Estudos de Recuperação, os quais devem se dar após o encerramento do trimestre/semestre e antes de iniciar o próximo, além de ser ofertado no mesmo turno de estudo do estudante, fora do cômputo dos dias letivos e horas, conforme prevê a LDB. Neste momento, é necessário dedicar momento para retomada dos objetos de conhecimento e posterior aplicação do instrumento avaliativo, com intuito de oportunizar a possibilidade de melhorar os resultados. Cabe ressaltar que todos os estudantes têm direito aos Estudos de Recuperação, independente, de ter atingido ou não o mínimo previsto para aprovação. Vale ressaltar, também, que a escola deve atentar ao receber estudantes oriundos de outro estabelecimento de ensino que adote expressão de resultados diferente do adotado pela escola. Ela deve registrar com fidelidade os resultados trazidos pelo estudante. Neste caso, a instituição deve realizar avaliações para considerar apenas os resultados que o estudante obtiver na própria escola, a partir da transferência, de forma que não haja prejuízo ao estudante. Se a organização curricular não difere entre as escolas, no que diz respeito à expressãoMatemática ......................................................................... Área de Ciências da Natureza ........................................................... Ciências da Natureza........................................................... Área de Ciências Humanas ............................................................... Geografia ............................................................................ História ............................................................................... Área de Ensino Religioso ................................................................. Ensino Religioso ................................................................. Bibliografia ..................................................................................... Anexos ............................................................................................. Anexo 1............................................................................................ Anexo 2 ............................................................................................ 60 62 62 128 134 134 135 568 616 675 712 712 827 827 903 905 995 1.093 1.093 1.122 1.127 1.128 1.133 1 Documento Orientador Municipal Referencial Curricular da Rede Municipal de Ensino de Pelotas Considerações iniciais O Documento Orientador Municipal (DOM) busca alinhar-se às normativas do documento Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e Referencial Curricular Gaúcho (RCG), homologados em dezembro de 2017 e dezembro de 2018, respectivamente, após um longo período de construção com a participação de toda a sociedade. Além disso, almejamos construir, com a participação dos profissionais da educação da rede municipal de ensino, o currículo que norteará o trabalho pedagógico, tendo como meta, o desenvolvimento de uma educação integral de qualidade. A BNCC, em seu texto introdutório, explana que tal documento possui caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento (BNCC, 2017, p. 7). Assim, estudantes de todo o território nacional terão uma base comum de aprendizagens essenciais, buscando, desta forma, a igualdade e a equidade na Educação. No entanto, além de garantir esses direitos, os currículos devem oferecer uma parte diversificada sem ferir essas aprendizagens essenciais preconizadas pela BNCC e norteadas, também, pelo Referencial Curricular Gaúcho 1 (RCG). Assim, a implementação da Base Nacional Comum Curricular, nas redes de ensino, ocorre mediante a construção do Documento Orientador Municipal e consequente realinhamento dos Projetos Políticos Pedagógicos (PPPs) das escolas, o que possibilitará garantir que cada comunidade escolar tenha, em seu currículo, suas especificidades locais e suas necessidades de acordo com o diagnóstico realizado. É importante destacar que os modelos de estruturação, tanto dos Regimentos quanto dos PPPs, foram discutidos junto ao Conselho Municipal de Educação (CME) para posterior envio às escolas. A reelaboração dos PPPs escolares, em consonância com o DOM, é que subsidiará as ações e decisões pedagógicas que assegurarão essas aprendizagens essenciais. Conforme Silva (2012), o projeto pedagógico não é algo estanque que simplesmente é cumprido, mas se refere a uma dinâmica da organização escolar marcada por um processo mediante 1 Documento elaborado pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), a União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação (Undime) e o Sindicato do Ensino Privado no Rio Grande do Sul (Sinepe/RS), norteador dos currículos das escolas gaúchas. 2 avaliação constante dos resultados obtidos, das práticas adotadas e dos objetivos almejados. Corroborando com esse posicionamento, o documento da Base Nacional Comum Curricular afirma que BNCC e currículos têm papéis complementares para assegurar as aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da Educação Básica, uma vez que tais aprendizagens só se materializam mediante o conjunto de decisões que caracterizam o currículo em ação. São essas decisões que vão adequar as proposições da BNCC à realidade local, considerando a autonomia dos sistemas ou das redes de ensino e das instituições escolares, como também o contexto e as características dos alunos (BNCC, 2017, p. 16). Desta forma, é preciso ter claro que BNCC e currículos são documentos distintos. Enquanto a BNCC, em seu conjunto, traz aonde queremos chegar, ao final da Educação Básica, ou seja, as aprendizagens essenciais que os discentes deverão adquirir; os currículos e PPPs escolares irão nortear como chegar ao objetivo, traçando metas, estratégias, ações, metodologias etc. Tendo em vista a necessidade do alinhamento do currículo da rede à BNCC/RCG, alguns percursos pedagógicos foram realizados. Em janeiro de 2018, os supervisores de ensino da Secretaria Municipal de Educação e Desporto – Smed – intensificaram o processo de apropriação da Base Nacional Comum Curricular, assim, grupos de estudos foram criados para leituras e discussões acerca do documento. Seguindo o processo, em abril do mesmo ano, supervisores de ensino da Smed participaram do 1º Seminário Estadual da Nova Base Nacional Comum Curricular, em que houve o lançamento da plataforma digital do Referencial Curricular Gaúcho. No mês seguinte, em maio, a Secretaria realizou reunião/formação com coordenadores pedagógicos para início das discussões com as escolas. Nesse encontro, o foco foi “o sujeito que a escola quer formar”. Posterior a isso, a Smed elaborou e disponibilizou, às escolas, materiais de estudos e de reflexão sobre a BNCC para as discussões em reuniões pedagógicas 2 . Nessas reuniões, os professores puderam ler, compreender, exercitar e refletir sobre as mudanças que a BNCC propõe. A partir do retorno das atividades de reflexão, os supervisores de ensino puderam acompanhar os percursos pedagógicos realizados pelas escolas, assim como, utilizar essas reflexões na construção deste documento orientador. Em julho, aconteceu a Conferência de Avaliação e Monitoramento do PME e CONAE municipal com a participação de representantes da sociedade civil e instituições escolares. Além disso, a Smed esteve presente na CONAE estadual, em setembro, e na nacional, em novembro. Em setembro e outubro de 2018, professores e estudantes da rede municipal foram consultados por meio de amplo processo de escuta, que possibilitou compilar as percepções, as recomendações e os anseios para a estruturação de um currículo com vistas a uma educação integral de qualidade 3 . 2 Orientações quanto às discussões encontram-se em anexo. 3 A compilação da enquete encontra-se em anexo. 3 Já em 2019, no mês de abril, a Smed participou do 30º Fórum Estadual das Secretarias Municipais de Educação do RS e Fórum Ordinário da UNDIME/RS. Em maio, esteve no 1° Encontro Presencial nas Regionais Referente à Formação Continuada de Professores - BNCC e RCG e, em outubro, no 2º Encontro. Ademais, as instituições de ensino da rede realizaram discussões sobre a BNCC/RCG nos dias D, os quais foram momentos de estudo e discussão sobre a BNCC e RCG ocorridos nas escolas com a participação dos professores e das equipes diretivas. Em julho, a primeira versão do DOM foi enviada às escolas, via documento pdf e formulário google forms, para que osdos resultados, a instituição deverá considerá-los desde que não haja prejuízo ao educando. Diante de expressões insatisfatórias, oriundas de outra instituição, a escola deve realizar avaliações de recuperação para alteração de notas ou, ainda, considerar apenas os resultados obtidos na escola a partir da transferência. Caso o estudante não traga nenhuma expressão de resultado, a escola realiza avaliações correspondentes ao trimestre em que o estudante ingressou, a partir da transferência. Na perspectiva avaliativa adotada pela rede municipal de ensino, o ato de ensinar traz a significação do fazer a aprender algo (Roldão, 2010,2014), partindo do pressuposto de que o aprendente seja orientado a desenvolver mecanismos (criticidade, resolução de problemas, desenvolvimento de atividades complexas) que lhe permitam a construção do seu próprio conhecimento. Com isso, o professor necessita ter clareza de como colocará em prática seu planejamento didático- pedagógico e como “selecionar, produzir, aplicar e avaliar recursos didáticos e tecnológicos para apoiar o processo de ensinar e aprender” (BNCC, 2017, p.17). O currículo da rede municipal de Pelotas conceitua os instrumentos avaliativos como ações pedagógicas, reflexivas e desafiadoras, ou seja, “avaliar a aprendizagem está profundamente relacionado com o processo de ensino e, portanto, deve ser conduzido como mais um momento em que o aluno aprende” (Moretto, 2008, p. 10). Em consonância a essa posição, a Base Nacional Comum Curricular aponta algumas decisões que devem ser tomadas, em termos de aprendizagem, para que se tenha um currículo em ação. Assim, é pertinente construir e aplicar procedimentos de avaliação formativa de processo ou de resultado que levem em conta os contextos e 51 condições de aprendizagem, tomando tais registros como referência para melhorar o desempenho da escola, dos professores e dos alunos (BNCC, 2017, p. 17). Nesta vertente, o professor tem papel importante, na elaboração de um planejamento que contemple, de forma clara, os objetivos a serem alcançados. Além da avaliação processual realizada na escola, equipes gestoras, docentes e discentes podem contar com a Avaliação Municipal, oferecida pela Secretaria Municipal de Educação e Desporto para sua rede de ensino, como mais um instrumento que auxilia no diagnóstico da aprendizagem. A referida avaliação objetiva diagnosticar o desempenho dos educandos em Língua Portuguesa e Matemática, do 5º ao 9º ano, com foco nas habilidades de leitura e na resolução de problemas matemáticos, conforme a Matriz de Referência proposta pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB). Nos Anos Iniciais, a produção escrita é avaliada em todos os adiantamentos, abrangendo, ainda, do 1º ao 4º ano, as habilidades propostas pela BNCC. Além das avaliações de Língua Portuguesa e Matemática, a Avaliação Municipal, a partir de 2019, também, realiza diagnóstico de desempenho nas áreas de Ciências Humanas e da Natureza a partir das habilidades propostas pela BNCC. De posse dos resultados dessa Avaliação, os professores têm a possibilidade de incluir, no seu planejamento, um trabalho voltado a sanar as dificuldades apresentadas pelos estudantes. De um lado, o diagnóstico serve como subsídio para que, escolas e gestores, juntos, avaliem as ações que vêm sendo desenvolvidas, mapeando as boas práticas e sinalizando os aspectos que merecem maior atenção. Por outro lado, serve, também, à Secretaria Municipal de Educação e Desporto, para intensificar o trabalho de supervisão e acompanhamento in loco, propondo formação continuada aos professores, incentivando o desenvolvimento de um trabalho contextualizado, o que já se evidencia com a própria construção dos instrumentos de avaliação, elaborados pelos supervisores de ensino com a participação de professores da rede municipal. Dentro da proposta de uma Educação Integral, orientadora deste currículo, o estudante deve ser avaliado na sua totalidade e, por isso, outro momento importante da avaliação escolar é o Conselho de Classe, no qual a equipe diretiva, professores e educandos se reúnem para, principalmente, realizar uma reflexão sobre o trabalho desenvolvido e traçar estratégias de ação para o período seguinte. É o momento de analisar, refletir e debater sobre as práticas de sala de aula, assim como, o desenvolvimento de cada estudante. Nesta circunstância, alguns questionamentos devem nortear a discussão, como: “O que esse estudante já sabe?”, “Como ele estava no início do processo?”, “Como foi seu desenvolvimento?”, “Quais são suas maiores dificuldades?”, “O que precisamos corrigir para que ele desenvolva todo seu potencial?”, “O que é preciso fazer daqui pra frente para que o estudante em questão e todos os outros avancem de forma significativa?”. Também é o momento em que o desempenho dos diversos setores da escola devem ser avaliados, a fim de que se articulem ações a serem desenvolvidas pela escola para a melhoria do trabalho. 52 O Conselho de Classe é a oportunidade que os docentes têm de, mais uma vez, a partir da escuta atenta dos demais colegas a respeito do desenvolvimento global do discente, reavaliá-lo considerando-o como ser integral, levando em conta seu desempenho como um todo em detrimento aos eventuais resultados obtidos num determinado componente curricular. A expressão dos resultados faz parte da proposta regimental de cada unidade de ensino sempre em consonância com este documento. As unidades escolares podem expressar esses resultados por pontos, média, conceito ou parecer, conforme suas necessidades e realidades, cabendo regimentar a descrição dos critérios, procedimentos e instrumentos de obtenção desses resultados. Cabe, também, a cada unidade de ensino, regimentar o procedimento de revisão dos instrumentos avaliativos, discriminando o período de solicitação, assim como, o setor responsável pelo recebimento da solicitação, a qual pode ser feita por estudantes maiores de 12 anos ou pelos responsáveis. Cabe salientar que, independente do período regimentado pela escola, o estudante tem direito à revisão dos instrumentos avaliativos (em qualquer tempo). A comunicação dos resultados de avaliação, ao término de cada trimestre/semestre, fica a critério de cada unidade escolar conforme Regimento. Por fim, a relação no ambiente educacional deve possibilitar que o educando se torne ativo no seu processo de aprendizagem, construindo junto ao professor um relacionamento de parceria, ou seja, trocas de ambos os lados que permitam enriquecer as aulas, considerando o desenvolvimento global do educando e seu progresso. Desta forma, as atividades propostas pelos professores precisam contemplar contextos reais e dinâmicos, tornando o aprendizado mais prazeroso, através da adoção de metodologias ativas e recursos pedagógicos que, efetivamente, colaborem para o oferecimento de uma educação de qualidade. Etapas e Modalidades de Ensino A Smed é responsável pela gestão de 89 escolas, dessas, (29) são Escolas Urbanas de Educação Infantil e sessenta (60) são Escolas de Ensino Fundamental, sendo vinte (20) na zona do campo e quarenta (40) na zona urbana. A modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) é oferecida em vinte (20) escolas municipais, tanto na zona urbana quanto na zona do campo. O Ensino Médio é proporcionado em uma das escolas da rede municipal, abrangendo as modalidades: Ensino Médio Regular e EJA, Curso Normal (Médio Habilitação em Anos Iniciais), Ensino Pós-Médio (Habilitação Educação Infantil e Anos Iniciais) Educação Infantil A Educação Infantil, a partir da Lei 9.394/96, passou a ser considerada como primeira etapa da Educação Básica. A partir da modificação feita na LDB em 2006, essa etapa passou a atender crianças de 0 a 5 anos. Esse atendimento se dá em crechese entidades equivalentes 53 para crianças de 0 a 3 anos e em pré-escola para crianças de 4 e 5 anos. A matrícula passou a ser obrigatória para crianças de 4 a 5 anos, completos até 31 de março do ano em curso da matrícula, com a emenda constitucional nº 59/2009. Na creche, há dois grupos: bebês (de zero a 1 ano e 6 meses) e crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses). Já na pré-escola: crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses). Nessa etapa, atualmente, "vem se consolidando a concepção que vincula educar e cuidar, entendendo o cuidado como algo indissociável do processo educativo (BNCC, 2017, p. 36)."A Educação Infantil tem como objetivo o desenvolvimento integral do estudante em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social que ocorrerá através de uma proposta pedagógica que tem como principais eixos estruturantes as interações e a brincadeira, a partir das quais, juntamente com as 10 competências gerais preconizadas pela BNCC, obtêm-se os seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento. Ensino Fundamental O Ensino Fundamental atende estudantes entre 6 e 14 anos dentro de duas fases: Anos Iniciais (1º ao 5º ano) e Anos Finais (6º ao 9º ano). Destaca-se que, neste período, crianças e adolescentes passam por várias mudanças relacionadas a aspectos físicos, cognitivos, afetivos, sociais, emocionais, entre outros (BNCC, 2017). Ao longo dessa etapa, na fase dos Anos Iniciais, é necessária uma articulação das vivências da Educação Infantil e progressiva ampliação para que novas relações com o mundo sejam oportunizadas gradativamente. Já, na fase dos nos finais, é preciso que haja retomada, ressignificação e aprofundamento do que foi aprendido para que os estudantes possam ampliar seu repertório. Ensino Médio O Ensino Médio configura-se como a etapa final da Educação Básica. Na rede municipal de ensino ele é ofertado em uma única escola nas seguintes formas: Ensino Médio Regular (3 anos) Ensino Médio EJA (1 ano e meio) Ensino Normal Pós-Médio (Habilitação Educação Infantil ou Anos Iniciais – 2 anos e meio) Curso Normal Integrado (Habilitação em Anos Iniciais – 3 anos e meio) Visando a continuidade do compromisso com a formação global do estudante, a etapa do Ensino Médio foca na juventude e no protagonismo do estudante, objetivando a formação de jovens críticos e autônomos, entendendo a crítica como a compreensão informada dos fenômenos naturais e culturais, e a autonomia como a capacidade de tomar decisões fundamentadas e responsáveis (BNCC, 2018, p. 463). 54 Educação Especial Nas Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial, na perspectiva da Educação Inclusiva, está definido que a Educação Especial é “uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, realiza o Atendimento Educacional Especializado (AEE), disponibiliza os serviços e recursos próprios desse atendimento e orienta os estudantes e os professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.” Durante todo o processo de escolarização, este atendimento deve estar articulado com o Projeto Político Pedagógico da escola, buscando atender as necessidades educacionais específicas de todos os estudantes. A escola precisa identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade, considerando as especificidades de cada aluno, a fim de proporcionar a participação plena dos estudantes com deficiências (física, visual, auditiva, intelectual e múltipla), com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e com Altas Habilidades/Superdotação. O AEE tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras no que se refere à participação plena para: Estudantes com deficiência: aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, poderão ter obstruída sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. Estudantes com Transtorno do Espectro Autista: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluindo-se nesta definição educandos com autismo clássico, síndrome de Asperger, e transtornos invasivos sem outra especificação. Estudantes com altas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento nas áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas. Não podemos deixar de considerar que, para a implementação desta política, é fundamental desenvolver junto aos educadores e à comunidade educacional, práticas inclusivas, buscando transformar o ambiente escolar em um espaço mais acolhedor, além de organizar, desenvolver e manter ações que pretendem qualificar profissionais, visando a eliminação de qualquer tipo de barreira. Neste sentido, todo ano, o Centro de Apoio, Pesquisa e Tecnologias para a Aprendizagem (Capta), Setor de Educação Especial, oferece formação continuada para todos os profissionais que compõem a estrutura de apoio ao processo de Inclusão: Professores de AEE, Professores Auxiliares, Cuidadores e Coordenadores Pedagógicos das escolas. Através do Capta, são acompanhadas as ações desenvolvidas, coordenando e prestando assessoria pedagógica na implantação, 55 implementação e no funcionamento das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM's). São nestas salas específicas e nos Centros Especializados de Atendimento que são realizadas as atividades próprias do Atendimento Educacional Especializado, sempre no turno oposto à escolarização. Considerando a especificidade da atuação dos profissionais nas SRMs, é exigido como formação inicial a Pedagogia, a Psicopedagogia ou a Especialização em Educação Especial. As atividades do AEE diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo substitutivas da escolarização. Este atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos estudantes, no contra turno, com vistas à autonomia e independência dentro e fora da escola. Segundo a Declaração de Salamanca, “todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas possam ter.” Além disso, a Resolução Nº 001 /2017, do Conselho Municipal de Educação de Pelotas, “orienta a implementação das normas que regulamentam a Educação Especial no Sistema Municipal de Ensino de Pelotas. A resolução complementa a regulamentação quanto à oferta da modalidade e sua aplicabilidade no Sistema Municipal de Ensino de Pelotas.” Atualmente, em nossa rede de ensino, já está normatizado todo o processo de acesso e permanência dos estudantes com deficiência. Nesta resolução constam os atendimentos prestados pelo Centro de Atendimento ao Autista Doutor Danilo Rolim de Moura legitimado pelo decreto de criação número 5706 de 05 de dezembro de 2013. Ele atende estudantes com TEA incluídos nas escolas regulares do sistema municipal de ensino, as atividades no Centro são realizadas no contra turno da escola. A Lei Berenice Piana 12.764 de 2012 foi um importante marco, e uma das principais leis brasileiras que amparam e norteiam as políticas públicas criadas para inclusão de crianças, jovens e adultos autistas. O Centro nasceu de uma importante política pública para atender a demanda de pessoas com TEA no município, desde 2014 o trabalho desenvolvido pelo Centro junto as escolas prevê orientações, estudos de caso e formações na área do TEA. Cada sujeito com TEA é único e irá responder melhor aos tratamentos e intervenções que melhor se adaptarem ao seu jeito singular de funcionamento. No Centro são ofertados os seguintes atendimentos: Atendimento EducacionalEspecializado, Atendimento Psicopedagógico, Intervenção Precoce, Ludoterapia, Atendimento de Psicomotricidade, Educação Física, Arteterapia, Tecnologia Assistiva, Terapia Ocupacional, Atendimento às famílias na área da psicologia, orientação educacional. Neste espaço, são promovidos campos de estágio e pesquisas voltadas ao autismo. Assim, o Centro busca construir, em parceria com as escolas, estratégias que melhor respondam às necessidades de cada aluno. Acreditamos que a inclusão educacional é tão agregadora que seus benefícios só se efetivam quando a escola abre suas portas para todos, sem discriminação, sem preconceitos, estendendo os seus benefícios para toda a 56 sociedade. Neste sentido, várias ações estão sendo implementadas amparadas por definições legais: a Resolução CNE/CEB 2/2001, no seu Art. 8º e inciso III, diz que as escolas da rede regular de ensino devem prever e prover na organização de suas classes comuns, flexibilizações e adaptações curriculares, que considerem o significado prático e instrumental dos conteúdos básicos, metodologias de ensino e recursos didáticos diferenciados e processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos estudantes que apresentam “necessidades educacionais especiais”, em consonância com o projeto pedagógico da escola, respeitada a frequência obrigatória. Para dar início a esse processo de discussão na rede, através das professoras de AEE, foram realizadas leituras, estudo e sistematização sobre adaptação curricular e posteriormente, desenvolveu-se uma experiência piloto em cada escola, utilizando um modelo que foi produto das discussões. Sentindo a necessidade de maior envolvimento dos coordenadores pedagógicos, neste processo, foi realizado reunião-estudo com este tema, envolvendo toda a rede, no início do ano letivo de 2019. Os professores de AEE, em conjunto com os coordenadores, operacionalizam a adaptação nas escolas para darem conta dos principais desafios detectados: a individualização da aprendizagem; conhecer o funcionamento da criança e seus estágios de desenvolvimento; adaptar o contexto; adaptar as atividades e adaptar instrumento, critério e registro de avaliação e favorecer que o aluno leve a aprendizagem para a vida. Este “modelo sugestão”, construído coletivamente, pode ser reorganizado de acordo com a necessidade da escola: Outra ação implementada para a efetivação do processo de Educação Inclusiva é a garantia de que todos os estudantes com deficiência têm o direito de ter seus resultados de aprendizagens descritos e não medidos, então, o resultado de suas avaliações é expresso através de Parecer Descritivo, conforme o Parecer 56/2006 CEED e a Resolução nº1/2017 em seu artigo 6º Inciso IV, item “d” prevê que deve-se “Proporcionar que os/as estudantes com deficiência tenham, em seu processo de ensino, avaliações pedagógicas contínuas e processuais registradas no seu contexto escolar através de Parecer Descritivo em todos os níveis, etapas e modalidades”. 57 Para isto, foram realizados estudos junto às coordenações e enviadas, para todas as escolas, as seguintes orientações pedagógicas para a sua elaboração: Especificar a caminhada da alfabetização sem listar os conteúdos. Constar, nos pareceres, todos os componentes curriculares, atentando que sua construção seja, preferencialmente, de forma coletiva. Especificar o desempenho do aluno, nas diferentes áreas, sem a necessidade de listar os conteúdos trabalhados. O parecer deve ser de fácil interpretação para o aluno e responsáveis. Explicitar o desenvolvimento do estudante considerando os aspectos afetivos, sociais e cognitivos. Substituir expressões como: não conhece, não realiza, não sabe por: ainda não conhece, ainda não realiza, ainda não sabe. Evitar comparações do aluno com a turma, repetição de aspectos comportamentais e contradições, julgamentos e subjetividade, ao longo do parecer, em detrimento da descrição das aprendizagens. Não tecer comentários que enfatizem a deficiência do aluno. Não citar outras pessoas no parecer (turma, professora, um colega, a família). Cuidar expressões, como: apesar de suas limitações/alcançou os objetivos propostos. Citar a participação ou não do aluno nas tarefas escolares. Descrever no parecer as potencialidades dos educandos. Mencionar a autonomia ou não quanto às atividades de vida diária. Atentar que a escrita dos pareceres está sob responsabilidade dos professores das turmas. Considerar o caráter oficial do parecer, o qual é documento público. Ressaltar o desenvolvimento em relação à linguagem (compreensiva e expressiva, vocabulário, leitura, interpretação e produção escrita); ao pensamento matemático (cálculos, problemas; números, noções de grandeza, resolução de problemas); ao pensamento simbólico (ordenar o pensamento, classificar...); ao aspecto psicomotor e à interação com colegas e professores. Escrever o parecer em um texto único. Encaminhar, ao Capta, solicitação de troca de registro de avaliação dos resultados dos estudantes. Ex: Nota para Parecer com as devidas justificativas. Após este procedimento, o documento deverá se entregue, então, no SPDE. Em relação à Avaliação Municipal, implementada na rede, destacamos que os alunos com deficiência devem ser incluídos nesse processo a partir da elaboração de instrumentos adaptados pelos professores das turmas. Após a realização desta avaliação, as escolas enviam ao Capta os referidos instrumentos, preenchidos pelos estudantes para que o setor tome ciência dos resultados desse processo com o objetivo 58 de subsidiar as ações futuras de formação continuada e de acompanhamento do trabalho. No município de Pelotas, o investimento em Educação Inclusiva é um processo contínuo, que se aprimora a cada ano, para que o Atendimento Educacional Especializado seja uma realidade em todas as escolas e se estenda a todos os estudantes com deficiência da rede. O Capta, através de seu plano de ação, assume a responsabilidade de: Implementar uma política inclusiva que priorize o atendimento dos estudantes com deficiência na educação básica da rede pública municipal de Pelotas, que se inicia nas classes de Educação Infantil e permeia o Ensino Fundamental e o Médio nos termos hoje propostos pela legislação brasileira, enfrentando os desafios da inclusão escolar e colocando em ação os meios pelos quais ela verdadeiramente se concretiza. Acompanhar as ações referentes à Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva desenvolvidas no Sistema Municipal de Ensino. Pesquisar, produzir, divulgar e debater estudos científicos sobre educação inclusiva. Coordenar e prestar assessoria pedagógica na implantação, implementação e no funcionamento das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM's) nas escolas do sistema. Realizar assessoria junto às equipes diretivas e ao corpo docente quanto às práticas pedagógicas, aos processos avaliativos, às concepções metodológicas e às adaptações curriculares. Oferecer formação continuada para todos os segmentos envolvidos no processo de educação inclusiva quanto às necessidades educacionais nas diferentes deficiências. Assessorar e orientar todas as escolas municipais dentro de uma abordagem multidiscplinar priorizando a reorganização das práticas escolares. Garantir o acesso e permanência de todas as crianças na escola. Legalmente é prevista e é assegurada, na rede municipal de ensino, a terminalidade específica – Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9.394\96, Inciso II do Artigo 59, a Resolução CNE\CEB 02\01, o Artigo 16 e o Parecer do Conselho Nacional de Educação 17\01 – que estabelece a terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do Ensino Fundamental, em virtudede suas deficiências. Educação de Jovens e Adultos A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de Ensino amparada pela LDB e tem, como objetivo principal, atender as pessoas que não tiveram acesso ao ensino regular na idade adequada ou então, mesmo que tenham ingressado no Ensino Regular, não deram sequência aos 59 estudos. Para o ingresso na modalidade EJA, conforme Resolução (CNE/CEB nº3/2010), no Ensino Fundamental, a idade mínima é de 15(quinze) anos completos já, no Ensino Médio, é de 18 (dezoito) anos completos. Em 24 de agosto de 2011, o Conselho Municipal de Educação de Pelotas, instituiu normas para a oferta da Educação de Jovens e Adultos, no Sistema Municipal de Ensino de Pelotas, em consonância com as Diretrizes Nacionais fixadas nas Resoluções do CNE/CEB nº3/2010 e nº7/2010. 38. Na rede municipal de ensino, a Educação de Jovens e Adultos é oferecida de forma presencial, nos turnos vespertino e noturno, atendendo às especificidades de cada comunidade estudantil. A modalidade EJA, organiza-se da seguinte forma: nas Etapas Iniciais, são oferecidas 300 (trezentas) horas, durante 100 (cem) dias letivos, distribuídos em 3 horas (cotidianas/regulares), totalizando 1.200 (mil e duzentas) horas presenciais em 4 semestres letivos. nas Etapas Finais, são oferecidas 400 (quatrocentas) horas, durante 100 (cem) dias letivos, distribuídos em 4 horas (cotidianas/regulares), totalizando 1.600 ( mil e seiscentas) horas presenciais em 4 semestres letivos. 38 Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=5642- rceb003-10&category_slug=junho-2010-pdf&Itemid=30192 e http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb007_10.pdf, acesso em jun de 2019. no Ensino Médio, são oferecidas 400 (quatrocentas) horas, durante 100 (cem) dias letivos, distribuídos em 4 horas (cotidianas/regulares), totalizando 1.200 (mil e duzentas) horas presenciais em 3 semestres letivos. Ao trabalhar na EJA, o professor deve ter claro a necessidade de desenvolver uma prática pedagógica comprometida com a educação de jovens e adultos, na qual é imprescindível construir um diálogo coletivo e um ambiente de interação constante. Tendo o diálogo como instrumento, acreditamos que o estudante conseguirá expressar suas experiências, saberes e emoções e, assim, construir novos conhecimentos, aprimorar conceitos, desenvolver habilidades e, então, tornar-se competente e capaz de dar continuidade aos estudos e concluí-los com êxito, inclusive, buscando formação acadêmica. As áreas do conhecimento, assim como os componentes curriculares devem estar a serviço da aprendizagem, portanto, todo o trabalho pedagógico deve ser mediado pelo professor que deve ter como objetivo estimular a curiosidade, questionar a realidade, problematizar as situações do cotidiano e fomentar a pesquisa. Para atender as especificidades da modalidade, o docente não poderá abrir mão de metodologias ativas, que estimulem a participação dos estudantes. Dentre os componentes curriculares trabalhados na EJA, na rede municipal de ensino, também são oferecidas as “Práticas Integradas” (componente com carga horária http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=5642-rceb003-10&category_slug=junho-2010-pdf&Itemid=30192 http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=5642-rceb003-10&category_slug=junho-2010-pdf&Itemid=30192 http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb007_10.pdf 60 específica dentro da grade curricular), que se destina a trabalhar competências e habilidades que apresentem aos educandos reflexões críticas que promovam sua inserção no complexo mundo do trabalho. Esse componente curricular dá ênfase em temas que investiguem a natureza do trabalho na contemporaneidade através das perspectivas solidária, coletiva e sustentável, em que o paradigma da colaboração e cooperativismo oportunizem um novo olhar sob a ótica dos jovens e adultos. A avaliação da aprendizagem do estudante deve ser presencial, de forma contínua, processual e diagnóstica, dando ao professor subsídios para aperfeiçoar o seu planejamento e, assim, sanar as dificuldades apresentadas pelo grupo discente. Com relação aos instrumentos de avaliação, o professor poderá realizar tantos quantos forem necessários e, preferencialmente, de diferentes formas, individualmente e em grupo. Para o avanço, o estudante precisará atingir um mínimo de 60% de aproveitamento no semestre e uma frequência obrigatória de 75% às aulas presenciais. Além das questões pedagógicas e metodológicas voltadas à EJA, o professor deve levar em consideração o estabelecimento das relações afetivas (a relação professor e estudantes tem de ser considerada), pois os educandos podem trazer consigo questões de baixa autoestima e dificuldades, seja por trabalharem durante o dia, seja por estarem alguns anos sem frequentar a escola. Cabe ao professor estimular cada estudante e realizar seu planejamento tendo como ponto de partida a construção da autonomia, favorecendo o que preconizou Paulo Freire, com relação à Educação de Jovens e Adultos, durante toda a sua trajetória docente, afirmando que o respeito à autonomia e à dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros. (...) É nesse sentido também que a dialogicidade verdadeira, em que os sujeitos dialógicos aprendem e crescem na diferença, sobretudo, no respeito a ela, é a forma de estar sendo coerentemente exigida por seres que, inacabados, assumindo-se como tais, se tornam radicalmente éticos (...) (FREIRE, 2019, p. 58). Transição entre as etapas e fases de ensino O processo de transição entre as etapas da Educação Infantil e o Ensino Fundamental requer um cuidado especial com a organização curricular, uma vez que esta deve manter seu caráter lúdico, tão característico da primeira etapa da Educação Básica. Além disso, deve ser priorizado o acolhimento afetivo e a continuidade das aprendizagens realizadas pelas crianças na Educação Infantil, sem haver ruptura entre as duas etapas. Essa articulação entre as etapas (Educação Infantil e Ensino Fundamental) é importante, a fim de prever, tanto a progressiva sistematização das experiências da Educação Infantil, quanto o desenvolvimento de novas formas de relação (BNCC, 2017). Para isso, o professor do Ensino Fundamental (fase Anos Iniciais), com o apoio da coordenação pedagógica, necessita buscar o conhecimento da vida escolar 61 do estudante que ingressou no primeiro ano, nos registros, nos relatórios, nos portfólios ou através de conversas com o professor da etapa anterior com intuito de subsidiar sua prática pedagógica. A partir da obrigatoriedade da matrícula na pré-escola, o Conselho Municipal de Educação, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Desporto, criou três documentos referentes à vida escolar do estudante de pré 1 e pré 2, são eles: Guia de Transferência, Certificado de Conclusão Escolar e Histórico Escolar. Os dois últimos documentos citados constituem-se em ferramentas importantes a serem utilizadas na transição entre as duas etapas. Outra articulação necessária é entre as fases Anos Iniciais e Finais para “evitar ruptura no processo de aprendizagem” (BNCC, 2017, p. 57). Assim, nos PPPs escolares, é necessário que esteja especificado como a instituição irá realizar as adaptações e articulações para apoiar os educandos nesses processos de transição. Isso se faz necessário, pois, como traz o Parecer CNE/CEB nº 11/2010, os alunos, ao mudarem do professor generalista dos anos iniciais para os professores especialistas dos diferentes componentes curriculares, costumam se ressentir diante das muitas exigências que têm de atender,feitas pelo grande número de docentes dos anos finais (BRASIL, 2010). Ademais, é importante levar em consideração que os estudantes que ingressam na fase Anos Finais encontram-se na transição entre a infância e adolescência. Conforme pontua a BNCC, nesse período de vida, como bem aponta o Parecer CNE/CEB nº 11/2010, ampliam-se os vínculos sociais e os laços afetivos, as possibilidades intelectuais e a capacidade de raciocínios mais abstratos. Os estudantes tornam-se mais capazes de ver e avaliar os fatos pelo ponto de vista do outro, exercendo a capacidade de descentração, “importante na construção da autonomia e na aquisição de valores morais e éticos” (BRASIL, 2010). Para orientar nas ações sobre a transição entre as etapas e fases, trazemos, para apoio, alguns questionamentos e reflexões que deverão ser contemplados nos PPPs escolares. Abaixo, há algumas situações que devem ser levadas em consideração39: Escola só de Educação Infantil: Quais atividades são realizadas pensando na transição dos estudantes da Educação Infantil para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental em uma nova escola? Os estudantes têm a oportunidade de visitar previamente as escolas onde cursarão os Anos Iniciais? De alguma forma, a sua escola oferece informações para essas escolas sobre a natureza do trabalho pedagógico desenvolvido e as aprendizagens desenvolvidas pelos estudantes? Há acompanhamento dos resultados dessa transição (ou seja, sua escola recebe algum retorno a respeito da adaptação / transição dos estudantes)? 39 Retirado do curso “A BNCC e a gestão escolar” promovido pelo MEC on-line. 62 Escola que atende Educação infantil e Anos Iniciais: Quais atividades são realizadas pensando na transição dos estudantes da Educação Infantil para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental? Quais atividades são realizadas? Há acompanhamento dos resultados dessa transição (ou seja, você recebe algum retorno a respeito da adaptação / transição dos estudantes)? Escola apenas com Anos Iniciais: Como os estudantes chegam da Educação Infantil-Pré-escola? Como esses estudantes são acolhidos? Que atividades são desenvolvidas para que eles possam se entrosar na nova escola? Quais são as atividades realizadas pensando na transição dos estudantes dos Anos Iniciais para os Anos Finais? Há acompanhamento dos resultados dessa transição (ou seja, a escola recebe algum retorno a respeito da adaptação / transição dos estudantes )? Escola que atende Anos Iniciais e Finais Como os estudantes chegam da Educação Infantil-Pré-escola? Como esses estudantes são acolhidos? Que atividades são desenvolvidas para que eles possam se entrosar na nova escola? Quais são as atividades realizadas pensando na transição dos estudantes dos Anos Iniciais para os Anos Finais? Quais atividades são realizadas para promover a transição entre os Anos Finais e o Ensino Médio em uma nova escola? Há acompanhamento dos resultados dessa transição (ou seja, você recebe algum retorno a respeito da adaptação / transição dos estudantes)? Escola que atende apenas Anos Finais: Quais atividades são realizadas para receber os estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? Quais atividades são realizadas para promover a transição entre os Anos Finais e o Ensino Médio em uma nova escola? Há acompanhamento dos resultados dessa transição (ou seja, você recebe algum retorno a respeito da adaptação / transição dos estudantes )? Estrutura e Organização do Currículo Educação Infantil: Marcos legais A Educação Infantil, hoje caracterizada como primeira etapa da Educação Básica, era conhecida, até a década de 1980, pela expressão “pré- escolar”, pois expressava, até então, o entendimento de que esta 63 correspondia a uma etapa anterior e independente ao processo educativo, o qual tinha origem com o ingresso das crianças no Ensino Fundamental aos sete anos de idade. A partir da Constituição Federal de 1988, o atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a 6 anos de idade, torna-se dever do Estado e, posteriormente, com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) em 20 de dezembro de 1996, a Educação Infantil passa, então, a ser parte integrante da Educação Básica, situando-se no mesmo patamar que o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Em 2006, houve uma modificação introduzida na LDB, a qual antecipou o acesso ao Ensino Fundamental para os 6 anos de idade, fato que, consequentemente, acabou por trazer alterações para a Educação Infantil e fez com que esta etapa passasse a atender a faixa etária de zero a 5 anos. Entretanto, embora reconhecida como direito de todas as crianças e dever do Estado, a Educação Infantil passa a ser obrigatória para as crianças de 4 e 5 anos apenas com a Emenda Constitucional nº 59/2009, que determina a obrigatoriedade da Educação Básica dos 4 aos 17 anos. Essa extensão da obrigatoriedade é incluída na LDB em 2013, consagrando plenamente a obrigatoriedade de matrícula de todas as crianças de 4 e 5 anos em instituições escolares. Concepção de criança Em consonância com a Base Nacional Comum Curricular compreendemos a criança como um ser que aprende e ressignifica a cultura na qual está inserida, produzindo novas concepções e significados a partir de suas experiências na interação com outra criança, o adulto e o meio. Assim sendo, a criança de zero a cinco anos e 11 meses, constitui-se um sujeito social e histórico, portador de direitos e desejos, o qual faz parte de uma organização familiar que por sua vez, também está inserida em uma cultura em determinado momento sócio-histórico. A criança nesta faixa-etária é profundamente marcada pelo meio social em que se desenvolve, da mesma forma que o marca, pois é, em meio a este, que irá se relacionar, construir vínculos e amizades, brincar, experimentar, questionar, construir e desconstruir conceitos e, através de tudo isso, significar tudo que lhe perpassa, provocando mudanças e alterações no seu grupo familiar e, consequentemente, na sociedade. É importante ressaltar também que cada criança é única na sua subjetividade e, portanto, possui uma natureza singular que a caracteriza como ser que sente e pensa o mundo de um jeito muito próprio. Sendo ainda que, para além do foco da aprendizagem, a criança é compreendida como um ser de direitos a serem respeitados, assim, as DCNEIs, apresentam os princípios éticos, políticos e estéticos: Éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades. Políticos: dos direitos 64 de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática. Estéticos: da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da liberdade de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais (BRASIL, 2010, p.16). O entendimento de que a criança interfere na sociedade, que tem algo a dizer e que tem direitos, faz com que se faça necessária uma Proposta Pedagógica voltada para Educação Integral deste sujeito, baseada em um planejamento flexível, organizado e com intencionalidade. Com isso, o professor precisa ter claramente traçados os objetivos que quer alcançar, ao longo do processo de ensino e aprendizagem dos pequenos e a partir destes organizar sua prática pedagógica. Proposta pedagógica da Educação Infantil A Proposta Curricular da Educação Infantil tem sua origem e fim na criança, ou seja, suas práticas pedagógicas devem articular os saberes e conhecimentos prévios da criança e os conhecimentos culturais de seu meio, tendo como eixos norteadores dessa prática, as interações e a brincadeira, produzindo nacriança mudanças que irão contribuir para a formação e o desenvolvimento integral desse ser social. Já preconizada pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI, 2010), a prática pedagógica norteada pelas interações e brincadeiras devem garantir às crianças, aprendizagens significativas e contextualizadas, fazendo com que esta tenha a oportunidade de (re)produzir e (re)inventar, de maneira simbólica e em diversas situações, as quais serão organizadas e potencializadas por meio do planejamento docente. O olhar atento do professor durante a brincadeira oportuniza ferramentas para intervir, quando necessário, propondo novos desafios para consolidação e ampliação da aprendizagem. Com relação a esses dois eixos estruturantes da prática pedagógica, a BNCC destaca que a interação durante o brincar caracteriza o cotidiano da infância, trazendo consigo muitas aprendizagens e potenciais para o desenvolvimento integral das crianças. Ao observar as interações e a brincadeira entre as crianças e delas com os adultos, é possível identificar, por exemplo, a expressão dos afetos, a mediação das frustrações, a resolução de conflitos e a regulação das emoções (BNCC, 20017, p.37 ). Ao perceber a criança como um ser social que nasce com capacidades afetivas, emocionais e cognitivas, reconhecemos a necessidade de uma educação integral, comprometida com o desenvolvimento global do sujeito. Além disso, é necessário o atendimento de todos os aspectos de seu desenvolvimento, formando-o para ser atuante em uma sociedade que exige cada vez mais cidadãos críticos, reflexivos, criativos, proativos, participativos e colaborativos. Por isso, compreender, conhecer e reconhecer o jeito particular das crianças serem e estarem no mundo é um grande desafio para a Educação Infantil. Desta forma, é preciso que a proposta pedagógica reconheça a criança como sujeito ativo do seu processo de aprendizagem, considerando- o como um ser que pensa sobre o que acontece ao seu redor e que, desde bebê até a fase criança pequena, seja capaz de expressar sua opinião, 65 através das diferentes linguagens corporais como a expressão facial, gestos, desenhos ou palavras. O reconhecimento do que a criança aprende no meio familiar é fundamental para uma aprendizagem significativa, pois, partindo deste conhecimento prévio, o professor pode planejar sua intervenção e promover o enriquecimento das experiências das crianças. De acordo com a BNCC, nesse contexto, as creches e pré-escolas, ao acolher as vivências e os conhecimentos construídos pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua comunidade, e articulá-los em suas propostas pedagógicas, têm o objetivo de ampliar o universo de experiências, conhecimentos e habilidades dessas crianças, diversificando e consolidando novas aprendizagens, atuando de maneira complementar à educação familiar- especialmente quando se trata da educação dos bebês e das crianças bem pequenas, que envolve aprendizagens muito próximas aos dois contextos (familiar e escolar), como a socialização, a autonomia e a comunicação (BNCC, 2017, p. 36 ). A importância do lúdico As brincadeiras constituem-se importantes ferramentas pedagógicas, as quais o professor de Educação Infantil deve valer-se, a fim de promover aprendizagens significativas e contextualizadas. Para tal, o brincar deve ser valorizado e intencionalmente pensado e planejado pelo professor, permitindo às crianças viver situações em que as mesmas experimentarão materiais, vocabulários, comportamentos, situações problemas e, até mesmo, papéis sociais diversos. Isso permitirá à criança criar, imaginar e representar a realidade e as experiências por ela adquiridas, viabilizando, assim, a construção de novos conhecimentos e a apropriação dos já instituídos. Além disso, o educador pode, a partir da observação das atividades lúdicas, obter um diagnóstico de comportamento geral do grupo ou do comportamento individual de seus alunos; descobrir em qual estágio de desenvolvimento se encontram as crianças; conhecer os valores, as ideias, os interesses e as necessidades de cada grupo, seus conflitos, problemas e potenciais (FRIEDMANN, 2012, p. 46). Organização de espaços, materiais, tempo e grupo Como já mencionado acima, as brincadeiras e interações entre os pequenos constituem-se nos dois eixos norteadores da Prática Educativa na Educação Infantil. Também já foi falado, brevemente, sobre a importância do papel do professor em valorizar e intencionalmente planejar e organizar ações que utilizam como via, a brincadeira. Mas de que forma esse planejamento se dará? Para organizar a Prática Pedagógica da Educação Infantil e Planejar uma sequência básica de atividades diárias, o professor terá que, primeiramente, fazer uma leitura do seu grupo de crianças, suas especificidades e, principalmente, das necessidades. A partir daí, levar em conta quatro fatores: a organização do espaço, a organização dos materiais, a organização do tempo e a organização dos grupos. 66 A organização dos espaços A organização dos espaços para brincar e viver o cotidiano e a rotina na Educação Infantil é uma importante ação do professor, uma vez que a decoração e organização deste vai trazer o aporte visual e organizacional característico do ambiente infantil. A sala deve caracterizar- se por um ambiente acolhedor, significativo e seguro. Além disso, os espaços externos da escola também precisam ser planejados, afinal, serão também utilizados pelos pequenos durante a rotina na escola e devem, portanto, garantir suas aprendizagens essenciais. A organização dos materiais A organização dos materiais também é muito importante. Os materiais dispostos nas salas, para uso direto das crianças, devem ser adequados à faixa-etária a qual se destina e, consequentemente, de acordo com suas características de desenvolvimento e aprendizagem, a fim de que as crianças possam manipulá-los e utilizá-los de forma autônoma, sem riscos para a mesma ou para o grupo e obtendo destes materiais os objetivos a qual se propõe. A organização do tempo A organização do tempo das atividades na Educação Infantil também é de extrema importância, uma vez que, assim como a proposta/ação está diretamente ligada a faixa-etária da criança, o período em que esta irá se deter na atividade, também, vai variar muito, inclusive, dentro do próprio grupo. Lembrando que mais uma vez se faz necessário o olhar atento do professor para observar e adaptar o tempo aproximado para mudar a proposta. A organização do grupo A capacidade de conhecer e aprender se dá através da convívio social, construindo a partir da interação entre o sujeito, o outro e o meio. Desta forma, o desenvolvimento infantil se constitui em um processo dinâmico em que a criança não é um agente passivo, muito pelo contrário é também agente transformador que se constitui e influencia na constituição do outro, através de suas ações e das ressignificações destas. Sendo assim, é importante que o professor oportunize condições para que, através da variação da constituição dos grupos, todos da sala tenham a chance de se reunir e interagir de forma mais próxima e direcionada. Adaptação A BNCC ressalta a Educação Infantil como o início e o fundamento do processo educacional e considera o ingresso nessa etapa “...na maioria das vezes, a primeira separação das crianças dos seus vínculos afetivos familiares para se incorporarem a uma situação de socialização estruturada” (BNCC, 2017, p. 36). Assim, o universo dos bebês, crianças pequenas e crianças bem pequenas, que têm como primeiro núcleo social a família, é 67 expandido ao ingressar na escola, sendo um novo ambiente, com uma organização e rotina diferente e novas interações. Esse processo de adaptação requerempatia e afetividade por parte de todos os profissionais da escola, entendendo que cuidar e educar são indissociáveis no processo educativo, pois a criança precisa sentir-se segura e acolhida no ambiente escolar. Segundo o Referencial Curricular Gaúcho, o cuidar na Educação Infantil vai além dos aspectos físicos, integrando-se às ações educativas , as quais devem garantir os direitos e interesses de aprendizagem das crianças. O cuidar está ligado à atenção às necessidades básicas de higiene, alimentação e repouso, ainda, segundo o referencial a concepção do cuidar, está direcionada a atitude do adulto em relação às crianças, ou seja, ao modo como toca um bebê quando está higienizando, ao modo como alimenta uma criança que ainda precisa de ajuda nessa atividade ou ao modo como o horário de uma refeição é realizada. Além disso, o cuidado também se vincula à atenção do adulto aos direitos da criança. Nesse sentido, educar transcende a ideia de um trabalho organizado por currículos ou programas pré- definidos e prescritivos. O entendimento de educar valoriza, escuta e respeita as características, os conhecimentos e as experiências das crianças, compreendendo-as como sujeitos de direitos, sociais, ativos e potentes (RCG, 2018, p. 57-58). O processo de adaptação demanda do professor um planejamento voltado às necessidades da criança nesse período de transição da família à escola. Para isso, a ficha de entrevista é utilizada como recurso no primeiro contato com a família, a fim de conhecer melhor seu futuro estudante. Além desse instrumento, na interação com o aprendiz, através das brincadeiras, de observações realizadas ou até mesmo do diálogo, dependendo da faixa etária da criança, terá mais subsídios para adequar seu planejamento às necessidades de adaptação de cada criança. O espaço, também, precisa ser organizado de maneira a acolher as experiências, as aprendizagens, a rotina. A parceria com a família é fundamental nesse processo, envolvendo-a nas atividades da escola, trocando informações sobre o estudante, estabelecendo vínculo e confiança, ela, assim como a criança, passa por esse processo de separação que resulta em distintas emoções. Cada família e cada criança respondem de maneira diferente ao período de adaptação. De acordo com o RCG, a adaptação ocorre sempre que a criança se depara com uma nova etapa ou um novo ambiente educativo, podendo ser em relação à mudança de escola, de turma, de professor referência ou mesmo entre os diferentes momentos da jornada diária (RCG, 2018, p. 68). Avaliação na Educação Infantil A avaliação na Educação Infantil tem caráter processual e constitui- se como uma ferramenta importantíssima de acompanhamento da ação do professor para diagnosticar possíveis fragilidades na construção da aprendizagem. Ela se faz a partir da observação atenta das crianças no cotidiano escolar e pressupõe a reflexão e reformulação da prática 68 pedagógica sempre que necessário, o que configura uma avaliação mediadora. Corroborando com essa concepção de avaliação, Hoffmann afirma que “um dos pressupostos básicos dessa prática é justamente seu caráter investigativo e mediador, não constatativo” (HOFFMANN, 2012, p. 25). A concepção de avaliação mediadora preconiza três procedimentos essenciais (não lineares, mas complementares) desse processo avaliativo, os quais são: a) uma observação atenta e individualizada da criança; b) análise reflexiva de suas manifestações, possibilidades e interesses; c) o planejamento de ações educativas visando oferecer-lhes melhores e diferentes oportunidades de aprendizagem (HOFFMANN, 2012B, p.16). Nesta concepção de avaliação, é importante adotar instrumentos que possibilitem o acompanhamento e aprimoramento do processo de ensino e aprendizagem. Dentre esses instrumentos, podemos citar, a própria observação do professor, os diálogos; o registro desses através de anotações; relatórios, fotos ou vídeos. Também, a criação de portfólios individuais que proporcionarão ao docente estimar, não só o que a criança avançou, como também, as lacunas no seu processo de ensino e aprendizagem. Essas lacunas devem ser retomadas através da reorganização do planejamento docente, que deverá ter por objetivo, o desenvolvimento integral do estudante. É relevante lembrar, que esses registros constituem-se como importantes ferramentas para construção dos pareceres, pois oferecerão maior clareza e segurança para uma escrita personalizada, em que seja possível enxergar o perfil de cada estudante. Assim, os registros necessitam ser ricos em detalhes e não devem ser limitados à descrição do que a criança sabe ou não sabe fazer. Outro fator importante é que a criança deverá ser avaliada tendo como base ela mesma, dentro de suas potencialidades, fragilidades e sempre levando em conta seu contexto social, jamais a comparando às crianças de outros contextos. De acordo com a Resolução do Conselho Municipal de Educação (CME) de Pelotas, nº 002/2017 em seu artigo 7º: A avaliação na Educação Infantil é realizada trimestralmente, através de Parecer Descritivo com acompanhamento do desenvolvimento da criança nos aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivos/linguísticos, lógico/matemático, e sociais de acordo com a faixa etária, sem o objetivo de promoção, nem mesmo para o acesso ao Ensino Fundamental (CME). Direitos de aprendizagem A BNCC apresenta as 10 Competências Gerais da Educação Básica propostas para as três etapas. Estas competências devem ser trabalhadas durante a vida escolar do estudante, através das aprendizagens definidas na BNCC. Assim, as competências e habilidades a serem construídas neste nível de ensino são competências e habilidades humanas. Estas constituem 69 os impulsos emancipatórios que tornam as pessoas comunicativas, transformadoras, autônomas, críticas, solidárias e capazes de intervirem na sociedade. As competências a serem desenvolvidas exigem a inclusão universal e o respeito à diversidade como dimensões intrínsecas e indissociáveis, porque estão fundadas no princípio ético do respeito à vida. É importante ressaltar que as competências humanas incluem também a produção histórica de estruturas mentais na incorporação de saberes já produzidos pela humanidade e na criação de novos saberes. Portanto, competências humanas implicam em conhecimento e autonomia, desafiando o educando para a construção do seu eu em sociedade. Mobiliza conhecimentos, reelaborando-os na construção de sua vida e de seu meio, através do aprimoramento das funções psicológicas superiores, cognitivas, sócio afetivas e psicomotoras. A partir dos eixos estruturantes da prática pedagógica e das 10 competências gerais da Educação Básica são criados seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento com objetivo de garantir que, na Educação Infantil, as crianças sejam sujeitos ativos no seu processo de aprendizagem. Direitos esses expostos a seguir, conforme BNCC (2017). Direitos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil • Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas. • Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais. • Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais como a escolhadas brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando. • Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia. • Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de diferentes linguagens. 70 • Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário. Campos de experiência Na primeira etapa da Educação Básica e, de acordo com os eixos estruturantes da Educação Infantil, devem ser assegurados seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento, para que as crianças tenham condições de aprender e se desenvolver (Conviver, Brincar, Participar, Explorar, Expressar, Conhecer-se). Considerando os direitos de aprendizagem e desenvolvimento, a BNCC estabelece cinco campos de experiências (O eu, o outro e o nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta, fala, pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações). De acordo com a BNCC, a organização curricular da Educação Infantil está estruturada em cinco campos de experiências, no âmbito dos quais são definidos os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Os campos de experiências constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural (BNCC, 2017, p. 40). A organização curricular da Educação Infantil na BNCC está estruturada em cinco campos de experiências 40 : 1. O eu, o outro e o nós: À medida que vivenciam suas primeiras experiências sociais em situações de interação com a família, instituição escolar ou coletividade, as crianças constroem percepções sobre si e sobre os outros. É nesse contexto que desenvolvem a autonomia e o senso de autocuidado, noções de reciprocidade e de interdependência com o meio. A Educação Infantil deve criar oportunidades para que as crianças ampliem o modo de perceber a si mesmas e ao outro, valorizem sua identidade, respeitem e reconheçam as diferenças que nos constituem como seres humanos. 2. Corpo, gestos e movimentos: Na Educação Infantil, o corpo é integrante privilegiado das práticas pedagógicas. Desde cedo, as crianças exploram os objetos do seu entorno, o espaço e o mundo, tornando-se, progressivamente, conscientes da sua corporeidade, de suas sensações e necessidades, potencialidades e limites. A música, a dança, o teatro e as brincadeiras de faz de conta são recursos pelos quais as crianças se comunicam e expressam suas emoções. Cabe à instituição escolar promover oportunidades para que elas conheçam e vivenciem um amplo repertório de movimentos, gestos, olhares, sons e mímicas, e descubram variados modos de ocupação e uso do espaço com o corpo. 40 Retirado do material de apoio “Base Nacional Comum Curricular: material de referência pedagógica Educação Infantil e Ensino Fundamental”. 71 3. Traços, sons, cores e formas: Conviver com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas no cotidiano da instituição escolar proporciona às crianças a possibilidade de vivenciarem e se expressarem por meio de várias linguagens (sons, traços, gestos, danças, mímicas, encenações, canções, desenhos, modelagens, manipulação de materiais e de recursos tecnológicos). Essas experiências são importantes para o desenvolvimento do seu senso estético e crítico, o conhecimento de si mesmas, dos outros e da realidade onde estão inseridas. É papel da Educação Infantil criar situações em tempos e espaços diversos onde elas possam produzir e/ou apreciar experiências artísticas. 4. Escuta, fala, pensamento e imaginação: Durante a Educação Infantil, as crianças estão se apropriando da linguagem oral, ampliando e enriquecendo seus recursos de expressão e de compreensão do vocabulário. A leitura de textos pelo professor é uma das atividades que mais promove o desenvolvimento da oralidade. Essa prática favorece a escuta atenta, a formulação de perguntas e respostas, o convívio com novas palavras e novas estruturas sintáticas, além de introduzir as crianças no universo da escrita. Ao construir uma relação de familiaridade com os textos escritos, elas começam a formular hipóteses sobre a escrita, passando de rabiscos e garatujas a escritas espontâneas não convencionais à medida que vão conhecendo as letras, revelando uma compreensão da escrita como representação da oralidade. Cabe à instituição escolar garantir a leitura nas salas de Educação Infantil, onde o professor é o grande mediador entre as crianças e os mais diversos gêneros literários. 5. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações: Desde muito pequenas, as crianças veem-se diante de experiências em que precisam se situar em diferentes espaços (rua, casa, escola, bairro, cidade etc.) e tempos (dia e noite; hoje, ontem e amanhã etc.); demonstram curiosidades sobre o próprio corpo, os fenômenos atmosféricos, os animais, as plantas, as transformações da natureza, as relações sociais e de parentesco; e, além disso, também se deparam com situações que envolvem contagens, ordenações, relações entre quantidades, medidas, comparação de pesos e de comprimentos, avaliação de distâncias, reconhecimento de formas geométricas, conhecimento e reconhecimento de numerais cardinais e ordinais. Logo, é papel da Educação Infantil promover interações e brincadeiras nas quais as crianças tenham a oportunidade de realizar observações, manipular objetos, investigar e explorar o entorno, levantando hipóteses e consultando fontes de informação que esclareçam suas curiosidades e indagações. 72 Em cada campo de experiências, são definidos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento organizados em três grupos por faixa etária: 73 Abaixo há a exemplificação de como estão detalhados os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, os quais se referem a um mesmo aspecto do campo de experiências. Em cada coluna, os objetivos definidos são da BNCC, do RCG e do DOM Pelotas, respectivamente, conforme ilustrado a seguir. Como é possível observar no exemplo apresentado, cada objetivo de aprendizagem e desenvolvimento é identificado por um código alfanumérico. Após as contribuições no DOM Pelotas, o código terá a seguinte composição na Educação Infantil: 74 O esquema acima demonstra como os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento estão indicados no documento: As duas primeiras letras (EI) indicam a primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil. Os dois primeiros números indicam o grupo por faixa etária, ou seja, 01 = Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) 02 = Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) e 03 = Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses). O segundo par de letras indica um dos Campos de Experiência: EO = O eu, o outro e o nós CG = Corpo, gestos e movimentos TS = Traços, sons, cores e formas EF = Escuta, fala, pensamento e imaginação ET = Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações Os dois números seguintes indicam a posição do Objetivo na numeração sequencial do Campo de Experiências para cada grupoetário; entretanto, essa sequência não sugere ordem ou hierarquia entre os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. O terceiro par de letras (RS) indica o Estado do Rio Grande do Sul. 75 Os números seguintes indicam a posição do objetivo na numeração do Campo de Experiências para cada grupo/faixa etária dentro do Referencial Curricular Gaúcho (RCG) As letras seguintes (PEL) indicam o município de Pelotas. Os dois últimos números indicam a posição do objetivo na numeração do Campo de Experiências para cada grupo/faixa etária dentro do Documento Orientador Municipal (DOM) O código, no DOM, pode aparecer das seguintes formas também: EI01TS01RS-01/02PEL-01, em que a numeração RS-01/02 indica que as habilidades do RCG foram sintetizadas em uma única habilidade no DOM; já o código EI01TS01RS-01-04PEL-01, significa que as habilidades de 1 a 4 do RCG foram sintetizadas em uma única habilidade no DOM. Conforme orienta o RCG (2018, p. 85), os Campos de Experiências não são lineares, ou seja, não obedecem a uma ordem de prioridades, mas articulam-se entre si. Ao realizar a leitura dos Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil, o professor deve atentar para o contínuo das aprendizagens no grupo etário (progressão vertical) e entre os grupos etários (progressão horizontal), preocupando-se com a inter-relação entre os campos, evitando a fragmentação e a descontinuidade do trabalho pedagógico. 76 A seguir são apresentados os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, os quais se referem a um mesmo aspecto do campo de experiências: CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos. (EI01EO01RS-01) Mostrar-se ativa, sem a intervenção constante de um adulto. (EI01EO01RS-02) Envolver-se em jogos simples de dar e receber, lançar objetos no chão e manifestar-se ao recebê-los de volta. (EI01EO01RS-03) Demonstrar interesse em seguir algumas normas em atividades da rotina, participando em contextos de convívio social, como brincar ao lado de outras crianças imitando ou mostrando suas ações. (EI01EO01PEL-01) Perceber que suas ações (e comportamentos) têm efeitos nas outras crianças e nos adultos. (EI01EO01RS-01/02PEL-02) Mostrar-se ativa, sem a intervenção constante de um adulto e envolvendo-se em jogos simples de dar e receber; lançar objetos no chão e manifestar-se ao recebê-los de volta. (EI01EO01RS-03PEL-03) Demonstrar interesse em seguir algumas normas em atividades da rotina, participando em contextos de convívio social, como brincar ao lado de outras crianças imitando ou mostrando suas ações. (EI01EO01PEL-04) Reconhecer e identificar pessoas do seu grupo de convívio, bem como as expressões faciais que denotam os sentimentos destes. 77 (EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa. (EI01EO02RS-01) Desenvolver a linguagem corporal, a atenção e a curiosidade por tudo que a rodeia. (EI01EO02RS-02) Interessar-se por experimentar novos movimentos ao explorar objetos ou brinquedos conhecidos, como segurar objetos nas mãos e levá-los à altura dos olhos na busca por explorá-los, subir em objetos volumosos, lançar objetos em determinada direção. (EI01EO02RS-01PEL-01) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa, desenvolvendo a linguagem corporal, a atenção e a curiosidade por tudo que a rodeia. (EI01EO02RS-02PEL-02) Interessar por experimentar novos movimentos ao explorar objetos ou brinquedos conhecidos, tais como: segurar objetos nas mãos e levá- los à altura dos olhos na busca por explorá-los; sacudir chocalhos, a fim de perceber sua sonoridade, subir em objetos volumosos ou lançar objetos em determinada direção. (EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos. (EI01EO03RS-01) Experienciar situações do cotidiano em que exista o compartilhamento de materiais, brinquedos e espaços com outras crianças. 89 (EI01EO03RS-02) Participar de brincadeiras com professores, como esconder e achar, imitando os professores e/ou colegas e encadeando ações simples como derrubar uma torre de blocos ou pegar um caminhão e imitar seu som. (EI01EO03RS-03) Interessar-se por brincar de faz-de-conta junto com outras crianças, compartilhando brinquedos e a representação das atividades sociais. (EI01EO03RS-01PEL-01) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos e brinquedos, experienciando situações do cotidiano em que exista o compartilhamento, com outras crianças, de materiais, brinquedos e espaços, aprendendo a dividir e a lidar com possíveis situações de frustração decorrentes da interação com outro. (EI01EO03RS-02PEL-02) Participar de brincadeiras, como esconder e achar, imitando os professores e/ou colegas e encadeando ações simples como (levantar um lençol para olhar em baixo, procurar atrás de um móvel,) derrubar uma torre de blocos ou ainda pegar um caminhão e imitar seu som. (EI01EO03RS-03PEL-03) Interessar-se por brincar de faz de conta junto com outras crianças, compartilhando brinquedos e (experimentando as mais diversas representações) das atividades sociais. 78 (EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras. (EI01EO04RS-01) Vivenciar um processo de inserção que respeite o seu tempo e oportunize o seu acolhimento e adaptação. (EI01EO04RS-02) Comunicar-se com outros bebês e com adultos, fazendo uso de diferentes formas de comunicação, buscando contato, atenção e prolongamento das situações de interação. (EI01EO04RS-03) Usar gestos com a intenção de conseguir algo, apontando o que deseja, colocando a mão na barriga para manifestar que está com fome, apontar para torneira demonstrando sede, apontar para pessoas ou objetos como forma de mostrar reconhecimento. (EI01EO04RS-04) Sentir-se confiante nas situações de comunicação e cuidados pessoais com o adulto que escuta, observa e responde aos seus interesses e necessidades. (EI01EO04RS-01PEL-01) Vivenciar um processo de inserção que respeite o seu tempo e suas especificidades, oportunizando o seu acolhimento e adaptação. (EI01EO04RS-02PEL-02) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras, (ou fazendo uso de diferentes formas de comunicação, a fim de) interagir com outros bebês e com adultos, buscando contato, atenção ou prolongamento das situações de interação. (EI01EO04RS-03PEL-03) Usar gestos com a intenção de conseguir algo, apontando o que deseja, ou utilizando-se das mais variadas expressões corporais, tais como: colocar a mão na barriga para manifestar que está com fome, apontar para torneira demonstrando sede, apontar para pessoas ou objetos como forma de mostrar reconhecimento. (EI01EO04RS-04PEL-04) Sentir-se confiante nas situações de comunicação e cuidados pessoais com o adulto que escuta, observa e responde aos seus interesses e necessidades. (EI01EO05) Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de alimentação, higiene, brincadeira e descanso. (EI01EO05RS-01) Desenvolver a autoestima e afetividade no convívio em grupo. (EI01EO05RS-02) Construir relações de vínculos profundos e estáveis com os professores, manifestando interesses e necessidades, através de diferentes formas de expressar-see comunicar-se. (EI01EO05RS-03) Demonstrar prazer na participação em atividades relacionadas à sua alimentação, sono, descanso e higiene. (EI01EO05RS-01/02PEL-01) Desenvolver a autoestima e afetividade no convívio em grupo, construindo relações de vínculos profundos e estáveis com os professores, manifestando interesses e necessidades, através de diferentes formas de expressar-se e comunicar-se. (EI01EO05RS-03PEL-02) Reconhecer seu corpo, expressar suas sensações e demonstrando prazer na participação em atividades relacionadas a momentos de alimentação, higiene, brincadeira, sono e descanso. 79 (EI01EO06) Interagir com outras crianças da mesma faixa etária e adultos, adaptando-se ao convívio social. (EI01EO06RS-01) Enriquecer os conhecimentos e as vivências na escola e no contato com familiares do seu grupo de convivência. (EI01EO06RS-02) Mostrar interesse pelas ações e expressões de seus colegas ou ter prazer em interagir com os companheiros em situações de brincadeira, buscando compartilhar significados comuns. (EI01EO06RS-01PEL-01) Interagir de forma prazerosa com outras crianças da mesma faixa etária e adultos, adaptando-se ao convívio social e enriquecendo os conhecimentos e as vivências na escola, no contato com os familiares e no seu grupo de convivência, apropriando-se de novos conceitos e ressignificado-os constantemente. (EI01EO06RS-02PEL-02) Mostrar interesse pelas ações, expressões e comportamento de seus colegas e companheiros em situações de brincadeira, buscando compreender novos significados e compartilhar significados comuns. CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos. (EI02EO01RS-01) Compartilhar ações e brincadeiras em pequenos grupos, por meio de situações em que pode dividir brinquedos, negociar enredos para as brincadeiras, perceber gestos, sentimentos e ações dos colegas, com outras crianças e adultos. (EI02EO01RS-01PEL-01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos, compartilhando ações e brincadeiras em pequenos grupos, por meio de situações em que pode dividir brinquedos, negociar enredos, perceber gestos, sentimentos e ações de seus pares. (EI02EO02) Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para (EI02EO02RS-01) Vivenciar desafios e brincadeiras com o corpo, desenvolvendo noções de bem-estar e autoconfiança. (EI02EO02RS-01/04PEL-01) Demonstrar imagem positiva de si e confiança em suas capacidades ao vivenciar e enfrentar dificuldades e desafios, revelando, satisfação e 80 enfrentar dificuldades e desafios. (EI02EO02RS-02) Manusear, nos momentos de refeição, utensílios como colher, garfo e faca, progressivamente, passando a servir-se sozinha, com apoio do adulto. (EI02EO02RS-03) Explorar e reconhecer a própria imagem corporal: no espelho, brincando com luz e sombra, em fotografias e vídeos. (EI02EO02RS-04) Demonstrar satisfação e confiança em suas possibilidades corporais, realizando escolhas e resolvendo desafios nas brincadeiras e interações com outras crianças. confiança em suas possibilidades corporais, realizando escolhas e resolvendo desafios nas brincadeiras e interações com outras crianças. (EI02EO02RS-02PEL-02) Manusear utensílios como colher, garfo e faca, adquirindo progressivamente maior autonomia para realizar as refeições, passando a servir-se sozinha, com apoio do adulto, quando necessário. (EI02EO02RS-03PEL-03) Explorar e reconhecer a própria imagem corporal: no espelho, brincando com luz e sombra, em fotografias e vídeos. (EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos. (EI02EO03RS-01) Desenvolver a partilha de brinquedos, objetos e espaços e a convivência com crianças da sua idade, de idades diferentes e adultos. 92 (EI02EO03RS-02) Explorar espaços diversos na sala referência, acessando e interagindo com uma diversidade de materiais e propostas que instiguem a descoberta, a interação, o brincar simbólico e a organização em pequenos grupos. (EI02EO03RS-01PEL-01) Compartilhar brinquedos, objetos e espaços com crianças de diferentes faixa etária e adultos, desenvolvendo o sentimento de partilha. (EI02EO03RS-02PEL-02) Explorar e experimentar espaços diversos na sala referência, bem como em outros espaços, acessando e interagindo com uma diversidade de materiais e propostas que instiguem a descoberta, a interação, o brincar simbólico e a organização em pequenos grupos. (EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender. (EI02EO04RS-01) Vivenciar momentos diários em que as crianças possam falar e escutar umas às outras - nas rodas de conversa, nos momentos de refeição, nos espaços da sala referência, na brincadeira livre, no pátio, em duplas, trios ou pequenos grupos. (EI02EO04RS-01PEL-01) Comunicar-se com os colegas e com os adultos, buscando compreendê- los e fazendo-se compreender, vivenciando momentos diários de fala e de escuta nas rodas de conversa; nos momentos de refeição; nos espaços da sala referência; na brincadeira livre, no pátio; dentre outros, sendo que tais momentos podem, também, serem organizados em duplas, trios ou pequenos grupos. 81 (EI02EO04RS-02) Expressar-se, por meio de movimentos corporais, de produções artísticas e de representações ao brincar de faz-de-conta. (EI02EO04RS-03) Relatar situações e fatos vividos, ampliando seu vocabulário e utilizando novas palavras e frases cada vez mais complexas. (EI02EO04RS-02PEL-02) Expressar-se, por meio de movimentos corporais, de produções artísticas e de representações ao brincar de faz de conta. (EI02EO04RS-03PEL-03) Relatar situações e fatos vividos no cotidiano, ampliando seu vocabulário e utilizando novas palavras e formulando frases cada vez mais complexas. (EI02EO05) Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas diferenças. (EI02EO05RS-01) Participar de festividades e comemorações significativas para as crianças, as famílias e a comunidade local. (EI02EO05RS-02) Identificar algumas características físicas suas e reconhecer diferenças com as de outras crianças. (EI02EO05RS-03) Representar diferentes papéis e imitar ações e comportamentos de outras pessoas nas brincadeiras de faz-de-conta. 93 (EI02EO05RS-04) Desenvolver o respeito às individualidades de cada ser humano através do diálogo, interações e brincadeiras. (EI02EO05RS-01PEL-01) Participar de festividades, reuniões e comemorações significativas para as crianças, as famílias e a comunidade local, percebendo-se como ser social ativo e transformador da cultura do seu entorno. (EI02EO05RS-02PEL-02) Identificar algumas características físicas suas e reconhecer diferenças entre estas e as de outras crianças, percebendo e respeitando o fato de que as pessoas têm características físicas diferentes. (EI02EO05RS-03/04PEL-03) Representar diferentes papéis e imitar, de maneira saudável e respeitosa, ações e comportamentos de outras pessoas nas brincadeiras de faz de conta, desenvolvendo o respeito às individualidades de cada ser humano através do diálogo, das interações e das brincadeiras, (EI02EO06) Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras. (EI02EO06RS-01) Participar de passeios no entorno da escola, no bairro e na cidade, para conhecer eprofissionais da educação da rede pudessem fazer suas contribuições. Tivemos mais de 700 contribuições, as quais foram recebidas, lidas, analisadas e algumas acrescidas neste documento. Assim, buscamos a ampla participação da rede de ensino na construção do currículo. Em novembro, foi encaminhada a segunda parte do documento, em que os docentes puderam contribuir dentro das especificidades de seus componentes curriculares. Desta forma, o Documento Orientador Municipal foi construído, coletivamente, visando assegurar sua identidade e, também, sua incorporação pelos agentes das ações, no caso, a comunidade escolar. A seguir, temos o gráfico de participação na 1ª consulta pública deste documento: 4 Um pouco de nossa história Pelotas: suas trajetórias A história de Pelotas faz parte do processo de formação do Rio Grande do Sul. Nos primórdios, foi habitada por vários grupos indígenas, de diversas etnias, com destaque para os guaranis, pampeanos e gês. No Século XV, vieram espanhóis e portugueses, estimulados pela expansão marítima com interesses mercantilistas e pela ocupação do território, conforme estabelecido no Tratado de Tordesilhas (1494). Posteriormente, atraídos pelo projeto colonizador das potências ibéricas, chegaram outros povos. No século XVI, vieram africanos escravizados para o cultivo da cana de açúcar. No século XIX foram criadas colônias na serra gaúcha, atraindo povos como italianos e alemães. Todos participaram e contribuíram na colonização do Rio Grande do Sul. O interesse de Portugal na região era expandir as fronteiras e participar do comércio no Rio da Prata, acirrando a disputa e a rivalidade com a Espanha. Como estratégia da coroa portuguesa, houve a distribuição de Sesmarias de campos destinadas às fazendas de gado, bem como a distribuição de Datas4, destinadas à agricultura, garantindo, desta forma, a 4 Datas são porções de terra que, durante o período colonial, o rei de Portugal concedia através de cartas de Doação. As Datas eram destinadas à ocupação do território, através do trabalho agrícola, montagem de engenhos ou criação de animais. ocupação e a defesa do território. O critério para distribuição das terras foi a de retribuição de serviços militares. Entre 1730 e 1740, fazendo parte da administração portuguesa, foi implantada, na atual cidade de Rio Grande, a Comandância Militar do Rio de São Pedro, que, além da doação de terras, deveria assegurar a cobrança de impostos sobre o gado, os couros e demais negócios na região. Os conflitos aumentaram com a criação da Colônia do Sacramento no Rio da Prata, em frente a Buenos Aires, e com os constantes ataques dos bandeirantes paulistas às reduções jesuíticas. Em 1758, com o final da Guerra Guaranítica, o General Gomes de Freire de Andrade concedeu, ao Coronel Tomaz Luiz Osório, uma Sesmaria no “Rincão de Pelotas”. O Rincão foi presenteado por serviços prestados nas guarnições do Continente de São Pedro. A doação se deu para implantar sete charqueadas, sendo seis na margem esquerda do Arroio Pelotas e uma na Laguna dos Patos, vinculadas ou não às fazendas que lhe deram origem. (GUTIERREZ, 2011) Em 1799, o português José Pinto Martins fixou-se às margens do Arroio Pelotas e desenvolveu a indústria do charque em larga escala. O sucesso de seu empreendimento atraiu outros charqueadores. Segundo Alvarino de Fontoura Marques, “a salga de carnes, há muito tempo praticada, em pequena escala, em outras regiões do Rio Grande do Sul, transformou-se, a partir de Pelotas, numa indústria poderosa, que passou a ser a razão da existência das estâncias do interior, principalmente na metade Sul rio-grandense”. (FONTOURA, 1987, p. 85) 5 As charqueadas trouxeram grandes recursos econômicos, o que possibilitou o crescimento da região no século XIX. Devido a esse crescimento, os moradores solicitaram ao Príncipe Regente, D. João, o alvará de criação de uma Freguesia. Em 7 de julho de 1812, o Príncipe Regente concedeu o alvará de criação da Freguesia de São Francisco de Paula, a qual foi elevada à condição de Vila, por iniciativa do padre Pedro Pereira Mesquita e, após três anos, foi elevada à condição de Cidade, com o nome de Pelotas, referindo-se às embarcações de varas de corticeira forradas de couro utilizadas na travessia dos rios (pelota). A partir de então, surgem três grupos com opiniões diferentes sobre o local da sede da cidade. Por um acordo, entre Antônio dos Anjos, proprietário da charqueada e estância do Fragata, com o Padre Felício Joaquim da Costa Pereira, começou a construção da casa do vigário e da igreja, atual Catedral Metropolitana. A partir dessas construções, houve o primeiro loteamento, cujas construções urbanas cresciam em direção ao canal São Gonçalo. O segundo loteamento, nas terras da Dona Mariana Eufrásia da Silveira, teve a finalidade de prestação de serviços públicos, situada nas imediações da atual Praça Cel. Pedro Osório, da Prefeitura Municipal, da Biblioteca Pública Pelotense, o que hoje corresponde ao atual centro histórico. As sobras das Sesmarias foram destinadas ao logradouro público Tablada, para facilitar o comércio de gado, dando origem ao conhecido Corredor das Tropas e, posteriormente, à Avenida São Francisco de Paula. As charqueadas, espaço de produção do charque, produzido, fundamentalmente, pela mão de obra escravizada, era um ambiente mórbido, insalubre e com mau cheiro. Elas ficavam localizadas fora do perímetro urbano, nos terrenos ribeirinhos, às margens do canal São Gonçalo e do Arroio Pelotas. Pelotas, com o desenvolvimento das charqueadas, tornou-se um polo produtivo e rico, seu apogeu durou até, aproximadamente, a Revolução Farroupilha, período em que as charqueadas entraram em declínio e iniciou a diversificação da produção. Os próprios charqueadores começaram a investir em outros ramos como: sabão e velas, fiação e tecidos, calçados, móveis, telhas e tijolos. As charqueadas ainda produziam e alimentavam, de matérias primas, grandes curtumes, fábricas de preparação de couros e frigoríficos. Assim, gradativamente, instalaram-se as primeiras indústrias, atraindo pessoas e atendendo ao comércio local e cidades vizinhas. Ao mesmo tempo, os charqueadores, estancieiros e comerciantes se interessavam pela zona rural para extração da madeira e, esporadicamente, à formação de pequenas lavouras, ambas atividades baseadas na mão de obra escravizada. Concomitantemente, houve a chegada de imigrantes alemães e italianos com o objetivo de desenvolver a agricultura de base familiar e com a missão de transformar econômica e culturalmente as áreas ocupadas. Diferentemente do processo do Sudeste do país, esses fluxos imigratórios não visavam à substituição da mão de obra escravizada. Os imigrantes trouxeram, para a região de Pelotas, a tradição doceira, que se tornou prática corrente na zona rural com o cultivo de diversas frutas e, assim, favorecendo o surgimento da fabricação artesanal de compotas. Ainda que a grande maioria dessas agroindústrias tenha se 6 instalado na zona rural, junto aos pomares, elas também colaboraram, fornecendo matéria prima para as agroindústrias localizadas na zona urbana. O apogeu das fábricas rurais ocorreu de 1950 a 1960. Pelotas, a partir da Lei Municipal n° 2.096, de 06 de dezembro de 1973, criou o Distrito Industrial, acompanhando o pensamento nacional, já que a industrialização era, naquele momento, a superação do subdesenvolvimento dos países. O Distrito Industrial possuía uma área de, aproximadamente, 600 ha, situada na antiga Estrada da Produção, ao longo da BR 392 (trecho Pelotas-Canguçu) e, na margem sudeste, atravessada pela BR 116, Bairro Fragata . Como meio de estimular o desenvolvimento de Pelotas, era convenienteampliar a experiência cultural e social. (EI02EO06RS-01/02PEL-01) Participar de passeios no entorno da escola, no bairro e na cidade, a fim de conhecer e ampliar as experiências culturais e sociais, explorando e conhecendo histórias, brincadeiras, brinquedos, objetos e costumes típicos do folclore gaúcho e da cultura Pelotense. 82 (EI02EO06RS-02) Explorar e conhecer histórias, brincadeiras, brinquedos e objetos típicos do folclore gaúcho e da cultura local. (EI02EO06RS-03) Explorar e participar, cotidianamente, dos diferentes espaços da escola como refeitório, pátio, biblioteca, pracinha, assim como de espaços da comunidade local. (EI02EO06RS-04) Perceber e vivenciar gradativamente, regras simples de convívio em espaços diferentes e em momentos de alimentação, cuidados com seu corpo e nas brincadeiras. (EI02EO06RS-03PEL-02) Explorar e participar, cotidianamente, de atividades pedagógicas e/ ou recreativas, nos diferentes espaços da escola como refeitório, pátio, biblioteca, pracinha, dentre outros, assim como de espaços da comunidade local, percebendo-os como ambientes de interação social e de novas aprendizagens. (EI02EO06RS-04PEL-03) Perceber e vivenciar gradativamente, regras básicas de convívio social, respeitando-as nos mais variados espaços e momentos de interações, de brincadeiras, de cuidados com o corpo e de alimentação. (EI02EO07) Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto. (EI02EO07RS-01) Buscar o auxílio do adulto para resolver situações de conflito nas brincadeiras e em outros momentos do cotidiano. (EI02EO07RS-02) Expressar, reconhecer e falar sobre seus sentimentos, criando estratégias para resolver conflitos com o apoio do adulto. (EI02EO07RS-01PEL-01) Resolver conflitos nas interações e brincadeiras cotidianas, buscando para isso, o auxílio e a orientação de um adulto. (EI02EO07RS-02PEL-02) Expressar, reconhecer e falar sobre seus sentimentos, criando estratégias para resolver o conflitos ou situações problemas. 83 CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir. (EI03EO01RS-01) Perceber as diferentes emoções de cada ser humano, a importância da amizade, da confiança, do respeito à diversidade e gerenciar situações de frustração. (EI03EO01RS-02) Demonstrar interesse em construir novas relações, respeitando a diversidade. (EI03EO01RS-03) Conhecer e reconhecer os integrantes das famílias de seu grupo de convivência, percebendo as diversidades socioculturais, ampliando o conhecimento do outro e da comunidade em que se vive. (EI03EO01RS-04) Demonstrar respeito pelo outro, mostrando-se empático e solidário, expressando seus sentimentos e desejos através da comunicação oral. (EI03EO01RS-05) Engajar-se em decisões coletivas, aceitando a escolha da maioria. (EI03EO01RS-01/02PEL-01) Perceber as diferentes emoções de cada ser humano, a importância da amizade, da confiança, do respeito à diversidade e gerenciar situações de frustração, demonstrando interesse em construir novas relações. (EI03EO01RS-03/05PEL-02) Conhecer e reconhecer os integrantes da família e de seu grupo de convivência, percebendo as diversidades socioculturais, ampliando o seu conhecimento sobre o outro e sobre a comunidade em que vive, engajando-se em decisões coletivas e aceitando a escolha da maioria. (EI03EO01RS-04PEL-03) Demonstrar respeito e empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir e mostrando-se empático e solidário, expressando seus sentimentos e desejos através da comunicação oral. 84 (EI03EO02) Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações (EI03EO02RS-01) Desenvolver a autonomia nas diversas situações, interagindo em diferentes ambientes e com diferentes pessoas. (EI03EO02RS-02) Relacionar-se com os outros, convivendo com a diversidade, brincando e expressando sentimentos. (EI03EO02RS-03) Respeitar as regras de convivência e diferenças culturais e sociais. (EI03EO02RS-04) Dialogar para a resolução de conflitos e trocas de experiências. (EI03EO02RS-05) Perceber sua capacidade de realizar atividades de vida diária de forma autônoma, como vestir-se, tomar banho, arrumar-se, entre outros, sem o auxílio do adulto, contribuindo para o desenvolvimento da autoconfiança e da autoestima. (EI03EO02RS-01/02PEL-01) Desenvolver a autonomia nas diversas situações, interagindo em diferentes ambientes e com diferentes pessoas e relacionando-se com os outros, de forma a conviver com a diversidade, brincando e expressando ideias e sentimentos. (EI03EO02RS-03PEL-02) Respeitar professores e colegas de sala, demostrando empatia e utilizando as “palavrinhas mágicas”. (EI03EO02RS-03/04PEL-03) Respeitar as regras de convivência e diferenças culturais e sociais, dialogando para a resolução de conflitos e trocas de experiências. (EI03EO02RS-05PEL-04) Perceber sua capacidade de realizar as mais diversas atividades da vida diária, de forma autônoma, como: vestir-se, tomar banho, arrumar-se, dentre outros, sem o auxílio do adulto, de forma a agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades e reconhecendo suas conquistas e limitações, contribuindo assim, para o desenvolvimento da autoconfiança e da autoestima. (EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação. (EI03EO03RS-01) Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações. (EI03EO03RS-02) Colocar-se no lugar do outro, compreendendo que cada um tem o seu próprio tempo, as suas habilidades, o seu modo de perceber o mundo e as coisas à sua volta. (EI03EO03RS-03) (EI03EO03RS-01PEL-01) Agir de maneira independente, com segurança e confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações. (EI03EO03RS-02PEL-02) Colocar-se no lugar do outro, compreendendo que cada um tem o seu próprio tempo, as suas habilidades e seu modo de perceber o mundo e as coisas à sua volta. (EI03EO03RS-03PEL-03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação, através de 85 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação,9através de brincadeiras e jogos tradicionais da cultura regional e local. brincadeiras e jogos tradicionais da cultura regional e local. (EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos. (EI03EO04RS-01) Compreender a importância de respeitar o outro e de também se colocar no lugar dele, percebendo através de brincadeiras que a maneira de pensar e agir é diferente entre as pessoas. (EI03EO04RS-02) Desenvolver relações de amizade, demonstrando sentimento de afeto e valorização das pessoas. (EI03EO04RS-03) Reconhecer diferentes emoções em si mesmo e nos outros. (EI03EO04RS-01PEL-01) Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos, compreendendo a importância de respeitar o outro e de colocar-se no lugar deste, percebendo através das interações e das brincadeiras que as pessoas possuem maneiras diferentes de pensar e agir. (EI03EO04RS-02/03PEL-02) Reconhecer diferentes emoções em si mesmo e nos outros,desenvolvendo relações de amizade e demonstrando sentimento de afeto e de valorização das pessoas. (EI03EO05) Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive. (EI03EO05RS-01) Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive, incluindo a diversidade étnica do território regional e local. (EI03EO05RS-02) Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de alimentação, higiene, brincadeiras e descanso. (EI03EO05RS-01PEL-01) Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive, incluindo a diversidade étnica do território regional e local. (EI03EO05RS-02PEL-02) Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações, gostos e desejos em momentos de alimentação, higiene, brincadeiras e descanso. (EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida. (EI03EO06RS-01) Expressar ideias e sentimentos sobre a cultura regional a pessoas e grupos diversos. 97 (EI03EO06RS-01/05PEL-01) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida, expressando ideias, sentimentos e opiniões sobre a cultura regional, as pessoas e os grupos diversos e valorizando a diversidade 86 (EI03EO06RS-02) Reconhecer pessoas que fazem parte de sua comunidade próxima, conversar com elas (comunidade escolar). (EI03EO06RS-03) Conhecer e se relacionar com crianças e pessoas de outros grupos sociais, seja por meio de situações presenciais ou por outros meios de comunicação. (EI03EO06RS-04) Conhecer-se, construir a sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo assim uma imagem positiva de si e de seu grupo de pertencimento. (EI03EO06RS-05) Valorizar a diversidade cultural regional e local, através do reconhecimento de seus costumes, alimentação e vestuário. cultural regional e local, através do reconhecimento de seus costumes, alimentação e vestuário. (EI03EO06RS-02PEL-02) Reconhecer pessoas que fazem parte de sua comunidade próxima, seja esta escolar, familiar ou outro grupo social, estabelecendo uma linha de diálogo. (EI03EO06RS-03/04PEL-03) Conhecer-se e construir a sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo assim uma imagem positiva de si e de seu grupo de pertencimento, relacionando-se com estes seja por meio de situações presenciais ou por outros meios de comunicação. (EI03EO07) Usar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos nas interações com crianças e adultos. (EI03EO07RS-01) Ampliar atitudes de colaboração e partilha na interação com adultos e crianças, buscando soluções para conflitos interpessoais. (EI03EO07RS-02) Usar diferentes estratégias simples e pacíficas ao tentar resolver conflitos com outras crianças, buscando compreender a posição e o sentimento do outro. (EI03EO07RS-03) Usar estratégias para resolver seus conflitos relacionais considerando soluções que satisfaçam ambas as partes. (EI03EO07RS-01/03PEL-01) Ampliar atitudes de colaboração e partilha na interação com adultos e crianças, buscando usar de estratégias para solucionar conflitos interpessoais, considerando soluções que satisfaçam ambas as partes. (EI03EO07RS-02PEL-02) Usar diferentes estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar e resolver conflitos nas interações com crianças e adultos, buscando compreender a posição e o sentimento do outro. 87 CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos. (EI01CG01RS-01) Deslocar seu corpo de forma autônoma no espaço, criando hipóteses e estimulando suas potencialidades, partindo do seu interesse. (EI01CG01RS-02) Brincar livremente, exercendo autonomia de fazer escolhas. (EI01CG01RS-01PEL-01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos, deslocando-se de forma autônoma no espaço, criando novas hipóteses de movimento corporal e estimulando suas potencialidades, partindo do seu interesse. (EI01CG01RS-02PEL-02) Brincar livremente, exercendo autonomia de fazer escolhas. (EI01CG01PEL-03) Perceber através da interação com o outro, necessidades próprias tais como: pegar um objeto de seus pares e promover, através do movimento meios para auxiliar os mesmos. (EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes. (EI01CG02RS-01) Mover-se e deslocar-se no espaço, apresentando controle e organicidade. (EI01CG02RS-02) Escolher as posições mais adequadas para manipular objetos com tranquilidade ou para estar atenta ao seu entorno. (EI01CG02RS-03) (EI01CG02RS-01PEL-01) Experimentar as possibilidades de mover-se e deslocar-se no espaço, apresentando organicidade e controle corporal nas brincadeiras e interações, em ambientes acolhedores e desafiantes. (EI01CG02RS-02PEL-02) Escolher as posições mais adequadas para manipular objetos com tranquilidade ou para estar atenta ao seu entorno. 88 Brincar com o próprio corpo, envolvendo-se em brincadeiras de cobrir e descobrir o rosto ou outra parte do corpo, ficar em pé, andar com cada vez mais destreza, subir pequenos degraus e depois descer, de acordo com seu tempo. (EI01CG02RS-04) Imitar movimentos de outros bebês ou adultos nas situações de jogos e brincadeiras; segurar objetos com mãos e pés, passando de uma mão para outra; chutar bola; andar segurando-se em mobiliários; arrastar-se em busca de brinquedos; virar o corpo com intenção de pegar brinquedos; pegar, amassar, empilhar, montar, encaixar, mover, lançar, interagir com objetos de diferentes formas, cores, pesos, texturas, tamanhos. (EI01CG02RS-05) Brincar com água, terra, areia, palha, barro e outros elementos naturais. (EI01CG02RS-06) Brincar de procurar e achar objetos escondidos, de esconder-se e ser encontrado, de entrar e sair de espaços pequenos, como caixas e túneis. (EI01CG02RS-03/06PEL-03) Brincar com o próprio corpo envolvendo-se em brincadeiras de cobrir e descobrir o rosto, ou outra parte do corpo; procurar e achar objetos escondidos; esconder-se e ser encontrado; entrar e sair de espaços pequenos, como caixas e túneis ficando em pé, andando com cada vez mais destreza, subindo e descendo pequenos degraus de acordo com o seu tempo. (EI01CG02RS-04PEL-04) Imitar movimentos de outros bebês ou adultos nas situações de jogos e brincadeiras; segurar objetos com mãos e pés, passando de uma mão para outra; chutar bola; andar segurando-se em mobiliários; arrastar-se em busca de brinquedos; virar o corpo com intenção de pegar brinquedos; pegar, amassar, empilhar, montar, encaixar, mover, lançar, interagir com objetos de diferentes formas, cores, pesos, texturas e tamanhos. (EI01CG02RS-05PEL-05) Brincar com água, terra, areia, palha, barro e outros elementos naturais, experimentando diferentes percepções táteis, como: temperatura e textura (EI01CG02PEL-06) Garantir a construção de vínculos profundos e estáveis, de modo que os bebes ganhem confiança e aceitação nas suas formas de explorar e descobrir as relações e o mundo a sua volta, para que eles desenvolvam experiências quanto ao uso do seu corpo. (EI01CG03) Imitar gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais. (EI01CG03RS-01)Perceber seu corpo em relação ao contexto, encontrando uma postura adequada para determinada ação, de maneira autônoma e espontânea. (EI01CG03PEL-01) Imitar gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais. 89 (EI01CG03RS-02) Brincar imitando professores e/ou colegas, cuidando da boneca, movimentando o caminhão, utilizando seus gestos e movimentos para chamar a atenção do adulto ou dos colegas. (EI01CG03RS-03) Dançar com outras crianças ao som de músicas de diferentes gêneros. (EI01CG03RS-04) Acompanhar a narrativa ou leitura de histórias fazendo expressões e gestos para acompanhar a ação de personagens de histórias diversas lidas e/ou contadas pelo adulto. (EI01CG03RS-01PEL-02) Perceber seu corpo em relação ao contexto, encontrando uma postura adequada para determinada ação, de maneira autônoma e espontânea. (EI01CG03RS-02PEL-03) Brincar imitando professores e/ou colegas, cuidando da boneca, movimentando o caminhão, utilizando seus gestos e movimentos para chamar a atenção do adulto ou dos colegas. (EI01CG03RS03PEL-04) Dançar com outras crianças ao som de músicas de diferentes gêneros. (EI01CG03RS-04PEL-05) Acompanhar a narrativa ou leitura de histórias fazendo expressões e gestos para acompanhar a ação de personagens de histórias diversas lidas e/ou contadas pelo adulto. (EI01CG04) Participar do cuidado do seu corpo e da promoção do seu bem-estar. (EI01CG04RS-01) Envolver-se de forma ativa e com progressiva autonomia em momentos como troca de fraldas, alimentação e sono, partilhando com o adulto algumas ações como segurar a mamadeira, buscar seu travesseiro, segurar a fralda no momento da troca. (EI01CG04RS-02) Reconhecer as pessoas que lhe cuidam, solicitando colo ou aconchego ao adulto referência, participando de situações de troca e interação com ele, desenvolvendo atitudes de respeito ao seu corpo e ao do outro. (EI01CG04RS-03) Buscar o adulto quando sente algum desconforto ou desprazer, relacionados à ampliação dos vínculos e expressões de suas necessidades. (EI01CG04PEL-01) Participar do cuidado do seu corpo e da promoção do seu bem- estar. (EI01CG04RS-01PEL-02) Envolver-se de forma ativa e com progressiva autonomia em momentos como troca de fraldas, alimentação e sono, partilhando com o adulto algumas ações como segurar a mamadeira, buscar seu travesseiro, segurar a fralda no momento da troca. (EI01CG04RS-02PEL-03) Reconhecer as pessoas que lhe cuidam, solicitando colo ou aconchego ao adulto referência, participando de situações de troca e interação com ele, desenvolvendo atitudes de respeito ao seu corpo e ao do outro. 90 (EI01CG04RS-04) Sensibilizar-se quando algum colega chora, buscando objetos de conforto para seus colegas ou para si. (EI01CG04RS-03PEL-04) Buscar o adulto quando sente algum desconforto ou desprazer, relacionados à ampliação dos vínculos e expressões de suas necessidades. (EI01CG04RS-04PEL-05) Sensibilizar-se quando algum colega chora, buscando objetos de conforto para seus colegas ou para si. (EI01CG05) Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos. (EI01CG05RS-01) Ampliar o repertório, tanto no que diz respeito ao conhecimento de materiais distintos (metal, madeira, plástico, pequeno, grande, frio, quente) como no que se refere ao que fazer com eles (encaixar, desencaixar, rodar, acoplar, desacoplar, empurrar, puxar), além do espaço para imaginar (sons de água, vento, chuva). (EI01CG05RS-02) Utilizar pequenos objetos com coordenação e precisão, como colocar argolas em pinos, encaixar chaves em fechaduras. (EI01CG05PEL-01) Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos. (EI01CG05RS-01/02PEL-02) Ampliar o repertório, tanto no que diz respeito ao conhecimento de materiais distintos (metal, madeira, plástico, pequeno, grande, frio, quente) como no que se refere ao que fazer com eles (encaixar, desencaixar, rodar, acoplar, desacoplar, empurrar, puxar), além do espaço para imaginar (sons de água, vento, chuva), utilizando pequenos objetos com coordenação e precisão como colocar argolas em pinos, encaixar chaves em fechaduras. 91 CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. (EI02CG01RS-01) Conhecer as diversas expressões da diversidade cultural regional e da comunidade local, através de jogos, brincadeiras, histórias, músicas, cantigas, danças típicas. (EI02CG01RS-02) Vivenciar práticas de cuidado de si como alimentar-se e vestir-se, além de realizar a higiene pessoal, gradativamente e com o apoio do adulto. (EI02CG01RS-03) Brincar com materiais naturais, tocos, pedras, folhas, água, areia, terra), com utensílios e brinquedos produzidos com materiais reais (chaleiras, panelas, colheres de pau, latas) e típicos da cultura local, aperfeiçoando as habilidades manuais. (EI02CG01-RS01/02PEL-01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras, conhecendo as diversas expressões da diversidade cultural regional e da comunidade local, através de jogos, brincadeiras, histórias, músicas, cantigas, danças típicas. (EI02CG01RS-02PEL-02) Vivenciar práticas de cuidado de si como alimentar-se e vestir-se, além de realizar a higiene pessoal, gradativamente e com o apoio do adulto. (EI02CG01RS-03PEL-03) Brincar com materiais naturais, tocos, pedras, folhas, água, areia, terra), com utensílios e brinquedos produzidos com materiais reais (chaleiras, panelas, colheres de pau, latas) e típicos da cultura local, aperfeiçoando as habilidades manuais. (EI02CG01RS-03PEL-04) Explorar e brincar com objetos e materiais de diferentes culturas e perceber a diversidade de formas, texturas, cheiros, cores, tamanhos. (EI02CG02) Deslocar seu corpo no espaço, (EI02CG02RS-01) Brincar em espaços internos e em espaços externos e ao ar (EI02CG02PEL-01) Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções 92 orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. livre, em contato com a natureza, diariamente e por um tempo significativo. (EI02CG02RS-02) Explorar desafios oferecidos pelo espaço por meio de movimentos como correr, caminhar, saltar, subir, descer, escalar, rolar, arrastar-se, pendurar-se, equilibrar-se, balançar-se, bem como por meio de brincadeiras de esconder e achar, de percorrer trajetos no ambiente da escola, usando referências como perto, longe, em cima, embaixo, atrás, entre outras. como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. (EI02CG02RS-01/02PEL-02) Brincar em espaços internos e externos e ao ar livre, em contato com a natureza, diariamente e por um tempo significativo, explorando os desafios oferecidos pelo espaço por meio de movimentos como correr, caminhar, saltar, subir, descer, escalar, rolar, arrastar-se, pendurar-se, equilibrar-se, balançar-se, bem como por meio de brincadeiras de esconder e achar, de percorrer trajetos no ambiente da escola, usando referências como perto, longe, em cima, embaixo, atrás, entre outras. (EI02CG03)Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. (EI02CG03RS-01) Explorar suas capacidades motoras, por meio de atividades lúdicas e significativas, tanto nas atividades orientadas pelo professor como as de livre escolha. (EI02CG03RS-02) Explorar posturas e movimentos corporais diversos, como mímicas, dramatizações, danças. (EI02CG03RS-03) Utilizar brinquedos estruturados e com regras, assim como não estruturados e que possibilitem o jogo simbólico e a criação de diferentes estratégias e enredos (panos, tocos, potes, cones, caixas, cordas, entre outros). (EI02CG03RS-04) Vivenciar momentos de relaxamento e de movimentação. (EI02CG03RS-01PEL-01) Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações explorando suas capacidades motoras, por meio de atividades lúdicas e significativas, tanto nas atividades orientadas pelo professor como as de livre escolha da criança. (EI02CG03RS-02PEL-02) Explorar posturas e movimentos corporais diversos, como mímicas, dramatizações, danças. (EI02CG03RS-03PEL-03) Utilizar brinquedos estruturados e com regras, assim como não estruturados, tais como: panos, tocos, potes, cones, caixas, cordas, entre outros que possibilitem o jogo simbólico e a criação de diferentes estratégias e enredos. (EI02CG03RS-04PEL-04) Vivenciar momentos de relaxamento e de movimentação. 93 (EI02CG04) Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo. (EI02CG04RS-01) Interessar-se pelo cuidado do próprio corpo, solicitando o auxílio do adulto e realizando com progressiva independência os cuidados de atenção pessoal (escovar os dentes, limpar o nariz, limpar-se após usar o banheiro, pentear o cabelo, trocar a roupa, colocar o calçado). (EI02CG04RS-02) Participar dos momentos de refeição, manuseando utensílios como prato, copo, talheres e manifestando preferência por determinados alimentos e interesse por experimentar novos. (EI02CG04PEL-01) Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo. (EI02CG04RS-01PEL-02) Interessar-se pelo cuidado do próprio corpo, realizando com progressiva independência os cuidados de atenção pessoal (escovar os dentes, limpar o nariz, limpar-se após usar o banheiro, pentear o cabelo, trocar a roupa, colocar o calçado), solicitando o auxílio do adulto quando necessário. (EI02CG04RS-02PEL-03) Participar dos momentos de refeição, manuseando utensílios como prato, copo, talheres e manifestando preferência por determinados alimentos e interesse por experimentar novos. (EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros. (EI02CG05RS-01) Aprimorar a motricidade fina, realizando movimentos manuais, sem caráter de repetição e treinamento, mas considerando a brincadeira e a criatividade das crianças. (EI02CG05RS-02) Descobrir e coordenar movimentos manuais por meio de brincadeiras e ações com objetos diversos e de diferentes materialidades, como carregar, segurar, amassar, rasgar, recortar, modelar, encaixar, empilhar, construir, equilibrar, lançar, pegar. (EI02CG05RS-03) Experimentar suas possibilidades motoras e expressivas por meio de gestos, posturas e ritmos para expressar-se e comunicar-se, ampliando a capacidade de interagir com o meio. (EI02CG05RS-01PEL-01) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros, aprimorando a motricidade fina realizando movimentos manuais, sem caráter de repetição e treinamento, mas considerando a brincadeira e a criatividade das crianças. (EI02CG05RS-02PEL-02) Descobrir e coordenar movimentos manuais por meio de brincadeiras e ações com objetos diversos e de diferentes materialidades, como carregar, segurar, amassar, rasgar, recortar, modelar, encaixar, empilhar, construir, equilibrar, lançar, pegar. (EI02CG05RS-03PEL-03) Experimentar suas possibilidades motoras e expressivas por meio de gestos, posturas e ritmos para expressar-se e comunicar-se, ampliando a capacidade de interagir com o meio. 94 CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música. (EI03CG01RS-01) Desenvolver o domínio corporal na realização de tarefas do cotidiano, com crescente autonomia e independência. (EI03CG01RS-02) Apresentar desenvolvimento corporal saudável, evidenciado em atividades psicomotoras diversificadas. (EI03CG01RS-03) Coordenar diferentes movimentos, identificando seu corpo e suas nomenclaturas; dançar diferentes ritmos; cantar diferentes estilos de tons; interpretar as ações do corpo, através de brincadeiras e brinquedos tradicionais das diferentes culturas. (EI03CG01RS-04) Apresentar-se em situações de brincadeira ou teatro, desenvolvendo suas características corporais, seus interesses, sensações e emoções. (EI03CG01RS-05) Reconhecer suas habilidades ou atitudes e conseguir usá- las em suas atividades diárias. (EI03CG01RS-06) Expressar e comunicar suas características por meio de (EI03CG01PEL-01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música. (EI03CG01RS-01/02PEL-02) Desenvolver o domínio corporal na realização de tarefas do cotidiano, com crescente autonomia e independência, apresentando-o e evidenciando-o em atividades psicomotoras diversificadas. (EI03CG01RS-03PEL-03) Coordenar diferentes movimentos, identificando seu corpo e suas nomenclaturas; dançar diferentes ritmos; cantar diferentes estilos de tons; interpretar as ações do corpo, através de brincadeiras e brinquedos tradicionais das diferentes culturas. (EI03CG01RS-04PEL-04) Apresentar-se em situações de brincadeira ou teatro, desenvolvendo suas características corporais, seus interesses, sensações e emoções. (EI03CG01RS-05PEL-05) Reconhecer suas habilidades ou atitudes e conseguir usá-las em suas atividades diárias. 95 diferentes movimentos. (EI03CG01RS-07) Aceitar e valorizar suas características corporais, expressando-se de diferentes formas e construindo uma imagem positiva de si mesmo. (EI03CG01RS-06PEL-06) Expressar e comunicar suas características por meio de diferentes movimentos. (EI03CG01RS-07PEL-07) Aceitar e valorizar suas características corporais, expressando- se de diferentes formas e construindo uma imagem positiva de si mesmo. (EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades. (EI03CG02RS-01) Reconhecer seu corpo e seus limites ao dramatizar diferentes situações, ao representar diversas vivências do seu cotidiano, ao brincar e explorar habilidades sensoriais e motoras como andar, pular, correr e demais movimentos. (EI03CG02RS-02) Brincar em espaços externos e em contato com a natureza, favorecendo a brincadeira livre. (EI03CG02RS-03) Adaptar seus movimentos às situações proporcionadas nas brincadeiras coletivas, de pequenos grupos ou duplas. (EI03CG02RS-04) Participar de conversas em pequenos grupos, escutando seus colegas e esperando sua vez para falar. (EI03CG02RS-05) Movimentar-seseguindo uma sequência e adequando-se ao compasso definido pela música ou pelas coordenadas dadas por seus colegas em brincadeiras ou atividades em pequenos grupos. (EI03CG02PEL-01) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades. (EI03CG02RS-01/02PEL-02) Reconhecer seu corpo e seus limites ao dramatizar diferentes situações, ao representar diversas vivências do seu cotidiano, ao brincar e explorar habilidades sensoriais e motoras como andar, pular, correr e demais movimentos; em espaços externos e em contato com a natureza, favorecendo a brincadeira livre. (EI03CG02RS-03PEL-03) Adaptar seus movimentos às situações proporcionadas nas brincadeiras coletivas, de pequenos grupos ou duplas. (EI03CG02RS-04PEL-04) Participar de conversas em pequenos grupos, escutando seus colegas e esperando sua vez para falar. (EI03CG02RS-05PEL-05) Movimentar-se seguindo uma sequência e adequando-se ao compasso definido pela música ou pelas coordenadas dadas por seus colegas em brincadeiras ou atividades em pequenos grupos. 96 (EI03CG03) Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música. (EI03CG03RS-01) Desenvolver o interesse por danças rítmicas, coreografias, teatros, atividades lúdicas, jogos e brincadeiras da cultura regional e local. (EI03CG03RS-02) Desenvolver habilidades motoras, por meio de atividades lúdicas e significativas, como atividades com culinária típica, brinquedos e brincadeiras tradicionais e danças típicas da cultura local e regional. (EI03CG03PEL-01) Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música. (EI03CG03RS-01PEL-02) Desenvolver o interesse por danças rítmicas, coreografias, teatros, atividades lúdicas, jogos e brincadeiras da cultura regional e local. (EI03CG03RS-02PEL-03) Desenvolver habilidades motoras, por meio de atividades lúdicas e significativas, como atividades com culinária típica, brinquedos e brincadeiras tradicionais e danças típicas da cultura local e regional. (EI03CG04) Adotar hábitos de autocuidado relacionados a higiene, alimentação, conforto e aparência. (EI03CG04RS-01) Executar atividades com autonomia, como trocar de roupa, usar o banheiro (baixar e levantar as calças, fazer a higiene após as necessidades fisiológicas, lavar as mãos sem molhar a blusa, etc.), utilizando espelhos para que este cuidado contribua para estimular a autoestima. (EI03CG04RS-02) Realizar, de forma independente, ações de cuidado com o próprio corpo (buscar água quando sentir sede, identificar e valorizar alimentos saudáveis, etc.). (EI03CG04RS-03) Servir-se e alimentar-se com independência, participando do cuidado dos espaços coletivos, como o banheiro e o refeitório. (EI03CG04PEL-01) Adotar hábitos de autocuidado relacionados a higiene, alimentação, conforto e aparência. (EI03CG04RS-01PEL-02) Executar atividades com autonomia, como trocar de roupa, usar o banheiro (baixar e levantar as calças, fazer a higiene após as necessidades fisiológicas, lavar as mãos sem molhar a blusa, etc.), utilizando espelhos para que este cuidado contribua para estimular a autoestima. (EI03CG04RS01/02PEL-03) Desenvolver a autonomia de forma prazerosa, sentindo-se confiante no desenvolvimento de suas ações no que se refere aos cuidados com a higiene, alimentação e a aparência. (EI03CG04RS-02PEL-04) Realizar, de forma independente, ações de cuidado com o próprio corpo, (buscar água quando sentir sede, identificar e valorizar alimentos saudáveis, etc.). 97 (EI03CG04RS-03PEL-05) Servir-se e alimentar-se com independência, participando do cuidado dos espaços coletivos, como o banheiro e o refeitório. (EI03CG05) Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus interesses e necessidades em situações diversas. (EI03CG05RS-01) Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música. (EI03CG05RS-02) Desenvolver habilidade motora fina através de confecção de fantoches de diferentes culturas, confecção de brinquedos típicos regionais, pinturas, recortes e colagens com materiais diversos. (EI03CG05RS-03) Manipular objetos de diferentes tamanhos e pesos. (EI03CG05RS-04) Explorar materiais diversificados como barro, massinha de modelar, argila, massinhas caseiras, entre outros. (EI03CG05RS-05) Manipular objetos pequenos, construindo brinquedos ou jogos e utilizar instrumentos como palitos, rolos e pequenas espátulas em suas construções, cada vez com maior destreza. (EI03CG05PEL-01) Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus interesses e necessidades em situações diversas. (EI03CG05RS-01PEL-02) Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música. (EI03CG05RS-02PEL-03) Desenvolver a habilidade motora fina através de confecção de fantoches de diferentes culturas, confecção de brinquedos típicos regionais, pinturas, recortes e colagens com materiais diversos. (EI03CG05RS-03PEL-04) Manipular objetos de diferentes tamanhos e pesos. (EI03CG05RS-04PEL-05) Explorar materiais diversificados como barro, massinha de modelar, argila, massinhas caseiras, entre outros. (EI03CG05RS-05PEL-06) Manipular objetos pequenos e construir brinquedos ou jogos utilizando instrumentos como palitos, rolos e pequenas espátulas em suas construções, cada vez com maior destreza. 98 CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente. (EI01TS01RS-01) Explorar os elementos da natureza e os espaços externos da escola descobrindo as cores, as formas, os cheiros e os sons produzidos pelo próprio corpo, pela voz e pelos diferentes materiais. (EI01TS03RS-02) Explorar o corpo e as diferentes fontes sonoras cotidianas e materialidades regionais gaúchas na vivência e participação em brincadeiras da música tradicional da infância local, regional e nacional, além da declamação e récita de canções e melodias típicas das culturas locais. (EI01TS01RS-01PEL-01) Explorar os sons produzidos pelo próprio corpo, pela voz e pelos diferentes materiais da sala referência; sons produzidos pelos elementos da natureza (animais, insetos, chuva); pelos meios de transporte, e os espaços externos da escola descobrindo as cores, as formas, os cheiros. (EI01TS01RS-02PEL-02) Explorar o corpo e as diferentes fontes sonoras cotidianas e materialidades regionais gaúchas na vivência e participação em brincadeiras da música tradicional da infância local, regional e nacional, além da declamação e récita de canções e melodias típicas das culturas locais. (EI01TS02) Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas. (EI01TS02RS-01) Realizar marcas gráficas com o próprio corpo ao lambuzar-se, tocar e experimentar, utilizando elementos como folhas, sementes, flores, terras de diferentes cores, texturas, densidades, formatos, modelagens. (EI01TS02PEL-01) Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos riscantes, tintas e experimentar diferentes dimensões, ao desenhar ou pintar em papéis dispostos no chão, na parede, embaixo da mesa. (EI01TS02RS-01PEL-02) Realizar marcasgráficas com o próprio corpo ao lambuzar-se, tocar e experimentar, utilizando elementos como folhas, sementes, flores, terras de diferentes cores, texturas, densidades, formatos e modelagens. 99 (EI01TS03) Explorar diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias. (EI01TS03RS-01) Participar de situações que convidem a criar sons com o próprio corpo ou objetos/ instrumentos ao escutar, interpretar, compor e improvisar músicas, experimentando a diversidade de estilos musicais e suas características na especificidade das brincadeiras cantadas típicas de sua localidade, estado e país, expressando, interpretando, imitando e criando gestos. (EI01TS03RS-02) Acompanhar o ritmo de músicas diversas ou apreciar brincadeiras cantadas, participando, imitando e criando gestos, explorando movimentos, fontes sonoras e materiais. (EI01TS03RS-01PEL-01) Participar de situações que convidem a criar sons com o próprio corpo ou objetos/ instrumentos ao escutar, interpretar, compor e improvisar músicas, experimentando a diversidade de estilos musicais e suas características na especificidade das brincadeiras cantadas típicas de sua localidade, estado e país, expressando, interpretando, imitando e criando gestos. (EI01TS03RS-02PEL-02) Explorar diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar o ritmo das brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias, imitando, criando gestos, explorando movimentos. CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI02TS01) Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música. (EI02TS01RS-01) Explorar e criar sons e movimentos próprios para acompanhar músicas e danças do repertório cultural regional e local. (EI02TS01RS-02) Utilizar e confeccionar objetos para a exploração sonora, a partir de materiais diversos como madeira, metal, plástico, entre outros. (EI02TS01RS-01PEL-01) Criar e explorar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, com movimentos próprios para acompanhar diversos ritmos de música e danças do repertório cultural regional e local. (EI02TS01RS-02PEL-02) Utilizar e confeccionar objetos para a exploração sonora, a partir de materiais diversos como madeira, metal, plástico, entre outros. 100 (EI02TS01RS-03) Apreciar e conhecer músicas, canções, acalantos, cantigas de roda, brincos e outras manifestações relacionadas às diferentes culturas. (EI02TS01RS-04) Descobrir novos sons ao brincar com objetos, materiais e instrumentos musicais. (EI02TS01RS-05) Imitar, inventar e reproduzir criações musicais para acompanhar canções que lhe são familiares. (EI02TS01RS-03-PEL-03) Apreciar e conhecer músicas, canções, acalantos, cantigas de roda, brincos e outras manifestações relacionadas às diferentes culturas. (EI02TS01RS-04/05PEL-04) Descobrir novos sons ao brincar com objetos, materiais e instrumentos musicais, usando-os inicialmente de maneira não convencional para poder imitar, inventar e reproduzir criações musicais para acompanhar canções que lhe são familiares. (EI02TS02) Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais. (EI02TS02RS-01) Utilizar materiais e suportes diversos para a exploração grafoplástica (tinta, aquarela, carvão, giz, lápis, papel, argila, massa de modelar, entre outros). (EI02TS02RS-02) Visualizar e apreciar as próprias produções na sala referência e nos demais espaços da escola, à altura das crianças. (EI02TS02RS-03) Participar de eventos culturais apropriados à faixa etária e conhecer espaços artísticos diversificados. (EI02TS02RS-04) Manusear materiais diversos, tanto naturais (tocos, pedras, folhas, sementes, areia, barro) como industrializados (potes, caixas, tampas, tecidos), para montar, encaixar, empilhar e produzir construções e objetos tridimensionais. (EI02TS02PEL-01) Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais. (EI02TS02RS-01PEL-02) Utilizar materiais e suportes diversos para a exploração grafo plástica (tinta, aquarela, carvão, giz, lápis, papel, argila, massa de modelar, entre outros). (EI02TS02RS-02PEL-03) Visualizar e apreciar as próprias produções na sala referência e nos demais espaços da escola, à altura das crianças com exposição à comunidade. (EI02TS02RS-03PEL-04) Participar de eventos culturais apropriados à faixa etária e conhecer espaços artísticos locais diversificados como: Teatro, Museu, Faculdade de Artes, Fenadoce, Feira do Livro e demais espaços culturais da cidade de Pelotas. 101 (EI02TS02RS-04PEL-05) Manusear materiais diversos, tanto naturais (tocos, pedras, folhas, sementes, areia, barro) como industrializados (potes, caixas, tampas, tecidos), para montar, encaixar, empilhar e produzir construções e objetos tridimensionais. (EI02TS03) Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias. (EI02TS03RS-01) Explorar brincadeiras musicais, instrumentos, cantigas e músicas do folclore regional e local, por meio de jogos e brincadeiras que envolvam a dança e a improvisação musical. (EI02TS03RS-02) Reconhecer e imitar sons da natureza (canto de pássaros, sons de animais, barulho do vento e da chuva), sons da cultura (vozes humanas, sons de instrumentos musicais, produzidos por máquinas e objetos), desenvolvendo a sensibilidade e a percepção de sonoridades diversas. (EI02TS03RS-03) Apreciar canções e músicas de diferentes culturas, cantando junto e realizando movimentos e gestos comuns. (EI02TS03PEL-01) Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias. (EI02TS03RS-01PEL-02) Explorar brincadeiras musicais, instrumentos, cantigas e músicas do folclore regional e local, por meio de jogos e brincadeiras que envolvam a dança e a improvisação musical. (EI02TS03RS-02PEL-03) Reconhecer e imitar sons da natureza (canto de pássaros, sons de animais, barulho do vento e da chuva), sons da cultura (vozes humanas, sons de instrumentos musicais, produzidos por máquinas e objetos, meios de transporte), desenvolvendo a sensibilidade e a percepção de sonoridades diversas. (EI02TS03RS-03PEL-04) Apreciar canções e músicas de diferentes culturas, cantando junto e realizando movimentos e gestos comuns. 102 CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI03TS01) Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas. (EI03TS01RS-01) Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas, enfatizando a cultura local e regional. (EI03TS01RS-02) Identificar sons de gaita, violão, violino, entre outros. (EI03TS01RS-03) Apreciar apresentações de músicas da cultura local e regional,reconhecendo os instrumentos tocados (violão, gaita, tambor, entre outros). (EI03TS01RS-04) Cantar canções conhecidas acompanhando o ritmo com gestos ou com instrumentos musicais. (EI03TS01RS-05) Apreciar e valorizar a escuta de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, da5produção brasileira, rio-grandense e de outros povos e países. (EI03TS01RS-05) Produzir sons tentando reproduzir as músicas (EI03TS01RS-01/06PEL-01) Utilizar materiais alternativos, objetos e instrumentos musicais produzindo sons durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas, tentando reproduzir as músicas ouvidas, enfatizando a cultura local e regional. (EI03TS01RS-02/03/05PEL-02) Apreciar e valorizar apresentações, bem como a escuta de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, da produção brasileira, rio-grandense, pelotense e de outros povos e países, reconhecendo os instrumentos tocados, tais como: violão, gaita, tambor, entre outros e identificando seus sons. (EI03TS01RS-04PEL-03) Cantar canções conhecidas acompanhando o ritmo com gestos ou com instrumentos musicais. (EI03TS01RS- 07PEL-04) Produzir sons no ritmo da música com o corpo, palmas, estalos, sopros, reconhecendo suas diversas possibilidades. 103 ouvidas, utilizando materiais alternativos. (EI03TS01RS-06) Produzir sons com o corpo, palmas, estalos, sopros, reconhecendo suas diversas possibilidades. (EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais. (EI03TS02RS-01) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais, a partir da cultura local e regional. (EI03TS02RS-01PEL-01) Expressar-se livremente, expondo suas ideias, sentimentos e experiências, por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais, a partir da cultura local e regional. (EI03TS03) Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons. (EI03TS03RS-01) Brincar com música, explorando objetos ou instrumentos musicais para experimentar e interpretar seu ritmo ou imitar, inventar e reproduzir criações musicais. (EI03TS03RS-02) Brincar com instrumentos musicais típicos da cultura local e regional. (EI03TS03PEL-01) Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons. (EI03TS03RS-01-PEL-02) Brincar com música, explorando objetos ou instrumentos musicais para experimentar e interpretar seu ritmo ou imitar, inventar e reproduzir criações musicais. (EI03TS03RS-02PEL-03) Brincar com instrumentos musicais típicos da cultura local e regional. 104 CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI01EF01) Reconhecer quando é chamado por seu nome e reconhecer os nomes de pessoas com quem convive. (EI01EF01RS-01) Participar de momentos de cantiga, reconhecendo seu nome e dos colegas. (EI01EF01RS-02) Reconhecer-se através de sua foto, de sua imagem no espelho e ao chamar seu nome. (EI01EF01RS-03) Reconhecer os colegas e os adultos referência por meio de fotografias e pelo nome. 119 (EI01EF01RS-04) Reconhecer seus pertences pessoais quando acompanhados de sua foto ou da foto com a escrita de seu nome. EI01EF01PEL-01) Reconhecer quando é chamado por seu nome, bem como reconhecer os nomes de pessoas com quem convive. (EI01EF01RS-01PEL-02) Participar de momentos de cantiga, reconhecendo seu nome e o nome dos colegas, quando estes forem pronunciados. (EI01EF01RS-02/03PEL-03) Reconhecer-se através de sua foto, de sua imagem no espelho ou vídeo e atender ao ser chamado pelo nome, bem como reconhecer os colegas e os adultos de referência por meio de fotografias e pelo nome. (EI01EF01RS-04PEL-04) Reconhecer seus pertences pessoais quando acompanhados de sua foto ou da foto com a escrita de seu nome. (EI01EF02) Demonstrar interesse ao ouvir a leitura de poemas e a apresentação de músicas. (EI01EF02RS-01) Participar de brincadeiras de interação respondendo a comandos por meio de gestos, movimentos, balbucios, vocalizações. (EI01EF02RS-02) Participar de situações de escuta de poemas ou músicas imitando o adulto ou seus colegas. (EI01EF02PEL-01) Demonstrar interesse ao ouvir a leitura de poemas e a apresentação de músicas. (EI01EF02RS-01PEL-02) Participar de brincadeiras de interação junto aos colegas e adultos, respondendo a comandos por meio de gestos, movimentos, balbucios, vocalizações. 105 (EI01EF02RS-02PEL-03) Participar de situações de escuta de poemas ou músicas regionais e locais, imitando o adulto ou seus colegas. (EI01EF03) Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura do adulto-leitor (modo de segurar o portador e de virar as páginas). (EI01EF03RS-01) Conhecer um conjunto de histórias, ampliando o repertório de histórias preferidas, imitando o comportamento do adulto ou de seus colegas ao explorar livros. (EI01EF03RS-02) Ampliar o conjunto de palavras conhecidas fazendo uso destas ao apontar ilustrações nos livros ou, ainda, abordar atitudes a serem desenvolvidas, como ter prazer ao escutar histórias lidas, contadas com fantoches, representadas em encenações, escutadas em áudios. (EI01EF03PEL-01) Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando as ilustrações do livro e os movimentos de leitura do adulto leitor como: modo de segurar o portador e de virar as páginas. (EI01EF03RS-01PEL-02) Conhecer um conjunto de histórias adequadas a sua faixa etária, ampliando o repertório de histórias preferidas, imitando o comportamento do adulto ou de seus colegas ao explorar livros e vivenciando comportamentos e situações hipotéticas através da contação. (EI01EF03RS-02PEL-03) Ampliar de forma gradativa, o conjunto de palavras conhecidas, fazendo uso destas ao apontar ilustrações nos livros e desenvolver o prazer ao escutar histórias lidas ou contadas, com ou sem a utilização de recursos como: fantoches, dedoches, aventais de contação, dentre outros; escutadas através de áudios, ou ainda, representadas por meio de encenações. (EI01EF04) Reconhecer elementos das ilustrações de histórias, apontando-os, a pedido do adulto- leitor. (EI01EF04RS-01) Observar e manusear livros com imagens, apontar fotos e figuras em livros, nomear os personagens ou objetos conhecidos em ilustrações dos livros. (EI01EF04RS-02) Interessar-se por ilustrações e imagens dos livros, buscando atribuir a elas algum significado e expressando-se de diferentes formas ao interagir com a (EI01EF04RS-01PEL-01) Observar e manusear livros com imagens, reconhecendo e apontando elementos das ilustrações como: fotos e figuras, de forma autônoma ou quando solicitado pelo adulto leitor, e nomeando os personagens ou objetos conhecidos nas ilustrações. (EI01EF04RS-02PEL-02) Compartilhar livros com crianças da mesma faixa etária e adultos, interessando-se pelo enredo, ilustrações e imagens, buscando 106 narrativa. atribuir a elas algum significado e expressando-se de diferentes formas ao interagir em grupo. (EI01EF05) Imitar as variações de entonação e gestos realizados pelosadultos, ao ler histórias e ao cantar. (EI01EF05RS-01) Repetir acalantos, cantigas de roda, poesias e parlendas, explorando ritmo, sonoridade e a conotação das palavras ao escutar histórias, contos de repetição e poemas. (EI01EF05RS-01PEL-01) Imitar as variações de entonação e gestos realizados pelos adultos, ao ler histórias e ao cantar, repetindo acalantos, cantigas de roda, poesias e parlendas, e explorando ritmo, sonoridade e a conotação das palavras ao escutar histórias, contos de repetição e poemas. (EI01EF06) Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de expressão. (EI01EF06RS-01) Expressar-se com “sim” ou “não” balançando a cabeça, por meio da atenção compartilhada ao olhar para mesma coisa que o professor ou colega está olhando. (EI01EF06RS-02) Sinalizar, por meio da vocalização, balbucios, gestos, movimentos e expressões gráficas algo que deseja, além de fazer uso de palavras/frases que possam comunicar uma ideia, uma intenção, uma necessidade. (EI01EF06RS-03) Expressar-se utilizando gestos comuns em sua cultura, como dar “tchau” balançando a mão, falar “não” mexendo a cabeça ou o dedo indicador, brincar com o barco emitindo o som de impacto nas águas ou carro imitando som de acelerador. (EI01EF06PEL-01) Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de expressão. (EI01EF06RS-01PEL-02) Expressar-se através da linguagem corporal com “sim” ou “não” balançando a cabeça, entendendo e fazendo-se entender por meio da atenção compartilhada e observação atenta ao olhar para mesma coisa que o professor ou colega está olhando. (EI01EF06RS-02PEL-03) Sinalizar, por meio da vocalização, balbucios, gestos, movimentos e expressões gráficas, algo que deseja, além de fazer uso de palavras/frases que possam comunicar uma ideia, uma intenção ou uma necessidade. (EI01EF06RS-03PEL-04) Expressar-se utilizando gestos e sons comuns em sua cultura, como dar “tchau” balançando a mão, falar “não” mexendo a cabeça ou o dedo indicador, brincar com o barco emitindo o som de impacto nas águas ou com um carrinho imitando som de acelerador. 107 (EI01EF07) Conhecer e manipular materiais impressos e audiovisuais em diferentes portadores (livro, revista, gibi, jornal, cartaz, CD, tablet etc.). (EI01EF07RS-01) Interessar-se pela exploração de diferentes materiais impressos e audiovisuais, solicitando sua utilização ou fazendo uso deles em suas brincadeiras. (EI01EF07RS-02) Dançar e cantar quando o adulto pegar CD, encenando frente a uma filmadora ou buscando sua imagem na máquina fotográfica. (EI01EF07RS-01PEL-01) Conhecer e manipular materiais impressos e audiovisuais em diferentes portadores como: livros, revistas, gibis, jornais, cartazes, CDs, tablete, etc., interessando-se pela exploração destes e solicitando sua utilização ou fazendo uso deles em suas brincadeiras. (EI01EF07RS-02PEL-02) Dançar e cantar nas mais variadas atividades cotidianas, quando o adulto pegar CD, encenando frente a uma filmadora ou ainda, buscando sua imagem na máquina fotográfica. (EI01EF08) Participar de situações de escuta de textos em diferentes gêneros textuais (poemas, fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.). (EI01EF08RS-01) Divertir-se com a escuta de poemas, parlendas e canções, histórias, receitas, etc. (EI01EF08RS-01PEL-01) Participar de situações de escuta de textos de diferentes gêneros textuais, tais como: poemas, fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc., divertindo-se com a escuta de poemas, parlendas e canções, histórias, receitas, etc. (EI01EF09) Conhecer e manipular diferentes instrumentos e suportes de escrita. (EI01EF09RS-01) Participar de situações nos espaços de brincadeira, nas paredes da sala, nos objetos e materiais que fazem parte de seu cotidiano, que envolvam os instrumentos e suportes de escrita. (EI01EF09RS-02) Explorar, no espaço do faz de conta, embalagens de produtos de supermercado, livros variados: livro brinquedo, livro imagem, livros com textos, CDs e recursos audiovisuais. (EI01EF09RS-01PEL-01) Conhecer e manipular diferentes instrumentos e suportes de escrita, utilizando-os em situações de interação nos espaços de brincadeiras, como recursos visuais e materiais nas atividades do cotidiano. (EI01EF09RS-02PEL-02) Explorar, nos mais variados espaços, dentre eles o espaço do faz de conta, embalagens de produtos de lojas, feiras e supermercados; livros variados, como: livro brinquedo, livro imagem, livros com textos, CDs e recursos audiovisuais, de forma a experimentar diferentes situações e comportamentos que permitirão o surgimento de novos conceitos. 108 CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. (EI02EF01RS-01) Vivenciar momentos diários de diálogo, conversa e relatos sobre assuntos propostos pelo adulto e pelas crianças. (EI02EF01RS-02) Comunicar-se e interagir oralmente, ampliando gradualmente seu vocabulário para formular perguntas, iniciar diálogos e ter atenção para escutar o outro. (EI02EF01RS-01PEL-01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões, vivenciando, assim, momentos diários de diálogo, conversa e relatos sobre assuntos propostos durante seu cotidiano. (EI02EF01RS-02PEL-02) Comunicar-se e interagir oralmente com seus pares, ampliando gradualmente seu vocabulário para formular perguntas, iniciar diálogos e ter atenção para escutar o outro, quando necessário. (EI02EF02) Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos. (EI02EF02RS-01) Explorar e criar diferentes sonoridades para contar e recontar histórias, declamações, rimas, parlendas, rodas cantadas, entre outras, ampliando o vocabulário, a imaginação e a criatividade. (EI02EF02RS-02) Divertir-se com os sons e as rimas ao imitar gestos e entonações dos personagens de histórias do repertório universal, regional e local. (EI02EF02RS-01PEL-01) Identificar, explorar e criar diferentes sons ao, contar e recontar histórias, declamações, rimas, parlendas, rodas cantadas, entre outras, reconhecendo rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos, ampliando assim, o seu vocabulário, imaginação e criatividade. (EI02EF02RS-02PEL-02) Divertir-se, junto a seus pares, com os sons e as rimas ao imitar gestos e entonações dos personagens de histórias do repertório universal, regional e local. 109 (EI02EF03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto- - leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita). (EI02EF03RS-01) Ouvir a leitura de histórias e outros textos, acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a presença dos diferentes índices gráficos que compõem a obra (capa, título, autor, páginas, texto, ilustração, entre outros). (EI02EF03RS-02) Demonstrar curiosidade e apreciar histórias e contos do folclore regional e local, ampliando o repertório e reconhecendo a diversidade das culturas. (EI02EF03PEL-01) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientaçãodo adulto leitor, a direção da leitura, ou seja, percebendo que esta acontece de cima para baixo e da esquerda para a direita. (EI02EF03RS-02PEL-02) Acompanhar e perceber a presença dos diferentes índices gráficos que compõem a obra, como por exemplo: capa, título, autor, páginas, texto, ilustração, dentre outros, demonstrando curiosidade ao apreciar histórias e contos do folclore regional e local, ampliando seu repertório e reconhecendo a diversidade e a riqueza cultural de sua região. (EI02EF04) Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos. (EI02EF04RS-01) Recontar ou dramatizar histórias narradas, apoiada em ilustrações, cenários e adereços, falando sobre características dos personagens e cenários. (EI02EF04RS-02) Identificar aspectos da estrutura da narrativa, respondendo perguntas como “quem?”, “o que?”, “quando?”, “como?” e “por quê?”. (EI02EF04PEL-01) Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada pelo adulto leitor, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos descritos na obra. (EI02EF04RS-01/02PEL-02) Recontar ou dramatizar histórias narradas, tendo como apoio: ilustrações, cenários e adereços, falando sobre as características dos personagens e cenários, identificando aspectos da estrutura da narrativa e respondendo à perguntas como “quem?”, “o que?”, “quando?”, “como?” e “por quê?”. (EI02EF05) Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc. (EI02EF05RS-01) Expressar-se oralmente em pequenos grupos, trios e duplas, compartilhando ideias, observações e experiências, incentivada e escutada pelo adulto. (EI02EF05RS-01PEL-01) Relatar, mediante escuta atenta e incentivo do adulto, experiências, fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidas, expressando-se oralmente em pequenos grupos, como duplas e trios e compartilhando ideias, observações e experiências. 110 (EI02EF05RS-02) Participar de situações de conversas, relatando acontecimentos e situações significativas e interessando- se por escutar relatos de seus colegas. (EI02EF05RS-02PEL-02) Participar de situações de conversas, relatando acontecimentos e situações significativas e interessando-se pela escuta dos relatos de seus colegas. (EI02EF06) Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. (EI02EF06RS-01) Contar e recontar histórias oralmente, utilizando recursos de imagens, fantoches, adereços, dramatização. (EI02EF06RS-02) Ampliar a oralidade e o vocabulário através da exploração de contos, parlendas, rimas, charadas, trava- línguas, poemas, canções que envolvam a cultura regional e local. (EI02EF06RS-01PEL-01) Criar, contar e recontar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos, utilizando dramatização e/ ou recursos materiais como fantoches, dedoches, ou quaisquer outros adereços. (EI02EF06RS-02PEL-02) Ampliar a oralidade e o vocabulário através da exploração da linguagem literária de contos, parlendas, rimas, charadas, trava-línguas, poemas e canções que envolvam a cultura regional e local. (EI02EF07) Manusear diferentes portadores textuais, demonstrando reconhecer seus usos sociais. (EI02EF07RS-01) Manusear diferentes portadores textuais, associados e relevantes aos contextos de brincadeira presentes nos espaços da sala referência (revistas, jornais, catálogos, encartes, cardápios, manuais, livros de receitas, agendas, blocos, calendários, entre outros), demonstrando reconhecer seus usos sociais. (EI02EF07RS-02) Visualizar materiais escritos presentes nos diferentes espaços da escola (cartazes, recados, comunicados às famílias, agendas, cardápios, entre outros), reconhecendo suas diferentes funções sociais. (EI02EF07RS-01PEL-01) Manusear e explorar diferentes portadores textuais, associados e relevantes aos contextos de brincadeira presentes nos espaços da sala referência, tais como: revistas, jornais, catálogos, encartes, cardápios, manuais, livros de receitas, agendas, blocos, calendários, entre outros, demonstrando reconhecer seus usos sociais. (EI02EF07RS-01PEL-02) Visualizar e questionar a respeito de materiais escritos presentes nos diferentes espaços da escola, tais como: cartazes, recados, comunicados às famílias, agendas, cardápios, entre outros, discutindo entre seus pares e formulando hipóteses a respeito do uso e exibição destes, a fim de reconhecer suas diferentes funções sociais. 111 (EI02EF08) Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.). (EI02EF08RS-01) Ouvir a leitura diária feita pelo professor de textos diversos para ampliar o contato com diferentes gêneros textuais e com o repertório de histórias universais, da cultura regional e local. (EI02EF08PEL-01) Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais como: parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc. (EI02EF08RS-01PEL-02) Ouvir com atenção e interesse a leitura diária de textos diversos, feita pelo professor a fim de ampliar o contato com diferentes gêneros textuais e com o variado repertório de histórias universais, da cultura regional e local. (EI02EF09) Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos. (EI02EF09RS-01) Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita, associados e relevantes aos contextos de brincadeira presentes nos espaços da sala referência e de acordo com o interesse das crianças (agendas, blocos de anotações, calendários, canetas, lápis, carimbos, teclados, entre outros), para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos. (EI02EF09RS-02) Imitar comportamentos de escritor, usando desenhos, garatujas, símbolos gráficos e outras formas de grafar inventadas pela criança, com a intenção de comunicar ideias, sentimentos, histórias. (EI02EF09RS-01PEL-01) Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita, tais como: agendas, blocos de anotações, calendários, canetas, lápis, carimbos, teclados, entre outros, associados e relevantes aos contextos de brincadeira presentes nos espaços da sala referência e de acordo com o interesse das crianças, para desenhar, traçar letras e/ ou outros sinais gráficos. (EI02EF09RS-02PEL-02) Imitar comportamentos de escritor, usando desenhos, garatujas, símbolos gráficos e outras formas de grafar inventadas pela criança, com a intenção de comunicar ideias, sentimentos e histórias. 112 CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão. (EI03EF01RS-01) Comunicar-se com diferentes intenções, em diferentes contextos, com diferentes interlocutores, respeitando sua vez de falar e escutando o outro com atenção. (EI03EF01RS-02) Valorizar a história da cultura local e regional, o vocabulário, as comidas, as vestimentas, as danças, as festividades típicas. (EI03EF01RS-01PEL-01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea),de fotos, desenhos e outras formas de expressão, comunicando- se com diferentes intenções, em diferentes contextos e com diferentes interlocutores, respeitando sua vez de falar e escutando o outro com atenção. (EI03EF01RS-02PEL-02) Valorizar a história da cultura local e regional, o vocabulário, as comidas, as vestimentas, as danças e as festividades típicas. (EI03EF01PEL-03) Conhecer a riqueza cultural Pelotense, como: linguagem coloquial, dialetos e vícios de linguagem, bem como costumes, culinária típica e patrimônio histórico da cidade. (EI03EF02) Inventar brincadeiras cantadas, poemas e canções, criando rimas, aliterações e ritmos. (EI03EF02RS-01) Conhecer, explorar e recontar parlendas, lendas, cantigas folclóricas, cantos, músicas, versos, trovas, declamações, trava-línguas de artistas regionais para compor e recompor produções, canções e melodias de diferentes formas, brincadeiras de roda, poemas e ditados da cultura local e regional. (EI03EF02RS-01PEL-01) Conhecer, explorar e recontar parlendas, lendas, cantigas folclóricas, cantos, músicas, versos, trovas, declamações e trava-línguas de artistas regionais para compor e recompor produções, canções e melodias de diferentes formas, brincadeiras de roda, poemas e ditados da cultura local e regional. 113 (EI03EF02RS-02) Declamar poesias, parlendas preferidas, fazendo uso de ritmo e entonação. 125 (EI03EF02RS-03) Divertir-se e interessar-se por brincar com os textos poéticos, lendas, parlendas, cantos, entre outros, da cultura regional, em suas brincadeiras livres com outras crianças. (EI03EF02RS-02PEL-02) Inventar brincadeiras cantadas, poemas e canções, criando rimas, aliterações e ritmos, declamando poesias e parlendas preferidas fazendo uso de ritmo e entonação.. (EI03EF02RS-03PEL-03) Divertir-se e interessar-se por brincar, acompanhado de outras crianças, com os textos poéticos, lendas, parlendas, cantos, entre outros, da cultura regional em suas brincadeiras livres e/ou em atividades dirigidas. (EI03EF03) Escolher e folhear livros, procurando orientar- se por temas e ilustrações e tentando identificar palavras conhecidas. (EI03EF03RS-01) Relacionar imagens à escrita, levantando hipóteses sobre as mesmas, por meio de livros com temas voltados aos contos e histórias da cultura local e regional. (EI03EF03PEL-01) Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar palavras conhecidas. (EI03EF03RS-01PEL-02) Relacionar imagens à escrita, levantando hipóteses sobre as mesmas, por meio dos mais variados tipos de livros, dentre estes, obras com temas voltados aos contos e histórias da cultura local e regional. (EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da história. (EI03EF04RS-01) Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente formas diferenciadas de apresentar a mesma utilizando diversos recursos tecnológicos. (EI03EF04RS-02) Identificar personagens, cenários, trama, sequência cronológica, ação e intenção dos personagens. (EI03EF04RS-01PEL-01) Recontar histórias ouvidas, tendo que, para isso, planejar coletivamente formas diferenciadas de apresentar as mesmas, utilizando diversos recursos tecnológicos, como roteiros de vídeos e de encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da história. (EI03EF04RS-02PEL-02) Identificar personagens, cenários, tramas, sequências cronológicas, ação e intenção dos personagens. 114 (EI03EF05) Recontar histórias ouvidas para produção de reconto escrito, tendo o professor como escriba. (EI03EF05RS-01) Recontar coletivamente história ouvida, reinventando os finais de histórias, tendo o professor como escriba. (EI03EF05RS-02) Compreender que a escrita representa a fala. (EI03EF05RS-03) Participar de situações coletivas de criação ou reconto de histórias. (EI03EF05RS-01PEL-01) Recontar coletivamente histórias ouvidas, reinventando os finais, para produção de reconto escrito tendo o professor como escriba. (EI03EF05RS-02/03PEL-02) Compreender que a escrita representa a fala, participando de situações coletivas de criação ou reconto de histórias. (EI03EF06) Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em situações com função social significativa. (EI03EF06RS-01) Expressar vivências a partir de pesquisas, junto a família, de histórias regionais, relatando de forma oral ou através de desenhos. 126 (EI03EF06RS-02) Produzir as próprias histórias, a partir de histórias e lendas contadas. (EI03EF06PEL-01) Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), nas mais variadas situações do cotidiano, com função social significativa. (EI03EF06RS-01PEL-02) Expressar vivências a partir de pesquisas, junto a família, de histórias regionais, relatando-as de forma oral ou através de desenhos. (EI03EF06RS-02PEL-03) Produzir as próprias histórias, a partir de histórias e lendas contadas ou ainda, oriundas de situações cotidianas verídicas e/ou imaginárias. (EI03EF07) Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura. (EI03EF07RS-01) Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita, realizando registros de palavras por meio de escrita espontânea. (EI03EF07RS-02) Interessar-se pela escuta da leitura de diferentes gêneros textuais. (EI03EF07RS-01PEL-01) Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita e diferentes gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura e realizando registros de palavras por meio de escrita espontânea. (EI03EF07RS-02PEL-02) Interessar-se pela escuta da leitura de diferentes gêneros 115 textuais dentre estes, obras literárias da cultura local e regional. (EI03EF08) Selecionar livros e textos de gêneros conhecidos para a leitura de um adulto e/ou para sua própria leitura (partindo de seu repertório sobre esses textos, como a recuperação pela memória, pela leitura das ilustrações etc.). (EI03EF08RS-01) Identificar um livro pela leitura do título. (EI03EF08RS-02) Apresentar uma história, mostrando a capa do livro, o título e o nome do autor. (EI03EF08RS-02) Identificar portadores e gêneros textuais que sejam típicos da cultura local e regional. (EI03EF08PEL-01) Selecionar livros e textos de gêneros conhecidos para a leitura de um adulto e/ou para sua própria leitura, partindo de seu repertório sobre esses como a recuperação pela memória, pela leitura das ilustrações etc. (EI03EF08RS-01/02PEL-02) Identificar um livro pela leitura do título, bem como, apresentar sua história, mostrando a capa, o próprio título e o nome do autor. (EI03EF08RS-03PEL-03) Identificar diferentes portadores e gêneros textuais que sejam típicos da cultura local e regional. (EI03EF09) Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita, realizando registros de palavras e textos, por meio de escrita espontânea. (EI03EF09RS-01) Levantar hipóteses em relação a linguagem escrita por meio da escrita espontânea. (EI03EF09RS-02) Compreender que textos como lista de compras, cardápio, carta, recado, receita, etc. tem uma função social. (EI03EF09RS-03) Reconhecer letras do seu nome e dos colegas, escrevendo espontaneamente. (EI03EF09RS-04) Apreciar e conhecer a biografia e obras de artistas da cultura local e regional. (EI03EF09RS-01PEL-01) Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita, realizando registros de palavras e textos, por meio de escrita espontânea. (EI03EF09RS-02PEL-02) Compreendersituar o espaço, de maneira racional, em relação aos acessos da cidade, sobretudo, as vias rodoviárias, visto a opção pelo transporte rodoviário em detrimento dos demais. Ainda que, apenas previstos, estes acessos foram previamente viabilizados como parte das obras de infraestrutura. A empresa paulista CICASUL foi a primeira indústria a instalar-se no Distrito Industrial, seguida pela J. Alves Veríssimo S.A. Indústria, Comércio e Importação, a qual operava sob o nome fantasia de VEGA, iniciando suas atividades, na zona rural, antes de transferir-se para o local. A implantação do Distrito Industrial permitiu, além de reunir empresas produtivas, congregar esforços políticos e econômicos em prol de uma dinamização espacial e estrutural para o município. Porém, esses estímulos não foram atrativos suficientes para promover o deslocamento das diversas empresas conserveiras, historicamente, instaladas nas avenidas Fernando Osório e Duque de Caxias, tampouco das situadas na antiga zona fabril portuária. Cabe ressaltar que, do êxito dos charqueadores, sustentado no trabalho escravizado, surgiram os sobrados no centro da cidade, onde promoviam banquetes e saraus. Essa riqueza permitia que os filhos de charqueadores fossem estudar no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Europa. Alguns charqueadores, inclusive, receberam títulos de nobreza5. Em 15 de dezembro de 1977, três casas localizadas na Praça Coronel Pedro Osório – números 2, 6 e 8 – foram reconhecidas como patrimônio histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), através da inscrição nº 526, no Livro Tombo de Belas Artes e nº 70 no Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico. A descrição do registro diz que o conjunto é formado por casarões em estilo eclético, com interiores e exteriores requintados, como os forros em gesso e em marmorino, as pinturas e barras decorativas nas paredes, as esquadrias com vidros de cristal trabalhados, os gradis de ferro fundido, as platibandas decoradas com estátuas e jarrões de louça. “Afirma que a sua arquitetura utilizou projetos, materiais e elementos decorativos importados da Europa e expressa o poder e a sofisticação das ricas famílias locais” 6 . 5 Disponível em: https://vivaosanta.wordpress.com/2009/07/09/historico-da-cidade-de- pelotas/ acesso em jun de 2019. 6 Dicionário de História de Pelotas. Disponível em: http://repositorio.ufpel.edu.br:8080/bitstream/prefix/3735/1/Dicionário%20de%20História%20de% 20Pelotas.pdf, acesso em jun de 2019. http://repositorio.ufpel.edu.br:8080/bitstream/prefix/3735/1/Dicion%C3%A1rio%20de%20Hist%C3%B3ria%20de%20Pelotas.pdf http://repositorio.ufpel.edu.br:8080/bitstream/prefix/3735/1/Dicion%C3%A1rio%20de%20Hist%C3%B3ria%20de%20Pelotas.pdf 7 Com a interrupção da atividade saladeiril, a cidade do charque vai transformar-se na “capital nacional do doce”. A tradição do doce em Pelotas coincidiu com a implantação das primeiras charqueadas. Os primeiros charqueadores eram portugueses que trouxeram diversas receitas de delícias lusitanas com preferência pelo doce. Como o açúcar era escasso, havia necessidade de trazer de outros estados, como Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Os doces eram fabricados de maneira artesanal, pelas senhoras e mucamas, e envolvidos em papéis de renda franjados. A fama dos doces foi se espalhando por todos os estados sendo servidos em festas do Centro do país, nos intervalos dos saraus ou das apresentações teatrais7. Hoje, a cidade de Pelotas é caracterizada por possuir, em sua formação, uma pluralidade de etnias que confere ao povo Pelotense uma grande riqueza cultural, através de diferentes manifestações artísticas, religiosas e culturais. Pelotas é a quarta cidade mais populosa do Rio Grande do Sul. Possui, conforme estimativa do IBGE8 de 2018, aproximadamente 341.648 habitantes, sendo que cerca de 92% desse total residem na zona urbana. No ano de 2018, Pelotas recebeu o reconhecimento do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como cidade Patrimônio Cultural Brasileiro por meio do registro de seu patrimônio imaterial (tradição doceira) e do tombamento de seu patrimônio material (7 sítios reconhecidos, junto aos casarões históricos dos seus entornos). A 7 Disponível em: http://docesdepelotas.org.br/site/do-sal-ao-acucar/, acesso em jun de 2019 8 Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rs/pelotas/panorama, acesso em jun de 2019 cidade foi pioneira na conquista desta dupla certificação. Com o título, surge o desafio da divulgação desse reconhecimento e da preservação deste legado histórico para que não sofra ações depredatórias, vandalismo e descaso e, consequentemente, o risco da perda desse tão importante patrimônio edificado. A cidade de Pelotas, por ser um centro econômico, industrial e cultural da região sul do Rio Grande do Sul, também é considerada cidade universitária, evidenciada pela intensa migração de estudantes, oriundos não só dos municípios vizinhos, mas de todas as partes do país, além de discentes pelotenses. O município conta com duas reconhecidas Instituições de Ensino Superior (UCPEL e UFPEL), com mais de 24 mil9 estudantes, matriculados em seus diversos cursos, além de outras universidades, como o Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL), a Faculdade Anhanguera Educacional, a Faculdade de Tecnologia Senac-RS, dentre outras. 9 Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2012/07/estrutura-das- universidades-faz-de-pelotas-um-polo-de-ensino-na-, acesso em jul de 2019. http://docesdepelotas.org.br/site/do-sal-ao-acucar/ https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rs/pelotas/panorama https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade https://pt.wikipedia.org/wiki/IFSul_Campus_Pelotas https://pt.wikipedia.org/wiki/Anhanguera_Educacional https://pt.wikipedia.org/wiki/Anhanguera_Educacional https://pt.wikipedia.org/wiki/Senac https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2012/07/estrutura-das-universidades-faz-de-pelotas-um-polo-de-ensino-na- https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2012/07/estrutura-das-universidades-faz-de-pelotas-um-polo-de-ensino-na- 8 A educação em construção A Rede Municipal de Ensino A Secretaria Municipal de Educação e Desporto (Smed), atualmente, localizada na Praça 20 de Setembro, 366, é responsável pela organização, execução, manutenção, administração, orientação, coordenação e controle das atividades do Poder Público, ligadas à Educação, seguindo a legislação, as deliberações e o cumprimento das decisões do Conselho Municipal de Educação nas instituições que integram a rede pública municipal de ensino. 10 A Smed tem, sob sua responsabilidade, a gestão de vinte e nove (29) Escolas Urbanas de Educação Infantil e sessenta (60) Escolas de Ensino Fundamental, sendo vinte (20) na zona do campo e quarenta (40) na zona urbana, atendendo desde a Educação Infantil ao Ensino Médio. Na Educação Infantil, o atendimento se dá em turno parcial e integral; no Ensino Fundamental regular, há aulas nos turnos da manhã e da tarde (conforme organização de cada escola). Em 2019, duas escolas passaram atender em tempo integral, Emef Maria Joaquina, no campo, e Emef Dr. Mário Meneghetti, na zona urbana, buscando expandir nos próximos anos para outras, atendendo ao Plano Municipal de Educação; na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), em vinte (20) escolas municipais, 10Disponível em: http://www.pelotas.com.br/governo/smed, acesso em mai de 2019. tanto na zona urbana quanto na zona do campo, as aulas acontecem no vespertino e no noturno. O Ensino Médio é proporcionado em uma das escolasque textos como lista de compras, cardápios, cartas, recados escritos, receitas, dentre outros. apresentam uma função social. (EI03EF09RS-03PEL-03) Reconhecer letras do seu nome e do nome dos colegas, escrevendo-as espontaneamente, se for de seu interesse. (EI03EF09RS-04PEL-04) Apreciar e conhecer a biografia e obras de artistas da cultura local e regional. 116 CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES ” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI01ET01) Explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais (odor, cor, sabor, temperatura). (EI01ET01RS-01) Explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais de diferentes texturas, odores, cores, sabores e temperaturas. (EI01ET01RS-02) Manipular materiais diversos, estruturados e não estruturados, para comparar as diferenças e semelhanças entre eles. (EI01ET01RS-01PEL-01) Explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais de diferentes texturas, odores, cores, sabores e temperaturas desenvolvendo os cinco sentidos. (EI01ET01RS-02PEL-02) Manipular materiais diversos, estruturados e não estruturados, para comparar as diferenças e semelhanças entre eles. (EI01ET01PEL-03) Descobrir a permanência dos objetos através de brincadeiras como esconder/achar, rolar a bola que vai/volta. (EI01ET02) Explorar relações de causa e efeito (transbordar, tingir, misturar, mover e remover etc.) na interação com o mundo físico. (EI01ET02RS-01) Demonstrar interesse e curiosidade ao vivenciar situações de contato com a natureza (luz solar, chuva, vento, correnteza) e com deferentes materiais. (EI01ET02PEL-01) Explorar relações de causa e efeito, tais como: transbordar, tingir, misturar, mover e remover etc., na interação com o mundo físico. (EI01ET02RS-01PEL-02) Demonstrar interesse e curiosidade ao vivenciar situações de contato com elementos e fenômenos da natureza, tais como: luz solar, chuva, vento, correnteza, bem como em momentos de exploração de diferentes materiais. 117 (EI01ET03) Explorar o ambiente pela ação e observação, manipulando, experimentando e fazendo descobertas. (EI01ET03RS-01) Descobrir, por meio dos seus sentidos, os seres vivos próximos ao entorno que lhes atraem. (EI01ET03RS-02) Participar de brincadeiras com areia, com água, com grama, apreciando e manifestando curiosidade frente aos elementos da natureza, se entretendo com eles. (EI01ET03PEL-01) Explorar o ambiente pela ação e observação, manipulando, experimentando e fazendo descobertas. (EI01ET03RS-01PEL-02) Descobrir, por meio dos seus sentidos, os seres vivos próximos ao entorno que lhes atraem. (EI01ET03RS-02PEL-03) Participar de brincadeiras com areia, com água, com grama, apreciando e manifestando curiosidade frente aos elementos da natureza, se entretendo com eles. (EI01ET04) Manipular, experimentar, arrumar e explorar o espaço por meio de experiências de deslocamentos de si e dos objetos. (EI01ET04RS-01) Acompanhar com os olhos os movimentos dos materiais, usando o corpo para explorar o espaço, virando-se para diferentes lados ou rastejando-se. (EI01ET04RS-02) Resolver problemas espaciais que envolvam obstáculos passando por cima, ao lado ou removendo-os, ou persistir em alcançar um brinquedo desejado. (EI01ET04PEL-01) Manipular, experimentar, arrumar e explorar o espaço por meio de experiências de deslocamentos de si e dos objetos. (EI01ET04RS-01PEL-02) Acompanhar com os olhos os movimentos dos materiais, usando o corpo para explorar o espaço, virando-se para diferentes lados ou rastejando-se. (EI01ET04RS-02PEL-03) Resolver problemas espaciais que envolvam obstáculos passando por cima, ao lado ou removendo-os, ou persistir em alcançar um brinquedo desejado. (EI01ET05) Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e semelhanças entre eles. (EI01ET05RS-01) Agir sobre os materiais repetidas vezes, experimentando gostos, texturas, sabores, odores, sons e tendo oportunidades de realizar comparações simples entre eles. (EI01ET05RS-01) Brincar individualmente, em pares, trios ou pequenos grupos, com objetos variados, como os que produzem sons, refletem, (EI01ET05PEL-01) Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e semelhanças entre eles. (EI01ET05RS-01PEL-02) Agir sobre os materiais, repetidas vezes, experimentando gostos, texturas, sabores, odores, sons e tendo oportunidades de realizar comparações simples entre eles. 118 ampliam, iluminam, e que possam ser encaixados, desmontados, enchidos e esvaziados, divertindo-se ao identificar características e reconhecer algumas semelhanças e diferenças. (EI01ET05RS-02PEL-03) Brincar individualmente, em pares, trios ou pequenos grupos, com objetos variados, como os que produzem sons, refletem, ampliam, iluminam, e que possam ser encaixados, desmontados, enchidos e esvaziados, divertindo-se ao identificar características e reconhecer algumas semelhanças e diferenças. (EI01ET06) Vivenciar diferentes ritmos, velocidades e fluxos nas interações e brincadeiras (em danças, balanços, escorregadores etc.). (EI01ET06RS-01) Participar de brincadeiras que envolvam o canto, o movimento, divertindo-se com a exploração de seu corpo e a percepção rítmica. (EI01ET06RS-02) Interagir nas brincadeiras cantadas e dançadas, buscando corresponder seus gestos aos versos da canção, ajustando seus movimentos ao ritmo. (EI01ET06PEL-01) Vivenciar diferentes ritmos, velocidades e fluxos nas interações e brincadeiras (em danças, balanços, escorregadores etc.). (EI01ET06RS-01/02PEL-02) Participar de brincadeiras que envolvam o canto e a dança, divertindo-se com a exploração de seu corpo, buscando corresponder seus gestos aos versos da canção, ajustando seus movimentos ao ritmo (rápido/ devagar, grave/agudo). 119 CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES ” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI02ET01) Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho). (EI02ET01RS-01) Observar e nomear características de objetos e materiais presentes no cotidiano. (EI02ET01RS-02) Mostrar curiosidade em explorar os diversos materiais, suas características, semelhanças e diferenças, por meio da investigação e da brincadeira com água, terra, plantas, tintas, objetos diversos, entre outros. (EI02ET01RS-01PEL-01) Observar, explorar, descrever e nomear semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos e materiais presentes no cotidiano (textura, massa, tamanho). (EI02ET01RS-02PEL-02) Mostrar curiosidade em explorar os diversos materiais, suas características, semelhanças e diferenças, por meio da investigação e da brincadeira com água, terra, plantas, tintas, objetos diversos, entre outros. (EI02ET02) Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.). (EI02ET02RS-01) Observar, apreciar e relatar os fenômenos naturais, nas diferentes estações do ano, por meio de passeios ao ar livre e em contato com a natureza. (EI02ET02RS-02) Brincar ao ar livre, em contato com elementos naturais, diariamente,e por um tempo significativo (EI02ET02RS-01PEL-01) Observar, apreciar e relatar os fenômenos naturais, como: presença de luz solar, vento, chuva etc.), nas diferentes estações do ano, por meio de passeios ao ar livre e em contato com a natureza. (EI02ET02RS-02PEL-02) Brincar ao ar livre, em contato com elementos naturais, diariamente, e por um tempo significativo. (EI02ET02RS-01PEL-03) Identificar na sala de aula através de painéis, fotos e músicas as estações do ano, bem como estabelecer relação do conteúdo destes com as características relacionadas ao tempo (como está o tempo hoje, é dia ou noite, está frio ou quente, etc.) 120 (EI02ET03) Compartilhar, com outras crianças, situações de cuidado de plantas e animais nos espaços da instituição e fora dela. (EI02ET03RS-01) Plantar, cuidar, ver crescer, colher, observar e admirar o ciclo de vida de plantas diversas (árvores frutíferas nativas e exóticas, legumes, hortaliças, flores, chás, ervas), nos espaços da escola e no seu entorno. (EI02ET03RS-02) Apreciar e explorar as diferentes sensações do contato com elementos naturais, como cheiros, gostos, sons, texturas, temperaturas. (EI02ET03RS-03) Subir e brincar em árvores presentes no pátio da escola, em parques, praças e outros espaços da comunidade local. (EI02ET03RS-04) Observar, identificar e relatar semelhanças e diferenças entre seres vivos e outros elementos e materiais de seu meio. (EI02ET03RS-01PEL-01) Plantar, cuidar, ver crescer, colher, observar e admirar o ciclo de vida de plantas diversas, tais como: árvores frutíferas, nativas e exóticas, legumes, hortaliças, flores, chás e ervas, compartilhando com outras crianças, situações de cuidado destas, nos espaços da escola e no seu entorno. (EI02ET03RS-02PEL-02) Apreciar e explorar as diferentes sensações do contato com elementos naturais, como cheiros, gostos, sons, texturas, temperaturas. (EI02ET03RS-03PEL-03) Subir e brincar em árvores presentes no pátio da escola, em parques, praças e outros espaços da comunidade local. (EI02ET03RS-04PEL-04) Observar, identificar e relatar semelhanças e diferenças entre seres vivos e outros elementos e materiais de seu meio. (EI02ET04) Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois). (EI02ET04RS-01) Explorar e narrar as ações e movimentos realizados no espaço e no tempo e nomear as relações espaciais e temporais que vivenciam no cotidiano. (EI02ET04RS-02) Identificar pontos de referência para situar-se e deslocar- se nos espaços da escola e do seu meio. (EI02ET04RS-03) Participar da organização de festividades e comemorações e passagens significativas do tempo, da cultura regional e local, dos grupos familiares e da comunidade escolar. (EI02ET04RS-01PEL-01) Identificar, explorar e narrar as ações e movimentos realizados no espaço e no tempo e nomear as relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois) que vivenciam no cotidiano. (EI02ET04RS-02PEL-02) Identificar pontos de referência para situar-se e deslocar-se nos espaços da escola e do seu meio. (EI02ET04RS-03PEL-03) Participar da organização de festividades. comemorações e passagens significativas do tempo, da cultura regional e local, dos grupos familiares e da comunidade escolar. 121 (EI02ET05) Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). (EI02ET05RS-01) Criar e brincar com coleções de objetos e materiais diversos, naturais e industrializados, explorando e nomeando quantidades, semelhanças, diferenças e seus atributos (tamanho, peso, cor, forma, entre outros). (EI02ET05RS-02) Quantificar, classificar, medir e ordenar materiais diversos, por meio do jogo heurístico (bandejas de experimentação). (EI02ET05RS-01PEL-01) Criar e brincar com coleções de objetos e materiais diversos, naturais e industrializados, classificando, explorando e nomeando quantidades, semelhanças, diferenças e seus atributos, tais como: tamanho, peso, cor, forma, entre outros. (EI02ET05RS-02PEL-02) Quantificar, classificar, medir e ordenar materiais diversos, por meio do jogo heurístico (bandejas de experimentação). (EI02ET06) Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar). (EI02ET06RS-01) Explorar e utilizar conceitos básicos de tempo através de movimentos corporais, brincadeiras, histórias, deslocamentos nos espaços da escola e nos diferentes momentos da jornada diária. (EI02ET06RS-02) Vivenciar, na jornada diária, momentos e atividades coletivas e individuais, dirigidas pelo adulto e de escolha das crianças, de movimento e de repouso, a partir de suas necessidades. (EI02ET06RS-03) Brincar nos espaços externos, explorando diversos movimentos corporais e experimentando diferentes níveis de velocidade (correr, caminhar, saltar, escorregar, rolar, subir, descer). EI02ET06RS-01PEL-01) Explorar e utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar) através de movimentos corporais, brincadeiras, histórias, deslocamentos nos espaços da escola e nos diferentes momentos da jornada diária. (EI02ET06RS-02PEL-02) Vivenciar, na jornada diária, momentos e atividades coletivas e individuais, dirigidas pelo adulto e de escolha das crianças, de movimento e de repouso, a partir de suas necessidades. (EI02ET06RS-03PEL-03) Brincar nos espaços externos, explorando diversos movimentos corporais e experimentando diferentes níveis de velocidade (correr, caminhar, saltar, escorregar, rolar, subir, descer). (EI02ET06PEL-04) Vivenciar e perceber, na rotina da escola e da família, os elementos que indicam qual será a próxima atividade realizada. 122 (EI02ET07) Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos. (EI02ET07RS-01) Participar da organização e da distribuição de materiais e objetos que fazem parte do cotidiano, quantificando-os oralmente (utensílios de alimentação, brinquedos, objetos de uso pessoal e coletivo). (EI02ET07RS-02) Identificar quantidades e contar oralmente através de canções, histórias, jogos e brincadeiras. (EI02ET07RS-03) Manusear objetos e materiais inseridos nos contextos reais e de brincadeira que contenham números, como no seu calçado, no telefone e nas brincadeiras de faz-de- conta, em que faça uso de calculadora, régua, fita métrica, teclado de computador, entre outros. (EI02ET07RS-01PEL-01) Participar da organização e da distribuição de materiais e objetos que fazem parte do cotidiano, tais como: utensílios de alimentação, brinquedos, objetos de uso pessoal e coletivo, quantificando-os oralmente. (EI02ET07RS-02PEL-02) Identificar quantidades e contar oralmente através de canções, histórias, jogos e brincadeiras. (EI02ET07RS-03PEL-03) Manusear objetos e materiais inseridos nos contextos reais e de brincadeira que contenham números, como no seu calçado, no telefone e nas brincadeiras de faz-de-conta, em que faça uso de calculadora, régua, fita métrica, teclado de computador, entre outros. (EI02ET08) Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.). (EI02ET08RS-01) Explorar coletivamente a contagem de materiais, brinquedos, objetos e pessoas presentes no cotidiano, registrando essas quantidades com números, com apoio do adulto. (EI02ET08RS-02) Jogar e participar de brincadeiras que envolvam a contagem e que apresentem números escritos, como jogos de trilha,de tabuleiro, de ordenar peças, de rodas cantadas, de amarelinha, entre outros. (EI02ET08-PEL-01) Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.). (EI02ET08RS-01PEL-02) Explorar coletivamente a contagem de materiais, brinquedos, objetos e pessoas presentes no cotidiano, registrando essas quantidades com números, com apoio do adulto. (EI02ET08RS-02PEL-03) Jogar e participar de brincadeiras que envolvam a contagem e que apresentem números escritos, como jogos de trilha, de tabuleiro, de ordenar peças, de rodas cantadas, de amarelinha, entre outros. 123 CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RCG OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DOM PEOLOTAS (EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades. (EI03ET01RS-01) Estabelecer relações de comparação entre objetos da cultura local e regional, observando suas propriedades e comparando com objetos das demais culturas. (EI03ET01RS-01PEL-01) Estabelecer relações de comparação entre objetos da cultura local e regional, observando suas propriedades e comparando com objetos das demais culturas, individualmente ou em grupo. (EI03ET01RS-01PEL-02) Participar de situações como explorar relações de peso, tamanho e volume de formas bidimensionais ou tridimensionais e explorar materiais como argila e massa de modelar, percebendo a transformação do espaço tridimensional em bidimensional e vice-versa, a partir da construção e desconstrução. (EI03ET02) Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais. (EI03ET02RS-01) Participar de diversas situações de exploração de objetos, materiais e fenômenos. (EI03ET02PEL-01) Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais. (EI03ET02RS-01PEL-02) Observar a água em forma de gelo, a água líquida e o vapor d’água, construindo hipóteses e formulando perguntas (ex.: Por que o gelo derreteu?). (EI03ET02RS-01PEL-03) Explorar algumas possibilidades das propriedades dos objetos, como refletir, ampliar ou inverter as imagens, ou de produzir, transmitir ou ampliar sons etc. 124 (EI03ET03) Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus fenômenos, sua conservação. (EI03ET03RS-01) Perceber as mudanças climáticas e suas diferenças nas quatro estações do ano, comparando características da região onde vive com as demais regiões do Estado, observando suas semelhanças e diferenças. (EI03ET03RS-02) Realizar experiências como a da chuva, utilizando um vidro suspenso e uma chaleira, pequenos terrários e observar como ele se desenvolve. (EI03ET03RS-03) Passear pelos arredores da escola e observar o relevo, expandir para observações de mapas, confeccionar maquetes para demonstrar depressões, planaltos, planícies, etc. (EI03ET03PEL-01) Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus fenômenos, sua conservação. (EI03ET03RS-01PEL-02) Perceber as mudanças climáticas e suas diferenças nas quatro estações do ano, comparando características da região onde vive com as demais regiões do Estado, observando suas semelhanças e diferenças. (EI03ET03RS-01PEL-03) Observar e criar explicações para fenômenos e elementos da natureza presentes no seu dia a dia (calor produzido pelo sol, chuva, claro- escuro, quente-frio), estabelecendo regularidades, relacionando-os à necessidade dos humanos por abrigo e cuidados básicos: agasalhar-se, não ficar exposto ao sol, beber líquido, fechar ou abrir janela, acender ou apagar a luz. (EI03ET03RS-01PEL-04) Apontar algumas mudanças de hábitos em animais ou plantas influenciadas por mudanças climáticas. (EI03ET03RS-02PEL-05) Realizar experiências como a da chuva, utilizando um vidro suspenso e uma chaleira, pequenos terrários e observar como ele se desenvolve. (EI03ET03RS-03PEL-06) Passear pelos arredores da escola e observar o relevo, expandir para observações de mapas, confeccionar maquetes para demonstrar depressões, planaltos, planícies, etc. (EI03ET04) Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita (EI03ET04RS-01) Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), utilizando (EI03ET04RS-01PEL-01) Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), utilizando tabelas, gráficos, cartazes, medidas em receitas, desenhos. 125 espontânea), em diferentes suportes. tabelas, gráficos, cartazes, medidas em receitas, desenhos. (EI03ET04RS-01PEL-02) Participar de situações do cotidiano, como, por exemplo, atividades de culinária, sendo instigadas a resolver situações problemas envolvendo unidades de medida, como quantidade de ingredientes ou tempo de cozimento registrando as hipóteses encontradas. (EI03ET04RS-01PEL-03) Brincar livremente, de forma individual ou em pequenos grupos, tendo como recursos objetos e ferramentas de medidas, convencionais ou não, a fim de resolver situações problemas, estabelecendo distância, comprimento, capacidade ou massa, ou ainda utilizando, notas de dinheiro, criadas para este fim pedagógico, nos contextos de brincadeiras de pagar e dar troco, registrando-as com o apoio do(a) professor(a). (EI03ET05) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças. (EI03ET05RS-01) Reconhecer e classificar os objetos da cultura local e regional. (EI03ET05RS-01PEL-01) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças, reconhecendo os objetos da cultura local e regional. (EI03ET05PEL-02) Explorar e investigar objetos e figuras em suas brincadeiras e em contextos individuais, em duplas ou pequenos grupos, organizados pelo(a) professor(a), observando e comentando obras de arte que exploram formas simétricas, bem como utilizando materiais com formas semelhantes a figuras geométricas para construir imagens e objetos em espaços bidimensionais e tridimensionais. (EI03ET06) Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e da sua comunidade. (EI03ET06RS-01) Reconhecer sua identidade, seu nome, através de uma linha do tempo confeccionada com fotos do nascimento até a idade atual. (EI03ET06RS-02) Identificar através de cenários (fotos, cenas, (EI03ET06PEL-01) Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e da sua comunidade. (EI03ET06RS-01PEL-02) Reconhecer sua identidade, seu nome, através de uma linha do tempo confeccionada com fotos do nascimento até a idade atual. 126 imagens), características da cultura local e regional como: comidas, jogos, vestuário, linguagem, crenças populares, bebidas, entre outras. (EI03ET06RS-03) Criar a sua árvore genealógica com a ajuda dos familiares contando sua história de vida. (EI03ET06RS-01PEL-03) Falar sobre suas lembranças e vivências, aprendendo a expressar suas próprias ideias sobre o tempo. (EI03ET06RS-01PEL-04) Perceber alterações ocorridas em seu próprio corpo, como a perda e o aparecimento de dentes, o aumentona altura, no tamanho das mãos e dos pés, entre outras, e que possam descrever e refletir sobre sequências de acontecimentos. (EI03ET06RS-02PEL-05) Identificar através de cenários (fotos, cenas, imagens), características da cultura local e regional como: comidas, jogos, vestuário, linguagem, crenças populares, bebidas, entre outras. (EI03ET06RS-02PEL-06) Participar da organização de eventos e festas tradicionais, comemorando os aniversários e algumas passagens significativas do tempo, identificando-as apoiadas no calendário e utilizando a unidade de tempo — dia, mês e ano — para marcar as datas significativas, sejam de seu grupo, de seus grupos familiares, como também da comunidade escolar. (EI03ET06RS-03PEL-07) Criar a sua árvore genealógica com a ajuda dos familiares contando sua história de vida. (EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. (EI03ET07RS-01) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência de forma oral. (EI03ET07RS-01PEL-01) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência, de forma oral. (EI03ET07RS-01PEL-02) Fazer a correspondência física entre conjuntos de diferentes materiais com a mesma quantidade, para começar a compreender a noção de correspondência um a um. 127 (EI03ET07RS-01PEL-03) Envolver-se em situações de contagem em contextos significativos da vida real, como, por exemplo, quando contam quantas crianças vieram à escola para colocar a quantidade de pratos certos na mesa para comer; (EI03ET07RS-01PEL-04) Participar de brincadeiras cantadas que envolvam a sequência numérica; jogar jogos que envolvam relacionar números com quantidades, brincar de comprar e vender, identificando sistema monetário vigente. (EI03ET08) Expressar medidas (peso, altura etc.), construindo gráficos básicos. (EI03ET08RS-01) Expressar medidas (peso, altura, etc.) de forma prática, coletiva e lúdica (gráficos básicos). (EI03ET08RS-02) Compreender, analisar, descrever, vivenciar e relacionar situações de trajeto, percurso e localização no espaço físico externo. (EI03ET08RS-01PEL-01) Expressar medidas tais como: peso, altura, gráficos básicos etc., de forma prática, coletiva e lúdica. (EI03ET08RS-01PEL-02) Explorar diferentes formas de registro das medidas. (EI03ET08RS-02PEL-03) Compreender, analisar, descrever, vivenciar e relacionar situações de trajeto, percurso e localização no espaço físico externo. (EI03ET08RS-02PEL-04) Comparar grandezas, como distâncias, peso ou tamanho ao usar unidades de medidas convencionais ou não. 128 Ensino Fundamental O Ensino Fundamental atende estudantes entre 6 e 14 anos dentro de duas fases: Anos Iniciais (1º ao 5º ano) e Anos Finais (6º ao 9º ano). Destacamos que, nesse período, crianças e adolescentes passam por várias mudanças relacionadas a aspectos físicos, cognitivos, afetivos, sociais, emocionais, entre outros (BNCC, 2017). Os Anos Iniciais, conforme a BNCC, “demandam um trabalho no ambiente escolar que se organize em torno dos interesses manifestos pelas crianças, de suas vivências mais imediatas para que, com base nessas vivências, elas possam, progressivamente, ampliar essa compreensão...” (BNCC, 2017, p. 56 e 57). São valorizadas, também, as situações lúdicas, estabelecendo uma articulação com as vivências da Educação Infantil, de modo que essas vivências sejam ampliadas e novas formas de relação com o mundo sejam apresentadas gradativamente. Já os Anos Finais, também, de acordo com a BNCC, “os estudantes se deparam com desafios de maior complexidade, sobretudo devido à necessidade de se apropriarem das diferentes lógicas de organização dos conhecimentos relacionados às áreas.” (BNCC, 2017, p. 58). Desse modo, é necessária a retomada e a ressignificação do que foi aprendido na fase dos Anos Iniciais, objetivando o aprofundamento e ampliação do repertório dos estudantes, dentro das diferentes áreas e componentes curriculares. O currículo da rede municipal de ensino organiza-se em áreas do conhecimento e componentes curriculares. Embora a expressão dos resultados não seja por área do conhecimento, a Smed orienta que o trabalho pedagógico seja desenvolvido de forma interdisciplinar, inclusive, entre as áreas. Em algumas instituições de ensino, há a oferta de outros componentes curriculares que compõem a grade curricular. 129 Disponível em: http://download.basenacionalcomum.mec.gov.br/, acesso em dez de 2019. A etapa do Ensino Fundamental se organiza em duas fases, a dos Anos Iniciais (1º ao 5º ano) e a dos Anos Finais (6º ao 9º ano). Cada área do conhecimento estabelece competências específicas, cujo desenvolvimento deve ser promovido ao longo dos nove anos. Essas competências explicitam como as dez competências gerais se expressam nessas áreas. Nas áreas que abrigam mais de um componente curricular (Linguagens e Ciências Humanas), também são definidas competências específicas do componente (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Estrangeira, Geografia e História) a serem desenvolvidas pelos estudantes ao longo dessa etapa de escolarização. As competências http://download.basenacionalcomum.mec.gov.br/ 130 específicas possibilitam a articulação horizontal entre as áreas, perpassando todos os componentes curriculares, e também a articulação vertical, ou seja, a progressão entre o Ensino Fundamental – Anos Iniciais e o Ensino Fundamental – Anos Finais e a continuidade das experiências dos estudantes, considerando suas especificidades. Para garantir o desenvolvimento das competências específicas, cada componente curricular apresenta um conjunto de habilidades. Essas habilidades estão relacionadas a diferentes objetos de conhecimento – aqui entendidos como conteúdos, conceitos e processos –, que, por sua vez, são organizados em unidades temáticas. A seguir há a exemplificação de como estão detalhadas as unidades temáticas, os objetos de conhecimento e as habilidades. Em cada coluna, as habilidades definidas são da BNCC, do RCG e do DOM Pelotas, respectivamente, conforme ilustrado a seguir. 131 Como é possível observar no exemplo apresentado, cada habilidade é identificada por um código alfanumérico. Após as contribuições no DOM Pelotas, o código terá a seguinte composição no Ensino Fundamental: 132 O esquema acima demonstra como as unidades temáticas, os objetos do conhecimento e as habilidades estão indicados no documento: As duas primeiras letras (EF) indicam a segunda etapa da Educação Básica, o Ensino Fundamental. Os dois primeiros números indicam o ano (01 a 09) a que se refere a habilidade, ou, no caso de Língua Portuguesa, Arte e Educação Física, o bloco de anos, como segue: Língua Portuguesa/Arte 15 = 1º ao 5º ano e 69 = 6º ao 9º ano; Língua Portuguesa/Educação Física 12 = 1º e 2º anos, 35 = 3º ao 5º ano, 67 = 6º e 7º, anos e 89 = 8º e 9º anos O segundo par de letras indica o Componente Curricular: AR = Arte, CI = Ciências, EF = Educação Física, ER = Ensino Religioso, GE = Geografia, HI = História, LEST = Língua Estrangeira, LP = Língua Portuguesa, MA = Matemática. Os dois números seguintes indicam a posição da habilidade na numeração sequencial do ano ou do bloco de anos. O terceiro par de letras (RS) indica o Estado do Rio Grande do Sul. Os números seguintes indicam a posição da habilidade na numeração sequencial dentro do Referencial Curricular Gaúcho (RCG) As letras seguintes (PEL) indicam o município de Pelotas. Os dois últimos números indicam a posição da habilidade na numeração sequencial dentro do Documento OrientadorMunicipal (DOM). 133 O código, no DOM, pode aparecer das seguintes formas também: EF01CI02RS-1/2PEL-1, em que a numeração RS-1/2 indica que as habilidades do RCG foram sintetizadas em uma única habilidade no DOM; já o código EF01CI02RS-1-4PEL-1, significa que as habilidades de 1 a 4 do RCG foram sintetizadas em uma única habilidade no DOM. As habilidades expressam as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos estudantes nos diferentes contextos escolares. Para tanto, elas são descritas de acordo com uma determinada estrutura, conforme ilustrado no exemplo a seguir, de História (EF06HI14). Conforme a BNCC, o uso de numeração sequencial para identificar as habilidades de cada ano ou bloco de anos não representa uma ordem ou hierarquia esperada das aprendizagens. A progressão das aprendizagens, que se explicita na comparação entre os quadros relativos a cada ano (ou bloco de anos), pode tanto estar relacionada aos processos cognitivos em jogo – sendo expressa por verbos que indicam processos cada vez mais ativos ou exigentes – quanto aos objetos de conhecimento – que podem apresentar crescente sofisticação ou complexidade –, ou, ainda, aos modificadores – que, por exemplo, podem fazer referência a contextos mais familiares aos estudantes e, aos poucos, expandir-se para contextos mais amplos. 134 Áreas do conhecimento e componentes curriculares A Área de Linguagens, conforme preconiza a BNCC, o RCG e o DOM, tem por objetivo proporcionar ao educando diversificadas práticas de linguagem, dando-lhe meios de ampliar a capacidade de expressar-se de forma artística, corporal e linguística. Ressaltamos que as práticas de linguagens devem permitir que o educando desenvolva as suas habilidades por meio de interações sociais vinculadas a situações de uso e comunicação real da língua, vivências artísticas significativas, em que o processo de construção é tão importante quanto o produto final, e práticas corporais que respeitem as fases do desenvolvimento humano. No Ensino Fundamental, a Área de Linguagens deve dar continuidade às habilidades desenvolvidas na Educação Infantil, ampliando a complexidade na progressão dos objetos de conhecimentos. A fase dos Anos Iniciais é a porta de entrada para a cultura letrada, possibilitando ao educando maior autonomia e protagonismo na vida social. Já na dos Anos Finais, as práticas de linguagens, nos diferentes componentes pertencentes a essa área, permitem maior ampliação e aprofundamento da reflexão crítica, uma vez que os discentes já possuem maior capacidade de abstração. COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE LINGUAGENS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL 1. Compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação da realidade e expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais. 2. Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de participação na vida social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. 3. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao diálogo, à resolução de conflitos e à cooperação. 4. Utilizar diferentes linguagens para defender pontos de vista que respeitem o outro e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, atuando criticamente frente a questões do mundo contemporâneo. 135 5. Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade, bem como participar de práticas diversificadas, individuais e coletivas, da produção artístico-cultural, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas. 6. Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos. Muitos dos princípios trazidos pelos PCNs, no componente curricular Língua Portuguesa, são mantidos na BNCC, como a centralidade do ensino no texto e nos gêneros textuais; a perspectiva enunciativo- discursiva de linguagem – em que os textos aparecem sempre relacionados aos seus contextos de produção; o desenvolvimento de habilidades para a participação em práticas de linguagem (oralidade, leitura/escuta, produção (escrita e multissemiótica) e a análise linguística/semiótica (que envolve conhecimentos linguísticos sobre o sistema de escrita, o sistema da língua e a norma-padrão), conhecimentos textuais, discursivos e sobre os modos de organização e os elementos de outras semioses (BNCC, 2017). A perspectiva de linguagem assumida, para o ensino da Língua Portuguesa, pela BNCC, é a enunciativo-discursiva, já presente nos PCNs como “uma forma de ação interindividual orientada para uma finalidade específica; um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes numa sociedade, nos distintos momentos de sua história” (BRASIL, 1998, p. 20). Isso significa que a linguagem é uma atividade humana de interação entre os sujeitos materializando-se em práticas sociais, por isso o ensino deve assumir a centralidade do texto considerando suas funções sociais de modo que os estudantes trabalhem com textos reais de circulação nos diferentes campos de atuação. Com isso, a metodologia deve estar voltada para o uso reflexivo da linguagem. O que há de novo no ensino da Língua Portuguesa é a atualização em relação às práticas de linguagem desenvolvidas no século XXI, muito em função do avanço das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC), por isso, incluem-se dois aspectos no ensino da língua: a presença dos textos multimodais e as questões de multiculturalismo. De acordo com a BNCC, os conhecimentos sobre os gêneros, sobre os textos, sobre a língua, sobre a norma-padrão, sobre as diferentes linguagens (semioses) devem ser mobilizados em favor do desenvolvimento das capacidades de leitura, produção e tratamento das linguagens, que, por sua vez, devem estar a serviço da ampliação das possibilidades de participação em 136 práticas de diferentes esferas/ campos de atividades humanas (BNCC, 2017, p. 67). O ensino da Língua Portuguesa, ao longo da Educação Básica, assim como já era pautado nos PCNs, assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses (BNCC, 2017, p. 67). Na fase dos Anos Iniciais, no bloco do 1º e 2º anos, segundo Magda Soares, “a alfabetização é o processo de aquisição do código escrito, das habilidades de leitura e escrita”.(SOARES, 2017, p.16). Esse processo de alfabetização se faz pelo domínio de técnicas como: grafar e reconhecer letras, usar o papel, entender a direcionalidade da escrita, pegar no lápis, codificar, estabelecer relações entre sons e letras, de fonemas e grafemas; a criança perceber unidades menores que compõem o sistema de escrita (palavras, sílabas, letras). Para Morais e Albuquerque,alfabetização – processo de aquisição da “tecnologia da escrita”, isto é, do conjunto de técnicas – procedimentos habilidades - necessárias para a prática de leitura e da escrita: as habilidades de codificação de fonemas em grafemas e de decodificação de grafemas em fonemas, isto é, o domínio do sistema de escrita (alfabético ortográfico) (MORAIS; ALBUQUERQUE, 2007, p. 15). Segundo a Base Nacional Comum Curricular, Nesse processo, é preciso que os estudantes conheçam o alfabeto e a mecânica da escrita/leitura – processos que visam a que alguém (se) torne alfabetizado, ou seja, consiga “codificar e decodificar” os sons da língua (fonemas) em material gráfico (grafemas ou letras), o que envolve o desenvolvimento de uma consciência fonológica (dos fonemas do português do Brasil e de sua organização em segmentos sonoros maiores como sílabas e palavras) e o conhecimento do alfabeto do português do Brasil em seus vários formatos (letras imprensa e cursiva, maiúsculas e minúsculas), além do estabelecimento de relações grafofônicas entre esses dois sistemas de materialização da língua (BNCC, 2017, p. 89). Sendo assim, conhecer o funcionamento da escrita alfabética para ler e escrever significa, principalmente, perceber as relações que se estabelecem entre os sons da fala (fonemas) e as letras da escrita (grafemas), desenvolvendo a consciência fonológica da linguagem, percebendo os sons, como se separam e se juntam em novas palavras. Neste contexto, alfabetizar é articular as diferentes facetas da apropriação da língua, aliando o trabalho com as práticas sociais de leitura e escrita, com momentos de aprendizagem do sistema de escrita alfabética. Conforme a BNCC, pesquisas sobre a construção da língua escrita pela criança mostram que, nesse processo, é preciso: •diferenciar desenhos/grafismos (símbolos) de grafemas/letras (signos); • desenvolver a capacidade de reconhecimento global de palavras (que chamamos de leitura “incidental”, como é o caso da leitura de logomarcas em rótulos), que será depois responsável pela fluência na leitura; • construir o conhecimento do alfabeto da língua em questão; • perceber quais sons se deve representar na escrita e como; • construir a relação fonema-grafema: a percepção de que as letras estão representando certos sons da fala em contextos precisos; 137 • perceber a sílaba em sua variedade como contexto fonológico desta representação; • até, finalmente, compreender o modo de relação entre fonemas e grafemas, em uma língua específica (BNCC, 2017, p. 91). Segundo Magda Soares (1998), o surgimento do letramento se deu pela necessidade de caracterizar comportamentos e situações sociais e cotidianas em que a leitura e a escrita estivessem envolvidas, ultrapassando o domínio do sistema alfabético e ortográfico. Além do nível de aprendizagem da língua escrita alcançado, tradicionalmente, pelo processo de alfabetização, para ela, alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas inseparáveis, ao contrário: o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse, ao mesmo tempo alfabetizado e letrado (SOARES; 1998, p. 47). Portanto, não basta ensinar os códigos de leitura e escrita, como relacionar os sons às letras, mas é preciso tornar os estudantes capazes de compreender o significado dessa aprendizagem, para usá-la no dia a dia de forma a atender às exigências da própria sociedade. Promover o letramento, para Morais a Albuquerque, é um “conjunto de práticas que denotam a capacidade de uso de diferentes tipos de material escrito” (MORAIS; ALBUQUERQUE, 2007, p. 7). Ou seja, letramento é além de saber ler e escrever, entender o que se lê e se escreve, relacionando desta forma com o contexto social. De acordo com a BNCC do Ensino Fundamental - Anos Iniciais, “ao valorizar situações lúdicas de aprendizagem, aponta para a necessária articulação com as experiências vivenciadas na Educação Infantil” (BNCC, 2017, p. 57). Assim, os primeiros anos do Ensino Fundamental visam intensificar e estruturar as experiências com a língua oral e escrita. Apesar de, desde o nascimento, a criança estar cercada de diferentes práticas letradas, é, nos Anos Iniciais (1º e 2º anos) do Ensino Fundamental, que se espera que ela consolide o processo de alfabetização. Portanto, ainda segundo a BNCC, a ação pedagógica deve ter como foco a alfabetização, a fim de garantir amplas oportunidades para que os alunos se apropriem do sistema de escrita alfabética de modo articulado ao desenvolvimento de outras habilidades de leitura e de escrita e ao seu envolvimento em práticas diversificadas de letramento (BNCC, 2017, p. 59). Esse processo básico (alfabetização) de construção do conhecimento das relações fonografêmicas em uma língua específica, na rede municipal de Pelotas, deve se dar no 1º ano e, excepcionalmente, até o final do 2º ano. Esse processo é complementado por outro, bem mais longo, chamado de ortografização, o qual complementará o conhecimento da ortografia do português do Brasil. Na construção desses conhecimentos, há três relações que são muito importantes: as relações entre a variedade de língua oral falada e a de língua escrita (perspectiva sociolinguística); os tipos de relações fono-ortográficas do português do Brasil; e 138 a estrutura da sílaba do português do Brasil (perspectiva fonológica). Em resumo, podemos definir as capacidades/habilidades envolvidas na alfabetização/ como sendo capacidades de (de)codificação, que envolvem: Compreender diferenças entre escrita e outras formas gráficas (outros sistemas de representação). Dominar as convenções gráficas (letras maiúsculas e minúsculas, cursiva e script). Conhecer o alfabeto. Compreender a natureza alfabética do nosso sistema de escrita. Dominar as relações entre grafemas e fonemas. Saber decodificar palavras e textos escritos. Saber ler, reconhecendo globalmente as palavras. Ampliar o olhar para trechos maiores de texto, não meras palavras, desenvolvendo assim fluência e rapidez de leitura (selecionar partes). No bloco, do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental, a ênfase é dada ao processo de ortografização tendo impacto nos diversos gêneros textuais indicados para leitura, escuta e produção oral. Desta forma, é destacado pela BNCC que, gêneros propostos para leitura/escuta e produção oral, escrita e multissemiótica, nos primeiros anos iniciais, serão mais simples, tais como listas (de chamada, de ingredientes, de compras), bilhetes, convites, fotolegenda, manchetes e lides, listas de regras da turma etc., pois favorecem um foco maior na grafia, complexificando-se conforme se avança nos anos iniciais. Nesse sentido, ganha destaque o campo da vida cotidiana, em que circulam gêneros mais familiares aos alunos, como as cantigas de roda, as receitas, as regras de jogo etc. Do mesmo modo, os conhecimentos e a análise linguística e multissemiótica avançarão em outros aspectos notacionais da escrita, como pontuação e acentuação e introdução das classes morfológicas de palavras a partir do 3º ano (BNCC, 2017, p. 93). É preciso também ter em mente que este processo de ortografização, em sua completude, pode tomar até mais do que os Anos Iniciais do Ensino Fundamental (BNCC, 2017). O componente da Língua Portuguesa traz habilidades que deverão ser desenvolvidas ao longo da fase dos Anos Iniciais, assim, há habilidades específicas para cada adiantamento, outras que deverão ser desenvolvidas nos 1º e 2º anos ou nos 3º, 4º e 5º anos e, ainda, aquelas que deverão ser desenvolvidas nos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º anos, atentando para o grau de aprofundamento do ensino em cada adiantamento. Ao longo da Educação Básica, do 1ºao 9º ano, as habilidades que precisam ser desenvolvidas estão organizadas em quatro diferentes práticas de linguagem: Leitura, Produção de Textos, Oralidade e Análise Linguística/Semiótica. Em seguida, é apresentado um resumo dessas diferentes práticas.41: 41 Retirado do material de apoio “Base Nacional Comum Curricular: material de referência pedagógica Educação Infantil e Ensino Fundamental”. 139 Leitura Em Leitura, o foco está na interação ativa entre leitor/ouvinte/espectador com textos escritos, orais ou multissemióticos oriundos de diferentes campos de atividade humana. Para aprimorar a compreensão leitora, é sugerido que sejam proporcionadas ao estudante diversificadas experiências de ler, ouvir, comentar textos escritos etc. Essas experiências devem incluir a reflexão sobre quem escreveu, para quem, sobre o quê, com que finalidade, em qual tempo e espaço, como o texto circulou e chegou até nós. Nesse processo, fundamental para o desenvolvimento do pensamento crítico e para a formação cidadã, amplia-se o conhecimento de mundo do estudante ao estimular a sistematização de conceitos, a aquisição de informações e a discussão sobre valores. Produção de Textos Em Produção de textos, propõe-se o engajamento das crianças e dos adolescentes em situações reais de produção de textos verbais, não verbais, multimodais/ multissemióticos, considerando o uso das linguagens adequado ao contexto de produção, recepção e circulação. Essas oportunidades de produção devem incluir a constante reflexão sobre variação linguística. Oralidade Em Oralidade, propõe-se a produção de textos orais, considerando as diferenças entre língua falada e escrita e as formas específicas de composição do discurso oral, em situações formais ou informais. Além disso, a variação linguística deverá ser explorada de acordo com a diversidade de práticas orais de uso da linguagem. Análise Linguística/Semiótica Em Análise linguística/semiótica, as habilidades a serem desenvolvidas vinculam-se às práticas propostas nos eixos Oralidade, Leitura e Produção de textos. No que se refere à linguagem escrita, propõe-se a reflexão sobre o léxico e o conteúdo temático, à compreensão das relações de intertextualidade, à identificação da forma composicional, dos aspectos ligados à organização textual, e à construção da coesão e da coerência etc. Os recursos linguísticos focalizam os processos de construção textual, ou seja, os usos são retomados paralelamente às categorias tradicionais da palavra e da frase, porém com enfoque distinto. Para a linguagem oral, a análise está ligada tanto aos recursos linguísticos próprios da língua falada, como também a elementos paralinguísticos e cinésicos (gestualidade, postura, expressão facial e outros). 140 Cabe, então, a este componente curricular, proporcionar experiências que ampliem os letramentos, possibilitando a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais mediadas e constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens. Para isso, é necessário contextualizar as práticas de linguagem e para tanto, a BNCC leva em consideração os campos de atuação: Campo da vida cotidiana (somente Anos Iniciais), Campo artístico-literário, Campo das práticas de estudo e pesquisa, Campo jornalístico-midiático e Campo de atuação na vida pública, sendo que esses dois últimos aparecem fundidos nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, com a denominação Campo da vida pública. Em seguida são apresentados (Anos Iniciais e Anos Finais) quadros resumos desses Campos de atuação, bem como sugestões de gêneros textuais para o desenvolvimento das habilidades42. CAMPOS DE ATUAÇÃO - ANOS INICIAS CAMPO DA VIDA COTIDIANA (SOMENTE ANOS INICIAIS) Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura, próprias de atividades vivenciadas cotidianamente por crianças, adolescentes, jovens e adultos, no espaço doméstico e familiar, escolar, cultural e profissional. Alguns gêneros textuais deste campo: agendas, listas, bilhetes, recados, avisos, convites, cartas, cardápios, diários, receitas, regras de jogos e brincadeiras. CAMPO ARTÍSTICO- LITERÁRIO Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura, fruição e produção de textos literários e artísticos, representativos da diversidade cultural e linguística, que favoreçam experiências estéticas. Alguns gêneros deste campo: lendas, mitos, fábulas, contos, crônicas, canção, poemas, poemas visuais, cordéis, quadrinhos, tirinhas, charge/ cartum, dentre outros. CAMPO DAS PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura/escrita que possibilitem conhecer os textos expositivos e argumentativos, a linguagem e as práticas relacionadas ao estudo, à pesquisa e à divulgação científica, favorecendo a aprendizagem dentro e fora da escola. Alguns gêneros deste campo em mídia impressa ou digital: enunciados de tarefas escolares; relatos de experimentos; quadros; gráficos; tabelas; infográficos; diagramas; entrevistas; notas de divulgação científica; verbetes de enciclopédia. CAMPO JORNALÍSTICO- MIDIÁTICO Trata-se, em relação a este Campo, de ampliar e qualificar a participação das crianças, adolescentes e jovens nas práticas relativas ao trato com a informação e opinião, que estão no centro da esfera jornalística/midiática. Para além de construir conhecimentos e desenvolver habilidades envolvidas na escuta, leitura e produção de textos que circulam no campo, o que se pretende é propiciar experiências que permitam desenvolver nos adolescentes e jovens a sensibilidade para que se interessem pelos 42 Retirado da BNCC 2017. 141 fatos que acontecem na sua comunidade, na sua cidade e no mundo e afetam as vidas das pessoas, incorporem em suas vidas a prática de escuta, leitura e produção de textos pertencentes a gêneros da esfera jornalística em diferentes fontes, veículos e mídias, e desenvolvam autonomia e pensamento crítico para se situar em relação a interesses e posicionamentos diversos e possam produzir textos noticiosos e opinativos e participar de discussões e debates de forma ética e respeitosa. CAMPO DE ATUAÇÃO NA VIDA PÚBLICA Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura e escrita, especialmente de textos das esferas jornalística, publicitária, política, jurídica e reivindicatória, contemplando temas que impactam a cidadania e o exercício de direitos. Alguns gêneros textuais deste campo: notas; álbuns noticiosos; notícias; reportagens; cartas do leitor (revista infantil); comentários em sites para criança; textos de campanhas de conscientização; Estatuto da Criança e do Adolescente; abaixo-assinados; cartas de reclamação, regras e regulamentos. CAMPOS DE ATUAÇÃO – ANOS FINAIS CAMPO ARTÍSTICO- LITERÁRIO O que está em jogo neste campo é possibilitar às crianças, adolescentes e jovens dos Anos Finais do Ensino Fundamental o contato com as manifestações artísticas e produções culturais em geral, e com a arte literária em especial, e oferecer as condições para que eles possam compreendê-las e frui-las de maneira significativa e, gradativamente, crítica. Trata-se, assim, de ampliar e diversificar as práticas relativas à leitura, à compreensão, à fruição e ao compartilhamento das manifestações artístico-literárias, representativas da diversidade cultural, linguística e semiótica, por meio: - da compreensão das finalidades, das práticas e dos interesses que movem a esfera artística e a esfera literária, bem como das linguagens e mídias que dão forma e sustentação às suas manifestações; - da experimentação da arte e da literatura como expedientes que permitem (re)conhecer diferentes maneiras de ser, pensar, (re)agir, sentir e,pelo confronto com o que é diverso, desenvolver uma atitude de valorização e de respeito pela diversidade; - do desenvolvimento de habilidades que garantam a compreensão, a apreciação, a produção e o compartilhamento de textos dos diversos gêneros, em diferentes mídias, que circulam nas esferas literária e artística. Para que a experiência da literatura – e da arte em geral – possa alcançar seu potencial transformador e humanizador, é preciso promover a formação de um leitor que não apenas compreenda os sentidos dos textos, mas também que seja capaz de frui-los. Um sujeito que desenvolve critérios de escolha e preferências (por autores, estilos, gêneros) e que compartilha impressões e críticas com outros leitores-fruidores. A formação desse leitor-fruidor exige o desenvolvimento de habilidades, a vivência de experiências significativas e aprendizagens que, por um lado, permitam a compreensão dos modos de produção, circulação e recepção das obras e produções culturais e o desvelamento dos interesses e dos conflitos que permeiam suas condições de produção e, por outro lado, garantam a análise dos recursos linguísticos e semióticos necessária à elaboração da experiência estética pretendida. Aqui também a diversidade deve orientar a organização/progressão curricular: diferentes gêneros, estilos, autores e autoras – contemporâneos, de 142 outras épocas, regionais, nacionais, portugueses, africanos e de outros países – devem ser contemplados; o cânone, a literatura universal, a literatura juvenil, a tradição oral, o multissemiótico, a cultura digital e as culturas juvenis, dentre outras diversidades, devem ser consideradas, ainda que deva haver um privilégio do letramento da letra. Compete ainda a este campo o desenvolvimento das práticas orais, tanto aquelas relacionadas à produção de textos em gêneros literários e artísticos diversos quanto as que se prestam à apreciação e ao compartilhamento e envolvam a seleção do que ler/ouvir/assistir e o exercício da indicação, da crítica, da recriação e do diálogo, por meio de diferentes práticas e gêneros, que devem ser explorados ao longo dos anos. CAMPO DAS PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA Trata-se de ampliar e qualificar a participação dos jovens nas práticas relativas ao estudo e à pesquisa, por meio de: - compreensão dos interesses, atividades e procedimentos que movem as esferas científica, de divulgação científica e escolar; - reconhecimento da importância do domínio dessas práticas para a compreensão do mundo físico e da realidade social, para o prosseguimento dos estudos e para formação para o trabalho; e - desenvolvimento de habilidades e aprendizagens de procedimentos envolvidos na leitura/escuta e produção de textos pertencentes a gêneros relacionados ao estudo, à pesquisa e à divulgação científica. Essas habilidades mais gerais envolvem o domínio contextualizado de gêneros como apresentação oral, palestra, mesa- redonda, debate, artigo de divulgação científica, artigo científico, artigo de opinião, ensaio, reportagem de divulgação científica, texto didático, infográfico, esquemas, relatório, relato (multimidiático) de campo, documentário, cartografia animada, podcasts e vídeos diversos de divulgação científica, que supõem o reconhecimento de sua função social, a análise da forma como se organizam e dos recursos e elementos linguísticos das demais semioses (ou recursos e elementos multimodais) envolvidos na tessitura de textos pertencentes a esses gêneros. Trata-se também de aprender, de forma significativa, na articulação com outras áreas e com os projetos e escolhas pessoais dos jovens, procedimentos de investigação e pesquisa. Para além da leitura/escuta de textos/produções pertencentes aos gêneros já mencionados, cabe diversificar, em cada ano e ao longo dos anos, os gêneros/produções escolhidos para apresentar e socializar resultados de pesquisa, de forma a contemplar a apresentação oral, gêneros mais típicos dos letramentos da letra e do impresso, gêneros multissemióticos, textos hipermidiáticos, que suponham colaboração, próprios da cultura digital e das culturas juvenis. CAMPO JORNALÍSTICO- MIDIÁTICO Trata-se, em relação a este Campo, de ampliar e qualificar a participação das crianças, adolescentes e jovens nas práticas relativas ao trato com a informação e opinião, que estão no centro da esfera jornalística/midiática. Para além de construir conhecimentos e desenvolver habilidades envolvidas na escuta, leitura e produção de textos que circulam no campo, o que se pretende é propiciar experiências que permitam desenvolver nos adolescentes e jovens a sensibilidade para que se interessem pelos fatos que acontecem na sua comunidade, na sua cidade e no mundo e afetam as vidas das pessoas, incorporem em suas vidas a prática de escuta, leitura e produção de textos pertencentes a gêneros da esfera jornalística em diferentes fontes, veículos e mídias, 143 e desenvolvam autonomia e pensamento crítico para se situar em relação a interesses e posicionamentos diversos e possam produzir textos noticiosos e opinativos e participar de discussões e debates de forma ética e respeitosa. Vários são os gêneros possíveis de serem contemplados em atividades de leitura e produção de textos para além dos já trabalhados nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (notícia, álbum noticioso, carta de leitor, entrevista etc.): reportagem, reportagem multimidiática, fotorreportagem, foto-denúncia, artigo de opinião, editorial, resenha crítica, crônica, comentário, debate, vlog noticioso, vlog cultural, meme, charge, charge digital, political remix, anúncio publicitário, propaganda, jingle, spot, dentre outros. A referência geral é que, em cada ano, contemplem-se gêneros que lidem com informação, opinião e apreciação, gêneros mais típicos dos letramentos da letra e do impresso e gêneros multissemióticos e hipermidiáticos, próprios da cultura digital e das culturas juvenis. Diversos também são os processos, ações e atividades que podem ser contemplados em atividades de uso e reflexão: curar, seguir/ser seguido, curtir, comentar, compartilhar, remixar etc. Ainda com relação a esse campo, trata-se também de compreender as formas de persuasão do discurso publicitário, o apelo ao consumo, as diferenças entre vender um produto e “vender” uma ideia, entre anúncio publicitário e propaganda. CAMPO DE ATUAÇÃO NA VIDA PÚBLICA Trata-se, neste Campo, de ampliar e qualificar a participação dos jovens nas práticas relativas ao debate de ideias e à atuação política e social, por meio do(a): - compreensão dos interesses que movem a esfera política em seus diferentes níveis e instâncias, das formas e canais de participação institucionalizados, incluindo os digitais, e das formas de participação não institucionalizadas, incluindo aqui manifestações artísticas e intervenções urbanas; - reconhecimento da importância de se envolver com questões de interesse público e coletivo e compreensão do contexto de promulgação dos direitos humanos, das políticas afirmativas, e das leis de uma forma geral em um estado democrático, como forma de propiciar a vivência democrática em várias instâncias e uma atuação pautada pela ética da responsabilidade (o outro tem direito a uma vida digna tanto quanto eu tenho); - desenvolvimento de habilidades e aprendizagem de procedimentos envolvidos na leitura/escuta e produção de textos pertencentes a gêneros relacionados à discussão e implementação de propostas, à defesa de direitos e a projetos culturais e de interesse público de diferentes naturezas. Envolvem o domínio de gêneros legais e o conhecimento dos canais competentes para questionamentos, reclamação de direitos e denúncias de desrespeitos a legislações e regulamentações e a direitos; de discussão de propostas e programas de interesse público no contexto de agremiações, coletivos, movimentos e outras instâncias e fóruns de discussão da escola,da comunidade e da cidade. Trata-se também de possibilitar vivências significativas, na articulação com todas as áreas do currículo e com os interesses e escolhas pessoais dos adolescentes e jovens, que envolvam a proposição, desenvolvimento e avaliação de ações e projetos culturais, de forma a fomentar o protagonismo juvenil de forma contextualizada. Essas habilidades mais gerais envolvem o domínio contextualizado de gêneros já considerados em outras esferas – como discussão oral, debate, palestra, apresentação oral, notícia, reportagem, artigo de opinião, cartaz, spot, propaganda (de campanhas variadas, nesse campo inclusive de campanhas políticas) – e de outros, como estatuto, regimento, projeto cultural, carta aberta, carta de solicitação, carta de reclamação, abaixo- 144 assinado, petição on-line, requerimento, turno de fala em assembleia, tomada de turno em reuniões, edital, proposta, ata, parecer, enquete, relatório etc., os quais supõem o reconhecimento de sua função social, a análise da forma como se organizam e dos recursos e elementos linguísticos e das demais semioses envolvidos na tessitura de textos pertencentes a esses gêneros. Em especial, vale destacar que o trabalho com discussão oral, debate, propaganda, campanha e apresentação oral podem/devem se relacionar também com questões, temáticas e práticas próprias do campo de atuação na vida pública. Assim, as mesmas habilidades relativas a esses gêneros e práticas propostas para o Campo jornalístico-midiático e para o Campo das práticas de ensino e pesquisa devem ser aqui consideradas: discussão, debate e apresentação oral de propostas políticas ou de solução para problemas que envolvem a escola ou a comunidade e propaganda política. Da mesma forma, as habilidades relacionadas à argumentação e à distinção entre fato e opinião também devem ser consideradas nesse campo. Nos Anos Finais, há a ampliação do contato com gêneros textuais relacionados a diversos Campos de Atuação. Partimos, então, de práticas de linguagem já vivenciadas nos Anos Iniciais em direção a novas experiências, aprofundando o tratamento dos gêneros que circulam na esfera pública, nos campos jornalístico-midiático e de atuação na vida pública. Além disso, os adolescentes/jovens estão imersos em uma cultura digital que não pode ser ignorada nas práticas de linguagens e com isso, a BNCC aponta que para além dos gêneros, são consideradas práticas contemporâneas de curtir, comentar, redistribuir, publicar notícias, curar etc. e tematizadas questões polêmicas envolvendo as dinâmicas das redes sociais e os interesses que movem a esfera jornalística-midiática. A questão da confiabilidade da informação, da proliferação de fake news, da manipulação de fatos e opiniões tem destaque e muitas das habilidades se relacionam com a comparação e análise de notícias em diferentes fontes e mídias, com análise de sites e serviços checadores de notícias e com o exercício da curadoria, estando previsto o uso de ferramentas digitais de curadoria. A proliferação do discurso de ódio também é tematizada em todos os anos e habilidades relativas ao trato e respeito com o diferente e com a participação ética e respeitosa em discussões e debates de ideias são consideradas (BNCC, 2017, p. 136 e 137). O componente da Língua Portuguesa traz habilidades que deverão ser desenvolvidas ao longo da fase dos Anos Finais, assim, há habilidades específicas para cada adiantamento, outras que deverão ser desenvolvidas nos 6º e 7º anos ou nos 8º e 9º anos e, ainda, aquelas que deverão ser desenvolvidas nos 6º, 7º, 8º e 9º anos, atentando para o grau de aprofundamento do ensino em cada adiantamento. Para as habilidades comuns que devem ser desenvolvidas em mais de um adiantamento, é necessário que o professor atente à progressão gradual dessas habilidades, aprofundando, aos poucos, as análises e aumentando a complexidade dos textos conforme o adiantamento. A 145 progressão no desenvolvimento de determinada habilidade pode se estabelecer, por exemplo, a partir da oposição entre apenas inferir e também justificar algo, como o efeito de humor ou a crítica. Outro parâmetro para a progressão pode ser a complexidade e/ou a adequação (à faixa etária) do gênero em jogo. As principais mudanças no componente Língua Portuguesa43 Com base no material de apoio “BNCC na prática tudo que você precisa saber sobre Língua Portuguesa”, trazemos as seguintes contribuições: As práticas de linguagem se mantêm, mas é inserida a semiótica Nos PCNs, a disciplina se organizava em três grandes blocos de conteúdo: Língua Oral, Língua Escrita e Análise e Reflexão sobre a língua. A estrutura proposta pela BNCC se assemelha a essa organização. No novo documento, as habilidades estão agrupadas em quatro diferentes práticas de linguagem: Leitura, Produção de Textos, Oralidade e Análise Linguística/Semiótica. A diferença central refere-se à inserção da análise 43 Retirado do material de apoio “BNCC na prática tudo que você precisa saber sobre Língua Portuguesa” Fontes: Cristiane Mori, professora do Instituto Singularidades, Egon de Oliveira Rangel, professor do Departamento de Linguística da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Luciana Falciano Oruz, analista pedagógica do Serviço Social da Indústria (SESI-SP), Maria José Nóbrega, professora do curso de Especialização em Formação de Escritores do Instituto Superior de Educação Vera Cruz e Marianka Santa Barbara, formadora de professores na Comunidade Educativa CEDAC. semiótica. Essa área se refere ao estudo de textos em múltiplas linguagens, incluindo as digitais: como os memes, os gifs, as produções de youtubers etc. Outra mudança é que, para cada um dos eixos, a BNCC propõe um quadro que explicita como se relacionam as práticas de uso e de reflexão. Ou seja: o documento avança na descrição de como podemos refletir sobre a língua, a fim de nos empoderarmos em seu próprio uso. Os campos de atuação ganham destaque Uma das maiores mudanças da BNCC para o componente, os Campos de Atuação44 têm, praticamente, a mesma importância dos eixos temáticos na organização dos objetivos e habilidades que devem ser desenvolvidos durante todo o Ensino Fundamental. De forma geral, sua principal contribuição ao documento é demandar protagonismo dos estudantes, mesmo os de Anos Iniciais, deixando bem clara a necessidade de contextualizar as práticas de linguagem. Para isso, a base leva em conta os campos: da vida cotidiana; da vida pública; 44 Os campos de atuação são as áreas de uso da linguagem, na vida cotidiana. Por exemplo: no campo de atuação artístico-literário, temos o uso da língua voltado à produção e à leitura de contos, romances, peças de teatro, poemas. Nesse caso, trata-se de gêneros textuais e usos da linguagem com predominância da atuação artístico-literária. No campo de atuação jornalístico/midiático, encontramos os textos com outra tônica: a da transmissão de informações, da comunicação, da intenção de "vender" um produto/ideia etc 146 das práticas de estudo e pesquisa; artístico/literário. As diferentes práticas aparecem mais conectadas Outro avanço do novo documento é a articulação entre as práticas, a partir do entendimento de que a língua mobiliza os diferentes saberes. Assim, as habilidades de escrita constantemente aparecem integradas com práticas linguísticas como as de leitura e as de análise linguística/semiótica. A gramática volta à cena Em relação aos PCNs, na BNCC, as questões gramaticais estão mais explicitadas e são indicados os conteúdos que precisam ser tratados em cada ano (objetos de conhecimento). Ainda assim, a proposta é que a gramática seja compreendida emseu funcionamento e que não seja tratada como um conteúdo em si, de maneira descontextualizada das práticas sociais. A memorização de regras deve ser substituída pela compreensão das formas de uso, de acordo com a situação. Em resumo: a ideia é que a gramática seja discutida junto aos textos. Diversidade cultural Além de apontar a importância de se organizar as práticas de sala de aula de acordo com os eixos temáticos e os campos de atuação, a Base chama a atenção para o cuidado que é preciso ter ao selecionar conteúdos que expressem a diversidade cultural do nosso país no momento de planejar cada aula. O que se propõe é a ampliação do repertório dos estudantes, a interação com culturas, línguas e usos linguísticos diversos. A ideia é que os estudantes conheçam e aprendam a valorizar essas diferenças. Interpretação e sentidos A Base também amplia, no campo da Análise Linguística e da Semiótica, a interpretação de textos a partir das imagens, links e demais recursos que os compõem. O documento propõe, por exemplo, a observação da formatação dos mais diversos textos, inclusive em ambientes digitais, de modo que o estudante consiga entender que a escolha da diagramação do conteúdo também é portadora de sentido. Com as fotos, o estudante deve ser capaz de perceber a intencionalidade que há por trás da imagem, transmitida por informações como o enquadramento, a luz utilizada etc. Leitura crítica A BNCC destaca a importância de desenvolver habilidades que se mostram imprescindíveis para ler e compreender a realidade transformada pelo avanço tecnológico, como é o caso da necessidade de empreender uma curadoria competente das fontes de informação consultadas, a fim de saber lidar de forma crítica e responsável com as fake News. Dada a relevância desse assunto na sociedade atual, a Base sugere trabalhar para capacitar o 147 estudante a fazer uma leitura crítica e, inclusive, a fazer inferências sobre a veracidade – ou não – dos fatos. É importante que o estudante questione a origem da informação que chega até ele e que conheça recursos dos quais pode lançar mão para qualificar esses dados, antes de aceitá-los como referência segura. Uma nova maneira de ler e escrever O novo documento incorpora ao ensino-aprendizado da língua materna as especificidades da leitura e da escrita em ambientes digitais. Escrever cartas ou avisos, por exemplo, não é o mesmo que escrever e- mails ou publicações de Facebook. A produção de um texto, ou mesmo a sua leitura, em um ambiente digital, envolve sempre a dimensão do hipertexto. Além disso, os textos digitais podem recorrer, tanto em sua composição quanto nos links que apresentem, a conteúdos dos mais diferentes tipos, incluindo áudios, vídeos, imagens etc., que ajudam a atribuir significado à mensagem. A Base não só considera esse potencial multissemiótico ou multimodal dos textos, como estimula seu estudo e produção, em classe. Práticas de oralidade: objetivos definidos Nos PCNs, havia apenas a indicação de se abordar a linguagem oral no âmbito do uso. A BNCC amplia e aprofunda esse enfoque, explicitando a cada ano o que deve ser trabalhado, de acordo com as práticas dos diferentes campos de atuação ou esferas sociais em que os estudantes estão inseridos. Liberdade na definição dos procedimentos didáticos Nos PCNs, para cada eixo temático da área de Língua Portuguesa, havia um bloco de conteúdo chamado de Tratamento didático, onde eram explicitados alguns procedimentos para implementar em classe a teoria contida no documento. Na Base, esse tipo de direcionamento não existe, porque há um entendimento de que as redes e escolas precisam ter autonomia para utilizar as metodologias que considerarem mais apropriadas ao seu público, considerando a realidade local e regional, entre outros parâmetros importantes. Para finalizar, como bem aponta a BNCC (2017), os conhecimentos sobre a língua materna, as demais semioses e a norma-padrão não devem ser considerados como uma lista de conteúdos a ser vencida, dissociados das práticas de linguagem (Leitura, Produção de Textos, Oralidade e Análise Linguística/Semiótica), mas como formas de proporcionar a reflexão sobre o funcionamento da língua no contexto dessas práticas. COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL 1. Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a 148 como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem. 2. Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar da cultura letrada, de construir conhecimentos (inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia e protagonismo na vida social. 3. Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo. 4. Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude respeitosa diante de variedades linguísticas e rejeitando preconceitos linguísticos. 5. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero textual. 6. Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais. 7. Reconhecer o texto como lugar de manifestação e negociação de sentidos, valores e ideologias. 8. Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos, interesses e projetos pessoais (estudo, formação pessoal, entretenimento, pesquisa, trabalho etc.). 9. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura. 10. Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais. 149 A seguir são apresentadas as habilidades para cada fase no componente curricular Língua Portuguesa: ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS INICIAIS COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA 1º ANO CAMPO DE ATUAÇÃO PRÁTICAS DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES BNCC HABILIDADES RCG HABILIDADES DOM Pelotas TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Protocolos de leitura (EF01LP01) Reconhecer que textos são lidos e escritos da esquerda para a direita e de cima para baixo da página. (EF01LP01RS-1) Perceber o funcionamento do processo de leitura, sabendo a direção em que se lê e escreve. (EF01LP01RS-1PEL-1) Reconhecer e perceber que textos são lidos e escritos da esquerda para a direita e de cima para baixo da página, percebendo o funcionamento do processo de leitura, falada e escrita, associando- as a situações significativas. TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Escrita (compartilhada e autônoma) Correspondência fonema- grafema (EF01LP02) Escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética – usando letras/grafemas que representem fonemas. (EF01LP02RS-1)da rede municipal, abrangendo as modalidades: Ensino Médio Regular e EJA, Curso Normal (Médio Habilitação em Anos Iniciais), Ensino Pós-Médio (Habilitação Educação Infantil e Anos Iniciais), conforme regimento interno da instituição. O atendimento ocorre nos turnos da manhã e da noite. A Smed e o Conselho Municipal de Educação (CME) atuam em conformidade com a legislação vigente e em parceria com as Instituições representadas, formando o Sistema de Ensino. Assim, juntos, orientam e supervisionam as Escolas da Rede Pública, Infantis Particulares e Assistenciais de Pelotas. A partir dos dados fornecidos pelo Setor de Processamento de Dados Escolares, referente ao mês de outubro de 2019, o total de estudantes, com matrícula geral, era de trinta e dois mil oitocentos e sessenta e três (32.863), os quais estão distribuídos nas etapas, modalidades e níveis apresentados. A rede possui três mil cento e setenta e nove (3.179) professores e mil quinhentos e cinquenta e nove (1.559) funcionários, conforme dados obtidos até mês de novembro de 2019, através do Setor de Recursos Humanos da Smed. A Secretaria Municipal de Educação e Desporto conta, em seu organograma, com o Secretário municipal, Gabinete, cinco Diretorias (de Ensino, de Administração Escolar, de Administração Geral e Apoio, de http://www.pelotas.com.br/governo/smed 9 Gestão Escolar e de Desporto e Lazer), além de uma Assessoria de Programas Educacionais – Apeduc. A Diretoria de Ensino: A Diretoria de Ensino é composta por Diretora de Ensino, Gerência de Ensino, Gerência de Projetos Escolares, Supervisores de Ensino, Serviço de Orientação Educacional. É responsável pelo assessoramento, apoio e incentivo às escolas, realizados através de reuniões pedagógicas; curso de formação continuada; formação para coordenadores pedagógicos; coordenação de projetos pedagógicos na rede; organização e execução de eventos pedagógicos, fóruns, seminários, feiras; análise de Regimentos e Projetos Políticos Pedagógicos; análise de projetos (sábados letivos); análise de projetos de pesquisa e estágios; elaboração dos instrumentos da Avaliação Municipal; atendimento à comunidade em geral; acompanhamento ao Setor Administrativo na análise inicial de quadro docente das escolas; elaboração de defesa e/ou justificativas à PGM (Procuradoria Geral do Município) ou Promotoria com designação de estudantes por medidas judiciais; elaboração de justificativas ao Conselho Tutelar sobre inexistência de vagas em creche. Possui representação em diversos Conselhos e Comitês (Conselho Municipal de Educação - CME, Conselho Municipal da Criança e do Adolescente – Comdica, Promotoria Regional de Educação, Conselho Municipal de Assistência Social, Grupo Educa-Ação, Conselho Municipal de Proteção Ambiental, Conselho Municipal dos PCDs, Comissão de combate ao Trabalho Infantil – Competi, Núcleo municipal sobre os objetivos do desenvolvimento sustentável, Conselho para Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Pelotas – CPDCNP, Conselho Municipal de Politicas Públicas sobre Drogas, Comitê Gestor da Educação Especial, Fórum Municipal de Educação, Conselho de Ensino Religioso do Estado do Rio Grande de Sul – Coner, Comitê de Diversidade Religiosa, Comitê Gestor Quilombola, Plano de Ação Articulada, Comissão de Licenciaturas, Comissão Interna de Prevenção do Pacto Pelotas pela Paz – CIP, Programa Saúde na Escola – PSE). Integram, ainda, a Diretoria de Ensino: Centro Tecnológico Educacional de Pelotas Professor Ruy Carlos Miritiz (Cetep) O Cetep, fundado no dia 09 de julho de 2014, tem como principal objetivo dar suporte tecnológico às escolas da rede municipal, qualificar os professores e proporcionar que as ferramentas tecnológicas façam parte da vida escolar dos educandos. O Cetep, cujo nome homenageia Ruy Carlos Miritiz, professor da rede municipal e grande incentivador da inclusão digital, também desenvolve projetos com estudantes da rede em parceria com outras instituições. O Centro conta com biblioteca com acervo composto por livros didáticos, literatura infantil, infantojuvenil e livros da 10 área da educação. Além disso, desenvolve projetos de qualificação para coordenadores de bibliotecas, Hora do Conto e Brinquedoteca. Educação Especial O Centro de Apoio, Pesquisa e Tecnologia para a Aprendizagem (Capta), o Centro de Autismo Dr. Danilo Rolim de Moura e o Centro de Atendimento Luiz Pereira Lima oportunizam atendimento pedagógico especializado aos estudantes com deficiências (física, visual, auditiva, intelectual e múltipla), com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e com Altas Habilidades/Superdotação, bem como a orientação às equipes diretivas, aos professores e aos funcionários; ofertam, também, formação continuada e implementação de ações e estratégias que facilitem o processo de inclusão no contexto escolar. ● Centro de Apoio, Pesquisa e Tecnologias para a Aprendizagem (Capta) A gestão da Prefeitura Municipal de Pelotas, em 2005, reafirmou o seu compromisso com a implementação das Políticas da Educação Inclusiva. Criou-se, então, o Capta, setor da Secretaria Municipal de Educação e Desporto, que responde pela Educação Especial e está ligado à Diretoria de Ensino. Atualmente, existem aproximadamente 1570 estudantes com deficiência, incluídos na rede municipal de ensino, sendo que 1487 são atendidos nas Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) com o Atendimento Educacional especializado (AEE). Uma das ações implementadas junto ao SPDE da Secretaria, garante que todos os estudantes com deficiência, incluídos na rede, possam ter o resultado final de suas avaliações expresso através de parecer descritivo. Devido ao crescente aumento na demanda de estudantes com deficiência, incluídos na rede municipal de ensino, foi criado o cargo de Cuidador, que desempenha uma função de apoio e suporte quanto à higiene, à alimentação e à locomoção e, posteriormente, a função de Professor Auxiliar, que acompanha e apoia o desenvolvimento do aluno no processo de aprendizagem. Ambos são profissionais de apoio ao processo de Inclusão e não atuam com atendimento exclusivo. ● Centro de Atendimento ao Autista Dr. Danilo Rolim de Moura Em 5 de dezembro de 2013, foi assinado o decreto de criação do Centro de Atendimento ao Autista Doutor Danilo Rolim de Moura que tem como mantenedora a Secretaria Municipal de Educação e Desporto. No dia 2 de abril de 2014, o Centro foi inaugurado e, atualmente, atende cerca de 420 pessoas com idades variadas com laudo diagnóstico CID F84. Em fevereiro de 2018, a sede do Centro mudou-se para outro local devido à necessidade de ampliar os atendimentos, isto ocorreu devido à grande demanda. O Centro realiza formações específicas na área do TEA para professores, gestores, municípios da região sul e comunidade em geral. São 11 realizados, sistematicamente, acompanhamento e orientações às escolas onde estão incluídos estudantes com TEA. ● Centro de Atendimento Educacional Especializado Dr. Luiz Pereira Lima (CAEE) O Centro de Atendimento Educacional Especializado Dr. Luiz Pereira Lima, localizado na zona do campo, 5º distrito, Cascata, foi criado em 2007 e tem como objetivo levar o Atendimento Educacional Especializado (AEE) aos estudantes com Deficiência e Altas Habilidades daquela região. São realizadas atividades de vida diária, que visam possibilitar a autonomia, independência plena e efetiva participação dos estudantes na sociedade, contando com acessibilidade, alimentação, ampla área de recreação, computadores e material pedagógico adequado. “As atividades do AEE diferenciam-se daquelas realizadas em sala de aula comum, não sendo substitutivas à escolarização. Este atendimento complementa ou suplementa a formação dos estudantes com vistas à autonomia e independência dentroDiferenciar letra de número e de desenhos. (EF01LP02RS-2) Utilizar letras na escrita das palavras. (EF01LP02RS-3). Reconhecer e escrever o próprio nome. (EF01LP02RS-4) Organizar palavras e imagens de acordo com a ordem (EF01LP02RS-1-4PEL-1) Escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética – usando letras/grafemas que representem fonemas, diferenciando letras de números e desenhos, utilizando letras na escrita das palavras; organizando as palavras e imagens de acordo com a ordem alfabética. Tendo em vista, reconhecer e escrever o próprio nome. Atentando-se a progressão do uso de letras que representam grafemas, tendo a escrita convencional como 150 alfabética. referência. TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Escrita (compartilhada e autônoma) Construção do sistema alfabético/ Convenções da escrita (EF01LP03) Observar escritas convencionais, comparando-as às suas produções escritas, percebendo semelhanças e diferenças. (EF01LP03RS-1) Identificar semelhanças e diferenças entre palavras com escritas distintas. (EF01LP03RS-2) Identificar e comparar o número de letras e de sílabas das palavras. (EF01LP03RS-1/2PEL-1) Observar, identificar e comparar o número de letras e de sílabas das palavras, percebendo semelhanças e diferenças entre palavras com escritas distintas, reconhecendo partes iguais de duas palavras (ex.: na lista de nomes: MARIANA e MARIA) quanto para identificar semelhanças gráficas em partes de textos que se relacionam do ponto de vista sonoro, como as rimas de um poema em textos lidos ou em suas próprias produções, atentando- se a progressão autônoma do aluno. TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Análise linguística/semiótica (Alfabetização) Conhecimento do alfabeto do português do Brasil (EF01LP04) Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais gráficos. (EF01LP04RS-1) Identificar em um texto a diferença entre letras, números e sinais de pontuação. (EF01LP04RS-1PEL-1) Distinguir e identificar em um texto (impresso e/ou digital) a diferença entre letras do alfabeto, números e sinais de pontuação; apurando-se que a progressão da identificação das letras (princípio acrofônico) acontece gradualmente, com reorganizações constantes até a produção de escritas ortográficas, compreendendo o princípio acrofônico em atividades de escrita, quando a escolha da letra e a sua nomeação o evidenciam. 151 TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Análise linguística/semiótica (Alfabetização) Construção do sistema alfabético (EF01LP05) Reconhecer o sistema de escrita alfabética como representação dos sons da fala. (EF01LP05RS-1) Compreender que o que está escrito se pode ler e o que se fala pode escrever usando as letras. (EF01LP05RS-1PEL-1) Reconhecer e compreender o sistema de escrita alfabética, que o que está escrito se pode ler e o que se fala se pode escrever usando as letras, relacionando aos poucos, por meio da reflexão reiterada sobre a escrita (fonema-letra), será possível que isso aconteça, chegando-se ao uso das letras convencionais. TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Análise linguística/semiótica (Alfabetização) Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF01LP06) Segmentar oralmente palavras em sílabas. (EF01LP06RS-1) Identificar sílabas de palavras ouvidas e/ou lidas. (EF01LP06RS-2) Perceber que há sílabas mais fortes na palavra. (EF01LP06RS-1/2PEL-1) Segmentar, perceber e identificar sílabas de palavras ouvidas e/ou lidas e escritas, percebendo que há sílabas mais fortes na palavra, que funciona m como procedimento de controle do registro e ajuste do falado ao escrito. TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Análise linguística/semiótica (Alfabetização) Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF01LP07) Identificar fonemas e sua representação por letras. (EF01LP07RS-1) Compreender que cada letra representa um som e assim se formam as palavras. (EF01LP07RS-1PEL-1) Identificar e compreender que cada letra representa um som e assim se formam as palavras, desenvolvendo progressivamente, pelo uso da linguagem em situações de leitura e escrita de textos diversos, especialmente as parlendas, os poemas e as cantigas; realizando análises fonológicas cada vez mais ajustadas, tanto na palavra quanto na sílaba, até chegar ao fonema (consciência fonológica). 152 TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Análise linguística/semiótica (Alfabetização) Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF01LP08) Relacionar elementos sonoros (sílabas, fonemas, partes de palavras) com sua representação escrita. (EF01LP08RS-1) Perceber que determinada parte de uma palavra tem um som específico, que é formado por letras ou por um grupo de letras. (EF01LP08RS-2) Relacionar o fonema a letras ou a um grupo de letras correspondentes. (EF01LP08RS-1/2PEL-1) Perceber e relacionar que determinada parte de uma palavra tem um som específico, que é formado por letras ou por um grupo de letras. TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Análise linguística/semiótica (Alfabetização) Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF01LP09) Comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons de sílabas iniciais, mediais e finais. (EF01LP09PEL-1) Comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons de sílabas iniciais, mediais e finais, analisando palavras presentes em textos conhecidos para refletir sobre as características do sistema de escrita, observando a regularidade ortográfica (convenções da escrita). TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Análise linguística/semiótica (Alfabetização) Conhecimento do alfabeto do português do Brasil. (EF01LP10) Nomear as letras do alfabeto e recitá-lo na ordem das letras. (EF01LP10RS-1) Relacionar as letras do alfabeto à inicial do seu nome. (EF01LP10RS-2) Perceber que as vogais estão presentes em todas as sílabas da Língua Portuguesa. (EF01LP10RS-1/2PEL-1) Nomear e relacionar as letras do alfabeto e recitá-lo na sequência correta, associando-as a letra inicial do nome, percebendo que as vogais estão presentes em todas as sílabas da Língua Portuguesa. TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Análise linguística/semiótica (Alfabetização) Conhecimento das diversas grafias do alfabeto/acentuação. (EF01LP11) Conhecer, diferenciar e relacionar letras em formato imprensa e cursiva, maiúscula (EF01LP11PEL-1) Conhecer, identificar, diferenciar e relacionar letras em formato imprensa e cursiva, maiúscula e 153 e minúscula. minúscula em diferentes tipos de textos lidos (impressos e/ou digitais) e/ou em suas próprias produções. TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Análise linguística/semiótica (Alfabetização) Segmentação de palavras/classificação de palavras por número de sílabas. (EF01LP12) Reconhecer a separação das palavras, na escrita, por espaços em branco. (EF01LP12RS-1) Compreender a orientação e o alinhamento da escrita, percebendo o espaçamento entre as palavras. (EF01LP12RS-2) Compreender a função da segmentação de espaços em branco, na delimitação de palavras em textos escritos (consciência de palavras). (EF01LP12RS-1/2PEL-1) Reconhecer e compreender a separação das palavras, na escrita, percebendo o espaçamento entre elas, compreendendo a função da segmentação de espaços em branco ou sinais de pontuação, na delimitação de palavras em textos escritos (consciência de palavras). TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Análise linguística/semiótica (Alfabetização) Construção do sistema alfabético. (EF01LP13) Comparar palavras, identificandoe fora da escola.” (BRASIL, 2008. p.15). A Smed, seguindo as Diretrizes da Política Pública Nacional da Educação Inclusiva, ao criar o CAEE tornou-se pioneira e referência de Centro de AEE na Zona do Campo, atendendo, atualmente, 40 estudantes. Central de Matrículas A Secretaria Municipal de Educação e Desporto mantém, desde 1995, o sistema de matrícula informatizada, que define a democratização da matrícula nas redes estadual e municipal, mantendo e assegurando a credibilidade de serviços públicos para a comunidade, garantindo a igualdade de condições para o acesso preconizado pela Lei n° 9.394/96 e equidade entre os candidatos pela definição clara de critérios para designação de estudantes. A Diretoria de Administração Escolar: A Diretoria de Administração Escolar é composta pelo Diretor Administrativo, Chefes de Setor do Recursos Humanos, Chefe do Setor de Departamento do Centro de Processamento de Dados, Chefe do Setor Administrativo, Supervisores. Integram a Diretoria de Administração: A Diretoria de Administração Escolar é responsável pelos servidores ligados à mantenedora desde a sua nomeação, como designação para as instituições escolares, como também pelo atendimento direto às suas necessidades profissionais relacionadas à vida funcional. O Setor Administrativo, ligado a esta Diretoria, elabora e acompanha processos administrativos demandados pelo Secretário de Educação e Desporto no uso de suas atribuições, orienta as equipes diretivas quanto às diligências administrativas da gestão escolar. Os Supervisores realizam assessoria administrativa específica às escolas, de acordo com seus níveis, da 12 Educação Infantil ao Ensino Médio (caso do Colégio Municipal Pelotense), assim como as modalidades Educação de Jovens e Adultos e Educação Especial. O Setor Administrativo tem como função acompanhar a necessidade de reposição de professores e funcionários nas escolas da rede municipal, supervisionar o desempenho profissional dos mesmos e promover a interlocução com as equipes diretivas, quando necessário, e com as diretorias na mantenedora. Atualmente, o Setor Administrativo possui servidores, entre diretores, chefes e supervisores, com objetivo principal de assessorar as escolas nas suas necessidades e demandas, oferecendo subsídios nas questões administrativas, orientando-as na sua prática cotidiana de gestão, auxiliando no cumprimento do seu papel institucional. A Diretoria de Administração Escolar, através do Setor Administrativo, tem o papel de planejar ações de melhoria na gestão administrativa das escolas, acompanhando os processos de execução das metas propostas pelas equipes diretivas das escolas, o cumprimento do calendário escolar, a organização do quadro funcional, a efetividade, o diário de classe, a solicitação de vale-transporte dos servidores, os remanejos e suas respectivas lotações, as reposições de servidores em caso de aposentadoria, exoneração, licenças ou falecimento. É responsável, também, pelo registro e documentação de todas as ocorrências que se processam no âmbito das unidades escolares como licenças-prêmio, licenças interesse, licenças-maternidade, licenças-sáude, gratificações pelo efetivo trabalho com estudantes PNE, gratificações pelo efetivo trabalho em sala de aula regular, exonerações, contratos emergenciais, complementações de carga horária, férias, gratificações de direção, gratificação de coordenação pedagógica, funções gratificadas, cargos em comissão, gratificação de supervisão e orientação, horas extras e horas excedentes. Dentre os setores ligados à Diretoria de Administração Escolar está o Setor de Processamento de Dados Escolares (SPDE) que tem, como principal atividade, registrar todas as matrículas das oitenta e nove escolas da rede municipal, acompanhar o movimento mensal destas matrículas através das transferências, evasões, matrículas novas. Este setor também digita o resultado das avaliações trimestrais dos estudantes das escolas da rede municipal, organizando ao final do ano letivo, o cálculo para obtenção do resultado final dos educandos aprovados e reprovados, a única exceção está no Colégio Municipal Pelotense que possui sistema interno de digitação na secretaria da escola. As escolas da rede municipal são atendidas pelo SPDE diariamente com a finalidade de orientação, organização e correção das demandas das secretarias escolares. É deste setor que são expedidos os diários de classe para uso dos professores em suas respectivas turmas, bem como a emissão do boletim de notas dos estudantes com a expressão dos resultados das avaliações, além do levantamento de dados estatísticos para uso interno da mantenedora. O SPDE é responsável, também, pela capacitação e supervisão do Censo 13 Escolar, principal instrumento de coleta de informações da educação básica, das escolas da rede pública municipal, das escolas assistenciais e filantrópicas e das escolas privadas de Educação Infantil. O Setor de Recursos Humanos também está ligado à Diretoria de Administração Escolar e é composto por uma equipe formada por professores e oficiais administrativos encarregados de coordenar, executar atividades relativas ao registro e à atualização cadastral dos recursos humanos dos servidores da Secretaria de Educação e Desporto. O setor tem a responsabilidade de guardar, zelar e manter atualizada a vida funcional dos servidores vinculados a esta Secretaria. Também tem, como responsabilidade, o encaminhamento de requerimentos internos, ofícios e memorandos, agilizando o serviço junto aos demais setores e com as demais Secretarias do município, bem como o controle de permutas, cedências e ocorrências funcionais. Realiza a conferência e encaminhamento da aposentadoria, do adicional noturno e da gratificação de difícil acesso de servidores. Este setor abastece os dados relativos ao portal da transparência da Prefeitura de Pelotas. E, finalmente, tem como suporte o Setor de Protocolo que controla o material de expediente utilizado pela secretaria, encaminha requerimentos dos servidores junto à mantenedora, atendendo a demanda específica de cada um. Sendo assim, é importante a reflexão sobre o significativo elo entre a Diretoria de Administração Escolar com a Diretoria de Ensino como articuladoras dos processos de construção e reconstrução da gestão escolar. Os aspectos multiculturais no contexto educacional, assim como demandas administrativas, cada vez mais complexas, exigem o acompanhamento das equipes diretivas e da dinâmica das instituições escolares, através de parâmetros, previamente, combinados entre o pedagógico e o administrativo para garantir o desempenho das suas funções com competência e eficácia. A Diretoria de Administração Geral e Apoio: Responsável pelo apoio jurídico da Secretaria Municipal de Educação e Desporto; atuando especificamente nas contratações, convênios e parcerias da Smed. A Diretoria de Gestão Escolar: Responsável por toda logística de preparação e manutenção para que as escolas tenham o necessário para que a finalidade principal da educação aconteça, isto é, os estudantes tenham escolas com toda a infraestrutura, espaços qualificados, equipamentos, informática, transporte, alimentação, dentro de um orçamento compatível com a realidade orçamentária e financeira da secretaria e de acordo com legislação vigente. Compreende: 14 1 – Setor de Manutenção e Conservação de Escolas: Responsável por pequenos reparos em alvenaria, rede de água, esgoto, elétrica, pintura, capina, serralheria, marcenaria em todas as 89 escolas da rede municipal etc. 2 – Departamento de Alimentação Escolar: Responsável pelos quantitativos de alimentos, recebimento, armazenamento, distribuição, cardápios, assessoramento técnico através de nutricionistas, cumprimento de legislaçãodo PNAE a toda a rede de escolas municipais, assistenciais e filantrópicas. 3 – Gerência de Material: Responsável pelo estoque, distribuição de todo o material mobiliário, eletroeletrônico, higiene, limpeza, pedagógico e uniformes a toda a rede de escolas municipais. 4 – Departamento de Informática: Responsável pelo atendimento a todas as 89 escolas da rede municipal em assessoramento, conserto e logística dos equipamentos de informática. 5 – Departamento de Engenharia: Responsável pela manutenção das escolas da rede, elaborando projetos, exercendo fiscalização de obras, fazendo orçamentos com prestadores de serviços e elaborando laudos em situações de risco. 6 – Departamento de Transporte: Responsável pelo gerenciamento e manutenção da frota de veículos da Smed, transporte escolar em veículos próprios. 7 – Gerência de Compras: Responsável pelos encaminhamentos de compras e serviços diretos e através de procedimentos licitatórios encaminhados à secretaria da Fazenda. 8 – Gerência Financeira: Responsável pelo orçamento da secretaria, acompanhamento financeiro de contas vinculadas, pagamentos, água, luz, transporte escolar, aluguéis, internet e outros. 9 – Setor de Saúde Púbica Escolar: Responsável pela saúde em ambientes escolares, mantendo o controle de pragas através de desratização, desinfecção, limpeza de caixa de água, controle da água em poços da zona rural. Também responsável pelo projeto de paisagismo, hortas, pomares e pintura decorativas em escolas. A Diretoria de Desporto e Lazer Possui, dentre os objetivos, projetar e desenvolver planos de ações, dentro de uma política pública voltada para o crescimento do Esporte e do Lazer com base nos seguintes eixos: esporte educacional, esporte amador e de rendimento, lazer comunitário, assessorias e apoios a projetos esportivos e sociais: JEPel, JEPel Rural e ParaJEPel – tem como objetivos estimular a formação de equipes nas escolas, a fim de participarem das competições 15 educacionais envolvendo estudantes da rede escolar de Pelotas no JEPel em várias modalidades esportivas; estimular os professores das escolas a investirem esforços em equipes esportivas; manter o esporte forte e atuante no ambiente das escolas de Pelotas; potencializar a individualidade de cada participante; estimular a pessoa com deficiência a realizar atividades paradesportivas e de lazer, buscando a socialização; oferecer condições adequadas para a prática desportiva e paradesportiva educacional de qualidade; proporcionar competições respeitando a idade e condição motora de cada participante, tanto na zona rural quanto urbana de Pelotas. JAP e ParaJAP - Promover no município de Pelotas prática integrada de esportes. JERGS - Organizar a etapa municipal da competição viabilizando a participação do município na etapa estadual. JIRGS - Promover o intercâmbio sócio-técnico-desportivo entre municípios de todas as regiões do Estado. O desenvolvimento do desporto gaúcho estimula talentos a representar o Rio Grande do Sul em competições nacionais. Quem Luta Não Briga - Desenvolver aulas e treinamento de Taekwondo para escolares da rede municipal de Pelotas. Projeto Vida Ativa- Criar ações para amenizar a lacuna e demandas da população por esporte recreativo e lazer, sobretudo em situações de vulnerabilidade social e econômica em todos os bairros da cidade, inclusive na zona rural, atendendo, atualmente, em mais de 50 núcleos com mais de 10 modalidades diferentes para todas as idades. Sacada Cidadã- Fomentar o voleibol na cidade de Pelotas, através de núcleos formadores, onde crianças e jovens têm a oportunidade de aprender os fundamentos do jogo voleibol, além de oportunizar às crianças que dele participarem a inclusão e integração social através da prática esportiva. Integra- Promover, no município de Pelotas, prática integrada de esportes entre servidores da Prefeitura Municipal de Pelotas. Circuito de Corridas da Cidade de Pelotas - Organizar e promover um calendário anual de corridas no município. Remar para o Futuro - Viabilizar a educandos da rede municipal a vivência, prática e participação em competições da modalidade remo. PRÓ-ESPORTE - Viabilizar a execução de projetos esportivos na cidade fomentando-os. Conselho Municipal de Desporto - Ativar o Conselho Municipal de Desporto com a finalidade de inovar em políticas públicas e fiscalizar a execução dos projetos aprovados no Pró-Esporte. O propósito é enraizar o fomento e ações que transpassem o mandato político atual e que realmente façam parte de um calendário anual de interesse público e principalmente da comunidade esportiva e consequentemente espera-se impulsionar a prática de atividades físicas buscando a melhoria da qualidade de vida da população. 16 Assessoria de Programas Educacionais – Apeduc A Assessoria de Programas Educacionais (Apeduc) tem a atribuição de conhecer, analisar, recomendar a adesão e acompanhar a execução de programas, inclusive, a parte de prestação de contas, que o município firma com a União e o Estado, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar, o Programa Nacional de Transporte Escolar e o Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar e com instituições parceiras. Também acompanha a adesão, a execução e a análise da prestação de contas do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e suas ações agregadas, programas do governo federal, que têm por finalidade prestar assistência financeira para as escolas, em caráter suplementar, a fim de contribuir para manutenção e melhoria da infraestrutura física e pedagógica, com consequente elevação do desempenho escolar. A assessoria, também, realiza atualização, junto ao sistema do PDDE interativo, dos dados dos diretores de escolas, além de dar orientação e acesso ao sistema, sempre que necessário, com objetivo de garantir o desenvolvimento e a execução de todos os programas vinculados ao PDDE. Também é de responsabilidade do setor realizar no sistema SIGPC - contas- online a inserção dos dados das prestações de contas das escolas e orientá- las sobre os dados necessários. Realiza orientação e acompanhamento das ações do Conselho Escolar, principalmente, reforçando a importância de se manter um conselho escolar ativo e atuante, para que possa ter acesso e utilizar os recursos disponíveis, sempre na busca da melhoria educacional. Orienta os Conselhos para que mantenham a regular escrituração do Patrimônio dos bens adquiridos com as verbas federais e municipais. Também acompanha o preenchimento do Sistema de Acompanhamento da Frequência Escolar do Programa Bolsa Família (Sistema Presença), informação da frequência escolar de crianças e adolescentes beneficiários do programa Bolsa Família, realizado por todas as escolas do município de Pelotas. O setor é responsável pelo planejamento, acompanhamento da execução e prestação de contas do Plano de Descentralização de Recursos Financeiros, programa municipal de repasse de recursos financeiros às escolas de Ensino Fundamental da rede municipal. É responsável, ainda, pelo gerenciamento técnico do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle, SIMEC, onde é realizado o acompanhamento e execução das obras do PAR, Plano de Ações Articuladas e de outros Termos de Compromisso pactuados entre o município e o governo federal. A maior atribuição do setor é, em suma, acompanhar os programas para que as verbas sejam executadas da forma mais eficiente e eficaz, de forma a contribuir para o incremento das ações pedagógicas e, consequentemente, da melhoria da educação no município. 17 Currículo da rede municipal de ensino Marcos legais Por que uma base comum para a educação brasileira? Essa necessidade vem sendo discutida há bastante tempo, o que resultou, após um longo processode discussões, na homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em dezembro de 2017, a qual normatiza o conjunto progressivo de aprendizagens essenciais a que todos os estudantes têm direito no âmbito da Educação Básica. Muitos são os marcos legais que fundamentam a elaboração da BNCC, como o Artigo 210 da Constituição de 198811, o Artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 12 de 1996, além disso, a Lei 13.005/2014, que instituiu o Plano Nacional de Educação (PNE), cita diretamente a BNCC como estratégia para o cumprimento das metas 2, 3 e 7 do Plano 13 . Da mesma forma, as Diretrizes Curriculares Nacionais 11 Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o Ensino Fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais (CFB, 1988). 12 ART. 26. Os currículos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos. (LDB, 1996). 13 Meta 2: Universalizar o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir que pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) (DCNs), em seu artigo 14, definem a Base Nacional Comum Curricular “como conhecimentos, saberes e valores produzidos culturalmente, expressos nas políticas públicas e que são gerados nas instituições produtoras do conhecimento científico e tecnológico...”. Reforçando esse posicionamento, a LDB, no inciso IV, do Artigo 9º, reitera que cabe à União estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum (BRASIL, 1996). Corroborando com esses marcos legais, há, também, o Plano Municipal de Educação (PME), Lei 6245/2015, com metas a serem atingidas em consonância com o PNE. Podemos perceber, portanto, que, desde a Constituição Federal, várias leis já mencionavam a necessidade de uma base comum de dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE. (PNE, 2014) Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco por cento) (PNE, 2014) Meta 7: Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb. (PNE, 2014) 18 aprendizagem na Educação Básica Brasileira. Resumidamente, temos o seguinte processo14: 1988 Promulgada a Constituição Federal: a criação de uma Base Nacional Comum, com a fixação de conteúdos mínimos para o Ensino Fundamental, é prevista no artigo 210. 1996 A Lei das Diretrizes e Bases (LDB) da Educação Básica é aprovada e reforça a necessidade de uma base nacional comum. 1997 a 2000 Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) foram consolidados em partes: 1º ao 5º ano em 1997; 6º ao 9º ano em 1998; e, em 2000, foram lançados os PCNs para o Ensino Médio. 2010 a 2012 Novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) orientadas para o planejamento curricular das escolas e sistemas de ensino, as resoluções valiam para a Educação Infantil e os Ensinos Fundamental e Médio. 14 Resumo retirado do material do curso on-line “A BNCC e a gestão escolar”, promovido pelo MEC. 2014 Plano Nacional de Educação (PNE) –A Lei n. 13.005, de 2014, instituiu o PNE com vigência de dez anos. São vinte metas para melhorar a qualidade da Educação Básica, sendo que quatro delas tratam da Base Nacional Comum Curricular. 2015 A Portaria nº 592 de 17 de junho de 2015 institui a Comissão de Especialistas para a Elaboração de Proposta da BNCC. Em outubro, tem início a consulta pública para a construção da primeira versão da BNCC com contribuições da sociedade civil, de organizações e entidades científicas. Plano Municipal de Educação (PME) A Lei n. 6.245, de 2015, instituiu o PME. 2016 Em março, após 12 milhões de contribuições, a primeira versão do documento é finalizada. Em junho, seminários com professores, gestores e especialistas abertos à participação pública são realizados por todo o Brasil para debater a segunda versão da BNCC. Em agosto, começa a ser redigida a terceira versão, em um processo colaborativo com base na versão 2. http://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/con1988_12.07.2016/art_210_.asp http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394compilado.htm http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/33038 http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=6704-rceb004-10-1&category_slug=setembro-2010-pdf&Itemid=30192 http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13005.htm http://avamec.mec.gov.br/ava-mec-ws/instituicao/seb/conteudo/modulo/861/images/m1_u1/m1_u1_56.png 19 2017 Em abril, o MEC entregou a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE). O CNE elaborou parecer e projeto de resolução sobre a BNCC e homologou as etapas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. 2018 Foi promulgada a Portaria nº 331, de 5 de abril de 2018 que institui o Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum Curricular – ProBNCC e estabelece diretrizes, parâmetros e critérios para sua implementação. Em dezembro, foi homologado o texto sobre o Ensino Médio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Iniciando a discussão... Se já existem a BNCC e o RCG, por que um currículo para a rede municipal de ensino de Pelotas? Primeiramente, devemos levar em consideração que, diante da grande diversidade do país (e do estado do Rio Grande do Sul) expressa “pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos” (LDB, 1996), as competências e diretrizes são comuns a todo o país, porém os currículos deverão ser diversos (BNCC, 2017). Por isso, cabe a cada Sistema de Ensino e, posteriormente, às escolas em seus PPPs, a formulação/reformulação dos currículos, cujo principal objetivo é o de produzir influências diretas e significativas na prática pedagógica dos docentes e no aprendizado dos educandos. Neste currículo deverá haver, portanto, a inclusão da parte diversificada e isso é que irá diferenciá-lo dos demais, pois haverá a contemplação das especificidades culturais, linguísticas, literárias, artísticas, geográficas, históricas, etc., enfim, as características próprias da cidade, da identidade enquanto pelotenses e comunidade escolar. Ademais, precisamos considerar que, além do currículo formal, há o currículo oculto, o qual se caracteriza por tudo aquilo que os estudantes aprendem, diariamente, em meios às práticas sociais e escolares, mas que não estavam planejados ou previstos no currículo formal. Essas aprendizagens apreendidas pelo domínio da ação constituem o currículo oculto. Assim, a BNCC e os currículos se identificam na comunhão de princípios e valores que orientam a LDB e as DCN. Dessa maneira, reconhecem que a educação tem um compromisso com a formação e o desenvolvimento humano global, em suas dimensõesintelectual, física, afetiva, social, ética, moral e simbólica (BNCC, 2017, p. 16). O currículo irá, portanto, nortear o trabalho pedagógico tendo como aporte teórico o documento normativo Base Nacional Comum Curricular (2017) e o Referencial Curricular Gaúcho (2018), assegurando uma base comum de aprendizagem ampliada pela parte diversificada, incluída neste http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/PORTARIA331DE5DEABRILDE2018.pdf http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base 20 documento e nos PPPs escolares. A BNCC destaca que, para caracterizar o currículo em ação, são necessárias algumas decisões: contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares, identificando estratégias para apresentá-los, representá-los, exemplificá-los, conectá-los e torná-los significativos, com base na realidade do lugar e do tempo nos quais as aprendizagens estão situadas; decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos componentes curriculares e fortalecer a competência pedagógica das equipes escolares para adotar estratégias mais dinâmicas, interativas e colaborativas em relação à gestão do ensino e da aprendizagem; selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático- pedagógicas diversificadas, recorrendo a ritmos diferenciados e a conteúdos complementares, se necessário, para trabalhar com as necessidades de diferentes grupos de alunos, suas famílias e cultura de origem, suas comunidades, seus grupos de socialização etc.; conceber e pôr em prática situações e procedimentos para motivar e engajar os alunos nas aprendizagens; construir e aplicar procedimentos de avaliação formativa de processo ou de resultado que levem em conta os contextos e as condições de aprendizagem, tomando tais registros como referência para melhorar o desempenho da escola, dos professores e dos alunos; selecionar, produzir, aplicar e avaliar recursos didáticos e tecnológicos para apoiar o processo de ensinar e aprender; criar e disponibilizar materiais de orientação para os professores, bem como manter processos permanentes de formação docente que possibilitem contínuo aperfeiçoamento dos processos de ensino e aprendizagem; manter processos contínuos de aprendizagem sobre gestão pedagógica e curricular para os demais educadores, no âmbito das escolas e sistemas de ensino (BNCC, 2017, p. 16 e 17). Com intuito de contribuir na reformulação dos PPPs escolares, ao longo deste DOM, trazemos definições de princípios e conceitos de ensino e de aprendizagem, discussão e encaminhamento do trabalho sobre competências e habilidades, interdisciplinaridade, indicação de metodologias e estratégias didático-pedagógicas e concepção de avaliação que subsidiarão a educação na rede municipal de ensino de Pelotas. Neste processo, destacamos a importância do papel do professor frente à implementação do currículo, pois cabe a ele contextualizar e dar sentido às aprendizagens, tornando-se, também, protagonista, estando aberto à reflexão e disposto a fazer uma educação de qualidade. Para isso, tão importante quanto à formação inicial, é a formação continuada que proporciona momentos de reflexão, de aprendizagens, de trocas com seus pares, afinal, ser docente significa estar em constante aprendizado, ainda mais por estar inserido em uma sociedade que se transforma a todo o momento, não só em termos de avanços tecnológicos, mas, inclusive, de relações interpessoais. Nesta perspectiva, é necessário ressignificar a prática pedagógica para que a escola se mantenha relevante dentro desse cenário. Essa ressignificação pressupõe, por exemplo, transcender a ideia de homogeneização dos discentes, como se todos aprendessem da mesma forma, no mesmo ritmo, com as mesmas metodologias. Não há mais espaço, dentro do contexto escolar, para uma pseudouniformização da aprendizagem, é preciso considerar as pluralidades e, por isso, reafirmamos que isso implicará, segundo a BNCC, em selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático- pedagógicas diversificadas, recorrendo a ritmos diferenciados 21 e a conteúdos complementares se necessário para trabalhar com as necessidades de diferentes grupos de alunos, suas famílias e cultura de origem, suas comunidades, seus grupos de socialização, etc. (BNCC, 2017, p. 17). Com tudo isso, o apoio da gestão escolar, principalmente da coordenação pedagógica, é de suma importância, pois irá orientar o trabalho coletivo e realizar a conexão entre todos os envolvidos no processo educativo. Fundamentos pedagógicos Há dois grandes fundamentos pedagógicos preconizados pela BNCC: o compromisso com a Educação Integral e o desenvolvimento de competências. Esses fundamentos também encaminham nosso currículo da rede municipal de ensino, os quais se desdobram em outros que se complementam e serão aprofundados neste documento orientador, a fim de subsidiar o trabalho pedagógico nas escolas. Vamos iniciar aprofundando os preceitos de uma Educação Integral. O que se entende por Educação Integral? Conforme a BNCC, é o desenvolvimento humano global, o que implica compreender a complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva (BNCC, 2017, p. 14). Assim, a Educação Integral é uma concepção de educação que prevê a promoção do desenvolvimento de crianças e jovens nas dimensões intelectual, física, emocional, social e cultural para responder às demandas do mundo contemporâneo e às especificidades do aluno do século 21, cujo foco está na formação de sujeitos críticos, autônomos e responsáveis consigo mesmos e com o mundo (CAMINHOS PARA A EDUCAÇÃO INTEGRAL Princípios e orientações para a implementação da educação integral, 2019). O compromisso com a Educação Integral requer a mobilização e o entendimento de duas premissas importantes: a igualdade e a equidade. Desta forma, quando a BNCC traz as aprendizagens essenciais a que todos os discentes têm direito, encontra-se aí, a igualdade de direitos; a equidade, por sua vez, dar-se-á na proposta curricular, nos PPPs escolares, a partir, primeiramente, do reconhecimento de que cada estudante é único e, segundo, a partir da promoção de condições necessárias às aprendizagens. Isso implica considerar as diferentes demandas dos estudantes, independente de ser da Educação Especial ou não, em cada escola e em cada sala de aula. Pensar numa educação integral requer, também, mobilizar conceitos como15: Desenvolvimento integral e/ou desenvolvimento pleno Aprendizado que abrange o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores em uma perspectiva integral, o que significa aprendizagem intelectual, social, emocional, cultural e física. Tudo para 15 Retirado do material de apoio “CAMINHOS PARA A EDUCAÇÃO INTEGRAL Princípios e orientações para a implementação da educação integral”, 2019, elaborado pelo Movimento pela Base Nacional Comum. 22 assegurar a capacidade do estudante de lidar com desafios, tomar decisões e realizar seus projetos com responsabilidade, de maneira a se tornar agente de transformação de seu próprio percurso e do entorno, de cuidar de si e também de se corresponsabilizar pelas questões sociais, ambientais e comunitárias. Aprendizagem com foco no desenvolvimento de autonomia e responsabilidade Aprendizado a serviço do desenvolvimento pleno, voltado à construção de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores que preparem o estudante para tomar decisões com autonomia e responsabilidade. Compreende a capacidade de estabelecer objetivos e metas, construir caminhos, ter perseverança