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<p>PROF. MARVYSON DARLEY 1</p><p>DIREITO CONSTITUCIONAL – I</p><p>Prof. Marvyson Darley</p><p>2024</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 2</p><p>TEMPOS DE AULA</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>O presente material foi desenvolvido para fornecer suporte adicional aos</p><p>estudos dos alunos do curso de Direito da Faculdade FAM, sob a orientação do Professor</p><p>Marvyson Darley. Este resumo abrange os principais conceitos e ideias das disciplinas,</p><p>oferecendo uma visão geral dos temas que serão aprofundados em sala de aula. No</p><p>entanto, é importante destacar que esta apostila não substitui a participação nas aulas,</p><p>as pesquisas em estudos de casos, a leitura de livros e da Constituição Federal.</p><p>Se você dedicar tempo e esforço ao estudo, participando das aulas e utilizando</p><p>este material de apoio de maneira eficaz, estará bem preparado para enfrentar os</p><p>desafios acadêmicos e futuros exames. Acredite no processo, confie em nossos métodos</p><p>e mantenha o foco nos seus objetivos.</p><p>Lembrando que esse material corresponde até AVALIAÇÃO G1.</p><p>Desejamos a todos bons estudos, momentos produtivos em sala de aula e</p><p>sucesso nas provas e na carreira jurídica. Fé na missão!</p><p>Prof. Marvyson Darley</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 3</p><p>Hans Kelsen: Considera a constituição a norma fundamental do ordenamento</p><p>jurídico, uma norma hipotética que confere validade a todas as outras normas.</p><p>Carl Schmitt: Vê a constituição como uma decisão política fundamental que</p><p>define a identidade do Estado.</p><p>Ferdinand Lassalle: Define a constituição como a expressão das forças sociais</p><p>predominantes em uma determinada sociedade.</p><p>DIREITO</p><p>CONSTITUCIONAL</p><p>É o ramo do DIREITO PÚBLICO que tem como objeto a</p><p>CONSTITUIÇÃO, estudando suas NORMAS, PRINCÍPIOS e</p><p>ESTRUTURAS que regulam a organização do ESTADO, os</p><p>direitos e deveres dos cidadãos e à FORMA DE GOVERNO.</p><p>Se liga! A Constituição Federal</p><p>pode vir com os seguintes nomes:</p><p>Carta Magna, Lei Maior, Código</p><p>Supremo, Texto Supremo, Lei</p><p>Maior, Lei Fundamental, Carta</p><p>Política</p><p>AULA 01</p><p>É A LEI FUNDAMENTAL E</p><p>SUPREMA DE UM ESTADO</p><p>ESTABELECE AS LIMITAÇÕES</p><p>AO PODER DE ESTADO.</p><p>O ESTADO É UMA</p><p>ENTIDADE JURÍDICO-</p><p>SOCIAL, CONSTITUÍDA</p><p>PELO POVO, SOB UM</p><p>GOVERNO SOBERANO</p><p>ESTABELECIDO E</p><p>DENTRO DE UM</p><p>ESPAÇO TERRITORIAL</p><p>DELIMITADO.</p><p>CONCEITOS DE</p><p>CONSTITUIÇÃO</p><p>Direito Público: relação horizontal, entre particulares.</p><p>Ex. Direito Constitucional, Penal, Trabalho.</p><p>Direito Privado: relação horizontal, entre particulares.</p><p>Ex. Direito Civil, Trabalho.</p><p>Forma de Governo: República.</p><p>Sistema de Governo: Presidencialismo</p><p>Forma de Estado: Federação.</p><p>Regime Político: Democracia.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 4</p><p>MUITO CUIDADO:</p><p>1. Não existe hierarquia entre normas constitucionais originárias; 2. Não existe</p><p>hierarquia entre normas constitucionais originárias e normas constitucionais derivadas;</p><p>3. As leis federais, estaduais, distritais e municipais possuem o mesmo grau hierárquico;</p><p>4. As leis complementares, apesar de serem aprovadas por um procedimento mais</p><p>dificultoso, têm o mesmo nível hierárquico das leis ordinárias; 5. Os regimentos dos</p><p>tribunais do Poder Judiciário são considerados normas primárias, equiparados</p><p>hierarquicamente s leis ordinárias. Na mesma situação, encontram-se as resoluções do</p><p>CNMP (Conselho Nacional do Ministério público) e do CNJ (Conselho Nacional de</p><p>Justiça); 6. Os regimentos das Casas Legislativas (Senado e Câmara dos Deputados), por</p><p>constituírem resoluções legislativas, também são considerados normas primárias,</p><p>equiparados hierarquicamente as leis ordinárias.</p><p>Constituição, Emendas constitucionais e Tratados internacionais de</p><p>direitos humanos aprovados pelo quórum das emendas constitucionais</p><p>Nível supralegal: Tratados internacionais de direitos humanos aprovados</p><p>pelo rito ordinário</p><p>Leis complementares, ordinárias e delegadas, medidas provisórias,</p><p>decretos legislativos, resoluções legislativas, tratados internacionais em</p><p>geral e decretos autônomos.</p><p>Normas Infralegais: decretos executivos, portarias, instruções normativas</p><p>PIRÂMIDE DE KELSEN</p><p>Hierarquia da Norma</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 5</p><p>Estado de Direito e Estado Democrático de Direito</p><p>Estado de Direito:</p><p>Um Estado de Direito é aquele em que todas</p><p>as ações governamentais e sociais são reguladas por</p><p>leis. Nesse sistema, tanto os governantes quanto os</p><p>cidadãos estão sujeitos ao ordenamento jurídico,</p><p>garantindo que ninguém está acima da lei.</p><p>Estado Democrático de Direito:</p><p>Um Estado Democrático de Direito,</p><p>além de incorporar os princípios do Estado de</p><p>Direito, assegura a participação ativa dos</p><p>cidadãos na vida política do país. Esse sistema</p><p>não apenas impõe limites legais ao poder,</p><p>mas também garante a participação popular</p><p>e a proteção dos direitos fundamentais.</p><p>OBS.:</p><p>A principal diferença entre Estado de Direito e Estado Democrático de Direito</p><p>está na inclusão de princípios democráticos no segundo. Enquanto o Estado de Direito</p><p>se preocupa em garantir que todas as ações sejam conforme a lei, o Estado Democrático</p><p>de Direito vai além, assegurando a participação cidadã e a proteção dos direitos</p><p>fundamentais, promovendo uma democracia efetiva.</p><p>Características:</p><p>Supremacia da lei</p><p>Legalidade administrativa</p><p>Controle judicial</p><p>Direitos e garantias individuais</p><p>Características:</p><p>Supremacia da lei</p><p>Participação popular e soberania</p><p>popular</p><p>Direitos e garantias individuais e</p><p>coletivos</p><p>Pluralismo político</p><p>Periodicidade das eleições</p><p>Respeito aos direitos humanos</p><p>Estado Liberal é de que a intervenção estatal na sociedade deve ser a menor possível para que o</p><p>mercado possa regular melhor as forças produtivas, sem gerar desperdícios e estimulando os cidadãos</p><p>mais capazes a se destacarem.</p><p>O Estado Social é uma forma de organização política em que há uma regulamentação das forças</p><p>produtivas com o objetivo de que o sistema econômico possa operar de forma mais eficiente e garantir</p><p>direitos mínimos aos trabalhadores.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 6</p><p>Os princípios gerais norteadores do Direito Constitucional</p><p>Princípio da impessoalidade: exige que a administração pública aja de forma</p><p>neutra e objetiva, sem favoritismos pessoais ou partidários, garantindo tratamento</p><p>igualitário e visando sempre o interesse público.</p><p>Princípio da Supremacia da Constituição:A Constituição é a norma jurídica</p><p>suprema de um país.</p><p>Princípio da Legalidade:Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma</p><p>coisa senão em virtude de lei.</p><p>Princípio da Separação dos Poderes:Os poderes do Estado (Executivo,</p><p>Legislativo e Judiciário) são independentes e harmônicos entre si.</p><p>Princípio da Dignidade da Pessoa Humana:A dignidade da pessoa humana é um</p><p>valor fundamental que deve ser protegido e promovido.</p><p>Princípio da Democracia:O poder emana do povo e é exercido por meio de</p><p>representantes eleitos ou diretamente.</p><p>Princípio da Igualdade:Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer</p><p>natureza.</p><p>Princípio da</p><p>Proporcionalidade:As ações do Estado</p><p>devem ser proporcionais aos objetivos</p><p>que se pretendem alcançar.</p><p>Resumo: O Brasil é um Estado</p><p>de Direito: as pessoas podem fazer o</p><p>que a lei não proíbe e o Estado deve</p><p>fazer aquilo que a lei determina</p><p>FORMA DE ESTADO / FORMA DE GOVERNO / REGIME POLÍTICO</p><p>Conforme o previsto no art. 1º, caput, temos:</p><p>1. Forma de estado que diz respeito à maneira pela qual o poder está</p><p>territorialmente repartido; em outras palavras, é a repartição territorial do Poder que</p><p>irá definir a forma de Estado. Nesse sentido, um Estado poderá ser unitário (quando o</p><p>poder está territorialmente centralizado) ou federal (quando o poder está</p><p>territorialmentedescentralizado).</p><p>2. FormadeGovernoé o modo como se dá a instituição do poder na</p><p>sociedade</p><p>As mulheres conquistaram o direito de votar.</p><p>➢ Elencou direitos fundamentais de 2ª geração. Direitos trabalhistas foram</p><p>constitucionalizados.</p><p>➢ Foram criados o mandado de segurança e a ação popular.</p><p>➢ Controle de constitucionalidade: o Senado recebeu a prerrogativa de, no controle</p><p>difuso, suspender a aplicação de lei declarada inconstitucional pelo Judiciário. Criada a</p><p>representação interventiva e o recurso extraordinário</p><p>Cf 1937 - Ditatorial: Liberal-Social - Governo Republicano – Presidencialista</p><p>(Ditador) Federalista: autonomia restrita. Legislação trabalhista.</p><p>Constituição semântica, de fachada. Também conhecida como “a</p><p>Polaca”</p><p>➢ Constituição outorgada, inspirada na Constituição da Polônia. Inspiração nazifascista.</p><p>➢ O Poder Executivo, exercido pelo Presidente, se sobrepôs a todos os outros. O</p><p>Presidente agia por decreto-lei.</p><p>➢ Regime político autoritário e centralista.</p><p>➢ Não havia garantia de direitos fundamentais. Criadas a pena de morte e a censura</p><p>prévia.</p><p>➢ O mandado de segurança deixou de ter garantia constitucional.</p><p>➢ A autonomia dos estados-membros foi mitigada.</p><p>➢ Controle de Constitucionalidade: o Senado perdeu a prerrogativa de suspender a</p><p>aplicação de lei inconstitucional.</p><p>CONSTITUIÇÃO DE 1934 (BRASIL REPÚBLICA)</p><p>CONSTITUIÇÃO DE 1937 (CONSTITUIÇÃO POLACA – ESTADO NOVO)</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 37</p><p>CF 1946 - Democrática: Social-Liberal - Governo Republicano – Presidencialista</p><p>Federalista: ampla autonomia - Estado Intervencionista (Emenda</p><p>Parlamentarista/1961; Plebiscito/1963 - Presidencialismo; Golpe</p><p>Militar/1964 – Início da Ditadura. Controle de constitucionalidade difuso</p><p>e concentrado, este introduzido pela EC nº 16/65</p><p>➢ Constituição promulgada. Retomou o modelo de Estado da Constituição de 1934.</p><p>Liberal. Democrática.</p><p>➢ Os direitos fundamentais foram ampliados. O direito de greve foi constitucionalizado.</p><p>➢ O sufrágio passou a ser universal. Voto direto e secreto. Partidos políticos autônomos</p><p>e com caráter nacional.</p><p>➢ O mandato do Presidente passou a ser de cinco anos, vedada a reeleição.</p><p>➢ Câmara e Senado voltaram a ter atuação equilibrada. Os deputados classistas</p><p>instituídos pela Constituição de 1934 deixaram de existir.</p><p>CF 1967 - Ditatorial: Social-Liberal - Governo Republicano – Presidencialista</p><p>(Ditador) Federalista: autonomia restrita - Ato Institucional nº 5 / 1969</p><p>– uma verdadeira carta constitucional: 217 artigos aprofundando a</p><p>Ditadura: autorizou o banimento; prisão perpétua e pena de morte;</p><p>supressão do mandado de segurança e do hábeas corpus; suspensão da</p><p>vitaliciedade e inamovibilidade dos magistrados; cassação nos 3 poderes.</p><p>Manteve o controle de constitucionalidade pela via difusa e</p><p>concentrada.</p><p>➢ Constituição outorgada.</p><p>➢ Mitigação das atividades do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. Excesso de</p><p>Poder</p><p>para o Presidente da República.</p><p>➢ Normas constitucionais podiam ser modificadas por atos institucionais.</p><p>➢ Voto indireto e nominal para escolha do Presidente da República.</p><p>➢ Restrição de direitos individuais, especialmente aqueles ligados à liberdade.</p><p>➢ Criadas as penas de confisco, morte e de prisão perpétua.</p><p>CONSTITUIÇÃO DE 1946 (QUARTA REPÚBLICA)</p><p>CONSTITUIÇÃO DE 1967/EMENDA 1 DE 1969 (REGIME MILITAR)</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 38</p><p>CF 1988 - Democrática: Social-Liberal-Social - Governo Republicano –</p><p>Presidencialista Federalista: ampla autonomia - Direitos e garantias</p><p>individuais: mandado de segurança coletivo, mandado de injunção,</p><p>hábeas data, proteção dos direitos difusos e coletivos; Aprovada com</p><p>315 artigos, 946 incisos, dependendo ainda de 200 leis integradoras.</p><p>Fase atual: Neoliberalismo e desconstitucionalização dos direitos</p><p>sociais. Considerada “Constituição Cidadã”</p><p>➢ Constituição promulgada. Retomou o modelo de Estado estabelecido pela</p><p>Constituição de 1946.</p><p>➢ Fundada em direitos e garantias fundamentais. Instituídos os remédios</p><p>constitucionais habeas data e mandado de injunção.</p><p>➢ O concurso público passou a ser a principal forma de acesso a cargos e empregos</p><p>públicos.</p><p>➢ Voto direto, secreto e universal.</p><p>➢ O meio ambiente equilibrado passou a ser direito.</p><p>➢ Criadas a ação declaratória de constitucionalidade, ação direta de</p><p>inconstitucionalidade por omissão e a arguição de descumprimento de preceito</p><p>fundamental.</p><p>CONCEITOS</p><p>Quórum: é o número mínimo de membros que devem estar presentes</p><p>para que a sessão daquele órgão possa ser instalada. A Constituição exige que este</p><p>número seja de maioria absoluta.</p><p>MUTAÇÃO Constitucional: alteração do sentido do texto (interpretação ou</p><p>costumes) = informal.A mutação terá lugar, especialmente, se se alteram os costumes</p><p>ou se a interpretação que se dá do texto normativo se altera em vista do contexto</p><p>sócio-jurídico.</p><p>REFORMA Constitucional: emenda com procedimento específico e dificultoso</p><p>(CF, art. 60) = formal.</p><p>PODER CONSTITUINTE DERIVADO REFORMADOR - modifica a Constituição por</p><p>meio das Emendas Constitucionais - alteração formal (art. 60, CF/88)</p><p>CONSTITUIÇÃO DE 1988 (CONSTITUIÇÃO CIDADÃ)</p><p>É importante lembrar que texto e norma são coisas distintas: texto é o que está</p><p>escrito; norma é o que se retira do texto (interpretação). Assim, a mutação é justamente</p><p>a alteração da norma (da interpretação), sem alteração do texto.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 39</p><p>PODER CONSTITUINTE DERIVADO DECORRENTE - cuja missão é a de</p><p>estruturar/modificar as Constituições Estaduais (art. 11, ADCT)</p><p>PODER CONSTITUINTE DERIVADO REVISOR - se trata de uma revisão</p><p>Constitucional que ocorreu 5 anos da promulgação da Constituição. (art. 3º ADCT)</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 40</p><p>REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>CAETANO, Marcelo. Direito Constitucional, 2ª edição. Rio de Janeiro, Forense,</p><p>1987, volume 1,</p><p>11 MORAES, Alexandre de. Constituição do Brasil Interpretada e Legislação</p><p>Constitucional, 9ª edição. São Paulo Editora Atlas: 2010,</p><p>Hobbes, Thomas. LEVIATÃ: Matéria, Forma e Poder de um Estado Eclesiástico e</p><p>Civil (Portuguese Edition),</p><p>Montesquieu, Charles-Louis de Secondat. Do Espírito das leis: Montesquieu</p><p>(Portuguese Edition) (p. 36). Edição do Kindle.</p><p>LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 28 Ed. – São Paulo: Saraiva,</p><p>2024.</p><p>SILVA, José da. Curso de direito constitucional positivo. 45 Ed.São Paulo:</p><p>Malheiros, 2024.</p><p>MORAES, Guilherme Peña de. Curso de Direito Constitucional. – 13 Ed. Barueri/SP;</p><p>Atlhas, 2022</p><p>TAVARES, André Ramos. Curso de Direito Constitucional. 22 Ed. - São Paulo:</p><p>Saraiva, 2024.</p><p>PADILHA, Rodrigo. Direito Constitucional. 6 Ed. – Rio de Janeiro; Método, 2020.</p><p>BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2006.</p><p>NOVELINO, Marcelo. Curso de Direito Constitucional. 11 Ed. – Salvador: Editora</p><p>JusPodivm, 2016.</p><p>BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de teoria do estado e ciência política. São Paulo:</p><p>Celso Bastos, 2004.</p><p>BOBBIO, Norberto. Teoria geral do direito. São Paulo: Edições Profissionais,</p><p>2000.</p><p>BUENO, Roberto. Manual de ciência política: a vida na sociedade democrática</p><p>globalizada contemporânea. Belo Horizonte: Del Rey, 2006.</p><p>SARLET, Ingo Wolfgang. Curso de Direito Constitucional. 13 Ed. São Paulo:</p><p>SaraivaJur, 2024. ePUB.</p><p>BONAVIDES, Paulo. História constitucional do Brasil. Brasília: OAB, 2002.</p><p>CUNHA, Alexandre Sanches. Todas as constituições brasileiras. Bookseller, 2001</p><p>De Moura Agra, Walber. Curso de Direito Constitucional (Portuguese Edition).</p><p>Edição do Kindle.</p><p>FERNANDES, Bernardo G. Curso de Direito Constitucional. 8. ed. Salvador:</p><p>Juspodivm, 2016.</p><p>TEIXEIRA, J. H. Meireles. Curso de Direito Constitucional. Rio de Janeiro:</p><p>Forense, 1991.</p><p>18. NOVELINO, Marcelo. Curso de Direito Constitucional. 13. ed. Salvador:</p><p>Juspodivm.</p><p>e a relaçãoentre governantes e governados. Quanto à forma de governo, um</p><p>Estado poderá ser uma monarquia ou uma república.</p><p>3. O regime político émeio das quais um Estado se organiza de maneira a</p><p>exercer o seu poder sobre a sociedade. O Brasil constitui−se um Estado democrático</p><p>de direito.</p><p>O Estado é um ente personalizado, consistindo</p><p>em uma pessoa jurídica de direito público</p><p>interno.</p><p>Os elementos do Estado são: Povo, território e</p><p>governo soberano são elementos indissociáveis</p><p>do Estado. Sem qualquer um destes três</p><p>elementos não há Estado</p><p>Forma de Estado = Federação</p><p>foRma de govErno = República</p><p>SIstemaDE governo = preSIDEncialismo</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 7</p><p>CONCEITOS</p><p>Supremacia: A supremacia está no ápice da ordem jurídica, estudando as normas</p><p>hierarquicamente superiores.</p><p>Transversalidade: O Direito Constitucional, no topo do sistema jurídico, deve</p><p>dialogar com outras ciências para estabelecer opções dogmáticas para a sociedade,</p><p>aproximando-se de outros ramos do Direito.</p><p>Politicidade: Estudando a Constituição, o Direito Constitucional muitas vezes</p><p>impõe decisões políticas, não apenas técnico-jurídicas, influenciando as funções do STF.</p><p>Estadualidade: O Direito Constitucional estuda o que constitui o Estado, sendo</p><p>fundamental para sua existência, já que todo Estado tem uma Constituição, escrita ou</p><p>costumeira.</p><p>Legalismo: O legalismo no Direito Constitucional foca na Constituição como uma</p><p>grande fonte normativa, alinhando-se ao constitucionalismo de Direito.</p><p>Fragmentarismo: O Direito Constitucional é principiológico, tratando de</p><p>fundamentos gerais do Estado e da sociedade. Ele não se ocupa de detalhes, deixando</p><p>isso para o legislador infraconstitucional.</p><p>Juventude: Surgido após as Revoluções Liberais do século XVIII, o Direito</p><p>Constitucional ainda está em desenvolvimento, com o neoconstitucionalismo</p><p>provocando discussões sobre novos métodos e princípios.</p><p>Abertura: O Direito Constitucional deve absorver experiências e ideias de outras</p><p>ciências e da sociedade moderna. Nas ditaduras, ele tende a ser fechado.</p><p>Inicialidade: Para entender os outros ramos do Direito, é necessário começar</p><p>pela Constituição, base do sistema jurídico, conforme a teoria da Dupla Finitude do</p><p>Direito.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 8</p><p>CONSTITUCIONALISMO</p><p>Estruturalmente, a CF/88 contém um preâmbulo, nove títulos (corpo) e o Ato das</p><p>Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).</p><p>TEORIA DA CONSTITUIÇÃO</p><p>Direito constitucional é o ramo do direito público destinado a estudar as</p><p>normas supremas e estruturantes do Estado. Dedica-se à interpretação das normas</p><p>constitucionais e tem por função regulamentar e delimitar o poder estatal, além de</p><p>garantir os direitos considerados fundamentais. Classificação do Direito Constitucional:</p><p>1) Direito Constitucional Positivo: é aquele que tem por objeto de estudo uma</p><p>determinada constituição. 2) Direito.</p><p>AULA 02</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 9</p><p>O preâmbulo situa-se no domínio da política, sem relevância jurídica.O</p><p>preâmbulo não cria direitos ou obrigações e não é de reprodução obrigatória nas</p><p>constituições estaduais, nem enfraquece a laicidade do Estado brasileiro.</p><p>A finalidade do ADCT é estabelecer regras de transição entre o antigo</p><p>ordenamento jurídico e o novo, instituído pela manifestação do poder constituinte</p><p>originário, providenciando a acomodação e a transição do antigo e do novo direito</p><p>edificado.</p><p>Elementos da constituição</p><p>Elementos orgânicos ou organizacionais: organizam o estado e os poderes constituídos.</p><p>Elementos limitativos: limitam o poder – direitos e garantias fundamentais.</p><p>Elementos sócio-ideológicos: princípios da ordem econômica e social</p><p>Elementos de estabilização constitucional: supremacia da CF (controle de</p><p>constitucionalidade) e solução de conflitos constitucionais.</p><p>Elementos formais de aplicabilidade: são regras que dizem respeito a aplicabilidade de</p><p>outras regras (ex. preâmbulo, disposições transitórias).</p><p>Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT)</p><p>O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) é uma parte destacada</p><p>das Constituições brasileiras (desde 1891) que estabelece regras de transição entre</p><p>ordenamentos jurídicos antigos e novos. O ADCT tem a função de facilitar a acomodação</p><p>do novo direito e evitar conflitos entre normas antigas e novas.</p><p>Historicamente, suas disposições foram variáveis em número e estrutura, e seu</p><p>conteúdo pode incluir normas exauridas, dependentes de legislação, temporárias, de</p><p>recepção e sobre direitos. A natureza jurídica do ADCT é constitucional, o que permite</p><p>que ele traga exceções às regras gerais da Constituição. As normas do ADCT podem ser</p><p>modificadas por emendas constitucionais, mas as disposições já exauridas ou com</p><p>efeitos concluídos não são alteradas. O STF admite mudanças nas disposições do ADCT</p><p>desde que respeitados os limites ao poder de reforma.</p><p>As disposições do ADCT podem ser classificadas em diferentes categorias:</p><p>Raul Machado Horta:</p><p>1. Normas exauridas: Já desaparecidas após a realização das condições previstas</p><p>(ex.: arts. 1.º; 4.º, § 4.º).</p><p>2. Normas dependentes de legislação e execução: Necessitam de leis para sua</p><p>implementação (ex.: arts. 10, § 1.º; 12, § 1.º).</p><p>Normas temporárias: Têm duração específica, como o art. 40, que mantém a Zona</p><p>Franca de Manaus por períodos determinados.</p><p>3. Normas de recepção: Recebem e adaptam normas anteriores (ex.: art. 34, §</p><p>5.º).</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 10</p><p>4. Normas sobre benefícios e direitos: Garantem direitos específicos (ex.: arts. 53</p><p>e 54).</p><p>5. Normas com prazos constitucionais ultrapassados: Já foram regulamentadas,</p><p>mas tinham prazos para implementação (ex.: art. 29, § 1.º).</p><p>O Constitucionalismo pode ser dividido em três fases: Constitucionalismo Antigo,</p><p>Constitucionalismo Moderno e Constitucionalismo. As principais características de cada</p><p>fase são:</p><p>DIMENSÕES DO CONSTITUCIONALISMO</p><p>1. O garantismo foca na efetivação concreta dos direitos fundamentais previstos</p><p>nas Constituições, assegurando técnicas de garantia adequadas em todos os níveis,</p><p>tanto no âmbito interno quanto internacional.</p><p>2. O transconstitucionalismo promove o intercâmbio de elementos</p><p>constitucionais entre diferentes Estados, utilizando conhecimentos e princípios comuns</p><p>para resolver questões constitucionais que ultrapassam as fronteiras nacionais,</p><p>debatidas por tribunais constitucionais e internacionais.</p><p>CONSTITUCIONALISMO ANTIGO</p><p>(DA ANTIGUIDADE AO FINAL DO SÉCULO XVIII)</p><p>Estado hebreu: Costumes, dogmas religiosos e leis não escritas eram a principal fonte</p><p>do direito do povo hebreu.</p><p>Grécia: adotou a democracia constitucional, mas não adotou Constituição escrita.</p><p>Roma: editadas normas jurídicas: constitutivo.</p><p>Inglaterra: o poder político passou a ser limitado por lei. Respeitados os direitos e</p><p>garantias individuais. Instituída a Magna Carta</p><p>CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO</p><p>(APÓS A 2ª GUERRA MUNDIAL)</p><p>Dignidade da pessoa humana passou a ter força normativa.</p><p>Surgiram direitos fundamentais de 3ª, 4ª e 5ª dimensões.</p><p>Início do Estado Democrático de Direito</p><p>CONSTITUCIONALISMO MODERNO</p><p>(FINAL DO SÉCULO XVIII A MEADOS DO SÉCULO XX)</p><p>Constituição escrita, rígida e solene. Proteção aos direitos fundamentais. Garantia da</p><p>Separação de Poderes. Constituições Liberais pautadas na liberdade: Estados Unidos e França.</p><p>Constituições Sociais pautadas na igualdade: México e Alemanha</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 11</p><p>3. O neoconstitucionalismo surge para superar as</p><p>limitações do jusnaturalismo e juspositivismo, propondo</p><p>um novo paradigma jurídico. Baseia-se em dois pilares:</p><p>Filosofia do Direito e Política: Harmoniza direito,</p><p>moral e política para uma ordem jurídica legítima.</p><p>Teoria do Direito: Enfatiza os princípios</p><p>constitucionais, a racionalidade argumentativa</p><p>e a</p><p>hermenêutica jurídica nas democracias.</p><p>Argumentação é vista como uma técnica para obter</p><p>adesão a teses, diferindo da demonstração que usa</p><p>raciocínios lógico-formais. A efetividade do direito decorre</p><p>tanto da coerção judicial quanto da aceitação comunitária</p><p>dos argumentos.</p><p>As principais características do</p><p>neoconstitucionalismo tem por intenção a mudança de</p><p>paradigma para reconhecer a força normativa da</p><p>Constituição, expandir a jurisdição constitucional e forçar</p><p>novas elaborações de interpretação constitucionais.</p><p>O novo constitucionalismo latino-americano,</p><p>exemplificado pelas Constituições do Equador (2008) e da</p><p>Bolívia (2009), adota o conceito de Estado plurinacional,</p><p>reconhecendo e garantindo constitucionalmente a</p><p>diversidade cultural e a identidade, com foco na inclusão da</p><p>população historicamente marginalizada, especialmente os</p><p>povos indígenas. Essa transformação estrutural promove a</p><p>interculturalidade e o respeito às diferentes culturas,</p><p>buscando manter as diferenças legítimas e eliminar as</p><p>ilegítimas.</p><p>O modelo pluralista rompe com paradigmas</p><p>anteriores, como o colonialismo, o constitucionalismo</p><p>liberal e o constitucionalismo social-integracionista, ao</p><p>reconhecer a coexistência de diferentes sistemas</p><p>normativos e ampliar a participação de novos atores sociais</p><p>nos processos decisórios.</p><p>REVISÃO!</p><p>A Nossa Constituição Federal</p><p>é estruturada da seguinte</p><p>maneira, é dividida em três</p><p>partes: Preâmbulo; parte</p><p>dogmática e dispositivos</p><p>transitórios. O Preâmbulo</p><p>não é normaconstitucionale</p><p>portanto, não serve de</p><p>parâmetro para uma ADI e</p><p>não estabelece limites para o</p><p>Poder Constituinte Derivado,</p><p>Reformador ou Decorrente.</p><p>Além disso, não são de</p><p>reprodução obrigatória pelas</p><p>Constituições Estaduais. Não</p><p>dispõe de força normativa,</p><p>não tendo caráter vinculante.</p><p>Os seus textos são linhas</p><p>norteadoras e interpretativas,</p><p>serve para sintetizar a</p><p>ideologia do poder</p><p>constituinte expondo os</p><p>valores por ele adotados e os</p><p>objetivos por ele perseguidos.</p><p>A parte dogmáticaé o texto</p><p>constitucional propriamente</p><p>dito, prevendo os direitos e</p><p>deveres criados pelo poder</p><p>constituinte, de corpo</p><p>permanente.</p><p>a parte transitória,por sua</p><p>vez, visa integrar a ordem</p><p>jurídica antiga com a nova</p><p>constituição, seu</p><p>ordenamento tem caráter</p><p>constitucional, porém,</p><p>transitório, ou seja, não é</p><p>permanente.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 12</p><p>Constitucionalismo Latino-Americano:</p><p>O Constitucionalismo Latino-Americano refere-se ao desenvolvimento e à</p><p>aplicação das constituições na América Latina, caracterizado por uma busca constante</p><p>de estabilidade política e social em contextos históricos frequentemente marcados por</p><p>ditaduras, instabilidade e crises econômicas. Este modelo geralmente enfatiza a</p><p>proteção dos direitos humanos, a divisão dos poderes e a soberania nacional, refletindo</p><p>a influência das constituições europeias e norte-americanas, mas adaptadas às</p><p>realidades locais. A instabilidade política e a intervenção militar em diversos países da</p><p>região moldaram um constitucionalismo que muitas vezes é desafiado por golpes de</p><p>Estado e crises institucionais.</p><p>Constitucionalismo Democrático:</p><p>É um conceito que enfoca a constituição como um instrumento fundamental</p><p>para garantir a democracia e a proteção dos direitos humanos. Baseado na ideia de que</p><p>a constituição deve refletir e garantir os princípios democráticos, este modelo valoriza</p><p>a soberania popular, a separação dos poderes e a proteção das liberdades e direitos</p><p>individuais. O Constitucionalismo Democrático busca assegurar que o governo funcione</p><p>de maneira transparente, responsável e em consonância com os valores democráticos,</p><p>promovendo a participação cidadã e a governança baseada no respeito à lei e aos</p><p>direitos fundamentais.</p><p>CONCEITOS</p><p>Constitucional Comparado: é aquele que compara duas ou mais Constituições.</p><p>Direito Constitucional Geral: é aquele que estuda elementos e conceitos que</p><p>devem estar presentes em todas as Constituições.</p><p>Direitos Fundamentais: Os direitos fundamentais, especialmente os direitos</p><p>individuais, limitam o poder político, impondo ao Estado e aos indivíduos um dever de</p><p>abstenção, garantindo uma esfera de ação livre de interferências indevidas. Exemplos</p><p>incluem os direitos à vida, liberdade de locomoção, integridade física e moral, e</p><p>liberdade de consciência e crença.</p><p>Controle de Constitucionalidade: O controle de constitucionalidade restringe o</p><p>poder político ao invalidar normas infraconstitucionais que não estão em conformidade</p><p>com as regras ou princípios constitucionais. Isso impede que o governo crie leis que não</p><p>tenham base no ordenamento jurídico.</p><p>Federalismo Estatal: O federalismo limita o poder político ao dividir as</p><p>competências constitucionais entre governos nacional e regionais, que operam de</p><p>forma coordenada e independente. Cada ente governamental deve atuar dentro dos</p><p>limites do poder que lhe foi constitucionalmente atribuído.</p><p>Freios e Contrapesos: O sistema de freios e contrapesos limita o poder político</p><p>por meio da interpenetração e controle mútuo entre Executivo, Legislativo e Judiciário.</p><p>Este mecanismo impede excessos e mantém o equilíbrio constitucional entre os</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 13</p><p>poderes, legitimando o governo. A Constituição detalha essas interações, como a</p><p>aprovação de tratados pelo Legislativo, o veto do Executivo, e o controle de</p><p>constitucionalidade pelo Judiciário.</p><p>JUSNATURALISMO x JUSPOSITIVISMO x PÓS-POSITIVISMO</p><p>Essa breve explanação busca apresentar os principais aspectos conceituais,</p><p>históricos e doutrinários relacionados ao jusnaturalismo, positivismo e pós-positivismo</p><p>no campo do Direito, destacando as diferenças fundamentais entre essas correntes</p><p>teóricas.</p><p>JUSNATURALISMO (DIREITO NATURAL)- Doutrina que defende a existência de</p><p>princípios de direito natural ou universal, superiores às leis positivas, como</p><p>fundamentos para a justiça e validade das normas.</p><p>Resumo Histórico: Origina-se na Grécia Antiga e se desenvolve com filósofos</p><p>como Aristóteles e São Tomás de Aquino. No contexto moderno, destaca-se o</p><p>jusnaturalismo racionalista de Hugo Grotius e Samuel Pufendorf, destacam-se John</p><p>Locke, Jean-Jacques Rousseau e Immanuel Kant, que influenciaram os ideais de</p><p>liberdade individual e direitos naturais.</p><p>Características Principais:</p><p>1. Direito Natural: O jusnaturalismo baseia-se na ideia de que existem princípios</p><p>de justiça universais e imutáveis que derivam da natureza humana, da razão ou</p><p>de uma ordem moral superior.</p><p>2. Moralidade: A lei deve estar em conformidade com esses princípios morais</p><p>universais. Se uma lei positiva (feita pelo homem) contradiz o direito natural,</p><p>ela não deve ser considerada válida.</p><p>3. Universalidade: Esses princípios são aplicáveis em todos os tempos e lugares,</p><p>independentemente de legislações específicas.</p><p>Exemplo de Julgado: No caso da Declaração Universal dos Direitos Humanos de</p><p>1948, embora não seja um julgamento em si, reflete a influência do jusnaturalismo. A</p><p>Declaração reconhece direitos humanos fundamentais que são inerentes a todos os</p><p>seres humanos, independentemente de qualquer legislação.</p><p>Atual: ADI 3510, Supremo Tribunal Federal (Brasil): Esta Ação Direta de</p><p>Inconstitucionalidade envolveu a discussão sobre a pesquisa com células-tronco</p><p>embrionárias. A decisão do STF levou em consideração princípios de dignidade humana</p><p>e direito à vida, refletindo uma perspectiva jusnaturalista.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 14</p><p>O Jusnaturalismo traz a ideia que existe uma lei Universal, Natural, absoluta e</p><p>invariável que rege todas as pessoas, coisas e animais. Esse ele está presente na razão,</p><p>na divindade ou na Natureza. Governada pela Moral, pelo transcendente.</p><p>No livro “Do Espírito das leis” de Montesquieu, já começa assim, uma clara</p><p>evidencia de um pensamento Jusnaturalista.</p><p>As leis, em seu significado mais</p><p>extenso, são as relações necessárias que</p><p>derivam da natureza das coisas; e, neste sentido, todos os seres têm suas</p><p>leis; a Divindade possui suas leis, o mundo material possui suas leis, as</p><p>inteligências superiores ao homem possuem suas leis, os animais</p><p>possuem suas leis, o homem possui suas leis. Aqueles que afirmaram que</p><p>uma fatalidade cega produziu todos os efeitos que observamos no mundo</p><p>proferiram um grande absurdo: pois o que poderia ser mais absurdo do</p><p>que uma fatalidade cega que teria produzido seres inteligentes? Existe,</p><p>portanto, uma razão primitiva; e as leis são as relações que se encontram</p><p>entre ela e os diferentes seres, e as relações destes diferentes seres entre</p><p>si.</p><p>Montesquieu, Charles-Louis de Secondat. Do Espírito das leis:</p><p>Montesquieu (Portuguese Edition) (p. 36). Edição do Kindle.</p><p>POSITIVISMO JURÍDICO (DIREITO POSITIVO): Corrente que afirma a separação</p><p>entre o direito e a moral, sustentando que a validade das normas jurídicas deriva</p><p>exclusivamente da autoridade estatal ou do processo legislativo.</p><p>Resumo Histórico: Surge no século XIX com teóricos como Jeremy Bentham e</p><p>John Austin, que enfatizam a importância da positividade das leis em detrimento de</p><p>critérios metafísicos ou morais, destaca-se Hans Kelsen com sua Teoria Pura do Direito,</p><p>que propõe uma visão formal e normativista do ordenamento jurídico.</p><p>Características Principais:</p><p>1. Soberania: O direito é visto como um conjunto de normas criadas pelo</p><p>soberano ou pelo legislador, sendo estas normas válidas apenas pelo fato de terem sido</p><p>criadas de acordo com os procedimentos estabelecidos.</p><p>2. Separação entre Direito e Moral: O positivismo jurídico sustenta que a</p><p>validade de uma norma jurídica não depende de sua conformidade com princípios</p><p>morais. A lei é válida se foi criada segundo os procedimentos legais.</p><p>3. Obediência à Lei: As normas jurídicas devem ser seguidas porque são a</p><p>expressão da vontade do legislador, independentemente de seu conteúdo moral.</p><p>Exemplo de Julgado: Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3685 - Neste</p><p>caso, o STF analisou a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei nº 11.105/2005),</p><p>que permitia a pesquisa com células-tronco embrionárias. O tribunal se concentrou em</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 15</p><p>avaliar se a lei estava de acordo com a Constituição Federal, sem entrar no debate moral</p><p>sobre o uso de células-tronco.</p><p>No livro “Leviatã” de Thomas Hobbes, descreve um pensamento clássico</p><p>positivista.</p><p>E em primeiro lugar é evidente que a lei, em geral, não é um conselho,</p><p>mas uma ordem. E também não é uma ordem dada por qualquer um a</p><p>qualquer um, pois é dada por quem se dirige a alguém já anteriormente</p><p>obrigado a obedecer-lhe.</p><p>Hobbes, Thomas. LEVIATÃ: Matéria, Forma e Poder de um Estado</p><p>Eclesiástico e Civil (Portuguese Edition) (p. 163). Lebooks Editora. Edição</p><p>do Kindle.</p><p>Pós-Positivismo:</p><p>Crítica ao positivismo jurídico, reconhecendo a importância das normas</p><p>positivas, mas ressaltando a necessidade de considerar aspectos éticos, sociais e</p><p>políticos na interpretação do direito.</p><p>Resumo Histórico: Surgiu no século XX como reação às limitações do positivismo,</p><p>buscando integrar elementos normativos e axiológicos na análise jurídica. Destacam-se</p><p>Ronald Dworkin com sua teoria do direito como integridade, Niklas Luhmann com a</p><p>teoria dos sistemas sociais e Robert Alexy com a defesa dos princípios jurídicos como</p><p>argumentação racional.</p><p>Características Principais:</p><p>1. Integração entre Direito e Moral: O pós-positivismo procura integrar a análise</p><p>jurídica com valores morais, reconhecendo que o direito não pode ser completamente</p><p>separado da moralidade.</p><p>2. Princípios e Regras: Reconhece que o sistema jurídico é composto não apenas</p><p>de regras, mas também de princípios, que têm um papel normativo crucial.</p><p>3. Interpretação Constitucional: Destaca a importância da interpretação</p><p>constitucional e a necessidade de os juízes levarem em consideração princípios éticos e</p><p>direitos fundamentais na sua decisão.</p><p>Exemplo de Julgado: STF, RE 898.060/PR: Este recurso extraordinário discutiu o</p><p>reconhecimento de direitos homoafetivos. A decisão levou em conta princípios de</p><p>igualdade e dignidade, aplicando uma interpretação pós-positivista que vai além do</p><p>texto estrito da legislação para incorporar valores constitucionais e direitos</p><p>fundamentais.</p><p>As três correntes - jusnaturalismo, positivismo jurídico e pós-positivismo -</p><p>oferecem diferentes abordagens sobre a natureza e a função do direito. O</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 16</p><p>jusnaturalismo enfatiza a moralidade universal, o positivismo jurídico destaca a</p><p>soberania e a formalidade, e o pós-positivismo busca integrar direito e moralidade</p><p>através de princípios e valores constitucionais. As jurisprudências citadas ilustram como</p><p>essas teorias são aplicadas na prática judicial contemporânea.</p><p>CONCEITOS</p><p>Direito Público é o ramo do direito que regula as relações entre o Estado e os</p><p>indivíduos, bem como as relações entre os próprios órgãos do Estado. Ele tem como</p><p>principal objetivo garantir o interesse público e a ordem social. Direito Constitucional,</p><p>Direito Administrativo, Direito Penal, Direito Tributário.</p><p>Direito Privado é o ramo do direito que regula as relações entre particulares,</p><p>sejam indivíduos ou entidades privadas, com foco nos interesses individuais e nas</p><p>relações jurídicas de caráter patrimonial e pessoal. Direito Civil, Direito Comercial,</p><p>Direito do Trabalho.</p><p>DICA DE LEITURA</p><p>O Caso dos Exploradores de Caverna de Lon L. Fuller</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 17</p><p>A Constituição é o conjunto de normas fundamentais que regem a organização</p><p>de um Estado, delineando os direitos e deveres dos cidadãos, bem como a estrutura e</p><p>funcionamento das instituições governamentais. Ela estabelece os princípios básicos</p><p>sobre os quais se fundamenta o ordenamento jurídico de um país.</p><p>Acepções da Constituição</p><p>MATERIAL - Enfatiza a forma e a elaboração do documento constitucional.</p><p>FORMAL - Enfatiza o conteúdo e as matérias tratadas pela Constituição.</p><p>Sentido Sociológico: Ferdinand Lassalle define a constituição como um "fato</p><p>social", refletindo o poder real e as forças sociais existentes em um determinado</p><p>período.</p><p>Sentido Político: Carl Schmitt vê a constituição como a decisão política</p><p>fundamental sobre o tipo e a forma de existência do Estado.</p><p>Sentido Jurídico: Hans Kelsen considera a constituição como a norma</p><p>fundamental do ordenamento jurídico, situando-se no topo da hierarquia normativa.</p><p>CULTURAL - Nas palavras de Meireles Teixeira, consiste num “conjunto de</p><p>normas fundamentais condicionadas pela cultural total.” Ligado a um fato cultural.</p><p>PÓS-POSITIVISTA (KONRAD HESSE) – Sistema ABERTO de regras e princípios</p><p>Estrutura da Constituição</p><p>A estrutura de uma constituição geralmente é composta por:</p><p>Preâmbulo: Introdução que expressa os valores e objetivos fundamentais.</p><p>Parte Dogmática: Normas sobre direitos fundamentais e garantias individuais.</p><p>Parte Orgânica: Normas sobre a organização do Estado, poderes, competências</p><p>e funcionamento das instituições.</p><p>Disposições Transitórias: Normas que regulam a transição entre o antigo e o</p><p>novo ordenamento jurídico.</p><p>AULA 04</p><p>A Constituição como sistema aberto de regras e princípios: No constitucionalismo</p><p>contemporâneo a Constituição é compreendida como um sistema normativo aberto de regras e</p><p>princípios, estabelecendo-se como um sistema normativo dinâmico, de estrutura dialógica, capaz</p><p>de comunicar-se e aprender com a realidade e com os demais sistemas, sendo que suas normas têm</p><p>como espécies as regras e os princípios jurídicos.</p><p>ENTENDA</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 18</p><p>Elementos da Constituição</p><p>Princípios Fundamentais: Valores e objetivos básicos do Estado, como</p><p>soberania, cidadania e dignidade da pessoa humana.</p><p>Direitos e Garantias Fundamentais: Direitos civis, políticos, sociais,</p><p>econômicos</p><p>e culturais garantidos aos cidadãos.</p><p>Organização do Estado: Estrutura dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário</p><p>e suas respectivas competências.</p><p>Processo Legislativo: Regras e procedimentos para a criação de normas jurídicas.</p><p>Segurança e Defesa Nacional: Normas sobre a defesa do território e da ordem</p><p>interna.</p><p>Revisão e Emenda Constitucional: Procedimentos para modificar a constituição.</p><p>Perspectiva de Dworkin e Alexy</p><p>Concepções de Ronald Dworkin</p><p>Ronald Dworkin:é um influente filósofo do direito que desenvolveu uma teoria</p><p>baseada na distinção entre regras e princípios, enfatizando a importância dos princípios</p><p>na interpretação jurídica. Suas principais ideias incluem:</p><p>Direitos como Trunfos: Dworkin argumenta que os direitos fundamentais são</p><p>trunfos contra as decisões majoritárias, protegendo os indivíduos contra a tirania da</p><p>maioria. Esses direitos são princípios que devem ser respeitados mesmo em face de</p><p>políticas públicas ou legislações contrárias.</p><p>Interpretação Jurídica: Para Dworkin, a interpretação das normas jurídicas deve</p><p>ser feita com base em princípios de justiça, equidade e moralidade. O juiz deve buscar a</p><p>melhor interpretação possível que respeite os direitos dos indivíduos e a integridade do</p><p>sistema jurídico.</p><p>Lei como Integridade: Dworkin propõe que os juízes devem tratar o direito como</p><p>uma questão de integridade, buscando uma interpretação coerente e justa que</p><p>considere a totalidade do sistema jurídico. Isso implica que as decisões judiciais devem</p><p>ser consistentes com os princípios fundamentais subjacentes ao ordenamento jurídico.</p><p>Colisão de Princípios: Quando princípios entram em conflito, Dworkin sugere</p><p>que os juízes devem ponderar os princípios envolvidos e buscar a solução que melhor</p><p>respeite os direitos fundamentais e a justiça do caso concreto.</p><p>Enfatiza a interpretação constitucional baseada em princípios, defendendo que</p><p>os direitos fundamentais são "trunfos" contra as maiorias políticas. A constituição, para</p><p>Dworkin, deve ser interpretada de forma a garantir a justiça e a igualdade, promovendo</p><p>uma leitura moral e principiológica das normas constitucionais.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 19</p><p>Concepções de Robert Alexy</p><p>Robert Alexy é outro proeminente teórico do direito que desenvolveu uma</p><p>teoria robusta sobre os direitos fundamentais, centrando-se na distinção entre regras e</p><p>princípios e na técnica de ponderação. Suas principais ideias incluem:</p><p>Princípios como Mandados de Otimização: Alexy define os princípios como</p><p>mandados de otimização que devem ser realizados na maior medida possível, dentro</p><p>das possibilidades jurídicas e fáticas. Eles são normas que exigem a maximização de um</p><p>bem jurídico, considerando as limitações impostas por outros princípios ou regras.</p><p>Ponderação (Balancing): Em casos de conflito entre princípios, Alexy propõe a</p><p>técnica de ponderação, onde os juízes avaliam o peso relativo de cada princípio no</p><p>contexto específico. A ponderação busca equilibrar os princípios conflitantes, ajustando</p><p>a aplicação de cada um conforme as circunstâncias do caso.</p><p>Estrutura dos Princípios e Regras: Alexy diferencia princípios e regras pela forma</p><p>como lidam com conflitos. Regras são aplicáveis em uma lógica de tudo ou nada: ou a</p><p>regra é válida e aplicada, ou não é. Princípios, por sua vez, são aplicáveis em uma lógica</p><p>de mais ou menos, exigindo uma avaliação contextual para determinar a medida de sua</p><p>aplicação.</p><p>Postulados Normativos:</p><p>Alexy destaca a importância de postulados normativos inespecíficos como a</p><p>proporcionalidade, razoabilidade e a concordância prática na interpretação e aplicação</p><p>dos princípios. Esses postulados ajudam a garantir que a aplicação dos princípios seja</p><p>justa e equilibrada.</p><p>Teoria da Argumentação Jurídica: Alexy também desenvolveu uma teoria da</p><p>argumentação jurídica que enfatiza a racionalidade e a coerência nos argumentos</p><p>apresentados pelos juízes. Ele defende que a decisão judicial deve ser justificada com</p><p>base em princípios racionais e argumentos sólidos, promovendo a legitimidade e a</p><p>aceitabilidade das decisões judiciais.</p><p>Robert Alexy: Desenvolveu a teoria dos direitos fundamentais como princípios,</p><p>argumentando que os direitos fundamentais possuem uma estrutura principiológica</p><p>que exige ponderação (balancing) em casos de conflito. Alexy vê a constituição como</p><p>um sistema de princípios e regras, onde os princípios desempenham um papel crucial</p><p>na resolução de conflitos e na aplicação do direito.</p><p>Comparação e Convergência</p><p>Ambos os teóricos, Dworkin e Alexy, contribuem significativamente para a</p><p>compreensão dos princípios e da interpretação jurídica. Enquanto Dworkin foca na</p><p>integridade e na moralidade do direito, Alexy enfatiza a técnica de ponderação e a</p><p>otimização dos princípios. Ambos concordam que os princípios desempenham um papel</p><p>crucial no sistema jurídico, exigindo uma interpretação que vá além da aplicação</p><p>mecânica das regras, e ambos influenciaram profundamente a teoria constitucional</p><p>contemporânea.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 20</p><p>Distinção entre Regras e Princípios</p><p>A distinção entre regras e princípios é fundamental na doutrina jurídica, com</p><p>ambos sendo essenciais ao sistema normativo, sem hierarquia entre si, dentro da</p><p>unidade da Constituição.</p><p>Canotilho descreve o sistema jurídico como aberto e dinâmico, composto por</p><p>normas que podem ser regras ou princípios.</p><p>Humberto Ávila destaca que um sistema deve incluir tanto regras quanto</p><p>princípios para evitar flexibilidade excessiva ou rigidez formalista, ambos se</p><p>complementando mutuamente.</p><p>A interpretação e aplicação dessas normas utilizam postulados como</p><p>ponderação e proporcionalidade. Canotilho sistematiza a distinção entre regras e</p><p>princípios com base em critérios como grau de abstração e determinabilidade, enquanto</p><p>Barroso enfatiza a diferença qualitativa, apontando que regras são descritivas e</p><p>aplicadas por subsunção, e princípios são abstratos, aplicados por ponderação e</p><p>balanceamento, com base nas concepções de Dworkin e Alexy.</p><p>CARACTERÍSTICAS (TIPOLOGIA) DA CONSTITUIÇÃO</p><p>As tipologias constitucionais são categorias utilizadas para classificar as</p><p>constituições com base em diferentes critérios. Aqui estão algumas das principais</p><p>tipologias:</p><p>Quanto à Forma:</p><p>- Constituições Escritas: São aquelas codificadas em um documento único, como a</p><p>Constituição Federal de 1988 do Brasil.</p><p>- Constituições Não Escritas/costumeira/consuetudinária: Resultam de várias normas</p><p>e costumes ao longo do tempo, como a Constituição do Reino Unido.</p><p>2. Quanto à Origem:</p><p>- Outorgadas: Impostas por um governante sem a participação popular, geralmente após</p><p>um golpe ou mudança abrupta de regime.</p><p>- Promulgadas (Democráticas): Criadas por uma Assembleia Constituinte com a</p><p>participação popular, como a Constituição de 1988 no Brasil.</p><p>3. Quanto à Alterabilidade:</p><p>- Imutáveis: seriam aquelas Constituições inalteráveis, verdadeiras relíquias históricas59</p><p>e que se pretendem eternas, sendo também denominadas permanentes, graníticas ou</p><p>intocáveis.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 21</p><p>- As fixas: são aquelas que somente podem ser alteradas por um poder de competência</p><p>igual àquele que as criou, isto é, o poder constituinte originário. São conhecidas como</p><p>constituições silenciosas, porque não estabelecem, expressamente, o procedimento para</p><p>sua reforma. Constituições</p><p>- Rígidas: Exigem um processo mais difícil e complexo para serem alteradas, como a</p><p>Constituição dos Estados Unidos.</p><p>- Flexíveis: Podem ser modificadas pelo mesmo processo legislativo de leis ordinárias,</p><p>como a Constituição do Reino Unido.</p><p>- Semi-Rígidas: Contêm partes que são rígidas e outras que são flexíveis.</p><p>4. Quanto à Extensão:</p><p>- Analíticas (amplas, extensas, largas, prolixas, longas, desenvolvidas,</p><p>volumosas, inchadas): Extensas, detalham minuciosamente os direitos, deveres e a</p><p>organização do Estado, como a Constituição</p><p>de 1988 no Brasil.</p><p>Sintéticas (concisas, breves, sumárias, sucintas, básicas) : Breves e</p><p>abrangentes, contendo apenas princípios fundamentais, como a Constituição dos Estados</p><p>Unidos.</p><p>5. Quanto ao Conteúdo:</p><p>- Material/Normativas: trata apenas das matérias tipicamente CF (Direitos</p><p>Fundamentais; Separação de Poderes e Organização do Estado).</p><p>- Formal: elege como critério o processo de sua formação, e não o conteúdo de suas</p><p>normas.</p><p>obs.: Cumpre observar (e este tema ainda não está fechado) que, com a introdução</p><p>do § 3.º no art. 5.º, pela EC n. 45/2004, passamos a ter uma espécie de conceito misto, já</p><p>que a nova regra só confere a natureza de emenda constitucional (norma formalmente</p><p>constitucional) aos tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos</p><p>(matéria), desde que observadas as formalidades de aprovação (forma).</p><p>Michel temer chama de mutabilidade) (Alexandre de Moraes de estabilidade)</p><p>obs.: Alguns autores ainda lembram as fixas ou silenciosas, as transitoriamente flexíveis, as</p><p>imutáveis (permanentes, graníticas ou intocáveis) e as super-rígidas.</p><p>Doutrinadores</p><p>Segundo Alexandre de Moraes, a brasileira de 1988 seria exemplo de Constituição super-rígida</p><p>Novidade</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 22</p><p>6. Quanto ao Sistema:</p><p>- Principiológicas: Baseadas em princípios que orientam a interpretação e aplicação das</p><p>normas.</p><p>- Preceituais: Baseadas em regras claras e específicas.</p><p>7. Quanto ao modo de elaboração:</p><p>- Dogmática: elaborada num momento determinado por um órgão específico.</p><p>- Histórico: Formada gradativamente ao longo do tempo.</p><p>8. Quanto à dogmática:</p><p>- Ortodoxa é aquela formada por uma só ideologia, por exemplo, a soviética de 1977,</p><p>hoje extinta, e as diversas Constituições da China marxista.</p><p>- Eclética seria aquela formada por ideologias conciliatórias, como a brasileira de 1988</p><p>ou a da Índia de 1949</p><p>9 Quanto à ideologia:</p><p>- Liberal: Prioriza a proteção dos direitos individuais e limita o poder do Estado.</p><p>- Social: Enfatiza os direitos sociais e a intervenção do Estado na economia e no bem-</p><p>estar social.</p><p>NOSSA CONSTITUIÇÃO É</p><p>- Quanto a origem: Promulgada –é após ampla deliberação política, com</p><p>participação democrática da sociedade, formada a partir de um poder constituiente</p><p>originário, ilimitado e inovador;</p><p>- Quanto à forma: Escrita – composto de um único corpo uniforme;</p><p>- Quanto a elaboração: Dogmática – porque reflete os anseios e necessidades de</p><p>diferentes grupos políticos e socioideológico;</p><p>- Quanto a mutabilidade: Rígida – pois possui um núcleo imutável (cláusulas</p><p>pétreas) que não podem ser modificadas. As demais normas só são passiveis de</p><p>alteração por processo legislativo rígido;</p><p>- Quanto a extensão: Analítica– pois é extensa, prolixa.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 23</p><p>RESUMO HISTÓRICO</p><p>CONSTITUIÇÃO OUTORGADA é aquela que parte do soberano, ou da autoridade que</p><p>governa, e é “dada” ao povo. Já a CONSTITUIÇÃO PROMULGADA ou dogmática é aquela</p><p>que resulta das assembléias populares. É também chamada pelo qualificativo de</p><p>“imposta” porque o povo, através de seus representantes, a impõe a autoridade que</p><p>governa. Tipos de constituição.</p><p>• Foram constituições promulgadas, no Brasil, a de 1891, a de 1934, a de 1946 e a</p><p>atual (de 1988).</p><p>• Foram constituições outorgadas a de 1824, a de 1937 e a de 1969</p><p>PODER CONSTITUINTE</p><p>Art. 1 Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes</p><p>eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.</p><p>Espécies: originário e derivado.</p><p>Poder Constituinte Originário - Estabelece a</p><p>Constituição de um novo Estado, organizando-se e criando</p><p>os poderes destinados a reger os interesses de uma</p><p>sociedade. Não deriva de nenhum outro, não sofre</p><p>qualquer limite e não se subordina a nenhuma condição.</p><p>Suas principais características são: ilimitado,</p><p>incondicionado, insubordinado, inicial, autônomo,</p><p>permanente, político.</p><p>Poder Constituinte Derivado (Instituído ou de</p><p>segundo grau) - aquele constituído pela Constituição e</p><p>que se destina a alterá-la, reformá-la e complementá-la.</p><p>Divide-se em Reformador, Revisor e Decorrente.</p><p>Encontra-se na própria Constituição limitações por ela</p><p>impostas seja: explícitas e implícitas.</p><p>O Poder Derivado Reformador atualiza a Constituição Federal por meio de</p><p>emendas</p><p>AULA 06</p><p>Características</p><p>inicial - não se fundamenta em</p><p>nenhum outro; é a base jurídica de</p><p>um Estado;</p><p>autônomo / ilimitado - não está</p><p>limitado pelo direito anterior, não</p><p>tendo que respeitar os limites</p><p>postos pelo direito positivo anterior;</p><p>não há nenhum condicionamento</p><p>material;</p><p>incondicionado - não está sujeito a</p><p>qualquer forma pré-fixada para</p><p>manifestação de sua vontade; não</p><p>está submisso a nenhum</p><p>procedimento de ordem formal.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 24</p><p>Quem pode iniciar um processo legislativo das</p><p>emendas constitucionais? Resposta: o Presidente da</p><p>República; um terço da Câmara ou do Senado; mais da</p><p>metade das Assembleias Legislativas, cada uma representada</p><p>por sua maioria relativa</p><p>Poder Constituinte Derivado Revisor teve o</p><p>propósito de atualizar a Constituição Federal por meio de</p><p>processo legislativo simplificado (sessão unicameral do</p><p>Congresso Nacional; quórum de maioria absoluta).</p><p>Poder Constituinte Derivado Decorrente é o que cria</p><p>a Constituição Estadual.</p><p>Limites expressos</p><p>A Constituição Federal de 1988 estabelece diversos limites para a sua própria</p><p>alteração, garantindo estabilidade e proteção a direitos fundamentais. Esses limites</p><p>podem ser classificados em quatro categorias principais: temporais, circunstanciais,</p><p>formais e materiais.</p><p>1. Limites Temporais</p><p>São restrições que impedem a alteração da Constituição durante determinado</p><p>período, assegurando a estabilidade das relações jurídicas. A Constituição de 1988</p><p>não impõe limites temporais ao Poder Constituinte Reformador. Historicamente,</p><p>apenas a Constituição do Império de 1824 previa tal limite, restringindo reformas</p><p>constitucionais a quatro anos após a promulgação.</p><p>2. Limites Circunstanciais</p><p>Referem-se a situações excepcionais que suspendem a possibilidade de emendar</p><p>a Constituição, como intervenção federal, estado de defesa ou estado de sítio.</p><p>Conforme o art. 60, §1º, da CF/88, nessas circunstâncias, não é permitida a</p><p>modificação constitucional, e quaisquer propostas de emenda em tramitação ficam</p><p>suspensas.</p><p>Características PCD</p><p>Derivado - deriva de outro poder que o instituiu, retirando sua força do poder Constituinte originário;</p><p>Subordinado - está subordinado a regras materiais; encontra limitações no texto constitucional. Ex.</p><p>cláusula pétrea</p><p>Condicionado – seu exercício deve seguir as regras previamente estabelecidas no texto da CF; é</p><p>condicionado a regras formais do procedimento legislativo.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 25</p><p>3. Limites Formais</p><p>Implicam a observância de procedimentos rigorosos para a aprovação de</p><p>emendas, assegurando a rigidez constitucional. A CF/88 estabelece:</p><p>Iniciativa: Propostas de emenda podem ser apresentadas por pelo menos um terço</p><p>dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado, pelo Presidente da República</p><p>ou por mais da metade das Assembleias Legislativas estaduais.</p><p>Deliberação: As emendas devem ser discutidas e votadas em dois turnos em cada</p><p>Casa do Congresso, necessitando de aprovação por três quintos dos votos.</p><p>Promulgação: As emendas aprovadas devem ser promulgadas pelas Mesas da</p><p>Câmara dos Deputados e do Senado Federal, sem participação do Presidente.</p><p>Sessão Legislativa: Propostas rejeitadas ou prejudicadas não podem ser</p><p>reapresentadas na mesma sessão legislativa.</p><p>4. Limites Materiais</p><p>Conhecidos como "cláusulas pétreas", são disposições que não podem ser</p><p>abolidas por emendas constitucionais. Segundo o art. 60, §4º, da CF/88, são</p><p>imutáveis:</p><p>a. Forma Federativa de Estado</p><p>b. Voto Direto, Secreto, Universal e Periódico</p><p>c. Separação</p><p>dos Poderes</p><p>d. Direitos e Garantias Individuais</p><p>Embora as cláusulas pétreas possam ser modificadas, não é permitido abolir seu</p><p>núcleo essencial. As emendas podem expandir ou restringir esses direitos, desde que</p><p>não atentem contra sua essência.</p><p>Mutação constitucional consiste nas modificações operadas na Constituição, gradualmente no</p><p>tempo, de modo informal, sem a necessidade de emendas ou revisão.</p><p>LEMBRANDO</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 26</p><p>EMENDA À CONSTITUIÇÃO</p><p>Emenda à Constituição → Art. 60 CF - A Constituição poderá ser emendada mediante</p><p>proposta:</p><p>I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado</p><p>Federal;</p><p>II - do Presidente da República;</p><p>III - de mais da metade das Assembleias Legislativas</p><p>das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma</p><p>delas, pela maioria relativa de seus membros.</p><p>• Limitações →</p><p>o Vedações circunstanciais</p><p>- na vigência de intervenção federal, de estado de defesa</p><p>ou de estado de sítio.</p><p>o Vedações Materiais - Não será objeto de deliberação a</p><p>proposta de emenda tendente a abolir: (cláusulas</p><p>pétreas)</p><p>I - a forma federativa de Estado;</p><p>II - o voto direto, secreto, universal e periódico;</p><p>III - a separação dos Poderes;</p><p>IV - os direitos e garantias individuais.</p><p>Procedimentos para a apresentação de uma Emenda à</p><p>Constituição →</p><p>• A proposta será discutida e votada em cada Casa do</p><p>Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se</p><p>aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos</p><p>dos respectivos membros.</p><p>• A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos</p><p>Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.</p><p>• A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por</p><p>prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão</p><p>legislativa.</p><p>o Sessão Legislativa</p><p>▪ Ordinária → período de 15/02 a 30/06 e 01/08 a 15/12.</p><p>▪ Extraordinária → período de 01/07 a 31/07 e 16/12 a 14/02</p><p>(recesso)</p><p>• O Presidente da República NÃO SANCIONA NEM VETA Lei de Emenda à</p><p>Constituição;</p><p>Fique Atento</p><p>Matéria constante de</p><p>proposta de emenda</p><p>rejeitada ou havida por</p><p>prejudicada não pode ser</p><p>objeto de nova proposta na</p><p>mesma sessão legislativa.</p><p>Emenda não pode abolir a</p><p>forma federativa de Estado;</p><p>o voto direto, secreto,</p><p>universal e periódico; a</p><p>separação de Poderes; os</p><p>direitos e garantias</p><p>individuais. Esses assuntos</p><p>são denominados cláusulas</p><p>pétreas.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 27</p><p>Teoria das Maiorias</p><p>As maiorias podem ser:</p><p>Simples ou Relativa: o referencial numérico para o cálculo é o número de</p><p>membros presentes, desde que haja quórum (que é o de maioria absoluta). É exigida</p><p>para as leis ordinárias.</p><p>Qualificada: o referencial numérico para o cálculo é o número de membros</p><p>da casa, estando ou não presentes desde que haja quórum para ser instalada.</p><p>maioria Absoluta: é a unidade ou o número inteiro imediatamente superior</p><p>à metade. Exigida para as leis complementares.</p><p>maioria de 3/5: exigida para as emendas constitucionais.</p><p>Câmara dos Deputados = 513 membros (MA = 257 e 3/5 = 308)</p><p>Senado Federal = 81 membros (MA = 41 e 3/5 = 49)</p><p>Em decorrências das características de ilimitado e incondicionado, a entrada em vigor</p><p>de uma nova Constituição no ordenamento jurídico brasileiro provoca a ruptura com a ordem</p><p>jurídica anterior, de maneira que, tacitamente, a Constituição pretérita fica revogada.</p><p>As leis infraconstitucionais podem ser recepcionadas ou revogadas pelo novo texto, a</p><p>depender de terem ou não compatibilidade material com a nova Constituição.</p><p>APLICABILIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS NO TEMPO</p><p>A aplicabilidade das normas constitucionais no tempo refere-se às</p><p>consequências geradas pela introdução de uma nova Constituição, especialmente</p><p>como as normas do ordenamento anterior interagem com a nova Carta Magna. Este</p><p>estudo abrange quatro principais conceitos: desconstitucionalização, recepção,</p><p>repristinação e vacatio constitutionis.</p><p>1. Desconstitucionalização</p><p>• Definição: Ocorre quando disposições da antiga Constituição que não são</p><p>reiteradas na nova perdem seu status de normas constitucionais, mas continuam</p><p>vigentes como normas infraconstitucionais, desde que não conflitem com a nova</p><p>Constituição.</p><p>• Exemplo: Se a nova Constituição não menciona o princípio da liberdade de</p><p>reunião, este permanece como norma infraconstitucional.</p><p>2. Repristinação</p><p>• Definição: Refere-se à reativação de uma norma revogada quando a norma</p><p>que a substituiu também é revogada.</p><p>• Situação no Brasil: Não é aceita pelo ordenamento jurídico brasileiro</p><p>Quando a constituição diz maioria sem adjetivar está se referindo à maioria simples. Portanto,</p><p>quando a constituição não estabelecer exceção as deliberações de cada Casa serão tomadas por</p><p>maioria simples, desde que o quórum seja de maioria absoluta.</p><p>Fique</p><p>Atento</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 28</p><p>conforme o art. 2º, §3º, da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB).</p><p>Em vez disso, uma norma anterior não volta automaticamente ao ordenamento; sua</p><p>reativação requer um novo dispositivo jurídico.</p><p>• Exceção: O Supremo Tribunal Federal (STF) pode, em casos de controle de</p><p>constitucionalidade, restabelecer a vigência de uma norma anterior ao declarar a</p><p>nulidade da norma posterior.</p><p>3. Vacatio Constitutionis</p><p>• Definição: Período entre a publicação de uma nova Constituição e sua</p><p>efetivação, durante o qual a Constituição anterior continua vigente para evitar lacunas</p><p>normativas e insegurança jurídica.</p><p>• Objetivo: Permitir que a população se familiarize com a nova Constituição e</p><p>que as estruturas normativas se adaptem adequadamente.</p><p>• Exemplo no Brasil: A Constituição de 1967/1969 teve um período de vacatio</p><p>constitutionis antes de entrar plenamente em vigor.</p><p>4. Recepção das Normas Infraconstitucionais</p><p>• Definição: Normas infraconstitucionais da Constituição anterior que são</p><p>compatíveis com a nova Constituição são "recepcionadas", ou seja, continuam vigentes</p><p>adaptadas aos novos princípios.</p><p>• Compatibilidade: Normas que não conflitam com a nova Constituição são</p><p>mantidas, enquanto as que conflitam são revogadas ou ajustadas.</p><p>Características do Poder Constituinte</p><p>• Inicial e Originário: A Constituição é a norma jurídica fundamental que</p><p>estabelece a validade do ordenamento jurídico. É inicial por ser a base lógica do sistema</p><p>jurídico e originária por não depender de outras normas para sua validade.</p><p>• Impacto de uma Nova Constituição: A nova Carta Magna altera o fundamento</p><p>de validade do ordenamento jurídico, exigindo que todas as normas</p><p>infraconstitucionais se adaptem aos novos princípios e estruturas estabelecidos.</p><p>• Terminologia Correta: Em vez de "revogação" no contexto de uma nova Constituição, utiliza-se</p><p>"não recepção" para normas que não se adequam ao novo texto constitucional.</p><p>• Importante: A Constituição de 1988 não menciona explicitamente o princípio da recepção, mas as</p><p>normas compatíveis são automaticamente aceitas no novo ordenamento.</p><p>Fique Atento</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 29</p><p>RETROATIVIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS</p><p>Na legislação brasileira, em regra, as leis dispõem para o futuro, ou seja, não</p><p>retroagem para afetar atos anteriores. Isso se fundamenta no princípio "tempus regit</p><p>actum", o que significa que os atos e efeitos passados são regulados pela legislação</p><p>vigente à época em que ocorreram. No entanto, há exceções em que uma nova lei pode</p><p>retroagir, atingindo atos anteriores ou seus efeitos, variando a intensidade da</p><p>retroatividade:</p><p>Retroatividade máxima: a nova lei alcança os atos passados, mesmo os já</p><p>consumados, como direito adquirido, ato jurídico perfeito ou coisa julgada.</p><p>Retroatividade média: a nova lei não atinge os atos anteriores, mas afeta seus</p><p>efeitos ainda não ocorridos.</p><p>Retroatividade mínima: a nova lei afeta apenas os efeitos futuros dos atos</p><p>passados, sem alcançar os atos</p><p>ou efeitos pendentes.</p><p>No Brasil, a retroatividade máxima é vedada pela Constituição (art. 5º, XXXVI),</p><p>que protege o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. No entanto, há</p><p>exceções, como a retroatividade permitida para leis penais mais benéficas (art. 5º, XL).</p><p>No que diz respeito às normas constitucionais originárias, a regra é que elas</p><p>tenham retroatividade mínima, ou seja, aplicam-se aos efeitos futuros dos atos</p><p>passados. Em casos excepcionais, podem ter retroatividade média ou máxima, se isso</p><p>estiver expressamente previsto no texto constitucional.</p><p>Por outro lado, as normas constitucionais estaduais não podem retroagir de</p><p>forma alguma, sendo limitadas pela vedação do art. 5º, XXXVI, da Constituição, o que</p><p>impede qualquer tipo de retroatividade.</p><p>HERMENÊUTICA</p><p>A hermenêutica jurídica pode ser definida como o sistema próprio do direito que</p><p>estuda a interpretação, a aplicação, a integração e a construção jurídicas.</p><p>A hermenêutica constitucional é um processo aberto e admite a participação de</p><p>todos quantos estão sujeitos à jurisdição constitucional</p><p>MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO</p><p>Método Jurídico ou Hermenêutico Clássico: Este método trata a Constituição</p><p>como uma lei, aplicando métodos tradicionais de interpretação, como o elemento:</p><p>Genético (origem dos conceitos);</p><p>Gramatical (análise textual);</p><p>Lógico (harmonia das normas);</p><p>Sistemático (análise do todo);</p><p>Histórico (contexto cultural e psicológico)</p><p>Teleológico (finalidade da norma);</p><p>Popular (participação da massa); e</p><p>Evolutivo (mutação constitucional).</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 30</p><p>Efeitos da Interpretação Jurídica Clássica</p><p>A interpretação extensiva acontece quando a lei diz menos do que realmente</p><p>pretendia, e o intérprete precisa ampliar o sentido do texto para abarcar o que deveria</p><p>estar expresso.</p><p>Já a interpretação restritiva ocorre quando a lei diz mais do que deveria, e o</p><p>intérprete precisa limitar o alcance do texto para que ele reflita a real intenção do</p><p>legislador.</p><p>Por fim, a interpretação declaratória se dá quando o que está no texto da lei</p><p>corresponde exatamente à intenção legislativa, cabendo ao intérprete apenas</p><p>reconhecer e declarar o que já está claramente previsto, sem expandir ou reduzir seu</p><p>sentido.</p><p>Métodos da Interpretação Constitucional</p><p>Método Tópico-Problemático: Parte de problemas concretos para interpretar a</p><p>norma, focando na solução prática e considerando a Constituição como um sistema</p><p>aberto de regras e princípios.</p><p>Método Hermenêutico-Concretizador: Parte da Constituição para o problema,</p><p>utilizando pressupostos subjetivos (pré-compreensões do intérprete) e objetivos</p><p>(mediação entre norma e realidade social), com o "círculo hermenêutico" para entender</p><p>a norma.</p><p>Método Científico-Espiritual: Considera a realidade social e os valores</p><p>subjacentes ao texto constitucional, vendo a Constituição como dinâmica e renovável,</p><p>acompanhando as mudanças da sociedade.</p><p>Método Normativo-Estruturante: Distingue entre norma jurídica e texto</p><p>normativo, reconhecendo que o teor literal é apenas uma parte da interpretação, que</p><p>deve considerar a concretização da norma na realidade social.</p><p>Método da Comparação Constitucional: Interpreta os institutos constitucionais</p><p>comparando diferentes ordenamentos, estabelecendo uma comunicação entre várias</p><p>Constituições e adicionando a comparação constitucional como um quinto método de</p><p>interpretação</p><p>Aplicação das normas constitucionais</p><p>Na aplicação constitucional, devemos sempre considerar os princípios da força</p><p>normativa da Constituição, da supremacia das normas constitucionais e da unidade</p><p>da Constituição.</p><p>Além disso, é fundamental entender a diferença entre regras e princípios</p><p>constitucionais, especialmente no que diz respeito à sua aplicação. Vejamos:</p><p>• Ronald Dworkin: As regras jurídicas operam de forma "tudo ou nada". Isso</p><p>significa que, se uma regra for válida e o caso concreto se encaixar em sua</p><p>previsão, a regra deve ser aplicada diretamente, seguindo o processo de</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 31</p><p>subsunção. Já os princípios jurídicos guiam o juiz em direção à solução correta,</p><p>que é aquela que melhor atenda à justiça e à equidade.</p><p>• Robert Alexy: As regras são determinações claras e objetivas. Elas estabelecem</p><p>condições fático-jurídicas que precisam ser cumpridas nos exatos termos que</p><p>estipulam. Já os princípios são mandamentos de otimização. Eles determinam</p><p>que algo deve ser realizado da melhor maneira possível, levando em conta as</p><p>circunstâncias fáticas e jurídicas.</p><p>TEMAS AVANÇADOS EM HERMENÊUTICA E JURISDIÇÃO</p><p>CONSTITUCIONAL</p><p>Interpretação conforme a Constituição: é uma técnica hermenêutica que</p><p>orienta o intérprete, diante de várias interpretações possíveis de uma norma</p><p>infraconstitucional, a escolher aquela que seja compatível com a Constituição. Dessa</p><p>forma, as interpretações que sejam contrárias ao texto constitucional devem ser</p><p>excluídas. Essa técnica pode ou não implicar a redução do texto da norma, desde que se</p><p>mantenha fiel aos princípios constitucionais.</p><p>Declaração de inconstitucionalidade parcial sem redução de texto: ocorre</p><p>quando o tribunal declara inconstitucional uma aplicação específica de uma norma, mas</p><p>sem alterar ou suprimir o texto legal, preservando a sua redação original.</p><p>Declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade: Quando o tribunal</p><p>reconhece a inconstitucionalidade de uma norma, mas decide não anular seus efeitos</p><p>imediatos, permitindo que continue em vigor temporariamente para evitar maiores</p><p>prejuízos.</p><p>Declaração de constitucionalidade de lei “ainda” constitucional:</p><p>Reconhecimento de que uma lei, embora constitucional no momento da decisão, pode</p><p>vir a se tornar inconstitucional devido a mudanças nas circunstâncias ou no</p><p>entendimento jurídico.</p><p>Sentenças Intermediárias: Decisões judiciais que visam ajustar a interpretação</p><p>ou a aplicação de uma norma para torná-la compatível com a Constituição, sem declará-</p><p>la totalmente inconstitucional ou constitucional.</p><p>Estado de Coisas Inconstitucional: Situação em que há uma violação massiva e</p><p>contínua de direitos fundamentais, causada por falhas estruturais do poder público,</p><p>exigindo uma resposta ampla e coordenada para superar essa inconstitucionalidade.</p><p>PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL</p><p>A interpretação das normas constitucionais deve ser feita de acordo com os</p><p>seguintes princípios:</p><p>Princípio da Unidade da Constituição: A Constituição deve ser interpretada</p><p>como um todo, evitando contradições entre suas normas. Não há hierarquia entre</p><p>normas constitucionais originárias, que devem ser harmonizadas em casos de conflito</p><p>aparente.</p><p>Princípio do Efeito Integrador: Decisões constitucionais devem favorecer a</p><p>integração política e social, priorizando soluções que promovam a unidade e evitem a</p><p>desordem.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 32</p><p>Princípio da Máxima Efetividade: Normas constitucionais devem ser</p><p>interpretadas para alcançar a máxima efetividade social, especialmente no que tange</p><p>aos direitos fundamentais.</p><p>Princípio da Justeza ou da Conformidade Funcional: O intérprete da</p><p>Constituição deve respeitar a separação de poderes e as funções atribuídas pela</p><p>Constituição, mantendo-se dentro desses limites.</p><p>Princípio da Concordância Prática ou Harmonização: Bens jurídicos</p><p>constitucionalizados devem coexistir de forma harmoniosa, encontrando limites que</p><p>permitam sua coexistência sem hierarquização, visando uma efetividade equilibrada.</p><p>Princípio da Força Normativa: Interpretações devem buscar a máxima</p><p>efetividade das normas constitucionais, garantindo a eficácia e permanência da lei</p><p>fundamental.</p><p>Princípio da Interpretação Conforme a Constituição: Em casos de normas</p><p>ambíguas, deve-se preferir a interpretação mais alinhada com a Constituição, evitando</p><p>interpretações contrárias e garantindo a conservação de normas.</p><p>Princípio da Proporcionalidade ou Razoabilidade: Este princípio avalia se uma</p><p>medida é necessária,</p><p>adequada e proporcional, buscando sempre a máxima efetividade</p><p>com a mínima restrição aos direitos e valores constitucionais.</p><p>Devem ser preenchidos três elementos:</p><p>- necessidade (ou exigibilidade):a adoção da medida que possa restringir</p><p>direitos só se legitima se for indispensável para o caso concreto e se não for possível a</p><p>sua substituição por uma medida menos gravosa;</p><p>- adequação: também chamado de pertinência ou idoneidade, quer significar</p><p>que o meio escolhido deve ser hábil a atingir o objetivo desejado;</p><p>- proporcionalidadeem sentido estrito:sendo a medida necessária e adequada,</p><p>deve-se investigar se o ato praticado, em termos de realização do objetivo pretendido,</p><p>supera a restrição a outros valores constitucionalizados. Ponderação de ônus e bônus.</p><p>CUIDADO! Não há necessidade de se adotar um método específico,apenas um</p><p>ou mais de um. Também não há hierarquia entre eles.</p><p>LIMITES DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL</p><p>Os limites da interpretação constitucional envolvem a necessidade de respeitar</p><p>a letra da Constituição, os princípios fundamentais do direito, a intenção dos</p><p>constituintes e a jurisprudência estabelecida, evitando interpretações arbitrárias ou que</p><p>distorçam o significado original do texto constitucional.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 33</p><p>Sentença Interpretativa de Rechaço e Aceitação</p><p>• Rechaço: A Corte Constitucional adota a interpretação que se alinha à</p><p>Constituição, desconsiderando interpretações contrárias.</p><p>• Aceitação: Anula interpretações das instâncias inferiores que violam a</p><p>Constituição, mantendo o dispositivo válido apenas com a interpretação correta.</p><p>Decisões Manipulativas:</p><p>• Aditivas: A Corte declara inconstitucionalidades e adiciona normas ao</p><p>ordenamento jurídico para corrigir omissões ou desigualdades. Exemplos incluem</p><p>decisões sobre o direito ao aborto em casos de anencefalia e o direito de greve dos</p><p>servidores públicos.</p><p>• Substitutivas: A Corte substitui normas inconstitucionais por novas regras.</p><p>Exemplo: alteração da taxa de juros na desapropriação.</p><p>Lacuna Constitucional e Pensamento Jurídico do Possível</p><p>• A Corte pode adotar soluções práticas quando surgem lacunas na Constituição,</p><p>usando o "pensamento jurídico do possível" para equilibrar princípios constitucionais e</p><p>resolver problemas concretos.</p><p>Críticas ao "Pamprincipiologismo":</p><p>• Críticas são feitas à aplicação excessiva de princípios e à predominância do</p><p>Judiciário, o que pode levar a uma forma de "Supremocracia".</p><p>Mutações constitucionais</p><p>Mutação constitucional consiste nas modificações operadas na Constituição,</p><p>gradualmente no tempo, de modo informal, sem a necessidade de emendas ou</p><p>revisão, ou seja, sem atuação do Poder Reformador, mediante procedimentos</p><p>jurídicos. Definição de De Moura Agra, Walber. Curso de Direito Constitucional</p><p>(Portuguese Edition) (p. 70). Edição do Kindle.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS</p><p>Conforme José Afonso da Silva, as normas constitucionais classificam-se,</p><p>conforme a eficácia, em:</p><p>1) Normas de Eficácia Plena: é aquela que produz desde logo todos os seus</p><p>efeitos jurídicos e não comporta a possibilidade de restrição em nível legal. São</p><p>normas imediata, direta e integral. Ex. (arts. 21, 22, 23, 24 e art. 37, XVI, da CF);</p><p>2) Normas de Eficácia Contida: é aquela que produz desde logo todos os seus</p><p>efeitos jurídicos, mas admite algum condicionamento no âmbito legal. São normas</p><p>Imediata, Direta e Possivelmente não integral. Ex. Art. 5º, XIII e art 37, I da CF</p><p>3) Normas de Eficácia Limitada: é aquela que não produz desde logo todos os</p><p>seus efeitos e precisa ser completada pelo legislador ordinário. São normas Mediata,</p><p>Indireta e Dependente de regulamentação. Ex. (arts. 87 e 88 da CF).</p><p>As normas constitucionais de eficácia limitada são subdivididas em normas de</p><p>princípio institutivo e normas de princípio programático.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 34</p><p>São normas constitucionais de Eficácia Limitada e princípio institutivo</p><p>aquelas por meio das quais o legislador constituinte traça esquemas gerais de</p><p>estruturação e atribuições de órgãos, entidades ou institutos, para que o legislador</p><p>ordinário os estruture em definitivo, mediante lei. Ex. art. 90, §2º e art. 33 da CF.</p><p>São normas de princípio Eficácia Limitada e programático aquelas que</p><p>implementam política de governo a ser seguida pelo legislador ordinário, ou seja,</p><p>traçam diretrizes e fins colimados pelo Estado na consecução dos fins sociais.</p><p>Exemplo de norma programática é o imposto sobre grandes fortunas, que</p><p>apenas entrará no ordenamento jurídico quando uma lei complementar determinar</p><p>sua hipótese de incidência, alíquota, sujeito passivo etc. Esse tipo de norma funciona</p><p>como norma de eficácia diferida, ficando sua aplicabilidade condicionada à entrada</p><p>em vigor de outra norma.</p><p>Existe ainda doutrinadores que trazem:</p><p>Normas constitucionais de eficácia absoluta - São aquelas que, além de</p><p>possuírem eficácia imediata, sem dependerem de regulamentação para a produção</p><p>dos seus efeitos, fazem parte das cláusulas pétreas, do “núcleo imutável da</p><p>Constituição”, como a forma de Estado federativa; o voto livre, secreto, universal e</p><p>periódico; a separação de poderes; os direitos e garantias individuais (art. 60, § 4o, I</p><p>a IV, da CF).</p><p>É importante lembrar que texto e norma são coisas distintas: texto é o que está</p><p>escrito; norma é o que se retira do texto (interpretação). Assim, a mutação é justamente</p><p>a alteração da norma (da interpretação), sem alteração do texto.</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 35</p><p>HISTÓRICO DAS CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS</p><p>Origens: O Brasil já teve 7 constituições, incluindo a atual de 1988.</p><p>CF 1824 - Autocrática: Liberal – Governo Monárquico: vitalício e hereditário</p><p>Estado Unitário: províncias sem autonomia; 4 poderes: Legislativo, Executivo,</p><p>Judiciário e Moderador (Soberano);</p><p>O controle de constitucionalidade era feito pelo próprio Legislativo; União da</p><p>Igreja com o Estado, sob o catolicismo. “à Constituição da Mandioca”.</p><p>➢ Constituição outorgada.</p><p>➢ Forma de Estado: Unitário.</p><p>➢ Forma de Governo: Monarquia Constitucional hereditária.</p><p>➢ Regime de Governo: autocrático.</p><p>➢ Organização de Poderes: quatro Poderes, pois foi instituído o Moderador.</p><p>➢ Direitos políticos: voto censitário, capacitário e proibido para mulheres.</p><p>➢ Religião oficial: Católica.</p><p>➢ Não havia liberdade de crença.</p><p>➢ Constituição semirrígida.</p><p>CF 1891 - Democrática: Liberal - Governo Republicano - Presidencialista</p><p>Federalista: autonomia de Estados e Municípios. Introduziu o controle de</p><p>constitucionalidade pela via difusa, inspirado no sistema jurisprudencial americano.</p><p>Separou o Estado da Igreja.</p><p>➢Constituição promulgada, inspirada na Constituição dos Estados Unidos. Liberal.</p><p>➢ Forma de Estado: Federativa.</p><p>Forma de Governo: República.</p><p>➢ Regime de Governo: democrático.</p><p>➢ Sistema de Governo: Presidencialista</p><p>➢ Organização de Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.</p><p>➢ Direitos políticos: fim do voto censitário. Voto proibido para analfabetos, mulheres,</p><p>mendigos, soldados e religiosos sujeitos à obediência eclesiástica. Voto aberto.</p><p>➢ Primeira a assegurar o habeas corpus.</p><p>➢ Controle de constitucionalidade: admitido o controle difuso com efeito inter partes.</p><p>➢ Elenca direitos fundamentais de 1ª geração</p><p>CONSTITUIÇÃO DE 1824 (BRASIL IMPÉRIO)</p><p>CONSTITUIÇÃO DE 1824 (BRASIL IMPÉRIO)</p><p>PROF. MARVYSON DARLEY 36</p><p>CF 1934 - Democrática: Liberal-Social - Governo Republicano – Presidencialista</p><p>Federalista: autonomia moderada. Manteve o controle de</p><p>constitucionalidade difuso e introduziu a representação interventiva.</p><p>➢Constituição promulgada, inspirada na Constituição Alemã de Weimar. Estado Social.</p><p>➢ Poder Legislativo bicameral, mas com mitigação das atividades do Senado. Havia</p><p>deputados eleitos pelo sistema proporcional e deputados classistas.</p><p>➢ O voto passou a ser secreto.</p>

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