O racismo religioso no Brasil é um fenômeno complexo que ultrapassa a esfera espiritual, manifestando-se como uma forma de violência simbólica e física contra religiões de matriz africana. Essa violência está enraizada em estruturas de poder e em um modelo eurocêntrico que historicamente marginalizou os saberes e práticas culturais afro-brasileiras. A Constituição Federal de 1988 assegura a liberdade de crença e culto, mas a efetivação desse direito ainda encontra barreiras na prática social. A criminalização das religiões afro-brasileiras, desde o período colonial até os dias atuais, revela a persistência de um racismo estrutural que se expressa na destruição de terreiros, na estigmatização de ritos e na omissão do Estado diante das denúncias. A análise desse cenário exige a articulação entre diferentes saberes e perspectivas para compreender as raízes históricas e socioculturais do problema e propor ações educativas que promovam o respeito à diversidade religiosa e cultural.
Fonte: OLSZEWSKI, Katia Marise Pereira. Estudo das relações étnico-raciais para o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena. Curitiba: InterSaberes, 2022.
Uma proposta educacional coerente com a superação do racismo religioso e promover uma sociedade democrática e equânime, a escola deve:
A
A) Incentivar a realização de feiras culturais que apresentem elementos das religiões afro-brasileiras como forma de entretenimento e curiosidade.
B
B) Estimular o debate sobre liberdade religiosa em datas comemorativas, como o Dia da Consciência Negra, com o objetivo de evitar conflitos no ambiente escolar.
C
C) Integrar o estudo das religiões de matriz africana aos conteúdos curriculares, promovendo o reconhecimento de sua importância histórica, cultural e social na formação da identidade brasileira.
D
D) Utilizar materiais didáticos que mencionem as religiões afro-brasileiras de forma neutra, deixando de aprofundar suas contribuições para a cultura nacional.
Ed
há 3 meses
Para abordar a questão do racismo religioso e promover uma sociedade mais equânime, é fundamental que a educação reconheça e valorize as religiões de matriz africana, integrando-as de forma significativa ao currículo escolar. Analisando as alternativas: A) Incentivar a realização de feiras culturais que apresentem elementos das religiões afro-brasileiras como forma de entretenimento e curiosidade. - Essa abordagem pode ser superficial e não necessariamente promove um entendimento profundo ou respeito. B) Estimular o debate sobre liberdade religiosa em datas comemorativas, como o Dia da Consciência Negra, com o objetivo de evitar conflitos no ambiente escolar. - Embora importante, essa opção pode não ser suficiente para promover uma compreensão mais ampla e contínua. C) Integrar o estudo das religiões de matriz africana aos conteúdos curriculares, promovendo o reconhecimento de sua importância histórica, cultural e social na formação da identidade brasileira. - Esta alternativa é a mais adequada, pois promove um entendimento profundo e respeitoso das religiões afro-brasileiras. D) Utilizar materiais didáticos que mencionem as religiões afro-brasileiras de forma neutra, deixando de aprofundar suas contribuições para a cultura nacional. - Essa abordagem é insuficiente, pois não valoriza as contribuições significativas dessas religiões. Portanto, a alternativa correta é: C) Integrar o estudo das religiões de matriz africana aos conteúdos curriculares, promovendo o reconhecimento de sua importância histórica, cultural e social na formação da identidade brasileira.
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