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O Desenvolvimento Infantil
Para a avaliação e o tipo de procedimentos empregados, a faixa etária da criança deve ser considerada e os procedimentos também devem ser adaptados. Para a normatização de alguns testes, por exemplo, devem ser considerados alguns aspectos pertinentes ao público infantil, tal como a série escolar ou mesmo o estágio de desenvolvimento do indivíduo (PACICO, 2015).
Quanto à análise da escolaridade, essa pode impactar no desempenho acadêmico, nos currículos estabelecidos nas instituições de ensino ou mesmo na sua qualidade (PACICO, 2015).
Já o desenvolvimento infantil, pode ser contemplado na normatização e posterior aplicação de instrumentos, tendo como critérios o desenvolvimento da criança em diferentes aspectos, a exemplo da classificação de Piaget (1992, apud PACICO, 2015) e seus estágios de desenvolvimento cognitivo, conforme figura 7.
Figura 7- Estágios de desenvolvimento cognitivo propostos por Piaget
Fonte: Adaptado de Piaget (1992 apud PACICO, 2015).
	
	
	
	
		
	SAIBA MAIS:
	
	
	
	
	
	
	SAIBA MAIS:
	
	O livro Avaliação psicológica e desenvolvimento Humano: casos clínicos, de Yates et al. (2019), aborda a avaliação psicológica a partir da discussão de casos abordando diferentes fases do desenvolvimento, contemplando desde a infância até a terceira idade.
Uma avaliação envolvendo crianças e adolescentes em situação de risco, por exemplo, deve-se atentar além do estágio de desenvolvimento do indivíduo, também fatores como a linguagem estabelecida, a cultura que permeia essa população e o contexto imediato (HUTZ; SILVA, 2002).
Com jovens em conflito com a lei, por vezes o trabalho é realizado dentro de instituições que já possuem opiniões pré-estabelecidas quanto ao trabalho do psicólogo ou outros profissionais. Assim, a avaliação pode ser um ambiente tanto para o crescimento profissional , como também uma maneira para que a criança/adolescente vivencie um momento para resgatar sua saúde (HUTZ; SILVA, 2002).
Figura 8 - Criança testemunha de violência
Fonte: Freepik.
	
	
	
	
Quadro 1 - Modalidades de risco
	TIPO DE RISCO
	EXEMPLOS
	Risco físico
	Baixa nutrição; doenças.
	Risco social
	Exposição à violência; drogas.
	Risco psicológico
	Abuso; negligência; exploração.
Fonte: Adaptado de Hutz e Silva (2002).
	
	SAIBA MAIS:
	
	O texto Avaliação Psicológica de crianças e adolescentes em situação de risco, de Hutz e Silva (2002), discute os obstáculos do profissional ao realizar a avaliação nesse público, considerando, sobretudo, a miséria como uma situação de risco. Há discussões sobre a adequação desse tipo de serviço a esse público.
O profissional deve estar atento a crianças e adolescentes em situação de risco, uma vez que há uma diversidade de riscos que esses jovens podem apresentar, conforme descrito no Quadro 1. Vale destacar que há ainda a discussão quanto a causas externas ou individuais (comportamentos de risco) no surgimento da situação de risco. Em linhas gerais, deve-se destacar o somatório de condições adversas no favorecimento do surgimento do risco (HUTZ; SILVA, 2002).
Figura 9 - Crianças em situação de vulnerabilidade social
Fonte: FreeImages.
	
	RESUMINDO:
	
	E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir alguns pontos importantes. Você deve ter aprendido que uma das formas de pensar a avaliação psicológica em crianças e adolescentes é por meio do psicodiagnóstico interventivo, cuja avaliação é além do fornecimento de um diagnóstico, mas a própria avaliação torna-se uma oportunidade de intervenção, não somente de caráter investigativo. É válido destacar que o desenvolvimento humano deve ser considerado, uma vez que a depender do estágio de desenvolvimento da criança/adolescente, os procedimentos de avaliação devem ser readequados. Em crianças e adolescentes, o brincar pode ser uma via de entendimento da queixa e compreensão dos modos de se relacionar da criança. Em crianças e adolescentes em situação de risco, também devem ser contemplados o conjunto de estressores para uma análise mais fidedigna. Em crianças e adolescentes institucionalizadas, os valores e discursos institucionais também devem ser fonte de atenção. Em linhas gerais, para o atendimento do público infanto-juvenil, a participação da família é fundamental, ela é tanto fonte de informação como muitas vezes contribuinte no estabelecimento da queixa ou pode servir de meio para a aplicação de procedimentos e resolução da mesma. Em alguns casos, há a reflexão também sobre encaminhamentos não só para a criança, ao final da etapa da avaliação, mas também para a família, em função da dinâmica familiar apresentada.
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