As eleições representam o momento máximo da participação cidadã no Estado Democrático, traduzindo a soberania popular em mandatos eletivos e, consequentemente, na formação dos governos e parlamentos. No Brasil, a complexidade desse processo exige um arcabouço jurídico robusto, que é o objeto do Direito Eleitoral, um microssistema com fontes e princípios próprios, mas profundamente interligado ao Direito Político e Constitucional. A Constituição estabelece a base do sistema, definindo direitos políticos, organização do poder e os tipos de eleição. Contudo, a dinâmica das campanhas modernas, especialmente no que tange ao seu financiamento, apresenta desafios contínuos para a garantia da igualdade e da legitimidade do pleito. O dinheiro, público ou privado, que circula nas campanhas, precisa ser rigorosamente controlado e orientado por princípios democráticos, sob pena de distorcer a vontade popular e favorecer determinados grupos em detrimento de outros. A Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral atuam incessantemente para fiscalizar essa área, aplicando as leis e regulamentos que buscam equilibrar a disputa. Nesse cenário de fiscalização e busca por maior igualdade, normas que regulamentam o uso dos recursos