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<p>UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ</p><p>CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTE</p><p>CURSO DE PSICOLOGIA</p><p>Aluna: Giovana Lóde Cortez</p><p>Profª: Nancy Bergami</p><p>Resumo</p><p>CERVENY, C. M. O. A família como modelo: desconstruindo a patologia. Campinas: Ed Psy II, 1994.</p><p>Capítulo 1</p><p>Neste capítulo, Cerveny (1994) busca aclarar a compreensão que se tem de família e grupo familiar, uma vez que, nem mesmo a ciência social possui uma definição adequada ou um conjunto de categorias que sirva de base para analisá-la, como afirma Poster (1978 apud Cerveny, 1994). Algumas das definições encontradas em Aurélio (1986 apud Cerveny, 1994) são: “pessoas aparentadas, que vivem em geral na mesma casa, particularmente o pai, a mãe e os filhos”; “pessoas do mesmo sangue” e “ascendência, linhagem, estirpe”. No entanto, essas definições reproduzem a dificuldade de se conceituar a família brasileira, tendo em vista a pluralidade de composições que esta inclui.</p><p>Durante o período colonial, estudos mostram que a família era uma instituição vertical, baseada no parentesco, lealdades pessoais e territorialidade. Assim, os casamentos eram endogâmicos, a fim de preservar as propriedades e consolidar posses. Já no final do século XIX, em resposta às transformações socioeconômicas, casamentos exogâmicos se tornaram comuns e, assim, as famílias se tornaram mais horizontais e menos verticais (CERVENY, 1994). Segundo Da Matta (1987 apud Cerveny, 1994), a família não é apenas uma instituição social capaz de ser individualizada, mas constitui também um valor; a família é tida como uma instituição fundamental à própria vida social, ou seja, a família é um grupo social, uma rede de relações.</p><p>A autora, então, categoriza as famílias em: Família de Origem (FO), Família Extensa (FE), Família Nuclear (FN), Família Atual (FA) e Família Substituta (FS). A Família de Origem está ligada à ascendência e descendência, pressupondo laços sanguíneos. Já a Família Extensa pressupõe parentesco sanguíneo ou por afinidade de pessoas ligadas entre si no tempo e espaço e que se articulam com o presente. Quanto a Família Nuclear, esta é composta de pais e filhos, desenvolvida a partir de um relacionamento biológico. A Família Substitutiva, por sua vez, é a que assume a criação de uma ou mais pessoas com as quais não há parentesco.</p><p>Assim, para Ackerman (1974 apud Cerveny, 1994), a família é um grupo dotado de dinâmica e especificidade próprias, só podendo ser compreendido dentro de contextos maiores que incluem o seu próprio observador. A autora vê ainda o grupo familiar como um sistema de relações que são significativas, mesmo que não haja interdependência entre os subsistemas. Ou seja, o conceito de família não depende da convivência no mesmo espaço físico, mas sim de relações significativas.</p><p>A partir disso, Cerveny (1994) apresenta a família como um sistema, afirmando que o comportamento de cada um dos membros é interdependente do comportamento dos outros. Assim, o grupo familiar pode ser visto como um conjunto que funciona como uma totalidade. No entanto, as características da família não podem ser entendidas como a soma das características de seus membros. A família, como sistema, desenvolve padrões e modelos próprios de respostas.</p><p>A família, como qualquer outro sistema, opera de acordo com princípios, sendo estes: 1) homeostase, que se refere à tendência da família em manter um certo padrão de relacionamento e empreender ações que impeçam mudanças nesse padrão já estabelecido; 2) morfogênese, que designa uma mudança na ordem estrutural e funcional do sistema, de forma que este adquire uma nova configuração; 3) morfostase, que é a capacidade do sistema de manter sua estrutura em um ambiente mutante; 4) feedback, que tem por funções fornecer informações e definir o relacionamento entre os membros do sistema; 5) causalidade circular, que indica que mudanças em um elemento do sistema afeta todos os outros; e o sistema como um todo. Ou seja, cada membro influencia e é influenciado pelos outros; 6) não-somatividade, que evidencia a impossibilidade de se ver partes do todo isoladamente, ou somar características das partes para entender o todo. Estes princípios tem estreita ligação com a repetição de padrões interacionais. Assim, a família pode quebrar padrões interacionais do passado e fazer reformulações no presente; dessa forma, a flexibilidade e elasticidade são atributos importantes para a família (CERVENY, 1994).</p><p>Outra questão abordada no texto é a Terapia Familiar Sistêmica (TFS), a qual Karrer (1989 apud Cerveny, 1994) divide em três fases. A primeira é a essencialista, em que a TFS se fechou, tentando preservar sua verdade com um número pequeno de seguidores; estes propunham uma forma curiosa de ver os sintomas e as relações dentro da família. Na segunda fase, denominada transacional, a TFS percebe suas limitações e procura, em outros campos, reunir posturas diferentes a fim de uma maior solidez. Na terceira fase, do relativismo, a teoria já tem crédito e consegue absorver diferentes tendências. Assim, apesar das tentativas de se alcançar uma integração entre os diferentes modelos, a TFS é múltipla. Diversos autores, através de suas diferentes práticas, contribuíram com teorias para a TFS.</p><p>Ainda que a Terapia Familiar tenha percorrido um longo caminho até chegar hoje a um paradigma construtivista ou construcionista, sua semente sistêmica continua a considerar o indivíduo como parte de um sistema maior – a família, que ainda faz parte de sistemas maiores. Dessa forma, o comportamento não é o produto de processos intrapsíquicos, mas o resultado de interações em um sistema (CEVENY, 1994).</p>

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