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<p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 1</p><p>PARTE INTRODUTÓRIA DE CONSTITUCIONAL –</p><p>DOUTRINA BÁSICA</p><p>CONCEITO</p><p>CONSTITUIÇÃO é a</p><p>• Lei fundamental e suprema de um Estado;</p><p>• É criada, em regra, pela vontade soberana do povo;</p><p>• A Constituição tem que regular, no mínimo</p><p>✓ organização político-jurídica do Estado, dispondo sobre a sua forma, os órgãos</p><p>que o integram e as competências destes e, finalmente,</p><p>✓ a aquisição e o exercício do poder</p><p>✓ estabelecer as limitações ao poder do Estado</p><p>✓ enumerar os direitos e garantias fundamentais.</p><p>Para José Afonso da Silva “as Constituições têm por objeto</p><p>✓ estabelecer a estrutura do Estado,</p><p>✓ a organização de seus órgãos,</p><p>✓ o modo e aquisição do poder</p><p>✓ e a forma de seu exercício,</p><p>✓ limites de sua atuação,</p><p>✓ assegurar os direitos e garantias dos indivíduos,</p><p>✓ fixar o regime político</p><p>✓ e disciplinar os fins socioeconômicos do Estado,</p><p>✓ bem como os fundamentos dos direitos econômicos, sociais e culturais”.</p><p>✓ (Curso de direito constitucional positivo. 43ª edição. São Paulo: Malheiros, 2020,</p><p>pág. 45 ).</p><p>(CESPE – 2021 – PF – Certo) A cerca dos sentidos e das concepções de constituição e da posição clássica</p><p>e majoritária da doutrina constitucionalista, julgue o item que se segue. Quanto ao objeto das</p><p>constituições, são exemplos tradicionais o estabelecimento do modo de aquisição do poder e a forma de</p><p>seu exercício.</p><p>(UFPR – 2021 – Certo) O conceito moderno de Constituição pressupõe uma norma jurídico-política que</p><p>prevê direitos fundamentais e que organiza os poderes políticos.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 2</p><p>SENTIDOS DA CONSTITUIÇÃO</p><p>Autor Observações</p><p>S</p><p>O</p><p>C</p><p>IO</p><p>L</p><p>Ó</p><p>G</p><p>IC</p><p>O</p><p>Ferdinand</p><p>Lassalle</p><p>• Constituição é um fato social, e não uma norma jurídica.</p><p>• Constituição real e efetiva de um Estado consiste na soma dos fatores reais de</p><p>poder que vigoram na sociedade.</p><p>• Reflexo das relações de poder que existem no âmbito do Estado.</p><p>• É o embate das forças econômicas, sociais, políticas e religiosas que forma a</p><p>Constituição real (efetiva) do Estado.</p><p>• Constituição real: soma dos fatores reais de poder</p><p>• Constituição escrita: mera folha de papel (deve refletir os fatores reais)</p><p>• Conflito entre Constituição real e escrita, prevalece a real.</p><p>• Critério material. Todo Estado sempre teve e sempre terá uma Constituição, por</p><p>mais que não tenha nada escrito.</p><p>✓ Sociológico - Ferdinand Lassalle</p><p>✓ Soma dos fatores reais do poder</p><p>✓ Constituição real / Constituição escrita</p><p>✓ Todo Estado sempre teve e sempre terá uma Constituição</p><p>P</p><p>O</p><p>L</p><p>ÍT</p><p>IC</p><p>O</p><p>Carl Schmitt</p><p>(A teoria da</p><p>Constituição -</p><p>1920)</p><p>• Constituição seria fruto da vontade do povo, titular do poder constituinte.</p><p>• Teoria decisionista ou voluntarista.</p><p>• Constituição é uma decisão política fundamental que visa estruturar e organizar</p><p>os elementos essenciais do Estado. Não importa se a Constituição corresponde</p><p>ou não aos fatores reais de poder na sociedade; o que interessa é que a</p><p>Constituição é um produto da vontade do titular do Poder Constituinte.</p><p>Logo, a validade constitucional não se apoia na justiça de suas normas, mas na</p><p>decisão política que lhe dá existência.</p><p>• Constituição: matérias de grande relevância jurídica (decisões políticas</p><p>fundamentais). NORMAS MATERIALMENTE CONSTITUCIONAIS.</p><p>• Leis constitucionais: normas que fazem parte formalmente do texto</p><p>constitucional, mas que tratam de assuntos de menor importância. NORMAS</p><p>FORMALMENTE CONSTITUCIONAIS.</p><p>• Sob a ótica da constituição política, um Estado pode ter uma constituição</p><p>material sem que tenha uma constituição escrita que descreva a sua organização</p><p>de poder. (CESPE – 2021 – PF – Correto).</p><p>✓ Político – Carl Schimitt</p><p>✓ Produto da vontade do titular do Poder Constituinte (teoria decisionista ou</p><p>voluntarista)</p><p>✓ Constituição- normas materialmente constitucionais</p><p>✓ Leis constitucionais - normas formalmente constitucionais</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 3</p><p>J</p><p>U</p><p>R</p><p>ÍD</p><p>IC</p><p>O</p><p>Hans</p><p>Kelsen</p><p>Teoria Pura do</p><p>Direito.</p><p>• Constituição é entendida como norma jurídica pura, sem qualquer</p><p>consideração de cunho sociológico, político ou filosófico, portanto, não retira o</p><p>seu fundamento de validade dos fatores reais de poder.</p><p>• Norma superior e fundamental do Estado, que</p><p>✓ organiza e estrutura o poder político,</p><p>✓ limita a atuação estatal e</p><p>✓ estabelece direitos e garantias individuais.</p><p>• Existe um escalonamento hierárquico das normas (pirâmide de Kelsen).</p><p>✓ Jurídico – Hans Kelsen</p><p>✓ Norma jurídica pura</p><p>✓ Sentido lógico-jurídico - norma fundamental hipotética (hierarquia das normas)</p><p>✓ Sentido jurídico-positivo – norma positiva suprema</p><p>C</p><p>U</p><p>L</p><p>T</p><p>U</p><p>R</p><p>A</p><p>L</p><p>Meirelles</p><p>Teixeira.</p><p>• Os seres são classificados em quatro categorias –</p><p>✓ Reais: seres pertencem a natureza.</p><p>✓ Ideais: seres não são relação, quantidade, figura matemática ou</p><p>essência. Seres ideais são imutáveis, existem fora do tempo e do</p><p>espaço.</p><p>✓ Valores: Direito tenta concretizar um valor, não se confundindo com</p><p>ele.</p><p>✓ Objetos culturais – o Direito pertence a esta última.</p><p>• O Direito é produto da atividade humana, cultura.</p><p>• CONSTITUIÇÃOTOTAL, que é condicionada pela cultura do povo e</p><p>também atua como condicionante dessa mesma cultura.</p><p>• Combinação de todas as concepções anteriores – sociológica, política e</p><p>jurídica.</p><p>✓ Cultural – Meirelles Teixeira</p><p>✓ Direito é produto da cultura.</p><p>✓ Constituição total</p><p>✓ Soma das concepções (sociológica, política e jurídica.)</p><p>FONTE: Direito constitucional esquematizado* / Pedro Lenza. - 21 ed. - São Paulo. Saraiva, 2017.</p><p>SOCIOLÓGICO POLÍTICO JURÍDICO CULTURAL</p><p>Sociológico - Lassale Político - CS Jurídico - JK Cultural - MT</p><p>✓ Ferdinand Lassalle</p><p>✓ Soma dos fatores</p><p>reais do poder</p><p>✓ Constituição real /</p><p>Constituição escrita</p><p>✓ Todo Estado sempre</p><p>teve e sempre terá</p><p>uma Constituição</p><p>✓ Carl Schimitt</p><p>✓ Produto da vontade</p><p>do titular do Poder</p><p>Constituinte (teoria</p><p>decisionista ou</p><p>voluntarista)</p><p>✓ Constituição -</p><p>normas materialmente</p><p>constitucionais</p><p>✓ Leis constitucionais -</p><p>normas formalmente</p><p>constitucionais</p><p>✓ Jurídico – Hans</p><p>Kelsen</p><p>✓ Norma jurídica pura</p><p>✓ Pirâmide de Kelsen</p><p>✓ Sentido lógico-</p><p>jurídico - norma</p><p>fundamental</p><p>hipotética</p><p>(hierarquia das</p><p>normas)</p><p>✓ Sentido jurídico-</p><p>positivo – norma</p><p>positiva suprema</p><p>✓ Meirelles Teixeira</p><p>✓ Direito é produto da</p><p>cultura.</p><p>✓ Constituição total</p><p>✓ Soma das</p><p>concepções</p><p>✓ (sociológica, política</p><p>e jurídica.)</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 4</p><p>SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO E PIRÂMIDE DE KELSEN</p><p>CONSIDERAÇÕES:</p><p>✓ Não existe hierarquia entre normas constitucionais originárias.</p><p>✓ Não existe hierarquia entre normas constitucionais originárias e normas constitucionais</p><p>derivadas, mas as originárias não podem ser objeto de controle de constitucionalidade,</p><p>enquanto que as derivadas (emendas) podem.</p><p>✓ Não adotamos a Tese de Bachof: cláusulas pétreas seriam superiores às demais normas</p><p>constitucionais.</p><p>ATENÇÃO: os tratados internacionais podem ingressar no ordenamento jurídico de 03 formas:</p><p>✓ Bloco de constitucionalidade→ Art. 5º, § 3º</p><p>✓ Supralegalidade→ direitos humanos</p><p>✓ Legalidade→ demais tratados serão equivalentes às leis ordinárias ou complementares.</p><p>Art. 5º, § 3º Os tratados e</p><p>convenções internacionais sobre</p><p>direitos humanos que forem</p><p>aprovados, em cada Casa do</p><p>Congresso Nacional, em 2 turnos,</p><p>por 3/5 dos votos dos respectivos</p><p>membros, serão equivalentes às</p><p>emendas constitucionais.</p><p>Os demais tratados</p><p>internacionais são</p><p>equivalentes às leis</p><p>ordinárias</p><p>de interpretação normativo-estruturante, é possível afirmar que reconhece a</p><p>inexistência de identidade entre a norma jurídica e o texto normativo, pois o teor literal normativo, considerado pelo</p><p>intérprete, deve ser analisado à luz da concretização da norma em sua realidade social.</p><p>(Quadrix – 2020 – Certo) O método normativo‐estruturante parte da dissociação entre texto e norma, cabendo ao</p><p>intérprete identificar o conteúdo desta última, percebendo o texto, porém somente como um dos subsídios para tanto.</p><p>(IBFC – 2020 – Certo) Segundo o método normativo-estruturante, a norma jurídica não se confunde com o texto</p><p>normativo, sendo que o teor literal da norma deve ser interpretado à luz da concretização da norma em sua realidade</p><p>social.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 33</p><p>PRINCÍPIOS</p><p>DE INTERPRETAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO</p><p>Princípio da</p><p>unidade da</p><p>constituição</p><p>Princípio do</p><p>efeito integrador</p><p>Princípio da</p><p>concordância</p><p>prática (ou</p><p>harmonização)</p><p>Princípio da</p><p>força normativa</p><p>Princípio da</p><p>máxima</p><p>efetividade</p><p>(interpretação,</p><p>efetiva ou</p><p>eficiência)</p><p>Princípio da</p><p>conformidade</p><p>funcional</p><p>(exatidão</p><p>funcional,</p><p>correção funcional</p><p>ou</p><p>'Justeza")</p><p>As normas</p><p>constitucionais</p><p>devem ser</p><p>consideradas</p><p>como preceitos</p><p>integrados em um</p><p>sistema</p><p>interno unitário</p><p>de princípios e</p><p>regras.</p><p>A constituição,</p><p>como elemento</p><p>do processo de</p><p>integração</p><p>comunitária, tem</p><p>por</p><p>escopo a</p><p>produção e</p><p>conservação da</p><p>unidade política.</p><p>Por essa razão,</p><p>nas resoluções</p><p>de problemas</p><p>jurídico-</p><p>constitucionais</p><p>deve ser dada</p><p>primazia aos</p><p>critérios que</p><p>favoreçam</p><p>a integração</p><p>política e social</p><p>produzindo um</p><p>efeito criador e</p><p>conservador da</p><p>unidade.</p><p>Impõe ao</p><p>intérprete, nos</p><p>casos de colisão</p><p>entre dois ou mais</p><p>direitos</p><p>constitucionalmente</p><p>consagrados, o</p><p>dever de coordenar</p><p>e</p><p>combinar os bens</p><p>jurídicos em</p><p>conflito, realizando</p><p>a redução</p><p>proporcional do</p><p>âmbito</p><p>de alcance de cada</p><p>um deles.</p><p>Na resolução de</p><p>problemas</p><p>jurídico-</p><p>constitucionais</p><p>deve</p><p>ser dada</p><p>preferência às</p><p>soluções mais</p><p>apropriadas a</p><p>fomentar a</p><p>otimização de</p><p>suas</p><p>normas, tornando-</p><p>as mais eficazes.</p><p>Costuma ser</p><p>invocado no</p><p>âmbito</p><p>dos direitos</p><p>fundamentais, a</p><p>fim de que seja</p><p>atribuído aos seus</p><p>dispositi'1os o</p><p>sentido capaz de</p><p>conferir a maior</p><p>efetividade</p><p>possível, visando</p><p>à realização</p><p>concreta</p><p>de sua função</p><p>social.</p><p>Orienta os órgãos</p><p>encarregados de</p><p>interpretar</p><p>a constituição a</p><p>agirem dentro de</p><p>seus respectivos</p><p>limites funcionais,</p><p>evitando</p><p>decisões capazes de</p><p>subverter ou</p><p>perturbar o</p><p>esquema</p><p>organizatório-</p><p>funcional</p><p>constitucionalmente</p><p>estabelecido</p><p>Fonte: Curso de direito constitucional/ Marcelo Novelino. - 11. ed. rev., ampl. e atual. - Salvador: Ed. JusPodivm.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 34</p><p>PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO –</p><p>Questões de concurso consideradas corretas</p><p>Princípio da unidade da constituição</p><p>(CESPE – 2013) De acordo com o princípio da unidade da Constituição, a interpretação constitucional deve ser</p><p>realizada de forma a evitar contradição entre suas normas.</p><p>(CESGRANRIO - 2010) Impõe ao intérprete o dever de harmonização das tensões e contradições existentes, in</p><p>abstrato, entre as normas de uma Constituição.</p><p>(IBFC – 2020) A Constituição deve ser sempre interpretada em sua globalidade, como um todo, e, assim, as aparentes</p><p>antinomias deverão ser afastadas. As normas deverão ser vistas como preceitos integrados em um sistema unitário de</p><p>regras e princípios. Este princípio de interpretação constitucional é denominado "Princípio da Unidade da</p><p>Constituição".</p><p>(VUNESP – 2012) A unidade da Constituição “(...) é uma especificação da interpretação sistemática, impondo ao</p><p>intérprete o dever de harmonizar as tensões e contradições entre normas jurídicas.”</p><p>Princípio do efeito integrador</p><p>(CESPE – 2013) Em sede de interpretação das normas constitucionais, o princípio do efeito integrador é muitas vezes</p><p>associado ao princípio da unidade da constituição, já que, conforme aquele, na resolução dos problemas jurídico-</p><p>constitucionais, deve-se dar primazia aos critérios favorecedores da integração política e social, o que reforça a</p><p>unidade política.</p><p>(CESPE – 2008) O desafio de realizar a Constituição na prática exige que o intérprete e aplicador priorize os critérios</p><p>ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e o reforço da unidade política, visto que essas são</p><p>algumas das finalidades primordiais da Constituição. É o que se denomina de princípio do efeito integrador.</p><p>(Vunesp – 2009) Princípio de interpretação constitucional que desenvolve um raciocínio eminentemente crítico e global</p><p>da constituição, para dela extrair a verdadeira finalidade de suas normas. Prioriza a integração política e social do</p><p>Estado, reforçando, assim, sua unidade política. O texto se refere à interpretação constitucional pelo princípio da</p><p>eficácia integradora ou do efeito integrador.</p><p>(FCC – 2013) O princípio da eficácia integradora orienta o aplicador da Constituição no sentido de dar preferência</p><p>àqueles critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração social e a unidade política.</p><p>Princípio da concordância prática (ou harmonização)</p><p>(FCC – 2017) O princípio da concordância prática objetiva, diante da hipótese de colisão entre direitos fundamentais,</p><p>impedir o sacrifício total de um em relação ao outro, estabelecendo limites à restrição imposta ao direito fundamental</p><p>subjugado, por meio, por exemplo, da proteção do núcleo essencial.</p><p>(PGE – MS – 2019) O princípio da “concordância prática” postula que os bens jurídicos protegidos constitucionalmente</p><p>necessitam de ordenação para que em caso de colisões entre eles nenhum deles seja sacrificado.</p><p>(CESPE – 2018) A colisão entre dois ou mais direitos fundamentais resolve-se com a aplicação preponderante do</p><p>princípio da concordância prática.</p><p>(VUNESP – 2011) Dentro da hermenêutica constitucional, o princípio de interpretação constitucional que exige a</p><p>coordenação e combinação dos bens jurídicos em conflito de forma a evitar o sacrifício total de uns em relação aos</p><p>outros denomina-se princípio da concordância prática.</p><p>Princípio da força normativa</p><p>(FCC – 2011) No tocante à interpretação das normas constitucionais, o Princípio da Força Normativa da Constituição</p><p>determina que entre as interpretações possíveis, deve ser adotada aquela que garanta maior eficácia, aplicabilidade e</p><p>permanência das normas constitucionais.</p><p>(CESPE – 2008) Para Konrad Hesse, as normas jurídicas e a realidade devem ser consideradas em seu condicionamento</p><p>recíproco. A norma constitucional não tem existência autônoma em face da realidade, e a constituição não configura</p><p>apenas a expressão de um ser, mas também de um dever ser. Assim, para ser aplicável, a constituição deve ser conexa à</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 35</p><p>realidade jurídica, social, política; no entanto, ela não é apenas determinada pela realidade social, mas também</p><p>determinante desta. É correto afirmar que o texto acima aborda o princípio da força normativa da constituição.</p><p>(VUNESP – 2016) No estudo da Hermenêutica Constitucional se destaca a importância do constitucionalismo</p><p>contemporâneo de uma Constituição concreta e historicamente situada com a função de conjunto de valores</p><p>fundamentais da sociedade e fronteira entre antagonismos jurídicos-políticos. A Constituição não está desvinculada da</p><p>realidade histórica concreta do seu tempo. Todavia, ela não está condicionada, simplesmente, por essa realidade. Em</p><p>caso de eventual conflito, a Constituição não deve ser</p><p>considerada, necessariamente, a parte mais fraca. O texto ressalta</p><p>corretamente o seguinte princípio: força normativa da Constituição.</p><p>Princípio da máxima efetividade (interpretação, efetiva ou eficiência)</p><p>(FUNDEP – 2019) Na interpretação dos direitos fundamentais, o princípio da “máxima efetividade das normas</p><p>constitucionais” orienta o intérprete constitucional à aplicação do sentido normativo que confira o maior grau de</p><p>efetividade social à norma constitucional aplicável ao caso concreto.</p><p>(VUNESP – 2012) Princípio da efetividade “sinaliza, portanto, a aproximação, tão íntima quanto possível, entre o</p><p>dever-ser normativo e o ser da realidade social.”</p><p>(CESPE – 2009) O princípio da máxima efetividade estabelece que o intérprete deve atribuir às normas constitucionais</p><p>o sentido que lhes dê maior efetividade, evitando, sempre que possível, soluções que impliquem a não-aplicabilidade da</p><p>norma.</p><p>(CESPE – 2013) O princípio da máxima efetividade, invocado no âmbito dos direitos fundamentais, determina que lhes</p><p>seja atribuído o sentido que confira a maior efetividade possível, com vistas à realização concreta de sua função social.</p><p>Princípio da conformidade funcional (exatidão funcional, correção funcional ou 'Justeza")</p><p>(TRT 23 – 2012) De acordo com o princípio da justeza os órgãos encarregados da interpretação da norma constitucional</p><p>não poderão chegar a uma posição que altere o esquema organizatório-funcional constitucionalmente estabelecido</p><p>pelo legislador constituinte originário.</p><p>(VUNESP – 2019) “O intérprete não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatório-</p><p>funcional estabelecido pelo constituinte. Assim, a aplicação das normas constitucionais propostas pelo intérprete não</p><p>pode implicar alteração na estrutura de repartição de poderes e exercício das competências constitucionais estabelecidas</p><p>pelo constituinte originário”. Esse aspecto de interpretação das normas constitucionais diz respeito ao princípio da</p><p>justeza.</p><p>(FCC – 2014) Pelo princípio da justeza ou da conformidade funcional da Constituição Federal, o intérprete máximo da</p><p>Constituição, ao concretizar a norma constitucional, será responsável por estabelecer sua força normativa, não podendo</p><p>alterar a repartição de funções constitucionalmente estabelecidas pelo constituinte originário.</p><p>(CESPE – 2009) O princípio da conformidade funcional visa impedir, na concretização da CF, a alteração da</p><p>repartição das funções constitucionalmente estabelecidas.</p><p>(FUNDEP – 2017) O princípio da correção funcional também é um critério orientador da atividade interpretativa, capaz</p><p>de conduzir a que não se deturpe, por meio da interpretação de algum preceito, o sistema de repartição de funções</p><p>entre os órgãos e pessoas designados pela Constituição.</p><p>(FUNCAB – 2012) Com base nas lições de Canotilho, os princípios de interpretação constitucional foram</p><p>desenvolvidos a partir do método hermenêutico-concretizador e se tornaram referência obrigatória da teoria da</p><p>interpretação constitucional. Segundo a Doutrina, há um princípio que tem por finalidade impedir que o intérprete-</p><p>concretizador da Constituição modifique aquele sistema de repartição e divisão das funções constitucionais, para</p><p>evitar que a interpretação constitucional chegue a resultados que perturbem o esquema organizatório-funcional nela</p><p>estabelecido, como é o caso da separação dos poderes. A definição exposta corresponde ao Princípio: da Justeza ou da</p><p>Conformidade Funcional.</p><p>Princípio da interpretação conforma a Constituição</p><p>(FGV – 2014) Analise o fragmento a seguir. “Sempre que uma norma jurídica comportar mais de um significado</p><p>possível, deve o intérprete optar por aquele que melhor realize o espírito da Constituição, rejeitando as exegeses</p><p>contrárias aos preceitos constitucionais.” Assinale a opção que indica o princípio de interpretação constitucional a que o</p><p>fragmento se refere.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 36</p><p>NÃO CONFUNDA!!!</p><p>Técnicas de interpretação Princípios de interpretação</p><p>constitucional Geral Constitucional</p><p>✓ Interpretação semântica, gramatical</p><p>ou literal</p><p>✓ Interpretação sistemática</p><p>✓ Interpretação lógica</p><p>✓ Interpretação histórica ou genética</p><p>✓ Interpretação teleológica</p><p>✓ Interpretação comparativa</p><p>✓ Método hermenêutico clássico (ou</p><p>método jurídico)</p><p>✓ Método científico-espiritual</p><p>✓ Método tópico-problemático</p><p>✓ Método hermenêutico-concretizador</p><p>✓ Método normativo-estruturante</p><p>✓ Método concretista da constituição</p><p>aberta</p><p>✓ Princípio da unidade da constituição</p><p>✓ Princípio do efeito integrador</p><p>✓ Princípio da concordância prática</p><p>(ou harmonização)</p><p>✓ Princípio da força normativa</p><p>✓ Princípio da máxima efetividade</p><p>(interpretação, efetiva ou eficiência)</p><p>✓ Princípio da conformidade funcional</p><p>(exatidão funcional, correção</p><p>funcional ou 'Justeza")</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 37</p><p>Neoconstitucionalismo</p><p>Neoconstitucionalismo pode ser entendido como um movimento teórico de REVALORIZAÇÃO DO DIREITO</p><p>constitucional, de sorte a conferir uma nova abordagem do papel da constituição no sistema jurídico. O neoconstitucionalismo</p><p>visa REFUNDAR o direito constitucional com base em novas premissas como a difusão e o desenvolvimento da teoria dos</p><p>direitos fundamentais e a força normativa da constituição, objetivando a transformação de um ESTADO LEGAL em ESTADO</p><p>CONSTITUCIONAL.</p><p>Trata-se de um movimento teórico de revalorização do direito constitucional, de uma nova abordagem do papel da</p><p>constituição no sistema jurídico.</p><p>O Prof. Luís Roberto Barroso, de forma bem objetiva, nos explica que o neoconstitucionalismo identifica um amplo</p><p>conjunto de modificações ocorridas no Estado e no direito constitucional. O marco histórico dessas mudanças é a formação do</p><p>Estado Constitucional de Direito. O marco filosófico, por sua vez, é o pós-positivismo, que reconhece centralidade dos direitos</p><p>fundamentais e reaproxima o Direito e a Ética.</p><p>Sobre “neoconstitucionalismo”, é correto afirmar que se trata: de expressão doutrinária, que tem como marco</p><p>histórico o direito constitucional europeu, com destaque para o alemão e o italiano, após o fim da Segunda Guerra mundial.</p><p>Por neoconstitucionalismo entende-se a liberdade de interpretação do texto constitucional, com o objetivo de lhe dar</p><p>eficácia, afastando-se de sua característica retórica em busca de seu caráter axiológico.</p><p>No neoconstitucionalismo, passou-se da supremacia da lei à supremacia da Constituição, com ênfase na força</p><p>normativa do texto constitucional e na concretização das normas constitucionais.</p><p>O neoconstitucionalismo influenciou a atual CF e promoveu o fortalecimento dos direitos fundamentais,</p><p>notadamente, dos direitos sociais.</p><p>Um dos temas recorrentes para o entendimento do neoconstitucionalismo é a tensão entre o constitucionalismo e a</p><p>democracia.</p><p>O neoconstitucionalismo caracteriza-se pela mudança de paradigma, de Estado Legislativo de Direito para Estado</p><p>Constitucional de Direito, em que a Constituição passa a ocupar o centro de todo o sistema jurídico.</p><p>Operando uma mudança paradigmática, o neoconstitucionalismo opera substancial mudança no Princípio da</p><p>Legalidade, tornando o Princípio da Constitucionalidade uma ideia central que traz, consequentemente, o reconhecimento da</p><p>força normativa da Constituição e da força normativa dos princípios.</p><p>o Neoconstitucionalismo resulta da aproximação entre os dois modelos, tanto ao adotar a ideia - tipicamente</p><p>europeia - de constituição como um texto jurídico supremo destinado a instrumentalizar um programa transformador, quanto</p><p>ao deferir à jurisdição - o que é característico do modelo norte-americano - a tarefa</p><p>de implementar tal programa quando o</p><p>legislador não o faz, de que é exemplo a inconstitucionalidade por omissão tal como existente no sistema constitucional</p><p>brasileiro.</p><p>Segundo a doutrina, o Neoconstitucionalismo tem como uma de suas marcas a concretização das prestações</p><p>materiais prometidas pela sociedade, servindo como ferramenta para implantação de um Estado Democrático Social de Direito.</p><p>Segundo Pedro Lenza (2018, p. 70), as principais características do neoconstitucionalismo são:</p><p>a) positivação e concretização de um catálogo de direitos fundamentais;</p><p>b) onipresença dos princípios e das regras;</p><p>c) inovações hermenêuticas;</p><p>d) densificação da força normativa do Estado;</p><p>e) desenvolvimento da justiça distributiva.</p><p>É correto afirmar que o neoconstitucionalismo, que pode ser entendido tanto como uma teoria do Direito, quanto</p><p>como uma teoria do Estado, na primeira das acepções apresenta como uma de suas características essenciais: a</p><p>sobreinterpretação constitucional, forma de integração constitucional, assim entendida como uma interpretação extensiva</p><p>da constituição, de forma que de seu texto se possam extrair normas implícitas de molde a se afirmar que ela regula todo e</p><p>qualquer aspecto da vida social e política, disso resultando a inexistência de espaços vazios de normatização constitucional</p><p>relativamente aos quais a atividade legislativa estaria previamente regulada ao nível constitucional.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 38</p><p>Expressa uma das características do neoconstitucionalismo o reconhecimento da força normativa dos princípios</p><p>constitucionais.</p><p>O Neoconstitucionalismo valoriza a dimensão jurídica da Constituição Federal, enquanto para o Novo</p><p>Constitucionalismo Democrático Latino Americano a busca da legitimidade democrática se dá pela maior e mais efetiva</p><p>participação popular.</p><p>ou</p><p>complementares, a</p><p>depender da matéria.</p><p>Os tratados de direitos humanos</p><p>possuem natureza</p><p>infraconstitucional (abaixo da CF e</p><p>EC) e supralegal (acima das leis).</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 5</p><p>TRATADOS INTERNACIONAIS</p><p>E INCORPORAÇÃO AO ORDENAMENTO JURÍDICO</p><p>MATÉRIA</p><p>FORMA DO REFERENDO</p><p>(PROCESSO LEGISLATIVO)</p><p>HIERARQUIA</p><p>Tratado em matéria</p><p>comum</p><p>Decreto legislativo</p><p>(art. 49, I, CF)</p><p>Congresso Nacional</p><p>Maioria simples:</p><p>lei ordinária.</p><p>Maioria absoluta:</p><p>lei complementar</p><p>Norma federal</p><p>infraconstitucional ou</p><p>legal</p><p>Tratado sobre direitos</p><p>humanos</p><p>Decreto legislativo</p><p>(art. 49, I, CF e art. 5º, §</p><p>2º)</p><p>Congresso Nacional</p><p>(maioria simples)</p><p>Norma supralegal</p><p>(materialmente</p><p>constitucionais)</p><p>Emenda Constitucional</p><p>(art. 5º, § 3º)</p><p>Congresso Nacional</p><p>(votação nas 2 casas,</p><p>em 2 turnos,</p><p>aprovação de 3/5)</p><p>Norma constitucional</p><p>(material e formalmente</p><p>constitucionais)</p><p>ATENÇÃO</p><p>✓ Supralegalidade: subordinação dos tratados dos direitos humanos à Constituição, porém</p><p>superioridade à legislação ordinária.</p><p>✓ TI de DH tem hierarquia supralegal ou constitucional.</p><p>FASES DO PROCESSO LEGISLATIVO DOS TRATADOS</p><p>1º Celebração (negociação + assinatura) do tratado, convenção ou ato internacional pelo Presidente da</p><p>República (art. 84, VIII) em plano internacional.</p><p>✓ Negociação: discussão do texto do Tratado.</p><p>✓ Assinatura / Aceite: O Estado aceita de forma precária a celebração do tratado (o</p><p>aceite não é definitivo, mas apenas uma manifestação dos Estados no sentido de que</p><p>aceitam o texto e a forma).</p><p>✓ A competência para celebração não é exclusiva, ela pode ser delegada aos</p><p>plenipotenciários (autoridades que possuem a Carta de Plenos Poderes). Tal carta é</p><p>assinada pelo Presidente da República e referendada pelo Ministro das Relações</p><p>Exteriores.</p><p>2º Referendo do Congresso Nacional: decide sobre a sua viabilidade e conveniência. Elabora-se o</p><p>decreto legislativo (instrumento adequado para referendar e aprovar a decisão do Chefe do Executivo).</p><p>3º Ratificação: apenas o Presidente da República é habilitado a ratificar (confirmar) um tratado. Aqui</p><p>surge a obrigatoriedade no plano Internacional, mas não no plano interno.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 6</p><p>4º Promulgação + Publicação no Diário Oficial da União: produz efeitos na ordem jurídica interna. A</p><p>incorporação por definitivo ao ordenamento jurídico interno é feita por decreto do Presidente da</p><p>República. Efeitos desse decreto segundo o STF:</p><p>a) a promulgação do tratado internacional;</p><p>b) a publicação oficial de seu texto; e</p><p>c) a executoriedade do ato internacional, que passa, então, e somente então, a vincular e a</p><p>obrigar no plano do direito positivo interno”.</p><p>NORMAS CONSTITUCIONAIS</p><p>RELACIONADAS AOS TRATADOS</p><p>Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes</p><p>princípios: (...) II - prevalência dos direitos humanos;</p><p>Art. 5º,</p><p>§ 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.</p><p>§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos</p><p>princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja</p><p>parte.</p><p>3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados,</p><p>✓ em cada Casa do Congresso Nacional,</p><p>✓ em dois turnos,</p><p>✓ por três quintos dos votos dos respectivos</p><p>membros,</p><p>✓ serão equivalentes às emendas constitucionais.</p><p>Art. 49. É da competência exclusiva do</p><p>Congresso Nacional:</p><p>Art. 84. Compete privativamente ao</p><p>Presidente da República:</p><p>I - RESOLVER DEFINITIVAMENTE s</p><p>✓ obre tratados, acordos ou atos</p><p>internacionais</p><p>✓ que acarretem encargos ou compromissos</p><p>gravosos ao patrimônio nacional;</p><p>VIII - CELEBRAR</p><p>✓ tratados, convenções e atos internacionais,</p><p>✓ sujeitos a referendo do Congresso</p><p>Nacional;</p><p>TI de DH equivalente à EC</p><p>✓ Cada casa do CN (SF e CD)</p><p>✓ 2 turnos</p><p>✓ Aprovação por 3/5</p><p>✓ O § 3º foi incluído pela EC</p><p>45/2004, dando nova abordagem</p><p>aos TI sobre DH.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 7</p><p>Art. 102. Compete ao</p><p>Supremo Tribunal</p><p>Federal,</p><p>precipuamente, a</p><p>guarda da Constituição,</p><p>cabendo-lhe:</p><p>Art. 104. O</p><p>Superior Tribunal</p><p>de Justiça</p><p>compõe-se de, no</p><p>mínimo, trinta e três</p><p>Ministros.</p><p>Art. 109. Aos</p><p>juízes federais</p><p>compete processar e julgar:</p><p>III - julgar, mediante</p><p>recurso</p><p>extraordinário, as</p><p>causas decididas em</p><p>única ou última</p><p>instância, quando a</p><p>decisão recorrida:</p><p>b) declarar a</p><p>inconstitucionalidad</p><p>e de tratado ou lei</p><p>federal;</p><p>III - julgar, em</p><p>recurso especial, as</p><p>causas decididas, em</p><p>única ou última</p><p>instância, pelos</p><p>Tribunais Regionais</p><p>Federais ou pelos</p><p>tribunais dos</p><p>Estados, do Distrito</p><p>Federal e Territórios,</p><p>quando a decisão</p><p>recorrida:</p><p>a) contrariar</p><p>tratado ou lei</p><p>federal, ou negar-</p><p>lhes vigência;</p><p>III - as causas fundadas em tratado ou contrato da</p><p>União com Estado estrangeiro ou organismo</p><p>internacional;</p><p>V – os crimes previstos em tratado ou convenção</p><p>internacional, quando, iniciada a execução no País, o</p><p>resultado tenha ou devesse ter ocorrido no</p><p>estrangeiro, ou reciprocamente;</p><p>§ 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos</p><p>humanos, o Procurador-Geral da República, com a</p><p>finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações</p><p>decorrentes de tratados internacionais de direitos</p><p>humanos dos quais o Brasil seja parte, poderá</p><p>suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em</p><p>qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de</p><p>deslocamento de competência para a Justiça</p><p>Federal.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 8</p><p>ESTRUTURA</p><p>DAS CONSTITUIÇÕES</p><p>Preâmbulo</p><p>- Intenções do legislador constituinte.</p><p>- Proclama os princípios da nova constituição e rompendo com a ordem jurídica anterior.</p><p>- Elemento de integração dos artigos que lhe seguem.</p><p>- Orientar a sua interpretação.</p><p>- Sintetizar a ideologia do poder constituinte originário, expondo os valores por ele adotados e</p><p>os objetivos por ele perseguidos.</p><p>- Não é norma constitucional.</p><p>- Não podem ser paradigma para o controle de constitucionalidade.</p><p>- Não estabelece limites para o Poder Constituinte Derivado, seja ele Reformador ou</p><p>Decorrente.</p><p>- Não são de reprodução obrigatória pelas Constituições Estaduais.</p><p>- Não dispõe de força normativa, não tendo caráter vinculante.</p><p>- Linhas mestras interpretativas do texto constitucional.</p><p>Parte</p><p>dogmática</p><p>- Texto constitucional propriamente dito,</p><p>- CF/88 (art. 1 ao 250).</p><p>- Servem, como regra, como paradigma para o controle de constitucionalidade das leis.</p><p>Parte</p><p>transitória</p><p>- Integrar a ordem jurídica antiga à nova, quando do advento de uma nova Constituição,</p><p>garantindo a segurança jurídica e evitando o colapso entre um ordenamento jurídico e outro.</p><p>- Normas são formalmente constitucionais</p><p>- Pode ser modificada por reforma constitucional.</p><p>- Pode servir como paradigma para o controle de constitucionalidade das leis.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 9</p><p>ELEMENTOS</p><p>DAS CONSTITUIÇÕES</p><p>Elemento</p><p>orgânico</p><p>• Normas que regulam a estrutura do Estado</p><p>e do Poder.</p><p>✓ Título III (Da Organização do Estado)</p><p>✓ Título IV (Da Organização dos</p><p>Poderes e do Sistema de Governo).</p><p>Elemento</p><p>limitativo</p><p>• Normas que compõem os direitos e</p><p>garantias fundamentais, limitando a</p><p>atuação do poder estatal.</p><p>• Atenção: os direitos sociais</p><p>não se</p><p>enquadram como elementos limitativos.</p><p>✓ Título II (Dos Direitos e Garantias</p><p>Fundamentais), exceto Capítulo II</p><p>(Dos Direitos Sociais).</p><p>Elemento</p><p>socioideológicos</p><p>• Normas que traduzem o compromisso das</p><p>Constituições modernas com o bem-estar</p><p>social.</p><p>• Refletem a existência do Estado social,</p><p>intervencionista, prestacionista (direitos</p><p>sociais).</p><p>✓ Capítulo II do Título II (Dos Direitos</p><p>Sociais)</p><p>✓ Títulos VII (Da Ordem Econômica e</p><p>Financeira)</p><p>✓ VIII (Da Ordem Social).</p><p>Elemento</p><p>de estabilização</p><p>constitucional</p><p>• Normas destinadas a prover solução de</p><p>conflitos constitucionais, bem como a</p><p>defesa da Constituição, do Estado e das</p><p>instituições democráticas.</p><p>• São instrumentos de defesa do Estado, com</p><p>vistas a promover a paz social.</p><p>✓ Art. 102, I, “a” (Ação de</p><p>inconstitucionalidade)</p><p>✓ Arts. 34 a 36 (Intervenção)</p><p>✓ Processo de emenda à Constituição</p><p>✓ Título V, Capítulo I – Do Estado de</p><p>Defesa e do Estado de Sítio</p><p>Elemento</p><p>formais de</p><p>aplicabilidade</p><p>• Normas que estabelecem regras de</p><p>aplicação da constituição.</p><p>✓ Preâmbulo</p><p>✓ Disposições constitucionais</p><p>transitórias</p><p>✓ Art. 5o, § 1o, que estabelece que as</p><p>normas definidoras dos direitos e</p><p>garantias fundamentais têm aplicação</p><p>imediata.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 10</p><p>CLASSIFICAÇÃO</p><p>DAS CONSTITUIÇÕES</p><p>O</p><p>R</p><p>IG</p><p>E</p><p>M</p><p>Outorgada, impostas,</p><p>ditatoriais, autocráticas</p><p>✓ São impostas pelo governante.</p><p>✓ Surgem sem participação popular</p><p>✓ CF 1824, 1937, 1967 e EC 01/1969</p><p>Democrática, populares,</p><p>promulgadas ou votadas</p><p>✓ São frutos da participação popular, por processo democrático.</p><p>✓ CF 1891, 1934, 1946 e 1988</p><p>Cesarista ou</p><p>bonapartistas</p><p>✓ São outorgadas, mas necessitam de referendo popular.</p><p>✓ O texto é produzido sem qualquer participação popular, cabendo ao povo apenas a</p><p>sua ratificação.</p><p>Dualista ou pactuada</p><p>✓ São resultado do compromisso instável entre duas forças antagônicas: monarquia</p><p>enfraquecida e burguesia em ascensão.</p><p>✓ Essas constituições estabelecem uma limitação ao poder monárquico, formando as</p><p>chamadas monarquias constitucionais.</p><p>F</p><p>O</p><p>R</p><p>M</p><p>A</p><p>Formal,</p><p>Escrita ou</p><p>instrumentais</p><p>✓ Elaboradas por um órgão constituinte especialmente encarregado dessa tarefa e que</p><p>as sistematiza em documentos solenes, com o propósito de fixar a organização</p><p>fundamental do Estado.</p><p>✓ Subdividem-se em:</p><p>✓ Codificada ou unitária: único texto (CF/88).</p><p>✓ Legais, variadas, pluritextuais ou inorgânicas: quando suas</p><p>normas se encontram em diversos documentos solenes.</p><p>Material,</p><p>Substancial</p><p>não escritas,</p><p>costumeiras ou</p><p>consuetudinárias</p><p>✓ São constituições cujas normas estão em variadas fontes normativas, como as leis,</p><p>costumes, jurisprudência, acordos e convenções.</p><p>✓ Vários os centros de produção de normas.</p><p>✓ Possuem também normas ESCRITAS, apesar de serem consuetudinárias.</p><p>✓</p><p>✓ (Quadrix – 2021 - Errada) As constituições costumeiras são as que se baseiam</p><p>apenas nos costumes e nas tradições do povo que regem. Justificativa:</p><p>Costumeiras são as não escritas.</p><p>✓ (AOCP – 2021 - Certa) A constituição classificada como substancial ou material,</p><p>segundo a doutrina, está mais relacionada ao universo do “ser” que do “dever ser”.</p><p>M</p><p>O</p><p>D</p><p>O</p><p>D</p><p>E</p><p>E</p><p>L</p><p>A</p><p>B</p><p>O</p><p>R</p><p>A</p><p>Ç</p><p>Ã</p><p>O</p><p>Dogmáticas ou</p><p>sistemáticas</p><p>✓ São escritas, tendo sido elaboradas por um órgão constituído para esta finalidade em</p><p>um determinado momento, segundo os dogmas e valores então em voga. Tipos:</p><p>✓ Ortodoxas: quando refletem uma só ideologia.</p><p>✓ Heterodoxas ou ecléticas: quando suas normas se originam</p><p>de ideologias distintas. A Constituição de 1988 é dogmática</p><p>eclética, uma vez que adotou, como fundamento do Estado, o</p><p>pluralismo político.</p><p>✓ (Quadrix – 2021 – Certo) As constituições dogmáticas são as veiculadas por um</p><p>texto normativo, de modo que as normas constitucionais sejam sistematizadas em</p><p>um documento.</p><p>Históricas ou</p><p>costumeiras</p><p>✓ Não escritas.</p><p>✓ São criadas lentamente com as tradições, sendo uma síntese dos valores históricos</p><p>consolidados pela sociedade. São, por isso, mais estáveis que as dogmáticas.</p><p>✓ É o caso da Constituição inglesa.</p><p>✓ Juridicamente flexíveis (sofrem modificação por processo não dificultoso, podendo</p><p>ser modificadas pelo legislador ordinário).</p><p>✓ Política e socialmente rígidas.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 11</p><p>E</p><p>S</p><p>T</p><p>A</p><p>B</p><p>IL</p><p>ID</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>Imutável, granítica,</p><p>intocável ou</p><p>permanente</p><p>✓ Não pode ser modificado jamais.</p><p>✓ Tem a pretensão de ser eterna.</p><p>(AOCP – Errado – 2022) Rígidas são aquelas Constituições inalteráveis, verdadeiras</p><p>relíquias históricas e que se pretendem eternas, sendo também denominadas</p><p>permanentes, graníticas ou intocáveis.</p><p>Super-rígida</p><p>✓ É a Constituição em que há um núcleo intangível (cláusulas pétreas - § 4º do art. 60 -</p><p>CF, por exemplo), sendo as demais normas alteráveis por processo legislativo</p><p>diferenciado.</p><p>✓ Alexandre de Moraes que adota.</p><p>Rígida</p><p>✓ Modificada por procedimento mais dificultoso do que aqueles pelos quais se</p><p>modificam as demais leis.</p><p>✓ Toda Constituição estável deve ser escrita.</p><p>✓ TODA RÍGIDA É ESCRITA.</p><p>✓ NEM TODA ESCRITA É RÍGIDA.</p><p>✓ CF/88 é rígida.</p><p>✓ Atenção: maior ou menor rigidez da Constituição não lhe assegura estabilidade.</p><p>✓ Rigidez constitucional decorre o princípio da supremacia da Constituição.</p><p>✓ Rigidez constitucional dar pressuposto ao controle de constitucionalidade.</p><p>Semirrígida ou</p><p>semiflexível</p><p>✓ Para algumas normas, o processo legislativo de alteração é mais dificultoso que o</p><p>ordinário; para outras não.</p><p>✓ Carta Imperial de1824</p><p>Flexível</p><p>✓ Pode ser modificada pelo procedimento legislativo ordinário, ou seja, pelo mesmo</p><p>processo legislativo usado para modificar as leis comuns.</p><p>✓ O Prof. Pinto Ferreira considera como sendo plásticas as constituições flexíveis.</p><p>C</p><p>O</p><p>N</p><p>T</p><p>E</p><p>Ú</p><p>D</p><p>O</p><p>Normas materialmente</p><p>constitucionais</p><p>Normas formalmente</p><p>constitucionais</p><p>✓ Conteúdo é tipicamente constitucional. São</p><p>normas que regulam os aspectos fundamentais da</p><p>vida do Estado (forma de Estado, forma de</p><p>governo, estrutura do Estado, organização do</p><p>Poder e os direitos fundamentais).</p><p>✓ Independentemente do conteúdo, estão</p><p>contidas em documento escrito elaborado</p><p>solenemente pelo órgão constituinte.</p><p>✓ Pressuposto para que uma norma seja</p><p>considerada formalmente constitucional é a</p><p>existência de uma Constituição rígida.</p><p>Constituição Federal de 1988 (escrita e rígida) há:</p><p>• Normas materialmente constitucionais: limitações, organização do Estado, art. 5º ...</p><p>• Normas formalmente constitucionais: art. 242, § 2º, da CF/88, que dispõe que o Colégio Pedro II,</p><p>localizado na cidade do Rio de Janeiro, será mantido na órbita federal.</p><p>• Normas material e formalmente constitucionais: art.5º, III, da CF/88 (“ninguém será submetido a</p><p>tortura nem a tratamento desumano ou degradante”)</p><p>(AOCP – 2022 – Errado) No tocante à forma, a classificação da Constituição pode ser tida tanto em sentido</p><p>material como formal. Materialmente constitucional é aquele texto que contém as normas fundamentais e</p><p>estruturais do Estado, a organização de seus órgãos e os direitos e garantias fundamentais. Comentário: é quanto</p><p>ao conteúdo, não forma.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 12</p><p>E</p><p>X</p><p>T</p><p>E</p><p>N</p><p>S</p><p>Ã</p><p>O</p><p>Analítica, prolixas,</p><p>extensas, longas ou</p><p>detalhista</p><p>✓ Conteúdo extenso, tratando de matérias que não apenas a organização básica do</p><p>Estado.</p><p>✓ Contêm normas apenas formalmente constitucionais (mesmo formal e</p><p>materialmente).</p><p>✓ Quadrix – 2021 – Certo: As constituições do tipo analítico, como é o caso da</p><p>Constituição Federal de 1988, além de retirarem da disposição do legislador</p><p>ordinário</p><p>um conjunto bem maior de matérias, em geral são também mais</p><p>frequentemente reformadas, pois quanto mais regras contemplam, mais se torna</p><p>difícil a atualização da constituição mediante o processo legislativo ordinário e a</p><p>interpretação.</p><p>Sintética, concisas,</p><p>sumárias ou curtas</p><p>✓ Restringem-se aos elementos substancialmente constitucionais.</p><p>✓ É o caso da Constituição norte-americana, que possui apenas 7 artigos.</p><p>✓ Quadrix – 2021 – Certo: As constituições sintéticas são as compostas por um</p><p>número relativamente reduzido de dispositivos, limitando-se a estabelecer alguns</p><p>princípios e algumas regras básicas sobre a organização do Estado e do poder e</p><p>sobre a relação destes com os cidadãos.</p><p>C</p><p>O</p><p>R</p><p>R</p><p>E</p><p>S</p><p>P</p><p>O</p><p>N</p><p>D</p><p>Ê</p><p>N</p><p>C</p><p>IA</p><p>C</p><p>O</p><p>M</p><p>A</p><p>R</p><p>E</p><p>A</p><p>L</p><p>ID</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>(</p><p>K</p><p>a</p><p>rl</p><p>L</p><p>o</p><p>ew</p><p>e</p><p>n</p><p>st</p><p>ei</p><p>n</p><p>)</p><p>Normativas</p><p>✓ Regulam efetivamente o processo político do Estado, por corresponderem à realidade</p><p>política e social, ou seja, limitam, de fato, o poder.</p><p>✓ CF: 1891, 1934, 1946 e 1988.</p><p>✓ Com valor jurídico.</p><p>Nominativas</p><p>✓ Buscam regular o processo político do Estado, mas não conseguem realizar este</p><p>objetivo, por não atenderem à realidade social, tendo em vista que a decisão que</p><p>levou à sua promulgação foi prematura.</p><p>✓ Constituições de fachada.</p><p>✓ Sem valor jurídico.</p><p>✓ Quadrix – 2021 – Certo: As constituições nominais são as que, embora sejam</p><p>juridicamente válidas, carecem de eficácia e efetividade, pois a dinâmica do</p><p>processo político e social não está adaptada às suas normas.</p><p>Semânticas</p><p>✓ É a constituição que não tem o objetivo de regular a vida política do Estado, mas,</p><p>sim, de formalizar e manter a conformação política atual, o status quo vigente.</p><p>✓ Deixa-se, portanto, de limitar o poder real para apenas formalizar e manter o poder</p><p>existente.</p><p>✓ Exemplos: Constituições de 1937, 1967 e 1969.</p><p>✓ Quadrix – 2021 – Certo: As constituições semânticas encontram-se submetidas ao</p><p>poder político dominante, constituindo um documento formal que, embora</p><p>aplicado, foi criado para beneficiar os detentores do poder, que dispõem do aparato</p><p>coercitivo do Estado.</p><p>F</p><p>U</p><p>N</p><p>Ç</p><p>Ã</p><p>O</p><p>D</p><p>E</p><p>S</p><p>E</p><p>M</p><p>P</p><p>E</p><p>N</p><p>H</p><p>A</p><p>D</p><p>A</p><p>Constituição-lei</p><p>✓ Constituição tem “status” de lei ordinária, sendo, portanto, inviável em documentos</p><p>rígidos.</p><p>✓ Seu papel é de diretriz, não vinculando o legislador.</p><p>Constituição-</p><p>fundamento</p><p>✓ Constituição não só é fundamento de todas as atividades do Estado, mas também da</p><p>vida social.</p><p>✓ A liberdade do legislador é de apenas dar efetividade às normas constitucionais.</p><p>Constituição-quadro ou</p><p>Constituição-moldura</p><p>✓ Constituição em que o legislador só pode atuar dentro de determinado espaço</p><p>estabelecido pelo constituinte, ou seja, dentro de um limite.</p><p>✓ Cabe à jurisdição constitucional verificar se esses limites foram obedecidos.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 13</p><p>F</p><p>IN</p><p>A</p><p>L</p><p>ID</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>Constituição-garantia</p><p>ou Constituição</p><p>negativa</p><p>✓ Principal objetivo é proteger as liberdades públicas contra a arbitrariedade do Estado.</p><p>Estado negativo.</p><p>✓ Surgem com os direitos de 1ª Geração: direitos civis e políticos</p><p>✓ SEMPRE SINTÉTICAS.</p><p>Constituição-dirigente</p><p>✓ Traça diretrizes que devem nortear a ação estatal, prevendo, para isso, as chamadas</p><p>normas programáticas. Estado positivo.</p><p>✓ Asseguram liberdades negativas (já alcançadas) e passam a exigir uma atuação</p><p>positiva do Estado em favor dos indivíduos.</p><p>✓ CF de 1988 é classificada como uma Constituição-dirigente.</p><p>✓ Surge com a 2ª geração: sociais, econômicos e culturais</p><p>✓ SEMPRE ANALÍTICAS.</p><p>Constituição balanço</p><p>ou Constituição registro</p><p>✓ Visa reger o ordenamento jurídico do Estado durante um certo tempo, nela</p><p>estabelecido. Transcorrido esse prazo, é elaborada uma nova Constituição ou seu</p><p>texto é adaptado.</p><p>C</p><p>O</p><p>N</p><p>T</p><p>E</p><p>Ú</p><p>D</p><p>O</p><p>ID</p><p>E</p><p>O</p><p>L</p><p>Ó</p><p>G</p><p>IC</p><p>O</p><p>(A</p><p>n</p><p>d</p><p>ré</p><p>R</p><p>a</p><p>m</p><p>o</p><p>s</p><p>T</p><p>a</p><p>v</p><p>a</p><p>re</p><p>s)</p><p>Busca identificar qual é o conteúdo ideológico que inspirou a elaboração do texto constitucional.</p><p>Liberais</p><p>✓ Buscam limitar a atuação do poder estatal, assegurando as liberdades negativas aos</p><p>indivíduos</p><p>Sociais</p><p>✓ Atribuem ao Estado a tarefa de ofertar prestações positivas aos indivíduos, buscando</p><p>a realização da igualdade material e a efetivação dos direitos sociais.</p><p>✓ A CF/88 pode ser classificada como social.</p><p>L</p><p>O</p><p>C</p><p>A</p><p>L</p><p>D</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>C</p><p>R</p><p>E</p><p>T</p><p>A</p><p>Ç</p><p>Ã</p><p>O</p><p>Heteroconstituições</p><p>✓ Elaboradas fora do Estado no qual elas produzirão seus efeitos.</p><p>Autoconstituições</p><p>✓ Elaboradas no interior do próprio Estado que por elas será regido.</p><p>✓ CF/88.</p><p>S</p><p>IS</p><p>T</p><p>E</p><p>M</p><p>A</p><p>Constituição</p><p>principiológica</p><p>ou aberta</p><p>✓ Aquela em que há predominância dos princípios, normas caracterizadas por elevado</p><p>grau de abstração, que demandam regulamentação pela legislação para adquirirem</p><p>concretude.</p><p>✓ É o caso da CF/88.</p><p>Preceitual</p><p>✓ Prevalecem as regras, que se caracterizam por baixo grau de abstração, sendo</p><p>concretizadoras de princípios.</p><p>FONTE:</p><p>✓ DIREITO CONSTITUCIONAL ESQUEMATIZADO* / PEDRO LENZA. - 21 ED. - SÃO PAULO. SARAIVA, 2017.</p><p>✓ Questões diversas de concursos.</p><p>CF / 1988</p><p>✓ Quanto à origem: Democrática, populares, promulgadas ou votadas</p><p>✓ Quanto à forma: Escrita ou instrumental / Codificada ou unitária</p><p>✓ Quanto ao modo de elaboração: Dogmáticas ou sistemáticas / Heterodoxa ou eclética</p><p>✓ Quanto à estabilidade: Rígida ou Super-rígida (Alexandre de Moraes)</p><p>✓ Quanto ao conteúdo: Formal</p><p>✓ Quanto à extensão: analítica, prolixa, extensa ou longa</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 14</p><p>✓ Quanto à correspondência com a realidade: normativa *</p><p>✓ Quanto à finalidade: Constituição-dirigente</p><p>✓ Quanto ao local da decretação: autoconstituição</p><p>✓ Quanto ao sistema: principiológica ou aberta</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 15</p><p>APLICABILIDADE DAS</p><p>NORMAS CONSTITUCIONAIS</p><p>Principal doutrina adotada pelas bancas nesse assunto é José Afonso da Silva.</p><p>Norma de aplicabilidade</p><p>direta</p><p>Norma de aplicabilidade</p><p>imediata</p><p>Norma de aplicabilidade</p><p>integral</p><p>Não dependem de legislação</p><p>posterior para operar.</p><p>Aptas a produzir, desde a</p><p>entrada em vigor da CF, seus</p><p>efeitos essenciais.</p><p>Não podem sofrer restrições</p><p>infraconstitucionais, mas</p><p>admitem regulamentação.</p><p>APLICABILIDADES DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS</p><p>EFICÁCIA APLICABILIDADE OBSERVAÇÕES</p><p>Plena</p><p>DII</p><p>Direta,</p><p>imediata e</p><p>integral</p><p>✓ Ver quadro acima.</p><p>Contida</p><p>DIN</p><p>Direta,</p><p>imediata e</p><p>não integral</p><p>Não integral: embora produzam seus efeitos desde a entrada em</p><p>vigor da CF, pode o seu alcance ser restringido por</p><p>• norma infraconstitucional regulamentadora</p><p>restritiva</p><p>• norma constitucional regulamentadora</p><p>restritiva</p><p>Atenção: enquanto não for editada a norma restritiva, a norma</p><p>contida será como se fosse a plena (aplicabilidade DII).</p><p>Exemplos:</p><p>✓ Em geral, quando aparecer: "nos termos da lei" ou "na</p><p>forma da lei".</p><p>✓ Direito de greve dos empregados da iniciativa privada</p><p>(CF, art. 9.º, § 1.º)</p><p>✓ Inviolabilidade do sigilo das comunicações telefônicas</p><p>(CF, art. 5.º , XII)</p><p>✓ Liberdade profissional (CF, art. 5.º , XIII),</p><p>Limitada</p><p>IMN</p><p>Indireta,</p><p>mediata e</p><p>não integral</p><p>Indireta: dependem de</p><p>legislação posterior para</p><p>operar.</p><p>Mediata: não estão aptas a</p><p>produzir seus efeitos desde a</p><p>entrada em vigor da CF.</p><p>Não integral: como não</p><p>produzem efeitos, o seu</p><p>alcance pode ser reduzido.</p><p>Princípios institutivos:</p><p>conteúdo eminentemente</p><p>organizatório e regulativo.</p><p>Criar órgãos ou instituições.</p><p>Exemplo:</p><p>✓ Art. 18, § 2º; art. 33; art.</p><p>91, § 2.º; art. 93; art. 113;</p><p>art. 161; art. 163 e art.</p><p>192.</p><p>Princípios programáticos: fixa</p><p>diretrizes indicativas de fins e</p><p>objetivos.</p><p>Exemplo:</p><p>✓ TÍTULO VII - Da Ordem</p><p>Econômica e Financeira</p><p>✓ TÍTULO VIII - Da</p><p>Ordem Social</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 16</p><p>Não confunda:</p><p>EFICÁCIA APLICABILIDADE</p><p>• Plena</p><p>• Contida</p><p>• Limitada</p><p>• Direta / Indireta</p><p>• Imediata / Mediata</p><p>• Integral / Não integral</p><p>Norma constitucional de eficácia limitada de</p><p>princípio institutivo</p><p>Norma constitucional de eficácia limitada de</p><p>princípio programático</p><p>Institutivo,</p><p>portanto,</p><p>lembre-se de</p><p>instituições, órgãos...</p><p>Programático,</p><p>portanto,</p><p>lembre-se de</p><p>programas, fins, objetivos...</p><p>CORRESPONDÊNCIA</p><p>DE CLASSIFICAÇÕES</p><p>José Afonso da Silva</p><p>(doutrina majoritária)</p><p>Maria Helena Diniz</p><p>(algumas bancas adotam)</p><p>Norma de eficácia plena</p><p>Normas de eficácia absoluta ou supereficazes</p><p>(não podem ser emendadas)</p><p>Normas de eficácia plena</p><p>(podem ser emendadas)</p><p>Norma de eficácia contida</p><p>Normas de eficácia relativa</p><p>restringível</p><p>Norma de eficácia limitada</p><p>(normas de princípios institutivo e</p><p>normas de princípio programático.)</p><p>Normas de eficácia relativa</p><p>Complementável</p><p>(normas de princípios institutivo e</p><p>normas de princípio programático.)</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 17</p><p>Poder Constituinte</p><p>Conceito</p><p>Canotilho Novelino Nathalia Masson Gilmar Mendes Flávio Martins</p><p>O poder constituinte se</p><p>revela</p><p>sempre como uma</p><p>questão de ‘poder’, de</p><p>‘força’ ou de</p><p>‘autoridade’ política</p><p>que está em condições</p><p>de, numa determinada</p><p>situação concreta,</p><p>criar,</p><p>garantir ou eliminar</p><p>uma Constituição</p><p>entendida como lei</p><p>fundamental da</p><p>comunidade política.</p><p>O Poder Constituinte é</p><p>responsável pela</p><p>escolha e formalização</p><p>do conteúdo</p><p>das normas</p><p>constitucionais. O</p><p>adjetivo "originário" é</p><p>empregado para</p><p>diferenciar o</p><p>poder criador de uma</p><p>nova constituição</p><p>daqueles instituídos</p><p>para alterar o seu texto</p><p>(Poder Constituinte</p><p>Derivado) ou elaborar</p><p>as constituições dos</p><p>Estados-membros da</p><p>federação (Poder</p><p>Constituinte</p><p>Decorrente). O Poder</p><p>Constituinte</p><p>Originário pode ser</p><p>definido, portanto,</p><p>como um poder</p><p>político, supremo e</p><p>originário, responsável</p><p>por</p><p>estabelecer a</p><p>constituição de um</p><p>Estado.</p><p>Poder Constituinte é a</p><p>energia (ou força)</p><p>política que se funda</p><p>em si mesma, a</p><p>expressão</p><p>sublime da vontade de</p><p>um povo em</p><p>estabelecer e</p><p>disciplinar as bases</p><p>organizacionais</p><p>da comunidade</p><p>política.</p><p>Autoridade suprema</p><p>do ordenamento</p><p>jurídico, exatamente</p><p>por ser anterior a</p><p>qualquer normatização</p><p>jurídica, o poder é o</p><p>responsável pela</p><p>elaboração</p><p>da Constituição, esta</p><p>norma jurídica</p><p>superior que inicia a</p><p>ordem jurídica e lhe</p><p>confere</p><p>fundamento de</p><p>validade.</p><p>Poder constituinte</p><p>originário, portanto, é</p><p>a força política</p><p>consciente de si que</p><p>resolve disciplinar os</p><p>fundamentos do modo</p><p>de convivência na</p><p>comunidade política.</p><p>Poder constituinte é o</p><p>poder de criar uma</p><p>constituição, bem</p><p>como a</p><p>competência para</p><p>reformá-la. Segundo</p><p>José Afonso da Silva,</p><p>“é o poder que</p><p>cabe ao povo de dar-se</p><p>uma constituição. É a</p><p>mais alta expressão do</p><p>poder</p><p>político, porque é</p><p>aquela energia capaz</p><p>de organizar política e</p><p>juridicamente a</p><p>Nação”</p><p>Titularidade: Somente o povo é titular do poder constituinte.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 18</p><p>PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO - PCO</p><p>Sinônimos para o PCO: inicial, inaugural, genuíno ou de 1.º grau.</p><p>O PCO é aquele que instaura uma nova ordem jurídica, rompendo por completo com a ordem jurídica</p><p>precedente.</p><p>O PCO pode ser histórico (inaugura pela primeira vez a ordem do Estado) ou revolucionário (posteriores</p><p>ao PCO histórico).</p><p>Objetivo fundamental do PCO: criar um novo Estado.</p><p>PCO formal: materializa e sedimenta a Constituição. Confere estabilidade às disposições constitucionais.</p><p>PCO material: diz o que é constitucional. É anterior ao PCO formal.</p><p>O PCO pode se expressar de duas FORMAS:</p><p>Outorga Assembleia nacional constituinte ou convenção</p><p>Declaração unilateral do</p><p>Governante (sem participação popular).</p><p>Nasce da deliberação da</p><p>representação popular.</p><p>Constituições brasileiras que nasceram por</p><p>outorga:</p><p>1824, 1937, 1967 e EC n. 1/69.</p><p>Constituições brasileiras que nasceram por</p><p>Assembleia Nacional Constituinte:</p><p>1891, 1934, 1946 e 1988.</p><p>Dica: por outorga são todas ímpar, exceto a</p><p>primeira (1824).</p><p>Dica: Assembleia nacional constituinte são todas</p><p>par, exceto a primeira (1891).</p><p>1824 1891 1934 1937 1946 1967 1/69 1988</p><p>O PCO é fático e soberano, incondicional e preexistente à ordem jurídica.</p><p>O PCO é definido como permanente, pela possibilidade de se manifestar a qualquer tempo.</p><p>O poder constituinte originário gera e organiza os poderes do Estado, instaurando o próprio Estado</p><p>constitucional.</p><p>O poder constituinte originário, embora reconhecidamente não absoluto em sua integralidade, não se</p><p>subordina hierarquicamente a normas jurídicas anteriores na acepção jurídico-formal.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 19</p><p>PODER CONSTITUINTE DERIVADO - PCD</p><p>Sinônimos para o PCD: instituído, constituído, secundário, de 2.º grau ou remanescente.</p><p>Poder constituinte derivado é criado e instituído pelo originário.</p><p>O poder constituinte derivado deve obedecer às regras impostas pelo poder constituinte originário,</p><p>portanto, o PCD é limitado e condicionado.</p><p>São espécies de PODER CONSTITUINTE DERIVADO:</p><p>✓ Poder Constituinte derivado REFORMADOR</p><p>✓ Poder Constituinte derivado DECORRENTE</p><p>✓ Poder Constituinte derivado REVISOR</p><p>PODER CONSTITUINTE DERIVADO</p><p>PCD REFORMADOR PCD DECORRENTE PCD REVISOR</p><p>Tem a capacidade de modificar a CF,</p><p>por meio de um procedimento</p><p>específico, estabelecido pelo PCO.</p><p>PCD reformador tem natureza jurídica,</p><p>ao contrário do PCO, que é um poder de</p><p>fato.</p><p>O PCD reformador deve obedecer</p><p>limites impostos pelo PCO, conforme</p><p>próxima tabela.</p><p>Poder conferido aos Estados-membros</p><p>para criarem as Constituições Estaduais.</p><p>A revisão constitucional será realizada</p><p>após cinco anos, contados da</p><p>promulgação da Constituição, pelo voto</p><p>da maioria absoluta dos membros do</p><p>Congresso Nacional, em sessão</p><p>unicameral.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 20</p><p>LIMITAÇÕES DO PCD REFORMADOR (art. 60 da CF/88)</p><p>Expressas</p><p>Implícitas</p><p>Formais Circunstanciais Materiais</p><p>Art. 60. A Constituição</p><p>poderá ser emendada</p><p>mediante proposta:</p><p>I - de 1/3, no mínimo, dos</p><p>membros da Câmara dos</p><p>Deputados ou do Senado</p><p>Federal;</p><p>II - do Presidente da</p><p>República;</p><p>III - de mais da metade</p><p>das Assembleias</p><p>Legislativas das unidades</p><p>da Federação,</p><p>manifestando-se, cada</p><p>uma delas, pela maioria</p><p>relativa de seus membros.</p><p>§ 2º A proposta será</p><p>✓ discutida e votada</p><p>✓ em cada Casa do</p><p>Congresso</p><p>Nacional,</p><p>✓ em 2 turnos,</p><p>✓ considerando-se</p><p>aprovada se obtiver,</p><p>✓ em ambos,</p><p>✓ 3/5 dos votos dos</p><p>respectivos</p><p>membros.</p><p>§ 3º A emenda à</p><p>Constituição será</p><p>promulgada pelas Mesas da</p><p>Câmara dos Deputados e do</p><p>Senado Federal, com o</p><p>respectivo número de ordem.</p><p>§ 5º A matéria constante de</p><p>proposta de emenda rejeitada</p><p>ou havida por prejudicada</p><p>não pode ser objeto de</p><p>nova proposta na mesma</p><p>sessão legislativa.</p><p>Art. 60. (...)</p><p>§ 1º A Constituição não</p><p>poderá ser emendada na</p><p>vigência de</p><p>✓ intervenção federal,</p><p>✓ de estado de defesa</p><p>✓ ou de estado de</p><p>sítio.</p><p>Art. 60. (...)</p><p>§ 4º Não será objeto de</p><p>deliberação a proposta de</p><p>emenda tendente a abolir:</p><p>I - a forma federativa de</p><p>Estado;</p><p>II -</p><p>o voto direto, secreto,</p><p>universal e periódico;</p><p>III - a separação dos</p><p>Poderes;</p><p>IV - os direitos e garantias</p><p>individuais.</p><p>As cláusulas pétreas são</p><p>as elencadas no art. 60, §</p><p>4º da CF/88.</p><p>Lembre-se que os direitos</p><p>e garantias individuais</p><p>não se esgotam no art. 5º</p><p>da CF/88.</p><p>Não confunda cláusula</p><p>pétrea com os princípios</p><p>constitucionais sensíveis</p><p>dispostos no art. 34, VII,</p><p>da CF/88.</p><p>Veja a tabela comparativa</p><p>da nossa Constituição</p><p>Esquematizada.</p><p>Impossibilidade de se alterar</p><p>o titular do PCO e o titular</p><p>do PCDR.</p><p>Proibição de se violar as</p><p>limitações expressas.</p><p>No Brasil não é adotada a</p><p>teoria da dupla revisão, ou</p><p>seja, uma primeira revisão</p><p>não pode acabar com as</p><p>limitações expressas.</p><p>Isso acabaria por permitir</p><p>uma reforma que iria</p><p>permitir o que a limitação</p><p>expressa proibira.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 21</p><p>PODER CONSTITUINTE DERIVADO DECORRENTE – PCDD</p><p>É o poder concedido aos Estados-Membros para estruturar suas próprias Constituições Estaduais,</p><p>respeitando os limites da Constituição Federal (poder constituinte originário). Conforme estabelece a</p><p>CF/88:</p><p>Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados</p><p>os princípios desta Constituição.</p><p>No âmbito do DF, verifica-se a manifestação do PCDD em elaborar a sua lei orgânica (verdadeira</p><p>Constituição distrital) ou modificá-la, sujeitando-se aos mesmos limites apontados para os Estados-</p><p>Membros.</p><p>Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger-se-á por lei orgânica, votada</p><p>em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara</p><p>Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição.</p><p>Municípios não possuem poder constituinte derivado decorrente.</p><p>Quem organiza o texto são às Assembleias Legislativas.</p><p>O poder constituinte derivado decorrente de 1º grau ou institucionalizador é o responsável pela elaboração</p><p>da CE.</p><p>O poder constituinte derivado decorrente de 2º grau é o responsável por modificar o texto da CE.</p><p>LIMITES À MANIFESTAÇÃO DO PCDD</p><p>Princípios constitucionais</p><p>sensíveis</p><p>Princípios constitucionais</p><p>estabelecidos (organizatórios)</p><p>Princípios constitucionais</p><p>extensíveis</p><p>✓ Limites fixados no art. 34, VII, “a” a</p><p>“e”, da CF/88.</p><p>✓ Se não observar pode ser declarada</p><p>a inconstitucionalidade e ser</p><p>decretada a intervenção federal no</p><p>Estado.</p><p>✓ Aqueles que limitam, vedam, ou</p><p>proíbem a ação indiscriminada do</p><p>PCDD.</p><p>✓ Exemplos: repartição de</p><p>competência; sistema tributário</p><p>nacional; organização dos Poderes;</p><p>direitos políticos; nacionalidade;</p><p>direitos e garantias individuais;</p><p>direitos sociais; ordem econômica;</p><p>educação; saúde; desporto; família;</p><p>cultura...</p><p>✓ Estão relacionados com estrutura da</p><p>federação brasileira.</p><p>✓ Exemplos: forma de investidura em</p><p>cargos eletivos (art. 77); processo</p><p>legislativo (arts. 59); orçamentos</p><p>(art. 165.); preceitos ligados à</p><p>Administração Pública (arts. 37).</p><p>Emenda à Constituição consiste em uma reforma, oriunda do poder constituinte derivado.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 22</p><p>PODER CONSTITUINTE DERIVADO REVISOR</p><p>Fruto do trabalho de criação do PCO, estando a ele vinculado, portanto, é condicionado e limitado.</p><p>Nos termos da CF/88:</p><p>Art. 3º. A revisão constitucional será realizada após 5 anos,</p><p>✓ contados da promulgação da Constituição,</p><p>✓ pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional,</p><p>✓ em sessão unicameral.</p><p>Limites ao PCDR:</p><p>✓ Forma federativa de Estado;</p><p>✓ Voto direto, secreto, universal e periódico</p><p>✓ Separação dos Poderes;</p><p>✓ Direitos e garantias individuais.</p><p>A competência revisional no aludido prazo proporcionou a elaboração de 6 emendas constitucionais de</p><p>revisão. Não é mais possível nova manifestação do PCD revisor em razão da eficácia exaurida e</p><p>aplicabilidade esgotada da aludida regra.</p><p>PODER CONSTITUINTE DIFUSO</p><p>Parte da doutrina cita o poder constituinte difuso que serve como fundamento para a mutação</p><p>constitucional.</p><p>O poder constituinte difuso dá fundamento ao fenômeno denominado de mutação constitucional. Por</p><p>meio dela, são dadas novas interpretações aos dispositivos da Constituição, mas sem alterações na</p><p>literalidade de seus textos, que permanecem inalterados.</p><p>O poder constituinte difuso altera o sentido interpretativo da CF, e não o seu texto. O tema está mais</p><p>aprofundado no nosso material de controle de constitucionalidade.</p><p>“A ordem constitucional é viva, de modo que as vicissitudes da realidade e as peculiaridades do caso</p><p>concreto possibilitarão a obtenção de novas normas constitucionais, ainda que o texto permaneça</p><p>inalterado.” A explicação se ajusta a uma concepção concretista da Constituição, expressando a</p><p>denominada mutação constitucional.</p><p>Denomina-se mutação constitucional o processo informal de revisão, atualização ou transição da</p><p>Constituição sem que haja mudança do texto constitucional.</p><p>Cláusulas</p><p>pétreas</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 23</p><p>PODER CONSTITUINTE</p><p>Originário Derivado</p><p>Difuso</p><p>Histórico Revolucionário Reformador Decorrente Revisor</p><p>Verdadeiro poder</p><p>constituinte</p><p>originário,</p><p>estruturando, pela</p><p>primeira vez, o</p><p>Estado.</p><p>Os posteriores ao</p><p>histórico, rompendo</p><p>por completo com a</p><p>antiga ordem e</p><p>instaurando uma</p><p>nova, um novo</p><p>Estado.</p><p>Emendas</p><p>constitucionais.</p><p>Conferidos</p><p>aos Estados</p><p>para elaborar</p><p>as</p><p>Constituições</p><p>Estaduais.</p><p>Revisar o texto</p><p>constitucional 5</p><p>anos após a</p><p>promulgação.</p><p>Mutação</p><p>constitucional para</p><p>alterar a</p><p>interpretação de</p><p>normas, sem altar o</p><p>texto.</p><p>Não confunda derivado (gênero)</p><p>com decorrente (espécie)</p><p>✓ (AOCP – 2022 – Errado) O poder constituinte reformador pode ser subdividido em histórico (ou fundacional) e</p><p>revolucionário. Histórico seria o verdadeiro poder constituinte reformador, estruturando, pela primeira vez, o Estado.</p><p>Revolucionário seriam todos os posteriores ao histórico, rompendo por completo com a antiga ordem e instaurando uma</p><p>nova, um novo Estado.</p><p>CARACTERÍSTICAS</p><p>PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO PODER CONSTIUINTE DERIVADO</p><p>✓ Inicial: inaugura uma nova ordem jurídica, rompendo, por</p><p>completo, com a ordem jurídica anterior.</p><p>✓ Autônomo: estruturação da nova constituição será</p><p>determinada, autonomamente, por quem exerce o poder</p><p>constituinte originário.</p><p>✓ Ilimitado juridicamente: não tem de respeitar os limites</p><p>postos pelo direito anterior, com ressalvas.</p><p>✓ Incondicionado: não tem de submeter-se a qualquer forma</p><p>prefixada de manifestação.</p><p>✓ Soberano na tomada de suas decisões.</p><p>✓ Poder de fato e político: caracterizado como uma energia ou</p><p>força social, tendo natureza pré-jurídica, sendo que, por essas</p><p>características, a nova ordem jurídica começa com a sua</p><p>manifestação, e não antes dela.</p><p>✓ Permanente: não se esgota com a edição da nova</p><p>Constituição.</p><p>✓ Jusnaturalista ✓ Positivista</p><p>✓ PCO não é</p><p>totalmente</p><p>autônomo.</p><p>✓ Deve observar</p><p>normas de</p><p>direito natural.</p><p>✓ PCO é totalmente</p><p>ilimitado do ponto</p><p>de vista jurídico.</p><p>✓ Adotado no</p><p>Brasil.</p><p>✓ Não pode ser</p><p>arbitrário.</p><p>✓ Limites bem</p><p>Comum, direito</p><p>Natural, moral,</p><p>razão..</p><p>✓ Derivado</p><p>✓ Dependente</p><p>✓ Limitado</p><p>✓ Condicionado</p><p>✓ (AOCP – 2022 – Errado) Para a corrente jusnaturalista nem mesmo o direito natural (ou direito suprapositivo) limitaria a</p><p>atuação do poder constituinte originário.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 24</p><p>DIREITOS E GARANTIAS</p><p>FUNDAMENTAIS</p><p>E DIREITOS HUMANOS</p><p>DIREITO</p><p>DAS</p><p>PESSOAS</p><p>Direitos do</p><p>Homem</p><p>✓ Direitos não expressamente previstos no direito interno</p><p>ou internacional.</p><p>✓ A teoria jusnaturalista fundamenta os direitos humanos</p><p>em uma ordem superior universal, imutável e</p><p>inderrogável.</p><p>✓ Os direitos humanos não são criações dos legisladores,</p><p>tribunais ou juristas e, consequentemente, não podem</p><p>desaparecer da consciência dos homens.</p><p>Direitos</p><p>Fundamentais</p><p>✓ Ordem interna do Estado.</p><p>✓ Previstos na Constituição.</p><p>Direitos</p><p>Humanos</p><p>✓ Ordem internacional da sociedade internacional.</p><p>✓ Previstos em tratados.</p><p>• O campo de aplicação dos direitos humanos é mais abrangente. Tem maior aplicabilidade. Por</p><p>exemplo, o direito ao voto é um direito fundamental, mas não aplicável a todos.</p><p>• Fundamento dos direitos humanos: valor-fonte do Direito que se atribui a cada pessoa humana</p><p>pelo simples fato de sua existência.</p><p>• Princípios basilares dos DH (Declaração Universal de 1948):</p><p>✓ inviolabilidade da pessoa</p><p>✓ autonomia da pessoa,</p><p>✓ dignidade da pessoa</p><p>Fonte: Curso de direitos humanos / Valerio de Oliveira Mazzuoli. – 5. ed., rev. atual. ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São</p><p>Paulo: MÉTODO, 2018.</p><p>DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS</p><p>NA CONSTITUIÇÃO</p><p>• Direitos e garantias fundamentais é gênero.</p><p>• Direitos e deveres individuais e coletivos é espécie.</p><p>• Observe a estrutura do título. Atente-se que todos os capítulos são espécies de direitos e garantias</p><p>fundamentais, logo, se a questão perguntar se nacionalidade é direito e garantia fundamental, estará</p><p>correto. Se disser que nacionalidade é direito individual (segundo a disposição do Título II), aí estará</p><p>incorreto.</p><p>• O rol de direitos fundamentais é exemplificativo.</p><p>• O rol de direitos fundamentais não está adstrito aos artigos 5º ao 17.</p><p>TÍTULO II</p><p>DOS DIREITOS E GARANTIAS</p><p>FUNDAMENTAIS</p><p>CAPÍTULO I</p><p>DOS DIREITOS E DEVERES</p><p>INDIVIDUAIS E COLETIVOS</p><p>CAPÍTULO II</p><p>DOS DIREITOS SOCIAIS</p><p>CAPÍTULO III</p><p>DA NACIONALIDADE</p><p>CAPÍTULO IV</p><p>DOS DIREITOS POLÍTICOS</p><p>CAPÍTULO V</p><p>DOS PARTIDOS POLÍTICOS</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 25</p><p>GERAÇÕES OU DIMENSÕES</p><p>• O termo geração não é adequado, tendo em vista que uma das características mais marcante dos DH é</p><p>a indivisibilidade (eles não se dividem ou sucedem em “gerações”), portanto, o termo geração poderia</p><p>induzir à falsa ideia de que uma categoria de direitos substitui a outra que lhe é anterior.</p><p>• O termo mais adequado é dimensões.</p><p>GERAÇÕES OU DIMENSÕES DOS DIREITOS HUMANOS</p><p>Direitos de</p><p>1ª geração</p><p>(direitos civis e políticos)</p><p>1ª - CP</p><p>(direito</p><p>civil e político)</p><p>✓ Liberdades clássicas, negativas ou formais –</p><p>realçam o princípio da liberdade.</p><p>✓ Exigem abstenção do Estado.</p><p>Direitos de</p><p>2ª geração</p><p>(direitos econômicos,</p><p>sociais e</p><p>culturais)</p><p>2ª SEC</p><p>(lembrar de</p><p>second, segundo</p><p>- sociais,</p><p>econômicos e</p><p>culturais)</p><p>✓ Liberdades positivas, reais ou concretas –</p><p>acentuam o princípio da igualdade.</p><p>✓ Exigem atuações do Estado.</p><p>Direitos de</p><p>3ª geração</p><p>✓ Relacionado a valores de fraternidade ou solidariedade.</p><p>✓ Materializam poderes de titularidade coletiva.</p><p>✓ Exemplos: desenvolvimento ou progresso, ao meio ambiente, à</p><p>autodeterminação dos povos, direito do consumidor, bem como ao</p><p>direito de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade e</p><p>ao direito de comunicação. São direitos transindividuais.</p><p>✓ STF: direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é “um</p><p>típico direito de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que</p><p>assiste a todo o gênero humano”.</p><p>Direitos de</p><p>4ª geração</p><p>✓ Democracia, informação e pluralismo</p><p>✓ Engenharia genética</p><p>Direitos de</p><p>5ª geração</p><p>✓ Cibernética, realidade virtual e direito à paz.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE</p><p>PAULO BONAVIDES</p><p>1ª</p><p>geração</p><p>Direitos de</p><p>liberdade</p><p>Civis e políticos</p><p>2ª</p><p>geração</p><p>Direitos de</p><p>igualdade</p><p>Econômicos, sociais e culturais e COLETIVOS.</p><p>3ª</p><p>geração</p><p>Direitos de</p><p>fraternidade</p><p>Desenvolvimento, paz, meio ambiente, comunicação e patrimônio</p><p>comum da humanidade</p><p>4ª</p><p>geração</p><p>Direitos da</p><p>solidariedade</p><p>Democracia, informação e pluralismo.</p><p>5ª</p><p>geração</p><p>Direito da</p><p>esperança</p><p>Direito à paz</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 26</p><p>CARACTERÍSTICAS –</p><p>Direitos e Garantias Fundamentais e Direitos Humanos</p><p>Historicidade</p><p>✓ Possuem caráter histórico, nascendo com o Cristianismo, passando pelas</p><p>diversas revoluções e chegando aos dias atuais.</p><p>Universalidade ✓ Destinam-se, de modo indiscriminado, a todos os seres humanos.</p><p>Essencialidade.</p><p>✓ São essenciais por natureza, tendo por conteúdo os valores supremos do ser</p><p>humano e a prevalência da dignidade humana.</p><p>Limitabilidade</p><p>✓ Os direitos fundamentais não são absolutos (relatividade), havendo, muitas</p><p>vezes, no caso concreto, confronto, conflito de interesses. O critério utilizado</p><p>para resolver conflito entre princípios é o da ponderação.</p><p>✓ Atenção: nem o direito à vida é absoluto. Não existe hierarquia entre direitos</p><p>fundamentais.</p><p>Concorrência</p><p>✓ Podem ser exercidos cumulativamente, quando, por exemplo, o jornalista</p><p>transmite uma notícia (direito de informação) e, ao mesmo tempo, emite uma</p><p>opinião (direito de opinião).</p><p>Irrenunciabilidade ✓ O que pode ocorrer é o seu não exercício, mas nunca a sua renunciabilidade.</p><p>Inalienabilidade</p><p>✓ Como são conferidos a todos, são indisponíveis; não se pode aliená-los (vender,</p><p>trocar...) por não terem conteúdo econômico-patrimonial.</p><p>Imprescritibilidade</p><p>✓ Tais direitos não se perdem com o passar do tempo.</p><p>✓ STJ: a reparação civil dos danos causados em virtude de atos de exceção</p><p>praticados durante o regime militar (especialmente tortura e assassinatos) é</p><p>imprescritível.</p><p>Inexauribilidade</p><p>✓ São inesgotáveis no sentido de que podem ser expandidos, ampliados e a</p><p>qualquer tempo podem surgir novos direitos</p><p>Essencialidade</p><p>✓ os direitos humanos são inerentes ao ser humano, tendo por base os valores</p><p>supremos do homem e sua dignidade (aspecto material), assumindo posição</p><p>normativa de destaque (aspecto formal).</p><p>Inviolabilidade</p><p>✓ Não podem ser violados por leis infraconstitucionais, nem por atos</p><p>administrativos de agente do Poder Público, sob pena de responsabilidade civil,</p><p>penal e administrativa;</p><p>Efetividade</p><p>✓ A Administração Pública deve criar mecanismos coercitivos aptos a efetivação</p><p>dos direitos fundamentais</p><p>Complementaridade</p><p>✓ Os direitos fundamentais devem ser observados não isoladamente, mas de</p><p>forma conjunta e interativa com as demais normas, princípios e objetivos</p><p>estatuídos pelo constituinte</p><p>Vedação do</p><p>retrocesso ou</p><p>Efeito Cliquet</p><p>✓ Direitos fundamentais devem sempre (e cada vez mais) agregar algo de novo e</p><p>melhor ao ser humano, não podendo o Estado proteger menos do que já</p><p>protegia anteriormente.</p><p>FONTE: Direito constitucional esquematizado* / Pedro Lenza. - 21 ed. - São Paulo. Saraiva, 2017.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 27</p><p>Indivisibilidade</p><p>✓ Direitos humanos – direitos civis e políticos e direitos sociais, econômicos e</p><p>culturais – não se sucedem em gerações, mas, ao contrário, se cumulam e se</p><p>fortalecem ao longo dos anos.</p><p>Interdependência</p><p>✓ Os direitos do discurso liberal hão de ser sempre somados com os direitos do</p><p>discurso social da cidadania, além do que democracia, desenvolvimento e</p><p>direitos humanos são conceitos que se reforçam mutuamente.</p><p>Inter-</p><p>relacionariedade</p><p>✓ Os direitos humanos e os vários sistemas internacionais de proteção não devem</p><p>ser entendidos de forma dicotômica, mas, ao contrário, devem interagir em prol</p><p>de sua garantia efetiva.</p><p>Fonte: Curso de direitos humanos / Valerio de Oliveira Mazzuoli. – 5. ed., rev. atual.</p><p>ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São</p><p>Paulo: MÉTODO, 2018.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 28</p><p>HERMENÊUTICA</p><p>CONSTITUCIONAL</p><p>✓ Hermenêutica é o ramo que estuda a interpretação.</p><p>✓ A hermenêutica constitucional utiliza de métodos para interpretar as normas constitucionais.</p><p>MÉTODOS TRADICIONAIS</p><p>DE INTERPRETAÇÃO NO DIREITO</p><p>Interpretação</p><p>semântica,</p><p>gramatical ou</p><p>literal</p><p>Interpretação</p><p>sistemática</p><p>Interpretação</p><p>lógica</p><p>Interpretação</p><p>histórica ou</p><p>genética</p><p>Interpretação</p><p>teleológica</p><p>Interpretação</p><p>comparativa</p><p>Atenta, sobretudo,</p><p>para o enunciado</p><p>linguístico da</p><p>norma,</p><p>esclarecendo o</p><p>significado das</p><p>palavras e o seu</p><p>valor semântico.</p><p>Preconiza, ante a</p><p>inexistência de</p><p>enunciados</p><p>normativos</p><p>isolados, a</p><p>interpretação em</p><p>conjunto dos</p><p>dispositivos, como</p><p>se formassem um</p><p>todo</p><p>harmônico.</p><p>Está ligado "à</p><p>estruturação do</p><p>pensamento, ou</p><p>seja, à relação</p><p>lógica em que se</p><p>acham suas</p><p>diversas partes”.</p><p>Busca definir o</p><p>sentido da norma</p><p>por meio</p><p>do exame da</p><p>intenção do</p><p>legislador revelada</p><p>em precedentes</p><p>legislativos,</p><p>trabalhos</p><p>preparatórios,</p><p>exposição de</p><p>motivos e debates</p><p>parlamentares.</p><p>Diversamente do</p><p>histórico, cuja</p><p>base são os fins</p><p>objetivados pelo</p><p>legislador</p><p>(teleolégico-</p><p>subjetivo), esse</p><p>elemento</p><p>se baseia na</p><p>finalidade contida</p><p>no texto normativo</p><p>(teleológico-</p><p>objetivo).</p><p>Adota por</p><p>referência o</p><p>modo como</p><p>determinadas</p><p>questões</p><p>jurídicas foram</p><p>resolvidas em</p><p>outros países, em</p><p>especial,</p><p>naqueles de</p><p>tradições</p><p>históricas,</p><p>jurídicas e</p><p>culturais</p><p>semelhantes.</p><p>Fonte: Curso de direito constitucional/ Marcelo Novelino. - 11. ed. rev., ampl. e atual. - Salvador: Ed. JusPodivm.</p><p>✓ (FGV – 2021 – Certo) No processo de interpretação constitucional, a pré-compreensão do intérprete não pode ocupar uma</p><p>posição hegemônica e incontrastável, de modo a tornar esse processo uma encenação que busque tão somente justificar</p><p>conclusões prévias, indiferentes aos limites do texto constitucional, aos aspectos circunstanciais e às exigências de ordem</p><p>metódica. Na interpretação constitucional, a narrativa acima se mostra: correta, pois o conhecimento adquirido pelo</p><p>intérprete é apenas condição de desenvolvimento da compreensão, que resulta na atribuição de significado ao texto;</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 29</p><p>MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO</p><p>CONSTITUCIONAL</p><p>Método</p><p>hermenêutico</p><p>clássico (ou</p><p>método jurídico)</p><p>Método</p><p>científico-</p><p>espiritual</p><p>Método tópico-</p><p>problemático</p><p>Método</p><p>hermenêutico-</p><p>concretizador</p><p>Método</p><p>normativo-</p><p>estruturante</p><p>Método</p><p>concretista da</p><p>constituição</p><p>aberta</p><p>A constituição, por</p><p>ser uma espécie de</p><p>lei, deve ser</p><p>interpretada com</p><p>base nos</p><p>elementos</p><p>tradicionais</p><p>(gramatical,</p><p>sistemático, lógico</p><p>e histórico).</p><p>Os institutos do</p><p>direito</p><p>constitucional</p><p>devem ser</p><p>compreendidos em</p><p>sua</p><p>conexão com o</p><p>sentido de</p><p>conjunto e</p><p>universalidade</p><p>expressos pela</p><p>constituição,</p><p>a qual deve ser</p><p>interpretada como</p><p>um togo ("visão</p><p>sistémica").</p><p>Leva em conta</p><p>elementos</p><p>valorativos e</p><p>integrativos.</p><p>Trata-se de uma</p><p>teoria de</p><p>argumentação</p><p>jurídica voltada</p><p>para o</p><p>problema e para</p><p>o</p><p>conceito</p><p>de compreensão</p><p>prévia, apta a</p><p>fundamentar um</p><p>sistema material</p><p>de direito</p><p>em contraposição</p><p>ao sistema formal</p><p>do dedutivismo</p><p>lógico.</p><p>Utiliza um</p><p>conjunto de</p><p>princípios</p><p>interpretativos</p><p>dirigentes e</p><p>limitadores a</p><p>serem utilizados</p><p>na coordenação e</p><p>valorização dos</p><p>pontos de vista</p><p>adotados na</p><p>resolução dos</p><p>problemas</p><p>constitucionais.</p><p>Propõe uma</p><p>"metódica</p><p>estruturante"</p><p>desenvolvida para</p><p>o direito</p><p>constitucional.</p><p>Segundo o</p><p>formulador do</p><p>método</p><p>normativo-</p><p>estruturante, a</p><p>indicação dos</p><p>elementos</p><p>tradicionais de</p><p>interpretação como</p><p>métodos da práxis</p><p>e da ciência</p><p>jurídica é fruto de</p><p>uma compreensão</p><p>equivocada da</p><p>estrutura da</p><p>realização prática</p><p>do direito.</p><p>O foco não está</p><p>direcionado para</p><p>os procedimentos</p><p>a serem</p><p>utilizados</p><p>na interpretação</p><p>constitucional,</p><p>mas sim para os</p><p>sujeitos que dela</p><p>participam.</p><p>Constituição é lei.</p><p>Aplica-se métodos</p><p>tradicionais.</p><p>Elementos</p><p>valorativos.</p><p>Realidade social.</p><p>Problema</p><p>concreto para a</p><p>norma.</p><p>Parte da norma</p><p>para o</p><p>caso/problema.</p><p>Teor da norma –</p><p>interpretação –</p><p>realidade social</p><p>-</p><p>Proposto por Ernst</p><p>Forsthoff.</p><p>Idealizado por</p><p>Rudolf Smend.</p><p>Theodor</p><p>Viehweg.</p><p>Konrad</p><p>Hesse</p><p>Friedrich</p><p>Müller</p><p>Peter</p><p>Hãberle</p><p>Fonte: Curso de direito constitucional/ Marcelo Novelino. - 11. ed. rev., ampl. e atual. - Salvador: Ed. JusPodivm.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 30</p><p>MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL –</p><p>Questões de concurso consideradas corretas</p><p>Geral</p><p>(FUNIVERSA – 2009) A interpretação das normas constitucionais é um conjunto de métodos e princípios</p><p>desenvolvidos pela doutrina e jurisprudência com base em critérios ou premissas diferentes, mas, em geral,</p><p>reciprocamente complementares, o que reforça o caráter unitário da atividade interpretativa.</p><p>(COPEVE – 2010) Na interpretação das normas inseridas no texto da Constituição de 1988 por parte do Superior</p><p>Tribunal de Justiça (STJ) não há prevalência antecipada de nenhum método específico.</p><p>Método hermenêutico clássico (ou método jurídico)</p><p>(Prefeitura RJ – 2015) De acordo com o entendimento doutrinário, o método de interpretação da Constituição que</p><p>preconiza que a Constituição deve ser interpretada com os mesmos recursos interpretativos das demais leis, denomina-</p><p>se método clássico.</p><p>(FCC – 2014) Por meio do método jurídico ou hermenêutico clássico, a Constituição deve ser encarada como uma lei e,</p><p>assim, todos os métodos tradicionais de exegese deverão ser utilizados na tarefa interpretativa.</p><p>(CESPE – 2012) De acordo com o método hermenêutico clássico, devem-se adotar os critérios tradicionais relacionados</p><p>por Savigny como forma de se preservar o conteúdo da norma interpretada e evitar que ele se perca em considerações</p><p>valorativas.</p><p>(CESPE – 2012) O método hermenêutico clássico de interpretação constitucional concebe a interpretação como uma</p><p>atividade puramente técnica de conhecimento do texto constitucional e preconiza que o intérprete da Constituição deve</p><p>se restringir a buscar o sentido da norma e por ele se guiar na sua aplicação, sem formular juízos de valor ou</p><p>desempenhar atividade criativa.</p><p>(AOCP – 2022 – Certo) Para o método jurídico, a Constituição deve ser encarada como uma lei e, assim, todos os</p><p>métodos tradicionais de hermenêutica deverão ser utilizados na tarefa interpretativa.</p><p>(Fundatec – 2022 – Certo) Segundo No método jurídico, o papel do intérprete resume-se a descobrir o verdadeiro</p><p>significado da norma, o seu sentido e, assim, atribui-se grande importância ao texto da norma.</p><p>Método científico-espiritual</p><p>(FCC – 2014) Por meio do método científico-espiritual, a sua análise da norma constitucional não se fixa na literalidade</p><p>da norma, mas parte da realidade social e dos valores subjacentes do texto constitucional.</p><p>(Quadrix -2020) O método científico‐espiritual busca identificar os valores subjacentes à norma, incursionando, para</p><p>isso, em uma perspectiva sociológica.</p><p>(FUNDEC – 2003) Quanto ao método científico-espiritual (também chamado valorativo ou sociológico), suas</p><p>premissas básicas fundamentam-se na necessidade de a interpretação da Constituição ter em conta: (1) as bases de</p><p>valoração subjacentes ao texto constitucional e (2) o sentido e a realidade da constituição como elemento do processo</p><p>de integração.</p><p>(AOCP – 2022 – Certo) De acordo com o método científico-espiritual, a análise da norma</p><p>constitucional não se fixa na</p><p>literalidade da norma, mas parte da realidade social e dos valores subjacentes do texto da Constituição.</p><p>(Fundatec – 2022 – Certo) Segundo o método científico-espiritual, a Constituição deve ser interpretada como algo</p><p>dinâmico e que se renova constantemente, no compasso das modificações da vida em sociedade.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 31</p><p>Método tópico-problemático</p><p>(QUADRIX – 2019) Em meio a embates técnicos, solicitou‐se que um assessor jurídico interpretasse determinadas</p><p>normas constitucionais. Ele o fez por meio da análise, partindo do problema concreto para a norma e atribuindo à</p><p>interpretação um caráter prático na busca da solução dos problemas concretizados. Com base nesse caso hipotético, é</p><p>correto afirmar que o método de interpretação utilizado pelo assessor jurídico foi o método tópico‐problemático.</p><p>(FCC – 2014) Por meio do método tópico-problemático, parte-se de um problema concreto para a norma, atribuindo-se</p><p>à intepretação um caráter prático visando à solução dos problemas concretizados.</p><p>(FUNDEC – 2003) O método tópico-problemático parte das seguintes premissas: (1) caráter prático da interpretação</p><p>constitucional; (2) caráter aberto, fragmentário ou indeterminado da lei constitucional e (3) preferência pela discussão</p><p>do problema em virtude da abertura das normas constitucionais que não permitam qualquer dedução subsuntiva a partir</p><p>delas mesmo.</p><p>(AOCP – 2022 – Certo) Por meio do método da tópica, parte-se de um problema concreto para a norma, atribuindo-se à</p><p>interpretação um caráter prático na busca da solução dos problemas concretizados.</p><p>Método hermenêutico-concretizador</p><p>(CESPE – 2019) Assinale a opção que apresenta o método conforme o qual a leitura do texto constitucional inicia-se</p><p>pela pré-compreensão do aplicador do direito, a quem compete efetivar a norma a partir de uma situação histórica para</p><p>que a lide seja resolvida à luz da Constituição, e não de acordo com critérios subjetivos de justiça: hermenêutico-</p><p>concretizador.</p><p>(FCC – 2014) Por meio do método hermenêutico-concretizador, parte-se da norma constitucional para o problema</p><p>concreto, valendo-se de pressupostos subjetivos e objetivos e do chamado círculo hermenêutico.</p><p>(FUNDEC – 2003) O método hermenêutico-concretizador; cuja teorização fundamental é devida a K. Hesse, realça os</p><p>seguintes pressupostos da tarefa interpretativa: (1) subjetivos, em razão de que o intérprete desempenha um papel</p><p>criador na obtenção do sentido do texto constitucional, (2) objetivos, isto é, o contexto, atuando o intérprete como</p><p>operador de mediações entre o texto e a situação em que se aplica e (3) relação entre texto e contexto com a mediação</p><p>criadora do intérprete.</p><p>(VUNESP – 2017) “(…) arranca da ideia de que a leitura de um texto normativo se inicia pela pré-compreensão do seu</p><p>sentido através do intérprete. A interpretação da constituição também não foge a esse processo: é uma compreensão de</p><p>sentido, um preenchimento de sentido juridicamente criador, em que o intérprete efetua uma atividade prático</p><p>normativa, concretizando a norma a partir de uma situação histórica concreta. No fundo esse método vem realçar e</p><p>iluminar vários pressupostos da atividade interpretativa: (1) os pressupostos subjetivos, dado que o intérprete</p><p>desempenha um papel criador (pré-compreensão) na tarefa de obtenção de sentido do texto constitucional: (2) os</p><p>pressupostos objetivos, isto é, o contexto, atuando o intérprete como operador de mediações entre o texto e a situação a</p><p>que se aplica: (3) relação entre o texto e o contexto com a mediação criadora do intérprete, transformando a</p><p>interpretação em ‘movimento de ir e vir’ (círculo hermenêutico). (…) se orienta não por um pensamento axiomático</p><p>mas para um pensamento problematicamente orientado.” Da leitura do texto do constitucionalista J.J. Gomes Canotilho,</p><p>conclui-se que o autor se refere a que método de interpretação constitucional? Método hermenêutico-concretizador.</p><p>(Fundatec – 2022 – Certo) No método hermenêutico-concretizador, o intérprete atua como mediador entre a norma e a</p><p>situação concreta, tendo como “pano de fundo” a realidade social.</p><p>(Fundatec – 2021 – Certo) Dentre os métodos de interpretação, destaca-se o hermenêutico-concretizador, que parte da</p><p>Constituição para o problema, destacando-se, como pressuposto subjetivo, a pré-compreensão do intérprete sobre o</p><p>tema; como pressuposto objetivo, a atuação do intérprete como mediador entre norma e situação concreta; e a ideia de</p><p>círculo hermenêutico, que compreende o movimento e “ir e vir” do subjetivo para o objetivo, até que se chegue a uma</p><p>compreensão da norma.</p><p>Sistematização Concursos sistematizacaoconcursos@gmail.com @sistematizacaoconcursos 32</p><p>Método normativo-estruturante</p><p>(CONSULPLAN – 2008) O método de interpretação da Constituição segundo o qual o intérprete aplicador deve</p><p>considerar e trabalhar com dois tipos de elementos de concretização: um formado pelos elementos resultantes da</p><p>interpretação do texto da norma e o outro, resultante da investigação do referente normativo, é chamado de: método</p><p>normativo-estruturante.</p><p>(COPEVE – 2017) Atualmente, para a interpretação das normas constitucionais, são usados os chamados métodos</p><p>modernos de interpretação, mais complexos e integrados, balizados pelo pensamento de grandes juristas. A propósito,</p><p>um desses métodos pressupõe que não se pode separar o programa normativo constitucional da realidade social. Esse</p><p>método é conhecido como normativo-estruturante, defendido por Friedrich Muller.</p><p>(IBFC – 2020) Segundo o método normativo-estruturante, a norma jurídica não se confunde com o texto normativo,</p><p>sendo que o teor literal da norma deve ser interpretado à luz da concretização da norma em sua realidade social.</p><p>(FCC – 2010) No que diz respeito à interpretação das normas constitucionais, observa-se, entre outros métodos, aquele</p><p>que dá relevância ao fato de não haver identidade entre norma jurídica e texto normativo. A norma constitucional</p><p>abrange um "pedaço da realidade social"; ela é conformada não só pela atividade legislativa, mas também pela</p><p>jurisdicional e pela administrativa. Assim, o intérprete deve identificar o conteúdo da norma constitucional mediante a</p><p>análise de sua concretização normativa em todos os níveis. Esse método de interpretação denomina-se normativo-</p><p>estruturante.</p><p>(CESPE – 2019) Se, no julgamento de determinado caso concreto, resolvido à luz da ordem constitucional, o</p><p>magistrado utilizar o método de interpretação que parte do princípio de que a norma constitucional não deve ser</p><p>entendida apenas como texto normativo, uma vez que ela é composta principalmente pela realidade social sobre a qual</p><p>incide, o intérprete estará utilizando o método de interpretação denominado pela doutrina como normativo-estruturante.</p><p>(CESPE – 2009) Esse método parte da premissa de que existe uma relação necessária entre o texto e a realidade, entre</p><p>preceitos jurídicos e os fatos que eles intentam regular. Para Müller, na tarefa de interpretar-concretizar a norma</p><p>constitucional, o intérprete- aplicador deve considerar tanto os elementos resultantes da interpretação do texto</p><p>(programa normativo), como os decorrentes da investigação da realidade (domínio normativo). Isso porque, partindo do</p><p>pressuposto de que a norma não se confunde com o texto normativo, afirma Müller que o texto é apenas a 'ponta do</p><p>iceberg'; mas a norma não compreende apenas o texto, pois abrange também "um pedaço de realidade social", sendo</p><p>esta talvez a parte mais significativa que o intérprete- aplicador deve levar em conta para realizar o direito. O trecho</p><p>acima descreve o método de interpretação constitucional denominado método normativo-estruturante.</p><p>(Fundatec – 2022 – Certo) Sobre o método</p>

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