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PSICOLOGIA SOCIAL 
 
 
Olá! 
Uma instituição familiar é compreendida por um grupo de pessoas ligadas 
pelos mais diversos vínculos, que vão além do sangue. Este grupo funciona como 
o primeiro grupo de relações com o qual os indivíduos estabelecem conexões, é, 
como veremos nesta aula, onde primeiramente iniciamos as nossas aprendizagens 
e começamos a adquirir o capital cultural. 
Bons estudos! 
AULA 04 – CONSTRUÇÃO 
FAMILIAR 
4 CONCEITO DE FAMÍLIA 
A origem etimológica da palavra família vem do latim famulus (MARKY, 1995, 
p. 23). A expressão foi criada na Roma antiga para se referir a um novo grupo social 
que surgiu entre as tribos latinas durante o período da agricultura e também da 
legalização da escravidão. Para uma melhor compreensão do conceito de família, é 
necessário, portanto, adotar uma abordagem histórica que inclua sua origem. 
Vale salientar que a família, graças à sua existência milenar, tem fama de 
bandeira da sociedade, pois quase todas as organizações são construídas sobre ela. 
Porém, não é possível determinar a data correta em que os primitivos começaram a 
se agrupar e formar famílias, pois a partir desse pouco conhecimento, surgiram os 
primeiros grupos de forma natural e espontânea. 
Para Penna, a família é entendida como: 
[...] uma unidade dinâmica, constituída por pessoas que se percebem como 
família, que convivem por determinado espaço de tempo, com urna estrutura 
e organização para atingir objetivos comuns, construindo uma história de 
vida. Os membros da família estão unidos por laços consanguíneos, de 
adoção, interesse e/ou afetividade. Tem identidade própria, possui, cria e 
transmite crenças, valores e conhecimentos comuns, influenciados por sua 
cultura e nível sócioeconômico. A família tem direitos e responsabilidades, 
vive em um determinado ambiente em interação com outras pessoas e 
famílias, creche, posto de saúde e outras instituições em diversos níveis de 
aproximação. Define objetivos e promove meios para o crescimento e 
desenvolvimento continuo do seu processo de viver (PENNA, 1994). 
A vida familiar ocorre em quase todas as sociedades, mas em diferentes 
organizações e formas. Assim, à medida que a afetividade se desenvolveu na relação 
entre homens e mulheres, eles passaram a se unir cada vez mais, o que evidenciou 
a necessidade de proteger e cuidar da prole no plano alimentar, momento em que se 
deu a estrutura familiar como a conhecemos. 
Na Idade Média, principalmente com o advento do feudalismo, as famílias 
passaram a ocupar o mesmo espaço físico onde os senhores feudais necessitavam 
de herdeiros para sucedê-los. Assim, a Revolução Industrial na Grã-Bretanha em 
meados do século XVIII deu origem a uma classe trabalhadora onde as famílias 
começaram a se mudar para grandes centros urbanos para progredir financeiramente, 
ocasionando o aumento populacional devido ao crescimento econômico e diversos 
problemas sociais. As fábricas passaram a empregar mulheres e crianças neste 
momento, o que criou uma visão utópica nas famílias de que quanto mais filhos, maior 
a renda de sua família. 
O crescimento rápido e sem perturbações dos centros urbanos nas décadas de 
1940 e 1950, provocado por um grande fluxo migratório das áreas rurais, trouxe à 
primeira consulta às relações familiares, onde a família patriarcal se consolidou como 
o poder nuclear, composta por casais (ou apenas a mãe, em pelo menos um terço 
das famílias segundo o IBGE) e um ou dois filhos distantes do grupo familiar de 
origem, anônimos, completamente separados de suas culturas. Atualmente, o 
conceito de família está em constante mudança, com diferentes formas de 
organização familiar e a mudança do papel do Estado nas atividades dos setores 
público e privado. Assim, ao longo do tempo, as relações familiares mudam e 
adquirem novas normas sociais. De acordo com a lei civil estabelecida em 2002, o 
conceito de família entrou em vigor: 
O pluralismo das entidades familiares, por conseguinte, tende ao 
reconhecimento e efetiva proteção, pelo Estado, das múltiplas possibilidades 
de arranjos familiares, sendo oportuno ressaltar que o rol da previsão 
constitucional não é taxativo, estando protegida toda e qualquer entidade 
familiar, fundada no afeto. Trata-se da busca da dignidade humana, 
sobrepujando valores meramente patrimoniais. A transição da família como 
unidade econômica para uma compreensão solidária e afetiva, tendente a 
promover o desenvolvimento da personalidade de seus membros, traz 
consigo a afirmação de uma nova feição, agora fundada na ética e na 
solidariedade. Pode-se afirmar que esse novo balizamento evidencia um 
espaço privilegiado para que os seres humanos se complementem e se 
completem. Nessa linha de raciocínio, a entidade familiar deve ser entendida, 
hoje, como grupo social fundado, essencialmente, em laços de afetividade, 
pois outra conclusão não se pode chegar à luz do texto constitucional. Dessa 
forma, afirma-se a importância do afeto para a compreensão da própria 
pessoa humana, integrando o seu “eu”, sendo fundamental compreender a 
possibilidade de que do afeto decorram efeitos jurídicos dos mais diversos 
possíveis”. (RODRIGUES, 2009, p. 126) 
Com base no desenvolvimento desse conceito, considerou-se no ordenamento 
jurídico que a identidade da família não se concretiza na celebração do casamento 
entre homem e mulher, a legalidade é a existência de vínculo afetivo capaz de unir as 
pessoas e suas metas devem ser consideradas. Este vínculo cria um compromisso 
mútuo. Desta forma, o conceito de família não é sobre coisas como casamento, sexo 
e procriação, mas sobre apego. 
 
4.1 A construção familiar 
O que pode ser dito sobre a família moderna? E as famílias mais velhas? A 
ideia de constituir família pode diferir entre gerações? Que conceitos podem ser 
usados para entender a família? São questões que precisam ser trabalhadas aos 
poucos. Ao longo deste capítulo, você perceberá que algo que parece natural pode 
na verdade ser construído socialmente, o que pode variar de sociedade para 
sociedade. 
Segundo Saraceno (1997, p. 14): 
[...] a família é como o espaço histórico e simbólico no qual e a partir do qual 
se desenvolve a divisão do trabalho, dos espaços, das competências, dos 
valores, dos destinos pessoais de homens e mulheres, ainda que isso 
assuma formas diversas nas várias sociedades. 
Assim, essas formas versáteis também se adaptam aos costumes culturais e 
adquirem arranjos e significados específicos que podem ser significativos em uma 
sociedade, mas não em outra. Com base nessas ideias, Saraceno (1997) afirma que 
a família é, na verdade, uma estrutura social. Consequentemente, os atores sociais 
definem as formas e os significados da mudança na sociedade em que vivem. 
Portanto, a família se define e estabelece seus limites por meio da interação 
social. Sabendo disso, já se pode descartar a ideia de família naturalizada que 
privilegia o biológico em detrimento do social. Em outras palavras, uma família não é 
composta apenas por aqueles que compartilham o mesmo sangue, mas também por 
aqueles que se sentem membros do círculo familiar. Acompanhe o raciocínio de Dias 
(2011, p. 141): 
Seja qual for o modelo de família, ela é sempre um conjunto de pessoas 
consideradas como unidade social, como um todo sistémico onde se 
estabelecem relações entre os seus membros e o meio exterior. 
Compreende-se que a família constitui um sistema dinâmico, contém outros 
subsistemas em relação, desempenhando funções importantes na 
sociedade, como sejam, por exemplo, o afeto, a educação, a socialização e 
a função reprodutora. Ora, a família como sistema comunicacional contribui 
para a construção de soluções integradoras dos seus membros no sistema 
como um todo. 
Desde o nascimento, a família é a primeira instituição de socialização. Junto 
com os familiares, a criança aprende inicialmente a falar, se comportar, entender quais 
valores deve tere entender como deve se comportar com os demais membros da 
sociedade. 
A família também determina quem são os heróis dessa cultura, além de outros 
traços culturais que são assimilados por quem cuida da criança. Portanto, uma criança 
não precisa necessariamente ser criada por um pai e uma mãe para se desenvolver. 
Ele pode ser criado por um tio, tia, avó, avô ou até mesmo adotado por alguém que 
ele reconhece como seus pais. Segundo Szymanski (2002, p. 10): 
[...] o ponto de partida é o olhar para esse agrupamento humano como um 
núcleo em torno do qual as pessoas se unem, primordialmente, por razões 
afetivas dentro de um projeto de vida em comum, em que compartilham um 
quotidiano, e, no decorrer das trocas intersubjetivas, transmitem tradições, 
planejam seu futuro, acolhem-se, atendem aos idosos, formam crianças e 
adolescentes. 
No entanto, isso não significa que esse grupo de pessoas deva ser homogêneo, 
como diz Sarti (2000), com os mesmos gostos e valores, todos cujos membros 
pensam as mesmas coisas sobre o mundo em que vivem. Pelo contrário, há filhos que 
torcem para o time rival de seus pais, há filhas gêmeas que odeiam se vestir igual, há 
primas que pensam em projetos políticos diferentes para seu país de residência, 
parentes que discordam sobre qual presente dar para o mais velho da família, etc. 
Na relação familiar, é importante enfatizar a possibilidade de lidar com as 
diferenças em um grupo menor de pessoas, cujo objetivo é a tolerância e o diálogo 
com todos os membros da sociedade. Portanto, a heterogeneidade dentro da família 
já está comprovada, e isso também significa diferenças entre seus membros. Essa 
ideia é confirmada por Ribeiro (1999, p. 45): 
[...] viver em família significa a possibilidade de lidar com o permanente 
dissenso entre os projetos de homens e mulheres, como também de pais e 
filhos. Isto explicita a convivência entre visões de mundo conflitantes sobre a 
realidade, de onde vai emergir a heterogeneidade, a pluralidade dos estilos 
de vida, das formas de organização, das relações de gênero que se 
estruturam e se mantêm, em meio às rupturas e às continuidades com os 
valores herdados do passado e os valores apropriados no percurso da vida 
pessoal. 
O número de membros da família não é importante; é importante poder trocar 
opiniões, aprendizados e experiências que enriqueçam o repertório dos integrantes. 
Essa heterogeneidade na família também muda ao longo do tempo, fazendo com que 
o modelo familiar mude. Assim, a família é também um reflexo do que acontece na 
sociedade. 
4.2 Família no plural 
Pelo que você viu até agora, você pode pensar que os conceitos de família 
mudam com o tempo e o lugar. Por isso é importante conhecer e pensar sobre as 
diferentes formas de composição familiar. Mas por que é importante conhecer a 
família como conceito? 
[...] a dinâmica que fundamenta as organizações familiares pode funcionar 
como fonte de “coesão, cooperação e comprometimento, mas também como 
fonte de conflito, rivalidade, discriminação e exclusão” (Davel & Colbari, 2003, 
p. 5). Em vista disso, observa-se que o universo das organizações familiares 
é plural, diversificado, multifacetado, em que coexistem relações de toda a 
ordem, tanto positivas quanto negativas. Portanto, ressalta-se a necessidade 
de compreender as organizações familiares por meio de nova óptica, que 
valorize e forneça maior respaldo para compreender as suas especificidades 
simbólicas (LESCURA et al. 2012, p. 102). 
Assim, é importante compreender o conceito de família não a partir de uma 
definição pronta, fechada e uniforme, mas levando em conta as diversas vivências 
que compõem o modelo familiar. Assim, o conceito de família se expande. A família 
torna-se plural, deixando de ser uma família nuclear limitada ao espaço de uma casa. 
Essa abertura de sentido do termo permite incluir diferentes experiências na 
compreensão da família, mesmo que pareçam estranhas à primeira vista. Considere 
outros pontos relevantes: 
A família pode ser definida como um núcleo de pessoas que convivem em 
determinado lugar, durante um lapso de tempo mais ou menos longo e que 
se acham unidas (ou não) por laços consanguíneos. Ela tem como tarefa 
primordial o cuidado e a proteção de seus membros, e se encontra 
dialeticamente articulada com a estrutura social na qual está inserida 
(MIOTO, 1997, p. 120). 
Em outras palavras, como já dito, o vínculo familiar é definido muito mais pela 
relação de cuidado e proteção que os membros estabelecem entre si do que pelos 
próprios laços de sangue. Essa diferença de cuidado dentro da família é crucial. Nesse 
contexto, "parente" também é definido por esse conceito de tratamento, embora se 
possa dizer que: 
[...] a família é um grupo social concreto e o parentesco uma abstração, uma 
estrutura formal, que resulta da combinação de três tipos de relações básicas: 
a relação de descendência (entre pais e filhos), a de consanguinidade (entre 
irmãos) e a de afinidade, que se dá pela aliança, através do casamento 
(BRUSCHINI, 1997, p. 60). 
Entretanto, a ideia de parentesco tem se ampliado para além das relações 
descritas. Hoje, se configuram como parentes aqueles que também oferecem cuidado 
e proteção aos indivíduos. Atualmente, estão incluídas nessa categoria de afinidade 
as alianças advindas de amizade, de vizinhança e mesmo de valores. 
Importante pontuar que a família brasileira é plural, especialmente porque 
decorrente das relações interpessoais e sem quaisquer discriminações ou 
hierarquias, devendo ser afastada, o quanto possível, a ingerência do Estado 
na vida privada, no tocante ao projeto de vida da pessoa humana e da 
construção de sua dignidade no âmbito fraterno e solidário das entidades 
familiares, permitindo-se tal intervenção apenas para a promoção da 
igualdade e pluralidade das relações com o fim de construir uma sociedade 
livre, justa e solidária (ANGELUCI, 2017, p. 63). 
Você deve se lembrar que a sociedade de hoje inclui novas perspectivas sobre 
o conceito de família. Assim, Vaitsman (1994, p. 19) afirma: “[...] a família e o 
casamento na situação pós-moderna caracterizam-se pela ausência de um modelo 
dominante ou como um discurso normativo de costumes ou práticas”. 
A seguir, você pode ver os novos padrões familiares – com base na divisão 
feita por Hintz (2001): 
 Família monoparental: o casal se divorcia ou se separa e um dos pais assume 
o cuidado dos filhos; 
 Família reconstituída: o casal une os filhos de casamentos anteriores com os 
filhos do atual casamento; 
 União consensual: primeira forma de união entre os casais; 
 Casal sem filhos por opção: o casal foca em outras áreas da sua vida e não na 
questão da vinda de um filho; 
 Família unipessoal: a pessoa opta por ficar sozinha; 
 Associação: a família é formada por amigos sem grau de parentesco, que não 
têm necessariamente um contato sexual, mas vivem juntos; 
 Casal de homossexuais: duas pessoas do mesmo sexo decidem assumir uma 
relação estável. 
 
Como você pode ver, existem diferentes maneiras de identificar uma família. 
Esta definição não se refere a um número específico de pessoas ou mesmo ao gênero 
de seus constituintes. Quando uma pessoa opta por morar sozinha, ou quando um 
casal opta por dividir o quarto com os filhos, a ideia é que os membros da família se 
sintam à vontade com as relações familiares que eles mesmos definem. 
Famílias são compostas de gênero, geração, conjugalidade, sentimentos de 
pertencimento, ideias de corresidência, cooperação solidária, autoridade, 
afeto e subjetividade, entre outras coisas. Gerações são compostas de 
pessoas entrelaçadas hierarquicamente por redes de parentesco e família, 
por pessoas ligadas por pertencerem a categorias etárias e por pessoas cuja 
referência temporal é algum evento ou ambiente histórico que unifica muitas 
pessoas geralmente em referência a algum evento exterior à idade e ao 
parentesco. De certa maneira,os usos, em horas diferentes, de ideias, de 
ciclos, de cursos e de trajetórias, ao discutir gerações, reflete uma ascensão 
atual de subjetividades, configurações fragmentadas e de noções diversas de 
tempo numa articulação longa e variada de ideias forjadas de acordo com a 
polissemia e a mobilidade dos objetos em investigação (BRUSCHINI, 1997, 
p. 53). 
Portanto, como você viu, a sociedade muda e o conceito de família acompanha 
as mudanças. Por isso, é preciso também apreender e compreender os novos 
arranjos familiares. 
4.3 A subjetividade do universo psíquico 
Como vimos, o sujeito não está alheio aos preceitos sociais. Por estar em 
constante movimento constitutivo, se disponibiliza subjetiva e intrinsecamente. 
Articula, combina e se reinventa enquanto ser social, na busca por novas 
aprendizagens e modos de viver. 
Portanto, se aproximam reciprocamente os processos de constituição do 
psiquismo e do ser social, por meio da subjetivação das experiências relacionais. 
Logo, a dimensão afetiva está ativamente implicada na construção de ambos aspectos 
do desenvolvimento do sujeito (AZEVEDO, 2005). 
A personalidade é característica própria e singular de cada sujeito, constituindo 
uma forma de sentir, pensar e atuar que o torna único e incomparável. Possui três 
fatores que se entrecruzam em sua constituição: a estruturação genética básica, as 
influências do meio e o modo como o sujeito interpreta os acontecimentos (A 
ZEVEDO, 2005). 
A estruturação genética básica se refere às características hereditárias 
herdadas da família, como os aspectos físicos, a cor da pele, olhos e cabelos, e 
aspectos emocionais, como tendência a oscilações de humor, fantasias e também 
transtornos graves, como a esquizofrenia. As influências do meio se referem às 
contribuições das relações sociais para o desenvolvimento do ser e o modo como o 
sujeito interpreta os acontecimentos, utilizando suas ferramentas potenciais, reunindo 
as características genéticas e o seu desenvolvimento social, relacionando de uma 
forma ao instrumentalizar para uma melhor fluência do seu modo de viver (AZEVEDO, 
2005). 
A personalidade tem seu início estrutural ainda no útero materno. A maneira 
como a mãe sente e reage sobre a gestação começa a contribuir para a formação da 
personalidade. Ainda nos primeiros anos de vida, a criança se constitui enquanto 
sujeito, atribuindo sentido e relacionando seu existir no mundo. O modo como o mundo 
se apresenta para a criança, no início com a representação da família, seguida da 
escola e das demais relações sociais, vai definir o desenvolvimento da personalidade 
da criança (AZEVEDO, 2005). 
Vygotsky e Alexander (1996) referem sobre uma personalidade social 
construída conforme as relações ao longo da existência do sujeito. Dessa forma, 
podemos compreender que a constituição e formação da personalidade é atemporal, 
pois se desenvolve de acordo com o viver de cada ser. 
Todas as relações, vivências e percepções do mundo que nos rodeia atribuem 
significado, influenciando significativamente na formação da personalidade, e esta se 
coloca na seleção e atuação dos papéis sociais, conforme afinidade e preferências 
únicas a cada ser social (AZEVEDO, 2005). 
Sendo os papéis sociais criativos, estão implicados a vivenciar fenômenos 
transicionais, e dessa forma criam uma flexibilidade de atuação. Tanto a história 
individual, quanto os afetos, os valores e a posição que o sujeito ocupa colaboram 
para a constante formação e desenvolvimento das subjetividades do universo 
psíquico, assim como refletem a relativização dos papéis sociais (LEONTIEV, 1998). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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	4 CONCEITO DE FAMÍLIA
	4.1 A construção familiar
	4.2 Família no plural
	4.3 A subjetividade do universo psíquico
	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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