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<p>Terceirização. Responsabilidade Civil trabalhista. Me. Luiza Fernandes de Abrantes Barbosa Venâncio</p><p>Terceirização Conceito; e lícita; Responsabilidade; Atividade meio e atividade fim.</p><p>Efeitos da terceirização Vínculo com tomador de serviço; Isonomia salarial; Administração pública.</p><p>Súmula 331 TST - CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. I - - A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se vínculo diretamente com tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei 6.019, de 03.01.1974). II - A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF/1988). III - Não forma vínculo de emprego com tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei n° 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta. IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto obrigações, desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.</p><p>Súmula 331 TST - CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE. V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. VI A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral. Observação: (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) - Res. 174/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31.05.2011</p><p>Tema 725 - Terceirização de serviços para a consecução da atividade-fim da empresa. É lícita a terceirização ou qualquer outra forma de divisão do trabalho entre pessoas jurídicas distintas, independentemente do objeto social das empresas envolvidas, mantida a responsabilidade subsidiária da empresa contratante.</p><p>RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELA RECLAMADA. LEI 13.467/2017. TERCEIRIZAÇÃO ARTIGO 25 DA LEI N° 8.987/95. ADPF N° 324 E RE N° DISTINGUISHING VERIFICAÇÃO DA PRESENÇA DOS REQUISITOS DOS 2.° E 3.° DA CLT. 1. Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADPF 324 e do RE 958252, aprovou tese com repercussão geral no sentido de que: "É licita a terceirização ou qualquer outra forma de divisão do trabalho entre pessoas jurídicas distintas, independentemente do objeto social das empresas envolvidas, mantida a responsabilidade subsidiária da empresa contratante" ( RE 958252). Portanto, de acordo com a Suprema Corte, é lícita a terceirização em todas as etapas do processo produtivo, sem distinção entre atividade-meio ou atividade-fim 2. Todavia, admite-se a aplicação do distinguishing quanto à tese fixada pelo STF, quando, na análise do caso concreto, verificar-se a presença dos requisitos dos arts. e da CLT entre o empregado e a empresa tomadora dos serviços, situação que autoriza o reconhecimento do vínculo empregatício diretamente com esta, pois desfigurada a própria utilizada apenas com o intuito de mascarar vínculo empregatício do trabalhador. 3. Vale dizer, caso constatada fraude na aplicação da legislação trabalhista, não em decorrência do labor na atividade-fim da tomadora, mas pela constatação dos requisitos da relação de emprego, como no caso dos autos, em que comprovada a subordinação direta do trabalhador aos prepostos da ré, forçoso reconhecer a ilicitude da terceirização. Recurso de revista não conhecido. (TST RR: Relator: Delaide Alves Miranda Arantes, Data de Julgamento: 06/04/2022, Turma, Data de Publicação: 11/04/2022)</p><p>RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO NA VIGÊNCIA DA LEI N° 13.015/2014 . TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO TOMADOR DE SERVIÇOS PELOS CRÉDITOS DO TRABALHADOR TERCEIRIZADO. ABRANGÊNCIA DE TODAS AS VERBAS DA CONDENAÇÃO, INCLUSIVE A MULTA PREVISTA NO ARTIGO 477, § DA CLT. A jurisprudência desta Corte pacificou-se no entendimento de que a responsabilização subsidiária, prevista na Súmula 331, item IV, do TST, implica pagamento da totalidade dos débitos trabalhistas, inclusive as multas legais ou convencionais e verbas rescisórias ou indenizatórias. Esse entendimento foi consolidado no item VI da Súmula 331 do TST, in verbis : "A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral". O Regional, ao manter a responsabilização subsidiária da tomadora de serviços pela multa prevista no artigo 477, § da CLT, decidiu em sintonia com a súmula desta Corte. Recurso de revista não (TST RR: 10092820155050221, Relator: Jose Roberto Freire Pimenta, Data de Julgamento: 09/02/2022, Turma, Data de Publicação: 11/02/2022)</p><p>Responsabilidade civil trabalhista Regra: Empregador; Grupo econômico; Sócios e sócio retirante;</p><p>Art. Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo serão responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego.</p><p>Art. 10-A. O sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas da sociedade relativas ao período em que figurou como sócio, somente em ações ajuizadas até dois anos depois de averbada a modificação do contrato, observada a seguinte ordem de preferência: (Incluído pela Lei 13.467, de 2017) (Vigência) I - - a empresa devedora; (Incluído pela Lei n° 13.467, de 2017) (Vigência) II - os sócios atuais; e (Incluído pela Lei 13.467, de 2017) (Vigência) III - os sócios retirantes. (Incluído pela Lei n° 13.467, de 2017) (Vigência) Parágrafo único. O sócio retirante responderá solidariamente com os demais quando ficar comprovada fraude na alteração societária decorrente da modificação do contrato.</p><p>RECURSO REGIDO PELO CPC/2015, PELA INSTRUÇÃO NORMATIVA 40/2016 DO TST E PELA LEI 13.467/2017 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. GRUPO ECONÔMICO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. MERA IDENTIDADE DE SÓCIOS. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento de que, para a configuração de grupo econômico, não basta a mera situação de coordenação entre as empresas, sendo necessária a presença de relação hierárquica entre elas, de efetivo controle de uma empresa sobre as outras , e de que o simples fato de haver sócios em comum não implica por si só o reconhecimento do grupo econômico. Recurso de revista não conhecido. (TST - RR: 1858520175120033, Relator: José Roberto Freire Pimenta, Data de Julgamento: 05/02/2020, Turma, Data de Publicação: DEJT 14/02/2020)</p><p>RECURSO GRUPO ECONÔMICO POR RECONHECIMENTO A definição de grupo econômico para fins trabalhistas foi alterada com a Lei 13.467/2017, que mudou a redação do § do art. da CLT e acrescentou-lhe § novo § do art. da CLT reconheceu dois tipos distintos de grupos econômicos: grupo econômico por direção (vertical) e grupo econômico por integração (horizontal). Na primeira parte do dispositivo legal é possível identificar grupo econômico típico ou vertical, que é aquele em que as empresas, embora com personalidades jurídicas próprias, funcionam sob a direção de uma outra, que controla e administra as atividades de todas. outro tipo de grupo econômico reconhecido pelo novo § 2.° do art. da CLT é grupo econômico por integração ou coordenação ou horizontal. Ele está previsto na segunda parte desse dispositivo, segundo qual haverá grupo econômico mesmo quando cada empresa guardar sua autonomia. Nesse segundo tipo de grupo econômico não existe exercício de um poder centralizado que comanda um universo de empresas. Não há direção, controle e administração centralizados numa só figura. Esses poderes permanecem com cada uma das empresas do grupo, que nem por isso desaparece. O grupo continua existindo porque existe entre as empresas uma finalidade comum, uma comunhão de interesses. A definição desse tipo de grupo econômico por integração (ou grupo econômico horizontal) complementada pela segunda parte do § 3.° do art. 2.° da CLT. DesSe modo, são três os requisitos cumulativos para a configuração dessa segunda modalidade de grupo econômico: a) demonstração de interesse integrado; b) efetiva comunhão de interesses; atuação conjunta das empresas. No caso dos autos, a prova documental revelou implementos desses requisitos. Isso é assim porque as recorrentes tem suas filiais instaladas no mesmo endereço, atuam nos mesmos ramos de atividade, estão representadas em juízo pelo mesmo preposto, além de apresentarem defesa e recurso comuns. Esse tipo de situação evidencia que as reclamadas atuam de forma conjunta na exploração da atividade econômica, compartilhando o sucesso e a ruína de seu empreendimento, sempre operando de maneira complementar ou subsidiária em seus negócios, formando verdadeiro grupo econômico. Recurso Ordinário das reclamadas ao qual se nega provimento, no particular. (TRT-2 10004532120215020079 Relator MARCIO MENDES Turma Cadeira 3. Data de Publicação: 21/02/2022)</p><p>AGRAVO DE PETIÇÃO. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. TEORIA MENOR DA DESCONSIDERAÇÃO. Na seara trabalhista é aplicável a Teoria Menor da Desconsideração da Personalidade Jurídica, descrita no art. 28, § 5° do CDC, que preconiza que poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for, de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados. Comprovada a insuficiência de recursos da sociedade empresária, configura-se a insolvência obstáculo à satisfação do crédito trabalhista, que autoriza direcionamento da execução para os sócios. (TRT-1 - AP: 01012382720175010321 RJ, Relator: ALBA VALERIA GUEDES FERNANDES DA SILVA, Data de Julgamento: 28/05/2021, Décima Turma, Data de Publicação: 12/06/2021)</p><p>SÓCIO RETIRANTE (EX-SÓCIO). RESPONSABILIDADE PELAS DÍVIDAS DA HIPÓTESE EM QUE SÓCIO SE RETIROU DA SOCIEDADE EM 19/01/2009, MAIS DE TRÊS ANOS ANTES DA DISTRIBUIÇÃO DA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. IMPOSSIBILIDADE DE IMPUTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE AO SÓCIO INTEUGÊNCIA DOS ARTIGOS 1.003, PARÁGRAFO E 1.032 DO CÓDIGO CIVIL C/C ARTIGO 10-A DA CLT. A norma do art. 1.032 do Código Civil, no que toca ao Processo do Trabalho, é no sentido de que, aberta a ação dentro do biênio contado da rescisão contratual, pode a execução se voltar contra os sócios do período não atingido pela prescrição, mas não se pode impor ao sócio retirante que responda por dívida da sociedade referente ao período posterior à sua retirada. Nesse sentido, também, art. 10-A da CLT, que estabelece que "O sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas da sociedade relativas ao período em que figurou como sócio, somente em ações ajuizadas até dois anos depois de averbada a modificação do (TRT-2 - AP: 00015925520125020074 SP, Relator: MARIA DE LOURDES ANTONIO, Turma, Data de Publicação: 07/04/2022)</p><p>Responsabilidade civil trabalhista Objetiva; Subjetiva; Culpa in eligendo</p><p>Excludentes da Responsabilidade civil trabalhista Culpa exclusiva da vítima; de caso fortuito ou força maior; fato de terceiro doença que não esteja relacionada ao trabalho</p><p>Responsabilidade civil trabalhista Empreiteiro e subempreiteiro; Dono da obra; Consórcio de empregadores.</p><p>Orientação Jurisprudencial 191/TST-SDI-I - - Empreitada. Dono da obra. Responsabilidade solidária ou subsidiária. Hipóteses. Diante da inexistência de previsão legal específica, O contrato de empreitada de construção civil entre O dono da obra e empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro, salvo sendo dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora.</p><p>"INCIDENTE DE RECURSO DE REVISTA REPETITIVO. TEMA N° 0006. CONTRATO DE EMPREITADA. DONO DA OBRA. RESPONSABILIDADE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL N° 191 DA DO TST VERSUS SÚMULA 42 DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA TERCEIRA REGIÃO 1. A exclusão de responsabilidade solidária ou subsidiária por obrigação trabalhista, a que se refere a Orientação Jurisprudencial 191 da do TST, não se restringe a pessoa física ou micro e pequenas empresas. Compreende igualmente empresas de médio e grande porte e entes públicos. 2. A excepcional responsabilidade por obrigações trabalhistas, prevista na parte final da Orientação Jurisprudencial 191 da do TST, por aplicação analógica do artigo 455 da CLT, alcança os casos em que dono da obra de construção civil é construtor ou incorporador e, portanto, desenvolve a mesma atividade econômica do empreiteiro. 3. Não é compatível com a diretriz sufragada na Orientação Jurisprudencial n° 191 da do TST jurisprudência de Tribunal Regional do Trabalho que amplia a responsabilidade trabalhista do dono da obra, excepcionando apenas "a pessoa física ou micro e pequenas empresas, na forma da lei, que não exerçam atividade econômica vinculada ao objeto contratado". 4. Exceto ente público da Administração direta e indireta, se houver inadimplemento das obrigações trabalhistas contraídas por empreiteiro que contratar, sem idoneidade econômico-financeira, dono da obra responderá subsidiariamente por tais obrigações, em face de aplicação analógica do art. 455 da CLT e de culpa in eligendo." (IRR SDI-1, Acórdão publicado em 30/06/2017, Relator Ministro João Oreste Dalazen).(g.n.)</p><p>PROCESSO n° 1001142-39.2021.5.02.0314 (RORSum) RECORRENTE: EDESIO MARTINS DA SILVA SOBRINHO RECORRIDAS: EG SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO E LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS LTDA; ALESAT COMBUSTÍVEIS S.A.; SHELL BRASIL PETRÓLEO LTDA e RAIZEN S.A. RELATOR: WILSON RICARDO BUQUETTI PIROTTA PROLATORA DA SENTENÇA: MARTHA CAMPOS ACCURSO EMENTA RECURSO ORDINÁRIO INTERPOSTO PELO AUTOR. CONTRATO DE EMPREITADA. DONA DA OBRA. A exegese da OJ n° 191 é de que o contrato de empreitada não enseja a atribuição de responsabilidade solidária nem subsidiária à dona da obra, salvo se esta for empresa construtora ou incorporadora, o que não é o caso dos autos, considerando que segunda, terceira e quarta corrés atuam primordialmente na comercialização e distribuição de combustíveis, não explorando atividades no ramo de construção civil. Portanto, não possuem qualquer responsabilidade pelos débitos trabalhistas da empreiteira contratada para a realização de obra de construção civil. Recurso ordinário conhecido e não provido.</p><p>Bibliografia DELGADO, Mauricio Curso de Direito do Trabalho. Salvador: JusPodivm. 21 ed, 2024. LEITE, Carlos Henrique B. Curso de direito do trabalho. São Paulo: LTr, 16 edição, 2024. MAGANO, Octavio Bueno. Manual de Direito do Parte Geral, 4. ed. São Paulo: LTr, 1991. MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do trabalho. São Paulo: SaraivaJur, ed 40, 2024. MIESSA, Élisson; CORREIA, Henrique. Direito e processo do trabalho. Carreiras Trabalhistas - Volume Único. Salvador: JusPodivm.</p><p>Obrigada!</p>