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<p>UNIGRAN – Centro Universitário da Grande Dourados</p><p>Curso: Pedagogia</p><p>Disciplina: Relações Étnico-Raciais na Educação e Educação Indígena</p><p>Professora: Dra. Terezinha Bazé de Lima</p><p>Aluno (a): Bruna Estela Pereira RGM: 053.206.68 Polo: Nova Andradina</p><p>Atividade/ Portfólio 01 – AULAS 01, 02, 03 e 04 (VALOR 2,5 PONTOS)</p><p>1) Construa um texto com o mínimo de duas laudas e máximo três laudas dissertando sobre o tema: “Racismo, Pluralidade Cultural e Legislação”, o texto deve abordar conteúdos e conceitos trabalhados e estudados nas aulas 01, 02, 03 e 04, trazendo citações e referências do guia didático.</p><p>A Luta contra o Racismo e a Promoção da Diversidade Étnico-Racial na Educação Brasileira</p><p>Durante diversos períodos da história brasileira, tanto os negros quanto os índios, junto a outros grupos sociais, manifestaram-se contra a discriminação e em busca de seus direitos. Essa luta contínua contrasta com a concepção de um Brasil livre de contradições, minimizando os casos de discriminação como irrelevantes para aqueles afetados, visando manter a estabilidade social. O racismo, ainda que dissimulado, persiste como a forma mais evidente de discriminação na sociedade brasileira, apesar de muitos brasileiros negarem seu preconceito. Alcione Araújo, escritora e dramaturga, observa que o racismo é mais uma questão emocional do que racional, dificultando a identificação do preconceito nas próprias atitudes.</p><p>Por muito tempo, adotamos categorizações baseadas em características como cor da pele, textura do cabelo e traços físicos, resultando no senso comum das três "raças" principais: amarela, negra e branca. O conceito de raça, conforme definido pelo Dicionário Aurélio, refere-se a um grupo de indivíduos com características físicas semelhantes transmitidas por hereditariedade, embora variem entre os indivíduos.</p><p>A Lei 11.645, promulgada em 10 de março de 2008, torna obrigatório o ensino da história e cultura indígena e afro-brasileira em todas as escolas do país, sejam públicas ou privadas, desde o ensino fundamental até o médio. Essa legislação altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, incluindo no currículo oficial a temática "História e Cultura Afrobrasileira e Indígena". Tal medida visa reconhecer e valorizar as contribuições das diversas culturas e etnias para a formação da sociedade brasileira, especialmente as influências das matrizes indígena, africana e europeia. A Lei representa uma tentativa do governo brasileiro de corrigir a exclusão histórica dos povos africano e indígena, combatendo a noção etnocêntrica de um único modelo civilizatório que subestima a diversidade.</p><p>A Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, altera a Lei 9.394/1996, incluindo no currículo escolar a obrigatoriedade do estudo da “História e Cultura Afro-Brasileira”. Esta lei aborda a História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o papel do negro na sociedade nacional, reconhecendo sua contribuição nas áreas social, econômica e política. Esta legislação é importante em um momento de intensos debates e ações que revelam a complexidade da realidade brasileira.</p><p>Ao reconhecer essa realidade, podemos perceber que a diversidade e a pluralidade constituem a singularidade do povo brasileiro. Essa singularidade, destacada pelas reparações ao povo negro, precisa ser compreendida em toda a sua diversidade e singularidade. Retratar essa heterogeneidade é crucial para reconstruir a alteridade do negro brasileiro, muitas vezes subjugado pela homogeneidade cultural e linguística.</p><p>A Lei 10.639 também propõe a formação de professores para a diversidade étnico-racial, promovendo não apenas o aprendizado de uma cultura baseada na oralidade, mas também a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade dos conhecimentos sobre a história e a cultura negra no Brasil.</p><p>É necessário adotar uma nova postura educacional diante do processo de ensino, considerando a diversidade étnico-racial e valorizando a cultura e identidade das diferentes culturas. A educação, longe de ser neutra, é um instrumento de reprodução social que influencia o modo de pensar e entender a sociedade, a família, o trabalho e o poder. A Lei 10.639 representa um marco na educação brasileira, promovendo uma mudança significativa na abordagem da diversidade étnico-racial.</p><p>Desde os primórdios da humanidade, o racismo tem sido uma triste realidade, manifestando-se em diversas formas de intolerância. O surgimento do racismo em escala mundial coincidiu com os descobrimentos, sendo os Portugueses protagonistas ao trazerem populações negras da África para o Brasil para servirem como mão de obra na construção da colônia. Esse episódio marcou o início do horror da escravidão, um flagelo que afetou muitos povos ao redor do mundo. Embora a escravidão tenha sido gradualmente abolida, suas marcas persistem, refletindo-se nos preconceitos ainda presentes contra os povos negros.</p><p>Durante o século XIX, polêmicas racistas baseavam-se em teorias como a craniometria, que propunha que o tamanho do crânio estava relacionado com a inteligência, uma ideia hoje completamente desacreditada. No século XX, os testes de inteligência, desenvolvidos por Alfred Binet, foram usados de forma questionável nos Estados Unidos para sustentar teorias racistas, ignorando fatores socioeconômicos e ambientais. Testes de Q.I. aplicados de maneira inadequada entre diferentes grupos sociais contribuíram para perpetuar estereótipos e desigualdades. Apesar dos avanços na aplicação desses testes, ainda há críticas quanto à sua validade e ao impacto de seus resultados na vida das pessoas.</p><p>Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), desenvolvidos nos anos 90, têm como objetivo promover a construção da cidadania em uma sociedade diversa. Destacam a importância de valorizar as diferentes culturas presentes no Brasil e promover uma convivência pacífica e criativa entre os diferentes grupos étnicos. Reconhecem a diversidade etnocultural como um desafio no contexto escolar e enfatizam a luta contra a discriminação, com base nos direitos humanos.</p><p>O documento define raça como características físicas como cor da pele e cabelo, enquanto etnia refere-se a grupos sociais diferenciados por sua cultura específica. Destaca-se o termo etnia como mais apropriado para abordar a diversidade cultural na escola, pois engloba não apenas características físicas, mas também identidade cultural.</p><p>A abordagem da Pluralidade Cultural na escola visa combater preconceitos e promover um convívio democrático, incentivando a empatia pelos que sofrem discriminação. Destaca-se a importância da equidade, considerando as diferenças para alcançar a verdadeira igualdade na cidadania.</p><p>Apesar das boas propostas dos PCN em relação à Pluralidade Cultural e Temas Éticos, muitos professores podem não aplicá-las devido à falta de preparo e à possibilidade de terem sido vítimas de uma educação preconceituosa. Isso ressalta a necessidade de capacitação adequada dos educadores para trabalhar a diversidade cultural e combater a discriminação racial em sala de aula.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>LIMA, Terezinha Bazé de. Relações Étnico-Raciais na Educação e Educação Indígena. Terezinha Bazé de Lima.</p><p>Dourados: UNIGRAN, 2024.</p><p>BRASIL. Lei n. 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências. Diário Oficial da União, 9 jan. 2003.</p><p>BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Diário Oficial da União, 11 mar. 2008.</p><p>Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Diário Oficial da União, 10 de mar. 2008.</p><p>OBS – Todas as atividades deverão ser desenvolvidas com base</p><p>em elaboração própria (trazendo citações do Guia Didático e outras fontes, caso utilizar, e apresentar as referências).</p><p>image1.png</p>

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