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<p>1</p><p>4 . . . . . . . . ORIENTAÇÕES</p><p>7 . . . . . . . . DIA 11: 11/09</p><p>8 . . . . . . . . . . PORTUGUÊS/LITERATURA: Romantismo</p><p>11 . . . . . . . . . HISTÓRIA: Absolutismo e Revoltas Religiosas</p><p>14 . . . . . . . . . MATEMÁTICA: Análise Combinatória</p><p>17 . . . . . . . . DIA 12: 12/09</p><p>28 . . . . . . . . . . GEOGRAFIA: Geologia e Relevo</p><p>20 . . . . . . . . . . BIOLOGIA: Botânica e Parasitoses</p><p>22 . . . . . . . . . . QUÍMICA: Reações Orgânicas</p><p>26 . . . . . . . . DIA 13: 13/09</p><p>27 . . . . . . . . . . FÍSICA: Dinâmica e Hidrostática</p><p>30 . . . . . . . . . . FILOSOFIA/SOCIOLOGIA: Max Weber, Sócrates, Platão e Aristóteles</p><p>32 . . . . . . . . . . HISTÓRIA: Guerra Fria</p><p>36 . . . . . . . . DIA 14: 14/09</p><p>37 . . . . . . . . . . QUÍMICA: Equilíbrio Químico e Cinética</p><p>39 . . . . . . . . . . GEOGRAFIA: Agropecuária</p><p>42 . . . . . . . . . . MATEMÁTICA: Porcentagem e Juros</p><p>45 . . . . . . . . DIA 15: 15/09</p><p>46 . . . . . . . . . . FÍSICA: Ondulatória</p><p>48 . . . . . . . . . . BIOLOGIA: Biologia Celular e Molecular</p><p>51 . . . . . . . . . . PORTUGUÊS/LITERATURA: Vanguardas</p><p>55 . . . . . . . . DIA 16: 18/09</p><p>56 . . . . . . . . . . PORTUGUÊS/LITERATURA: Realismo e Naturalismo</p><p>60 . . . . . . . . . . MATEMÁTICA: Geometria Espacial</p><p>62 . . . . . . . . . . HISTÓRIA: República Velha e Oligárquica</p><p>66 . . . . . . . . DIA 17: 19/09</p><p>67 . . . . . . . . . . GEOGRAFIA: Transporte e Energia</p><p>70 . . . . . . . . . . QUÍMICA: Teorias Atômicas, Tabela Periódica e Radioatividade</p><p>73 . . . . . . . . . . BIOLOGIA: Fisiologia Humana</p><p>76 . . . . . . . . DIA 18: 20/09</p><p>77 . . . . . . . . . . FILOSOFIA/SOCIOLOGIA: Karl Marx e Escolas Helenísticas</p><p>79 . . . . . . . . . . FÍSICA: Eletrodinâmica</p><p>81 . . . . . . . . . . HISTÓRIA: Iluminismo e Revoluções Inglesa e Industrial</p><p>2</p><p>85 . . . . . . . . DIA 19: 21/09</p><p>86 . . . . . . . . . . . MATEMÁTICA: Probabilidade</p><p>89 . . . . . . . . . . . QUÍMICA: Estequiometria</p><p>91 . . . . . . . . . . . GEOGRAFIA: Geografia Urbana</p><p>94 . . . . . . . . DIA 20: 22/09</p><p>95 . . . . . . . . . . . BIOLOGIA: Bioquímica</p><p>97 . . . . . . . . . . . FÍSICA: Eletrostática, Impulso, Quantidade de Movimento e Torque</p><p>100 . . . . . . . . . . PORTUGUÊS/LITERATURA: Modernismo</p><p>3</p><p>Agora, com esse material pensado e produzido para otimizar os seus estudos e te guiar</p><p>até a aprovação, é hora de botar a mão na massa! Vou te falar alguns pontos</p><p>importantes para que você aproveite ao máximo o seu tempo de revisão com a apostila!</p><p>1) Cronometre o tempo em que você está fazendo as questões. Sugiro que você</p><p>faça dentro de uma hora e trinta minutos, pois atinge a média de tempo por</p><p>questão no ENEM, que gira em torno dos três minutos. Se nos primeiros dias você</p><p>for um pouco além, tudo bem! Mas é importante se adaptar e usar esse momento</p><p>para se preparar para a prova.</p><p>2) Não faça as questões em parcelas. Separe um tempo e se dedique, como se já</p><p>estivesse valendo lá, no dia 5 de novembro. Distancie-se de todas as distrações.</p><p>Dessa forma, você vai treinar tanto o foco e a tensão do vestibular que, quando</p><p>estiver valendo, o seu preparo mental e psicológico será outro!</p><p>3) Separe um tempo no seu dia para corrigir as questões da revisão. Tão</p><p>importante quanto fazê-las é entender o motivo dos seus erros. A correção ativa</p><p>facilita seu caminho para reter as informações. Então, fica a dica: pegue um</p><p>caderno e anote o que errou e porque errou. Caso você já tenha estudado a</p><p>matéria, tente refazer a questão depois de um tempo. Se, ainda assim, você não</p><p>conseguir resolver, volte na teoria para consultar o que faltou para o seu acerto!</p><p>Esse caminho é essencial para que você construa um conhecimento sólido para</p><p>aplicar na prova.</p><p>4) A revisão não acaba aqui! Os exercícios servem como um guia para que você</p><p>saiba no que ainda está pecando. Você pode (e deve!) revisar assuntos que já</p><p>estudou e ainda está errando nos simulados. O importante é que você reconheça</p><p>onde precisa melhorar e corra atrás disso pra ter o melhor resultado possível!</p><p>5) Se você ainda não estudou o assunto, não pare! O cronograma está feito para ser</p><p>um facilitador no seu caminho. Caso você ainda vá estudar um assunto que está</p><p>prestes a ser revisado, se adapte: troque os dias e faça questões de outro</p><p>assunto da mesma matéria! Outra opção é tentar fazer as questões mesmo não</p><p>tendo estudado a matéria. Nós tendemos a achar que não sabemos nada, mas</p><p>fazendo exercícios percebemos que temos conhecimento. E, como disse antes, os</p><p>erros que você cometer na resolução dos exercícios vão te mostrar</p><p>exatamente onde focar! O essencial é não parar. Perder um dia pode te</p><p>4</p><p>- Uma planilha de controle de desempenho será liberada para te auxiliar! Nela,</p><p>você poderá marcar, em cada questão, “acertei”, “errei” ou “chutei”. Marque</p><p>com consciência! As questões com “errei” e “chutei” devem ser estudadas, pois,</p><p>como já disse: estudar os erros é a parte mais importante da prática. Não deixe de</p><p>preenchê-la. Ela vai te alertar sobre seus pontos fortes e fracos!</p><p>- Teremos uma comunidade no Telegram destinada exclusivamente para a</p><p>discussão de questões do material. Fiz esse ambiente para estimular o</p><p>crescimento teórico e prático em conjunto. A comunidade é um lugar para você</p><p>interagir e crescer junto aos seus colegas. Porém, quaisquer assuntos além de</p><p>revisão e das questões do material serão advertidos.</p><p>- Seguindo esse planejamento de revisão, você vai chegar no ENEM tendo</p><p>revisado 1500 questões! Tem noção da grandiosidade disso? Compreendeu a</p><p>importância de revisar diariamente? Aos poucos você consegue revisar um</p><p>volume ENORME de conteúdos e conciliar a revisão com os conteúdos novos!</p><p>Não deixe deme mandar um feedback nas redes sociais (@isabellyblard)! É muito</p><p>importante para que possamos tornar esse material melhor do que ele já é! Estou aqui</p><p>do outro lado torcendo MUITO para que você alcance seu sonho. Tenho certeza que</p><p>esse material te ajudará imensamente! Conte comigo!</p><p>6</p><p>7</p><p>PORTUGUÊS/LITERATURA:</p><p>Romantismo</p><p>1) (ENEM PPL 2020)</p><p>Leito de folhas verdes</p><p>Brilha a lua no céu, brilham estrelas,</p><p>Correm perfumes no correr da brisa,</p><p>A cujo influxo mágico respira-se</p><p>Um quebranto de amor, melhor que a vida!</p><p>A flor que desabrocha ao romper d’alva</p><p>Um só giro do sol, não mais, vegeta:</p><p>Eu sou aquela flor que espero ainda</p><p>Doce raio do sol que me dê vida.</p><p>DIAS, G. Antologia poética. Rio de Janeiro: Agir, 1979 (fragmento).</p><p>Na perspectiva do Romantismo, a representação</p><p>feminina espelha concepções expressas no</p><p>poema pela</p><p>a) reprodução de estereótipos sociais e de</p><p>gênero.</p><p>b) presença de traços marcadores de</p><p>nacionalidade.</p><p>c) sublimação do desejo por meio da</p><p>espiritualização.</p><p>d) correlação feita entre estados emocionais</p><p>e natureza.</p><p>e) mudança de paradigmas relacionados à</p><p>sensibilidade.</p><p>2) (ENEM PPL 2015) Quem não se recorda de</p><p>Aurélia Camargo, que atravessou o firmamento</p><p>da corte como brilhante meteoro, e apagou-se</p><p>de repente no meio do deslumbramento que</p><p>produzira seu fulgor? Tinha ela dezoito anos</p><p>quando apareceu a primeira vez na sociedade.</p><p>Não a conheciam; e logo buscaram todos com</p><p>avidez informações acerca da grande novidade</p><p>do dia. Dizia-se muita coisa que não repetirei</p><p>agora, pois a seu tempo saberemos a verdade,</p><p>sem os comentos malévolos de que usam vesti-la</p><p>os noveleiros. Aurélia era órfã; tinha em sua</p><p>companhia uma velha parenta, viúva, D. Firmina</p><p>Mascarenhas, que sempre a acompanhava na</p><p>sociedade. Mas essa parenta não passava de</p><p>mãe de encomenda, para condescender com os</p><p>escrúpulos da sociedade brasileira, que naquele</p><p>tempo não tinha admitido ainda certa</p><p>emancipação feminina. Guardando com a viúva</p><p>as deferências devidas à idade, a moça não</p><p>declinava um instante do firme propósito de</p><p>governar sua casa e dirigir suas ações como</p><p>entendesse. Constava também que Aurélia tinha</p><p>um tutor; mas essa entidade era desconhecida, a</p><p>julgar pelo caráter da pupila, não devia exercer</p><p>maior influência em sua vontade, do que a velha</p><p>parenta.</p><p>ALENCAR, J. Senhora. São Paulo: Ática, 2006.</p><p>O romance Senhora, de José de Alencar, foi</p><p>publicado em 1875. No fragmento transcrito, a</p><p>presença de D. Firmina Mascarenhas como</p><p>"parenta" de Aurélia Camargo assimila</p><p>racional. Pois assim</p><p>deve ser: numa ordem completamente capitalista</p><p>da sociedade, uma empresa individual que não</p><p>tirasse vantagem das oportunidades de obter</p><p>lucros estaria condenada à extinção.</p><p>WEBER, M. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo:</p><p>Martin Claret, 2001 (adaptado).</p><p>O capitalismo moderno, segundo Max Weber,</p><p>apresenta como característica fundamental a</p><p>a) competitividade decorrente da</p><p>acumulação de capital.</p><p>b) implementação da flexibilidade produtiva</p><p>e comercial.</p><p>c) ação calculada e planejada para obter</p><p>rentabilidade.</p><p>d) socialização das condições de produção.</p><p>e) mercantilização da força de trabalho.</p><p>8) (ENEM 2022) Advento da Polis, nascimento da</p><p>filosofia: entre as duas ordens de fenômenos, os</p><p>vínculos são demasiado estreitos para que o</p><p>pensamento racional não apareça, em suas</p><p>origens, solidário das estruturas sociais e</p><p>mentais próprias da cidade grega. Assim</p><p>recolocada na história, a filosofia despoja-se</p><p>desse caráter de revelação absoluta que às vezes</p><p>lhe foi atribuído, saudando, na jovem ciência dos</p><p>jônios, a razão intemporal que veio encarnar-se</p><p>no Tempo. A escola de Mileto não viu nascer a</p><p>Razão; ela construiu uma Razão, uma primeira</p><p>forma de racionalidade. Essa razão grega não é</p><p>a razão experimental da ciência contemporânea.</p><p>VERNANT, J. P. Origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel,</p><p>2002.</p><p>Os vínculos entre os fenômenos indicados no</p><p>trecho foram fortalecidos pelo surgimento de</p><p>uma categoria de pensadores, a saber:</p><p>a) Os epicuristas, envolvidos com o ideal de</p><p>vida feliz.</p><p>b) Os estoicos, dedicados à superação dos</p><p>infortúnios.</p><p>c) Os sofistas, comprometidos com o ensino</p><p>da retórica.</p><p>d) Os peripatéticos, empenhados na</p><p>dinâmica do ensino.</p><p>e) Os poetas rapsodos, responsáveis pela</p><p>narrativa do mito.</p><p>31</p><p>9) (ENEM 2021) Sócrates: "Quem não sabe o que</p><p>uma coisa é, como poderia saber de que tipo de</p><p>coisa ele é? Ou te parece ser possível alguém que</p><p>não conhece absolutamente quem é Mênon, esse</p><p>alguém saber se ele é belo, se é rico e ainda se é</p><p>nobre? Parece-te ser isso possível? Assim, Mênon,</p><p>que coisa afirmas ser a virtude?".</p><p>PLATÃO. Mênon. Rio de Janeiro: PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2001</p><p>(adaptado).</p><p>A atitude apresentada na interlocução do filósofo</p><p>com Mênon é um exemplo da utilização do(a)</p><p>a) escrita epistolar.</p><p>b) método dialético.</p><p>c) linguagem trágica.</p><p>d) explicação fisicalista.</p><p>e) suspensão judicativa.</p><p>10) (ENEM DIGITAL 2020) No protestantismo</p><p>ascético, temos não apenas a clara noção da</p><p>primazia da ética sobre o mundo, mas também a</p><p>mitigação dos efeitos da dupla moral judaica</p><p>(uma moral interna para os irmãos de crença e</p><p>outra externa para os infiéis). O desafio aqui é o</p><p>da ética, que quer deixar de ser um ideal</p><p>eventual e ocasional (que exige dos virtuosos</p><p>religiosos quase sempre uma “fuga do mundo”,</p><p>como na prática monástica cristã medieval) para</p><p>tornar-se efetivamente uma lei prática e</p><p>cotidiana “dentro do mundo”.</p><p>SOUZA, J. A ética protestante e a ideologia do atraso brasileiro. Revista</p><p>Brasileira de Ciências Sociais, n. 38, out. 1998.</p><p>Retomando o pensamento de Max Weber, o texto</p><p>apresenta a tensão entre positividade ético</p><p>religiosa e esferas mundanas de ação. Nessa</p><p>perspectiva, a ética protestante é compreendida</p><p>como</p><p>a) vinculada ao abandono da felicidade</p><p>terrena.</p><p>b) contrária aos princípios econômicos</p><p>liberais.</p><p>c) promovedora da dimensão política da</p><p>vida cotidiana.</p><p>d) estimuladora da igualdade social como</p><p>direito divino.</p><p>e) adequada ao desenvolvimento do</p><p>capitalismo moderno.</p><p>HISTÓRIA: Guerra Fria</p><p>1) (ENEM PPL 2019) Produto do fim da Guerra</p><p>Fria, a Convenção sobre a Proibição das Armas</p><p>Químicas (CPAQ) marcou um momento novo das</p><p>relações internacionais no campo da segurança.</p><p>Aberta para assinaturas em Paris, em janeiro de</p><p>1993, após cerca de duas décadas de</p><p>negociações na Conferência do Desarmamento</p><p>em Genebra, a CPAQ entrou em vigor em abril de</p><p>1997. Ao abrir a I Conferência dos Estados-Partes</p><p>na CPAQ, em Haia, o secretário-geral da ONU,</p><p>Kofi Annan, descreveu o evento como um</p><p>“momentoso ato de paz”. Disse: “O que vocês</p><p>fizeram com sua livre vontade foi anunciar a essa</p><p>e a todas as futuras gerações que as armas</p><p>químicas são instrumentos que nenhum Estado</p><p>com algum respeito por si mesmo e nenhum povo</p><p>com algum senso de dignidade usaria em</p><p>conflitos domésticos ou internacionais”.</p><p>BUSTANI, J. M. A Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas:</p><p>trajetória futura. Parcerias Estratégicas, n. 9, out. 2000.</p><p>O que a Convenção representou para o cenário</p><p>geopolítico mundial?</p><p>a) Esgotamento dos pactos bélicos</p><p>multilaterais.</p><p>b) Restrição aos complexos industriais</p><p>militares.</p><p>c) Enfraquecimento de blocos políticos</p><p>regionais.</p><p>d) Cerceamento às agências de inteligência</p><p>estatal.</p><p>e) Desestabilização das empresas</p><p>produtoras de munições.</p><p>2) (ENEM 2018) Os soviéticos tinham chegado a</p><p>Cuba muito cedo na década de 1960,</p><p>esgueirando-se pela fresta aberta pela imediata</p><p>hostilidade norte-americana em relação ao</p><p>processo social revolucionário. Durante três</p><p>décadas os soviéticos mantiveram sua presença</p><p>em Cuba com bases e ajuda militar, mas,</p><p>sobretudo, com todo o apoio econômico que,</p><p>como saberíamos anos mais tarde, mantinha o</p><p>país à tona, embora nos deixasse em dívida com</p><p>os irmãos soviéticos – e depois com seus</p><p>herdeiros russos – por cifras que chegavam a</p><p>US$ 32 bilhões. Ou seja, o que era oferecido em</p><p>nome da solidariedade socialista tinha um preço</p><p>definido.</p><p>PADURA, L. Cuba e os russos. Folha de São Paulo, 19 jul 2014 (adaptado).</p><p>32</p><p>O texto indica que durante a Guerra Fria as</p><p>relações internas em um mesmo bloco foram</p><p>marcadas pelo(a)</p><p>a) busca da neutralidade política.</p><p>b) estímulo à competição comercial.</p><p>c) subordinação à potência hegemônica.</p><p>d) elasticidade das fronteiras geográficas.</p><p>e) compartilhamento de pesquisas</p><p>científicas.</p><p>3) (ENEM 2009) Os regimes totalitários da</p><p>primeira metade do século XX apoiaram-se</p><p>fortemente na mobilização da juventude em</p><p>torno da defesa de ideias grandiosas para o</p><p>futuro da nação. Nesses projetos, os jovens</p><p>deveriam entender que só havia uma pessoa</p><p>digna de ser amada e obedecida, que era o líder.</p><p>Tais movimentos sociais juvenis contribuíram</p><p>para a implantação e a sustentação do nazismo,</p><p>na Alemanha, e do fascismo, na Itália, Espanha e</p><p>Portugal.</p><p>A atuação desses movimentos juvenis</p><p>caracterizava-se:</p><p>a) pelo sectarismo e pela forma violenta e</p><p>radical com que enfrentavam os</p><p>opositores ao regime.</p><p>b) pelas propostas de conscientização da</p><p>população acerca dos seus direitos como</p><p>cidadãos.</p><p>c) pela promoção de um modo de vida</p><p>saudável, que mostrava os jovens como</p><p>exemplos a seguir.</p><p>d) pelo diálogo, ao organizar debates que</p><p>opunham jovens idealistas e velhas</p><p>lideranças conservadoras.</p><p>e) pelos métodos políticos populistas e pela</p><p>organização de comícios multitudinários.</p><p>4) (ENEM 3ª APLICAÇÃO 2016) A Guerra Fria foi,</p><p>acima de tudo, um produto da heterogeneidade</p><p>da organização interna e da prática</p><p>internacional — e somente poderia ser encerrada</p><p>pela obtenção de uma nova homogeneidade. O</p><p>resultado disto foi que, enquanto os dois</p><p>sistemas distintos existiram, o conflito da Guerra</p><p>Fria estava destinado a continuar: a Guerra Fria</p><p>não poderia terminar com o compromisso ou a</p><p>convergência, mas somente com a prevalência</p><p>de um destes sistemas sobre o outro.</p><p>HALLIDAY, F. Repensando as relações internacionais. Porto Alegre:</p><p>EdUFRGS, 1999</p><p>A caracterização da Guerra Fria apresentada</p><p>pelo texto implica interpretá-la como um(a)</p><p>a) esforço de homogeneização do sistema</p><p>internacional negociado entre Estados</p><p>Unidos e União Soviética.</p><p>b) guerra, visando o estabelecimento de um</p><p>renovado sistema social, híbrido de</p><p>socialismo e capitalismo.</p><p>c) conflito intersistêmico em que países</p><p>capitalistas e socialistas competiriam até</p><p>o fim pelo poder de influência em escala</p><p>mundial.</p><p>d) compromisso capitalista de transformar</p><p>as sociedades homogêneas dos países</p><p>socialistas em democracias liberais.</p><p>e) enfrentamento bélico entre capitalismo e</p><p>socialismo pela homogeneização social</p><p>de suas respectivas áreas de influência</p><p>política.</p><p>5) (ENEM PPL 2014)</p><p>QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1995 (adaptado).</p><p>Nos quadrinhos, faz-se referência a um evento</p><p>que correspondia a um dos grandes medos da</p><p>população mundial no período da Guerra Fria.</p><p>Durante esse período, a possibilidade de</p><p>ocorrência desse evento era grande em funções</p><p>do(a)</p><p>a) acirramento da rivalidade Norte-Sul.</p><p>b) intensificação da corrida armamentista.</p><p>c) ocorrência de crises econômicas globais.</p><p>d) emergência de novas potências mundiais.</p><p>e) aprofundamento de desigualdades</p><p>sociais.</p><p>33</p><p>6) (ENEM LIBRAS 2017) Pedaços grandes e</p><p>pequenos do Muro de Berlim encontram-se hoje</p><p>em todos os continentes. A Fundação Federal</p><p>para Superação da Ditadura encontrou frações</p><p>do Muro em cento e quarenta e seis lugares em</p><p>todo o mundo. Deve existir mais metros do Muro</p><p>nos EUA que em Berlim.</p><p>SIBUM, H. O Muro de Berlim. DE Magazin Deutschland, n. 3, 2014.</p><p>O interesse em adquirir partes dessa edificação</p><p>histórica foi resultado da</p><p>a) valorização artística da obra.</p><p>b) dimensão política do símbolo.</p><p>c) supressão violenta da memória coletiva.</p><p>d) capacidade turística do monumento</p><p>histórico.</p><p>e) fragilidade política da reunificação</p><p>alemã.</p><p>7) (ENEM PPL 2020)</p><p>Mapa da Alemanha em 1945</p><p>RODRIGUES, R. C. A.; SANTANA, F. T. M.; ERTHAL, L. Aprendendo com</p><p>filmes. Rio de Janeiro: Faperj; Lamparina, 2012 (adaptado).</p><p>A divisão representada do território alemão</p><p>refletia um contexto geoestratégico de busca por</p><p>a) espólio de guerra.</p><p>b) áreas de influência.</p><p>c) rotas de navegação.</p><p>d) controle do petróleo.</p><p>e) monopólio do comércio.</p><p>8) (ENEM 2009) O fim da Guerra Fria e da</p><p>bipolaridade, entre as décadas de 1980 e 1990,</p><p>gerou expectativas de que seria instaurada uma</p><p>ordem internacional marcada pela redução de</p><p>conflitos e pela multipolaridade.</p><p>O panorama estratégico do mundo pós-Guerra</p><p>Fria apresenta</p><p>a) o aumento de conflitos internos</p><p>associados ao nacionalismo, às disputas</p><p>étnicas, ao extremismo religioso e ao</p><p>fortalecimento de ameaças como o</p><p>terrorismo, o tráfico de drogas e o crime</p><p>organizado.</p><p>b) o fim da corrida armamentista e a</p><p>redução dos gastos militares das grandes</p><p>potências, o que se traduziu em maior</p><p>estabilidade nos continentes europeu e</p><p>asiático, que tinham sido palco da Guerra</p><p>Fria.</p><p>c) o desengajamento das grandes</p><p>potências, pois as intervenções militares</p><p>em regiões assoladas por conflitos</p><p>passaram a ser realizadas pela</p><p>Organização das Nações Unidas (ONU),</p><p>com maior envolvimento de países</p><p>emergentes.</p><p>d) a plena vigência do Tratado de Não</p><p>Proliferação, que afastou a possibilidade</p><p>de um conflito nuclear como ameaça</p><p>global, devido à crescente consciência</p><p>política internacional acerca desse perigo.</p><p>e) a condição dos EUA como única</p><p>superpotência, mas que se submetem às</p><p>decisões da ONU no que concerne às</p><p>ações militares.</p><p>9) (ENEM 2006) Os mapas a seguir revelam</p><p>como as fronteiras e suas representações</p><p>gráficas são mutáveis.</p><p>Essas significativas mudanças nas fronteiras de</p><p>países da Europa Oriental nas duas últimas</p><p>décadas do século XX, direta ou indiretamente,</p><p>resultaram</p><p>34</p><p>a) do fortalecimento geopolítico da URSS e</p><p>de seus países aliados, na ordem</p><p>internacional.</p><p>b) da crise do capitalismo na Europa,</p><p>representada principalmente pela queda</p><p>do muro de Berlim.</p><p>c) da luta de antigas e tradicionais</p><p>comunidades nacionais e religiosas</p><p>oprimidas por Estados criados antes da</p><p>Segunda Guerra Mundial.</p><p>d) do avanço do capitalismo e da ideologia</p><p>neoliberal no mundo ocidental.</p><p>e) da necessidade de alguns países</p><p>subdesenvolvidos ampliarem seus</p><p>territórios.</p><p>10) (ENEM PPL 2016)</p><p>ILLINGWORTH, L. G. Outubro de 1962. Disponível em: www.llgc.org.uk.</p><p>Acesso em: 8 mar. 2016.</p><p>A charge faz alusão à intensa rivalidade entre as</p><p>duas maiores potências do século XX. O</p><p>momento mais tenso dessa disputa foi</p><p>provocado pela</p><p>a) ampliação da Guerra do Vietnã.</p><p>b) construção do muro de Berlim.</p><p>c) instalação de mísseis em Cuba.</p><p>d) eclosão da Guerra dos Sete Dias.</p><p>e) invasão do território do Afeganistão.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>35</p><p>36</p><p>QUÍMICA: Equilíbrio Químico e</p><p>Cinética</p><p>1) (ENEM PPL 2014) A formação de estalactites</p><p>depende da reversibilidade de uma reação</p><p>química. O carbonato de cálcio (CaCO3) é</p><p>encontrado em depósitos subterrâneos na forma</p><p>de pedra calcária. Quando um volume de água</p><p>rica em CO2 dissolvido infiltra-se no calcário, o</p><p>minério dissolve-se formando íons Ca2+ e HCO3</p><p>-.</p><p>Numa segunda etapa, a solução aquosa desses</p><p>íons chega a uma caverna e ocorre a reação</p><p>inversa, promovendo a liberação de CO2 e a</p><p>deposição de CaCO3, de acordo com a equação</p><p>apresentada.</p><p>Ca2+ (aq) + 2 HCO3</p><p>- (aq) ⇌ CaCO3 (s) + CO2</p><p>(g) + H2O (l)</p><p>ΔH = +40,94 kJ/mol</p><p>KOTZ, J. C.; TREICHEL, P L. WEAVER, G. C. Química geral e reações</p><p>químicas. São Paulo: Cengage Learning, 2010 (adaptado).</p><p>Considerando o equilíbrio que ocorre na segunda</p><p>etapa, a formação de carbonato será favorecida</p><p>pelo(a)</p><p>a) diminuição da concentração de íons OH−</p><p>no meio.</p><p>b) aumento da pressão do ar no interior da</p><p>caverna.</p><p>c) diminuição da concentração de HCO3</p><p>− no</p><p>meio.</p><p>d) aumento da temperatura no interior da</p><p>caverna.</p><p>e) aumento da concentração de CO2</p><p>dissolvido.</p><p>2) (ENEM 2022) O esquema representa o ciclo do</p><p>nitrogênio:</p><p>A chuva ácida interfere no ciclo do nitrogênio,</p><p>principalmente, por proporcionar uma</p><p>diminuição do pH do solo e da atmosfera,</p><p>alterando a concentração dos compostos</p><p>presentes nesse ciclo.</p><p>Disponível em: http://scienceprojectideasforkids.com. Acesso em: 6 ago.</p><p>2012 (adaptado)</p><p>Em um solo de menor pH, será favorecida a</p><p>formação de:</p><p>a) N2</p><p>b) NH3</p><p>c) NH4</p><p>+</p><p>d) NO2</p><p>-</p><p>e) NO3</p><p>-</p><p>3) (ENEM 2021) Os pesticidas organoclorados</p><p>foram amplamente empregados na agricultura,</p><p>contudo, em razão das suas elevadas toxicidades</p><p>e persistências no meio ambiente, eles foram</p><p>banidos. Considere a aplicação de 500 g de um</p><p>pesticida organoclorado em uma cultura e que,</p><p>em certas condições, o tempo de meia-vida do</p><p>pesticida no solo seja de 5 anos.</p><p>A massa do pesticida no decorrer de 35 anos será</p><p>mais próxima de</p><p>a) 3,9 g.</p><p>b) 31, 2 g.</p><p>c) 62,5 g.</p><p>d) 125,0 g.</p><p>e) 250,0 g.</p><p>4) (ENEM PPL 2018) O aproveitamento integral e</p><p>racional das matérias-primas lignocelulósicas</p><p>poderá revolucionar uma série de segmentos</p><p>industriais, tais como o de combustíveis,</p><p>mediante a produção de bioetanol de segunda</p><p>geração.</p><p>Este processo requer um tratamento prévio da</p><p>biomassa, destacando-se o uso de ácidos</p><p>minerais diluídos. No pré-tratamento de material</p><p>lignocelulósico por via ácida, empregou-se uma</p><p>solução de ácido sulfúrico, que foi preparada</p><p>diluindo-se 2 000 vezes uma solução de ácido</p><p>sulfúrico, de concentração igual a 98 g/L,</p><p>ocorrendo dissociação total do ácido na solução</p><p>diluída. O quadro apresenta os valores</p><p>aproximados de logaritmos decimais.</p><p>Número 2 3 4 5 6</p><p>log 0,3 0,5 0,6 0,7 0,8</p><p>Número 7 8 9 10</p><p>log 0,85 0,9 0,95 1</p><p>Disponível em: www.cgee.org.br. Acesso em: 3 ago. 2012 (adaptado).</p><p>Sabendo-se que as massas molares, em g/mol,</p><p>dos elementos H, O e S são, respectivamente,</p><p>iguais a 1, 16 e 32, qual é o pH da solução diluída</p><p>de ácido sulfúrico preparada conforme descrito?</p><p>a) 2,6</p><p>b) 3,0</p><p>c) 3,2</p><p>d) 3,3</p><p>e) 3,6</p><p>37</p><p>5) (ENEM PPL 2011) As chamadas estruturas</p><p>metal-orgânicas são cristais metálicos porosos e</p><p>estáveis, capazes de absorver e comprimir gases</p><p>em espaços ínfimos. Um grama deste material, se</p><p>espalhado, ocuparia uma área de pelo menos 5</p><p>000 m2. Os cientistas esperam que o uso de tais</p><p>materiais contribua para a produção de energias</p><p>mais limpas e de métodos para a captura de</p><p>gases do efeito estufa.</p><p>Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 20 jul. 2010</p><p>(adaptado).</p><p>A maior eficiência destes materiais em absorver</p><p>gás carbônico é consequência</p><p>a) da alta estabilidade dos cristais</p><p>metálicos.</p><p>b) da alta densidade apresentada pelos</p><p>materiais.</p><p>c) da capacidade de comprimir os gases</p><p>ocupando grandes áreas.</p><p>d) da grande superfície de contato entre os</p><p>cristais porosos e o gás carbônico.</p><p>e) do uso de grande quantidade de</p><p>materiais para absorver grande</p><p>quantidade de gás.</p><p>6) (ENEM PPL 2021) Uma transformação química</p><p>que acontece durante o cozimento de verduras e</p><p>vegetais, quando</p><p>o meio está ácido, é conhecida</p><p>como feofitinização, na qual a molécula de</p><p>clorofila (cor verde) se transforma em feofitina</p><p>(cor amarela). Foi realizado um experimento para</p><p>demonstrar essa reação e a consequente</p><p>mudança de cor, no qual os reagentes indicados</p><p>no quadro foram aquecidos por 20 minutos.</p><p>Béquer Reagentes utilizados</p><p>1 Uma folha de couve picada e 150 mL de</p><p>água.</p><p>2 Uma folha de couve picada, 150 mL de</p><p>água e suco de um limão.</p><p>3 Uma folha de couve picada, 150 mL de</p><p>água e 1 g de bicarbonato de sódio.</p><p>OLIVEIRA, M. F. ; PEREIRA-MAIA, E. C.Alterações de cor dos vegetais por</p><p>cozimento: experimento de química inorgânica biológica. Química Nova</p><p>na Escola, n. 25, maio, 2007 (adaptado).</p><p>Finalizado o experimento, a cor da couve, nos</p><p>béqueres 1, 2 e 3, respectivamente, será</p><p>a) verde, verde e verde.</p><p>b) amarela, verde e verde.</p><p>c) verde, amarela e verde.</p><p>d) amarela, amarela e verde.</p><p>e) verde, amarela e amarela.</p><p>7) (ENEM PPL 2010) Alguns fatores podem</p><p>alterar a rapidez das reações químicas. A seguir</p><p>destacam-se três exemplos no contexto da</p><p>preparação e da conservação de alimentos:</p><p>1. A maioria dos produtos alimentícios se</p><p>conserva por muito mais tempo quando</p><p>submetidos à refrigeração. Esse</p><p>procedimento diminui a rapidez das</p><p>reações que contribuem para a</p><p>degradação de certos alimentos.</p><p>2. Um procedimento muito comum utilizado</p><p>em práticas de culinária é o corte dos</p><p>alimentos para acelerar o seu cozimento,</p><p>caso não se tenha uma panela de</p><p>pressão.</p><p>3. Na preparação de iogurtes, adicionam-se</p><p>ao leite bactérias produtoras de enzimas</p><p>que aceleram as reações envolvendo</p><p>açúcares e proteínas lácteas.</p><p>Com base no texto, quais são os fatores que</p><p>influenciam a rapidez das transformações</p><p>químicas relacionadas aos exemplos 1, 2 e 3,</p><p>respectivamente?</p><p>a) Temperatura, superfície de contato e</p><p>concentração.</p><p>b) Concentração, superfície de contato e</p><p>catalisadores.</p><p>c) Temperatura, superfície de contato e</p><p>catalisadores.</p><p>d) Superfície de contato, temperatura e</p><p>concentração.</p><p>e) Temperatura, concentração e</p><p>catalisadores.</p><p>8) (ENEM PPL 2016) As águas dos oceanos</p><p>apresentam uma alta concentração de íons e pH</p><p>entre 8,0 e 8,3. Dentre esses íons estão em</p><p>equilíbrio as espécies carbonato (CO3</p><p>2-) e</p><p>bicarbonato (HCO3</p><p>-), representado pela equação</p><p>química:</p><p>HCO3</p><p>-(aq) ⇌ CO3</p><p>2-(aq) + H+(aq)</p><p>As águas dos rios, ao contrário, apresentam</p><p>concentrações muito baixas de íons e</p><p>substâncias básicas, com um pH em torno de 6. A</p><p>alteração significativa do pH das águas dos rios</p><p>e oceanos pode mudar suas composições</p><p>químicas, por precipitação de espécies</p><p>dissolvidas ou redissolução de espécies presentes</p><p>nos sólidos suspensos ou nos sedimentos.</p><p>38</p><p>A composição dos oceanos é menos afetada pelo</p><p>lançamento de efluentes ácidos, pois os oceanos</p><p>a) contêm grande quantidade de cloreto de</p><p>sódio.</p><p>b) contêm um volume de água pura menor</p><p>que o dos rios.</p><p>c) possuem pH ácido, não sendo afetados</p><p>pela adição de outros ácidos.</p><p>d) têm a formação dos íons carbonato</p><p>favorecida pela adição de ácido.</p><p>e) apresentam um equilíbrio entre os íons</p><p>carbonato e bicarbonato, que atuam</p><p>como sistema-tampão.</p><p>9) (ENEM 2015) Hipoxia ou mal das alturas</p><p>consiste na diminuição de oxigênio (O2) no</p><p>sangue arterial do organismo. Por essa razão,</p><p>muitos atletas apresentam mal-estar (dores de</p><p>cabeça, tontura, falta de ar etc.) ao praticarem</p><p>atividade física em altitudes elevadas. Nessas</p><p>condições, ocorrerá uma diminuição na</p><p>concentração de hemoglobina oxigenada (HbO2)</p><p>em equilíbrio no sangue, conforme a relação:</p><p>Hb (aq) + O2 (aq) ⇌ HbO2 (aq)</p><p>Mal da montanha. Disponível em: www.feng.pucrs.br. Acesso em: 11 fev.</p><p>2015 (adaptado).</p><p>A alteração da concentração de hemoglobina</p><p>oxigenada no sangue ocorre por causa do(a)</p><p>a) elevação da pressão arterial.</p><p>b) aumento da temperatura corporal.</p><p>c) redução da temperatura do ambiente.</p><p>d) queda da pressão parcial de oxigênio.</p><p>e) diminuição da quantidade de hemácias.</p><p>10) (ENEM 2011) Os refrigerantes têm-se</p><p>tornado cada vez mais o alvo de políticas</p><p>públicas de saúde. Os de cola apresentam ácido</p><p>fosfórico, substância prejudicial à fixação de</p><p>cálcio, o mineral que é o principal componente</p><p>da matriz dos dentes. A cárie é um processo</p><p>dinâmico de desequilíbrio do processo de</p><p>desmineralização dentária, perda de minerais em</p><p>razão da acidez. Sabe-se que o principal</p><p>componente do esmalte do dente é um sal</p><p>denominado hidroxiapatita. O refrigerante, pela</p><p>presença da sacarose, faz decrescer o pH do</p><p>biofilme (placa bacteriana), provocando a</p><p>desmineralização do esmalte dentário. Os</p><p>mecanismos de defesa salivar levam de 20 a 30</p><p>minutos para normalizar o nível do pH,</p><p>remineralizando o dente. A equação química</p><p>seguinte representa esse processo:</p><p>GROISMAN, S. Impacto do refrigerante nos dentes é avaliado sem</p><p>tirá-lo da dieta. Disponível em: http://www.isaude.net. Acesso em: 1 maio</p><p>2010 (adaptado).</p><p>Considerando que uma pessoa consuma</p><p>refrigerantes diariamente, poderá ocorrer um</p><p>processo de desmineralização dentária, devido</p><p>ao aumento da concentração de</p><p>a) OH-, que reage com os íons Ca2+,</p><p>deslocando o equilíbrio para a direita.</p><p>b) H+, que reage com as hidroxilas OH-,</p><p>deslocando o equilíbrio para a direita.</p><p>c) OH-, que reage com os íons Ca2+,</p><p>deslocando o equilíbrio para a esquerda.</p><p>d) H+, que reage com as hidroxilas OH-,</p><p>deslocando o equilíbrio para a esquerda.</p><p>e) Ca2+, que reage com as hidroxilas OH-,</p><p>deslocando o equilíbrio para a esquerda.</p><p>GEOGRAFIA: Agropecuária</p><p>1) (ENEM PPL 2020) A soja é a cultura agrícola</p><p>brasileira que mais cresceu nas últimas três</p><p>décadas e corresponde a 49% da área plantada</p><p>em grãos do país. O aumento da produtividade</p><p>está associado aos avanços tecnológicos, ao</p><p>manejo e à eficiência dos produtores. O grão é</p><p>componente essencial na fabricação de rações</p><p>animais e, com uso crescente na alimentação</p><p>humana, encontra-se em franco crescimento.</p><p>Disponível em: www.agricultura.gov.br. Acesso em: 2 ago. 2012.</p><p>Uma causa para o crescimento, no Brasil, da</p><p>produção agrícola especificada no texto é o(a)</p><p>a) ampliação da qualidade de vida no</p><p>campo.</p><p>b) priorização do crédito ao pequeno</p><p>produtor.</p><p>c) aumento do emprego de mão de obra</p><p>informal.</p><p>d) aplicação de leis que viabilizam a</p><p>distribuição de terras.</p><p>e) desenvolvimento de métodos que</p><p>incrementam o cultivo.</p><p>39</p><p>2) (ENEM PPL 2010) Os últimos séculos marcam,</p><p>para a atividade agrícola, com a humanização e</p><p>a mecanização do espaço geográfico, uma</p><p>considerável mudança em termos de</p><p>produtividade: chegou-se, recentemente, à</p><p>constituição de um meio</p><p>técnico-científico-informacional, característico</p><p>não apenas da vida urbana, mas também do</p><p>mundo rural, tanto nos países avançados como</p><p>nas regiões mais desenvolvidas dos países</p><p>pobres.</p><p>SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à</p><p>consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2004 (adaptado).</p><p>A modernização da agricultura está associada</p><p>ao desenvolvimento científico e tecnológico do</p><p>processo produtivo em diferentes países. Ao</p><p>considerar as novas relações tecnológicas no</p><p>campo, verifica-se que a</p><p>a) introdução de tecnologia equilibrou o</p><p>desenvolvimento econômico entre o</p><p>campo e a cidade, refletindo diretamente</p><p>na humanização do espaço geográfico</p><p>nos países mais pobres.</p><p>b) tecnificação do espaço geográfico marca</p><p>o modelo produtivo dos países ricos, uma</p><p>vez que pretendem transferir</p><p>gradativamente as unidades industriais</p><p>para o espaço rural.</p><p>c) construção de uma infraestrutura</p><p>científica e tecnológica promoveu um</p><p>conjunto de relações que geraram novas</p><p>interações socioespaciais entre o campo</p><p>e a cidade.</p><p>d) aquisição de máquinas e implementos</p><p>industriais, incorporados ao campo,</p><p>proporcionou o aumento da</p><p>produtividade, libertando o campo da</p><p>subordinação à cidade.</p><p>e) incorporação de novos elementos</p><p>produtivos oriundos da atividade rural</p><p>resultou em uma relação com a cadeia</p><p>produtiva industrial, subordinando a</p><p>cidade ao campo.</p><p>3) (ENEM DIGITAL 2020)</p><p>TEXTO I</p><p>De modo geral, para a Região Norte, o fato</p><p>contundente é a expansão dos padrões</p><p>motivados pela pecuária. Hoje, as pastagens se</p><p>estendem como uma frente pecuarista para o</p><p>interior do Pará, com São Félix do Xingu</p><p>contabilizando um dos maiores rebanhos do país.</p><p>TEXTO II</p><p>As várzeas dos rios são os principais espaços de</p><p>aproveitamento para o cultivo de uma lavoura</p><p>rudimentar dedicada ao consumo local, com</p><p>produção de pouca extração e baixo nível</p><p>tecnológico, induzindo a aquisição monetária à</p><p>complementaridade através da pesca e da</p><p>extração vegetal.</p><p>IBGE. Censo agropecuário. Rio de Janeiro: IBGE, 2006.</p><p>De acordo com os textos, observa-se na Região</p><p>Norte a coexistência de dois modelos agrários</p><p>baseados, respectivamente, no(a)</p><p>a) mercado de exportação e na subsistência.</p><p>b) agricultura familiar e na agroecologia.</p><p>c) sistema de arrendamento e no</p><p>agronegócio.</p><p>d) produção orgânica e na sustentabilidade.</p><p>e) abastecimento interno e na transumância.</p><p>4) (ENEM PPL 2014)</p><p>GIRARDI, E. P Atlas da questão agrária brasileira. Disponível em:</p><p>www.fct.unesp.br. Acesso em: 7 ago. 2012 (adaptado).</p><p>A formação do território da soja no Brasil refletiu</p><p>a seguinte característica espacial:</p><p>a) Inclusão de regiões com elevadas</p><p>concentrações populacionais.</p><p>b) Incorporação de espaços com baixa</p><p>fertilidade natural dos solos.</p><p>c) Integração com espaços de consolidação</p><p>de reservas extrativistas.</p><p>d) Necessidade de proximidade física com</p><p>os principais portos do país.</p><p>e) Reutilização de áreas produtivas</p><p>decadentes da tradicional cultura</p><p>canavieira.</p><p>40</p><p>5) (ENEM PPL 2015) Sabe-se o que era a mata</p><p>do Nordeste, antes da monocultura da cana: um</p><p>arvoredo tanto e tamanho e tão basto e de</p><p>tantas prumagens que não podia homem dar</p><p>conta. O canavial desvirginou todo esse mato</p><p>grosso do modo mais cru: pela queimada. A fogo</p><p>é que foram se abrindo no mato virgem os claros</p><p>por onde se estendeu o canavial civilizador, mas</p><p>ao mesmo tempo devastador.</p><p>FREYRE, G. Nordeste. São Paulo: Global, 2004 (adaptado).</p><p>Analisando os desdobramentos da atividade</p><p>canavieira sobre o meio físico, o autor salienta</p><p>um paradoxo, caracterizado pelo(a)</p><p>a) demanda de trabalho, que favorecia a</p><p>escravidão.</p><p>b) modelo civilizatório, que acarretou danos</p><p>ambientais.</p><p>c) rudimento das técnicas produtivas, que</p><p>eram ineficientes.</p><p>d) natureza da atividade econômica, que</p><p>concentrou riqueza.</p><p>e) predomínio da monocultura, que era</p><p>voltada para exportação.</p><p>6) (ENEM DIGITAL 2020) Vive-se a Revolução</p><p>Verde. Trata-se da disseminação de novas</p><p>práticas, permitindo um vasto aumento na</p><p>produção. O modelo baseia-se na intensiva</p><p>utilização de sementes melhoradas</p><p>(particularmente das híbridas), assim como no</p><p>uso sistemático de insumos industriais</p><p>(fertilizantes e agrotóxicos), no recurso à</p><p>irrigação e na mecanização do trabalho.</p><p>DEL PRIORE, M.; VENÂNCIO, R. Uma história da vida rural no Brasil. Rio</p><p>de Janeiro: Ediouro, 2006 (adaptado).</p><p>No Brasil, uma desvantagem para o pequeno</p><p>produtor provocada pela expansão do modelo</p><p>agrícola descrito é a</p><p>a) estagnação da atividade agroindustrial.</p><p>b) diminuição da lavoura monocultora.</p><p>c) restrição do controle de pragas.</p><p>d) elevação do custo de cultivo.</p><p>e) redução do emprego formal.</p><p>7) (ENEM PPL 2017) A expansão da fronteira</p><p>agrícola chega ao semiárido do Nordeste do</p><p>Brasil com a implantação de empresas</p><p>transnacionais e nacionais que, beneficiando-se</p><p>do fácil acesso à terra e água, se voltam</p><p>especialmente para a fruticultura irrigada e o</p><p>cultivo de camarões. O modelo de produção do</p><p>agro-hidronegócio caracteriza-se pelo cultivo em</p><p>extensas áreas, antecedido pelo desmatamento</p><p>e consequente comprometimento da</p><p>biodiversidade.</p><p>Disponível em: www.abrasco.org.br. Acesso em: 22 out. 2015 (adaptado).</p><p>As atividades econômicas citadas no texto</p><p>representam uma inovação técnica que trouxe</p><p>como consequência para a região a</p><p>a) intensificação da participação no</p><p>mercado global.</p><p>b) ampliação do processo de redistribuição</p><p>fundiária.</p><p>c) valorização da diversidade biológica.</p><p>d) implementação do cultivo orgânico.</p><p>e) expansão da agricultura familiar.</p><p>8) (ENEM 2013)</p><p>Disponível em: http://BP.blogspot.com. Acesso em: 24 ago. 2011.</p><p>Na imagem, visualiza-se um método de cultivo e</p><p>as transformações provocadas no espaço</p><p>geográfico. O objetivo imediato da técnica</p><p>agrícola utilizada é</p><p>a) controlar a erosão laminar.</p><p>b) preservar as nascentes fluviais.</p><p>c) diminuir a contaminação química.</p><p>d) incentivar a produção transgênica.</p><p>e) implantar a mecanização intensiva.</p><p>9) (ENEM PPL 2010)</p><p>Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 20 jul. 2010</p><p>41</p><p>O gráfico mostra a relação da produção de</p><p>cereais, leguminosas e oleaginosas com a área</p><p>plantada no Brasil, no período de 1980 a 2008.</p><p>Verifica-se uma grande variação da produção</p><p>em comparação à área plantada, o que</p><p>caracteriza o crescimento da</p><p>a) economia.</p><p>b) área plantada.</p><p>c) produtividade.</p><p>d) sustentabilidade.</p><p>e) racionalização.</p><p>10) (ENEM PPL 2022) As inovações no preparo</p><p>do solo e na engenharia genética (variedades</p><p>adaptadas ao clima do Cerrado) permitiram</p><p>incorporar o pacote técnico herdado da</p><p>Revolução Verde a um ambiente até então</p><p>considerado hostil para a atividade. Dessa</p><p>forma, o Cerrado apenas foi incorporado à</p><p>dinâmica do agronegócio na medida em que os</p><p>processos produtivos existentes não precisavam</p><p>passar por modificações substanciais para serem</p><p>reproduzidos nesse novo ambiente.</p><p>OLIVEIRA, V. L.; BÜHLER, È. A. Técnica e natureza no desenvolvimento</p><p>do “agronegócio”.</p><p>Caderno CRH, n. 77, maio-ago. 2016.</p><p>Essas inovações produtivas tiveram como</p><p>consequência a:</p><p>a) Expansão das áreas de cultivo.</p><p>b) Manutenção da empregabilidade rural.</p><p>c) Priorização da adubação orgânica.</p><p>d) Preservação das nascentes de rios.</p><p>e) Estagnação da mecanização agrícola.</p><p>MATEMÁTICA: Porcentagem e</p><p>Juros</p><p>1) (ENEM 2021) Um atleta produz sua própria</p><p>refeição com custo fixo de R$ 10,00. Ela é</p><p>composta por 400 g de frango, 600 g de</p><p>batata-doce e uma hortaliça. Atualmente, os</p><p>preços dos produtos para essa refeição são:</p><p>Refeição</p><p>Frango (kg) Batata-doce</p><p>(kg)</p><p>Hortaliças</p><p>(unidade)</p><p>R$12,50 R$5,00 R$2,00</p><p>Em relação a esses preços, haverá um aumento</p><p>de 50% no preço do quilograma de batata-doce,</p><p>e os outros preços não serão alterados. O atleta</p><p>deseja manter o custo da refeição, a quantidade</p><p>de batata-doce e a hortaliça. Portanto, terá que</p><p>reduzir a quantidade de frango.</p><p>Qual deve ser a redução percentual da</p><p>quantidade de frango para que o atleta alcance</p><p>seu objetivo?</p><p>a) 12,5</p><p>b) 28,0</p><p>c) 30,0</p><p>d) 50,0</p><p>e) 70,0</p><p>2) (ENEM PPL 2021) Um professor tem uma</p><p>despesa mensal de 10% do seu salário com</p><p>transporte e 30% com alimentação. No próximo</p><p>mês, os valores desses gastos sofrerão aumentos</p><p>de 10% e 20%, respectivamente, mas o seu</p><p>salário não terá reajuste. Com esses aumentos,</p><p>suas despesas com transporte e alimentação</p><p>aumentarão em R$ 252,00.</p><p>O salário mensal desse professor é de</p><p>a) R$ 840,00.</p><p>b) R$ 1 680,00.</p><p>c) R$ 2 100,00.</p><p>d) R$ 3 600,00.</p><p>e) R$ 5 200,00.</p><p>3) (ENEM 2022) Em uma loja, o preço</p><p>promocional de uma geladeira é de R$ 1 000,00</p><p>para pagamento somente em dinheiro. Seu preço</p><p>normal, fora da promoção, é 10% maior. Para</p><p>pagamento feito com o cartão de crédito da loja,</p><p>é dado um desconto de 2% sobre o preço normal.</p><p>Uma cliente decidiu comprar essa geladeira,</p><p>optando pelo pagamento com o cartão de</p><p>crédito da loja. Ela calculou que o valor a ser</p><p>pago seria o preço promocional acrescido de 8%.</p><p>Ao ser informada pela loja do valor a pagar,</p><p>segundo sua opção, percebeu uma diferença</p><p>entre seu cálculo e o valor que lhe foi</p><p>apresentado</p><p>O valor apresentado pela loja, comparado ao</p><p>valor calculado pela cliente, foi</p><p>a) R$ 2,00 menor.</p><p>b) R$ 100,00 menor.</p><p>c) R$ 200,00 menor.</p><p>d) R$ 42,00 maior.</p><p>e) R$ 80,00 maior.</p><p>4) (ENEM PPL 2019) Uma pessoa fez um</p><p>depósito inicial de R$ 200,00 em um fundo de</p><p>Investimentos que possui rendimento constante</p><p>sob juros compostos de 5% ao mês. Esse Fundo</p><p>possui cinco planos de carência (tempo mínimo</p><p>necessário de rendimento do Fundo sem</p><p>movimentação do cliente). Os planos são:</p><p>42</p><p>● Plano A: carência de 10 meses;</p><p>● Plano B: carência de 15 meses;</p><p>● Plano C: carência de 20 meses;</p><p>● Plano D: carência de 28 meses;</p><p>● Plano E: carência de 40 meses.</p><p>O objetivo dessa pessoa é deixar essa aplicação</p><p>rendendo</p><p>até que o valor inicialmente aplicado</p><p>duplique, quando somado aos juros do fundo.</p><p>Considere as aproximações: log 2 = 0,30 e log</p><p>1,05 = 0,02.</p><p>Para que essa pessoa atinja seu objetivo apenas</p><p>no período de carência, mas com a menor</p><p>carência possível, deverá optar pelo plano</p><p>a) A.</p><p>b) B.</p><p>c) C.</p><p>d) D.</p><p>e) E.</p><p>5) (ENEM PPL 2019) Deseja-se comprar</p><p>determinado produto e, após uma pesquisa de</p><p>preços, o produto foi encontrado em 5 lojas</p><p>diferentes, a preços variados.</p><p>● Loja 1: 20% de desconto, que equivale a R$</p><p>720,00, mais R$ 70,00 de frete;</p><p>● Loja 2: 20% de desconto, que equivale a R$</p><p>740,00, mais R$ 50,00 de frete</p><p>● Loja 3: 20% de desconto, que equivale a R$</p><p>760,00, mais R$ 80,00 de frete;</p><p>● Loja 4: 15% de desconto, que equivale a R$</p><p>710,00, mais R$ 10,00 de frete;</p><p>● Loja 5: 15% de desconto, que equivale a R$</p><p>690,00, sem custo de frete.</p><p>O produto foi comprado na loja que apresentou o</p><p>menor preço total. O produto foi adquirido na</p><p>loja</p><p>a) 1.</p><p>b) 2.</p><p>c) 3.</p><p>d) 4.</p><p>e) 5.</p><p>6) (ENEM PPL 2019) A ingestão de sódio no</p><p>Brasil, que já é normalmente alta, tende a atingir</p><p>os mais elevados índices no inverno, quando</p><p>cresce o consumo de alimentos calóricos e</p><p>condimentados. Mas, o sal não é um vilão, ele</p><p>pode e deve ser consumido diariamente, salvo</p><p>algumas restrições. Para uma pessoa saudável, o</p><p>consumo máximo de sal de cozinha (cloreto de</p><p>sódio) não deve ultrapassar 6 g diárias ou 2,4 g</p><p>de sódio, considerando que o sal de cozinha é</p><p>composto por 40% de sódio e 60% de cloro.</p><p>Disponível em: http://depoisdos25.com. Acesso em: 31 jul. 2012</p><p>(adaptado).</p><p>Considere uma pessoa saudável que, no decorrer</p><p>de 30 dias, consuma 450 g de sal de cozinha. O</p><p>seu consumo médio diário excede ao consumo</p><p>máximo recomendado diariamente em</p><p>a) 150%</p><p>b) 250%</p><p>c) 275%</p><p>d) 525%</p><p>e) 625%</p><p>7) (ENEM PPL 2018) Visando atingir metas</p><p>econômicas previamente estabelecidas, é</p><p>comum no final do mês algumas lojas colocarem</p><p>certos produtos em promoção. Uma determinada</p><p>loja de departamentos colocou em oferta os</p><p>seguintes produtos: televisão, sofá e estante. Na</p><p>compra da televisão mais o sofá, o cliente</p><p>pagaria R$ 3 800,00. Se ele levasse o sofá mais a</p><p>estante, pagaria R$ 3 400,00. A televisão mais a</p><p>estante sairiam por R$ 4 200,00. Um cliente</p><p>resolveu levar duas televisões e um sofá que</p><p>estavam na promoção, conseguindo ainda mais</p><p>5% de desconto pelo pagamento à vista.</p><p>O valor total, em real, pago pelo cliente foi de</p><p>a) 3 610,00.</p><p>b) 5 035,00.</p><p>c) 5 415,00.</p><p>d) 5 795,00.</p><p>e) 6 100,00.</p><p>8) (ENEM 2022) Um médico faz o</p><p>acompanhamento clínico de um grupo de</p><p>pessoas que realizam atividades físicas</p><p>diariamente. Ele observou que a perda média de</p><p>massa dessas pessoas para cada hora de</p><p>atividade física era de 1,5 kg. Sabendo que a</p><p>massa de 1 L de água é de 1 kg, ele recomendou</p><p>que ingerissem, ao longo das 3 horas seguintes</p><p>ao final da atividade, uma quantidade total de</p><p>água correspondente a 40% a mais do que a</p><p>massa perdida na atividade física, para evitar</p><p>desidratação.</p><p>43</p><p>Seguindo a recomendação médica, uma dessas</p><p>pessoas ingeriu, certo dia, um total de 1,7 L de</p><p>água após terminar seus exercícios físicos.</p><p>Para que a recomendação médica tenha</p><p>efetivamente sido respeitada, a atividade física</p><p>dessa pessoa, nesse dia, durou</p><p>a) 30 minutos ou menos.</p><p>b) mais de 35 e menos de 45 minutos.</p><p>c) mais de 45 e menos de 55 minutos.</p><p>d) mais de 60 e menos de 70 minutos.</p><p>e) 70 minutos ou mais.</p><p>9) (ENEM PPL 2010) Um dos estádios mais</p><p>bonitos da Copa do Mundo na África do Sul é o</p><p>Green Point, situado na Cidade do Cabo, com</p><p>capacidade para 68.000 pessoas.</p><p>CENTAURO. Ano 2, edição 8, mar./abr, 2010.</p><p>Em certa partida, o estádio estava com 95% de</p><p>sua capacidade, sendo que 487 pessoas não</p><p>pagaram o ingresso que custava 150 dólares</p><p>cada.</p><p>A expressão que representa o valor arrecadado</p><p>nesse jogo, em dólares, é</p><p>a) 0,95 x 68000 x 150 - 487</p><p>b) 0,95 x (68000 - 487) x 150</p><p>c) (0,95 x 68000 - 487) x 150</p><p>d) 95 x (68000 - 487) x 150</p><p>e) (95 x 68000 - 487) x 150</p><p>10) (ENEM PPL 2013) O Conselho Monetário</p><p>Nacional (CMN) determinou novas regras sobre o</p><p>pagamento mínimo da fatura do cartão de</p><p>crédito, a partir do mês de agosto de 2011. A</p><p>partir de então, o pagamento mensal não poderá</p><p>ser inferior a 15% do valor total da fatura. Em</p><p>dezembro daquele ano, outra alteração foi</p><p>efetuada: daí em diante, o valor mínimo a ser</p><p>pago seria de 20% da fatura.</p><p>Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 29 fev. 2012.</p><p>Um determinado consumidor possuía no dia do</p><p>vencimento, 01/03/2012, uma dívida de R$ 1</p><p>000,00 na fatura de seu cartão de crédito. Se não</p><p>houver pagamento do valor total da fatura, são</p><p>cobrados juros de 10% sobre o saldo devedor</p><p>para a próxima fatura. Para quitar sua dívida,</p><p>optou por pagar sempre o mínimo da fatura a</p><p>cada mês e não efetuar mais nenhuma compra.</p><p>A dívida desse consumidor em 01/05/2012 será</p><p>de</p><p>a) R$ 600,00.</p><p>b) R$ 640,00.</p><p>c) R$ 722,50.</p><p>d) R$ 774,40.</p><p>e) R$ 874,22.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>44</p><p>45</p><p>FÍSICA: Ondulatória</p><p>1) (ENEM 3ª APLICAÇÃO 2014) Durante a</p><p>formação de uma tempestade, são observadas</p><p>várias descargas elétricas, os raios, que podem</p><p>ocorrer das nuvens para o solo (descarga</p><p>descendente), do solo para as nuvens (descarga</p><p>ascendente) ou entre uma nuvem e outra.</p><p>Normalmente, observa-se primeiro um clarão no</p><p>céu (relâmpago) e somente alguns segundos</p><p>depois ouve-se o barulho (trovão) causado pela</p><p>descarga elétrica. O trovão ocorre devido ao</p><p>aquecimento do ar pela descarga elétrica que</p><p>sofre uma expansão e se propaga em forma de</p><p>onda sonora.</p><p>O fenômeno de ouvir o trovão certo tempo após</p><p>a descarga elétrica ter ocorrido deve-se</p><p>a) à velocidade de propagação do som ser</p><p>diminuída por conta do aquecimento do</p><p>ar.</p><p>b) à propagação da luz ocorrer através do</p><p>ar e a propagação do som ocorrer</p><p>através do solo.</p><p>c) à velocidade de propagação da luz ser</p><p>maior do que a velocidade de</p><p>propagação do som no ar.</p><p>d) ao relâmpago ser gerado pelo movimento</p><p>de cargas elétricas, enquanto o som é</p><p>gerado a partir da expansão do ar.</p><p>e) ao tempo da duração da descarga</p><p>elétrica ser menor que o tempo gasto</p><p>pelo som para percorrer a distância entre</p><p>o raio e quem o observa.</p><p>2) (ENEM PPL 2017)</p><p>DAVIS,J. Disponível em: http://garfield.com. Acesso em: 15 ago. 2014.</p><p>A faixa espectral da radiação solar que contribui</p><p>fortemente para o efeito mostrado na tirinha é</p><p>caracterizada como</p><p>a) visível.</p><p>b) amarela.</p><p>c) vermelha.</p><p>d) ultravioleta.</p><p>e) infravermelha.</p><p>3) (ENEM PPL 2022) O audiograma corresponde</p><p>a uma maneira objetiva de se representar a</p><p>sensibilidade auditiva para diferentes</p><p>frequências sonoras. Quanto maior a</p><p>sensibilidade, menor é a intensidade necessária</p><p>para que o som seja detectado. No gráfico, cada</p><p>curva tracejada corresponde a uma determinada</p><p>porcentagem de uma mesma população testada.</p><p>A curva cheia superior corresponde aos níveis de</p><p>intensidade sonora relatados como dolorosos.</p><p>LENT, R. Cem bilhões de neurônios? Conceitos fundamentais de</p><p>neurociência. São Paulo: Atheneu, 2010 (adaptado).</p><p>A faixa de frequência, em Hz, na qual a maioria</p><p>da população testada tem maior sensibilidade</p><p>auditiva, encontra-se</p><p>a) abaixo de 80</p><p>b) entre 80 e 100.</p><p>c) entre 2 000 e 4 000</p><p>d) entre 4 000 e 10 000</p><p>e) acima de 10 000</p><p>4) (ENEM PPL 2012) A terapia fotodinâmica é</p><p>um tratamento que utiliza luz para cura de</p><p>câncer através da excitação de moléculas</p><p>medicamentosas, que promovem a</p><p>desestruturação das células tumorais. Para a</p><p>eficácia do tratamento, é necessária a</p><p>iluminação na região do tecido a ser tratado. Em</p><p>geral, as moléculas medicamentosas absorvem</p><p>as frequências mais altas. Por isso, as</p><p>intervenções cutâneas são limitadas pela</p><p>penetração da luz visível, conforme a figura:</p><p>LANE, N. Profundidade de penetração de feixes de luz de diferentes</p><p>comprimentos de onda da luz incidente. Scientific American Brasil, fev.</p><p>2003 (adaptado).</p><p>46</p><p>A profundidade de até 2 mm em que o</p><p>tratamento cutâneo é eficiente se justifica</p><p>porque a luz de</p><p>a) curto comprimento de onda é mais</p><p>refletida pela pele.</p><p>b) maior energia é mais absorvida pelo</p><p>tecido orgânico.</p><p>c) menor energia é absorvida nas regiões</p><p>mais profundas.</p><p>d) todos os</p><p>comprimentos de onda terão</p><p>alta intensidade.</p><p>e) cada comprimento de onda percebe um</p><p>índice de refração diferente.</p><p>5) (ENEM PPL 2019) Um professor percebeu que</p><p>seu apontador a laser, de luz monocromática,</p><p>estava com o brilho pouco intenso. Ele trocou as</p><p>baterias do apontador e notou que a intensidade</p><p>luminosa aumentou sem que a cor do laser se</p><p>alterasse. Sabe-se que a luz é uma onda</p><p>eletromagnética e apresenta propriedades como</p><p>amplitude, comprimento de onda, fase,</p><p>frequência e velocidade.</p><p>Dentre as propriedades de ondas citadas, aquela</p><p>associada ao aumento do brilho do laser é o(a)</p><p>a) amplitude.</p><p>b) frequência.</p><p>c) fase da onda.</p><p>d) velocidade da onda.</p><p>e) comprimento de onda.</p><p>6) (ENEM 2021) O eletrocardiograma é um</p><p>exame cardíaco que mede a intensidade dos</p><p>sinais elétricos advindo do coração. A imagem</p><p>apresenta o resultado típico obtido em um</p><p>paciente saudável e a intensidade do sinal (VEC)</p><p>em função do tempo.</p><p>De acordo com o eletrocardiograma</p><p>apresentado, qual foi o número de batimentos</p><p>cardíacos por minuto desse paciente durante o</p><p>exame?</p><p>a) 30</p><p>b) 60</p><p>c) 100</p><p>d) 120</p><p>e) 180</p><p>7) (ENEM 2018) O sonorizador é um dispositivo</p><p>físico implantado sobre a superfície de uma</p><p>rodovia de modo que provoque uma trepidação</p><p>e ruído quando da passagem de um veículo sobre</p><p>ele, alertando para uma situação atípica à frente,</p><p>como obras, pedágios ou travessia de pedestres.</p><p>Ao passar sobre os sonorizadores, a suspensão</p><p>do veículo sofre vibrações que produzem ondas</p><p>sonoras, resultando em um barulho peculiar.</p><p>Considere um veículo que passe com velocidade</p><p>constante igual a 108 km/h sobre um</p><p>sonorizador cujas faixas são separadas por uma</p><p>distância de 8 cm.</p><p>Disponível em: www.denatran.gov.br. Acesso em: 2 set. 2015 (adaptado).</p><p>A frequência da vibração do automóvel</p><p>percebida pelo condutor durante a passagem</p><p>nesse sonorizador é mais próxima de</p><p>a) 8,6 hertz.</p><p>b) 13,5 hertz.</p><p>c) 375 hertz.</p><p>d) 1 350 hertz.</p><p>e) 4 860 hertz.</p><p>8) (ENEM PPL 2016) Em 26 de dezembro de</p><p>2004, um tsunami devastador, originado a partir</p><p>de um terremoto na costa da Indonésia, atingiu</p><p>diversos países da Ásia, matando quase 300 mil</p><p>pessoas. O grau de devastação deveu-se, em boa</p><p>parte, ao fato de as ondas de um tsunami serem</p><p>extremamente longas, com comprimento de</p><p>onda de cerca de 200 km. Isto é muito maior que</p><p>a espessura da lâmina de líquido, d, típica do</p><p>Oceano índico, que é de cerca de 4 km. Nessas</p><p>condições, com boa aproximação, a sua</p><p>velocidade de propagação torna-se dependente</p><p>de d, obedecendo à relação v = . Nessa𝑔𝑑</p><p>expressão, g é a aceleração da gravidade, que</p><p>pode ser tomada como 10 m/s2.</p><p>SILVEIRA, F. L.; VARRIALE, M. C. Propagação das ondas marítimas e dos</p><p>tsunami. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, n. 2, 2005 (adaptado).</p><p>Sabendo-se que o tsunami consiste em uma série</p><p>de ondas sucessivas, qual é o valor mais próximo</p><p>do intervalo de tempo entre duas ondas</p><p>consecutivas?</p><p>a) 1 min</p><p>b) 3,6 min</p><p>c) 17 min</p><p>d) 60 min</p><p>e) 216min</p><p>47</p><p>9) (ENEM PPL 2011) Na câmara de cozimento de</p><p>um forno de micro-ondas, a flutuação do campo</p><p>elétrico é adequada para o aquecimento da</p><p>água. Esse tipo de forno utiliza micro-ondas com</p><p>frequência de 2,45 GHz para alterar a orientação</p><p>das moléculas de água bilhões de vezes a cada</p><p>segundo. Essa foi a frequência escolhida, porque</p><p>ela não é usada em comunicações e também</p><p>porque dá às moléculas de água o tempo</p><p>necessário para completar uma rotação. Dessa</p><p>forma, um forno de micro-ondas funciona</p><p>através do processo de ressonância, transferindo</p><p>energia para os alimentos.</p><p>TORRES, C. M. A. et al. Física: ciência e tecnologia. São Paulo: Moderna,</p><p>2001 (adaptado).</p><p>Sabendo que a velocidade de propagação das</p><p>ondas eletromagnéticas no meio é de cerca de 3</p><p>× 108 m/s, qual é, aproximadamente, o</p><p>comprimento de onda da micro onda presente no</p><p>forno, em cm?</p><p>a) 0,12</p><p>b) 1,22</p><p>c) 8,17</p><p>d) 12,2</p><p>e) 817</p><p>10) (ENEM 2018) Muitos primatas, incluindo nós</p><p>humanos, possuem visão tricromática: têm três</p><p>pigmentos visuais na retina sensíveis à luz de</p><p>uma determinada faixa de comprimentos de</p><p>onda. Informalmente, embora os pigmentos em</p><p>si não possuam cor, estes são conhecidos como</p><p>pigmentos“azul”, “verde” e “vermelho” e estão</p><p>associados à cor que causa grande excitação</p><p>(ativação). A sensação que temos ao observar</p><p>um objeto colorido decorre da ativação relativa</p><p>dos três pigmentos. Ou seja, se estimulássemos a</p><p>retina com uma luz na faixa de 530 nm (retângulo</p><p>I no gráfico), não excitaríamos o pigmento</p><p>“azul”, o pigmento “verde” seria ativado ao</p><p>máximo e o “vermelho” seria ativado em</p><p>aproximadamente 75%, e Isso nos daria a</p><p>sensação de ver uma cor amarelada. Já uma luz</p><p>na faixa de comprimento de onda de 600 nm</p><p>(retângulo II) estimularia o pigmento “verde” um</p><p>pouco e o “vermelho” em cerca de 75%, e Isso</p><p>nos daria a sensação de ver</p><p>laranja-avermelhado. No entanto, há</p><p>características genéticas presentes em alguns</p><p>indivíduos, conhecidas coletivamente como</p><p>Daltonismo, em que um ou mais pigmentos não</p><p>funcionam perfeitamente.</p><p>www.comprehensivephysiology.com. Acesso em: 3 de ago. de 2012</p><p>(Adaptado)</p><p>Caso estimulássemos a retina de um indivíduo</p><p>com essa característica, que não possuísse o</p><p>pigmento conhecido como “verde”, com as luzes</p><p>de 530 nm e 600 nm na mesma intensidade</p><p>luminosa, esse indivíduo seria incapaz de</p><p>a) identificar o comprimento de onda do</p><p>amarelo, uma vez que não possui o</p><p>pigmento “verde”.</p><p>b) ver o estímulo de comprimento de onda</p><p>laranja, pois não haveria estimulação de</p><p>um pigmento visual.</p><p>c) detectar ambos os comprimentos de</p><p>onda, uma vez que a estimulação dos</p><p>pigmentos estaria prejudicada.</p><p>d) visualizar o estímulo do comprimento de</p><p>onda roxo, já que este se encontra na</p><p>outra ponta do espectro.</p><p>e) distinguir os dois comprimentos de onda,</p><p>pois ambos estimulam o pigmento</p><p>“vermelho” na mesma intensidade.</p><p>BIOLOGIA: Biologia Celular e</p><p>Molecular</p><p>1) (ENEM 2021) A sequência de nucleotídeos do</p><p>RNA mensageiro presentes em um gene de um</p><p>fungo, constituída de sete códons, está escrita a</p><p>seguir.</p><p>Pesquisadores submeteram a sequência a</p><p>mutações independentes. Sabe-se que os códons</p><p>UAG e UAA são terminais, ou seja, indicam a</p><p>interrupção da tradução.</p><p>48</p><p>http://www.comprehensivephysiology.com</p><p>Qual mutação produzirá a menor proteína?</p><p>a) Deleção de G no códon 3.</p><p>b) Substituição de C por U no códon 4.</p><p>c) Substituição de G por C no códon 6.</p><p>d) Substituição de A por G no códon 7.</p><p>e) Deleção dos dois primeiros nucleotídeos</p><p>no códon 5.</p><p>2) (ENEM 2022) Antimicrobianos são substâncias</p><p>naturais ou sintéticas que têm capacidade de</p><p>matar ou inibir o crescimento de microrganismos.</p><p>A tabela apresenta uma lista de antimicrobianos</p><p>hipotéticos, bem como suas ações e efeitos sobre</p><p>o metabolismo microbiano.</p><p>Antimicrobiano Ação Efeito</p><p>1</p><p>Une-se aos</p><p>ribossomos</p><p>Impede a síntese</p><p>proteica</p><p>2</p><p>Une-se aos</p><p>microtúbulos</p><p>Impede a</p><p>segregação das</p><p>cromátides</p><p>3</p><p>Une-se aos</p><p>fosfolipídeos</p><p>Reduz a</p><p>permeabilidade da</p><p>membrana</p><p>plasmática</p><p>4</p><p>Interfere na</p><p>síntese de</p><p>timina</p><p>Inibe a síntese de</p><p>DNA</p><p>5</p><p>Interfere na</p><p>síntese de</p><p>uracila</p><p>Impede a síntese de</p><p>RNA</p><p>Qual dos antimicrobianos deve ser utilizado para</p><p>curar uma infecção causada por um fungo sem</p><p>afetar as bactérias da microbiota normal do</p><p>organismo?</p><p>a) 1</p><p>b) 2</p><p>c) 3</p><p>d) 4</p><p>e) 5</p><p>3) (ENEM PPL 2020) Na tentativa de explicar o</p><p>processo evolutivo dos seres humanos, em 1981,</p><p>Lynn Margulis propôs a teoria endossimbiótica,</p><p>após ter observado que duas organelas celulares</p><p>se assemelhavam a bactérias em tamanho,</p><p>forma, genética e bioquímica. Acredita-se que</p><p>tais organelas são descendentes de organismos</p><p>procariontes que foram capturados por alguma</p><p>célula, vivendo em simbiose. Tais organelas são</p><p>as mitocôndrias e os cloroplastos, que podem se</p><p>multiplicar dentro da célula.</p><p>A multiplicação dessas organelas deve-se ao fato</p><p>de apresentarem</p><p>a) DNA próprio.</p><p>b) ribossomos próprios.</p><p>c) membrana duplicada.</p><p>d) código genético diferenciado.</p><p>e) maquinaria de reparo do DNA.</p><p>4) (ENEM PPL 2018) A ricina, substância tóxica</p><p>extraída da mamona, liga-se ao açúcar</p><p>galactose presente na membrana plasmática de</p><p>muitas células do nosso corpo. Após serem</p><p>endocitadas, penetram no</p><p>citoplasma da célula,</p><p>onde destroem os ribossomos, matando a célula</p><p>em poucos minutos.</p><p>SADAVA, D. et al. Vida: a ciência da biologia. Porto Alegre: Artmed, 2009</p><p>(adaptado).</p><p>O uso dessa substância pode ocasionar a morte</p><p>de uma pessoa ao inibir, diretamente, a síntese</p><p>de</p><p>a) RNA.</p><p>b) DNA.</p><p>c) lipídios.</p><p>d) proteínas.</p><p>e) carboidratos.</p><p>5) (ENEM 2018) O nível metabólico de uma célula</p><p>pode ser determinado pela taxa de síntese de</p><p>RNAs e proteínas, processos dependentes de</p><p>energia. Essa diferença na taxa de síntese de</p><p>biomoléculas é refletida na abundância e</p><p>características morfológicas dos componentes</p><p>celulares. Em uma empresa de produção de</p><p>hormônios proteicos a partir do cultivo de células</p><p>animais, um pesquisador deseja selecionar uma</p><p>linhagem com o metabolismo de síntese mais</p><p>elevado, dentre as cinco esquematizadas na</p><p>figura.</p><p>49</p><p>Qual linhagem deve ser escolhida pelo</p><p>pesquisador?</p><p>a) I</p><p>b) II</p><p>c) III</p><p>d) IV</p><p>e) V</p><p>6) (ENEM 2022) Entre as diversas técnicas para</p><p>diagnóstico da covid-19, destaca-se o teste</p><p>genético. Considerando as diferentes variantes e</p><p>cargas virais, um exemplo é a PCR, reação</p><p>efetuada por uma enzima do tipo polimerase.</p><p>Essa técnica permite identificar, com</p><p>confiabilidade, o material genético do</p><p>SARS-CoV-2, um vírus de RNA. Para</p><p>comprovação da infecção por esse coronavírus,</p><p>são coletadas amostras de secreções do</p><p>indivíduo. Uma etapa que antecede a reação de</p><p>PCR precisa ser realizada para permitir a</p><p>amplificação do material genético do vírus.</p><p>Essa etapa deve ser realizada para</p><p>a) concentrar o RNA viral para otimizar a</p><p>técnica.</p><p>b) identificar nas amostras anticorpos</p><p>anti-SARS-CoV-2.</p><p>c) proliferar o vírus em culturas,</p><p>aumentando a carga viral.</p><p>d) purificar ácidos nucleicos virais,</p><p>facilitando a ação da enzima.</p><p>e) obter moléculas de cDNA viral por meio</p><p>da transcrição reversa.</p><p>7) (ENEM 2019) Uma cozinheira colocou sal a</p><p>mais no feijão que estava cozinhando. Para</p><p>solucionar o problema, ela acrescentou batatas</p><p>cruas e sem tempero dentro da panela. Quando</p><p>terminou de cozinhá-lo, as batatas estavam</p><p>salgadas, porque absorveram parte do caldo</p><p>com excesso de sal. Finalmente, ela adicionou</p><p>água para completar o caldo do feijão.</p><p>O sal foi absorvido pelas batatas por:</p><p>a) osmose, por envolver apenas o transporte</p><p>do solvente.</p><p>b) fagocitose, porque o sal transportado é</p><p>uma substância sólida.</p><p>c) exocitose, uma vez que o sal foi</p><p>transportado da água para a batata.</p><p>d) pinocitose, porque o sal estava diluído na</p><p>água quando foi transportado.</p><p>e) difusão, porque o transporte ocorreu a</p><p>favor do gradiente de concentração.</p><p>8) (ENEM PPL 2012) O DNA (ácido</p><p>desoxirribonucleico), material genético de seres</p><p>vivos, é uma molécula de fita dupla, que pode ser</p><p>extraída de forma caseira a partir de frutas,</p><p>como morango ou banana amassados, com uso</p><p>de detergente, de sal de cozinha, de álcool</p><p>comercial e de uma peneira ou de um coador de</p><p>papel.</p><p>O papel do detergente nessa extração de DNA é</p><p>a) aglomerar o DNA em solução para que se</p><p>torne visível.</p><p>b) promover lise mecânica do tecido para</p><p>obtenção do DNA.</p><p>c) emulsificar a mistura para promover a</p><p>precipitação do DNA.</p><p>d) promover atividades enzimáticas para</p><p>acelerar a extração do DNA.</p><p>e) romper as membranas celulares para</p><p>liberação do DNA em solução.</p><p>9) (ENEM PPL 2017) Os sapos passam por uma</p><p>metamorfose completa. Os girinos apresentam</p><p>cauda e brânquias externas, mas não têm</p><p>pernas. Com o crescimento e desenvolvimento do</p><p>girino, as brânquias desaparecem, as pernas</p><p>surgem e a cauda encolhe. Posteriormente, a</p><p>cauda desaparece por apoptose ou morte celular</p><p>programada, regulada por genes, resultando</p><p>num sapo adulto jovem.</p><p>A organela citoplasmática envolvida diretamente</p><p>no desaparecimento da cauda é o</p><p>a) ribossomo.</p><p>b) lisossomo.</p><p>c) peroxissomo.</p><p>d) complexo golgiense.</p><p>e) retículo endoplasmático.</p><p>10) (ENEM PPL 2016) A figura apresenta</p><p>diferentes fases do ciclo de uma célula somática,</p><p>cultivada e fotografada em microscópio confocal</p><p>de varredura a laser. As partes mais claras</p><p>evidenciam o DNA.</p><p>JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2004 (adaptado)</p><p>50</p><p>Na fase representada em D, observa-se que os</p><p>cromossomos encontram-se em</p><p>a) migração.</p><p>b) duplicação.</p><p>c) condensação.</p><p>d) recombinação.</p><p>e) reestruturação.</p><p>PORTUGUÊS/LITERATURA:</p><p>Vanguardas</p><p>1) (ENEM 2015)</p><p>MAGRITTE, R. A reprodução proibida. Óleo sobre tela, 81,3 x 65 cm.</p><p>Museum Boijmans Van Buningen, Holanda,1937</p><p>O Surrealismo configurou-se como uma das</p><p>vanguardas artísticas europeias do início do</p><p>século XX. René Magritte, pintor belga, apresenta</p><p>elementos dessa vanguarda em suas produções.</p><p>Um traço do Surrealismo presente nessa pintura</p><p>é o(a)</p><p>a) justaposição de elementos díspares,</p><p>observada na imagem do homem no</p><p>espelho.</p><p>b) crítica ao passadismo, exposta na dupla</p><p>imagem do homem olhando sempre para</p><p>frente.</p><p>c) construção de perspectiva, apresentada</p><p>na sobreposição de planos visuais.</p><p>d) processo de automatismo, indicado na</p><p>repetição da imagem do homem.</p><p>e) procedimento de colagem, identificado</p><p>no reflexo do livro no espelho.</p><p>2) (ENEM 2019)</p><p>HELOÍSA: Faz versos?</p><p>PINOTE: Sendo preciso... Quadrinhas...</p><p>Acrósticos... Sonetos... Reclames.</p><p>HELOÍSA: Futuristas?</p><p>PINOTE: Não senhora! Eu já fui futurista. Cheguei</p><p>a acreditar na independência... Mas foi uma</p><p>tragédia! Começaram a me tratar de maluco. ' A</p><p>me olhar de esguelha. A não me receber mais. As</p><p>crianças choravam em casa. Tenho três filhos. No</p><p>jornal também não pagavam, devido à crise.</p><p>Precisei viver de bicos. Ah! Reneguei tudo.</p><p>Arranjei aquele instrumento (Mostra a faca) e</p><p>fiquei passadista.</p><p>ANDRADE, O. O rei da vela. São Paulo: Globo, 2003.</p><p>O fragmento da peça teatral de Oswald de</p><p>Andrade ironiza a reação da sociedade brasileira</p><p>dos anos 1930 diante de determinada vanguarda</p><p>europeia. Nessa visão, atribui-se ao público leitor</p><p>uma postura</p><p>a) preconceituosa, ao evitar formas poéticas</p><p>simplificadas.</p><p>b) conservadora, ao optar por modelos</p><p>consagrados.</p><p>c) preciosista, ao preferir modelos literários</p><p>eruditos.</p><p>d) nacionalista, ao negar modelos</p><p>estrangeiros.</p><p>e) eclética, ao aceitar diversos estilos</p><p>poéticos.</p><p>3) (ENEM 2022)</p><p>TEXTO I</p><p>SILVEIRA, R. In absentia, 1983. Instalação, 17ª Bienal de São Paulo.</p><p>Disponível em: www.bienal.org.br. Acesso em: set. 2016 (adaptado).</p><p>51</p><p>TEXTO II</p><p>O termo ready-made foi criado por Marcel</p><p>Duchamp (1887-1968) para designar um tipo de</p><p>objeto, por ele inventado, que consiste em um ou</p><p>mais artigos de uso cotidiano, produzidos em</p><p>massa, selecionados sem critérios estéticos e</p><p>expostos como obras de arte em espaços</p><p>especializados (museus e galerias). Seu primeiro</p><p>ready-made, de 1912, é uma roda de bicicleta</p><p>montada sobre um banquinho (Roda de</p><p>bicicleta). Ao transformar qualquer objeto em</p><p>obra de arte, o artista realiza uma crítica radical</p><p>ao sistema da arte.</p><p>Disponível em: www.bienal.org.br. Acesso em: 1 set. 2016 (adaptado).</p><p>A instalação In absentia propõe um diálogo com</p><p>o ready-made Roda de bicicleta, demonstrando</p><p>que</p><p>a) as formas de criticar obras do passado se</p><p>repetem.</p><p>b) a recorrência de temas marca a arte do</p><p>final do século XX.</p><p>c) as criações desmistificam os valores</p><p>estéticos estabelecidos.</p><p>d) o distanciamento temporal permite a</p><p>transformação dos referenciais estéticos.</p><p>e) o objeto ausente sugere a degradação da</p><p>forma superando o modelo artístico.</p><p>4) (ENEM PPL 2010)</p><p>AMARAL, Tarsila do. O mamoeiro. 1925, óleo sobre tela, 65x70, IEB//USP.</p><p>O modernismo brasileiro teve forte influência das</p><p>vanguardas europeias. A partir da Semana de</p><p>Arte Moderna, esses conceitos passaram a fazer</p><p>parte da arte brasileira definitivamente.</p><p>Tomando como referência o quadro O mamoeiro,</p><p>identifica-se que, nas artes plásticas, a</p><p>a) imagem passa a valer mais que as formas</p><p>vanguardistas.</p><p>b) forma estética ganha linhas retas e</p><p>valoriza o cotidiano.</p><p>c) natureza passa a ser admirada como um</p><p>espaço utópico.</p><p>d) imagem privilegia uma ação moderna e</p><p>industrializada.</p><p>e) forma apresenta contornos e detalhes</p><p>humanos.</p><p>5) (ENEM 2015)</p><p>Máscara senufo, Mali. Madeira e fibra vegetal. Acervo do MAE/USP</p><p>As formas</p><p>plásticas nas produções africanas</p><p>conduziram artistas modernos do início do século</p><p>XX, como Pablo Picasso, a algumas proposições</p><p>artísticas denominadas vanguardas. A máscara</p><p>remete à</p><p>a) preservação da proporção.</p><p>b) idealização do movimento.</p><p>c) estruturação assimétrica.</p><p>d) sintetização das formas.</p><p>e) valorização estética.</p><p>6) (ENEM 2011)</p><p>PICASSO, P. Guernica. Óleo sobre tela. 349 X 777 cm. Museu Reina Sofia,</p><p>Espanha, 1937. Disponível em: http://www.fddreis.files.wordpress.com.</p><p>Acesso em: 26 jul. 2010.</p><p>52</p><p>O pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973), um</p><p>dos mais valorizados no mundo artístico, tanto</p><p>em termos financeiros quanto históricos, criou a</p><p>obra Guernica em protesto ao ataque aéreo à</p><p>pequena cidade basca de mesmo nome. A obra,</p><p>feita para integrar o Salão Internacional de Artes</p><p>Plásticas de Paris, percorreu toda a Europa,</p><p>chegando aos EUA e instalando-se no MoMA, de</p><p>onde sairia apenas em 1981. Essa obra cubista</p><p>apresenta elementos plásticos identificados pelo</p><p>a) painel ideográfico, monocromático, que</p><p>enfoca várias dimensões de um evento,</p><p>renunciando à realidade, colocando-se</p><p>em plano frontal ao espectador.</p><p>b) horror da guerra de forma fotográfica,</p><p>com o uso da perspectiva clássica,</p><p>envolvendo o espectador nesse exemplo</p><p>brutal de crueldade do ser humano.</p><p>c) uso das formas geométricas no mesmo</p><p>plano, sem emoção e expressão,</p><p>despreocupado com o volume, a</p><p>perspectiva e a sensação escultórica.</p><p>d) esfacelamento dos objetos abordados na</p><p>mesma narrativa, minimizando a dor</p><p>humana a serviço da objetividade,</p><p>observada pelo uso do claro-escuro.</p><p>e) uso de vários ícones que representam</p><p>personagens fragmentados</p><p>bidimensionalmente, de forma</p><p>fotográfica livre de sentimentalismo.</p><p>7) (ENEM PPL 2011)</p><p>LÉGER, F. Soldados jogando cartas. 1917 FARTHING, S. Coleção Grandes</p><p>Artistas. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.</p><p>As vanguardas europeias não devem ser vistas</p><p>isoladamente, uma vez que elas apresentam</p><p>alguns conceitos estéticos e visuais que se</p><p>aproximam. Com base nos conceitos</p><p>vanguardistas, entre eles o de exploração de</p><p>formas geometrizadas do Cubismo, no início do</p><p>século XX, o quadro Soldados jogando cartas</p><p>explora uma</p><p>a) abordagem sentimentalista do homem.</p><p>b) imagem plana para expressar a</p><p>industrialização.</p><p>c) aproximação impossível entre máquina e</p><p>homem.</p><p>d) uniformidade de tons como crítica à</p><p>industrialização.</p><p>e) mecanização do homem expressa por</p><p>formas tubulares.</p><p>8) (ENEM PPL 2022)</p><p>CARDOZO, J. Poemas selecionados. Recife: Bagaço, 1996 (fragmento)</p><p>O fragmento remete a uma composição poética</p><p>inspirada no Futurismo das vanguardas</p><p>modernistas, pois</p><p>a) propõe a ruptura com a racionalidade.</p><p>b) configura um lirismo ausente de</p><p>emotividade.</p><p>c) extrai do repertório científico estética</p><p>expressiva.</p><p>d) sugere uma literatura a serviço da</p><p>indústria emergente.</p><p>e) revela o desencanto do eu lírico ante o</p><p>contexto de guerra.</p><p>53</p><p>9) (ENEM 2010) Após estudar na Europa, Anita</p><p>Malfatti retornou ao Brasil com uma mostra que</p><p>abalou a cultura nacional do início do século XX.</p><p>Elogiada por seus mestres na Europa, Anita se</p><p>considerava pronta para mostrar seu trabalho no</p><p>Brasil, mas enfrentou as duras críticas de</p><p>Monteiro Lobato. Com a intenção de criar uma</p><p>arte que valorizasse a cultura brasileira, Anita</p><p>Malfatti e outros artistas modernistas</p><p>a) buscaram libertar a arte brasileira das</p><p>normas acadêmicas europeias,</p><p>valorizando as cores, a originalidade e os</p><p>temas nacionais.</p><p>b) defenderam a liberdade limitada de uso</p><p>da cor, até então utilizada de forma</p><p>irrestrita, afetando a criação artística</p><p>nacional.</p><p>c) representaram a ideia de que a arte</p><p>deveria copiar fielmente a natureza,</p><p>tendo como finalidade a prática</p><p>educativa.</p><p>d) mantiveram de forma fiel a realidade nas</p><p>figuras retratadas, defendendo uma</p><p>liberdade artística ligada a tradição</p><p>acadêmica.</p><p>e) buscaram a liberdade na composição de</p><p>suas figuras, respeitando limites de temas</p><p>abordados.</p><p>10) (ENEM 2019)</p><p>1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o</p><p>hábito da energia e da temeridade.</p><p>2. A coragem, a audácia, a rebelião serão</p><p>elementos essenciais de nossa poesia.</p><p>3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade</p><p>pensativa, o êxtase, o sono. Nós</p><p>queremos exaltar o movimento agressivo,</p><p>a insônia febril, o passo de corrida, o salto</p><p>mortal, o bofetão e o soco.</p><p>4. Nós afirmamos que a magnificência do</p><p>mundo enriqueceu-se de uma beleza</p><p>nova: a beleza da velocidade. Um</p><p>automóvel de corrida com seu cofre</p><p>enfeitado com tubos grossos,</p><p>semelhantes a serpentes de hálito</p><p>explosivo... um automóvel rugidor, que</p><p>parece correr sobre a metralha, é mais</p><p>bonito que a Vitória de Samotrácia.</p><p>5. Nós queremos entoar hinos ao homem</p><p>que segura o volante, cuja haste ideal</p><p>atravessa a Terra, lançada também numa</p><p>corrida sobre o circuito da sua órbita.</p><p>6. E preciso que o poeta prodigalize com</p><p>ardor, fausto e munificiência, para</p><p>aumentar o entusiástico fervor dos</p><p>elementos primordiais.</p><p>MARINETTI, F. T. Manifesto futurista. In: TELES, G. M. Vanguardas</p><p>europeias e Modernismo brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1985.</p><p>O documento de Marinetti, de 1909, propõe os</p><p>referenciais estéticos do Futurismo, que</p><p>valorizam a</p><p>a) composição estática.</p><p>b) inovação tecnológica.</p><p>c) suspensão do tempo.</p><p>d) retomada do helenismo.</p><p>e) manutenção das tradições.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>54</p><p>55</p><p>PORTUGUÊS/LITERATURA:</p><p>Realismo e Naturalismo</p><p>1) (ENEM PPL 2022) Conseguindo, porém,</p><p>escapar à vigilância dos interessados, e depois</p><p>de curtir uma noite, a mais escura de sua vida,</p><p>numa espécie de jaula com grades de ferro,</p><p>Amaro, que só temia regressar à “fazenda”,</p><p>voltar ao seio da escravidão, estremeceu diante</p><p>de um rio muito largo e muito calmo, onde havia</p><p>barcos vogando em todos os sentidos, à vela,</p><p>outros deitando fumaça, e lá cima, beirando a</p><p>água, um morro alto, em ponta, varando as</p><p>nuvens, como ele nunca tinha visto...</p><p>[...] todo o conjunto da paisagem comunicava-lhe</p><p>uma sensação tão forte de liberdade e vida, que</p><p>até lhe vinha vontade de chorar, mas chorar</p><p>francamente, abertamente, na presença dos</p><p>outros, como se estivesse enlouquecendo...</p><p>Aquele magnífico cenário gravara-se-lhe na</p><p>retina para toda a existência; nunca mais o havia</p><p>de esquecer, oh! Nunca mais! Ele, o escravo, “o</p><p>negro fugido”, sentia-se verdadeiramente</p><p>homem, igual aos outros homens, feliz de o ser,</p><p>grande como a natureza, em toda a pujança viril</p><p>da sua mocidade, e tinha pena, muita pena dos</p><p>que ficavam na “fazenda” trabalhando, sem</p><p>ganhar dinheiro, desde a madrugadinha té... sabe</p><p>Deus!</p><p>CAMINHA, A. Bom Crioulo. São Paulo: Martin Claret, 2008.</p><p>A situação descrita no fragmento aproxima-o</p><p>dos padrões estéticos do Naturalismo em função</p><p>da</p><p>a) fragilidade emocional atribuída ao</p><p>indivíduo oprimido.</p><p>b) influência da paisagem sobre a</p><p>capacidade de resiliência.</p><p>c) impossibilidade de superação dos</p><p>traumas da escravidão.</p><p>d) correlação de causalidade entre força</p><p>física e origem étnica.</p><p>e) condição moral do indivíduo vinculada</p><p>aos papéis de gênero.</p><p>2) (ENEM PPL 2018)</p><p>Gaetaninho</p><p>Ali na Rua do Oriente a ralé quando muito</p><p>andava de bonde. De automóvel ou de carro só</p><p>mesmo em dia de enterro. De enterro ou de</p><p>casamento. Por isso mesmo o sonho de</p><p>Gaetaninho era de realização muito difícil.</p><p>Um sonho. [...]</p><p>— Traga a bola! Gaetaninho saiu correndo.</p><p>Antes de alcançar a bola um bonde o pegou.</p><p>Pegou e matou.</p><p>No bonde vinha o pai do Gaetaninho.</p><p>A gurizada assustada espalhou a notícia na noite.</p><p>— Sabe o Gaetaninho?</p><p>— Que é que tem?</p><p>— Amassou o bonde!</p><p>A vizinhança limpou com benzina suas roupas</p><p>domingueiras.</p><p>Às dezesseis horas do dia seguinte saiu um</p><p>enterro da Rua do Oriente e Gaetaninho não ia</p><p>na boleia de nenhum dos carros do</p><p>acompanhamento. Ia no da frente dentro de um</p><p>caixão fechado com flores pobres por cima.</p><p>Vestia a roupa marinheira, tinha as ligas, mas</p><p>não levava a palhetinha.</p><p>Quem na boleia de um dos carros do cortejo</p><p>mirim exibia soberbo terno vermelho que feria a</p><p>vista da gente era o Beppino.</p><p>MACHADO, A. A. Brás, Bexiga e Barra Funda: notícias de São Paulo. Belo</p><p>Horizonte; Rio de Janeiro: Vila Rica, 1994.</p><p>Situada no contexto da modernização</p><p>da cidade</p><p>de São Paulo na década de 1920, a narrativa</p><p>utiliza recursos expressivos inovadores, como</p><p>a) o registro informal da linguagem e o</p><p>emprego de frases curtas.</p><p>b) o apelo ao modelo cinematográfico com</p><p>base em imagens desconexas.</p><p>c) a representação de elementos urbanos e</p><p>a prevalência do discurso direto.</p><p>d) a encenação crua da morte em</p><p>contraponto ao tom respeitoso do</p><p>discurso.</p><p>e) a percepção irônica da vida assinalada</p><p>pelo uso reiterado de exclamações.</p><p>56</p><p>3) (ENEM PPL 2021)</p><p>O Bom-Crioulo</p><p>Com efeito, Bom-Crioulo não era somente um</p><p>homem robusto, uma dessas organizações</p><p>privilegiadas que trazem no corpo a sobranceira</p><p>resistência do bronze e que esmagam com o</p><p>peso dos músculos. […] A chibata não lhe fazia</p><p>mossa; tinha costas de ferro para resistir como</p><p>um hércules ao pulso do guardião Agostinho. Já</p><p>nem se lembrava do número das vezes que</p><p>apanhara de chibata…</p><p>[…]</p><p>Entretanto, já iam cinquenta chibatadas!</p><p>Ninguém lhe ouvira um gemido, nem percebera</p><p>uma contorção, um gesto qualquer de dor.</p><p>Viam-se unicamente naquele costão negro as</p><p>marcas do junco, umas sobre as outras,</p><p>entrecruzando-se como uma grande teia de</p><p>aranha, roxas e latejantes, cortando a pele em</p><p>todos os sentidos.</p><p>[…]</p><p>Marinheiros e oficiais, num silêncio concentrado,</p><p>alongavam o olhar, cheios de interesse, a cada</p><p>golpe.</p><p>— Cento e cinquenta!</p><p>Só então houve quem visse um ponto vermelho,</p><p>uma gota rubra deslizar no espinhaço negro do</p><p>marinheiro e logo este ponto vermelho se</p><p>transformar numa fita de sangue.</p><p>CAMINHA, A. O Bom-Crioulo. São Paulo: Martin Claret, 2006.</p><p>A prosa naturalista incorpora concepções</p><p>geradas pelo cientificismo e pelo determinismo.</p><p>No fragmento, a cena de tortura a Bom-Crioulo</p><p>reproduz essas concepções, expressas pela</p><p>a) exaltação da resistência inata para</p><p>legitimar a exploração de uma etnia.</p><p>b) defesa do estoicismo individual como</p><p>forma de superação das adversidades.</p><p>c) concepção do ser humano como uma</p><p>espécie predadora e afeita à morbidez.</p><p>d) observação detalhada do corpo para a</p><p>identificação de características de raça.</p><p>e) apologia à superioridade dos organismos</p><p>saudáveis para a sobrevivência da</p><p>espécie.</p><p>4) (ENEM PPL 2014)</p><p>O mulato</p><p>Ana Rosa cresceu; aprendera de cor a gramática</p><p>do Sotero dos Reis; lera alguma coisa; sabia</p><p>rudimentos de francês e tocava modinhas</p><p>sentimentais ao violão e ao piano. Não era</p><p>estúpida; tinha a intuição perfeita da virtude, um</p><p>modo bonito, e por vezes lamentara não ser mais</p><p>instruída. Conhecia muitos trabalhos de agulha;</p><p>bordava como poucas, e dispunha de uma</p><p>gargantazinha de contralto que fazia gosto de</p><p>ouvir.</p><p>Uma só palavra boiava à superfície dos seus</p><p>pensamentos: “Mulato”. E crescia, crescia,</p><p>transformando-se em tenebrosa nuvem, que</p><p>escondia todo o seu passado. Ideia parasita, que</p><p>estrangulava todas as outras ideias.</p><p>— Mulato!</p><p>Esta só palavra explicava-lhe agora todos os</p><p>mesquinhos escrúpulos, que a sociedade do</p><p>Maranhão usara para com ele. Explicava tudo: a</p><p>frieza de certas famílias a quem visitara; as</p><p>reticências dos que lhe falavam de seus</p><p>antepassados; a reserva e a cautela dos que, em</p><p>sua presença, discutiam questões de raça e de</p><p>sangue.</p><p>AZEVEDO, A. O Mulato. São Paulo: Ática, 1996 (fragmento)</p><p>O texto de Aluísio Azevedo é representativo do</p><p>Naturalismo, vigente no final do século XIX.</p><p>Nesse fragmento, o narrador expressa fidelidade</p><p>ao discurso naturalista, pois</p><p>a) relaciona a posição social a padrões de</p><p>comportamento e à condição de raça.</p><p>b) apresenta os homens e as mulheres</p><p>melhores do que eram no século XIX.</p><p>c) mostra a pouca cultura feminina e a</p><p>distribuição de saberes entre homens e</p><p>mulheres.</p><p>d) ilustra os diferentes modos que um</p><p>indivíduo tinha de ascender socialmente.</p><p>e) critica a educação oferecida às mulheres</p><p>e os maus-tratos dispensados aos negros.</p><p>57</p><p>5) (ENEM 2022)</p><p>Esaú e Jacó</p><p>Bárbara entrou, enquanto o pai pegou da viola e</p><p>passou ao patamar de pedra, à porta da</p><p>esquerda. Era uma criaturinha leve e breve, saia</p><p>bordada, chinelinha no pé. Não se lhe podia</p><p>negar um corpo airoso. Os cabelos, apanhados</p><p>no alto da cabeça por um pedaço de fita</p><p>enxovalhada, faziam-lhe um solidéu natural, cuja</p><p>borla era suprida por um raminho de arruda. Já</p><p>vai nisto um pouco de sacerdotisa. O mistério</p><p>estava nos olhos. Estes eram opacos, não sempre</p><p>nem tanto que não fossem também lúcidos e</p><p>agudos, e neste último estado eram igualmente</p><p>compridos; tão compridos e tão agudos que</p><p>entravam pela gente abaixo, revolviam o coração</p><p>e tornavam cá fora, prontos para nova entrada e</p><p>outro revolvimento. Não te minto dizendo que as</p><p>duas sentiram tal ou qual fascinação. Bárbara</p><p>interrogou-as; Natividade disse ao que vinha e</p><p>entregou-lhe os retratos dos filhos e os cabelos</p><p>cortados, por lhe haverem dito que bastava.</p><p>– Basta, confirmou Bárbara. Os meninos são seus</p><p>filhos?</p><p>– São.</p><p>ASSIS, M. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.</p><p>No relato da visita de duas mulheres ricas a uma</p><p>vidente no Morro do Castelo, a ironia — um dos</p><p>traços mais representativos da narrativa</p><p>machadiana — consiste no</p><p>a) modo de vestir dos moradores do morro</p><p>carioca.</p><p>b) senso prático em relação às</p><p>oportunidades de renda.</p><p>c) mistério que cerca as clientes de práticas</p><p>de vidência.</p><p>d) misto de singeleza e astúcia dos gestos</p><p>da personagem.</p><p>e) interesse do narrador pelas figuras</p><p>femininas ambíguas.</p><p>6) (ENEM PPL 2019) — Não digo que seja uma</p><p>mulher perdida, mas recebeu uma educação</p><p>muito livre, saracoteia sozinha por toda a cidade</p><p>e não tem podido, por conseguinte, escapar à</p><p>implacável maledicência dos fluminenses.</p><p>Demais, está habituada ao luxo, ao luxo da rua,</p><p>que é o mais caro; em casa arranjam-se ela e a</p><p>tia sabe Deus como. Não é mulher com quem a</p><p>gente se case. Depois, lembra-te que apenas</p><p>começas e não tens ainda onde cair morto.</p><p>Enfim, és um homem: faze o que bem te parecer.</p><p>Essas palavras, proferidas com uma franqueza</p><p>por tantos motivos autorizada, calaram no ânimo</p><p>do bacharel. Intimamente ele estimava que o</p><p>velho amigo de seu pai o dissuadisse de</p><p>requestar a moça, não pelas consequências</p><p>morais do casamento, mas pela obrigação, que</p><p>este lhe impunha, de satisfazer uma dívida de</p><p>vinte contos de réis, quando, apesar de todos os</p><p>seus esforços, não conseguira até então pôr de</p><p>parte nem o terço daquela quantia.</p><p>AZEVEDO, A. A dívida. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso</p><p>em: 20 ago. 2017.</p><p>O texto, publicado no fim do século XIX, traz à</p><p>tona representações sociais da sociedade</p><p>brasileira da época. Em consonância com a</p><p>estética realista, traços da visão crítica do</p><p>narrador manifestam-se na</p><p>a) caracterização pejorativa do</p><p>comportamento da mulher solteira.</p><p>b) concepção irônica acerca dos valores</p><p>morais inerentes à vida conjugal.</p><p>c) contraposição entre a idealização do</p><p>amor e as imposições do trabalho.</p><p>d) expressão caricatural do casamento pelo</p><p>viés do sentimentalismo burguês.</p><p>e) sobreposição da preocupação financeira</p><p>em relação ao sentimento amoroso.</p><p>7) (ENEM PPL 2018) Quanto às mulheres de vida</p><p>alegre, detestava-as; tinha gasto muito dinheiro,</p><p>precisava casar, mas casar com uma menina</p><p>ingênua e pobre, porque é nas classes pobres</p><p>que se encontra mais vergonha e menos</p><p>bandalheira. Ora, Maria do Carmo parecia-lhe</p><p>uma criatura simples, sem essa tendência fatal</p><p>das mulheres modernas para o adultério, uma</p><p>menina que até chorava na aula simplesmente</p><p>por não ter respondido a uma pergunta do</p><p>professor! Uma rapariga assim era um caso</p><p>esporádico, uma verdadeira exceção no meio de</p><p>uma sociedade roída por quanto vício há no</p><p>mundo. Ia concluir o curso, e, quando voltasse ao</p><p>Ceará, pensaria seriamente no caso. A Maria do</p><p>Carmo estava mesmo a calhar: pobrezinha, mas</p><p>inocente...</p><p>(CAMINHA, A. A normalista. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br.</p><p>Acesso em: 16 maio 16)</p><p>58</p><p>Alinhado às concepções do Naturalismo, o</p><p>fragmento do romance de Adolfo Caminha, de</p><p>1893, identifica e destaca nos personagens um(a)</p><p>a) compleição moral condicionada ao poder</p><p>aquisitivo.</p><p>b) temperamento inconstante incompatível</p><p>com a vida conjugal.</p><p>c) formação intelectual escassa relacionada</p><p>a desvios de conduta.</p><p>d)</p><p>laço de dependência ao projeto de</p><p>reeducação de inspiração positivista.</p><p>e) sujeição a modelos representados por</p><p>estratificações sociais e de gênero.</p><p>8) (ENEM 3ª APLICAÇÃO 2014) Nunca tinha ido</p><p>ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao</p><p>Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me</p><p>levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia</p><p>uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não</p><p>respondia, vestia-se, saía e só tomava na manhã</p><p>seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro</p><p>era um eufemismo em ação. Meneses trazia</p><p>amores com uma senhora, separada do marido, e</p><p>dormia fora de casa uma vez por semana.</p><p>Conceição padecera, a princípio, com a</p><p>existência da comborça; mas, afinal,</p><p>resignara-se, acostumara-se, e acabou achando</p><p>que era muito direito.</p><p>ASSIS, M. et al. Missa do galo: variações sobre o mesmo tema. São</p><p>Paulo: Summus, 1977 (fragmento).</p><p>No fragmento desse conto de Machado de Assis,</p><p>"ir ao teatro" significa "ir encontrar-se com a</p><p>amante". O uso do eufemismo como estratégia</p><p>argumentativa significa</p><p>a) exagerar quanto ao desejo em "ir ao</p><p>teatro".</p><p>b) personificar a prontidão em "ir ao teatro".</p><p>c) esclarecer o valor denotativo de "ir ao</p><p>teatro".</p><p>d) reforçar compromisso com o casamento.</p><p>e) suavizar uma transgressão matrimonial.</p><p>9) (ENEM PPL 2014) O Jornal do Commércio deu</p><p>um brado esta semana contra as casas que</p><p>vendem drogas para curar a gente, acusando-as</p><p>de as vender para outros fins menos humanos.</p><p>Citou os envenenamentos que tem havido na</p><p>cidade, mas esqueceu de dizer, ou não acentuou</p><p>bem, que são produzidos por engano das</p><p>pessoas que manipulam os remédios. Um pouco</p><p>mais de cuidado, um pouco menos de distração</p><p>ou de ignorância, evitarão males futuros. Mas</p><p>todo ofício tem uma aprendizagem, e não há</p><p>benefício humano que não custe mais ou menos</p><p>duras agonias. Cães, coelhos e outros animais</p><p>são vítimas de estudos que lhes não aproveitam,</p><p>e sim aos homens; por que não serão alguns</p><p>destes, vítimas do que há de aproveitar aos</p><p>contemporâneos e vindouros? Há um argumento</p><p>que desfaz em parte todos esses ataques às</p><p>boticas; é que o homem é em si mesmo um</p><p>laboratório. Que fundamento jurídico haverá</p><p>para impedir que eu manipule e venda duas</p><p>drogas perigosas? Se elas matarem, o</p><p>prejudicado que exija de mim a indenização que</p><p>entender; se não matarem, nem curarem, é um</p><p>acidente e um bom acidente, porque a vida fica.</p><p>ASSIS, M. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1967</p><p>No gênero crônica, Machado de Assis legou</p><p>inestimável contribuição para o conhecimento do</p><p>contexto social de seu tempo e seus hábitos</p><p>culturais. O fragmento destacado comprova que</p><p>o escritor avalia o(a)</p><p>a) manipulação inconsequente dos remédios</p><p>pela população.</p><p>b) uso de animais em testes com remédios</p><p>desconhecidos.</p><p>c) fato de as drogas manipuladas não terem</p><p>eficácia garantida.</p><p>d) hábito coletivo de experimentar drogas</p><p>com objetivos terapêuticos.</p><p>e) ausência de normas jurídicas para</p><p>regulamentar a venda nas boticas.</p><p>10) (ENEM 2022) A senhora manifestava-se por</p><p>atos, por gestos, e sobretudo por um certo</p><p>silêncio, que amargava, que esfolava. Porém</p><p>desmoralizar escancaradamente o marido, não</p><p>era com ela.[…]</p><p>As negras receberam ordem para meter no</p><p>serviço a gente do tal compadre Silveira: as</p><p>cunhadas, ao fuso; os cunhados, ao campo,</p><p>tratar do gado com os vaqueiros; a mulher e as</p><p>irmãs, que se ocupassem da ninhada. Margarida</p><p>não tivera filhos, e como os desejasse com a</p><p>força de suas vontades, tratava sempre bem aos</p><p>pequenitos e às mães que os estavam criando.</p><p>Não era isso uma sentimentalidade cristã, uma</p><p>ternura, era o egoísta e cru instinto da</p><p>maternidade, obrando por mera simpatia carnal.</p><p>Quanto ao pai do lote (referia-se ao Antônio),</p><p>esse que fosse ajudar ao vaqueiro das bestas.</p><p>Ordens dadas, o Quinquim referendava. Cada um</p><p>moralizava o outro, para moralizar-se.</p><p>PAIVA, M. O. Dona Guidinha do Poço. Rio de Janeiro: Tecnoprint, s/d</p><p>59</p><p>No trecho do romance naturalista, a forma como</p><p>o narrador julga comportamentos e emoções das</p><p>personagens femininas revela influência do</p><p>pensamento</p><p>a) capitalista, marcado pela distribuição</p><p>funcional do trabalho.</p><p>b) liberal, buscando a igualdade entre</p><p>pessoas escravizadas e livres.</p><p>c) científico, considerando o ser humano</p><p>como um fenômeno biológico.</p><p>d) religioso, fundamentado na fé e na</p><p>aceitação dos dogmas do cristianismo</p><p>e) afetivo, manifesto na determinação de</p><p>acolher familiares e no respeito mútuo</p><p>MATEMÁTICA: Geometria</p><p>Espacial</p><p>1) (ENEM PPL 2020) Um piscicultor cria uma</p><p>espécie de peixe em um tanque cilíndrico. Devido</p><p>às características dessa espécie, o tanque deve</p><p>ter, exatamente, metros de profundidade e ser</p><p>dimensionado de forma a comportar peixes para</p><p>cada metro cúbico de água. Atualmente, o</p><p>tanque comporta um total de peixes. O</p><p>piscicultor deseja aumentar a capacidade do</p><p>tanque para que ele comporte peixes, mas sem</p><p>alterar a sua profundidade. Considere como</p><p>aproximação para π.</p><p>O aumento da medida do raio do tanque, em</p><p>metro, deve ser de</p><p>a) 30 − 5</p><p>b)</p><p>30−5</p><p>2</p><p>c) 5</p><p>d)</p><p>5</p><p>2</p><p>e)</p><p>15</p><p>2</p><p>2) (ENEM 2022) Uma loja comercializa cinco</p><p>modelos de caixas-d’água (I, II, III, IV e V),</p><p>todos em formato de cilindro reto de base</p><p>circular. Os modelos II, III, IV e V têm as</p><p>especificações de suas dimensões dadas em</p><p>relação às dimensões do modelo I, cuja</p><p>profundidade é P e área da base é Ab, como</p><p>segue:</p><p>● modelo II: o dobro da profundidade e a</p><p>metade da área da base do modelo I;</p><p>● modelo III: o dobro da profundidade e a</p><p>metade do raio da base do modelo I;</p><p>● modelo IV: a metade da profundidade e o</p><p>dobro da área da base do modelo I;</p><p>● modelo V: a metade da profundidade e o</p><p>dobro do raio da base do modelo I.</p><p>Uma pessoa pretende comprar nessa loja o</p><p>modelo de caixa-d’água que ofereça a maior</p><p>capacidade volumétrica.</p><p>O modelo escolhido deve ser o</p><p>a) I.</p><p>b) II.</p><p>c) III.</p><p>d) IV.</p><p>e) V.</p><p>3) (ENEM 2022) Uma cozinheira produz docinhos</p><p>especiais por encomenda. Usando uma</p><p>receita-base de massa, ela prepara uma porção,</p><p>com a qual produz 50 docinhos maciços de</p><p>formato esférico, com 2 cm de diâmetro. Um</p><p>cliente encomenda 150 desses docinhos, mas</p><p>pede que cada um tenha formato esférico com 4</p><p>cm de diâmetro.</p><p>A cozinheira pretende preparar o número exato</p><p>de porções da receita-base de massa necessário</p><p>para produzir os docinhos dessa encomenda</p><p>Quantas porções da receita-base de massa ela</p><p>deve preparar para atender esse cliente?</p><p>a) 2</p><p>b) 3</p><p>c) 6</p><p>d) 12</p><p>e) 24</p><p>4) (ENEM PPL 2018) Uma empresa especializada</p><p>em embalagem de papelão recebeu uma</p><p>encomenda para fabricar caixas para um</p><p>determinado modelo de televisor, como o da</p><p>figura.</p><p>60</p><p>A embalagem deve deixar uma folga de 5 cm em</p><p>cada uma das dimensões. Esta folga será</p><p>utilizada para proteger a televisão com isopor. O</p><p>papelão utilizado na confecção das caixas possui</p><p>uma espessura de 0,5 cm.</p><p>A empresa possui 5 protótipos de caixa de</p><p>papelão, na forma de um paralelepípedo</p><p>reto-retângulo, cujas medidas externas:</p><p>comprimento, altura e largura, em centímetro,</p><p>são respectivamente iguais a:</p><p>● Caixa 1: 68,0 x 50,0 x 18,5</p><p>● Caixa 2: 68,5 x 50,5 x 19,0</p><p>● Caixa 3: 72,5 x 54,5 x 23,0</p><p>● Caixa 4: 73,0 x 55,0 x 23,5</p><p>● Caixa 5: 73,5 x 55,5 x 24,0</p><p>O modelo de caixa de papelão que atende</p><p>exatamente as medidas das dimensões</p><p>especificadas é a</p><p>a) caixa 1.</p><p>b) caixa 2.</p><p>c) caixa 3.</p><p>d) caixa 4.</p><p>e) caixa 5.</p><p>5) (ENEM PPL 2015) Uma fábrica que trabalha</p><p>com matéria-prima de fibra de vidro possui</p><p>diversos modelos e tamanhos de caixa-d’água.</p><p>Um desses modelos é um prisma reto com base</p><p>quadrada. Com o objetivo de modificar a</p><p>capacidade de armazenamento de água, está</p><p>sendo construído um novo modelo, com as</p><p>medidas das arestas da base duplicadas, sem a</p><p>alteração da altura, mantendo a mesma forma.</p><p>Em relação ao antigo modelo, o volume do novo</p><p>modelo é</p><p>a) oito vezes maior.</p><p>b) quatro vezes maior.</p><p>c) duas vezes maior.</p><p>d) a metade.</p><p>e) a quarta parte.</p><p>6) (ENEM PPL 2015) Uma fábrica brasileira de</p><p>exportação de peixes vende para o exterior atum</p><p>em conserva, em dois tipos de latas cilíndricas:</p><p>uma de altura igual a 4 cm e raio 6 cm, e outra</p><p>de altura desconhecida e raio de 3 cm,</p><p>respectivamente, conforme figura.</p><p>práticas e</p><p>convenções sociais inseridas no contexto do</p><p>Romantismo, pois</p><p>a) o trabalho ficcional do narrador</p><p>desvaloriza a mulher ao retratar a</p><p>condição feminina na sociedade brasileira</p><p>da época.</p><p>b) o trabalho ficcional do narrador mascara</p><p>os hábitos sociais no enredo de seu</p><p>romance.</p><p>c) as características da sociedade em que</p><p>Aurélia vivia são remodeladas na</p><p>imaginação do narrador romântico.</p><p>d) o narrador evidencia o cerceamento</p><p>sexista à autoridade da mulher,</p><p>financeiramente independente.</p><p>e) o narrador incorporou em sua ficção</p><p>hábitos muito avançados para a</p><p>sociedade daquele período histórico.</p><p>3) (ENEM DIGITAL 2020) Seixas era homem</p><p>honesto; mas ao atrito da secretaria e ao calor</p><p>das salas, sua honestidade havia tomado essa</p><p>têmpera flexível da cera que se molda às</p><p>fantasias da vaidade e aos reclamos da ambição.</p><p>Era incapaz de apropriar-se do alheio, ou de</p><p>praticar um abuso de confiança; mas professava</p><p>a moral fácil e cômoda, tão cultivada atualmente</p><p>em nossa sociedade.</p><p>Segundo essa doutrina, tudo é permitido em</p><p>matéria de amor; e o interesse próprio tem plena</p><p>liberdade, desde que se transija com a lei e evite</p><p>o escândalo.</p><p>ALENCAR, J. Senhora. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso</p><p>em: 7 out. 2015.</p><p>A literatura romântica reproduziu valores sociais</p><p>em sintonia com seu contexto de mudanças. No</p><p>fragmento de Senhora, as concepções</p><p>românticas do narrador repercutem a</p><p>8</p><p>a) resistência à relativização dos</p><p>parâmetros éticos.</p><p>b) idealização de personagens pela nobreza</p><p>de atitudes.</p><p>c) crítica aos modelos de austeridade dos</p><p>espaços coletivos.</p><p>d) defesa da importância da família na</p><p>formação moral do indivíduo.</p><p>e) representação do amor como fator de</p><p>aperfeiçoamento do espírito.</p><p>4) (ENEM PPL 2016)</p><p>Do amor à pátria</p><p>São doces os caminhos que levam de volta à</p><p>pátria. Não à pátria amada de verdes mares</p><p>bravios, a mirar em berço esplêndido o esplendor</p><p>do Cruzeiro do Sul; mas a uma outra mais íntima,</p><p>pacífica e habitual — uma cuja terra se comeu</p><p>em criança, uma onde se foi menino ansioso por</p><p>crescer, uma onde se cresceu em sofrimentos e</p><p>esperanças plantando canções, amores e filhos</p><p>ao sabor das estações.</p><p>MORAES, V. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1987.</p><p>O nacionalismo constitui tema recorrente na</p><p>literatura romântica e na modernista. No trecho,</p><p>a representação da pátria ganha contornos</p><p>peculiares porque</p><p>a) o amor àquilo que a pátria oferece é</p><p>grandioso e eloquente.</p><p>b) os elementos valorizados são intimistas e</p><p>de dimensão subjetiva.</p><p>c) o olhar sobre a pátria é ingênuo e</p><p>comprometido pela inércia.</p><p>d) o patriotismo literário tradicional é</p><p>subvertido e motivo de ironia.</p><p>e) a natureza é determinante na percepção</p><p>do valor da pátria.</p><p>5) (ENEM DIGITAL 2020)</p><p>O laço de fita</p><p>Não sabes, criança? 'Stou louco de amores...</p><p>Prendi meus afetos, formosa Pepita.</p><p>Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!</p><p>Não rias, prendi-me</p><p>Num laço de fita.</p><p>Na selva sombria de tuas madeixas,</p><p>Nos negros cabelos de moça bonita,</p><p>Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,</p><p>Formoso enroscava-se</p><p>O laço de fita.</p><p>[...]</p><p>Pois bem! Quando um dia na sombra do vale</p><p>Abrirem-me a cova... formosa Pepita!</p><p>Ao menos arranca meus louros da fronte,</p><p>E dá-me por c'roa...</p><p>Teu laço de fita.</p><p>ALVES, C. Espumas flutuantes. Disponível em:</p><p>www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 8 ago. 2015 (fragmento).</p><p>Exemplo da lírica de temática amorosa de Castro</p><p>Alves, o poema constrói imagens caras ao</p><p>Romantismo. Nesse fragmento, o lirismo</p><p>romântico se expressa na</p><p>a) representação infantilizada da figura</p><p>feminina.</p><p>b) criatividade inspirada em elementos da</p><p>natureza.</p><p>c) opção pela morte como solução para as</p><p>frustrações.</p><p>d) ansiedade com as atitudes de indiferença</p><p>da mulher.</p><p>e) fixação por signos de fusão simbólica</p><p>com o ser amado.</p><p>6) (ENEM 2013)</p><p>Capítulo LIV — A pêndula</p><p>Saí dali a saborear o beijo. Não pude dormir;</p><p>estirei-me na cama, é certo, mas foi o mesmo</p><p>que nada. Ouvi as horas todas da noite.</p><p>Usualmente, quando eu perdia o sono, o bater da</p><p>pêndula fazia-me muito mal; esse tique-taque</p><p>soturno, vagaroso e seco parecia dizer a cada</p><p>golpe que eu ia ter um instante menos de vida.</p><p>Imaginava então um velho diabo, sentado entre</p><p>dois sacos, o da vida e o da morte, e a contá-las</p><p>assim:</p><p>— Outra de menos...</p><p>— Outra de menos...</p><p>— Outra de menos...</p><p>— Outra de menos...</p><p>O mais singular é que, se o relógio parava, eu</p><p>dava-lhe corda, para que ele não deixasse de</p><p>bater nunca, e eu pudesse contar todos os meus</p><p>instantes perdidos, invenções há, que se</p><p>transformam ou acabam; as mesmas instituições</p><p>morrem; o relógio é definitivo e perpétuo. O</p><p>derradeiro homem, ao despedir-se do sol frio e</p><p>gasto, há de ter um relógio na algibeira, para</p><p>saber a hora exata em que morre. Naquela noite</p><p>não padeci essa triste sensação de enfado, mas</p><p>9</p><p>outra, e deleitosa, As fantasias tumultuavam-me</p><p>cá dentro, vinham umas sobre outras, à</p><p>semelhança de devotas que se abalroam para</p><p>ver o anjo-cantor das procissões. Não ouvia os</p><p>instantes perdidos, mas os minutos ganhados.</p><p>ASSIS. M. Memórias póstumas de Brás Cubas, Rio de Janeiro: Nova</p><p>Aguilar, 1992 (fragmento).</p><p>O capítulo apresenta o instante em que Brás</p><p>Cubas revive a sensação do beijo trocado com</p><p>Virgília, casada com Lobo Neves. Nesse contexto,</p><p>a metáfora do relógio desconstrói certos</p><p>paradigmas românticos, porque</p><p>a) o narrador e Virgília não têm percepção</p><p>do tempo em seus encontros adúlteros.</p><p>b) como “defunto autor”, Brás Cubas</p><p>reconhece a inutilidade de tentar</p><p>acompanhar o fluxo do tempo.</p><p>c) na contagem das horas, o narrador</p><p>metaforiza o desejo de triunfar e</p><p>acumular riquezas.</p><p>d) o relógio representa a materialização do</p><p>tempo e redireciona o comportamento</p><p>idealista de Brás Cubas.</p><p>e) o narrador compara a duração do sabor</p><p>do beijo à perpetuidade do relógio.</p><p>7) (ENEM 2010)</p><p>Soneto</p><p>Já da morte o palor me cobre o rosto,</p><p>Nos lábios meus o alento desfalece,</p><p>Surda agonia o coração fenece,</p><p>E devora meu ser mortal desgosto!</p><p>Do leito embalde no macio encosto</p><p>Tento o sono reter!… já esmorece</p><p>O corpo exausto que o repouso esquece…</p><p>Eis o estado em que a mágoa me tem posto!</p><p>O adeus, o teu adeus, minha saudade,</p><p>Fazem que insano do viver me prive</p><p>E tenha os olhos meus na escuridade.</p><p>Dá-me a esperança com que o ser mantive!</p><p>Volve ao amante os olhos por piedade,</p><p>Olhos por quem viveu quem já não vive!”</p><p>(AZEVEDO, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000)</p><p>O núcleo temático do soneto citado é típico da</p><p>segunda geração romântica, porém configura</p><p>um lirismo que o projeta para além desse</p><p>momento específico. O fundamento desse lirismo</p><p>é</p><p>a) a angústia alimentada pela constatação</p><p>da irreversibilidade da morte.</p><p>b) a melancolia que frustra a possibilidade</p><p>de reação diante da perda.</p><p>c) o descontrole das emoções provocado</p><p>pela autopiedade.</p><p>d) o desejo de morrer como alívio para a</p><p>desilusão amorosa.</p><p>e) o gosto pela escuridão como solução</p><p>para o sofrimento.</p><p>8) (ENEM PPL 2014)</p><p>Soneto</p><p>Oh! Páginas da vida que eu amava,</p><p>Rompei-vos! nunca mais! tão desgraçado!...</p><p>Ardei, lembranças doces do passado!</p><p>Quero rir-me de tudo que eu amava!</p><p>E que doido que eu fui! como eu pensava</p><p>Em mãe, amor de irmã! em sossegado</p><p>Adormecer na vida acalentado</p><p>Pelos lábios que eu tímido beijava!</p><p>Embora — é meu destino. Em treva densa</p><p>Dentro do peito a existência finda</p><p>Pressinto a morte na fatal doença!</p><p>A mim a solidão da noite infinda!</p><p>Possa dormir o trovador sem crença.</p><p>Perdoa minha mãe — eu te amo ainda!</p><p>AZEVEDO, A. Lira dos vinte anos. São Paulo: Martins Fontes, 1996</p><p>A produção de Álvares de Azevedo situa-se na</p><p>década de 1850, período conhecido na literatura</p><p>brasileira como Ultrarromantismo. Nesse poema,</p><p>a força expressiva da exacerbação romântica</p><p>identifica-se com o(a)</p><p>a) amor materno, que surge como</p><p>possibilidade de salvação para o eu lírico.</p><p>b) saudosismo da infância, indicado pela</p><p>menção às figuras da mãe e da irmã.</p><p>c) construção de versos irônicos e</p><p>sarcásticos, apenas com aparência</p><p>melancólica.</p><p>d) presença do tédio sentido pelo eu lírico,</p><p>indicado pelo seu desejo de dormir.</p><p>e) fixação do eu lírico pela ideia da morte, o</p><p>que</p><p>Sabe-se que a</p><p>medida do volume da lata que possui raio maior,</p><p>V1, é 1,6 vezes a medida do volume da lata que</p><p>possui raio menor, V2.</p><p>Disponível em: www.cbra.org.br. Acesso em: 3 mar. 2012</p><p>A medida da altura desconhecida vale</p><p>a) 8 cm.</p><p>b) 10 cm.</p><p>c) 16 cm.</p><p>d) 20 cm.</p><p>e) 40 cm.</p><p>7) (ENEM 2022) Uma empresa produz e vende</p><p>um tipo de chocolate, maciço, em formato de</p><p>cone circular reto com as medidas do diâmetro</p><p>da base e da altura iguais a 8 cm e 10 cm,</p><p>respectivamente, como apresenta a figura.</p><p>Devido a um aumento de preço dos ingredientes</p><p>utilizados na produção desse chocolate, a</p><p>empresa decide produzir esse mesmo tipo de</p><p>chocolate com um volume 19% menor, no mesmo</p><p>formato de cone circular reto com altura de 10</p><p>cm.</p><p>Para isso, a empresa produzirá esses novos</p><p>chocolates com medida do raio da base, em</p><p>centímetro, igual a</p><p>a) 1,52.</p><p>b) 3,24.</p><p>c) 3,60.</p><p>d) 6,48.</p><p>e) 7,20.</p><p>61</p><p>8) (ENEM PPL 2015) Ao se perfurar um poço no</p><p>chão, na forma de um cilindro circular reto, toda</p><p>a terra retirada é amontoada na forma de um</p><p>cone circular reto, cujo raio da base é o triplo do</p><p>raio do poço e a altura é 2,4 metros. Sabe-se que</p><p>o volume desse cone de terra é 20% maior do que</p><p>o volume do poço cilíndrico, pois a terra fica mais</p><p>fofa após ser escavada.</p><p>Qual é a profundidade, em metros, desse poço?</p><p>a) 1,44</p><p>b) 6,00</p><p>c) 7,20</p><p>d) 8,64</p><p>e) 36,00</p><p>9) (ENEM PPL 2014) Um lojista adquiriu novas</p><p>embalagens para presentes que serão</p><p>distribuídas aos seus clientes. As embalagens</p><p>foram entregues para serem montadas e têm</p><p>forma dada pela figura.</p><p>Após montadas, as embalagens formarão um</p><p>sólido com quantas arestas?</p><p>a) 10</p><p>b) 12</p><p>c) 14</p><p>d) 15</p><p>e) 16</p><p>10) (ENEM PPL 2014) Um agricultor possui em</p><p>sua fazenda um silo para armazenar sua</p><p>produção de milho. O silo, que na época da</p><p>colheita é utilizado em sua capacidade máxima,</p><p>tem a forma de um paralelepípedo retângulo</p><p>reto, com os lados da base medindo L metros e</p><p>altura igual a h metros. O agricultor deseja</p><p>duplicar a sua produção para o próximo ano e,</p><p>para isso, irá comprar um novo silo, no mesmo</p><p>formato e com o dobro da capacidade do atual.</p><p>O fornecedor de silos enviou uma lista com os</p><p>tipos disponíveis e cujas dimensões são</p><p>apresentadas na tabela:</p><p>Para atender às suas necessidades, o agricultor</p><p>deverá escolher o silo de tipo</p><p>a) I.</p><p>b) II.</p><p>c) III.</p><p>d) IV.</p><p>e) V.</p><p>HISTÓRIA: República Velha e</p><p>Oligárquica</p><p>1) (ENEM DIGITAL 2020) O tenentismo veio</p><p>preencher um espaço: o vazio deixado pela falta</p><p>de lideranças civis aptas a conduzirem o</p><p>processo revolucionário brasileiro que começava</p><p>a sacudir as já caducas instituições políticas da</p><p>República Velha. Os “tenentes” substituíram os</p><p>inexistentes partidos políticos de oposição aos</p><p>governos de Epitácio Pessoa e de Artur</p><p>Bernardes.</p><p>PRESTES, A. L. Uma epopeia brasileira: a Coluna Prestes. São Paulo:</p><p>Moderna, 1995 (adaptado).</p><p>Um dos objetivos do movimento político</p><p>abordado no texto era</p><p>a) unificar as Forças Armadas pelo comando</p><p>do Exército nacional.</p><p>b) combater a corrupção eleitoral</p><p>perpetrada pelas oligarquias regionais.</p><p>c) restaurar a segurança das fronteiras</p><p>negligenciadas pelo governo central.</p><p>d) organizar as frentes camponesas</p><p>envolvidas na luta pela reforma agrária.</p><p>e) pacificar os movimentos operários</p><p>radicalizados pelo anarco-sindicalismo.</p><p>62</p><p>2) (ENEM 2018) Rodrigo havia sido indicado pela</p><p>oposição para fiscal duma das mesas eleitorais.</p><p>Pôs o revólver na cintura, uma caixa de balas no</p><p>bolso e encaminhou-se para seu posto. A</p><p>chamada dos eleitores começou às sete da</p><p>manhã. Plantados junto da porta, os capangas</p><p>do Trindade ofereciam cédulas com o nome dos</p><p>candidatos oficiais a todos os eleitores que</p><p>entravam. Estes, em sua quase totalidade,</p><p>tomavam docilmente dos papeluchos e</p><p>depositavam-nos na urna, depois de assinar a</p><p>autêntica. Os que se recusavam a isso tinham</p><p>seus nomes acintosamente anotados.</p><p>VERISSIMO. E. O tempo e o vento. São Paulo: Globo. 2003 (adaptado).</p><p>Erico Veríssimo tematiza em obra ficcional o</p><p>seguinte aspecto característico da vida política</p><p>durante a Primeira República:</p><p>a) Identificação forçada de homens</p><p>analfabetos.</p><p>b) Monitoramento legal dos pleitos</p><p>legislativos.</p><p>c) Repressão explícita ao exercício de</p><p>direito.</p><p>d) Propaganda direcionada à população do</p><p>campo.</p><p>e) Cerceamento policial dos operários</p><p>sindicalizados.</p><p>3) (ENEM DIGITAL 2020) Chamando o repórter</p><p>de “cidadão”, em 1904, o preto acapoeirado</p><p>justificava a revolta: era para “não andarem</p><p>dizendo que o povo é carneiro. De vez em</p><p>quando é bom a negrada mostrar que sabe</p><p>morrer como homem!”. Para ele, a vacinação em</p><p>si não era importante — embora não admitisse</p><p>de modo algum deixar os homens da higiene</p><p>meter o tal ferro em suas virilhas. O mais</p><p>importante era “mostrar ao governo que ele não</p><p>põe o pé no pescoço do povo”.</p><p>CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que</p><p>não foi. São Paulo: Cia. das Letras, 1987 (adaptado).</p><p>A referida Revolta, ocorrida na cidade do Rio de</p><p>Janeiro no início da República, caracterizou-se</p><p>por ser uma</p><p>a) agitação incentivada pelos médicos.</p><p>b) atitude de resistência dos populares.</p><p>c) estratégia elaborada pelos operários.</p><p>d) tática de sobrevivência dos imigrantes.</p><p>e) ação de insurgência dos comerciantes.</p><p>4) (ENEM PPL 2020) Sendo função social antes</p><p>que direito, o voto era concedido àqueles a quem</p><p>a sociedade julgava poder confiar sua</p><p>preservação. No Império, como na República,</p><p>foram excluídos os pobres (seja pela renda, seja</p><p>pela exigência de alfabetização), os mendigos,</p><p>as mulheres, os menores de idade, os praças de</p><p>pré, os membros de ordens religiosas.</p><p>CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que</p><p>não foi. São Paulo: Cia. das Letras, 1996.</p><p>A restrição à participação eleitoral mencionada</p><p>no texto visava assegurar o poder político</p><p>aos(às)</p><p>a) assalariados urbanos.</p><p>b) oligarquias regionais.</p><p>c) empresários industriais.</p><p>d) profissionais liberais.</p><p>e) círculos militares.</p><p>5) (ENEM 2018) Os seus líderes terminaram</p><p>presos e assassinados. A “marujada” rebelde foi</p><p>inteiramente expulsa da esquadra. Num sentido</p><p>histórico, porém, eles foram vitoriosos. A</p><p>“chibata” e outros castigos físicos infamantes</p><p>nunca mais foram oficialmente utilizados; a</p><p>partir de então, os marinheiros — agora</p><p>respeitados — teriam suas condições de vida</p><p>melhoradas significativamente. Sem dúvida</p><p>fizeram avançar a História.</p><p>MAESTRI, M. 1910: A revolta dos marinheiros – uma saga negra. São</p><p>Paulo: Global, 1982.</p><p>A eclosão desse conflito foi resultado da tensão</p><p>acumulada na Marinha do Brasil pelo(a)</p><p>a) engajamento de civis analfabetos após a</p><p>emergência de guerras externas.</p><p>b) insatisfação de militares positivistas após</p><p>a consolidação da política dos</p><p>governadores.</p><p>c) rebaixamento de comandantes veteranos</p><p>após a repressão a insurreições</p><p>milenaristas.</p><p>d) sublevação das classes populares do</p><p>campo após a instituição do alistamento</p><p>obrigatório.</p><p>e) manutenção da mentalidade</p><p>escravocrata da oficialidade após a</p><p>queda do regime imperial.</p><p>63</p><p>6) (ENEM PPL 2018) E fui mostrar ao ilustre</p><p>hóspede [o governador do Estado] a serraria, o</p><p>descaroçador e o estábulo. Expliquei em resumo</p><p>a prensa, o dínamo, as serras e o banheiro</p><p>carrapaticida. De repente supus que a escola</p><p>poderia trazer a benevolência do governador</p><p>para certos favores que eu tencionava solicitar.</p><p>— Pois sim senhor. Quando V. Exª. vier aqui outra</p><p>vez, encontrará essa gente aprendendo cartilha.</p><p>RAMOS, G. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1991.</p><p>O fragmento do romance de Graciliano Ramos</p><p>dialoga com o contexto da Primeira República no</p><p>Brasil, ao focalizar o(a)</p><p>a) derrocada de práticas clientelistas.</p><p>b) declínio do antigo atraso socioeconômico.</p><p>c) liberalismo desapartado de favores do</p><p>Estado.</p><p>d) fortalecimento de políticas públicas</p><p>educacionais.</p><p>e) aliança entre a elite agrária e os</p><p>dirigentes políticos.</p><p>7) (ENEM PPL 2022)</p><p>O Malho, n. 247, 8 jun. 1907. Disponível em: http://atlas.fgv.br. Acesso em:</p><p>14 abr. 2015 (adaptado).</p><p>A charge, publicada em 1907, concorda com a</p><p>ação do Estado ao considerar,</p><p>preconceituosamente, determinada ocupação do</p><p>espaço urbano como um</p><p>a) risco à saúde e</p><p>à moral pública.</p><p>b) foco de instabilidade e agitação política.</p><p>c) perigo à segurança e à unidade nacional.</p><p>d) abrigo de escravos e condenados</p><p>foragidos.</p><p>e) reduto de intolerância e perseguição</p><p>religiosa.</p><p>8) (ENEM PPL 2016) A imagem da relação</p><p>patrão-empregado geralmente veiculada pelas</p><p>classes dominantes brasileiras na República</p><p>Velha era de que esta relação se assemelhava</p><p>em muitos aspectos à relação entre pais e filhos.</p><p>O patrão era uma espécie de “juiz doméstico”</p><p>que procurava guiar e aconselhar o trabalhador,</p><p>que, em troca, devia realizar suas tarefas com</p><p>dedicação e respeitar o seu patrão.</p><p>CHALHOUB, S. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores</p><p>do Rio de Janeiro da Belle Époque. Campinas: Unicamp, 2001.</p><p>No contexto da transição do trabalho escravo</p><p>para o trabalho livre, a construção da imagem</p><p>descrita no texto tinha por objetivo</p><p>a) esvaziar o conflito de uma relação</p><p>baseada na desigualdade entre os</p><p>indivíduos que dela participavam.</p><p>b) driblar a lentidão da nascente Justiça do</p><p>Trabalho, que não conseguia conter os</p><p>conflitos cotidianos.</p><p>c) separar os âmbitos público e privado na</p><p>organização do trabalho para aumentar a</p><p>eficiência dos funcionários.</p><p>d) burlar a aplicação das leis trabalhistas</p><p>conquistadas pelos operários nos</p><p>primeiros governos civis do período</p><p>republicano.</p><p>e) compensar os prejuízos econômicos</p><p>sofridos pelas elites em função da</p><p>ausência de indenização pela libertação</p><p>dos escravos.</p><p>9) (ENEM PPL 2013)</p><p>Eu mesmo me apresento: sou Antônio:</p><p>sou Antônio Vicente Mendes Maciel</p><p>(provim da batalha de Deus versus demônio</p><p>Com a res publica marca de Caim).</p><p>Moisés, do Êxodo ao Deuteronômio,</p><p>Sou natural de Quixeramobim,</p><p>O Antônio Conselheiro deste chão</p><p>Que vai ser mar e o mar vai ser sertão.</p><p>ACCIOLY, M. Antônio Conselheiro. In: FERNANDES, R. (Org.). O clarim e a</p><p>oração: cem anos de Os sertões. São Paulo: Geração Editorial, 2001.</p><p>O poema, escrito em 2001, contribui para a</p><p>construção de uma determinada memória sobre</p><p>o movimento de Canudos, ao retratar seu líder</p><p>como</p><p>a) crítico do regime político</p><p>recém-proclamado.</p><p>b) partidário da abolição da escravidão.</p><p>c) contrário à distribuição da terra para os</p><p>humildes.</p><p>d) defensor da autonomia política dos</p><p>municípios.</p><p>e) porta-voz do catolicismo ortodoxo</p><p>romano.</p><p>64</p><p>10) (ENEM PPL 2016) As camadas dirigentes</p><p>paulistas na segunda metade do século XIX</p><p>recorriam à história e à figura dos bandeirantes.</p><p>Para os paulistas, desde o início da colonização,</p><p>os habitantes de Piratininga (antigo nome de São</p><p>Paulo) foram responsáveis pela ampliação do</p><p>território nacional, enriquecendo a metrópole</p><p>portuguesa com o ouro e expandindo suas</p><p>possessões. Graças à integração territorial que</p><p>promoveram, os bandeirantes eram tidos ainda</p><p>como fundadores da unidade nacional.</p><p>Representavam a lealdade à província de São</p><p>Paulo e ao Brasil.</p><p>ABUD, K. M. Paulistas, uni-vos! Revista de História da Biblioteca</p><p>Nacional, n. 34, 1 jul. 2008 (adaptado).</p><p>No período da história nacional analisado, a</p><p>estratégia descrita tinha como objetivo</p><p>a) promover o pioneirismo industrial pela</p><p>substituição de importações.</p><p>b) questionar o governo regencial após a</p><p>descentralização administrativa.</p><p>c) recuperar a hegemonia perdida com o</p><p>fim da política do café com leite.</p><p>d) aumentar a participação política em</p><p>função da expansão cafeeira.</p><p>e) legitimar o movimento abolicionista</p><p>durante a crise do escravismo.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>65</p><p>66</p><p>GEOGRAFIA: Transporte e</p><p>Energia</p><p>1) (ENEM PPL 2014) Uma maior disponibilidade</p><p>de combustível fóssil, como acontece com as</p><p>crescentes possibilidades brasileiras, é fonte de</p><p>importantes perspectivas econômicas para o</p><p>país. Ao mesmo tempo, porém, numa época de</p><p>pressão mundial por alimentos e</p><p>biocombustíveis, as reservas nacionais de água</p><p>doce, o clima favorável e o domínio de</p><p>tecnologias de ponta no setor conferem à matriz</p><p>energética brasileira um papel-chave na</p><p>mudança do paradigma energético-produtivo.</p><p>SODRÉ, M. Reinventando a educação: diversidade, descolonização e</p><p>redes. Petrópolis: Vozes, 2012</p><p>No texto, é ressaltada a importância da matriz</p><p>energética brasileira enquanto referência de</p><p>caráter mais sustentável. Essa importância é</p><p>derivada da</p><p>a) conquista da autossuficiência petrolífera</p><p>pela descoberta de novas jazidas.</p><p>b) expansão da fronteira agrícola intensiva</p><p>para produção de biocombustíveis.</p><p>c) superação do uso de energia não</p><p>renovável no setor de transporte de</p><p>cargas.</p><p>d) apropriação das condições naturais do</p><p>território para diversificação das fontes.</p><p>e) redução do impacto social advindo da</p><p>substituição de termelétricas por</p><p>hidrelétricas.</p><p>2) (ENEM PPL 2018) O Decreto Federal n.</p><p>7.390/2010, que regulamenta a Lei da Política</p><p>Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) no</p><p>Brasil, projeta que as emissões nacionais de</p><p>gases de efeito estufa (GEE) em 2020 serão de</p><p>3,236 milhões. Esse mesmo decreto define o</p><p>compromisso nacional voluntário do Brasil em</p><p>reduzir as emissões de GEE projetadas para 2020</p><p>entre 38,6% e 38,9%.</p><p>BRASIL. Decreto n. 7.390, de 9 de dezembro de 2010. Disponível em:</p><p>www.planalto.gov.br. Acesso em: 2 jun. 2014 (adaptado).</p><p>O cumprimento da meta mencionada está</p><p>condicionada por</p><p>a) abdicar das usinas nucleares.</p><p>b) explorar reservas do pré-sal.</p><p>c) utilizar gás de xisto betuminoso.</p><p>d) investir em energias sustentáveis.</p><p>e) encarecer a produção de automóveis.</p><p>3) (ENEM 2020)</p><p>O conjunto representado pelo agronegócio</p><p>demanda condições específicas que passam a</p><p>ser exigidas dos territórios. Como há uma</p><p>elevação da formação de fluxos, materiais e</p><p>imateriais, a crescente articulação com as</p><p>escalas que vão do local ao global terminam por</p><p>pressionar o Estado a agir visando uma</p><p>instalação no território de fixos diversos, bem</p><p>como de uma regulação específica.</p><p>LIMA R C.PENNA, N. A. A logística de transportes do agronegócio em</p><p>Mato Grosso (Brasil). Confins, n. 26. fev. 2016.</p><p>O mapa e o texto se complementam indicando</p><p>que a expansão das rodovias se deu como</p><p>resposta ao(à)</p><p>a) alteração da matriz econômica.</p><p>b) substituição do modal hidroviário.</p><p>c) retração do contingente demográfico.</p><p>d) projeção do escoamento produtivo.</p><p>e) estagnação de lavouras policultoras.</p><p>4) (ENEM 2014) A urbanização brasileira, no</p><p>início da segunda metade do século XX,</p><p>promoveu uma radical alteração nas cidades.</p><p>Ruas foram alargadas, túneis e viadutos foram</p><p>construídos. O bonde foi a primeira vítima fatal.</p><p>O destino do sistema ferroviário não foi muito</p><p>diferente. O transporte coletivo saiu</p><p>definitivamente dos trilhos.</p><p>JANOT, L. F. A caminho de Guaratiba. Disponível em: www.iab.org.br.</p><p>Acesso em: 9 jan. 2014 (adaptado).</p><p>67</p><p>A relação entre transportes e urbanização é</p><p>explicada, no texto, pela</p><p>a) retirada dos investimentos estatais</p><p>aplicados em transporte de massa.</p><p>b) demanda por transporte individual</p><p>ocasionada pela expansão da mancha</p><p>urbana.</p><p>c) presença hegemônica do transporte</p><p>alternativo localizado nas periferias das</p><p>cidades.</p><p>d) aglomeração do espaço urbano</p><p>metropolitano impedindo a construção do</p><p>transporte metroviário.</p><p>e) predominância do transporte rodoviário</p><p>associado à penetração das</p><p>multinacionais automobilísticas.</p><p>5) (ENEM PPL 2019) Em 2014, iniciou-se em São</p><p>Paulo uma séria crise hídrica que também afetou</p><p>o setor energético, agravada pelo aumento do</p><p>uso de ar-condicionado e ventiladores. Com isso,</p><p>intensifica-se a discussão sobre a matriz</p><p>energética adotada nas diversas regiões do país.</p><p>Sendo assim, há necessidade de se buscarem</p><p>fontes alternativas de energia renovável que</p><p>impliquem menores impactos ambientais.</p><p>Considerando essas informações, qual fonte</p><p>poderia ser utilizada?</p><p>a) Urânio enriquecido.</p><p>b) Carvão mineral.</p><p>c) Gás natural.</p><p>d) Óleo diesel.</p><p>e) Biomassa.</p><p>6) (ENEM 2012) A soma do tempo gasto por</p><p>todos os navios de carga na espera para atracar</p><p>no porto de Santos é igual a 11 anos — isso,</p><p>contando somente o intervalo de janeiro a</p><p>outubro de 2011. O problema não foi registrado</p><p>somente neste ano. Desde 2006 a perda de</p><p>tempo supera uma década.</p><p>Folha de S. Paulo, 25 dez. 2011 (adaptado).</p><p>A situação descrita gera consequências em</p><p>cadeia,</p><p>tanto para a produção quanto para o</p><p>transporte. No que se refere à territorialização da</p><p>produção no Brasil contemporâneo, uma dessas</p><p>consequências é a</p><p>a) realocação das exportações para o modal</p><p>aéreo em função da rapidez.</p><p>b) dispersão dos serviços financeiros em</p><p>função da busca de novos pontos de</p><p>importação.</p><p>c) redução da exportação de gêneros</p><p>agrícolas em função da dificuldade para</p><p>o escoamento.</p><p>d) priorização do comércio com países</p><p>vizinhos em função da existência de</p><p>fronteiras terrestres.</p><p>e) estagnação da indústria de alta</p><p>tecnologia em função da concentração de</p><p>investimentos na infraestrutura de</p><p>circulação.</p><p>7) (ENEM 2009) No mundo contemporâneo, as</p><p>reservas energéticas tornam-se estratégicas</p><p>para muitos países no cenário internacional. Os</p><p>gráficos apresentados mostram os dez países</p><p>com as maiores reservas de petróleo e gás</p><p>natural em reservas comprovadas até janeiro de</p><p>2008.</p><p>Disponível em: http://indexmundi.com. Acesso em: 12 ago. 2009</p><p>(adaptado).</p><p>68</p><p>As reservas venezuelanas figuram em ambas as</p><p>classificações porque</p><p>a) a Venezuela já está integrada ao</p><p>MERCOSUL.</p><p>b) são reservas comprovadas, mas ainda</p><p>inexploradas.</p><p>c) podem ser exploradas sem causarem</p><p>alterações ambientais.</p><p>d) já estão comprometidas com o setor</p><p>industrial interno daquele país.</p><p>e) a Venezuela é uma grande potência</p><p>energética mundial.</p><p>8) (ENEM 2022)</p><p>PEREIRA, E. B. et al. Atlas brasileiro de energia solar. São José dos</p><p>Campos: Inpe, 2006.</p><p>Uma característica regional que justifica o maior</p><p>potencial anual médio para o aproveitamento da</p><p>energia solar é a reduzida</p><p>a) declividade do relevo.</p><p>b) extensão longitudinal.</p><p>c) nebulosidade atmosférica.</p><p>d) irregularidade pluviométrica.</p><p>e) influência da continentalidade.</p><p>9) (ENEM 2013) De todas as transformações</p><p>impostas pelo meio técnico-científico-</p><p>-informacional à logística de transportes,</p><p>interessa-nos mais de perto a intermodalidade. E</p><p>por uma razão muito simples: o potencial que tal</p><p>“ferramenta logística” ostenta permite que haja,</p><p>de fato, um sistema de transportes condizente</p><p>com a escala geográfica do Brasil.</p><p>HUERTAS, D. M. O papel dos transportes na expansão recente da</p><p>fronteira agrícola brasileira. Revista Transporte y Territorio, Universidade</p><p>de Buenos Aires, n. 3, 2010 (adaptado).</p><p>A necessidade de modais de transporte</p><p>interligados, no território brasileiro, justifica-se</p><p>pela(s)</p><p>a) variações climáticas no território,</p><p>associadas à interiorização da produção.</p><p>b) grandes distâncias e a busca da redução</p><p>dos custos de transporte.</p><p>c) formação geológica do país, que impede</p><p>o uso de um único modal.</p><p>d) proximidade entre a área de produção</p><p>agrícola intensiva e os portos.</p><p>e) diminuição dos fluxos materiais em</p><p>detrimento de fluxos imateriais.</p><p>10) (ENEM 2013) Nos últimos decênios, o</p><p>território conhece grandes mudanças em função</p><p>de acréscimos técnicos que renovam a sua</p><p>materialidade, como resultado e condição, ao</p><p>mesmo tempo, dos processos econômicos e</p><p>sociais em curso.</p><p>SANTOS, M.; SILVEIRA; M. L. O Brasil: território e sociedade no início do</p><p>século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2004 (adaptado)</p><p>A partir da última década, verifica-se a</p><p>ocorrência no Brasil de alterações significativas</p><p>no território, ocasionando impactos sociais,</p><p>culturais e econômicos sobre comunidades</p><p>locais, e com maior intensidade, na Amazônia</p><p>Legal, com a</p><p>a) reforma e ampliação de aeroportos nas</p><p>capitais dos estados.</p><p>b) ampliação de estádios de futebol para a</p><p>realização de eventos esportivos.</p><p>c) construção de usinas hidrelétricas sobre</p><p>os rios Tocantins, Xingu e Madeira.</p><p>d) instalação de cabos para a formação de</p><p>uma rede informatizada de comunicação.</p><p>e) formação de uma infraestrutura de torres</p><p>que permitem a comunicação móvel na</p><p>região.</p><p>69</p><p>QUÍMICA: Teorias Atômicas,</p><p>Tabela Periódica e</p><p>Radioatividade</p><p>1) (ENEM 2018) Na mitologia grega, Nióbia era a</p><p>filha de Tântalo, dois personagens conhecidos</p><p>pelo sofrimento. O elemento químico de número</p><p>atômico (Z) igual a 41 tem propriedades</p><p>químicas e físicas tão parecidas com as do</p><p>elemento de número atômico 73 que chegaram a</p><p>ser confundidos. Por isso, em homenagem a</p><p>esses dois personagens da mitologia grega, foi</p><p>conferido a esses elementos os nomes de nióbio</p><p>(Z = 41) e tântalo (Z = 73). Esses dois elementos</p><p>químicos adquiriram grande importância</p><p>econômica na metalurgia, na produção de</p><p>supercondutores e em outras aplicações na</p><p>indústria de ponta, exatamente pelas</p><p>propriedades químicas e físicas comuns aos dois.</p><p>KEAN, S. A colher que desaparece: e outras histórias reais de loucura,</p><p>amor e morte a partir dos elementos químicos. Rio de Janeiro: Zahar,</p><p>2011 (adaptado).</p><p>A importância econômica e tecnológica desses</p><p>elementos, pela similaridade de suas</p><p>propriedades químicas e físicas, deve-se a</p><p>a) terem elétrons no subnível f</p><p>b) serem elementos de transição interna.</p><p>c) pertencerem ao mesmo grupo na tabela</p><p>periódica.</p><p>d) terem seus elétrons mais externos nos</p><p>níveis 4 e 5, respectivamente.</p><p>e) estarem localizados na família dos</p><p>alcalinos terrosos e alcalinos,</p><p>respectivamente.</p><p>2) (ENEM PPL 2018) O elemento radioativo tório</p><p>(Th) pode substituir os combustíveis fósseis e</p><p>baterias. Pequenas quantidades desse elemento</p><p>seriam suficientes para gerar grande quantidade</p><p>de energia. A partícula liberada em seu</p><p>decaimento poderia ser bloqueada utilizando-se</p><p>uma caixa de aço inoxidável. A equação nuclear</p><p>para o decaimento do é:</p><p>Considerando a equação de decaimento nuclear,</p><p>a partícula que fica bloqueada na caixa de aço</p><p>inoxidável é o(a)</p><p>a) alfa.</p><p>b) beta.</p><p>c) próton.</p><p>d) nêutron.</p><p>e) pósitron.</p><p>3) (ENEM PPL 2011) Os materiais radioativos</p><p>emitem diferentes tipos de radiação. A radiação</p><p>gama, por exemplo, por sua alta energia e</p><p>penetração, consegue remover elétrons dos</p><p>átomos dos tecidos internos e romper ligações</p><p>químicas por ionização, podendo causar</p><p>mutação no DNA. Já as partículas beta têm o</p><p>mesmo efeito ionizante, mas atuam sobre as</p><p>células da pele.</p><p>RODRIGUES JR., A. A. O que é radiação? E contaminação radioativa?</p><p>Vamos esclarecer. Física na Escola. V. 8, nº 2, 2007. São Paulo: Sociedade</p><p>Brasileira de Física (adaptado).</p><p>Segundo o texto, um indivíduo irradiado por uma</p><p>fonte radioativa é exposto ao risco de</p><p>a) transformar-se em um corpo radioativo.</p><p>b) absorver a radiação e armazená-la.</p><p>c) emitir radiação e contaminar outras</p><p>pessoas.</p><p>d) sofrer alterações gênicas e desenvolver</p><p>câncer.</p><p>e) transportar a radiação e contaminar</p><p>outros ambientes.</p><p>4) (ENEM DIGITAL 2020) No final do século XIX,</p><p>muitos cientistas estavam interessados nos</p><p>intrigantes fenômenos observados nas ampolas</p><p>de raios catódicos, que são tubos sob vácuo em</p><p>que se ligam duas placas a uma fonte de alta</p><p>tensão. Os raios catódicos passam através de um</p><p>orifício no ânodo e continuam o percurso até a</p><p>outra extremidade do tubo, onde são detectados</p><p>pela fluorescência produzida ao chocarem-se</p><p>com um revestimento especial, como pode ser</p><p>observado na figura. Medições da razão entre a</p><p>carga e a massa dos constituintes dos raios</p><p>catódicos mostram que a sua identidade</p><p>independe do material do cátodo ou do gás</p><p>dentro das ampolas.</p><p>CHANG, R.; GOLDSBY, K. A. Química. Porto Alegre: Bookman, 2013</p><p>(adaptado)</p><p>Essa radiação invisível detectada nas ampolas é</p><p>constituída por</p><p>a) ânions.</p><p>b) cátions.</p><p>c) prótons.</p><p>d) elétrons.</p><p>e) partículas alfa.</p><p>70</p><p>5) (ENEM 2019) Em 1808, Dalton publicou o seu</p><p>famoso livro o intitulado Um novo sistema de</p><p>filosofia química (do original A New System of</p><p>Chemical Philosophy), no qual continha os cinco</p><p>postulados que serviam como alicerce da</p><p>primeira teoria atômica da matéria</p><p>fundamentada no método científico. Esses</p><p>postulados são numerados a seguir:</p><p>1. A matéria é constituída de átomos</p><p>indivisíveis.</p><p>2. Todos os átomos de um dado elemento</p><p>químico são idênticos em massa e em</p><p>todas as outras propriedades.</p><p>3. Diferentes elementos químicos têm</p><p>diferentes tipos de átomos; em particular,</p><p>seus átomos têm diferentes massas.</p><p>4. Os átomos são indestrutíveis e nas</p><p>reações químicas mantêm suas</p><p>identidades.</p><p>5. Átomos de elementos combinam com</p><p>átomos de outros elementos em</p><p>proporções de números inteiros</p><p>pequenos</p><p>para formar compostos.</p><p>Após o modelo de Dalton, outros modelos</p><p>baseados em outros dados experimentais</p><p>evidenciaram, entre outras coisas, a natureza</p><p>elétrica da matéria, a composição e organização</p><p>do átomo e a quantização da energia no modelo</p><p>atômico.</p><p>OXTOBY, DW.; GILLIS, H. PR; BUTLER, L.J. Principles of Modern</p><p>Chemistry. Boston: Cengage Learning, 2012 (adaptado).</p><p>Com base no modelo atual que descreve o</p><p>átomo, qual dos postulados de Dalton ainda é</p><p>considerado correto?</p><p>a) 1</p><p>b) 2</p><p>c) 3</p><p>d) 4</p><p>e) 5</p><p>6) (ENEM PPL 2018) O terremoto e o tsunami</p><p>ocorridos no Japão em 11 de março de 2011</p><p>romperam as paredes de isolamento de alguns</p><p>reatores da usina nuclear de Fukushima, o que</p><p>ocasionou a liberação de substâncias</p><p>radioativas. Entre elas está o iodo-131, cuja</p><p>presença na natureza está limitada por sua</p><p>meia-vida de oito dias.</p><p>O tempo estimado para que esse material se</p><p>desintegre até atingir da sua massa inicial é</p><p>1</p><p>6</p><p>de</p><p>a) 8 dias.</p><p>b) 16 dias.</p><p>c) 24 dias.</p><p>d) 32 dias.</p><p>e) 128 dias.</p><p>7) (ENEM 2019) Por terem camada de valência</p><p>completa, alta energia de ionização e afinidade</p><p>eletrônica praticamente nula, considerou-se por</p><p>muito tempo que os gases nobres não formariam</p><p>compostos químicos. Porém, em 1962, foi</p><p>realizada com sucesso a reação entre o xenônio</p><p>(camada de valência 5s2 5p6) e o hexafluoreto de</p><p>platina e, desde então, mais compostos novos de</p><p>gases nobres vêm sendo sintetizados. Tais</p><p>compostos demonstram que não se pode aceitar</p><p>acriticamente a regra do octeto, na qual se</p><p>considera que, numa ligação química, os átomos</p><p>tendem a adquirir estabilidade assumindo a</p><p>configuração eletrônica de gás nobre. Dentre os</p><p>compostos conhecidos, um dos mais estáveis é o</p><p>difluoreto de xenônio, no qual dois átomos do</p><p>halogênio flúor (camada de valência 2s2 2p5) se</p><p>ligam covalentemente ao átomo de gás nobre</p><p>para ficarem com oito elétrons de valência.</p><p>Ao se escrever a fórmula de Lewis do composto</p><p>de xenônio citado, quantos elétrons na camada</p><p>de valência haverá no átomo do gás nobre?</p><p>a) 6</p><p>b) 8</p><p>c) 10</p><p>d) 12</p><p>e) 14</p><p>8) (ENEM PPL 2010) O cádmio, presente nas</p><p>baterias, pode chegar ao solo quando esses</p><p>materiais são descartados de maneira irregular</p><p>no meio ambiente ou quando são incinerados.</p><p>Diferentemente da forma metálica, os íons Cd2+</p><p>são extremamente perigosos para o organismo,</p><p>pois eles podem substituir íons Ca2+, ocasionando</p><p>uma doença degenerativa nos ossos,</p><p>tornando-os muito porosos e causando dores</p><p>intensas nas articulações. Podem ainda inibir</p><p>enzimas ativadas pelo cátion Zn2+, que são</p><p>extremamente importantes para o</p><p>funcionamento dos rins. A figura mostra a</p><p>variação do raio de alguns metais e seus</p><p>respectivos cátions.</p><p>71</p><p>ATKINS, P; JONES, L. Princípios de química: Questionando a vida</p><p>moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2001 (adaptado).</p><p>Com base no texto, a toxicidade do cádmio em</p><p>sua forma iônica é consequência de esse</p><p>elemento</p><p>a) apresentar baixa energia de ionização, o</p><p>que favorece a formação do íon e facilita</p><p>sua ligação a outros compostos.</p><p>b) possuir tendência de atuar em processos</p><p>biológicos mediados por cátions</p><p>metálicos com cargas que variam de +1 a</p><p>+3.</p><p>c) possuir raio e carga relativamente</p><p>próximos aos de íons metálicos que</p><p>atuam nos processos biológicos,</p><p>causando interferência nesses processos.</p><p>d) apresentar raio iônico grande, permitindo</p><p>que ele cause interferência nos processos</p><p>biológicos em que, normalmente, íons</p><p>menores participam.</p><p>e) apresentar carga +2, o que permite que</p><p>ele cause interferência nos processos</p><p>biológicos em que, normalmente, íons</p><p>com cargas menores participam.</p><p>9) (ENEM 2013) Glicose marcada com nuclídeos</p><p>de carbono-11 é utilizada na medicina para se</p><p>obter imagens tridimensionais do cérebro, por</p><p>meio de tomografia de emissão de pósitrons. A</p><p>desintegração do carbono-11 gera um pósitron,</p><p>com tempo de meia-vida de 20,4 min, de acordo</p><p>com a equação da reação nuclear:</p><p>A partir da injeção de glicose marcada com esse</p><p>nuclídeo, o tempo de aquisição de uma imagem</p><p>de tomografia é de cinco meias-vidas.</p><p>Considerando que o medicamento contém 1,00 g</p><p>do carbono-11, a massa, em miligramas, do</p><p>nuclídeo restante, após a aquisição da imagem, é</p><p>mais próxima de</p><p>a) 0,200.</p><p>b) 0,969.</p><p>c) 9,80.</p><p>d) 31,3.</p><p>e) 200.</p><p>10) (ENEM 2009) Os núcleos dos átomos são</p><p>constituídos de prótons e nêutrons, sendo ambos</p><p>os principais responsáveis pela sua massa.</p><p>Nota-se que, na maioria dos núcleos, essas</p><p>partículas não estão presentes na mesma</p><p>proporção. O gráfico mostra a quantidade de</p><p>nêutrons (N) em função da quantidade de</p><p>prótons (Z) para os núcleos estáveis conhecidos.</p><p>KAPLAN, I. Física Nuclear. Rio de Janeiro: Guanabara Dois. 1978</p><p>(adaptado).</p><p>O antimônio é um elemento químico que possui</p><p>50 prótons e possui vários isótopos ― átomos</p><p>que só se diferem pelo número de nêutrons. De</p><p>acordo com o gráfico, os isótopos estáveis do</p><p>antimônio possuem</p><p>a) entre 12 e 24 nêutrons a menos que o</p><p>número de prótons.</p><p>b) exatamente o mesmo número de prótons</p><p>e nêutrons.</p><p>c) entre 0 e 12 nêutrons a mais que o</p><p>número de prótons.</p><p>d) entre 12 e 24 nêutrons a mais que o</p><p>número de prótons.</p><p>e) entre 0 e 12 nêutrons a menos que o</p><p>número de prótons.</p><p>72</p><p>BIOLOGIA: Fisiologia Humana</p><p>1) (ENEM 2022) O protozoário Trypanosoma</p><p>cruzi, causador da doença de Chagas, pode ser a</p><p>nova arma da medicina contra o câncer.</p><p>Pesquisadores brasileiros conseguiram criar uma</p><p>vacina contra a doença usando uma variação do</p><p>protozoário incapaz de desencadear a patologia</p><p>(não patogênico). Para isso, realizaram uma</p><p>modificação genética criando um T. cruzi capaz</p><p>de produzir também moléculas fabricadas pelas</p><p>células tumorais. Quando o organismo inicia o</p><p>combate ao protozoário, entra em contato</p><p>também com a molécula tumoral, que passa a</p><p>ser vista também pelo sistema imune como um</p><p>indicador de células do protozoário. Depois de</p><p>induzidas as defesas, estas passam a destruir</p><p>todas as células com a molécula tumoral, como</p><p>se lutassem apenas contra o protozoário.</p><p>Disponível em: www.estadao.com.br. Acesso em: 1 mar. 2012 (adaptado).</p><p>Qual o mecanismo utilizado no experimento para</p><p>enganar as células de defesa, fazendo com que</p><p>ataquem o tumor?</p><p>a) Autoimunidade.</p><p>b) Hipersensibilidade.</p><p>c) Ativação da resposta inata.</p><p>d) Apresentação de antígeno específico.</p><p>e) Desencadeamento de processo</p><p>anti-inflamatório.</p><p>2) (ENEM DIGITAL 2020) Um pesquisador</p><p>colocou a mesma quantidade de solução aquosa</p><p>da enzima digestiva pepsina em cinco tubos de</p><p>ensaio. Em seguida, adicionou massas iguais dos</p><p>alimentos descritos no quadro. Os alimentos</p><p>foram deixados em contato com a solução</p><p>digestiva durante o mesmo intervalo de tempo.</p><p>Tubo</p><p>de</p><p>ensaio</p><p>Alimento Água</p><p>(%)</p><p>Proteínas</p><p>(%)</p><p>Lipídios</p><p>(%)</p><p>Carboidratos</p><p>(%)</p><p>I Leite em</p><p>pó 3,6 26,5 24,8 40,1</p><p>II Manteiga 15,1 0,6 82,3 0,91</p><p>III Aveia em</p><p>flocos 12,3 12,7 4,8 68,4</p><p>IV Alface 96,3 0,9 0,1 2,1</p><p>V</p><p>Fubá de</p><p>milho</p><p>cozido</p><p>74,7 2,0 1,1 21,9</p><p>A maior quantidade de produtos metabolizados</p><p>ao final do teste foi obtida no tubo</p><p>a) I.</p><p>b) II.</p><p>c) III.</p><p>d) IV.</p><p>e) V.</p><p>3) (ENEM PPL 2019) Em uma atividade prática,</p><p>um professor propôs o seguinte experimento:</p><p>Materiais: copo plástico pequeno, leite e suco de</p><p>limão.</p><p>Procedimento: coloque leite até a metade do</p><p>copo plástico e, em seguida, adicione lentamente</p><p>20 gotas de limão.</p><p>Levando-se em consideração a faixa de pH do</p><p>suco de limão, a composição biomolecular do</p><p>leite e os resultados que os alunos observariam</p><p>na realização do experimento, qual processo</p><p>digestório estaria sendo simulado?</p><p>a) Ação da bile sobre as gorduras no</p><p>duodeno.</p><p>b) Ação do suco pancreático sobre as</p><p>gorduras.</p><p>c) Ação da saliva sobre os carboidratos na</p><p>boca.</p><p>d) Ação do suco entérico sobre as proteínas</p><p>no íleo.</p><p>e) Ação do suco gástrico sobre as proteínas</p><p>no estômago.</p><p>4) (ENEM 2022) Diversas substâncias são</p><p>empregadas com a intenção de incrementar o</p><p>desempenho esportivo de atletas de alto nível. O</p><p>chamado doping sanguíneo, por exemplo, pela</p><p>utilização da eritropoietina, é proibido pelas</p><p>principais federações de esportes no mundo. A</p><p>eritropoietina é um hormônio produzido pelos</p><p>rins e fígado e sua principal ação é regular o</p><p>processo</p><p>de eritropoiese. Seu uso administrado</p><p>intravenosamente em quantidades superiores</p><p>àquelas presentes naturalmente no organismo</p><p>permite que o indivíduo aumente a sua</p><p>capacidade de realização de exercícios físicos.</p><p>Esse tipo de doping está diretamente relacionado</p><p>ao aumento da</p><p>a) frequência cardíaca.</p><p>b) capacidade pulmonar.</p><p>c) massa muscular do indivíduo.</p><p>d) atividade anaeróbica da musculatura.</p><p>e) taxa de transporte de oxigênio pelo</p><p>sangue.</p><p>73</p><p>5) (ENEM 2019) O “The Kidney Project” é um</p><p>projeto realizado por cientistas que pretendem</p><p>desenvolver um rim biônico que executará a</p><p>maioria das funções biológicas do órgão. O rim</p><p>biônico possuirá duas partes que incorporam</p><p>recentes avanços de nanotecnologia, filtração de</p><p>membrana e biologia celular. Esse projeto</p><p>significará uma grande melhoria na qualidade de</p><p>vida para aquelas pessoas que dependem da</p><p>hemodiálise para sobrevivência.</p><p>Disponível em: https://phamm.ucsf.edu. Acesso em: 26 abr, 2019</p><p>(adaptado).</p><p>O dispositivo criado promoverá diretamente a</p><p>a) remoção de ureia.</p><p>b) excreção de lipídios.</p><p>c) síntese de vasopressina.</p><p>d) transformação de amônia.</p><p>e) fabricação de aldosterona.</p><p>6) (ENEM 2010) A vacina, o soro e os</p><p>antibióticos submetem os organismos a</p><p>processos biológicos diferentes. Pessoas que</p><p>viajam para regiões em que ocorrem altas</p><p>incidências de febre amarela, de picadas de</p><p>cobras peçonhentas e de leptospirose e querem</p><p>evitar ou tratar problemas de saúde relacionados</p><p>a essas ocorrências devem seguir determinadas</p><p>orientações.</p><p>Ao procurar um posto de saúde, um viajante</p><p>deveria ser orientado por um médico a tomar</p><p>preventivamente ou como medida de tratamento</p><p>a) antibiótico contra o vírus da febre</p><p>amarela, soro antiofídico caso seja picado</p><p>por uma cobra e vacina contra a</p><p>leptospirose.</p><p>b) vacina contra o vírus da febre amarela,</p><p>soro antiofídico caso seja picado por uma</p><p>cobra e antibiótico caso entre em contato</p><p>com a Leptospira sp.</p><p>c) soro contra o vírus da febre amarela,</p><p>antibiótico caso seja picado por uma</p><p>cobra e soro contra toxinas bacterianas.</p><p>d) antibiótico ou soro, tanto contra o vírus</p><p>da febre amarela como para veneno de</p><p>cobras, e vacina contra a leptospirose.</p><p>e) soro antiofídico e antibiótico contra a</p><p>Leptospira sp e vacina contra a febre</p><p>amarela caso entre em contato com o</p><p>vírus causador da doença.</p><p>7) (ENEM 2009) Para que todos os órgãos do</p><p>corpo humano funcionem em boas condições, é</p><p>necessário que a temperatura do corpo fique</p><p>sempre entre 36 ºC e 37 ºC. Para manter-se dentro</p><p>dessa faixa, em dias de muito calor ou durante</p><p>intensos exercícios físicos, uma série de</p><p>mecanismos fisiológicos é acionada.</p><p>Pode-se citar como o principal responsável pela</p><p>manutenção da temperatura corporal humana o</p><p>sistema</p><p>a) digestório, pois produz enzimas que</p><p>atuam na quebra de alimentos calóricos.</p><p>b) imunológico, pois suas células agem no</p><p>sangue, diminuindo a condução do calor.</p><p>c) nervoso, pois promove a sudorese, que</p><p>permite perda de calor por meio da</p><p>evaporação da água.</p><p>d) reprodutor, pois secreta hormônios que</p><p>alteram a temperatura, principalmente</p><p>durante a menopausa.</p><p>e) endócrino, pois fabrica anticorpos que,</p><p>por sua vez, atuam na variação do</p><p>diâmetro dos vasos periféricos.</p><p>8) (ENEM 2020) Na indústria farmacêutica, é</p><p>muito comum o emprego de substâncias de</p><p>revestimento em medicamentos de uso oral, pois</p><p>trazem uma série de benefícios como alteração</p><p>de sabor em medicamentos que tenham gosto</p><p>ruim, melhoria da assimilação do composto,</p><p>entre outras ações. Alguns compostos</p><p>poliméricos à base do polissacarídeo celulose são</p><p>utilizados para garantir que o fármaco somente</p><p>seja liberado quando em contato com soluções</p><p>aquosas cujo pH se encontre próximo da faixa da</p><p>neutralidade.</p><p>BORTOLINI, K. et al. Análise de perfil de dissolução de cápsulas</p><p>gastrorresistentes utilizando polímeros industriais com aplicação em</p><p>farmácias magistrais. Revista da Unifebe. n. 12.2013 (adaptado).</p><p>Qual é a finalidade do uso desse revestimento à</p><p>base de celulose?</p><p>a) Diminuir a absorção do princípio ativo no</p><p>intestino.</p><p>b) Impedir que o fármaco seja solubilizado</p><p>no intestino.</p><p>c) Garantir que o fármaco não seja afetado</p><p>pelas secreções gástricas.</p><p>d) Permitir a liberação do princípio ativo</p><p>pela ação das amilases salivares.</p><p>e) Facilitar a liberação do fármaco pela</p><p>ação dos sais biliares sobre o</p><p>revestimento.</p><p>74</p><p>9) (ENEM 2021) Um dos exames clínicos mais</p><p>tradicionais para medir a capacidade reflexa dos</p><p>indivíduos é o exame do reflexo patelar. Esse</p><p>exame consiste na estimulação da patela, um</p><p>pequeno osso localizado na parte anterior da</p><p>articulação do joelho, com um pequeno martelo.</p><p>A resposta reflexa ao estímulo é caracterizada</p><p>pelo levantamento da perna em que o estímulo</p><p>foi aplicado.</p><p>Qual região específica do sistema nervoso</p><p>coordena essa resposta?</p><p>a) Ponte.</p><p>b) Medula.</p><p>c) Cerebelo.</p><p>d) Hipotálamo.</p><p>e) Neuro-hipófise.</p><p>10) (ENEM 2013) A imagem representa uma</p><p>ilustração retirada do livro De Motu Cordis, de</p><p>autoria do médico inglês Willian Harvey, que fez</p><p>importantes contribuições para o entendimento</p><p>do processo de circulação do sangue no corpo</p><p>humano. No experimento ilustrado, Harvey, após</p><p>aplicar um torniquete (A) no braço de um</p><p>voluntário e esperar alguns vasos incharem,</p><p>pressionava-os em um ponto (H). Mantendo o</p><p>ponto pressionado, deslocava o conteúdo de</p><p>sangue em direção ao cotovelo, percebendo que</p><p>um trecho do vaso sanguíneo permanecia vazio</p><p>após esse processo (H-O).</p><p>Disponível em: www.answer.com. Acesso em: 18 dez. 2012 (adaptado).</p><p>A demonstração de Harvey permite estabelecer</p><p>a relação entre circulação sanguínea e</p><p>a) pressão arterial.</p><p>b) válvulas venosas.</p><p>c) circulação linfática.</p><p>d) contração cardíaca.</p><p>e) transporte de gases.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>75</p><p>76</p><p>FILOSOFIA/SOCIOLOGIA: Karl</p><p>Marx e Escolas Helenísticas</p><p>1) (ENEM DIGITAL 2021) Ao mesmo tempo,</p><p>graças às amplas possibilidades que tive de</p><p>observar a classe média, vossa adversária,</p><p>rapidamente concluí que vós tendes razão,</p><p>inteira razão, em não esperar dela qualquer</p><p>ajuda. Seus interesses são diametralmente</p><p>opostos aos vossos, mesmo que ela procure</p><p>incessantemente afirmar o contrário e vos queira</p><p>persuadir que sente a maior simpatia por vossa</p><p>sorte. Mas seus atos desmentem suas palavras.</p><p>ENGELS, F. A situação da classe trabalhadora na Inglaterra. São Paulo:</p><p>Boitempo, 2010.</p><p>No texto, o autor apresenta delineamentos éticos</p><p>que correspondem ao(s)</p><p>a) conceito de luta de classes.</p><p>b) alicerce da ideia de mais-valia.</p><p>c) fundamentos do método científico.</p><p>d) paradigmas do processo indagativo.</p><p>e) domínios do fetichismo da mercadoria.</p><p>2) (ENEM 2018) A quem não basta pouco, nada</p><p>basta.</p><p>EPICURO. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1985.</p><p>Remanescente do período helenístico, a máxima</p><p>apresentada valoriza a seguinte virtude:</p><p>a) Esperança, tida como confiança no porvir.</p><p>b) Justiça, interpretada como retidão de</p><p>caráter.</p><p>c) Temperança, marcada pelo domínio da</p><p>vontade.</p><p>d) Coragem, definida como fortitude na</p><p>dificuldade.</p><p>e) Prudência, caracterizada pelo correto uso</p><p>da razão.</p><p>3) (ENEM PPL 2016)</p><p>TEXTO I</p><p>Cidadão</p><p>Tá vendo aquele edifício, moço?</p><p>Ajudei a levantar</p><p>Foi um tempo de aflição</p><p>Eram quatro condução</p><p>Duas pra ir, duas pra voltar</p><p>Hoje depois dele pronto</p><p>Olho pra cima e fico tonto</p><p>Mas me vem um cidadão</p><p>E me diz desconfiado</p><p>“Tu tá aí admirado</p><p>Ou tá querendo roubar?”</p><p>Meu domingo tá perdido</p><p>Vou pra casa entristecido</p><p>Dá vontade de beber</p><p>E pra aumentar meu tédio</p><p>Eu nem posso olhar pro prédio</p><p>Que eu ajudei a fazer.</p><p>BARBOSA, L. In: ZÉ RAMALHO. 20 Super Sucessos. Rio de Janeiro: Sony</p><p>Music, 1999 (fragmento).</p><p>TEXTO II</p><p>O trabalhador fica mais pobre à medida que</p><p>produz mais riqueza e sua produção cresce em</p><p>força e extensão. O trabalhador torna-se uma</p><p>mercadoria ainda mais barata à medida que cria</p><p>mais bens. Esse fato simplesmente subentende</p><p>que o objeto produzido pelo trabalho, o seu</p><p>produto, agora se lhe opõe como um ser</p><p>estranho, como uma força independente do</p><p>produtor.</p><p>MARX, K. Manuscritos econômicos-filosóficos (Primeiro manuscrito). São</p><p>Paulo: Boitempo Editorial, 2004 (adaptado).</p><p>Com base nos textos, a relação</p><p>entre trabalho e</p><p>modo de produção capitalista é</p><p>a) baseada na desvalorização do trabalho</p><p>especializado e no aumento da demanda</p><p>social por novos postos de emprego.</p><p>b) fundada no crescimento proporcional</p><p>entre o número de trabalhadores e o</p><p>aumento da produção de bens e serviços.</p><p>c) estruturada na distribuição equânime de</p><p>renda e no declínio do capitalismo</p><p>industrial e tecnocrata.</p><p>d) instaurada a partir do fortalecimento da</p><p>luta de classes e da criação da economia</p><p>solidária.</p><p>e) derivada do aumento da riqueza e da</p><p>ampliação da exploração do trabalhador.</p><p>4) (ENEM 2016) Pirro afirmava que nada é nobre</p><p>nem vergonhoso, justo ou injusto; e que, da</p><p>mesma maneira, nada existe do ponto de vista</p><p>da verdade; que os homens agem apenas</p><p>segundo a lei e o costume, nada sendo mais isto</p><p>do que aquilo. Ele levou uma vida de acordo com</p><p>esta doutrina, nada procurando evitar e não se</p><p>desviando do que quer que fosse, suportando</p><p>tudo, carroças, por exemplo, precipícios, cães,</p><p>nada deixando ao arbítrio dos sentidos.</p><p>LAÉRCIO, D. Vidas e sentenças dos filósofos ilustres. Brasília: Editora</p><p>UnB, 1988.</p><p>77</p><p>O ceticismo, conforme sugerido no texto,</p><p>caracteriza-se por:</p><p>a) Desprezar quaisquer convenções e</p><p>obrigações da sociedade.</p><p>b) Atingir o verdadeiro prazer como o</p><p>princípio e o fim da vida feliz.</p><p>c) Defender a indiferença e a</p><p>impossibilidade de obter alguma certeza.</p><p>d) Aceitar o determinismo e ocupar-se com</p><p>a esperança transcendente.</p><p>e) Agir de forma virtuosa e sábia a fim de</p><p>enaltecer o homem bom e belo.</p><p>5) (ENEM PPL 2021)</p><p>TEXTO I</p><p>Uma estranha loucura apossa-se das classes</p><p>operárias das nações onde impera a civilização</p><p>capitalista. Esta loucura é o amor pelo trabalho,</p><p>a paixão moribunda pelo trabalho, levada até o</p><p>esgotamento das forças vitais do indivíduo e sua</p><p>prole.</p><p>LAFARGUE, P. O direito à preguiça. São Paulo: Hucitec, 2000.</p><p>TEXTO II</p><p>Vivemos numa época em que as pessoas são tão</p><p>trabalhadoras que ficam estúpidas.</p><p>WILDE, O. apud MASI, D. O futuro do trabalho. Rio de Janeiro: José</p><p>Olympio; Brasília: UnB, 1999.</p><p>De acordo com os textos, a reflexão sobre o</p><p>mundo do trabalho no século XIX aponta para o</p><p>conceito sociológico de</p><p>a) alienação.</p><p>b) higienismo.</p><p>c) passividade.</p><p>d) emancipação.</p><p>e) mercantilização.</p><p>6) (ENEM PPL 2017) XI. Jamais, a respeito de</p><p>coisa alguma, digas: “Eu a perdi”, mas sim: “Eu a</p><p>restituí”. O filho morreu? Foi restituído. A mulher</p><p>morreu? Foi restituída. “A propriedade me foi</p><p>subtraída”, então também foi restituída. “Mas</p><p>quem a subtraiu é mau”. O que te importa por</p><p>meio de quem aquele que te dá a pede de volta?</p><p>Na medida em que ele der, faz uso do mesmo</p><p>modo de quem cuida das coisas de outrem. Do</p><p>mesmo modo como fazem os que se instalam em</p><p>uma hospedaria.</p><p>EPICTETO. Encheirídion. In: DINUCCI, A. Introdução ao Manual de</p><p>Epicteto. São Cristóvão: UFS, 2012 (adaptado).</p><p>A característica do estoicismo presente nessa</p><p>citação do filósofo grego Epicteto é</p><p>a) explicar o mundo com números.</p><p>b) identificar a felicidade com o prazer.</p><p>c) aceitar os sofrimentos com serenidade.</p><p>d) questionar o saber científico com</p><p>veemência.</p><p>e) considerar as convenções sociais com</p><p>desprezo.</p><p>7) (ENEM 2021) Nos setores mais altamente</p><p>desenvolvidos da sociedade contemporânea, o</p><p>transplante de necessidades sociais para</p><p>individuais é de tal modo eficaz que a diferença</p><p>entre elas parece puramente teórica. As criaturas</p><p>se reconhecem em suas mercadorias; encontram</p><p>sua alma em seu automóvel, casa em patamares,</p><p>utensílios de cozinha.</p><p>MARCUSE, h. A Ideologia da sociedade Industrial o homem</p><p>unidimensional Rio de Janeiro Zahar, 1979</p><p>O texto indica que, no capitalismo, a satisfação</p><p>dos desejos pessoais é influenciada por</p><p>a) políticas estatais de divulgação.</p><p>b) incentivos controlados de consumo.</p><p>c) prescrições coletivas de organização.</p><p>d) mecanismos subjetivos de identificação.</p><p>e) repressões racionalizadas do narcisismo.</p><p>8) (ENEM 2022) Entretanto, nosso amigo Basso</p><p>tem o ânimo alegre. Isso resulta da filosofia:</p><p>estar alegre diante da morte, forte e contente</p><p>qualquer que seja o estado do corpo, sem</p><p>desfalecer, ainda que desfaleça.</p><p>SÊNECA, L. Cartas morais. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1990.</p><p>O excerto refere-se a uma carta de Sêneca na</p><p>qual se apresenta como um bem fundamental da</p><p>filosofia promover a</p><p>a) valorização de disputas dialógicas.</p><p>b) rejeição das convenções sociais.</p><p>c) inspiração de natureza religiosa.</p><p>d) exaltação do sofrimento.</p><p>e) moderação das paixões.</p><p>9) (ENEM 2016) Quanto mais complicada se</p><p>tornou a produção industrial, mais numerosos</p><p>passaram a ser os elementos da indústria que</p><p>exigiam garantia de fornecimento. Três deles</p><p>eram de importância fundamental: o trabalho, a</p><p>terra e o dinheiro. Numa sociedade comercial,</p><p>esse fornecimento só poderia ser organizado de</p><p>uma forma: tornando-os disponíveis à compra.</p><p>Agora eles tinham que ser organizados para a</p><p>78</p><p>venda no mercado. Isso estava de acordo com a</p><p>exigência de um sistema de mercado. Sabemos</p><p>que em um sistema como esse, os lucros só</p><p>podem ser assegurados se se garante a</p><p>autorregulação por meio de mercados</p><p>competitivos interdependentes.</p><p>POLANYI, K. A grande transformação: as origens de nossa época. Rio de</p><p>Janeiro; Campus, 2000 (adaptado)</p><p>A consequência do processo de transformação</p><p>socioeconômica abordado no texto é a</p><p>a) expansão das terras comunais.</p><p>b) limitação do mercado como meio de</p><p>especulação.</p><p>c) consolidação da força de trabalho como</p><p>mercadoria.</p><p>d) diminuição do comércio como efeito da</p><p>industrialização.</p><p>e) adequação do dinheiro como elemento</p><p>padrão das transações.</p><p>10) (ENEM PPL 2022) A sociedade burguesa</p><p>moderna, que surgiu do declínio da sociedade</p><p>feudal, não aboliu os antagonismos de classes.</p><p>Não fez senão estabelecer novas classes, novas</p><p>condições de opressão, novas formas de luta em</p><p>lugar das anteriores. Entretanto, a nossa época, a</p><p>época da burguesia, caracteriza-se por ter</p><p>simplificado os antagonismos de classe. Toda a</p><p>sociedade está se dividindo, cada vez mais, em</p><p>dois grandes campos hostis, em duas grandes</p><p>classes em confronto direto: a burguesia e o</p><p>proletariado.</p><p>MARX, K.; ENGELS, F. O manifesto do Partido Comunista.</p><p>São Paulo: Boitempo, 2010 (adaptado).</p><p>Típico de sociedades urbanas industriais, o</p><p>conflito social apresentado no texto é uma</p><p>consequência da</p><p>a) imposição de políticas neoliberais.</p><p>b) exploração da propriedade privada.</p><p>c) implantação da abertura comercial.</p><p>d) repressão de movimentos sindicais.</p><p>e) consolidação da democracia</p><p>representativa.</p><p>FÍSICA: Eletrodinâmica</p><p>1) (ENEM PPL 2022) Carregadores elétricos são</p><p>projetados para fornecerem energia a baterias</p><p>recarregáveis, como as usadas em aparelhos</p><p>celulares e máquinas fotográficas. As</p><p>especificações típicas de um desses dispositivos</p><p>são:</p><p>Carregador:</p><p>Entrada AC 100-240 V / 200 mA / 50-60 Hz</p><p>Saída DC 5,0 V / 1 000 mA</p><p>Bateria recarregável:</p><p>1,5 V / 4 000 mAh</p><p>Usando o carregador com corrente máxima, o</p><p>tempo total de recarga dessa bateria totalmente</p><p>descarregada, em hora, é</p><p>a) 1/6.</p><p>b) 5/6.</p><p>c) 4.</p><p>d) 6.</p><p>e) 8.</p><p>2) (ENEM 2013) Um circuito em série é formado</p><p>por uma pilha, uma lâmpada incandescente e</p><p>uma chave interruptora. Ao se ligar a chave, a</p><p>lâmpada acende quase instantaneamente,</p><p>irradiando calor e luz. Popularmente, associa-se o</p><p>fenômeno da irradiação de energia a um</p><p>desgaste da corrente elétrica, ao atravessar o</p><p>filamento da lâmpada, e à rapidez com que a</p><p>lâmpada começa a brilhar. Essa explicação está</p><p>em desacordo com o modelo clássico de</p><p>corrente.</p><p>De acordo com o modelo mencionado, o fato de</p><p>a lâmpada acender quase instantaneamente</p><p>está relacionado à rapidez com que</p><p>a) o fluido elétrico se desloca no circuito.</p><p>b) as cargas negativas móveis atravessam o</p><p>circuito.</p><p>c) a bateria libera cargas móveis para o</p><p>filamento da lâmpada.</p><p>d) o campo elétrico se estabelece em todos</p><p>os pontos do circuito.</p><p>e) as cargas positivas e negativas se</p><p>chocam no filamento da lâmpada.</p><p>79</p><p>3) (ENEM 2011) Um curioso estudante,</p><p>empolgado com a aula de circuito elétrico que</p><p>assistiu na escola, resolve desmontar sua</p><p>lanterna. Utilizando-se da lâmpada e da pilha,</p><p>retiradas do equipamento, e de um fio</p><p>com as</p><p>extremidades descascadas, faz as seguintes</p><p>ligações com a intenção de acender a lâmpada:</p><p>GONÇALVES FILHO, A.; BAROLLI, E. Instalação Elétrica: investigando e</p><p>aprendendo. São Paulo: Scipione, 1997 (adaptado).</p><p>Tendo por base os esquemas mostrados, em</p><p>quais casos a lâmpada acendeu?</p><p>a) (1), (3), (6).</p><p>b) (3), (4), (5).</p><p>c) (1), (3), (5).</p><p>d) (1), (3), (7).</p><p>e) (1), (2), (5).</p><p>4) (ENEM 2021) Cientistas da Universidade de</p><p>New South Wales, na Austrália, demonstraram</p><p>em 2012 que a Lei de Ohm é válida mesmo para</p><p>fios finíssimos, cuja área da seção reta</p><p>compreende alguns poucos átomos. A tabela</p><p>apresenta as áreas e comprimentos de alguns</p><p>dos fios construídos (respectivamente com as</p><p>mesmas unidades de medida). Considere que a</p><p>resistividade mantém-se constante para todas as</p><p>geometrias (uma aproximação confirmada pelo</p><p>estudo).</p><p>WEBER, S. B. et al. Ohm1s Law Survivers to the atomice sacle. Science, n.</p><p>335, jan. 2012 (adaptado)</p><p>As resistências elétricas dos fios, em ordem</p><p>crescente, são</p><p>a) R1</p><p>Excelência, espero ser o meu próprio senhor.</p><p>Juiz — Bem, com o seu empregador, o Sr. E..., o</p><p>fabricante de roupas. Serve a palavra</p><p>empregador?</p><p>Edmund — Sim, sim, Vossa Excelência, qualquer</p><p>coisa que não seja senhor.</p><p>DEFOE, D. apud THOMPSON, E. P. Costumes em comum. São Paulo: Cia.</p><p>das Letras, 1998.</p><p>Qual alteração nas relações sociais na Inglaterra</p><p>é registrada no diálogo extraído da obra escrita</p><p>em 1724?</p><p>a) Melhoria das condições laborais no</p><p>ambiente fabril.</p><p>b) Superação do caráter servil nas relações</p><p>trabalhistas.</p><p>c) Extinção dos conflitos hierárquicos no</p><p>contexto industrial.</p><p>d) Abrandamento dos ideais burgueses nos</p><p>centros urbanos.</p><p>e) Desaparecimento das distinções sociais</p><p>no ordenamento jurídico.</p><p>82</p><p>5) (ENEM PPL 2018) A partir da segunda metade</p><p>do século XVIII, com a primeira Revolução</p><p>Industrial e o nascimento do proletariado,</p><p>cresceram as pressões por uma maior</p><p>participação política, e a urbanização</p><p>intensificou-se, recriando uma paisagem social</p><p>muito distinta da que antes existia.</p><p>QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. O.; OLIVEIRA, M. G. Um toque de</p><p>clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo Horizonte: UFMG, 2002.</p><p>As mudanças citadas foram conduzidas</p><p>principalmente pelos seguintes atores sociais:</p><p>a) Burguesia e trabalhadores assalariados.</p><p>b) Igreja e corporações de ofício.</p><p>c) Realeza e comerciantes</p><p>d) Campesinato e artesãos.</p><p>e) Nobreza e artífices.</p><p>6) (ENEM PPL 2013)</p><p>TEXTO I</p><p>O aparecimento da máquina movida a vapor foi</p><p>o nascimento do sistema fabril em grande escala,</p><p>representando um aumento tremendo na</p><p>produção, abrindo caminho na direção dos</p><p>lucros, resultado do aumento da procura. Eram</p><p>forças abrindo um novo mundo.</p><p>HUBERMAN, L. História da riqueza do homem. Rio de Janeiro: Zahar,</p><p>1974 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Os edifícios das fábricas adaptavam-se mal à</p><p>concentração de numerosa mão de obra, reunida</p><p>para longos dias de trabalho, numa situação</p><p>árdua e insalubre. O trabalho nas fábricas</p><p>destruiu o sistema doméstico de produção.</p><p>Homens, mulheres e crianças deixavam os</p><p>lugares onde moravam para trabalhar em</p><p>diferentes fábricas.</p><p>LEITE, M. M. Iniciação à história social contemporânea. São Paulo:</p><p>Cultrix, 1980 (adaptado).</p><p>As estratégias empregadas pelos textos para</p><p>abordar o impacto da Revolução Industrial sobre</p><p>as sociedades que se industrializavam são,</p><p>respectivamente,</p><p>a) ressaltar a expansão tecnológica e</p><p>deter-se no trabalho doméstico.</p><p>b) acentuar as inovações tecnológicas e</p><p>priorizar as mudanças no mundo do</p><p>trabalho.</p><p>c) debater as consequências sociais e</p><p>valorizar a reorganização do trabalho.</p><p>d) indicar os ganhos sociais e realçar as</p><p>perdas culturais.</p><p>e) minimizar as transformações sociais e</p><p>criticar os avanços tecnológicos.</p><p>7) (ENEM PPL 2021) No Império do Brasil,</p><p>apesar do apego a certo ideário do Antigo</p><p>Regime, as ideias e práticas políticas inéditas</p><p>que se moldaram e se redefiniram naquela</p><p>conjuntura acabaram por converter a Coroa em</p><p>Estado e fizeram com que a política deixasse os</p><p>círculos palacianos privados para emprestar uma</p><p>nova dimensão à praça pública. Por conseguinte,</p><p>o novo império não mais podia fugir à obrigação</p><p>de conduzir a sociedade, fazendo- -se reger por</p><p>uma Constituição, ainda que outorgada, e</p><p>articulando-se por meio de uma divisão de</p><p>poderes que respeitasse, a princípio, pelo menos,</p><p>a participação daqueles considerados cidadãos.</p><p>NEVES, L. M. B. P. O governo de D. João: tensões entre ideias liberais e</p><p>práticas do Antigo Regime. In: CARVALHO, J. M.; CAMPOS, A. P. (Org.).</p><p>Perspectiva da cidadania no Brasil Império. Rio de Janeiro: Civilização</p><p>Brasileira, 2011.</p><p>Com base no texto, na formação do Estado</p><p>brasileiro prevaleceram ideias e práticas</p><p>derivadas dos princípios</p><p>a) iluministas.</p><p>b) federalistas.</p><p>c) republicanos.</p><p>d) democráticos.</p><p>e) abolicionistas.</p><p>8) (ENEM PPL 2010) Os cercamentos do século</p><p>XVIII podem ser considerados como sínteses das</p><p>transformações que levaram à consolidação do</p><p>capitalismo na Inglaterra. Em primeiro lugar,</p><p>porque sua especialização exigiu uma</p><p>articulação fundamental com o mercado. Como</p><p>se concentravam na atividade de produção de lã,</p><p>a realização da renda dependeu dos mercados,</p><p>de novas tecnologias de beneficiamento do</p><p>produto e do emprego de novos tipos de ovelhas.</p><p>Em segundo lugar, concentrou-se na</p><p>inter-relação do campo com a cidade e, num</p><p>primeiro momento, também se vinculou à</p><p>liberação de mão de obra.</p><p>RODRIGUES, A. E. M. Revoluções burguesas. In: REIS FILHO, D. A. et al</p><p>(Orgs.) O Século XX, v. I. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000</p><p>(adaptado).</p><p>Outra consequência dos cercamentos que teria</p><p>contribuído para a Revolução Industrial na</p><p>Inglaterra foi o</p><p>a) aumento do consumo interno.</p><p>b) congelamento do salário mínimo.</p><p>c) fortalecimento dos sindicatos proletários.</p><p>d) enfraquecimento da burguesia industrial.</p><p>e) desmembramento das propriedades</p><p>improdutivas.</p><p>83</p><p>9) (ENEM PPL 2013) O servo pertence à terra e</p><p>rende frutos ao dono da terra. O operário urbano</p><p>livre, ao contrário, vende-se a si mesmo e, além</p><p>disso, por partes. Vende em leilão 8,10,12,15</p><p>horas da sua vida, dia após dia, a quem melhor</p><p>pagar, ao proprietário das matérias-primas, dos</p><p>instrumentos de trabalho e dos meios de</p><p>subsistência, isto é, ao capitalista.</p><p>MARX, K. Trabalho assalariado e capital & salário, preço e lucro. São</p><p>Paulo: Expressão Popular, 2010.</p><p>O texto indica que houve uma transformação dos</p><p>espaços urbanos e rurais com a implementação</p><p>do sistema capitalista, devido às mudanças</p><p>tecnossociais ligadas ao</p><p>a) desenvolvimento agrário e ao regime de</p><p>servidão.</p><p>b) aumento da produção rural, que fixou a</p><p>população nesse meio.</p><p>c) desenvolvimento das zonas urbanas e às</p><p>novas relações de trabalho.</p><p>d) aumento populacional das cidades</p><p>associado ao regime de servidão.</p><p>e) desenvolvimento da produção urbana</p><p>associada às relações servis de trabalho.</p><p>10) (ENEM PPL 2018) Em Utopia, tudo é comum</p><p>a todos. A distribuição dos bens lá não é um</p><p>problema, não se vê nem pobre nem mendigo e,</p><p>embora ninguém tenha nada de seu, todos são</p><p>ricos. Haverá maior riqueza do que levar uma</p><p>existência alegre e pacífica, livre de ansiedades e</p><p>sem precisar se preocupar com a subsistência?</p><p>MORUS, T. Utopia. Brasília: UnB, 2004.</p><p>Retirado da obra de Thomas Morus, escrita no</p><p>século XVI, esse trecho influenciou movimentos</p><p>sociais do século XIX que lutaram para</p><p>a) inibir a ascensão da burguesia.</p><p>b) evitar a destruição da natureza.</p><p>c) combater o domínio do capital</p><p>d) eliminar a intolerância religiosa.</p><p>e) superar o atraso tecnológico.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>84</p><p>85</p><p>MATEMÁTICA: Probabilidade</p><p>1) (ENEM PPL 2020) Para um docente</p><p>estrangeiro trabalhar no Brasil, ele necessita</p><p>validar o seu diploma junto ao Ministério da</p><p>Educação. Num determinado ano, somente para</p><p>estrangeiros que trabalharão em universidades</p><p>dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, foram</p><p>validados os diplomas de 402 docentes</p><p>estrangeiros. Na tabela, está representada a</p><p>distribuição desses docentes estrangeiros, por</p><p>países de origem, para cada um dos dois</p><p>estados.</p><p>A probabilidade de se escolher, aleatoriamente,</p><p>um docente espanhol, sabendo-se que ele</p><p>trabalha em uma universidade do estado de São</p><p>Paulo é</p><p>a)</p><p>60</p><p>402</p><p>b)</p><p>60</p><p>239</p><p>c)</p><p>60</p><p>100</p><p>d)</p><p>100</p><p>239</p><p>e)</p><p>279</p><p>402</p><p>2) (ENEM PPL 2021) Em uma fábrica de circuitos</p><p>elétricos, há diversas linhas de produção e</p><p>montagem. De acordo com o controle de</p><p>qualidade da fábrica, as peças produzidas</p><p>devem seguir um padrão. Em um processo</p><p>produtivo, nem todas as peças produzidas são</p><p>totalmente aproveitáveis, ou seja, há um</p><p>percentual de peças defeituosas que são</p><p>descartadas. Em uma linha de produção dessa</p><p>fábrica, trabalham três máquinas, M1, M2, e M3,</p><p>dia e noite. A máquina M1 produz 25% das peças,</p><p>a máquina M2 produz 30% e a máquina M3 produz</p><p>45%. O percentual de peças defeituosas da</p><p>máquina M1 é de 2%, da máquina M2 é de 3% e</p><p>da máquina M3 é igual a 4%.</p><p>A probabilidade de uma peça defeituosa ter sido</p><p>produzida pela máquina M2 é mais próxima de</p><p>a) 15,6%</p><p>b) 28,1%</p><p>c) 43,7%</p><p>d) 56,2%</p><p>e) 71,8%</p><p>3) (ENEM PPL 2019) Uma locadora possui</p><p>disponíveis 120 veículos da categoria que um</p><p>cliente</p><p>pretende locar. Desses, 20% são da cor</p><p>branca, 40% são da cor cinza, 16 veículos são da</p><p>cor vermelha e o restante, de outras cores. O</p><p>cliente não gosta da cor vermelha e ficaria</p><p>contente com qualquer outra cor, mas o sistema</p><p>de controle disponibiliza os veículos sem levar em</p><p>conta a escolha da cor pelo cliente.</p><p>Disponibilizando aleatoriamente, qual é a</p><p>probabilidade de o cliente ficar contente com a</p><p>cor do veículo?</p><p>a)</p><p>16</p><p>120</p><p>b)</p><p>32</p><p>120</p><p>c)</p><p>72</p><p>120</p><p>d)</p><p>101</p><p>120</p><p>e)</p><p>104</p><p>120</p><p>4) (ENEM PPL 2017) Uma aluna estuda numa</p><p>turma de 40 alunos. Em um dia, essa turma foi</p><p>dividida em três salas, A, B e C, de acordo com a</p><p>capacidade das salas. Na sala A ficaram 10</p><p>alunos, na B, outros 12 alunos e na C, 18 alunos.</p><p>Será feito um sorteio no qual, primeiro, será</p><p>sorteada uma sala e, posteriormente, será</p><p>sorteado um aluno dessa sala.</p><p>Qual é a probabilidade de aquela aluna</p><p>específica ser sorteada, sabendo que ela está na</p><p>sala C?</p><p>a)</p><p>1</p><p>3</p><p>b)</p><p>1</p><p>18</p><p>c)</p><p>1</p><p>40</p><p>d)</p><p>1</p><p>54</p><p>e)</p><p>7</p><p>18</p><p>86</p><p>5) (ENEM LIBRAS 2017) Um projeto para</p><p>incentivar a reciclagem de lixo de um condomínio</p><p>conta com a participação de um grupo de</p><p>moradores, entre crianças, adolescentes e</p><p>adultos, conforme dados do quadro.</p><p>Uma pessoa desse grupo foi escolhida</p><p>aleatoriamente para falar do projeto. Sabe-se</p><p>que a probabilidade de a pessoa escolhida ser</p><p>uma criança é igual a dois terços.</p><p>Diante disso, o número de crianças que participa</p><p>desse projeto é</p><p>a) 6.</p><p>b) 9.</p><p>c) 10.</p><p>d) 30.</p><p>e) 45.</p><p>6) (ENEM PPL 2020) Em uma campanha</p><p>promocional de uma loja, um cliente gira uma</p><p>roleta, conforme a apresentada no esquema,</p><p>almejando obter um desconto sobre o valor total</p><p>de sua compra. O resultado é o que está</p><p>marcado na região apontada pela seta, sendo</p><p>que todas as regiões são congruentes. Além</p><p>disso, um dispositivo impede que a seta venha a</p><p>apontar exatamente para a linha de fronteira</p><p>entre duas regiões adjacentes. Um cliente realiza</p><p>uma compra e gira a roleta, torcendo para obter</p><p>o desconto máximo.</p><p>A probabilidade, em porcentagem, de esse</p><p>cliente ganhar o desconto máximo com um único</p><p>giro da roleta é melhor aproximada por</p><p>a) 8,3.</p><p>b) 10,0.</p><p>c) 12,5.</p><p>d) 16,6.</p><p>e) 50,0.</p><p>7) (ENEM 2022) A World Series é a decisão do</p><p>campeonato norte-americano de beisebol. Os</p><p>dois times que chegam a essa fase jogam, entre</p><p>si, até sete partidas. O primeiro desses times que</p><p>completar quatro vitórias é declarado campeão.</p><p>Considere que, em todas as partidas, a</p><p>probabilidade de qualquer um dos dois times</p><p>vencer é sempre .1</p><p>2</p><p>Qual é a probabilidade de o time campeão ser</p><p>aquele que venceu a primeira partida da World</p><p>Series?</p><p>a)</p><p>35</p><p>64</p><p>b)</p><p>40</p><p>64</p><p>c)</p><p>42</p><p>64</p><p>d)</p><p>44</p><p>64</p><p>e)</p><p>52</p><p>64</p><p>8) (ENEM PPL 2010) Um experimento foi</p><p>conduzido com o objetivo de avaliar o poder</p><p>germinativo de duas culturas de cebola,</p><p>conforme a tabela.</p><p>BUSSAB, W. O; MORETIN, L. G. Estatística para as ciências agrárias e</p><p>biológicas (adaptado).</p><p>Desejando-se fazer uma avaliação do poder</p><p>germinativo de uma das culturas de cebola, uma</p><p>amostra foi retirada ao acaso. Sabendo-se que a</p><p>amostra escolhida germinou, a probabilidade de</p><p>essa amostra pertencer à Cultura A é de</p><p>87</p><p>a)</p><p>8</p><p>27</p><p>b)</p><p>19</p><p>27</p><p>c)</p><p>381</p><p>773</p><p>d)</p><p>392</p><p>773</p><p>e)</p><p>392</p><p>800</p><p>9) (ENEM PPL 2013) A tabela apresenta os</p><p>registros de ocorrência de acidentes de trabalho</p><p>por categorias econômicas no Brasil, no mês de</p><p>julho de 2001:</p><p>Fonte: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Caderno de teoria e prática 2 – TP2:</p><p>matemática na alimentação e nos impostos. Brasília, 2008 (adaptado).</p><p>Considerando os dados dispostos na tabela, uma</p><p>pessoa que pretende ingressar no mercado de</p><p>trabalho decide pela ocupação de menor grau de</p><p>risco de acidente de trabalho. Sabendo que o</p><p>grau de risco é a probabilidade de ocorrência de</p><p>acidentes de trabalho em categorias de</p><p>atividade econômica, sua opção é se empregar</p><p>na atividade econômica</p><p>a) crédito, pois representa risco aproximado</p><p>de acidente de trabalho igual a 1,15%.</p><p>b) crédito, pois representa risco aproximado</p><p>de acidente de trabalho igual a 2,58%</p><p>c) crédito, pois apresenta o menor registro</p><p>de quantidade de empregados.</p><p>d) administração pública, pois representa</p><p>risco aproximado de acidente de trabalho</p><p>igual a 0,18%.</p><p>e) administração pública, pois apresenta o</p><p>menor registro de afastamento por</p><p>acidente de trabalho.</p><p>10) (ENEM PPL 2009) Uma empresa constrói</p><p>peças para jogos no formato de cubos e cilindros,</p><p>nas cores vermelha, azul e verde. No final do dia,</p><p>o encarregado de fazer o controle do estoque</p><p>coloca todas as peças prontas sobre um balcão e</p><p>começa a fazer o controle. Num dia em que a</p><p>empresa produziu um total de 80 peças, das</p><p>quais apenas 25 eram cilindros, o controlador de</p><p>estoques elaborou os seguintes gráficos.</p><p>Se o controlador de estoque retirar ao acaso</p><p>uma das peças do balcão, a probabilidade de</p><p>essa peça ser vermelha e na forma de cilindro é</p><p>igual a</p><p>a) .1</p><p>2</p><p>b) .1</p><p>8</p><p>c) .5</p><p>22</p><p>d) .32</p><p>80</p><p>e) .25</p><p>80</p><p>88</p><p>QUÍMICA: Estequiometria</p><p>1) (ENEM PPL 2018) Pesquisadores</p><p>desenvolveram uma nova e mais eficiente rota</p><p>sintética para produzir a substância</p><p>atorvastatina, empregada para reduzir os níveis</p><p>de colesterol. Segundo os autores, com base</p><p>nessa descoberta, a síntese da atorvastatina</p><p>cálcica (CaC66H68F2N4O10, massa molar igual a a</p><p>1154 g/mol) é realizada a partir do éster</p><p>4-metil-3-oxopentanoato de metila (C7H12O3,</p><p>massa molar igual a 144 g/mol).</p><p>Unicamp descobre nova rota para produzir medicamento mais vendido</p><p>no mundo. Disponível em: www.unicamp.br. Acesso em: 26 out. 2015</p><p>(adaptado).</p><p>Considere o rendimento global de 20% na síntese</p><p>da atorvastatina cálcica a partir desse éster, na</p><p>proporção de 1 : 1. Simplificadamente, o processo</p><p>é ilustrado na figura.</p><p>VIEIRA, A. S. Síntese total de atorvastatina cálcica. Disponível em:</p><p>http://ipd-farma.org.br. Acesso em: 26 out. 2015 (adaptado).</p><p>Considerando o processo descrito, a massa, em</p><p>grama, de atorvastatina cálcica obtida a partir</p><p>de 100 g do éster é mais próxima de</p><p>a) 20.</p><p>b) 29.</p><p>c) 160.</p><p>d) 202.</p><p>e) 231.</p><p>2) (ENEM PPL 2016) Climatério é o nome de um</p><p>estágio no processo de amadurecimento de</p><p>determinados frutos, caracterizado pelo aumento</p><p>do nível da respiração celular e do gás etileno</p><p>(C2H4). Como consequência, há o escurecimento</p><p>do fruto, o que representa a perda de muitas</p><p>toneladas de alimentos a cada ano.</p><p>É possível prolongar a vida de um fruto</p><p>climatérico pela eliminação do etileno produzido.</p><p>Na indústria, utiliza-se o permanganato de</p><p>potássio (KMnO4) para oxidar o etileno a</p><p>etilenoglicol (HOCH2CH2OH), sendo o processo</p><p>representado de forma simplificada na equação:</p><p>2KMnO4 + 3C2H4 + 4H2O→ 2MnO2 +</p><p>3HOCH2CH2OH + 2KOH</p><p>O processo de amadurecimento começa quando</p><p>a concentração de etileno no ar está em cerca de</p><p>1,0 mg de C2H4 por kg de ar.</p><p>As massa molares dos elementos H, C, O, K e Mn</p><p>são, respectivamente, iguais a 1 g/mol, 12 g/mol,</p><p>16 g/mol, 39 g/mol e 55 g/mol.</p><p>A fim de diminuir essas perdas, sem desperdício</p><p>de reagentes, a massa mínima de KMnO4 por kg</p><p>de ar é mais próxima de</p><p>a) 0,7 mg.</p><p>b) 1,0 mg.</p><p>c) 3,8 mg.</p><p>d) 5,6 mg.</p><p>e) 8,5 mg.</p><p>3) (ENEM 2006) Para se obter 1,5 kg do dióxido</p><p>de urânio puro, matéria prima para a produção</p><p>de combustível nuclear, é necessário extrair-se e</p><p>tratar-se 1,0 tonelada de minério. Assim, o</p><p>rendimento (dado em % em massa) do</p><p>tratamento do minério até chegar ao dióxido de</p><p>urânio puro é de</p><p>a) 0,10%.</p><p>b) 0,15%.</p><p>c) 0,20%.</p><p>d) 1,5%.</p><p>e) 2,0%.</p><p>4) (ENEM 2021) A obtenção de etanol utilizando</p><p>a cana-de-açúcar envolve a fermentação dos</p><p>monossacarídeos formadores da sacarose</p><p>contida no melaço. Um desses formadores é a</p><p>glicose (C6H12O6), cuja fermentação produz cerca</p><p>de 50 g de etanol a partir de 100 g de glicose,</p><p>conforme a equação química descrita.</p><p>Em uma condição específica de fermentação,</p><p>obtém-se 80% de conversão em etanol que, após</p><p>sua purificação, apresenta densidade igual a</p><p>0,80 g/mL. O melaço utilizado apresentou 50 kg</p><p>de monossacarídeos na forma de glicose.</p><p>O volume de etanol, em litro, obtido nesse</p><p>processo é mais próximo de</p><p>a) 16.</p><p>b) 20.</p><p>c) 25.</p><p>d) 64.</p><p>e) 100.</p><p>89</p><p>5) (ENEM PPL 2021) Um marceneiro esqueceu</p><p>um pacote de pregos ao relento, expostos à</p><p>umidade do ar e à chuva. Com isso, os</p><p>pregos de</p><p>ferro, que tinham a massa de 5,6 g cada,</p><p>acabaram cobertos por uma camada espessa de</p><p>ferrugem (Fe2O3 ˑ H2O), uma substância marrom</p><p>insolúvel, produto da oxidação do ferro metálico,</p><p>que ocorre segundo a equação química:</p><p>2 Fe (s) + O2 (g) + H2O (l)→ Fe2O3 ˑ H2O (s)</p><p>3</p><p>2</p><p>Considere as massas molares (g/mol): H = 1; O =</p><p>16; Fe = 56.</p><p>Qual foi a massa de ferrugem produzida ao se</p><p>oxidar a metade (50%) de um prego?</p><p>a) 4,45 g</p><p>b) 8,90 g</p><p>c) 17,80 g</p><p>d) 72,00 g</p><p>e) 144,00 g</p><p>6) (ENEM LIBRAS 2017) A ingestão de vitamina</p><p>C (ou ácido ascórbico; massa molar igual a 176</p><p>g/mol) é recomendada para evitar o escorbuto,</p><p>além de contribuir para a saúde de dentes e</p><p>gengivas e auxiliar na absorção de ferro pelo</p><p>organismo. Uma das formas de ingerir ácido</p><p>ascórbico é por meio dos comprimidos</p><p>efervescentes, os quais contêm cerca de 0,006</p><p>mol de ácido ascórbico por comprimido. Outra</p><p>possibilidade é o suco de laranja, que contém</p><p>cerca de 0,07 g de ácido ascórbico para cada</p><p>200 mL de suco.</p><p>O número de litros de suco de laranja que</p><p>corresponde à quantidade de ácido ascórbico</p><p>presente em um comprimido efervescente é mais</p><p>próximo de</p><p>a) 0,002.</p><p>b) 0,03.</p><p>c) 0,3.</p><p>d) 1.</p><p>e) 3.</p><p>7) (ENEM 2017) O ácido acetilsalicílico, AAS</p><p>(massa molar igual a 180 g/mol), é sintetizado a</p><p>partir da reação do ácido salicílico (massa molar</p><p>igual a 138 g/mol) com anidrido acético,</p><p>usando-se ácido sulfúrico como catalisador,</p><p>conforme a equação química:</p><p>Após a síntese, o AAS é purificado e o</p><p>rendimento final é de aproximadamente 50%.</p><p>Devido às suas propriedades farmacológicas</p><p>(antitérmico, analgésico, anti-inflamatório e</p><p>antitrombótico), o AAS é utilizado como</p><p>medicamento na forma de comprimidos, nos</p><p>quais se emprega tipicamente uma massa de 500</p><p>mg dessa substância.</p><p>Uma indústria farmacêutica pretende fabricar</p><p>um lote de 900 mil comprimidos, de acordo com</p><p>as especificações do texto. Qual é a massa de</p><p>ácido salicílico, em kg, que deve ser empregada</p><p>para esse fim?</p><p>a) 293</p><p>b) 345</p><p>c) 414</p><p>d) 690</p><p>e) 828</p><p>8) (ENEM PPL 2017) No Brasil, os postos de</p><p>combustíveis comercializavam uma gasolina com</p><p>cerca de 22% de álcool anidro. Na queima de 1</p><p>litro desse combustível são liberados cerca de 2</p><p>kg de CO2 na atmosfera. O plantio de árvores</p><p>pode atenuar os efeitos dessa emissão de CO2. A</p><p>quantidade de carbono fixada por uma árvore</p><p>corresponde a aproximadamente 50% de sua</p><p>biomassa seca, e para cada 12g de carbono</p><p>fixados, 44g de CO2 são retirados da atmosfera.</p><p>No Brasil, o plantio de eucalipto (Eucalyptus</p><p>grandis) é bem difundido, sendo que após 11</p><p>anos essa árvore pode ter a massa de 106 kg,</p><p>dos quais 29 kg são água.</p><p>Uma única árvore de Eucalyptus grandis, com as</p><p>características descritas, é capaz de fixar a</p><p>quantidade de CO2 liberada na queima de um</p><p>volume dessa gasolina mais próximo de</p><p>a) 19 L.</p><p>b) 39 L.</p><p>c) 71 L.</p><p>d) 97 L.</p><p>e) 141 L.</p><p>90</p><p>9) (ENEM 2016) Para cada litro de etanol</p><p>produzido em uma indústria de cana-de-açúcar</p><p>são gerados cerca de 18 L de vinhaça que é</p><p>utilizada na irrigação das plantações de</p><p>cana-de-açúcar, já que contém teores médios de</p><p>nutrientes N, P e K iguais a 357 mg/L, 60mg/L e</p><p>2 034 mg/L, respectivamente.</p><p>SILVA, M. A. S.; GRIEBELER, N. P.; BORGES, L. C. Uso de vinhaça e</p><p>impactos nas propriedades do solo e lençol freático. Revista Brasileira de</p><p>Engenharia Agrícola e Ambiental, n. 1, 2007 (adaptado)</p><p>Na produção de 27 000 L de etanol, a quantidade</p><p>total de fósforo, em kg, disponível na vinhaça</p><p>será mais próxima de</p><p>a) 1.</p><p>b) 29.</p><p>c) 60.</p><p>d) 170.</p><p>e) 1000.</p><p>10) (ENEM PPL 2015) O cobre presente nos fios</p><p>elétricos e instrumentos musicais é obtido a</p><p>partir da ustulação do minério calcosita (Cu2S).</p><p>Durante esse processo, ocorre o aquecimento</p><p>desse sulfeto na presença de oxigênio, de forma</p><p>que o cobre fique “livre” e o enxofre se combine</p><p>com o O2 produzindo SO2, conforme a equação</p><p>química:</p><p>As massas molares dos elementos Cu e S são,</p><p>respectivamente, iguais a 63,5 g/mol e 32 g/mol.</p><p>CANTO, E. L. Minerais, minérios, metais: de onde vêm?, para onde vão?</p><p>São Paulo: Moderna, 1996 (adaptado).</p><p>Considerando que se queira obter 16 mols do</p><p>metal em uma reação cujo rendimento é de 80%,</p><p>a massa, em gramas, do minério necessária para</p><p>obtenção do cobre é igual a</p><p>a) 955.</p><p>b) 1018.</p><p>c) 1590.</p><p>d) 2035.</p><p>e) 3180.</p><p>GEOGRAFIA: Geografia</p><p>Urbana</p><p>1) (ENEM 2021) A vida das pessoas se modifica</p><p>com a mesma rapidez com que se reproduz a</p><p>cidade. O lugar da festa, do encontro quase</p><p>desaparecem; o número de brincadeiras infantis</p><p>nas ruas diminui — as crianças quase não são</p><p>vistas; os pedaços da cidade são vendidos, no</p><p>mercado, como mercadorias; árvores são</p><p>destruídas, praças transformadas em concreto.</p><p>Por outro lado, os habitantes parecem perder na</p><p>cidade suas próprias referências. A imagem de</p><p>uma grande cidade hoje é tão mutante que se</p><p>assemelha à de um grande guindaste, aliás, a</p><p>presença maciça destes, das britadeiras, das</p><p>betoneiras nos dão o limite do processo de</p><p>transformação diária ao qual está submetida a</p><p>cidade.</p><p>CARLOS, A. F. A. A cidade. São Paulo: Contexto, 2011 (adaptado).</p><p>No contexto das grandes cidades brasileiras, a</p><p>situação apresentada no texto vem ocorrendo</p><p>como consequência da</p><p>a) manutenção dos modos de convívio</p><p>social.</p><p>b) preservação da essência do espaço</p><p>público.</p><p>c) ampliação das normas de controle</p><p>ambiental</p><p>d) flexibilização das regras de participação</p><p>política.</p><p>e) alteração da organização da paisagem</p><p>geográfica.</p><p>2) (ENEM 2021) A participação social no</p><p>planejamento e na gestão urbanos ganhou</p><p>impulso a partir do Estatuto da Cidade (Lei n.</p><p>10.257/2001), que estabeleceu condições para</p><p>elaboração de planos diretores participativos,</p><p>instrumentos esses indutores da expansão</p><p>urbana e do ordenamento territorial que, a</p><p>princípio, devem buscar representar os interesses</p><p>dos diversos segmentos da sociedade. No</p><p>entanto, é notório o limite à representação dos</p><p>interesses das camadas sociais menos</p><p>favorecidas nesse processo. Este rumo deve ser</p><p>corrigido e deve-se continuar buscando</p><p>mecanismos de inclusão dos interesses de toda a</p><p>sociedade.</p><p>Caderno Objetivos de Desenvolvimento Sustentável — ODS n. 11: tornar</p><p>as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e</p><p>sustentáveis. Brasília: Ipea, 2019.</p><p>91</p><p>Qual medida promove a participação social</p><p>descrita no texto?</p><p>a) Redução dos impostos municipais.</p><p>b) Privatização dos espaços públicos.</p><p>c) Adensamento das áreas de comércio.</p><p>d) Valorização dos condomínios fechados.</p><p>e) Fortalecimento das associações de bairro.</p><p>3) (ENEM DIGITAL 2020) Maior que os espaços</p><p>metropolitanos tradicionais, incorporando áreas</p><p>menores em vizinhança e formando uma</p><p>aglomeração em escala mais ampla, concentra o</p><p>principal das atividades produtivas significativas</p><p>em diversos setores (cadeias da indústria,</p><p>investimentos estrangeiros diretos, operações de</p><p>negócios internacionais, trabalhadores</p><p>migrantes, fluxos monetários etc.). O conjunto da</p><p>economia global passa a ser um arquipélago</p><p>delas, constituindo os nós da malha econômica.</p><p>IBGE. Gestão do território. Rio de Janeiro: IBGE, 2014 (adaptado).</p><p>A configuração geográfica descrita no texto é</p><p>definida pelo conceito de</p><p>a) meio técnico.</p><p>b) cidade-região.</p><p>c) zona de transição.</p><p>d) polo de tecnologia.</p><p>e) paisagem urbana.</p><p>4) (ENEM 2020) A expansão das cidades e a</p><p>formação das aglomerações urbanas no Brasil</p><p>foram marcadas pela produção industrial, e pela</p><p>consolidação das metrópoles como locais de seu</p><p>desenvolvimento. Na segunda metade do século</p><p>XX, as metrópoles brasileiras estenderam-se por</p><p>áreas de ocupação contínua, configurando</p><p>densas regiões urbanizadas.</p><p>MOURA.R. Arranjos urbano-regionais no Brasil: especificidades e</p><p>reprodução de padrões. Disponível em: www.http://www.ub.edu. Acesso</p><p>em: 11 fev. 2015</p><p>O resultado do processo geográfico descrito foi</p><p>o(a)</p><p>a) valorização da escala local.</p><p>b) crescimento das áreas periféricas.</p><p>c) densificação do transporte ferroviário.</p><p>d) predomínio do planejamento estadual.</p><p>e) inibição de consórcios intermunicipais.</p><p>5) (ENEM PPL 2019) O consumo da habitação,</p><p>em especial aquela dotada de atributos especiais</p><p>no espaço urbano, contribui para o entendimento</p><p>o leva a sentir um tormento</p><p>constante.</p><p>10</p><p>9) (ENEM 2022)</p><p>A escrava</p><p>– Admira-me —, disse uma senhora de</p><p>sentimentos sinceramente abolicionistas —;</p><p>faz-me até pasmar como se possa sentir, e</p><p>expressar sentimentos escravocratas, no</p><p>presente século, no século dezenove! A moral</p><p>religiosa e a moral cívica aí se erguem, e falam</p><p>bem alto esmagando a hidra que envenena a</p><p>família no mais sagrado santuário seu, e</p><p>desmoraliza, e avilta a nação inteira! Levantai os</p><p>olhos ao Gólgota, ou percorrei-os em torno da</p><p>sociedade, e dizei-me:</p><p>— Para que se deu em sacrifício, o Homem Deus,</p><p>que ali exalou seu derradeiro alento? Ah! Então</p><p>não era verdade que seu sangue era o resgate</p><p>do homem! É então uma mentira abominável ter</p><p>esse sangue comprado a liberdade!? E depois,</p><p>olhai a sociedade… Não vedes o abutre que a</p><p>corrói constantemente!… Não sentis a</p><p>desmoralização que a enerva, o cancro que a</p><p>destrói?</p><p>Por qualquer modo que encaremos a escravidão,</p><p>ela é, e sempre será um grande mal. Dela a</p><p>decadência do comércio; porque o comércio e a</p><p>lavoura caminham de mãos dadas, e o escravo</p><p>não pode fazer florescer a lavoura; porque o seu</p><p>trabalho é forçado.</p><p>REIS, M. F. Úrsula outras obras. Brasília: Câmara dos Deputados, 2018</p><p>Inscrito na estética romântica da literatura</p><p>brasileira, o conto descortina aspectos da</p><p>realidade nacional no século XIX ao</p><p>a) revelar a imposição de crenças religiosas</p><p>a pessoas escravizadas.</p><p>b) apontar a hipocrisia do discurso</p><p>conservador na defesa da escravidão.</p><p>c) sugerir práticas de violência física e moral</p><p>em nome do progresso material.</p><p>d) relacionar o declínio da produção agrícola</p><p>e comercial a questões raciais.</p><p>e) ironizar o comportamento dos</p><p>proprietários de terra na exploração do</p><p>trabalho.</p><p>10) (ENEM 2021)</p><p>MEIRELLES, V. Moema, Óleo sobre tela, 129 cm x 190 cm. Masp, São</p><p>Paulo, 1866.</p><p>Disponível em: www.masp.art.br. Acesso em: 13 ago. 2012 (adaptado).</p><p>Nessa obra, que retrata uma cena de Caramuru,</p><p>célebre poema épico brasileiro, a filiação à</p><p>estética romântica manifesta-se na</p><p>a) exaltação do retrato fiel da beleza</p><p>feminina.</p><p>b) tematização da fragilidade humana</p><p>diante da morte.</p><p>c) ressignificação de obras do cânone</p><p>literário nacional.</p><p>d) representação dramática e idealizada do</p><p>corpo da índia.</p><p>e) oposição entre a condição humana e a</p><p>natureza primitiva.</p><p>HISTÓRIA: Absolutismo e</p><p>Revoltas Religiosas</p><p>1) (ENEM 2020) Desde o mundo antigo e sua</p><p>filosofia, que o trabalho tem sido compreendido</p><p>como expressão de vida é degradação, criação e</p><p>infelicidade, atividade vital é escravidão,</p><p>felicidade social e servidão. Trabalho e fadiga.</p><p>Na Modernidade, sob o comando do mundo da</p><p>mercadoria e do dinheiro, a prevalência do</p><p>negócio (negar o ócio) veio sepultar o império do</p><p>repouso, da folga e da preguiça, criando uma</p><p>ética positiva do trabalho.</p><p>ANTUNES. R. O século XX e 8 era da degradação do trabalho In: SILVA.</p><p>J P. (Org) Por uma sociologia do século XX. São Paulo: Annablume. 2007</p><p>(adaptado).</p><p>O processo de ressignificação do trabalho nas</p><p>sociedades modernas teve início a partir do</p><p>surgimento de uma nova mentalidade,</p><p>influenciada pela</p><p>11</p><p>a) reforma higienista, que combateu o</p><p>caráter excessivo e insalubre do trabalho</p><p>fabril.</p><p>b) Reforma Protestante, que expressou a</p><p>importância das atividades laborais no</p><p>mundo secularizado.</p><p>c) força do sindicalismo, que emergiu no</p><p>esteio do anarquismo reivindicando</p><p>direitos trabalhistas.</p><p>d) participação das mulheres em</p><p>movimentos sociais, defendendo o direito</p><p>ao trabalho.</p><p>e) visão do catolicismo, que, desde a Idade</p><p>Média, defendia a dignidade do trabalho</p><p>e do lucro.</p><p>2) (ENEM PPL 2017) Os direitos civis, surgidos na</p><p>luta contra o Absolutismo real, ao se inscreverem</p><p>nas primeiras constituições modernas, aparecem</p><p>como se fossem conquistas definitivas de toda a</p><p>humanidade. Por isso, ainda hoje invocamos</p><p>esses velhos “direitos naturais” nas batalhas</p><p>contra os regimes autoritários que subsistem.</p><p>QUIRINO, C. G.; MONTES, M. L. Constituições. São Paulo: Ática, 1992</p><p>(adaptado).</p><p>O conjunto de direitos ao qual o texto se refere</p><p>inclui</p><p>a) voto secreto e candidatura em eleições.</p><p>b) moradia digna e vagas em universidade.</p><p>c) previdência social e saúde de qualidade.</p><p>d) igualdade jurídica e liberdade de</p><p>expressão.</p><p>e) filiação partidária e participação em</p><p>sindicatos.</p><p>3) (ENEM DIGITAL 2020) Certos músicos</p><p>agradavam tanto ao público da Corte por seu</p><p>talento especial como virtuose ou como</p><p>compositor, que sua fama se espraiava para</p><p>além da Corte local onde estavam empregados,</p><p>chegando aos mais altos níveis. Eram chamados</p><p>para tocar nas Cortes dos poderosos, como</p><p>aconteceu com Mozart; imperadores e reis</p><p>exprimiam abertamente prazer com sua arte e</p><p>admiração por suas realizações. Tinham</p><p>permissão para jantar à mesma mesa —</p><p>normalmente em troca de uma execução ao</p><p>piano; muitas vezes se hospedavam em seus</p><p>palácios quando viajavam e assim conheciam</p><p>intimamente seu estilo de vida e seu gosto.</p><p>ELIAS, N. Mozart, sociologia de um gênio. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,</p><p>1995 (adaptado).</p><p>Com base no caso descrito, qual elemento</p><p>histórico do Antigo Regime contrasta com o</p><p>trânsito de intelectuais e artistas pelas Cortes?</p><p>a) Rigidez das estruturas sociais.</p><p>b) Fragmentação do poder estatal.</p><p>c) Autonomia de profissionais liberais.</p><p>d) Harmonia das relações interindividuais.</p><p>e) Racionalização da administração pública.</p><p>4) (ENEM 2018) O século XVIII é, por diversas</p><p>razões, um século diferenciado. Razão e</p><p>experimentação se aliavam no que se acreditava</p><p>ser o verdadeiro caminho para o estabelecimento</p><p>do conhecimento científico, por tanto tempo</p><p>almejado. O fato, a análise e a indução</p><p>passavam a ser parceiros fundamentais da</p><p>razão. É ainda no século XVIII que o homem</p><p>começa a tomar consciência de sua situação na</p><p>história.</p><p>ODALIA, N. In: PINSKY, J.; PINSKY. C. B. História da cidadania. São</p><p>Paulo: Contexto. 2003.</p><p>No ambiente cultural do Antigo Regime, a</p><p>discussão filosófica mencionada no texto tinha</p><p>como uma de suas características a</p><p>a) aproximação entre inovação e saberes</p><p>antigos.</p><p>b) conciliação entre revelação e metafísica</p><p>platônica.</p><p>c) vinculação entre escolástica e práticas de</p><p>pesquisa.</p><p>d) separação entre teologia e</p><p>fundamentalismo religioso.</p><p>e) contraposição entre clericalismo e</p><p>liberdade de pensamento.</p><p>5) (ENEM 2020) Dois grandes eventos históricos</p><p>tornaram possível um caso como o de Menocchio:</p><p>a invenção da imprensa e a Reforma. A imprensa</p><p>lhe permitiu confrontar os livros com a tradição</p><p>oral em que havia crescido e lhe forneceu as</p><p>palavras para organizar o amontoado de ideias e</p><p>fantasias que nele conviviam. A Reforma lhe deu</p><p>audácia para comunicar o que pensava ao padre</p><p>do vilarejo, conterrâneos, inquisidores — mesmo</p><p>não tendo conseguido dizer tudo diante do papa,</p><p>dos cardeais e dos príncipes, como queria.</p><p>GINZBURG, C. O queijo e os vermes o cotidiano e as ideias de um</p><p>moleiro perseguido pela Inquisição São Paulo Cia das Letras. 2006</p><p>Os acontecimentos históricos citados ajudaram</p><p>esse indivíduo, no século XVI, a repensar a visão</p><p>católica do mundo ao possibilitarem a</p><p>12</p><p>a) consulta pública das bibliotecas reais.</p><p>b) sofisticação barroca do ritual litúrgico.</p><p>c) aceitação popular da educação secular.</p><p>d) interpretação autônoma dos textos</p><p>bíblicos.</p><p>e) correção doutrinária das heresias</p><p>medievais.</p><p>6) (ENEM 2012)</p><p>Charge anônima. BURKE, P. A fabricação do rei. Rio de Janeiro: Zahar,</p><p>1994.</p><p>Na França, o rei Luís XIV teve sua imagem</p><p>fabricada por um conjunto de estratégias que</p><p>visavam sedimentar uma determinada noção de</p><p>soberania. Neste sentido, a charge apresentada</p><p>demonstra</p><p>a) a humanidade do rei, pois retrata um</p><p>homem comum, sem os adornos próprios</p><p>à vestimenta real.</p><p>b) a unidade entre o público e o privado,</p><p>pois a figura do rei com a vestimenta real</p><p>representa o público e sem a vestimenta</p><p>real, o privado.</p><p>c) o vínculo entre monarquia e povo, pois</p><p>leva ao conhecimento do público a figura</p><p>de um rei despretensioso e distante do</p><p>poder político.</p><p>d) o gosto estético refinado do rei, pois</p><p>evidencia a elegância dos trajes reais em</p><p>relação aos de outros membros da corte.</p><p>e) a importância da vestimenta</p><p>do fenômeno, pois certas áreas tornam-se alvos</p><p>de operações comerciais de prestígio com a</p><p>produção e/ou a renovação de construções,</p><p>diferente de outras porções da cidade, dotadas</p><p>de menor infraestrutura.</p><p>SANTOS, A. R. O consumo da habitação de luxo no espaço urbano</p><p>parisiense. Confins, n. 23, 2015 (adaptado).</p><p>O conceito que define o processo descrito</p><p>denomina-se</p><p>a) escala cartográfica.</p><p>b) conurbação metropolitana.</p><p>c) território nacional.</p><p>d) especulação imobiliária.</p><p>e) paisagem natural.</p><p>6) (ENEM PPL 2018)</p><p>BRASIL. IBGE. Regiões de influência de cidades 2007. Rio de Janeiro:</p><p>IBGE, 2008 (adaptado)</p><p>O critério que rege a hierarquia urbana é a</p><p>a) existência de distritos industriais de</p><p>grande porte.</p><p>b) importância histórica dos centros urbanos</p><p>tradicionais.</p><p>c) centralidade exercida por algumas</p><p>cidades em relação às demais.</p><p>d) proximidade em relação ao litoral das</p><p>principais cidades brasileiras.</p><p>e) presença de sedes de multinacionais</p><p>potencializando a conexão global.</p><p>92</p><p>7) (ENEM 2018)</p><p>Disponível em: www.biologiasur.org. Acesso em: 4 jul. 2015 (adaptado).</p><p>A dinâmica hidrológica expressa no gráfico</p><p>demonstra que o processo de urbanização</p><p>promove a</p><p>a) redução do volume dos rios</p><p>b) expansão do lençol freático</p><p>c) diminuição do índice de chuvas</p><p>d) retração do nível dos reservatórios</p><p>e) ampliação do escoamento superficial</p><p>8) (ENEM PPL 2013) A crise do modelo de</p><p>desenvolvimento brasileiro, perverso e</p><p>excludente, foi marcada, especialmente, pela</p><p>concentração de renda. As consequências dessa</p><p>agravante são observadas por alguns problemas</p><p>caóticos, como gastos infinitos com segurança</p><p>pública, vias saturadas e mal planejadas,</p><p>poluição hídrica e aglomerados urbanos sem</p><p>infraestrutura.</p><p>SOUZA, J. A. et. al. Ocupação Desordenada. In: Revista Conhecimento</p><p>Prático Geografia, abr. 2010 (adaptado).</p><p>No espaço urbano brasileiro, vêm se agravando</p><p>os problemas socioambientais relacionados a um</p><p>modelo de desenvolvimento que configurou</p><p>formas diversas de exclusão social. Uma ação</p><p>capaz de colaborar com a solução desses</p><p>problemas é</p><p>a) investir de forma eficiente em melhorias</p><p>na qualidade de vida no campo para</p><p>impedir o êxodo rural.</p><p>b) integrar necessidades econômicas e</p><p>sociais na formulação de estratégias de</p><p>planejamento para as cidades.</p><p>c) transferir as populações das favelas para</p><p>áreas não suscetíveis à erosão em outros</p><p>estados.</p><p>d) considerar a organização dos espaços</p><p>urbanos de acordo com as condições</p><p>culturais dos grupos que os ocupam.</p><p>e) facilitar o assentamento de populações</p><p>nas áreas fluviais urbanas para incentivar</p><p>a formação de espaços produtivos</p><p>democráticos.</p><p>9) (ENEM PPL 2012) A urbanização afeta o</p><p>funcionamento do ciclo hidrológico, pois interfere</p><p>no rearranjo dos armazenamentos e na trajetória</p><p>das águas.</p><p>CHRISTOFOLETTI, A. Aplicabilidade do Conhecimento Geomorfológico</p><p>nos Projetos de Planejamento. In: GUERRA, A. J. T.; CUNHA, S. B. (O rg).</p><p>Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro:</p><p>Bertrand Brasil, 1995.</p><p>Os efeitos da urbanização sobre os corpos</p><p>hídricos apresentados no texto resultam em</p><p>a) circulação difusa da água pela superfície,</p><p>provocada pelas edificações urbanas.</p><p>b) redução da quantidade da água do rio,</p><p>em virtude do aprofundamento do seu</p><p>leito.</p><p>c) alteração do mecanismo de evaporação,</p><p>dada a pouca profundidade do lençol</p><p>freático.</p><p>d) redução da capacidade de infiltração da</p><p>água no solo, em decorrência da sua</p><p>impermeabilização.</p><p>e) assoreamento no curso superior dos rios,</p><p>trecho de maior declividade, em função</p><p>do transporte e deposição dos</p><p>sedimentos.</p><p>10) (ENEM 2022) Macrocefalia urbana pode ser</p><p>entendida como a massiva concentração das</p><p>atividades econômicas em algumas metrópoles</p><p>que propicia o desencadeamento de processos</p><p>descompassados: redirecionamento e</p><p>convergência de fluxos migratórios, déficit no</p><p>número de empregos, ocupação desordenada de</p><p>determinadas regiões da cidade e</p><p>estigmatização de estratos sociais, que</p><p>comprometem substancialmente a segurança</p><p>pública urbana.</p><p>SANTOS, M. O espaço dividido: os dois circuitos da economia urbana</p><p>dos países subdesenvolvidos. São Paulo: Edusp, 2004.</p><p>O processo de concentração espacial</p><p>apresentado foi estimulado por qual fator</p><p>geográfico?</p><p>a) Limitação da área ocupada.</p><p>b) Êxodo da população do campo.</p><p>c) Ampliação do risco habitacional.</p><p>d) Deficiência do transporte alternativo.</p><p>e) Crescimento da taxa de fecundidade.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>93</p><p>94</p><p>BIOLOGIA: Bioquímica</p><p>1) (ENEM 2016) Recentemente um estudo feito</p><p>em campos de trigo mostrou que níveis elevados</p><p>do dióxido de carbono na atmosfera prejudicam</p><p>a absorção de nitrato pelas plantas.</p><p>Consequentemente, a qualidade nutricional</p><p>desses alimentos pode diminuir à medida que os</p><p>níveis de dióxido de carbono na atmosfera</p><p>atingirem as estimativas para as próximas</p><p>décadas.</p><p>Bloom, A J et al. Nitrate assimilation is inhibited by elevated CO2 in field</p><p>grown wheat. Nature Climate Change, n. 4., abr 2014, adaptado.</p><p>Nesse contexto, a qualidade nutricional do grão</p><p>de trigo será modificada primeiramente pela</p><p>redução de</p><p>a) amido.</p><p>b) frutose.</p><p>c) lipídeos.</p><p>d) celulose.</p><p>e) proteínas.</p><p>2) (ENEM PPL 2017) Sabendo-se que as enzimas</p><p>podem ter sua atividade regulada por diferentes</p><p>condições de temperatura e pH, foi realizado um</p><p>experimento para testar as condições ótimas</p><p>para a atividade de uma determinada enzima. Os</p><p>resultados estão apresentados no gráfico.</p><p>Em relação ao funcionamento da enzima, os</p><p>resultados obtidos indicam que o(a)</p><p>a) aumento do pH leva a uma atividade</p><p>maior da enzima.</p><p>b) temperatura baixa (10 °C) é o principal</p><p>inibidor da enzima.</p><p>c) ambiente básico reduz a quantidade de</p><p>enzima necessária na reação.</p><p>d) ambiente básico reduz a quantidade de</p><p>substrato metabolizado pela enzima.</p><p>e) temperatura ótima de funcionamento da</p><p>enzima é 30 °C , independentemente do</p><p>pH.</p><p>3) (ENEM 3 APLICAÇÃO 2014) Meios de cultura</p><p>são utilizados como fontes de nutrientes para o</p><p>crescimento de microrganismos em laboratórios.</p><p>Pesquisadores brasileiros avaliaram a viabilidade</p><p>da produção de ácido lático pela bactéria</p><p>Leuconostoc mesenteroides B512F, utilizando na</p><p>composição do meio de cultura um substrato à</p><p>base de material obtido do aproveitamento de</p><p>excedentes da agroindústria tropical local de</p><p>caju. Os resultados obtidos mostraram que o</p><p>meio de cultura enriquecido com xarope de caju</p><p>propiciou um crescimento adequado desta</p><p>bactéria.</p><p>GUILHERME. A.A.; PINTO, G.A.S.; RODRIGUES, S. Avaliação da produção</p><p>de ácido lático por Leuconostoc mesenteroides B512F em xarope de</p><p>caju. Ciência Tecnologia de Alimentos, 29(4), 2009 (adaptado).</p><p>O carboidrato presente no xarope de caju que</p><p>auxiliou no crescimento desta bactéria foi a</p><p>a) celulose.</p><p>b) glicose.</p><p>c) maltose.</p><p>d) lactose.</p><p>e) ribose.</p><p>4) (ENEM PPL 2022) Os fabricantes de bebidas</p><p>só podem chamar de suco de frutas os produtos</p><p>que tiverem cerca de 50% de polpa, a parte</p><p>comestível da fruta. Já o néctar de frutas, que</p><p>tem adição de açúcar, possui entre 20% e 30% de</p><p>polpa de frutas. O número de calorias dessas</p><p>bebidas é equivalente, o que muda são a</p><p>quantidade e a qualidade do açúcar.</p><p>Revista Super. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 28 fev.</p><p>2012 (adaptado).</p><p>A qualidade e a quantidade de açúcares</p><p>presentes nessas bebidas, de uma mesma fruta,</p><p>diferem, pois</p><p>a) há maior quantidade de frutose no suco e</p><p>maior quantidade de sacarose no néctar.</p><p>b) há maior quantidade de frutose no néctar</p><p>e maior quantidade de sacarose no suco.</p><p>c) há maior quantidade de sacarose no suco</p><p>e quantidades iguais de frutose nos dois</p><p>produtos.</p><p>d) há maior quantidade de frutose no suco e</p><p>quantidades iguais de sacarose nos dois</p><p>produtos.</p><p>e) há maior quantidade de frutose no néctar</p><p>e quantidades iguais de sacarose nos dois</p><p>produtos.</p><p>95</p><p>5) (ENEM CANCELADO 2009) Arroz e feijão</p><p>formam um “par perfeito”, pois fornecem</p><p>energia, aminoácidos e diversos nutrientes. O</p><p>que falta em um deles pode ser encontrado no</p><p>outro. Por exemplo, o arroz é pobre no</p><p>aminoácido lisina, que é encontrado em</p><p>abundância no feijão, e o aminoácido metionina</p><p>é abundante no arroz</p><p>e pouco encontrado no</p><p>feijão. A tabela seguinte apresenta informações</p><p>nutricionais desses dois alimentos.</p><p>SILVA, R.S. Arroz e feijão, um par perfeito. Disponível em:</p><p>http://www.correpar.com.br.</p><p>A partir das informações contidas no texto e na</p><p>tabela, conclui-se que</p><p>a) os carboidratos contidos no arroz são</p><p>mais nutritivos que os do feijão.</p><p>b) o arroz é mais calórico que o feijão por</p><p>conter maior quantidade de lipídios.</p><p>c) as proteínas do arroz têm a mesma</p><p>composição de aminoácidos que as do</p><p>feijão.</p><p>d) a combinação de arroz com feijão contém</p><p>energia e nutrientes e é pobre em</p><p>colesterol.</p><p>e) duas colheres de arroz e três de feijão são</p><p>menos calóricas que três colheres de</p><p>arroz e duas de feijão.</p><p>6) (ENEM PPL 2018) De acordo com o Ministério</p><p>da Saúde, a cegueira noturna ou nictalopia é</p><p>uma doença caracterizada pela dificuldade de se</p><p>enxergar em ambientes com baixa luminosidade.</p><p>Sua ocorrência pode estar relacionada a uma</p><p>alteração ocular congênita ou a problemas</p><p>nutricionais. Com esses sintomas, uma senhora</p><p>dirigiu-se ao serviço de saúde e seu médico</p><p>sugeriu a ingestão de vegetais ricos em</p><p>carotenoides, como a cenoura.</p><p>Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br. Acesso em: 1 mar. 2012</p><p>(adaptado).</p><p>Essa indicação médica deve-se ao fato de que os</p><p>carotenóides são os precursores de</p><p>a) hormônios, estimulantes da regeneração</p><p>celular da retina.</p><p>b) enzimas, utilizadas na geração de ATP</p><p>pela respiração celular.</p><p>c) vitamina A, necessária para a formação</p><p>de estruturas fotorreceptoras.</p><p>d) tocoferol, uma vitamina com função na</p><p>propagação dos impulsos nervosos.</p><p>e) vitamina C, substância antioxidante que</p><p>diminui a degeneração de cones e</p><p>bastonetes.</p><p>7) (ENEM 2014) Na década de 1940, na Região</p><p>Centro-Oeste, produtores rurais, cujos bois,</p><p>porcos, aves e cabras estavam morrendo por</p><p>uma peste desconhecida, fizeram uma promessa,</p><p>que consistiu em não comer carne e derivados</p><p>até que a peste fosse debelada. Assim, durante</p><p>três meses, arroz, feijão, verduras e legumes</p><p>formaram o prato principal desses produtores.</p><p>O Hoje, 15 out. 2011 (adaptado).</p><p>Para suprir o déficit nutricional a que os</p><p>produtores rurais se submeteram durante o</p><p>período da promessa, foi importante eles terem</p><p>consumido alimentos ricos em</p><p>a) vitaminas A e E.</p><p>b) frutose e sacarose.</p><p>c) aminoácidos naturais.</p><p>d) aminoácidos essenciais.</p><p>e) ácidos graxos saturados.</p><p>8) (ENEM PPL 2022) Dores abdominais, vômito e</p><p>diarreia são sintomas de doença celíaca, uma</p><p>síndrome autoimune hereditária que provoca</p><p>inflamação no tecido intestinal após a ingestão</p><p>de glúten. O glúten é uma proteína presente em</p><p>vegetais como o trigo, a cevada e o centeio. Uma</p><p>pessoa com esses sintomas, que ingeriu arroz,</p><p>bife com creme de leite, salada de alface e</p><p>tomate, lasanha e ovo cozido, após exames</p><p>laboratoriais, foi diagnosticada como portadora</p><p>dessa doença, o que gerou um encaminhamento</p><p>médico necessário. Qual dos alimentos ingeridos</p><p>pela pessoa o médico precisou eliminar da dieta?</p><p>a) Arroz.</p><p>b) Lasanha.</p><p>c) Ovo cozido.</p><p>d) Bife com creme de leite.</p><p>e) Salada de alface e tomate.</p><p>96</p><p>9) (ENEM PPL 2011) Estudos mostram que a</p><p>prática de esportes pode aumentar a produção</p><p>de radicais livres, um subproduto da nossa</p><p>respiração que está ligado ao processo de</p><p>envelhecimento celular e ao surgimento de</p><p>doenças como o câncer. Para neutralizar essas</p><p>moléculas nas células, quem faz esporte deve dar</p><p>atenção especial aos antioxidantes. As vitaminas</p><p>C, E e o selênio fazem parte desse grupo.</p><p>SÁ, V. Exercícios bem nutridos. Disponível em: http://saude.abril.com.br.</p><p>Acesso em: 29 abr. 2010.(adaptado).</p><p>A ação antioxidante das vitaminas C e E e do</p><p>selênio deve-se às suas capacidades de</p><p>a) reagir com os radicais livres gerados no</p><p>metabolismo celular através do processo</p><p>de oxidação.</p><p>b) diminuir a produção de oxigênio no</p><p>organismo e o processo de combustão</p><p>que gera radicais livres.</p><p>c) aderir à membrana das mitocôndrias,</p><p>interferindo no mecanismo de formação</p><p>desses radicais livres.</p><p>d) inibir as reações em cadeia utilizadas no</p><p>metabolismo celular para geração dos</p><p>radicais.</p><p>e) induzir a adaptação do organismo em</p><p>resposta à geração desses radicais.</p><p>10) (ENEM 2005) A obesidade, que nos países</p><p>desenvolvidos já é tratada como epidemia,</p><p>começa a preocupar especialistas no Brasil. Os</p><p>últimos dados da Pesquisa de Orçamentos</p><p>Familiares, realizada entre 2002 e 2003 pelo</p><p>IBGE, mostram que 40,6% da população</p><p>brasileira estão acima do peso, ou seja, 38,8</p><p>milhões de adultos. Desse total, 10,5 milhões são</p><p>considerados obesos. Várias são as dietas e os</p><p>remédios que prometem um emagrecimento</p><p>rápido e sem riscos. Há alguns anos foi lançado</p><p>no mercado brasileiro um remédio de ação</p><p>diferente dos demais, pois inibe a ação das</p><p>lipases, enzimas que aceleram a reação de</p><p>quebra de gorduras. Sem serem quebradas elas</p><p>não são absorvidas pelo intestino, e parte das</p><p>gorduras ingeridas é eliminada com as fezes.</p><p>Como os lipídios são altamente energéticos, a</p><p>pessoa tende a emagrecer. No entanto, esse</p><p>remédio apresenta algumas contra-indicações,</p><p>pois a gordura não absorvida lubrifica o</p><p>intestino, causando desagradáveis diarréias.</p><p>Além do mais, podem ocorrer casos de baixa</p><p>absorção de vitaminas lipossolúveis, como as A,</p><p>D, E e K, pois</p><p>a) essas vitaminas, por serem mais</p><p>energéticas que as demais, precisam de</p><p>lipídios para sua absorção.</p><p>b) a ausência dos lipídios torna a absorção</p><p>dessas vitaminas desnecessária.</p><p>c) essas vitaminas reagem com o remédio,</p><p>transformando-se em outras vitaminas.</p><p>d) as lipases também desdobram as</p><p>vitaminas para que essas sejam</p><p>absorvidas.</p><p>e) essas vitaminas se dissolvem nos lipídios</p><p>e só são absorvidas junto com eles.</p><p>FÍSICA: Eletrostática, Impulso,</p><p>Quantidade de Movimento e</p><p>Torque</p><p>1) (ENEM PPL 2022) Esteiras e escadas rolantes</p><p>são dispositivos que deslocam, a velocidade</p><p>constante, os objetos neles colocados, por meio</p><p>de sistemas de controle com sensores. Quando a</p><p>massa total do dispositivo varia, seja pelo</p><p>acréscimo ou pela retirada de objetos, a ação de</p><p>forças impulsivas mantém a velocidade</p><p>constante. Como exemplo, considere que a</p><p>massa total diminua de 1 200 kg para 1 000 kg</p><p>em um intervalo de tempo de 0,10 s, e que,</p><p>então, seja aplicada uma força impulsiva</p><p>constante de 250 N para manter constante a</p><p>velocidade.</p><p>No exemplo mencionado, o valor da velocidade</p><p>constante do dispositivo rolante é, em m/s ,</p><p>a) 0,011.</p><p>b) 0,021.</p><p>c) 0,025.</p><p>d) 0,125.</p><p>e) 0,500.</p><p>2) (ENEM LIBRAS 2017) Um pente plástico é</p><p>atritado com papel toalha seco. A seguir ele é</p><p>aproximado de pedaços de papel que estavam</p><p>sobre a mesa. Observa-se que os pedaços de</p><p>papel são atraídos e acabam grudados ao pente,</p><p>como mostra a figura.</p><p>97</p><p>Disponível em: http:/ogostoamargodometal.wordpress.com. Acesso em:</p><p>10 ago. 12</p><p>Nessa situação, a movimentação dos pedaços de</p><p>papel até o pente é explicada pelo fato de os</p><p>papeizinhos</p><p>a) serem influenciados pela força de atrito</p><p>que ficou retida no pente.</p><p>b) serem influenciados pela força de</p><p>resistência do ar em movimento.</p><p>c) experimentarem um campo elétrico</p><p>capaz de exercer forças elétricas.</p><p>d) experimentarem um campo magnético</p><p>capaz de exercer forças magnéticas.</p><p>e) possuírem carga elétrica que permite</p><p>serem atraídos ou repelidos pelo pente.</p><p>3) (ENEM 2016) O trilho de ar é um dispositivo</p><p>utilizado em laboratórios de física para analisar</p><p>movimentos em que corpos de prova (carrinhos)</p><p>podem se mover com atrito desprezível. A figura</p><p>ilustra um trilho horizontal com dois carrinhos (1</p><p>e 2) em que se realiza um experimento para</p><p>obter a massa do carrinho 2. No instante em que</p><p>o carrinho 1, de massa 150,0 g, passa a se mover</p><p>com velocidade escalar constante, o carrinho 2</p><p>está em repouso. No momento em que o carrinho</p><p>1 se choca com o carrinho 2, ambos passam a se</p><p>movimentar juntos com velocidade escalar</p><p>constante. Os sensores eletrônicos distribuídos ao</p><p>longo do trilho determinam as posições e</p><p>registram os instantes associados à passagem de</p><p>cada carrinho, gerando os dados do quadro.</p><p>Com base nos dados experimentais, o valor da</p><p>massa do carrinho 2 é igual a</p><p>a) 50,0 g</p><p>b) 250,0 g</p><p>c) 300,0 g</p><p>d) 450,0 g</p><p>e) 600,0</p><p>g</p><p>4) (ENEM 2015) Em um experimento, um</p><p>professor levou para a sala de aula um saco de</p><p>arroz, um pedaço de madeira triangular e uma</p><p>barra de ferro cilíndrica e homogênea. Ele propôs</p><p>que fizessem a mediação da massa da barra</p><p>utilizando esses objetos. Para isso, os alunos</p><p>fizeram marcações na barra, dividindo-a em oito</p><p>partes iguais, e em seguida apoiaram-na sobre a</p><p>base triangular, com o saco de arroz pendurado</p><p>em uma de suas extremidades, até atingir a</p><p>situação de equilíbrio.</p><p>Nessa situação, qual foi a massa da barra obtida</p><p>pelos alunos?</p><p>a) 3,00 kg</p><p>b) 3,75 kg</p><p>c) 5,00 kg</p><p>d) 6,00 kg</p><p>e) 15,00 kg</p><p>5) (ENEM 2010) Duas irmãs que dividem o</p><p>mesmo quarto de estudos combinaram de</p><p>comprar duas caixas com tampas para</p><p>guardarem seus pertences dentro de suas caixas,</p><p>evitando, assim, a bagunça sobre a mesa de</p><p>estudos. Uma delas comprou uma metálica, e a</p><p>outra, uma caixa de madeira de área e espessura</p><p>lateral diferentes, para facilitar a identificação.</p><p>Um dia as meninas foram estudar para a prova</p><p>de Física e, ao se acomodarem na mesa de</p><p>estudos, guardaram seus celulares ligados dentro</p><p>de suas caixas.</p><p>Ao longo desse dia, uma delas recebeu ligações</p><p>telefônicas, enquanto os amigos da outra</p><p>tentavam ligar e recebiam a mensagem de que o</p><p>celular estava fora da área de cobertura ou</p><p>desligado.</p><p>98</p><p>Para explicar essa situação, um físico deveria</p><p>afirmar que o material da caixa, cujo telefone</p><p>celular não recebeu as ligações é de</p><p>a) madeira, e o telefone não funcionava</p><p>porque a madeira não é um bom</p><p>condutor de eletricidade.</p><p>b) metal, e o telefone não funcionava devido</p><p>à blindagem eletrostática que o metal</p><p>proporcionava.</p><p>c) metal, e o telefone não funcionava</p><p>porque o metal refletia todo tipo de</p><p>radiação que nele incidia.</p><p>d) metal, e o telefone não funcionava</p><p>porque a área lateral da caixa de metal</p><p>era maior.</p><p>e) madeira, e o telefone não funcionava</p><p>porque a espessura desta caixa era maior</p><p>que a espessura da caixa de metal.</p><p>6) (ENEM 2022) Em um autódromo, os carros</p><p>podem derrapar em uma curva e bater na</p><p>parede de proteção. Para diminuir o impacto de</p><p>uma batida, pode-se colocar na parede uma</p><p>barreira de pneus, isso faz com que a colisão seja</p><p>mais demorada e o carro retorne com velocidade</p><p>reduzida. Outra opção é colocar uma barreira de</p><p>blocos de um material que se deforma,</p><p>tornando-a tão demorada quanto a colisão com</p><p>os pneus, mas que não permite a volta do carro</p><p>após a colisão.</p><p>Comparando as duas situações, como ficam a</p><p>força média exercida sobre o carro e a energia</p><p>mecânica dissipada?</p><p>a) A força é maior na colisão com a barreira</p><p>de pneus, e a energia dissipada é maior</p><p>na colisão com a barreira de blocos.</p><p>b) A força é maior na colisão com a barreira</p><p>de blocos, e a energia dissipada é maior</p><p>na colisão com a barreira de pneus.</p><p>c) A força é maior na colisão com a barreira</p><p>de blocos, e a energia dissipada é a</p><p>mesma nas duas situações.</p><p>d) A força é maior na colisão com a barreira</p><p>de pneus, e a energia dissipada é maior</p><p>na colisão com a barreira de pneus.</p><p>e) A força é maior na colisão com a barreira</p><p>de blocos, e a energia dissipada é maior</p><p>na colisão com a barreira de blocos.</p><p>7) (ENEM PPL 2021) Foi realizada uma perícia</p><p>técnica de um acidente de trânsito em que um</p><p>carro colidiu com uma van em um cruzamento a</p><p>90°, como esquematizado na figura A van tem</p><p>massa duas vezes maior que o carro. Depois da</p><p>colisão, os dois veículos permaneceram</p><p>“grudados” um ao outro e deslocaram-se a um</p><p>ângulo de 45° com a direção de suas velocidades</p><p>iniciais. Um radar mediu o módulo da velocidade</p><p>da van, imediatamente antes da colisão,</p><p>encontrando 40 km/h.</p><p>Qual o valor do módulo da velocidade do carro,</p><p>em quilômetro por hora (km/h), imediatamente</p><p>antes da colisão?</p><p>a) 20</p><p>b) 20 2</p><p>c) 40</p><p>d) 40 2</p><p>e) 80</p><p>8) (ENEM PPL 2018) Em uma manhã ensolarada,</p><p>uma jovem vai até um parque para acampar e</p><p>ler. Ela monta sua barraca próxima de seu carro,</p><p>de uma árvore e de um quiosque de madeira.</p><p>Durante sua leitura, a jovem não percebe a</p><p>aproximação de uma tempestade com muitos</p><p>relâmpagos.</p><p>A melhor maneira de essa jovem se proteger dos</p><p>relâmpagos é</p><p>a) entrar no carro.</p><p>b) entrar na barraca.</p><p>c) entrar no quiosque.</p><p>d) abrir um guarda-chuva.</p><p>e) ficar embaixo da árvore.</p><p>99</p><p>9) (ENEM 2018) As pessoas que utilizam objetos</p><p>cujo princípio de funcionamento é o mesmo do</p><p>das alavancas aplicam uma força, chamada de</p><p>força potente, em um dado ponto da barra, para</p><p>superar ou equilibrar uma segunda força,</p><p>chamada de resistente, em outro ponto da barra.</p><p>Por causa das diferentes distâncias entre os</p><p>pontos de aplicação das forças, potente e</p><p>resistente, os seus efeitos também são diferentes.</p><p>A figura mostra alguns exemplos desses objetos.</p><p>Em qual dos objetos a força potente é maior que</p><p>a força resistente?</p><p>a) Pinça.</p><p>b) Alicate.</p><p>c) Quebra-nozes.</p><p>d) Carrinho de mão.</p><p>e) Abridor de garrafa.</p><p>10) (ENEM 2019) Em qualquer obra de</p><p>construção civil é fundamental a utilização de</p><p>equipamentos de proteção individual, tal como</p><p>capacetes. Por exemplo, a queda livre de um</p><p>tijolo de massa 2,5kg de uma altura de 5m, cujo</p><p>impacto contra um capacete pode durar até 0,5s,</p><p>resulta em uma força impulsiva média maior do</p><p>que o peso do tijolo. Suponha que a aceleração</p><p>gravitacional seja 10 m s–2 e que o efeito de</p><p>resistência do ar seja desprezível.</p><p>A força impulsiva média gerada por esse</p><p>impacto equivale ao peso de quantos tijolos</p><p>iguais?</p><p>a) 2</p><p>b) 5</p><p>c) 10</p><p>d) 20</p><p>e) 50</p><p>PORTUGUÊS/LITERATURA:</p><p>Modernismo</p><p>1) (ENEM PPL 2022) A partir dos anos 1970, a</p><p>diversidade étnica e cultural ganha maior</p><p>reconhecimento com movimentos culturais, tais</p><p>como o “Tropicalismo”, os “Afrobahianos”, as</p><p>inserções de referências religiosas</p><p>afro-brasileiras na Bossa Nova e o “Teatro do</p><p>Oprimido”. Tudo isso foi antecipado pelo</p><p>Movimento de Cultura Popular, fundado por</p><p>Paulo Freire nos anos de 1960.</p><p>MEDEIROS, B. T. F. Quilombos, políticas patrimoniais e negociações. In:</p><p>BARRIO, A. E.; MOTTA, A.; GOMES, M. H. (Org.). Inovação cultural,</p><p>patrimônio e educação. Disponível em: http://campus.usal.es. Acesso</p><p>em: 4 set. 2017 (adaptado).</p><p>Essa ideia nacionalista surgiu dos sonhos de</p><p>Mário de Andrade e da Semana de Arte Moderna</p><p>de 1922, que visava o(a)</p><p>a) incorporação ao patrimônio nacional das</p><p>culturas negra e portuguesa.</p><p>b) representação das realidades social e</p><p>econômica do início do século.</p><p>c) reflexo da igualdade mestiça nos</p><p>processos de patrimonialização.</p><p>d) ideal da diversidade cultural como</p><p>categoria identitária nacional.</p><p>e) constituição da materialidade e da</p><p>multiplicidade socioculturais.</p><p>2) (ENEM PPL 2016)</p><p>Casamento</p><p>Há mulheres que dizem:</p><p>Meu marido, se quiser pescar, pesque,</p><p>mas que limpe os peixes.</p><p>Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,</p><p>ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.</p><p>É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,</p><p>de vez em quando os cotovelos se esbarram,</p><p>ele fala coisas como “este foi difícil”</p><p>“prateou no ar dando rabanadas”</p><p>e faz o gesto com a mão.</p><p>O silêncio de quando nos vimos a primeira vez</p><p>atravessa a cozinha como um rio profundo.</p><p>Por fim, os peixes na travessa,</p><p>vamos dormir.</p><p>Coisas prateadas espocam:</p><p>somos noivo e noiva.</p><p>PRADO, A. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1991.</p><p>100</p><p>O poema de Adélia Prado, que segue a proposta</p><p>moderna de tematização de fatos cotidianos,</p><p>apresenta a prosaica ação de limpar peixes na</p><p>qual a voz lírica reconhece uma</p><p>a) expectativa do marido em relação à</p><p>esposa.</p><p>b) imposição dos afazeres conjugais.</p><p>c) disposição para realizar tarefas</p><p>masculinas.</p><p>d) dissonância entre as vozes masculina e</p><p>feminina.</p><p>e) forma de consagração da cumplicidade</p><p>no casamento.</p><p>3) (ENEM PPL 2022)</p><p>Foi o caso que um homenzinho, recém-aparecido</p><p>na cidade, veio à casa do Meu Amigo, por</p><p>questão de vida e morte, pedir providências. Meu</p><p>Amigo sendo de vasto saber e pensar, poeta,</p><p>professor, ex-sargento de cavalaria e delegado</p><p>de polícia. Por tudo, talvez, costumava afirmar: —</p><p>“A vida de um ser humano, entre outros seres</p><p>humanos, é impossível. O que vemos é apenas</p><p>milagre; salvo melhor raciocínio.” Meu Amigo</p><p>sendo fatalista.</p><p>Na data e hora, estava-se em seu fundo de</p><p>quintal, exercitando ao alvo,</p><p>com carabinas e</p><p>revólveres, revezadamente. Meu Amigo, a bom</p><p>seguro que, no mundo, ninguém, jamais, atirou</p><p>quanto ele tão bem — no agudo da pontaria e</p><p>rapidez em sacar arma; gastava nisso, por dia,</p><p>caixas de balas. Estava justamente especulando:</p><p>— “Só quem entendia de tudo eram os gregos. A</p><p>vida tem poucas possibilidades”. Fatalista como</p><p>uma louça, o Meu Amigo. Sucedeu nesse</p><p>comenos que o vieram chamar, que o</p><p>homenzinho o procurava.</p><p>ROSA, J. G. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1967.</p><p>Os procedimentos de construção conferem</p><p>originalidade ao estilo do autor e produzem, no</p><p>fragmento, efeito de sentido apoiado na</p><p>a) reflexão filosófica em torno da brevidade</p><p>da vida.</p><p>b) tensão progressiva ante a chegada do</p><p>estranho.</p><p>c) nota irônica do perfil intelectual do</p><p>personagem.</p><p>d) curiosidade natural despertada pelo</p><p>anonimato.</p><p>e) erudição sutil da alusão ao pensamento</p><p>grego.</p><p>4) (ENEM PPL 2017) Tenho visto criaturas que</p><p>trabalham demais e não progridem. Conheço</p><p>indivíduos preguiçosos que têm faro: quando a</p><p>ocasião chega, desenroscam-se, abrem a boca e</p><p>engolem tudo.</p><p>Eu não sou preguiçoso. Fui feliz nas primeiras</p><p>tentativas e obriguei a fortuna a ser-me</p><p>favorável nas seguintes.</p><p>Depois da morte do Mendonça, derrubei a cerca,</p><p>naturalmente, e levei-a para além do ponto em</p><p>que estava no tempo de Salustiano Padilha.</p><p>Houve reclamações.</p><p>— Minhas senhoras, Seu Mendonça pintou o</p><p>diabo enquanto viveu. Mas agora é isto. E quem</p><p>não gostar, paciência, vá à justiça.</p><p>Como a justiça era cara, não foram à justiça. E</p><p>eu, o caminho aplainado, invadi a terra do</p><p>Fidélis, paralítico de um braço, e a dos Gama,</p><p>que pandegavam no Recife, estudando direito.</p><p>Respeitei o engenho do Dr. Magalhães, juiz.</p><p>Violências miúdas passaram despercebidas. As</p><p>questões mais sérias foram ganhas no foro,</p><p>graças às chicanas de João Nogueira.</p><p>Efetuei transações arriscadas, endividei-me,</p><p>importei maquinismos e não prestei atenção aos</p><p>que me censuravam por querer abarcar o mundo</p><p>com as pernas. Iniciei a pomicultura e a</p><p>avicultura. Para levar os meus produtos ao</p><p>mercado, comecei uma estrada de rodagem.</p><p>Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos,</p><p>chamou-me patriota, citou Ford e Delmiro</p><p>Gouveia. Costa Brito também publicou uma nota</p><p>na Gazeta, elogiando-me e elogiando o chefe</p><p>político local. Em consequência mordeu-me cem</p><p>mil réis.</p><p>RAMOS, G. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1990.</p><p>O trecho, de São Bernardo, apresenta um relato</p><p>de Paulo Honório, narrador-personagem, sobre a</p><p>expansão de suas terras. De acordo com esse</p><p>relato, o processo de prosperidade que o</p><p>beneficiou evidencia que ele</p><p>101</p><p>a) revela-se um empreendedor capitalista</p><p>pragmático que busca o êxito em suas</p><p>realizações a qualquer custo, ignorando</p><p>princípios éticos e valores humanitários.</p><p>b) procura adequar sua atividade produtiva</p><p>e função de empresário às regras do</p><p>Estado democrático de direito, ajustando</p><p>o interesse pessoal ao bem da sociedade.</p><p>c) relata aos seus interlocutores fatos que</p><p>lhe ocorreram em um passado distante, e</p><p>enumera ações que põem em evidência</p><p>as suas muitas virtudes de homem do</p><p>campo.</p><p>d) demonstra ser um homem honrado,</p><p>patriota e audacioso, atributos</p><p>ressaltados pela realização de ações que</p><p>se ajustam ao princípio de que os fins</p><p>justificam os meios.</p><p>e) amplia o seu patrimônio graças ao</p><p>esforço pessoal, contando com a sorte e a</p><p>capacidade de iniciativa, sendo um</p><p>exemplo de empreendedor com</p><p>responsabilidade social.</p><p>5) (ENEM 2013) Tudo no mundo começou com</p><p>um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula</p><p>e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia</p><p>a pré-história da pré-história e havia o nunca e</p><p>havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas</p><p>sei que o universo jamais começou.</p><p>[...]</p><p>Enquanto eu tiver perguntas e não houver</p><p>resposta continuarei a escrever. Como começar</p><p>pelo início, se as coisas acontecem antes de</p><p>acontecer? Se antes da pré-pré-história já havia</p><p>os monstros apocalípticos? Se esta história não</p><p>existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é</p><p>um fato. Os dois juntos — sou eu que escrevo o</p><p>que estou escrevendo. [...] Felicidade? Nunca vi</p><p>palavra mais doida, inventada pelas nordestinas</p><p>que andam por aí aos montes.</p><p>Como eu irei dizer agora, esta história será o</p><p>resultado de uma visão gradual — há dois anos e</p><p>meio venho aos poucos descobrindo os porquês.</p><p>É visão da iminência de. De quê? Quem sabe se</p><p>mais tarde saberei. Como que estou escrevendo</p><p>na hora mesma em que sou lido. Só não inicio</p><p>pelo fim que justificaria o começo — como a</p><p>morte parece dizer sobre a vida — porque preciso</p><p>registrar os fatos antecedentes.</p><p>LISPECTOR, C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998</p><p>(fragmento).</p><p>A elaboração de uma voz narrativa peculiar</p><p>acompanha a trajetória literária de Clarice</p><p>Lispector, culminada com a obra A hora da</p><p>estrela, de 1977, ano da morte da escritora. Nesse</p><p>fragmento, nota-se essa peculiaridade porque o</p><p>narrador</p><p>a) observa os acontecimentos que narra sob</p><p>uma ótica distante, sendo indiferente aos</p><p>fatos e às personagens.</p><p>b) relata a história sem ter tido a</p><p>preocupação de investigar os motivos</p><p>que levaram aos eventos que a compõem.</p><p>c) revela-se um sujeito que reflete sobre</p><p>questões existenciais e sobre a</p><p>construção do discurso.</p><p>d) admite a dificuldade de escrever uma</p><p>história em razão da complexidade para</p><p>escolher as palavras exatas.</p><p>e) propõe-se a discutir questões de natureza</p><p>filosófica e metafísica, incomuns na</p><p>narrativa de ficção.</p><p>6) (ENEM PPL 2011)</p><p>Morte e vida Severina</p><p>Somos muitos Severinos</p><p>iguais em tudo na vida:</p><p>na mesma cabeça grande</p><p>que a custo é que se equilibra,</p><p>no mesmo ventre crescido</p><p>sobre as mesmas pernas finas,</p><p>e iguais também porque o sangue</p><p>que usamos tem pouca tinta.</p><p>E se somos Severinos</p><p>iguais em tudo na vida,</p><p>morremos de morte igual,</p><p>mesma morte Severina:</p><p>que é a morte de que se morre</p><p>de velhice antes dos trinta</p><p>de emboscada antes dos vinte,</p><p>de fome um pouco por dia.</p><p>MELO NETO, J. C. Obra completa. Rio Janeiro: Nova Aguilar, 1994</p><p>(fragmento).</p><p>Nesse fragmento, parte de um auto de Natal, o</p><p>poeta retrata uma situação marcada pela</p><p>a) presença da morte, que universaliza os</p><p>sofrimentos dos nordestinos.</p><p>b) figura do homem agreste, que encara</p><p>eternamente sua condição de pobreza.</p><p>c) descrição sentimentalista de Severino,</p><p>que divaga sobre questões existenciais.</p><p>d) miséria, à qual muitos nordestinos estão</p><p>expostos, simbolizada na figura de</p><p>Severino.</p><p>e) opressão socioeconômica a que todo ser</p><p>humano se encontra submetido.</p><p>102</p><p>7) (ENEM PPL 2011) — Adiante... Adiante... Não</p><p>pares... Eu vejo. Canaã! Canaã!</p><p>Mas o horizonte da planície se estendia pelo seio</p><p>da noite e se confundia com os céus.</p><p>Milkau não sabia para onde o impulso os levava:</p><p>era o desconhecido que os atraía com a</p><p>poderosa e magnética força da Ilusão.</p><p>Começava a sentir a angustiada sensação de</p><p>uma corrida no Infinito...</p><p>— Canaã! Canaã!... suplicava ele em pensamento,</p><p>pedindo à noite que lhe revelasse a estrada da</p><p>Promissão.</p><p>E tudo era silêncio, e mistério... Corriam... corriam.</p><p>E o mundo parecia sem fim, e a terra do Amor</p><p>mergulhada, sumida na névoa incomensurável...</p><p>E Milkau, num sofrimento devorador, ia vendo</p><p>que tudo era o mesmo; horas e horas, fatigados</p><p>de voar, e nada variava, e nada lhe aparecia...</p><p>Corriam... corriam...</p><p>ARANHA, G. Canaã. São Paulo: Ática, 1998 (fragmento).</p><p>O sonho da terra prometida revela-se como valor</p><p>humano que faz parte do imaginário literário</p><p>brasileiro desde a chegada dos portugueses. Ao</p><p>descrever a situação final das personagens</p><p>Milkau e Maria, Graça Aranha resgata esse</p><p>desejo por meio de uma perspectiva</p><p>a) subjetiva, pois valoriza a visão exótica da</p><p>pátria brasileira.</p><p>b) simbólica, pois descreve o amor de um</p><p>estrangeiro pelo Brasil.</p><p>c) idealizada, pois relata o sonho de uma</p><p>pátria acolhedora de todos.</p><p>d) realista, pois traz dados de uma terra</p><p>geograficamente situada.</p><p>e) crítica, pois retrata o desespero de quem</p><p>não alcançou sua terra.</p><p>8) (ENEM 2009)</p><p>Confidência do Itabirano</p><p>Alguns anos vivi em Itabira.</p><p>Principalmente nasci em Itabira.</p><p>Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.</p><p>Noventa por cento</p><p>de ferro nas calçadas.</p><p>Oitenta por cento de ferro nas almas.</p><p>E esse alheamento do que na vida é porosidade e</p><p>[comunicação.</p><p>A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,</p><p>vem de Itabira, de suas noites brancas, sem</p><p>mulheres e</p><p>[sem horizontes.</p><p>E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,</p><p>é doce herança itabirana.</p><p>De Itabira trouxe prendas diversas que ora te</p><p>ofereço:</p><p>esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,</p><p>este São Benedito do velho santeiro Alfredo</p><p>Duval;</p><p>este couro de anta, estendido no sofá da sala de</p><p>visitas;</p><p>este orgulho, esta cabeça baixa...</p><p>Tive ouro, tive gado, tive fazendas.</p><p>Hoje sou funcionário público.</p><p>Itabira é apenas uma fotografia na parede.</p><p>Mas como dói!</p><p>ANDRADE, C. D. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.</p><p>Carlos Drummond de Andrade é um dos</p><p>expoentes do movimento modernista brasileiro.</p><p>Com seus poemas, penetrou fundo na alma do</p><p>Brasil e trabalhou poeticamente as inquietudes e</p><p>os dilemas humanos. Sua poesia é feita de uma</p><p>relação tensa entre o universal e o particular,</p><p>como se percebe claramente na construção do</p><p>poema Confidência do Itabirano. Tendo em vista</p><p>os procedimentos de construção do texto</p><p>literário e as concepções artísticas modernistas,</p><p>conclui-se que o poema acima</p><p>a) representa a fase heroica do modernismo,</p><p>devido ao tom contestatório e à utilização</p><p>de expressões e usos linguísticos típicos</p><p>da oralidade.</p><p>b) apresenta uma característica importante</p><p>do gênero lírico, que é a apresentação</p><p>objetiva de fatos e dados históricos.</p><p>c) evidencia uma tensão histórica entre o</p><p>“eu” e a sua comunidade, por intermédio</p><p>de imagens que representam a forma</p><p>como a sociedade e o mundo colaboram</p><p>para a constituição do indivíduo.</p><p>d) critica, por meio de um discurso irônico, a</p><p>posição de inutilidade do poeta e da</p><p>poesia em comparação com as prendas</p><p>resgatadas de Itabira.</p><p>e) apresenta influências românticas, uma</p><p>vez que trata da individualidade, da</p><p>saudade da infância e do amor pela terra</p><p>natal, por meio de recursos retóricos</p><p>pomposos.</p><p>103</p><p>9) (ENEM PPL 2009) Resolvo–me a contar,</p><p>depois de muita hesitação, casos passados há</p><p>dez anos — e, antes de começar, digo os motivos</p><p>por que silenciei e por que me decido. Não</p><p>conservo notas: algumas que tomei foram</p><p>inutilizadas e, assim, com o decorrer do tempo,</p><p>ia–me parecendo cada dia mais difícil, quase</p><p>impossível, redigir esta narrativa. Além disso,</p><p>julgando a matéria superior às minhas forças,</p><p>esperei que outros mais aptos se ocupassem</p><p>dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante</p><p>se verá. Também me afligiu a idéia de jogar no</p><p>papel criaturas vivas, sem disfarces, com os</p><p>nomes que têm no registro civil. Repugnava–me</p><p>deformá–las, dar–lhes pseudônimo, fazer do livro</p><p>uma espécie de romance; mas teria eu o direito</p><p>de utilizá–las em história presumivelmente</p><p>verdadeira? Que diriam elas se se vissem</p><p>impressas, realizando atos esquecidos, repetindo</p><p>palavras contestáveis e obliteradas?</p><p>RAMOS, Graciliano. Memórias do cárcere. Rio de Janeiro: Record, 2000,</p><p>v.1, p. 33.</p><p>Em relação ao seu contexto literário e</p><p>sócio-histórico, esse fragmento da obra</p><p>Memórias do Cárcere, do escritor Graciliano</p><p>Ramos,</p><p>a) inova na ficção intimista que caracteriza</p><p>a produção romanesca do modernismo</p><p>da década de 30 do século XX.</p><p>b) aborda literariamente teses socialistas, o</p><p>que faz do romance de Graciliano Ramos</p><p>um texto panfletário.</p><p>c) é marcada pelo traço regionalista</p><p>pitoresco e romântico, que é retomado</p><p>pelo autor em pleno modernismo.</p><p>d) apresenta, em linguagem</p><p>conscientemente trabalhada, a tensão</p><p>entre o eu do escritor e o contexto que o</p><p>forma.</p><p>e) configura-se como uma narrativa de</p><p>linguagem rebuscada e sintaxe complexa,</p><p>de difícil leitura.</p><p>10) (ENEM PPL 2009)</p><p>Oferta</p><p>Quem sabe</p><p>Se algum dia</p><p>Traria</p><p>O elevador</p><p>Até aqui</p><p>O teu amor</p><p>ANDRADE, Oswald de. Obras Completas de Oswald de Andrade. Rio de</p><p>Janeiro: Civilização Brasileira, 1978, p. 33.</p><p>O poema Oferta, de Oswald de Andrade,</p><p>apresenta em sua estrutura e temática uma</p><p>relação evidente com um aspecto da</p><p>modernização da sociedade brasileira. Trata-se</p><p>da</p><p>a) recusa crítica em inserir no texto poético</p><p>elementos advindos do discurso</p><p>publicitário, avesso à sensibilidade lírica</p><p>do autor.</p><p>b) impossibilidade da poesia de incorporar</p><p>as novidades do mundo moderno já</p><p>inseridas nas novas relações sociais da</p><p>vida urbana.</p><p>c) associação crítica entre as invenções da</p><p>modernidade e a criação poética</p><p>modernista, entre o lirismo amoroso e a</p><p>automatização das ações.</p><p>d) ausência do lirismo amoroso no poema e</p><p>impossibilidade de estabelecer relações</p><p>amorosas na sociedade regida pelo</p><p>consumo de mercadorias.</p><p>e) adesão do eu lírico ao mundo mecanizado</p><p>da modernidade, justificada pela certeza</p><p>de que as facilidades tecnológicas</p><p>favorecem o contato humano.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>104</p><p>105</p><p>para a</p><p>constituição simbólica do rei, pois o corpo</p><p>político adornado esconde os defeitos do</p><p>corpo pessoal.</p><p>7) (ENEM PPL 2020) No início do século XVI, as</p><p>relíquias continuavam protegendo edifícios e</p><p>cidades, promovendo curas milagrosas, sendo</p><p>levadas em solenes procissões pelas ruas,</p><p>sacralizando altares de igrejas por toda a</p><p>Europa, em uma notável continuidade em</p><p>relação ao papel que haviam desempenhado</p><p>havia mais de mil anos no continente. Mas, em</p><p>meados daquele século, essa situação tinha se</p><p>transformado. O culto às relíquias foi fortemente</p><p>repudiado pelos reformadores protestantes, que</p><p>pregavam uma igreja invisível.</p><p>CYMBALISTA, R. Relíquias sagradas e a construção do território cristão</p><p>na Idade Moderna. Anais do Museu Paulista, n. 2, jul.-dez. 2006.</p><p>A nova abordagem sobre a prática indicada no</p><p>texto fundamentava-se no(a)</p><p>a) abandono de objetos mediadores.</p><p>b) instituição do ascetismo monástico.</p><p>c) desprezo do proselitismo religioso.</p><p>d) revalorização dos ritos sacramentais.</p><p>e) consagração de preceitos populares.</p><p>8) (ENEM PPL 2021) O processo formativo do</p><p>Estado desenrolou-se segundo a dinâmica de</p><p>dois movimentos contraditórios e simultâneos:</p><p>fragmentação e centralização. De um lado,</p><p>fragmentação na medida em que os príncipes</p><p>europeus tiveram de lutar contra o poder</p><p>universalista do papa; e centralizador na medida</p><p>em que os príncipes tiveram que lutar contra o</p><p>poder político e militar de outros chefes políticos</p><p>rivais. Desse processo resultaram as</p><p>características fundamentais do Estado</p><p>moderno: exército e burocracia civil</p><p>permanentes, padronização tributária, direito</p><p>codificado e mercado unificado</p><p>GONÇALVES, W. Relações internacionais. Rio de Janeiro: Zahar, 2008</p><p>(adaptado)</p><p>A institucionalização política mencionada teve</p><p>como uma de suas causas o êxito de alguns</p><p>príncipes em</p><p>a) monopolizar o uso legítimo da força.</p><p>b) reforçar a hegemonia social do clero.</p><p>c) restringir a influência cultural da nobreza.</p><p>d) respeitar a diversidade das vivências</p><p>locais.</p><p>e) conter a autoridade das lideranças</p><p>carismáticas.</p><p>9) (ENEM 2022)</p><p>TEXTO I</p><p>Manda o Santo Ofício da Inquisição que</p><p>ninguém, seja qual for seu estado, idade ou</p><p>condição, pare com carroça, caleça ou montaria</p><p>nem atrapalhe com mesas ou cadeiras o centro</p><p>das ruas, que vão da Inquisição a São Domingos,</p><p>nem atravesse a procissão em ponto algum da</p><p>ida ou da volta, amanhã, 19 do corrente, em que</p><p>se celebrará auto de fé. E também que nem nesse</p><p>dia nem nos dos açoites ouse alguém atirar nos</p><p>réus maçãs, pedras, laranjas nem outra coisa</p><p>qualquer.</p><p>PALMA, R. Anais da Inquisição de Lima. São Paulo: Edusp; Giordano,</p><p>1992 (adaptado).</p><p>13</p><p>TEXTO II</p><p>Como acontece em todos os ritos, o sentido do</p><p>auto da fé é conferido pela sequência dos atos</p><p>que o compõem. Os lugares, as posturas, os</p><p>gestos, as palavras são fixados previamente em</p><p>toda a sua complexidade. Por isso, o auto da fé</p><p>apresenta momentos fortes — durante a</p><p>preparação, a encenação, o ato e a recepção —</p><p>que convém seguir em seus pormenores.</p><p>BETHENCOURT, F. História das Inquisições: Portugal, Espanha e Itália –</p><p>séculos XV-XIX. São Paulo: Cia. das Letras, 2000.</p><p>O rito mencionado nos textos demonstra a</p><p>capacidade da Igreja em</p><p>a) abrandar cerimônias de punição.</p><p>b) favorecer anseios de violência.</p><p>c) criticar políticas de disciplina.</p><p>d) produzir padrões de conduta.</p><p>e) ordenar cultos de heresia.</p><p>10) (ENEM PPL 2017) O garfo muito grande, com</p><p>dois dentes, que era usado para servir as carnes</p><p>aos convidados, é antigo, mas não o garfo</p><p>individual. Este data mais ou menos do século</p><p>XVI e difundiu-se a partir de Veneza e da Itália</p><p>em geral, mas com lentidão. O uso só se</p><p>generalizaria por volta de 1750.</p><p>BRAUDEL, F. Civilização material, economia e capitalismo: séculos</p><p>XV-XVIII; as estruturas do cotidiano. São Paulo: Martins Fontes, 1977</p><p>(adaptado).</p><p>No processo de transição para a modernidade, o</p><p>uso do objeto descrito relaciona-se à</p><p>a) construção de hábitos sociais.</p><p>b) introdução de medidas sanitárias.</p><p>c) ampliação das refeições familiares.</p><p>d) valorização da cultura renascentista.</p><p>e) incorporação do comportamento laico.</p><p>MATEMÁTICA: Análise</p><p>Combinatória</p><p>1) (ENEM 2021) Uma pessoa produzirá uma</p><p>fantasia utilizando como materiais: 2 tipos de</p><p>tecidos diferentes e 5 tipos distintos de pedras</p><p>ornamentais. Essa pessoa tem à sua disposição 6</p><p>tecidos diferentes e 15 pedras ornamentais</p><p>distintas.</p><p>A quantidade de fantasias com materiais</p><p>diferentes que podem ser produzidas é</p><p>representada pela expressão</p><p>a)</p><p>6!</p><p>4!2! · 15!</p><p>10!5!</p><p>b)</p><p>6!</p><p>4!2! + 15!</p><p>10!5!</p><p>c)</p><p>6!</p><p>2! + 15!</p><p>5!</p><p>d)</p><p>6!</p><p>2! · 15!</p><p>5!</p><p>e)</p><p>21!</p><p>7!14!</p><p>2) (ENEM PPL 2020) A prefeitura de uma cidade</p><p>está renovando os canteiros de flores de suas</p><p>praças. Entre as possíveis variedades que</p><p>poderiam ser plantadas, foram escolhidas cinco:</p><p>amor-perfeito, cravina, petúnia, margarida e lírio.</p><p>Em cada um dos canteiros, todos com</p><p>composições diferentes, serão utilizadas somente</p><p>três variedades distintas, não importando como</p><p>elas serão dispostas.</p><p>Um funcionário deve determinar os trios de</p><p>variedades de flores que irão compor cada</p><p>canteiro.</p><p>De acordo com o disposto, a quantidade de trios</p><p>possíveis é dada por</p><p>a) 5</p><p>b) 5 · 3</p><p>c)</p><p>5!</p><p>(5−3)!</p><p>d)</p><p>5!</p><p>(5−3)!2!</p><p>e)</p><p>5!</p><p>(5−3)!3!</p><p>3) (ENEM 2022) Uma montadora de automóveis</p><p>divulgou que oferta a seus clientes mais de 1 000</p><p>configurações diferentes de carro, variando o</p><p>modelo, a motorização, os opcionais e a cor do</p><p>veículo. Atualmente, ela oferece 7 modelos de</p><p>carros com 2 tipos de motores: 1.0 e 1.6. Já em</p><p>relação aos opcionais, existem 3 escolhas</p><p>possíveis: central multimídia, rodas de liga leve e</p><p>bancos de couro, podendo o cliente optar por</p><p>incluir um, dois, três ou nenhum dos opcionais</p><p>disponíveis.</p><p>Para ser fiel à divulgação feita, a quantidade</p><p>mínima de cores que a montadora deverá</p><p>disponibilizar a seus clientes é</p><p>a) 8.</p><p>b) 9.</p><p>c) 11.</p><p>d) 18.</p><p>e) 24.</p><p>14</p><p>4) (ENEM PPL 2020) O governador de um estado</p><p>propõe a ampliação de investimentos em</p><p>segurança no transporte realizado por meio de</p><p>trens. Um estudo para um projeto de lei prevê</p><p>que se tenha a presença de três agentes</p><p>mulheres, distribuídas entre os 6 vagões de uma</p><p>composição, de forma que duas dessas agentes</p><p>não estejam em vagões adjacentes, garantindo</p><p>assim maior segurança aos usuários.</p><p>Disponível em: www.sisgraph.com.br. Acesso em: 29 jan. 2015 (adaptado).</p><p>A expressão que representa a quantidade de</p><p>maneiras distintas das três agentes serem</p><p>distribuídas nos vagões é</p><p>a) 𝐶</p><p>4</p><p>3 + 3!</p><p>b) 𝐶</p><p>6</p><p>3</p><p>c) 𝐶</p><p>4</p><p>3 × 3!</p><p>d) 𝐴</p><p>6</p><p>3</p><p>e) 𝐴</p><p>4</p><p>3 × 3!</p><p>5) (ENEM DIGITAL 2020) Eduardo deseja criar</p><p>um e-mail utilizando um anagrama</p><p>exclusivamente com as sete letras que compõem</p><p>o seu nome, antes do símbolo @.</p><p>O e-mail terá a forma *******@site.com.br e será</p><p>de tal modo que as três letras “edu” apareçam</p><p>sempre juntas e exatamente nessa ordem.</p><p>Ele sabe que o e-mail eduardo@site.com.br já foi</p><p>criado por outro usuário e que qualquer outro</p><p>agrupamento das letras do seu nome forma um</p><p>e-mail que ainda não foi cadastrado.</p><p>De quantas maneiras Eduardo pode criar um</p><p>e-mail desejado?</p><p>a) 59</p><p>b) 60</p><p>c) 118</p><p>d) 119</p><p>e) 120</p><p>6) (ENEM 2019) Uma empresa confecciona e</p><p>comercializa um brinquedo formado por uma</p><p>locomotiva, pintada na cor preta, mais 12 vagões</p><p>de iguais formato e tamanho, numerados de 1 a</p><p>12. Dos 12 vagões, 4 são pintados na cor</p><p>vermelha, 3 na cor azul, 3 na cor verde e 2 na cor</p><p>amarela. O trem é montado utilizando-se uma</p><p>locomotiva e 12 vagões, ordenados</p><p>crescentemente segundo suas numerações,</p><p>conforme ilustrado na figura.</p><p>De acordo com as possíveis variações nas</p><p>colorações dos vagões, a quantidade de trens</p><p>que podem ser montados, expressa por meio de</p><p>combinações, é dada por</p><p>a) 𝐶</p><p>12</p><p>4 × 𝐶</p><p>12</p><p>3 × 𝐶</p><p>12</p><p>3 × 𝐶</p><p>12</p><p>2</p><p>b) 𝐶</p><p>12</p><p>4 + 𝐶</p><p>8</p><p>3 + 𝐶</p><p>5</p><p>3 + 𝐶</p><p>2</p><p>2</p><p>c) 𝐶</p><p>12</p><p>4 × 2 × 𝐶</p><p>8</p><p>3 × 𝐶</p><p>5</p><p>2</p><p>d) 𝐶</p><p>12</p><p>4 + 2 × 𝐶</p><p>12</p><p>3 + 𝐶</p><p>12</p><p>2</p><p>e) 𝐶</p><p>12</p><p>4 × 𝐶</p><p>8</p><p>3 × 𝐶</p><p>5</p><p>3 × 𝐶</p><p>2</p><p>2</p><p>7) (ENEM PPL 2015) A bandeira de um estado é</p><p>formada por cinco faixas, A, B, C, D e E, dispostas</p><p>conforme a figura.</p><p>Deseja-se pintar cada faixa com uma das cores</p><p>verde, azul ou amarelo, de tal forma que faixas</p><p>adjacentes não sejam pintadas</p><p>com a mesma</p><p>cor.</p><p>O cálculo do número de possibilidades distintas</p><p>de se pintar essa bandeira, com a exigência</p><p>acima, é</p><p>a) 1 x 2 x 1 x 1 x 2.</p><p>b) 3 x 2 x 1 x 1 x 2.</p><p>c) 3 x 2 x 1 x 1 x 3.</p><p>d) 3 x 2 x 1 x 2 x 2.</p><p>e) 3 x 2 x 2 x 2 x 2.</p><p>15</p><p>8) (ENEM 2022) Um prédio, com 9 andares e 8</p><p>apartamentos de 2 quartos por andar, está com</p><p>todos os seus apartamentos à venda. Os</p><p>apartamentos são identificados por números</p><p>formados por dois algarismos, sendo que a</p><p>dezena indica o andar onde se encontra o</p><p>apartamento, e a unidade, um algarismo de 1 a</p><p>8, que diferencia os apartamentos de um mesmo</p><p>andar. Quanto à incidência de sol nos quartos</p><p>desses apartamentos, constatam-se as seguintes</p><p>características, em função de seus números de</p><p>identificação:</p><p>● naqueles que finalizam em 1 ou 2, ambos</p><p>os quartos recebem sol apenas na parte</p><p>da manhã;</p><p>● naqueles que finalizam em 3, 4, 5 ou 6,</p><p>apenas um dos quartos recebe sol na</p><p>parte da manhã;</p><p>● naqueles que finalizam em 7 ou 8, ambos</p><p>os quartos recebem sol apenas na parte</p><p>da tarde.</p><p>Uma pessoa pretende comprar 2 desses</p><p>apartamentos em um mesmo andar, mas quer</p><p>que, em ambos, pelo menos um dos quartos</p><p>receba sol na parte da manhã.</p><p>De quantas maneiras diferentes essa pessoa</p><p>poderá escolher 2 desses apartamentos para</p><p>compra nas condições desejadas?</p><p>a) 9 × 6!</p><p>(6−2)!</p><p>b) 9 × 6!</p><p>(6−2)!×2!</p><p>c) 9 × 4!</p><p>(4−2)!×2!</p><p>d) 9 × 2!</p><p>(2−2)!×2!</p><p>e) 9 × 8!</p><p>(8−2)!×2! − 1( )</p><p>9) (ENEM PPL 2017) Desde 1999 houve uma</p><p>significativa mudança nas placas dos carros</p><p>particulares em todo o Brasil. As placas, que</p><p>antes eram formadas apenas por seis caracteres</p><p>alfanuméricos, foram acrescidas de uma letra,</p><p>passando a ser formadas por sete caracteres,</p><p>sendo que os três primeiros caracteres devem ser</p><p>letras (dentre as 26 letras do alfabeto) e os</p><p>quatro últimos devem ser algarismos (de 0 a 9).</p><p>Essa mudança possibilitou a criação de um</p><p>cadastro nacional unificado de todos os veículos</p><p>licenciados e ainda aumentou significativamente</p><p>a quantidade de combinações possíveis de</p><p>placas. Não são utilizadas placas em que todos</p><p>os algarismos sejam iguais a zero.</p><p>Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 14 jan. 2012 (adaptado).</p><p>Nessas condições, a quantidade de placas que</p><p>podem ser utilizadas é igual a</p><p>a) 263 + 94</p><p>b) 263 × 94</p><p>c) 263 104 − 1( )</p><p>d) 263 + 104( ) − 1</p><p>e) 263 × 104( ) − 1</p><p>10) (ENEM 2016) Para cadastrar-se em um site,</p><p>uma pessoa precisa escolher uma senha</p><p>composta por quatro caracteres, sendo dois</p><p>algarismos e duas letras (maiúsculas ou</p><p>minúsculas). As letras e os algarismos podem</p><p>estar em qualquer posição. Essa pessoa sabe que</p><p>o alfabeto é composto por vinte e seis letras e</p><p>que uma letra maiúscula difere da minúscula em</p><p>uma senha.</p><p>Disponível em: www.infowester.com. Acesso em: 14 dez. 2012.</p><p>O número total de senhas possíveis para o</p><p>cadastramento nesse site é dado por</p><p>a) 102 · 262</p><p>b) 102 · 522</p><p>c) 102 · 522 · 4!</p><p>2!</p><p>d) 102 · 262 · 4!</p><p>2!2!</p><p>e) 102 · 522 · 4!</p><p>2!2!</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>16</p><p>17</p><p>GEOGRAFIA: Geologia e Relevo</p><p>1) (ENEM PPL 2021)</p><p>A enorme fenda que pode separar o Chifre da</p><p>África do resto do continente</p><p>Em 18 de março, algo estranho aconteceu: a terra</p><p>começou a se abrir. “Minha mulher começou a</p><p>gritar para os vizinhos, pedindo ajuda para tirar</p><p>nossos pertences de casa”, contou Eliud Njoroge.</p><p>Desde então, a fenda no piso de cimento de sua</p><p>casa não parou de crescer, fazendo com que a</p><p>família de Njoroge e muitas outras fossem</p><p>evacuadas.</p><p>Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 5 nov. 2018 (adaptado).</p><p>O fenômeno apresentado no texto ocorre devido</p><p>ao(à)</p><p>a) movimento de placa tectônica.</p><p>b) alteração de fatores climáticos.</p><p>c) desmatamento de vegetação nativa.</p><p>d) intemperismo da estrutura pedológica.</p><p>e) assoreamento de mananciais hídricos.</p><p>2) (ENEM PPL 2022)</p><p>Petrobras identifica a presença de</p><p>hidrocarbonetos em poço na Bacia de Santos</p><p>A Petrobras anunciou que identificou a presença</p><p>de hidrocarbonetos (que dão origem ao petróleo)</p><p>no pré-sal da Bacia de Santos, em poço pioneiro</p><p>do bloco Aram. Segundo a estatal, o poço</p><p>1-BRSA-1381-SPS (Curaçao) está localizado a 240</p><p>km da cidade de Santos, no litoral de São Paulo,</p><p>em profundidade de 1 905 m. A Petrobras</p><p>informou que o intervalo portador de petróleo foi</p><p>constatado por meio de perfis elétricos e</p><p>amostras de fluido, que serão posteriormente</p><p>caracterizados por análises de laboratório. Esses</p><p>dados permitirão avaliar o potencial e direcionar</p><p>as próximas atividades exploratórias na área.</p><p>Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 20 dez. 2021</p><p>(adaptado).</p><p>A ocorrência do recurso natural na área</p><p>destacada está relacionada à</p><p>a) ação de correntes marinhas na beira-mar.</p><p>b) colisão de placas tectônicas na costa</p><p>brasileira.</p><p>c) temperatura elevada da água do</p><p>Atlântico na região.</p><p>d) presença de rochas de origem magmática</p><p>no local.</p><p>e) deposição de compostos orgânicos no</p><p>leito oceânico.</p><p>3) (ENEM 2021) Desde os primórdios da</p><p>formação da crosta terrestre até os dias de hoje,</p><p>as rochas formadas vêm sendo continuamente</p><p>destruídas. Os produtos resultantes da destruição</p><p>das rochas são transportados pela água, vento e</p><p>gelo a toda superfície terrestre, acionados pelo</p><p>calor e pela gravidade. Cessada a energia</p><p>transportadora, são depositados nas regiões</p><p>mais baixas da crosta, podendo formar pacotes</p><p>rochosos.</p><p>LEINZ, V. Geologia geral. São Paulo: Editora Nacional, 1989.</p><p>As transformações na superfície terrestre,</p><p>conforme descritas no texto, compõem o</p><p>seguinte processo geomorfológico:</p><p>a) Ciclo sedimentar.</p><p>b) Instabilidade sísmica.</p><p>c) Intemperismo biológico.</p><p>d) Derramamento basáltico.</p><p>e) Compactação superficial.</p><p>4) (ENEM 2017) O terremoto de 8,8 na escala</p><p>Richter que atingiu a costa oeste do Chile, em</p><p>fevereiro, provocou mudanças significativas no</p><p>mapa da região. Segundo uma análise</p><p>preliminar, toda a cidade de Concepción se</p><p>deslocou pelo menos três metros para o oeste.</p><p>Buenos Aires moveu-se cerca de 2,5 centímetros</p><p>para oeste, enquanto Santiago, mais próxima do</p><p>local do evento, deslocou-se quase 30</p><p>centímetros para o oeste-sudoeste. As cidades de</p><p>Valparaíso, no Chile, e Mendoza, na Argentina,</p><p>também tiveram suas posições alteradas</p><p>significativamente (13,4 centímetros e 8,8</p><p>centímetros, respectivamente).</p><p>Revista InfoGNSS, Curitiba, ano 6, n. 31, 2010.</p><p>No texto, destaca-se um tipo de evento</p><p>geológico frequente em determinadas partes da</p><p>superfície terrestre. Esses eventos estão</p><p>concentrados em</p><p>18</p><p>a) áreas vulcânicas, onde o material</p><p>magmático se eleva, formando</p><p>cordilheiras.</p><p>b) faixas costeiras, onde o assoalho</p><p>oceânico recebe sedimentos, provocando</p><p>tsunamis.</p><p>c) estreitas faixas de intensidade sísmica, no</p><p>contato das placas tectônicas, próximas a</p><p>dobramentos modernos.</p><p>d) escudos cristalinos, onde as rochas são</p><p>submetidas aos processos de</p><p>intemperismo, com alterações bruscas de</p><p>temperatura.</p><p>e) áreas de bacias sedimentares antigas,</p><p>localizadas no centro das placas</p><p>tectônicas, em regiões conhecidas como</p><p>pontos quentes.</p><p>5) (ENEM PPL 2017) As rochas são</p><p>desagregadas e decompostas e os materiais</p><p>resultantes de sua ação, tais como seixos,</p><p>cascalhos, areias, siltes e argilas, são carregados</p><p>e depois depositados e, também, substâncias</p><p>dissolvidas na água podem precipitar. Em virtude</p><p>de sua atuação, quaisquer rochas,</p><p>independentemente de suas características,</p><p>podem ficar destacadas no relevo.</p><p>BELLOMO, H. R. et al. (Org.). Rio Grande do Sul: aspectos da geografia.</p><p>Porto Alegre: Martins Livreiro, 1997 (adaptado).</p><p>O texto refere-se à modelagem do relevo pelos</p><p>processos naturais de</p><p>a) magmatismo e fusão.</p><p>b) vulcanismo e erupção.</p><p>c) intemperismo e erosão.</p><p>d) tectonismo e subducção.</p><p>e) metamorfismo e recristalização.</p><p>6) (ENEM PPL 2017)</p><p>SUERTEGARAY, D. M. A. (Org.). Terra: feições ilustradas. Porto Alegre:</p><p>UFRGS, 2008.</p><p>As características morfológicas do terreno estão</p><p>representadas no bloco diagrama, que mostra</p><p>uma região acometida por processos erosivos</p><p>decorrentes da</p><p>a) resistência geológica.</p><p>b) instabilidade do terreno.</p><p>c) profundidade do solo.</p><p>d) intervenção antrópica.</p><p>e) ação de cursos de água.</p><p>7) (ENEM 2022)</p><p>Geoestatísticas de recursos naturais</p><p>da Amazônia Legal.</p><p>Rio de Janeiro: IBGE, 2011 (adaptado)</p><p>O mapa espacializa um recurso natural com alto</p><p>potencial para ocorrência de:</p><p>a) Abalos sísmicos periódicos.</p><p>b) Jazidas de minerais metálicos.</p><p>c) Reservas de combustíveis fósseis.</p><p>d) Aquíferos sedimentares profundos.</p><p>e) Estruturas geológicas metamórficas.</p><p>8) (ENEM 2022) As forças tectônicas dentro da</p><p>litosfera, controladas pelo calor interno das</p><p>profundezas, geram terremotos, erupções e</p><p>soerguimento de montanhas. As forças</p><p>meteorológicas dentro da atmosfera e da</p><p>hidrosfera, controladas pelo calor do Sol,</p><p>produzem tempestades, inundações, geleiras e</p><p>outros agentes de erosão.</p><p>PRESS, F. et al. Para entender a Terra. Porto Alegre: Bookman, 2006</p><p>(adaptado).</p><p>A interação dinâmica entre as forças naturais</p><p>citadas favorece a ocupação do espaço</p><p>geográfico, na medida em que provoca a</p><p>formação de</p><p>a) solos vulcânicos.</p><p>b) dorsais oceânicas.</p><p>c) relevos escarpados.</p><p>d) superfícies lateríticas.</p><p>e) dobramentos modernos.</p><p>19</p><p>9) (ENEM PPL 2017) A destruição, o transporte e</p><p>a deposição de pequenos fragmentos rochosos</p><p>dependem da direção e intensidade com que</p><p>este agente atua na superfície terrestre,</p><p>sobretudo em regiões áridas e semiáridas, com</p><p>pouca presença de vegetação. É nesse ambiente</p><p>que se verifica o constante trabalho de</p><p>formação, destruição e reconstrução de</p><p>elevações de areia que recebem o nome de</p><p>dunas.</p><p>LEINZ, V.; AMARAL, S. E. Geologia geral. São Paulo: Cia. Editora</p><p>Nacional, 1995 (adaptado).</p><p>A modelagem do relevo apresentado</p><p>relaciona-se ao processo de erosão decorrente</p><p>da ação</p><p>a) glacial.</p><p>b) fluvial.</p><p>c) eólica.</p><p>d) pluvial.</p><p>e) marinha.</p><p>10) (ENEM 2014)</p><p>Disponível em: www.telescopionaescola.pro.br. Acesso em: 3 abr. 2014</p><p>(adaptado).</p><p>A partir da análise da imagem, o aparecimento</p><p>da Dorsal Mesoatlântica está associada ao(à)</p><p>a) separação da Pangeia a partir do período</p><p>Permiano.</p><p>b) deslocamento de fraturas no período</p><p>Triássico.</p><p>c) afastamento da Europa no período</p><p>Jurássico.</p><p>d) formação do Atlântico Sul no período</p><p>Cretáceo.</p><p>e) constituição de orogêneses no período</p><p>Quaternário.</p><p>BIOLOGIA: Botânica e</p><p>Parasitoses</p><p>1) (ENEM PPL 2020) Devido à sua ampla</p><p>incidência e aos seus efeitos debilitantes, a</p><p>malária é a doença que mais contribui para o</p><p>sofrimento da população humana da Região</p><p>Amazônica. Além de reduzir os esforços das</p><p>pessoas para desenvolverem seus recursos</p><p>econômicos, capacidade produtiva e melhorarem</p><p>suas condições de vida, prejudica a saúde da</p><p>população e o desenvolvimento socioeconômico</p><p>da região.</p><p>RENAULT, C. S. et al. Epidemiologia da malária no município de Belém –</p><p>Pará. Revista Paraense de Medicina, n. 3, jul.-set. 2007 (adaptado).</p><p>Essa doença constitui um sério problema</p><p>socioeconômico para a região citada porque</p><p>provoca</p><p>a) alterações neurológicas, que causam</p><p>crises epilépticas, tornando o doente</p><p>incapacitado para o trabalho.</p><p>b) diarreias agudas e explosivas, que fazem</p><p>com que o doente fique vários dias</p><p>impossibilitado de trabalhar.</p><p>c) febres constantes e intermitentes</p><p>associadas à fadiga e dores de cabeça,</p><p>que afastam o doente de suas atividades.</p><p>d) imunossupressão, que impossibilita o</p><p>doente de entrar em contato com outras</p><p>pessoas sem o uso de máscaras e luvas.</p><p>e) infecção viral contagiosa, que faz com</p><p>que o doente precise de isolamento para</p><p>evitar transmissão para outras pessoas.</p><p>20</p><p>2) (ENEM 2019) Na piscicultura, costumam-se</p><p>usar larvas de Artemia (crustáceo) para</p><p>alimentar larvas de peixes. Ovos de Artemia são</p><p>colocados em garrafas com água salgada e, sob</p><p>condições ótimas de temperatura, luz e oxigênio,</p><p>eles eclodem, liberando suas larvas, também</p><p>conhecidas como náuplios. Para recolher os</p><p>náuplios, coloca-se uma lâmpada branca</p><p>fluorescente na boca da garrafa e estes</p><p>começam a subir em direção ao gargalo.</p><p>Esse comportamento das artêmias é chamado de</p><p>a) geotropismo positivo.</p><p>b) fototropismo positivo.</p><p>c) hidrotropismo negativo.</p><p>d) termotropismo negativo.</p><p>e) quimiotropismo negativo.</p><p>3) (ENEM 2018) A utilização de extratos de</p><p>origem natural tem recebido a atenção de</p><p>pesquisadores em todo o mundo, principalmente</p><p>nos países em desenvolvimento que são</p><p>altamente acometidos por doenças infecciosas e</p><p>parasitárias. Um bom exemplo dessa utilização</p><p>são os produtos de origem botânica que</p><p>combatem insetos.</p><p>O uso desses produtos pode auxiliar no controle</p><p>da</p><p>a) esquistossomose.</p><p>b) leptospirose.</p><p>c) leishmaniose.</p><p>d) hanseníase.</p><p>e) aids.</p><p>4) (ENEM PPL 2020) A irradiação e o sucesso</p><p>evolutivo das angiospermas estão associados à</p><p>ação de animais que atuam na polinização de</p><p>suas flores, principalmente os insetos. Nessa</p><p>relação, os insetos foram e ainda são</p><p>beneficiados com alimento.</p><p>Para as angiospermas, essa coevolução foi</p><p>vantajosa por</p><p>a) reduzir a ação dos herbívoros.</p><p>b) reduzir a competição interespecífica.</p><p>c) aumentar sua variabilidade genética.</p><p>d) aumentar a produção de grãos de pólen.</p><p>e) aumentar a independência da água para</p><p>reprodução.</p><p>5) (ENEM DIGITAL 2020) Nas últimas décadas</p><p>vários países, inclusive o Brasil, têm</p><p>testemunhado uma grande proliferação de</p><p>bactérias patogênicas, envolvidas em uma</p><p>variedade de doenças e que apresentam</p><p>resistência a múltiplos antibióticos. Atualmente</p><p>têm se destacado as superbactérias que</p><p>acumularam vários genes determinantes de</p><p>resistência, a ponto de se tornarem resistentes a</p><p>praticamente todos os antimicrobianos.</p><p>FERREIRA, F. A.; CRUZ, R. S.; FIGUEIREDO, A. M. S. O problema da</p><p>resistência a antibióticos. Ciência Hoje, v.48, n.287, 2011 (adaptado).</p><p>Essa resistência tem ocorrido porque os(as)</p><p>a) bactérias patogênicas se multiplicam de</p><p>maneira acelerada.</p><p>b) antibióticos são utilizados pela população</p><p>de maneira indiscriminada.</p><p>c) bactérias possuem plasmídeos que</p><p>contêm genes relacionados à virulência.</p><p>d) bactérias podem ser transmitidas para</p><p>um indivíduo utilizando várias estratégias.</p><p>e) serviços de saúde precários constituem</p><p>importantes focos de bactérias</p><p>patogênicas.</p><p>6) (ENEM PPL 2015) A reprodução vegetativa de</p><p>plantas por meio de estacas é um processo</p><p>natural. O homem, observando esse processo,</p><p>desenvolveu uma técnica para propagar plantas</p><p>em escala comercial.</p><p>A base genética dessa técnica é semelhante</p><p>àquela presente no(a)</p><p>a) transgenia.</p><p>b) clonagem.</p><p>c) hibridização.</p><p>d) controle biológico.</p><p>e) melhoramento genético.</p><p>7) (ENEM PPL 2021) Em uma palestra, o</p><p>apresentador falou sobre uma importante</p><p>doença negligenciada no Brasil, citando algumas</p><p>medidas ou ações que podem ser adotadas para</p><p>o seu controle, tais como: a eutanásia de cães</p><p>soropositivos, a borrifação com inseticida, a</p><p>remoção de matéria orgânica e a poda de</p><p>árvores no quintal das residências.</p><p>No texto, a qual doença o apresentador se</p><p>referia?</p><p>a) Raiva.</p><p>b) Malária.</p><p>c) Dengue.</p><p>d) Toxoplasmose.</p><p>e) Leishmaniose visceral.</p><p>21</p><p>8) (ENEM PPL 2018) No século XVII, um</p><p>cientista alemão chamado Jan Baptista van</p><p>Helmont fez a seguinte experiência para tentar</p><p>entender como as plantas se nutriam: plantou</p><p>uma muda de salgueiro, que pesava 2,5 kg, em</p><p>um vaso contendo 100 kg de terra seca. Tampou</p><p>o vaso com uma placa de ferro perfurada para</p><p>deixar passar água. Molhou diariamente a planta</p><p>com água da chuva. Após 5 anos, pesou</p><p>novamente a terra seca e encontrou os mesmos</p><p>100 kg, enquanto que a planta de salgueiro</p><p>pesava 80 kg.</p><p>BAKER, J. J. W.; ALLEN, G. E. Estudo da biologia. São Paulo: Edgar</p><p>Blucher, 1975 (adaptado).</p><p>Os resultados desse experimento permitem</p><p>confrontar a interpretação equivocada do senso</p><p>comum de que as plantas</p><p>a) absorvem gás carbônico do ar.</p><p>b) usam a luz como fonte de energia.</p><p>c) absorvem matéria orgânica do solo.</p><p>d) usam a água para constituir seu corpo.</p><p>e) produzem oxigênio na presença de luz.</p><p>9) (ENEM 2021) Entre 2014 e 2016, as regiões</p><p>central e oeste da África sofreram uma grave</p><p>epidemia de febre hemorrágica causada pelo</p><p>vírus ebola, que se manifesta em até 21 dias após</p><p>a infecção e cuja taxa de letalidade (enfermos</p><p>que vão a óbito) pode chegar a 90%. Em regiões</p><p>de clima tropical e subtropical, um outro vírus</p><p>também pode causar febre hemorrágica: o vírus</p><p>da dengue, que, embora tenha período de</p><p>incubação</p><p>menor (até 10 dias), apresenta taxa de</p><p>letalidade abaixo de 1%.</p><p>Disponível em: www.who.int. Acesso em: 1 fev. 2017 (adaptado)</p><p>Segundo as informações do texto e aplicando</p><p>princípios de evolução biológica às relações do</p><p>tipo patógeno-hospedeiro, qual dos dois vírus</p><p>infecta seres humanos há mais tempo?</p><p>a) Ebola, pois o maior período de incubação</p><p>reflete duração mais longa do processo</p><p>de coevolução patógeno-hospedeiro.</p><p>b) Dengue, pois o menor período de</p><p>incubação reflete duração mais longa do</p><p>processo de coevolução</p><p>patógeno-hospedeiro.</p><p>c) Ebola, cuja alta letalidade indica maior</p><p>eficiência do vírus em parasitar seus</p><p>hospedeiros, estabelecida ao longo de</p><p>sua evolução.</p><p>d) Ebola, cujos surtos epidêmicos</p><p>concentram-se no continente africano,</p><p>reconhecido como berço da origem</p><p>evolutiva dos seres humanos.</p><p>e) Dengue, cuja baixa letalidade indica</p><p>maior eficiência do vírus em parasitar</p><p>seus hospedeiros, estabelecida ao longo</p><p>da coevolução patógeno-hospedeiro.</p><p>10) (ENEM 2012) Muitas espécies de plantas</p><p>lenhosas são encontradas no cerrado brasileiro.</p><p>Para a sobrevivência nas condições de longos</p><p>períodos de seca e queimadas periódicas,</p><p>próprias desse ecossistema, essas plantas</p><p>desenvolveram estruturas muito peculiares.</p><p>As estruturas adaptativas mais apropriadas para</p><p>a sobrevivência desse grupo de plantas nas</p><p>condições ambientais do referido ecossistema</p><p>são:</p><p>a) Cascas finas e sem sulcos ou fendas.</p><p>b) Caules estreitos e retilíneos.</p><p>c) Folhas estreitas e membranosas.</p><p>d) Gemas apicais com densa pilosidade.</p><p>e) Raízes superficiais, em geral, aéreas.</p><p>QUÍMICA: Reações Orgânicas</p><p>1) (ENEM 2022) Durante o ano de 2020,</p><p>impulsionado pela necessidade de respostas</p><p>rápidas e eficientes para desinfectar ambientes</p><p>de possíveis contaminações com o SARS-CoV-2,</p><p>causador da covid-19, diversas alternativas</p><p>foram buscadas para os procedimentos de</p><p>descontaminação de materiais e ambientes.</p><p>Entre elas, o uso de ozônio em meio aquoso</p><p>como agente sanitizante para pulverização em</p><p>humanos e equipamentos de proteção em</p><p>câmaras ou túneis, higienização de automóveis e</p><p>de ambientes fechados e descontaminação de</p><p>trajes. No entanto, pouca atenção foi dada à</p><p>toxicidade do ozônio, à formação de</p><p>subprodutos, ao nível de concentração segura e</p><p>às precauções necessárias.</p><p>LIMA, M. J. A.; FELIX, E. P.; CARDOSO, A. A. Aplicações e implicações do</p><p>ozônio na indústria, ambiente e saúde. Química Nova, n. 9, 2021</p><p>(adaptado).</p><p>O grande risco envolvido no emprego</p><p>indiscriminado dessa substância deve-se à sua</p><p>ação química como</p><p>a) catalisador.</p><p>b) oxidante.</p><p>c) redutor.</p><p>d) ácido.</p><p>e) base.</p><p>22</p><p>2) (ENEM DIGITAL 2020) O elemento ferro é</p><p>essencial em nossa alimentação, pois ajuda a</p><p>prevenir doenças como a anemia. Normalmente,</p><p>na alimentação é ingerido na forma de Fe3+,</p><p>sendo necessário o uso de agentes auxiliares de</p><p>absorção, como o ácido ascórbico (vitamina C),</p><p>cuja ação pode ser representada pelo esquema</p><p>reacional a seguir.</p><p>A ação do ácido ascórbico ocorre por meio de</p><p>uma reação de</p><p>a) eliminação.</p><p>b) substituição.</p><p>c) oxirredução.</p><p>d) neutralização.</p><p>e) hidrogenação.</p><p>3) (ENEM 2018) Pesquisas demonstram que</p><p>nanodispositivos baseados em movimentos de</p><p>dimensões atômicas, induzidos por luz, poderão</p><p>ter aplicações em tecnologias futuras,</p><p>substituindo micromotores, sem a necessidade</p><p>de componentes mecânicos. Exemplo de</p><p>movimento molecular induzido pela luz pode ser</p><p>observado pela flexão de uma lâmina delgada</p><p>de silício, ligado a um polímero de azobenzeno e</p><p>a um material suporte, em dois comprimentos de</p><p>onda, conforme ilustrado na figura. Com a</p><p>aplicação de luz ocorrem reações reversíveis da</p><p>cadeia do polímero, que promovem o movimento</p><p>observado.</p><p>TOMA, H. E. A nanotecnologia das moléculas. Química Nova na Escola,</p><p>n.21, maio 2005 (adaptado).</p><p>O fenômeno de movimento molecular, promovido</p><p>pela incidência de luz, decorre do(a)</p><p>a) movimento vibracional dos átomos, que</p><p>leva ao encurtamento e à relaxação das</p><p>ligações.</p><p>b) isomerização das ligações N=N, sendo a</p><p>forma cis do polímero mais compacta que</p><p>a trans.</p><p>c) tautomerização das unidades</p><p>monoméricas do polímero, que leva a um</p><p>composto mais compacto.</p><p>d) ressonância entre os elétrons π do grupo</p><p>azo e os do anel aromático que encurta</p><p>as ligações duplas.</p><p>e) variação conformacional das ligações</p><p>N=N, que resulta em estruturas com</p><p>diferentes áreas de superfície.</p><p>4) (ENEM LIBRAS 2017) A maioria dos alimentos</p><p>contém substâncias orgânicas, que possuem</p><p>grupos funcionais e/ou ligações duplas, que</p><p>podem ser alteradas pelo contato com o ar</p><p>atmosférico, resultando na mudança do sabor,</p><p>aroma e aspecto do alimento, podendo também</p><p>produzir substâncias tóxicas ao organismo. Essas</p><p>alterações são conhecidas como rancificação do</p><p>alimento.</p><p>Essas modificações são resultantes de ocorrência</p><p>de reações de</p><p>a) oxidação.</p><p>b) hidratação.</p><p>c) neutralização.</p><p>d) hidrogenação.</p><p>e) tautomerização.</p><p>5) (ENEM 2010) No ano de 2004, diversas mortes</p><p>de animais por envenenamento no zoológico de</p><p>São Paulo foram evidenciadas. Estudos técnicos</p><p>apontam suspeita de intoxicação por</p><p>monofluoracetato de sódio, conhecido como</p><p>composto 1080 e ilegalmente comercializado</p><p>como raticida. O monofluoracetato de sódio é um</p><p>derivado do ácido monofluoracético e age no</p><p>organismo dos mamíferos bloqueando o ciclo de</p><p>Krebs, que pode levar à parada da respiração</p><p>celular oxidava ao acúmulo de amônia na</p><p>circulação.</p><p>Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 05 ago. 2010</p><p>(adaptado).</p><p>23</p><p>O monofluoracetato de sódio pode ser obtido</p><p>pela</p><p>a) Desidratação do ácido monofluoracético</p><p>com liberação de água.</p><p>b) Hidrólise do ácido monofluoracético sem</p><p>formação de água.</p><p>c) Perda de íons hidroxila do ácido</p><p>monofluoracético, com liberação de</p><p>hidróxido de sódio.</p><p>d) Neutralização do ácido monofluoracético</p><p>usando hidróxido de sódio, com liberação</p><p>de água.</p><p>e) Substituição dos íons hidrogênio por</p><p>sódio na estrutura do ácido</p><p>monofluoracético, sem formação de</p><p>água.</p><p>6) (ENEM 2009) Sabões são sais de ácidos</p><p>carboxílicos de cadeia longa utilizados com a</p><p>finalidade de facilitar, durante processos de</p><p>lavagem, a remoção de substâncias de baixa</p><p>solubilidade em água, por exemplo, óleos e</p><p>gorduras. A figura a seguir representa a</p><p>estrutura de uma molécula de sabão.</p><p>Em solução, os ânions do sabão podem hidrolisar</p><p>a água e, desse modo, formar o ácido</p><p>carboxílico correspondente. Por exemplo, para o</p><p>estearato de sódio, é estabelecido o seguinte</p><p>equilíbrio:</p><p>CH3(CH2)16COO- + H2O ⇌ CH3(CH2)16COOH + OH-</p><p>Uma vez que o ácido carboxílico formado é</p><p>pouco solúvel em água e menos eficiente na</p><p>remoção de gorduras, o pH do meio deve ser</p><p>controlado de maneira a evitar que o equilíbrio</p><p>acima seja deslocado para a direita.</p><p>Com base nas informações do texto, é correto</p><p>concluir que os sabões atuam de maneira:</p><p>a) mais eficiente em pH básico.</p><p>b) mais eficiente em pH ácido.</p><p>c) mais eficiente em pH neutro.</p><p>d) eficiente em qualquer faixa de pH.</p><p>e) mais eficiente em pH ácido ou neutro.</p><p>7) (ENEM 2015) O permanganato de potássio</p><p>(KMnO4) é um agente oxidante forte muito</p><p>empregado tanto em nível laboratorial quanto</p><p>industrial. Na oxidação de alcenos de cadeia</p><p>normal, como o 1-fenil-1-propeno, ilustrado na</p><p>figura, o KMnO4 é utilizado para a produção de</p><p>ácidos carboxílicos.</p><p>Os produtos obtidos na oxidação do alceno</p><p>representado, em solução aquosa de KMnO4, são:</p><p>a) Ácido benzoico e ácido etanoico</p><p>b) Ácido benzoico e ácido propanoico.</p><p>c) Ácido etanoico e ácido 2-feniletanoico.</p><p>d) Ácido 2-feniletanoico e ácido metanoico.</p><p>e) Ácido 2-feniletanoico e ácido propanoico.</p><p>8) (ENEM PPL 2018) O ácido acetilsalicílico é um</p><p>analgésico que pode ser obtido pela reação de</p><p>esterificação do ácido salicílico. Quando</p><p>armazenado em condições de elevadas</p><p>temperaturas e umidade, ocorrem mudanças</p><p>físicas e químicas em sua estrutura, gerando um</p><p>odor característico. A figura representa a fórmula</p><p>estrutural do ácido acetilsalicílico.</p><p>Esse odor é provocado pela liberação de</p><p>a) etanol.</p><p>b) etanal.</p><p>c) ácido etanoico.</p><p>d) etanoato de etila.</p><p>e) benzoato de etila.</p><p>9) (ENEM 2018) A hidroxilamina (NH2OH) é</p><p>extremamente reativa em reações de</p><p>substituição</p><p>nucleofílica, justificando sua</p><p>utilização em diversos processos. A reação de</p><p>substituição nucleofílica entre o anidrido acético</p><p>e a hidroxilamina está representada.</p><p>24</p><p>O produto A é favorecido em relação ao B, por</p><p>um fator de 105. Em um estudo de possível</p><p>substituição do uso de hidroxilamina, foram</p><p>testadas as moléculas numeradas de 1 a 5.</p><p>Dentre as moléculas testadas, qual delas</p><p>apresentou menor reatividade?</p><p>a) 1</p><p>b) 2</p><p>c) 3</p><p>d) 4</p><p>e) 5</p><p>10) (ENEM 2017) A ozonólise, reação utilizada na</p><p>indústria madeireira para a produção de papel, é</p><p>também utilizada em escala de laboratório na</p><p>síntese de aldeídos e cetonas. As duplas ligações</p><p>dos alcenos são clivadas pela oxidação com o</p><p>ozônio (O3), em presença de água e zinco</p><p>metálico, e a reação produz aldeídos e/ou</p><p>cetonas, dependendo do grau de substituição da</p><p>ligação dupla. Ligações duplas dissubstituídas</p><p>geram cetonas, enquanto as ligações duplas</p><p>terminais ou monossubstituídas dão origem a</p><p>aldeídos, como mostra o esquema.</p><p>Considere a ozonólise do composto</p><p>1-fenil-2-metilprop-1-eno:</p><p>MARTINO, A. Química, a ciência global. Goiânia: Editora W, 2014</p><p>(adaptado).</p><p>Quais são os produtos formados nessa reação?</p><p>a) Benzaldeído e propanona.</p><p>b) Propanal e benzaldeído.</p><p>c) 2-fenil-etanal e metanal.</p><p>d) Benzeno e propanona.</p><p>e) Benzaldeído e etanal.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>25</p><p>26</p><p>FÍSICA: Dinâmica e</p><p>Hidrostática</p><p>1) (ENEM PPL 2011) Segundo Aristóteles, uma</p><p>vez deslocados de seu local natural, os elementos</p><p>tendem espontaneamente a retornar a ele,</p><p>realizando movimentos chamados de naturais.</p><p>Já em um movimento denominado forçado, um</p><p>corpo só permaneceria em movimento enquanto</p><p>houvesse uma causa para que ele ocorresse.</p><p>Cessada essa causa, o referido elemento entraria</p><p>em repouso ou adquiriria um movimento natural.</p><p>PORTO, C. M. A física de Aristóteles: uma construção ingênua?</p><p>Revista Brasileira de Ensino de Física. V. 31, n° 4 (adaptado).</p><p>Posteriormente, Newton confrontou a ideia de</p><p>Aristóteles sobre o movimento forçado através</p><p>da lei da</p><p>a) inércia.</p><p>b) ação e reação.</p><p>c) gravitação universal.</p><p>d) conservação da massa.</p><p>e) conservação da energia.</p><p>2) (ENEM CANCELADO 2009) O pó de café</p><p>jogado no lixo caseiro e, principalmente, as</p><p>grandes quantidades descartadas em bares e</p><p>restaurantes poderão transformar em uma nova</p><p>opção de matéria prima para a produção de</p><p>biodiesel, segundo estudo da Universidade de</p><p>Nevada (EUA). No mundo, são cerca de 8 bilhões</p><p>de quilogramas de pó de café jogados no lixo por</p><p>ano. O estudo mostra que o café descartado tem</p><p>15% de óleo, o qual pode ser convertido em</p><p>biodiesel pelo processo tradicional. Além de</p><p>reduzir significativamente emissões prejudiciais,</p><p>após a extração do óleo, o pó de café é ideal</p><p>como produto fertilizante para jardim.</p><p>Revista Ciência e Tecnologia no Brasil, nº 155, jan. 2009.</p><p>Considere o processo descrito e a densidade do</p><p>biodiesel igual a 900 kg/m3. A partir da</p><p>quantidade de pó de café jogada no lixo por ano,</p><p>a produção de biodiesel seria equivalente a</p><p>a) 1,08 bilhão de litros.</p><p>b) 1,20 bilhão de litros.</p><p>c) 1,33 bilhão de litros.</p><p>d) 8,00 bilhões de litros.</p><p>e) 8,80 bilhões de litros.</p><p>3) (ENEM 2022) Um pai faz um balanço</p><p>utilizando dois segmentos paralelos e iguais da</p><p>mesma corda para fixar uma tábua a uma barra</p><p>horizontal. Por segurança, opta por um tipo de</p><p>corda cuja tensão de ruptura seja 25% superior à</p><p>tensão máxima calculada nas seguintes</p><p>condições: • O ângulo máximo atingido pelo</p><p>balanço em relação à vertical é igual a 90°; • Os</p><p>filhos utilizarão o balanço até que tenham uma</p><p>massa de 24 kg. Além disso, ele aproxima o</p><p>movimento do balanço para o movimento</p><p>circular uniforme, considera que a aceleração da</p><p>gravidade é igual a 10 m/s2 e despreza forças</p><p>dissipativas.</p><p>Qual é a tensão de ruptura da corda escolhida?</p><p>a) 120 N</p><p>b) 300 N</p><p>c) 360 N</p><p>d) 450 N</p><p>e) 900 N</p><p>4) (ENEM 2020) As moedas despertam o</p><p>interesse de colecionadores, numismatas e</p><p>investidores há bastante tempo. Uma moeda de</p><p>100% cobre, circulante no período do Brasil</p><p>Colônia, pode ser bastante valiosa. O elevado</p><p>valor gera a necessidade de realização de testes</p><p>que validem a procedência da moeda, bem como</p><p>a veracidade de sua composição. Sabendo que a</p><p>densidade do cobre metálico é próxima de 9 g</p><p>cm–3, um investidor negocia a aquisição de um</p><p>lote de quatro moedas A, B, C e D fabricadas</p><p>supostamente de 100% cobre e massas 26 g, 27 g,</p><p>10g e 36 g, respectivamente. Com o objetivo de</p><p>testar a densidade das moedas, foi realizado um</p><p>procedimento em que elas foram</p><p>sequencialmente inseridas em uma proveta</p><p>contendo 5 mL de água, conforme</p><p>esquematizado.</p><p>27</p><p>Com base nos dados obtidos, o investidor</p><p>adquiriu as moedas</p><p>a) A e B</p><p>b) A e C.</p><p>c) B e C.</p><p>d) B e D.</p><p>e) C e D.</p><p>5) (ENEM PPL 2014) Em um experimento, foram</p><p>separados três recipientes A, B e C, contendo 200</p><p>mL de líquidos distintos: o recipiente A continha</p><p>água, com densidade de 1,00 g/mL; o recipiente</p><p>B, álcool etílico, com densidade de 0,79 g/mL; e o</p><p>recipiente C, clorofórmio, com densidade de 1,48</p><p>g/mL. Em cada um desses recipientes foi</p><p>adicionada uma pedra de gelo, com densidade</p><p>próxima a 0,90 g/mL.</p><p>No experimento apresentado, observou-se que a</p><p>pedra de gelo</p><p>a) flutuou em A, flutuou em B e flutuou em C.</p><p>b) flutuou em A, afundou em B e flutuou em</p><p>C.</p><p>c) afundou em A, afundou em B e flutuou</p><p>em C.</p><p>d) afundou em A, flutuou em B e afundou</p><p>em C.</p><p>e) flutuou em A, afundou em B e afundou</p><p>em C.</p><p>6) (ENEM PPL 2021) A balança de braços iguais</p><p>(balança A) faz a medição por meio da</p><p>comparação com massas de referência</p><p>colocadas em um dos pratos. A balança de</p><p>plataforma (balança B) determina a massa</p><p>indiretamente pela força de compressão</p><p>aplicada pelo corpo sobre a plataforma.</p><p>As balanças A e B são usadas para determinar a</p><p>massa de um mesmo corpo. O procedimento de</p><p>medição de calibração foi conduzido em um local</p><p>da superfície terrestre e forneceu o valor de 5,0</p><p>kg para ambas as balanças. O mesmo</p><p>procedimento de medição é conduzido para esse</p><p>corpo em duas situações.</p><p>Situação 1: superfície lunar, onde o módulo da</p><p>aceleração da gravidade é 1,6 m/s2 . A balança A</p><p>forneceu o valor m1, e a balança B forneceu o</p><p>valor m2.</p><p>Situação 2: interior de um elevador subindo com</p><p>aceleração constante de módulo 2 m/s2, próximo</p><p>à superfície da Terra. A balança A forneceu o</p><p>valor m3, e a balança B forneceu o valor m4.</p><p>Disponível em: http://fisica.tubalivre.com. Acesso em: 23 nov. 2013</p><p>(adaptado).</p><p>Em relação ao resultado do procedimento de</p><p>calibração, os resultados esperados para a</p><p>situação 1 e 2 são, respectivamente,</p><p>a) m1 = 5,0 kg e m2 5,0 kg.</p><p>b) m1 = 5,0 kg e m2 = 5,0 kg; m3 = 5,0 kg e m4</p><p>= 5,0 kg.</p><p>c) m1 5,0 kg e m4</p><p>= 5,0 kg.</p><p>7) (ENEM 2014) Uma pessoa, lendo o manual de</p><p>uma ducha que acabou de adquirir para a sua</p><p>casa, observe o gráfico, que relaciona a vazão na</p><p>ducha com a pressão, medida em metros de</p><p>coluna de água (mca).</p><p>Nessa casa residem quatro pessoas. Cada uma</p><p>delas toma um banho por dia, com duração</p><p>média de 8 minutos, permanecendo o registro</p><p>aberto com vazão máxima durante esse tempo.</p><p>28</p><p>A ducha é instalada em um ponto seis metros</p><p>abaixo do nível da lâmina de água, que se</p><p>mantém constante dentro do reservatório.</p><p>Ao final de 30 dias, esses banhos consumirão um</p><p>volume de água, em litros, igual a</p><p>a) 69120.</p><p>b) 17280.</p><p>c) 11520.</p><p>d) 8640.</p><p>e) 2880.</p><p>8) (ENEM 2013) Para realizar um experimento</p><p>com uma garrafa PET cheia d´água, perfurou-se</p><p>a lateral da garrafa em três posições a diferentes</p><p>alturas. Com a garrafa tampada, a água não</p><p>vazou por nenhum dos orifícios, e, com a garrafa</p><p>destampada, observou-se o escoamento da</p><p>água conforme ilustrado na figura.</p><p>Como a pressão atmosférica interfere no</p><p>escoamento da água, nas situações com a</p><p>garrafa tampada e destampada,</p><p>respectivamente?</p><p>a) Impede a saída de água, por ser maior</p><p>que a pressão interna; não muda a</p><p>velocidade de escoamento, que só</p><p>depende da pressão da coluna de água.</p><p>b) Impede a saída de água, por ser maior</p><p>que a pressão interna; altera a velocidade</p><p>de escoamento, que é proporcional à</p><p>pressão atmosférica na altura do furo.</p><p>c) Impede a entrada de ar, por ser menor</p><p>que a pressão interna; altera a velocidade</p><p>de escoamento, que é proporcional à</p><p>pressão atmosférica na altura do furo.</p><p>d) Impede a saída de água, por ser maior</p><p>que a pressão interna; regula a</p><p>velocidade de escoamento, que só</p><p>depende da pressão atmosférica.</p><p>e) Impede a entrada de ar, por ser menor</p><p>que a pressão interna; não muda a</p><p>velocidade de escoamento, que só</p><p>depende da pressão da coluna de água.</p><p>9) (ENEM PPL 2018) Com um dedo, um garoto</p><p>pressiona contra a parede duas moedas, de R$</p><p>10 e R$ 1,00, uma sobre a outra, mantendo-as</p><p>paradas. Em contato com o dedo está a moeda</p><p>de R$ 0,10 e contra a parede está a de R$ 1,00. O</p><p>peso da moeda de R$ 0,10 é 0,05 N e o da de R$</p><p>1,00 é 0,09 N. A força de atrito exercida pela</p><p>parede é suficiente para impedir que as moedas</p><p>caiam.</p><p>Qual é a força de atrito entre a parede e a</p><p>moeda de R$ 1,00?</p><p>a) 0,04 N</p><p>b) 0,05 N</p><p>c) 0,07 N</p><p>d) 0,09 N</p><p>e) 0,14 N</p><p>10) (ENEM 2016) Uma invenção que significou</p><p>um grande avanço tecnológico na Antiguidade, a</p><p>polia composta ou a associação de polias, é</p><p>atribuída a Arquimedes (287 a.C. a 212 a.C.). O</p><p>aparato consiste em associar uma série de polias</p><p>móveis a uma fixa. A figura exemplifica um</p><p>arranjo possível para esse aparato. É relatado</p><p>que Arquimedes teria demonstrado para o rei</p><p>Hierão um outro arranjo desse aparato, movendo</p><p>sozinho, sobre a areia da praia, um navio repleto</p><p>de passageiros e cargas, algo que seria</p><p>impossível sem a participação de muitos homens.</p><p>Suponha que a massa do navio era de 3 000 kg,</p><p>que o coeficiente de atrito estático entre o navio</p><p>e a areia era de 0,8 e que Arquimedes tenha</p><p>puxado o navio com uma força F, paralela à</p><p>direção do movimento e de módulo igual a 400</p><p>N. Considere os fios e as polias ideais, a</p><p>aceleração da gravidade igual a 10 m/s² e que a</p><p>superfície da praia é perfeitamente horizontal.</p><p>Disponível em www.histedbr.fae.unicamp.br Acesso em 28 fev 2013</p><p>(adaptado)</p><p>29</p><p>O número mínimo de polias móveis usadas, nessa</p><p>situação, por Arquimedes foi</p><p>a) 3.</p><p>b) 6.</p><p>c) 7.</p><p>d) 8.</p><p>e) 10.</p><p>FILOSOFIA/SOCIOLOGIA:</p><p>Max Weber, Sócrates, Platão e</p><p>Aristóteles</p><p>1) (ENEM PPL 2020) Sem dúvida, os sons da voz</p><p>(phone) exprimem a dor e o prazer; também a</p><p>encontramos nos animais em geral; sua natureza</p><p>lhes permite somente sentir a dor e o prazer e</p><p>manifestar-lhes entre si. Mas o lógos é feito para</p><p>exprimir o justo e o injusto. Este é o caráter</p><p>distintivo do homem face a todos os outros</p><p>animais: só ele percebe o bem e o mal, o justo e o</p><p>injusto, e os outros valores; é a posse comum</p><p>desses valores que faz a família e a cidade.</p><p>ARISTÓTELES. A política. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (adaptado).</p><p>Para o autor, a característica que define o ser</p><p>humano é o lógos, que consiste na</p><p>a) evolução espiritual da alma.</p><p>b) apreensão gradual da verdade.</p><p>c) segurança material do indivíduo.</p><p>d) capacidade racional de discernir.</p><p>e) possibilidade eventual de transcender.</p><p>2) (ENEM DIGITAL 2020) Há um tempo, belas e</p><p>boas são todas as ações justas e virtuosas. Os</p><p>que as conhecem nada podem preferir-lhes. Os</p><p>que não as conhecem, não somente não podem</p><p>praticá-las como, se o tentam, só cometem erros.</p><p>Assim praticam os sábios atos belos e bons,</p><p>enquanto os que não o são só podem descambar</p><p>em faltas. E se nada se faz justo, belo e bom que</p><p>não pela virtude, claro é que na sabedoria se</p><p>resumem a justiça e todas as mais virtudes.</p><p>XENOFONTE. Ditos e feitos memoráveis de Sócrates. Apud CHALITA, G.</p><p>Vivendo a filosofia. São Paulo: Ática, 2005.</p><p>Ao fazer referência ao conteúdo moral da</p><p>filosofia socrática narrada por Xenofonte, o texto</p><p>indica que a vida virtuosa está associada à</p><p>a) aceitação do sofrimento como gênese da</p><p>felicidade suprema.</p><p>b) moderação dos prazeres com vistas à</p><p>serenidade da alma.</p><p>c) contemplação da physis como fonte de</p><p>conhecimento.</p><p>d) satisfação dos desejos com o objetivo de</p><p>evitar a melancolia.</p><p>e) persecução da verdade como forma de</p><p>agir corretamente.</p><p>3) (ENEM 2015) A crescente intelectualização e</p><p>racionalização não indicam um conhecimento</p><p>maior e geral das condições sob as quais</p><p>vivemos. Significa a crença em que, se</p><p>quiséssemos, poderíamos ter esse conhecimento</p><p>a qualquer momento. Não há forças misteriosas</p><p>incalculáveis; podemos dominar todas as coisas</p><p>pelo cálculo.</p><p>WEBER, M. A ciência como vocação. In: GERTH, H.; MILLS, W. (Org.). Max</p><p>Weber: ensaios de sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1979 (adaptado).</p><p>Tal como apresentada no texto, a proposição de</p><p>Max Weber a respeito do processo de</p><p>desencantamento do mundo evidencia o(a)</p><p>a) progresso civilizatório como decorrência</p><p>da expansão do industrialismo.</p><p>b) extinção do pensamento mítico como um</p><p>desdobramento do capitalismo.</p><p>c) emancipação como consequência do</p><p>processo de racionalização da vida.</p><p>d) afastamento de crenças tradicionais</p><p>como uma característica da</p><p>modernidade.</p><p>e) fim do monoteísmo como condição para a</p><p>consolidação da ciência.</p><p>4) (ENEM PPL 2013) O termo injusto se aplica</p><p>tanto às pessoas que infringem a lei quanto às</p><p>pessoas ambiciosas (no sentido de quererem</p><p>mais do que aquilo a que têm direito) e iníquas,</p><p>de tal forma que as cumpridoras da lei e as</p><p>pessoas corretas serão justas. O justo, então, é</p><p>aquilo conforme à lei e o injusto é o ilegal e</p><p>iníquo.</p><p>ARISTÓTELES. Ética à Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural: 1996</p><p>(adaptado).</p><p>Segundo Aristóteles, pode-se reconhecer uma</p><p>ação justa quando ela observa o</p><p>a) compromisso com os movimentos</p><p>desvinculados da legalidade.</p><p>b) benefício para o maior número possível</p><p>de indivíduos.</p><p>c) interesse para a classe social do agente</p><p>da ação.</p><p>d) fundamento na categoria de progresso</p><p>histórico.</p><p>e) princípio de dar a cada um o que lhe é</p><p>devido.</p><p>30</p><p>5) (ENEM 2020) Vemos que toda cidade é uma</p><p>espécie de comunidade, e toda comunidade se</p><p>forma com vistas a algum bem, pois todas as</p><p>ações de todos os homens são praticadas com</p><p>vistas ao que lhe parece um bem; se todas as</p><p>comunidades visam algum bem, é evidente que a</p><p>mais importante de todas elas e que inclui todas</p><p>as outras tem mais que todas este objetivo e visa</p><p>ao mais importante de todos os bens.</p><p>ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1988.</p><p>No fragmento, Aristóteles promove uma reflexão</p><p>que associa dois elementos essenciais à</p><p>discussão sobre a vida em comunidade, a saber:</p><p>a) Ética e política, pois conduzem à</p><p>eudaimonia.</p><p>b) Retórica e linguagem, pois cuidam dos</p><p>discursos na ágora.</p><p>c) Metafísica e ontologia, pois tratam da</p><p>filosofia primeira.</p><p>d) Democracia e sociedade, pois se referem</p><p>a relações sociais.</p><p>e) Geração e corrupção, pois abarcam o</p><p>campo da physis.</p><p>6) (ENEM PPL 2016) Estamos, pois, de acordo</p><p>quando, ao ver algum objeto, dizemos: "Este</p><p>objeto que estou vendo agora tem tendência</p><p>para assemelhar-se a um outro se, mas, por ter</p><p>defeitos, não consegue ser tal como o seu em</p><p>questão, e lhe é, pelo contrário, inferior". Assim,</p><p>para podermos fazer estas reflexões, é</p><p>necessário que antes tenhamos tido ocasião de</p><p>conhecer esse ser de que se aproxima o dito</p><p>objeto, ainda que imperfeitamente.</p><p>PLATÃO, Fédon. São Paulo: Abril Cultural, 1972.</p><p>Na epistemologia platônica, conhecer um</p><p>determinado objeto implica</p><p>a) estabelecer semelhanças entre o que é</p><p>observado em momentos distintos.</p><p>b) comparar o objeto observado com uma</p><p>descrição detalhada dele.</p><p>c) descrever corretamente as características</p><p>do objeto observado.</p><p>d) fazer correspondência entre o objeto</p><p>observado e seu ser.</p><p>e) identificar outro exemplar idêntico ao</p><p>observado.</p><p>7) (ENEM PPL 2015) O impulso para o ganho, a</p><p>perseguição do lucro, do dinheiro, da maior</p><p>quantidade possível de dinheiro não tem, em si</p><p>mesma, nada que ver com o capitalismo. Tal</p><p>impulso existe e sempre existiu. Pode-se dizer</p><p>que tem sido comum a toda sorte e condição</p><p>humanas em todos os tempos e em todos os</p><p>países, sempre que se tenha apresentada a</p><p>possibilidade objetiva para tanto. O capitalismo,</p><p>porém, identifica-se com a busca do lucro, do</p><p>lucro sempre renovado por meio da empresa</p><p>permanente, capitalista e</p>